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Isoladores Poliméricos Envelhecidos


Naturalmente: Lavagens e suas Conseqüências
Tarso V. Ferreira, André D. Germano, Edson G. da Costa,
Joceli M. G. Angelini, Flávio E. Nallim, Phillip Mendonça.

no desempenho de isoladores poliméricos envelhecidos em


Abstract-- Este trabalho analisa a influência da poluição campo, e como a lavagem dos mesmos tem impacto neste
natural salina no desempenho de isoladores poliméricos desempenho.
envelhecidos em campo, e como a lavagem dos mesmos tem
impacto neste desempenho. Para tanto, será empregada como
técnica principal a medição da corrente de fuga, e como técnicas
auxiliares a detecção de radiação infravermelha. Os isoladores
são classe 69 kV e estiveram em serviço durante oito anos em
Porto de Galinhas, nas instalações da Companhia Energética de
Pernambuco (CELPE).

Index Terms — Isoladores poliméricos, monitoramento,


diagnóstico, infravermelho, ultravioleta, poluição, ambiente
salino, envelhecimento natural.

I. INTRODUÇÃO

D ESDE que a eletricidade pôde ser gerada em quantidades


consideráveis, por volta de 1880, isoladores
suficientemente robustos tem sido usados no transporte da
Figura 1. Constituição de um isolador polimérico [4].

energia [1]. Estes equipamentos possuem duas funções


A presença de camadas condutivas ou parcialmente
principais: prover isolamento elétrico e suporte mecânico às
condutivas (i.e. poluição) afeta profundamente o desempenho
estruturas. Isso faz deles um dos componentes mais críticos do
dos isoladores [5]. Como normalmente é difícil prevenir a
sistema. Portanto, o comportamento elétrico e mecânico dos
deposição de poluição na superfície dos isolamentos, estes
isolamentos afeta diretamente o desempenho e a
devem ser desenvolvidos de modo a que o desempenho sob
confiabilidade do sistema de transmissão [2].
flashover seja aceitável, mesmo na presença de poluição
Primordialmente, os isoladores eram constituídos de
[6; 7]. Nos casos em que isso não é atingido, outras medidas,
materiais cerâmicos (vidro ou porcelana). Todavia, nas
como lavagens periódicas, devem ser adotadas [8, 9].
últimas décadas, tem havido o emprego crescente de
Muitas técnicas têm sido usadas com sucesso para detecção
equipamentos poliméricos em linhas de transmissão, sub-
de isolamentos poliméricos defeituosos em serviço, como
transmissão e distribuição de energia elétrica. Os isoladores
inspeção visual, medição de campo elétrico, detecção de
poliméricos são compostos por um núcleo de fibra de vidro
corona, termografia infravermelha, avaliação de
reforçada, envolto por um revestimento polimérico composto
hidrofobicidade e detecção de ruído acústico [10, 11].
tradicionalmente de EPDM ou silicone, dotado de aletas para
Dentre as técnicas apresentadas neste trabalho, a corrente
aumentar a distância de escoamento [3]. As características
de fuga é amplamente reconhecida como um dos principais
construtivas de um isolador polimérico de suspensão típico
parâmetros para avaliação do desempenho de
são apresentadas na Fig. 1.
equipamentos [12]. Através dela obtêm-se informações
Este trabalho analisa a influência da poluição natural salina
importantes acerca do estado de operação de um isolamento.
Uma elevada corrente de fuga pode indicar presença de
Este trabalho teve suporte financeiro da Eletrobrás, para compra de poluição, perda da capacidade isolante do isolador,
instrumentos e equipamentos através do Convênio ECV- 082/2005, e do
CNPq, na manutenção das bolsas dos pesquisadores.
carbonização, etc. Um isolador em boas condições geralmente
T. V. Ferreira e E. G. da Costa são professores da Universidade Federal de apresenta corrente de fuga da ordem de alguns microampères,
Campina Grande (UFCG), Av. Aprígio Veloso, 882, Campina Grande, PB quando exposto a sua tensão nominal de operação.
(tarso@ee.ufcg.edu.br/edson@ee.ufcg.edu.br).
De maneira auxiliar, a termografia foi também empregada.
A. D. Germano é mestrando da UFCG (andre.germano@ee.ufcg.edu.br).
J. M. G. Angelini e F. E. Nallim são pesquisadores do Centro de Pesquisa Técnicas comerciais de detecção de radiação infravermelha
e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Rod. Campinas-Moji têm sido usadas com sucesso para inspeção de vários
Mirim Km, 5. Campinas, SP (joceli@cpqd.com.br/nallim@cpqd.com.br). componentes do sistema elétrico. A técnica em questão
P. Mendonça é engenheiro da Companhia Energética de Pernambuco
(CELPE), Av. Conde Boa Vista, 490, Recife, PE (phillip@celpe.com.br). expande os limites da visão humana, permitindo a
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visualização da radiação infravermelha, que está associada ao


