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Leitura e Produção de Texto - Nohad Mouhanna Fernandes / Maria Alice de Mello Fernandes- UNIGRAN

Aula
07

O DISCURSO
ARGUMENTATIVO

Agora que você já obteve várias orientações sobre aspectos


relacionados à produção de textos escritos em língua portuguesa culta,
que já possui noções gerais sobre o que deve ser um texto, vamos estudar,
nesta unidade, um assunto que importa a todos os que escrevem: como
expressar as ideias, como defender um ponto de vista. Espero que você
faça bom uso desta aula!

Objetivos de aprendizagem

Ao témino desta aula, você será capaz de:

 desenvolver a habilidade de escrever textos argumentativos a partir


da compreensão de determinados temas, considerando as estratégias discursivas,
a estrutura textual, as diferentes condições de produção do discurso argumentativo
e os instrumentos linguísticos adequados às situações de comunicação;
 promover o desenvolvimento das linguagens oral e escrita, dando
ênfase à ampliação do léxico, às habilidades de exposição e defesa de ideias,
ao raciocínio lógico, à argumentação, à persuasão e à reflexão crítica.

Seções de estudo

 SEÇÃO 1 – A argumentação em nossa vida cotidiana;


 SEÇÃO 2 – Aspectos envolvidos na produção de textos
argumentativos;
 SEÇÃO 3 - Estrutura dissertativa.

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SEÇÃO 1 - A argumentação em nossa vida cotidiana

Você já parou para pensar que, em várias situações da nossa vida cotidiana,
na vida familiar, religiosa, política, profissional, afetiva estamos sempre sendo
solicitados a dar a nossa opinião sobre os mais variados assuntos?
Na linguagem oral, fazemos isso a toda hora, em conversas, debates,
discussões, entrevistas, ou seja, sempre expomos opiniões, pontos de vista, ideias
às outras pessoas. Assim, argumentar é um ato que praticamos todos os dias.
Procuramos “justificativas para a elevação dos preços, para o aumento da violência
nas cidades, para a repressão dos pais. É mundial a preocupação com a bomba
atômica, a AIDS, a solidão, a poluição. Muitas vezes, em casos de divergência de
opiniões, cada um defende seus pontos de vista em relação ao futebol, ao cinema,
à música, etc.” (PORTALSÃOFRANCISCO, 2012).
Na tirinha abaixo, observe que a personagem expõe sua opinião sobre o
assunto discutido, fundamentando o seu ponto de vista com argumentos:

Do mesmo modo que ocorre na linguagem oral, estamos constantemente


em contato com textos escritos, provenientes de diversos canais, tais como: jornais,
revistas, livros, Internet, entre outros, que procuram nos convencer a respeito de
determinados assuntos e de formas de entender a realidade, não é mesmo?

São exemplos de gêneros textuais em que predomina a sequência argumenta va:


sermão, ensaio, editorial de jornal ou revista, crí ca, monografia, redações disserta vas.
“Há muita gente que ganha acima de 1 dólar por dia e con nua muito pobre
porque não tem escola para os filhos, sistema de saúde, água potável ou esgoto
no barraco.” (BUARQUE, Cristóvão. In: Isto É. Ed. 1706, 12 jun. 2002)
Fonte: TERRA, Ernani e NICOLA, José de , 2008, p. 60.

IMPORTANTE
O argumento é um recurso de linguagem u lizado para levar o interlocutor a
crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o que está sendo
transmi do. Segundo Platão e Fiorin (2002, p. 175), “por argumentação deve-
se entender qualquer po de procedimento usado pelo produtor do texto com
vistas a levar o leitor a dar sua adesão às teses defendidas pelo texto.”

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Pois bem, a partir de agora vamos concentrar nossos esforços em emitir


pontos de vista, ideias e opiniões em textos escritos argumentativos.

SEÇÃO 2 - Aspectos envolvidos na produção de


textos argumentativos

2.1 O texto argumentativo


Vamos começar nossa prática lendo o texto abaixo:

“O brasileiro, nos úlƟmos anos, tem revelado uma profunda descrença nas insƟtuições
políƟcas do país. Vários fatores têm concorrido para isso. Entre eles, podem se citar a
incapacidade do governo de controlar o processo inflacionário, a impunidade dos que
fazem mau uso do dinheiro público e o mau funcionamento dos legislaƟvos.”
(PLATÃO e FIORIN, 2002, p. 298)

