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A importância da avaliação psicológica do fenômeno atenção na atividade do Controle de

Tráfego Aéreo

Dezembro/2018

A importância da avaliação psicológica do fenômeno atenção na


atividade do Controle de Tráfego Aéreo

Stael Prata Mendes – staelpm@hotmail.com


Avaliação Psicológica
Instituto de Pós-Graduação - IPOG
Brasília, DF, 14 de fevereiro de 2018

Resumo
Dentro da atividade aeronáutica, o controle de tráfego aéreo destaca-se pela maestria no
provimento da ordenação dos tráfegos para segurança e eficácia das operações. Neste sentido,
ainda com a expansão do transporte aéreo e desenvolvimento de novas tecnologias a atuação
do controlador de tráfego aéreo torna-se essencial. Sobretudo, o processo de sondagem e
manutenção das funções cognitivas relacionadas à função controle de tráfego aéreo, representa
aspecto cada vez mais relevante para evolução harmoniosa e eficaz deste contexto. O presente
artigo tem como objetivo enfatizar a importância da avaliação psicológica do fenômeno da
atenção, na atividade do Controle de Tráfego Aéreo, uma vez que a habilidade em perceber
detalhes e manter a atenção em uma ou várias demandas específicas ao mesmo tempo é tarefa
primordial no exercício desta profissão. A metodologia utilizada envolveu a pesquisa
bibliográfica baseada em material científico (livros, artigos e teses) e pesquisas eletrônicas.
Observou-se que a atenção faz parte das variáveis individuais condicionantes para um bom
desempenho do Controlador de Tráfego Aéreo. É um pré-requisito para qualquer
processamento mental, especialmente dos processos cognitivos. Evidenciou-se crescente
abordagem com relação aos estudos e produções científicas na área de fatores humanos na
aviação. Todavia, ainda são reduzidas as pesquisas que abrangem a importância da atenção no
contexto do Controle de Tráfego Aéreo.

Palavras-chave: Avaliação Psicológica. Atenção. Controlador de Tráfego Aéreo.

1. Introdução

As aeronaves, aviões e helicópteros deixaram de ser um transporte somente de pessoas a passeio


e transformaram-se nos mais importantes meios de transporte. Milhares de indivíduos transitam
pelos aeroportos diariamente, no intuito de chegar ao seu local de destino com rapidez, conforto
e segurança. Quando as pessoas entram em um avião, muitas vezes não imaginam quem são os
responsáveis pela segurança de seu voo. Além da tripulação, pilotos e profissionais da
manutenção, estão os controladores de tráfego aéreo (CTA), que são o elo de coordenação e
controle entre o céu e a terra. O Controlador de Tráfego Aéreo é a pessoa especializada,

ISSN 2179-5568 – Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 9, Edição nº 16 Vol. 01 Dezembro/2018
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encarregada de separar o tráfego entre aeronaves no espaço aéreo e nos aeroportos, de modo
seguro, ordenado e rápido.
Em algumas citações, Rebello afirma que:

Os Controladores de Tráfego Aéreo constituem um grupo especial de trabalhadores,


uma vez que exercem sua atividade de alta responsabilidade em um ambiente físico
adverso, onde existem variações ambientais e cronobiológicas devido ao ambiente de
trabalho confinado e a jornada de trabalho em turnos alternados. (REBELLO,
1997:18)

Um sistema de Controle de Tráfego Aéreo é um conjunto de subsistemas que visam auxiliar o


gerenciamento do fluxo de aeronaves tanto no ar quanto em terra. Como definição da finalidade
de sistema de Controle de Trafego Aéreo, pode-se citar Hopkins (apud REBELLO, 1997:8): “o
tradicional objetivo dos sistemas de Controle de Tráfego Aéreo é certificar a segurança,
ordenação e o gerenciamento do fluxo de aeronaves”.
A Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) estabelece de forma sintética os
objetivos do sistema de Controle de Tráfego Aéreo:
- Impedir colisões;
- Acelerar e manter ordenado o fluxo;
- Assessorar e prestar informações ao voo; e
- Notificar sobre as aeronaves em perigo.
Na concepção do trabalho do Controlador de Tráfego Aéreo, as comunicações utilizadas pelos
operadores são de vital importância, conforme destaca Rebello:

O trabalho do Controlador de Tráfego Aéreo apresenta uma linguagem operacional


particular. A linguagem utilizada durante o trabalho não é uma simples linguagem de
comando, pois é um campo em que são utilizados vários símbolos de muitos
significados e formas de expressão (REBELLO, 1997:19).

O Controlador de Tráfego Aéreo, além de decidir quem tem prioridade de pouso e de


decolagem, tem de analisar uma gama de informações de profunda complexidade (BISPO e
FERRUCCIO, 2001).
É considerada uma atividade com elevado nível de tarefas cognitivas, pois o trabalho desse
indivíduo demanda grande carga mental e emocional, uma vez que é ele quem toma as decisões
finais, o que, quase sempre, deve ser feito em tempo muito restrito. Além disso, realiza uma
tarefa que exige alta atenção prolongada, relacionada com elevada responsabilidade
(PASQUALI e LAGO, 1987; MOREIRA e VIDAL, 1999).
Segundo Gras et al. (apud PEREIRA, 2001:81), a vulnerabilidade do trabalho do Controlador
de Tráfego Aéreo está relacionada ao confronto entre o trabalho automatizado (controle de
tráfego por radar e computadores) e o aspecto artesanal e sensorial (interpretação de
informações visuais e auditivas). Verifica-se que há uso dos sentidos físicos e, ao mesmo tempo,
da atenção e memória.
Para se tornar um Controlador de Tráfego Aéreo no Brasil, na Infraero, tem que ser submetido
e aprovado em concurso público e ser considerado “recomendado” pela avaliação psicológica

