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Lição 4

Elias e os profetas de Baal

TEXTO ÁUREO

“Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois
pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo lhe não
respondeu nada” (1 Rs 18.21).. – O clássico desafio de Elias, até quando coxeareis,
revela o coração dividido do povo. Eles deviam seguir ao Senhor de todo o coração ou
não segui-lo em absoluto[a].
VERDADE PRÁTICA

O confronto entre Elias e os profetas de Baal marcou definitivamente a separação entre


a verdadeira e a falsa adoração em Israel.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 18.36-40.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:


 Destacar a importância de se confrontar os falsos deuses;
 Explicar quais são os perigos de dar crédito aos falsos profetas; e
 Conscientizar-se da necessidade de confrontar a falsa adoração.

Palavra Chave
Falso: adj.
1. Não verdadeiro; não verídico.
2. Fingido, simulado.
3. Enganoso; mentiroso.
4. Desleal, traidor.
5. Adulterado, falsificado.
6. Suposto, que não é o que diz verdade.
7. Pessoa falsa.
8. Esconderijo; vão dissimulado debaixo de uma escada, de um móvel, etc.
adv.
9. Com falsidade; em falso.
em falso: errando o passo, a pancada, o movimento, etc. [b]

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Elias depois de transmitir a mensagem a Acabe, retirou-se, conforme a palavra de


YAHWEH, para um lugar alto junto ao ribeiro de Querite, além do Jordão, onde foi
alimentado por corvos. Quando o ribeiro secou, YAHWEH o envia a uma viúva em
Sarepta, cidade de Sidom, cujas provisões já eram escassas porém, viu o Deus de Israel
provê alimentado para ela, seu filho e o profeta, que permaneceu com ela durante dois
anos. Neste período de tempo, o filho da viúva morreu e foi ressuscitado por Elias (1Rs
17.2-24). Ao fim desse período de retiro, Elias encontrou-se com Obadias, o intendente
do palácio de Acabe, a quem o rei enviara à procura de pastagens para os animais e que
Elias enviou de volta ao seu senhor para que lhe dissesse que ele estava ali. Acabe não
demora em encontrar-se com Elias e acusa-o de ser o perturbador de Israel. Elias
desafia-o, então, que se oferecessem sacrifícios públicos, com o objetivo de se
determinar quem era o verdadeiro Deus. O monte Carmelo foi o palco onde o povo caiu
sobre o seu rosto, chorando: "Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!" Elias conclui
dessa forma o seu importantíssimo ministério, restabelecendo o culto monoteísta de
YAHWEH. O profeta ainda ordena a morte de todos os profetas de Baal (dono, senhor,
marido, deus da água, do fogo, da fertilidade), nenhum deles escapou. Então,
imediatamente os céus se abriram e a chuva caiu sobre a terra, de acordo com a palavra
proferida por Elias e em resposta à sua oração (Tg 5.18). Hoje, estudaremos como o
profeta Elias foi usado pelo Senhor para confrontar os falsos profetas com seus falsos
deuses, fazendo com que o povo de Deus abandonasse a falsa adoração. Elias estava
entre os maiores profetas bíblicos. Quando a nação de Israel mergulhou em sua mais
profunda degradação, Elias foi o instrumento de Deus para desafiar o povo inconstante a
retornar. Sua tarefa foi tremenda! Seus inimigos eram poderosos. O povo era ignorante
e vacilante. No meio da terrível confusão religiosa do reinado de Acabe, Elias tentou
realizar um renascimento espiritual muito necessário. Consideremos como os desafios
que ele fez a Israel precisariam ser ouvidos nos dias de hoje. Tenham todos uma
excelente e abençoada aula!

