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Filosofia Geral - Fábio Henrique Cardoso Leite - UNIGRAN

Aula
08

CONHECIMENTO COMO
FERRAMENTA PARA O
FILOSOFAR

Objetivos de aprendizagem

Ao término desta aula, vocês serão capazes de:

• identificação das demandas presentes na sociedade, visando à


formular respostas profissionais para o enfrentamento da questão social;
• atuar como sujeito no processo de formação de recursos humanos;
• usar adequadamente novas tecnologias, tanto de informação como
de comunicação.

Seções de estudo

 SEÇÃO 1 - Análise Sobre o Conhecimento:


1.1Conhecimento Popular ou Senso Comum
1.2 Conhecimento Filosófico
1.3 Conhecimento Religioso ou Teológico
1.4 Conhecimento Científico

 SEÇÃO 2 - Filosofia Moral


2.1 Características do Pensamento Filosófico

 SEÇÃO 3 - A Essência da Filosofia


3.1 O Caráter Racional, Cognoscitivo Dessa Atitude
3.2 A Posição da Teoria do Conhecimento no Sistema
da Filosofia
3.3 Achamo-nos de Posse de Certos Conhecimentos
“A Priori” e o Próprio Senso Comum não os Dispensa

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3.4 A Filosofia Necessita de Uma Ciência que Determine a


Possibilidade, os Princípios e a Extensão de Todos os Conhecimentos “A Priori”.
3.5 Diferença Entre o Juízo Analítico e o Sintético
3.6 Os Juízos da Experiência, Como Tais, São Todos Sintéticos.

SEÇÃO 1 – Análise sobre o Conhecimento.

Para Buzzi (1972) 37, o ser humano percorre caminhos diferentes para obter
informações e produzir ideias sobre a realidade em que vive. O senso comum, a ciência
e a filosofia são vias de aceso para se conhecer o mundo e os seres que nele habitam.
O que é o conhecimento? É a fabricação do ideal sobre a terra.
A terra está serena no azul do céu. Seu percurso é um tranquilo morar. Nós,
porém estamos inquietos. Na tenda da linguagem procuramos. O conhecimento é
caminho de busca e de regresso à tenda de convivência com todos os seres.
O primeiro conhecimento é o mito. Primeiro na origem e na fundamentação
de todo outro conhecimento. Mito é comunicação imediata com todos os seres;
uma comunicação dionisíaca, uma comunicação entusiástica.
A essência da filosofia 38–

é autorreflexão do espírito sobre seu comportamento valorativo


teórico e prático e, igualmente, aspiração a uma inteligência das
conexões últimas das coisas, a uma visão racional de mundo [...]
a autorreflexão do espírito é meio para se atingir uma imagem
de mundo, uma visão metafísica do mundo [...] Filosofia é a
tentativa do espírito humano de atingir uma visão de mundo,
mediante a autorreflexão sobre suas funções valorativas teóricas
e práticas (HESSEN, 2004, p. 9).

Teoria do Conhecimento – “é uma teoria, isto é, uma interpretação e


uma explicação filosóficas do conhecimento humano”.

Proposições:

Crenças Conhecimento Verdade

Crenças Verdadeiras
Crenças Verdadeiras e JusƟficadas (Conhecimento)
Figura extraída em: <http://elvisfusco.files.wordpress.
com>. Acesso em: 30/08/2010.

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Neste ponto iremos estudar a origem e a importância do conhecimento.


Não nascemos com ele, adquirimos com a nossa capacidade racional, não se adquire
de uma hora para outra, é um exercício constante, uma atividade permanente...
Iremos ver que para adquirir o conhecimento devemos lutar contra a vontade
do desânimo, não será fácil, mas quando se consegue, verificamos quanto é útil
sermos racionais, quanto é útil ajudar e descobrir novas possibilidade.
A origem do conhecimento – “O homem é um ser espiritual e sensível”.
Distinguimos correspondentemente um conhecimento espiritual e um conhecimento
sensível. A fonte do primeiro é a razão; a do segundo, a experiência. Pergunta-se, então,
qual é a principal fonte em que a consciência cognoscente vai buscar seus conteúdos.
A fonte e o fundamento do conhecimento humano é a razão ou a experiência?
Essência do conhecimento – “Conhecimento quer dizer uma relação entre
sujeito e objeto”. O verdadeiro problema do conhecimento, portanto, coincide
com a questão sobre a relação entre sujeito e objeto.
Nesse ponto iremos recapitular alguns conhecimentos, para darmos
continuidade à prática constante, saímos do senso comum, e quando saímos, não
voltamos mais, ou seja, não voltamos mais a ser ignorante, podemos e devemos
voltar para ajudar, auxiliar o outro através do nosso conhecimento. O primeiro é
o Conhecimento Popular...

