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INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, IP

CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ENTRE DOURO E VOUGA


* SAÍDA PROFISSIONAL: Apoio Familiar e à Comunidade * AÇÃO N.º: 1
* FORMADOR: Cláudia Silva * DATA
22-04-2014 * DATA FIM: 17-07-2014
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Índice

1. Conceitos de Higienização 3
2. A Higienização: objetivos e etapas 4
3. Considerações prévias à Higienização 5
4. Método de Higienização 5
5. Limpeza 6
5.1. Prioridade e frequência de limpeza de acordo com o risco de infeção 9
5.2. Tipos de detergentes 9
6. Desinfeção 11
6.1. Desinfetantes 11
6.2. A Escolha do desinfetante 13
7. Procedimentos de higienização 14
8. Detergentes desinfetantes 23
9. Materiais e utensílios de limpeza 24
10. Cuidados no domicílio 27
11. Higiene individual dos profissionais 28
12. Descontaminação e armazenamento dos materiais e utensílios de limpeza 29
13. Regras básicas da higienização 30
14. Plano de Higienização 32
14.1. A Elaboração 33
Bibliografia 34

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1. CONCEITOS DE HIGIENIZAÇÃO

MICRÓBIOS

Seres vivos invisíveis a olho nu, potencialmente causadores de doenças (infecções).

MATERIAL CONTAMINADO

Material usado ou exposto, que esteja poluído com matéria orgânica, microrganismos ou outras substâncias
indesejáveis como pó, resíduos químicos, entre outros.

DESCONTAMINAÇÃO

Destruição ou remoção da contaminação microbiana de modo a tornar o material seguro para ser utilizado.
Implica a limpeza e desinfeção ou só a limpeza.

LIMPEZA

Remoção da sujidade através da ação mecânica da água e sabão ou detergente. Estes removem cerca de 80%
dos microrganismos. É essencial porque facilita a ação do desinfetante.

DESINFEÇÃO

Destruição da maior parte dos microrganismos, exceto os mais resistentes. Os microrganismos são reduzidos
para níveis não prejudiciais à saúde.

ESTERILIZAÇÃO

Destruição de todos os microrganismos.

DESINFETANTE

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Substância química capaz de eliminar por ação direta os microrganismos indesejáveis, inativando-os ou
reduzindo-os a um nível não prejudicial.

ANTISSÉPTICO

Desinfetante químico que pode ser aplicado na pele e mucosas.

2. A HIGIENIZAÇÃO: OBJETIVOS E ETAPAS

A higienização deverá assegurar a eliminação das sujidades visíveis e não visíveis e a destruição de
microrganismos patogénicos ou deterioração até níveis que não coloquem em causa a saúde dos utentes e
profissionais e o estado de conservação e apresentação dos espaços e equipamentos. Deverá ser respeitada a
integridade das superfícies de trabalho e deverá haver o cuidado de eliminar qualquer químico utilizado no
processo de higienização.
Dependendo do processo de fabrico, do tipo de produto, do tipo de superfícies e do nível de higiene
requerido, a higienização pode ser efetuada apenas através de uma limpeza (L), ou de uma limpeza seguida de
desinfeção (L+D).
Higienização = Limpeza (L) ou Limpeza + Desinfeção (L+D)

O processo de limpeza inicia-se com um primeiro enxaguamento para a remoção de partículas de


sujidade e de alguns microrganismos (que são arrastados com os outros resíduos). Numa segunda etapa,
aplica-se o detergente, o qual vai atuar sobre as partículas de sujidade que se encontram aderidas, diminuindo
a sua ligação às superfícies. Numa terceira etapa dá-se o enxaguamento para a remoção completa das
partículas entretanto libertadas, do detergente aplicado e uma vez mais de alguns microrganismos. No caso de
ser necessário realizar desinfeção, aplica-se o desinfetante (atua sobre os microrganismos) (quarta etapa),
seguido de enxaguamento para remoção completa dos desinfetantes (quinta etapa, dispensável para alguns

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tipos de desinfetantes). Por fim, realiza-se a secagem, que tem como finalidade a remoção da água em excesso,
de modo a evitar que a humidade residual favoreça o crescimento de microrganismos.

3. CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS À HIGIENIZAÇÃO

O método a utilizar para a eliminação de sujidades é escolhido em função de um conjunto de fatores,


nomeadamente, do tipo de sujidade (orgânica ou inorgânica), do tipo de superfície (equipamento, material
clínico, pavimento), da qualidade da água e das características do material (se é metálico ou não metálico,
inox ou outro tipo de material).
A utilização dos produtos de higienização varia de acordo com a aplicação das propriedades e
concentração de cada um deles.
A periodicidade de execução dos procedimentos de higienização de superfícies, materiais e
equipamentos, deverão ser adequados às necessidades, tendo em vista a correta higienização da unidade.

4. MÉTODO DE HIGIENIZAÇÃO

Tão importante é o procedimento, como o modo como este se realiza. Para realizar a higienização da
unidade, o profissional deverá:
Usar equipamento de proteção individual adequada;

Usar material adequado ao procedimento e à área a higienizar (baldes, panos, rodo, sacos e
outros);

Remover da unidade todo o material clínico, resíduos e roupas contaminados e/ou


desnecessários à continuidade do tratamento;

Preparar diluição correta para a lavagem e substituir águas entre salas;

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Iniciar a lavagem pelas superfícies altas (de cima para baixo) e posteriormente os pavimentos
(da zona mais limpa para a mais suja), do fundo da sala para a porta.

Superfícies altas e pavimentos deverão ser desinfetados em situações de:


Derrame de fluidos;

Derrame de medicamentos;

Desinfeção periódica/programada;

Lavar e desinfetar todo o material utilizado, deixando-o a secar invertido.

Recomendações
... “Mais vale uma boa lavagem, do que uma má desinfeção”...
Lavar antes de desinfetar.
Nunca juntar detergente e desinfetante;

Nunca juntar água ao Hipoclorito de Sódio a 1% (excepto se o produto assim o recomendar);

Depois de desinfetar com Hipoclorito de Sódio a 1%, de preferência deve passar a superfície
com água limpa.

