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JUÍZO DE DIREITO DA 1ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE DUQUE DE


CAXIAS.

Processo nº.: 0051746-72.2019.8.19.0021

DECISÃO

Retifique-se a autuação, pois se trata de Divórcio Consensual,


não havendo polo passivo, mas apenas Requerentes.

Aos Postulantes para, no prazo de 15 (quinze) dias:

1) esclarecerem quem deixará o lar conjugal, em caso de


procedência do pedido e, em que prazo, sendo impossível a decretação
do divórcio do casal que permanecerá residindo sob o mesmo teto,
porquanto nesta situação presume-se a continuidade da affectio maritalis,
sendo este o pilar principal do casamento. Nesse sentido a jurisprudência já
se manifestou:

Número: 70044257038 - Tribunal: Tribunal de Justiça do RS -


Seção: CÍVEL - Tipo de Processo: Apelação Cível - Órgão Julgador: Oitava
Câmara Cível - Decisão: Acórdão - Relator: Alzir Felippe Schmitz - Comarca
de Origem: Comarca de Porto Alegre
Ementa: APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. AÇÃO DE
DIVÓRCIO LITIGIOSO, ALIMENTOS E PARTILHA. SEPARAÇÃO DE FATO.
Embora a coabitação não seja, necessariamente, sinônimo de
vida em comum, a separação de fato antes da dissolução do lar conjugal
depende de prova o que, no caso concreto, não restou satisfatoriamente
demonstrado. Todavia, após a audiência em que as partes transigiram sobre
a coabitação somente até a venda do imóvel comum, pode-se considerar
como ocorrido o desfecho da comunhão de vidas. PARTILHA DOS BENS.
REGIME DA COMUNHÃO UNIVERSAL. Ao casamento ocorrido antes da Lei do
Divórcio e sem pacto antenupcial, aplica-se o regime da comunhão
universal de bens. Data da separação de fato que não modifica a partilha
dos imóveis (imóvel recebido pela virago gravado com cláusula de
incomunicabilidade) e dos automóveis, retificando-se, apenas, a data para
partilha dos valores existentes em instituições bancárias. ALIMENTOS. Diante
da comprovada dependência financeira de um dos cônjuges ao outro por
mais de 30 (trinta) anos, não há como alterar-se a situação com o divórcio.
Assim, compete ao alimentante manter a alimentada em situação financeira

Decisão no Proc. nº.: 0051746-72.2019.8.19.0021 – 1ª Vara de Família de Duque de Caxias.


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compatível com a situação vivida pelas partes durante a união conjugal.


Auxílio-refeição e vale alimentação. Os alimentos incidem sobre ambas as
verbas, uma vez que possuem clara natureza salarial. MUDANÇA DO
PATRONÍMICO DA VIRAGO. O pleito da virago para retornar ao seu
patronímico de solteira deve lhe ser prontamente alcançado, em respeito à
legislação vigente. AJG. O benefício da assistência judiciária gratuita foi
indeferido pelo juiz de primeiro grau sem a interposição de recurso. Logo, e
sem que houvesse qualquer alteração ou fato novo, a matéria está preclusa.
Apelo não conhecido no ponto. CONHECERAM PARCIALMENTE DO APELO E,
NOS PONTOS CONHECIDOS, DERAM-LHE PARCIAL PROVIMENTO E DERAM
PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO ADESIVO. (Apelação Cível Nº
70044257038, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Alzir
Felippe Schmitz, Julgado em 24/11/2011) - Data de Julgamento: 24/11/2011 -
Publicação: Diário da Justiça do dia 29/11/2011.
DIREITO DE FAMÍLIA. DIVÓRCIO DIRETO CONSENSUAL. PRESUME-SE
A AFFECTIO MARITALIS O FATO DE OS CÔNJUGES VIVEREM SOB O MESMO
TETO. SEM A PROVA DA SEPARAÇÃO DE FATO DOS CÔNJUGES POR DOIS
ANOS É IMPROCEDENTE O PEDIDO DEDUZIDO EM AÇÃO DE DIVÓRCIO DIRETO
(CÓDIGO CIVIL, ART. 1580, § 2º). APELO CONHECIDO E DESPROVIDO.
UNÂNIME. (apelação cível 2006.001.41203-TJ/RJ – DES. FERNANDO FOCH
LEMOS – Julgamento: 11/01/2007 – TERCEIRA CÂMARA CÍVEL)

