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Automação de Bibliotecas 1

GESTÃO DA INFORMAÇÃO

DE UNIDADES DE INFORMAÇÃO

GI
2013
Material de apoio
Faculdades Integradas Coração de Jesus

Textos compilados e organizados por


Profº VITOR HUGO
Santo André - Fevereiro de 2013
Automação de Bibliotecas 2

Sumário

1. SOFTWARES 5

1.1. Programas 5

1.2. Linguagens de programação 6

2. AUTOMAÇÃO 9

1.3. Objetivos para a automação 9

2. AUTOMAÇÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO 12

2.1. Funções dos sistemas de gerenciamento de bibliotecas 12


2.1.1. Sistemas de aquisição 14
2.1.2. Sistemas de catalogação 15
2.1.3. Catálogos em linha de acesso público e outras formas de catálogos 16
2.1.4. Sistemas de controle de circulação 16
2.1.5. Controle de publicações seriadas 17
2.1.6. Informações gerenciais 18
2.1.7. Sistemas de empréstimos entre bibliotecas 18

3. PLANEJAMENTO PARA AUTOMAÇÃO 19

2.2. Informações básicas para o planejamento 19

2.3. Softwares para automação 21


2.3.1. Softwares Integrados 21
2.3.2. Gestores de bases de dados bibliográficos 22
2.3.3. Aquisição de softwares 22

3. PROJETO DE AUTOMAÇÃO 26

3.1. Descrição administrativa 26


3.1.1. Descrição de processos 29
3.1.2. Fluxogramas na descrição de processos 30

3.2. Avaliação técnica 32


3.2.1. Avaliação de Softwares 32

3.3. Metodologia para avaliação de softwares 42


3.3.1. Exemplo de avaliação técnica 44

3.4. Softwares para unidades de informação 45

4. BANCOS DE DADOS 61
4.1.1. Banco de Dados Relacional 63

4.2. SGBD – Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados 64


Automação de Bibliotecas 3

4.2.1. Access 64
4.2.2. SQL Server - O Microsoft SQL Server 64
4.2.3. Diferenças entre o Access e o SQL Server 64
4.2.4. MySQL 65

5. SOFTWARES PARA UNIDADES DE INFORMAÇÃO 66

6. BANCOS DE DADOS NA INTERNET 73

6.1. Disponibilização de Bancos de Dados na Internet 73


Transferência/manipulação do Banco de Dados de dados 74
Requisição 74
Resposta 74

6.2. Servidores Internet 76

6.3. CGI 77

6.4. ASP 79

6.5. Acesso a Bancos de Dados 80

6.6. Bancos de Dados, clientes 80

7. CONVERSÃO RETROSPECTIVA 82
7.1. Métodos para conversão retrospectiva 82

8. FORMATOS DE REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS 83


8.1. Estrutura geral de formatos de intercâmbio bibliográfico 86

8.2. Norma ISO 2709 87


8.2.1. Decomposição de um registro ISO 2709 / MARC 88
8.2.2. Decomposição de um registro ISO 2709 CDS/ISIS (WinIsis) 91

8.3. Formato MARC 92


8.3.1. Codificação do formato MARC 95
8.3.2. Glossário para Intercâmbio Bibliográfico 102

8.4. Formatos Calco e IBICT 105

8.5. Protocolo ANSI Z39.50 105

9. PESQUISA DOCUMENTÁRIA E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO (REV.) 107


9.1. Recuperação da informação 108

9.2. Estratégias de busca 108


9.2.1. Lógica booleana 109
9.2.2. Truncamento de radicais 112
9.2.3. Operadores de adjacência e proximidade 113
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9.3. Representação da informação em Bases de Dados 114

9.4. Indexação em Bases de Dados 116


9.4.1. Índices automáticos 117
9.4.2. Qualidade na Indexação 118
9.4.3. Qualidade na Pesquisa Documentária 119

9.5. Banco de dados Dialog 119

10. BIBLIOGRAFIA 120


Automação de Bibliotecas 5

1. SOFTWARES
Leitura recomendada:
Rowley, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Brasília : Briquet de Lemos, 2002.
Linguagens. Disponível em: <http://www.icea.gov.br/ead/anexo/23101.htm>

Para executar as tarefas específicas os computadores precisam de instruções, essas


instruções são os programas ou softwares. (ROWLEY, 2002)

1.1. Programas

Para executar as tarefas específicas os computadores precisam de instruções, essas


instruções são os programas ou softwares.

Software (programa de computador) é uma seqüência de instruções a serem seguidas ou


executadas, na manipulação, redirecionamento ou modificação de um dado, informação ou
acontecimento.

Exemplo de programa em Basic

LOCATE 11, 24
COLOR 5
PRINT "Would you like to play again?"
COLOR 7
IF Mode = 1 THEN
CLS
LOCATE 10, 5
PRINT "Sorry, you must have CGA, EGA "
END
ELSE
Mode = 1
RESUME
END IF

Todos os programas são escritos numa linguagem de programação, que constitui um meio de
representar ações que serão executadas pelo computador. (ROWLEY, 2002)
Automação de Bibliotecas 6

1.2. Linguagens de programação

A linguagem de programação é um vocabulário, um conjunto de regras gramaticais usadas


para escrever programas de computador. Esses programas instruem o computador a realizar
determinadas tarefas específicas. Cada linguagem possui um conjunto único de palavras-
chave (palavras que ela reconhece) e uma sintaxe (regras) específica para organizar as
instruções (instruções mesmo) dos programas.

Qualidade de softwares

(Ricardo de Almeida Falbo)

Defeito - é uma imperfeição de um produto. O defeito faz parte do produto e, em geral, refere-
se algo que está implementado o código de maneira incorreta. Um programa defeituoso,
segundo o dicionário Houaiss, é um programa "que não funciona como deve".

Falha - é o resultado errado provocado por um defeito ou condição inesperada. É possível que
o programa funcione durante longos anos, sem que jamais ocorra uma falha. Os defeitos
podem existir, mas nem sempre ser visíveis. Falhas também podem ocorrer por fatores
externos ao programa, como corrupção de bases de dados ou invasões de memória por outros
programas. As falhas que chamam mais a atenção são certamente aquelas em que o programa
aborta. Contudo, toda falha potencial pode ser perigosa, mesmo se programa não for
paralisado.

Isolar um defeito - consiste em determinar sob quais condições ocorre. O objetivo é encontrar
as causas dentro de um programa que estão ocasionando falhas e isso implica descobrir em
qual linha de código ocorre uma falha como um crash (ou seja programa é abortado).

Estabilizar um programa - é o termo, em geral, utilizado para referir-se a correções que


resultam na diminuição na frequência de falhas. Um programa estável apresenta poucas falhas
- um indicativo de que deve possuir poucos defeitos. De maneira bastante geral, a estabilidade
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está ligada à idade de um programa. Mais tempo de uso representa mais possibilidades de
encontrar e corrigir problemas de execução.

Qualidade do projeto

O modelo de qualidade definido na norma ISO/IEC 9126-1, utilizado como referência para a
avaliação de produtos de software, define seis características de qualidade, desdobradas em
sub-características (Rocha et al., 2001).

Funcionalidade: refere-se à existência de um conjunto de funções que satisfaz às


necessidades explícitas e implícitas e suas propriedades específicas. Tem como sub-
características: adequação, acurácia, interoperabilidade, segurança de acesso e conformidade.

Confiabilidade: diz respeito à capacidade do software manter seu nível de desempenho, sob
condições estabelecidas, por um período de tempo. Tem como sub-características: maturidade,
tolerância a falhas, recuperabilidade e conformidade.

Usabilidade: refere-se ao esforço necessário para se utilizar um produto de software, bem


como o julgamento individual de tal uso por um conjunto de usuários. Tem como sub-
características: inteligibilidade, apreensibilidade, operacionalidade, atratividade e conformidade.

Eficiência: diz respeito ao relacionamento entre o nível de desempenho do software e a


quantidade de recursos utilizados sob condições estabelecidas. Tem como sub-características:
comportamento em relação ao tempo, comportamento em relação aos recursos e
conformidade.

Manutenibilidade: concerne ao esforço necessário para se fazer modificações no software.


Tem como sub-características: analisabilidade, modificabilidade, estabilidade, testabilidade e
conformidade.
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Portabilidade: refere-se à capacidade do software ser transferido de um ambiente para outro.


Tem como sub-características: adaptabilidade, capacidade para ser instalado, coexistência,
capacidade para substituir e conformidade.
Automação de Bibliotecas 9

2. AUTOMAÇÃO
Leitura recomendada:
MARASCO, Luiz Carlos; MATTES, Raquel Naschenveng. Avaliação e seleção de software para automação de
centros de documentação e bibliotecas. Cadernos da F. F. C., Marília, v.4, n.1, p.40-49, 1995.

Por definição a automação ocorre quando um dispositivo atua num processo qualquer,
fazendo com que interferência humana seja reduzida ou potencializada.

Abrangendo o âmbito bibliotecário, automação segundo alguns autores, pode ser entendida
quando todo o conjunto informacional da unidade está otimizado e interligado pela informática.
A Informatização seria a realização de tarefas isoladas com auxílio de softwares dedicados a
execução dessas mesmas tarefas. Ou melhor, automação, para alguns, ocorre quando um
software completo gerencia toda a biblioteca e informatização quando softwares são utilizados
isoladamente para abranger as várias etapas do serviço numa unidade de informação.

1.3. Objetivos para a automação

A automação da unidade de informação tem o primeiro e claro objetivo de trabalhar com


grandes quantidades de informações no menor tempo possível, com o menor custo,
possibilitando o controle efetivo e preciso na armazenagem, processamento e disseminação da
informação.

A questão “por que automatizar uma biblioteca?” provocou grandes debates nos
Estados Unidos e no Reino Unido nos anos 60 e 70, no entanto, perguntas como “por
que automatizar?” e “o que automatizar?” são difíceis de separar das questões “qual é a
missão da biblioteca?” e “qual é a missão da organização em que está inserida a
biblioteca?”.

Os objetivos da automação das bibliotecas dos Estados Unidos e do Reino Unido envolveram
três fases: eficiência das operações internas, acesso aos recursos locais da biblioteca e acesso
aos recursos fora da biblioteca. O quarto e atual estágio tem como objetivo realizar a
Automação de Bibliotecas 10

interoperacionalidade entre sistemas de informações necessários para construir uma


infraestrutura global de informação.

1 Eficiência das operações internas

A automação de bibliotecas tomou impulso primeiramente nos anos 60 com a expansão do


ensino superior e o aumento das verbas para coleções de biblioteca. Com este crescimento, as
bibliotecas perceberam que não poderiam adquirir e processar materiais pelos sistemas
tradicionais e que automatizar poderia também ajudar a controlar os custos. Assim, as
bibliotecas ganharam eficiência por meio da automação em função do aperfeiçoamento do
fluxo de trabalho dentro da biblioteca e do compartilhamento de dados entre bibliotecas.

Quanto ao compartilhamento dos dados, a ideia era que, sendo a catalogação uma das
operações mais caras em bibliotecas e materiais comuns existiam em bibliotecas distintas, o
registro de um material realizado por uma biblioteca poderia ser aproveitado por várias outras
bibliotecas. Materiais únicos tais como aqueles de coleções especiais, arquivos e museus
poderiam ser catalogados usando as mesmas regras. A mudança para o compartilhamento de
registros na forma legível por computador é considerada como sendo, provavelmente, a
transição mais significativa da preocupação local para a global na história da automação de
bibliotecas. Atualmente, bibliotecas podem construir suas bases de dados locais ou transferir
seus acervos para o meio automatizado, obtendo os registros dos sistemas de catalogação
cooperativa existentes.

2 Acesso aos recursos locais da biblioteca

No começo da automação, os computadores eram visíveis aos usuários apenas na tarefa de


circulação. Com a queda do preço dos computadores na década de 80, as bibliotecas
passaram a operar todas as funções online ,aperfeiçoadas pelos sistemas integrados. Este
período foi marcado pela criação de um mercado de sistemas de automação de biblioteca,
implementação de catálogos online e conversão retrospectiva de registros. A existência de
grandes bases de dados bibliográficos online ,de padrões de representação e de conteúdo de
Automação de Bibliotecas 11

dados para intercâmbio de registros e de ligações entre estas bases de dados formam a
fundação para a criação do acesso universal a registros de todos os materiais publicados.

3 Acesso aos recursos externos à biblioteca

Depois da expansão do ensino superior nos anos 60, as verbas para aquisição de materiais de
acervo começaram a diminuir mas a produção de recursos de informação em todos as mídias
continua em expansão. Tendo como algumas das motivações, o fator econômico e a
disponibilidade de tecnologia, as bibliotecas começaram a empregar tecnologias de
comunicação para acessar coleções de outras bibliotecas.

4 Interoperacionalidade de sistemas de informações necessários para construir uma


infraestrutura global de informação

Trata-se da evolução da atividade de intercâmbio de dados bibliográficos para a


interoperacionalidade entre os diversos sistemas de informação (ou bibliotecas digitais),
implicando em uma nova etapa para as bibliotecas na transição da preocupação local para a
global no acesso à informação. Embora seja possível trocar dados bibliográficos entre sistemas
de computador, cada processo de intercâmbio é planejado com cuidado. Enquanto os formatos
MARC determinam o mapeamento entre campos para troca de dados e são reconhecidos
padrões técnicos, o conteúdo destes campos é determinado por regras de catalogação, que
são antes diretrizes que padrões técnicos. Assim, as diferenças quanto à interpretação destas
regras são minimizadas com o compartilhamento de registros, uma vez que as formas de
interpretação tendem a se unificar.
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2. AUTOMAÇÃO EM UNIDADES DE INFORMAÇÃO


 Textos para desenvolvimento do tema:
ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Brasília : Briquet de Lemos, 1994. Cap.13, p.236-260.

As razões que justificam a opção por um sistema informatizado de gerenciamento de unidades


de informação são muitas e variadas. Os computadores possibilitam a redução do número de
tarefas repetitivas. Em geral, os dados serão inseridos uma única vez, e, daí em diante, serão
acessados e modificados.

Todas as atividades de gerenciamento de bibliotecas estão voltadas para o controle do acervo.


Os sistemas suportam a seleção, aquisição, etiquetagem, catalogação e controle de circulação
do acervo das bibliotecas. Em muitas funções o computador atua fundamentalmente como uma
fonte de informação sobre o estado do acervo e, por isso, conterá registros que descrevam
esse acervo e onde ele se encontra. Essas informações podem estar disponíveis em linha ou
em listagens impressas, e servem para se saber, por exemplo, ‘O que será emprestado e para
quem?’

2.1. Funções dos sistemas de gerenciamento de bibliotecas

Aqui veremos as a funções básicas que costumam estar presentes em qualquer sistema de
gerenciamento de bibliotecas, e examina a natureza das Informações e dos controles que um
sistema desses oferece. Examinaremos a variedade de funções presentes nos sistemas de
gerenciamento de bibliotecas, concentrando-se nas seguintes funções básicas:

 Aquisição
 Catalogação
 Catálogos em linha de acesso público e outras formas de catálogos
 Controle de circulação
 Controle de publicações seriadas
 Informações gerenciais
 Empréstimos entre bibliotecas
 Informação comunitária
Automação de Bibliotecas 13

As cinco primeiras funções constituem, provavelmente, as atividades principais, e, por


conseguinte, trataremos com profundidade algumas áreas, como o controle de circulação. Os
itens abaixo contém uma lista útil de algumas das funções que precisam ser contempladas em
cada uma dessas áreas.

Lista de funções básicas dos sistemas de gerenciamento de bibliotecas

Realização de encomendas e aquisições


Encomendas
Recebimentos
Reclamações
Contabilidade de custos
Consultas (sobre a situação das encomendas)
Relatórios e estatísticas (sobre as encomendas)

Catalogação
Entrada de dados
Controle de autoridade
Importação (de registros de outras bases de dados)

Catálogos em linha de acesso público e outras formas de catálogos


Acesso em linha
Interface de acesso público
Outras formas de catálogos

Controle de circulação
Definição de parâmetros (que reflitam as políticas de empréstimo, horários de funcionamento etc.)
Empréstimo
Devolução
Renovação
Multas
Reservas
Empréstimos por períodos curtos
Manutenção do arquivo de leitores
Consultas (relativas aos leitores ou à situação dos documentos)
Notificações
Relatórios e estatísticas (sobre a utilização do acervo)
Automação de Bibliotecas 14

Controle de publicações seriadas


Encomendas (efetivação e renovação de assinaturas)
Recebimento (de cada fascículo)
Reclamações
Encadernação (controle de volumes que estejam sendo encadernados)
Contabilidade de custos
Catalogação (de itens novos)
Controle de circulação (se os itel1-s forem emprestados ou circularem)
Consultas (relativas às publicações seriadas)
Relatórios e estatísticas

Informações gerenciais
Diversos relatórios e estatísticas
Instrumentos de análise das informações estatísticas

Empréstimos entre bibliotecas


Igual ao controle de circulação, mas comumente com menos opções, isto é:
Entrada de dados
Empréstimo ao leitor
Devolução
Multas
Manutenção do arquivo de leitores (pode ser o arquivo principal do controle de circulação)
Consultas
Relatórios e estatísticas

2.1.1. Sistemas de aquisição

Atualmente, muitos sistemas de aquisição são informatizados. O processo de realização de


compras presta-se muito bem à informatização, uma vez que se trata de um processo
administrativo relativamente simples, no qual operações similares se aplicam a todas as
categorias de bibliotecas. A maioria dos sistemas de aquisição se concentra em monografias e
outros tipos de material que são comprados uma única vez.

As funções de um sistema de aquisição são especificadas basicamente da seguinte forma:

a) Receber registros de itens a serem adquiridos.


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b) Verificar se os itens solicitados já fazem parte do: acervo ou se foram encomendados.


c) Imprimir pedidos de compra ou, ao contrário, encomendar itens.
d) Verificar quando as encomendas estão em atraso e fazer o acompanhamento das mesmas.
e) Manter um arquivo de registros de itens que se acham encomendados.
f) Anotar a chegada de itens adquiridos e encaminhar seu pagamento. (...)

2.1.2. Sistemas de catalogação

O objetivo de qualquer sistema informatizado de catalogação é criar catálogos adequados.


Com essa finalidade, os registros são extraídos de uma das seguintes fontes:

 Registros MARC;
 Um catálogo coletivo do acervo de várias bibliotecas, ou outra base de dados compartilhada;
 Um arquivo de registros mantido pela;
 sistema de aquisição da biblioteca;
 Catalogação local.

Os registros bibliográficos contidos nesses arquivos são selecionados manualmente ou com a


ajuda de um computador. Os registros aceitáveis, depois de modificados para se conformarem
às necessidades locais (por exemplo, indicação de entradas secundárias, remissivas) e a
inclusão de dados locais (por exemplo, números de classificação, localização), são
acrescentados ao arquivo-mestre ou arquivo principal dos registros catalográficos do acervo da
biblioteca,

As principais características de um módulo de catalogação são:

 entrada de dados
 importação
 controle de autoridade.

É importante que a entrada de dados para a criação local dos registros seja fácil. Atualmente,
muitos sistemas empregam para a função de aquisição o mesmo registro utilizado no módulo
de catalogação. É comum a entrada por meio de telas formatadas, e tem-se como certo a
Automação de Bibliotecas 16

edição em tela completa com recursos semelhantes ao do processamento de textos. É preciso


proteger os rótulos de campos e outras áreas da tela, e a entrada de dados em alguns campos,
como o do ISBN, deve ser validada para assegurar que os dados inseridos estejam no formato
correto

No que concerne ao formato do registro, o MARC merece especial atenção. Os registros


externos dos utilitários bibliográficos apresentam-se geralmente num dos formatos de registro
MARC.

O controle de autoridade é importante quando for preciso controlar a forma dos termos de
indexação ou dos cabeçalhos, como os de autor, ou os termos de indexação de assuntos. As
bibliotecas mantêm um arquivo de autoridade, a fim de melhorar a coerência da indexação. Os
registros constantes desse arquivo são criados localmente ou extraídos de arquivos disponíveis
em outras instituições, como, por exemplo, os arquivos de autoridade de nomes pessoais e
assuntos da Library of Congress. O arquivo de autoridade normalmente é consultado durante o
processo de indexação e catalogação, a ele acrescentando-se, imediatamente, novos
cabeçalhos, com a possibilidade de, posteriormente, fazer-se sua revisão e validação. Às
vezes é também possível acrescentar ao arquivo de autoridade remissivas ou termos
relacionados, os quais serão mostrados no catálogo em linha de acesso público. O arquivo de
autoridade de assuntos pode assumir a forma de um tesauro que mostra toda a gama de
empregos dos termos relacionados, específicos e genéricos. (...)

2.1.3. Catálogos em linha de acesso público e outras formas de catálogos

Todos os sistemas de gerenciamento de bibliotecas proporcionam acesso em linha, de uma ou


de outra forma, a base de dados catalográficos ou bibliográficos.

2.1.4. Sistemas de controle de circulação

Todos os sistemas de controle de circulação têm a ver com uma das funções fundamentais da
biblioteca: a disponibilidade dos documentos.
Automação de Bibliotecas 17

Princípios do controle de circulação

A fim de obter disponibilidade máxima de seu acervo, todas as bibliotecas controlam sua
circulação, mantendo registros que especificam, no mínimo:

 Qual material que se encontra no acervo ou que está prontamente acessível por meio de
outros canais;
 Qual material que está emprestado e junto a quem ou onde pode ser recuperado;
 Quando um material que se acha emprestado voltará a estar disponível na biblioteca para
outros clientes.

2.1.5. Controle de publicações seriadas

Uma publicação seriada, segundo a definição do International Serials Data System (ISDS), é
“uma publicação editada em partes sucessivas e que se destina a continuar indefinidamente”.
E diz ainda essa definição: “as publicações seriadas abrangem periódicos, jornais, anuários,
revistas, memórias, atas e relatórios etc. de instituições, bem como séries monográficas. Uma
publicação seriada pode ser impressa ou utilizar técnicas sucedâneas da impressão, e suas
partes comumente apresentam designações numéricas ou cronológicas.” A maior parte das
bibliotecas concorda, pelo menos em parte, com essa definição, porém a expressão
'publicação seriada' com certeza nem sempre é empregada por todos os profissionais da
informação para indicar precisamente as mesmas categorias de publicações.

As publicações seriadas se diferenciam das monografias devido à sua natureza de publicações


contínuas. Qualquer sistema de controle de publicações seriadas normalmente, em
comparação com um sistema de controle de monografias, lida com um número menor de
títulos, no entanto registrará mais informações sobre cada título e com certeza terá de se
defrontar com um número maior de transações por título. Por esse motivo, entre outros, os
sistemas de controle de publicações seriadas são frequentemente diferentes dos sistemas
destinados a monografias, voltando-se exclusivamente para os problemas característicos
dessas publicações. Um sistema integrado de controle de publicações seriadas, não obstante,
apresenta todos os três subsistemas já mencionados para as monografias, a saber:
Automação de Bibliotecas 18

2.1.6. Informações gerenciais

Os sistemas de gerenciamento de bibliotecas contêm muitos dados que, se extraídos,


resumidos e analisados adequadamente, servirão de apoio ao processo decisório
administrativo. A maior parte dos sistemas de gerenciamento de bibliotecas oferece três tipos
diferentes de recursos que produzem informações gerenciais:

 recursos para processar consultas específicas;


 recursos para geração padronizada de relatórios; e
 geradores de relatórios, ou melhor, módulos de informações gerenciais para a criação de
relatórios específicos ou definidos pelo usuário. (...)

