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Catálogos

de dados
inteligentes:
Na linha de frente EM PARCERIA COM:

da transformação
digital
C
onfiança em informação é o que impulsiona atualmente as empresas orientadas por dados. Ao integrar e potencializar
informações de todo e qualquer lugar da empresa, os executivos têm oportunidades de gerar negócios digitais
com pouca ou nenhuma latência nas tomadas de decisão, sejam elas tomadas por humanos ou sistemas cognitivos.
A confiança extrema nas decisões tomadas em tempo real ou quase em tempo real depende de quanto essas informações
são robustas e de quanto é ampla a visão que elas oferecem da empresa, dos seus clientes, dos seus mercados e do restante
do seu ambiente.

É essencial identificar e integrar diversos tipos de informação; essa é a chave para uma estratégia de transformação digital
bem-sucedida. Nunca houve tanta pressão sobre as organizações para aprimorar produtos e serviços, se aproximar do cliente,
superar a concorrência e inovar com agilidade. Uma estratégia de transformação digital bem-sucedida, elaborada por meio
de novas mentalidades e tecnologias, abre caminho para o sucesso nesta economia supercompetitiva. Toda estratégia digital
requer poder analítico, que, por sua vez, requer que os dados sejam inventariados, tenham seus valores avaliados e sejam
disponibilizados para toda a empresa, onde e quando eles forem necessários.

Atualmente, o desafio está na desconexão entre os lados negócios e tecnologia das empresas, que prejudica e impede
iniciativas de transformação digital orientada por dados. Essa desconexão assume diversas formas:

• Usuários de negócios que não conseguem integrar e potencializar dados, pois eles não sabem quais são e onde
estão os dados ou mesmo a quem eles podem pedir orientação;
• Equipes de negócios e de TI que não se veem, pois falam idiomas diferentes;
• U
 suários de negócios que geralmente descordam a respeito de pontos de dados conflitantes, geralmente
de diferentes fontes;
• A "democratização" dos dados, que é disponibilizar e tornar acessível os dados para todos que precisem deles,
ainda está em seus estágios iniciais.

Essa desconexão ocorre atualmente em muitas organizações devido à falta de uma governança de dados coesa, à falta
de maneiras de encontrar dados confiáveis e certificados pela TI e à falta geral de visibilidade do panorama de dados
e aplicativos relacionados das empresas. Consequentemente, tentar achar as informações certas é mais uma caça ao tesouro
do que uma análise consciente. Chegou a hora das áreas de negócios e TI permitirem que seus ativos de dados alcancem
seu potencial máximo.

Catálogos de dados inteligentes gerenciam e concedem acesso a metadados, o que sustenta as empresas digitais
e orientadas por dados. Eles apontam para dados críticos que alimentam os mecanismos analíticos que, por fim,
permitem tomadas de decisões perspicazes. Este artigo de liderança em ideias explora o papel emergente de catálogos
de dados inteligentes e o papel crescente que inteligências artificiais e Machine Learning exercerão ao permitir que
empresas organizem e descubram seus ativos de dados.

"A maioria das organizações usa apenas um percentual pequeno dos dados aos quais elas têm acesso, menos de 5% pela
minha experiência, embora eles continuem coletando e armazenando terabytes de dados", diz Shervin Khodabandeh,
parceiro e diretor administrativo da Boston Consulting Group. "Por exemplo, muitas empresas de serviço público
têm instalado medidores inteligentes com a promessa de que a inteligência escondida nesses dados transforme seus
negócios. No entanto, a maioria delas ainda não usou essas informações de maneira significativa. Da mesma forma,
muitos varejistas têm coletado dados sobre transações e comportamentos on-line dos clientes, mas só usando essas
informações de maneira superficial para criar experiências de cliente mais personalizadas."

