Sinopse de audiência preliminar e audiência de instrução e julgamento - com testes

1. AUDIÊNCIA PRELIMINAR 1.1. Noções gerais 1.2 Hipóteses de cabimento 1.3. Tríplice função 1.3.1 Conciliação (auto-composição do litígio) 1.3.2 Saneamento 1.3.3 Organização da instrução 1.4 Da necessidade de sua realização.

1.1 Noções Gerais Antiga audiência de conciliação, regida pelo artigo 331 do CPC . Se não for caso de ³extinção do processo´, nem de ³julgamento antecipado da lide´, o juiz designará ³au diência preliminar´, para tentativa de conciliação, à qual deverão comparecer as partes ou seus procuradores habilitados a transigir; obtida a conciliação, será homologada por sentença; não havendo conciliação, pela recusa das partes, ou pela ausência de ambas ou de uma delas, o juiz, na mesma audiência, sempre que possível, dará a ³decisão de saneamento´, não sendo possível dar de imediato, o juiz chamará os autos à conclusão, proferindo depois a decisão por despacho. Na decisão o juiz fixará os pontos sobre os quais a prova versará, decidirá incidentes até então pendentes, deferirá provas a serem produzidas e designará audiência de instrução e julgamento. É ato público porque pode ser acompanhado por qualquer pessoa. Apenas nos casos de segredo de justiça a audiência é realizada a portas fechadas. 1.2 Hipóteses de cabimento Será admitida a conciliação nos litígios relativos a direitos patrimoniais de caráter privado, nas causas pertinentes ao Direito de Família, nos casos e para os fins em que a lei admite transação, ou seja, deve versar sobre direitos materiais disponíveis.

1.3.1 Conciliação É a transação realizada no bojo do processo e perante o magistrado. Em ambos os casos a jurisdição é afastada pela vontade das partes, uma vez que o magistrado apenas homologa o acordo, limitando-se a uma análise das condições do ato jurídico (capacidade civil, legitimidade, objeto lícito e forma legal), não havendo qualquer juízo de valor ou de justiça do negócio. O juiz deve convocar as partes a comparecer pessoalmente na audiência ou mediante procurador com poder específico de transigir (inclusive o próprio advogado). Tal convocação

com exposição de pertinência. o juiz fixará os pontos controvertidos. designando audiência de instrução e julgamento. nos indisponíveis onde couber transação. se houver acordo.2 Saneamento Nesta fase o juiz decidirá as questões processuais pendentes e declarará saneado o processo.será feita no despacho saneador. 331. A conciliação deve ser tentada nos direitos patrimoniais disponíveis e. § 2º. sendo insanável haverá extinção do processo sem julgamento de mérito. CPC. § 2º). podendo o magistrado suprir. Não havendo conciliação passa-se ao saneamento do processo. Resumindo. quando indispensável a produção de prova oral. por qualquer motivo. conseqüentemente ele determinará às partes que especifiquem. as provas que pretendem produzir. todos deverão comparecer à audiência de conciliação.3 Organização da instrução Com o saneamento do feito (art. As questões decididas são de ordem eminentemente processual. valendo o mesmo para o oponente e os opostos. decidirá as questões processuais pendentes e determinará as provas a serem produzidas. o juiz mandará tomá-lo por termo. Havendo declaração de saneamento do processo passa -se a terceira fase. que. tem que ser homologado.3. terá valor de sentença (homologatória ou terminativa). 331. poderíamos dizer que: Com o encerramento da fase postulatória do processo ± petição inicial. não for obtida a conciliação. designando audiência de instrução e julgamento. apresentação de defesa e manifestação acerca da defesa ± o juiz realizará o saneamento do processo.3. Havendo litisconsortes. assinado pelas partes e homologado pelo juiz. o magistrado levantará os pontos controvertidos que serão objeto de instrução. 331. Chegando a acordo. Desta análise dos atos praticados durante a fase postulatória poderá resultar: ‡Saneamento: verificando qualquer irregularidade no processo ± nos pressupostos .4 Da necessidade de sua realização Não havendo necessidade de prova oral. verbis. art. se necessário´. posteriormente. 1. 1. eventual omissão neste sentido. art. não haverá audiência de instrução e julgamento. § 2º ³Se. o que significa dizer que procederá a verificação da regularidade do feito (análise de todo os pressupostos processuais). 1. conforme infere-se da leitura do CPC. Havendo vício e sendo este sanável o juiz determinará o seu saneamento.