Quanto à tipologia, quando utilizamos a linguagem a fim de expor ideias,


dados ou conceitos, desenvolver raciocínios, apresentar e discutir argumentos e
chegar a conclusões, elaboramos um tipo de texto chamado argumentativo, mais
conhecido como dissertativo argumentativo. O fragmento acima, que poderia ser
uma introdução de um texto, conforme podemos observar, é nitidamente dissertativo.
Um texto dissertativo pode ser elaborado de maneira expositiva e argumentativa.
A diferença reside no fato de que, na primeira, o produtor do texto apenas informa sobre
o assunto, expondo as ideias sem a intenção de convencer o leitor, ou seja, apenas passa
ao leitor um conhecimento sobre o assunto em questão, cuja verdade, muitas vezes,
é indiscutível, inquestionável. Já a argumentativa aborda o assunto com visão crítica,
tentando convencer o leitor, como veremos na definição a seguir.

CONCEITO
Dissertação argumentaƟva é o po de texto que se caracteriza pelo discu r,
opinar, ques onar, analisar, exemplificar, argumentar, jus ficar, classificar,
avaliar, interpretar, manifestar um ponto de vista crí co sobre um assunto e
tentar convencer de que estamos com a razão. “Em suma, dissertação implica
discussão de ideias, argumentação, organização do pensamento, defesa
de pontos de vista, descoberta de soluções. Para tudo isso, é necessário
conhecimento do assunto que se vai abordar, aliado a uma tomada de
posição diante desse assunto” (PORTALSÃOFRANCISCO, 2012).

2.2 O que é importante saber sobre o discurso dissertativo/argumentativo?


 É um texto temático cujo assunto evolui a partir de um raciocínio;
analisa dados e os interpreta por meio de conceitos genéricos e abstratos. O
produtor do texto deve ter pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação.

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 É uma discussão ou interpretação de uma determinada ideia. Pressupõe


um exame crítico do assunto, relação lógica de ideias, raciocínio, clareza,
coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e habilidade
de expressão. (PORTALSÃOFRANCISCO, 2012)
 Nos textos argumentativos propriamente ditos, não se verifica, como
nos textos narrativos, progressão temporal entre os enunciados e, na maioria das
vezes, o objeto da dissertação é abstraído do tempo e do espaço.
 A coerência das ideias e a utilização de elementos coesivos, em especial
das conjunções ou conectivos, que explicitam as relações entre as ideias, são
aspectos importantíssimos da dissertação. “Se nos textos narrativos o encadeamento
dos enunciados decorre da sequência cronológica dos acontecimentos, nos textos
argumentativos ele decorre das relações lógicas existentes entre os segmentos
de que o compõem, ou seja, os enunciados relacionam-se por ideias de causa,
consequência, oposição, conclusão, etc.” (TERRA e NICOLA, 2008, p. 90).
 “A linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer ambiguidade
pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor.” Deve
ser correta gramaticalmente e o discurso deve ser impessoal (evitar o uso da
primeira pessoa do singular: “eu acho que”, “eu penso que”, “em minha opinião”)
(MUNDO VESTIBULAR, 2012).
 Como sempre há uma intenção argumentativa, o objetivo de uma
dissertação é influenciar, persuadir, convencer o interlocutor, fazendo-o crer
em algo, aderir a uma opinião. No texto argumentativo, o enunciador manifesta
explicitamente sua opinião ou seu julgamento.

2.3 Aprenda a diferença entre tema e título


Antes de começarmos a estudar a estrutura dissertativa, convém ressaltar
dois aspectos bastante importantes: o tema e o título. Frequentemente, o tema e
o título são empregados como sinônimos. No entanto, apesar de serem elementos
de um mesmo tipo de composição, devemos conhecer a diferença entre eles.
Veja o que diz Branca Granatic (1995, p. 73) sobre esse assunto:

O tema é o assunto sobre o qual você irá escrever, ou seja, a ideia que será
defendida ao longo de sua composição. Por outro lado, o título é a expressão,
geralmente curta, colocada no início do trabalho; ele é, na verdade, uma
vaga referência ao assunto que você abordará.

Observe a diferença entre os dois nos exemplos a seguir:

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Título: A importância da Península Arábica.


Tema: Entendemos que a comunidade internacional deva preocupar-se com os
acontecimentos que envolvam a Península Arábica, já que grande parte do petróleo
que o mundo consome sai desta região.
Título: A criança e a televisão.
Temas: a) “Psicólogos do mundo todo têm se preocupado com a influência que
determinados programas de televisão exercem sobre as crianças”.
b) "Os pais, envoltos com seus problemas, não perceberam ainda o perigo da televisão
para as suas crianças".
Título: As contradições na era da comunicação.
Tema: Vivendo a era da comunicação, o homem contemporâneo está cada vez mais só.
(GRANATIC, B. Técnicas Básicas de Redação. 3 ed. São Paulo: Scipione, 1995.)