5. LIMPEZA

A limpeza consiste no processo de remoção da sujidade por meios químicos, mecânicos ou térmicos,
efetuada aos espaços e equipamentos (incluindo pavimentos, janelas, tetos, varandas, mobiliário,
equipamentos e outras estruturas similares) num determinado período de tempo.
Neste âmbito, os meios de limpeza podem ser caracterizados da seguinte forma:
Meio químico - é proveniente da ação de produtos com propriedades de dissolução, dispersão e
suspensão da sujidade.

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Meio mecânico - é proveniente da ação obtida pelo ato de esfregar manualmente ou pela pressão de
uma máquina de lavar, no sentido de permitir remover a sujidade.
Meio térmico - é proveniente da ação do calor, o qual reduz a viscosidade da gordura, tornando-a mais
fácil de remover. Sempre que a temperatura for alta e aplicada em tempo suficiente, ela também poderá ter,
por si só, uma ação desinfetante ou esterilizante.

Assim, não se espera que diferentes superfícies (ex.: pele de um sofá, paredes ou pavimento) recebam
o mesmo meio/tipo de limpeza, mas sim que cada superfície seja limpa com a utilização do método e do
produto mais adequado, com vista a prevenir a infeção associada aos cuidados de saúde.
Por outro lado, uma mesma superfície poderá carecer de uma diferente frequência de limpeza, o que
depende da sua utilização, facto que deverá ser considerado no processo de gestão e planeamento do serviço
de limpeza.
A limpeza tem várias funções, que se podem sintetizar em duas vertentes distintas:
Vertente microbiológica - consiste na remoção de grande parte dos microrganismos e da
matéria orgânica que favorece a sobrevivência e proliferação desses microrganismos, o que
contribui para uma maior segurança, ou seja, prevenir as IACS para doentes e profissionais;

Vertente não microbiológica - consiste em manter a aparência cuidada, restabelecer a função e


evitar a deterioração das superfícies.

De acordo com a abrangência e objetivos a atingir, podem estabelecer-se diferentes frequências de


limpeza:
Limpeza corrente: é aquela que se realiza diariamente, e que inclui a limpeza e a arrumação
simplificadas.

Limpeza de conservação ou semanal: é a limpeza que embora não necessite de ser realizada
todos os dias, pela sua importância na conservação de um bom ambiente, não deve ser
descurada, devendo por isso ser realizada pelo menos uma vez por semana.

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Limpeza imediata: é aquela que é realizada quando ocorrem salpicos e/ou derrames (ex.:
sangue ou outra matéria orgânica) em qualquer período do dia, podendo ser solicitada pelos
profissionais de saúde ou sempre que constatada pelo funcionário do serviço de limpeza.

Limpeza global: trata-se de uma limpeza mais completa e de fundo, que contempla estruturas
por vezes de difícil acesso e/ou limpeza.

Recomenda-se ainda, para que se obtenha uma adequada limpeza das superfícies, a lavagem com água
quente e detergente.

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A frequência da limpeza é estipulada de acordo com a classificação das áreas. No entanto, as técnicas
de limpeza e os produtos empregues, para cada tipo de material, são sempre iguais em qualquer área da
instituição, quer seja considerada ou não área crítica.

5.1. Prioridade e frequência de limpeza de acordo com o risco de infeção

A principal distinção entre a limpeza corrente da “área crítica geral” e da “área semicrítica geral” reside
na limpeza que é realizada a meio do dia, uma vez que neste período, e somente neste, poderá existir um
menor número de zonas a limpar.
Exemplo de uma limpeza corrente a meio do dia:
Área crítica geral - A limpeza da sala de tratamentos inclui chão, marquesa, superfícies de trabalho,
mobiliário, equipamentos, utensílios, lavatório e sua(s) torneira(s) e manípulo(s) de porta(s), assim como o
despejo de resíduos e a limpeza dos contentores/recipientes.
Área semicrítica geral - A limpeza corrente da sala de vacinação e sala de aerossóis, inclui somente a
marquesa/cadeirão, superfícies de trabalho e o despejo de resíduos e a limpeza dos contentores/recipientes.

5.2.Tipos de detergentes

Detergentes sintéticos – Estes são feitos a partir de combinações de diferentes químicos, geralmente
derivados do petróleo. O ingrediente ativo é designado por agente de superfície ativo, ou surfactante.
Pode combinar-se com água formando uma solução capaz de penetrar nas superfícies e agir nos
materiais compostos de óleo ao mesmo tempo que entra em contacto com a sujidade. O detergente liberta a
sujidade, algumas vezes até misturando-se com a solução como resultado da reação química, embora não
deixe de ser necessário escovar, agitar ou varrer para limpar outros tipos de lixo. A fase final será a remoção de
todos os vestígios de detergentes e sujidade através de uma última enxaguadela com água nova.
Os detergentes sintéticos não formam espuma quando adicionados à água. Existe um variado leque de
opções provenientes de diversas combinações de químicos específicos para determinados tipos de utilização.

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Detergentes neutros – por vezes designados por detergentes para todos os usos, são os mais comuns.
São frequentemente verdes ou cor de palha e são usados para a lavagem da louça, limpeza de pó e outras
tarefas similares. São feitos de fortes substâncias alcalinas e ácidos fracos, e são seguros para todas as
utilizações.
Detergentes alcalinos – Também conhecidos como detergentes para superfícies difíceis são usados
para tarefas mais especializadas e difíceis, tais como limpar superfícies de vinil. São também designados por
agentes desengordurantes. Os detergentes alcalinos contém mais substâncias alcalinas do que neutras, podem
destruir as superfícies em questão, como tal é importante seguir as instruções do fabricante sobre a frequência
a usar. Uma vez limpa a superfície deve ser bem enxaguada. Alguns destes detergentes contêm abrasivos e
estes não devem ser usados em objetos de textura suscetíveis de serem riscadas, por exemplo banheiras de
plástico.
Agentes ácidos – Estes são usados para limpar casas de banho para remover pedaços de estuque ou
cimento das superfícies novas para remoção de nódoas causadas por depósito de cal nas torneiras que pingam.
Estes são fortes ou fracos dependendo do tipo do ácido usado.
Os ácidos fortes usados na limpeza de casas de banho são prejudiciais para as mãos e para a maioria de
texturas. Quando usar este tipo de ácido é importante seguir as instruções cuidadosamente e não misturar
com qualquer agente de limpeza pois a combinação com outras substâncias pode iniciar a formação de
químicos e gazes nocivos.
Agentes compostos de solventes – são uma solução de um líquido, por exemplo água, agentes líquidos
e outros aditivos. Estes agentes são usados para remoção de cera, alem de limpezas a seco e remoção de
nódoas.
Agentes abrasivos – também designados por agentes erosivos ou para esfregar, são muito usados para
a limpeza de acessórios sanitários em loiças ou superfícies esmaltadas. Os abrasivos são usados em alguns
detergentes sintéticos. Pode ser apresentado em forma de pó, pasta, creme ou liquido e consiste basicamente
em minerais muito moídos (como areia, cinzas em pó, dolomite, pomos e giz) que esfregam toda a sujidade. Os
abrasivos são classificados numa escala 1 a 10, onde o talco é 1 e diamante é 10. Os abrasivos mais
vulgarmente usados na limpeza estão escalonados por volta do 6. São sem dúvida os mais prejudiciais para as