1.1 Conhecimento Popular ou Senso Comum


O conhecimento popular, também chamado de empírico ou senso comum,
é aquele que se adquire sem estudos e sem aplicação de métodos ou pesquisas.
Para Fachin (2003, p. 9), ele “Geralmente é conseguido na vida cotidiana e,
muitas vezes, ao acaso, fundamentado apenas em experiências vivenciadas ou
transmitidas de pessoas para pessoas, fazendo parte das antigas tradições”.
Babibi (apud LAKATOS, 1991) diz que o conhecimento popular “é o
saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado ou
estudado, sem a aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo”.
No nosso dia-a-dia fazemos muitas coisas que aprendemos dessa forma.
Este conhecimento está presente em todas as regiões, onde as pessoas o utilizam
do seu jeito próprio para solucionar seus problemas. Ele é muito valioso, pois
permite que as pessoas o utilizem para fazer as interações com a realidade e viver
em harmonia. Embora ele não seja sistematizado e não siga regras fixas, ele
continua sendo transmitido para as gerações futuras.

1.2 Conhecimento Filosófico


A filosofia teve sua origem na Ásia Menor (Jônia) o seu precursor foi
Tales de Mileto. No século VI a.C. expandiu-se na Grécia (Sul da Itália), onde se

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destacaram nesse conhecimento Sócrates (469-399 a.C.), Platão (427-347 a.C.) e


Aristóteles (383-322 a.C.).
Mas afinal para que serve o conhecimento filosófico?
Para Fachin (2001), “O grande mérito da filosofia é justamente desenvolver
no ser humano a possibilidade de reflexão ou capacidade de raciocínio”.
Outro conceito que permite que entendamos este conhecimento é o de Lakatos
(2001), que ressalta o potencial do conhecimento filosófico por ser “[...] caracterizado
pelo esforço da razão pura para questionar o problemas humanos e poder discernir entre
o certo e o errado, unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana”.
Como podemos perceber, o conhecimento filosófico é que nos dá a
capacidade de julgar aquilo que vivenciamos e, sem ele, teríamos o raciocínio e a
capacidade de juízo atrofiados.

1.3 Conhecimento Religioso ou Teológico


O conhecimento religioso ou teológico apóia-se na fé e tem sua origem
nas revelações do sobrenatural. Na compreensão dos seres humanos essas
manifestações são divinas e trazem a mensagem de um ser superior. Quantas
autoridades Divinas e invisíveis já são nomeadas por nós. Vejamos alguns
exemplos: Buda, Maomé, Deus e Jesus Cristo.
Não podemos confundir crenças e religiões com fé. O conhecimento
religioso parte do princípio de que as manifestações, “verdades” e evidências
sobrenaturais não são verificáveis e, por serem obra do criador divino e conterem
uma atitude implícita de fé, são infalíveis e indiscutíveis (LAKATOS,1991).

1.4 Conhecimento Científico


Os três conhecimentos que vimos antes não são considerados científicos,
porque lhes faltam algumas qualidades de sistematização e comprovação, mas,
ainda assim, são muito importantes para nós.
O conhecimento científico é importante porque precisamos de fontes
mais seguras que abordem os fatos e fenômenos da realidade de forma sistemática,
aplicando métodos e realizando análise e síntese, sem a interferência das crenças
do pesquisador. Ruiz (2002) o descreve como um conhecimento que vai além do
empírico, procurando conhecer, além do fenômeno, suas causas e leis.
Na Renascença, a ciência era vista como certa, infalível e uma verdade
absoluta, alcançada por meio do conhecimento ordenado e regido por leis e
princípios. Porém, “atualmente a ciência é entendida como uma busca constante
de explicações e de soluções, de revisão e de reavaliação de seus resultados,
apesar de sua falibilidade e de seus limites” (CERVO E BERVIAN, 2002).
A ciência é um processo dinâmico de construção, renovação e reavaliação

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constante, na busca de aproximar-se cada vez mais da verdade através de métodos


de controle, sistematização, revisão e segurança e, por isso, é submetido à análise
dos pesquisadores que atuam na área de conhecimento que pretendemos estudar.
Esse rigor científico também está presente nos trabalhos que são realizados
no âmbito acadêmico e, para que vocês consigam realizar seus trabalhos dentro
das normas exigidas, continuaremos nosso estudo, já iniciado nas primeiras aulas,
sobre os princípios de Metodologia Científica e as Normas da ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas) nas próximas unidades.
Antes de começar o próximo tópico, solicitamos que cada um dê pelo menos
um exemplo de comportamento ou atitude que retrate um dos quatro conhecimentos.
Finalizando está parte, percebemos que existem muitas maneiras de
adquirir conhecimento, não podemos deixar passar em branco a nossa capacidade
de estar sempre ligados a novas descobertas.
Passaremos agora a estudar a Filosofia Moral, devemos nos preparar
para assumirmos um compromisso muito sério, pois tratar de Moral é tratar
com o nosso caráter, espelha o que somos e o que devemos ser, um projetar-se
ao novo, ou seja, moral é o bem que está dentro de nós, devemos realizá-lo de
dentro para fora, sem obrigação e sim por livre e espontânea vontade. Vejamos a
importância da Filosofia (razão) juntamente com a Moral (bem), fazer o bem com
conhecimento, com razão sem nada em troca...

