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Nº:

PROCEDIMENTO PR-0000.00-0000-500-GKY-005
CLIENTE: FOLHA:
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PROGRAMA:

ÁREA:

TÍTULO:

ABEMI Montagem de Tanque e Teto Flutuante

ABEMI: PEC-0301.05
Anexo ao Comunicado no 30 / 35 Contrato:
Grupo de Trabalho PETROBRAS-ABEMI-ABCE Resp.Técnico:
CREA Reg.:

ÍNDICE DE REVISÕES

REV. DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

0 Emissão Inicial.

Nota Sugestões e Comentários aos


Procedimentos, enviar para os e-mail’s:
procedimentos@abemi.org.br e
gteng@petrobras.com.br

REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA 17/04/13
PROJETO -
EXECUÇÃO ABEMI
VERIFICAÇÃO GTT 05
APROVAÇÃO GT
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Montagem de Tanque e Teto Flutuante

Sumário
1 Objetivo .....................................................................................................................................................4

2 Aplicação ...................................................................................................................................................4

3 Documentos de Referência.......................................................................................................................4

3.1 Normas PETROBRAS.......................................................................................................................4

3.2 Normas Brasileiras - ABNT ...............................................................................................................5

3.3 Normas Internacionais e Estrangeiras..............................................................................................5

3.4 Outras Referências ...........................................................................................................................5

4 Atribuições e Responsabilidades ..............................................................................................................5

5 Termos, Definições e Siglas......................................................................................................................6

5.1 Termos e Definições .........................................................................................................................6

5.2 Siglas.................................................................................................................................................6

6 Palavras Chave .........................................................................................................................................7

7 Recursos ...................................................................................................................................................7

7.1 Recursos Humanos - Funções Envolvidas .......................................................................................7

7.2 Competência (Formação / Treinamento / Habilitação / Experiência) ...............................................7

7.3 Equipamentos, Ferramentas e Instrumentos....................................................................................8

8 Métodos Executivos ..................................................................................................................................9

8.1 Atividades de Pré-Montagem............................................................................................................9

8.1.1 Recebimento do Material............................................................................................................9

8.1.2 Armazenamento do Material ....................................................................................................12

8.1.3 Fundações e Base....................................................................................................................13

8.2 Montagem .......................................................................................................................................14

8.2.1 Método de Ajustagem e Acessórios de Montagem..................................................................14

8.2.2 Montagem do Fundo.................................................................................................................14

8.2.3 Montagem do Costado .............................................................................................................16

8.2.4 Montagem dos Bocais e Acessórios ........................................................................................18

8.2.5 Montagem do Teto Fixo............................................................................................................18

8.2.6 Montagem do Teto Flutuante Interno .......................................................................................20


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8.2.7 Montagem do Teto Flutuante Externo - Tipo Pontão ...............................................................20

8.2.8 Montagem da Escada Helicoidal e Escada Articulada.............................................................22

8.2.9 Montagem do Selo de Vedação ...............................................................................................23

8.2.10 Montagem dos Acessórios do Teto........................................................................................23

8.3 Pintura e Isolamento Térmico .........................................................................................................23

8.3.1 Pintura.......................................................................................................................................23

8.3.2 Isolamento Térmico ..................................................................................................................23

8.4 Testes e Inspeção de Montagem....................................................................................................23

8.4.1 Recomendações Gerais para Testes e Inspeção de Montagem.............................................23

8.4.2 Teste Hidrostático.....................................................................................................................24

8.4.3 Teste de Flutuabilidade de Tetos Flutuantes Internos e Externos...........................................24

8.4.4 Inspeção de Montagem ............................................................................................................24

8.4.5 Relatório ...................................................................................................................................28

8.5 Preservação Após a Montagem......................................................................................................28

9 Requisitos de Segurança, Meio Ambiente e Saúde ...............................................................................29

10 Registros ...............................................................................................................................................30

11 Anexos...................................................................................................................................................30
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1 Objetivo

Este Procedimento estabelece as condições e requisitos a serem seguidos na execução das atividades de
Montagem de Tanques.

NOTA Este Procedimento fixa e estabelece as condições exigíveis, bem como a sistemática para a
execução das atividades de montagem de tanques pelo método tradicional com teto fixo, com
teto fixo e teto flutuante interno e com teto flutuante externo tipo pontão, fabricados em aço
carbono. Este Procedimento é aplicável a tanques projetados e fabricados conforme a
API STD 650. Para tanques projetados e fabricados com base em outras normas ou pelo
método de montagem invertida (macaqueamento), deve ser elaborado procedimento de
montagem específico.

2 Aplicação

Este procedimento aplica-se às atividades de Construção e Montagem nos contratos firmados no âmbito
da PETROBRAS/ETM.
NOTA Caso seja preciso utilizar metodologia diferente de algum item deste Procedimento, deve ser
elaborada uma instrução de trabalho específica.

3 Documentos de Referência

NOTA No caso de indicação de revisão da norma diferente da revisão do contrato deve prevalecer à
revisão constante do contrato, salvo acordo entre a PETROBRAS e a empresa contratada.

3.1 Normas PETROBRAS

PETROBRAS N-2 - Pintura de Equipamentos Industriais;


PETROBRAS N-9 - Tratamento de Superfícies de Aço com Jato Abrasivo e Hidrojateamento;
PETROBRAS N-13 - Requisitos Técnicos para Serviços de Pintura;
PETROBRAS N-47 - Levantamento Topográfico;
PETROBRAS N-133 - Soldagem;
PETROBRAS N-250 - Montagem de Isolamento Térmico a Alta Temperatura;
PETROBRAS N-270 - Projeto de Tanques de Armazenamento Atmosférico;
PETROBRAS N-271 - Montagem de Tanques de Armazenamento;
PETROBRAS N-858 - Construção, Montagem e Condicionamento de Instrumentação;
PETROBRAS N-894 - Projeto de Isolamento Térmico a Baixa Temperatura;
PETROBRAS N-1201 - Revestimento Anticorrosivo para Área Interna de Tanques de Armazenamento;
PETROBRAS N-1205 - Pintura Externa de Tanques;
PETROBRAS N-1521 - Identificação de Equipamentos Industriais;
PETROBRAS N-1592 - Ensaio Não Destrutivo - Teste pelo Imã e por Pontos;
PETROBRAS N-1593 - Ensaio Não Destrutivo - Estanqueidade;
PETROBRAS N-1594 - Ensaio Não Destrutivo - Ultra-Som;
PETROBRAS N-1595 - Ensaio Não Destrutivo - Radiografia;
PETROBRAS N-1596 - Ensaio Não Destrutivo - Líquido Penetrante;
PETROBRAS N-1597 - Ensaio Não Destrutivo - Visual;
PETROBRAS N-1598 - Ensaio Não Destrutivo - Partículas Magnéticas;
PETROBRAS N-1644 - Construção de Fundações e de Estruturas de Concreto Armado;
PETROBRAS N-1738 - Descontinuidade em Juntas Soldadas, Fundidos, Forjados e Laminados;
PETROBRAS N-1742 - Tanque de Teto Flutuante - Selo PW;
PETROBRAS N-1807 - Medição de Recalque de Fundações no Teste Hidrostático de Equipamentos;
PETROBRAS N-1826 - Recebimento e Armazenagem de Equipamentos Mecânicos;
PETROBRAS N-1841 - “Shop Primer” de Zinco Etil-Silicato;
PETROBRAS N-1965 - Movimentação de Carga com Guindaste.
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3.2 Normas Brasileiras - ABNT

ABNT NBR 15158 - Limpeza de Superfícies de Aço por Compostos Químicos.

3.3 Normas Internacionais e Estrangeiras

API STD 650 - Welded Tanks for Oil Storage;


ASTM- A6/A6M-12a - Standard Specification for General Requirements for Rolled Structural Steel Bars,
Plates, Shapes, and Sheet Piling;
ISO 8501-1 Preparation of Steel Substrates before Application of Paints and Related Products.

3.4 Outras Referências

Documentos do Projeto e do Fabricante, como por exemplo: Especificações, Desenhos e Manuais;


Diretriz Contratual e seus anexos.

4 Atribuições e Responsabilidades

4.1 Do Controle da Qualidade

a) é de responsabilidade do Controle da Qualidade verificar a realização dos serviços de


Montagem de Tanques conforme este documento, diretriz contratual e normas aplicáveis;
b) inspecionar os materiais para verificação de suas características; se atendem aos requisitos
estabelecidos por este documento, diretriz contratual e normas aplicáveis;
c) inspecionar, arquivar manter os registros relacionados.

4.2 Do Coordenador de Obra

a) providenciar os recursos materiais e humanos necessários à execução dos serviços;


b) coordenar a execução dos serviços;
c) providenciar as soluções técnicas e administrativas.

4.3 Dos Supervisores e Encarregados

a) promover a orientação e execução dos serviços conforme os procedimentos e requisitos


específicos;
b) exigir a utilização dos EPIs necessários à execução dos serviços;
c) solicitar ao Controle da Qualidade as inspeções necessárias;
d) providenciar os documentos necessários para início dos serviços;
e) auxiliar o Controle da Qualidade na execução das inspeções;
f) realizar atividades de integração de segurança dos colaboradores (DDSMS), de acordo com
a metodologia pré-definida;
g) solicitar a PT antes da execução das atividades quando requerido.

