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André Luiz de Mattos

MÉTODO BÁSICO
DE INICIAÇÃO A
TEORIA DA
MÚSICA
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 MÚSICA é a arte de expressão por meio dos sons.
Divide-se em três partes: MELODIA, HARMONIA e RITMO.

 MELODIA é a combinação de sons sucessivos dados uns após outros.


 HARMONIA é a combinação de sons simultâneos (dados de uma só vez)
 RITMO é a reunião de tempos. É a distribuição ordenada de valores.
SOM é tudo o que ouvimos, o que não ouvimos chamamos de SILÊNCIO.
O SOM possui quatro propriedades: ALTURA, INTENSIDADE, TIMBRE e DURAÇÃO.

 ALTURA é a capacidade de ser mais agudo ou mais grave.


 INTENSIDADE é a capacidade de ser mais forte ou mais fraco.
 TIMBRE é a diferença sonora de cada instrumento ou voz.
 DURAÇÃO é a capacidade de ser mais longo ou mais curto (é a única qualidade do SILÊNCIO*).

* Silêncio é tudo o que não ouvimos. A pausa na música. A ausência de som.

 PENTAGRAMA é uma pauta composta de cinco linhas e quatro espaços onde escrevemos a música.
Contamos as linhas e os espaços de baixo para cima.

5ª linha .._______________________________________________
4ª linha...__________________________________________4º espaço
3ª linha...__________________________________________3º espaço
2ª linha...__________________________________________2º espaço
1ª linha...__________________________________________1º espaço

 CLAVES são sinais que servem para dar nome às notas. As CLAVES mais usadas são: CLAVE DE
SOL, escrita sobre a segunda linha e usada para vozes e instrumentos médios e agudos; CLAVE DE
DÓ, escrita sobre a terceira linha e usada para a viola clássica; CLAVE DE FÁ, escrita sobre a quarta
linha e usada para vozes e instrumentos médios e graves. A linha em que está escrita a clave leva o
nome da clave partindo dai as demais notas.

CLAVE DE SOL

NOTA ESCRITA SOBRE A


LINHA DA CLAVE: SOL

CLAVE DE DÓ

NOTA ESCRITA SOBRE A


LINHA DA CLAVE: DÓ

CLAVE DE FÁ

NOTA ESCRITA SOBRE A


LINHA DA CLAVE: FÁ

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 NOTAS; embora sejam inúmeros os sons usados nas músicas, para representá-los usamos apenas 7
notas*;
DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI
 ORDEM DAS NOTAS ASCENDENTE; DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI
DESCENDENTE; SI, LÁ, SOL, FÁ, MI, RÉ, DÓ

 PARTES DA NOTA; as NOTAS MUSICAIS são formadas por CABEÇA, HASTE E COLCHETES.

HASTE COLCHETE

CABEÇA

 POSIÇÃO DA HASTE; se a nota estiver abaixo da terceira linha, colocamos a haste para cima do lado
direito, se tiver colchete este ficará para fora do lado direito. Se estiver acima da terceira linha
colocamos a haste para baixo do lado esquerdo, se tiver colchete este ficará para dentro do lado direito.
Se a nota estiver sobre a terceira linha qualquer lado está correto.

ABAIXO DA 3ªLINHA SOBRE A 3ª LINHA;


QUALQUER DIREÇÃO
ACIMA DA 3ª LINHA ESTÁ CORRETA

 LIGAÇÃO DE COLCHETES; quando temos mais de duas notas com colchetes, usamos ligar os
colchetes.

 VALORES; nem todas as notas (sons) e pausas (silêncios), tem a mesma duração. Para entendermos a duração
das notas e das pausas é necessário que elas apareçam em formas diferentes. Essas formas são chamadas de
FIGURAS MUSICAIS. Temos abaixo as figuras e pausas que são sete.
 PAUSAS são figuras que indicam a duração do silêncio. Cada figura tem sua respectiva pausa que lhe
corresponde ao mesmo tempo de duração.

 FIGURAS MUSICAIS E PAUSAS

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 COMPASSOS; são os tempos agrupados em porções iguais, de 2 em 2, de 3 em 3, de 4 em 4, etc. formando
MÉTRICA.

 MÉTRICA; na música é a teoria do compasso e do ritmo. É a técnica musical que trata da


estruturação do ritmo e da melodia.
Os compassos mais usados são os de 2 tempos (binários), de 3 tempos (ternários) e os de 4 tempos (quaternários). Há
também compassos com mais tempos usados com menos freqüência.

