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ESTADO DO AMAPÁ

POLÍCIA MILITAR
DI - EMG

PORTARIA Nº 006/DI, de 14 de dezembro de 2017.

Dispõe sobre arma de fogo,


coletes e munições na Polícia
Militar do Amapá e dá outras
providências.

O COMANDANTE GERAL DA POLÍCIA MILITAR DO AMAPÁ, no uso


das atribuições que lhe são conferidas pelo Decreto Governamental Nº 0015, de 03 de
janeiro de 2017, publicado no D.O.E nº 6352, de 03 de janeiro de 2017, e

CONSIDERANDO que a Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, alterada


pela Lei nº 10.867, de 12 de maio de 2004, pela Lei nº 10.884, de 17 de junho de
2004, pela Lei nº 11.501, de 11 de julho de 2007, pela Lei nº 11.706, de 19 de junho
de 2008, pela Lei nº 11.922, de 13 de abril de 2009, pela Lei nº 12.694, de 24 de julho
de 2012 e pela Lei nº 12.993, de 17 de junho de 2014, estabelece condições para o
registro, posse e comercialização de armas de fogo e munições, sobre o Sistema
Nacional de Armas – SINARM, sobre o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas –
SIGMA, define crimes e dá outras providências, sendo regulamentada pelo Decreto nº
5123, de 1º de julho de 2004, alterado pelo Decreto nº 6.146, de 3 de julho de 2007,
pelo Decreto nº 6.715, de 29 de dezembro de 2008 e pelo Decreto nº 6.817, de 07 de
abril de 2009.

CONSIDERANDO que o Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004, em seus


artigos 33, § 1º, 34, 35 e 37 estabelece a competência do Comandante Geral da Polícia
Militar para regular por meio de norma específica o porte de armas de fogo dos policiais
militares.

CONSIDERANDO a Portaria nº 2 – COLOG, de 10 de fevereiro de 2014,


que estabelece normas para a aquisição, o registro, o cadastro e a transferência de
propriedade de armas de uso restrito e a Portaria nº 967 – do Comando do EB, de 8
de ago/17, que autoriza aquisição de armas de calibre 9mm, por policial rodoviário
federal, policial ferroviário federal, policial civil, policial militar e bombeiro militar dos
estados e do Distrito Federal, e dá outras providências.

CONSIDERANDO o parecer do Departamento de Fiscalização de Produtos


Controlados - DFPC esclarecendo, com base na legislação vigente, que as armas de
fogo das Forças Auxiliares (Polícia Militar) são de competência do Sistema de
Gerenciamento Militar de Armas – SIGMA, bem como as demais que constem dos seus
registros próprios, sendo autorizada pelas instituições a aquisição, conforme consta na
legislação descrita no Documento Interno do Exército – DIEx nº 452-SFPC/Esc
Ter/EMG-CIRCULAR, de 07 OUT 16 e DIEx nº 5126-SecNor/DivRegulação/Gab
Subdir, de 29 SET 16.
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CONSIDERANDO o disposto no art. 119, XXIV, da Constituição do Estado


do Amapá, no art. 53, XIII da Lei Complementar nº 0084 de 07 de abril de 2014,
Estatuto dos Militares do Estado do Amapá, publicado no D.O.E nº 5688, de 07 de abril
de 2014.

RESOLVE:

Art. 1º Estabelecer os procedimentos a serem seguidos nos casos de registro,


porte, aquisição, transporte, transferência, carga pessoal, extravio, roubo e furto de
armas de fogo, coletes e munição:

I - pertencentes ao patrimônio da Polícia Militar do Amapá;


II - de uso permitido, adquiridas por integrantes da PMAP;
III - de uso restrito, adquiridas por integrantes da PMAP.

Art. 2º Para efeito desta norma e sua adequação, são adotados os conceitos
definidos no Anexo “J” desta Portaria.

CAPÍTULO I
DO REGISTRO E CADASTRO DE ARMA DE FOGO E COLETE BALÍSTICO

Art. 3º As armas de fogo de uso permitido e restrito pertencentes aos militares


ativos e inativos da PMAP serão registradas, nos termos do parágrafo único do art. 2º da
Lei nº 10.826/03, na própria Polícia Militar e as de uso restrito cadastradas na 8ª Região
Militar (8ª RM).

§1º Entende-se por registros próprios, para os fins desta portaria, aqueles
previstos para as Forças Armadas e Forças Auxiliares, feitos em documentos oficiais de
caráter permanente, inclusive, as armas particulares de seus integrantes. (Redação dada
pelo parágrafo único do artigo 2º da Lei nº 10.826/03 e pelo art. 3º do Decreto nº
5.123/04).

§2º A efetiva necessidade deverá ser comprovada, a cada cinco anos, junto à
Diretoria de Inteligência (DI), para fins de renovação do Certificado de Registro de
Arma de Fogo (CRAF).

Art. 4º O registro de armas de fogo e coletes balísticos dos integrantes da PMAP


é caracterizado pela publicação em Boletim Reservado (BR), por determinação do
Comandante Geral ou do Diretor de Inteligência (DI), após solicitação por escrito pelo
interessado e conterá os seguintes dados:

I - do interessado:
a) nome, filiação, data e local de nascimento;
b) endereço residencial;
c) número da cédula de identidade militar, data da expedição e órgão emissor;
d) número do Cadastro de Pessoa Física – CPF;
e) Posto/Graduação.

II - da arma de fogo:
a) número de série, espécie, marca, modelo e calibre;
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b) tipo de funcionamento, capacidade de cartuchos, quantidade e comprimento


do cano;
c) tipo de alma, quantidade de raias e acabamento;
d) fabricante e país de fabricação;
e) vendedor, nota fiscal e data de expedição (no caso de aquisição no comércio
local ou diretamente no fabricante).

III - do colete balístico:


a) número de série, marca e modelo;
b) material e nível;
c) tamanho, quantidade de camadas e cor;
d) fabricante e país de fabricação;
e) vendedor, nota fiscal e data de expedição (no caso de aquisição no comércio
local ou diretamente no fabricante).

Art. 5º O cadastro de arma de fogo e coletes balísticos dos integrantes da PMAP


é realizado por determinação do Comandante Geral ou do Diretor da DI, mediante:

I - inserção no Sistema de Controle de Coletes, Armas e Munições (SICCAM),


para fins de controle interno;
II - inserção no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA), com
exceção dos coletes balísticos e munições, destinado a controle externo;
III - expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo, quando se tratar de
arma de fogo;
IV - expedição do Certificado de Registro de Colete Balístico (CRCB), quando
se tratar de coletes balísticos.

§1º O modelo de espelho do CRAF e do CRCB são os constantes,


respectivamente, no Anexo “A” e “F” desta portaria.

§2º O cadastramento no SIGMA das armas de fogo particular e institucional de


uso restrito e permitido, por força de Lei, de competência do Exército Brasileiro, poderá
ser feito por intermédio da PMAP no Comando Militar do Exército responsável no
âmbito do Estado do Amapá. Policiais Militares devidamente cadastrados e autorizados
pelo Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados – DFPC farão a inserção
desses dados.

§3º A DI fará o cadastro de uso pessoal e a Diretoria de Logística (DL) fará o


cadastro de uso institucional.

§4º O militar colecionador, atirador ou caçador deverá registrar sua arma no


Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 8ª Região Militar (SFPC/8ª RM), a
qual será cadastrada no SIGMA, e deverá encaminhar cópia do registro, via cadeia de
comando, para publicação em Boletim Reservado (BR), para controle da DI.

§5º As alterações de características (calibre, comprimento do cano, capacidade


e/ou acabamento) das armas de fogo de propriedade de militares, procedida com a
devida autorização do SFPC/8ª RM (a ser obtida pessoalmente pelo interessado), deve
ser publicada em BR para controle da DI.

§6º A aquisição de armas e munições por militares que sejam caçadores,


colecionadores e atiradores obedecerá às regras estabelecidas pelo Comando do
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Exército, especialmente pela Portaria nº 51 - COLOG, de 08/09/15 e pela Portaria nº 28


- COLOG, de 14/03/17.

Art. 6º O Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), com validade em


todo território nacional, autoriza o policial militar a manter a arma de fogo
exclusivamente no interior de sua residência ou dependência desta, ou ainda, no interior
da sua OPM, para os militares da ativa.

CAPÍTULO II
DA CASSAÇÃO DO REGISTRO

Art. 7º O militar terá o seu registro de arma de fogo cassado no SIGMA e na DI


quando:

I - do falecimento;
II - da perda do posto ou patente;
III - da demissão, exclusão ou exoneração;
IV - da reforma por incapacidade mental ou física por doença que possa implicar
em impedimentos para o manuseio de arma de fogo;
V - sendo militar reformado ou da reserva remunerada, não se submeter à
avaliação de saúde ou nela obter parecer desfavorável à manutenção da posse de arma
de fogo;
VI - da deserção, ausência ou extravio;
VII - da interdição judicial.

