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Car los Magno A.

Tor re s

Nic ol au Gilbe r to Fe r raro

Paulo A ntonio de Tole do S oare s

Paulo Ce s ar Mar tins Pe nteado

Física 1

o
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M
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Ciência e Tecnologia

n
E
Componente curricular: FÍSICA
Mecânica

MANUAL DO

PROFESSOR

3/29/16 1:48 PM
Ca r lo s Magno A. To r re s

B a c h a re l em Física pelo I n st i t u to de Física da U n i ve r s i d a d e de São Pa u l o .

P rofe s s o r de Física no ensino superior e em cursos p ré - ve st i b u l a re s .

P rofe s s o r de Física e de M at e m át i c a em e s co l a s do ensino médio.

Nicolau G i l b e r to Fe r ra ro

Licenciado em Física pelo I n st i t u to de Física da U n i ve r s i d a d e de São Pa u l o .

E n g e n h e i ro m et a l u rg i st a pela E s co l a Po l i t é c n i c a da U n i ve r s i d a d e de São Pa u l o .

P rofe s s o r de Física no ensino s u p e r i o r, em e s co l a s do ensino médio e em cursos p ré - ve st i b u l a re s .

Pa u lo A n to n i o de To le d o S o a re s

M é d i co pela Faculdade de Medicina da U n i ve r s i d a d e de São Pa u l o .

Le c i o n o u Física em e s co l a s do ensino médio e em cursos p ré - ve st i b u l a re s .

Pa u lo Ce s a r Mar tins Pe n te a d o

Licenciado em Física pela U n i ve r s i d a d e F e d e ra l de S a nt a C at a r i n a .

P rofe s s o r de Física em e s co l a s do ensino médio e em cursos p ré - ve st i b u l a re s .

Física

Ciência e Tecnologia

Mecânica

1
Ensino Médio

Componente curricular: FÍSICA

MANUAL DO PROFESSOR

4 edição

São Paulo, 2016

frontis Vereda PNLD FISICA CIE e TEC 1 a 3 LP.indd 1 3/30/16 2:23 PM


Coordenação editorial: Fabio Martins de Leonardo

Edição de texto: Alexandre da Silva Sanchez, Denise Minematsu,

Fernando Savoia Gonzalez

Gerência de design e produção gráca: Sandra Botelho de Car valho Homma

Coordenação de produção: Everson de Paula

Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues (coord.)

Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite

Projeto gráco: Mariza Souza Porto, Adriano Moreno Barbosa

Capa: Douglas Rodrigues José

Foto: Gêiser com arco-íris no Parque Nacional de Yellowstone, EUA.

© Fred Hirschmann/Superstock/AGB Photo Librar y

Coordenação de arte: Wilson Gazzoni Agostinho

Edição de arte: Elaine Cristina da Silva

Editoração eletrônica: Setup Bureau Editoração Eletrônica

Edição de infograa: Luiz Iria

Coordenação de revisão: Adriana Bairrada

Revisão: Denise Ceron, Simone Soares Garcia, Thiago Dias, Vânia Bruno,

Viviane Teixeira Mendes

Coordenação de pesquisa iconográca: Luciano Baneza Gabarron

Pesquisa iconográca: Carol Böck, Maria Marques

Coordenação de bureau Américo Jesus

Tratamento de imagens: Denise Feitoza Maciel, Marina M. Buzzinaro,

Rubens M. Rodrigues

Pré-impressão: Alexandre Petreca, Everton L. de Oliveira, Fabio N. Precendo,

Hélio P. de Souza Filho, Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa

Coordenação de produção industrial: Viviane Pavani

Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Física : ciência e tecnologia / Carlos Magno A .

Torres... [ et al. ] . — 4. ed. — São Paulo :

Moderna, 2016.

Outros autores: Nicolau Gilberto Ferraro, Paulo

Antonio de Toledo Soares, Paulo Cesar Martins

Penteado

“Componente curricular : Física”.

Obra em 3 v .

Conteúdo: v . 1 . Mecânica — v. 2. Termofísica,

Óptica, Ondas — v. 3 . Eletromagnetismo, Física

Moderna.

Bibliograa.

1. Física (Ensino médio) I. Torres, Carlos

Magno A. . II. Ferraro, Nicolau Gilberto.

III. Soares, Paulo Antonio de Toledo. IV. Penteado,

Paulo Cesar Martins.

16-01328 CDD-530.07

Índices para catálogo sistemático:

1. Física: Ensino médio 530.07

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Todos os direitos reser vados

EDITORA MODERNA LTDA.

Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho

São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904

Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510

Fax (0_ _11) 2790-1501

www.moderna.com.br

2016

Impresso no Brasil

1 3 5 7 9 10 8 6 4 2

PDF_alta_001_010_INICIAIS-FCT1_G.indd 2 5/20/16 11:53 AM


Apresentação

A Física é uma Ciência que analisa e responde a muitas questões com as quais

nos deparamos a todo momento. Por isso, você que é curioso a respeito das coisas

de seu convívio encontrará na Física muitas respostas para suas indagações.

Os conceitos e as leis da Física ajudam a explicar muitos fenômenos naturais e

a entender desde o funcionamento das máquinas e das ferramentas que utiliza-

mos diariamente, como uma simples lente de aumento, um abridor de latas, uma

máquina fotográfica ou um telefone celular, até uma complexa usina nuclear, um

tomógrafo computadorizado ou um microscópio eletrônico.

Devo instalar um chuveiro elétrico ou a gás? Usar lâmpadas incandescentes ou

fluorescentes? Comprar um televisor de LCD, plasma ou LED? Os conhecimentos

adquiridos ao estudar Física podem capacitá-lo a tomar decisões mais acer tadas

quando diante de diferentes opções.

Nesta coleção, procuramos mostrar os conceitos básicos dessa Ciência a fim de

fazê-lo ver o mundo com olhos críticos. Procuramos também fazer aumentar em

você, estudante, a vontade de adquirir novos conhecimentos e, assim, ajudá-lo a

desenvolver sua habilidade para trabalhar em equipe e sua autonomia para expor

de forma clara suas opiniões e convicções.

Dessa forma, esperamos contribuir para o seu crescimento, tanto intelectual

quanto pessoal, e que você possa influenciar de forma positiva a sociedade em

que vive.

Os autores

PDF_alta_001_010_INICIAIS-FCT1_G.indd 3 3/18/16 3:36 PM


Compreenda a estrutura desta o bra

e
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kcotsnital/sretUer/onilecraM
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Unidade
II Força e energia

O livro está

ielseU
estruturado em

Capí tulo 3

unidades, que
D e s c r iç ão dos

Abertura de capítulo
mov im e n tos , 4 6

Capí tulo 4

se compõem de
Forç a e m ov im e n to, 9 3
No início de cada um dos

Capí tulo 5

Hidro s t átic a , 1 3 0
capítulos.
capítulos há uma foto
Capí tulo 6

Q ua n tidad e d e mov im e n to

e imp u l s o, 16 4

motivadora e um texto com


Capí tulo 7

E ne rgia e tra b al ho, 1 8 7

Capí tulo 8
informações sobre assuntos
Gravitação universal , 220

Capí tulo 9

M áq uina s s imp le s , 2 55
relacionados ao seu conteúdo.
mI

mI
ytte

wol

o
l
lA/gnuhC

u
t
í
p
a

looP
C
Quantidade de movimento
nehpetS

tnetnoC
6
e impulso

lluB
der/yarrum
emearG
A: Para proporcionar ao público uma melhor visualização das manobras executadas, foi acrescentado aos aviões da Esquadrilha

da Fumaça da Força Aérea Brasileira (FAB) um tanque de óleo exclusivo para a produção de fumaça. Na foto, os rastros de fumaça

indicam a trajetória das aeronaves em relação à Terra.

B: Movimento de uma bailarina, em relação ao solo, registrado em instantes sucessivos, por meio de uma técnica chamada de

fotografia estroboscópica.

C: A London Eye é uma roda-gigante situada na cidade de Londres, Inglaterra. Quando em movimento, suas cabines realizam, em

relação ao solo, trajetórias circulares, completando uma volta em 30 minutos.

45

Foto sequencial de um

salto de bicicleta. Napier,

Quantidade de movimento:
Nova Zelândia, 2015.

um conceito fundamental na Física

Em nosso cotidiano podemos perceber que é necessário aplicar uma força

de menor intensidade para parar uma bicicleta do que para parar um carro, que

possuem inicialmente a mesma velocidade e em certo inter valo de tempo. Se a

velocidade inicial do carro fosse mais alta, seria necessária uma força de maior

intensidade. A força a ser aplicada, nesse inter valo de tempo, depende da massa

e da velocidade do corpo. Para um maior inter valo de tempo, os mesmos efeitos

podem ser obtidos com forças menos intensas. Esses exemplos sugerem a defini-

ção de duas grandezas, uma que relaciona a massa e a velocidade, denominada

quantidade de movimento , e outra que relaciona a força e o inter valo de tempo

de sua atuação, que recebe o nome de impulso

Neste capítulo, analisaremos as duas grandezas citadas e as condições em

que há conservação da quantidade de movimento. Apresentaremos o conceito de

centro de massa de um corpo e o motivo por que a trajetória do centro de massa

do ciclista sob ação exclusiva da gravidade, não se altera, independentemente

dos movimentos de seus braços e suas pernas.

164

gica
noló
o tec
ca çã
Apli
ABS
de freios
a
sistem
nais
encio
conv
de freios
ma
Aplicação tecnológica
Siste m
ng Syste
Braki
lock m
Anti- impede
que
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é dotado
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Esse to
Enquan
a freada.
atri durante
nte do das rodas
importa nto
travame a
ica bastante o am
continu
o tecnológ as rodas
aplicaçã freio,

Aplicações de tecnologias associadas ao conteúdo


Uma o atrito no
e pisando
estático ta está
o atrito
a entre motoris
à diferenç .
deslizar
diz respeito do, sem
to no gráfico controla
mos
constata de modo
Como girar um
ento. a com
deslizam equipad
o de roda
é
dinâmic na iminên cada
, quando nte,
estático atualme
isso,
de atrito Para
, a força desacele
4.15 amente
o.
da figura dinâmic está
repentin
se ela

nto, é
maior
que a
força
de atrito
sensor
que
detecta
freio
de cada estudado, acompanhadas de uma questão para análise
o de
movime
cia de a na tubulaçã
cionais, localizad
conven válvula
de freios . Uma é
sistema rando função
com cuja
veículo mestre,
Em um vel cilindro-
do
do automó a pressão
as rodas controla do
nte roda vindo
geralme de freio
freada, fluido
uma com
durante desse de freios
de apoio; sistema
er o

e discussão, individual ou em grupo, que ajuda a


fície
super abastec bomba,
pela a. Uma
se arrastam hidráulic
e e o
travam pressão
o pneu uma
entre e gerar
ório a
nto relativo reservat com
movime de acordo
um de freio
existe fluido
modo, o entre o
libera
dinâmic sistema,
ento ao
deslizam ligada é moni
de
atrito o sistema
de Todo
A força válvula.
chão. eração ida pela
desacel
ável
pela ção transmit que
respons informa ador,

o pneu
e o chão
é a força
controla
dora,
um comput
compreender o tema abordado.
unidade
freada. por uma .
essa torado válvulas
durante e das
sofre das rodas
o carro
que dos sensores
aviador ções
do pelo as informa
projeta recebe
foi
ABS têm velocida
de freios o chão
com
sistema os
O que em contato
permitir do pneu
para Os pontos e o
973)
(1880-1 não trava
Voisin , a roda
Gabriel modo
francês durante Desse
a ele.
o avião
sobre em relação
maior de nula . Nessa
deslizar
um controle rola sem
tivessem o a roda
pilotos instalad chão;
o foi pelo
arrasta
ente
mecânic não se de
pneu é a força
inteiram
e o chão
Um sistema o o pneu
o pouso. 1960, entre
os anos de atrito
Até , a força
de 1920. situação ento
na década de deslizam
ainda de atrito
aviões de força
em e carros que a
letas , maior
a motocic estático
atrito , a desace
limitado maior
ABS era
.899

freios uma de atrito


por força
uso dos de 2014, , com
uma
de janeiro o. Portanto
dinâmic ndo
1 percorre
1

desde para
No Brasil, e o carro
n), é maior
ed

corrida. (Contra também


de Trânsito do carro
l
Naciona leração
o freios.
os os
orier

do Conselh
o de acionad
resoluçã os com , depois
equipad a menor
fábrica distânci
da uma
saem
evef

s já
os veículo
todos
ed

ABS.
freios
91ed
016.

ão
Quest
9

ABS,
freios
com
ieL

um carro
ao frear
cur vas
fazer
imos
e

consegu cionais?
brusca, conven
laneP

parada freios
uma com
durante um carro
Por que, ao frear
reta
em linha
seguir
s apenas
podemo
ogid

to
enquan
odóC
481
.trA.adib

tal
imen
exper o com
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iorp

tentand
Propo do elástico,
dade
extremi
nte a
lentame o
Puxe sobre
oãçu

-a deslizar
fazendo
rela objeto,
a a e o
verificar r a cartolin
pode
você
isso desloca o elástico
dorp

simples ponto
ncia até que
experiê
esta a caneta

Proposta experimental
Com com
de atrito. Marque
a força vegetal.
com papel
eR

fícies
das super
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da textura
ção
is:
es materia
os seguint
emic

rios
necessá
Serão
te ou
um sabone
g (como
de 100
san

cerca
com
um objeto

);
Experimentos com a utilização de materiais simples
oicir

de madeira
um bloco

20 cm;

10 cm
de
de car tolina
Baf

um pedaço

de sulfite;
folha

para a observação de fenômenos expostos na teoria.


uma

;
vegetal
papel l
de
de pape
a
um pedaço fo l h
tal pela
l ve g e
de pape
a
a; a fo l h
camurç titua di
papel Subs p ro ce
de mo
pedaço o mes
ta
um Repi
uma cia.
es, riên
diferent a expe
ta
ções e re p i de
granula sulfi
te aço
com ped
de lixa te pelo
folhas de sulfi
a
duas a fo l h
ndo
titui
to subs
áspera; men
mais
fina
e outra
de lixa.
as
mais s fo l h
e pela
u rç a
l cam
pape atrito
papel; ta maior
prender apresen
para s, qual
um clipe
is testado
os materia
Dentre
dadas;
arredon
pontas de car tolina?
de
tesoura a folha
contra
ao deslizar
conste:
no qual
ento
o experim
; sobre
elástico um relatório
Elabore

caneta. ;
te 1 cm o objetivo
adamen
te de aproxim
um cor
, faça o;
a tesoura l utilizad
Com paralelo materia
o
de car tolina,
pedaço ;
do adotado
no meio ental
ento experim
comprim Prenda mento
de cor te. procedi
nesse o
o clipe
Insira
da folha.
cur to
mais ;
ao lado obtidos
os
do clipe. resultad
a os
angulos
dade
à extremi
o elástico
e coloque ão.
vegetal conclus
de papel uma
a folha
a sobre
a cartolin
Apoie

a car tolina.
sobre
o corpo

107

PDF_alta_001_010_INICIAIS-FCT1_G.indd 4 3/22/16 11:09 AM


Ainda usando o gráfico anterior, podemos concluir que entre 0 e 4,0 s o mó-

Ativ idade em grupo

vel se desloca com velocidade escalar instantânea constante e igual a 4,0 m/s,

isso porque seu espaço varia de modo uniforme com o passar do tempo, isto

Com a expansão das fer rovias

é, para iguais intervalos de tempo temos iguais variações de espaço — a cada

para o oeste dos Estados Unidos,

1,0 s, por exemplo, o móvel percorre 4,0 m. No último segundo registrado no

no século XIX, a comunicação e a


Atividade em grupo
gráfico, entre os instantes 4,0 s e 5,0 s, o móvel permanece na posição de
circulação de produtos tornaram-

espaço 16,0 m, e sua velocidade escalar instantânea é, portanto, nula ( 0).