Esse é um problema comum em todos os setores, acrescenta ele: "Dados e variáveis em excesso e o que fazer com eles
e como usá-los da melhor maneira. Consequentemente, a maioria das organizações concentra-se apenas em uma fração
dos dados, aquela parte que elas compreendem intuitivamente e com a qual elas têm experiência, e tratam o restante
como metadados. Na realidade, não existe isso de metadados. Tudo isso são dados. Os dados de hoje foram os metadados
de ontem."

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APRESENTAÇÃO:
O PAPEL DE CATÁLOGOS DE DADOS
INTELIGENTES
Durante anos, a integração de dados foi um objetivo inatingível das organizações, com diversos tipos de dados escondidos
em silos, aplicativos departamentais e fontes externas. Com a ascensão das empresas digitais, que dependem dos dados
de cada canto da empresa e fora dela, as coisas só ficam mais complexas. As fontes e os ativos de dados estão quase
explodindo de tamanho, gerando a necessidade de ter maneiras mais automatizadas para acompanhar e descobrir dados.
Os catálogos de dados inteligentes atendem a esses requisitos.

DEFINIÇÃO DE CATÁLOGOS DE DADOS INTELIGENTES

Os catálogos de dados inteligentes partem de onde os repositórios de metadados, data lakes e catálogos de dados
tradicionais pararam. Essa nova geração de catálogos não só fornece diretórios de ativos de dados, mas também incorpora
automatização que ajuda as empresas a tirarem o máximo proveito dos depósitos cada vez maiores de informação.

Os catálogos de dados inteligentes representam a próxima evolução dos repositórios e das ferramentas de metadados.
De acordo com Philip Russom da TDWI, esses novos catálogos "transferem o gerenciamento de metadados dos seus silos
estagnados para instalações centralizadas multiplataforma cheias de recursos e abrangentes". "Imagine os metadados
extraídos de todas as fontes, estejam elas no local ou na nuvem, dentro da empresa, na Internet ou em empresas parceiras.
Esses metadados acumulados são então aprimorados e compartilhados dentro e fora da empresa para obter consistência,
produtividade, confiança e governança sem precedentes."1

Os catálogos de dados inteligentes ajudam usuários de negócios e TI a perceberem todo o potencial dos seus ativos
de dados corporativos oferecendo uma exibição de metadados unificada fornecida por IA que inclui metadados técnicos,
contexto de negócios, anotações de usuário, relações, uso e qualidade de dados. Esses catálogos também são usados
para ajudar na organização, governança e no gerenciamento de dados.

1
The Data Catalog's Role in the Digital Enterprise [O papel do catálogo de dados na empresa digital], Philip Russom, TDWI, 2017;
https://tdwi.org/research/2017/11/ta-all-informatica-the-data-catalogs-role-in-the-digital-enterprise.aspx

4 | CATÁLOGOS DE DADOS INTELIGENTES: NA LINHA DE FRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL


POR QUE AS ORGANIZAÇÕES PRECISAM DE CATÁLOGOS DE DADOS INTELIGENTES?

Os dados explodiram, chegando ao ponto em que é difícil para os humanos gerenciarem de maneira eficiente os grandes
volumes de depósitos, estruturas e fontes de dados. Além disso, data warehouses e até mesmo data lakes são inadequados
para bases cada vez maiores de consumidores de dados. Colocando de maneira simples, os trabalhadores do conhecimento,
ou "knowledge workers", e os tomadores de decisão de hoje em dia não têm tempo de acompanhar ou tentar verificar
as fontes de dados. Como fazer com que eles confiem nesses ativos e tomem decisões conscientes? Como apresentar
contextos técnicos e de negócios sobre os dados com os quais eles trabalham? Com quem eles podem falar para esclarecer
dúvidas? Como democratizar os dados?

Todos esses problemas são enfrentados por Brian Conneen, CTO e CSO da Marlette Funding, um serviço on-line
de financiamento ao consumidor. "Nós nunca ficamos sem dados. Temos dados que chegam de todos os tipos
de fonte", diz ele. "Temos dados que chegam daquilo que o cliente nos fornece quando faz solicitações; temos
ferramentas e análises de dados que medem a interação na Web; temos dados que chegam de agências de crédito,
como parte do processo de solicitação e verificação; e temos dados interessantes dos próprios aplicativos, como dados
de desempenho." Para ajudar os tomadores de decisão e analistas a compreenderem o que são e onde estão esses
recursos, a equipe de Conneen mantém um catálogo de dados que acessa de 20 a 30 fontes de dados diferentes.

