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Apostila

Endophoton

KLD BIOSISTEMAS
16.07.2018
Revisão 2
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Endophoton
O Endophoton é um equipamento de fototerapia que possibilita ao profissional os
tratamentos com laser de baixa potência e LED’s.
Com diferentes opções de clusters, o profissional pode escolher o que melhor se adapta a
sua rotina e tratamentos.
As opções disponíveis são:
 Caneta laser vermelho
 Caneta laser infravermelho
 Cluster LED vermelho
 Cluster LED azul
 Cluster LED infravermelho
 Cluster Laser Vermelho + LED vermelho e infravermelho
 Cluster Laser Infravermelho + LED vermelho e infravermelho

A Fototerapia
Desde a pré-história a luz é utilizada como forma de terapia. Na Grécia antiga o banho de sol
era usado para tratar e curar doenças. Mais tarde, em 1877, Downes e Blunt consideraram os
efeitos bactericidas da luz solar, dos raios ultra-violeta (UV), especialmente. Tal fato remete ao
início da utilização da luz como forma de terapia: fototerapia.
O termo fototerapia foi usado pela primeira vez por Fritz Cremer (1958) no tratamento da
icterícia com raios UV. Atualmente, o termo compreende todos os tipo de emissão luminosa para
tratamento de afecções da pele e tecidos moles. Pode ser feita por meio de inúmeros dispositivos
como lasers, lâmpadas, ampolas entre outros. (Kaffer, Longo, 2010).

Interação da luz com os tecidos


O mecanismo de ação da fototerapia necessita da absorção da luz por uma molécula
fotoreceptora, denominada cromóforo. Os cromofóros podem ser endógenos (como a melanina, o
citocromo, as profirinas, a hemoglobina, entre outros) ou exógenos (como psoralenos ou outras
drogas fotossensibilizantes). Após a absroção da luz, o cromóforo passa do estado de estabilidade
para o de excitação, e essa nova situação induz reações químicas e a formação de um fotoproduto,
dando origem a uma cascata de respostas celulares. Este processo de “potencialização da ação
celular” é chamado de fotobiomodulação, isso porque atua em processos fisiológicos dos tecidos
acelerando ou inibindo suas funções.

Mecanismo de ação da luz na célula

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Laserterapia de Baixa Potência (LLLT – do inglês: Low Level Lasertherapy)


A palavra Iaser é uma sigla oriunda da língua inglesa:
L ight
A mplification
S timulation
E mission
R adiation
Em português: "Amplificação de luz por emissão estimulada da irradiação".

O laser de baixa potência possui três características fundamentais que permitem diferencia-
lo das demais irradiações. São elas:

Monocromaticidade: A luz laser possui um comprimento de onda específico, portanto uma


cor pura.
Coerência: Durante a emissão, suas ondas luminosas apresentam oscilações uniformes e
ordenadas ao contrário de uma fonte de luz convencional.
Polarização ou Colimação: Mínima divergência entre os raios. O laser pela sua constituição
física, quando emitida, tem a capacidade de seguir uma única direção com raios paralelos.

Luz comum Luz Laser

Interação do Laser com os tecidos


O laser irradiado nos tecidos humanos produz efeitos primários e secundários.

Efeitos primários: De acordo com Silva, et al. (1998) os efeitos primários são asubdivididos
em efeito bioquímico, bioelétrico e bioenergético. Como efeitos bioquímicos da radiação laser
temos a liberação de substâncias pré-formadas (serotonina, bradicinina e histaminas),
modificações das reações enzimáticas normais, estímulo da produção de ATP e também ação
fibrinolítica. O efeito bioelétrico principal é a potencialização da bomba de Na/K que consome a
energia proveniente do ATP. O efeito bioenergético de acordo com os estudos realizados por
Gurvich, Popp, Mester e Inyushin consiste na existência de uma energia, que estimula todos os
níveis de troficidade das células e tecidos do organismo, resultando em uma normalização da
função celular.