-se mais fáceis em todo o p a í s,

Veja no exemplo se g u inte como c alc ula r a vel oc idade es calar média
com t re n s que se deslocavam a
Temas de pesquisa e/ou discussão com
aproximadamente 50 km/h, então

em uma situação s im ple s.

considerada alta velocidade. Hoje

ênfase nos impactos sociais


em dia, com a evolução dos meios

de t ra n s p o r te, podemos cruzar

Um ciclista par te da cidade às 9 h 30 min e chega à cidade , dis- o mundo em algumas h o ra s, em

av i õ e s c o m e rc i a i s com ve l o c i d a -

e/ou ambientais provocados pelo


tante 72 km de , às 13 h 30 min. Determine a velocidade escalar média

des médias de aproximadamente

Exercícios resolvidos desse ciclista na viagem de até , em km/h e em m/s.

800 k m/h. Essa é uma das razões

Resolução: para a expressão “aldeia global”.

desenvolvimento tecnológico.
Inicialmente, vamos determinar a duração da viagem ( ). O inter- Discuta com seus colegas de

Exemplos de aplicação
valo de tempo é dado pela diferença entre o instante de chegada à classe as vantagens e desvantagens

desse “encurtamento” de distâncias.


cidade e o instante de par tida da cidade . Então:

Quais são os aspectos positivos des-

imediata da teoria, 13 h 30 min 9 h 30 min 4 h

se processo para a sociedade como

.8991
A variação de espaço do ciclista na viagem de até corresponde um todo? E os aspectos negativos?

ed
Quais as consequências do encur-
à distância entre as cidades 72 km.

apresentados em

orierevef
tamento de distâncias para a eco-

Por tanto:

nomia, o comércio e a tecnologia?

72 km

ed
V v 5 V v 5 18 km/h

91
m m m

quadros azuis.

ed
Sabendo que 1 m/s 3,6 km/h ou, ainda, que km/h m/s

016.9
3,6

temos:

ieL
e
laneP
18 km/h 18 m/s 5 m/s

3,6

ogidóC
od
481
É possível que determinado deslocamento escalar seja realizado em etapas, com diferentes trechos

.trA
.adibiorp
percorridos com diferentes velocidades escalares médias. Nesse caso, como poderíamos calcular a

velocidade escalar média na viagem completa? Obser ve o exemplo a seguir.

oãçudorpeR
Um atleta, preparando-se para uma competição, realiza um treino correndo em uma trajetó -

ria retilínea ABC. O trecho AB é percorrido com velocidade escalar média igual a 8 m/s, e o trecho

BC é percorrido em 45 s. Sabendo que o trecho AB tem 40 m e o trecho BC tem 180 m, determine:

a) o inter valo de tempo decorrido durante o percurso do trecho AB

b) a velocidade escalar média no trecho BC

c) a velocidade escalar média no percurso total, trecho AC

Resolução:

A velocidade escalar média é calculada pela relação: Assim:

a) No trecho AB, temos: 40 m e 8 m/s. Então:

40

5 s

b) No trecho BC, temos: 180 m e 45 s. Então:

180

4 m/s
m( )

45

c) Para o trecho AC, temos: 40 m 180 m 220 m e 5 s 45 s 50 s. Então:

220

4,4 m/s
m( )

50

54

em
ca
deslo
se
kg
10

Exercícios propostos
4,0
massa
de m/s.
moto 10
de
Uma idade
veloc
idade com
veloc ontal
com horiz . Consi
ca-se reta parar
deslo linha até
massa m
de 10
a rre
corpo perco
Um é igual ela
ca a,
cinéti fread
ia ser
energ Ao
sua :
caso, mine
Nesse . Deter

Exercícios classificados em fundamentais,


mesma m/s
de 10
corpo
de outro dere
cinética
é a energia
a) Qual
de 2 atrito;
velocida de
com da força
se
ntando- o trabalho
movime a)
massa
com
desloca de atrito;
se força
que da
corpo ade
de outro a intensid
a massa b)
é
b) Qual

indicados em vermelho, para a discussão em


e a pista.
a o pneu
igual entre
cinética de atrito
energia nte
e possui o coeficie
c)
de
velocida

cinéti
energia
tiver
massa
força
de e da
corpo sidad
Se um
c) a inten
a
de? mostr
velocida r
sua segui
sala de aula, e de fixação, indicados em azul,
será o a massa
, qual de
a 2 O gráfic
igual corpo
um
em
atua
ser que o do
pode tante funçã
corpo resul em
um so,
de repou
ica em
cinét e
ia lment
energ inicia
da
valor kg,
O 10

que.
Expli nto
ivo? came
negat deslo
para consolidar o conhecimento adquirido.
num
da,
é lança
g
500
massa
de
bola m/s.
Uma 20
idade
veloc
, com (N)
nte
insta passa
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veloc
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nte
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Num
:
mine
Deter
m/s.
30
de
.899

a ser
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nos instante
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cinética
1

a energia
a)
ed

na bola
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força
orier

da
o trabalho
b)
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s
os instante
entre

e em
ed

lment
inicia
kg,
3,4
de
91

massa
com resul
corpo força
Um uma
ed

de
à ação
etido
é subm mine
016.

so, N. Deter
repou 42,5
e
sidad
de inten
, sua
9

ante o
const quand
tante corpo
ieL

esse (m)
o por
sofrid
nto
came
e

o deslo
laneP

m/s.
e 15
ating
idade
veloc
o
ca,
ogid

ia cinéti
energ
da
ma
o teore
óC

o com à varia :
acord mine
De re igual Deter ento
é semp deslocam
ante no
od

result te
lho
da força o traba resultan
lho da força
traba el que
481

o trabalho
É possív a)
ca.
ia cinéti
maior m;
energ seja 10
da a a
.trA

ção 0
sistem
no de
tes
atuan 10 m.
forças possa
das isso
.adib

uma Caso quando


de ca? corpo
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ia cinéti
a velocida
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iorp

que
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dorp
occ

eR
es

l
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l grav
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l

energ
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Ida

tidad
quan
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imos, a.
defin sistem
como um
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O traba
corpo
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de
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força Se
uma solo.
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lI

um idade
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Cons cairá,
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ente.
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Mas

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Note o corpo
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Logo do
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seja, Alimentação segura e com qualidade
peso
pelo
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te foi-lh
instan

lho.
O que diz a mídia!
traba peso.
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s, então Um detector de adulterações no leite, um modelo de
ante
Vamo const
força
uma
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lho
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os, do agricultura urbana sustentável e a descoberta de que

Textos publicados em
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Como na
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O peso
idosos foram os trabalhos vencedores do Prêmio Jovem
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7.12
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por
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ponto
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ente,
riorm

A qualidade da nossa alimentação é uma preocupa-

sites, acompanhados
ção cres cente e envolve vár ios fatores. De um lado,

198
anaoJ

ex istem alimentos cujo consumo p ode trazer bene-

fícios à saúde. De ou tro, a pro d ução cada vez mais

de uma questão
industr ializada dificulta a transparência em relação

ao que se ingere e o ato de comer p ode ir do prazer

que os relaciona ao
à tragé dia com adulterações que enganam e prejudi-

cam o consumidor em favor dos lucros. Além diss o,


.8991

a s ocie dade pre cisa encontrar modelos alternativos


ed

conteúdo do capítulo. e sustentáveis que p er mitam melhorar a g estão dos


orierevef

espaços produtivos, controlar a or igem dos alimentos

e ga ra nt i r sua distr ibuição ma i s e q u i l i b ra d a. Essas


ed
91

questõ es estão na bas e d os proj e tos ve n ce dore s da

Uso da calculadora científica


ed

Joana Meneguzzo Pasquali apresenta o protótipo do


016.9

28 e dição do Prêmio Jovem Cientista, que teve como


Detectox, que identifica a presença de substâncias tóxicas no

tema a s egurança alimentar e nutr icional.


ieL

leite. A estudante foi a primeira colocada no Prêmio Jovem


e

Exercícios em que se recomenda


Cientista de 2015 na categoria estudante de ensino médio.
laneP

O risco presente nos alimentos industrializados foi o

(Foto: divulgação/ Prêmio Jovem Cientista)

que motivou Joana Meneguzzo Pasquali, do Colégio Mu-


ogidóC

tirão de São Marcos, no Rio Grande do Sul, a desenvolver


od

“O leite é um dos alimentos básicos, por isso, é im-

o uso de calculadora científica, o seu Detectox , um kit capaz de detectar a presença


481

portante para a população controlar a sua qualidade”


,
.trA

de substâncias tóxicas no leite UHT. “A divulgação das

comenta Pasquali. “Sabendo que o consumidor possui


.adibiorp

fraudes no leite na minha região foi muito intensa e,

indicados com o ícone.


uma forma de detectar as fraudes, as empresas ficarão

assim que os casos foram noticiados, comecei a pensar


oãçudorpeR

desencorajadas de realizar as adulterações”


. Criado com

em uma possível solução”


, conta a jovem de 17 anos, pri-

o objetivo de ser uma ferramenta para o consumidor fi-

meira colocada na categoria estudante do ensino médio.

nal, o produto, de baixo custo, pode se tornar uma opção

Utilizando como base um pedaço de filtro de café

viável para garantir a segurança alimentar do leite. “Se

embebido com reagentes que indicam a presença das

o protótipo for aprimorado, pode despertar o interesse

substâncias indesejadas, Pasquali confeccionou – por

comercial”
, completa.

conta própria e de forma artesanal – as fitas detectoras

[...]

de fraude. O protótipo é capaz de identificar a adição de

[Em 2015], o Prêmio Jovem Cientista recebeu 1.920 ins-


formol, amido, hidróxido de sódio ou outras substâncias

crições de todo o país. Os vencedores foram anunciados


que alterem o pH do leite. “Procurei um material que

[no dia 21 de maio] em Brasília.


transpirasse menos, assim, os reagentes não evaporariam

até o momento dos testes”


, explica. Para testar o protótipo,

LOPES, Everton. Alimentação segura e com qualidade. Disponível em:

a estudante realizou as contaminações no leite com o au-


<http://cienciahoje.com.br/noticias/2015/alimentacao-segura-e-com-quali

xílio da professora de metodologia científica de sua escola. dade>. (Acesso em: 21 out. 2015.)

Questão Registre a resposta em seu caderno.

Até aqui estudamos um pouco como o conhecimento é produzido na Ciência. Esse texto mostra

como pessoas comuns podem fazer Ciência. Você saberia dizer por que isso é impor tante?

29

PDF_alta_001_010_INICIAIS-FCT1_G.indd 5 3/18/16 3:36 PM


Co m p re e n d a a e s t r u tu ra desta o b ra

Rompendo com as ideias aristotélicas e o senso comum, Galileu concluiu que um movimento

pode existir sem a inter venção permanente de uma força. Em quase dois mil anos de Física, essa foi

a primeira ideia de inércia de movimento com bases experimentais.

Entretanto, coube a Isaac Newton, quase sessenta anos depois, organizar e apresentar com mais

precisão os conceitos de velocidade, aceleração, massa e força. Ele sintetizou tudo isso em algumas

definições e três leis (ou princípios), denominadasleis de Newton dos movimentos

Dinâmica, como é denominada a par te da Mecânica que estuda as causas dos movimentos e

das alterações que eles experimentam, se estrutura nas três leis de Newton dos movimentos: princípio

da inércia ou primeira lei de Newton, princípio fundamental da Dinâmica ou segunda lei de Newton

e princípio da ação e reação ou terceira lei de Newton.

Isaac Newton

serdnol
Isaac Newton nasceu em Woolsthorpe, uma pequena aldeia no

condado de Lincolnshire, Inglaterra, no dia 25 de dezembro de

Biografia

,sotarter
1642, pelo calendário juliano, vigente na época de seu nascimento.

O calendário gregoriano, implantado pelo papa Gregório XIII em

1582 e utilizado atualmente na maioria dos países, só foi adotado

ed
Histórias da vida de cientistas ligados ao pela Inglaterra em 1752. De acordo com esse calendário, Newton

lanoican
teria nascido em 4 de janeiro de 1643.

.8991
Considerado um dos grandes matemáticos de todos os tempos,

ed

airelaG
assunto tratado no capítulo em questão juntamente com Arquimedes e Gauss, Newton foi também físico,

orierevef
filósofo, astrônomo, alquimista e teólogo. Muitos historiadores

da ciência o consideram o maior e mais influente cientista que

ed
91
já existiu.

e suas contribuições ao avanço da Ciência.

ed
016.9
Em 1661, aos 18 anos de idade, foi admitido no Trinity College,

Retrato de Isaac Newton

em Cambridge, graduando-se em agosto de 1665, ano em que

ieL
(1642 -1727).

um sur to de peste bubônica, que assolou a Inglaterra de 1664 até

e
No texto, o realce no nome de um cientista

laneP
fins de 1666, o obrigou a retornar a sua cidade natal. Durante esse

dyoB
ogidóC
período, a Universidade de Cambridge ficou fechada, reabrindo

r
somente em 1667.

niveK
indica a existência de uma biografia.

od
481
Do início de 1665 até o final de 1666, Newton trabalhou em Ma-

.trA
temática (no desenvolvimento do cálculo infinitesimal), Óptica,

.adibiorp
Astronomia e Gravitação. Por isso, o ano de 1666 é denominado

Annus mirabilis (ano maravilhoso) de Newton.

oãçudorpeR
Esses trabalhos, exceto a parte referente à Óptica, foram reunidos e

publicados em julho de 1687 na obra Principia, constituída por três

livros e considerada uma das mais importantes obras científicas de

todos os tempos produzida por uma só mente. Os estudos de Óp-

tica, teoria da luz e cor, foram publicados no livro Opticks, em 1704. Casa onde nasceu Isaac Newton em

Woolsthorpe, condado de Lincolnshire,

Em 1669, Newton foi nomeado professor lucasiano para a cátedra

a 150 km de Londres. Inglaterra, 2006.

de Matemática da Universidade de Cambridge, honorável cargo

seGami
criado por Henr y Lucas, influente membro do Parlamento inglês

ligado a essa instituição. Outros nomes famosos que ocuparam

wolG/ymala/zeravla
esse posto foram Charles Babbage (1828), considerado o pai da

Ciência da Computação, Paul Dirac (1932), um importante cientista

para o desenvolvimento da Mecânica Quântica, e Stephen Hawking

(1979), físico teórico que tem feito impor tantes contribuições para

a Cosmologia.

leafar
Entre 1670 e 1672, N ewto n pes quisou e lecion ou Óptic a em

Cambridge, período em que aper feiçoou um tipo de telescópio,

odracir
refletor, hoje conhecido como telescópio newtoniano, contor-

nando assim o problema da aberração cromática presente nos

Você sabe por quê?


telescópios refratores.

Em 1687 foi publicada a primeira edição do Principia, pela Royal

Society de Londres. Outras duas edições foram publicadas em

Perguntas que associam


1713 e em 1726, com correções e anotações do próprio Newton.

Isaac Newton morreu em março de 1727, em Londres, aos 84 anos.


Túmulo de Isaac Newton na Abadia de

Hoje seu túmulo pode ser visitado na Abadia de Westminster.


