Você está na página 1de 23

UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Gildezio Ribeiro Rocha – RA 1708961


Jaqueline Rodrigues Lopes – RA 1713766
João Carlos de Souza – RA 1715143
Marco Aurélio da Silva Cruz – RA 1706871
Regiane Cardoso de Morais – RA 1709521
Rosana Aparecida Marcondes – RA 1702661

Família e Escola:
Uma discussão sobre a interação da família com o contexto escolar

São Paulo – SP
2018
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Família e Escola:
Uma discussão sobre a interação da família com o contexto escolar

Relatório Técnico - Científico


apresentado na disciplina de Projeto
Integrador para o curso de Licenciatura
em Pedagogia da Fundação
Universidade Virtual do Estado de São
Paulo (UNIVESP).

Tutora: Maria Elena Roman de Oliveira


Toledo

São Paulo – SP
2018
CRUZ, Marco Aurélio da Silva; LOPES, Jaqueline Rodrigues; MARCONDES, Rosana
Aparecida; MORAIS, Regiane Cardoso; ROCHA, Gildezio Ribeiro; SOUZA, João
Carlos. Família e Escola: Uma discussão sobre a interação da família com o
contexto escolar. 23f. Relatório Técnico-Científico, Licenciatura em Pedagogia –
Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Tutor: Maria Elena Roman de Oliveira
Toledo. Polo São Paulo-SP- Pêra Marmelo, 2018.

RESUMO

O presente trabalho faz uma reflexão acerca da importância da participação da


família na vida escolar do aluno, demonstrando a relevância da parceria entre as duas
instituições, com a particularidade de cada uma, suas funções, além de descrever as
variações históricas ocorridas ao longo dos anos, focando o principal argumento no
indispensável trabalho conjunto que ambos proporcionam na vida escolar, apontando
as dificuldades e sugerindo propostas de interações que poderão proporcionar não só
a melhora na qualidade do ensino, mas também um ambiente saudável nas relações
humanas dos envolvidos.

PALAVRAS-CHAVE: Família; Escola; Parceria; Participação.


CRUZ, Marco Aurélio da Silva; LOPES, Jaqueline Rodrigues; MARCONDES, Rosana
Aparecida; MORAIS, Regiane Cardoso; ROCHA, Gildezio Ribeiro; SOUZA, João
Carlos. Família e Escola: Uma discussão sobre a interação da família com o
contexto escolar. 00f. Relatório Técnico-Científico, Licenciatura em Pedagogia –
Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Tutor: Maria Elena Roman de Oliveira
Toledo. Polo São Paulo-SP - Pêra Marmelo, 2018.

RESUMEN

El presente trabajo hace una reflexión acerca de la importancia de la participación de


la familia en la vida escolar del alumno, demosntrando la relevancia de la associación
entre las dos instituciones, con la particularidad de cada una, sus funciones, además
de describir las variaciones históricas ocurridas a lo largo de los años, enfocando el
principal argumento en el indispensable trabajo conjunto que ambos proporcionan en
la vida escolar,apuntando las dificultades y sugiriendo propuestas de interacciones
que pódran proporcionar no sólo la mejora en la calidad de la enseñanza, sino
también un ambiente sano en las relaciones humanas de los invlolucrados.

PALABRAS-CLAVE: La Familia; La Escuela; Associación; Participación.


FIGURAS

FIGURA 1: Bilhete de avaliação ......................................................................20


FIGURA 2: Bilhete informativo de notas...........................................................21
FIGURA 3: Bilhete organização de festas........................................................22
FIGURA 4: Bilhete de lembrete........................................................................23
SUMÁRIO
1. introdução .............................................................................................. 7
2. problemas e objetivos ........................................................................... 8
2.1 objetivos específicos ............................................................................ 8
3. justificativa ............................................................................................. 9
4. fundamentação teórica ....................................................................... 10
4.1 conceito de família ............................................................................. 10
4.2 função da família e da escola ................................................................ 11
4.3 a importância da interação entre família e escola .............................. 12
5 material e métodos empregados ........................................................ 14
6 análise e discussão dos resultados ................................................... 15
6.1 proposta de intervenção ..................................................................... 16
7 considerações finais ........................................................................... 17
referências..................................................................................................... 18
anexos ........................................................................................................... 19
figuras ............................................................................................................ 20
7