É certo que não mais se exige a separação prévia, entretanto,


aqueles que pretendem o Divórcio devem ter suas questões jurídicas
resolvidas pelo Poder Judiciário e ter ciência de suas consequências.
Permanecendo sob o mesmo teto, não se definirá a situação dos litigantes e
isto poderá ensejar outras questões e animosidades, por exemplo: passarão
a viver em união estável; interferência em direito sucessório e previdenciário
etc. As consequências do julgamento do presente, com decretação do
Divórcio, são juridicamente inconcebíveis apenas no leito, permanecendo a
coabitação dos cônjuges, ainda mais em se tratando de divórcio litigioso,
bastando imaginar a situação daquele casal que, em desarmonia
constante, permanece sob o mesmo teto, brigando como inimigos. Não é
por outra razão, aliás, que se entende impossível ao Magistrado deferir a
cautelar de separação de corpos apenas no leito, permanecendo a
coabitação.
A despeito da legislação não mais exigir separação prévia seja
de fato ou de direito para a concessão do Divórcio, para tanto deve
corroborar também a ruptura da vida conjugal em seu aspecto subjetivo. A
affectio maritalis é a base para a manutenção e existência do matrimônio,
sendo ilógico que não fosse apreciado o seu valor quando do requerimento
do rompimento do vínculo conjugal. Necessária, portanto, a comprovação

Decisão no Proc. nº.: 0051746-72.2019.8.19.0021 – 1ª Vara de Família de Duque de Caxias.


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da ruptura do afeto, o que não ocorre com a continuidade da residência


dos Divorciados no mesmo imóvel.
2) estabelecerem as cláusulas de guarda, pensionamento e
visitação ao filho menor, sendo estas obrigatórias, na forma do art. 731 do
N.C.P.C. c/c art. 40, § 2º, da Lei 6.515, sendo certo que, “de acordo com a
decisão nos autos nº 57036/2004, os divórcios ou separações judiciais
possuem cláusulas mínimas como pedidos de alimentos, guarda de filhos
menores e regulamentação de visitas, logo, não comportam qualquer
destaque para cobrança de custas em separado, em virtude da
apreciação das supracitadas cláusulas mínimas” (informação extraída do
site da CGJ, modelos de GRERJ a partir de 04/03/2016), cabendo, ainda,
trazer à baila recente acórdão unânime proferido em idêntica hipótese,
em recurso de agravo de instrumento manejado contra decisão deste
Juízo em outro feito:

“0013022-67.2016.8.19.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO -


Des(a). RICARDO COUTO DE CASTRO - Julgamento: 19/10/2016 - SÉTIMA
CÂMARA CÍVEL - AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE
DIVÓRCIO. DETERMINAÇÃO DE EMENDA DA INICIAL. INCLUSÃO DE
CLÁUSULAS DE GUARDA, VISITAÇÃO E ALIMENTOS DE FILHO MENOR. Com a
entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil, a teor do art. 731,
incisos III e IV, para se homologar o Divórcio, deve na inicial constar
também o acordo quanto à guarda e regime de visitas aos filhos incapazes
e a contribuição financeira para criá-los e educá-los. Acerto da decisão de
primeiro grau, já alinhada ao entendimento de ser possível a cumulação.
Além de melhor resguardar o direito do menor, há a observância dos
princípios da economicidade e da celeridade processual. Decisão que se
mantém. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.”;

A emenda constitucional que apenas permitiu o Divórcio Direto,


sem exigência de prazo de separação de fato ou judicial, é muito anterior
à entrada em vigor do atual Código de Processo Civil, sendo certo que
não haveria sentido na iniciativa do legislador em fazer constar os requisitos
específicos para o divórcio consensual se entendesse desnecessários
diante da norma constitucional, como sabemos, de cunho geral.

