Você está na página 1de 213

Edna Batistella Lopes

0
EVENTOS / MÉTODOS
PASSOS PARA REALIZAÇÃO

MANUAL DE METODOLOGIA
Edna Batistella Lopes *

*Socióloga, especialista em Educação de Adultos e Metodologia do Ensino Superior - Curitiba 2017

1
Copyright, by Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural
GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
Governador - Carlos Alberto Richa
Vice Governadora - Maria Aparecida Borghetti

Secretaria da Agricultura e do Abastecimento - SEAB


Secretário de Estado - Norberto Anacleto Ortigara

Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER


Diretor Presidente - Rubens Ernesto Niederheitmann
Diretor Técnico - Paulo César Hidalgo
Diretor Administrativo - Richard Golba
Assessor de Gabinete - José Geraldo Alves

Série Informação Técnica n°095, 2017


Produção Gráfica e impressão com recursos do Pró Rural

Elaboração Técnica Instituto EMATER:


Autora: Socióloga, Edna Batistella Lopes, Especialista em Educação de Adultos e
Metodologia do Ensino Superior, Unidade Estadual – Curitiba – Pr.

Colaboradores:
André Luis Alves Miguel - Dia de Campo, página 55;
Cid Clay Bazoti Gabarão - Olimpíada, página 108;
Cilésio Abel Demoner - Treino e visita T&V, página 167;
Edilson Moreira – Torneio, página 161
Edson Luiz Diogo de Almeida - Redes de referência, página 133;
Ivaldete Aparecida Zarpellon - Caminhada ou Cicloturismo, página 09;
José Custódio Canto Guimarães - Assembléia, página 06;
José Luiz Botoluzzi da Silva - Descrição Propriedade Demonstrativa, página 178;
Luiz Danilo Muehlmann - Convites, Programação Festa, pag. 87 e Seminário pag.157;
Nelson Harger - Giro Técnico, página 91;
Marcos Antonio de Freitas - Rali, página 128;
Remi José Sterzelecki - Confraria, página 27.
Diagra Diagramação e CtP: Curitiba Pré-impressão, Leandro Luis dos Santos
Capa: Marlene Suely Ribeiro Chaves/ Adaptação Edna Batistella Lopes
1ª Edição
Tiragem: 1000 exemplares
Exemplares desta publicação podem ser adquiridos no Instituto EMATER
SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente – Fones:pabx – (41) – 3250-2100
SAC (41) 3250-2166 Rua da Bandeira, 500, Cabral, CEP 80035-270 – Curitiba Pr.
e-mail : sac@emater.pr.gov.br
http://www.pr.gov.br/emater
Alu Qualquer parte desta publicação ou integral pode ser reproduzida desde que citada à fonte: Instituto EMATER, Paraná e a autora.

L 864 LOPES, Edna Batistella

Manual de Metodologia – Eventos/Métodos passos para


Realização. / Edna Batistella Lopes. --- Curitiba: Instituto EMATER,
2017.
210 p.:Il. Color. (Informação técnica, n. 095)
ISBN
1. Manual de Metodologia. 2. Passos para Realização. 3. Métodos/
Eventos Individuais. 3. Métodos/Eventos Grupais. 4. Massais.
I. Lopes, Edna Batistella. II. Título.
Maria Sueli da Silva Rodrigues – CRB 9/1464

CDU 001.8

2
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO..................................................................................................... 05
2. OBJETIVOS.......................................................................................... ............... 05
3. ASSEMBLEIA......................................................................................... ............. 06
4. CAMINHADA OU CICLOTURISMO ........................................................................ 09
5. CAMPANHA EDUCATIVA .................................................................................... 15
6. COLÓQUIO........................................................................................... .............. 19
7. CONFERÊNCIA..................................................................... ............................... 22
8. CONFERÊNCIA POLÍTICAS PÚBLICAS..................................................................... 26
9. CONFRARIA........................................................................................ ................ 27
10. CONCURSO........................................................................................ .................. 33
10.1 EXEMPLO PRE REGULAMENTO DE CONCURSO UTILIZADO.............................. 35
11. CONGRESSO....................................................................................................... 37
12. CONTATO............................................................................................ ............... 41
13. CONVENÇÃO...................................................................................... ............... 42
14. CURSO............................................................................................... ........... 44
15. DEBATE..............................................................................................................47
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS................................................................. 174
16. DESCONFERÊNCIA........................................................................... ................ 49
17. DIA ESPECIAL................................................................................... ................53
18. DIA DE CAMPO............................................................................................... 55
DIFERENÇAS BÁSICAS: EXPOSIÇÃO , FEIRA, FESTA, MOSTRA, SALÃO.................................. 104
DIFERENÇAS BÁSICAS: UD, CD, DR, PD, UO, EC...................................................... 184
DIFERENÇAS BÁSICAS: WEBCONFERÊNCIA, TELECONFERÊNCIA , WEBCAST, WEB REUNIÃO , DEO 185
VÍDEO CONFERÊNCIA , WATSAPP .............................................................................. 185
DIFERENÇAS BÁSICAS: PANFLETOS, FOLDERS E FLYER .............................................. 209
19. ENCONTRO.......................................................................................................... 63
ENSAIO DE CAMPO OU UNIDADE DE OBSERVAÇÃO.................................................. 181
20. EXCURSÃO.................................................................................... ..................... 67
21. EXPOSIÇÃO................................................................................ ........................ 69
22. FEIRA........................................................................................ ..................... 74
23. FESTA.................................................................................................... ........ 85
24. FÓRUM.................................................................................. ............................89
25. GIRO TÉCNICO.................................................................................................... 91
26. INAUGURAÇÕES................................................................................................. 94
27. INTERCÂMBIO.................................................................................................... 97
28. JORNADA........................................................................... ................................ 98
29. MESA-REDONDA..................................................................................... ........ 100
103
30. MOSTRA.......................................................................................... ....................
31. DIFERENÇAS BÁSICAS: EXPOSIÇÃO, FEIRA, FESTA, MOSTRA, SALÃO............................... 104
32. MUTIRÃO....................................................................................................... 104
115
118
123
0

3
33. OFICINA.................................................................................................. ....... 105
34. OLIMPÍADA................................................................... ...................................... 108
34.1 REGULAMENTO DA OLIMPÍADA DO LEITE................................................. 111
35. PAINEL........................................................................................................... 117
36. PALESTRA OU PRELEÇÃO.................................................................................120
36.1 MINDMAP PARA PALESTRA..................................................................... 121
36.2 SLIDES - DICAS PARA SUA MONTAGEM.......................................................... 126
37. RALI............................................................................................................... 128
38. REDES DE REFERÊNCIA – UNIDADE DE REFERÊNCIA................................................ 133
38.1 PORTEIRA ABERTA........................................................................................ 138
39. REUNIÃO........................................................................................................144
40. REUNIÃO CONSULTA PÚBLICA......................................................................... 147
41. SEMANA ESPECIAL.......................................................................................... 148
42. SEMINÁRIO..................................................................................... ............... 152
43. SIMPÓSIO........................................................................................................159
44. TORNEIO..................................................................................................... ...161
45. TREINO VISITA – T&V.......................................................................................167
46. VISITA............................................................................................................ 170
47. UNIDADE DEMONSTRATIVA OU CAMPO DE DEMONSTRAÇÃO .......................... 172
48. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO......................................................................174
49. PROPRIEDADE DEMONSTRATIVA.................................................................. 177
49.1 PROPRIEDADE DEMONSTRATIVA LEITE A PASTO.................................... 178
50. UNIDADE DE OBSERVAÇÃO OU ENSAIO DE CAMPO............................................181
51. DIFERENÇAS BÁSICAS: UD, CD, DR, PD, UO, EC.......................................................... 184
52. WEB.............................................................................................................. 185
53. DIFERENÇAS BASICAS: WEBCONFERÊNCIA, TELECONFERÊNCIA , WEBCAST, WEB REUNIÃO , 185 DEO
VÍDEO CONFERÊNCIA , WATSAPP ............................................................................ 185
54. WORK SHOP.....................................................................................................188
55. WORLD CAFÉ....................................................................................................191
56. PLANEJAMENTO DE MÉTODOS/EVENTOS........................................................... 195
56.1. OBJETIVOS EDUCACIONAIS........................................................................ 198
57. AVALIAÇÃO…................................................................................................. 199
58. PARTICIPAÇÃO METODOLÓGICA .................................................................... 200
59. CHEKLIST.................................................................... ........................................
201
59.1 MODELO CHECKLIST................................................................................ 202
59.2 SUGESTÃO PARA COMEÇAR ELABORAR O CKECKLIST .................................203
60. ORÇAMENTO OU BUDGET................................................................................... 205
61. FACILITAÇÃO GRÁFICA.................................................................................. 207
62. DIFERENÇAS BÁSICAS: PANFLETOS, FOLDERS E FLYER ................................................. 209
63. CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................... 210
64. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA.............................................................................. 211
65. LEIA MAIS EM.................................................................................................... 212

4
1. INTRODUÇÃO
“Devemos ter uma visão clara e sábia sobre viver livremente,
mas com responsabilidade sobre si e os outros”.

E ste Manual de Procedimentos tem por finalidade unificar as orientações quanto à


condução dos trabalhos, etapas e estratégias metodológicas a serem seguidas na execução
de alguns eventos/métodos utilizados no Instituto EMATER, do Paraná.

Um evento bem preparado e bem planejado é meio caminho andado para garantir que nele
se possa vir a desenvolver um bom trabalho, ou seja, alcançar os objetivos propostos para
os vários temas da agenda ou programa com eficiência e eficácia em sua realização.

Além de orientações básicas sobre os principais passos sugeridos para execução de alguns
eventos/métodos utilizados pelo Instituto EMATER; o manual aborda também sugestões de
planejamentos, objetivos educacionais, avaliações, participação metodológica, checklist,
orçamentos, facilitação gráfica e alguns exemplos de modelos de planilhas.

O conteúdo do Manual não são regras a serem seguidas meticulosamente, mas apenas o
resultado da experiência de várias pessoas que utilizaram os passos até ao momento.
Podendo haver algumas adaptações do que está escrito. Podendo também ser atualizado
de acordo com a necessidade e realidade do Instituto EMATER.

Em função de alguns passos serem semelhantes. Sugere-se que ao pesquisar um


evento/método leia outros similares para complementação e agregação de informações.

O executor de qualquer evento/método torna-se o principal sujeito, é ele o responsável


pela determinação de qual objetivo será levado à prática da execução da atividade
planejada, tendo em suas mãos, como única ferramenta de trabalho, as metodologias
utilizadas para trabalhar a construção do conhecimento e as técnicas com o público
selecionado.

Espera-se que as sugestões venham colaborar para fortalecer o relacionamento com nosso
público em conseqüência contribuir para manter a imagem positiva do Instituto EMATER
perante o público externo, interno, interessados e todos os parceiros.

2. OBJETIVOS
“Não há metodologia capaz de corrigir um objetivo mal definido”

 Utilizar como uma ferramenta de auxílio na execução das atividades relativas no


planejado, visando aumentar sua efetividade e atender as expectativas dos
métodos executados;
 Contribuir para padronização da metodologia de eventos e métodos de ATER-
Assistência Técnica e Extensão rural;

5
 Apresentar procedimentos, alternativas e soluções práticas fundamentadas na
experiência de aplicações de eventos e métodos do Instituto EMATER, no Paraná;
 Exemplificar passos para realização de eventos;
 Assegurar clareza e compreensão para todos que utilizar o Manual.

ALGUNS EVENTOS / MÉTODOS


UTILIZADOS NO INSTITUTO EMATER.
“Não há saber mais ou saber menos,
há saberes diferentes”. Paulo Freire

3. ASSEMBLEIA

DEFINIÇÃO OBJE- UTILI- VANTAGENS LIMITAÇÕES


TIVO ZAÇÃO

É o conjunto de Expor Para Serve como Devido ao fato da


representantes opiniões, discutir, democracia assembléia ser formada
de uma debater debater e participativa; por pessoas com
comunidade que deliberar diferentes pontos de vista
e tomar
possuem pode- sobre temas Oportunidade e opiniões, nem sempre é
res de legislação;uma pré de participação fácil chegar a uma tomada
decisão determina- de todos os de decisão;
É uma reunião de conjunta dos de presentes;
pessoas que tem sobre um elevada Inibição de alguns partici-
interesse comum, tema importância Forma agradá- pantes perante a rapidez e
especialmente específi- para grupos, vel de resolver ou a falta de clareza da
convocada por classes, problemas; pauta dos assuntos postos
co.
determinação determina- em votação;
legal, das regiões, As conclusões
regulamentar ou entidades. são submetidas Se houver falta de legitimi-
estatutária, para à votação, dade, pela falta de
resolver assuntos transformando- consciência do que foi
submetidos à sua se em votado pode levar ao
deliberação. recomendação participante ao descrédito
da assembleia. e desmotivação.

Obs.: O Instituto EMATER normalmente utiliza a metodologia assembléia nas atividades de


organização, principalmente em Associações, Cooperativas e Condomínios Rurais.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: Depende do assunto e da sua complexidade.

Modalidade: Na modalidade de Assembléias Gerais, podem ser:

6
 Assembléia geral de constituição: será realizada por ocasião da constituição de
organização formal, havendo necessidade de publicar o edital de convocação;
 Ordinárias: quando convocadas para tratar de assuntos referentes à prestação de
contas, eleições, etc. que são previstos e estabelecidos no estatuto;
 Extraordinárias: para tratarem de outros assuntos que surgiram, por exemplo,
reforma de estatuto, autorização para aquisição de bens e contratação de
financiamento e outros.
 Concomitante: ordinárias e extraordinárias juntas conforme o assunto a ser
deliberado em cada uma delas. Deverá haver dois editais de convocação e duas
atas para cada uma de acordo com o assunto.
 Re-ratificação: a assembléia geral extraordinária pode re-ratificar matéria de todas
as modalidades de assembléia citadas acima. É necessário que conste expresso da
ordem do dia do edital de convocação o que pretendem re-ratificar; no caso de
erro de convocação de assembléia ou de edital de convocação, deverá constar da
ordem do dia da assembléia de re-ratificação, a data da assembléia que pretendem
ratificar, incluindo a respectiva ordem do dia, para facilitar o arquivamento, a ata
objeto de deliberação deverá estar transcrita após a aprovação da re-ratificação.
Tratando-se de ratificação, é suficiente a referência aos assuntos ratificados, para
sua convalidação. No caso de retificação, é necessário dar nova redação ao texto
modificado.

Data, horário local: Estipular de acordo com as necessidades da organização e dentro do


que estabelece o estatuto.

Convocação: convocar no mínimo de 10 dias os associados ou interessados para participar.


Esta convocação é feita por meio de um Edital, afixado na sede da entidade, publicado em
jornal ou de outra forma, de acordo com o estabelecido no estatuto da entidade.
Quorum das Assembléias: já devem estar estabelecidas no Estatuto.

Roteiro de uma assembléia: é necessário que haja um preparo de material de recursos


auxiliares para facilitar o entendimento, por exemplo, data show, flipchart, etc.

Flipchart: conhecido no Brasil como tripé ou cavalete, usado geralmente para exposições
didáticas ou apresentações, tem um bloco de papéis. Onde o apresentador escreve.
Quando o quadro está cheio, o apresentador simplesmente vira a folha - em inglês, flip.

Equipe de Apoio: A coordenação da Assembleia deve se reunir com o pessoal de apoio a


fim de tirar dúvidas e definir responsabilidades, dependendo da duração e do número
provável de participantes, poderão existir pessoas ou equipes responsáveis por: recepção,
coleta de assinaturas, atendimento à mesa de trabalho; teste de equipamentos, arrumação
do local, limpeza; transporte de material; etc.