Westminster, Londres. Inglaterra, 2014.

o tema em estudo a

fatos observados no 97

cotidiano.

quê?
por
sabe
Você

e experi
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481

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Nos ssões valor
expre do
as além
mos o, <http://scistar ter.com/index.html>. (Acesso em: 27 out. 2015.)
utiliza e sentid s
vezes ão nessa
s direç ar,
muita têm s indic
isso, que Vamo
por ezas iais.
grand s vetor site, em inglês, é um repositório de pesquisas em andamento em diversas áreas, nas quais pessoas comuns
são física
ração ezas
e acele grand
e de
idade
veloc Trata-s
da.
medi podem colaborar para a coleta de dados. Você poderá escolher onde coletar os dados (em sua casa, na es-
de
de por
unida ente,
dente ctivam ial
spon vetor
corre , respe é
ração idade
a acele a veloc cola, na praia, durante uma caminhada etc.) e a área de interesse (animais, pássaros, insetos, arqueologia,
e ),
idade (MRU
a veloc rme
, unifo
ições e
eo nula )
cond retilín é
o ial (
ment vetor astronomia, biologia, química, entre outras).
movi ração
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um antes
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caso o
No e sentid
ão
lo, direç
módu
é, tem
isto Sistema Urubu
ante,
const

<http://cbee.ufla.br/por tal/sistema_urubu/>. (Acesso em: 27 out. 2015.)

Está viajando e viu/presenciou algum atropelamento de animal na via? Todos os anos, aproximadamente

80
450 milhões de animais são atropelados e mor tos nas estradas brasileiras. Para tentar rever ter esse quadro,

o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) desenvolveu um aplicativo chamado "Sistema

Urubu", que funciona como uma rede vir tual de colaboradores. Pelo Urubu Mobile você poderá se tornar

um verdadeiro parceiro do Sistema Urubu e fazer par te dessa rede de conser vação. O Urubu Mobile é um

aplicativo gratuito para tablets smar tphones com sistema operacional Android ou iOS. Seu aparelho precisa

ter câmera fotográfica e GPS integrados.

Como tudo funciona


.8991

<http://ciencia.hsw.uol.com.br/metodos-cientificos.htm>. (Acesso em: 27 out. 2015.)


ed

Versão em por tuguês do site americano How Stuff Works. Essa página traz um ar tigo, bastante completo,
orierevef

que aborda a história da evolução do método científico, suas origens, etapas e aplicações. Mostra, ainda, as
ed

limitações desse método.


91
ed
016.9

A impor tância da história da Ciência


ieL

<http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/inter valo/a-impor tancia-da-historia-da-ciencia/view>. (Acesso


e
laneP

em: 27 out. 2015.)

O vídeo, dividido em sete par tes e com duração de aproximadamente uma hora, foi produzido pelo Instituto
ogidóC

de Bioquímica Médica da UFRJ e trata o tema com muitos detalhes. Todo o filme é conduzido por um tom
od

bastante humanista, com pontuações sobre as benesses e as tragédias — quando mal utilizada — que a
481
.trA

ciência pode trazer.


.adibiorp

O relógio atômico brasileiro


oãçudorpeR

<http://w w w.cepa.if.usp.br/e -fisica/mecanica/pesquisahoje/cap3/defaultframebaixo.htm>. (Acesso em:

27 out. 2015.)

A página, mantida pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, explica a evolução nas

medidas de tempo, a precisão necessária no dia a dia e as principais aplicações de um relógio atômico. Além

disso, mostra o funcionamento e a impor tância do relógio atômico criado em São Carlos, SP.

Su gestões d e le itura

A relatividade do erro, de Isaac Asimov. Rio de Janeiro: Edições 70 – Brasil, 1991.

Qual é a origem da noção de que o “cer to” e o “errado” são absolutos? Nesse livro, Asimov mostra que 9 mais

Sugestões de leitura
5 pode ser igual a 2! Isso mesmo, 9 2. Sendo 9 h da manhã e tendo se passado 5 horas, não serão

2 h da tarde?

Cronologia das ciências e das descober tas, de Isaac Asimov. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993.

Indicações e breves resenhas de Combinando história mundial com descober tas científicas e invenções, Asimov ilustra, em ordem cronoló-

gica, como ciência e eventos políticos, sociais e culturais afetam uns aos outros.

livros e textos que proporcionam


Que é ciência, afinal?, de Alan F. Chalmers. São Paulo: Brasiliense, 2009.

“O que é tão especial em relação à ciência? O que vem a ser esse ‘método científico’ que comprovadamente

leva a resultados especialmente meritórios ou confiáveis?” Essas são algumas das questões abordadas

nessa obra.

o aprofundamento do assunto

estudado e possibilitam a 44

ampliação do conhecimento.

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Sumário

Unidade Adição e subtração ..................................................... 36

❚ Proposta experimental ........................................... 36

Fundamentos da Ciência Física


I
❚ Exercícios ................................................................ 37

Aplicação tecnológica •

capítUlo

GPS (Global Positioning System) ........................... 38

1 Natureza da Ciência, 12

7. Representações gráficas ...................................... 40

❚ Proposta experimental ........................................... 42


1. A Ciência Física ..................................................... 13

❚ Exercícios ................................................................ 42
❚ Atividade em grupo ................................................ 13

2. Física e suas relações com outras ciências .............15 Navegue na web ........................................................ 44

Biografia • Leonardo da Vinci ................................ 15 Sugestões de leitura .................................................. 44


❚ Atividade em grupo ................................................ 15

3. O mundo que nos rodeia ........................................16

Unidade
❚ Atividade em grupo ................................................ 16

O que diz a mídia! •


Força e energia
II
O manifesto eco-modernista: “só com tecnologia

seremos capazes de proteger a natureza” .............. 18

capítUlo
❚ Exercícios ................................................................ 19

Navegue na web ........................................................ 22 3 Descrição dos movimentos, 46

Sugestões de leitura .................................................. 22

1. Introdução ........................................................... 47

❚ Atividade em grupo ................................................ 48

capítUlo
Biografia • Galileu Galilei ....................................... 49

2 Métodos da Ciência Física, 23 2. Espaço, referencial, velocidade e aceleração ......... 49

Espaço ......................................................................... 49

1. Registro histórico ................................................. 24

Referencial .................................................................. 51

2. Método científico ................................................. 24

Velocidade .................................................................. 52

❚ Atividade em grupo ................................................ 24

❚ Atividade em grupo ................................................ 54

3. Problemas e exercícios –

Aplicação tecnológica • Semáforos



estratégias de resolução ....................................... 26

sincronizados .......................................................... 55

Biografia • Eratóstenes ........................................... 27


❚ Exercícios ................................................................ 56

❚ Exercícios ................................................................ 28

Aceleração .................................................................. 57

O que diz a mídia! •


❚ Exercícios ................................................................ 59

Alimentação segura e com qualidade .................... 29

3. Cinemática dos movimentos

4. Prefixos ............................................................... 30

uniforme e uniformemente variado ....................... 59

❚ Exercícios ................................................................ 30

Movimento uniforme (MU) ......................................... 59

5. Sistema Internacional de Unidades (SI) .................. 31

❚ Exercícios ................................................................ 63

❚ Atividade em grupo ................................................ 32

❚ Proposta experimental ........................................... 64

Comprimento .............................................................. 32

Movimento uniformemente variado (MUV) .............. 65


Massa .......................................................................... 32

❚ Atividade em grupo ................................................ 66


Tempo .......................................................................... 33

❚ Exercícios ................................................................ 68
❚ Atividade em grupo ................................................ 33

❚ Proposta experimental ........................................... 70


❚ Exercícios ................................................................ 34

6. Precisão das medidas ........................................... 34 Biografia • Evangelista Torricelli ............................71


Algarismos significativos ........................................... 34 ❚ Você sabe por quê? ..................................................71

❚ Atividade em grupo ................................................ 35


❚ Exercícios ................................................................ 73

❚ Você sabe por quê? ................................................. 35


Aplicação tecnológica • Como funciona a

Multiplicação e divisão .............................................. 35 lombada eletrônica ................................................ 74

PDF_alta_001_010_INICIAIS-FCT1_G.indd 7 3/18/16 3:36 PM


Sumário

O que diz a mídia! • 4. Segunda lei de Newton ou princípio


fundamental da Dinâmica ................................... 110


Punição ou segurança ao motorista?

Entenda polêmica sobre a redução ❚ Exercícios ............................................................... 113

de velocidade nas marginais................................... 76

5. Terceira lei de Newton ou

Movimento ver tical nas proximidades


princípio da ação e reação ................................... 115

da super fície terrestre ................................................ 77

❚ Proposta experimental .......................................... 117

❚ Exercícios ................................................................ 79

❚ Exercícios ............................................................... 118

❚ Você sabe por quê? ................................................. 80

❚ Exercícios .............................................................. 120

4. Grandezas escalares e grandezas vetoriais ........... 80

6. Aceleração centrípeta ......................................... 121

Adição de vetores ....................................................... 81

❚ Proposta experimental ......................................... 124

Subtração de vetores .................................................. 82

Velocidade angular .................................................. 124

Multiplicação de um número real n por

❚ Você sabe por quê? ............................................... 126


um vetor v ................................................................... 83

❚ Proposta experimental ..........................................127


❚ Exercícios ................................................................ 85

❚ Exercícios .............................................................. 128


5. Movimentos bidimensionais sob ação

da gravidade ........................................................ 87
Navegue na web ....................................................... 129

Lançamento horizontal .............................................. 89


Sugestões de leitura ................................................. 129

❚ Exercícios ................................................................ 90

Lançamento oblíquo .................................................. 91


capítUlo

❚ Exercícios ................................................................ 92

5 Hidrostática, 130

Navegue na web ........................................................ 92

Sugestões de leitura .................................................. 92 1. Conceito de fluido ............................................... 131

2. O que diz a história – Arquimedes ......................... 131

capítUlo

Biografia • Arquimedes ......................................... 131


4 Força e movimento, 93
3. Conceito de densidade ......................................... 133

❚ Exercícios .............................................................. 134

1. Conceito de força ................................................. 94

4. Princípio de Arquimedes ...................................... 135

2. Primeira lei de Newton ou

❚ Proposta experimental ......................................... 135


princípio da inércia .............................................. 96

Relação entre o empuxo e a


O conceito de inércia e o princípio da inércia ............ 96

densidade do líquido ................................................ 136

Biografia • Isaac Newton ........................................ 97


❚ Exercícios ............................................................... 137

O que diz a mídia! •


Peso aparente dos corpos ........................................ 138

A impor tância do uso do cinto

❚ Proposta experimental ......................................... 139


de segurança no automóvel ................................. 100

❚ Exercícios .............................................................. 139


❚ Exercícios .............................................................. 100

3. Forças ................................................................ 102 5. Flutuação dos corpos .......................................... 140

Força de deformação elástica .................................. 102 ❚ Atividade em grupo ............................................... 141

Biografia • Rober t Hooke ..................................... 103 Flutuação e densidade .............................................. 141


Peso e gravidade ....................................................... 103 ❚ Você sabe por quê? ............................................... 142

Tração em um fio ...................................................... 104


❚ Exercícios .............................................................. 143

❚ Exercícios .............................................................. 104


❚ Proposta experimental ......................................... 144

Força de reação normal do apoio


Empuxo do ar ............................................................ 144

e força de atrito ........................................................ 105

❚ Exercícios .............................................................. 145

Aplicação tecnológica • Sistema de freios



Aplicação tecnológica • Balões e dirigíveis ......... 146

convencionais 3 sistema de freios ABS

❚ Atividade em grupo .............................................. 148


(Anti-lock Braking System) ...................................107

6. Conceito de pressão ............................................ 148


❚ Proposta experimental ..........................................107

Força de resistência fluida ....................................... 108 ❚ Você sabe por quê? ............................................... 149

❚ Atividade em grupo .............................................. 108 Unidades de pressão ................................................ 149

❚ Exercícios .............................................................. 109 ❚ Exercícios .............................................................. 150

PDF_alta_001_010_INICIAIS-FCT1_G.indd 8 3/18/16 3:36 PM


7. Pressão em um líquido em equilíbrio .................... 150 ❚ Exercícios ............................................................... 181

Teorema de Stevin .................................................... 150


❚ Proposta experimental .......................................... 181

Biografia • Simon Stevin ....................................... 150


❚ 5. Centro de gravidade ............................................ 182

❚ Exercícios .............................................................. 152


Propriedade do centro de massa ............................. 183

❚ Atividade em grupo .............................................. 152

6. Equilíbrio de corpos apoiados ..............................184

8. Pressão atmosférica ............................................ 153

Tipos de equilíbrio .................................................... 184

❚ Atividade em grupo .............................................. 154

❚ Exercícios .............................................................. 186

❚ Você sabe por quê? ............................................... 154

Navegue na web .......................................................186

❚ Exercícios .............................................................. 154

Sugestões de leitura .................................................186

Pressão total no interior de um

líquido em equilíbrio ................................................ 155

❚ Exercícios .............................................................. 156

capítUlo
O que diz a mídia! •

Exposição viaja ao fundo do mar


7 Energia e trabalho, 187

para descobrir o Titanic ........................................ 156

Unidades práticas de pressão ................................... 157


1. As várias formas de energia .................................188

❚ Exercícios .............................................................. 158


❚ Proposta experimental ......................................... 189

Aplicação tecnológica •

❚ Você sabe por quê? ............................................... 189

O esfigmomanômetro ........................................... 159

2. Trabalho de uma força .........................................190

9. Empuxo e pressão ............................................... 159

Biografia • James Watt ......................................... 190



10. Princípio de Pascal .............................................. 160

❚ Atividade em grupo .............................................. 190

Prensa hidráulica ..................................................... 160

❚ Exercícios .............................................................. 193


❚ Atividade em grupo .............................................. 162

3. Trabalho e energia ..............................................194


Aplicação tecnológica • Elevador hidráulico ...... 162

❚ Exercícios .............................................................. 163 Energia cinética ........................................................ 194

Navegue na web ....................................................... 163 Aplicação tecnológica • Aviação a jato ................ 196

Sugestões de leitura ................................................. 163 ❚ Exercícios .............................................................. 198

Energia potencial gravitacional .............................. 198

Energia potencial elástica ....................................... 200

capítUlo

❚ Você sabe por quê? ............................................... 201

6 Quantidade de movimento e impulso, 164


❚ Exercícios .............................................................. 202

4. A conser vação da energia ................................... 204

1. Um pouco de história ........................................... 165

Biografia • James Prescott Joule ......................... 205



Biografia • René Descar tes ................................... 165

❚ Você sabe por quê? ............................................... 205

❚ Você sabe por quê? ............................................... 168

❚ Você sabe por quê? ............................................... 206

2. Princípio da conser vação da

quantidade de movimento ................................... 169 O que diz a mídia! •


Sistemas de recuperação de energia .................... 207


❚ Proposta experimental .......................................... 171

❚ Proposta experimental ......................................... 208


❚ Exercícios ............................................................... 172

❚ Proposta experimental .......................................... 211


3. Impulso de uma força e variação

da quantidade de movimento .............................. 173


Aplicação tecnológica •

Gráfico F 3 t ...............................................................176
A célula de sobrevivência ..................................... 212

❚ Exercícios ...............................................................176
❚ Exercícios .............................................................. 213

Aplicação tecnológica • Air bag ............................ 177



5. Potência ............................................................. 216

O que diz a mídia! •



Relação entre potência e velocidade ........................ 217

Entenda como funciona o air bag

❚ Exercícios .............................................................. 218

e conheça alguns mitos sobre

Navegue na web ....................................................... 219


o item de segurança ...............................................178

4. Coeficiente de restituição .................................... 179 Sugestões de leitura ................................................. 219

PDF_alta_001_010_INICIAIS-FCT1_G.indd 9 3/18/16 3:36 PM


Sumário

capítUlo capítUlo

8 Gravitação universal, 220 9 Máquinas simples, 255

1. Uma breve visão do Universo ............................... 221 1. Máquinas simples .............................................. 256