SEÇÃO 2 - A Filosofia Moral

A Filosofia Moral 39 ou ciência da


natureza humana pode ser tratada de duas maneiras
diferentes; cada uma delas tem seu mérito peculiar
e pode contribuir para o entretenimento, instrução
e reforma da humanidade. A primeira considera o
homem como nascido principalmente para a ação;
como influenciado em suas avaliações pelo gosto e Figura extraída em: <http://betanices.
blogs.sapo.pt/arquivo/2005_01.html>
pelo sentimento; perseguindo um objeto e evitando Acesso em: 30/08/2010.

outro, segundo o valor que esses objetos parecem


possuir e de acordo com a luz sob a qual eles próprios se apresentam. Como
se admite que a virtude é o mais valioso dos objetos, os filósofos dessa classe
pintam-na com as mais agradáveis cores e, valendo-se da poesia e da eloquência,
discorrem acerca do assunto de maneira fácil e clara: o mais adequado para
agradar a imaginação e cativar as inclinações.
Escolhem, na vida cotidiana, as observações e exemplos mais notáveis,
colocam os caracteres opostos num contraste adequado e, atraindo-nos para os

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caminhos da virtude com visões de glória e de felicidade, dirigem nossos passos


nesses caminhos com os mais sadios preceitos e os mais ilustres exemplos. Fazem-
nos sentir a diferença entre o vício e a virtude; excitam e regulam nossos sentimentos;
e se eles podem dirigir nossos corações para o amor da probidade e da verdadeira
honra, pensam que atingiram plenamente o fim de todos os seus esforços.
Os filósofos da outra classe consideram o homem mais um ser racional que um
ser ativo, e procuram formar seu entendimento em lugar de melhorar-lhe os costumes.
Consideram a natureza humana objeto de especulação e examinam-
na com rigoroso cuidado a fim de encontrar os princípios que regulam o nosso
entendimento, excitam nossos sentimentos e fazem-nos aprovar ou censurar
qualquer objeto particular, ação ou conduta.
Julgam uma desgraça para toda a literatura que a filosofia não tenha
estabelecido, além da controvérsia, o fundamento da moral, do raciocínio e da
crítica; e que sempre tenha que falar da verdade e da falsidade, do vício e da virtude,
da beleza e da fealdade, sem ser capaz de determinar a fonte dessas distinções.
Enquanto tentam realizar essa árdua tarefa, nenhuma dificuldade os desencoraja;
passam de casos particulares para princípios gerais, e conduzem ainda mais suas
investigações para princípios mais gerais, e não ficam satisfeitos até chegar àqueles
princípios primitivos que, em toda ciência, devem limitar toda curiosidade humana.
Embora suas especulações pareçam abstratas e mesmo ininteligíveis aos
leitores comuns, aspiram à aprovação dos eruditos e dos sábios e consideram-se
suficientemente compensados pelo esforço de toda a existência se puderem descobrir
algumas verdades ocultas que possam contribuir para o esclarecimento da posteridade.

2.1 - Características do Pensamento Filosófico 40


O trabalho do filósofo é refletir sobre a realidade, qualquer que ela seja,
descobrindo seus significados mais profundos.
Como isso é feito?
Em primeiro lugar, vamos estabelecer o que é reflexão. Refletir é pensar,
considerar cuidadosamente o que já foi pensado. Como um espelho que reflete a
nossa imagem, a reflexão do filósofo deixa ver, revela, mostra, traduz os valores
envolvidos nos acontecimentos e nas ações humanas.
Para chegar a essa revelação, a reflexão filosófica, segundo Demerval
Saviani, deve ser:

• Radical – ou seja, chegar até a raiz dos acontecimentos, isto é, aos seus
fundamentos; à sua origem, não só cronológica, mas no sentido de chegar aos
valores originais que possibilitaram o fato. A reflexão filosófica, portanto, é uma
reflexão em profundidade.

