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SOCIEDADE TEOSÓFICA NO BRASIL

LOJA VIDA UNA

CURSO DE
INTRODUÇÃO À TEOSOFIA

MÓDULO I

A SOCIEDADE
TEOSÓFICA
SOCIEDADE TEOSÓFICA NO BRASIL
LOJA VIDA UNA

Promovido pela Loja Vida Una de São José dos campos


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CONTEÚDO

1 – A ORIGEM

2 – O PLANO DIVINO E A SOCIEDADE TEOSÓFICA

3 – OS TRÊS OBJETIVOS

4 – A EXPANSÃO DA SOCIEDADE

5 – OS PRESIDENTES

6 – O SELO DA SOCIEDADE TEOSÓFICA

7 – O LEMA DA SOCIEDADE TEOSÓFICA

8 – O SIGNIFICADO DA ASSOCIAÇÃO À SOCIEDADE


TEOSÓFICA

9 – A SOCIEDADE TEOSÓFICA NO BRASIL

10 – BREVE CRONOLOGIA DA SOCIEDADE TEOSÓFICA


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1 – A Origem

A Sociedade Teosófica (S.T.) foi fundada em Nova Iorque, E.U.A., em 17 de novembro de


1875, por um pequeno grupo de pessoas, dentre as quais se destacavam uma russa e um
norte americano: a Sra. Helena Petrovna Blavatsky e o cel. Henry Steel Olcott.

A primeira reunião da Sociedade Teosófica se deu em 7 de setembro de 1875 na cidade de


Nova Iorque e teve sua primeira ata lavrada no dia seguinte, tendo como principais
fundadores Helena Petrovna Blavatskt, o coronel Henry Steel Olcott, indicado seu primeiro
presidente, e William Q. Judge, primeiro secretário, num total de 16 membros fundadores.
O discurso inaugural foi realizado pelo Presidente fundador Olcott em 17 de Novembro,
data que é considerada oficial de fundação da S.T.

A Sociedade Teosófica foi fundada para promover os ensinamentos antigos de Teosofia, a


Sabedoria relacionada ao divino que era a base de outros movimentos do passado, como o
Neoplatonismo , o Gnosticismo, e as Escolas de Mistérios do mundo clássico.

Blavatsky e Olcott, os dois principais fundadores


e agentes da Sociedade Teosófica.
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Primeira Ata - 8/set./1875


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A origem da Sociedade Teosófica está indelevelmente ligada ao aparecimento do maior
expoente do ocultismo do ultimo quartel do século XIX, Helena Petrovna Blavatsky (HPB).
HPB foi uma das figuras mais notáveis do mundo em sua época. Ela abalou e desafiou de
tal modo as correntes ortodoxas da Religião, da Ciência, da Filosofia e da Psicologia, que é
impossível ficar ignorada. Foi uma verdadeira iconoclasta - ao rasgar e fazer em pedaços os
véus que encobriam a Realidade. Mas, como a maioria estava presa às exterioridades
convencionais, tornou-se alvo de ataques e injúrias, pela coragem e ousadia de trazer à luz
do dia, aquilo que era blasfêmia revelar.
Lenta, mas seguramente, os anos se encarregaram de fazer-lhe justiça. Apesar das injúrias,
considerava-se feliz por trabalhar a "serviço da humanidade" e deu provas de sabedoria ao
deixar que as futuras gerações julgassem a sua magnífica obra.
Helena Petrovna Hahn nasceu prematuramente à meia-noite de 30 para 31 de julho de
1831, na província de Ekaterinoslav, na Ucrânia.
Tão estranhos foram os incidentes ocorridos na hora do seu nascimento e por ocasião de
seu batismo, que os serviçais da família lhe predisseram uma existência cheia de
tribulações.
Assim, ao mesmo tempo de seu nascimento, a Europa se consumia numa grande epidemia
de cólera e, por ocasião do seu batismo, uma vela segura por uma criança incendiou as
vestimentas do sacerdote que oficiava a cerimônia.
Helena foi uma criança voluntariosa, oriunda de uma linhagem tradicional de homens e
mulheres influentes e poderosos. A história de seus antepassados é a da própria Rússia. Seu
pai, o Capitão Peter Hahn, descendia da velha estirpe dos Cruzados de Mecklemburgo, os
Rottenstern Hahn. Em virtude de, aos onze anos de idade, haver perdido a mãe, mulher
inteligente e devotada à literatura, Helena passou a adolescência em companhia de seus
avós, os Fadeef, em um antigo e vasto solar de Saratov, que abrigava muitos membros da
família e grande número de criados e servidores, por ser o seu avô Fadeef governador da
província de Saratov. Helena se dizia e demonstrava faculdades de comunicar-se com
habitantes de outras esferas ou mundos invisíveis e sutis, e com os entes humanos que
consideramos "mortos". Essa potencialidade natural foi posteriormente disciplinada e
desenvolvida. Sua educação recebeu a influência da posição social da família e dos fatos
culturais então imperantes. Assim, ela era hábil poliglota e tinha excelentes conhecimentos
musicais; de sua erudita avó herdou o senso científico e a experiência, e partilhava dos
pendores literários que pareciam correr nas veias da família.
Em 1848, com a idade de 17 anos, Helena contraiu matrimônio com o General Nicephoro
V. Blavatsky, governador da província de Erivan, que era um homem já entrado em anos.
Ligado por um casamento feito aos moldes tradicionais, em que a vontade da mulher nada
contava, e tendo-se em vista sua formação individualista e consciente, era natural que
Helena abandonasse o marido, menos de três meses após a cerimônia, fugindo para o
exterior.
Partindo da Rússia, Blavatsky fez sua primeira tentativa de visitar o Tibet, sem resultado,
fixando-se então em Constantinopla, de onde saia para percorrer todos os países da Ásia
Menor, buscando penetrar os costumes e a religião dos povos que conhecia.
Aos 20 anos, pobre, separada de sua família e sem condições de regressar à Pátria, vamos
encontrar Helena em Londres, dando lições de piano para sobreviver. Não era a sua
primeira visita à Londres, que conhecera quando menina, viajando em companhia do pai.
Foi ainda nessa mesma cidade - diz a tradição - que Helena teve, pela primeira vez, a visão
real de seu Mestre, o "Mahâtma", cuja percepção a acompanhava desde a infância. A partir
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desse momento, passou ela a ser o seu fiel discípulo obedecendo-lhe inteiramente à
influência e diretiva. Sob a orientação do Mestre, aprendeu a controlar e dirigir forças a que
estava submetida em razão de sua natureza excepcional. Essa orientação conduzia-a através
de várias e extraordinárias experiências nos domínios da "magia" e do ocultismo. Aprendeu
a receber mensagens dos Mestres e a transmiti-las aos seus destinatários, e a enfrentar
valentemente todos os riscos e incompreensões no seu caminho. Seguir os rastros de sua
peregrinação durante o período desse aprendizado é vê-la em constante atividade pelo
mundo inteiro. Parte do tempo ela o passou nas regiões do Himalaia, estudando em
mosteiros onde se conservavam os ensinamentos de alguns dos Mestres mais esclarecidos e
espirituais do passado. Estudou a Vida e as Leis dos mundos ocultos, assim como as regras
que devem ser cumpridas para o acesso a eles. Como testemunho desse estágio de sua
educação esotérica, deixou-nos uma primorosa versão de axiomas espirituais em seu livro
"A Voz do Silêncio".
Diz-se que Helena teria dado a volta ao mundo por três vezes. Na Itália, segundo reza a
tradição, lutou ao lado de Garibaldi contra o papado. Fundou a Sociedade Teosófica, nos
Estados Unidos, e foi quem escreveu "A Doutrina Secreta", uma das principais obras
esotéricas já escritas e divulgadas.
Atravessou os Estados Unidos em diligência e esteve em visita às ruínas Maias e à
civilização inca.
"Fomos deuses e nos esquecemos disso..." Blavatsky nunca esqueceu a poética sabedoria
desse ensinamento. Em seu livro "A Chave da Teosofia", ela explica, procurando alcançar
toda a sua possível clareza, que os seres humanos, outrora deuses, têm como uma de suas
missões o acordar de sua Mônada, a partícula divina existente em todos nós.
Em 1873, Blavatsky viajou para os Estados Unidos da América, a fim de trabalhar na
missão para a qual foi preparada. A alguém de menos coragem, a tarefa havia de parecer
impossível. Mas ela, uma russa desconhecida, irrompeu no movimento espiritualista que
então empolgava tão profundamente a América e, em menor escala, muitos outros países.
Os espíritos científicos ansiavam por descobrir o significado dos estranhos fenômenos, e se
defrontavam com dificuldades para abrir caminho em meio a numerosas fraudes e
mistificações. De duas maneiras tentou Helena explicá-los:
1º) pela demonstração prática de seus próprios poderes;
2º) afirmando que havia uma ciência antiquíssima das mais profundas leis da vida, estudada
e preservada por aqueles que podiam usá-la com segurança no sentido do bem, seres que,
em suas mais altas categorias, recebiam a denominação de "Mestres", embora outros títulos
também lhes fossem conferidos, como os de Adeptos, Choachans etc.
Para ilustrar suas afirmações, H.P.B. escreveu "Ísis sem Véu" (1877) e "A Doutrina
Secreta" (1888), obras "ditadas" a ela pelos Mestres. Em "Ísis sem Véu", lançou o peso da
evidência colhida em todas as Escrituras do mundo e em outros anais contra a ortodoxia
religiosa, o materialismo científico e a fé cega, o cetismo e a ignorância. Foi recebida com
agravos e injúrias, mas não deixou de impressionar e esclarecer o pensamento mundial.
"A Doutrina Secreta" define-se pelo seu próprio título. Expõem, não a Doutrina Secreta em
sua totalidade, mas um número selecionado de fragmentos de seus princípios fundamentais:
1º) mostra que é possível obter uma percepção das verdades universais, mediante um
estudo comparativo da Cosmologia dos antigos;
2º)proporciona o fio que conduz à decifração da verdadeira história das raças humanas;
3º) levanta o véu da alegoria e do simbolismo para revelar a beleza da verdade;
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4º) apresenta ao intelecto ávido, à intuição e à percepção espiritual, os "segredos"
científicos do Universo para sua compreensão. Segredos que continuarão como tais,
enquanto não forem entendidos.
Quando H.P.B. foi "enviada" aos Estados Unidos, aí auxiliada pelos três reinos elementares
da Natureza, que lhe propiciavam um ambiente favorável, provocou uma série de
fenômenos psíquicos, destinados a chamar a atenção do povo norte-americano. Uma das
mais espantosas demonstrações ocorreu em março de 1877, em Nova York, na presença de
várias pessoas. Blavatsky, dentro de uma sala às escuras, em menos de meia hora, executou
um elaborado desenho a lápis, cheio de detalhes impressionantes e de perfeição quase
profissional, apesar de desconhecer quase que totalmente a arte do desenho.
Fundou o Clube dos Milagres, amparada pelas entidades conhecidas na Sociedade
Teosófica por John King e Katie King. H.P.B. sentiu necessidade de dar ao público um
nome de âmbito nacional, aliás, de âmbito social e mais universal.
Um de seus objetivos mais importantes consistiu em fundar uma associação, que foi
formada sob a denominação de "Sociedade Teosófica", para pesquisar e difundir o
conhecimento das leis que governam o Universo. A Sociedade apelou para a "fraternal
cooperação" de todos os que pudessem compreender o seu campo de ação e simpatizassem
com os objetivos que ditaram a sua organização. Essa "fraterna cooperação" tornou-se a
primeira das três metas do trabalho da Sociedade, as quais foram durante muito tempo
enunciadas nestes termos:

