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Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação SEL 323 –

Lab. de Sistemas Digitais II


Profa. Luiza Maria Romeiro Codá

Alunos: Guilherme Cabral da Silva NUSP:9403343


Samuel Santos do Espírito Santo NUSP:9393221

PRÁTICA N º1

Controle digital de uma esteira industrial

1. Objetivo:

O objetivo desta prática é a utilização de circuitos osciladores, montados com


portas lógicas básicas, e de circuitos monoestáveis comerciais na solução de problemas
lógicos. Tendo como objeto de estudo um caso prático do controle de uma esteira.

2. Arquitetura do Circuito de Controle da Esteira:

a. Osciladores usando Inversores

Figura 2.1 Circuito oscilador CMOS com descarga RC


Figura 2.2 Oscilador CMOS com ajuste de frequência

Utilizado no circuito da Figura 2.3 o CI 74HC04, o oscilador será estável


em temperatura e possibilitará operação na faixa de 3.3V a 5V”. Essa operação em
tensões mais baixas torna o circuito útil para utilização de baterias. Essa característica é
obtida por causa das características elétricas do circuito 74HC04.

A frequência de operação aproximada dos circuitos das Figuras 1 e 2 é dada pela


fórmula:

1
𝑓=
2𝜋𝑅1 𝐶

R2 >> R1, R2 aprox. 1MΩ

A frequência de operação aproximada dos circuitos das Figuras 2.4 é dada pela fórmula

1
𝑓=
2𝜋(𝑅1 + 𝑅𝑥 )𝐶

R2 >> (R1+Rx)
Rx > 10*R1
Rx: Potenciômetro para ajuste de frequência

Para: C = 0.318 uF,

𝑅 = 5𝑘Ω;

A partir desses valores, e nos baseando no circuito proposto na figura 2.3, obtemos o
intervalo necessário para a frequência variável de referência a qual é usada na entrada do
monoestável. Essa frequência tem uma variação de 1 a 100 Hz.
O circuito da Figura 2.3 é uma modificação do circuito da Figura 2.1, porém apresenta um
diodo ligado em cada extremidade do potenciômetro. Como o circuito é um oscilador, a tensão
entre A e B na Figura 5 fica com a polarização oscilando. Isso faz com que hora o diodo 3 conduza
(tensão em A mais positiva), hora o diodo 4 conduza (tensão em A mais negativa). Dependendo
da posição do cursor do potenciômetro o ciclo positivo da onda pode ser maior ou menor do que
o ciclo negativo da onda, como mostram as formas de onda da Figura 2.7. A posição do cursor
determina o ciclo ativo, observando-se que na posição central este ciclo será de 50%.

Figura 2.3 Oscilador CMOS com ajuste de simetria (“duty cycle”)

Monoestáveis redisparável

Estes circuitos respondem a qualquer tempo ao disparo, mesmo que sua saída esteja no
estado instável. Os monoestáveis podem ser disparados pela borda positiva ou negativa do pulso
de entrada. No exemplo da Figura 2.4, o monoestável dispara na borda positiva do pulso de
entrada. Nota-se que o tempo instável é maior do que o tempo do clock (Tm>tclock). Nesse
intervalo de tempo instável o circuito está recebendo outra solicitação de disparo e por ser do tipo
redisparável, o circuito responde iniciando novamente o tempo Tm.

Figura 2.4 Diagrama em blocos e formas de onda de entrada/saída de um monoestável


redisparável
O diagrama em blocos da Figura 2.5 mostra o funcionamento de um monoestável
comercial redisparável, o 74LS123.

Figura 2.5: Monoestável comercial 74123.

Observando o datasheet do CI 74LS123 pode-se determinar o período ativo (em nível


alto) de acordo com a formula abaixo:

0,7
𝑡𝑤 = 𝐾 ∗ 𝑅𝑇 ∗ 𝐶𝑒𝑥𝑡 ∗ (1 + )
𝑅𝑇
Para tW = 50Ms (a variável é medida em nanosegundos), RT = 100k e k = 0,32, obtemos
que CEXT = 1,5uF.

