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PRÁTICAS E M ODELOS NA AUTO-AVALIAÇÃO DA BE - DREN 3 - 2010

Trabalho do Fórum 3 Jorge Martins

A implementação do Modelo de Auto-Avaliação requer uma liderança forte e uma mudança de atitude
e de práticas por parte do professor bibliotecário e da escola.

O paradigma e o conceito de Biblioteca Escolar tem mudado, acompanhando a


evolução que se tem vindo a operar ao nível da tecnologia, educação, sociedade, cultura
e emergência da(s) literacia(s), no contexto das quais o ser humano é passível de evoluir
significativamente, valorizando-se como indivíduo e cidadão, como parte integrante e
proactiva na sociedade.
A Biblioteca Escolar sofreu, fruto, por exemplo, do exponencial
desenvolvimento tecnológico verificado durante a corrida ao espaço entre a ex-União
Soviética e os Estados Unidos da América, desde os anos 50 do século XX, uma
mudança de paradigma. O conceito de biblioteca como colecção de material impresso,
disponibilizava conhecimento, mas já não satisfazia a necessidade e o aumento
crescente da procura da informação, tendo surgido outros suportes como a cassete
áudio, a cassete VHS, e instrumentos difusores como a televisão, o vídeo, o gravador
áudio, concorrentes dos suportes impressos por serem, aparentemente, mais apelativos e
motivadores. Surgiu então, a partir da década de 90, do mesmo século, uma panóplia de
suportes digitais que revolucionaram definitivamente o conceito de informação e
comunicação, democratizando o acesso à cultura.
Paralelamente, do ponto de vista educativo devido, por exemplo, às teorias
construtivistas, o centro da atenção, do processo ensino/ aprendizagem, passou do
contexto externo ao indivíduo para a importância do próprio indivíduo no seio de todo o
desenvolvimento em sociedade. Wilson (1996) afirma que a aprendizagem que destaca
as “actividades significativas e autênticas que ajudam o aluno a construir conhecimentos
e a desenvolver competências relevantes para a resolução de problemas” é a missão
central da escola. Paralelamente, Hein (1991) reforça a ideia de que “os alunos
constroem o conhecimento por si mesmo, onde cada aluno individualmente (e
socialmente) constrói o significado à medida que aprende. A construção de significado é
aprendizagem”.
Desta forma, as aprendizagens significativas para a criança, resultavam de uma
nova visão que no quadro das Bibliotecas Escolares, já não se restringiam a um mero
input, (colecção existente, staff, verba gasta com o funcionamento da biblioteca
escolar...), ou output (número de empréstimos, número de visitas, sessões realizadas

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pela equipa...), mas sim à potencial transformação operada, pela dinâmica da Biblioteca
Escolar, junto dos seus utilizadores, como forma de desenvolver nos alunos
competências transversais e mais abrangentes do que a simples procura de documentos
nos diversos suportes (Cram, 1999).
A diferença ou impacto residem não nos inputs (recursos) ou processos mas na
mais-valia que estes trazem à escola e à aprendizagem Todd (2008) “The Evidence-
Based Manifesto for School Librarians”.
O Modelo de Auto-Avaliação perspectiva, também, práticas de pesquisa-acção,
em que a sistemática avaliação, pela recolha de evidências, permite uma constante
reflexão para agir novamente no sentido de colmatar falhas ou melhorar as práticas.
O MABE (2010) salienta a importância das evidências neste processo: “A
avaliação da BE deve apoiar-se em evidências, cuja leitura nos mostra os aspectos
positivos que devemos realçar ou aspectos menos positivos que nos podem obrigar a
repensar formas de gestão e modos de funcionamento. Essas evidências incidem, entre
outros aspectos, sobre as condições de funcionamento da BE, os serviços que a BE
presta à escola, a utilização que é feita da BE pelos vários utilizadores e os impactos no
ensino e na aprendizagem”.
Ross Todd (2008a) explicita o que são evidências e como se cruzam para
alcançar novas estratégias a seguir: “A prática baseada na evidência reconhece múltiplas
fontes, tipos e meios de conseguir evidências. O uso de fontes múltiplas facilita a
triangulação – uma abordagem à análise de dados que sintetiza dados de fontes
múltiplas. Ao usar e comparar dados de um número de fontes, podemos desenvolver
melhores exigências sobre o impacto das suas práticas e resultados. As fontes diferentes
e os tipos de evidência podem incluir entrevistas de estudantes ou portfolios, reflexão e
diários do processo, tarefas formativas e avaliação complementar, guias e rubricas de
medidas baseadas em resultados, exames de estudantes e professores, medidas pré e
pós-testes, produtos gerados pelos estudantes, avaliações distritais, avaliações das
aptidões, avaliações baseadas em desempenhos correntes, dados gerais do estudante e
observações sistematicamente registadas”.
Nestes moldes, para entender o Modelo de avaliação é, também, necessário
entender os conceitos que subjazem à avaliação no contexto das organizações e que
estão incluídos na concepção e estrutura do Modelo:
Então avaliar pode ser:

