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Vale S/A

MINA DE ALEGRIA
MUNICÍPIO DE MARIANA – MG

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DE
DESEMPENHO AMBIENTAL – RADA

MARIANA - MG
AGOSTO/2012
Vale S/A

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DE
DESEMPENHO AMBIENTAL – RADA

Revalidação das Licenças de Operação


LO n° 231/2008 – Lavra a céu aberto com ou sem tratamento a úmido-
minério de ferro (Separador Magnético da ITM); LO n° 477/2010- Lavra a céu
aberto com tratamento úmido – minério de ferro (Ampliação da Cava); LO
n°514/2011 Lavra a céu aberto com tratamento a úmido – minério de ferro;
LO n° 621/2003 – Implantação do sistema de filtragem de pellet feed e
aumento de capacidade produtiva das instalações de beneficiamento de
minério de ferro denominadas IBII e IBIII.

Diretoria de Ferrosos Sudeste – DIFS,


Complexo Mariana
Empreendimento Mina de Alegria,
Município de Mariana – MG.

MARIANA – MG
AGOSTO / 2012

I
IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

Empreendedor Vale S.A.

Empreendimento Vale S.A. – Mina de Alegria

CNPJ: 33.592.510/0412-68

Fazenda Alegria, s/nº - Zona Rural


Endereço:
Mariana – CEP 35.420-000

Telefone: (31) 3559-6259

Fax: (31) 3559-6259

Contato: Gianni Marcus Pantuza de Almeida

E-mail: gianni.marcus.pantuza@vale.com

IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA RESPONSÁVEL POR ESTE RELATÓRIO

Nome: Total Planejamento em Meio Ambiente Ltda.

CNPJ: 07.985.993/0001-47

Avenida Raja Gabaglia n0 4055, 2º Andar / Sala 210


Endereço: Bairro Santa Lúcia – CEP 30.350-577
Belo Horizonte – MG

Telefone: (31) 2555-8436

Fax: (31) 2516-8435

Responsável
Marcela Cardoso Lisboa Pimenta
Técnico

E-mail: contato@totalmeioambiente.com.br

II
EQUIPE TÉCNICA

Coordenação da Elaboração do Relatório


de Avaliação do Desempenho Ambiental –
Bióloga
Marcela C. Lisboa Pimenta RADA. Descrição dos itens: 1.0; 2.0; 3.0;
CRBiO 30.829/4D 4.0; 6.7, 6.17; 6.18; 6.20, 7.1.2, 9.0, 9.4,
10.1, 10.3 e 16.1.

Bióloga Elaboração dos seguintes itens do RADA:


Joyce dos Santos Pereira 10.5; 13.0; 14.0 Relacionamento com a
CRBIO 87361/4D Comunidade; 17.3.

Bióloga Elaboração dos itens: 5.1; 5.2; 6.3; 6.5;


Adriana Queiroz de Lima 6.6; 6.8; 7.1; 7.1.1; 7.3; 7.4; 9.6; 16.2 e
CRBIO 87149/4P 16.3.

Elaboração dos itens: 5.3; 5.4; 6.1; 6.2;


Carlos Henrique Inácio Costa Gestão Ambiental 6.4; 6.11; 6.12; 6.13.2; 6.14; 6.19; 18.0 e
Gráficos.

Engenheiro Ambiental Elaboração de Mapas (item 6.9 e 6.10) e


Pietro Della Croce
CREA-MG: 135617/D Gráficos

EQUIPE DE APOIO

Claudiane Cristina Barbosa Técnica em Meio Ambiente

Flávio Juliano Garcia Santos Pimenta Diagramador / Corretor Ortográfico

III
SUMÁRIO

SUMÁRIO ........................................................................................................................ IV

APRESENTAÇÃO ............................................................................................................ 1

LOCALIZAÇÃO E VIAS DE ACESSO ............................................................................... 2

3. LICENCIAMENTO AMBIENTAL - INFORMAÇÕES DOS PROCESSOS JUNTO AO


DNPM ............................................................................................................................... 5

4. IDENTIFICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS ..................................................................... 7

5. AUTORIZAÇÕES E ANUÊNCIAS ................................................................................. 8

6. ATUALIZAÇÃO DE DADOS ........................................................................................14

7. ASPECTOS AMBIENTAIS ...........................................................................................36

8. PASSIVOS AMBIENTAIS E ÁREAS IMPACTADAS ....................................................44

9. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS SISTEMAS DE CONTROLE AMBIENTAL .....45

10. MONITORAMENTO DA QUALIDADE AMBIENTAL ..................................................48

11. GERENCIAMENTO DE RISCOS ...............................................................................49

12. ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA ...............................................................................49

13. MEDIDAS DE MELHORIA CONTÍNUA DO DESEMPENHO AMBIENTAL ................50

14. RELACIONAMENTO COM COMUNIDADE ...............................................................50

15. INVESTIMENTOS NA ÁREA AMBIENTAL ................................................................51

16. INDICADORES AMBIENTAIS....................................................................................51

17. AÇÕES PARA O FECHAMENTO DE MINA – NÃO SE APLICA................................52

18. AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS CONDICIONANTES DA LO ........................53

19. AVALIAÇÃO FINAL E PROPOSTAS .........................................................................54

QUADRO RELATIVO AO ITEM 18 – AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS


CONDICIONANTES DA LO .............................................................................................55

ANEXOS..........................................................................................................................68

IV
APRESENTAÇÃO

O presente Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental – RADA – refere-se à


contextualização do empreendimento mina de Alegria composta por suas estruturas
operacionais e de apoio e avaliação dos controles ambientais instalados em decorrência
do licenciamento ambiental, ora em revalidação. A mina de Alegria é de propriedade da
Vale S/A, localizada no município de Mariana, no estado de Minas Gerais. Essa Mina
pertence ao Complexo Mariana, que engloba as Minas de Timbopeba, Fábrica Nova e
Fazendão.

O RADA foi elaborado para instruir o processo de Revalidação das seguintes Licenças de
Operação: LO n° 231 – Lavra a céu aberto com ou sem tratamento a úmido-minério de
ferro (Separador Magnético da ITM); LO n° 477- Lavra a céu aberto com tratamento
úmido – minério de ferro (Ampliação da Cava); LO n°514 Lavra a céu aberto com
tratamento a úmido – minério de ferro; LO n° 621 – Implantação do sistema de filtragem
de pellet feed e aumento de capacidade produtiva das instalações de beneficiamento de
minério de ferro denominadas IBII e IBIII.

De acordo as diretrizes estabelecidas pela Deliberação Normativa COPAM nº 74, de 09


de setembro de 2004, as atividades em questão foram enquadradas respectivamente
como A-02-04-6 – Lavra a céu aberto com tratamento a úmido – minério de ferro, A-05-
04-5 – Pilhas de rejeito / estéril e A-05-01-0 – ITM, sendo todas classificadas como
empreendimentos ou atividades Classe 6, de Grande Porte e de Grande Potencial
Poluidor.

Este relatório tem por objetivo atender aos requisitos da legislação ambiental vigente, no
que se refere à revalidação das Licenças de Operação mencionadas anteriormente. Esse
estudo foi desenvolvido conforme Termo de Referência (Versão 2), Aprovado pela
Câmara de Indústria, Mineração e Infraestrutura do COPAM em 26 de maio de 2009,
incorporando informações sobre o Fechamento de Mina, como definido na Deliberação
Normativa COPAM nº 127, de 27 de novembro de 2008, disponibilizado via web pelo site
da Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM.

1
As informações desse estudo foram levantadas por meio de visitas de campo, realizadas
nos meses de Abril, Maio, Junho e Julho de 2012, bem como por diversos estudos e
monitoramentos ambientais realizados pela Vale S/A – mina de Alegria.

LOCALIZAÇÃO E VIAS DE ACESSO

A mina de Alegria localiza-se nos municípios de Mariana e Ouro Preto, na região centro-
sul do estado de Minas Gerais, a cerca de 150 Km de Belo Horizonte. Seu acesso pode
ser feito a partir de Belo Horizonte, pela BR-040, sentido Rio de Janeiro, até o
entrocamento com a rodovia estadual MG-356. Por esta rodovia, segue-se até a cidade
de Mariana, passando por Itabirito, distrito de Cachoeira do Campo e Ouro Preto.

De Mariana, segue-se por cerca de 34 quilômetros, pela MG-129, até a mina de Alegria,
passando pelo distrito de Antônio Pereira e pelas minas de Timbopeba e Germano. O
percurso total de Belo Horizonte a Mina de Alegria é de 120 km (Figura 1).

Mina de
Alegria

Fonte: Site DER modificado, 2011.


Figura 1. Mapa de Localização e acesso ao Empreendimento mina da Alegria.

2
RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL – RADA
ATIVIDADES MINERÁRIAS
(Versão 2)

1. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR
RAZÃO SOCIAL: Vale S.A.

NOME COMERCIAL: Vale S.A.

CNPJ (CGC/MF nº): 33.592.510/0412-68 Inscrição Estadual: 054.024161.39-58

Endereço para correspondência (Rua, Av. Rod., BR; nº; compl.): Fazenda Alegria, s/nº - Zona
Rural;

Município: Mariana – MG Distrito: CEP: 35.420-000

Caixa Postal: Endereço eletrônico: gianni.marcus.pantuza@vale.com

Telefone: (31) 3839-4229 Fax: (31) 3559-6259

2. IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

NOME: Vale S.A. – Mina de Alegria.

Nº CERTIFICADO DA LO A SER REVALIDADA (DA ATIVIDADE


PRINCIPAL)

PROCESSO/COPAM/Nº:
LO nº 231 – Lavra a céu aberto com ou sem tratamento a úmido-
minério de (Separador Magnético) – Validade 22/09/2013;
182 / 1987 / 066 / 2007 LO nº 477 – Lavra a céu aberto com tratamento úmido - minério de
182 / 1987 / 063 / 2007 ferro (Ampliação da Cava) – Validade 22/11/2014;
182 / 1987 / 061 / 2007 LO nº 514 – Lavra a céu aberto com tratamento a úmido- minério de
182 / 1987 / 044 / 2003 ferro – Validade 16/02/2013;
LO n° 621 – Implantação do sistema de filtragem de pellet feed e
aumento de capacidade produtiva das instalações de beneficiamento
de minério de ferro denominada IBII e IBIII – Validade 20/11/2012
ATIVIDADES:
Explotação e beneficiamento de minério de ferro;
Pilha de Estéril;
Instalação de Tratamento de Minério;
Barragem de contenção de rejeitos
SUBSTÂNCIA MINERAL EXPLOTADA: PROC. DNPM Nº:
Minério de Ferro 6.499/1961 e 930.193/1982
CÓDIGO (DN COPAM N.º 74/2004): A-02-04-6,
A-05-04-5,
A-05-01-0

3
LOCALIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

Município: Mariana – MG Distrito: -


Correio eletrônico:
Telefone: (31) 3559- 6259 Fax: (31) 3559- 6259
gianni.marcus.pantuza@vale.com
Coordenadas geográficas (DATUM: SAD 69) Coordenadas geográficas (DATUM: SAD
(latitude/longitude) 69) (X,Y)
L G: 20º M: 08’ S: 48’’ X: 657150 Y: 7768100
N G: 43º M: 31’ S: 08’’ Ano: 2012

Bacia Hidrográfica: Rio Doce;


Sub-bacia hidrográfica: Rio Piracicaba;
Curso d’água mais próximo: Córrego das Almas, Jatobá e João Manuel.

4
3. LICENCIAMENTO AMBIENTAL - INFORMAÇÕES DOS PROCESSOS JUNTO AO DNPM
3.1. Licenças de Operação ou Autorizações Ambientais de Funcionamento (AAF´s) já concedidas ao empreendimento cuja LO está em revalidação neste
processo
Número do Regime de Grupamento Validade do
Processo Objeto do Data de Processo Empresa
Certificado da Validade Aproveita- Mineiro (se Contrato de
PA/COPAM/Nº Licenciamento Concessão DNPM/Nº Arrendatária
LO mento houver) Arrendamento
Lavra a céu aberto
com ou sem
tratamento a úmido 6.499/1961
182/1987/066/2007 231 22/09/2008 22/09/2013 Não se aplica 930.193/1982 Não se aplica Não se aplica
– minério de ferro
(Separador
Magnético da ITM)
Lavra a céu aberto
com tratamento 6.499/1961 Não se aplica Não se aplica
182/1987/063/2007 477 22/11/2010 22/11/2014 Não se aplica 930.193/1982
úmido – minério de
ferro
Lavra a céu aberto
com tratamento 6.499/1961
182/1987/061/2007 514 29/03/2011 16/02/2013 Não se aplica 930.193/1982 Não se aplica Não se aplica
úmido – minério de
ferro
Implantação do
sistema de filtragem
de pellet feed e
aumento de
capacidade
182/1987/044/2003 621 produtiva das 20/11/2003 20/11/2012 6.499/1961 Não se aplica 930.193/1982 Não se aplica Não se aplica
instalações de
beneficiamento de
minério de ferro
denominados IBII e
IBIII
OBS: O processo COPAM nº 182/1987/061/2007 teve originalmente a LO nº 299/2009, posteriormente, foi realizado um adendo nessa licença para o alteamento da barragem
Campo Grande. Então foi solicitada pela SUPRAM Central a devolução da LO nº299/2009 e concedida a LO nº514/2011.

5
Autorização Ambiental de Funcionamento – AAF
Número do Regime de Grupamento Validade do
Processo Objeto do Data de Processo Empresa
Certificado da Validade Aproveita- Mineiro (se Contrato de
PA/COPAM/Nº Licenciamento Concessão DNPM/Nº Arrendatária
AAF mento houver) Arrendamento

2663/02/002/2010 03116/2010 Posto revendedor 10/09/2010 10/09/2014 6.499/1961 Não se aplica 930.193/1982 Não se aplica Não se aplica

3.2. Outras licenças (LP e LI) já concedidas ao empreendimento


Regime de Grupamento Validade do
Processo Número do Objeto do Data de Processo Empresa
Validade Aproveita- Mineiro (se Contrato de
PA/COPAM/Nº Certificado Licenciamento Concessão DNPM/Nº Arrendatária
mento houver) Arrendamento

Não se
Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica
aplica

Data de início de operação do empreendimento: O início das atividades data de 1969, encontrando-se em explotação até a atualidade. A mina de Alegria é
licenciado pelo COPAM cuja licença principal foi revalidada em 2003 e, posteriormente em 2007, respectivamente por meio dos Processos COPAM nº
182/1987/040/2002 e 182/1987/061/2007 e possui a Certificação ISO 14.001.

No caso de arrendamento minerário, informar as cláusulas relativas ao meio ambiente. NÃO SE APLICA
Anexar cópia do contrato de arrendamento (se for o caso) no Anexo A. NÃO SE APLICA

6
4. IDENTIFICAÇÃO DOS RESPONSÁVEIS
Responsável legal pelo empreendimento
Nome: Rodrigo Artur Gomes de Melo Cargo: Gerente Geral
Formação profissional: Engenheiro de Minas N.º de registro: CREA-MG 58.773/D
Telefone: (31) 3559 6169 Fax: (31) 3559 6169
Endereço eletrônico: rodrigo.melo@vale.com
Responsável técnico pelo empreendimento
Nome: Rodrigo Artur Gomes de Melo Cargo: Gerente Geral
Formação profissional: Engenheiro de Minas N.º de registro: CREA-MG 58.773/D
Telefone: (31) 3559 6169 Fax: (31) 3559 6169
Endereço eletrônico: rodrigo.melo@vale.com
Responsável pela área ambiental do empreendimento:
Nome: Gianni Marcus Pantuza de Almeida Cargo: Gerente de Meio Ambiente
Formação profissional: Engenheiro Agrimensor N.º de registro: CREA-MG 76030/D
Telefone: (31) 3839-4229 Fax: (31) 3839-4229
Endereço eletrônico: gianni.marcus.pantuza@vale.com
Responsável técnico pela elaboração do RADA
Nome: Marcela Cardoso Lisboa
N.º da ART (cópia Anexo B):
Pimenta
Formação profissional: Bióloga N.º de registro: CRBIO 30820/4-D
Telefone: (31) 2555-8436 Fax: (31) 2516-8435
Endereço eletrônico: marcela@totalmeioambiente.com.br
Equipe técnica de elaboração do RADA
N.º ART
Formação
Nome N.º de Registro de classe (cópia
profissional
Anexo B)
Marcela Cardoso Lisboa
Bióloga CRBIO 30820/4-D
Pimenta
Adriana Queiroz de Lima Bióloga CRBio 87149/04-P
Joyce dos Santos Pereira Bióloga CRBio 87361/04-D
Assinaturas
Responsável legal pelo empreendimento: Data:

Responsável técnico pelo empreendimento: Data:

Responsável pela área ambiental do empreendimento: Data:

Responsável técnico pela elaboração do RADA: Data:

7
5. AUTORIZAÇÕES E ANUÊNCIAS

5.1. Desmate ou supressão de vegetação


( ) NÃO
a) O empreendimento realizou desmate ou supressão de vegetação?
(X) SIM
( ) NÃO. Justifique
b) O empreendimento obteve autorização de desmate do órgão competente? no Anexo C
(X) SIM
(X) NÃO. Justifique
c) O empreendimento possui autorização do IBAMA para intervenção em no Anexo C
Mata Atlântica?
( ) SIM.
d) Autorização de desmate*

APEF Nº: 71014 (Proc: nº0910052/2001)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 18,75 ha
Data da autorização: 19/04/2002 Validade: 19/10/2002
1ª revalidação: 21/10/2002 Validade: 19/04/2003

APEF Nº: 71563 (Proc: nº09411034/2004)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 4,79 ha
Data da autorização: 16/09/2002 Validade: 16/03/2003
1ª revalidação: 13/03/2003 Validade: 16/09/2003

APEF Nº: 71564 (Proc: nº 910035/2001)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 12,95 ha
Data da autorização: 16/09/2002 Validade: 16/03/2003
1ª revalidação: 13/03/2003 Validade: 16/09/2003
2ª revalidação: 10/10/2003 Validade: 16/03/2004

APEF Nº: 71565 (Proc: nº 910037/2001)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 24,46 ha
Data da autorização: 16/09/2002 Validade: 16/03/2003
1ª revalidação: 13/03/2003 Validade: 16/09/2003
2ª revalidação: 10/10/2003 Validade: 16/03/2004

APEF Nº: 71576 (Proc: nº 910038/2001)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 23,00 ha
Data da autorização: 25/04/2003 Validade: 25/10/2003

APEF Nº: 71580 (Proc: nº 910070/2001)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 3,00 ha
Data da autorização: 24/04/2003 Validade: 25/10/2003
1ª revalidação: 25/10/2003 Validade: 25/04/2004
2ª revalidação: 23/04/2004 Validade: 25/10/2004

8
APEF Nº: 71581 (Proc: nº 910026/2002)
Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 12,95 ha
Data da autorização: 25/04/2003 Validade: 16/03/2003

APEF Nº: 71582 (Proc: nº 910044/2002)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 2,59 ha
Data da autorização: 25 / 04 /2003 Validade: 25/10/1003

APEF Nº: 77006 (Proc: nº 910029/2003)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 30,83 ha
Data da autorização: 17/12/2003 Validade: 17/06/2004

APEF Nº: 77011 (Proc: nº 910031/2003)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 26,58 ha
Data da autorização: 17/12/2003 Validade: 17/06/2004

APEF Nº: 77013 (Proc: nº 910030/2003)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 54,405 ha
Data da autorização: 17/12/2003 Validade: 17/06/2004

APEF Nº: 3971 (Proc: nº 9411034/2004)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 19,72 ha
Data da autorização: 01/09/2005 Validade: 28/02/2006

APEF Nº: 21910 (Proc: nº 609/2004/001/2005)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 7,49 ha
Data da autorização: 03/07/2006 Validade: 03/01/2007

APEF Nº: 16840 (Proc: nº 10308/2005)


Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 7,49 ha
Data da autorização: 08/08/2006 Validade: 08/02/2007

9
APEF Nº: 21203 (Proc: nº 9010000711/2006)
Órgão emissor: Instituto Estadual de Florestas IEF MG Área autorizada: 7,49 ha
Data da autorização: 07/11/2006 Validade: 07/05/2007

(*) Informar todas as autorizações de desmate relacionadas ao empreendimento.

Apresentar no Anexo C cópia (s) da(s) autorização (ões).


(*) Informar todas as autorizações de desmate relacionadas ao empreendimento.

( ) NÃO.
e) O empreendimento está localizado em zona rural?
(X) SIM.
( ) NÃO.
f) O empreendimento possui Reserva Legal (X) SIM. Informar no Anexo C o número
Averbada? do registro, o atual estado de
conservação e a respectiva cobertura
vegetal.
5.2. Unidades de Conservação

a) O empreendimento está localizado em Unidade de (X) NÃO


Conservação? ( ) SIM

(X) NÃO.
b) O empreendimento está localizado em zona de ( ) SIM. Informar no Anexo C o
amortecimento ou no perímetro de 10 km da Unidade de número do registro, o atual estado
Conservação de proteção integral? de conservação e a respectiva
cobertura vegetal.
(X) NÃO. Não se aplica.
c) O empreendimento tem anuência do órgão gestor da
Unidade de Conservação? ( ) SIM. Apresentar cópia no
Anexo C.
d) Anuência do órgão gestor da Unidade de Conservação:

Nome da Unidade Conservação:


Proteção Integral ( ) Uso Sustentável ( )
Órgão gestor:
Data da anuência:

Apresentar no Anexo C cópia (s) da (s) autorização (ões)

10
5.3. Uso de água
a) O empreendimento realizou bombeamento, captação, derivação de ( ) NÃO. Justifique no
águas superficiais /subterrâneas? Anexo C
(X) SIM
( ) NÃO. Justifique no
b) O empreendimento realizou lançamento de efluentes em corpos Anexo C
d’água superficiais?
(X) SIM
( ) NÃO. Justifique no
c) O empreendimento tem a outorga emitida pelo órgão competente? Anexo C
(X) SIM.
d) Órgão responsável pela outorga: IGAM - Instituto Mineiro de Gestão das Águas

Processo nº 05748/2009 – descrição do processo: Barramento de água superficial (nascente)


do afluente do Córrego Jatobá – Rio Piracicaba
Portaria n º 01522/2012
Uso / Intervenção: 20°09’55’’S – 43°29’29’’W.
Finalidade: Consumo humano
Volume outorgado: 90,0 (m³/h)
Data da outorga: 21/05/2012
Validade: 16/05/2017

Processo nº 01594/2007 – descrição do processo: Barramento de água superficial do afluente


do Córrego dos Remédios – Rio Piracicaba
Portaria n º 00840/2012
Uso / Intervenção: 20°09’39’’S - 43°27’37’’W
Finalidade: travessia em rodovia - Bueiro secundário do Córrego dos Remédios
Volume outorgado: Sem Volume, Outorga para Barramento.
Data da outorga: 20/03/2012
Validade: 20/03/2017

Processo nº 01597/2007 – descrição do processo: Barramento de água superficial do afluente


do Córrego das Almas – Rio Piracicaba
Portaria n º 00841/2012
Uso / Intervenção: 20°09’40’’S - 43°27’33’’W
Finalidade: travessia em rodovia - Bueiro principal do Córrego dos Remédios
Volume outorgado: Sem Volume, Outorga para Barramento.
Data da outorga: 20/03/2012
Validade: 20/03/2017

Processo nº 01599/2007 – descrição do processo: Barramento de água superficial do afluente


do Córrego das Almas – Rio Piracicaba
Portaria n º 00842/2012
Uso / Intervenção: 20°09’41’’S - 43°27’48’’W
Finalidade: travessia em rodovia – bueiro Almas
Volume outorgado: Sem Volume, Outorga para Barramento.
Data da outorga: 20/03/2012
Validade: 20/03/2017

11
Processo nº 01601/2007 – descrição do processo: Barramento de água superficial do afluente
do Córrego sem nome – Rio Piracicaba
Portaria n º 00843/2012
Uso / Intervenção: 20°10’53’’S - 43°29’50’’W
Finalidade: travessia em rodovia (bueiro) – acesso a oficina (3)
Volume outorgado: Sem Volume, Outorga para Barramento.
Data da outorga: 20/03/2012
Validade: 20/03/2017

Processo nº 01603/2007 – descrição do processo: Barramento de água superficial do afluente


do Córrego das Almas – Rio Piracicaba
Portaria n º 00844/2012
Uso / Intervenção: 20°11’03’’S - 43°29’51’’W
Finalidade: travessia em rodovia (bueiro) da portaria
Volume outorgado: Sem Volume, Outorga para Barramento.
Data da outorga: 20/03/2012
Validade: 20/03/2017
Status: As licenças estão todas ativas.

Processo nº 01605/2007– descrição do processo: Barramento de água superficial do afluente


do Córrego Itabira – Rio Piracicaba
Portaria n º 00845/2012
Uso / Intervenção: 20°09’15’’S - 43°25’54’’W
Finalidade: travessia em rodovia (bueiro) – acesso a oficina (1)
Volume outorgado: Sem Volume, Outorga para Barramento.
Data da outorga: 20/03/2012
Validade: 20/03/2017

Processo nº 01606/2007 – descrição do processo: Barramento de água superficial do afluente


do Córrego sem nome – Rio Piracicaba
Portaria n º 00846/2012
Uso / Intervenção: 20°10’53’’S - 43°29’51’’W
Finalidade: travessia em rodovia (bueiro) – acesso a oficina (2)
Volume outorgado: Sem Volume, Outorga para Barramento.
Data da outorga: 20/03/2012
Validade: 20/03/2017

Processo nº 01607/2007 – descrição do processo: Barramento de água superficial do afluente


do Córrego Itabira – Rio Piracicaba
Portaria n º 00847/2012
Uso / Intervenção: 20°09’15’’S - 43°25’54’’W
Finalidade: travessia em galeria do córrego Itabira - transposição de corpo de água
Volume outorgado: Sem Volume, Outorga para Barramento.
Data da outorga: 20/03/2012
Validade: 20/03/2017

12
PROCESSO DIQUES, BARRGENS, POÇOS SUBTERRANEOS:

Dique 1
Processo nº 05745/2009 – Barramento no Afluente do Córrego Jatobá.
Portaria n º 01519/2012
Uso / Intervenção: Intervenção em curso d’água Afluente do Córrego Jatobá – Rio Piracicaba
Finalidade: Intervenção – construção de Dique
Volume outorgado: 43,0 (m³/h)
Data da outorga: 16/05/2012
Validade: 16/05/2017

Dique 2
Processo nº 05746/2009 – Barramento no Afluente do Córrego Jatobá.
Portaria n º 01520/2012
Uso / Intervenção: Intervenção em curso d’água Afluente do Córrego Jatobá – Rio Piracicaba
Finalidade: Intervenção – construção de Dique
Volume outorgado: 160,0 (m³/h)
Data da outorga: 16/05/2012
Validade: 16/05/2017

Dique 3
Processo nº 05747/2009 – Barramento no Afluente do Córrego Jatobá.
Portaria n º 01521/2012
Uso / Intervenção: Intervenção em curso d’água Afluente do Córrego Jatobá – Rio Piracicaba
Finalidade: Intervenção – construção de Dique
Volume outorgado: 200,0 (m³/h)
Data da outorga: 16/05/2012
Validade: 16/05/2017

Tomador de Águas – Finalidade: Captação em curso d’água.


Processo : 01980/2006.
Portaria: 00005/2009
Uso / Intervenção: Captação em curso d’água Afluente do Córrego Campo Grande – Rio
Piracicaba
Finalidade: Captação de água superficial -
Volume outorgado: 1,5 (l/s)
Data da outorga: 08/01/2009
Validade: 07/01/2014

13
5.4. Ocorrências de estruturas relevantes na área onde está situado o
empreendimento.
( ) Área Cárstica
( ) Cavidade natural subterrânea (cavernas, grutas, abrigos, etc.)
( ) Dolinas/sumidouros
( ) Rios subterrâneos
( ) Sítios arqueológicos/paleontológicos
( ) Fósseis
( ) Outras estruturas relevantes. Descrever: NÃO SE APLICA
( ) NÃO
a) O empreendimento possui anuência dos órgãos competentes ( ) SIM.
para intervenção nas áreas com esta (s) ocorrência (s) – IBAMA, Data da anuência:
IEPHA, IPHAN? ( ) Em andamento.
Data do Protocolo:
b) No Caso da Existência de Qualquer uma das Ocorrências Listadas Anteriormente, Apresentar,
No Anexo C, Relatório Espeleológico da Área Indiretamente Afetada e Relatórios Arqueológico e
Paleontológico da Área Diretamente Afetada. NÃO SE APLICA

OBS: Cabe informar que, quando do licenciamento das frentes de lavra da mina de Alegria não
havia a exigibilidade de levantamentos para o diagnóstico arqueológico, bem como espeleológico
nas áreas de influência direta e indireta do empreendimento. Portanto, justifica o fato de neste item
do relatório ter sido descrito que NÃO SE APLICA. Cabe salientar que isto, por hora já está sendo
solucionado, sendo que a Vale S.A. – mina de Alegria – pró ativamente contratou consultorias de
estudos ambientais para a elaboração dos referidos diagnósticos. Para que o resultado deste
estudo estivesse compilado e contextualizado no RADA seriam necessários que os respectivos
estudos estivessem concluídos o que não foi possível até o protocolo deste estudo no órgão
ambiental.

6. ATUALIZAÇÃO DE DADOS
6.1. Mão-de-obra:
a) Número total de empregados: 1770
Produção: 985 Administrativo: 785
b) Número total de trabalhadores terceirizados: 1800

6.2. Regime de Operação:


N.º Turnos: 4 Horas/dia: 24 (4 turnos de 6 horas, cada) Dias / mês: 30 Meses / ano: 12
6.3. Áreas do empreendimento (em ha):
Área Total do empreendimento: 4.514,05 ha*

MINA DE ALEGRIA

Área do título Área de servidão


Área já lavrada Frentes de lavra
de lavra (não abrangida pelo título de lavra)
994,062 ha** Não se aplica 228,4573 ha 6 frentes de lavra***
Área total Área em Áreas não reabilitadas
Área reabilitada
impactada reabilitação (passivo)
411,7756 ha 322,52 ha**** 55,74 ha Não se aplica*****

14
Área projetada para lavra Área de reabilitação projetada

- próximos 04 anos: 189,17 ha - próximos 04 anos: 200,0 ha


- próximos 08 anos: dados não disponíveis - próximos 08 anos: dados não disponíveis.

*É a soma de todas as propriedades/matrículas da mina de Alegria;

**Quantitativo total de área do polígono requerido junto ao DNPM (DNPM nº 6.499/61), consta na
publicação da portaria de lavra.

***As frentes lavras pertencem ao Corpo Alegria Este-Oeste: DNPM nº 6499/61, decreto n° 79638,
sendo identificadas como E1 a E6.
****Considerando apenas a reabilitação para controle ambiental, ou seja, evitar processo erosivo
nos taludes das pilhas, barragens e cavas, ou seja, são ações de reabilitação das áreas
impactadas pela atividade minerária realizadas durante o período da vigência da Licença de
Operação. O tamanho da área corresponde ao quantitativo aferido nos anos de 2008 a 2011.
*****Não se aplica, porque os bancos das pilhas de estéril são revegetados à medida que são
concluídos. A cava da mina de alegria encontra-se em operação não sendo possível a
reabilitação.

6.4. Quadro quali-quantitativo: Apresentar no quadro abaixo todas as atividades/estruturas e


a tipologia vegetal existente antes da sua implantação.
Atividade / Formação Vegetal
Denominação Área Área
Estrutura Suprimida
Pilha Permanente 22,47 ha Campo rupestre 22,47 ha

Mata e campo
Pilha Fosforoso 80,10 ha 80,10 ha
rupestre
Barragem Campo Grande 51,33 ha Mata 51,33 ha

Dique Fosforoso 0,74 ha Mata 0,74 ha

Campo rupestre e
Mina Alegria 228,46 ha 228,46 ha
mata
(*) Caso não se tenha os registros esses valores poderão ser inferidos
Fonte: Essas informações foram obtidas de relatórios técnicos já previamente elaborados, bem como o RADA
de 2007, disponibilizados pela Vale S.A – mina de Alegria.

A mina de Alegria é composta por seis frentes de lavra e três instalações de processamento de
minério bruto (IB1, IB2 e IB3). No processo de exploração são também gerados estéreis que vem
sendo dispostos controladamente em pilhas, sendo a PDE Fosforoso, em formação desde 1997, a
mais expressiva, além da PDE Permanente, que se encontra desativada.

Como a PDE Fosforoso encontra-se em fase final de conformação, atualmente o estéril gerado é
disposto na PDE E4/E5/E6, processo COPAM 182/1987/2011, LO nº 652/2012, concedida em
25/06/2012.

15
6.5. Vida útil (conforme Plano de Lavra vigente): 4 ANOS (contados a partir de 2012).

6.6. Planejamento do Fechamento de Mina - DN COPAM nº. 127/2008 –


NÃO SE APLICA
a) Data prevista para o início do descomissionamento da atividade:

b) Data prevista para o fechamento da mina:

6.7. Ampliação/modificação do empreendimento


a) Houve ampliação da capacidade produtiva ou modificações de processos durante o período de
validade da LO vincenda? ( ) sim (X) não

b) Caso positivo, apresentar no Anexo D uma descrição da ampliação/modificação ocorrida,


enfatizando os aspectos ambientais inerentes.

6.8. Capacidade Produtiva


Capacidade instalada de beneficiamento: (UTM)
Produção Bruta (ROM): Produção atual (período 2011)

13,5 Mt 13.677.910 Mt

OBS: A produção é maior do que o ROM porque a usina da mina de Alegria beneficia também uma
parte do ROM extraído da mina de Fábrica Nova.

Fonte: Essas informações foram obtidas por meio da Gerência de Planejamento de Curto Prazo –
mina de Alegria.

16
6.9. Planta de Localização

a) Apresentar, no Anexo D, planta de localização do empreendimento, em escala adequada


(sugere-se a escala de 1:25.000), destacando:

 Os limites do empreendimento, uso e ocupação do solo ( incluindo o entorno) e vias de


acesso;
 As unidades de produção, de apoio e de estocagem de insumos e produtos;
 O(s) corpo(s) hídrico(s) receptor(es) do(s) efluente(s) final(is) e o(s) respectivo(s) ponto(s)
de lançamento; (Fotos e Croqui no Anexo H)
 Os pontos de amostragem de água e de ar, para fins de monitorização dos padrões de
qualidade; (Fotos no Anexo H)
 A área de risco definida no estudo de análise de riscos de acidentes, caso tenha sido
efetuado pelo empreendedor, prevalecendo, para essa finalidade, a área que for maior
(caso seja conveniente, poderá ser apresentado em planta separada, na mesma escala);
 Unidades de Conservação, RPPN’s, áreas de Reserva Legal (medida compensatória ou
não) que se encontrem dentro do limite legal;
 Mananciais de abastecimento;
 Cavidades subterrâneas.
b) Apresentar no Anexo D, planta de detalhe da área do empreendimento, em escala adequada,
contando entre outros os seguintes elementos:

 Áreas de lavra e de avanço de lavra projetada para o horizonte de 04 e 06 anos;


 Áreas reabilitadas, em reabilitação e projetadas para reabilitação no horizonte de 04 e 06
anos;
 Áreas com passivo ambiental
 Pilha(s) ou depósito(s) de estéril e rejeito,
 Barragens de contenção de rejeitos (em operação e/ou desativadas);
 Diques de contenção (em operação e/ou desativados);
 Drenagem das águas pluviais e efluentes;
 Barragens de abastecimento;
 Instalação de beneficiamento, pátios de estocagem de insumos e produtos;
 Edificações de apoio, como escritórios, oficinas, refeitórios e outros;
 Pontos de captação de água;
 Pontos de geração de esgotos sanitários, efluentes líquidos, emissões atmosféricas, de
resíduos sólidos e de emissão de ruídos;
 Sistemas de tratamento de efluentes sanitários e industriais;
 Estocagem de resíduos sólidos.

6.10. Fluxograma: Apresentar, no Anexo D, o fluxograma do processo produtivo.

17
6.11. Insumos (compostos químicos ou materiais auxiliares utilizados no processo produtivo)
3
Consumo mensal (t, m , unidade,
Identificação etc.)
Fornecedores
(nome e composição) Atual
Máximo
(Ano / 2011)
639,00 t
Amido Não informado 6.995,60 t
(janeiro 2011)
113,00 t
Soda Brasken 1.144,80 t
(outubro 2011)
21,60 t
Amina Clariante 171,90 t
(novembro 2011)
Grupo Químico 3,13 t
Floculante 29,30 t
Cataguases (janeiro 2011)
OBS: Os máximos incluídos na tabela acima representam os máximos mensais entre no ano de
2011.

6.12. Produtos

Produção mensal (toneladas)


Especificar cada produto destacando quais são os
principais e quais são os secundários. Máxima Atual
(junho/julho 2011) Ano 2011
Natural Pellet Ore (minério granulado) 128.826,00 1.179.215,00
Sinter Feed 877.863,00 9.022.797,00
Pellet Feed 330.174,00 3.475.898,00
OBS: A Produção Mensal Máxima representa o valor máximo entre os meses de junho e julho de
2011.

Cabe informar que a projeção do minério beneficiado Pellet-feed para o ano de 2012 a 2014 é de
4.016.351,00 t, 4.563.426,00 t e 5.237.297,00 t, respectivamente. Enquanto que, para o minério
Sinter-feed são respectivamente, 8.642.505,00 t, 7.987.852,00 t e 8.220.483,00 t. Para o minério
Pellet Ore a produção prevista é de 1.284.313,00 t (2012), 1.605.280,00 t (2013) e 1.256.015,00 t
(2014).

6.13. Lavra
(X) Céu aberto
( ) Subterrânea
( ) Outras (citar):

18
6.13.1. Método de lavra:
Descrição sumária do método de lavra utilizado:

O método de lavra empregado na Mina de Alegria é a céu aberto (Figuras 1, 2 e 3 do Anexo


G). Atualmente, são lavrados, processados e comercializados a hematita e Itabiritos.

Desmonte

O desmonte das rochas “in situ” é realizado por meio de explosivos. No processo de perfuração
é utilizada água para refrigerar a broca/bit e também para eliminar a formação de poeira.

Na detonação primária, em furos que não apresentam água, é utilizado o explosivo que recebe
o nome de ANFO (mistura de nitrato de amônio + óleo combustível + palha de arroz). Em caso
de presença de água, normalmente utiliza-se emulsão bombeada (nitrato de amônio + agentes
emulsificantes). Na perfuração secundária é utilizado o explosivo, emulsão encartuchada no
formato cilíndrico dom 3” de diâmetro x 24” de comprimento.

Em casos especiais em que o material não exige detonação, utiliza-se o desmonte mecânico.
Nesse caso são utilizadas escavadeiras ou pás carregadeiras que escavam e carregam o
material nos caminhões.

Carregamento e transporte

O transporte do minério das frentes de lavra até o britador primário ou aos depósitos de estéril
é feito por meio de caminhões fora-de-estrada.

O carregamento dos caminhões fora de estrada é realizado por pá-carregadeiras e Retro-


escavadeira hidráulica.

Os produtos finais do beneficiamento a úmido (pellet feed e sinter feed) são transportados por
correias até a pêra ferroviária, onde os vagões são carregados.

Os vagões, após carregamento, sofrem uma aspersão por polímeros aglutinantes que
promovem uma espécie de selagem da camada superior do minério. A finalidade deste
processo é fazer com que não haja geração de poeiras no percurso até o Porto de Tubarão e,
consequentemente, a perda de uma parcela do produto (Figura 9 do Anexo G).

19
Disposição de estéril
O estéril gerado na mina de Alegria foi depositado na PDE fosforoso até o ano de 2011,
quando esta pilha atingiu sua capacidade máxima. A partir de então o estéril começou a ser
depositado na PDE E4/E5/E6, que se encontra localizada dentro de uma parta da cava
exaurida. Esta Pilha possui LO n° 652 Processo COPAM 182/1987/084/2011.

6.13.2. Equipamentos
Mina de Alegria Fornecedor (s) Quantidade
Alimentador de Correia 10
Alimentador de Sapata 2
Alimentador Vibratório 3
Amostrador 10
Balança Eletrônica 17
Balsa com Bomba de Polpa 1
Bomba de captação/recalque 7
Bomba de Vácuo 6
Bomba Dosadora 8
Bomba p/ Água 65
Bomba p/ Polpa 147
Bomba Submersa 6
Britador Cônico 7
Britador de Mandíbulas 4
Caixa separadora 8
Caminhão basculante 18
Caminhão convencional 7
Caminhão de abastecimento/lubrificação 4
Caminhão fora-de-estrada 22
Caminhão para explosivos 2
Caminhão tanque pipão/pipa X
Carregadeira sobre pneus 6
Carro de Combate a Incêndio 2
Células de Flotação 18
Classificador 3
Compressor estacionário 6

20
Mina de Alegria Fornecedor (s) Quantidade
Controlador Lógico Programável (PLC) 4
Correia Transportadora 48
Derrick 38
Desaguador 1
Empilhadeira 5
Escavadeira elétrica 5
Espessador 6
Filtro 7
Flotador em Coluna 7
Grelha Vibratória 1
Guindaste X
Hidrociclone 184
Moto niveladora 4
Peneira Vibratória 32
Perfuratriz sobre esteiras, pneus ou
2
trilhos
Ponte Rolante (Tripper) 1
Retroescavadeira sobre esteiras 4
Retroescavadeira sobre pneus 1
Rompedor 4
Separador Magnético 9
Trator de esteiras 8
Trator de pneus 5
Veículos leves 17
OBS: Cabe informar que não há o quantitativo dos caminhões pipa e os guindastes, pois são
alugados.

21
6.14. Unidades de apoio
• Escritório administrativo;
• Laboratório químico;
• Laboratório físico
• Restaurante;
• Almoxarifado;
• Oficina de manutenção de equipamentos e borracharia;
• Oficina de manutenção de veículos leves;
• Balança;
• Portaria;
• Paióis de explosivos;
• Escritório e oficina de britagem;
• Vestiários;
• Instalações sanitárias;
• Ambulatório;
• Pátio de sucata;
• Posto de abastecimento de veículos;
• Embarcadouro de minério;
• Viveiro de mudas para revegetação.
• CMD – Central de Materiais Descartáveis
• Galpão de armazenamento de testemunho de sondagens
• CPT – Central de Pesquisa Tecnológica
• ETA – Estação de Tratamento de Água
• ETE – Estação de Tratamento de Esgoto
• ETEO – Estação de Tratamento de Efluentes Oleosos

6.15. Rebaixamento do nível das águas subterrâneas


a) Informar cota atual do nível freático:

Nos últimos 4 anos não houve necessidade da realização do rebaixamento do lençol. Atualmente,
a mina encontra-se na cota 980 m e o N.A na cota 951 m.

b) Houve rebaixamento do nível das águas subterrâneas? (X) NÃO


( ) SIM

c) O rebaixamento do nível das águas subterrâneas foi contemplado nos estudos ambientais
da licença vincenda? ( ) NÃO
( ) SIM

22
d) Existe outorga do IGAM? ( ) NÃO
( ) SIM. Informar portaria(s)

6.16. Processamento mineral

(X) Classificação ( ) Concentração gravimétrica

(X) Métodos eletromagnéticos (de média e alta


(X) Ciclonagem
intensidades)

(X) Flotação (X) Deslamagem

( ) Lixiviação em pilhas
( ) Outros (citar): Filtragem, Moagem, Espessador de
lamas e Britagem
( ) Cianetação

As usinas IBI e IBII (mina de Alegria) atualmente são alimentados com 50% do ROM de Alegria
e 50% do ROM de Fábrica Nova e a usina IBIII alimentada 100% com o ROM de Alegria. O
fluxograma desses processos é apresentado no Anexo D deste estudo.

Cabe informar que a unidade de tratamento de minério (ITM) instalada e possui uma média de
recuperação do minério de ferro de 84%, e um nível de ociosidade de 12%. Portanto, a mina de
Alegria não faz uso da sua capacidade máxima de produção.

O processo de tratamento nas Instalações de tratamento de minério – IBM’s é composto por


britagem, peneiramento a úmido, separação dos produtos natural pellet ore e classificação do
sinter feed.

A classificação do pellet feed é feito na fase under flow da ciclonagem. O material de


granulometria inferior (over flow) é lançado na barragem de contenção de rejeitos.

O processo de lavagem produz uma lama contendo basicamente minerais argilosos, quartzo e
hematita de granulação fina, que é lançada na barragem de contenção de rejeitos denominada
barragem Campo Grande.

A IBM-I é a planta de beneficiamento de hematita com britagens primária, secundária e


terciária, sistema de peneiramento a úmido que produz o pellet ore e classificação do sinter
feed. O material fino é processado por ciclones. O over flow segue para espessador, cuja lama
segue para a barragem de rejeitos. O under flow produz o pellet feed.

23
A IBM-II é uma planta de beneficiamento de hematita a seco. O minério, predominantemente
hematítico, é disposto num alimentador seguindo para um sistema de peneiramento a seco.

No Anexo D pode ser analisado todo o fluxograma do processo produtivo de forma mais
detalhada, ou seja, fluxograma de cada uma das IBM’s (I, II e III), bem como uma visualização
mais geral incluindo todo o processo.

Fonte: Estudos elaborados anteriormente como o RADA 2007 e o Relatório Anual de Lavra
ano 2011, ambos disponibilizados pela Vale S.A. – mina de Alegria.

24
6.17. Barragem(s) e Dique(s) (Conforme ABNT 13028).

Os sistemas de contenção da mina de Alegria conta com a Barragem Campo Grande, Barragem
Córrego das Almas e Dique Fosforoso.
Denominação: Barragem Campo Grande (coordenada geográfica: Latitude 20º10’50’’0 e
Longitude 43º29’00’’0)

Situação: (X) Em operação ( ) Retomada ( ) Desativada

Nome:
Empresa construtora
Data da obra:
Dado não disponível
Responsável Técnico:

Licenciada (X) Sim. PA/COPAM/Nº 182/87/24/00


individualmente: ( ) Não

( ) Decantação/contenção de sedimentos

Utilização: ( ) Abastecimento

(X) Rejeito

Altura: 82,50 m = 27 m (dique inicial) + 55,50 m (maciço alteado)

Maciço: Comprimento: 1.880,00 m


6 3
Volume: 1,4 x 10 m
2
Área: 447.883,00 m
Reservatório
6 3
Volume: 16,5 x 10 m (água + rejeito)

Conclusão sobre a estabilidade: De acordo com o relatório anual de


segurança de barragem, elaborado pela Pimenta de Ávila
consultoria, a Barragem encontra-se em condições adequadas de
Relatório de Auditoria de segurança quanto a estabilidade do maciço.
Segurança:
Data: Setembro de 2011 – Laudo Técnico de Segurança de
Barragem RD-483-LT-23936-00.

Responsável técnico: Joaquim Pimenta de Ávila – CREA 31442/D

25
( ) Não – Preencher o cadastro de barragem disponível no Banco
de Declarações Ambientais, disponível em
http://sisema.meioambiente.mg.gov.br

(X) Sim nº Cadastro: xx


Classe: Classe III
Conforme classificação, segundo a DN 87/2005, o dano potencial da
barragem é Frequente (Significa que não existem pessoas
Cadastramento
ocupando permanentemente a área a jusante da barragem, mas
(Deliberação Normativa
existe rodovia municipal ou estadual ou federal ou outro local e/ou
87/2005)
empreendimento de permanência eventual de pessoas que poderão
ser atingidas). Impacto ambiental prognosticado: Significativo
(Quando a barragem armazena rejeitos ou resíduos sólidos
classificados na Classe II A - Não Inertes, segundo a NBR
10004/2004). Impacto Sócio-econômico: Alta Concentração
(Quando existe alta concentração de instalações residenciais,
agrícolas, industriais ou infraestrutura de relevância sócio-
econômico-cultural na área a jusante da barragem).