1º) Formar um núcleo de Fraternidade Universal na humanidade, sem distinção de raça,


credo, sexo, casta ou cor;
2º) Fomentar o estudo comparativo das Religiões, Filosofias e Ciências;
3º) Investigar as leis inexplicáveis da Natureza e os poderes latentes do homem.

Foi recomendado à Senhora Blavatsky que persuadisse o Coronel Henry Steel Olcott a
cooperar com ela na formação dessa Sociedade.
O Coronel Olcott era um homem altamente conceituado e muito conhecido na vida pública
da América, participante de lojas maçônicas e centros mediúnicos, e tanto ele como
Blavatsky tudo sacrificaram em prol da realização da tarefa que os Mestres lhes haviam
confiado.
Dizem as tradições que Blavatsky era uma mulher tão espiritualizada que, para não levitar,
precisava passar grande parte do tempo comendo e fumando charutos.
H.P.B. foi investida pelos Mestres com a responsabilidade de apresentar ao mundo a
Doutrina Secreta ou Teosofia: ela era a instrutora por excelência. Ao Coronel Olcott foi
delegada a incumbência de organizar a Sociedade, o que ele fez com notável eficiência.
Como era natural, esses dois pioneiros encontraram a oposição e a incompreensão de muita
gente, especialmente Helena. Mas ela estava preparada para o sacrifício. Como está escrito
no prefácio de "A Doutrina Secreta": "está acostumada às injúrias, em contato diário com as
calúnias e encara a maledicência com um sorriso de silencioso desdém".
Devido a essa hostilidade sempre crescente por parte dos livres pensadores do século XIX,
Blavatsky foi obrigada a sair dos Estados Unidos, levando consigo a idéia da Sociedade
Teosófica, primeiramente para a Europa, onde os ataques que receberam foram ainda mais
violentos. Diante disso, voltou à Índia, estabelecendo definitivamente a sede de sua
Sociedade em Adyar, perto de Madras.
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A existência dos Mahâtmas foi contestada durante toda a vida de Blavatsky, e o é até hoje.
No entanto, ela sempre afirmou essa existência e a ajuda que Morya e Kûthûmi prestaram
na elaboração de suas obras principais - "A Doutrina Secreta" e "Ísis sem Véu" - e ter
escrito tão facilmente, que não era trabalho, mas um verdadeiro prazer.
Assim, no dia 8 de maio de 1891, depois de ter trabalhado até a noite anterior, escrevendo e
revendo seus originais, ela morreu tranqüilamente, no dizer de uma testemunha: "como
uma sentinela no seu posto". Manteve lucidez de espírito até os últimos momentos e sua
morte foi cheia de paz. Ela própria dissera que sua obra era o livro de texto oculto, ou
melhor, segundo nosso Mestre, a Bíblia do século XX ou do futuro, e que ficaria sem
modificações até a chegada do próximo emissário dos Mestres.
O maior sonho de Blavatsky não se realizou: a grande fraternidade humana e a
reconciliação de todas as religiões, seitas e nações, sob um só sistema de ética comum,
baseado em verdades eternas. No entanto, ela abriu as portas, há tanto tempo encerradas,
dos Mistérios; revelou, uma vez mais, a verdade sobre o Homem e a Natureza; deu
testemunho da presença na Terra, da Hierarquia Oculta que vela e guia o mundo. Ela é
reverenciada por muitos milhares de pessoas, por que foi e é um farol que ilumina o
caminho para as alturas a que todos devem ascender.

2 – O Plano Divino e a Sociedade Teosófica


Uma das idéias mais inspiradoras e iluminadoras que a Filosofia Oculta deu ao mundo
moderno é aquela da operação de um Grande Plano por detrás dos fenômenos
aparentemente caóticos e sem propósito, que estão eternamente ocorrendo nas diferentes
partes do universo. Ninguém que observe o trabalho da Natureza, mesmo que
ocasionalmente, pode razoavelmente duvidar que haja alguma espécie de Inteligência
operando por detrás dos fenômenos naturais. Mas há uma grande distância entre esta crença
vaga e geral, e a concepção definida de que tudo na manifestação, desde um sistema solar
até um grão de poeira, é governado pela Lei e é parte de um Grande Plano que está
gradualmente se desenvolvendo no universo, em suas diferentes partes e em diferentes
épocas. A Filosofia Oculta, diferentemente da ciência que se interessa apenas pelos aspectos
externos dos fenômenos naturais, afirma, fundamentada no conhecimento direto, que há um
Plano por detrás de todo o universo manifesto, e que tudo e todos fazem parte deste Plano.