§1º Serão adotados, pela DI, os seguintes procedimentos para a cassação do


registro de arma de fogo:

I - notificar o proprietário, o representante legal ou o administrador da herança,


conforme o caso, sobre a obrigatoriedade de recolhimento do CRAF e da arma de fogo a
OPM de origem do militar ou mais próxima de sua residência, até que a situação seja
regularizada;
II - providenciar a cassação do CRAF, com a devida publicação em BR, para fins
de alteração do cadastro da arma junto ao SIGMA;
III - não sendo possível recolher a arma e o CRAF, a DI fará as alterações do
cadastro no SIGMA.

§2º Para fins de regularização pelo interessado, a arma de fogo recolhida a OPM,
será acautelada pelo prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias, findo os quais, ela será
enviada, por intermédio da DI, ao EB para destruição.

§3º A DI expedirá certidão de origem da arma de fogo, para fins de regularização


na PF ou no EB, seja a arma de uso permitido ou restrito, conforme Anexo “I” desta
portaria.

§4º O administrador da herança ou o representante legal deverá providenciar a


regularização da arma, mediante alvará judicial ou autorização firmada por todos os
herdeiros, desde que maiores e capazes, aplicando-se ao herdeiro ou interessado na
aquisição, as disposições legais cabíveis.

§5º Após regularizada, a arma de fogo somente poderá ser retirada se


apresentados o CRAF e o Porte ou o CRAF e a Guia de Trânsito.
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§6º Excepcionalmente, atendendo ao pedido fundamentado do interessado, a DI


poderá prorrogar o prazo de que trata o § 2º deste artigo.

§7º Quando do recolhimento da arma de fogo a OPM, será lavrado o Termo de


Recolhimento, conforme Anexo “E” desta portaria.

§8º A DI será responsável pela destruição do CRAF cassado.

§9º O militar que se enquadrar nas situações previstas no art. 30, poderá ter seu
CRAF suspenso e sua arma de fogo recolhida à sua OPM, preventivamente, enquanto
perdurar a situação, a critério da DI.

Art. 8º O militar agregado, em outras situações não previstas nesta portaria,


permanecerá com o CRAF e, caso venha a ser excluído da PMAP, aplicar-se-á a ele o
disposto no artigo anterior.

CAPÍTULO III
DO PORTE DE ARMA DE FOGO

Art. 9º O porte de arma de fogo (PAF) é deferido ao policial militar do Estado


do Amapá em razão de suas funções institucionais, com amparo no disposto §1º do art.
6º da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, alterada pela Lei nº 11.706, de 19 de
junho de 2008 c/c §1º do art. 33 do Decreto nº 5.123, de 01 de julho de 2004, com
validade em âmbito nacional, observando-se as seguintes condições:

I - quanto ao armamento:
a) quando de porte, municiada ou não, deverá ser conduzida junto ao corpo,
devidamente dissimulada, de forma que não seja visível nem possível sua detecção sob
a roupa a olho nu;
b) quando portátil, deverá transportar, em bolsa, mala ou pacote devidamente
dissimulado, de forma que não seja visível nem possível sua detecção a olho nu.

II - quanto à documentação:
a) quando de serviço com arma da PMAP, deverá portar identidade funcional;
b) quando de folga com arma da PMAP, deverá portar identidade funcional,
autorização de carga, conforme Anexo “B” desta portaria;
c) quando de serviço ou de folga com arma particular, deverá portar identidade
funcional, registro e porte de arma de fogo.
§1º O Porte de Arma de Fogo é pessoal, intransferível e revogável a qualquer
tempo, sendo válido apenas com relação à arma nele especificada e com a apresentação
da identidade funcional. (Redação dada pelo art. 24 do Decreto nº 5.123/04).
§2º A efetiva necessidade deverá ser comprovada, a cada cinco anos para
oficiais e praças, junto à DI, para fins de renovação do PAF.
§3º Não se aplicam as condições previstas no inciso I, “a” e “b”, quando de
serviço fardado.

Art. 10 A autorização para portar arma de fogo de propriedade particular é


concedida, aos oficiais e as praças, pelo Comandante Geral e por delegação, do Diretor
da DI e será inserida no CRAF, conforme modelo constate no Anexo “A” desta portaria.
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Parágrafo único. As autorizações mencionadas no caput deste artigo podem ser


revogadas ou suspensas a qualquer tempo, a juízo da autoridade que as emitiu.

Art. 11 Não será concedido ou será revogado o porte de arma de fogo do


policial militar nas seguintes situações:

I - não esteja, no mínimo, no comportamento BOM.


II - esteja submetido a Conselho de Justificação ou Disciplina.
III - tenha requerido demissão ou licenciamento.
IV - for condenado, por sentença transitada em julgado, a pena privativa de
liberdade ou que implique afastamento ou suspensão do exercício de função, cumprindo
pena ou afastado de função por decisão judicial, enquanto perdurar essa situação;
V - estiver sob prescrição médica de proibição pela Junta Pericial de Saúde - JPS
- ou recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo pelo setor psicossocial, no
período em que perdurar essa situação;
VI - tenha parecer desfavorável do Centro Psicossocial da PMAP.
VII - estiver em processo de interdição judicial;
VIII - for surpreendido portando arma de fogo em atividade extraprofissional,
relacionada à atividade de segurança privada ou afim, independentemente das medidas
disciplinares cabíveis ao caso;
IX - for surpreendido portando arma de fogo, em serviço ou em trânsito, com
sintomas de estar alcoolizado ou sob efeito de substância entorpecente;
X - tenha sido punido definitivamente, nos últimos 2 (dois) anos, por
transgressão disciplinar cujo fato evidencie a utilização indevida de arma de fogo;
XI - for Aluno Oficial, antes de completar 1 (um) ano de efetivo serviço,
contado a partir da data de ingresso na PMAP, exceto aquele que já pertencia ao Quadro
Organizacional (QO) da PMAP;
XII - for Soldado PM 2ª Classe ou aluno soldado.

§1º O policial militar ou seu curador deverá ser cientificado, por escrito, a
respeito da situação impeditiva, devendo constar o período de impedimento no
documento.

§2º O indeferimento ou revogação do porte de arma de fogo serão registrados


com a publicação em Boletim Reservado.

§3º As OPMs deverão comunicar a DI as modificações de comportamento do


policial militar para situação inferior a BOM.

§4º Nas situações previstas nos incisos VIII e IX do caput, o porte de arma de
fogo do militar poderá ser suspenso, pela DI, por até 2 (dois) anos, por ato motivado,
sem prejuízo de outras medidas legais pertinentes.

§5º O militar que tiver o porte de arma de fogo suspenso não poderá trabalhar em
serviços operacionais que exijam o porte, devendo ser empregado, preferencialmente,
na administração, enquanto durar a restrição.

§6º O militar que tiver o porte de arma de fogo suspenso terá seu PAF restituído
ao término da suspensão.
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Art. 12 O policial militar fora de serviço poderá portar arma de fogo em locais
onde haja aglomeração de pessoas em virtude de evento de qualquer natureza e deverá
obedecer as seguintes normas gerais, além de outras previstas em normas específicas:

I - não conduzir a arma de fogo ostensivamente;


II - cientificar o policiamento no local, se houver, fornecendo nome, posto ou
graduação, OPM em que serve e a identificação da arma de fogo;
III - não havendo policiamento no local, mas existindo trabalho de segurança
privada, o militar deve identificar-se para o chefe dessa segurança, quando exigido,
cientificando-o de que está portando arma de fogo.

Art. 13 Os integrantes da Polícia Militar transferidos para a reserva remunerada


ou reformados, desde que não seja em decorrência de alienação mental, para
conservarem a autorização de porte ou aquisição de arma de fogo de sua propriedade,
deverão submeter-se, a cada cinco anos, a avaliação de aptidão psicológica para o
manuseio de arma de fogo, atestada em laudo conclusivo fornecido por psicólogo
credenciado, podendo ser renovado, se atendidas as condições previstas nesta portaria.

Parágrafo único. No ato de sua transferência para a reserva remunerada, o


militar que preencher os requisitos para o porte ou o registro de arma de fogo, deverá
apresentar nova carteira de identidade militar, com a sigla RR, para fins de expedição do
novo PAF e novo CRAF, com validade de 05 (cinco) anos, não sendo necessária a
avaliação psicológica prevista no caput deste artigo.