26
Denominação: Barragem Córrego das Almas

Situação: (X) Em operação ( ) Retomada ( ) Desativada

Nome:
Empresa construtora
Data da obra:
Dado não disponível
Responsável Técnico:

Licenciada ( ) Sim. PA/COPAM/Nº


individualmente: (X) Não

( ) Decantação/contenção de sedimentos

Utilização: (X) Abastecimento

( ) Rejeito

Altura: 8,5 m

Maciço: Comprimento: 15 m

Volume: 869,00 m³

Área: não disponível


Reservatório
Volume: Barragem a fio d’água para captação sem reservatório

Conclusão sobre a estabilidade: Pimenta de Ávila Consultoria Ltda


Relatório de Auditoria de
Data: Setembro/2011 Relatório RD-483-RL-24165-00
Segurança:
Responsável técnico: Eng. Joaquim Pimenta de Ávila

( ) Não – Preencher o cadastro de barragem disponível no Banco


Cadastramento de Declarações Ambientais, disponível em
(Deliberação Normativa http://sisema.meioambiente.mg.gov.br
87/2005) (X) Sim nº cadastro: xx
Classe: Classe I

27
Denominação: Dique Fosforoso

Situação: (X) Em operação ( ) Retomada ( ) Desativada

Nome:
Empresa construtora
Data da obra:
Dados não disponíveis.
Responsável Técnico:

Licenciada ( ) Sim. PA/COPAM/Nº


individualmente: (X) Não

(X) Decantação/contenção de sedimentos

Utilização: ( ) Abastecimento (recirculação no processo)

( ) Rejeito

Altura: 17,0 m

Maciço: Comprimento: 100 m


3
Volume: 20.600 m

Área: não disponível


Reservatório
3
Volume: 22.700 m

Empresa responsável: Pimenta de Ávila Consultoria Ltda


Relatório de Auditoria de
Data: Setembro/2011 RD-483-RL-24397-00
Segurança:
Responsável técnico (auditor): Eng. Joaquim Pimenta de Ávila

( ) Não – Preencher o cadastro de barragem disponível no Banco de


Cadastramento Declarações Ambientais, disponível em
(Deliberação Normativa http://sisema.meioambiente.mg.gov.br
87/2005) (X) Sim nº Cadastro: xx
Classe: Classe I

28
6.18. Pilha(s)* (Conforme ABNT 13029).

Denominação: PDE Fosforoso

Situação: (X) Em operação ( ) Retomada ( ) Desativada

Licenciada (X) Sim. PA/COPAM/Nº 182/1987/056/2006


individualmente: ( ) Não

Utilização: (X) Estéril ( ) Rejeito


6 3
Volume: 16 x 10 m

Ângulo geral: não disponível

Ângulo individual dos taludes: 2H:1V

Inclinação Longitudinal:
0,5% a 1%

Bermas: Inclinação Transversal: 3%


a 5%
Geometria:
Largura: 6 m

Número: 17
Bancos:
Altura: 10 m

Sistema(s) de drenagem(s) periférica: canaletas, descidas e caixas

Área: Não disponível


3
Volume de estéril / rejeito já disposto: 22.700 m

Conclusão sobre a estabilidade: estável de acordo com o relatório


RD-483-RL24397-00 elaborado pela Pimenta de Ávila Consultoria.
Laudo geotécnico
Data: setembro/2011

Responsável técnico: Joaquim Pimenta de Ávila

29
Denominação: Pilha Permanente

Situação: ( ) Em operação ( ) Retomada (X) Desativada

Licenciada (X) Sim. PA/COPAM/Nº 182/1987/058/2006


individualmente: ( ) Não

Utilização: (X) Estéril ( ) Rejeito


6 3
Volume: 8,57 x 10 m

Ângulo geral: 190° 45’

Ângulo individual dos taludes: 26,6 º

Inclinação Longitudinal:
0,5% a 1%
Bermas: Inclinação Transversal: 3%

Geometria: a 5%
Largura: não informada

Número: 19
Bancos:
Altura: 10 m

Sistema(s) de drenagem(s) periférica: canaletas, descidas e caixas

Área: 21,90 ha

Volume de estéril/rejeito já disposto: não disponível

Conclusão sobre a estabilidade: estável, de acordo com o relatório


RD-483-RL24397-00 elaborado pela Pimenta de Ávila Consultoria.
Laudo geotécnico
Data: setembro de 2011

Responsável técnico: Joaquim Pimenta de Ávila

30
Denominação: Pilha Xingu

Situação: ( ) Em operação ( ) Retomada (X) Desativada

Licenciada ( ) Sim.
individualmente: (X) Não

Utilização: ( ) Estéril (X) Rejeito


3
Volume: 8,57 x 106 m

Ângulo geral: 190° 45’

Ângulo individual dos taludes: 26,6 º

Inclinação Longitudinal:
0,5% a 1%
Bermas: Inclinação Transversal: 3%

Geometria: a 5%
Largura: não informada

Número: 19
Bancos:
Altura: 10 m

Sistema(s) de drenagem(s) periférica: canaletas, descidas e caixas

Área: não disponível

Volume de estéril/rejeito já disposto: não disponível

Conclusão sobre a estabilidade: estável de acordo com o relatório


RD-483-RL-24397-00 elaborado pela Pimenta de Ávila Consultoria
Laudo geotécnico
Data: setembro/2011

Responsável técnico: Joaquim Pimenta de Ávila

31
6.19. Utilidades (Marcar um “x” nos parênteses correspondentes à situação do empreendimento
. Mais de uma opção poderá ser marcada para cada item)
3
6.19.1. Água Consumo (m / mês) - 2011

a) Fonte (s) e/ou fornecedor (es) Máximo Médio


( ) Poço (rebaixamento do lençol)
( ) Nascente
(X) Rios, córregos, etc.(Citar nome):
308.775,0 277.789
CÓRREGO DAS ALMAS
CÓRREGO MACACO BARBADO Dados não
15.552
CÓRREGO JOÃO MANUEL disponíveis
CÓRREGO JATOBÁ
Dados não
CÓRREGO NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS 15.552
disponíveis
( ) Rios, córregos, etc.(Citar nome):
( ) Lagos, represas, etc.(Citar nome):
( ) Rede pública – Concessionária:
(X) Outros (Especificar): Recirculação 277.789 222.231
3
OBS: Fontes de Captação Própria – dado do ano de 2011 5.031.602,00 m provenientes de
3
barragens de rejeitos e diques e 601.999,00 m proveniente de outorga de poço tubular.

32
3
Quantidade (m /
b) Finalidade do consumo mês) Origem
Máxima Média
(X) Processo industrial 295488 1.858.320 Córrego das Almas
( ) Incorporação ao produto
(X) Lavagem de pisos e equipamentos ND ND Córrego das Almas
Água de processo
(X) Aspersão/ desempoeiramento ND ND
recirculação
( ) Resfriamento e refrigeração
( ) Produção de vapor
Elevação NA -
(X) Consumo humano (sanitários, refeitório etc) 15552 ND Córrego
Jatobá
( ) Outros (Especificar):

c) Descrever o tipo de tratamento da água executado pelo empreendimento (se aplicável,


máximo 5 linhas, fonte 10).

A captação de água superficial (Nascente Jatobá) destina-se ao consumo humano. A água escoa
por gravidade para o reservatório de água bruta e para o tanque de contato. Deste, a água é
encaminhada para filtros. Após a filtração, a água segue para a etapa de desinfecção, que
consiste no seu escoamento por um clorador de pastilha de hipoclorito de cálcio. Em seguida, a
água escoa para o tanque de contato no qual ocorre a inativação dos microrganismos.

A água tratada é distribuída por bombeamento para os pontos de consumo.

A ETA é composta das seguintes unidades:


Ponto 1: 01 Reservatório de água bruta;
Ponto 2: Filtração;
Ponto 3: Sistema de correção do pH (com soda cáustica -NaOH);
Ponto 4: Sistema de cloração – desinfecção (com hipoclorito de cálcio - CaOCl2);
Ponto 5: 01 Tanque de contato/ reservatório de água tratada.

Portanto, diante do exposto a Vale S.A – mina de Alegria faz uso da água em quantidade abaixo
do outorgado, possui uma taxa de reuso ou recirculação acima de 90%, o que evidencia boas
práticas ambientais, ou seja, a mina de Alegria extrai recursos não renováveis do meio ambiente,
mas não em detrimento do ambiente ecologicamente a ser utilizável para todos, conforme rege a
Constituição Federal de 1988, no artigo 225.

33
6.19.2. Energia Elétrica
Consumo médio mensal (Mwh):
404.394,10 MWh (para o período de 2008 até
Demanda contratada 2011);
Concessionária: (kwh):
Média 2008: 91.355,20;
CEMIG 13.300,00 (FHP)
Média 2009: 105.808,10;
13.000,00 (HP)
Média 2010: 103.101,90;
Média 2011: 104.128,90.
Geração Própria: NÃO SE APLICA Potência instalada (kwh)
( ) Hidrelétrica
( ) Termoelétrica / Especificar combustível:
( ) Gerador / Especificar combustível:
( ) Co-geração
( ) Outras (especificar)
6.19.3. Energia térmica (caldeiras, aquecedores de fluido térmico, fornos, fornalhas e similares)
NÃO SE APLICA
a) Equipamento de geração: Capacidade nominal (kcal/h):

b) Combustíveis – NÃO SE APLICA


3
Consumo (m /h)
Tipo
Máximo Médio Fornecedor (es)

( ) Óleo combustível tipo


( ) Lenha
( ) Gás Natural
( ) Outros (especificar):
6.19.4. Ar comprimido NÃO SE APLICA

Capacidade nominal
Equipamento de Pressão de Trabalho
geração 3 Pressão Máxima de
Localização Volume (m ) (kPa) 1KPa=0,0101971
Trabalho Admissível
62Kgf/cm2

6.19.5. Sistemas de resfriamento e refrigeração – NÃO SE APLICA

Tipo Capacidade nominal

34
6.19.6. Instalações de abastecimento de combustíveis

a) Existem no empreendimento instalações enquadradas na Resolução CONAMA n.º 273/2000?


( ) NÃO
(X) SIM e estão adequadas aos requisitos da resolução*.
( ) SIM, mas não estão adequadas aos requisitos da resolução. Apresentar, no Anexo D,
proposta de cronograma para elaboração, apresentação à FEAM e execução de projeto
visando às adequações necessárias.

b) Estas instalações foram objeto de licenciamento ambiental?


( ) NÃO
(X) SIM. Número do processo de regularização ambiental:

OBS: A Vale S.A está adequando as suas instalações de abastecimento à nova legislação,
atendendo ao disposto na NBR 7505.

Segundo requerido na condicionante 6 a Vale está licenciando o Posto de veículos pesados. Este
posto será relocado e o licenciamento já teve início. Portanto estando em processo de adequação.

6.20. Eficiência Energética


Apresentar, no Anexo D, a avaliação da variação do consumo de energia elétrica e de
combustíveis pelo empreendimento no período correspondente a licença vincenda, incluindo
comentários e justificativas pertinentes nos últimos dois anos.

35
7. ASPECTOS AMBIENTAIS

7.1. Efluentes líquidos – ANO Base 2011


3
Vazão (m /h) Sistema
Lançamento
Despejo Origem de
Entrada Saída final (*)
controle
(ALE 21)
Efluente do Laboratório rio Piracicaba
5,30 5,30 Fossa
Químico Classe II
séptica
(ALE 38)
rio Piracicaba
Centro de manutenção 8.358,80 24,0 Fossa Classe II
séptica
SAO rio Piracicaba
Oficina de veículos leves 120,00 11,4
(ALE 47) Classe II
Fossa
séptica rio Piracicaba
Oficina nova 3.524,40 13,9
(SAO ALE Classe II
48)
Córrego bacia
Posto de abastecimento SAO
6,57 ND do Piracicaba
Efluentes veículos leves (ALE 49)
Classe II
(rejeito, drenagem
de mina, água Córrego bacia
SAO
industrial e pluvial, Oficina de afiação 2,10 3,0 do Piracicaba
(ALE 50)
óleos e graxas) Classe II
Barragem
Campo
SAO
MEC I Usina ND 52,4 Grande
(ALE 51)
(reservatório
Xingu)
SAO rio Piracicaba
Entrada da oficina nova ND ND
(ALE 53) Classe II
Reservatório
Xingu –
7,3 ALE 04
Aspersão de
Barragem Campo Grande 742,0 vias
Reservatório
772,0 ALE 04
Elevado

Total ND ND

OBS: Cabe informar que os pontos ALE 21, ALE 38 e ALE 51 de controle ambiental, os efluente
tratados são recirculados, ou seja, voltam para o processo não sendo lançado no corpo d’água. No
Anexo C deste documento pode ser visualizado o balanço hídrico (ano 2011), o qual também
possibilitou o preenchimento dessas informações. Quanto ao ponto ALE 48, foi informado que o
mesmo não é mais monitorado.
Alguns sistemas de tratamento foram substituídos por outros, como a caixa SAO (ALE 53) foi
substituído por ETEO ALE 55.

36
3
Vazão (m /h Sistema
Lançamento
Despejo Origem de
Máxima Média Final
Controle
ETE – 1 rio Piracicaba
Restaurante Industrial 1.948,80 14,4
(ALE40) Classe II
Tanque
Sumidouros e
séptico e
Escritório ND 2,75 rio Piracicaba
filtro
(Classe 2)
anaeróbio
Córrego da
ETE – 2 bacia do
Armazém 1.008,00 ND Piracicaba
(ALE 46)
Classe II
Esgoto sanitário
Tanque
Sumidouros e
Portaria ND séptico e
1,8 rio Piracicaba
principal filtro
(Classe 2)
anaeróbio
ETE – 3 rio Piracicaba
IBM 01,02 e 03 (ITM) 959,04 ND
(ALE 44) Classe II
ETE – 4 rio Piracicaba
Central de Manutenção 2.592,00 24,0
(ALE 42) Classe II
Total ND ND

(*) Rede pública (especificar a concessionária); rios, córregos, lagos, represas, etc.(citar nome e enquadramento, segundo
a Resolução Conjunta COPAM / CERH 01/08); solo (identificar área); outros (especificar).

OBS: Segundo o Relatório Anual de lavra 2011, a mina de Alegria gera 423.865,00
m³/ano de efluentes Líquidos na Usina.

37
7.1.1. Declaração de Carga Poluidora

Foram enviadas as declarações de carga poluidora dos seguintes pontos:

1. Efluente Laboratório Químico – ALE 21;


2. SAO (Centro de manutenção) – ALE 38;
3. SÃO (oficina de veículos leves) – ALE 47;
4. SÃO (oficina nova) – ALE 48;
5. SAO (posto de abastecimento de veículos leves) – ALE 49;
6. SÃO (oficina de afiação da britagem) – ALE 50;
7. ETE 1 (Restaurante industrial) – ALE 40;
8. ETE 2 (Armazém) – ALE 46;
9. ETE 3 (ITM) – ALE 44;
10. ETE 4 (Central de Manutenção) – ALE 42.

Data de envio do último formulário eletrônico: 30/03/2012, dados de 2011.

Nº. do protocolo gerado no BDA*, dados de 2008:

ETE 1 – ALE 40 - protocolo: CP0011182009;


ETE 4 – ALE 42 – protocolo: CP0011472009;
ETE 3 – ALE 44 – protocolo: CP0011812009;
ETE 2 – ALE 46 – protocolo: CP0011802009;
Efluente laboratório Químico – ALE 21 – protocolo: CP0011752009.

Nº. do protocolo gerado no BDA*, dados de 2009:

Efluente laboratório Químico – ALE 21 – protocolo: CP0016352010;


SAO – ALE 38– protocolo: CP00 17372010;
ETE 1 – ALE 40 – protocolo: CP0016312010;
ETE 4 – ALE 42 – protocolo: CP0016302010;
ETE 3 - ALE 44 – protocolo: CP0016322010;
ETE 2 – ALE 46 - protocolo: CP0016332010.

Nº. do protocolo gerado no BDA*, dados de 2010:

Efluente laboratório Químico – ALE 21 – protocolo: CP0034382011;


ETE 1 – ALE 40 – protocolo: CP0034342011;
ETE 4 – ALE 42 – protocolo: CP0034352011;
ETE 3 - ALE 44 – protocolo: CP0034362011;
ETE 2 – ALE 46 - protocolo: CP0034372011;
SAO – ALE 47- protocolo: CP0034712011;
SAO – ALE 48 - protocolo: CP0034392011;

* BDA: Banco de Declarações Ambientais, disponível em http://sisema.meioambiente.mg.gov.br

38
SAO – ALE 49 - protocolo: CP0034552011;
SAO – ALE 50 - protocolo: CP0034562011.

Nº. do protocolo gerado no BDA*, dados de 2011:

ETE 4 – ALE 42 – protocolo: CP0054542012;


ETE 3 – ALE 44 – protocolo: CP0054632012;
ETE 2 – ALE 46 - protocolo: CP0054702012;
SAO – ALE 47 – protocolo: CP0054902012;
SAO – ALE 48 – protocolo: CP0055092012;
SAO – ALE 49 – protocolo: CP0055132012;
SAO – ALE 50 – protocolo: CP0055192012.

7.1.2. Avaliação da carga poluidora líquida


Apresentar, no Anexo E, gráficos que demonstrem a variação da carga poluidora bruta dos
efluentes líquidos no período correspondente a licença vincenda, incluindo comentários e
justificativas pertinentes.

7.2. Emissões atmosféricas – NÃO SE APLICA

3
Ponto de
Emissão Origem Vazão (Nm /h) Sistema de controle
lançamento
Máxima Média

7.2.1. Avaliação da carga poluidora atmosférica – NÃO SE APLICA


Apresentar, no Anexo E, gráficos que demonstrem a variação da carga poluidora bruta das
emissões atmosféricas no período correspondente a licença vincenda, incluindo comentários e
justificativas pertinentes.

39
7.3. Resíduos sólidos: Ano Base 2011

Geração (t / ano) Classificação Destinação Final


Resíduo Origem
Máx. Média NBR10.004 (**)
Lâmpada Manutenção de 100% -
(fluorescentes, equipamentos, Classe I - Descontaminação,
3,22 0,268
incandescentes, operação da Perigosos piso impermeável
outros) mina e Apoio em área coberta.
100% - Dentro da
Resíduo de
Atividade de Classe I - mineração em
Impressão 2,17 0,181
apoio Perigosos área coberta com
(Toner, etc)
piso impermeável.
Atividades de Classe I - 100% -
Hospitalares 0,23 0,019
apoio Perigosos Incineração
100% - Re-refino
Manutenção /
Óleo lubrificante Classe I - de óleo, em área
Operação da 6.700,7 558,390
usado Perigosos coberta com piso
mina
impermeável.
100% -
Manutenção / Reutilização
Pilhas e Classe I -
operação da 418,04 34,837 externa em área
baterias Perigosos
mina coberta com piso
impermeável.
Resíduos 100% Formulação
oleosos do Manutenção / de Blend de
Classe I -
sistema Operação da 2.754,0 229,498 resíduos, em área
Perigosos
separador água mina descoberta com
e óleo piso impermeável.
22,67% - Dentro
da mineração, em
área coberta com
Embalagens
piso impermeável.
vazias Atividade de Classe I -
43,93 3,661 77,32% -
contaminadas apoio Perigosos
Formulação de
com tintas
blend de resíduos
área coberta com
piso impermeável.
Resíduos 100% -
oriundos de Atividades de Classe I - Incineração em
2,88 0,240
laboratórios apoio Perigosos área coberta com
industriais piso impermeável.
17,92% - Dentro
Filmes e
da mineração em
pequenas Atividades de Classe II A –
463,50 38,625 área coberta.
embalagens de apoio Não inerte
82,07% - Posto de
plástico
coleta seletiva.
3,56% - Dentro da
Resíduos de mineração em
restaurante Atividade de Classe II A – área coberta.
1.753,75 146,146
(restos de apoio Não inerte 96,43% - Aterro
alimentos) industrial em solo
e área descoberta.
100% -
Sucata de Manutenção /
Classe II A – Reutilização
metais não Operação da 344,87 28,739
Não inerte externa área
ferrosos mina
coberta.

40
Geração (t / ano)
Classificação Destinação Final
Resíduo Origem
Máx. Média NBR10.004 (**)

3,48% - Dentro da
mineração em
Resíduo de Atividade de Classe II A – área coberta.
5.372,84 447,737
Construção Civil apoio Não inerte 96,51% Aterro
industrial em solo,
área descoberta.
4,71% - Dentro da
mineração em
Resíduos de área coberta.
Atividade de Classe II A –
varrição de 1.927,63 160,636 95,28% - Aterro
apoio Não inerte
fábrica industrial no solo,
em área
descoberta.
2,45% - Dentro da
mineração, em
Resíduos de Atividade de Classe II A – área coberta.
22.992,0 1,916
vidro apoio Não inerte 97,54% - Aterro
industrial em solo,
área descoberta.
Resíduo de ETE
100% - Aterro
com mat. Atividade de Classe II A –
27,00 2,250 industrial em solo,
Biológico não apoio Não inerte
área descoberta.
tóxico
Estéril da Jazida 100% - Pilha de
Classe II A –
de Minério de Lavra 341.097.756 28.424.813 estéril, solo em
Não inerte
Ferro área descoberta.
Rejeito do
Beneficiamento Classe II A – 100% - Barragem
Beneficiamento 53.981.004 4.498.417
de Minério de Não inerte de rejeito.
Ferro
Manutenção /
Classe II B - 100% - Posto de
Papel papelão Operação da 639,888 53,324
Inerte coleta seletiva.
mina
Manutenção / 100% - Dentro da
Mangote com Classe II B -
Operação da 163,32 13,610 mineração em
terminal Inerte
mina área coberta.
96,94% -
Reutilização
Sucata de externa em área
Atividade de Classe II B -
componentes 101,496 8,458 coberta.
apoio Inerte
eletroeletrônicos 3,05% - Dentro da
mineração em
área coberta.
Resíduos
gerados fora do Atividade de Classe II B - 100% Aterro
1.122,97 93,581
processo apoio Inerte Industrial.
industrial

41
Geração (t / ano) Classificação Destinação Final
Resíduo Origem
Máx. Média NBR10.004 (**)
16,17% - Dentro
da mineração, em
érea descoberta
com piso
impermeável.
Manutenção / 32,14% -
Classe II B -
Pneus Operação da 5.154,96 429,580 Reutilização
Inerte
mina externa área
descoberta.
51,67% -
Reciclagem
externa área
coberta.
14,63% - Dentro
da mineração em
Manutenção / área descoberta.
Resíduo de Classe II B -
Operação da 1.739,676 144,973 85,36% - Aterro
borracha Inerte
mina industrial em solo
com área
descoberta.
1,93% - Posto de
Resíduos de coleta seletiva
madeira Atividade de Classe II B - área descoberta.
2.419,272 201,606
contaminada ou apoio Inerte 98,06% - Dentro
não da mineração em
área descoberta.
8,37% - Dentro da
mineração em
Manutenção / área coberta.
Sucata de Classe II B -
Operação da 15.209,064 1.267,422 91,62% -
metais ferrosos Inerte
mina Reciclagem
externa em área
descoberta.
37,95% - Dentro
da mineração em
Big bags não Classe II B - área coberta.
Manutenção 89,16 7,430
contaminados Inerte 62,04% - Aterro
industrial solo em
área descoberta.

OBS: Segundo o Relatório Anual de lavra 2011, a mina de Alegria gera 695.660,00
m³/ano de resíduos sólidos na Usina.

42
7.3.1. Inventário de Resíduos Sólidos Minerários
Data de envio do último formulário eletrônico: 16/03/2011.

N. do protocolo gerado no BDA*: RM000584/2011

* BDA: Banco de Declarações Ambientais disponível, em http://sisema.meioambiente.mg.gov.br


7.3.2. Avaliação do gerenciamento de resíduos sólidos
Apresentar, no Anexo E, gráficos que demonstrem a evolução do gerenciamento dos resíduos
sólidos gerados no período correspondente à licença vincenda, incluindo comentários e
justificativas pertinentes.

7.4. Ruídos – Ano 2011

Nível máximo de Ação de controle


Ponto de geração emissão detectado (dB)
Data da adotada
(equipamento, processo, etc.) Na divisa Medição
No ponto da (caso aplicável)
Empresa
Segundo relatório de
Leitura Diurna Não se campo do técnico da
19/06/2011
54,0 aplica ECOAMB não foi
Santa Rita Durão observado ruído
característico de
Leitura Noturna Não se
21/09/2011 operação de mina na
48,9 aplica
região.

Legenda parâmetros de medições:


L10 = nível estático; nível de som ultrapassado por 10% dos valores medidos;
L90 = nível estático; nível de som ultrapassado por 90% dos valores medidos;
LAeq = nível contínuo equivalente; nível médio contínuo de energia sonora, equivalente ao sinal
variável medido.

OBS: para o nível de ruído ambiental, considerar o nível LAeq.

43
7.5. Vibrações – Ano 2011

Nível máximo de
emissão detectado
Ponto de geração (mm/s) Data da Ação de controle
(equipamento, processo, etc.) medição adotada (caso aplicável)
Na divisa da
No Ponto
Empresa

Não se aplica
Santa Rita Durão
Não se aplica

8. PASSIVOS AMBIENTAIS E ÁREAS IMPACTADAS

8.1. Situação atual – NÃO SE APLICA


Apresentar, no Anexo F, a avaliação da situação atual dos passivos ambientais e áreas
impactadas identificadas e notificadas à FEAM, incluindo a descrição das medidas de controle já
adotadas e os resultados obtidos e/ou os projetos e ações ainda em curso.

8.2. Passivos e áreas impactadas não declaradas

O empreendedor tem conhecimento sobre passivos ambientais e áreas impactadas pela atividade
mineradora que ainda não tenham sido notificados à FEAM?

(X) NÃO
Apresentar no Anexo F a descrição desses passivos ou áreas, bem como o prazo para
apresentação de projeto e implantação das medidas corretivas e/ou mitigadoras pertinentes.

As áreas supeitas de contaminação e contaminadas já foram declaradas ao órgão ambiental?

( ) NÃO. Preencher o cadastro eletrônico disponível no BDA*


( ) SIM. Data de envio do cadastro eletrônico: ___/___/___
N. do protocolo gerado no BDA*: _______________

* BDA: Banco de Declarações Ambientais, disponível em http://sisema.meioambiente.mg.gov.br

Obs.: 1) As áreas correspondentes a passivos ambientais e áreas impactadas identificadas neste item deverão ser
computadas no item 6.3.
2) Informar os números de protocolo de todos os cadastros de áreas suspeitas de contaminação ou contaminadas
enviados ao órgão ambiental.

44
9. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS SISTEMAS DE CONTROLE
AMBIENTAL

9.1. Impactos ambientais e medidas de controle


a) Descrever os impactos ambientais significativos previstos quando do licenciamento ambiental e
a avaliação da efetiva implementação e eficiência das medidas de mitigação e controle propostas.

Neste item é feita uma descrição dos impactos mais significativos decorrentes da atividade
minerária desenvolvida na mina de Alegria, no período correspondente à licença vincenda, mas
principalmente considerando os controles ambientais instalados devido aos impactos ambientais
prognosticados quando do licenciamento ambiental original. Desde então a cada revalidação é
realizada uma avaliação desses controles ambientais.

Os impactos prognosticados no RADA 2007 subsidiaram os estudos e foi o ponto de partida para
as verificações em campo e avaliação da eficácia das medidas de controle implantadas pela Vale
S.A. – mina de Alegria. Na sequência serão descritos os impactos ambientais e as respectivas
medidas mitigadoras.

1. Alteração das propriedades do solo: impacto decorrente da supressão de vegetação,


abertura de vias de acesso e movimentação de veículos leves e pesados. Este impacto tem sua
mitigação por meio da revegetação das porções expostas;
2. Alteração da qualidade das águas superficiais nos cursos d’água a jusante do
empreendimento: impacto provindo do lançamento de efluentes tratados oriundos dos sistemas de
controle ambiental. Este impacto é mitigado por meio de reabilitação das áreas degradadas,
tratamento e disposição adequada de efluentes líquidos e resíduos sólidos;
3. Alteração do relevo: impacto associado à implantação e ampliação da atividade mineraria
(lavra e abertura de cavas), disposição de material estéril e à formação de diques e barragens
(sistemas de controle ambiental);
4. Alteração da dinâmica superficial dos solos: impacto associado à susceptibilidade dos
terrenos à erosão, sobretudo durante os períodos de chuvas. Constante reabilitação das áreas
alteradas;
5. Assoreamento dos cursos d’água: impacto decorrente da ampliação do potencial erosivo
do escoamento superficial, promovida pela alteração da morfologia dos terrenos e principalmente
pela supressão da vegetação. Constante reabilitação das áreas alteradas;

45
6. Alteração da qualidade do ar: impacto decorrente de emissões atmosféricas de material
particulado devido às atividades de extração e beneficiamento a seco. A mitigação deste impacto
adotada pela empresa é a aspersão constante das vias;
7. Alteração do nível de pressão sonora: impacto decorrente das detonações, frentes de
lavra e movimentação de veículos pesados (caminhões fora de estrada);
8. Geração de emprego e renda: impacto positivo associado à abertura de postos de
trabalho;
9. Dinamização da economia: impacto positivo associado, principalmente, ao aumento da
renda per capita e instalação de fornecedores na região.

constante reabilitação de áreas degradadas.

As medidas mitigadoras para cada um dos impactos ambientais listados acima são: os programas
de monitoramento ambiental que serão descritos e contextualizados no item 10 – Anexo H deste
estudo ambiental.

Os sistemas de controle ambiental implantados estão em operação. As ações de gestão, como


monitoramento, verificação periódica e acompanhamento estão sendo atendidas conforme
frequência definida no Plano de Controle Ambiental e reiterado na condicionante. Após análise dos
dados dos principais monitoramentos realizados na mina de Alegria, a Vale S.A. tem atendido os
requisitos legais e protocolizado no órgão ambiental, conforme apresentado no item 18 deste
RADA.

9.2 Impactos ambientais não prognosticados


a) Descrever os impactos ambientais decorrentes da operação do empreendimento e não
prognosticados na fase do licenciamento vincendo;

NÃO SE APLICA – Porque não houve novos impactos, consequentemente não foram
desenvolvidas atividades diferentes das licenciadas, logo os impactos, medidas de mitigação e
controle foram contemplados no licenciamento.

b) Apresentar medidas e projetos pertinentes;


c) Informar se as medidas e projetos pertinentes já foram implantadas;
d) Apresentar cronograma de implantação das medidas e projetos citados no item b;

9.3. Documentação fotográfica


Apresentar no ANEXO G - documentação fotográfica contemplando as principais medidas e
sistemas de controle.

46
9.4. Efluentes líquidos
Apresentar, no Anexo G, gráficos contendo os valores médios mensais dos parâmetros de
monitoramento dos efluentes industriais bruto e tratado no período correspondente a licença
vincenda, e a avaliação sobre o desempenho dos sistemas de tratamento e o grau de atendimento
aos padrões ambientais estabelecidos na legislação vigente no período. Situações anormais de
operação dos sistemas de controle deverão ser sucintamente relatadas e justificadas, assim como
as medidas corretivas adotadas para solução das mesmas.

9.5. Emissões atmosféricas – Não se aplica


Apresentar, no Anexo G gráficos contendo os valores médios obtidos no monitoramento das
fontes de emissões atmosféricas no período correspondente a licença vincenda, e a avaliação
sobre o desempenho dos sistemas de tratamento e o grau de atendimento aos padrões
ambientais estabelecidos na legislação vigente no período. Situações anormais de operação dos
sistemas de controle deverão ser sucintamente relatadas e justificadas, assim como as medidas
corretivas adotadas para solução das mesmas.

9.6. Resíduos sólidos


Apresentar, no Anexo G, planilhas de dados mensais de acompanhamento da geração,
armazenamento temporário, transporte e destinação final dos resíduos sólidos industriais nos
últimos dois anos. . Situações anormais na geração, armazenamento, transporte e disposição final
deverão ser sucintamente relatadas e justificadas, assim como as medidas corretivas adotadas
para solução das mesmas.

47
10. MONITORAMENTO DA QUALIDADE AMBIENTAL

O empreendimento executa algum tipo de monitoramento ambiental (água superficial, água


subterrânea, ar, solo, ruído no entorno, fauna, flora, etc)?

( ) NÃO

(X) SIM. Responder os itens 10.1 a 10.5 aplicáveis.

10.1. Qualidade da água


Apresentar, no Anexo H, gráficos contendo os valores médios dos parâmetros de monitoramento
do corpo receptor dos efluentes líquidos nos pontos estabelecidos, nos últimos dois anos, e a
avaliação do comprometimento do nível de qualidade da água do mesmo, em função dos padrões
fixados na legislação ambiental vigente no período. Situações anormais ocorridas deverão ser
sucintamente relatadas e justificadas, assim como as medidas corretivas adotadas para solução
das mesmas.

10.2. Qualidade do ar
Apresentar, no Anexo H, gráficos contendo valores médios dos parâmetros de monitoramento da
qualidade do ar na área de entorno do empreendimento nos pontos estabelecidos, nos últimos
dois anos, e a avaliação do comprometimento do nível de qualidade do ar, em função dos padrões
fixados na legislação ambiental vigente no período. Situações anormais ocorridas deverão ser
sucintamente relatadas e justificadas, assim como as medidas corretivas adotadas para solução
das mesmas.

10.3. Qualidade das águas superficiais e subterrâneas


Apresentar, no Anexo H, gráficos contendo os valores médios dos principais parâmetros de
monitoramento das águas superficiais e subterrâneas (quando efetuadas), nos pontos
estabelecidos, nos últimos dois anos, e a avaliação sobre o grau de comprometimento da área, em
função dos padrões fixados na Legislação Ambiental vigente no período. Situações anormais
ocorridas deverão ser sucintamente relatadas e justificadas, assim como as medidas corretivas
adotadas para a solução das mesmas.

10.4. Conforto acústico


Apresentar no Anexo H, gráficos contendo os valores obtidos no monitoramento do nível de ruídos
em todos os pontos definidos na área de entorno do empreendimento, nos últimos dois anos, e a
avaliação sobre o grau de atendimento aos padrões ambientais estabelecidos na legislação
vigente no período. Situações anormais ocorridas deverão ser sucintamente relatadas e
justificadas, assim como as medidas corretivas adotadas para solução das mesmas.

10.5. Outros tipos de monitoramento


Apresentar, no Anexo H, a compilação de dados ou resultados de quaisquer outros tipos de
monitoramento ou estudos ambientais executados pelo empreendimento nos últimos dois anos, na
forma mais conveniente, incluindo a avaliação dos mesmos.

48
11. GERENCIAMENTO DE RISCOS
O empreendimento possui registro das situações de emergência ocorridas, com conseqüências
para o meio ambiente?

(X) NÃO. Justifique. Não ocorreram situações de emergência no período da licença vincenda. O
empreendedor possui certificação ISO 14001 que incorpora procedimentos de registro de todas
as situações anormais que possam ocasionar consequências adversas para o meio ambiente.

( ) SIM. Responder os itens 11.1 e 11.2.

11.1. Histórico
Apresentar, no Anexo I, um relato de todas as situações de emergência nas unidades de processo
ou nas unidades de tratamento/destinação de efluentes ou resíduos nos últimos dois anos, que
tenham repercutido externamente ao empreendimento sobre os meios físico, biótico ou antrópico,
contendo as seguintes informações:

 descrição da ocorrência e da(s) unidade(s) afetada(s);


 causas apuradas;
 forma e tempo para detecção da ocorrência;
 duração da ocorrência;
 tempo de interrupção da operação da(s) unidade(s) afetada(s);
 instituições informadas sobre a ocorrência;
 descrição geral da(s) área(s) afetada(s);
 identificação e quantificação dos danos ambientais causados;
 procedimentos adotados para anular as causas da ocorrência;
 procedimentos adotados para neutralizar ou atenuar os impactos sobre os meios físico,
biótico ou antrópico;
 destinação dos materiais de rescaldo e resíduos coletados na(s) área(s) afetada(s);
 em caso de reincidência, especificar a(s) data(s) da(s) ocorrência(s) anteriormente
registrada(s).

11.2. Avaliação das medidas implementadas


Apresentar, no Anexo I, uma avaliação sobre o desempenho da empresa na detecção e correção
das situações de emergência relatadas anteriormente, bem como na identificação e mitigação dos
impactos ambientais decorrentes. Se aplicável, destacar a sistematização de medidas preventivas
e/ou planos de contingência estabelecidos em função dessas ocorrências.

12. ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA

O empreendedor tem conhecimento sobre os avanços tecnológicos nas áreas de produção e de


tratamento/disposição de efluentes / resíduos e eficiência/matriz energética?
( ) NÃO. Justifique

(X) SIM. Responder os itens 12.1 e 12.2.

49
12.1. Produção
Descrever no Anexo J as inovações tecnológicas de processos produtivos ocorridas no período
correspondente a licença vincenda, implantados ou não no empreendimento. Caso tenham sido
adotadas novas tecnologias, apresentar uma avaliação dos resultados sobre a qualidade dos
produtos e as conseqüências no tocante à minimização dos impactos ambientais da atividade.

12.2. Controle ambiental


Descrever no Anexo J as inovações tecnológicas dos processos de controle ambiental aplicáveis
ao empreendimento, surgidas nos últimos dois anos, adotadas ou não no empreendimento. Caso
positivo, apresentar uma avaliação sobre a adoção dessas tecnologias e as conseqüências no
tocante à minimização dos impactos ambientais da atividade e melhoria do desempenho ambiental
da empresa.

13. MEDIDAS DE MELHORIA CONTÍNUA DO DESEMPENHO AMBIENTAL

O empreendimento possui programas ou projetos voltados à melhoria do desempenho ambiental


da atividade?
( ) NÃO
(X) SIM. Descrever em linhas gerais, no Anexo K, os projetos e programas estabelecidos ou em
andamento visando à melhoria contínua do desempenho ambiental global do empreendimento,
tais como:
 Implantação do sistema de gestão ambiental – SGA, segundo a NBR ISO 14.001 ou
outras normas similares;
 Obtenção de certificação ambiental;
 Implantação de técnicas de Produção Mais Limpa (P+L);
 Adesão a códigos setoriais visando à melhoria da qualidade dos produtos, processos,
qualidade ambiental, etc;
 Desenvolvimento de estudo de Análise do Ciclo de Vida de matérias-primas e produtos;
 Definição e implementação de indicadores de desempenho ambiental;
 Implementação de programas de educação ambiental;
 Implementação de programas de conservação ambiental, etc.

14. RELACIONAMENTO COM COMUNIDADE

O empreendimento possui Projetos na área Social, Estudos de Percepção e Comportamento


Socioambiental/EPCA, Programa de Educação Ambiental/PEA e Plano de Informação
Socioambiental/PISA?

( ) NÃO. Justifique.

(X) SIM. Descrever em linhas gerais, no Anexo L, a relação da empresa com a comunidade
destacando os projetos e públicos preferenciais do programa de educação ambiental, os
mecanismos de comunicação interna e externa do PSC, as ações de cunho social, aspectos
negativos e positivos identificados em relação a empresa nos estudos de percepção ambiental.

50
15. INVESTIMENTOS NA ÁREA AMBIENTAL

O empreendimento possui registro dos investimentos já realizados na área ambiental?


( ) NÃO

(X) SIM. Apresentar, no Anexo M, dados consolidados de investimentos de capital e custeio


em meio ambiente nas áreas de controle da poluição hídrica, atmosférica e do solo,
gerenciamento de resíduos, gerenciamento de riscos e administração de meio ambiente, nos
últimos 4 anos, em valores atualizados. Apresentar, de forma consolidada, a análise custo x
benefício dos investimentos na área ambiental.

16. INDICADORES AMBIENTAIS


Informar os indicadores abaixo, considerando a licença vincenda e as LO’s relacionadas. Poderão
ser acrescentados outros indicadores ambientais pertinentes à atividade, apresentando-se os
esclarecimentos necessários.

16.1. Efluentes das barragens – Campo Grande (ALE04) ANO BASE 2011
Conformidades** Não conformidades**
Parâmetros
Frequência Valor Valor Valor Valor
Físico - químicos* Média Média
mínimo máximo mínimo máximo
Boro Total (mg/L) MENSAL <0,01 0,189 0,065

Chumbo Total (mg/L) MENSAL <0,01 <0,01 <0,01


MENSAL
Cor Verdadeira (Pt/Co)* <5,0 12 9
MENSAL
DBO (mg/L) <2,0 16 16
MENSAL
DQO (mg/L) <5,0 31 12
MENSAL
Ferro Dissolvido (mg/L) <0,01 1900 1040
MENSAL
Manganês Dissolvido
0,807 2,0 1,26
(mg/L)
Óleos e Graxas MENSAL <1,0 <1,0 <1,0
Minerais (mg/L)
Óleos e Graxas MENSAL <1,0 <1,0 <1,0
Vegetais e Animais (mg/L)
MENSAL
Oxigênio Dissolvido (mg/L) 5,1 8,1 6,1
MENSAL
pH (a 20°C) 6,18 8,04 7,19

Sólidos Sedimentáveis MENSAL <0,3 0,3 0,3


(mg/L)
Sólidos Suspensos MENSAL <2,0 449 58
Totais (mg/L)
Surfactantes (mg/L) MENSAL <0,1 0,16 0,13

51
Este ponto é o último ponto de monitoramento localizado dentro da propriedade da Vale, ou seja,
avalia a contribuição da atividade mineraria.
- Os resultados são referentes às campanhas realizadas em 2011.
- Os esclarecimentos e justificativas pertinentes a cada parâmetro analisado foram apresentados
no Anexo H deste documento.
(*) Indicar os parâmetros físico-químicos que melhor representem o empreendimento
(**) De acordo com a Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH 001/2008.

Área Superfície (há) (%)

16.2. Área Impactada X Reabilitada Requerida 3819,56 100,00


Apresentar em valores reais e relativos (%): Impactada 411,7756 10,78
Reabilitada 49,5716 1,29

16.3. Áreas Preservadas:

Citar, no Anexo N, as áreas preservadas considerando a licença vincenda e as Los relacionadas,


considerando as seguintes informações:

 Denominação da(s) área(s): Reserva Legal;


 Superfície 150 ha;
 Formação vegetal: Bioma da Mata Atlântica (Floresta Estacional Semidecidual secundária
em diversos estágios de regeneração com predominância de estágios médio e avançado).
17. AÇÕES PARA O FECHAMENTO DE MINA – NÃO SE APLICA
Para preenchimento deste item considerar:

• Estrutura desativada: Estrutura que não está em operação, temporária ou definitivamente.


• Paralisação da atividade: Paralisação das atividades do empreendimento minerário de forma
temporária ou definitiva, em consequência de fatos fortuitos, desastres naturais, impedimentos
técnicos, problemas de ordem econômica ou decisões judiciais.

17.1. Desativação das estruturas


a) O empreendimento realizou a desativação de estrutura (s) desde a última revalidação da LO?

(X) NÃO (passar para o item 17.2)

( ) SIM (preencher os ítens “b” e “c”)


b) Listar as estruturas desativadas (cava, pilhas, barragens, diques, UTM, unidades operacionais
e outras) Não se aplica o empreendimento e seus respectivos componentes como pilha de estéril,
barragens, cavas, diques, UTM dentre outras estão em plena operação.
Tipo de Estrutura Nome da Estrutura Data de Protocolo da Data da Desativação
comunicação

52
c) Descrever no Anexo O as medidas adotadas para a desativação das estruturas listadas acima,
o uso atual das áreas correspondentes e as ações realizadas para reabilitação ambiental, quando
aplicável. NÃO SE APLICA.

17.2. Paralisação da atividade


a) O empreendimento encontra-se paralisado?
(X) NÃO.
( ) SIM. Data da paralisação: ____/____/____

b) A paralisação foi comunicada ao órgão ambiental? NÃO SE APLICA.


( ) NÃO. Apresentar, no Anexo O, relatório circunstanciado conforme Art. 7º da DN 127/2008.
( ) SIM. N. do protocolo da comunicação: _________________

17.3. Ações de Reabilitação Ambiental


Descrever sucintamente, no Anexo O, todas as ações de reabilitação das áreas impactadas pela
atividade minerária realizadas durante o período da vigência da Licença de Operação vincenda. A
Total deve descrever as ações de reabilitação que já estão sendo executadas ao longo da vida
útil da mina.

17.4. Alternativas de Uso Futuro da área minerada


Apresentar, no Anexo O, avaliação preliminar ou reavaliação das alternativas da utilização
prevista para a área impactada pela atividade minerária, levando-se em consideração as suas
aptidões, a intenção de uso pós-operacional, as características dos meios físicos e bióticos e os
aspectos sócio-econômicos da região.

Observação: as informações prestadas não irão configurar critério de definição do uso futuro da
área impactada, servindo apenas como indicador da intenção de uso. O detalhamento das
alternativas será objeto do Plano de Fechamento de Mina - PAFEM, conforme Art. 5º. da DN
COPAM n. 127/2008. NÃO SE APLICA

18. AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS CONDICIONANTES DA LO


Preencher o quadro referente a esse item na página seguinte.

53
19. AVALIAÇÃO FINAL E PROPOSTAS

Qualquer alteração que cause degradação da qualidade do ambiente contraria os princípios da


constituição brasileira, uma vez que no caput do artigo 225 está escrito que “todos têm direito ao
meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-
lo para as futuras gerações”.

As informações contidas neste documento foram baseadas nas Normas e Termo de Referência da
FEAM para a elaboração do Relatório de Avaliação do Desempenho Ambiental – RADA.

Baseado nas exposições contidas neste documento, as intervenções realizadas e propostas estão
atreladas às medidas mitigadoras descritas e somadas às medidas compensatórias, discutidas
juntamente com o órgão ambiental.

Apesar da atividade minerária ser considerada de alto potencial poluidor, durante o período de
vigência da licença de operação da mina de Alegria, a Vale empenhou-se na preservação e na
redução dos impactos de sua atividade sobre o meio ambiente.

A Vale – mina de Alegria tem atendido todos os requisitos legais, relacionados com o
licenciamento ambiental da Licença de Operação vigente. Além de cumprir as medidas
obrigatórias de controles ambientais, a Empresa tem implementado algumas de natureza pró-
ativa. Todas essas medidas são executadas de maneira satisfatória, segundo suas diretrizes e
sistemas de gestão como ISO 9001 e 14001.

Portanto, conclui-se que a Vale – mina de Alegria a cada ano vem aprimorando sua gestão
ambiental, de forma a reduzir os impactos de suas atividades sobre o meio ambiente, levando a
uma produção mais limpa.

54
QUADRO RELATIVO AO ITEM 18 – AVALIAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS CONDICIONANTES DA LO

Preencher a tabela abaixo incluindo a descrição das condicionantes estabelecidas na (s) licença (s) de operação anterior (es) e as datas de
vencimento, de prorrogação e cumprimento e a frequência (quando for o caso) de cada uma delas, descrevendo sucintamente as justificativas,
quando aplicável. (Máximo 3 linhas, fonte arial 10).

Processo COPAM nº 182/1987/066/2007 – Lavra a céu aberto com ou sem tratamento a úmido – minério de ferro (Separador Magnético da
ITM) – LO nº 231.

Datas
Condicionante Periodicidade Justificativa
Vencimento Prorrogação Cumprimento

55
Ofício GAMBS EXT 066/2012, em 20/01/2012,
protocolo nº R194596/2012 de 20/01/12 (Dez/11).
Ofício GAMBS EXT 869/2011, em 14/12/2011,
protocolo nº R181909/2011 de 15/12/11 (Nov/11).
Ofício GAMBS EXT 828/2011, em 28/11/2011,
protocolo nº R175857/2011 de 30/11/11 (Out/11).
Ofício GAMBS EXT 720/2011, em 25/10/2011,
protocolo nº R162591/2011 de 25/10/11 (Set/11).
Ofício GAMBS EXT 646/2011, em 19/09/2011,
protocolo nº R148479/2011 de 19/09/11 (Ago/11).
1 – Manter o monitoramento de parâmetros relacionados à
Ofício GAMBS EXT 575/2011, em 19/08/2011,
saída do vertedouro da barragem Campo Grande referente Mensalmente 22/09/2012 Não Sim. Atendido protocolo nº R134235/2011 de 19/08/11 (Jul/11).
ao licenciamento ambiental da ITM da Mina de Alegria Ofício GAMBS EXT 527/2011, em 21/07/2011,
protocolo nº R118408/2011 de 21/07/11 (Jun/11).
Ofício GAMBS EXT 454/2011, em 22/06/2011,
protocolo nº R099884/2011 de 22/06/11 (Mai/11).
Ofício GAMBS EXT 356/2011, em 13/05/2011,
protocolo nº R073755/2011 de 13/05/11 (Abr/11).
Ofício GAMBS EXT 303/2011, em 20/04/2011,
protocolo nº R059266/2011 de 20/04/11 (Mar/11).

Ofício GAMBS EXT 179/2011, em 04/03/2011,


protocolo nº R032295/2011 de 10/03/11 (Fev/11).

* Sistemas implantados conforme Relatório de Adequação dos Sistemas de Tratamento de Efluentes Líquidos.