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superfícies. Os abrasivos de textura muito fina são usados na remoção de embaciamento e arranhões em
superfícies metálicas. Mas se for usado com demasiada frequência também podem remover a cor metálica da
superfície.

6. DESINFEÇÃO

A desinfeção consiste num processo de destruição ou inativação de microrganismos na forma


vegetativa (geralmente não acuta nos esporos bacterianos) em superfícies inertes, mediante a aplicação de
agentes químicos ou físicos.
Os desinfetantes, como antimicrobianos, exigem que os utilizemos de forma criteriosa, pelo que não se
aconselha a sua utilização, por rotina, na desinfeção de superfícies (ex.: pavimentos), uma vez que o seu uso
frequente promove a sua rápida recontaminação.

Desinfetante - Agente químico capaz de destruir os microrganismos nos objetos inanimados (materiais,
equipamentos ou superfícies) ou de reduzi-los para níveis não prejudiciais à saúde.
Antisséptico - Agente químico capaz de destruir ou inibir o crescimento microbiano nos tecidos vivos.
Antissepsia – Destruição ou inibição de microrganismos utilizando o antisséptico.

6.1 Desinfetantes:

Não se recomenda o uso de desinfetantes por rotina. Assim, para o chão e outras superfícies com
grande utilização por parte de utentes e profissionais, está apenas aconselhada a sua lavagem com água
quente e detergente.
Por este motivo, os desinfetantes devem ser utilizados exclusivamente nas situações de
derrame/salpico de sangue ou de outra matéria orgânica. Nestas situações, o desinfetante que deverá ser
utilizado é o hipoclorito de sódio (lixívia) a 1% de cloro livre ou o dicloroisocianurato de sódio (grânulos ou
pastilhas).

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As superfícies que servem de apoio à preparação de medicamentos e de técnicas que requerem


assepsia, no início da atividade e entre procedimentos, deverão ser desinfetadas com álcool a 70%.
No que diz respeito à utilização de desinfetantes, devem ser tomadas em consideração as regras de
segurança no quadro a seguir:

Regras de Segurança

- Respeitar as recomendações de emprego, doses, diluições e incompatibilidades;


- Utilizar sempre o equipamento de proteção individual preconizado para o
manuseamento destes produtos;
- Lavar imediatamente e abundantemente com água se a pele ou mucosas forem
atingidas por projeções do produto;
- Limpar sempre o recipiente em que se diluiu ou utilizou o desinfetante;
- Respeitar o tempo de conservação da diluição utilizada;
- Manter as embalagens das soluções desinfetantes fechadas quando não estão a ser
utilizadas;
- Nunca utilizar produtos que não sejam autorizados pela Comissão de Controlo de
Infeção da instituição.

Tipos de desinfetantes

NÍVEL DE TEMPO DE RESTRIÇÕES DE


PRODUTO EPI
DESINFECÇÃO EXPOSIÇÃO USO

Máscara de filtro químico,


GLUTARALDEÍD Materiais porosos avental impermeável, óculos,
ALTO 30 minutos
O A 2% retem o produto luva de borracha cano longo,
botas

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Máscara de filtro químico,


ÁCIDO
avental impermeável, óculos,
PERACÉTICO A ALTO 10 minutos Danifica metais
luva de borracha cano longo,
0,2%
botas

Avental impermeável, luva de


HIPOCLORITO Danifica metais e
MÉDIO 30 minutos borracha cano longo,botas,
DE SÓDIO A 1% mármore
óculos

Danifica acrílico e
ÁLCOOL A 70% MÉDIO 30 segundos Luva de borracha
borracha

QUATERNÁRIO
BAIXO 30 minutos Não há Luva de borracha
DE AMONIA

6.2. A Escolha do Desinfetante

A escolha dos desinfetantes depende de vários fatores, nomeadamente a flora microbiana existente.
Os microrganismos que podemos encontrar nas superfícies podem apresentar maior ou menor resistência aos
desinfetantes.
Os microrganismos patogénicos (geralmente não são os mais numerosos) são bastante sensíveis à ação
do calor, de desinfetantes e da variação do pH do meio; os microrganismos termorresistentes são difíceis de
destruir pelo calor pois vegetam a 80-90º C e são sensíveis aos desinfetantes.
Em termos de aplicação prática, cada empresa deve conhecer qual a flora típica associada ao seu
produto. Este ponto é essencial para a adequação do desinfetante ao tipo de contaminação a destruir.
Nível de contaminação existente
O conhecimento do grau de contaminação é importante. Os microrganismos morrem de uma forma
logarítmica, isto é, se 90% dos microrganismos de uma dada superfície morrem em 10 minutos, 90% dos
restantes demoram também 10 minutos a morrer e assim sucessivamente. Neste caso, ao fim de 20 minutos
teríamos presentes 1% dos microrganismos originais. Assim torna-se claro que quanto maior for a
contaminação mais tempo será necessário para que a desinfeção seja efetiva.

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Além destes fatores referidos na escolha do desinfetante, há que considerar ainda os seguintes
aspetos:
- Tipo de superfície a ser desinfetada
- Nível de sujidade residual
- Tempo disponível para a desinfeção
- Método de aplicação
- Qualidade da água de enxaguamento
- Corrosividade do produto
- Odor residual do produto
A seleção final do desinfetante depende da consideração de todos os fatores acima referidos e deverá
apoiar-se nas recomendações do fornecedor de detergentes.

7. PROCEDIMENTOS DE HIGIENIZAÇÃO

Antes de se iniciar a limpeza de qualquer área, deve-se:


Fechar as portas e abrir as janelas para favorecer a ventilação do espaço;

Afastar todo o equipamento das paredes;

Recolher os resíduos espalhados.