2.1.7. Sistemas de empréstimos entre bibliotecas

Os sistemas de empréstimo entre bibliotecas realizam o processamento decorrente das


solicitações de material pertencente a outros acervos. Isso inclui a geração de pedidos iniciais
a outras bibliotecas, a notificação dos usuários sobre a disponibilidade do material, a
manutenção de registros do material solicitado, a manutenção de registros do material que se
acha emprestado, o controle de devoluções, e o monitoramento em geral dos usuários e dos
pedidos. (...)
Automação de Bibliotecas 19

3. PLANEJAMENTO PARA AUTOMAÇÃO

 Textos para desenvolvimento do tema:


CÔRTE, Adelaide Ramos e, et al. Automação de bibliotecas e centros de documentação: o processo de avaliação
e seleção de softwares. et al. Ciência da Informação, v.28, n.3, p.241-256, set./dez. 1999.

Leitura recomendada:
CÔRTE, Adelaide Ramos, ALMEIDA, Iêda Muniz de. (Cood.) Avaliação de softwares para bibliotecas (coord.). São
Paulo: Polis, APB, 2000. 108p.

Automatizar uma unidade de informação é utilizar os recursos das novas tecnologias, isso a
primeira vista parece fácil, basta um computador ‘moderno’ e um software para bibliotecas.
Contudo, o processo de escolha e implantação desse computador e softwares é complexo.

Ao passar pela automação uma unidade de informação pode ter toda, ou parte, de sua
estrutura alterada. É uma mudança radical. Mudança que não acontece sem um controle geral,
sem organização, sem métodos, sem pesquisas, ou seja, mudança que não acontece sem
planejamento!

Teremos neste e nos capítulos que seguem uma proposta de planejamento para automação
de unidades de informação.

2.2. Informações básicas para o planejamento

A escolha de software para utilização em bibliotecas deve ser criteriosa, planejada e cuidadosa.
Não raras são as vezes em que profissionais bibliotecários desejosos de participar da
modernidade tecnológica dão-se ao único trabalho de fazer uma simples, porém, fatídica
pergunta para informatizar suas bibliotecas: “Qual programa eu devo usar?”.

Desta forma, adquire-se softwares, muitas vezes onerosos, quase da mesma forma que se
compram cosméticos, por indicação. Alguém indica um ótimo programa e pronto... Muitos
tentam até cercar a escolha com um pouco de técnica e dizem: “Mas, não é um programa
Automação de Bibliotecas 20

qualquer. É um que roda em Windows, que funciona em rede e ainda por cima dá até para
utilizar código de barras...”

Ainda há aqueles que um dia utilizaram um determinado software e se apegaram a ele de tal
forma que jamais o largarão. Principalmente se o programa for “bonzinho”, aí dizem: “Ah! Eu
usava na biblioteca X e nunca tive nenhum problema!” Até, em algumas situações mais por
desencargo de consciência e menos pelo desejo de receber alguma informação, perguntam:
“Dá pra usar o programa MicroXis numa biblioteca que tem tantos mil livros?” É triste essa
realidade, mas existe. E essa mesma realidade vinda de profissionais que deveriam estar
acostumados ao planejamento, como o bibliotecário.

Por outro lado há aqueles que odeiam, detestam, abominam algum software. Não gostam de
um programa porque ainda não é Windows, não gostam porque não se usa mouse, não
gostam porque é difícil de usar etc. etc. etc.

Então como escolher um software? Depois de tudo isso, talvez seja mais fácil dizer como não
deve ser a escolha de um software a dizer como deve ser, então vamos lá:

 a escolha de um software não pode ser feita sem planejamento;


 a escolha de um software não pode ser feita antes que todo o sistema de processamento da
biblioteca esteja funcionando corretamente (a informática não soluciona problemas estruturais);
 a escolha de um software não pode ser feita sem pesquisa de mercado;
 a escolha de um software não é baseada no que o produto oferece, mas nas necessidades da
biblioteca;
 a escolha de um software não pode ser feita porque gostamos ou deixamos de gostar de algum
programa;
 a escolha de um software não pode ser baseada no preço do produto;
 a escolha de um software não pode ser feita apenas considerando-se a interface, DOS ou Windows;
 a escolha de um software não pode ser baseada em indicações de usuários satisfeitos ou relatos de
experiências de sucesso;
 a escolha de um software não pode ser baseada nas apresentações dos vendedores do produto;
 a escolha de um software não pode ser feita quando se conhece apenas as virtudes do produto, é
preciso conhecer suas limitações
Automação de Bibliotecas 21

2.3. Softwares para automação

O que é um software para automação de unidades de informação? Na realidade qualquer


software para unidades de informação é prioritariamente um Banco de Dados. Nas palavras de
Petroutsos, especialista no assunto um Banco de Dados “é um objeto complexo usado para
armazenar informação estruturada, que é organizada de maneira a permitir sua recuperação
rápida e eficiente... A informação é dividida em tabelas, e cada tabela representa diferentes
entidades (uma tabela contém informações de cliente, outra tabela, informações de produto
etc.) Dividimos as informações em pequenas porções a serem administradas com facilidade
(dividir e conquistar). Podemos definir regras para proteger o banco de dados das ações dos
usuários e solicitar ao SGBD (Sistema Gerenciador de Bancos de dados) que garanta essas
regras (por exemplo, rejeitar clientes sem nome)” .

Existe grande diversidade nos tipos de unidades de informação. São bibliotecas da mais
variadas, como escolares, públicas, especializadas, particulares; são pequenas, médias,
grandes; são organizadas, desorganizadas etc. Cada uma dessas, apesar de serem todas
bibliotecas têm funções, objetivos e processos específicos. Dessa maneira para automatizá-
las os softwares também devem ser específicos.

A principal diferenciação nos softwares refere-se a abrangência do controle que podem


proporcionar, podem ser:

 softwares integrados, são gestores completos de unidades de informação (bibliotecas);


 softwares para gestão de bases de dados bibliográficos.

2.3.1. Softwares Integrados

Os softwares incluídos nessa categoria são gerenciadores de bases de dados com múltiplas
funções. São programas complexos, formados por módulos integrados, que controlam toda a
execução das rotinas na unidade de informação, tais como: aquisição, catalogação,
recuperação da informação, circulação, relatórios, intercâmbio de bases de dados etc.
Automação de Bibliotecas 22

2.3.2. Gestores de bases de dados bibliográficos

São softwares destinados quase que exclusivamente a recuperação de informação


bibliográfica. Tem como características a formação de base de dados relacionais ou não,
intercâmbio de dados, pesquisa etc.

2.3.3. Aquisição de softwares

De um modo geral, o software a ser empregado procede de uma das três alternativas a seguir:

a) Utilização de software comercial para automação de biblioteca:

É o software ‘pronto’ que atenda a requisitos estipulados pelo cliente. Dentre os muitos
sistemas no mercado, há aqueles cujos os desenvolvedores executam pequenas alterações no
programa com o intuito de aproximá-lo às características do cliente.

b) Utilização de software desenvolvido pela própria instituição:

Uma alternativa à compra de um software comercial é o desenvolvimento interno do software.


Para isso há de se levar em consideração inúmeras variáveis, entre elas, a existência de uma
equipe de profissionais dedicada exclusivamente ao projeto.

Normalmente os custos para manutenção da equipe de desenvolvimento são elevados, sendo


esse fator já um inibidor na intenção de se desenvolver internamente um software para
bibliotecas.

Outro ponto a ser considerado é a compreensão da lógica funcional de um software para o


controle de bibliotecas. Construir um software para bibliotecas não significa reproduzir
procedimentos manuais ou mesmo automatizar catálogos de fichas. A estrutura é complexa
em relacionamentos de bases de dados e implementação de rotinas inexistentes nos controles
manuais. Desta forma, voltando-se a problemática da manutenção da equipe, o ideal é que
Automação de Bibliotecas 23

exista além de bibliotecários e programadores, um analista de sistemas que conheça


plenamente a lógica de funcionamento de softwares para bibliotecas.

A confecção do software para execução de um determinado serviço de processamento de


dados é precedida de várias etapas de planejamento, a saber:

 Levantamento da execução da rotina manual


 Análise do problema;
 Projeto lógico do sistema (descrição detalhada das etapas lógicas do trabalho);
 Projeto físico (definição de programas);
 Programação;
 Simulação e instalação.

Na opção pelo desenvolvimento interno do software a linguagem de programação será uma


preocupação importante no planejamento. Tão importante que a formação da equipe técnica de
informática só poderá ser concretizada quando da escolha da linguagem.

c) Utilização de bancos de dados desenvolvidos com o auxílio de softwares SGBD:

Um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD ou DBMS, DataBase Management


System,) é um software utilizado para o gerenciamento de dados.

A rapidez de acesso e facilidades para a atualização dos bancos são itens de grande
importância para a escolha de um banco de dados. Outro fator importantíssimo é a capacidade
do software permitir a criação de vínculos entre os dados, este modo de operação é chamado
de relacional.

Em um banco de dados para bibliotecas com a utilização de um software não relacional (por
arquivo) teríamos que incluir muitas informações repetidas. Cada vez que se adicionasse o
registro de um livro seria preciso incluir dados como autor, titulo, editora etc. Ao incluir, por
exemplo, cem livros da mesma editora, teríamos que incluir as mesmas informações da
editora (razão comercial, endereços, telefones etc.) cem vezes. Além do espaço desnecessário
Automação de Bibliotecas 24

que essa tarefa ocuparia, teríamos um retrabalho inútil. E ainda, quando, algum dado da
editora fosse alterado seria necessário alterar individualmente todos os registros da base.
Acrescenta-se a essa última tarefa mais tempo desperdiçado e possíveis erros de digitação.

No banco de dados relacional uma obra completa é incorporada pelo sistema como um
conjunto de tabelas relacionadas, sendo assim, para incluirmos uma nova obra é necessário já
estarem no sistema as informações que devem ser relacionadas a ela.

Na inclusão de uma nova obra suas informações descritivas são confrontadas com as bases de
autoridade. Se as informações já estão no sistema, basta incluir o registro da obra
relacionando-o com essas informações. Por exemplo, no caso de inclusão de uma obra cujo
autor já conste na base de autores é feito um relacionamento com o registro dessa nova obra
para com o autor desejado. Esse relacionamento, nos ambientes gráficos (Windows) é
facilitado por abertura de telas amigáveis, num sistema com interface caracter podem ser
utilizados códigos para o cruzamento de informações. Assim, inclui-se o dados apenas uma
vez, e eles estarão disponíveis para compor qualquer tabela.

Estrutura dos bancos de dados

A figura abaixo mostra uma tabela composta de linhas e colunas. Essa tabela exemplo é uma
base de dados de informações sobre livros. Um determinado conjunto de dados como esse é
chamado tabela: um arranjo de colunas e linhas. Cada obra aparece em uma linha separada.
As colunas da tabela podem ser entendidas como campos de dados e as linhas como os
registros da tabela; aliás os termos ‘registro’ e ‘campos’ é a designação antiga em relação a
bancos de dados, atualmente a nomenclatura refere-se apenas a colunas e linhas. Quando
você acrescenta uma obra à base de dados, acrescenta uma nova linha que contém um
espaço para cada campo do novo registro.

Cód. da obra Autor Título Editora


0021 Guimarães, M As máquinas Ed. dos Bons
Livros
0023 Abreu, J O computador Ed. Excelência
Automação de Bibliotecas 25

Os campos de uma tabela separam os tipos de informações contidos naquela tabela. Por
exemplo, cada registro da tabela de obras tem um código da obra, autor, título e editora, e
todos esses campos são encontrados em todos os registros.
Automação de Bibliotecas 26

3. PROJETO DE AUTOMAÇÃO
 Textos para desenvolvimento do tema:
CAFÉ, Lígia; DOS SANTOS, Christophe; MACEDO, Flávia. Proposta de um método para escolha de software de
automação de bibliotecas. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.2, p.70-79, maio/ago. 2001.

Teremos em seguida um esboço para um projeto de automação onde abordaremos


especificamente a escolha de um software para unidades de informação.

Nossa discussão sobre um projeto será desenvolvida em duas etapas, faremos uma
Descrição Administrativa da unidade de informação e uma Avaliação Técnica da mesma.

 A Descrição Administrativa é a descrição dos processos e rotinas da unidade de


informação, ou seja, seu modo de funcionamento;

 A Avaliação Técnica é o estudo das características de softwares, bem como suas


respectivas necessidades de hardware.

Antes de tudo, devemos reforçar o entendimento de que a automação deve possuir um objetivo
para ser implantada - isso significa que seu projeto deve ser a resposta de um estudo efetuado
na unidade de informação. É bom lembrar, que não se automatiza por que todo mundo faz, ou
está em moda, ou isso, ou aquilo... Automatiza-se porque ficou provado que a unidade de
informação precisa dessa ferramenta!

É bom esclarecer que os roteiros propostos são itens gerais e básicos para o processo de
automação. Cada unidade de informação: bibliotecas em seus mais variados tipos e tamanhos,
centros de documentação, arquivos etc. possuem características particulares, e muitas delas
não abordadas aqui, que devem ser consideradas na composição do projeto.

3.1. Descrição administrativa

Caberá à Descrição Administrativa, traçar o perfil da unidade de informação. Os itens da


Descrição Administrativa mais relevantes ao processo de automação são:
Automação de Bibliotecas 27

 da unidade de informação, mais comumente: bibliotecas (especializada, pública, escolar,


particular etc.);
 profissionais especializados: quantidade e cargos;
 usuários: caracterização, quantidade (frequência) e necessidades informacionais;
 serviços prestados: acesso a bancos de dados comerciais; disseminação seletiva da
informação (DSI), circulação de materiais, reprodução, comutação bibliográfica, levantamento
bibliográfico, normalização bibliográfica, resumos, clipping, hemeroteca etc;
 acervo: quantidade, especialização, suportes (livro, fascículo, volume, coleção) e projeções
de crescimento;

Leitura recomendada:
BAPTISTA, Dulce Maria. Do caos documentário a gerência da Informação. Ciência da Informação, Brasília, v.23,
n.2, p.239-248, maio/ago. 1994.

i. “Análise cuidadosa dos objetivos da entidade e das metas estabelecidas em seus planos de ação a
curto, médio e longo prazos. Os objetivos e metas deverão nortear a identificação da comunidade de
usuários e a definição dos serviços, evitando o desvio em ações não prioritárias.

ii. Identificação da comunidade de usuários dentro da entidade ou a serem atendidos pela mesma. A
identificação do perfil dos usuários deverá ser acompanhada de uma estimativa de seu número.

iii. Identificação da tipologia dos documentos que cobrem as necessidades informacionais da


comunidade de usuários.

iv. Estabelecimentos de uma política de seleção e aquisição.

v. Estabelecimento de acordos formais ou informais com outras entidades, com vistas ao intercâmbio de
documentos e compartilhamento de informações.

vi. Definição dos mecanismos de registro e organização dos documentos que serão conservados na
entidade após seu processamento, de acordo com um plano de classificação previamente
estabelecido com base na análise cuidadosa da tipologia dos documentos.

vii. Identificação dos elementos de dados que deverão ser levados em consideração no processamento
dos diversos documentos.
Automação de Bibliotecas 28

viii. Organização dos elementos de dados em campos específicos de maneira a constituir uma planilha ou
gabarito para a entrada dos dados característicos de cada documento...

ix. Verificação de que a estrutura dos campos na planilha respeita os princípios básicos das normas de
compatibilidade dos registros bibliográficos, aceitas internacionalmente.

x. Escolha das regras de preenchimento dos campos de dados, de acordo com as normas de
catalogação estabelecidas em nível nacional e internacional.

xi. Estabelecimento e identificação, no registro bibliográfico, dos campos susceptíveis de conter


informações de interesse nos processos de busca e recuperação.

xii. Inclusão no registro bibliográfico de campo(s) específico(s) para a inscrição dos descritores ou
palavras-chave representativo do conteúdo temático dos documentos.

xiii. Definição da estrutura dos catálogos ou índices temáticos remissivos que permitirão localizar as
fontes documentais referentes a assuntos ou a quaisquer outros critérios de busca pré-determinados.

xiv. Estabelecimento dos critérios básicos da estruturação dos dados na base de dados. Em princípio
deverá ser prevista a formação de dois arquivos: o arquivo mestre, que contém os elementos de
dados dos documentos ordenados pelos respectivos números de registro, e o arquivo invertido, no
qual as palavras-chave ou outros critérios de busca remetem aos números de registro dos
documentos que com eles se relacionam. Os números de registro dos documentos no arquivo
invertido são, os pontos de acesso aos registros bibliográficos e aos próprios documentos.

xv. Elaboração dos manais operativos de: a) seleção, aquisição e descarte; b) registro e classificação dos
documentos; c) descrição bibliográfica; d) elaboração de resumos; e) representação do conteúdo
temático com a atribuição de palavras-chaves e/ou descritores; f) organização de catálogos e índices;
g) estabelecimento das estratégias de busca.

xvi. Definição dos diversos serviços a serem oferecidos. Dentre outros, mereceriam destaque: a) serviços
rápidos de difusão e alerta direcionados em função dos interesses específicos de categorias de
usuários selecionados; b) serviços de busca e recuperação da informação, conforme solicitação; c)
serviço de acesso às fontes documentais primárias; d) serviço de consolidação de informações por
áreas de interesse; e) sinopses; f) traduções.

xvii. Teste manual do modelo e avaliação dos resultados.


Automação de Bibliotecas 29

xviii. Teste em ambiente de microinformática, de aplicabilidade de diversos sistemas gerenciadores de


bases de dados já existentes e avaliação dos resultados.

xix. Escolha e instalação em escala-piloto e avaliação dos resultados.

xx. Implementação do sistema automatizado em harmonia com a política global de informatização da


entidade.”

3.1.1. Descrição de processos

Além dos itens da Descrição Administrativa convém fazer um relato acerca dos fluxos de
trabalho. Ou seja, as operações executadas: (finalidade; onde são realizadas; quando são
realizadas; quem executa; qual ponto de início e término; quais são as unidades documentárias
manipuladas; qual o tempo de duração da atividades).

É importante atentar que para a automação, em muitas situações não haverá uma simples
implantação de hardware e softwares, serão necessárias mudanças de processos. Assim,
convém lembrar que a informática não corrige erros, não faz milagres. Se a unidade de
informação possui problemas estruturais não será a informática que irá resolver esses
problemas - em contrapartida ela será uma boa desculpa se a coisa não der certo!

Ainda, sobre processos, convém destacar que não se pode mudar o que não se pode avaliar e
não se pode avaliar o que não se pode medir. Desta forma é necessário obter dados que se
tornem indicadores para o planejamento efetivo da unidade de informação.
Automação de Bibliotecas 30

3.1.2. Fluxogramas na descrição de processos

Leitura recomendada:
PÉRICAS, Francisco Adell Péricas. Algorítmos e fluxogramas. Disponível em: <www.inf.furb.rct-
sc.br/~pericas/disc_geral/AF.pdf >. Acesso em: 25 jan. 2002.

Para a descrição de processos/procedimentos uma ferramenta indispensável é a


esquematização com o auxílio e fluxogramas, os quais permitem objetividade e clareza na
apresentação.

Sinteticamente o diagrama de blocos ou fluxogramas pode ser definido como é a apresentação


gráfica e esquemática de rotinas e procedimentos executados num processo definido que visa
a execução de uma tarefa/procedimento. A apresentação inclui desenhos que indicam a
natureza da operação e o desenlace do conjunto; isso com as respectivas alternativas de
decisão do processo.

Através do fluxograma é feito o desenho linear de um processo, isto é, é especificado o início,


meio e fim do mesmo. Cada instrução (etapa ou tarefa) é descrita dentro de uma figura
geométrica. Essas figuras são unidas por linhas e setas, que indicam a alternativa tomada e o
próximo passo a ser executado. A clareza e objetividade do conjunto é realçada pelas
diferentes figuras que podem ser adotadas, isso porque, o desenho indica o significado e a
natureza da operação.

Abaixo os diagramas mais utilizados em representações:

Oblongo: início é término do processo.


início/término

Seta: indicação da direção do fluxo.

processo Retângulo: Instruções imperativas, operações etc.

não Losango: a condição utilizada para decidir é descrita no interior do losango.


decisão

sim
A Conector circular: indica conexão da rotina.

A
Automação de Bibliotecas 31

apr esentação Apresentação de resultados.

entrada Paralelogramo: entrada (recebimentos) e saída de dados.


saída

Indica uma rotina completa que não foi detalhada no diagrama de blocos. Por
preparação exemplo pode-se indicar a preparação física de um livro, com as tarefas de
colocação de capa, reforços, etiquetas, bolso para cartão etc. num único
diagrama de preparação.

Continuação em página indicada no interior do diagrama.


1

Abaixo um exemplo de fluxograma, numa estrutura simplificada, descrevendo os


procedimentos para aquisição de materiais.

início

re cebe
sol icita ção

e xiste no S
a cervo

orçar

N
aprovado?

S
comprar

fim
Automação de Bibliotecas 32

3.2. Avaliação técnica

Caberá a Avaliação Técnica delinear as características de softwares candidatos a automação


da unidade de informação.

É razoável que a avaliação seja feita com, no mínimo, três softwares. É claro que critérios
como o tempo para a execução do projeto e o tempo para obtenção de informações dos
softwares devem ser fundamentais na escolha da quantidade dos candidatos.

As fontes de pesquisa para a escolha dos softwares são variadas: artigos publicados na
literatura especializada relatos de experiências em instituições, exposições e/ou
demonstrações em seminários e congressos especializados; propaganda e catálogos de
produtos; indicações de profissionais etc.

A melhor maneira para a obtenção da maioria dos dados técnicos é a utilização de módulos de
demonstração dos softwares candidatos, contudo, nem todas as empresas se dispõem a
fornecer os programas demo. Cabe ressalvar que em certa medida, de acordo com os valores
financeiros envolvidos, o fornecimento de um módulo demonstração do programa é realmente
um item de suma importância.