Conforme você deve ter observado, o título, na maioria das vezes, não
contém verbo; enquanto o tema é uma oração que apresenta começo, meio e fim
e, por isso, deve apresentar ao menos um verbo.
Granatic (1995) explica que o tema é a delimitação de determinado
assunto. É uma afirmação em que se percebe uma tomada de posição. Essa
delimitação, segundo a autora, é necessária, pois um assunto pode ser muito
amplo e, nesse caso, ao abordá-lo, o autor poderá se perder em sua extensão.
Por exemplo, se o assunto fosse "ensino", teríamos muitas ideias para escrever
sobre ele. Sendo assim, para facilitar a organização das ideias e a sua ordenação,
deveríamos delimitá-lo e, desse modo, teríamos o tema. Como se vê, para cada
assunto, há inúmeros temas. Vale dizer que o leitor, a partir do momento em que
ler a delimitação do assunto na introdução do texto, terá ciência de que aquele
aspecto será explorado ao longo do texto, sendo retomado na conclusão.
Observe, na representação abaixo, os vários temas que se podem delimitar
para o assunto “crise”.

FONTE: Livro-texto Anglo-sistema de ensino (2002, p.16).

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Você seria capaz de desenvolver um título e um tema para o assunto


“desemprego”? Em caso positivo, registre em seu caderno particular de
anotações e, depois, mostre-os a um colega.

SEÇÃO 3 - Estrutura dissertativa

3.1 Macroestrutura do texto dissertativo


Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, pense na
estruturação do texto. Classicamente, considera-se que a macroestrutura do
texto dissertativo contenha: introdução, desenvolvimento e conclusão.

3.1.1 Introdução
Geralmente feita em um ou dois parágrafos, deve conter a ideia principal
a ser desenvolvida. É a abertura do texto, a apresentação do tema, por isso é
fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os
objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. Contém a proposição do tema,
seus limites, ângulo de análise e a hipótese ou a tese (tema + posicionamento)
a ser defendida. Pode ser elaborada com uma afirmação, uma definição, uma
citação, uma interrogação, entre outras.

3.1.2 Desenvolvimento
É ancorado na argumentação, é a análise crítica da introdução. Constitui a
exposição de argumentos, informações e dados, de forma organizada e progressiva,
que dá sustentação ao ponto de vista do enunciador, que fundamenta a sua ideia
principal (tese). No desenvolvimento, são usados tantos parágrafos quantos forem
necessários para a completa exposição da ideia. E esses parágrafos podem ser
desenvolvidos de várias maneiras – por meio de definições, exemplificações,
justificativas, explicações, juízos, confrontos de ideias, relações de causa e
consequência, comparações etc., conforme veremos mais adiante.

3.1.3 Conclusão
É uma avaliação final do assunto, um fechamento integrado de tudo o
que se argumentou, é a retomada da ideia principal, que agora deve aparecer
de forma muito mais convincente, uma vez que já foi fundamentada durante
o desenvolvimento da dissertação. Deve conter, de forma sintética, o objetivo
proposto, a confirmação da hipótese ou da tese, acrescida da argumentação básica
empregada no desenvolvimento. A conclusão não comporta idéias novas, isto é,
aquelas que não foram exploradas no trajeto dissertativo.

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Para que essa estrutura fique mais clara e concreta, leia


atenciosamente o texto abaixo:

VIDA OU MORTE
A grande produção de armas nucleares, com seu incrível potencial
destru vo, criou uma situação ímpar na história da humanidade:
Introdução
pela primeira vez, os homens têm nas mãos o poder de ex nguir
totalmente a sua própria raça da face do planeta.
A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que,
se fossem usadas num conflito mundial, as conseqüências de
apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte
Desenvolvimento possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie
humana. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa
natureza, pois todas as regiões seriam rapidamente a ngidas
pelos efeitos mor feros das explosões.
Só resta, pois, ao homem uma saída: mudar essa situação
desis ndo da corrida armamen sta e desviando para fins pacíficos
os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada
suicida. Ou os homens aprendem a conviver em paz, em escala
Conclusão
mundial, ou simplesmente não haverá mais convivência de
espécie alguma, daqui a algum tempo.
(Texto adaptado do ar go “Paz e corrida armamen sta” in
Douglas Tufano, p. 47).