Não devem ser usados quaisquer meios de limpeza que levantem pó, com exceção dos procedimentos
empregues nas áreas não-críticas exteriores (ex.: escadas, átrios e varandas exteriores), pois alguns
microrganismos podem ser transmitidos através de minúsculas gotículas ou partículas atmosféricas por via
aérea, quando permanecem em suspensão, ou por contacto, quando se depositam nas superfícies.

Recomenda-se a atenção relativamente aos seguintes princípios:


Não usar vassouras, espanadores ou outro utensílio/equipamento de limpeza do pó a seco;

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Realizar a limpeza do pó por meios húmidos, utilizando-se para o efeito um pano embebido em
água e detergente, a fim de remover não só o pó como a sujidade em geral;

Utilizar o detergente adequado à superfície a tratar;

Limpar com movimentos de limpeza suaves, de forma a minimizar o levantamento de


partículas.

Quando um mesmo trabalhador do serviço de limpeza tem várias áreas da instituição para limpar, a
organização das atividades deve ser sempre estabelecida no sentido das áreas mais limpas (áreas não críticas)
para as mais sujas (áreas críticas).
Numa mesma área deve ter-se ainda em atenção a orientação da limpeza:
Orientação horizontal – da zona mais afastada para a mais próxima (limpeza do fundo da sala para a
porta de saída).
Orientação vertical – de cima para baixo, ou seja, em primeiro lugar limpar o teto e por fim o chão.
Numa limpeza global a sequência da limpeza poderá ser, por exemplo: 1.º pontos de luz e teto; 2.º paredes; 3.º
estores e janelas (face interior e exterior); 4.º mobiliário e utensílios; 5.º chão.
Os trabalhos de limpeza global não podem prejudicar a realização dos trabalhos de limpeza corrente,
semanal ou imediata.

Limpeza de superfícies
A limpeza com água quente e detergente é adequada para as superfícies existentes nas Unidades de
Saúde, pois remove a maior parte dos microrganismos. Contudo é igualmente importante, para que não haja
recontaminação e multiplicação de microrganismos, que todas as superfícies limpas fiquem bem secas.

Durante a limpeza das superfícies, devem respeitar-se as seguintes orientações:


Realizar a limpeza a húmido com água quente e detergente adequado, reforçando este
procedimento em zonas com manchas;

Após a limpeza, as superfícies devem ficar o mais seco possível e nunca “encharcadas”;

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Depois do período de secagem, as superfícies que servem de apoio à preparação de


medicamentos e de técnicas que requerem assepsia, deverão ser desinfetadas com álcool a
70%;

Dentro de cada área (ex.: sala de tratamentos) o pano deve ser exclusivo para cada tipo de
equipamento, de acordo com o preconizado.

Limpeza do pavimento
A diversidade de pavimentos leva a que existam diferentes métodos de limpeza tanto manuais (húmido
e seco) como mecânicos (máquinas automáticas de lavar e/ou enxugar e de jatos de vapor de água saturada
sob pressão).
Nesta sequência, apresenta-se resumidamente o procedimento de cada um dos métodos
anteriormente referidos.

Método manual húmido


Recomenda-se que a limpeza do pavimento seja efetuada com o método de duplo balde, o qual deve
englobar os componentes referidos nas figuras a seguir.

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* FORMADOR: Cláudia Silva * DATA
22-04-2014 * DATA FIM: 17-07-2014
INICIO:

Na lavagem do pavimento deve ainda ter-se em conta que:


A esfregona deve ser agitada dentro de cada balde e bem espremida;

Devem adotar-se movimentos ondulantes e manter as franjas da esfregona abertas;

A água deve ser quente e mudada frequentemente. Nas áreas críticas e semicríticas, por
exemplo, a água tem de ser mudada sempre entre salas e, dentro de cada sala, sempre que a
água se encontre visivelmente suja, para evitar a redistribuição de microrganismos;

* UFCD: 3520 * DESIGNAÇÃO: Higienização de Espaços e Equipamentos * PÁG:


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INICIO:

Nos corredores e/ou áreas a limpar devem colocar-se fitas ou outra sinalização (ex.: cones de
sinalização) para aviso de piso escorregadio, nos dois extremos dessas áreas;

Os corredores e escadas devem ser lavados no sentido longitudinal, ou seja lava-se primeiro
uma metade e só depois a restante parte, de modo a permitir a circulação segura das pessoas
durante a limpeza.

Pelo menos uma vez por semana, os pavimentos devem ser lavados primeiro pelo método de
duplo balde e, de seguida, deve efetuar-se uma limpeza com água simples para remover a
película de detergente que se vai acumulando:

PERIOCIDADE MÍNIMA DA LIMPEZA DO PAVIMENTO DE ACORDO COM O TIPO DE ÁREA (um exemplo):

Área Periodicidade mínima da limpeza do pavimento


Criticas Lavagem diária com água quente e detergente pelo menos 2 a 3 vezes por
dia.
Lavagem simples só com água quente pelo menos 1 vez por semana.
Semi-criticas Lavagem diária com água quente e detergente pelo menos 2 vezes por dia
Lavagem simples só com água quente pelo menos 1 vez por semana.
Não-criticas Lavagem diária com água quente e detergente pelo menos 1 vez por dia.
Lavagem simples só com água quente pelo menos 1 vez por semana

Sempre que o pavimento possua ralos para escoamento de águas residuais, não se recomenda a
utilização do método de duplo balde. Nestas situações, o procedimento adequado consiste em espalhar uma
solução de detergente no pavimento e esfregar, empurrando de seguida as águas residuais para o ralo. O
pavimento deverá ser alvo de vários enxaguamentos, com água limpa, até que a totalidade das águas residuais
tenham sido conduzidas para o ralo.

Método manual seco

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A utilização de vassoura só é permitida em áreas não-críticas exteriores como átrios, pátios,


estacionamentos, entre outros, consistindo este método simplesmente em retirar a sujidade através da
utilização de uma vassoura. Nas restantes áreas, e somente se for imprescindível, a limpeza a seco deve ser
feita pela utilização de um aspirador, embora este não seja considerado método manual.