4.4 Do Executante

a) efetuar a instalação conforme este Procedimento;


b) manter os equipamentos em perfeitas condições de uso;
c) utilizar os EPIs aplicáveis conforme requerido.
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4.5 Coordenador / Técnico de Segurança e Meio Ambiente

a) orientar, acompanhar a execução dos serviços a fim de evitar desvio, incidente, acidente e
impactos ao meio ambiente;
b) executar mapeamento de riscos envolvidos na execução de Montagem de Tanques;
c) elaborar e divulgar a APR, de acordo com a metodologia pré-definida;
d) cuidar para que sejam atendidos os requisitos de SMS, em conformidade com as definições
contratuais;
e) auditar e controlar a conformidade dos requisitos de SMS.

4.6 Grupo Técnico ABEMI/PETROBRAS (GT)

Responsável pela emissão e atualização deste Procedimento.

4.7 PETROBRAS - ABEMI

Responsável pela aprovação conjunta deste Procedimento.

NOTA Todas as atividades descritas neste Procedimento são realizadas pela empresa contratada.

5 Termos, Definições e Siglas

5.1 Termos e Definições

Balança: qualquer dispositivo de montagem utilizado para a elevação e/ou movimentação de peças
esbeltas com a função de apoiar a peça em vários pontos, a fim de evitar deformações na peça.

Dispositivos Auxiliares de Montagem: dispositivos provisórios soldados ou não ao equipamento,


usados com a finalidade de garantir o alinhamento e ajustagem das diversas partes a serem soldadas.

Força de Protensão: torque aplicado nos parafusos.

Pré-Torque: aperto obtido após poucos impactos aplicados por uma chave de impacto ou pelo esforço
máximo aplicado por um indivíduo usando uma chave normal.

Solda Filetada: solda cujo aspecto visual é o de uma solda executada, utilizando a técnica de deposição
retilínea, com oscilação máxima de 1,5 vezes o diâmetro do consumível.

5.2 Siglas

ABEMI - Associação Brasileira de Engenharia Industrial;


ABENDI - Associação Brasileira de Ensaios não Destrutivos e Inspeção;
APR - Análise Preliminar de Risco;
AST - Análise de Segurança da Tarefa;
DDSMS - Diálogo Diário de Segurança, Meio Ambiente e Saúde;
END - Ensaio Não Destrutivo;
EPC - Equipamentos de Proteção Coletiva;
EPI - Equipamento de Proteção Individual;
EPS - Especificação de Procedimento de Soldagem;
FISPQ - Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos;
GT - Grupo de Trabalho;
IEIS - Instrução de Execução e Inspeção de Soldagem;
MOD - Mão de Obra Direta;
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MOI - Mão de Obra Indireta;


PDRE - Plano Diretor de Resíduos e Efluentes;
PIT - Plano de Inspeção e Testes;
PT - Permissão de Trabalho;
PTT - Permissão de Trabalho Temporária;
RNC - Relatório de Não Conformidade;
RQPS - Registro de Qualificação de Procedimento de Soldagem;
SEQUI - Setor de Qualificação de Inspetores da PETROBRAS/ETM-Corp;
SMS - Segurança, Meio Ambiente e Saúde;
SMSRS - Segurança do Trabalho, Meio Ambiente, Saúde Ocupacional e Responsabilidade
Social;
SNQC - Sistema Nacional de Qualificação e Certificação de Pessoal.

6 Palavras Chave

— Costado;
— Escada;
— Fixo;
— Flutuante;
— Fundo;
— Montagem;
— Plataforma;
— Pontão;
— Tanque;
— Teto.

7 Recursos

7.1 Recursos Humanos - Funções Envolvidas

a) Engenheiro de Produção;
b) Técnico de Montagem;
c) Topógrafo e/ou Nivelador;
d) Inspetores de Controle da Qualidade, por exemplo END, Pintura e Controle Dimensional;
e) Encarregado e/ou Mestre de Montagem de Equipamentos Estáticos;
f) Mecânico Ajustador;
g) Mecânico Montador;
h) Pedreiro;
i) Operador de Guindastes;
j) Técnico de Rigging;
k) Técnico de Meio Ambiente;
l) Técnico de Segurança;
m) Assistência Técnica do Fabricante, caso necessário.

7.2 Competência (Formação / Treinamento / Habilitação / Experiência)

Para os Empreendimentos em geral, as atividades inerentes às funções que afetam a qualidade do


produto para a área de Caldeiraria têm sua competência estabelecida com base em formação,
treinamento, habilidade e/ou experiência na função comprovada através de documentos legais,
prevalecendo às diretrizes do instrumento contratual.
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7.3 Equipamentos, Ferramentas e Instrumentos

Os recursos (equipamentos, ferramentas e instrumentos) que se fizerem necessários, devem ser


disponibilizados pela contratada e devem ser utilizados racionalmente de forma a garantir a execução dos
serviços, com o objetivo de atingir a produtividade requerida.

Os instrumentos devem estar calibrados e com seus respectivos certificados válidos, em conformidade
aos padrões de qualidade adotados no contrato e devem ter precisão compatível com as medições a
serem realizadas.

Nota A lista descrita abaixo não é exaustiva.

7.3.1 Recursos Necessários

Os recursos necessários são listados em conjunto com as áreas de Planejamento, Engenharia de


Montagem e Supervisão de campo.

7.3.2 Equipamentos Principais

Os equipamentos principais a serem utilizados na montagem do equipamento estão listados a seguir. A


lista apresentada não é exaustiva, sendo da responsabilidade do Gerente de Produção e/ou Contrato, em
conjunto com a supervisão das áreas envolvidas, a definição dos equipamentos e sua disponibilização.

7.3.2.1 Equipamentos Básicos

a) compressor;
b) conjunto gerador;
c) conjunto oxi-corte;
d) guindaste com capacidade adequada de acordo com o Plano de Rigging ou Içamento de
Cargas;
e) máquina de solda e corte.

7.3.2.2 Ferramentas Básicas

a) alavanca;
b) lixadeira;
c) mangueira;
d) queimador;
e) Tirfor;
f) tocha para corte;
g) marreta.

7.3.2.3 Acessórios de Montagem

a) atracações;
b) cabides de andaime;
d) cabos de aço para espias;
e) camelos;
f) espinas;
g) lonas antichama para cobertura e proteção;
h) olhais;
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i) porcas de montagem;
j) postes de corrimão.

7.3.2.4 Instrumentos de Medição e Testes

a) alicate volt-amperímetro;
b) caixa de vácuo;
c) conjunto para inspeção por líquido penetrante;
d) conjunto para inspeção por radiografia;
e) esquadro de base;
f) gabarito de costado;
g) manômetro;
h) nível de bolha;
i) nível óptico;
j) paquímetro;
k) prumo de face;
l) régua metálica;
m) teodolito;
n) termo-higrômetro;
o) termômetro;
p) trena;
q) Vacuômetro.

NOTA 1 Deve ser previsto material para aterramento das máquinas de solda. O material pode ser
chapa ou perfil “I”, em quantidade suficiente para aterrar todas as máquinas de solda e os
tanques.
NOTA 2 Prever lonas do tipo antichama em quantidades suficientes para cobrir partes do tanque ou
equipamentos ou região de soldagem em período de chuva e vento, tendo em vista que as
solda só podem ser executadas quando estiverem cobertas com lonas, desde a soldagem do
fundo até o último anel ou até o fechamento do teto fixo ou flutuante.

8 Métodos Executivos

8.1 Atividades de Pré-Montagem

8.1.1 Recebimento do Material

Para o recebimento de material, deve ser verificado:

a) a documentação que acompanha os itens/materiais está em ordem, ou seja, os


itens/materiais estão acompanhados da documentação exigida na Requisição de Material
e/ou Autorização de Fornecimento;
b) os itens/materiais foram entregues com suas embalagens intactas, invioladas e se, de forma
geral, não se encontram danificados e/ou empenados;
c) o(s) conteúdo(s) da(s) embalagem(ns) ou os item(ns) / material(is) entregue(s) de forma
avulsa, sem embalagem, está(ão) de acordo com a lista de embarque e devidamente
identificado(s), ou seja, o(s) quantitativo(s) está (ão) de acordo com a documentação
aplicável;
d) os itens/materiais estão acompanhados de ferramentas e dispositivos especiais, quando
aplicável, conforme documentos de compra;
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e) como requisito mínimo de inspeção de recebimento, todos os materiais recebidos na obra


devem ser inspecionados, para verificar a conformidade com as respectivas especificações,
dos documentos de compra e embarque. Devem ser também verificados a identificação de
acordo com os desenhos de fabricação, características principais e integridade física, e, no
caso de sistemas de aquecimento, se os certificados de material exigidos pelas normas
aplicáveis estão acompanhando os sistemas.

A verificação e ações correlatas devem abranger os seguintes tópicos:

8.1.1.1 Documentação

a) verificar se os desenhos estão aprovados/liberados para fabricação e montagem;


b) verificar se foram fornecidos os certificados de fabricação das chapas, perfilados, fundidos,
forjados, tubos, flanges e parafusos;
c) verificar se os certificados dos materiais estão de acordo com as especificações;
d) verificar se foram fornecidos os certificados de inspeção das chapas quanto a defeitos
superficiais, com os mapas dos defeitos reparados e o procedimento de reparo empregado
nas chapas conformadas e chanfradas;
e) verificar se a identificação dos materiais está de acordo com o desenho de tanque e com as
especificações;
f) verificar se foram fornecidos os certificados de qualidade dos consumíveis de soldagem;
g) verificar se foram fornecidos os registros de qualificação dos soldadores e de qualificação dos
procedimentos de soldagem de fábrica;
h) verificar se foram fornecidos os certificados de ensaios com líquido penetrante, partículas
magnéticas, radiográficos ou ultrasom e de alívio de tensões, quando executados na fábrica;
i) verificar se foram fornecidos os certificados de teste de impacto, se aplicável.