56
Processo COPAM nº 182/1987/063/2007 – Lavra a céu aberto com tratamento a úmido – minério de ferro (Ampliação da Cava) – LO nº 477

Datas
Condicionante Periodicidade Justificativa
Vencimento Prorrogação Cumprimento
Prazo
Ofício GAMBS EXT 00095/2012 em 27/01/2012,
prorrogado
1 – Encaminhar relatório do Plano de Comunidade Sócio/Ambiental protocolo nº R1990014/2012 de 01/02/2012.
Anualmente conforme ofício Sim. Atendido
do Complexo Minerador de Mariana 22/11/2014 Ofício GAMBS EXT 00368/2011 em 19/05/2011,
GAMBS EXT
protocolo nº R080762/2011 de 25/05/2011.
00836/2011.
Prazo
Ofício GAMBS EXT 00095/2012 em 27/01/2012,
2 – Apresentar análise (realizada periodicamente) de estabilidade prorrogado
protocolo nº R1990014/2012 de 01/02/2012.
das barragens, cavas, diques e estruturas de contenção (pilhas de Semestralmente conforme ofício Sim. Atendido
22/11/2014 Ofício GAMBS EXT 00368/2011 em 19/05/2011,
estéril e/ou rejeito das instalações de tratamento de minério). GAMBS EXT
protocolo nº R080762/2011 de 25/05/2011.
00836/2011.

3 – Promover aspersão (umectação) por intermédio de caminhão


Durante a
pipa (estradas, praças de trabalho, nas bermas, pilhas de estéril), Todas as estruturas citadas são periodicamente
ampliação/operação 22/11/2014 Não Sim. Atendido
conforme estabelece a NR-22 – Segurança e Saúde Ocupacional na aspergidas / umectadas.
da cava.
Mineração.

4 – Implementar o plano de recuperação de áreas degradadas,


contendo o quantitativo, discriminação dos locais previstos, bem Prazo
Ofício GAMBS EXT 00092/2012 em 27/01/2012,
como cronograma de execução. Considerando a ocorrência de prorrogado
protocolo nº R197158/2012 de 27/01/2012.
espécies sensíveis na região, a empresa deverá agilizar o plantio de Semestral 22/11/2014 conforme ofício Sim. Atendido
Ofício GAMBS EXT 00369/2011 em 20/05/2011,
espécies arbóreas nativas nas áreas em reabilitação, favorecendo a GAMBS EXT
protocolo nº R080754/2011 de 25/05/2011.
formação de corredores ecológicos e encaminhar relatório 00836/2011.
comprobatório da implementação do mesmo.

57
Prazo
Ofício GAMBS EXT 00087/2012 em 27/01/2012,
5 – Comprovar a implementação do sistema de drenagem fluvial e Semestral e durante a prorrogado
protocolo nº 591716 de 31/01/2012.
de sedimentos como proposto no PCA por meio de relatório ampliação/operação 22/11/2014 conforme ofício Sim. Atendido
Ofício GAMBS EXT 00375/2011 em 25/05/2011,
fotográfico. da cava. GAMBS EXT
protocolo nº R080908/2011 de 25/05/2011.
00836/2011.
O Programa de Gerenciamento de Riscos - PGR
6 – Implementar o Programa de Gerenciamento de Riscos – PGR,
já está implementado conforme estabelece a
conforme estabelece a Norma Regulamentadora do TEM, NR-22- Durante a ampliação
22/11/2010 Não Sim Atendido Norma Regulamentadora do MTE, NR-22 -
Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração para a ampliação da da cava.
Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração
cava.
e encontra-se disponível na mina.

Biótico:
Ofício GAMBS EXT 00123/2012, em
31/01/2012,protocolo nº 591706 de 31/01/2012;

Qualidade do Ar:

Ofício GAMBS EXT 00167/2012, em


26/02/2012, protocolo nº 0207620/2012 de
Prazo 27/02/2012;
7 – Implementar Programa de Acompanhamento e Monitoramento prorrogado Sismográfico:
Ambiental Proposto no PCA e encaminhar relatório comprobatório Anualmente 22/11/2010 conforme ofício Sim. Atendido Ofício GAMBS EXT 00205/2012, em 14/03/2012,
referente ao cumprimento do mesmo. GAMBS EXT protocolo nº 0186254/2012 de 15/03/2012;
00836/2011. Qualidade da Água:
Ofício GAMBS EXT 00827/2011, em 28/11/2011,
protocolo nº R175829/2011 de 30/11/2011.

Sistemas de Drenagem:
Ofício GAMBS EXT 00087/2012 em 27/01/2012,
protocolo nº 591716 de 31/01/2012.
Ofício GAMBS EXT 00375/2011 em 25/05/2011,
protocolo nº R080908/2011 de 25/05/2011.

58
Prazo
Ofício GAMBS EXT 00818/2011, em 22/11/2011,
8 – Manter o PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE prorrogado
protocolo nº R172755/2011 de 23/11/2011.
GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS já existente Semestralmente 22/11/2010 conforme ofício Sim. Atendido
Ofício GAMBS EXT 00337/2011, em 06/05/2011,
e encaminhar relatório à SUPRAM-ZM. GAMBS EXT
protocolo nº R070457/2011 de 10/05/2011.
00836/2011.
Prazo
9 – Apresentar, anualmente, Relatório de Desempenho Ambiental
prorrogado
sucinto, considerando as condicionantes dessa licença, as ações Ofício GAMBS EXT 00088/2012 em 27/01/2012,
Anualmente 22/11/2014 conforme ofício Sim. Atendido
solicitadas em Auto de Fiscalização e as medidas de controle protocolo nº R197169/2012 de 27/01/2012.
GAMBS EXT
ambiental previstas pela empresa.
00836/2011.

*Os prazos descritos neste anexo deverão iniciar-se a partir do recebimento do certificado de concessão da Revalidação

59
Processo COPAM nº 182/1987/061/2007 – Lavra a céu aberto com tratamento a úmido – minério de ferro (LO nº 514)

Datas
Condicionante Periodicidade Justificativa
Vencimento Prorrogação Cumprimento
1 – Efetuar, junto ao instituto Estadual de Florestas (IEF), o Condicionantes do
pagamento da Taxa Florestal, especificado pelo ANEXO II do Adendo ao Ofício GAMBS EXT 605/2011 em 24/05/2011,
60 dias* 16/02/2013 Sim. Atendido
presente Parecer, e apresentar a SUPRAM-ZM o comprovante de Parecer Único nº protocolo nº R08080/2011 de 25/05/2011;
quitação da mesma. 810875/2008

2 – Apresentar Proposta de Compensação por supressão de floresta Condicionantes do


Ofício GERIS BH/MG 113/2011 em
nativa, prevista na Lei 11.428/2006 (Lei da Mata Atlântica, Adendo ao
30 dias* 16/02/2013 Sim. Atendido 06/05/2011, protocolo R068590/2011 de
protocolizada junto a Câmara de Proteção a Biodiversidade a áreas Parecer Único nº
06/05/2011;
Protegidas (CPB - IEF). 810875/2008

3 – Apresentar Proposta de Compensação Ambiental, prevista na


Lei Federal n°9.985/2000 (Lei do SNUC), protocolizada junto a
Condicionantes do
Câmara de Preteção a Biodiversadade e áreas Protegidas (CPB - Ofício GERIS BH/MG 112/2011 em
Adendo ao
IEF). 30 dias* 16/02/2013 Sim. Atendido 06/05/2011, protocolo R068597/2011 de
Parecer Único nº
OBS.: Deverá ser levado em conta os valores estabelecidos na 06/05/2011.
810875/2008
Tabela do ANEXO II deste Parecer de Adendo, conforme
regulamentação disposta pelo Decreto Estadual n° 45.175/2009.

4 – Executar os programas ambientais, contendo as medidas


mitigadoras propostas para os impactos a serem realizados,
Condicionantes do
conforme a seguir: Ofício GERIS BH/MG 112/2011 em
Adendo ao
Durante a vigência da 16/02/2013 Sim. Atendido 06/05/2011, protocolo R068597/2011 de
- Programa de Controle de processos Erosivos; Licença. Parecer Único nº
06/05/2011.
- Programa de Resgate da Flora; 810875/2008

- Programa de Acompanhamento do Desmate e Resgate da Fauna.

60
Processo COPAM nº 182/1987/044/2003 – Implantação do sistema de filtragem de pellet feed e aumento de capacidade produtiva das
instalações de beneficiamento de minério de ferro denominados IBII e IBIII (LO nº 621)

Datas
Condicionante Periodicidade Justificativa
Vencimento Prorrogação Cumprimento

Não há condicionantes para esta LO - - - - -

Processo COPAM nº 182/1987/061/2007 – Lavra a céu aberto com tratamento a úmido – minério de ferro (LO nº 299/2009)

Datas
Condicionante Periodicidade Justificativa
Vencimento Prorrogação Cumprimento

61
Efluentes Líquidos
Ofício GAMBS EXT 00122/2012 em
30/01/2012, protocolo nº 591713, de
31/01/2012 (Jul a Dez/11).
Ofício GAMBS EXT 00564/2011 em
05/08/2011, protocolo nº R128297/2011,
de 08/08/2011 (Fev a Jul/11).
Ofício GAMBS EXT 00106/2011 em
04/02/2011, protocolo nº R015020/2011,
de 07/02/2011 (Ago/10 a Jan/11).
Ofício GAMBS EXT/MG 00617/2010 em
13/08/2010, protocolo n° R090166/2010,
de 13/08/2010 (Fev a Jul/10).
Resíduos sólidos
Ofício GAMBS EXT 00030/2012 em
12/01/2012, protocolo nº R191305/2012,
de 13/01/2012 (Jul a Dez/11)
Sim. Prazo
Ofício GAMBS EXT 00493/2011 em
1) Executar o Programa de Automonitoramento dos efluentes prorrogado
15/06/2011, protocolo nº R118774/2011,
líquidos, resíduos sólidos e emissões atmosféricas, conforme Semestral a cada seis meses conforme ofício Sim. Atendido de 22/07/2011 (Jan a Jun/11)
definido no Anexo II. GAMBS EXT Ofício GAMBS EXT 00095/2011 em
31/01/2011, protocolo nº R13483/2011,
00871/2011 de 03/02/2011 (Jul a Dez/10)
Ofício GAMBS EXT/MG 00599/2010 em
11/08/2010, protocolo n° R089147/2010,
de 11/08/2010 (Jan a Jun/10).
Emissões atmosféricas
Ofício GAMBS EXT 00586/2011 em
18/08/2011, protocolo nº R134137/2011,
de 19/08/2011 (Fev a Jul/11).
Ofício GAMBS EXT 00132/2011 em
11/02/2011, protocolo nº R018850/2011,
de 14/02/2011 (Ago/10 a Jan/11).
Ofício GAMBS EXT/MG 00627/2010 em
20/08/2010, protocolo n° R093627/2010,
de 20/08/2010 (Fev a Jul/10).
Ofício GAMBS EXT/MG 00132/2010 em
19/02/2010, protocolo nº R018266/2010,
de 19/02/2010 (Ago a Jan/10).

62
Ofício GAMBS EXT 00492/2011 em
15/06/2011, protocolo nº
R118695/2011, de 22/07/2011 (Jan a
2) Comprovar a destinação dos resíduos líquidos (óleo usado e Sim. Prazo Jun/11).
fração oleosa da Caixa SAO e óleo da troca do óleo) e sólidos prorrogado Ofício GAMBS EXT 00096/2011 em
(embalagens, filtros de óleo/ar, estopas, borra e areia do SAO), Semestral a cada seis meses conforme ofício Sim. Atendido 31/01/2011, protocolo nº
R013479/2011, de 03/02/2011 (Jul a
considerados pela NBR 10.004/87 como " Resíduos Classe 1 GAMBS EXT Dez/10).
(perigosos), para empresas licenciadas, como previsto no Anexo II. 00871/2011
Ofício GAMBS EXT/MG 0600/2010
em 11/08/10, protocolo nº
R089148/2010, de 11/08/2010.
Ofício GAMBS EXT 00032/2012 em
12/01/2012, protocolo nº
R191359/2012, de 13/01/2012 (Jul a
Dez/11)
Ofício GAMBS EXT 00490/2011 em
Sim. Prazo 15/07/2011, protocolo n°
prorrogado R118697/2011, de 22/07/2011 (Jan a
3) Comprovar a destinação dos resíduos sólidos Classes 2 e 3, Jun/11).
Semestral a cada seis meses conforme ofício Sim. Atendido
segundo a NBR 10.004, conforme ítem 3 do Anexo II. Ofício GAMBS EXT 00097/2011 em
GAMBS EXT 31/01/2011, protocolo nº
00871/2011 R013477/2011, de 03/02/2011 (Jul a
Dez/10).
Ofício GAMBS EXT/MG 00598/2010
em 11/08/10, protocolo n°
R089138/2010, de 11/08/2010 (Jan a
Jun/10).

63
Ofício GAMBS EXT 00030/2012 em
12/01/2012, protocolo nº
R191305/2012, de 13/01/2012 (Jul a
Dez/11)
Ofício GAMBS EXT 00493/2011 em
4) Apresentar Programa de Gerenciamento de Resíduos. Para os Sim. Prazo 15/06/2011, protocolo nº
resíduos doméstico/industrial gerados no empreendimento, prorrogado R118774/2011, de 22/07/2011(Jan a
Jun/11)
contendo no mínimo (tabela do Anexo II) a classificação de cada Semestral a cada seis meses conforme ofício Sim. Atendido
Ofício GAMBS EXT 00095/2011 em
resíduo, local de geração, volume gerado, tipo de armazenamento, GAMBS EXT 31/01/2011, protocolo nº
qual a destinação dada a cada um. 00871/2011 R13483/2011, de 03/02/2011 (Jul a
Dez/10)
Ofício GAMBS EXT/MG 00599/2010
em 11/08/2010, protocolo n°
R089147/2010, de 11/08/2010 (Jan a
Jun/10).

Sim. Prazo Ofício GAMBS AL/MG 00451/2009


em 13/11/2009, protocolo nº
5) Realização caracterização do lodo da Estação de Tratamento de prorrogado R297675/2009, de 13/11/2009.
90 dias, após a
Esgoto, bem como do lodo da Estação de Tratamento do Não se aplica conforme ofício Sim. Atendido Ofício GAMBS AL/MG 00130/2009
concessão da LO
laboratório. GAMBS EXT em 15/ 05/2009, protocolo nº
R219064/2009, de 15/05/2009
00871/2011 (Prorrogação de prazo).
Sim. Prazo
prorrogado Ofício GAMBS AL/MG 00129/2009
90 dias, após a
6) Apresentar laudo de conformidade do Corpo de Bombeiros. Não se aplica conforme ofício Sim. Atendido em 15/05/09, protocolo nº
concessão da LO R219071/2009, de 15/05/2009.
GAMBS EXT
00871/2011
Sim. Prazo Ofício GAMBS EXT 00136/2011 em
prorrogado 11/02/2011, protocolo nº
7) Realizar medições de ruídos no entorno/limites do R018820/2011, de 14/02/2011.
Anual - conforme ofício Sim. Atendido
empreendimento. Ofício GAMBS AL/MG 00152/2010
GAMBS EXT em 25/02/10, protocolo nº
00871/2011 R021629/2010, de 26/02/2010.

64
As atividades de disposições de estéril
Sim. Prazo
neste depósito estão paralizadas, com
8) Para viabilizar o projeto original, até a cota 1210, nova licença prorrogado
Sempre que Durante a vigência isto não atingiremos a cota de 1.210.
deverá ser requerida, bem como toda intervenção, desmate, conforme ofício Sim. Atendido
necessário da licença Informações mantidas pela área de
supressão deverá ter anuência prévia do órgão competente. GAMBS EXT
Planejamento de Curto Prazo.
00871/2011
Data: 25/02/2010

A construção dos taludes é seguida


Sim. Prazo
conforme projeto executivo e atende a
prorrogado
9) Conforme previsto no PCA, o ângulo dos taludes deve ser Durante a vigência solicitação da angulação em 26,5º. As
Não se aplica conforme ofício Sim. Atendido
suavizado, em 26,5º. da licença informações mantidas pela área de
GAMBS EXT
Infraestrutura.
00871/2011
Data: 25/02/2010

Ofício GAMBS EXT 00201/2011 em


Sim. Prazo
24/02/2011, protocolo nº R028204/2011,
prorrogado
10) Apresentar análise de estabilidade da pilha de estéril (saturação Durante a vigência de 28/02/2011.
Anual conforme ofício Sim. Atendido
da pilha). da licença Ofício GAMBS AL/MG 00154/2010 em
GAMBS EXT
26/02/2010, protocolo n° R021725/2010,
00871/2011
de 26/02/2010.

Ofício GAMBS EXT 00194/2011 em


Sim. Prazo
25/02/2011, protocolo n° R026889/2011,
prorrogado
11) Encaminhar relatório do Plano de Comunidade Sócio/Ambiental Durante a vigência de 25/02/2011.
Anual conforme ofício Sim. Atendido
do Complexo Minerador Mariana. da licença Ofício GAMBS AL/MG 00155/2010 em
GAMBS EXT
26/02/2010, protocolo n° R021715/2010,
00871/2011
de 26/02/2010.

65
Ofício GAMBS EXT 00606/2011 em
29/08/2011, protocolo nº R138629/2011,
de 29/08/2011.

Ofício GAMBS EXT 00201/2011 em


Sim. Prazo
24/02/2011, protocolo nº R028204/2001,
12) Apresentar análise (realizada periodicamente) de estabilidade prorrogado
Durante a vigência de 28/02/2011.
das barragens, cavas e estruturas de contenção (pilhas de estéril Semestral conforme ofício Sim. Atendido
da licença Ofício GAMBS AL/MG 00645/2010 em
e/ou rejeito das instalações de tratamento de minério). GAMBS EXT
27/08/2010, protocolo n° R096775/2010,
00871/2011
de 27/08/2010.

Ofício GAMBS AL/MG 00156/2010 em


26/02/2010, protocolo nº R021745/2010,
de 26/02/2010.

Ofício GAMBS EXT 00200/2011 em


Sim. Prazo
13) Apresentar, anualmente, Relatório de Desempenho Ambiental 24/02/2011, protocolo nº R028201/2011,
prorrogado
sucinto, considerando as condicionantes dessa licença, as ações Durante a vigência de 28/02/2011.
Anual conforme ofício Sim. Atendido
solicitadas em Auto de Fiscalização e as medidas de controle da licença Ofício GAMBS AL/MG 00157/2010 em
GAMBS EXT
ambiental previstas pela empresa. 26/02/2010, protocolo nº R021701/2010,
00871/2011
de 26/02/2010.

14) Apresentar o plano de revegetação previsto para cada ano, Ofício GAMBS EXT 00199/2011 em
Sim. Prazo
contendo o quantitativo, discriminação dos locais previstos, bem 24/02/2011, protocolo nº R028196/2011
prorrogado
como um cronograma de execução. Considerando a ocorrência de Durante a vigência de 28/02/2011.
Anual conforme ofício Sim. Atendido
espécies sensíveis na região, a empresa devera agilizar o plantio de da licença Ofício GAMBS AL/MG 00153/2010 em
GAMBS EXT
espécies arbóreas nativas nas áreas de reabilitação, favorecendo a 26/02/2010, protocolo nº R021703/2010
00871/2011
formação de corredores ecológicos. de 26/02/2010.

66
Ofício GAMBS EXT 00122/2012 em
30/01/2012, protocolo nº 591713, de

Sim. Prazo 31/01/2012 (Jul a Dez/11).

15) Proceder ao monitoramento da qualidade das águas superficial prorrogado Ofício GAMBS EXT 00564/2011 em
da área de influência da mineração nos parâmetros previstos no Semestral a cada seis meses conforme ofício Sim. Atendido 05/08/2011, protocolo R128297/2011, de
Anexo II. GAMBS EXT 08/08/2011 (Fev a Jul/11).
00871/2011 Ofício GAMBS EXT 00106/2011 em
04/02/2011, protocolo R015020/2011, de
07/02/2011 (Ago/10 a Jan/11).

O depósito de estéril não avançará na


Sim. Prazo
área citada, sendo a mesma preservada.
16) Preservar a área compreendida entre as cotas 895-920, situado prorrogado
Durante a vigência Informações mantidas pela área de
no vale do Córrego das Almas (vertente norte), com relação ao Sempre conforme ofício Sim. Atendido
da licença Geotecnia, Infraestrutura e Planejamento
avanço do depósito de estéril. GAMBS EXT
Curto de Prazo.
00871/2011
Data: 25/02/2010

O depósito de estéril é operacionalizado


Sim. Prazo
17) Operar depósito de estéril de acordo com os parâmetros conforme o projeto executivo bem como
prorrogado
geotécnicos definidos pelo projeto executivo e adequações Durante a vigência as medidas de controle ambiental. As
Sempre conforme ofício Sim. Atendido
complementares, bem como implementar as medidas de controle da licença informações mantidas pela área de
GAMBS EXT
ambiental propostas pelo PCA. Infraestrutura.
00871/2011
Data: 25/02/2010

67
ANEXOS

Anexo A – CONTRATOS DE ARRENDAMENTO


Anexo B – ANOTAÇÕES DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Anexo C – AUTORIZAÇÕES E ANUÊNCIAS
Anexo D – ATUALIZAÇÃO DE DADOS
Anexo E – ASPECTOS AMBIENTAIS
Anexo F – PASSIVOS AMBIENTAIS
Anexo G – AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS SISTEMAS DE CONTROLE
AMBIENTAL
Anexo H – MONITORAMENTO DA QUALIDADE AMBIENTAL
Anexo I – GERENCIAMENTO DE RISCOS
Anexo J – ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA
Anexo K – MEDIDAS DE MELHORIA CONTÍNUA DO DESEMPENHO
AMBIENTAL
Anexo L – RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE
Anexo M – INVESTIMENTOS NA ÁREA AMBIENTAL
Anexo N – ÁREAS PRESERVADAS
Anexo O – AÇÕES PARA O FECHAMENTO DE MINA

68
ANEXO A – CONTRATOS DE ARRENDAMENTO

Cópia do contrato de arrendamento – Não se aplica


ANEXO B – ANOTAÇÕES DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA
ANEXO D – ATUALIZAÇÃO DE DADOS

6.7.b. Ampliação em processo/instalações

BRITADOR SEMI-MÓVEL

Descrição sucinta do Projeto: A instalação do Britador Semi-Móvel tem como objetivo


otimizar a produção de granulado e fino, sem aumento de produção, no Complexo
Minerador de Mariana.

O Britador é composto por 02 sistemas de britagem primária, 02 sistemas de britagem


secundária e sistemas de peneiramento que foram instalados sobre uma esteira,
conforme representado no croqui abaixo:

Alimentador, Grelha
Vibratória, Rompedor e
Britador Primário

Britador Secundário

Peneira

Fino Comum

Granulado Fonte: Vale.S.A., 2012.


Figura D.1 – Ilustração do Britador Semi-Móvel e seus componentes.

Ressalta-se que o Britador Semi-Móvel foi instalado na área da usina já licenciada e que
não alterou o fluxograma de processo, o consumo de água e de matéria prima, ou seja,
não modificou a quantidade de ROM licenciado.
Local de Instalação:

O Britador Semi-Móvel (BSM) foi instalado na usina da mina de Alegria, conforme


apresentado abaixo.

Fonte: Vale.S.A, 2012.


Figura D.2. Mina de Alegria - local de instalação do BSM.

Conforme se pode perceber na Figura D.2 a área de instalação do BSM não apresentou
vegetação a ser suprimida e curso d’água. É um local já antropomorfizado devido a
atividade intrínseca a mineração. Portanto, não foi identificado e nem prognosticado
impactos ambientais da atividade em foco.
6.9. – Plantas de Localização
6.10. Fluxograma do Processo Produtivo – Figuras D.3 a D.8.

Fonte: Vale S.A, 2012.


Figura D.3. Fluxograma Geral de Processos das IBI&II e IBIII.
Fonte: Vale S.A, 2012.
Figura D.4. Fluxograma de Processos da IBI e IBII.
Fonte: Vale S.A, 2012.
Figura D.5. Fluxograma do Processo da IBIII.
Fonte: Vale S.A, 2012.
Figura D.6. Fluxograma do Processo da IBI.
Fonte: Vale S.A, 2012.
Figura D.7. Fluxograma do Processo da IBII.
Fonte: Vale S.A, 2012.
Figura D.8. Fluxograma do Processo da IBIII.
6.20. Eficiência Energética: avaliação da variação do consumo de energia elétrica e
de combustíveis pelo empreendimento no período correspondente a licença
vincenda, incluindo comentários e justificativas pertinentes nos últimos dois anos.

A) AVALIAÇÃO DO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA NOS ANOS DE 2008, 2009,


2010 E 2011.

Durante os 4 (quatro) últimos anos, de 2008 a 2011, a mina de Alegria operou com a sua
capacidade normal, apresentando uma média de consumo de 101.098,30 MWh. Esses
dados são provenientes do Sistema de Gestão de Medição de Energia (SGME),
consolidados pela DIFS na planilha de consumo referente ao sistema de eficiência
energética.

De acordo com a análise do Quadro D.1 o valor de energia consumida em 2008 foi menor
que os demais anos. Isto pode ser explicado pelo fato do final do ano de 2008 e início de
2009 ter ocorrido a crise econômica mundial, que foi sentida por todas as atividades
econômicas, inclusive a mineração.

Quadro D.1. Consumo anual de Energia Elétrica da Mina de Alegria durante o período 2008 a
2011 (MWh).
Consumo anual de Energia Elétrica da Mina de Alegria - Anos 2008 a 2011
Anos 2008 2009 2010 2011
Consumo em
91.355,20 105.808,10 103.101,90 104.128,00
MWh
Fonte: Vale S.A., 2012.

Após análise da Figura D.9. o consumo de energia (MWh) comparado com o de produção
de minério de ferro para cada um dos anos, não apresentou desvios quanto a relação
analisada. Isto reflete que a explotação do minério de ferro executada pela Vale S.A.,
mina de Alegria, não saturou e/ou sobrecarregou o sistema de distribuição e geração de
energia elétrica. Além disso, mostra que a Vale S.A tem operacionalizado a mina de
Alegria tanto para lavra quanto para o beneficiamento, às vezes com valores expressivos
de produção como, por exemplo, os meses de junho e julho de 2011, sem consumir
quantidades maiores de energia elétrica.
Energia/Produção da Mina de Alegria

300000

250000

200000
MWh / t

2009

150000 2010

2011
100000

50000

0
Energia Consumida Produção

Fonte: Total Meio Ambiente, dados brutos Vale S.A., 2011.


Valor Produção 2009: 12.100.000,00 t; 2010: 13.000.000,00 t; 2011: 13.700.000,00 t;
Figura D.9. Energia consumida / Produção (MWh/t) – na mina de Alegria nos Anos de 2008 a
2011.

A avaliação da relação entre energia consumida acumulada por tonelada produzida


mostra que o consumo de energia elétrica referente aos três últimos anos foi menor do
que a produção. Isto corrobora com as atividades pró-ativas instaladas na mina de
Alegria, no sentido de reduzir e minimizar o consumo de energia elétrica, mostrando uma
maior eficiência da planta de beneficiamento, bem como das unidades de apoio do
processo produtivo em relação à quantidade de minério produzido. Portanto, havendo
uma relação positiva no desempenho ambiental da Mina.

Como exemplo dessas melhorias energéticas, pode ser testificado no item 6.7 (Anexo D)
e item 15 (Anexo M) desse relatório de avaliação do desempenho ambiental (RADA mina
de Alegria), que se referem principalmente a Investimentos Ambientais para melhorias de
controles e aperfeiçoamento das plantas de beneficiamento.
B) AVALIAÇÃO DO COMBUSTÍVEL CONSUMIDO NOS ANOS DE 2008 a 2011

O combustível utilizado na mina de Alegria é suprido por 02 (dois) Postos de


Combustível, sendo 01 para veículos leves, instalado próximo ao escritório central, e 01
para veículos pesado instalado próximo à oficina de manutenção. Esse posto (veículos
pesados) abastece a frota de caminhões e carregadeiras, que foi construído com
sistemas de controle ambiental como os sistemas de drenagem do posto e os efluentes
contidos na bacia de contenção são direcionados para uma caixa coletora que,
posteriormente é direcionado para a ETO.

É importante informar que houve uma mudança no tratamento de efluentes gerados na


pista de abastecimento do posto veículos pesados. Até julho de 2011 os efluentes eram
direcionados para a caixa SAO. A partir de então passaram a ser direcionados para a
ETO.

O efluente após tratamento é lançado no sistema de drenagem pluvial que deságua no


corpo receptor – rio Piracicaba, afluente do rio Doce. O Programa de Monitoramento da
Qualidade das Águas da mina de Alegria possui quatro pontos monitoramentos, ALE 54 e
ALE 55, localizados nos respectivos postos de abastecimento de combustíveis. Os dados
de monitoramento hídrico são consolidados em relatórios encaminhados à SEMAD.

Quanto ao posto de veículos leves é composto por sistemas de controle ambiental


instalado como bacia de contenção e sistema de drenagem que direcionam os efluentes
coletados para uma caixa de contenção. Posteriormente esses efluentes são coletados e
direcionados para a ETO. O ponto de monitoramento referente ao posto de veículos leves
é ALE 49.

Quadro D.2. Consumo de Diesel no Posto (em Litros), nos Anos de 2009 a 2011.

Consumo de Diesel - Mina de Alegria

2009 2010 2011


Mês
(Litros) (Litros) (Litros)

1 Janeiro 727.093 482.549 347.919


2 Fevereiro 315.789 427.504 399.016
3 Março 415.524 384.133 398.374
4 Abril 419.800 436.342 401.028
Consumo de Diesel - Mina de Alegria
2009 2010 2011
Mês
(Litros) (Litros) (Litros)
5 Maio 399.037 434.054 449.250
6 Junho 450.882 446.221 432.280
7 Julho 357.003 437.900 394.905
8 Agosto 355.920 458.714 417.184
9 Setembro 665.320 440.675 417.049
10 Outubro 702.066 421.361 448.947
11 Novembro 492.365 418.359 391.289
12 Dezembro 634.429 379.679 385.012
Total 5.935.228 5.167.491 4.882.253
Fonte: Vale S.A, 2012.

O consumo de Diesel, no Posto de veículos leves, no ano de 2009, ficou um pouco acima
com relação ao ano de 2010 (Quadro D.2). É importante considerar que essa redução
coincidiu com o mesmo período de redução do consumo de energia elétrica. Portanto,
uma das explicações para essa redução, tanto de energia elétrica quanto de consumo de
combustível, é a forte queda no mercado mundial devido à crise econômica.

Pode ser observado que o consumo de diesel no ano de 2011 foi menor que o consumo
para o ano de 2010 (4.882.253 L X 5.167.491 L).

A gasolina consumida na mina de Alegria (Quadro D.3), durante o período 2009 a 2011,
apresentou um perfil parecido de crescimento e queda nos mesmos períodos em
comparação com o consumo de diesel. Observa-se que o consumo total no ano de 2010
superou o ano de 2009, tal fato, justificado pelo término da crise mundial. (142.280L X
187.696L).

Quadro D.3. Consumo de Gasolina (em Litros), nos Anos de 2009 a 2011.

Consumo de Gasolina - Mina de Alegria

2009 2010 2011


Mês
(Litros) (Litros) (Litros)

1 Janeiro 19.644 10.470 6.580

2 Fevereiro 14.327 9.145 6.507

3 Março 12.679 10.305 7.674

4 Abril 13.350 9.939 6.366


Consumo de Gasolina - Mina de Alegria
2009 2010 2011
Mês
(Litros) (Litros) (Litros)
5 Maio 8.541 9.206 5.730

6 Junho 5.122 9.572 5.310

7 Julho 10.855 9.083 4.859

8 Agosto 11.579 9.033 6.070

9 Setembro 11.100 8.767 5.628

10 Outubro 15.183 9.405 4.860

11 Novembro 8.840 10.744 4.544

12 Dezembro 11.060 12.617 4.798

Total 142.280 187.696 94.714


Fonte: Vale S.A, 2011.

Cabe informar que a redução brusca no consumo de gasolina em relação ao consumo de


diesel, conforme se pode perceber nos quadros D.2 e D.3, em 2010 foi a substituição do
tipo de veículos leves utilizados pela Vale S.A, ou seja, antes de 2010 a Vale S.A – mina
de Alegria possui maior número de veículos pequenos que consumiam gasolina, a partir
de 2010 passou a utilizar veículos a diesel (caminhonetes 4X4).

Produção/Consumo de Combustível
8.000.000,00

6.000.000,00

Produção
Mt/L

4.000.000,00 Diesel
Gasolina
2.000.000,00

0,00
2008 2009 2010 2011

Avaliação de Produção x Combustível

Fonte: Total Meio Ambiente, Dados Brutos, Vale S.A., 2011.


Valor Produção 2009: 12.100.000,00; 2010: 13.000.000,00; 2011: 13.700.000,00;
Figura D.10. Produção / Consumo de Combustível (diesel) (Mt/L) – na mina de Alegria nos Anos
de 2009 a 2011.
A avaliação da relação entre consumo de combustíveis por tonelada produzida (Figura
D.10) mostra que o consumo de Diesel e Gasolina referente aos três últimos anos foi
menor do que a produção. Isto corrobora com as atividades pró-ativas instaladas na mina
de Alegria, no sentido de reduzir e minimizar a emissão de gases que contribuem com
efeito estufa e redução da camada de ozônio, além de minimizar o efeito da emissão de
particulados atmosféricos. Isto mostra uma pró-atividade da Empresa na direção da
Produção Mais Limpa. Portanto, havendo uma relação positiva no desempenho ambiental
da Mina.

CONCLUSÃO – COMBUSTÍVEL

A questão voltada ao meio-ambiente surgiu de forma explosiva há aproximadamente três


décadas. A percepção dos efeitos globais do consumo excessivo de recursos naturais,
queima de combustíveis, explosão demográfica começou a motivar a opinião pública.

Com relação ao consumo de combustível (gasolina e diesel) a redução no consumo de


combustíveis fósseis de combustão incompleta, ou seja, que gera particulado atmosférico
e subproduto da combustão como monóxido de carbono, dentre outros. Portanto, essa
substituição, bem como a redução no uso está diretamente relacionada com a questão de
emissões atmosféricas.

É inegável que a sociedade vê o processo de industrialização como um processo


positivo, uma vez que gera desenvolvimento econômico e social. A mudança de
pensamento da comunidade, como também das pessoas que estão diretamente
envolvidas nesse desenvolvimento econômico, como os funcionários, por exemplo, se dá
por meio da educação ambiental e, principalmente, por meio de metas e planejamentos.
Na Vale – Mina de Alegria existe um procedimento para que os veículos e equipamentos
em geral passem por manutenções periódicas, principalmente, os que fazem uso de
combustíveis como a gasolina e o óleo diesel.

Cabe lembrar que, periodicamente, a Vale S.A. passa por auditorias referentes a diversas
certificações, dentre elas a ISO 14000. Isto faz com que a exigência no controle
ambiental, bem como em definir metas que garantam um desenvolvimento sustentável
são sempre exigidas. Portanto, todas essas medidas são aplicadas no dia a dia da sua
atividade junto aos seus funcionários e colaboradores, garantindo, dessa forma, uma
sustentabilidade ambiental do empreendimento, bem como atendendo aos requisitos
legais e ambientais exigidos, como condicionantes das licenças ambientais emitidas
pelos órgãos ambientais competentes (Federal, Estadual e Municipal) e nas certificações
ambientais.

Além disso, a Vale orienta, via treinamentos rápidos, os seus funcionários e


colaboradores no sentido de praticar alguns hábitos que levam a redução do consumo de
combustível.
7.4. Ruídos

As informações apresentadas de níveis de ruídos na mina de Alegria foram extraídas da


planilha de dados brutos da Vale – mina de Alegria. O monitoramento é realizado com
frequência trimestral em um único ponto, localizado na comunidade de Santa Rita Durão
(jusante do empreendimento). Cabe informar que essa comunidade está realmente
próxima a mina de Fábrica Nova, pertencente a Vale S.A. e não da mina de Alegria.
Portanto, caso os resultados desse monitoramento gere valores significativos, os
mesmos com toda certeza serão devido à influência e proximidade com a mina de
Fábrica Nova e não da mina de Alegria.

Constam abaixo informações pertinentes aos procedimentos de medições de ruídos


adotados, os resultados e conclusões.

Procedimento de amostragem

1. O medidor foi calibrado em campo com calibrador padrão, instalado em tripé com
altura de 1,2 m em relação ao solo, com microfone provido de protetor de paravento. As
medições foram realizadas em modo FAST, na faixa de 30 a 130 dB(A), com curva de
compensação A. Todas as medições tiveram duração mínima de 20 min., com intervalos
de gravação de 20 s;

2. O decibelímetro foi calibrado imediatamente antes de cada medição por meio de um


calibrador próprio do decibelímetro, sendo feita uma conferência do valor calibrado após
o término de cada medição a fim de assegurar a consistência das medições;

3. O procedimento de amostragem em campo prioriza avaliar os ruídos propagados por


fontes exclusivas das atividades do complexo minerador da Vale, procurando-se evitar as
fontes externas ao complexo como, por exemplo, veículos leves e ruídos provenientes
das atividades urbanas. Porém, em alguns casos ocorrem interferências (ruídos
transitórios);

4. Os valores de nível de pressão sonora equivalente (Leq) obtidos em cada ponto, bem
como sua evolução ao longo do tempo de medição, encontram-se discriminados no
relatório Monitorização dos Níveis de Pressão Acústica, Ruído Ambiental de 2011;
5. Todos os procedimentos definidos pela NBR 10.151/2000 foram seguidos para a
realização das medições.

RESULTADOS E CONCLUSÕES

Os resultados obtidos das medições efetuadas no respectivo ponto de monitoramento: 15


apresentaram variações quanto intensidade da energia sonora dentre os quais a maioria
destes apresentou valores que excedem os limites definidos pela Lei Estadual N°10.151
para os períodos diurnos e noturnos

Os valores excedidos não ultrapassam mais do que 10 dB (A) no período diurno. A


diferença entre os valores excedidos de Leq e L90 (nível de ruído de fundo) permite
observar que a maioria dos valores não atingem os 10 dB (A) tanto no período diurno
quanto no noturno, o que indica baixa influência das fontes monitoradas sobre o ruído
ambiental existente na área.

Durante o registro dos níveis de pressão sonora, nos períodos diurno e noturno,
observou-se a influência dos sons de pássaros e grilos. Ressalta-se que, segundo a
norma NBR 10.151, se os níveis de ruído ambiente forem superiores aos níveis definidos
para o tipo de área, o Nível de Critério de Avaliação assume o valor do nível de ruído
ambiente. Devido à distância do ponto de monitoramento às áreas de lavra e
beneficiamento, são pouco audíveis os níveis de ruído provenientes das atividades dessa
mina.

Conclui-se que as atividades da mina de Alegria não interferem no conforto acústico da


região monitorada.
ANEXO E – ASPECTOS AMBIENTAIS

7.1.2. Avaliação da Carga Poluidora Líquida: gráficos que demonstrem a variação


da carga poluidora bruta dos efluentes líquidos no período correspondente a
licença vincenda, incluindo comentários e justificativas pertinentes.

A mina de Alegria atende, todos os anos, aos requisitos legais que solicitam a declaração
da carga poluidora anual, que consistem em dados / resultados relativos à caracterização
qualitativa e quantitativa dos efluentes. Esses resultados são baseados em amostragens
representativas; informações referentes ao estado de manutenção dos equipamentos e
dispositivos de controle ambiental.

Neste item 7.1.2 serão apresentadas as principais características da carga poluidora


bruta provinda dos efluentes líquidos da mina de Alegria, de modo que se possa estimar
o desempenho ambiental e/ou o impacto que o lançamento de tais efluentes líquidos teria
se lançado sem tratamento nos corpos d’água receptores e, também, o grau de
tratamento necessário.

Os efluentes líquidos lançado diretamente para a barragem Campo Grande são os


rejeitos da usina (IBI, IBII e IBIII). Alguns outros efluentes, após tratamento, são
recirculados, conforme apresentado no item 7.1 deste relatório, para usina e
indiretamente são lançado na barragem Campo Grande. Posteriormente, são
direcionados para o ponto final do lançamento, no rio Piracicaba, conforme informado nas
Declarações de Carga Poluidora protocolizadas no órgão ambiental durante os quatro
anos da licença de operação vincenda.

Neste item serão contextualizados os pontos onde são gerados os efluentes líquidos
sanitários (carga poluidora líquida) como ETE01, ETE02, ETE03 e ETE04.

Campanhas de monitoramento têm sido realizadas, com a frequência em acordo com a


condicionante da licença ambiental, visto que a análise dos resultados obtidos nesses
pontos representa a contribuição da carga poluidora do empreendimento, ou seja, avalia
o controle ambiental efetivo da Empresa.
Um dos parâmetros mais importantes nos estudos e na avaliação do desempenho
ambiental para verificação da poluição das águas é a DBO5, 20º, que é a quantidade de
oxigênio dissolvido num corpo d'água, consumido pela atividade bacteriana. A DBO é
proporcional ao tempo, ou seja, quanto maior o tempo mais matéria orgânica
biodegradável é decomposta pela atividade aeróbica das bactérias. Por isso usa-se 5
dias como tempo padrão nas medidas de DBO de um curso d’água ou efluente
(CETESB, site pesquisado em julho 2012).

Este índice é um bom indicador de quão poluído está um curso d’água, pois quanto mais
matéria orgânica tiver, maior será seu DBO, isto é sua Demanda Bioquímica por
Oxigênio. No caso de efluentes, o valor da DBO dirá quanto de oxigênio este consumirá
ao ser lançado num corpo d'água, sendo, portanto uma medida do impacto negativo
(Lisboa, Marcela – Total Meio Ambiente, 2012).

Se a DBO for muito alta, o oxigênio da água é rapidamente consumido, ficando redutor e
tendo início a decomposição anaeróbica da matéria orgânica. Este tipo de decomposição
é responsável pela produção de subprodutos poluidores e que degradam a qualidade da
água. Um efluente com alto DBO, ao ser lançado num corpo de água, provocará o total
consumo do oxigênio dissolvido, levando à morte todos os organismos dependentes do
oxigênio dissolvido na água (microbiologia aplicada, webartigos site, visitado julho de
2012).

Os valores de DBO são dados em mg/L (miligramas por litro). Assim dizer que uma água
servida tem DBO5=20, significa que são necessários 20 mg/L de O2 para degradar, em
cinco dias, a matéria orgânica presente (CETESB, site pesquisado em julho 2012).

Cabe ressaltar que as considerações sobre os parâmetros analisados nesses pontos


estão contextualizados no item 10.3 no Anexo H. Isto, pois, muitas vezes ao analisar
somente o sistema de controle ambiental a saída desse sistema pode apresentar valores
acima do limite máximo definido na legislação ambiental como Resolução CONAMA
nº357, Deliberação COPAM/CERH nº 01/2008, dentre outras, que norteiam e
classificação cursos d’águas ou trechos dos cursos d’águas conforme uso preponderante.

A seguir, uma análise de toda a carga poluidora bruta (efluentes) da mina de Alegria.
ETE01 – RESTAURANTE INDUSTRIAL

O ponto de monitoramento identificado como entrada da ETE01 (ALE 39) está localizado
na coordenada geográfica 657.425/7.768.654. Como o próprio nome representa a ETE01
foi construída para atender a carga poluidora gerada no restaurante industrial da mina de
Alegria.

O ponto de monitoramento ALE 40 é a saída da ETE01 (Figura E.1), a coordenada


geográfica onde está localizado é 657.425/7.768.654.

Fonte: Vale, 2012


Figura E.1. Ponto de entrada e saída da ETE01 – Restaurante Industrial.

Ao analisar os valores obtidos na entrada da ETE01 (Figura E.2), ou seja, o ponto ALE
39, a carga de matéria orgânica que entra no sistema de controle é alto com médias
anuais de 656,00 mg/L, 289,00 mg/L 764,00 mg/L, respectivamente 2008, 2009 e 2010.

A ETE01 tem sua Composição física: Tratamento primário, 02 Reatores anaeróbios, 01


lodo ativado e 02 decantadores. Esta ETE recebe efluentes da ITM (por bombeamento) e
do restaurante e SESMT por gravidade.
O método de tratamento da ETE01 é o seguinte: o efluente acumulado é posteriormente
transportado para outra unidade da Vale para tratamento, sendo a mina de Timbopeba.
Ela tem capacidade suporte de tratamento eficiente de 2,0 l/s e o efluente tratado é
direcionado para o corpo hídrico rio Piracicaba (classe II).

Avaliação da Carga Poluidora Líquida Bruta da ETE 1


800
700
600
500
mg / L

400 Ponto - ALE 40


300
200
100
0

Média Anual do Efluente Líquido Bruto

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012.
Figura E.2. Avaliação da Carga Poluidora Bruta da ETE01 – Ponto ALE 40 – dos Anos de 2008,
2009 e 2010.

Para a ETE01 - ALE40 (Figura E.2), a análise dos dados mostra que o valor da carga
poluidora líquida do ano de 2009 foi baixa em comparação com os anos 2008 e 2010. No
entanto, os valores obtidos para os três anos foram altos, pois de acordo com referências
bibliográficas sobre o assunto valores de DBO5,20 considerados substancialmente altos
ficam em torno de 300 mg/L (Benedito Braga, Introdução a Engenharia Ambiental, 2010).
Esta carga orgânica alta pode ser justificada, pois essa ETE recebe efluentes do
restaurante Industrial da mina de Alegria. Portanto, a quantidade de matéria orgânica
gerada pelo empreendimento mina de Alegria nesse ponto de monitoramento é alto,
sendo corroborado pelo seu porte/potencial poluidor, segundo da Deliberação Normativa
COPAM nº 74/2004.
ETE02 – ENTRADA DA ETE DO ARMAZÉM

O ponto de monitoramento ALE 45 é respectivamente entrada da ETE02 e está


localizada na seguinte coordenada geográfica: 657.099/7.768.369. Como o próprio nome
indica recebe toda a contribuição de matéria orgânica provinda do Armazém.

O ponto de monitoramento ALE 46 é a saída da ETE02 (Figura E.3), a coordenada


geográfica onde está localizado é 657.099/7.768.369.

Fonte: Vale, 2012


Figura E.3. Ponto de Monitoramento ALE 46.

Ao analisar os valores obtidos na entrada da ETE02 (Figura E.4), ou seja, o ponto ALE
46, a carga de matéria orgânica que entra no sistema de controle é reduzida para todos
os quatro anos, com médias anuais de 98,00 mg/L (2008), 30,00 mg/L (2009), 85,00 mg/L
(2010) e 70,00 mg/L (2011). Isto considerando o porte do empreendimento, diante destas
observações pode-se concluir que a ETE02 não recebe contribuição alta de matéria
orgânica. Portanto, o sistema de controle ambiental ETE02 está bem dimensionado para
a quantidade de funcionários e a composição física do tratamento está dentro da
capacidade suporte do sistema.

Para a ETE02 - ALE46 (Figura E.4), a análise dos dados mostra que o valor da carga
poluidora líquida do ano de 2009 foi baixa em comparação com os anos 2010 e 2011.
Cabe informar que mesmo os valores obtidos para os anos de 2010 e 2011 não foram
altos, pois de acordo com referências bibliográficas sobre o assunto valores de DBO 5,20
considerados substancialmente altos ficam em torno de 300 mg/L (Benedito Braga,
Introdução a Engenharia Ambiental, 2010). Portanto, a quantidade de matéria orgânica
gerada pelo empreendimento mina de Alegria é baixo considerando seu porte/potencial
poluidor, segundo da Deliberação Normativa COPAM nº 74/2004.

Avaliação da Carga Poluidora Líquida Bruta da ETE 2


100

80

60
mg / L

Ponto - ALE 46
40

20

Média Anual do Efluente Líquido Bruto

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012.
Figura E.4. Avaliação da Carga Poluidora Bruta da ETE 2 – Ponto ALE 46 – dos Anos de 2008,
2009, 2010 e 2011.

Assim como a ETE01, a ETE02 é composta por Tratamento primário, 02 Reatores


anaeróbios, 01 lodo ativado e 02 decantadores. Esta ETE recebe os efluentes dos
prédios da área sudeste por gravidade, sua capacidade suporte de tratamento eficiente é
de 1,0 l/s. O efluente tratado é direcionado para a Barragem de rejeitos Campo Grande.

