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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 1

FORMAÇÃO DE ESCALA MAIOR


A Escala Cromática é o conjunto de 12 notas que tem entre elas a distância exata de
um semitom, ou seja, a escala cromática é composta por:

*Crescente (Do, Do#, Re, Re#, Mi, Fa, Fa#, Sol, Sol#, La, La#, Si, Do)

*Decrescente (Do, Si, Sib, La, Lab, Sol, Solb, Fa, Mi, Mib, Re, Reb,Do)

A Escala Maior é o conjunto de notas sucessivas dadas umas após as outras tendo
como base as 7 notas musicais (Do, Re, Mi, Fá, Sol, La, Si), que sempre são
numeradas por algarismos romanos, e é a referência para se montar os acordes de
um campo harmônico, levando em consideração as distâncias entre as notas com a
seguinte formação:

Tom é a distancia entre duas notas sendo que entre elas exista apenas uma nota;
Exemplo: DO DO# RE
TOM
Semitom é a menor distancia entre duas notas sendo que entre elas não exista notas;
Exemplo: DO - DO#
SEMITOM

I II III IV V VI VII I
Ex: 1 Do ͜ Re ͜ Mi ͜ Fa ͜ Sol ͜ La ͜ Si ͜ Do
T T S T T T S

I II III IV V VI VII I
Ex: 2 Fa# ͜ Sol# ͜ La# ͜ Si ͜ Do# ͜ Re# ͜ Mi# ͜ Fa#
T T S T T T S

A escala é a base melódica de uma música, que tem total liberdade para se
movimentar dentro de uma música. Instrumentos como a flauta, violino, e a própria
voz se enquadram no departamento melódico.

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CIFRAS

Cifra é o sistema que usa as sete primeiras letras do alfabeto para identificar as sete
notas musicais de uma forma mais pratica para se ler os acordes, lembrando que, a
primeira nota musical é o (la 440hz) que também é referencia para a afinação dos
instrumentos.

A B C D E F G
↕ ↕ ↕ ↕ ↕ ↕ ↕
LA SI DO RE MI FA SOL

ACIDENTES

Os Acidentes alteram as notas para que as mesmas se encaixem na


fórmula das escalas, criando assim pelo menos quatro possibilidades de
nomes e de sons para a mesma nota, os acidentes são sustenido, bemol,
dobrado sustenido, dobrado bemol e bequadro. Veja a função de cada
um deles abaixo:

# = Sustenido: Tem a função de aumentar a nota em ½ tom;

b = Bemol : Tem a função de diminuir a nota em ½ tom;

× = Dobrado Sustenido: Tem a função de elevar a nota em 1 tom;

bb = Dobrado Bemol : Tem a função de diminuir a nota em 1 tom;

þ = Bequadro : Tem a função de eliminar todos os acidentes;

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ESCALAS MAIORES

I II III IV V VI VII I

DO RE MI FA SOL LA SI DO

RE MI FA# SOL LA SI DO# RE

MI FA# SOL# LA SI DO# RE# MI

FA SOL LA SIb DO RE MI FA

SOL LA SI DO RE MI FA# SOL

LA SI DO# RE MI FA# SOL# LA

SI DO# RE# MI FA# SOL# LA# SI

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ESCALAS MAIORES

I II III IV V VI VII I

DO# RE# MI# FA# SOL# LA# SI# DO#

RE# MI# Fax SOL# LA# SI# DOx RE#

MI# FAx SOLx LA# SI# DOx REx MI#

FA# SOL# LA# SI DO# RE# MI# FA#

SOL# LA# SI# DO# RE# MI# FAx SOL#

LA# SI# DOx RE# MI# FAx SOLx LA#

SI# DOx REx MI# FAx SOLx LAx SI#

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ESCALAS MAIORES

I II III IV V VI VII I

DOb REb MIb FAb SOLb LAb SIb DOb

REb MIb FA SOLb LAb SIb DO REb

MIb FA SOL LAb SIb DO RE MIb

FAb SOLb LAb SIbb DOb REb MIb FAb

SOLb LAb SIb DOb REb MIb FA SOLb

LAb SIb DO REb MIb FA SOL LAb

SIb DO RE MIb FA SOL LA SIb

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INTERVALOS
Intervalo é a relação entre as frequências de duas notas. São classificados quanto à
distância entre eles. Na música ocidental, os intervalos são estudados a partir da
divisão diatônica da escala. Os intervalos são úteis para medir e comparar as
distâncias entre notas, e também classificam as dissonâncias dos acordes.

CLASSIFICAÇÃO DOS INTERVALOS

2° M
2° SEGUNDA MAIOR M MENOR m AUMENTADA A 2° m
2° A
3°M
3°TERÇA MAIOR M MENOR m AUMENTADA A 3°m
3°A
4° J
4°QUARTA JUSTA J DIMINUTA d AUMENTADA A 4° d
4° A
5° J
5°QUINTA JUSTA J DIMINUTA d AUMENTADA A 5°d
5° A
6°M
6°SEXTA MAIOR M MENOR m AUMENTADA A 6°m
6° A
7° M
7° SÉTIMA MAIOR M MENOR m DIMINUTA d 7° m
7°d

8° OITAVA JUSTA J _____________________ ____________________ 8° J

EXEMPLO:
DO - RE - MI - FA - SOL - LA - SI - DO
F 2°M 3°M 4°J 5°J 6°M 7°M 8°J
DO - RE# - MI# - FA# - SOL# - LA# - SI# -DO
F 2°A 3°A 4°A 5°A 6°A 7°A 8°J
DO - REb - MIb - FAb - SOLb - LAb - SIb -DO
F 2°m 3°m 4°d 5°d 6°m 7°m 8°J

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FORMAÇÃO DE ACORDES

Acorde é a combinação de notas simultâneas dadas em grupo, formando assim


acordes maiores, menores, diminutos, aumentados e quartas também conhecidos
como Tríades. Vamos inicialmente tratar dos acordes maiores e menores, que são
utilizados frequentemente dentro de uma sequência, ou no campo harmônico. Para
se formar acordes maiores e menores, temos que obedecer as seguintes regras:

Exemplos:

C = Acorde Maior Cm = Acorde Menor


I + III + V I + IIIm + V
Do + Mi + Sol Do + Mib + Sol
F + 3°M + 5°J F + 3°m + 5°J

A = Acorde Maior Am = Acorde Menor


I + III + V I + IIIm + V
La + Do# + Mi La + Do + Mi
F + 3°M + 5°J F + 3°m + 5°J

F = Acorde Maior Fm = Acorde Menor


I + III + V I + IIIm + V
Fa + La + Do Fa + Lab + Do
F + 3°M + 5°J F + 3°m + 5°J

O acorde é a base harmônica da música, tem a função de dar apoio aos


instrumentos melódicos e de identificar o tom ou campo harmônico que a música
deve seguir e dentro da música os instrumentos harmônicos como o Piano, Violão,
Guitarra, entre outros, da o preenchimento para que a melodia possa flutuar
livremente na música.

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ACORDES MAIORES ACORDES MENORES

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GRAUS DA ESCALA

Os nomes dos graus se definem conforme suas posições na escala,


determinando suas funções, e eles se aplicam em todas as notas musicais.
Veja no quadro abaixo:

I Tônica: Grau fundamental que nomeia a escala e define seu Tom.

II Sobretônica: Grau acima da tônica.

III Mediante: Grau que define se o acorde ou escala é maior ou menor.

IV Subdominante: Grau abaixo da dominante.

V Dominante: Quinto grau, o mais importante depois da Tonica.

VI Sobredominante: Grau que determina a nota ou acorde relativo.

VII Sensível: Grau que precede a tônica em um semitom.

VIII Oitava: Repetição da tônica.

