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AULA 1

FONÉTICA/SEPARAÇÃO SILÁBICA
É a parte da gramática que estuda os sons da fala humana, ou seja, os fonemas.
1. Fonemas
Fonemas são sons da fala humana que, sós ou combinados, formam as sílabas que, por sua vez,
formam as palavras.
2. Fonemas e Sílabas - Diferença
Não há que confundir fonema e sílaba, coisas bem diferentes. Uma sílaba pode conter um (a-go-
ra), dois (a-go-ra), três (es-tre-la), quatro (cris-tão) e até cinco (felds-pa-to) fonemas.
3. Letras
Letras são as representações gráficas (símbolos convencionados) dos fonemas.
4. Fonema e Letra - Diferença
Fonema pronuncia-se e ouve-se; letra escreve-se e vê-se.
Uma palavra pode ter igual número de fonemas e letras:
cabelo - 6 letras e 6 fonemas.
O número de letras pode ser maior do que o número de fonemas:
hoje - 4 letras e 3 fonemas, pois o “h” não é pronunciado;
guerra - 6 letras e 4 fonemas, pois os dígrafos “gu” e “rr” representam apenas um fonema
cada um;
tanto - 5 letras e 4 fonemas, pois o “n” apenas faz com que o “a” seja nasalizado.
Há, ainda, palavras que possuem mais fonemas do que letras:
tóxico - 6 letras e 7 fonemas, pois o “x” equivale a /ks/.
Por outro lado, um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes, como podem,
também, fonemas diferentes ser representados por uma mesma letra:
mesa, beleza - as letras s e z representam o mesmo fonema /z/;
texto (x = /s/), exame (x = /z/), sexo (x = /ks/), máximo (x = /ss/), lixo (x = /ch/) - em cada uma o
“x” representa fonemas diferentes.
Por aí se vê que não há, rigorosamente, um símbolo gráfico (letra) para cada fonema de nossa
língua. Essa discrepância entre fonemas e letras é a responsável pela maior parte das dificuldades
ortográficas que enfrentamos.
5. Nome da letra
Não se confunda o nome da letra com o fonema respectivo. Assim, ele, eme, erre, cê são os
nomes das letras l, m, r, c.
Os fonemas são os sons que a leitura dessas letras produz na palavra.

6. Classificação dos Fonemas


a) VOGAIS
Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em quilo, a letra u nem é fonema.
A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há sílaba sem vogal e não pode haver mais de
uma vogal numa sílaba. Por outra, o número de vogais de um vocábulo é igual ao número de
sílabas; inversamente, o número de sílabas é igual ao número de vogais.
b) CONSOANTES
Como o próprio nome sugere (com + soante = soar com), consoantes são os fonemas que, para
serem emitidos, necessitam do amparo de outros fonemas, ou seja, das vogais.
Cabe relembrar que, para haver consoante, é necessário o fonema (ruído) e não a letra (escrita).
Assim, em “hipótese”, não há a consoante “h”, mas apenas essa letra; em “ilha”, a consoante única é
o fonema representado pelas letras “lh”; em “manga”, o “n” não é consoante, porque não constitui
fonema, mas apenas indica a nasalização do “a”.
c) SEMIVOGAIS
Constituem os fonemas intermediários entre as vogais e as consoantes: não têm a fraqueza
destas nem a autonomia daquelas. São, na prática, o “i” e o “u”, quando, ao lado de uma vogal
autêntica, soam levemente, sem a força de vogal. O “e” e o “o”, sempre que, na mesma
circunstância, forem pronunciados, respectivamente, como “i” e “u”, também serão semivogais.
Comparem-se as diferenças de intensidades dos fonemas grifados, nas palavras que seguem:
Semivogais Vogais
pais país
mau baú
mágoa pessoa
vídeo Leo
Mário Maria

Observações:
1ª) O a é sempre vogal, aberto ou fechado, oral ou nasal.
2ª) Qualquer uma das letras a, e, i, o, u, isolada ou entre duas consoantes, será vogal.
3ª) O fonema que receber o acento tônico será obviamente vogal.
4ª) Pode haver duas vogais juntas, mas jamais se juntarão duas semivogais.
7. Grupos ou Encontros Vocálicos
Chamam-se assim os grupos ou encontros constituídos de dois ou mais fonemas vocálicos
(vogais e semivogais).
a) DITONGO
É o grupo constituído de uma vogal e uma semivogal ou vice-versa.
O ditongo pode ser:
crescente - quando a semivogal vem antes: série, água, vítreo, nódoa, quando, freqüente;
decrescente - quando a semivogal vem depois: leite, baixo, céu, herói, mão mãe, põe, muito.
Qualquer ditongo ainda pode ser:
oral - quando emitido sem a participação das fossas nasais: série, água, vítreo, nódoa, quase, leite,
baixo, céu;
nasal - quando há participação das fossas nasais: quando, freqüente, põe, muito.

Na prática, os ditongo nasais são:


1 - os que levam o til: sabão, anões, mãe, cãibra;
2 - os que vêm seguidos de “m” ou “n” na mesma sílaba: quando, guampa;
3 - o “ui” de mui e muito;
4 - os grupos “em”, “en”, “ens” e “am” no final de vocábulos: também, éden, edens, armam.

b) HIATO
É o encontro de duas vogais: pessoa, guria, saúde, saída, coordenar.
Observação:
Todas as vogais repetidas constituem hiatos e, por isso, devem ser pronunciadas
separadamente: crêem, caatinga, vôo, niilismo.
c) TRITONGO
É o grupo formado por uma vogal entre duas semivogais: quais, saguão.
Observação:
Uma vogal ladeada por semivogais é o único jeito possível de haver tritongo. Acautele-se, pois, o
leitor contra a falsa impressão de tritongo que podem dar palavras como “raio”, “tamoio”, “veraneio”,
“bóia”, “idéia”. Observe-se que não há tritongo pelo simples fato de que é uma semivogal que está
entre duas vogais. Tem sido norma gramatical separar as sílabas dessas palavras assim: rai-o, ta-
moi-o, ve-ra-nei-o, bói-a, i-déi-a, formando, portanto, ditongos decrescentes.
Os tritongos podem ser:
orais - quando emitidos sem a participação das fossas nasais: Uruguai, desiguais;
nasais - quando emitidos com a participação das fossas nasais: saguão, saguões, enxáguam,
ágüem.
8. Encontros Consonantais
São as seqüências de duas ou mais consoantes: vidro, digno, escrita.
Observação:
Os encontros consonantais disjuntos (separados silabicamente), como os de “advogados”,
“ritmo”, “opção”, “digno”, por serem de difícil elocução, têm proporcionado verdadeiras aberrações
fonéticas e até ortográficas. É comum ouvirmos e às vezes até vemos tais palavras escritas assim:
“adevogados”, “rítimo”, “opição”, “diguino”. Note-se que, assim, são acrescidas de um fonema e
uma sílaba.
9. Dígrafos
São os grupos de duas letras representando um fonema apenas. Não confundamos dígrafo (2
letras = 1 fonema) com encontro consonantal (cada letra = 1 fonema).
Estes são os dígrafos:
ch, lh, nh  cheio, filho, ninho;
gu, qu, (com o u mudo)  guindaste, querido, requinte, segue;
rr, ss  terra, morro, isso, passa;
sc, xc (antes de e e de i)  piscina, exceto;
sç  nasça, desça;
am, an, em, en, in, im, om, on, um, un, desde que não sejam ditongos nasais (ver ditongo nasal) ou
façam parte de tritongo nasal (ver tritongo nasal)  também, canto, sempre, entre, ímpio, pintura,
combate, onda, álbum, funda. Em outras palavras: as vogais seguidas de m ou n na mesma sílaba,
uma vez que estes, nesse caso, são meros índices de nasalização.

SEPARAÇÃO SILÁBICA
1 - A divisão de sílabas se processa pela silabação das palavras, jamais pelos elementos
constitutivos de sua formação. Sabemos, por exemplo, que bisavô se forma de bis + avô, mas, na
silabação, teremos bi-sa-vô, sendo esta a separação correta.
2 - Toda consoante precedida de vogal forma sílaba com a vogal seguinte:
janela ............... ja-ne-la
ético ................ é-ti-co
desumano ....... de-su-ma-no
subumano ....... su-bu-ma-no
subabitação ..... su-ba-bi-ta-ção
superativo ........ su-pe-ra-ti-vo
hiperácido ........ hi-pe-rá-ci-do
Observação:
Como vimos nos dígrafos, as letras m e n muitas vezes são índices de nasalização da vogal
anterior. Para efeitos fônicos, é como se fossem til: transandino, consorte, sentido, bomba, campo,
lindo. Por isso, justificam-se por essa mesma regra as separações: tran-san-di-no, tran-sa-ma-zô-ni-
co, con-sor-te, sen-ti-do, bom-ba, cam-po, lin-do.
3 - O que se pode e o que não se pode separar:
Não se separam:
a) os ditongos e os tritongos: lei, fai-xa, a-zei-te, fé-rias, lé-gua, nó-doa, cha-péu, ji-bói-a, mai-o a-
ve-ri-güei, quais, pa-ra-guai-a;
b) os dígrafos do “h” e do “u”: cha-ve, fi-lho, ne-nhum, a-qui-lo, se-gue, se-quer;
c) os encontros consonantais no início de palavras: gno-mo, mne-mô-ni-co, pneu-má-ti-co, psi-có-
lo-go;
d) em geral, os grupos consonantais em que a segunda letra é “l” ou “r”: a-tle-ta, o-blí-quo, a-tri-
to, sa-cro, le-tra, a-dro.
Separam-se:
a) os hiatos: vô-o, ga-ú-cho, fi-lo-so-fi-a, ca-no-a, a-í, Le-o;
b) os dígrafos “rr”, “ss”, “sç”, “sc” e “xc”: bar-ro, os-so, des-ça, nas-ce, ex-ce-to;
c) os encontros consonantais pronunciados disjuntamente: ad-vo-ga-do, dig-no, ar-te, per-cus-
são, sub-di-re-tor, sub-li-nhar (pronuncia-se como sub-lo-car);
d) as consoantes duplas: oc-ci-pi-tal, fric-ção;
e) os encontros consonantais (de mais de duas consoantes) em que aparece “s” separam-se
depois do “s”: es-tre-la, des-pres-tí-gio, in-ters-tí-cio, felds-pa-to, pers-cru-tar, ins-tru-ir.
4 - É claro que, se a palavra já for separada por hífen, essa separação será respeitada, e, na
passagem de uma linha para a outra (translineação), tal hífen até deve ser repetido:
..................................... ex-
-atleta ..................................
................................... disse-
-nos .....................................
.................................... obra-
-prima ..................................
.................................... auto-
-retrato ................................
EXERCÍCIOS SALA

1. Assinale a alternativa errada a respeito da palavra "churrasqueira".

a) apresenta 13 letras e 10 fonemas

b) apresenta 3 dígrafos: ch, rr, qu

c) divisão silábica: chur-ras-quei-ra

d) é paroxítona e polissílaba

e) apresenta o tritongo: uei

2. Qual das alternativas abaixo possui palavras com mais letras do que fonemas?

a) Caderno

b) Chapéu

c) Flores

d) Livro

e) Disco

3. Assinale a melhor resposta. Em papagaio, temos:

a) um ditongo

b) um tritongo

c) um trissílabo

d) um oxítono

e) um proparoxítono

4. Assinale a série em que apenas um dos vocábulos não possui dígrafo:

a) folha - ficha - lenha - fecho

b) lento - bomba - trinco - algum

c) águia - queijo - quatro - quero

d) descer - cresço - exceto - exsudar

e) serra - vosso - arrepio - assinar

5. Assinale a alternativa que inclui palavras da frase abaixo que contêm, respectivamente, um ditongo oral crescente e um hiato. As mágoas de
minha mãe, que sofria em silêncio, jamais foram compreendidas por mim e meus irmãos.

a) foram - minha

b) sofria - jamais

c) meus - irmãos

d) mãe - silêncio
e) mágoas - compreendidas

6. Assinale a sequência em que todas as palavras estão partidas corretamente.

a) trans-a-tlân-ti-co / fi-el / sub-ro-gar

b) bis-a-vô / du-e-lo / fo-ga-réu

c) sub-lin-gual / bis-ne-to / de-ses-pe-rar

d) des-li-gar / sub-ju-gar / sub-scre-ver

e) cis-an-di-no / es-pé-cie / a-teu

7. Segundo as normas do vocabulário oficial, a separação silábica está corretamente efetuada em ambos os vocábulos das opções:

a) to-cas-sem, res-pon-dia

b) mer-ce-ná-ri-o, co-in-ci-di-am

c) po-e-me-to, pré-dio

d) ru-i-vo, pe-rí-o-do

e) do-is, pau-sas

8. Assinale a alternativa que não apresenta todas as palavras separadas corretamente.

a) de-se-nho, po-vo-ou, fan-ta-si-a, mi-lhões

b) di-á-rio, a-dul-tos, can-tos, pla-ne-ta

c) per-so-na-gens, po-lí-cia, ma-gia, i-ni-ci-ou

d) con-se-guir, di-nhei-ro, en-con-trei, ar-gu-men-tou

e) pais, li-ga-ção, a-pre-sen-ta-do, au-tên-ti-co

EXERCÍCIOS CASA

1. Nas palavras alma, pinto e porque, temos, respectivamente:

a) 4 fonemas - 5 fonemas - 6 fonemas.

b) 5 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas.

c) 4 fonemas - 4 fonemas - 5 fonemas.

d) 5 fonemas - 4 fonemas - 6 fonemas.

e) 4 fonemas - 5 fonemas - 5 fonemas.


2. A alternativa que apresenta uma incorreção é:

a) o fonema está diretamente ligado ao som da fala.

b) as letras são representações gráficas dos fonemas.

c) a palavra "tosse" possui quatro fonemas.

d) uma única letra pode representar fonemas diferentes.

e) a letra "h" sempre representa um fonema.

3. Todas as palavras abaixo possuem um encontro vocálico e um encontro consonantal, exceto:

a) destruir.

b) magnésio.

c) adstringente.

d) pneu.

e) autóctone.

4. A série em que todas as palavras apresentam dígrafo é:

a) assinar / bocadinho / arredores.

b) residência / pingue-pongue / dicionário.

c) digno / decifrar / dissesse.

d) dizer / holandês / groenlandeses.

e) futebolísticos / diligentes / comparecimento.

5. Verificamos a presença de um hiato em:

a) entendia.

b) trabalho.

c) conjeturou.

d) mais.

e) saguão.

6. A alternativa que apresenta certa dificuldade de distinção entre ditongo crescente e hiato é:

a) pai-saúde-mau-juízo.

b) Saara-preencher-cruel-doer.

c) faísca-degrau-chapéu-vôo.
d) piada-miolo-poente-miudeza.

e) frear-foi-saída-rei.

7. A alternativa que apresenta uma incorreção é:

a) "chapéu" possui um dígrafo e um ditongo decrescente.

b) "guerreiro" possui dois dígrafos e um ditongo decrescente.

c) "mangueira" possui dois dígrafos e um ditongo decrescente.

d) "enxagüei" possui dois dígrafos e um tritongo.

e) "exato" não possui dígrafos e nem encontro vocálico.

8. A alternativa em que as letras sublinhadas nas palavras constituem, respectivamente, dígrafo e


encontro consonantal é:

a) exceção / étnico

b) banho / desça

c) seguir / nascimento

d) aquático / psicologia

e) occipital / represa

GABARITO:

1C

2E

3C

4A

5A

6D

7D
AULA 2
HOMÔNIMAS E PARÔNIMAS
1. HOMÔNIMAS - palavras de significantes iguais e de significados diferentes.

1.1. HOMÓFONAS: palavras de pronúncias iguais (mesmos fonemas):

COSER(costurar) x COZER (cozinhar)

CERRAR (fechar) x SERRAR (cortar)

1.2.HOMÓGRAFAS: palavras de grafias iguais (mesmas letras), mas de pronúncias

diferentes:

SOBRE (preposição) x SOBRE (do verbo sobrar)

PÊLO (substantivo) x PÉLO (do verbo pelar)

1.3. PERFEITAS: palavras de mesma grafia e mesma

LIMA (fruta) x LIMA (ferramenta)

SÃO pronúncia: (adjetivo) x SÃO (do verbo ser)

2. PARÔNIMAS - palavras de significantes semelhantes e de significados diferentes:

INFRINGIR (transgredir) x INFLIGIR (aplicar)

RATIFICAR (confirmar) x RETIFICAR (consertar)


POLISSEMIA : é a propriedade da palavra de apresentar significados que só podem ser
explicados dentro do contexto.
O lavrador quebrou o cabo da enxada.
O navio contornou o Cabo das Tormentas

Aquele soldado tornou-se Cabo.

Ele nunca mais quis ser cabo eleitoral.

Esfera Semântica : Hiperônimos e hipônimos


Na construção de um texto, é muito importante o emprego de palavras que mantenham uma relação
de significado entre si. Tal relação recebe o nome de hiperonímia e hiponímia.

Ex. Fui à feira, comprei maças, peras, mangas e outras frutas frescas.

Maça, Pera e Manga têm certa familiaridade significativa, pois pertencem a mesma esfera semântica
ou seja, todas são frutas. Essas palavras são Hipônimas.

A palavra FRUTA é o sentido mais abrangente englobando todas as anteriores.

Logo a palavra fruta é Hiperônima de todas aquelas a que ela se relaciona.

1- Assinale os Hipônimos dos Hiperônimos abaixo:

FLOR:

Rosa x pétalas cravo x Dália x caule vermelho malmequer orquídea x

ÁRVORE

Castanheiro x Folhas Plátano x tronco Olaia x Faia x Cerejeira x ramos

PEIXES

Corvina
Pescada x barbatana Sardinha x escama Espada x raia baleia
x

EXERCÍCIOS CLASSE
1. Identifique se são:

(1) HOMÔNIMAS HOMÓFONAS (3) HOMONÌMAS PERFEITAS

(2) HOMÔNIMAS HOMÓGRAFAS (4) PARÔNIMAS

01. ( ) Eu como feijão como um verdadeiro brasileiro.

02. ( ) Ônibus tem um acento e vários assentos.

03. ( ) Sua licença foi cassada devido a uma caçada fora de temporada.

04. ( ) Por espiar o que não devia, ele deverá expiar um castigo.

05. ( ) Ele deu o seu apoio e eu apóio também.

06. ( ) O ladrão entrou despercebido e tomou o banco que estava desapercebido.

07. ( ) É iminente a vinda daquela eminente pessoa.

08. ( ) A descrição da mulher foi feita com bastante discrição.

09. ( ) Este Estado fica a este e não a oeste.

10. ( ) Sujou a manga da camisa com o suco de manga.

2. Empregue o parônimo adequadamente: .

01. Não é preciso você ............. as calças para ................... um cavalo, (arrear - arriar)

02. Os processos não serão .....(deferidos - diferidos). É preciso primeiro .....(deferir - diferir) um do
outro.

03. Não houve ........ na ............. do comportamento daquela mulher, (descrição - discrição)

04. Depois de ............ o prazo várias vezes, acabou por................ seu companheiro que não quis
dividir o roubo com ele. (delatar - dilatar)

05. Depois de ............. o certo do errado, acabou por ............ teu chefe que verdadeiramente era
inocente. (descriminar - discriminar)

06. Sua ........... está na ........... de ser promovido mais uma vez. (eminência - iminência)

07. Por ele me ........... em público, vou ......... todos os meus contratos com ele. (destratar - distratar)

08. O submarino depois de ............. teve de ................. imediatamente, pois apresentou um grave
defeito. (emergir - imergir)

09. Depois de colocar as mercadorias na .......ele recebeu ..... das demais tarefas, (despensa -
dispensa)

10. Para ........o público, ele teve de .......uma comédia há muito esquecida pelo povo. (recrear - recriar)
11. Aqueles dois zagueiros de .............. fugiram da concentração e foram ao Teatro Municipal onde
ouviram uma belíssima .................. (área - ária)

3. Empregue o parônimo» adequadamente:

01. O juiz ........ (assoava - assuava) o nariz, enquanto era ............... (assoado - assuado) pela torcida.

02. Embora fosse um trabalho muito ......às 5:00 h. ele já tinha .......o seu dever, (comprido - cumprido)

03. Receba os nossos ........................ (comprimentos - cumprimentos)

04. A regata que foi.................. pelo Banco do Brasil, (custeada - costeada)

05. No verão, são comuns os casos de ................. (insulação - insolação).

06. Depois que o apito do juiz ................. você terá que .............. a camiseta, (soar - suar)

07. É necessário um ............... (surtimento - sortimento) maior de mercadorias, para que as


propagandas .......... (surtam - sortam) algum efeito.

08. Era um pacote muito ........................... (vultoso - vultuoso).

EXERCÍCIOS CASA

1.Indique o homônimo ou parônimo correto:

01. Ele foi.......... (acender ou ascender) uma vela para ............. (acender ou ascender) de posto.

02. Este corpo ................ (discente - docente) é formado só por professores ............(decentes
- descontes).
03. Ônibus tem um ............... e trinta e seis ................ (acento - assento).

04. Saiu .............. depois de ter.................. as mercadorias, (apreçado - apressado)

05. Teve sua licença ........... por. ter feito uma ................ fora de época.-(caçada - cassada)

06. Colocou a ................. do cavalo na ................... do bandido, (sela - cela)

07. É necessário ter um ........crítico para analisar o ......... escolar feito há dois anos. (senso -censo).

08. De tão cansado ele ......... (serrava - cerrava) com os olhos ..........(serrados - cerrados).

09. Os ............... do rei pediram-lhe licença para caçar............. (servos - cervos).

10. Houve uma .............. especial na .............. de vendas, para se discutir a respeito da ....................
do prêmio extra recebido pêlos vendedores aos mais necessitados, (seção, sessão, cessão)

11. Não havia nenhum ........... aceso em torno do ................ morto, (círio - sírio)
12. O ........ pôde ser realizado graças ao ...... feito no sistema de som do teatro, (concerto - conserto)

13. Os políticos já estão ...................... (empoçados - empossados).

14. Para esta ............... a situação ficou .............. (ruça - russa).

15. Seu nome foi........... na lista de um modo ................ (incerto - inserto).

16. O desconhecimento tornava-o .............. e a inexperiência,........ (incipiente - insipiente).

17. Estamos a dois ................. (paços ou passos) do ......... (paço ou passo) real.

2. Sublinhe o homônimo ou parônimo adequado:

01. Tudo ocorreu no momento (asado ou azado).

02. Ninguém gosta de ovos mal (cozidos ou cosidos). .

03. Faltou luz porque queimou o (fuzil - fusível).

04. Ele teve de (coser ou cozer) o casaco rasgado pela ponta do (fusível ou fuzil).

05. Os professores vão (revezar ou revisar) as notas.

06. Os médicos vão (revezar ou revisar) nos plantões.

07. Ele é o maior (ás ou az) do volante.

3. Utilize o homônimo correto:

01. Há muitos ......... em prisões porque andaram ............ o que não deviam, (espiando ou expiando)

02. O filho ainda ......... (espirava /expirava), mas o pai já tinha ............ (espirado/ expirado).

03. O ............. como todo osso não está .................... ao nosso corpo, (esterno ou externo)

04. Ele ficou ............. diante daquele quadro ..................... . (estático ou extático)

05. Este é o .................. da sua conta, (extraio ou estrato)

06. Embora um ....em Química, ele era bastante .....esperto ou experto) para resolver problemas de
Física.

4. Aplique o homônimo ou parônimo correto:

1. O pintor largou a .............. pegou o martelo e bateu-o sobre a ...................cuja cabeça está
bastante saliente, (brocha ou broxa)
2. Bateu com esta .............. sobre a minha ... ............ (cachola ou caixola)
3. O ........... do Ira sempre gostou de ............ inglês, (xá ou chá)
4. Passou o fim de semana em sua .............. ........... (chácara ou xácara).
5. Deu um .................mate e recebeu o ........ ..... do prêmio, (cheque - xeque)
6. Prendeu-se com ............. o aviso sobre as............ a serem pagas, (tachas ou taxas)
7. Ele ........ (tachou ou taxou) de absurdas tais declarações.
8. Além de.............. (cocho ou coxo) ainda feriu a ............. (cocha ou coxa) esquerda.

EXERCÍCIO 1:

01. acender-ascender 02. docente – decentes 03. acento – assentos 04. apressado –
apreçado 05. cassada – caçada 06. sela – cela 07. senso – censo 08. serrava - cerrados

09. servos – cervos 10. sessão - seção – cessão 11. círio – sírio 12. concerto- conserto

13. empossados 14. russa – ruça 15. inserto - incerto 16. insipiente - incipiente

17. passos – paço

EXERCÍCIO 2:

01. azado 02. cozidos 03. fusível 04. coser /fuzil 05. revisa r 06. revezar 07. ás

EXERCÍCIO 3:

01. expiando - espiando 03. esterno – externo 05. extrato

02. espirava – expirado 04. extático – estático 06. experto - esperto

EXERCÍCIO 4:

01. broxa - brocha 02. caixola – cachola 03. xá – chá 04. chácara

05. xeque – cheque 06. tachas – taxas 07. tachou 08. coxo - coxa
AULA 3
ACENTUAÇÃO GRAFICA
A partir de janeiro de 2009, passou a vigorar o NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO e algumas
mudanças ocorreram nas regras de acentuação gráfica, porém essas mudanças não foram
tantas como muitos imaginam. A maior parte continua como era.

Quando se fala em acentuação, é importante perceber que podemos estar nos


referindo ao acento da fala (acento prosódico) ou ao acento da escrita (acento gráfico).