ETE03 – ENTRADA E SAÍDA DA ETE DA ITM

O ponto de monitoramento identificado como entrada da ETE03 (ALE 43) está localizada
na coordenada geográfica 657.863/7.769.319. Como o próprio nome representa a ETE03
foi construída para atender a carga poluidora gerada na ITM da mina de Alegria.
O ponto de monitoramento ALE 44 é a saída da ETE03 (Figura E.5), a coordenada
geográfica onde está localizado é 657.863/7.769.319.

Fonte: Vale, 2012


Figura E.5. Ponto de Monitoramento ALE 44.

Ao analisar os valores obtidos na entrada da ETE03 (Figura E.5), ou seja, o ponto ALE
43, a carga de matéria orgânica que entra no sistema de controle é baixo com médias
anuais de 69,25 mg/L (2008), 43,00 mg/L (2009), 85,00 mg/L (2010) e 156,00 mg/L
(2011). Isto considerando o porte do empreendimento, principalmente pelo fato de que a
contribuição de matéria orgânica para o sistema de controle provém da ITM. Portanto,
conclui-se que o sistema de controle ambiental ETE03 está bem dimensionado para a
quantidade de funcionários e a composição física do tratamento está dentro da
capacidade suporte do sistema (ALE 44).

Esta ETE tem sua composição física como às demais ETE do empreendimento. Esta
ETE recebe todo o efluente sanitário da ITM e seu efluente tratado é direcionado para o
rio Piracicaba.
Avaliação da Carga Poluidora Líquida Bruta da ETE 3
180

120
mg / L

Ponto - ALE 44

60

Média Anual do Efluente Líquido Bruto

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012.
Figura E.6. Avaliação da Carga Poluidora Bruta da ETE 3 – Ponto ALE 44 – dos Anos de 2008,
2009, 2010 e 2011.

Para a ETE03 - ALE44 (Figura E.6), a análise dos dados mostra que o valor da carga
poluidora líquida do ano de 2009 foi baixa em comparação com os anos 2008, 2010 e
2011. Cabe informar que mesmo os valores obtidos para os quatro anos não foram altos,
pois de acordo com referências bibliográficas sobre o assunto valores de DBO 5,20
considerados substancialmente altos ficam em torno de 300 mg/L (Benedito Braga,
Introdução a Engenharia Ambiental, 2010). Portanto, a quantidade de matéria orgânica
gerada pelo empreendimento mina de Alegria nesse ponto de monitoramento é baixo
considerando seu porte/potencial poluidor, segundo da Deliberação Normativa COPAM
nº 74/2004.

ETE04 – ENTRADA E SAÍDA DA ETE DA CENTRAL DE MANUTENÇÃO

O ponto de monitoramento identificado como entrada da ETE04 (ALE 41) está localizada
na coordenada geográfica 656.848/7.767.898. Como o próprio nome representa a ETE03
foi construída para atender a carga poluidora gerada na Central de Manutenção da mina
de Alegria.

O ponto de monitoramento ALE 42 é a saída da ETE04 (Figura E.7), a coordenada


geográfica onde está localizado é 656.848/7.767.898.
Fonte: Vale, 2012
Figura E.7. Ponto de Monitoramento ALE 42.

Ao analisar os valores obtidos na entrada da ETE04 (Figura E.8), ou seja, o ponto ALE
41, a carga de matéria orgânica que entra no sistema de controle é baixo com médias
anuais de 160,67 mg/L (2008), 86,00 mg/L (2009), 248,00 mg/L (2010) e 262,00 mg/L
(2011). Isto considerando o porte do empreendimento, principalmente pelo fato de que a
contribuição da matéria orgânica para o sistema provém da central de manutenção.
Portanto, conclui-se que o sistema de controle ambiental ETE04 está bem dimensionado
para a quantidade de funcionários e a composição física do tratamento está dentro da
capacidade suporte do sistema (ALE 42).

Para a ETE04 - ALE42 (Figura E.8), a análise dos dados mostra que o valor da carga
poluidora líquida do ano de 2009 foi baixa em comparação com os anos 2008, 2010 e
2011. Cabe informar que mesmo os valores obtidos para os dois últimos anos (2010 e
2011) aproximaram-se do valor de DBO5,20 considerado pelas referências bibliográficas
sobre o assunto substancialmente alto (aproximadamente 300 mg/L) (Benedito Braga,
Introdução a Engenharia Ambiental, 2010). Portanto, a quantidade de matéria orgânica
gerada pelo empreendimento mina de Alegria nesse ponto de monitoramento é
considerada razoável considerando seu porte/potencial poluidor, segundo da Deliberação
Normativa COPAM nº 74/2004.
Avaliação da Carga Poluidora Líquida Bruta da ETE 4
300

250

200
mg / L

150

100

50

Ponto - ALE 42 Média Anual do Efluente Líquido Bruto

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012.
Figura E.8. Avaliação da Carga Poluidora Bruta da ETE 4 – Ponto ALE 42 – dos Anos de 2008,
2009, 2010 e 2011.

CONCLUSÃO

A partir da análise dos gráficos acima, pode-se concluir que no geral as ETE 01, 02, 03 e
04 apresentaram valores de DBO relativamente baixos, considerando inclusive que os
pontos analisados são entradas dos sistemas de tratamento. Portanto, a Vale S.A. – mina
de Alegria – contribui com uma carga de matéria orgânica comparativamente baixa,
mostrando que o empreendimento explora o minério de ferro, mas não em detrimento ao
meio ambiente e às comunidades a jusante.

Segundo Sanchez (2010), o potencial que tem determinada atividade e/ou obra de causar
alterações ambientais depende de dois principais fatores:

1. Solicitações impostas ao meio ambiente pela ação ou projeto, ou seja, a sobrecarga


imposta ao ecossistema, representada pela quantidade de carga poluidora bruta gerada
pelo empreendimento, como por exemplo, e;
2. a vulnerabilidade do meio ambiente, ou seja, o inverso da resiliência que, por sua vez,
dependerá do estado de conservação do ambiente e das solicitações impostas
anteriormente e cujos efeitos se acumularam; ou a importância do ecossistema onde o
projeto será instalado ou operacionalizado.
Portanto, como o ambiente ora estudado já apresenta modificações antrópicas, ou seja,
não é inócuo; consequentemente é um ambiente resiliente. Diante do exposto, e em
conjunto com a análise dos resultados apresentados nos gráficos, é possível concluir
que, em caso de falha de sistema de controle ambiental (ETE), a carga poluidora líquida
gerada na unidade mina de Alegria não proporcionaria um impacto ambiental significativo
aos cursos d’águas a jusante do empreendimento.
7.2.1. Avaliação da Carga Poluidora Atmosférica: gráficos que demonstrem a
variação da carga poluidora bruta das emissões atmosféricas no período
correspondente a licença vincenda, incluindo comentários e justificativas
pertinentes.

Não se aplica para a Mina de Alegria.


Não existem fontes físicas de pontos de emissões atmosféricas no empreendimento.
7.3.2 Avaliação do Gerenciamento de Resíduos Sólidos: gráficos que demonstrem
a evolução do gerenciamento dos resíduos sólidos gerados no período
correspondente à licença vincenda, incluído comentários e justificativas
pertinentes.

A mina de Alegria possui o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). As


diretrizes deste plano estão baseadas nos ganhos mais significativos que são: a
minimização da geração, a maximização da reutilização e reciclagem e a redução da
disposição de resíduos no solo. Tais ganhos propiciam principalmente a redução de
impactos e passivos ambientais, assim como de custos operacionais. A conservação de
recursos naturais é mais um ganho diretamente ligado à reutilização e reciclagem de
resíduos.

Este plano apresenta uma série de prioridades, sendo estas: a identificação de


alternativas de minimização da geração de resíduos, compatíveis com os requisitos
operacionais, incluindo-se os resíduos gerados por serviços de terceiros realizados nas
dependências da empresa e resíduos a serem dispostos em aterros, considerando-se a
viabilidade técnica e econômica de sua reutilização ou de seu reprocessamento, interno
ou externo à empresa. Também está previsto assegurar que os serviços de terceiros
associados à gestão de resíduos na empresa, incluindo-se os de transporte, sejam
realizados em conformidade com a legislação do meio ambiente, de saúde ocupacional e
segurança do trabalho, aplicáveis.

A Diretoria Ferrosos Sudeste (DIFS) determina procedimentos na Gestão de Resíduos,


através do Guia para destinação de resíduos sólidos das minas do sistema sudeste que
tem por objetivo orientar a destinação de resíduos sólidos das Minas do Sistema Sudeste

A segregação dos resíduos dentro de uma empresa é de fundamental importância para o


seu gerenciamento. As principais vantagens da segregação são: evitar a mistura de
resíduos incompatíveis; aumentar a qualidade dos resíduos viáveis de
reutilização/reciclagem e diminuir o volume de resíduos perigosos. Uma empresa pode
gerar resíduos passíveis de reutilização, de reciclagem ou de servirem como matéria
prima para outro tipo de indústria. A reutilização e ou reciclagem dos resíduos está
diretamente ligada a “qualidade”, ou seja, devem ser coletados e armazenados de forma
que não se misturem ou que percam suas características.
Para armazenamentos dos materiais a serem descartados, os complexos mineradores
possuem estruturaras denominadas como Central de Materiais Descartados (CMD). As
CMD's buscam as melhores formas de disposição final, o parâmetro para análise dessa
forma está voltado para as questões com menor impacto ambiental e econômico. As
CMD’s são constituídas de áreas específicas destinadas a armazenamentos de resíduos
conforme sua tipologia, e áreas para acomodações de materiais descartados tais como:
cadeiras, mesas, computadores, armários etc.

A seguir são apresentados gráficos que demonstram a evolução da gestão de resíduos


sólidos do empreendimento correspondente aos anos de 2009, 2010 e 2011. A CMD da
Mina de Alegria dispõe de galpão de compostagem, galpões com piso impermeável para
o armazenamento de resíduos Classe I (Perigoso) e Classe II A (Não inerte). Já os
resíduos Classe II B (Inerte) são dispostos temporariamente em solo.

Cabe informar que, não foram compilados os valores de resíduos sólidos gerados no ano
de 2008, porque os mesmos não foram encontrados pela Vale S.A – mina de Alegria. Até
esse ano os relatórios eram protocolizados somente em meio físico.
FOTO DA CENTRAL DE MATERIAIS DESCARTÁVEIS GALPÃO, COMPOSTAGEM

Fonte: Vale.S.A, mina de Alegria, 2012


Figura E.9. CMD mina de Alegria.
Resíduo Estéril/Rejeito - 2009

8%
(4.735.539,000 t/ano)

Estéril
Rejeito

92%
(52.337.819,000 t/ano)
Total: 57.073.358,000 t/ano

Resíduo Estéril/Rejeito - 2010 Resíduo Estéril/Rejeito - 2011


1% 14%
(42.360,000 t/ano) (4.498.417,000 t/ano)

Estéril Estéril
Rejeito Rejeito

99% 86%
Total: 4.540.777,000 t/ano (4.498.417,000 t/ano) Total: 32.923.230,000 t/ano (28.424.813,000 t/ano)
Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012.
Figura E.10. Relação do volume de Estéril / Rejeito (Resíduos Classe II A – Não inertes) gerados na mina de Alegria nos anos de 2009 a 2011.
Resíduos Gerados - 2009
59,36% 18%
(2.117,407 t/ano) (656,292 t/ano)
Classe I -
Perigoso
Classe II A -
Não inerte
Classe II B -
Inerte
22%
(793,320 t/ano)
Total: 3.567,019 t/ano

Resíduos Gerados - 2010 Resíduos Gerados - 2011


17% 21%
70,18% (658,545 t/ano) 57,31% (827,094 t/ano)
(2.783,581 t/ano) Classe I - (2.219,984 t/ano) Classe I -
Perigoso Perigoso
Classe II A - Classe II A -
Não inerte Não inerte
Classe II B - Classe II B -
13% Inerte 21% Inerte
(523,730 t/ano) (826,049 t/ano)

Total: 3.968,856 t/ano Total: 3.873,127 t/ano


Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.11. Total de Resíduos gerados no Empreendimento, divididos por Classes conforme ABNT 10.004/2004.
As Figuras apresentadas a seguir (E.12 a E.38) ilustram a evolução do gerenciamento de
resíduos do empreendimento. Nelas são apresentadas o volume de cada resíduo gerado
e suas respectivas disposições finais, referente aos anos de 2009, 2010 e 2011. Para
uma melhor compreensão, essas figuras foram divididas por classe de resíduos,
conforme Norma ABNT 10.004/2004, da seguinte forma: Cor Vermelha – Resíduos
Classe I – Perigoso; Cor Amarela – Resíduos Classe II A – Não Inertes e Cor Azul –
Resíduos Classe II B – Inertes.

Nas figuras abaixo, quando se descreve que o resíduo gerado foi acondicionado dentro
da mineração significa que estes resíduos estão sendo armazenados até que se tenha
uma quantidade suficiente para a destinação final.
CLASSE I – PERIGOSO

Lâmpadas
0,6

0,5

0,4

t / ano 0,3
Classe I -
Perigoso
0,2

0,1

0
2009 2010 2011
Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação das Lâmpadas - 2009 Destinação das Lâmpadas - 2010 Destinação das Lâmpadas - 2011

Dentro da
mineração, em área
Descontaminação coberta com piso
- BRASIL RECICLE - 35% impermeável Descontaminação
área coberta com - RECITEC - piso
piso impermeável Descontaminação - impermeável em
RECITEC - área área coberta
100% coberta com piso 100%
64,69% impermeável

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.12. Avaliação da geração e destinação de Lâmpadas durante o período de 2009 a 2011.
Resíduo de Impressão
0,2
0,18
0,16
0,14

t / ano
0,12 Classe I -
0,1 Perigoso
0,08
0,06
0,04
0,02
0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação do Resíduo de Impressão - Destinação do Resíduo de Impressão -


2010 2011

Dentro da Mineração Dentro da Mineração


em área coberta com em área coberta com
piso impermeável piso impermeável

100% 100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012.
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para o ano de 2009.
Figura E.13. Avaliação da geração e destinação de Resíduos de Impressão durante os anos de 2010 e 2011.
Resíduo Hospitalar
0,022
0,02
0,018
0,016
0,014

t / ano
0,012
Classe I -
Perigoso
0,01
0,008
0,006
0,004
0,002
0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação do Resíduo Hospitalar- Destinação do Resíduo Destinação do Resíduo


2009 Hospitalar- 2010 Hospitalar- 2010

Descontaminação
- SERQUIP - área Incineração - Incineração -
coberta em piso SERQUIP SERQUIP
impermeável

100% 100% 100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.14. Avaliação da geração e destinação de Resíduo Hospitalar durante o período de 2009 a 2011.
Óleo Lubrificante
575

550

t / ano
525 Classe I -
Perigoso

500

475
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação do Óleo Lubrificante - Destinação do Óleo Lubrificante - Destinação do Óleo Lubrificante -


2009 2010 2011

Re-refino de Re-refino de
Re-refino de
óleo - PETROLUB óleo - Petrolub
óleo - PETROLUB
INDUSTRIAL - Industrial - área
Industrial - área
área descoberta coberta com
coberta em piso
com piso piso
impermeável
impermeável impermeável
100% 100% 100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.15. Avaliação da geração e destinação de Óleo Lubrificante durante o período de 2009 a 2011.
Pilhas e Baterias
40

35

30

25

t / ano
20 Classe I -
Perigoso
15

10

0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação de Pilhas e Baterias - Destinação de Pilhas e Baterias - Destinação de Pilhas e Baterias -


2009 2010 2011

Dentro da
Mineração, área
Reciclagem Reutilização
coberta com piso
externa - IND. externa - RADAR
41% impermeável
TUDOR MG - ára Peças e serviços -
com piso área coberta em
59% Reciclagem piso impermeável
impermeável
externa - RADAR -
área coberta em 100,0%
100% piso impermeável

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.16. Avaliação da geração e destinação de Pilhas e Baterias durante o período de 2009 a 2011.
Resíduos Oleosos do Sistema SAO
260
240
220
200
180

t / ano
160 Classe I -
140
Perigoso
120
100
80
60
40
20
0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação dos Resíduos Oleosos do Destinação dos Resíduos Oleosos do Destinação dos Resíduos Oleosos do
Sistema SAO - 2009 Sistema SAO - 2010 Sistema SAO - 2011
Dentro da Mineração
48% em área coberta e com
piso impermeável Formulação de
Co-processamento - Blend de resíduos
CRB Téc. Ambiental - Co-processamento em - RECITEC - área
área coberta com
52% fornos - -RECITEC - área descoberta com
piso impermeável coberta com piso piso impermeável
impermeável
100% 100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.17. Avaliação da geração e destinação de Resíduos Oleosos do Sistema SAO durante o período de 2009 a 2011.
Embalagens Vazias Contaminadas com Tinta
4

3,5

2,5

t / ano
2
Classe I -
1,5 Perigoso
1

0,5

0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação das Embalagens Vazias Destinação das Embalagens Vazias Destinação das Embalagens Vazias
Contaminadas com Tinta - 2009 Contaminadas com Tinta - 2010 Contaminadas com Tinta - 2011

8% Dentro da Mineração Dentro da mineração em


em área coberta e 23% área coberta com piso
com piso impermeável
Co-processamento impermeável
em fornos - CRB Téc.
Ambiental Formulação de blend de
Co-processamento em resíduos - RECITEC - área
fornos - RECITEC - solo 77,32% coberta com piso
100% 92% em área descoberta impermeável

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.18. Avaliação da geração e destinação de Embalagens Vazias Contaminadas com Tinta durante o período de 2009 a 2011.
Embalagens Vazias Contaminadas com Outras
Substâncias
0,8
0,7
0,6

t / ano
0,5
0,4 Classe I -
Perigoso
0,3
0,2
0,1
0
2009
Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação de Embalagens Vazias


Contaminadas com Outras Substâncias -
2009

Outras formas de
deposição - SERQUIP -
área coberta com piso
impermeável
100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para os anos de 2010 e 2011.
Figura E.19. Avaliação da geração e destinação de Embalagens Vazias Contaminadas com Outras Substâncias no ano de 2009.
Resíduos Oriundos de Laboratórios Industriais

0,5
0,45
0,4
0,35

t / ano
0,3
0,25 Classe I -
0,2 Perigoso
0,15
0,1
0,05
0
2009 2010 2011
Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação de Resíduos oriundos de Destinação de Resíduos oriundos de


laboratórios industriais - 2010 laboratórios industriais - 2011

Descontaminação -
Descontaminação -
SERQUIP - área
SERQUIP - área
coberta com piso
coberta com piso
impermeável
impermeável

100%
100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para o ano de 2009.
Figura E.20. Avaliação da geração e destinação de Resíduos Oriundos de Laboratórios Industriais nos anos de 2010 e 2011.
CLASSE II A – NÃO INERTE

Filmes e Pequenas Embalagens de Plástico


45
40
35
30

t / ano
25
Classe IIA -
20
Não Inerte
15
10
5
0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação de Filmes e Pequenas Destinação de Filmes e Pequenas Destinação de Filmes e Pequenas


Embalagens de Plástico - 2009 Embalagens de Plástico - 2010 Embalagens de Plástico - 2011

Reciclagem externa -
BEM PLAST IND. e 18% Dentro da Mineração
COM. - em área em área coberta
Reciclagem externa - 48% coberta
BEMPLAST IND. e 52%
COM. - área cberta Dentro da mineração
em piso impermeável em área coberta Posto de coleta
100% seletiva - CAMAR
82%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.21. Avaliação da geração e destinação de Filmes e Pequenas Embalagens de Plástico durante o período de 2009 a 2011.
Resíduos de Restaurante
160
140
120
100

t / ano
80 Classe IIA -
Não Inerte
60
40
20
0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação dos Resíduos de Destinação dos Resíduos de Destinação dos Resíduos de


Restaurante - 2009 Restaurante - 2010 Restaurante - 2011
Dentro da
mineração em área Dentro da
2,40% coberta 4% Mineração em
24% área coberta
Outras formas de Outras formas de
disposição, em área disposição
coberta com piso
permeável 73,74% Aterro industrial -
Aterro industrial - 96% ESSENCIS MG
100% ESSENCIS - solo, em Soluções - solo em
área descoberta área descoberta

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.22. Avaliação da geração e destinação de Resíduos de Restaurante durante o período de 2009 a 2011.
Sucata de Metais Não Ferrosos
35

30

25

t / ano
20
Classe IIA -
15 Não Inerte

10

0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação da Sucata de Metais Destinação da Sucata de Metais Destinação da Sucata de Metais


Não Ferrosos - 2009 Não Ferrosos - 2010 Não Ferrosos - 2011
Dentro da
mineração em
24% área descoberta
Sucateiros
Reutilização externa
Intermediários -
- Comercial MAFERJE
Comercial Marfeje Sucateiros
Ltda - área coberta
Ltda - área intermediários -
descoberta 76% Comercial
MAFERJE Ltda - 100%
100%
área descoberta

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.23. Avaliação da geração e destinação de Sucata de Metais Não Ferrosos durante o período de 2009 a 2011.
Resíduo de Construção Civil
500
450
400
350

t / ano
300
Classe IIA -
250 Não Inerte
200
150
100
50
0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação do Resíduo de Destinação do Resíduo de Destinação do Resíduo de


Construção Civil - 2009 Construção Civil - 2010 Construção Civil - 2011

3% Dentro da
Aterro industrial - mineração em
Dentro da área coberta
Mineração em ESSENCIS - área
área descoberta descoberta
Aterro industrial -
100% ESSENCIS - solo
100% 97% em área
descoberta

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.24. Avaliação da geração e destinação de Resíduo de Construção Civil durante o período de 2009 a 2011.
Resíduo de Vidro
2,1

2,05

t / ano
1,95 Classe IIA - Não
Inerte
1,9

1,85

1,8
2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação do Resíduo de Vidro - 2010 Destinação do Resíduo de Vidro - 2011

2%
Dentro da
mineração em
área descoberta Aterro industrial -
ESSENCIS - solo em
Aterro industrial - área coberta
ESSENCIS - solo em
área descoberta
97,54% 100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para o ano de 2009
Figura E.25. Avaliação da geração e destinação de Resíduo de Vidro durante os anos de 2010 e 2011.
Resíduos de Madeira Contaminada ou Não
160

140

120

t / ano
100

80
Classe IIA - Não
60 Inerte
40

20

0
2009

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Resíduos de Madeira Contaminada ou


Não - 2009

Reutilização
externa - JAC
Empreendimentos -
área descoberta

100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para os anos de 2010 e 2011.
Figura E.26. Avaliação da geração e destinação de Resíduo de Madeira Contaminada ou Não durante o ano de 2009.
Resíduos de Varrição de Fábrica

600

500

400

t / ano
300 Classe IIA - Não
Inerte
200

100

0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação de Resíduos de Destinação de Resíduos de Destinação de Resíduos de


Varrição de Fábrica- 2009 Varrição de Fábrica- 2010 Varrição de Fábrica- 2011
Dentro da
Dentro da Mineração em
5% 5% área descoberta
mineração em
Pilha, solo em área descoberta
área descoberta
Aterro
industrial -
Aterro industrial
ESSENCIS - solo,
100% 94,58% - ESSENCIS - em 95,28% em área
área coberta
descoberta

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.27. Avaliação da geração e destinação de Resíduos de Varrição de Fábrica durante o período de 2009 a 2011.
Resíduo de ETE com Material Biológico Não
Tóxico
2,5

t / ano
1,5
Classe IIA - Não
Inerte
1

0,5

0
2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação de Resíduos de Varrição de


Fábrica - 2011

Aterro industrial -
ESSENCIS - solo,
emparea descoberta

100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para os anos de 2009 e 2010.
Figura E.28. Avaliação da geração e destinação de Resíduo de ETE com Material Biológico Não Tóxico para o ano de 2011.
CLASSE II B – INERTE

Papel/Papelão
54

53

52

t / ano
51

50 Classe IIB -
Inerte
49

48

47
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação do Papel/Papelão - 2010 Destinação do Papel/Papelão - 2011

7% Posto de coleta
seletiva - Prefeitura
de Ouro Preto - área Posto de coleta
coberta seletiva (CAMAR)
Dentro da
Mineração em área
coberta
93% 100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para o ano de 2009.
Figura E.29. Avaliação da geração e destinação de Papel / Papelão para os anos de 2009, 2010 e 2011.
Mangotes com Terminal
60

50

40

t / ano
30
Classe IIB -
20 Inerte

10

0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação dos Mangotes com Destinação dos Mangotes com


Terminal - 2010 Terminal - 2011

Dentro da Mineração
19,54% em área coberta
Dentro da mineração
em área coberta
Sucateiros
intermediários - RP de
80% SOUZA - área
descoberta 100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para o ano de 2009.
Figura E.30. Avaliação da geração e destinação de Mangotes de Terminal para os anos de 2009, 2010 e 2011.
Sucata de Componentes Eletroeletrônicos
9
8
7
6

t / ano
5
4 Classe IIB -
3 Inerte
2
1
0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação da Sucata de Componentes Destinação da Sucata de Componentes


Eletroeletrônicos - 2010 Eletroeletrônicos - 2011
3%
Dentro da Mineração em
área coberta

Dentro da Mineração
em área coberta e com Reutilização externa - SMF
piso impermeável Cabos Elétricos - área
coberta
100% 96,94%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para o ano de 2009.
Figura E.31. Avaliação da geração e destinação de Sucata de Componentes Eletroeletrônicos para os anos de 2009, 2010 e 2011.
Resíduos Gerados Fora do Processo Industrial
120

100

t / ano
80

60
Classe IIB -
Inerte
40

20

0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação dos Resíduos Gerados Destinação dos Resíduos Gerados Destinação dos Resíduos Gerados
Fora do Processo Industrial - 2009 Fora do Processo Industrial - 2010 Fora do Processo Industrial - 2011
Reciclagem externa Aterro industrial -
1% - Black print - área Essencis MG Soluções -
coberta com piso área descoberta
permeável 1,96%
Outras formas de Aterro industrial
disposição (ESSENCIS MG
44%
Reciclagem externa Soluções)
em área coberta 54%
Dentro da mineração
com piso
99% em área coberta 100,0%
permeável

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.32. Avaliação da geração e destinação de Resíduos Gerados Fora do Processo Industrial durante os anos de 2009 a 2011.
Pneus

700

600

500

t / ano
400

300 Classe IIB -


Inerte
200

100

0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação dos Pneus - 2009 Destinação dos Pneus - 2010 Destinação dos Pneus - 2011
Reutilização externa
- RUBBERBRAS - área Dentro da Mineração,
14,19% descoberta
16%
área decoberta, piso
impermeável
Reciclagem externa 16% Reciclagem externa - Reutilização extena,
- RUBBERBRAS - LAURET PNEUS - solo área decoberta
área descoberta em área descoberta
69% Reciclagem externa,
Dentro da 51,67% 32,14% área descoberta
mineração em área
100% coberta

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.33. Avaliação da geração e destinação de Pneus durante os anos de 2009 a 2011.
Resíduos de Borracha
160

140

120

100

t / ano
80
Classe IIB -
60 Inerte
40

20

0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação do Resíduo de Borracha - Destinação do Resíduo de Borracha - Destinação do Resíduo de Borracha -


2009 2010 2011
Aterro industrial -
Aterro industrial -
ESSENCIS MG Soluções -
Dentro da Mineração 12,11% 15% Essencis MG
20% solo em área coberta
em área descoberta Soluções - solo em
16% área descoberta
Dentro da mineração,
solo em área descoberta Dentro da
Reciclagem externa - mineração, área
Campos Laminadora de 72%
80% 85,36% descoberta
Pneus - área descoberta

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.34. Avaliação da geração e destinação de Resíduos de Borracha durante os anos de 2009 a 2011.
Resíduos de Madeira Contaminada ou Não
230
225
220
215

t / ano
210
205
200 Classe IIB -
Inerte
195
190
185
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação dos Resíduos de Madeira Destinação dos Resíduos de Madeira


Contaminada ou Não - 2010 Contaminada ou Não - 2011

3% 2% Posto de coleta seletiva


Reutilização externa - - Prefeitura de Mariana
JAC Empreendimento - - área descoberta
área descoberta

Dentro da Mineração Dentro da Mineração


em área coberta em área descoberta
98%
97%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.35. Avaliação da geração e destinação de Resíduos de Madeira Contaminada ou Não durante os anos de 2009, 2010 e 2011.
Sucata de Metais Ferrosos
1.800
1.600
1.400
1.200

t / ano
1.000
800
Classe IIB -
600 Inerte
400
200
0
2009 2010 2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação da Sucata de Metais Destinação da Sucata de Metais Destinação da Sucata de Metais


Ferrosos- 2009 Ferrosos- 2010 Ferrosos- 2011

8% Dentro da Mineração
em área coberta
Sucateiros
Reciclagem externa - intermediários -
Arcelor Mittal Belgo - Com. Maferje Ltda - Recilcagem externa -
área descoberta área descoberta Arcellor - área
descoberta
100% 91,62%
100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
Figura E.36. Avaliação da geração e destinação de Sucata de Metais Ferrosos durante os anos de 2009 a 2011.
Big Bags não contaminados
8,0

7,0

6,0

5,0

t / ano
4,0

3,0 Classe IIB - Inerte


2,0

1,0

0,0
2011

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Destinação de Big Bags não


contaminados - 2011

Dentro da
Mineração em área
38% coberta

Aterro industrial -
ESSENCIS MG
62,04% Soluções - solo em
área descoberta

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para os anos de 2009 e 2010.
Figura E.37. Avaliação da geração e destinação de Big Bags não Contaminados durante os anos de 2009 a 2011.
Outros resíduos plásticos
0,0

0,0

0,0

0,0

t / ano
0,0

0,0 Classe IIB - Inerte

0,0

0,0

0,0
2009

Gerenciamento de Resíduos Sólidos

Outros resíduos plásticos - 2009

Dentro da
Mineração em
área
desconhecida

100%

Fonte: Planilhas de dados brutos Vale S.A. mina de Alegria, ano 2012
OBS: Cabe informar que não houve quantitativos desse resíduo para os anos de 2010 e 2011.
Figura E.38. Avaliação da geração e destinação de Outros Resíduos Plásticos durante os anos de 2009 a 2011.
Rodoviária
ANEXO G – AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS SISTEMAS DE CONTROLE
AMBIENTAL

9.3. Documentação fotográfica: principais medidas e sistemas de controle.

Fonte: Vale S.A., 2012


Figura G.1. Visão geral (foto aérea) do empreendimento mina de Alegria.

Fonte: Vale S.A., 2012


Figura G.2. Visão detalhada (foto aérea) da Pilha Xingu.
IBM’s

Prédio Administrativo

Restaurante Industrial

Fonte: Vale S.A., 2012


Figura G.3. Visão geral das infraestruturas (foto aérea) prédios administrativos, restaurante e
IBM’s.

Oficina

Prédios Administrativos e
posto de abastecimento

Portaria

Rodoviária

Fonte: Vale S.A., 2012


Figura G.4. Visão geral das infraestruturas (foto aérea) prédios administrativos, restaurante,
portaria da mina de Alegria, Rodoviária e oficina.
Fonte: Vale S.A., 2012
Figura G.5. Visão geral das cavas da mina de Alegria (foto aérea).

Fonte: Vale S.A., 2012


Figura G.6. Visão no detalhe das pilhas de estéril Fosforoso e E4/E5 e E6 da mina de Alegria (foto
aérea).
Fonte: Vale S.A., 2012
Figura G.7. Visão no detalhe do laboratório de análises do minério da mina de Alegria.

Fonte: Vale S.A., 2012


Figura G.8. Visão no detalhe da CMD, local de disposição de resíduos da mina de Alegria, de
forma temporária.
9.4. Efluentes líquidos: gráficos contendo os valores médios mensais dos
parâmetros de monitoramento dos efluentes industriais bruto e tratado no período
correspondente a licença vincenda, e a avaliação sobre o desempenho dos sistemas
de tratamento e o grau de atendimento aos padrões ambientais estabelecidos na
legislação vigente no período. Situações anormais de operação dos sistemas de
controle deverão ser sucintamente relatadas e justificadas, assim como as medidas
corretivas adotadas para solução das mesmas.

Segundo a DN COPAM/CERH Nº 01/2008 e Resolução CONAMA Nº 357/2005, os


efluentes não poderão conferir ao corpo d’água receptor características em desacordo com
as legislações vigentes. Por causa desse requisito legal, a Empresa elabora e apresenta
ao Órgão Ambiental relatórios de análises dos principais parâmetros físico-químicos para a
avaliação dos efluentes gerados na mina de Alegria. Esse monitoramento tem como
função avaliar a eficiência dos controles ambientais (caixa separadora de água / óleo –
caixa SAO – e estação de tratamento de esgoto – ETE) instalados na Unidade. Há,
também, a Resolução CONAMA nº 430/2011, que dispõe sobre as condições e padrões de
lançamentos de efluentes, que complementa e altera a Resolução CONAMA nº 357/2005,
do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA.

O monitoramento prevê o levantamento sistemático de dados em pontos de amostragem


selecionados no Plano de Controle Ambiental, de modo a acompanhar a evolução das
condições dos controles ambientais instalados (Caixa Separadora de água / óleo e
Estações de Tratamento de Efluentes) ao longo do tempo de operação do
empreendimento. Cabe salientar que a legislação ambiental utilizada como parâmetro para
os limites foi a mais restritiva. Como o estado de Minas Gerais possui uma legislação
específica que dispõe sobre padrão de lançamento de efluentes, esta é mais restritiva que
a Federal. Determina que o limite para DBO é de 60 mg/L. Porém poderá ser ultrapassado
em caso da remoção mensal de 60% e anual ser igual ou superior a 70% de eficiência do
sistema de tratamento.

A Resolução CONAMA nº 430/2011 define remoção mínima de 60% de DBO sendo que
este limite só poderá ser reduzido no caso de existência de estudo de autodepuração do
corpo hídrico que comprove atendimento às metas do enquadramento do corpo receptor
a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5 dias a 20°C).
O passo seguinte consiste na caracterização dos pontos de monitoramento e da área de
influência, seleção dos parâmetros a serem monitorados, de acordo com o objetivo do
programa de monitoramento, definição do número de amostras e a frequência da
amostragem, seleção do método de coleta, preservação e análise das amostras.

O monitoramento dos efluentes e da carga poluidora são instrumentos utilizados na


avaliação de possíveis impactos gerados pela atividade minerária, o que permite a
constatação de falhas no controle ambiental, possibilitando a implantação das correções
necessárias.

Os principais efluentes líquidos gerados na mina de Alegria são: o efluente sanitário


(ETE), efluentes oleosos de oficinas e de posto de abastecimento e efluentes do
laboratório químico. Dessa forma, para cada efluente foram monitorados vários
parâmetro, conforme listados abaixo:

 Parâmetros monitorados nas ETEs 1, 2, 3 e 4 foram: Óleos vegetais e gordura


animal, DQO, DBO 5 dias a 20ºC, Fenóis Totais, pH, sólidos suspensos totais,
surfactantes, Óleos Minerais e sólidos sedimentáveis.
 Parâmetros monitorados nas Caixas Separadoras de Água e Óleo foram: Sólidos
Sedimentares, DQO, DBO 5 dia a 20ºC, Fenóis Totais, pH, Sólidos Suspensos
Totais, Surfactantes, Óleos Minerais, Óleos Vegetais e gordura animal.
 Parâmetros analisados na estação de tratamento de efluentes do laboratório
foram: Boro Total, Cádmo Total, Chumbo Total, Cromo Hexavalente, Cromo
Trivalente, Estanho Total, Ferro Dissolvido, Manganês Dissolvido, Surfactantes e
pH.

Para uma análise mais efetiva deste item 9.4, foi elaborado o gráfico de avaliação da
carga poluidora líquida (efluente bruto x efluente tratado) para cada um dos pontos de
monitoramento e, além disso, as Figuras abaixo demonstram a eficiência em (%) dos
sistemas de controle ambiental.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE (ETE01 – ALE 39 e 40)

A ETE01 é um sistema de controle ambiental, que possui dois pontos de monitoramentos


– ALE 39 (Entrada) e ALE 40 (Saída) (Figura G.). Esses pontos estão localizados
próximo ao Restaurante Industrial.

Cabe informar que o tratamento do efluente desta ETE01 (Figura G.9) está sendo feito na
ETE da mina de Timbopeba. A drenagem desta ETE é direcionada para o rio Piracicaba.
A Coordenada em UTM do ponto de coleta é 657425 / 7768654.

Fonte: Vale S.A, 2011.


Figura G.9. Ponto de monitoramento ALE 39 e 40 entrada e saída da ETE1.

O período analisado sobre a eficiência da ETE01 abrangeu o período de 2008 a 2011.

A DBO para o efluente tratado possui limite máximo permitido de 60 mg/L pela legislação
ambiental DN COPAM/CERH 001-2008, segundo o artigo 29.

Os valores obtidos para esta ETE, no ano de 2008, estiveram acima do limite
estabelecido na legislação (DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008) conforme observado na
Figura G.10. Cabe esclarecer, que os meses de janeiro a agosto de 2008 não houve
análise, pois não havia vazão de efluente suficiente para coleta.
Cabe salientar que a mesma legislação ambiental que dispõe sobre o padrão de
lançamento de efluentes, que determina como limite máximo para DBO 60 mg/L, define
também que em caso de remoção da DBO igual ou superior a 70% de eficiência do
sistema de tratamento; o valor de 60 mg/L poderá ser ultrapassado.

Para tal situação foi analisada a eficiência na remoção da DBO durante o ano de 2008 e
concluiu-se que neste período o tratamento não obteve eficiência acima de 60%. Além
disso, a média anual da ETE01 não alcançou resultados igual ou superior a 70% de
eficiência para a remoção da DBO.

DBO 5 dias a 20˚C


1200

900
mg/L

600
Bruto - ALE 39
Tratado - ALE 40
300

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 1

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.10. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE01 – ano 2008.

Os resultados obtidos durante todo o ano de 2009 para o efluente tratado ficaram acima
do limite legal definido na DN COPAM/CERH–MG nº001/2008, com exceção do mês de
março que não houve análise para o efluente tratado.

Analisando o gráfico (Figura G.11), observa-se que os meses fevereiro, agosto e outubro
de 2009 excederam o limite de 60mg/L, porém obtiveram eficiência mensal acima de
60%. A média anual da ETE01 alcançou resultados igual ou superior a 70% de eficiência
para a remoção da DBO.
O mês de fevereiro foi o único que obteve resultado do efluente tratado maior do que o
valor de entrada. Isto pode ser justificado por um provável erro na coleta ou troca de
frascos de amostras.

DBO 5 dias a 20˚C


840
720
600
mg/L

480
360 Bruto - ALE 39

240 Tratado -ALE 40

120
0

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 1

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.11. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE01 - ano 2009.

Durante todo o ano de 2010, os resultados obtidos para o efluente tratado ficaram acima
do limite legal estabelecido na legislação ambiental. Cabe ressaltar que não houve
análise do efluente tratado para o mês de junho.

Após análise deste gráfico (Figura G.12), pode-se concluir que dentre os meses
amostrados que ficaram acima do limite de 60 mg/L, somente janeiro, agosto e outubro
não obtiveram eficiência mensal acima de 60%. Diante disto foi feita a média anual para
ETE1, sendo que alcançou resultados igual ou superior a 70% de eficiência para a
remoção da DBO.

Os meses de fevereiro, março e maio foram os únicos que obtiveram resultados do


efluente tratado maior do que o valor de entrada. Isto pode ser justificado por um provável
erro na coleta ou troca de frascos de amostras.
DBO 5 dias a 20˚C
2400

1800
mg / L

1200
Bruto - ALE 39
Tratado - ALE 40
600

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 1

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.12. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE1 - ano 2010.

Durante o ano de 2011, os resultados obtidos para o efluente tratado, com exceção de
fevereiro e janeiro, excederam o limite legal definido na legislação vigente. Além disso,
não houve análise de efluente tratado para os meses março, abril, maio e junho.

Após análise dos resultados (Figura G.13) foi possível observar que apesar do mês de
fevereiro ter excedido o limite estabelecido na legislação este alcançou eficiência mensal
acima de 60% definido na Resolução CONAMA nº430/2011 disposto na seção III, artigo
21, alínea d. A média anual da ETE01 não alcançou resultados igual ou superior a 70%
de eficiência na remoção da DBO.
DBO 5 dias a 20˚C
1200

960

720
mg / L

480 Bruto - ALE 39


Tratado - ALE 40
240

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 1

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.13. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE01 – ano 2011.

O efluente tratado da ETE01 não apresentou resultados satisfatórios na maioria dos


meses monitorados durante os 4 (quatro) anos de monitoramento. Para tal período, foi
analisada a eficiência na remoção da DBO, que não atingiu os 70%, mas atingiu 63%.
Além disso, não alcançou a eficiência de 60% definido na Resolução CONAMA nº
430/2011 disposto na seção III, artigo 21, alínea d; mas alcançou 55%.

Uma das justificativas técnicas para o efluente tratado apresentar valores acima de 60
mg/L, analisados ao longo de quatro anos, é o fato da ETE01 receber efluente originado
do restaurante associado com detergentes, sabão e desinfetantes na higienização. Esses
produtos podem interferir na taxa de remoção de DBO.

Portanto, a maioria dos meses monitorados excedeu o limite preconizado pela legislação
vigente e não atingiram a eficiência definidos nas legislações vigentes. No entanto, pode-
se observar que apesar destas alterações os valores que excederam o limite legal não
conferiram ao corpo receptor - rio Piracicaba -, parâmetros e/ou substâncias em
desacordo com os padrões estabelecidos para o uso preponderante do curso d’água.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE ETE02 (ALE 45 E 46)

A ETE2, identificada como ponto de monitoramento ALE 45 e 46 está localizada


respectivamente na entrada e saída da ETE do armazém (Figura G.14), da mina de
Alegria. A drenagem da ETE02 é direcionada para o rio Piracicaba. A Coordenada em
UTM do ponto de coleta é 0657099 / 7768369.

Ponto ALE 45 Ponto ALE 46


Fonte: Vale S.A, 2011.
Figura G.14. Ponto de monitoramento ALE 45 e 46 entrada e saída da ETE02.

O período analisado sobre a eficiência da ETE02 foi de 2008 a 2011.

A DBO para o efluente tratado possui limite máximo permitido de 60 mg/L pela legislação
ambiental DN COPAM/CERH 001-2008, segundo o artigo 29.

A análise dos dados obtidos nos anos 2008, 2009, 2010 e 2011 para a ETE02 (Figuras
G.15, G.16, G.17 e G.18) mostrou que todos os resultados para o efluente tratado ficaram
dentro do limite legal (60 mg/L).

Diante do exposto acima, conclui-se que o sistema de controle ambiental, denominado


ETE02 – ALE 46, foi satisfatório, corroborado pelos valores e definições contidas na
legislação vigente DN COPAM/CERH nº 01/2008.
DBO 5 dias a 20˚C
180

150

120
mg / L

90
Bruto - ALE 45
60
Tratado - ALE 46
30

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 2

limite máximo: 60 mg / L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.15. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE02 - ano 2008.

DBO 5 dias a 20˚C


240

180
mg / L

120
Bruto - ALE 45
Tratado - ALE 46
60

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 2

limite máximo: 60 mg / L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.16. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE02 – ano 2009.

Quanto ao ano de 2009, o mês de setembro foi o único que o valor da saída foi maior que
o valor de entrada e, consequentemente, extrapolou o valor de 60 mg/L. Quanto a essa
análise pode ser justificado por um provável erro na coleta ou troca de frascos das
amostras.
DBO 5 dias a 20˚C
240

180

120
mg / L

Bruto - ALE 45
60
Tratado - ALE 46

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 2

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.17. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE2 – ano 2010.

DBO 5 dias a 20˚C


240

180
mg/L

120

Bruto - ALE 45
60
Tratado - ALE 46

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 2

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.18. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE2 - ano 2011.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE (ETE03 – ALE 43 E 44)

A ETE03 é um sistema de controle ambiental instalado para minimizar os impactos


ambientais que poderão causar devido a efluentes líquidos sanitários. Esse controle
ambiental possui dois pontos ALE 43 (Entrada) e ALE 44 (Saída) está localizado na área
da ITM (19). A drenagem desta ETE é direcionada para o rio Piracicaba. A Coordenada
em UTM do ponto de coleta é 657863 / 7769319.

Ponto ALE 43 Ponto ALE 44


Fonte: Vale, 2011.
Figura G.29. Ponto de monitoramento ALE 43 e 44 entrada e saída, respectivamente da ETE03.

O período analisado sobre a eficiência da ETE03 foi de 2008 a 2011.

Segundo a legislação vigente DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008 (artigo 29), a DBO para


lançamento de efluente tratado possui limite máximo de 60 mg/L.

A análise da DBO mostra que, no ano de 2008, os resultados (Figura G.20) obtidos para
o efluente tratado ficaram dentro do limite preconizado na legislação (60 mg/L),
satisfazendo o controle ambiental. Cabe esclarecer, que os meses de Janeiro a Junho de
2008 não houve análise, pois não havia vazão de efluente suficiente para coleta.
DBO 5 dias a 20˚C
150

120

90
mg/L

60 Bruto - ALE 43
Tratado - ALE 44
30

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 3

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH-MG 001-2008.


Figura G.30. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE03 - ano 2008.

Os valores obtidos no ano de 2009 para efluente tratado (Figura G.21), com exceção de
janeiro 2009, estão dentro do limite legal definido na Deliberação Normativa de 60 mg/L.
Uma das justificativas para o valor obtido no mês de janeiro para a saída ter sido maior
que o de entrada é um provável erro na coleta ou troca de frascos de amostras.

Apesar do referido mês ter excedido o limite, este sistema alcançou eficiência acima de
60%. Além disso, a média anual da ETE03 obteve resultados igual ou superior a 70% de
eficiência para a remoção da DBO.

DBO 5 dias a 20˚C


240

180
mg/L

120
Bruto - ALE 43

60 Tratado - ALE 44

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 3

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CEHR 001-2008.


Figura G.21. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE03 - ano 2009.
Durante todo o ano de 2010, os resultados obtidos para o efluente tratado, com exceção
do mês de outubro, ficaram dentro do limite legal definido na Deliberação Normativa
(Figura G.22).

Analisando este gráfico, pode-se concluir que apesar do mês de outubro ter apresentado
resultados acima de 60 mg/L, este alcançou eficiência acima de 60%. A média anual na
ETE 03 obteve resultados igual ou superior a 70% de eficiência para a remoção da DBO.

Uma das justificativas para o valor obtido no mês de outubro para a saída ter sido maior
que o de entrada é um provável erro na coleta ou troca de frascos das amostras.

DBO 5 dias a 20˚C


300

240

180
mg/L

120 Bruto - ALE 43


Tratado - ALE 44
60

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 3

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.22. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE 3 - ano 2010.

Durante todo o ano de 2011, os resultados obtidos para o efluente tratado, com exceção
do mês de setembro e outubro, ficaram dentro do limite legal (Figura G.23) definido na
Deliberação Normativa.

Após análise deste gráfico, conclui-se que entre os meses que excederam o limite de 60
mg/L apenas o mês de outubro alcançou eficiência acima de 60%. A média anual na ETE
3 alcançou resultados igual ou superior a 70% de eficiência para a remoção da DBO.
DBO 5 dias a 20˚C
360

300

240
mg/L

180
Bruto - ALE 43
120
Tratado - ALE 44
60

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 3

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CEHR-MG 001-2008.


Figura G.23. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE 3 - ano 2011.

Portanto, os únicos meses que ficaram em desacordo com os padrões definidos nas
legislações vigentes foram janeiro de 2009; outubro de 2010 e setembro e outubro de
2011. Mesmo com estas alterações, cabe ressaltar que o controle ambiental na mina de
Alegria nos últimos 4 (quatro) anos foi satisfatório, uma vez que, atingiram a eficiência no
sistema de tratamento estabelecida pela legislação ambiental.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE (ETE 4 – ALE 41 E 42)

A ETE4, identificada como ponto de monitoramento ALE 41 e 42 está localizada


respectivamente na entrada e saída da ETE da Central de Manutenção (Figura G.24). A
drenagem desta ETE é direcionada para rio Piracicaba. A Coordenada em UTM do ponto
de coleta é 656848 / 7767898.

Ponto ALE 41 Ponto ALE 42


Figura G.24. Ponto de monitoramento ALE 41 e 42 entrada e saída da ETE4.

O período analisado sobre a eficiência da ETE 4 foi de 2008 a 2011.