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Efeitos secundários:
 Estímulo a microcirculação
 Aumento da troficidade local
 Aumento da velocidade de regeneração das fibras nervosas danificadas
 Estímulo à reparação do tecido ósseo
 Estímulo geral sobre a hematopoiese na medula (processo de renovação das células do
sangue)
 Ativação do folículo piloso e dos fibroblastos

Efeitos terapêuticos
Em conseqüência das alterações relativas aos efeitos primários e secundários, VEÇOSO
(1993), classifica os efeitos terapêuticos como efeito antiinflamatório, analgésico, antiedematoso
e cicatrizante.

Efeito antiinflamatório
Numa lesão tecidual são liberadas substâncias como a histamina, serotonina e bradicinina. A
histamina e a bradicinina são potencializadas pelas prostaglantinas provocando fenômenos como
a sensibilização dos receptores dolorosos e aumento da permeabilidade venular, ocorrendo
extravasamento do plasma, formando o edema. Assim o laser irá atuar interferindo na síntese de
prostaglantinas determinando a redução nas alterações proporcionadas pela inflamação e o
estímulo a microcirculação garantindo um eficiente aporte de elementos nutricionais e defensivos
para a região lesada (VEÇOSO, 1993).

Efeito analgésico
SILVA, et al. (1998), explica o efeito analgésico devido a vários fatores, tais como:
a) Redução da inflamação a nível local, provocando a reabsorção de exudato e eliminação de
substâncias alógenas e conseqüentemente redução da dor.
b) Interfere na mensagem elétrica, mantendo o potencial de membrana, durante a
transmissão do estímulo da dor, proporcionando uma menor sensação dolorosa.
c) Estimula a liberação de endorfinas.
d) Manutenção do limiar de excitabilidade dos receptores dolorosos evitando a sua
redução.
e) A nível local, ocorre uma normalização do equilíbrio de energia.

Efeito antiedematoso
Esta ação antoedematosa é justificada, segunda Silva et al. (1998), pelo estímulo a
microcirculação e também pela ação fibrinolítica que irá proporcionar uma resolução do
isolamento causado pela coagulação do plasma, que determina o edema duro.

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Efeito cicatrizante
Silva et al. (1998) e Veçoso (1993), são unânimes em afirmar que o efeito cicatrizante é o
que mais se destaca. O efeito cicatrizante se explica pelo: aumento da produção de ATP que irá
proporcionar o aumento na velocidade de divisão celular; estímulo a microcirculação, o que irá
aumentar o nível de nutrientes facilitando a multiplicação das células que também está associado
ao aumento da velocidade mitótica e a formação de vasos a partir dos vasos já existentes.

Contra Indicações Absolutas:


 Retina
 Aréas Neoplásicas / Zonas tumorais
 Processos infecciosos bacterianos

Contra Indicações Relativas:


 Pacientes submetidos a tratamentos com medicamentos esteróides
 Na mama de pacientes com mastopatia fibrocística
 Pacientes epiléticos
 Gestantes

Toposcopia do laser
Esta função destina se a encontrar pontos de acupuntura, pontos motores, pontos gatilhos
(trigger points) e pontos dolorosos. Estes exibem uma resistência elétrica menor que a região
circunvizinha, possibilitando assim, que ao deslizar a caneta pela área investigada, estes pontos
sejam encontrados. Ao encontrá-los haverá uma diminuição na procentagem mostrada no visor do
equipamento. A resistência da pele é variável, por isso os pontos procurados podem não ser
acusados bem como podem ser acusados a qualquer movimento da caneta.
Procedimento: Coloque numa região próxima a área de pesquisa o eletrodo para estabelecer
contato elétrico. Depois de pressionar a tecla “Start” no equipamento, encoste a ponta da caneta
na região de pesquisa e deslize pela área da patologia. Ao encontrar o ponto desejado, pressione o
botão “Start” presente na caneta de laser, para iniciar o tratamento daquele ponto.