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• Rigorosa – isto é, seguir um método adequado ao objeto de estudo,


com todo o rigor, colocando em questão as respostas mais superficiais, comuns à
sabedoria popular e a algumas generalizações científicas apressadas.
• De conjunto – como já foi dito anteriormente, a filosofia não considera
os problemas isoladamente, mas dentro de um conjunto de fatos, fatores e valores
que estão relacionados entre si. A reflexão filosófica contextualiza os problemas
tanto verticalmente, dentro do desenvolvimento histórico, quanto horizontalmente,
relacionando-os a outros aspectos da situação da época.

Assim, embora os sistemas filosóficos possam chegar a conclusões


diversas, dependendo das premissas de partida e da situação histórica dos próprios
pensadores, o processo filosófico será sempre marcado por essas características,
resultando em uma reflexão rigorosa, radical e de conjunto.
Finalizamos está aula, onde pudemos observar a necessidade de estarmos
sempre atentos na observação das coisas, devemos conhecer para trabalhar com
segurança e responsabilidade racional...
Passaremos agora a estudar a essência, ou seja, a origem o princípio da
filosofia, não quando ela nasceu, mas sim o ponto essência da filosofia, onde
poderemos verificar a origem real da filosofia...

SEÇÃO 3 - A Essência da Filosofia 41

Recapitulando sobre a teoria do


conhecimento (esse início vimos na aula 07) é
uma disciplina filosófica. Para determinar seu
lugar no conjunto da filosofia, devemos partir de
uma definição da essência da filosofia. A palavra
filosofia provém da língua grega e significa
amor à sabedoria, ou aspiração ao saber, ao Imagem extraída em: <http://www.
conhecimento, mas é excessivamente genérico. ayruman.com.br/v1/artes/> Acesso em:
30/08/2010.
Para Platão e Aristóteles ela é considerada
pura e simplesmente como ciência, com a definição dos estóicos e epicuristas, para
quem a filosofia significa, respectivamente, aspiração à excelência e à felicidade.
Já, para Überweg, na Idade Moderna, a filosofia é a ciência dos princípios.
Para Dilthey (2003) deve-se primeiramente buscar um conteúdo comum
nos sistemas em que se forma a representação geral da filosofia. Tais sistemas
existem. Quanto a muitas formas de pensamento, é duvidoso considerá-las como
filosofia; mas no caso de numerosos outros sistemas, cala-se toda dúvida. Desde
que se tornam conhecidos, a humanidade sempre os considerou como produtos

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espirituais filosóficos e enxergou neles, desde o primeiro momento, a essência da


filosofia. Tais são os sistemas de Platão e Aristóteles, Descartes e Leibniz, Kant e
Hegel. E, quando nos aprofundamos neles, deparamos com certas características
essenciais comuns, apesar das diferenças. Encontramos uma atração pelo todo,
um direcionamento para a totalidade dos objetos.
Esses sistemas, portanto, possuem o caráter da universalidade. Além
disso, a atitude do filósofo com relação à totalidade dos objetos é uma atitude
intelectual, uma atitude de pensamento. Cabe ao filósofo conhecer o saber.
Aparecem, portanto, as seguintes marcas da essência de toda a filosofia:

3.1 - O Caráter Racional, Cognoscitivo Dessa Atitude


Sócrates é chamado de criador da filosofia ocidental. Todos os seus
pensamentos e energias estão voltados para a edificação da vida humana sobre a
base da reflexão e do saber, que encontra desenvolvimento pleno em Platão, seu
maior seguidor. Assim, a filosofia aparece em Sócrates e mais ainda em Platão
como autorreflexão do espírito a respeito de seus mais altos valores teóricos e
práticos, os valores do verdadeiro, do bom e do belo.
Já, a filosofia de Aristóteles mostra outra fisionomia. Seu espírito está
principalmente concentrado no conhecimento científico e em seu objeto, o ser.
No seu núcleo há uma ciência universal do ser: a filosofia primeira ou como seria
chamada mais tarde, a metafísica. Ela nos informa sobre a essência das coisas,
a contingência e os princípios últimos da realidade. Se a filosofia socrático-
platônica pode ser caracterizada como uma visão de si do espírito, devemos dizer
que, em Aristóteles a filosofia aparece antes de tudo como visão de mundo.
A filosofia é ambas as coisas: visão de si e visão de mundo. Podemos
determinar a essência da filosofia dizendo: a filosofia é autorreflexão do espírito
sobre seu comportamento valorativo teórico e prático e, igualmente, aspiração a
uma inteligência das conexões últimas das coisas, a uma visão racional de mundo.
Em uma definição indutiva, podemos dizer que a filosofia é a tentativa do espírito
humano de atingir uma visão de mundo, mediante a autorreflexão sobre as funções
valorativas teóricas e práticas. Já, podemos completar esse procedimento indutivo
com um dedutivo. Este consiste em situar a filosofia no contexto das funções
superiores do espírito, indicar o lugar que ela ocupa no sistema da cultura como
um todo. E, no sistema da cultura a filosofia tem seu lugar entre as ciências, de um
lado, e a religião e a arte, de outro. Com a religião e a arte, tem em comum o olhar
dirigido à totalidade do real; com a ciência, tem em comum o caráter teórico.

