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Seminário Heidegger – Parágrafo 17

Como de dá o mundo: o fenômeno do mundo – retoma e reforça a investigação do


fenômeno do mundo – o fenômeno do mundo é constituído de grau em grau, a partir de uma
coisa o mundo vai se constituindo, em passos, mas não da própria constituição do mundo como
uma totalidade, mas a conceitualização do mundo, como essa totalidade pode ser analisada e
conceituada.

Remeter e mostrar não é a estrutura ontológica do sinal como instrumento.

Retoma 16: a mundidade tem que reluzir, mas não é uma coisa, mas é um instrumento

Sinais são: são realmente coisas que sinalizam, como uma bandeira, ou um marco, o
sinal encarado como algo que remete, que tem função de mostrar, a relação do sinal com o que
se remete é uma relação que é mais do que uma relação como a do prego e do martelo, porque
é uma relação que está dentro de algo.

Remissão: um conjunto de relações, em que as remissões estão contempladas,


significando que toda remissão é uma relação, mas nem toda remissão é uma relação

O sinal não pode ser entendido como uma relação de forma e conteúdo, não se pode
explicar de maneira geral dessa maneira.

A relação é explicada através da remissão, como ele explica a relação através da


remissão?

Interpretar o sinal: a seta de carro, é utilizada porque pdoe ser utilizada para uma
interpretação de outro ponto de vista, a serventia da seta, pode ser aprendida como um
remeter, a seta existe com a função de mostrar, que é uma remissão, a função de ser da seta é
uma remissão, no martelo a função dele é martelar, ele remete a pregos e a consertar, mas
diferente da seta, o mostrar/remeter tem uma função secundária no martelo, quando na seta,
sua função primária, seu modo de ser é mostrar, é uma remissão. A serventia de um instrumento
é que define se ele será um sinal ou não.

Para que seja caracterizado como um sinal, a serventia, o modo de ser primário deve ser
uma remissão. A remissão/mostrar no sinal se dá como uma concretiza não é concretização
ôntica, aquilo que faz com que o martelo seja um martelo não se encaixa nessa definição. A
remissão como “serventia para”

A serventia de um instrumento não faz com que ele seja um sinal. Fazer ver aquilo que não se
mostra de pronto, no parágrafo 16, Heidegger fala sobre o fenômeno do mundo, o fenômeno
do mundo reluz no trato da ocupação, como vou chegar no fenômeno do mundo, como se dá
mundo? Qual é o caminho para chegar ao mundo? No interior do trato da ocupação se abre um
caminho para que se possa ir em busca do fenômeno, mas este já reluz no trato da ocupação.

O instrumento de mostrar tem uma função assinalada no trato da ocupação

O sinal está em um contexto e precisa ser entendido nesse contexto, quando se fixa
apenas no sinal, o sinal isoladamente não produz um entender, a seta, por exemplo, só tem um
significado de seta porque ela está em um contexto em que esse sinal faz sentido, no cenário
em que se está inserido. “O sinal não pode ser propriamente aprendido quando nos fixamos
nele”.
O dasein pode entender o modo de ser da seta, porque ele reflete sobre o modo de ser
da seta, por isso ele poderia entender os sinais, ele entende o contexto em que a seta está
inserida

A existência é a possibilidade de si: ser si mesmo ou não ser si mesmo, ambas as


possibilidades precisavam ser abraçadas ou perdidas, o dasein é caracterizado por estar dirigido
ou a caminho das suas possibilidades, o dasein tem uma abertura pro mundo.

A instituição do sinal é instaurar um instrumento que possibilite a anunciação do mundo


ambiente constantemente, a necessidade da apariação do mundo ambiente, a circunvisão
requer um utilizável, para fazer com que o mundo ambiente se anuncie. A previsão de ver ao
redor, o ver ao redor é essencial a todo e qualquer instrumento, no sinal isso é privilegiado.
Instaurar o instrumento precisa-se ter uma pré-vista do ambiente

A necessidade de tornar surpreendente, o ser-do-mundo-interior não se sobressai, ele


fica constrito em si mesmo, então o instrumento precisa de algo para que torne-se
surpreendente, o sinal precisa cumprir uma função de mostrar algo de maneira surpreendente,
um caráter da seta que chama atenção para a sua função, não para ela própria, mas para o seu
redor, para a totalidade, do contrário o sinal não cumpre sua função.

Mesmo quando o sinal não é visto, ainda assim ele é colocado de maneira que está
localizado de maneira que ele continua surpreendendo e cumprindo sua função, ou seja, um
sinal não fica apenas subexistindo, ele tem um lugar próprio para que ele possa cumprir sua
função.

Um sinal é algo que quando em relação com o homem produz a função de reluzir o
mundo ambiente, mas quando não em relação com o homem, ele não subexiste, ele está
colocado como algo que ainda tem a função de surpreender.

O vento pode adquirir um caráter de sinal, mas ela não pode ser instaurada como sinal,
o instrumento pode ser reproposto para que se possa mostrar algo. Não se pode mostrar algo
subexistente que se transforma em sinal, o sinal do vento, é entendível quando você se ocupa
dele, não como um caráter de algo que se estabeleceu uma relação de aprendizagem como
sujeito e objeto, mas sim do caráter da ocupação.

Tudo em Heidegger se vê através da ocupação, como o dasein se ocupa dos objetos.

O sinal retira ele mesmo sua surpresa, porque ele revela o mundo ambiente, ele só
revela o mundo ambiente se o sinal estiver lá no modo da não-surpresa. A surpresa está fundada
na não-surpresa.

Mostração/não-mostração

Modos da surpresa: quando não funciona, quando quebra

O modo da importunação

O modo da não-pertinência

Lukner

O fenômeno da remissão foi mostrado como constitutivo para o cnttexto do todo


instrumental e deve, por isso, ser analisado de modo mais próximo caso queremos alcançar uma
maior clareza sobre a mundidade. E para tornar o caráter da remissão mais claro, um
determinado modo torna-se necessário, por exemplo os sinais. Os sinais não tem epnas um
caráter de remissão, mas tem também uma função de remissão, com isso a remissão torna-se
acessível positivamente e não apenas negativamente como no p 16. Assim como a conexão do
instrumento não se torna em conjunto acessível por certas regras mas pela pratica ocupação,
assim também ocorre com o uso dos sinais. Os sinais a mostrar algo não é determinada por uma
regra, mas a regra é uma abstração O dignificado de um sinal, por tanto, esta no seu uso. O sinal
perde a sua função de remissão e o seu caráter de remissão quando ele se torna uma coisa de
mostrar e não umpode em geral apenas mostrara coisa instrumental. Assim como cada
instrumento perde o seu caráter de remissão quando ele é isolado como uma coisa, um sinal é,
portanto apenas pelo seu uso. Um sinal umpode em geral apenas mostrara uma possibilidade
na supresa do instrumento com base na remissão do mundo, como é o caso quando algo falta,
pois sinais remetem a algo que não está extamaneto ai, aso contrario ele não seria um sinal.
Sinais portanto são algo como uma iluminação intera do caráter remissivo do mundo ocontudo
sinais não constituem essa remissão, ao contratio, os sinais deixam o caráter de remissão mais
claro. Isso explica a circunstancia admiravelq eu em particular todo ser intramundano pode ser
um sinal, o vento do sul sinal para a chuva, o vento do leste sinal do frio, fumaça sinal para fogo,
o kit de reapro ausente sinal para o despejo (jogar coisas fora).

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