I. CONFRONTANDO OS FALSOS DEUSES

1. Conhecendo o falso deus Baal. Elias propôs um desafio não apenas à Baal, mas
também à Aserá (também conhecido como Astarte, Asterote, árvore da vida, poste-
ídolo, esposa de Baal, deusa da feritlidade, mãe, esposa de Baal), sua consorte, as duas
divindades cananéias importadas naquela época, as quais descreveremos agora. O termo
hebraico (‫“ )בַּ עַּל‬Baal”, na sua origem, significava “senhor”, ou “possuidor”, mas
posteriormente empregava-se para mostrar a relação do homem para com sua mulher,
ou da divindade para com o seu adorador. Baal era filho de Dagon. Adorado como o
deus da natureza. Alguns mitos descrevem a sua batalha contra a morte, a esterilidade e
as inundações. Muitas vezes Baal significa simplesmente divindade e não
necessariamente um nome próprio. De fato encontramos, muitas vezes, um adjetivo que
qualifica o substantivo: Baal-berith (senhor da aliança); Belzebu (senhor das moscas),
etc. Quando os israelitas entraram em Canaã, notaram que cada trecho da terra tinha sua
própria divindade. Dessa forma, constatamos o relato de vários Baais, cuja forma plural
foi traduzido por Baalins (1Rs 18.18). Na maioria das vezes, o sobrenome da divindade
variava de acordo com a localidade. Um exemplo disso é Baal-Peor, divindade de uma
área correspondente a uma montanha na região ao norte do Mar Morto e defronte de
Jericó (Nm 25.3).
2. Identificando a falsa divindade Aserá. Asera, Astarte ou Astarote são três termos
correlatos que tratam da deusa-mãe com aspectos de deusa da fertilidade, do amor e da
guerra, conhecida dos israelitas por meio dos cananeus (1Rs 11.5). Os israelitas
adotaram a adoração a Astarote juntamente com a adoração a Baal logo após chegarem
à terra prometida (Jz 2.13). Era uma adoração comum no tempo de Samuel (1Sm 7.3,4;
12.10), tendo recebido sanção real por parte de Salomão (1Rs 11.5). Outra expressão
correspondente a Asera é “poste-ídolo”. O Antigo Testamento se refere algumas vezes
ao poste-ídolo como uma deusa (2Rs 23.4 – Almeida Revista e Atualizada), interessante
que a NVI (Nova Versão Internacional) traduz essa mesma expressão por “Aserá”, o
poste-ídolo também é usado acerca de uma imagem feita para essa deusa (1Rs 15.13 –
Almeida Revista e Atualizada). Em hebraico, transliterado, temos Ashtoreth (em
ugarítico ‘Attart e em acádico As-tar-tu). Era adorada sobretudo na região do atual
Líbano (Tiro, Sidom e Biblos), pelos cananeus (1Rs 11.5), mas também em Malta,
Sardenha, Sicília, Chipre e Egito. No mundo latino foi identificada com Vêneris; no
Egito com Ísidis. Em época helenística foi identificada com Afrodite ou com a deusa
Síria. Tinha como símbolos o leão, o cavalo, a esfinge e a pomba. Era a deusa da
fertilidade, do amor e da guerra. Aparece diversas vezes no Antigo Testamento e o
vocábulo hebraico usado reconduz ao termo hebraico “vergonha”, mostrando o juízo
negativo do povo hebreu em relação ao culto dessa deusa.
SINOPSE DO TÓPICO (I)
A crença popular cananita dizia que El era o deus principal, ou seja, o pai dos outros
deuses, e Aserá era a deusa-mãe.

II. CONFRONTANDO OS FALSOS PROFETAS

1. Profetizavam sob encomenda. ‘Mas o que é espiritual discerne bem tudo...


comparando as coisas espirituais com as espirituais’ (1Co 2.15,13). Aqueles profetas de
Baal, sustentados pelo estado, tinham como propósito agradar o rei em tudo. Eram
profetas sim, contudo, profetas de uma falsa divindade. Mas não nos é estranho
encontrarmos profetas do Deus Único que em nada diferem daqueles que cercavam a
mesa de Acabe. No dizer de Paulo, estes tais serão discernidos pelos espirituais! Nos
dias de Jesus existiam ministros que ‘exteriormente pareciam justos aos homens’ (Mt
23.28). Mas interiormente eles estavam cheios de hipocrisia e iniquidade. Sua aparência
era enganadora até que os verdadeiros motivos fossem expostos pela luz da Palavra viva
de Deus. Jesus comparou seus corações ao solo ruim que produzia frutos pecaminosos
(Mt 13.1-23; 15.17-20)”. Claro está que temos a obrigação de julgar os profetas pelos
seus frutos, isto também fica claro nos escritos de Paulo e João (1Ts 5.21; 1Jo 4.1; 1Co
14.29).
2. Eram mais numerosos. O relato Bíblico afirma que os profetas de Baal eram 450, e
os profetas de Aserá eram 400 (1Rs 18.19), ampla maioria se comparado ao único
profeta de YAHWEH nesse desafio do monte Carmelo. Apesar dessa maioria numérica
no Carmelo, estes oitocentos e cinquenta profetas ficaram confundidos e
envergonhados, pois somente o Deus de Elias respondeu com fogo e dissipou toda
dúvida do coração do povo (1Rs 18.38,39). Não se pode esquecer que, Elias não estava
só enquanto servo de YAHWEH, ainda havia sete mil que não se corromperam com o
falso deus cananeu.
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Os falsos profetas de Acabe eram mais numerosos e profetizavam por encomenda