Seria natural nos perguntarmos qual seria o propósito deste poderoso e infinito Plano, qual
o porquê do universo. Mas os estudantes da Filosofia Esotérica compreendem que o
conhecimento a respeito destas questões últimas está além do alcance do intelecto humano.
Este Grande Mistério do universo está oculto nas profundezas da Consciência Divina e
somente aqueles que podem mergulhar profundamente naquele incomensurável oceano do
conhecimento podem conhecer diretamente algo deste Supremo Segredo.

Mas há um aspecto deste propósito divino na manifestação que podemos ver e


compreender. É que ele provê um campo para a evolução da vida em todos os seus
diferentes estágios, em miríades de formas desde as mais simples até às alturas do
esplendor divino, o qual não tem limites. Este aspecto do Plano, o qual podemos alcançar
intelectualmente, e cuja apresentação ao mundo é uma das principais preocupações da
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Sociedade Teosófica, dá um novo sentido à vida e transforma a história natural e humana,
de um panorama sem propósitos de mudanças biológicas e sociológicas, num vasto desfile
no qual nos vemos marchando firmemente para a meta a nós destinada. Ninguém que
realmente tenha compreendido o significado desta concepção pode deixar de
empenhar-se de todo o coração no fascinante trabalho que torna possível a realização
deste esquema evolutivo.

E este Plano requer, naturalmente, os serviços de um vasto número de agentes, responsáveis


por seu funcionamento. Estes agentes são as hierarquias de Anjos e Adeptos que desde os
planos mais sutis guiam as forças da Natureza e realizam as mudanças e ajustes nas
instituições humanas que são necessárias à operação eficiente e harmoniosa do Plano.

Uma destas hierarquias atuando na Terra é a Grande Fraternidade Branca, composta de


seres libertos, Super-homens que permanecem em contato com a humanidade para levar
adiante o trabalho relacionado ao esquema evolutivo.

3 – Os Três Objetivos
Desde sua fundação os três objetivos da Sociedade Teosófica permanecem os mesmos:

1. Formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça,


credo, sexo, casta ou cor.
2. Encorajar o estudo de Religião comparada, Filosofia e Ciência.
3. Investigar as leis não explicadas da Natureza e os poderes latentes no homem.

A Sociedade Teosófica não impõe nenhuma crença sobre seus membros, que se unem
espontaneamente pelo objetivo comum de buscar a Verdade e o desejo de aprender o
significado e propósito da existência, dedicando-se ao estudo, reflexão, pureza de vida e
serviço voluntário. Não há pré-requisitos nem limitações para qualquer um associar-se,
desde que o candidato declare se identificar com os três objetivos básicos, e a Sociedade
enfatiza a liberdade de pensamento, de pesquisa e de debate.

Liberdade de pensamento

Uma vez que a investigação da Verdade somente pode ser de fato empreendida numa
atmosfera de liberdade, a S.T. assegura aos seus membros o direito à plena liberdade de
pensamento e expressão, dentro dos limites da cortesia e de consideração para com os
demais.

Como a Sociedade Teosófica espalhou-se amplamente pelo mundo civilizado, e como


membros de todas as religiões tornaram-se filiados dela sem renunciar aos dogmas,
ensinamentos e crenças especiais de suas respectivas fés, é considerado desejável enfatizar
o fato de que não há nenhuma doutrina, nenhuma opinião, ensinada ou sustentada por quem
quer que seja, que esteja de algum modo constrangendo qualquer de seus membros,
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nenhuma que qualquer deles não seja livre para aceitar ou rejeitar. A aprovação dos seus
três objetivos é a única condição para a filiação.

4 – A Expansão da Sociedade
Em 1878 o cel. Olcott e Helena Blavatsky partiram para a Índia. Em 3 de abril de 1905 foi
estabelecida legalmente a sede internacional da S.T. no bairro de Adyar, na cidade de
Chennai.

Existindo há mais de cem anos, a S.T. hoje é uma instituição de alcance global, com
representantes em cerca de sessenta países em todos os continentes. Seu quartel-general
ainda é hoje aquele fundado por Blavatsky. Mas além de ser um memorial perene aos
Fundadores, se tornou um moderno centro de estudos filosóficos bem como de assistência
social. Dispõe de uma rica biblioteca, um centro de pesquisas, uma editora, uma agência de
notícias e divulgação, apóia ou mantém diversas escolas gratuitas, cursos e centros
vocacionais, escoteiros e artísticos, e é o coração das inúmeras Lojas abertas em todo o
mundo que, dentro do alcance de cada uma, se propõem a concretizar os objetivos da
Sociedade.

A S.T. hoje está organizada basicamente em Seções Nacionais, e estas, por sua vez,
compõem-se de Lojas e Grupos de Estudos. A maioria das Lojas e Grupos de Estudos da
S.T. realiza reuniões públicas com palestras, cursos, debates e outros eventos deste tipo,
bem como atividades de confraternização entre os seus membros e simpatizantes, sempre
em conformidade com seus três objetivos. Além disto, em geral, contam com bibliotecas
para facilitar estudos e pesquisas.

Além de ser uma escola de filosofia e um promotor de trabalho humanitário, a S.T. tem não
obstante um lado religioso, este tomado no seu sentido mais amplo, uma vez que busca
disseminar doutrinas sobre mundos transcendentes tomadas como verdadeiras por muitas
religiões do passado e do presente.
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Sede Central da ST em Adyar-Madras na India

Mesmo enfrentando em muitos momentos oposição externa e dissensões internas, a


importância da Sociedade Teosófica na história recente da humanidade não pode ser
negada. O debate público inaugurado por Blavatsky e continuado por seus sucessores e
seguidores, através de vasta literatura e marcante presença na sociedade como um todo,
contribuiu para uma renovação na metodologia e nos conceitos de diversas disciplinas
científicas, como a Arqueologia, a Psicologia e a História, e forçou uma apreciação mais
objetiva de diversas instituições, dogmas e sistemas religiosos. Annie Besant, sua segunda
Presidente, foi uma força ativa no processo de independência da Índia. A doutrina que a
Sociedade disseminou e o exemplo de vida altruísta de seus fundadores e sócios mais
eminentes foram uma inspiração para líderes como Gandhi, cientistas como Einstein e
artistas como Mondrian, Fernando Pessoa e Scriabin.

5 – Os Presidentes

A ST teve em toda a sua história sete presidentes. O cargo é vitalício.


A seguir a lista dos presidentes e uma breve biografia de cada um.
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1º Presidente: Henry Steel Olcott – de 1975 a 1907

Henry Steel Olcott (1832–1907), escritor, erudito,


divulgador do Budismo e co-fundador da Sociedade
Teosófica

O Coronel Henry Steel Olcott nasceu em Orange, Nova Jersey-Estados Unidos em 2 de


agosto de 1832 e faleceu em Adyar, Madras-Índia, em 17 de Fevereiro de 1907. Foi
escritor, erudito, teósofo, advogado, jornalista, co-fundador e presidente da Sociedade
Teosófica e também conhecido como uma das primeiras personalidades proeminentes do
Ocidente a converter-se formalmente ao Budismo.

Olcott cresceu na fazenda do seu pai em Nova Jersey. Em 1860, ele casou-se com Mary
Epplee Morgam e tiveram três filhos. Olcott trabalhou como editor no jornal New York
Tribune, escrevendo artigos sobre diversos assuntos, entre os quais noticiava fatos sobre o
movimento espiritualista estadunidense. Ele serviu no exército durante a Guerra de
Secessão, onde obteve a sua patente de coronel. Ele também publicou uma genealogia da
sua família que traçava uma linha direta entre ele e Thomas Olcott, um dos fundadores da
Hartford, capital do estado americano de Connecticut, em 1636.