Segundo a legislação vigente DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008 (artigo 29), a DBO para


lançamento de efluente tratado possui limite máximo de 60 mg/L.

Durante os meses de monitoramento para o ano de 2008 (setembro a dezembro) os


resultados obtidos para o efluente tratado, com exceção do mês de dezembro, ficaram
acima do limite legal (Figura G.25) definido na Deliberação Normativa. Cabe esclarecer,
que os meses de Janeiro a Junho de 2008 não houve análise, pois não havia vazão de
efluente suficiente para coleta.

Portanto, analisando este gráfico, observa-se que os meses que excederam o limite legal
não alcançaram eficiência acima de 60%. Porém a média anual da ETE 4 alcançou
resultados igual ou superior a 70% de eficiência para a remoção da DBO.
DBO 5 dias a 20˚C
240

180
mg/L

120
Bruto - ALE 41

60 Tratado - ALE 42

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 4

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da DN COPAM/CERH-MG 001-2008.


Figura G.25. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE 4 - ano 2008.

Os valores obtidos no ano de 2009 (Figura G.26), com exceção dos meses de março,
maio, junho e julho, estão dentro do limite de 60 mg/L definido na Deliberação Normativa.
Entre os meses que excederam o limite legal, apenas os meses de março e maio
alcançaram eficiência acima de 60%. No entanto a média anual da ETE 4 alcançou
resultados igual ou superior a 70% de eficiência para a remoção da DBO.

DBO 5 dias a 20˚C


240

180
mg / L

120

Bruto - ALE 41

60 Tratado - ALE 42

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 4

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da DN COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.26. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE 4 - ano 2009.
Durante todo o ano de 2010, os resultados obtidos para o efluente tratado, a maioria dos
meses amostrados ficaram dentro do limite legal com exceção dos meses fevereiro,
maio, julho e novembro. (Figura G.27) definido na Deliberação Normativa. Cabe ressaltar
que não houve registro para os meses junho e dezembro, pois não havia vazão de
efluente suficiente para coleta.

Dentre os meses que excederam o limite legal, apenas o mês de fevereiro obteve
eficiência acima de 60%. Porem, a média anual da ETE 4 alcançou resultados igual ou
superior a 70% de eficiência para a remoção da DBO.

DBO 5 dias a 20˚C


960

720
mg / L

480
Bruto - ALE 41
Tratado - ALE 42
240

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 4

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da COPAM/CERH 001-2008.


Figura G.27. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE 4 - ano 2010.

Durante todo o ano de 2011, os resultados obtidos para o efluente tratado, com exceção
dos meses de maio e dezembro, ficaram acima do limite legal (Figura G.28) estabelecido
na legislação ambiental. Cabe ressaltar que não houve análise dos meses janeiro, março
e abril, pois não havia vazão de efluente suficiente para coleta.

Portanto, analisando este gráfico, pode-se concluir que entre os meses que ficaram
acima do limite legal, apenas o mês de julho e outubro alcançaram a eficiência de 60%. A
média anual igual ou superior a 70% de eficiência para a remoção da DBO não foi
alcançada durante o ano de 2011 na ETE 4.
DBO 5 dias a 20˚C
600

480

360
mg / L

240 Bruto - ALE 41


Tratado - ALE 42
120

Avaliação da Carga Poluidora Líquida da ETE 4

limite máximo: 60 mg/L, segundo Art. 29 da DN COPAM/CERH-MG 001-2008.


Figura G.28. Avaliação do Efluente Bruto X Tratado na ETE 4 - ano 2011.

Após a análise dos gráficos, observa-se que os anos de 2008 e 2011 obtiveram
resultados para DBO em alguns dos meses amostrados acima do limite definido na DN
COPAM/CERH-MG nº 01/2008. Enquanto que alguns meses nos anos de 2009 e 2010
extrapolaram o limite de 60 mg/L, porém apresentando resultados mais homogêneos. No
entanto, é importante contextualizar que a ETE04 está sob a influência da Central de
Manutenção da mina de Alegria, ou seja, contribuição de substâncias tensoativas, óleos,
graxas, entre outros. Portanto, podemos concluir que os valores de DBO acima de 60
mg/L não são expressivos e consequentemente não se deve a causas de quantidade de
matéria orgânica propriamente dita gerada na mina, mas devido a uma situação de
ineficiência temporária do sistema de controle, podendo ser devido aquelas substâncias
tensoativas.

O efluente tratado da ETE04 não apresentou resultados satisfatórios na maioria dos


meses monitorados durante os 4 (quatro) anos de monitoramento. Para tal período, foi
analisada a eficiência na remoção da DBO, que não atingiu os 70%, mas atingiu.65%.
Além disso, não alcançou a eficiência de 60% definido na Resolução CONAMA nº
430/2011 disposto na seção III, artigo 21, alínea d; mas alcançou 53%.

Porém cabe ressaltar que as extrapolações observadas em 2008, 2009, 2010 e 2011
foram atípicas e não comprometeram e/ou causaram impactos ambientais sobre o curso
d’água receptor – rio Piracicaba -. Isto, porque a avaliação do desempenho ambiental é
realizada de forma a contextualizar todos os anos em conjunto e não de forma
segmentada.

Além disso, o curso d’água receptor – rio Piracicaba recebe o efluente tratado da ETE4
de forma indireta, ou seja, antes de chegar ao rio o efluente da ETE 4 é recirculado para
o sistema produtivo, conforme apresentado no balanço hídrico.

Portanto, os meses que excederam o limite e não atingiram a eficiência definidos nas
legislações vigentes foram considerados anômalos, não sendo significativo sobre o meio
ambiente. Consequentemente, o controle ambiental na mina de Alegria nos últimos 4
anos foi satisfatório.
CONCLUSÕES – EFLUENTES LÍQUIDOS DA ETE 1, ETE 2, ETE 3 e ETE 4

Os melhores resultados obtidos para as ETE’s 1, 2, 3 e 4 nos anos de 2008, 2009, 2010
e 2011, estão descritos no Quadro G.1.

Quadro G.1. Melhores Resultados dos Monitoramentos da DBO nos anos de 2008, 2009, 2010 e
2011.

ETE 2008 2009 2010 2011


Dezembro Agosto Janeiro Fevereiro
ETE 1
(356,0 mg/L) (115,5 mg/L) (282,0 mg/L) (344,0 mg/L)
Novembro e Outubro
Janeiro, Abril e Abril e Maio
ETE 2 Dezembro (2,2 mg/L)
Agosto (13,0mg/L) (6,4 mg/L)
(2,0 mg/L) Julho (4,0 mg/L)
Março (3,1 mg/L)
Novembro Setembro
ETE 3 Outubro Janeiro (3,9 mg/L)
(2,0 mg/L) (4,6 mg/L)
(3,0 mg/L)
Dezembro Fevereiro Setembro Dezembro
ETE 4
(43,0 mg/L) (5,0 mg/L) (18,0 mg/L) (9,3 mg/L)

O limite imposto pela legislação ambiental – DN COPAM/CERH-MG nº 001-2008 para


DBO (60 mg/L), após tratamento do efluente nos sistemas, não foi alcançado pelo menos
em um mês por nenhuma ETE durante todo o período considerado nesta análise (2008,
2009, 2010 e 2011).

O efluente tratado da ETE01 não alcançou o resultado satisfatório durante vários meses
no período de 2008 a 2011. Pelo fato de receber efluente originado do restaurante da
mina de Alegria, é uma carga alta de matéria orgânica, mas principalmente por essa
matéria orgânica vir acompanhada de substâncias tensoativas, como sabão, detergentes
e produtos de limpeza (desinfetantes). Esses produtos interagem no sistema impedindo
que as bactérias façam a depuração, ou seja, impedindo que as bactérias quebrem a
matéria orgânica grossa em fina. Diante disto, o sistema de controle não funciona
adequadamente, consequentemente, os valores obtidos na saída da ETE01 estiveram
acima do limite de 60 mg/L. Ressalta-se que o efluente da ETE01 é transportado para
tratamento na ETE da mina de Timbopeba, ou seja, não é direcionado para o curso
d’água receptor.
Entretanto, pelo fato da análise de DBO não quantificar matéria não biodegradável, nem
levar em consideração o efeito tóxico ou inibidor de materiais sobre a atividade
microbiana, os resultados alterados podem ser indicativo da presença deste material.

A ETE02, considerando o mesmo período acima, obteve apenas um resultado acima do


limite legal (Setembro de 2009 – 202,4 mg/L), não sendo possível fazer qualquer
consideração a respeito das possíveis causas deste valor anômalo.

Durante o monitoramento da ETE03, apesar de alguns meses terem excedido limite legal
durante o monitoramento da ETE3 estes obtiveram eficiência acima de 60% e uma
eficiência anual de 70%. Desta forma, a ETE3 está atendendo de forma satisfatória o
controle ambiental.

Com relação à eficiência na remoção da DBO, os melhores resultados obtidos estão


expostos no Quadro G.2:

Quadro G.2 - Resultados das eficiências de remoção de DBO – 2008, 2009, 2010 e 2011.

ETE 2008 2009 2010 2011


Fevereiro e Fevereiro
ETE 1 Outubro (52,32%) Outubro. **Março e Maio (66,57%)
Agosto (99,48%)
Novembro **Setembro Novembro
ETE 2 Julho (91,17%) (84,06%)
(98,79%) Outubro (97,75%)
**Dezembro Janeiro
**Janeiro Dezembro
ETE 3 Novembro (98,57%)
Outubro (97,12%) (96,53%)
(96,37%)
** Março e Dezembro
Dezembro Setembro (96,98%)
ETE 4 Outubro (97,26%)
(65,33%)
Agosto (87,63%)

** Valor de saída acima do valor de entrada, provavelmente erro na coleta da amostra:


ETE 1: Fevereiro/2009 ( bruto: 114,4mg/L / tratado: 749,7mg/L); Outubro/2009 (Bruto: 53,7mg/L / tratado: 184mg/L);
Março/2010 (bruto: 550,0mg/L / tratado: 2.283,0mg/L); Maio/2010: (bruto: 132,0mg/L / tratado: 607,0mg/L); Agosto/2010:
(bruto: 57,9mg/L / tratado: 115,5mg/L).
ETE 2: Setembro/2009 (bruto:36,9mg/L / tratado: 202,4mg/L).
ETE 3: dezembro/2008 (bruto: 16,0mg/L / tratado: 52,0mg/L); Janeiro/2009 (bruto: 37,3mg/L / tratado: 218,5mg/L).
ETE 4: março/2009 (bruto: 19,10mg/L / tratado: 61,3mg/L); setembro/2009 (bruto: 22,1mg/L / tratado: 50,6mg/L).
A análise do quadro G.2 evidencia que alguns valores de saída estão acima dos valores
de entrada resultando em ineficiência aparente da ETE. Este fato pode ser justificado por
prováveis erros de coleta durante o monitoramento dos efluentes.

Após análise dos resultados da ETE1, no ano de 2008, observou-se que nenhum dos
meses amostrados atingiram a eficiência de 60%. As possíveis causas para a ineficiência
da ETE01 durante todo ano de 2008 são erros que acometem as amostragens, reflexos
da falta de manutenção nos sistemas e/ou falta de limpeza periódica.

A ETE03 foi a estação de tratamento que apresentou os melhores resultados de


eficiência na remoção da DBO durante os quatro anos de monitoramento, alcançando
percentuais acima de 90%.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO FÍSICO-QUÍMICO DE EFLUENTES OLEOSOS DO
CENTRO DE MANUTENÇÃO DE ALEGRIA – ALE 38.

A estação de tratamento físico-químico de efluentes do centro de manutenção de alegria,


identificada como ponto de monitoramento ALE 38 (Figura G.29), o efluente tratado é
recirculado. A coordenada em UTM do ponto de coleta é: 656731 / 7767781.

Fonte: Vale S.A., 2012.


Figura G.29. Ponto de Monitoramento ALE 38 - estação de tratamento físico-químico de efluentes
do centro de manutenção de Alegria.

Neste ponto de amostragem foram determinados os seguintes parâmetros para serem


monitorados: Óleos vegetais e gordura animal, DQO, DBO5 dias a 20ºC, Fenóis Totais,
pH, sólidos suspensos totais, surfactantes, Óleos Minerais e sólidos sedimentáveis.
Como limite máximo permitido pela legislação, adotou-se o limite determinado pela DN
COPAM/CERH-MG Nº 001/2008, por ser o mais restritivo.

A seguir, serão dispostos alguns comentários para os parâmetros monitorados.


Parâmetro Óleos vegetais e Gordura animal

Os resultados para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE 38, referente aos
anos de 2008, 2009, 2010 e 2011 mostraram valores dentro do limite preconizado pela
legislação (Figura G.30). Apenas o mês de outubro de 2010, o valor obtido foi maior que
o limite da legislação (61,0 mg/L X 50,0 mg/L).

Sua presença está relacionada a partículas de organismos vivos /ou em decomposição


no ambiente podendo influenciar no corpo receptor.

Óleos Vegetais e Gordura Animal


60

50

40
2008
2009
mg / L

30
2010

20 2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 50,0 mg/L.


Figura G.30. Avaliação da carga poluidora – parâmetro óleos vegetais e gordura animal no ponto
ALE 38.

Parâmetro DQO

Os resultados para DQO no ponto ALE 38 (Figura G.31), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 evidenciaram que a maioria dos valores estiveram acima do limite
preconizado pela legislação, com exceção do mês de julho de 2009.
DQO
6600

6000

5400

4800

4200 2008
mg / L

3600 2009

3000 2010

2400 2011

1800

1200

600

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta
Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 180,0 mg/L.


Figura G.31. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DQO no ponto ALE 38.

Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC


Os resultados para DBO no ponto ALE 38 (Figura G.32), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 evidenciaram todos os valores acima do limite definido pela DN
COPAM/CERH nº 001/2008. Apenas em julho de 2009, o valor obtido foi menor que o
limite da legislação (15,3 mg/L x 60 mg/L).
DBO 5 dias a 20˚C
2400

1920

2008
1440
mg / L

2009
2010
960
2011

480

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Dezembro/2010: valor para DBQ no ponto ALE 38: 3.587,0 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 60,0 mg/L.
Figura G.32. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DBO no ponto ALE 38.

Parâmetro Fenóis Totais

Os resultados para fenóis totais no ponto ALE 38 (Figura G.33), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite preconizado pela
legislação. Apenas o mês de fevereiro de 2011, o valor obtido foi maior que o limite da
legislação (0,88mg/L X 0,5mg/L).

Fenóis Totais
1

0,75
2008
2009
mg / L

2010
0,5
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,5 mg/L.


Figura G.33. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Fenóis Totais no ponto ALE 38.
Os Fenóis podem ser explicados pelo uso de óleo diesel e/ou lubrificantes, ou qualquer
derivado do petróleo. Pelo fato de ter sido apenas um resultado anômalo, ou seja,
durante quatro (4) anos de coletas sistemáticas para avaliar o controle ambiental, apenas
uma única vez o parâmetro Fenóis totais excedeu o limite definido na legislação. É
possível concluir que essa exceção não causou impacto ambiental ao meio ambiente.
Portanto, o resultado anômalo representa fato isolado e não compromete a qualidade
ambiental da região.

Parâmetro pH

Os resultados para pH do ponto ALE 38 (Figura G.34), referentes aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011, mostraram que os valores estavam dentro do limite definido na
legislação (6 > pH < 9) . Os meses junho e outubro de 2008; janeiro e julho de 2009 e
fevereiro de 2011 estavam acima da faixa limite máximo definido pela legislação
ambiental (pH < 9). Além disso, os meses janeiro, fevereiro, março, abril, junho, setembro
de 2009 e novembro e dezembro de 2008 os valores obtidos estavam abaixo do limite
mínimo definido na legislação vigente (pH > 6).

pH
12

9
2008
2009
6
2010
2011
3

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta


Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: pH:6-9.


Figura G.34. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE 38.
Parâmetro Sólidos Suspensos Totais

Os resultados para sólidos suspensos totais no ponto ALE 38 (Figura G.35), referente
aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram a maioria dos valores acima do
limite definido na DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008. No entanto os demais meses
amostrados estavam dentro do limite preconizado pela legislação.

Sólidos Suspensos Totais


800

600

2008
mg/L

2009
400
2010
2011

200

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Agosto/2010: valor para sólidos suspensos totais no ponto ALE 38: 2.500,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 100,0 mg/L.
Figura G.35. Avaliação da carga poluidora – parâmetro sólidos suspensos totais no ponto ALE
38.

Parâmetro Surfactantes

Os resultados para Surfactantes no ponto ALE 38 (Figura G.36), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, evidenciaram que a maioria dos meses amostrados estão
acima do limite máximo permitido (2,0 mg/L) pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008. No
entanto os meses junho, novembro e dezembro de 2008; janeiro, fevereiro e março de
2009, janeiro de 2010 e maio de 2011 estão dentro do limite definido na legislação
ambiental.

No geral, o surfactante tem origem nos produtos de limpeza utilizados na lavagem dos
equipamentos em geral, bem como higienização das mãos. Além dos detergentes (que
contém os surfactantes), outros inúmeros produtos de limpeza e solventes podem ser
utilizados na Mina. Como resultado, a eficiência de tratamento do sistema diminui muito.

Surfactantes
80

60

2008
mg / L

2009
40
2010
2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Fevereiro/2011: valor para Surfactantes no ponto ALE 38: 93,0mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2,0mg/L.
Figura G.36. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Surfactantes no ponto ALE 38.

Parâmetro Óleos Minerais

Os resultados para Óleos Minerais no ponto ALE 38 (Figura G.37), referente aos anos
de 2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram que os valores estavam dentro do limite
preconizado pela legislação. Apenas os meses outubro 2010 e dezembro 2011
excederam o limite definido pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008.
Óleo Mineral
80

60
2008
2009
mg / L

40 2010
2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Dezembro/2011: valor para Óleos minerais: 183,0 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 20,0mg/L.
Figura G.37. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Óleos Minerais no ponto ALE 38.

O óleo mineral pode ser explicado pelo uso de óleo diesel e/ou lubrificantes, ou qualquer
derivado do petróleo. O óleo mineral e o óleo vegetal possuem amplo espectro de uso
como, por exemplo, são utilizados isoladamente tanto no controle de insetos e fungos.
Em grandes quantidades na superfície da água alteram a tensão superficial, ou seja,
impedem que microrganismos aquáticos (fitoplânctons e zooplânctons) realizem as trocas
gasosas (respiração) através da tensão superficial da água. Os resultados de outubro de
2010 e dezembro de 2011, por ter sido os únicos meses que ultrapassaram o limite
estabelecido pela legislação, podem ser considerados um resultado anômalo, não sendo
possível sugerir as causas para este acontecimento isolado. Uma das possíveis
justificativas é o período chuvoso nos referidos meses, que possivelmente houve
contribuição alóctone para dentro do sistema.

Pelo fato de ter sido resultado anômalo, ou seja, durante quatro (4) anos de coletas
sistemáticas para avaliar o controle ambiental, apenas duas vezes o parâmetro óleo
mineral excedeu o limite definido na legislação é possível concluir que essa exceção não
causou impacto ambiental ao meio ambiente. Portanto, o resultado anômalo representa
fato isolado e não compromete a qualidade ambiental da região.
Parâmetro Sólidos Sedimentares

Os resultados para Sólidos Sedimentares no ponto ALE 38 (Figura G.38), referentes


aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram que a maioria dos meses amostrados
estavam dentro do limite permitido (1,0mg/L) pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008.
Apenas os meses agosto de 2010 e outubro, novembro e dezembro de 2011
apresentaram resultados acima do limite preconizado pela legislação.

Sólidos Sedimentáveis
4

3
2008
2009
mg / L

2 2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 38 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 mg/L.


Figura G.38. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Sólidos Sedimentares no ponto ALE 38.

Sólidos nas águas correspondem a toda matéria que permanece como resíduo, após
evaporação, secagem ou calcinação da amostra a uma temperatura pré-estabelecida
durante um tempo fixado. Em linhas gerais, as operações de secagem, calcinação e
filtração são as que definem as diversas frações de sólidos presentes na água (sólidos
totais, em suspensão, dissolvidos, fixos e voláteis).

Para o recurso hídrico, os sólidos podem causar danos aos peixes e à vida aquática. Eles
podem se sedimentar no leito dos rios destruindo organismos que fornecem alimentos, ou
também danificar os leitos de desova de peixes. Os sólidos podem reter bactérias e
resíduos orgânicos no fundo dos rios, promovendo decomposição anaeróbia. Altos teores
de sais minerais, particularmente sulfato e cloreto, estão associados à tendência de
corrosão em sistemas de distribuição, além de conferir sabor às águas.
EFLUENTE DO SEPARADOR DE ÁGUA E ÓLEO – DA OFICINA DE VEÍCULOS
LEVES – ALE 47

A Caixa SAO, também, é um sistema de controle ambiental que recebe efluentes do


separador de água e óleo da oficina de veículos leves, sendo monitorado pelo ponto ALE
47 (Figura G.39). A drenagem final da Caixa SAO é direcionada para o rio Piracicaba. A
coordenada em UTM do ponto de coleta é: 657063 / 7768562.

Fonte: Vale, 2011.


Figura G.39. Ponto de Monitoramento ALE 47 da Caixa Separadora de Água e Óleo – SAO da
oficina de veículos leves.

Neste ponto de amostragem foram determinados os seguintes parâmetros a serem


monitorados: Sólidos Sedimentares, DQO, DBO 5 dias a 20ºC, Fenóis Totais; pH, Sólidos
Suspensos Totais, Surfactantes, Óleos Minerais e Óleos vegetais e gordura animal.
Como limite máximo permitido pela legislação, adotou-se o limite determinado pela DN
COPAM/CERH-MG Nº 001/2008, por ser o mais restritivo.
Parâmetro Sólidos Sedimentáveis

Os resultados para Sólidos Sedimentares no ponto ALE47 (Figura G.40), referentes aos
anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram que os valores estavam dentro do limite
definido (1,0 mg/L) pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008. Apenas os meses fevereiro,
março, abril, junho e julho de 2009 e janeiro e setembro de 2010 excederam o limite da
legislação vigente.

Sólidos Sedimentáveis
4

2008
mg / L

2009
2
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Abril/2009 – valor para sólidos sedimentares no ponto ALE47: 4,5 ml/L.


Limite DNCOPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 ml/L.
Figura G.40. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Sólidos Sedimentares no ponto ALE 47.

Parâmetro DQO
Os resultados para DQO no ponto ALE47, referente aos anos de 2008, 2009, 2010 e
2011 (Figura G.41) evidenciaram alguns valores acima do limite preconizado pela DN
COPAM/CERH-MG nº 01/2008 (180 mg/L) nos meses julho, setembro e outubro de 2009
e janeiro de 2011.
DQO
320

240

2008
mg / L

2009
160
2010
2011

80

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 180,0 mg/L.


Figura G.41. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DQO no ponto ALE 47.

Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC


Os resultados para DBO no ponto ALE47, referente aos anos de 2008, 2009, 2010 e
2011 (Figura G.42) mostraram valores acima do limite definido pela DN COPAM/CERH nº
01/2008 nos meses setembro e outubro de 2009, janeiro, março e agosto de 2010 e
janeiro de 2011. Os demais meses amostrados durante o período 2008 a 2011 estão
dentro do limite definido pela legislação vigente (60 mg/L).
DBO 5 dias a 20˚C
120

90

2008
2009
mg / L

60
2010
2011

30

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 60,0 mg/L.


Figura G.42. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DBO no ponto ALE 47.

Parâmetro Fenóis Totais

Os resultados para fenóis totais no ponto ALE47, referente aos anos de 2008, 2009,
2010 e 2011 (Figura G.43), apresentaram valores dentro do limite definido pela legislação
para todos os meses amostrados durante o monitoramento.

Fenóis Totais
1

0,75
2008
2009
mg / L

2010
0,5
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,5 mg/L.


Figura G.43. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Fenóis Totais no ponto ALE 47.
Parâmetro pH

Os resultados para pH do ponto ALE47, referentes aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011
(Figura G.44), mostraram valores estavam dentro do limite definido na legislação (6 > pH
< 9) . O valor do parâmetro referente ao mês julho de 2009 estava acima do limite
máximo definido pela legislação ambiental (pH 9,2 x pH < 9). Cabe ressaltar que os
meses agosto de 2009 e abril e maio de 2011 apresentaram resultados abaixo do limite
mínimo definido na legislação vigente (pH > 6).

pH

15

12

2008
9
2009
2010
6
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO- Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: pH:6-9.


Figura G.44. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE 47.

Parâmetro Sólidos Suspensos Totais

Os resultados para sólidos suspensos totais no ponto ALE47 (Figura G.45), referente
aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram resultados acima do limite definido
na DN COPAM/CERH nº 01/2008 (100 mg/L) nos meses fevereiro, março, abril e junho
de 2009 e março, abril e setembro de 2010. Os demais meses amostrados no
monitoramento estavam dentro do limite preconizado pela legislação.
Sólidos Suspensos Totais
400

300

2008
mg / L

2009
200
2010
2011

100

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Setembro/2010: valor para sólidos suspensos totais no ponto ALE37: 900,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 100,0 mg/L.
Figura G.45. Avaliação da carga poluidora – parâmetro sólidos suspensos totais no ponto ALE 47.

Parâmetro Surfactantes

Os resultados para Surfactantes no ponto ALE47, referente aos anos de 2008, 2009,
2010 e 2011 (Figura G.46), apresentaram resultados em sua maioria dentro do limite
máximo permitido (2,0 mg/L) pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008. No entanto os
valores dos meses dezembro/2008; junho, julho, agosto, setembro e outubro/2009 e
janeiro, março, abril, agosto e setembro/2010 estavam acima do limite definido na
legislação ambiental.

No geral, o surfactante tem origem nos produtos de limpeza utilizados na lavagem dos
veículos e equipamentos. Além dos detergentes (que contém os surfactantes), outros
produtos de limpeza e solventes utilizados na Mina que podem reduzir a eficiência de
tratamento do sistema.
Surfactantes
16

12

2008
mg / L

2009
8
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2,0mg/L.


Figura G.46. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Surfactantes no ponto ALE 47.

Parâmetro Óleos Minerais

Os resultados para Óleos Minerais no ponto ALE47, referente aos anos de 2008, 2009,
2010 e 2011 (Figura G.47), evidenciaram valores dentro do limite definido pela DN
COPAM/CERH-MG 001/2008 pela maioria dos meses monitorados. O único mês que
excedeu o limite foi janeiro de 2011 (137,0 mg/L x 2,0 mg/L).

Óleos Minerais
40

30
2008
2009
mg / L

20 2010
2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Janeiro/2011: valor para óleos minerais no ponto ALE 47: 137,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 20,0mg/L.
Figura G.47.. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Óleos Minerais no ponto ALE 47.
Parâmetro Óleos vegetais e gordura animal

Os resultados para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE47, referente aos anos
de 2008, 2009, 2010 e 2011 (Figura G.48) mostraram valores dentro do limite
preconizado pela legislação (50,0 mg/L). O único mês que obteve valor acima do limite
definido na legislação foi janeiro de 2011 (146 mg/L x 50 mg/L).

Óleos Vegetais e Gordura Animal


50

40

2008
30 2009
mg / L

2010
2011
20

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 47 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Janeiro/2011 valor para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE 47: 146,0 mg/L
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 50,0 mg/L.
Figura G.48. Avaliação da carga poluidora – parâmetro óleos vegetais e gordura animal no ponto
ALE 47.

Conforme o disposto acima, conclui-se que durante os quatro (4) anos de coletas
sistemáticas para avaliar o controle ambiental da Caixa SAO / ALE 47, com exceção do
parâmetro surfactante no ano de 2008, os demais não ultrapassaram o limite definido na
legislação durante os últimos 4 anos de vigência da Licença de Operação. Portanto, o
resultado do desempenho ambiental desse sistema de controle é satisfatório
EFLUENTE DO SEPARADOR DE ÁGUA E ÓLEO DA OFICINA NOVA – ALE 48

A Caixa SAO, identificada como ponto de monitoramento ALE 48 (Figura G.49), recebe
efluentes do separador de água e óleo da Oficina Nova. A drenagem final da Caixa SAO
é direcionada para o rio Piracicaba. A coordenada em UTM do ponto de coleta é: 657067
/ 7768566.

Fonte: Vale, 2011.


Figura G.49. Ponto de Monitoramento ALE 48 da Caixa Separadora de Água e Óleo – SAO da
oficina nova.

Neste ponto de amostragem foram determinados os seguintes parâmetros a serem


monitorados: Sólidos Sedimentares, DQO, DBO 5 dias a 20ºC, Fenóis Totais; pH, Sólidos
Suspensos Totais, Surfactantes, Óleos Minerais e Óleos vegetais e gordura animal.
Como limite máximo permitido pela legislação, adotou-se o limite determinado pela DN
COPAM/CERH-MG Nº 001/2008, por ser o mais restritivo.

A seguir, serão dispostos alguns comentários para os parâmetros monitorados.


Parâmetro Sólidos Sedimentáveis

Os resultados para Sólidos Sedimentáveis no ponto ALE48, referentes aos anos de


2008, 2009, 2010 (Figura G.50), mostraram que a maioria dos valores estavam dentro do
limite definido (1,0 mg/L) pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008. Apenas os meses
agosto e setembro de 2009 excederam o limite da legislação vigente.

Sólidos Sedimentáveis
4

2008
2009
ml / L

2
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 48 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*setembro/2009 – valor para sólidos sedimentares no ponto ALE 48: 11ml/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 ml/L.
Figura G.50. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Sólidos Sedimentares no ponto ALE 48.
Parâmetro DQO

Os resultados para DQO no ponto ALE48, referente aos anos de 2008, 2009, 2010
(Figura G.51) apresentaram a maioria dos pontos acima do limite definido pela legislação
vigente. Apenas o mês janeiro/2010 o valor obtido ficou dentro do limite estabelecido pela
legislação.

DQO
1080

720 2008
mg / L

2009
2010
2011
360

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 48 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 180,0 mg/L.


Figura G.51. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DQO no ponto ALE 48.

Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC

Os resultados para DBO no ponto ALE48 (Figura G.52), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 mostraram a maioria dos valores acima do limite definido pela DN
COPAM/CERH n° 01/2008, com exceção do mês setembro de 2009 que ficou abaixo do
limite (52 mg/L x 60 mg/L).
DBO 5 dias a 20˚C
960

720

2008
2009
mg / L

480
2010
2011

240

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 48 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Setembro/2010 – valor para DBO 5 dias a 20ºC no ponto ALE48: 1.998,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 60,0 mg/L.
Figura G.52. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DBO no ponto ALE48.

Parâmetro Fenóis Totais

Os resultados para fenóis totais no ponto ALE48 (Figura G.53), referente aos anos de
2008, 2009, 2010, mostraram valores dentro do limite preconizado pela legislação em
todos os meses amostrados.

Fenóis Totais
1

0,75
2008
2009
mg / L

2010
0,5
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 48 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,5 mg/L.


Figura G.53. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Fenóis Totais no ponto ALE48.
Parâmetro pH

Os resultados para pH do ponto ALE48 (Figura G.54), referentes aos anos de 2008,
2009, 2010, apresentaram valores dentro do limite definido na legislação (6 > pH < 9).
Nos meses abril, julho, agosto de 2009; março, junho, setembro, novembro e dezembro
de 2010 os valores ficaram acima do limite superior definido pela legislação ambiental
(pH = 9).

pH

15

12

2008
9
2009
2010
6
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 48 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: pH:6-9.


Figura G.54. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE48.

Parâmetro Sólidos Suspensos Totais

Os resultados para sólidos suspensos totais no ponto ALE48 (Figura G.55), referente
aos anos de 2008, 2009, 2010, apresentaram resultados acima do limite definido na DN
COMPA/CERH nº 01/2008 (100 mg/L) na maioria dos meses amostrados. No entanto, os
meses agosto de 2009 e janeiro e fevereiro de 2010 apresentaram valores dentro do
limite preconizado pela legislação.
Sólidos Suspensos Totais
800

600

2008
mg / L

2009
400
2010
2011

200

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 48 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Outubro/2010: valor para sólidos suspensos totais no ponto ALE48: 1.229,0 mg/L; Maio/2010: 897,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 100,0 mg/L.
Figura G.55. Avaliação da carga poluidora – parâmetro sólidos suspensos totais no ponto ALE48.

Parâmetro Surfactante

Os resultados para surfactantes no ponto ALE48 (Figura G.56), referentes os anos de


2008, 2009, 2010 mostraram que alguns dos meses analisados apresentaram valores
acima do limite máximo permitido pela legislação (DN conjunta CERH/COPAM nº 001-
2008). Os meses novembro e dezembro de 2008 e fevereiro, março, maio e julho de
2009 estavam dentro do limite definido na legislação vigente.

No geral, o surfactante tem origem nos produtos de limpeza utilizados na lavagem dos
veículos e equipamentos. Além dos detergentes (que contém os surfactantes), outros
inúmeros produtos de limpeza e solventes, que são utilizados no dia a dia, possuem na
sua composição surfactantes. Os surfactantes ou detergentes são moléculas orgânicas
que acabam por formar espuma na estação de tratamento em que o esgoto é lançado.
Tendem a se agregar à interface ar-água e, nas unidades de aeração, aderem à
superfície das bolhas de ar, formando uma espuma muito estável e difícil de ser
quebrada. Esses produtos acabam por serem encaminhados às caixas SAO's
emulsificam e, desta forma, reduzem o tempo de residência na caixa. Como resultado, a
eficiência de tratamento do sistema diminui muito.
Portanto, caso a substância surfactante seja encontrada em valores altos (acima do limite
máximo permitido para lançamento de efluentes pela DN COPAM- CERH-MG nº 001-
2008) na superfície da água, o surfactante pode impedir as trocas gasosas na lâmina
superficial da água, provocando a alteração na tensão superficial da água.

Surfactantes
40

30

2008
mg / L

2009
20
2010
2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 48 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2,0 mg/L.


Figura G.56. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Surfactante no ponto ALE48.

Parâmetro Óleos Minerais

Os resultados para Óleos Minerais no ponto ALE48 (Figura G.57), referente aos anos de
2008, 2009, 2010, evidenciaram valores dentro do limite definido pela DN
COPAM/CERH-MG 001/2008 para a maioria dos meses monitorados.

Os meses que excederam o limite foram dezembro e abril de 2009.


Óleos Minerais
80

60
2008
2009
mg / L

40 2010
2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 48 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Abril/2009: valor para Óleos minerais no ponto ALE48: 419,3 mg/L; Dezembro/2008: 141,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 20,0 mg/L.
Figura G.57. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Óleos Minerais no ponto ALE48.
EFLUENTE DO SEPARADOR DE ÁGUA E ÓLEO DO POSTO DE ABASTECIMENTO
DE VEÍCULOS LEVES – ALE 49

A Caixa SAO, identificada como ponto de monitoramento ALE 49 recebe efluentes do


separador de água e óleo do posto de combustível de veículos leves (Figura G.58). A
drenagem final da Caixa SAO é direcionada para o rio Piracicaba. A coordenada em UTM
do ponto de coleta é: 657311 / 7768607.

Fonte: Vale S.A., 2011.


Figura G.58. Ponto de Monitoramento ALE 49 - Efluente do separador de Água e Óleo do posto
de abastecimento de veículos leves.

Neste ponto de amostragem foram determinados os seguintes parâmetros a serem


monitorados: Sólidos Sedimentares, DQO, DBO 5 dia a 20ºC, Fenóis Totais, pH, Sólidos
Suspensos Totais, Surfactantes, Óleos Minerais, Óleos Vegetais e gordura animal. Como
limite máximo permitido pela legislação, adotou-se o limite determinado pela DN
COPAM/CERH-MG Nº 001/2008, por ser o mais restritivo.
Parâmetro Sólidos Sedimentares

Os resultados para Sólidos Sedimentares no ponto ALE49 (Figura G.59), referentes aos
anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram valores dentro do limite definido (1,0 mg/L)
pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008.

Sólidos Sedimentáveis
1

0,75

2008
ml / L

2009
0,5
2010
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 ml/L.


Figura G.59. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Sólidos Sedimentares no ponto ALE49.

Parâmetro DQO
Os resultados para DQO no ponto ALE49 (Figura G.60), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 apresentaram alguns valores acima do limite preconizado pela DN
COPAM/CERH nº 01/2008 (180 mg/L) nos meses janeiro e maio de 2010 e abril,
setembro e outubro de 2011. Os demais meses obtiveram valores dentro do limite
definido na legislação vigente.
DQO
540

360 2008
mg / L

2009
2010
2011
180

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Janeiro/2010: valor para DQO no ponto ALE 49: 2.245,0 mg/L; Maio/2010: 694,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 180,0 mg/L.
Figura G.60. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DQO no ponto ALE49.

Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC

Os resultados para DBO no ponto ALE49 (Figura G.61), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 evidenciaram valores acima do limite definido pela DN
COPAM/CERH-MG nº 001/2008 nos meses janeiro, maio, junho, julho, agosto, setembro
e outubro de 2010 e março, abril, maio, junho, julho, agosto e setembro de 2011. No
entanto, os demais meses estão dentro do limite definido pela legislação vigente (60
mg/L).
DBO 5 dias a 20˚C
240

180

2008
mg / L

2009
120
2010
2011

60

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Janeiro/2010: valor para DBO no ponto ALE 49: 1.192,0 mg/L; Maio/2010: 500,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 60,0 mg/L.
Figura G.61. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DBO no ponto ALE49.

Parâmetro Fenóis Totais

Os resultados para fenóis totais no ponto ALE49 (Figura G.62), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite preconizado pela
legislação vigente para a maioria dos meses amostrados durante o monitoramento. Além
disso, os meses maio e novembro de 2010 e setembro e outubro de 2011 obtiveram
valores acima do limite da legislação.
Fenóis Totais
1

0,75
2008
2009
mg / L

0,5 2010
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,5 mg/L.


Figura G.62. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Fenóis Totais no ponto ALE49.

Parâmetro pH

Os resultados para pH do ponto ALE49 (Figura G.63), referentes aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011, mostraram que os valores estavam dentro do limite definido na
legislação (6 > pH < 9) . Apenas o mês de março de 2011 estava acima do limite máximo
definido pela legislação ambiental (pH 9,78 x pH < 9).

pH
15

12

9 2008
2009
6 2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: pH:6-9.


Figura G.63. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE49.
Parâmetro Sólidos Suspensos Totais

Os resultados para sólidos suspensos totais no ponto ALE49 (Figura G.64), referente
aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram resultados dentro do limite definido
pela DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008 (100 mg/L). Apenas os meses janeiro e maio de
2010 excederam o limite definido pela legislação.

Sólidos Suspensos Totais


200

150

2008
mg / L

2009
100
2010
2011

50

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Janeiro/2010: valor para sólidos suspensos totais: 1.515,0 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 100,0 mg/L.
Figura G.64. Avaliação da carga poluidora – parâmetro sólidos suspensos totais no ponto ALE49.

Parâmetro Surfactante

Os resultados para surfactantes no ponto ALE49 (Figura G.65), referentes aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram valores dentro do limite máximo permitido (2,0
mg/L) pela Deliberação Normativa. Os meses abril, maio, junho e agosto de 2010 e
março de 2011 excederam o limite preconizado pela legislação vigente.
Surfactantes
8

2008
mg / L

2009
4
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Maio/2010 – valor para surfactantes no ponto ALE49: 19,0 mg/L; Março/2011: 8,4 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2,0 mg/L.
Figura G.65. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Surfactantes no ponto ALE49.

No geral, o surfactante tem origem nos produtos de limpeza utilizados na lavagem dos
veículos e equipamentos. Além dos detergentes (que contém os surfactantes), outros
produtos de limpeza e solventes são utilizados na Mina. Entretanto, estes produtos que
acabam podem emulsificar o óleo, reduzindo o seu tempo de residência na caixa. Como
resultado, ocorrerá a redução da eficiência de tratamento do sistema.

Parâmetro Óleos Minerais

Os resultados para óleos minerais do ponto ALE49 (Figura G.66), referentes aos anos
de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite definido pela
legislação. Além disso, os meses janeiro e agosto de 2010 atingiram valores acima do
limite preconizado pela DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008.
Óleos Minerais
40

30
2008
2009
mg / L

20 2010
2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Janeiro/2010: valor para óleos minerais no ponto ALE 49: 1.150,0 mg/L; Agosto/2010: 42,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 20,0 mg/L.
Figura G.66. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Óleos Minerais no ponto ALE49.

O óleo mineral pode ser explicado pelo uso de óleo diesel e/ou lubrificantes, ou qualquer
derivado do petróleo. O óleo mineral e o óleo vegetal possuem amplo espectro de uso
como, por exemplo, são utilizados isoladamente tanto no controle de insetos e fungos.
Em grandes quantidades na superfície da água alteram a tensão superficial, ou seja,
impedem que microrganismos aquáticos (fitoplânctons e zooplânctons) realizem as trocas
gasosas (respiração) através da tensão superficial da água.

Parâmetro Óleos vegetais e gordura animal

Os resultados para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE49 (Figura G.67),
referente aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011 mostraram valores dentro do limite
preconizado pela legislação (50,0 mg/L) para a maioria dos meses amostrados durante o
monitoramento. Apenas os meses janeiro e julho de 2009 obtiveram valores acima do
limite definido na legislação vigente.
Óleos Vegetais e Gordura Animal
100

75
2008
2009
mg/L

50 2010
2011

25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 49 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Janeiro/2010- valor para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE 49: 728,0mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 50,0 mg/L.
Figura G.67. Avaliação da carga poluidora – parâmetro óleos vegetais e gordura animal no ponto
ALE49.

EFLUENTE DO SEPARADOR DE ÁGUA E ÓLEO DA OFICINA DE AFIAÇÃO DA


BRITAGEM – ALE50.

A Caixa SAO, identificada como ponto de monitoramento ALE50 (Figura G.68), recebe
efluentes do separador de água e óleo da oficina de afiação. A drenagem final da caixa
SAO é direcionada para o rio Piracicaba. A coordenada em UTM do ponto de coleta é:
658261 / 7768718.
Fonte: Vale., 2011.
Figura G.68. Ponto de Monitoramento ALE50 - Caixa Separadora de Água e Óleo – SAO da
oficina de afiação.

Neste ponto de amostragem foram determinados os seguintes parâmetros a serem


monitorados: Sólidos Sedimentares, DQO, DBO 5 dias a 20ºC, Fenóis Totais; pH, Sólidos
Suspensos Totais, Surfactantes, Óleos Minerais e Óleos vegetais e gordura animal.
Como limite máximo permitido pela legislação, adotou-se o limite determinado pela DN
COPAM/CERH-MG Nº 001/2008, por ser o mais restritivo.

A seguir, serão dispostos alguns comentários para os parâmetros monitorados.

Parâmetro Sólidos Sedimentares

Os resultados para Sólidos Sedimentares no ponto ALE50 (Figura G.69), referentes aos
anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite definido (1,0
ml/L) pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008. No entanto os meses novembro e dezembro
de 2008 e abril e maio de 2009 excederam o limite da legislação vigente.
Sólidos Sedimentáveis
8

2008
ml/ L

2009
4
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 ml/L.


Figura G.69. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Sólidos Sedimentares no ponto ALE50.

Os parâmetros monitorados, DQO, DBO 5 dias a 20ºC e Fenóis Totais (Figuras 70,71 e
72)) neste ponto apresentaram valores dentro dos limites estabelecidos pela DN
COPAM/CERH-MG nº 001/2008, em seu Art.29.

DQO
240

180

2008
mg / L

2009
120
2010
2011

60

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 180,0 mg/L.


Figura G.70. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DQO no ponto ALE50.
DBO 5 dias a 20˚C
60

45

2008
mg / L

2009
30
2010
2011

15

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 60,0 mg/L.


Figura G.71. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DBO no ponto ALE50.

Fenóis Totais
1

0,75
2008
2009
mg / L

2010
0,5
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta
Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,5 mg/L.


Figura G.72. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Fenóis Totais no ponto ALE50.
Parâmetro pH

Os resultados para pH do ponto ALE50 (Figuras G.73), referentes aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite definido na legislação (6 > pH
< 9) . Por outro lado, o valor do parâmetro referente aos meses fevereiro março e abril de
2009 estava abaixo do limite mínimo definido na legislação vigente (pH > 6).

pH

15

12

2008
9
2009
2010
6
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: pH:6-9.


Figura G.73. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE50.

Parâmetro Sólidos Suspensos Totais

Os resultados para sólidos suspensos totais no ponto ALE50 (Figura G.74), referente
aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram resultados acima do limite definido
na DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008 (100 mg/L) nos meses dezembro de 2008 e abril
e maio de 2009. Os demais meses amostrados ficaram dentro do limite estabelecido pela
legislação vigente.
Sólidos Suspensos Totais
400

300

2008
mg / L

2009
200
2010
2011

100

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Valor para sólidos suspensos totais no ponto ALE50: Novembro/2008: 523,0 mg/L e Abril/2009: 495,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 100,0 mg/L.
Figura G.74. Avaliação da carga poluidora – parâmetro sólidos suspensos totais no ponto ALE50.

Parâmetro Surfactantes

Os resultados para Surfactantes no ponto ALE50 (Figura G.75), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram resultados dentro do limite máximo permitido
(2,0 mg/L) pela Deliberação Normativa. No entanto os valores dos meses dezembro de
2008; fevereiro e março de 2009 e novembro de 2011 ficaram acima do limite definido na
legislação.
Surfactantes
8

2008
mg / L

2009
4
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2,0 mg/L.


Figura G.75. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Surfactantes no ponto ALE50.

Parâmetro Óleos Minerais

Os resultados para Óleos Minerais no ponto ALE50 (Figura G.76), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram valores dentro do limite preconizados pela
legislação. Apenas os valores dos meses abril e maio de 2009 excederam o limite
estabelecido pela DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008.

Óleos Minerais
40

30
2008
2009
mg / L

20 2010
2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Abril/2009: valor para Óleos minerais no ponto ALE50: 216,6 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 20,0 mg/L.
Figura G.76. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Óleos Minerais no ponto ALE50.
Parâmetro Óleos vegetais e gordura animal

Os resultados para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE50 (Figura G.77),
referente aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011 mostraram valores dentro do limite
preconizado pela legislação (50,0 mg/L). Apenas em abril de 2009 o valor obtido excedeu
o limite da legislação (54,3 mg/L x 50 mg/L).

Óleos Vegetais e Gordura Animal


50

40

2008
30 2009
mg / L

2010
2011
20

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 50 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Abril/2009- valor para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE50: 216,6 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 50,0 mg/L.
Figura G.77. Avaliação da carga poluidora – parâmetro óleos vegetais e gordura animal no ponto
ALE50.

EFLUENTE DO SEPARADOR DE ÁGUA E ÓLEO DA MEC I USINA – ALE51

A Caixa SAO, identificada como ponto de monitoramento ALE51 (Figura G.78) recebe
efluentes do separador de água e óleo da MEC I Usina. A drenagem final da caixa SAO é
direcionada para a barragem. A coordenada em UTM do ponto de coleta é: 657607 /
7769261.

Ressalta-se que o efluente tratado dessa caixa SAO é recirculados para a usina, ou seja,
retorna ao processo produtivo. Esse efluente não é lançado diretamente no copor hídrico
Fonte: Vale S.A., 2011.
Figura G.78. Ponto de Monitoramento ALE 51 da Caixa Separadora de Água e Óleo – SAO da
MEC I – Usina.

Neste ponto de amostragem foram determinados os seguintes parâmetros a serem


monitorados: Sólidos Sedimentares, DQO, DBO 5 dias a 20ºC, Fenóis Totais; pH, Sólidos
Suspensos Totais, Surfactantes, Óleos Minerais e Óleos vegetais e gordura animal.
Como limite máximo permitido pela legislação, adotou-se o limite determinado pela DN
COPAM/CERH-MG Nº 001/2008, por ser o mais restritivo.

A seguir, serão dispostos alguns comentários para os parâmetros monitorados.

Parâmetro Sólidos Sedimentares

Os resultados para Sólidos Sedimentares no ponto ALE51 (Figura G.79), referentes aos
anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite definido (1,0
mg/L) pela DN COPAM/CERH-MG 001/2008. No entanto os meses agosto de 2009 e
julho e outubro de 2010 excederam o limite da legislação vigente.
Sólidos Sedimentáveis
4

2008
mg / L

2009
2
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO- Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 ml/L.


Figura G.79. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Sólidos Sedimentares no ponto ALE51.