3.2.1. Avaliação de Softwares

Abaixo segue a proposta de um roteiro básico para análise do perfil técnico dos softwares:

a) Informações técnicas:
 hardware e periféricos diferentes do padrão PC (sim/não, quais);
 sistema operacional necessário para operação;
 arquitetura de operação em rede (sim/não);
 suporte a conexão remota (sim/não);
 quantidade de horas de treinamento necessárias para operação;
 especificações do contrato para suporte técnico e manutenção para alterações;
Automação de Bibliotecas 33

 facilidade de acesso ao suporte técnico (sim/não);


 atualização gratuita de versão com problemas de programação (bug´s) (sim/não);
 especificação da linguagem de programação;
 especificação do tipo de banco de dados utilizado;
 especificação dos tipo de materiais documentário (livro, fascículo, volume, coleção) que
suporta;
 possibilidade de personalização de telas, campos, macros etc. (sim/não);
 instalação inclusa (sim/não);
 fornecimento de módulos avulsos (consultas para usuários etc.) (sim/não, quais);

b) Informações operacionais:
 interface gráfica (sim/não);
 facilidade de operação na operação (sim/não);
 possui recursos de importação/exportação de dados (formatos de intercâmbio) (sim/não,
quais);
 fornecimento de manuais de operação e informes atualizados (sim/não);

c) Informações comerciais:
 custo total (licenças) e condições de comercialização;
 custo para atualizações;
 prazo de entrega;
 custo para instalação

d) Outras informações:
 tempo e histórico de mercado da empresa desenvolvedora;
 tempo de mercado do software;
 listagem de usuários do software (tempo de utilização);
Automação de Bibliotecas 34

Exemplo de planilha para a apresentação das especificações técnicas:

Informações Técnicas software 1 software 2 software 3


Hardware e periféricos necessários PC Apple PC
Sistema operacional necessário para Windows 95 Windows
operação 95
Arquitetura de operação em rede não sim sim
(sim/não)
Suporte a conexão remota (sim/não) não sim sim

Avaliação simulada

Selecionados os softwares candidatos os mesmos devem ser colocados à prova nas condições
de trabalho similares à unidade de informação que irá utilizar o produto. Isto quer dizer que os
softwares precisam ser testados. Imagina-se que os testes devam ser realizados, na medida do
possível, com bases de dados geradas pela própria unidade de informação. Muitos vendedores
de softwares apresentam seus produtos com bases de dados próprias, o que em algumas
situações, pode não representar nossa realidade de trabalho.

Etapas para a avaliação simulada:


 inserção de dados na ordem do fluxo de trabalho a ser adotado;
 inclusão de dados em tabelas/registros;
 inclusão de obras (tabelas relacionadas);
 verificação de existência de avisos quanto à duplicação de registros;
 verificação da integridade do banco de dados com sobrecarga de dados;
 acesso aos módulos de pesquisa (OPAC);
 impressão de relatórios, etiquetas e códigos de barra;

Texto:
Automação de Bibliotecas 35

CAFÉ, Lígia; DOS SANTOS, Christophe; MACEDO, Flávia. Proposta de um método para escolha de software de
automação de bibliotecas. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.2, p.70-79, maio/ago.. 2001.

REQUISITOS PARA AVALIAÇÃO E SELEÇÃO DE SOFTWARES PARA


AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS

CARACTERÍSTICAS GERAIS DO SOFTWARE


Integração de todas as funções da biblioteca
Software em língua portuguesa
Possibilidade de customização (personalização) do sistema
Possibilidade de expansão ou inclusão de novos módulos sob demanda
Documentação (manuais)
Manuais com fluxos operacionais
Preço do produto

ERGONOMIA
Interface gráfica
Possibilidade de customização (personalização) da interface
Menu de ajuda interativo

TECNOLOGIA
Arquitetura de rede cliente/servidor
Acesso via browser (Internet)
Acesso via Intranet
Velocidade de operação local (Intranet)
Velocidade de operação em rede (Internet)
Leitura de código de barras
Compatibilidade com o sistema operacional da biblioteca
Armazenamento e recuperação de caracteres da língua portuguesa
Data no formato dd/mmm/aaaa (língua portuguesa)
Capacidade de suportar acima de 1 milhão de registros bibliográficos
Atualização dos dados em tempo real
Segurança na integridade dos registros
Automação de Bibliotecas 36

Possibilidade de identificar alterações feitas no sistema e os responsáveis


Compatibilidade com o formato MARC
Protocolo de comunicação Z39.50
Padrão ISO 2709
Disponibilização on-line do acervo (OPAC)
Importação e exportação de dados para alimentação de sistemas de catalogação cooperativa
Acesso on-line a catálogos coletivos
Acesso simultâneo de usuários
Acesso ilimitado de usuários
Número de licenças
Níveis diferenciados de acesso ao sistema (senhas)
Armazenamento e recuperação de documentos digitais em diversos formatos
Tratamento de texto e imagem conforme o DDIF (Digital Documentation Interchange Format)

SELEÇÃO E AQUISIÇÃO
Controle integrado do processo de seleção e aquisição
Integração dos dados de pré-catalogação da aquisição para o processamento técnico
Controle de listas de:
sugestão
seleção
aquisição
reclamações
recebimento
Controle de fornecedores
Controle de editores
Cadastro de entidades com as quais mantém intercâmbio de publicações
Mala direta de usuários, editoras e instituições com as quais a biblioteca mantém intercâmbio
Controle de assinatura de periódicos
Compatibilidade com o formato do CCN
Identificação de dados do processo de aquisição
Identificação da modalidade de aquisição (doação, compra, permuta, depósito legal)
Controle de datas de recebimento do material adquirido
Automação de Bibliotecas 37

Emissão de cartas de cobrança, reclamações e agradecimento de doações


Elaboração de lista de duplicatas
Identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição
Controle da situação (status) do documento (encomendado, aguardando autorização,
aguardando nota fiscal etc.)
Controle do orçamento
Possibilidade de especificação da moeda de transação PESO

PROCESSAMENTO TÉCNICO
Compatibilidade dos campos com AACR2 (nível 2)
Controle da entrada de dados com regras de validação para os campos
Construção de lista de autoridades em formato MARC
Sistema de gerenciamento para construção de tesauro poli-hierárquico
Consultas interativas (com remissivas) durante o cadastramento de um registro:
tesauro
lista de autoridades
lista de editoras
lista de fornecedores
Correção dos registros associados a um autor ou assunto mediante alteração na lista de
autoridade ou tesauro
Possibilidade de duplicação de um registro para inclusão de novas edições
Processamento de materiais especiais
obras raras
memória técnica
periódicos
Possibilidade de importação de dados de catálogos cooperativos on-line
Possibilidade de importação de dados de catálogos cooperativos em CD-ROM
Geração de etiquetas para bolso
Geração de etiquetas para lombada com número de chamada
Geração de etiquetas com código de barras
Atualização em lote
Atualização on-line
Automação de Bibliotecas 38

CIRCULAÇÃO
Controle integrado do processo de empréstimo
Categorização de empréstimo: empréstimo domiciliar, especial e empréstimo entre bibliotecas
Cadastro de perfis de usuários
Definição automática de prazos e condições de empréstimo de acordo com o perfil do usuário
para cada tipo de documento
Código de barras para cada usuário
Definição de parâmetro para a reserva de livros
Emissão automática de cartas cobrança ou correio eletrônico para usuários em atraso
Aplicação de multas e suspensões com bloqueio automático de empréstimos
Possibilidade de pesquisar o status do documento (disponível, emprestado, em tratamento etc.)
Realização de empréstimo, renovação e reserva on-line

RECUPERAÇÃO DE INFORMAÇÕES
Interface única de pesquisa (busca em todo o sistema)
Interface gráfica de pesquisa
Interface de busca avançada
Interface de busca on-line
Pesquisa nos campos:
autor
título
assunto
editor
local
palavras-chave
tipo de documento
resumo
classificação (CDU)
classificação (Tabela de Áreas do Conhecimento do CNPq)
ISSN
ISBN
Automação de Bibliotecas 39

idioma
número de chamada
data
todos os campos
Possibilidade de busca a partir de determinada data ou entre datas
Possibilidade de selecionar os campos a serem pesquisados por caixas de seleção
Possibilidade de selecionar o mesmo campo mais de uma vez
Refinamento da busca por:
frase
operador booleano AND
operador booleano NOT
operador booleano OR
truncamento à esquerda
truncamento à direita
truncamento ao meio
proximidade entre os termos
distância entre os termos
Possibilidade de busca a partir dos resultados
Possibilidade de salvar estratégias de buscas para utilização posterior
Busca automática por tesauro
Busca interativa a partir da seleção de termos do tesauro
Capacidade de ordenar e classificar os documentos pesquisados por:
autor
título
assunto
relevância
tipo de documento
data (ordem cronológica decrescente)
Apresentação das referências em ordem cronológica decrescente (default)
Possibilidade de limpar o formulário para nova pesquisa
Visualização do resultado da pesquisa em forma de referência bibliográfica breve ou completa
(com resumo), de acordo com a ABNT
Automação de Bibliotecas 40

Visualização do resultado da pesquisa em forma de catálogo de acordo com a AACR2 (nível 2)


Visualização de todos os registros recuperados
Possibilidade de selecionar a quantidade de registros a serem exibidos em cada página
Visualização do número de registros recuperados
Visualização dos registros numerados (ex: 1/2, 2/2)
Capacidade de selecionar registros do resultado da pesquisa e imprimir
Capacidade de salvar os registros selecionados do resultado da pesquisa
Visualização do cabeçalho com identificação do assunto pesquisado e do número de
referências dos registros gravados
Indicação do status do documento pesquisado (emprestado, em tratamento ou disponível)
Indicação do status do periódico pesquisado (corrente, encerrado, suspenso)
Possibilidade de solicitação de empréstimo do documento
Possibilidade de solicitação de cópias do documento pelo COMUT

DISSEMINAÇÃO
Disseminação seletiva de informações (DSI)
Serviços de alerta

PROCESSO GERENCIAL
Gerenciamento de diversos tipos de documento
Geração de relatórios e estatísticas de:
seleção
aquisição
processamento técnico
circulação
intercâmbio
recuperação de informações
atualização de tesauro
listas de usuários, por categorias
documentos por utilização
documentos por assunto
documentos por autores
Automação de Bibliotecas 41

documentos por tipo


documentos em ordem alfabética
documentos em ordem de classificação
listas de autoridades
Geração de catálogo
Elaboração e impressão de bibliografias em formato ABNT
Inventário automático (código de barras)

CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA FORNECEDORA


Método de conversão retrospectiva de dados
on-line (pesquisa em catálogos cooperativos)
chaves únicas (ISSN, ISBN)
digitalização (scanner)
digitação
Período de teste
Demonstração do produto
Implantação
Treinamento
Suporte
Custo do suporte
Garantia de manutenção
Garantia de doação dos arquivos-fonte do software em caso de falência
Frequência de atualização do software
Disponibilização de novas versões
Aquisição do software antes da customização
Aquisição do software depois da customização

3.3. Metodologia para avaliação de softwares

Texto:
Automação de Bibliotecas 42

CAFÉ, Lígia; DOS SANTOS, Christophe; MACEDO, Flávia. Proposta de um método para escolha de software de
automação de bibliotecas. Ciência da Informação, Brasília, v.30, n.2, p.70-79, maio/ago.. 2001.

Etapas para um projeto de automação de bibliotecas

1) definição dos objetivos da automação;


2) diagnóstico da biblioteca, que inclui a identificação das diretrizes organizacionais, o
levantamento de dados bibliográficos e de infraestrutura, entre outros, a média de crescimento
do acervo, os produtos e serviços oferecidos etc.;
3) elaboração de fluxogramas das rotinas para análise dos procedimentos atuais;
4) identificação das necessidades da biblioteca a partir das informações coletadas;
5) levantamento de informações sobre os softwares disponíveis e agendamento das
demonstrações com as empresas;
6) análise das demonstrações e instalação das versões de teste dos produtos selecionados
para avaliação.

Elaboração de um sistema de notação com atribuição de pesos e notas aos critérios.

PESOS

- Indispensável, coeficiente (3). Este peso é atribuído a um critério imprescindível. Exemplo: a


integração de todas as funções de uma biblioteca é indispensável. Sem ela, a automação da
biblioteca não pode ser completada.

- Importante, coeficiente (2). Este peso é atribuído a um critério que pode ser interessante
para a biblioteca. Exemplo: o controle do orçamento da aquisição é interessante, mas não é
fundamental para a realização das tarefas de seleção e aquisição.

- Dispensável, coeficiente (1). Este peso é atribuído a um critério que é considerado


desnecessário para a biblioteca. Exemplo: a possibilidade de imprimir etiquetas para bolso de
livro é desnecessária uma vez que o empréstimo utilizará código de barras.
Automação de Bibliotecas 43

Uma vez determinada esta notação, a lista de critérios foi distribuída com as instruções para
atribuição do peso considerado adequado ao tipo de critério analisado.

As pessoas que preencheram a planilha se detiveram apenas a análise do conjunto de critérios


de sua competência. Assim, o pessoal da área de informática, por exemplo, analisou somente
o conjunto de critérios relativos às características gerais do software, ergonomia e tecnologia.

NOTAS

Após finalizada a etapa de atribuição de pesos, foi proposta uma escala de notas. Estas notas
seriam atribuídas no momento da avaliação de cada software. Elas obedecem a uma escala de
valor de 0 a 5.

Notas:

Inexistente (0) - o critério não existe.

Muito ruim (1) - o critério possui uma série de problemas, como, por exemplo, apresentar uma
interface de difícil utilização.

Ruim (2) - o critério possui ainda pequenos problemas.

Regular (3) - o critério funciona.

Bom (4) - o critério funciona perfeitamente e oferece algumas facilidades de utilização.

Excelente (5) - o critério funciona perfeitamente e oferece opções suplementares


interessantes.

Uma escala par de seis notas foi definida propositalmente, pois a inexistência de uma nota
central (como seria o caso de uma escala ímpar) força uma escolha mais consciente.
Automação de Bibliotecas 44

Com uma escala ímpar do tipo 1 – 2 – 3 – 4 – 5, é maior a tendência a atribuir a nota central (3)
quando o respondente não compreende bem o critério, o que poderia falsear os resultados
aproximando-os artificialmente da média.

Cálculo da Nota Final


F=NxP

onde,
F = nota final do critério avaliado
N = média da nota atribuída a um critério
P = média do peso atribuído a um critério

3.3.1. Exemplo de avaliação técnica

Peso
Integração das funções 3
Língua portuguesa 1
Customização 3
Novos módulos sob demanda 1
Manuais 3
Serviços de Alerta 1

Software 1 Software 2 Software 3


Peso Nota Parcial Nota Parcial Nota Parcial
Integração das funções 3 1 3 5 15 3 9
Língua portuguesa 1 5 5 1 1 4 4
Customização 3 1 3 4 12 3 9
Novos módulos sob demanda 1 5 5 1 1 4 4
Manuais 3 1 3 5 15 3 9
Serviços de Alerta 1 5 5 1 1 4 4

Total Simples 18 17 21
Total Ponderado 24 45 39
Automação de Bibliotecas 45

3.4. Softwares para unidades de informação

 Textos para desenvolvimento do tema:


LIMA, Gercina Ângela Borém. Softwares para automação de bibliotecas e centros de documentação ma literatura
até 1998. Ciência da Informação, Brasília, v.28, n.3, p.310-321, set./dez. 2001.

CÔRTE, Adelaide Ramos e Côrte. et al. Automação de bibliotecas e centros de documentação: o processo de
avaliação e seleção de softwares. et al. Ciência da Informação, v.28, n.3, p.241-256, set./dez. 1999.

Leitura recomendada:
CÔRTE, Adelaide Ramos, ALMEIDA, Iêda Muniz de. (Cood.) Avaliação de softwares para bibliotecas (coord.). São
Paulo: Polis, APB, 2000. 108p.

ACCESS MICROSOFT
http://www.microsoft.com/brasil

Microsoft Access é um sistema de gerenciamento de banco de dados relacional (SGBDR), que armazena e
recupera informações de acordo com os relacionamentos definidos pelo usuário. Pode ser destinado tanto a
gestão de bases de dados bibliográficas quanto a gestão de bibliotecas. Contudo, em qualquer um desses casos
será preciso criar as bases de dados (tabelas, formulários, consultas etc.) e, se necessário macros ou
procedimentos com programação especial. A construção de um banco de dados em Access requer
conhecimentos técnicos sobre o produto, bem como, conhecimentos da linguagem Visual Basic, caso se deseje
aprimorar resultados de apresentação, pesquisa e segurança.

ALEXANDRIA
http://www.alexandria.com.br/software.htm

Software destinado ao gerenciamento de pequenas bibliotecas. Projetado para gerenciar catálogos bibliográficos,
integrando e automatizando todas as funções básicas de uma média biblioteca.

O módulo de catalogação é integrado com os arquivos de autoridade permitindo a validação na entrada do registro
bibliográfico. Possui, ainda, a possibilidade de importação de registros em formato USMARC quando gravados em
arquivos tipo texto (txt).
Automação de Bibliotecas 46

"Alexandria Desenvolvido para atender às necessidades de bibliotecas de diversos tamanhos e objetivos, desde
as pessoais e caseiras até as especializadas ou redes de bibliotecas públicas. As versões mais especializadas do
sistema dão suporte a arquivos e centros de documentação. O Alexandria On-line foi projetado para gerenciar
catálogos bibliográficos, integrando e automatizando as funções básicas de uma biblioteca, como catalogação de
diferentes suportes - incluindo periódicos -, pesquisa, reserva de material, empréstimo e aquisição. Foi
desenvolvido para ambiente Windows, funciona em rede ou "stand alone" e é compatível com os padrões
internacionais de Intercâmbio de Registros Bibliográficos (MARC). Contato: Alexandria on-line" <Disponível em:
<http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

Características: Ambiente Windows; telas amigáveis, funcionamento em rede ou monousuário; funções totalmente
integradas, compatível com padrões internacionais de Intercâmbio de Registro bibliográfico (USMARC).
Empréstimo com utilização de código de barras.

HORIZONTE TECNOLOGIA DE INFORMÁTICA


Joinville SC, rua Princesa Isabel, 238, sala 201. Telefones (0xx47) 433-9239, fax (0xx47) 422-7783
http://www.multiacervo.com.br/

 MULTIACERVO FOR WINDOWS


Destinado a pequenas bibliotecas.

Características: Catalogação; pesquisa; empréstimo; segurança; reservas.

O MultiAcervo é um software que automatiza bibliotecas e centros de documentação, seja de instituições de


ensino ou organizações não acadêmicas.

Características: catalogação, pesquisa, empréstimo, controle de periódicos, aquisição e intercâmbio. Materiais:


livros, enciclopédias, fitas de vídeo, CD-ROM, arquivos eletrônicos, imagens, normas técnicas, procedimentos,
mapas ou outros; Consultas on-line, em rede para toda a instituição; Controle de empréstimos (movimentação,
reservas, multas, estatísticas e avisos); Controle de assinaturas de publicações periódicas; Código de barras,
relatórios de controle, relatórios estatísticos, informes via e-mail.
Automação de Bibliotecas 47

ALEPH - AUTOMATIZED LIBRARY EXPANDED PROGRAM


http://www.aleph500.com.br/

É um software desenhado e desenvolvido para o gerenciamento de grandes bibliotecas e outros centros de dados.

O ALEPH foi estruturado sob um padrão de máxima flexibilidade; utiliza um conjunto de tabelas que podem ser
modeladas de acordo com as necessidades de cada usuário e modificadas quando necessário

Características: Sistemas estruturado em módulos integrados, multilíngue, interface com sistema de imagens,
integra OPAC, ambiente rede, registros em formato MARC ou modelável, acesso à Internet.

ARCHES LIB
http://www.wa-corbi.com.br/arches.htm

O ARCHES LIB é um software para controle de bibliotecas, foi desenvolvido com a colaboração de bibliotecários
em conjunto com a equipe de Informática WA-CORBI.

ARGONAUTA
http://server01.datacoop.com.br/vportal/datacoop/index.php?option=com_content&task=view&id=15&Itemid=29

Desenvolvida pela Datacoop, a Família engloba softwares para automação de bibliotecas, museus, arquivos e
catálogo web dos acervos.

ATHON

Sistema de controle e gerenciamento de acervo de obras genéricas e especializadas, periódicos e arquivos que
disponibiliza as informações para consulta na Internet. Características do sistema: linguagem HTML, Javascript e
ASP, SQL Server 2000 como banco de dados, compatível com o Internet Explorer versão 6.0. Conversão
automática dos dados cadastrados do acervo para o código MARC e vice-versa. Possibilita o intercâmbio de
arquivos com as grandes bibliotecas. Contato: CAAD Tecnologia. <Disponível em:
<http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

BIBLIOBASE
http://www.salvato.com.br/prod_bibliobase.php
Automação de Bibliotecas 48

Sistema Integrado para Gestão de Bases de Dados em CDS/ISIS. Desenvolvimento cooperativo, em parceria
técnica e comercial de empresas brasileira e portuguesa. Padrões Internacionais adotados: Marc21, Unimarc,
AACR-2. Padrões e Exigências Brasileiras: NBR 6023, dados de avaliação do MEC-Ministério da Educação e
Cultura. Interface interativa e facilidade de operação, em ambiente operacional Windows. Facilidade de
atendimento e comunicação, mediante remessa de documentos e avisos via e-mail e integração dos produtos com
editores Microsoft Word e Excel. (Fonte: Porbase)

BIBLIOTECA ARGONAUTA

Sistema de administração de acervos compatível com padrões técnicos internacionais. Esse software está dividido
em controle de acervo de livros e periódicos, consultas, aquisição de material, sistema de empréstimo, relatórios,
tesauro e multimídia. Contato: Data Coop <Disponível em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-
May/001332.html>

BIBLIOSHOP ON-LINE
Florianópolis, Santa Catarina Brasil . Telefones (0xx48) 333-0422 / 9991-8046
http://www.biblioshop.com.br/

 WINISEMP - SOFTWARE DE CONTROLE DE EMPRÉSTIMOS


WinisEMP é um software de Controle de Empréstimos indicado para bibliotecas universitárias, escolares e
especializadas, que trabalha integrado com bases de dados padrão CDS/ISIS.

Características: Situação da obra, reserva e renovação via Internet (WebEMP); Envio de e-mail para usuário com
exemplar pendente; Envio de e-mail para usuário com reserva disponível; Geração de cartas; Geração de
carteirinhas de usuário; Geração de etiquetas de código de barras; Permite empréstimo através de senha;
Controle de acesso dos operadores.

Características técnicas: Arquitetura Cliente/Servidor; Banco de dados relacional (Oracle, InterBase ou SQL
Server); Utiliza a ISIS_DLL para acesso as bases CDS/ISIS; Desenvolvido em Delphi; Compatível com as versões
98, NT 4, 2000 e XP do Windows.

 WINISETIQ - SOFTWARE PARA PRODUÇÃO DE ETIQUETAS


WinisEtiq é um software para Produção de Etiquetas a partir de qualquer base de dados WinISIS. Ele pode ser
aplicado, por exemplo, para a produção de etiquetas de lombada, bolso, etc...

 WEBISIS - SOFTWARE PARA DISPONIBILIZAÇÃO DO ACERVO NA INTERNET/INTRANET


Automação de Bibliotecas 49

WebIsis é um software no formato CGI o qual permite a disponibilização do acervo na Internet/Intranet a partir de
uma base de dados no WinISIS.

Com uma interface de fácil utilização, permite realizar pesquisas por campos tais como: assunto, tipo de material,
coleção, autor, título, ano e idioma; utilizando inclusive operadores booleanos. Para facilitar a pesquisa, o WebISIS
ainda dispõe de um dicionário de termos.

Características: Pesquisa através de operadores booleanos (and, or, not), Permite o truncamento de termos com o
operador $, Dicionário de Termos, Apresentação dos resultados de acordo com as normas da ABNT e Possui
utilitário para atualização das bases na internet/intranet.

 KARDEX - SISTEMA DE KARDEX ELETRÔNICO


Kardex é um sistema criado especificamente para o cadastramento do acervo de Periódicos (revistas), permite o
gerenciamento completo das assinaturas da coleção.