3.2 - A Posição da Teoria do Conhecimento no Sistema da Filosofia


O campo da filosofia divide-se em três partes: teoria da ciência, teoria do
valor e teoria da visão do mundo.

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A teoria do conhecimento ocupa no conjunto da filosofia um lugar na


teoria da ciência. Pode ser definida como teoria material da ciência ou como teoria
dos princípios materiais do conhecimento humano. Enquanto a lógica investiga
os princípios formais do conhecimento, as formas e leis gerais do pensamento
humano, a teoria do conhecimento dirige-se aos pressupostos

3.3 - Achamo-nos de Posse de Certos Conhecimentos “A Priori” e o


Próprio Senso Comum não os Dispensa 42
Trata-se agora de descobrir o sinal pelo qual o conhecimento empírico
se distingue do puro. A experiência nos mostra que uma coisa é desta ou daquela
maneira, silenciando sobre a possibilidade de ser diferente.
Digamos, pois, primeiro: se encontramos uma proposição que tem que
ser pensada com caráter de necessidade, tal proposição é um juízo “a priori".
Se, além disso, não é derivada e só se concebe como valendo por si
mesma como necessária, será então absolutamente “a priori”.
Segundo: a experiência não fornece nunca juízos com uma universalidade
verdadeira e rigorosa, mas apenas com uma generalidade suposta e relativa (por indução),
o que propriamente quer dizer que não se observou até agora uma exceção a determinadas
leis. Um juízo, pois, pensado com rigorosa universalidade, quer dizer, que não admite
exceção alguma, não se deriva da experiência e sem valor absoluto “a priori”.
Portanto, a universalidade empírica nada mais é do que uma extensão
arbitrária de validade, pois se passa de uma validade que corresponde à maior
parte dos casos, ao que corresponde a todos eles, como p. ex. nesta proposição:
“Todos os corpos são pesados”.
Pelo contrário, quando uma rigorosa universalidade é essencial em um
juízo, esta universalidade indica uma fonte especial de conhecimento, quer dizer,
uma faculdade de conhecer “a priori”. A necessidade e a precisa universalidade são
os caracteres evidentes de um conhecimento “a priori”, e estão indissoluvelmente
unidos. Mas como na prática é mais fácil mostrar a limitação empírica de um
conhecimento do que a contingência nos juízos, e como também é mais evidente
a universalidade ilimitada do que a necessidade absoluta, convém servir-se
separadamente desses dois critérios, pois cada um é por si mesmo infalível.
Ora, é fácil demonstrar que no conhecimento humano existem realmente
juízos de um valor necessário, e na mais rigorosa significação universal; por
conseguinte, juízos puros, “a priori”. Se se quer um exemplo da própria ciência,
basta reparar em todas as proposições da Matemática. Se se quer outro tomado do
bom senso, pode bastar a proposição de que cada mudança tem uma causa.
Neste último exemplo, o conceito de causa contém de tal modo o
de necessidade de enlace com um efeito e a rigorosa generalidade da lei, que

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desapareceria por completo se, como o fez Hume, quiséssemos derivá-lo da


frequente associação do que segue com o que precede e do hábito (e por isso de
uma necessidade simplesmente subjetiva) de ligar certas representações.
Também se poderia, sem recorrer a esses exemplos, para provar a
existência de princípios “a priori” em nosso conhecimento, demonstrar que
são indispensáveis para a possibilidade da mesma experiência, sendo, portanto
uma demonstração “a priori".
Porque, onde basearia a experiência a sua certeza se todas as regras que
empregasse fossem sempre empíricas e contingentes?
Assim, os que possuem esse caráter dificilmente são aceitos como
primeiros princípios.
Basta-nos haver manifestado aqui o uso puro de nossa faculdade de
conhecer de um modo efetivo e os caracteres que lhe são próprios.
Não é só nos juízos, pois também nos conceitos encontramos uma origem
“apriorística” de alguns.
Realmente, subtrai do vosso conceito empírico de um corpo tudo quanto
possui de empírico: a cor, a dureza, a moleza, o peso, e a própria impenetrabilidade,
e ficará o espaço que (ora vazio) ele ocupava e que não pode ser suprimido.
Quando separais alguns conceitos empíricos de um objeto, corpóreo ou
não, todas as propriedades que a experiência ministra. Não podeis, no entanto,
privá-lo dessa experiência, mediante a qual é pensada como substância, ou
aderente a uma substância (se bem que esse conceito de substância contenha mais
determinações que o de um objeto em geral).
Deveis, pois, reconhecer que a necessidade com que esse conceito se impõe
dá-se em virtude da sua existência, “a priori” na vossa faculdade de conhecer.