Assim sendo, é permitido em nosso ordenamento que minúcias


não tratadas no texto da Constituição Federal assim o sejam em leis mais
específicas, o que não denota qualquer afronta ou inconstitucionalidade e
parece ser o caso em exame. O legislador, ao positivar os requisitos quanto

Decisão no Proc. nº.: 0051746-72.2019.8.19.0021 – 1ª Vara de Família de Duque de Caxias.


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à dissolução consensual do vínculo matrimonial, buscou proteger os


interesses dos menores, sendo isso apenas o que este Juízo está
determinando que seja observado pelos Requerentes.

Inclusive, é esse o motivo pelo qual o art. 733 do atual Código


Processual Civil disciplina que o divórcio consensual poderá ser realizado
por escritura pública, sem a necessidade de judicialização, apenas nos
casos em que não haja nascituro ou filhos incapazes. A contrário senso,
caso haja filhos menores ou nascituro, é obrigatório o processo judicial. Mais
uma vez, não haveria sentido na norma que prevê a obrigatoriedade de
judicialização se não fosse para a proteção dos menores. Caso se
entendessem como desnecessárias as cláusulas de alimentos, guarda e
visitação, não haveria qualquer razão para a formação obrigatória do
processo judicial, uma vez que os divorciandos poderiam fazê-lo por
simples escritura pública. Definitivamente, não foi esse o intuito do
legislador.

Ademais, em recente acórdão proferido em sede de agravo


de instrumento nosso Tribunal assim se manifestou:

“0024684-23.2019.8.19.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO -


Des(a). NATACHA NASCIMENTO GOMES TOSTES GONÇALVES DE OLIVEIRA -
Julgamento: 12/06/2019 - VIGÉSIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL - Agravo de
Instrumento em face de decisão que determinou que os agravantes
esclarecessem cláusula de pensionamento e visitação em favor dos filhos.
Determinação de emenda da inicial não consta do rol do artigo 1.015 do
Código de Processo Civil. Decisão da qual não se admite agravo.
Mitigação do referido dispositivo que não se aplica ao caso. Ausência de
irreversibilidade a exigir apreciação urgente da questão. Possibilidade de
apreciação da matéria através de recurso próprio. Apelação. RECURSO
NÃO CONHECIDO. RELATÓRIO - Tratam os autos de agravo interposto em
face de decisão assim proferida: “DECISÃO -Defiro a gratuidade de Justiça.
Aos Requerentes para, no prazo de 15 (quinze dez) dias: 1) esclarecerem as
cláusulas de pensionamento e visitação aos filhos menores, sendo estas
obrigatórias, na forma do art. 731, III e IV do Novo C.P.C. c/c art. 40, § 2º, da
Lei 6.515, sendo certo que, “de acordo com a decisão nos autos nº
57036/2004, os divórcios ou separações judiciais possuem cláusulas
mínimas como pedidos de alimentos, guarda de filhos menores e
regulamentação de visitas, logo, não comportam qualquer destaque para
Decisão no Proc. nº.: 0051746-72.2019.8.19.0021 – 1ª Vara de Família de Duque de Caxias.
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cobrança de custas em separado, em virtude da apreciação das