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- Exercer um julgamento através da avaliação das condições existentes e dos


serviços prestados, perspectivando como deveriam ser essas condições/
serviços. (Van House et. al. 1990: 3).

-Um processo de recolha de evidências e de inquirição sistemáticos, em


detrimento de uma avaliação determinada por uma norma standardizada.
Cronin (1982b).

- A medição sistemática do impacto que um sistema (por exemplo, uma


biblioteca) alcançou no cumprimento dos seus objectivos num período de
tempo determinado. Mackenzie (1990)

- O processo sistemático de avaliação do valor (em termos de benefícios


ganhos) e da qualidade (reflectida na satisfação dos utilizadores) de um
sistema/ biblioteca.

Segundo Markless (2006:120), e como já referimos, as práticas de pesquisa-


acção estabelecem a relação entre os processos e o impacto ou valor que originam.
Durante este processo:

- Identifica-se um problema;

- Recolhem-se evidências;

- Avaliam-se, interpretam-se as evidências recolhidas;

- Procura-se extrair conhecimento que oriente futuras acções e que delineie


caminhos. Centra-se a pesquisa, mais uma vez, no impacto e não nos
inputs.

Como já referimos a mudança a que a Biblioteca Escolar esteve sujeita tem


novos desafios perante a comunidade escolar em que se espera uma interacção profícua
na construção de conhecimentos da parte dos alunos e, simultaneamente, na sua

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formação integral como indivíduos. Então a avaliação tem um papel bem pertinente
possibilitando validar a sua forma de actuar e interagir no seio da comunidade
educativa. Saber como trabalham as Bibliotecas Escolares e que impacto têm nas
escolas e no sucesso educativo dos alunos é atribuir uma mais-valia e importância à sua
existência. (Scholastic Research, 2008; Williams & Caroline, 2001).
Desta forma, actualmente, a avaliação centra-se, essencialmente, no impacto
qualitativo da biblioteca, isto é, na aferição das modificações positivas que o seu
funcionamento tem nas atitudes, valores e conhecimento dos utilizadores,
principalmente nos alunos e professores.
Cram (1999) salienta o que “verdadeiramente interessa e justifica a acção e a
existência da biblioteca escolar não são os processos, as acções e intenções que
colocamos no seu funcionamento ou os processos implicados, mas sim o resultado, o
valor que eles acrescentam nas atitudes e nas competências dos utilizadores”.
Cram (1999), em “SIX IMPOSSIBLE THINGS BEFORE BREAKFAST”,
descreve esse processo valorativo: […] “A questão do valor das bibliotecas não é de
ordem imanente – o valor não e uma propriedade intrínseca da biblioteca enquanto
entidade. O valor é (subjectivamente) atribuído e resulta de uma percepção de benefício
real e potencial. As bibliotecas geram valor porque mobilizam recursos e desencadeiam
processos capazes de produzir mais-valia e de criar benefícios. A sua função de gestão
compreende os processos, as actividades e as decisões que possam conduzir a efectiva
produção de valor para os seus utilizadores e para a organização em que se enquadra”.
Dotar os alunos de competências linguísticas, leitoras e interpretativas, como
pesquisar e/ou consultar informação em diversos suportes, explorando os suportes
digitais (DVD, CD-Rom, Internet…), os recursos da Web 2.0, como os blogs, as redes
sociais, o facebok ou os webquest, de modo que o aluno encontre utilidade e uma mais-
valia nestes recursos, capazes de o motivar para a investigação, para a procura de
conhecimento e de os consciencializar que a educação/ aprendizagem é algo
indissociável da valorização humana ao longo da vida.
As iniciativas educativas dos Professores Bibliotecários que devem estar
centradas na literacia da informação estão prestes a conceder o melhor contexto e
oportunidades para as pessoas tirarem o máximo partido, como pessoas com sentido,
construtivas e independentes. A assimilação de informação não significa
necessariamente que os alunos fiquem informados. A informação é a entrada; através

