CONTABILIDADE DE CUSTOS

1º semestre de 2009
Prof.ª Márcia Marcondes
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Sumário
1. 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 1.7 1.8 2. 2.1 3. 3.1 4. 4.1 4.2 5. 5.1 5.2 5.3 6. 6.1 6.2 6.3 7. 7.1 7.2 7.3 7.4 8. 8.1 8.2 8.3 8.4 9. 9.1 9.2 9.3 9.4 Programa da disciplina, 3 Ementa, 3 Carga horária total, 3 Objetivos, 3 Conteúdo Programático, 3 Metodologia, 3 Critérios de avaliação, 4 Bibliografia, 4 Curriculum resumido do professor, 5 Introdução, 6 A contabilidade de custos, 6 Terminologias aplicadas em custos, 8 Terminologia em custos, 8 Princípios Contábeis e Conceitos Aplicados à Custos, 10 Alguns princípios contábeis aplicados à contabilidade de custos, 10 Outros conceitos aplicados à contabilidade de custos, 11 Classificações dos custos e outras nomenclaturas, 12 A classificação dos custos em diretos e indiretos, 12 Custos fixos e variáveis, 13 Outras nomenclaturas de custos, 15 Custeio por Absorção e Demonstração do Resultado do Exercício, 15 Definições, 15 Apuração, 16 A demonstração de resultados da indústria – Custeio por Absorção, 16 Matéria-prima, 20 Introdução, 20 Perdas de matéria-prima, 20 Tratamento dos subprodutos e sucatas originadas das perdas normais, 21 Composição do custo de matéria-prima, 21 Mão-de-obra direta, 27 Encargos sociais e trabalhista, 27 Jornada de trabalho e apontamento de horas, 29 Forma de apropriação do custo de mão-de-obra aos diversos produtos, 29 Horas disponíveis e horas produtivas, 30 O Esquema Básico de Contabilidade de Custos (I), 31 Introdução, 31 O 1º passo: a separação entre custos e despesas, 31 O 2º passo: a apropriação dos custos diretos, 33 A apropriação dos custos indiretos, 34
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9.5 9.6 10. 10.1 10.2 10.3 11. 11.1 11.2 11.3 11.4 12. 12.1 12.2 12.3 12.4 12.5 12.6 12.7 12.8 13. 13.1 13.2 13.3 14 14.1 14.2 15 15.1 15.2 15.3 15.4 15.5 16. 16.1 16.2 16.3 16.4 16.5

Esquema básico, 35 Contabilização dos custos, 36 Esquema Básico de Contabilidade de Custos (II) – Departamentalização, 41 Introdução, 41 Por que departamentalizar, 42 Custos dos departamentos de serviços, 45 Critérios de Rateio dos Custos Indiretos, 50 Análise dos critérios de rateio – custos comuns, 50 Rateio dos custos dos departamentos, 51 Influência dos custos fixos e dos custos variáveis, 52 Importância da consistência nos critérios, 54 Custeio Baseado em Atividades (ABC), 54 Introdução, 54 Os benefícios e as restrições do ABC, 55 Caracterização do problema, 56 Atribuição dos custos indiretos de produção diretamente aos produtos – Sem departamentalização, 57 Solução com departamentalização, 58 Aplicação do ABC à solução do problema, 59 Identificação e seleção dos direcionadores de custos, 61 Resumo, 64 Produção por Ordem, Produção Contínua e Conjunta, 64 Introdução, 64 Distinção entre produção por ordem e produção contínua, 65 Produção conjunta, 65 Custos para Tomada de Decisões, 66 Introdução, 66 Análise do ponto de equilíbrio, 66 Formação de Preços, 67 Conceitos, 67 O significado de preço, 68 Metodologias para definição, 68 Os objetivos, 69 Cálculo preço de venda com base nos custos, 70 Custos para Controle – Custo padrão, 70 Introdução, 70 Conceito de custo padrão ou standard, 71 Determinação custo-padrão, 71 Vantagens do custo-padrão, 72 Análise das variações entre custo real e o custo-padrão, 72

EXERCÍCIOS, 74

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1. Esquema básico da contabilidade de custos. Projeção de transparências.4.4. Terminologia de custos. Sistemas de custos. • Mão-de-obra direta.1 Ementa Origem. oferecendo ainda ferramentas que os permitam compreenderem as diversas metodologias para apuração. 1. • Margem de contribuição e contribuição marginal. evolução e objetivos de custos. • 4 . Programa da disciplina 1. análise. Custos nos diversos segmentos econômicos. 1. • Abordagem sobre custeio baseado em atividades (ABC).2 Carga horária total 80 horas 1. Evolução da contabilidade de custos nas empresas.2 Segundo Bimestre • Critério de rateio dos custos indiretos.4 Conteúdo programático 1. • Classificação e nomenclatura de custos. 1. Tarefas individuais e em grupo. • Materiais diversos. • Conceitos fundamentais de custos. Departamentalização.5 Metodologia • • • Aulas expositivas. • Custeio variável (custeio direto). • Custos para tomada de decisão e controle.1. controle e gerenciamento dos custos. • Esquema básico de apuração de custos.1 Primeiro Bimestre • Introdução à contabilidade de custos. • Aplicação de custos indiretos de fabricação.3 Objetivos A disciplina procura oferecer aos participantes subsídios para uma correta apropriação dos gastos na fabricação de produtos e na execução de serviços nos diversos segmentos econômicos.

1. Luís Martins de. O trabalho entregue após a data agendada terá sua nota reduzida em 50% da nota estipulada. Custos Análise e Gestão. 1. George Sebastião Guerra. São Paulo. JR. Custos – Planejamento. 3ª ed. Editora Atlas. os alunos não poderão desistir de fazê-la. Sérgio de. São Paulo. Ed. cabendo ao docente considerar como prova realizada para efeito de correção. Contabilidade de Custos .Criando Valor para a Administração. após entrega das provas. 3ª ed. São Paulo. Contabilidade de Custos. Análise de Custos. • MEGLIORINI.6 Critérios de avaliação Avaliação bimestral e exercícios de fixação e pesquisas (os exercícios poderão ser individuais ou em grupo). Os trabalhos que tiverem datas agendadas para entrega. 8ª ed. 2001. José Hernandez Perez. Ed.. Editora Atlas. Ed. • NAKAGAWA. Curso de Contabilidade para não Contadores. São Paulo. São Paulo. Sérgio de.7. São Paulo.7. Contabilidade de Custos para não Contadores. José Carlos. Atlas. Eliseu. A avaliação terá nota mínima de 6. Ernesto Rubens. Evandir. Atlas.7 Bibliografia 1.1. São Paulo.0 pontos os demais pontos serão compostos dos trabalhos. 2001. 2000. 5 . Editora Atlas. Ed. 2005. 2005. M. 4ª ed. Os alunos que perderem os trabalhos (para composição da nota do bimestre) realizados em sala sem agendamento prévio terão o direito de fazer exercícios substitutivos. • LEONE. 2000. deverão ser entregues na data marcada. Atlas. Tradução SANTOS. São Paulo. 2007. MARTINS. Custeio Baseado em Atividades. Joel J. MARION. Ed. Atlas. Pearson Prentice Hall. São Paulo. 2ª ed. José Evaristo. GELBCKE. Eliseu. • MAHER. Implantação e Controle. 2000. (FIPECAFI) Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações (aplicável às demais sociedades) 5ª ed. nos dias e horários marcados. As avaliações são individuais e sem consulta. • IUDÍCIBUS. 2001 • IUDÍCIBUS. sendo estes novos exercícios estipulados pelo docente.2 Complementar • OLIVEIRA. Michael. Atlas.1 Básica • MARTINS. (Livro texto e de exercícios) • SANTOS. A cada trabalho e/ou exercício será determinado seu valor no momento da aplicação.

1.com.marcondes@fts.8 Curriculum resumido do professor Márcia Marcondes – e. 6 . MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas. Ead Docência pela Fundação Getúlio Vargas.mail: m.br Mestre em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário Álvares Penteado – UniFecap. com especialização em Controladoria e Finanças pela Faculdade Costa Braga. bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade Metropolitanas Unidas.

Importante notar que durante muito tempo se pensou que a Contabilidade de Custos se referia apenas ao custeamento dos produtos e que servia somente às empresas industriais. principalmente no atual ambiente de extrema competição. controle e gerenciamento dos custos de produção dos bens e serviços. para determinar o lucro. 7 . inclusive. é fundamental o entendimento das principais técnicas contábeis. bem como dos Relatórios e demais informações emanadas da Contabilidade. na Inglaterra. análise. O sistema desenvolvido nessa época visava avaliar os custos de transformação de cada processo e da mão-de-obra empregada. dos serviços. dos estoques.2. aos serviços públicos e ainda às empresas nãolucrativas. dos planos operacionais e das atividades de distribuição. que necessitavam de informações contábeis diferentes daquelas desenvolvidas pelas empresas comerciais da era mercantilista. organiza. atualmente. mensurar e informar os custos dos produtos/serviços. Atualmente a sobrevivência das organizações depende cada vez mais das práticas gerenciais de apuração. e principalmente. 2. A Contabilidade de Custos engloba técnicas de Contabilidade Geral e outras técnicas extras contábeis para o registro. com o objetivo de fornecer referência para medir a eficiência do processo de produção. ou seja. esse ramo da Contabilidade é constituído de técnicas que podem ser aplicadas a muitas outras atividades. Todavia.1. Segundo George Leone: “ramo da função financeira que acumula.1 A contabilidade de custos A Contabilidade de Custos surgiu com o advento do sistema produtivo. com a Revolução Industrial. no final do século XVIII. Introdução 2. Para os diversos profissionais responsáveis pela administração das empresas. análise e interpretação dos dados relacionados à produção ou à prestação de serviços. organização. O surgimento da contabilidade de custos aconteceu em decorrência do surgimento de empresas com sistema produtivo.1 Conceito e objetivos da contabilidade de custos Conjunto de registros especiais utilizados para identificar. dos componentes de organização. analisa e interpreta os custos dos produtos. para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo e tomada de decisões e de planejamento”.

... A idéia básica de custos.Com base no domínio dessas técnicas........ o controle das operações e a tomada de decisões................................. computando o quanto possuía de estoques iniciais..... xxxx (-) Estoques Finais .............................. do qual deduzindo as despesas necessárias à manutenção da empresa durante o período... quase só existia a Contabilidade Financeira (ou Geral)........ tendo em vista o uso a que se destinam.................. xxxxxx (-) Despesas Comerciais (Vendas) ... suas tomadas de decisões gerenciais serão sensivelmente facilitadas............ a Contabilidade de Custos...................... como usuários........... estava bem estruturada para servir as empresas comerciais.........1...... à venda de bens e o financiamento de suas atividades chegamos ao resultado líquido e ao aparecimento da clássica demonstração de resultados da empresa comercial: Vendas ....... xxxxxx 8 ......... xxxxxx (-) Custos Mercadorias Vendidas Estoques iniciais .......................... xxxx Financeiras ........................................... Estoques iniciais Compras Estoques Finais Custos das Mercadorias Vendidas (+) (-) (=) Deduzindo este montante das receitas obtidas nas vendas desses bens.. chegava-se ao lucro bruto............... é de que eles devem ser determinados. comparando com que ainda restava................... Por isso..... O cálculo era feito basicamente por diferença.. xxxx (+) Compras ....2....... 2..................... mais compras do período........ xxxx xxxxxx Lucro Bruto .. quando acumula os custos e os organiza em informações relevantes..... diferentes tipos de custos”... de fato. que... atualmente.................. A “diversidade de objetivos da Contabilidade de Custos torna difícil estabelecer um só tipo de custo da produção....... Da contabilidade financeira à de custos Até a Revolução Industrial (século XVIII).......... A apuração do resultado de cada período era bastante simples.... Cada utilização de custo requer........ xxxx (xxxxxx) Resultado Líquido .... que se adapte a todas as necessidades. desenvolvida na Era Mercantilista.................... pretende atingir três objetivos principais: a determinação do lucro...... xxxx Administrativas ......

reduzir-se o nível de entendimento entre elas. impossibilitados de participar rotineiramente de todas as fases dos processos administrativos e produtivos. integrados em todas as atividades mais importantes. firmas de prestação de serviços. no mínimo. Naturalmente.Com o advento das indústrias. deixando-se de atribuir àqueles outros que na empresa comercial já eram considerados como despesas no período de sua incorrência: despesas administrativas. tornou-se mais complexa o levantamento do balanço e apuração do resultado. de vendas e financeiras. etc. para subsidiar as tomadas de decisões dos donos do capital (empresários). tais como instituições financeiras.1 Terminologia em custos Desembolso – Saída de dinheiro do caixa ou das contas bancárias das empresas (disponível). Em resumo. a sofisticação das finanças e da produção exigiram a delegação de parte dos controles e do gerenciamento das atividades administrativas. Terminologias aplicadas em custos Desde que duas pessoas resolvam comunicar-se. Gastos (ou dispêndio) – renuncio de um ativo pela entidade com a finalidade de obtenção de um bem ou serviço. a dispersão geográfica. a diversificação dos negócios. Hoje as organizações mais eficientes dispõem de sofisticados sistemas de controles e apuração dos custos. 3. 3. sempre atualizados e adaptados às necessidades dos diversos usuários. Pode ocorrer antes. Para isto estaremos agora definindo algumas terminologias. que permitem a geração de complexos relatórios gerenciais. conceitos e idéias o mesmo nome. Com esta nova forma de se usar a Contabilidade de Custos. para tanto se adaptou os critérios utilizados das empresas comerciais às empresas industriais. que passarão a fazer parte da nossa comunicação. foi cada vez mais crescente e significativa a necessidade da implantação de eficientes sistemas de relatórios gerenciais. durante ou após a entrada da utilidade comprada. hoje mais do que nunca o conhecimento de contabilidade de custos ajuda quem a conhece a adicionar valor às organizações. Os desembolsos ocorrem em virtude do pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço. passaram a compor o custo do produto os valores dos fatores de produção utilizados para sua obtenção. é absolutamente necessário que passem a dar aos objetivos. sob pena de. financeiras e produtivas da empresa. representada pela entrega ou promessa de 9 . Assim. O crescimento das atividades. ocorreu seu maior aproveitamento em outros campos que não o industrial.

ou de seu consumo. Na realidade. gastos com honorários da diretoria. ou serviço surge o Custo da matéria-prima. Outros exemplos: salários e encargos sociais do pessoal de vendas. Todos os gastos que são “estocados” nos Ativos da empresa para baixa amortização quando de sua venda.entrega de bens ou direitos. para gerar a receita (realizar as vendas) e administrar a empresa. Despesa – é o gasto consumido. Dependendo da aplicação. para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. ou seja. gastos com mão-de-obra. matéria-prima utilizada no processo produtivo/operacional. A comissão do vendedor. ou ou de de Custo – gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços: são todos os gastos relativos à atividade operacional. gasto com combustíveis e refeições do pessoal de vendas. Ouvimos muito as pessoas dizerem que gastaram muito dinheiro. etc. só que reconhecido como custo no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). são os bens e serviços obtidos por meio do desembolso passado. despesas pré-operacionais.: Matéria–prima foi um gasto na aquisição. consumido. imediatamente tornou-se um investimento quando ativada assim ficou durante sua estocagem. o gasto poderá ser classificado em investimento. depreciação dos equipamentos da fábrica. etc. despesa. sem transitar por custo. quando adquirida tornou-se um investimento e tem uma parcela reconhecida como despesa (depreciação). ou desvalorização. O custo é também um gasto. etc. é um gasto que se torna imediatamente uma despesa. Ex. O pagamento pode ser no ato (desembolso) ou no futuro (cria-se uma dívida). A máquina de escrever da secretária do diretor. desaparecimento são chamados de investimentos. gastos na compra de ativo imobilizado. seja na forma de bem ou serviço. ele é desembolsado. salários e encargos sociais do pessoal administrativo. perda ou desperdício. Exemplos: salários do pessoal da produção. presente ou futuro. 10 . custo. por exemplo. temos gastos com compra de matéria-prima. Perda – bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária. O que é gasto. É importante não confundir gastos com desembolsos. por exemplo. de imóveis. Quando utilizado na fabricação de um bem. Investimento – gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a período (s) futuro (s). tanto da produção como na distribuição. aquisição matéria-prima. etc. tais como: aquisição móveis e utensílios. o dinheiro não é gasto. Assim.

é uma perda. não é um sacrifício feito com intenção de receita. B) Despesas incorridas para obtenção de receitas genéricas. E ocorre a realização da receita quando da transferência do bem ou do serviço para terceiros. É muito comum o uso da expressão perdas de material na fabricação de inúmeros bens. A) custos especificamente incorridos para a consecução daquelas receitas que estão sendo reconhecidas.: é o próprio custo de produção do bem ora vendido. 4.2 Princípio da competência e da confrontação Diz respeito ao momento do reconhecimento das despesas. 4. mas não representam sacrifícios normais ou derivados de forma voluntária das atividades destinadas à obtenção da receita. e não necessariamente daquelas que agora estão sendo contabilizadas. obsoletismo de estoques.1.1. na realidade. Atualmente. Desperdício – Gastos incorridos no processo produtivo ou de geração de receitas e que possam ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade de bens. não um custo de produção. 11 . entretanto. o desperdício está sendo classificado como custo ou despesa e sua identificação e eliminação é fator determinante do sucesso ou fracasso de um negócio. São itens que vão diretamente à conta de resultado. pela competência e confrontação temos o reconhecimento das despesas e custos. já que são valores sacrificados de maneira normal no processo de produção.1 Princípio da realização Permite o reconhecimento contábil do resultado (lucro ou prejuízo) apenas quando da realização da receita. serviços ou receitas geradas.Não se confunde com a despesa (muito menos com o custo). Exemplos comuns: perdas com incêndios. fica definido o momento do reconhecimento da receita. Princípios contábeis e conceitos aplicados a custos 4. O material deteriorado por um defeito anormal e raro de um equipamento provoca uma perda. deduz-se dela todos os valores representativos dos esforços para sua consecução. Pela realização. furto/roubo. assim como as despesas.1 Alguns princípios contábeis aplicados à contabilidade de custos 4. exatamente pela sua característica de anormalidade e involuntariedade. e não um custo. Após isso. a quase totalidade dessas perdas é. A regra é teoricamente simples: após o reconhecimento da receita. um custo. inundações. por exemplo. O gasto com mão-de-obra durante um período de greve. e Ex.

existe o raciocínio de que encargos financeiros não são itens operacionais. 4.Ex.1 O problema específico dos encargos financeiros O registro dos encargos financeiros é tratado na Contabilidade sempre como despesas. 4. assim a Contabilidade de Custos similarmente deixou de incluílos entre os fatores de produção. pois mudanças freqüentes podem provocar alterações nos valores dos resultados e conseqüentemente nos resultados. média passada. deve a empresa adotar uma delas de forma consistente. E ainda. sem ativação. 4. de propaganda.4 Materialidade ou relevância Ela desobriga de um tratamento mais rigoroso aqueles itens cujo valor monetário é pequeno dentro dos gastos totais. Assim. portanto.2 Outros conceitos aplicados à contabilidade de custos 4. mesmo que facilmente identificados com financiamentos de matérias-primas ou outros fatores de produção (custos). já que não derivam da atividade da empresa.. Escolhido o método deve-se manter a consistência.1. Isto ocorre pelo fato da Contabilidade Comercial sempre ter tratado estes itens como despesa e não como parte dos estoques. São tratados diretamente como despesas.: despesas de administração. custos de produção. etc. etc.1.2.2 Onde terminam os custos de produção Onde se inicia os custos de produção é fácil de identificar. porém nem sempre é fácil verificar onde eles terminam. Por exemplo: a empresa pode distribuir os custos de manutenção em função de horas máquinas. 4. não podendo ser alterada a cada período ou exercício. 12 . os encargos financeiros não são. que representam gastos com finalidade de obtenção de receitas. mas não podem ser utilizados indiscriminadamente em cada período. todas válidas dentro dos princípios geralmente aceitos. Todos são métodos aceitos. valor do equipamento.2.3 Consistência ou uniformidade Quando existem diversas alternativas para o registro contábil de um mesmo evento. Isto significa que a alternativa adotada deve ser utilizada sempre. mas não só ou especificamente das apropriadas ao período. e não como custo.

ao acabamento e à apresentação final do produto acabado. na grande maioria das indústrias. Esses custos são assim denominados porque seus valores e quantidades em relação ao produto são de fácil identificação. deve ser tratada como despesa. dependendo de sua aplicação. Os custos diretos.É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. Classificações dos custos e outras nomenclaturas 5. bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. Desta forma.. utilizados em cada um dos produtos fabricados. materiais de embalagem. despesas.1 Custos Diretos São os gastos com materiais. mesas etc. A regra básica para classificação dos custos diretos está na possibilidade de identificar a quantidade do elemento de custo aplicado no produto.1. Até aí. mão-de-obra e gastos gerais de fabricação aplicados diretamente no produto. 5. todos os gastos que recaem diretamente na fabricação do produto são considerados custos diretos. Por exemplo. conforme definido abaixo: Materiais diretos: matérias-primas. etc. Como a embalagem só é aplicada após a venda. camas. eles são classificados em Custos Diretos e Custos Indiretos. então seu custo total inclui o do seu acondicionamento. A regra é simples. Se. os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria quanto em outra. que podem ser sofás. A partir desse momento. para alocar os custos aos produtos. Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem. quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades. todos os gastos são custos. compõem-se de materiais e mão-de-obra. o couro.1 A classificação dos custos em diretos e indiretos Vimos anteriormente que todos os gastos ocorridos da divisão fabril são classificados como custos. Exemplos: Fábrica de móveis: os materiais diretos são basicamente: a madeira. cadeiras. e esta é ativada num estoque à parte. os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente. Quanto aos produtos fabricados. 5. componentes e outros materiais necessários à produção. por outro lado. 13 . seu custo terminou quando do término de sua produção. as chapas de compensados. ficando ativado por esse montante..