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A MÚSICA E SEUS ELEMENTOS


*Música é a reunião de sons que com base nos elementos da música (melodia,
harmonia, e ritmo) dá sentido a uma forma de expressão com uma linguagem
musical variada de acordo com as suas culturas, crenças, e raças. No contexto geral,
música é tudo aquilo que podemos identificar em forma de som através dos nossos
ouvidos. A música é também uma forma de comunicação muito extensa, pois
pessoas de culturas diferentes, através da música podem se conectar usando-a
como linguagem universal. Desde o princípio da humanidade, a música se faz
presente em todos os aspectos, seja nos cantos de tribos e povos, ou em músicas
regionais próprias para danças dos primatas. Pode-se afirmar que a herança mais
rica e mais profunda que temos de nossos ancestrais é propriamente a Música.
*Melodia é a combinação de notas tocadas sucessivamente, ou seja, notas dadas
umas após as outras com função de escala. Melodia é a voz principal que dá sentido
a uma composição, e encontra apoio na harmonia e no ritmo. A Melodia está
presente em todos os conteúdos da música, da afinação ao improviso. Os
instrumentos melódicos possuem uma enorme importância na cadeia musical, pois
é deles a missão de expressar os sentimentos do tema da música, e mostrar o seu
caminho melódico, seja no canto, ou no solo de um instrumento. “Alguns
instrumentos melódicos” (o canto, o violino, o saxofone, o clarinete, a flauta, o
trompete, a trompa, entre outros).
*Harmonia é combinação de notas tocadas simultaneamente, ou seja, notas dadas
ao mesmo tempo com função de acorde, a Harmonia está presente na música na
divisão de vozes, na formação de um acorde, ou na pratica de banda, onde cada
instrumento tem a sua função harmônica com base no campo harmônico. “Alguns
instrumentos harmônicos” (o piano, o violão, a guitarra, a harpa, entre outros).
*Ritmo é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos
regulares, que dá uma grande variedade de sons e notas, criados com base no ritmo.
O Ritmo determina a divisão da música, e a ordem das notas que são determinadas
pela formula de compasso. O Ritmo é o coração da música, que dá o andamento
para todos os instrumentos seguir um único pulso dentro da música.
Veja abaixo os quatro elementos da música e suas funções:
*Altura é a propriedade que faz o som ser agudo ou grave e depende da velocidade
(frequencia) das vibrações, quanto maior a frequencia, mais agudo é o som.
*Duração é o tempo de prolongamento do som e depende do quanto às vibrações
demoram em cessar.
*Timbre é a caracteristica sonora que diferencia os sons de acordo com as suas
frequencias.
*Intensidade é a propriedade do som que o determina ser mais fraco ou mais forte
em volume ou amplitude das vibrações sonoras.

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INVERSÃO DE ACORDES

As inversões são úteis para facilitar as mudanças de acordes dentro da música, e


fazer com que as distâncias entre acordes sejam menores. A regra básica para se
classificar as inversões como posição fundamental, primeira inversão e segunda
inversão, partem sempre da primeira nota do acorde, ou seja;

EXEMPLO 1:

I + III + V III + V + I V + I + III

DO + MI + SOL MI + SOL + DO SOL + DO + MI


POSIÇÃO PRIMEIRA
SEGUNDA INVERSÃO
FUNDAMENTAL INVERSÃO

EXEMPLO 2:

I + III + V III + V + I V + I + III

FA# + LA# + DO# LA# + DO# + FA# DO# + FA# + LA#


POSIÇÃO PRIMEIRA
SEGUNDA INVERSÃO
FUNDAMENTAL INVERSÃO

Dentro destas inversões, as mudanças de acordes podem fazer o musico se locomover


dentro dos acordes com maior facilidade, deixando-o mais à vontade durante a
música, e fazendo com que o musico conheça realmente o seu instrumento.

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FORMAÇÃO DE ACORDES

Acorde é a combinação de notas simultâneas dadas em grupo, formando assim


acordes maiores, menores, diminutos, aumentados e quartas também conhecidos
como tríades. Agora trataremos dos acordes diminutos, aumentados, e quartas,
que ainda fazem parte das Tríades. Para se formar esses acordes, temos que
obedecer as seguintes regras:

Exemplos:

C(5#) Cm(5b) C4
Acorde Aumentado Acorde Diminuto Acorde com Quarta
I + III + VA I + IIIm + Vd I + IV + V
Do + Mi + Sol# Do + Mib + Solb Do + Fa + Sol
F + 3°M + 5°A F + 3°m + 5°d F + 4°J + 5°J

A(5#) Am(5b) A4
Acorde Aumentado Acorde Diminuto Acorde com Quarta
I + III + VA I + IIIm + Vd I + IV + V
La + Do# + Mi# La + Do + Mib La + Re + Mi
F + 3°M + 5°A F + 3°m + 5°d F + 4°J + 5°J

F(5#) Fm(5b) F4
Acorde Aumentado Acorde Diminuto Acorde com Quarta
I + III + VA I + IIIm + Vd I + IV + V
Fa + La + Do# Fa + Lab + Dob Fa + Sib + Do
F + 3°M + 5°A F + 3°m + 5°d F + 4°J + 5°J

O acorde é a base harmônica da música, tem a função de dar apoio aos


instrumentos melódicos e de identificar o tom ou campo harmônico que a música
deve seguir e dentro da música os instrumentos harmônicos como o Piano, Violão,
Guitarra, entre outros, da preenchimento para que a melodia possa flutuar
livremente na música.

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ACORDES AUMENTADOS ACORDES DIMINUTOS

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NOTAS ENARMÔNICAS

Notas Enarmônicas são notas que tem o mesmo som, ou a mesma frequência,
porem tem nomes diferentes. Isto ocorre por conta das escalas obedecerem à
configuração de tons e semitons, que não as deixam repetir nomes de notas dentro
da escala, daí as notas enarmônicas entram em ação para facilitar a ordem das notas
das escalas, ou do campo harmônico.

Veja abaixo as notas e suas respectivas enarmônicas:

DO REbb SI# DO# REb SIx DOb LAx SI


RE MIbb DOx RE# MIb Fax REb SIx DO#
MI FAb REx MI# FA Solbb MIb FAbb RE#
FA SOLbb MI# FA# SOLb MIx FAb REx MI
SOL LAbb FAx SOL# LAb - SOLb MIx FA#
LA SIbb SOLx LA# SIb Dobb LAb - SOL#
SI DOb LAx SI# DO Rebb SIb DObb LA#

RELATIVO MENOR
Relativo menor é dado pelo sexto grau do campo harmônico, ele é chamado de
relativo por ter as duas notas principais do primeiro grau do campo harmônico,
acorde maior, ou seja, mantem-se a tônica e a terça do primeiro grau, e acrescenta-
se o sexto grau da escala, formando assim um acorde relativo menor.

Veja alguns exemplos abaixo:

TONALIDADE RELATIVO TONALIDADE RELATIVO


C = I Am = VI F = I Dm = VI
G = I Em = VI Db = I Bbm = VI
D = I Bm = VI G# = I E#m = VI
A = I F#m = VI Bb = I Gm = VI
E = I C#m = VI C# = I A#m = VI
B = I G#m = VI Ab = I Fm = VI

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CAMPO HARMÔNICO TRÍADES


Campo Harmônico é o conjunto de acordes formados a partir das notas de uma
determinada escala, e é usado dentro da música como base para o canto, solo, ou
improviso. O campo harmônico auxilia na construção das músicas, e na alteração da
configuração dos acordes de uma música, sempre tendo como base a formula do
campo harmônico em tríades abaixo:

I II m III m IV V VI m VII°

I ͜ II ͜ III ͜ IV ͜ V ͜ VI ͜ VII
*C Dm Em F G Am B°
*D Em F#m G A Bm C#°
*E F#m G#m A B C#m D#°
*F Gm Am Bb C Dm E°
*G Am Bm C D Em F#°
*A Bm C#m D E F#m G#°
*B C#m D#m E F# G#m A#°

*C# D#m E#m F# G# A#m B#°


*D# E#m FXm G# A# B#m CX°
*E# FXm GXm A# B# CXm DX°
*F# G#m A#m B C# D#m E#°
*G# A#m B#m C# D# E#m FX°
*A# B#m CXm D# E# FXm GX°
*B# CXm DXm E# FX GXm AX°

*Cb Dbm Ebm Fb Gb Abm Bb°


*Db Ebm Fm Gb Ab Bbm C°
*Eb Fm Gm Ab Bb Cm D°
*Fb Gbm Abm Bbb Cb Dbm Eb°
*Gb Abm Bbm Cb Db Ebm F°
*Ab Bbm Cm Db Eb Fm G°
*Bb Cm Dm Eb F Gm A°