Para se utilizar o acento gráfico é necessário seguir algumas regras. Vejamos:

a) Monossílabos Tônicos: são acentuados os que terminam em:

 a, as: pá, pás;


 e, es: pé, pés;
 o, os: pó, pós.

b) Oxítonas: são acentuados as que terminam em:

 a, as: Pará, sofá, estás, irás;


 e, es: você, sapé, jacarés, Urupês;
 o,os: cipó, avô, retrós, supôs;
 em, ens: alguém, parabéns, vintém, armazéns;

c) Paroxítonas: são acentuados as que terminam em:

 i, is: táxi, lápis, júri, grátis;


 us: vírus, bônus;
 um, uns: álbum, álbuns;
 l: incrível, útil, visível;
 r: éter, mártir;
 x: tórax, ônix;
 ps: bíceps, fórceps;
 ã, ãs: ímã, órfã, ímãs, órfãs;
 ão, ãos: bênção, órgão, órfãos, sótãos;
 ei, eis: vôlei, jóquei, amáveis, difíceis;
 ditongo crescente seguido ou não de s: colégio, histórias, relógio, ciências;
 n: próton, elétron, hífen, abdômen;

Quanto à terminação em NS, há duas vertentes, ou seja, pode-se ver a questão pelo lado das
paroxítonas ou das oxítonas:

a. paroxítonas terminadas em ENS não são acentuadas: hifens, itens, germens, polens,
abdomens, imagens, jovens, nuvens, totens;
b. paroxítonas em ONS são acentuadas: elétrons, prótons, nêutrons;

ou:

c. oxítonas em ENS são acentuadas: parabéns, conténs, armazéns, nenéns.


d. oxítonas em ONS não são acentuadas: maçons, garçons, acordeons.
d) Proparoxítonas: são todas acentuadas. É o caso de: lâmpada, Júpiter, relâmpago,
lúdico, Atlântico, tecnológico, psicológica, pássaro, pêssego, autêntico, óculos, período.

e) Ditongos Abertos Tônicos:

Agora veja o quadrinho abaixo:

Eram acentuados os ditongos tônicos abertos: éi, ói, éu, seguidos ou não de s. Agora ficou
assim:

 O ditongo aberto éu, seguido ou não de s, é acentuado. É o caso de chapéu e céus.


Cuidado: não haverá acento se o ditongo aberto não for tônico: aneizinhos,
chapeuzinhos, heroizinho.

 Some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a
penúltima
sílaba mais forte):
Antes Depois

européia, idéia, heróico, apóio, bóia, europeia, ideia, heroico, apoio, boia,
asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia,
paranóia, jibóia, assembléia paranoia, jiboia, assembleia

Agora preste atenção: herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba
mais forte).

f) Hiatos:

 I / U: quando a segunda vogal do hiato for i ou u, tônicos, acompanhados ou não de s,


haverá acento: saída, faísca, carnaúba, viúva, país, baú, Jaú, balaústre, caíste.

Obs.: Quando o I ou U tônicos do hiato vierem seguidos de outra letra (que não o s) na
mesma sílaba, não se acentuam: Sa-ul, a-in-da, ru-im, ca-ir-mos, ju-iz, ca-iu.

Quando o I tônico do hiato vier seguido de nh na sílaba seguinte, não se acentuam:


ra-i-nha, ta-i-nha, mo-i-nho.

Agora veja o quadrinho:


Some o acento no i e no u tônicos depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras
paroxítonas:

Antes Depois

Baiúca, bocaiúva, feiúra Baiuca, bocaiuva, feiura

Agora preste atenção: Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em:
tuiuiú ou Piauí.

 Os hiatos ÔO e ÊEM eram acentuados, mas perderam o acento. Veja quadrinho:

Portanto, some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos):

Antes Depois

crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, creem, deem, leem, veem, preveem, voo,
enjôos enjoos

g) Verbos TER, VIR e seus derivados: são acentuados na 3ª pessoa do plural do presente
do indicativo para diferenciá-los da 3ª pessoa do singular do mesmo tempo e modo:

ele tem – eles têm ele vem – eles vêm

Com os derivados desses verbos, é preciso lembrar que há acento agudo na 3ª


pessoa do singular e circunflexo na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo:

ele detém – eles detêm ele intervém – eles intervêm

ele mantém – eles mantêm ele provém – eles provêm

ele obtém – ele obtêm ele convém – eles convêm

h) Trema: colocava-se o trema nos grupos gue, gui, que, qui, quando o u era pronunciado e
átono. Agora, desaparece em todas as palavras:
Antes

freqüente, lingüiça, agüentar Depois

frequente, linguiça, agüentar

Agora preste atenção: Fica o acento em nomes como Müller

Assim, resta divertir-se com esses quadrinhos:

i) Grupos (gue, gui, que, qui): quando a letra u era pronunciada tonicamente, havia acento
agudo como em apazigúe, argúi, obliqúe, averigúem, argúem, obliqúem. Com a reforma
ortográfica, some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, destes verbos.

Antes Depois

Averigúe, apazigúe, argúi Averigue, apazigue, argui

j) Acentos diferenciais: algumas palavras que recebiam acento excepcional, para


diferenciá-las, na escrita, de suas homônimas. O acento diferencial sumiu em muitas delas,
ficando apenas nos casos do quadro abaixo:

 pôr (verbo) / por (preposição).


 pôde (pretérito perfeito do indicativo do verbo poder) / pode (presente do indicativo do verbo
poder).
 fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.
Portanto ficou assim:

Antes

Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa

Depois

Para, pela, pelo, polo, pera, coa


Abaixo o quadro dos casos de acento diferencial antes da reforma ortográfica:

 pára (forma do verbo parar, também em pal. compostas: pára-raios, pára-quedas) / para
(preposição)
 péla, pélas (formas do presente do indicativo do verbo pelar) / pela, pelas (contração da preposição
per + artigo a e as)
 pêlo, pêlos ( substantivos) / pélo (forma do verbo pelar) / pelo, pelos (contração da preposição per +
artigo o e os)
 pêra (substantivo) / pera (preposição arcaica)
 pôlo, pôlos (substantivo; gavião ou falcão com menos de um ano) / pólo, pólos (substantivo) / polo
(contração arcaica de preposição)
 côa, côas (formas do presente do indicativo do verbo coar) / coa, coas (preposição com + artigo a e
as; essas formas são comuns em poesia)

EXERCÍCIOS CLASSE
1. Qual dentre as palavras abaixo deve ser necessariamente acentuada:

a) ai
b) pais
c) doida
d) sauva
e) saia

2. A palavra que pode ser enquadrada em duas diferentes regras de acentuação é:

a) veículo.
b) abençôo.
c) límpido.
d) refém.
e) pajé.
3. A alternativa em que somente uma das palavras deve receber acento gráfico é:

a) Luis, patroa, nuvem


b) hifens, item, somente
c) arcaico, itens, caju
d) seduzi-lo, maracatu, cafezal
e) abençoe, saiu, hotel

4– (Mackenzie) Indique a única alternativa em que nenhuma palavra é acentuada graficamente:

a) lapis, canoa, abacaxi, jovens,


b) ruim, sozinho, aquele, traiu
c) saudade, onix, grau, orquidea
d) flores, açucar, album, virus,
e) voo, legua, assim, tenis

5-(INSPER 2007)

O texto a seguir foi extraído da seção “Barbara responde”, na qual a irreverente jornalista se propõe a “esclarecer” as dúvidas dos leitores. Leia-o
com atenção.

RIGOR GRAMATICAL

“Aprendi que oxítonas terminadas em ‘i’ e ‘u’ não são acentuadas. Mas, e aquele banco cujo nome é oxítono e termina em ‘u’ acentuado, por que
ele pode?”

Pasquala

Pascácia

Sei, sei. Quer dizer que você compareceu à aula das oxítonas, mas perdeu aquela que ensinava que com nome próprio cada um faz como bem
entende, né, madame?

(Revista da Folha, 25/03/2007)

Analisando a pergunta da leitora e a resposta da jornalista, e considerando as regras oficiais de acentuação gráfica, é possível concluir que

a) A palavra em questão — Itaú — não é oxítona, mas proparoxítona. Segundo as regras de acentuação gráfica em vigor, todos os proparoxítonos
são acentuados.

b) Embora a palavra seja realmente oxítona, a razão pela qual ela é acentuada é outra: acentuam-se as letras “i” e “u” quando formarem hiatos
tônicos, sozinhos ou acompanhados de “s”.

c) Trata-se de uma exceção à regra. O mesmo ocorre com a palavra “Pacaembú”.

d) A resposta da jornalista está correta, uma vez que um fato semelhante ocorre com a grafia de seu nome,que deveria ter acento agudo: Bárbara.

e) A palavra recebe acento agudo por ser uma paroxítona terminada em “u”.

6-(INSPER)
Levando em conta as informações do primeiro quadrinho, identifique a alternativa que apresenta a palavra

que também sofreu alterações na acentuação gráfica devido à regra mencionada.

a) plateia

b) heroico

c) gratuito

d) baiuca

e) caiu

EXERCÍCIOS CASA

1. Assinale o item em que todas as palavras são acentuadas pela mesma regra de: também, incrível e caráter.

a) alguém, inverossímil, tórax


b) hífen, ninguém, possível
c) têm, anéis, éter
d) há, impossível, crítico
e) pólen, magnólias, nós

2. São acentuadas graficamente pela mesma razão as palavras da opção:

a) há – até – atrás
b) história – ágeis – você
c) está – até – você
c) ordinário – apólogo – insuportável
c) mágoa – ícone – número

3. Todas as palavras devem ser acentuadas na alternativa:

a) pudico, pegada, rubrica


b) gratuito, avaro, policromo
c) abdomen, itens, harem
d) magoo, perdoe, ecoa
e) contribuia, atribuimos, caiste

4. Assinale o item em que as palavras estão acentuadas segundo a mesma regra:

a) miúdo, pêndulo
b) história, distância
c) música, porém
d) respeitável, pálpebra
e) Lucília, três

5. Por serem proparoxítonos, deveriam estar acentuados os vocábulos da opção:

a) refrega, ibero, decano


b) aziago, pegada, avaro
c) leucocito, alcoolatra, interim
d) inaudito, batavo, erudito
e) rubrica, maquinaria, pudico

GABARITO:

1. a
2. c
3. e
4. b
5. c
AULA 4
SINTAXE DO PERÍODO SIMPLES

CONCEITOS GERAIS

A análise sintática constitui-se no estudo da estrutura do período, dividindo e classificando as


orações que o compõem e reconhecendo as funções sintáticas dos termos na oração.
Apresenta, portanto, duas funções distintas:
– divisão de um todo em suas partes componentes;
– explicação da função de cada uma dessas partes.

A análise sintática tem seu campo de ação assim delimitado: período, oração e termos da
oração.
A análise sintática tem seu campo de ação assim delimitado: período, oração e termos da
oração.

Frase, oração, período


 Frase é qualquer enunciado dotado de significação.
A frase pode ser constituída de:
 uma só palavra.
Exemplo: Socorro!
 várias palavras (com verbo ou não).
Exemplos: O tempo está nublado.
Que calor!

Frase nominal – exprime uma visão estática. Aparece sem verbo ou com verbo de ligação.
Exemplo:

VITÓRIA JUSTA DO CORITIBA.

Frase verbal – indica um processo dinâmico. Exemplo:


O ATLÉTICO VENCEU.

 Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.


Exemplos: A fanfarra desfilou na avenida.
As festas juninas estão chegando.

Tanto na frase quanto na oração, as palavras obedecem a uma ordem, a uma disposição, para
que haja uma clara transmissão da mensagem. Observe:
Quadrinhos aluno em o sala na lê revista uma.

O entendimento da mensagem fica impossível, porque as palavras estão dispostas numa ordem
anormal. Se colocadas numa ordem lingüística compatível com a nossa língua, entende-se facilmente a
mensagem:
O aluno lê uma revista em quadrinhos na sala.

Existe, portanto, uma ordem lingüística que devemos seguir na elaboração de uma frase ou
oração. A essa ordem dá-se o nome de sintaxe.
Quanto à ordem, as orações podem ser diretas ou indiretas.
Orações diretas – são as que apresentam os termos em sua ordem natural (sujeito, verbo,
complementos).
Exemplo:

A comitiva presidencial chegou a Curitiba às duas horas.


Orações indiretas – são as que apresentam os termos em ordem inversa, não-natural.
Exemplo:

Às duas horas, chegou a Curitiba a comitiva presidencial.

 Período é a frase estruturada em oração ou orações.


Termina sempre por um ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, reticências e,
às vezes, dois pontos.
O período classifica-se em:
– simples – constituído por uma só oração, chamada absoluta.

Fui à livraria ontem.

– composto – constituído por mais de uma oração.

Fui à livraria ontem e comprei vários livros.

A maneira prática de saber quantas orações existem num período é contar os verbos ou expressões
verbais.
TERMOS DA ORAÇÃO
Sujeito
I. Essenciais
Predicado

Objeto direto
Complemento verbal
Objeto indireto
Complemento nominal
II. Integrantes
Agente da passiva

Adjunto adnominal

Adjunto adverbial
III. Acessórios
Aposto

Não pertence à estrutura da oração


IV. Vocativo

TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO

simples

composto
I. Sujeito
indeterminado

inexistente ou oração sem sujeito

nominal

verbal
II. Predicado
verbo-nominal

– Predicativo do sujeito – PS

– Predicativo do objeto – PO

As orações são constituídas, quase sempre, de dois termos que expressam,


respectivamente:
– o ser (de quem se diz algo) – sujeito;
– aquilo que se diz (do ser) – predicado.

Veja: Sujeito Predicado


O aluno estudou a matéria.

(Nós) Sabemos toda a matéria.

Faz muito tempo.

SUJEITO

É o ser de quem se diz alguma coisa. Como termo da maior hierarquia dentro da oração,
jamais vem regido por preposição.
MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas:

O que é que
+ verbo?
Quem é que

Exemplo: O aluno saiu. (Quem é que saiu?)


Resposta : O aluno. (sujeito)

Núcleo do sujeito

O núcleo de um termo é a palavra mais importante que dele participa.


Em geral, o núcleo do sujeito pode ser:
– um substantivo:
O lápis é novo.
– um pronome substantivo (pessoal, indefinido etc.):
Ele está aqui.
– uma palavra ou expressão substantivada:
Viver é lutar.
– uma oração substantiva:
Convém que você venha à reunião.
A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) considera somente estes tipos de sujeito:

Simples

Possui um só núcleo (no singular ou no plural / claro ou subentendido).


Os sinos silenciaram.
Ninguém ousou levantar a voz.
Os nossos guarda-chuvas foram roubados.
Esse quê está bem empregado.
Observação: Em frases como:
Somos os melhores (núcleo: nós, implícito na desinência verbal), dizia-se antigamente
que era um caso de sujeito oculto. Esse termo foi abolido pala NGB, apesar de ser ainda
encontrado, inclusive em questões vestibulares. Seria mais próprio chamá-lo de sujeito
desinencial ou implícito.

Composto

Possui dois ou mais núcleos (no singular ou no plural).


Eu e ela somos adversários.
Redação e provas coexistem nas preocupações dos que se preparam bem.

Indeterminado

Aquele que, embora existindo, não se pode determinar.


Ocorre em dois casos:
1.º) Quando um verbo está na 3.ª pessoa do plural, sem que o contexto permita
identificar o sujeito. Exemplo:
Roubaram-me a carteira. (Quem roubou?!) A resposta pode ser eles e/ou elas,ou os
ladrões. Há um agente da ação, mas subentendido, não escrito e não dedutível no
contexto.
2.º) Quando um verbo (VI, VTI ou VL) está na 3.ª pessoa do singular acompanhado do
pronome SE (partícula ou índice de indeterminação do sujeito). Exemplo:

Hoje, lê-se (VI) mais nos tecidos do que nos livros.


(Quem lê?!) A resposta é alguém ,ou a gente, ou as pessoas... Da mesma forma que
o caso anterior, há um agente da ação, mas subentendido, não escrito, não dedutível.

Falava-se (VTI) de cobras e índios.

Era-se (VL) feliz naqueles tempos.

Observação:
A indeterminação do sujeito também pode ocorrer com VTD + SE, desde que o OD esteja
preposicionado.

Exemplo: Admira-se a Machado de Assis.


TD OD prep.

Atenção:
Não se confunda o SE (índice de indeterminação do sujeito / IIS), com o pronome SE
(pronome apassivador)  PA (com verbos TD).

Ouviram-se tiros espaçados.


Sujeito: tiros espaçados (Tiros espaçados foram ouvidos.) O se é pronome
apassivador.(PA)

Inexistente ou oração sem sujeito


Ocorre quando o fato enunciado não se refere a elemento algum. Essas orações se
constroem com os verbos impessoais, isto é, usados apenas na 3.ª pessoa do singular.
Há programas para todas as idades nas estações de férias.

Alguns casos de verbos impessoais:


 os que exprimem fenômenos da natureza.
 haver ( = existir) ou indicando tempo decorrido.
 ser, fazer, estar: indicando tempo passado, clima, horas...
Faz um calor insuportável.
Hoje são 15 de setembro.
Trovejou muito ontem.
Deve haver boas notícias no jornal de amanhã.

Observações:
1. Além dos casos anteriores, há outras construções que ocorrem sem sujeito:
Onde lhe dói?
2. Com sentido figurado, os verbos impessoais tornam-se pessoais, portanto, com
sujeito:
Choveram piadas sobre a atuação do presidente. (suj.: piadas)
Amanheci mal-humorado. (suj.: eu – implícito)

PREDICADO

Predicado é o que se declara do sujeito. Portanto, retirado o sujeito, o que restar será o
predicado. Pode ser: nominal, verbal e verbo-nominal.

Nominal

Apresenta as seguintes características:


– é formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito  VL + PS;
– tem um nome (subst. ou adj.) como núcleo;
– indica estado ou qualidade.
Exemplo:

O aluno está confiante.


SUJ VL PS( núcleo)

Verbal

É aquele que se constitui de verbo intransitivo ou transitivo.


Apresenta as características:
– o núcleo do PV é um verbo (VI ou VT);
– indica ação.

Exemplo:
O aluno fez as provas calmamente.
Suj. VTD (núcleo=fez)
Verbo-nominal

O turista voltou para casa maravilhado.

Apresenta as seguintes características:


– tem dois núcleos: um verbo e um nome;
– tem predicativo do sujeito ou do objeto – PS ou PO;
– indica ação e qualidade/estado.

É constituído de:

VI + PS (verbo intransitivo mais predicativo do sujeito)

Exemplo: Os atletas chegaram cansados.

Suj. VI + PS

PVN

VT + PO (verbo transitivo mais predicativo do objeto)

Exemplo: O chefe julgou o funcionário culpado.

Suj. TD + OD + PO

PVN

VT + PS (verbo transitivo mais predicativo do sujeito)

Exemplo: Eu assisti ao jogo confiante.

Suj. TI + OI + PS

PVN

Observação: O predicado da voz passiva é analisado como o da ativa.

Exercícios

1. Classifique e sublinhe o sujeito dos verbos destacados nas orações abaixo:


a) “Terei a mulher que eu quero...” (M. Bandeira)

_____________________________________________________________________
b) “Não há mais poesia.” (M. Bandeira)

_____________________________________________________________________

c) Ficavam correndo o dia todo.

_____________________________________________________________________

d) “Cai balão!” (M. Bandeira)

_____________________________________________________________________

e) “Homens e mulheres mantêm-se quietos ante o enorme chicote de Abelardo II.” (O. de
Andrade)

_____________________________________________________________________

f) Necessita-se de outras explicações.

_____________________________________________________________________

g) Ninguém saiu de casa.

_____________________________________________________________________

h) No Rio, faz dias muito quentes.

_____________________________________________________________________

i) Faltam alguns minutos para o término da aula.

_____________________________________________________________________

j) Trabalha-se muito nesta cidade.

_____________________________________________________________________

k) Admiram-se os alunos.

_____________________________________________________________________

l) Admira-se aos alunos.

_____________________________________________________________________

2. Identifique e classifique o predicado, utilizando as siglas PN, PV, PVN.


a) ( ) “O homem parecia assustado.” (J. L. do Rego)
b) ( ) O freguês saiu da loja.
c) ( ) “Nossos guerreiros voltaram vitoriosos.” (É. Veríssimo)
d) ( ) O mágico parece ágil.
e) ( ) Nossos guerreiros voltaram.
f) ( ) Os rapazes receberam alegres as medalhas.
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO

Completam o sentido de verbos e nomes e, por isso, são indispensáveis à compreensão


do enunciado.

Objeto direto
Complementos verbais
Objeto indireto

Complemento nominal

Agente da passiva

Objeto direto

É o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo direto (VTD).


MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se perguntas, após o verbo:

o quê?

Verbo quem?

Exemplo:
O aluno fez excelente redação. (O aluno fez o quê?)
Resposta – Excelente redação. (OD)
Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo.
Quanto à forma: liga-se ao verbo sem preposição.
Quanto ao valor: indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Os políticos pressionaram o governo.

Sujeito verbo obj. direto

transitivo (VTD) (alvo)

Objeto direto preposicionado

Excepcionalmente, o objeto direto vem precedido de preposição (a, de, com...). Tal
preposição, porém, ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.
Exemplo:

Os revoltosos tomaram das armas.

Sujeito VTD OD prepos.


 Nesse exemplo, a preposição de não é exigida pelo verbo – até poderia ser excluída.
 Outros exemplos de objeto direto preposicionado:
Amemos a Deus.
Castigaram a José.
Beberam do vinho.
Puxaram da arma.
Estimamos a V. Exª.

Objeto indireto

É o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto (VTI), e que vem
precedido de uma preposição exigida pelo verbo.

O Brasil dá crédito ao pequeno produtor rural.

MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas, após o verbo:

a quê (m)?

de quê(m)?

Verbo em quê(m)?

para quê(m)?

Outras

Exemplo:
Obedecemos aos nossos pais. (Obedecemos a quem?)
Resposta – Aos nossos pais. (OI)
Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo.
Quanto à forma: liga-se ao verbo através de preposição obrigatória exigida por ele.
Quanto ao valor: indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.

 As preposições

Como o objeto indireto costuma vir regido de preposição, convém não esquecê-las.

As preposições simples são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em,
entre, para, perante, por (pelo), sem, sob, sobre, trás.

Objeto direto ou indireto pleonástico

Costuma-se repetir o objeto, quando se quer chamar a atenção para ele; são os objetos
pleonásticos, que aparecem sob a forma de pronome átono.
Exemplos:
o vento a levou.
A vida,
Objeto obj. direto
direto pleonástico

não lhe confio nada.


Ao
indiscreto,
obj. indireto
Objeto indireto
pleonástico

Função sintática dos pronomes oblíquos

Como você já estudou tal função, eis apenas uma síntese:

Objeto direto
Objeto indireto
Objeto indireto Objeto direto
Funções Adjunto adnominal
Adjunto adnominal

1.ª me – –

2.ª te – –
Sing.
o, a (lo, la, no, = a ele(a) – OI
3.ª se
na) lhe
= seu, sua(s) – A. adn.
1.ª nos – –

2.ª vos – –
Plur.
os, as (los,
3.ª se lhes = a eles(as) – OI
las, nos, nas)

Predicativo do objeto : VTD + OD + PO

Vimos que o predicativo do sujeito ocorre no predicado nominal ou no predicado verbo-


nominal. O predicativo do objeto só ocorre no predicado verbo-nominal.

Exemplos:
encontrou a rapariga transtornada.” (J. Amado)
“Teresa
Sujeito verbo Objeto Predicativo do
transitivo direto objeto
direto

Observe que “a rapariga” é


que está “transtornada”.

“Julgo ilusória esta interpretação.”

(Carlos Drummond de Andrade)

Observe que podemos desdobrar a oração em duas:


“(Eu) julgo esta interpretação” + “esta interpretação é ilusória”. O predicativo “ilusória”
refere-se ao objeto “interpretação”.
Observações:
1. Apenas o verbo chamar pode ter predicativo do objeto indireto.
Exemplo:
“Eu lhe chamo estado de espírito.” (C. D. A.)
2. Na passagem para a voz passiva, o predicativo do objeto (PO) se transforma em
predicativo do sujeito (PS). Este é um bom artifício para reconhecer o predicativo do
objeto.
Exemplos:

O júri considerou péssimo o candidato.


Sujeito VTD pred. do objeto obj. direto

O candidato foi considerado péssimo pelo júri


loc. verbal de
Sujeito pred. suj. ag. pass.
voz passiva

 PO (voz ativa) = PS (voz passiva)


 Verbos que costumam exigir Predicativo do Objeto:
Chamar, julgar, considerar, eleger, encontrar, ver, nomear...

Exercícios:

1. Faça a correlação, tendo em vista o tipo de complemento verbal.


( 1 ) Objeto direto
( 2 ) Objeto indireto
( 3 ) Objeto direto e objeto indireto
( 4 ) Objeto direto preposicionado
( 5 ) Objeto direto pleonástico
( 6 ) Objeto indireto pleonástico
a) ( ) O professor passou as respostas ao aluno.
b) ( ) O aluno queixa-se do excesso de matéria.
c) ( ) O dom, tenho-o como um bem precioso.
d) ( ) Um burro coça ao outro.
e) ( ) A mim, ninguém me cumprimentou.
f) ( ) A ele, ninguém lhe sorriu.
g) ( ) Caí uma queda violenta.
h) ( ) Gosto muito de música.
i) ( ) Drummond, a quem admiro, escreveu lindos poemas.
j) ( ) Não beberei desta água.
k) ( ) Os velhos usam bengala.
l) ( ) Ninguém me viu.
m) ( ) Ninguém me respondeu.
n) ( ) Não lhe peçam explicações.
o) ( ) Usamos a palavra com ênfase.
p) ( ) Ao pobre, nada lhe devo.
q) ( ) Convocaram-nos para a reunião.
r) ( ) Este livro nos pertence.
s) ( ) O menino feriu-se.
t) ( ) Já o adverti do perigo.
u) ( ) Neguei-lhe o pedido.

2. Preencha as lacunas com os pronomes o(s), a(s) ou lhe(s).


a) – O professor repreendeu o aluno?
– Sim, ele __________ repreendeu.
b) – Eles fizeram alguma recomendação aos atletas?
– Sim, eles __________ recomendaram calma.
c) – Você já conhecia a moça?
– Sim, eu já __________ conhecia.
d) – Você entregará os livros a eles?
– Sim, eu __________ entregarei a eles.
e) – Você já forneceu o material aos empregados?
– Sim, eu já __________ forneci o material.
f) – Você já pagou ao secretário?
– Sim, eu já __________ paguei.
g) – Você já perdoou as ofensas?
– Sim, eu já __________ perdoei.
COMPLEMENTO NOMINAL

Assim como os verbos transitivos precisam de um termo que lhes complete o sentido,
existem alguns nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) que também necessitam de um
complemento.
Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de um nome com o
auxílio de uma preposição.