2 Custos fixos e custos variáveis 14 . Nas empresas industriais.1. pelo pequeno valor que representam em relação ao custo total. ou na prestação de serviços. Para se efetuar o rateio de valores. 5. horas máquinas utilizadas na fabricação dos produtos. principalmente. Aluguel da Fábrica: é impossível de ser identificado em relação a cada produto. tornase impossível identificar o percentual de salários e encargos aplicados a cada produto. Nota: rateio (distribuição) – é a técnica utilizada para atribuir a este ou aquele produto. Exemplos: Energia elétrica: quando não houver medidor em cada máquina. não compensam a realização dos cálculos para considerá-los como custo direto. A dificuldade de identificação desses gastos em relação ao produto ocorre porque os mesmos são utilizados na fabricação de vários produtos ao mesmo tempo. 5. etc.Editora ou gráfica: os materiais diretos são. revistas e demais impressos. há necessidade de se estabelecer algum critério de rateio (distribuição). como também àqueles que. valores referentes aos Custos Indiretos de Fabricação. possibilitando identificar o consumo em relação a cada produto fabricado. há necessidade de se adotar algum critério. por não serem perfeitamente identificados nos produtos ou serviços. mesmo integrando o produto. da utilização de algum critério de rateio para sua alocação. o papel e as tintas utilizados na produção de livros. quilos de matéria-prima consumida. Mão-de-obra direta: é o trabalho aplicado diretamente na confecção do produto. não podem ser apropriados de forma direta ao produto. Necessitam. Salários e encargos dos chefes de seção e dos supervisores da fábrica: por trabalharem assistindo e supervisionando a vários setores da fábrica. seja ele estimado ou arbitrado e este critério denomina-se base de rateio. Para se conhecer o valor dos Custos Indiretos que deverá ser atribuído a cada produto.2 Custos Indiretos São os custos que. São empregados como base de rateio: horas apontadas de mão-de-obra. de suas partes ou seus componentes. o consumo de toda a fábrica deverá ser rateado entre todos os produtos fabricados. portanto. esse tipo de custo está sendo gradativamente substituído por máquinas e equipamentos. o qual será estimado ou até mesmo arbitrado pela empresa. A classificação dos gastos como custo indireto é dada tanto àqueles que impossibilitam uma segura e objetiva identificação com o produto.

Outros exemplos: • Matéria-prima é direta e variável. Permanecem os mesmos com mudança no direcionador de custos. salários e encargos sociais das chefias dos departamentos e setores produtivos. A classificação de fixo e variável. depreciação dos equipamentos (pelo método linear).Além do seu agrupamento em Diretos e Indiretos. Exemplos: aluguel da fábrica. 5.: A classificação em fixos e variáveis leva em consideração a unidade de tempo. 5.1 Custos Fixos São aqueles gastos que ocorre qualquer que seja o volume de produção. etc. CUSTOS UNITÁRIOS Permanecem os mesmos com mudança no nível do direcionador de custo. Observe que os custos fixos são fixos em relação ao volume de produção. 15 . salários de vigias e porteiros da fábrica. além de sua aplicação nos custos diretos e indiretos.2.2 Custos Variáveis São aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. gastos com horas-extras na produção. prêmios de seguros. Exemplos: matéria-prima. mas podem variar de valor no decorrer do tempo. Alteram-se com mudança no nível do direcionador de custos Obs. o valor total de custos com um item nessa unidade de tempo e o volume de atividade. os Custos podem ser classificados de outras formas diferentes. Uma outra classificação usual (e mais importante que todas as demais) é a que leva em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo. Divide basicamente os custos em fixos e variáveis. depreciação dos equipamentos (quando esta for feita em função das horas/máquinas trabalhadas). imposto predial. Quadro resumo das relações de custo fixo e variável: Padrão de comportamento do custo Variável Fixo CUSTOS TOTAIS Alteram-se com mudanças no nível do direcionador de custo (quantidade produzida). Nota: Todos os custos podem ser classificados como fixos e variáveis ou em diretos e indiretos ao mesmo tempo. podem também ser aplicadas em relação às despesas.2.

mesmo que diretamente aplicados ao produto. • Custos Primários: compreendem os custos com matérias-primas mais os gastos com mão-de-obra direta.2. 6.3 Outras nomenclaturas de custos Outras expressões e terminologias são freqüentemente utilizadas em custos.3 Despesas Fixas e Despesas Variáveis Despesas fixas são aquelas despesas que permanecem constantes dentro de determinada faixa de atividades geradoras de receitas. Diz respeito apenas aos elementos principais que compõem o produto. 5. salários e encargos sociais dos funcionários administrativos. etc. embalagens compradas. Compreendem os custos com mão-de-obra direta e os custos indiretos de fabricação.: Custo Primário não é o mesmo que Custo Direto.1 Definição 16 . despesas financeiras. salários e encargos sociais dos diretores. Exemplos: impostos sobre o faturamento. sem qualquer alteração feita pela empresa (matéria-prima. etc. independentemente do volume de vendas ou de prestação de serviços. • Custos de Transformação: representam os custos incorridos para transformar a matéria-prima em produto.: Não entra nesse custo qualquer tipo de material adquirido pronto. despesas com entrega. comissões dos vendedores sobre as vendas e os serviços. Obs. materiais diretos. Custeio por absorção e demonstração do resultado do exercício 6. Exemplos: honorários. normalmente são classificados como indiretos e variáveis. etc. 5. Seguro da fábrica é considerado fixo e indireto. tais como: • Custos de Produção: compreendem os custos com matéria-prima e mão-de-obra direta e os custos indiretos. Estes também são chamados de custos de conversão.• • Materiais de consumo. Despesas variáveis são aquelas que variam proporcionalmente às variações no volume de receitas. Obs. uma vez que no Custo Primário não são considerados os materiais secundários e materiais de embalagem.).

3. o Resultado (lucro ou prejuízo) obtido por determinada empresa em determinado período. em detalhes.Preço unitário de venda (igual para 09 07 2 (não havia estoques iniciais) $ 90. Apropriação dos custos (diretos e indiretos) à produção realizada no período. Apuração do custo da produção acabada. Existem outros critérios diferentes. Separação de custos e despesas. 2.000 9u 17 .Custeio por Absorção é um processo de apuração de custos. mas este é ainda o mais adotado pela Contabilidade Geral.3 A demonstração de resultados da indústria – Custeio por Absorção Supondo uma indústria com produção única. 4.000 Mão-de-obra 25. Apuração do resultado. 6.unidades vendidas no mês: . 5. assim cada unidade ou produto receberá sua parcela no custo até que o valor aplicado seja totalmente absorvido pelo Custos dos Produtos Vendidos ou pelos Estoques Finais. mas uma metodologia decorrente deles.2 Apuração O esquema básico do custeio por absorção é o demonstrado a seguir: 1. relacionando-se mais com a criação das condições de se produzir) em cada fase da produção. de forma continuada. cujo objetivo é ratear tanto os custos que são variáveis (que só existem quando cada unidade é feita) quanto os custos fixos (que independem de cada unidade. Demonstração do Resultado do Exercício – DRE é a demonstração. das Receitas e Custos/Despesas cuja finalidade é mostrar. Apuração do custo dos produtos vendidos. com os seguintes movimentos: Primeiro mês Custos incorridos no mês: Matéria-prima $ 60. nascida com a própria Contabilidade de Custos. 6.000 .Custo unitário de fabricação: . O Custeio por Absorção não é um princípio contábil. em forma ordenada.estoque final de unidades prontas para venda: .000 = $ 10.000 $ 90.unidades produzidas no mês: . Logo um custo é absorvido quando for atribuído a um produto ou unidade de produção. portanto válido para fins de Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultados.000 Energia elétrica 5.

000 15 ¼ 15 12 5 ¼ 15 x 12..000) 18 .000: $ 20.000 Dos custos de produção do período de $ 152..500 referem-se à unidade parcialmente elaborada...250 Energia elétrica 12. $ 2...000 Nesta situação teríamos a seguinte demonstração de resultado: Vendas ( .000: $ 70.. tendo sido feita apenas sua primeira quarta parte): .000 Agora....000 ( ..000 são os custos das unidades acabadas.000 2 x 10.unidades acabadas no mês: .todos os meses): ...000) Recebidas da fábrica no mês: 15 ($ 150.unidades trabalhadas no mês (a última (16ª) está ainda em processamento..750 152...000 (70.. temos: Unidades no início do 2º mês: 2 ($ 20.500. etc Segundo mês .000 07 x 10... $ 150...000 = $ 180.) Custo dos produtos vendidos ( = ) Lucro Bruto ..valor das vendas: $ 84.500 Mão-de-obra 40.unidades vendidas: . Logo.) Estoque final prod.) Custo dos Produtos Vendidos: Matéria-prima $ 60..000 (70...Custo das unidades vendidas: ... então foi elaborada uma demonstração de uso interno à empresa: Vendas ( .000) ( = ) Lucro Bruto.Custos incorridos (custos de produção do período): Matéria-prima $ 99.... ....000) $ 14.000 Energia Elétrica 5..000) 14... consideremos que a empresa necessita de informações sobre os custos incorridos.acabado (20.Estoque final produtos acabados: $ 12.000 Custo de produção do período 90.000) Disponíveis para venda no mês: 17 ($ 170.000 Mão-de-obra 25...500 .estoques finais: unidades acabadas: em elaboração: .. No estoque de produtos acabados.. etc $ 84.

000 ( = ) Lucro Bruto.000 ( .000 (120.....000) A demonstração completa desse segundo mês poderia então ser assim elaborada: Vendas ( .unidades iniciadas e não acabadas no mês (uma unidade feita até sua metade): ½ = 0..) Estoque final de produto em elaboração (2.distribuição do custo de produção do período Custo de acabar a unidade iniciada no 2º mês Custo de iniciar e acabar 16 unidades Custo de fazer a metade da 17ª unidade iniciada .000 ( + ) Estoque inicial de produtos acabados 20..75 ..750 Energia elétrica 17...500 ( ........500) Custo das unidades acabadas $ 150.. que não raramente trazem confusões.Vendidas durante o mês: Em estoque no final: 12 5 ($ 120.unidades iniciadas e acabadas no mês: 16.000 19 .... .000 $ 172..25 .000 ( = ) Custo dos produtos disponíveis 170...Custos incorridos (custos de produção do período): Matéria-prima $ 103...250 172.000 160.....) Custo dos Produtos Vendidos: Custos de Produção do Período $ 152....000 5.000 $ 170.unidades do período anterior terminadas neste mês: ¾ = 0..unidades vendidas: 18 .500 custo das 16 iniciadas e completadas Custo da produção acabado no período: $ 7.000 de firmar alguns 10.....500 160.) Estoque final de produto acabados 50. etc A complexidade da demonstração é devida a necessidade conceitos básicos.000) $ 24...00 .50 Soma = 17.500 Mão-de-obra 51.500 .500 $ 144.custo das unidades acabadas no período custo da 1ª unidade acabada no mês recebida no mês anterior 2..500 recebido neste para terminar 7. Terceiro mês .000) ($ 50.

000) $ 36.. etc $ 216... devoluções.000) $ 170..000 (40.500 $ 175. Custos da Produção Acabada – (C.000 (5..) Custo dos Produtos Vendidos: Custos de Produção do Período ( + ) Estoque inicial de produtos em elaboração Soma ( . ...) é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica.....000) (180.EFPA Nota: Lembre-se que para obter o valor da matéria prima. Correspondem aos custos de matéria-prima.000 $ 220...000 50.estoque final acabado = 5 + 17 – 18 = 4 Demonstração completa do resultado no 3º mês: Vendas ( .P...4 Resumo São conceitos diferentes: Custos de Produção do Período (CPP)....000 Custos de Produção do Período – (C.V.. Pode conter custos de produção de diversos períodos.... quando houver estoques.EFMP 20 .A... fretes. 6. onde: • CPP = MP + MOD + CIF • CPA = EIPE + CPP ..P.) é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos.000 $ 172.. Custo da Produção Acabada (CPA) e Custo da Produção Vendida (CPV).EFPE • CPV = EIPA + CPA . Pode conter custos de produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram completadas no presente período.) é a soma dos custos contidos na produção acabada no período...P.....500 2. caso os itens vendidos tenham sido produzidos em diversas épocas diferentes..P.. Custos dos Produtos Vendidos – (C.) Estoque final de produtos acabados ( = ) Lucro Bruto. etc......) Estoque final de produtos em elaboração ( = ) Custo da produção acabada no período ( + ) Estoque inicial de produtos acabados Soma ( . é preciso utilizar o conceito da fórmula seguinte fórmula: MP = EIMP + Compras Líquidas* .. mãode-obra direta e custos indiretos.

os componentes adquiridos prontos.1 Introdução As matérias-primas. como inspecionar para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitadas. e c) programação (quando comprar.2 Perdas de Matéria-Prima Precisamos diferenciar Perdas Normais de Perdas Anormais. são previsíveis e já fazem parte da expectativa da empresa. como desenhar as requisições e planejar seu fluxo. Custos Fixos e Variáveis é uma classificação que não leva em consideração o produto. as embalagens e os outros materiais diretos utilizados no processo de produção são apropriados aos produtos ou serviços por seu valor histórico de aquisição. Fixos e Variáveis. daremos ênfase à primeira delas (avaliação do material utilizado). conforme as circunstâncias.) Focando nosso objetivo para como avaliar o custo do produto acabado. etc.).(*) Para efeito das compras é necessário subtrair os valores dos impostos recuperáveis. e sim o relacionamento entre o valor total do custo num período e o volume de produção. quanto comprar. Podemos dividir todos os problemas existentes numa empresa com relação a materiais em três campos: a) avaliação (qual o montante a atribuir quando vários lotes são comprados por preços diferentes. definição de estoques mínimos. o que fazer com os custos do departamento de compras. etc. assunto este que será abordado no Capítulo 8 – Materiais Diretos. Matéria-prima 7. Um pode ser maior que o outro em cada período. portanto um sacrifício que ela sabe que precisa suportar para obter o produto. 7. objetiva e diretamente apropriáveis ao produto feito. tais como bases de rateio. Já as Perdas Anormais ocorrem de maneira involuntária e não representam sacrifício premeditado. etc). Fixos são os que num período tem seu montante fixado não variam em função de oscilações na atividade. recepção e uso por pessoas diferentes. pedido. e os Indiretos precisam de esquemas especiais para a alocação. 7. constituindo. etc. Diretos e Indiretos dizem respeito ao relacionamento entre o custo e o produto feito: os primeiros são fáceis. como tratar o ICMS. e variáveis os que têm seu valor determinado em função dessa oscilação. fixação de lotes econômicos de aquisição. b) controle (como distribuir as funções de compra. 21 . Indiretos. Conceitos também importantes: Custos Diretos. As Normais são inerentes ao próprio processo de fabricação. estimativas.

7. despesas aduaneiras e outros gastos alfandegários. Ou seja. São chamadas de perdas normais e por isso integram o custo do produto. seguro. degeneração etc. se o material for importado. Quando a perda é anormal e involuntária como no caso de uma enchente.4 Composição do custo da matéria-prima Ao adquirir materiais. o procedimento considerado mais correto seria encarar essa receita como redução de custo de produção. Caso o fossem trariam problemas em relação a custos (como estabelecelo?) e avaliação de estoques. Por isso. 7. mesmo que existentes em quantidade considerável não aparecem como estoque. podendo-se minimiza-las. a sobra de materiais. Então. 7.3 Tratamento dos subprodutos e sucatas originadas das perdas normais É comum. Estas perdas fazem parte do processo fabril. Dessa forma. o valor do material é aquele que é pago ao fornecedor 22 . não só não recebem custos como também não tem sua eventual receita considerada como redução de custos de produção. é daí que surgem os subprodutos e as sucatas. não aproveitada na produção trazerem algum tipo de recuperação à empresa através de sua venda. que devido a sua pouca relevância em relação às receitas da empresa e pelo fato de serem geradas de desperdícios. onde certamente há sobras de madeira na forma de tocos e serragens. 7.Tentando explicar melhor. o custo da matéria-prima deve corresponder à quantidade consumida na produção. observamos que de alguns materiais são necessários quantidades maiores que aquelas efetivamente incorporadas ao produto.3. desabamento. É o caso de fabricação de cadeiras. normalmente a empresa incorre noutros gastos que não só o pagamento ao fornecedor. deixam de ser considerados produtos propriamente ditos. pelo frete marítimo ou aéreo. São itens que têm comercialização tão normal quanto os produtos da empresa. Quando ocorre sua venda são consideradas como “Outras Receitas Operacionais”. mas. deveria o subproduto surgido em cada período ser sempre considerado como redução do custo do próprio período. incêndio no almoxarifado.1 Subprodutos São aqueles itens que nascem de forma normal durante o processo produtivo e que possuem mercado de venda relativamente estável.3. uma vez que o comprador pode vir a se responsabilizar pelo frete. Como pode ocorrer de o subproduto surgido só ser vendido em período seguinte. ou seja. armazenagens e outros gastos e. perdas por obsoletismo. Somando todos esses gastos é que temos o valor do material.2 Sucatas São aqueles itens cuja venda é esporádica e realizada por valor não previsível na data em que surgem na fabricação. os valores relativos a essas perdas são levados diretamente para o resultado. mas não evita-las. há a necessidade de se proceder o acerto para que dos custos de um exercício não seja deduzida a venda de itens originados em exercícios anteriores.

mediante preço igual a $400. por sua vez utiliza esse material para fabricar seu produto. 7. não devendo ser incorporado ao custo dos produtos). sendo ele compensado pelo consumidor seguinte até atingir o consumidor final. Para simplificar.00 a unidade.00.4. esse gasto será ativado para posterior consumo e caso sejam materiais para aplicação específica e imediata em um produto. _________________ Recomenda-se atenção quanto à legislação vigente relativas aos impostos passíveis de recuperação para método de cálculo e alíquotas. Estes são impostos “pagos” somente uma vez pelo consumidor final. não permitem a dedução posterior do desembolso com o tributo) e não cumulativos. supõe-se que a indústria não recebe nenhum crédito fiscal decorrente da aquisição de materiais diretos. o governo estará recebendo o mesmo imposto duas vezes. o PIS e a Cofins¹ (que permitem o aproveitamento posterior do imposto pago. (-) IPI (caso este seja recuperável). Caso sejam materiais integrantes da política de estoque da empresa. o distribuidor revende os aparelhos comprados a um varejista. O cliente. O funcionamento geral é o seguinte: uma empresa vende seus produtos e cobra do cliente esses impostos e recolhe-os ao governo. compensá-lo. irá cobrar novamente esses impostos. como o IPI. que não terá como repassá-lo e. o ICMS. não há incidência em cascata destes impostos. (=) Custo do material (ou custo da compra). (+) Frete (se houver). Assim. não constituindo. que costuma vender a um distribuidor nacional por $100. (-) ICMS sobre o frete (caso este seja recuperável). que por sua vez será vendido. 23 . (+) Armazenagem e outros gastos (se houver). (-) ICMS (caso este seja recuperável).00. Se recolher os valores recebidos. No entanto. Ao vender o produto. portanto.acrescido de todos aqueles outros necessários à colocação deste em condição de utilização. (+) Seguro (se houver). Tentando simplificar vamos ao seguinte exemplo: Uma fábrica produz aparelhos de som. aplicando um preço igual a $200. Por sua vez. O varejista vende-os aos consumidores finais.1 Impostos na aquisição de materiais: IPI e ICMS No Brasil temos tributos cumulativos (que não geram crédito fiscal – isso é. conseqüentemente. o valor do material pode ser medido através da seguinte seqüência de cálculos: Valor pago ao fornecedor. receita sua. será considerado custo de matéria-prima a ser apropriado ao produto.