Na introdução, o autor apresenta o tema (desenvolvimento cien fico levou o


homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade), no
desenvolvimento, ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na
conclusão, conclui o seu pensamento inicial, com base nos argumentos explorados.
O texto analisado possui apenas os três parágrafos básicos da dissertação, mas
esse mesmo texto poderia ser cons tuído por diversos parágrafos.
(Fonte: MUNDO VESTIBULAR, 2012).

Veja esta outra dissertação:

Terra: uma preocupação constante


“Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves
problemas que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa
miséria, a paz é interrompida freqüentemente por conflitos internacionais e,
além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio
ecológico.
Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis – estas, mal distribuídas,
quer entre Estados, quer entre indivíduos – encontramos legiões de famintos em
pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas
regiões da África, vemos, com tristeza, a falência da solidariedade humana e da
colaboração entre as nações.
Além disso, nestas úl mas décadas, temos assis do, com certa preocupação, aos
inúmeros conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a
triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coréia, as quais provocaram grande
extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na An ga Iugoslávia, em

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alguns países membros da Comunidade dos Estados Independentes, sem falar na


Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou.
Outra ameaça constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela ambição
desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as
águas dos rios. Tais a tudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de
tantas agressões, acabe por se transformar em um local inabitável.
Em virtude dos fatos mencionados, somos levados a acreditar que o homem está
muito longe de solucionar os grandes problemas que afligem diretamente uma
grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e
solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sen do de conter essas
diversas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir
um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas
gerações vindouras.”
(GRANATIC, Branca. Técnicas básicas de redação. 3. ed. São Paulo: Scipione, 1995, p. 79)

O texto acima está organizado em cinco parágrafos. O primeiro deles


constitui a introdução; os três seguintes, o desenvolvimento, e o último, a conclusão.
O parágrafo introdutório apresenta o tema - “Chegando ao terceiro milênio, o
homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos” - e
os três argumentos que o justificam (são apenas mencionados na introdução). Cada
um dos parágrafos do desenvolvimento explica um dos argumentos estabelecidos
na introdução. O 2º parágrafo, que inicia o desenvolvimento, foi desenvolvido
a partir de exemplos para comprovar a ideia da miséria; o 3º apresenta as idéias
pelo critério de temporalidade: “Nessas últimas décadas”... “Em nossos dias”.
Note que a expressão Além disso estabelece a ligação com o parágrafo anterior e
faz o texto progredir . O 4º parágrafo inicia-se com a expressão “Outra ameaça”,
que remete ao parágrafo anterior e, ao mesmo tempo, introduz a explicitação do
terceiro argumento (o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio
ecológico). O 5º parágrafo, por fim, remete a tudo o que foi dito antes, por meio
da expressão “Em virtude dos fatos mencionados” (que poderia ser substituída
por: “os fatos mencionados levam-nos a acreditar”, por exemplo), seguindo-se
uma reafirmação do tema proposto no início e um comentário a respeito dele.
Conclui-se, assim, o texto (Adaptado de: REDAÇÃO - PRF 2008, 2012).

Viu como não é tão difícil fazer uma dissertação?

Feita a análise da macroestrutura da dissertação, podemos então estudar


a microestrutura, isto é, o parágrafo dissertativo.

3.2 O parágrafo dissertativo


De acordo com Othon M. Garcia (2006, p. 219), “o parágrafo é uma
unidade de composição constituída por um ou mais de um período, em que se
desenvolve determinada ideia central, ou nuclear, a que se agregam outras,

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secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes


dela.” Os parágrafos são pequenos blocos de texto, cuja primeira linha inicia-se
por um ligeiro afastamento em relação à margem esquerda da folha. Concentram
sempre uma ideia-núcleo relacionada diretamente ao tema da redação.

É importante salientar que não há moldes rígidos para a construção de um


parágrafo: tanto sua estrutura quanto a sua extensão podem variar. O ideal é
que haja dois ou três períodos em cada parágrafo, usando pontos con nua vos
(na mesma linha) intermediários. A divisão em parágrafos é indica va de que o
leitor encontrará, em cada um deles, um tópico frasal /ideia central /ideia-núcleo
do que o autor pretende transmi r. Em outros termos, em princípio, cada ideia
exposta no texto deverá corresponder a um parágrafo. Essa delimitação deve estar
esquema zada desde antes do rascunho, no momento do planejamento estrutural,
assim a redação apresentará mais coerência (PORTALSÃOFRANCISCO, 2012).