“O ódio ao mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”

(Rui Barbosa)

MODO DE ENCONTRÁ-LO: fazem-se as perguntas, após o nome:

a quê(m)?
de quê(m)?
Nome
por quê(m)?
outras

quem? o quê? de quê?

O vestiba tem necessidade de ajuda.

Suj. VTD OD compl. nom. (CN)

Quanto à relação: vem sempre associado a um nome de significação transitiva.


Quanto à forma: liga-se ao nome sempre através de preposição.
Quanto ao valor: indica o alvo ou o ponto sobre o qual recai a ação do nome.

Exemplos:

Protestaram contra a queima da floresta.


nome de significação
compl. nom. (indica sobre
transitiva
quem recaiu a queima)
(subst.)

Jamais seria capaz de uma atitude assim.


nome
CN
(adj.)

O júri agiu favoravelmente ao réu.


nome
CN
(adv.)

 Observação: Muitas vezes, o nome transitivo é cognato de verbo transitivo.


Amar o trabalho. Amor ao trabalho.
VTD OD subst. CN
Assistir ao julgamento. Assistência ao julgamento.
VTI OI subst. CN

Observação: Não se deve confundir o CN com o OI.

A ovelha resiste ao frio. A ovelha é resistente ao frio.


Suj. VTI OI Suj. VL PS(adj.) CN

AGENTE DA PASSIVA

É o termo da oração que pratica a ação do verbo na voz passiva, auxiliado de preposição
por ou de.

é amada pelo filho


A mãe
Suj. loc. verbal ag. passiva
passiva (AP)

A forma verbal está na voz passiva, pois o sujeito (A mãe) é paciente (sofre a ação verbal).
O termo pelo filho pratica a ação verbal (ama a mãe). Na voz passiva, o termo que pratica a
ação verbal é o agente da passiva – AP ( = pelo filho).
Quanto à relação: vem sempre associado a um verbo transitivo na voz passiva.
Quanto à forma: liga-se ao verbo sempre através de preposição (por, per, de)
Quanto ao valor: indica o elemento que executa a ação verbal.

Outros exemplos:
As matas são destruídas pelo homem.
A palestra foi dada por especialista.
A atriz foi cercada de fãs fanáticos. (por...)
A usina é movida a vapor. (por...)

3. Escreva nos parênteses:


( 1 ) para complemento nominal;
( 2 ) para agente da passiva;
( 3 ) para objeto indireto.
a) ( ) Ele logo chegou com a cabeça cheia de idéias.
b) ( ) Obedecemos aos regulamentos.
c) ( ) Somos obedientes aos regulamentos.
d) ( ) Temos necessidade de diálogo.
e) ( ) Necessitamos de diálogo.
f) ( ) Essa terra é habitada de selvagens.
g) ( ) A assistência às aulas é indispensável.
h) ( ) Gostaria de não ser ouvido pela vizinhança.
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO

São os termos que desempenham uma função secundária na oração. Acrescentam


informações secundárias aos nomes e aos verbos.

Adjunto adnominal
Adjunto adverbial
Aposto

Adjunto adnominal

É o termo da oração que qualifica ou determina o núcleo substantivo de uma função


sintática.

O meu colega de turma descobriu um livro raro.


AA AA núcleo AA AA núcleo AA
Suj. VTD OD

Quanto à relação: vem sempre associado a um nome.


Quanto à forma: liga-se ao nome com ou sem preposição – sem a mediação de um
verbo.
Quanto ao valor: é um atributo (qualificador – caracterizador) do nome a que se refere.

O adjunto adnominal pode ser representado por:


– adjetivo Pessoa bondosa.
– locução adjetiva Relógio de ouro.
– pronome possessivo Teus pais.
– pronome indefinido Alguns amigos.
– pronome demonstrativo Aquela fazenda.
– artigo O automóvel.
– numeral Três orquestras.
– pron. oblíquo com Quebro-te a cara. =
valor de possessivo Quebro a tua cara.

Adjunto adverbial

É o termo, representado por advérbio ou equivalente, que acrescenta uma circunstância


ao verbo, ou intensifica ou gradua a idéia expressa por adjetivo, verbo ou advérbio.
Quanto à relação: vem associado a verbo, adjetivo ou advérbio e pode também se
referir a todo o conjunto da oração.
Quanto à forma: liga-se a esses elementos com ou sem preposição.
Quanto ao valor: indica circunstâncias (de tempo, de lugar, de modo, de intensidade
etc.) aos elementos a que se refere.
Não é o agente nem o alvo do processo verbal.
Exemplos:
A empreiteira entregou a obra na semana passada.
Sujeito VTD OD adj. adv. TEMPO

Os adjuntos adverbiais podem expressar várias circunstâncias:


de tempo: “Agora desligue isso e vá dormir.” (F. S.)
de lugar: “Passou na rua lateral uma carroça.” (A. Meyer)
de causa: “Emília empalideceu de susto.” (M. Lobato)
de modo: “O pobre estudante ergueu-se com ligeireza.” (J. M. M.)
de fim: “Pedrinho dispôs tudo para o ataque.” (M. Lobato)
de dúvida: “Talvez pedisse água.” (C. D. A.)
de negação: “Não te entregues à mágoa vã.” (M.B.)
de intensidade: “Macunaíma estava muito contrariado.” (M. de Andrade)
de meio: “Deixe; amanhã hei de acordá-lo a pau de vassoura.” (M. de Andrade)
de afirmação: Conheço, de fato, seus motivos.

Aposto

É a palavra ou expressão que serve para explicar (desenvolver ou resumir) um substantivo


ou equivalente por meio de palavras que, geralmente, vêm entre vírgulas, depois de uma
vírgula, dois pontos ou travessão:
Exemplo: ”Não sabia ela, Ernestina, que o pai dessa lastimável rapariga, Pedro
Torresmo, jurara invadir a casa.” (J. Amado)
Quanto à relação: vem sempre associado a um nome.
Quanto à forma: liga-se ao nome sem preposição, exceto em casos raros. Identifica-se,
normalmente, pela pontuação.
Quanto ao valor: identifica ou esclarece o nome a que se associa, estabelecendo uma
relação de equivalência.
Costuma-se classificar o aposto como:
enumerativo: “É assim Lenine: esquivo, irascível, exigente.” (M. Bandeira)
recapitulativo: (representado por tudo, nada, ninguém, qualquer etc.) “... seringa,
termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo, boneca, tudo se derrama pelo
chão.” (P. M. C)
distributivo: “Não se confunda economia com avareza: a primeira é virtude sábia, a
segunda, miséria sórdida.” (C. Neto)
especificativo: Cidade do Rio de Janeiro; Rua do Ouvidor; Marechal Deodoro; Mês de
setembro.

Vocativo

É o termo que serve apenas para chamar, invocar ou nomear um ser, podendo vir
precedido de interjeição e caracterizando-se pela entoação exclamativa. (= ó...)
CHAMAMENTO!
É um termo à parte, não mantendo qualquer relação sintática com outro termo da oração.
Exemplo: “Não quero ser preso, Jesus, ó meu santo.” (C. D. A.)
Quanto à relação: vem sempre isolado, isto é, não se liga sintaticamente a outro
elemento da frase.
Quanto à forma: vem sempre marcado por pausa (na escrita, vírgula).
Quanto ao valor: indica, na frase, a pessoa ou a coisa com que(m) falamos, ou a
que(m) nos referimos, fazendo um chamado.

Exercícios

4. Faça a correlação, de acordo com as seguintes opções:


( 1 ) Complemento nominal
( 2 ) Adjunto adnominal
( 3 ) Adjunto adverbial
( 4 ) Aposto
( 5 ) Vocativo
a) ( ) “O estômago acompanhava a dor do coração.” (M. A.)
b) ( ) “Segure o garfo direito.” (F. Sabino)
c) ( ) “Sua leitura é rigorosamente especializada: livros coloridos sobre bichos.” (P. M. Campos)
d) ( ) “Pescadores, onde está Ariana?” (V. de Moraes)
e) ( ) “Sentiu um grande desgosto de si mesmo.” (I. de Souza)
f) ( ) “Passava-se isto na Rua da Lapa, em 1870.” (M. A.)
g) ( ) “O inquiridor despediu-se com um muxoxo.” (C. D. A.)
h) ( ) “Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola.” (C.D.A.)
i) ( ) “O povo, Doroteu, é como as moscas.” (T. A. Gonzaga)
j) ( ) “Você teve saudade de mim?” (F. Sabino)
3. Observe as frases abaixo. Entre elas há diferença na função sintática das palavras Fabrício
e pedreiro.
Explique essa diferença.
• Quando Fabrício, o pedreiro, voltou de um serviço...

• Quando o pedreiro Fabrício voltou de um serviço...

ANÁLISE DO PRONOME RELATIVO

Pronome relativo é a palavra que substitui o termo de uma oração anterior e estabelece relação
entre duas orações.
Exemplo:
Repreendeu os amigos. Os amigos falharam.
Repreendeu os amigos que falharam.

anteced. pronome relativo
Chama-se de antecedente o termo a que o pronome relativo substitui.

Artifício para analisar o pronome relativo


– substitui-se o pronome por seu antecedente;
– a análise que couber ao termo substituto caberá ao pronome relativo.
Assim:
Repreendeu os amigos que falharam
Substituindo o que por seu antecedente, ficará:
Os amigos falharam.
Sujeito predicado
Daí se conclui que, na frase em questão, o pronome relativo que:
– está substituindo o termo amigos;
– funciona como sujeito de falharam.

Funções sintáticas do pronome relativo

Funções sintáticas Exemplo


Sujeito As mulheres são carinhosas com os homens que as amam. ( = os homens as amam )
Objeto direto As cartas que escrevi foram devolvidas. ( = escrevi as cartas)
Objeto indireto O jogo a que assisti foi excelente. ( = assisti ao jogo)
Predicativo Eu sou o que sou. ( = sou aquilo)
Complemento nominal Este é o fóssil mais antigo de que se tem notícia. ( = tem-se notícia do fóssil)
Agente da passiva O cachorro por que fui mordido sempre foi manso. ( = fui mordido pelo cachorro)
Adjunto adverbial A cidade onde (em que) moro possui fama de Primeiro Mundo. ( = moro na cidade)
Adjunto adnominal O rio, cujas águas são límpidas, vem de região serrana. ( = as águas do rio)

EXERCÍCIOS CASA

1) (FMU-SP) Leia as expressões destacadas na seguinte passagem: “E comecei a sentir falta das
pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem.” Tais expressões
exercem, respectivamente, a função sintática de:

a) objeto indireto e aposto.

b) objeto indireto e predicativo do sujeito.


c) complemento nominal e adjunto adverbial de modo.
d) complemento nominal e aposto.
e) adjunto adnominal e adjunto adverbial de modo.

2) (FMU-SP)

“Tinha grande amor à humanidade“.


“As ruas foram lavadas pela chuva“.
“Ele é rico em virtudes“.

As palavras em destaque são, respectivamente:

a) complemento nominal, agente da passiva, complemento nominal.


b) objeto indireto, adjunto adverbial, adjunto adverbial.

c) complemento nominal, agente da passiva, objeto indireto.

d) objeto indireto, agente da passiva, objeto indireto.

e) N.D.A

3) (ESPM-SP) Observe os termos destacados das opções que se seguem e identifique a alternativa que
apresenta a classificação correta da função sintática.

– Sempre esteve acostumada ao luxo.


– Naquela época ainda obedecia aos pais.
– Esta roupa não está adequada à ocasião.
– Os velhos soldadinhos de chumbo foram esquecidos.

a) complemento nominal – complemento nominal – objeto indireto – complemento nominal.

b) objeto indireto – objeto indireto – objeto indireto – complemento nominal.

c) objeto indireto – complemento nominal – complemento nominal – adjunto adnominal.

d) complemento nominal – objeto indireto – complemento nominal – adjunto adnominal.

e) adjunto adnominal – objeto indireto – complemento nominal – adjunto adnominal.

4) (Fuvest) Nos trechos: “…Bebi o café que eu mesmo preparei…” e ” … pensando na vida e nas
mulheres que amei” a palavra que exerce que funções sintáticas, respectivamente?

a) sujeito e objeto direto

b) objeto direto e objeto indireto

c) sujeito e sujeito

d) objeto direto e objeto direto

e) objeto indireto e objeto direto

5) (CESCEA) Assinale a alternativa que contenha vocativo:

a) Choraram amargamente o seu destino.

b) Nós, os verdadeiros patriotas…


c) Eu vou!

d) Os doces comi, as frutas e algo mais.

e) Beijo-vos as mãos, senhor rei.

6) (Fundação Carlos Chagas) Dê a função sintática do termo em destaque em: “Uniu-se à melhor das
noivas, a Igreja, e oxalá vocês se amem tanto.”

a) aposto

b) adjunto adnominal

c) adjunto adverbial

d) pleonasmo

e) vocativo

7) (FCMSC-SP) Observe as duas frases seguintes:

I – O proprietário da farmácia saiu.


II – O proprietário saiu da farmácia.

Sobre elas são feitas as seguintes considerações:

I – Na I, “da farmácia” é adjunto adnominal.


II – Na II, “da farmácia” é adjunto adverbial.
III – Ambas as frases têm exatamente o mesmo significado.
IV – Tanto em I como em II, “da farmácia” tem a mesma função sintática.

Destas quatro considerações:

a) apenas uma é verdadeira.

b) apenas duas são verdadeiras.

c) apenas três são verdadeiras.

d) as quatro são verdadeiras.

e) as quatro são falsas.

8) (Mackenzie) Na frase “Fugia-lhe, e certo, metia o papel no bolso, corria a casa, fechava-se, não abria
as vidraças, chegava a fechar os olhos”, são adjuntos adverbiais:

a) no bolso – a casa – não


b) no bolso – não

c) certo – no bolso

d) lhe – certo – no bolso – a casa – se – não

e) certo – no bolso – não – a fechar

9) (FMU) Em “Eu era enfim, senhores, uma graça de alienado.”, os termos da oração destacados são
respectivamente, do ponto de vista sintático:

a) adjunto adnominal, vocativo, predicativo do sujeito

b) adjunto adverbial, aposto, predicativo do objeto

c) adjunto adverbial, vocativo, predicativo do sujeito

d) adjunto adverbial, vocativo, objeto direto

e) adjunto adnominal, aposto, predicativo do sujeito

10) (FMU) Observe os termos destacados na passagem: “O rio vai às margens. Vem com força de
açude arrombado.” Os termos destacados são, respectivamente:

a) predicativo do sujeito e adjunto adnominal de modo

b) adjunto adverbial de modo e adjunto adnominal

c) adjunto adverbial de lugar e adjunto adverbial de modo

d) adjunto adverbial de modo e objeto indireto

e) adjunto adverbial de lugar e complemento nominal

Gabarito:

1.d

2.a

3.d

4.d

5.e
6.a

7.b

8.b

9.c

10.e
AULA 4
CONCORDÂNCIA VERBAL

REGRAS GERAIS
01. O verbo e o sujeito de uma oração mantêm entre si uma relação mútua chamada
de concordância verbal. De acordo com essa relação, verbo e sujeito concordam em
número e pessoa.

Reconheço os próprios erros.

Pessoas razoáveis reconhecem os próprios erros.

O sujeito composto equivale a um sujeito no plural: Pai e filho conversaram


longamente.

___________________________________________

02. Nos sujeitos compostos pessoas gramaticais diferentes, o verbo concorda com a
pessoa de menor número no plural.

Nossos amigos, tu e eu (nós) formaremos um belo time.

Tu e ele (vós) formareis um belo time.

___________________________________________

03. Se o verbo estiver anteposto ao sujeito composto, pode concordar no plural com
a totalidade do sujeito ou com o núcleo do sujeito mais próximo.

Bastaram determinação e capacidade.

Bastou determinação e capacidade.

Quando há reciprocidade, a concordância deve ser feita no plural.

Agrediram-se o deputado e o senador. (agrediram-se um ao outro)

Ofenderam-se o jogador e o técnico. (ofenderam-se um ao outro)

___________________________________________
04. O sujeito, sendo composto e anteposto ao verbo, leva geralmente este para o
plural.
A moça e o rapaz cumpriram seus deveres.
Se os núcleos do sujeito composto são sinônimos ou quase sinônimos ou
estabelecem uma gradação, o verbo pode concordar no singular.

O desalento e a tristeza minou-lhe as forças.

Um aceno, um gesto, um estímulo faria muito por ele.

CONCORDÂNCIAS QUE MERECEM DESTAQUE

01. SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS NO PLURAL

Quando o sujeito é formado por nomes que só têm plural, se não houver artigo
antes do nome, o verbo fica no singular.

Flores não recebe mais acento.

Se houver artigo antes do nome, o verbo vai para o plural.

Os Estados Unidos impuseram uma ordem mundial.

As Minas Gerais são inesquecíveis.

Obs: quando se tratar de obra literária, o verbo poderá ficar no singular.

Os Lusíadas são / é o maior poema épico português.

02. PRONOMES RELATIVOS “QUE / QUEM” COMO SUJEITOS

Quando o sujeito for o pronome relativo QUE, o verbo concordará com o


antecedente do que.

Fui eu que fiz tudo isso.


Quando o sujeito é o pronome relativo QUEM, pode-se utilizar o verbo na 3a pessoa
do singular ou concordá-lo com o sujeito do verbo “ser”.

Somos nós quem pagamos. / Somos nós quem paga.

03. CONCORDÂNCIA COM PERCENTUAIS


Quando o sujeito for indicação de uma porcentagem seguida termo preposicionado,
a tendência é fazer a concordância com esse termo que especifica a referência
numérica.
1% do orçamento do país deve destinar-se à educação.

85% dos entrevistados declararam impostos.

99% da população brasileira assistiu à Copa do Mundo.

Se a porcentagem for particulariza, o verbo concordará com ela:

Os 99% da população assistiram à Copa do Mundo.

Aqueles 45% de eleitores estão indecisos.

04. NÚMEROS FRACIONÁRIOS


Quando o sujeito é um número fracionário, o verbo concorda com o numerador.

Anulou-se 1/5 da prova de matemática.

Anularam-se 2/5 da prova de matemática.

05. PRONOMES DE TRATAMENTO COMO SUJEITO


O verbo fica na 3a pessoa.

Vossas Excelências desejam algo?

06. SUJEITOS RESUMIDOS POR TUDO / NADA NINGUÉM

O verbo concorda no singular.

Carros, viadutos, pontes, tudo foi destruído pelo terremoto.

07. UM OU OUTRO
O verbo concorda no singular com o sujeito um ou outro.

Um ou outro caso será resolvido.

Uma ou outra candidata saiu-se bem.


ESTRUTURAS VERBAIS FORMADAS COM A PARTICIPAÇÃO DO
PRONOME “SE”:

A) Quando atua como índice de indeterminação do sujeito, o “se” acompanha


verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação, que devem obrigatoriamente
estar na 3a pessoa do singular.

Aos domingos, ia-se sempre à praça.

Precisa-se de pedreiros.

B) Quando atua como pronome apassivador, o “se” acompanha verbos transitivos


diretos e transitivos diretos e indiretos na formação da voz passiva sintética. Nesse
caso , o verbo concorda com o sujeito da oração.

Construi-se uma nova praça no bairro.

Construíram-se novas praças no bairro.

O VERBO “SER”

A) Estando entre dois substantivos de números diversos, o que orientará a


concordância será o sentido da frase, ou seja, o verbo “ser” concordará com o termo
a que se quiser dar mais ênfase.

O horizonte de sucesso são cordilheiras transpostas.

B) O sujeito sendo nome de pessoa, com ele concorda o verbo ser.

Mário era só alegrias.

C) Concorda com o predicativo quando o sujeito for um dos pronomes tudo, isso,
isto, aquilo, o.

Tudo eram alegrias naquela noite.

Também é uma forma aceita segundo a norma padrão:

Tudo é flores.
D) Quando um dos dois termos - sujeito ou predicativo - for pronome pessoal, faz-se
a concordância com este pronome:

Todo eu era olhos e coração.

O Brasil, senhores, sois vós.

E) Nas expressões que indicam quantidade, medida, peso, preço, valor (é muito, é
pouco, é suficiente, é mais que, etc.), o verbo ser é invariável:

Dois quilos é pouco. / Vinte mil reais é bom.

F) Nas indicações de tempo, horas, datas e distâncias, o verbo ser é


impessoal e concorda com a expressão numérica que o acompanha.

São duas horas.

Hoje é dia cinco de março.

Hoje são cinco de março.

Daqui para minha casa são três quilômetros.

O VERBO “HAVER’
Quando indica existência ou acontecimento, é impessoal e permanece na 3a pessoa
do singular.

Ainda há pontos obscuros nessa versão.

Deve ter havido pontos obscuros naquela versão.

HAVER / FAZER / CHOVER

São impessoais quando indicam tempo decorrido. Neste caso, permanecem na 3a


pessoa do singular.

Há anos que não o vejo.

Faz anos que não o vejo.

Choveu durante vários dias.

BATER, SOAR, DAR


Referindo-se às horas, os três verbos acima concordam regularmente com o sujeito.

Nisto, deu três horas o relógio da botica.

Soaram dez horas nos relógios das igrejas.

PARECER
Em construções com o verbo parecer seguido de infinitivo, pode-se flexionar o verbo
parecer ou o infinitivo que o acompanha.

As paredes pareciam estremecer.

As paredes parecia estremecerem.

EXERCÍCIOS CLASSE

Faça a Concordância Correta Rasurando o Verbo Incorreto:

01. [Deu / Deram] dez horas no relógio da sala.


02. [Deu / Deram] uma hora há pouco.
03. O carrilhão [bateu / bateram] oito horas.
04. [Está / Estão] batendo três horas.
05. Quando [bater / baterem] dez horas, podem sair.
06. Nisto [deram / deu] três horas o relógio do boteco.
07. Será que já [soou / soaram] seis horas, o despertador?
08. [Bateram / bateu] dez horas em três torres.
09. A torre da igreja [bateram / bateu] dez horas.
10. [Davam / Dava] dez horas na igreja da cidade.
11. Naquele relógio já [soaram / soou] duas horas.
12. [Tinham / Tinha] batido duas horas no cartório do tabelião.
13. [Falta / Faltam] três minutos para as dez horas.
14. [Deve / Devem] faltar poucos minutos para as nove.
15. O jogo de ontem foi ótimo: não [faltaram / faltou] vaias.
16. [Sobrou / Sobraram] apenas duas balas no meu bolso.
17. [Basta / Bastam] duas pessoas para arrombar a porta.
18. [Bastam / Basta] duas crianças para a casa virar do avesso.
19. Conhecera-o [fazia / faziam] quase vinte anos.
20. [Vai fazer/ Vão fazer] cem anos que nasceu o genial artista.
21. [Vai / Vão] fazer dois meses que não chove.
22. Sou aquele sobre quem mais [tem / têm] chovido elogios.
23. Conhecido o resultado da votação, [choveu / choveram] vaias.
24. Aqui, [choveu / choveram] vários dias.
25. [choviam / chovia] pétalas de flores.
26. Males inevitáveis [iam / ia] chover sobre mim.
27. [Faz / Fazem] vinte minutos que estou a sua espera.
28. [Haviam / Havia] muitos anos que não vinha ao Rio.
29. Talvez ainda [haja / hajam] vagas naquela escola.
30. Por cima do fogão [deviam / devia] haver fósforos.

EXERCÍCIOS CASA

01. (Mackenzie-SP) Assinale a alternativa INCORRETA.


A) Dois cruzeiros é pouco para esse fim.
B) Nem tudo são sempre tristezas.
C) Quem fez isso foram vocês.
D) Era muito árdua a tarefa que os mantinham juntos.
E) Quais de vós ainda tendes paciência?

02. (UFRGS) Soube que mais de dez alunos se a participar dos jogos que tu e ele.
A) negou – organizou
B) negou – organizasteis
C) negaram – organizaste
D) negou – organizaram
E) negaram – organizastes

03. Concordância Verbal: (EPCAR-MG) NÃO está correta a frase:


A) Vai fazer cinco anos que ele se diplomou.
B) Rogo a Vossa Excelência vos digneis aceitar o meu convite.
C) Há muitos anos deveriam existir ali várias árvores.
D) Na mocidade tudo são flores.
E) Deve haver muitos jovens nesta casa.

04. (FUVEST-SP) ______ dez horas que se ______ iniciado os trabalhos de apuração dos votos
sem que se ____ quais seriam os candidatos vitoriosos.
A) Fazia, haviam, previsse
B) Faziam, haviam, prevesse
C) Fazia, havia, previsse
D) Faziam, havia, previssem
E) Fazia, haviam, prevessem

05. Concordância Verbal: (UFPR) Enumere (verbo posposto):


(1) cantamos (2) cantais (3) cantam
( ) Ele e ela ___________
( ) Eu e tu ____________
( ) Ele e eu ___________
( ) Eu e ela ___________
( ) Tu e ele ____________
A) 3 – 1 – 1 – 1 – 2
B) 3 – 2 – 1 – 1 – 2
C) 1 – 2 – 3 – 1 – 2
D) 3 – 3 – 3 – 1 – 2
E) 3 – 1 – 1 – 1 – 3

06. Concordância Verbal: (UFC–2010) Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE as


lacunas das frases: Mesmo que os egoístas ______ um acordo, o generoso não _______.
A) Proporão / ia concordar
B) Propõem / iria concordar
C) Proporem / iria concordar
D) Proponham / irá concordar
E) Propusessem / irá concordar

07. (UFC-CE–2010) Assinale a alternativa cuja frase está CORRETA quanto à concordância verbal.
A) Qual de nós somos egoístas?
B) São eles que mais precisa dos outros.
C) Devem haver muitos egoístas no mundo.
D) Mais de um egoísta ludibriam as pessoas.
E) Grande número de solitários é individualista.

08. Concordância Verbal: (UFTM–2010) A alternativa que reescreve o verso – Senhor, se há bem
que o céu conceda –, de acordo com a norma padrão da língua escrita, é:
A) Senhor, caso haja bens concedidos pelo céu.
B) Senhor, se caso houverem bens que o céu concedam.
C) Senhor, se caso houvesse bens dado pelo céu.
D) Senhor, havendo bens que os céus me dê.
E) Senhor, caso hajam bens que o céu conceda.