Técnicas de aplicação do Laser


Pontual: consiste na aplicação do Laser sobre pontos aleatórios da região de tratamento.
Recomenda-se distanciar os pontos de 1 a 2 cm, cobrindo toda a área. Normalmente é utilizada
para a aplicação do laser infravermelho.
Varredura: este método somente deve ser empregado em lesões dermatológicas como
úlceras de decúbito, diabéticas ou outras alterações nas quais se busca acelerar o processo
cicatricial como pós cirurgias plásticas e/ ou reconstrutoras. Normalmente é utilizada para a
aplicação do laser vermelha.

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Trabalhando com Endophoton – Canetas de Laser (Fisioterapia / Reabilitação)

Caneta laser infravermelho – 904 nm

1º Passo: escolha a dose.


Sugestão:
Efeito analgésico: 2 a 4 J/cm²
Efeito Anti Inflamatório 1 a 3 J/cm²
Efeito Regenerativo 3 a 6 J/cm²
Efeito Circulatório 1 a 3 J/cm²

2º Passo: escolha a frequência.


Normalmente se utiliza no modo contínuo. As frequências de pulso (de 2 a 80 Hz) são para a
utilização em laserpuntura.

3º Passo: toposcópio.
Escolha manter o toposcópio ligado ou desligado. Quando ligado, ao proceder como descrito
anteriormente (página 6), a caneta poderá identificar pontos de resistência elétrica menor que a
região circunvizinha (tais como pontos gatilhos, pontos dolorosos, etc.).

4º Passo: Pressione a tecla “Start” no equipamento. Aguarde dois segundos, e o laser estará
disponível. Para acionar o laser, pressione o botão “Start” presente na caneta, e proceda com a
técnica de aplicação pontual.

Caneta laser vermelho – 660 nm

1º Passo:
Para calcular a dose e o tempo a ser utilizado no laser de 660 nm devem-se considerar os
seguintes itens:
1. Área da ferida: calcular a área da ferida a ser tratada em cm².

Altura

Base
Base x Altura = área em cm²

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Exemplo: Base da ferida: 4 cm²


Altura da ferida: 5 cm²
5 x 4 = 20 cm² Àrea da ferida = 20 cm²

2. Condições do paciente: Deve-se atribuir uma dose de 3 a 6 J/cm² para cada item como
mostraremos os exemplos abaixo:

A. Idade
B. Nutrição
C. Hidratação da pele
D. Estado geral
E. Estado fisiopatológico
F. Doenças concomitantes
A- Idade
Quanto maior a idade do paciente, menor será a dose.
Ex: Paciente idoso, dose= 3 J/cm².

B- Nutrição
Quanto melhor a nutrição do paciente, maior a dose.
Ex: Paciente bem nutrido, dose= 6 J/cm².

C- Hidratação da pele
Quanto maior a condição de hidratação cutânea do paciente, maior a dose.
Ex: Pele bem hidratada, dose= 6 J/cm².

D- Estado geral
O estado geral engloba distúrbios e disfunções como estado febril ou pressão arterial
descompensada. Se o estado geral for ruim ou regular, a dose deverá ser em torno de 4J/cm².

E- Estado fisiopatológico
Considera-se o estágio da afecção: Agudo = 3J/cm2; Subagudo = 5J/cm2; Crônico = 6J/cm2.

F- Doenças concomitantes
Se o paciente tem uma doença concomitante, por exemplo, diabetes, a dose deverá ser em
torno de 4J/cm2.

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Nota: São somente exemplos, levar em consideração as condições do seu paciente!

3. Quantidade de energia (De): para calcular a densidade de energia que será entregue ao
tecido deve-se fazer uma média de dose encontrada nos itens acima (Condições do paciente):
Dose A+B+C+D+E+F
6
Exemplo: 3 J/cm2 +6 J/cm2 +6 J/cm2 +4 J/cm2+ 5 J/cm2 + 4 J/cm2 = 4,6 J/cm2
6

4. Potência do equipamento: em Watts.


A potência média no equipamento Endophoton é 0,1 W.

5. Deve se calcular então o tempo de varredura:

Energia (J) = Potência (W) x Tempo (seg.)


O tempo encontrado deve ser multiplicado pela área da ferida.

