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Mestrado Integrado em Engenharia Química

Integração e Intensificação de Processos


4º Ano – 2º Semestre
2018/2019

Docente:
Nuno Oliveira

Grupo:
Denner Nunes
Paulo Matos
Inicialmente retirámos todos os dados relativos ao problema, do artigo Mikkelsen,
2001, para ser possível calcular a área total de transferência de calor. Assim, além dos
valores retirados do problema, identificámos os valores de h para cada corrente e
utilidade. Estes encontram-se na tabela 1. [1]

Tabela 1 – H, CP e temperaturas do problema.

Corrente Tin (ºC) Tout (ºC) CP (kW ºC-1) h (kW m-2 ºC-1)
H1 327 40 100 0.5
H2 220 160 160 0.5
H3 220 60 60 0.5
H4 160 45 400 0.5
C1 100 300 100 0.5
C2 35 164 70 0.5
C3 85 138 350 0.5
C4 60 170 60 0.5
C5 140 300 200 0.5
Utilidade Quente 350 350 – 0.24
Utilidade Fria 25 30 – 0.61

Para o cálculo do número mínimo de unidades necessárias ao sistema e a energia


mínima requerida, calculámos, a partir da equação 1, os valores de Umin e Umin,MER
respetivamente.[2]

𝑈 =𝑁+𝐿−𝑆 (1)

U – Número de unidades
N – Número de correntes e utilidades
L – Número de ciclos independentes
S – Número de sub-redes independentes

𝑈𝑚𝑖𝑛 = (9 + 2) + 2 − 1 = 12
𝑈𝑚𝑖𝑛,𝑎𝑐𝑖𝑚𝑎 = (9 + 1) + 1 − 1 = 10
𝑈𝑚𝑖𝑛,𝑎𝑏𝑎𝑖𝑥𝑜 = (6 + 1) + 1 − 1 = 7
𝑈𝑚𝑖𝑛,𝑀𝐸𝑅 = 𝑈𝑚𝑖𝑛,𝑎𝑐𝑖𝑚𝑎 + 𝑈𝑚𝑖𝑛,𝑎𝑏𝑎𝑖𝑥𝑜 = 17

Como se verifica, Umin,MER > Umin, logo podemos concluir que existem ciclos de
rede, mais concretamente 5 destes ciclos (Umin,MER – Umin).

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A curva composta global obtida através dos dados do problema, demonstrada na
tarefa 2, foi dividida em 14 áreas distintas (figura 1), de modo a facilitar o cálculo da área
total de transferência de calor.

Figura 1 – Curva composta dividida em áreas.

Para o cálculo das áreas da figura 2 são necessários os valores das temperaturas
quentes e frias que limitam as respetivas áreas, para calcular a média logarítmica das
temperaturas ΔTml (expressão 2), os valores dos h apresentados na tabela 1 e os valores
de Q (intervalos de entalpia, ΔH, correspondentes aos intervalos de temperatura. O
cálculo das áreas é feito através da expressão 3.[2]

(𝑇𝐻𝑖𝑛 −𝑇𝐶𝑜𝑢𝑡 )−(𝑇𝐻𝑜𝑢𝑡 −𝑇𝐶𝑖𝑛 )


𝛥𝑇𝑚𝑙 = 𝑇 −𝑇 (2)
𝑙𝑛 𝐻𝑖𝑛 𝐶𝑜𝑢𝑡
𝑇𝐻𝑜𝑢𝑡 −𝑇𝐶𝑖𝑛

1 𝑄 𝑄
𝐴 = 𝛥𝑇 × (ℎ𝐶 + ℎ𝐻) (3)
𝑚𝑙 𝐶 𝐻

Os valores necessários para o cálculo das áreas e os valores destas, encontram-se


na tabela 2.[1], [3]

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Tabela 2 – Valores da áreas e dos dados necessários para o seu cálculo.