...00 36......... porém.... Existem materiais cujas aquisições são freqüentes..00 Consumidor 400.00) 36. como são adquiridos de diversos fornecedores......... os preços e condições irão variar devido a fatores como fretes..00 126........00 (36.... e normalmente de acordo com a política de estoque adotada.00 Varejista 200. por exemplo.....00 (18.... ora pelo comprador.50% IV total pago nas operações .....00 31..... livres do crédito fiscal que será posteriormente aproveitado.... o que corresponderia a 31..50% do preço de venda final da operação ($400....00 Varejista 200.. sem direito ao crédito ou aproveitamento dos impostos pagos em etapas anteriores..00 36.00% IV total pago nas operações .00) 18.00 18.....00)....00 72........00 18.........00 18...00 18..00 72.2....00 Consumidor 400. 7. ora são pagos pelo fornecedor.. Métodos de Avaliação dos Estoques As empresas efetuam compras de materiais de acordo com suas necessidades.....00.. o distribuidor e o varejista deveriam registrar o custo dos produtos adquiridos.. 126/400 = Se o imposto fosse cumulativo... os impostos arrecadados poderiam ser expressos mediante duas considerações básicas: Supondo a cumulatividade do imposto sobre vendas (IV): Indústria Preço IV pago (18%) Distribuidor 100... o total recolhido seria igual a $126.. IV total % pago nas operações . 72/400 = Sendo o imposto não cumulativo.4.Supondo uma mesma alíquota de imposto de vendas (IV) vigente durante todas as operações iguais 18%..............) Crédito de IV IV a pagar Distribuidor 100...... Supondo a não-cumulatividade do imposto sobre vendas (IV): Indústria Preço Débito de IV ( ..00 72.. seguro ou outro que... IV total % pago nas operações .. 24 ............

ponderando-se o saldo anteriormente existente com a compra efetuada.549 Dia 25 8 unidades a $170 cada. as quantidades requisitadas são valorizadas pela aquisição mais antiga que tenha saldo em estoque. pela Nota Fiscal nº 20. é de se esperar que no estoque exista o mesmo material adquirido por valores diferentes. pela Nota Fiscal nº 25.2. Entrada no estoque pelas compras realizadas: Dia 10 10 unidades a $150 cada.1.2. passa-se à seguinte. toda vez que houver entrada no estoque resultante de nova compra com preço unitário diferente do custo médio em estoque.593 Dia 15 12 unidades a $160 cada. UEPS – Último a Entrar. o mais antigo. pela Nota Fiscal nº 11. Por este método. pela RM nº 159 Dia 17 13 unidades para uso no produto “∇ I” pela RM nº 205 Dia 28 9 unidades para uso no produto “∇ II” pela RM nº 250 25 .4. quando se requisita o material para o consumo qual o custo a ser considerado? O mais recente. passa-se à aquisição anterior e assim sucessivamente.3. CMPM – Custo Médio Ponderado Móvel ou MPM – Média Ponderada Móvel Por este método. A próxima requisição será valorizada pela última compra. First-Out. 7. Havendo nova compra. Primeiro a Sair ou FIFO – First-In.055 Saídas conforme Requisições de Materiais (RM) Dia 12 7 unidades para uso no produto “∇ ”.4. Exemplo de Aplicação: Suponhamos que não haja estoque inicial de certa matéria-prima e que os valores das aquisições já foram deduzidos dos impostos recuperáveis e adicionados de outros gastos como frete. Por este método. Por este método. seguros. 7. as quantidades requisitadas são valorizadas pelo valor médio ponderado do saldo existente no momento da requisição. passa a ser esta a última entrada. Quando o saldo desta for esgotado. as quantidades requisitadas são valorizadas pela aquisição mais recente que tenha saldo no estoque. Então.4. Quando o saldo desta for esgotado. até que seu saldo se esgote e volte a se utilizar da entrada anterior que ainda tenha saldo. enfim. etc. uma média. Primeiro a Sair ou LIFO – Last-In.2. 7. este é alterado. conhecido também por Preço Médio Ponderado Móvel e até mesmo por Média Ponderada Móvel.Tendo essa diversidade de situações. sendo os mais encontrados: Custo Médio Ponderado Móvel. qual o valor a ser atribuído à aquisição? Qual o valor do saldo remanescente no estoque? Para resolver essas questões foram criados alguns métodos de valorização de estoques.2. First-Out. PEPS e UEPS. PEPS – Primeiro a Entrar.

00 158.500.00 167.60 167.60 1. Por isso.780.00 158. A diferença é que neste método o primeiro material a entrar no estoque.676. da mesma forma que no UEPS se caracteriza pela baixa movimentação dos itens estocados e pelo controle por lotes.00 167. este método é totalmente diferente do anterior.: A principal característica deste método é que o material.508.050.593 159 20.60 1.500.60 Qtde 7 13 9 29 Qtde 10 3 15 2 10 1 1 Obs. 2º MÉTODO: PEPS – Primeiro a Entrar. Primeiro pelo fato de não haver necessidade de controle de entradas e saídas por lotes.055 250 10 12 8 30 Ficha de Controle de Estoque Estoque Mínimo: Localização no Estoque: Entradas Valor Valor Unit.00 316. Primeiro a Sair Este método. Segundo pelo fato de exigir constante controle do estoque. 26 . Material: Código: Principais Fornecedores: Documento Dia Tipo Número Qtde 10 12 15 17 25 28 NF RM NF RM NF RM 11.920.00 2.370. ou seja. sendo de mesma natureza e especificação se funde física e monetariamente.60 167. ser denominado como Custo Médio Ponderado Móvel – CMPM ou Média Ponderada Móvel – MPM.Vejamos como ficará o controle de estoque de matéria-prima através da utilização dos métodos CMPM. calculando-se o valor médio unitário.00 150.00 450. Assim sendo.612. também é o primeiro a sair.40 4. Total 150.00 2.00 1.360. é o oposto do método anterior em relação a atribuição de custo aos produtos.00 Saídas Valor Valor Unit.00 158. Total 150 1.00 1.00 167.40 Máximo: Saldo Valor Valor Unit.00 4. Total 150. o custo unitário médio varia a cada nova entrada a preços diferentes.60 167. uma vez que a cada nova entrada apuram-se os saldos em valor e em quantidade.00 170 1.054.549 205 25.00 160 1. PEPS e UEPS: 1º MÉTODO: CMPM– Custo Médio Ponderado Móvel Normalmente recomendado para controlar itens de grande movimentação.

920 3 10 150 160 450 1.593 159 20. Total Qtde Unit.920 150 150 1.500 450 450 1.920 12 1 8 170 1. 1.360 8 1 29 170 150 1. Ficha de Controle de Estoque Material: Estoque Mínimo: Máximo: Código: Localização no Estoque: Principais Fornecedores: Documento Entradas Saídas Saldo Dia Valor Valor Valor Valor Valor Tipo Número Qtde Unit.780 1 1 Obs. É normalmente aplicável a itens de pouca movimentação de entradas e saídas.593 159 20.600 2 2 8 25 28 NF RM 25. 10 12 15 17 NF RM NF RM 11. Total 150.: Este método é normalmente utilizado no caso de a empresa trabalhar com materiais perecíveis. 150 150 150 160 160 160 170 170 170 Qtde Qtde 10 3 3 12 Valor Total 1.500 7 150 1.360 2 7 29 160 170 320 1.Material: Código: Principais Fornecedores: Documento Dia Tipo Número Qtde 10 12 15 17 NF RM NF RM 11.055 250 30 4. Total Máximo: Saldo Valor Unit.050 10 3 3 12 2 2 8 1 1 150 150 150 160 150 150 170 150 150 Valor Total 1.920 300 300 1.360 150 150 25 28 NF RM 25.190 4.780 Obs.360 150 4.500 450 450 1. Primeiro a Sair Este método se caracteriza pelo consumo das compras mais recentes e por isso necessitamos controlar os saldos por lotes.055 250 8 170 1. Total Qtde Unit.630 160 150 1.500 7 12 160 1.050 Saídas Valor Valor Unit.549 205 10 Ficha de Controle de Estoque Estoque Mínimo: Localização no Estoque: Entradas Valor Valor Unit. Presumindo que os valores das compras mais recentes (últimas) sejam mais elevados. 3º MÉTODO: UEPS – Último a Entrar. a 27 .360 170 170 12 160 1.: Podemos ver que neste método o estoque é controlado por “lotes”.920 320 320 1. e no caso de saídas ocorre que o último lote a entrar é o primeiro a sair.610 30 4.549 205 10 150 1.

desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho. as empresas têm gastos adicionais com os encargos sociais. Quadro comparativo do custo do material utilizado nos três métodos apresentados: Método Entradas Saídas Saldo CMPM 30 4.40 1 167. Mão-de-obra direta É aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração.780 29 4. estes não influenciam nem são influenciados pelos encargos dos demais grupos.610.780 29 4. Considerando que a coluna relativa às saídas corresponde ao custo do material utilizado na produção. as horas-extras e outros benefícios.00 170.630.00 167. sem necessidade de qualquer apropriação indireta ou rateio. podemos verificar que o custo aplicado através do método de controle de estoque UEPS é mais elevado. que integram a folha de pagamentos.00 8.780 29 4. em decorrência disto. segundo Megliorini (2006. Grupo B: compreende os encargos que integram a remuneração da mão-deobra e estão incluídos na folha de pagamentos. Grupo C: compreende as obrigações trabalhistas que não incidem sobre outros encargos. os encargos são agrupados na seguinte maneira.00 1 170. 28 . logo. e outra aos salários dos mensalistas.612.priorização do uso deste material em detrimento do mais antigo contribui para o aumento do custo dos produtos e conseqüentemente reduz o lucro-base para Imposto de Renda. Estas incidem sobre os encargos do Grupo B. a utilização deste método não é aceito pela legislação fiscal no Brasil. o que provoca elevação dos custos de produção e conseqüentemente diminuição no lucrobase para Imposto de Renda.60 150. p.1 Encargos sociais e trabalhistas Além do salário propriamente dito. sofrendo a taxação dos encargos do Grupo A. Nas tabelas.60 UEPS 30 4. A seguir são apresentadas duas tabelas de encargos. 8.33 e 34): Grupo A: compreende as contribuições fixas mensais incidentes sobre a folha de pagamentos. que são diversos e incidem sobre os salários.00 1 150.00 PEPS 30 4. uma aplicável aos salários dos horistas.

20% (1) Depende do grau de risco da atividade da empresa. como segue: • risco considerado leve: 1% • risco considerado médio: 2% • risco considerado grave: 3% (2) Conforme a Lei 110/2001 as empresas estão obrigadas a recolher mais 0.0109 13º salário 0.3580 0.0840 Auxílio doença 0.0020 Sebrae 0.20% referentes aos encargos.0150 Senai/Senac 0.0399 Aviso prévio 0.2000 Sesi/Sesc 0.162 116.0060 Salário-educação 0. Nota: O adicional de 0.1304 Feriados 0.5% mensal de FGTS.ENCARGOS PARA FUNCIONÁRIOS HORISTAS Discriminação Grupos a que pertencem A B C Previdência social – INSS 0.1087 Faltas abonadas 0.0100 Incra 0.5773 0.5% foi devido até a competência de dezembro/2006.2066 1. devem-se acrescer ao salário-horário os 116. pelo prazo de 60 meses a partir da vigência e mais 10% sobre a multa do FGTS em caso de demissão. O adicional de 10% sobre as demissões sem justa causa continua valendo. Observação: Para se obter o custo da mão-de-obra horista.0200 FGTS (2) 0.0250 Acidente de trabalho (1) (média) 0.0201 Incidências cumulativas (Grupo A x Grupo B) Total dos encargos PERCENTUAL 0.0800 DSR – Descanso Semanal Remunerado 0.1884 Férias + 1/3 férias 0.0201 TOTAL PARCIAL 0.0150 Depósito FGTS – dispensa sem justa causa 0. uma vez que a Lei acima citada não fixou prazo para o fim deste acréscimo. 29 .

0840 Auxílio doença 0. cartão magnético.0250 Acidente de trabalho (1) (média) 0.0100 Depósito FGTS – dispensa sem justa causa 0. É por meio do boletim de apontamento de produção. Estas horas são apontadas por meio de cartão de ponto.81% Observação: Para se obter o custo da mão-de-obra mensalista devem-se acrescer ao salário-mês os 79.3580 0.1099 0.0150 Senai/Senac 0. são apontadas as horas produtivas e as horas improdutivas.3 Forma de apropriação do custo de mão-de-obra aos diversos produtos Para a correta apropriação aos produtos do custo de mão-de-obra direta.3070 0. etc.0200 FGTS (2) 0.2 Jornada de trabalho e apontamento de horas As horas que compõem a jornada de trabalho correspondem ao período em que os funcionários ficaram à disposição da empresa para executar suas atividades.81% referentes aos encargos. Esses registros servem de base para o cálculo da folha de pagamentos. que é diário e individual. 8. o departamento de apuração de custos.0167 TOTAL PARCIAL 0.0100 Incra 0.2000 Sesi/Sesc 0. 8.0020 Sebrae 0.0060 Salário-educação 0.0009 13º salário 0. para efeito de controle e cálculo do custo direto da mão-de-obra.0167 Incidências cumulativas (Grupo A x Grupo B) Total dos encargos PERCENTUAL 0. livro de ponto.7916 79.1212 Feriados Aviso prévio 0.0800 DSR – Descanso Semanal Remunerado Férias + 1/3 férias 0. Esses registros servem de base para o cálculo da folha de pagamentos. Os funcionários que compõem a mão-de-obra direta também fazem o registro das atividades diárias no boletim de apontamento de produção ou outro formulário.ENCARGOS PARA FUNCIONÁRIOS MENSALISTAS Discriminação Grupos a que pertencem A B C Previdência social – INSS 0.0909 Faltas abonadas 0. ou a contabilidade de custos precisa de duas informações: 30 .

Primeira informação: custo de cada hora de mão-de-obra. faz-se a atribuição do custo da mão-de-obra aos diversos produtos. com jornada de trabalho das 8 horas às 17 horas com intervalo de uma hora para almoço.50 C 8.00 48. apurou-se pelos engenheiros de produção que para cada unidade do produto acabado Delta gastam-se 2. Assim.00 55.4 Horas disponíveis e horas produtivas Horas disponíveis são as horas da jornada de trabalho da empresa. Com base nesses dois tipos de informações. Por exemplo: determinada empresa. 3.4 20. Essa informação é obtida do departamento de pessoal da empresa. Exemplo de atribuição do custo da mão-de-obra direta ao produto Delta. etc. Apuração do custo da mão-de-obra de cada unidade do Produto Delta Nível do operário Horas de mão-de-obra Custo ($) de cada hora Total ($) A 2. ou equivalentes.00 60. em cada produto. conforme abaixo: 31 . Por exemplo.608 5 18 60 83 Pela experiência. atrasos. Funcionário s Gerentes Seniores Assistentes Total Quantidade Horas disponíveis Diárias 8 8 8 8 Totais 40 144 480 664 Dias úteis de determinado mês 22 22 22 22 Horas disponíveis totais 880 3. é determinada a quantidade de horas produtivas.20 Total do custo de mão-de-obra para produzir cada unidade 163.7 15. ausências.6 horas dos operários de nível C.70 8.7 horas dos operários de nível B. Segunda informação: consumo de horas.4 horas da mão-de-obra dos operários de nível A (definição esta passado pelo departamento de pessoal). devido a reuniões. incluindo os salários e encargos. consultas técnicas. em $.168 10.560 14.00 B 3. e assim por diante. gastos de horas e custo de cada hora. totalizando oito horas disponíveis diárias ou quarenta horas semanais. 8.6 7. ou setor de recursos humanos. a empresa sabe que 10% das horas disponíveis não serão produtivas no mês.

....xxx.xxx.. e as despesas correspondendo aos gastos com a administração e com a geração das receitas. de matéria-prima para elaboração de seus produtos......... ou seja.461 Horas produtivas totais 792 2.168 10....xxx.... de vendas e fabris.504 13...xxx.. e só os de produção”.. folha de pagamentos etc... nem todos esses gastos são considerados custos e na estrutura da Demonstração de Resultados dos Exercícios (DRE).... (-) Custos dos Produtos Vendidos .xxx. vamos encontrar os custos e as despesas......560 14. há a dedução do custo dos produtos vendidos das receitas de vendas e a dedução das despesas do lucro bruto... que consiste na apropriação de todos os custos de produção aos bens elaborados. o “método derivado da aplicação dos princípios de contabilidade geralmente aceitos.xx $ x. (=) Lucro Operacional ..056 1... devemos separar estes gastos como demonstrado abaixo: Receita de Vendas: ....1 Introdução Lembramos que estamos trabalhando com o método de custeio por absorção....608 Horas não produtivas (10%) 88 317 1. 9.1.. como já vimos.... Os custos correspondendo aos gastos relativos à obtenção dos produtos..xx Observamos que custos e despesas são demonstrados separadamente no referido relatório.... Para tornar mais fácil o entendimento vamos utilizar um cronograma........ de materiais de escritório.. manutenções.xx $ x..... entre os gastos de uma empresa......851 9.147 O cálculo da taxa horária deverá ser efetuado com base nas horas produtivas........... Assim.. e de Vendas ... tais como: compras de máquinas e equipamentos e outros ativos para a fábrica. agrupando os departamentos de uma empresa como segue: 32 . 9. pagamentos de taxas e impostos.. (=) Lucro Bruto ..Funcionário s Gerentes Seniores Assistentes Total Horas disponíveis totais 880 3.... $ x. (-) Despesas Adm.xx $ x... ou seja. O Esquema Básico da Contabilidade de Custos (I) 9.xx $ x..1 A separação ente custos e despesas Numa indústria ocorre diariamente uma série de gastos para realizar suas atividades administrativas. Porém. nascido da situação histórica mencionada......

000 Depreciação na fábrica 60. planejamento e controle da produção.fábrica 15. Teremos então a seguinte distribuição dos gastos: Custos de Produção: Salários de fábrica $ 120.fábrica 70.000 Energia elétrica .2 O 1º passo: a separação entre custos e despesas No esquema básico de Contabilidade de Custos daremos três passos: Exemplo: Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Comissão de vendedores $ 80.000 Seguros da fábrica 10. engenharia.000 Manutenção – fábrica 70. etc.000 Manutenção .Fábrica: engloba todos os departamentos que apóia à produção: almoxarifado. Vendas: engloba todos os departamentos relacionados com a atividade comercial: atendimento ao cliente.000 Seguros da fábrica 10. contabilidade.000 Honorários da diretoria 40. Telefone e telex 5.000 Salários da administração 90. e os departamentos de produção: usinagem. 9. vendas.000 Despesas financeiras 50. os CUSTOS são aqueles incorridos na divisão fabril.000 Salários de fábrica 120.fábrica 15. montagem.fábrica 85.000 Materiais diversos .000 Material de consumo . processamento de dados.000 Despesas de entrega 45. pintura. etc.000 A primeira tarefa é a separação dos custos de Produção. propaganda.000 33 .000 Correios. etc: Fábrica Administração Vendas Nesta divisão da Nestas divisões da empresa ocorrem as DESPESAS empresa ocorrem os CUSTOS Nota: DESPESAS ocorrem nas divisões Administração e de Vendas. manutenção mecânica e elétrica. finanças. representantes. etc.000 Matéria-prima consumida 350. durante o exercício.000 Energia elétrica – fábrica 85.000 Matéria-prima consumida 350.escritório 5.025.000 Total gastos no mês $ 1. Administração: engloba todos os departamentos administrativos: recursos humanos.000 Materiais diversos .000 Depreciação na fábrica 60.