Livro de Presença ou Lista de presença: Deverá ser assinada por todos os presentes. Este
documento é importante para a verificação do quorum de instalação e de deliberação da
Assembléia. Deverá ter um cabeçalho com data, hora, local, e o título da assembléia.

Assessoria: Se houver essa assessoria como mestre de cerimônia. Inicia dando boas vindas,
apresenta objetivo, assuntos gerais e convida o presidente para tomar parte da mesa.

7
Presidente: Em uma assembléia ordinária o presidente solicita informações ao secretário
sobre o quorum e declara aberta a assembléia, compõe a mesa com a diretoria e
autoridade, solicita ao secretário ler o edital. E retorna com a palavra com o assunto da
assembléia, pede ao contador fazer a prestação de contas, a auditoria ler o parecer,
conselho fiscal apresenta o trabalho desenvolvido, o que for para votação o presidente
coloca em votação da forma já planejada. Se necessário o presidente poderá indicar um
presidente “ad hoc” para terminar de conduzir os trabalhos já planejados.
Ad hoc: significa “para esta finalidade", “para isso” ou "para este efeito". É uma
expressão latina, geralmente usada para informar que determinado acontecimento
tem caráter temporário e que se destina para aquele fim específico.

Votos: É a expressão mais clara da participação. As decisões podem ser votadas por:
Aclamação: é um processo aberto; Secreto: para assuntos mais delicados visando a não
exposição dos participantes; Nominal: cada associado, de viva voz, declara sua vontade;
Aberto (simbólico): o associado manifesta sua posição. Não podem votar os associados
com vínculo empregatício com a organização, os membros do conselho de administração, e
fiscal nas votações de contas, relatórios, honorários e gratificações e os associados
admitidos após a publicação do edital de convocação da assembléia geral.

Após realização da assembléia: tomar as providências necessárias que foram deliberadas


durante o evento, enviar documentos necessários à órgãos competentes em que a
organização está ligada, como atas, demonstração contáveis, relatórios, pareceres e outros
conforme as exigências legais. Observar as exigências das juntas comerciais.

Colaboração acima de José Custódio Guimarães Junior


Administrador de empresas Área de Organização – Instituto EMATER

Exemplo
de
um
Modelo
de
Edital

Fonte: Souza, João Nishi de, Manual Operativo, Curitiba, EMATER, 2011, pág. 34

8
4. CAMINHADA OU CICLOTURISMO

DEFI- OBJE- UTILI- VANTAGENS LIMITA-


NIÇÃO TIVO ZAÇÃO ÇÕES

Ampliar o Promover Servir Interação do público urbano com o rural, Comunida-


entendi- como a educação dos envolvidos e a interativi- des e par-
a
mento um dade entre os agricultores familiares e a ceiros tem
integração realização de novos negócios; que estar
sobre os “Instru-
motivados;
espaços do homem mento Estimula e promove o desenvolvimento
rurais; com a de territorial sustentável; Necessidade
aproxi- de Circuitos
Mostran- natureza, Propicia uma oportunidade para os que tenha
mação
do suas agricultores familiares divulgar e atividades
estimu- do comercializar os produtos e serviços das
funções Urbano
lando o suas propriedades e comunidades; Ex. Agroin-
além da dústria ,
e do
produção desenvol- Rural” Resgata a auto-estima das famílias que proprieda-
agrope- vimento participam dos circuitos; des com a
cuária, participa-
territorial São internacionalmente conhecidas co-
como sua ção da
mo “Esporte Popular” não competitivo;
vocação sustentá- Intera- extensão
gir, rural,
para a vel. Integração das famílias da comunidade;
exerci- proprieda-
conser- des que
vação tar o Apresentação dos resultados alcançados;
explore o
ambien- corpo,
turismo
melho- Participação dos jovens e mulheres, com
tal, sua rural, etc.
rar relatos próprios e realização de grupos
função de reflexão separadamente dos demais; Necessidade
social e relacio-
namen- de equipe
cultural. Difusão do trabalho da extensão; treinada na
tos.
metodologia
Envolvimento de entidades parceiras das
comunidades.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

- Os circuitos ocorrem em ambientes rurais da agricultura familiar. A formatação do trajeto


do circuito segue uma lógica, que permite o caminhante a observar as características
geográficas do lugar, a paisagem rural, as práticas de agricultura familiar e a cultura local. A
definição do percurso pode se adequar aos diferentes públicos que participam da
caminhada.

- Devem ser planejadas e organizadas pelo Instituto EMATER em parceria com outras
entidades locais e ou regionais, principalmente as Prefeituras Municipais.

9
- O evento é composto, além do circuito de caminhada, por Café da Manhã e Almoço, feiras
de produtores locais, manifestação cultural local e comercialização de serviços para os
caminhantes.

- O envolvimento da comunidade local é imprescindível para a realização do evento, de


acordo com os princípios de desenvolvimento sustentável local.

“Fazer caminhada é levar o cérebro para passear. Isso cansa as


pernas, mas areja a cabeça" Ivaldete Zarpellon

PASSOS - TODOS OS PASSOS SERVEM PARA CAMINHADA OU CICLOTURISMO

Organização: A organização do evento deve ser realizada por uma equipe local composta
por entidades, do poder públicos ou não, comprometidos com o meio rural e seu
desenvolvimento
Pré evento - Reunião com representantes das comunidades e parceiros, explicando o
objeto do evento, apresentando as propostas e os objetivos da caminhada, e a importância
para as demais comunidades da região. A finalidade desta reunião é para buscar o
entendimento da metodologia e o total apoio das famílias na dinamização do trabalho.

Cadastro ou Credenciamento: O cadastro deve ser realizado por uma associação de


agricultores familiares que tenha estatuto, e o mesmo será encaminhado junto com a ficha
de credenciamento assinada para ANDA BRASIL. Gerando um código único para cada
circuito anual e recebe o aval da entidade internacional

Obs. Quando tiver o cadastro da caminhada posso realizar com a mesma numeração o
Cicloturismo.

Reunião: para definir o circuito e distribuir responsabilidades. (tarefas)

Divulgação: Através de convites as comunidades, priorizando a princípio as famílias dos


grupos referência trabalhados pelos técnicos do sistema de extensão rural, nos municípios
da ADI, convidar lideranças municipais. De preferência impressos e entregas em mãos.

Inscrições: Os caminhantes devem se inscrever previamente, pela internet site ecobooking


ou pessoalmente na instituição local que coordena a caminhada. Deixando telefone, e mail,
endereço. No dia da caminhada, os participantes receberão o crachá e os carimbos dos
pontos de apoio, que pode ser um folheto, com as informações básicas do percurso mas
que tenha onde carimbar.

No folheto deverá conter a descrição da Caminhada: Dia escolhido para a caminhada,


previsão do clima, horário de início e término, descrição do circuito.

O coordenador da caminhada deverá ter o número prévio de participantes, número de


pontos de controle, número de pessoas envolvidas na organização, número de
propriedades rurais e produtores envolvidos, material de divulgação da caminhada,
sinalização, envolvimento comunitário, parcerias estabelecidas, entre outros.

10
Horário: as caminhadas devem possuir horário de início e término definidos, porém o
caminhante é livre para permanecer no circuito e/ou nos equipamentos disponíveis,
estando ciente de que a estrutura do evento possui um tempo de funcionamento limitado.

a) Deverá ter as placas de sinalização padronizadas com o IVV, (Federação


Internacional de Esportes Populares) as quais devem ser fixadas em lugares
visíveis e estratégicos durante o percurso.
b) Trajeto: deve ser viável para ser praticado por todos os públicos (crianças,
idosos, portadores de deficiências). O percurso deve ser acessível, em casos de
trajetos severos deve-se informar o caminhante e viabilizar formas de apoio
para pessoas com dificuldades de locomoção. Cada caminhante pode realizar a
caminhada de acordo com sua capacidade física.
Dicas :

a) Cada Caminhante deverá levar a sua garrafinha d'água, possui a função de


estocar água ao caminhante durante a atividade, a qual leva, em média, em
torno de 4 horas para ser concluída. A organização local disponibiliza galões de
água, onde o reservatório pode ser abastecido. Descrição: reservatório de água
em material atóxico.
b) Venda de Camiseta: é uma importante ferramenta de promoção das
Caminhadas, visto que o caminhante a utiliza em outras ocasiões, divulgando,
involuntariamente, a atividade e colaborando na formação e fortalecimento da
imagem da marca. A camiseta possui a marca das “Caminhadas na Natureza –
Paraná” e os logos das entidades parceiras o projeto. Descrição: camiseta
branca fio algodão 26, com impressão frente.
c) Venda de Mochila: de tecido tem apresentado-se um ótimo equipamento de
apoio ao caminhante por sua funcionalidade, considerando que uma das
propostas do projeto é a comercialização de produtos da agricultura familiar e
a mochila possibilita ao caminhante transportar suas pequenas compras. A
mochila possui a marca das “Caminhadas da Natureza – Paraná” e os logos das
entidades parceiras o projeto. Descrição: sacola em algodão (32LX41H) com 4
cores impressas (cromia) com cordão em algodão com dois ilhoses.
d) O café da manha e o almoço que será comercializado pelas famílias da
comunidade ou empreendedores locais aos participantes inscritos.

Orientações:

Trajeto, preferencialmente circular, de aproximados Km


 05 a 09 - curto (neve e deserto)
 10 a 15 km - médio (recomendação de 10 a 12)
 15 a 20 Km - longo
 25 a 30 km para Ciclo turismo
 Em casos de trajetos não circulares, recomenda-se que ao final do
percurso seja disponibilizado um veículo para locomoção dos
caminhantes ao ponto de início do circuito.

a) Postos de controle: alocados a cada 2,5 km em média com serviços de


fornecimento de água, complementação alimentar, comercialização de

11
artesanato, agroindústria familiar e/ou manifestações culturais locais. Os
postos de controle devem ser fixados em locais estratégicos, onde haja
estrutura adequada para a permanência dos atendentes, os quais devem estar
devidamente instruídos para fornecer informações sobre o circuito e
características geográficas e culturais da região.
b) Equipes de resgate e atendimento médico: a organização local deve
disponibilizar equipes de resgate e atendimento médico para os caminhantes e
equipe local. Este auxílio é imprescindível para garantir a segurança da
atividade. Sugere-se que a equipe organizadora disponha de equipamentos
para comunicação móvel.
c) Capacidade Física - Cada caminhante pode realizar a caminhada de acordo com
sua capacidade física e no seu ritmo
d) Carimbos de postos de controle: a organização local deve providenciar um
crachá do circuito, a qual será carimbada a cada posto de controle. Estes
carimbos são de responsabilidade da organização local e devem ser
diferenciados do carimbo oficial do circuito.
e) Carimbo oficial do circuito: ao final da caminhada, o caminhante ganha uma
carteirinha internacional que deve ser carimbada com a logo do circuito, o qual
possui a numeração internacional.
f) Modelo carimbo Caminhada anexo
g) Modelo carimbo Cicloturismo - anexo
h) Caderneta de caminhante: padronizada, é entregue na 1ª primeira caminhada
do participante e deve ser levada pelo mesmo a todos os circuitos para receber
o carimbo do mesmo. Ao ser preenchido, com 10 carimbos de circuitos
diferentes, a caderneta deve ser encaminhada Digitalizada para o e-mail:
turismo@emater.pr.gov.br para o recebimento do diploma de caminhante. (os
botos serão adquiridos no site da Anda Brasil)
i) Plano de premiação ao final de cada caminhada: sugere-se que ao final de cada
caminhada seja realizado sorteios de brindes coletados no comercio local, uma
forma de incentivar os caminhantes, e não um pré-requisito obrigatório.
j) Plano de estímulos para que caminhantes estejam sempre presentes em outras
caminhadas: as organizações locais e regionais podem elaborar planos de
estímulos para os caminhantes, os quais consistem na entrega de brindes,
gratificações, diplomas e realização de divulgação integrada entre os circuitos.
k) Divulgação internacional: todos os circuitos devem ser cadastrados no site da
Anda Brasil, possibilitando a promoção internacional das caminhadas.
l) Divulgação Nacional: através do site do Ecobooking e pelo site da EMATER e
e-mail encaminhados pelo Turismo Rural do Instituto EMATER aos caminhantes
cadastrados.

 Realizar na(s) comunidade (s) feiras de artesanato e agroindústria: no local de


inscrições sugere-se a criação de uma feira que comercialize produtos locais,
beneficiando as famílias rurais da região.
 Almoço de confraternização – Bem planejado, horário, quem fará o almoço, etc.

Apresentação Cultural: importante para divulgar os talentos da comunidade ou região.

RESULTADOS E AVALIAÇÃO DA EXPERIÊNCIA

12
a) Avaliação do evento: dos coordenadores e participantes apontamento dos
pontos positivos e negativos, oportunidades e ameaças, de desde o processo
de planejamento e organização até a execução da caminhada;
b) Para quem fez a inscrição pelo site do ecobooking terá disponível um
formulário de avaliação e sugestão da caminhada
c) Recomendações: informações úteis para a organização da próxima caminhada;
d) Arquivo Fotográfico: Deverá ser registrado da caminhada através de fotos ou
filmes.

Importante: para realização das caminhadas os organizadores terão que passar por uma
capacitação que é de responsabilidade da EMATER através do Time de Turismo Rural

SÍMBOLO DA
CAMINHADA

CARIMBO CI

CICLOTURISMO:

MODELO DO CRACHÁ:

Ideal
colocar o
Croqui no
verso

13
SÍMBOLO DA
SINALIZAÇÃO

MODELO
DE
CROQUI
DO
CIRCUITO:

Colaboração de Ivaldete Aparecida Zarpellon


Coordenadora Estadual de Turismo Rural. Instituto EMATER

14
5. CAMPANHA EDUCATIVA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA - LIMITA-


GENS ÇÕES

Método massal que Divulgar e Para “falar mais Gera Desen-


consiste numa seqüência conscientizar alto”, chamando a esforços volvi-
de atividades educativas sobre atenção de para mento
concentradas, realizada em comunidades rural produzir de uma
determinado
relação a determinado e urbana para uma mudanças, campa-
assunto. As ações são assunto de temática acelerando nha por
realizadas por etapas, interesse. importante e adoção de vez;
relacionadas entre si, no orientar os líderes práticas;
sentido de provocar de opinião para Não
mudanças no modo de Deve ser soluções. Possibilita a pode
pensar, sentir e agir de umsuficiente- combinação misturar
grupo de pessoas com mente Concentrar esfor- com várias temas,
interesses diversos; abrangente ços para cons- ações ou desvia
para fazer a cientizar, mobilizar eventos atenção
Consiste no emprego diferença, e envolver um coordenado e
ordenado de várias mas gerida público no s integrada- colabora
técnicas de comunicação e de modo a conhecimento e mente num para o
atividades educativas produzir solução de plano insuces-
realizadas em relação a um resultados o problemas e seqüencial; so.
tema definido, durante um mais rápido promover
período de tempo; possível. mudanças no Desperta
modo de pensar, atenção em
Um conjunto de peças que sentir e agir das cima de um
são criadas objetivando pessoas, adotando determina-
atingir um determinado novas idéias. do tema.
público-alvo.

Obs.: Muitas vezes o Instituto EMATER participa ativamente de Campanhas que já vem
prontas de nível federal, estadual ou municipal, com atividades pré determinadas.