4 Produção de atos instrutórios 2. descrevendo esta em detalhes todos os procedimentos e seqüência de atos a serem observados pelas partes e pelo juiz) e eventual (pois. proferirá sentença de extinção. ‡Julgamento antecipado da lide (art. em que o juiz irá fazer a coleta da prova oral (peritos. o juiz deverá ± dever institucional previsto no artigo 125. para depois prosseguir com o processo. 329) ± verificando o magistrado a existência de vícios insanáveis. 155). Assim. nos termos dos artigos 267 (sem julgamento do mérito) ou 269. analisará a pertinência delas e determinará a sua produção ± art.3 Da unidade e continuidade . a audiência é ato processual complexo (pois nela se realizam atos probatórios.3 Da unidade e continuidade 2. proferirá sent ença conhecendo o pedido.I. detentor de poder de polícia). II e V (com julgamento do mérito). formal (por encontrar forma expressa em lei. ouvir os debates das partes e prolatar a sentença. 155). haverá A.processuais ± o juiz poderá determinar que a parte proceda a correção do vício. IV ±tentar conciliar as partes.J. nem sempre ocorrerá). b) a lide versar exclusivamente sobre matéria de direito.1 Noções gerais 2. 2. c) sendo a controvérsia de fato. ‡Extinção do processo (art. público (porque será realizada a portas abertas. com exceção do previsto no art. A audiência de instrução e julgamento não é ato indispensável ao processo. A audiência preliminar não é um complexo de atos. um só ato complexo. ‡Designar audiência para tentativa de conciliação ± em se tratando de direitos disponíveis. 2.2 Natureza jurídica 2. § 2º (podendo designar audiência para oitiva das provas orais).5 Razões finais 2. postulatórios e decisórios).6 Julgamento da causa 2. ‡Instrução ± não havendo conciliação o juiz determinará que as partes especifiquem as provas que pretendem produzir. sem necessidade de dilação probatória (instrução). desde logo. 330) ± constatando o magistrado: a) ocorrência dos efeitos da revelia. Audiência de instrução e julgamento 2.2 Natureza jurídica Ato complexo e público (com exceção do previsto no art.1 Noções gerais Havendo deferimento de provas orais. mas. 2. o juiz. 331. solene (por ser presi ida por uma d autoridade pública. testemunhas e depoimento pessoal).

Oitiva das testemunhas (as perguntas são feitas somente pelo juiz. 183. e este então interroga a testemunha para obter o esclarecimento. mediante ditado resumido do juiz ao escrevente). 5. 3. para debates). não sendo suficiente a primeira audiência. Tentativa de conciliação (é feita na ³audiência preliminar´ e no início da ³audiência de instrução e julgamento´. comprovado. o juiz marcará seu prosseguimento para dia próximo´. A audiência de instrução e julgamento não se realizará se a presença: 1. Destarte. mas os advogados das partes. Das partes e/ou seus procuradores (neste caso. o depoimento da testemunha é tomado por termo. 4.J. 7. O desenvolvimento da audiência de instrução e julgamento no processo comum ordinário dá se da seguinte forma: 1.I. Significa dizer que mesmo sendo fracionada. Quem der causa ao adiamento custeará as custas e despesas do . a instrução. 6.. ao final. A. 455 preicetua: ³não sendo possível concluir. o debate e o julgamento. mesmo que parte dos trabalhos sejam realizados em outra data. será apenas uma continuação da primeira. há possibilidade de adiamento da audiência se houver motivo justo [CPC. ou seja. Do juiz (ato inexistente) 2. a primeira atitude do magistrado deve ser a de exortar as partes à conciliação (quando se tratar de direito sujeitos a transação ou direitos de família).de acordo com a praxe.J. § 1º].O art. 2. Abertura. Sentença (desde logo ou em 10 dias). o advogado formula a repergunta dirigindo -se ao juiz. a audiência não perde seu caráter de unidade. Debates (terminada a colheita das provas. é uma e continua.I. a segunda. De membro do MP (quando for o caso ± nulidade absoluta) 3. num só dia. ou em qualquer outro momento). Oitiva do autor e do réu. § 2º]). sendo esta nova audiência apenas uma continuidade da anterior. a fim de esclarecer ou completar o depoimento da testemunha . o juiz dará a palavra aos advogad das os partes. Esclarecimentos do perito e dos assistentes técnicos. até o início da audiência [CPC. cada processo tem somente uma A. em folha datilografada. podem fazer reperguntas. com o pregão das partes e respectivos advogados. 450. 453. Na audiência de instrução e julgamento.

