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“Mas, de noite, um anjo do Senhor

abriu as portas da prisão e, tirando-


os para fora, disse: Ide, apresentai-
vos no templo e dizei ao povo todas
as palavras desta vida.”
At 5.19,20
Por anunciarem o nome de
Jesus, os apóstolos foram presos,
mas o anjo do Senhor abriu as
portas do cárcere e os libertou.
I – A OPOSIÇÃO À OBRA
DE DEUS
II – A LIBERTAÇÃO DA PRISÃO
III – O QUE MAIS IMPORTA E
OBEDECER A DEUS
• ANALISAR a oposição enfrentada pela
igreja do primeiro século;
• DESTACAR o agir de Deus na libertação
dos discípulos da prisão;
• ENFATIZAR que a obediência a Deus traz
alegria e vitória.
Infelizmente ainda vemos notícias a respeito da perseguição religiosa
contra cristãos. Já no início da igreja cristã, a perseguição começou com os
judeus, depois com o Império Romano e tantos outros grupos ao longo da
história. O Diabo sempre buscou uma forma de impedir o avanço da Igreja e
seu propósito aqui na terra. E muitas vezes ele usa pessoas, até mesmo
religiosas para esse fim. No entanto, podemos estar certos de que Deus é
poderoso e estará sempre com aqueles que o servem. A obediência aos
mandamentos do Senhor deve ser incondicional, mesmo que isso traga alguma
consequência ruim. É gratificante saber que Jesus ressaltou, antes de subir aos
céus, que Ele tem toda a autoridade e, em razão disso, poderíamos sair e
pregar a todos o Evangelho (Mt 28.18-20). Jesus Cristo continua cuidando da
sua igreja em todos os momentos, mesmo quando ela passa por provações
diversas.
Pesquise e faça um resumo das principais perseguições que a
Igreja teve ao longo da história. Destaque desde o judaísmo,
passando por impérios e regimes que tentaram impedir que o
Evangelho fosse propagado. Também enfatize o fato de que Deus
comanda a história e que exemplos como a queda do comunismo têm
levado muitos a Cristo. A Igreja no ocidente é livre, mas enfrenta a
perseguição ideológica. Discuta com seus alunos a respeito da Igreja
Perseguida. Se desejar utilize o material da SENAMI (Secretaria
Nacional de Missões/www.senami.org.br).
Atos 5.17-24
17 E, levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com
ele (e eram eles da seita dos saduceus), encheram-se de inveja,
18 e lançaram mão dos apóstolos, e os puseram na prisão pública.
19 Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e,
tirando-os para fora, disse:
20 Ide, apresentai-vos no templo e dizei ao povo todas as palavras
desta vida.
21 E, ouvindo eles isto, entraram de manhã cedo no templo e
ensinavam.
Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que estavam com ele,
convocaram o conselho e a todos os anciãos dos filhos de Israel e
enviaram servidores ao cárcere, para que de lá os trouxessem.
22 Mas, tendo lá ido os servidores, não os acharam na prisão e,
voltando, lho anunciaram,
23 dizendo: Achamos realmente o cárcere fechado, com toda a
segurança, e os guardas, que estavam fora, diante das portas; mas,
quando abrimos, ninguém achamos dentro.
24 Então, o capitão do templo e os principais dos sacerdotes,
ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que
viria a ser aquilo.
O livro de Atos revela que muitos prodígios e
sinais eram feitos pelas mãos dos apóstolos. O povo os
tinha em grande estima e a multidão dos que criam
aumentava cada dia mais (At 5.12-14). O mover de
Deus chamou a atenção dos habitantes que viviam
nas cidades ao redor de Jerusalém, e as pessoas
passaram a levar até lá os enfermos, atormentados e
todos eram curados. No entanto, os líderes religiosos
saduceus encheram-se de inveja e decidiram lançar
os apóstolos na prisão.
A inveja é um sentimento diabólico e que traz
efeitos terríveis. Porém, Deus, que vê todas as coisas,
não permitiu que os apóstolos ficassem na prisão e
realizou um grande milagre libertando-os. É sobre
esse episódio extraordinário que vamos estudar na
lição de hoje.
1. A oposição dos religiosos.
Sempre que a obra de Deus avança surgem oposições. O Diabo
tentará usar de suas artimanhas para deter o progresso da
Igreja, levantando tiranos, criando leis maléficas e trazendo