000 45.000 5.000 135.000 As despesas que não entraram no custo de produção.000 $ 90.) e parte da Energia Elétrica. O problema agora é saber quanto de cada elemento foi aplicado em A.D. o passo seguinte é a distribuição dos custos diretos aos três itens.000 + $ 50. 9.escritório $ 710. vão ser descarregadas diretamente no Resultado do período.000). O consumo de matéria-prima é controlado na requisição da fábrica ao almoxarifado que o destina diretamente ao produto.000 Despesas Financeiras: Despesas financeiras $ 50. Telefone e telex Material de consumo . B e C. sejam também custos diretos parte da Mão-de-obra (M.P.O.000 $ 125.3 O 2º passo: A apropriação dos custos diretos Na hipótese da empresa produzir 3 diferentes produtos (A.000 $ 140.000 Despesas de Venda: Comissão de vendedores Despesas de entrega $ 80.000 34 .000 140.).Total (Estes integrarão o Custo dos Produtos) Despesas Administrativas: Salários da administração Honorários da diretoria Correios.000 + $ 125.000 $ 350. sem serem alocadas aos produtos. Matéria-prima Produto A Produto B Produto C Total $ 75. B e C). além da Matéria-prima (M.000 40.000 ($ 140.000 5. Suponhamos ainda que nessa empresa. as quais totalizam $ 315.

000 60.00022.000 Direta 22. $ 485.000 70.000 Direta Produto A 22. $90.000 60.000 $ 85.000 20.4 A apropriação dos custos indiretos Devemos analisar a forma ou as formas de alocar os custos indiretos que totalizam. diversos Manutenção TOTAL 115. B e C proporcionalmente ao que cada um já recebeu de custos diretos. então.000 Mão-de-obra 22. 9.000 168. resumidamente Quadro 9.000 Total $ 120.000 C 140. De posse de tais informações.000 47.000 21.000 serão adicionados como custos indiretos.000 90. neste exemplo.000 120.000 Produto C 7.000 135.000 Total Temos.000 70.000 15. Esse critério é relativamente usado quando os custos diretos representam a maior parte dos custos totais. Uma alternativa simplista seria a alocação aos produtos A.000 Produto C 21. E já estão alocados e $ 225.000 Produto B 20.000 Do total dos custos de produção.000 7.000 Depreciação Seguros Mats.000 45.1) DIRETOS A B Materia-prima 75. 35 . $225. conclui: Mão-de-obra Indireta $ 30. Energia Elétrica Indireta $ 40.000 15.00022.000 Total 350.000 85.000 Energia elétrica 18.000 Indiretos 30.000 710.000 202.000 serão atribuídos diretamente aos produtos e $30.000 precisam ainda ser apropriados.Para a mão-de-obra a situação é um pouco mais complexa e depende de apontamentos (verificação).000 Do total da MO.000 Produto B 47. e quando não há outra maneira mais objetiva de visualização de quanto dos indiretos podemos apropriar a cada produto.000 10.1 (Eliseu Martins – Quadro 5.000.000 são diretos.000 10.000 40.000 225. para saber quais operários trabalharam em cada produto.00 Produto A 18.

000 100.000 % 23.4) C.44 B 47.000 Custos indiretos $ % 55.33 225.64945 C 168.000 24. Indireto Produto A 115. b) Apropriação dos custos Diretos diretamente aos produtos.000 23.00 Total 170.000 52. no máximo.000 24.351 295.2 corresponde o custo total de cada produto e a antepenúltima a parte que lhes foi destinada dos custos indiretos.938 225.00 Total 168. por ter sido esta calculada com base nesse mesmo tempo.000 319.711 77.000 41.3) Produto MOD $ % A 22.71134 41.500 710. Direto C.000 34. que a empresa.00 INDIRETOS $ 53.00 O custo total de cada produto seria: Quadro 9.500 Produto C 168. Teríamos.22 52.3 (Eliseu Martins – Quadro 5.000 100. entretanto.2) DIRETOS $ % A 115.22 C 21. conhecendo o tempo de fabricação de cada um resolva distribuir os custos indiretos proporcionalmente a eles.000 A última coluna do quadro 9.2 (Eliseu Martins – Quadro 5.44 117.000 100. 36 . procurar entre as diferentes alternativas a que traz consigo menor grau de arbitrariedade.Teríamos então: Quadro 9.64948 34.63918 100.000 117.33 Total 90.000 55.5 Esquema básico Por enquanto o esquema básico é: a) Separação entre custo e despesa.500 23.000 225. como também diminuir o grau de credibilidade com relação às informações de custos.000 23. c) Rateio dos custos indiretos. Suponhamos agora.71134 B 202. Não há. e faz uso dos próprios valores em reais da mão-de-obra direta (MOD). então: Quadro 9.938 710. 9. forma perfeita de se fazer essa distribuição.000 Esses valores de custos indiretos diferentes e conseqüentes custos totais também diferentes para cada produto podem não só provocar análises distorcidas.000 Produto B 202.000 52.4 (Eliseu Martins – Quadro 5.500 Total 485.711 245.351 93. podemos.63918 Total 485.500 52.500 220.

sem registro das fases de rateio: 37 . ou somente no final do período. os produtos. • Os indiretos serão rateados conforme critérios estabelecidos. • E. já com seus respectivos custos vão para estoque. Critérios Simples: Contabilização dos custos pela contabilidade financeira (geral) em contas apropriadas e transferência direta para os estoques à medida que os produtos são acabados. mediante venda. finalmente o CPV.Esquema: Custos: Diretos e Indiretos • Os diretos são apropriados diretamente aos produtos. irão ser transferidos para Custos dos Produtos Vendidos (CPV). No modelo a seguir não há muita complexidade.6 Contabilização dos custos Na contabilização existem desde sistemas mais simples. será transferido para resultado. até aqueles mais complexos. • Em seguida. 9. • Depois. assim como as despesas administrativas e de vendas.

Débito: Estoques: Produto A Produto B Produto C Custos: MP Consumida MO (Fábrica) Depreciação (Fábrica) Seguro (Fábrica) Materiais Diversos Fábrica Energia Elétrica Fábrica Manutenção Fábrica 170.000 Mão-de-Obra (Fábrica) 120.000 60.000 Manutenção Fábrica 70. já devem estar devidamente alocadas nos grupos de resultados.000 As contas de despesas ficam de fora.000 70. Os custos acima serão distribuidos para as ctas de estoques com base no quadro 5. Fábrica 15. Elétrica Fábrica 85.500 710.000 350.000 Seguro Fábrica 10.000 Depreciação Fábrica 60.000 85. Divs.000 10. 63 LIVRO TEXTO CONTABILIZAÇÃO Critério Simples MP Consumida 350.000 120.000 319.000 Crédito: 38 .4 (critério 2).000 15.000 710.500 220.AULA PG.000 Mats.000 En.

000(a) Manutenção Fábrica 70.000 60. Fábrica 15.000 15.000 Estoque Produto B (a)319.000(a) Estoque Produto A (a)170. Elétrica Fábrica 85. Critério Complexo: É a forma representada por lançamentos mais detalhados.000(a) En.000(a) Seguro Fábrica 10.500 No caso de contabilização de custos o melhor meio de visualizar a forma de são os mapas de custos e a planilha de contabilização.4 MP Consumida 350. Quadro 5.000(a) Mats.000 350.500 Estoque Produto C (a)220.000 85. Divs.000 120.000 70.000(a) Mão-de-Obra (Fábrica) 120.000(a) Depreciação Fábrica 60.CONTABILIZAÇÃO conf. no mesmo grau do detalhamento do mapa de custos. 39 .000 10.

000 350.000 120.000 Crédito: Mão-de-obra Direta (Apropriação da MOD aos produtos) 90.000 30.000 90.000 45.000 140.000 47.000 Crédito: Energia Elétrica (Fábrica) c) Débito: Estoques: Produto A Produto B Produto C 75.000 135.000 Crédito: Matéria-prima Consumida (Apropriação da MP aos produtos) d) Débito: Estoques: Produto A Produto B Produto C 22.000 40.000 21.000 120.000 40 .000 85.000 85.000 350.CONTABILIZAÇÃO DETALHADA a) Débito: Mão-de-obra Direta Mão-de-obra Indireta Crédito: Mão-de-obra (Fábrica) b) Débito: Energia Elétrica Direta Energia Elétrica Indireta 90.

e) Débito: Estoques: Produto A Produto B Produto C 18. normalmente não é utilizado na prática.500 52. 41 . Respondam o questionário da pág.000 (Apropriação dos custos indiretos aos produtos Este sistema segue passo a passo a apuração e distribuição dos custos. a não ser por necessidade de lançamentos mais analíticos.000 10.500 30.000 45.000 20. 14 do livro de exercício e façam os exercícios. Fábrica Manutenção da Fábrica 55.000 117.000 60.000 Crédito: f) Débito: Energia Elétrica 45.000 Crédito: 225.000 225.000 70.000 (Apropriação da Energia Elétrica Direta aos produtos) Estoques: Produto A Produto B Produto C Mão-de-obra Indireta Energia Elétrica Indereta Depreciação da Fábrica Seguros da Fábrica Materiais Divs.000 15.000 40.000 7.

em relação aos produtos. comerciais e de produção de uma empresa industrial poderão estar divididas nas seguintes seções: • • • • • • • • • • • Administração Geral. responsáveis pela fabricação dos produtos. Montagem. Aprofundando um pouco mais nos problemas relativos à apropriação dos custos indiretos de fabricação e para que estes sejam rateados de forma mais coerente ao custo de cada produto é conveniente que se adote o sistema do Custo Departamental (Departamentalização). necessitem de critérios estimados ou arbitrados. Recrutamento.1.1. Custos Diretos e Indiretos. etc. os materiais. Estudos e Projetos. Corte. Conservação e Manutenção. sem nos preocuparmos com os departamentos onde estes custos foram gerados. Acabamentos. 42 . onde os custos diretos são atribuídos aos produtos sem maiores complicações. Esquema Básico da Contabilidade de Custos (II) – Departamentalização 10.1 Departamentos É a menor unidade administrativa de uma empresa. para efeito de acumulação dos custos indiretos de fabricação. são rateados para cada produto diretamente. Os custos indiretos. já que os produtos passam por esses departamentos.1 Departamentos e Centros de Custos 10. Nesses departamentos são gerados.10. Usinagem. Almoxarifado.1. Seleção e Treinamento de pessoal.1 Introdução Já vimos que. Ambulatório Médico. As atividades administrativas. Departamento Produtivo – é composto por homens e máquinas. a mão-de-obra e os gastos gerais de fabricação cuja incidência nos produtos seja de difícil identificação são rateados por meio de critérios estimados ou arbitrados. conforme já estudado. Controle de Qualidade. 10. embora.

“Assim. os custos gerados nesses departamentos são considerados Diretos em relação aos departamentos. uma vez que os produtos não passam por eles”. Telefones e Comunicações etc. por exemplo. D. até que os custos indiretos de fabricação gerados em todos os departamentos de serviços sejam devidamente transferidos para os departamentos produtivos. desde que essa subdivisão seja economicamente viável. A partir daí é que se procede o rateio para cada produto.Departamentos de Serviços – Composto por homens e máquina (geralmente é compostos apenas por homens) que prestam serviços para toda a empresa industrial. produzindo três produtos. mas Indiretos em relação aos produtos.1.1. Seguros. Energia Elétrica. permitindo melhor apropriação dos custos aos produtos. E e F. Vejamos como isto acontece: Suponhamos que uma empresa. Impostos. a criação de um centro de custos para acumular os gastos comuns a todos os departamentos da fábrica.  É comum. a Contabilidade de Custos considera cada Departamento como um “Centro de Custos”. A melhor maneira de ratear esses custos aos produtos é inicialmente transferilos entre os departamentos.2 Por que Departamentalizar A margem de erro na atribuição dos custos Indiretos aos produtos é bem menor quando se adota a departamentalização. Água. tenha já alocado a eles os seguintes Custos Diretos: 43 . Para efeito de cálculo dos custos indiretos de fabricação. inclusive para os departamentos produtivos. 10. Observações:  Na prática. um departamento pode ser representado por mais de um centro de custos. a contabilidade de custos poderá criar centros de custos que não correspondam a um departamento. Desde que seja economicamente viável e permita melhor apropriação dos Custos Indiretos aos produtos. 10.2 Centro de Custos É a unidade mínima utilizada para acumulação dos custos indiretos de fabricação. como: Alugueis.

2.000 240.000 / 1. decide-se então fazer a distribuição aos diversos produtos com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito.000 Total ($) 96.000 45. enquanto que o produto E só passa pelo Corte.000 100 Custos Diretos ($) 50. que após levantamento verificamos que: o produto D gasta um total de 400 hm.Produto D Produto E Produto F Total $ 50.000 $ 10.000 horas-máquina – 100% Portanto.000 Estariam por esses valores acima os Custos Totais de Produção dos três produtos.000 125. manutenção.000 $ 30.1 Produto D Produto E Produto F Total Custos Indiretos $ % 46. a atribuição dos Custos Indiretos e o cálculo do Custo Total ficariam: (Custo indireto médio por hora-máquina = $ 115.000 Devido à grande preponderância de Custos Indiretos ligados a equipamentos (depreciação.000 91. Quadro 10.000 Estão agora para ser alocados os Custos Indiretos seguintes: Depreciação de equipamentos Manutenção de equipamentos Energia Elétrica Supervisão de Fábrica Outros Custos Indiretos Total $ 20.000 $ 35.000 40 115. Produto D Produto E Produto F Total 400 horas-máquina – 40% 200 horas-máquina – 20% 400 horas-máquina – 40% 1.2.000 $ 115.000 30. distribuídas nos setores de Corte. e o produto F só passa pelos setores Montagem e Acabamento.000 hm = $ 115/hm).000 $ 45.000 $ 30.000 20 46. A distribuição total é assim levantada: Quadro 10.2 Produto D Produto E Corte hm 100 200 Montagem hm 50 -oAcabamento hm 250 -oTotal hm 400 200 44 . Suponhamos. Montagem e Acabamento.000 40 23. energia).000 $ 125.000 53.000 $ 20.

000 Acabamento 250hm x $ 137.000 6.000 20.000 $ 33.000 2.50/hm = $ 115/hm Podemos agora efetuar uma apropriação dos Custos Indiretos de forma mais adequada.2) e o Custo por hora-máquina de cada Departamento (Quadro 10.3 Depreciação Manutenção Energia Supervisão Outros C.2.500 $15.000 45.000 3. Corte Produto D Produto E Produto F Total 100hm x $150/hm = $15.000 3. usando os Quadros 10.000 15.000 20.000/300hm 55. também.000 Completando essa investigação adicional.000 13. Total Custo médio Por Hora-máquina Corte Montagem Acabamento Total $ $ $ $ 10.000 4.000 Montagem 50hm x $50/hm = $2.Produto F Total -o300 250 300 150 400 400 1.50/hm = $20.I.000/1.4.000 55. distribuindo-se: Quadro 10.2.2.000 20.2.000 3.2.2.375 150/hm x $137.000 200hm x $150/hm = $30.3) Quadro 10.000hm m = $150/hm = $50/hm = $137.625 $55.000 35.000 45.000 3.000 115.50/hm = $34.1 e 10.125 $115.875 $ 30.000 10. levando em conta o tempo de cada produto em cada Departamento (Quadro 10. verifica-se.000 30.000 20.000 Total $51.000 5. que o gasto com os Custos Indiretos de Produção não é uniforme entre os setores.000/400h 115.000 $45.000 4.500 250hm x $ 50/hm = $12.000 7.000 Podemos fazer uma comparação entre os valores dos custos indiretos alocados a cada produto sem a Departamentalização (uso de uma única taxa horária para todos) e com a Departamentalização (uma taxa para cada departamento).4.000/300hm 15.000 12. 45 .

4) Em$ Em % $ 51.000 7.000 46.0) 115.5 deixa clara a diferença.2. são beneficiados diretamente pelos departamentos de produção.2.875) (28.000 46 .875 12.3 Custos dos Departamentos de Serviços Suponhamos que os seguintes custos indiretos tenham incorrido por uma empresa em determinado período: Aluguel da Fábrica $ 150. alocando os custos indiretos aos produtos através do sistema de departamentalização estaremos obtendo um custo mais justo em relação aos diversos benefícios que estes recebem de todos os departamentos. Todos sabemos que uma empresa é composta por diversos departamentos.000 Materiais indiretos $ 60.000 Energia Elétrica $ 90.Quadro 10.8 30.125 (12.000 Com Departamentalizaçã Diferença o (quadro 10.000 115.4 33. diminuindo o de F. verificaria então que. Os produtos ao passar pelas diversas linhas. concluímos que na alocação com base na Departamentalização estarão sendo cometidas menos injustiças e diminuídas as chances de erros maiores.1) $ 46. Sérios problemas poderiam ocorrer em processos de concorrência ou na competição no mercado com outras empresas pelo inadequado processo de custeamento.2. A comparação vista no quadro 10.000 - Produto D Produto E Produto F Total Conclusão: Assim atentando para a coluna “diferença”. Se a empresa analisasse a lucratividade de seus produtos ou tentasse administrar seus preços de venda com base em seus custos de produção. e indiretamente pelos departamentos de apoio (serviços). verificamos o grau de distorção existente entre as duas formas.875 5. Assim sendo.000 30. 10.2.5 Custos Indiretos Sem Departamentalizaçã o (Quadro 10. com base na Departamentalização.000 23. de produção e serviços). precisaria aumentar os dos Produtos D e E. e que tem aqueles de produção (por onde passa todos os produtos) e que também existem os departamentos de serviços (departamentos considerados como apoio aos demais departamentos.

A empresa mantém medidores para consumo de força em alguns departamentos e um outro para o resto da empresa.000 13.000 2. c) Materiais Indiretos .000 $ 70.000 720.000 45.000 85.000 MONTAGEM 50. e há necessidade da adoção de algum critério para a sua distribuição aos diversos Departamentos.Os controles do imobilizado apontam: Suponhamos que após a empresa objeto de estudo fizer uma análise de seus departamentos de serviços.000 2.000 350.000 30.000 8.000 150.000 6.000 10.000 MANUTENÇÃO 60.000 18. por estarmos tratando Quadro 10.000 TOTAL 60. matéria-prima e outros) estão fora de nosso exemplo. é necessário que sejam distribuídos pelos diversos departamentos.DE MÁQUINAS 80.1 Para alocar os custos aos produtos.000 90. b) Energia Elétrica .3.é um custo comum à fábrica toda.000 MANUTENÇÃO E) DEPREC.O apontamento demonstra: Encargos da Administração Geral.000 MONTAGEM 5.000 40.000 USINAGEM 40. Faz-se então uma investigação sobre a ligação entre cada custo e departamento onde foi incorrido e verifica-se: a) Aluguel .000 13.000 D) MÃO-DE-OBRA INDIRETA 18.3. QUALIDADE 30.000 ALMOXARIFADO 6. verifique: 47 .000 80. Salários e e) Depreciação das Máquinas .000 296.000 9. QUALIDADE MANUTENÇÃO $ 350.000 21.000 16.Administração Geral".000 USINAGEM 30.000 CROMEAÇÃO 8.000 60. Máquinas Total ADM GERAL 150. QUALIDADE 9.000 10.000 8.000 60.000 40.000 21.000 TOTAL 90.000 70.000 8.000 COMP/MÓVEIS 60.000 10.000 50.000 ALMOXARIFADO 10.000 CROMEAÇÃO 30.000 apenas dos C. Trata-se de um "Custo Comum" que englobaremos no título "Departamento .000 70.000 10.000 57. QUALID MANUT TOTAL 150.000 Quadro 10.000 16.: Os custos Diretos (mão-de-obra direta.000 TOTAL 150.Is.000 C.000 USINAGEM 4.000 CROMEAÇÃO MONTAGEM A RATEAR 10. são localizados.DE MÁQUINAS TOTAL ADM GERAL ALMOX.2 CUSTOS INDIRETOS A) ALUGUEL: B) ENERGIA ELÉTRICA C) MATERIAIS INDIRETOS D) MÃO-DE-OBRA INDIRETA E) DEPREC.000 ADM GERAL $ 720.000 USINAGEM 40.000 10. para que haja uma distribuição racional.000 TOTAL 70. d) Mão-de-obra Indireta .000 4.000 5. 10.000 70.000 30.000 TOTAL 350.000 60.000 97.Por meio das requisições.000 C.000 CROMEAÇÃO MONTAGEM C. USINAG CROMEAÇ MONTAGEM C.A) ALUGUEL: ADM GERAL Mão-de-obra Indireta DepreciaçãoINDIRETOS B) ENERGIA ELÉTRICA C) MAT.000 OBS.000 30.