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho abordará uma questão muito relevante no âmbito do


contexto escolar, que é a interação entre família e escola para uma formação
intelectual do aluno de forma que pais consigam acompanhar com mais precisão o
seu desenvolvimento.
Serão abordados conceitos e trajetórias dessas interações, seja na atribuição
da escola ou na atribuição de família ou responsáveis pela vida escolar do aluno. Além
disso, serão demonstradas as problemáticas que trazem diversos problemas de
desempenho e comunicação entre os envolvidos.
Será apresentada uma pesquisa de campo por meio de entrevista de pais e
professores de escola da rede particular da região, utilizando-se de questionário
estruturado para o levantamento dos problemas mais comuns da relação.
Apurados os resultados, serão feitos apontamentos, permitindo propostas de
resolução dos problemas apresentados com a finalidade de melhorar a comunicação
e ao mesmo tempo proporcionar maior clareza e aproveitamento escolar por parte de
todos os envolvidos, seja escola, aluno ou seus respectivos pais e responsáveis.
8

2. PROBLEMAS E OBJETIVOS

O trabalho abordará a problemática da comunicação entre escola e família


como fatores relevantes para a interação e o desenvolvimento do aluno no contexto
escolar.
O objetivo geral deste trabalho será o de analisar os métodos praticados pela
escola para a interação com os pais ou responsáveis pelo aluno.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

▪ identificar as ferramentas de comunicação da escola analisada com os


pais ou responsáveis.
▪. Analisar o tempo de resposta e a eficiência da comunicação;
▪ verificar os sujeitos da comunicação: receptor, mensageiro e avaliador.
▪ identificar os problemas que mais afetam a interação escola e família.
9

3. JUSTIFICATIVA

Crianças e adolescentes estão inseridos entre dois “mundos” influentes que


oferecem atitudes e comportamentos para o seu aprendizado, seja escolar ou social:
a família e a escola.
O envolvimento da família no contexto escolar fará com que o aluno sofra
influências que refletirão no desenvolvimento escolar, sendo de extrema relevância
que ambos caminhem juntos para atingir um objetivo positivo. A família e a escola têm
como objetivo comum educar a criança (e o adolescente), e precisa encontrar
coerência e continuidade entre os dois contextos.
Além disso, nenhum deles deve enfrentar sozinho esse desafio, já que a escola
é a responsável pela construção de novos saberes, a partir dos conhecimentos
historicamente acumulados. Já a família, além de responsável pela inserção da
criança no mundo da cultura, deve colaborar com a formação em valores éticos e
morais, além de acompanhar o desenvolvimento do aluno no âmbito escolar,
interagindo com a escola e seus professores, justificando, assim, essa estreita
relação.
Por essas razões, as relações entre família e escola são colocadas,
atualmente, em termos de complementaridade e de compartilhamento de
informações, e dentro desses ambientes encontraremos filosofias, recursos, objetivos,
etc., de maneira concomitante, porém diversa, na difícil arte de ensinar.
10

4. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.1 CONCEITO DE FAMÍLIA

A família ao longo da história sofreu diversas mudanças em sua configuração.