09. Leia os trechos, transcritos da gramática de Cegalla, examinando, depois, os períodos que os
seguem.
Um e outro, nem um nem outro. O sujeito sendo uma dessas expressões, o verbo concorda, de
preferência, no plural.
Sendo o sujeito os pronomes interrogativos quais? quantos? Ou os
indefinidos alguns, muitos, poucos, etc., seguidos dos pronomes nós ou vós, o verbo concordará
com estes últimos, mas também pode flexionar-se na 3ª pessoa do plural.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 22. ed. São Paulo:
Nacional, 1981. p. 298-299.

I. Um e outro deram-nos muitas alegrias.


II. Nem um nem outro pediu ao juiz outra oportunidade.
III. Poucos de nós conhecem a verdade do fato.
IV.Quais de vós sabeis a resposta?
V.Alguns de nós ainda residimos na mesma cidade.
Considerando que a gramática de Cegalla pretende descrever as regras da norma culta escrita,
pode-se afirmar que estão de acordo com a norma culta:
A) todos os períodos. D) apenas I.
B) apenas I e IV. E) apenas V.
C) apenas II e III.
10. Concordância Verbal: (FAVIP–2010) A concordância verbo-nominal representa, em português,
uma exigência da adequação do texto aos contextos formais da comunicação. Nesse sentido,
identifique a alternativa em que essa concordância foi inteiramente respeitada.
A) Nenhuma das comunidades da Amazônia desconhecem os riscos da escassez de água no
Planeta.
B) O problema da escassez de recursos hídricos poderá ser resolvido, caso os países mais
populosos estejam atentos à sua correta distribuição.
C) Sobre o consumo mundial da água doce, o resultado das pesquisas não são nada animadores.
D) Foi proposto, com a aprovação de todos os países, urgentes cuidados em relação ao consumo
humano da água potável.
E) Mantido os atuais níveis de consumo, é de se esperar que, em 2050, dois quartos da
humanidade sofra a falta de recursos hídricos de qualidade.

GABARITO

01. D; 02. E; 03. B; 04. A; 05. A; 06. D; 07. E; 08. A; 09. A; 10. B

AULA 4
CONCORDÂNCIA NOMINAL
É a relação entre um substantivo e as palavras que a ele se ligam.

REGRAS BÁSICAS
1. O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere.

Seus olhos escuros transmitem inquietação.

A bonita casa está ali.


2. O adjetivo que se refere a mais de um substantivo de gênero e número diferentes,
quando posposto, poderá concordar no masculino plural (mais aceita) ou com o
substantivo mais próximo.

O homem e mulher músicos.

Uma solicitude e um interesse fraternos.

Poderá concordar com o mais próximo quando os substantivos forem sinônimos entre
si ou quando se alinharem em gradação.

A dedicação e o amor intenso aos livros.

A inteligência, o esforço, a dedicação extraordinária.

3. Se o adjetivo estiver anteposto a dois ou mais substantivos de gênero e número


diferentes, concorda, em geral, com o mais próximo.

Escolhestes mau lugar e hora.

Velhas revistas e livros.

4.Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo determinado por artigo,


são aceitas duas construções:

Estudo a cultura italiana e a francesa.

Estudo as culturas italiana e francesa.

5. Quando um adjetivo atua como predicativo de um sujeito simples ou de um objeto


simples, concorda com ele em gênero e número.
A situação é delicada.

As árvores velhas continuam acolhedoras.

__________________________________________
6. Quando o sujeito ou o objeto são compostos e formados por elementos de
gêneros diferentes, o predicativo concorda no masculino plural.

Pai e filha são talentosos.

Marido e mulher são bem-humorados.

Se o predicativo do sujeito estiver anteposto ao sujeito, pode concordar apenas com o


núcleo mais próximo.

Era deserta a vila e o campo.

Estavam molhadas as mãos e os pés.

Julguei insensatas sua atitude e comportamento.

Mantenham limpas as ruas e os jardins.

7. No caso de numerais ordinais que se referem a um único substantivo posposto,


podem ser usadas as construções:

Avisei os moradores do primeiro e segundo andar.

Avisei os moradores do primeiro e segundo andares.

8. O pronome, quando se flexiona, concorda em gênero e número com o substantivo


a que se refere.

Ele quebrou uma cadeira e jogou-a no povo.

A moça abriu as pálpebras e cerrou-as logo.

9. O pronome que se refere a dois ou mais substantivos de gêneros ou


números diferentes flexiona-se no masculino plural.

Ele quebrou casa e carro e queimou-os.

Flores e presentes, adoro recebê-los.


PALAVRAS E CONSTRUÇÕES QUE MERECEM DESTAQUE

PRÓPRIO, MESMO, ANEXO, INCLUSO, QUITE, LESO E OBRIGADO

Concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem.

Elas próprias falaram comigo.

Seguem anexas as cópias solicitadas.

Seguem inclusos os documentos requeridos.

Não há mais nada a discutir: estamos quites.

Ele cometeu um crime de leso-patriotismo.

OBS: A locução “em anexo” é adverbial, portanto, invariável.

MEIO E BASTANTE

Pedi meia cerveja e meia porção de batatas fritas.

Meia classe terá de permanecer após o fim da aula.

Há bastantes pessoas insatisfeitas com o que ganham.

As jogadoras estavam meio desgastadas.

Ainda acreditamos bastante em nós mesmos.

É BOM, É NECESSÁRIO, É PRECISO

Quando desacompanhados de determinante, os substantivos podem ser tomados em


sentido amplo. Nesse caso, as expressões como é proibido, é bom, é necessário, é
preciso e similares não variam.

É proibido entrada.

É proibida a entrada de estranhos.

CARO E SÉRIO

As palavras caro e sério podem ter funções adjetivas ou adverbiais.

Ela falou sério. / O rapaz é sério.

Tais produtos custam caro. / Eles são caros.


ALERTA, PSEUDO, MENOS

As palavras alerta, pseudo e menos são invariáveis.

Os soldados permaneceram alerta.

Eles são pseudo-heróis.

Havia menos alunas na sala.

JUNTO

O vocábulo junto concorda com a palavra a que se refere.

Sempre estudavam juntos ou juntas.

Eles estão juntos.

Acompanhado de preposição (junto a, de, com) forma locução prepositiva, ficando


invariável.

As crianças voltaram junto da mãe.


O vocábulo só pode ser adjetivo (= sozinho) ou advérbio (=somente). Há ainda a
locução à sós, que é invariável.

Depois da batalha só restaram cinzas.

Podemos estar sós nesse assunto.

A OLHOS VISTOS

A expressão a olhos vistos fica invariável, pois trata-se de locução adverbial de


modo.

O rio avolumava a olhos vistos.

UM...OUTRO
Os pronomes um...outro, quando se referem a substantivos de gêneros diferentes,
concordam no masculino.
Esposo e esposa viviam em plena paz e amavam-se um ao outro.

POSSÍVEL

Com o mais possível, o menos possível, o melhor possível, o pior possível, quanto
possível, o menor possível, o adjetivo possível fica invariável, ainda que se afaste da
palavra mais.

Paisagens o mais belas possível.

Ele assistiu o maior número de jogos possível.

Com o plural os mais, os menos, os piores, os melhores, o adjetivo possível vai ao


plural:

Ela escolhia as tarefas menos penosas possíveis.

As frutas são as mais deliciosas possíveis.

CONCORDÂNCIA COM NOMES DE COR

1. Adjetivo simples flexiona:

Ex.: Olhos verdes, meias brancas.

2. No adjetivo composto, flexiona-se só o 2º elemento, quando é adjetivo.

Ex.: Olhos verde-claros.

3. Substantivos empregados como adjetivo

Ex: blusas cinza. ( cor de cinza )

blusas rosa. ( cor de rosa )

4. Se o adjetivo composto indicar cor e tiver substantivo em sua formação, não


flexionará.

Ex.: blusas cinza-claro.

roupas verde-garrafa.

OBS: Ultravioleta / azul-marinho / azul-celeste - são invariáveis


EXERCÍCIOS CLASSE
1) (IFPR 2010) Assinale a alternativa que está de acordo com as regras de concordância da língua padrão.

A) Para tornar mais claro as regras do programa de participação nos resultados, os diretores convidaram economistas
que pudesse deixar os conteúdos mais compreensíveis para a maioria dos funcionários.
B) Muitos jovens não consegue concluírem o ensino médio e, sem formação, acaba entrando no mundo do crime.
C) Os objetivos desse plano pode ser resumido na seguinte frase: clareza na comunicação e envolvimento dos
empregados na definição de metas.
D) Um dos problemas é a incerteza em relação ao eixo determinante dos conflitos internacionais, que, na guerra-fria
era, sem dúvida, a questão ideológica.

2) (Uelondrina 1997) - Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase
apresentada.
As delegações .......... que .......... participar dos jogos chegarão amanhã.

a) latinas-americanas - vêem
b) latinas-americanas - vem
c) latino-americanas - vêm
d) latinos-americanas - vêm
e) latinos-americanas – vem

3) (Unisinos) O caso de concordância nominal inaceitável aparece em:

a) Nunca houve divergências entre mim e ti.


b) Ele tinha o corpo e o rosto arranhados.
c) Recebeu o cravo e a rosa perfumado.
d) Tinha vãs esperanças e temores.
e) É necessário certeza.

4) (BANCO DO BRASIL) – Na ordem, preenchem corretamente as lacunas:

1. Justiça entre os homens é ...


2. É ... a entrada de pessoas estranhas.
3. A água gelada sempre é ...

a) necessário, proibida, gostosa.


b) necessária, proibida, gostoso.
c) necessário, proibida, gostoso.
d) necessária, proibido, gostoso.
e) necessário, proibido, gostosa.

5) (BANRISUL) – Assinale a opção em que a concordância nominal está incorreta:

a) As matas foram bastante danificadas pelo fogo.


b) Ele trazia muito bem tratados a barba e os cabelos.
c) O carro tinha um dos faróis queimados.
d) Há muitos anos que coleciono selos e moedas raras.
e) Nesta circunstância, Vossa Excelência está enganada, Doutor Juiz.

6) (TFC) Assinale a opção em que não há erro.

a) Seguem anexo os formulários pedidos.


b) Não vou comprar esta camisa. Ela está muito caro.
c) Estas questões são bastantes difíceis.
d) Eu lhes peço que as deixem sós.
e) Estando pronto os preparativos para o início da corrida, foi dada a
largada.

7) (T.A.CÍVEL-RJ) "tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria


mesmo era escrever em português."
Das frases abaixo, a que contraria a norma culta quanto à concordância
nominal é:
a) Tornou-se clara para o leitor minha posição sobre o assunto.
b) Deixei claros para o leitor meus pontos de vista sobre o assunto.
c) Ficou clara para o leitor minha posição e meus argumentos sobre o
assunto.
d) Ficaram claras para o leitor minha posição e argumentação sobre o
assunto.
e) Quero tornar claros para o leitor serem estes meus argumentos sobre o
assunto.
8) Está correta quanto à concordância nominal a frase:

a) Levou camisa, calça e bermuda velhos.


b) As crianças mesmo consertariam tudo.
c) Trabalhava esperançoso a moça e o rapaz.
d) Preocupadas, a mãe, a filha e o filho resolveram sair.

EXERCÍCIOS CASA
) (UNEB – BA) Assinale a alternativa em que, pluralizando-se a frase, as palavras destacadas permanecem invariáveis:

a) Este é o meio mais exato para você resolver o problema: estude só.
b) Meia palavra, meio tom - índice de sua sensatez.
c) Estava só naquela ocasião; acreditei, pois em sua meia promessa.
d) Passei muito inverno só.
e) Só estudei o elementar, o que me deixa meio apreensivo.

2) (MACKENZIE)

I. Os brasileiros somos todos eternos sonhadores.


II. Muito obrigadas! - disseram as moças.
III. Sr. Deputado, V. Exa. Está enganada.
IV. A pobre senhora ficou meio confusa.
V. São muito estudiosos os alunos e as alunas deste curso.

Há uma concordância inaceitável de acordo com a gramática

a) em I e II
b) em II, III e IV
c) apenas em II
d) apenas em III
e) apenas em IV

3) Complete os espaços com um dos nomes colocados nos parênteses.

a) Será que é __________________ essa confusão toda?


(necessário/ necessária)
b) Quero que todos fiquem ________________.
(alerta/ alertas)
c) Houve ____________ razões para eu não voltar lá.
(bastante/ bastantes)
d) Encontrei ____________ a sala e os quartos.
(vazia/vazios)
e) A dona do imóvel ficou __________ desiludida com o inquilino.
(meio/ meia)

4) (CESGRANRIO) “Noites pesadas de cheiros e calores amontoados...”

Aponte a opção em que, substituídos os substantivos destacados acima, fica incorreta a concordância de “amontoado”.

a) nuvens e brisas amontoadas


b) odores e brisas amontoadas
c) nuvens e morros amontoados
d) morros e nuvens amontoados
e) brisas e odores amontoadas.

5) Colocar: "C” quando correto, “E” quando errado

a) ( ) Amanhã se fará os últimos exames.


b) ( ) Restam-me alguns dias de férias.
c) ( ) Os Estados Unidos intervieram nos conflitos sul-africanos há alguns meses.
d) ( ) É necessária liberdade de expressão.
e) ( ) São crianças a cuja situação muita gente é insensível.
f) ( ) Envie algum dinheiro daquela casa de caridade.
g) ( ) Assisti e gostei muito daquele filme.
h) ( ) Não me pouparam esforços para que o rio fosse despoluído.

6) Partindo do pressuposto de que algumas classes de palavras se caracterizam como invariáveis, analise as orações
abaixo, optando por atribuir-lhes o termo correspondente.

a – A garota parece ------------- confusa. (meio/meia)


b - Comemos ------------pizza durante o rodízio com amigos. (meio/meia)

c – São -------------------as reclamações sobre a mudança de itinerário. (bastante/bastantes)

d – Por hoje já basta, pois estamos ---------------------cansadas. (bastante/bastantes)

e – Perdemos ----------------------chances de demonstrarmos nosso talento. (bastante/bastantes)

7) (Tribunal de Justiça-SP) (TJ-SP) Considerando a concordância nominal, assinale a frase correta:

a) Ela mesmo confirmou a realização do encontro.


b) Foi muito criticado pelos jornais a reedição da obra.
c) Ela ficou meia preocupada com a notícia.
d) Muito obrigada, querido, falou-me emocionada.
e) Anexos, remeto-lhes nossas últimas fotografias.

8) (Acafe-SC) Assinale a alternativa que completa corretamente os espaços:

A entrada para o cinema foi..., mas o filme e o desenho... compensaram, pois saímos todos....

a) caro – apresentado – alegre


b) cara – apresentado - alegre
c) caro – apresentados – alegres
d) cara – apresentados – alegres
e) cara – apresentados – alegre.

9) (UFSC) Marque a única frase onde a concordância nominal aparece de maneira inadequada.

A) Obrigava sua corpulência a exercício e evolução forçada.


B) Obrigava sua corpulência a exercício e evolução forçados.
C) Obrigava sua corpulência a exercício e evolução forçadas.
D) Obrigava sua corpulência a forçado exercício e evolução.
E) Obrigava sua corpulência a forçada evolução e exercício.

10) (URCA 2010) Dadas as proposições, todas aceitam mais de uma concordância, EXCETO:

A) pai e filhas educados (educadas);


B) o(s) herói(s) José e Rodrigo;
C) casa e carro novo(s)
D) livros e revistas velhos (velhas)
E) homens e mulheres educados (educadas)

GABARITO:

1) E

2) D

3) a) necessária b) alerta c) bastante d) vazia e) meio

4) E

5) a) E b) C c) C d) E e) C f) E g) E h) C

6) a) meio b) meia c) bastantes d) bastante e) bastantes

7) D
8) D
9) C
10) B
AULA 5
REGÊNCIA VERBAL/REGÊNCIA NOMINAL
Antes de passar ao estudo da Regência Verbal e da Análise Sintática, é importante o
exame da Predicação Verbal, ou seja, os tipos de verbos e a relação entre estes e seus
complementos.

PREDICAÇÃO

Verbo quanto à predicação Complemento Pronome oblíquo Exemplos


Os alunos dormem em
I Intransitivo Não há Não há.
sala.

Normalmente SEM
Direto
preposição Os alunos fazem os
o, a, os, as
exercícios.
TD
 OD

Obrigatoriamente COM lhe, lhes


Indireto
preposição Os alunos assistem às
II Transitivo ou
TI aulas.
 OI prep. + ele, ela

Um complemento COM,
Direto ou Indireto o, a, os, as Os alunos deram a
outro SEM preposição
resposta ao professor.
TDI lhe, lhes
 OD + OI

III De Ligação (+ PS) Não há Não há O aluno está contente.

REGÊNCIA VERBAL – I
Regência é o mecanismo que regula as ligações entre um verbo ou nome e os seus
complementos.

Regência verbal
Quando o termo regente é um verbo:

Isto pertence a todos.

termo regente = termo regido (complemento)


(verbo)

Regência nominal
Quando o termo regente é um nome:

Usavam estilos semelhantes ao nosso.

termo regente = termo regido (complemento)


(nome)

O conhecimento da regência correta de cada verbo e de cada nome é função do uso.


Entretanto, aqui, como em todos os domínios da norma, pode haver desencontros entre o uso
popular e o uso culto.
Vejamos alguns casos de regência verbal que costumam trazer problemas.

I. VERBOS QUE ALTERAM REGÊNCIA E SIGNIFICADO


TD = sorver, respirar, inspirar o ar (o, a)
Aspirar
TI c/ prep. a = almejar, pretender, desejar (a ele)

 Aspiramos um ar poluído. ( = aspiramo-lo)

TD OD

O candidato aspira a uma vaga para o TRT. ( = a ela)

TI OI

= mirar, apontar a arma (o, a)

TD

Visar = passar ou dar o visto (o, a)

TI + a = objetivar, pretender, ter em vista (a ele)

 O atirador visou o alvo Com cuidado.

TD OD

 O gerente visou o cheque.

TD OD

 Visamos ao bem da comunidade. ( = a ele)

O aluno visa a ser aprovado no concurso. ( = a isto)

TI OI

TD = dar assistência, ajudar (o, a)

= presenciar, ver (a ele)


TI + a
= caber direitos (lhe)
Assistir
VI = morar, residir (desusado)

 O médico assistiu o doente. ( = o)

TD OD
 Assisti ao espetáculo teatral. ( = a ele)

à sessão das 10 horas. ( = a ela)

TI OI

 Este direito não assiste ao ( = lhe)


funcionário
.
Suj. TI OI

 O aluno assiste em Curitiba para estudar.

VI A. adv. lugar

TD = convocar (o, a)

Chamar TD/TI + PO = apelidar, denominar (lhe)

TDI = repreender

 A mãe chamou a criança para almoçar.

TD OD

Observação: Quase no mesmo sentido, encontra-se a construção:

Chamei por você.

TD ODp.

 O torcedor chamou o juiz (de) ladrão. ( = o)

TD OD PO

O torcedor chamou ao juiz (de) ladrão. ( = lhe)

TI OI PO

 Chamei -o à atenção.

TDI OD OI
TI + a = ser difícil, ser custoso (lhe)

Custar TDI = acarretar (o, lhe)

VI = ter o custo de

Observação: Com o sentido de ser difícil, a pessoa é o complemento e a coisa, aquilo


que é difícil, o sujeito (verbo no infinitivo). Portanto, o verbo custar sempre estará na 3.ª
pessoa.

 Custa ao aluno entender regência.

TI OI(=lhe) Suj. ( = coisa)

Observe: Certo
Errado
Custei a resolver o problema. Custou-me resolver o problema

Custa você esperar um pouco? Custa-lhe esperar um pouco?

As pessoas custaram a perceber o engano. Custou às pessoas perceber o engano.

 O estudo custa muita dedicação dos alunos.

TDI OD OI

 Essas roupas custaram caro.

VI A. adv.

TI = ter origem, originar-se

Proceder VI = agir, comportar-se

TI + a = dar andamento, realizar (a ele)

 A palavra estilo procede do latim stilus.

TI OI

 Os alunos procederam bem.

VI adj. adv.

 O professor procedeu à chamada. ( = a ela)


TI OI

TD = desejar (o,a)

Querer TI + a = estimar, querer bem (lhe)

 A criança queria balas. ( = as)

TD OD

 Os pais querem bem aos filhos. ( = lhes)

TI OI

TD = contentar, fazer carinho (o, a)


Agradar
TI + a = satisfazer, causar agrado (lhe)

 Agradou o filho com balas.

TD OD

 O espetáculo não agradou ao público. ( lhe)

TI OI

TD = indicar com exatidão

Precisar TI
= necessitar
TD

 A vítima precisou o local do acidente.

TD OD

 Precisamos de mais tempo.

TI OI

 Precisamos refazer as forças.

TD OD
Observação: Autores clássicos usaram esse verbo como TD ( = precisar ajuda). No
português moderno, esse uso não é corrente. O mesmo vale para necessitar.

II. VERBOS COM MAIS DE UMA REGÊNCIA E MESMO SIGNIFICADO

Há alguns verbos que, sem alterar o significado, admitem regências diferentes.

Lembrar , Esquecer

Esses verbos apresentam três construções:


a) Quando não é pronominal → TD

Eu esqueci os fatos passados.

sem pronome OD

TD

b) Quando pronominal → TI com preposição de

Verbo + Pronome = na mesma pessoa gramatical

Eu me esqueci dos fatos passados.

TI (v. + pronome) OI

c) Esquecer = cair no esquecimento → TI

O sujeito é coisa e o nome da pessoa (pronome) é objeto indireto.

Verbo + Pronome = pessoas gramaticais diferentes

Esqueceram- me os fatos passados.

OI(pessoa) sujeito (coisa)

Outros exemplos:

Lembrei os dias passados.

TD OD

Lembrei- me dos dias passados.

TI OI

Lembraram- me os dias passados. ( = vir à lembrança,


TI OI SUJ ocorrer)

Observação: O verbo lembrar pode ocorrer também como TDI.

Eu lembro a vocês o compromisso assumido.

TDI OI OD

Informar, Avisar,
- o de -o de que
Comunicar, Proibir → TDI
- lhe x - lhe x que
Ensinar, Aconselhar...

Admitem duas construções e são TDI:

a) Pessoa como OD e coisa como OI (com preposição de ou sobre).

Informo o aluno do (sobre o) resultado.

OD
TDI (pessoa) OI (coisa)

ou Informo-o do resultado.

b) Coisa como OD e pessoa como OI (com preposição a).

Informo o resultado ao aluno.

OD (coisa) OI(pessoa)

ou Informo-lhe o resultado.

A mesma alternância deverá ser observada quando o objeto for uma oração:

Informo- o de que tudo vai bem.

OD(pes.) OI (coisa)

Informo- lhe que tudo vai bem.

OI (pes.) OD (coisa)

Pagar, TD – coisa (o,a)

Perdoar TI + a – pessoa (lhe)


a) TD → OD é coisa.

Não pagamos os salários de janeiro.

TD OD ( = coisa)

 Não os pagamos.

b) TI → OI com prepos. a, refere-se à pessoa.

Ninguém pagou ao conferencista.

TI OI ( = pessoa)

 Ninguém lhe pagou.

c) TDI → OD ( = coisa) + OI ( = pessoa)

Pagaram o salário ao funcionário.

OD (=
TDI coisa) OI ( = pessoa)

Outros exemplos:
Perdoam o crime = Perdoam-no.
Perdoam ao criminoso = Perdoam-lhe.

Perdoaram ao criminoso seus crimes = Perdoaram-lhos.

OI OD

REGÊNCIA VERBAL – PARTE ESPECIAL


I. VERBOS COM REGÊNCIA DIFERENTE NO USO POPULAR E NO USO CULTO

Há certos verbos que, no uso popular, ocorrem com determinada regência e, no uso culto,
com outra. Nesse caso, a Gramática propõe como correto o uso culto, apenas.

Verbos indicadores de movimento: chegar a, ir a, vir a, dirigir-se a, subir a, regressar a...


(VI)

Usa-se com a preposição a (à, ao)

Advérbio → AONDE
Uso popular: Ontem cheguei em casa. (errado)
Uso culto: Ontem cheguei a casa. (correto)

Observação: A preposição EM depois do verbo CHEGAR indica o lugar dentro do qual


ocorre a ação.
Chegou no avião da VARIG. ( = chegou dentro do avião)

Verbos indicadores de cessação de movimento: estar em, morar em, residir em, situar...
(VI)

Exigem a preposição em (no, na)


Advérbio → ONDE
Não se usa a, à, ao.
-> Mora na Praça Tiradentes.
-> Reside na Rua XV de Novembro.

Implicar  TD

No sentido de acarretar, ter conseqüências, no uso culto, é transitivo direto.

A falta às aulas implicou a sua reprovação.

TD OD

Esta atitude implicará uma admoestação.

TD OD

EM
{ NO
Não se
usa NA

Obedecer, desobedecer  TI + a

 São TI com preposição a  lhe (s) (pessoa); a ele (coisa).

Não obedeceu ao semáforo. (= a ele)

TI OI

Devemos obedecer aos pais. (= lhes)

TI OI

Observações: Com esses verbos, não se usam os pronomes o, a, os, as, lo, no etc. (OD)
-> Aceita a transformação em voz passiva.
Preferir  TDI

Constrói-se na norma culta, assim:


 Ocorre como OD a coisa mais apreciada e como OI a coisa menos apreciada, precedida da
preposição a.

Todos preferem o elogio à censura.

Prefiro teatro a cinema.

Preferimos passear a estudar.

Portanto:

Prefiro isto a aquilo.

Prefiro isto àquilo.

Observação: No uso culto, pode-se também omitir o OI.

Antigamente preferia cinema.

OD

Atenção!
São consideradas erradas as construções:

Todos preferiam o elogio que a censura.


Preferem antes o elogio que a censura.
Prefiro mais o teatro do que o cinema.

Simpatizar, antipatizar  TI (com)

Não é pronominal. É TI e usa-se preposição com:

 Não simpatizo com a idéia.

OI

Antipatizei com ela à primeira vista.