8.1.1.2 Equipamentos ou Itens Recebidos Prontos

a) verificar se foram protegidas as faces de assentamento dos flanges, superfícies usinadas e


roscas dos parafusos contra corrosão, quando previsto que o equipamento ficará exposto às
intempéries;
b) verificar se foram protegidas as faces de assentamento dos flanges contra danos mecânicos
utilizando discos de madeira, fixados por meio de quatro parafusos;
c) verificar se as bocas de visita e portas de limpeza estão com as faces de assentamento
protegidas com graxa neutra, com junta provisória e fechadas com no mínimo 4 parafusos;
d) verificar se os equipamentos foram armazenados de modo a evitar contato direto com o solo,
deformações permanentes, amassamentos e flexionamento longitudinal;
e) verificar se foram protegidas contra a corrosão a superfície externa dos equipamentos para
os quais não está prevista nenhuma pintura definitiva, com aplicação de shop primer, epóxi,
óxido de ferro - PETROBRAS N-1841 sempre que os equipamentos ficarem expostos a
intempéries;
f) verificar se foram protegidas contra corrosão as superfícies interna e externa dos
equipamentos com pintura definitiva prevista, sempre que os equipamentos ficarem expostos
a intempéries.

NOTA 1 A preparação da superfície, antes da aplicação da proteção, deverá ser feita por
escovamento até o grau ST-2 da ISO 8501-1.
NOTA 2 As superfícies a serem protegidas com verniz removível devem ser limpas com solvente de
acordo com a ABNT NBR 15158.
NOTA 3 A graxa deve ser aplicada antes e depois da colocação das porcas. Os parafusos devem ser
protegidos com graxa grafitada, para facilitar a desmontagem.
NOTA 4 A preparação das superfícies, antes da aplicação da tinta, deve ser feita com jateamento
segundo a PETROBRAS N-9.
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NOTA 5 Para equipamentos de aço inoxidável austenítico, em ambiente marinho, deve-se fazer uma
proteção com verniz removível à base de resina vinílica. A proteção não é necessária para
equipamentos de aço inoxidável ferrítico ou martensítico.

8.1.1.3 Chapas

a) verificar, por ocasião do desembarque das chapas, se eventuais soldas provisórias feitas
para facilidade de transporte, estão sendo removidas corretamente e as áreas examinadas;
b) verificar se existe correspondência entre o mapa dos defeitos reparados e a posição deste
em, pelo menos, 10 % das chapas com certificado antes da montagem das mesmas;
c) verificar se os seguintes pontos estão sendo inspecionadas em 10 % das chapas recebidas:
— chapas de fundo:
o dimensões;
o espessura;
o esquadrejamento;

— chapas de costado:
o calandragem;
o chanfros;
o dimensões;
o espessura;
o esquadrejamento;

— chapas de teto:
o dimensões;
o espessura;
o esquadrejamento;

d) verificar se, para chapas de aço inoxidável austenítico, estão sendo protegidos contra a
corrosão os chanfros das chapas com verniz removível a base de resina vinílica;
e) verificar se as chapas foram armazenadas afastadas do solo, de modo a evitar o acúmulo
d'água. As chapas conformadas devem ser armazenadas de modo a não perder a forma de
projeto, utilizando calços adequados e não removendo os reforços estruturais provisórios. As
chapas conformadas podem também ser armazenadas verticalmente desde que
convenientemente estaiadas;
f) verificar se as marcações para montagem das chapas estão legíveis e destacadas.

8.1.1.4 Flanges e Bocais

a) verificar se foram protegidas contra corrosão as faces de assentamento dos flanges,


armazenando-os protegidos das intempéries e pela aplicação de graxa neutra nas faces;
b) verificar se foram protegidas contra danos mecânicos as faces de assentamento dos flanges,
utilizando discos de madeira fixados por meio de quatro parafusos comuns;
c) verificar se os flanges e bocais estão armazenados de modo a evitar contato direto com o
solo.

8.1.1.5 Parafusos, Grampos, Arruelas e Chumbadores

a) verificar se as roscas estão protegidas contra corrosão com graxa neutra;


b) verificar se o armazenamento está sendo feito em caixas, em local protegido das intempéries
e sem contato direto com o solo;
c) o conteúdo das caixas deve ser identificado pelo lado de fora delas.
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8.1.1.6 Acessórios

a) verificar se os acessórios, tais como misturador e dreno articulado do teto, válvulas de


pressão e vácuo foram protegidos das intempéries e do contato direto com o solo;
b) verificar se as peças pequenas avulsas foram armazenadas em caixas;
c) verificar o nível do óleo na caixa de mancais do motor elétrico e/ou redutor do misturador;
d) verificar o armazenamento dos materiais do selo;
e) o conteúdo das caixas deve ser identificado pelo lado de fora delas;
f) as chapas-mola devem ser armazenadas na posição vertical.

8.1.1.7 Elementos Estruturais

a) verificar se as marcas de identificação das peças estão legíveis e destacadas;


b) verificar se estão armazenados de modo a evitar empenamento, contato com o solo e
acúmulo d'água;
c) verificar se as superfícies usinadas foram protegidas contra corrosão, com graxa ou outros
compostos adequados;
d) verificar se os elementos estruturais estão de acordo com o projeto.

8.1.1.8 Consumíveis para Soldagem

a) verificar o estado da embalagem, a identificação e a qualidade do revestimento dos


consumíveis e fluxos para soldagem por ocasião do recebimento;
b) verificar se os consumíveis estão sendo armazenados de maneira adequada.

8.1.1.8.1 A inspeção de recebimento e o resultado das verificações efetuadas devem ser documentados
através dos Relatórios de Inspeção de Recebimento. Danos, avarias e quaisquer divergências em
relação aos documentos e especificações pertinentes devem ser registrados no relatório de inspeção de
recebimento e, se for pertinente, deverá ser emitido o RNC.

8.1.1.8.2 Somente serão liberados para a instalação os materiais aprovados na inspeção de


recebimento.

NOTA A extensão da inspeção de recebimento, manuseio e armazenamento na obra, deve ser


definida no PIT.

8.1.2 Armazenamento do Material

Caso as peças não estejam acondicionadas e protegidas, devem ser providenciados


acondicionamento e proteção para armazená-las, conforme descrito a seguir:

a) os flanges devem estar com suas faces devidamente protegidas contra danos mecânicos e
corrosão, por meio de revestimento adequado e por meio de uma cobertura de madeira;
b) as peças pequenas, tais como: parafusos, porcas, grampos, estojos, arruelas e juntas devem
ser acondicionadas em caixas e ficar em lugar abrigado das intempéries. As roscas devem
ser previamente protegidas contra a corrosão;
c) as chapas não calandradas e componentes recebidos prontos devem ser devidamente
armazenadas a uma distância mínima de 200 mm do solo, de maneira a não permitir
empoçamento de água de chuva;
d) as chapas calandradas do costado devem ser devidamente armazenadas sobre berços,
quando deitadas, para não se deformarem. Os berços devem ter a mesma curvatura das
chapas, e a quantidade máxima por pilha deve ser tal que não deforme as chapas inferiores.
Em qualquer caso as chapas devem ser armazenadas pelo menos a 200 mm do nível do
solo;
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e) os consumíveis para soldagem devem ser armazenados de acordo com a


PETROBRAS N-133.

8.1.3 Fundações e Base

8.1.3.1 Verificar a conformidade e as tolerâncias na locação e dimensão reais da base, e ainda, se as


referências de nível e de coordenadas da área, estão de acordo com as especificações de
engenharia/projeto e dentro das tolerâncias da PETROBRAS N-1644.

8.1.3.2 A Montadora deve emitir um documento de aceitação da base do tanque certificando a sua
adequação ao projeto do equipamento a ser montado, observando, no mínimo os seguintes aspectos:

a) diâmetro, orientação e elevação da base;


b) nivelamento da base;
c) declividade da base;
d) orientação da linha de centro e as dimensões do rebaixo da porta de limpeza;
e) posicionamento e dimensões dos locais de instalações das bacias de drenagens;
f) com referência a chumbadores, caso existentes: locação, projeções, perpendicularidade,
diâmetro e comprimento da parte roscada;
g) a imprimação da base quanto a sua perfeita continuidade e homogeneidade.

NOTA A referência a ser tomada para os serviços topográficos (orientação e elevação) deve ser o
marco padrão existente na área.

8.1.3.3 Devem ser marcadas por meio de punção ou riscador e destacado com tinta nas peças, as linhas
indicativas dos eixos coordenados.

NOTA Para verificação da conformidade e as tolerâncias na locação e dimensão reais da base, e


ainda, se as referências de nível e de coordenadas da área, podem ser utilizados
instrumentos, como por exemplo, estação total, nível ótico, teodolito, régua metálica, tripé,
trena e mira ou similar devendo comprovar com evidências o status de calibração.

8.1.3.4 Executar a limpeza dos nichos dos chumbadores com jato de água ou ar comprimido, quando
especificado no projeto.

8.1.3.5 As superfícies das bases nos locais de assentamento dos anéis periféricos ou assentamento das
chapas periféricas devem estar isentas de óleo, graxa ou argila e apresentar rugosidade para permitir a
perfeita aderência da argamassa de assentamento dos calços de nivelamento e do posterior
grauteamento.

8.1.3.6 Os eixos coordenados das bases devem estar de acordo com o projeto e atendendo a uma
tolerância de ± 10 mm. Na elevação admite-se uma tolerância de ± 6 mm.