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que é realizada por Clínica de Psicologia credenciada por essa empresa. Após, ser considerado
apto a exercer o cargo, o indivíduo é encaminhado à cidade de São José dos Campos, para
participar do curso de formação. O curso que capacita o Profissional de Tráfego Aéreo para
trabalhar nos órgãos operacionais sob jurisdição da Infraero, tem a duração de dez meses, sendo
ministrado no Instituto de Controle do Espaço Aéreo – ICEA, localizado em São José dos
Campos – SP. Após a formação, o empregado realiza um estágio operacional no Órgão, por um
período de quatro meses, com atividade programada e supervisionada. Todo empregado
contratado tem uma Licença de Controlador de Tráfego Aéreo que lhe assegura a prerrogativa
de exercer a função operacional, em conformidade com as habilitações constantes nos
respectivos Certificados de Habilitação Técnica – CHT.
Os Serviços Operacionais dos Órgãos de Controle de Tráfego Aéreo são planejados de maneira
a abranger todo o funcionamento do Órgão, sendo cada turno atribuído a uma Equipe
Operacional. Os turnos são divididos em horários diurnos e noturnos e, ainda, distribuídos entre
o pessoal que concorre aos serviços operacionais. Na organização da escala, são considerados
os fatores do processo de rodízio, efetivo e composição das equipes, férias, licenças e outros
afastamentos dos serviços. A carga mensal de trabalho é de 144 horas.
Para o desenvolvimento dessa atividade, os controladores de tráfego aéreo necessitam de
diversas habilidades individuais (atenção, concentração, percepção, raciocínio espaço temporal,
memória visual e auditiva e fluência verbal) com o intuito de exercer, de maneira eficiente, o
seu trabalho.
Neste sentido, o planejamento e a organização dos Serviços de Navegação Aérea na Infraero,
abrangem cuidados com os fatores humanos relacionados ao contexto dos serviços de tráfego
aéreo, no sentido de buscar profissionais capacitados e estimular o efetivo para performance
cognitiva segura e eficaz.
Sabe-se que a avaliação psicológica compreende a atividade da psicologia relacionada à
compreensão do funcionamento e interações do indivíduo consigo mesmo e com diversas
variáveis ao seu redor e em relação à atividade de Controle de Tráfego Aéreo (ATC), as funções
psicológicas que se destacam, são:

- Percepção: processo de recepção, seleção, transformação e organização das informações


advindas pelos sentidos humanos (visão, audição, olfato, tato e paladar);
- Atenção Concentrada e Difusa: habilidade de perceber detalhes e manter a atenção em uma
tarefa específica ou em várias, ao mesmo tempo, sem perder a consciência situacional;
- Análise e Síntese: habilidade de observar, analisar e interpretar, tendo como finalidade a
tomada de decisão, em função da Segurança Operacional;
- Controle Emocional: capacidade de administrar e enfrentar com equilíbrio e segurança as
situações adversas internas (pessoais) e externas que ocorrem quando há opiniões divergentes,
problemas com equipamentos ou emergências;
- Conhecimento da língua inglesa: capacidade de entender e transmitir as mensagens técnicas
na língua inglesa;
- Rapidez de Reação: capacidade de agir com rapidez particularmente em situações de tráfego
intenso e de emergência;

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- Flexibilidade/Humildade: habilidade de analisar e compreender as diferentes situações do


tráfego aéreo e opiniões da equipe envolvida, tendo em vista a tomada de decisão mais acertada,
principalmente, em situações de muita diversidade ou de adversidade;
- Iniciativa e Pro atividade: habilidade no atendimento às necessidades operacionais, durante
todas as etapas do voo, fornecendo-lhe informações essenciais e complementares, transmitindo
segurança e confiabilidade nos Serviços de Tráfego Aéreo;
- Liderança: capacidade de avaliar situações, coordenar informações e definir ações para a
solução de problemas interpessoais e operacionais, em contatos contínuos com personalidades
diferentes (pilotos, colegas e chefias), visando manter um ambiente harmonioso e uma
prestação de serviço rápida, segura e ordenada;
- Memória Visual e Auditiva: habilidade para alocar e evocar dados da memória de trabalho
(curto prazo) e da memória armazenada, em longo prazo, para subsidiar informações e tomada
de decisões;
- Organização e Sistematização: capacidade de ordenar e alocar mentalmente, de forma ágil e
adequada, as informações necessárias às instruções a serem fornecidas aos pilotos no controle
de tráfego aéreo;
- Raciocínio Espacial: habilidade de visualizar e descrever mentalmente as diversas variáveis
do cenário do tráfego aéreo que se configura como um ambiente extremamente dinâmico e
complexo;
- Raciocínio Lógico e Abstrato: capacidade mental de identificar, organizar, localizar e utilizar,
com rapidez, dados diversificados para inferir, orientar ou tomar decisões relativas ao tráfego
aéreo;
- Relacionamento Interpessoal: habilidade de se relacionar com empatia e cordialidade, no
convívio com colegas, chefias e pilotos, de modo a garantir um ambiente harmonioso, saudável,
produtivo e seguro para o controle de tráfego aéreo;
- Responsabilidade: senso ético extremamente apurado e discernimento para avaliar
adequadamente a importância de sua atuação, e também assumindo responsabilidade por
decisões indevidas (autossuficiência/onipotência);
- Trabalhar sob Pressão: capacidade de enfrentar situações de pressão e de reagir, com presteza,
definindo procedimentos operacionais adequados, visando à Segurança de Voo e
- Tomada de Decisão: capacidade de julgar de forma correta, segura e ágil as informações para
emitir instruções ao piloto, seguindo o previsto nas normas e procedimentos pertinentes ao
Tráfego Aéreo, em situações normais e de emergência.