A geração anterior das soluções de integração e gerenciamento de dados, principalmente aquelas de data warehousing,
podem ser muito demoradas e trabalhosas para as empresas digitais de hoje em dia, que mudam de maneira acelerada.
"Tente encontrar os dados onde eles estão", diz Conneen. "Não tente unir demais todos os dados com soluções de
integração. Você talvez tenha uma fonte de dados que realmente adora e passe 3 meses integrando-a ao seu data warehouse.
Aí, 3 meses depois, os dados não são mais úteis. Ou seja, você só gastou tempo e esforço durante esses 3 meses."

Estes são alguns dos desafios de democratizar os dados e torná-los acessíveis para os tomadores de decisão:
• Os dados, principalmente os dados não estruturados, estão geralmente em silos e são invisíveis
e desconhecidos para os tomadores de decisão. Enquanto uma estimativa da IDC aponta que o volume
de dados não estruturados corresponde a 90% de todos os dados digitais, um estudo de sua organização
controladora, a IDG, também mostra que os dados estruturados ainda são uma prioridade. Oitenta e três por
cento dos profissionais de TI disseram que as iniciativas de dados estruturados tinham alta prioridade em suas
organizações, em comparação aos 43% que atribuíam prioridade máxima aos projetos de dados não estruturados.
Isso sugere "que muitas organizações estão perdendo a oportunidade de gerar um valor de negócios significativo
tirando o devido proveito de dados não estruturados".2

• 
Inúmeras fontes de dados. Atualmente, nas organizações orientadas por dados, os dados chegam de diversas
fontes, como dispositivos IoT (Internet of Things, internet das coisas), sistemas corporativos e mídias sociais.
"Metadados técnicos documentam tipos de dados, componentes e estruturas de dados. De acordo com a TDWI, essa
é a base para extração e carregamento de dados, outros processos computadorizados e interfaces de alta tecnologia".

Dados de múltiplas plataformas. À medida que as organizações evoluem para serem mais digitais, elas
• 
dependem de sistemas em nuvem e no local para armazenar e processar seus dados. Consequentemente,
o gerenciamento de dados assume novas dimensões, com os dados sendo armazenados em vários lugares.
Juntamente com a necessidade de identificar e se beneficiar de novas fontes, as empresas precisam garantir
que os dados disponibilizados por vários tipos de sistema sejam viáveis, acessíveis e seguros.

• Incapacidade de potencializar ao máximo as análises de dados. As empresas que entram no mercado com
inovações e novas maneiras de fazer as coisas têm mais chances de tornarem realidade a implementação de análises
de dados. Atualmente, a maioria das organizações tem grandes volumes de dados oriundos de diversas fontes.
No entanto, muitas delas não conseguem potencializá-los para ganhar vantagem competitiva.

2
"Solving the Unstructured Data Challenge" [Superando o desafio dos dados não estruturados], Jaikumar Vijayan, CIO, 25 de junho de 2015.
https://www.cio.com/article/2941015/big-data/solving-the-unstructured-data-challenge.html

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Os sistemas são complexos, e as interações entre os sistemas e as fontes de dados precisam ser
• 
mais bem compreendidas. Em uma era na qual as empresas estão migrando para a computação híbrida para
potencializar ativos nos sistemas em nuvem e no local, os dados são extraídos e analisados de diversas fontes.

Falta de entendimento em relação à origem dos dados. Um dos maiores desafios de garantir a confiança
• 
nos dados é a incapacidade de os usuários entenderem a origem dos seus dados, como eles são criados e os direitos
legais de uso dos dados.