8.1.3.7 O diâmetro da base (externo) deve estar conforme o projeto e deve ser verificado em intervalos de
30º. A tolerância de construção deve estar dentro dos limites abaixo:
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Tabela 1 - Tolerância em Função do Diâmetro

Diâmetro do tanque (m) Tolerância no raio (mm)


≤ 12,00 ± 13,0
12,00 a ≤ 45 ± 19,0
45 a ≤ 75 ± 25,0
> 75 ± 32,0

8.1.3.8 O nivelamento da base na região de assentamento do costado não deve apresentar uma variação
maior que 3 mm em qualquer arco de 9 m ou 6 mm na circunferência total.

8.1.3.9 A orientação dos rebaixamentos para instalação das bacias de drenagens do fundo e da porta de
limpeza, assim como suas dimensões devem estar de acordo com o projeto e as conicidades e folgas
acima de 10 mm devem ser corrigidas.

8.2 Montagem

8.2.1 Método de Ajustagem e Acessórios de Montagem

8.2.1.1 Os dispositivos auxiliares de montagem devem ser fixados e distribuídos de acordo com o
procedimento de montagem da executante. Os dispositivos que impeçam a contração transversal das
soldas devem estar espaçados de no mínimo 500 mm.

8.2.1.2 Quando empregado o sistema de ponteamento, os pontos devem estar espaçados no mínimo de
500 mm. Se os pontos forem incorporados à solda final devem ser inspecionados com líquido penetrante
antes do início da soldagem.

8.2.2 Montagem do Fundo

8.2.2.1 Recomendações Gerais para Montagem do Fundo

a) montar o anel periférico de chapas anulares ou de chapas recortadas conforme projeto,


sendo que a montagem deve iniciar-se a partir da porta de limpeza;
b) fazer rebaixamento na laje para encaixe dos cobre-junta das juntas radiais;
c) montar o miolo do fundo conforme projeto, observando se há orientação em relação aos
eixos coordenados. A sobreposição mínima entre as chapas do miolo do fundo deve ser de
30 mm, e entre este e o anel periférico mínima de 60 mm (dimensões remanescentes após
soldagem). A sobreposição das chapas do fundo deve ser marcada com tinta para facilitar a
verificação durante a montagem;
d) as chapas do fundo devem ser montadas de acordo com a disposição definida no projeto,
observando-se a orientação em relação aos eixos coordenados e a sobreposição das
chapas;
e) na montagem das chapas de fundo, principalmente no caso de anéis periféricos com chapas
anulares, devem ser consideradas as contrações de soldagem. No caso de chapas
sobrepostas, observar que a sobreposição mínima indicada no projeto, entre as chapas da
periferia e o miolo, seja devidamente atendida;
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f) observar se a distância mínima entre a face interna do costado e qualquer sobreposição do


fundo está conforme projeto. Na ausência de indicação considerar que esta distância não
deve ser inferior a 610 mm. Assim como a distância mínima medida da margem da solda
externa do rodo até a borda externa do anel periférico não deve ser inferior a 50 mm, salvo
indicação contrária no projeto;
g) a projeção externa da chapa do fundo em relação ao primeiro anel do costado deve estar de
acordo com o projeto, considerando a presença das chapas de reforço dos bocais tipo baixo
(low type) e portas de limpeza;
h) se na região da sobreposição da soleira da porta de limpeza e o miolo do fundo ficar um
espaço vazio sobre a base, este espaço deve ser enchido com graute;
i) após a ajustagem, as chapas são ponteadas em toda a sua extensão com espaçamentos
entre pontos de aproximadamente 50 mm. A sequência de ponteamento deve ser a mesma
utilizada para soldagem do fundo;
j) a sobreposição entre o miolo do fundo e o anel periférico deve ficar livre, ou seja, não deve
ser ponteada, porém devem estar devidamente atracadas para que mantenha sua posição de
montagem.

8.2.2.2 Soldagem do Fundo do Tanque

a) antes de iniciar qualquer soldagem certifique-se de que a montagem e ajustagem foram


verificadas e liberadas pelo Controle da Qualidade, principalmente no que se refere a
sobreposição das chapas, conforme definido em projeto;
b) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme tabela no item 8.4.4.1, subitem 2;
c) a soldagem deve ser executada por soldadores devidamente qualificados e de acordo com as
condições previstas nas PETROBRAS N-133, as EPS, RQPS, IEIS aplicáveis e qualificadas
para todas as condições possíveis, bem como, aos demais requisitos normativos
especificados;
d) o ponteamento e a soldagem das chapas do fundo devem obedecer a sequência de
soldagem indicada no projeto e ou plano especifico emitido pela montadora e aprovado pela
inspeção do cliente;
e) montar o anel periférico conforme projeto, sendo que a montagem deve iniciar-se a partir da
porta de limpeza, não se esquecendo de fazer rebaixamento na laje para encaixe dos
cobre-juntas das juntas radiais;
f) iniciar soldando 250 mm de todas as juntas radiais do anel periférico, no sentido de fora para
dentro. Esta solda deve ser iniciada na parte externa do anel periférico e progredir em direção
ao centro do tanque. Esta é a região onde será montado o primeiro anel;
g) após conclusão desta soldagem, deve-se esmerilhar o reforço da solda paralelo ao metal
base, e executar ensaio visual e líquido penetrante em 100 % das soldas;
h) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1, subitem 1;
i) um SPOT radiográfico utilizando filme de 6“ deve ser feito em 50 % das soldas de forma
aleatória, especificamente no local da incidência do raio do 1º anel;
j) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1, subitem 1;
k) após a aprovação destas soldas, pode ser iniciada a montagem do costado do tanque. A
conclusão desta junta ocorre após conclusão da soldagem do segundo anel e rodo. O início
da soldagem das chapas do anel periférico deve se iniciar na primeira junta a partir do “zero”
grau em sentido anti-horário;
l) a solda do rodo deve ser realizada após a soldagem das juntas verticais do primeiro anel e
antes da soldagem do miolo com as chapas periféricas do fundo;
m) soldar primeiro o lado interno do rodo. É aconselhável a utilização de travas entre o costado e
o anel periférico para evitar deformações devido a contração desta soldagem. Após a
soldagem do primeiro passe de solda pelo lado interno, executar ensaio de estanqueidade
por capilaridade;
n) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1, subitem 4;
o) fazer a limpeza pelo lado externo do rodo e executar a soldagem. Na soldagem do rodo tanto
pelo lado interno como pelo externo deve-se distribuir soldadores espaçados em pelo menos
30º, soldando no mesmo sentido, a fim de atenuar os efeitos da contração;
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p) após conclusão total da solda, verificar as chapas do costado com relação a prováveis
deformações decorrentes da soldagem;
q) após conclusão da soldagem do rodo, deve ser concluída a soldagem das juntas radiais do
anel periférico. Eventualmente são necessários reajustes neste trecho, pois assimilam as
deformações (efeito tesoura) geradas durante a soldagem do rodo. Deve-se levantar e calçar
a região do miolo do fundo que sobrepõe à região da junta de forma a completá-la;
r) na sobreposição de três chapas do fundo a soldagem não deve começar ou terminar no
canto arredondado da chapa superposta. O número de passes das soldas do fundo deve ser
conforme a PETROBRAS N-270. O espaço compreendido entre a bacia do sistema de
drenagem de fundo e a base do tanque deve ser totalmente preenchido com massa asfáltica.

8.2.3 Montagem do Costado

8.2.3.1 Montagem do Primeiro Anel

a) durante a montagem do primeiro anel as seções ou chapas do costado devem ser verificadas
quanto ao alinhamento, ovalização (circularidade), perímetro, verticalidade (prumo), antes da
soldagem, acrescida das verificações de deformações locais (barriga) e embicamento, após
soldagem, conforme API STD 650;

NOTA Para avaliação da barriga e do embicamento no costado é aceitável realizar a medição


utilizando-se um gabarito com a curvatura de projeto do costado do tanque (aplicado na
direção horizontal), ou régua (aplicada na direção vertical), ambos com comprimento
de 1000 mm. Neste caso, o critério de aceitação é de 15 mm, determinado pela flecha
medida no ponto médio do gabarito. (Considerar uma abertura no meio do gabarito para
compensar a altura do reforço de solda).

b) para montagem do primeiro anel, deve-se traçar um círculo com o diâmetro interno do tanque
sobre o anel periférico tangenciando este traço pelo lado interno, soldar porcas de montagem
em toda volta acompanhando o traço, a distância entre as porcas deve ser de
aproximadamente 400 mm;
c) a montagem do 1º anel deve ser iniciada pela porta de limpeza que deve estar devidamente
instalada, nivelada, aprumada e fixada ao anel periférico e fundo;
d) a distribuição das chapas do costado deve seguir rigorosamente a defasagem entre juntas
verticais estipuladas no projeto;
e) as chapas devem ser fixadas entre si por meio de porcas de montagem, atracações e pinos
cônicos (espinas). Estes acessórios temporários de montagem devem ser instalados com
espaçamento de 500 mm entre si. Não deve-se deixar, durante a montagem, qualquer ponto
do costado incompleto (aberto);
f) devem ser montadas três escoras nas chapas do primeiro anel, de modo a manter as
mesmas no prumo, em conformidade com as seguintes prescrições:
— as escoras devem ser de perfis ou tubos de aço carbono;
— as escoras devem ser soldadas por soldadores qualificados;
— as soldas de fixação das escoras devem ter o mesmo tratamento das soldas de fixação
dos dispositivos de atracação;
— a quantidade de escoras a princípio deve ser três (por chapa), sendo que, se fizer
necessário, outras mais poderão ser montadas.
g) quando for utilizado o ponteamento direto nos chanfros, os pontos devem estar no mínimo
500 mm distantes entre si e quando estes forem incorporados à solda, devem ser
convenientemente limpos e inspecionados por meio de líquido penetrante antes do início da
soldagem da junta. A abertura das juntas deve obedecer aos valores indicados no projeto;
h) o nivelamento no topo do 1º anel deve ser verificado através do uso de um nível óptico
apoiado sobre a base do tanque. O desnível máximo permitido é de 3 mm para pontos
consecutivos distantes 9 m ao longo do perímetro e máximo de 6 mm para pontos não
consecutivos;
i) o prumo do topo do costado em relação ao fundo anel não deve apresentar variações
superiores a 1/200 com relação à sua altura;
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j) o desalinhamento máximo permitido em juntas verticais é de 10 % da espessura da chapa,


