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Logística reversa: tendência das empresas focadas na sustentabilidade

Mayara Cristina Ghedini da Silva (UTFPR) – mayara_ghedini@hotmail.com


Prof. Dr. Kazuo Hatakeyama (UTFPR) – hatakeyama@utfpr.edu.br
Prof. Dr. Luiz Alberto Pilatti (UTFPR) - lapilatti@utfpr.edu.br
Prof. Dr. Jean Mari Felizardo (UP) - jean_m_felizardo@yahoo.com.br

Resumo:
O presente artigo tem por objetivo explicitar a importância da Logística Reversa, de modo a
explorar conceitos da logística que possam proporcionar um desenvolvimento sustentável nas
empresas. A logística reversa pode ser definida como o gerenciamento do fluxo de materiais
do seu ponto de consumo até o ponto de origem, que precisa ser gerenciado. Esse fluxo
inverso vem crescendo em função das atividades de reciclagem e reaproveitamento de
produtos e embalagens que tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. A
contextualização deste trabalho se dá a partir da discussão de teorias existentes em fontes
secundarias para a compreensão, como: livros, artigos científicos, dissertações e teses que
versam sobre logística, apresentando conceitos sobre o tema e a importância da logística
reversa aplicada as empresas, a partir da análise das características que são essenciais em cada
processo decisório. A pesquisa qualitativa procura mostrar aspectos positivos da implantação
de um sistema de logística reversa, de modo que a mesma torne-se um fator de
desenvolvimento sustentavel entre as empresas, pois atualmente todas desejam utilizar e
produzir produtos ecologicamente corretos.

Palavras-chave: Logística Reversa, sustentabilidade, reciclagem e fluxo inverso de materiais.

1. Introdução
A partir da Revolução Industrial, as fábricas começaram a produzir objetos de consumo em
larga escala, a grande maioria das indústrias consideravam o meio ambiente como um local
somente para obtenção de matéria-prima e descarte dos resíduos. Os resultados do
crescimento econômico mundial causam impactos ambientais decorrentes de uma degradação
ambiental sem precedentes das atividades produtivas.
Segundo Fuller et. al (1995), a humanidade está usando 20% a mais de recursos naturais do
que o planeta é capaz de repor, com isso está avançando nos estoques naturais da Terra,
lembrando que existem recursos que não são renováveis, como o petróleo.
O resultado deste consumo é o aumento do lixo. Ainda segundo Fuller et. al (1995), ainda
hoje, muitas vezes o lixo é tratado com a mesma indiferença da época das cavernas, quando o
lixo não era verdadeiramente um problema, seja pela menor quantidade gerada, ou seja pela
maior facilidade da natureza em reciclá-lo. Entretanto, atualmente, a quantidade de lixo
gerada no mundo tem sido grande, e seu mau gerenciamento, além de provocar gastos
financeiros significativos, pode provocar graves danos ao meio ambiente e comprometer a
saúde e o bem-estar da população.
As primeiras indústrias surgiram numa época em que não existia a preocupação com os
problemas ambientais, principalmente pela diminuta escala de produção, a fumaça era sinal de
progresso e desenvolvimento de um país, usada como propaganda e símbolo de
desenvolvimento por alguns governantes (DONAIRE, 1999).
Saliente-se que a Conferência de Estocolmo, em 1972, foi o marco inicial da preocupação
com a preservação e cuidado com o meio ambiente. O evento foi o primeiro encontro de
representantes de diversos países, para discutirem os problemas ambientais que estavam
começando a ocorrer.
Por outro lado, torna-se necessário o desenvolvimento da uma consciência em relação aos
diversos problemas ambientais que o cercam as empresas, e atualmente é imperativo
desenvolver o pensamento de inovar os materiais e processos construtivos que não causem
danos aos homens e minimizem os impactos negativos ao meio ambiente.
Atualmente, a grande velocidade de descarte dos produtos após o uso, e não encontrando
canais adequados de distribuição reversos pós-consumo, favorecendo o desequilíbrio entre as
quantidades descartadas e as reaproveitadas. Como conseqüência gera-se um enorme
crescimento de produtos pós-consumo.