3.4 - A Filosofia Necessita de Uma Ciência que Determine a


Possibilidade, os Princípios e a Extensão de Todos os Conhecimentos “A Priori”
Há uma coisa ainda mais importante que o que precede: certos
conhecimentos por meio de conceitos, cujos objetos correspondentes não podem
ser fornecidos pela experiência, emancipam-se dela e parece que estendem o
círculo de nossos juízos além dos seus limites.
Precisamente nesses conhecimentos, que transcendem ao mundo sensível,
aos quais a experiência não pode servir de guia nem de retificação, consistem as
investigações de nossa razão, investigações que por sua importância nos parecem
superiores, e por seu fim muito mais sublimes a tudo quanto a experiência
pode apreender no mundo dos fenômenos; investigações tão importantes que,
abandoná-las por incapacidade, revela pouco apreço ou indiferença, razão pela
qual tudo intentamos para fazê-las, ainda que incidindo em erro.

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Esses inevitáveis temas da razão pura são: Deus, liberdade e imortalidade. A


ciência cujo fim e processos tendem à resolução dessas questões denomina-se Metafísica.
Sua marcha é, no princípio, dogmática; quer dizer, ela enceta confiadamente o seu trabalho
sem ter provas na potência ou impotência de nossa razão para tão grande empresa.
Parecia, no entanto, natural que, ao abandonar o terreno da experiência,
não construíssem imediatamente um edifício com conhecimentos adquiridos sem
saber como, ou sobre o crédito de princípios cuja origem ignoramos. E sem haver
assegurado, antes de tudo, mediante cuidadosas investigações, acerca da solidez
do seu fundamento. Pelo menos, antes de o construir, deveriam ter apresentado
estas questões: Como pode a inteligência chegar aos conhecimentos “a priori”?
Que extensão, legitimidade e valor podem ter?
Com efeito, nada seria mais natural, se essa palavra significa o que
conveniente e racionalmente deve suceder; mas se por ela entendemos o que
de ordinário se faz, nada é mais natural que dar ao olvido essas questões, pois
desfrutando de certeza uma parte de nossos conhecimentos, a Matemática,
concebe-se a fagueira esperança de que os demais cheguem ao mesmo ponto.
Por outra parte, abandonando o círculo da experiência, podem estar
seguros de não ser contraditados por ela. O desejo de estender os nossos
conhecimentos é tão grande que só detém seus passos quando tropeça em uma
contradição claríssima; mas as ficções do pensamento, se estão arrumadas com
certo cuidado, podem evitar tais tropeços, ainda que nunca deixem de ser ficções.
As matemáticas fornecem um brilhante exemplo do que poderíamos fazer
independentemente da experiência, nos conhecimentos “a priori”. É verdade que
não se ocupam senão de objetos e conhecimentos que podem ser representados
pela intuição; mas essa circunstância facilmente se pode reparar, porque a intuição
de que se trata pode dar-se “a priori” por si mesma e por conseguinte, é apenas
distinguível de um simples conceito puro.
A propensão a estender os conhecimentos, imbuída com esta prova do poder da
razão, não vê limites para o seu desenvolvimento. A pomba ligeira agitando o ar com seu
livre vôo, cuja resistência nota, poderia imaginar que o seu vôo seria mais fácil no vácuo.
Assim, Platão, abandonando o mundo sensível que encerra a inteligência em
limites tão estreitos, lançou-se nas asas das ideias pelo espaço vazio do entendimento
puro, sem advertir que com os seus esforços nada adiantava, faltando-lhe ponto de
apoio onde manter-se e segurar-se para aplicar forças na esfera própria da inteligência.
Mas tal é geralmente a marcha da razão humana na especulação; termina
o mais breve possível a sua obra, e não procura, até muito tempo depois, indagar
o fundamento em que repousa.
Uma vez chegado a esse ponto, encontra toda sorte de pretextos para
consolar-se dessa falta de solidez, ou, em último termo, repele voluntariamente

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a perigosa e tardia prova. Mas o que nos livra de todo cuidado e receio durante a
construção de nossa obra, e ainda nos engana por sua aparente solidez, é que uma
grande parte, quiçá a maior, do trabalho de nossa razão, consiste na análise de
conceitos que já temos formados sobre os objetos.
Isso nos dá uma infinidade de conhecimentos que, se bem sejam apenas
esclarecimentos e explicações daquilo que foi pensado em nossos conceitos (ainda
que de maneira confusa), estimam-se, todavia, como novas luzes (Einsicheter),
pelo menos, quanto à sua forma, por mais que não aumentem a matéria nem o
conteúdo de nossos conceitos, pois simplesmente os preparam e ordenam.
Como esse procedimento dá um conhecimento real “a priori” que segue uma
marcha segura e útil, enganada e iludida a razão, sem o notar, entra em afirmações de
uma natureza completamente distinta e totalmente estranha ao conceito dado “a priori”
e sem que saiba como as conseguiu, nem se lhe ocorra fazer-se semelhante pergunta.
Por isso, tratarei desde o começo da diferença que existe entre essas duas
espécies de conhecimentos.