Parâmetro DQO

Os resultados para DQO no ponto ALE51 (Figura G.80), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 apresentaram valores acima do limite preconizado pela Deliberação
Normativa na maioria dos meses amostrados. No entanto os meses abril e maio de 2010
e março e agosto de 2011 evidenciaram valores dentro do limite definido na legislação
vigente.
DQO
1440

1080
2008
mg / L

2009
720
2010
2011

360

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*outubro/2010 – valor para DQO no ponto ALE51: 1.855,0 mg/L; junho/2011: 1.490,0 mg/L; outubro/2011: 2.375,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 180,0 mg/L.
Figura G.80. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DQO no ponto ALE51.

Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC

Os resultados para DBO no ponto ALE51 (Figura G.81), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 evidenciaram a maioria dos valores acima do limite preconizado pela
legislação. Apenas os meses maio de 2010 e março de 2011 ficaram dentro do limite
estabelecido pela legislação vigente (60 mg/L).
DBO 5 dias a 20˚C
960

720

2008
mg / L

2009
480
2010
2011

240

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Outubro/2010 – valor para DBO 5 dias a 20ºC: 1.394,0 mg/L; outubro/2011: 1.196,0 mg/L.
Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 60,0 mg/L.
Figura G.81. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DBO no ponto ALE51.

Parâmetro Fenóis Totais

Os resultados para fenóis totais no ponto ALE51 (Figura G.82), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite preconizado pela
legislação vigente em todos os meses amostrados durante o monitoramento.

Fenóis Totais
1

0,75
2008
2009
mg / L

2010
0,5
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,5 mg/L.


Figura G.82. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Fenóis Totais no ponto ALE51.
Parâmetro pH

Os resultados para pH do ponto ALE51 (Figura G.83), referentes aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011, apresentaram os valores dentro do limite definido na legislação (6 >
pH < 9) . Os meses junho e dezembro de 2008; abril, maio, julho, agosto e setembro de
2009 e março, junho e julho de 2010 evidenciaram valores acima do limite preconizado
na legislação vigente. Por outro lado, os meses julho e dezembro de 2008 mostraram
valores abaixo do limite estabelecidos na legislação (pH > 6).

pH

12

9
2008
2009
6
2010
2011
3

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Maio/2009 – valor para pH no ponto ALE51: 12,7; agosto/2009: 13,0; setembro/2009: 12,4
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: pH:6-9.
Figura G.83. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE51.

Parâmetro Sólidos Suspensos Totais

Os resultados para sólidos suspensos totais no ponto ALE51 (Figura G.84), referente
aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, evidenciaram resultados dentro do limite definido
pela DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008 (100 mg/L). Porém os meses julho, agosto,
setembro e outubro de 2009; março, junho, julho e outubro de 2010 e janeiro, abril, julho
e setembro de 2011 apresentaram valores acima do limite definido pela legislação (100
mg/L).
Sólidos Suspensos Totais
400

300

2008
mg / L

2009
200
2010
2011

100

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*outubro/2010-valor para sólidos suspensos totais no ponto ALE51: 425,0 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 100,0 mg/L.
Figura G.84. Avaliação da carga poluidora – parâmetro sólidos suspensos totais no ponto ALE51.

Parâmetro Surfactante

Os resultados para surfactantes no ponto ALE51 (Figura G.85), referentes aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011 apresentaram valores acima do limite máximo permitido pela
legislação (DN conjunta CERH/COPAM nº 001/2008) na maioria dos meses amostrados,
exceto os meses fevereiro, março, julho, agosto de 2009; abril, maio e setembro de 2010
e março e setembro de 2011.
Surfactantes
40

30

2008
mg / L

2009
20
2010
2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*setembro/2009 – valor para surfactantes no ponto ALE51: 41,7 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2 mg/L.
Figura G.85. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Surfactantes no ponto ALE51.

Parâmetro Óleos Minerais

Os resultados para óleos minerais no ponto ALE51 (Figura G.86), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011 mostraram valores dentro do limite estabelecido pela legislação
(50,0 mg/L) para a maioria dos meses amostrados. No entanto, os meses abril, junho,
julho, agosto e setembro e abril de 2009 obtiveram valores acima do limite definido na
legislação vigente.
Óleos Minerais
40

30
2008
2009
mg / L

20 2010
2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Valor para óleos minerais no ponto ALE51: Junho/2009: 155,7 mg/L e Julho/2009: 100,5 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 20,0 mg/L.
Figura G.86. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Óleos Minerais no ponto ALE51.

Parâmetro Óleos vegetais e gordura animal

Os resultados para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE51 (Figura G.87),
referente aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011 evidenciaram valores dentro do limite
estabelecido pela legislação (50,0 mg/L) na maioria dos meses amostrados. Apenas os
meses julho e agosto de 2009 apresentaram valores acima do limite definido na
legislação vigente.
Óleos Vegetais e Gordura Animal
100

75
2008
2009
mg / L

50 2010
2011

25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 51 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Agosto/2009: valor para óleos vegetais e gordura animal: 131,7 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 50,0 mg/L.
Figura G.87. Avaliação da carga poluidora – parâmetro óleos vegetais e gordura animal no ponto
ALE51.

ENTRADA DO SEPARADOR DE AGUA E OLEO DO CENTRO DE MANUTENÇÃO –


ALE52

A Caixa SAO, identificada como ponto de monitoramento ALE52 (Figura G.88), recebe
efluentes do separador de água e óleo do centro de manutenção. A drenagem final da
caixa SAO é direcionada para o rio Piracicaba. A coordenada em UTM do ponto de coleta
é: 656740 / 7767652.
Fonte: Vale S.A., 2011.
Figura G.88. Ponto de Monitoramento ALE52 - Caixa Separadora de Água e Óleo – SAO do
centro de manutenção.

Neste ponto de amostragem foram determinados os seguintes parâmetros a serem


monitorados: Sólidos Sedimentares, DQO, DBO 5 dias a 20ºC, Fenóis Totais; pH, Sólidos
Suspensos Totais, Surfactantes, Óleos Minerais e Óleos vegetais e gordura animal.
Como limite máximo permitido pela legislação, adotou-se o limite determinado pela DN
COPAM/CERH-MG Nº 001/2008, por ser o mais restritivo.

A seguir, serão dispostos alguns comentários para os parâmetros monitorados.

Parâmetro Sólidos Sedimentares

Os resultados para Sólidos Sedimentares no ponto ALE52 (Figura G.89), referentes aos
anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, evidenciaram valores dentro do limite definido pela
Deliberação Normativa COPAM/CERH-MG 001/2008. Porém os meses julho e agosto de
2009 e março e novembro de 2010 excederam o limite da legislação vigente (1,0 mg/L).
Sólidos Sedimentáveis
4

2008
mg / L

2009
2
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Julho/2009: valor para sólidos sedimentares no ponto ALE52: 35,0 ml/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 ml/L.
Figura G.89. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Sólidos Sedimentares no ponto ALE52.

Parâmetro DQO

Os resultados para DQO no ponto ALE52 (Figura G.90), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 evidenciaram valores acima do limite estabelecido pela legislação
(180 mg/L) na maioria dos meses amostrados. Apenas os meses abril e novembro de
2010 obtiveram valores dentro do limite definido na legislação vigente.
DQO
1800

1440

2008
1080
2009
mg / L

2010
720
2011

360

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*outubro/2010 –valor para DQO no ponto ALE52: 2.920,0 mg/L; dezembro/2010: 1.860,0 mg/L.
Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 180,0 mg/L.
Figura G.90. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DQO no ponto ALE52.

Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC

Os resultados para DBO no ponto ALE52 (Figura G.91), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 apresentaram valores acima do limite definido pela Deliberação
Normativa COPAM/CERH-MG nº 001/2008 (60 mg/L) em todos os meses amostrados
durante o monitoramento.
DBO 5 dias a 20˚C
1200

960

2008
720
2009
mg / L

2010
480
2011

240

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*outubro/2010 – valor para DBO 5 dias a 20ºC no ponto ALE52: 2.392,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 60,0 mg/L.
Figura G.91. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DBO no ponto ALE52.

Parâmetro Fenóis Totais

Os resultados para fenóis totais no ponto ALE52 (Figura G.92), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, evidenciaram valores dentro do limite definidos pela legislação
vigente. Apenas o mês de março de 2010 excedeu o limite estabelecido na DN
COPAM/CERH-MG 001/2008 (0,5 mg/L).
Fenóis Totais
1

0,75
2008
2009
mg / L

2010
0,5
2011

0,25

0
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Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Março/2010: valor para fenóis totais no ponto ALE 52: 3,7 mg/L.
Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,5 mg/L.
Figura G.92. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Fenóis Totais no ponto ALE52.

Parâmetro pH

Os resultados para pH no ponto ALE52 (Figura G.93), referente aos anos de 2008, 2009,
2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite estabelecido pela legislação DN
COPAM/CERH-MG 001/2008 na maioria dos meses amostrados. Os resultados dos
meses outubro de 2009 e janeiro e fevereiro de 2010 estão abaixo do limite da legislação
(ph > 6). Além disso, o mês de março obteve valores acima do limite definido pela
legislação vigente.
pH

12

9
2008
2009
6
2010
2011
3

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: pH:6-9.


Figura G.93. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE52.

Parâmetro Sólidos Suspensos Totais

Os resultados para sólidos suspensos totais no ponto ALE52 (Figura G.94), referente
aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram resultados dentro do limite definido
pela DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008 (100 mg/L). Porém os meses agosto e
setembro de 2009 e março, abril, maio, julho, agosto, setembro, novembro e dezembro
de 2010 excederam o limite definido pela legislação vigente.
Sólidos Suspensos Totais
800

600

2008
mg / L

2009
400
2010
2011

200

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 100,0 mg/L.


Figura G.94. Avaliação da carga poluidora – parâmetro sólidos suspensos totais no ponto ALE52.

Parâmetro Surfactantes

Os resultados para surfactantes no ponto ALE52 (Figura G.95), referentes aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram valores acima do limite máximo permitido (2,0 mg/L)
pela Deliberação Normativa na maioria dos meses amostrados. Apenas o mês de
setembro de 2009 obteve valor dentro do limite estabelecido na legislação (1,5 5 mg/L x
2,0 mg/L).

Surfactantes
60

40
2008
2009
mg / L

2010
2011
20

0
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Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*maio/2010 – valor para surfactantes no ponto ALE52: 63 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2 mg/L.
Figura G.95. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Surfactantes no ponto ALE52.
Parâmetro Óleos Minerais

Os resultados para óleos minerais do ponto ALE52 (Figura G.96), referentes aos anos
de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite definido pela
legislação. Porém os meses julho e setembro de 2009 e março, abril, julho, novembro e
dezembro de 2010 excederam os limites preconizados pela DN COPAM/CERH-MG nº
001/2008 (20,0 mg/L).

Óleos Minerais
80

60
2008
2009
mg / L

40 2010
2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*julho/2009 - valor para óleos minerais no ponto ALE52: 94,4 mg/L; Novembro/2010: 1.155 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 20,0 mg/L.
Figura G.96. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Óleos Minerais no ponto ALE52.

Parâmetro óleos vegetais e gordura animal

Os resultados para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE52 (Figura G.97),
referente aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011 apresentaram valores dentro do limite
estabelecido pela legislação (50,0 mg/L) para a maioria dos meses amostrados durante o
monitoramento. Apenas os meses agosto de 2009 e julho e novembro de 2010 obtiveram
valores acima do limite definido na legislação vigente.
Óleos Vegetais e Gordura Animal
100

75
2008
2009
mg / L

50 2010
2011

25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 52 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Novembro/2010: valor para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE52: 1.280,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 50,0 mg/L.
Figura G.97. Avaliação da carga poluidora – parâmetro óleos vegetais e gordura animal no ponto
AL 52.

ENTRADA DO SEPARADOR DE AGUA E OLEO ETEO DA OFICINA NOVA – ALE53

A ETEO, identificada como ponto de monitoramento ALE53 (Figura G.98), recebe


efluentes do separador de água e óleo da oficina nova. A drenagem final da ETEO é
direcionada para rio Piracicaba. A coordenada em UTM do ponto de coleta é: 657067 /
7768566.

Ressalta-se que esta ETEO ALE53 substitui o ponto da caixa SÃO.


Fonte: Vale S.A., 2011.
Figura G.1. Ponto de Monitoramento ALE53 - Entrada do separador de Água e Óleo – SAO da
oficina nova.

Neste ponto de amostragem foram determinados os seguintes parâmetros a serem


monitorados: Sólidos Sedimentares, DQO, DBO 5 dias a 20ºC, Fenóis Totais; pH, Sólidos
Suspensos Totais, Surfactantes, Óleos Minerais e Óleos vegetais e gordura animal.
Como limite máximo permitido pela legislação, adotou-se o limite determinado pela DN
COPAM/CERH-MG Nº 001/2008, por ser o mais restritivo.

A seguir, serão dispostos alguns comentários para os parâmetros monitorados.

Parâmetro Sólidos Sedimentares

Os resultados para Sólidos Sedimentares no ponto ALE53 (Figura G.99), referentes aos
anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite estabelecido
pela legislação vigente. Porém nos meses agosto de 2009 e julho de 2010 os valores
excederam o limite preconizado na legislação DN COPAM/CERH-MG 001/2008.
Sólidos Sedimentáveis
2

1,5

2008
2009
ml / L

1
2010
2011

0,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*agosto/2009 – valor para sólidos sedimentares no ponto ALE53: 2,0ml/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 ml/L.
Figura G.99. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Sólidos Sedimentares no ponto ALE53.

Parâmetro DQO

Os resultados para DQO no ponto ALE53 (Figura G.100), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 mostraram que na maioria dos meses amostrados valores acima do
limite estabelecido pela legislação DN COPAM/CERH-MG (180 mg/L). Com exceção dos
meses novembro de 2009 e janeiro de 2010 que apresentaram valores dentro do limite
definido na legislação.
DQO
1080

720 2008
mg / L

2009
2010
2011
360

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Dezembro de 2010: valor para DQO no ponto ALE 53: 2.455 mg/L
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 180,0 mg/L.
Figura G.100. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DQO no ponto ALE53.

Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC

Os resultados para DBO no ponto ALE53 (Figura G.101), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011 demonstraram valores acima do limite definido pela legislação (60
mg/L) na maioria dos meses monitorados. Apenas os meses dezembro de 2009 e janeiro
de 2010 apresentaram valores que excederam o limite preconizado pela legislação
vigente.
DBO 5 dias a 20˚C
960

720

2008
2009
mg / L

480
2010
2011

240

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta Mensal

*Dezembro de 2010: valor para DBO 5 dias a 20ºC no ponto ALE53: 1.593 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 60,0 mg/L.
Figura G.101. Avaliação da carga poluidora – parâmetro DBO no ponto ALE53.

Parâmetro Fenóis Totais


Os resultados para fenóis totais no ponto ALE53 (Figura G.102), referente aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite definidos pela legislação
vigente DN COPAM/CERH-MG 001/2008 (0,5 mg/L) em todos os meses amostrados
durante o monitoramento.

Fenóis Totais
1

0,75
2008
2009
2010
mg / L

0,5
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,5 mg/L.


Figura G.102. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Fenóis Totais no ponto ALE53.
Parâmetro pH
Os resultados para pH no ponto ALE53 (Figura G.103), referente aos anos de 2008,
2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite preconizado pela legislação.
Apenas os meses agosto e outubro de 2009 e junho, agosto, setembro e novembro de
2010 evidenciaram valores acima dos limites definidos na legislação DN COPAM/CERH-
MG 001/2008.

pH

12

9
2008
2009
6
2010
2011
3

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta


Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: pH:6-9.


Figura G.103. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE53.

Parâmetro Sólidos Suspensos Totais

Os resultados para sólidos suspensos totais no ponto ALE53 (Figura G.104), referente
aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram resultados acima do limite definido
pela DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008 (100 mg/L) na maioria dos meses amostrados.
Apenas os meses janeiro e junho de 2010 apresentaram valores dentro do limite definido
pela legislação vigente (2 mg/L x 100 mg/L). Cabe ressaltar que não houve dados
referente aos meses fevereiro, março, abril, maio durante os quatro anos de
monitoramento e janeiro e junho houve coleta apenas para o ano de 2010.
Sólidos Suspensos Totais
1800

1200
2008
mg / L

2009
2010
2011
600

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 100,0 mg/L.


Figura G.104. Avaliação da carga poluidora – parâmetro sólidos suspensos totais no ponto
ALE53.

Parâmetro Surfactante

Os resultados para surfactantes no ponto ALE53 (Figura G.105), referentes aos anos de
2008, 2009, 2010 e 2011, mostraram valores acima do limite máximo permitido
preconizado na legislação 2,0 mg/L) na maioria dos meses amostrados. Apenas os
meses de setembro, novembro e dezembro de 2009 e janeiro e outubro de 2010
apresentaram valores acima do limite estabelecido na legislação vigente.
Surfactantes
32

24

2008
2009
mg / L

16
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2 mg/L.


Figura G.105. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Surfactantes no ponto ALE53.

Parâmetro Óleos Minerais

Os resultados para óleos minerais do ponto ALE53 (Figura G.106), referentes aos anos
de 2008, 2009, 2010 e 2011, evidenciaram valores dentro do limite definido pela
legislação DN COPAM/CERH-MG 001/2008. No entanto, os meses agosto e outubro de
2009 e agosto de 2010 apresentaram valores que excederam os limites estabelecidos na
legislação (20,0 mg/L).
Óleos Minerais
40

30
2008
2009
mg / L

20 2010
2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 20,0 mg/L.


Figura G 106. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Óleos Minerais no ponto ALE53.

Parâmetro Óleos vegetais e gordura animal

Os resultados para óleos vegetais e gordura animal no ponto ALE53 (Figura G.107),
referente aos anos de 2008, 2009, 2010 e 2011 apresentaram valores dentro do limite
estabelecido pela legislação (50,0 mg/L) para todos os meses amostrados.

Óleos Vegetais e Gordura Animal


100

75
2008
2009
mg / L

50 2010
2011

25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 53 - Caixa SAO - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 50,0 mg/L.


Figura G.107. Avaliação da carga poluidora – parâmetro óleos vegetais e gordura animal no ponto
ALE53.
Como já foi abordado em itens anteriores na Oficina Nova funcionava o pontos caixa
SAO ALE 48 que foi substituído por uma ETEO ALE 53. Logo as informações sobre SAO
e ETEO deve ser conectadas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto acima, pode-se perceber que, as caixas SAO e a estação de


tratamento de efluentes oleosos da oficina de manutenção apresentaram, em geral,
desempenho ambiental satisfatório, não comprometendo o uso preponderante do curso d’
água a jusante do empreendimento, ou seja, não contribui para a alteração e/ou
modificação do enquadramento (classe 2) da bacia hidrográfica à qual a mina de Alegria
está inserida.
9.6. Resíduos sólidos: planilhas de dados mensais de acompanhamento da
geração, armazenamento temporário, transporte e destinação final dos resíduos
sólidos industriais nos últimos dois anos. Situações anormais na geração,
armazenamento, transporte e disposição final deverão ser sucintamente relatadas e
justificadas, assim como as medidas corretivas adotadas para solução das
mesmas.

Serão apresentados, neste anexo, dados anuais da geração de resíduos do


empreendimento referente aos anos de 2010 e 2011. As informações que se seguem
foram extraídas dos inventários de resíduos sólidos minerários apresentados pelo
empreendimento junto à FEAM. Ressaltamos que os dados sobre a geração mensal de
resíduos foi obtida por meio da média anual de geração de resíduos do empreendimento.
QUADRO G.4
Resíduos Sólidos – Mina de Alegria Ano Base 2011

Classe I - Perigosos Destinação Classe II A – Não Inerte Destinação Classe II B – Inerte Destinação
100%
01 - Lâmpada Descontaminação – 17,92% Dentro da mineração
09 - Filmes e pequenas
(fluorescentes, RECITEC – piso em área coberta. 16 - Papel papelão = 100% Posto de coleta
embalagens de plástico =
incandescentes, outros) impermeável em área 82,07% Posto de coleta 53,324 t/ano seletiva – CEMAR.
38,625 t/ano
= 0,268 t//ano coberta. seletiva – CAMAR.

3,56% Dentro da mineração


100% Dentro da 10 - Resíduos de
02 - Resíduo de em área coberta. 17 - Mangote com 100% Dentro da
mineração em área restaurante (restos de
Impressão (Toner, etc) = 96,43% Aterro industrial – terminal = 13,610 mineração em área
coberta com piso alimentos) = 146,146
0,181 t/ano ESSENCIS MG SOLUÇÕES t/ano coberta.
impermeável. t/ano
– em solo e área descoberta.
96,94% Reutilização
externa – SMF Cabos
18 - Sucata de
11 - Sucata de metais 100% Reutilização externa - Elétricos – em área
03 - Hospitalares = 0,019 100% Incineração - componentes
não ferrosos = 28,739 COMERCIAL MAFERJE coberta.
t/ano SERQUIP eletroeletrônicos =
t/ano LTDA – área coberta 3,05% Dentro da
8,458 t/ano
mineração em área
coberta.
3,48% Dentro da mineração
100% Re-refino de
em área coberta. 19 - Resíduos
óleo - PETROLUB 12 - Resíduo de
04 - Óleo lubrificante 96,51% Aterro industrial - gerados fora do 100% Aterro Industrial -
INDUSTRIAL – em Construção Civil =
usado = 558,390 t/ano ESSENCIS - em solo, área processo industrial = ESSENCIS.
área coberta com piso 447,737 t/ano
descoberta. 93,581 t/ano
impermeável.
Classe I - Perigosos Destinação Classe II A – Não Inerte Destinação Classe II B – Inerte Destinação
16,17% Dentro da
mineração, em érea
descoberta com piso
100% Reutilização 4,71% Dentro da mineração impermeável.
Externa - RADAR 13 - Resíduos de varrição em área coberta. 32,14% Reutilização
05 - Pilhas e baterias = 20 - Pneus = 429,580
PEÇAS E SERVIÇOS de fábrica = 160,636 95,28% Aterro industrial – externa – MAZOPEÇAS
34,837 t/ano t/ano
– em área coberta com t/ano ESSENCIS – no solo, em – área descoberta.
piso impermeável. área descoberta. 51,67% Reciclagem
externa –
RUBBERBRASS – área
coberta.
100% Formulação de 14,63% Dentro da
2,45% Dentro da mineração,
Blend de resíduos - mineração em área
06 - Resíduos oleosos do em área coberta. 21 - Resíduo de
RECITEC - em área 14 – Resíduos de vidro = descoberta.
sistema separador água 97,54% Aterro industrial – borracha = 144,973
descoberta com piso 1,916 t/ano 85,36% Aterro industrial
e óleo = 229,498 t/ano ESSENCIS – em solo, área t/ano
impermeável. – ESSENCIS – em solo
descoberta.
com área descoberta.
22,67% Dentro da
mineração, em área
1,93% Posto de coleta
coberta com piso
seletiva – PREFEITURA
impermeável. 22 - Resíduos de
07 - Embalagens vazias 15 – Resíduo de ETE 100% Aterro industrial – DE MARIANA – área
77,32% Formulação de madeira contaminada
contaminadas com tintas com mat. Biológico não ESSENCIS – em solo, área descoberta.
blend de resíduos – ou não = 201,606
= 3,661 t/ano tóxico = 2,250 t/ano descoberta. 98,06% Dentro da
RECITEC – área t/ano
mineração em área
coberta com piso
descoberta.
impermeável.
8,37% Dentro da
100% Incineração – mineração em área
08 – Resíduos oriundos 23 - Sucata de metais
SERQUIP – em área coberta.
de laboratórios industriais ferrosos = 1.267,422
coberta com piso 91,62% Reciclagem
= 0,240 t/ano t/ano
impermeável. externa - ARCELLOR –
em área descoberta.
37,95% Dentro da
mineração em área
24 – Big bags não
coberta.
contaminados = 7,430
62,04% Aterro industrial
t/ano
– ESSENCIS – solo em
área descoberta.
QUADRO G.5
Resíduos Sólidos – mina de Alegria Ano Base 2010

Classe I - Perigosos Destinação Classe II A – Não Inerte Destinação Classe II B – Inerte Destinação
35,30% Dentro da
mineração, em área
93,36% Dentro da
coberta com piso 47,99% Reciclagem externa
mineração em área
01 - Lâmpadas impermeável. – BEMPLAST INDÚSTRIA E
07 - Filmes e pequenas 13 - Papel de papel e coberta.
(fluorescentes, 64,69% COMÉRCIO – em área
embalagens de plástico = papelão = 49,445 6,63% Posto de coleta
incandescentes, outros) Descontaminação – coberta.
20,017 t/ano t/ano seletiva – PREFEITURA
= 0,490 t//ano RECITEC – área 52,00% Dentro da mineração
DE OURO PRETO – em
coberta com piso em área coberta.
área coberta
impermeável.

2,4% Dentro da mineração 19,54% Sucateiros


em área coberta. intermediários – RP de
100% Dentro da
02 - Resíduo de 08 - Resíduos de 23,85% Outras formas de 14 - Mangote com SOUZA – em área
mineração em área
Impressão (Toner etc) = restaurante (restos de disposição. terminal = 52,532 descoberta.
coberta com piso
0,144 t/ano alimentos) = 59,500 t/ano 73,74% Aterro Industrial – t/ano 80,45% Dentro da
impermeável.
ESSENCIS – no solo, em mineração em área
área descoberta. coberta.
24,10% Dentro da mineração
em área descoberta.
13 - Sucata de 100% Dentro da
09 - Sucata de metais 75,89% Sucateiros
03 - Hospitalares = 0,011 100% Incineração - componentes mineração em área
não ferrosos = 24,652 Intermediários -
t/ano SERQUIP. eletroeletrônicos = coberta com piso
t/ano COMERCIAL MAFERJE
6,828 t/ano impermeável
LTDA – área descoberta.

1,96% Dentro da
100% Re-fino de óleo 14 - Resíduos mineração em área
10 - Resíduo de 100% Aterro Industrial –
04 - Óleo lubrificante - PETROLUB – área gerados fora do coberta.
Construção Civil = ESSENCIS – área
usado = 518,535 t/ano coberta em piso processo industrial = 43,73% Outras formas
348,924 t/ano descoberta.
impermeável. 45,717 t/ano de disposição.
54,40% Aterro Industrial
Classe I - Perigosos Destinação Classe II A – Não Inerte Destinação Classe II B – Inerte Destinação
– ESSENCIS – em área
descoberta.
14,19% Dentro da
mineração em área
41,32% Dentro da
coberta.
mineração, área
16,39% Reciclagem
coberta em piso
100% Aterro industrial externa – LAURET
05 - Pilhas e baterias = impermeável. 11 – Resíduos de vidros 15 - Pneus = 655,560
ESSENCIS – em área PNEUS – no solo em
35,363 t/ano 58,67% Recilcagem = 2,059 t/ano t/ano
coberta. área descoberta.
Externa – RADAR –
69,40% Reutilização
área coberta em piso
externa –
impermeável.
RUBBERBRAS – em
área descoberta.
12,11% Sucateiros
47,96% Dentro da
intermediários –
mineração em área
CAMPOS
coberta com piso
5,41% Dentro da mineração LAMINADORA DE
impermeável.
06 - Resíduos oleosos do em área coberta. 16 - Resíduo de PNEUS – área coberta.
52,03% Co- 12 - Resíduo de varrição
sistema separador água 94,58% Aterro industrial – borracha = 137,552 16,03% Dentro da
processamento em de fábrica = 68,578 t/ano
e óleo = 101,964 t/ano ESSENCIS – em área t/ano mineração, solo em área
fornos – RECITEC –
coberta. descoberta.
área coberta com piso
71,84% Aterro industrial
impermeável.
– ESSNCIS – solo em
área coberta.
8,41% Co-
processamento em
2,72% Dentro de
fornos – RECITEC –
mineração em área
sole em área 17 - Resíduos de
7 - Embalagens vazias coberta.
descoberta. madeira contaminada
contaminadas com tintas 97,27% Reutilização
91,58% Dentro da ou não = 226,158
= 1,569 t/ano externa – JAC
mineração, piso t/ano
EMPREENDIMENTO –
impermeável em área
área descoberta.
coberta.
Classe I - Perigosos Destinação Classe II A – Não Inerte Destinação Classe II B – Inerte Destinação
100% 100% Sucateiros
Resíduos oriundos de Descontaminação – 18 - Sucata de metais intermediários –
laboratórios industriais = SERQUIP – piso ferrosos = 1.609,789 COMERCIAL MAFERJE
0,469 t/ano impermeável com área t/ano – área descoberta
coberta.
Anexo H – MONITORAMENTO DA QUALIDADE AMBIENTAL

10.1. Qualidade da água: gráficos contendo os valores médios dos parâmetros de


monitoramento do corpo receptor dos efluentes líquidos nos pontos estabelecidos,
nos últimos dois anos, e a avaliação do comprometimento do nível de qualidade da
água do mesmo, em função dos padrões fixados na legislação ambiental vigente
no período. Situações anormais ocorridas deverão ser sucintamente relatadas e
justificadas, assim como as medidas corretivas adotadas para solução das
mesmas.

Os recursos hídricos, em geral, devem apresentar características físicas e químicas


adequadas e conter substâncias essenciais à vida, além de estarem isentos de outras
substâncias que possam produzir efeitos deletérios aos organismos que compõem a
cadeia alimentar aquática. Assim, a disponibilidade de água significa que ela tem que
estar presente não somente em quantidade adequada em uma região, mas também que
sua qualidade seja satisfatória para suprir as necessidades de um determinado conjunto
de seres vivos (biota).

O monitoramento prevê o levantamento sistemático de dados em pontos de amostragem


selecionados no Plano de Controle Ambiental, de modo a acompanhar a evolução das
condições dos controles ambientais instalados ao longo do tempo de operação do
empreendimento, com o objetivo de controlar a qualidade e a quantidade de água a
jusante da operação do empreendimento.

As análises dos parâmetros físico-químicos são norteadas por normas e limites


estipulados em legislações como: Resolução CONAMA nº357/2005, Deliberação
Normativa Conjunta CERH/COPAM 01/2008 e a Resolução CONAMA nº 430/2011, além
de índices de qualidade de água – IQA. Essas normas e padrões levam em consideração
somente a qualidade da água para os diversos fins conforme classificação, não fazendo
referência às questões ambientais ou ecológicas.

Em 1994, foi assinada a Deliberação Normativa COPAM nº 09, de 19 de abril de 1994,


que dispõe sobre o enquadramento das águas da Sub-Bacia do Rio Piracicaba e seus
afluentes. O Rio Piracicaba é afluente do Rio Doce, que dá nome a uma importante Bacia
Hidrográfica que atravessa os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo (Figura H.1). A
sub-bacia do rio Piracicaba e seus afluentes recebem de forma indireta os efluentes
gerados pelas atividades minerarias da Mina de Alegria.

FONTE: IGAM, 2010


FIGURA H.1. Localização da Bacia Hidrográfica do Rio Doce.

O Enquadramento dos Corpos de Água em Classes visa estabelecer metas de qualidade


para os corpos de água, a fim de assegurar os usos preponderantes estabelecidos em
acordo com o uso mais exigente para o curso d’água.

A deliberação normativa COPAM nº 09/1994 enquadrou dois trechos do leito principal do


Rio Piracicaba (um na Classe 1 e um na Classe 2) e 76 trechos de afluentes, sendo 30
na Classe Especial, 36 na Classe 1 e 10 na Classe 2, todos em terras mineiras.

Apesar de técnica, a avaliação da qualidade das águas por trecho não é trivial e muito
menos imediata. Ela só se efetiva mediante a existência de uma rede de estações de
amostragem capaz de cobrir todos os trechos. Além disso, nem todas as estações estão
equipadas para realizar a análise de todos os parâmetros (Figura H.2). O trabalho pode
levar anos. A escolha de um conjunto mínimo de parâmetros acaba sendo necessária.
Essa estratégia tem sido adotada pelas bacias brasileiras.

FONTE: IGAM, 2010


FIGURA H.2. Localização dos pontos de amostragem para verificação do IQA da bacia do rio
Doce – rio Piracicaba

Atualmente, diante do desenvolvimento do Plano Integrado de Recursos Hídricos da


Bacia do Rio Doce (PIRH-Doce) tornou-se necessária a avaliação/atualização do
enquadramento das águas da bacia do Rio Piracicaba, que deverá ser realizada pelo
Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio
Piracicaba, com a participação de toda a sociedade. Cabe salientar que em junho de
2010 ficou pronto o Programa de Efetivação do Enquadramento das Águas da Bacia
Hidrográfica do Rio Piracicaba. De acordo com esse programa foi apresentado a
proposta de alteração do enquadramento das águas superficiais da Bacia do Rio
Piracicaba. O principal interesse, para o presente documento, é o trecho do rio Piracicaba
que tem influência da mina de Alegria.
Ressalta-se que, tanto a coleta quanto a análise e os boletins com os resultados dos
parâmetros físico-químicos foram executados por laboratórios contratados pela Vale
(Tasqa, Analytical Solutions e Bioagri Ambiental), sendo que esses resultados, bem como
os respectivos relatórios de monitoramento protocolizados mensalmente no órgão
ambiental, foram disponibilizados pela Vale S.A., com objetivo de contextualizar e
concluir a avaliação do desempenho ambiental do monitoramento de qualidade das
águas. Essa avaliação foi feita e está descrita no item 10.3 deste relatório.

Portanto, no item 10.3 será discutido os parâmetros físico-químicos que estiveram com
valores superiores ao limite definido pela DN COPAM/CERH nº 01/2008, bem como a
argumentação dar-se-á baseado na Resolução CONAMA nº 430/2011 que dispõe no seu
artigo 1º o seguinte: “...condições, parâmetros, padrões e diretrizes para gestão do
lançamento de efluentes em corpos de água receptores, alterando parcialmente e
complementando a Resolução CONAMA nº 357/2005”.
10.2. Qualidade do ar: gráficos contendo valores médios dos parâmetros de
monitoramento da qualidade do ar na área de entorno do empreendimento nos
pontos estabelecidos, nos últimos dois anos, e a avaliação do comprometimento
do nível de qualidade do ar, em função dos padrões fixados na legislação
ambiental vigente no período. Situações anormais ocorridas deverão ser
sucintamente relatadas e justificadas, assim como as medidas corretivas adotadas
para solução das mesmas.

Abaixo segue uma síntese com os resultados de Indicadores Atmosféricos da Base de


Dados da mina de Alegria de Monitoramento da Qualidade do Ar, realizado no período de
janeiro de 2008 a Novembro de 2011, em um ponto denominado EMMA 01 (Figura H.3).

ESTAÇÃO DE MONITORAMENTO DO AR – EMMA 01

Localização: Antônio Pereira pertencente ao município de Ouro Preto / MG.

Fonte: Vale S.A., 2011.

Figura H.3. Estação de Monitoramento EMMA 01.


METODOLOGIA UTILIZADA

O parâmetro avaliado nas duas estações de monitoramento é o de Partículas Totais em


Suspensão (PTS), por meio do Amostrador de Grande Volume - AGV PTS. O limite diário
estabelecido para o monitoramento é de 240 µg / m3, definido pela Resolução nº 03 de 28
de junho de 1990 do Conselho Nacional de Meio Ambiente, como mostra o Quadro H.1
abaixo.

Quadro H.1. Classificação conforme a escala – Estrutura do Índice de Qualidade do Ar.

BOA 0 - 80
Atende ao padrão
REGULAR 81 - 240

INADEQUADA 241 - 375

MÁ 376 - 625
Não atende ao padrão
PÉSSIMA 626 - 875

CRÍTICA >= 876

O monitoramento analisado foi realizado mensalmente, de acordo com o estabelecido no


PCA, durante os 04 (quatro) últimos anos de operação do empreendimento (2008 e
2011).

Os resultados para material particulado obtidos na Estação de Monitoramento EMMA 01


(Figura H.4), nos anos de 2008 a 2011, foram dispostos no gráfico. Cabe salientar que
existe limite para detecção de material particulado, mas os valores estavam abaixo do
limite máximo definido pela norma.
Avaliação de Qualidade do Ar
250

200 2008
2009
µg / m3

150
2010
2011
100

50

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade do Ar - Média Mensal

FIGURA H.4. Avaliação da Qualidade do Ar – Anos de 2008, 2009, 2010 e 2011.


3
Limite diário definido pela Resolução nº 03 de 28 de junho de 1990 do CONAMA: 240 µg / m .

Quanto ao parâmetro de monitoramento que avalia a Qualidade do Ar na mina de Alegria,


como é possível observar no gráfico acima (Figura H.4), durante os últimos quatro anos
de operação, nenhum valor ultrapassou o limite estabelecido por lei, sendo este de 240
µg /m³. Todos os meses apresentaram valores muito abaixo do limite legal.
Representando assim que o controle ambiental referente à mina de Alegria está
satisfatório e atende aos requisitos legais solicitados pelo órgão ambiental quanto à
licença de operação.

RESULTADOS E CONCLUSÕES

Em relação à concentração máxima diária de Partículas Totais em Suspensão – PTS,


verifica-se que o limite de 240 µg/m3, estabelecido pela Resolução Nº 03 de 28 de junho
de 1990 do CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente, não foi ultrapassado em
nenhuma das amostragens.
10.3. Qualidade das águas superficiais e subterrâneas: gráficos contendo os
valores médios dos principais parâmetros de monitoramento das águas
superficiais e subterrâneas (quando efetuadas), nos pontos estabelecidos, nos
últimos dois anos, e a avaliação sobre o grau de comprometimento da área, em
função dos padrões fixados na Legislação Ambiental vigente no período. Situações
anormais ocorridas deverão ser sucintamente relatadas e justificadas, assim como
as medidas corretivas adotadas para a solução das mesmas.

O monitoramento ambiental é uma importante ferramenta para a administração dos


recursos naturais. Este oferece conhecimento e informações básicas para avaliar a
presença de contaminantes, para compreender os sistemas ambientais e para dar
suporte às políticas ambientais e às atividades econômicas classificadas como
potencialmente poluidoras, como, por exemplo, a atividade minerária.

O monitoramento consiste em observações repetidas de uma substância química ou


mudança biológica, com um propósito definido de acordo com um planejamento prévio ao
longo do tempo e espaço, utilizando métodos comparáveis e padronizados.

As impurezas contidas nas águas conferem às mesmas certas características que podem
alterar positiva ou negativamente seus aspectos físico, químico e biológico. Em
decorrência disto, a qualidade da água é definida por meio de suas características físicas,
químicas e biológicas, avaliadas pela interpretação das análises de parâmetros físicos,
químicos e biológicos. Importante distinção deve ser feita entre as propriedades e as
características das águas naturais. As propriedades constituem-se no que é inerente à
água como fluido e a distingue dos demais. Já as características diferenciam as águas
naturais entre si, podendo se manifestar em uma ou outra condição. São propriedades da
água: o calor específico, a viscosidade dinâmica, a tensão superficial, entre outras. São
características da água: a temperatura (que pode afetar certas propriedades), a cor, a
turbidez, entre outras.

A água pura é incolor. No entanto, devido à presença de substâncias coloridas


dissolvidas (resíduos industriais, compostos de ferro e manganês) e coloidais dispersas,
resultante do contato da água com resíduos orgânicos e extratos vegetais (folhas,
madeiras, taninos, ácidos húmicos), a água adquire cor. As águas superficiais podem
ainda adquirir cor por poluição, com águas residuárias altamente coloridas, como os
esgotos provenientes das operações de tingimento da indústria têxtil e das operações de
polpação da indústria do papel.

Uma das maneiras de se ter o conhecimento e controle da qualidade das águas nos
cursos d’água da área de entorno são por meio do monitoramento ambiental. Além disso,
essa ferramenta proporciona suporte para a fiscalização, licenciamento ambiental,
outorga, educação ambiental e demais instrumentos de controle da qualidade da água. É
premente o conhecimento do ambiente de atuação e o estudo aprofundado das fontes
poluidoras se destaca entre os principais conhecimentos que embasam um controle
ambiental responsável.

O monitoramento das águas superficiais da Mina de Alegria é realizado atualmente em


24 pontos dispostos no Quadro H.2. A frequência da análise é bimestral para os pontos
ALE01, ALE08 e ALE37 e os parâmetros analisados são: cor verdadeira, DBO, ferro
dissolvido, manganês total, oxigênio dissolvido, pH, sólidos dissolvidos totais, sólidos
suspensos totais e turbidez. Para os pontos ALE05 e ALE07 a frequência de análise é
mensal e os parâmetros analisados são: cor verdadeira, DBO, ferro dissolvido, manganês
total, oxigênio dissolvido, pH, sólidos dissolvidos totais, sólidos suspensos totais e
turbidez. No ponto ALE04 a frequência de análise é mensal e os parâmetros analisados
são: óleos vegetais e gordura animal, DBO, ferro dissolvido, manganês dissolvido, pH,
sólidos suspensos totais, surfactantes, sólidos sedimentares, óleos minerais, boro total,
chumbo total e DQO.

Quadro H.2. Pontos de Monitoramento da Qualidade de Água Superficial na Mina de Alegria.

PONTO COORDENADAS DESCRIÇÃO DO LOCAL DO PONTO DE COLETA

ALE01 656.394 / 7.767.884 Rio Piracicaba – Captação de água de Samarco

Efluente da Barragem de Campo Grande – dreno


ALE04 658.420 / 7.768.568
de fundação.

ALE05 658.864 / 7.769.196 Rio Piracicaba – a jusante da pilha de rejeitos Xingu

Córrego das almas – a jusante da captação de


ALE07 660.113 / 7.770.334
água industrial.

ALE08 665.260 / 7.770.465 Rio Piracicaba – a montante do córrego Fazendão

Entrada da Estação de Tratamento de Efluente do


ALE20 657.197 / 7.769.165
Laboratório Químico.
PONTO COORDENADAS DESCRIÇÃO DO LOCAL DO PONTO DE COLETA

ALE21 657.197 / 7.769.165 Efluente do Laboratório Químico

Córrego das Almas – a jusante da pilha de estéril


ALE37 660.526 / 7.769.898
fosforoso.
Estação de Tratamento Fisico-químico de efluentes
ALE38 656.731 / 7.767.781
do Centro de Manutenção de Alegria.

ALE39 657.425 / 7.768.654 Entrada da ETE do Restaurante Industrial (ETE 01)

ALE40 657.425 / 7.768.654 Saída da ETE do Restaurante Industrial (ETE 01)

Entrada da ETE da Central de Manutenção (ETE


ALE41 656.848 / 7.767.898
04)

ALE42 656.848 / 7.767.898 Saída da ETE da Central de Manutenção (ETE 04)

ALE43 657.863 / 7.769.319 Entrada da ETE da ITM (ETE 03)

ALE44 657.863 / 7.769.319 Saída da ETE da ITM (ETE 03)

ALE45 657.099 / 7.768.369 Entrada da ETE do Armazém (ETE 02)

ALE46 657.099 / 7.768.369 Saída da ETE do Armazém (ETE 02)

Efluente Separador de Água e Óleo da oficina de


ALE47 657.063 / 7.768.562
veículos leves
Efluente Separador de Água e Óleo do posto de
ALE49 657.311 / 7.768.607
abastecimento de veículos leves
Efluente Separador de Água e Óleo da oficina de
ALE50 658.261 / 7.768.718
afiação da britagem.
Efluente Separador de Água e Óleo da MEC I –
ALE51 657.607 / 7.769.261
Usina.
Entrada do Separador de Água e Óleo do Centro de
ALE52 656.740 / 7.767.652
Manutenção.
Entrada do Separador de Água e Óleo do Centro da
ALE53 657.067 / 7.768.566
oficina nova.

Cabe ressaltar que em dezembro de 2011, a Vale S.A. propôs a revisão do Programa de
Monitoramento Hídrico – mina de Alegria – referente aos quatro processos COPAM que
estão em revalidação (182/1987/059/2006, 182/1987/061/2007, 182/1987/063/2007 e
182/1987/066/2007), que visa à eliminação de alguns parâmetros físico-químicos dos
pontos de monitoramento da qualidade da água que, em sua série histórica, não
apresentaram alterações em seus resultados, além de estabelecer uma padronização
das frequências das amostragens nos respectivos pontos (Quadro H.6, Figura H.7).
Essas alterações irão contribuir para uma melhor análise ambiental da qualidade das
águas superficiais na mina de Alegria.
Quadro H.3. Proposta de Revisão do Programa de Monitoramento Hídrico dos corpos Receptores, Barragens, Pilhas de Estéril e Laboratórios – Mina de Alegria.

MINA DE ALEGRIA

Processos COPAM: 182/1987/059/2006, 182/1987/061/2007, 182/1987/066/2007 e 00182/1987/063/2007

PROSPOSTA DE
PONTOS MONITORADOS FREQUÊNCIA PARÂMETROS ATUALMENTE MONITORADOS
MONITORAMENTO

DQO, Condutividade elétrica, cor verdadeira, DBO, ferro Cor verdadeira, DBO, ferro
ALE01 - Rio Piracicaba - Na captação de dissolvido, ferro total, manganês dissolvido, manganês total, dissolvido, manganês total, OD, pH,
BIMESTRAL
água da Samarco óleos e graxas totais, OD, pH, sólidos dissolvidos totais, sólidos dissolvidos totais, sólidos
sólidos suspensos totais e turbidez. suspensos totais e turbidez.

DQO, DBO, ferro dissolvido, ferro


DQO, Amônia total, condutividade elétrica, cor aparente,
total, fosfato total, manganês
DBO, ferro dissolvido, ferro total, fosfato total, manganês
dissolvido, manganês total, nitrato,
ALE04 - Efluente da Barragem de Campo dissolvido, manganês total, nitrato, nitrito, óleos minerais,
MENSAL nitrito, óleos minerais, óleos vegetais
Grande - Dreno de fundação óleos vegetais e gordura animal, OD, pH, sólidos
e gordura animal, OD, pH, sólidos
sedimentáveis, sólidos suspensos totais, turbidez, coliformes
sedimentáveis, sólidos suspensos
termotolerantes, boro total, chumbo total e surfactantes.
totais, turbidez, E.coli e surfactantes.

DQO, Condutividade elétrica, cor verdadeira, DBO, ferro Cor verdadeira, DBO, ferro
ALE05 - Rio Piracicaba - a jusante da dissolvido, ferro total, manganês dissolvido, manganês total, dissolvido, manganês total, OD, pH,
BIMESTRAL
pilha de rejeitos Xingu óleos e graxas totais, OD, pH, sólidos dissolvidos totais, sólidos dissolvidos totais, sólidos
sólidos suspensos totais e turbidez. suspensos totais e turbidez.

DQO, Condutividade elétrica, cor verdadeira, DBO, ferro Cor verdadeira, DBO, ferro
ALE07 - Córrego das Almas - A jusante dissolvido, ferro total, manganês dissolvido, manganês total, dissolvido, manganês total, OD, pH,
BIMESTRAL
da captação de água industrial óleos e graxas totais, OD, pH, sólidos dissolvidos totais, sólidos dissolvidos totais, sólidos
sólidos suspensos totais e turbidez. suspensos totais e turbidez.
MINA DE ALEGRIA

Processos COPAM: 182/1987/059/2006, 182/1987/061/2007, 182/1987/066/2007 e 00182/1987/063/2007

PROSPOSTA DE
PONTOS MONITORADOS FREQUÊNCIA PARÂMETROS ATUALMENTE MONITORADOS
MONITORAMENTO

DQO, Condutividade elétrica, cor verdadeira, DBO, ferro Cor verdadeira, DBO, ferro
ALE08 - Rio Piracicaba - a montante do
dissolvido, ferro total, manganês dissolvido, manganês total, dissolvido, manganês total, OD, pH,
Córrego Fazendão BIMESTRAL
óleos e graxas totais, OD, pH, sólidos dissolvidos totais, sólidos dissolvidos totais, sólidos
sólidos suspensos totais e turbidez. suspensos totais e turbidez.

ALE20 - Entrada da Estação de Boro total, cádmio total, chumbo total, cobre total, Exclusão do ponto, pois o efluente
Tratamento de Efluente do Laboratório MENSAL condutividade elétrica, cromo total, estanho total, pH, está sendo 100% recirculado para o
Químico surfactantes, cloreto total e sulfato total. processo da Usina.

Boro total, cádmio total, chumbo total, cobre total, Exclusão do ponto, pois o efluente
ALE21 - Saída da Estação de Tratamento
MENSAL condutividade elétrica, cromo total, estanho total, pH, está sendo 100% recirculado para o
de Efluente do Laboratório Químico
surfactantes, cloretos e sulfato total. processo da Usina.