O processo de tomada de decisão abrange várias das funções supracitadas e seu objetivo é
encontrar uma resposta segura e eficaz para cada demanda. Uma falha pode significar a perda
de vidas humanas. Constata-se que essa atividade envolve além de esforço cognitivo, elevado
nível de responsabilidade.
De acordo com Moreira (2001: 29), nos dias de hoje, em que aviação caracteriza-se por colocar
o ser humano em franca interação com uma tecnologia de última geração, os Fatores Humanos
têm mostrado ser o componente crítico do sistema aeronáutico e, por isso mesmo, sobre eles
recaem as maiores preocupações no que tange à segurança.

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O conceito de fatores humanos é abordado pela Organização de Aviação Civil Internacional


(2003), como o estudo das capacidades e das limitações humanas oferecidas pelo local de
trabalho. É o estudo da interação humana em suas situações de trabalho e de vida: entre as
pessoas e as máquinas e equipamentos utilizados, os procedimentos escritos e verbais, as regras
que devem ser seguidas, as condições ambientais ao seu redor e as interações com as outras
pessoas. Todos esses aspectos podem influenciar no comportamento e no trabalho, de maneira
a afetar a saúde do trabalhador e a segurança da aviação.
Conforme a ICA 63-36/2015, do Comando da Aeronáutica, que dita sobre as Atividades de
Fatores Humanos - Aspecto Psicológico, no Gerenciamento de Segurança Operacional,
Atividades Psicológicas, o Fator Humano - Aspecto Psicológico, está presente em todas as
ações do indivíduo. Assim, ações como se expressar, realizar um trabalho ou se relacionar com
as demais pessoas estarão marcadas de forma indelével pelas características de quem as
realizou. Essas características individuais atuarão nos diversos grupos em que este indivíduo
convive, sofrendo modificações e também mudando a característica do grupo por meio das
interações que são estabelecidas. As variáveis que fazem parte dessas interações são as
individuais, que dizem respeito às características e processos típicos dos indivíduos; as
psicossociais são as que se estabelecem na interação do indivíduo com o meio e as
organizacionais são aquelas que imprimem direções determinadas ou padrões aos
comportamentos individuais ou grupais.
De acordo com o Manual do Comando da Aeronáutica MCA 63-7/2008, refere-se à
Investigação do Aspecto Psicológico nos Incidentes de Tráfego Aéreo, é importante avaliar
condições individuais, psicossociais e organizacionais interferentes no contexto de trabalho do
controlador de tráfego aéreo, sendo as variáveis individuais: a atitude, percepção, estado
emocional, motivação, atenção, percepção, memória, processo decisório e estresse.

É interessante ressaltar que de acordo com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo


(DECEA), os aspectos que mais contribuíram para os incidentes de trafego aéreo, em 2015,
foram o processo decisório e a perda da consciência situacional, seguidos da variável
comunicação, percepção, atitude e atenção. Ou seja, as variáveis individuais e fatores ligados
ao processo cognitivo de processamento de informações.
Por esse motivo e primando a segurança de todos que são usuários do meio de transporte aéreo,
faz-se necessário estudar as variáveis que podem contribuir para os incidentes de trafego aéreo.
Entende-se por incidente de tráfego aéreo:

Toda ocorrência envolvendo tráfego aéreo que constitua risco para as aeronaves,
relacionada com: a) Facilidades - situação em que a falha de alguma instalação de
infraestrutura de navegação aérea tenha causado dificuldades operacionais; b)
Procedimentos - situação em que houve dificuldades operacionais por procedimentos
falhos, ou pelo não cumprimento dos procedimentos aplicáveis; e c) Proximidade
entre aeronaves (AIRPROX) - situação em que a distância entre aeronaves, bem como
suas posições relativas e velocidades foram tais que a segurança tenha sido
comprometida. (MCA 63-7/2008)

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Com base nessa premissa, esse artigo objetiva demonstrar a importância de uma avaliação
psicológica do fenômeno cognitivo da atenção, uma vez que esse é um dos fenômenos mais
importantes para os indivíduos perceberem e providenciarem respostas apropriadas ao curso
das operações de tráfego. A atenção faz parte das variáveis individuais condicionantes para um
bom desempenho do Controlador de Tráfego Aéreo. Como menciona BRAGA (2007), é um
pré-requisito para qualquer processamento mental, especialmente dos processos cognitivos
(Bachiega, 1982; Eysenck & Keane, 1990/1994; Sternberg, 1996/2000).
Sobretudo, evidenciamos crescente abordagem com relação aos estudos e produções científicas
na área de fatores humanos na aviação. Todavia, ainda são reduzidas as pesquisas que abrangem
a importância da atenção no contexto do Controle de Tráfego Aéreo.