Teoria do Big Bang ................................................... 221 2. Alavancas .......................................................... 256

Equilíbrio de uma alavanca usando


Formação do Sistema Solar ..................................... 222

o conceito de momento ou torque ........................... 257

2. Um recuo no tempo .............................................223

Tipos de alavanca ..................................................... 259

Filósofos da Grécia Antiga ....................................... 224

❚ Atividade em grupo .............................................. 260

Modelo de Ptolomeu ................................................ 225

Alavancas do corpo humano ................................... 261

Modelo de Copérnico ................................................ 226

❚ Exercícios .............................................................. 261

Biografia • Nicolau Copérnico .............................. 227



❚ Você sabe por quê? ............................................... 263

Contribuições de Galileu Galilei .............................. 228

3. Polias ou roldanas ............................................. 263

Trabalho de Johannes Kepler .................................. 228

Polia fixa ................................................................... 264

Biografia • Tycho Brahe ........................................ 228



Polia móvel ............................................................... 265

Biografia • Johannes Kepler ................................. 229


❚ Associações de polias ............................................... 265

3. Leis de Kepler do movimento planetário ............. 230


Talha exponencial .................................................... 266

Primeira lei de Kepler ou lei das órbitas ................. 230 Conser vação do trabalho ......................................... 267

❚ Proposta experimental ......................................... 231 ❚ Exercícios .............................................................. 268

Segunda lei de Kepler ou lei das áreas .................... 232 ❚ Proposta experimental ......................................... 269

Terceira lei de Kepler ou lei dos períodos ................ 234 4. Plano inclinado ................................................. 269

Parafuso .................................................................... 270


❚ Você sabe por quê? ............................................... 235

❚ Proposta experimental ..........................................271


❚ Atividade em grupo .............................................. 238

Aplicação tecnológica • Estação


O que diz a mídia! • ❚

de tratamento de esgoto ...................................... 272


Plutão, seu lindo! .................................................. 238

❚ Exercícios .............................................................. 273

❚ Exercícios .............................................................. 240

5. Transmissão de movimentos

4. Lei da Gravitação Universal

circulares. Engrenagens ...................................... 274

(ou lei da atração das massas) ............................. 241

As marchas da bicicleta ........................................... 276

Primeiro enunciado – qualitativo ............................ 241

O que diz a mídia! •


Segundo enunciado – quantitativo .......................... 243

Código de Trânsito prevê punições

Biografia • Henr y Cavendish ................................ 244 para ciclistas, mas normas não são

respeitadas nem fiscalizadas ............................... 277


❚ Você sabe por quê? ............................................... 244

❚ Exercícios .............................................................. 278

❚ Exercícios .............................................................. 245

Navegue na web ...................................................... 279

5. Satélites em órbita ............................................. 246

Sugestões de leitura ................................................ 279

Velocidade e período de

um satélite em órbita circular ................................. 246

Tipos de satélite ........................................................ 247 Respostas ............................................................. 280

Imponderabilidade em órbita .................................. 248


Apêndice ............................................................... 286

❚ Exercícios .............................................................. 249

Bibliografia ........................................................... 288

6. Satélites de comunicação ................................... 250

❚ Exercícios .............................................................. 251

7. Aceleração gravitacional .................................... 251

Variação da aceleração

gravitacional no interior da Terra ........................... 252

❚ Exercícios .............................................................. 254

Navegue na web ...................................................... 254

Sugestões de leitura ................................................ 254

PDF_alta_001_010_INICIAIS-FCT1_G.indd 10 3/18/16 3:36 PM


e
d
a
d
i
n
U

Fundamentos

I
da Ciência Física

Capí tulo 1

Nature z a da C iê nc ia , 1 2

Capí tulo 2

M é to dos da C iê nc ia

F í s ic a , 2 3
asan

sneGam
raLucit rap

C
B

rasLup/FFoH
oãçeLoc
-

ocnarF
seGam
ytteG/icniV
ad
odranoeL

A: Astronauta Bruce McCandless II em " voo

livre" a uma distância de 100 metros da nave

Orbiter, no ano de 2004.

B: Réplica do "parafuso voador" de Leonardo

Da Vinci (1452-1519).

C: Relógio de sol, antigo instrumento para

medição da passagem do tempo, ao longo do

dia, pela sombra projetada por um ponteiro

sobre um mostrador. Santa Catarina, 2013.

11

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 11 3/11/16 2:49 PM


o

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Natureza da Ciência
1

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©
Cena do filme A Guerra

do Fogo (direção de Jean-

-Jacques Annaud, França/


Pequenas descobertas... Grandes avanços...

Canadá, 1981).

Ciência é o nome que podemos dar ao conjunto de conhecimentos, descober-

tas e invenções que têm por objetivo melhorar a condição de vida das pessoas.

A descoberta do fogo, por exemplo, possibilitou uma ampliação da dieta alimentar,

além de um melhor aproveitamento dos alimentos ingeridos. A invenção da roda

tornou mais fácil o transporte de cargas pesadas e permitiu deslocamentos mais

longos, o que aumentou a área que podia ser explorada e colonizada.

A partir do Renascimento, período histórico iniciado na Europa entre os séculos

XIV e XVI, os avanços científicos tornaram-se significativos quando comparados

com os séculos anteriores, ainda dominados pela visão de mundo dos gregos an-

tigos. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII,

trouxe consigo grandes transformações econômicas e sociais. Mas foi a partir do

final do século XVIII que a Ciência começou a ser mais utilizada, seja nas áreas

da Medicina e dos transportes, seja na manipulação dos recursos naturais, com o

objetivo de dar uma melhor condição de vida às pessoas.

Isso é animador, mas ainda resta um longo caminho a ser percorrido para

que as desigualdades econômicas e sociais entre os povos sejam superadas e os

avanços científicos possam ser compartilhados por todos. Essa é a grande tarefa

a ser cumprida pelas gerações futuras.

12

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 12 3/11/16 2:49 PM


1 A Ciência Física

KcotsnitaL/Lps
Os mais antigos registros históricos já mostravam a preocupação do ser

humano em entender e explicar o mundo em que vivia. Ao longo do tempo,

organizamos grande par te desse entendimento, tentando construir nosso

mundo com base nele. Ciência significa “conhecimento”. Mas, antes de tudo,

é o conjunto de conhecimentos que descreve a organização da natureza e a

origem dessa organização. É ainda uma atividade em constante mudança que

representa as descobertas, os saberes e os esforços coletivos da humanidade na

tentativa de reunir conhecimentos sobre a natureza, sistematizá-los e resumi-

-los em leis e teorias que podem ser testadas. A Ciência, portanto, resulta de

Figura 1.1 Em 2011, o astronauta Greg


um processo de obser vação, estudo e tentativa de explicar o ambiente em

Chamitoff realizou um conser to em órbita

que vivemos; assim, Ciência é criatividade, é aprender e fazer. Já aprendemos

fora da Estação Espacial Internacional (ISS).

até a trabalhar no espaço (fig. 1.1), mas ainda resta muito a aprender.

Ao longo deste livro, você irá aprender, explicar e fazer Ciência por meio

de muitas atividades.

A Física (do grego physis, natureza) pode ser considerada a base de todas

as outras ciências e da tecnologia, pois estuda os componentes básicos de

determinado fenômeno e as leis que governam suas interações.


.8991

O campo de estudo da Física Clássica é geralmente dividido em cinco


ed

grandes áreas: Mecânica, Termofísica (calor e termodinâmica), Óptica (luz e


orierevef

visão), Ondas (que inclui o estudo do som e da audição) e Eletromagnetis-


ed

mo (eletricidade e magnetismo). A Física Moderna, que teve início com as


91

teorias elaboradas a par tir do início do século XX, abrange a Relatividade


ed
016.9

e Cosmologia, a Astrofísica, a Física Quântica, a Física Nuclear e a Física da


ieL

Matéria Condensada (fig. 1.2). Ver comentário no Suplemento para o professor


e
laneP

Ativ idade em grupo


ogidóC
od

A Ciência e a tecnologia têm


481

Óptica
provocado grandes impac tos em
.trA

nossas vidas.
.adibiorp

Termofísica Ondas

Para se cer tificar da veracidade


oãçudorpeR

dessa afirmação, pergunte a seus

avós, ou a uma pessoa idosa da sua

Mecânica Eletromagnetismo
occes

família, como era a vida deles quan-

do jovens e quais mudanças eles


nosLida

Física
presenciaram ao longo do tempo;

Física da
o que pensam s o b re os av a n ç o s

Relatividade

Matéria

tecnológicos que t i ve ra m maior


e Cosmologia

Condensada

impacto na sociedade na época de

sua implantação. A entrevista pode

Física

ser substituída pelo depoimento, em


Astrofísica

Nuclear

sala de aula, de um(a) funcionário(a)


Física

Quântica idoso(a) da escola. Os grupos forma-

dos devem preparar previamente as

perguntas. Nessa ocasião, debata

Figura 1.2 Os campos de estudo da Física Clássica (em amarelo) e da Física

com seus colegas como seria nos-

Moderna (em verde).

sa vida sem todos esses avanços

tecnológicos e faça considerações

No decorrer de nossos estudos, vamos mostrar que a Física está presente imaginando como será nossa vida

no futuro, cercado por toda essa


em nosso dia a dia em tudo o que nos cerca e nos ser ve.

tecnologia que evolui rapidamente.

Num simples passeio pelas ruas de uma cidade, encontramos inúmeras

Elabore painéis, car tazes e vídeos

aplicações da Física. No ambiente em que vivemos, seja em nossa casa, na


que sintetizem o desenvolvimento

escola ou no local de trabalho, estamos constantemente em contato com


de elementos tecnológicos citados

fenômenos naturais explicados pela Física e com máquinas e equipamentos na entrevista e no debate.

construídos com base na teoria desenvolvida em seus vários campos.

13

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 13 3/11/16 2:49 PM


sneGam
Você acha que estam o s exag erando? Entã o obser ve, po r exemp l o, a

figura 1.3 e tente encontrar a s pec to s relac ionado s à Físic a C l ás sic a.

rasLup/seVaHc
Os edifícios, pontes e viadutos são construídos com base em teorias

desenvolvidas pela Física, em um ramo da Mecânica denominado Estática.

A iluminação pública é possível por meio do desenvolvimento da Eletricidade

sneBur
ao longo do tempo. Os automóveis, com todos os seus sistemas, apresen-

tam aplicações em diversas áreas da Física, principalmente a Mecânica, a

Eletricidade e a Termodinâmica. O som, que não pode ser percebido mas

cer tamente está presente na cena da foto, consiste na propagação de ondas

que são transmitidas pelo ar e são estudadas na Acústica.

Po d e r í a m o s analisar outras p a i s a g e n s, como as a p re s e n t a d a s nas

figuras 1.4 e 1.5 e, com cer teza, sempre encontraríamos a presença da

Física nelas. O fato de o céu ser azul, por exemplo, é explicado por fe-

nômenos que ocorrem durante a passagem da luz solar pela atmosfera

terrestre. As nuvens são resultado de processos de mudança de estado

físico que acontecem com a água que cobre grande par te da super fície de

Figura 1.3 Uma cena comum em qualquer

nosso planeta. O ar que nos rodeia tem carac terísticas e compor tamentos

grande cidade do mundo: automóveis,

definidos e estudados na Física.


edifícios e pouco verde. Será mesmo

apenas isso? Para o olhar de um físico, esta


Esperamos que, com o avançar de nossos estudos, você perceba e enten-

foto (Avenida do Contorno, Belo Horizonte,

.8991
da a presença da Física em sua vida diária, como chegamos ao estado atual do

MG, 2014) mostra incontáveis aspectos do

desenvolvimento científico e tecnológico e para onde estamos caminhando.

ed
nosso mundo que podem ser estudados

orierevef
pela Física.
sneGam

ed
91
ed
rasLup/otas

016.9
ieL
e
laneP
nosde

ogidóC
od
481
.trA
.adibiorp
oãçudorpeR
Figura 1.4 A foto (Aldeia do Marari da etnia

Yanomami, Barcelos, AM, 2010) evidencia a

presença da Física, que explica, por exemplo,

a formação de nuvens baixas e escuras e as

diversas tonalidades de verde.


seGam
ytteG/16dnetseW

Figura 1.5 A Física explica por que, em pleno

verão, o cume da montanha, mais próximo ao

Sol em relação ao nível do mar, está coberto de

neve. Parque Nacional Tauern, Áustria, 2015.

14

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 14 3/11/16 2:49 PM


2 Física e suas relações

com outras ciências

Por longo tempo, as ciências formaram uma grande unidade conhecida

como Filosofia Natural. Há apenas dois séculos, a distinção entre a Física, a

Química e as Ciências Biológicas tornou-se mais evidente. Já a divisão que

agora vemos entre as ar tes e as ciências teve lugar alguns séculos antes.

Não é de surpreender, então, o fato de o desenvolvimento da Física

influenciar outras áreas do conhecimento e ser por elas influenciado. Os

manuscritos de Leonardo da Vinci, por exemplo, trazem a primeira referên-

cia às forças internas atuantes em uma estrutura, assunto que, hoje em dia,

consideramos par te da Física. Da Vinci estava interessado, pelo menos em

par te, na impor tância dessas forças na Arquitetura e nas edificações.

Leonardo da Vinci

acetoiLBiB

mirut
Nasceu em 1452 na comuna italiana de Vinci, pequena

localidade per to de Florença, na Toscana. Interessou-se

Laer
por vários ramos das ciências e das ar tes, destacando-se

-
.8991

icniV
na Mecânica, na Arquitetura, na Geometria e na Anatomia.
ed

ad
Foi um dos mais brilhantes artistas do Renascimento. Mona
orierevef

odranoeL
Lisa e A última ceia são duas de suas obras mais conhecidas.
ed
91
ed
016.9

Autorretrato de Leonardo da Vinci (1452-1519).


ieL
e
laneP
ogidóC

Os primeiros trabalhos que levaram à descober ta da pilha elétrica e da

corrente elétrica foram desenvolvidos, no século XVIII, pelo fisiologista italiano


od
481

Luigi Galvani (1737-1798). Ele descobriu que os músculos da perna de uma rã


.trA

dissecada sofriam uma brusca contração quando conectados aos músculos Ver comentário no Suplemento para o professor
.adibiorp

lombares por meio de condutores metálicos. Esse fenômeno foi inicialmente

Ativ idade em grupo


conhecido como “eletricidade animal”, mas em pouco tempo tornou-se claro
oãçudorpeR

que a eletricidade podia existir mesmo na ausência de um animal. Isso foi

demonstrado pelo físico italiano Alessandro Volta (1745-1827), ao inventar Praticamente qualquer atividade

desenvolvida no mundo atual envol-


a pilha elétrica em 1800.

ve uma inter-relação entre as várias

Já em meados do século XX, a biofísica britânica Rosalind Franklin (1920-

ciências. A produção de alimentos in-

-1958) e o bioquímico austríaco Er win Chargaff (1905-2002) mostraram-se


dustrializados, por exemplo, implica

interessados em aplicar as ideias e técnicas da Física à Microbiologia. Esses


conhecimentos de Química, Biologia,

dois pesquisadores utilizaram a difração de raios X para determinar a estrutura Física e Engenharia de Marketing,

entre outros.
da molécula de DNA. O resultado desse trabalho permitiu que o bioquímico

Forme um grupo com seus cole-


estadunidense James Dewey Watson (1928-) e os britânicos Maurice Wilkins

gas. Cada grupo deve preparar uma


(1916-2004) e Francis Crick (1916-2004) confirmassem a dupla estrutura

pesquisa ou uma entrevista com um

helicoidal da molécula de DNA. Estava aber to um novo campo de estudos,

profissional de deter minada área

hoje conhecido como Biologia Molecular, que tem proporcionado maior

como q u í m i c o s, b i ó l o g o s, enge -

entendimento da genética e dos seres vivos.


nheiros, médicos, publicitários etc.