Seção I
Da cassação e suspensão do porte

Art. 14 O militar terá o porte de arma de fogo cassado quando se enquadrar nas
situações previstas nos incisos de I a VII do art. 7º e quando:

I - existir parecer de saúde no sentido de restrição definitiva para o porte de


arma de fogo, devidamente homologado pela Junta Pericial de Saúde (JPS);
II - for reformado disciplinarmente;
III - tiver sido dispensado, durante o serviço ativo, do uso e manuseio de
armamento, por mais de dois anos continuamente ou alternadamente, nos últimos cinco
anos anteriores à reforma;
IV - tenha contribuído, dolosamente, para o extravio de arma de fogo que se
encontrava sob sua responsabilidade.
Seção II
Da autorização de carga pessoal de arma de fogo pertencente ao patrimônio da
PMAP

Art. 15 O Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe de OPM poderá


autorizar a carga pessoal de arma de fogo, pertencente ao patrimônio da PMAP, até o
prazo máximo de 6 (seis) meses, em casos extraordinários:

I - para cumprimento de missão institucional;


II - para uso particular, somente arma de porte, mediante solicitação
fundamentada do policial militar.
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§1º A carga pessoal de arma de fogo somente se concretizará quando o policial


militar assinar Termo de Responsabilidade, juntamente com 02 (duas) testemunhas,
conforme Anexo “D” desta portaria.

§2º O policial militar detentor de arma de fogo pertencente à PMAP deverá


submetê-la a manutenção de primeiro escalão, zelar por sua conservação, bem como,
responsabilizar-se por sua guarda.

§3º O modelo de espelho da autorização de carga pessoal é o constante no


Anexo “B” desta portaria.

Art. 16 Não será concedida, para uso particular, autorização de carga pessoal de
arma de fogo ao policial militar que:

I - for proprietário de arma de fogo de porte que possa suprir sua necessidade,
salvo pertença ao serviço de inteligência da PMAP;
II - encontrar-se no comportamento “Mau”.

Art. 17 Será revogada a autorização, para uso particular, de carga pessoal de


arma de fogo:

I - pelo período em que perdurar proibição ou restrição médica, psicológica ou


psiquiátrica quanto ao uso de arma de fogo;
II - pelo período em que perdurar apuração de roubo, furto ou extravio da arma
de fogo que se encontrava sob sua responsabilidade;
III - do policial militar que disparar arma de fogo por descuido ou sem
necessidade;
IV - quando ingressar no comportamento “Mau”.

Art. 18 Será revogada, em caráter definitivo, a autorização, para uso particular,


de carga pessoal de arma de fogo concedida ao policial militar que:

I - adquirir arma de fogo de porte;


II - tiver arma de fogo da PMAP extraviada por perda, furto, roubo ou disparar
arma de fogo por descuido ou sem necessidade e após apuração dos fatos seja
constatado ter havido, por parte do policial militar, imperícia, imprudência ou
negligência;
III - for surpreendido portando-a em atividade extraprofissional;
IV - for surpreendido portando arma de fogo, de serviço, de folga ou em trânsito,
alcoolizado ou embriagado com qualquer bebida alcoólica ou substância entorpecente.

Art. 19 Somente será concedida autorização para carga pessoal de arma de fogo
pertencente ao patrimônio da PMAP fora dos limites territoriais do Estado do Amapá,
para fins de serviço policial militar ou em trânsito, mediante autorização do
Comandante de cada Unidade da PMAP.

Parágrafo único. O trânsito compreende todas as demais situações em que o


policial militar não esteja exercendo funções institucionais.

Art. 20 É vedada a autorização de carga pessoal de arma de fogo pertencente ao


patrimônio da PMAP ao policial militar inativo.
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Art. 21 O policial militar, movimentado de OPM, deverá efetuar a devolução do


armamento a reserva de armas de origem, podendo formular novo pedido de autorização
para carga pessoal de arma de fogo ao Comandante da OPM de destino.

Seção III
Do uso de arma de fogo particular em serviço

Art. 22 O Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe de OPM poderá


autorizar o policial militar a utilizar em serviço, arma de fogo de sua propriedade, de
porte de uso permitido ou restrito, em substituição à arma da PMAP e/ou como arma
sobressalente, a qual deverá ser publicada em Boletim Interno e deverá usar
obrigatoriamente munições da Polícia Militar, nas quantidades estabelecidas pela OPM.

§1º A autorização para emprego no serviço operacional de arma de fogo de


porte, pertencente ao policial militar, deverá constar em relatório próprio de serviço da
OPM.

§2º Para autorização do uso de arma de fogo particular em serviço, os


Comandantes de Unidade deverão atentar para a correspondência quanto à permissão de
calibres em uso na PMAP, obstando o uso de armas obsoletas.

§3º O policial militar que utilizar arma particular em serviço deverá,


expressamente, acusar ciência da necessidade de apresentação dessa arma, quando do
envolvimento em ocorrência policial.

§4º A munição pertencente ao patrimônio da Polícia Militar somente poderá ser


usada em armas particulares durante a realização de serviços de natureza policial
militar, conforme o caput deste artigo.

§5º As providências para liberação de arma particular utilizada em serviço,


envolvida em ocorrência policial, bem como as despesas decorrentes de danos, extravio,
etc., que sucederem-se com a mesma, ficará por conta do proprietário.

Seção IV
Do porte de trânsito de armas de fogo (guia de trânsito)

Art. 23 Porte de trânsito é a autorização para que o policial militar proprietário


de arma de fogo portátil, em caso de mudança de domicílio, movimentação ou outra
situação que implique no transporte da arma, possa transportá-la para o local de destino,
no prazo nele descrito, devidamente acondicionada em bolsa, mala ou pacote. É
concedido através do documento chamado Guia de Trânsito, modelo constante do
Anexo “C” desta portaria.

§1º A autorização para transporte de arma de fogo de uso permitido ou restrito,


pertencente à instituição, para outra unidade da federação, será expedida pela Diretoria
de Logística, cabendo também aos Comandantes dos Gabinetes Militares e do Gabinete
de Segurança Institucional (GSI) a emissão da autorização e guia de trânsito das armas
de porte que estão sob sua responsabilidade, conforme os Anexos “B” e “C” desta
portaria.

§2º A autorização para transporte de arma de fogo portátil de uso permitido,


pertencente a policial militar, devidamente registrada, dentro dos limites territoriais do
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Estado do Amapá, será expedida pela DI, Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe
da OPM do policial militar.

§3º O transporte de arma de fogo portátil, devidamente registrada, pertencente a


policial militar, em outra unidade da federação, fica condicionado à expedição de
respectiva guia de trânsito pela DI, conforme Anexo “C” desta portaria.

§4º O transporte de armamento pertencente à PMAP deve ser realizado de


acordo com o Plano de Segurança da respectiva OPM, prevendo-se, inclusive, escolta
armada, a ser definida em função da quantidade e característica das armas a serem
transportadas.

Seção V
Do embarque de armas de fogo em aeronaves

Art. 24 O embarque de policial militar ativo ou inativo com arma de fogo em


aeronaves e embarcações civis e comerciais que efetuem transporte público, obedecerá
às normas instituídas pelos órgãos mencionados no art. 48 do Decreto Federal nº
5.123/04.

Seção VI
Do uso de colete balístico particular em serviço

Art. 25 O Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe de OPM, poderá


autorizar o policial militar a utilizar em serviço colete balístico de sua propriedade,
desde que o nível de proteção balística seja igual ou superior ao adotado pela
Instituição, nos padrões de apresentação pessoal da PMAP.

§1º O policial militar, de folga ou de serviço, ao utilizar colete balístico


particular, deverá portar o Certificado de Propriedade de Colete Balístico e a Cédula de
Identidade Funcional.
§2º O extravio ou dano de colete balístico particular utilizado em serviço ficará
por conta do proprietário.

CAPITULO IV
DA AQUISIÇÃO DE ARMAS DE FOGO, COLETES E MUNIÇÕES

Seção I
Da permissão para aquisição

Art. 26 Os policiais militares somente poderão adquirir armas de fogo


devidamente autorizadas pelo Comandante Geral ou autoridade por ele delegada.

§1º No pedido de autorização deverá ser especificado o calibre e marca da arma


de fogo a ser adquirida, bem como outras exigências estabelecidas por órgão
fiscalizador competente e será juntado:

I - certidão, expedida pela Corregedoria Geral, informando a situação


administrativa e judicial do policial militar;
II - parecer favorável do Comandante da Unidade, quando na atividade, através
de requerimento conforme Anexo “G” desta portaria;
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III - parecer favorável da Diretoria de Inativos, quando na inatividade, conforme


Anexo “G” desta portaria;
IV - laudo conclusivo de avaliação de aptidão psicológica para manuseio de
arma de fogo fornecido por psicólogo credenciado, quando na inatividade;
V - cópias do comprovante de residência e do RGM;
VI - não estiver nas condições previstas do art. 30, V, desta portaria.

§ 2º Está dispensado da comprovação do requisito a que se refere o inciso IV do


caput o interessado em adquirir arma de fogo de uso permitido ou restrito que comprove
estar autorizado a portar arma da mesma espécie daquela a ser adquirida, desde que o
porte de arma de fogo esteja válido e o interessado tenha se submetido a avaliações em
período não superior a um ano, contado do pedido de aquisição. (Redação dada pelo §6º
do art. 12 do Decreto nº 5.123/04).