Inicialmente, Olcott era um adepto fervoroso da Doutrina Espírita, movimento espiritualista


iniciado pelo pedagogo francês Allan Kardec. Em 1874 enquanto escrevendo uma série de
artigos sobre os irmãos Eddy de Chittenden em Vermont, ele conheceu Helena Blavatsky
durante uma visita a fazenda Eddy. No início de 1875 Olcott foi solicitado por
espiritualistas proeminentes a investigar as acusações de fraude contra os mediuns Jenny e
Nelson Holmes, que afirmavam materializar o famoso espírito Katie King (Doyle 1926:
volume 1, 269-277).

Em 8 de setembro 1875, Henry, Helena Blavatsky, William Quan Judge e outros fundaram
a Sociedade Teosófica. Em dezembro de 1878 eles mudaram a sede da Sociedade Teosófica
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para a Índia, e depois a estabeleceram em Adyar- Índia. Blavatsky posteriormente mudou-
se para Londres, onde faleceu, e Olcott permaneceu na Índia.

Olcott quando presidente da S.T. construiu várias escolas budistas em Sri Lanka, entre elas,
o Colégio Ananda , Colégio Nalanda, Colégio Dharmaraja e o Visakha Vidyalaya. Após a
morte de Olcott, a presidência da S.T. foi exercida por Annie Besant.

A Rua Olcott, e uma grande avenida em Colombo, e foi nomeada em homenagem a ele. A
estátua dele foi construída em Maradana. Ele ainda é recordado por muitos em Sri Lanka e
especialmente pelos estudantes destas escolas.

2º Presidente: Annie Wood Besant – de 1908 a 1933

Annie Wood Besant nasceu em Londres- Inglaterra em 1 de outubro de 1847 e faleceu em


Adyar, Madras- Índia em 30 de setembro de 1933. Foi uma militante socialista, ativista e
defendedora dos direitos das mulheres, uma das mais notáveis oradoras da sua época,
influente Teosofista e autora de inúmeros livros sobre teosofia.

Annie Besant casou-se em Hasting, Sussex, com o reverendo Frank Besant, irmão mais
novo de Walter Besant. Seu casamento durou seis anos e eles se separaram em 1873. Foi
dado ao seu marido a custódia permanente de seus dois filhos, Mabel e Arthur. Ela lutou
pelas causas que acreditava serem justas, iniciando com a liberdade de pensamento, direitos
das mulheres, secularismo (ela era um membro líder da Sociedade Nacional Secular ao lado
de Charles Bradlaugh), controle de natalidade, socialismo Fabiano e direito dos
trabalhadores.

Casa em Colby Road, Londres, onde


Annie Besant residiu em 1874.

Sua mais notável vitória neste período foi a greve que ela liderou em 1888 para melhorar a
saúde e segurança das trabalhadoras de uma fábrica de fósforos. Durante aquele período a
indústria de fósforo era extremamente poderosa, uma vez que energia elétrica não estava ao
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alcance de todos, e fósforos eram essenciais para acender velas, lampiões de gás etc. A
greve de Annie Besant marcou história, pois foi a primeira vez que alguém desafiou com
sucesso os fabricantes de fósforos, também foi considerada uma marca de vitória dos
primeiros anos do movimento socialista na Inglaterra.

Em 1889, ela foi solicitada a escrever uma crítica sobre a Doutrina Secreta, escrito por
Blavatsky. Depois de ler, ela fechou uma entrevista com a autora, convertendo-se ao estudo
da Teosofia e tornando-se membro da Sociedade Teosófica.

Algum tempo após o falecimento de Blavatsky, Besant acusou William Quan Judge, líder
da seção Americana da Sociedade Teosófica, de falsificar cartas dos Mahatmas. Tal conflito
causou na época a separação de uma grande parte das lojas nos Estados Unidos da
Sociedade Teosófica. Annie Besant, em 1903, mudou-se para India e em 1908 foi eleita
presidente internacional da Sociedade Teosófica, posição esta que ocupou até falecer em
1933.

Annie Wood Besant (1847-1933), discípula favorita e


sucessora de Helena Blavatsky na liderança da Sociedade
Teosófica em Adyar.
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Ordem Mística do Templo da Rosacruz

Em 1912, Annie Besant, Marie Russak e James Ingall Wedgwood fundaram a Ordem do
Templo da Rosa-Cruz. Em razão dos numerosos problemas originados na Inglaterra durante
a Primeira Guerra Mundial, as atividades tiveram que ser suspensas.

Besant retornou as suas tarefas como Presidente Mundial da Sociedade Teosófica,


Wedgwood seguiu trabalhando como bispo da Igreja Católica Liberal e Russak manteve
contato na Califórnia com Harvey Spencer Lewis, ao qual ajudou na elaboração dos rituais
da Ordem Rosa-cruz AMORC.

Annie Besant e Charles Leadbeater,


colaboradores em diversas pesquisas
com o auxílio da clarividência.

Na Índia

Na Índia, fundou a Liga Nacionalista Indiana. Ela dedicou-se não somente a Sociedade
Teosófica, mas também ao progresso e liberdade da India. Foi a primeira mulher eleita
Presidente do Congresso Nacional da India. Besant Nagar é um bairro (próximo a
Sociedade Teosófica) em Chennai nomeado em honra a ela.

Adotou como filho o jovem indiano Krishnamurti, que era tido pelos teósofos como um
grande mestre.

3º Presidente: George Sydney Arundale – de 1934 a 1945

Dr. George Sidney Arundale nasceu em1 decembro de 1878 em Surrey, England e faleceu
em 12 de agosto de 1945 em Adyar, India. Foi teosofista, maçon, presidente da Sociedade
Teosófica de Adyar e bispo da Igreja Católica Liberal
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Dr. George Sidney Arundale (1878-1945).


Terceiro Presidente da Sociedade Teosófica

Depois da morte de sua mãe durante o parto, ele foi adotado por sua tia Francesca
Arundale. No início ele foi tutelado por Charles Webster Leadbeater. Mais tarde ele se
mudou com Francesca para a Alemanha, onde passou a freqüentar a escola, Retornando
para a Inglaterra ele recebeu o grau de mestre do Colégio St John em Cambridge.

Em 1902 ele se mudou para Varanasi onde se tornou professor de história no Colégio
Central Indiano. Mais tarde se tornaria o diretor do Colégio. Em 1917 ele organizou com
Annie Besant e Rabindranath Tagore a "Universidade Nacional da India" em Chennai.

Em junho de 1917 foi preso junto com Besant and Bahman Pestonji Wadia pelas
autoridades britânicas devido aos envolvimentos com o Movimento pela Independência da
Índia

Em 1920 casa-se com Rukmini Devi, a Irmã de Nilakanta Sri Ram. O casamento se tornou
um escândalo porque Rukmini Devi, uma brâmane, casara-se com um estrangeiro.
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Rukmini Devi e George


Arundale em Kauniala na
Finlândia em 1936.

Em 1926 ele se tornou bispo da Igreja Católica Liberal na India. Em 1934 tornou-se
presidente da Sociedade Teosófica e ainda em 1934 fundou a "Besant Memorial School".
Em 1936 Arundale e sua esposa fundaram aescola de dança Kalakshetra, dança clássica da
India. Ele também trabalho para a Federação Mundial dos Jovens Teosofistas.

Ele foi ainda um maçon desde 1902 na Le Droit Humain, também conhecida como Co-
maçonaria.

4º Presidente: Curuppumullage Jinarajadasa – de 1945 a 1953

Curuppumullage Jinarajadasa nasceu em 16 de dezembro de 1875 no Sri Lanka, hoje


Ceilão, e morreu em 18 de junho de 1953 nos Estados Unidos. Era maçon ligado à Le Droit
Humain, teosofista e foi o quarto presidente da Sociedade Teosófica.