Não é necessário ser um cientista pesquisador em, digamos, Medicina ou e relacionar a Física com o trabalho

que eles realizam. A entrevista pode


Biologia Molecular para saber aplicar a Física em seu trabalho. Um zoologista,

ser gravada em áudio e vídeo ou

por exemplo, pode achar útil saber como um tatu consegue viver sob o solo

transcrita. Depois deve ser apresen-

sem se sufocar. Um fisioterapeuta realizará seu trabalho com mais eficiência

tada aos demais colegas enfatizando

se conhecer os conceitos que relacionam o centro de gravidade e os pontos

a relação das profissões pesquisadas

de aplicação de forças no corpo humano. A Biomecânica aplica conceitos da


com a Física. Utilize painéis com fotos

Mecânica ao estudo do movimento dos seres vivos, notadamente dos seres


e legendas explicativas.

humanos, e tem contribuído para a melhora dos índices de atletas olímpicos.

15

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 15 3/17/16 2:46 PM


seGam
Um arquiteto pode se interessar pela natureza do calor recebido, ou

perdi d o, pelo co r p o das pessoas e co m o isso pode re s u l t a r em co n fo r to

WoLG/pisB/tsioneB
ou desconfor to no interior de um edifício. Dificilmente ele terá de calcular as

dimensões dos tubos utilizados em um aquecedor ou as forças que atuam

em dada estrutura para determinar se ela será estável, mas deve conhecer

os princípios dessas análises para elaborar projetos viáveis e comunicar-se

.a
de modo adequado com engenheiros civis ou especialistas de outras áreas.

Alguns profissionais da saúde devem conhecer princípios de Estática,

ramo da Física que estuda as forças atuantes em corpos em equilíbrio, para,

por exemplo, acompanhar a recuperação do paciente após determinados

Figura 1.6 Terapeuta mede o ângulo


tipos de cirurgia (fig. 1.6).

de flexão da perna de paciente, após a

A lista das inter-relações da Física com outros campos científicos é bastan-


colocação de prótese de joelho. Paris,

te extensa. Ao longo de nosso estudo, vamos discutir muitas delas e verificar


França, 2015.

como podemos usar os princípios físicos para entendê -las e explicá-las.

3 O mundo que nos rodeia

A Alquimia é uma “ciência” antiga, que foi muito popular entre 300 a.C. e

1700 d.C. Seus praticantes — os alquimistas — tentavam transformar metais

.8991
baratos, como ferro e chumbo, em ouro ou em prata. Eles, como os gregos

ed
antigos desde Aristóteles (384-322 a.C.), acreditavam que tudo o que existia no

orierevef
Universo era constituído por uma simples substância primitiva e sem forma,

que, quando combinada com quente ou frio ou molhado ou seco, se convertia

ed
91
naquilo que era chamado de “os quatro elementos”: terra (seco e frio), fogo Ver comentário no Suplemento para o professor

ed
016.9
(seco e quente), ar (molhado e quente) e água (molhado e frio) (fig. 1.7).

Ativ idade em grupo

ieL
e
laneP
Ar
A Alquimia t e ve seu início na

ogidóC
Metalurgia, uma das mais antigas
M

od
e
t

ciências. Os egípcios e os chineses


n

l
h

481
e

a
u
occes

d
Q

antigos trabalhavam o ouro e a prata,


o

.trA
transformando-os em ornamentos.
augÁ
ogoF

.adibiorp
nosLida

Eles sabiam como separar esses me-

oãçudorpeR
tais de seus minérios. Há 4 mil anos,
S

o
e

i
r
c

os egípcios já conseguiam separar


F
o

Figura 1.7

o ferro de seu minério, a hematita.


Representação

D urante a Idade M édia, os alqui-


esquemática dos quatro

mistas foram os responsáveis por


elementos da natureza,
Terra

segundo Aristóteles. grandes avanços na M etalurgia,

contribuindo para lançar as moder-

nas bases dessa ciência.

Assim, de acordo com os alquimistas, seria possível transformar uma

Forme um grupo com seus cole -

substância em outra apenas mudando a quantidade desses quatro elementos.

gas e, com o auxílio dos professores

No entanto, eles nunca obtiveram sucesso nessas tentativas.

de História e de Química, façam uma

A Química percorreu um longo caminho desde o tempo dos alquimis- pesquisa bibliográfica e de caráter

tas. Entretanto, o principal objetivo dos químicos de hoje é, de cer ta forma, histórico sobre os primórdios da Me-

talurgia, da Alquimia e da indústria


o mesmo daqueles antigos alquimistas: entender a matéria. Eles procuram

metalúrgica atual. Cada grupo pode

descobrir quais substâncias compõem a matéria, como elas atuam e como

ficar responsável pela pesquisa de

podem ser transformadas.

um determinado período. Redijam

Para um cientista, matéria é tudo aquilo que tem massa e ocupa um vo-
um texto obedecendo à sequência:

lume no espaço. Essas duas propriedades, massa (m) e volume (V), são carac- apresentação do tema a ser aborda-

do, desenvolvimento do tema, con-


terísticas de todos os tipos de matéria e nos permitem definir a densidade (d)

clusão e bibliografia utilizada. Para a


de um material como sendo a razão entre sua massa e o volume ocupado por ela:

exposição à sala, preparem painéis

e car tazes destacando aspec tos

impor tantes da pesquisa realizada.


d 5

16

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 16 3/11/16 2:49 PM


Núcleo
A m até r i a é co n s t i t u í d a por a g l o m e ra d o s de d i ve r s a s p a r t í c u l a s, e

(prótons + nêutrons)

todos os cor pos do U n i ve r s o, v i vo s ou i n a n i m a d o s, são grupamentos

dessas par tículas. As par tículas que constituem a matéria são basicamente

Eletrosfera

os elétrons (com carg a elétr ica neg at iva ) , os p ró tons (com c arg a elétr ic a
(elétrons)

positiva) e os nêutro ns (s em carg a elétr ica) . Po r não ap resenta rem es tru -

tura inter na, os elétro ns s ão par tículas fundam e nt a is ou elementares +

+
Prótons e nêutrons são par tículas que apresentam uma estrutura inter na, +

isto é, são for mado s po r par tíc ulas me n ores. Atual mente s ão co n h ec idas +

centenas de par tícu las, tanto elem enta res q uanto co mp os ta s, qu e par ti-

occes
cipam dos fenômeno s naturais, e a Ciên c ia prevê a des cob er ta de o u tra s

tantas. Por enquanto, vamos adotar um modelo simplificado, considerando

nosLida
que a matér ia é for m ada bas icamente por elétro ns, prótons e nêutro ns.

Figura 1.8 Modelo simplificado de átomo.

:seõçartsuL
Essas par tículas juntam-se em grupamentos bem definidos chamados
(Representação sem escala, uso de cores-

átomos. Os prótons e os nêutrons concentram-se numa região central de - -fantasia.)

nominada núcleo, e os elétrons se distribuem em uma “nuvem” ao redor do

núcleo, denominada eletrosfera (fig. 1.8).

Os átomos, por sua vez, agrupam-se, formando as moléculas (fig. 1.9).

Grupos de átomos e moléculas constituem a matéria em geral.


A B

A matéria pode se apresentar, basicamente, em três estados: sólido,


H
.8991

líquido e gasoso — que são chamados estados f í s i co s da m até r i a . Em

C
condições adequadas, ela pode assumir qualquer um desses três estados.
ed
orierevef

O exemplo mais familiar é o da água.

Quando a temperatura é relativamente baixa, a água pode se apresentar H


ed

H
91

no estado sólido; nesse caso, recebe o nome de gelo e tem forma e volume
ed

H
016.9

bem definidos (fig. 1.10-A). H


ieL

Em temperaturas mais a menas, a água pode se en contra r no estado Metano (CH ) Água (H O)
4 2
e
laneP

líquido. Da mesma fo r m a qu e os só lidos, os líqu ido s têm vo l ume bem de -

Figura 1.9 Modelos de moléculas:


ogidóC

finido, mas sempre assumem a forma do recipiente em que estão contidos


(A) metano (CH ); (B) água (H O).
4 2

(fig. 1.10-B ). (Representação sem escala, uso de


od

cores-fantasia.)
481

Quando a temperatura atinge valores elevados, a água passa para o estado


.trA

gasoso e torna-se vapor (invisível). Uma substância no estado gasoso não


.adibiorp

tem forma e volume definidos. Ela espalha-se de modo que preenche todo o
oãçudorpeR

volume do recipiente no qual está contida (fig. 1.10-C).

A B
onaicuL

Sólido Líquido
emreHLiuG

C
noscire
:seõçartsuL

Gasoso

Figura 1.10 Representação esquemática dos estados físicos da água. (A) Forma e

volume bem definidos; (B) forma igual à do recipiente e volume bem definido; (C) forma

e volume iguais aos do recipiente. (Representação sem escala, uso de cores-fantasia.)

17

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 17 3/11/16 2:49 PM


Na foto a seguir, temos um exemplo de como a água é encontrada na natureza, nos três estados

físicos: no estado sólido, sob a forma de gelo no iceberg; no estado líquido, a água do mar; e no estado

gasoso, sob a forma de vapor disperso na atmosfera (fig. 1.11).


seGam
WoLG/sotoHp
tisoped/yLixa

Figura 1.11 A água em seus três

estados físicos: sólido nos icebergs;

líquido no mar; vapor (invisível),

misturado com os gases que constituem

o ar. Expedição na Antártica, 2012.

Ver comentário no Suplemento para o professor

O que diz a mídia

.8991
ed
O manifesto eco-modernista : “só com tecnologia

orierevef
seremos capazes de proteger a natureza”

ed
91
Muita gente acredita que uma vida sustentável exige Cidades ocupam somente de 1% a 3% da superfície

ed
016.9
entrar em harmonia com a natureza – viver entre as da Terra , mas abrigam 4 bilhões de pessoas. As cidades

ár vores, construir casas de madeira ou comer alimen- tanto guiam como simbolizam a dissociação da huma-

ieL
e
tos orgânicos. Um grupo de ambientalistas lançou na
nidade da natureza , com um desempenho melhor que

laneP
semana passada um manifesto com a afirmação oposta :
economias rurais ao fornecer de modo eficiente necessi-

ogidóC
a melhor forma de reduzir o impacto humano sobre o
dades materiais e ao mesmo tempo reduzindo impactos

meio ambiente é com inovação, tecnologia, agricultura

od
ambientais.

481
intensiva e cidades com milhões de pessoas.

O crescimento das cidades, junto aos benefícios econô-

.trA
Os autores do Eco-modernism Manifest, boa parte

.adibiorp
micos e ecológicos que as acompanham, são inseparáveis

deles professores em universidades britânicas e america-

dos avanços da produtividade da agricultura. Enquanto

nas, se declaram eco-pragmáticos. Deixaram ideologias

oãçudorpeR
a agricultura se tornou mais eficiente em aproveitamento

no armário e passaram a pensar no que pode conciliar

de terra e trabalho, populações rurais deixaram o campo

a redução da pobreza com a preser vação ambiental.

para as cidades. Mais ou menos metade da população

Concluíram que só a tecnologia é capaz disso. “Inten-

americana trabalhava na terra em 1880. Hoje, menos

sificar diversas atividades humanas – principalmente

de 2% o fazem.

agricultura, extração de energia e reflorestamento – de

Como vidas foram liberadas do trabalho no campo,


modo que usem menos energia e interfiram menos no

recursos humanos gigantescos foram destinados a outros


mundo natural, é a chave para dissociar o desenvolvi-

mento humano dos impactos ambientais”


, dizem eles. desafios. Cidades, como as pessoas as conhecem hoje, não

existiriam sem mudanças radicais na agricultura . Em


Outros trechos :

contraste, modernização não é possível numa economia

Neste manifesto, nós reafirmamos um antigo obje-

de subsistência .

tivo ambiental, o de que a humanidade deve reduzir o

*
impacto sobre o ambiente para preser var a natureza , e

ao mesmo tempo rejeitamos outro antigo ideal, que as


Há muitas histórias a comprovar as afirmações do

sociedades humanas devem entrar em harmonia com


manifesto. A agricultura mecanizada utiliza hoje 70%

a natureza para evitar o colapso econômico e ecológico.


menos área de cultivo para produzir um [...] [quilogra-

* ma] de alimento que antigos campos de agricultura de

subsistência. Um carro emite hoje menos de um terço


Tecnologias humanas, desde aquelas que possibilita-

da poluição que produziam modelos de 30 anos atrás.


ram que a agricultura substituísse a caça e a coleta, até

Uma lâmpada de LED gasta menos de um quarto de


aquelas que hoje guiam a economia globalizada, torna-

ram os humanos menos dependentes de diversos ecossiste- energia de uma lâmpada tradicional.

mas que uma vez foram sua única forma de subsistência.


O meu exemplo preferido da inovação a favor da

* natureza tem a ver com os pinguins. No século 19, um

18

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 18 3/11/16 2:49 PM


jeito de ganhar dinheiro era arranjar um barco, viajar Por causa da caça industrial, a população de pinguins

até a Antártida e voltar com um carregamento de óleo estava desaparecendo no fim do século 19. Mas de re-

– óleo de baleia ou óleo de pinguim. Esses animais têm pente os barcos de pescadores deixaram de aportar na

uma capa grossa de gordura para protegê-los do frio,


Antártida. Ninguém mais se interessava em caçar pin-

então basta caçá-los e fer ver a gordura para obter um


guins, pois um combustível mais barato e eficiente esta-

bom combustível para lampiões e luminárias de rua.


va ganhando mercado na Europa e nos Estados Unidos.

Em 1867, uma exp e dição de quatro barcos ingles es


Foi assim que a invenção do querosene, um combustível

fabricou 200 mil litros de óleo de pinguim. Como cada


fóssil, salvou milhões de pinguins na Antártida.

ave rende meio litro de óleo, dá para estimar que só

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de

aquela e x p e d i çã o, só na q u e l e a n o, mat ou c e rca de


-mitos/2015/06/25/o-manifesto-eco-modernista-so-com-tecnologia

400 mil pinguins. -conseguiremos-proteger -a-natureza/>. (Acesso em: 7 out. 2015.)

Questão Registre a resposta em seu caderno.

