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DIREITO INTERNACIONAL

Prof. Guilherme Santana

e-mail:
guilhermesantana@elointernet.com.br
DIREITO INTERNACIONAL
1. Contexto Histórico:
Tratados de não agressão dos dois soberanos de Lagash e Umma (Cidades-Estados Mesopotâmia
2.600 a.C.) – registrado em um bloco de pedra.
Tratado de Paz, respeito entre as partes e aliança defensiva entre Ramsés II e o Rei Hatusil III
(Hititas) 1.200 a.C.
- Construção do Estado Moderno;
- Inauguradores do debate:
a) Francisco de Vitória: Fluxos Migratórios (Direito de Imigração), Soberania Limitada,
Intervenção Humanitária (Guerra Justa);
b) Francisco Suárez: Necessidade de regulação da Sociedade Internacional;
c) Hugo Grotius (O direito da guerra e da paz) – Guerra dos Trinta Anos, Embaixador da Suécia
nos tratados de Vestfália.
Tratados des Münster e OsnaBrück: Finalizando os conflitos entre Sacro Império Romano
Germânico e países vizinhos (1618-1648) – Consolidação de fronteiras e soberanias dos Estados –
Surgimento da França enquanto potência.
- Jeremy Bentham – Direito Internacional relações entre os Estados;
- Congresso de Viena 1815 – Fim das Guerras Napoleônicas, cooperação multilateral política e
econômica na Europa (Proibição do Tráfico Negreiro, Liberdade de Navegação nos Rios
Internacionais , inaugurou o protocolo diplomático);
SOCIEDADE INTERNACIONAL
1. Características:
- ubi societas ibi jus;
- Indivíduos: Sujeitos Originários do Estado;
Contrato Social / Poder Central / Regência de Normas.
- Estados: Founding Fathers – principal sujeito da Sociedade Internacional;
Necessidade de regulação das relações interestatais / Colaboração /
Surgimento de normas de cunho internacional.
OBS: Indivíduos sujeitos originários dos Estados e estes são originários do
Direito Internacional.
SOCIEDADE INTERNACIONAL
§ Celso de Mello:
- Universal;
- Paritária (igualdade jurídica);
- Aberta (não é necessário autorização para o ingresso);
§ Francisco Resek:
- Descentralizada (ausência de monopólio LEGÍTIMO da força);
- Horizontal;
- Submissão voluntária e consciente de normas jurídicas internacionais;
SOCIEDADE INTERNACIONAL
OBS: NÃO HÁ HIERARQUIA DE NORMAS NO DIREITO INTERNACIONAL,
EXECETO AS JUS COGENS (NORMAS IMPERATIVAS);
OBS2: CONSENTIMENTO DOS ESTADOS E VONTADE DOS ESTADOS – É
NECESSÁRIO AQUIESCÊNCIA DO ESTADO – SISTEMA JURÍDICO AUTÔNOMO;
OBS3: CARACTERÍSTICA CONTRATUAL DO DIREITO INTERNACIONAL:
- PACTA SUNT SERVANDA;
- BOA-FÉ;
OBS4: DIREITO INTERNACIONAL = DIREITO DAS GENTES.
VALIDADE DA NORMA INTERNACIONAL
1. VOLUNTARISTAS – MANIFESTAÇÃO DA VONTADE DO ESTADO EM SUBMETER-
SE À ORDEM JURÍDICA INTERNACIONAL:
§ AUTOLIMITAÇÃO – ATO PARTICULAR DE VONTADE DE LIMITAR SUA SOBERANIA
– GEORG JELLINEK;
§ DELEGAÇÃO DO DIREITO INTERNO – PREVISÃO NA NORMA CONSTITUCIONAL
DO ESTADO A AUTOLIMITAÇÃO (PREVISTA POR DIREITO INTERNO) – MAX
WENZEL;
§ VONTADE COLETIVA – VONTADE COLETIVA E UNÂNIME DOS ESTADOS
(TRATADOS LEIS E COSTUMES) – CARL HEINRICH TRIEPEL;
§ CONSENTIMENTO DAS NAÇÕES – VONTADE DA MAIORIA DOS ESTADOS – HALL,
LAWRENCE E OPPENHEIM;
OBS: NAS REGRAS DE DIREITOS HUMANOS OS ESTADOS ESTÃO SUBMETIDOS
INDEPENDENTEMENTE DE SUAS VONTADES.
VALIDADE DA NORMA INTERNACIONAL
1. OBJETIVISTAS – OBRIGATORIEDADE DO DIREITO INTERNACIONAL
ENCONTRA-SE NA SUPERIORIDADE DAS NORMAS INTERNACIONAIS
DIANTE DAS NORMAS DOS ORDENAMENTOS JURÍDICOS INTERNOS:
-ORDEM JURÍDICA É UMA SUPERPOSIÇÃO DE NORMAS
EM QUE A VALIDADE DE UMA NORMA INFERIOR DERIVA
DA SUPERIOR;
NORMA BASE (KELSEN) -NORMA HIPOTÉTICA FUNDAMENTAL;
-NÃO HÁ DISTINÇÃO ENTRE NORMA INTERNA E NORMA
EXTERNA;

-DIREITO NÃO É PRODUTO DA VONTADE HUMANA, MAS


NECESSIDADE ADVINDA DE FATORES SOCIAIS
SOCIOLÓGICA
(SOLIDARIEDADE E INTERDEPENDÊNCIA ENTRE HOMENS);

-OBRIGAÇÃO DAS PARTES SE RESPEITAREM E CUMPRIREM


O CONTRATADO;
PACTA SUNT SERVANDA -ESTADOS SUBMETIDO AO PRINCÍPIO DA BOA-FÉ;
- CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE TRATADOS DE 1969;
SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL:

a) Visão Clássica: Estados Soberanos, Santa Sé e Organizações


Internacionais (Pós II Guerra);
• OBS: As Organizações Intergovernamentais são Sujeitos Derivados;
b) Visão Contemporânea: Indivíduos, Organizações Não Governamentais e
Empresas Transnacionais;