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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

INSTITUTO DE PSICOLOGIA
PÓS-GRADUÇÃO EM PSICANÁLISE: CLÍNICA E CULTURA

Anteprojeto de dissertação
Do significante à topologia: os fundamentos da teoria do
significante na topologia em Jacques Lacan

Candidato: Hudson Vieira de Andrade

Porto Alegre
2019
Do significante à topologia: os fundamentos da teoria do significante na
topologia em Jacques Lacan

1. Justificativa e caracterização do problema de pesquisa


Meu ingresso no curso de Psicologia na Universidade Federal de Alagoas ocorreu
no primeiro semestre no ano de 2013, no final do terceiro período me aproximei da
psicanálise através do Programa de Iniciação Científica na linha de pesquisa
Psicanálise, Clínica e Contemporaneidade. A partir desse momento, me mantive
pesquisando os aspectos teóricos e clínicos da psicanálise durante todo o meu
percurso na graduação.
No primeiro ciclo da pesquisa Estrutura e Constituição da Interpretação Analítica
em Freud, foi realizada uma investigação acerca da estrutura e constituição do modelo
interpretativo freudiano nos textos produzidos até 1900. No meu recorte de pesquisa
fiquei responsável pelos textos Sobre a concepção das afasias (1891) e Projeto para
uma psicologia científica (1985).
No segundo ciclo da pesquisa Estrutura e Constituição da Interpretação Analítica
em Freud, foi realizada uma investigação nos textos freudianos compreendidos de
1900 até 1920. Nessa oportunidade, realizei um estudo a respeito dos princípios da
interpretação analítica freudiana no caso do Homem dos Ratos.
Após o término dessa pesquisa, participei do Programa de Mobilidade Acadêmica,
no qual passei dois semestres na Universidade Federal de Minas Gerais. Nesse
período, continuei pesquisando os aspectos teóricos da psicanálise, no curso de
Graduação e como aluno especial na Pós-Graduação dessa universidade.
No retorno à Universidade Federal de Alagoas, prossegui no Programa de Iniciação
Científica, na pesquisa O pensamento da negatividade no pensamento estético e
interpretativo de Freud: sobre artistas, arte e literatura. Nesse período pesquisei nos
textos freudianos que tratam de artistas, arte e literatura, entre 1913 e 1916, quais
foram os aspectos do pensamento estético que influenciaram sua concepção teórica
e clínica.
A partir dessa pesquisa fiquei interessado pelo contraste entre os referenciais
teóricos utilizados por Freud e por Lacan. Se na obra freudiana encontrava
comentários variados sobre literatura e poesia, na obra lacaniana me deparava com
o insistente uso de lógica e matemática. Nesse momento, surgiu uma questão na

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minha pesquisa: quais consequências clinicas existiam no uso de cada um desses
modelos teóricos?
A respeito da formação do psicanalista, Freud (1926/2014) considerou como
indispensável o estudo da psicologia profunda, da biologia e dos quadros clínicos da
psiquiatria. Ele também salientou o estudo de disciplinas tais como história da
civilização, mitologia, psicologia da religião e literatura. Por sua vez, Lacan
(1975/2003) estabeleceu outras disciplinas como indispensáveis à formação do
psicanalista, ele afirmou ser necessário o estudo da linguística, da lógica, da topologia
e da antifilosofia.
Como consequência da questão sobre os modelos teóricos adotados pelos dois
autores, iniciei uma pesquisa sobre os fundamentos da psicanálise lacaniana, através
dos conceitos de estrutura, significante e sujeito. Essa pesquisa resultou no Trabalho
de Conclusão de Curso de Graduação, intitulado Formalização e clínica psicanalítica:
a estrutura, o significante e o sujeito, sob orientação do Prof. Dr. Charles Elias Lang.
Nesse Trabalho de Conclusão de Curso pesquisei os fundamentos da teoria do
significante e suas articulações com os conceitos de estrutura e sujeito, propostos
pelo psicanalista francês. No decorrer dessa pesquisa, me deparei com algumas
passagens nas quais Lacan aproximava sua teoria do significante com o ramo
matemático da topologia.
Em virtude disto, atualmente meu interesse consiste em investigar quais foram os
elementos que permitiram a Lacan relacionar sua teoria do significante com a
topologia. Algumas das questões suscitadas buscam saber qual é o regime de
necessidade presente em sua obra que resultou no uso da topologia; se existe
continuidade ou descontinuidade entre os fundamentos teóricos da teoria do
significante e da topologia; se sua aproximação é figurativa ou estrutural; dentre outras
questões.
Pela complexidade do tema e pela extensão da obra lacaniana, em nível de
mestrado, proponho junto ao Programa de Pós-Graduação em Psicanálise: Clínica e
cultura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, investigar os fundamentos da
teoria do significante no uso feito da topologia por Lacan. Como recorte da pesquisa,
proponho trabalharmos o seminário de 1961-2, nomeado L’identification, seu emprego
será justificado na sessão metodológica no presente anteprojeto de mestrado.