Por que as novas tecnologias são impor tantes para a preser vação do nosso planeta?
.8991
ed
orierevef

Exe r c íc ios Resolva em seu caderno. Exercício fundamental Exercício de fixação


ed
91
ed
016.9

II. A estimulação magnética transcraniana é um pro-


1 Numa matéria p u b l i c ad a por uma rev i s t a , há

cesso no qual o cérebro é estimulado por breves


ieL

uma explicação sobre como a neuroestimulação


e

períodos de tempo.
laneP

está mudando a vida de pacientes com epilepsia,

III. Em ambos os processos, os próprios pacientes


depressão e outros transtornos neurológicos ou
ogidóC

podem controlar a estimulação do cérebro.


psiquiátricos. Segundo a revista, duas técnicas
od

IV. Em ambos os processos, os equipamentos que


estão em uso: a estimulação elétrica profunda e a
481

promovem a neuroestimulação são implantados


estimulação magnética transcraniana.
.trA

no corpo do paciente.
.adibiorp

Na estimulação elétrica profunda, por meio de uma

Pode-se afirmar que:


cirurgia, o médico instala eletrodos no ponto do
oãçudorpeR

cérebro onde ocorre o problema. Esses eletrodos a) todas as afirmações são corretas.

ficam ligados a uma bateria, implantada no ombro


b) apenas as afirmações I e II são corretas.

ou no tórax, que mantém uma corrente elétrica


c) apenas as afirmações II e III são corretas.

que estimula e melhora a ligação entre os neurô-


d) apenas as afirmações III e IV são corretas.

nios na região em desequilíbrio. Os fios por onde


e) nenhuma das afirmações é correta.

a corrente elétrica é conduzida passam por trás

2 Muitas profissões novas estão fazendo uso de di-


do crânio, por baixo da pele. A bateria precisa ser

ferentes áreas da Ciência. A Física Médica é uma


trocada a cada seis anos.

delas. Procure informações sobre essa nova área


Na estimulação magnética transcraniana, exames

da Ciência e, de forma resumida, explique o campo


de imagem determinam o ponto do cérebro que

de atuação do físico médico.


receberá o pulso magnético. Apenas esse local é

estimulado. O paciente coloca uma touca de bor-


3 Reescreva as sentenças abaixo no caderno, organi-

racha em que está desenhado o ponto equivalente


zando as letras entre parênteses e formando uma

ao local que precisa de tratamento. O aparelho é


palavra.

aproximado da cabeça e libera os estímulos magné-


a) Os antigos (SALISQUITAM) e os modernos (SOCÍMIQU)

ticos. Eles atravessam o crânio e chegam ao ponto


têm um propósito comum: (DENRENTE) a natureza da

em desequilíbrio no cérebro. São necessárias várias


(TARAMÉI).

sessões de 15 minutos.
b) Os alquimistas buscavam uma (NIEMARA) de fa-

De acordo com as informações do texto, analise


bricar (ROUO); os químicos atuais buscam (RACIR)

as afirmações a seguir. novas (CALOLÉSMU).

I. A estimulação elétrica profunda é um processo no c) Os avanços (TONECÍSFICI) mostraram que a matéria é

qual o cérebro é estimulado continuamente por constituída por (TÍRPALACUS) chamadas (SOMÁTO).

corrente elétrica. Os (TOSOMÁ) se agrupam e formam (SOCSOMPTO).

19

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 19 3/11/16 2:49 PM


Época – O que é preciso para haver vida?

4 A Inteligência Artificial é um ramo da ciência da

McKay – Há três condições. A primeira é uma

computação que busca desenvolver métodos ou

fonte de calor. Achava-se que a única fonte de ener-

dispositivos que simulem algumas habilidades

gia da vida na Terra fosse a luz do Sol, com que as

humanas. Algumas tecnologias têm ajudado pessoas

plantas fazem fotossíntese. Em 1977, descobriram-

que perderam parte do corpo a se mover mais natu-

-se no fundo do oceano chaminés hidrotérmicas,

ralmente. Pesquisadores do uso da Inteligência Ar-

jorrando água a 350 graus Celsius. Essa água hi-

tificial em próteses e ortóteses estão aplicando seus

peraquecida sustenta bactérias que transformam

conhecimentos para encontrar soluções que possam

energia química em biológica. Elas são a base de

reproduzir movimentos humanos mais complexos.

ecossistemas independentes da luz solar. Também

Também estão em andamento pesquisas para o

se descobriram bactérias em rochas a 2 quilômetros

desenvolvimento de músculos artificiais feitos com

de profundidade, que vivem da energia geotérmica.

polímeros que mudam sua forma e exercem força

Época – Quais são as outras condições para a

quando estimulados por uma corrente elétrica.

vida?
KcotsnitaL/Lps

McKay – É necessário haver carbono, a base

das moléculas orgânicas, e água em estado líquido.

As condições da água variam muito. Existem mi-

crorganismos chamados extremófilos, que, como

o nome indica, vivem em condições extremas. É o

caso das bactérias das chaminés hidrotérmicas e

dos micróbios que vivem em águas muito salgadas

ou muito alcalinas, onde nenhum outro organismo

sobreviveria.

.8991
ed
Com ETs, o universo é mais interessante.

orierevef
Época. São Paulo: Globo, 21 ago. 2008.

Engenheiro médico avalia paciente com prótese de

ed
perna que usa a tecnologia do joelho Genium. Vários

91
Da leitura do texto pode-se depreender que:

ed
sensores permitem diferentes ações como subir e descer

016.9
a) a existência de vida só é possível se houver água
escada. Viena, Áustria, 2011.

líquida.

ieL
e
Em sua opinião, quais áreas da Física estão envol-
b) para a existência de vida é necessária apenas uma

laneP
vidas no desenvolvimento de próteses e ortóteses?
fonte de energia.

ogidóC
c) os cientistas conhecem todas as situações em que
5 Leia o texto abaixo.

od
pode existir vida.

481
d) os cientistas concordam que, com o conhecimento

.trA
O cientista britânico Noel Sharkey teme pelo atual, podem estabelecer as condições para a exis-

.adibiorp
futuro da humanidade. Pesquisador de robótica da tência de vida.

Universidade de Sheffield, em Londres, Sharkey

oãçudorpeR
e) os cientistas estão continuamente descobrindo

acredita que máquinas inteligentes chegarão ao


novos fatos que podem alterar nossa noção de

campo de batalha sem estar prontas para o desafio.


Ciência.

Época – Isso vai acontecer?

7 Leia o texto a seguir.

Sharkey – Isso não vai desembocar no cenário

de O exterminador do futuro. O exterminador era

um robô altamente inteligente. Os robôs atuais Nos meados do século V a.C., Leucipo de

não são tão espertos. Eles têm a mira infalível, Mileto, e na geração seguinte Demócrito de

mas ainda falta a inteligência para guerrear por Abdera, apresentaram uma visão mecanicista do

conta própria. É aí que reside o problema. Daí Universo. Segundo eles, o mundo era constituído

minha preocupação com a segurança. Nas mãos de uma infinidade de pequenos átomos, invisíveis

de estranhos, eles vão matar inocentes. a olho nu, eternos, imutáveis e indivisíveis, que se

moviam aleatoriamente. Os átomos, corpúsculos


Os robôs vão matar inocentes. Época.

São Paulo: Globo, 24 mar. 2008. sólidos, existiam em uma infinidade de formas,

possuíam ganchos e engates que os permitiam

combinar-se entre si, explicando, assim, a varie-

Analisando o texto, responda: qual é a principal

dade das substâncias existentes.

preocupação do cientista Noel Sharkey?

PIRES, A. S. T. Evolução das ideias da Física

São Paulo: Editora Livraria da Física, 2008.


6 Leia o texto a seguir.

De acordo com essa visão mecanicista dos gregos


O físico Christopher McKay, de 52 anos, é um

antigos, como se explicaria o fato de o ponto de


astrobiólogo. Ele estuda como a vida surgiu na Terra

e quais são as premissas básicas para que possa fusão do ferro (1.538ºC) ser maior do que o ponto

evoluir em outros mundos. de fusão do chumbo (327ºC)?

20

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 20 3/11/16 2:49 PM


queimados, principalmente no transporte, mas
8 Leia o texto abaixo.

também em caldeiras industriais. Além disso, nes-

sas cidades concentram-se as maiores áreas com

Quando o gelo derrete, a água muda do estado

solos asfaltados e concretados, o que aumenta a

sólido para o estado líquido e quando a água ferve,

retenção de calor, formando o que se conhece por

ela muda do estado líquido para o estado gasoso.

“ilhas de calor”. Tal fenômeno ocorre porque esses

Nessas transformações, a água apenas mudou

materiais absorvem o calor e o devolvem para o ar

de estado. Nenhuma substância nova foi criada.

sob a forma de radiação térmica.

Quando um pedaço de papel ou a parafina

Em áreas urbanas, devido à atuação conjunta do

de uma vela queimam, o papel e a parafina se

efeito estufa e das “ilhas de calor”, espera-se que

transformam em novas substâncias – gás car-

o consumo de energia elétrica:

bônico e vapor de água. Nesses casos ocorre

a) diminua devido à utilização de caldeiras por indús-

uma transformação química [...] quando novas

trias metalúrgicas.

substâncias são formadas.

b) aumente devido ao bloqueio da luz do Sol pelos

Por sua vez, no caso das mudanças de estado

gases do efeito estufa.

da água, ocorre um fenômeno físico: a água não

c) diminua devido a não necessidade de aquecer a

se transforma numa nova substância. Portanto,

água utilizada em indústrias.

os fenômenos físicos não alteram a natureza das

d) aumente devido à necessidade de maior refrigera-

substâncias.

ção de indústrias e residências.

GEWANDSZNAJDER, F. Ciências,

e) diminua devido à grande quantidade de radiação


matéria e energia. São Paulo: Ática, 2005.

térmica reutilizada.
.8991

De acordo com o texto, quando a matéria sofre 12 (Enem)


ed
orierevef

uma transformação química, ao final teremos

substâncias diferentes das iniciais. Cite outros


ed

exemplos de transformação química. Em 2006, foi realizada uma conferência das


91
ed

Nações Unidas em que se discutiu o problema


016.9

9 Os metais geralmente são mais densos que a água.


do lixo eletrônico, também denominado e-waste
ieL

Entretanto, alguns metais têm densidade menor


Nessa ocasião, destacou-se a necessidade de os
e
laneP

que a da água.
países em desenvolvimento serem protegidos

O quadro a seguir mostra a massa e o correspon-


ogidóC

das doações nem sempre bem-intencionadas dos

dente volume ocupado por diferentes quantidades

países mais ricos. Uma vez descartados ou doados,


od

de alguns metais.
481

equipamentos eletrônicos chegam a países em


.trA

desenvolvimento com o rótulo de “mercadorias

3
.adibiorp

Metal Massa (g) Volume (cm )


recondicionadas”, mas acabam deteriorando-se

em lixões, liberando chumbo, cádmio, mercúrio e


Sódio 100 103,3
oãçudorpeR

outros materiais tóxicos.

Lítio 200 374,5

Adaptado de: <g1.globo.com>.

Alumínio 300 111,1

Coloque em ordem crescente as densidades desses

A discussão dos problemas associados ao e-waste

metais. Qual(is) dele(s) é(são) menos denso(s) que

leva à conclusão de que:

a água?

3 a) os países que se encontram em processo de indus-

(Dado: densidade da água 5 1 g/cm )

trialização necessitam de matérias-primas recicla-

das oriundas dos países mais ricos.


10 De maneira geral, a madeira boia na água; entre-

b) o objetivo dos países ricos, ao enviarem mercado-


tanto, existem espécies de madeira que são mais

rias recondicionadas para os países em desenvolvi-


densas que a água; a aroeira e o pau-ferro são

mento, é o de conquistar mercados consumidores


exemplos. Com base no quadro, calcule as densi-

para seus produtos.


dades dessas espécies de madeira, em g/cm

c) o avanço rápido do desenvolvimento tecnológico,

Madeira Volume (cm ) Massa (g) que torna os produtos obsoletos em pouco tempo,

é um fator que deve ser considerado em políticas

Aroeira 1.500 1.770

ambientais.

Pau-ferro 750 840


d) o excesso de mercadorias recondicionadas envia-

das para os países em desenvolvimento é armaze-

11 (Enem) As c idades industrializadas pro duze m nado em lixões apropriados.

grandes proporções de gases como o CO , o prin- e) as mercadorias recondicionadas oriundas de países


2

cipal gás causador do efeito estufa. Isso ocorre ricos melhoram muito o padrão de vida da popula-

por causa da quantidade de combustíveis fósseis ção dos países em desenvolvimento.

21

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 21 3/11/16 2:49 PM


As informações do texto permitem afirmar que:
13 (Enem) Para compreender o processo de explo-

ração e o consumo dos recursos petrolíferos, é a) o petróleo é um recurso energético renovável a

fundamental conhecer a gênese e o processo de curto prazo, em razão de sua constante formação

formação do petróleo descritos no texto abaixo. geológica.

b) a exploração de petróleo é realizada apenas em

O petróleo é um combustível fóssil, origina- áreas marinhas.

do provavelmente de restos de vida aquática


c) a ex t raç ão e o a p rove i t a me nto do p e t ró le o

acumulados no fundo dos oceanos primitivos e


são atividades não poluentes dada sua origem

cobertos por sedimentos. O tempo e a pressão

natural.

do sedimento sobre o material depositado no

d) o petróleo é um recurso energético distribuído

fundo do mar transformaram esses restos em

homogeneamente, em todas as regiões, indepen-

massas viscosas de coloração negra denomina-

dentemente da sua origem.


das jazidas de petróleo.

e) o petróleo é um recurso não renovável a curto


Adaptado de: TUNDISI, Helena. Usos de energia.

prazo, explorado em áreas continentais de origem


São Paulo: Atual, 1991.

marinha ou em áreas submarinas.

Navegu e na web

• Ciência: O que é isso?

.8991
<http://educacao.uol.com.br/disciplinas/ciencias/ciencia-o-que -e -isso.htm>. (Acesso em: 14 out. 2015.)

ed
orierevef
A página explica, de forma bastante simples, o que é Ciência em um texto preparado por Carlos Rober to de

Lana, professor e engenheiro químico.

ed
• Matéria e suas propriedades

91
ed
<http://www.profpc.com.br/Mat%C3%A9ria_propriedades.htm>. (Acesso em: 14 out. 2015.)

016.9
A página apresenta conceitos básicos de matéria, corpo e objeto e, a seguir, define as propriedades gerais da

ieL
matéria. Merecem destaque os exemplos apresentados para cada uma das propriedades.

e
laneP
ogidóC
od
Su gestões d e le itura

481
.trA
.adibiorp
• A Ciência através dos tempos , de Attico Chassot. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Coleção Polêmica)

Esse livro faz uma panorâmica da caminhada que começa há muitos milênios, com a transformação de

oãçudorpeR
nossos ancestrais em humanos, graças ao trabalho, estendendo -se até os últimos feitos da Ciência, no

limiar do século XXI. O autor entrelaça a história da Ciência com a história das ar tes, das religiões, da magia

e da Filosofia.

• A evolução da Física, de Albert Einstein e Leo pold Infeld. Rio de J an eiro: Zahar, 2008.

Esse livro, escrito em 1938, destina-se ao leitor desprovido de conhecimentos concretos de Física e Matemá-

tica, mas interessado em ideias físicas e filosóficas. Trata-se mais de uma conversa amena e despretensiosa

com o objetivo de mostrar a eterna luta do ser humano por um conhecimento mais completo das leis que

governam os fenômenos físicos.

• As grandes equações, de Rober t P. Crease. Rio de Janeiro: Zahar, 2011.

O autor conta de onde surgiram as grandes equações, como essas formulações matemáticas se desenvolve -

ram, aprimoraram e passaram a determinar grandes momentos de síntese do conhecimento da realidade

que vivemos.

• Lavoisier e a ciência no Iluminismo , de Marco Braga, Andréia Guerra, Jairo Freitas e José Cláudio Reis. São Paulo:

Atual, 2005. (Coleção Ciência no Tempo)

Uma síntese da vida e do trabalho de Lavoisier, tendo como pano de fundo a conturbada época da Revolução

Francesa. Nessa obra, as ideias de Lavoisier e dos homens de seu tempo não permanecem no passado, mas são

trazidas para o nosso panorama cultural, inserindo-se, pela discussão de filmes e obras de ar te, em reflexões

sobre questões contemporâneas e possibilitando o desenvolvimento do pensamento crítico.

• O que é Física?, de Ernst W. Hamburger. São Paulo: Brasiliense, 1992. (Coleção Primeiros Passos)

A evolução da Física, dos gregos antigos até o século XX, é apresentada em linguagem simples e agradável. O

autor analisa as evoluções da Física na Mecânica, na Termodinâmica e na Eletricidade. O texto permite ao leitor

iniciante ter uma visão geral dos fenômenos estudados nas Físicas Clássica e Moderna.