3.5 - Diferença Entre o Juízo Analítico e o Sintético


Em todos os juízos em que se concebe
a relação de um sujeito com um predicado
(considerando só os juízos afirmativos, pois
nos negativos é mais fácil fazer, depois, a
aplicação), essa relação é possível de dois
modos: ou o predicado B pertence ao sujeito A
como algo nele contido (de um modo tácito),
ou B é completamente estranho ao conceito A, Imagem extraída em: <http://blogs.
gospelprime.com.br/taranto/a-existencia-de-
se bem se ache enlaçado com ele. deus-por-kant-e-hegel/> Acesso em: 30 ago.
No primeiro caso chamo ao juízo 2010.

analítico, no segundo, sintético. Os juízos


analíticos (afirmativos) são, pois, aqueles em que o enlace do sujeito com o predicado
se concebe por identidade; aqueles, ao contrário, cujo enlace é sem identidade, devem
chamar-se juízos sintéticos. Poder-se-ia também denominar os primeiros de juízos
explicativos, e aos segundos, de juízos extensivos, pelo motivo de que aqueles nada
aditam ao sujeito pelo atributo, apenas decompondo o sujeito em conceitos parciais
compreendidos e concebidos (ainda que tacitamente), enquanto que, pelo contrário,
os últimos acrescentam ao conceito do sujeito um predicado que não era de modo
algum pensado naquele e que não se obteria por nenhuma decomposição.
Quando digo p. ex.: “todos os corpos são extensos”, formulo um juízo
analítico, porque não tenho que sair do conceito de corpo para achar unida a ele a
extensão, e só tenho que decompô-lo, quer dizer, só necessito tornar-me cônscio

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da diversidade que pensamos sempre em dito conceito para encontrar o predicado;


é, portanto, um juízo analítico. Pelo contrário, quando digo: “todos os corpos são
pesados”, já o predicado é algo completamente distinto do que em geral penso no
simples conceito de corpo. A adição de tal atributo dá, pois, um juízo sintético.

3.6 - Os Juízos da Experiência, Como Tais, São Todos Sintéticos


Porque seria absurdo fundar um juízo analítico na experiência, pois para
formá-lo não preciso sair do meu conceito e por conseguinte não me é necessário o
testemunho da experiência. P. ex.: “um corpo é extenso” é uma proposição “a priori” e
não um juízo da experiência porque antes de dirigir-me à experiência, tenho já em meu
conceito todas as condições do juízo; só me resta, segundo o princípio de contradição,
tirar o predicado do sujeito e ao mesmo tempo chegar a ter consciência da necessidade
do juízo, necessidade que jamais a experiência poderá subministrar-me.
Pelo contrário, embora eu não tire do conceito de corpo em geral o predicado
pesado, indica, sem embargo, aquele conceito um objetivo da experiência, uma parte da
experiência total, à qual posso ainda aditar outra parte da mesma como pertencente a ela.
Posso reconhecer antes, analiticamente, o conceito de corpo pelas propriedades
da extensão, impenetrabilidade, forma, etc., etc., as quais são todas pensadas neste conceito.
Mas se amplio meu conhecimento e observo a experiência que me proporcionou o conceito
de corpo, encontro enlaçado constantemente com todas as anteriores propriedades e de
gravidade (o peso), que adito sinteticamente, como predicado, àquele conceito.

Retomando a Conversa Inicial

Estamos terminando a aula, neste momento faremos


um memorandum, vamos lá:

 SEÇÃO 1 - Teoria do Conhecimento


Aqui estudamos a importância do conhecimento. Uma discussão muito
importante, para que possamos discutir sem medo e sem dúvida as questões mais
pertinentes. Vimos também a que a teoria, se torna prática, no momento em que
eu esteja totalmente livre dos véus da ignorância. O conhecimento é fundamental
para não colocarmos o que achamos e sim o que temos certeza.
 SEÇÃO 2 - Filosofia Moral
Quando falamos em Filosofia, temos que ter a consciência que estamos
trabalhando com a razão, um instrumento muito rico e necessário para todos aqueles