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desta entrada, o conhecimento existente é transformado e os novos conhecimentos -


como a compreensão, o significado, novas perspectivas, as interpretações, as inovações
- são o resultado.
Assim entre outras competências o aluno deve saber como localizar e como
aceder a informação: reconhecer a necessidade de informação, distinguir formas de
solucionar o problema, construir estratégias de localização, localizar e aceder, e deve
também saber como compreender e utilizar informação: comparar e avaliar, organizar,
aplicar e comunicar, sintetizar e criar.
Neste contexto, as práticas escolares foram e estão sujeitas a mudanças
operacionais que viabilizem uma nova forma de estar, pensar e de agir dos diversos
intervenientes no processo educativo os alunos, os professores e, especificamente, com
novos desafios, o Professor Bibliotecário.
No entender de Scholastic Research (2008) e Williams & Caroline (2001), uma
forte liderança do Professor Bibliotecários caracteriza-se por:

Integração na escola e no processo de ensino/ aprendizagem

- Integração institucional e programática, de acordo com os objectivos


educacionais e programáticos da escola;

- Desenvolvimento de competências de leitura e de literacias digitais e da


informação;

- Articulação com departamentos, professores e alunos na planificação e


desenvolvimento de actividades educativas e de aprendizagem;

- Integração das potencialidades formativas e de trabalho da biblioteca


escolar nos diferentes projectos.

Acesso. Qualidade da Colecção.

- Organização e equipamento de acordo com os standards definidos,


facultando condições de acesso e de trabalho individual ou em grupo;

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- Disponibilização de um conjunto de recursos de informação, em diferentes


ambientes e suportes, actualizada e em extensão e qualidade adequadas às
necessidades dos utilizadores;

- Garantia de acesso a documentação online.

Gestão da BE

- Afectação de um professor bibliotecário qualificado e de uma equipa que


assegure as rotinas inerentes à gestão, que articule e trabalhe com a escola,
professores e alunos;

- Liderança do professor bibliotecário e da equipa;

- Desenvolvimento de estratégias de gestão e de integração da BE na escola


e no desenvolvimento curricular;

De entre os factores críticos à sua apropriação e implementação, destacamos


os seguintes.

É fundamental que o Modelo:

- Tenha reconhecimento por parte das escolas e das equipas e se assuma


como um instrumento agregador, capaz de unir a escola e a equipa em torno
do valor da BE e do impacto que pode ter na escola e nas aprendizagens;

- Se assuma como instrumento de mudança e de melhoria da qualidade do


funcionamento das bibliotecas escolares, através do uso estratégico das
evidências/ informação recolhida no processo. Esta informação deve ser
utilizada na planificação futura, com vista à continuidade ou melhoria dos
níveis atingidos;

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- Tenha pontos de intersecção com a avaliação da escola e seja conhecida e


reconhecida pela direcção e pela escola que, desta forma, toma
conhecimento do trabalho e impacto da biblioteca escolar.