Art. 27 A autorização para aquisição de munição e colete balístico será


requerida junto à DI, que no ato de concessão deverá observar, em relação a quantidade,
Portaria do Ministério da Defesa, conforme institui o art. 21, §2º do Decreto nº
5.123/2004.

Art. 28 Ao assinar o pedido de autorização para aquisição de arma de fogo,


munições ou colete balístico, o policial militar deverá formalizar, também, o seu pleno
conhecimento do contido nesta portaria.

Art. 29 A autorização para aquisição, no comércio local, de arma de fogo,


munições e colete balístico terá validade de 45 (quarenta e cinco) dias, a contar da data
de expedição e somente para a quantidade de produto nela especificado.

Seção II
Dos impedimentos para aquisição

Art. 30 Não será concedida autorização para aquisição de arma de fogo,


munições e colete balístico ao policial militar nas seguintes situações:

I - não esteja, no mínimo, no comportamento BOM;


II - esteja submetido a Conselho de Justificação ou Disciplina;
III - tenha requerido demissão ou licenciamento;
IV - esteja cumprindo pena privativa de liberdade, por sentença transitada em
julgado, ou preso à disposição da Justiça, enquanto perdurar essa situação;
V - estiver sob prescrição médica de proibição pela JPS ou recomendação
restritiva quanto ao uso de arma de fogo, pelo Setor Psicossocial, no período em que
perdurar essa situação;
VI - aluno Oficial, durante a formação, exceto aquele que já pertencia ao Quadro
Organizacional (QO) da PMAP;
VII - soldado PM 2ª Classe;
VIII - encontrar-se afastado do exercício de função, por decisão judicial,
enquanto perdurar essa situação;
IX - ter sido punido definitivamente, nos últimos 2 (dois) anos, por transgressão
disciplinar cujo fato evidencie a utilização indevida de arma de fogo;
X - estar submetido a processo administrativo de natureza demissionária ou com
vistas à exoneração;
XI - estar curatelado ou interditado judicialmente;
XII - encontrar-se na situação de desertor;
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XIII - tenha contribuído, dolosamente, para o extravio de arma de fogo que se


encontrava sob sua responsabilidade.

§1º Não é necessária a avaliação de saúde do militar da ativa para a obtenção de


autorização.

§2º As OPMs, Diretorias e demais Unidades da PMAP, deverão, sob pena de


incorrer em transgressão disciplinar, informar imediatamente à DI os policiais militares
que estejam classificados nos comportamentos “INSUFICIENTE” ou “MAU” para
devida suspensão do porte de arma de fogo.

§3° A DSAU e o Centro Psicossocial da PMAP deverão encaminhar à DI, a


relação de policiais militares que se encontrem sob prescrição médica de proibição ou
recomendação restritiva quanto ao uso de arma de fogo, bem como o período em que
perdurar essa situação.

Art. 31 Não será deferida a autorização para a aquisição de arma de fogo,


munição ou colete balístico ao militar da reserva remunerada e ao reformado que se
encontrar nas seguintes situações:

I - se enquadrar no disposto nos incisos II, IV, V, IX, X, XI e XIII do caput do


art. 30 desta portaria;
II - ter sido reformado por invalidez, doença mental ou outra patologia
incompatível com a aquisição, manutenção de porte ou com a posse de arma de fogo;
III - ter sido dispensado definitivamente, durante o serviço ativo, por doença
mental;
IV - estiver submetido a processo administrativo-disciplinar com vistas à perda
do posto ou da graduação.
§1º O militar da reserva remunerada e o reformado será avaliado por psicólogo
credenciado para obter a autorização para aquisição de arma de fogo.

Seção III
Da aquisição

Art. 32 O policial militar, respeitado o limite de 6 (seis) armas de fogo de uso


permitido e 2 (duas) de uso restrito poderá ter a posse de:

I - duas armas de porte de uso restrito (Art. 2º da Portaria nº 02 - COLOG/2014


c/c Art. 1º da Portaria nº 967 - Comando do EB, de 8 de ago/17);
II - duas armas de porte de uso permitido;
III - duas armas de caça de alma raiada;
IV - duas armas de caça de alma lisa.

§ 1° O Oficial, Sub Ten e Sgt somente poderão adquirir, a cada 02 (dois) anos,
até 03 (três) armas de fogo de uso permitido, sendo uma de porte, uma de caça de alma
raiada e uma de caça de alma lisa. (Art. 152, § 6º I do R-105).

§ 2° Os Cabos e Soldados podem adquirir na indústria nacional, 01 (uma) arma


de porte de uso permitido, com dois ou mais anos na Corporação, e que tenham, no
mínimo, comportamento bom, para uso exclusivo em sua segurança pessoal, a critério
do Comandante Geral. (Item 1., Portaria 234-MinEx-10Mar89).
13

Art. 33 A aquisição de arma de fogo, observado o disposto no art. 26 desta


portaria, realizar-se-á da seguinte forma:

I - através da Corporação, diretamente da indústria, precedida de autorização do


Comando do Exército;
II - diretamente no comércio especializado;
III - por transferência de propriedade, por qualquer das formas em direito
admitidas.

Art. 34 O policial militar que tiver sua arma de fogo extraviada por furto, roubo,
perda, somente poderá adquirir nova arma:

I - de uso restrito, depois de solução de procedimento investigatório por parte da


Corregedoria, que ateste não ter havido, imperícia, imprudência ou negligência, bem
como indício de cometimento de crime, caso contrário, o policial militar não poderá
mais adquirir outra arma de uso restrito. (Art. 13 da Portaria nº 2 - COLOG/2014).

II - de uso permitido, após, decorridos dois anos do registro da ocorrência do


fato em órgão da policia judiciária ou a qualquer tempo, depois de solução de
procedimento investigatório por parte da Corregedoria, que ateste não ter havido,
imperícia, imprudência ou negligência. (Art. 42 da Portaria nº 36-DMB/1999).

§1º Nos casos em que houver indícios de cometimento de crime doloso, o militar
somente poderá adquirir arma de fogo após o período de 05 (cinco) anos.

§2º De uso permitido ou restrito, após, decorridos 02 (dois) anos para o militar
que, reiteradamente, perder, desencaminhar, transviar ou apresentar qualquer outra
forma de extravio da arma de fogo.

§3º Ocorrendo extravio, por roubo, furto ou perda de arma de fogo, pertencente a
militar, este deverá providenciar a lavratura de Boletim Ocorrência e comunicar o fato à
DI.

§4º Caso a arma de fogo de uso restrito e/ou CRAF sejam localizados, os
mesmos procedimentos descritos no inciso I do caput devem ser realizados.

§5º A DI fará publicação da ocorrência em BR e encaminhará as informações de


extravio para cadastro no SIGMA.

§6º O CRAF permanecerá arquivado na DI, até a expiração do prazo de validade,


findo os quais será destruído, e somente será renovado, se a arma for recuperada e
apresentada na DI.

Art. 35 A aquisição de munição ficará limitada ao calibre correspondente à (s)


arma (s) registrada (s).

Parágrafo único. A quantidade de munições a serem adquiridas pelos militares


da PMAP para sua utilização será estabelecida pelo Comandante Geral ou Diretor da
DI, atendendo os limites da legislação vigente, conforme a Portaria nº 012 – COLOG de
26 de agosto de 2009.
14

Art. 36 A aquisição de colete balístico, na indústria ou no comércio, será de 2


(dois) exemplares por militar, podendo este realizar nova aquisição somente no último
ano de validade do colete em uso ou após 1 (um) ano da aquisição, se o militar tiver
feito sua transferência a outro militar dentro das formalidades legais junto à DI.

§1º A entrega de um novo colete balístico dentro dos limites fixados neste artigo,
ficará condicionada ao recolhimento do vencido à DL, que se encarregará das
providências para destruição.

§2º A DL estabelecerá as regras para recolhimento e destruição dos coletes


balísticos de propriedade dos militares que estejam com a validade vencida.

§3º O militar que teve seu colete balístico extraviado ou danificado poderá
requerer nova autorização de aquisição, aplicando-se o disposto no § 1º conforme o
caso.

Seção IV
Das formalidades para aquisição no comércio especializado

Art. 37 O policial militar para adquirir arma de fogo, munições e colete balístico
no comércio deve seguir as seguintes formalidades:

I - pedido de autorização, por intermédio de requerimento dirigido ao


Comandante Geral ou autoridade por ele delegada, respeitado a ordem hierárquica,
conforme modelo constante do Anexo “G”, observado o disposto do §1º do art. 26 desta
portaria;
II - concedida a autorização, deve apresentá-la ao vendedor juntamente com sua
Cédula de Identidade Funcional e, na compra de munição, Certificado de Registro de
Arma de Fogo.