2. Desenvolvimento

A metodologia utilizada nesse artigo envolveu a pesquisa bibliográfica baseada em material


científico (livros, artigos e teses) e pesquisas eletrônicas. Os materiais consultados foram a
partir do ano 2000.
Os Fatores Humanos apresentam interface com várias áreas da psicologia principalmente com
a Avaliação Psicológica. Devido aos fatores humanos psicológicos serem responsáveis por 93
% dos incidentes de tráfego aéreo, em 2015, observa-se maior importância e valorização dos
estudos referentes aos processos cognitivos dos controladores de tráfego aéreo (ICA 63-
16/2016).
A todo instante chegam informações às pessoas, com demanda de respostas. Portanto, o
indivíduo tem que escolher qual estímulo ele quer prestar atenção.
De acordo com William James (1909/1981) a experiência de um indivíduo não é constituída
por todos os acontecimentos do meio, mas sim, por aqueles em que há interesse do indivíduo.
A atenção é uma função crucial que permite a interação eficaz do indivíduo com o seu ambiente,
além de subsidiar a organização dos processos mentais. Com a atenção, pode-se selecionar qual
estímulo será analisado em detalhes e qual será levado em consideração para guiar o
comportamento (LIMA, 2005).
Não há como falar desse fenômeno sem mencionar a percepção, memória e consciência
situacional, pois estão interligados.
Com base nas consultas realizadas serão apresentadas algumas variáveis individuais de fatores
humanos que estão presentes e de muita importância para a atividade de tráfego aéreo.
A seguir serão apresentados aspectos do constructo percepção.

Percepção

A percepção e atenção são fenômenos que muitas vezes podem ser confundidos (BRAGA,
2007:3). A atenção é pré-requisito da percepção.
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A percepção é o processo ativo de integração de estímulos sensoriais em um todo coerente, por


meio da conscientização de eventos advindos do meio externo ou interno. Sendo assim, abrange
tanto a discriminação dos estímulos perceptuais como a sua interpretação embasada no
conhecimento e nas experiências prévias do indivíduo (MUSKAT & MELLO, 2008).
Bhatt, Rovee-Collier & Weiner (1994) atribuem à percepção, a denominação de respostas
controladas diretamente pelos sentidos. Esta depende dos órgãos de sentido, do contexto sobre
o qual está à atenção dos interesses ou motivações e das experiências passadas. Faz com que os
estímulos sejam inteligíveis. É a forma como o indivíduo se organiza.
Para Rozestraten (1988), perceber é ver conscientemente com atenção.
Segundo Braga (2007), a percepção é um processo psicológico, ou cognitivo, cujos elementos
são, além das sensações captadas pela interação entre o ambiente e organismo, as experiências
passadas, contexto, memória e significado. O processo de percepção organiza, interpreta e
atribui sentido àquilo que foi percebido pelos sentidos e apreendido pela atenção, levando à
consciência do ambiente (SCHIFFMAN, 2005; EYSENCH & KEANE, 1190/1994).
Neste sentido, esse fenômeno cognitivo ocorre em estágios como detecção, seleção,
transformação e organização das informações. Os estímulos devem ser fortes o suficiente para
que possam ativar devidamente os receptores sensoriais (MCA 63-15/2012).
A percepção está ligada à memória e atenção.
Em seguida, estão expostas questões a respeito da memória.

Memória

A atenção e a memória são dois processos intimamente ligados e necessários para funcionamento
e adaptação na vida cotidiana (RUIZ-CONTRERAS, 2005). A memória é a capacidade do ser
humano apreender, reter e evocar uma informação. O nível de atenção é que produz um
funcionamento eficaz da memória (PEREIRA & RIBEIRO, 2011). Por isso, não há como
explanar os conceitos separadamente.
A memória é a habilidade para adquirir e armazenar informações tão simples como detalhes da
vida diária ou as complexas como o conhecimento abstrato de geografia ou álgebra. É o
“processo pelo qual aquilo que é apreendido persiste ao longo do tempo” (KANDEL, 2006).
É a aquisição, armazenamento e evocação de informações. A aquisição é também chamada de
aprendizagem (IZQUIERDO, 2006).
A memória é a que permite armazenar a informação que adquirimos sobre o mundo e depois
recupera-lá e utiliza-lá para o alcance de nossos objetivos (FREITAS, 2016).
Conforme relembra Callegaro (2011), os psicólogos cognitivos dividem os processos de
memória em três operações básicas: codificação, armazenamento e recuperação das
informações. A codificação é a transformação de uma entrada sensorial em uma representação
da memória, o armazenamento refere-se à manutenção desse registro e a recuperação é a
operação que dá acesso à informação arquivada.
A memória envolve a aquisição, retenção e o resgate da informação durante todas as fases de
processamento da informação. (MCA 63-15/2012).

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Como lembra Baratto (2011), existem dois tipos de memória que são classificadas pelo
conteúdo e definidas como memória de curto prazo, que é conhecida também como memória
de trabalho ou operacional, e a de longa duração.
Graças ao trabalho de Milner, verifica-se que a memória de curto prazo dura segundos, e a de
longo prazo dura de dias a vida inteira (CALLEGARO, 2011:131).
Segundo estudos de HEBB (2013), os seres humanos esquecem grande número de informações
com o passar do tempo, principalmente se não forem criadas estratégias para reter essas
informações, ou se elas não forem aplicadas, ou ainda, se elas não forem relevantes. Os estudos
aferiram que há maior índice de perda de informações (esquecimento) nos primeiros 20 minutos
do que nos 31 dias que se seguem. As informações podem ser mantidas na memória de curto
prazo por vários minutos, mas se não forem escritas ou utilizadas poderão se perder ou se tornar
confusas para o indivíduo. Esse aspecto está frequentemente presente no Controle de Tráfego
Aéreo durante as tarefas de receber e dar informações de voo. As informações que são
consideradas pertinentes serão transferidas da memória de curto prazo para longo prazo. Se a
memória falhar, o controlador não tomará uma decisão precisa, pois faltarão informações para
a decisão correta. (MCA 63-15/2012).
Ao falar desses processos mentais, como a percepção e memória, que influenciam a segurança
da aviação, observa-se a necessidade também de citar a consciência situacional, que é
caracterizada pela percepção dos elementos no ambiente de trabalho dentro de um volume de
tempo e espaço, a compreensão do significado desses elementos e a projeção dessa situação em
um futuro próximo. (ENDSLEY, 1995).
Em continuidade, encontram-se conhecimentos referentes à consciência situacional.