Qualidade e Inovação. O necessário envolvimento de todos

O modelo indica a metodologia, a operacionalização para uma obtenção da


melhoria contínua, com qualidade, exigindo que a escola esteja preparada para a
aprendizagem sistemática. Pressupõe a motivação individual dos seus membros e a
liderança forte do Professor Bibliotecário, que tem de mobilizar a escola para a
necessidade e implementação do processo avaliativo.

Esta postura reivindica uma metodologia de sensibilização e de readiness, que


requer:

1. O conhecimento aprofundado do Modelo e a mobilização da equipa para a


necessidade de fazer diagnósticos/ avaliar o impacto e o valor da BE na
escola que serve;

2. Jornadas formativas para a escola. Definição precisa de conceitos e


processos cuja calendarização deve ser previamente definida;

3. A comunicação constante com o órgão directivo, justificando a necessidade


e o valor da implementação do processo de avaliação;

4. A apresentação e discussão do processo no Conselho Pedagógico;

5. A criação de instrumentos de divulgação (Cartazes, folhetos, página da


biblioteca, Facebook, correio electrónico, outros…) com o objectivo de alertar a
comunidade e informá-la acerca de um processo que envolve todos;

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6. Aproximação/ diálogo com departamentos e professores. Criação e difusão de


informação/ calendarização sobre o processo e sobre o contributo de cada um no
processo.

Neste contexto, Eisenberg & Miller (2002) e Tilke (1999) entendem que o
Professor Bibliotecário deve, neste processo, evidenciar as seguintes competências:

- Ser um comunicador efectivo no seio da instituição;

- Ser proactivo;

- Saber exercer influência junto de professores e do órgão directivo;

- Ser útil, relevante e considerado pelos outros membros da comunidade educativa;

- Ser observador e investigador;

- Ser capaz de ver o todo - the big picture;

- Saber estabelecer prioridades;

- Realizar uma abordagem construtiva aos problemas e à realidade;

- Ser gestor de serviços de aprendizagem no seio da escola;

- Saber gerir recursos no sentido lato do termo;

- Ser promotor dos serviços e dos recursos;

- Ser tutor, professor e um avaliador de recursos, com o objectivo de apoiar contribuir


para as aprendizagens;

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- Saber gerir e avaliar de acordo com a missão e objectivos da escola;

- Saber trabalhar com departamentos e colegas.

É neste sentido que Ross Todd (2003) afirma: “Neste contexto, os bibliotecários
escolares têm grandes desafios pela frente, na medida em que contribuem para o
desenvolvimento da sua escola como uma comunidade inclusiva, interactiva e
fortalecedora da aprendizagem, especialmente agora, no contexto de um intenso
ambiente tecnológico e de informação”.
Desta forma o modelo de avaliação das Bibliotecas Escolares tem como função
privilegiada o reconhecimento do papel eclético e transversal da Biblioteca Escolar,
referindo Ross Todd (2003): “O que é importante é que as evidências recolhidas
mostrem como o professor bibliotecário e a biblioteca escolar têm um papel crucial no
sucesso educativo dos alunos e na criação de atitudes, valores e de um ambiente de
aprendizagem acolhedor e efectivo”.
Esta afirmação de Ross Todd sintetiza a importância da comunicação da
informação obtida através do processo de avaliação e a demonstração do valor e do
impacto da Biblioteca Escolar tem como vantagens:
Não há dúvida que há desafios pela frente. O papel educativo do bibliotecário
escolar é um papel de liderança significativo. As dimensões deste papel de liderança
incluem: (A.A.V.V. s/d, “Professores Bibliotecários Escolares: resultados da
aprendizagem e prática baseada em evidências”)