3.2.1 Elementos constitutivos do parágrafo dissertativo


Em geral, o parágrafo-padrão dissertativo, ou seja, aquele de estrutura
mais comum e mais eficaz, possui três elementos constitutivos:

• tópico frasal: também chamado de introdução, é cons tuído de uma ou duas frases
curtas, que expressam, de maneira sinté ca a tese/ideia nuclear/central/principal do
parágrafo, definindo seu obje vo;
• desenvolvimento: corresponde a uma ampliação do tópico frasal, com apresentação
de argumentos ou idéias secundárias que o fundamentam ou esclarecem;
• conclusão: nem sempre presente, especialmente quando o parágrafo é pouco
extenso ou a idéia central não é muito complexa, a conclusão retoma a ideia central,
levando em consideração os diversos aspectos selecionados no desenvolvimento.
(Fonte: PARAGRAFAÇÃO, 2012)

Leia agora dois parágrafos dissertativos e perceba a sua estruturação:

“A poluição atmosférica deve ser comba da urgentemente (tópico frasal), pois a


alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas,
sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios (desenvolvimento).”
(MUNDO VESTIBULAR, 2012)

“Até fins da década passada, possuir um tapete oriental no Brasil era privilégio
de alguns poucos colecionadores par culares (tópico frasal). Com a abertura das
importações e conseqüentemente diminuição das taxas, a oferta dessas peças
aumentou significa vamente nos anos 90, provocando uma crescente curiosidade
sobre o assunto (desenvolvimento). Por isso, e também pelo quase total
desconhecimento dos consumidores brasileiros sobre a matéria, nos sen mos
compelidos a elaborar este trabalho (conclusão).”
MALTAROLLI, W. O caminho dos tapetes orientais. Rio de Janeiro: RBM, 1994, p. 9)

3.2.2 Técnicas argumentativas para a elaboração do parágrafo dissertativo


Já vimos anteriormente que o desenvolvimento de um parágrafo dissertativo

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é a explanação da ideia contida no tópico frasal, assim, a argumentação é a âncora do


desenvolvimento. O texto dissertativo possui um caráter argumentativo e, por isso,
precisamos construir parágrafos que contribuam para a explicitação da tese a ser defendida.
Vamos trabalhar, agora, com algumas formas corriqueiras de desenvolver
parágrafos. Os exemplos de recursos argumentativos que a seguir apresentamos podem
ajudá-lo a estruturar o seu parágrafo de forma mais satisfatória e, consequentemente,
a produzir um bom texto. No entanto, não se esqueça de que os argumentos que
você usará em seus textos são decorrentes das leituras, das análises, indagações,
observações e reflexões, enfim, de seu conhecimento dos dados da realidade.
Para estudarmos os diferentes tipos de encaminhamento que podem ser
usados na elaboração do desenvolvimento de nossos parágrafos dissertativos,
valer-nos-emos dos exemplos apresentados no site PEAD, 2012. Lá, toma-se como
tema central a questão da importância da informática para o ensino (tópico
frasal) e, a partir dessa ideia-núcleo, demonstram-se diferentes argumentos para
a produção de diversos tipos de parágrafo.
Procure dominar bem este assunto. Ele poderá representar, para você,
uma varinha mágica usada para facilitar a produção de textos. Vamos iniciar?
3.2.2.1 Desenvolvimento por enumeração - caracteriza-se pela exposição
de uma série de coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características,
funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento necessário à
afirmação estabelecida na frase nuclear. Veja:

“A informáƟca tem importante papel no ensino hoje em dia. Isso pode ser jusƟficado
levando-se em conta três aspectos essenciais: o acesso à Internet permite que cada
estudante possa obter informação do que se passa em todo o mundo; o uso do
cd-rom traz para a sala-de-aula uma infinidade de recursos audiovisuais, essenciais
para o ensino das ciências, da geografia e das línguas estrangeiras; programas
editores de texto, programas de desenho, dicionários eletrônicos vão ajudar a todos
no desempenho de inúmeras tarefas escolares e preparar futuros profissionais.”

3.2.2.2 Desenvolvimento por definição ou explicitação - caracteriza-


se por conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
compreensíveis. Observe o exemplo:

“A informáƟca tem importante papel no ensino hoje em dia. Por informáƟca


devemos entender tudo aquilo que se refira à criação, manipulação e transmissão
de informação por intermédio de computadores, essas máquinas incríveis que estão
cada vez mais dominando o homem - no trabalho, na vida domésƟca, no lazer.”