supracitadas cláusulas mínimas” (informação extraída do site da CGJ,
modelos de GRERJ a partir de 04/03/2016), cabendo, ainda, trazer à baila
recente acórdão unânime proferido em idêntica hipótese, em recurso de
agravo de instrumento manejado contra decisão deste Juízo em outro feito:
“0013022-67.2016.8.19.0000 - AGRAVO DE INSTRUMENTO - Des(a). RICARDO
COUTO DE CASTRO - Julgamento: 19/10/2016 - SÉTIMA CÂMARA CÍVEL -
AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE DIVÓRCIO.
DETERMINAÇÃO DE EMENDA DA INICIAL. INCLUSÃO DE CLÁUSULAS DE
GUARDA, VISITAÇÃO E ALIMENTOS DE FILHO MENOR. Com a entrada em
vigor do Novo Código de Processo Civil, a teor do art. 731, incisos III e IV,
para se homologar o Divórcio, deve na inicial constar também o acordo
quanto à guarda e regime de visitas aos filhos incapazes e a contribuição
financeira para criá-los e educá-los. Acerto da decisão de primeiro grau, já
alinhada ao entendimento de ser possível a cumulação. Além de melhor
resguardar o direito do menor, há a observância dos princípios da
economicidade e da celeridade processual. Decisão que se mantém.
RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO...”
Em suas razões recursais, os agravantes alegam, em síntese,
que a demanda principal versa sobre divórcio consensual, visto que estão
separados de fato, sendo certo que os genitores, vêm atendendo às
necessidades da filha de forma ampla, assegurando o melhor interesse da
menor. Entretanto, o Juízo monocrático entendeu que as cláusulas de
pensionamento e visitação em favor dos filhos menores são obrigatórias e
pretende que sejam esclarecidas pelos requerentes, ainda que em sua
exordial, tendo dito que as questões serão objeto de ação própria, o que
constitui óbice à decretação do divórcio. Junta acórdãos, inclusive,
favorável a tese defendida. Assim, requer o efeito suspensivo ao agravo e
deferida em antecipação de tutela, a pretensão recursal e
subsidiariamente, concedido o efeito suspensivo no sentido de suspender
os efeitos da decisão que determinou sejam esclarecidas as cláusulas de
pensionamento e visitação em favor dos filhos menores, e espera, ao final,
seja dado provimento ao presente recurso para reformar a decisão em sua
integralidade. Decisão – index 27, indeferindo a tutela recursal com
determinação de manifestação da Procuradoria de Justiça. Parecer
Ministerial, index 30, opinando pelo conhecimento e provimento do
recurso. É O RELATÓRIO. VOTO. A decisão não é daquelas que admite
agravo de instrumento, posto que não se encontra no rol da previsão do
art. 1015 do CPC, aplicável à espécie. O recurso em que se busca a
alteração da decisão determinou que os agravantes esclareçam cláusula
de pensionamento e visitação em favor dos filhos, ao fundamento de que

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elas são obrigatórias, na forma do art. 731 e seus incisos do CPC junto com
o c/c art. 40, § 2º, da Lei 6.515, requerendo a parte a reversão dessa
obrigatoriedade imposta pelo Juiz “a quo”, não se enquadrando nos casos
em que o STJ considera como sendo de decisão passível de recebimento
pelo art. 1.015 do CPC aplicando-se a taxatividade mitigada. O
entendimento fixado pela Ministra Nancy Andrighi na tese proposta foi de
que: “O rol do artigo 1.015 do CPC/2015 é de taxatividade mitigada, por
isso admite a interposição de agravo de instrumento quando verificada a
urgência decorrente da inutilidade do julgamento da questão no recurso
de apelação.” Assim ficou a cargo do julgador apreciar cada caso
concreto para se verificar se é hipótese em que a decisão é de apreciação
urgente sob pena de ao ser postergada tornar-se inútil. No caso em
questão a determinação proferida pelo juízo não traz qualquer prejuízo aos
agravantes, eis que poderá se for o caso a decisão do juízo ser apreciada
em sede de apelação. Ao demais a decisão que determina a emenda da
inicial para a esclarecer pensionamento e visitação aos filhos menores na
ação não consta do rol taxativo para as hipóteses de cabimento do agravo
de instrumento. Há que se registrar que a decisão Juízo encontra-se em
consonância com o artigo 731 incisos III e IV do CPC, sendo, portanto,
requisitos decorrentes de norma impositiva. Confira-se: Art. 1.015. Cabe
agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem
sobre: I - tutelas provisórias; II - mérito do processo; III - rejeição da
alegação de convenção de arbitragem; IV - incidente de desconsideração
da personalidade jurídica; V - rejeição do pedido de gratuidade da justiça
ou acolhimento do pedido de sua revogação; VI - exibição ou posse de
documento ou coisa; VII - exclusão de litisconsorte; VIII - rejeição do
pedido de limitação do litisconsórcio; IX - admissão ou inadmissão de
intervenção de terceiros; X - concessão, modificação ou revogação do
efeito suspensivo aos embargos à execução; XI - redistribuição do ônus da
prova nos termos do art. 373, § 1o; XII - (VETADO); XIII - outros casos
expressamente referidos em lei. Parágrafo único. Também caberá agravo
de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de
liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de
execução e no processo de inventário. Sobre o tema, pertinente o
ensinamento dos notáveis professores Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de
Andrade Nery, verbis: 3 . Agravo de Instrumento em hipóteses taxativas
(numerus clausus). O dispositivo comentado prevê, em numerus clausus, os
casos em que a decisão interlocutória pode ser impugnada pelo recurso
de agravo de instrumento. As interlocutórias que não se encontram no rol
do CPC 1015 não são recorríveis pelo agravo, mas sim como preliminar de
razões ou contrarrazões de apelação (CPC 1009 § 1º). Pode-se dizer que o
sistema abarca o princípio da irrecorribilidade em separado das
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interlocutórias como regra. Não se trata de irrecorribilidade da


