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ABR 1998 NBR 14081


Argamassa colante industrializada
para assentamento de placas de
ABNT-Associação
Brasileira de
cerâmica - Especificação
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar
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Rio de Janeiro - RJ
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Fax: (021) 220-1762/220-6436
Endereço Telegráfico:
NORMATÉCNICA

Origem: Projeto 18:406.04-001:1996


CB-18 - Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados
CE-18:406.04 - Comissão de Estudo de Argamassa Colante
NBR 14081 - Dry-set Portland cement mortars - Specification
Descriptors: Portland cement. Mortar. Ceramic tile
Copyright © 1998, Válida a partir de 01.06.1998
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Incorpora Errata nº 1 de SET 1998
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil
Todos os direitos reservados
Palavras-chave: Argamassa. Cerâmica 3 páginas

Sumário nada ao assentamento de placas de cerâmica, pelo mé-


Prefácio todo da camada fina.
1 Objetivo
2 Referências normativas
2 Referências normativas
3 Definições
4 Designação normalizada
5 Exigências mecânicas As normas relacionadas a seguir contêm disposições
6 Embalagem e marcação que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições
7 Armazenamento dos sacos para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor
8 Prazo de validade no momento desta publicação. Como toda norma está
9 Composição e água de amassamento sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam
10 Tempo de maturação acordos com base nesta que verifiquem a conveniência
11 Inspeção de se usarem as edições mais recentes das normas
12 Aceitação e rejeição citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas
em vigor em um dado momento.
Prefácio
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é NBR 14083:1998 - Argamassa colante industriali-
o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasilei- zada para assentamento de placas de cerâmica -
ras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Determinação do tempo em aberto
Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização
Setorial (ONS), são elaboradas por representantes dos NBR 14084:1998 - Argamassa colante industriali-
setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, con- zada para assentamento de placas de cerâmica -
sumidores e neutros (universidades, laboratórios e ou- Determinação da resistência de aderência
tros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito NBR 14085:1998 - Argamassa colante industriali-
dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os zada para assentamento de placas de cerâmica -
associados da ABNT e demais interessados. Determinação do deslizamento

1 Objetivo
NBR 14086:1998 - Argamassa colante industriali-
Esta Norma estabelece as características exigíveis no zada para assentamento de placas de cerâmica -
recebimento de argamassa colante industrializada desti- Ensaios de caracterização no estado anidro
Cópia não autorizada
2 NBR 14081:1998

3 Definições 4 Designação normalizada

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes As argamassas colantes industrializadas são designadas
definições. pelos algarismos romanos I, II ou III, indicativos de seu
tipo, conforme definido na seção 3.
3.1 argamassa colante industrializada: Produto indus-
trial, no estado seco, composto de cimento Portland, agre- 5 Exigências mecânicas
gados minerais e aditivos químicos, que, quando mistu-
rado com água, forma uma massa viscosa, plástica e As argamassas colantes industrializadas devem atender
aderente, empregada no assentamento de placas cerâ- aos requisitos estabelecidos na tabela 1.
micas para revestimento.
6 Embalagem e marcação
3.1.1 argamassa colante industrializada - tipo I: Argamassa
As argamassas colantes industrializadas devem ser
que atende aos requisitos da tabela 1 e com caracterís-
entregues em sacos que tenham impressas, de forma
ticas de resistência às solicitações mecânicas e termo-
bem visível, as seguintes informações, além das even-
igrométricas típicas de revestimentos internos, com exce-
tuais disposições legais vigentes:
ção daqueles aplicados em saunas, churrasqueiras, es-
tufas e outros revestimentos especiais. a) designação normalizada da seguinte forma:
3.1.2 argamassa colante industrializada - tipo II: Argamassa - AC-I - Interior;
que atende às exigências da tabela 1 e com caracterís-
ticas de adesividade que permitem absorver os esforços - AC-II - Exterior;
existentes em revestimentos de pisos e paredes externas
decorrentes de ciclos de flutuação térmica e higrométrica, - AC-III - Alta resistência;
da ação de chuva e/ou vento, da ação de cargas como as
decorrentes do movimento de pedestres em áreas públi- - AC-III-E - Especial;
cas e de máquinas ou equipamentos leves sobre rodízios
b) marca do produto e a razão social do fabricante;
não metálicos.
c) massa líquida do produto expressa em quilogra-
3.1.3 argamassa colante industrializada - tipo III: Argamas-
mas;
sa colante industrializada que atende aos requisitos da
tabela 1 e que apresenta propriedades de modo a resistir d) identificação desta Norma;
a altas tensões de cisalhamento nas interfaces substrato/
adesivo e placa cerâmica/adesivo, juntamente com uma e) instruções e cuidados necessários para o manu-
aderência superior entre as interfaces em relação às ar- seio e aplicação do produto, bem como a quantidade
gamassas dos tipos I e II. de água de amassamento e tempo de maturação
descrito na seção 10;
3.1.4 argamassa colante industrializada - tipo III-E: Arga-
massa colante industrializada que atende aos requisitos f) informações sobre a composição, data de fabrica-
da tabela 1, similar ao tipo III, com tempo em aberto esten- ção, prazo de validade e condições de armazena-
dido. mento do produto.