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2. Revisão Bibliográfica
Lacan proferiu em 1953 seu relatório de Roma, publicado posteriormente como
Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise. Ele pode ser considerado
como o marco fundador de seu ensino e o começo de sua tentativa de organizar os
conceitos psicanalíticos e reconstruir o seu edifício teórico. Nesse sentido, seu esforço
consistiu-se em fundamentar a psicanálise no campo da linguagem e evidenciar a
função que a fala desempenha nesse domínio. Mais de dez anos após o momento
inaugural do relatório de Roma, ele comenta:

Em meu relatório de Roma, procedi a uma nova aliança com o sentido


da descoberta freudiana. O inconsciente é a soma dos efeitos da fala,
sobre um sujeito, nesse nível em que o sujeito se constitui pelos efeitos
do significante. Isto marca bem que, com o termo sujeito [...] não
designamos o substrato vivo de que precisa o fenômeno subjetivo,
nem qualquer espécie de substância, nem qualquer ser do
conhecimento em sua patia, segunda ou primitiva, nem mesmo o logos
que se encarnaria em alguma parte, mas o sujeito cartesiano (LACAN,
1964/1985, p. 122).

Embora o destaque atribuído à fala pareça trivial, vale destacar que Freud
apresentou o que chamou de aparelho psíquico em termos energéticos, não em
termos de linguagem. Além disso, isso implica em certa concepção teórica de
linguagem, influenciada pela linguística estrutural de Ferdinand de Saussure e
especialmente de Roman Jakobson.
Lacan (1953/1998) inicialmente fez uso de conceitos como palavra plena e palavra
vazia, que permitem presumir um tipo de fala que carrega significação mesmo que
isolada. Contudo, com o desenvolvimento de sua teoria do significante, sua
concepção de linguagem sofre modificações. Na psicanálise não existe significante
isolado, é necessário que ele esteja articulado em cadeia com outros significantes.
Apesar da psicanálise se estabelecer em função do uso da fala, seu material clínico é
constituído pela conversão de palavras em significantes.
Lacan (1957/1998) afirmou que o discurso articulado pela lógica significante
descreve um funcionamento bidimensional, o que contrasta com o funcionamento
unidimensional da fala: uma dimensão posicionada na horizontal, relacionada com o
deslizamento do sentido na cadeia significante, constituída pela metonímia; outra
dimensão posicionada na vertical, onde novas significações são produzidas,
constituída pela metáfora.

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Isso significa que o sintoma analítico não se apoia em algo que possui existência
tridimensional, qual como o corpo biológico e os neurônios. A respeito da base
material com que se trabalha na psicanálise, Lacan propôs chamá-la de motérialisme
(LACAN, 1975/1988). O materialismo em termos de linguagem implica em outra forma
de existência, distinta dos objetos palpáveis e que possuem três dimensões.
O funcionamento unidimensional da fala é insuficiente na compreensão do modelo
teórico proposto por Lacan, pois além da sucessão linear das palavras, o material
produzido no contexto analítico depende da relação produzida entre elementos,
mesmo que presentes em momentos distintos do tratamento. Esse modelo estaria
mais próximo da escrita, pois o material clínico precisa estar disposto em determinada
espacialidade para que possa ser lido, nada surge na linearidade da fala.
A escrita produzida pelo inconsciente não depende somente de uma espacialidade
como também de uma temporalidade, denominada por Lacan como futuro anterior
(après-coup). Como na física contemporânea, o modelo teórico produzido por Lacan
trabalha na forma espaço-temporal. Embora o analisante atribuía um sentido prévio a
seu sofrimento, o material clínico depende de que algo precedente possa se relacionar
com algo subsequente.
Nesse sentido, como hipótese preliminar de trabalho, poderíamos dizer que o uso
feito por Lacan da topologia forneceria outra racionalidade espacial, que tornaria
pensável e transmissível o modo no qual o discurso do inconsciente se articula na
clínica psicanalítica. Essa chave de leitura poderia ser encontrada na seguinte
passagem:

Para se estar nesse campo [psicanalítico], convém dispor do que se


chama em outros domínios mais sólidos uma topologia e ter uma
noção de como é construído o suporte sobre o qual se inscreve o que
está em pauta (LACAN, 1967/2006, p. 12).