2. Logística Reversa
Até pouco tempo a logística restringia-se somente a entrega dos produtos aos clientes, os
fabricantes não tinha a responsabilidade por seus produtos após suas vendas. Desta forma, não
havia a preocupação dos fabricantes quanto a devida coleta posterior a venda.
Na atualidade a Logística é uma área de grande importância para as empresas, pois tem por
objetivo diminuir o tempo entre o pedido, a produção e a demanda, fazendo com que o cliente
receba seus bens ou serviços no momento, local e preço determinado.
Considerando a Logística como o processo de controle de materiais, serviços e informações,
do ponto de origem ao de consumo. A Logística Reversa é o fluxo reverso, que ocorre do
ponto de consumo ao de origem, e Rogers e Tibben-Lembker (1998 apud RAMOS, 2005, p.
19) afirmam que o processo reverso ocorre com o propósito de capturar valor ou de dar a
disposição final adequada aos mesmos.
Em muitos casos, a Logística Reversa é ligada apenas a assuntos ambientais e ecológicos, isso
ocorre, pelo fato da reciclagem ser um dos tópicos abordados. Entretanto, cada vez mais a
Logística Reversa está sendo vinculada a questão econômica, isso porquê as empresas estão
procurando a competitividade através da agregação de valores ao cliente, com o objetivo de
atingir lucros ou diminuir prejuízos (PIRES, 2007).
LEITE (2003, p. 16) define Logística Reversa como:
“[...] a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as
informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-
consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de
distribuição reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico,
ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, entre outros.”

Para Stock (1998) a Logística Reversa refere-se ao papel da Logística no retorno de produtos,
redução na fonte, reciclagem, substituição de materiais, reuso de materiais, disposição de
resíduos, reforma, reparação e remanufatura.
Os autores Rogers e Tibben-Lembke (1999) explicam a Logística Reversa (LR) como o
processo de planejamento, implementação e controle do fluxo da matéria-prima desde o ponto
de consumo até o ponto de origem, tendo como objetivo a recuperação do valor e o descarte
correto para a coleta e tratamento do lixo.
A LR estuda o retorno de produtos, embalagens e materiais aos centros produtivos de origem
ou ao descarte correto dos mesmos.
Para Stock (2001) a LR do ponto de vista da engenharia é um modelo sistêmico que aplica os
melhores métodos da engenharia e da administração logística, com o objetivo de fechar
lucrativamente o ciclo do suplly chain. E segue afirmando que a empresa que inicia o
processo de LR ganha tanto no fornecimento de uma imagem institucional positiva, quanto na
visão de responsabilidade empresarial – meio ambiente e sociedade.
Lacerda (2002) diz que as iniciativas relacionadas à logística reversa têm trazido
consideráveis retornos para as empresas justificando os investimentos realizados e
estimulando novas iniciativas, mas que a maior ou menor eficiência do processo de logística
reversa dependerá de como este é planejado e controlado.
A figura 01, a seguir, retrata detalhadamente o processo de logístico reverso dos produtos,
processo que tem inicio no setor de coleta, passando para separação e seleção, e
posteriormente a ultima etapa, a de correta destinação dos produtos.

Figura 1 – Atividades do Fluxo logístico Reverso.


Fonte: Lacerda (2002).

O referido autor, Lacerda (2002), identifica alguns fatores críticos descritos a seguir que
contribuem positivamente para o desempenho do sistema de logística reversa:
a) Bons controles de entrada: identificar corretamente o estado dos materiais que retornam
para que possam seguir o fluxo reverso correto: revenda; recondicionamento; reciclagem; ou
descarte. Quando a identificação não ocorre corretamente pode gerar retrabalho pela falta de
confiança em relação às causas dos retornos.
b) Processos padronizados e mapeados: a logística reversa deve ser tratada de forma regular,
de modo que seus processos devem ser corretamente mapeados e os procedimentos conferidos
para que se possa ter controle e obter melhorias.
c) Tempo de ciclo reduzidos: diz respeito ao tempo entre a identificação da necessidade de
reciclagem, disposição ou retorno de produtos e o efetivo processamento.
d) Sistemas de informação: refere-se a obtenção de sistemas de informação que tenham a
capacidade de rastreamento de retornos, medição dos tempos de ciclo e melhoria do
desempenho e da identificação de abusos dos consumidores no retorno de produtos.
e) Rede logística planejada: a implantação da logística reversa depende de infra-estrutura
logística adequada que possa adaptar-se aos fluxos de entrada de materiais usados e fluxos de
saída de materiais processados.
f) Relações colaborativas entre clientes e fornecedores: é fundamental uma relação de
confiança e colaboração entre varejistas e indústrias, com relação a devoluções de produtos
danificados que são feitas, a fim de que ninguém sinta-se lesado.
A LR preocupa-se com aspectos logísticos do retorno do produto ao ciclo de negócios ou
produtivo de embalagem, bens de pós-venda e de pós-consumo, agregando-lhes valores de
diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, entre
outros (LIVA et al., 2003).
A Logística Reversa divide-se em duas áreas de atuação: pós-venda e pós-consumo, faz-se
necessário defini-las e explica-las, a figura 02 a seguir exemplifica as áreas de atuação:

FIGURA 02 - Logística Reversa – Área de atuação e etapas reversas


FONTE: LEITE (2003, p. 17).