calor emitido pelos equipamentos. Sabe-se que o aquecimento • Medição de corrente de fuga com umidade após
de isoladores não é causado pelo corona, mas pela presença de lavagem (MCFUL#): Duas amostras foram lavadas com
correntes de fuga. O aquecimento do núcleo normalmente é esguicho d’água (MCFUL1) e uma com uma bucha
causado por defeitos no mesmo, enquanto o aquecimento na sintética (MCFUL2), em seguida sua corrente de fuga foi
superfície do isolador está associado a danos nas aletas ou medida novamente. Durante este ensaio foram realizadas
revestimento, ou mesmo a arcos provocados pela formação de ainda inspeções de infravermelho e UV, quando
bandas secas. necessário.
Por fim, empregou-se também a detecção de radiação
ultravioleta (UV) como técnica auxiliar. As descargas corona,
bem como os arcos elétricos, emitem radiação UV detectável
pela câmera. A sobreposição da imagem UV com a de uma
câmera normal permite que a fonte de corona seja localizada
com precisão, mesmo durante o dia [13]. Com isso, foi
possível detectarem-se pequenas descargas elétricas que
geralmente se apresentam em várias partes dos isoladores
poliméricos envelhecidos, principalmente nas proximidades
das ferragens terminais. Descargas corona também foram
detectadas.

II. MATERIAL E MÉTODOS

A. Material
Os isoladores que passaram pelos ensaios descritos neste
trabalho estiveram em operação por aproximadamente oito
anos. Durante este tempo, as seis amostras operaram no
Sistema CELPE, mais especificamente em uma linha de
transmissão de 69 kV, 02N7/IPO-PTG, a qual alimenta a
subestação de Porto de Galinhas-PTG, às margens da rodovia
PE-009 km 06.
Todos os isoladores são iguais, classe 69 kV, com 23 aletas
de diâmetros alternados e pesando aproximadamente 3 kg. Fig. 2. Fotografias das amostras ensaiadas.
Algumas fotografias destas amostras, incluindo detalhes do
estado de conservação dos mesmos podem ser vistas na Fig. 2. O arranjo esquemático que permitiu tais medições pode ser
B. Métodos observado na Fig. 3.
Os ensaios desenvolvidos tiveram o intuito de verificar o
grau de interferência das lavagens na corrente de fuga
superficial nos isoladores. Para tanto algumas amostras foram
lavadas à distância (com esguicho) e uma delas foi lavada com
contato (esponja sintética e água). Todos os ensaios foram
realizados no Laboratório de Alta Tensão da Universidade
Federal de Campina Grande, em agosto de 2009.
Especificamente, foi medida a corrente de fuga das amostras
em diversas condições:

