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ISBN: 978-85-54087-38-8

PRÓTESE/DTM

TOXINA BOTULÍNICA NO
TRATAMENTO DE DTM – REVISÃO DE LITERATURA
Juliana da Costa Furtado (julianna_jcf@hotmail.com)
Universidade Metropolitana de Maringá (Unifamma)
Dr Julyano Vieira
Lorenza Micaela Petta Dianin

A Disfunção Temporomandibular (DTM) é uma doença multifatorial, relacionada a alterações funcionais


orofaciais, incluindo a Articulação Temporomandibular (ATM), os músculos da mastigação e as estruturas
adjacentes, como ligamentos, discos e ossos. Pacientes com esse tipo de alteração podem apresentar como
sintomas dores na face e cabeça, dores de dente e/ou nos ouvidos, sensibilidade à palpação dos músculos
mastigatórios e/ou ATM, estalos e ruídos articulares durante os movimentos mandibulares e ainda limi-
tações desses movimentos, sendo o trismo um dos exemplos. Dentre os fatores que podem influenciar o
desenvolvimento da disfunção encontram-se as condições psíquicas, sendo provocadas, na maioria dos
casos, por situações de estresse e ansiedade em variados graus, isso somado à dor causada pela patolo-
gia ocasiona um aumento da tensão elástica, conhecida como tônus, nos músculos circunvizinhos à arti-
culação temporomandibular, levando o paciente a apresentar os sintomas citados acima. Contudo ainda
não existem estudos conclusivos que comprovem as causas da Disfunção Temporomandibular e há muita
controvérsia no protocolo de tratamento da DTM, já que não se sabe exatamente a sua fisiopatologia. Mé-
todos terapêuticos vêm sendo adotados para eliminar e/ou aliviar a dor temporomandibular, como o uso
da toxina botulínica tipo A. A toxina botulínica é utilizada no Brasil desde 2011 conforme a resolução CFO
- 112/2011 e oficialmente em 2014 conforme a resolução CFO-145 (Art. 2°) na utilização da Odontologia
para fins terapêuticos, o que permite a utilização no tratamento de DTM. A toxina botulínica é uma pro-
teína catalisadora derivada de uma bactéria anaeróbica (Clostridium botulinum), que age nas terminações
nervosas. Existem um total de oito (8) tipos sorológicos diferentes da toxina botulínica, porém apenas a
do tipo A é utilizada para fins terapêuticos na odontologia, pelo fato de ser a mais potente. Esse método de
utilização da toxina vem crescendo gradualmente, devido às suas potentes propriedades relaxantes mus-
culares, além de ser uma técnica minimamente invasiva com poucos efeitos colaterais, que podem incluir
sintomas semelhantes à gripe, alterações na expressão facial e/ou transtornos na mastigação relacionados
com a injeção no músculo masseter. Sua aplicação por via subcutânea tem, em média, eficiência de três
(3) a seis (6) meses, impedindo a contração temporária dos músculos da mastigação através da inibição da
liberação do neurotransmissor acetilcolina, responsável por enviar a informação elétrica do cérebro para os
músculos, na junção neuro-neuromuscular, gerando conforto e alívio ao paciente. Apesar de sua eficiência
ter sido mostrada em diversos trabalhos muitos autores não a reconhecem, pelo motivo de haver poucos
dados e estudos conclusivos sobre sua funcionalidade.

Palavras-chaves: disfunção temporomandibular, toxina botulínica, estresse.

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