III. CONFRONTANDO A FALSA ADORAÇÃO

1. Em que ela imita a verdadeira. O dicionário Aurélio define adoração como culto a
uma divindade; culto, reverência e veneração. O mesmo dicionário define o verbo
adorar como render culto a (divindade); reverenciar, venerar. As palavras que definem
adoração, no Velho Testamento, significam ajoelhar-se, prostrar-se (#7812, Strongs),
como em Êx 20.5. As palavras que definem adoração, no Novo Testamento, significam
beijar a mão de alguém, para mostrar reverência; ajoelhar ou prostrar-se para mostrar
culto ou submissão, respeito ou súplica (#4352, Strongs), como em Mt 4.10 e Jo 4.24.
Adoração então é uma atitude de extremo respeito, inclusive ao divino, que se expressa
com ações singulares de reverência e culto. Qual é a adoração que Deus realmente
espera de nós? Qual é o som e a canção que Ele verdadeiramente espera de nós? Será
que nossos dons e talentos fazem algum barulho no trono de Deus? Será que Ele
consegue ouvir canções e vozes lindas, mas corações ocos e vazios? Qual é o verdadeiro
som que ecoa no céu? João Calvino chamou, de maneira apropriada, o coração humano
de “uma fábrica de idolatria”, querendo dizer que a adoração fiel não acontece
naturalmente nos seres humanos caídos. Pecadores se tornam idólatras porque Deus
plantou tão profundamente a necessidade dEle mesmo nos corações humanos, que
quando não conhecemos ao Deus verdadeiro, inventamos falsos deuses, falsa religião e
falsa adoração. Deus adverte contra tal adoração idólatra no primeiro mandamento:
“Não terás outros deuses diante de mim”. A adoração idólatra de falsos deuses é
condenada por toda a Bíblia.[c]
2. No que ela se diferencia da verdadeira. Seria um engano severo achar que toda e
qualquer expressão verdadeira de adoração é oriunda do homem. Do homem não pode
emanar a verdade pura. O homem possui um coração enganoso e uma mente limitada
(Jr 17.9; Is 55.8,9). Essas duas coisas geram um erro que não é percebido facilmente
pelo homem, especialmente quando a maioria ao seu redor está envolvida no erro (2Tm
4.3,4). Não é sabedoria colocar base de sustentação naquilo que é enganoso e limitado.
Devemos usar o que é firme e eterno. Se essa sustentação não vem do homem, tem que
vir do que não é contaminado pelo homem. Somente a Bíblia, por ser dada pela
inspiração do Espírito Santo, é a base firme para estipular o que é a adoração
verdadeira. Se a Bíblia por escrito for a base; ela será a base "mui firme" (2Pe 1.19; Hb
4.12). Se as Escrituras Sagradas forem a nossa única regra de fé e prática, então tudo o
que não concorda com elas será julgado como falso (Is 8.20). Não é válido estipular
uma parte exclusiva da Palavra de Deus para a nossa sustentação do que é adoração
verdadeira, pois "Toda a Escritura é inspirada e proveitosa" (2Tm 3.16; Rm 15.4). Por
ser a Bíblia completamente dada por Deus, é ela que define para nós o que é a adoração
verdadeira. Todos os cristãos precisam cultivar uma vida com Deus que está em
crescimento e desenvolvimento. Se não estivermos crescendo, estagnaremos ou
morreremos. A adoração coorporativa, oficial, do povo de Deus é um meio crucial e
essencial que Deus deu para nos ajudar a crescer. Pense sobre as palavras de Hebreus
10.19-22: “Tendo pois, irmãos, ousadia para entrarmos no santíssimo lugar, pelo sangue
de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos inaugurou, através do véu, isto é, da sua
carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com
verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má
consciência, e o corpo lavado com água limpa.” Esta passagem chama os cristãos para
se achegarem a Deus através de Cristo, visto que, mesmo como cristãos,
experimentamos uma distância entre nós mesmos e Deus, que somente a obra de Cristo
pode superar. Precisamos nos achegar a Ele pessoalmente e individualmente em
devoção, meditação e oração; mas nós também precisamos nos achegar a Ele,
encontrando-O na comunhão do Seu povo, onde Deus promete estar especialmente
presente (Mt 18.20). Nos encontramos com Deus quando o povo de Deus se reúne
junto, ora junto, canta junto, e ouve a Sua palavra junto. O Cristianismo é uma religião
na qual indivíduos se tornam uma parte integral do corpo de Cristo. Não somos
simplesmente uma associação de indivíduos, mas estamos organicamente unidos uns
aos outros (1Co 12.12-27; Ef 1.22-23). Expressamos que somos o corpo de Cristo,
especialmente quando encontramos a Deus juntos em adoração pública.[c]
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A verdadeira adoração firma-se na revelação de Deus na história.