• Medição de corrente de fuga a seco (MCFS): As


amostras foram ensaiadas com a umidade ambiente (75%).
Durante este ensaio foram realizadas inspeções de
infravermelho e UV, quando necessário.
Fig. 3. Diagrama da montagem para medição da corrente de fuga.
• Medição de corrente de fuga com umidade (MCFU):
As amostras foram borrifadas com névoa limpa, resultando Para a realização das detecções de UV e infravermelho
em uma superfície recoberta por água. Durante este ensaio foram empregados, respectivamente, DayCor II e Termovisor
foram realizadas ainda inspeções de infravermelho e UV, FLIR P85.
quando necessário.
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III. RESULTADOS fuga ter-se reduzido, a formação de descargas corona ficou


Uma inspeção visual permitiu se observar que todas as mais intensa, como se pode observar na coluna da direita da
amostras apresentavam pequenas fendas no revestimento Fig. 4.
polimérico, perda de hidrofobicidade e oxidação nas ferragens
Antes da lavagem Após lavagem
terminais, em especial na ferragem fase, além da deposição de
um pó branco sobre as aletas. Este pó branco possivelmente é
uma mistura de alumina, componente do revestimento
polimérico, com a poluição ambiental da região onde o
isolador estava instalado. A1

A. Corrente de fuga
As seis amostras tiveram suas correntes de fuga medidas a
seco e com umidade, conforme detalhado na Seção III. Os
resultados podem ser observados na Tabela I.
TABELA I
MEDIÇÃO DA CORRENTE DE FUGA NOS ISOLADORES, A SECO E COM UMIDADE.
A2
URA Tensão Aplicada Corrente de
Medição Amostra TA (°C)
(%) (kVRMS) Fuga (μARMS)
A1 23,9 75 44 20,55
A2 24,0 76 44 20,72
A3 24,0 76 44 19,96
MCFS
A4 24,1 76 44 21,90
A5 24,0 76 44 20,68
A6 24,0 76 44 21,27
A1 25,3 - 44 3233,61
A2 24,8 - 44 2800,20
A3
A3 24,8 - 44 3441,60
MCFU
A4 24,8 - 44 4017,42
A5 25,1 - 44 3984,63
A6 24,8 - 44 2915,98
MCFUL1 A1 24,0 - 44 2206,97
MCFUL2 A2 24,1 - 44 768,65 Fig. 4. Formas de onda das correntes de fuga das amostras A1, A2 e A3,
MCFUL1 A3 24,0 - 44 1545,08 respectivamente, com umidade superficial, antes e depois das lavagens. As
formas de onda com maiores valores máximos representam o sinais de tensão.
Pode-se observar na Tabela I que a corrente de fuga em
todas as amostras, a seco, manteve-se na ordem de grandeza B. Detecção de Infravermelho
de microampères (valor médio de 20,85 μARMS), apesar da Todas as amostras foram inspecionadas com termovisor
poluição salina superficial. Com a aplicação da névoa e o durante os ensaios tipo MCFU. As imagens podem ser
aumento da umidade superficial, as correntes tomaram valores observadas na Fig. 5. Para facilitar a inspeção, as termografias
na ordem de miliampères (valor médio de 3,4 mARMS). Este foram feitas na horizontal, e os isoladores apresentam-se com
aumento de duas ordens de grandeza na corrente de fuga era
o lado fase à esquerda das imagens e o lado terra à direita.
esperado, podendo ser mais acentuada em situações de campo,
A distribuição não uniforme da poluição nos isoladores,
onde vários agentes degradantes incidem ao mesmo tempo.
No ambiente do laboratório foram reproduzidos os efeitos da bem como as diferentes regiões danificadas no revestimento
tensão aplicada, da poluição e da elevada umidade, não sendo polimérico, resultaram perfis térmicos diversos.
somadas influências de outros agentes como radiação solar, As regiões mais quentes tiveram intensa atividade de
incidência eólica, etc. descargas superficiais durante a aplicação de alta tensão,
Após a lavagem com jato d’água, as amostras A1 e A3 incluindo formação de bandas secas. Devido ao longo tempo
reduziram em 31% e 55% respectivamente, suas correntes de em serviço e sob atuação de diversos fatores degradantes, o
fuga. Por fim, a amostra A2, que foi lavada com auxílio de revestimento polimérico não apresentava hidrofobicidade
uma esponja sintética, teve uma redução na sua corrente de satisfatória, permitindo a formação de bandas secas.
fuga de 72%. Além disso, observou-se uma sutil recuperação As regiões junto às ferragens fase dos isoladores não
da hidrofobicidade após a lavagem com a esponja.
apresentaram tanta atividade de descargas superficiais devido
Na Fig. 4 podem-se observar as formas de onda das
à presença mais acentuada de poluição, o que aumenta a
correntes de fuga medidas durante os ensaios das amostras
A1, A2 e A3, com umidade superficial, antes e após a condutividade superficial e as correntes parasitas, evitando a
lavagem. É notável que, após a lavagem, apesar da corrente de formação de arcos. Estas correntes, no entanto, causam um
aquecimento menos intenso que também pode acelerar a
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degradação polimérica. Fig. 7. Este comportamento resultou na formação de arcos