perseguições. Contudo, neste caso a oposição veio justamente
daqueles que deveriam se render e apoiar os discípulos de Jesus.
Os religiosos opositores eram os saduceus, partido dos sacerdotes
que controlavam o Templo e seu ser viço. Não foi à toa que Jesus
criticou duramente os falsos religiosos que aparentavam
piedade, mas não conheciam o poder de Deus (Mt 23). De fato, o
próprio Senhor já havia predito aos seus discípulos de que seriam
expulsos das sinagogas por eles (Jo 16.1-3).
2. A inveja que corrói.
Os líderes religiosos se levantaram contra Pedro e João, pois
encheram-se de inveja. A Palavra de Deus retrata a inveja como
um sentimento terrível, um ácido que corrói e que causa todo
tipo de comportamentos ruins: "Porque, onde há inveja e
espírito faccioso, aí há perturbação e toda a obra perversa" (Tg
3.16). Como cristãos, temos de nos livrar de toda inveja e nos
encher do amor de Deus, que é paciente e bondoso. O invejoso se
sente mal diante do sucesso dos outros, e isso Deus desaprova.
Foi justamente esse sentimento maquiavélico que aqueles
homens tiveram para com o trabalho que Deus estava fazendo
por meio dos apóstolos. Que Deus nos guarde.
3. A injustiça dos homens.
Aqueles homens invejosos não se limitaram ao seu sentimento
abominável diante da obra do Senhor, mas lançaram os
apóstolos na prisão (At 5.18). Quanta injustiça. Vivemos dias em
que a injustiça impera em nosso mundo. Pessoas sendo
injustiçadas em todos os âmbitos da sociedade, porém Deus não
tem prazer na iniquidade (Sl 5.4). Mesmo vivendo em um
mundo marcado pelas injustiças, podemos e devemos viver
como santos, pois fomos alcançadas pela graça de Deus e
mediante a fé crermos na justiça do Senhor revelada no
Evangelho (Rm 1.17). Como discípulos de Jesus temos a certeza
de que um dia Deus trará justiça plena a este mundo.
1. Um anjo do Senhor liberta os apóstolos.
Depois de serem presos injustamente, o anjo do Senhor abriu as
portas da prisão e tirou os apóstolos para fora. A Carta aos Hebreus
diz que os anjos são "espíritos ministradores, enviados para servir a
favor daqueles que hão de herdar a salvação" (Hb 1.14). Podemos
nos alegrar no Senhor pelo fato de que nada e nem ninguém pode
reter o propósito dEle para sua Igreja. Mesmo que venhamos a ser
perseguidos, presos, as portas do inferno não prevalecerão jamais
contra a Igreja (Mt 16.18). Jesus disse que Ele mesmo edificaria sua
Igreja. O Evangelho tem chegado a muitos lugares hostis e
verdadeiros milagres têm acontecido para a propagação da
mensagem de salvação. Governos totalitários têm caído e a
Palavra de Deus tem entrado transformando pessoas e
comunidades.
2. A perplexidade dos incrédulos.
Pela manhã, o sumo sacerdote convocou o Sinédrio e mandou buscar os
apóstolos que estavam presos. Porém, os guardas não os acharam no
cárcere. Relataram aos seus superiores que as portas estavam fechadas
com toda segurança, as sentinelas em seus postos, mas quando abriram a
cela, estava vazia. Isso deixou a todos perplexos, pois não conseguiam
entender o que havia acontecido (At 5.24). Sabemos que muitas pessoas,
mesmo presenciando os milagres de Jesus, não creram nEle (Jo 12.37). Os
líderes religiosos estavam diante de mais um milagre, mas mesmo assim
ficaram somente na perplexidade e não creram na interferência divina.
O comentarista bíblico Matthew Henry diz que "infelizes são aqueles que
se sentem angustiados pelo êxito do Evangelho. Não podem deixar de ver
que a Palavra e o poder do Senhor estão contra eles, e tremendo pelas
consequências, mesmo assim seguem adiante."
3. Da prisão ao Templo.
O anjo ordenou aos apóstolos que, quando livres, deveriam se
apresentar no Templo e anunciar ao povo as palavras desta vida (At
5.20). E assim fizeram quando chegaram cedo pela manhã no Templo
para ensinar. Com tal milagre aprendemos que não há cárcere tão
escuro e nem tão seguro em que Deus não possa entrar, fazer um
milagre, salvar e transformar. Mesmo que passemos por momentos
tenebrosos, podemos ter a certeza de que Deus nos alcançará com sua
mão poderosa para proclamarmos as maravilhas de seu amor,