Há não muito tempo atrás ainda prevalecia a família patriarcal, onde o homem seria
chefe e responsável pelo sustento da família, já a mulher seria encarregada dos
cuidados da casa e em relação à educação dos filhos.
Essa configuração começa a ser modificada, principalmente, a partir da década
de 1970, com o advento da Lei do Divórcio, desencadeando inúmeros divórcios e,
consequentemente, uma grande mudança na configuração da família tradicional.
No Brasil, a figura do divórcio só surgiu em 1977 com a Lei 6.515, alterando
também a configuração do conceito de família, já que passou, nesses casos, ser
composta por genitora e filho, surgindo a família monoparental, aplicada também aos
solteiros com filhos. Além desse, podemos nos deparar também com as seguintes
modalidades1:
● Família Matrimonial: aquela formada pelo casamento, tanto entre casais
heterossexuais quanto homoafetivos.
● Família Informal: formada por uma união estável, tanto entre casais
heterossexuais quanto homoafetivos.
● Família Anaparental: Prefixo Ana = sem. Ou seja, família sem pais,
formada apenas por irmãos.
● Família Unipessoal: Quando nos deparamos com uma família de uma
pessoa só. Para visualizar tal situação devemos pensar em impenhorabilidade de bem
de família. O bem de família pode pertencer a uma única pessoa, uma senhora viúva,
por exemplo.
● Família Mosaico ou reconstituída: pais que têm filhos e se separam, e
eventualmente começam a viver com outra pessoa que também tem filhos de outros
relacionamentos.

1 Disponível em <https://direitofamiliar.com.br/voce-sabia-que-existem-varios-tipos-de-familia/>

Acesso em 07 de maio de 2018.


11

● Família Simultânea/Paralela: se enquadra naqueles casos em que um


indivíduo mantém duas relações ao mesmo tempo. Ou seja, é casado e mantém uma
outra união estável, ou, mantém duas uniões estáveis ao mesmo tempo.
● Família Eudemonista: família afetiva, formada por uma parentalidade
socioafetiva.

Apesar de todos esses conceitos, o que nos interessa são as famílias que
integram em sua composição crianças e adolescentes em idade escolar e que
frequentam aulas nas escolas brasileiras, e são o foco deste trabalho.

4.2 FUNÇÃO DA FAMÍLIA E DA ESCOLA

Historicamente a essência da função da família esteve atrelada à educação


dos filhos para a sociedade, com base na moral e nos bons costumes, chegando a
ser considerada, em épocas mais remotas, como a detentora do conhecimento que
era repassado dos para os filhos. Tomemos o exemplo da Grécia antiga que antes da
escrita formal e baseada na religião, a educação era ministrada pela própria família,
sendo aos poucos substituída pelas recém-criadas escolas e a fundação das polis.
Com o passar dos anos, já em tempos modernos e com o surgimento do
trabalho mecanizado e das grandes indústrias, o homem passou a ocupar a maior
parte do seu tempo dentro dos galpões das fábricas, ficando menos tempo com os
filhos e assim transferindo efetivamente para a escola a função de ensinar.
Todavia, o que muito se confundia era que a escola seria a responsável por
toda a educação da criança, e muitas famílias involuntariamente delegaram à escola
essa função, de que ali aprendia-se boas maneiras, ora, até se pode aprendê-las,
porém trata-se de uma função a ser desempenhada, preferencialmente, no seio
familiar e não pode ser delegada à escola.
A família representa a afetividade e ali deve ser um lugar de proteção e
desenvolvimento sociocultural do ser humano. Nas palavras de Maurício da Costa
Passos:
A família é o espaço profícuo para atribuir efetividade ao princípio da
dignidade da pessoa humana. No ambiente familiar, a pessoa humana pode
se desenvolver em sua personalidade, bem como no que tange ao seu projeto
de felicidade, empreendimento no qual os membros da família podem
cooperar, dando efetividade ao princípio da solidariedade. O afeto é
12

reconhecido como os laços entre os membros da família, constituindo


elemento de ligação, através do qual se pode reconhecer a existência de uma
organização familiar. Mas é também, o afeto, o componente necessário para
que possa fluir a atitude desejada entre os membros da família, tanto para o
bem de cada um deles próprios, quanto para o desenvolvimento de uma
cultura de repercussão social positiva (PASSOS, 2007. p. 30).