elétricos visíveis a olho nu e, consequente aquecimento
localizado, conforme mostrado nas inspeções de
infravermelho.

A1

A1 (∆T = 12,2°C) A2 (∆T = 12,2°C)

A2

A3 (∆T = 6,8°C) A4 (∆T = 17,1°C)

A3

A5 (∆T = 11,6°C) A6 (∆T = 9,1°C) A4


Fig. 5. Perfis termográficos das seis amostras, com poluição natural e elevada
umidade superficial (∆T é a maior diferença de temperatura presente no
equipamento).

C. Detecção de ultravioleta
Nos ensaios a seco (MCFS) praticamente não houve
atividade de corona ou descargas superficiais nas amostras. As
amostras A1, A2, A4, A5 e A6 apresentaram eventuais pontos A5
de corona junto à ferragem fase, o que pode ser considerado
normal para equipamentos nestas condições e sem eletrodos
equalizadores. A amostra A3 não apresentou descargas. Para
efeito ilustrativo, é apresentada na Fig. 6 uma imagem da
amostra A1 durante a inspeção de UV. As imagens das demais
amostras serão omitidas, devido à similaridade com a amostra
A1. A6

Fig. 7. Padrões de descargas UV detectados no ensaio MCFU

A maioria das amostras não apresentou atividade de


descargas na região da ferragem fase. Todavia, a amostra A5,
por ter uma fenda no revestimento polimérico exatamente
Fig. 6. Padrões de descargas UV detectados no ensaio MCFS.
nesta região, apresentou tal atividade. A referida fenda é
apresentada na Fig. 8. De maneira particular, cada amostra
Nos ensaios com umidade superficial e poluição (MCFU) apresentou pontos de corona específicos, conforme se
foram detectadas, em todas as amostras, formação de bandas apresentam suas falhas no revestimento polimérico.
secas junto às ferragens terra, conforme se pode observar na Após as lavagens, as amostras lavadas com jato d’água (A1
5

e A3) apresentaram redução significativa na formação arcos, Assim, o acréscimo de corrente de fuga demonstrou-se
como se pode observar na Fig. 9. No entanto, a amostra A3 devido à poluição salina superficialmente depositada, o que
ainda apresentou formação de arcos. Destacam-se ainda a indica uma boa integridade elétrica das amostras. Pode-se
formação de bandas secas nas três amostras. concluir que, apesar do tempo em serviço, as amostras
apresentam-se em boas condições elétricas, sem componentes
de corrente de fuga volumétricos significativos.
As fendas no material polimérico, todavia, são fatores de
risco. Não é possível estimar-se quanto tempo será necessário
para que haja infiltração na interface núcleo-revestimento,
nem quanto tempo a presença de umidade nesta interface
levará à falha dos isoladores. Todavia, sabe-se que uma falha
causada por infiltrações aumentará ainda mais a corrente de
fuga.
As inspeções termovisivas e de radiação UV apresentaram
resultados coerentes entre si e em relação ao estado dos
isoladores. A poluição salina em questão favorece o
aquecimento junto à ferragem fase, devido à formação de
Fig. 8. Fenda no material polimérico da amostra A5.
descargas superficiais. Os indícios de formação destes arcos
foram percebidos com o termovisor e com o detector de UV.