• Recursos em tempo real exigem fontes de dados bem verificadas disponíveis sob demanda.
Os requisitos crescentes de interatividade em tempo real, principalmente por interfaces de aprendizagem
automática e inteligência artificial, exigem que os dados sejam mais confiáveis e transparentes.

As determinações de conformidade exigem a localização e validação dos dados. Uma grande parte
• 
do tempo e dos recursos dos funcionários das empresas estão sendo consumidos para localizar as informações
certas e validá-las para fins de relatório contínuo.

Os usuários esperam e precisam de buscas semânticas similares às do Google em relação a dados


• 
corporativos. Agora, todos, desde clientes e consumidores até funcionários, estão totalmente acostumados
aos resultados instantâneos para suas buscas entregues por sites de mídia social, como Google ou Twitter.
Isso estabelece um novo padrão de entrega de informações corporativas internas.

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL APRIMORA


CATÁLOGOS DE DADOS INTELIGENTES
Os catálogos de dados inteligentes da nova geração não só gerenciam, identificam e armazenam metadados como
também empregam inteligência artificial (IA) e aprendizagem automática, o que leva a um entendimento mais amplo
e aprofundado dos dados.

Quando usada com catálogos de dados inteligentes, a IA:

• Permite que usuários descubram entidades dentro de dados não estruturados;


• Descobre relações de alta complexidade entre os dados;
• Promove um entendimento da linhagem dos dados por meio de análises de dados end-to-end, desde fontes
a aplicativos de consumo.

A aprendizagem automática também permite recomendações e deduções semânticas. Alguns exemplos são: descobrir
a estrutura de dados complexos (por exemplo, dados de máquina); identificar conjuntos de dados duplicados e similares;
descobrir entidades compostas entre conjuntos de dados; e recomendar conjuntos de dados alternativos ou similares
com base no uso, na qualidade ou na procedência, entre outros fatores.

6 | CATÁLOGOS DE DADOS INTELIGENTES: NA LINHA DE FRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL


O IMPACTO DE CATÁLOGOS DE DADOS
INTELIGENTES
Atualmente, os catálogos de dados inteligentes fazem parte de muitas empresas, estabelecendo a base dos esforços
da transformação digital. Esses catálogos não só apontam para as fontes de dados certas como também ajudam a gerenciar
os fluxos de trabalho associados à recuperação dos dados.

VISÃO HOLÍSTICA DE RELAÇÕES E ATIVOS DE DADOS

COMPREENDA A LINHAGEM DE DADOS E ANÁLISE DE IMPACTO

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Flavio A. Zanetti, chefe de pessoal e estratégia e planejamento e líder sênior de transformação digital na Cisco, diz que
as equipes da empresa formadas por 800 engenheiros, presentes em 42 países, não só têm acesso imediato às informações
de que eles precisam para atender a seus clientes como também compreendem como os engajamentos são tratados. "Temos
diferentes instâncias de dados, bancos de dados, data lakes em toda a empresa", diz ele. "Temos que colocar tudo isso no
mesmo lugar a fim de achar o melhor local para o conteúdo e a melhor fonte que nossos engenheiros estão procurando."

Zanetti diz que sua equipe já percebeu diversos benefícios no uso de catálogos de dados, principalmente na maneira de
economizar tempo ao procurar documentos e dados, permitindo assim que os engenheiros tenham mais tempo para focar
em atividades de maior relevância, como desenvolvimento, demonstrações, propostas, engajamentos de cliente e debates.
"Isso varia com base no local e no volume, mas temos percebido até agora que isso nos dá, no mínimo, de 15% a 20% mais
ganho de produtividade", diz ele.