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PROGRESSÕES HARMÔNICAS
Exercícios para aplicar os acordes do campo harmônico estudado acima nas músicas,
entender as progressões harmônicas e assim usar as tensões em várias tonalidades e
músicas. Veja e toque as progressões dos exemplos abaixo aplicando as inversões de
acordes;

PASSO 1:

1)|| C | Am | Dm | Em | F | G | C ||

2)|| Eb | Gm | Ab | Fm | Bb | Cm | Bb/D | Eb ||

3) || B | G#m | D#m | E | C#m | F# | F#/A# | B ||

4) || D | F#m | G | Bm7 | Em | G/B | A/C# | D ||

5)|| Bb | F/A | Gm | F | Eb | Dm | Cm | Bb ||

6)|| G | C | Bm | Am | Em | C/E | D/F# | G ||

7)|| A | D | F#m | C#m | Bm | E | A ||

8)|| F | Gm | Bb | Am | Dm | Gm | C | F ||

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PROGRESSÕES HARMÔNICAS
PASSO 2:

Aplicando os acordes Diminutos, Aumentados e com 4:

1)|| C | Am | Dm | E(5#) | F | G4 | G | C ||

2)|| Eb | Gm | Ab | Fm | Bb4 | Cm | D° | Eb ||

3)|| B | G#m | D#(5#) | E | C#m | F#4 | F#/A# | B ||

4) || D | F#m | G | Bm | Em | G/B | C#° | D ||

5)|| Bb | A° | Gm | F | Eb | Dm | F4 | F | Bb ||

6)|| G | C | B(5#) | Em | Am | C/E | F#° | G ||

7)|| A | D | F#m | C#m | Bm | E4 | G#° | A ||

8)|| F | Gm | Bb | Am | Dm | Gm | E° | F ||

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MODOS
Modo é a maneira como os tons e semitons se distribuem entre os graus da escala
maior. Os Modos Litúrgicos são os modos utilizados pela música litúrgica da idade
média, podem ser chamados também de Modos Eclesiásticos, Modos Gregos, ou
apenas Modos. No século XVI o Papa Gregório I, organizou a música litúrgica, e
sintetizou a organização dos modos, por isso os modos litúrgicos são chamados
também de Modos Gregorianos. A nota mais importante de cada modo recebe o
nome de finalis, e a segunda nota mais importante chama-se confinalis que
normalmente é a 5° nota de cada modo. Conclusão modos é a variação de
possibilidades que temos dentro de uma mesma escala maior. Veja abaixo os
exemplos:

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CONSONÂNCIAS E DISSONÂNCIAS
Consonâncias são sons que tocados ao mesmo tempo seja em forma de (bi Corde ou
acordes tríades) nossos ouvidos aceitam e entendem como algo natural, as
consonâncias estão presentes dentro das músicas no geral, veja abaixo alguns
exemplos de consonâncias:

I IV I V I VIII
DO + FA DO + SOL DO + DO
TONICA + QUARTA JUSTA TONICA + QUINTA JUSTA TONICA + OITAVA

I VI ou VIm I III ou IIIm I I


DO + LA OU LAb DO + MI OU MIb DO + DO
TONICA + SEXTAS TONICA + TERÇA TONICA + TONICA

Dissonâncias são alterações que ocorrem dentro dos acordes causando assim
tensões, suspenções, e preparações nos acordes. As dissonâncias são representadas
por números correspondentes ao seu intervalo, veja abaixo alguns exemplos de
dissonâncias:

I IVA I II ou IIm
DO + FA# DO + RE OU REb

I VII ou VIIm
DO + SI OU SIb
TONICA + SÉTIMA OU SÉTIMA MENOR

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CAMPO HARMÔNICO TÉTRADES

O Campo Harmônico em tétrades tem a mesma configuração do campo em tríades,


porem acrescentam-se as sétimas maiores e menores de cada acorde, sempre
obedecendo a sua respectiva escala. Para fixar melhor a intensão das sétimas
lembre-se que, a sétima maior esta ½ tom abaixo da tônica, e a sétima menor esta
1 tom abaixo da tônica. Veja na tabela abaixo:

I7M II m7 III m7 IV7M V7 VI m7 VIIm7(5b)

I ͜ II ͜ III ͜ IV ͜ V ͜ VI ͜ VII
*C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(5b)
*D7M Em7 F#m7 G7M A7 Bm7 C#m7(5b)
*E7M F#m7 G#m7 A7M B7 C#m7 D#m7(5b)
*F7M Gm7 Am7 Bb7M C7 Dm7 Em7(5b)
*G7M Am7 Bm7 C7M D7 Em7 F#m7(5b)
*A7M Bm7 C#m7 D7M E7 F#m7 G#m7(5b)
*B7M C#m7 D#m7 E7M F#7 G#m7 A#m7(5b)

*C#7M D#m7 E#m7 F#7M G#7 A#m7 B#m7(5b)


*D#7M E#m7 FXm7 G#7M A#7 B#m7 CXm7(5b)
*E#7M FXm7 GXm7 A#7M B#7 CXm7 DXm7(5b)
*F#7M G#m7 A#m7 B7M C#7 D#m7 E#m7(5b)
*G#7M A#m7 B#m7 C#7M D#7 E#m7 FXm7(5b)
*A#7M B#m7 CXm7 D#7M E#7 FXm7 GXm7(5b)
*B#7M CXm7 DXm7 E#7M FX7 GXm7 AXm7(5b)

*Cb7M Dbm7 Ebm7 Fb7M Gb7 Abm7 Bbm7(5b)


*Db7M Ebm7 Fm7 Gb7M Ab7 Bbm7 Cm7(5b)
*Eb7M Fm7 Gm7 Ab7M Bb7 Cm7 Dm7(5b)
*Fb7M Gbm7 Abm7 Bbb7M Cb7 Dbm7 Ebm7(5b)
*Gb7M Abm7 Bbm7 Cb7M Db7 Ebm7 Fm7(5b)
*Ab7M Bbm7 Cm7 Db7M Eb7 Fm7 Gm7(5b)
*Bb7M Cm7 Dm7 Eb7M F7 Gm7 Am7(5b)

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PROGRESSÕES HARMÔNICAS

Exercícios para aplicar os acordes do campo harmônico estudado acima nas músicas,
entender as progressões harmônicas e assim usar as tensões em várias tonalidades e
músicas. Veja e toque as progressões dos exemplos abaixo;