V. REFERÊNCIAS
[1] W. L. Vosloo, R. E. Macey, C. de Tourreil, The Practical Guide to High
Voltage Insulators. África do Sul: Crown Publications cc, 2006. 220 p.
A1
[2] S. Bisnath, A. C. Britten, D. H. Cretchley, D. Muftic, T. Pillay, R.
Vajeth, The Planning, Design & Construction of Overhead Power Lines.
África do Sul: Crown Publications cc, 2005. 772p.
[3] S. Bisnath, A. C. Britten, E. Marshall, T. Pillay, J. Reynders, The
Fundamentals and Practice of Overhead Line Maintenance. África do
Sul: Crown Publications cc, 2006. 258p.
[4] Rodurflex. The history of RODURFLEX® – Quite a long story covering
more than 3 decades. Disponível na internet via URL:
http://www.lappinsulator.com/downloadcenter/catalogs.asp. Arquivo
A2
capturado em dezembro de 2005.
[5] J. P. Reynders, “Guide to the choice of outdoor insulators for AC
systems under polluted conditions”. Proceedings of National Energy
Council Seminar. Pretoria: 1992.
[6] D. A. Swift, “Polluted AC insulators: An overview based on personal
research”. Seminar on the performance of high voltage AC insulators in
polluted environments. África do Sul: Department of Mineral and
Energy Affairs. Fevereiro de 1992.
[7] CIGRÉ, “The measurement of site pollution severity and its application
A3 o insulator dimensioning for AC systems”. WG 33-04. Electra n.54.
1979
[8] H. J. Geldenhuys, The effect of lightning on distribution lines. Seminar –
The Lightning protection of distribution lines. SAIEE e CSIR. Pretoria:
Agosto de 1989.
Fig. 9. Padrões de descargas UV detectados no ensaio MCFUL#. [9] W. L. Vosloo, F. F. Bologna, “Practical maintenance guideline for
polluted outdoor high voltage insulators”. Eskom Report No.
IV. CONCLUSÕES TRR/E/99/EL089. Setembro de 1999.
[10] IEC 60815. Guide for the selection of insulators in respect of polluted
Este trabalho apresentou uma análise da influência da conditions. 1986.
poluição natural salina no desempenho de isoladores [11] F. F. Bologna, N. Mahatho, D. A. Hoch, “Infrared and ultraviolet
imaging techniques applied to the inspection of outdoor transmission
poliméricos envelhecidos em campo, e como a lavagem dos
voltage insulators”. Proceedings of the IEEE Africon Conference.
mesmos tem impacto neste desempenho. Apesar de George: Outubro de 2002.
envelhecidos em campo, as amostras apresentaram correntes [12] R. G. Houlgate, “Natural testing of composite insulators at Dungeness
de fuga satisfatoriamente baixas a seco. Com a presença de insulator testing station”. Non-ceramic outdoor insulation international
workshop. Paris: Abril de 1993
umidade acentuada, as correntes de fuga aumentaram duas [13] M. Lindner, “Third UV Inspection User’s Group Meeting”. Orlando,
ordens de grandeza. Florida, USA. February 11-13, 2004.
A lavagem dos isoladores nas condições apresentadas de
poluição reduziu significativamente a corrente de fuga. A
lavagem com jato d’água apresentou redução média de 40%
na corrente de fuga, enquanto que a lavagem com esponja
sintética e água reduziu a corrente de fuga em 72%.
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VI. BIOGRAFIAS Joceli Maria Giacomini Angelini – Bacharel em