Características: Catalogação de no mínimo 40 anos da coleção de periódicos, Ilimitado número de Títulos de


Revistas existentes na Biblioteca, Fornecimento da data do vencimento das assinaturas, Pesquisa com a
utilização de Operadores Booleanos (AND, OR, NOT, Truncamento $), Dicionário de Termos facetado por diversas
chaves de pesquisa como: autores, títulos, assuntos(Palavras-chave), idiomas , etc.., Contabilização de números
de exemplares da coleção, Exportação dos dados de acordo com o CCN, Geração de Cartas Personalizadas para
envio automaticamente pela Internet solicitando: assinatura/Renovação/Exemplar Faltante, etc

 WINISMEC - SOFTWARE PARA GERAÇÃO DE RELATÓRIOS PARA O MEC


WinisMec é um software desenvolvido especificamente para a Geração de Relatórios para o MEC a partir de uma
base de dados WinISIS.

Características: Relatório e Gráfico Estatístico de Obras por Assunto, Configuração de campos da base WinISIS.

BIBLOS - SISTEMA GERENCIADOR DE BIBLIOTECAS

O BIBLOS for Windows é um sistema integrado para pequenas bibliotecas. É orientado por menus e possui uma
ajuda on-line com as explicações necessárias para o preenchimento das informações.

Características: Controla todo tipo de obra ou documento, controle de empréstimo e reservas.

CALÍMACO Gestão de biblioteca


http://www.cadsoft.com.br/solu_calimaco.asp
Automação de Bibliotecas 50

Sistema de Gestão de Bibliotecas da CADSOFT: o Calímaco funciona de maneira integrada, desde a entrada do
material na biblioteca, até o momento do seu empréstimo. Permite processamento técnico rápido e eficiente.

CDI Controle de Documentação e Informação


http://www.bibliotec.com.br/soft.html

O CDI é um software gerenciador de informações voltado para Centros de Documentação; desenvolvido pela
Bibliotec. Cadastra, recupera, inclusive através de imagens, bem como movimenta empréstimos com código de
barras. As consultas podem ser feitas de várias formas de todos os materiais contidos em Centros de
Documentação e Informação.

CDS/ISIS Database software


http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=2071&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html

CDS/ISIS for Windows


GenISIS: DB publishing
Information Processing Tools
IsisAscii
IsisMarc
Javaisis
WEBLIS

CORUJA
http://www.coruja.eti.br/

É um programa de computador desenvolvido para automação de bibliotecas. É aprimorado constantemente por


equipe com experiência exclusiva em biblioteconomia. Desenvolvido desde o início com bibliotecárias, com análise
psico-cromática das telas e cores para melhor comodidade, bem como disposição dos campos nas telas, mais de
100 tipos de relatórios técnicos, estatísticos, analíticos e gráficos, do acervo e circulações. Atende as exigências
do MEC e de seus respectivos relatórios para autorização e reconhecimento de curso. Tem módulo de internet,
podendo interligar bibliotecas setoriais. Recursos de envio de email para usuários sobre controles de reservas e
circulação. O usuário pode reservar, pesquisar e até renovar empréstimos pela internet.

CLARITY
Automação de Bibliotecas 51

Informatizar tratamento e recuperação de informações e armazenamento eletrônico de documentos em ambiente


Windows.

Características:Elaboração de base de dados; acesso em rede; importação de dados; exportação de dados;


integração com outros softwares, recursos para digitalização de imagens.

DOBIS
O DOBIS é designado para bibliotecas públicas, universitárias, especializadas e nacionais, unitárias ou em rede.

O software integra as principais funções (serviços) de uma biblioteca.

Seus módulos on-line cobrem as tarefas de aquisição, catalogação, circulação, controle de periódicos e busca.
Isto é, o DOBIS permite acessar o acervo de uma biblioteca, submetendo ao mesmo estratégias de busca.

Características: Fichas catalográficas, saídas pelo sistema COM (Computer Out-put Microfilm), relatórios e
listagens estatísticas e administrativas.

EBOOK

Sistema gerenciador de acervos que auxilia no controle de acervos de bibliotecas com processamento integrado e
eficiente. Características do sistema: manual impresso e eletrônico, interface gráfica amigável, teclas de atalho e
menu interativo, compatível com sistemas operacionais Microsoft, bancos de dados SQL Server ou MSDE,
consultas via Internet, leitura e impressão de códigos de barras, atualização de dados em tempo real, seleção e
aquisição, movimentação de materiais, recuperação de informações, disseminação, importação e exportação de
dados em formato CNAB, processo gerencial e relatórios. Contato: Praxis Soluções. <Disponível em:
<http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

EMP

(Software para empréstimo) Sistema para gerenciamento de serviços de empréstimos de bibliotecas. Compatível
com o Winisis. Contato: Bireme. <Disponível em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

EXATO
http://www.acervo.com.br/frame_exato.htm
Automação de Bibliotecas 52

O Sistema EXATO Gerenciador de Arquivos e Documentos - Módulo Arquivo - Versão 3.0, idealizado para o
controle de documentos do Arquivo, dos Departamentos Contábil, Fiscal, Pessoal, Contas a Pagar/Receber,
Custos, Administrativo etc.

FOLIO VIEWS

É um software destinado ao gerenciamento de bases de dados textuais.

Características: Elaboração de base de dados; digitalização de imagem; pesquisa através de hipertexto;


vocabulário controlado; exportação de dados; integração com outros softwares; importação de dados via Internet.

GNUTECA

Informações e download do Gnuteca (sistema para automação de todos os processos de uma biblioteca,
independente do tamanho de seu acervo ou da quantidade de usuários). O Gnuteca é um software livre (sistema
Linux), o que significa que o mesmo pode ser copiado, distribuído e modificado livremente. O software é aderente
a padrões conhecidos como o ISIS (Unesco) e o MARC21 (LOC - Library of Congress).

Sistema em software livre (Linux) para gerenciamento do acervo da biblioteca, controle de empréstimo,
comunicação e colaboração entre bibliotecas e pesquisas em bases bibliográficas. A administração do sistema
pode ser feita no local ou remotamente. Permite o intercâmbio de informações com outros sistemas de bibliotecas,
pois foi desenvolvido de acordo com as normas internacionais ISO e o padrão internacional de catalogação MARC
21. É um sistema abrangente e genérico que se adapta a diferentes realidades e tipos de biblioteca. Download:
Gratuito Contato: Gnuteca. <Disponível em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

INFORMA
http://www.modonovo.com.br/fam2000.html

Software para o gerenciamento de acervos de bibliotecas e centros de documentação. Permite acesso aos
Bancos de Dados MS-SQL Server e Oracle.

Sistema de gerenciamento de acervos de bibliotecas e centros de documentação. É um software de fácil utilização


que engloba os principais serviços de uma biblioteca. Arquitetura cliente/servidor permite acesso aos bancos de
dados MS-SQL Server e Oracle, compatível com o programa Windows (Windows 98, ME, NT e 2000).
Características do sistema: consultas on-line (Internet/Intranet), recuperação e cadastro de publicações; controle
Automação de Bibliotecas 53

de publicações jurídicas, vocabulário e aquisições; e reserva de publicações. Contato: Modo Novo Consultoria e
Informática Ltda. <Disponível em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

HIGH SCHOOL

Sistema de administração escolar multiusuário que permite o gerenciamento setorial em uma mesma base de
dados. Esse software está dividido em módulos como controle acadêmico, controle financeiro e estatísticas e
ainda em módulos opcionais, como o controle de biblioteca (padrão CDS/Isis - Winisis ou Microisis). Os recursos
oferecidos por esse módulo são sistema de empréstimo, cadastro de livros e usuários por meio de código de
barras, geração de relatórios, catalogação padrão AACR-2 e referências bibliográficas NBR-6023. Contato: HS -
Consultoria & Associados. Disponível em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

LIBRARIUM
http://www.pr.gov.br/bibliotecas/librarium.html

O Librarium é um sistema de automação de bibliotecas, desenvolvido pela Companhia de Informática do Paraná -


CELEPAR, para ser utilizado em computadores que tenham acesso à Internet.

Site da Universidade Estadual de Londrina, desenvolvido e hospedado pela Companhia de Informática do Paraná
- CELEPAR, traz informações sobre sistemas para automação de bibliotecas disponíveis gratuitamente para
download.

LIGHT BASE

É um software destinado ao gerenciamento de bases de dados textuais, possibilitando o armazenamento e


recuperação de informações. Possui um esquema de segurança que suporta a figura de um administrador, que
controla toda a utilização das bases de dados, desde o cadastramento de usuários e pesquisas até a impressão
de relatórios.

Possui interface o usuário, através de menus, janelas, auxílio sensível ao contexto e, no caso de campos livres,
um editor de textos que possui parágrafos justificados, marcação de blocos, busca e substituição. É desenvolvido
em linguagem C++ possuindo versões para DOS, UNIX, VMS e Windows.

Na pesquisa possui além de da sintaxe boolenana em variados tipos de campos uma forma de pesquisa fonética.
Automação de Bibliotecas 54

MICROISIS

CDS-ISIS, MICROISIS-ISIS (INTEGRATED SET OF INFORMATION SYSTEMS)


CDS/ISIS “Computerized Documentation System / Integrated Set of System”, é destinado ao gerenciamento de
bases de dados bibliográficas e principalmente utilizado por pequenas bibliotecas especializadas. O software foi
desenvolvido pela “Division of Software Development and Services” da Unesco e distribuído no Brasil pelo IBICT -
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia

O software é estruturado de forma hierárquica (sequencial) e por isso, segundo Mattes (1999) “só pode ser
utilizado para registro de itens bibliográficos (não permite, por exemplo, numa mesma aplicação controlar os
registros bibliográficos e os arquivos de autoridade) e para recuperação deles.” Permite a utilização de programas
em uma linguagem de programação originária do Pascal (pascal-isis). Para a utilização plena de suas
características é necessário o desenvolvimento e utilização de programas externos.

O software pode gerenciar um número ilimitado de bases de dados documentais, sendo extremamente eficiente
na pesquisa.

Características:
Entre as vantagens do MICROISIS, destaca-se a intercâmbio de dados (exportação e importação) com outros
sistemas por meio da norma ISO 2709; pesquisa de cada elemento de campo ou subcampo.

MINIBIBLIO
http://www.athenas.com.br/

Sistema utilitário distribuído, de maneira livre, pela Athenas Software & Systems. A plataforma é baseada no
ambiente Microsoft Windows utilizando Borland Delphi e Borland Interbase como ferramentas. Para cadastro e
gerenciamento de livros, revistas, vídeos, manuais, discos e/ou dados. Possibilita o controle de empréstimos.
Bastante versátil, apresenta diferentes possibilidades de configuração visual e funcional.

MULTIACERVO

Software para automatização de bibliotecas e centros de documentação, seja de instituições de ensino ou


organizações não acadêmicas. Atende às principais funções de uma biblioteca: Catalogação - de livros,
enciclopédias, fitas de vídeo, CD-ROM, arquivos eletrônicos, imagens, normas técnicas, procedimentos, mapas;
Pesquisa - disponibiliza consultas on-line em rede para toda a instituição; Empréstimo - controla a movimentação
de empréstimo e devolução dos materiais, reservas, multas, estatísticas e avisos; Controle de periódicos -
aquisição, intercâmbio e assinaturas; Relatórios de gerenciamento, estatísticos e informes via e-mail. Prevê o uso
Automação de Bibliotecas 55

de código de barras, é totalmente multiusuário e verifica os direitos de cada usuário através de senhas. Segue
normas nacionais ou internacionais para catalogação, intercâmbio e referência bibliográfica e permite acesso via
Internet ou Intranet. Contato: Horizonte Tecnologia de Informática. Disponível em:
<http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

NOVALIB - SISTEMA INTEGRADO DE GESTION MULTIDOCUMENTAL


Novalib, é um sistema de gestão multidocumental que permite automatizar os processos habituais de qualquer
biblioteca ou centro de documentação: catalogação consulta e recuperação de registros, aquisição, empréstimo de
documentos, controle de publicações seriadas etc.

É uma aplicação multiplataforma e escalonável, que incorpora a funcionalidade de um grande sistema de gestão
de bibliotecas e centros de documentação.

Características: Registros em formato MARC, acesso por protocolo Z39.50, acesso integrado à Internet (esta
característica faz que qualquer PC remoto, tenha acesso aos serviços da biblioteca), OPAC.

OLLUS BIB - SISTEMA GERENCIADOR BIBLIOGRÁFICO


Estruturar e manter o acervo bibliográfico das organizações como unidades de informação, mapotecas, fitotecas,
filmotecas etc.

Características: Controle de empréstimo e reservas; disseminação seletiva da informação; pesquisa através de


lógica booleana; avaliação de investimentos; controle de acervos de outras instituições; processador de texto;
orienta na troca de duplicatas.

OPENBIBLIO
http://openbibliobrasil.cjb.net/

Página do Open Biblio, programa de Gerenciamento Bibliotecário, na versão em português. É possível obter
informações e ‘baixar’ o software e seu manual. O software é livre (custo zero) possui codificação aberta, escrita
em linguagem PHP e utiliza como banco de dados MySQL, ambos feitos para serem utilizados sob plataforma
Linux, porém flexíveis para serem usados em outras plataformas. O software Openbiblio gerencia os processos de
uma biblioteca – administração, relatórios, cadastros, circulação. Segue os padrões internacionais USMarc.
Automação de Bibliotecas 56

ORTODOCS
http://www.potiron.com.br/v2_index.htm

O OrtoDocs é um software Web-Based (100% operado através de um internet browser), construído com os
preceitos da arquitetura denominada Client/Server Multi-tier (Cliente/Servidor Multi-nós ou camadas).

Sistema para informatização de bibliotecas individuais ou interligadas em redes, com todas as suas atividades
integradas: catalogação segundo o padrão AACR2 para todos os tipos de materiais; controle patrimonial e de
circulação e de periódicos, pesquisa bibliográfica, aquisição de materiais , importação e exportação de dados e
geração de relatórios, utilizando o software ReportSmith, tornando possível as saídas de dados impressas de
acordo com as peculiaridades e necessidades de cada bibliotecas.” Côrte e Almeida (2000).

Características: Gestão de bibliotecas, Catalogação, Interface MARC/CALCO e outros; empréstimo; reservas;


controle de periódicos; exportação de dados; aquisição; acompanhamento orçamentário; importação de dados;
pesquisa; administração.

PERGAMUM
http://www.pergamum.pucpr.br/

O PERGAMUM – Sistema Integrado de Bibliotecas – é um sistema informatizado de gerenciamento de


Bibliotecas, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. O Sistema foi implementado na
arquitetura cliente/servidor, com interface gráfica - programação em Delphi, utilizando banco de dados relacional
SQL. O Sistema contempla as principais funções de uma Biblioteca, funcionando de forma integrada da aquisição
ao empréstimo, tornando-se um software de gestão de bibliotecas. Utiliza-se o formato MARC para padronização
dos documentos. Na página encontram-se informações relativas ao programa, manuais, atendimento e
requisições de suporte, lista de discussão e acesso a Rede Pergamum. Esta possui o catálogo das instituições
que adquiriram o software.

Desenvolvido pela Divisão de Processamento de Dados da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em


conjunto com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, contempla as principais funções de uma
biblioteca, funcionando de forma integrada, da aquisição ao empréstimo. Contatos: PUC/RJ PUC/PR. Disponível
em:
<http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>
Automação de Bibliotecas 57

PHL
http://www.elysio.com.br/

O PHL - Personal Home Library, é um sistema especialmente desenvolvido para administração de coleções e
serviços de bibliotecas e centros de informações. Foi concebido como uma alternativa moderna e eficiente às
bibliotecas e usuários com poucos recursos (financeiro e de pessoal) e que pretendem organizar suas coleções,
automatizar rotinas e serviços e/ou disponibilizar e compartilhar seus catálogos através da Web.

PROJETO BIBLIOTECA LIVRE


http://www.biblivre.ufrj.br/

www.biblivre.ufrj.br é um portal mantido pela equipe de desenvolvedores do projeto Biblioteca Livre, um projeto
proposto em conjunto pela SABIN (Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional) e pelo PEE/COPPE/UFRJ ao
MinC - Ministério da Cultura e que visa o desenvolvimento de um conjunto de programas de computador destinado
a informatização, através da modalidade de software livre, de bibliotecas dos mais variados portes e propiciar a
comunicação entre elas.

SÁBIO

Sistema de automação de bibliotecas que é dividido em processamento técnico, consulta bibliográfica, controle de
empréstimo, gerenciamento de aquisições e consulta via Internet. Características do sistema: compatível com os
formatos Calco e Usmarc, plataforma Windows 95/98/2000/NT, ambiente cliente/servidor, gerenciamento setorial e
código de barras. Contato: Wallis Software Ltda. Disponível em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-
May/001332.html>

SAGRES

Oferece recursos para aquisição, catalogação, pesquisa e circulação de documentos bibliográficos, tornando mais
fácil a realização das pesquisas. Além disso, permite o cadastramento de sugestões, a cotação de pedidos, a
reserva de publicações e o envio por e-mail de mensagens aos leitores com informações de seu interesse.
Compatível com os padrões Marc e AACR2. Contato: Tecnotrends - Soluções para o Ensino Superior. Disponível
em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>
Automação de Bibliotecas 58

SEIBIB

Sistema voltado para o armazenamento e a recuperação de informações bibliográficas estruturado com base em
funções do software MicroIsis, da Unesco. Adota o Formato de Intercâmbio Bibliográfico e Catalográfico - IBICT -
para registro dos dados e o código de catalogação Anglo-Americano - AACR-2 - para descrição dos documentos.
Destina-se a bibliotecas públicas, escolares, universitárias, de clubes e associações, centros de documentação de
empresas e de sociedades científicas e permite a entrada de dados, a recuperação de informações, a emissão de
catálogos, a indexação e a segurança da base de dados. Download: Gratuito Contato: CELEPAR - Companhia de
Informática do Paraná. Disponível em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

SOPHIA
http://www.primasoft.com.br/2006/html/interna_2.php?

Software para automação e gerenciamento de bibliotecas com diversos recursos. Imprime etiquetas de lombada
com código de barras e atende aos padrões do formato MARC 21.

Um sistema integrado para gestão de bibliotecas que contempla funções que abrangem as principais rotinas de
uma biblioteca ou de um centro de documentação e informação. Cadastramento de obras e usuários, controle de
circulações, consultas de obras por assunto, autor, título, etiquetas com código de barras para identificação de
exemplares e usuários, são algumas das rotinas que você pode realizar com rapidez e precisão nas informações.

Opera em qualquer microcomputador com sistema operacional Windows 95 e Windows NT Funciona em rede
(Novell, NT e outras), permitindo que uma pessoa esteja consultando uma obra enquanto outra pode estar
simultaneamente registrando um empréstimo Todos os relatórios do sistema podem ser visualizados antes de
serem impressos, ou exportados para diversos formatos de aplicativos MS Windows (Word, Excel, etc.).

Características: Controle de aquisições, controle de periódicos, empréstimo, controle de vocabulário, controle de


publicações jurídicas.

SYSBLIBI

Gestor de bibliotecas. Podendo ser executado em rede local, o Sysbibli permite que mais de uma pessoa possa
manipular as suas informações ao mesmo tempo, desde o cadastramento de publicações, empréstimos, até
consultas e emissão de relatórios, permitindo inclusive consultas pela INTERNET.

O Sysbibli é modular, só se adquire o(s) módulo(s) necessário(s).


Automação de Bibliotecas 59

Módulos integrados com informação “ON-LINE”; Totalmente interativo; Fácil implantação e utilização; Sistema real
de rede Cliente/Servidor Desenvolvido em Delphi Aceita protocolo TCP/IP; Rede local Windows NT, Novell 3.x &
4.x ou outras; Fault-Tolerant - não perde os índices com facilidade; Pode ser utilizado em LAN ou WAN (TCP/IP
roteável); A INTERNET pode ser usada como rede física; Número de usuários ilimitado (sem custo por usuário);

Características: Gestão de bibliotecas, Circulação; empréstimo; reserva; aquisição; indexação/tesauro; pesquisa;


gerenciador

THEMIS
http://www.aurum.com.br/index2.php?cat=produto_themis4

Software na área de gerenciamento de atividades jurídicas. Apresenta uma série de funcionalidades que permitem
um controle apurado de seus processos. O Themis 4.0 tem por base a experiência de mais de sete anos de
mercado de softwares jurídicos. Ele foi desenvolvido na plataforma cliente/servidor e está disponível em duas
versões: Themis 4.0 para Firebird (banco de dados gratuito), Themis 4.0 para SQL Server e Oracle.

THESAURUS
http://www.viaapia.com.br/

Sistema desenvolvido por Via Appia Informática destinado à completa automação das rotinas de bibliotecas
públicas e privadas. Voltado para acervos grandes e médios.

É um sistema de controle de bibliotecas e acervos informativos que abrange todo o ciclo operacional das
bibliotecas, desde o cadastro inicial dos usuários até a realização do balanço. Contempla os módulos de
referência, aquisição, circulação, processamento técnico e estatísticas. Contatos: Via Apia Informática. Disponível
em:
<http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

THESAURUS LIGHT
http://www.viaapia.com.br/

O Sistema Thesaurus Light foi desenvolvido especialmente para o gerenciamento completo de acervos
bibliográficos de médio e pequeno porte.
Automação de Bibliotecas 60

VIRTUA

É um sistema integrado para automação de bibliotecas projetado para bibliotecas centralizadas, distribuídas ou
consórcios de bibliotecas. É um sistema cliente-servidor, utilizando a plataforma Windows para consulta e entrada
de dados e servidores Unix de diversos fornecedores para armazenamento e tratamento da informação. A consulta
ao sistema pode ser efetuada via www, independentemente da plataforma utilizada. Contatos: VTLS Inc.
Disponível em: <http://listas.ibict.br/pipermail/bib_virtual/2005-May/001332.html>

VTLS VIRTUA
http://www.vtls.com.br/

Desenvolvido pela VTLS e baseado em padrões, o software para automação de bibliotecas é integrado, flexível e
aberto. Com ferramentas, tais como FRBR (Functional Requirements for Bibliographic Records), Notificações de
Update através do DSI, Revisões de Usuários e uma interface Smart Device para consulta ao catálogo, o software
permite criar perfis customizados para cada biblioteca e o usuário do staff acessarem mais de 600 funções através
do sistema. Oferece funcionalidade integrada entre os módulos, incluindo os sistemas de catalogação, aquisições,
periódicos, circulação e gerenciamento de relatórios.

WINSISIS
http://productos.bvsalud.org/product.php?id=wwwisis&lang=pt

A BIREME - Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciência da Saúde é o representante oficial no


Brasil de distribuição do software para bibliotecas desenvolvido pela UNESCO. Fornece informações de acesso ao
Software WINISIS e download do produto.

Tem as mesmas características do produto em ambiente caracter, o MicroIsis. É estruturado nos mesmos
conceitos do CDS/ISIS para DOS, mantendo inclusive a estrutura não relacional das bases. Possui a execução da
pesquisa facilitada pela interface gráfica.

WinISIS é um sistema criado especificamente para o cadastramento do acervo, onde permite catalogar qualquer
tipo de documento: Livros, Capítulos de Livros, Folhetos, Periódicos (Revistas/Jornais), Anais de Congresso,
Teses/Dissertações, Fftas de Vídeo, CD-ROM, Materiais Especiais (Multimeios), etc.
Automação de Bibliotecas 61

4. BANCOS DE DADOS

Informação

A importância da informação para a tomada de decisões nas organizações tem impulsionado o


desenvolvimento dos sistemas de processamento de informações.