porém nunca superior a 1,6 mm;
k) a circularidade do costado deve ser verificada a 300 mm de altura da solda do rodo, no topo
do anel e no máximo a cada 22,5º, não devendo exceder as tolerâncias contidas na Tabela 1;
l) o costado não deve apresentar barrigas superiores a 15 mm, medida através da flecha
observada num gabarito com o raio do costado do tanque e comprimento de 1 m;
m) após certificar-se de que o resultado da inspeção dimensional, feita após a montagem e
ajustagem do primeiro anel, apresenta resultado satisfatório, dar início a soldagem das juntas
verticais, deixando para o final a soldagem da junta vertical da chapa complementar, pois
neste momento são feitos os ajustes finais, se necessário. Todos os pinos cônicos (espinas),
instalados na base do primeiro anel junto ao anel periférico pelo lado externo, devem estar
soltos de forma a permitir a contração do anel durante a soldagem das juntas verticais;
n) a soldagem das juntas verticais deve ser feita conforme previsto nas IEISs/EPSs específicas;
o) após a conclusão da soldagem das juntas verticais do primeiro anel, repetir a inspeção
dimensional;
p) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1, subitem 3,
levando-se em consideração as espessuras das chapas envolvidas, principalmente quanto ao
critério para definição de execução do exame radiográfico aplicável;
q) este critério aplica-se a montagem de todos os anéis do costado.

8.2.3.2 Montagem do Segundo Anel

a) antes de iniciar a montagem do segundo anel do costado, deve-se verificar que o resultado
da inspeção dimensional feita após a conclusão da soldagem das juntas verticais do primeiro
anel do costado, apresentam resultados satisfatórios;
b) montar o segundo anel do costado seguindo a orientação de projeto, respeitando a
defasagem prevista entre juntas verticais do costado, as chapas devem ser posicionadas e
fixadas no topo do anel inferior através dos canais de atracação (viga U). Utilizar pelo menos
3 canais de atracação por chapa e com relação à ajustagem das aberturas das juntas para
soldagem horizontais, utilizar calços de dimensões adequadas conforme abertura definida em
projeto;
c) a atracação e a ajustagem das juntas devem seguir os mesmos métodos e critérios utilizados
para montagem do primeiro anel do costado, assim como as verificações dimensionais;
d) a soldagem das juntas verticais do segundo anel deve ser executada conforme previsto nas
IEISs/EPSs específicas. A junta vertical de fechamento do segundo anel do costado (última
junta vertical, chapa complementar) só deve ser soldada após ajustagem da junta horizontal
entre o primeiro e segundo anel do costado;
e) a partir do segundo anel, o costado deve ser convenientemente estaiado, de maneira a evitar
eventuais deformações causadas pelo vento;
f) o alinhamento entre anéis deve ser ajustado pelo lado interno do tanque de modo que não
sejam observados desalinhamentos superiores a 1,6 mm e preferencialmente, o mesmo deve
ser executado antes e após a soldagem das juntas verticais;
g) após conclusão da ajustagem da junta horizontal, deve-se concluir a soldagem da junta
vertical de fechamento do segundo anel;
h) executar inspeção dimensional no segundo anel antes da soldagem da junta vertical.

8.2.3.3 Montagem dos Anéis Superiores

a) a montagem de um anel deve ser sempre executada após o término da soldagem de todas
as juntas verticais do anel inferior, observando-se no entanto que a última junta vertical do
anel (chapa complementar) só pode ser soldada após conclusão da ajustagem da junta
horizontal inferior ao anel em questão. Os métodos de montagem, ajustagem, inspeção, e
soldagem, devem ser os mesmos adotados na montagem dos primeiros dois anéis;
b) para tanques com teto flutuante, é necessário executar o desbaste dos reforços das soldas
internas eliminando arestas e cantos vivos;
c) não se deve fazer qualquer tipo de abertura no costado antes da conclusão do segundo anel;
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d) após a conclusão do segundo anel, deve-se instalar os bocais e boca de visita do primeiro
anel;
e) deve ser emitido um relatório de levantamento dimensional, após a conclusão da montagem
de cada anel do costado.

8.2.4 Montagem dos Bocais e Acessórios

a) a locação das conexões, suportes e bocas de visita deve ser feita com aparelho óptico ou
com técnica adequada, observando-se os detalhes de projeto assim como se são radiais ou
paralelas;
b) a escada rolante, a guia antirrotacional e o sistema de drenagem do teto, devem ser
montados conforme projeto. Não devem ser feitas aberturas no costado sem que seja feita
verificação dimensional da localização das mesmas;
c) a locação dos bocais deve ser feita por aparelho óptico. A utilização de outra técnica deve ser
previamente aprovada pela PETROBRAS. Imediatamente após a montagem dos flanges,
suas faces devem ser protegidas contra corrosão e danos mecânicos;
d) os flanges devem ser instalados de forma que o eixo vertical passe pelo meio do intervalo
entre dois furos. Os furos de teste e respiros das chapas de reforço devem ser feitos antes da
montagem;
e) em bocais que possuam chapa de reforço, antes da instalação da mesma, devem ser
executados todos os ensaios não destrutivos previstos na IEIS, após a conclusão da
soldagem do pescoço ao equipamento;
f) deve ser executado ensaio de estanqueidade nas chapas de reforço dos bocais antes do
teste hidrostático do equipamento;
g) os furos utilizados para ensaio de estanqueidade devem ser deixados abertos e devidamente
protegidos com graxa;
h) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1,
subitens 7 e 8.

8.2.5 Montagem do Teto Fixo

8.2.5.1 Montagem da Estrutura de Sustentação do Teto - Coluna

a) deve-se iniciar a montagem da coluna efetuando-se a traçagem para posicionamento da


coluna sobre o fundo do tanque;
b) a coluna tubular é soldada sobre sapatas de perfis em forma de “H” e guiada por cantoneiras
soldadas somente nas chapas de reforço do fundo;
c) na região de apoio das sapatas são soldadas ao fundo chapas de reforço, de modo que a
coluna fique em contato com essas chapas. Na parte superior da estrutura central está
montada a coroa central, de onde devem sair as vigas radiais. Em função do diâmetro do
tanque podem existir colunas intermediarias quantos forem necessárias para sustentação do
teto conforme definido em projeto construtivo;
d) após montar a coluna sobre sapata, deve-se verificar a flecha da coluna, a qual corresponde
a  h/1.200 de tolerância, onde h é = altura da coluna em “mm”;
e) para teto flutuante, a tolerância da verticalidade (prumo) da coluna guia antirrotacional deve
estar de acordo com o API STD 650, com o valor máximo de 20 mm.

8.2.5.2 Recomendações Gerais

a) este Procedimento não cobre a montagem de tetos geodésicos e cobertura geodésica de teto
flutuante. Para estes casos o montador deve apresentar o seu procedimento de montagem
para ser aprovado pela fiscalização do cliente;
b) deve ser verificada a marcação dos quatro pontos indicativos dos eixos coordenados do
equipamento no topo do costado e a posição das bases (sapatas) das colunas de
sustentação de teto marcada no fundo do tanque;
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c) a posição dos suportes das vigas radiais fixados ao costado de tanques de teto fixo deve ser
marcada com tinta no costado;
d) todas as peças da estrutura devem estar devidamente estaiadas durante a montagem. As
colunas das poligonais devem permanecer estaiadas até a montagem final do polígono
formado pelas vigas transversais;
e) na coluna central o estaiamento deve ser mantido até que todas as vigas radiais estejam
montadas e fixadas no polígono adjacente ou no costado, conforme o caso;
f) as emendas nos perfis só podem ser executadas quando previstas no projeto;
g) as colunas não devem ser ponteadas ou soldadas no fundo do tanque durante a montagem;
h) cada coluna deve ser dimensionalmente inspecionada antes de sua montagem de acordo
com as tolerâncias indicadas na ASTM-A6;
i) as chapas de reforço do fundo, na região de apoio das sapatas das colunas, devem ser
soldadas ao fundo de maneira contínua. Antes da montagem das chapas de reforço, a região
do fundo sob as chapas de reforço deve ser inspecionada quanto à estanqueidade;
j) após o teste hidrostático, as colunas que não estejam devidamente apoiadas na chapa de
reforço do fundo devem receber calços ou suportes adicionais;
k) inspecionar a flecha vertical das vigas do teto, antes de sua montagem, considerando-se as
vigas apoiadas nas extremidades e sujeitas ao peso próprio. A tolerância é de 2 mm/m de
comprimento e no máximo 10 mm;
l) as chapas do teto devem ser montadas de acordo com o projeto, observando-se a orientação
em relação aos eixos coordenados e a sobreposição das chapas;
m) a sobreposição das chapas do teto deve ser marcada com tinta para facilitar a verificação
durante a montagem;
n) na montagem das chapas do teto devem ser consideradas as contrações de soldagem de tal
forma que a sobreposição mínima indicada no projeto, entre as chapas da periferia e o miolo,
seja devidamente atendida;
o) não é permitida qualquer sobrecarga na estrutura, além da admitida no projeto, devido ao
empilhamento de chapas ou equipamentos em um mesmo local;
p) as chapas do teto não devem ter ligação por solda com a estrutura de sustentação quando o
projeto prevê ligação fraca entre teto e costado;
q) o ponteamento e a soldagem das chapas do teto devem obedecer à sequência de soldagem
indicada no projeto e ou critério definido em procedimento específico;
r) na sobreposição de três chapas do teto a soldagem não deve começar ou terminar no canto
arredondado da chapa superposta;
s) as soldas de periferia do teto à cantoneira do topo do costado devem atender ao estipulado
no projeto e executadas antes da soldagem do miolo com as chapas periféricas;
t) não é permitido o ponteamento de ligações aparafusadas da estrutura de sustentação do
teto.