Método mecânico através de máquinas automáticas de lavar e/ou enxugar


Na generalidade estas máquinas possuem depósito para soluções de detergente, o qual é doseado
diretamente para a escova através de um dispositivo de autoaplicação. Estas realizam um processo de lavagem
através de escovas ou discos de rotação, podendo aspirar simultaneamente a água da superfície do pavimento.
Neste método, deve evitar-se o risco da solução de detergente secar na superfície antes da operação
de aspiração.
De referir, que estas máquinas têm a vantagem de ter uma alta eficiência de trabalho com menor
esforço e risco para o trabalhador.

Método mecânico através de jatos de vapor de água saturada sob pressão


Este método é usualmente utilizado nas limpezas globais e pode ser aplicado praticamente em
qualquer superfície fixa, conseguindo-se obter uma boa limpeza pela sua aplicação direta na superfície, sem
necessidade de utilizar produtos químicos, enxaguamento ou secagem.

Limpeza de capachos
Em termos gerais recomenda-se uma cuidadosa limpeza e conservação dos capachos, de acordo com
um plano de manutenção, devendo ter-se em consideração na sua aquisição as seguintes características:
- Serem de material ignífugo e resistente a processos de desinfeção e lavagem;
- Possuírem a face posterior à prova de água;
- Possuírem fios condutores na sua constituição para reduzir a produção de eletricidade estática;

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-Serem constituídos por fibras não absorventes, que facilitem a lavagem e que permitam a fácil
remoção de manchas.

Limpeza de instalações sanitárias


As instalações sanitárias devem ser limpas no mínimo duas vezes por dia e sempre que a situação o
exija. Em locais de atendimento público, onde a afluência de pessoas é maior, esta frequência deve também
ser maior.
A limpeza das sanitas deve iniciar-se pela parte interna, com utilização de uma piaçaba e de seguida a
parte externa com a utilização de um pano, água e detergente. Não esquecer a limpeza diária dos manípulos
do autoclismo. A limpeza dos lavatórios deve ser iniciada pelas torneiras, seguindo-se a face interna, tendo em
especial atenção aos ralos.
Nas instalações sanitárias pode ser utilizado um detergente com desinfetante, desde que os dois
produtos sejam compatíveis.

PROCEDIMENTOS DE LIMPEZA DOS EQUIPAMENTOS DAS INSTALAÇÕES SANITÁRIAS

Equipamento Procedimento
A limpeza deve iniciar-se pela parte interna, com a utilização de
um piaçaba e de seguida a parte externa com a utilização de um
Sanitas
pano húmido com água quente e detergente associado a
desinfetante.
Manípulos/dispositivo de Deve utilizar-se um pano húmido com água quente e detergente
descarga dos autoclismos associado a desinfetante.
e manípulos das portas
A limpeza deve ser iniciada pela face externa (sem tocar no
Lavatórios e chuveiros pavimento), seguindo-se as torneiras, parte interna e por último
deve ser dada especial atenção aos ralos.
Recomenda-se a utilização de frascos e doseadores de uso único,
Frascos doseadores devendo a sua substituição respeitar as recomendações do
fabricante.

TÉCNICA DE DESINFECÇÃO PARA AS SITUAÇÕES DE DERRAME

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Nas situações de derrame, a técnica de desinfeção implica que se utilize hipoclorito de sódio a 1% de
cloro livre.
O procedimento relativo às situações de derrame implica que o profissional utilize equipamento de
proteção individual adequado, conforme.
É de salientar, que com exceção do procedimento “lavar em seguida com água quente e detergente”,
todos os restantes procedimentos que constam do Quadro 9 devem ser efetuados com luvas de látex
descartáveis, que quando retiradas devem ser colocadas no contentor de resíduos do Grupo III. A realização
das operações de lavagem/desinfeção exigem a utilização de luvas de ménage para proteção do trabalhador.
Alerta-se que as luvas deverão ser retiradas de acordo com a técnica preconizada.
Sempre que os produtos derramados se encontrem misturados com vidros partidos ou outro material
cortante, deve utilizar-se uma pinça para os remover, depositá-los em contentor adequado para material corto-
perfurante e seguidamente efetuar de acordo com o procedimento recomendando. Preconiza-se para cada
desinfetante a metodologia de desinfeção apresentada no quadro seguinte.

PROCEDIMENTO A ADOPTAR NAS SITUAÇÕES DE DERRAME

Desinfectante
Situação de derrame Tipo de luvas
Hipoclorito de sódio Dicloroisocianurato de sódio
(lixívia)
Salpicos ou 1º Cobrir, toda a área do 1º Circunscrever e polvilhar toda a
derramamentos de derrame, com toalhete ou área a descontaminar, com grânulos
fluidos orgânicos até 30 celulose embebido em de dicloroisocianurato de sódio
cc. (com excepção de hipoclorito de sódio (lixívia) deixando atuar durante 5 minutos.
urina) na diluição de 1%, deixar 2º Remover os grânulos com
actuar durante 5 minutos. toalhetes absorventes e depositar Látex
2º Remover os toalhetes no contentor/saco de resíduos descartáveis
absorventes e depositar no hospitalares do Grupo III.
contentor/saco de resíduos 3º Lavar em seguida com água
hospitalares do Grupo III. quente e detergente
3º Lavar em seguida com
água quente e detergente

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Ménage

1º Circunscrever a área do 1º Circunscrever a área do


derramamento com derramamento com toalhetes
toalhetes absorventes ou absorventes ou celulose, de forma a
celulose, de forma a evitar a evitar a dispersão dos líquidos.
dispersão dos líquidos. 2º Polvilhar toda a área a
2º Cobrir, toda a área do descontaminar, com grânulos de
derramamento, com dicloroisocianurato de sódio
toalhete ou celulose deixando actuar durante 5 minutos. Látex
Derramamentos de
embebido em hipoclorito de 3º Remover os grânulos com descartáveis
fluidos orgânicos
sódio (lixívia) na diluição de toalhetes absorventes e depositá-
superiores a 30 cc.
1%, deixando actuar los no contentor/saco de resíduos
(com excepção de urina)
durante 5 minutos. hospitalares do Grupo III.
3º Remover os toalhetes 4º Lavar em seguida com água
absorventes e depositá-los quente e detergente.
no contentor/saco de
resíduos hospitalares do
Grupo III.
4º Lavar em seguida com Ménage
água quente e detergente.