1)|| C7M | Am7 | Dm7 | Em7 | F7M | G7 | C7M ||

2)|| Eb7M | Gm7 |Ab7M | Fm7 | Bb7| Cm7 | Dm7(5b) |Eb7M||

3)|| B7M | G#m7 | D#m7 | E7M | C#m7 | F#7 | F#/A# | B7M ||

4) || D7M | F#m7 | G7M | Bm7 | Em7 | G/B | A/C# | D7M||

5)||Bm7 | A7 | G7M| F#m7 | Em7| A7 | Bbm7(5b)| Bm7 ||

6)|| G7M | C7M | Bm7 | Am7 |Em7 | C7M | D4 | D7 | G7M ||

7) || A7M | E/G# | F#m7 | C#m7 | Bm7 | E7 | A7M ||

8)|| F7M | Gm7 | Bb7M | C | Dm7 | G7 | C7 | F7M ||

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TEORIA MUSICAL

Teoria Musical é o nome dado a todo sistema que se dispõe a mergulhar no


universo grandiosíssimo e extenso que é a música. A teoria muitas vezes é rotulada
com uma imagem de desnecessária ou difícil, mas sabe-se que sem a base teórica, é
praticamente impossível de identificar as ocorrências de uma música, ou até mesmo
na leitura de uma cifra ou partitura, que é parte indispensável para um musico de
qualidade ter esse conhecimento. Teoria envolve os mais diversos assuntos que
compõe a música, desde a História da Música, até a música contemporânea, que é a
música atual, a mesma tem a configuração de escrita que usamos hoje, mas nem
sempre foi assim, pois a música se divide em períodos, cada um deles com
alterações na escrita, leitura ou mesmo na interpretação, estes períodos são:
Medieval (500-1400), Renascentista (1400-1600), Barroco (1600-1760), Clássico
(1730-1820), Romântico (1815-1910), e Contemporâneo (1975- Atualmente).
No século XX houve um ganho de popularidade do rádio pelo mundo, e
novas mídias e tecnologias foram desenvolvidas para gravar, capturar, reproduzir e
distribuir a música. Com a gravação e distribuição, tornou-se possível aos artistas da
música ganhar rapidamente fama nacional, e até internacional. As apresentações
tornaram-se cada vez mais visuais com a transmissão e gravação de vídeos
musicais e concertos, desta forma, música de todo gênero tornou-se cada vez mais
portátil. A música atual trouxe nova liberdade e maior experimentação com
novos gêneros musicais e formas que desafiaram as expectativas de períodos
anteriores. A criação dos instrumentos musicais eletrônicos, e dos sintetizadores em
meados do século, revolucionaram a música popular e aceleraram o
desenvolvimento de novas formas de música. Os sons de diferentes continentes
começaram a se misturar de forma que novos estilos foram criados dando maior
variedade de estilos diferentes, que tem um ganho de proporção significativo na
mídia por conta do fácil acesso as redes sociais, internet, radio e TV. Desta forma a
música se atualiza a cada dia, e nós “músicos” nos reciclamos todos os dias para
estarmos sempre nos atualizando juntamente com crescimento constante da
música.

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 23

NOÇÕES GERAIS
A Música tem uma linguagem própria, formada de sons. Os Sons distinguem-se
pelos seus graus, do Grave ao Agudo e pela sua Duração. Para indicar exatamente
estes sons, de conformidade com a sua altura e duração, convencionou-se adotar
um sistema de escrita (nota), para cuja compreensão torna-se preciso um estudo
especial.
Os meios para chegar-se a este fim são:

1. O Solfejo

2. O Ditado Musical

Com o Solfejo, chega-se ao som, através da leitura do sinal (nota); com o Ditado
Musical, por intermédio da percepção do som, chega-se ao sinal (nota). É fácil
deduzir como estes dois mecanismos se completam reciprocamente, e como
devem, portanto caminham juntos no ensino fundamental da música. Não é nosso
intuito aqui nos ocuparmos do ensino do solfejo, mas sim de patentear as
dificuldades que se apresentam no estudo do ditado e o de aconselhar os meios
mais adaptáveis para superá-las.
A operação do ditado consiste em traduzir em sinais convencionais os sons
perceptíveis ao ouvido.

A operação se desenvolve em dois momentos:

1. Apanhar e reter os Sons de que se compõe a frase.


(Reconhecer a nota ou grupo que compõe a frase).

2. Expressá-los graficamente, com os sinais convencionais.


(Escrever a frase com as notas passíveis de interpretação).

Dentre os dois momentos, é certamente o primeiro aquele no qual o aluno encontra


as maiores dificuldades, devido à complexidade do trabalho a superar. De fato, ele
deve ter a aptidão de apanhar a Duração (Ritmo), a Altura (Melodia) e a
Simultaneidade dos Sons (Harmonia); deve ter a aptidão de repetir com exatidão a
frase ditada, valendo-se da própria voz ou de um instrumento.

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 24

UNIDADE DE TEMPO
O RITMO

A lei do ritmo baseia-se na Divisão Ordenada do Tempo.


Cada intervalo de tempo, tomado como unidade, é suscetível de ser dividido
em partes iguais pelas faculdades mentais. Da Unidade de Tempo, Semibreve e da
sua divisão em partes mais ou menos numerosas, deriva a variedade do ritmo.
As combinações rítmicas são infinitas, mas todas têm uma só derivação nos
dois ritmos fundamentais da música, que são o Ritmo Binário em Compassos
Simples e Ritmo Ternário em Compassos Compostos.
Chama-se Ritmo Binário a divisão de uma Unidade de Tempo em duas partes
iguais.
Chama-se Ritmo Ternário a divisão de uma Unidade de Tempo em três partes
iguais.

Temos com isso obtido a divisão de uma Unidade de Tempo em pequenas


partes iguais e facilmente perceptíveis, que chamaremos Unidade de Tempo e que
representam a aplicação do princípio fundamental para medição do mesmo tempo.
É supérfluo acrescentar que do grau de velocidade e de lentidão do bater, a
Unidade de Tempo resultará mais ou menos longa, mesmo sendo sempre
proporcionalmente igual.
Obtida assim a Unidade de Tempo, o aluno deverá em seguida achar a divisão
desta Unidade de Tempo.
O primeiro momento tem caráter de repouso e é denominado o momento do
acento forte. Os outros momentos têm, no entanto, caráter do movimento e são
denominados momentos do acento fraco.

INFORMAÇÕES GERAIS

As notas se apresentam de quatro formas diferentes, entretanto cada forma


dá sentido à outra, são elas: Nome, Nota, Pausa e Número Correspondente.
Quando utilizamos o Nome de uma figura estamos nos referindo a sua Nota
ou a sua Pausa e também ao seu Número Correspondente.
Reconhecemos uma Nota através da duração do Som percutido.
Reconhecemos uma Pausa através da duração do Silêncio da nota no contexto
musical.

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 25

QUADRO COMPARATIVO

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 26

PENTAGRAMA
Pentagrama: é o conjunto de cinco linhas paralelas e horizontais, formando quatro
espaços entre si, e é nele que escrevemos as notas, o pentagrama é também
conhecido como pauta, estas linhas e espaços conta-se de baixo para cima (veja
figura abaixo).

As notas são escritas nas linhas e nos espaços;

Quando as linhas ultrapassam o limite da pauta, usam-se linhas suplementares


superiores e inferiores.

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 27

CLAVES

CLAVES – São sinais que se colocam no princípio da pauta para dar nome as notas.
São três espécies de clave:

Sol - Fá - Do

Estudaremos primeiramente a clave de SOL que se localiza na segunda linha, é nela


que se localiza as vozes femininas (Soprano e Contralto), já as vozes masculinas
(Tenor e Baixo) estão localizadas na clave de FA que se localiza na quarta linha. A
clave de sol é assinada na segunda linha da pauta, a nota da segunda linha da pauta,
chama-se sol, porque está colocada onde a clave de sol foi assinada. (Veja na figura
à seguir).

Notas abaixo da segunda linha da clave de sol

As claves possuem classificações diferentes de acordo com cada instrumento e sua


tessitura, ou seja, sua nota mais aguda e mais grave.
A Clave de Sol só é permitida na 2° linha;
A Clave de Fá é permitida na 3° e 4° linhas;
E a Clave de Do é permitida na 1°, 2°, 3° e 4° linhas.

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 28

FÓRMULA DE COMPASSO

São dois números sobrepostos que aparecem na frente do compasso, um


Superior e um Inferior.
Quando começamos a tocar um instrumento musical, ouvimos muito a
expressão 4/4 (quatro por quatro), mas o que é um 4/4? É uma Fórmula de
Compasso, essa fórmula indica a Quantidade e a Qualidade da Nota no compasso. O
Número Correspondente indica a nota que preenche um tempo no compasso.

O número Superior indica a Quantidade de tempos no compasso.

O número Inferior indica a Qualidade da nota que preenche cada tempo no


compasso.

O Compasso...

É bom lembrar que Compasso é um pequeno trecho do contexto musical,


formado por um conjunto de tempos e que possui diversas barras de indicação,
veremos algumas delas a seguir:

Barra Simples: Indica o término de um compasso.

Barra de Repetição: Indica a repetição do trecho musical.

Barra Final: Indica o fim do trecho musical.

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 29

SEMÍNIMA, COLCHEIA E SEMICOLCHEIA


Como vimos Quadro Comparativo, existem sete figuras rítmicas são elas: a
Semibreve, a Mínima, a Semínima, a Colcheia, a Semicolcheia, a Fusa e a Semifusa.
Entretanto as mais utilizadas são a Semínima, a Colcheia e Semicolcheia.

A SEMÍNIMA
NOTA PAUSA Nº CORRESPONDENTE

Observação: Dentro de um compasso 4/4, ela possui a duração de 1 (um)


tempo.
LEITURA RÍTMICA EM SEMÍNIMAS

A COLCHEIA
NOTA PAUSA Nº CORRESPONDENTE

Observação: Dentro de um compasso 4/4, ela possui a duração de 1/2 (meio)


tempo, para preencher um tempo serão necessárias duas colcheias.