interlocutória que não se encontra no rol do CPC 1015, mas de
recorribilidade diferida, exercitável em futura e eventual apelação (razões
ou contrarrazões). (...). – Comentários ao Código de Processo Civil, Nelson
Nery Junior e Maria de Andrade Nery, Novo CPC – Lei 13.105/2015 – 2ª
Tiragem, p.2078. Nesse sentido: AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO
CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL. AÇÃO DE PRODUÇÃO ANTECIPADA DE
PROVAS. DECISÃO QUE DETERMINA A EMENDA À INICIAL PARA EXCLUSÃO DE
PEDIDO. INCONFORMISMO MANIFESTADO PELO AUTOR. 1- Com o advento
do CPC/15, modificou-se a sistemática do Agravo de Instrumento,
mormente quanto à sua admissibilidade, com a previsão de hipóteses
específicas para seu cabimento, trazidas no bojo do art. 1.015 da referida
lei; 2- A decisão agravada, que determina ao autor que apresente Emenda
à Inicial para excluir dos pedidos a prestação de informações pela
administração municipal acerca dos dados de terceiros beneficiados pelo
programa ¿Minha Casa, Minha Vida¿, não se enquadra no rol trazido pelo
referido artigo, destacando-se que tal relação é taxativa, nos termos da
jurisprudência do TJRJ e do STJ, motivo pelo qual o presente Agravo se
mostra inadmissível. Precedentes; 3- Recurso não conhecido, na forma
autorizada pelo art. 932, III, do CPC/15. (Agravo de Instrumento nº 0028241-
52.2018.8.19.0000, Rel. Des. MARCO AURÉLIO BEZERRA DE MELO -
Julgamento: 30/05/2018 - DÉCIMA SEXTA CÂMARA CÍVEL). Trata-se, pois, de
decisão que não admite agravo. Diante do exposto, VOTO pelo NÃO
CONHECIMENTO DO AGRAVO” (sublinhei).
3) formularem as cláusulas objetivamente no sentido das partes
acordarem e não de uma delas apenas pretender, pois o pedido é
consensual;
4) informarem a profissão do cônjuge-mulher e anexarem seus
comprovantes atuais de vencimentos (do marido também) para a análise
do pedido de gratuidade de Justiça;
5) juntarem a certidão de nascimento do filho em comum.

P.I.
Duque de Caxias, 06 de agosto de 2019.

MAFALDA LUCCHESE, Juíza de Direito.

Decisão no Proc. nº.: 0051746-72.2019.8.19.0021 – 1ª Vara de Família de Duque de Caxias.


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Assinado em 06/08/2019 09:58:58


MAFALDA LUCCHESE:16601 Local: TJ-RJ