§1º Na aquisição de arma de fogo e/ou colete balístico, realizada a compra, de


posse da nota fiscal, o adquirente deverá providenciar o registro junto à DI.

§2º O policial militar somente tomará posse da arma de fogo e/ou colete
balístico após a expedição, respectivamente, do Certificado de Registro de Arma de
Fogo e Certificado de Registro de Colete Balístico.

§3º Para a retirada da arma de fogo, o adquirente comparecerá ao


estabelecimento comercial e apresentará o CRAF.

Seção V
Das formalidades para aquisição na indústria

Art. 38 A aquisição de arma de fogo, munições ou colete balístico diretamente


na indústria, dar-se-á somente pela DI, conforme período estabelecido no Anexo “H”
desta portaria, mediante autorização do Comando do Exército.

Art. 39 O pedido de aquisição de arma de fogo na indústria obedecerá ao


disposto do §1º do art. 26 desta portaria.

Art. 40 Caso seja autorizada a aquisição, obedecidas às exigências desta


portaria, a DI elaborará a relação a que se refere o Anexo XXVII do Regulamento para
15

Fiscalização de Produtos Controlados (R-105).

Art. 41 A DI preparará expediente a ser assinado pelo Comandante Geral, o qual


solicitará autorização para aquisição de arma, munição ou colete balístico ao
Comandante da 8ª Região Militar (8ª RM), com 6 (seis) vias do Anexo XXVII do R-
105, sendo que 4 (quatro) vias seguirão com o expediente.

Art. 42 Autorizada as aquisições, os entendimentos para pagamento processar-


se-ão diretamente entre a indústria ou seu representante legal e os interessados.

Art. 43 As armas de fogo e coletes balísticos adquiridos serão entregues, pela


indústria, na DI.

Art. 44 O policial militar somente receberá a arma ou o colete balístico após o


registro e a expedição das devidas documentações pela DI.

Art. 45 Toda arma de fogo ou colete balístico adquiridos por policial militar e
não retirada, decorridos 6 (seis) meses após expedição do CRAF, ou no caso de
falecimento do adquirente, serão adotadas as seguintes providências:

I - cancelamento do CRAF;
II - se a arma de fogo não tiver sido totalmente paga, será devolvida à indústria
para reinclusão no seu estoque;
III - se a arma de fogo tiver sido quitada, será recolhida ao EB, para destruição
prescrita na Portaria Ministerial que regula o destino de armas, munições, explosivo e
petrechos apreendidos, excedentes, obsoletos ou imprestáveis;
IV - se a arma de fogo tiver sido quitada e o adquirente houver falecido, aplica-
se o disposto nos §§ 2º a 6º, do art. 7º ou, na impossibilidade, o seu recolhimento ao EB,
para destruição.

Parágrafo único. No caso previsto no inciso II do caput, as providências para a


devolução dos valores efetivamente pagos serão de responsabilidade do adquirente,
herdeiro ou representante legal, junto à indústria .

Seção VI
Da aquisição de arma de fogo de uso restrito

Art. 46 Compete ao Comando do Exército autorizar a aquisição e cadastrar as


armas de fogo de uso restrito.

§1º As armas de que trata o caput serão registradas em Boletim Reservado da


PMAP, e posteriormente informadas à 8º RM para cadastramento no SIGMA, feito
através da DI, no Comando Militar do Exército responsável no âmbito do Estado do
Amapá, por policiais militares devidamente cadastrados e autorizados pelo
Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados - DFPC.

Seção VII
Da transferência de arma de fogo

Art. 47 Será autorizada a transferência de propriedade de arma de fogo de


policiais militares para policiais militares, de policiais militares de outras organizações e
vice-versa, de policiais militares para policiais de outros órgãos civis e vice-versa, e de
16

policiais militares para civis e vice-versa, após análise e autorização do SINARM ou


SIGMA, conforme preconiza a Lei nº 10.826/2003, o Decreto nº 5.123/2004 e a Portaria
nº 2 - COLOG/2014.

Art. 48. No caso de interdição ou falecimento de policial militar proprietário de


arma de fogo, sua arma deverá ser entregue, na reserva de armas da OPM de origem ou
a mais próxima de sua residência, a OPM expedirá o Termo de Recolhimento de Arma
de Fogo, cientificando o curador ou administrador da herança do prazo para a
transferência e regularização junto ao SINARM ou SIGMA, conforme o Anexo “E”
desta portaria.

§1º O curador ou o administrador da herança que não tenha feito a doação ou a


transferência da propriedade no prazo de 06 (seis) meses terá o recolhimento da arma à
Polícia Federal ou EB, para destruição nos termos do art. 31 da Lei nº 10.826/2003.
(Art. 14 da Portaria nº 2 - COLOG/2014).

§2º O curador ou administrador da herança, para transferência de arma de fogo


deverá apresentar, cópia dos seguintes documentos: certidão de casamento, ou
declaração de união estável ou declaração firmada em cartório que comprove a união ou
a relação matrimonial, CRAF, RG, comprovante de endereço, certidão de óbito, alvará
judicial ou autorização firmada por todos os herdeiros, desde que maiores e capazes,
aplicando-se ao herdeiro ou interessado na aquisição o disposto no art. 12 do Decreto nº
5.123/2004.

§3º A DI comunicará ao Comando da 8º RM, para devidas alterações no


SIGMA, conforme o caso, a interdição ou morte do policial militar proprietário de arma
de fogo.

§4º Se o adquirente for policial militar, ficarão dispensados do disposto no art.


12 do Decreto nº 5.123/2004, devendo observar o disposto no art. 26 desta portaria.

Art. 49 O policial militar deverá observar os seguintes prazos para transferência


de propriedade de arma de fogo:

I - comprada diretamente na indústria:


a) de uso restrito, a partir de 01 (um) ano da aquisição;
b) de uso permitido, 04 (quatro) anos, salvo no caso de cassação ou
cancelamento de Certificado de Registro. (Art. 44 da Portaria nº 36-DMB, de 09/12/99).
II - adquiridas no comércio, por importação ou por transferência de pessoa a
pessoa, poderá ser feito a partir de 01 (um) ano da aquisição.

Art. 50 O policial militar adquirente da arma de fogo por transferência, além do


disposto no art. 26 e do art. 37 desta portaria, apresentará na DI:

I - original e cópia do termo de doação ou instrumento de transferência,


autenticado em cartório;
II - original e cópia do Certificado de Registro da Arma de Fogo adquirida.

§1º Deferido o pedido, a transferência da arma de fogo será registrada na PMAP


e comunicada à 8º RM para as devidas alterações junto ao SIGMA.
17

§2º O policial militar adquirente somente deverá tomar posse da arma de fogo
após expedição do CRAF, constando seu nome como proprietário.

Seção VIII
Procedimentos para transferência de arma de fogo

Art. 51 A transferência de arma de fogo exige os seguintes procedimentos:

I - entre policiais militares.


a) o proprietário da arma de fogo deverá requerer autorização para transferência,
citando todas as características da arma, ao Comandante Geral ou diretor da DI,
anexando ao seu requerimento a cópia do documento comprobatório da propriedade da
arma, do CRAF e o pedido de autorização para aquisição de arma de fogo por
transferência firmado pelo interessado, observando-se o disposto no art. 26 desta
portaria.

II - de policial militar para militar de outra Corporação.


a) o policial militar vendedor de arma de fogo deverá comunicar a transferência
após concretizada o registro da mesma junto ao órgão de destino e cadastrada no
SIGMA, devendo apresentar na DI as cópias do Certificado de Registro de Arma de
Fogo juntamente com a identidade funcional, comprovante de endereço e Recibo ou
Termo de Doação autenticadas em cartório, em nome do atual adquirente, para só então
ter a posse da arma, e anexando ao seu requerimento os documentos constantes no art.
26 desta portaria, a fim de ser validada a transferência para publicação, que oficializará
a nova propriedade da arma de fogo.

III - de policial militar para policial civil estadual ou federal.


a) o policial militar vendedor de arma de fogo deverá comunicar a transferência
após concretizada o registro na Polícia Federal - SINARM, devendo apresentar na DI as
cópias do Certificado de Registro de Arma de Fogo juntamente com a identidade
funcional, comprovante de endereço e Recibo ou Termo de Doação autenticadas em
cartório, em nome do atual adquirente. Para só então ter a posse da arma e anexando ao
seu requerimento os documentos constantes no art. 26 desta portaria, a fim de ser
validada a transferência para publicação, que oficializará a nova propriedade da arma de
fogo.