em primeiro lugar. será esta reduzida a termo e homologada por sentença . Havendo conciliação na A. hodiernamente. 56).4 Produção de atos instrutórios É a fase da dilação probatória. audiência de instrução: oitiva das partes em depoimento pessoal ou interrogatório. depois. 2. o debate oral poderá ser substituído por memoriais (embora. o advogado ou preposto (com poderes para transigir) poderá.5 Razões finais Finda a instrução o juiz dará a palavra ao advogado do autor e. A sentença de conciliação produz todos os efeitos de um título executivo. passa-se a instrução. caso em que o juiz designará dia e hora para seu oferecimento. a prova pericial é produzida antes da AIJ para que nesta possa ser debatida. Importante frisar que alegações finais não são obrigatórias. A ordem da colheita de provas na audiência deverá ser observar a seguinte ordem 1. 4. mesmo sem presença da própria parte.I. passa-se a fase de julgamento.7 Julgamento da causa Encerrando-se a instrução.J. A conciliação pode ser feita pelo comparecimento das partes. Não obtida a conciliação. destarte. Se a causa apresentar questões complexas de fato e de direito. momento da colheita de provas. Quesitos suplementares e de esclarecimento são respondidos primeiro (peritos e assistentes) para em seguida tomar os depoimentos restantes. pelo prazo sucessivo de 20 minutos para cada um. Testemunhas do autor.novo ato. em nome desta. chamados ao processo). salvo se entre elas houver acordo diferente. prorrogável por mais dez a critério do juiz. este sustentará suas razoes dantes das partes. compor a conciliação. extinguindo-se o processo (com ou sem julgamento de mérito. 5. Peritos e assistentes. oitiva de testemunhas ou dos esclarecimentos dos expertos. 454. advogado ou preposto com poderes para transigir. Testemunhas do réu. ao do réu. Saliente -se que não pode ser tomado o depoimento de uma parte na presença da outra. falará após as partes em igual prazo. Se estiver intervindo o Ministério Público como fiscal da lei. seja regra e não exceção). depois de realizadas . Se houver opoente (art. 2. 2. Havendo litisconsorte ou terceiro (assistente. Cumpre lembrar que. ± §3º do art. 2. litisdenunciado. Depoimento pessoal do réu. Depoimento pessoal do autor. o prazo mais a prorrogação serão somados e divididos entre os do mesmo grupos de partes plúrimas. Geralmente. conforme o caso). porque a oposição é uma ação prejudicial que coloca o autor e réus primitivos na oposição de réus. 3.

justificadamente? E se não apresentar motivo justo para falta? 15. A dispensa de provas é dever do juiz? 17. caput.s 447 a 449 e 451 do CPC . se datilografado. em ordem. se desde logo prolatada. o magistrado proferirá sentença: ‡ Oral: far-se-á a prolação da sentença na própria audiência. causando o seu adiamento? 8. por extenso. até que momento o advogado pode comprovar a impossibilidade de comparecer à audiência. Por quantas vezes as partes podem adiar a audiência. O que significa dizer que a audiência é una? 3. ‡ Escrita: a sentença pode ser proferida também por escrito. injustificadamente? 18. O que é audiência de instrução e julgamento? 2. § 1º e 2º do referido diploma legal? 13. os despachos. TESTE SEUS CONHECIMENTOS 1. O termo ficará guardado em livro próprio. intimado. neste caso a intimação das partes se dá na própria audiência. intimada. O termo. Quais os poderes do juiz na condução das audiências? 5. Enumere. não comparece à audiência. bem como. Quais as principais características da audiência de instrução? 4. intimada. Qual a função imposta a quem der causa ao adiamento da audiência? 11. transladando-se cópia autêntica para os autos. ao longo da audiência de instrução e julgamento? 12. será em todas as folhas rubricado pelo juiz e subscrito pelos advogados. Qual a conseqüência se o perito. Em regra. Quais as características do fato que pode justificar a ausência à audiência. não comparecer à audiência nem justificar sua ausência? 16. observado o prazo impróprio de 10 dias para a prolação. O que o CPC considera motivo justo? 9. Qual a conseqüência se uma das testemunhas.444 ao artigo 331. 453 elenca as possibilidades em que a audiência poderá ser adiada por motivo justo. após a nova redação dada em 07/05/2002 pela Lei 10. os atos a serem praticados. Como devem ser interpretadas as regras contidas nos art. Qual a conseqüência se o advogado. A audiência será documentada nos autos mediante termo lavrado pelo escrivão. para que o fato seja adiado? Em que hipóteses essa regra deve ser mitigada ? 10. Qual a conseqüência de uma das partes. Qual a diferença entre adiamento e prorrogação da audiência? 6. proferidos em requerimento das partes ou em incidentes. não comparecer injustificadamente? . O CPC em seu art. O que é pregão? 14. não comparecer. e a sentença. por comum acordo? 7. órgão do Ministério Público e pelo escrivão. contendo em resumo o ocorrido na audiência. intimado.as alegações finais ou apresentados os memoriais.