IV. CONFRONTANDO O SINCRETISMO RELIGIOSO ESTATAL


1. O perigo do sincretismo religioso. Precisamos ouvir o convite da Escritura para
promover a adoração santa e fugir da idolatria. Mas a adoração de falsos deuses não é
somente o único tipo de idolatria condenada na Bíblia. O segundo mandamento nos
ensina que a idolatria não é somente uma questão de adorar falsos deuses, que é
proibido no primeiro mandamento. É também uma questão de adorar o verdadeiro Deus
falsamente. O segundo mandamento diz, “Não farás para ti imagem de escultura, nem
alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas
debaixo da terra. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que
há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. E faço
misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos”
(Êx 20.4-6). Este mandamento claramente proíbe o uso de imagens de Deus na
adoração, mas também implicitamente proíbe toda invenção humana na adoração. A
proibição contra imagens significa que devemos adorar o verdadeiro Deus somente nas
formas que Lhe agrada. O povo de Israel reivindicou que eles estavam adorando o
Senhor como o verdadeiro Deus quando eles fabricaram o bezerro de ouro. Eles
consideravam a imagem como Jeová (Êx 32.5-6). Mas tal falsa adoração ofendeu a
Deus e trouxe julgamento sobre o povo. A história do bezerro de ouro nos lembra que o
próprio povo de Deus pode cair em idolatria em sua adoração dEle. Podemos querer ser
criativos e originais na adoração, mas essa criatividade pode conduzir à idolatria.
Repetidamente no Antigo Testamento, Deus julgou Seu povo por causa de falsa
adoração. Os filhos de Aarão, Nadabe e Abiú, foram fulminados e caíram mortos, por
causa de oferecer “fogo não autorizado perante o SENHOR, contrário ao seu
mandamento” (Lv 10.1). Jeroboão, o primeiro rei do reino norte de Israel, e seus
herdeiros foram consistentemente criticados como idólatras por causa das imagens e dos
falsos templos e cultos dedicados ao Senhor. O povo de Deus foi censurado nestas
ocasiões, não porque adoraram falsos deuses, mas porque adoraram o verdadeiro Deus
falsamente. O Novo Testamento também adverte contra agradar a nós mesmos com a
falsa adoração. Paulo escreveu ao Colossenses condenando suas novidades e
experiências como “adoração auto-imposta” (Cl 2.23). Jesus advertiu contra permitir
que tradições dominem e subvertam a Palavra de Deus: “E assim por causa da vossa
tradição invalidastes a palavra de Deus” (Mt 15.6). Jesus não estava falando sobre
adoração quando ele fez esta declaração, mas então ele usou Isaías 29.13, que é sobre
adoração, para confirmar suas palavras: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca
e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me
adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (vv. 8-9). Ele estava
dizendo que o nosso culto a Deus, seja na vida em geral ou na adoração coorporativa,
não deve ser determinada pela tradição, mas deve seguir o ensinamento de Deus na
Bíblia. Paulo especificamente advertiu os Coríntios contra a falsa adoração na forma
que eles estava administrando a Ceia do Senhor. Os pecados e os erros que infectavam
sua adoração levaram Paulo a acusá-los de destruir este sacramento: “De sorte que,
quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor” (1Co 11.20). De
fato, Deus se preocupa tanto sobre a adoração que Paulo registra que Deus visitou os
Coríntios com julgamento por causa dos seus abusos na adoração, relacionados a este
sacramento: “Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que
dormem”. A Bíblia nos lembra que nem nossos instintos, nem nossas tradições e nem
nossas experiências são guias confiáveis para a adoração. A própria Bíblia é nosso único
guia confiável. Uma das ironias do nosso tempo é que muitos cristãos que afirmam a
inerrância da Bíblia não a estudam realmente para descobrir o que ela diz sobre
adoração. Nós devemos examinar as Escrituras para encontrar a vontade de Deus para
nos guiar em nossa adoração. A Declaração de Cambridge faz a seguinte declaração:
“Somente a Bíblia ensina o que é necessário para nossa salvação do pecado e qual é o
padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser medido”.[c]
2. A resposta divina ao sincretismo. A Bíbia de Estudo Shedd apresenta a seguinte
nota textual: "Este ato de matar ofenderia sensibilidade do homem moderno, pois que já
estamos na era da graça de Cristo; mas para aquele povo, naquela situação histórica se
justificava por vários motivos: 1) Vingava a morte dos profetas do Senhor; 2) Era o
cumprimento do julgamento do Senhor contra os falsos profetas em Israel (Dt 13. 1-5);
3) Era uma guerra autêntica, dos servos de Baal contra o Senhor e seus seguidores
(Bíblia de Estudo Shedd, pp 515)." Israel era uma teocracia, uma sociedade fundada e
contida sob Deus. Deuteronômio 13.1-5 determina a execução dos falsos profetas.
Deuteronômio 13.13-18; 17.2-7 prescreve a morte de qualquer um que abrace a idolatria
ou incite outros a se tornarem idólatras.
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
O Deus de Israel é rigorosamente contrário a idolatria. Nele não há sincretismo
religioso.