Jinarajadasa quer dizer "Servo do Rei Vitorioso". Ele era mais conhecido por seus amigos
por Raja.
com 11 anos ingressou na Escola Budista de Colombo, inaugurada por Leadbeater. Este,
prevendo seu brilhante futuro, o adotou como seu pupilo.
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Curuppumullage Jinarajadasa (1875-1953).


Quarto Presidente da Sociedade Teosófica.

Em 1889, quando Charles Webster Leadbeater foi solicitado por A.P. Sinnett para retornar
para a Inglaterra para ser o tutor de seu filho, Leadbeater concordou e trouxe com ele para a
Inglaterra Jinarajadasa, então com 13 anos.

Jinarajadasa freqüentou o Colégio St. John em Cambridge e estudou linguas orientais.

Em 1900 - Quando contava 25 anos - recebeu o grau de Mestre em Artes (Letras), após ter
se dedicado em especial aos estudos de Sânscrito e Filologia.
Ingressou na Sociedade Teosófica, através da Loja de Londres, em 14 de março de 1893.
Em 1901 assistiu pela primeira vez à Convenção Teosófica em Adyar, apresentando
trabalho sobre "Aspectos Mundiais da Teosofia"; a partir daí tornou-se um grande
colaborador, a nível internacional, dos ideais teosóficos - já que, por sua natural tendência,
falava vários idiomas.

Por volta de 1904 ele foi a Chicago onde encontrou e influenciou Weller van Hook, famoso
cirurgião e autor, o qual então se tornou um teosofista. Jinarajadasa aprendeu ainda italiano,
francês, espanhol e português.

De 1904 a 1911, realizou conferências nos Estados Unidos e Canadá; regressando à Europa,
foi encarregado de ser o preceptor de Krishnamurti e Nityananda, jovens que estudavam em
Londres sob a custódia da Sra. Annie Besant.

Em 1912, prestou serviços à S.T. na Itália; paralelamente, complementou seus estudos de


ciência e literatura na Universidade de Pávia e na Academia de Literatura e Ciência de
Milão.

Em 1916 ou 1917 ele se casou com a feminista Dorothy M. Graham. Ela fundou em Adyar,
juntamente com Besant, a "Women's Indian Association" (WIA).
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Fez também conferências em Java, Austrália e Nova Zelândia, a partir de 1919.

Em 1921 produziu o Livro mais conhecido como "Fundamentos da Teosofia", resultante de


uma série de palestras em forma de curso, ministradas quando em Chicago (1909).

Dirigiu-se em 1928 para a América do Sul, Central e Antilhas, proferindo várias preleções.
Esteve também na França, em diversas ocasiões e, em 1938, na Espanha.

Visitou o Brasil 3 vezes; as conferências que realizou foram publicadas sob o título de
"Conferências Teosóficas". Falou no lnstituto de Educação (RJ) sobre "O Professor e a
Criança" - E no Pará sobre "As Crianças, Agentes de Deus". Ao discorrer acerca do "Porvir
do Brasil", destacou a grande missão que nosso país teria a desempenhar no futuro, com o
ressurgimento do "Homem Novo"; para isso, seria necessário cultivar-se a natureza artística
e o principio da intuição; tais reformas, propiciando o renascimento do homem, atenderiam
ao ideal dos "Estados Unidos do Mundo".

Em 1945 foi eleito Presidente Mundial da Sociedade Teosófica, posto no qual se manteve
até a sua passagem para os planos superiores a 18 de junho de 1953, nos Estados Unidos da
América do Norte.

Em 1949 fundou a Escola de Sabedoria em Adyar.

O trabalho do senhor Jinarajadasa não se limitou ã Teosofia; Jinarajadasa escreveu muitos


trabalhos sobre Teologia, Filosofia e Ocultismo. Ele também participou das pesquisas de
Besant e Leadbeater sobre a química oculta. Dentre outras instituições, prestou serviços a
Co-maçonaria, onde, no mais avançado grau, possuía muitos encargos. Harmonizava,
sobretudo, o espírito de beleza com o aspecto externo, prático da vida: na ordenação de
seus pertences, na refinada cortesia, no constante bom humor; beleza na expressão, nas
palavras claras e precisas, no uso de imagens sutis, que podemos atestar nos registros de
suas palestras e em seus inúmeros livros; apurada sensibilidade que se refletia nas questões
científicas, qual chispa criadora a iluminar as mais intrincadas inquirições; desejava, enfim,
que tudo fosse levado à perfeição.

A perseverança, o espírito de sacrifício não encontraram, nele, limites; foi servidor


incansável, de espírito nobre e heróico, capaz de dirigir-se simultaneamente ao cérebro e ao
coração. Não é de espantar que possuísse uma legião de amigos, entre idosos, jovens e
crianças - a essas dedicando, sobremodo, especial atenção.

5º Presidente: Nilakanta Sri Ram – de 1953 a 1973

Nilakanta Sri Ram or Nilakantha Sri Ram (N. Sri Ram) nasceu em 15 de dezembro de 1889
em Thanjavur, Tamil Nadu-India e faleceu em 8 de abril de 1973 em Adyar, Índia.
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Era maçon, membro da Le Droit Humain , e teosofista.

Nilakanta Sri Ram (1889-1973).


Quinto Presidente da Sociedade Teosófica.

Sri Ram foi professor no Colégio Teosófico Besant em Madanapalle, no Colégio Nacional
em Bangalore e na Universidade Nacional da India em Chennai.

Sri Ram tornou-se presidente da ST em 1953 cargo que ocupou até sua morte em 1973

A filha de Sri Ram, Radha Burnier é hoje uma proeminente teosofista e atual presidente da
Sociedade teosófica.

6º Presidente: John B. S. Coats – de 1973 a 1979

John B. S. Coats or JBS Coats nasceu em 8 de julho de 1906 em Ayr, South Ayrshire, na
escócia e faleceu em 26 de dezembro de 1979.

Foi teosofista, presidente da Sociedade Teosófica e bispo da Igreja Católica Liberal

Tornou-se mebro da ST de Londres em 1932. Em Londres ele conheceu Alice Bailey, C.


Jinarajadasa, Rukmini Devi Arundale e George Arundale. Tornou-se presidente da ST em
1973.
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John B. S. (1906-1979).
Sexto Presidente da Sociedade Teosófica

7º Presidente: Radha Burnier – desde 1980

Radha Burnier é a sétima pessoa a ocupar a presidência internacional da Sociedade


Teosófica, desde a sua fundação em 1875. Ela nasceu em 15 de novembro de 1923, na
própria sede internacional da instituição.

Radha Burnier, atual presidente da ST de


Adyar. Foto tirada em 2007
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Radha Burnier é maçon e foi secretaria geral da Seção da India da ST entre 1960 e 1978.

Ela é filha de Nilakanta Sri Ram, o quinto presidente da ST. Foi educada em escolas
teosoficas e foi a primiera estudante na escola de danças clássicas da Índia conhecida como
escola de Rukmini Devi Arundale (Fundação Kalakshetra). Mais tarde ela foi para a
Universidade Hindu de Benares onde obteve com distinção seu bacharelado e um mestrado
em sânscrito.

Ela se juntou à ST em 1935 e foi presidente de Lojas de adultos e jovens por muitos anos.
Foi presidenteda Federação Teosófica Madras (1959-63) e bibliotecária e trabalhadora no
quartel general da ST (1945-51). Ela tem sido membra do Conselho Geral da ST desde
1960 e tem feito parte de seu Comitê Executivo, Comitê Financeiro e Conselho de
Publicações Teosóficas por muitos anos.
Ela tem feitos exposições extensivamente por todo o mundo de modo regular desde 1960.
Tem sido expositoras em muitas convenções, congressos e escolas de verão
Ela presidiu três congressos mundiais da Sociedade Teosófica: 1982 em Nairobi, Kenia;
1993 em Brasília, Brasil, e em 2001 em Sydney, Austrália.