Consciência Situacional

Segundo o Manual do Comando da Aeronáutica, MCA 63-15/2012, consciência situacional


significa ser capaz de perceber o que está acontecendo ao seu redor. Compreender o estado
atual e da dinâmica, um sistema complexo e antecipar as mudanças. Em termos simples é você
estar ciente do que acontece a sua volta, é pensar um pouco além da situação encontrada.
Ainda no Manual de Fatores Humanos no Gerenciamento da Segurança Operacional no
SISCEAB/2012, é citado que:

O aspecto mais importante dos fatores humanos é a habilidade do operador em manter


sua consciência situacional. É um fato consolidado que a interface homem-tecnologia
nem sempre é intuitiva. Interfaces não intuitivas ou opacas levam ao aumento da
complexidade operacional, o que frequentemente força o operador a despender
atenção extra para manter um modelo mental adequado ao cenário do tráfego. Isso se
torna um terreno fértil para perda de consciência situacional, diminuição do
desempenho do sistema e eventuais falhas humanas. (MCA 63-15/2012)

A capacidade de apresentar alto nível de consciência situacional pode ser vista como,
provavelmente, a característica mais crítica para obtenção de um desempenho bem sucedido.
(BARATTO, 2011:20).
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Conforme Endsley (1995), a consciência situacional apresenta três níveis de interação, como
percepção, compreensão e projeção. A percepção de sinais é fundamental, pois sem a percepção
básica de informações a chance de ocasionar falhas é grande. A compreensão inclui um
entendimento da situação, do que está acontecendo ao seu redor. E a projeção é a capacidade
de projetar o futuro, de antecipar eventos e suas implicações. É adquirida por meio do
conhecimento da situação.
O nível de consciência situacional que um Controlador de Tráfego Aéreo exerce grande
influência na segurança da aviação. Quanto maior, menor a chance de ocorrer um incidente de
tráfego aéreo ou um acidente aeronáutico.
Ainda não há parâmetros científicos para mensurar esse nível. Sabe-se que a consciência
situacional depende de uma percepção precisa dos fatos e o conhecimento armazenado afeta as
percepões do mundo e influencia na tomada de decisões. Pelo motivo de que a consciência
situacional não tem como ser mensurada, apenas observada, destaca-se a importância de
mensurar o fenômeno da atenção, pela necessidade do controlador atento, selecionar os
estímulos corretos para que haja boa percepção, memorize os fatos, eleve a consciência
situacional e tenha uma boa decisão.
A seguir, será demonstrado o constructo atenção, foco principal desse trabalho.

Atenção

O processo atencional tem sido objeto de amplo interesse de pesquisadores da Psicologia, da


neuropsicologia, da neurociência e da fisiologia devido a sua relevância em contextos variados
como a escola, o trabalho e o trânsito, dentre outros. (RUEDA & CASTRO, 2010).
Como lembra esses autores, ela se origina de uma predisposição do cérebro de responder a
determinados estímulos em detrimento de outros (RUEDA & CASTRO, 2010)
A atenção é o que proporciona capacidade para selecionar – de todas as fontes de estimulação
que temos ao nosso redor – a informação que a nós seja útil e necessária para realizarmos uma
tarefa. (DUDAI, 2002; KANDEL, 2000).
Pode-se afirmar que a principal função da atenção é selecionar e extrair o estímulo mais
importante num determinado momento (ALLPORT, 1993; POSNER, 1993). É o fenômeno
que administra a quantidade de informações disponibilizadas ao organismo, por meio dos
sentidos, memória e outros processos cognitivos. É a capacidade de focar em um estímulo alvo,
processar o que for relevante para o que foi determinado. A atenção antecede a memória.
Diversos critérios podem ser utilizados para a classificação da atenção, sendo o mais utilizado
o que se refere à sua função ou operacionalização. Por ele, a atenção pode ser classificada como
seletiva, dividida, sustentada ou alternada (RUEDA & CASTRO, 2010)
A atenção sustentada é a capacidade de focar em uma atividade contínua e repetitiva. É quando
a mente está focada em uma mesma tarefa por um longo período, sem distrações. O foco
atencional é dirigido para um estímulo dentre vários distratores presentes. Alude à capacidade
do indivíduo em manter sua atenção em um estímulo ou sequência de estímulos durante o tempo
necessário para a execução de uma tarefa (RUEDA & SISTO, 2008).