Apesar de ter a sua função social como descrito, a família deve ser parceira da
escola e acompanhar a vida escolar do aluno, sempre em sintonia com o professor. A
escola por sua vez não pode ser diferente, o seu papel social é de extrema relevância,
é responsável pela formação do indivíduo no aspecto intelectual, cognitivo e
emocional.
A escola, vista aqui como uma instituição social de extrema importância, é
mediadora entre o indivíduo e a sociedade. É nela que o indivíduo está para apreender
conceitos, conteúdos, emoções e viabilizar que tudo isso o transforme a cada dia de
sua vida. Flavio Barreto e Nádia Rockenback ao apontar algumas características da
escola ressaltam que:

Pode ser estranho para alguns olharem para a escola como um espaço que se justifica por
estar ali e não estar ao mesmo tempo. Se imaginarmos que o espaço escolar propriamente dito não é
o lugar onde se aprende, mas sim o local que abriga o indivíduo que aprende no seu “lugar particular”,
no seu íntimo cognitivo, nas suas inter-relações com o outro, na sua subjetividade mais profunda e nas
intersubjetividades que direciona e é direcionado, tem-se a escola indo com esse indivíduo ao longo da
vida (BARRETO, ROCKENBACH, 2014. P. 67)

4.3 A IMPORTÂNCIA DA INTERAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA

Sempre se ouve dizer que família educa e a escola ensina, essa interação se
faz necessária, entendendo-se que a partir desta parceria, família- escola teremos
alunos disciplinados, aplicados, responsáveis e comprometidos.
A família desempenha um papel fundamental e decisivo na vida das crianças,
mais ainda na fase escolar. É ela quem dá o suporte e a estabilidade tanto física
quanto emocional, quem protege e transmite segurança, como menciona Bassedas et
al (1996, p.33) “família como sistema possui uma função psicossocial de proteger os
seus membros e uma função social de transmitir e favorecer a adaptação, à cultura
existente”.
Atualmente podemos observar a ausência das famílias no contexto escolar por
13

vários motivos, mas nenhum desses motivos irá justificar o comportamento e a


frustração de uma criança no futuro. Di Santo (2006, p. 2), em seu artigo Família e
Escola: uma relação de ajuda relata que, atualmente, a família tem passado para a
escola a responsabilidade de instruir e educar seus filhos e espera que os professores
transmitam valores morais, princípios éticos e padrões de comportamento, desde
boas maneiras até hábitos de higiene pessoal. Justificam alegando que trabalham
cada vez mais, não dispondo de tempo para cuidar dos filhos. Além disso, acreditam
que educar em sentido amplo é função da escola.
As famílias, principalmente as menos favorecidas culturalmente, não entendem
a importância de estarem presentes na vida educacional de seus filhos, não
contribuem para seu aprendizado a partir do momento que são ausentes. Acreditam
que o fato de estarem frequentando uma escola já é suficiente para sua educação e
crescimento social e transferem toda a responsabilidade de educação à instituição de
ensino.
Observe em um evento escolar, onde há uma apresentação dos alunos, como
seus os olhos brilham ao verem seus familiares os assistindo. Um misto de orgulho,
felicidade, amor, ego, enfim, todos os sentimentos bons fluindo em cada rosto. É
imprescindível que os responsáveis tenham essa percepção e o quanto a participação
e interação familiar agrega para a autoestima do aluno. É na família que a criança
aprende a aprender, nesse contexto é dever dos pais ou responsáveis a interação
com a escola, participar de reuniões, eventos, irem à escola quando solicitados em
caráter de urgência para auxiliar em questão de disciplina, dificuldade de aprendizado,
falta de atenção e em todo aspecto que envolva a criança.
A família e a escola desempenham um papel importante e decisivo na vida de
uma criança. Mas para que a educação aprendida no lar possa surtir o resultado
desejado, é necessária a interação da família com a escola e a partir daí formar-se-
ão adultos comprometidos em construir uma sociedade justa e com qualidade.
14

5 MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS

Para o desenvolvimento deste trabalho, foi realizado uma pesquisa de campo


em escola particular.
Foi feita entrevista estruturada, por meio de questionário com perguntas para
os professores e para os pais de alunos.
Foi utilizado também bibliografias de livros e dissertações com leitura reflexiva.
Utilizou-se também recursos da internet como sites e artigos,
15