Cor verdadeira, DBO, ferro


DQO, Condutividade elétrica, cor verdadeira, DBO, ferro
dissolvido, manganês total, óleos e
ALE37 - Córrego das Almas, a jusante da dissolvido, ferro total, manganês dissolvido, manganês total,
BIMESTRAL graxas totais, OD, pH, sólidos
Pilha de Estéril Fosforoso óleos e graxas totais, OD, pH, sólidos dissolvidos totais,
dissolvidos totais, sólidos suspensos
sólidos suspensos totais e turbidez.
totais e turbidez.

Fonte: Adaptado de Vale S.A., 2012.


OBS: Até o presente momento não houve retorno do órgão ambiental sobre a aprovação desta revisão do monitoramento ora proposto pela para a Mina de
Alegria.
Fonte: Vale S.A., 2011.
Figura H.5. Localização dos pontos de monitoramento - Águas superficiais – Mina de Alegria
O sucesso de um programa de monitoramento de qualidade de água depende do seu
bom planejamento e, para isso, é necessário que se cumpram as seguintes etapas:

1 – Determinação dos objetivos do monitoramento;


2 – Seleção dos parâmetros e dos locais de amostragem;
3 – Determinação do número, frequência e duração da amostragem (segundo o objetivo
a ser atingido);
4 – Escolha dos métodos analíticos mais adequados (segundo cada parâmetro);
5 – Determinação das técnicas de coleta e preservação das amostras (segundo os
parâmetros escolhidos);
6 – Reavaliação periódica da metodologia e interpretação dos dados;
7 – Elaboração de relatórios para subsídio às decisões quanto ao gerenciamento do
corpo hídrico de forma a melhorar e/ou manter a qualidade da água.
8 – Por definição uma amostra deve representar a síntese do universo estudado. Assim,
a sua coleta é uma atividade que exigem critérios técnicos e conhecimento científico.

O Programa de Monitoramento de Qualidade de Água da Mina de Alegria cumpriu, ao


longo da vigência das Licenças vincendas, todas as etapas citadas acima. Os respectivos
relatórios de monitoramento da qualidade das águas foram protocolizados, para análise
no órgão ambiental e, com base nesses relatórios, a equipe da Total Planejamento em
Meio Ambiente Ltda elaborou os gráficos, analisou os dados e contextualizou os
parâmetros que estiveram fora dos limites permitidos pela legislação ambiental vigente
(DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008).

ANÁLISE DOS RESULTADOS

Os pontos de monitoramento ALE01, ALE05, ALE07, ALE08 e ALE37 possuem


frequência bimestral de coleta para análise dos parâmetros de qualidade de água.
Durante o período dos últimos quatro anos de análise dos resultados destes pontos, com
exceção dos parâmetros ferro dissolvido, manganês dissolvido e oxigênio dissolvido,
todos os demais parâmetros atenderam aos padrões definidos na legislação ambiental.

Nos pontos ALE04, ALE20 e ALE21 a frequência da coleta, para análise dos parâmetros
de qualidade de água, foi mensal. Os parâmetros monitorados nestes pontos
apresentaram resultados dentro do limite preconizado na legislação ambiental (DN
COPAM/CERH-MG nº 001/2008) durante o período 2008 a 2011, com exceção dos
parâmetros cromo trivalente, estanho total, manganês e ferro dissolvido monitorados nos
pontos ALE20 e ALE21. Ressalta-se que este último possui recirculação do seu efluente
para a usina, ou seja, retorna para o processo produtivo.

Cabe ressaltar que apesar desses parâmetros terem apresentado valores fora do limite
estabelecido pela legislação, tais ocorrências não alteraram a qualidade da água do
corpo receptor. Isto pode ser corroborado com as análises dos resultados obtidos, uma
vez que as concentrações ora apresentadas para cada parâmetro analisado não são
identificados como impactantes, mesmo porque o ambiente onde esses pontos estão
locados possui alta resiliência, devido a antropomorfização desde tempos pretéritos na
exploração de minérios (ouro e ferro).

Os resultados referentes ao monitoramento da qualidade de água foram descritos


segundo a localização dos pontos ao longo do curso d’água presente na área de
influência da mina de Alegria.
RIO PIRACICABA – CAPTAÇÃO DE ÁGUA DE SAMARCO – ALE01

O ponto de monitoramento ALE01 está localizado no rio Piracicaba, onde a Samarco faz
captação de água. Coordenada em UTM do ponto de coleta: 656.394 / 7.767.884.

Fonte: Vale S.A., 2012.


Figura H.6. Ponto de monitoramento de água superficial ALE01.

EFLUENTE DA BARRAGEM DE CAMPO GRANDE (DRENO DE FUNDAÇÃO) – ALE04

O ponto de monitoramento ALE04 está localizado no dreno de fundo da Barragem


Campo Grande, sendo considerado um ponto que avalia qualidade das águas superficiais
por estar externo ao sistema de controle. Coordenada em UTM do ponto de coleta:
658.420 / 7.768.568.
Fonte: Vale S.A., 2012.
Figura H.7. Ponto de monitoramento de água superficial ALE04.

RIO PIRACICABA A JUSANTE DA PILHA DE REJEITOS XINGU – ALE05

O ponto de monitoramento ALE05 está localizado a jusante da pilha de rejeito Xingu, que
se encontra desativada. Coordenada em UTM do ponto de coleta: 656.394 / 7.767.884.

Fonte: Vale S.A., 2012.


Figura H.8. Ponto de monitoramento de água superficial ALE05.
CÓRREGO DAS ALMAS Á JUSANTE DA CAPTAÇÃO DE ÁGUA INDUSTRIAL –
ALE07

O ponto de monitoramento ALE07 está localizado no córrego das Almas, ajusante da


captação de água industrial. Coordenada em UTM do ponto de coleta: 660.113 /
7.770.334.

Fonte: Vale S.A., 2012.


Figura H.9. Ponto de monitoramento de água superficial ALE07.

RIO PIRACICABA A MONTANTE DO CÓRREGO FAZENDÃO – ALE08

O ponto de monitoramento ALE08 está localizado no rio Piracicaba a montante do


córrego Fazendão. Coordenada em UTM do ponto de coleta: 665.260 / 7.770.465.
Fonte: Vale S.A., 2012.
Figura H.10. Ponto de monitoramento de água superficial ALE08.

ENTRADA DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE DO LABORATÓRIO


QUÍMICO – ALE20.

O ponto de monitoramento ALE20 está localizado próximo a estação de tratamento do


efluente do Laboratório no rio Piracicaba. Coordenada em UTM do ponto de coleta:
657.197 / 7.769.165.

Fonte: Vale S.A., 2012.


Figura H.11. Ponto de monitoramento de água superficial ALE20.
SAÍDA DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE EFLUENTE DO LABORATÓRIO
QUÍMICO – ALE21.

O ponto de monitoramento ALE21 está localizado no rio Piracicaba, na estação de


tratamento de efluente do laboratório químico. Coordenada em UTM do ponto de coleta:
657.197 / 7.769.165.

Fonte: Vale S.A., 2012.


Figura H.12. Ponto de monitoramento de água superficial ALE20.

CÓRREGO DAS ALMAS Á JUSANTE A PILHA ESTÉRIL FOSFOROSO – ALE37.

O ponto de monitoramento ALE37 está localizado no córrego jusante da pilha de estéril


Fosforoso. Coordenada em UTM do ponto de coleta: 660.526 / 7.769.898.

Fonte: Vale S.A., 2012.


Figura H.13. Ponto de monitoramento de água superficial ALE37.
PONTO ALE01

Os resultados para Sólidos Dissolvidos Totais, Sólidos Suspensos Totais e Turbidez


no ponto ALE01 apresentaram resultados no período de quatro anos dentro da faixa de
limite, padrão definido pela DN COPAM/CERH – MG nº 001/2008, em acordo com o uso
preponderante do curso d’água.

Sólidos Dissolvidos Totais


500

400
mg / L

300 2008
2009
200 2010
2011
100

0
Fev Abr Jun Ago Out Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 500 mg/L.


Figura H.14. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Sólidos Dissolvidos Totais.

Sólidos Suspensos Totais


100

80

2008
mg / L

60
2009
2010
40
2011

20

0
Fev Abr Jun Ago Out Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II:100 mg/L.


Figura H.15. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Sólidos Suspensos Totais.
Turbidez
100

80

2008
60
UNT

2009

2010
40 2011

20

0
Fev Abr Jun Ago Out Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 100 UNT.


Figura H.16. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Turbidez.

O parâmetro Cor Verdadeira possui o limite máximo para qualidade das águas, de 75
Pt/Co, segundo o uso preponderante definido na DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008.
Após a análise dos dados da Figura H., pode-se perceber que o valor da maioria dos
meses monitorados esteve dentro do limite estabelecido pela legislação vigente. Apenas
o mês fevereiro de 2009 excedeu o limite definido na legislação (184 Pt/Co x 75 Pt/Co).

As águas superficiais podem parecer altamente coloridas ou apresentar turvação devido


à matéria corante em suspensão. A cor causada por matéria em suspensão é designada
por "cor aparente" e é diferente da cor devida aos extratos vegetais ou orgânicos que são
coloidais e que constituem a "cor verdadeira". Em análise de água é importante distinguir
entre cor "aparente" e cor "verdadeira", pois parte da "aparente" pode ser removida por
coagulação-floculação-sedimentação, enquanto a cor "verdadeira" é mais difícil de ser
removida pelos processos convencionais.

Diante do exposto, uma das justificativas para o mês de fevereiro 2009 é o período de
chuvas, o qual pode ter contribuído com o aumento de particulados na coluna d’água. Isto
pode ser corroborado pelo fato de apenas um mês no ano de 2009, sendo que este mês
está inserido no período das chuvas, ter excedido o padrão definido na legislação
vigente. Além disso, após análise dos resultados é possível comparar que o valor obtido
para fevereiro de 2009 não é excessivo, portanto, não contribuindo para a alteração do
uso preponderante do curso d’água.

Cor Verdadeira
200

175

150

125 2008
Pt/Co

2009
100
2010
75
2011
50

25

0
Fev Abr Jun Ago Out Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 75 Pt/Co.


Figura H.17. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Cor Verdadeira.

O parâmetro DBO possui o limite máximo de 5 mg/L definido pelo instrumento normativo
- DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008. A análise dos dados deste parâmetro para o
presente ponto (Figura H.18) mostrou que os valores estiveram dentro do limite definido
pela legislação (5 mg/L) na maioria dos meses monitorados durante o período 2008 a
2011. No entanto, os meses fevereiro de 2009 e dezembro de 2011 obtiveram valores
acima do definido pela legislação.

A DBO retrata de uma forma indireta, o teor de matéria orgânica no corpo d´água, sendo,
portanto, uma indicação do potencial do consumo do oxigênio dissolvido. É, portanto, um
parâmetro de fundamental importância na caracterização do grau de poluição de um
corpo d’água, sendo frequentemente utilizadas na caracterização de águas residuárias
brutas e tratadas e na caracterização de corpos d’água.
DBO 5 dias a 20˚C
15

12,5

10
mg/ L

2008
2009
7,5
2010
2011
5

2,5

0
Fev Abr Jun Ago Out Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 5 mg/L..


Figura H.18. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC.

Como a extrapolação dos resultados foi atípica, ou seja, no período de 48 meses de


monitoramento apenas dois meses resultaram em dados maiores do que o limite padrão
definido para a avaliação da qualidade das águas em acordo com o seu uso
preponderante; sugere-se que uma das justificativas sejam as chuvas que carrearem
matéria orgânica (particulado grosso) para dentro do sistema, não sendo
necessariamente contribuição do empreendimento. Além disso, esse resultado pode ser
corroborado, pois águas naturais não poluídas a concentração de DBO é baixa, em torno
de 1 a 10 mg/L, sendo que o maior valor foi fevereiro de 2009.

O parâmetro Ferro Dissolvido possui o limite máximo de 0,3 mg/L definido na DN


COPAM/CERH-MG nº 01-2008. A análise dos resultados (Figura H.19) mostrou que, na
maioria dos meses monitorados, os valores estiveram dentro do limite permitido pela
legislação durante o período 2008 a 2011. Apenas o mês fevereiro de 2009 excedeu este
limite definido na legislação vigente (0,64 mg/L x 0,3 mg/L).
Ferro Dissolvido
0,9

0,75

0,6
2008
mg / L

2009
0,45
2010

0,3 2011

0,15

0
Fev Abr Jun Ago Out Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor- Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1 / 2008 - Águas doces classe II: 0,3 mg/L.


Figura H.19. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Ferro Dissolvido.

A dissolução de compostos do solo é a principal causa da presença desses elementos na


água. Assim, águas de determinadas regiões, como a Mina de Alegria, podem
apresentar, em função das características geoquímicas das bacias de drenagem, teores
elevados de ferro e manganês. Cabe salientar que, o único mês (fevereiro 2009) que
excedeu o limite apresentou resultado que não contribuiu para a alteração e ou
modificação do uso preponderante definido para o curso d’água.

O parâmetro Manganês Total possui o limite máximo de 0,1mg/L definido na legislação


brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos dados presentes na (Figura
H.20) mostrou que a maioria dos valores dentro do limite estabelecido pela legislação na
maioria dos meses monitorados, exceto nos meses de fevereiro de 2009 e fevereiro de
2011 que obtiveram valores acima do permitido pela legislação.
Manganês Total
0,16

0,14

0,12

2008
mg / L

0,1
2009
0,08
2010
0,06 2011

0,04

0,02

0
Fev Abr Jun Ago Out Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 0,1mg/L.


Figura H.20. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Manganês Total.

O parâmetro Oxigênio Dissolvido possui limite mínimo definido no instrumento


normativo – DN COPAM CERH-MG Nº 01-2008 como OD > 5,0 mg/L. Após a análise dos
dados da Figura H.21 pode-se perceber que os valores da maioria dos meses
monitorados estão dentro do limite estabelecido na legislação, com exceção do mês de
junho de 2009 que obteve valor fora do limite preconizado na legislação vigente (4,6 mg/L
x 5,0 mg/L).

O Oxigênio Dissolvido (OD) é um dos elementos químicos mais importantes na água e na


natureza, devido às várias funções que exerce sobre atividades químicas e bioquímicas.
É fundamental para a respiração da maioria dos organismos aquáticos e sua redução
frequentemente está associada à poluição orgânica da água, onde o consumo de
oxigênio é proporcional a decomposição da matéria orgânica biodegradável através da
atividade bioquímica (oxidação de certos compostos).
Oxigênio Dissolvido
10

7,5
2008
mg / L

2009
5 2010
2011

2,5

0
Fev Abr Jun Ago Out Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: > 5,0 mg/L.
Figura H.21. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Oxigênio Dissolvido.

O valor obtido para OD no mês de junho 2009 foi anômalo e não confere ao curso d’água
modificação e/ou alteração do seu uso preponderante.

O parâmetro pH possui faixa de limite mínimo e máximo definida na legislação brasileira


(DN COPAM/CERH-MG nº 01/2008) como 6 > pH < 9. A análise dos dados deste
parâmetro para o presente ponto (Figura H.22) mostrou que todos os pontos monitorados
com valores dentro do limite definido pela legislação para o período 2008 a 2011.

O valor do pH influi na distribuição das formas livre e ionizada de diversos compostos


químicos, contribui para um maior ou menor grau de solubilidade das substâncias e pode
definir o potencial de toxicidade de vários elementos. As alterações de pH na água
podem ter origem em fatores naturais como a dissolução de rochas, a fotossíntese e na
absorção de gases da atmosfera ou em fatores antropogênicos como o lançamento de
despejos domésticos e indústria. Como pôde ser comprovado pelos resultados de pH
obtidos no ponto ALE01, no período de quatro anos, para qualidade das águas
superficiais podem apresentar valores de pH bastante variados, dependendo de suas
características de formação, mas de um modo geral para a adequada manutenção da
vida aquática, o pH deve situar-se entre 6 a 9 unidades.
pH
10
9
8
7 2008
6 2009
pH

5 2010
4 2011
3
2
1
0
Fev Abr Jun Ago Out Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 01 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 6-9.


Figura H.22. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro pH.

PONTO ALE04

Neste ponto, os parâmetros Óleos Vegetais e Gordura Animal, DBO 5 dias a 20ºC,
Ferro Dissolvido, pH, Surfactantes, Sólidos Sedimentáveis, Óleos Minerais, Boro
Total, Chumbo Total e DQO apresentaram resultados, no período de quatro anos,
dentro do limite padrão definido pela DN COPAM/CERH nº 001/2008, conforme
observado nas figuras abaixo:
Óleos Vegetais e Gordura Animal
50

40

30 2008
mg/L

2009
20 2010
2011
10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 50 mg/L.


Figura H.23. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Óleos Vegetais e Gordura
Animal.

DBO 5 dias a 20˚C


60

50

40
2008
mg / L

2009
30
2010
20 2011

10

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 5 mg/L..


Figura H.24. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC.
Ferro Dissolvido

15

13,5

12

10,5
2008
mg / L

9
2009
7,5
2010
6
2011
4,5

1,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1 / 2008 - Águas doces classe II: 0,3 mg/L.

Figura H.25. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Ferro Dissolvido.

O parâmetro Manganês Dissolvido possui o limite máximo de 0,1 mg/L definido na DN


COPAM/CERH-MG nº 01-2008, conforme o uso preponderante para o curso d’água. Os
valores apresentados na Figura H.26 estão acima do limite definido na legislação na
maioria dos meses amostrados, com exceção dos meses julho, agosto, outubro,
novembro e dezembro de 2008; junho, abril e maio de 2009; fevereiro, março, maio,
agosto, setembro, outubro e novembro de 2010 e janeiro, junho, setembro e outubro de
2011 que obtiveram valores dentro do limite exigido na Deliberação Normativa.

Uma das justificativas para essa recorrência é a característica geoquímica local, já que
este mineral é naturalmente abundante nas rochas e nos solos da região do Quadrilátero
Ferrífero, estando diretamente envolvido com o ferro. Isto pode ser comprovado, pelo fato
de o ponto ALE04 ser o dreno de fundo da barragem Campo Grande e após análise dos
resultados obtidos nos 4 anos de monitoramento pode-se concluir que todos os meses
que excederam o limite máximo definido na legislação vigente não foram expressivos, ou
seja, o empreendimento Mina de Alegria está com os controles ambientais operando
satisfatoriamente.
Manganês Dissolvido
2
1,8
1,6
1,4
2008
1,2
mg / L

2009
1
2010
0,8
2011
0,6
0,4
0,2
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

*Dezembro/2008- valor para Manganês dissolvido no ponto ALE04: 2,0 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1 / 2008 - Águas doces classe II: 1 mg/L.

Figura H.26. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Manganês Dissolvido.

É importante considerar que todos os resultados com valores acima do limite padrão, não
foram expressivos ou altíssimos. O que corrobora com a justificativa acima descrita.
Portanto, por mais que 20 meses dos 48 apresentaram valores em desacordo com a
legislação os mesmos não conferiram ao curso d’água modificação e/ou alteração no seu
uso preponderante.

pH
9
8
7
6 2008
5 2009
4 2010
3 2011

2
1
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 6-9.


Figura H.27. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro pH.
O parâmetro Sólidos Suspensos Totais possui o limite máximo de 100 mg/L definido na
legislação brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). Após a análise dos dados
presentes na Figura H.28 mostrou que os valores da maioria dos meses amostrados
estão dentro do limite definido na Deliberação Normativa, com exceção do mês de abril
de 2011 cujo valor estava acima do limite estabelecido pela legislação (449 mg/L x 100
mg/L).

Sólidos Suspensos Totais é um parâmetro que está diretamente ligado com outros
parâmetros como: turbidez, cor e sólidos dissolvidos. Todos esses parâmetros podem ter
uma única causa, a influência do período chuvoso. Isto pode ser corroborado pelo fato do
resultado que extrapolou o limite máximo permitido ter ocorrido em abril de 2011, quando
houve chuvas atípicas.

Sólidos Suspensos Totais


100

80

2008
mg / L

60
2009
2010
40
2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

*Abril/2011 – valor para sólidos suspensos totais no ponto ALE04: 449 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 100 mg/L .

Figura H.28. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Sólidos Suspensos Totais.
Surfactantes
2

1,5

2008
mg / L

2009
1
2010
2011

0,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 2 mg/L .


Figura H.29. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Surfactantes.

Sólidos Sedimentáveis
1

0,8

2008
0,6 2009
mL/L

2010

0,4 2011

0,2

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 1 ml/L .


Figura H.30. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Sólidos Sedimentáveis.
Óleos Minerais
20

16
2008
12 2009
mg/L

2010

8 2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DNCOPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 20 mg/L .


Figura H.31. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Óleos Minerais.

Boro Total
5

2008
3 2009
mg/L

2010
2011
2

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DNCOPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 5 mg/L .


Figura H.32. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Boro Total.
Chumbo Total
0,1

0,08

2008
0,06 2009
mg/L

2010

0,04 2011

0,02

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DNCOPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 0,1 mg/L .


Figura H.33. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Chumbo Total.

DQO
180

150

120 2008
2009
mg / L

90 2010
2011
60

30

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 04 - Barragem - Coleta Mensal

Limite DNCOPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 180 mg/L .


Figura H.34. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro DQO.
PONTO ALE05

Neste ponto, os parâmetros Sólidos Dissolvidos Totais e Sólidos Suspensos Totais


apresentaram resultados, durante o período 2008 a 20011, dentro do limite padrão
estabelecido pela COPAM/CERH nº 001/2008, conforme figuras abaixo:

Sólidos Dissolvidos Totais


500

400

2008
mg / L

300
2009

200 2010

2011
100

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM /CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 500 mg/L.
Figura H.35. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Sólidos Dissolvidos Totais.

O ponto ALE 05 tem frequência bimestral no monitoramento, conforme planos de


monitoramento executados na mina de Alegria. Na verdade há resultados “sobrando”, ou
seja, que ultrapassam a frequência bimestral.
Sólidos Suspensos Totais
100

80

60 2008
mg / L

2009
2010
40
2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM /CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II:100 mg/L.


Figura H.36. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Sólidos Suspensos Totais.

O parâmetro Cor Verdadeira possui o limite máximo de 75 Pt/Co definido na legislação


brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos resultados observados
evidenciou que a maioria dos valores está dentro dos limites definidos pela legislação,
com exceção dos meses de fevereiro e março de 2009 que apresentaram valores acima
do limite estabelecido pela legislação pertinente (184 Pt/Co x 75 Pt/Co).

Uma das justificativas para os dois resultados atípicos no ano 2009, pode ser as chuvas.
Isto pode ser corroborado pelo fato do ponto ALE05 estar localizado a jusante da pilha de
estéril Xingu e o curso d’água monitorado é um trecho no rio Piracicaba. Esse curso
d’água é caracterizado como lótico e recebe contribuição alóctone do sistema, inclusive
de outros tipos de empreendimentos. Os resultados para estes dois meses não foram
expressivos, portanto, não conferiram ao curso d’água alteração no seu uso
preponderante.
Cor Verdadeira
150

125

100 2008
Pt / Co

2009
75
2010
2011
50

25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 75 Pt/Co.


Figura H.37. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Cor Verdadeira.

O parâmetro DBO possui o limite máximo de 5 mg/L definido na legislação brasileira (DN
COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos dados deste parâmetro, conforme
observado na Figura H.38, mostrou que a maioria dos meses monitorados durante o
período 2008 a 2011 apresentaram valores dentro do limite definido pela legislação (50
mg/L) exceto nos meses abril de 2009 e outubro de 2010.

A matéria orgânica presente nos corpos d´água é uma característica de primordial


importância para a qualificação da água, pois é a matéria orgânica, a causadora do
principal problema de poluição das águas: o consumo do oxigênio dissolvido pelos
microrganismos nos seus processos metabólicos de utilização e estabilização dessa
matéria. Os principais componentes orgânicos são os compostos de proteína, os
carboidratos, a gordura e os óleos, além da uréia, surfactantes, fenóis, pesticidas entre
outros. Essa matéria orgânica de origem vegetal ou animal pode estar naturalmente
presente na água ou ser resultado de lançamento de despejos domésticos e/ou
industriais, podendo ainda estar na forma de sólidos em suspensão ou dissolvidos de
natureza biodegradável ou não. Assim, adotam-se normalmente métodos indiretos para a
quantificação da matéria orgânica, ou do seu potencial poluidor através da medição da
demanda (consumo) de oxigênio registrada no processo de oxidação dessa matéria.
DBO 5 dias a 20˚C
10

7,5
mg / L

2008
2009
5
2010
2011

2,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 5 mg/L.


Figura H.39. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro DBO5 dias a 20ºC.

Uma das justificativas para os dois resultados atípicos, respectivamente nos anos 2009 e
2010, pode ser as chuvas. Isto pode ser corroborado pelo fato do ponto ALE05 estar
localizado a jusante da pilha de estéril Xingu e o curso d’água monitorado é um trecho no
rio Piracicaba. Esse curso d’água é caracterizado como lótico e recebe contribuição
alóctone do sistema, inclusive de outros tipos de empreendimentos. Os resultados para
estes dois meses não foram expressivos, portanto, não conferiram ao curso d’água
alteração no seu uso preponderante.

O parâmetro Ferro Dissolvido possui o limite máximo de 0,3 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos dados presentes na Figura
H.40 mostrou que a maioria dos meses monitorados durante o período 2008 a 2011
estão dentro do limite estabelecido pela legislação ambiental. Apenas o mês fevereiro de
2009 excedeu o limite definido na legislação vigente (0,64 mg/L x 0,3 mg/L).
Ferro Dissolvido
0,6

0,5

0,4
2008
mg / L

2009
0,3
2010

0,2 2011

0,1

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

*Agosto/2010, valor para ferro dissolvido no ponto ALE05: 106 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1 / 2008 - Águas doces classe II: 0,3 mg/L.
Figura H.40. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Ferro Dissolvido.

O parâmetro Manganês Total possui o limite máximo de 0,1 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A maioria dos meses monitorados
apresentaram valores acima do limite estabelecido na legislação (Figura H.41) com
exceção dos meses dezembro de 2008 e maio de 2009. Cabe ressaltar que não houve
registros para os meses janeiro, julho, setembro e novembro no período 2008 a 2011. O
monitoramento é bimestral nesse ponto.
Manganês Total
1,6

1,2
mg / L

2008
2009
0,8
2010
2011

0,4

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 12008 - Águas doces classe II: 0,1 mg/L.


Figura H.41. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Manganês Total.

A fonte destes metais são os sólidos em suspensão ou dissolvidos. Quanto à origem


natural é a dissolução de compostos do solo. Diante da análise dos resultados, isto pode
ser corroborado pelo fato do ponto ALE05 está localizado no trecho do rio Piracicaba e
recebe contribuição alóctone do sistema. Os valores para estes meses não foram
expressivos, portanto, não conferiram ao curso d’água alteração no seu uso
preponderante.

O parâmetro Oxigênio Dissolvido possui limite mínimo definido na legislação brasileira


(DN COPAM CERH-MG Nº 01-2008) como OD > 5,0 mg/L. Após análise dos dados da
Figura H.42 pode-se perceber que os meses abril e junho de 2009 apresentaram valores
fora do limite estabelecido na legislação vigente.
Oxigênio Dissolvido
10

7,5
2008
mg / L

2009
5
2010
2011
2,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 1 - Águas doces classe II: > 5,0 mg/L.


Figura H.42. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Oxigênio Dissolvido.

O oxigênio dissolvido na água é importante para a sobrevivência dos seres aquáticos


aeróbicos e para a decomposição biológica da matéria orgânica. Este parâmetro também
é utilizado no controle do fornecimento de oxigênio para os processos aeróbicos,
minimizando desperdícios de energia. Caso todo o oxigênio tenha sido consumido,
reações anaeróbicas se realizam, podendo gerar maus odores.

Quando o OD está com valores baixos, como foi o resultado obtido para os meses de
abril e junho de 2009, é porque há uma quantidade de matéria orgânica dentro do
sistema e os microrganismos estão fazendo uso do OD para transformar matéria
orgânica particulada grossa em fina, a qual é absorvida por zooplanctons e
macroinvertebrados bentônicos.

Diante da análise dos resultados, isto pode ser corroborado pelo fato do ponto ALE05
está localizado no trecho do rio Piracicaba e recebe contribuição alóctone do sistema. Os
valores para estes meses não foram expressivos, portanto, não conferiram ao curso
d’água alteração no seu uso preponderante.

O parâmetro pH possui faixa de limite mínimo e máximo definido na legislação brasileira


(DN COPAM/CERH-MG nº 01/2008) como 6 > pH < 9. A análise dos dados presentes na
Figura H.43 mostrou que, com exceção do mês de dezembro de 2008, todos os pontos
monitorados apresentaram valores dentro do limite definido pela legislação para o
período 2008 a 2011.
O pH representa a concentração de Íons, hidrogênio H+, dando uma indicação sobre a
condição de acidez, neutralidade ou alcalinidade da água, a fonte de variação deste
parâmetro são os sólidos e gases dissolvidos. A origem natural é da dissolução de
rochas, adsorção de gases da atmosfera, oxidação da matéria orgânica e a fotossíntese.

pH
10
9
8
7
6 2008
pH

5 2009
4 2010
3 2011
2
1
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 6-9.


Figura H.43. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro pH.

As formas predominantes destes íons estão fundamentalmente relacionadas com o pH


do meio, como pode ser visto na Figura H.43. Desta forma, águas com pH entre 4,5 e 8,0
podem apresentar acidez natural devido à presença de CO2 na forma de H2CO3. A acidez
natural tem pequena significância do ponto de vista sanitário, pois nenhum efeito nocivo é
atribuído ao CO2. Isto pode ser comprovado pelo fato de ser um único mês (dezembro de
2008), em único ano, portanto, não conferindo alteração ao uso preponderante do curso
d’água.

O parâmetro Turbidez possui o limite máximo de 100 UNT definido na legislação


brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos dados presentes na Figura
H.44 mostra que os meses monitorados apresentoaram valores dentro do limite definido
na legislação, exceto os meses de agosto de 2008 e de outubro de 2010.

É uma característica decorrente da presença de substâncias em suspensão (argila


coloidal, areia, silte, limo, lodo) de matéria orgânica e inorgânica finamente dividida em
estado coloidal e de organismos microscópicos que absorvem e dispersam os raios
luminosos em lugar de permitir sua passagem através da água. A turbidez é, portanto,
uma medida da resistência da água a passagem da luz em linha reta. A origem destes
materiais na água pode ser natural como a devida à erosão do solo pelas águas de
rolamento e a do próprio leito do rio, além das contribuições de esgotos domésticos e
industriais. Pode ser causado também por bolhas de ar finamente divididas, fenômeno
que ocorre com certa frequência em alguns pontos da rede de distribuição ou em
instalações domiciliares.

A turbidez natural das águas está geralmente contida na faixa de 3 a 500 unidades
(UNT). Para fins de consumo humano, a turbidez da água potável deve ser inferior a 5
UNT. Diante do exposto, os valores obtidos para os dois meses, não conferiram
modificação e alteração ao uso preponderante para o curso d’água.

Turbidez
300

250

200 2008
2009
UNT

150 2010
2011
100

50

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 05 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 100 UNT.


Figura H.44. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Turbidez.

PONTO ALE07

Neste ponto, os parâmetros Sólidos Dissolvidos Totais, Sólidos Suspensos Totais e


turbidez apresentaram resultados, no período de quatro anos dentro do limite padrão
estabelecido pela COPAM/CERH nº 001/2008 em acordo com o uso preponderante do
curso d’água.
Sólidos Dissolvidos Totais
500

400

2008
mg / L

300
2009
2010
200
2011

100

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 500 mg/L.


Figura H.45. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Sólidos Dissolvidos Totais

Sólidos Suspensos Totais


100

80

2008
mg / L

60
2009
2010
40
2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II:100 mg/L.


Figura H.46. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Sólidos Suspensos Totais.
Turbidez
100

80

2008
2009
UNT

60
2010

40 2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 100 UNT.


Figura H.47. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Turbidez.

O parâmetro Cor Verdadeira possui o limite máximo de 75 Pt/Co definido na legislação


brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos dados deste parâmetro
observado na Figura H.48 apresentou a maioria dos meses monitorados dentro do limite
definido pela legislação, exceto nos meses de dezembro de 2008, fevereiro e março de
2009, abril de 2010 e abril de 2011, que obtiveram valores acima do definido na
Deliberação Normativa.
Cor Verdadeira
150

125

100 2008
Pt / Co

2009
75
2010
2011
50

25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 75 Pt/Co.


Figura H.48. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Cor Verdadeira.

responsável pela coloração da água, é constituída por material sólido dissolvido. Ela pode
ser de origem natural (decomposição da matéria orgânica gerando ácido húmico e fúlvico
ou pela presença de Fe ou Mn) ou de origem antropogênica (resíduos industriais como
corantes ou esgotos domésticos).

Quando de origem natural, não representa risco direto à saúde, todavia a cloração da
água contendo Matéria Orgânica (responsável pela cor) pode gerar produtos
potencialmente cancerígenos (trihalometanos - ex: clorofórmio).

A de origem industrial pode ou não ser tóxica, Este parâmetro é utilizado geralmente para
águas brutas e tratadas.

O parâmetro DBO (Figura H.49) possui o limite máximo de 5 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A maioria dos meses monitorados durante
o período 2008 a 2011 apresentaram valores dentro do limite definido pela legislação (50
mg/L) exceto os meses de abril, junho e agosto de 2009, de abril e dezembro de 2010 e
de abril e dezembro de 2011.

A quantidade de matéria orgânica presente no ambiente analisado é indicada pela DBO,


ou seja, quanto maior for a quantidade de matéria orgânica, maior a DBO. A DBO5,20 de
uma água é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por
decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável.

As impurezas contidas na água conferem às mesmas certas características que podem


alterar positiva ou negativamente seu aspecto físico, químico e biológico. Em decorrência
disto, a qualidade da água é definida por meio de suas características físicas, químicas e
biológicas. Importante distinção deve ser feita entre as propriedades e as características
das águas naturais. Já as características diferenciam as águas naturais entre si, podendo
se manifestar em uma ou outra condição. São propriedades da água: o calor específico, a
viscosidade dinâmica, a tensão superficial entre outras. São características da água: a
temperatura (que pode afetar certas propriedades), a cor, a turbidez entre outras.

DBO 5 dias a 20˚C


15

12,5

10 2008
mg / L

2009
7,5
2010
2011
5

2,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 5 mg/L.


Figura H.49. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC.

O parâmetro Ferro Dissolvido possui o limite máximo de 0,3 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos resultados observados na
Figura H.50 apresentou valores dentro do limite estabelecido pela legislação na maioria
dos meses amostrados durante o período 2008 a 2011, exceto nos meses de junho,
agosto, outubro e dezembro de 2008, de maio de 2009, de fevereiro, abril, agosto,
outubro e dezembro de 2010 e de fevereiro, abril, junho, agosto, outubro e dezembro de
2011.
Ferro Dissolvido
2,1

1,8

1,5
2008
mg / L

1,2
2009

0,9 2010
2011
0,6

0,3

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1 / 2008 - Águas doces classe II: 0,3 mg/L.


Figura H.50. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Ferro Dissolvido.

O parâmetro Manganês Total possui o limite máximo de 0,1 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). Após análise dos dados presentes na
Figura H.51 observou-se que a maioria dos meses monitorados estão dentro do limite
estabelecido pela legislação na maioria dos meses monitorados, com exceção dos meses
de fevereiro, junho e dezembro de 2009.

Manganês Total
3

2,4

2008
1,8
mg / L

2009
2010
1,2
2011

0,6

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

*Fevereiro/2009, valor para manganês total no ponto ALE07: 2,99 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 0,1 mg/L.

Figura H.51. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Manganês Total.


O parâmetro Oxigênio Dissolvido possui limite mínimo definido na legislação brasileira
(DN COPAM CERH-MG Nº 01-2008) como OD > 5,0 mg/L. Após análise dos dados da
Figura H.52 pode-se perceber que os valores da maioria dos meses monitorados estão
dentro do limite estabelecido na legislação, com exceção dos meses maio e junho de
2009.

Oxigênio Dissolvido
11
10
9
8
7 2008
mg / L

6 2009
5 2010
4 2011
3
2
1
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 1 - Águas doces classe II: > 5,0 mg/L.


Figura H.52. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Oxigênio Dissolvido.

O parâmetro pH possui faixa de limite mínimo e máximo definido na legislação brasileira


(DN COPAM/CERH-MG nº 01/2008) como 6 > pH < 9. A Figura H.53 apresentou a
maioria dos pontos monitorados com valores dentro do limite definido pela legislação
durante o período 2008 a 2011, exceto fevereiro e março de 2009 e fevereiro de 2011,
que obtiveram resultados abaixo do limite mínimo definido na legislação vigente.
pH
9
8
7
6
2008
5 2009
4 2010
3 2011

2
1
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 07 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 6-9.


Figura H.53. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro pH.

PONTO ALE08

No presente ponto, o parâmetro Sólidos Dissolvidos Totais apresentou resultados


dentro do limite padrão definido pela Deliberação Normativa (DN COPAM/CERH-MG nº
01-2008) em todos os meses monitorados durante o período 2008 a 2011.

Sólidos Dissolvidos Totais


500

400

2008
300
mg / L

2009
2010
200
2011

100

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 08 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 500 mg/L.


Figura H.54. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Sólidos Dissolvidos Totais.
O parâmetro Cor Verdadeira possui o limite máximo de 75 Pt/Co definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos dados presentes na Figura
H.55 mostrou que o valor da maioria dos meses monitorados está dentro do limite
definido na legislação, exceto nos meses de agosto e dezembro de 2008, que tiveram
valores acima do permitido pela Deliberação Normativa.

Cor Verdadeira
175

150

125
2008
Pt / Co

100 2009
2010
75
2011
50

25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 08 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite CDN OPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 75 Pt/Co.


Figura H.55. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Cor Verdadeira.

O parâmetro DBO possui o limite máximo de 5 mg/L definido na legislação brasileira (DN
COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos dados deste parâmetro mostrou que os
meses agosto de 2009 e de dezembro de 2011, apresentaram valores acima do
estabelecido pela legislação vigente, sendo que os demais meses permaneceram abaixo
do limite legal, conforme Figura H.56.
DBO 5 dias a 20˚C
10

7,5

2008
mg / L

2009
5
2010
2011

2,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 08 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 5 mg/L.


Figura H.56. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC.

O parâmetro Ferro Dissolvido possui o limite máximo de 0,3 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). Após análise dos dados da Figura H.57
pode-se perceber que a maioria dos meses monitorados dentro do limite preconizado na
legislação durante o período 2008 a 2011, exceto nos meses agosto de 2008, de abril,
maio, junho e agosto de 2009 e de abril de 2010.

Ferro Dissolvido
1,2

0,9

2008
mg / L

2009
0,6
2010
2011

0,3

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 08 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1 / 2008 - Águas doces classe II: 0,3 mg/L.


Figura H.57. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Ferro Dissolvido.
O parâmetro Manganês Total possui o limite máximo de 0,1 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). De acordo com os resultados observados
na Figura H.58 os meses dezembro de 2008, de abril e junho de 2009, de abril de 2010 e
de abril e dezembro de 2011 excederam o limite estabelecido pela legislação vigente,
sendo que os demais meses obtiveram valores dentro do limite legal.

Manganês Total
0,2

0,16

2008
0,12
mg / L

2009
2010
0,08
2011

0,04

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 08 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1 - Águas doces classe II: 0,1 mg/L.


Figura H.58. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Manganês Total.

O parâmetro Oxigênio Dissolvido possui limite mínimo definido na legislação brasileira


(DN COPAM CERH-MG Nº 01-2008) como OD > 5,0 mg/L. A análise dos resultados
presentes na Figura H.59 observou-se que apenas os meses maio e junho de 2009
apresentaram valores fora do limite estabelecido na legislação vigente.
Oxigênio Dissolvido
15

12,5

10 2008
2009
mg / L

7,5
2010
2011
5

2,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALe 08 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1 - Águas doces classe II: > 5,0 mg/L.


Figura H.59. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Oxigênio Dissolvido.

O parâmetro pH possui faixa de limite mínimo e máximo definido na legislação brasileira


(DN COPAM/CERH-MG nº 01/2008) como 6 > pH < 9. A Figura H.60 apresentou todos os
pontos monitorados com valores dentro do limite definido pela legislação para o período
2008 a 2011. Cabe ressaltar que o mês dezembro de 2008 apresentou resultados acima
do limite mínimo preconizado na legislação.

pH
9
8
7
6
2008
pH

5
2009
4 2010
3 2011
2
1
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 08 - Corpo Receptor- Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 6-9.


Figura H.60. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro pH.
O parâmetro Sólidos Suspensos Totais possui o limite máximo de 100 mg/L
preconizado na legislação brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). Após análise
dos dados da Figura H.61 observou-se que a maioria dos meses monitorados no período
2008 a 2011 apresentou valores dentro do limite estabelecido na legislação vigente, com
exceção do mês dezembro de 2008 que obteve valores acima do limite legal (258 mg/L x
100 mg/L).

Sólidos Suspensos Totais


100

80

60 2008
mg / L

2009
2010
40
2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 08 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

*dezembro/2008, valor para sólido suspensos totais no ponto ALE 08: 258 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II:100 mg/L.

Figura H.61. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Sólidos Suspensos Totais.

O parâmetro Turbidez possui o limite máximo de 100 UNT definido na legislação


brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos resultados mostrou que a
maioria dos meses monitorados estão dentro do limite definido na legislação vigente, com
exceção do mês agosto de 2008 (208 UNT x 100 UNT), conforme observado na Figura
H.62.
Turbidez
100

80

2008
60 2009
UNT

2010
40 2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 08 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 100 UNT.


Figura H.62. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Turbidez.

PONTO ALE20

Neste ponto, o parâmetro Chumbo Total apresentou resultados dentro do limite


estabelecido pela legislação DN COPAM/CERH-MG 001-2008 durante o período de
quatro anos, conforme observado na figura H.63.

Chumbo Total
0,1

0,08

2008
0,06 2009
mg / L

2010
0,04 2011

0,02

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório-Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,1 mg/L.


Figura H.63. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Chumbo Total no ponto ALE20.
Os resultados para Boro Total no ponto ALE20 (Figura H.64), referente aos anos 2008,
2009, 2010 e 2011, apresentaram resultados, na maioria dos meses amostrados, dentro
do limite preconizado pela legislação DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008. Apenas no
mês novembro de 2009 o valor obtido estava acima do limite estabelecido na legislação
(7,2 mg/L x 5,0 mg/L).

Boro Total
10

2008
6 2009
mg / L

2010
4 2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 5,0 mg/L.


Figura H.64. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Boro Total no ponto ALE20.

Os resultados para Cádmio Total no ponto ALE20 (Figura H.15), referente os quatro
anos de monitoramento apresentaram valores na maioria dos meses amostrados dentro
do limite definido pela legislação, com exceção do mês janeiro de 2011 que obteve valor
acima do limite estabelecido pela legislação vigente (1,0 mg/L x 0,1 mg/L).
Cádmio Total
0,1

0,08

0,06 2008
mg / L

2009
2010
0,04
2011

0,02

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

*Janeiro/2011: valor para Cádmio Total no ponto ALE 20: 1,0 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,1 mg/L.
Figura H.15. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Cádmio Total no ponto ALE20.

Os resultados para Cromo Hexavalente no ponto ALE20 (Figura H.66), referente aos
anos 2008, 2009, 2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite estabelecido pela
legislação. Apenas no mês de julho o valor estava acima do definido na legislação (0,4
mg/L x 0,1 mg/L). Cabe salientar que as coletas ocorreram durante o período julho a
outubro de 2009.

Cromo Hexavalente
0,4

0,3
2008
2009
mg / L

0,2 2010
2011

0,1

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

*Julho/2009: valor para Cromo hexavalente: 0,4 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,1 mg/L.

Figura H.66. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Cromo Hexavalente no ponto ALE20.
A análise dos resultados para o parâmetro Cromo Trivalente apresentou valores acima
do limite preconizado na legislação em todos os meses amostrados. Cabe ressaltar que
as coletas foram realizadas durante o período julho a outubro de 2009.

Cromo Trivalente
18

15

2008
12
2009
mg / L

9 2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

*Novembro/2008: valor para Cromo Trivalente: 1,48 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,1 mg/L.

Figura H.67. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Cromo Trivalente no ponto ALE20.

A análise dos resultados do parâmetro Estanho Total (Figura H.68), mostrou que a
maioria dos meses monitorados apresentou valores acima do estabelecido na legislação
ambiental. Apenas os meses julho e setembro de 2010 obtiveram valores dentro da faixa
de limite estabelecido na legislação vigente.
Estanho Total
64

48
2008
2009
mg / L

32 2010
2011

16

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

*Valores para Estanho Total no ponto ALE20: Abril/2010: 119 mg/L e Agosto/2010: 7722 mg/L.
Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 4,0 mg/L.
Figura H.68. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Estanho Total no ponto ALE20.

Os resultados para Ferro Dissolvido no ponto ALE20 (Figura H.69), apresentaram


valores acima do limite estabelecido na legislação DN COPAM/CERH-MG 001/2008 na
maioria dos meses amostrados. Porém os meses outubro de 2009, fevereiro, maio, julho,
setembro e novembro de 2010 apresentaram valores dentro do limite definido na
legislação vigente.

Ferro Dissolvido
105

90

75
2008

60 2009
mg / L

2010
45 2011

30

15

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 15,0 mg/L.

Figura H.69. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Ferro Dissolvido no ponto ALE20.
Os resultados para Manganês Dissolvido no ponto ALE20 (Figura H.70), referente os
quatro anos de monitoramento, evidenciaram valores acima do limite definido na
legislação DN COPAM/CERH-MG 001/2008 na maioria dos meses amostrados. No
entanto, os meses agosto e outubro de 2009 e junho, julho, agosto, setembro, novembro
e dezembro de 2010 obtiveram valores dentro do limite definido na legislação vigente.

Manganês Dissolvido
5

2008
3 2009
mg / L

2010
2 2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 mg/L.


Figura H.70. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Manganês Dissolvido no ponto ALE20.

Os resultados para Surfactantes no ponto ALE20 (Figura H.71), apresentaram valores


dentro do limite definido na legislação vigente DN COPAM/CERH-MG 001/2008 na
maioria dos meses amostrados. Porém o mês de agosto de 2011 obteve valores acima
do limite definido na legislação (3,4 mg/L x 1,0 mg/L).
Surfactantes
4

2008
mg / L

2009
2
2010
2011
1

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2,0 mg/L.


Figura H.71. Avaliação da carga poluidora – parâmetro surfactantes no ponto ALE20.

Os resultados para pH no ponto ALE20 (Figura H.72), referente aos anos 2008, 2009,
2010 e 2011, apresentaram valores dentro do limite definido na legislação DN
COPAM/CERH-MG 001/2008 nos meses janeiro e fevereiro de 2011. No entanto os
meses setembro e novembro de 2011 obtiveram valores acima do limite definido na
legislação vigente. Os demais meses apresentaram valores abaixo do valor mínimo.

pH
9
8
7
6
2008
5
pH

2009
4 2010
3 2011
2
1
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 20 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 6-9.


Figura H.72. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH no ponto ALE20.
PONTO ALE21

Os resultados para Boro Total, Cádmio Total, Chumbo Total, Ferro Dissolvido,
Manganês Dissolvido e pH no ponto ALE21 referentes aos anos 2008, 2009, 2010 e
2011 apresentaram valores dentro do limite preconizado pela legislação DN
COPAM/CERH – MG nº 001-2008.

Boro Total
5

2008
3 2009
mg / L

2010
2011
2

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 5,0 mg/L.


Figura H.73. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Boro Total.
Cádmio Total
0,1

0,08

2008
0,06 2009
mg / L

2010
0,04 2011

0,02

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,1 mg/L.


Figura H.74. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Cádmio Total.

Chumbo Total
0,1

0,08

2008
0,06 2009
mg / L

2010
0,04 2011

0,02

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,1 mg/L.


Figura H.75. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Chumbo Total.
Ferro Dissolvido
15

12,5

2008
10
2009
mg / L

7,5 2010
2011
5

2,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 15,0 mg/L.


Figura H.76. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Ferro Dissolvido.

Manganês Dissolvido
1

0,8

2008
0,6 2009
mg / L

2010
2011
0,4

0,2

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 1,0 mg/L.


Figura H.77. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Manganês Dissolvido.
pH
9

6
2008
pH

5 2009
4 2010

3 2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 6-9.


Figura H.78. Avaliação da carga poluidora – parâmetro pH.

Os resultados do parâmetro Cromo Hexavalente (Figura H.79), apresentaram valores


dentro do limite estabelecido pela legislação na maioria dos meses amostrados. No
entanto nos meses março, junho, julho e outubro de 2009 obtiveram valores acima do
definido na legislação vigente.