2.1 Área de atuação da Logística Reversa


• A LR de pós-venda está relacionada a operacionalização do fluxo de materiais e
informações, por diversos motivos. São denominados bens de pós-venda produtos sem ou
com pouco uso. Leite (2003, p. 18) explica que o objetivo estratégico dessa etapa é: “agregar
valor a um produto logístico que é devolvido por razoes comerciais, erros no processamento
dos pedidos, garantia dada pelo fabricante, defeitos ou falhas de funcionamento, avarias no
transporte, entre outros motivos.”
• A LR de pós-consumo operacionaliza o fluxo de materiais e informações. São bens
de pós-consumo resíduos industriais, materiais em fim de vida útil ou que podem ser
reutilizados. Segundo Leite (2003) a LR de pós-consumo agrega valor a um produto
constituído por bens inservíveis ao antigo proprietário, ou que ainda estejam em condições de
serem utilizados.
Cabe salientar que as definições mais modernas de logística reversa tendem a fundir os
conceitos que se aplicam a um sistema direto e reverso do fluxo de produtos e informações.

3. Razões para implantação Logística Reversa


Existem muitas razões distintas para a implantação da Logística Reversa em uma organização.
A seguir serão relatadas as principais mediadas a serem adotadas:

3.1 Sensibilidade ecológica


Para Mentzer et. al (2001), o progresso esta afetando diretamente o ambiente ou, em outra
expressão, destruindo o planeta Terra e a Natureza. O conceito de Desenvolvimento
Sustentável baseia-se na idéia de atender às necessidades do presente sem comprometer as
gerações futuras no atendimento de suas próprias necessidades.
Para alcançar o objetivo do desenvolvimento sustentável faz-se necessário o planejamento, e o
reconhecimento de que os recursos naturais são finitos. O desenvolvimento sustentável
representa uma nova forma de desenvolvimento econômico, com equilíbrio dos diversos
aspectos ecológico. Alguns aspectos afetam diretamente os canais de distribuição reversos,
tais como: lixo urbano devido aos seus efeitos nocivos, baixa porcentagem de reciclagem das
embalagens descartáveis e produtos/materiais passíveis de serem reciclados ou reutilizados -
como é o caso do lixo orgânico que pode ser transformado em composto (fertilizante) para
utilização na agricultura. (Cabral, 2001).

3.2 Legislação ambiental pressão legal


Os impactos ambientais dos resíduos sólidos, atualmente são responsabilidades da sociedade,
com ações de melhoria no ambiente global, práticas de produção e consumo sustentável,
objetivando a utilização de estratégias para minimizar os impactos negativos gerados pela
destinação incorreta dos resíduos, ou seja, para Leite (1998) é a cadeia industrial de produtos
que, de certa forma, agridem o ambiente, e deve se responsabilizar pelo que acontece com os
mesmos após o seu uso original.
A legislação faz com que as empresas contabilizem custos de caráter ecológico em seus
produtos, com o intuito de cumprir as novas regulamentações.

3.3 Redução do ciclo de vida dos produtos


As constantes mudanças tecnológicas promovem uma obsolescência precoce dos bens. O
grande número de produtos com ciclo de vida útil cada vez menor gera grande quantidade de
resíduos sólidos e produtos ultrapassados. A avaliação do ciclo de vida se faz necessária, pelo
fato de contribuir para que a empresa venha reduzir perdas e falta de controle sobre o
processo de fabricação, para melhorar a separação e a organização nas instalações e
processos, para atender as necessidades do produto e do gerenciamento ambiental.
Para Leite (1998) os resíduos sólidos dependem da capacidade dos sistemas tradicionais de
disposição, que já estão no seu limite, necessitando, portanto de alternativas para a destinação
final dos bens de pós-consumo, a fim de minimizar o impacto ambiental gerado pelos
mesmos.
Segundo Mentzer et. al (2001), os produtos ultrapassados, ou seja, aqueles que foram ou estão
sendo substituídos por produtos que incorporaram uma tecnologia mais avançada (ex:
relançamento de um produto), necessitam de uma redistribuição no mercado ou na própria
rede de lojas.

3.4 Imagem Diferenciada


As empresas podem ser ecologicamente corretas por meio de políticas de preservação do meio
ambiente em seu dia-a-dia, e participando de projetos sociais que tem pos objetivo
desenvolver a comunidade de forma organizada, reduzindo os problemas sociais da região.

3.5 Redução de Custos


A carência de informações faz com que haja dificuldade na visualização dos custos. Porém,
economias podem ser obtidas, como na utilização de embalagens retornáveis e no
reaproveitamento de materiais para a produção.