22

PDF_alta_011_022_Cap1-FCT1_G.indd 22 3/11/16 2:49 PM


o

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l
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í
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elbbuH/ase
a
C

Métodos da Ciência Física


2
.8991
ed
orierevef
ed
91
ed
016.9
ieL
e
laneP
ogidóC
od
481
.trA

/yelsreDniK

segam
.adibiorp

Imagem do aglomerado
ytteg

globular NGC 1783, um

Modelo em escala do
oãçudorpeR

dos maiores aglomerados


gnilroD

telescópio espacial

globulares de estrelas

Hubble.

na Grande Nuvem de

Magalhães, uma galáxia

satélite da Via Láctea,

obtida pelo telescópio C iência colaborativa

espacial Hubble em

agosto de 2015.

Atualmente, quase toda pesquisa científica exige a manipulação e a análise

de uma imensa quantidade de dados. Com o surgimento do computador, pouco

depois da Segunda Guerra Mundial, o tratamento desses dados passou a ser feito

em um tempo muito menor. Entretanto, algumas pesquisas científicas, como a

análise de fotos do telescópio Hubble, exigem um poder computacional inima-

ginável. A saída? A ciência colaborativa, ou ciência cidadã.

Ciência colaborativa é qualquer investigação científica feita por pessoas co-

muns, não necessariamente cientistas. As pessoas que participam da investigação

podem, em seu tempo livre, usar sua inteligência ou seus recursos tecnológicos

e enviar os dados coletados, que serão reunidos e analisados por especialistas.

Qualquer pessoa pode participar das pesquisas e, pela internet, é possível encon-

trar centenas de projetos em andamento.

Quer participar? Então procure na internet um projeto que desperte seu in-

teresse e mãos à obra!

23

PDF_alta_023_044_Cap2-FCT1_G.indd 23 3/11/16 3:12 PM


1 Registro histórico

KCotsnital/sibroC/nnamtteb
Nos anos 1930, as chamadas r a d i o te l e fô n i c a s da América para a

Europa apresentavam m uito ruído. K ar l J an s k y (1 9 0 5 -1 9 5 0 ) ( fig. 2.1 ), um

engenheiro de Nova J er s ey, Estado s U n ido s, fo i in c u mb ido de des cobr ir

a fonte desses problem a s.

Ele construiu um sistema de antenas e montou-o sobre o chassi de um

automóvel antigo, de modo que a antena pudesse se deslocar em uma tra-

jetória circular. Descobriu, então, que a maior par te desse ruído era causada

por tempestades próximas e por outros distúrbios elétricos atmosféricos mais

afastados. Entretanto, mesmo depois de essas fontes terem sido encontradas

e saneadas, um ruído de fundo persistia durante as transmissões.

Após gravar o ruído por um longo período de tempo, Jansky percebeu que

ele apresentava cer ta regularidade: era mais acentuado à mesma hora todos

Figura 2.1 Karl Jansky ao lado de um


os dias. Além disso, observou que a fonte desse ruído de fundo movimentava-

instrumento usado para detectar ondas de

-se atravessando o céu de leste a oeste, o que o levou a acreditar que ela se

rádio da Via Láctea. Holden, Nova Jersey,

situava fora da Terra. Em outras palavras, a Terra estava recebendo ondas de


EUA, 1933.

rádio transmitidas do espaço. Qual seria sua origem?

.8991
ed
orierevef
2 Método científico

ed
Cientista é a pessoa interessada em fazer determinadas perguntas e obter

91
ed
respostas para elas de maneira organizada.

016.9
O trabalho científico pode ser dividido em duas áreas: ciêci u e

ieL
e
ciêci icd

laneP
ogidóC
A ciência pura envolve o questionamento e a busca de respostas para a

obtenção de novos conhecimentos. Um cientista que se dedique às ciências

od
481
puras busca respostas científicas para perguntas como: “Quais par tículas
Ver comentário no Suplemento para o professor

.trA
constituem a matéria?” ou “Do que é feito o Universo?”.

.adibiorp
Ativ idade em grupo

As ciências aplicadas usam conhecimentos provenientes das ciências

oãçudorpeR
puras para resolver problemas práticos. Um cientista que se dedique às

Os cientistas podem ser encon-

ciências aplicadas pode trabalhar em busca de um novo medicamento ou

trados em praticamente todas as

de um novo material resistente ao calor, por exemplo.

áreas do conhecimento humano.

Muitas vezes é difícil separar a ciência pura da ciência aplicada. Como


Forme um grupo com seus cole -

vimos, o engenheiro Karl Jansky estava trabalhando em um problema prático, gas e conversem com algum cien-

tista de sua cidade. Vocês poderão


mas acabou descobrindo novas características das ondas de rádio.

encontrá-lo em universidades, insti-

Como um cientista resolve problemas por meio da Ciência? Ele se utiliza

tutos de pesquisa, museus ou uma

dochamado méodo cieífico. Esse método permite resolver problemasde


indústr ia. I nfor mem-se sobre seu

maneira ordenada, com base em cer tos processos. Mas nem todos os cien-
objetivo de trabalho, sobre como

tistas seguem os mesmos procedimentos e na mesma ordem. ele realiza suas pesquisas e sobre a

repercussão que seus estudos têm


Podemos tomar como exemplo de método científico aquele utilizado

ou terão na vida das pessoas. Essas

por Jansky. Seu primeiro passo foi identificar o problema e estabelecer cla-

entrevistas poderão ser gravadas

ramente uma egu: “Qual é a fonte do ruído que ocorre nas chamadas

em áudio ou vídeo.

telefônicas para a Europa?”.

Em data previamente agendada

Em seguida, fez obser vações. Uma osevção é qualquer informação pelo(a) professor(a), os grupos deve-

rão apresentar as entrevistas à classe.


que chega até nós por meio de nossos sentidos. Tudo o que podemos ver,

Depois de assistir às e n t re v i s t a s,
ouvir, sentir, tocar ou cheirar é uma obser vação. Os cientistas fazem obser va-

a tur ma deverá, m ediada pelo(a)

ções cuidadosas, pois querem conhecer o máximo possível sobre o problema

professor(a), debater e dis c utir o

em que estão trabalhando. Como os sinais de rádio não são perceptíveis di-

papel desempenhado pelas ciências

retamente por nossos sentidos, Karl Jansky construiu um sistema de antenas


em nosso cotidiano.

para captar os ruídos e descobrir a fonte deles.

24

PDF_alta_023_044_Cap2-FCT1_G.indd 24 3/11/16 3:12 PM


Os instrumentos científicos permitem fazer obser vações mais precisas do que as obtidas por

nossos sentidos. Podem incluir desde computadores, telescópios, microscópios, lasers, termômetros

e balanças até uma simples régua.

O terceiro passo de Jansky foi formular uma hióese, ou seja, uma explicação possível e razoável

para aquilo que foi observado. Inicialmente, ele acreditava que o ruído era decorrente de tempestades

próximas e de outros distúrbios elétricos mais afastados.

Como os cientistas determinam se suas hipóteses estão corretas? Eles realizam exeimeos para

testá-las. Os registros de Jansky mostravam que a quantidade de ruído aumentava significativamente

durante as tempestades. Com base nessa constatação, ele percebeu que sua hipótese aparentemente

estava correta.

Entretanto, depois de outro experimento com tempo bom, ele continuou a ouvir ruído, o que não

podia ser explicado por sua primeira hipótese. Isso acontece muitas vezes em experimentos científicos:

as informações obtidas podem contradizer a hipótese inicialmente testada. Torna-se, então, necessário

descar tá-la ou modificá-la para poder explicar as novas informações obtidas.

Jansky precisou olhar mais longe para descobrir a fonte desse ruído. Seus registros mostravam um

padrão no ruído residual, que, no começo, sugeria que ele tinha origem solar: o ruído movimentava-se

de leste para oeste todos os dias. Após fazer mais obser vações, ele finalmente concluiu que a fonte

daquele ruído eram estrelas no centro de nossa galáxia, a Via Láctea.

Karl Jansky foi o primeiro cientista a obser var ondas de rádio originadas de corpos celestes. Seus

experimentos foram divulgados em publicações científicas e outros pesquisadores puderam apren-


.8991

der mais sobre essa descober ta. Com base nela desenvolveu-se um campo de pesquisa inteiramente
ed
orierevef

novo — a Radioastronomia.

O diagrama a seguir resume os passos do método científico (fig. 2.2).


ed
91
ed
016.9

Obser var o problema


ieL
e
laneP
ogidóC

Enunciar uma hipótese


od
481

Testar a hipótese
.trA

Tentar novamente!

com experimentos
.adibiorp
oãçudorpeR

Analisar os resultados

e tirar conclusões

Se a hipótese for verdadeira Se a hipótese for falsa ou

parcialmente verdadeira

Divulgar os resultados!

Figura 2.2 As etapas para a aplicação do método científico.

Entretanto, o método científico não é a única forma pela qual a Ciência se desenvolve. O conhecimento

científico pode avançar por tentativas, com erros e acertos, podendo até mesmo se desenvolver a partir

de uma descoberta acidental.

Os raios X, por exemplo, foram descober tos acidentalmente quando, na tarde de 8 de novembro

de 1895, o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923) fazia experimentos com eletricidade.

Em 1962, o físico estadunidense Thomas Samuel Kuhn (1922-1996), cujo trabalho incidiu sobre

a história e a filosofia da ciência, lançou um livro denominado A estrutura das revoluções científicas

Nesse livro, Kuhn afirma que a “ciência normal” é sustentada por um paradigma, ou seja, um padrão

que ser ve como modelo a ser imitado ou seguido. Esse modelo é abalado quando uma “anomalia” é

detectada e não se consegue dar uma explicação para ela utilizando o paradigma.

25

PDF_alta_023_044_Cap2-FCT1_G.indd 25 3/11/16 3:12 PM


Surge, então, uma crise paradigmática que leva a um novo paradigma, que, ao explicar a anomalia

anteriormente detectada, acabará por substituir o paradigma antigo. De acordo com Thomas Kuhn,

esse período no qual um paradigma é substituído por outro constitui uma “revolução científica”.

O modelo geocêntrico, por exemplo, que considerava a Terra como o centro do Universo, passou

por uma mudança de paradigma. Esse modelo foi aceito durante séculos, até que estudos sobre os

movimentos dos planetas o levaram a ser substituído pelo modelo heliocêntrico, no qual o Sol ocupa

o centro do Universo com os planetas girando ao seu redor.

Outra “revolução científica” aconteceu entre o fim do século XIX e o início do século XX, com o

surgimento das teorias de Alber t Einstein, Max Planck e muitos outros, dando origem à chamada

Física Moderna.

3 Problemas e exercícios – estratégias de resolução

Todos os dias nos defrontamos com problemas que requerem soluções. Onde devemos colocar

o lixo recolhido diariamente em nossa cidade? O que devemos fazer para acabar com o mosquito da

dengue? O que devemos comer para ter uma dieta equilibrada e manter nossa saúde? Devo comprar

.8991
agora uma nova televisão ou guardar minhas economias para o futuro? Devo ir ao cinema, ao teatro,

ed
ou ao jogo de futebol?

orierevef
Essas e muitas outras perguntas que nos fazemos variam de impor tância, mas nem todas neces-

ed
sitam de alguma estratégia para serem respondidas.

91
ed
As perguntas anteriores são oems porque precisamos conhecer as respostas e ainda não

016.9
sabemos como obtê -las. Existe uma lacuna entre o conhecimento presente e o conhecimento ne -

ieL
e
cessário para respondê -las.

laneP
ogidóC
Se não houvesse essa lacuna e a pessoa pudesse ir diretamente em busca da resposta, o “proble -

ma” seria, na verdade, um execício

od
481
Algumas pessoas podem resolver facilmente um exercício ou, pelo menos, têm uma boa ideia

.trA
de como resolvê -lo. Entretanto, as soluções para os problemas não são claras. O que é um problema

.adibiorp
para uma pessoa pode não ser para outra.

oãçudorpeR
Encontrar o resultado da soma de 25 com 52 pode ser um grande problema para um aluno do

primeiro ano do ensino fundamental, mas não o é para você. Talvez prever os produtos obtidos

em determinada reação química possa ser um problema para você, mas não será um problema

para um químico experiente.

Os problemas sempre trazem novas ideias ou situações. Por isso é normal que, ao nos deparar

com um problema, não tenhamos cer teza de como ou por onde começar a resolvê -lo.

Os cientistas e inventores têm se defrontado com isso e acabam aprendendo com suas tentativas

e erros.

Normalmente existem diferentes maneiras de resolver um problema, ou seja, a resolução do

problema geralmente não é única. Felizmente, existem estratégias a serem seguidas para a resolução

de problemas.

Para iniciar a resolução de um problema, pense sobre o que você busca, escolha uma estratégia

e vá em frente; desse modo, você tentará par tir do que já sabe para o que ainda não sabe.

Parta de uma suposição, verifique-a e, se ela não funcionar, faça outra suposição e assim por diante.

Uma alternativa é buscar um padrão, então tentar prever o que acontecerá e checar sua previ-

são. O químico russo Dmitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907) fez exatamente isso ao classificar os

elementos químicos na tabela periódica.

Outra possibilidade é fazer um desenho ou um esquema. A construção de uma tabela ou de um

gráfico também pode ser muito útil.

26

PDF_alta_023_044_Cap2-FCT1_G.indd 26 3/11/16 3:12 PM


Você também pode eliminar hipóteses se souber de antemão o que não vai funcionar,

ou resolver um problema mais simples relacionado ao problema maior ou ainda tentar

representá-lo na forma de uma expressão matemática.

A melhor estratégia a ser adotada dependerá do problema, de sua atitude e de sua

experiência.

Para ser um bom solucionador de problemas científicos, você precisa entender o proble -

ma. Assim, apresente -o com suas próprias palavras e, então, saia em busca da solução. Depois

de saber o que está procurando, cer tifique -se de que sabe usar as ferramentas necessárias

à resolução.

Finalmente, se a estratégia escolhida não funcionar, tente outra e continue tentando até

achar uma solução. Quando encontrar uma solução, cheque -a para verificar se é razoável.

Um bom exemplo de es tratégia para res olução de p ro b l em as fo i a deter min ação do

compr imento da circ u nferênc ia da Ter ra pel o grego Eósees

Eratóstenes

Eratóstenes de Cirene foi matemático, poeta, críti-

co de teatro, geógrafo, astrônomo e bibliotecário.