000 Usinagem $4.000 Controle de Qualidade $15.000 Total $150.de acordo com a área ocupada por cada departamento.000 Total $106. apesar de às vezes prestar serviços ao departamento de manutenção fará sua distribuição somente aos departamentos de produção que se beneficiaram de seus préstimos.000 Cromeação $20.000 Usinagem $30.000 Montagem $21.distribuídos de acordo com nº de funcionários nos departamentos.000 Controle de Qualidade $8.000 Usinagem $19. A distribuir seus custos por mais prestar serviços ao almoxarifado e ao Controle de Qualidade do que recebe.000 Manutenção $22.000 Manutenção $25.000) refere-se ao ar condicionado e máquinas de baixo consumo a distribuição feita de acordo com pontos de luz por departamento fora a ADM. Ficou em último lugar.000 Controle de Qualidade $19.a) A Administração Geral é a primeira a distribuir seus custos. uma vez que muito mais presta que recebe serviços.parte não alocada ($40.000 Cromeação $2. além de ser o maior valor relativo em custos por apropriar. b) A Manutenção será o segundo departamento.000 • Energia . pois mais recebe benefícios da Manutenção do que presta a ela. Almoxarifado $20. Materiais indiretos e Depreciação .000 Total $40. a) Rateio dos Custos da Administração Geral da Fábrica: • Aluguel . c) O almoxarifado distribuirá seus departamentos que tenham recebido seus préstimos. Almoxarifado $6.000 Mão de obra indireta.000 Montagem $40. custos aos d) O departamento de Controle de Qualidade. Almoxarifado $9.000 • 48 .000 Cromeação $16.000 Manutenção $13.000 Montagem $7.

000 d) Rateio do Controle de Qualidade: • Rateio de acordo com número de testes feitos nos departamentos de Usinagem (136).000 Montagem $40.000 Usinagem $50.000 Cromeação $40.000 c) Rateio dos Custos do Almoxarifado: • Os valores vindos do quadro 10. Cromeação e Montagem. Usinagem $40. e que o levantamento demonstre: 49 .000 de custos ora existentes no Controle de Qualidade são então distribuídos: Para Usinagem Para a Cromeação Para a Montagem Total $68.000 $127.000 Precisamos agora transferir os custos deles para os produtos.000 Controle de Qualidade $40. temos os Custos Indiretos de Produção carregados somente sobre os três Departamentos de Produção: Usinagem Cromeação Montagem Total $308. Testes para Usinagem Testes para a Cromeação Testes para a Montagem Total 136 88 30 254 53.000 $44.3.54% 34.1 mais os recebidos por transferência dos departamentos anteriores serão rateados em partes iguais aos departamentos de Usinagem.81% 100.000 $219.000 $193.000 Após estes rateios. Cromeação (88) e Montagem (30).000 Cromeação $40.000 Total $120.000 $15.000 $720.65% 11.000 Total $145.0% Os $127. Digamos que a empresa resolva fazer essa atribuição com base no número de horas-máquina que cada um ocupou.b) Rateio dos Custos da Manutenção: • De acordo com as horas trabalhadas para cada departamento: Almoxarifado $15.

000 13.000/350hm $219.GERAL ..000 44.000 - - - - 720.000 - SOMA RATEIOS COMPLEMENTARES RATEIO DA MANUTENÇÃO: RATEIO DO ALMOXARIFADO: RATEIO DO C.000) - 145.000/hm = $80.000 95.000 40.000/hm = $70.000 4.000 ALMOXARIF.000) (40.000 296.400 219.000 21.000 132.000 20.000 40.000 25.600 70.000 193. Quadro 10.600 1.000 $308.000 45.3 Usinagem Cromeação Montagem Total hm hm Hm hm Produto G 150 120 80 350 Produto H 120 120 70 310 Produto I 80 60 43 183 Total 350 300 193 843 A apropriação.000 16.000 6000 40.000 TOTAL 150.000 C.3.600 $ 263.200 TOTAL 308.000 $219.000 (145.000 80.000 (150.3. poderíamos elaborar um Mapa completo de rateio dos custos indiretos de produção como o do Quadro 10.6. finalmente.Quadro 10.000 57.3.000 80hm x 60hm x 43/hm x $880/hm = $ 730/hm = $1. 97.000) - - 720.000 (127.000 2.200 157.000 ADM GERAL 150.000/hm = $105.000 CROMEAÇÃO 10.000 $193.000) 720.000 40.000 138.000 22.000 7.5.000 20.000 8.000 85.000 - 308.400 $43.000 105.ENERGIA .000 50.000 90.000 10.000 193.200 Total $720.ALUGUEL .000 30.000 70.000 70.3.000) (106.000 43.000 70.000 9.000 40.000 15.600 87.600 43.000 (120.000 19.000 60.000) 105.000 8.000 70.000 Com a total distribuição dos Custos Indiretos. MI'S E DEPREC..000 720.800 $43.000 8.000 18.000 10.4 Usinagem Custo Industrial/hm Produto G Produto H Produto I Cromeação Montagem Total $308.000 4. Esquema Básico Completo 50 .000 60.000 15.5 CUSTOS INDIRETOS ALUGUEL: ENERGIA ELÉTRICA MATERIAIS INDIRETOS MÃO-DE-OBRA INDIRETA DEPRECIAÇÃO USINAGEM 30. dos Custos Indiretos aos produtos será feita: Quadro 10.000/hm 150hm x $880/hm 120hm x $730/hm 80hm x $ = $132.000/300hm $193.000 6.000 120hm x $880/hm 120hm x $730/hm 70hm x $ = = $87.000 $299.000 30.000 87. DE QUALIDADE: CUSTOS IND. QUALIDADE 5.600 1. DE FABRICAÇÃO PRODUTO G PRODUTO H PRODUTO I 150.000 16.000 2.600 263. 9.000 21.000 13. 10.000 299.200 $ 157.MOI.000 SOMA RATEIO DA ADM.000 40.000 40.000 30.000 MONTAGEM 10.000 = $87.3.000 19.000 40.600 $70.000 60.000 219.000 50.000 87.000 350.000 MANUT.000 15.000 68.000/193hm = $880/hm = $730/hm = $1.000 80.

11. um silo vertical na produção e este funcionar como fator importante no preço do aluguel. Existem recursos matemáticos e estatísticos capazes de solucionar esses problemas. Isso pode resultar em alguns critérios de rateio. Exemplo: . quer da produção. A subjetividade já começa ao separarmos os custos das despesas quando realizamos essa tarefa para atribuir custos aos produtos. os comuns. 6º Passo: Atribuição dos custos indiretos que agora só estão nos departamentos de produção aos produtos. mas o primeiro a ser lembrado. 11. mas nem sempre é possível sua utilização. Sabemos que ao estabelecer critérios de rateio para alocação de custos aos produtos. é o de rateio por m² ocupado por setor ou departamento. mediante estimativas. critérios de rateio. Porém alguns problemas poderão surgir: a) Caso haja. ou seja. talvez seja mais correto alterar a base de m² para m³ para se obter um número considerado mais justo.1 Análise dos critérios de rateio – custos comuns Todos os custos indiretos só podem ser apropriados.1º Passo: Separação entre custos e despesas. 4º Passo: Rateio dos custos indiretos comuns aos diversos departamentos. estes vêm carregados com certo grau de subjetivismo e com isso. noutras só será aceita por não haver alternativas. 3º Passo: Apropriação dos custos indiretos que pertencem. Em alguns a arbitrariedade existente ocorrerá em nível aceitável. a arbitrariedade sempre existirá nas alocações. de forma indireta aos produtos. previsão de comportamento de custos. Critérios de Rateio dos Custos Indiretos A importância deste capítulo consiste na análise dos diversos fatores a se considerar na escolha das bases de alocação de custos. por sua própria definição. à parte. 5º Passo: Escolha da seqüência de rateio dos custos acumulados nos departamentos de serviços e sua distribuição aos demais departamentos. visivelmente. segundo critérios fixados. etc. agrupando. todos sob um contrato único e se vê obrigada a separar a parte que corresponde à produção e aos demais setores.A empresa tem seus prédios e instalações alugadas. aos departamentos. 2º Passo: Apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos. 51 . quer de serviços. por exemplo.

Vejamos um exemplo: O departamento X de Produção possui um custo indireto total de $5. M e N. podemos perceber que o aluguel da parte mais valorizada pode corresponder a diversas vezes ao da parte voltada à favela (onde estará instalada a produção).000 = Total = 52 $9.000 x 50% = $2.000 $8.000 2.000 8. a alta administração.000 x 50% = $2.700.400.000 hm 2.000.700.000 $19.000 + $2. o mesmo acontece quando da apropriação dos custos dos departamentos de produção.400.000 e precisa distribuí-los a dois produtos.700.000 Custo total de M => $6.000 $10.000 N => 1.000 12.000 .400.000 $19.700.400.400.000.250.000 = Total = b) Com base na mão-de-obra direta: M => $5.000 = Custo total de N = $8.700.400 hm x $2.400 hm 1. Neste caso seria mais prudente estimar o valor do aluguel das duas partes e assim proceder ao rateio.000. a diretoria.250. baseamo-nos em algum critério e fazemos a alocação a partir do valor gasto por este departamento aos demais.000.150. c) Analogamente.400 hm = $2.000.000 + $3. As seguintes informações são disponíveis: M N TOTAL Matéria-prima aplicada em cada produto 5.000 = Custo total de N => $8.400 hm Neste exemplo a contabilidade pode utilizar 04 critérios: a) Rateio com base nas horas-máquinas: $5. que o imóvel compreenda um quarteirão inteiro e que a frente da empresa de para uma via de grande importância e alto valor comercial e a parte dos fundos para uma favela (pequeno valor comercial). e nos fundos a parte de produção.2 Rateio dos custos dos departamentos Quando atribuímos custos de um departamento para outros.000 + $2.000 Custos indiretos a ratear ? ? 5.000 7.400.250. Para esse rateio.000.000 Custo total de M = $6.000.250/hm M => 1.400. etc.000.400.000 Custos diretos totais 6.000.000 14.000.000.400.250/hm = $2.000 Total ? ? 19.000 Total = CIF = $5.150.000 Horas-máquinas utilizadas 1.000 N => $5. 11.000 hm x $2.700.000 $10.000/2.000 Mão-de-obra direta aplicada 1.000.000 $5.000 1.000.250/hm = $3.400. (Como no caso de departamentalização).150.000 + $2.b) Suponhamos agora. é necessário verificar a base mais adequada. É lógico que na parte mais valorizada estará instalada as exposições de vendas.

é necessário proceder à análise dos componentes dos custos indiretos e verificar quais dos critérios melhor relacionam os custos com os produtos.149.085.000 + $2. por isso.400.180 N => $5. devem conhecer detalhadamente o sistema de produção.000 + $3.000 x 58. e receber. ou seja.000. 53 .085.000 $8.000 x 42.400. o administrador. o valor em reais a ser alocado passará a depender não só dos atendimentos a cada departamento.000.400.560 = Total = $8.180 = Custo total de N => $8. todos os custos indiretos dele. Para minimização de erros na tomada de decisões.c) Com base na matéria-prima aplicada: M => $5.250.250. somente um departamento fizer uso do ambulatório. mas também do número total de consultas. Poderão ocorrer situações um tanto ilógico se.314.400.400. quer de serviços. c) O ambulatório possui quase que exclusivamente custos fixos.440 = Custo total de N => $8.400.000 Cada um dos critérios adotados poderá causar variações nos custos tanto do produto “M” como no “N” se comparados entre si.000 para uma tomada de decisão mais coerente e menos arbitrária.67% = $2. 11.440 N => $5.33% = $3.3 Influência dos custos fixos e dos custos variáveis Suponhamos que no rateio de custos de um departamento de serviços exista uma situação como esta: a) O ambulatório médico precisa ter seus custos rateados para outros departamentos.000 Custo total de M => $6.400.560 $5.000.250.820 = Total = d) Com base nos custos diretos totais: M => $5. é necessário analisarmos os itens que compõem o total dos CIF $5.820 $5.314.149.000 + $3. etc.314.000 + $2.400.820 $19.14% = $3. pois o desconhecimento da tecnologia de produção pode provocar aparecimento de grandes distorções na apuração de custos. o diretor financeiro.085.000.000 Custo total de M => $6.440 $11.560 $19.86% = $2. em determinado mês.000 x 57. b) O critério adotado pela empresa é o número de pessoas atendidas de cada departamento. Portanto. quer de produção.180 $11. e se for feito um rateio com base variável (número de atendimento).149. o controller.400.000 x 41.

como no exemplo abaixo: O departamento de manutenção de uma empresa representa importante parcela dos custos indiretos totais e possui as seguintes características:  Custo fixo. e o custo total da Manutenção foi: Custo Fixo Custo Variável Total *1.700.000 $900. Neste caso poderíamos utilizar o rateio com base no número de funcionários. tendo assim um critério mais apropriado.000 O rateio da Manutenção seria então feito da seguinte forma: $800.O ambulatório é mantido muito mais em função de probabilidade de uso do que de uso efetivo. b) O departamento de Fresagem por 40%. Como é grande a influência existente nos rateios de custos considerados fixos ou variáveis aos departamentos. por mês: mão-de-obra indireta. b)Já os departamentos cujos custos sejam em maioria variáveis devem ser rateados à base de serviços realmente prestados.000 54 . c) A Pintura por 15%. parte do aluguel. completando o total de 100%.000. A utilização média dos últimos três anos é muito mais significativa do que a média de um único mês. c)Caso não haja predominância de um ou outro e se o valor total do custo for grande. No presente mês. houve um trabalho total de 1.: $800. e d) O Laboratório por 20%. pode haver um rateio misto.: $500/hm Para verificar o potencial que cada departamento representa como beneficiário dos serviços da Manutenção. etc. existem regras simples que devem ser utilizadas: a) Departamentos onde os custos sejam em maioria fixos devem ser rateadas à base de potencial ou probabilidade de uso.000 * $1. a empresa elaborou um estudo para verificar a média de serviços prestados aos departamentos nos últimos cinco anos e concluiu que: a) O departamento de Furação tem sido responsável por 25% dos trabalhos da Manutenção. depreciação. etc. ferramentas.  Custo variável: consumo de energia. 880 para Fresagem e 390 para Laboratório.800h x 500hm = $900. seguros. nada para a Pintura). materiais.800 horas (530 para Furação.

000 0 0 $120. uma vez que cada chefe é diretamente responsável pelos gastos de seu departamento. 55 .700.000 $1.000 $465. O ABC pode ser aplicado.Parte Fixa com base potencial (média últimos anos) Horas trabalhadas Parte variável Total Furação 25% $200.000 Laboratório 20% $160.000 Nota: Se a distribuição fosse feita com base apenas no potencial. a pintura receberia do total de $1. Quando a contabilidade de custos é utilizada como meio de cobrança de responsabilidade. Lembrando que a consistência na aplicação desses critérios é de extrema importância para a avaliação homogênea dos estoques.000 1. nesse caso. Resumo: Os custos indiretos devem ser rateados segundo os critérios julgados mais adequados para relacioná-los aos produtos em função dos fatores mais relevantes que se conseguir.000 880h $440. 11. conhecido como ABC (Activity-Based Costing).000 Total 100% $800. também.000 uma parcela de $255. principalmente à mãode-obra direta. para evitar distorções e questionamentos fiscais e de auditorias. nossos critérios de rateio devem possuir o máximo de consistência possível e com o mínimo de subjetividade. e é recomendável que o seja.000 $355.000 Fresagem 40% $320. Critérios bons para uma empresa podem não sêlos para outras.1 Introdução O Custeio Baseado em Atividades.800h $900. 12.000 390h $195. Custeio Baseado em Atividades (ABC) 12. mas não haverá. os problemas relativos aos critérios ficam muito sérios.000. É absolutamente necessário que as pessoas responsáveis pela escolha dos critérios conheçam bem o processo produtivo.700. aos custos diretos. qualquer erro ou mudança sem critérios provoca grandes variações nos custos e conseqüentemente no resultado final da empresa.000 Pintura 15% $120.000 $760. é uma metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos.000 530h $265. de forma a não se artificializar resultados. mostrado através da Demonstração de Resultado.4 Importância da consistência nos critérios Com base na última observação e lembrando ainda que.

possamos identificar os recursos consumidos por cada um deles. vendas. Um dos benefícios obtidos com o ABC é o de permitir uma melhoria nas decisões gerenciais pois deixa-se de ter produtos “subcusteados” ou “supercusteados” permitindo-se a transparência exigida na tomada de decisão empresarial. mostra as atividades que não agregam valor ao cliente ou a empresa e permite a análise para reduzi-las ou mesmo eliminá-las. Ele facilita a identificação dos custos das atividades que compõem os processos e facilita as decisões de melhorias pois. Por exemplo. As despesas indiretas das empresas. salários dos funcionários do RH. enquanto a mão-de-obra reduziu consideravelmente e em alguns casos pode chegar até a 5% do custo de produção. que estamos falando de rateios dos custos indiretos de produção. A diferença fundamental está no tratamento dados aos custos indiretos. otimizar a rentabilidade do negócio. desde que. etc. processos de produção e clientes. a aplicação pura e simples desta sistemática pode causar sérias distorções no cálculo do custo e. custos de compra. armazenagem. Deve-se considerar também no custo dos produtos ou serviços. Ele utiliza direcionadores de custos. que busca. O ABC iniciou com Kaplan e Cooper em Harvard e mostra as atividades que consomem recursos e agregam ou não valor ao produto ou serviço. Os custos indiretos representavam cerca de 10% do custo de produção e hoje chegam a 50%. fretes. tanto em valor quanto em termos relativos. 12. comparados com os custos diretos. Note. desde que não façam parte de cadeia logística do produto ou serviço. que permitem uma melhor distribuição dos custos indiretos de produção ou do serviço. 56 .2 Os benefícios e as restrições do ABC O ABC estará em condições de apresentar resultados mais precisos sempre que: • A empresa utilizar grande quantidade de recursos indiretos em seu processo. Exemplo: honorários da diretoria. Com equipamentos cada vez mais automatizados. a mão-de-obra direta está sendo cada vez mais reduzida e os custos indiretos vem aumentando. em última análise. marketing. Esses custos indiretos são principalmente os de manutenção e depreciação desses equipamentos. etc.diferenças significativas em relação aos chamados “sistemas tradicionais”. portanto no preço de venda dos produtos. os referentes a sua cadeia logística. propaganda. podem e devem continuar a ser rateadas da maneira tradicional. • A empresa tenha significativa diversificação em produtos. Atualmente.

Pode-se.00 Veja a seguir os departamentos de produção e os gastos ocorridos em cada um deles: 57 . Segundo Cooper e Kaplan (1991). tais como “setup” de máquinas ou emissão de ordens de compra. e o mais preciso dos métodos. Os benefícios de uma maior precisão na medição das atividades consumidas deverão ser balanceadas com um custo mais elevado na coleta de dados.O ABC em sua forma mais detalhada pode não ser aplicável na prática.200 un 13.00 $16.00 $22. O custo de coleta e manipulação detalhada teria que justificar o seu benefício. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular. por exemplo. É mais preciso que o anterior. como por exemplo. em virtude de exigir um número excessivo de informações gerenciais que podem inviabilizar sua aplicação. 12. Abaixo. vestidos e calças. isto é o tempo requerido para a realização de cada atividade. nº de ordens de compras). medir todos os recursos usados para uma determinada modificação de engenharia ou para um trabalho específico e manutenção. porém mais dispendioso. encontram-se as informações acerca desses itens: Quadro 12. O terceiro. na alocação das despesas indiretas aos produtos.3 Caracterização do problema O exemplo consiste em uma empresa de confecções que produz três tipos de produtos: camisetas.000 un Volume de Venda Unitário $10. as empresas que implantam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (nº de “setups”.1 Produtos Camisetas Vestidos Calças Camiseta Vestido Calça Volume de Produção Mensal 18. A duração dos direcionadores assume que as despesas são proporcionais ao tempo total que a atividade é executada. consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade.000 un 4. O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos. o tempo em horas ou minutos na execução do “setup”.

podemos apurar o custo de cada produto.000 Com vendas $43.60 h 2.000 Mão-de-obra indireta $35.30 h 5.940 h 0.75 Calças $3.30 h 3.2 Tempo Despendido na Produção Corte e Costura Acabamento Unitário Total Unitário Total 0.75 $5.000 Seguros $20.020 (*) Supondo que toda quantidade produzida foi vendida. utilizaremos como base de rateio a mão-de-obra direta.00 $3.15 h 2.00 $0. com as técnicas vistas anteriormente.4 Atribuição dos custos indiretos de produção diretamente aos produtos – sem departamentalização Para atribuir os custos indiretos de produção (CIP) aos produtos.740 h 9.000 Depreciação $32.70 h 2.3 Tecido Aviamentos Mão-de-obra direta Total Quadro 12.75 $4.020 (*) Total $117.400 h 0.700 h 0.50 $1. ou seja sem arredondamento): 58 .00 $0.000 Comissões (5% das vendas) $24. 12. Com as informações acima.80 h 10.25 Custos Indiretos Aluguel $24.000 Total $190.Quadro 12.520 h 0.25 $0.75 $0.000 Energia Elétrica $42.000 Salários pessoal supervisão $25.120 h Camisetas Vestidos Calças Total Quadro 12.000 Despesas Administrativas $50. chegando aos seguintes resultados (tendo em vista que os valores apresentados são calculados com todas as casas decimais.50 $0.00 $4.900 h 18.4 Custos Diretos por Unidade Camisetas Vestidos $3.400 h 0.000 Material de consumo $12.