IV - de policial militar para civil.


a) o policial militar vendedor de arma de fogo deverá comunicar a transferência
após concretizada o registro na Polícia Federal - SINARM, devendo apresentar na DI as
cópias do Certificado de Registro de Arma de Fogo juntamente com a identidade
funcional, comprovante de endereço e Recibo ou Termo de Doação autenticadas em
cartório, em nome do atual adquirente, para só então ter a posse da arma, e anexando ao
seu requerimento os documentos constantes no art. 26 desta portaria, a fim de ser
validada a transferência para publicação, que oficializará a nova propriedade da arma de
fogo.

V - de militar de outra Corporação para policial militar.


a) o policial militar interessado na aquisição deverá, observado o disposto no art.
26 desta portaria, requerer autorização para aquisição de arma de fogo por transferência
ao Comandante Geral ou Diretor da DI, anexando ao seu requerimento autorização do
Comandante do proprietário da arma, na qual deverá constar característica completa da
18

arma e cópia do Termo de Doação ou instrumento de transferência, do registro e da


identidade funcional do interessado na transferência.

VI - de policial federal ou policial civil estadual ou civil para policial militar.


a) o policial militar interessado na aquisição deverá, observado o disposto no art.
26 desta portaria, requerer autorização para aquisição de arma de fogo por transferência
ao Comandante Geral ou Diretor da DI, anexando ao seu requerimento declaração do
proprietário da arma, na qual deverá constar suas características e cópia do Termo de
Doação ou instrumento de transferência, do registro e da identidade do interessado na
transferência;

b) concretizado o registro na DI e cadastrado no SIGMA, após a emissão do


CRAF em nome do novo proprietário, este deverá apresentar cópia do registro, termo de
doação ou recibo de compra e venda autenticada em cartório juntamente com os demais
documentos exigidos pela PF, para o antigo proprietário dar baixa no registro e cadastro
no SINARM, a quem incumbe solicitá-la formalmente à Polícia Federal.

Art. 52 As transferências de propriedade de arma de fogo e/ou munições e


colete balístico entre militares, ou entre militar e cidadão civil – neste último caso,
quando permitido – serão publicadas em BR, constando o número do novo registro da
arma, bem como o número do cadastro no SINARM ou SIGMA, pois somente após tal
providência esta poderá ser entregue ao novo proprietário, seja o adquirente civil ou
militar.

§1º As transferências de propriedade de armas de fogo, adquiridas no comércio


local, de pessoa a pessoa e de uso restrito, se dará a partir de um ano da aquisição.

§2º A transferência de propriedade de arma de fogo de uso permitido adquirida


na indústria, se dará a partir de 4 anos da aquisição.

Parágrafo único. Quando o adquirente de arma de fogo for cidadão civil, este
deverá satisfazer as exigências contidas no art. 12 do Decreto nº 5123/04, registrando-a
previamente na Polícia Federal, para só então ter a posse da arma.

CAPÍTULO V
DOS CRIMES E DAS PENAS PREVISTOS NA LEI Nº 10.826/2003

Art. 53 Todo policial militar pertencente à PMAP, proprietário ou não de arma


de fogo, deverá atentar para os crimes previstos no capítulo IV da Lei nº 10.826/2003.

CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, FINAIS E TRANSITÓRIAS

Seção I
Das Disposições Gerais

Art. 54 Na hipótese de exclusão ou demissão do militar, a pedido ou ex-ofício,


sua arma e o CRAF de uso restrito ou permitido deverão ser entregues, na reserva de
armas da OPM de origem ou a mais próxima de sua residência, até que seja cadastrada
no SINARM ou SIGMA ou que seja transferida de propriedade, observando-se as
formalidades legais, não ultrapassando o prazo máximo de 6 (seis) meses, quando será
encaminhada ao Exército para destruição.
19

§1º À DI caberá:

I - cancelar o CRAF, atualizando o cadastro no SICCAM;


II - solicitar a baixa, informando ao Comando da 8ª RM para realização de
alteração no SIGMA;
III - expedir certidão de origem da arma de fogo conforme Anexo “I” desta
portaria, para o fim de regularização no órgão competente da Polícia Federal ou
Exército, mediante apresentação do original e cópia do comprovante de residência, do
CPF e da cédula de identidade (RG);
IV - informar o órgão de destino que o servidor possui arma de uso restrito.

§2º A OPM expedirá Termo de Recolhimento de Arma de Fogo, conforme o


Anexo “E” desta portaria, cientificando o proprietário do prazo para a transferência e
regularização junto ao SINARM ou SIGMA, sob pena de recolhimento da arma à
Polícia Federal, nos termos do art. 31 da Lei nº 10.826, de 2003. (Art. 14 da Portaria nº
2 - COLOG/14).

§3º A Corregedoria deverá no ato da entrega da carteira de reservista e/ou


certificado de dispensa de incorporação, solicitar à DI o nada consta do PM demitido ou
excluído.

Parágrafo único. Caso não seja possível recolher a arma de fogo e o Certificado
de Registro, o Comandante, Diretor ou Chefe deverá fazer essa observação e justificá-la
no documento e encaminhar para a DI.

Art. 55 O policial militar agregado permanecerá com o Certificado de Registro


de Arma de Fogo e, caso venha a ser demitido, excluído ou licenciado da Polícia
Militar, aplicar-se-á a ele o disposto no art. 54 desta portaria.

Art. 56 O proprietário de arma de fogo é obrigado a comunicar, imediatamente,


à Diretoria de Inteligência da PMAP, o extravio, furto ou roubo de arma de fogo ou do
seu documento de registro, bem como a sua recuperação.

Parágrafo único. Nos casos previstos no caput, a DI comunicará o ocorrido à 8ª


RM, através da publicação em BR.

Art. 57 O Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe da OPM do policial


militar que tiver o porte suspenso ou cassado ou tomar ciência, por meio de laudo
médico, da situação psicológica de subordinado que determine restrição ao uso de arma
de fogo, recolherá o armamento da PMAP, do qual o PM enfermo tenha carga.

Art. 58 O policial militar terá seu porte revalidado assim que tenham cessado os
motivos da suspensão.

Art. 59 São obrigações do proprietário de arma de fogo:

I - guardar a arma de fogo e munições separadamente e com a devida cautela,


evitando que fique ao alcance de terceiros, principalmente de menores;
II - antes de qualquer limpeza, certificar-se de que a arma está descarregada;
III - carregar e descarregar a arma com o cano apontado para direção segura;
20

IV - sempre que receber uma arma verificar se a mesma está realmente


descarregada;
V - nunca engatilhar a arma quando não houver intenção de atirar;
VI - quando a arma estiver fora do coldre e empunhada para o tiro, estar
absolutamente certo de que não está apontando para qualquer parte de seu corpo ou de
outras pessoas inocentes ao seu redor.

Parágrafo único. Deixar arma de fogo nas portarias, bilheterias, e


estabelecimento congêneres ou com amigos, em virtude de eventos de qualquer
natureza, público ou privado, é considerado Posse e/ou Porte ilegal de arma de fogo,
tanto para quem deixou como também para quem ficou responsável. (Art. 12 e 16 da
Lei nº 10.826/2003).

Art. 60 O Comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento da PMAP


deverá apresentar, na Diretoria de Inteligência, toda pessoa admitida na Polícia Militar,
proprietária de arma de fogo, para fins de regularização.

Art. 61 As armas de fogo encontradas e que não constituam prova em inquérito


policial ou criminal deverão ser entregues, mediante auto de entrega, à Diretoria de
Inteligência para que, sob pena de responsabilidade, encaminhe ao órgão competente
para destruição, vedada a cessão para qualquer pessoa ou instituição.

§1º As OPMs deverão encaminhar à Diretoria de Inteligência cópias dos boletins


de ocorrência que envolvam armas de fogo, bem como imagens da arma e do artefato,
entregues nas delegacias de Polícia Civil e Polícia Federal.

Art. 62 A solicitação de informações sobre a origem de armas de fogo,


munições e explosivos deverá ser feito na DI ou ao órgão controlador da Polícia Federal
ou do Comando do Exército.

Seção II
Das Disposições Finais e Transitórias

Art. 63 Em relação ao contido no art. 13, assim que dispor de pessoal


qualificado, o Centro Psicossocial da PMAP deverá submeter à avaliação os militares
inativos e fornecer o respectivo laudo, para a aquisição e renovação do Porte de Arma
de Fogo.

Art. 64 Fica revogada a Portaria nº 005/DI, de 20 de junho de 2014, publicada


no BG nº 145, de 19 de agosto de 2014 e retificada no BG nº 153 de 02 de setembro de
2014.

Art. 65 Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Macapá/AP, 14 de Dezembro de 2017.