Exemplo:
4,6 Joules 4,6 = 0,1 x T 4,6 = T 46 segundos
0,1 W de Potência 0,1
Tempo: ? 46 seg. x 20 cm = 920 seg / 60 seg = 15 minutos

2º Passo: Dose.
Note que o visor exibirá a energia em Joules (J) e ao lado aparecerá o tempo. Gire o Knob
para aumentar ou diminuir o tempo. A energia total (J) irá variar de acordo com o tempo
escolhido. O tempo será determinado conforme vimos acima.

3º Passo: Frequência.
Normalmente se utiliza no modo contínuo. As frequências de pulso (de 2 a 80 Hz) são para a
utilização em laserpuntura.

4º Passo: toposcópio.
Escolha manter o toposcópio ligado ou desligado. Quando ligado, ao proceder como descrito
anteriormente (página 6), a caneta poderá identificar pontos de resistência elétrica menor que a
região circunvizinha (tais como pontos gatilhos, pontos dolorosos, etc.).

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5º Passo: Pressione a tecla “Start” no equipamento. Aguarde dois segundos, e o laser estará
disponível. Para acionar o laser, pressione o botão “Start” presente na caneta, e proceda com a
técnica de aplicação de varredura.

Técnica de aplicação: varredura.

Cuidados com a aplicação


A irradiação do laser, se transpassar o meio aquoso e transparente do olho, será absorvida
ou depositada na retina, produzindo um efeito degenerativo que poderá conduzir a cegueira.
Somente realize a aplicação com os óculos escuros especiais, que permitem apenas a
passagem de 5% da irradiação.
Nunca deixe objetos metálicos ou espelhos que possam refletir a irradiação Laser no local do
tratamento.
Atenção: paciente e terapeuta devem usar óculos de proteção durante o tratamento.

Fototerapia por LED’s

A sigla LED vem do inglês “Luz emitida por diodo”. Os LED’s são diodos semicondutores de
junção P-N, envoltos por um encapsulamento que, quando submetidos à corrente elétrica emitem
fótons (luz). Um diodo é composto de dois minerais de características elétricas distintas (junção P-
N, ou seja, positivo e negativo), que quando postos em contato deixam passar corrente elétrica
num só sentido, e dependendo dos compostos, será gerada uma energia dentro do espectro com
seu comprimento de onda e respectiva cor (Agne, 2009).
A diferença entre os LED’s e o lase de baixa potência está na formação da luz. O diodo laser
está contido dentro de uma cavidade ressonântica, ou cavidade óptica, que promove fótons que
são amplificados pela emissão estimulada da luz e proporciona feixes de luz coerentes e
colimados. Já nos LED’s não existe esta cavidade óptica, desprovendo a luz de coerência e
colimação, mas produz uma banda de espectro eletromagnético próxima do laser.

Luz Comum Luz LED Luz Laser

A absorção da luz é comprimento de onda dependente, ou seja, comprimentos de onda mais


longos penetram mais profundamente que os mais curtos.

Por ser uma fototerapia de baixa potência, pode ser utilizado em todos os fototipos
cutâneos.
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Funções dos comprimentos de onda (cores):

Luz Azul (470 nm)


Alcança somente a epiderme, tendo função bactericida, viricida ou fungicida. A luz azul tem
grande utilização no tratamento da acne. A P. Acnes, como parte de seu processo metabólico,
sintetiza porfirinas, que são cromóforos e que têm seu pico de absorção no espectro de luz azul.
Como resultado desse processo, ocorre a formação de espécies reativas de oxigênio,
levando a inativação da P. Acnes, já que é uma bactéria anaeróbica.
Além disso, os radicais livres de oxigênio hidrolisam a água intracelular, levando à formação
de íons livres que vão se aderir à parede da membrana citoplasmática. Estes íons reagem com o
oxigênio molecular proveniente da corrente sanguínea, produzindo grande quantidade de água, e
consequentemente maior hidratação do tecido.
Estas espécies reativas de oxigênio também são capazes de destruírem ligações químicas
bivalentes (absorvedoras de luz), como é o caso da melanina, transformando as em ligações
simples (não absrovedoras de luz) e consequentemente produzindo efeito de clareamento.