Campanhas mais conhecidas dentro do Instituto: Febre Aftosa, Plante seu futuro e outras.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: O tempo é a chave de sucesso de qualquer campanha, aborda formadores de


opinião e quando organiza eventos mediáticos.

Mediático: acontecimento que atrai a atenção de organizações de meios de


comunicação, particularmente jornais, telejornais e jornais na internet.

A fixação do tempo é conforme o conteúdo, o público e o objetivo. Pode durar uma


semana, um mês ou vários meses. Geralmente as campanhas têm um longo espaço de
tempo.
Planejamento:

15
Trabalhar as etapas para o planejamento de uma campanha.
 Análise do problema – Justificativa;
 Elaborar os Objetivos;
 Comissão central – Parceiros;
 Tema a ser abordados, amplitude e alcance;
 Mensagem;
 Manual da Campanha;
 Programação: antes: orçamento, divulgação, durante: realização e depois,
acompanhamento;
 Avaliação.

Elaborar a justificativa: O ponto de partida é o levantamento do problema. Desenvolver


uma campanha passa por colocar um problema em agenda, verificando possibilidade de
soluções, criando suportes para a sua resolução, programar uma campanha passa pela
definição de estratégias para atingir objetivos aos níveis local, regional, nacional ou
internacional. Pensar em qual o aspecto será trabalhado através da campanha.

Objetivo: Para saber exatamente aonde se quer chegar elabora os objetivo que devem ser
claro e bem definido para manter o propósito do método. Os objetivos podem ser de curto,
médio ou longo prazo. Levar em consideração o público alvo, as suas preocupações,
valores e interesses. Compreender quais são os principais desafios e tarefas. Analisar as
forças e fraquezas em termos da concretização dos desafios e execução das tarefas.
Análise as oportunidades que são possíveis explorar e as ameaças que a campanha pode
enfrentar.

Comissão central: Fomentar uma campanha passa por reunir o esforço de pessoas e
organizações para fazer a diferença. Há necessidade de mobilizar e envolver parceiros
numa meta comum, cada um com uma atividade determinada, com a finalidade de
elaborar a programação e definir ações, elaborar um manual da campanha.

Tema: Eleger o tema partindo da proposta do problema. O ponto de partida é a reflexão


sobre o que o público-alvo necessita ouvir para poder ser motivado a aceitar uma nova
idéia e adotá-la. As melhores campanhas são as que têm uma face pessoal e humana. As
pessoas gostam de se identificar com histórias, para que possa relacionar.

Mensagem: Elaborar a mensagem que é uma frase persuasiva acerca dos objetivos da
campanha que reflete o que se pretende atingir. Para elaboração da mensagem. Realizar o
questionamento: por que, quem, como, quando, onde.
As mensagens específicas apropriam-se a alturas específicas. Por vezes necessitamos de
uma mensagem forte, que poderá até perturbar algumas pessoas, mas chamará para o
problema. Em outros momentos necessita modelar a linguagem. O desafio é
contrabalançar os tipos de mensagens, garantindo o que pode funcionar integralmente.

Para desenvolver a mensagem:


 Definir a mensagem principal;
 Criar uma mensagem simples que pode ser um grande impacto, deve despertar
curiosidade, paixão e envolvimento;
 Usar linguagem clara e poderosa;

16
 Criar mensagens de suporte para cada um dos públicos-alvo;
 Utilizar imagens, elas guardam até cinco vezes mais do que qualquer mensagem
escrita. Principalmente imagens positivas;
 Realizar divulgação. Tudo dever ser repetido;
 Manter a mensagem até que ganhe poder de influência;
 Não usar jargões.

Jargão: significa uma linguagem pouco compreensível, viciada que


revela conhecimento imperfeito de uma língua. Em muitos casos pode
ser específica de determinado grupo profissional ou sociocultural.

Manual da Campanha: É um “livro de dados”, que é realizado num formato simples e o


mais completo possível, dependendo da amplitude da campanha. Deverá conter todos os
dados e informações sobre a campanha. Como análise do problema, justificativa do porque
da realização, descrição geral da área onde se desenvolverá relação das fontes e dos canais
de comunicação, calendário de atividades, lista dos patrocinadores, relação de nomes de
pessoas que estão envolvidos e suas funções, relação de materiais e recursos utilizados,
benefícios, orçamentos, e todas as informações necessárias. Servirá esse Manual como um
guia e um regulamento para realização do evento.

Cronograma: Montar o calendário de ações estabelecendo limite de tempo para cada ação.

Programação:
Antes:
 Conhecer o público-alvo para conseguir envolver. Se quisermos desenvolver uma
campanha com um alcance significado precisamos chegar a um número abrangente
de pessoas. As estratégias e táticas baseado em pessoas são essenciais para
organização de campanhas;
 Observar a necessidade do Público sobre o tema, para a montagem do objetivo.
Não esgotar esperanças para atuar;
 Definir uma identidade e uma mensagem para ser eficaz;
 Identificar onde se localizam as audiências;
 Estabelecer estratégias para agir;
 Agir para mudar e desenvolver;
 Avaliar para melhorar, a avaliação é um processo contínuo.

Orçamento: Cada campanha requer recursos. Tem que começar por ter acesso aos recursos
que possui e que pode buscar e construir. Algumas questões orientadoras: Quais são os
patrocinadores e apoiadores que podem nos assessorar com recursos? Quantos membros/
voluntários existem? Quantos candidatos potenciais? Qual a nossa fonte de poder? Qual a
nossa reputação? Que informação tem disponível? Que redes existem e que podem ser
usadas? Que recursos indiretos temos ao nosso dispor? Quais fontes o Instituto possui que
podemos utilizar? Quais vantagens e recursos possuímos? Já planejamos esses recursos?
Devemos fazer uma planilha dos custos e recursos de que iremos
precisar para desenvolver adequadamente a campanha.

Obs. Ver em Orçamento a Planilha de orçamento (página 205) neste Manual.


Programa de atividades: Constatar no programa quais e quantos métodos será mais efetivo
para utilizá-los durante a campanha, como por exemplo, reuniões, excursões, cursos,

17
palestras, seminários, conferências, workshops, mesas-redondas, exposições, eventos
desportivos, sensibilização porta-a-porta, encontros, fóruns, teatro de rua, mesas redondas,
exposições, eventos desportivos, Road shows, etc.

Road show: é uma apresentação ou evento para divulgação da campanha em outros locais.
Pode ser itinerante, que irá ser montado e desmontado, sendo levado para vários lugares

Divulgação: Devem ser extremamente divulgadas. A repetição contínua da mensagem e a


utilização de todos os meios de comunicação possíveis influenciam decisivamente nas
adoções. Variam de acordo com cada campanha. Levar em consideração a duração e
amplitude, orçamentos, meios de comunicação existente. Sensibilizar pessoas, parceiros e
organizações estratégicas, como personalidades locais, líderes de organizações que o
ajudam a dar visibilidade à campanha.

Execução:
Durante: Nessa fase o público envolvido será diretamente atingido. É todo dinâmico e
contínuo e a sua divisão em etapas proporciona vantagens para um melhor estudo sobre
como usar os métodos e os meios de comunicação ao longo de toda metodologia da
campanha.
Compreende: Lançamento da campanha, desenvolvimento progressivo, concentração e
complementação.
 Lançamento: Convidar o público, autoridades e parceiros interessados e
principalmente a imprensa. Pode ser em formato de uma reunião. Com caráter
promocional e noticioso. Fazer a divulgação do lançamento através das mídias
existentes.
 Desenvolvimento progressivo: Refere às providencias e procedimentos
programados que deverão ser executados. Inicia já após o lançamento, é necessário
manter o interesse do público através dos mais variados métodos e eventos.
Divulgar esses métodos e convidar o público alvo.
 Concentração: Visa atrair o público para as atividades práticas. É o momento
prático da campanha.
 Complementação: Nesta fase são fornecidas as informações adicionais a respeito
das práticas que a campanha está procurando introduzir. Por exemplo, uma
campanha de introdução de nova variedade de algum cultivo, culminará pouco
antes da semeadura e terá que ter continuidade fornecendo informações
complementares sobre o cultivo, controle de doenças, ervas daninhas, métodos de
colheita e outras informações. Existe campanha com premiações. Que deverá ser
incentivadora e ser planejada no orçamento.

Após:
Avaliação: É a medida do progresso obtido em relação aos objetivos e metas previstas.
Tem que ser um processo contínuo, que pode ser realizada em todas as etapas para
retroalimentação do planejado. Os sucessos e insucessos precisam ser analisados para se
perceber o que contribuiu para os resultados, serve também para aprender com as ações
passadas o que deu certo e o que foi desafio. É importante avaliar a evolução da campanha,
em intervalos regulares e no final. A avaliação no final da campanha permite-lhe extrair
lições para futuras campanhas. Considerar o que realmente deseja avaliar. Qual mudança
esperada em relação a conhecimentos, atitudes, compreensão, práticas, habilidades,

18
interesse, necessidades e adoções. Selecionar métodos e ferramentas adequadas para a
realização das avaliações. A avaliação deverá também ser durante par retroalimentação.
Conclusão:
 A campanha não substitui outro método educativo;
 Nem todo problema justifica uma campanha;
 Uma campanha encerra com a apresentação dos resultados alcançados;
 É interessante que cada campanha abrange somente uma única idéia/ objetivo.

6. COLÓQUIO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


ÇÃO ÇÕES

Um espaço de conversação Esclarecer um Para PossibilidadePo Pode-se


ou palestra entre duas ou tema ou discutir de apresentar tornar um
mais pessoas onde se debate tomada de organizada- o tema pouco
um determinado assunto; mente um diretamente aborrecido
decisão,
tema ao público- para a
Palestra direcionada ao apresentado específico alvo platéia;
instituto inteiro, por um de interessado;
transcendendo as fronteiras profissional de interesse · O tempo
entre educandos e ·
do público; Possibilidade excessivo
renome e com
educadores e entre de existir es- torna-se
notório saber
diferentes áreas de pesquisa; Para paço para de- menos
do assunto. comparti- bate direto; interessante
É uma maneira formal de lhar pontos para os
apresentação de um dado Possibilidade ouvintes.
de vista.
conhecimento específico. de tirar
dúvidas.

Obs. Para apresentar um colóquio é preciso elaborar um texto, o qual deverá ser
apresentado durante a exposição. O trabalho apresentado costuma ser uma comunicação.

LEMBRETE:

 O colóquio é semelhante à conferência. Utilizado para classes específicas. Restrita


para discutir um tema específico e destinado para esclarecer dúvidas de um tema
ou tomada de decisão. Mais utilizado por classes específicas;

 Deve ter seu tema central definido com antecedência. Selecionar o público e
distribuir os convites dos participantes com antecedência;

 Negociar com antecedência o(s) palestrante(s). Que deverão ser especialistas de


renome, a critério do demandante do evento;
 Dependendo da complexidade do assunto a ser discutido, pode-se formar uma
segunda mesa de expositores.

19
PASSOS PARA REALIZAÇÃO
DURAÇÃO: Pode ser realizado em apenas 1 (um) dia. Mas dependendo do conteúdo do
colóquio pode durar até 3 (três) dias.

Abertura: Com a composição da mesa de autoridades; se necessário ou somente a mesa


com o palestrante.

Moderador: Escolher com antecedência o moderador, que será a pessoa encarregada de


passar a palavra a quem solicitar, levantando a mão ou crachá, por etapas e administrar o
tempo de cada interferência, cortar a palavra, se necessário caso passe o tempo estipulado
ou fuja do assunto, anotar as discussões e os argumentos, concluir o colóquio com uma
síntese das idéias mais importantes que foram discutidas, apresentar a platéia o resultado
que deverá ser aprovado e outras atividades necessárias de um moderador. Poderá
também ser escolhido no dia, desde que a pessoas eleita saiba qual o papel do moderador.

No início: Faz sua apresentação, apresenta o currículo do(s) especialista(s) que compõem a
mesa e apresenta as regras dos trabalhos;

 Estabelecer regras com todos para realização do colóquio, por exemplo:

 Preparação do tema. Antes de iniciar o colóquio, os participantes deverão ter a


claridade sobre o assunto;
 Preparação e a condução do colóquio. O moderado com ajuda de vários integrantes
do colóquio, constrói entre 3 a 5 perguntas sobre o tema. Abre para o debate e
orienta a discussão;
 Definir a forma de distribuição das cadeiras. Verificar o número de participantes.
Para um grupo pequeno o interessante seria 15 pessoas, em forma de círculo ou
semicírculo, em forma de “U” quando houver mesas. O moderador fica no centro;
 Que seja no máximo 1 minuto por pessoa para cada intervenção;
 Se necessário dividir a platéia em subgrupos para a discussão do assunto, posterior
a apresentação do especialista;
 Falas da plenária devem ser feitas em bloco antecedida por identificação por meio
de crachá;
 Definir tempo para exposição do(s) palestrante(s) - Tempo para intervenção da
plenária, concedendo até 03 minutos a cada fala e 01 minuto para conclusão; e
cinco minutos para fala final do(s) componente(s) da mesa;
 O moderador passa a palavra para o especialista que fará sua palestra. Caso haja
mais que um especialista o moderador fará perguntas, que deverá ser respondido
por cada um dos integrantes, por ordem o moderador vai dando a palavra. A partir
daqui, podem resultar vários pontos de vista distintos. O objetivo é que os mesmos
participantes se animem a troca de idéias com os argumentos que sustentam a
discussão. O especialista faz o debate do tema com a participação da platéia;

Normas: No colóquio deverão ser obedecidas as normas de respeito uns aos outros, saber
escutar com atenção aos companheiros, apoiar as idéias se tiver de acordo. Jamais
ridicularizar qualquer idéia surgida, somente argumentar se tiver razão. Na linguagem
coloquial serão evitados os erros gramaticais, a deselegância de estilo e a gíria.

20
Após o término: No máximo um dia. O moderador deverá apresentar o resumo ou a síntese
do dia, se houver necessidade, que deverá ser aprovado por todos e discutir
encaminhamentos se houver.

Obs. No colóquio pode ter painel, mesa-redonda, exposição e mini excursões.


Ler: PAINEL (pag.117); MESA REDONDA (pag. 100) e EXCURSÃO (pag. 67) neste Manual.
Exemplo de uma programação de Colóquio Educação e Patrimônio: Cultura e Natureza nos Campos Gerais

 Fonte: http://www.eventosappac.tmp.br/

7.
8.
9.

21
07. CONFERÊNCIA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA LIMITA-


GENS ÇÕES

Evento bastante formal, Informar, debater É uma instância de Atuali-Po Caso falte
que se caracteriza pela ou apresentar participação zar ou algum
apresentação de um tema novas idéias; social; se pales-
informativo; envol- trante a
Promover a Promover a ver organiza-
O tema pode ser geral, transparência transparência com ção
técnico, científico, literário, pública e estimular pública e estimular temáti- compro-
artístico. O conferencista a participação da a participação da cas mete a
expõe, para um grande sociedade no sociedade no novas; progra-
número de pessoas, o tema acompanhamento e acompanhamen- mação,
previamente escolhido por controle da gestão to e controle da Envolvi- por isto
um tempo determinado; pública, gestão pública, mento há
contribuindo para contribuindo para maior necessi-
Não são permitidas inter- um controle social um controle social com dade de
rupções. As perguntas de- mais efetivo e mais efetivo e de- parce- um
vem ser feitas ao final da democrático que mocrático que ga- rias . plano B.
apresentação, por escrito e garanta o uso ranta o uso corre-
identificadas que serão correto e eficiente to e eficiente do .
respondidas. Não existe do dinheiro público; dinheiro público;
espaço para discussão
Apresentar um de- Visa a um público
aberta como no Seminário;
terminado assunto específico que
informativo, técnico demonstra
Exige a presença de um
ou científico por um familiaridade com
presidente de mesa que
especialista no o assunto
coordenará e cuidará da
assunto, para um abordado;
mediação dos trabalhos;
grande número de
pessoas para estu- Pode acontecer a
Do latim com + ferre, que dar, debater ou nível municipal,
significa “reunir”. não, extrair estadual e
conclusões. nacional.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: 4 a 8 horas por dia. Podendo ser de 1 (um), 2 (dois) ou 3 (três) dias, conforme a
necessidade do tema a ser tratado. O coordenador define a quantidade de tempo. Não
podendo ultrapassar a três dias. Pois poderá haver desinteresse por parte do público caso
seja muito extenso. Para as palestras em média 1 hora, sendo 40 minutos para a
apresentação e 20 minutos para o debate.