8.2.5.3 Montagem das Vigas do Teto

Após a montagem da coluna com a coroa central sobre o fundo, traçar os pontos de ancoragem das vigas
radiais no costado onde devem ser montadas as chapas de ligação costado/vigas.

8.2.5.4 Montagem do Tubo Acalmador e Escotilha de Medição

a) a montagem do tubo acalmador deve iniciar com a traçagem para posicionamento dos perfis
sobre o fundo do tanque. Em seguida deve-se ajustar os perfis sobre o fundo e junto ao tubo
acalmador e escotilha de medição;
b) o posicionamento do tubo deve ser conforme indicado no projeto. O tubo acalmador e a
escotilha de medição, quando montados, ficarão apoiados pelos perfis e soldados no teto do
tanque;
c) antes da montagem do teto fixo, devem-se travar os tubos no costado.
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8.2.5.5 Montagem das Chapas do Teto Fixo

a) as chapas do teto devem ser montadas sobre a estrutura de sustentação com um remonte
mínimo conforme previsto no projeto;
b) deve-se iniciar a montagem da periferia para o centro, utilizando dispositivos auxiliares de
montagem e ou ponteamento;
c) quando houver sobreposição de três chapas, um arredondamento nos cantos das chapas
deve ser feito conforme previsto no projeto;
d) o ponteamento das chapas do teto deve restringir-se apenas às partes soldadas, não
devendo ser ponteadas qualquer peça ou chapa às ligações parafusadas da estrutura de
sustentação do teto;
e) o teto deve apresentar após a montagem uma declividade do centro para a periferia conforme
projeto. A soldagem do teto deve ser executada conforme a seqüência e parâmetros contidos
no procedimento de soldagem específico. As soldas longitudinais e transversais das chapas
do teto devem ser executadas considerando o sentido do centro para a borda e controlando
as deformações;
f) as soldas dos tetos previstos para serem estanques (gas-tight) devem ser ensaiadas quanto
a sua estanqueidade através de caixa de vácuo;
g) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1, subitem 10.

8.2.6 Montagem do Teto Flutuante Interno

a) para montagem do teto flutuante interno, devem-se utilizar suportes provisórios apoiados no
fundo do tanque, na mesma elevação da mão francesa soldada no costado e do suporte do
teto soldado na coluna central;
b) o arranjo das chapas deve ser conforme definido em projeto. A montagem das chapas é feita
prevendo a localização dos cortes para o tubo acalmador, escotilha de medição e colunas
existentes;
c) a sequência de montagem se inicia com a montagem e solda das chapas da membrana do
flutuador. Após a montagem/soldagem das chapas, são traçados os cortes para instalação
das válvulas de alívio e segurança, dreno e dreno sifão;
d) após conclusão da soldagem da membrana, devem ser montados os anéis do flutuador com
as respectivas cantoneiras para montagem do selo PW;
e) durante a montagem dos anéis/compartimento do flutuador devem ser posicionadas e
soldadas as nervuras de reforço da mesma;
f) a montagem do flutuador interno deve ser executada antes do fechamento do teto fixo com
chapa, permitindo desta forma facilitar o manuseio das chapas e acessórios por sobre o
costado e também permitir melhor ventilação para execução da soldagem;
g) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1,
subitens 5 e 6.

8.2.7 Montagem do Teto Flutuante Externo - Tipo Pontão

8.2.7.1 Recomendações Gerais na Montagem do Teto Flutuante Externo - Tipo Pontão

a) a descrição a seguir se aplica à montagem de teto flutuante, construído em aço carbono, para
tanques atmosféricos de teto flutuante externo tipo pontão. Para outros tipos de tetos
flutuantes ou outros materiais que não aço carbono, o montador deve apresentar um
procedimento de montagem especifico;
b) as coordenadas de projeto (eixos coordenados) devem ser marcadas na face interna do
costado. A montagem das chapas do teto deve ser feita de acordo com a disposição indicada
em projeto;
c) na montagem das chapas do teto devem ser consideradas as contrações de soldagem de tal
forma que a sobreposição mínima indicada no projeto seja devidamente atendida;
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d) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1, subitem 5, no
caso da membrana central e subitem 6, para o caso do flutuador;
e) no relatório de controle dimensional do teto deve constar especificamente as medições, antes
e depois da soldagem, da distância entre o costado do teto e o costado do tanque, com
distancia entre pontos de medições de no máximo 2 m. A tolerância é de  12 mm em
relação ao valor nominal de projeto, na posição em que o teto é montado, em qualquer altura
do costado do teto;
f) a região do lençol junto a elementos rígidos do teto, tais como: pernas de sustentação,
antirrotacional, bocas de visita, drenos, etc. deve ser também soldada na sua parte inferior,
de acordo com o API STD 650, Apêndice C ou H. As soldas devem ser efetuadas em
qualquer chapa sobreposta que esteja à distância de 300 mm do elemento rígido. Observar
que a distância deve ser medida do ponto externo do elemento rígido e não do centro da
perna, antirrotacional etc. Devem ser executadas pelo menos três soldas em ângulo com no
mínimo 50 mm de comprimento e espaçamento de 250 mm entre centros;
g) após o teste hidrostático, os comprimentos das pernas de sustentação e dos quebra-vácuos
devem ser reajustados para compensar possíveis recalques;
h) no caso da utilização de dreno articulado, a fixação da tubulação do dreno à bacia de
captação só deve ser realizada após teste de articulação do dreno, da posição de montagem
(posição de manutenção) até a posição de operação do teto, de forma a garantir o
alinhamento dos tubos e a centralização do teto;
i) na soldagem de componentes de dreno do tipo articulado, devem ser seguidas as
prescrições do fabricante da junta articulada para evitar danos às partes internas;
j) os furos da coluna guia antirrotacional não devem estar voltados para os roletes guias do teto
flutuante. As soldas e os furos da coluna guia antirrotacional do teto flutuante devem ser
esmerilhados de modo a ficarem faceados com a parede externa da coluna guia.

8.2.7.2 Montagem da Estrutura Provisória do Teto

a) o fundo do tanque não tem obrigatoriamente o mesmo perfil que o teto flutuante, sendo
necessário construir uma estrutura provisória apoiada sobre o fundo, com dispositivos que
permitam obter o nivelamento necessário nos pontos de apoio das chapas do teto;
b) a altura dos suportes provisórios é definida pelas facilidades de locomoção embaixo do teto
de todo pessoal envolvido com os serviços de montagem e/ou soldagem além das dimensões
do suporte;
c) a princípio, os suportes são instalados com um comprimento de 1,5 m aproximadamente, e
fixados sobre a chapa do fundo.

8.2.7.3 Montagem do Anel Externo do Pontão (Flutuador)

A solda do anel externo (um lado com mata junta) deve ser feita em paralelo com a montagem do mesmo.
O anel deve ser mantido na vertical, por meio de dispositivos auxiliares de montagem.

8.2.7.4 Montagem dos Anteparos (Reforços)

a) em paralelo com a montagem do anel externo, deve-se fazer a localização exata dos
anteparos (reforços), através de traçagem sobre a face interior do mesmo;
b) esta traçagem deve respeitar as indicações do desenho, pois condiciona a futuras
orientações da maioria dos acessórios do teto. A traçagem deve ser realizada sobre a chapa
do anel como também sobre a chapa de fundo do pontão;
c) as chapas dos anteparos são ponteadas sobre as chapas do anel em primeiro lugar, em
seguida sobre as chapas de fundo do pontão utilizando o Procedimento de Soldagem.
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8.2.7.5 Montagem do Anel Interno e das Vigas Suporte

a) depois da colocação dos anteparos deve ser feita a montagem do anel interno, sendo que
suas juntas verticais, devem ser soldadas paralelamente ao andamento da montagem. A
última junta deve ser totalmente livre;
b) o anel deve ser desenvolvido em seu lugar e traçado gradativamente sobre os anteparos às
chapas inferiores do pontão;
c) é muito importante a verificação dimensional entre cada anteparo, fazendo-se leituras em
pelo menos três pontos, e da distância entre os dois anéis, a fim de facilitar a colocação
posterior das chapas de cobertura dos porões.

8.2.7.6 Montagem das Chapas de Cobertura

Essas chapas são colocadas de maneira que em cada anteparo os eixos da chapa caiam no alinhamento
deste anteparo. O controle dimensional deve ser igual aos executados anteriormente em outras fases.

8.2.7.7 Montagem das Chapas de Teto

As chapas inteiras do lençol central do teto devem ser montadas independentemente da construção dos
porões e das chapas periféricas.

8.2.8 Montagem da Escada Helicoidal e Escada Articulada

Nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela no item 8.4.4.1, subitem 9, entretanto ficar
atento às especificações citadas no projeto ou diretrizes do cliente para eventuais exigências adicionais.