Relativamente aos salpicos/derrames de urina, alerta-se que não se deve utilizar diretamente
hipoclorito de sódio ou dicloroisocianurato de sódio, uma vez que possibilita a reação entre o amoníaco
contido na urina e o cloro existente nestes desinfetantes, libertando-se vapores irritantes e tóxicos de cloreto
de amónio, que poderão ocasionar efeitos adversos na saúde do profissional que o está a utilizar. Desta forma,
o procedimento correto contempla, numa primeira fase, a remoção da urina, com a utilização de toalhetes
absorventes e respetiva deposição dos toalhetes no contentor/saco de resíduos hospitalares do Grupo III,
seguida de desinfeção e lavagem, de acordo com o preconizado no Quadro 9, situação de “derrame de fluidos
orgânicos superiores a 30 cc”, nos pontos 2, 3 e 4.
Nas instalações sanitárias, não se deve adicionar lixívia aos detergentes de uso geral, uma vez que esta
anula a eficácia do desinfetante e pode ocasionar reação química com libertação de vapores tóxicos. Estão por
isso comercializados detergentes com hipoclorito que são apropriados para este fim e que são aqueles que
devem ser adotados para estas situações.

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8. DETERGENTES DESINFETANTES

Em termos gerais, considera-se inaceitável a utilização de:


- Detergentes em pó;
- Produtos cerosos derrapantes;
- Detergentes e desinfetantes pré-diluídos ou que estejam fora das suas embalagens de origem;
- Produtos de limpeza ou de desinfeção que estejam sem ficha de segurança.

Detergentes
Considera-se que os detergentes são substâncias tensioativas, solúveis em água e dotadas de
capacidade de emulsionar gorduras e manter os resíduos em suspensão, facilitando desta forma a remoção da
matéria orgânica das superfícies. São geralmente utilizados para a limpeza de pavimentos, equipamentos,
utensílios e superfícies de trabalho.

Os detergentes a utilizar devem cumprir os requisitos, que são apresentados:


Estar devidamente rotulado e identificado na embalagem de origem;

Trazer indicações precisas de diluição;

Ser diluído somente no momento em que vai ser utilizado;

Ser utilizado na dose correta (com a utilização de doseadores) e de acordo com as instruções
do fabricante;

Ser biodegradável;

Ser adequado à (s) superfície (s) em que vai ser utilizado;

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Ser preferencialmente não iónico (pois produz menos espuma);

Ter pH neutro ou ligeiramente alcalino;

Manter-se fechado até ao início da sua utilização e sempre que não esteja a ser utilizado;

O rótulo deve estar escrito em português e indicar a composição do produto, o modo de


utilização e o de conservação e o prazo de validade, nomeadamente a validade após a diluição;

A adequabilidade dos detergentes às superfícies deve ter em consideração aspetos como: não serem
corrosivos para os metais, vidros ou porcelanas; serem compatíveis com plásticos e borrachas; não deixarem
resíduos.
É ainda de realçar, que os detergentes não devem:
Conter desinfetantes, nomeadamente do grupo dos fenóis por serem considerados poluentes
para o meio ambiente;

Ser adquiridos em embalagens muito grandes, sendo considerado razoável as embalagens que
têm até 5 litros;

Ser irritantes para as vias respiratórias ou outros alergenos;

Ser corrosivos;

Estar associados a um desinfetante, com exceção das situações que assim o exijam, como é o
caso das instalações sanitárias, em que está recomendado o uso da utilização de detergente
que contenha desinfetante. Existem atualmente no mercado produtos que têm incorporado
detergente e desinfetante, evitando assim as situações graves de incompatibilidade.

9. MATERIAIS E UTENSÍLIOS DE LIMPEZA

De forma a evitar a redistribuição cruzada de microrganismos nas superfícies de uma área para
outra, por exemplo, panos, esfregonas, rodos e baldes usados nas instalações sanitárias, não

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podem utilizar-se nas salas de tratamento, nem em copas, se não estiverem adequadamente
lavados e secos.
Por sua vez, quando existe mais do que uma sala de tratamentos, o equipamento e o material
(panos de limpeza, franjas da esfregona e rodos) devem ser exclusivos de cada sala. É
igualmente fundamental, que o balde seja limpo e a água renovada de sala para sala.
Estes materiais e equipamentos devem ser calculados em função das necessidades dos
serviços e dos métodos de limpeza adotados. Por último, é de salientar que os panos de
limpeza, as franjas da esfregona e os rodos devem, após a sua utilização, ser lavados em
máquina de lavar, secos e armazenados em local próprio.
Assim, os equipamentos e os materiais de limpeza devem ser em número suficiente, exclusivos
de cada área.

REQUISITOS E RECOMENDAÇÕES DO MATERIAL E EQUIPAMENTO DE LIMPEZA

Material e
Requisitos Recomendações
Equipamento
Os cabos devem ser de material não poroso, pelo que não - As franjas devem ser lavadas e secas, após
deverão ser de madeira; cada utilização, preferencialmente em
- As franjas, devem ser preferencialmente de algodão e máquina de lavar com ciclo de secagem;
removíveis do cabo, de forma apoderem ser lavadas e - As franjas após serem lavadas e secas,
secas em máquina com altas temperaturas. Este material devem ser guardadas até à sua utilização em
deve ser por isso termo-resistente; local próprio e fechado;
- A cor das esfregonas deve ser indelével ou seja, não - As franjas sujas devem manter-se
deve sair com o uso e aplicação de desinfetante; acondicionadas separadamente, em saco
- As esfregonas devem ser referenciadas por área, pela fechado.
adopção do código de cores que se segue:
Esfregonas
Cor da
Área
esfregona
Semi- Não
Crítica
crítica crítica
Branca X
Amarela X
Verde/Azul X

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Devem ser preferencialmente de uso único; - Todos os panos reutilizáveis devem ser
- Caso se opte por panos reutilizáveis, estes lavados
devem ser termo-resistente; e secos, após cada utilização,
- A cor dos panos deve ser indelével ou seja, não deve sair preferencialmente em máquina de lavar
com o uso e aplicação de desinfetante; com ciclo de secagem;
- Os panos devem ser diferenciados por zonas de limpeza - Não é aconselhável o armazenamento
pela adoção do código de cores que se segue: prolongado de panos em soluções
Exemplo: desinfetantes;
- Todos os panos sujos devem ser
acondicionados em saco fechado antes do
seu encaminhamento para lavagem.
- Sempre que se opte pela utilização de
panos reutilizáveis estes devem ser
substituídos por zona de limpeza,
respeitando as recomendações do exemplo
que se segue:

Cores Zona de Limpeza Sala de Gabine Instalações


Tratam te sanitárias
entos médico
Armário,
prateleiras,
Verde computador, X
X
Panos de candeeiro,
limpeza secretaria
Laranja Marquesas X X
Carros de
tratamento,
bancadas de
Branco X X
trabalho ou outra
superfície de apoio
similar
Janelas, paredes,
teto, superfícies
Azul X X X
vidradas, estores,
lâmpadas
Vermelho Urinóis e sanitas X
Amarelo Lavatórios X X X
- Devem ser de fácil higienização; - Devem emitir um baixo nível de ruído,
- Devem ter, preferencialmente, o regulador da quando em funcionamento.
Máquinas de temperatura distinto do botão de seleção do programa; - Sempre que tenham depósitos de água
lavar - Devem emitir um baixo nível de ruído, quando em deve proceder-se, após cada utilização, ao
superfícies funcionamento. seu despejo, lavagem e secagem;
(ex.pavimento - As escovas das máquinas devem ser

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s) lavadas diariamente.
Aspiradores - Devem ser industriais e estar equipados com filtros e - A manutenção dos filtros deve respeitar o
com a tiragem do ar afastada do chão; protocolo instituído pelo fabricante e os
- Deverão emitir um baixo nível de ruído, quando em profissionais devem estar informados do
funcionamento. mesmo.

Carro de - Deve ter duplo balde e prateleiras para colocação dos - Deve ser lavado com água quente e
limpeza materiais e produtos de limpeza; detergente
- Deve ser em material liso, lavável, resistente e
imputrescível.
Baldes - Devem ser em material liso, lavável, resistente e - Devem ser despejados na zona suja/área
imputrescível. de despejo;
- Devem ser lavados com água quente e
detergente, entre cada utilização, e
mantidos em posição invertida.

10. CUIDADOS NO DOMICÍLIO

Os recursos materiais, tais como veículo, equipamentos e utensílios devem respeitar as normas de
controlo de infeção.
O veículo utilizado para transporte de profissionais, equipamentos e materiais necessários à prestação
de cuidados, deverá ser adaptado e mantido em perfeito estado de limpeza e será submetido a adequada
desinfeção periódica. A bagageira deverá ser de material lavável, impermeável e de fácil limpeza, estar
compartimentada em zona de contaminados e não contaminados, e dotada de equipamentos tais como, malas
refrigeradas, saco de material lavável, impermeável para transporte do material que não necessita de
refrigeração.
Os profissionais deverão usar o kit descartável de proteção individual e luvas, estar devidamente
identificado.
Todos os resíduos produzidos nos domicílios deverão ser acondicionados e transportados corretamente
para a Unidade de Saúde.

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11. HIGIENE INDIVIDUAL DOS PROFISSIONAIS

A higiene das mãos é uma das medidas de boas práticas mais simples e eficazes no controlo da infeção.
Todas as normas e orientações apontam para a necessidade imperiosa deste procedimento ser
obrigatoriamente adotado por todos os profissionais de saúde, no seu quotidiano.

A higienização das mãos deve ser sempre feita:


Entre cada utente/doente atendido;

Antes e após cada procedimento técnico;

Após tossir, espirrar, ou tocar objetossuscetíveis de estar contaminados;

Antes de comer;

Após a utilização das instalações sanitárias;

Sempre que as mesmas se encontrem sujas ou conspurcadas.

A manutenção da higiene pessoal dos profissionais é de extrema importância, a qual inclui


nomeadamente:
- Banho após o trabalho;
- Manutenção das unhas (curtas, limpas e sem verniz ou unhas de gel);
- Cabelo curto ou atado;
- Barba e bigode aparado e limpo;
- Proteção das feridas;
- Lavagem frequente das mãos.

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É de salientar, que a lavagem das mãos deve ser realizada ao entrar e sair do trabalho, antes e após
qualquer procedimento, após retirar luvas, antes e após utilizar as instalações sanitárias e assoar o nariz, antes
das refeições e ainda em outras situações que se considere necessário.
Os profissionais devem estar continuamente informados sobre os cuidados de prevenção,
disseminação e contaminação, principalmente relacionados com o uso de luvas: estas só devem ser usadas
durante os procedimentos de limpeza e outras técnicas e retiradas com técnica correta, a fim de evitar que os
profissionais se contaminem.
Acrescenta-se ainda que, mesmo durante o trabalho, deve evitar tocar-se, com as luvas contaminadas,
em locais de uso comum (ex.: maçanetas de portas, botões de elevadores, entre outros).

12. DESCONTAMINAÇÃO E ARMAZENAMENTO DOS MATERIAIS E UTENSÍLIOS DE LIMPEZA

O material e equipamento usado na limpeza e desinfeção deve estar limpo e ser armazenado em
compartimento próprio e exclusivo, o qual deve ter os seguintes requisitos:
Porta de entrada com identificação;

Chão, paredes e teto revestido em material liso, lavável, resistente e imputrescível;

Ventilação adequada;

Lavatório com torneira de comando não manual, dotado de sistema individual de secagem de
mãos e doseador de sabão líquido;

Pia para despejos;

Bancada com cuba de lavagem e superfície que permita a colocação de baldes invertidos;

Suporte que permita a secagem das franjas das esfregonas em posição invertida;

Recipiente para resíduos acionado por comando não manual;

Local próprio para guardar detergentes e desinfetantes devidamente sinalizado;

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Local de armazenamento de material limpo e seco (ex: panos de limpeza, franjas das
esfregonas, entre outros);

Local para guardar panos e franjas sujos;

Local próprio para guardar o equipamento (ex: aspirador, cabos de esfregonas, baldes, entre
outros);

Área suficiente para guardar o(s) carro(s) de limpeza.

Nos compartimentos de armazenamento de materiais e equipamentos de limpeza os produtos de


limpeza devem estar nos recipientes de origem, bem rolhados (ou hermeticamente fechados), rotulados e com
as respetivas fichas técnicas, para que estes sejam utilizados corretamente e para que, em caso de acidente, se
possa atuar adequada e rapidamente.