LEITURA RÍTMICA EM COLCHEIAS


1

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 30

A SEMICOLCHEIA
NOTA PAUSA Nº CORRESPONDENTE

Observação: Dentro de um compasso 4/4, ela possui a duração de 1/4 (um


quarto) de tempo, para preencher um tempo serão necessárias quatro
semicolcheias.

LEITURA RÍTMICA EM SEMICOLCHEIAS

COMBINANDO SEMÍNIMAS, COLCHEIAS E


SEMICOLCHEIAS
1

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 31

DITADO RÍTMICO I

DITADO RÍTMICO II

Indica a repetição do compasso anterior.

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 32

ARMADURAS DE CLAVES

# = FA – DO – SOL – RE – LA – MI – SI.
1 2 3 4 5 6 7.
b = SI - MI - LA - RE - SOL - DO - FA.

Obs. As armaduras de claves acima apontam o seu tom como maior, mas podem
aparecer em músicas que estejam no tom menor, isso acontece quando você
encontra o relativo menor do tom maior, ou seja, o VI grau de um campo harmônico
maior, é o relativo menor de qualquer ou campo harmônico.

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 33

FORMAÇÃO DE ACORDES

Os acordes dissonantes tétrades ou com mais de uma tensão, enriquecem a música


de maneira que transformam as músicas dando maior possibilidades de vozes
dentro do acorde. As dissonâncias podem ter efeitos de preparação, modulação,
suspensão, resolução e repouso. Há várias formações de acordes, vamos nesse
módulo aprender a configuração de alguns deles. Veja abaixo alguns exemplos de
tensões que se encaixam dentro das músicas. Os acordes abaixo mostram apenas as
notas que os compõe, a sua formação se adapta as inversões de acordes.

Obs. Os exemplos abaixo estão sempre relacionados a escala de DO Maior, porem


devem ser aplicados em todas as escalas.

C7M9= Acorde Maior com 7M e 9 Cm7=Acorde Menor com 7


I II III V VII I IIIm V VIIm
Do Re Mi Sol SI Do Mib Sol SIb

C7(5#)=Acorde Maior com 7 e (5#) Cm7(5b)=Acorde menor com 7 e (5b)


I III VA VIIm I IIIm Vd VIIm
Do Mi Sol# SIb Do Mib Solb Sib

C79= Acorde Maior com 7 e 9 Cm6= Acorde menor com 6


I II III V VIIm I IIIm V VI
Do Re Mi Sol Sib Do Mib Sol La

Cm9 =Acorde menor com 9 C76=Acorde Maior com 7 e 6

I II IIIm V I III V VI VIIm


Do Re Mib Sol Do Mi Sol La Sib

C7M= Acorde Maior com 7M C7=Acorde Maior com 7


I III V VII I III V VIIm
Do Mi Sol SI Do Mi Sol SIb

C9= Acorde Maior com 9 C7(9b) =Acorde Maior com 7 e (9b)


I II III V I IIm III V VIIm
Do Re Mi Sol Do Reb Mi Sol SIb

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 34

APLICANDO AS DISSONÂNCIAS
Aplicando as dissonâncias no Campo Harmônico, vemos que existem várias
possibilidades de tensões harmônicas, a tabela abaixo mostra algumas dessas
possibilidades de encadeamento de acordes. Importante ressaltar que as sequências
dos acordes não são regras, mas são apenas possibilidades de usar tensões dentro
do Campo Harmônico. As tabelas têm a mesma formação porem estão em
tonalidades diferentes;

TABELA 1;

I II III IV V VI VII

C Dm C/E F G Am G/B

C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(5b)

C7M9 Dm79 Em79 F7M9 G79 Am79 G9/B

C69 Dm9 Em9 F9 G7(9b) Am9 Bm79

C7M6 D69 E7(5#) Fm6 G6(9b) A7(9b) B°

C7(9b) Dm74 Em74 Fm79 G9 A7 G7/B

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 35

TABELA 2;

I II III IV V VI VII

A Bm A/C# D E F#m E/G#

A7M Bm7 C#m7 D7M E7 F#m7 G#m7(5b)

A7M9 Bm79 C#m79 D7M9 E79 F#m79 E9/G#

A69 Bm9 C#m9 D9 E7(9b) F#m9 G#m79

A7M6 B69 C#7(5#) Dm6 E6(9b) F#7(9b) G#°

A7(9b) Bm74 C#m74 Dm79 E9 F#7 E7/G#

Obs. Os acordes acima seguem a base do campo harmônico, porem podem ser
misturados e combinados de maneira aleatória, e de acordo com a capacidade de
criação do musico.

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 36

PROGRESSÕES HARMÔNICAS
Exercícios para montar e criar as progressões harmônicas e assim usar as tensões em
várias tonalidades e músicas. Veja e toque as progressões abaixo;

1)|| C7M9 | A7(9b) | Dm9 | Em9 | F7M9 | G6(9b)| C7M9||

2)|| Eb7M |G7(5#) |Ab7M |Fm79 |Bb7| Bb/Ab |Dm7(5b)|Eb7M||

3)|| B69 | G#m79 | D#m9 | Em6 | C#76 | F#7(9b) | F#/A# |B7M ||

4)|| D9 | F#m9 | G7M9 | B7(5#) | C7M9 | G/B | A/C# | D7M9||

5)||Bm7 | Am9| G7M| F#m7 |Em79 | A7 | Bbm7(5b)| Bm79||

6)|| G7M | Cm6 | B7(5#) | Am9 | F7M9 | Eb7M | D7(9b)| G7M9||

7)|| A7M9 | Db/F | F#m9 | F#7(5#) | Bm9 | E7(9b) | A7M9 ||

8)|| F7M9 |Gm79 | Bb7M |A7(5#) | Dm79 | G69| C7(9b)|F7M9 ||

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 37

FÓRMULAS DAS ESCALAS MENORES


Escalas menores; Podem ser Natural, Melódica, Harmônica ou Bachiana. Veja
abaixo as suas classificações intervalares, os graus correspondentes e crie a distância
entre tons e semitons de cada escala menor:

F 2°M 3°m 4°J 5°J 6°m 7°m


Menor Natural = Do Re Mib Fa Sol Lab Sib

F 2°M 3°m 4°J 5°J 6°m 7°M


Menor Harmônica = Do Re Mib Fa Sol Lab Si

F 2°M 3°m 4°J 5°J 6°M 7°M


Menor Bachiana= Do Re Mib Fa Sol La Si

Menor Melódica =
Do Re Mib Fa Sol La Si / Do Sib Lab Sol Fa Mib Re Do

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 38

ESCALAS EXÓTICAS

Em alguns folclores, encontram-se melodias construídas sobre escalas diferentes


das convencionais, as principais destas são Ex : ( Cigana, que é a escala menor
harmônica com o IV grau elevado em um semitom , Pentafônica, que é uma escala
de cinco notas , Escala Árabe, que tem as características da escala maior, porém
com alterações no II e VI graus e Hexafônica, que é uma escala com seis notas com
intervalos de tons . Veja os exemplos:

F 2°M 3°m 4°A 5°J 6°m 7°M


*Escala Cigana = Do Re Mib Fa# Sol Lab Si

*Escala Pentafônica = Do Re Mi Fa Sol

F 2°M 3°M 4°A 5°A 6°A


*Escala Hexafônica = Do Re Mi Fa# Sol# La#

F 2°m 3°M 4°J 5°J 6°m 7°M


Escala Árabe = Do Reb Mi Fa Sol Lab Si

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 39

CONCEITO DE HARMÔNIA
Vamos tratar sobre música Popular e Erudita (erroneamente chamada de
“clássica”). Esta distinção foi criada no final do século XIX e logo difundida para a
Europa e para os países latinos no início do século XX. O termo “música popular”, a
princípio foi designado para toda música que não se enquadrasse em música de
concerto. Porém, é extremamente genérico, abrangendo entre diversas acepções,
tanto a música folclórica quanto a música de consumo, dançante ou não. Alguns
teóricos não reconhecem esta separação, alegando (com certa razão) que a música
é uma só. Alguns compositores dão razão a este pensamento, como Villa-Lobos e
George Gershwin, de difíceis enquadramentos em um dos dois conceitos. Esta
mesma distinção foi feita na harmonia. A primeira corrente (mais antiga) é a
“Harmonia Tradicional”, que tem como preocupação os fatores relativos a cada
acorde em sua estrutura e em regras de condução de vozes. Diz respeito aos
acordes escritos na partitura, e sua base é a escrita coral do período barroco. Por
isso é muitas vezes chamada erroneamente, de harmonia "erudita". A segunda
corrente é a “Harmonia Funcional”, que se preocupa com a função que cada
acorde. Aqui, a estruturação do acorde é extremamente flexível, assim como as
regras de condução de vozes que, por vezes, inexistente. Pela sua relativa
independência de escrita em partitura, é muitas vezes chamada, (erroneamente, de
harmonia “popular”). A cifragem referente a cada harmonia também segue a
mesma distinção: tradicional e funcional (e não “erudito” e “popular”). Porém, a
harmonia funcional é apenas uma evolução recente da tradicional, já cultivada por
séculos, e a preferência por uma ou outra, depende de qual das duas escolas o
músico foi formado.
A harmonia é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento do músico
em qualquer área de atuação. Pode ser estudada separadamente por questões de
entendimento, porém, é imprescindível seu relacionamento com a melodia, pois
tudo está relacionado à melodia. O seu domínio, além de abrir um leque de
possibilidades para harmonizações e rearmonizações diversas, é a base de qualquer
linha de composição, arranjo e improvisação. É de grande ajuda nas transcrições,
execuções, e possibilita ainda, analisar e entender qualquer categoria musical.
Porém, o conhecimento de harmonia também pode ser catastrófico para o músico.
Este precisa ter em mente que a música é, antes de tudo uma arte, e não uma
ciência exata (há inúmeras músicas de extremo refinamento compostas por músicos
sem nenhum (ou quase nenhum) conhecimento Harmônico). Deve-se saber usar
seus conhecimentos como uma ferramenta de auxílio à sua criatividade, e não como
o único princípio de tudo. É bom lembrar que nem sempre as harmonias mais
complexas são as mais apropriadas. Ás vezes, o simples soa muito melhor. É
fundamental ter bom gosto e bom senso. Porém, ao optar por uma harmonia

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 40

simples ou complexa, siga na linha de sua escolha. No Brasil, o ensino da harmonia


funcional ainda é muito falho. As poucas escolas e faculdades especializadas estão
concentradas nas regiões mais desenvolvidas e em muitas, falta metodologia. Nas
escolas tradicionais há pouca ou nenhuma abertura para a harmonia funcional, que
ainda é recente e seu estudo é cheio de contradições e imprecisões, com muita
variação de país para país. Assim, o aluno faz seu conhecimento muitas vezes de
forma picada, adquirindo informações superficiais, isoladamente e na prática do dia-
a-dia. Aproveito para falar sobre a dificuldade de se escrever um método de
harmonia funcional. Em outras áreas, já mais antigas e mais desenvolvidas, apesar
de algumas variações nos métodos de ensino de determinadas matérias específicas,
são mais “exatas”. Em teoria musical, uma 4ªJ será sempre uma 4ªJ. Em
contraponto, 5ªs paralelas serão sempre evitadas. Na harmonia tradicional, 6/4
representa um acorde na segunda inversão, e assim por diante. Na harmonia
funcional, as matérias “exatas” são muito poucas, e a infinidade de variações e
imprecisões já mencionadas, dificultam muito o seu ensino e seu entendimento.
Certamente você verá no seu estudo diário, muitas discordâncias com o que está
sendo apresentado aqui. Absurdos a parte, em muitos casos não há como dizer o
que está certo ou errado. São linhas de pensamento nas quais o profissional da área
escolhe uma ou mais a ser seguida. Na metodologia do escritor, não iremos discutir
ou escolher um ou outro gênero, apenas iremos apresentar as diferenças entre as
duas fórmulas, e adaptar ao estilo musical de cada aluno. Sabemos que os estilos
musicais que mais crescem no Brasil são básicos, e dependem apenas de acordes
que podem ser traduzidos facilmente em cifras. Estes estilos musicais utilizam
basicamente 4 ou 5 acordes da família das tríades. Ex. (Sertanejo, Forró, Gospel,
Axé, entre outros), porem iremos estudar as estruturas harmônicas para
rearmonizar as músicas consideradas fáceis.

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 41

CADÊNCIAS
Cadência Perfeita é a de resolução mais forte, estruturada pelas funções
Dominante, seguida pela Tônica, ou seja, os graus (V e I). A Cadência Perfeita é
essencialmente utilizada no final da progressão com efeito de descanso, esta
também pode ser chamada de autentica se antes do V grau estiver o (IV ou II) como
no exemplo 2.

Ex 1: V I Ex 2: IIm V I
G C Dm G C

Cadência Imperfeita é quando um ou ambos os acordes da Cadência Perfeita (V e


I) estão invertidos ou ainda no caso de VII - I, e o peso de resolução desta, é bem
menor e mais discreto que no caso da Perfeita.

Ex 1: V7 I/1°i Ex: 2 V/1°i I


G7 C/E G/B C

Cadência Plagal é também uma cadência conclusiva, porém de uma forma menos
acentuada. Têm como integrantes os graus IV e I (Subdominante e Tônica) estando
ou não, invertidos.

Ex 1: IV/1°i I Ex 2: IV7M I7M


F/A C F7M C7M

Meia Cadência se caracteriza quando a resolução é na Dominante.

Ex 1: IIm7 V Ex 2: VI7 V7
Dm7 G Am7 G7

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 42

CADÊNCIAS
Cadência Deceptiva é quando o V grau vem seguido por qualquer grau que não
seja o I. Esta cadência não é conclusiva e pode ser Diatônica ou Modulante. Confira
os exemplos:

Cadência Deceptiva (Diatônica):


Ex 1: V7 IIIm Ex 2: V7 IV7M
G7 Em G7 F7M

Cadência Deceptiva (Modulante):

Ex : 1 IV V7 ( V7 I ) Ex 2: IIm V7 ( V7 I )
F G7 ( Ab7 Db) Dm G7 ( Ab7 Db)

Cadência de Engano ocorre quando o V grau é seguido por acordes suspensivos,


porém nesse caso não é necessário fazer uma modulação, dessa forma o tom
continua o mesmo do início da cadencia como nos exemplos:

Ex : 1 V VIb VIIb I Ex : 2 V7 IIIb7M IIb7M I7M


G Ab Bb C G7 Eb7M Db7M C7M

Ex : 3 V7 VIb7M IIb7M I7M


G7 Ab7M Db7M C7M

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 43

CAMPO HARMÔNICO TÉTRADES


O Campo Harmônico nesse caso acrescenta-se as sétimas nos acordes menores e
nonas nos acordes maiores, dessa forma os acordes principais ficam mais suaves
que os acordes com (7M), sempre obedecendo a sua respectiva escala. Para fixar
melhor a intensão das dissonâncias, lembre-se que a sétima menor esta 1tom
abaixo da tônica, e a nona esta 1 tom acima da tônica, já no sétimo grau podemos
usar o acorde de V grau em primeira inversão.
I9 II m7 III m7 IV 9 V9 VI m7 V 9 / VII

I ͜ II ͜ III ͜ IV ͜ V ͜ VI ͜ VII
*C9 Dm7 Em7 F9 G9 Am7 G9/ B
*D9 Em7 F#m7 G9 A9 Bm7 A9/ C#
*E9 F#m7 G#m7 A9 B9 C#m7 B9/ D#
*F9 Gm7 Am7 Bb9 C9 Dm7 C9/ E
*G9 Am7 Bm7 C9 D9 Em7 D9/ F#
*A9 Bm7 C#m7 D9 E9 F#m7 E9/ G#
*B9 C#m7 D#m7 E9 F#9 G#m7 F#9/ A#

*C#9 D#m7 E#m7 F#9 G#9 A#m7 G#9/ B#


*D#9 E#m7 FXm7 G#9 A#9 B#m7 A#9/ CX
*E#9 FXm7 GXm7 A#9 B#9 CXm7 B#9/ DX
*F#9 G#m7 A#m7 B9 C#9 D#m7 C#9/E#
*G#9 A#m7 B#m7 C#9 D#9 E#m7 D#9/ FX
*A#9 B#m7 CXm7 D#9 E#9 FXm7 E#9/ GX
*B#9 CXm7 DXm7 E#9 FX9 GXm7 FX9/AX