OI

Atenção!
É errada a construção: Eu me simpatizei com os alunos.
Namorar  TD

É TD e não usa preposição com:

 Ela namora um colega de turma.

TD OD

Namorei com ela há muito tempo. (errado)

II. ERROS MAIS COMUNS NO USO DA REGÊNCIA VERBAL

As questões de regência costumam explorar algumas situações bem conhecidas e se você estiver atento(a)
evitará cair em armadilhas.
Para tanto, observe o seguinte:
1. Lembre-se de que o verbo transitivo indireto não admite voz passiva. São, portanto, incorretas
frases do tipo:
O filme foi assistido por nós.
2. Não é próprio da norma culta dar um único complemento a verbos de regências diferentes. São
incorretas frases do tipo:
Assisti e gostei do filme.
O verbo assistir, no sentido de ver, é transitivo indireto, com a preposição a. O verbo gostar, no sentido
de apreciar, é transitivo indireto com a preposição de. A frase deve ser corrigida assim:
Assisti ao filme e gostei dele. /ou/ Gostei do filme a que assisti.
3. O pronome relativo pode funcionar como complemento do verbo. Nesse caso, é preciso que o
pronome obedeça à regência do verbo do qual é complemento. A preposição ocorre ou não
antes do pronome relativo, em função do verbo do qual é complemento.

Observe o que segue:

Estas são as pessoas  que aprecio.

de que gosto.

a que me refiro.

em que creio.

nome me
de cujo
esqueci.

4. O pronome oblíquo o (a, os, as) funciona como OD, ao passo que o pronome lhe (lhes) funciona
como OI.
Na fala popular, tem havido certa oscilação no emprego desses pronomes, sobretudo no
uso do lhe com verbos transitivos diretos. É comum, em certas expressões da fala popular,
encontrarmos a seguinte ocorrência:
Eu lhe amo; eu lhe adoro. (errado)
Tais construções não encontram acolhida na norma culta, em que amar e adorar são
sempre TD. O correto, portanto, é: Eu o amo; eu o adoro.

APÊNDICE : Regência Nominal

Regência Nominal: Você sabia que existe relação de dependência entre alguns nomes? Isso mesmo.
Além de serem dependentes, alguns ainda exigem preposição? Não sabia? Sem problema, é só você
seguir lendo estas super dicas para desvendar estes mistérios!
Fique ligado(a) no conceito:
Regência nominal é a relação que se estabelece entre um nome (termo regente) e o termo que lhe
serve de complemento (termo regido).

Considere a frase a seguir e observe que nela há uma inadequação:

NOVAS TECNOLOGIAS ALIMENTAM NOSSA CONFIANÇA UM FUTURO MELHOR.

Como se pode notar facilmente, nela foi omitida a preposição, que nesse caso é exigida pelo nome
“confiança” (confiança em algo/alguém) que vincula essa palavra à expressão “um futuro melhor” e
estabelece adequadamente a regência nominal. A frase estaria corretamente escrita da seguinte
maneira:

Novas tecnologias alimentam confiança em um futuro melhor.

(confiança – termo regente; um futuro melhor – termo regido)

Veja outro exemplo:

Os novos funcionários ainda não estão aptos para o cargo.

(aptos – termo regido; para – preposição; o cargo – termo regido)

Quando o termo regente é um substantivo, adjetivo ou advérbio, chamamos de regência nominal ao


modo como o complemento se liga a ele.

Observe nos exemplos seguintes que as palavras “alheio” e “preferível”l (termos regentes) exigem
complemento regido ou preposição. Veja os exemplos:

Carlos está alheio a tudo.

Calar é preferível a falar sem pensar.

A relação entre um nome regente e seu termo regido se estabelece sempre por meio de uma preposição.
A lista abaixo apresenta, como exemplos, alguns nomes e as preposições que mais comumente
estabelecem o vínculo entre esses nomes e seus complementos.
Da mesma forma que q regência verbal, a regência nominal segue as indicações da gramática normativa
apoiada em usos mais formais da língua, baseada em exemplos de autores clássicos.

Assim, para saber qual é a regência de uma palavra para uso mais formal da língua, deve-se consultar o
dicionário ou a gramática.

Os pronomes relativos e a regência nominal


Os pronomes relativos ( que ,o/a qual, quem, cujo etc.) podem exercer, em determinadas construções
sintáticas, o papel de termo regido por um nome. Nesses casos, é necessário introduzir, antes do relativo,
a preposição exigida pelo nome. Veja estes exemplos:

 Entre as poucas pessoas em quem tenho plena confiança está você. (Quem tem confiança, tem
confiança em alguém/alguma coisa)

 Os livros aos quais o professor fez referência não estão na biblioteca.( Quem faz referência, faz
referência a alguém/alguma coisa)

EXERCCÍCIOS CLASSE

Sublinhe a Regência Incorreta. Exemplo:


• O caçador visou [o / ao] alvo.

01. [Esqueci / Esqueci-me] todo o dinheiro em casa.


02. [Esqueci-me / Esqueci] de todo o dinheiro em casa.
03. Não [esquecerei / me esquecerei] de você, Cláudia.
04. Eles moram [à / na] Rua Dias Ferreira.
05. O cargo está vago, mas não [lhe aspiro / aspiro a ele].
06. Todos em casa assistem [telenovelas / a telenovelas].
07. Trata-se de um direito que assiste [o / ao] presidente.
08. Ópera é gratuita, mas ninguém quis [assisti-la / assistir a ela].
09. A empregada aspirou [o pó / ao pó] do tapete.
10. Você já pagou [o / ao] dentista e [o / ao] médico.
11. O pai ainda não perdoou [a / à] filha.
12. Domingo não saí [na / à] rua, só [no / ao] terraço.
13. O Estado paga muito mal [os / aos] professores.
14. Você [se lembra / lembra] de mim.
15. Aos domingos meu pai vai [ao / no] maracanã.
16. Nunca namorei [com essa / essa] garota.
17. Só namoro [com gente / gente] fina.
18. Prefiro ser prejudicado [do que / a] prejudicar os outros.

EXERCÍCIOS CASA

1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta a regência verbal incorreta, de


acordo com a norma culta da língua:
a) Os sertanejos aspiram a uma vida mais confortável.
b) Obedeceu rigorosamente ao horário de trabalho do corte de cana.
c) O rapaz presenciou o trabalho dos canavieiros.
d) O fazendeiro agrediu-lhe sem necessidade.
e) Ao assinar o contrato, o usineiro visou, apenas, ao lucro pretendido.

2. (IBGE) Assinale a opção que contém os pronomes relativos, regidos


ou não de preposição, que completam corretamente as frase abaixo: Os
navios negreiros, ....... donos eram traficantes, foram revistados.
Ninguém conhecia o traficante ....... o fazendeiro negociava.
a) nos quais / que
b) cujos / com quem
c) que / cujo
d) de cujos / com quem e) cujos / de quem

3. (IBGE) Assinale a opção em que as duas frases se completam


corretamente com o pronome lhe:
a) Não ..... amo mais. / O filho não ..... obedecia.
b) Espero-..... há anos. / Eu já ..... conheço bem.
c) Nós ..... queremos muito bem. / Nunca ..... perdoarei, João.
d) Ainda não ..... encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-..... felicidades.
e) Sempre ..... vejo no mesmo lugar. / Chamou-..... de tolo.

4. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser


seguidos pela mesma preposição:
a) ávido / bom / inconseqüente
b) indigno / odioso / perito
c) leal / limpo / oneroso
d) orgulhoso / rico / sedento
e) oposto / pálido / sábio

5. (UF-FLUMINENSE) Assinale a frase em que está usado


indevidamente um dos pronomes seguintes: o, lhe.
a) Não lhe agrada semelhante providência?
b) A resposta do professor não o satisfez.
c) Ajudá-lo-ei a preparar as aulas.
d) O poeta assistiu-a nas horas amargas, com extrema dedicação.
e) Vou visitar-lhe na próxima semana.

6. (BB) Regência imprópria:


a) Não o via desde o ano passado.
b) Fomos à cidade pela manhã.
c) Informou ao cliente que o aviso chegara.
d) Respondeu à carta no mesmo dia.
e) Avisamos-lhe de que o cheque foi pago.

7. (BB) Alternativa correta:


a) Precisei de que fosses comigo.
b) Avisei-lhe da mudança de horário.
c) Imcumbiu-me para realizar o negócio.
d) Recusei-me em fazer os exames.
e) Convenceu-se nos erros cometidos.

8. (EPCAR) O que devidamente empregado só não seria regido de


preposição na opção:
a) O cargo ....... aspiro depende de concurso.
b) Eis a razão ....... não compareci.
c) Rui é o orador ....... mais admiro.
d) O jovem ....... te referiste foi reprovado.
e) Ali está o abrigo ....... necessitamos.

9. (UNIFIC) Os encargos ....... nos obrigaram são aqueles ....... o diretor


se referia.
a) de que - que
b) a cujos - cujos
c) por que – que
d) cujos - cujo
e) a que - a que

10. (FTM-ARACAJU) As mulheres da noite ....... o poeta faz alusão


ajudam a colorir Aracaju, ....... coração bate de noite, no silêncio.
A alternativa que completa corretamente as lacunas da frase acima é:
a) as quais / de cujo
b) a que / no qual
c) de que / o qual
d) às quais / cujo
e) que / em cujo

11. (SANTA CASA) É tal a simplicidade ....... se reveste a redação desse


documento, que ele não comporta as formalidades ....... demais.
a) que – os
b) de que - aos
c) com que - para os
d) em que - nos
e) a que - dos

12. (PUC-RS) Diferentes são os tratamentos ....... se pode submeter o


texto literário. Sempre se deve aspirar, no entanto, ....... objetividade
científica, fugindo ....... subjetivismo.
a) à que, a, do
b) que, a, ao
c) à que, à, ao
d) a que, a, do
e) a que, à, ao

GABARITO :

1.D

2.B

3.C

4.D

5.E

6.E

7.A

8.C

9.E

10.D

11.B

12.E

AULA 5
CRASE

CASOS GERAIS

CONCEITO

Crase é a fusão de duas vogais idênticas. No Português contemporâneo, assinalamos com o acento
grave a crase resultante de:

A (preposição) A/AS = artigo feminino


+
A/AS = pronome demonstrativo
AQUELE, AQUELA, AQUILO = pronomes demonstrativos

Para que exista crase, portanto, são necessários dois as: um exigido por um termo regente – a
preposição “a” – e outro aceito pelo nome regido – o artigo “a”.

Preposição que vem Artigo que ocorre


Resultado da soma dos dois AA =
depois da palavra de antes de substantivo
À
sentido incompleto feminino

dirigir-se a a fazenda Dirigia-se à fazenda.

condenado a a prisão Foi condenado à prisão.

CRASE PROIBIDA

É bom lembrar que em muitos casos a crase é proibida. Ei-los:

Diante de nomes masculinos: andar a pé; agradecer a Deus.

Diante de verbos: estar a ouvir; ficar a observar.

Entre palavras repetidas: gota a gota; cara a cara.

Diante de pronomes de tratamento, pessoais e indefinidos em geral: a V. S.ª, a ela, a ninguém.

A no singular + nome do plural: O advogado só se dedica a causas trabalhistas.

Diante dos relativos cuja e quem.

Diante dos demonstrativos este/esta/isto/essa...

CRASE OBRIGATÓRIA

A crase será obrigatória nas seguintes situações:

01. Quando se puder trocar o nome feminino por um masculino e ocorrer a contração AO:

Referiu-se a(?) prima. Referiu-se ao primo = Referiu-se à prima.

À  FEM.

 

AO  MASC.

02. Diante de nomes geográficos em que se puder substituir o A por PARA A:

Você já foi a(?) Bahia? Você já foi para a Bahia? = Você já foi à Bahia?

Mas... Vou a Roma. Vou para Roma.


Atenção: nomes que não admitem crase, por não admitirem o artigo, passam a admiti-la quando
modificados por adjetivos: Referiu-se à grande São Paulo.

03. Diante de numerais que indicam horas determinadas (com a palavra “horas” expressa ou não)

Encontrá-lo-ei às três horas.


Sairemos às cinco (ou às 5)

04. Diante de locuções adverbiais, conjuntivas e prepositivas femininas:


às vezes à custa de às tontas

às claras à medida que à esquerda

à força às escuras à beira de

à moda à direita às gargalhadas

à beça à espera de à vista

Exceção: a prestação ( = em prestação)


O noivo comprou o terno a prestação.

05. Se usarem as expressões “à moda de” ou “à maneira de”, mesmo que elas não venham
expressas:
Decorou a casa com móveis à moda Luís XV.
Aos sábados, não dispensava uma feijoada à carioca.

Atenção: é o único caso em que se emprega crase diante de nome masculino.

06. Diante de “aquele”, “aquela” e “aquilo”, se puder substituí-los por “a este”; “a esta”; “a isto”:
Jamais fui àquele lugar. (a este lugar)
Não me referia àquela pessoa que vimos hoje. (a esta)

Mas... Vi aquele homem de quem falávamos. (vi este homem...)

07. Com os pronomes relativos a que e a qual. Nesse caso, localiza-se o termo antecedente e, se
feminino, aplica-se a regra geral.
À QUE = AO QUE À QUAL = AO QUAL

Sua idéia é igual à que tive.

Fem.

Seu pensamento é igual ao que tive.

Masc.

A cidade à qual me dirigia era pequena. O sítio ao qual me dirigia era pequeno.

Mas... A peça a que assisti foi ótima. = O filme a que assisti foi ótimo.
CASOS ESPECIAIS

CRASE CONDICIONADA

Ocorre com palavras que somente admitem o sinal indicativo da crase em situações especiais, isto é,
existe uma condição para que ocorra. Eis os casos mais comuns:

01. CASA = MODIFICADA (só admitirá a crase se vier acompanhada de termo que a especifique
ou precedida de um adjetivo).

Exemplos:

Voltamos cedo a casa ontem. (casa própria)

Voltou à casa paterna após longa ausência. (para a casa paterna)

Referia-se à bela casa que se erguia diante de nós.

02. TERRA = NÃO SIGNIFICAR “TERRA FIRME”

Partindo-se do princípio de que quem está no mar ou a bordo de um navio continua na Terra, no
planeta, e que a expressão atribuída a quem não está no mar é de “estar EM terra”, não se craseará
o “a” que antecede a palavra terra se esta significar oposição a bordo, navio etc.

Exemplos:

Os marinheiros voltaram a terra, após dias no mar. (agora estão “em terra”)

Os pescadores voltaram à terra de seus ancestrais. (a uma “terra” em especial)

Todos voltaremos à terra de onde viemos. (ao barro)

03. À DISTÂNCIA DE

Tal expressão só pode ser craseada se vier especificada, ou seguida, necessariamente, da preposição
DE.

Veja as situações possíveis:

O garoto achava-se à distância de dez passos do seu ídolo.

Viu-o apenas a distância, mas não pôde tocá-lo, como queria. (não está especificada)

A mãe, com muito esforço, conseguiu levá-lo a uma distância de dois metros. (usou-se o artigo
uma)

CRASE FACULTATIVA

01. PRONOMES POSSESSIVOS FEMININOS NO SINGULAR

Exemplos:

Nada conte a / à minha mãe. (a meu pai ou ao meu pai)

Mas:

Nada conte às suas amigas. (aos seus amigos... obrigatória)

Nada conte a suas amigas. (para suas amigas... não há)

02. NOMES PERSONATIVOS FEMININOS


Usar-se-á quando se quiser denotar intimidade; por isso não se deve usar com nomes históricos.

Exemplos:

Ofereci um chocolate a/à Maristela. (nada especifica se é íntima ou não – a João ou ao João)

Mas ...O professor de História referiu-se a Joana D’Arc, a heroína francesa. (personagem histórica)

03. LOCUÇÕES ADVERBIAIS FEM. DE INSTRUMENTO = MODO

Escrever a/à máquina.

Ferir a/à espada.

Receber a/à bala.

Em muitas dessas locuções, o acento da crase nem sempre representa uma contração: usa-se,
antes, como sinal declarador do adjunto adverbial ou para evitar a ambigüidade (crase opinativa)

Exemplos:

Matar à fome. (deixar alguém morrer por falta de comida)

Matar a fome. (dar de comer a alguém)

EXERCÍCIOS CLASSE

1) (FASP) Assinale a alternativa com erro de crase:

a) Você já esteve em Roma? Eu irei à Roma logo.


b) Refiro-me à Roma antiga, na qual viveu César.
c) Fui à Lisboa de meus avós, pois gosto da Lisboa de meus avós.
d) Já não agrada ir à Brasília. A gasolina está muito cara.
e) nenhuma das alternativas está errada.

2) (ABC - MED.) A alternativa em que o acento indicativo de crase não procede é:

a) Tais informações são iguais às que recebi ontem.


b) Perdi uma caneta semelhante à sua.
c) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura.
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só vez.
e) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.

3) (ITA – SP) Dadas as afirmações:

1- Tudo correu as mil maravilhas.


2 – Caminhamos rente a parede.
3 – Ele jamais foi a festas.

Verificamos que o uso do acento indicador da crase no “a” é obrigatório:

a) apenas na sentença nº 1
b) apenas na sentença nº 2
c) apenas nas sentenças nºs 1 e 2
d) em todas as sentenças.

4) Preencha as lacunas empregando os termos que melhor se adequarem, levando em consideração a


norma padrão da linguagem:

a) Estou ------- procura de alguns amigos de infância que não vejo há anos.
b) Voltei----------colégio depois de ter passado por tantas privações.
c) Gostei muito do frango --------milanesa que degustamos hoje no almoço.
d) Quando vamos --------fazenda, adoro andar -------cavalo e -------pé. Essa atividade é uma ótima
alternativa para aliviar ---------tensões.
e) Os sapatos ---------moda Luís XV fizeram parte do passado de muitas mulheres.
f) Ele foi------------uma loja no centro da cidade comprar um sapato.
g) Ela não se referia------------Amanda.
h) As provas serão aplicadas nas salas de 30------39.

i) Ela é igual--------- freiras.


j) São Paulo está de volta------ Libertadores.
l) A loja ficará aberta até------ 22h.
m) Cheguei após----- 8h na faculdade.
n) Viajaremos a Londres e a Roma do Coliseu.
o) Já fomos-----Paraíba, -----Pernambuco e----Goiás.
p) Era uma camisa semelhante------que o diretor usava.
q) Voltou----- três horas em ponto.

5) Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços:

"Durante ____semana, o rapaz deveria apresentar-se ____ direção da escola, para repor todas as aulas
____ que faltara.”

a) a - à - a
b) a - a - à
c) à - à - a
d) à - à - à
e) à - a - a

6) A única frase em que o uso da crase não esta correto é:

a) O professor dirigiu-se à sala.


b) Fez uma promessa à Nossa Senhora.
c) À noite não gosto de ler.
d) Referiu-se àquilo que viu.
e) Fugiu às pressas

7) (IBGE) Assinale a opção incorreta com relação ao emprego do acento indicativo de crase:

a) O pesquisador deu maior atenção à cidade menos privilegiada.


b) Este resultado estatístico poderia pertencer à qualquer população carente.
c) Mesmo atrasado, o recenseador compareceu à entrevista.
d) A verba aprovada destina-se somente àquela cidade sertaneja.
e) Veranópolis soube unir a atividade à prosperidade.

EXERCÍCIOS CASA

1) (VUNESP – 2011 – SAP-SP – Oficial Administrativo) Assinale a frase em que o acento indicador de
crase está empregado corretamente.

a) Vendemos CDs à partir de R$ 10.


b) Todos nossos produtos podem ser comprados à prazo.
c) Você será encaminhado à um de nossos gerentes.
d) As peças do mostruário também estão à venda.
e) Você está convidado à conhecer nosso setor de eletrodomésticos.

2) (VUNESP – 2011 – TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário) Assinale a alternativa correta quanto ao
uso do acento indicativo da crase.

a) Os catadores andam à pé e coletam lixo reciclável pelas ruas da cidade.


b) O lixo reciclável é destinado à aterros sanitários em municípios vizinhos.
c) Os especialistas estão à procura de soluções para o tratamento do lixo.
d) A prefeitura tem muito à fazer antes de implantar a coleta seletiva do lixo.
e) A notícia do lixo em São Paulo chegou à Vossa Excelência pelo jornal.

3) (VUNESP – 2011 – TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário) Assinale a alternativa que completa,
correta e respectivamente, as lacunas das frases.
_______ situações insustentáveis do lixo na capital. Esse problema chega ____ autoridades que deverão
tomar _____ providências cabíveis.

a) As . as . as
b) Há . às . as
c) Há . as . às
d) Às . as . às
e) As . hás . as

4) (VUNESP – 2010 – FUNDAÇÃO CASA – Agente Administrativo) Assinale a alternativa correta quanto
ao uso do acento indicativo da crase.

a) Sei que é mulher de um ator chamado Tom Cruise, de quem também só assisti à um filme: “De Olhos
Bem Fechados”.
b) Os ortopedistas alertam quando os saltos altos não são adequados à uma estrutura óssea em
formação.
c) Os ortopedistas observam que a estrutura óssea em formação só se completará à partir dos 12 ou 13
anos.
d) O problema não se limita às crianças de Hollywood ou àquelas de pais famosos.
e) Estamos gerando crianças-adultos, que dificilmente chegarão à viver a maturidade.

5) (VUNESP – 2010 – TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário)

A Fúria se rende _____ vuvuzelas.


Caim é o último livro de José Saramago, que morreu_____ uma semana.
Sujeito _____ crises de humor, ele não vive em paz.

As vizinhas do andar de cima? Não _____vejo faz tempo.

a) às . há . às . as
b) as . há . as . às
c) às . a . as . às
d) às . a . às . as
e) as . há . às . as

6) (UFMS 2010) Avalie as duas frases que seguem:

I. Ela cheirava à flor de romã.


II. Ela cheirava a flor de romã.

Considerando o uso da crase, é correto afirmar:

1) As duas frases estão escritas adequadamente, dependendo de um contexto.


2) As duas frases são ambíguas em qualquer contexto.
4) A primeira frase significa que alguém exalava o perfume da flor de romã.
8) A segunda frase significa que alguém tem o perfume da flor de romã.
16) O “a” da segunda frase deveria conter o acento indicativo da crase.

7) (UDESC 2009) Assinale a alternativa correta em relação ao acento grave indicativo de crase
estabelecido pela norma culta da língua.

a) Naquela época, a morte de um pescador por sezão cheirava à ironia na vila.


b) Depois o boi adoeceu; ficou caído, à moscas, imóvel e rijo na sua armação de bambu verde.
c) Mas o boi continua sobre às pernas, mais duro que o samburá de cipó, os olhos de carvão imóveis e
tristes.
d) As mulheres de saias domingueiras, algumas com o filho no colo, ficavam à espreitar os maridos.
e) À vista dos samburás com uns mirrados peixinhos, a comunidade se entristecia.

8) (FCC-2007) É preciso suprimir um ou mais sinais de crase em:

a) À falta de coisa melhor para fazer, muita gente assiste à televisão sem sequer atentar para o que está
vendo.
b) Cabe à juventude de hoje dedicar-se à substituição dos apelos do mercado por impulsos que, em sua
verdade natural, façam jus à capacidade humana de sonhar.
c) Os sonhos não se adquirem à vista: custa tempo para se elaborar dentro de nós a matéria de que são
feitos, às vezes à revelia de nós mesmos.
d) Compreenda-se quem aspira à estabilidade de um emprego, mas prestem-se todas as homenagens
àquele que cultiva seus sonhos.
e) Quem acha que agracia à juventude de hoje com elogios ao seu pragmatismo não está à salvo de ser
o responsável pela frustração de toda uma geração.

9) Qual das alternativas completa corretamente os espaços vazios?


I. E entre o sono e o medo, ouviu como se fosse de verdade o apito de um trem igual ____ que ouvira em
Limoeiro. (J. Lins do Rego)

II. Habituara-se ______ boa vida, tendo de um tudo, regalada. (J. Amado)

III. Depois do meu telegrama (lembram: o telegrama em que recusei duzentos mil-réis ___ (pirata), a
"Gazeta" entrou a difamar-me. (G. Ramos)

IV. Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo pra gente fazer isso e não fazer _____.
(Millôr Fernandes)

a) àquele, aquela, aquele, aquilo


b) àquele, àquela, aquele, aquilo
c) àquele, àquela, aquele, àquilo
d) àquele, àquela, àquele, aquilo
e) aquele, àquela, aquele, aquilo.

10) (CESCEM) Sentou-se ___ máquina e pôs-se ___ reescrever uma ___ uma as páginas do relatório.
a) a / a / à
b) a / à / à
c) à / a / a
d) à / à / à
e) à / à / a

GABARITO
1) D 2) C 3) B 4) D 5) A 6) 1 e 4 verdadeiras. 7) E 8) E 9) D 10) C

AULA 5
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES
COORDENADAS

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO


Oração coordenada é aquela que se coloca ao lado de outra de mesma natureza sintática.
O período composto por coordenação é formado por orações que se justapõem ou se ligam por conjunção
coordenativa. São independentes, isto é, não funcionam como termos de outras.
Classificação das coordenadas

Orações coordenadas assindéticas


Quando justapostas.
As horas passam/, os homens caem/, a poesia fica.

Orações coordenadas sindéticas


Quando iniciadas por conjunção coordenativa.
As horas passam/ e os homens caem,/ mas a poesia fica.

Quadro das conjunções coordenativas

Tais orações recebem ainda o nome da conjunção que as iniciam. Temos, assim:

Tipo Conceito e principais conjunções


Expressam uma idéia de adição, de soma.
Aditivas
Conjunções aditivas: e, nem, não só... mas também...

Expressam uma idéia de aparente oposição, ressalva, contraste.


Adversativas
Conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, no entanto,
entretanto...
Indicam alternância ou exclusão de fatos ou idéias. A opção por um implica a
Alternativas recusa do outro.

Conjunções alternativas: ou, ou... ou..., ora... ora..., quer... quer..., já... já...

Exprimem idéia de conclusão ou conseqüência.


Conclusivas Conjunção conclusivas: logo, portanto, por conseguinte, por isso, assim, pois
(posposto ao verbo)

Justificam (confirmam) a idéia contida na oração anterior (normalmente com verbo


Explicativas no imperativo); motivo, razão.