Publico Alvo: Especialistas e interessados no tema. Geralmente é apresentada para um


público superior a 50 pessoas.

22
Formar uma equipe: Montar uma equipe dedicada, competente e comprometida que se
envolvam em todo processo.
“É essencial que o começo seja muito bem organizado
com planilhas especiais para cada etapa”.

Selecionar o tema: A escolha do tema é o primeiro passo da produção de uma conferência.


Para definir o conteúdo central será necessário um afunilamento de algum assunto, que faz
parte de um determinado nicho. Determinando os objetivos claros e específicos para o
tema escolhido.
“A definição do público alvo vem juntamente
com a delimitação do tema”.

Selecionar o Público: Com interesse no tema. E de acordo com o planejamento do Instituto


EMATER. A quantidade de participantes dependerá do assunto a ser tratado e interesse do
público. Definir a data e horário para a realização do evento;

Definir a duração: A duração do evento varia de acordo com a amplitude do tema e os


tipos de apresentação. Deverá ter o controle do tempo e colocar na programação diária os
intervalos, debates e coffee-breaks. Este tópico, aliado aos anteriores, representam o início
do planejamento do evento.
Coffe-break: é uma expressão em inglês
que significa "pausa para café".

Montar o Cronograma: É uma das várias ferramentas às quais o bom coordenador do


evento deve recorrer para se organizar. É a agenda e serve para que as atividades que
ocorrerão durante o evento sejam organizadas por hora, ou até por dia caso o evento dure
mais de um dia. Depende de cada tipo de conferência, mas de maneira geral, organize o
seu cronograma colocando os dias nas colunas e os horários nas linhas. Assim, você terá
uma planilha ampla para poder encaixar as atividades nos seus respectivos dias e horários
de uma forma bem mais organizada.
“Cada tipo de parceria precisa ser calculado em função dos custos gerais. A exposição da
marca é negociada de acordo com o valor investido pelo patrocinador”.

Montar a Planilha do Orçamento: Ver Modelo (página 205) neste Manual

Montar o Cheklist: Nesta lista definir o coordenador da mesa e o conferencista. Providenciar


técnico para operação dos recursos audiovisuais. Organizar o momento para as perguntas que
deverão ser feitas ao final da apresentação por escrito ou ao microfone e entregue por
recepcionista, com identificação do autor; providenciar profissionais de apoio; prever cobertura
fotográfica para o evento.
Modelo Checklist (pagina 201) neste Manual.

Selecionar o Local: A realização de eventos com caráter de reunião de discussão, como


palestras, conferências e congressos, possuem algumas demandas específicas que devem
ser consideradas. O local deve ser em formato de auditório, possuir boa acústica, contar
com cadeiras confortáveis para o bem estar dos participantes, boa iluminação é essencial e
permitir o uso de equipamentos como data show, telão um ou dois conforme o tamanho
do público, caixas de som, microfone, dentre outros.

23
Visite o local e analise cada detalhe como um espaço para disponibilizar água e café para os
participantes ou fazer um coffee-break, salas de apoio para se necessário os grupos de
trabalho, até instalações elétricas, número de banheiros e saídas de emergência.

Selecionar os palestrantes e apresentadores: A escolha dos apresentadores e palestrantes


é a chave para o sucesso do evento. Tenha bons profissionais no evento e como resultado
verá que o público irá demonstrar que ir a Conferência foi realmente um investimento. O
perfil do orador ou do expositor deve estar adequado às características e ao tema do
evento. Verificar o logístico para os palestrantes, transporte, hospedagem alimentação,
pagamentos se houver. Nesse caso já no orçamento verificar os patrocinadores.

Elaboração de certificados: verificar os procedimentos para a emissão, assinatura do


responsável e como será a entrega ou disponibilidade desse certificado.

Definir a Programação:
“Dependendo da complexidade do assunto a ser discutido,
pode-se formar uma segunda mesa de expositores”.
Roteiro:

Abertura: Definir como se dará a abertura. Ela será em grande estilo com um coquetel
inicial, um café de boas-vindas ou é mais conveniente começar com a fala de um dos
convidados ou autoridades que apresentem o tema do evento.

Para iniciar a conferência é imprescindível a presença de um presidente ou coordenador de


mesa. O mestre de cerimônia ou o próprio presidente da mesa fará a convocação das
autoridades para compor a mesa. O mestre de cerimônia passará à palavra as autoridades
conforme a programação. Do menos importante para o mais importante da mesa. O
presidente da mesa ou coordenador irá coordenar todos aos trabalhos. Fará apresentação
do conferencista, apresentando os currículos dos especialistas que compõem a mesa e que
serão os palestrantes. Apresenta as normas dos trabalhos, como será conduzido e
estabelece a ordem das falas dos palestrantes, definindo uma duração ideal para cada uma
delas de acordo com os assuntos abordados e o tipo de exposição planejado para cada
convidado, encaixando-as dentro do tempo definido. As palestras precisam ser agrupadas
sob eixos temáticos e as mesas são montadas com assuntos afins, para manter a coerência,
facilitar as discussões e evitar repetições.
Definindo a programação. Vale pedir aos convidados que enviem a apresentação para a
produção antes da Conferência. Isso facilita a organização do roteiro.

Um moderador deve ser designado para auxiliar o coordenador ou presidente da mesa na


condução dos trabalhos e o conferencista na organização das perguntas e respostas.
Em seguida, o conferencista realiza sua apresentação e expõe todos os aspectos
previamente definidos.
Após a exposição do convidado, a palavra poderá ser dada à platéia para questionamentos; contudo,
quando se tratar de conferência de abertura de um evento maior, o espaço para as perguntas,
deverá ser definido previamente, se haverá ou não, normas e procedimentos.
Ambientação: Possibilita diferentes disposições do ambiente. As mais indicadas são: 1) A mesa
principal é reservada somente ao anfitrião e ao conferencista - As autoridades são encaminhadas às
primeiras fileiras do auditório, obedecendo à ordem geral de precedência. 2) A mesa principal é
reservada ao anfitrião, ao conferencista e às demais autoridades - O conferencista faz a
apresentação a partir da mesa principal. 3) A mesa principal é reservada ao anfitrião, ao

24
conferencista, as autoridades e demais pessoas que a coordenação determinar – Deve ser bem
planejado esse tipo de ambientação para evitar que vire um tumulto de pessoas e atrapalhe.

Tempo para os debates: A duração dos debates também é prevista com antecedência. Os
convidados precisam saber se haverá e quanto tempo irá durar a interação com o público. Para
quem comparece, também é essencial pontuar essa questão.

O coordenador pode estabelecer um limite de perguntas ou até uma inscrição prévia para a fala.
Com o tempo definido, há menos margem para imprevistos ou fugas do protocolo. Ao final dos
debates, o presidente da mesa fará os agradecimentos ao conferencista, ao público presente, aos
convidados. Discutirá como serão encaminhados os resultados e dará por encerradas as atividades.

É necessário planejar e reservar um momento no final do evento para que as perguntas


sejam escritas pelos participantes, com identificação do autor e órgão de origem. Os
formulários para as perguntas devem ser distribuídos previamente aos participantes para
que possam ser entregues ao mediador e respondidas pelo Conferencista.

Encerramento: Estabelecer como se dará o encerramento do evento. Pode ser um


coquetel de fechamento, confraternizando com os participantes e comemorando os
resultados do debate ou ainda uma fala especial reservada para fechar com chave de ouro.
Outro momento importante é a hora de distribuir os brindes, se houver. Procure encaixar a
distribuição no início ou no fim das atividades, para não interromper o andamento das
atividades.

Divulgação: Atualmente não existe evento sem divulgação on line.


Chega ao público com eficácia. Direcionar ao público de interesse espalhar cartazes, folders
ou flyers e convites para os principais convidados.

Flyers: materiais de marketing, maneira de caracterizar seu evento, produto ou serviço,


principalmente em áreas de alto tráfego. Do inglês, significa “algo que voa”.

É importante que toda a programação esteja muito bem definida antes dessa etapa, pois
ela deve constar em todos os meios de divulgação utilizados. Verificar a necessidade de
gravação ou filmagem da conferência que só pode ser realizada com autorização do
conferencista. Expedir os convites.
“Prever cobertura fotográfica
e jornalística do evento”.

Inscrição dos Participantes: Deverá haver inscrição antecipada para saber o número de
participantes e facilitar no dia da conferência, há necessidade de ter vários colaboradores
no momento da inscrição para evitar filas demoradas. Distribuir pastas, materiais, brindes
nesse momento. Conforme o público as inscrições poderão ser realizadas on line.

Contratação de serviços: Com os dados obtidos no processo de inscrição, organizar e


contratar os serviços de suporte que farão de sua conferência um sucesso: Buffet para
coffee-break, brindes, equipamentos, panfletos e materiais gráfico. Nesse momento usar o
checklist.

Crachás e fichas de identificação: Peças imprescindíveis. Colocar informações necessárias.

25
Nome em tamanho grande e legível. Caso tenha grupos de trabalhos os crachás poderão ter
cores distintas indicando qual grupo o participante irá ficar.

Equipamentos e materiais: Caso vá trabalhar com grupos tomar o cuidado de faltar


equipamentos suficientes para cada grupo.
Testar equipamentos como computadores, data show, microfones, flipchart, etc.

Flipchart: (conhecido no Brasil como tripé ou cavalete) espécie de quadro, usado para exposições
didáticas ou para escrever que fica preso um bloco de papéis. Quando o quadro está cheio, o
apresentador simplesmente vira a folha (em inglês, flip), sem perder tempo apagando o quadro.

Durante a Conferência: Atentar ao cronograma, mantendo controle, e o tempo.

Finalização da Conferência: Pesquisa de satisfação - Para saber a opinião dos participantes


sobre as atividades, o que eles acharam dos temas abordados e dos palestrantes, o método
mais utilizado. O ideal é que seja por escrito para futuras tabulações.

Pós Conferência: Importante quanto às etapas anteriores, momento em que será avaliado
como tudo ocorreu verificando o que pode ser melhorado em uma próxima organização.

08. CONFERENCIA DE POLÍTICAS PÚBLICAS

DEFINIÇÃO OBJETIVO

São reuniões entre o governo e a sociedade civil Proporcionar espaço de


organizada para discutir um tema específico como, por participação, representação e
exemplo, ATER - Assistência técnica e Extensão Rural; a deliberação;
saúde; o meio ambiente; políticas rurais entre outros;
Promover reflexão crítica e
São definidas oficialmente como espaços institucionais política;
de participação e deliberação acerca das diretrizes gerais
de uma determinada política podendo assumir caráter Possibilitar a discussão,
consultivo ou deliberativo; avaliação e apresentação de
propostas e diretrizes
É um espaço democrático aberto pelo poder público e referente ao assunto em
articulado com a sociedade para que todos possam pauta.
participar na elaboração e avaliação de políticas públicas;
Avaliar e aprimorar algum
Está sempre vinculada a um conselho de política pública Plano já existente.
ou um tema que esteja em debate na sociedade;
Chegar a um consenso para
Antes de se realizar uma conferência nacional, sempre alcançar as metas e as
ocorrem as conferências como locais, municipais, prioridades estabelecidas.
regionais ou territoriais e estaduais.
“As conferências são importantes por proporcionarem a participação e a
representatividade de todos os segmentos no processo de construção de políticas
públicas específicas conforme o tema de interesse”.

26
09. CONFRARIA

DEFINIÇÃO OBJE- UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


TIVO ÇÕES

É um evento que Incentivar Para conhecer com Permite que os Alguns


reúne um grupo de de forma detalhes o produto confrades* provem o grupos são
pessoas em torno descon- a ser oferecido na produto ofertado; fechados e
de interesses ou traída a confraria; só aceitam
objetivos comuns; troca de Oferece a integração, o convidados
conheci- Exemplificando conhecimento do após a
Há muito tempo mentos pode ser confrarias produto através da aprovação
que a palavra sobre o gastronômicas, degustação; de todos;
confraria deixou de tema enogastronômicas,
se referir apenas escolhido; do vinho, da Proporciona aos Pode haver
aos grupos cerveja, da carne, participantes falta de
religiosos, para Apresen- do leitão ou ainda momentos de convidados
ganhar um signi- tar, divul- com outros descontração, de sem avisar
ficado mais amplo. gar, ava- objetivos. confraternização, lazer, ou
Hoje é muito utili- liar, opinar diversão, aprendizado, participação
zado por pessoas e sobre pro- Enogastronômicas: a troca de experiências contra
instituições para dutos de estudo da relação e opiniões; vontade.
apresentação de interesse do vinho com a
produtos comum. comida Diminui custo médio do
selecionados. produto apresentado.

OBS. *Confrade/confreira, correligionário/correligionária: são os vocábulos utilizados para


se referir aos participantes de uma confraria em relação aos outros membros da mesma.

O Instituto EMATER participa da “Confraria do Leitão”

Duração: Conforme o tema escolhido pode ser de 2 a 6 horas. Normalmente dura 4 horas.
Realizada de forma freqüente. Pode ser Bimestral, anual.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Importância dessa estratégica metodológica por Ednei Bueno do Nascimento- Engenheiro


Agrônomo do Instituto EMATER – Paraná.
“A Extensão Rural ao longo dos anos utilizou-se de diversas metodologias de aprendizado
com a utilização de princípios pedagógicos que embasaram toda a ação. Nos últimos
tempos a produção de alimentos seguros, com forte componente cultural passou a ser
valorizado em diversos segmentos da nossa sociedade.

O Extensionista municipal e Regional pode utilizar desta metodologia, CONFRARIA, para


angariar apoios das comunidades visando à valorização da produção local e ao mesmo
tempo propor o resgate de produtos tradicionais e também da valorização dos saberes e
fazeres das comunidades trabalhadas. Em outras palavras as Confrarias permitem a

27
inserção de outros segmentos sociais que podem se comprometer e formar opiniões que
sejam favoráveis s produção de alimentos com qualidade e com segurança.

A metodologia da Confraria se propõe a construir relações sociais que serão fundamentais


no trabalho da extensão rural nos municípios e também faz a inserção dos Extensionistas
neste cenário onde a valorização das relações pessoais, do valor da gastronomia, dos
ambientes e das parcerias consolida uma forma de atuação”

Planejamento: Como todo evento o planejamento é a peça principal, pensar no local,


levando em consideração os mínimos detalhes, por exemplo, alguns pontos abaixo:

Confraria é muito bem aplicada para:

 Lançamento de produtos; balanço; potencial da força de trabalho, etc.


 Novas campanhas de produtos;
 Novas promoções de vendas e de programas de incentivo.

Montar uma equipe que vai organizar o evento: quanto mais comprometida maiores
resultados. A integração da equipe é um desafio.

Data do evento: Planejar a confraria em um período pré-estabelecido.