Não se trata mais do uso de dados somente por alguns analistas ou gerentes; quase todas as pessoas de uma
organização usam dados para tomarem decisões. Uma organização orientada por dados com recursos de dados
verdadeiramente "democratizados" não só disponibiliza de maneira segura os dados certos em toda a empresa como
também faz com que eles sejam gerenciados por equipes que representam disciplinas essenciais. Por exemplo:

• Cientistas e analistas de dados podem tirar proveito das análises de autoatendimento associadas a catálogos
de dados inteligentes para localizar ativos de dados relevantes, visualizar linhagem e obter uma visão de 360°
das informações;
• Administradores e proprietários de dados que usam catálogos de dados inteligentes podem empregar
a governança de dados que ajuda a conectar glossários de negócios a objetos técnicos, verificar linhagens
técnicas e de negócios e acompanhar a conformidade dos principais elementos de dados;
• Arquitetos e desenvolvedores de dados podem usar catálogos de dados inteligentes para empregar gerenciamento
de ativos de dados, analisando a linhagem em nível de coluna e o impacto de mudanças, bem como visualizando
a lógica de transformação;
• Administradores de governança e segurança;
• Consumidores de dados.

Existem sete casos de uso principais em que os catálogos de dados exercem um papel crucial:
1. Entendimento e descoberta de dados. Dados não estruturados podem ser considerados a chave para
obter muitos insights competitivos novos, mas, em muitas empresas, essas informações são difíceis de achar,
senão totalmente escondidas. Um relatório aponta que o percentual de organizações com entendimento limitado ou nenhum
entendimento dos seus dados não estruturados corresponde a 78%.3 Catálogos de dados inteligentes fornecidos por IA
permitem que os usuários e aplicativos descubram rapidamente dados confiáveis de fontes de dentro e fora da empresa.
Isso permite uma visão unificada de todos os serviços, plataformas e depósitos de dados. A organização e o consumo são
sustentados por deduções automatizadas de domínios e entidades, bem como recomendações de busca.
Os catálogos de dados inteligentes também fornecem a tão almejada visão de 360° de todos os dados pertinentes,
incluindo domínios de dados, usuários e conjuntos de dados relacionados, juntamente com linhagem end-to-end
detalhada, identificação e varredura automática de dados. Isso também oferece as vantagens de crowdsourcing
de metadados com base no uso, de dedução de estruturas de dados e de impedir duplicação de dados.

2. Governança de dados. As empresas orientadas por dados bem-sucedidas também exigem uma governa
de dados eficiente. À medida que os catálogos de dados escalam e crescem com a empresa, é importante que
os dados sejam seguros e estejam alinhados com as prioridades e políticas de negócios. As determinações de
compliance também podem apresentar requisitos para a transparência e o gerenciamento de ativos de dados. Os catálogos
de dados proporcionam esse alinhamento aplicando automaticamente regras e políticas a ativos de dados à medida que elas
são estabelecidas nas empresas. Enquanto metadados ficam nitidamente atrelados a aplicativos, funções ou silos associados,
catálogos de dados inteligentes trazem informações sobre fontes de dados para um ambiente corporativo centralizado.

3
"Five Steps to Unstructured Data Security" [Cinco etapas para segurança de dados não estruturados], Michael Fimin, ITProPortal, 25 de janeiro de 2017.
https://www.itproportal.com/features/five-steps-to-unstructured-data-security/

8 | CATÁLOGOS DE DADOS INTELIGENTES: NA LINHA DE FRENTE DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL


Catálogos de dados inteligentes também possibilitam uma governança mais harmoniosa por meio da automatização desses
processos, regras e políticas de compliance e verificação de dados, independentemente de quão grandes ou complexos
os ativos de dados podem ficar. Além disso, catálogos de dados inteligentes podem "registrar automaticamente a linhagem
dos dados à medida que os dados são manipulados por meio de metadados e outras funções da plataforma de catalogação.
A linhagem deve ser detalhada em nível de entidade e atributo, com links entre termos de negócios no glossário. Com esses
detalhes, a linhagem de dados possibilita insights rápidos e aprofundados para procedência de dados e análise de impacto",
de acordo com Russom.