Conjunções explicativas: porque, que, pois (anteposto ao verbo), porquanto.

1. Orações coordenadas assindéticas


Não possuem conjunção.

 Acordei, fui ao banheiro, escovei os dentes.


 Bati de porta em porta; ninguém abriu.

2. Orações coordenadas sindéticas


Possuem conjunção coordenativa.
a) Explicativa1 – estabelece uma relação de explicação (uma confirmação da oração
anterior ou argumentação em relação a imperativos).

 Deve ter chovido à noite, pois o chão está molhado. (Confirmação.)


 Não chore, porque melhores dias virão. (Argumentação.)

b) Adversativa2 – estabelece uma relação de contradição, oposição, adversidade.


 A ignorância é um mal, porém não é contagioso.
 Estudei muito, no entanto não passei.

c) Conclusiva 3 – estabelece uma relação em que um ato é conclusão de outro,


pressuposto.
 São todos pobres, portanto não podem ter tais luxos.
 Ele agrediu o chefe, logo será despedido.

d) Alternativa4 – estabelece uma relação de alternância (uma opção implica a recusa


ou exclusão da outra).
 Siga o mapa ou peça informações.
 Irei à praia ou viajarei para Santos.

e) Aditiva5 – estabelece uma relação de soma, adição.


 Saiu e foi ao cinema.
 Não trabalha nem estuda.
Nota: Quando conecta orações negativas, a conjunção “nem” significa “e não”; dispensa, pois, a
conjunção “e”. A estrutura “e nem” só deve ser utilizada quando em seguida há a palavra “sequer”,
mesmo que implícita. Note-se, em tal caso, que a 1.ª oração é afirmativa.
Não comeu e nem dormiu.(E)
Não comeu nem dormiu.(C)
Chegou e nem (sequer) falou conosco. (C)
Ele falou durante horas e nem (sequer) conseguiu responder com clareza a pergunta feita. (C)

Pontuação no período composto por coordenação


A vírgula normalmente separa as orações coordenadas ligadas ou não por conjunções
coordenativas, uma vez que as orações são independentes uma da outra. Exceção
pode ser feita, entretanto, às que vêm introduzidas por “e”, “nem” e “ou”.

 Planejamos tudo, trabalhamos muito, fomos bem sucedidos.

 Não me desobedeça, pois sou seu pai.

 Corremos muito, mas não chegamos a tempo.

 A pista alagou, portanto não haverá corrida hoje.

1 Eis algumas conjunções explicativas: pois (antes do verbo), porque, que, porquanto, etc.
2 Eis algumas conjunções adversativas: mas, porém, contudo, entretanto, no entanto, todavia, etc.
3 Eis algumas conjunções conclusivas: logo, portanto, por isso, pois (após o verbo), por conseguinte, etc.
4 Eis algumas conjunções alternativas: ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer, seja ... seja, etc.
5 Eis algumas conjunções aditivas: e, nem, não só ... mas também, tanto ... como, tanto ... quanto, etc.
 Você pode ir embora, ou ficar para o trabalho.

 Não comeu, nem dormiu.

 Queremos mudanças e exigimos isso já.

Atenção!
Vírgula diante da conjunção “e”
a) Orações com sujeitos diferentes6
 Era necessária a atitude, e ele levou isso a sério.
 Ela saiu, e ele ficou em casa.

b) A conjunção e equivale a mas.


 Sai cedo para arrumar emprego, e nada conseguiu.

c) Em expressões de contraste
 O professor, e não o autor, deve arcar com o prejuízo.

d) Ênfase do termo imediatamente posposto ao e


 Algumas coisas precisam ser esclarecidas, e logo!

e) Polissíndeto (Repetição da conjunção e. Nesse caso, a vírgula é optativa.)


 Ele fez o céu(,) e a terra(,) e o mar(,) e tudo quanto há neles.
 Trabalha(,) e teima(,) e dorme(,) e sua.

Nota 1: As conjunções “ou” e “nem” podem vir antecedidas de vírgula quando se deseja dar ênfase. Caso
liguem palavras, orações ou expressões de pequena extensão, sem caráter enfático, dispensa-se a
vírgula.
Não vais com ele, nem muito menos comigo.
Você está procurando uma cada, ou um palacete.
Ela não ouve nem fala.
Você quer ir ou ficar?

Nota 2: As conjunções adversativas (exceto “mas”) e as conclusivas podem ser destacadas ou


deslocadas, ocasião em que são isoladas por vírgula(s). Nesses casos é comum as orações serem
separadas por ponto-e-vírgula.
Todos lograram sucesso; ele, porém, não conseguiu.
A pista alagou; não haverá, pois, corrida hoje.
Fizemos um bom trabalho; logo, seremos elogiados.

EXERCÍCIOS CLASSE

1. Leia os enunciados a seguir:


I. Minha irmã saiu, mas voltará logo.
II. Acordei tarde, portanto chegarei atrasado.
III. A vida era proveitosa e divertida.
IV. Não anda nem deixa os outros passarem.
V. Ora deitava ora levantava.
Assinale a sequência correta, em relação às conjunções destacadas nas
orações lidas.
(A) I. adversativa; II. conclusiva; III. aditiva; IV. aditiva; V. alternativa.

6 Autores há que consideram o uso da vírgula facultativo nesse caso.


(B) I. alternativa; II. conclusiva; III. aditiva; IV. conclusiva; V. alternativa.
(C) I. adversativa; II. adversativa; III. aditiva; IV. aditiva; V. alternativa.
(D) I. adversativa; II. conclusiva; III. aditiva; IV. aditiva; V. conclusiva.
2. Complete as orações com as conjunções adequadas.
logo – porque – mas - e

a) Não fomos à escola......................... estava chovendo. (explicação)


b) Explicou o exercício diversas vezes, ................... eu não entendi. (oposição)
c) Conversei um pouco ............... fui embora. (aditiva)
d) A prova foi fácil, ................. serei aprovado. (conclusão).
e) Não fale alto....................... estamos num hospital. (explicação)
f) Estudei muito, ................. tirei nota ruim. (oposição)
g) Estou aqui ............................ gosto de estudar. (explicação).
3. Escreva os períodos a seguir em seu caderno e complete-os com orações
coordenadas que expressem as relações de sentido indicadas nos parênteses.
Leve em conta os conhecimentos adquiridos pelas leituras e sua visão pessoal.
a) Na adolescência, alguns pais diminuem os cuidados com os filhos porque
......... (explicação)
b) Os filhos tornam-se adultos, logo ...... (conclusão)
c) Algumas pessoas são adultas, mas..... (oposição)
d) Os pais cuidam 100% dos filhos e ....... (adição)
e) Na adolescência, o ideal é esse percentual ir se reduzindo, ou ........
(alternância)
f) Quando as crianças são pequenas, os pais cuidam 100% delas, porque ....
(explicação)
g) Quando as crianças são pequenas, os pais cuidam 100% delas, mas ......
(oposição)
h) Só então, após assumir responsabilidades, os jovens se tornam realmente
adultos e ....... (adição)
4. Leia o texto a seguir:
E agora?
Já estou com 15 anos e namoro, há dois meses, um rapaz de 17. Meus pais
não me deixam namorar, mas eu gosto muito dele, por isso não queria terminar
o namoro. Eu queria contar para minha mãe. O que você acha?
J.T.B. – Curitiba, PR.
No primeiro período, a leitora informa a sua idade, a do namorado e o tempo de
namoro entre eles.
a) Esse período é formado por três orações. Que ideia expressa a segunda
oração em relação à primeira do período?
b) Que conjunção estabelece a ligação entre essas orações? Como ela pode
ser classificada?
5. O segundo período é composto por três orações. Releia-o.
a) Separe as orações e destaque as conjunções.
b) Que relação de sentidos essas conjunções estabelecem no período?
c) Como essas orações vêm separadas umas das outras?
6. A frase a seguir foi retirada de uma revista. Leia-a.
“Pra ser feliz, a receita é simples e a gente explica pra você”.
(Todateen, n. 156, novembro de 2008)

Na frase lida, onde poderia ser colocada outra vírgula? Justifique sua resposta.

EXERCÍCIOS CASA

1- (Enem-2014)

Tarefa

Morder o fruto amargo e não cuspir


Mas avisar aos outros quanto é amargo
Cumprir o trato injusto e não falhar
Mas avisar aos outros quanto é injusto
Sofrer o esquema falso e não ceder
Mas avisar aos outros quanto é falso
Dizer também que são coisas mutáveis…
E quando em muitos a não pulsar
— do amargo e injusto e falso por mudar —
então confiar à gente exausta o plano
de um mundo novo e muito mais humano.

CAMPOS, G. Tarefa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1981.

Na organização do poema, os empregos da conjunção “mas” articulam, para além de sua função
sintática,

a) a ligação entre verbos semanticamente semelhantes.


b) a oposição entre ações aparentemente inconciliáveis.
c) a introdução do argumento mais forte de uma sequência.
d) o reforço da causa apresentada no enunciado introdutório.
e) a intensidade dos problemas sociais presentes no mundo.

2- (Enem PPL 2013): Brasil é o maior desmatador, mostra estudo da ONU

O Brasil reduziu sua taxa de desmatamento em vinte anos, mas continua líder entre os países que
mais desmatam, segundo a FAO (órgão da ONU para a agricultura).
A entidade apresentou ontem estudo sobre a cobertura florestal no mundo e o resultado é
preocupante: em apenas dez anos, uma área de floresta do tamanho de dois estados de São Paulo
desapareceu do país.
De forma geral, a queda no ritmo da perda de cobertura florestal foi de 37% em dez anos.
Entre 1990 e 1999, 16 milhões de hectares por ano sumiram. Entre 2000 e 2009, esse número caiu
para 13 milhões de hectares.
Mas o número é considerado alto. A América do Sul é apontada como a maior responsável
pela perda de florestas do mundo, com cortes anuais de 4 milhões de hectares. A África vem
em seguida, com 3,4 milhões de hectares/ano.
O Estado de São Paulo, 26 mar. 2010.

Na notícia lida, o conectivo “mas” (terceiro parágrafo) estabelece uma relação de oposição entre as
sentenças: “Entre 2000 e 2009, esse número caiu para 13 milhões de hectares” e “o número é
considerado alto”. Uma das formas de se reescreverem esses enunciados, sem que lhes altere o
sentido inicial, é:
a) Porque, entre 2000 e 2009, esse número caiu para 13 milhões de hectares, o número é
considerado alto.
b) Entre 2000 e 2009, esse número caiu para 13 milhões de hectares, por isso o número é
considerado alto.
c) Entre 2000 e 2009, esse número caiu para 13 milhões de hectares, uma vez que o número é
considerado alto.
d) Embora, entre 2000 e 2009, esse número tenha caído para 13 milhões de hectares, o número é
considerado alto.
e) Visto que, entre 2000 e 2009, esse número caiu para 13 milhões de hectares, o número é
considerado alto.

3- (Enem 2011) – Cultivar um estilo de vida saudável é extremamente importante para diminuir o
risco de infarto, mas também como de problemas como morte súbita e derrame. Significa que
manter uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente já reduz, por si só, as
chances de desenvolver vários problemas. Além disso, é importante para o controle da pressão
arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue. Também ajuda a diminuir o estresse e
aumentar a capacidade física, fatores que, somados, reduzem as chances de infarto. Exercitar-se,
nesses casos, com acompanhamento médico e moderação, é altamente recomendável.

ATALIA, M. Nossa vida. Época. 23 mar. 2009.

As ideias veiculadas no texto se organizam estabelecendo relações que atuam na construção do


sentido. A esse respeito, identifica-se, no fragmento, que

a) A expressão “Além disso” marca uma sequenciação de ideias.


b) o conectivo “mas também” inicia oração que exprime ideia de contraste.
c) o termo “como”, em “como morte súbita e derrame”, introduz uma generalização.
d) o termo “Também” exprime uma justificativa.
e) o termo “fatores” retoma coesivamente “níveis de colesterol e de glicose no sangue”.

4- (Enem 2010) – O Flamengo começou a partida no ataque, enquanto o Botafogo procurava fazer
uma forte marcação no meio campo e tentar lançamentos para Victor Simões, isolado entre os
zagueiros rubro-negros. Mesmo com mais posse de bola, o time dirigido por Cuca tinha grande
dificuldade de chegar a área alvinegra por causa do bloqueio montado pelo Botafogo na frente da
sua área.
No entanto, na primeira chance rubro-negra, saiu o gol. Apóscruzamento da direita de Ibson, a zaga
alvinegra rebateu a bola de cabeça para o meio da área. Kléberson apareceu na jogada e cabeceou
por cima do goleiro Renan. Ronaldo Angelim apareceu nas costas da defesa e empurrou para o
fundo da rede quase que em cima da linha: Flamengo 1 a 0.

Disponível em: http://momentodofutebol.blogspot.com (adaptado).

O texto, que narra uma parte do jogo final do Campeonato Carioca de futebol, realizado em
2009, contém vários conectivos, sendo que

a) após é conectivo de causa, já que apresenta o motivo de a zaga alvinegra ter rebatido a
bola de cabeça.
b) enquanto tem um significado alternativo, porque conecta duas opções possíveis para serem
aplicadas no jogo.
c) no entanto tem significado de tempo, porque ordena os fatos observados no jogo em ordem
cronológica de ocorrência.
d) mesmo traz ideia de concessão, já que “com mais posse de bola”, ter dificuldade não é algo
naturalmente esperado.
e) por causa de indica consequência, porque as tentativas de ataque do Flamengo motivaram o
Botafogo a fazer um bloqueio.

5- (Enem 2010) – Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam,
tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era
enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam
aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se
quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara
as sementes que tinha na mão, não outras, masessas apenas.
LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

A autora emprega por duas vezes o conectivo mas no fragmento apresentado. Observando
aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o
conectivomas expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.

a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto.


b) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase.
c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase.
d) contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor.
e) assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.

6- (Enem 2ª aplicação 2010) Diego Souza ironiza torcida do Palmeiras

O Palmeiras venceu o Atlético-GO pelo placar de 1 a 0, com um gol no final da partida. O cenário
era para ser de alegria, já que a equipe do Verdão venceu e deu um importante passo para
conquistar a vaga para as semifinais, mas não foi bem isso que aconteceu.
O meia Diego Souza foi substituído no segundo tempo debaixo de vaias dos torcedores
palmeirenses e chegou a fazer gestos obscenos respondendo à torcida. Ao final do jogo, o meia
chegou a dizer que estava feliz por jogar no Verdão.
— Eu não estou pensando em sair do Palmeiras. Estou muito feliz aqui — disse.
Perguntado sobre as vaias da torcida enquanto era substituído, Diego Souza ironizou a torcida do
Palmeiras.
—Vaias? Que vaias? — ironiza o camisa 7 do Verdão, antes de descer para os vestiários.

Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 29 abr. 2010.

A progressão textual realiza-se por meio de relações semânticas que se estabelecem entre as
partes do texto. Tais relações podem ser claramente apresentadas pelo emprego de elementos
coesivos ou não ser explicitadas, no caso da justaposição. Considerando-se o texto lido,

a) no primeiro parágrafo, o conectivo já que marca uma relação de consequência entre os


segmentos do texto.
b) no primeiro parágrafo, o conectivo mas explicita uma relação de adição entre os segmentos do
texto.
c) entre o primeiro e o segundo parágrafos, está implícita uma relação de causalidade.
d) no quarto parágrafo, o conectivo enquanto estabelece uma relação de explicação entre os
segmentos do texto.
e) entre o quarto e o quinto parágrafos, está implícita uma relação de oposição.

Gabarito:
1- Alternativa C. Na organização do poema, os empregos da conjunção “mas” articula a introdução do
argumento mais forte de uma sequência: enquanto o eu lírico mostra que aceita, por exemplo, não cuspir
um fruto amargo, o argumento mais forte é a necessidade que sente em avisar aos outros quanto é
amargo. Ele vê esse aviso como tarefa, como observado no título.
2- Alternativa D. A relação estabelecida entre as orações destacadas é de oposição, portanto o conectivo
“mas” pode ser substituído por “embora” sem prejuízo de sentido. As demais alternativas alteram-na para
relação de causa e consequência entre as orações.
3- Alternativa A. A expressão “além disso” acrescenta informações (“é importante para o controle da
pressão arterial, dos níveis de colesterol e de glicose no sangue”) ao que havia sido anteriormente sobre
as atitudes recomendáveis para se ter um estilo de vida benéfico à saúde (“manter uma alimentação
saudável e praticar atividade física regularmente”).
4- Alternativa D. A conjunção subordinativa “mesmo” indica concessão, pois estabelece uma relação de
oposição ao que seria esperado. Apesar de o Flamengo ter maior posse de bola, tinha dificuldade em
chegar à área alvinegra. “Mesmo” ser substituído por “embora” ou “ainda que”. “Após” e “enquanto”
estabelecem circunstância de tempo, “no entanto”, adversidade e “por causa de”, causa, o que invalida as
outras opções.
5- Alternativa E. Na primeira ocorrência, a conjunção subordinativa “mas” expressa oposição (“O calor era
forte…”, ‘ O vento batendo nas cortinas…lembrava-lhe que se quisesse podia parar”). Na segunda, a
palavra enfatiza, realça a ideia de que são “essas apenas” e “não outras” que “ela plantara”, sendo usada
como partícula expletiva ou de realce.
6- Alternativa C. Os elementos coesivos destacados não encontram correspondência correta em A, B e D,
pois “já que” marca relação de causalidade; “mas”, de adversidade e “enquanto”, relação de tempo.
Também não existe oposição entre os dois últimos parágrafos do texto como se afirma em E, mas sim
uma relação de continuidade, pois o verbo de elocução “ironizou”, do quarto parágrafo, introduz a fala de
Diego Sousa expressa em discurso direto no 5º parágrafo. Portanto, apenas C está correta, pois o
segundo parágrafo explica a causa da vitória do Palmeiras não ter sido suficiente para alegrar o público:
as vaias da torcida e os gestos obscenos do jogador contribuíram para ensombrar o evento.

AULA 6
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES
SUBORDINADAS ADVERBIAIS

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO


É o período que apresenta orações introduzidas pelos conectivos subordinativos:
conjunções integrantes, conjunções subordinativas adverbiais e pronomes relativos.
Observe:

Oração 1 Oração 2

Ele confessou que não pensou nisto.

Suj. VTD Objeto direto

Oração principal Oração subordinada

Nesse caso, o período é composto, pois consta de duas orações:


– a oração 2 está encaixada na oração 1, funcionando como objeto direto do verbo
“confessou”;
– diz-se que a oração 1 é a principal e que a 2 é subordinada.

Oração principal: é aquela na qual se encaixa a subordinada. Tem um dos seus termos
em forma de oração e não vem introduzida por conectivo.
Oração subordinada: é aquela que se encaixa em outra oração, desempenhando alguma
função sintática em relação a ela. Vem introduzida por conectivo, funcionando como sujeito,
complemento ou adjunto da oração principal.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS


COMO IDENTIFICAR AS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS?

Oração subordinada adverbial é aquela que se encaixa na oração principal, funcionando como
adjunto adverbial.
As subordinadas adverbiais vêm, normalmente, introduzidas por uma das conjunções subordinativas
(com exclusão das integrantes), e são classificadas de acordo com a conjunção ou locução
conjuntiva que as introduz.
Observe:

Todos vieram agora.

Adj. adverbial de
Suj VI
tempo

Todos vieram
QUANDO a aula começou
Or. subord. Adverbial
Suj. VI
TEMPORAL

Classificação quanto à forma


Podem ser:
Desenvolvidas: trazem o verbo no indicativo ou no subjuntivo.
“Quando a cesta chegou, o dono não estava.” (P. M. Campos)
Reduzidas: apresentam o verbo no infinitivo, no gerúndio ou no particípio.
“Por se tratar de uma ilha, deram-lhe o nome de ilha de Vera Cruz.” (C. Ricardo)
Fartos da paisagem, formamos para a descida.
“Não tendo prova clara, limito-me a defender a nossa dama.” (M. de Assis)
Justapostas: acompanham a principal sem o auxílio de conjunção e devem ser
analisadas pelo sentido.
“Eu não tinha arma ao alcance.
Tivesse também não adiantaria.” (J. G. Rosa)
(tivesse = se eu tivesse)

Classificação quanto à função

As orações subordinadas adverbiais exercem, como já visto, função de adjuntos adverbiais


e se classificam conforme o quadro a seguir:
Classificação Conceito e principais conjunções Exemplo
Indica a causa da ação expressa pelo verbo da oração principal.
CAUSAL Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma Fui aprovado porque estudei.
vez que, como ( = porque).
Estabelece uma comparação com a ação indicada pelo verbo da
oração principal.
Principais conjunções comparativas: que e do que (precedidos de Vamos agir como os melhores.
COMPARATIVA
mais, menos, melhor, pior, maior, menos), como. ( = como os melhores agem)
Observação: Freqüentemente, omite-se nas comparativas o
verbo da oração principal.
Indica uma concessão às ações do verbo da oração principal, isto
é, admite uma contradição ou um fato inesperado. Embora risse muito, não parecia
CONCESSIVA
Principais conjunções concessivas: embora, posto que, se bem contente.
que, ainda que, conquanto, mesmo que.
Indica a situação necessária à ocorrência da ação do verbo da
oração principal.
CONDICIONAL Caso chova, não viajaremos.
Principais conjunções condicionais: se, exceto se, caso, desde
que, contanto que, a menos que.
Indica uma conformidade entre o fato que expressa e a ação do
verbo da oração principal. Os resultados ficaram conforme
CONFORMATIVA
Principais conjunções conformativas: como, consoante, prevíramos.
segundo, conforme.
Indica a conseqüência resultante da ação do verbo da oração

principal. O caminho é tão longo que não


CONSECUTIVA
tem fim.
Principais conjunções consecutivas: (tão)... que, (tanto).. que,
(tal)... que, (tamanho)... que.
Indica o fim, o objetivo a que se destina o verbo da oração
principal. Esforcei-me para que tudo desse
FINAL
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, que (= para certo.
que).
Indica uma relação de proporcionalidade com o verbo da oração
principal.
PROPORCIONAL Quanto mais vivo, mais aprendo.
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto
mais... mais, quanto mais... menos, à proporção que.
Indica a circunstância de tempo em que ocorre a ação do verbo da
oração principal. Quando você precisar de mim,
TEMPORAL
Principais conjunções temporais: antes que, quando, assim que, procure-me.
logo que, até que, depois que, mal, apenas.

EXERCÍCIOS CLASSE

1. Assinale a oração classificada corretamente.

a) Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. (subordinada adverbial comparativa)
b) Não serás bom advogado, sem que estudes muito. (subordinada adverbial consecutiva)
c) Cumprirei minhas tarefas mesmo que a oposição critique. (subordinada adverbial
concessiva)
d) Quanto mais se tem, mais se deseja. (subordinada adverbial causal)
e) Aproximei-me a fim de que pudesse ouvi-la. (subordinada adverbial proporcional)

2. Numa das frases abaixo, não se encontra exemplo da conjunção anunciada. Assinale-a:
a) subordinativa concessiva -” Conquanto estivesse cansado, concordou em prosseguir”;
b) subordinativa condicional - “Digam o que quiserem contanto que não me ofendam”;
c) subordinativa temporal - “Mal anoiteceu, iniciou-se a festa com grande entusiasmo” ;
d) subordinativa final - “Saiu sem que ninguém percebesse”;
e) subordinativa causal - “Como estou doente, não comparecerei”.

3. As orações subordinadas adverbiais, exercem função de adjunto adverbial. Analise os


períodos abaixo identificando a circunstância de cada um. Em seguida assinale a opção
CORRETA:
I. Só fui ter consciência disso, quando mais tarde percebi que poderia perder outro filho.
II. A reação da mãe foi tamanha que procurou recuperar o tempo perdido.
As orações em destaque são respectivamente:
a) Subordinada adverbial temporal e conformativa.
b) Subordinada adverbial causal e concessiva.
c) Subordinada adverbial temporal e consecutiva.
d) Subordinada adverbial causal e proporcional

4. "A reação do adversário foi tamanha que assustou o campeão". A oração em destaque é:
a) subordinada adverbial causal;
b) subordinada adverbial proporcional;
c) subordinada adverbial consecutiva;
d) subordinada adverbial concessiva;
e) subordinada adverbial comparativa.

EXERCÍCIOS CASA

01. A opção em que a oração subordinada pode ser considerada adverbial condicional é:
a) Desde que o vi, me apaixonei.
b) Desde que tenho muito trabalho hoje, não poderei sair.
c) Permanecerei aqui, desde que você permaneça.
d) Diga-me se a proposta lhe interessa.
e) Falou sem que nos convencesse.

02. As orações subordinadas adverbiais assinaladas estão classificadas. assinale a alternativa


cuja classificação esteja errada:
a) “Nunca chegará ao fim por mais depressa que ande.” (oração subordinada adverbial
concessiva)
b) “Era tal a serenidade da tarde que se percebia o sino de uma freguesia distante, dobrando a
finados.” (oração subordinada adverbial consecutiva).
c) Mesmo que faça calor, não poderemos nadar. (oração subordinada adverbial concessiva)
d) Ela era tão medrosa, que não saía de casa. (oração subordinada adverbial comparativa)
e) Se tudo correr bem, levar-te-ei à Europa. (oração subordinada adverbial condicional)

03. No período: "Era tal a serenidade da tarde, que se percebia o sino de uma freguesia
distante, dobrando a finados.", a segunda oração é:
a) subordinada adverbial causal
b) subordinada adverbial consecutiva
c) subordinada adverbial concessiva
d) subordinada adverbial comparativa
e) subordinada adverbial subjetiva

04. Assinale o período em que há oração subordinada adverbial consecutiva:


a) Diz-se que você não estuda. .
b) Falam que você não estuda.
c) Fala-se tanto que você não estuda.
d ) Comeu tanto que ficou doente
e) Quando saíres, irei contigo.

05. Qual das orações subordinadas pode ser considerada adverbial causal?
a. Mesmo que partas antes, precisarei do resultado das provas.
b. Chegamos tão cedo, que o portão da faculdade ainda estava fechado.
c. Já que possuo pouco dinheiro tomarei apenas um lanche.
d. O público aplaudia euforicamente para que o circense bisasse o número.
e. Realizou os exercícios de acordo com as instruções.