Tema: Criar um nome para a confraria, que deve expressar o espírito do grupo. É
interessante escolher um nome simpático para a Confraria, é motivo agregador. O ideal é
fazer uma votação para a escolha do tema, isto costuma unir mais as pessoas.

Definir os objetivos: De forma clara esclarecendo os resultados esperados.

Montagem dos critérios: É importante criar critérios para que não se perca o controle do
grupo, por exemplo: uma agenda que contemple a freqüência de reuniões (quinzenal,
mensal), os temas dos próximos encontros, onde será a confraria, quem coordenará, etc.

Data: Estabelecer uma data fixa para os encontros, por exemplo, toda primeira quartas-
feiras do mês, algo assim, que facilite o agendamento e continuidade do grupo. Se for
esperar o melhor dia para cada participante, é capaz de não realizar a confraria.

Horário: Deve ser estabelecido e seguido rigidamente para que haja mais confiança e
respeito entre os participantes. Quem se atrasar poderá ser multado ou como multa trazer
um vinho na próxima reunião e outros. Uma medida prática para iniciar na hora e distribuir
brindes, fazer sorteio, pode ser abrir um espumante, quem chegar atrasado perderá os
brindes.
Confrades: Membros de uma sociedade d interesse que pode ser
de algum produto ou bebida ou religioso ou literária, etc. São os
que pertencem a mesma confraria. Por exemplo, alguma classe
específica como os médicos, os advogados são confrades entre si.

Confrades: Vai depender da quantidade do produto a ser ofertado na confraria. Quanto

28
menor o grupo há mais integração, não impedindo de ser também maior. Devem ser
participantes apreciadores do produto da confraria. O convite deve ser aqueles que possam
aproveitar esse momento e que tem interesse em conhecer mais sobre o produto em
questão.

Infraestrutura: Verificar com antecedência toda infra-estrutura para evitar surpresas


desagradáveis no momento do evento.

Material dos Participantes: Quem irá patrocinar os materiais, panfletos a serem


distribuídos ou cartazes de divulgação, etc. selecionar os tipos de materiais.

Previsão Orçamentária: O evento de sucesso é aquele que marca pelos bons resultados, o
que não inclui dívidas ou gastos imprevistos. Cada confrade pode também pagar sua parte
em uma confraria.

Pratos: Na confraria do Leitão cada evento tem um local e um prato diferente. Com a
intenção que ao longo do tempo, exista uma “rota gastronômica” e uma publicação para
orientar os consumidores onde encontrar os melhores estabelecimentos e pratos dessa
gastronomia.
“Na confraria NÃO HÁ PALESTRAS ou algum repasse de informações formais.
As informações são repassadas se houverem questionamentos
em pequenos grupos, como uma conversa informal”.
Programação:

Coordenador: Em cada encontro da confraria deve haver um responsável ou coordenador


que irá fazer uma breve apresentação do tema. Esta iniciativa estimula o estudo e ajuda a
fixar o conhecimento. O sistema de rodízio faz com que todos participem de igual maneira
no desenvolvimento da Confraria e o responsável pela pesquisa pode mudar a cada
encontro. Depois de todos terem pesquisado, o ciclo renova-se.

“Torna-se cativante o hábito de confraternizar numa Confraria,


porque para os participantes transforma em uma troca
de experiências, um prazer, uma diversão e
uma espera para o próximo encontro”.

Degustação: Uma sugestão é organizar a degustação às cegas, escondendo o nome do


rotulo da garrafa ou o nome do prato a ser servido para ajudar na avaliação, no
aprendizado e para manter a imparcialidade.

Ficha de degustação: Sugere-se que monte uma ficha de degustação que contenha campos
para nome do produtor, região, país, sub-região e observações gerais, como análise visual,
olfativa e gustativa. Se for o caso de vinho, colocar a safra, tipo de uva.

“Com a experiência acumulada a Confraria do Leitão, criada em 2004, pretende


ampliar suas atividades através de eventos que reúnam Escolas de
Gastronomia, Cursos de Nutrição e imprensa voltada para a
gastronomia e divulgação da cadeia produtiva de suínos”.
Engenheiro Agrônomo ERONI BERTOGLIO um dos
responsáveis pelos eventos da confraria do Leitão
Instituto EMATER - Paraná

29
EXEMPLO DE MODELO DE FICHA.

MODELO SIMPLES DE FICHA DE DEGUSTAÇÃO – Modelo VINOTICIAS

Fonte: http://vinoticiasbh.blogspot.com.br/2015/01/abc-de-como-criar-uma-confraria-de.html

Divulgação: mantenha os participantes devidamente informados sobre datas, horários,


objetivos e temáticas dos eventos. Divulgar através da distribuição de folhetos e impressos,
internet, telemarketing, etc.

Equipe de Apoio: verifique a necessidade de contratação de assessores ou ajudantes.

Local: Confira se o local escolhido para a realização do evento e se o local oferece equipe
de apoio e valores caso seja cobrado. Como a Confraria são pessoas escolhidas, poderá ser
realizada em forma de rodízio, isto é, cada confraria em algum local ofertado pelos próprios
confrades. O ideal é que o local seja um ambiente descontraído e te familiar para que os
confrades conversem, compartilhando idéias.

Final da Confraria: Avisar a data da próxima confraria. Fazer com a equipe a avaliação final.

DICAS ADICIONAIS: . Ficar atentos aos produtos oferecidos lembre-se o visual chama muito
a atenção. De forma geral as pessoas valorizam muito na primeira impressão o visual. E
depois o paladar, por isso os pratos necessitam estar apresentados de forma atrativa;

30
 Evite, antes da degustação, comidas fortes, canapés picantes, ovo, chocolate ou café,
porque em geral deixarão traços no paladar e isto irá “mascarar” a correta identificação
do produto a ser degustado;
 Algumas Confrarias são mais formais, com estatutos sociais e tudo e outras são somente
grupos de amigos. De qualquer forma, é importante citar que os produtores de vinhos
de todo o mundo dão a maior atenção a estes grupos, que são verdadeiras células de
transmissão de conhecimento e formadoras de opiniões;
 De qualquer forma, a dica mais importante, é tornar este hábito de confraternizar numa
Confraria ser um prazer, uma diversão daquele tipo que você espera ansiosamente pelo
próximo encontro;
 Respeitar as opiniões individuais, evitando-se polêmicas que não ajudam a enriquecer
em nada o relacionamento do grupo;
 Não complicar porque na confraria quanto mais simples as regras, mais divertido, e
todos vão querer repetir o encontro e este é o objetivo;
 Não preocupar no caso de uma confraria do vinho se um vinho combinou com outro ou
não, isso faz parte do aprendizado;
 Escolha um participantes para preencher as fichas do que foi provado. Para escolher o
melhor e o pior produto da confraria.
 Planejar qual o produto que deverá ser em primeiro, segundo terceiro lugar e assim por
diante.

Modelo de convite da CONFRARIA DO LEITÃO contendo sua Logomarca

Modelo de calendário da CONFRARIA DO LEITÃO contendo sua Logomarca

31
Colaboração: Remi José Sterzelecki. Eng. Agrônomo.
Coordenador da Confraria do Leitão pelo Instituto EMATER – Paraná. Curitiba

32
10. CONCURSO

DEFINIÇÃO OBJE- UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


TIVO ÇÃO ÇÕES

Evento de cunho cultural, Integrar e Para moti- Desenvolve Pode


científico ou tecnológico,desenvolver var a ter interesse no espírito haver
coordenado por uma a resultados competitivo; mágoas e
comissão, que estabele- criatividade melhores de dúvidas
cerá o regulamento, júri epor meio de uma ativi- Desperta interesse em relação
premiação; um clima de dade deter- em obter um a
competição minada; premio, uma resultados
Realizado através de uma saudável. recompensa; não bem
competição construtiva e Para difundidos;
despertar Possibilita uma
educativa, que demonstra
Estimular o interesse do aferição dos níveis Pode
aos participantes
alcançados em gerar
interessados que existem incremento público
da sobre a va- relação a outros competição
muitas maneiras para
produção, lorização lugares; pessoal;
avaliar os resultados dos
seus esforços; da validade das suas
de alguma atividades Atinge grande Requer
atividade econômicas e número de pessoas; bastante
Do latim concursus,
ou prática sociais envolvi-
significa a concorrência
Tem efeito mento e
ou o conjunto de pessoas. específica desenvolvi-
através do das; estimulante e responsa-
O conceito é usado para
emprego multiplicador; bilidade da
referir a colaboração, a
de Medir organização
participação ou a
tecnologias comparati- Mostra e motiva na
assistência em um
inovadoras vamente os prática os resulta-
determinado assunto; Requer
e manejo resultados dos de inovações e
das ações de técnicas; tempo e
Os concursos conhecidos preconiza-
realizadas bastante
No Instituto EMATER são do.
em suas Possibilita destacar envolvi-
“Produtividade de grãos”,
produções pessoas de mento da
“Qualidade Café
econômicas determinado lugar equipe.
Qualidade Paraná”
“Qualidade de animais” e e sociais. com resultados
outros. melhores.

Duração: O período de tempo em que será realizado o concurso varia de acordo com as
atividades e os objetivos que se pretendem alcançar.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Planejamento: Trata-se de um método eficiente e eficaz, que exige um bom planejamento


e condições para a sua realização: Organizar o concurso de forma que haja participação
voluntária de todos os interessados.
Comissão: Formar uma comissão do evento, onde participarão os parceiros e interessados.
Definindo funções para cada participante da comissão.

33
Regulamento: A comissão deverá elaborar um regulamento com as regras que regerão o
concurso. Apresentar as diretrizes do concurso em regulamento que contenha tema,
objetivo, registro em órgão competente (se for o caso), data de início e término, público
alvo, finalidade, área de abrangência, critérios de participação e julgamento, inscrições,
restrições, sanções, júri e premiação, transporte, lanches, juízes, equipe médica e
ambulância se necessário e outras informações e dados que acharem interessante a serem
colocados no regulamento.

Divulgação: Divulgar o concurso bem como divulgar amplamente os resultados, garantindo


a transparência do processo. Utilizando todos os meios de comunicação existente no local e
região. Divulgar com bastante antecedência, tendo por base a data limite para inscrições.
Prever cobertura fotográfica antes, durante e depois da realização do concurso.

Data: Escolher a melhor época. Evitar qualquer atitude ou ação de parcialidade.

Visita da comissão: Avisar a todos os concorrentes que são participantes voluntários dentro
do grupo escolhido conforme o tema, o dia e a hora em que receberá a visita da comissão
para auferir ou acompanhar resultados. Sendo possível levar a imprensa nesta ocasião.

Jurados: Compor o corpo de jurados. Negociar de forma que haja representantes dos
setores que estão organizando ou mesmo m participando.

Premiação: Organizar cerimônia de premiação, prever como será forma de premiação para
os melhores colocados. Na apuração dos resultados deve ter os seguintes cuidados: criar
uma comissão de apuração de resultados, composta, na maioria por pessoas que
representam o público participante. Também pode ser convidados pessoas que conheçam
da temática, para participar da comissão.

Exemplo
de
Programação
utilizada:

Fonte: http://www.emater.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=254

34
10.1 EXEMPLO DE UM REGULAMENTO UTILIZADO.
Regulamento e Programação do Concurso Café Qualidade Paraná 2016 - 14ª Edição

Objetivo

Valorizar e fortalecer a cafeicultura paranaense, identificando e premiando os melhores cafés do Estado


como estratégia para garantir ao Paraná uma posição de destaque na produção de cafés especiais. Isso
possibilitará aos nossos cafeicultores a conquista de novos mercados, ampliando a oportunidade de
negócios e, conseqüentemente, o aumento da rentabilidade no campo.
Regulamento

Das Disposições Gerais


Artigo 1.º
Somente poderá participar proprietário rural, meeiro, arrendatário e parceiro, com real comprovação
que desenvolve atividade cafeeira “Coffea arabica” no Paraná, sendo vedada a inscrição direta e indireta
de lotes de café pertencentes a compradores de café e membros das Comissões Organizadora e
Julgadora e de seus parentes em primeiro grau.
Artigo 2.º
A Etapa Estadual do Concurso Café Qualidade Paraná 2016 é organizada e coordenada por comissões,
tendo a responsabilidade total das normas de organização e julgamento. As Comissões Organizadora e
Julgadora são constituídas por representantes de entidades e empresas públicas e privadas, designadas
em portaria pelo Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento. Cabe a Comissão Organizadora
estabelecer e zelar pelo cumprimento do regulamento, dando credibilidade e total transparência.
Artigo 3.º
O Concurso é realizado em quatro diferentes categorias:
1. Café Natural (via seca) - lote de 6, 7 ou 8 sacas.
2. Café Cereja Descascado ou Despolpado (via úmida) - lote de 6, 7 ou 8 sacas.
3. Micro Lote da pequena cafeicultura familiar – Natural (via seca) - lote de 2 sacas.
4. Micro Lote da pequena cafeicultura familiar- Café Cereja Descascado ou Despolpado (via úmida) – lote
de 2 sacas.
Artigo 4.º
Da categoria Micro lote, poderão participar apenas pequenos cafeicultores familiares com DAP
(Declaração de Aptidão ao PRONAF), nas seguintes condições: a) Sendo proprietário, a área da
propriedade não pode ser superior a 15 hectares, com área de café máxima de 5,0 hectares; b) Se
parceiro, meeiro ou arrendatário, a área arrendada ou de parceria não pode ser superior a 15 hectares
com área máxima de café de até 5,0 hectares.
Artigo 5º
Na Etapa Regional cada produtor poderá inscrever duas amostras, devendo optar por uma no caso das
duas amostras serem classificadas para a Etapa Estadual. Fica vedada a participação de mais de um lote
por produtor (CAD/PRO) no julgamento da Etapa Estadual.
Artigo 6.º
Os lotes classificados para fase estadual devem ser preparados com tipo 2/3 para melhor (máximo 12
defeitos), nas peneiras 16 e acima com vazamento máximo de 2% na peneira 16, com teor de umidade de
no máximo 11%. Devem ser classificadas no mínimo como bebida “dura” ou “dura para melhor”.
Artigo 7.º
A inscrição é gratuita e deve ser efetuada para participação na Etapa Regional até 20 de setembro de
2016. A partir da inscrição na Etapa Regional o concorrente se compromete a cumprir o que determina o
regulamento até o final da Etapa Estadual do Concurso e o regulamento do Concurso Nacional da ABIC.
Artigo 8.º
A ficha de inscrição deve ser preenchida corretamente, em letra de forma ou datilografada e assinada
pelo próprio participante. Na Etapa Regional a ficha de inscrição e a amostra do lote deverão ser
entregues diretos nos escritórios municipais do Instituto EMATER e outros locais a serem definidos pela
Comissão Regional.

Das Amostras e Lotes


Artigo 9.º
Para a Etapa Regional as amostras devem conter no mínimo 1kg e estar classificada de acordo com o
descrito no Artigo 6º (tipo/peneira/umidade) e representar fielmente o lote inscrito. O lote deve

35
corresponder ao volume mínimo de sacas necessárias para a categoria escolhida. As amostras desta
etapa devem ser entregues pela Comissão Regional no Centro de Classificação Física e Degustação de
Café do Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR no máximo até o dia 30 de setembro de 2016.