3. Colaboração. Os recursos de governança automatizada oferecidos por catálogos de dados inteligentes


possibilitam maior colaboração à medida que os processos de dados são abertos para equipes de toda a empresa
e os usuários recebem automaticamente permissão de acesso a arquivos com base em seus níveis de autorização.
Por exemplo, usuários podem marcar, comentar, curtir conjuntos de dados ou recomendá-los para outros membros de equipe
de projeto. Além disso, metadados e estatísticas de uso podem ajudar conjuntos de dados relevantes, populares e superficiais
que usuários podem compartilhar de modo seguro. O data masking pode ser empregado para ocultar dados confidenciais,
garantindo que eles possam ser compartilhados entre usuários autorizados sem o risco de expor informações de identificação
pessoal ou outros tipos de dados confidenciais.
Catálogos de dados não só estimulam maior comunicação como também ajudam a evitar duplicação de esforços nas
empresas. "Se alguém tiver uma dúvida ou precisar de algo na Austrália, podemos designar o mesmo engenheiro
para tratar desses mesmos assuntos no Reino Unido", diz Zanetti. "Se todos eles gastam tempo pesquisando a mesma
dúvida, estamos desperdiçando nossos recursos." Agora, a equipe de vendas da Cisco fornece acesso a propostas,
especificações e todos os outros dados relacionados em um único lugar, permitindo que os usuários saibam o que cada
um está fazendo e compartilhem informações correspondentes.

4. Empresa em tempo real. Na economia atual, que depende de IoT e da capacidade de atender aos
requisitos dos clientes assim que aparecem, é crucial ter a capacidade de processar e fornecer insights em
tempo real ou quase em tempo real. A abordagem tradicional exigiria que os usuários ou analistas filtrassem
todas as fontes de dados possíveis. "Isso faria com que um analista levasse alguns dias para descobrir os dados",
diz Conneen. Ter catálogos de dados inteligentes "reduz para 15 minutos nosso tempo para chegar à mesma resposta.
Podemos visualizar os dados ao vivo, quase em tempo real." Ao mesmo tempo, ambientes de dados tradicionais e data
warehouses também exigem recursos consideráveis de pessoal, bem como tempo para integrar dados de modo eficiente.
"Se tentássemos integrar esses dados em um data warehouse gigantesco, só faríamos isso, gastando tempo para integrá-
los." A chave é ter os dados catalogados "onde eles estão, para disponibilizá-los mais rapidamente", diz ele.

5. Análises de autoatendimento. Atualmente, as empresas digitais e orientadas por dados bem-sucedidas


têm éticas sólidas de autoatendimento; isso significa que elas buscam ativamente permitir que usuários finais
acessem os dados de que precisam, quando precisam. Catálogos de dados inteligentes facilitam a identificação
e localização dos dados de que os usuários de negócios precisam. Isso é crucial, pois usuários de negócios, do nível
executivo até o mais baixo, geralmente não sabem quais ativos de dados suas empresas têm ou onde esses ativos
podem ser localizados.
Anteriormente, o conhecimento dos ativos de dados era compartilhado boca a boca ou por outros meios off-line entre
usuários e equipes. Por isso, grande parte do seu tempo era gasto com pesquisa ou acompanhamento dos dados
apropriados. Com o crescimento e a evolução contínua de volumes e fontes de dados, bem como a expansão das bases
do usuário final, é difícil para departamentos de TI manterem os usuários atualizados. A maior parte do tempo tem sido
gasta com pesquisa de dados, com pouco tempo dedicado a análises.
O ideal é que um ambiente de autoatendimento, sustentado por catálogos de dados controlados por IA, permita que
usuários e equipes dediquem mais tempo a análises em vez de pesquisas. "Estamos pegando diferentes fontes de dados
e usando tecnologia para organizar em camadas sintaxe do tipo SQL sobre elas, para que possamos exibi-las nos painéis
dos usuários, proporcionando a eles autoatendimento", diz Conneen. "Falamos para eles: 'isto é um conjunto de dados
de aplicativo'; 'isto é um conjunto de dados de desempenho da Web'; ou 'isto é um conjunto de dados de interação do
cliente.' Eles não precisam conhecer de fato todas as diferentes fontes das quais os dados chegam. Eles só precisam saber
que podem acessá-las e achar relatórios e painéis."