.8991

i
Atribuindo um formato esférico à Terra, foi o

i
o
ed

pr imeiro homem a calcular as dimensões de

C
orierevef

a
n
nosso planeta, utilizando um método matema-

a
C
o
ed

ticamente simples, de notável precisão, porém

lan
91

aD
de difícil execução para a época.
ed

Á
016.9

u
s
Ele também calculou as distâncias da Terra à

t
ir
ieL

a
Lua e da Terra ao Sol, determinou a inclinação

V
e

i
e
laneP

n
do eixo da Terra, foi o criador do atual dia 29 de

a
ogidóC

fevereiro dos anos bissex tos, dos conceitos de

latitude e longitude e concebeu o que é hoje


od

conhecido como crivo de Eratóstenes, um algo -


481
.trA

ritmo simples e prático para encontrar números Retrato de Eratóstenes


.adibiorp

(c. 276 a.C.-c. 194 a.C.).


primos até cer to valor-limite.
oãçudorpeR

Eratóstenes a c re d i t ava na e s fe r i c i d a d e da Te r r a , e o b s e r vo u q u e,

na cidade de Siena, hoje Assuã, no Egito, sobre o Trópico de Câncer, ao

Luz solar
meio - dia do solstício de verão (o dia mais longo do ano), o S ol aparecia

no zênite (S ol a pino), pois iluminava as águas profundas de um poço, sem

Alexandria
formar sombra. Em Alexandria, entretanto, no mesmo dia e no mesmo

h o rá r i o, as co l u n a s ve r t i c a i s fo r m ava m uma s o m b ra . No ano s e g u i nte,

Eratóstenes, em Alexandria, determinou que os raios solares formavam um

ângulo u 5 7,2°, ou 7°12’


, com a ver tical, isto é, a 50 par te de 360° (fig. 2.3). Siena
oCCes


Assim, pensou Eratóstenes, a distância L 5 5.000estádios entre Alexan-
nosliDa

1
Terra
dria e Siena deveria ser também da medida da circunferência da Terra.

50

Considerando 1 estádio egípcio igual a 157,5 m ou 0,1575 km, Eratóstenes


Figura 2.3 Esquema para a determinação

calculou a medida da circunferência C da Terra: do comprimento da circunferência da

Terra. (Representação sem escala, uso de

C 5 50 5.000 estádios 0,1575 km/estádio 5 39.375km


cores-fantasia.)

Com esse resultado, ele conseguiu obter o valor do raio R da Terra:

R 56.267km

Os valores obtidos por Eratóstenes para o comprimento da circunferên-

cia e para o raio da Terra estão apenas 1,8% abaixo dos valores atualmente

considerados corretos.

27

PDF_alta_023_044_Cap2-FCT1_G.indd 27 3/17/16 2:47 PM


Exe r c íc ios Resolva em seu caderno. Exercício fundamental Exercício de fixação

Considerando o processo mencionado anteriormen-


1 Procure em um dicionário os vários significados da

te, escolha a sequência que poderia representar a


palavra "hipótese" e estabeleça qual deles melhor se

aplica ao significado dessa palavra em textos cientí- evolução do ideograma chinês para a palavra "luta".

ficos.

a)

2 Em dezembro de 1984, um engenheiro estadunidense

que trabalhava em uma usina nuclear na Pensilvânia

tinha um problema. Ao chegar ao trabalho e passar b)

pelo detector de radiação da usina, este apitava

e uma luz vermelha se acendia, indicando que o


c)

engenheiro estava contaminado. A cena se repetia

todos os dias. Depois de algumas horas na sala de

descontaminação, ele iniciava sua jornada de traba- d)

lho e percorria todas as dependências da usina. Ao

final do expediente, antes de ir para casa, passava e)

pelo mesmo detector que, desta vez, nada acusava.

8 Mova apenas um palito de fósforo para criar uma


Imagine que você tenha sido chamado para identi-

ficar a fonte de radiação. Que passos você seguiria identidade diferente.

para resolver esse problema?

.8991
3 Na busca pela solução de um problema científico,

ed
realizamos experimentos. Retomando o enunciado

orierevef
do exercício anterior, que experimentos você faria

para descobrir a fonte da radiação que contami-

ed
91
nava o engenheiro?
9 Mova apenas dois palitos de fósforo

ed
da figura ao lado de maneira a tirar

016.9
4 O que um cientista deve fazer se um experimento

o lixo da pá.
indicar que sua hipótese está correta? E se o expe-

ieL
e
rimento indicar que sua hipótese está errada?

laneP
10 Na figura abaixo, mova apenas 3 palitos e faça o pei-

ogidóC
5 No seu caderno, determine os três valores subse-

xe nadar em sentido oposto.

quentes em cada uma das séries numéricas a seguir.

od
a) 3, 6, 9, _?_ , _?_ , _?_.

481
.trA
b) 2, 4, 8, _?_ , _?_ , _?_.

.adibiorp
c) 7, 8, 10, _?_ , _?_ , _?_.

oãçudorpeR
6 Leonardo Pisano (c. 1170-c. 1250), também conhe-

cido como Leonardo Fibonacci, foi um matemático

italiano importante por seu papel na introdução

dos algarismos arábicos na Europa e pela desco- 11 A figura abaixo representa uma placa de madeira

berta de uma série numérica, que passou a ser com as dimensões devidamente indicadas. Divida

conhecida como série de Fibonacci, aplicada em a placa em quatro partes com o mesmo formato

várias áreas das ciências.


e a mesma área.

Observe a relação entre os sete primeiros termos

1 m
da série de Fibonacci e determine, no seu caderno,

os três próximos termos.

1 m
1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, _?_ , _?_ , _?_

1 m
7 (Enem) A linguagem utilizada pelos chineses há
2 m

milhares de anos é repleta de símbolos, os ideo-

gramas, que revelam parte da história desse povo.


1 m

Os ideogramas primitivos são quase um desenho

dos objetos representados. Naturalmente, esses


OCCES

2 m
desenhos alteraram-se com o tempo, como ilustra

a seguinte evolução do ideograma , que significa


NOSLIDA

12 Em uma papelaria, um lápis custa R$ 0,35 e uma


cavalo e em que estão representados cabeça, cascos

caneta custa R$ 0,60. Quantos lápis e quantas canetas


e cauda do animal.
:SEÕÇARTSULI

você poderia comprar gastando no total exatamen-

te R$ 5,00? (Sugestão: monte uma tabela em seu

caderno.)

28

PDF_alta_023_044_Cap2-FCT1_G.indd 28 3/11/16 3:12 PM


Ver comentário no Suplemento para o professor

O que diz a mídia

Alimentação segura e com qualidade

atsitneiC
Um detector de adulterações no leite, um modelo de

agricultura urbana sustentável e a descoberta de que

meVoJ
a castanha-do-brasil reduz prejuízos cognitivos em

idosos foram os trabalhos vencedores do Prêmio Jovem

oimêrP
Cientista de [2015].

oVreCa/ilauqsaP
Por : Everton Lopes

A qualidade da nossa alimentação é uma preocupa-

ção cres cente e envolve vár ios fatores. De um lado,

anaoJ
ex istem alimentos cujo consumo p ode trazer bene-

fícios à saúde. De ou tro, a pro d ução cada vez mais

industr ializada dificulta a transparência em relação

ao que se ingere e o ato de comer p ode ir do prazer

à tragé dia com adulterações que enganam e prejudi-

cam o consumidor em favor dos lucros. Além diss o,


.8991

a s ocie dade pre cisa encontrar modelos alternativos


ed

e sustentáveis que p er mitam melhorar a g estão dos


orierevef

espaços produtivos, controlar a or igem dos alimentos

e ga ra nt i r sua distr ibuição ma i s e q u i l i b ra d a. Essas


ed
91

questõ es estão na bas e d os proj e tos ve n ce dore s da


ed

Joana Meneguzzo Pasquali apresenta o protótipo do


a
016.9

28 e dição do Prêmio Jovem Cientista, que teve como

Detectox, que identifica a presença de substâncias tóxicas no

tema a s egurança alimentar e nutr icional.


ieL

leite. A estudante foi a primeira colocada no Prêmio Jovem


e

Cientista de 2015 na categoria estudante de ensino médio.


laneP

O risco presente nos alimentos industrializados foi o

(Foto: divulgação/ Prêmio Jovem Cientista)

que motivou Joana Meneguzzo Pasquali, do Colégio Mu-


ogidóC

tirão de São Marcos, no Rio Grande do Sul, a desenvolver

“O leite é um dos alimentos básicos, por isso, é im-


od

o seu Detectox , um kit capaz de detectar a presença


481

portante para a população controlar a sua qualidade”


,
.trA

de substâncias tóxicas no leite UHT. “A divulgação das

comenta Pasquali. “Sabendo que o consumidor possui


.adibiorp

fraudes no leite na minha região foi muito intensa e,

uma forma de detectar as fraudes, as empresas ficarão

assim que os casos foram noticiados, comecei a pensar


oãçudorpeR

desencorajadas de realizar as adulterações”


. Criado com

em uma possível solução”


, conta a jovem de 17 anos, pri-

o objetivo de ser uma ferramenta para o consumidor fi-

meira colocada na categoria estudante do ensino médio.

nal, o produto, de baixo custo, pode se tornar uma opção

Utilizando como base um pedaço de filtro de café

viável para garantir a segurança alimentar do leite. “Se

embebido com reagentes que indicam a presença das

o protótipo for aprimorado, pode despertar o interesse

substâncias indesejadas, Pasquali confeccionou – por

comercial”
, completa.

conta própria e de forma artesanal – as fitas detectoras

[...]

de fraude. O protótipo é capaz de identificar a adição de

[Em 2015], o Prêmio Jovem Cientista recebeu 1.920 ins-


formol, amido, hidróxido de sódio ou outras substâncias

crições de todo o país. Os vencedores foram anunciados


que alterem o pH do leite. “Procurei um material que

[no dia 21 de maio] em Brasília.


transpirasse menos, assim, os reagentes não evaporariam

até o momento dos testes”


, explica. Para testar o protótipo,

LOPES, Everton. Alimentação segura e com qualidade. Disponível em:

a estudante realizou as contaminações no leite com o au-


<http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2015/05/alimentacao-segura-

xílio da professora de metodologia científica de sua escola. e-com-qualidade>. (Acesso em: 8 mar. 2016.)

Questão Registre a resposta em seu caderno.

Até aqui estudamos um pouco como o conhecimento é produzido na Ciência. Esse texto mostra

como pessoas comuns podem fazer Ciência. Você saberia dizer por que isso é impor tante?

29

PDF_alta_023_044_Cap2-FCT1_G.indd 29 3/11/16 3:12 PM


4 Prefixos

A linguagem utilizada pela Física e por muitas outras ciências exatas é

Principais prefixos

a linguagem dos números. A diversidade dos números que aparecem no

mundo físico é enorme. Para se ter uma ideia, a massa da Terra, por exemplo, Nome Símbolo Fator multiplicativo

é de cerca de 5.980.000.000.000.000.000.000.000 quilogramas (kg), enquanto


18

exa E 10

o diâmetro de um próton é de cerca de 0,000 000 000 000 001 metro (m).

15

A grande quantidade de zeros torna a representação desses números peta P 10

bastante inconveniente e, por esse motivo, usamos uma maneira mais prática
12

tera T 10

para escrever valores muito grandes ou muito pequenos. Usando potência de

24
9

dez, podemos escrever a massa da Terra como 5,98 10 kg, e o diâmetro do gig G 10

15

próton como 10 m.


6

meg M 10
3

Nesse tipo de notação, denominada oção cieífic, 10 representa

1 1 quio k 10
4

10 10 10 5 1.000 e 10 representa 0 0001

10 ? 10 ? 10 ? 10 10 000
2

hecto h 10

Ao usar a notação científica para representar um número N qualquer,

n
deca da 10

devemos escrevê -lo na forma N 5 m 10 , em que 1< m , 10 é a mantissa e

o expoente n, um número inteiro. Assim, o número 253, por exemplo, deve


deci d 10
2

ser escrito como 2,53 10

cei c 10
a b a 1 b

A grande vantagem do uso da notação cien- 10 10 5 10

.8991
3

a
tífica é que as operações de multiplicação e de mii m 10
10

ed
a b

5 10

orierevef
b
divisão podem ser fe i t a s re s p e c t i va m e nte por
6
10
mico m 10

adição ou por subtração dos expoentes das po -

a b a ? b

ed
9

(10 ) 5 10
tências de dez (veja o quadro ao lado), conforme o  10

91
ed
os exemplos a seguir:
12

016.9
ico  10

5 3 5 3 5 1 3

) (1,2 10 ) (6,0 10 ) 5 (1,2 6,0) (10 10 ) 5 (1,2 6,0) (10 ) 5

ieL
15

8 femto f 10

e
5 7,2 10

laneP
18
6

atto a 10
4 5 10 4 5 4 5

ogidóC
26 12 2612 24

) ? 10 ? 10 ? (10 ) 3,0 ? 10
2

1 5 1 5
1 5 10 Dados obtidos em: Inmetro. Sistema Internacional

od
de Unidades (SI). 1 edição Brasileira da 8 edição

481
Visando facilitar ainda mais a notação das grandezas, é bastante comum

do BIPM. Inmetro, 2012. Disponível em:

.trA
a utilização de prefixos representando as potências de dez. A tabela acima
<http://www.inmetro.gov.br/inovacao/

.adibiorp
traz a denominação dos principais prefixos de acordo com regulamentação publicacoes/si_versao_final.pdf>.

(Acesso em: 22 out. 2015.)


do I nstituto Nacional de M etrologia, Qualidade e Tecnologia (I nmetro).

oãçudorpeR
Os prefixos mais comuns utilizados na Física foram colocados em negrito.

Exe r c íc ios Resolva em seu caderno. Exercício fundamental Exercício de fixação

13 A lista a seguir apresenta valores numéricos que 15 Determine o valor numérico das relações a seguir

podem, ou não, estar representados em notação e dê a resposta em notação científica.

3 5
científica. Reproduza os números em seu caderno
a) F 5 (3,2 10 ) (4,5 10 )

fazendo as alterações necessárias para que todos os


3

9 9 10

valores estejam representados na forma de notação b) d 5


2

3 3 10

científica.
3 3

5 2 3 c) U 5 (5,0 10 ) (4,0 10 )

a) 3,2 10 d) 4,5 10 g) 1.560 10

1 3
4 2 9

d) v 5 (1,5 10 ) (2,0 10 )
b) 23,5 10 e) 0,067 10 h) 9,0 10

3 8

c) 0,73 10 f) 2,8 10

16 Um recipiente contém exatamente 10.000 balas de

14 Represente em seu caderno os valores abaixo na goma coloridas e 40% delas são vermelhas. Expresse

forma de notação científica. em seu caderno, usando notação científica, o nú-

a) 1.230 d) 0,88 10 g) 540 mero de balas vermelhas. Se for o caso, mantenha

b) 0,056 e) 65,4 10 h) 0,75 todos os zeros à direita da vírgula de separação

3 8

c) 14 10 f) 0,45 10 decimal.

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5 Sistema Internacional de Unidades (SI)

Em nossa exploração do mundo físico, vamos trabalhar com um grande número de grandezas

que poderão assumir uma enorme variedade de valores.

Na Física, algumas grandezas desempenham um papel fundamental quando falamos em me -

didas. Praticamente todos os fenômenos naturais que percebemos são apresentados no tempo

e no espaço a par tir da matéria. Torna-se natural, então, que entre as grandezas consideradas fun-

damentais estejam: o emo, o comimeo e a mss

A medida de qualquer quantidade é sempre feita em comparação com uma medida-padrão:

a uidde de medid

Um comprimento, por exemplo, pode ser medido em várias unidades de medida: polegada, pé, milha,

quilômetro, metro, centímetro, milímetro etc. Dizer que “um comprimento vale 5,3” não significa nada,

pois 5,3 km é muito diferente de 5,3 cm. Por esse motivo, uma quantidade deve sempre vir acompanhada

pela sua unidade de medida, pois, sem ela, a quantidade não tem significado.

Há cerca de 200 anos, as unidades de medida não eram padronizadas e isso dificultava enor-

memente a comunicação científica. Povos diferentes usavam unidades de medidas par ticulares e a

confusão que isso provocava era inevitável.

Uma primeira tentativa de padronização, com a criação de um sistema de unidades, ocorreu na

França, em 1790, na época da Revolução Francesa. O sistema então criado pela Academia de Ciências
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de Paris, denominado Sisem Méico Decim e que gradativamente passou a ser aceito em quase
ed
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todo o mundo, adotava como unidades de medida o metro (m), o quilograma (kg) e o segundo (s).

Os Estados Unidos são o único país industrializado que ainda não adotou integralmente o
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sistema métrico, utilizando o sistema inglês de unidades;