06. No período - “E quanto mais andava mais tinha vontade”, ocorre ideia de proporção.
Assinale a opção em que tal ideia NÃO ocorre:
a. quanto mais leio este autor menos o entendo;
b. choveu tanto, que não pudemos sair;
c. à medida que corria o ano, o nosso trabalho era maior;
d. quanto menos vontade, mais negligência;
e. quanto mais se lê, mais se aprende.

07. Em: "O moço ficou tão emocionado que chorou", a segunda oração é subordinada
adverbial:
a) comparativa;
b) proporcional;
c) consecutiva;
d) causal;
e) temporal.

08. Em: “ Ele planejou tudo segundo combinamos”, a segunda oração é uma subordinada
adverbial:
a. final
b. concessiva
c. condicional
d. conformativa
e. temporal

09. A oração destacada no período: “ ... mesmo que eu juntasse, um por um, os cacos todos,
nunca mais o espelho seria como antes.” ( Lygia Fagundes Telles ) expressa um aspecto:
a. temporal
b. concessivo
c. causal
d. conformativo
e. condicional

10. Assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação da oração adverbial, destacada no


período abaixo:
“Era tão pequena a cidade, que um grito ou gargalhada forte a atravessava de ponta a ponta.”

a) Subordinada adverbial causal


b) Subordinada adverbial final
c) Subordinada adverbial temporal
d) Subordinada adverbial consecutiva
e) Subordinada adverbial conformativa

GABARITO

1C - 2D - 3B - 4D - 5C - 6B - 7C - 8D -
9B - 10D
AULA 7
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES
SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBSTANTIVAS


São introduzidas pelas conjunções integrantes que e se.

Classificação Conceito Observações Exemplo

O verbo da or. principal está sempre


Exerce função de sujeito da na 3ª pessoa do singular.
Subjetiva
oração principal. Não há sujeito dentro dos limites da É necessário que pensem.
OP.

Liga-se ao verbo da OP sem


Objetiva Exerce função de objeto direto preposição (TD ou TDI).
direta da oração principal. Desejamos que pensem.
Há sujeito dentro dos limites da OP.

Objetiva Exerce função de objeto Liga-se ao verbo da OP com


indireta indireto da oração principal. preposição (TI ou TDI) Confio em que pensem.

Exerce função de
Completiva Liga-se a um nome da OP através
complemento nominal da
nominal de preposição. Tenho confiança em que
oração principal. pensem.
Liga-se à oração principal através de
Exerce função de predicativo verbo de ligação (SER)
Predicativa
do sujeito da oração principal. Nosso desejo é que
Há sujeito na OP. pensem

Exerce função de aposto de Vem, geralmente, depois de dois


Apositiva
termo da oração principal. pontos ou entre vírgulas. Desejo apenas isto : que
pensem

EXERCÍCIOS CLASSE

1. Dê a função sintática da oração subordinada substantiva em destaque.


a) “Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus?” (C. D. A.)

_________________________________________________________________________________

b) Referiram-se a que não havia mais vagas.

________________________________________________________________________________

c) Não tive dúvidas de que estivessem certos.

_________________________________________________________________________________

d) Sabemos de uma coisa: que podemos esquecer sua ajuda.

_________________________________________________________________________________

e) Acontece que meu coração ficou frio.

_________________________________________________________________________________

f) Que nós e o presente não somos mais dignos dela é a verdade.

_________________________________________________________________________________

g) Sou contrário a que se conceda tal regalia.

_________________________________________________________________________________

h) Nunca duvidei de que estivessem certos.

_________________________________________________________________________________

i) Se o mar é bonito não sei.

_________________________________________________________________________________

j) Parece que tomaram uma atitude.


__________________________________________________________________________
_
EXERCÍCIOS CASA

1) Classifique as orações subordinadas substantivas em destaque:

a) “Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus...”.

b) Nunca duvidei de que estivessem certos

c). Não tive dúvidas de que estivessem certos

d). Sou contrário a que se conceda tal regalia

e). Digo-te uma coisa: que aprenderás ainda mais

f) Acontece que meu coração parou naquela hora.

g) A verdade é que nós não somos dignos de você.

2) No seguinte grupo de orações sublinhadas:

É bom que estejas entendendo. / Não esqueças que somos privilegiados.

Temos orações subordinadas respectivamente:

a. ( ) objetiva direta, subjetiva.

b. ( ) subjetiva, objetiva direta.

c. ( ) objetiva direta, completiva nominal.

d. ( ) subjetiva, predicativa.

e. ( ) predicativa, objetiva direta.

3) Só não funciona como sujeito da oração principal a subordinada da


alternativa:

a. ( ) É claro que eles virão.

b. ( ) Acontece que ela mentiu.

c. ( ) Sabe-se que é um golpe de mestre.

d. ( ) O fato é que tudo morre.

e. ( ) Pelo visto, parece que vai chover muito.


4) Há oração subordinada substantiva subjetiva em:

a. ( ) Veja se está tudo em ordem.

b. ( ) Pergunta quem era aquela jovem.

c. ( ) Que ele não compareceu, todos souberam.

d. ( ) É necessário que tenhamos muita paciência.

e. ( ) Ainda não sei se chegaremos a tempo.

5) “Parecia que a ventania queria levar a cidade.” No período acima, a oração


subordinada é:

a. ( ) substantiva objetiva direta.

b. ( ) substantiva subjetiva.

c. ( ) adjetiva explicativa.

d. ( ) substantiva predicativa.

e. ( ) substantiva completiva nominal..

6) A mãe ficou à janela na esperança de que o filho voltasse para casa. A oração
em destaque é:

a. ( ) subordinada substantiva subjetiva.

b. ( ) subordinada substantiva completiva nominal.

c. ( ) subordinada substantiva predicativa.

d. ( ) substantiva objetiva direta

e. ( ) substantiva objetiva indireta

7) Assinale o período em que a oração destacada é substantiva apositiva:

a. ( ) Não me disseram onde tu moravas.

b. ( ) Não quero que mores nesse bairro

c. ( ) Só me interessa saber uma coisa: onde moras?

d. ( ) Morarei onde tu moras.

e. ( ) Agora já sei onde tu moras.


8) “Se ele vai passar no vestibular não se sabe ainda.” A oração destacada é:

a. ( ) subordinada substantiva completiva nominal.

b. ( ) subordinada substantiva objetiva direta.

c. ( ) subordinada substantiva objetiva indireta.

d. ( ) subordinada substantiva subjetiva.

e. ( ) subordinada substantiva predicativa.

GABARITO

1 - a. oração subordinada substantiva objetiva direta


- b. oração subordinada substantiva objetiva indireta
- c. oração subordinada substantiva completiva nominal
- d. oração subordinada substantiva
completiva nominal
- e. oração subordinada substantiva apositiva
- f. oração subordinada substantiva subjetiva
- g. oração subordinada substantiva predicativa.

2B - 3D - 4D - 5B - 6B - 7C - 8D
AULA 8
PERÍODO COMPOSTO – ORAÇÕES
SUBORDINADAS ADJETIVAS
Classificação das orações adjetivas
Quanto ao sentido, as subordinadas adjetivas classificam-se em restritivas ou
explicativas.

Exemplos
Características
Classificação
“O livro que ele lia era a loucura do homem
a) Restringe a significação do substantivo ou do agoniado.”
pronome antecedente, isto é, particulariza um
subconjunto dentro de um conjunto. (Jorge de Lima)

(= esse livro é a loucura...; outros não)

Restritiva
b) É indispensável ao sentido da frase.
c) Não se separa por vírgula da oração principal.
 parte do conjunto = alguns O homem que se esforça vence. (=
alguns; só os esforçados;
 se alguém/ alguns têm a qualidade,
os outros não)
os outros não têm
a) Acrescenta uma qualidade acessória ao Jorge de Lima, que foi um poeta da
antecedente. segunda fase do Modernismo brasileiro,
escreveu uma obra junto com Murilo
Mendes.
b) É dispensável.
Explicativa (= é o único Jorge de Lima e o único que
c) Vem separada por vírgula da oração principal. escreveu uma obra junto com Murilo
 todo o conjunto – todos têm a Mendes)
qualidade ou é o único que a tem
O homem, que é mortal, retorna ao pó. (=
todos ; qualquer homem )

EXERCÍCIOS CLASSE:

1. Reescreva as frases abaixo, criando orações adjetivas introduzidas pelo pronome relativo
que:
a) Ele é um homem cumpridor de seus deveres.
________________________________________________________________________
b) Essa menina tem um sorriso cativante.
________________________________________________________________________
c) Essa é uma associação protetora de animais.
________________________________________________________________________
d) Evite comentários ofensivos.
________________________________________________________________________
e) Li uma notícia surpreendente.
________________________________________________________________________

2. Classifique as orações adjetivas destacadas:


a) A estrada que desce para o litoral foi interditada.
________________________________________________________________________
b) O filme a que me refiro não está em cartaz.
________________________________________________________________________
c) Os professores, que se reuniram hoje, vão divulgar as notas.
________________________________________________________________________
d) São poucos os amigos em quem confiamos de verdade.
________________________________________________________________________
e) Vi uma mulher cujo rosto não me é estranho.
________________________________________________________________________
f) Esse escritor, que mora na Bahia, lançou um novo livro.
________________________________________________________________________

3. Transforme os adjuntos adnominais em orações subordinadas adjetivas introduzidas pelo


pronome relativo QUE:
a) Não faça comentários ofensivos.
________________________________________________________________________
b) A menina tinha um sorriso cativante.

________________________________________________________________________
c) Lutaremos por uma paz permanente.
________________________________________________________________________
d) Li uma carta emocionante.
________________________________________________________________________
e) Passou-nos um problema insolúvel.
___________________________________________________________________________________
______

EXERCÍCIOS CASA:

1. Use (E) para orações adjetivas explicativas ou (R) para restritivas:


( ) Aqui há brinquedos que fascinam.
( ) Aplaudimos o cantor que foi premiados.
( ) A casa ,onde nasci é foi reformada.
( ) O pianista , que era francês, chegou ao Brasil cedo.
( ) A rua onde caí vive deserta.
( ) Deixei-o em sua tristeza, que parecia incurável.
( ) Pedro, que é muito agitado, derrubou a jarra

2. (UE PONTA GROSSA-PR) Quando o enterro passou / Os homens que se achavam no café /
Tiraram o 6. (UE PONTA GROSSA-PR) Quando o enterro passou / Os homens que se achavam
no café / Tiraram o chapéu maquinalmente (Manuel Bandeira).
A oração que se achavam no café é:
a) subordinada adverbial condicional
b) coordenada sindética adversativa
c) subordinada substantiva subjetiva
d) subordinada substantiva objetiva direta
e) subordinada adjetiva restritiva

3. (UE-BA) Meu pai, que havia arrancado três dentes, não pôde viajar naquele dia. A oração
grifada classifica-se como subordinada:
a) adverbial temporal b) substantiva apositiva
c) substantiva predicativa d) adjetiva explicativa
e) adjetiva restritiva

4. (UF-PA) Há no período uma oração subordinada adjetiva:


a) Ele falou que compraria a casa.
b) Não fale alto, que ela pode ouvir.
c) Vamos embora, que o dia está amanhecendo.
d) Em time que ganha não se mexe.
e) Parece que a prova não está difícil.

5. (PUC) Assinale a alternativa que apresenta um período composto onde uma das orações é
subordinada adjetiva
a) "... a nenhuma pedi ainda que me desse fé: pelo contrário, digo a todas como sou".
b) "Todavia, eu a ninguém escondo os sentimentos que ainda há pouco mostrei."
c) "... em toda a parte confesso que sou volúvel, inconstante e incapaz de amar três dias um mesmo
objeto".
d) "Mas entre nós há sempre uma grande diferença; vós enganais e eu desengano."
e) " - Está romântico!... está romântico... - exclamaram os três..."

6. (FAAP)"Não compreendíamos a razão por que o ladrão não montava o cavalo".A oração em
destaque é:
a) subordinada adjetiva restritiva
b) subordinada adjetiva explicativa
c) subordinada adverbial causal
d) substantiva objetiva indireta
e)substantiva completiva nominal

7. (FGV) "Nota-se facilmente que nunca perceberam o papel secundário que exerciam naquele
período." A oração em destaque é:
a) substantiva objetiva direta d) substantiva subjetiva
b) substantiva completiva nominal e) n.d.a
c) substantiva predicativa

GABARITO:
1- R, R, E, E,R, E, E.

2-e, 3-d, 4-d, 5-b, 6-a, 7-d.

AULA 9
FUNÇÕES DO ´´QUE``
Que – função sintática

Dependendo de seu papel na oração, o que pode desempenhar diversas funções, por
exemplo, assumirá o papel de sujeito se exercer essa função, assim como, pode ter função
sintática de objeto direto, objeto indireto, complemento nominal etc.

Para identificar a função sintática assumida pelo que, é necessário que o substitua pelo termo
antecedente a que ele se refere.

FUNÇÃO SINTÁTICA EXEMPLOS

Sujeito As encomendas que estiverem dentro do padrão de qualidade serão


despachadas.

1ª oração: As encomendas serão despachadas.

2ª oração: que estiverem dentro do padrão de qualidade.

Antecedente: encomendas

Substituindo: As encomendas estiverem dentro do padrão de qualidade.


(Sujeito = as encomendas)
Objeto direto A pessoa que citei é dona da escola.

1ª oração: A pessoa é dona do estabelecimento.

2ª oração: que citei.

Antecedente: pessoa

Substituindo: Citei a pessoa. (Objeto direto = pessoa)


Objeto indireto Os livros de que preciso estão na última estante.

1ª oração: Os livros estão na última estante.

2ª oração: de que preciso.

Antecedente: livros

Substituindo: Preciso dos livros. (Objeto indireto: dos livros)

Dica!

Os termos apresentados aqui são cobrados nas avaliações, geralmente por meio de textos
literários ou de outros tipos. Normalmente se pede a função ou classificação de determinado
vocábulo. No caso em questão, o mais comum é que seja dada uma sentença em que a
palavra que apareça e em paralelo outro trecho com a mesma palavra e solicita-se que seja
marcada a alternativa em que há relação com o trecho principal.

Que – função morfológica

Acompanhe a função morfológica que a partícula que assume quanto à classe gramatical que
se encontra:

FUNÇÃO MORFOLÓGICA EXEMPLOS

Advérbio de intensidade Que delícia esta lasanha! (quão)

Conjunção aditiva Corre que corre, mas não chega a lugar nenhum.
(e)

Conjunção adversativa Outro fato, que não este, deve ser considerado.
(mas)

Conjunção causal Vá depressa que está quase na hora de partirmos.


(porque)

Conjunção comparativa Somos mais felizes que antes.

Conjunção concessiva Rico que fosse, não tinha pretendentes. (Embora


fosse rico, não tinha pretendentes)
Conjunção consecutiva Dormi tanto que perdi o sono à noite.

Conjunção explicativa Continuemos estudando, que logo passaremos no


vestibular. (porque)

Conjunção final Rezo que você melhore. (para que)

Conjunção integrante Digo que não retornarei. (Digo isso)

Conjunção temporal Assim que foi chamado, ele sorriu. (quando)

Interjeição Quê! Você vai se mudar?

Partícula de realce Quase que não conseguimos embarcar.

Preposição Temos que viajar nas férias. (de)

Pronome adjetivo indefinido Que coisa estranha, nunca me aconteceu isso.

Pronome adjetivo interrogativo Que ocorreu mesmo?

Pronome relativo O rapaz que te assaltou foi preso.

Pronome substantivo indefinido A torta era feita de quê mesmo?

Substantivo “Meu bem querer tem um quê de pecado…”


(Djavan)

É importante mencionar que as classificações morfológicas são estas e não mudam, portanto,
analisar a função morfológica do que em cada contexto é o que o ajudará a determinar em
quais das classificações citadas ele se encaixa.

Dica!

Os termos apresentados aqui são cobrados nas avaliações, geralmente por meio de textos
literários ou de outros tipos. Normalmente se pede a função ou classificação de determinado
vocábulo. No caso em questão, o mais comum é que seja dada uma sentença em que a
palavra que apareça e em paralelo outro trecho com a mesma palavra e solicita-se que seja
marcada a alternativa em que há relação com o trecho principal.

EXERCÍCIOS CLASSE

1. Indique o valor morfológico do «que» nas orações abaixo:


1) Ele decidiu não se sabe bem o quê. __________________________________________
2) Que pretende ele com essas palavras? _______________________________________
3) Ele confundiu o meu quê com um gê. _________________________________________
4) Que horrendo acidente vimos! ______________________________________________
5) Eu que trabalho, ele que colhe os frutos. ______________________________________
6) Que morenas bonitas! _____________________________________________________
7) Veio tão rápido, que nos surpreendeu. ________________________________________
8) O relógio que está na sala é antigo. __________________________________________
9) Quê!? Ele não te recebeu!? ________________________________________________
10) Pode entrar, que a casa é sua. _____________________________________________
11) Afinal, que decisão tomastes? _____________________________________________
12) O certo é que a melhor equipe vencerá. ______________________________________

EXERCÍCIOS CASA

Dê a Função Sintática do Pronome Relativo [que] (sujeito, predicativo do sujeito, objeto


direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva e adjunto adverbial):

01. Desapareceu a dor / de que tanto reclamava.


02. Comprei a casa / que você indicou.
03. Poucos conhecem o artista / que sou.
04. Estudamos os autores / que formam um dos grupos românticos.
05. Não encontrei o livro / a que te referiste.
06. Recolha o material / que está sobre a mesa.
07. Ainda não vi o filme / a que você se refere.
08. Há pessoas / que sofrem pelos outros.
09. Encontrei o garoto / que você estava procurando.

10. O motor trabalhava com a força / de que era capaz.


11. Você não é aquele / que parece
12. Não é este o lugar / a que eles se referem?
13. Quais são as frases / que você errou.
14. Comprei o livro / que estava em liquidação.
15. A loja / em que comprei o vestido estava em liquidação.
16. Devolveu os ingressos / que havia comprado.
17. As pinturas / que faço me dão prazer.
18. Gostei da roupa / que você comprou.
19. O homem rico / que ele era, hoje passa por dificuldades.
20. Voltarei a ser a boa aluna / que eu era.
21. O bandido / por quem fomos atacados fugiu.
22. O trecho / onde o chover parou, estava deserto.
23. O avião / em que nós viajamos fez escala em recife.
24. Hoje reconheço a pessoa leal e amiga / que você se tornou.

GABARITO

01. Substituindo: Desapareceu da dor tanto reclamava.


Função Sintática: reclamava da dor (OI).
02. Substituindo: Comprei a casa você indicou.
Função Sintática: você indicou a casa (OD).
03. Substituindo: Poucos conhecem o artista sou.
Função Sintática: sou o artista (pred. do sujeito).
04. Substituindo: os autores formam um dos grupos românticos.
Função Sintática: sujeito.
05. Substituindo: Não encontrei ao livro te referiste.
Função Sintática: te referiste ao livro (OI).
06. Substituindo: o material está sobre a mesa.
Função Sintática: sujeito.
07. Substituindo: Ainda não vi ao filme você se refere.
Função Sintática: você se refere ao filme (OI).
08. Substituindo: pessoas sofrem pelos outros.
Função Sintática: sujeito.
09. Substituindo: o garoto você estava procurando.
Função Sintática: você estava procurando o garoto(OD).
10. Substituindo: da força era capaz.
Função Sintática: era capaz da força (c. nominal).
11. Substituindo: aquele parece.
Função Sintática: parece aquele (p. do sujeito).
12. Substituindo: ao lugar eles se referem?
Função Sintática: eles se referem ao lugar? (OI).
13. Substituindo: Quais são as frases você errou.
Função Sintática: você errou as frases (OD).
14. Substituindo: o livro estava em liquidação.
Função Sintática: sujeito.
15. Substituindo: Na loja comprei o vestido [...].
Função Sintática: comprei o vestido na loja (adj. adverbial).
16. Substituindo: os ingressos havia comprado.
Função Sintática: havia comprado os ingressos (OD).
17. Substituindo: as pinturas faço, me dão prazer.
Função Sintática: faço as pinturas.
18. Substituindo: da roupa você comprou.
Função Sintática: você comprou a roupa (OI).
19. Substituindo: O homem rico ele era ...
Função Sintática: ele era um homem rico (p. do sujeito).
20. Substituindo: Voltarei a ser a boa aluna eu era.
Função Sintática: eu era uma boa aluna (p. do sujeito).
21. Substituindo: Pelo bandido fomos atacados fugiu.
Função Sintática: fomos atacados pelo bandido (passiva).
22. Substituindo: o trecho o chover parou estava deserto.
Função Sintática: o chover parou no trecho... (adj. adv. lugar)
23. Substituindo: o avião nós viajamos fez escala em recife.
Função Sintática: nós viajamos no avião... (adj. adv. lugar).
24. Substituindo: a pessoa leal e amiga você se tornou.
Funç. Sint.: você se tornou uma pessoa leal e amiga (predicativo).
25. Substituindo: A máquina fotográfica nós compramos é japonesa.
Funç. Sint.: nós compramos a máquina fotográfica (OD).
26. Substituindo: O apartamento residia está a venda.
Função Sintática: residia no apartamento (adj. adv. lugar).
27. Substituindo: o rapaz era seu amigo (que = sujeito).
Função Sintática: sujeito
28. Substituindo: ao filme vocês perderam (OD).
Função Sintática: vocês perderam o filme (OD).
29. Substituindo: os documentos o assessor encontrou (OD).
Função Sintática: o assessor encontrou os documentos (OD).
30. Substituindo: a peça era rara no Brasil.
Função Sintática: Sujeito.
31. Substituindo: dos ingredientes necessitamos.
Função Sintática: necessitamos dos ingredientes (OI).
32. Substituindo: Os funcionários crachás foram entregues.
Funç. Sint.: Os crachás dos funcionários... (Adj. Adn.).
33. Substituindo: na casa nasci.
Função Sintática: nasci na casa (adj. adverbial).
34. Substituindo: ao filme fizeram referência....
Função Sintática: fizeram referência ao filme (c. nominal).
35. Substituindo: a doença o consumia.
Função Sintática: sujeito.
36. Substituindo: do remédio tenho necessidade.
Função Sintática: tenho necessidade do remédio (c. nominal).
37. Substituindo: o artista eu gostaria de ser.
Função Sintática: eu gostaria de ser o artista (p. do sujeito).
38. Substituindo: na cidade moro.
Função Sintática: moro na cidade (adj. adverbial).
39. Substituindo: o aluno saiu.
AULA 10
FUNÇÕES DO ´´SE``
A s funções do SE vão gerar variadas questões. No dia a dia, estabelecemos contato com orações nas quais a
palavra “se” encontra-se presente.
São expressões que mediante a oralidade se tornam triviais, visto que apenas são proferidas pelo emissor sem que
este se atenha a uma análise minuciosa em relação à sua empregabilidade. Entretanto, quando estudadas de acordo
com a morfologia e a sintaxe, percebemos que exercem distintas funções, levando em consideração o contexto em
que se encontram inseridas.
Quando analisada de acordo com sua classe morfológica, o termo em estudo adquire as seguintes classificações:
PRONOME
CONJUNÇÃO
SUBSTANTIVO
Na maioria das gramáticas, encontramos “oito” funções para o SE. Contudo, estudando mais a fundo, conseguimos
localizar “11” e colocamos aqui cada um desses casos:

O Se como PRONOME
Integrando a classe dos pronomes oblíquos, pode também assim ser classificado:

1)Pronome apassivador (PA)


Relaciona-se a verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos, estando na voz passiva sintética. Para
reconhecer a devida ocorrência, recomenda-se mudar o verbo para a voz passiva analítica.
Exemplos:
Fiscalizaram-se várias CNHs. (Fiscalizar é VTD)
Fazendo tal permutação, obteríamos: Várias CNHs foram fiscalizadas.
Outros casos:
Vendem-se casas / casas são vendidas
Deu-se um presente ao amigo / um presente foi dado ao amigo. (Dar é VTDI)

2) Pronome reflexivo
O sujeito pratica e recebe a ação. Esse SE assume o sentido de “a si mesmo”, “ele mesmo”, “ela mesma”. Temos 1
sujeito e o singular.
Neste caso, dependendo da predicação a que se relaciona o verbo, o pronome “se” pode exercer a função de objeto
direto, indireto ou sujeito de um infinitivo.
Exemplos:
A garota penteou-se diante do espelho.
Ontem, Maria se machucou
Deitou-se cedo para descansar

3) Pronome reflexivo recíproco


O pronome SE corresponde a outro. Um ao outro. São dois sujeitos e verbo no plural.
Podendo também funcionar como objeto direto ou indireto, o pronome “se” corresponde a outro. Tal reciprocidade
refere-se à ação do próprio sujeito.
Exemplos:
Inacreditavelmente, aqueles amigos parecem respeitar-se.
Meus pais se amam profundamente.
Eles se abraçaram ontem.

4) Parte integrante do verbo (PIV)


Integra verbos essencialmente pronominais, ou seja, aqueles que necessariamente trazem para junto de si o pronome
oblíquo (me, te, se), denotando quase sempre sentimentos e atitudes próprias do sujeito.
São eles: queixar-se, arrepender-se, vangloriar-se, submeter-se, lembrar-se, suicidar-se, avantajar-se, tornar-se, dentre
outros.
Exemplos:
Os garotos queixaram-se do mau atendimento.
Arrependeu-se do ocorrido.

5) Índice de indeterminação do sujeito (PIS)


Para identificar tal classificação, basta substituirmos o “se” por alguém, ninguém ou qualquer um. Relaciona-se a
verbos intransitivos, transitivos indiretos ou de ligação, uma vez conjugados na 3ª pessoa do singular.
Exemplos:
Precisa-se de funcionários qualificados. (Alguém precisa de funcionários qualificados.)
Aqui se come muito. (é o mesmo que dizer que “qualquer um come muito aqui”. Comer é verbo intransitivo)
Aqui se é feliz. (é o mesmo que dizer: aqui qualquer um é feliz)

6) Partícula de realce ou expletiva


Assim como retrata a própria nomenclatura (realce), tal classificação permite que o pronome seja retirado da oração
sem para que isso haja alteração de sentido. Neste caso, liga-se a verbos intransitivos, indicando uma ação proferida
pelo sujeito.
Exemplos:
Toda plateia riu-se diante das travessuras do palhaço trapalhão.
Notamos que o discurso seria perfeitamente compreensível caso retirássemos o “se”.