Ela é autora de inúmeros artigos na revista The Theosophist, da qual ela tem sido a editora
desde 1980 e outras revistas teosóficas
Ela também fez várias traduções de trabalhos em sânscrito para publicação

Radha Burnier é ainda a chefe da Odem Teosófica de Serviço ( fundada por Annie Besant
em 1908, e membra formal da “Le Droit Humain" , organização da co-maçonaria

6 – O Selo da Sociedade Teosófica

O selo ou brasão da Sociedade Teosófica, com os triângulos enlaçados, a serpente, a


Suástica e o Tau, ilustra simbolicamente e resume os pontos centrais da Teosofia, aludindo,
entre outros conceitos, à Trindade, à Unidade de toda a vida, a dualidade Espírito-Matéria, a
permanência da vida e a evolução do universo através de seus ciclos periódicos de
nascimento e morte.
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O símbolo da Sociedade Teosófica é uma perfeita equação algébrica com todos os termos
expressos encerrando uma infinidade de valores, representando a intenção da Teosofia de
redimir a humanidade da miséria, aflição e pecado, frutos da ignorância, causa de todo mal.

O Símbolo do AUM

Este sinal, a sílaba sagrada AUM, em sânscrito, é a representação gráfica e sonora (OM) do
mistério do PRÍNCIPIO UNO, manifestado em seus três aspectos - A Trindade. A letra "A"
representa o nome de Vishnu (O Preservador); "U", o nome de Shiva (O Destruidor), e M, o
de Brahmâ (O Criador); é o nome místico da Divindade, a palavra mais sagrada de todas na
Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros
sagrados ou místicos.
Todas as grandes religiões falam da Trindade embora dando nomes diferentes. Assim, por
exemplo, no Cristianismo, são: PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO; na Teosofia: 1º, 2º e 3º
LOGOS.

Os Dois Triângulos Entrelaçados

Os dois triângulos eqüiláteros entrelaçados simbolizam o Universo como dualidade Espírito


- Matéria. O de vértice para cima é o do Fogo, Espírito ou Pai; o de vértice para baixo é o
da Água, Matéria ou Mãe.
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Os lados do triângulo do Fogo, entre outras coisas significam Existência, Consciência e
Bem-Aventurança; os do triângulo da Água significam as três características da Matéria:
Inércia, Movimento e Equilíbrio. Os doze lados iguais formados pelo cruzamento das linhas
da figura consideradas em conjunto, representam os "dozes deuses" da Cabala e de outras
religiões antigas, os doze signos do Zodíaco, os doze meses do ano.

A Cruz Ansata

A cruz ansata simboliza o Espírito mergulhado na Matéria e nela está crucificado, porém
que ressuscitou da morte permanecendo triunfante nos braços do vitimário já vencido e, por
isso, é considerada a "Cruz da Vida", o símbolo da Imortalidade.

A Cruz Suástica

A cruz suástica (cruz alada ou cruz de fogo) é o símbolo da energia vertiginosa que cria um
Universo. Ao contrário do que muitos acreditam, a suástica é usada há mais de três mil anos
pelos chineses, tibetanos, antigas nações germânicas; encontrada também entre os bompas e
budistas; usada como símbolo do budismo esotérico, figurando a frente de todos os
símbolos religiosos de todas as nações antigas, sendo o mais sagrado e místico símbolo da
Índia. Tem estreita relação e até identidade com a cruz cristã. Como diagrama místico de
bom augúrio "svástika", ou seja, signo de saúde, não mantém relação alguma com o
símbolo usado na Segunda Grande Guerra.

O Ouroboros

A serpente que morde a própria cauda é o milenar símbolo da Eternidade, o círculo sem
começo nem fim em que todos os universos crescem e declinam, nascem e morrem. Ao
redor do símbolo o lema do Maharâja de Benares: Satyât nâsti paro Dharma ("Não há
Religião superior à Verdade").
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7 – O Lema da Sociedade Teosófica

O lema da Sociedade foi inspirado no do Marajá de Benares: Satyât nâsti paro Dharma,
traduzido como Não há Religião superior à Verdade, embora a palavra original Dharma
tenha uma riqueza de significados muito mais extensa do que o termo religião, incluindo
dever, direito, justiça e virtude.

8 – O Significado da Associação à Sociedade Teosófica

Este trabalho não estaria completo se não abordássemos o que realmente significa se tornar
um membro da Sociedade Teosófica. A filiação acarreta muito mais do que aparenta na
superfície. Para descobrir seu real significado vamos rever um pouco da origem da
Sociedade. Seu início contou com pessoas que sentiam um profundo interesse pela
“humanidade órfã”, e que desejavam fazer tudo ao seu alcance para melhorar sua condição.
A causa teosófica não é, portanto, pequena ou profana, pois não pode haver trabalho mais
significativo ou sagrado do que trazer luz a um mundo perdido na ignorância.

Platão disse que um homem comete atos errados por ignorância e não por desejo deliberado
de fazer o mal. Os filósofos orientais concordam que é a ignorância com relação ao que é
certo ou errado, ao que é verdadeiramente benéfico para si mesmo e para outros, que faz as
pessoas agirem perniciosamente. O mal existe somente no homem, porque apenas ele age
com ignorância. Os animais não são cônscios do que é certo ou errado, e suas ações são
inocentes, não ignorantes. Mas a ignorância do homem é a causa do mal e do sofrimento.

A Sociedade Teosófica foi fundada por aqueles que sentiram um irresistível anseio de
libertar a humanidade de sua ignorância e do sofrimento que a ignorância inevitavelmente
traz. O tema da Sociedade teosófica “Não Há Religião Superior à Verdade” é
profundamente significativo, porque descobrir a verdade e libertar a mente de sua dor é a
mais elevada atividade religiosa em que se possa estar engajado.

H.P.Blavatsky disse que a Teosofia é religião, não uma religião, porque cada religião
vinculou a si dogmas e crenças, tradições e convenções sociais, autoridades e escrituras,
Mas religião per si não possui nenhuma dessas coisas. É um puro voltar-se para cima em
direção à luz da Verdade. A Sociedade Teosófica deve estar preocupada em criar o tipo de
consciência religiosa que pode liberar o mundo de sua dor. O membro que está cônscio
disso pensará, agirá e trabalhará de um modo diferente do que faria se considerasse a
Sociedade como meramente uma das muitas outras de natureza similar. Muitas idéias que
eram novas quando a Sociedade foi fundada são hoje muito comuns. Nos primeiros dias da
Sociedade, karma e reencarnação eram ensinamentos radicais para o Ocidente; agora, estas
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palavras aparecem sem itálico nos dicionários, porque se tornaram parte de nosso
vocabulário de todo dia. Uma outra idéia que era única à Sociedade naqueles dias era a
idéia de unidade da vida, mas agora muitas pessoas falam dela.

Esta Sociedade deve ser diferente de outras organizações devido a seu forte e claro senso de
caráter sagrado de seu trabalho, o qual é nada menos do que a libertação da mente humana.
Se os membros tiverem uma verdadeira compreensão disto, tudo o que fizeram em nome da
Teosofia e da Sociedade Teosófica terá força espiritual.

Algumas vezes surge a pergunta sobre o que é teosófico. Muitas coisas, de fato, podem ser
teosóficas; depende do estado de ser do qual surge uma ação particular. Podemos ser
professores, escritores ou donas de casa e, se há uma pureza interna e um real interesse para
com os outros, nossos pensamentos, sentimentos e ações - cada relacionamento nosso -
tornam-se teosóficos e não podemos deixar de influenciar o mundo para o bem. Num de
seus primeiros escritos, H.P. Blavatsky disse que pelo fato de a consciência humana ser
uma, tudo o que fizermos auxilia ou atrapalha os outros, enquanto que nós próprios também
somos afetados pela condição geral da humanidade. J. Krishnamurti freqüentemente diz
que a consciência humana é a consciência individual, e assim, o modo como vivemos e o
que fazemos deve afetar a consciência total. É como se uma gota de cor fosse posta na
água; ela se espalha imediatamente e a água muda na proporção da quantidade da cor.