Muitas ferramentas podem ser utilizadas no controle eletrônico dos dados:


 processadores de texto (editoração eletrônica);
 planilhas (cálculos com tabelas de valores);
 Sistemas de Gerenciamento de Bancos de Dados – SGBDs (armazenamento de grandes
volumes de dados, estruturados em registros e tabelas, com recursos para acesso e
processamento das informações).

Banco de Dados
Um banco de dados é usado para armazenar informações estruturadas e organizadas de forma
a permitir sua recuperação rápida e eficiente.

SGBD
Um banco de dados pode ser criado e mantido por um conjunto de aplicações desenvolvidas
especialmente para esta tarefa ou por um “Sistema Gerenciador de Banco de Dados” (SGBD).

Um SGBD permite aos usuários criarem e manipularem bancos de dados de propósito geral.
O conjunto formado por um banco de dados mais as aplicações que manipulam o mesmo é
chamado de “Sistema de Banco de Dados”.

Bancos de dados mais conhecidos


DB2, Informix, MySQL, SQL Server, Oracle.

Características de um SGBB
Automação de Bibliotecas 62

O SGBD (Sistema Gerenciador de Banco de Dados) é responsável em manter a integridade


dos dados onde o programador pode definir algumas regras. Os SGBD tem sete características
operacionais elementares sempre observadas:

 Controle de Redundâncias
 Compartilhamento dos Dados
 Controle de Acesso
 Interfaceamento
 Esquematização
 Controle de Integridade
 Backups

1 Controle de Redundâncias - A redundância consiste no armazenamento de uma mesma


informação em locais diferentes, provocando inconsistências. Em um Banco de Dados as
informações só se encontram armazenadas em um único local, não existindo duplicação
descontrolada dos dados. Quando existem replicações dos dados, estas são decorrentes do
processo de armazenagem típica do ambiente Cliente-Servidor, totalmente sob controle do
Banco de Dados.

2 Compartilhamento dos Dados - O SGBD deve incluir software de controle de concorrência


ao acesso dos dados, garantindo em qualquer tipo de situação a escrita/leitura de dados sem
erros.

3 Controle de Acesso - O SGDB deve dispor de recursos que possibilitem selecionar a


autoridade de cada usuário. Assim um usuário poderá realizar qualquer tipo de acesso, outros
poderão ler alguns dados e atualizar outros e outros ainda poderão somente acessar um
conjunto restrito de dados para escrita e leitura.

4 Interfaceamento - Um Banco de Dados deverá disponibilizar formas de acesso gráfico, em


linguagem natural, em SQL ou ainda via menus de acesso, não sendo uma "caixa-preta"
somente sendo passível de ser acessada por aplicações.
Automação de Bibliotecas 63

5: Esquematização - Um Banco de Dados deverá fornecer mecanismos que possibilitem a


compreensão do relacionamento existentes entre as tabelas e de sua eventual manutenção.

6 Controle de Integridade - Um Banco de Dados deverá impedir que aplicações ou acessos


pelas interfaces possam comprometer a integridade dos dados.

7 Backups - O SGBD deverá apresentar facilidade para recuperar falhas de hardware e


software, através da existência de arquivos de "pré-imagem" ou de outros recursos
automáticos, exigindo minimamente a intervenção de pessoal técnico.
(http://www.linhadecodigo.com.br/artigos.asp?id_ac=396)

Arquitetura Cliente/Servidor

A arquitetura cliente/servidor possui uma premissa simples: computadores diferentes executam


tarefas diferentes e cada computador pode se otimizado para uma tarefa em particular. Em um
ambiente de rede, o SGBD fica em uma única máquina. Contudo, muitos aplicativos acessam o
banco de dados e todos os clientes fazem solicitações ao mesmo banco de dados. O programa
que aceita e trabalha essas solicitações é o SGBD, e a máquina na qual o SGBD está sendo
executado é o servidor de dados.
(http://www.linhadecodigo.com.br/artigos.asp?id_ac=401)

4.1.1. Banco de Dados Relacional

O modelo relacional foi proposto E. F. F. Codd, um matemático do Laboratório de Pesquisas da


IBM, em trabalho publicado 1970. (Um Modelo Relacional para Grandes Bancos de Dados
Compartilhados), contendo um sistema de gerenciamento e descrevendo uma álgebra
relacional para dados organizados em tabelas.

O termo relacional não vem do relacionamento entre as tabelas de dados, mas, sim do
conceito matemático de relação – um subconjunto do produto cartesiano de uma lista de
domínios. Por exemplo, considere o conjunto (ou tabela) Cliente contendo código e nome: há
um conjunto de valores possíveis para ambos e esse conjunto é o que se denomina domínio.
Automação de Bibliotecas 64

Assumindo uma segunda tabela - Título - cada um contendo número e valor e possuindo,
também, um domínio. Uma terceira tabela –ClienteTítulo - poderá conter um subconjunto de
todas as linhas do produto entre as duas primeiras tabelas Cliente e Título:

Cliente_Título = Cliente X Título

4.2. SGBD – Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados

4.2.1. Access

Lançado pela Microsoft em 1992, o Access vendeu mais de um milhão de cópias em menos de
um ano. Em abril de 1994 foi lançada a versão 2.0 (quando o Access ganhou maioridade como
BANCO DE DADOS), no próximo mês chegou ao Brasil a mesma versão em Português. Uma
característica marcante do Access é a sua facilidade de uso (sendo o mais fácil SGBD). Da
versão 2.0 pulou para a versão 7.0 (ou 95) e está no momento na versão 8.0 ou 97), lançada
em março deste ano (1997).

4.2.2. SQL Server - O Microsoft SQL Server

O Microsoft SQL Server foi originalmente baseado no Sybase SQL Server X, quando da versão
4.2. Na versão 6 a Microsoft implementou modificações visando fazer uso de características
multitarefa do Windows NT. Atualmente está na versão 6.5, sendo aguardado para agosto/97 a
versão 7, bem como uma versão Personal, para ambiente Windows 95 (97).”

4.2.3. Diferenças entre o Access e o SQL Server

O Access é um banco de dados com arquitetura de Desktop enquanto o SQL Server é um


servidor de Banco de dados que utiliza a arquitetura Cliente/Servidor. Só nesta característica
podemos notar muitas diferenças importantes como segurança de dados, ferramentas de
Automação de Bibliotecas 65

backup, procedimentos agendados, integração com o Windows NT/2000, ferramentas


adicionais de performance e análise, etc.

O Access é recomendado para aplicação com poucos usuários e com bases de dados não
muito grandes. Eu particularmente não recomendo o uso de arquivos Access para aplicações
Web de médio a grande porte, pois se algo der errado, dificilmente você poderá recuperar os
dados se você não possuir um backup.

4.2.4. MySQL
MySQL é um sistema de gerenciamento de banco de dados relacional multiencadeado, de
código-fonte aberto e nível corporativo.
Automação de Bibliotecas 66

5. SOFTWARES PARA UNIDADES DE INFORMAÇÃO

Um software para unidades de automação terá o papel de processar dados bibliográficos.


Quando a automação é feita numa unidade de informação que já existe, ou seja, uma
biblioteca com seus catálogos, comumente grande parte dos dados necessários virão de
fichas catalográficas, caso elas já existam; são dados que descrevem os materiais, como
número de classificação, notação de assunto, notação de autor, autores, títulos, locais de
publicação, notas, descrição física, ISBN, assuntos relacionados etc.

 A linguagem de programação é a responsável pela forma de apresentação de telas, por


operações, por cálculos, ou seja, por toda as ações executadas.

 O Banco de Dados é o local onde são armazenados os dados, em nosso caso dados
bibliográficos das obras, ou seja, lá estão os caracteres (palavras e sinais) com compõem a
descrição de títulos, autores, editoras, assuntos etc. É como uma grande colmeia onde cada
casulo tema a responsabilidade de guardar uma determinada informação. Esses casulos são
os chamados de campos: campo TÍTULO, campo AUTOR, campo EDITORA, campo
ASSUNTO etc. A coleção dos campos que compõem a descrição completa de uma obra é
chamada registro.

Com o objetivo de visualizar essa estruturação num ambiente informacional, temos abaixo uma
sequencia de exemplos de como 5 obras estariam ‘fisicamente’ armazenadas em softwares
Automação de Bibliotecas 67

com conceito por arquivo e relacional. As obras possuem os dados (campos) autor, título da
obra e editora, descritos a seguir:

ALENCAR, José de. O tronco do ipê. Editora Saraiva.


ALENCAR, José de. O sertanejo. Editora Saraiva.
ALENCAR, José de. As minas de prata. Editora Clube do livro.
ASSIS, Machado de. Yayá Garcia. Editora Século.
ASSIS, Machado de. Yayá Garcia. Editora Saraiva.

1° exemplo com Banco de Dados por arquivo:

No software por arquivo temos um Banco de Dados concebida com registros que expressam a
obra como um todo. Todas as características da obra devem estar presentes nos campos de
um único registro.

Banco de dados LIVROS:


Campo Código: 001
Campo Autor: ALENCAR, José de
Campo Data nasc.: 01/05/1829
Campo Local nasc.: Fortaleza (CE)
Campo Autor nome certo: ALENCAR, José Martiniano de
Campo Título: O tronco do ipê
Campo Editora: Editora Saraiva

Campo Código: 002


Campo Autor: ALENCAR, José de
Campo Data nasc.: 01/05/1829
Campo Local nasc.: Fortaleza (CE)
Campo Autor nome certo: ALENCAR, José Martiniano de
Campo Título: O sertanejo
Campo Editora: Editora Saraiva

Campo Código: 003


Campo Autor: ALENCAR, José de
Campo Data nasc.: 01/05/1829
Campo Local nasc.: Fortaleza (CE)
Campo Autor nome certo: ALENCAR, José Martiniano de
Automação de Bibliotecas 68

Campo Título: As minas de prata


Campo Editora: Editora Clube do Livro

Campo Código: 004


Campo Autor: ASSIS, Machado de
Campo Data nasc.: 21/06/1839
Campo Local nasc.: Rio de Janeiro (RJ)
Campo Autor nome certo: ASSIS, Joaquim Maria Machado de
Campo Título: Yayá Garcia
Campo Editora: Editora Século

Campo Código: 005


Campo Autor: ASSIS, Machado de
Campo Data nasc.: 021/06/1839
Campo Local nasc.: Rio de Janeiro (RJ)
Campo Autor nome certo: ASSIS, Joaquim Maria Machado de
Campo Título: Yayá Garcia
Campo Editora: Editora Saraiva:

Abaixo temos os mesmos registros numa forma tabular (tabela):


. autor data nasc. Local Autor nome certo Título Editora
1 ALENCAR, José de 01/05/1829 Fortaleza ALENCAR, José Martiniano de O tronco do ipê Saraiva
2 ALENCAR, José de 01/05/1829 Fortaleza ALENCAR, José Martiniano de O sertanejo Saraiva
3 ALENCAR, José de 01/05/1829 Fortaleza ALENCAR, José Martiniano de As minas de prata Clube Livro
4 ASSIS, Machado de 21/06/1839 Rio de Janeiro ASSIS, Joaquim Maria Machado de Yayá Garcia Século
5 ASSIS, Machado de 21/06/1839 Rio de Janeiro ASSIS, Joaquim Maria Machado de Yayá Garcia Saraiva

Nesse tipo de estrutura pode-se observar que se tivermos a inclusão de uma outra obra de um
autor já cadastrado, será preciso, novamente, preencher todos os seus dados. Isso, além de
ser um desperdício de espaço no computador, é um grande desperdício de tempo.
Automação de Bibliotecas 69

2° exemplo com Banco de Dados relacional:

Em nosso exemplo relacional temos três bases de dados (tabelas); duas para os depósitos de
informações comuns (Tabela AUTOR e Tabela EDITORA) e uma para a composição da obra
em si (Tabela OBRA).

tabela AUTOR tabela OBRA


có dig o códi go obra
tabela EDITORA
autor título
códi go edi tora
data nasci mento autor
edi tora
l ocal edi tora
nome certo

Convém destacar que na criação de um Banco de Dados, além dos próprios campos em si,
sempre devemos, em cada tabela, criar um campo de identificação do registro (campo código).
É o campo de endereço do registro. Em alguns softwares, como o Access, é o campo
determinado com a chave primária.

Em nosso exemplo de Banco de Dados relacional temos os seguinte campos na tabela


AUTOR:
 Campo Código: seu conteúdo é um código. É o campo de identificação do autor para o sistema.
 Campo Autor: seu conteúdo é o nome do autor.
 Campo Data nasc.: seu conteúdo é a data de nascimento autor.
 Campo Local nasc.: seu conteúdo é o local de nascimento do autor.
 Campo Autor nome certo: seu conteúdo é o nome de batismo do autor.

Conteúdo da tabela AUTOR:


autor_cod autor
001 ASSIS, Machado de
002 ALENCAR, José de

Na tabela EDITORA temos os campos:


Automação de Bibliotecas 70

 Campo Código: seu conteúdo é um código. É o campo de identificação do autor para o sistema.
 Campo Editora: seu conteúdo é o nome da editora.

Conteúdo da tabela EDITORA:

editora_cod editora
001 Saraiva
002 Século
003 Clube do Livro

Já temos duas tabelas que irão fornecer dados, agora precisamos montar a tabela que
representará a Obra.

Na tabela OBRA temos os campos:


 Campo Código da Obra: seu conteúdo é um código. É o campo de identificação da obra para o
sistema.
 Campo Título: seu conteúdo é o título da obra.
 Campo Autor: seu conteúdo é o código do autor editora.
 Campo Editora: seu conteúdo é o código da editora.

Conteúdo da tabela OBRA:


obra_cod titulo autor_cod editora_cod
001 O tronco do Ipê 002 001
002 O sertanejo 002 001
003 As minas de prata 002 003
004 Yayá Garcia 001 002
001 Yayá Garcia 001 001
Automação de Bibliotecas 71

Na prática é como se tivéssemos a seguinte tabela:

obra_cod título autor_cod editora_cod


1 O tronco do ipê ALENCAR, José de Saraiva
2 O sertanejo ALENCAR, José de Saraiva
3 As minas de prata ALENCAR, José de Clube Livro
4 Yayá Garcia ASSIS, Machado de Século
5 Yayá Garcia ASSIS, Machado de Saraiva

A tabela Obra possui apenas dois campos com dados próprios, a saber: ‘Código da Obra’ e
‘Título’. Os campos ‘autor’ e ‘editora’ têm em seu conteúdo um código, porém um código
copiado das tabelas de origem, esse é o responsável por localizar autor e editora em suas
tabelas fontes.

Vemos que no software de modelo relacional a tabela que forma a obra pode não possuir, na
realidade, dados próprios em alguns campos. Esses campos possuem, em lugar de dados da
descrição bibliográfica, um código que é a chave, ou seja, o endereço de onde as informações
realmente estão.

Como podemos observar, na figura abaixo, o êxito do relacionamento entre as tabelas, isto é,
suas ligações dependem do endereço dos dados, ou seja, a chave (ponteiro) de
direcionamento. Esta chave é como se fosse um código de endereçamento postal (CEP); como
não pode haver um mesmo CEP para duas localidades diferentes, também não pode haver
dois registros que tenham o mesmo código no campo chave. Em nosso exemplo, cada autor
possui um código de registro, é a chave para a sua localização no sistema.

Tabela Autor Tabela Obra


end. end.
n. re g. autor n. re g. título reg. autor reg. e ditora

001 Assis 001 O tronco do ipê 002 001

. . . .
002 Ale ncar . . . .
. . . .

004 Yayá Garcia 001 002


Automação de Bibliotecas 72

Nesse Banco de Dados relacional pode-se formar registros novos utilizando-se de informações
já cadastradas. A tática está em preencher o cadastro (bases de dados que fornecem
informações comuns) uma única vez e nas demais reaproveitar seus dados. Por isso torna-se
é extremamente útil. Quando, por exemplo, há alguma alteração num campo que pertence a
inúmeros registros basta alterarmos a fonte de dados. Digamos que o endereço de uma
determinada editora foi alterado. Na base relacional só alteramos a fonte dos dados na base
comum, ou seja, onde eles realmente estão. Numa base por arquivo precisaríamos alterar
todos os registros de obras que tivessem essa editora.

“A construção de um banco de dados para um sistema integrado de bibliotecas deve ser


projetada de modo a permitir a composição de um registro bibliográfico a partir de diferentes
arquivos de dados; a interação da informações de uma obra (registro bibliográfico) com
arquivos de informação de cópias dessa obra existentes na coleção e a interação do registro
bibliográfico com arquivos contendo informações de fornecedores e dos registros de cópias
com arquivos de usuários. Independente do modelo de software gerenciador de banco de
dados, relacional ou não, sua estrutura deve expressar esse relacionamento...
Automação de Bibliotecas 73

6. BANCOS DE DADOS NA INTERNET

Leitura recomendada:
HESSEL, Leandro Silveira. ASP : uma alternativa para acesso a base de dados CDS/ISIS via web. Disponível
em: <http://WWW.oraculo.inf.br/ebib/bibvirt.htm>. Acesso em: 13 fev. 2003.

RESMER, Maria José. Conversão de base de dados MicroIsis para Internet. Ciência da Informação. v. 26, n.2,
1997.

6.1. Disponibilização de Bancos de Dados na Internet

É possível ‘disponibilizar’ Bancos de Dados na Internet de diversas maneiras, tudo depende de


alguns fatores técnicos tais como: tipo de hardware que se dispõe (Servidor), software para o
servidor WEB, Banco de Dados etc.

Basicamente temos etapas para o processo:

1. Disponibilizar o Banco de Dados no Servidor Web. Isso pode ser feito através de
transferência de um equipamento local para o Servidor ou o equipamento local já manipula
diretamente o Banco de Dados no Servidor.

2. No servidor deverão estar os programas que processarão as requisições dos usuários da


Internet. Ou seja, são programas que recebem as consultas, processam e devolvem o
resultado.
Automação de Bibliotecas 74

Etapa 1: ‘disponibilização’ do Banco de Dados para o Servidor

Servidor

Abriga o Banco de
Transferência/manipulação do Dados
Banco de Dados de dados Exemplos:
Access,
SQLServer,
Oracle

Micro
Software

Etapa 2: Acesso do Banco de Dados por usuários da Internet

Requisição

Servidor
Web

Resposta
Micro
Internet
Automação de Bibliotecas 75

“A troca de informações na WEB, é baseada num modelo cliente/servidor, onde um cliente


HTTP (browser cliente WEB) se comunica com um servidor HTTP (Servidor WEB) requisitando
arquivos. Geralmente estes arquivos encontram-se no formato HTML (Hypertext Markup
Language). Ao receber o arquivo HTML o cliente verifica cada linha de comando, solicitando ao
servidor HTTP os arquivos indicados. Esse é o modelo básico e estático de apresentação de
páginas na Internet, não podendo haver nenhuma interação do usuário.

Para tornar a Internet mais dinâmica e interativa foi criado o CGI, um protocolo de comunicação
através do qual o servidor WEB intermedia a transferência de informações entre um programa
(no mesmo computador que o servidor) e um cliente HTTP (browser). Através desse sistema
tornou-se possível receber uma informação do cliente, processá-la, e retornar uma página
HTML montada na hora. Apesar de resolver o problema da interatividade, os programas

CGI apresentam alguns problemas técnicos, sendo a principal delas o fato de tais programas
executarem num processo diferente do Web Server, pois nada mais são do que um programa
executável.

Sendo assim, um servidor que recebesse várias requisições simultâneas facilmente se


sobrecarregaria e travaria, pois cada cliente que invoca este executável cria uma nova
instância diferente do mesmo. Ou seja, se 50 pessoas apontam seus browser para um
executável em um determinado servidor, este executável será carregado 50 vezes. Seria algo
como clicar 50 vezes no ícone de um programa do Windows, carregando-o 50 vezes na
memória. A performance do servidor cai vertiginosamente, podendo chegar ao estado de
inoperância.

O método mais utilizado atualmente para acessar bases de dados no formato CDS/ISIS, tanto
as geradas pelo Microisis quanto Winsisis é baseado em CGI, portanto suscetível aos
problemas já citados. Uma alternativa ao CGI, é o ASP (Active Server Page) da Microsoft, que
funciona de forma diferente. A partir do cliente (browser) faz-se uma requisição para uma
página ASP hospedada em determinado servidor Windows NT usando o protocolo HTTP que
Automação de Bibliotecas 76

recebe e processa a requisição. O arquivo solicitado é lido no servidor que determina o que
deve ser interpretado por ele e depois devolvido ao cliente.

A plataforma mais utilizada para hospedar uma página ASP é o Windows NT Server 4.0 (ou
superior) com o Internet Information Service 3.0 (ou superior), sendo esse último o programa
servidor Web da Microsoft. Para efeito de teste, também é possível executar uma página ASP
com o MS Personal Web Server (PWS) para Windows NT Workstation ou Windows 9.X,
embora não seja muito recomendado. Para plataformas Unix/Linux, já existem módulos que
fornecem suporte ao ASP. Segundo Marzano (2000) a empresa CHILI!SOFT está
disponibilizando para compra online desde 08/03/2000, a versão final de seu software para
plataforma Linux, o CHILI!ASP FOR LINUX 3.5.00.

As principais vantagens do ASP sobre o CGI são: segurança na execução, facilidade na


programação (pode utilizar de comandos em VBScript, JavaScript e HTML), utilização de uma
linguagem interpretada e não compilada, facilidade de acesso a base de dados e proteção do
código fonte da página, pois o servidor retorna somente o resultado HTML.

Segundo Barreto (1998), o ASP fornece todos os recursos de aplicações CGI de uma forma
mais fácil e mais robusta. Com ASP, é bem mais fácil criar conexões entre o browser e os
dados em formatos normalmente incompatíveis com HTML, como bancos de dados. O ASP é
mais robusto por não criar um processo no servidor para cada pedido do usuário, como
acontece com o CGI. Usando ASP ao invés de CGI, um servidor pode atender a um grande
número de pedidos de usuários de forma mais rápida e usando menos memória. Além disso,
criar páginas ASP é em geral muito mais fácil do que criar aplicações CGI.” (HESSEL, [2002?])

A seguir teremos uma descrição básica da estrutura para que um Banco de Dados esteja
disponível na Internet. Serão descritos os elementos principais para a disponibilização de um
Banco de Dados no padrão Isis e um Banco de Dados Access.

6.2. Servidores Internet


Automação de Bibliotecas 77

Unix e WindowsNT são as escolhas mais comuns. Cada um tem suas vantagens. Unix é
escalável e expansível, é um sistema muito estável e tem um grande suporte para produtos
gratuitos e de boa qualidade. Como o sistema é escalável, caso seja necessário mover os
dados para uma máquina mais poderosa, isso é feito sem grandes problemas. O Unix
consegue também fornecer acesso a outros serviços integrados a servidores WWW, como
servidores de listas de discussão, Chat Rooms, suporte para usuários ligados via modem, etc.
Qualquer administrador Unix coloca um servidor WWW no ar em minutos.