CONCLUSÃO

Elias demonstrou ser um homem de fé ao lançar o desafio contra os profetas de Baal, e


além disso, convocando o povo para uma demonstração que revelaria quem era o mais
poderoso: YAHWEH ou Baal Melkart. E se Deus não mandar fogo? – poderia titubear
Elias... Todos ali aprenderam às custas do estado que Baal era o deus que respondia com
fogo! Simbolizava as forças produtivas da natureza! Ainda mais, o desafio seria no
monte Carmelo, local onde o culto a Baal e Aserá era mais forte. Não na visão de um
homem que vive pela fé como Elias; Carmelo era o lugar ideal para confrontar os
baalins e mostrar a superioridade de YAHWEH, o Soberano de Israel sobre todos os
ídolos humanos. Sabemos pelo relato bíblico que Deus havia preservado alguns
verdadeiros adoradores, mas a grande massa estava totalmente propensa à adoração
falsa. A nação que sempre fora identificada pelo nome do Deus a quem servia, estava
agora perdendo essa identidade. Muitas pessoas em nossos dias precisam responder à
mesma pergunta que Elias fez no Monte Carmelo. Muitos estão coxeando,quer por falta
de ensino bíblico consistente, quer por negligência, ou outro qualquer motivo. Elias nos
legou o exemplo de como devemos lidar com o pecado: mostrou que essa mazela deve
ser tratada como convém e que a decisão de extirpá-la deve ser tomada com firmeza.
Não é de mais dizer ainda, que essa luta continua hoje, muita coisa em nosso meio
necessita ser levada ao vale de Querite para ser estirpada com firmeza! A falsa
adoração, falsa piedade cristã e pseudo-profetas devem ser alvos de uma igreja
triunfante que levanta a sua voz a fim de que a verdadeira adoração prevaleça. N’Ele,
que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom
de Deus" (Ef 2.8),