Cromo Hexavalente
1

0,75
2008
2009
mg / L

0,5 2010
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

*Março/2009, valor para Cromo Hexavalente no ponto ALE21: 2,01 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,1 mg/L.
Figura H.79. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Cromo Hexavalente.
Os resultados para Cromo Trivalente observados na Figura H.80 apresentaram valores
acima do limite estabelecido na legislação DN COPAM/CERH-MG nº 001/2008 em todos
os meses amostrados. Cabe ressaltar que as coletas foram realizadas durante o período
julho a dezembro de 2008.

Cromo Trivalente
1

0,75
2008
2009
mg / L

0,5 2010
2011

0,25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

*Novembro/2008, valor para Cromo Trivalente no ponto ALE21: 1,48 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 0,1 mg/L.
Figura H.80. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Cromo Trivalente.

Os resultados para Estanho Total no ponto ALE21 (Figura H.81), evidenciaram valores
dentro do limite definido na legislação na maioria dos meses amostrados. Porém os
meses abril, junho e julho de 2009 e outubro e novembro de 2008 apresentara valores
acima do limite estabelecido na legislação vigente.
Estanho Total
14

12

10 2008
2009
8
mg / L

2010
6 2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

*Junho/2009, valor para Estanho Total no ponto ALE21: 54,05 mg/L.


Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 4,0 mg/L.
Figura H.81. Avaliação da carga poluidora – parâmetro Estanho Total.

Os resultados para Surfactantes no ponto ALE21 (Figura H.82), apresentaram valores


dentro do limite preconizado na legislação vigente na maioria dos meses amostrados. No
entanto, o mês abril de 2009 apresentou valores acima do limite definido na legislação
(2,31 mg/L x 1,0 mg/L).

Surfactantes
4

2008
mg / L

2009
2
2010
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 21 - ETE Laboratório - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 001/2008 - Lançamento de efluentes: 2,0 mg/L.


Figura H.82. Avaliação da carga poluidora – parâmetro surfactantes.
PONTO ALE 37

Neste ponto, os parâmetros DBO 5 dias a 20ºc, Sólidos Dissolvidos Totais e Turbidez
apresentaram resultados durante os quatro anos de monitoramento dentro da faixa limite
padrão definido pela DN COPAM/CERH-MG nº001-2008, conforme observado a seguir:

DBO 5 dias a 20˚C


5

2008
3
mg / L

2009
2010
2
2011

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 5 mg/L.


Figura H.83. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro DBO 5 dias a 20ºC
Sólidos Dissolvidos Totais
500

400

2008
300
mg / L

2009
2010
200
2011

100

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 500 mg/L.


Figura H.84. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Sólidos Dissolvidos Totais.

Turbidez
100

80

2008
60 2009
UNT

2010

40 2011

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 100 UNT.


Figura H.85. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Turbidez.

O parâmetro Cor Verdadeira possui o limite máximo de 75 Pt/Co definido na legislação


brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos resultados observado na
Figura H.86 mostrou que os valores da maioria dos meses monitorados estão dentro do
limite estabelecido pela legislação, exceto os meses agosto de 2008 e fevereiro de 2009
que apresentaram valores acima do permitido na deliberação normativa.

Cor Verdadeira
150

125

100 2008
Pt / Co

2009
75
2010
2011
50

25

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

*fevereiro/2009, valor para o parâmetro cor verdadeira no ponto ALE37: 285,74 Pt/Co.

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 75 Pt/Co.


Figura H.86. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Cor Verdadeira.

O parâmetro Ferro Dissolvido possui o limite máximo de 0,3 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). Após análise dos dados da Figura H.87
observou-se que a maioria dos meses monitorados durante o período 2008 a 2011
apresentou valores dentro do limite estabelecido pela legislação, exceto nos meses de
junho, agosto, outubro e dezembro de 2008; de dezembro de 2009; de abril e dezembro
de 2010 e de dezembro de 2011.
Ferro Dissolvido
3

2,4

2008
1,8
mg / L

2009
2010
1,2
2011

0,6

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 1 / 2008 - Águas doces classe II: 0,3 mg/L


Figura H.87. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro Ferro Dissolvido.

O parâmetro Manganês Total possui o limite máximo de 0,1 mg/L definido na legislação
brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). A análise dos resultados presente na
Figura H.88 mostrou que a maioria dos meses monitorados apresentaram valores acima
do limite estabelecido pela legislação, exceto nos meses de junho, agosto e dezembro de
2008 e de dezembro de 2009.

Manganês Total
2,5

2008
1,5
mg / L

2009
2010
1
2011

0,5

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 0,1 mg/L.


Figura H.88. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Manganês Total.
O parâmetro Oxigênio Dissolvido possui limite mínimo definido na legislação brasileira
(DN COPAM CERH-MG Nº 01-2008) como OD > 5,0 mg/L. A análise dos dados deste
parâmetro (Na Figura H.89) mostrou que a maioria dos meses monitorados estão acima
do limite estabelecido na legislação, com exceção do mês junho de 2011 que obteve
valor dentro do limite preconizado na definido na legislação vigente (3,7 mg/L x 5,0 mg/L).

Oxigênio Dissolvido
10
9
8
7
2008
6
mg / L

2009
5
2010
4
2011
3
2
1
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite COPAM/CERH-MG Nº 1 - Águas doces classe II: > 5,0 mg/L.


Figura H.89. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Oxigênio Dissolvido.

O parâmetro pH possui faixa de limite mínimo e máximo definido na legislação brasileira


(DN COPAM/CERH-MG nº 01/2008) como 6 > pH < 9. Os dados presentes na Figura
H.90 mostraram valores dentro do limite definido na legislação. Cabe ressaltar que os
meses dezembro de 2008 e fevereiro e outubro de 2011 apresentaram resultados abaixo
do limite mínimo definido na legislação vigente.
pH
10
9
8
7
2008
6
2009
pH

5
2010
4
2011
3
2
1
0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II: 6-9.


Figura H.90. Avaliação da qualidade de água superficial – Parâmetro pH.

O parâmetro Sólidos Suspensos Totais possui o limite máximo de 100 mg/L


preconizado na legislação brasileira (DN COPAM/CERH-MG nº 01-2008). Os resultados
observados na Figura H.91 evidenciou que a maioria dos meses monitorados durante o
período 2008 a 2011 obteve valores dentro do limite estabelecido na legislação, com
exceção para o mês fevereiro de 2009 que apresentou valores acima do definido na
legislação (105 mg/L x 100 mg/L).
Sólidos Suspensos Totais
120

100

80 2008
mg / L

2009
60
2010
2011
40

20

0
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

Monitoramento de Qualidade de Águas Superficiais - Ponto ALE 37 - Corpo Receptor - Coleta Mensal

Limite DN COPAM/CERH-MG Nº 1/2008 - Águas doces classe II:100 mg/L.


Figura H.91. Avaliação da qualidade de água superficial – parâmetro Sólidos Suspensos Totais.

CONSIDERAÇÕES
Durante o período enfocado no presente RADA, qual seja 2008 a 2011, foi detectado que
alguns parâmetros analisados apresentaram resultados fora dos padrões estabelecidos
na legislação vigente.

Os resultados superiores aos limites relativos ao parâmetro cor devem ser associados a
íons ou óxidos metálicos decorrentes das características geológicas locais, bem como à
presença de ácidos húmicos decorrentes da decomposição de matéria orgânica aportada
ao curso d’água pelo escoamento de águas superficiais.

Acrescenta-se que, no período de chuvas intensas, as águas carreiam o material dos


solos para dentro dos corpos d'água, intensificando a cor nas águas da Mina de Alegria.

Com relação à detecção de ferro solúvel fora dos padrões estabelecidos para águas de
Classe 2, pode estar relacionada com as características geoquímicas locais e não
necessariamente às atividades desenvolvidas pelo empreendimento. O excesso de ferro
na água implica em questões de qualidade não desejáveis, principalmente no sequestro
do oxigênio e do fosfato, na formação dos complexos insolúveis fosfato férrico e óxido e
hidróxido de ferro.
No tocante ao manganês, os resultados não conformes também estão relacionados às
características dos solos da região. Esse elemento é frequentemente encontrado em
associação com o minério de ferro e, como os corpos hídricos da região drenam áreas de
formação ferrífera, os resultados de manganês superiores ao limite são justificáveis. Vale
ressaltar que o limite estabelecido pela legislação ambiental é muito restritivo e favorece
o número de não conformidades encontradas.

Os resultados de turbidez superiores ao padrão indicaram que havia grande quantidade


de material particulado em suspensão nas águas analisadas. Tal fato decorre
principalmente do carreamento dos solos para os corpos d'água, situação intensificada no
período das chuvas.

Os resultados acima do limite estabelecido pela legislação ambiental para metais


pesados como o Boro, Cádmio, Cromo Hexavalente, Cromo Trivalente e Estanho
presentes nos efluentes do laboratório químico foram considerados anômalos, uma vez
que não comprometeram a qualidade ambiental da região.

Os resultados fora do padrão estabelecido pela legislação ambiental para águas de


classe 2 devem estar associados a fatores tais como as características químicas das
rochas ocorrentes na área drenada pelo ponto monitorado, o aporte de restos vegetais
aos cursos d’água e a consequente decomposição destes em ácidos húmicos.

Diante do exposto, registra-se que, no período analisado (2008 a 2011), os resultados


observados nas águas superficiais da área de influência da mina de Alegria, em sua
grande maioria, mostraram-se enquadrados nos padrões de qualidade de corpos
receptores, demonstrando a eficácia das ações realizadas pelo empreendimento para
gestão da qualidade das águas.
10.4. Conforto acústico: gráficos contendo os valores obtidos no monitoramento
do nível de ruídos em todos os pontos definidos na área de entorno do
empreendimento, nos últimos dois anos, e a avaliação sobre o grau de atendimento
aos padrões ambientais estabelecidos na legislação vigente no período. Situações
anormais ocorridas deverão ser sucintamente relatadas e justificadas, assim como
as medidas corretivas adotadas para solução das mesmas.

A emissão de ruídos ocorre, em menor nível, nas instalações de beneficiamento, nos


pátios de estocagem, na expedição de produtos e nas fontes móveis ao longo das vias de
circulação. Contudo esses ruídos não são perceptíveis para os moradores da
comunidade de entorno ao empreendimento.

Os índices de emissão da Mina, até o momento, estão dentro dos padrões da legislação
vigente – NBR 10.151 –, pois nunca causaram incômodos capazes de levar a quaisquer
manifestações de reclame por parte das comunidades da região.

O ponto definido para monitoramento localiza-se na comunidade de Santa Rita Durão,


municipio de Mariana, Minas Gerias. As amostragens são realizadas trimestralmente.

O equipamento utilizado possui precisão Tipo 2 com as particularidades de registrar os


ruídos durante o tempo de medição, exportar os dados para o computador, através da
conexão RS232 ,e tratar os dados através do software TESTLINK e planilha Excel.

O medidor de ruído foi calibrado com Calibrador de Nível de Pressão Sonora – MINIPA
Modelo MSL-1326, nível de pressão sonora: 94,0 dB.

RESULTADOS E CONCLUSÕES

Os resultados alcançados nas medições são apresentados, a seguir:

- Nível Estatístico (L10): é o nível de som ultrapassado por 10% dos valores medidos;
- Nível Estatístico (L90): é o nível de som ultrapassado por 90% dos valores medidos;
- Nível Contínuo Equivalente (Leq): representa o nível médio contínuo de energia sonora,
equivalente ao sinal variável medido. O Leq é particularmente útil na avaliação de
incômodo, situações de poluição sonora e reações subjetivas diante do ruído.
Os resultados das medições efetuadas no ponto monitorado enquadraram-se nos limites
definidos pela Lei Estadual N°10.151 para os períodos diurnos e noturnos (Figuras H.92 e
H.93).

A diferença entre os valores de Leq e L90 (nível de ruído de fundo) permite observar o
valor inferior a 10 dB(A), tanto no período diurno quanto no noturno, o que indica baixa
influência das fontes monitoradas sobre o ruído ambiental existente na área.

Durante o registro dos níveis de pressão sonora, nos períodos diurno e noturno,
observou-se a influência dos sons de pássaros e grilos. Ressalta-se que, segundo a
norma NBR 10.151, se os níveis de ruído ambiente forem superiores aos níveis definidos
para o tipo de área, o Nível de Critério de Avaliação assume o valor do nível de ruído
ambiente. Devido à distância de Santa Rita Durão até as áreas da lavra e beneficiamento
de mina de Alegria, são pouco audíveis os níveis de ruído provenientes das atividades
dessa Mina.

Conclui-se que as atividades da mina Alegria não interferem no conforto acústico da


região monitorada.

Avaliação de Conforto Acústico


60,00

50,00

40,00
dB

30,00 Leq dB(A)


20,00 L10 dB(A)

10,00 L90 dB(A)

0,00

Ponto 15 - Período Diurno

Figura H.92. Monitoramento Acústico na Vila de Santa Rita Durão – Mariana/MG.


Avaliação de Conforto Acústico
60,00

50,00

40,00
dB

30,00 Leq dB(A)


20,00 L10 dB(A)
10,00 L90 dB(A)

0,00

Ponto 15 - Período Noturno

Figura H.93. Monitoramento Acústico na Vila de Santa Rita Durão, Mariana/MG.


10.5. Outros tipos de monitoramento: compilação de dados ou resultados de
quaisquer outros tipos de monitoramento ou estudos ambientais executados pelo
empreendimento nos últimos dois anos, na forma mais conveniente, incluindo a
avaliação dos mesmos.

Monitoramento da Fauna

A empresa Bioma Meio Ambiente vem realizando na área de influência direta do


empreendimento (Mina de Alegria) o monitoramento da fauna abrangendo os grupos da
avifauna, mastofauna, herpetofauna e entomofauna com objetivo de conhecer as
espécies ocorrentes na região.

Segundo o relatório elaborado pela Empresa o monitoramento foi realizado em 2 (duas)


campanhas anuais. Os dados aqui descritos referem-se a primeira campanha realizada
nos meses de janeiro e março de 2011.

Segue abaixo a descrição do monitoramento abordando os grupos da Entomofauna,


ictiofauna, herpetofauna, avifauna e mastofauna.

Entomofauna

O grupo da entomofauna foi dividido em duas ordens, díptera e coleóptera, conforme


abaixo.

Dípteros

Durante a campanha de amostragem identificou-se 15 espécies de insetos pertencentes


a ordem díptera, sendo 9 da espécie da família Culicidae e 6 da família Phlebotomidae.
Para a amostragem foram escolhidos 5 (cinco) pontos utilizando metodologia de busca
ativa e armadilhas luminosas. Na Figura H.94 observam-se os pontos de amostragem
com seus respectivos locais e metodologia de coleta.
Fonte: Bioma, 2011.
Figura H.94. Pontos de amostragem de dípteros no Empreendimento Mina de Alegria, Mariana-
MG.

No monitoramento não houve registro de novas espécies e nem ameaçadas de extinção,


porém identificaram espécies de interesse médico pertencentes a família Phlebotomidae,
como por exemplo, Evandromyia sallesi (transmissor da Leishmaniose tegumentar
americana) e Anopheles strodei (vetor auxiliar da malária).

Coleópteros

Representados pelos besouros “rola-bosta” pertencentes a família Scarabalidae, foram


identificados 9 (nove) espécies coletadas por meio de armadilhas em queda “pitfall”.

Nenhuma espécie identificada enquadra-se na categoria ameaçada de extinção, sendo


de ampla ocorrência e distribuição geográfica. Entretanto, a espécie Desmodus rotundus
é de interesse médico e econômico, uma vez que, pode transmitir o vírus da raiva para
animais de criação.
Cabe ressaltar que durante o monitoramento os pontos amostrados para coleta de
dípteros e coleópteros foram os mesmos, representados por mata barragem rejeitos (sul
e norte), córrego das almas, mata lagoa e esteira Samarco.

Ictiofauna

Foram identificados 79 indivíduos amostrados em ambientes lóticos (riachos e córregos)


e lênticos (barragens e diques) em onze estações amostrais utilizando redes de emalhar
com a metodologia de arrasto, peneirões e tarrafas.

Não foram registradas espécies novas na bacia do Rio Piracicaba, exóticas ou


ameaçadas de extinção durante o monitoramento.

Herpetofauna

Foram coletados 21 espécimes sendo 16 anfíbios anuros e 5 (cinco) répteis (lagartos e


serpentes) em 15 pontos amostrais utilizando como metodologia armadilhas de
interceptação e queda “pitfall” interligados por cerca - viva, busca ativa e escuta de
vocalização.

As espécies identificadas no monitoramento são de ampla ocorrência e de distribuição


geográfica, porém, as espécies Aplastodiscus cavicola (perereca-verde) e Ischnocnema
surda (rã-de-folhiço) encontram-se listadas na categoria de quase ameaçada e Deficiente
de Dados segundo a IUCN (2011) respectivamente.

Avifauna

No monitoramento foram identificadas 138 espécies distribuídas em 40 famílias e 19


ordens durante a campanha de campo em 50 pontos amostrais utilizando a metodologia
de censo populacional (ponto fixo de escuta) e rede de neblina.
Dentre as espécies registradas, 4 (quatro) encontram-se listadas em alguma categoria de
ameaça, sendo as espécies Eleoscytalupus indigoticus (macuquinho), Polystictus
superciliaris (papa-moscas-de-costas-cinzentas), Embernagra longicauda (rabo-mole-da-
serra) listadas na categoria quase ameaçadas na lista da IUCN (2011) e Pyroderus
scutatus (pavó) listada na categoria quase ameaçada no estado de Minas Gerais
(COPAM 2010).

Mastofauna

Foram identificadas 80 espécies distribuídas em 23 mamíferos de médio e grande porte e


57 pequeno porte. As metodologias utilizadas para a amostragem foram busca ativa,
avistamento de animais e encontro ocasional de vestígios (fezes, carcaças e pêlos),
armadilhas fotográficas (câmera trap) e armadilha tipo gaiola.

Dentre as espécies registradas 4 (quatro) estão listadas em alguma categoria de ameaça,


conforme abaixo:

 Callicebus nigrifrons (guigó, sauá): Primata da família Pitheciidae. Atualmente a


espécie está incluída na categoria quase-ameaçada (QA) da lista global de
espécies ameaçadas de extinção da IUCN (2011).

 Chrysocyon brachyurus (lobo-guará): Carnívoro da família Canidae. Atualmente a


espécie está incluída na categoria Vulnerável (VU) nas listas de espécies
ameaçadas de extinção da fauna brasileira (MMA,2003) do estado de Minas
Gerais (COPAM 2010) e global (IUCN, 2011).

 Leopardus pardalis (jaguatirica): Felino da família Felidae. Atualmente a espécie


está incluída na categoria Vulnerável (VU) nas listas de espécies ameaçadas de
extinção da fauna brasileira do estado de Minas Gerais (COPAM 2010) e
Criticamente ameaçada (CR) segundo a lista global de espécies ameaçadas de
extinção da IUCN (IUCN, 2011).
 Lontra longicaudis (lontra): Carnívoro da família Mustelidae. Atualmente a espécie
está incluída na categoria Deficiente de Dados (DD) na lista global de espécies
ameaçada de extinção da IUCN (IUCN, 2011) e Vulnerável (VU) na
lista de espécies ameaçadas de extinção da fauna brasileira do estado de Minas
Gerais (COPAM 2010).

Segundo as informações fornecidas pela empresa Bioma, o levantamento das espécies


na área do empreendimento (Mina de Alegria) foi significativo se tratando de apenas uma
campanha de amostragem. É de grande importância o conhecimento das espécies
ocorrentes na região antes do monitoramento, dessa forma, será possível propor o
monitoramento para as espécies de importância ecológica e/ou que estão listadas em
alguma categoria de ameaça

A continuidade deste projeto é fundamental não apenas para atender a uma


condicionante imposta pelo órgão ambiental, mas também buscar medidas que atendam
as necessidades do empreendimento sem provocar grandes alterações no ambiente.

Monitoramento de Primatas

O monitoramento realizado pela empresa Bioma na área de abrangência da PDE portaria


durante o mês de novembro 2010 registrou a presença de três espécies de primatas,
Callithrix penicillata (mico-estrela), Callicebus nigrifrons (guigó) e Cebus nigritus (macaco-
prego) por meio de visualização, vocalização e entrevistas, respectivamente.

Para a confirmação das espécies na área de estudo a Bioma realizou uma campanha de
amostragem durante a 1ª quinzena de setembro de 2011 em 44 pontos amostrais
utilizando como metodologia play-back, entrevista e busca ativa.

O monitoramento confirmou a presença de um grupo de guigó após a utilização de play-


back e alguns indivíduos das espécies de macaco-prego por meio de entrevistas com os
funcionários da mina.

O fato de ter identificado na área de estudo espécies consideradas de importância


ecológica como é o caso do guigó, que atualmente, encontra-se ameaçado de extinção o
presente monitoramento é considerado de grande importância para a preservação destas
espécies.

O delineamento amostral apresentado no relatório foi considerado adequado para o


estudo, uma vez que, os pontos de amostragem estavam amplamente distribuídos na
área em questão. Porém acredita-se que o período de resposta ao play-back poderia ser
maior, aumentando as chances de visualização/vocalização dos possíveis grupos.

Cabe salientar que não houve detalhamento adequado da metodologia de amostragem,


não sendo descritos dias/horas empregadas durante o estudo, distância e velocidade
percorrida nas trilhas e experiência do profissional.

Para as próximas campanhas de monitoramento é recomendado a associação das duas


metodologias caminhada em transecto e play-back, o que poderá determinar o sucesso
de encontro dos animais na área de estudo.
ANEXO J – ATUALIZAÇÃO TECNOLÓGICA

12.2 Descrever as inovações tecnológicas dos processos de controle ambiental aplicáveis


ao empreendimento, surgidas nos últimos dois anos, adotadas ou não no empreendimento.
Caso positivo, apresentar uma avaliação sobre a adoção dessas tecnologias e as
consequências no tocante à minimização dos impactos ambientais da atividade e melhoria
do desempenho ambiental da empresa.

Monitoramento On Line do Rio Piracicaba

O Projeto de Instalação da Rede de Monitoramento On-line da qualidade das águas do


Rio Piracicaba (Figura J.1), consiste na instalação de equipamentos (sensores) ao longo
do curso d’água por meio de estações automáticas remotas possibilitando a Vale,
previamente, sanar qualquer alteração nos parâmetros físico-químicos (OD, turbidez,
condutividade elétrica) analisados. Os pontos de monitoramento são acompanhados 24
horas por dia sendo possível acessar as informações geradas por estes via web em
tempo real.

Este instrumento tem como objetivo adotar medidas preventivas e imediatas caso alguma
anomalia seja detectada. Além de auxiliar no cumprimento da Deliberação Normativa
COPAM-MG nº 09/1994, que dispõe sobre o enquadramento da bacia hidrográfica do rio
Piracicaba com a classificação em classe 2. Perturbações no curso d’água provocariam
alterações no enquadramento para classe 3 ou 4, causando prejuízos para a vida
aquática e para a população que depende deste recurso.
Fonte: Total Meio Ambiente, 2012.
Figura J.1. Detalhe dos sensores do monitoramento on-line instalados no Rio Piracicaba.

A rede é composta de 4 pontos (Figura J.2). O ponto 2 já foi instado e está em fase inicial
de operação; enquanto que os demais encontram-se protocolizados aguardando emissão
da DAIA, por estarem localizados em área de APP. Processo 7194/2011, protocolado em
11/11/2011.

Fonte: Vale S.A, 2012.


Figura J.2. Detalhe dos sensores do monitoramento on-line instalados no Rio Piracicaba.
ANEXO K – MEDIDAS DE MELHORIA CONTÍNUA DO DESEMPENHO
AMBIENTAL

SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL – CERTIFICADOS – SÉRIE ISO 14.000 –

O desempenho ambiental de uma organização é de crescente importância para as partes


interessadas, tanto internas quanto externas. Um bom desempenho ambiental implica o
comprometimento de toda a organização com uma abordagem sistemática e com a
melhoria contínua de seu Sistema de Gestão Ambiental - SGA.

O SGA de uma organização pode compreender um conjunto de procedimentos voltados


para o seu controle ambiental, desvinculado de um processo de certificação, ou se
constituir de um sistema respaldado na série de normas ISSO - 14.000, com sua adoção
voltada para a certificação.

Mesmo não sendo o SGA obrigatório, por imposição de instrumentos legais ou


institucionais, a organização que o adota, especialmente com a certificação pelas normas
ISO - 14.000, adquire um registro de qualidade que amplia o reconhecimento do seu
desempenho ambiental em relação aos mercados nacional e internacional.

Desse modo, a certificação ambiental da organização e a adequada implementação do


seu sistema de gestão constituem eficazes instrumentos para compatibilizar suas
atividades, seus produtos e serviços com a qualidade do meio ambiente e os princípios
do desenvolvimento sustentável.

Interessada na ampla adequação ambiental da empresa, a Vale S.A. possui em operação


o Sistema de Gestão Ambiental, adotando uma Política Integrada de Gestão para todo o
Departamento de Operações de Ferrosos Sudestes – DIFS –, a qual define os seguintes
princípios:

 Realizar suas atividades de aproveitamento de jazidas minerais, transporte


ferroviário, operações portuárias, produção de pelotas e apoio operacional,
através de práticas e medidas que visem à prevenção de desvios da qualidade de
seus produtos e serviços, da poluição, de acidentes e de doenças ocupacionais;
 Considerar os aspectos de segurança e saúde ocupacionais prioritários em
relação ao lucro ou produção, na gestão de seus negócios;
 Otimizar o uso de matéria e energia como forma de contribuir para a preservação
de recursos naturais e assegurar a competitividade;
 Atender à legislação, normas e outros compromissos subscritos pela empresa;
 Manter canais de comunicação com clientes, comunidades, empregados e demais
partes interessadas;
 Buscar a melhoria contínua de seu desempenho, estabelecendo e revisando seus
Objetivos e Metas, com base na avaliação periódica das necessidades dos
clientes, dos aspectos ambientais e dos requisitos da segurança e saúde;
 Treinar e conscientizar seus empregados, bem como estimular seus fornecedores
e prestadores de serviços, para o exercício de suas atividades em conformidade
com as diretrizes desta Política.

É importante ressaltar que além dos princípios da Política Ambiental, destaca-se também
o gerenciamento dos aspectos ambientais como base para a implementação do Sistema
da Gestão Ambiental na Vale, visando a garantir a proteção ambiental e a prevenção da
poluição.

As Unidades da Vale na DIFS, bem como a Mina de Alegria, são certificadas pela norma
ISO 14.000, tendo sido recomendadas para recertificação na Norma ISO 14.000, versão
2004 em março de 2010, com validade até março de 2013.
Plano de Contingências Internas de Barragens – DIFS

Este plano estabelece mecanismos para mitigar os aspectos / impactos ambientais e os


perigos com potencial de causar danos relacionados à segurança e saúde ocupacional e
aos ativos da Empresa, com ações emergenciais relativas às situações de riscos em
barragens das unidades operacionais da Diretoria de Operações de Ferrosos Sudeste -
DIFS - VALE.

No caso das condições de segurança não atenderem aos requisitos estabelecidos no


procedimento, mesmo após a execução das ações indicadas no Manual de Operação,
podem ser requeridas ações emergenciais para mitigação das anomalias e
eventualmente para ações de defesa das instalações e pessoas presentes nas áreas
potencialmente afetadas em consequência de uma eventual ruptura da barragem.

Caso detectado com antecedência suficiente, os riscos devem ser avaliados e as ações
preventivas ou corretivas, a serem tomadas, definidas. O PCIB deve conter
procedimentos claros quanto à adoção de ações uma vez identificada uma emergência
em potencial. A notificação da situação de emergência requer que a pessoa responsável
pelo contato inicie a ação corretiva e decida se, e quando, um risco deve ser declarado e
o PCIB executado. Orientações claras devem ser fornecidas no PCIB sobre as condições
que requeiram que uma emergência seja declarada.

Os procedimentos operacionais apresentam a descrição de ações dos mesmos, para os


eventos com características Geológicas e Geotécnicas.

As ações imediatas para execução do PCIB deverão ser coordenadas por:

• Gerente da área responsável pela operação da barragem, ou por alguém


delegado por este, com nível de autoridade e autonomia para promover ações rápidas;
• Técnico de operação das barragens, familiarizado com a rotina de inspeção da
barragem e leitura de instrumentação;
• Técnico com capacitação para orientar as atividades de execução de aterros,
filtros e drenos.
O PCIB deve detalhar as ações preventivas necessárias, incluindo uma listagem de
equipamentos, materiais e mão de obra, que estejam facilmente à disposição do
operador da barragem, em uma situação de emergência.

A tomada de decisão correta em situações de emergência é de grande importância,


sendo que um dos objetivos principais das decisões, nessas situações, é o de maximizar
o tempo disponível para a notificação e o aviso à população que ocupa o vale a jusante
da barragem. Porém, há dificuldade em relacionar o perigo ou a anomalia detectado com
a resposta adequada, sendo esta uma das principais razões para a falha de um alerta útil
em alguns casos de ruptura de barragens.

Caso ocorram problemas de desempenho que possam afetar a segurança da barragem,


com possibilidade de evolução para uma ruptura, é necessário que as ações corretivas
sejam desenvolvidas dentro de uma sistemática, em que as ações corretivas possam ter
prioridade máxima para uma equipe de ações emergenciais. Um exemplo é a leitura
anormal de um instrumento que pode indicar uma anomalia em evolução. Neste caso, a
equipe de geotecnia GAGTS deve analisar o histórico dos dados do instrumento,
implantar leitura com intervalo de tempo menor e caso constatada anomalia, comunicar
aos responsáveis e realizar estudos específicos para determinar a influência /
consequência da anomalia na segurança da barragem.

Em condições atmosféricas adversas (ex. chuva intensa) e ocorrência de abalo sísmico


(natural ou induzido), a equipe de Geotecnia GAGTS deverá executar inspeção detalhada
de todas as estruturas da barragem e caso seja detectada alguma anomalia, todos os
responsáveis deverão ser comunicados conforme e as consequências destas ocorrência
analisadas para verificar a sua influência na segurança da barragem.

Plano de Emergência da Mina de Alegria

Estabelece a estrutura a ser implantada na unidade, com suas responsabilidades e


procedimentos para as ações de emergência, incluindo as fases de identificação,
acionamento de equipes, plano de comunicação, recursos existentes e treinamentos,
visando ao adequado controle das situações de emergência, envolvendo cenários de
saúde, segurança, danos patrimoniais e ao meio ambiente.
O plano de emergência apresenta mecanismos para atender às emergências na unidade
de Alegria visando a mitigar os aspectos e impactos decorrentes dessas e deve ser
mantido disponível com impressão atualizada no CECOM, em caso do sistema
informatizado encontrar-se fora do ar.

Na mina de Alegria foram definidos alguns pontos / locais estratégicos devidamente


sinalizados e destinados ao encontro dos empregados, após a evacuação de uma
instalação, para conferência, controle e remoção.

Composto pelo coordenador e suplente do comitê e grupos especializados (saúde e


recursos humanos, segurança do trabalho, segurança empresarial, meio ambiente e
geotecnia, apoio e logística, jurídico e seguro, comunicação) são de fundamental
importância apresentar a interface, sinergia e o alinhamento de todos os grupos, que
devem estar preparados e acessíveis para atuarem de forma complementar.

Cada grupo especializado informará alterações para o Comitê Operacional Local que
atualizará os mesmos em meio eletrônico. O CECOM possui as listas de contatos dos
brigadistas, condutores de veículos de emergência, membros do comitê, dos contatos
internos e externos para os acionamentos necessários. A lista de contatos fica disponível
para consulta na sala do despacho e na medicina do trabalho.

Descrição de algumas situações de risco definidas no Procedimento Interno da


Vale S.A. – Mina de Alegria

No estudo de análise de risco, a classificação de cada cenário é realizada em função das


ações a serem realizadas e tem como base a capacidade de controle das áreas para os
eventos, a amplitude de comprometimento das estruturas patrimoniais, do meio ambiente
ou nos eventos mais graves envolvendo vítimas.

As emergências no transporte de produtos químicos fora das instalações da Vale S.A.,


envolvendo colisão ou tombamento do veículo com vazamento e sem vítimas e/ou com
vítimas e/ou com risco de incêndio / explosão, com contaminação dos solos e recursos
hídricos, com geração de gases e vapores e em condições adversas como sol, chuva,
vento, calor excessivo, bem como o roubo de carga, devem ser avaliadas pelas
empresas que realizam o transporte.

Conclusão

A Vale S.A – Mina de Alegria – possui vários procedimentos internos de melhoria


contínua, dentre estes, podemos citar a ETA, que representa bem este quesito. Sendo
esta relativamente de recente, seu funcionamento demanda constante monitoramento
para um bom funcionamento.
ANEXO L – RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE

Projetos Sociais

A Fundação Vale desenvolve programas em parceria com Organizações Não-


Governamentais (ONGs), setores do poder público e sociedade civil, visando ao
desenvolvimento econômico, ambiental e social das localidades onde atua.

A Fundação Vale também apóia e investe em projetos sociais. O objetivo é garantir a


convergência e o alinhamento de suas ações e esforços, potencializando e integrando
resultados de programas e maximizando os recursos investidos em cada um deles,
desenvolvendo práticas inovadoras e de eficácia comprovada, que promovam o fomento
de alianças, o fortalecimento das comunidades e a valorização da cultura local.

A Vale desenvolve diversos programas e atividades sociais junto as comunidades onde


atua, a seguir serão apresentadas as principais atividades de cunho socioambiental
desenvolvidas pelo empreendimento nos municípios da região:

ATITUDE AMBIENTAL

O Atitude Ambiental é um programa que baseia-se na mudança de comportamento, na


transformação cultural, na aquisição de novos valores que favoreçam a conservação e a
manutenção dos recursos naturais e do meio ambiente.

Partindo desses princípios, o Programa Atitude Ambiental procura difundir os princípios


de responsabilidade ambiental, social e de desenvolvimento sustentável nas
comunidades das quais é parte integrante. O Programa tem como parceiros as
secretarias municipais de Educação e de Meio Ambiente, as escolas da rede pública de
ensino, seus alunos, funcionários e educadores, além de lideranças e representantes das
comunidades. Internamente, no Complexo Mariana da DIFS (Diretoria de Ferrosos
Sudeste), são nossos parceiros os empregados e contratados da Vale. Os documentos
que o orientam o Programa – Plano de Ação de Educação Ambiental e Informação
Socioambiental, Projeto Político-Pedagógico e Plano de Gestão e Sustentabilidade dos
CEA’s – ajustam-se ao Termo de Referência para a Educação Ambiental do Sistema
Estadual do Meio Ambiente (SISEMA) e às Diretrizes de Educação Ambiental da Vale.
Os princípios da Educação Ambiental delineados nesses documentos seguem os
referenciais teóricos expressos no Projeto Político Pedagógico e alinham-se a alguns
parâmetros legitimados pela prática da Educação Ambiental no contexto corporativo,
como o Termo de Referência da SEMAD (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais); ETHOS de responsabilidade
social e empresarial; Sustentabilidade Socioambiental do GRI (Global Reporting
Initiative); SGQA (Sistema de Gestão da Qualidade Ambiental) da Vale; e ao Guia de
Implementação Atitude Ambiental – DIAM (Departamento de Meio Ambiente) e Valer
(Educação Vale).

O referencial legal-institucional segue três vertentes principais: as diretrizes do Programa


Internacional de Educação Ambiental, elaboradas em Tbilisi (1977) e reafirmadas pela
Agenda 21 Global, em 1992; a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/99) e
a Política de Gestão Integrada da Diretoria de Planejamento de Ferrosos, que constitui o
marco corporativo da Vale para orientar a atuação nas áreas ambiental, de segurança e
saúde ocupacional.

Além disso, a empresa realiza diversas campanhas de conscientização para divulgar o


dia mundial da água, o dia mundial do meio ambiente, dentre outros.

ESCOLA QUE VALE

O Programa atua na qualificação e na formação continuada de professores com o


objetivo de melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos da Rede Pública de
Ensino Fundamental. Além dos professores e alunos, o programa também envolve
diretores, vice-diretores, coordenadores pedagógicos e supervisores de escolas, além de
técnicos das Secretarias de Educação dos municípios.

Com duração de 04 anos, o programa é desenvolvido pelo CEDAC – Centro de


Educação e Documentação para Ação Comunitária em parceria com as Secretárias
Municipais.
VALE ALFABETIZAR

O programa Vale Alfabetizar capacita alfabetizadores e promove o fluxo constante de


novos alunos às salas de aula. Seu objetivo é contribuir efetivamente para a redução do
analfabetismo nos municípios onde a Vale atua, ajudando a construir a cidadania. Esse
projeto é executado em parceria com a ONG ALFASOL – Alfabetização Solidária,
Secretárias Municipais de Educação e instituições de ensino superior.

Com duração de oito meses, o programa atende pessoas com mais de 15 anos que
ainda não foram alfabetizados.

VALE JUVENTUDE

O Programa Vale Juventude visa ao desenvolvimento pessoal, social e produtivo de


adolescentes e jovens dos municípios atendidos, trabalhando em dois eixos principais:
educação afetivo-sexual e formação de agentes de desenvolvimento territorial, além de
prepará-los para o mundo do trabalho.

Esse programa é desenvolvido em parceria com Secretaria de Educação do Estado de


Minas Gerais, Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais, Prefeituras Municipais,
Secretarias Municipais de Educação, Saúde e Assistência Social.

REDE QUE VALE

O programa investe na geração de trabalho e renda através de uma rede baseada em


projetos de responsabilidade social e de voluntariado empresarial. Essa rede promove a
articulação, profissionalização e encaminhamento de jovens para o mercado de trabalho
e o desenvolvimento de micro e pequenos empreendimentos e agrupamentos
associativo. Esse projeto é desenvolvido em parceria com a Rede Cidadã, Prefeituras,
iniciativa privada, universidades, organizações sociais e voluntários cadastrados.
VALE MAIS

Este programa mobiliza atores sociais e a comunidade para a construção de seu


planejamento e execução de estratégias para o desenvolvimento social, econômico e
ambiental, visando à melhoria da qualidade de vida. É um processo participativo que
envolve o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil na busca de uma nova
visão: gestão pública compartilhada. A população torna-se protagonista de seu futuro e
do futuro de seu território.

Esse programa é desenvolvido em parceria com a Agência 21, Governos Estaduais,


Prefeituras e lideranças locais.

VOLUNTÁRIOS VALE

O programa estimula a cultura do voluntariado e mobilização espontânea dos


empregados da Vale. Seu objetivo é fortalecer o diálogo social e contribuir para o
desenvolvimento local. Por meio do Portal Voluntários Vale, uma das ferramentas do
programa, é possível conectar-se a comitês, grupos de ação e voluntários individuais de
todo o país, que trocam experiência e recebem consultoria a distância, notícias e
materiais de referência.

NOVAS ALIANÇAS

O projeto Novas Alianças ajuda a desenvolver a capacidade dos conselhos de gestão


pública na conquista de melhorias para a vida de crianças e adolescentes de suas
comunidades.

O processo se inicia com um curso de 40 horas destinado a conselheiros e membros das


secretarias executivas dos conselhos de gestão pública, membros do Ministério Público,
vereadores e assessores e integrantes de movimentos sociais. Os participantes são
preparados para participar do planejamento, monitoramento e avaliação do orçamento
público.
Após o curso, os participantes de cada município são orientados a elaborar e executar
um Plano de Ação e a mobilizar e formar outras pessoas para o mesmo fim. Esse grupo é
assessorado pelo projeto durante um ano.

A intenção do projeto é fomentar a democracia participativa na construção de alianças no


Poder Legislativo e nos meios de comunicação, instâncias que ajudam a zelar pela
continuidade das conquistas sociais estabelecidas no Estatuto da Criança e do
Adolescente.
ANEXO M – INVESTIMENTOS NA ÁREA AMBIENTAL

Investimentos na
Parâmetro Custo do Investimento (R$)
Área Ambiental

Investimento anual
Bombeamento, Ano - 2010 (Aquisição
1.431.751,00+550.370,04
Aspersão e/ou reforma dos
equipamentos)
Investimento anual -
Adequação Pátio
Ano 2011 (Infra- 5.181.114,28+182.998,31
CM mina de Alegria
estrutura)
Ano 2011 (Aquisição
Adequação
e/ou reforma dos 14.272.207,61+37.470,02+302.521,49+833.606,97
Equipamentos Mina
equipamentos)
Monitoramento On- Investimento anual -
line do Rio Ano 2011 (Inovações 24.402,68
Piracicaba Tecnológicas)
Ano 2011 (Aquisição
Reposição de
e/ou reforma dos 501.556,89+ 891.923,27+1.964.080,00+46.866,51
Equipamentos
equipamentos)
Melhorias GAIFS Ano 2011 61.500,79
Eficiência
Ano 2011 212.849,82
Energética
Adequação Postos Ano 2011 2.267.512,49
Melhoria na
Ano 2011 432.858,37+2.390.854,18+25.146,67
Britagem
Barragem Campo Ano 2011
4.677.825,95
Grande Alegria (meio ambiente)
Mudança
encanamento e Ano 2011
602.789,76+626.252,93
Tubulações do (meio ambiente)
rejeito Alegria
Tratamento de Ano 2011
1.839.057,85
Resíduos Alegria (meio ambiente)
Ano 2011
IBII Alegria 534.416,45+3.099.808,37+150.000,00
(meio ambiente)
Pátio Oficina Ano 2011
1.984.376,11+65.384,40+485.204,76
Alegria (infra-estrutura)
Recuperação de
Ano 2011 5.275.481,30
áreas degradadas
Instalação de
Ano 2011 187.500,00
Hidrômetros
Instalação da rede
automática para
Ano 2011 3.780.000,00
monitoramento
atmosférico
Sistema de Gestão
da Qualidade Ano 2011 191.233,15
Ambiental
Recuperação de Investimento anual
áreas degradadas 898.962,24
em campo rupestre 2011

Público interno
Programas de
(empregados e
Educação 2.294.797,80
contratados) e externo
Ambiental
(comunidade/escola)
ANEXO N – UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Citar as áreas preservadas considerando a licença vincenda e as LO’s


relacionadas, considerando as seguintes informações:

APP’s:
- Denominação da(s) área(s): Fazenda Mina da Alegria
- Superfície: 1.081,30 ha
- Formação (ões) vegetal(ais): Campo rupestre

- Denominação da(s) área(s): Fazenda Córrego das Almas


- Superfície: 114,1400 ha
- Formação (ões) vegetal(ais): Campo rupestre

- Denominação da(s) área (s): Fazenda Fábrica Nova Leste


- Superfície: 435,51 ha
- Formação (ões) vegetal (ais): Campo rupestre

- Denominação da(s) área (s): Fazenda Fábrica Leste


- Superfície: 117,41 ha
- Formação (ões) vegetal (ais): Campo rupestre
ANEXO O – AÇÕES PARA O FECHAMENTO DE MINA

17.3. Ações de Reabilitação Ambiental: Descrever sucintamente todas as ações de


reabilitação das áreas impactadas pela atividade minerária realizadas durante o
período da vigência da Licença de Operação vincenda.

A Constituição Federal de 1988 estabelece no artigo 225, § 2°: “Aquele que explorar
recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo
com a solução técnica exigida pelo órgão competente, na forma da lei”. O principal
objetivo desse princípio é evitar o dano ambiental. O artigo 225 da Constituição
imputa ao minerador a obrigação de reabilitar o ambiente degradado pela atividade
mineral. A recuperação da área degradada pela mineração deverá ocorrer conforme
a solução técnica exigida pelo órgão público competente.

O Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD, instituído pelo Decreto n°


97.632, de 10 de abril de 1989, que dispõe sobre a regulamentação do artigo 2°,
inciso VIII, da Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981, foi criado para ampliar o
conteúdo obrigatório dos EIAs, devendo-se destacar nesse decreto:

Art. 1º – “Os empreendimentos que se destinam à exploração de recursos minerais


deverão, quando da apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório
de Impacto Ambiental (RIMA), submeter à aprovação do órgão ambiental competente,
plano de recuperação de área degradada”.

Art. 3o – “A recuperação deverá ter por objetivo o retorno do sítio degradado a uma forma
de utilização, de acordo com um plano preestabelecido para o uso do solo, visando à
obtenção de uma estabilidade do meio ambiente”.

Ressalta-se que o artigo 3° configura a solução técnica exigida pelo órgão público
competente como aquela cujo objetivo é estabelecer uma nova forma de utilização da
área minerada, conforme um plano preestabelecido para o uso do solo.
Contudo, segundo Souza (1995), a norma jurídica não pode determinar o impossível,
razão pela qual não se admite a interpretação do termo “recuperação” como retorno à
situação anterior, mas sim como de “reabilitação da área”.

No entanto, a reabilitação de áreas degradadas da atividade mineraria deve ser


compreendida como parte integrante de uma das etapas do plano de fechamento de
mina, que constitui em um conjunto de atividades com intuito de eliminar ou minimizar
a geração de passivos ambientais da atividade, bem como propor uso futuro da área
minerada.

A Vale S.A, mina de Alegria vem realizando ações de reabilitação ambiental em suas
estruturas, pois se acredita que a execução de obras de reabilitação ambiental
concomitante com a operação do empreendimento é uma medida que contribui com a
minimização de impactos visuais e processos erosivos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Braga, Benedito et al. Introdução à Engenharia Ambiental. Saão Paulo: Prentice Hall, 2002.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília 1988. DF. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/sla. Acesso em 02 de outubro de 2011.

BRASIL. Lei nº 6.938 Política Nacional de Meio Ambiente, Dispõe sobre a Política Nacional
do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras
providências. DF. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/sla. Acesso em 02 de outubro
de 2011.

Derisio, José Carlos. Introdução ao Controle de Poluição Ambiental (2ª edição). São Paulo:
Signus Editora, 2000.

Gomes, C. Q; Franco, M. W; Souza, E. A; Aguiar, R. Revista Brasileira de Biociências, Porto


Alegre; V.5; supl. 2; p. 1125-1127, julho 2007.

MINAS GERAIS. Deliberação Normativa COPAM nº 127, de 27 de novembro de 2008.


Estabelece diretrizes e procedimentos para avaliação ambiental da fase de fechamento de
mina. Disponível em: http://www.siam.mg.gov.br/sla. Acesso em 21 outubro de 2011.

SOUZA, M.G. Direito minerário e meio ambiente. Belo Horizonte. Del Rey, 1995. 18 p.

Tbilisi, 1977 – Primeira conferência mundial intergovernamental sobre educação ambiental.

TONIDANDEL. R. P. Aspectos Legais e Ambientais do Fechamento de Mina no Estado de


Minas Gerais. Dissertação de Mestrado. Instituto de Geociências – IGC. Universidade
Federal de Minas Gerais UFMG. Belo Horizonte - MG. 2011. 146 p.

VON SPERLlNG, M. (1996). Princípios do tratamento biológico de águas residuárias. Vol. 1.


Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. Departamento de Engenharia
Sanitária e Ambiental- UFMG. 2a ed, 243p.

http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/%C3%81guas-Superficiais/34-Vari%C3%A1veis-de-
Qualidade-das-%C3%81guas#dbo.

http://www.webartigos.com/artigos/microbiologia-aplicada/30438/
microbiologia aplicada.
656000 658000 660000 662000 664000

± PDE PERMANENTE

LIMITE DA CAVA
ÁREA VALE

PDE FOSFOROSO
Morro da Mina
B
7770000

7770000
Alegria Oeste
B

Alegria Centro PDE E4 E5 E6


B

LIMITE DA CAVA PDE XINGU


ÁREA SAMARCO
7768000

7768000
ESCALA GRÁFICA
0 100 200 400 600

Meters

656000 658000 660000 662000 664000

CONVENÇÕES LOCALIZAÇÃO E DADOS TÉCNICOS


Diretoria de Ferrosos Sudeste - DIFS

Legenda Empreendimentos - Mina Alegria


B Minas Cava Mina Alegria Complexo Mariana
Divisa de Propriedades PDE E4 E5 e E6 REALIZADO POR: ESCALA: DATA: REVISÃO:
Ducilene Guerra 1:25.000 13/08/2012 00
Barragem Campo Grande Pilhas de Estéril PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCATOR - UTM
MERIDIANO CENTRAL: 45° WGR APROVADO POR:
DATUM HORIZONTAL: SAD 69 Leandro Gonçalves - CREA: ES 011355/D

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