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A atenção dividida é a habilidade do cérebro para prestar atenção a várias tarefas ao mesmo
tempo com resposta positiva. Quando a atenção é dividida, a eficiência com o que as ações são
realizadas diminui. Já a alternada, é a capacidade de o indivíduo alternar seu foco de atenção
entre mais de um estímulo eficazmente (BACHIEGA, 1982; VEIGA, 2000). Os estudos de
Sternberg (1996) mostraram a possibilidade de duas tarefas serem atendidas simultaneamente,
contudo, alguns aspectos podem favorecer ou dificultar o desempenho nas tarefas duplas.
Inicialmente, a execução de duas tarefas conscientes reduz o desempenho em ambas, entretanto,
se uma das tarefas for automatizada, por exemplo, pelo treino, ocorreria a melhora no
desempenho em ambas as tarefas. Além disso, tarefas duplas envolvendo modalidades
sensoriais diferentes seriam mais fáceis de serem realizadas (Rueda & Castro, 2010).
Segundo a MCA 63-15/2012, os seres humanos não podem prestar atenção em duas coisas ao
mesmo tempo com a mesma eficácia. Se determinada atividade requer a atenção do controlador,
ele terá de alocar parte de sua capacidade nesta atividade, devido à atenção ter capacidade
limitada. Qualquer atividade que requeira atenção simultaneamente sofrerá uma perda de
qualidade.
A atenção concentrada é usada quando o foco é apenas em um objeto. Há seleção de uma fonte
de informação diante vários estímulos distratores em um tempo pré-determinado.
A seletiva é quando o indivíduo escolhe conscientemente onde a mente deve permanecer
focada, filtrando e descartando as informações desnecessárias.
Autores como Zillmer e Spiers (1998) apontam que muitas vezes a atenção seletiva é definida
como atenção concentrada. Sendo assim, ressalta-se que, como em vários outros construtos da
ciência psicológica, embora as teorias e definições sobre a atenção sejam amplas, não há um
consenso entre os pesquisadores em relação à melhor definição para o construto (RUEDA &
CASTRO, 2010).
Sabe-se que a atenção tem capacidade limitada. Uma das características na atividade do
controlador é manter-se alerta, pois se trata de uma atividade de multitarefas. Cada indivíduo
desenvolve nível peculiar de atenção.
Conforme a MCA 63-7 /2015, a possibilidade de falhas humanas durante desempenho das
atividades de Controle de Tráfego Aéreo, em relação ao processo de atenção, são:
- Desatenção: direcionamento da atenção para estímulos não relevantes à situação, seja pela
dificuldade de manter o foco orientado em determinado sentido, seja pelo poder de distração
do estímulo não relevante; não concentrar na atividade que está fazendo é um dos motivos que
mais acontecem nas falhas humanas.
- Fixação: concentração em um estímulo ou grupo de estímulos, impedindo a apreensão de
outro que exigem atenção;
- Fascinação: fenômeno no qual ocorre a percepção de todos os aspectos significativos da
situação, sem que seja expressa a resposta adequada. O indivíduo sente-se como se estivesse
desligado da situação. Geralmente ocorre em situações muito mobilizadoras de ansiedade, onde
o controle da situação foi perdido e o individuo bloqueia as ações;
- Flutuação: desvio do foco da atenção para diversos estímulos do meio exterior, de forma
desordenada e não voluntária. O indivíduo torna-se incapaz de se concentrar, agindo por
impulsos.

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A importância da avaliação psicológica do fenômeno atenção na atividade do Controle de
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Diante dessas possibilidades de falhas, enfatiza-se a importância de avaliar o nível de atenção


de cada empregado, por meio da avaliação psicológica, com entrevistas semi dirigidas e testes
psicológicos aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia.
O psicólogo tem à disposição instrumentos como testes psicológicos que aferem o nível de
atenção concentrada, alternada e dividida. Esse material pode ser utilizado como meio para
prognosticar a habilidade de controlar os voos na atividade de controle de tráfego aéreo e para
prever a probabilidade do indivíduo em se envolver em incidente de trafego aéreo ou acidente
aeronaútico.
O profissional de psicologia pode selecionar, dentre os testes disponíveis, aqueles que julgar
mais adequados para a situação. Já que esta é uma atribuição diferencial do referido
profissional. É extremamente importante que ele conheça os testes e apresente habilidade nesta
utilização, evitando erros e prejuízos na avaliação.