A plataforma NT é uma boa escolha se não há um conhecimento profundo de Unix, se tem um


orçamento apertado, tem uma cultura Windows no local de trabalho ou tem seus bancos de
dados no ambiente. O NT é o sistema operacional mais estável que a Microsoft produz.
Existem mais de 10 servidores WWW para NT, e o custo da plataforma de Hardware é barato.
Mas a coisa mais importante é que no NT temos acesso facilitado aos dados guardados em
bases que são padrão de mercado (como o Access), via ODBC.

Funcionamento do Servidor

O ambiente WWW funciona como um ambiente cliente-servidor, como todos os outros serviços
disponíveis na Internet. Nesse ambiente, temos dois computadores que se conectam entre si
via rede e trocam informações.

O pedido mais comum do cliente WWW para um servidor é um pedido de informação. Tanto o
pedido quanto a resposta tem um formato padrão, que é dividido em 4 seções diferentes. Cada
seção tem sua própria função. Algumas são opcionais, outras não. Normalmente todas elas
são necessárias para o funcionamento correto da conexão.

6.3. CGI

O CGI (Common Gateway Interface) serve para fazer a ligação entre o servidor WWW e a
máquina servidora. Ele é utilizado para qualquer tipo de serviço, desde contadores até acesso
Automação de Bibliotecas 78

a banco de dados. A utilização de CGI’s no servidor geralmente está relacionada com o


processamento de dados enviados por formulários.
Automação de Bibliotecas 79

6.4. ASP

As ASP (Active Server Pages - Páginas de Servidor Ativas) são um ambiente para
programação por scripts no servidor, que você pode usar para criar páginas dinâmicas,
interativas e de alta performance. Como as páginas ASP, os scripts rodam no servidor e não no
cliente. É o próprio servidor que transforma os scripts em HTML padrão, fazendo com que
qualquer browser do mercado seja capaz de acessar um site que usa ASP.

Entre os recursos que podem ser implementados via ASP, podemos citar:

 Programação em VBScript ou JScript


 Acesso a banco de dados
 Sessões (persistência de informações no servidor)

ASP surgiu juntamente com o lançamento do Internet Information Server 3.0. Esta é uma
solução Microsoft, que exige que o seu servidor precisa rodar um sistema operacional da
Microsoft (Windows 95 ou NT). Os seguintes servidores suportam o uso de páginas ASP:

 Microsoft Internet Information Server versão 3.0 no Windows NT Server


 Microsoft Peer Web Services versão 3.0 no Windows NT Workstation
 Microsoft Personal Web Server no Windows 95 ou Windows 98

A grande vantagem, porém, é que existe esta exigência apenas do lado do servidor. No lado do
cliente, você pode utilizar qualquer browser, mesmo os que não suportam VBScript (como os
da Netscape).
Automação de Bibliotecas 80

Esquemas de Funcionamento de uma página ASP

6.5. Acesso a Bancos de Dados

O servidor WWW é capaz de acessar dados armazenados no servidor. Isso pode ser feito de
diversas maneiras, desde programação de interfaces com o banco de dados através de CGI’s
até a compra de um SGBD que permita o acesso via protocolo HTTP.

Em qualquer caso, o acesso a bases de dados representa um aumento na preocupação em


termos de segurança, uma vez que os dados vão ficar mais expostos e vulneráveis a ataques,
uma vez que a base está ligada de alguma maneira ao servidor.

6.6. Bancos de Dados, clientes

O cliente WWW (Chrome, Internet Explorer, etc.) funciona mandando um pedido para um
servidor WWW, que recebe o pedido, interpreta e devolve o resultado. O cliente recebe o HTML
Automação de Bibliotecas 81

que informa como ele deve proceder quando houver a interação do usuário (o famoso “click”).
O HTML permite a confecção de formulários para entrada de dados, de modo que o servidor
WWW consegue receber um pedido parametrizado.

Esses parâmetros podem ser enviados para um programa no servidor (Common Gateway
Interface, ou CGI), que por sua vez faz o acesso à base de dados (que está na mesma
máquina). Esse programa gera um relatório e o devolve ao cliente. A integração com a base
assim se completa, no esquema abaixo:

Parâmetros CGI /ASP

Servidor
Browser WWW Banco de
Dados

Relatórios Resultado
Automação de Bibliotecas 82

7. CONVERSÃO RETROSPECTIVA

A conversão retrospectiva, na realidade, é o aproveitamento de registros de bases de dados de


outras bibliotecas para a catalogação de nossos registros. Praticamente isso se dá por várias
formas, pode-se celebrar um convênio entre instituições e, por exemplo, através de uma lista
de ISBN’s receber os dados dos registros que necessitamos; também, para pequenos acervos
uma ótima opção é a consulta na Internet de catálogos on-line de bibliotecas que disponham
da visualização dos registros em formato MARC.

7.1. Métodos para conversão retrospectiva

Conversão em lote: a biblioteca solicitante envia para a biblioteca doadora uma lista de
“títulos” de obras que deseja receber. Na verdade, essa lista é compostas normalmente de
identificadores internacionais das obras, tais como os números padronizados ISBN e ISSN.
Com base na solicitação a biblioteca doadora emite uma lista dos dados catalográficos
completos dos itens desejados, ou seja, das obras. A lista emitida pode ser recebida pela
biblioteca solicitante por dispositivos de armazenamento (CD’s, disquetes, fitas magnéticas
etc.), com também, recebidas on-line por redes como a Internet. A última tarefa consiste na
alimentação do sistema da biblioteca solicitante com os dados recebidos, o que é feito através
de rotinas de importação de registros.

Digitação de fichas catalográficas: sem dúvida que o velho método de digitação ainda esta
em voga. E quando o sistema não esta preparado para incorporar automaticamente os dados
a alternativa é a partir de listagens em papel digitar o que precisamos. Ainda é vantajoso, pois
o principal custo reside na execução da catalogação e não em sua inserção.
Automação de Bibliotecas 83

8. FORMATOS DE REGISTROS BIBLIOGRÁFICOS

Em um catálogo em fichas se quisermos fazer um intercâmbio de catalogação, basta


copiarmos a ficha matriz e seus desdobramentos. Teoricamente uma tarefa comum, mas
trabalhosa e dispendiosa. Talvez não para se copiar uma ficha, mas se quisermos copiar 100
mil fichas teremos um alto custo.

“A representação descritiva do livro, é um procedimento bastante moroso, principalmente


quando consideramos que num processo de automação de bibliotecas, há milhares de fichas
catalográficas, a serem transformadas, num tempo relativamente curto, em registros de uma
base de dados. Esse trabalho se realizado manualmente, demanda vários anos e um
contingente de recursos humanos muitas vezes não disponível nas bibliotecas.” Ferreira
(1998).

Num ambiente informatizado os dados da catalogação estão guardados nas bases de dados
de forma digital. Isso torna complicada a tarefa do intercâmbio que antes, com fichas em papel,
parecia simples.

Na realidade o intercâmbio de forma automatizada pode ser feito normalmente se tivermos as


condições propícias para a tarefa, ou seja, um mesmo software, uma mesma base de dados e,
também, os mesmos tipos de equipamentos; coisa que na prática a ocorrência é rara, a não
ser que se faça parte de um mesmo sistema de bibliotecas.

Já mencionamos ao abordamos a conversão retrospectiva que a realização do intercâmbio de


registros bibliográficos se dá porque sistemas diferentes podem falar a mesma língua.

O software para bibliotecas executa tarefas que se resumem na inclusão, alteração e exclusão
de dados nos campos. Quando realizamos a inclusão de uma obra, por exemplo, os dados que
digitamos são transferidos da tela para o banco de dados. E para que o software possa
executar essa rotina ele precisa saber o local correto para guardar os dados, o nome do autor
não pode ser guardado no local destinado ao título e assim sucessivamente. Mas, isso é uma
tarefa muito simples, pois todos os campos tem um nome particular.
Automação de Bibliotecas 84

A designação dos nomes dos campos é uma atribuição de quem desenvolve o software. Pode-
se, por exemplo, nomear o campo para os dados do autor como: AUTOR ou AUTORIA ou
RESPONSABILIDADE ou AUTHOR etc.

Agora um exemplo prático, ainda que simplório: pensemos em duas unidades de informação
distintas que possuam o mesmo software para gerenciar o acervo. As unidades podem trocar
os dados de modo direto simplesmente solicitando a qualquer um dos softwares que inclua em
sua base os registros vindos da outra; registros vindos por rede etc. Ao ler o registro que está
sendo importado o software saberá onde colocar cada informação nova, pois em ambas as
bases todos os campos tem as mesmas designações, ou seja, o mesmo nome. Se o software
lê um campo chamado AUTOR na base que esta cedendo registros, as informações deste
campo serão depositadas no respectivo campo AUTOR na base que esta recebendo esses
dados. Vemos que nesse caso os softwares falam a mesma língua.

Mas, agora um exemplo um pouco mais complicado: temos duas unidades de informação, mas
com softwares distintos. E agora? Será impossível uma importação direta de registros, pois
cada software tem designações diferentes para os campos. Um pode chamar o campo autor
como AUTOR e outro AUTORIA. Se fosse possível a troca de dados entre as bases, ao ler um
campo o software que estivesse recebendo os dados não saberia onde colocar, pois em sua
base não existe nenhum campo com a mesma designação. Em suma, nesse caso os softwares
não falam a mesma língua. Então, o que fazer para intercambiar os dados?

A resposta é a utilização de uma língua que se comunique com os dois sistemas. Na verdade
ela agirá como um intérprete para ambos conversarem entre si. Dessa forma, os dois
softwares podem continuar com os seus próprios modos de designação interna de campos, e
mesmo assim é possível o intercâmbio. A língua mencionada é o formato de intercâmbio de
registro bibliográfico, sendo que o mais expressivo e utilizado dentre eles é o formato MARC.

O formato de intercâmbio é o formato de descrição de dados gerado por programa, a partir do


formato de armazenamento interno, com o fim de possibilitar a incorporação e interpretação de
dados bibliográficos por sistemas e computadores diferentes. (...) A concepção é voltada para a
comunicação de dados bibliográficos entre computadores, e suas características mais
Automação de Bibliotecas 85

desejáveis são a eficiência e economia na troca de dados. Um formato de intercâmbio deve


permitir a comunicação de dados entre computadores diferentes com o mínimo dispêndio em
reformatação dos dados. Balby (1995).

Há certa confusão quanto ao entendimento do formato de intercâmbio, pois alguns se referem


a ele como sendo um programa. Mas, não é. O formato não é software, nem tão pouco banco
de dados, mas uma norma, um padrão a ser adotado. Para ele não importa como o nosso
sistema se refira ao campo autor, porque para o formato a designação do campo autor, por
exemplo, é tratada como um código, um número, ou melhor a etiqueta 100.

Um software pode conter nativamente rotinas de importação e exportação de dados adequadas


a um formato de intercâmbio, como o MARC, ou seja, quando o software foi produzido essas
rotinas já foram incorporadas no programa. Mas, programas adicionais podem ser feitos
mesmo quando o sistema não está preparado para o formato. Dessa forma, ainda que
dependendo de um programa intermediário o sistema entra em conformidade com um
determinado formato, podendo assim importar e exportar dados.

Para nós bibliotecários, na aquisição ou desenvolvimento de um software é importantíssimo


conhecer o mecanismo de operação dos formatos de intercâmbio. Isso não significa a
obrigatoriedade de aprender linguagens de programação, mas, com certeza, o porquê da
utilização dos formatos, o domínio da terminologia utilizada e o conhecimento das estruturas
de funcionamento é obrigatório.

“O advento de formatos padronizados, e o nascimento de bases de dados cooperativas,


possibilita às bibliotecas a otimização desse processo através da aquisição de registros
correspondentes às fichas catalográficas de seus acervos.

Essa integração entre bibliotecas e bases de dados, exige uma padronização não só na forma
de representação descritiva do material, como também na forma de armazenamento da mesma
no computador, para que programas diferentes possam compreender e intercambiar a
informação bibliográfica. Assim, foram criadas normas que padronizam a forma de
armazenamento da informação bibliográfica. em meio magnético, para gerar um registro
Automação de Bibliotecas 86

bibliográfico. Assim, o registro bibliográfico poderá ser enviado e recebido por qualquer
computador que possua um programa capaz de decodificá-lo. A esse conjunto de normas, dá-
se o nome de formato.” Ferreira (1998).

8.1. Estrutura geral de formatos de intercâmbio bibliográfico

Como já dissemos para a troca de informações, os sistemas precisam conversar na mesma


língua. A padronização dessa língua é o papel do formato de intercâmbio.

O formato estabelece uma norma para a troca de dados entre sistemas, independentemente
dos tipos de hardware, softwares e bancos de dados utilizados. Cabe, novamente, lembrar que
o formato de intercâmbio não é um software (programa), nem uma base de dados. Por isso
podemos utilizá-lo continuando com nossos softwares e bases de dados.

Uma simples definição para o formato de intercâmbio é: a padronização no modo de


armazenamento de registros de descrição bibliográfica. Uma uniformização dos nomes dos
campos que contém as informações.

É bom lembrar que o formato de intercâmbio atua na denominação dos campos da descrição
bibliográfica. Ele não interfere em seu conteúdo.

O exemplo abaixo mostra duas maneiras de apresentação de uma obra, exemplo retirado da
Library of Congress. À direita temos os nomes dos itens bibliográficos e seus conteúdos; à
esquerda os nomes dos itens foram substituídos por códigos (etiquetas) do formato de
intercâmbio chamado USMARC, veja que o conteúdo permanece inalterado.

Nome Conteúdo Etq. Conteúdo


Author: Machado de Assis, 1839-1908. 100: Machado de Assis, 1839-1908.
Uniform Title: Iaiá Garcia 240: Iaiá Garcia
Edition: Nova ed. 250: Nova ed.
Published: Rio de Janeiro : Garnier [1925?] 260: Rio de Janeiro : Garnier [1925?]
Description: 2 p. l., 320 p. 19 cm. 300: 2 p. l., 320 p. 19 cm.
Automação de Bibliotecas 87

No formato de intercâmbio os nomes de campos são substituídos por etiquetas de código


(Tags). O Tag é a representação do nível de conteúdo, e é utilizada para definir elementos
independentes de um mesmo registro. Como os códigos: 100 para autor; 245 para título e
600 para assuntos. Além dos Tags, também são necessários outros códigos, os indicadores
que completam dados nos códigos, e os subcampos que trazem outras informações do
mesmo campo.

De maneira prática, no dia a dia, nós não temos contato com formato de intercâmbio. Ele não
é visível quando utilizamos um software para gerenciar o acervo. Os nossos softwares, mesmo
com formatos, ainda permanecerão com os mesmos nomes de campos. A utilidade do formato
está em padronizar uma listagem, um arquivo magnético, que possa ser lida por qualquer
software de biblioteca e, assim, proceder o intercâmbio bibliográfico.

8.2. Norma ISO 2709

O formato MARC define a marcação dos dados bibliográficos. A norma ISO 2709 define como
os registros serão formatados para que possam ser lidos por programas de computador.

 É um formato padrão de comunicação para registros bibliográficos, utilizado para


intercâmbio de registros em meio magnético de um sistema para outro. O formato ISO-2709
torna possível a transferência de um item bibliográfico de um sistema ou banco de dados para
outro, sem perda de informações, fazendo com que os dados sejam independentes de software
e hardware, tornando os registros bibliográficos portáveis entre sistemas.

A norma da International Standard Organization ISO 2709, titulada como Documentation


Format for Bibliographic Interchange on Magnetic Tape é a base para a normalização do
intercâmbio de dados, pois estabelece os requisitos mínimos para troca de informações
bibliográficas em meio magnético.

Esta norma especifica os requisitos para o formato de intercâmbio de registros bibliográficos


que descrevem todas as formas de documentos sujeitos à descrição bibliográfica. Não define a
extensão do conteúdo de documentos individuais e nem designa significado algum para os
Automação de Bibliotecas 88

parágrafos, indicadores ou identificadores, sendo essas especificações as funções dos


formatos de implementação.

Exemplo de formato de Intercâmbio com registro em MARC estruturado pelo ISO 2709:

01142cam 2200301 a
450000100130000000300040001300500170001700800410003401000170007502000250009204000180011704
200090013505000260014408200160017010000320018624500860021825000120030426000520031630000490
036850000400041752002280045765000330068565000330071865000240075165000210077565000230079670
0002100819- 92005291 -DLC-19930521155141.9-920219s1993 caua j 000 0 eng - a 92005291 - -
a0152038655 :c$15.95- aDLCcDLCdDLC- alcac-00aPS3537.A618bA88 1993-00a811/.52220-1 aSandburg, Carl,-
d1878-1967.-10aArithmetic /cCarl Sandburg ; illustrated as an anamorphic adventure by Ted Rand.- a1st ed.- -
aSan Diego :bHarcourt Brace Jovanovich,cc1993.- a1 v. (unpaged) :bill. (some col.) ;c26 cm.- aOne Mylar sheet
included in pocket.- aA poem about numbers and their characteristics. Features anamorphic, or distorted,
drawings which can be restored to normal by viewing from a particular angle or by viewing the image's reflection
in the provided Mylar cone.- 0aArithmeticxJuvenile poetry.- 0aChildren's poetry, American.- 1aArithmetic-
xPoetry.- 1aAmerican poetry.- 1aVisual perception.-1 aRand, Ted,eill.-

8.2.1. Decomposição de um registro ISO 2709 / MARC

Características da norma ISO 2709


 guide - 24 caracteres numerados de 0 à 20;
 repertório - etiqueta, comprimento, endereço (quantidade de caracteres);
 dados bibliográficos.

Códigos especiais ISO 2709


Esses códigos podem ser substituídos de acordo com o padrão de exportação adotado.

Code ISO caracter aplicação Détail du code


646 IS2  fim de campo position 1/15 de la table des codes à 7 bits
646 IS1 $ começo de sub-campo position 1/14 de la table des codes à 7 bits
646 IS3  fim do registro position 1/13 de la table des codes à 7 bits
6630 08/08 < NSB
6630 08/09 > NSE
646 7/2 | caracter de position 7/2 de la table des codes à 7 bits
preenchimento
Automação de Bibliotecas 89

Registro ISO 2709 / MARC:

00837nam 22002533
450000100110000000500170001101000240002810000410005210100080009310200070010110500180010810600060
012620001050013221000480023721500240028522500300030930000200033941000190035960600350037870000220
0413990007000435995006600505999001200571010100355 19960306135358.0 $a2-7654-0604-9 (br.) 
$a19960306d1995 m y1|||a0103 ||0 $afre $aFR $aayyyzzzz00|z| $ar1 $a<,L'> informatisation des
bibliothÁequesehistorique, stratÂegie et perspectives$fpar Alain Jacquess on $aParis$cÂEd. du Cercle de la
librairie$d1995 $a362 p. $cill. $d24 cm1 $aCollection BibliothÁeques $aNotes bibliogr.  1aBibliothÁeques
$aBibliothÁeques$xAutomatisation 1$aJacquesson$bAlain $bBD95$cBP$h025.04 JAC$1C$224000$4TEST4$D2079-
08-02$p30114002416728 $aBD95$f30114002416728 $h00241672X$k025.04 JAC$oc$qu$rau$sTD LA  $bTD$cLA  

Decomposição do registro anterior

Guide
00837nam 22002533 4500

Repertório (etiqueta, comprimento, quantidade de caracteres)

0010011000000100030000110200015000411000041000561020007000971050018001041060006001222000105001
2821000400023321500240027322500470029730000200034434500150036434500180037934500200039760600350
0417676000800452700002200460801001400482990005400496999001200550

Dados bibliográficos
01-0100355 19960306135358.0 $a2-7654-0604-9 (br.)  $a19960306d1995 m y1|||a0103 || 0 $afre $aFR
$aayyyzzzz00|z| $ar 1 $a<, L'> informatisation des bibliothÁequesehistorique, stratÂegie et perspectives$fpar Alain
Jacquesson $aParis$cÂEd. du Cercle de la librairie$d1995 $a362 p. $cill. $d24 cm 1 $aCollection BibliothÁeques
$aNotes bibliogr.  1$aBibliothÁeques $aBibliothÁeques$xAutomatisation 1$aJacquesson$bAlain
$bBD95$cBP$h025.04 JAC$1C$224000$4TEST4$D2079-08-02$p30114002416728
$aBD95$f30114002416728$h00241672X$k025.04 JAC$oc$qu$rau$sTD LA  $bTD$cLA  
Automação de Bibliotecas 90

Guide
00837nam 22002533 4500

Dados bibliográficos

Etiqueta
indicador
2º indicador
Dados
001 01-0100355
010 $a2-7654-0604-9 (br.)
100 $a19960306d1995 m y1|||a0103 ||
101 $afre
102 $aFR
105 $a ayyyzzzz00|z|
106 $ar
200 1 $aL'informatisation des bibliothèques$ehistorique, stratégie et perspectives$fpar Alain
210 0 $aParis$cCercle de la Librairie$d1995
215 $a362 p.$cill.$d24 cm
225 2 $aCollection Bibliothèques
300 $aNotes bibliogr.
410 $bBibliothèques
606 $aBibliothèques$xAutomatisation
676 $a000
700 1 $aJacquesson$bAlain
990 $bBD95$cBP$h025.04 JAC$1C$224000$4TEST4$D2079-08-02$p30114002416728
995 $aBD95$f30114002416728$h00241672X$k025.04 JAC$oc$qu$rau$sTD LA
999 $bTD$cLA

Exemplo de localização de dados bibliográficos em registro ISO 2709 / MARC:

01041cam 2200265 a
4500001002000000003000400020005001700024008004100041010002400082020002500106020004400131040001
8001750500024001930820018002171000032002352450087002672460036003542500012003902600037004023000
02900439500004200468520022000510650003300730650001200763^###89048230#/AC/r91^DLC^19911106082810
.9^891101s1990####maua###j######000#0#eng##^##$a###89048230#/AC/r91^##$a0316107514:$c$12.95^##$
a0316107506 (pbk.) :$c$5.95 ($6.95 Can.)^##$aDLC$cDLC$dDLC^ 00$aGV943.25$b.B74
1990^00$a796.334/2$220 ^10$aBrenner, Richard J.,$d1941- ^10$aMake the team. $pSoccer :
$ba heads up guide to super soccer! /$cRichard J. Brenner.^30$aHeads up guide to super soccer. ^##$a1st ed.
^##$aBoston :$bLittle, Brown,$cc19 90.^##$a127 p. :$bill. ;$c19 cm.^##$a"A Sports ill ustrated for kids
book."^##$aInstructions for improving soccer skills. Discusses dribbling, heading, playmaking, defense, conditioning,
mental attitud e, how to handle problems with coaches, parents, a nd other players, and the history of soccer.^#0$aS
occer$vJuvenile literature.^#1$aSoccer.^\

100003200235

Tag 100
Tamanho = 32 caracteres
Dados começam na posição 235.
Automação de Bibliotecas 91

8.2.2. Decomposição de um registro ISO 2709 CDS/ISIS (WinIsis)

Registro exportado pelo WinIsis no padrão ISO 2709:

MFN: 1
220: 2000/08/18
225: jbro
8: J
9: v
10: FP
35: ^a00001^b30/04/2002^cc^pR$ 60,00^zex.1
35: ^a00002^b30/04/2002^cc^pR$ 60,00^zex.2
35: ^a00003^b30/04/2002^cc^pR$ 60,00^zex.3
41: por
30: 001.42
31: S119
33: 1-3
100: Contandriopoulus, Andre Pierre
245: Saber preparar uma pesquisa
250: 3¦ ed.
260: SÆo Paulo : Hucitec
261: 1999
300: 215p. il.
440: Sa£de em Debate, 70
664: Pesquisa Social
664: Metodologia da Pesquisa
664: M‚todos Estat¡sticos
650: Metodologia Cient¡fica
20: ISBN 85-271-0265X

Formato de exportação ISO 2709:

006970000000003130004500220001100000225000500011008000200016009000200018010000300020035003900
023035003900062035003900101041000400140030000700144031000500151033000400156100003100160245002
800191250000700219260002000226261000500246300001000251440002000261664001600281664002400297664
002100321650002300342020001800365#2000/08/18#jbro#J#v#FP#^a00001^b30/04/2002^cc^pR$
60,00^zex.1#^a00002^b30/04/2002^cc^pR$ 60,00^zex.2#^a00003^b30/04/2002^cc^pR$
60,00^zex.3#por#001.42#S119#1-3#Contandriopoulus, Andre Pierre#Saber preparar uma pesquisa#3¦ ed. #SÆo
Paulo : Hucitec#1999#215p. il.#Sa£de em Debate, 70#Pesquisa Social#Metodologia da Pesquisa #M‚todos
Estat¡sticos#Metodologia Cient¡fica#ISBN 85-271-0265X#
Automação de Bibliotecas 92

Decomposição do formato de exportação ISO 2709:

006970000000003130004500
TAG Tam. Início
220 0011 00000
225 0005 00011
008 0002 00016
009 0002 00018
010 0003 00020
035 0039 00023
035 0039 00062
035 0039 00101
041 0004 00140
030 0007 00144
031 0005 00151
033 0004 00156
100 0031 00160
245 0028 00191
250 0007 00219
260 0020 00226
261 0005 00246
300 0010 00251
440 0020 00261
664 0016 00281
664 0024 00297
664 0021 00321
650 0023 00342
020 0018 00365

#2000/08/18#jbro#J#v#FP#^a00001^b30/04/2002^cc^pR$ 60,00^zex.1#^a00002^b 30/04/2002 ^cc^p R$


60,00^zex.2#^a00003^b 30/04/2002^cc^pR$ 60,00^zex.3#por#001.42#S119#1-3#Contand riopoulus, Andre
Pierre#Saber preparar uma pesquisa#3¦ ed.#SÆo Paulo : Hucitec#1999#215p. il.#Sa£de em Debate, 70#Pesquisa
Social#Metodologia da Pesquisa#M‚todos Estat¡sticos#Metodologia Cient¡fica#ISBN 85-271-0265X#

8.3. Formato MARC

A Library of Congress, Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América, iniciou


trabalhos, na década de 50, que visavam a automação de seus registros bibliográficos.
Posteriormente como consequência desses trabalhos desenvolveu-se a capacidade para a
distribuição desses registros de forma magnética.