Cada um que se associa à ST deve carregar em seu coração o sentido do grande propósito
para o qual a Sociedade foi fundada. Numa obra vedantina, é dada a analogia de uma
mulher apaixonada. Ela pode estar cozinhando, lavando ou fazendo muitas outras coisas e,
se ela está profundamente apaixonada, a presença do amado estará com ela todo o tempo. O
que quer que ela possa estar fazendo, a presença está lá como uma luz interna. Enquanto
sua mente exterior está atendendo a vários deveres, em seu interior há um procedimento de
alegria e do amor com o qual suas ações externas não interferem; os dois, de fato, vão
juntos. Tudo o que ela faz é iluminado pelo calor de seu sentimento interior. Ela faz com
que até mesmo o mundo pareça diferente para ela.

Assim, se tivermos uma compreensão da natureza profunda e extensamente abarcante da


causa da Sociedade Teosófica, uma qualidade de graça e beleza entrará em tudo o que
fizermos, quer seja trabalho de Loja ou encontrando um interessado, falando com um
amigo, vivendo numa família ou exercendo uma profissão. Ser um membro da Sociedade
Teosófica significa carregar uma luz dentro de si, a luz da compaixão pela humanidade.
Podemos sentir que não somos poderosos o suficiente para trabalhar pelo todo da
humanidade,. Não precisamos ser ambiciosos; podemos trabalhar onde estamos, mas o
trabalho pode estar inflamado com um interesse pelo que é maior.

Um senso de universalidade é muito importante para a filiação à Sociedade, porque quanto


mais existir uma compaixão universal não-pessoal, mais teosóficas nossas ações se
tornarão. Universalidade não é meramente uma questão de transcender diferenças externas
de nacionalidade ou religião. É isto também, mas é muito mais.

Onde houver um percebimento de que o trabalho é de grande significação e que suas


fronteiras são ilimitadas; onde houver uma compreensão de sua amplitude, elevação e
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retidão virão também um senso de anonimato. Não se pode ser um verdadeiro teósofo sem
se estar disposto a privar-se do desejo de ser alguém de distinção. Um dos mais tocantes
aspectos das cartas dos Mahatmas, os Mestres que engendraram a formação da Sociedade
Teosófica, é a grande humildade que manifestam. Os irmãos Mais Velhos serviram num
espírito de simplicidade e anonimato, não tentando impor suas opiniões sobre seus leitores.

Muito se pode aprender da história da Sociedade, não de um conhecimento de meras datas e


fatos - o que é apenas uma maneira de estudar a história - mas examinando a qualidade de
vida dos primeiros trabalhadores, para ver como eles foram capazes de transmitir um senso
de sua própria inspiração. As pessoas vêm à Sociedade por vários motivos, seja por causa
de alguma dor ou perda, seja por outras razões. Mas a Sociedade tem influenciado o mundo
não por trazer soluções a problemas individuais (embora tenha dado conforto e
encorajamento a muitos), mas por causa dos sacrifícios que têm sido feitos por seus líderes
e membros desinteressados.

Os fundadores desembarcaram na Índia em 1879. Viajaram por todo o país em duras


carretas de bois com rodas de madeira. Quantos, hoje em dia, estariam preparados para
viajar em veículos menos confortáveis do que um moderno jipe? Nas cidades onde o
Coronel Olcott deu palestras e nos lugares visitados por madame Blavatsky, lojas teosóficas
surgiam quase de um dia para o outro. Elas foram criadas pelo sacrifício de posição,
ligações familiares e satisfações de todo tipo; estas coisas menores foram deixadas para
trás.Os fundadores labutaram sem buscar fama ou reconhecimento. Isto também é
verdadeiro a respeito de Annie Besant e de muitos outros. Podemos trabalhar ou aprender a
trabalhar na Sociedade sem buscar apreciação, abandonando aquelas coisas que
normalmente atraem a maioria das pessoas?

Nos dias antigos, muitos artesãos produziram grandes obras de arte sem pôr seus nomes
nelas; a beleza importava, não o eu insignificante. Que maravilhosa atitude foi aquela!
Devemos trabalhar para a Sociedade Teosófica neste espírito. A casa é o que importa, não a
pessoa. Mesmo os teósofos brigam algumas vezes! Mas as fricções serão menores se
lembrarmos as coisas maiores, e as diferenças insignificantes que surgem pela vaidade
desaparecerão. Quanto mais enchemos nossas mentes com coisas de importância universal,
menos tempo, energia e atenção teremos para as pequenas coisas que provocam diferenças
e disputas. O senso de fraternidade pode crescer através deste espírito porque o que
compartilhamos juntos é mais fundamental do que as coisas menores que nos separam.
Desta forma, abandonando nossas preferências e preconceitos pessoais, nossas simpatias e
antipatias, trabalhamos num espírito de anonimato e cooperação.

Tem sido dito que cada um de nós é individualmente responsável por toda a humanidade.
Isto não necessita ser o terrível fardo que pode parecer ser. Quando a responsabilidade está
unida à afeição, quando amamos nosso trabalho, ele não é um fardo. Muitos de vocês
conhecem a história da menininha carregando seu irmão. “Ele não é muito pesado para
você?” perguntaram a ela. “Oh, não” ela respondeu, “ele é meu irmão”. Um irmão não pode
ser um fardo. Se nossa consciência despertou para um senso de responsabilidade por toda a
humanidade, não há um fardo pesado, mas um trabalho empreendido de boa vontade.
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Responsabilidade significa pensar seriamente sobre como começamos nosso trabalho, pois
a tarefa diante de nós não é uma tarefa fácil. Às vezes ficamos discutindo como podemos
levar a Teosofia a outros, que métodos devemos adotar, de que tipo de publicidade devemos
nos ocupar e assim por diante, mas tudo isso, relativamente, não é importante. O essencial é
que nós mesmos estejamos sempre investigando e aprendendo. Um professor é bem
sucedido quando ele próprio está constantemente aprendendo e mantém vivo o espírito de
investigação. Ele não pode deixar de comunicar simplesmente este espírito de investigação
aos seus alunos, e isso é muito mais importante do que pôr informação pronta em suas
cabeças. Se o aluno é inteligente e tem ânsia de aprender, descobrirá por si mesmo;
ninguém precisará ensiná-lo. O professor bem sucedido, então, é alguém que está
aprendendo; aquele que pensa que sabe e continua repetindo automaticamente o que
aprendeu é um chato!

O mesmo princípio certamente permanece válido no trabalho teosófico. Se queremos levar


a Teosofia aos outros, devemos estar infatigavelmente envolvidos em descobrir o que a
Teosofia é, o que a Verdade é. Aquele que tem o espírito de investigação não tem de trazer a
Teosofia a outro; ele tem apenas de comunicar o espírito de investigação e cada um
descobrirá a Teosofia por si mesmo.

Mais de uma vez madame Blavatsky falou sobre a importância de libertar a mente do que
ela herdou através da educação, hereditariedade e meio-ambiente, e de sondar a verdade
livremente e sem preconceito. O Senhor Buda ensinou que não se devia acreditar em algo
porque Ele tinha dito, ou porque as tradições ou as escrituras o diziam. Cada um deve
investigar e descobrir por si mesmo a verdade da questão. O teósofo deve estar envolvido
em livre e destemida investigação e, em virtude da agudeza de sua mente, seu interesse pela
humanidade, sua universalidade e inegoísmo, ele se qualificará para auxiliar outros.

A filiação à Sociedade Teosófica significa tanto que não se pode lidar com toda ela num
breve espaço; mas há uma coisa que se segue ao que foi dito, e é que devemos aprender a
ser autoconfiantes. A maioria das religiões do mundo tem escravizado as mentes dos
homens; elas têm as pessoas dependentes de um dito deus, de sacerdotes, de gurus, de
escrituras. Os teósofos devem saber que há somente uma luz para iluminar o caminho e esta
é a luz de sua própria consciência ou inteligência. Se a consciência não está numa condição
de ver, as maiores verdades podem apresentar-se ante os olhos, mas não serão percebidas.
Cada pessoa pode ver somente o que é capaz de ver. A consciência que está desperta vê
muito; a consciência insensível vê muito pouco.