6 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Foi feita uma pesquisa de campo em um colégio particular denominado


“Colégio Dantas”, localizado no parque nações unidas, distrito do Jaraguá, na
cidade de São Paulo/SP. Foram entrevistados 6 professores que lecionam nas
primeiras etapas do ensino fundamental, sendo coletadas as seguintes
informações:
▪ Professores:
Quanto ao método utilizado para a comunicação com os pais de alunos:
100% dos entrevistados responderam que o bilhete (fig. Pag.20) é a forma
padrão de comunicação.
Quanto a confirmação de leitura do bilhete pelos pais: 67% dos
entrevistados afirmaram que sempre confirmam e 33% responderam que às
vezes.
Quanto ao retorno dos pais referente aos avisos: 100% dos entrevistados
responderam que às vezes. Neste caso, entendemos que 50% retorna e 50 não
retorna.
Quanto ao comparecimento dos pais em reuniões: 17% dos entrevistados
responderam que os pais sempre comparecem e 83% responderam que às
vezes.
Quanto a sugestões para a melhoria na comunicação: formam sugeridos
redes sociais, emails, convocação individual, aplicativos e WhatsApp.
▪ Pais de alunos:
Quanto a dificuldade de comparecer às reuniões: 83% dos entrevistados
afirmaram que não tem problemas, ou seja, sempre comparecem e 17% afirmou
não comparecerem por conta do trabalho.
Quanto a auxiliar os filhos nas tarefas: 34% dos entrevistados
responderam que às vezes e 66% responderam que sempre.
Quanto a nota atribuída à participação na vida escolar dos filhos: 17% dos
entrevistados avaliou a participação com nota 4 e 83% avaliou a participação
com nota 5.
Quanto ao intermediário dos bilhetes enviados pela escola: 50% dos
entrevistados responderam que olham e 50% responderam que o filho avisa.
Quanto a sugestão para a melhoria na comunicação: Alguns responderam
16

que estão contentes com o método de bilhetes, mas necessita-se de mais


clareza, mas a maioria sugeriu redes sociais, emails, aplicativos e WhatsApp.
Tais resultados apontam a existência de problemas na comunicação,
além da alegação de falta de tempo, mesmo nas escolas particulares e, ainda
que existem falhas mais preocupantes como, por exemplo, o aluno ser o
mensageiro dos recados da escola. Todavia, de maneira geral os pais participam
das tarefas, mas ainda falta uma maneira mais eficiente de comunicação entre
os envolvidos.

6.1 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

Pelo exposto, e com base nas dificuldades apresentadas sugeriu-se as


seguintes propostas de intervenção:
✓ O bilhete é a maneira clássica de comunicação, desta forma, faz-
se necessário que tenha mais objetividade e clareza no assunto;
✓ Dar destaque no assunto principal para atrair a atenção do leitor;
✓ Criar aplicativo no próprio site da instituição para que pais e
professores possam se comunicar;
✓ Utilizar-se de recursos de redes sociais para uma maior
velocidade na informação.
✓ Enviar avisos de texto alertando os pais sobre aviso anexado na
agenda escolar.
✓ Utilizar-se de uma conexão direta e universalizada com os pais
como “Watts App” por exemplo, evitando que o aluno seja o
portador da informação.
17

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pretendeu-se neste trabalho proporcionar, de forma sintética, uma