a audiência não perde seu caráter de una. num só dia. A autora insistiu na oitiva do perito. a instrução. mesmo que parte dos trabalhos sejam r ealizados em outra data. Mesmo fracionada. solene e eventual. mas uma única. A falta de oportunidade para debates acarreta nulidade no feito? 24. o juiz marcará seu prosseguimento para dia próximo. O magistrado acolheu o depoimento pessoal das partes e ouviu a testemunha do réu. realizada em duas sessões distintas. se a sentença é proferida em audiência? 28. Não haverá duas audiências. É ato público porque pode ser acompanhado por qualquer pessoa. intimado. seguida dos debates finais e da prolação de sentença. o juiz pode dispensar o depoimento pessoal do réu e a oitiva das testemunhas arroladas por Adriana? 30. O art. Como se dá a intimação das partes. a instrução. Em audiência de instrução iniciada em 12/08. 2. Significa dizer que mesmo sendo fracionada.19.É ato complexo. uno. Quando os debates orais poderão ser substituídos por debates escritos? Qual será o prazo para oferecimento de debates escritos? 26. a audiência não perde seu caráter de unidade. por ser constituído de diversos momentos. Qual o prazo para debates orais. não comparecer à audiê ncia? 21. Qual a conseqüência se o curador especial. ‡ É ato uno. Qual a finalidade dos debates? Quando as partes devem ter oportunidade para debates? 23. o debate e o julgamento. destinado a colheita das provas orais. O que deve constar no termo de audiência? 29. Qual a conseqüência se o representante do MP intimado não comparecer à audiência? 20. Na audiência de instrução. o debate e o julgamento. Audiência de instrução e julgamento é o ato processual público. complexo. A sentença é sempre prolatada oralmente? 27. ou seja. . sendo esta nova audiência apenas uma continuidade da anterior. A alguma nulidade nesse procedimento? Respostas 1. único. em que foram ouvidos o perito e uma testemunha da autora. o perito. em regra? E havendo litisconsórcio? E havendo oposição? 25. Heloísa move demanda em face de Marco. tampouco justifica a sua ausência. Carlos não comparece. num só dia. Carlos está presente e são ouvidos perito e assistentes técnicos. O réu não foi intimado para a audiência e Adriana insiste em seu depoimento pessoal então o juiz designa o prosseguimento da audiência para 12/09. Designou data para continuação da audiência. 3. No sendo possível concluir. Qual a ordem de colheita de provas orais na audiência? 22. Carlos é advogado de Adriana. devidamente intimado não comparece. 455 preicetua: ³não sendo possível concluir. o juiz marcará seu prosseguimento para dia próximo´. Apenas nos casos de segredo de justiça a audiência é realizada a portas fechadas.