Luz Vermelha (630 nm)


Atua na derme como ativadora de fibroblastos e células de reorganização e firmeza da pele,
além de inibir enzimas como colagenase e elastinase. Atua na síntese de fibroblastos, aumentando
a deposição de colágeno tipo I e reduzindo a atividade da colagenase nas papilas dérmicas.
Descreve-se que a ação deste comprimento de onda atua modulando a energia celular, a
adenosina trifosfato (ATP), aumentando a produção de colágeno e elastina da derme.

Luz infravermelha (904 nm)


Age desde a derme profunda até a camada muscular, fazendo ativação dos fibroblastos,
degranulação de mastócitos (ação antiinflamatória) e analgesia temporária. Também possui efeito
antiedematoso.

Indicações:
 Fotorejuvenescimento
 Linhas de expressão
 Acne
 Alopécia Areata e Androgenética
 Dermatite seborréica
 Psoríase
 Pós-operatórios
 Pós-lasers ablativos
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 Manchas
 Cicatrização de feridas
 Herpes
 Queimaduras

Sensações do paciente durante a aplicação:


 Claridade (luz vermelha e azul)
 Indolor

Associações Terapêuticas:
 Peeling mecânico e físico
 Radiofrequência
 Limpeza de pele
 Cosméticos
 Drenagem linfática
 Carboxiterapia
 Luz Intensa Pulsada
 Lasers ablativos
 Ultrassom facial e corporal
 Microagulhamento
 Fatores de crescimento tópico e injetável

Contra indicações:
 Neoplasias em atividade
 Hipersensibilidade cutânea
 Epilepsia (modo pulsado)
 Irradiação no globo ocular (ceratites)
 Lúpus eritematoso
 Eczema fotosensível
 Uso de medicamento fotosensibilizante

Atenção: paciente e terapeuta devem usar óculos de proteção durante o tratamento.

Trabalhando com Endophoton - Clusters de Leds / Clusters de LED + Laser

1º Passo: escolha o cluster e conecte ao equipamento.


2º Passo: Temporizador ou Dose.
O primeiro paramêtro que aparecerá quando conectado o cluster de LED será
“Temporizador”. Gire o knob para aumentar ou diminuir o tempo.

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Quando conectado o cluster de LED + Laser aparecerá o parâmetro “Dose”. Note que o
visor exibirá a energia em Joules (J) e ao lado aparecerá o tempo. Gire o Knob para aumentar ou
diminuir o tempo. A energia total (J) irá variar de acordo com o tempo escolhido.

3º Passo: Sinalizador. Ao optar por manter o sinalizador ligado, o equipamento emitirá um


aviso sonoro de acordo com o tempo programado. Por exemplo: ao programar a opção 15
segundos, o equipamento emitirá um “bip” a cada 15 segundos.
As opções disponíveis são: Off (desligado), 15 segundos, 30 segundos, 45 segundos e 60
segundos.
Atenção: quando conectado o cluster de LED + Laser esta opção não estará disponível.

4º Passo: Frequência.
Escolha modo pulsado (sugestão: 80 Hz) para a utilização em quadros agudos e subagudos,
por exemplo: pós peelings médicos de alta concentração, pós-cirúrgico recente, pós laseres
ablativos.
O modo contínuo para estágios crônicos, por exemplo: tratamento de manchas, acne,
rejuvenescimento ou cicatrização crônica, entre outros...

5º Passo: Pressione a tecla “Start” no equipamento. Aguarde dois segundos, e o


equipamento estará disponível. Para acionar o cluster, pressione o botão “Start” presente no
próprio cluster, e proceda com a técnica de aplicação escolhida.

Técnica de aplicação:

Pontual: consiste na aplicação do LED por aréa do cluster. O


terapeuta seleciona o tempo desejado para cada ponto.
Mantém o cluster parado sobre a área a uma pequena
distância da pele. Ao término daquele ponto aciona o cluster
novamente, na área imediatamente ao lado daquela que foi
tratada.