510 $34.00 $4.950 $8. Agora. Departamentos envolvidos: De produção: corte e costura.21 $10.00 Lucro Bruto Unitário $2.75 Custos indiretos $4.00 $9.000 $190.5 Solução com departamentalização No item anterior.5 Custos de mão-de-obra direta Unitário $0.75 Total $9.750 $22. e acabamento De apoio: compras. custeamos os produtos utilizando o Método de Custeio por Absorção.8 Quadro resumo – sem departamentalização Camisetas Vestidos Custos diretos $3.7 Aplicação dos CIP Unitário $4.00 $5.54 34.14 $8.00 $22.6 Taxa de aplicação dos CIP Custos indiretos Mão-de-obra total Taxa aplic.Quadro 12.produção Calças $4. CIP Os custos indiretos aplicados ficam: Quadro 12.000.21 Total $74.000 $22.719 $190.03 Preço de venda $10.200.14 $8. iremos custear aqueles mesmos produtos utilizando a Departamentalização.11 $7.46 $16.97 Margem % 12. almoxarifado e adm.771 $80.950 Camisetas Vestidos Calças Total Quadro 12.2% Ordem de Lucratividade 3º 1º 12.2789 /$mod Camisetas Vestidos Calças Total Podemos agora elaborar o seguinte quadro-resumo: Quadro 12.00 $0.75 $5.28 $6.25 $6. porém sem a utilização da Departamentalização.28 Custo total $7.1% 36.50 $1.89 $14.6% 2º 59 .

600 5.25 $7.40 $2.000 0 190.75 $5.400 28.000 Quadro 12.000 28.700 46.00 Lucro Bruto Unitário $3.350 6.500 4.Produção ($) De produção Corte e costura ($) Acabamento ($) Totais ($) Aluguel Energia elétrica Salário supervisão M.32 Preço de venda $10.850 8.65 $1.4963 $/h 5.00 $4.000 0 190.100 11.000 190.250 6. 12.700 14.500 1.500 67.500 53.000 0 190.83 $15.850 5.000 9.200 5.43 $3.200 4.51 $16.75 Custos indiretos $3.000 11.600 9.500 3.Produção Total Deptos.900 1.000 42.000 12.000 35.000 12.900 5.26 Camisetas Vestidos Calças Quadro 12.900 57.200 6.950 79.000 6.050 23. passando agora para o segundo lugar.000 7.800 2. não é mais alta.72 $4.08 $9.120 h 9.000 9.900 9.68 Margem % 31.10 Custos Indiretos Unitários Corte e costura Acabamento $1.17 $6.000 20.000 (28.500 7.850 (42850) 0 6.000 42.000 5.000 34. porém sua margem bruta.57 Custo total $6.1 Atribuição de custos às atividades 60 .000 14.000) 0 4.740 h 5.000 34.700 4.85 $5.6. em temos percentuais.4% Ordem de Lucratividade 1º 2º Calças $4.000 4.49 28.7% 30.00 $22.Prod.350 (34. Nº horas produtivas Custo por hora 4.Indireta Depreciação Material de consumo Seguros Subtotal 1 Rateio compras Subtotal 2 Rateio almoxarifado Subtotal 3 Rateio Adm.950 103.000 29.O.9 Apoio Compras ($) Almoxarifados ($) Adm.6 Aplicação do ABC à solução do problema Agora apresentaremos em seguida o custeio daqueles produtos com enfoque nas atividades relevantes exercidas na empresa.000 5.57 $7.500 3.5395 $/h 24.000 18.400 68.11 Quadro resumo – com departamentalização Camisetas Vestidos Custos diretos $3.000 2.400 4.86 Total $3. 12.Quadro 12.000 32.100 18.900 87.26 $11.000 2.200 7.350) 0 4.000 25.000 4.1% 3º Os vestidos ainda continuam com o maior lucro por unidade.350 3.100 3.08 $9.

• Quantidade de energia elétrica consumida (kwh). A alocação direta se faz quando existe uma identificação clara. etc. como por exemplo: • Salários + encargos + benefícios = custo da remuneração. • Aluguel + imposto predial + água + luz + gás = custo do uso das instalações. Tanto no custo por atividade como nos sistemas tradicionais. • Telefone + fax + internet + correio = custo das comunicações A primeira fonte de dados para o custo por atividade é o razão geral da empresa. Muitas vezes. Alocação direta. depreciação. viagens. No momento que se identificam bases mais apropriadas para a alocação melhorase a precisão do cálculo dos custos da empresa. Porém. Rastreamento. materiais. • Tempo de máquina (hora-máquina). 3. os conceitos não são necessariamente coincidentes. Pode ocorrer com salários. • Tempo de mão-de-obra (homem-hora). 2. Devem-se incluir salários com os respectivos encargos sociais. Podem ocorrer três situações: 61 . Alguns exemplos desses direcionadores são: • Número de empregados. o simples fato de divisão de departamentos em centros de custos já facilita o processo. Rateio. etc. de acordo com a seguinte ordem de prioridade: 1.O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. energia. Geralmente. O rateio é realizado apenas quando não há possibilidade de utilizar nem a alocação direta nem o rastreamento. nem sempre num centro de custos se desenvolve uma atividade. depreciação. direta e objetiva de certos itens de custos com certas atividades. é possível agrupar vários itens de custos em um só para refletir natureza do gasto pelo seu total. material de consumo. é necessário. também. isto é. A atribuição dos custos às atividades deve ser feita da forma mais criteriosa possível. • Área ocupada. uso de instalações. O rastreamento é uma alocação com base na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência da atividade e a geração dos custos. Essa relação é expressa através de direcionadores de custos de recursos (isto é: de recursos para as atividades). solicitar estudos da engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com os funcionários que executam as atividades para especificarmos corretamente cada atividade.

3. dependendo de como e porque as atividades são executadas. Tudo vai depender do grau de precisão desejado. Direcionador de custos é o fator que determina a ocorrência de uma atividade. da existência de seus custos. vamos admitir que fossem selecionadas as seguintes atividades relevantes: Levantamento das atividades relevantes dos departamentos Quadro 12. há que se distinguirem dois tipos de direcionadores: os do primeiro estágio.7 Identificação e seleção dos direcionadores de custos O grande desafio.12 Departamentos Compras Almoxarifado Administração da Produção Corte e costura Atividades Compras materiais Desenvolver fornecedores Receber materiais Movimentar materiais Programar produção Controlar produção Cortar Costurar 62 . do escopo do projeto ABC. da relação custo-benefício. um centro de custos executa uma atividade. A distinção conceitual entre direcionadores de recursos e direcionadores e atividades (primeiro e segundo estágio) leva à distinção entre direcionadores de custos e medidores de saída de atividades. O segundo identifica a maneira como os produtos “consomem” (utilizam) as atividades. etc. Exemplo: No caso do nosso exemplo. também chamados de “direcionadores de recursos” e os de segundo estágio. A quantidade de direcionadores com que se vai trabalhar depende do grau de precisão desejado e da relação custo-benefício. devemos analisar a conveniência. um centro de custos executa parte de uma atividade. ou não.1. um centro de custos executa mais de uma atividade. Portanto. conseqüentemente. 12. Assim o direcionador de custos será a base utilizada para atribuir os custos das atividades aos produtos. Os direcionadores variam de uma empresa para outra. Algumas observações importantes: A rigor. de agregar dois ou mais centro de custos ou de subdividir outros. 2. O direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e. a verdadeira “arte” do ABC está na escolha dos direcionadores de custos. chamados de “direcionadores de atividades”.

Acabamento

Acabar Despachar produtos

É importante observar que para cada atividade devemos atribuir o respectivo custo e um direcionador. Levantamento dos custos de atividades Quadro 12.13
Departamentos Compras Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Atividades Compras materiais Desenvolver fornecedores Total Receber materiais Movimentar materiais Total Programar produção Controlar produção Total Cortar Costura Total Acabar Despachar produtos Total Custos 16.000 12.000 28.000 12.350 16.000 28.350 16.000 13.850 29.850 29.000 28.600 57.600 14.000 32.200 46.200

Levantamento dos direcionadores de atividades Quadro 12.14
Departamentos Compras Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Atividades Compras materiais Desenvolver fornecedores Receber materiais Movimentar materiais Programar produção Controlar produção Cortar Costura Acabar Despachar produtos Direcionadores Nº de pedidos Nº de fornecedores Nº de recebimentos Nº de requisições Nº de produtos Nº de lotes Tempo de corte Tempo de costura Tempo de acabamento Apontamento de tempo

Os direcionadores desenvolver fornecedores, receber materiais, movimentar materiais, foram definidos pela facilidade de identificação com os produtos. Os direcionadores programar produção e para atividades controlar a produção devem ser controlados para obter informações. As atividades cortar, costurar, acabar e despachar são levantados através de apontamentos dos tempos gastos. Estando os direcionadores definidos, apresentamos no quadro abaixo a quantidade de direcionadores para cada produto:

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Direcionadores de custos das atividades Quadro 12.15 Nº de pedidos de compras Nº de fornecedores Nº de recebimentos Nº de requisições Nº de produtos Nº de lotes Horas utilizadas para cortar Horas utilizadas para costurar Horas utilizadas para acabar Horas utilizadas para despachar Camisetas 150 2 150 400 1 10 2.160h 3.240h 2.700h 25h Vestidos Calças 400 200 6 3 400 200 1.500 800 1 1 40 20 882h 2.600h 2.058h 7.800h 2.520h 3.900h 50h 25h Total 750 11 750 2.700 3 70 5.642h 13.098h 9.120h 100h

Agora só nos falta então calcular o custo do produto. A seqüência de cálculos é: • custo unitário do direcionador = custo da atividade nº total de direcionadores • custo da atividade atribuído ao produto = custo unitário do direcionador x nº de direcionadores do produto • custo da atividade por unidade de produto = custo da atividade atribuído ao produto quantidade produzida Por exemplo, a atividade comprar materiais, para as camisetas, ficaria: • custo unitário do direcionador = $16.000 = 21,3333 $/pedido 750 • custo da atividade atribuído ao produto = 21,3333 $/pedido x 150 pedidos = $3.200 • custo da atividade por unidade de produto = $ 3.200 = 0,1778 $/un 18.000un Não demonstraremos aqui o cálculo efetuado para todas as atividades, mas apresentamos, abaixo, o quadro com os custos unitários: Quadro 12.16 Custos Unitários Camisetas Vestidos Calças

64

Comprar materiais Desenvolver fornecedores Receber materiais Movimentar materiais Programar produção Controlar produção Cortar Costurar Acabar despachar Produtos Total

$0,1778 $0,1212 $0,1372 $0,1317 $0,2963 $0,1099 $0,6168 $0,3930 $0,2302 $0,4472 $2,6614

$2,0317 $1,5584 $1,5683 $2,1164 $1,2698 $1,8844 $1,0794 $1,0699 $0,9211 $3,8333 $17,3328

$0,3282 $0,2517 $0,2533 $0,3647 $0,4103 $0,3044 $1,0280 $1,3101 $0,4605 $0,6192 $5,3305

Quadro 12.17 Quadro resumo – Departamentalização com ABC Camisetas Vestidos Custos diretos $3,75 $5,75 Custos indiretos $2,66 $17,33 Custo Total $6,41 $23,08 Preço de venda $10,00 $22,00 Lucro Bruto Unitário $3,59 ($1,08) Margem % 35,9% -4,9% Ordem de Lucratividade 2º 3º

Calças $4,25 $5,33 $9,58 $16,00 $6,42 40,1% 1º

Os vestidos, que no rateio sem departamentalização (Quadro 12.8), apresentavam a maior margem bruta (36,2%), passaram, com a departamentalização (Quadro 12.11), para o segundo lugar, com margem bruta de 30,4%. Agora, com o ABC passam a apresentar margem negativa de 4,9%. Este fenômeno (produtos que se pensavam serem lucrativos com o custeio tradicional revelaram-se deficitários com o uso do ABC) é comum sempre que ocorrerem os seguintes fatores: alta proporção de custos indiretos nas atividades de apoio; e b) diversidade de produtos, notadamente no que se refere à complexidade e a diferentes volumes de produção. Isso ocorre porque, nos chamados sistemas tradicionais de custeio, as bases de rateio (geralmente medidas de volume) não refletem o real consumo de recursos pelos produtos. 12.8 Resumo O ABC é uma ferramenta que permite melhor visualização dos custos através da análise das atividades executadas dentro da empresa e suas respectivas relações com os produtos. Para se utilizar o ABC, é necessária a definição das atividades relevantes dentro dos departamentos, bem como dos direcionadores de custos de cada atividade aos produtos (unidade, linhas ou famílias).
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a)

terá já caracterizada sua natureza. etc. fundamentalmente para estoque. 13. construção civil. auditoria. (a partir da soja). e a mais comum nos diversos segmentos empresariais. como é o caso do tratamento industrial da quase totalidade dos produtos naturais na agroindústria: aparecimento de óleo. basta lembrar que se a empresa trabalha produzindo produtos iguais de forma contínua (um ou vários). A primeira. Produz-se atendendo a encomendas dos clientes ou. etc. de álcool. onde. caracterizada pela produção rotineira de produtos similares. produz também para venda posterior. farelos. As empresas têm. etc. da mesma matéria-prima. então. já se terá incluído entre as de Produção por Ordem. telefonia. caracterizada pela fabricação ou realização específica de produtos e serviços diferenciados. que são também co-produtos ou subprodutos. (a partir do boi). a partir de uma única tora.13. Produção por ordem. não de forma contínua. 66 . escritórios de planejamento. mas de acordo com determinações internas especiais. ossos. de produtos alimentícios. Produção contínua e conjunta 13. duas opções para direcionar suas linhas de produção ou unidades de negócios. de madeira por encomenda. São exemplos comuns de produção contínua: industriais de cimento.2 Distinção entre produção por ordem e produção contínua Existem dois fatores que determinam o tipo de Custeio. se por Ordem ou por Processo (Contínuo): a forma de a empresa trabalhar e a conveniência contábil-administrativa. é apenas muito mais comum nesse tipo de empresa. como a de móveis. Quanto à forma. companhias de saneamento básico (água e esgoto). que é o aparecimento de diversos produtos a partir. basicamente.1 Introdução O gerenciamento das atividades industriais tem como um de seus preceitos básicos o fato de que o sistema de custeio de uma empresa seja sempre coerente e compatível com seu sistema de produção de bens ou serviços. é a produção por encomenda. Normalmente trabalham por ordem as indústrias pesadas. diferentes tipos de carnes. A produção conjunta não é uma característica própria somente da produção contínua.3 Produção conjunta Em muitas empresas de produção contínua existe o fenômeno da produção conjunta. é a produção contínua ou por processos. A segunda opção. etc. isto é. menos comum. algumas indústrias de móveis. para venda. energia elétrica. principal responsável pela distinção. normalmente. química e petroquímica. podem sair peças de diferentes qualidades. pode também ocorrer na produção por ordem em alguns tipos de indústrias. etc. fabricantes de equipamentos especiais. 13.

o que surge em função dela e que se chama “variável” vai nos possibilitar o cálculo de lucro marginal.3. Quando são vendidas. Contabilmente estes são considerados como redução do custo de elaboração dos produtos principais. O custo que varia de acordo com a produção.13. Subprodutos têm valor de venda e condições de comercialização normal. isto é.1 Introdução Muitas vezes. Custos para tomada de decisões 14. mesmo que elas sejam inerentes ao processo e surjam como itens normais em uma produção contínua. subprodutos e sucatas Os co-produtos são os próprios produtos principais. a administração se vê colocada entre duas ou mais alternativas e necessita tomar uma decisão que melhor atenda aos interesses da empresa. só que assim chamados porque são nascidos de uma mesma matéria prima. 14. Tendo em vista que o custo é um fator importante na realização dos objetivos de lucro da empresa. ou seja. São os que substancialmente respondem pelo faturamento da empresa. relativamente tão assegurada quanto os produtos principais da empresa. tanto nas operações diárias como no planejamento a curto e a longo prazo. ou rendas eventuais.1. só que possuem pouquíssima relevância dentro do faturamento global da firma.1. sendo os custos fixos descarregados diretamente como despesas do período. As sucatas não recebem atribuição de nenhum custo.1 Distinção entre co-produtos.2 Margem de contribuição O conceito de margem de contribuição está associado à identificação do custo imediatamente “emergente” na produção de determinado produto.1 Custeio direto Custeio direto (ou variável) é o método de se avaliar os estoques de produtos atribuindo-se a eles apenas e tão somente os custos variáveis de fabricação. Fórmula: Margem de Contribuição = Preço de Venda Custos Variáveis + Despesas Variáveis 67 . exatamente pelos problemas relativos a sua potencialidade de obtenção de receita. o custo de cada alternativa deve ser considerado na medida em que afeta o custo total das operações. surgem como decorrência normal do processo produtivo. 14. têm suas receitas registradas como outras receitas operacionais. 14.

= Margem de Contribuição Unitária. x Qtde) – CDFT Onde: L= Lucro.2.2.2. Eis o conceito mais simples do Ponto de Equilíbrio: é o ponto em que a receita é igual ao custo total. MC Unit. a empresa obterá lucro. a empresa terá prejuízo. auxiliarão no processo de tomada de decisões. no planejamento e no controle. 14. Ponto de Equilíbrio Econômico É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma remuneração mínima (custo de oportunidade) sobre o capital Investido pela empresa.2 Análise do ponto de equilíbrio Uma vez separados os custos da empresa em fixos e variáveis.1 Ponto de Equilíbrio Contábil Significa a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos. Temos então: quantidade ponto de equilíbrio = No ponto de equilíbrio. 14. Além do Ponto de Equilíbrio. abaixo do Ponto de Equilíbrio. O Ponto de Equilíbrio é uma conseqüência direta do comportamento dos custos diante do volume de atividade. irá determinar o resultado final. 14.2. dependendo do seu valor.3 Ponto de Equilíbrio Financeiro 68 .Na verdade este lucro marginal só se converterá em lucro propriamente dito depois que forem deduzidos os custos fixos que. CDFT = Custo Fixo Total + Despesa Fixa Total) 14. a Administração está de posse de informações úteis para a preparação de instrumentos de análise que além de responderem a muitas perguntas. Um desses instrumentos é a análise do ponto de equilíbrio. temos: Receita = Custos Fixos + Custos Variáveis ou Receita Total = Custo Total Custos Fixos Margem de contribuição unitária Fórmula Básica: L = (MC Unit.

2 O significado do preço Essa variável do mix não considera apenas o consumidor. avaliar os custos do produto. A teoria. Assegurar margem de contribuição solicitada pela alta diretoria e. à situação da demanda do setor e da empresa. Assegurar certo volume de vendas e. pode-se definir o preço como a quantidade de dinheiro que o consumidor desembolsa para adquirir um produto ou serviço. 69 . No entanto. a quantia de dinheiro deve ser tal que satisfaça às exigências de quem compra e de quem vende. Quando essa permuta acontece. ou seja. numa perspectiva exclusivamente mercadológica. recomenda que se considere somente o consumidor ou. Para a empresa. entre as expectativas da empresa e do mercado-alvo. Já para o consumidor. tem de haver uma conveniência recíproca. Fazer com que os concorrentes saibam por quanto o produto foi cotado e.É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. com esse dado. a prática mostra preços baseados exclusivamente nos custos. à legislação vigente. expresso em valor. Neste caso. portanto a “quantificação” de uma permuta entre empresa e consumidor. avaliar limites e oportunidades do mercado. representa. o “valor percebido” pelo cliente. Conhecer a posição de pontos de vendas. Formação de Preços 15. além de suas reações ao preço. determinado preço convém quando lhe assegura certo lucro. pode-se dizer que as diferentes metodologias recomendadas para a formação de preço se complementam. em seguida. a partir daí. contudo. o preço consiste no elo. 15. Para a definição do preço o profissional deverá: • • • • • Voltar-ser para determinado tipo de consumidor e conhecer o valor que este confere ao produto. pois precisa levar em conta uma série de reflexões e decisões em relação aos fatores macro e microeconômicos.1 Conceitos Em termos genéricos. 15. Pode-se dizer que. os encargos da depreciação são exclusos por não representarem desembolso para a empresa. numa definição mais acertada. avaliar tanto a demanda do setor quanto a da empresa. á concorrência. a curto ou longo prazo. Muitas vezes. o preço só é conveniente quando ele consegue maior satisfação pela posse do produto em relação ao dinheiro gasto. à distribuição.