8.2.8.1 Escada Helicoidal

A escada deve ser montada a partir da montagem e soldagem do 4º anel, acompanhando a evolução da
montagem do costado. Deve se verificar as dimensões de projeto da escada durante a montagem quanto:

a) posicionamento;
b) elevação;
c) nivelamento.

8.2.8.2 Escada Articulada

8.2.8.2.1 A escada articulada deve ser montada após o término da montagem do teto flutuante e deve ser
montada conforme a sequência a seguir:

a) montar a cantoneira guia sobre o teto;


b) montar a plataforma externa, o conjunto de degraus e guarda corpo da escada.

8.2.8.2.2 Deve-se verificar as dimensões de projeto da escada durante a montagem quanto a:

a) posicionamento;
b) alinhamento da escada quanto ao trilho.
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8.2.9 Montagem do Selo de Vedação

O selo de vedação tipo PW deve ser montado em conformidade com o procedimento específico e deve
atender aos requisitos da PETROBRAS N-1742.

8.2.10 Montagem dos Acessórios do Teto

a) todos os bocais, instrumentos, suportes e acessórios devem ser localizados no tanque


seguindo as orientações, elevações, cotas, diâmetros e projeções previstas no projeto;
b) o local da instalação deve ser traçado e o corte deve ser efetuado após a verificação da
traçagem, considerando as folgas e ajustes;
c) após o ajuste da abertura, instalar o bocal verificando altura, nivelamento e localização
podendo ser ponteado;
d) uma inspeção dimensional deve ser executada antes da soldagem definitiva, a qual deve ser
executada conforme parâmetros contidos no procedimento aplicável;
e) realizar inspeção com líquido penetrante no primeiro passe da solda pescoço/teto;
f) nesta fase devem ser aplicadas as inspeções conforme Tabela 8.4.4.1, subitem 11.

8.3 Pintura e Isolamento Térmico

8.3.1 Pintura

a) a aplicação da pintura ou revestimento no tanque deve seguir as PETROBRAS N-13, N-1201


e N-1205;
b) a pintura ou revestimento, quando requeridos pelo projeto, são realizados após o teste
hidrostático;

NOTA A aplicação da pintura ou do revestimento antes do teste hidrostático pode ser realizada
desde que aprovada pela fiscalização da PETROBRAS. Para a aprovação da proposta é
indispensável que haja a garantia de estanqueidade das juntas soldadas do costado.

c) quando o teto fixo é pintado ou revestido internamente, deve-se pintar ou revestir a estrutura
de sustentação antes de colocar as chapas do teto. A área central de cada chapa deve ser
pintada ou revestida antes da montagem, sendo as bordas pintadas ou revestidas após a
soldagem;
d) em tanques de teto flutuante, o sistema de selagem deve ser retirado antes da pintura ou
revestimento do costado.

8.3.2 Isolamento Térmico

a) o isolamento deve ser executado de acordo com as PETROBRAS N-250 e N-894 conforme o
caso;
b) as ancoragens do isolamento devem ser soldadas antes do teste hidrostático.

8.4 Testes e Inspeção de Montagem

8.4.1 Recomendações Gerais para Testes e Inspeção de Montagem

a) deve ser realizado, antes do ensaio de estanqueidade, o ensaio com partículas magnéticas
ou líquido penetrante em todas as soldas de ligação das conexões e das chapas de reforço
das conexões ao costado;
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b) as soldas em ângulo das câmaras estanques de tetos flutuantes devem ser inspecionadas
por capilaridade ou liquido penetrante, conforme a PETROBRAS N-1593 ou N-1596,
respectivamente. Para as bóias de flutuação é aceitável o ensaio de estanqueidade por
formação de bolhas com pressão positiva mínima de 14 kPa (0,14 kgf/cm2 ou 2 psi);
c) os drenos primários dos tetos flutuantes externos devem ser testados hidrostaticamente,
após montagem no tanque, com o dispositivo de retenção instalado, conforme pressão
interna especificada pelo API STD 650 Apêndice C. Durante a execução do teste deve ser
observada a estanqueidade da válvula de retenção principalmente em baixas pressões
manométricas menores que 98 Pa (1 kgf/cm2);
d) deve ser realizado um teste de funcionamento da válvula de retenção do sistema de
drenagem do teto flutuante externo. A válvula de retenção do sistema de drenagem do teto
deve abrir antes que o nível da água de teste chegue ao topo da bacia de captação;
e) deve ser feito um teste de drenagem do anel de contraventamento e do anel de
contraventamento intermediário, se existentes. Em caso de empoçamento, abrir furos com
diâmetro máximo de 12 mm devendo ser observada a proteção anticorrosiva da chapa na
região do furo.

8.4.2 Teste Hidrostático

Deve ser executado em conformidade com procedimento especifico aplicável em conformidade com as
normas e especificações de projeto apresentado e aprovado pelo cliente.

8.4.3 Teste de Flutuabilidade de Tetos Flutuantes Internos e Externos

O teste de flutuabilidade de tetos flutuantes internos e externos será feito de acordo com um procedimento
especifico, atendendo aos requisitos de projeto, API STD 650 e/ou Petrobras N-270.

8.4.4 Inspeção de Montagem

Tipo e Extensão da Inspeção das Juntas Soldadas.


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Tabela 3 - Tipos de Juntas

Identificação das Item do


Item Tipo de inspeção Extensão
juntas soldadas procedimento
 dimensional;
100 %
 visual;
100 %
Juntas do anel  líquido penetrante 8.2.2.1
1 100 %
periférico (após lixamento da 8.2.2.2
solda);
50 % das juntas
 radiografia
 dimensional;
100 %
Juntas de chapas de  visual; 8.2.2.2
2 100 %
fundo  estanqueidade (caixa
100 %
de vácuo)
 dimensional;
 Costado (soldas  visual; 100 %
8.2.3.1
verticais/horizontais);  radiografia (US pode 100 %
3 8.2.3.2
 (Espessuras vide ser utilizado desde (vide Nota 2 da 8.2.3.3
Figura 1) que aceito pelo Figura 1)
cliente)
 dimensional;
 visual;
100 %
Juntas de ligação fundo  estanqueidade (no
4 100 % 8.2.2.2
costado (rodo) primeiro passe do
100 %
lado interno)
(capilaridade)
 dimensional;
 visual; 100 %
Juntas do lençol do teto 8.2.6
5  estanqueidade (caixa 100 %
flutuante 8.2.7.1
de vácuo e/ou 100 %
capilaridade)
 dimensional;
Juntas dos  visual; 100 %
compartimentos dos 8.2.6
6  estanqueidade (caixa 100 %
flutuadores de teto 8.2.7.1
flutuantes de vácuo e /ou 100 %
capilaridade)
 dimensional; 100 %
Juntas de conexão do
7  líquido penetrante; 100 % 8.2.4
costado
 visual 100 %
 dimensional;
100 %
 visual;
Juntas de chapa de 100 %
8  liquido penetrante; 8.2.4
reforço de conexões 100 %
 estanqueidade
100 %
(pressão positiva)
Outras juntas (escadas,
 dimensional; 100 %
9 plataformas, estruturas 8.2.8
etc.)  visual 100 %
 dimensional;
 visual; 100 %
10 Juntas do teto fixo  estanqueidade (caixa 100 % 8.2.5.5
de vácuo) quando 100 %
aplicável
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Identificação das Item do


Item Tipo de inspeção Extensão
juntas soldadas procedimento
 dimensional;
100 %
Juntas dos acessórios do  visual;
11 100 % 8.2.10
teto  liquido penetrante (na
100%
solda pescoço/teto)

NOTA Observar na Tabela que dependendo da espessura, a radiografia passa de spot


para radiografia total.

Topo do costado (Os numeros indicados são referentes as Notas


abaixo)
CL
1 50 mm (2")

2
75 mm (6") 1

150 mm (6") 1
2
3
3 10 mm (3/8") máximo 150 mm (6") 3

Fundo do tanque
Espessura da Chapa 10 mm (3/8")
Topo do costado

= 10 mm (3/8") 1

2
1
CL
1
>10 mm (3/8") 50 mm (2")

2 4 75 mm (3") 4 4 2
4 4 75 mm (6") 4

3 25 mm (1") máximo 3 3

5 5 5

Fundo do tanque
10 mm3/8" < Espessura da Chapa = 25 mm (1")

>10 mm (3/8")

4 4 4
4 2 4 4 4
= 25 mm (1") 1

4 4 4 4 4
4 2 4

6 > 25 mm (1") 6 6

2 4 4 4 4 2
4 4

6 38 mm (1 1/2") máximo 6 6

Fundo do tanque
Espessura da Chapa > 25 mm (1")

