Você está na página 1de 6

Projecto de Obras de Urbanização

- Rede de Distribuição de Gás Natural -

COMPLEXO HABITACIONAL – LOTEAMENTO DO FUNDO DO SOBRAL

PROJECTO DE OBRAS DE URBANIZAÇÃO:

REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE GÁS NATURAL

- MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA -

1. INTRODUÇÃO

A presente memória descritiva e justificativa diz respeito ao projecto de abastecimento de gás


natural em média pressão a um Loteamento que ____________ pretende levar a efeito na
freguesia de Feitosa, concelho de Ponte de Lima.

A rede de abastecimento de gás natural a implantar servirá um conjunto de 29 lotes para


habitação unifamiliar em banda, com acessos automóvel e pedonal a partir dos arruamentos.

A zona em estudo ainda não dispõe de rede de distribuição de gás natural, pelo que, o
loteamento será abastecido provisoriamente por um reservatório. A rede será dimensionada para
gás natural, de acordo com os seguintes pressupostos:

 Pressão mínima de abastecimento aos fogos de ____ bar;


 Pressão média no início do troço de abastecimento de ___ bar;
 Diâmetro mínimo das tubagens em PEAD de 63mm
 Velocidade máxima de ____ m/s.

O local integra-se na área de concessão _________________, pelo que, o presente projecto,


além de obedecer integralmente às disposições estipuladas na Portaria 386/94 de 16 de Junho,
alterada pela portaria 690/2001 de 10 de Julho, seguirá igualmente às orientações normativas da
concessionária.

2. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

O presente projecto foi realizado em conformidade com a legislação aplicável, designadamente:

 Decreto-Lei 263/89 de 17 de Agosto;


 Decreto-Lei 521/99 de 10 de Dezembro;
 Portaria 386/94 de 16 de Junho, alterada pela Portaria 690/2001 de 10 de Julho;

Foi ainda considerada as especificações técnicas do Operador de Redes de Distribuição (ORD),


especificamente:

 ET 114 - Banda Avisadora


 ET 301 - Tubagens de Polietileno para Gás
 ET 302 - Acessórios de Polietileno para Gás
 ET 304 - Válvulas em Polietileno

1
Projecto de Obras de Urbanização
- Rede de Distribuição de Gás Natural -

 ET 436 - Armário "S 2300"


 ET 437 - Inscrições na Porta da Caixa de Abrigo a Equipamentos de Gás nos Edifícios
 ET 501 - Abertura de Vala
 ET 502 - Fecho de Vala e Reposição de Pavimento
 ET 604 - Instalação de Purgas na Rede Secundária de Polietileno

3. CONCEPÇÃO E DESCRIÇÃO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE GÁS

A rede de distribuição de gás será enterrada, sendo dimensionada para comportar Gás Natural,
com as seguintes características:

Gás Natural do Tipo H


Metano
Outros Hidrocarbonetos
Azoto
Dióxido de Carbono
Hélio
Poder Calorífico Inferior
Poder Calorífico Superior
Densidade Relativa ao Ar
Densidade Corrigida
Índice de Wobbe

Prevê-se a instalação do reservatório GPL em terreno sobrante à entrada do loteamento, onde


facilmente poderá ser ligado à rede da concessionária. Daí parte a rede do loteamento,
(descrever a solução de projeto desde o ponto de ligação até à CCG das moradias)

Dadas as características do loteamento, considerou-se no dimensionamento um tipo de consumo


_______ (doméstico, comercial, industrial, etc.), composto por_____________ (identificar os
equipamentos previstos para a solução), resultando numa potência instalada estimada de ____
kW por fogo.

Os coeficientes de simultaneidade a considerar no cálculo são dados na tabela seguinte:

Nº de Fogos Com aquecimento


1 1
2 0,70
3 0,60
4 0,55
5a7 0,50
6 a 10 0,45
Mais de 10 0,40

O dimensionamento foi realizado recorrendo às fórmulas de Renouard simplificadas para média


pressão, donde:

2
Projecto de Obras de Urbanização
- Rede de Distribuição de Gás Natural -

D = (4.86 × 104 × Q1,82 × d × L / (Pa2 – Pb2)) (1/4.82)

em que:
Pa - Pressão absoluta na origem (Kg/cm2)
Pb - Pressão absoluta final (Kg/cm2)
Q - Caudal (m3/h)
D - Diâmetro da tubagem (mm)
L - Comprimento da tubagem (Km)
d - Densidade corrigida do gás natural

A rede será executada em _______________ (colocar aqui as tubagens que resultam do


cálculo), conforme os cálculos apresentados em anexo. Os ramais de edifício serão em PE DN
20mm, de acordo com as recomendações da concessionária relativamente a ramais de edifício.

4. DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS

A tubagem a instalar será de polietileno (PE) da série SDR 11 sendo a resina do tipo PE 80, com
pressão máxima de trabalho de 4 bar relativos e compatível com os acessórios a acoplar. Os
tubos de Polietileno deverão cumprir a Norma ISO 4437. Os acessórios a utilizar serão do tipo
electrossoldável e devem ser compatíveis com a tubagem a utilizar.

O traçado das tubagens deve ser o mais rectilíneo possível. Na colocação em obra, o tubo
deverá ficar ligeiramente “ondulante”, isto é, não deverá ficar instalado sob tensão. Quando for
necessário efectuar mudanças de direcção, estas far-se-ão por dobragem a frio dos tubos, de
maneira a que o raio de curvatura da tubagem dobrada seja no mínimo igual a 30 vezes o
diâmetro externo desta. Se a curvatura da tubagem tiver de ser inferior a esse valor, é obrigatória
a utilização de acessórios de modelos oficialmente aprovados (art.º. 18 da Portaria 386/94 de 16
de Junho).

O recobrimento da tubagem de gás deve ser, no mínimo, de 0,6 m (art.º 23 da Portaria 386/94 de
16 de Junho). No entanto, se for construtivamente impossível ou inconveniente a colocação da
tubagem a profundidade que garanta aquele recobrimento, pode ser instalada a menor
profundidade, desde que seja protegida com uma laje que assegure a degradação de cargas, de
forma que, as cargas exercidas sobre a tubagem sejam equivalentes às que se exerceriam com
recobrimento de 0,6 m.

O atravessamento de arruamentos será realizada perpendicularmente e a sua protecção terá de


ser feita com manilhas de cimento. Deverá neste atravessamento ser instalado a montante e a
jusante uma válvula de corte rápido em polietileno.

A tubagem só pode ser assente após a protecção das extremidades do tubo com tampões, para
evitar a entrada de água ou materiais estranhos.

O enchimento da vala faz-se, em primeiro lugar, utilizando material idêntico ao da primeira


camada (areia doce e fina ou equivalente) para que a tubagem fique nele completamente
envolvida, mantendo a espessura mínima de 0,10 m em todas as direcções (art.º 24 da Portaria
386/94 de 16 de Junho). O enchimento da vala prosseguirá, até 0,3 m acima da geratriz do tubo,
com terra crivada, podendo esta provir da própria escavação da vala, a qual será correctamente
compactada por camadas de 10 cm. Será, então, colocada a 0, 30 m acima da geratriz superior
da tubagem instalada, uma banda avisadora de polietileno ou polipropileno – tipo “PLYAGE HZF
300AM”, de acordo com a especificação ET114, de cor amarela contendo as inscrições “Atenção
Gás - Portgás” (art.º 8 da Portaria 386/94 de 16 de Junho), sendo posteriormente executado o

3
Projecto de Obras de Urbanização
- Rede de Distribuição de Gás Natural -

restante recobrimento com materiais isentos de pedras e em camadas que garantam uma
perfeita compactação.

Quando as tubagens de gás são colocadas na proximidade de outras instalações subterrâneas,


as distâncias mínimas a respeitar entre a geratriz da tubagem de gás e cada uma dessas outras
instalações subterrâneas, deverão ser (art.º 25 da Portaria 386/94 de 16 de Junho) 0,5m
relativamente à tubagem de esgotos e 0,2m relativamente às restantes tubagens. No entanto,
estas distâncias podem ser encurtadas desde que a tubagem de gás seja instalada dentro de
uma manga de protecção. Neste caso, as extremidades da manga não podem ficar situadas a
distância inferior à legalmente imposta para as outras instalações subterrâneas contra a qual
exercem protecção.

Se um troço da rede tiver de ser implantado num percurso paralelo a uma outra tubagem de gás
e não for possível garantir uma distância superior a 0,2 m, deve ser construído entre as duas
tubagens, um murete de protecção.

As tubagens não poderão ser implantadas a menos de 0,2 m de obras de alvenaria enterradas na
sua vizinhança. Se, por imperativos de construção, esta distância tiver de ser encurtada, a
tubagem tem de ser protegida com manga. Nenhum troço de rede de gás canalizado pode ser
directamente encastrado numa alvenaria nem a ela encostar directamente, tendo sempre de ser
protegida com uma manga.

As mangas de protecção têm de ser de material incombustível, imputrescível e resistente.


Sempre que a protecção da rede de gás se faz contra cabos eléctricos ou telefónicos, a manga
terá que ter características isolantes. Sempre que a manga for em tubo de aço, envolvendo
tubagens catodicamente protegidas, a manga deve ser também catodicamente protegida.