Em meados da na década de 60, surge um primeiro esboço na padronização para registros


bibliográficos legíveis por máquinas, o MARC (Machine-readable Cataloging, catalogação
legível por computador). O formato MARC vai seguindo sua carreira até chegar aos nossos
Automação de Bibliotecas 93

dias com inúmeras alterações e ramificações, por exemplo o USMARC (EUA) e UKMARC
(Reino Unido).

As principais informações transmitidas pelo formato de intercâmbio bibliográfico MARC são:


1) A descrição de um item;
2) A entrada principal e as entradas secundárias;
3) O cabeçalho de assuntos;
4) O número de chamada da classificação;

1) Descrição de um item – são as normas de catalogação, como o AACR2 (Anglo American


Cataloguing Rules), que caracterizam a descrição bibliográfica de um material, como: o título, a
declaração de responsabilidade, edição, tipo específico de material, informações sobre a
publicação, descrição física, serie, notas etc.

2) Entrada principal e entradas secundárias – o AACR2 também contém regras que


determinam como os pontos de acesso ao registro devem ser formados.

3) Cabeçalhos de assuntos – são as listas padronizadas que permitem a consistência do


registro, assegurando que todos os assuntos particulares de um item serão encontrados abaixo
do mesmo cabeçalho e portanto, no mesmo lugar no catálogo.

4) Número de chamada – as listas mais utilizadas são: o Código Decimal de Dewey (CDD), o
Código Decimal Universal (CDU) e a classificação da Biblioteca do Congresso Nacional
Americano. O propósito do número de chamada é organizar fisicamente os itens no acervo de
acordo com seu assunto principal.
Automação de Bibliotecas 94

Formato de Intercâmbio com registro em MARC estruturado por TAGS:

000
001142cam 2200301 a 4500 00192005291
003 DLC
005 19930521155141.9
008 920219s1993 caua j 000 0 eng
010 |a 92005291
020 |a0152038655 :|c$15.95
040 |aDLC|cDLC|dDLC
042 |alcac
050 00|aPS3537.A618|bA88 1993
082 00|a811/.52|220
100 1 |aSandburg, Carl,|d1878-1967.
245 10|aArithmetic /|cCarl Sandburg ; illustrated as an anamorphic adventure by Ted Rand.
250 |a1st ed.
260 |aSan Diego :|bHarcourt Brace Jovanovich,|cc1993.
300 |a1 v. (unpaged) :|bill. (some col.) ;|c26 cm.
500 |aOne Mylar sheet included in pocket.
520 |aA poem about numbers and their characteristics. Features anamorphic, or distorted,
650 0|aArithmetic|xJuvenile poetry.
650 0|aChildren's poetry, American.
650 1|aArithmetic|xPoetry.
650 1|aAmerican poetry.
650 1|aVisual perception.
700 1 |aRand, Ted,|eill.

Outros formatos MARC

USMARC: national MARC of the United States, now obsolete.


MARC 21: the "harmonization" of USMARC and CAN/MARC
AUSMARC: national MARC of Australia, published by the National Library of Australia in 1973;
USMARC adopted in 1991
BIBSYS-MARC: Norwegian University Libraries, the National Library,
CAN/MARC: national MARC of Canada, now obsolete.
CMARC: national MARC of the Republic of China, based on UNIMARC
DANMARC: national MARC of Denmark, based on MARC21
INTERMARC: MARC used by Bibliothèque nationale de France
NORMARC: national MARC of Norway, based on MARC21
UNIMARC: created by IFLA in 1977, it is the official MARC in France
Automação de Bibliotecas 95

8.3.1. Codificação do formato MARC

Um registro MARC, isto é, sua composição em sequencia de caracteres dos nomes dos
campos e seus conteúdos, é formado por três elementos principais: líder, diretório e campos
variáveis.

Líder: Dados que fornecem informações para o processamento do registro. Esses dados
contém números ou códigos e são identificados pela sua posição relativa. O Líder possui o
tamanho de 24 (00-23) caracteres e é o primeiro campo de um registro USMARC.

Diretório: É um índice gerado pelo computador, contendo a localização e o tamanho de cada


tag (CAMPO) dentro do registro bibliográfico. Cada notação possui 12 caracteres, no diretório,
as notações para campos variáveis, aparecem primeiro, seguidas pelas tags em ordem
crescente. O diretório é construído pelo computador para o registro bibliográfico, baseado na
catalogação da informação, e se alguma informação é alterada ele pode ser reconstruído da
mesma forma. A sequencia de armazenamento dos campos de dados variáveis, não
corresponde necessariamente à ordem das entradas correspondentes.

Campos variáveis: É onde estão organizados os dados do registro USMARC, cada um


identificado por três caracteres numéricos (tags), que estão registrados no diretório referente a
cada campo. São agrupados em blocos, de acordo com o primeiro caracter da etiqueta, o qual,
com algumas exceções identifica a função do dado dentro do registro.

Essa formação é utilizada na gravação do registro no formato de intercâmbio. Para o


reconhecimento humano do registro somente são apresentados os campos variáveis. Mais
adiante teremos os dois exemplos de apresentação.
Automação de Bibliotecas 96

Abaixo a descrição de alguns dos campos variáveis do formato USMARC:

Campo 100 Entrada principal – Nome pessoal


* Indicador 1 = tipo de entrada do nome pessoal
0 = prenome simples ou composto
1 = sobrenome simples ou composto
2 = sobrenome composto
3 = nome de família
* Indicador 2 =

Subcampos:
a = sobrenome ou prenome do autor (NR)
b = numeração que segue o prenome
c = títulos e outras palavras associadas ao nome (R )
d = datas associadas ao nome (NR)
q = forma completa do nome (NR)

Campo 130 Título Uniforme (NR)


* Indicador 1 = 0 a 9, nº de caracteres a serem desprezados na alfabetação
* Indicador 2 =
Subcampos:
a = título uniforme (NR)
d = data (R )
f = data do trabalho (NR)
g = informações adicionais (NR)
k = subcabeçalhos (R )
l = língua do texto (NR)
p = parte da seção da obra (R )

Campos de título e título relacionado: os campos 210 a 247 contém o título do item descrito no
registro bibliográfico e títulos variantes que também se aplicam ao item. Esses campos podem
ser usados para gerar pontos de acesso e para exibir notas.
Automação de Bibliotecas 97

Campo 240 Título uniforme


* Indicador 1 = indica se deverá ser gerado ou não, na pista, entrada secundária para o título.
0 = não gerar entrada secundária
1 = gerar entrada secundária
* Indicador 2 = 0 a 9, nº de caracteres a serem desprezados na alfabetação.
Subcampos:
a = título uniforme (NR)
d = data da assinatura do tratado (R )
f = data da edição da obra (NR)
g = informações adicionais (NR)
h = DGM (NR)
k = subcabeçalhos (R )
l = língua do texto (NR)
n = número da parte (R )
p = nome da parte (R )

Campo 245 Título Principal


* Indicador 1 = indica se deverá ser gerado ou não, na pista, entrada secundária para o título.
0 = não gerar entrada secundária
1 = gerar entrada secundária
* Indicador 2 = 0 a 9, nº de caracteres a serem desprezados na alfabetação.
Subcampos:
a = título principal (NR)
b = títulos paralelos, subtítulos e outras informações (NR)
c = indicação de responsabilidade (NR)
h = DGM (NR)
n = número da parte/ seção da obra (R )
p = nome da parte/ seção da obra (R )

Campo 246 Forma variante do título


* Indicador 1 = entrada adicional de título.
0 = não gerar entrada de título, inclui nota
1 = gerar entrada de título, inclui nota
2 = não gera entrada de título não inclui nota
3 = gera entrada de título, não inclui nota
Automação de Bibliotecas 98

* Indicador 2 = tipo de título.


0 = acesso a parte do título
1 = título paralelo
2 = título diferente
3 = outro título
4 = título de capa
5 = título de página de rosto
6 = título do cabeçalho
7 = título corrente
8 = título da lombada
Subcampos:
a = título ou título abreviado (NR)
b = complemento do título (NR)
f = indic. de volume e nº do fascículo (NR)
g = informações gerais (NR)
h = suporte/meio (NR)
n = nº de parte/seção da obra (R)
p = nome de parte/seção da obra (R)

Campos de edição, impressão ( imprenta) : campos 250 a 270 contém informação de edição,
impressão, endereço e outras informações sobre a fonte de publicação, e dados relacionados a
formas específicas do material que se apliquem ao item descrito no registro.

Campo 250 Edição


* Indicador 1 e 2 =
Subcampos:
a =indicação de edição (NR)
b = informações adicionais (NR)

Campo 260 Publicação, distribuição, etc. (Imprenta) (NR)


* Indicador 1 e 2 =
Subcampos:
a = local de publicação, distribuição, etc. (R )
b = nome do editor, publicador, etc. (R )
Automação de Bibliotecas 99

c = data da publicação, distribuição, etc. (R )


e = local de impressão (NR)
f = nome do impressor (NR)
g = data de impressão (NR )

Campos de assunto: contém cabeçalhos de assuntos ou termos de acesso que fornecem um


acesso adicional a um registro bibliográfico através de um cabeçalho ou termo que é
construído de acordo com o estabelecido na base de autoria thesaurus.

Campo 600 Assunto - Nome Pessoal


* Indicador 1 = identifica a forma de entrada
0 = prenome simples ou composto
1 = sobrenome simples ou composto
3 = nome de família
* Indicador 2 = Fonte de referência utilizada
4 = fonte não especificada
Subcampos:
a = nome pessoal (NR)
b = numeração que segue o prenome(NR)
c = títulos e/ou palavras associadas ao nome (R)
d = datas associadas ao nome (NR)
f = data do trabalho (NR)
k= subcabeçalhos (R)
l = idioma do trabalho (NR)
q = forma completa do nome (NR)
t = título da obra junto à entrada (NR)
x = subdivisão geral (R )

Campo 650 Assunto Tópico


Indicador 1 = identifica o número de caracteres a serem desprezados na alfabetação
0 = nenhum caracter a desprezar
1-9 = número de caracteres a serem desprezados
* Indicador 2 = fonte de referência utilizada
Automação de Bibliotecas 100

Registros em MARC
Segundo os códigos apresentados a apresentação, para o reconhecimento humano, do
formato de intercâmbio da obra ‘Yayá Garcia’ de Machado de Assis seria a seguinte (registro
Library of Congress):

001 31029253 //r904


003 DLC
005 19900126125643.5
008 770614s1925 bl 000 0 por
010 $a 31029253 //r904
040 $aDLC$cCtY$dDLC
050 00 $aPQ9697.M18$bY3 1925
100 20 $aMachado de Assis,$d1839-1908.
240 10 $aIaiá Garcia
245 10 $aYayá Garcia,$cpor Machado de Assis.
250 $aNova ed.
260 0 $aRio de Janeiro,$aParis,$bGarnier$c[1925?]
300 $a2 p. l., 320 p.$b19 cm.
490 0 $aCollecção dos autores celebres da litteratura brasileira

Como já dissemos essa forma de apresentação é a maneira utilizada para facilitar o


reconhecimento dos campos e informações do formato, é a maneira do homem ver o formato.
Contudo existe a maneira do computador ver o formato.

No computador a apresentação ainda é uma sequencia de caracteres reconhecíveis, mas de


um modo menos inteligível, vejamos o exemplo considerando os dados bibliográficos abaixo:

TITLE : Make the team. Soccer: a heads up guide to super soccer! / Richard J. Brenner.
ADDED TITLE: Heads up guide to super soccer
AUTHOR: Brenner, Richard J., 1941-
PUBLISHED: 1st ed. Boston : Little, Brown, c1990.
MATERIAL: 127 p. : ill. ; 19 cm.
NOTE: “A Sports illustrated for kids book.”
NOTE: Instructions for improving soccer skills. Discusses dribbling, heading, playmaking, defense,
conditioning, mental attitude, how to handle problems with coaches, parents, and other
players, and the history of soccer.
SUBJECT: Soccer--Juvenile literature. Soccer.
Copies Available: GV943.25 .B74 1990
Automação de Bibliotecas 101

Para esses dados temos a seguinte ficha catalográfica (padrão LC):

GV943 Brenner, Richard J., 1941-


225 Make the team. Soccer : a heads up guide to super
B74 soccer! / Richard J. Brenner. -- 1st ed. -- Boston :
1990 Little, Brown, c1990.

127 p. : ill. ; 19 cm.

“A Sports illustrated for kids book.”


Summary: Instructions for improving soccer skills. Discusses
dribbling, heading, playmaking, defense, conditioning, mental attitude, how to
handle problems with coaches, parents, and other players, and the history of soccer.

ISBN 0316107514 : $12.95

1. Soccer -- Juvenile literature. 2. Soccer. II. Title: Heads up guide to


super soccer. II. Title.

O mesmo
registro, em meio magnético (ISO 2709) no formato MARC estaria da seguinte maneira:

01041cam 2200265 a 450000100200000000300040002000


50017000240080041000410100024000820200025001060200
04400131040001800175050002400193082001800217100003
20023524500870026724600360035425000120039026000370
04023000029004395000042004685200220005106500033007
30650001200763^###89048230#/AC/r91^DLC^19911106082
810.9^891101s1990####maua###j######000#0#eng##^##$
a###89048230#/AC/r91^##$a0316107514 :$c$12.95^##$a
0316107506 (pbk.) :$c$5.95 ($6.95 Can.)^##$aDLC$cD
LC$dDLC^00$aGV943.25$b.B74 1990^00$a796.334/2$220^
10$aBrenner, Richard J.,$d1941-^10$aMake the team.
$pSoccer :$ba heads up guide to super soccer! /$cR
ichard J. Brenner.^30$aHeads up guide to super soc
cer.^##$a1st ed.^##$aBoston :$bLittle, Brown,$cc19
90.^##$a127 p. :$bill. ;$c19 cm.^##$a"A Sports ill
ustrated for kids book."^##$aInstructions for impr
oving soccer skills. Discusses dribbling, heading,
playmaking, defense, conditioning, mental attitud
e, how to handle problems with coaches, parents, a
nd other players, and the history of soccer.^#0$aS
occer$vJuvenile literature.^#1$aSoccer.^\

8.3.2. Glossário para Intercâmbio Bibliográfico


Automação de Bibliotecas 102

Campo - Um conjunto definido de caracteres, identificado por uma etiqueta, a qual contém um
ou mais subcampos.

Campo variável - Um campo cujo comprimento pode variar em cada ocorrência. Um campo
variável pode conter um ou mais elementos ou subcampos. O comprimento dos campos é
determinado pelo número de caracteres necessário para incluir os dados textuais, os
indicadores, os identificadores de subcampo e o separador de campo.

Caracter de preenchimento - Um caracter usado em posições específicas de caracter que


pretende indicar que não existem elementos disponíveis para ser atribuído o valor adequado a
determinada posição, embora essa posição, deva ser preenchida.

Dados textuais - Os dados que se destinam a figurar numa entrada de catálogo por oposição
aos dados codificados.
Designativo de conteúdo - Códigos que identificam elementos e/ou providenciam informação
adicional acerca de um elemento. Os designativos de conteúdo consistem em etiquetas,
indicadores e identificadores de subcampo.

Elemento - A menor unidade de informação que se pode identificar explicitamente. Dentro de


um campo variável, um elemento identifica-se por um identificador de subcampo, e constitui um
subcampo. Dentro da etiqueta de registro, diretório e subcampos de comprimento fixo os
elementos constituídos por códigos identificam-se pelas posições dos seus caracteres.

Elementos da ISBD - Aqueles elementos da descrição que devem ser formulados de acordo
com as prescrições da Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada.

Etiqueta - Uma série de três caracteres numéricos usada para distinguir o campo que lhe está
associado.

Formato de origem - Um formato legível por computador em que o registro já existia antes de
ser convertido para UNIMARC.
Automação de Bibliotecas 103

Identificador de elemento -Ver Identificador de subcampo.

Identificador de subcampo - Um código que consiste em dois caracteres para identificação de


subcampos individuais dentro de um campo variável. O primeiro caracter, o delimitador, é
sempre o mesmo caracter único especificado na ISO 2709 e o segundo caracter, o código de
subcampo, pode ser numérico ou alfabético.

Indicador - Um caracter (numérico ou alfabético) associado a um campo variável que fornece


informação adicional sobre o conteúdo do campo, a relação entre esse e outros campos do
registro, ou sobre os procedimentos necessários para a manipulação de certos dados.

Nível hierárquico - Um valor atribuído a um documento bibliográfico primário (i.é o documento


descrito no campo 200) num registro lógico, que indica a posição desse documento numa
estrutura hierárquica pré-definida (Ver Códigos de Nível Hierárquico na Etiqueta de Registro).
Por exemplo, a descrição bibliográfica de volumes individuais de uma obra em vários volumes
e a descrição bibliográfica do próprio conjunto, pode ser considerada uma hierarquia em dois
níveis diferentes, relacionados um com o outro em que um é uma parte componente do outro.
Os níveis hierárquicos são usados apenas quando tenham sido produzidos registros
bibliográficos para um conjunto de documentos com título comum bem como para cada um
deles individualmente, p. ex. artigos de um periódico, capítulos de uma monografia, secções de
uma publicação em série e monografias de uma série.

Ponto de acesso - Um nome, termo, código, etc. que se destina especificamente à pesquisa e
recuperação de um registro bibliográfico.

Separador de campo - Um caracter de controlo usado no final de cada campo variável para
separá-lo do seguinte e utilizado também no final da directoria.

Subcampo - Uma unidade de informação definida dentro de um campo (Ver também


Elemento).
Automação de Bibliotecas 104

Subcampo de comprimento fixo - Um subcampo cujo comprimento não varia, estando


determinadas todas essas ocorrências por indicação expressa no formato. Um subcampo de
comprimento fixo pode ser concebido para conter um ou mais elementos. Os subcampos de
comprimento fixo podem ocorrer quer em campos fixos, p. ex. campo 100, subcampo $a quer
em campos variáveis, p. ex. campo 200, subcampo $z.

Título precedente - Trata-se do titulo que precede imediatamente aquele que está a ser
catalogado no caso de publicações em série que mudaram de título.

Títulos anteriores - Todos os títulos de publicação em série anteriores àquele pelo qual a
publicação em série é conhecida no momento.
Automação de Bibliotecas 105

8.4. Formatos Calco e IBICT

CALCO (Catalogação Legível por Computador) e IBICT (Intercâmbio Bibliográfico e


Catalográfico)

No Brasil a primeira experiência com formatos de intercâmbio foi feita pela bibliotecária Alice
Príncipe Barbosa, em 1972, numa adaptação do formato MARC, foi o formato CALCO
(catalogação Legível por Computador). Esse formato foi utilizado pela FGV, na mesma
década, para a implementação de uma rede de catalogação cooperativa chamada Bibliodata /
CALCO.

O formato CALCO nunca chegou a ser plenamente utilizado e sofria constantes alterações por
parte das bibliotecas. O IBICT, em 1981, constituiu um grupo de trabalho, denominado
Escritório CALCO, para definir um único padrão para o formato. Esse padrão, em 1987, foi
denominado formato IBICT (Formato de Intercâmbio Bibliográfico e Catalográfico).

Hoje o formato CALCO está em desativação, sendo que a FGV implementa um projeto de
catálogo coletivo que tem o nome, Bibliodata/CALCO. A denominação CALCO, agora, é
acróstico de Catalogo Coletivo.

8.5. Protocolo ANSI Z39.50

 Textos para desenvolvimento do tema:


ROSETTO, Márcia. Uso do protocolo Z39.50 para recuperação de Informação em redes eletrônicas. Ciência da
Informação, Brasília, v.26, n.2, p.136-139, maio/ago. 1997

Mais informações em:


http://www.loc.gov/z3950/agency/

É o protocolo próprio para recuperação de informação bibliográfica de computador para


computador, possibilitando ao usuário de um sistema pesquisar e recuperar informações de
Automação de Bibliotecas 106

outro sistema, ambos implementados neste padrão. Especifica formatos e procedimentos


administrando a troca de mensagens entre um cliente e um servidor, habilitando o cliente a
solicitar que o servidor consulte um banco de dados, identifique registros e recupere um ou
todos os dados identificados. Destina-se à comunicação entre aplicações para recuperação de
informações, e não promove a interação entre o cliente e o usuário.