familiarização com alguns aspectos intrínsecos à relação entre a família e a escola.
Neste sentido, buscou-se algumas bibliografias que ampliassem tanto o conceito de
família, bem como o de escola que, conforme já apontado, têm um papel
preponderante na formação das crianças e jovens.
Pelo exposto, torna-se evidente a importância de uma interação sincronizada
entre pais ou responsáveis e a instituição escolar, na busca pela potencialização de
suas funções que, embora distintas, convergem para um objetivo comum de formação
integral de um sujeito também integral, buscando maneiras de minimizar os problemas
advindos da ausência da família na escola, uma vez que o mundo moderno afasta
muitos pais da vida escolar de seus filhos.
E já que estamos em mundo moderno e o que não falta são recursos
tecnológicos de interação humana, seria um desperdício não aproveitarmos tais
recursos. Hoje em dia, não importa onde estamos, as redes sociais nos permitem uma
comunicação quase que em tempo real e de forma direta.
Neste sentido, uma maior objetividade nos bilhetes de informes escolares, bem
como o uso redes sociais para propagação das informações gerais mais importantes,
como meio complementar de comunicação entre a família a escola, encontra um
ambiente fecundo de experiencias com maior interação dos pais no ambiente escolar
de seus filhos, abrindo outras possibilidades para aguçar o senso de
comprometimento e responsabilidade por parte dos alunos.
E para os professores, terão mais tempo e segurança para aplicar o que
realmente é essencial ao aluno, que são os métodos pedagógicos.
Afinal, o que está em jogo é a formação intelectual de nossas crianças e jovens,
e devemos estar sempre atentos para a superação de todas as falhas e adversidades,
afim de proporcionarmos uma garantia de ensino com a qualidade e a atenção
merecida.
18

REFERÊNCIAS

BARONI, Arethusa et al. Você sabia que existem vários “tipos” de família?, 2016.
Disponível em:< https://direitofamiliar.com.br/voce-sabia-que-existem-varios-tipos-
de-familia/>. Acesso em: 07 de maio 2018.

.
BASSEDAS, Eulália (et al). Intervenção Educativa e Diagnóstico Psicopedagógico.
3. ed. Porto Alegre: Artmed, 1996

BARRETO, Flavio Chame; ROCKENBACK, Nádia. Educação Escolar, Evolução


Histórica, Teorias, Práticas Docentes e Reflexões. 1ª ed. São Paulo: Érica, 2014.

DI SANTO, Joana Maria Rodrigues. A importância da família na escola, 2006.


Disponível em: <http://familiaescola.blogspot.com/> Acesso em: 16 de junho 2018

PASSOS, Mauricio da Costa. Por uma função social da família: os reflexos


protetivos. 2007. Monografia (especialização em Direito de Família) – Pontifícia
Universidade Católica - PUC, RS.

PEREIRA, Maria de Fátima Rodrigues. Trabalho e educação: uma perspectiva


histórica. 1ª ed. Curitiba: InterSaberes, 2012. (Série Fundamentos da Educação)
19

ANEXOS

Questionário apresentado aos pais e responsáveis:

1- Qual o seu maior impedimento para frequentar reuniões e eventos na escola?


( ) nenhum ( ) trabalho ( )outros

2- Você auxilia seu(s) filho(s) nas atividades?


( )as vezes ( ) sempre ( ) nunca

3- De 1 a 5, qual nota você atribui sobre a tua participação na vida escolar dos
filhos?
( )1 ( )2 ( )3 ( )4 ( ) 5

4- Quem é o intermediário dos recados enviados pela escola?


( ) Você olha ( ) filho avisa ( ) Escola avisa

5- Você tem alguma sugestão para melhorar a comunicação com a escola? Qual?

Questionário apresentado aos Professores:

1- Qual a forma padrão de comunicação utilizada entre a escola e os pais?


( ) telefone ( ) bilhete ( ) mídia social

2- Você confirma se o bilhete foi visualizado pelos pais?


( ) Sempre ( ) nunca ( ) as vezes

3- Você tem retorno dos pais quanto aos bilhete enviados?


( ) Sempre ( ) nunca ( ) as vezes

4- Os pais comparecem às reuniões ou convocações?


( ) Sempre ( ) nunca ( )as vezes

5- Você tem alguma sugestão para a escola melhorar a comunicação com os


pais? Quais?
20

FIGURAS

Figura 1: Bilhete de Avaliação


21

Figura 2: Bilhete informativo de notas


22

Figura 3: Bilhete organização de festas


23

Figura 4: Bilhete de lembrete