THin (ºC) THout (ºC) TCin (ºC) TCout (ºC) ΔTml Q (kW) A (m2)
A1 40.00 45.00 25.00 25.09 17.33 500 104.98
A2 45.00 60.00 25.09 26.36 25.93 7500 1052.58
A3 60.00 98.21 26.36 30.00 47.92 21400 1625.30
A4 98.21 101.34 35.00 60.00 50.99 1750 137.28
A5 101.34 107.14 60.00 85.00 29.07 3250 447.19
A6 107.14 120.00 85.00 100.00 17.53 7200 1643.02
A7 120.00 159.37 100.00 138.00 64.83 22040 1359.85
A8 159.37 160.00 138.00 139.57 20.88 360 68.98
A9 160.00 160.31 139.57 140.00 20.37 100 19.64
A10 160.31 192.56 140.00 164.00 21.17 10320 1949.92
A11 192.56 199.31 164.00 170.00 28.46 2160 303.55
A12 199.31 220.00 170.00 192.07 22.13 6620 1196.34
A13 220.00 327.00 192.07 227.73 49.90 10700 857.77
A14 350.00 350.00 227.73 300.00 80.82 21680 1654.24

𝐴𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = ∑ 𝐴𝑖 (4)

Obtivemos uma área total (expressão 4) de 12 420.62 m2.

De seguida definimos o intervalo de temperatura (30 000 kW – 45 000 kW),


representado na figura 2, e através das expressões 2 e 3, calculámos a respetiva área de
transferência necessária (tabela 3).

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Figura 2 – Curva composta global com o intervalo de temperatura considerado.

No intervalo considerado ficamos com apenas 4 áreas apresentadas na tabela 3.

Tabela 3 – Dados e valores da área de transferência necessária no intervalo considerado.

THin (ºC) THout (ºC) TCin (ºC) TCout (ºC) ΔTml Q (kW) A (m2)
A1 99.29 101.34 43.57 60.00 47.93 1150 95.96
A2 101.34 107.14 60.00 85.00 29.07 3250 447.19
A3 107.14 120.00 85.00 100.00 17.53 7200 1643.02
A4 120.00 126.07 100.00 105.86 19.50 3400 697.44

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Obtivemos uma área de transferência no intervalo escolhido de 2 883.62 m2. Para
o mesmo intervalo construímos a rede spaghetti correspondente, ilustrada na figura 3.

Figura 3 – Rede spaghetti do intervalo de entalpia escolhido.

Posteriormente, através da plataforma GAMS, estimámos a área mínima de


transferência de calor, considerando troca de calor na vertical e em regime cruzado.

Infelizmente, no procedimento de otimização com o GAMS, não foi possível


chegar a um valor concreto por defeitos no código.

Através da análise das áreas encontradas para todo o processo, obteve-se uma
relação de custos de investimento em função da área dos permutadores, através da
equação 5 [2].
𝑐
𝐴𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑃𝐶 = 𝑎 + 𝑏 (𝑈 ) (5)
𝑚𝑖𝑛,𝑀𝐸𝑅

𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑅𝑃𝐶 = 𝑈𝑚𝑖𝑛,𝑀𝐸𝑅 × 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑃𝐶 (6)

Onde a, b e c são constantes da lei de custos com os valores 40 816.33, 2 755.10


e 0.8, respetivamente. Para um valor de Atotal de 12 420.62 m2 calculado com os valores
da Tabela 2, obtém-se um valor de cerca de 579 201€ para cada permutador. Assim, como
o número mínimo de unidades é Umin,MER = 17, o custo da rede de permutadores dado pela
expressão 6, é de 9.85 milhões de euros.

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Para obtermos o valor dos custos anualizados, recorremos à expressão 7[2].

𝑟×(1+𝑟)𝑛
𝐴𝑛𝑢𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 = 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑃𝐶 × ((1+𝑟)𝑛−1) (7)

Onde r representa a taxa de rentabilidade (indicador da qualidade do desempenho


do investimento efetuado) e n representa o período de retorno em anos. Assim,
considerando um período de retorno de 10 anos, considerámos três valores para a taxa de
rentabilidade (5%, 10% e 15%). Os resultados encontram-se na tabela 4.

Tabela 4 – Valores de anuidade para diferentes taxas de rentabilidade.


CustoPC (€) Período de retorno (anos) Taxa de rentabilidade (%) Anuidade (€ ano-1)
5 75 009.2
579 201 10 10 94 262.3
15 115 407.0

Bibliografia

[1] J. Mikkelsen e B. Qvale, «A Combinatorial Method for the Automatic Generation of


Multiple, Near-Optimal Heat Echanger Networks», Trans IChemE, vol. 79, 2001.

[2] S. Relvas, M. C. Fernandes, H. A. Matos, e C. P. Nunes, «Integração de processos: Uma


metodologia de optimização energética e ambiental», 2002. .

[3] The Dow Chemical Company, Dowtherm Q - Heat Transfer Fluid. Product Tecnical Data,
1997.

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