por motivo justificado (453.ex. advogado sofre grave acidente a caminho da audiên cia. mas tenha de prosseguir em data futura. alheio à vontade da parte que o impediu de praticar o ato por si ou mandatário. ‡ Ordenar que se retirem da sala de audiência os que se comportarem inconvenientemente (455. sob pena do ato não ser adiado (453. inclusive com requisição de força policial (445. 9. I ± atos preventivos). 4. 5. II). III) ± atos repressivos.. ‡ A prorrogação ocorre quando a audiência houver sido iniciada. porque formal.‡ É ato solene. imprevisível. exortando advogados e membors do MP a que discutam a causa com elevação e urbanidade (466. sendo incumbido: ‡ Manter a ordem e o decoro na audiência (455. II). é ocorrência séria. 183. v. pela falta de uma das pessoas cuja presença essencial ou pelo adiantado da hora. § 1º). das testemunhas ou dos advogados. que faz com que a pessoa se veja impedida de ir a juízo. a audiência de instrução e julgamento não será designada. assim. 330) ou bastando à prova pericial para a solução da lide. é que se deve admitir a alegação após abertos os trabalhos. ‡ Proceder direta e pessoalmente à colheita de provas (446. p. Poderá ser adiada uma única vez (453. devendo seguir as prescrições legais que o regulam.. Pode haver ausência à audiência quando: ‡ For convenção entre as partes (453. Sendo possível o julgamento antecipado da lide (art. §1º é fato grave.g. Até o início da audiência. contundente. pois nem sempre ocorrerá. Motivo justo está descrito no art. o impedimento deve ser anterior ao início da audiência que torne inexigível o comparecimento ao ato. 7. em dia e hora marcados. Somente a ocorrência que não poderia ser prevista de antemão enseja o encerramento da audiência. ‡ Houver impossibilidade de comparecimento do perito. II). Essa hipótese poderá ser mitigada quando o advogado demonstre que não era possível comprovar o impedimento de comparecer à audiência até o início do ato. I). É decorrência do princípio da imediatidade. 8. ‡ É eventual. 6. das partes. . ou seja.III). com o pregão das partes. o que se dá com o pregão das partes. sem que tenha sido sequer iniciada. Somente se necessária à colheita de prova oral é que a audiência será realizada. ‡ O adiamento se dá quando a audiência seja redesignada. I). Ao juiz é atribuído por de polícia.

os pontos controvertidos já terão sido fixados preteritamente.10. Por sua vez o art. Sentença (456) ± oferecidas as alegações finais. A pessoa que quer causa ao adiamento da audiência responderá pelas despesas acrescidas (453. Assim antes de passar à colheita das provas orais. já terá havido prévia tentativa de conciliação. Depoimento pessoal do réu. Testemunhas arroladas pelo réu. Peritos e assistentes técnicos ± que deveram responder aos quesitos de esclarecimentos que tenham sido formulados na forma e no prazo do 435. para que compareçam à sala de audiências do juízo as pessoas que devam participar do ato. § 3º). Debates (454) ± não havendo outras provas a serem colhidas. podendo acarretar. O art. as regras sobre a tentativa de conciliação passaram a ser regidas pelo 331. o juiz tentará conciliar as partes. IV). Depoimento pessoal do autor. VII. IV. O art. Testemunhas arroladas pelo autor V. somente. . 331 §2º revogou o artigo 451 do referido Código. caput e § 1º do CPC ‡ Colheita de provas orais (452): infrutífera a tentativa de conciliação. Note -se que se consideram intimadas da sentença tanto as partes presente à audiência. 452 determina que a oitiva seja feita na seguinte ordem: I. Os atos na audiência de instrução e julgamento devem obedecer a seguinte ordem: ‡ Pregão ‡ Tentativa de conciliação (447 a 479): a tentativa de conciliação é dever do magistrado. Pregão: é o anúncio público e de viva voz. não raro. mormente quando as partes estiverem reunidas em sua presença (125. As regras para tentativa de conciliação estão insertas no 331. Desta forma. Os debates poderão ser feitos oralmente ou por escrito. 13. ao iniciar a instrução o art. em audiência preliminar previamente designada para este fim (331). serão colhidas as provas orais. oralmente ou por escrito. antes da prolação da sentença. o passo seguinte é a prolação da sentença. 11. as partes terão a ultima oportunidade de se manifestar nos autos. não sendo mais. não havendo colheita de provas orais. como as ausentes que estejam intimadas para a audiência. Logo. Mas o juiz poderá optar por proferir sentença escrita. não haverá oportunidade para debates. Tal prazo é impróprio e sua inobservância não implica em qualquer vício ao procedimento. As partes já saem da audiência intimadas quanto à sentença nela proferida (242. A finalidade dessa manifestação é permitir que as partes ressaltem os pontos relevantes das provas orais que foram colhidas. E. 451 não mais será aplicável neste momento. III. II. sanção correcional ao magistrado. pois. para o que terá prazo de 10 dias. por tanto. VI. aplicáveis as regras do 447 a 449 e 451. Destarte. caput e § 1º revogaram os artigos 447 a 449 do CPC. §1º). A sentença pode ser proferida na própria audiência. 12. 331.