3.2.2.3 Desenvolvimento por exemplificação- confirma-se a afirmação


contida no tópico frasal com exemplos concretos adequados. Confira:

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“A informática tem importante papel no ensino hoje em dia. Inúmeros


projetos vêm sendo desenvolvidos no intuito de assegurar a todas as escolas,
particulares ou públicas, o acesso ao mundo da informação: o Rede-Escola
é um desses projetos. Desenvolvido pela Secretaria de Ciência e Tecnologia
do Estado do Rio de Janeiro, pretende atender à rede pública de ensino,
colocando na rede mundial de computadores - a Internet-, textos didáticos
de oito disciplinas, em um total de 160.”

Continue estudando os diferentes tipos de desenvolvimento de


parágrafos. Quanto mais você souber, melhor!

3.2.2.4 Desenvolvimento por comparação: a frase nuclear pode-se


desenvolver por meio de argumentos de comparação, que confrontam ideias, fatos,
fenômenos e apresentam-lhes as semelhanças ou dessemelhanças. Exemplo:

“A informática tem importante papel no ensino hoje em dia. Se compararmos


a quantidade de informação acessível a estudantes e professores, nesse
momento, com a informação disponível há alguns anos atrás, poderemos
ter uma medida dessa importância: uma home-page com hipertexto supera,
em alguns aspectos, as possibilidades de um livro didático comum; sem sair
da cadeira, podemos, em segundos, mudar de assunto, consultar fontes de
outros países ou ouvir a opinião de alguém sobre determinada questão.”

3.2.2.5 Desenvolvimento por fundamentação da proposição/ argumento de


provas concretas: apoia-se em fatos fidedignos, em comprovações e é constituído de
dados estatísticos, números, tabelas e gráficos resultantes de pesquisa e análise. Observe:

“A informática tem importante papel no ensino hoje em dia. De acordo com


estudos feitos pelo "The Educational Products Information Exchange (EPIE)
Institute" uma organização do "Teachers College", Columbia, E.U.A., foram
identificados, em 1983, mais de 7.000 pacotes de software educacionais
no mercado, sendo que 125 eram adicionados a cada mês. Eles cobriam
principalmente as áreas de matemática, ciências, leitura, artes e estudos
sociais. É bom lembrar que essa produção maciça de software aconteceu
durante somente três anos após a comercialização dos microcomputadores.
Hoje é praticamente impossível identificar o número de software
educacionais produzidos e comercializados.”

3.2.2.6 Desenvolvimento por causa e consequência: caracteriza-se por


argumentos com base no raciocínio lógico: busca-se uma causa (fato motivador)
para a situação proposta pela frase nuclear e, em seguida, uma consequência
provocada por essa situação (fatos decorrentes). Veja o exemplo:

“A informáƟca tem importante papel no ensino hoje em dia. Em virtude da aliança


entre texto e imagem, que possibilita a apresentação de informação de forma
atraente para o leitor, a escola moderna passa a contar com as possibilidades da
comunicação em rede como um instrumento a serviço de seus ideais educaƟvos.”

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Além desses recursos argumentativos apresentados para o


desenvolvimento de parágrafos dissertativos, existem muitos outros tipos, tais
como: argumento de reciprocidade, de ressalva, de autoridade, de consenso,
de competência linguística; argumentos por dedução, por indução, por contra-
argumentação, por projeção, por detalhes.
Veja mais alguns exemplos:

3.2.2.7 Desenvolvimento por contra-argumentação:

“A informáƟca tem importante papel no ensino hoje em dia. Mas ainda há


relaƟvamente poucos programas educaƟvos e nem todos unem a qualidade
técnica com a eficiência pedagógica. E como usar tudo isso em sala de aula? Como
obter beneİcios didáƟcos desse instrumental? Afinal, de uma maneira geral,
os programadores de home-pages e de soŌwares não têm formação na área
de Educação e, quando se preocupam em produzir algo didáƟco, nem sempre
observam o campo educaƟvo de uma maneira críƟca e atualizada.”

3.2.2.8 Desenvolvimento por elaboração de projeções:

“A informáƟca tem um papel cada vez mais importante em nossas vidas. Tente
imaginar como será o nosso mundo quando seu neto esƟver com a sua idade.
Os teclados não exisƟrão mais, subsƟtuídos por um sistema de viva voz; as TVs a
cabo já terão cerca de dez mil canais; os números telefônicos serão de 40 dígitos.
O seu neto, lá no futuro, perguntará algo do Ɵpo "como você conseguia trabalhar
com um computador que se ligava à Internet por fios, vovô?"”

