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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Centro de Ciências Humanas e Sociais – CCH


Licenciatura em História - EAD
UNIRIO/CEDERJ

SEGUNDA AVALIAÇÃO A DISTÂNCIA (AD 2) 2019.2


DISCIPLINA: METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA
COORDENAÇÃO: THIAGO NASCIMENTO KRAUSE
Nome:
Matrícula:
Polo:

Este plano de aula é indicado para a disciplina de história no ensino fundamental, mais
especificamente, para o sétimo ano. O plano é escrito de acordo com a Lei 11.645 de março de
2008, “que tornou obrigatório o ensino de história e culturas indígenas nos currículos escolares no
Brasil” e intenta, como advoga Silva (2012:220), contribuir “para o reconhecimento e a inclusão
das diferenças étnicas dos povos indígenas, buscando pensar um novo desenho do Brasil em sua
sociodiversidade” (Silva, 2012:220). No sétimo ano do ensino fundamental, a Base Nacional
Comum Curricular (BNCC) indica que “as conexões entre Europa, América e África” são
ampliadas com o debate dos “aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais ocorridos a partir
do final do século XV até o final do século XVIII” (Brasil, 2017:418). A unidade temática a ser
abordada, de acordo com a estrutura do sétimo ano apresentada na BNCC, é “A organização do
poder e as dinâmicas do mundo colonial americano” (Brasil, 2017:422). Dentro desta unidade, o
objetivo de conhecimento ou conteúdo interpelado será “A conquista da América e as formas de
organização política dos indígenas e europeus: conflitos, dominação e conciliação” (Brasil,
2017:422). Neste contexto, as habilidades que a aula espera desenvolver nos alunos são as
seguintes:
(EF07HI08) Descrever as formas de organização das sociedades americanas no
tempo da conquista com vistas à compreensão dos mecanismos de alianças,
confrontos e resistências.
(EF07HI09) Analisar os diferentes impactos da conquista europeia da América
para as populações ameríndias e identificar as formas de resistência (Brasil,
2017:423).
O conteúdo será ministrado através da combinação de métodos de ensino, para que a aula
tenha dinamismo e chame a atenção dos alunos para sua participação ativa na aula. Inicialmente,
a aula busca “contextualizar e problematizar o processo de conquista e de colonização europeia da
América” no sentido de desmistificar a “visão do (bom) selvagem indolente que pesa, até hoje,
sobre a população indígena do continente americano, permitindo uma efetiva reflexão de sua
história” (CEDERJ, 2011:80). Para este fim, o vídeo humorístico intitulado “Descobrimento”, do
canal do youtube Porta dos Fundos, será transmitido para a turma do sétimo ano. O vídeo possui 3
minutos e 40 segundos de uma suposta conversa entre Pedro Álvarez Cabral e dois nativos
brasileiros. Em seguida, os alunos serão encorajados a recontar, em suas palavras, o conteúdo do
vídeo. O objetivo é que os alunos observem os diversos agentes em jogo no vídeo – o colonizador
europeu, o nativo interlocutor das demandas de seu povo e o nativo representante destas demandas
–, assim como os temas em negociação entre estes agentes no vídeo – as trocas culturais, a invasão
do território, a exploração dos recursos naturais, a insatisfação indígena com a presença do
europeu, entre outros. Para avaliar se os objetivos desta aula foram atingidos, o professor deve não
somente encorajar o debate entre os alunos sobre o conteúdo do vídeo, mas conduzi-lo através da
sondagem oral da compreensão dos alunos sobre os temas abordados. Após esta atividade, os
alunos serão apresentados a uma proposta de pesquisa em grupo sobre as práticas de resistência
indígena quando da conquista da América. Cada grupo deverá apresentar, no mínimo, duas práticas
de resistência indígena para a próxima aula. O professor dedicará um momento para a resolução
de dúvidas sobre a condução e apresentação da pesquisa, indicando fontes de pesquisa e formato
da apresentação. Para o encerramento da aula, haverá a retomada dos pontos apresentados em aula
para verificar se o conteúdo da aula foi compreendido e ressonará na proposta feita aos alunos, isto
é, se os alunos compreenderam os atores presentes no momento da conquista, as negociações entre
estes atores, os temas em discussão e, por fim, os motivos da resistência indígena.

Referências:

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Versão Final. Brasília, MEC / CONSED /
UNDIME, 2017. Disponível em:
<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>.
Acesso em: 20 Out. 2019.
CEDERJ. Aula 7: Multiculturalismo na sala de aula 1. Metodologia do Ensino de História. Rio
de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2011.

PORTA DOS FUNDOS. Descobrimento. Disponível em:


<https://www.youtube.com/watch?v=S9UTFKPyTMs>. Acesso em: 20 Out. 2019.

SILVA, Edson. “O ensino de História Indígena: possibilidades, exigências e desafios com base
na Lei 11.645/2008”. História Hoje, vol. 1, n. 2, 2012, pp. 213-223. Disponível em:
<https://rhhj.anpuh.org/RHHJ/article/download/48/38>. Acesso em: 20 Out. 2019.