Química pela UNICAMP (1980); Mestrado em
Tarso Vilela Ferreira nasceu em 1980 em Aracaju, Engenharia Química na UNICAMP (1993) com
Sergipe, Brasil. Obteve os títulos de bacharel e mestre, parceria UFSCAR-DEMA; Doutorado sanduíche em
ambos em Engenharia Elétrica, respectivamente em Materiais Poliméricos - University of Manchester
2005 e 2007 (UFCG). Atualmente é estudante de Institute of Science and Technology, Reino Unido, e
doutorado na UFCG, onde também assumiu o cargo UNICAMP, Campinas (1999). Trabalhou como
de professor substituto (2008). Seus interesses professora de pós-graduação na UNICAMP e é
profissionais incluem equipamentos de alta tensão, pesquisadora do Centro de Pesquisa e
mapeamento de campo elétrico, descargas parciais, Desenvolvimento, CPqD, desde 1979, em Campinas,
método dos elementos finitos, aquisição de dados, São Paulo, Brasil. Seus interesses são Materiais Poliméricos: engenharia de
inteligência artificial, microcontroladores, extração de termoplásticos, degradação e estabilização de polímeros, envelhecimento
atributos e sistemas de isolamento. natural; envelhecimento acelerado, desempenho de produtos e integridade de
redes. Desde 2000 trabalha diversos projetos no Setor Elétrico, na otimização
de Sistemas, Produtos e Materiais Poliméricos.
André Dantas Germano nasceu em 1985 em
Esperança, Paraíba, Brasil. Obteve o título de bacharel
em Engenharia Elétrica em 2009, pela Universidade Flávio Eduardo Nallin nasceu em Campinas-SP,
Federal de Campina Grande (UFCG). Desde então, Brasil, em 1964. Têm formação técnica em
tem se dedicado ao mestrado em Engenharia Elétrica, eletrotécnica desde 1984. Trabalhou até 1987 no
também na UFCG. Seus interesses profissionais laboratório da alta tensão da Universidade Estadual de
incluem equipamentos de alta tensão, sistemas de Campinas - UNICAMP. A partir de 1987, no Centro
isolamento, redes neurais artificiais, descargas parciais de Pesquisa e Desenvolvimento da Telebrás,
e mapeamento de campo elétrico. desenvolveu dispositivos e equipamentos destinados a
ensaios de alta tensão em componentes de proteção.
Desde 1998 até hoje está na Fundação CPqD onde
Edson Guedes da Costa nasceu em 1954 em desenvolveu dispositivos de monitoramento remoto
Ribeirão, Pernambuco, Brasil, e deu início a sua nos programas de pesquisa da Agência Nacional de Energia Elétrica -
carreira acadêmica em Areia, Paraíba, Brasil. Obteve ANEEL. Também participou na implantação e operação do campo de testes
os títulos de bacharel, mestre e doutor em Engenharia com raios induzidos por foguetes. Atualmente é pesquisador visando soluções
Elétrica, respectivamente em 1978, 1981 e 1999 para monitoramento e automação de redes elétricas de distribuição.
(Universidade Federal da Paraíba). Desde 1978
trabalha como professor na Universidade Federal de Phillip Luiz de Mendonça nasceu no Brasil em 1980.
Campina Grande (UFCG), Paraíba, Brasil. Seus Recebeu o título de Técnico em Eletrotécnica em 1997
interesses profissionais incluem equipamentos de alta pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e
tensão, mapeamento de campo elétrico, descargas Tecnologia de Pernambuco e o de Engenheiro
parciais, método dos elementos finitos, pára-raios e sistemas de isolamento. O Eletricista em 2006 pela Escola Politécnica de
Dr. Guedes também é membro do CIGRÈ e SBA. Pernambuco. Desde 2001 trabalha no setor de
Engenharia de Manutenção de Linhas e Redes da
Celpe e atualmente faz parte do corpo discente dos
cursos de Gestão da Manutenção oferecido pela Escola
Politécnica de e de Mestrado em Sistema de Potência
oferecido pela Universidade Federal de Pernambuco ..

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