*Cb9 Dbm7 Ebm7 Fb9 Gb9 Abm7 Gb9/Bb


*Db9 Ebm7 Fm7 Gb9 Ab9 Bbm7 Ab9/ C
*Eb9 Fm7 Gm7 Ab9 Bb9 Cm7 Bb9/D
*Fb9 Gbm7 Abm7 Bbb9 Cb9 Dbm7 Cb9/ Eb
*Gb9 Abm7 Bbm7 Cb9 Db9 Ebm7 Db9/F
*Ab9 Bbm7 Cm7 Db9 Eb9 Fm7 Eb9/G
*Bb9 Cm7 Dm7 Eb9 F9 Gm7 F9/A

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 44

CAMPO HARMÔNICO MENOR


O Campo harmônico menor segue a mesma proposta de suas respectivas escalas,
veja nos exemplos abaixo as suas configurações nos tons naturais e module-os para
os outros tons. Obs. O campo harmônico menor melódico, não está no quadro
abaixo, pois ele sobe como o campo bachiano e desce como o natural.

Campo Harmônico menor Harmônico, veja a sua configuração abaixo:


*Cm7M Dm7(5b) Eb7M(5#) Fm7 G7 Ab7M B°
*Dm7M Em7(5b) F7M(5#) Gm7 A7 Bb7M C#°
*Em7M F#m7(5b) G7M(5#) Am7 B7 C7M D#°
*Fm7M Gm7(5b) Ab7M(5#) Bbm7 C7 Db7M E°
*Gm7M Am7(5b) Bb7M(5#) Cm7 D7 Eb7M F#°
*Am7M Bm7(5b) C7M(5#) Dm7 E7 F7M G#°
*Bm7M C#m7(5b) D7M(5#) Em7 F#7 G7M A#°

Campo Harmônico menor Bachiano, veja a sua configuração abaixo:


*Cm7M Dm7 Eb7M(5#) F7 G7 Am7(5b) Bm7(5b)
*Dm7M Em7 F7M(5#) G7 A7 Bm7(5b) C#m7(5b)
*Em7M F#m7 G7M(5#) A7 B7 C#m7(5b) D#m7(5b)
*Fm7M Gm7 Ab7M(5#) Bb7 C7 Dm7(5b) Em7(5b)
*Gm7M Am7 Bb7M(5#) C7 D7 Em7(5b) F#m7(5b)
*Am7M Bm7 C7M(5#) D7 E7 F#m7(5b) G#m7(5b)
*Bm7M C#m7 D7M(5#) E7 F#7 G#m7(5b) A#m7(5b)

Campo Harmônico menor Natural, veja a sua configuração abaixo:


*Cm7 Dm7(5b) Eb7M Fm7 Gm7 Ab7M Bb7
*Dm7 Em7(5b) F7M Gm7 Am7 Bb7M C7
*Em7 F#m7(5b) G7M An7 Bm7 C7M D7
*Fm7 Gm7(5b) Ab7M Bbm7 Cm7 Db7M Eb7
*Gm7 Am7(5b) Bb7M Cm7 Dm7 Eb7M F7
*Am7 Bm7(5b) C7M Dm7 Em7 F7M G7
*Bm7 C#m7(5b) D7M Em7 F#m7 G7M A7

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 45

A TERCINA
A Tercina é uma figura conhecida como Quialtera. Quialteras
são grupos de notas que não pertencem a subdivisão natural do
compasso. Nos exercícios que aprendemos até agora, a subdivisão do
compasso sempre foi binária, como a tercina possui a subdivisão
ternária, ela não é considerada uma figura natural deste compasso.

A Tercina

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 46

A SEXTINA
A Sextina é uma figura conhecida como Quiáltera, assim como
a tercina. É bom lembrar que quiálteras são grupos de notas que não
pertencem a subdivisão natural do compasso. A sextina embora seja
um grupo de notas com quantidade par, ela possui a subdivisão
ternária, ela não é considerada uma figura natural deste compasso.
A Sextina

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 47

A FUSA
A Fusa é um grupo de oito notas subdivididas de uma
semínima. Recomendo que ao executar grupos como a Fusa com
grande quantidade de notas, tenha como base o grupo anterior, no
caso a semicolcheia. É sempre bom lembrar que para cada
semicolcheia teremos duas Fusas.

A Fusa

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 48

PONTO DE AUMENTO E LIGADURAS


Ponto de Aumento é um ponto colocado do lado direito da cabeça da nota. Sua
função é sinalizar o aumento da duração da nota em 50% (metade) de sua própria
duração.
Exemplo:

LIGADURA DE VALOR – é uma linha curva que se coloca sobre ou sob duas ou mais
notas da mesma altura, indicando que somente a primeira é articulada (veja o
exemplo abaixo).

LIGADURA DE PORTAMENTO – ela sempre aparece sobre duas notas de alturas e


nomes diferentes, trata-se de uma maneira de tocar ou cantar onde a primeira nota
é utilizada como apoio para execução da segunda (veja exemplo abaixo).

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 49

IMPROVISAÇÃO POR MODOS


Nota característica é a nota ou o intervalo que caracteriza a sonoridade de um
modo.
Vale lembrar que fazem parte dos sete modos a escala maior natural (modo jônio) e
a escala menor natural (modo eólio). Estas duas escalas serão usadas como
referência para encontrarmos a característica dos demais modos.
Obs. Jônio e eólio não têm nota característica por serem as escalas naturais maiores
e menores.
Vamos dividir os modos em maior e menor para melhor analisá-los:

Modos Maiores
F 2M 3M 4J 5J 6M 7M 8J
Jônio DO RE MI FA SOL LA SI DO Acorde C7M

F 2M 3M 4A 5J 6M 7M 8J
Lídio DO RE MI FA# SOL LA SI DO Acorde C7M(#11)

F 2M 3M 4J 5J 6M 7m 8J
Mixolídio DO RE MI FA SOL LA SIb DO Acorde C7

Os modos são extremamente importantes para análise harmônica, rearmonização,


arranjo, composição e improvisação em qualquer que seja o instrumento, devemos
improvisar sobre a harmonia, que é comandada pelo movimento melódico (escalas)
dos modos, sempre obedecendo suas características principais.

Modos Menores
F 2M 3m 4J 5J 6m 7m 8J
Eólio DO RE MIb FA SOL LAb SIb DO Acorde Cm7

F 2M 3m 4J 5J 6M 7m 8J
Dórico DO RE MIb FA SOL LA SIb DO Acorde Cm6

RAFAEL COSTA
MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 50

F 2m 3m 4J 5J 6m 7m 8J
Frígio DO REb MIb FA SOL LAb SIb DO Acorde C7(9b)

F 2m 3m 4J 5D 6m 7m 8J
Lócrio DO REb MIb FA SOLb LAb SIb DO Acorde Cm7(b5)

Os modos menores são reconhecidos em acordes com tensões dadas a


partir da (3°m) de uma escala, sendo assim, em acordes m7, m79, m6,
m7(5b), m11/9, entre outros, podemos aplicar os modos menores
correspondentes a estrutura de cada acorde, podendo assim improvisar
com garantia que o seu improviso está em completa harmonia com base
no acorde.

EXTENSÃO PARA O CAMPO HARMÔNICO

O campo harmônico de uma tonalidade é formado a partir da escala da mesma,


(cada nota da escala gera uma tríade, uma tétrade ou um modo). Agora cada acorde
gerado pela escala poderá ter extensões, vamos adicionar tensões às tétrades. As
extensões são notas que estão além da sétima (9ªs, 11ªs, 13ªs), estas notas vão
acrescentar mais dissonância aos acordes, porém sem alterar a função harmônica.
Para adicionarmos as extensões devemos analisar a relação acorde/modo de cada
grau.

