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CLASSICISMO

AULA 1 - CONTEXTO HISTÓRICO  Fusionismo, que era a junção das ideias da igreja
católica com a mitologia grega;
O Classicismo também é conhecido como a escola  Universalismo, que prega que não há UM
artística do Renascimento, tendo inicio na Itália no século HERÓI, e sim um POVO HERÓICO;
XIV.  Surgimento da Medida Nova, que são os versos
decassílabos (com 10 sílabas poéticas) e os
Fatores sonetos compostos por 2 quartetos e 2 tercetos).

Houve nessa época a transposição da Idade Média para a


Idade Moderna, gerando:

 A queda do sistema feudal;

 Ascensão da monarquia Absolutista, em que o


rei passava a ter o poder total e absoluto; AULA 3 - CAMÕES ÉPICO E OS LUSÍADAS

 Surgimento do Mercantilismo, que era a união da Camões era de família Fidalga e teve uma base cultura
Burguesia com a Coroa, havendo uma expansão muito boa. Sua obra era dividida em poesia lítica, peça
do comércio que ia além do reinado, chegando a teatral e epopeia.
outras cidades. Isso também aumentou o lucro
local; Sua principal obra foi Os Lusíadas.

 Início das Grandes Navegações, em que os


homens se aventuravam em alto mar para
descobrir novos povos, conquistar novas terras, Os Lusíadas
visando também a lucratividade, assim como o
Mercantilismo visava. Os Lusíadas é de 1572 e se trata de uma epopeia, tendo
as seguintes características:
Em 1517 ocorre a Reforma Protestante, a partir de
Martinho Lutero, que marca esse período.  Narrativa em 3ª pessoa;
 Linguagem rebuscada;
Martinho Lutero era um membro do clero que começa a  Narração de fatos heroicos universais;
questionar os dogmas da Igreja. E, juntamente com essas  Culto à honra, fama, coragem;
novas ideias e questionamentos, surge o Renascimento,  Mitologia;
que retoma a cultura clássica Greco-latina (Mitologia  Exaltação da glória dos lusitanos, povo
Grega, Deuses), e a Ciência Moderna, que deixa um português que estava em busca de novas
pouco de lado a visão do Teocentrismo, colocando o descobertas;
homem como centro do universo.  Presença de personagens como cavaleiros,
nobres, fidalgos e reis;
O Renascimento, ainda, entra em conflito com a Filosofia  O enredo de Os Lusíadas gira em torno da
Escolástica. Enquanto esta última permitia que a Bíblia história de Vasco da Gama, em 1498, indo para
Católica fosse estudada dentro de alguns limites impostos, as Indias;
o Renascimento chega cheio de questionamentos e ideias  Retratação do patriotismo e da cultura
libertárias quanto à palavra divina. renascentista.

Estrutura de Os Lusíadas:

 10 cantos;
 Estrofes em 8ª rima;
 Dividida em 5 partes:
o I Proposição
AULA 2 - CARACTERÍSTICAS o II Invocação
o III Dedicatória
 Arte como Mimesis, que era a arte como imitação o IV Narração
da natureza; o V Epílogo
 Valorização da cultura pagã, da mitologia, dos
Deuses gregos; Figuras de destaque em Os Lusíadas:
 Culto à arte clássica (daí o nome da escola:
Classicismo);  Inês de Castro;
 Valorização de formas literárias antigas, como a  Velho do Restelo;
Epopeia;  Gigante Adamastor.
 Racionalismo. Não havia mais o pensamento
focado apenas nos dogmas da igreja católica. O
homem passa a pensar como um ser humano;

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CLASSICISMO

AULA: 4 – QUINHENTISMO E A CARTA DE PERO VAZ

O Quinhentismo ocorreu paralelamente ao Classicismo,


porém enquanto este último ocorreu na Metrópole
(Portugal) o primeiro ocorreu na Colônia (Brasil). Portanto,
teve início em 1500, com a chegada dos portugueses ao
Brasil, ficando também conhecido como Literatura de
Informação, por se tratar de relatos que os viajantes
enviavam à metrópole, informando sobre o que acontecia
por aqui.

As características dessa Literatura de Informação são a


pessoalidade, ou seja, as opiniões pessoais do autor, e o
descritivismo. Seu marco inicial é a Carta de Pero Vaz de
Caminha, datada de 1 de maio de 1500, na qual Caminha,
capitão-mor da frota portuguesa, relata ao rei D. Manuel
suas primeiras impressões sobre a nossa terra.

Mas não eram apenas os viajantes quem produziram essa


literatura na Colônia. Os jesuítas também o fizeram, no
que ficou conhecido por Literatura de Formação, que
visava a catequização dos índios a partir de 1549. O
grande destaque dessa literatura é o Padre José de
Anchieta e sua poesia A Santa Inês e o auto de São
Lourenço.

Assim, enquanto a Literatura de Informação levava para a


Metrópole o que ocorria na Colônia, a Literatura de
Formação trazia para a Colônia os conhecimentos e a
religiosidade da Metrópole.

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