RODOLFO PEREIRA DE OLIVEIRA JÚNIOR - CEL QOPMC


Comandante Geral da PMAP
21

ANEXO "A" à Portaria nº 006/DI/2017


(Modelo de CRAF)

Autorização de porte de arma de fogo dada aos oficiais e praças,


conforme constante no Art. 10 desta portaria.
22

ANEXO "B" à Portaria nº 006/DI/2017


(Modelo de Autorização para carga de arma de fogo pertencente à PMAP)
23

ANEXO "C" à Portaria nº 006/DI/2017


(Modelo de Guia de Trânsito de Arma de Fogo e Munição)
24

ANEXO "D" à Portaria nº 006/DI/2017


(Modelo de Termo de Responsabilidade)

POLÍCIA MILITAR DO AMAPÁ


(OPM)
TERMO DE RESPONSABILIDADE

(posto/graduação – nome completo)


1.Eu,__________________________________________________________________
_____________,RG____________________, CPF____________________________, declaro que recebi
como carga a(o) (arma colete e/ou algema) que segue(m) relacionada (s), (juntamente com
___________________ cartuchos calibre ___), e assumo total responsabilidade pela manutenção do
referido material em perfeito estado de conservação e funcionamento e me comprometo a ressarcir o
Estado em caso de dano, roubo ou furto, nas suas formas simples ou qualificadas, ou qualquer outra
forma de extravio, por dolo ou culpa, além da responsabilidade administrativa disciplinar e penal que o
caso possa requerer.
2. Autorizo, de forma irrevogável, a Polícia Militar do Amapá a debitar em minha folha
de pagamento o valor correspondente ao (da arma e dos cartuchos, do colete e/ou da algema), em
parcelas, conforme o previsto nas normas sobre processo administrativo da Polícia Militar, no caso de
ressarcimento pelos motivos citados no item anterior.

CARACTERÍSTICAS DA ARMA
ESPÉCIE:________________________ MARCA: _______________________
MODELO:___________________
CALIBRE:____________ ACABAMENTO:_____________________N.º DA
ARMA:_____________________ CANO_______________ CAPACIDADE: ___________ tiros.

CARACTERÍSTICAS DO COLETE
MARCA: _________________ COR: ________NÍVEL PROTEÇÃO BALÍSTICA.:_______N.º
FABRICAÇÃO:
__________ MODELO: _______________.

CARACTERÍSTICAS DA ALGEMA
MARCA: ____________________N.º PATRIMÔNIO (se houver)_____________________.

______________, ____ de _____________ de 2.____.

___________________________________
(assinatura de declarante)
1ª TESTEMUNHA:
__________________________________________________
(posto/graduação – nome completo - assinatura)
2ª TESTEMUNHA:
__________________________________________________
(posto/graduação – nome completo – assinatura)
25

ANEXO "E" à Portaria nº 006/DI/2017


(Modelo de termo de recolhimento de arma de fogo de propriedade particular)

POLÍCIA MILITAR DO AMAPÁ


(OPM)

TERMO DE RECOLHIMENTO DE ARMA DE FOGO


DE PROPRIEDADE PARTICULAR

Nos termos da portaria nº 006/DI/2017, a arma particular nº de série


____________, espécie_______________, marca_______________,
modelo_____________, calibre_______, acabamento_________, cadastrada na DI sob
o nº de SIGMA __________, pertencente ao (Posto/Graduação)___________, nome
_______________________________, Mat.______________, da(o)
(OPM)_____________, ficará recolhida na reserva de armas desta Unidade, até que
cessem os motivos que impeçam o seu proprietário de portá-la.
Declaro ter conhecimento que, se a arma de fogo e as munições não forem
retiradas no prazo estabelecido______________ e não houver solicitação formal de
renovação, será encaminhada ao órgão competente para destruição.

____________,____ de _____________ de 2____.


(Local)

_______________________________________________
(Coordenador, Comandante, Diretor ou Chefe de OPM)
26

ANEXO "F" à Portaria nº 006/DI/2017


(Modelo de Certificado de Registro de Colete Balístico)
27

ANEXO "G" à Portaria nº 006/DI/2017


(Modelo Padrão de Requerimento de Arma de Fogo)

GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ SISTEMA DE GERENCIAMENTO


POLÍCIA MILITAR MILITAR DE ARMAS - SIGMA
DIRETORIA DE INTELIGÊNCIA - DI REQUERIMENTO

1 – TIPO DE PEDIDO OU COMUNICAÇÃO


Aquisição Registro Renovação de Registro Transferência Porte Renovação de
Porte
Furto Roubo Extravio Recuperação Apreensão Outros

2 – DADOS PESSOAIS
Nome Completo CPF

Nome do Pai

Nome da Mãe
D. Nascimento Sexo e-mail Munic. de Nasc. UF Nasc.
M F

Identidade Militar Órgão Exp. UF Exp. Data Exp. Posto/Grad. Nome de Guerra

Endereço Residencial: logradouro, nº, andar e complemento Distrito/Bairro

Município UF CEP Whatsapp Celular

3 – DADOS DA ARMA
Nº Nota Fiscal Data BOLETIM RESERVADO (BR) Nº DATA DO BR

Nº da Arma Nº CRAF Nº SINARM/SIGMA Espécie Marca

Modelo Calibre Restr. Grupo Cal. País de Fabr. Qtd. Cart. Nº Canos Comp. Cano
Permitido
Restrito mm pol
Alma Nº de Raias Sent. Raias Tipo de Funcionamento
Raiada Direita 1 – Repetição 3 – Automático
Lisa Esquerda 2 – Semi-Automático 4 – Tiro-simples
Acabamento
1 – Oxidado 2 – Inoxidável 3 – Pol./Oxid. 4 – Pol./Inox 5 – Outros

4 – AMPARO LEGAL

PORTARIA Nº 006/DI, de xx de xxx de 2017, publicada no BG Nº xxx/2017.

5 – TERMO DE RESPONSABILIDADE
DECLARO VERDADEIRO OS DADOS QUE CONSIGNEI NESTE FORMULÁRIO
Data: Macapá – AP, de de 2017

Carimbo/Assinatura: _______________________________________________

6 – USO CMT OPM


OPM Data Deferido
Indeferido

Nome do Comandante da OPM Assinatura


28

7 – AQUISIÇÕES

7.1 – ARMAS
Ord Marca Calibre
1

7.2 – MUNIÇÕES

Munição para Armas Curtas (de porte) – Uso Permitido


Ord Código – Descrição Qtd
1

Munição para Armas Longas (de caça) – Uso Permitido


Ord Código – Descrição Qtd
1

Munição para Armas Curtas (de porte) – Uso Restrito


Ord Código – Descrição Qtd
1

7.3 – COLETE
Nº Nota Fiscal Data BR Nº Data

Nº do Colete Nível de Blindagem Tamanho Cor

8 – FURTO / ROUBO / EXTRAVIO / APREENSÃO


Nº da Ocorrência DP Município do Registro UF Data

9 – COMPLEMENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES

10 – DECISÃO (USO DA DI)


Deferido
Indeferido

Macapá-AP, de de

ASS / POSTO / RGM


29

ANEXO "H" à Portaria nº 006/DI/2017


(Períodos para Aquisição de Armas, Coletes e Munições na Indústria)

1º Período de 15 fev a 01 abr.

2º Período de 01 ago a 15 set.


30

ANEXO "I" à Portaria nº 006/DI/2017


(Modelo de Certidão de Origem de Arma de Fogo)

GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ


POLÍCIA MILITAR
DIRETORIA DE INTELIGÊNCIA

CERTIDÃO DE ORIGEM DE ARMA FOGO

Certifico para os devidos fins que a Arma de Fogo espécie ______,n.º de série
______, marca _____, modelo _______, acabamento _______, calibre _____,
comprimento do cano _______, capacidade de tiros ________, fabricação
________, pertencente a(o) Sr(ª) _________________________, RG _____,
CPF __________, está devidamente registrada no Boletim Reservado
nº___de___/___/____ e regularmente cadastrada no Sistema de Gerenciamento
Militar de Armas (SIGMA) sob o nº _______, ao passo que autorizo sua
transferência para o Sistema Nacional de Armas (SINARM) devido a
modificação da natureza profissional de seu proprietário.

Diretor da DI
31

ANEXO "J" à Portaria nº 006/DI/2017


(Definições referentes à legislação de armamento e de interesse da fiscalização militar)

Ação simples
É o tipo de ação na qual é necessário que o cão seja armado antes do
primeiro tiro para poder disparar.

Ação dupla
É o sistema que permite que as armas de mão que o possuem possam ser
acionadas sem antes ter que se engatilhar o cão. O gatilho exerce duas funções, a saber:
engatilha a arma e libera o cão.

Acessório (Ac)

É um engenho primário ou secundário que suplementa um artigo


principal para possibilitar ou melhorar o emprego deste.

Arma (A)
É um artefato que tem por objetivo causar dano, permanente ou não, a
seres vivos e coisas.

Arma Semi-Automática

É aquela que realiza automaticamente todas as operações de


funcionamento, com exceção do disparo, que para ocorrer necessita um novo
acionamento do gatilho.