 BARRAS; os compassos são separados por uma barra vertical chamada BARRA DE COMPASSO.
No final de um trecho musical, mudança de tom, mudança de compasso ou mudança de andamento,
usa-se a BARRA DUPLA e ao final da obra usa-se a BARRA FINAL. Temos também a BARRA
AUXILIAR que é uma barra pontilhada que indica a subdivisão do compasso.

 FÓRMULAS DE COMPASSO; para sabermos a duração das FIGURAS MUSICAIS e das PAUSAS
usamos fórmulas numéricas que indicam a qualidade do compasso.

Exemplo:
4 > o número de cima indica quantos tempos a em cada compasso, ou seja, é a U.C (unidade de compasso).
4 > o número de baixo corresponde à figura que valerá um tempo no compasso, ou seja, é a U.T (unidade de
tempo).

 PONTO DE AUMENTO; é um ponto colocado à direita de uma figura ou pausa e serve para aumentar a
metade do seu valor. Se a figura valer 2 tempos o ponto vai aumentar a metade, então a figura passará a valer
3 tempos, se valer 1 tempo o ponto vai aumentar meio tempo e a figura passará a valer 1 tempo e
meio.

 COMPASSO SIMPLES; é aquele que tem por unidade de tempo uma figura simples (não
pontuada). Apresenta como característica principal uma subdivisão binária dos seus tempos.

Apesar de existirem muitas fórmulas de compasso diferentes as mais usadas são três;
Um binário, um ternário e um quaternário que são 2/4, 3/4 e 4/4.
Nesses compassos as figuras e pausas vão ter sempre os mesmos valores;

Semibreve Mínima Semínima Colcheia Semicolcheia Fusa Semifusa

4 tempos 2 tempos 1 tempo ½ tempo ¼ de tempo 1/8 1/16 avos


de tempo de tempo

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 DIVISÃO PROPORCIONAL

Uma Semibreve é igual a duas Mínimas.


Uma Mínima é igual a duas Semínimas.
Uma Semínima é igual a duas Colcheias.
Uma Colcheia é igual a duas Semicolcheias.
Uma Semicolcheia é igual a duas Fusas.
Uma Fusa é igual a duas Semifusas.

Divisão dos valores relativos à Semibreve.

 LEITURA RITMICA; falamos apenas o ritmo sem nome ou altura das notas.

Vamos iniciar o estudo da leitura rítmica. Usaremos a mão para marcar os tempos, sendo que, um
tempo terá a duração de um movimento inteiro da mão na vertical iniciando em baixo e terminando
em cima.
Primeiro vamos apenas contar os tempos e marcar com a mão para treinar o movimento e
compreender assim a divisão dos valores. O “e” indica a subdivisão do tempo.

Binário Ternário Quaternário

1 e 2 e 1 e 2 e 3 e 1 e 2 e 3 e 4 e

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Vamos iniciar estudando a Leitura Rítmica para compreensão da divisão e subdivisão dos tempos e dos
compassos. Como não usaremos os nomes das notas nem a altura, em vez do Pentagrama colocaremos as
figuras em uma única linha e em cada nota pronunciaremos a sílaba “TÁ” e as pausas contaremos em
silêncio e mentalmente

Iniciado o estudo da leitura rítmica, recomendo o uso do “Pozzoli, Guia Teórico-Prático para o Ensino do
Ditado Musical”

Segue abaixo a primeira série do “Pozzoli, Guia Teórico-Prático para o Ensino do Ditado Musical”

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 NOMES DAS NOTAS

 NOTAS SUPLEMENTARES; No Pentagrama podem ser escritas apenas nove notas. Para
escrevermos notas mais agudas ou mais graves, utilizam-se as linhas suplementares (curtos
segmentos de linha horizontal que atuam como uma extensão do Pentagrama.

Vamos aprender primeiro os nomes das notas na Clave de Sol.

*(Os nomes das notas se repetem de sete em sete).

Exemplos das notas na Clave de Sol

 LEITURA MÉTRICA; falamos o ritmo e o nome das notas, mas sem a altura. Para isso
precisaremos aprender os nomes das notas.

A divisão dos tempos e o movimento da mão será o mesmo, mas agora em vez de “TÁ” falaremos os nomes
das notas.

Iniciado o estudo da leitura métrica, recomendo o uso do “P. Bona, Método Completo de Divisão Musical”

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Seguem abaixo as oito primeiras lições do “P. Bona, Método Completo de Divisão Musical”