Varredura: este método consiste na aplicação do LED por


áreas de tratamento. O tempo é calculado de acordo com a
área e o terapeuta mantem o cluster em movimento
percorrendo a área lentamente, e segurando o cluster a uma
pequena distância da pele.

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Sugestões de tempo de aplicação:

Técnica Pontual
Cluster LED azul: 1:30 min por ponto.
Cluster LED vermelho: 1:30 min por ponto.
Cluster LED infravermelho: 1 min por ponto.
Cluster Laser vermelho + LED vermelho e infravermelho: 1 min por ponto.
Cluster Laser infravermelho + LED vermelho e infravermelho: 1 min por ponto.

Técnica de varredura por áreas:

Cluster de LED azul

Cluster de LED vermelho

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Cluster LED infravermelho


Cluster de Laser vermelho + LED vermelho e infravermelho
Cluster Laser Infravermelho + LED vermelho e infravermelho

Observação: para a aplicação corporal a sugestão é que se utilize a técnica pontual e seu
tempo correspondente.
Todos os tempos sugeridos levam em conta cerca de 3 Joules de energia. Caso queira
modificar essa dose / tempo, utilize a fórmula: Energia (J) = Potência (W) x Tempo (s) para realizar
o cálculo.

Utilização dos LED’s com peelings fotoativados


Os peelings fotoativados são produtos que possuem ativos cuja estrutura química sofre
ativação/ estimulação quando expostos às radiações de comprimentos de onda específicos
(cromóforos). Estes cromóforos exógenos contidos na fórmula farmacêutica aumentam a
absorção da luz, potencializando os efeitos terapêuticos dos LED’s, bem como do produto que está
sendo utilizado.
Existem produtos específicos para esta técnica, que podem utilizar tempos e comprimentos
de ondas diferentes, portante sempre devem ser utilizados sempre de acordo com a orientação do
fabricante do produto, contate-os para maiores informações.

Indicações:
 Rejuvenescimento
 Acne
 Melanoses
 Manchas

Sugestões de Protocolos:
Acne
 Luz Azul e Luz Vermelha.
 Frequência: Modo contínuo.
 Associações: Peelings químicos e mecânicos, cosméticos adstringentes e secativos,
drenagem linfática e limpeza de pele.
 Realizar as sessões de 1 a 3 vezes por semana.

Rejuvenescimento
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 Luz Vermelha + luz infravermelha.


 Frequência: Modo contínuo.
 Associações: Radiofrequência, peelings químicos e mecânicos, cosméticos,
carboxiterapia, luz intensa pulsada.
 Realizar sessões de 1 a 3 vezes por semana.

Manchas
 Luz Azul + luz vermelha.
 Frequência: Modo contínuo.
 Associações: Peelings químicos e mecânicos, cosméticos.
 Realizar sessões de 1 a 2 vezes por semana.

Alopécia
 Luz vermelha.
 Frequência: Modo contínuo.
 Associações: Carboxiterapia, microagulhamento, fatores de crescimento, tônicos
fotoativados.
 Realizar sessões de 1 a 2 vezes por semana.

Pós-procedimentos invasivos, peelings de alta concentração, laseres ablativos e pós-


cirúrgicos:
 Luz azul e infravermelha.
 Frequência: Modo pulsado (em 80 Hz) até 72 horas após o procedimento, e a partir
de então, de acordo com a evoluação do paciente, pode se modificar para o modo
contínuo.
 Realizar as sessões de 2 a 3 vezes por semana.

Cicatrização:
 Luz azul e vermelha.
 Frequência: Modo contínuo.
 Realizar as sessões de 2 a 3 vezes por semana.

Cuidados com o equipamento:


 Limpar e higienizar o equipamento e clusters / canetas a cada atendimento com clorexidina
a base de água a 0,5%.
 Equipamento bivolt automático (maiores informações no manual de operações).
 Manutenção (mais informações em seu termo de garantia).

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