Figura 1 - Juntas Soldadas


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NOTA 1 Radiografia vertical (ver Nota 1a): um spot nos primeiros 3 m e uma a cada 30 m por
soldador, 25 % das quais deverão ser nas interseções.
NOTA 2 Radiografia spot horizontal (ver Nota 2a): uma nos primeiros 3 m (10 pés) e uma a cada 60 m
(200 pés) por soldador.
NOTA 3 Radiografia spot vertical em cada junta vertical no primeiro anel (ver Nota 3a). Radiografias
spot que satisfazem os requisitos da Nota 1a para o primeiro anel, podem ser utilizadas a fim
de atender a este requisito.
NOTA 4 Radiografias spot de todas as interseções de mais de 10 mm (3/8 pol) de espessura (ver
Nota 3a).
NOTA 5 Radiografia spot junto ao fundo do tanque de cada costura vertical no primeiro anel do
costado acima de 10 mm (3/8 pol) de espessura (ver Nota 3a).
NOTA 6 Radiografia total de cada junta vertical de mais de 25 mm (1 pol). A radiografia total pode
incluir as radiografias spot das interseções, caso o filme radiográfico tenha uma largura
mínima de 100 mm (4 pol) (ver Nota 4a).
NOTA 7 De acordo com a PETROBRAS N–271. A cada radiografia spot deve ter 17 polegadas de
comprimento. Este requisito não se aplica a PETROBRAS N-271.
NOTA 8 A inspeção radiográfica em chapas superiores a 10 mm pode ser substituída por ultrassom,
desde que tenha aceitação do cliente.
NOTA 9 As soldas do teto devem ser inspecionadas com caixa de vácuo.
NOTA 1a Para juntas soldadas de topo, onde a espessura da chapa é inferior ou igual a 10 mm de
espessura (3/8 polegadas), uma radiografia spot deve ser feita nos primeiros 3 m da junta
vertical, por cada soldador, de cada tipo e espessura. As radiografias feitas nas juntas
verticais do primeiro anel (anel inferior), podem ser utilizadas para satisfazer os requisitos da
Nota 3 abaixo, no caso de juntas individuais. Em seguida, sem levar em conta o número de
soldadores, uma radiografia spot adicional deve ser feita a cada 30 m adicionais e qualquer
fracção restante das juntas verticais do mesmo tipo e espessura. Pelo menos 25 % das
radiografias spot selecionadas, devem estar nas junções de juntas verticais e horizontais,
com um mínimo de dois cruzamentos deste tipo por tanque. Além dos requisitos anteriores,
uma radiografia spot aleatória deve ser feita para cada junta vertical do primeiro anel (ver o
painel superior da Figura 1).
NOTA 2a Uma radiografia deve ser feita nos primeiros 3 m de junta completada horizontal, do mesmo
tipo e espessura (com base na espessura da chapa de menor espessura na junta), sem levar
em conta o número de soldadores. Posteriormente, uma radiografia adicional deve ser feita a
cada 60 m e qualquer fração restante da junta horizontal do mesmo tipo e espessura.
NOTA 3a Para juntas soldadas de topo, onde a menor espessura da chapa do costado é maior do que
10 mm (3/8 polegadas), mas menor ou igual a 25 mm (1 pol) de espessura, as radiografias
spot devem ser feitas de acordo com a Nota 1a. Além disso, todas as junções de juntas
verticais e horizontais em chapas do costado, neste intervalo de espessura, devem ser
radiografadas; cada filme deve, claramente, mostrar pelo menos 75 mm (3 pol) da solda
vertical e 50 mm (2 polegadas) de comprimento de solda em cada lado da intersecção
vertical. No primeiro anel, duas radiografias spot devem ser feitas em cada junta vertical: uma
das radiografias deve ser o mais próximo possível do fundo do tanque, e a outra deve ser
feita aleatoriamente (ver o painel central da Figura 1).
NOTA 4a As juntas verticais, em que as chapas do costado sejam maiores do que 25 mm (1 pol) de
espessura, devem ser totalmente radiografados. Todos os cruzamentos de juntas verticais e
horizontais nesta gama de espessura, devem ser radiografadas; cada filme deve, claramente,
mostrar pelo menos de 75 mm (3 pol) da solda vertical e 50 mm (2 polegadas) de
comprimento da solda horizontal, em cada lado da intersecção com a junta vertical (ver o
painel inferior da Figura 1).

8.8.4.2 Procedimentos de Ensaios não Destrutivos a Serem Aplicados

Os ensaios abaixo devem ter seus procedimentos específicos aprovados por Inspetor N3, conforme as
normas aplicáveis:

a) Ensaio de Capilaridade;
b) Ensaio de Formação de Bolhas com Pressão Negativa;
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c) Ensaio de Formação de Bolhas com Pressão Positiva;


d) Ensaio por Líquido Penetrante;
e) Ensaio por Partículas Magnéticas;
f) Ensaio por Ultrassom;
g) Ensaio Radiográfico;
h) Ensaio Visual.

8.4.5 Relatório

a) após o término da montagem e testes, deve ser emitido um certificado de término de


montagem;
b) todas as inspeções intermediárias e finais devem ser documentadas através de relatórios
dimensionais, visual, END, entre outros, os quais devem compor o Data-Book;
c) o Data-Book da Montagem deve ser composto pelos documentos a seguir:
— Certificado de teste de flutuabilidade;
— Certificados de qualidade dos consumíveis de soldagem;
— Certificados de qualidade dos materiais;
— Certificados de qualificação de inspetores e/ou operadores de ensaios não destrutivos;
— Certificados de qualificação de soldadores e operadores de soldagem;
— Desenho de localização das radiografias;
— Especificações de procedimentos de soldagem;
— Especificações técnicas;
— Gráficos de registro de temperatura e outros registros relativos a tratamentos térmicos;
— Mapa de defeitos reparados;
— Plano de inspeção e testes;
— Plano de soldagem;
— Procedimentos de ensaios não destrutivos;
— Procedimentos de montagem;
— Registros de qualificação de procedimentos de soldagem;
— Relatório do teste de flutuabilidade do teto flutuante;
— Relatórios de ensaios não destrutivos;
— Relatórios de inspeção dimensional.

8.5 Preservação Após a Montagem


Para a preservação após a montagem as seguintes verificações e ações correlatas devem ser
executadas
a) verificar se foram protegidas contra corrosão as faces de assentamento dos flanges cujo
fechamento não foi efetuado, quando previsto que o equipamento fica exposto às intempéries
durante os seguintes espaços de tempo após a montagem:
— Até 6 meses: com graxa neutra;
— de 6 meses a 12 meses: com graxa anticorrosiva;
— superior a 12 meses: com duas demãos de verniz removível à base de resina vinílica;
b) verificar se foram protegidas contra danos mecânicos as faces de assentamento dos flanges
cujo fechamento não foi efetuado, utilizando discos de madeira fixados por meio
de 4 parafusos;
c) verificar se estão protegidos contra corrosão as roscas dos parafusos e estojos com graxa
prevista para a montagem definitiva;
d) verificar se estão protegidas contra corrosão as roscas dos chumbadores com graxa
anticorrosiva;
e) verificar se foi feito o fechamento dos flanges com juntas provisórias, quando previsto,
aplicando sobre as peças de assentamento destes, graxa grafitada;
f) verificar se as bocas de visita estão mantidas com as faces de assentamento protegidas com
graxa neutra, com junta provisória e fechadas com, no mínimo, 4 parafusos;
g) verificar em tanque de teto flutuante caso o fundo não tenha sofrido pintura, se está havendo
acúmulo d'água sobre o fundo e remover este acúmulo.
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NOTA Em caso de operação assistida deve ser elaborado procedimento específico para esta
atividade.

9 Requisitos de Segurança, Meio Ambiente e Saúde

9.1 Todos os profissionais envolvidos nas atividades a executar devem estar capacitados e treinados nos
aspectos de SMS relacionados.

9.2 Antes de iniciar os trabalhos, verificar os procedimentos de SMS específicos.

9.3 Todas as atividades de serviços devem ser precedidas de APR; AST e o Levantamento de Impactos
Ambientais das atividades a serem desenvolvidas.

NOTA 1 Verificar a necessidade de PT ou PTT.


NOTA 2 Em caso de mudanças de pessoas, materiais, equipamentos e ou processos, revisar a APR e
a AST.
NOTA 3 Sinalizar e isolar a área de desenvolvimento da atividade quando esta oferecer riscos.

9.4 Diariamente, antes do início da atividade, deve ser realizado o DDSMS focado nas atividades do dia,
preferencialmente incidentes relativos aquelas atividades e registrá-los.

9.5 As ferramentas e equipamentos a serem utilizados devem ser inspecionados diariamente e devem
estar em bom estado de conservação, antes de iniciar as atividades.

9.6 Verificar se os acessos, andaimes e iluminação são suficientes e adequados ao trabalho, assim como
os trabalhos em paralelo (simultâneas e/ou sobrepostas) não oferecem riscos à segurança.

9.7 Utilizar os EPCs e EPIs necessários e indicados para a execução dos serviços e seguir sempre as
orientações de SMS.

9.8 As sobras de materiais, peças e ferramentas devem ser recolhidas no término da jornada diária de
trabalho (ou no término da atividade), deixando a área limpa e em ordem. A segregação dos resíduos
gerados deve ser realizada através da coleta seletiva, conforme prescrito no PDRE da empresa.

9.9 Para utilização de produtos químicos, disponibilizar e atender a FISPQ e armazenar adequadamente
conforme disposições indicadas.

9.10 Em caso de acidentes (segurança e meio ambiente), comunicar imediatamente a supervisão e


proceder de acordo ao Plano de Emergência da obra.
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10 Registros

— Registro de Inspeção no Recebimento de Materiais;


— Relatório de Assentamento e Nivelamento Topográfico de Calços e Bases;
— Relatório de Inspeção - Locação de Equipamentos Estáticos;
— Certificado de Conclusão na Montagem de Equipamentos Estáticos;
— Relatório de Inspeção Dimensional de Tanque.

11 Anexos

Anexo A - Registro de Inspeção no Recebimento de Materiais


Anexo B - Relatório de Assentamento e Nivelamento Topográfico de Calços e Bases
Anexo C - Relatório de Inspeção - Locação de Equipamentos Estáticos
Anexo D - Certificado de Conclusão na Montagem de Equipamentos Estáticos
Anexo E - Relatório de Inspeção Dimensional de Tanque