Não havendo acordo prévio o tempo será dividido igualmente entre cada um. a critério do magistrado. A ausência injustificada do advogado conduz à presunção de que não há mais interesse na colheita das provas que requereu. ‡ Depoimento pessoal do réu. 17. Deverá ser observada a seguinte ordem ‡ Peritos e assistentes. ‡ Testemunhas do réu. 19. não haverá qualquer irregularidade. será destituído e substituído por outro que. com condução coercitiva do perito. será necessário designar nova data p ara o prosseguimento da audiência. Se intimado. Se o curador nomeado não foi intimado. não acarretará qualquer vício ao processo. Se foi intimado e não compareceu. com condução coercitiva. insistindo as partes na oitiva do perito. §2º). 22. é faculdade. 21. As partes devem ter oportunidade para debates após as colheitas das provas. Não. o membro do MP não compareceu. Revelar-se exíguo. Poderá ser conduzido coercitivamente até a audiência. conforme previamente convencionado entre os litisconsortes. procedendo-se à imediata condução coercitiva. nos casos em atue (art. 24. pode ser nomeado já para participar da audiência. é essencial. 16. Se o representante do MP atuar como fiscal da lei. ‡ Depoimento pessoal do autor. Não. Na primeira hipótese a audiência será adiada. 18. designar-se-á nova data para prosseguimento da audiência. somente acarretará nulidade dos atos posteriores quando se tratar de provas colhidas oralmente e estas tiverem sido decisivas para o resultado da lide. será caso de redesignação de audiência. Na segunda a audiência será mantida e o réu considerado revel. 20. Não sendo isso possível e. O essencial é que tenha havido intimação para o ato. 9). Havendo litisconsórcio o prazo será de 30 minutos. A prorrogação deverá ser concedida sempre que o prazo de 20 min. O magistrado poderá dispensar a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não compareceu à audiência (453. A presença do curador especial. 15. Em regra o prazo para debates orais são de 20 minutos prorrogáveis por mais 10 minutos. Se não foram utilizadas como fundamento único da sentença. a audiência é realizada normalmente. ‡ Testemunhas do autor. A ausência de testemunha que esteja intimada não impede a realização da audiência. Havendo oposição primeiro .14. Não sendo possível a condução coercitiva imediata e insistindo a parte na oitiva da testemunha faltante. dividido entre eles. 23. Permitir que as partes ressaltem os pontos relevantes das provas orais que foram colhidas.

II do CPC. pelos prazos previstos no art. Não. em resumo. Referencias Bibliográficas THEODORO JÚNIOR. 35ª ed. NERY JR. partes. São Paulo. por 20 minutos. 452. de acordo com o art. vols. 26. ao final. so b ditado do juiz. Depende. decisões e sentenças proferidas em audiência. vol. MP se for o caso por 20 minutos. Arruda. GRECO FILHO. 2000. Vicente. São Paulo Editora Revista dos Tribunais. Em seguida tratando-se de lide principal. a sentença poderá ser proferida na própria audiência ou por escrito. o debate oral poderá ser substituído por memorais. 2003. Humberto. Direito Processual Civil Brasileiro. Editora Forense. II. em todas as folhas. São Paulo. p.. a complexidade da matéria e a urgência da decisão. se a ausência do perito não for justicada ou o motivo não for justo. Dele também constará o teor integral dos despachos. em sua estipulação. I e II. Rio de Janeiro. Curso de Direito Processual Civil. se a ausência do perito se deu por motivo justo não há nenhuma nulidade no procedimento. de fato ou direito. 454. se o caso. cada qual pelo prazo de 20 minutos. 29. caput ou §1º. 2004. o magistrado levará em conta o número de litigantes em cada pólo. ALVIM.ex. Editora Saraiva.se manifesta o opoente. §2º ³Pode ser dispensada pelo juiz a produção das provas requeridas pela parte cujo advogado não compareceu à audiência´. O prazo é judicial e. aí haverá nulidade no procedimento. que não possam ser analisadas com vagar nos prazos mencionados. A intimação se dá na própria audiência. representantes do MP e escrivão). I. Nelson. O termo deverá também. Sim. Teoria Geral dos Recursos. vol. 453. Mas.. observado o prazo impróprio de 10 dias para que o juiz prolate a sentença. 28. Ed. não comparecendo o advogado tem-se a presunção de que não há mais interesse na colheita das provas que requereu. e assinado. 27. de termo lavrado por escrivão. 30. advogados. Havendo questões complexas. dissídia do perito. 25. Essa regra encontra -se inserta no art. réus e MP. Marcia Pelissari . visto ser faculdade do Juiz o adiamento do audiência em tais casos. pelos presentes que tenham tomado parte no feito (juiz. Manual de Direito Processual Civil. depois os opostos. Pois. 2003. autores. ser rubricado pelo juiz. As principais ocorrências da audiência.. ed. Editora Revista dos Tribunais.

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