Avaliação Psicológica da Atenção

Para Pasquali (1999), o psicólogo deve definir atributos e características a serem avaliados,
investigar na literatura especializada os melhores instrumentos disponíveis para cada objetivo
desejado e, principalmente, avaliar as características psicométricas dos instrumentos
escolhidos, como sensibilidade, validade, precisão e existência de normas específicas e
atualizadas para a população brasileira. (PERERIA, COBERO, PRIMI, 2003) Shimidt e Hunter
(1998) verificaram que as habilidades mentais gerais, como inteligência e habilidades
cognitivas, onde se inclui a atenção, são geralmente avaliadas por testes psicológicos
disponíveis no mercado.
De acordo com o Conselho Federal de Psicologia, a Avaliação Psicológica é um processo
técnico-científico de coleta de dados, realizado com pessoa ou grupos, que tem por objetivo o
estudo e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos resultantes da
relação do indivíduo com a sociedade, utilizando, para tanto, de métodos, técnicas e
instrumentos psicológicos (Resolução CFP 07/2003). É uma das áreas mais antigas e
importantes da Psicologia. É, por lei, uma prática exclusiva do psicólogo, subsidiando seu
trabalho nos mais diversos campos de atuação, dentre eles, a saúde, a educação, o trabalho entre
outros (CFP, 2011). No contexto organizacional, o CFP regulamentou a avaliação psicológica
em concursos públicos e outros processos seletivos.
Dentro do contexto da avaliação psicológica, no Controle de Tráfego Aéreo, os testes mais
utilizados estão o TEADI, TEACO e TEALT. É importante que os testes não sejam aplicados
em um período curto de tempo para não haver familiaridadde geral com o conteúdo e invalidar
o resultado.
Segundo a Vetor Editora, o Teste de Atenção Concentrada (TEACO-FF) avalia a capacidade
de uma pessoa em selecionar apenas uma fonte de informação diante de vários estímulos
distratores num tempo pré-determinado. Pode ser utilizado em pessoas que procuram a
avaliação psicológica pericial para CNH e para a população geral. Portanto, o teste também
pode ser utilizado nas áreas de recrutamento e seleção, avaliação para porte de arma, dentre
outras, onde se pretenda avaliar atenção concentrada. Existem padrões de aplicação e pontuação
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baseada no número de acertos, erros e omissões, assim como normas de desempenho por idade,
sexo, escolaridade, por tipo de avaliação ou categoria de CNH, por atividade remunerada ou
não, e por região do país.
Teste de Atenção Dividida, TEADI, fornece uma medida referente à capacidade da pessoa
dividir a atenção, ou seja, a capacidade do indivíduo para procurar mais de dois estímulos
simultaneamente. O Teste de Atenção Alternada (TEALT) avalia a capacidade que o sujeito
tem para focar a atenção ora em um estímulo, ora em outro, ou seja, a capacidade de alternar a
atenção.
Nos estudos de Rueda (2013), sobre a Avaliação da Atenção, observou-se a relevância de mais
um teste, a Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção, BPA. Apresenta como objetivo
realizar uma avaliação da capacidade geral de atenção, assim como uma avaliação
individualizada de tipos de atenção específicos, como atenção concentrada (AC), atenção
dividida (AD) e atenção alternada (AA). Ela é composta por três testes, cada um deles tendo
como objetivo avaliar um dos tipos atencionais propostos. Por sua vez, a análise dos três testes
em conjunto fornece a medida de atenção geral. A capacidade geral da atenção é o resultado
obtido por meio da somatória dos pontos totais de cada um dos testes (AC+AD+AA), sendo o
máximo possível 360 pontos.
Há também o teste AC, que avalia a capacidade do sujeito de manter a atenção concentrada no
trabalho realizado durante um período determinado e AC- 15, que conforme a Vetor Editora,
avalia adolescentes e adultos, com escolaridade a partir do ensino fundamental. O teste é
dividido em três partes, em que a pessoa deve, dentro do tempo limite, conferir pares de palavras
e números. Por meio dos resultados será possível comparar o rendimento nos primeiros minutos
e inferir dessa comparação se a mesma aumentou sua produção com o transcorrer do tempo, se
a manteve estável ou se a sua produção caiu no final. A correção é realizada pelo total de
acertos, pela avaliação quantitativa e qualitativa. Existem estudos de precisão, validade e
tabelas em percentis para o público-alvo de acordo com sua escolaridade e idade.
Diante desses testes apresentados, ressalta-se a praticidade da BPA, por avaliar os três tipos de
atenção utilizadas na atividade do controlador de trafego aéreo. O uso deste instrumento pode
contribuir para uma avaliação completa e consistente da capacidade atencional.
Também é importante destacar o fato de a BPA englobar diferentes faixas etárias, uma vez que
conforme apontado na literatura, essa variável relaciona-se diretamente com o processo
atencional, seja na sua evolução até a fase adulta jovem, seja no seu decréscimo na velhice.
Aliado a isso, essa diferenciação por faixas etárias pode ser considerada uma evidência de
validade de construto importante, pois é esperado esse aumento e posteriormente esse
decréscimo no processo atencional (RUEDA; MONTEIRO, 2013).
No tocante da avaliação psicológica da atenção na atividade do controle do trafego aéreo, além
da aplicação dos testes psicológicos para mensurar o nível de atenção que o individuo apresenta
no momento, é de fundamental importância também a realização da entrevista psicológica.
Existem várias definições e tipos de entrevistas na área da Psicologia.
Sullivan a define como:

Uma situação de comunicação vocal entre duas pessoas (a two-group) mais ou menos
voluntariamente integrados num padrão terapeuta-cliente que se desenvolve
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progressivamente com o propósito de elucidar formas características de vida das
pessoas entrevistadas, e vividas por elas como particularmente penosas ou
especialmente valiosas e, de cuja elucidação ela espera tirar algum benefício
(SULLIVAN, 1970: p. 4).

Segundo Bleger a entrevista pode ser de dois tipos fundamentais: aberta e fechada:

Na fechada as perguntas já estão previstas, assim como a ordem e a maneira de


formulá-las, e o entrevistador não pode alterar nenhuma destas disposições. Na
entrevista aberta, pelo contrário, o entrevistador tem ampla liberdade para as
perguntas ou para suas intervenções, permitindo-se toda a flexibilidade necessária em
cada caso particular. A entrevista fechada é, na realidade, um questionário que passa
a ter uma relação estreita com a entrevista, na medida em que uma manipulação de
certos princípios e regras facilita e possibilita a aplicação do questionário (BLEGER,
1998: p. 3).

Para Seger (2005), a entrevista psicológica é uma das principais ferramentas que auxiliam o
psicólogo nas suas demandas de trabalho.
De acordo Tavares, a entrevista psicológica é:

(...) um conjunto de técnicas investigativas, limitada no tempo e conduzida por um


profissional treinado que se utiliza de conhecimentos advindos da psicologia por meio
de uma relação estritamente profissional. Através desta técnica tem-se o objetivo de
descrever e avaliar aspectos pessoais com o intuito de realizar intervenções que
tragam benefícios aos entrevistados. (TAVARES, 2000 apud SEGER, 2005: p. 45).

É uma conversa séria, com propósito. É colher fatos.