Todas as soldaduras a executar na rede de distribuição de gás deverão ser feitas através de
uniões electrosoldáveis, devendo-se na utilização destas uniões (derivações de rede, reduções
de diâmetro, válvulas, etc...), utilizar-se sempre posicionadores e fixadores de tubagem.

Os ramais de edifício, serão devidamente selados conforme indicação do distribuidor, com a


caixa de corte geral do edifício inserida em muro de blocos de betão no limite dos lotes, ficando
posteriormente embebidas nos muros das construções.

A ligação da rede de distribuição (ramais de edifício) à rede de utilização de cada lote será
executada com transições PE/METAL, sendo estas, acessórios de roscar com junta esferocónica.
Deverão estar visitáveis, numa caixa de visita na parede à entrada de cada edifício (ex: na caixa
de corte geral do edifício – caixa tipo S 200 VG) no caso de lotes para habitação multifamiliar e
essas caixas deverão localizar-se no muro limite de propriedade com acesso pelo exterior nos
lotes para habitação unifamiliar.

Na Infra-estruturação do loteamento, caso não existam os armários/caixas de abrigo, não


deverão ser instalados os ramais de gás nas moradias. Na fase de construção das mesmas,
instalar-se-á o ramal de gás e o armário respectivo, procedendo-se à ligação à rede de
distribuição de gás.

5. ENSAIOS

Terminada a construção, e antes da entrada em serviço, toda e qualquer rede de distribuição é


obrigatoriamente submetida, em toda a sua extensão, de uma só vez ou por troços, aos ensaios
de resistência mecânica e estanquidade.

4
Projecto de Obras de Urbanização
- Rede de Distribuição de Gás Natural -

A realização dos ensaios far-se-á na presença de uma Entidade Inspectora que elaborará um
relatório (art.º 32 da Portaria 386/94 de 16 de Junho), no qual consta:

 A referência dos troços ensaiados;


 Data, hora e duração do ensaio;
 Temperatura do fluido durante o ensaio;
 Pressões, inicial e final do ensaio;
 Conclusões;
 Observações particulares.

O ensaio de resistência mecânica será realizado à pressão de 6 bar, durante 6 horas, após a
estabilização das condições de ensaio. Neste ensaio, a Entidade Inspectora procederá à medição
contínua das pressões e temperaturas, com auxílio de aparelhos registadores, após o que deverá
emitir o relatório referente ao ensaio. Os ensaios consideram-se satisfatórios se, após a
estabilização das condições de ensaio, a pressão se mantiver constante nas 6 horas seguintes,
com eventual correcção face às variações de temperatura.

O Ensaio de estanquidade deve ser realizado utilizando uma coluna de mercúrio (ou manómetro
equivalente calibrado, com resolução de 1 mbar), a uma pressão de 0,5 bar e uma duração
mínima de 24 horas. Far-se-á a leitura inicial e final de ensaio. A verificação de estanquidade de
todas as juntas será efectuada com um produto espumífero.

Os fluídos de ensaio admissíveis são o ar e o azoto.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma vez construída, a rede deve ser representada em desenhos à Esc.1/200, designados como
Desenhos “Como-Construído”, nos quais serão representados, entre outros, os seguintes
elementos:

 Tipo de material utilizado e respectivo diâmetro;


 Posicionamento em projecção horizontal, mencionando a profundidade de assentamento
dos tubos;
 Acessórios utilizados e respectivo posicionamento.

Os Desenhos “Como-Construído” cumprirão integralmente a Especificação técnica Portgás,


ET550, e serão elaborados à medida que a obra for avançando, para que todos os obstáculos
que interfiram com a rede de distribuição e todas as instalações subterrâneas detectadas na sua
vizinhança, fiquem convenientemente representadas.

Todos os materiais a empregar deverão obedecer rigorosamente às características definidas


neste projecto e os eventualmente omissos não poderão ter qualidades inferiores às
especificadas na legislação e normalização em vigor.

_________, ________________________

O Técnico Responsável

(_____________)

5
Projecto de Obras de Urbanização
- Rede de Distribuição de Gás Natural -

- ÍNDICE GERAL -

I - DOCUMENTOS

- Termo de Responsabilidade
- Fotocópia do Bilhete de Identidade
- Fotocópia da Licença de Projectista
- Fotocópia da Cédula Profissional
- Fotocópia da Declaração da Ordem dos Engenheiros

II - MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA

1. INTRODUÇÃO...............................................................................................................................1

2. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL.............................................................................................................1

3. CONCEPÇÃO E DESCRIÇÃO DA REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE GÁS................................................2

4. DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS.......................................................................................................3

5. ENSAIOS.......................................................................................................................................4

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................................5

Anexo: Cálculos

III – MAPA DE QUANTIDADES DE TRABALHO

IV – ESTIMATIVA ORÇAMENTAL

V - PEÇAS DESENHADAS

Você também pode gostar