3.2.2.9 Desenvolvimento por detalhes:

“A informáƟca tem importante papel no ensino hoje em dia. Programas de


processamento de texto, planilhas, manipulação de banco de dados, construção
e transformação de gráficos, sistemas de autoria, calculadores numéricos, são
aplicaƟvos extremamente úteis tanto ao aluno quanto ao professor. Talvez estas
ferramentas consƟtuam uma das maiores fontes de mudança do ensino e do
processo de manipular informação.”
Fonte: (PEAD, 2012) exemplos adaptados de acd.ufrj.br/~pead/tema08/elaboracao.html

E então? Percebeu a grande quantidade de recursos argumentativos


que podem ser utilizados na elaboração de seus parágrafos dissertativos?
Para que você aprimore os seus conhecimentos, coloque em prática a teoria.
Exercite o que a teoria ensina! Você irá se surpreender com os resultados!

Perceba como em todos os textos apresentados


nesta aula há o uso de mecanismos de coesão textual.
Reveja os conceitos sobre coerência e coesão de textos
apresentadas na Aula 4. Eles são muito úteis para a
elaboração de seus textos.

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Lembre-se de que há conectores específicos para expressar as diferentes


ar culações sintá cas – causa, consequência, finalidade, conclusão,
condição etc – e eles devem ser usados adequadamente, de acordo com a
relação que se quer exprimir ao desenvolver uma argumentação.

3.3 Correlacionando os argumentos: conectores que expressam as


diferentes articulações sintáticas e semânticas
Para terminar, estudemos, ainda nesta unidade, algumas possibilidades
de correlacionar os argumentos, ou seja, de fazer uma adequada articulação
sintática e semântica entre os enunciados que formam o parágrafo e entre os
próprios parágrafos, com vistas à obtenção de um texto dissertativo coerente e
coeso. As expressões relacionais apresentadas abaixo foram adaptadas de O texto
argumentativo, do professor Adilson Citelli (1994):

graças a, em virtude de, devido a, em vista de, porque,


Para indicar causa pois, visto que, por mo vo de, por causa do(a), já que,
etc.
em conseqüência de, em decorrência de,
Para indicar consequência conseqüentemente, como resultado de, portanto, logo,
por isso, então.
em primeiro (segundo, terceiro) lugar, primeiramente,
Para indicar enumeração
inicialmente, uma primeira (razão,etc.
a fim de, com o intuito de, para, para que, com o
Para indicar finalidade
obje vo de, etc.
Para indicar esclarecimento vale dizer, ou seja, quer dizer, isto é, etc.
em pouco tempo, em muito tempo, logo que, assim
Para indicar ordenação que, antes que, depois que, quando, enquanto, sempre
cronológica (tempo) que, durante o, desde a, atualmente, hoje, no ano ...,
durante o período..., etc.
Para estabelecer de um lado, por outro lado, contrariamente a, opondo-
comparação por contraste se a, do mesmo modo, assim como, da mesma forma,
ou semelhança etc.
por exemplo, como ilustração, a fim de exemplificar,
Para indicar exemplificação
etc.
Para indicar
fundamentação da conforme, de acordo com, segundo, etc.
proposição
portanto, então, assim, logo, por isso, por conseguinte,
Para indicar conclusão pois, de modo que, em vista disso, dessa forma, assim
sendo, em suma, em face disso, finalmente, etc.

Para finalizar nossas considerações sobre a dissertação argumenta va, convém


darmos uma úl ma sugestão: mantenha-se sempre informado sobre os mais
variados assuntos. Quanto melhor você conseguir compreender os problemas
de nosso país – econômicos, polí cos, educacionais, sociais, culturais -, maiores
condições terá de escrever sobre qualquer tema.

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Leitura e Produção de Texto - Nohad Mouhanna Fernandes / Maria Alice de Mello Fernandes- UNIGRAN

Vá em frente! Somando o seu conhecimento de mundo às informações que lhe foram


transmi das nas aulas desse curso, você certamente ampliará cada vez mais sua cultura
geral. Esperamos que você tenha notado que esse po de texto, ao mesmo tempo
em que exige mais de você, também lhe dá oportunidade de perceber o quanto é
importante a leitura, a discussão com pessoas de nível mais elevado de conhecimento.

Sucesso em seus estudos!

Retomando a Conversa Inicial

Vamos assimilar melhor as preciosas informações


que lhe foram passadas nesta aula? Não se esqueça:
estude o conteúdo com bastante carinho, pois você
só tem a lucrar com isso.

 SEÇÃO 1 – A argumentação em nossa vida cotidiana.