Freud manteve total estranheza em relação à matemática, embora tenha sido


contemporâneo ao ápice dos estudos sobre topologia de superfícies. Por sua vez,
Lacan fez uso insistente de modelos da lógica e da matemática em sua teorização
(GUITART, 2003). Desde 1953, no momento inaugural de seu ensino, Lacan fez
referência à topologia, tornando um tema constante durante todo o seu exercício de
transmissão da psicanálise.
Entre os comentadores, contudo, não existe unanimidade em reconhecer o
emprego da matemática em psicanálise. Provavelmente o caso mais emblemático
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desse tipo de crítica pode ser encontrado em Sokal e Bricmont (2001), quando
denunciaram como relativismo epistêmico e ausência de justificativa empírica o uso
da matemática feito por Lacan. O filósofo e psicanalista Juan Ritvo (2008) afirmou que
Lacan não fez uso stricto sensu dos fundamentos topológicos e considerou como uma
extravagancia obsessiva utilizar na psicanálise o ideal de transmissão integral da
matemática.
Entre os comentadores lacanianos que trabalham com topologia, o argumento
oscila se o uso dela é metafórico ou estrutural em psicanálise. A topologia forneceria,
segundo Granon-Lafont (1990), o suporte intuitivo para representar determinados
conceitos da psicanálise, como, por exemplo, o conceito de sujeito através da banda
de Möbius. Seguindo na mesma linha argumentativa, Nasio (2011) complementa
afirmando que o psicanalista trabalha com tesoura e papel, enquanto o matemático
trabalha com cálculos e fórmulas. Compreendemos que esses comentadores
justificam que Lacan fez uso da topologia em termos metafóricos, nesse sentido, ela
não teria acrescentado em nada sobre o que já estava contido no saber da psicanálise.
Por outro lado, Miller (1996) procurou sustentar que o uso da topologia por Lacan
é estrutural e que sua proposta teórica se torna ininteligível sem ela. Nesse
comentador, o argumento que nos interessa é que o uso da topologia ocorre por ela
sustentar o significante em seu jogo combinatório com outros significantes. Marc
Darmon (2008) buscou sustentar esse mesmo ponto abrindo seu livro Essais sur la
Topologie lacanienne com o capítulo intitulado “Topologia do significante”. Por sua
vez, Paulo Rona (2012) explicitou que o fundamento implícito da teoria do significante
em Lacan encontra-se na teoria dos conjuntos da matemática, sendo esta homóloga
à topologia. Outra proposta que consideramos interessante em termos teóricos e
clínicos, indicada por esse último comentador, consiste em não querer interpretar a
topologia através da psicanálise, mas em fazer o caminho inverso.

Interpretar a psicanálise pela topologia não é encontrar no toro as


voltas contínuas da demanda, mas, ao contrário, encontrar na
demanda a repetição das voltas que desenhariam o espaço tórico.
Não é tampouco encontrar na banda de Möbius todos os aparentes
paradoxos que reúnem e separam saber e verdade, dentro e fora,
sujeito e objeto, mas seguir o sentido inverso e verificar, mas não
necessariamente, e está aí o potencial do emprego da topologia, se a
banda unilátera möbiana realiza o que a teoria preconiza, isto é, se ela
realmente é sua estrutura” (RONA, 2012, p. 48).

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Eidelsztein (2006) dedicou um curso sobre topologia na clínica psicanalítica, no
qual considerou os seminários L’identification (1961-2) e L’objet de la psychanalytique
(1965-6) como os momentos fundamentais dessa temática na obra lacaniana. O
comentador procurou argumentar que o uso da topologia não deve ser interrogado
pelo acréscimo de sofisticação teórica à psicanálise, mas se ela oferece melhores
coordenadas clínicas. A geometria não-euclidiana, segundo ele, forneceria uma
racionalidade contra-intuitiva para pensar e justificar racionalmente o modo no qual o
discurso do inconsciente se estrutura. Além disso, ele considerou que o espaço
topológico possibilita um trabalho crítico em relação à concepção individualista de
inconsciente na psicanálise.

3. Objetivos
Objetivo Geral: Investigar os fundamentos da teoria do significante no uso feito da
topologia por Jacques Lacan no seminário L’identification (1961-2).

Objetivos específicos:
a) Pesquisar e caracterizar no seminário L’identification o uso feito por Lacan da
teoria significante;
b) Fundamentar teoricamente o uso da teoria do significante em Lacan;
c) Pesquisar quais aproximações Lacan estabelece no seminário L’identification
entre sua teoria do significante e a topologia.