Artigo 10.º
Para a Etapa Estadual as amostras devem conter no mínimo 2kg e serão coletadas pela CODAPAR. Os
lotes devem estar beneficiados e preparados conforme descrito no Artigo 6º e depositados em
armazéns credenciados pela comissão Regional ou Estadual. Será coletada uma amostra composta de
lote, saca por saca, mantendo-o lacrado no armazém, para o caso de existência de dúvida no processo
de classificação. O proprietário do lote deverá reter esse volume, desembaraçado de qualquer
comprometimento comercial, até a data de divulgação oficial de encerramento da Etapa Estadual.
Artigo 11.º
Para a Etapa Estadual poderão participar os 5 (cinco) melhores cafés por categoria de cada região,
obedecendo a classificação obtida no julgamento da Etapa Regional.

Das Comissões e Julgamento


Artigo 12.º
Cada região deverá constituir uma Comissão Regional que terá a responsabilidade de zelar pelo
cumprimento do regulamento, fazer a pré-seleção e selecionar as amostras que participarão do
julgamento da Etapa Regional, escolhendo no máximo 10 lotes de cada categoria que concorrerão nesta
etapa.
Artigo 13.º
O julgamento da Etapa Regional será realizado por uma única Comissão Julgadora, constituída pela
Comissão Organizadora Estadual, que julgará as amostras de todas as regiões. O julgamento ocorrerá no
Centro de Classificação Física e Degustação de Café do Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR.
Artigo 14.º
O julgamento da Etapa Estadual será realizado por uma Comissão Julgadora Estadual, constituída por
classificadores e degustadores de reconhecida competência no âmbito Estadual e Nacional.
Artigo 15.º
A nota mínima para a classificação dos lotes concorrentes de cada categoria é de 75 pontos na escala de
pon- tuação da Associação Americana de Cafés Especiais – SCAA. Havendo empate entre as amostras,
receberá me- lhor classificação a que obtiver maior nota, obedecendo à pontuação da seguinte ordem
de atributos: torra, aspecto e tipo.

Da Premiação
Artigo 16.º
A premiação das amostras julgadas na Etapa Regional será de responsabilidade das respectivas
Comissões Regionais.
Artigo 17.º
Os produtores dos lotes classificados até a quinta colocação na Etapa Estadual, terão garantia de
compra pelo Governo do Estado do Paraná a preço da BM&F do dia anterior ao evento de
encerramento, acrescido de 25%, devendo o cafeicultor concorrente, confirmar por escrito à Comissão
Organizadora, o seu interesse em participar da venda. Os vencedores das categorias Café Natural,
Cereja Descascado e o campeão de maior pontuação do Micro Lote poderão participar do Concurso
Nacional da ABIC de Qualidade de Café.

Das Disposições Finais


Artigo 18.º
Dúvidas de interpretação e omissões deste regulamento serão resolvidas e decididas pela Comissão
Organizadora do Concurso Estadual.
Artigo 19.º
As decisões da comissão Organizadora e Julgadora do Concurso Estadual serão finais e irrecorríveis,
cabendo aos participantes, ao assinar a Ficha de Inscrição, a concordância plena com as condições
gerais de participação estipuladas neste regulamento.
A Comissão Organizadora Estadual

http://www.emater.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=254

36
Exemplo
Cartaz de
Concurso

11. CONGRESSO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTA- LIMITA-


ÇÃO GENS ÇÕES

Evento de grande porte que pode Enfocar Para Contribu- Confor-


ter abrangência municipal, regio- apresentar em para me o
determinados
nal, estadual, nacional ou interna- temas especí- o desen- tempo as
cional. Geralmente abrange todo tópicos, ficos, debater volvi- vezes
país. É formal e periódico promo- e extrair mento pode
transmitir
vido por entidades associativas conclusões e de tornar-se
com a finalidade de chegar a con- artigos ou colocar numa ativida- um
clusões de um tema geral, expos- ata final do des do pouco
textos
to por intermédio de subtemas. evento; assunto aborre-
Realizada com grupos de profis- especialmente a ser cido para
sionais com o mesmo interesse; Podem ser trabalha a platéia;
preparados
regionais, do;
Após debater e chegar a conclu- para esta nacionais e O tempo
são do tema geral pode ser ex- internacionais Ajuda a de um
ocasião, expor congres-
posto em sub temas e apresenta- quebrar
dos em diferentes tipos de even- proposições ou Podem ser a so por
tos como, por exemplo, painel, divididos por sazonali- vezes é
realizar um excessivo
conferência, debate, mesa regiões, como dade
redonda simpósio, mostra, intercâmbio de congressos e torna-
exposição ou feira; latino- se menos
conhecimentos interes-
americanos,
Planejado por uma comissão europeus, sante
organizadora, que elabora e apro- etc. para os
va o regulamento, o regimento. ouvintes.

Duração: Mais que um dia, de 5 (cinco) dias e sua realização pode ser anual e bienal. No
máximo 8 horas por dia.

37
Público alvo: profissionais, estudantes e interessados no tema.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO


Planejamento: O planejamento é o primeiro passo para fazer um ótimo congresso corporativo. O
segredo para que ele seja bem feito é focar num planejamento bem elaborado.
Para elaborar um evento completo, bem direcionado e atrativo é preciso contar com uma comissão
organizadora experiente e qualificada, que propõe o regulamento e o regimento das sessões.

”Forme a melhor comissão organizadora”

Dependendo do campo de estudo que o congresso abordará, é interessante ter profissionais da área
nesse time, acadêmicos ou não, a fim de expor os interesses do público, a infra-estrutura necessária
e as preferências da classe profissional que participará.

A comissão deve estar intimamente ligada com a produção geral do congresso: cabe a ele definir
data, programação, palestrantes, bem como sua hospedagem e alimentação, formas de avaliação,
a divulgação, definir convidados de honra, os coordenadores das sessões, fazer a ata final e tudo o
que envolver a apresentação do conteúdo do evento.

Ainda é essencial ter foco nas demais comissões, como a de comunicação, a financeira, a científica,
com a função de validar os trabalhos e temas levantados no congresso, dentre outras. Tenha a
melhor equipe e garanta o melhor evento.

Elabore um briefing
Briefing ou brífingue - é um conjunto de informações, um resumo onde
constam informações ou uma coleta de dados passados em uma reunião
para o desenvolvimento de um trabalho ou documento.

Muitos profissionais não deixam de utilizar o briefing que é base do processo de


planejamento. Todo briefing deve conter as definições do que é o projeto (ou escopo), o
formato do evento, número de horas que será utilizado, o histórico do cliente, os objetivos
do evento, o público-alvo, e características e demais demandas para a formatação do
evento. Cada detalhe deve ser planejado com base nas características do público-alvo, para
que o evento o agrade quando for divulgado.

O que muitos organizadores competentes deixam de fazer são as planilhas profissionais


para controle de cada ação. A partir do conceito definido no briefing, é necessário pensar
em todas as ações a serem tomadas para execução do Congresso e, para isso, deve ser
produzida uma planilha de planejamento estratégico para ter em mente cada passo a ser
tomado, da produção ao pós evento. Faça orçamento, os checklists e delimite o
cronograma com a organização das sessões.

Patrocinadores: Será função da comissão organizadora buscar patrocínio para o evento.


Um congresso demanda muito planejamento e uma verba considerável para colocar em
prática todas as ações. Faca um orçamento detalhado e mostre aos possíveis
patrocinadores, junto de um relatório completo sobre o que pretende sobre o evento e o
que de bom pode agregar a quem patrocina. Se quiser, a comissão pode entregar o próprio
briefing como material para eles analisarem.

38
Certifique-se de buscar patrocínio em empresas que tenham a ver com o seu evento e que
se identifiquem com o público e com os objetivos definidos. A parceria, neste caso, com
certeza será satisfatória e trará frutos.

Contrate os melhores serviços: Com todo planejamento encaminhado, é essencial buscar


os melhores serviços, é importante pensar em cada um deles: gráfica, crachás,
equipamentos eletrônicos, Buffet, cerimonial, decoração e claro os palestrantes, que dever
os melhores na área. Todo esforço para verbas é bem vindo.

Checklist: Montar juntamente com a equipe os respectivos responsáveis e contatos. É


sempre bom tê-lo atualizado, pois em caso de imprevistos os contatos estarão à mão.

Dica: Outro aspecto importante é não se perder em detalhes. Às vezes o maior custo de
impressão de material pode ser compensado no aluguel das cadeiras. Portanto, ao invés de
se desesperar, observe todo o planejamento para encontrar uma solução.

Divulgação: A comissão organizadora deve distribuir convites, folders com material para
inscrição e demais impressos de divulgação com pelo menos seis meses de antecedência.

Secretaria: Estruturar uma secretaria-executiva para dar suporte ao evento.

Na hora de divulgar seu congresso corporativo deverá estar atento a alguns fatores:

Busque pelo público correto: Congressos, salvo raras exceções, não dependem de uma
propaganda em massa ou campanhas de saturação. Pelo contrário: a divulgação é focada
em quem se interessa pelo universo abordado. São profissionais que buscam reciclagem e
uma oportunidade de aumentar sua rede de contatos, por exemplo. Portanto, a comissão
organizadora deverá conversar com especialistas na área de divulgação e buscar parceiros
para formatar uma estratégia eficaz e utilizar as melhores mídias para atingir aquele
público, sem desperdício de tempo ou recursos.

Se o congresso for privado, o ideal é divulgar dentro das empresas através de materiais
gráficos e por email, a partir do mailing de funcionários. Se o evento for aberto ao público
externo da empresa, é importante também marcar presença online, principalmente
nas redes sociais. Mas com foco nos locais corretos para atingir o público desejado. No caso
dos congressos, que são voltados para um público mais velho, seleto e profissional, a
divulgação nos grupos do Linkedin é uma excelente opção a ser explorada.
Linkedin - é uma rede social de negócios, lançada em 2003
Divulgar é informar

A divulgação no caso de congressos precisa contar com as informações completas. Coloque


a programação de todas as apresentações de cada um dos dias, quais serão os palestrantes
e horários. Não deixe as pessoas ficarem com dúvidas a respeito do evento.

Chame a imprensa: Chame a imprensa para o Congresso. Ter repercussão midiática garante

39
visibilidade e credibilidade ao evento. Mesmo se ele for corporativo (privado), a imprensa
pode comparecer para ajudar na divulgação da marca e garantir repercussão para a ação
promovida pela empresa.

Analise o retorno gerado: Aqui está a importância de se fazer uma divulgação eficiente e
disponibilizar as inscrições antecipadas online. É essencial ver se os canais que estão sendo utilizados
para divulgação estão chegando às pessoas certas e repercutindo em inscrições no evento. Serve
para elaborar estratégias de ação a tempo.

Execução:

Organização do espaço: O espaço do evento deve estar de acordo com todo o trabalho que a equipe
teve na produção. A decoração deve ser pensada de acordo com identidade visual criada, e as placas
de identificação também e devem estar bem localizadas. O espaço para coffee-break também
merece destaque. Solicitar ao fornecedor do Buffet uma mesa bem posta para dar o toque final.

Recepção dos participantes: A recepção deve ser a mais efetiva possível, sem tumulto e
demora. Para os organizadores que utilizam a plataforma de inscrição online, é possível
fazer o check-in de entrada dos participantes de maneira automatizada, rápida e mais
eficiente com a entrega dos crachás.
Check-in: Palavra em inglês, que remete ao ato de dar entrada, abrir uma conta, confirmar
presença em um local, registrar-se ou pedir o inicialmente de algum tipo de processo.

Abertura: Geralmente, uma solenidade dá início ao congresso com a presença das


principais autoridades que irão participar do evento. Na ocasião, deve-se proceder à
execução do Hino Nacional; outras peças musicais também podem ser executadas. Após a
abertura, iniciam-se os trabalhos propostos com as palestras, debates e mesas-redondas,
entre outros. Como o congresso costuma durar vários dias, é importante definir uma
programação social para os participantes fora do horário dos trabalhos normais.

“Os congressos podem ter várias sessões de trabalho: cursos, mesas-redondas, debate,
conferências, simpósios, temas livres, comissões, painéis, palestras, workshop
e outros. Algumas dessas atividades podem ser realizadas isoladamente”.

Controle das sessões: A comissão organizadora deverá se certificar de que as sessões estão
acontecendo como foi planejado. Deve estar atenta se os palestrantes estão chegando e se
as apresentações estão sendo satisfatórias. Um representante da comissão deverá estar
presente em cada sessão anotando o que for sendo decidido no final de cada uma, para no
final redigirem a ata final.

No final do congresso: é necessário reservar um espaço para as perguntas ou para o


diálogo. No último dia é feita a plenária final, momento em que os congressistas se reúnem
para discutir o que ficou definido nas sessões e chegarem a uma conclusão sobre o assunto
tema de todo o evento. Neste momento, cabe ao presidente do congresso mediar às ações
e estar atento a todos os procedimentos do protocolo. As conclusões dos temas poderão
ser adotadas no todo ou em parte. As apresentações, trabalhos e propostas são reunidos
em um só documento, entregas aos congressistas, junto com as conclusões do evento.

Obs. LER também SEMANA ESPECIAL na página 148 neste Manual.

40
12. CONTATO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


CÃO ÇÕES

Método NÃO planejado Motivar, Para Permite ao técnico Transmite


que ocorre em situações convidar, promover usar influência pouquís-
imprevistas em divulgar, relações pessoal, simas
deferentes locais, onde
esclarecer, públicas; comunicação e informa-
há uma comunicação
com uma ou várias transmitir, persuasão; ções;
oferecer Obter
pessoas através da
algo ou informações; Transmite rápidas Alcance
palavra falada ou escrita,
para rápida troca de solicitar informações simples; restrito;
orientações e Esclarecer
cooperação Permite a divulgação Muitas
informações; problemas e
ou dúvidas. informal dos vezes
Pode ser face a face, trabalhos; inoportu-
telefone, internet, por no.
escrito, redes sociais, O público é mais
etc. receptivo.

Duração: de segundos, minutos no máximo 15 (quinze) minutos.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Obs. NÃO TEM PASSOS PORQUE É O ÚNICO MÉTODO QUE NÃO É PLANEJADO.

Orientações:

 Os contatos no escritório é o momento em que o público dirige ao local sem que


tenha planejado para tratar com o extensionista algum assunto de interesse ou
não, mas que ocupa tempo.
 Em alguns momentos o técnico é procurado para fornecer informações específicas
e urgentes.
 Os contatos são importantes para que o técnico conheça melhor o público que
trabalha. Demonstra que o visitante está receptivo a alguma informação que
facilitará o aprendizado.
 O técnico deve tomar conhecimento do interesse do contato, pois envolve um
procedimento específico.
 Cabe ao técnico – Assessorá-lo a descobrir suas necessidades de informação, a
diagnosticar seu problema; mostrar que ambos são capazes de tentar resolver o
problema.
 Há os contatos fora do escritório, na sede ou no campo, quando o técnico solicita
ou fornece informações ao seu público trabalhado ou de relações públicas.

41
13. CONVENÇÃO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


ÇÕES

Para intercâmbio Buscar a integração, o Para Promover a Clima


de experiências e conhecimento determinar interação da dos
informações sobre recíproco dos seus questões de equipe para partici-
temas de interesse interesse dos
participantes, a troca fortalecer elos e pantes;
do grupo; participantes;
de experiências, a compromissos;
reciclagem, a Ausência
Apresenta Para integração
avaliação, indicação Alinhar metas de
característica de e de
um congresso de de um participante alinhamento de futuras para Convida-
âmbito mais para uma atividade, a objetivos e estabelecer foco do ou de
restrito e o público homogeneização de metas; nos objetivos; pales-
é diferente. Na trante,
procedimentos, Treinar e
convenção, há uma Uma contra a
ligação entre os comportamentos, preparar os
oportunidade sua
participantes, se submetendo-se a para colaboradores
certos estímulos vontade.
envolvendo nas reconhecimen- sobre novas
atividades e há coletivos para que to e ferramentas
uma exposição possam agir em defesa premiações
tornando a
maior de assuntos dos interesses da daqueles que
por várias pessoas atingiram ou equipe cada vez
instituição promotora. mais
com a presença de superaram os
um coordenador. resultados. competente.