Tabela 1 - Requisitos de argamassa colante

Argamassa colante industrializada


Propriedade Método de ensaio Unidade
I II III III-E

Tempo em aberto NBR 14083 min ≥ 15 ≥ 20 ≥ 20 ≥ 30

Resistência de aderência a 28 dias


em: NBR 14084

- cura normal MPa ≥ 0,5 ≥ 0,5 ≥ 1,0 ≥ 1,0

- cura submersa em água MPa ≥ 0,5 ≥ 0,5 ≥ 1,0 ≥ 1,0

- cura em estufa MPa - ≥ 0,5 ≥ 1,0 ≥ 1,0

Deslizamento NBR 14085 mm ≤ 0,5 ≤ 0,5 ≤ 0,5 ≤ 0,5

NOTAS

1 Quando a argamassa for específica para revestimento horizontal, não há necessidade do ensaio de deslizamento.

2 Deve ser determinada a porcentagem de material retido na peneira 1 mm, bem como a massa específica aparente em estado
solto, segundo metodologias preconizadas pela NBR 14086, embora não haja limitação nesta especificação.
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7 Armazenamento dos sacos entregue na mesma data e mantida nas mesmas condi-
ções de armazenamento.
O armazenamento deve ser efetuado em local seco e
protegido para preservação da qualidade e de forma que 11.3 Para efeito do controle de recebimento, a amostra-
permita fácil acesso à inspeção e identificação de cada gem deve ser feita para cada lote.
lote. As pilhas devem ser colocadas sobre estrados secos
e não devem ter mais que 1,5 m de altura. De cada lote será retirada uma amostra composta de
dois sacos inviolados, com no mínimo 10 kg cada, identi-
8 Prazo de validade ficados e condicionados hermeticamente, de tal forma
que não sejam modificadas as características do produto.
O prazo de validade é de seis meses a partir da data de Um exemplar deve ser utilizado para a realização dos
fabricação e é válido sempre que mantidas as condições ensaios prescritos nesta Norma e outro deve ser reserva-
de armazenamento citadas na seção 7, ressalvando-se do como testemunho para eventual comprovação dos
que durante o transporte os sacos não devem sofrer ava- resultados.
rias.
O prazo decorrido entre a coleta e o início da realização
9 Composição e água de amassamento dos ensaios no laboratório deve ser de no máximo
30 dias, respeitado o prazo de validade do produto.
A composição química declarada deve ser qualitativa e a
quantidade de água de amassamento necessária para a
12 Aceitação e rejeição
aplicação deve ser expressa em litros de água por quilo-
12.1 O lote é automaticamente aceito sempre que os re-
grama do produto ou litros de água por saco de produto.
sultados dos ensaios atenderem às exigências desta
Norma.
10 Tempo de maturação
12.2 Os sacos que apresentem variação superior a 2%
O tempo de maturação corresponde ao intervalo de tempo
da massa líquida estabelecida, para mais ou para menos,
entre o fim da preparação da argamassa fresca e o início
devem ser rejeitados.
da aplicação, e deve ser expresso em minutos.
12.3 Quando os resultados não atenderem às condições
11 Inspeção específicas constantes nesta Norma, o impasse deve ser
resolvido por meio da utilização do exemplar reservado
11.1 Devem ser dadas ao consumidor todas as facilidades para a repetição dos ensaios, que devem ser efetuados
para uma cuidadosa inspeção e amostragem de arga- em laboratório escolhido por consenso entre as partes.
massa colante industrializada a ser entregue.
12.4 Independentemente das exigências anteriores, não
11.2 Considera-se um lote a quantidade máxima de 15 t devem ser aceitos os produtos entregues em sacos
referente à argamassa oriunda de um mesmo fornecedor, rasgados, molhados ou avariados durante o transporte.