3. Procedimento experimental:

Projete e monte um circuito que resolva o seguinte problema e teste a solução:

Uma máquina deve operar enquanto houver peças se apresentando em uma esteira (um
sensor gera um sinal A, em nível alto, para indicar a presença de peça). As peças são
apresentadas na esteira aleatoriamente, ou seja, o tamanho das peças pode variar e o tempo
entre as peças também varia. Quando não houver peça, a máquina deverá parar após 50ms. Em
caso de perigo, um sinal B (nível alto) deverá interromper o funcionamento da máquina.
Obs: Considere a saída em nível alto para a máquina operar. O sinal A deve ser gerado para
simular o sinal de um sensor ótico na esteira e, pode variar entre 10ms e 1s. A máquina deverá
parar 50ms após o final da última peça. O sinal B (parada da esteira) acionado por uma chave
Push Buttom (PB), deve ser sinalizado por um LED vermelho quando for acionado para parar a
esteira. O funcionamento habilitado da esteira deve ser sinalizado por um LED verde.
Desenhe o circuito montado indicando os CIs utilizados e todos os valores de componentes.
Monte no protoboard e mostre o circuito funcionando em Leds,

3.1 Elaboração do Circuito

Analisando o problema apresentado acima podemos perceber que em um primeiro momento


deve-se utilizar um circuito monoastável redisparável com um período Alto – High, ou ainda em
“1” - de 50 ms para que quando este receber um sinal A ele vá para “1” assim caso o intervalo
entre duas peças seja maior que 50 ms a esteira irá parar e quando perceber a presença de uma
nova peça ela voltará a rodar normalmente caso o intervalo entre duas peças seja menor que 50
ms a esteira continuará rodando. O monoastável redisparável é ideal para esta situação já que o
sensor A será o responsável pelo disparo e redisparo do monoastável se comportando como
desejado para o circuito.
Para o botão alguns cuidados foram necessários tais como um circuito para evitar que o ruído
atrapalhasse na medição da condição do botão (devido ao ruído ao botão ser disparado o circuito
pode “perceber” que houveram diversos disparos assim atrapalhando o funcionamento do
circuito), o circuito para tal fim pode ser visto abaixo:

Figura 3.1: Circuito Antirruído.

Por sua vez após resolvido o problema de ruído do botão deve-se atentar para o seu
funcionamento. De acordo com o proposto acima o mesmo botão que realiza a parada da esteira
deve ser responsável também por indicar quando o seu funcionamento deve voltar. Para tal pode-
se dizer que o circuito responsável por realizar tal tarefa deve possuir algum tipo de memória
indicando ser assim algum tipo de flip flop que pode ou não necessitar de um circuito logico para
ser finalizado. Analisando entre os tipos mais comuns de flip flops pode-se perceber que o flip flop
tipo t realiza essa função sem necessitar de grandes mudanças, porém pela falta de CI’s que
realizem tal função é possível, e foi o que fizemos, construir um flip flop tipo T a partir de um tipo
flip flop tipo D como é apresentado abaixo. Neste caso como o T deveria ser fixado em “1” para
que o “estado atual” seja o oposto do “estado anterior” bastou-se ligar o Q’ ao D e ligar a resposta
do botão ao CLK deste.

Figura 3.2: Circuito de indicação de defeito

Após finalizado a lógica do botão e também a indicação de erro/problema parte-se para o final da
lógica da esteira no qual procura-se observar que quando houver algum problema na produção e
este for indicado a partir do botão a esteira deve parar, desta forma basta uma porta and fazendo
a lógica e sendo ligado a saída da esteira, como apresentado no circuito (completo) abaixo:
Figura 3.3: Circuito completo da esteira

Figura 3.4: Circuito completo da esteira no protoboard