Duração: Pode durar até 5 (cinco) dias. Realizada de forma esporádica e não freqüente.
Uma vez por ano.

As convenções são uma prática comum nas redes de franquia, por grupos empresariais,
podendo ser utilizado por outras instituições preocupadas em ter uma comunicação
eficiente e motivadora com seus públicos e parceiros. Aí são abordados assuntos de
interesse específico e relacionados com a atividade e interesse profissional dos
participantes.
 Convenção é muito bem aplicada para:
- Lançamento de produtos; balanço; potencial da força de trabalho, etc.
- Novas campanhas de comunicação;
- Novas promoções de vendas e de programas de incentivo.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Planejamento: Como qualquer evento planejar é a peça principal, pensar no local, levando
em consideração os mínimos detalhes, por exemplo, alguns pontos abaixo:

42
Organizar a equipe que vai organizar o evento: Quanto mais comprometida maiores
resultados. A integração da equipe é um desafio.

Data do evento: Planejar a convenção em um período pré-estabelecido. A definição antecipada de


questões como da data, local e perfil dos participantes contribui para o melhor direcionamento do
evento.

Definir os objetivos: De forma clara esclarecendo os resultados esperados. O objetivo tem


que ser claro, real e envolvente.

Tema da Convenção: Criar um tema de interesse. A proposta temática do evento deve expressar de
maneira clara e sedutora o seu objetivo, nivelando o tema com os objetivos e resultados propostos.
Exemplo de temas leite, grãos, empreendedorismo, gestão de negócios, mercado, etc.

PROVIDENCIE:
Marca: (grafismo) referente ao tema. Todos os recursos possíveis: Projeção de filmes,
vídeos, slides, computação gráfica, materiais, divulgação, alimentação, lanche, etc.

Infraestrutura: verifique a infraestrutura: acomodação, estrutura de salas, alimentos e


bebidas, lazer, acesso ao local, atendimento, logística, verificar as experiência do Instituto
com o evento em questão.

Material dos Participantes: Antecipadamente, definir a produção de crachás, blocos de


anotações, canetas, formulários para perguntas, programa oficial, lembranças, brindes,
apostila ou anais, certificado, atestado para carga horária, manual de orientação.

Prestação de Serviços: Verificar o orçamento, de onde sairá o recurso para as despesas,


incluir detalhes importantes e formas de remuneração claras.

Previsão Orçamentária: O evento de sucesso é aquele que marca pelos bons resultados, o
que não inclui dívidas ou gastos imprevistos. Ver Orçamento (página 205) neste Manual.

Programação: defina o horário de palestras, reuniões, refeições, tempos livres, etc.

Cronograma de Atividades: desenvolva uma relação das tarefas que precisam ser
executadas para a realização do evento e os responsáveis pelo cumprimento das mesmas.

Divulgação: Manter participantes devidamente informados sobre datas, horários, objetivos,


temáticas dos eventos. Distribuir folhetos, impressos, internet, telemarketing, etc.

Equipe de Apoio: verifique a necessidade de contratação de recepcionistas, coordenadoras,


operadores, locutor, mestre de cerimônia, fotógrafo, seguranças, faxineiras, mensageiros e
outros, com propostas, contratação, treinamento, encargos sociais e trabalhistas. Confira se
o local escolhido para a realização do evento oferece Equipe de Apoio.

Palestras: Selecionar palestrantes conhecedores do assunto, evitar as palestras abstratas,


muito teóricas ou com aspecto somente motivacional. Providenciar que seja promovida a
integração de todos e evitando competições negativas.

43
Integração entre os participantes: Prever qual é o tempo necessário para que haja a troca de
experiências e informações entre todos os participantes. Linguagem única, tanto os participantes
como os palestrantes. Todos devem se basear, de alguma maneira, no tema da convenção.

Final da Convenção: Caso a convenção seja de acordo com os objetivos a intenção é que os
participantes fiquem atentos para uma próxima convenção e colocando em prática o que foi
acordado, aprendido e assimilado.

14. CURSO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


ÇÕES

Transmitir um Detalhar Qualificar, Permite visão Desloca-se


conjunto de determina- requalificar ou especifica de às pessoas
técnicas e prá- do assunto especializar um tecnologia que se de seu
grupo homogêneo pretende difundir;
ticas, mediante ou conjunto próprio
sobre uma série de
programação de temas informações Economia tempo do meio;
específica, com com o foco técnicas e práticas; técnico;
instrutores de Exige local
Aperfeiçoar um Atinge um maior adequado;
habilitados, “construir”
grupo de pessoas número de pessoas;
objetivando “treinar” ou Envolve
sobre
preparar “ensinar a Facilita a
determinadas recursos;
pessoas com fazer”, aprendizagem pela
técnicas;
troca de informações Exige
interesses contendo
Especializar um e experiências;
comuns, em teoria e ou instrutores
grupo de pessoas qualifica-
curto prazo; prática. Desenvolve
sobre um assunto;
habilidades e dos.
Série de pales- Construir e destrezas por meio de
tras, aulas e reconstruir técnicas de ensino;
demonstrações conhecimentos e
Difunde novas idéias e
práticas sobre saberes de um
atividades;
um ou vários grupo homogêneo,
temas, conexos nivelando o Permite maior
entendimento do integração entre
ou não.
grupo. órgãos e entidades.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: Depende da modalidade do curso, presencial, à distância, qualificar, requalificar


ou especializar. Carga horária mínima de 8 horas com processo de avaliação.
Obs. Um curso não pode ter menos que 8 horas. A não ser que seja fragmentado. Menos
que 8 horas são consideradas uma reunião e não curso.

44
Planejar com antecedência: É a fase de preparação do curso. Analisar aspecto de
viabilidade da execução do curso. Definir objetivos. Definir local, data e horário para a
realização do evento; planejar o curso de acordo com as demandas identificadas; definir
equipe de instrutores / palestrantes; estabelecer o número de participantes, organizar o
credenciamento e a entrega do material didático; providenciar os recursos audiovisuais;
planejar encerramento, com entrega de certificados se houver

Identificação do público: Após a identificação de participantes com interesses comuns e


envolvidos no curso como instrutores parceiros, etc. Estabelecer parcerias. Dimensionar
número de participantes. Definir ou apresentar o Plano de curso, estabelecidos claramente
o objetivo. Definir com o grupo data, horário, local, instalações, recursos, fonte dos
recursos, alimentação, alojamento considerando a disponibilidade dos participantes. Definir
os instrutores, convites aos participantes, que deverão ser entregues com antecedência.

 Um grupo bom de trabalhar em curso é no máximo 25 participantes facilita a


execução.

Definição do conteúdo: Com os instrutores identificar e discutir os conteúdos de cada


etapa, de acordo com os objetivos quem ficará responsável por cada tópico, que tipo de
dinâmicas ou ferramentas será utilizado. Quais materiais e recursos auxiliares serão
necessários. Tipos de avaliações. Balanceamento entre teoria com práticas. Como será a
divulgação do evento.

Estruturação e Produção do conteúdo: Antes de produzir o material é importante


segmentá-lo, estruturando todos os temas e assuntos que serão abordados em cada etapa,
organizando e ordenando as informações. Preparando os materiais a serem distribuídos, os
recursos auxiliares de ensino a serem utilizados, e todo material a ser utilizado nas práticas.

Execução do curso: Conduzir cada etapa com naturalidade e simplicidade respeitando as


diferenças socioculturais.
Provocar discussões para um resultado melhore contribuir com a aprendizagem. Manter o
grupo motivado, se possível com utilização de dinâmicas. Realizar as avaliações e encerrar o
curso de modo festivo, por exemplo, entrega de certificados.

Certificados: Interessante entregar um certificado aos participantes que o concluíram. O


Instituto EMATER possui modelos de certificados que podem ser preenchidos.

“Todo e qualquer método/evento, principalmente os cursos é necessário elaborar recursos


auxiliares de ensino dentro das orientações de normas e padrões, caso seja um,
material mal elaborado, por exemplo, Power Point com letra pequena
muita escrita, etc. MELHOR LEVAR SOMENTE O CONHECIMENTO.

Avaliação: É fundamental que todo curso haja avaliação sobre os instrutores, participantes,
conteúdo, objetivo proposto e material utilizado. Utilizar o resultado das avaliações para
aprimorar os futuros cursos.

“Foco, disciplina, responsabilidade e liderança. São algumas das competências que o condutor
deve ter; para que o curso aplicado seja um sucesso e digno de resultados esperados”.

45
UM EXEMPLO DE PLANO DE CURSO

Podendo ser modificado ou adaptado conforme a necessidade


PLANO DE CURSO

TÍTULO DO CURSO Data:

Local: Duração em Horas:

Público: Identificá-lo

Objetivo Geral: (Para o que é o curso) – visão global do curso

Tempo Objetivo Conteúdo Procedimento Material Ins- Avaliação


Específico Básico didático Equipamento trutor
necessário

Colocar o Descrever Descrever Descrever os Identifica os Colo- Selecionar


tempo os a procedimentos materiais de car o descrever
necessário resultados seqüência que serão auxilio tanto nome os
para cada esperados do desenvolvidos, as de uso do do instrumen-
parte do com o assunto: ações do instrutor instrutor instru tos e
conteúdo. desenvol- Os Pontos e do participante como do tor de técnicas a
vimento principais em cada participante. cada serem
Pode ser da e os momento. Por etapa. utilizados
em unidade, secundá- exemplo, palestra Descrever os para
minutos – sem rios. oral, realização de materiais que avaliação
10’- 20’- perder de uma prática, serão /auto
60’ ou, por vista o palestra com utilizados nas avaliação.
exemplo, objetivo utilização de práticas se
das 8:00 as geral do o tarjetas, etc. houverem.
8:30 curso. Descrever as
dinâmicas,
técnicas utilizadas
em cada etapa.


 Mais detalhe de montagem do Plano está no item de Planejamento de Métodos/
Evento. (página 195) neste Manual.

46
15. DEBATE

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITAÇÕES


ÇÃO

Caracterizado pela discussão Defender Serve para A Pode haver


amigável entre dois ou mais discussão aprendizagem divergências
um ponto
oradores com pontos de vista entre duas como resultado chegando a
diferentes, antagônicos e de vista pessoas, da construção desentendi-
polêmicos; com a do mentos;
geralmente
apresenta- Conhecimento
Exige a presença de um antagônico ção de torna-se mais Exige uma
moderador ou mediador que pontos de significativa ruptura com
e polêmico. os parâme-
coordena os trabalhos, vista na medida em
estabelecendo regras, distintos; que o tros do ensino
intervindo quando for preciso; conhecimento tradicional;
Para contextualiza-
Pode ser aberta ao público, permitir a do se aproxima Pode haver
mas a platéia não pode fazer troca de da vivência desobediên-
perguntas; idéias, o do educando; cia das regras
confronto exigidas para
Perguntas só pelo mediador, de pontos Experiência na o debate;
por um debatedor ou pessoas de vista e organização de
especialmente convidadas; a reflexão. atividades e no Uma das opi-
debate de niões pode
Podem-se organizar debates idéias políticas, dominar;
através da Internet, seja em e vai alargar a
Atrasos
videoconferências, chats ou tua rede de
atrapalham.
fóruns. contatos.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: De 1 a 2 horas. Geralmente são longos e raramente se chega a alguma conclusão.

Público: De 12 a 25 pessoas. São os interessados

Planejamento:
 Escolher o tema necessário, assunto simples e que desperte interesse do público.
 Definir local, data e horário para a realização do evento; designar moderador ou
animador para a coordenação do evento; estabelecer o número de debatedores 2
(dois) ou mais; informar à platéia sobre o momento de manifestação.
 Um grupo pode preparar uma exposição de cerca de 10 minutos que servirá de
ponto de partida. Pode-se fazer um inquérito, refletir sobre um pequeno
questionário.
Dossier ou dossiê: coleção de documentos ou um pequeno arquivo que
contém papéis relativos a determinado assunto/ processo/empresa/ pessoa

 Estudar/criar um dossier sobre o tema, após reunir documentação sobre o mesmo.

47
Divulgação: Utilizar a internet para a divulgação e os meios acessíveis. Banners, etc.

O debate pode ser no formato de:

 Discussão: quando o assunto em pauta é debatido em todos os aspectos;


 Exposição: quando alguém, previamente escalado realiza uma pesquisa e leva
sua contribuição ao grupo;
 Conclusão: quando o coordenador, polarizando as opiniões dominantes,
propõe à aprovação do grupo as recomendações finais da reunião.

Quem é o debatedor:
Tem que ser uma pessoa extremamente informada sobre o assunto, que tenha uma
compreensão global sobre o tema, capacidade de relações pessoais, pois a qualquer
momento poderá ter de impor a ordem sem parecer autoritário. Os pontos de vista dos
diferentes oradores devem ser opostos, antagônicos

 Papel do animador/moderador:
 Lança o debate, expondo com clareza o assunto a discutir, mostra empatia, deve
ser um líder;
 Organiza a palavra a quem solicitar, impedindo de falar quem não solicitou;
 Estimula os participantes e convida-os a reagir e a expressar;
 Retorna o assunto que está sendo debatido quando fugirem do tema proposto;
 Controla o tempo;
 Convida a todos a escrever e explanar as conclusões.

Obs. Durante o debate, dois secretários tomam notas das principais idéias emitidas que
permitirão fazer o balanço final.

Papel de cada um dos intervenientes:

 Saber ouvir - Cada um tem direito à voz. Evitar ironizar ou cortar a palavra. Mesmo
que não se partilhe da opinião expressa, deve-se respeitá-la e ouvir atentamente o
que os outros têm para dizer.

 "Praticar" a expressão oral - Não se aproveita o debate se não se estiver resolvido


a tomar a palavra. Esta é uma boa ocasião para se vencer a timidez. O que é preciso
é exercitar cada vez mais. O valor de um debate reside no valor dos argumentos
documentos/ provas para convencer. Não se deve ter receio de mudar de opinião
no decorrer do mesmo.
 Organização: Fazer apresentações;
 Os debatedores terão uma breve introdução, cada um explicitando as suas
perspectivas. Não mais que 10 (dez) minutos;
 O moderador vai aceitando marcações dos presentes para intervir;
 Caso tenha interatividade com o público, o público vá participar o moderador
incentiva;
 É interessante o moderador conversar antes do debate com os debatedores.
Para interar-se do assunto e criar laços de trabalho.

48
 Os debatedores têm um prazo estipulado pelo moderador para expor seus
argumentos. Esse tempo pode variar de meia à uma hora e meia.

Réplica: Resposta incisiva, argumento com que


se refuta outro argumento; contestação,
objeção.
 Outro tempo estipulado para contestar a argumentação. Logo após, mais um
tempo que pode ser de meia a uma hora para se manifestar em réplica, podendo
contradizer as alegações trazidas pelo outro debatedor. Depois disso, mais o
tempo estipulado para a falar em tréplica.

Tréplica: A resposta a uma réplica; contrarréplica.

Se houver mais que dois debatedores o tempo deverá ser divido por todos.

O tempo distribuído deverá ser planejado com antecedência obedecendo ao total de horas
do debate.

O fim do Debate: No final dos debates há sempre um “fazer as pazes”. As pessoas


civilizadas vão perceber que não têm de se odiar por terem opiniões diferentes.