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que desejam adquirir a partir da razão a busca constante da verdade, mas pra isso
devemos conhecer o que está dentro de nós, este conhecer chamamos de bem,
ou seja, a moral. Desenvolvendo a filosofia juntamente com a moral, temos uma
discussão segura e muito importante para atingirmos com segurança o bem comum
e o sumo bem, que podemos resumir como o fim último do homem que a felicidade.
 SEÇÃO 3 - A Essência da Filosofia
Nesta parte temos o conceito essência. Essa palavra tem uma importância
muito rica, pois devemos conhecer sempre a essência de todas as coisas, ou seja,
a origem, o princípio, para que possamos transmitir todo o nosso conhecimento
para as pessoas, como também construirmos com segurança nossas teorias, ou
seja, com as teorias colocamos em prática nossa razão de ser e estar.

Glossário

 Essência: a essência de uma coisa é constituída pelas propriedades


imutáveis desta, adventos do conhecimento.
 Teoria: o conhecimento especulativo, puramente racional.
 Conhecimento: é o ato ou efeito de abstrair ideia ou noção de alguma coisa.
 Juízo: é o processo que conduz ao estabelecimento das relações
significativas entre conceitos, que conduzem ao pensamento lógico objetivando
alcançar uma integração significativa, que possibilite uma atitude racional frente
às necessidades do momento.
 Juízo Analítico: Consiste, quando se nega o sujeito, se nega o
predicado. E vice - versa.
 Juízo Sintético: Consiste em ampliar o conhecimento; era um juízo extensivo.

Sugestões de Filmes

Sociedade dos Poetas mortos - 1989 – Obra que, por trás de um enredo
bastante previsível, aborda uma questão fundamental em uma sociedade como
a nossa, marca por uma racionalidade que visa fins, objetivos úteis, sejam eles
a sobrevivência, o sucesso ou o status, de que espaço podemos dispor para a
expressão do que há de mais humano em nós, nossas dúvidas, nossas perguntas
essenciais? Qual o lugar do “inútil” da poesia, da arte e da filosofia?
O ponto de Mutação - No filme ponto de mutação é feito um dialogo
baseado no livro de mesmo nome de Fritjof Capra que trata de uma análise sobre
a história humana e uma síntese que essa análise causa no mundo atual. Ocorre
no filme o diálogo desde o início até o fim entre uma cientista formada em Física
moderna, um poeta e um político. Mostrando no decorrer da trama o ponto de vista

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de cada um, tratando da concordância e da discordância entre eles. Faz-se uma


viagem ao passado do conhecimento humano dentro desses três pontos de vista,
mostrando a consequência da evolução histórica e científica. Trata da destruição do
meio ambiente. Fala da perseguição e torturas na idade média, da caça às bruxas.
O óleo de Lorenzo - 1992 – EUA – Baseado em história real, o filme
conta a luta dos pais de um garoto, que sofre de uma rara doença degenerativa,
para conseguir criar um remédio que paralise o desenvolvimento do mal. Mostra
a ciência como uma atividade interessada, que se principia com um problema e
pode ser desenvolvida pelas pessoas comuns.
A lista de Schindler - 1993 – EUA – Filme sobre industrial alemão que
salva centenas de judeus poloneses durante a segunda Guerra Mundial. Mostra como
o componente moral de um indivíduo pode interferir nas suas decisões e escolhas,
levando-o a ações fundamentais em sua vida e nas vidas de outros seres humanos.
Pulp Fiction – 1994 – EUA – Filme polêmico sobre o mundo do crime,
retratando a gratuidade da violência na atualidade. A violência se torna banal,
mata-se por qualquer motivo. Pode ser visto como uma crítica da perda dos
valores morais na sociedade contemporânea.

OBS: Não esqueçam! Em caso de dúvidas, acessem as ferramentas “fórum” ou


“quadro de avisos”.

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Bibliografias
Bibliografia básica

DURANT, W.; SILVA, L. C. do N. A história da filosofia. São Paulo: Nova


Cultura, 2000.
MAQUIAVEL, N. O Príncipe: Escritos políticos. São Paulo: Ridee, 2003
SEVERINO, A. J. Filosofia. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2007.

Bibliografia complementar

BUZZI, A.R. Filosofia para principiantes: a existência humana no mundo.


Petrópolis: Vozes, 2000.
GAARDER, J.; AZENHA JÚNIOR, J. O mundo de Sofia: romance da história
da filosofia. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
MEIRA, M. Filosofia da criação: reflexões sobre o sentido do sensível. Porto
Alegre: Mediação, 2003.
MORANDI, F.; CHANUT, M. E. P. Filosofia da Educação. Bauru: EDUSC, 2002.
WITTGENSTEIN, Ludwig; BRUNI, J. C. Investigações filosóficas. São
Paulo: Nova Cultural, 2000.

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