Somente a própria consciência, então, pode ser uma luz - nada mais. Deve-se ver e saber
por si mesmo. Nenhum guru, escritor, igreja ou deus pode fazer ver se o olho interior é
cego. Os membros da Sociedade Teosófica devem estar envolvidos em clarear e purificar
sua visão, e devem examinar a causa de sua cegueira, preconceito, paixão e dependência. O
eu em suas inumeráveis formas é um véu sobre a visão, e dessa forma o trabalho deve
evocar de dentro a capacidade de ver e de compreender. Todos devem aprender a
permanecer sobre seus próprios pés.

Não se deve rejeitar a ajuda de alguém que é mais sábio ou mais experiente, e existem
muitas coisas que são de grande auxílio. Talvez as pessoas todas também possam auxiliar se
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apenas nos mostrarem o que não fazer! Luz no Caminho diz: “Nenhum homem é teu
inimigo; nenhum homem é teu amigo. Todos são, da mesma forma, teus instrutores”.
Porque há um significado oculto em tudo que existe, a folha que cai de uma árvore, o vento
soprando através dos ramos, a luz das estrelas - todas as coisas trazem uma mensagem à
mente que está aberta e ao coração que é sensível. Em toda parte há algo que pode ser
aprendido por aquele que deseja aprender, que compreende que a fonte de toda luz está nele
mesmo.

Assim, aprender a tornar-se autoconfiante (o que não é a mesma coisa que ser auto-
opiniático, obstinado e dominador) é muito importante para os membros da Sociedade. Ela
é realmente uma maravilhosa Sociedade porque ela dá muita liberdade - liberdade para
crescer e ser. Devemos fazer uso dessa liberdade, e aprender a usá-la da maneira correta.
Nossos erros não importam, mas sim a sinceridade, o compromisso. Damodar Mavalankar,
um dos primeiros membros da Sociedade, uma vez usou a analogia de uma criança que está
aprendendo a caminhar. Ele descreve como ela cai muitas vezes, como ela se machuca e
chora, mas a cada vez ela se levanta. Às vezes a mãe lhe oferece a mão, mas a criança a
recusa; ela prefere cambalear o melhor que possa, porque dentro dela está o impulso para
depender apenas de si mesma. Como crianças espirituais devemos ser assim. Levantemo-
nos e finalmente alcançaremos o estágio em que poderemos permanecer de pé e regozijar-
nos em nossa liberdade de caminharmos sem auxílio.

9 – A Sociedade Teosófica no Brasil

A Sociedade Teosófica no Brasil foi fundada no Rio de Janeiro, em 17 de novembro de


1919, por Raimundo Pinto Seidl e possui Lojas e Grupos de Estudo em diversas cidades do
Brasil, estando a sede da Seção Nacional na cidade de Brasília.
A Loja Vida Una de São José dos Campos foi fundada em 1983 e desde então tem atuado
na divulgação da Teosofia. Hoje conta com cerca de 15 membros e vários simpatizantes.

10 – Breve Cronologia da Sociedade Teosófica


1875 - Fundação da Sociedade Teosófica em Nova Iorque.

1877 - Publicação de Isis Sem Véu por H.P. Blavatsky.

1876 – 1878 - Influencia da Sociedade cresce no mundo apesar da inatividade


nos EUA.

1878 - Coronel Henry Steel Olcott e H.P. Blavatsky voltam para a India.

1879 - Olcott e H.P. Blavatsky chegam à India. Olcott e H.P. Blavatsky iniciam a
publicação da revista "The Theosophist" em outubro, o que causa um rápido
crescimento do trabalho teosófico na India
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1880 - Blavatsky e Olcott visitam o Sri Lanka em favor do budismo. A. P. Sinnet


se junta à ST

1881 - Blavatsky e Olcott se convertem ao budismo.

1881 - Publicação da obra “O Mundo Oculto” por A.P. Sinnett.

1882 - O quartel general da Sociedade muda de Bombaim para Adyar, Madras

1883 - Publicação da obra “Budismo Esotérico” por A.P. Sinnett.

1884 - Leadbeater se junta à ST e viaja para a India por ordem do Mestre. A


Seção Interna da Loja de Londres é formada.

1885 - H.P. Blavatsky retorna para a Europa. "Man-Or Fragments of Forgotten


Truth", por Mohini Chatterji e Laura Holloway é publicado.

1886 - W.Q. Judge inicia a publicação da revista ”The Path”.

1887 - W. Q. Judge escreve carta para H.P. Blavatsky pedindo que ela crie um
grupo com propósito de instruções esotéricas.

1888 - Publicação da Doutrina Secreta escrita por H.P. Blavatsky. A existência


da Escola Esotérica é anunciada publicamente.

1889 - Annie Besant se junta à Sociedade após ler a Doutrina Secreta e se


encontrar com HPB

1889 - 1890 - Mohandes K Gandhi é apresentado à H P Blavatsky e Annie


Besant em Londres mas recusa se tornar um membro regular da Sociedade.
Entretanto, durante os anos seguintes, a influencia da ST o levaria a ter vasta
literatura teosófica incluindo A Canção Celestial de Edwin Arnold (O Bhagavad
Gita) e A Luz da Ásia..

1890 - Morre T. Subba Row.

1891 - H.P. Blavatsky morre. Annie Besant e W.Q. Judge se tornam ambos lideres
da Seção Esotérica.

1894 - Inicia-se uma discussão entre W. Q. Judge de um lado e Olcott e Besant


do outro sobre a autoria de algumas cartas dos Mestres recebidas através de
W.Q. Judge.

1895 - A Seção Americana se dissocia e passa a ser chamada de Sociedade


Teosófica na América. W. Q. Judge fica na presidência até sua morte.
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1896 - W. Q. Judge morre.

1900 - Annie Besant recebe carta do Mahatma Koot Hoomi.

1902 - Annie Besant convida Rudolf Steiner para formar a Seção Alemã da
Sociedade Teosófica

1907 - Olcott morre. Annie Besant é escolhida como presidente da ST (Adyar)

1909 - Leadbeater descobre Jiddu Krishnamurti.

1911 - Formação da ‘Ordem da Estrela do Oriente’ em homenagem ao “Instrutor


Mundial" (i.e. J. Krishnamurti)

1912 - J. Krishnamurti é feito líder da ‘Ordem da Estrela do Oriente’ . O pai de J.


Krishnamurti's inicia uma batalha contra Annie besant pela custódia do filho. A
briga termina quando, em 1914 J. Krishnamurticompleta 18 anos. Rudolf Steiner
é expulso da ST(Adyar), porque ele se recusa ter como membros de sua Seção
Alema pessoas que sejam também membros da ‘Ordem da Estrela do Oriente’ ".
A maioria dos membros da Seção Alemã deixa a ST de Adyar juntamente com
Rudol e a Sociedade Antroposófica é formada.

1917 - Annie Besant exige leis próprias para a India e fica na prisão de Junho a
Setembro

1925 - Rudolf Steiner morre.

1929 - J. Krishnamurti dissolve a the ‘Ordem da Estrela do Oriente’

1930 - J.J. van der Leeuw escreve "Revelation or Realization".

1933 - Annie Besant morre. G. S. Arundale é votado presidente da ST(Adyar)

1934 - Leadbeater morre.

1945 - Dr. Arundale morre. Jinarajadasa é eleito presidente

1953 - Jinarajadasa morre e N. Sri Ram é eleito presidente da Sociedade


Tesófica (Adyar).

1973 - N. Sri Ram morre e John Coats é eleito presidente da ST (Adyar).

1980 - Radha Burnier é eleita presidente da ST(Adyar)

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