O propósito da entrevista neste artigo tem como objetivo instrumentalizar o psicólogo para
observar e investigar os aspectos que podem influenciar a redução do processo atencional.
Dentre esses aspectos, menciona-se a qualidade do sono, alimentação, indícios de estresse,
ruído no ambiente operacional, temperatura, iluminação, monotonia, estado emocional do
indivíduo, carga de trabalho.
É de extrema importância o preparo do psicólogo para realizá-la. Pois será nesse momento, que
ele colherá as informações necessárias para o objetivo de sua avaliação.
Os tipos de entrevista referem-se ao seu aspecto formal ou à sua estrutura. Entende-se que toda
entrevista, como processo de se capturar informações sobre alguém, é uma pesquisa.
Por esse motivo a proposta de Gil (1999) de classificação das entrevistas de acordo com seu
aspecto estrutural, pode ser aplicada para o que se pretende explicar neste item. Seguindo o
pensamento do autor, as entrevistas podem ser classificadas em: entrevista estruturada,
semiestruturada, e não estruturada. (SANTOS, 2014)
A entrevista não estruturada é considerada a de tipo aberto, com nenhuma estrutura ou uma
estrutura mínima em que se deixa para o entrevistado a decisão de como irá expor as
informações, como irá construir uma fala sobre o que está sendo tratado. Diferencia-se de uma
simples conversa porque tem uma finalidade definida, destinam-se a algum propósito bastante
claro para as partes. (SANTOS, 2014)

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Uma das características da entrevista semi estruturada é um roteiro previamente planejado. Para
Manzini (1990/1991, p. 154), a entrevista semi estruturada está focalizada em um assunto sobre
o qual confeccionamos um roteiro com perguntas principais, complementadas por outras
questões inerentes às circunstâncias momentâneas à entrevista. Para o autor, esse tipo de
entrevista pode fazer emergir informações de forma mais livre e as respostas não estão
condicionadas a uma padronização de alternativas.
Este tipo de entrevista é bastante utilizado nas diferentes áreas de atuação do psicólogo. Neste
tipo de entrevista não há a possibilidade de questões serem alteradas durante a sua aplicação,
ela permanece invariável para todas as pessoas que forem responder a ela. (SANTOS, 2014).
Há um roteiro fixo de perguntas ou um questionário, cuja ordem e redação permanecem
exatamente iguais em cada aplicação, segundo Lakatos e Marconi (1996).
Para cada situação, o psicólogo escolhe a melhor entrevista que alcance seu objetivo. Se houver
um bom rapport, preparação prévia de como será realizada, boas instalações físicas, e cuidado
para não se transformar em mera conversa, o resultado será garantido. (SANTOS, 2014).
No caso da avaliação do fenômeno da atenção do controlador de tráfego aéreo, destaca-se a
entrevista semi estruturada, por haver um objetivo a ser pesquisado e monitorado, e ao mesmo
tempo permitir ao entrevistador liberdade para que as perguntas e repostas sejam mais
espontâneas, sem estarem condicionadas a algum tipo de padrão.

3. Considerações Finais

A função cognitiva da atenção é aspecto importante no desenvolvimento das atividades de


controle de tráfego aéreo. Na intenção de valorizar e prover processo de avaliação psicológica
eficaz ao cenário em questão, o estudo da atenção tem sido cada vez mais necessário para o
aprimoramento das práticas de avaliação e acompanhamento dos profissionais de tráfego aéreo.
Com o presente trabalho, verificou-se que os psicólogos que atuam em fatores humanos
(aspectos psicológicos) no contexto da prestação dos Serviços de Tráfego Aéreo e em atividades
de prevenção de acidentes aeronáuticos, precisam desenvolver conhecimentos específicos tanto
da Psicologia quanto da Aviação. É fundamental compreender as particularidades dessas
atividades e as habilidades humanas necessárias para execuções seguras e harmoniosas.
Evoca-se que a consciência situacional é uma das variáveis individuais mais significativas que,
juntamente com a atenção, contribuíram para o aumento da estatística dos incidentes de tráfego
aéreo, em 2015. Levando-se em consideração que a mesma não tem como ser mensurada,
apenas observada, e por ser extremamente necessária para uma correta decisão, ratifica-se a
importância de se mensurar o fenômeno da atenção, por meio das ferramentas existentes na
área da Psicologia. Motivo esse, que a atividade requer estado de alerta dos profissionais, para
que obtenham uma correta decisão. Reforça-se que a atenção é um dos pré-requisitos para
alguns fenômenos cognitivos, como percepção e memória.
Como diz James Reason (1997), não podemos modificar a condição humana, porém podemos
modificar as condições e variavéis em que nós humanos trabalhamos. Diante disso, não
podemos impedir que o seres humanos falhem, mas podemos certamente, reduzir a frequência
das falhas e minimizar as consequências delas. (MCA 63-15)
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Futuramente, sugere-se uma realização de pesquisa de campo, realizada por psicólogos


capacitados para realizarem avaliação psicológica da atenção, por meio de entrevista semi
estruturada e testes psicológicos que mensuram o fenômeno atencional, de preferência a BPA,
por avaliar todos os tipos de atenção em apenas um teste. Recomenda-se que o resultado das
avaliações sejam correlacionados com a quantidade de incidentes de tráfego aéreo cometidos
pelos empregados avaliados, pela redução da atenção.
A atenção faz parte das variáveis individuais condicionantes para um bom desempenho do
Controlador de Tráfego Aéreo. É um pré-requisito para qualquer processamento mental,
especialmente dos processos cognitivos (BACHIEGA, 1982; EYSENCK & KEANE,
1990/1994; STERNBERG, 1996).
Sobretudo, evidenciamos crescente abordagem com relação aos estudos e produções científicas
na área de fatores humanos na aviação. Todavia, as pequisas que abragem a importância da
atenção no contexto do Controle do Tráfego Aéreo, ainda são reduzidas.

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