A metodologia da demanda é emprestada da teoria econômica. para facilitar o processo de formação de preços no comércio. Estabelece seus preços sob uma perspectiva interna. faz-se o caminho contrário. De modo geral. com o objetivo de se definir a margem de lucro. O método baseado no consumidor mostra que o profissional de marketing deve ir para o mercado e descobrir o valor que o cliente em potencial atribuiria a seu produto. a taxa de marcação pode ser empregada de diferentes formas: sobre o custo variável. às vezes acrescentando certo percentual de lucro médio estimado aos custos sustentados. Os preços com base nos custos são formados mediante a consideração de seus quatro componentes: custos. induzem o consumidor a preferir ou não o produto colocado no mercado por determinado preço. 15. a presença de produtos similares. além de outros motivos. despesas. também conhecidas como mark-ups.mesmo que em algum momento uma delas assuma posição de maior destaque em termos da dinâmica do processo. que relaciona o nível de preço com a quantidade procurada e ofertada. livres de impostos recuperáveis). o gasto com a aquisição e logística das mercadorias. O valor atribuído ao produto/serviço. ou melhor.3 Metodologias para definição O consumidor sofre influências de muitos fatores em sua decisão de compra. O processo envolvido na aplicação das taxas de marcação inicia-se com a definição de uma base que será empregada na formação dos preços. Para definição do preço o profissional utiliza-se de metodologias que são capazes de ajudá-lo nessa tarefa. torna-se usual a definição e aplicação de taxas de marcação. as políticas de mix de marketing adotadas pela empresa e pela concorrência (em particular as de comunicação). Esta base costuma ser representada pelos custos diretos (em operações mercantis. Depois. determinando custos absorvidos pela empresa para fabricar e vender o bem/serviço. estas metodologias baseiam-se nos elementos abaixo: • Custos • Demanda • Consumidor • Concorrência Tais metodologias. isoladas ou em conjunto. 70 . sua disponibilidade econômica. devem permitir o cumprimento dos objetivos estabelecidos pela empresa. e sobre os gastos integrais. a empresa se propõe um objetivo de lucro. Genericamente. O método baseado nos custos. sobre os gastos variáveis. de margem média de lucro. impostos e lucros.

além dos 5% de margem de lucro. 71 . mantendo o nível de concorrências. Representam 22. desencorajando a entrada de novos concorrentes. no mercado. Rearrumando a equação anterior. Supondo que os percentuais sobre o preço de venda correspondem a 2% de comissões.22)] = 1. figuram: • Conseguir e manter certa participação de mercado.5%). os percentuais alcançam 22%.2821. Somados.5% do preço de venda.2821. 8% de impostos líquidos (considerando ICMS. o esgotamento dos estoques. de modo estável. são incorporados na taxa de marcação.625 = $320. praticando políticas de preços coerentes. Os diretores e proprietários da empresa fixaram uma margem de lucro de 15% sobre o preço de vendas. Entre eles. a perturbação da concorrência e a conquista de novos clientes.5%) mais a margem de lucro (15%) representam o total de 37. Logo a taxa de marcação para esta empresa será igual a 1. posições em mercados no qual a empresa intervém. o custo de produção mais as despesas fixas representam 62. determinada rentabilidade. ou seja. fretes e impostos. 15.4 Os objetivos Ao utilizar as diferentes metodologias o profissional deve analisar os objetivos que pretende atingir. chegamos à equação empregada no comércio para a formação de preços e que permite definir e calcular a taxa de marcação (mark-up). Consequentemente.5 Cálculo preço de venda com base nos custos Supondo que as despesas variáveis da Indústria de Móveis São Luis Ltda. Com base nas informações acima. Já os objetivos de longo prazo têm em vista a posição que a empresa quer assumir. Trata-se das comissões sobre vendas. basta dividir o custo de produção mais as despesas fixas por 0. $200/0. como os custos indiretos. constam: • A rápida obtenção de liquidez. Entre os primeiros. Portanto. A taxa de marcação corresponde ao fator [1/(1 – soma dos percentuais)]. obtém-se o preço de venda da seguinte maneira: • • • Sabe-se que as despesas variáveis (22. as despesas e os impostos e lucros. que podem ser de curto-médio prazo ou de longo prazo. a taxa de marcação será igual a: Taxa de marcação = [1/(1 – Soma dos Percentuais)] = [1/(1 – 0.5% do preço de venda do jogo de sofá.625 para obter-se o preço de venda.Os outros componentes do preço. PIS e Cofins). o aumento da compra do produto. 7% para a cobertura das demais despesas. 15.0% menos 37.5% do preço de venda (100. Assim.

O custo padrão é determinado com base em estudos científicos. ou seja. 16. porém levando em conta eventuais deficiências. É elaborado considerando um cenário de bom desempenho operacional. podendo ser feita apenas em alguns produtos ou áreas da empresa. 16.16.2 Conceito de custo padrão ou standard A finalidade básica do custo-padrão é proporcionar um instrumento de controle² aos gestores da organização. mão-de-obra e demais gastos gerais) disponíveis dentro do processo de produção de cada empresa.3 Determinação do custo padrão A fixação do padrão deve ser feita pela engenharia da fábrica juntamente com a contabilidade de custos. dados de períodos anteriores e por meio de experiências simuladas. A adoção do padrão não precisa ser geral na empresa. devendo ser determinado em quantidades físicas. Uma das principais utilidades de um bom sistema de custo é servir como ferramenta de controle sobre as atividades produtivas. Custos para Controle – Custo padrão 16. mão-de-obra. 72 . Exemplos: horas de mão-de-obra e custo por hora. também conhecido como custo standard. seja em energia elétrica e materiais consumidos etc. como sendo o custo normal de um produto. Inicialmente. é o custo normal de produção estabelecido antes do início da produção. quilogramas de material e custo por quilograma e assim por diante. da mão-de-obra. dos custos indiretos de fabricação e dos demais materiais e insumos necessários à produção de uma unidade do produto. O custo padrão é uma ferramenta de controle. em todas as suas fases e departamentos. Conceitua-se o custo padrão como aquele determinado a priori. Também pode ser utilizado para controlar apenas um tipo específico de custos (material. essas quantidades devem ser transformadas em valores monetários.1 Introdução O custo padrão. Posteriormente. levando em consideração as limitações e deficiências existentes com os fatores de produção (materiais. quantificam-se o consumo e a utilização das matérias-primas. seja em horas trabalhadas. as quais são definidas com base nos processos. antes do início da produção. custos gerais). logo deve ser utilizado onde houver essa necessidade. O custo padrão é determinado a partir das medidas técnicas de produção.

• Contribuir para o aprimoramento dos procedimentos de apuração do custo real. identificar suas origens e motivos. e o custo padrão será o resultado da multiplicação dos padrões de consumo pelo respectivo padrão monetário. Existem três maneiras de fixar o padrão dentro de uma empresa: _______________________ Controle² . Para que o custo-padrão tenha sua meta alcançada.significa conhecer a realidade. identificar rapidamente as divergências e suas origens e tomar atitudes para sua correção. esse tipo de custo-padrão.5 Análise das variações entre o custo real e o custo-padrão Para concluir sobre a eficiência e a eficácia da produção e o desempenho dos diversos executivos envolvidos nos processos é necessário à comparação periódica do custo real dos produtos com o respectivo custo-padrão. • A segunda é aquela em que o padrão é fixado com base em dados científicos. • A terceira. em que o padrão é tomado com base em dados históricos. sendo possível de ser alcançado. é aquela que leva em consideração às limitações e deficiências existentes dentro do processo de produção.Em seguida. já que. • Instrumento de avaliação do desempenho. possível de ser realizada. É denominado custo-padrão estimado. e como conseqüência adotar as providências necessárias para eliminar os possíveis desvios e ineficiências. 16. A variação favorável ocorre quando o custo real é 73 . Portanto. pode ser favorável ou desfavorável. compara-la com o que era esperado acontecer. • A primeira é aquela conservadora e modesta. denominado de padrão corrente. motivando o pessoal envolvido no processo. • Aprimoramento dos controles. e não levam em consideração as limitações e deficiências existentes no processo de produção. que é a diferença entre o custo real e o custo-padrão. 16. tornando-se assim. A variação. associa-se o custo monetário a esses padrões de consumo de materiais e mão-de-obra. é um adequado suporte para funções gerenciais da empresa. • Rapidez na obtenção das informações. não exige qualquer objetivo de melhoria no desempenho futuro. É denominado custo-padrão ideal.4 Vantagens do custo-padrão A utilização de um sistema de custo-padrão trará as seguintes vantagens para a organização: • Eliminação de falhas nos processos produtivos. Também não exclui desperdícios e ineficiências. faz-se necessário conhecer e analisar as variações entre os valores e as medidas-padrões com o real.

90 Total em $ 35.60 7h $12.30 Custo-padrão 300.000 Custo-padrão 4.50 $400. em princípio. As variações de matérias-primas podem ser classificadas em três tipos: • • • a variação na quantidade consumida por unidade fabricada.50 $3.90 variação 0.8h $12. há necessidade de decompor o total da variação favorável de matéria-rima de $ 1. houve uma margem de ineficiência. ao contrário da variação favorável.10 1. os departamentos e os executivos envolvidos foram mais eficientes do que o esperado.10 0. ou seja. como segue.90 6. Para calcular as variações podem-se utilizar as seguintes fórmulas: Variação da quantidade = (quantidade real – quantidade padrão) x custopadrão Variação de custo = (custo real – custo padrão) x quantidade padrão. e variação mista.50 $420.30 para cada unidade produzida. que é o resíduo das duas variações anteriores.00 36.000 unidades $36. a fábrica. A variação desfavorável ocorre quando o custo real é maior do que o custopadrão.000 conclusão Favorável favorável favorável Para completar a análise. variação no custo de aquisição de cada unidade de matéria-prima.000 unidades $35. Neste caso.10 9.00 $3.menor do que o custo padrão.60 (*) apurado na fábrica Custo real 280. visto que foram consumidos mais recursos do que o previsto ao estabelecer os padrões. Variação mista = (quantidade real – quantidade padrão) x (custo real – custo padrão) Desta forma o resumo das variações de matéria-prima seria: 74 . Exemplo: Volume de produção Custo unitário variável por unidade Matéria-prima MOD (horas) MOI (taxa) Custos indiretos variáveis Custo Fixo total Análise das variações: Custo real Quantidade (kg)* 4 Custo $ 8.

Tipo de variação Variação de quantidade Variação de custo Variação mista Variação total por unidade fabricada $ 0.90 0.01) 1.30 Conclusão Favorável Favorável Desfavorável Favorável EXERCÍCIOS 75 .41 (0.

Assinale a alternativa correta.000.00 1.00 por cada uma.400.400.000. com a intenção de sua venda posterior.00 B) O estoque final da empresa citada na questão anterior corresponde a (em R$): a) 1.00 e) 3. quais objetivos a empresa pretende atingir? 2) Cite e explique três tipos de problemas que o conhecimento de custos ajuda a solucionar.00 c) 1.00 e) 5. mão-deobra e outros custos da prestação de serviços.00 d) 3.000.00 d) 2. Despesas são gastos incorridos com a produção de bens e serviços. Efetuando a venda de 80 dessas unidades por R$50.000. Assim como nas indústrias.00 Exercício 3. 3) A materialidade é importante para a contabilidade de custos? Por quê? 4) Por que as despesas não integram o custo dos produtos vendidos (CPV)? 5) Como deve ser tratado contabilmente o gasto na produção de bens não destinados à venda? Exercício 2.Exercício 1. a) b) c) Não existe uma linguagem universal.00 b) 2. 1) Ao implantar a contabilidade de custos. auferiu um lucro bruto de (em R$): a) 4. nas empresas prestadoras de serviços os gastos necessários à realização dos serviços são geralmente classificados e ordenados em três grandes grupos: materiais.600. quanto ao uso da palavra “custo”.000. A) Uma empresa comercial adquiriu 100 unidades do produto X para revenda pagando R$30.00 b) 600. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s).600.00 cada uma. 76 . entre os empresários e os profissionais das diversas áreas. Pode haver mais de uma.

e se a empresa dispuser. no total. ITENS A P T E I R V D O A D C D I F V E U I N I A S S R D X R P T E I O I E O T R Á S O E V A T E O L Compra de matéria-prima Consumo de energia Mão-de-obra direta Consumo de combustível Geração de sucata no processo produtivo Consumo de água industrial Mão-de-obra (inclusive encargos relativos ao pessoal de vendas Aquisição de máquinas Gastos com seguro contra incêndio Consumo de embalagens Consumo de matéria-prima Aquisição de embalagens Refeições do pessoal da fábrica Deterioração do estoque de matéria-prima por enchente Tempo do pessoal em greve (remunerado) sociais) 77 . Despesa.5 horas-máquinas. quando cabível. classifique ainda em Direto ou Indireto e em Fixo ou Variável. significa afirmar que essa fábrica pode produzir no máximo 2. Se. uma informação sobre a capacidade instalada de uma indústria. por exemplo. cada unidade produzida do produto Y implicar um gasto de 3. Perda ou Ativo e. também. Exercício 4. de uma capacidade instalada de 7. Pode ser.d) Entende-se por horas-máquinas a medição do tempo utilizado por horas de máquina para gerar um nível específico de produção. identifique todas ou a(s) que considerar mais predominante(s). Se mais de uma alternativa for válida.500 unidades do produto Y no mês. Classifique os itens abaixo em Custo.000 horas máquinas por mês.

considerando que há isenção de IPI e que a alíquota de ICMS é zero. e c) dos custos dos produtos vendidos no mês. 1) Qual a condição básica para que se possa caracterizar um material qualquer como matériaprima? 2) Em que condição os impostos (ICMS e IPI) não são considerados custos nem receitas para uma empresa? Por quê? 3) Como é composto o custo da matéria-prima? 4) Incorre-se em custo quando se compra ou quando se consome matéria-prima? 5) Uma empresa. Dos Livros da Cia “A” extraímos as seguintes informações: Matérias primas compradas no mês: $ 312.000. O estoque inicial de produtos em elaboração era de $ 132.500 Devolução. para cada uma das seguintes alternativa.00 a tonelada. o inicial de produtos acabados.: Cada alternativa deverá ser calculada a partir dos dados iniciais de custos I) II) Não havia estoques iniciais ou finais de produtos acabados ou em elaboração e nem de matérias-primas. Exercício 6. incorre ainda nos seguintes gastos: Frete = $2.00 Seguro = $800. Obs.Depreciação de móveis e utensílios da área comercial e administrativa Honorários do diretor industrial Consumo de materiais diversos na administração Exercício 5. o final de produtos em 78 . de 20% das compras acima Mão-de-obra direta do mês: $ 413.000.000kg de chapas de aço ao preço de $5.700 Custos indiretos de fabricação no mês: $ 298.00 Calcule o valor a ser debitado no estoque.000.000.750 Calcule os valores : a) dos custos de produção do mês. de $ 35. ao adquirir 5. no próprio mês da compra. b) dos custos da produção acabada no mês.

Valor 48. aquisição de 15 u a $ 150.000. Dia 20. Exercício 7.00 cada.00 cada.00 520. de $ 210. o inicial de produtos acabados era de $ 180. compra de 10 u a $120..500.00 1/3 da MOD 24.120. b) O Lucro Bruto (LB) c) O Lucro (ou prejuízo) antes do Imposto de Renda (LAIR) Descrição Vendas Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Matérias-primas compradas Depreciação dos equipamentos de produção Despesas de entrega Depreciação dos equipamentos de entrega Despesas financeiras Estoque final de matérias-primas Estoque final de produtos acabados Materiais (indiretos) consumidos na fábrica Despesas de material de escritório Estoque final de produtos acabados Despesas administrativas Exercício 8. S.800.00 3. Dia 28.00 200. Dia 30. requisição de 8 unidades. requisição de 11 unidades. de $ 72. A empresa Teresina Ind.00 1. PEPS e UEPS. o final de matéria-prima.00 total. Com base nas informações.000.00 8. Estoque inicial = zero Dia 05. Nota: os valores se encontram livres de impostos.elaboração.00 480. de $ 103.00 cada. compra de 5 u a $850.600. III) O estoque inicial de matéria-prima era de $ 146.000. Calcule o valor das requisições de materiais e o saldo de estoque pelos métodos de valorização: Custo Médio Ponderado Móvel.000. Dia 25. aquisição de 12 u a $130.000 e o final.00 12.00 79 . requisição de 17 unidades. Dia 7. apresentou os valores publicados na tabela abaixo em seus registros contábeis e financeiros.00 400.000 e o final. o final. pede-se: elaborar o demonstrativo de resultados da empresa calculando: a) O Custo dos Produtos Vendidos (CPV).000.000.000. de $ 138.000. o inicial de produtos em elaboração era de $ 131.00 8.600.A. de $ 137. Dia 15.000 e não havia outros estoques iniciais ou finais.00 400.00 12. e Com.

kg Compras Custo unit. kg Consumo Custo unit. kg Compras Custo unit. kg Consumo Custo unit. Valor Total Qtde. Valor Total Qtde. kg Saldo Custo unit. Total Primeiro a Entrar.Custo médio ponderado móvel (CMPM) Dia Qtde. kg Saldo Custo unit. Valor Total Qtde. Total 80 . Valor Total Qtde. Primeiro a Sair (PEPS) Dia Qtde.

kg Compras Custo unit. utilizando a tabela a seguir: Método utilizado Custo médio ponderado PEPS UEPS Valor das requisições de materiais Valor do estoque da matéria-prima no final do mês $ 81 . Total Efetue um resumo dos três critérios utilizados acima. Valor Total Qtde. Valor Total Qtde.Último a Entrar. kg Consumo Custo unit. Primeiro a Sair (UEPS) Dia Qtde. kg Saldo Custo unit.

D.000 unidades do produto X e 6. que o seguro e o frete foram contratados pela J.A. Flores Ltda. a) Produto X = $64. Produziu dois produtos (X e Y). e que eles são recuperáveis. Com base nas informações. 6 minutos. d) Produto X = $23. Considere que no departamento Alfa haja apenas 1 funcionário classificado como de mão-de-obra direta. Exercício 12. Exercício 10. para a fabricação de cada unidade de cada produto. assinale a alternativa que corresponde ao custo com a mão-de-obra no mês. A empresa J.000.50 por hora. 4 delas são referentes a funcionários que ganham $7.5 e 3. b) Produto X = $45. Seu salário é de $10. Em 03/03/X7 requisitou 6 unidades desta matéria-prima.00. Em 02/03/X7 efetuou a compra de 10 unidades da matéria-prima Y.5% dos salários.300 mesas e 5.00 de salários e encargos sociais com o pessoal da fábrica. Exercício 11. Na montagem há 3 funcionários com salários de $7. importando em gasto adicional de $ 11. Determine o custo da mão-de-obra das mesas e das cadeiras. cuja requisição foi valorizada por $ 80.20. considerando que há incidências de ICMS (18%) e IPI (8%) sobre a compra.5 horas de mão-de-obra.00 a hora. A jornada semanal de trabalho é de 40 horas. O percentual de encargos sociais corresponde a 100% dos salários.400.500 unidades do produto Y. c) Produto X = $458. 2.070 cadeiras no mês de março/X7. foram montadas 1. ainda.00 por hora cada. Flores. 1) O que são horas não produtivas? 2) O tempo não produtivo da MOD é considerado custo da MOD? 2) Como é composto o custo da mão-de-obra? 3) Qual a diferença entre as horas registradas no cartão ou livro de ponto e as horas registradas nos boletins de apontamento de produção? 4) Uma indústria de peças usinadas de precisão gastou no mês de fevereiro $599. iniciou suas atividades em 01/03/X7.Exercício 9.D. Calcule o valor pago ao fornecedor.50 por hora e 2 funcionários com salários de $8. mês de 31 dias. 82 . Durante o mês tivemos 6 faltas abonadas.D.00 e produto Y = $641.980. houve 5 domingos e 4 sábados (nesta empresa não se trabalha aos sábados). Na Marcenaria J. Os encargos sociais e trabalhistas correspondem a 112.00.89 e produto Y = $33.80. Cada mesa consome 15 minutos e cada cadeira. sendo que cada unidade produzida gastou.12 e produto Y = $45. Em março. Piratininga S.12. Durante o mês foram produzidas 4.80 e produto Y = $64. Considere.32. respectivamente.