Escala de do maior:
F 2M 3M 4J 5J 6M 7M 8J Extensões p/ C7M
Jônio DO RE MI FA SOL LA SI DO C7M 9 e 13
RE e LA

F 2M 3m 4J 5J 6M 7m 8J Extensões p/ Dm7
Dórico RE MI FA SOL LA SI DO RE Dm7 9 11 13
MI SOL SI

F 2m 3m 4J 5J 6m 7m 8J Extensões p/ Em7
Frígio MI FA SOL LA SI DO RE MI Em7 11 e 13b
LA e DO

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 51

F 2M 3M 4A 5J 6M 7M 8J Extensões p/ F7M
Lídio FA SOL LA SI DO RE MI FA F7M 9 11# e 13
SOL SI e RE

F 2M 3M 4J 5J 6M 7m 8J Extensões p/ G7
Mixolídio SOL LA SI DO RE MI FA SOL G7 9 11 e 13
LA DO e MI

F 2M 3m 4J 5J 6m 7m 8J Extensões p/ Am7
Eólio LA SI DO RE MI FA SOL LA Am7 9 11 e 13b
SI RE e FA

F 2m 3m 4J 5D 6m 7m 8J Extensões p/ Bm7(b5)
Lócrio SI DO RE MI FA SOL LA SI Bm7(b5) 11 e 13b
MI e SOL

No exemplo acima aparecem três situações de aplicação dos modos onde existem
apenas duas extensões disponíveis. Isto ocorre nos graus I, III e VII, por um motivo
interessante.
No primeiro caso, I/C7M/jônio, aparece uma primeira situação chamada Void note
(nota a ser evitada). A razão para isto acontecer, está no fato de que 4ªJ que
aparece no modo jônio cria um intervalo de semitom em relação à nota MI 3ªM do
acorde de C7M, esse intervalo de semitom é um chamado intervalo não harmônico.
O excesso de dissonância contida neste intervalo desestrutura a sonoridade básica
do acorde.
Nos outros dois casos (III/Em7/frígio e VII/Bm7(b5)/lócrio), seguem o mesmo
critério, também são situações de Void note, em ambos os casos não está disponível
a 9ª, pois em Em7 a 9ª menor (FA) existente no modo frígio gera um intervalo de
semitom em relação a fundamental do acorde, e em Bm7(b5) a 9ª menor (DO)
existente no modo lócrio gera um intervalo de semitom em relação a fundamental
do acorde.

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 52

TRÍTONO

Tritono é o intervalo de 4°A ou 5°D (intervalo simétrico). Ele tem este nome por ter
em sua formação três tons (tritom). Do século XV ao XIX, era considerado um
intervalo muito dissonante e perigoso, sendo apelidado de (Diabolus in Musica) ou
Intervalo do Diabo. Era proibido a sua execução dentro da igreja e, para quem o
fizesse, acreditava-se que este estaria condenado ao “inferno”. Obs. como a oitava
tem seis tons, o Tritono é a divisão da oitava em duas partes iguais. Sendo assim, é o
único intervalo que só existe seis pares diferentes, enquanto todos os outros podem
ser construídos doze vezes. Por ser um intervalo dissonante, pede resolução, que
pode dar-se das seguintes formas:

Tritono = (DO + FA#) Resolução 1 = (SI + SOL).


Tritono = (DO + FA#) Resolução 2 = (SI + MI).
Tritono = (DO + FA#) Resolução 3 = (SIb +SOL ).

Exemplos de trítono: DO _ FA# ou SOLb / LA _ RE# ou MIb


F 4°A 5°d / F 4°A 5°d

MI _ LA# ou SIb / FA _ SI ou DOb


F 4°A 5°d / F 4°A 5°d

A aplicação do Tritono na harmonia é fundamental para proporcionar tensão nos


acordes, o Tritono cabe em alguns acordes importantes dos campos maiores e
menores e nas cadências de acordo com os seguintes exemplos:

Acorde Diminuto: Cm(5b) = DO + MIb + SOLb


F 3°m 5°d

Acorde com 7 e (4#): C7(4#) = DO + MI + FA# + SIb


F 3°M 4°A 7°m

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 53

ABERTURAS (VOICING)
As aberturas são formas de montar os acordes com tensões que cada acordes
suporta dentro de um campo harmônico, progressão harmônica, encadeamento de
acordes, cadencias, e músicas no geral.

Aberturas para os acordes I e IV:


C7M 1° DO + MI + LA + RE + SOL + SI. = C69

2° DO + MI + LA + SI + RE + SOL. = C69

3° DO + SOL + LA + RE + MI + SI. = C69

Obs. A 7M dos acordes acima, não precisam ser descritas em cifras.


Tensões para os acordes I e IV (9°, 11# e 13).

Aberturas para os acordes II, III, e VI menores:

Dm7 1° RE + FA + SOL + DO + MI . = Dm119

2° RE + FA + LA + DO + MI + SOL. = Dm119

3° RE + LA + DO + MI + FA. = Dm79

Dica: Toda tríade menor suporta como tensão uma tríade maior um tom
abaixo.

Aberturas para os acordes V Dominantes

G7 1° SOL + FA + LA + SI + MI. = G69

2° SOL + FA + LAb + SI + DO# + MI. = G9b(11#)

3° SOL + FA + SI + MI + LAb. = G7(9b)

4° SOL + FA + LA + SI + DO# + FA. = G9(11#)

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 54

ACORDES COMPLEMENTARES

Os acordes complementares do campo harmônico estão ocultos dentro do campo


visto como suas respectivas escalas, porem quando observado de forma cromática,
vemos acordes complementares, que são distribuídos de acordo com os graus
correspondentes de cada acorde do campo harmônico. Tendo em vista os acordes
complementares são aleatórios, ou seja, não são regras, podemos afirmar que eles
podem aparecer de formas distintas uns dos outros, e o mais importante é que eles
possuem função de passagem nunca de repouso.
Veja a seguir os exemplos nos campo harmônicos obs. (linha grifada):
Exemplo 1:
I II III IV V VI VII
C7M Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(5b)
1° C#° D#° F#° G#° A#

2° A/C# B/D# D/F# E/G# F#/A#

3° Db7M Eb7M F#m7(5b) Ab7M Bb7M

4° Db7 Eb7 F#m7 Ab7 Bb7

Exemplo 2:
I II III IV V VI VII
A7M Bm7 C#m7 D7M E7 F#m7 G#m7(5b)
1° A#° C° D#° F° G

2° F#/A# G#/B# B/D# C#/E# Eb/G

3° Bb7M C7M D#m7(5b) F7M G7M

4° Bb7 C7 D#m7 F7 G7

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 55

PROGRESSÕES HARMÔNICAS

Exercícios para aplicar os acordes do campo harmônico estudado acima em músicas,


entender as progressões harmônicas e assim usar as tensões em várias tonalidades e
músicas. Veja e toque as progressões dos exemplos abaixo;

1)|| C7M6 | Am74 | Dm119 | Em119| F7M9 | Fm6/Ab | G79 | C7M9 ||

2) || Eb7M9 |G7(5#)| Ab7M| Fm74 | Bb79 | Cm79 | Bb/D| Ab/Bb | Eb9 ||

3)|| B7M9 | G#m7 | D#m7 |E7M9 | C#m79 |A7M9 | F#7 | C7M| B7M6 ||

4) || D7M9 | F#m7|F#(5#)| G7M |Bm79 | Em119 | G9/B| A9/C#| D7M9 ||

5) ||Bm74 | A7 | G7M9 | F#m74 |Em79 | G7M9 |A7 | F#9/A#| Bm7 ||

6) || G9 |C7M | Bm74 | Am74 |Em79 | Cm6/Eb | G/D | C/D| G7M9 ||

7) || A7M9 | G#7(5b) | F#m79 | C#m79 | Bm74| E79 | Dm6 | A7M9 ||

8) || F7M6 |Gm7 | Bb7M6 | C4 | Dm79 | Bb/C | Db7M | Eb7| F7M ||

9) || E7M9 | G#m7 |A7M9 |F#m74 | B79 | C#m79 | D7M | Am6 |E7M9 ||

10) ||Ab7M | Bbm7| Ab/C | Db7M | Eb7 | Fm79| Bbm7| Db/Eb|Eb7M ||

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 56

DESENHO DAS ESCALAS MAIORES

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MÉTODO DE ENSINO MUSICAL 57

DESENHO DAS ESCALAS MAIORES

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