4. Metodologia
Para atingir o objetivo proposto, esta pesquisa foi efetuada em duas etapas. Na primeira, foi
realizada a coleta de informações a respeito do sistema de logística e logística reversa, através
de consulta em livros, jornais, revista, periódicos, boletins técnicos, trabalhos acadêmicos e
sites na Internet, consolidando-se uma base conceitual para o inicio dos trabalhos.
Para GIL (1999, p. 44) a pesquisa bibliográfica “é desenvolvida com base em material já
elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos.” O autor ainda informa
que “a principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador
a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que poderia
pesquisar diretamente.”
Toda a estruturação e discussão do material coletado fazem parte de uma segunda etapa de
pesquisa, onde o foco esta na organização das informações. O objetivo foi instituir o ambiente
de estudo de forma gradativa e seqüencial, culminando com um debate detalhado sobre o
tema proposto buscando o entendimento sobre a importância da sustentabilidade nos dias
atuais.
Importante destacar que as etapas estão apresentadas no estudo de forma seqüencial, tal como
aconteceram. O trabalho está estruturado de forma a facilitar a compreensão de sua discussão
principal, entendimento este que norteou a seqüência de apresentação de cada etapa do
trabalho.

5. Conclusão
O presente artigo que tem por objetivo explicitar a importância da Logística Reversa, de modo
a explorar conceitos da logística que possam proporcionar um desenvolvimento sustentável
nas empresas, conclui que a logística reversa é um processo em difusão apresentando um
vasto campo de aplicação no Brasil.
Existe uma tendência para a conscientização do relacionamento do homem com o meio
ambiente, motivando as ações de conservação do meio natural. Em decorrência estão
ocorrendo ações para proteger, conservar e valorizar aspectos ambientais, gerando
expectativas de que os responsáveis pelas empresas deixem de lado a visão do retorno
financeiro no curto prazo e assumam estratégias que contemple a variável ecológica para o
sucesso do negócio.
Autores e pesquisadores concordam que uma boa administração da Logística Reversa acarreta
em grandes economias para a empresa. Um dos maiores problemas está na falta de sistemas
informatizados que permitam a integração da Logística Reversa ao fluxo normal de
distribuição. Por essa razão empresas criam seus próprios sistemas ou terceirizam o processo
para empresas especializadas.
O crescimento da posição da Logística Reversa nas empresas é recente. A implementação
deste sistema reflete em vantagens competitivas para as empresas, ao nível de menores custos
e melhoria de serviço ao consumidor. Uma integração da cadeia de suprimentos também é
necessária. O fluxo reverso de produtos deverá ser considerado na coordenação logística entre
as empresas.

6. Referências
CABRAL, Bruna. Compostagem transforma lixo em adubo. Agência Meio/UFPE, 2001.
Extraído do site http://www.csocialufpe.com.br/clipping/materias/009.htm. Disponível em
Janeiro de 2009
DONAIRE, D. Gestão Ambiental na Empresa. 2a ed. São Paulo: Atlas, 1999.
FULLER, D.A.; ALLEN, J. Reverse Channel Systems. In. Polonsky, M.J.; MINTU-
WIMSATT, A.T. Environmental marketing: strategies, practice, theory and research.
London: The Haworth Press 1995.
GIL, A. C., Métodos e técnicas de pesquisa social. 5. ed. São Paulo: Atlas,1999
LACERDA, L. Logística reversa: uma visão sobre os conceitos básicos e as práticas
operacionais. In: Revista de Tecnologistica. São Paulo: Ano VI, n. 74, Janeiro/2002.
LEITE, P. R. Logística Reversa: Meio ambiente e competitividade. São Paulo: Prentice Hall,
2003.
__________. Canais de distribuição reversos: conceito. Revista Tecnologística, São Paulo,
mar. 1998.
LIVA, P.B.G. et al. Logística Reversa. In: Gestão e Tecnologia Industrial. IETEC, 2003.
MENTZER, J.T.; DEWITT, W.; KEEBLER, J.; NIX, N.W.; SMITH, C.D. & ZACHARIA,
Z.G. Defining Supply chain Management. Journal of Business Logistics. Fall 2001.
PIRES, N. Modelo para a Logística Reversa dos bens de pós-consumo em um ambiente
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ROGERS, D. S.; TIBBEN-LEMBKE, R. S. Going backwards: reverse logistics trends and
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RAMOS, L. S. N. A Logística Reversa de pneus inservíveis: o problema da localização dos
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STOCK, J. R. Development and Implementation of Reverse Logistics Programs. United
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STOCK, J. R. The 7 deadly sins of reverse logistics. Material Handling Management.
Cleveland, mar, 2001.

Área Temática : Gestão da Produção

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