Na primeira Seção, tivemos a oportunidade de reconhecer que, tanto na linguagem
oral quanto na linguagem escrita, a argumentação faz parte de nossas atividades diárias
e, portanto, precisamos nos empenhar na leitura e na atualização de informações para
produzirmos argumentos que tragam qualidade aos nossos textos argumentativos.
 SEÇÃO 2 – Aspectos envolvidos na produção de textos argumentativos
Com o estudo da Seção 2, definimos um texto dissertativo argumentativo
e apreendemos os aspectos que o envolvem. Também, ressaltamos a diferença
entre dois aspectos bastante importantes: o tema e o título, demonstrando essa
distinção por meio de exemplos.
 SEÇÃO 3 - Estrutura dissertativa
Na última Seção desta aula, refletimos sobre a macroestrutura do texto
dissertativo, sobre as três partes básicas que o compõe, bem como destacamos a
importância de se saber o que é um parágrafo e como se estrutura o parágrafo
padrão dissertativo. Vimos, ainda, vários exemplos de recursos argumentativos que
podem ser usados na elaboração do desenvolvimento dos parágrafos e estudamos
algumas possibilidades de correlacionar os argumentos por meio de conectores que
expressam as diferentes articulações sintáticas e semânticas de nossas idéias.

Sugestões de Leituras, Sites e Vídeos

Leituras

ABREU, A. S. A arte de argumentar: gerenciando razão e emoção. 5. ed. Cotia:


Ateliê Editorial, 2002.

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Leitura e Produção de Texto - Nohad Mouhanna Fernandes / Maria Alice de Mello Fernandes - UNIGRAN

ABREU, A. S. Curso de Redação. 11. ed. São Paulo: Ática, 2002.


CITELLI, A. O texto argumentativo. São Paulo: Scipione,1994.
GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo
a pensar. 26 ed. Rio de Janeiro : Fundação Getúlio Vargas, 2006.
GRANATIC, B. Técnicas Básicas de Redação. 3. ed. São Paulo: Scipione, 1995.
PLATÃO, S. F. & FIORIN, J. L. Para entender o texto: leitura e redação. 16 ed.
São Paulo: Ática, 2002.
PLATÃO, S. F. & FIORIN, J. L.Lições de texto: leitura e redação. 4 ed. São
Paulo: Ática, 2001.
SOUZA, C. J. de Redação ao alcance de todos. 3 ed. São Paulo: Contexto, 1994.
TERRA, Ernani e NICOLA, José de. Português de olho no mundo do trabalho:
volume único para o Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2008.

Sites

PEAD. A elaboração do parágrafo dissertativo. Disponível em: <http://acd.ufrj.


br/~pead/tema08/elaboracao.html> Acesso em: 28 abr. 2012.
PORTALSÃOFRANCISCO Dissertação. Disponível em: <http://www.
portalsaofrancisco.com.br/alfa/redacao/dissertacao.php> Acesso em: 28 abr. 2012.
(MUNDO VESTIBULAR, Disponível em: <http://www.mundovestibular.com.br/
articles/348/1/Redacao-O-Examinador/Paacutegina1.html> Acesso em: 28 abr. 2012.
PARAGRAFAÇÃO. Disponível em: <http://www.dicionarioinformal.com.br/
paragrafa%C3%A7%C3%A3o/> Acesso em: 28 abr. 2012.
REDAÇÃO - PRF 2008. Disponível em: http://concurseiros.objectis.net/
turma300_3000/material-da-turma/portugues/REDACaO%20PARA%20
PRF%202008.pdf> Acesso em: 28 abr. 2012.
http://www.graudez.com.br/redacao/ch05.html

Outros sites:

http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=redacao/teoria/docs/
topicofrasal
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=redacao/teoria/docs/
delimitacaodotema
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=redacao/teoria/docs/
esquemasdissertacao
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=redacao/teoria/docs/
tiposdeintrod
http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=redacao/teoria/docs/

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cartaargumentativa
Vídeos

ENEM E PROUNI.COM. Aula de redação dissertativa – Vídeo aula Dissertação.


Disponível em: <http://www.enemeprouni.com/2009/03/aula-de-redacao-
dissertativa.html> Acesso em: 28 abr. 2012.
YOU TUBE. 12/09- Drops Redação – Texto dissertativo argumentativo- Plantão
Enem. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=NX0Qof4CldM>
Acesso em: 28 abr. 2012.
YOU TUBE. Argumentação e linguagem dissertativa. Disponível em: http://www.
youtube.com/watch?v=o7lR6zcLHcQ&feature=related> Acesso em: 28 abr. 2012.

OBS: Não esqueçam! Em caso de dúvidas, acessem as ferramentas “fórum” ou


“quadro de avisos”.

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