(...) O desenvolvimento de ferramentas como o protocolo Z39.50 permite a consolidação, em


redes eletrônicas, de interfaces de busca mais flexíveis, a criação de uma infraestrutura de
informação mais eficiente na identificação e localização de materiais e na consolidação das
funções que as bibliotecas deverão desempenhar diante das novas propostas em andamento:
a construção de bibliotecas eletrônicas, virtuais, digitais, entre outras possibilidades em
estudo (Barker, 1994). Todos esses facilitadores tem como finalidade única e vital para a
sociedade a cooperação e o compartilhamento de recursos informacionais.”
Automação de Bibliotecas 107

9. PESQUISA DOCUMENTÁRIA E RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO (rev.)

 Textos para desenvolvimento do tema:


LOPES, Ilza Leite. Uso das linguagens controlada e natural em bases de dados: revisão de literatura. Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n.1, p.41-52, jan./abr. 2002
LOPES, Ilza Leite. Estratégia de busca na recuperação da informação: revisão da literatura. Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n.2, p.60-71, maio/ago. 2002

Leitura recomendada:
ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Brasília : Briquet de Lemos, 1994. Cap.7, p.114-131
ROWLEY, Jennifer. Informática para bibliotecas. Brasília : Briquet de Lemos, 1994. Cap.8, p.132-159.
DIALOG pocket guide. Dialog Corporation. p.1-8.
ROSETTO, Márcia. Uso do protocolo Z39.50 para recuperação de Informação em redes eletrônicas. Ciência da
Informação, Brasília, v.26, n.2, p.136-139, maio/ago. 1997

Pesquisar em Bases de Dados atualmente é uma ação corriqueira. Isso pelo menos para quem
utiliza com frequência a Internet e, mais especificamente, os sites de busca.

A Internet como uma vasta rede de informação tem a desvantagem na organização de seu
conteúdo. Por isso foram desenvolvidos sites que operam como portais na Internet, ou seja,
são catálogos de assuntos para que a partir deles seja possível se chegar em algum lugar.
Nesses catálogos digitais pode-se efetuar pesquisas simples através da busca de um único
termo, ou refinar pesquisas utilizando-se mais de um termo. Para a utilização correta de mais
de um termo de busca existem algumas regras que geralmente a maioria dos sistemas de
busca seguem, as quais veremos mais adiante. Por ora, basta sabermos que a Internet
(pública) é um grande Banco de Dados, dessa forma quando efetuarmos buscas bem
arquitetadas podemos obter excelentes resultados.

Profissionais da informação também utilizam a Internet (pública) para a realização de


pesquisas, contudo para pesquisas em áreas altamente especializadas somente em Bancos de
Dados especializados é que se podem encontrar resultados significativos. Esses Bancos de
Dados também são acessados pela Internet, mas são, em sua maioria, sistemas com acesso
permitido mediante compra de tempo de utilização. Nisto já podemos perceber que a utilização
Automação de Bibliotecas 108

de um sistema pago requer habilidades para a pesquisa, pois o custo de utilização é um fator
que deve ser bem administrado.

9.1. Recuperação da informação

“A expressão recuperação temática da informação, é empregada para delimitar o processo de


busca cujo o ponto de acesso aos registros informacionais seja ASSUNTO. Assim, excluem-se
do contexto as buscas por autor, titulo, período e todas as demais formas não referentes ao
conteúdo temático da informação desejada.” (Guimarães)

“SRI, Sistema de Recuperação de Informações: Harter define um sistema de recuperação de


informações como um dispositivo que se interpõe entre os usuários e a coleção de informação.
Strzalkowiski complementa esta definição, afirmando que tais sistemas tem como função típica
a de selecionar documentos de uma base de dados, em resposta a uma questão do usuário,
apresentando-os em ordem de pertinência, enquanto Salton e Macgill conceituam
tecnicamente um SRI como um sistema que trata da representação do armazenamento, da
organização e do acesso aos itens de informação.” (KURAMOTO)

9.2. Estratégias de busca

A estratégia de busca é modo como formularemos a busca. Compreende a estratégia de


pesquisa, a escolha dos termos de busca, a estruturação dos termos no enunciado de busca e
a análise dos resultados positivos e negativos em relação a busca.

O planejamento da pesquisa em Bases de Dados é basicamente o seguinte:

1- Escolha das Bases de Dados apropriadas para a pesquisa;


2- Formulação da questão de busca;
3- Construção da estratégia de busca para pesquisa.
Automação de Bibliotecas 109

9.2.1. Lógica booleana

A função E (AND) produz o produto lógico de duas ou mais variáveis lógicas. Ou seja, a saída
lógica de uma operação E (AND) é 1 se todas as variáveis de entrada são 1. Se uma das
variáveis de entrada for 0, a saída lógica é 0. Este processo pode ser representado pela
fórmula (A . B = C), onde A e B representam variáveis de entrada (1 ou 0) e C representa a
saída ou produto lógico da operação E. A função E (AND) é notada por ponto ( . ) entre as
variáveis. Não confunda isso com o sinal de multiplicação matemático.

A OU (algumas vezes referida como OR ou OU inclusivo) produz a soma lógica de duas ou


mais variáveis. Ou seja, a soma lógica (saída lógica) de uma operação OR é 1 se qualquer
uma das entradas for 1. A soma lógica (saída) é 0 se todas as variáveis de entrada são 0.

Este processo pode ser representado pela fórmula ( A + B = C ), onde A e B representam


variáveis de entrada e C representa a saída ou soma lógica da operação OU.

A função OU é designada por um sinal de mais entre as variáveis. Não confunda o sinal de (+
mais) com o sinal matemático da adição. A tabela verdade ao lado é para uma função OU de
duas variáveis.

A operação inversora realiza uma complementação direta de uma entrada simples. Ou seja,
uma entrada 1 produzirá uma saída 0.

Uma busca numa Bases de Dados sempre tem o objetivo de recuperar o maior número de
documentos que atendam as expectativas do pesquisador. Para se efetuar buscas precisas
alem dos termos a serem pesquisados é utilizada uma ferramenta para o refinamento do
resultado, a lógica booleana. Com ela é possível obter resultados mais precisos através da
Automação de Bibliotecas 110

utilização de dois ou mais argumentos de busca e as expressões booleanas (AND, OR e NOT),


criadas pelo matemático inglês George Boole (1815-1864)

A lógica booleana é usada para agrupar/desagrupar os argumentos de busca de, ou seja,


termos de vocabulários controlados ou linguagens naturais, ou ambos. A lógica é empregada
no enunciado de busca para permitir a união, interseção e exclusão de termos pesquisados. O
emprego da lógica booleana se dá por termos ou sinais, vejamos:

Operador AND (E, conjuntiva), A e B: A and B, também A X B

Tem a função de recuperar registros que contenham obrigatoriamente duas ou mais palavras
conectadas pelo operador.

Operador OR (OU, aditiva), A ou B: A or B, também A + B

Tem a função de recuperar registros que contenham pelo menos uma das palavras, mas não
necessariamente no mesmo registro.

Operador NOT (Não, subtrativa), A não B: A not B, também A – B

Tem a função de recuperar registros onde um dos termos deve ser evitado, ou seja, recupera-
se um termo, mas não o outro.
Automação de Bibliotecas 111

“Lógica booleana

A lógica booleana constitui o meio de especificar combinações de termos que devam ser
obtidas para se chegar a uma recuperação bem sucedida. A lógica booleana de buscas é
utilizada na maioria dos sistemas. Pode ser empregada para ligar termos de linguagens
controladas ou de linguagens naturais de indexação, ou ambas. A lógica é empregada para
ligar os termos que descrevem os conceitos presentes no enunciado de busca. De vinte a trinta
ou mais termos de busca podem ser ligados mediante a lógica de busca, a fim de expressar o
enunciado de busca. A lógica de buscas permite a inclusão no enunciado de busca de todos os
sinônimos e termos relacionados, além de especificar combinações aceitáveis e inaceitáveis de
termos de busca. As estratégias de busca muitas vezes precisam ser mais complexas, no caso
de termos da linguagem natural, a fim de expressar todas as possíveis variantes ortográficas e
os quase sinônimos. Os operadores lógicos booleanos são E, OU e NÃO.

Numa busca em linha os enunciados de busca são apresentados um de cada vez, havendo a
possibilidade de retroalimentação a cada etapa. A pessoa que faz a busca especifica um
enunciado de busca e o computador responde indicando a quantidade de registros relevantes.
Com esse tipo de recurso de busca, a estratégia pode ser refinada para se chegar a uma saída
satisfatória.

Operador: E
Tipo de busca: Conjuntiva
Produto lógico, simbolizado por A E B, A, B, A x B ou (A) (B). Ambos os termos A e B devem ser
atribuídos ao documento para ele ser recuperado, p. ex., Palco x Iluminação x Salão de baile
implica que todos esses termos foram atribuídos ao documento para que fosse recuperado.

Operador: Ou
Tipo de busca: aditiva
Soma lógica, simbolizada por A U B, ou A + B. Apenas um dos dois termos de indexação, A OU
B, deve estar associado ao documento para ser recuperado. Este operador é comumente
Automação de Bibliotecas 112

incluído quando A e B são considerados equivalentes para o objetivo da busca, p.ex., Bilhar +
Sinuca recuperaria os documentos a que houvesse sido atribuído o termo ´Bilhar´ ou Sinuca´.

Operador: NÂO
Tipo de busca: subtrativa
Diferença lógica, simbolizada por A NÃO B, ou A - B. O termo de indexação A deve ser
atribuído, e atribuído na ausência do termo B, para que o documento seja recuperado, p.ex.,
Jogos de bola - Golfe pede todos os documentos sobre jogos de bola exceto aqueles onde
´Golfe´ também foi atribuído.

Os operadores booleanos E, OU e NÃO também estão sujeitos a algumas variações. Por


exemplo, alguns sistemas utilizam E NÃO. Também muitas vezes podem ser abreviados, de
modo que, por exemplo, um asterisco * é usado para representar E e o sinal + para representar
OU. É comum usar-se mais de um operador num enunciado de busca...” (Rowley, 2002)

9.2.2. Truncamento de radicais

O truncamento é a técnica para a pesquisa feita com apenas uma parte do termo de pesquisa,
um radical por exemplo. É utilizado para ampliar a revocação de uma pesquisa com uma
temática definida. O truncamento pode ser feito à direita do radical (mais utilizado), à esquerda
ou ambos.

“Truncamento e sequencias de termos de busca

O truncamento serve para fazer buscas em radicais de palavras. Ao empregar o caractere


indicativo de truncamento, no começo ou no fim de uma palavra, o sistema é instruído a fazer
uma busca de uma sequencia de caracteres, independentemente de essa sequencia formar ou
não uma palavra completa. Por exemplo, se o usuário solicitasse uma busca sobre Livr* isso
recuperaria registros que incluiriam palavras como Livro, Livros, Livraria e Livreiro. A utilização
do truncamento elimina a necessidade de especificar cada variante de uma palavra,
simplificando assim as estratégias de buscas. Isso é particularmente útil no caso de sistemas
Automação de Bibliotecas 113

de recuperação da informação baseados na linguagem natural, em que as variações


terminológicas não são controladas.

O truncamento mais importante é à direita, no qual são ignorados os caracteres situados à


direita da sequencia de caracteres. O truncamento à esquerda será útil em situações onde
ocorrem diversos prefixos. Isto é especial- mente útil quando se fazem buscas em bases de
dados na área da química. Por exemplo, *aldeído recuperaria registros de ‘aldeído’ combinado
com diferentes prefixos (acetaldeído, monoaldeído, paraldeído, etc.). O truncamento, ou
máscara, como é denominado neste contexto, às vezes existe para ser usado no meio das
palavras, quando serve para atender a formas ortográficas alternativas. Assim, por exemplo,
DIRE$ÇÃO buscará registros de DIREÇÃO e DIRECÇÃO.

Em alguns sistemas, a fim de controlar a série de palavras variantes que seriam recuperadas
por causa de um truncamento, é possível especificar o número de caracteres que aparecerão
depois da sequencia onde houve o truncamento. Por exemplo, S-EMPLOY??? seleciona
registros que tenham um máximo de três caracteres adicionais.” (Rowley, 2002)

9.2.3. Operadores de adjacência e proximidade

Os operadores de proximidade são utilizados quando se deseja recuperar um assunto que seja
descrito numa expressão. Eles limitam a pesquisa em formas pré-determinadas, como por
exemplo a busca onde se determine termos em sequencia.

Cada software possui sua expressões particulares que indicam as formas de pesquisa com
argumentos. A variedade de formas de pesquisa está diretamente ligada a linguagem de
programação utilizada para desenvolver o sistema.

“Duas técnicas especialmente úteis para a busca en LN são a de truncagem de termos e a


busca com operadores de proximidade. A truncagem de termos permite ao intermediário que
operacionaliza a busca usar a raiz do termo sem especificar todas as possíveis variações
desse termo (prefixos e/ou sufixos). Já a técnica de busca com operadores de proximidade ou
Automação de Bibliotecas 114

de adjacência permite especificar, na estratégia, a posição relativa de dois ou mais termos


entre eles próprios.” (Lopes, 2002)

“Buscas por proximidade, adjacência e contexto

Muitas vezes a descrição de um assunto fica mais clara com o emprego de um expressão
composta de duas, três ou mais palavras. Certos assuntos, como Informação Científica ou
Vantagem Competitiva, precisam de duas palavras para serem expressos. Convém que seja
possível fazer buscas dessas expressões. Uma opção óbvia é fazer uma busca em que as
duas palavras estejam unidas por E. Por exemplo:

Informação E Científica

Assim seriam recuperados registros com essa expressão, mas outros também seriam
recuperados onde ocorrem as duas palavras, mas não juntas uma da outra. Este método,
portanto, só permite uma busca rudimentar de expressões.

Outra opção é armazenar esses termos unidos, por exemplo, com hífens, que assinalam que
os mesmos formam uma expressão. Assim, Informação-Científica seria armazenado como um
único termo no arquivo invertido. Este método é satisfatório, mas se aplica principalmente à
indexação controlada; as expressões são assinaladas na etapa de entrada, e quem faz as
buscas deve inserir o termo obedecendo exatamente à mesma forma com que ele
originalmente teve entrada na base de dados.

Uma opção mais flexível consiste em usar operadores de proximidade. Há vários tipos de
operadores de proximidade. Eles podem determinar que:

- duas palavras se encontrem uma em seguida à outra


- duas palavras se encontrem no mesmo campo ou parágrafo
- duas palavras se encontrem a uma distância especificada uma da outra, sendo
indicado o número máximo de palavras que devem estar entre elas.” (Rowley, 2002)
Automação de Bibliotecas 115

9.3. Representação da informação em Bases de Dados

Como estamos abordando o processamento da informação por sistemas informatizados, cabe


fazer uma rápida menção sobre o modo como essa informação é processada para sua
posterior recuperação.

As fichas catalográficas foram durante muito tempo o único método para a recuperação de
informações em bibliotecas. Deveriam ter sempre o mesmo número de informações, sendo que
até o aspecto da disposição gráfica dessas informações também deveria seguir um padrão, o
ISBD.

Em fichas para se executar uma busca parte-se para a pesquisa pelo título e/ou autor, ou para
a busca a partir de assuntos. A especificação de quais informações devem compor essa lista
para a recuperação de um material leva o nome de catalogação, o que nada mais é do que a
descrição de uma obra, um documento.

Com o advento da automação em unidades de informação alguns profissionais abandonaram


as técnicas de catalogação. Pensaram que a catalogação não teria mais função, uma vez que
não haveria a necessidade de se datilografarem fichas. Cabe relembrar que a ficha é mera
reprodução gráfica - normalizada pelo ISBD (International Standard Bibliografic Description) -
das informações de um item. Dessa forma a ficha, como elemento gráfico, pode não existir
mais em bibliotecas automatizadas, mas a catalogação continua imprescindível como tarefa
descritiva e normalizada.

“A catalogação, como tecnicamente denominada, consiste na representação do item. Como já


se sabe que esta representação não é um trabalho mecânico, mas implica o levantamento das
características do usuário, pode-se assim defini-la: Catalogação, o estudo, preparação e
organização de mensagens codificadas, com base em itens existentes ou passíveis de inclusão
em um ou vários acervos, de forma a permitir intercessão entre as mensagens contidas nos
itens e as mensagens internas dos usuários.
Automação de Bibliotecas 116

A automação, o desenvolvimento das técnicas e linguagens de indexação... Os recursos


computacionais avançados dispensam pormenores como a pontuação, uma vez que esta pode
ser automaticamente inserida. Tornam-se possíveis muitas saídas, sob diferentes formas... Aos
poucos, a catalogação perde seus aspectos envelhecidos contingente (margens, ponto de
acesso principal e outras questiúnculas) e passa a repousar sobre o essencial: a
representação dos itens.” (MEY, 1995).

Com a automação, a base teórica existente na catalogação, que visava a elaboração de fichas,
permanece, contudo, com a informática temos novos elementos que lhe dão maior eficácia, tais
como:

Representação de assuntos em grande quantidade; relacionamentos entre assuntos na


pesquisa; rapidez e confiabilidade na resposta; exaustividade na pesquisa; saídas
personalizadas;

9.4. Indexação em Bases de Dados

Numa biblioteca não especializada, a recuperação por assunto em fichas catalográficas é feita
através dos chamados de cabeçalhos de assunto.

“Cabeçalho de assunto é a representação - por intermédio de palavra, frase, nome ou


expressão - no alto da respectiva ficha secundaria, do tema ou assunto especifico tratado em
um documento.” (TEIXEIRA, 1979).

Em Bases de Dados a descrição dos assuntos de um documento é mais complexa. Em lugar


de simples cabeçalhos temos indexadores, descritores, palavras-chave etc. Dessa forma a
descrição de um item bibliográfico que será armazenado numa base de dados é
substancialmente diferente da composição de cabeçalhos de assunto que irão compor um
catálogo de fichas.

“A indexação é uma das formas de descrição de conteúdo. É a operação pela qual se escolhe
os termos apropriados para descrever o conteúdo de um documento. Este conteúdo é
Automação de Bibliotecas 117

expresso pelo vocabulário da linguagem documental escolhida pelo sistema e os termos são
ordenados para constituir índices que servirão à pesquisa. Os produtos da indexação são
índices, isto é, listas de termos significativos.

A indexação pode referir-se apenas aos assuntos principais. É a indexação genérica, que se
assemelha muito a classificação, com a diferença de que ela é geralmente múltipla, isto é,
pode identificar vários assuntos, enquanto que a classificação é, em geral única, isto é,
identifica o assunto principal do documento.

A indexação pode referir-se ao conjunto dos assuntos tratados nos documentos, identificados
com termos relativamente gerais - é a indexação média.” (GUINCHAT, 1994).

9.4.1. Índices automáticos

Índices automáticos são listas de termos para busca construídas eletronicamente.

“Índices: lista alfabética ou sistemática de tópicos que indicam a existência e localização de


cada um deles num documento ou em uma coleção de documentos”. (ROBREDO, 1994).

“A indexação automatizada consiste em fazer o computador reconhecer palavras que


aparecem no título, no resumo do documento, ou no seu próprio texto. Os termos reconhecidos
são incorporados em um arquivo de pesquisa e servem para recuperar o documento”.
(GUINCHAT, 1994).

Índices Key Word

Índice KWIC (key word in context): Um índice do tipo KWIC (palavra chave no contexto) é o
mais elementar dos índices baseados em linguagem natural. Cada palavra do título é cotejada
com a lista de palavras proibidas, e sempre que ocorre uma coincidência entre elas dar-se-á
sua supressão. Se, porém, não houver nenhuma coincidência, o termo será designado uma
palavra-chave. Estas palavras-chave são usadas como termos de entrada, sendo atribuída a
Automação de Bibliotecas 118

cada uma delas uma entrada relativa ao documento. Os termos de entrada são dispostos em
ordem alfabética e alinhados pelo centro ou pela coluna da esquerda. (ROWLEY, 1994).

Índice KWOC (keyword out of context): É similar ao KWIC, exceto que as palavras-chave que
se tornam pontos de acesso são repetidas fora do contexto, sendo comumente destacadas na
margem esquerda da página ou usadas como se fossem cabeçalhos de assuntos (...) Um
índice KWOC seria então aquele em que a palavra-chave usada como ponto de entrada não se
repete no título mas é substituída por um asterisco ou outro símbolo. (LANCASTER).

Precis (Preserved Context Indexing System) e CTI

PRECIS e CTI são índices de assuntos rotados ou deslocados (por programas de


computador), e que se baseiam numa estrutura de análise conceitual mais rígida do que a
indexação articulada de assuntos. Escolhe-se uma série de termos extraídos de um
vocabulário controlado de termos conceituais únicos para representar um documento. Esses
termos são combinados numa sequencia, ou cadeia, de índice, que também inclui
delimitadores que denotam a forma como cada termo será tratado nas entradas do índice,
como por exemplo, se deverá aparecer como um termo-guia, ou termo de entrada.

9.4.2. Qualidade na Indexação

A maneira como é feita a indexação em Bases de Dados é diretamente proporcional a


qualidade em termos de recuperação da informação. Vejamos algumas definições de termos
utilizados na avaliação da qualidade de indexação em Bases de Dados:

Exaustividade: representação profunda dos temas.

Seletividade: seleção de informações que interessem ao usuário.

Especificidade: extensão em que o sistema nos permite ser precisos ao especificarmos o


assunto de um documento. Quanto maior a especificidade maior a relevância e menor a
Automação de Bibliotecas 119

revocação. numa representação desse documento. O nível de especificidade possível é


determinado pelas características do vocabulário empregado na indexação.

Uniformidade ou consistência: padronização na descrição de documentos sobre um mesmo


assunto.

9.4.3. Qualidade na Pesquisa Documentária

Abaixo definições de termos utilizados na avaliação da qualidade de recuperação de


documentos em Bases de Dados:

Revocação: proporção de documentos pertinentes recuperados em relação ao total dos


documentos pertinentes existentes no sistema. Se, por exemplo, sabemos que numa base de
dados existem 50 documentos que satisfaçam uma determinada pesquisa, mas apenas 40 são
recuperados. o índice de revocação é de 40/50, ou seja de 80%. Os documentos pertinentes
que não foram recuperados constituem o “silêncio” na pesquisa.

Ruído: Documentos que foram obtidos como resposta a uma questão, mas não são
apropriados.

Silêncio: Documentos que atenderiam a questão posta, mas, por qualquer motivo, não foram
obtidos.

Relevância e pertinência: Relevante e pertinente são termos frequentemente empregados


para se referir a itens úteis. Um documento pertinente (útil) é aquele que contribui para
satisfazer a alguma necessidade de informação. Segundo esta definição, somente a pessoa
que expressa a necessidade de informação é quem pode decidir sobre o que é ou não é
pertinente.

9.5. Banco de dados Dialog


O Dialog é um grande hospedeiro de Bases de Dados. Nele ´r possível obter acesso a mais de
500 Bases de Dados contendo 9 bilhões de páginas de texto e imagens, representando 50
Automação de Bibliotecas 120

vezes o conteúdo pesquisável da Internet. Também estão disponíveis mais de 7.000 jornais de
texto completo. Veja abaixo as áreas cobertas pelo Dialog:
Automação de Bibliotecas 121

10. BIBLIOGRAFIA
 Textos utilizados para desenvolvimento do tema:

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