Arma Automática

É aquela em que o carregamento, o disparo e todas as operações de


funcionamento ocorrem continuamente, enquanto o gatilho estiver sendo acionado
(rajadas).

Arma Controlada

É a arma que, pelas suas características de efeito físico e psicológico,


pode causar danos altamente nocivos e por este motivo é controlada pelo Comando do
Exército por competência outorgada pela União.

Arma de Fogo

É uma arma que arremessa projétil, empregando a força expansiva dos


gases gerados pela combustão de um propelente confinado em uma câmara, a qual,
normalmente está solidária a um cano que tem a função de propiciar continuidade à
combustão do propelente, direção e estabilidade ao projétil.

Arma de Porte

É uma arma de fogo de dimensões e peso reduzido, que pode ser portada
por indivíduo em um coldre e disparado comodamente com somente uma das mãos pelo
atirador, enquadrando-se nesta definição pistolas, revólveres e garruchas.
32

Arma de Pressão

É uma arma cujo princípio de funcionamento implica no emprego de


gases comprimidos para projeção do projétil, os quais podem estar previamente
comprimidos em um reservatório ou se comprimidos por ação de um mecanismo, tal
como um embolo solidário a uma mola, no momento do disparo, incluídas as que
utilizam gás CO2.

Arma de Repetição

É a arma em que o atirador, após cada disparo realizado, decorrente de


sua ação sobre o gatilho, necessita empregar sua força física sobre um componente do
mecanismo desta para que as operações anteriores e necessárias ao disparo seguinte
sejam realizadas, tornando-a pronta para o disparo seguinte.

Arma de Uso Permitido

É a arma cuja utilização é permitida a pessoas físicas em geral, bem


como a pessoas jurídicas, de acordo com a legislação normativa do Comando do
Exército.

Arma de Uso Restrito

É a arma que só pode ser utilizada pelas Forças Armadas, por alguns
órgãos de segurança, e por pessoas físicas e jurídicas habilitadas, devidamente
autorizadas pelo Comando do Exército, de acordo com legislação específica.

Arma de Fogo Obsoleta

Armas obsoletas são as fabricadas há mais de 100 (cem) anos, sem


condições de funcionamento eficaz, cuja munição não mais seja de produção comercial.
São também consideradas obsoletas as réplicas históricas de comprovada ineficácia para
o tiro, decorrente da ação do tempo, de dano irreparável, ou de qualquer outro fator que
impossibilite seu funcionamento eficaz, e usado apenas em atividades folclóricas ou
como peças de coleção.

Arma Portátil

É uma arma que, devido às suas dimensões e ao seu peso, pode ser
transportada por um único homem, porém, este, não podendo conduzi-la em um coldre
devido às suas dimensões e, em situações normais, precisa usar ambas as mãos para
dispará-la eficientemente.

Calibre
É a medida do diâmetro interno do cano de uma arma medido entre os
fundos do raiamento. É a medida do diâmetro externo de um projétil sem cinta. É a
dimensão usada para definir ou caracterizar um tipo de munição ou de arma.

Carabina
É uma arma de fogo portátil, semelhante a um fuzil, de cano, embora
longo, relativamente menor que o fuzil, e cuja alma do cano é raiada. A constante
evolução da tecnologia de armamentos tem reduzido acentuadamente o comprimento
33

dos canos e dimensões dos fuzis, o que pode tornar difícil a classificação de uma arma
de assalto moderna em um dos dois conceitos.

Carga Pessoal

A situação das armas de fogo, munições, acessórios, armamentos e


materiais não letais e controlados que sejam de propriedade da instituição colocados à
disposição do policial militar, para utilização em serviço e/ou defesa pessoal, concedida
de forma precária e revogável a qualquer tempo.

Carregador
É um artefato projetado e produzido especificamente para conter os
cartuchos de uma arma de fogo, apresentar-lhe um novo cartucho após cada disparo e a
ela estar solidário em todos os seus movimentos. Pode ser parte integrante da estrutura
da arma ou, o que é mais comum, ser independente, fixada ou retirada da arma, com
facilidade, por ação sobre um dispositivo de fixação.

Certificado de Registro (CR)

É o documento hábil que autoriza as pessoas físicas ou jurídicas a


realizarem a utilização industrial, a armazenagem, o comércio, a exportação, a
importação, o transporte, a manutenção, a recuperação e o manuseio de produtos
controlados pelo Comando do Exército.

Colecionador

É a pessoa física ou jurídica que coleciona armas, munições e/ou viaturas


blindadas, devidamente registradas e sujeita a normas baixadas pelo Comando do
Exército.

Espingarda
É uma arma de fogo portátil, de cano longo e cuja alma do cano é lisa,
isto é, não é raiada.

Explosivo
É o tipo de matéria que, quando iniciada, sofre transformação química
muito rápida, em produtos mais estáveis, com grande liberação de calor e
desenvolvimento súbito de pressão.

Fuzil
É uma arma de fogo portátil, de cano longo e cuja alma do cano é raiada.

Guia de Tráfego

É um documento que autoriza o tráfego de produtos controlados.

Metralhadora

É uma arma de fogo portátil, que realiza tiro automático.


34

Mosquetão
É uma arma semelhante a um fuzil, porém, em tamanho reduzido, de
emprego militar. É uma arma de repetição por ação de ferrolho montado no mecanismo
da culatra, acionado pelo atirador por meio de sua alavanca de manejo.

Munição
É o artefato completo pronto para carregamento e disparo de uma arma,
cujo efeito desejado pode ser: destruição, iluminação ou ocultação do alvo, efeito moral
sobre pessoal, exercício, manejo e outros efeitos especiais.

Petrecho
É o aparelho ou equipamento elaborado para o emprego bélico.

Pistola
É uma arma de fogo de porte, geralmente semi-automática, cuja única
câmara faz parte do corpo do cano e carregador, mantido em posição fixa, mantém os
cartuchos em fila e os apresenta sequentemente para o carregador inicial e após cada
disparo. Há pistolas de repetição que não dispõem de carregador e cujo carregamento é
feito manualmente, tiro a tiro, pelo atirador.

Plano de segurança de OPM relativo ao armamento da PMAP

Documento onde serão lançadas as providências tendentes a garantir a


segurança na guarda, embarque, transporte e desembarque de armamento pertencente à
PMAP.

Porte de arma

Significa ter a arma ao alcance e em condições de fazer dela pronto uso.


Não é necessário que a arma seja exibida.

Posse de arma

Para a posse de arma de fogo de uso permitido e restrito é necessário que


esteja registrada no órgão competente. Nesse caso, o registro só autoriza a posse no
interior da casa do possuidor.

Produto Controlado pelo Comando do Exército

É um produto que, devido ao seu poder de destruição ou outra


propriedade, deva ter seu uso restrito a pessoas físicas e jurídicas legalmente habilitadas,
capacitadas técnica, moral e psicologicamente, de modo a garantir a segurança social e
militar do País. Faz parte da Relação de Produtos controlados pelo Comando do
Exército ou está genericamente classificado nesta.

Raias
São sulcos feitos na parte interna (alma) dos canos das armas de fogo,
geralmente de forma helicoidal, que têm a finalidade de propiciar o movimento de
rotação dos projéteis, ou granada, que lhes garante estabilidade na trajetória.
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Registros próprios

São aqueles previstos para as Forças Armadas e Forças Auxiliares,


no parágrafo único do artigo 2º da Lei nº 10.826/03 e artigo 3º do Decreto nº
5.123/04, consignados em documentos oficiais permanentes da Instituição
alcançando, inclusive, as armas particulares de seus integrantes para garantia do
controle administrativo sobre elas e outras finalidades legais e regulamentares.

Revólver
É uma arma de fogo de porte, de repetição, dotada de um cilindro
giratório, posicionado atrás do cano, que serve de carregador e contém perfurações
paralelas equidistantes do seu eixo, que recebem a munição e servem de câmara.

Transporte de arma

Corresponde à locomoção de arma desmuniciada de um local para outro.


Revela apenas a intenção de mudar o objeto material de lugar, sem a finalidade de uso.
Já o porte dá a ideia de trazer consigo a arma para utilização imediata. Transporte só
ocorre quando o uso da arma, pela forma que é conduzida, não se mostra imediato e
fácil. Casos: arma desmuniciada no porta-luvas de veículo; arma desmuniciada longe do
alcance das mãos do transportador; revólver desmuniciado, dentro de uma pasta
executiva, no porta-malas de um automóvel. Há necessidade de autorização da
autoridade competente para o transporte, autorização esta que não se confunde com o
registro ou cadastro de arma.

Tráfego
É o conjunto de atos relacionados com o transporte de produtos
controlados, compreendendo as seguintes fases: embarque, trânsito, desembaraço,
desembarque e entrega.

PORTARIA ELABORADA POR CAP MARLILSON

(Publicado no BG 007 de 10 de janeiro de 2018)