13. REGRAS BÁSICAS DA HIGIENIZAÇÃO

Os procedimentos de higienização, embora não sendo difíceis de colocar em prática, devem obedecer
a um conjunto de regras. De seguida apresenta-se, de forma resumida, um conjunto de regras básicas que
devem ser seguidas para que a higienização seja bem sucedida.
Antes
Selecionar criteriosamente os métodos de higienização.
Existe um conjunto de métodos para efetuar a higienização. Para a seleção de um método devem ser
seguidos critérios de eficácia e critérios económicos.
Ao definir a sequência de limpeza, deverá ter presente, que esta deve ser realizada das áreas menos
contaminadas para as áreas mais contaminadas.
A sequência de limpeza e desinfeção deve ser tal forma orientada que seja prevenida a contaminação
cruzada.
Todo o equipamento de limpeza manual deve estar identificado por um sistema de cores associado a
cada área.

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Por exemplo, os utensílios utilizados na limpeza dos sanitários não devem ser utilizados na limpeza das
enfermarias. O sistema de identificação por cores evita a possibilidade de engano.
Colocar vestuário apropriado e luvas.
Alguns dos produtos de limpeza e desinfeção são cáusticos ou irritantes, pelo que devem ser tomadas
medidas de proteção pessoal para evitar eventuais acidentes pessoais.
Assegurar que os operadores envolvidos no processo de higienização compreenderam todas as
instruções de limpeza.
Deverá ser feita a confirmação junto dos operadores, de que estes compreenderam bem os métodos
de preparação e aplicação dos químicos de limpeza, bem como os cuidados em termos de proteção pessoal.
Não deixar acumular lixo nos contentores.
A acumulação de lixos é fonte de atracão de ratos e outras pragas, o que só contribui para aumentar
potenciais riscos de contaminação. Assim, todos os lixos devem ser colocados em baldes tapados e retirados da
área produtiva com regularidade.
Retirar ou cobrir os produtos alimentares.
A aplicação de produtos químicos nunca deve ser feita na presença de alimentos ou suas matérias-
primas. Estes devem ser retirados ou devidamente tapados,para evitar contaminações.
Durante
Seguir sempre as instruções mencionadas nos rótulos dos produtos de higienização.
Para cada tipo de detergente ou desinfetante encontra-se mencionada nos rótulos informação relativa
à concentração, à temperatura de aplicação e ao tempo de contacto destes produtos. É necessário seguir com
rigor essas indicações.
Seguir sempre os procedimentos de limpeza.
Os procedimentos de limpeza estipulados foram estabelecidos para garantir a eficácia do processo de
limpeza, pelo que nunca se deve simplificar ou aplicar procedimentos não estipulados (por ex: fazer mistura de
químicos por iniciativa própria).
Começar a limpeza de paredes e equipamentos de cima para baixo.
Esta orientação tem como objetivo evitar a recontaminação das superfícies.

* UFCD: 3520 * DESIGNAÇÃO: Higienização de Espaços e Equipamentos * PÁG:


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* FORMADOR: Cláudia Silva * DATA
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Mudar a água de enxaguamento, quando fria ou suja.


Esta orientação tem como objetivo evitar recontaminações.
Comunicar falhas nos equipamentos, falta de químicos ou de vestuário protetor.
Depois
Arrumar os utensílios de limpeza em lugar próprio.
Os utensílios de limpeza não devem ser arrumados num local qualquer, a instituição deve dispor de um
local próprio para a sua arrumação.
Lavar, desinfectar e secar todos os utensílios e equipamentos de limpeza.
Os utensílios e equipamentos de limpeza, devem ser devidamente higienizados no final da utilização
(não devem ser higienizados nos lavatórios das mãos).
Guardar os detergentes num local fechado à chave.
Os detergentes e desinfetantes, ou qualquer outra substância tóxica utilizada para a limpeza devem
encontrar-se armazenados em local adequado e fechados à chave, prevenindo-se, assim, uma contaminação
acidental ou maliciosa dos alimentos.
Lavar as mãos.
No final da higienização, por razões de proteção pessoal, os operadores devem lavar as mãos.

14. PLANO DE HIGIENIZAÇÃO

O plano de higienização é um documento que indica quais as ações que têm que ser tomadas para
limpar e/ou desinfetar, de forma apropriada, as instalações e equipamentos de uma instituição.
Normalmente o referido documento, colocado em local acessível para ser usado como referência,
procura dar resposta a uma série de questões como:
O que é limpo?
Como é limpo?
Quando é limpo?
Quem limpa?

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14.1 A Elaboração

A elaboração de um plano de higienização pode incluir várias etapas/procedimentos, nomeadamente:


Inspeção das instalações.
Análises físico-químicas e microbiológicas da água.
Estudo dos meios disponíveis para a realização do plano de higienização.
Definição do tipo de produtos a aplicar, modo de aplicação, frequência e dose de aplicação.
Estabelecimento de uma rotina de Limpeza (L) + Desinfeção (D) para cada zona/área ou equipamento e
para cada operador de higienização.

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BIBLIOGRAFIA

- Direcção-Geral da Saúde (2007). Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Infeção Associada


aos Cuidados de Saúde. Lisboa.
- Fernandes A.T. (2000). Infeção Hospitalar e suas interfaces na área da saúde: Vol. II, Atheneu. São
Paulo.
- Direcção-Geral da Saúde (2007). Higienização do Ambiente nas Unidades de Saúde – Recomendações
de Boa Prática. Lisboa.
- Direcção-Geral da Saúde (2007). Plano de Gestão de Resíduos Hospitalares em Centros de Saúde.
Lisboa.
- Comissão de Controlo de Infeção da Região de Lisboa e Vale do Tejo (2008). Caderno de encargos para
os Serviços de Limpeza – Especificações Técnicas da ARSLVT, I.P. Região de Lisboa e Vale do Tejo.
- Comissão de Controlo da Infeção da Sub-Região de Saúde de Lisboa (2002). Manual de Procedimentos
– Limpeza e descontaminação das instalações do Centro de Saúde. Região de Lisboa e Vale do Tejo.
- Comissão de Controlo da Infeção Hospitalar do Hospital de Santa Maria de Lisboa (2006). Normas e
Recomendações.
- Comissão de Controlo de Infeção da ARS Lisboa e Vale do Tejo, I.P. (2009). Manual de Procedimentos
- Manual de Boas Práticas do Centro de Saúde de Tábua (2008)
- Manual de procedimentos de higienização e limpeza em controlo de infeção do Agrupamento de
Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte I

* UFCD: 3520 * DESIGNAÇÃO: Higienização de Espaços e Equipamentos * PÁG:


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