O SE como CONJUNÇÃO
Quando assim classificado, se caracteriza apenas como subordinativas, assumindo as devidas posições:

7) Conjunção subordinativa condicional


É uma hipótese e o verbo virá no subjuntivo. Estabelece um sentido de condição, podendo equivaler-se a “caso não”.
Exemplos:
Se tivéssemos saído mais cedo, poderíamos aproveitar mais o passeio.
(Oração subordinada adverbial condicional)
Se você não quiser, chamaremos outro em seu lugar.
Se ele chegar cedo, ótimo.
Se eu soubesse que era tão fácil teria começado antes.

8) Conjunção subordinativa causal


Aqui o SE dá da ideia de “é fato”, no sentido de relacionar-se a “já que”, “uma vez que”.
Exemplos:
Se não tinha competência para o cargo, não poderia ter aceitado a proposta.
(Oração subordinada adverbial causal)
Se já estamos aqui, vamos iniciar a aula.

9) Conjunção subordinativa integrante


O SE pode ser substituído por “isto” na frase.
Introduz uma oração subordinada substantiva.
Exemplos:
Analisamos se as propostas eram convenientes. (é como se dissesse: “Analisamos se isto era conveniente – trata-se
de uma: Oração subordinada substantiva objetiva direta)
Fale-me se estou certa ou errada. (Fale-me isto: estou certa ou errada?)
Um dia me perguntaram se eu voltaria. (Um dia me perguntaram isto)

10) conjunção subordinativa concessiva


Neste caso, o SE pode ser substituído por “embora”. É uma exceção à consequência natural da ação. Dá a ideia de
oposição e contrariedade.
Exemplos:
Se perdermos esse jogo, nem por isso sairemos daqui desanimados.
Se eles eram felizes, não demonstraram prazer.

O SE como SUBSTANTIVO
11) Substantivado
Essa classificação aparece pouco nas gramáticas, mas é possível assim como a maioria das palavras de qualquer
classe gramatical, quando recebe um artigo na frente, torna-se substantivada. Neste caso, aparece antecedido de um
determinante (artigo, pronome etc.) ou especifica outro substantivo.
Exemplos:
Este “se” não está classificado corretamente.
Contou o “se” que faltava.
Aquele “se” atrapalhou tudo.

EXERCÍCIOS CLASSE
Exercício 1
(FUMARC – 2011) Assinale a alternativa que fez a correspondência ADEQUADA entre o termo destacado e a
sua respectiva função:
a) Não têm dificuldade de se integrar. (partícula integrante do verbo)
b) Exibem-se vídeos de anúncios e programas (pronome reflexivo)
c) E são só admitidos se, além da competência, comungam os princípios. (conjunção coordenativa)
d) Trata-se de unir teoria e prática. (partícula de realce ou expletiva)
e) A garota penteou-se no espelho (pronome pessoal recíproco)

Exercício 2
(UFPR) – Qual é a função do SE em “Não sei se ela vem”?
a) conjunção subordinativa condicional.
b) conjunção subordinativa integrante.
c) partícula expletiva (de realce).
d) pronome pessoal.
e) conjunção subordinativa concessiva.

Exercício 3
(FAAP – SP) – Assinale a frase na qual o SE não é pronome apassivador e nem índice de indeterminação do
sujeito:

a) Estudou-se este assunto.


b) Ela se suicidou ontem.
c) Falou-se muito sobre aquela festa.
d) Aos inimigos não se estima.
e) Fizeram-se reformas na casa.

Exercício 4
Analise o código em referência, atribuindo-o corretamente, tendo em vista as orações propostas:
A – Conjunção subordinativa integrante
B – Conjunção subordinativa condicional
C – Partícula apassivadora
D – Pronome reflexivo
E – Partícula integrante do verbo

( ) A maioria dos alunos se queixaram do professor.


( ) Irei à festa, se você resolver acompanhar-me.
( ) Jamais soube se isto era mesmo verdade.
( ) Alugam-se apartamentos para temporada.
( ) Ela se atrapalhou durante a explicação.

EXERCÍCIOS CASA
Exercício 1
Assinale a opção em que “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito:
a) Se Tereza não for à festa, também não irei.
b) A criança machucou-se na bicicleta.
c) Trata-se do primeiro e último fundo no Brasil (Revista Veja)
d) Ele impôs-se uma disciplina rigorosa.
e) “Ergueu-se, passou a toalha no rosto” (Lygia Fagundes Teles)

Resposta: C

Exercício 2
Classifique as funções da palavra “se” nas frases a seguir, numerando, convenientemente, os parênteses:

1- Partícula apassivadora.
2- Índice de indeterminação do sujeito.
3- Partícula de realce.
4- Partícula integrante do verbo.
5- Conjunção subordinativa.

( ) “Ela quer saber se eu me sinto realizado”. (Drummond)


( ) “Acabou-se a confiança no próximo”. (Drummond)
( ) Suicidou-se, pulando no fim da tarde de um prédio de 10 andares.
( ) Precisa-se de operários.
( ) “Sentia-se o cheiro da panela no fogo, chiando de toucinho no braseiro”. (José Lins do Rego)

A sequência correta é:
A) 4-3-5-2-1
B) 5-3-2-4-1
C) 4-5-2-1-3
D) 5-3-4-2-1
E) 5-3-2-1-4

Resposta: D

Exercício 3:
Assinale a opção onde “se” exerce a função de índice de indeterminação do sujeito:

A) Gosta-se muito de doces por aqui.


B) Comprou-se um novo prédio para a loja.
C) Emprestou-se o dinheiro ao professor.
D) Deixou-se sentar na soleira da porta.
E) As roupas, os varais, tudo isso se foi, levado pela correnteza.

Resposta: A

Exercício 4:
(SANTA CASA) A palavra "se" é conjunção integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta)
em qual das orações seguintes?
a) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
c) O aluno fez-se passar por doutor.
d) Precisa-se de operários.
e) Não sei se o vinho está bom.
Resposta: E

Exercício 5
(FUMARC – 2011) “Se dependesse de mim, haveria até mesmo descontos para a compra de livros e banda larga de
internet”. A palavra destacada exprime a circunstância de:
a) Explicação
b) Concessão
c) Oposição
d) Condição
e) Reflexivo
Resposta: D
O vocábulo em destaque indica a condição para haver descontos (depender dele). Assinala-se alternativa “D”.

Exercício 6

(FUMARC – 2011 com adaptações) Atente para o emprego da palavra SE, bastante frequente na crônica.
Indicou-se corretamente sua função, exceto em:
a) “Outrora, falava-se em realidade, análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.” (=indeterminador
do sujeito)
b) “Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. (= conjunção condicional)
c) “...mostravam-se preocupados, ansiosos e, na lanchonete, comiam mais do que deviam.” (=pronome reflexivo)
d) “Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse.”
(=conjunção integrante)
e) “Meus pais se amam profundamente.” (=pronome reflexivo recíproco)
Resposta: D
Na alternativa “D”, o se é pronome apassivador, pois aparece em relação direta com um verbo transitivo direto (no
contexto frasal fornecido, pega-se algo).

AULA 11
PONTUAÇÃO

Uso dos sinais de pontuação:

Virgulas:

Período Simples:

1. Os termos que se intercalam na ordem direta, quebrando a seqüência natural da


frase, devem vir isolados por virgulas. Assim separam-se:

a) aposto intercalado:

A Bahia, terra do som afro, é a morada do sol.


b) expressões de caráter explicativo ou corretivo:

A sua atitude, isto é, o seu comportamento na aula merece elogios.

Não haverá aula amanhã, ou melhor, depois de amanhã.

c) as conjunções coordenativas intercaladas:

A sua atitude, no entanto, causou sérios desentendimentos.

Havia, porém, um inconveniente sério.

2. Os termos que se deslocam de seu lugar original na frase, normalmente vêm


separados por vírgulas:

a) os adjuntos adverbiais:

“No século 2 a.C., Aristófanes de Bizâncio consolidou o alfabeto grego.”

Os candidatos, naquele dia, receberam a imprensa.

b) se o adjunto adverbial deslocado for representado por uma única palavra, não se
usa a virgula, uma vez que não há quebra na seqüência lógica do enunciado:

Os candidatos sempre receberam a imprensa.

c) o predicativo do sujeito intercalado:

O público, ansioso, aguardava o desfecho da peça.


d) se não houvesse as virgulas, o termo (ansioso) estaria exercendo a função de
adjunto adnominal e o sentido da frase, evidentemente, seria outro.

O público ansioso aguardava o desfecho da peça.

e) o complemento pleonástico antecipado ao verbo:

Este assunto, já o li em algum lugar.

f) o nome de lugar na indicação de datas:

Recife, 21 de janeiro, de 2008.

g) vírgula marcando a omissão de uma palavra (geralmente o verbo):

Ele prefere cinema e eu, teatro. (prefiro)

h)vírgula marcando o vocativo:

“Meus amigos, a ordem é a base do governo.”

i) pode-se, em vez de virgula, marcar o vocativo com um ponto de exclamação a


fim de dar ênfase:

“Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?”

Período Composto:
a) Vírgula separando termos coordenados assindéticos: Os termos coordenados
assindéticos, isto é, termos que exercem a mesma função sintática na oração, se
não estiverem ligados por conjunção, devem ser separados por virgulas:

Aquela paisagem nos despertava confiança, tranquilidade, calma.

Quaresma convalesce longamente, melancolicamente.

b) Se os termos coordenados estiverem ligados pelas conjunções (e, ou, nem)


não se usa virgula:

Aquela paisagem nos despertava confiança, tranquilidade e calma.

c) Se essas conjunções, porém, vierem repetidas para dar ideia de ênfase, usa-
se a vírgula:

Não caminhava por montanhas, ou florestas, ou cavernas.

d) Vírgula entre orações subordinadas adjetivas: As orações subordinadas


adjetivas explicativas são sempre separadas por vírgula.

O homem, que é um ser racional, tem o privilégio da fala.

e) As orações subordinadas adjetivas restritivas, normalmente não se separam


por vírgulas. Podem terminar por vírgulas (mas nunca começar por ela!)

- quando tiverem certa extensão:

O homem que encontramos ontem à noite perto do lago, parecia aborrecido.

- quando dois verbos se sucedem:


O homem que fuma, vive pouco.

f) As orações subordinadas adverbiais quando estiverem antepostas à oração


principal, separam-se por vírgula:

Quando o cantor entrou no palco, todos aplaudiram.

g) Quando a oração subordinada adverbial vier depois da principal, a vírgula não


é obrigatória:

Matias dormia, quando começou o filme.

h) As orações subordinadas substantivas (com exceção das apositivas) não se


separam da principal por vírgula:

Espero que você me telefone.

i) As orações apositivas normalmente se separam da principal por dois-pontos:

Ele vivia dizendo a mesma coisa: que não voltaria àquele lugar

l) As orações coordenadas (exceto as iniciadas pela conjunção aditiva – e)


separam-se por vírgula:

Eles se esforçam muito, porém não obtiveram o resultado desejado.

m) Pode-se usar vírgula antes da conjunção e quando as orações coordenadas


tiverem sujeitos diferentes:

Os ignorantes falavam demais, e os sábios se mantinham em silêncio.


n) Pode-se usar vírgula antes da conjunção e quando a conjunção (e) assumir
outros valores semânticos (adversidade, consequência, etc.):

Esforçou-se muito, e conseguiu a aprovação. ( em consequência conseguiu a


aprovação)

Ele estudou muito, e não conseguiu passar. (mas não conseguiu passar).

o) As orações intercaladas são sempre separadas por virgulas ou duplo


travessão:

O problema das enchentes, disse o candidato, será prioritário.

Eu – repetiu o orador – não concordo.

O Ponto e Vírgula:

O ponto e virgula marca uma pausa mais longa que a da virgula e menor que a do
ponto. É empregado para:

a) separar orações coordenadas que já apresentem virgulas no seu interior.

Os indignados réus mostravam suas razões para as autoridades de forma firme;


alguns, no entanto, por receio de punições, escondiam detalhes aos policiais.

b) separar orações coordenadas que se contrabalançam em força expressiva


(formando antítese, por exemplo):

Muitos se esforçam; poucos conseguem.

c) separar orações coordenadas de certa extensão:


Os jogadores de futebol olímpico reclamaram com razão das constantes criticas do
técnico; porem o teimoso técnico ficou completamente indiferente aos apelos dos
atletas.

d) separar os diversos itens de um (considerando) ou uma (enumeração):

Considerando:

a alta taxa de desemprego no pais; a persistente inflação; a recessão econômica;


solicitamos especial atenção ao nosso pedido.

O ponto de interrogação:

É usado no final de orações interrogativas diretas. Nunca é colocado no final de uma


oração interrogativa indireta.

Quando surgiram os sinais de pontuação?

O ponto de exclamação:

É colocado após determinadas palavras, como interjeições, e no fim de orações


enunciadas com entoação exclamativa. Denota, entre outras coisas, entusiasmo,
alegria, dor, surpresa, espanto, ordem.

Que susto!

Dois-pontos:

Os dois pontos marcam a suspensão da melodia de uma frase e são utilizados para:
a)dar início à fala ou citação textual de outrem:

A porta abriu-se, um brado ressoou:

- Até que enfim, meu rapaz!

b) dar início a uma seqüência que explica, identifica, desenvolve ou discrimina


uma ideia anterior:

Descobri a grande razão da minha vida: você.

Aspas:

Empregam-se as aspas para:

a) isolar citação textual colhida de outrem:

Como afirma Caio Prado Junior, em História Econômica do Brasil: “A questão da


imigração europeia do século XIX está intimamente ligada à da escravidão”.

b) as aspas só aparecem depois da pontuação quando abrangem todo o período:

“Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a
malicia que aprender de ti.”

c) isolar palavras ou expressões estranhas à língua culta, como: gírias,


expressões populares, estrangeirismos, neologismos, arcaísmos, etc.

Ele era um “gentleman”.(estrangeirismo)

Ele estava “numa boa”. (expressão popular)


Emocionado, o rapaz deu-lhe um “ósculo” ardente. (arcaísmo)

d) mostrar que uma palavra está sendo utilizada em sentido diverso do habitual
(geralmente, em sentido irônico):

Fizeste “excelente” serviço.

e) dar destaque a uma palavra ou expressão:

Já entendi o “porque” do seu projeto; só não percebo “como” executa-lo.

O Travessão:

a) O travessão simples serve para indicar que a fala de alguém está sendo
reproduzida literalmente (discurso direto). Emprega-se, pois, o travessão para
marcar a mudança de interlocutor nos diálogos:

“- De quem são as pernas?

- Da Madalena, respondeu Gondim.”

b) Alguns autores costumam, em vez do travessão, utilizar as aspas para indicar


falas de personagens.

“Você tem dinheiro”

“Tenho”

c) Pode-se usar o duplo travessão (- ...-) para substituir a dupla virgula,


sobretudo quando se quer dar ênfase ou destaque ao termo intercalado.
O ministro – profundo conhecedor do mercado internacional – está consciente das
dificuldades.

Reticências:

As reticências marcam uma interrupção na seqüência lógica da frase. Podem ser


usadas com valor estilístico, com a intenção deliberada de permitir que o leitor
complete o pensamento que foi suspenso, ou para marcar fala interrompida e
desconexa, própria de quem está nervoso ou inseguro:

- Não sei... Talvez...Logo te digo...”

a) Usam-se também as reticências (de preferência entre colchetes) para indicar


que parte de um trecho citado foi omitida:

“Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui califa (...)”

Os parênteses:

a) Servem para isolar explicações, indicações ou comentários acesorios.

“Aborrecido, aporrinhado, recorri a um bacharel (trezentos mil-réis, fora despesas


miúdas com automóveis, gorjetas, etc.) e embarquei vinte e quatro horas depois (...)”

EXERCÍCIOS CLASSE

1. Assinale a pontuação correta:


a) O sinal, estava fechado; os carros, porém não pararam.

b) O sinal, estava fechado: os carros porém, não pararam.


c) O sinal estava fechado; os carros porém, não pararam.
d) O sinal estava fechado: os carros porém não pararam.
e) O sinal estava fechado; os carros, porém, não pararam.
2. Assinale o período de pontuação correta:

a) De que se queixa, se sua vida parece um mar de rosas?

b) De que, se queixa, se sua vida parece um mar de rosas?

c) De que se queixa se, sua vida, parece um mar de rosas?

d) De que se queixa se sua vida, parece: um mar de rosas!

e) De que, se queixa, se sua vida parece, um mar de rosas?

3. Assinale o período de pontuação correta:

a) Já se vai embora? perguntou, ele, ao moço, quando o viu tirar, o casaco, do cabide.

b) Já? se vai embora? perguntou ele ao moço quando, o viu tirar o casaco do cabide.

c) Já se vai embora? perguntou ele ao moço, quando o viu tirar o casaco do cabide.

d) Já se vai, embora, perguntou ele? ao moço quando o viu tirar o casaco do cabide.

e) Já se vai embora, perguntou ele ao moço? quando o viu tirar o casaco do cabide.

4. Aponte a alternativa pontuada corretamente:

a) Como explicar, que as estruturas lógicas se tornam necessárias, num dado nível?

b) Como explicar, que as estruturas lógicas se tornam necessárias num dado nível?

c) Como explicar, que as estruturas lógicas, se tornam necessárias num dado nível?

d) Como explicar que as estruturas lógicas se tornam necessárias num dado nível?

e) Como explicar que as estruturas lógicas, se tornam necessárias num dado nível?

5. O fragmento é de Dom Casmurro, de Machado de Assis. Nos locais assinalados por barra o
autor fez a pontuação que lhe pareceu adequada. Assinale a alternativa em que os sinais de
pontuação estão de acordo com os do autor:
"Uma fada invisível desceu ali, e me disse em voz igualmente macia e cálida /'Tu serás feliz /
Bentinho / tu vais ser feliz'...- E por que não seria feliz?...
a) ponto, vírgula, travessão;
b) dois-pontos, ponto, ponto de interrogação;
c) dois-pontos, vírgula, ponto-e-virgula;
d) ponto de interrogação, vírgula, ponto;
e) ponto de exclamação, ponto-e-vírgula, travessão.
6. "Seu comportamento é avaliado em relação a um modelo, que é o comportamento das
classes dominantes..." Empregou-se a vírgula para:
a) separar oração intercalada;
b) separar oração subordinada substantiva apositiva;
c) separar oração subordinada adverbial consecutiva;
d) separar oração subordinada adjetiva restritiva;
e) separar oração subordinada adjetiva explicativa.

7. Assinale o período que está pontuado corretamente:


a) Solicitamos aos candidatos que respondam às perguntas a seguir, importantes para efeito
de pesquisas relativas aos vestibulares.
b) Solicitamos aos candidatos, que respondam, às perguntas a seguir importantes para efeito
de pesquisas relativas aos vestibulares.
c) Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir importantes para efeito
de pesquisas relativas aos vestibulares.
d) Solicitamos, aos candidatos que respondam às perguntas a seguir importantes para efeito
de pesquisas relativas aos vestibulares.
e) Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir, importantes para efeito
de pesquisas relativas aos vestibulares.

8. Assinale a alternativa com a pontuação que substitua corretamente os espaços pontilhados


em "Quando se trata de trabalho científico ... duas coisas devem ser consideradas ... uma é a
contribuição teórica que o trabalho oferece ... a outra é o valor prático que possa ter."
a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula;

b) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;

c) virgula, dois pontos, ponto e vírgula;

d) ponto e vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;

e) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.

EXERCÍCIOS CASA

01. Assinale o período de pontuação correta:

a) Se alguém vier com perguntas a que você não saiba responder, será mais honesto dizer que
vai estudar o assunto.

b) Se alguém, vier com perguntas a que você não saiba, responder, será mais honesto dizer
que vai estudar o assunto.

c) Se alguém vier, com perguntas a que você não saiba responder, será mais honesto, dizer
que vai estudar o assunto.

d) Se, alguém vier com perguntas, a que você não saiba responder será, mais honesto, dizer
que vai estudar o assunto.
e) Se alguém vier com perguntas a que, você não saiba responder, será mais honesto dizer,
que vai estudar o assunto.

02. Assinale o período de pontuação correta:


a) As folhas amarelecidas durante o outono, estão caídas ao pé, da árvore.
b) As folhas amarelecidas durante o outono estão caídas ao pé da árvore.
c) As folhas, amarelecidas durante o outono estão caídas, ao pé da árvore.
d) As folhas amarelecidas durante, o outono estão caídas, ao pé da árvore.

e) As folhas, amarelecidas durante, o outono, estão caídas ao pé da árvore.

03. Assinale o período de pontuação correta:

a) Não sei odiar os homens por mais que, deles me desiluda.

b) Não sei, odiar os homens, por mais que deles, me desiluda.

c) Não sei odiar os homens, por mais que deles me desiluda.

d) Não sei, odiar os homens por mais que, deles me desiluda.

e) Não sei odiar, os homens, por mais que deles, me desiluda.

04. Assinale a opção em que a explicação para o emprego das vírgulas está errada:

a) "Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa desde cedo." (Isolam aposto)

b) "E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço." (Destacam
oração adverbial)

c) "Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena." (Separam predicativos)

d) "O ponche foi servido, Zilda suava, nenhuma cunhada ajudava propriamente." (Separam
orações coordenadas assindéticas)

e) "...e de costas para a aniversariante, que não podia comer frituras, eles riam inquietos."
(Isolam oração adjetiva explicativa)

05. Indique o período em que as vírgulas não isolam oração subordinada adjetiva:

a) "Entre a história romanceada, que teve nova voga entre 1920 e 1940, situa-se parte da obra
do escritor."

b) "Dentre os numerosos dialetos regionais usados no Sul da França, não há nenhum que,
desde o início da Idade Média, tenha adquirido importância decisiva como língua literária."

c) "No fim do século XI constitui-se uma língua de civilização, cujo berço é a França Meridional,
hoje denominada 'provençal clássico'."
d) "Os comediantes italianos, que vinham com freqüência a Paris, representavam a comédia
improvisada em torno de um esquema prévio: a 'commedia dell'arte'.'

e) "Como conseqüência de tudo isso os gramáticos, que eram senhores absolutos da língua,
impunham arbitrariamente regras cerebrinas."

06. Assinale a alternativa correta:

a) Ele não virá hoje; não contem, portanto, com ele.

b) O reitor daquela famosa universidade italiana, chegará aqui amanhã.

c) São José dos Campos 15 de março, de 1985.

d) Quero que, assine o contrato.

e) Qualquer bebida que, contenha álcool, não deve ser tomada por você.

07. Assinale a pontuação correta.

a) José dos Santos paulista, 23 anos vive no Rio.


b) José dos Santos paulista 23 anos, vive no Rio.
c) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio.
d) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio.
e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio.

08. No texto "Numa Copa do Mundo, que envolve interesses promocionais e comerciais cada
vez mais gigantescos, a FIFA fez tudo para que seus árbitros só tenham uma preocupação
quando entrarem em campo para apitar o jogo: a correta aplicação das leis".
a) a pontuação está correta;
b) a pontuação está incorreta;
c) a segunda vírgula deve ser omitida;
d) os dois-pontos foram empregados incorretamente
e) a vírgula depois da palavra preocupação é obrigatória

09. "Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços..." Empregou-se a vírgula para
separar:
a) o adjunto adverbial antecipado;
b) orações de mesmo valor sintático;
c) termos de mesmo valor sintático;
d) orações de valor sintático diferente;
e) termos de valor sintático diferente.

10. "Estes os meus verdadeiros rendimentos, (1) senhor;(2) salários e dividendos não
computados na declaração.(3) Agora estou confortado porque confessei;(4) invente depressa
uma rubrica para incluir esses lucros e taxe-me sem piedade.(5) Multe, se for o caso; pagarei
feliz. Atenciosas saudações." Estão numerados cinco sinais de pontuação. Assinale a opção
contendo o número do sinal que permite, gramaticalmente, sua substituição por dois-pontos:
a) (1); c) (3); e) (5).

b) (2); d) (4);

GABARITO COMENTADO

1. a a) Se alguém vier com perguntas a que você não saiba


responder, será mais honesto dizer que vai estudar o
assunto.(sep. or. subord. adv. anteposta).

Obs.: b) a 1ª sep. suj. e verbo, a 2ª sep. obj. direto; c) a 1ª


sep. obj. indireto; a 2ª sep. or. subjetiva; d) a 1ª sep. a conj; a
2ª sep. or. adj. restritiva; e) a 1ª sep. pron. rel.; a 2ª sep. or.
obj. direta.

2. b As folhas amarelecidas durante o outono estão caídas ao pé


da árvore.

3. c Não sei odiar os homens, por mais que deles me desiluda.(or.


subord. adv. posposta: vírgula facultativa).

4. c Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e


morena.” (separam predicativos adj. adnominais).

5. b Dentre os numerosos dialetos regionais usados no Sul da


França (adj. adv. anteposto), não há nenhum que, desde o
início da Idade Média (adj. adv. intercalado), tenha adquirido
importância decisiva como língua literária.

6. a Ele não virá hoje; (oração com a conj. intercalada) não


contem, portanto, (conj. intercalada) com ele.

7. e e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio. (sep.


apostos).

8. a Numa Copa do Mundo, que envolve interesses promocionais e


comerciais cada vez mais gigantescos, (sep. or. adj.
explicativa) a FIFA fez tudo para que seus árbitros só tenham
uma preocupação quando entrarem em campo para apitar o
jogo: (citação) a correta aplicação das leis.

9. c Uma ordem, um estatuto (núcl. do suj. composto) pairava


sobre os destroços...

10. b Estes os meus verdadeiros rendimentos, (I - vocativo) senhor:


(II – aposto enumerativo) salários e dividendos não
computados na declaração. (III – fim de período) Agora estou
confortado porque confessei; (IV – uma das partes principais
do período, poderia ser vírgula) invente depressa uma rubrica
para incluir esses lucros e taxe-me sem piedade. (V – fim de
período) Multe, se for o caso; pagarei feliz. Atenciosas
saudações.”