675 125 275 350 750 Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (em $): Supervisão da produção 5. B e C.000 frascos do líquido. Considerando o quadro abaixo.500 h 177.750 355.500 h Líquido 9. 80% do tempo disponível foi apontado como produtivo e o restante como não produtivo. sem compensar os sábados. Custos Produto “A” Produto “B” Produto “C” Total Matéria-prima ($) M. • Os custos indiretos foram rateados com base no custo direto total de cada produto. tem sua vida útil física e econômica limitada pela quantidade de matéria-prima processada (a vida útil é estimada pelo fabricante do equipamento em 83 .600 Energia elétrica consumida na produção 2. Exercício 13.500 Aluguel do galpão industrial 5. mão-de-obra direta e os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) são comuns aos dois produtos.D.200 Depreciação de equipamentos de produção 13. ambos específicos para lavagem de roupa a margem dos rios do nordeste brasileiro.500 Seguro dos equipamentos da produção 3. Calcule o custo do tempo produtivo e o do tempo não produtivo. devido à corrosão. incorrendo nos seguintes custos: Matéria-prima Mão-de-obra Direta $3.300 Os custos de matéria-prima. Os CIF são apropriados aos produtos de acordo com o tempo de MOD empregado na produção de um e outro. A indústria utiliza em sua produção uma máquina que.5/hora Pó 12.10/kg $4.000 kg 2. A indústria Aniel produz sabão em pó e sabão líquido.O.Em certo mês de 30 dias houve 4 domingos e 1 feriado que caiu em uma 2ª feira. A jornada de trabalho é de 44 horas semanais.750 118.500 262. produziu 20.000 caixas do sabão em pó e 17.500 98. Em determinado período. ($) Subtotal Custos indiretos ($) Total Unidades Custo unitário Exercício 14. calcule os custos indiretos e os custos unitários dos produtos A. respectivamente: • Os custos de mão-de-obra direta foram apropriados com base na quantidade de unidades produzidas.000 kg 6.

000kg de processamento de matéria-prima).000 quilos de bolachas. o inicial de produtos em elaboração era de $53. de $160. Com base nas informações e nas tabelas a seguir.000. Dos livros da Cia “New Y” extraímos as seguintes informações: • Matérias primas compradas no mês: $ 564. Exercício 16. simultaneamente. b) operários Nível Dois = $ 60. FGTS. o inicial de produtos acabados era de $191. de $33.841.400 Sabe-se que o estoque inicial de matéria-prima era de $51. Foi adquirida por $360. 15 tipos de produtos.000 e o final. Com base nas informações acima calcule: a) os custos de produção do período. são alguns exemplos dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento. 85. sorvetes e doces.300 • Custos indiretos de fabricação no mês: $285.000 e o final. é um exemplo de mão-de-obra indireta.830.000. Exercício 17. Pede-se: a) elaborar um quadro de apropriação de custos aos produtos. a) Férias. vale transporte. Exercício 15.80.000 quilos de doces. 13º salário. b) A falta de constituição mensal de provisão para férias e 13º salário interfere na correta apuração do custo de produção em determinado mês. No mês de maio.A. e c) o custo dos produtos vendidos no mês. contribuições sociais para a previdência social (INSS). de 12% das compras acima • Mão-de-obra direta do mês: $375. calcule o custo da mão-deobra para produzir uma tonelada de cada produto.00.600. b) os custos da produção acabada no mês. produz bolachas. c) Os salários e encargos sociais do pessoal do único almoxarifado de uma indústria que produz. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma).000 • Devolução. no próprio mês da compra.000 e seu custo ainda não está incluído na relação acima. e b) calcular o custo unitário de cada produto. o final de $132.400.600.000 quilos de sorvetes e 173. Foram produzidos no mês: 76. etc. A Indústria de Alimentos K Loria S. 84 . o total do gasto com a mão-de-obra foi (salários mais encargos trabalhistas): a) operários Nível Um = $ 30.

distribuir os custos da Montagem e do Acabamento para os produtos.650 $ 6.900 unidades. A empresa Nandaca produz dois produtos.875 Nº de empregados 2 4 7 9 Pede-se calcular o valor do custo de cada produto considerando que: a) Os custos da Gerência Geral da Produção devem ser os primeiros a serem distribuídos aos demais. b) Em seguida.500 e 5. respectivamente. proporcionalmente às quantidades produzidas.805 $ 3. c) Finalmente.055 $ 7. Custos Indiretos Gerência Manutenção Montagem Acabamento Geral da produção Total Rateio da administração Soma Rateio da manutenção Total Produto A Produto B Total 85 . Seus custos departamentais e o número de empregados foram os seguintes: Departamentos Gerência Geral da Produção Manutenção Montagem Acabamento Custos $ 1.Horas de mão-de-obra necessárias para a produção de uma tonelada de cada produto Bolachas Sorvetes Doces Operário nível um 12 horas 10 horas 8 horas Operário nível 25 horas 12 horas 15 horas dois Exercício 18. e a base é o número de empregados. cuja produção no último período contábil foi de 2. devem ser rateados os custos do Departamento de Manutenção: 37% para Acabamento. A e B.

Exercício 19. A empresa Guarujá produz dois produtos G e H, cuja produção no último período contábil foi de 5.700 e 1.700 unidades, respectivamente. Seus custos departamentais e o número de empregados foram os seguintes: Departamentos Gerência Geral de Produção Manutenção Montagem Acabamento Custos $ 3.240 $ 3.670 $13.100 $8.760 Nº de empregados 3 5 8 9 Tempo de Máquina 1,30 hm 1,18 hm 1,55 hm

Calcular o valor do custo de cada produto considerando que: a) Os custos da Gerência Geral da Produção devem ser os primeiros a serem distribuídos aos demais, e a base é o número de empregados. b) Em seguida, devem ser rateados os custos do Departamento de Manutenção, para os demais departamentos, sendo que a base para rateio é o tempo de máquina. c) Finalmente, distribuir os custos da Montagem e do Acabamento para os produtos, proporcionalmente às quantidades produzidas. d) Sabe-se que os custos diretos apurados nos produtos G e H foram $ 3,75 e $ 4,25 por unidade.
Custos Indiretos Gerência Geral da produção Manutenção Montagem Acabamento Total

Rateio da administração Soma Rateio da manutenção Total Produto G Produto H Total

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Exercício 20. O departamento de caldeiraria da Empresa Caldecida produz e transfere vapor para os departamentos de Forjaria, Tratamento Térmico e Zincagem, com a seguinte alocação de cavalos-vapor: Cavalos-vapor Necessários à plena capacidade Consumidos em determinado mês Forjaria 62.000 51.500 Departamentos Tratamento Térmico 26.000 32.000 Zincagem 19.000 -0-

Sua estrutura de custos naquele mês foi a seguinte (em $): • Fixos 43.600 • Variáveis 58.500 Considerando que os custos variáveis oscilam de maneira diretamente proporcional aos cavalos-vapor consumidos, pede-se que seja calculado o custo da caldeiraria a ser rateado para cada um dos três departamentos, preenchendo o quadro a seguir: Custos Forjaria Fixos (em $) Variáveis (em $) Total Exercício 21. A empresa Parma, produtora de laticínios da cidade de Mococa, dedica-se à produção de dois produtos: Requeijão Cremoso (unidade) e Queijo Parmesão (unidade). Em determinado período, foram registrados os seguintes custos diretos por unidade (em $): Matéria-prima Mão-de-obra Direta Requeijão 12 6 Queijo 18 3 Departamentos Térmico Zincagem Total

Os custos indiretos de produção (CIP) totalizaram $ 54.000 no referido período. Por meio de entrevistas, análise de dados na contabilidade, etc., verificou-se que esses custos indiretos referem-se às seguintes atividades mais relevantes: Atividade Inspecionar matéria-prima Armazenar matéria-prima Controlar estoques Processar produtos (máquinas) Controlar processos (engenharia) $ 8.000 6.000 5.000 15.000 20.000

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Uma análise de regressão e de correlação identificou os direcionadores de custos dessas e de outras atividades, e sua distribuição entre os produtos, a saber: Requeijão
Nº de lotes inspecionados e armazenados Nº de pedidos de entrega de produtos aos clientes Nº de horas-máquina de processamento de produtos Nº de horas de transporte Dedicação do tempo dos engenheiros (em horas) 15 120 4.000 210 50

Queijo
60 140 6.000 295 150

Os dados relativos à produção e vendas do período são: Quantidade produzida e vendida (unidades) Preço médio de venda unitário (líquido) Requeijão 6.000 $30 Queijo 3.000 $41

Pede-se para calcular: a) o valor dos CIP de cada produto, utilizando o custo de mão-de-obra direta como base de rateio; b) idem, pelo Custeio Baseado em Atividades (ABC); e Exercício 22. Responda as questões abaixo: 1) Quais foram as principais razões para o surgimento do custeio baseado em atividades? 2) Quais são as principais diferenças do Custeio ABC em relação aos critérios tradicionais? Quais são suas principais vantagens e desvantagens? 3) O que são atividades? Qual é sua importância dentro da metodologia do custeio baseado em atividades? Dê exemplos de atividades do departamento financeiro e contas a pagar de uma empresa. 4) Quanto às sentenças a seguir: I – Se houver estoques, uma mudança no critério de rateio pode alterar o resultado do período. II – Os custos indiretos devem ser rateados em função dos fatores que os provocam. III – A consistência no uso de várias bases e critérios de rateio são irrelevantes para a valoração dos estoques. Estão corretas as afirmativas: a. I apenas. I e II. I e III

b. c. d.II apenas. e. II e III.

Exercício 23. A Indústria de Móveis Pica-Pau produz móveis para escritório sob encomenda.

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4 hm Pequenas 1. d) Empresas de energia e montadoras. c) Idem para as pequenas. a empresa pretende iniciar as ordens com as seguintes quantidades: 163. 1. por isso. recebeu. três pedidos de orçamento para possíveis encomendas de mesas para computador: 160 grandes.4 hmod 1. Sua estimativa de custos foi a seguinte.125 II.2 hmod 1. rateando todos os custos indiretos à base de horas-máquina.260 Variável $ 2/horas –máquina $9/hora de MOD $8/horas-máquina III.6 hmod 1. e) Indústrias pesadas e de saneamento.975 3. b) escritórios de auditoria e petroleiras.No início de determinado mês.3 hm Outros custos: Custos Supervisão da produção Depreciação dos equipamentos Energia elétrica Mão-de-obra direta Outros Fixo $ 3. 2. b) Idem para as médias. Matéria-Prima: Produtos Grandes Médias Pequenas $ 7. 92 médias e 95 pequenas. 94 e 97. Pede-se calcular: a) O custo da encomenda das mesas para computador grandes. respectivamente. Tempo de produção requerido por unidade de produto: Produtos Tempo de MOD Tempo de máquina Grandes 1.825 $ 13. Assinalar falso (F) ou verdadeiro (V): ( ) Produção em série caracteriza-se pela produção rotineira de produtos similares.986 5. É normal haver perda de algumas unidades no processo de produção. 89 . utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. São exemplos de atividades com sistema de produção contínua: a) empresa de telefonia e indústria naval. de clientes diferentes. para estas quantidades: I. c) construção civil e indústria química.875 $ 1. Exercício 24.9 hm Médias 1.

40 $167. e são consideradas como outras receitas operacionais. ( ) As sucatas. os custos são apropriados e reportados por período de tempo. o método do custeio variável.200 $ 30.20 .500. a seguir demonstradas. ( ) São exemplos de Produção Contínua as indústrias de cimento.. que se alteram de acordo com as especificações do cliente.00.500. e) ( ) $ 211.00.500. de equipamento pesado e de produtos alimentícios. ( ) Os co-produtos são responsáveis por 10% do faturamento da empresa. o custo da ordem de produção foi de: a) ( ) $ 52.( ) Na Produção Contínua.50 $25. b) ( ) $ 97. Com base nas informações da Indústria de Embalagens Mix Ltda. c) ( ) $ 121.000.000 $ 0. calcule o custo unitário de produção utilizando: • • o método do custeio por absorção.000. Sabendo-se que os custos indiretos de produção foram aplicados a uma taxa de35% sobre os custos diretos. Exercício 25. Os itens que compõem o custo de fabricação de 500. A empresa Gelada produz picolés.500.00.00. 3. ( ) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados. Numa ordem de produção utilizaram-se $90.000 $29. quando vendidas não recebem atribuição de custos.000 $ 15.00. Quantidade produzida – unidades Custos variáveis por unidade Materiais diretos Mão-de-obra direta.00 de matéria-prima e $60.500.00 de mão-de-obra direta.000 unidades são: Custos e despesas variáveis Custos e despesas fixos Preço de venda unitário 1) A margem de contribuição unitária é: 90 11. d) ( ) $ 202. para produzir cada unidade Custos fixos do período Exercício 26. ( ) Contabilmente os subprodutos são considerados como redução do custo de elaboração dos produtos principais.

Custos Variáveis por unidade: Enceradeiras Matéria-prima 29. são.D. A Cia.50 Material de embalagem 11.00 por mês e os vendedores.00 por unidade.a. é de: a. ( ) $ 0.000.428.10 2.300 Depreciação 128. por período. ( c.143 unidades c.000.200 Outros 49.11 ) $ 0. cujos preços de venda. ( ) $ 15.14 ) $ 0. ( ) 107.00 c.00. ( b. ( ) $ 100. ( d. recebem 10% de omissão sobre vendas.40 Aspiradores 32.500 unidades de cada.D. e que são necessárias 0.00 b.60 ) N. vendendo-os a $1.12 ) 500. ( ) $ 27.02 b.00 Exercício 27.225 horas para produzir um aspirador.00 b. e o volume de produção e de vendas cerca de 2.000.17 b. Sua estrutura de custos é a seguinte (em $): 1.95 horas para produzir uma enceradeira e 1.000. ( ) zero c. ( ) $ 30. qual seria o lucro líquido.700 Considerando que a empresa costuma apropriar os custos indiretos aos produtos pelo critério da proporcionalidade ao tempo de mão-de-obra direta. ( d. 5) Se fossem vendidas 300.000. ( ) $ 21.000 unidades 3) A receita total do ponto de equilíbrio é de: a. além dos salários já incluídos nos gastos fixos. pede-se calcular: a) o valor do lucro unitário de cada produto. Uma pequena loja de cartões postais compra uma centena de cartões por $40. 91 . ( ) $ 33.00 ) N. Os gastos fixos da loja são iguais a $1.000 unidades. líquidos de tributos. Custos indiretos (fixos) por período: Supervisão 65.60 43. ( 4) O lucro.000 unidades 2) O ponto equilíbrio é igual a: a.60 Mão-de-obra direta 28. no ponto de equilíbrio.000.428. ( ) $ 36. respectivamente.60 d. em média.000 unidades ) 150. ( ) 75.A. ( c. Tudolimp produz enceradeiras e aspiradores de pó. a. ( ) $ 0.00 18.A.000.00 d.000. ( ) $ 55. $ 125 e $ 213. ) $ 6. ( d. (a) Qual a margem de contribuição unitária da empresa? (b) Qual o ponto de equilíbrio mensal da empresa em unidades vendidas/ (c) e em reais? Exercício 28.

ele está querendo saber quais são os pontos de equilíbrios (contábil.65 por litro.20 0. Exercício 29.50 1. Produziu e vendeu em setembro o total de 110.. por unidade fabricada ($) Diretos – matérias-primas Diretos – mão-de-obra direta Outros custos variáveis indiretos Despesas variáveis de vendas.b) c) d) o valor do lucro bruto total de cada produto da empresa.000 92 . a TombaLevanta Ltda. d) Durante o mês de setembro. O valor da margem de contribuição total (MCT) de cada um. o preço de venda.) de cada produto.05 0. Recebeu de outro grande distribuidor uma oferta para a produção adicional de mais 60. Durante o mês. supondo que não havia estoques iniciais: a) Apure a margem de contribuição de cada unidade produzida e vendida. financeiro e econômico) de sua companhia. b) Apure a contribuição percentual de cada linha de produção para a recuperação dos custos e despesas fixas e para o lucro da empresa. Equilíbrio quer saber tudo o que se passa em sua empresa. Com base nas informações disponíveis da Indústria de Bebidas TombaLevanta Ltda. total no mês ($) Mão-de-obra indireta Depreciação Outros custos fixos Despesas fixas. Preço de venda por unidade $ 78. c) Durante o mês de setembro. A diretoria deveria ter aceitado a proposta? Fundamente sua resposta apurando o resultado antes e depois da nova proposta. os custos de produção e as despesas foram: Preço unitário de venda Custos variáveis. O valor da margem de contribuição unitária (MC/un. em valor unitário e em porcentagem. por unidade vendida Custos fixos.70 29. total no mês ($) Exercício 30.000 litros de refrigerantes.20 0.000 litros de vinho e 170.000 19.000 litros de vinho.35 0. e o cliente estava disposto a pagar $ 0.400 30. a TombaLevanta Ltda.000 litros de refrigerantes.. Vinho 4.90 0.15 O Sr.600 Refrigerante 0.600 70. A diretoria deveria ter aceitado a proposta? A Indústria de Bebidas TombaLevanta Ltda.15 0. e o cliente estava disposto a pagar $ 2.80 para cada litro.90 0. recebeu de uma grande distribuidor uma oferta para a produção adicional de mais 40. No momento.

total mensal Depreciação mensal (inclusa nos custos fixos) Depreciação mensal (inclusa nas despesas fixas) Exercício 32. total mensal Despesas variáveis. qual será o ponto de equilíbrio econômico. comissão igual a 2%.. As demais taxas associadas ao preço são iguais a 40%.000 6. Qual o valor da taxa de marcação que ela deve usar? Exercício 34. b) supondo que os futuros sócios precisam obter um empréstimo bancário de $1.500. despesas iguais a 25% e margem de lucro igual a 15%. Com base nas informações disponíveis: a) calcule o ponto de equilíbrio contábil. para cada aluno Custos fixos. por $1.000 Exercício 31.008. demais despesas e impostos. para cada aluno Despesas fixas. Trinta jovens amigos recém formados estão interessados em aplicar suas economias na compra de um colégio em um bairro de classe média de uma grande cidade.Custos/despesas variáveis 40% s/preço de venda Custos/despesas fixas $ 10. supondo o pagamento da primeira parcela de $60.200. que pagam uma mensalidade média de $450.000 93 .000 Resultado mínimo desejado $ 546. Gostariam de vender seus produtos com uma margem igual a 10%.000? c) supondo que os futuros sócios desejam obter um retorno de 15% ao mês sobre o capital investido.000 28.700 alunos de diversos cursos e horários. apure: • O custo padrão e real por unidade.00 por unidade.000 do empréstimo mais os juros de $60. Tomaram conhecimento que o Colégio Prático Futuro de Sucesso está a venda. à taxa de 5% ao mês de encargos financeiros.000 28 110. Uma loja de perfumes deseja aplicar um mark-up considerando ICMS igual a 18%.920. Com base nas informações da empresa Embalagens Mix Ltda. Qual deve ser o preço praticado? Exercício 33. Sabe-se que o custo variável da empresa é igual a $680. O colégio tem os seguintes custos e despesas por mês: $ Custos variáveis. As indústrias Pira-Pirou Ltda.000. qual será o ponto de equilíbrio financeiro no primeiro mês. 175 340.000. incluindo custos fixos.000 Depreciação (não inclusa valor acima) $ 1. Dispõe atualmente de 3.

segregando entre variações de materiais.100 6. Analise as variações dos custos indiretos de fabricação por unidade.250 5.300 5.050 5.00 4.000 3.050 6.00 Realizado Quantidade Preço 7.500 unidades $330. para produzir cada unidade Custos indiretos de fabricação Variáveis fixos Informações sobre o custo real do mês de março Volume de produção Materiais diretos.9 horas x $8.350 7. para o total da produção MOD. Custo padrão 10.70 $304.750 2.95 5. 94 .500 Informações sobre o custo padrão do mês de março Volume de produção Materiais diretos. para produzir cada unidade Custos indiretos de fabricação Fixos + Variáveis Exercício 35.90 4. para o total da produção MOD.000 no mês Custo real 10.20 $ 5 por hora mão-de-obra $120. Elas fabricam os mesmos produtos e apresentam os seguintes dados: Padrão Quantidade Preço Matéria-Prima B Filial 1 Filial 2 Mão-de-obra Filial 1 Filial 2 7.95 Pede-se: analise as duas filiais e indique qual foi menos eficiente.000 unidades $290.0 horas x $8. mãode-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 5. Um grupo de empresas terá de fechar uma de suas filiais (Sul ou Centro Oeste).• • Demonstre a variação.30 5.90 4.400 7.00 6. segregando em variações de volume e de custos.

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