misericórdia e bondade. Assim como disse o salmista: "Tirou-me dum
lago horrível, de um charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha,
firmou os meus passos; e pôs um novo cântico na minha boca, um hino
ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR" (Sl
40.2,3).
1. A Lei de Deus está acima das leis humanas.
Depois de terem encontrados pelas autoridades no Templo os
apóstolos foram levados ao conselho. E mais uma vez o sumo
sacerdote os interrogou, dizendo que já os tinha admoestado para
que parassem de ensinar acerca de Jesus, pois estavam enchendo
Jerusalém com a nova doutrina. Aqueles homens, tão obscurecidos por
seu orgulho e pecado, não compreendiam que Jesus havia vindo para
salvá-los. Apesar de mais uma advertência para deixarem de ensinar
a respeito de Cristo, Pedro categoricamente declara: "Mais importa
obedecer a Deus do que aos homens" (At 5.29). Pedro não estava
desobedecendo à lei, mas também não estava disposto a negociar a
verdade para agradar os homens. Sabia que Deus estava acima de
qualquer lei humana quando essa entrasse em conflito com os
mandamentos divino (At 4.19).
2. Um conselho prudente, com um julgamento equivocado.
Diante da determinação dos apóstolos de que continuariam a falar a
respeito de Cristo e os muitos sinais que eram operados por eles, os
líderes se enfureceram ainda mais e queriam matá-los. Porém,
Gamaliel se levantou e deu um sábio conselho a todos. Gamaliel era
um renomado fariseu, mestre de Paulo, representante da escola de
Hilel, que favorecia uma interpretação mais liberal e humanizada da
lei. Ele disse que outros movimentos já haviam se levantado em Israel,
mas logo acabaram. Então, afirmou que se o movimento dos cristãos
fosse coisa de homens, também iria se dissolver. Mas se fosse algo de
Deus, não poderiam destruir ou fazer parar, pois seria como lutar
contra o próprio Deus (At 5.34-38). E todos concordaram com ele. O
conselho foi prudente por não incitar mais violência.
3. Perseguidos, mas triunfantes.
As autoridades chamaram os apóstolos, açoitaram-nos, mandaram
que não falassem mais no nome de Jesus e os deixaram ir. Mais uma
vez a perseguição, a afronta e o sofrimento não impediram que eles
propagassem o nome de Jesus. Será que os apóstolos ficaram
desanimados, lamentando pelo que havia ocorrido? Não! O versículo
41 diz que eles saíram da presença do conselho se regozijando por
terem sofrido por causa do nome de Jesus. Essa é a alegria que o
mundo não compreende. Eles estavam certos de que essa passageira
tribulação produziria um peso de eterna de glória (2 Co 4.17).
Aprendemos com o milagre da soltura dos apóstolos
da prisão que o Senhor cuida de sua obra e daqueles que
lhe pertencem. Nada pode impedir o avanço da Igreja do
Senhor na terra, pois o próprio Cristo disse que a edificaria
(Mt 16.18). Diante de tantas afrontas e sofrimentos os
apóstolos não cessaram de falar, no Templo e nas casas, a
respeito de Jesus. Que tenhamos a certeza de que Jesus
jamais nos deixa sozinhos em meio a uma situação difícil.
Que o nome de Jesus seja glorificado em tudo que
fizermos.
1. Por que os líderes religiosos estavam tão enfurecidos e invejosos a
ponto de prender os apóstolos e depois querer matá-los?
Aqueles homens, em razão de sua incredulidade, não conseguiram
ver que o movimento que havia iniciado era algo vindo de Deus
(Mt 22.29).

2. Quem abriu as portas da prisão?


A Bíblia nos diz que os anjos são "espíritos ministradores, enviados
para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação" (Hb
1.14) e foram eles que abriram a porta do cárcere.
3. O que aconselhou Gamaliel?
Ele disse que se o movimento dos cristãos fosse de homens, se
dissolveria. Mas se fosse algo de Deus, não poderiam destruir ou
fazer parar, pois seria como lutar contra o próprio Deus.

4. Explique como os discípulos puderam sair alegres da prisão?


Eles saíram alegres, pois se sentiram bem-aventurados por terem
sido considerados dignos de sofrer por causa de Cristo, lembrando
as palavras do Mestre no Sermão do Monte (Mt 5.11,12).
5. Você crê que Deus continua a realizar milagres?
Resposta pessoal.