4. Método
A partir do sintagma freudiano pesquisa psicanalítica (Psychoanalytische
forschung), Isac Iribarry (2003) propõe pensar em um método de pesquisa que esteja
em conformidade com o método de tratamento psicanalítico. Assim, a situação
psicanalítica de tratamento serve como modelo para o que o autor denomina de
situação psicanalítica de pesquisa, nesse sentido, o pesquisador psicanalítico
funciona com o arquimodelo do analisante.
Esse dispositivo metodológico se estrutura sobre dois pilares: solipsismo e
alteridade. O solipsismo metodológico se justifica, pois, o ensaio metapsicológico é
produzido inicialmente em primeira pessoa, pelo pesquisador psicanalítico, enquanto
na situação de tratamento o tipo de investigação realizada pelo analisante é orientada
desde sempre pelo analista. A posição de alteridade para o pesquisador psicanalítico

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encontra-se na banca examinadora e, posteriormente, no público anônimo leitor dos
artigos.
Esse método de pesquisa utiliza duas técnicas para o tratamento dos dados:
transferência instrumentalizada e leitura dirigida pela escuta. A transferência na
pesquisa psicanalítica é instrumentalizada com o objetivo que o testemunho dela seja
convertido no processo investigativo e na produção do ensaio metapsicológico.
A respeito da leitura dirigida pela escuta, Lacan propõe que apesar de Freud fazer
uso da fala de seus analisantes, o saber não-sabido que era produzido nas sessões,
dependia de uma leitura sobre o inconsciente. “Foi enquanto escutava as histéricas,
que ele [Freud] leu que havia um inconsciente” (LACAN, 1975/2016, p. 17). A
produção desse saber implicava que o sentido atribuído pelo analisante sobre o seu
sofrimento fosse eclipsado, causando um estado de surpresa (béance) em
decorrência das novas significações que surgiam. Isso representa um trabalho com o
significante e não com o signo.
Em confluência com as descobertas que ocorrem de forma acidental e não
intencionada no contexto clínico, Caon (1997) caracteriza esse processo como
serendipidade na situação psicanalítica de pesquisa. Contudo, essas novas
significações que são produzidas em estado de serendipidade, não surgem no lance
imediato com o texto, mas no que o autor nomeia de “no relance”, como proposta de
tradução para o modelo de temporalidade descrito por Freud como Nachträglichkeit e
por Lacan como après-coup.
A partir do método de leitura dirigido pela escuta estamos advertidos que embora
o texto transmita um sentido, é possível extrair dele novas significações que escapam
à intencionalidade do pesquisador. Nesse sentido, proponho como material de análise
o seminário L’identification (1961-2) de Lacan. Na edição do Escritos em 1966, Lacan
introduziu duas notas de roda pé destacando a importância desse seminário em
relação aos trabalhos no campo da topologia que ele vinha realizando. A primeira
nota, número 67, encontra-se em Função e Campo. A segunda nota, número 2,
encontra-se em De um desígnio.
Atualmente esse seminário pode ser consultado na versão Staferla1, na tradução
brasileira do Centro de Estudos Freudianos do Recife e na edição crítica de Ricardo
E. Rodríguez Ponte em espanhol. Tendo em vista responder os objetivos dessa

1
O seminário pode ser acessado através do endereço: http://staferla.free.fr/S9/S9.htm.
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pesquisa, contamos também com os comentários de outros autores sobre esse
seminário.
Com essa investigação pretendemos produzir um ensaio metapsicológico, que será
submetido à alteridade representada pelo público leitor (CAON, 1997). Primeiramente,
esse público será composto pela banca examinadora, composta por uma audiência
benfazeja e crítica. A dissertação e os artigos publicados, posteriormente, ficarão
disponíveis ao público anônimo.
As ressignificações que desestabilizam o sentido do texto, modificam o modo no
qual os outros pesquisadores da comunidade se posicionam, essa compreensão
lança luz sobre o denominado “retorno a Freud” realizado por Lacan. Esse
entendimento também pode ser estendido para outros trabalhos, como, por exemplo,
Efeito do retorno à psicose ordinária de Jacques-Alain Miller (2012), Otro Lacan de
Alfredo Eidelsztein (2017) e Desler Lacan de Ricardo Goldenberg (2018). Ou seja,
esses textos foram introduzidos de determinando modo que o próprio contexto de
recepção de uma obra se modificou.

5. Referências Bibliográficas

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