- Liderança Informada - participar e aprender com a investigação de campo e


utilizar esta investigação para delinear as iniciativas educativas;

- Liderança Determinada – ter uma visão clara dos resultados de aprendizagem


dos alunos desejados, centrando-se na estrutura intelectual que lhes permita construir o
conhecimento, compreensão e significado;

- Liderança Estratégica - ter um plano claro para traduzir a visão centrada na


aprendizagem em acções, através da aprendizagem baseada em investigação e
envolvimento com uma diversidade de fontes e formatos de informação;

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- Liderança Colaborativa - construção de parcerias através de uma filosofia


compartilhada sobre a aprendizagem baseada em investigação para a construção de
compreensão e conhecimento;

- Liderança Criativa - combinar criativamente os recursos para obter um valor


real, e documentar as evidências das suas acções em termos de resultados de
aprendizagem reais dos alunos;

- Liderança Renovável - ser bastante flexível e adaptável, aprendendo,


mudando e inovando continuamente, pensar para além das formas tradicionais de fazer
e ser;

- Liderança Sustentável - estabelecer evidências locais, identificando e


celebrando as realizações, resultados, impactos. Estas dimensões são a base para um
futuro desejável dos bibliotecários escolares, e os resultados desejáveis dos seus papéis:
o processo e resultados orientados, formativos, bem como informativos,
intervencionistas e integradores, de suporte e orientados para o serviço.

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Bibliografia

A.A.V.V. (s/d). “Professores Bibliotecários Escolares: resultados da aprendizagem e


prática baseada em evidências”
[http://archive.ifla.org/IV/ifla68/papers/084-119e.pdf]

CRAM, Jennifer (1999) “SIX IMPOSSIBLE THINGS BEFORE BREAKFAST: A


multidimensional approach to measuring the value of libraries”. 3rd
Northumbria International Conference on Performance Measurement in
Libraries and Information Services, 27-31 August.
<http://www.alia.org.au/~jcram/six_things.html > [20/10/2010]

EISENBERG & MILLER (2002) “This Man Wants to Change Your Job”

HEIN, G. Constructivist learning theory. Paper presented at the CECA (International


Committee of Museum Educators) Conference in Jerusalem, Israel, 15-22
October 1991. Institute for Inquiry. Available at:
http://www.exploratorium.edu/IFI/resources/constructivistlearning.html

MABE (2010) “Modelo de auto-avaliação da biblioteca escolar”


http://www.rbe.min-edu.pt

MARKLESS, Steatfield (2006) Evaluating the Impact of your library, London, Facet
Publishing.

Scholastic Research (2008) “School Libraries Work!”

TILKE (1999) “The role of the school librarian in providing conditions for discovery
and personal growth in the school library. How will the school library fulfill this
purpose in the next century?”

TODD, Ross (2002) “Professores Bibliotecários Escolares: resultados da aprendizagem


e prática baseada em evidências”
[http://archive.ifla.org/IV/ifla68/papers/084-119e.pdf]

TODD, Ross (2003) “Irrefutable evidence. How to prove you boost student
achievement”. School Library Journal, 4/1/2003
<http://www.schoollibraryjournal.com/article/CA287119.html> [20/10/2010]

TODD, Ross (2008) “The Evidence-Based Manifesto for School Librarians”

TODD, Ross (2008a) “O Manifesto para os Bibliotecários Escolares sobre a prática


baseada em evidências” (testo em português)

WILLIAMS, Dorothy & Coles, Caroline (2001) “Impact of School Libraries Services
on Achievement and…” Learning

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WILSON, B. (1997) “The postmodern paradigm”. In C. R. Dills and A. Romiszowski


(Eds.), Instructional development paradigms. Englewood Cliffs NJ: Educational
Technology Publications. Also available at:
http://www.cudenver.edu/~bwilson/postmodern.htm

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