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6. Jornada para a nuvem. Depósitos de dados não estão só aumentando exponencialmente de tamanho como
também estão usando fontes que vão além das instalações da empresa. Cada vez mais, as consultas de negócios
podem ser realizadas em um aglomerado de fontes baseadas em nuvem, exigindo a capacidade de descobrir
e gerenciar tais dados de modo tão harmonioso quanto se isso fosse realizado dentro da empresa. As fontes e os destinos
de dados podem estar na nuvem ou fazer parte de um sistema híbrido. Os catálogos de dados inteligentes abrem para
descoberta todas as fontes de dados externas como parte da essencial visão de 360° da qual clientes, mercados, operações
e outros ambientes importantes precisam.

7. Gerenciamento de transições organizacionais. À medida que as organizações evoluem por meio


de crescimento ou fusões e aquisições, pode haver incertezas sobre ativos de dados em partes mais recentes
do negócio ou duplicação de dados entre unidades de negócios. Os catálogos de dados exercerão o papel
de continuar acompanhando ativos de dados, independentemente de sua origem.

COMO APROVEITAR AO MÁXIMO CATÁLOGOS


DE DADOS INTELIGENTES
Para competir na economia digital que cresce de maneira acelerada, as empresas precisam ter dados confiáveis e acessíveis.
Catálogos de dados inteligentes são uma ferramenta crucial para garantir que os dados estejam disponíveis e prontos para as
oportunidades e os desafios à frente. Estas são três recomendações para começar a usar e aproveitar ao máximo catálogos
de dados inteligentes na sua empresa:

1. Trabalhe de perto com os usuários de negócios para identificar fontes de dados críticos.
Os usuários de negócios têm conjuntos de dados críticos que eles precisam acessar regularmente em suas
rotinas de trabalho. Além disso, é provável que haja muitas áreas em que os usuários de negócios sofrem atrasos
ou gargalos de trabalho devido à quantidade de tempo que se leva para buscar dados. O impacto das determinações
de conformidade nos dados é outro fator que precisa ser gerenciado de maneira mais automatizada. Em vez de tentar
colocar tudo de uma vez no catálogo de dados inteligentes, comece identificando essas áreas mais críticas para os usuários.
Além disso, é importante compreender os pontos problemáticos dos usuários de negócios que usam e consumem dados
por meio de ferramentas de autoatendimento. Por exemplo, eles podem não entender o significado por trás de termos
técnicos associados a informações que eles extraem de ativos de dados.

2. Promova o engajamento de toda a empresa. Como as fontes de dados virão de dentro e de fora da
empresa, é preciso haver a garantia de que os dados não só estejam disponíveis como também sejam da mais
alta qualidade e os mais exatos possíveis. Isso exige trabalhar de perto com os provedores e consumidores
de dados. Colaboração é a chave aqui; todo funcionário tem a oportunidade de ser um colaborador, além de usuário.

3. Componha o catálogo com governança de dados e análises sólidas. A empresa precisa definir como
os metadados "permitirão melhor direcionamento, prospecção, resolução de problemas, atendimento ao cliente,
etc.", diz Khodabandeh. Outro fator a ser considerado ao desenvolver casos de uso é definir quais variáveis serão
preditivas, acrescenta ele. Tudo isso depende de uma análise sólida, pois "os padrões não são geralmente óbvios por
meio de técnicas tradicionais baseadas em regressão, mas se tornam evidentes por meio de aprendizagem automática".
Além disso, o catálogo precisa ser criado de acordo com as diretrizes de um processo de governança de dados "que permita
a adição e a remoção sistemática desses metadados no caso de o cliente mudar de ideia e quando novas regulamentações
forem elaboradas". Os dados precisam ser "removíveis, sem modelos em colapso", acrescenta ele.

Para saber mais, visite:


www.informatica.com/products/big-data/enterprise-data-catalog.html.

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