Após o debate: Fazer uma avaliação juntamente com os colaboradores: Quais as falhas que
houve? Como ocorreu o debate? O que tem a melhorar.

16. DESCONFERÊNCIA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


ÇÃO ÇÕES

São fóruns auto-organizados, Trocar idéias, Para Oportunidade Fixar


centrado em um tema eleito e o networking*, organizar para todos de expec-
guiado pelos participantes; aprendizado, grupos de qualquer tativas
É uma proposta quase inversa à conversação, interação; profissão
para os
tradicional conferência: ao invés demonstra- participar de
As pessoas alguma forma, partici-
de um evento formal, um en- ção e na audiên- pantes;
contro descontraído; ao invés interagindo,
interação cia, não estabelecendo
de um local corporativo, um apenas as Não
espaço despojado; ao invés de entre pessoas networking e
seleciona- trocando possui
um tema central e técnico, vá- das para fa- idéias; agenda
rios universos de vários temas; lar no palco defini-
Conhecida em inglês por uncon- tem pensa- Custo mínimo
ference e traduzida para o por- da.
mentos quase
tuguês como desconferência; interessan- inexistente;
tes, insight e
Aplicado, ou auto aplicado, habilidades É auto
para manifestações que tentam para com- organizada e
evitar custos como o caso de partilhar. flexível.
uma conferência.

49
*networking: é uma expressão que representa uma rede de contatos (de cunho)
profissional. Diz respeito às pessoas que um indivíduo conhece e aos relacionamentos
pessoais, comerciais e profissionais que mantém com elas. A palavra é a união dos termos
em inglês "net", que significa "rede" e "working", que é "trabalhando"

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: 2 horas e meia no mínimo

Planejamento:

Não possui uma agenda definida, até que as pessoas definam uma agenda. Mas continuam
possuindo uma estrutura definida que provê atender uma série de ferramentas para o
andamento da desconferência. Metodologia desconferência ou Open Space. Esse “jeito de
fazer” e de montar grandes eventos foi proposto por Harrison Owen. Em 2005 que a
desconferência começou a se popularizar.

Os princípios que guiam uma desconferência (Harrison Owen)

1. Seja quem for que veio, é a pessoa certa;


2. O que quer que aconteça, é apenas aquilo que deveria ter acontecido;
3. Quando quer que comece é na hora certa;
4. Quando acaba, acabou; e acompanhando a "Lei dos Dois Pés" afirmando que, "Se a
Qualquer momento você encontra-se em qualquer situação onde você não estiver
nem aprendendo nem contribuindo use seus dois pés e dirija-se para um lugar mais
ao seu gosto".

Regra - similar ao da "Lei dos Dois Pés": Se você não está contribuindo com o conteúdo,
você deverá deixar os outros participantes explorarem o espaço do conteúdo em questão.

Wiki: Páginas da web com gestão colaborativa

A internet reduz praticamente a zero os custos de divulgação e de coordenação. A


informação inicial é publicada em uma wiki e os interessados divulgam o evento em suas
redes de relacionamento. Um voluntário lança um texto com perguntas freqüentes, abre-se
uma lista de discussões e assim as questões relativas à organização vão se resolvendo.

Antes do evento, organizar online através de um wiki, uma inscrição para os interessados,
nessa inscrição é interessante que o participante conte um pouco sobre eles mesmos e
lance idéias para sessões. Caso não seja feita a pré inscrição, a mesma é realizada no dia.

Funciona assim:

 No dia do evento, os interessados devem se dirigir ao local, fazer a pré inscrição,


retirar o crachá e dirigir-se ao local para socializar-se com os demais participantes.

50
 As inscrições são limitadas ao tamanho do espaço. Os participantes devem e
podem se inscrever previamente e, na data do encontro, todos são convidados a se
envolver ativamente, apresentando idéias e projetos, solucionando problemas de
última hora como fornecer informações ou fazer cartazes. Em geral, os encontros
ocorrem aos fins de semana. O local do evento frequentemente é utilizado para
pernoite dos participantes.
 Cada pessoa dá título ou descreve em uma linha o tema que quer discutir.
 Pequenos grupos reúnem-se para definir quem serão os conferencistas. Preenchida
a grade de programação basta, então, escolher a sessão de interesse. Ao final,
todos os participantes auxiliam no serviço de limpeza.
 Todas as propostas são postadas em um quadro, onde há uma grade de horários e
salas disponíveis.
 Pode haver várias salas com vários tópicos distintos.
 Os participantes ou convidados colocam seus nomes nas salas onde pretendem ir.
Se há salas em que ninguém se inscreveu, estas conversas “morrem” e são
retiradas da agenda.
 Depois disso, a “desconferência” pode começar.
 Cada participante se apresenta e com falas breves mostra a sinopses de suas
conversas propostas. Esta interação no grupo permite aos participantes
encontrarem pessoas parecidas e fazer futuras conexões.
 É interessante ter um grupo de facilitadores para assessorar na organização da
sessão, enviando participantes para frente da sala quando era sua vez de falarem, e
movendo a discussão à frente quando ela ia diminuindo o ritmo.
 Para que o facilitador do time abra uma “grade de horário” para que o próprio time
ocupe. Nesse caso, a pergunta pode ser: “Quais os temas mais fundamentais para
o projeto agora?” ou “Quais as idéias que devemos aprimorar e aprofundar?”
 Depois de terminadas as conversas que estão na “grade do evento”, muitas vezes
acontecem o que o pessoal de tecnologia chama de Mashpit: grupos colaborativos
que se formam espontaneamente para trabalhar nos protótipos criados a partir das
conversas que aconteceram na desconferência.

Nos projetos de inovação, ela pode ser usada de algumas formas:

 Para que o time compartilhe temas importantes do projeto com pessoas que não
estão diretamente envolvidas, dando mais corpo às idéias que estão sendo
geradas. Se possuirmos um time de 12 pessoas e cada pessoa convidar mais 3
pessoas, teremos 48 pessoas para participar da conversa. Isso também ajuda a
expandir a rede de projeto dentro da organização ou com stakeholders. Pode gerar
mais transparência, porque compartilha as idéias ainda em fase de
desenvolvimento e é muito benéfico.

Stakeholders: (em português, parte interessada ou interveniente), é um termo usado


em diversas áreas como gestão de projetos, comunicação social. São os parceiros.

Tempo:
 Se abrimos uma grade de duas horas em ciclos de 30 (trinta) minutos e duas salas
(ou mesas), temos tempo para nada mais do que 8 (oito) idéias.

51
 Se possuirmos um time de inovação com 12 (doze) pessoas, mesmo que cada um
queira propor um tema, o que é raro, só há espaço para 8 (oito) conversas. É
melhor postar logo se quer discutir algum assunto! Alguns temas ou idéias podem
não despertar interesse, outros podem despertar muito interesse e englobar as
duas mesas no mesmo horário. Assim, a grade de tempo vai sendo formada pelos
próprios integrantes do time. É poder distribuído e auto-organização.
 Para montar uma pequena desconferência como essa, não precisa de mais do que
30 minutos, incluindo o tempo de escrever e postar os temas até cada pessoa
escolher onde quer estar em cada horário.
 Nesse exemplo, em duas horas e meia o time terá feito uma seleção das idéias.
Pode-se sugerir a finalização com uma colheita. Nessa colheita, que é o resultado,
necessita dar voz para a diversidade, mas ao mesmo tempo não é hora de cada um
relatar tudo o que aconteceu: trata-se apenas de compartilhar pontos importantes
das conversas que vão ajudar o time como um todo. É uma conversa em que são
compartilhados os principais resultados de cada sala ou mesa, como no World Café.
 Tome esses tempos sugerido com liberdade. Podemos dividir as conversas numa
grade de hora em hora se considerar que 30 minutos são pouco ou que há muita
gente para ser ouvida. Num time pequeno, os 30 minutos sugeridos podem
funcionar bem.

Uma Nova Forma de Organização Social

É possível então que, as desconferências não sejam a única alternativa para a reunião de
profissionais tradicionais, mas também um método para trabalhadores criativos hi-tech em
construir um novo tipo emergente de comunidade.

Um exemplo de desconferência é o BarCamp, que é uma rede internacional que reúne


interessados em tecnologia em mais de 350 cidades do mundo. A iniciativa teve início na
Califórnia, em 2005, em razão de outro evento, o Foo Camp, ser restrito a convidados. Esses
eventos funcionam a partir da metodologia Open Space.

Tendência: Segundo previsão da Professional Convention Management Association (PCMA),


a desconferência é uma das tendências para as reuniões em 2020. Os já conhecidos
seminários, congressos, palestras, etc. são situações que não condizem com a realidade
atual. Pessoas conectadas esperam poder expressar-se, sem necessidade de um líder
palestrante pretensamente mais conhecedor do assunto. A não hierarquia é uma forma de
estabelecer laços fraternos entre integrantes de um mesmo evento, promovendo linkania.
– Wikipedia.

Linkania: É a cidadania desterritorializada. É a expressão de cidadania na internet

As pessoas podem tornar as desconferências sistemas para prover um fórum para discussão
aberta e colaboração voltada para resolver problemas complexos.

Todos que presenciam uma desconferência as quais são realizadas por organizações como
BarCamp ou BrainJams, ocorrido em junho de 2006. São requeridas a participar de alguma

52
forma: se apresentar, de falar em um painel, de mostrar uma projeção, ou apenas fazer
uma porção de perguntas. Como um evento, o caráter da desconferência fica em algum
lugar entre aquele de um bazar e aquele de um salão intelectual. É um livre “mercado de
ideias”. Não há temas ou direções para guiá-lo, como em uma típica conferência, o evento
é centrado naquilo que pode ser chamado de grupo de discussão. A natureza para essa
finalidade e o baixo custo do fórum faz da desconferência acessível para muitos.

17. DIA ESPECIAL


DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-
ÇÃO ÇÕES

Método que Promover um Quando Desenvolve ambiente festivo e Exige


permite em produto ou deseja dar descontraído, facilitando as to- bastante
um dia com atividade; destaque madas de decisão para adoção; tempo e
denominação especial a dedica-
específica, um tema Permite alcançar um número ção
executar Informar sobre específico maior de público, principal- da
uma inovações ou e mente pela combinação com equipe
programação práticas. envolver outros métodos; na
dedicada a um um prepara-
assunto de Destina-se a maior Possibilita a demonstração de ção e
importância comemorar, número várias práticas; execução
para inaugurar, iniciar de
a comunidade ou estimular pessoas, Estimula, divulga e promove Exige
ou município, determinados na atividades com representação grande
combinando- programas ou promoção, econômica expressiva na área; esforço
se ações de caráter debate, da
vários social, cívico ou formula- Promove relações entre o comissão
métodos, a de uma ação ção espaço rural e urbano; de
exemplo de comunitária. de propo- coorde-
dia da colheita sições e Oportuniza a divulgação nação.
da soja, festas tomadas e promoção do artesanato
especiais, de rural, de atividades culturais e
entre outras. decisão. a gastronomia rural.

Obs. LER também FESTA (página 85) e EXPOSIÇÃO (página 69) neste Manual.

“Dia especial oportuniza a uniformização, aperfeiçoamento e melhoria de práticas


e conhecimentos das pessoas envolvidas, fortalece as relações entre as
famílias rurais, lideranças, autoridades e parceiros institucionais”.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: de 4 (quatro) a 8 (oito) horas de acordo com a atividade. Se for mais que um dia
pode chamar de “Dias Especiais” ou “Festa”.

53
Execução: Por se tratar de um método de caráter promocional, motivacional e informativo,
o evento deve ser programado, considerando três itens:

1. Dar foco a questão objetiva, por exemplo: comercialização da produção da


agricultura familiar;
2. Dar reconhecimento aos que vêm se destacando em realizações pela comunidade,
no assunto que objetivou o Dia Especial, por exemplo, membros de comissões, de
conselhos, lideranças, agricultores, entre outros;
3. Promover uma maior integração entre os membros da comunidade por meio de
atividade social, por exemplo, festa, desfile, inaugurações, exposições, cultos
religiosos, atividades esportivas, entre outros.

Data, duração: Estabelecer com a comunidade ou os componentes que irão participar do


dia Especial. Evitar realizar em vésperas de outros eventos festivos do município que um
pode atrapalhar o outro. A não ser que se complementem. Definir, com a comunidade, o
número e os participantes do evento.

Local: Pode ser urbano ou rural.

Objetivos: Necessários e claros. Com a comunidade rural, definir os resultados desejados


com a realização do evento.

Comissão: Específicas para facilitar a execução, tais como: comissão de assuntos técnicos,
comissões de festa, comissão de exposições, comissão de acolhida, entre outros.

Programação: Com a comunidade, estabelecer o programa a ser executado e os respectivos


responsáveis. Conjuntamente com a comunidade distribuir as responsabilidades definidas
na elaboração da programação a ser executada.

Materiais: definir os materiais de divulgação, de informação, alimentação


e outros, bem como os recursos financeiros necessários para a promoção do evento e
os respectivos parceiros possíveis de financiar algum item.

Divulgação: Elaborar o plano de divulgação do evento e os meios de comunicação que


serão utilizados. Utilizar todos os meios possíveis e existentes no local,

Durante o Dia Especial: Com a participação de representantes do dia especial a comissão e


a comunidade, poderão ser incluídos vários eventos, tais como: exposição de trabalho,
feira de artesanato, palestras, mesa redonda, demonstração de prática, desfile ou
exposição de máquinas e equipamentos agrícolas e industriais, visita a entidades, instituto,
estabelecimento de ensino, centros de pesquisa, visita a propriedades bem sucedidas e
atividades sociais e recreativas.

Pós evento: Verificar as necessidades após a realização, readequar o que não deu certo
para a realização de próximos eventos semelhantes. Dar um retorno ao público
participante.
O Dia Especial é utilizado mais para Promoções e Informações.
Ler a seguir o “Dia de Campo”

54
“Profissional de talento é aquele que soma dois pontos de esforço,
três pontos de talento e cinco pontos de caráter”.
Roland Barthes

18. DIA DE CAMPO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITAÇÕES


ÇÃO

Mostrar Divulgar, Mostrar a Comunicação entre todos; Dificuldade


durante um testar novas aplicação e em
dia, uma tecnologias e resultado Difundir novidades em termos conseguir
de tecnologia;
série de práticas de uma um local
práticas agropecuá- série de adequado;
Criar condições e oportunidade
exercitando rias para equipa- de planejamentos; Condições
em uma sensibilizar, mentos e
propriedade motivar e práticas; climáticas;
Permite a um grande número
despertar no de produtores de um ou mais
Ou em Apresentar Custo
participante municípios conhecerem uma
estação e ou resultados os efeitos elevado;
série de práticas que já estão
baterias de uma sendo adotadas em seu
que maximi- Dificuldade
experimen- zem a sua prática próprio meio;
em
tais, produtivida- mediante O ambiente é descontraído, conseguir
realizadas uma dado ao seu caráter festivo, colabora-
de.
em demonstra podendo motivar a maior dores
condições Possibilitar ção de adoção;
adequados
locais, com comparações Resultados; e interessa-
Eficiente em apresentar
a finalidade entre diversas situações e vivências reais; dos;
de alternativas Divulgar e
despertar a viáveis para a executar Combina com três princípios Necessita
práticas de essenciais na aprendizagem, eficiente
adoção de condição
interesse ver, ouvir e fazer;
um grupo local; organiza-
de geral ou ção;
Amplia e fortalece o
Estimular específico; relacionamento entre os todos
produtores
atitudes com envolvimento de Público
homogê- Desenvolve
favoráveis aos lideranças e autoridades. heterogê-
neos; habilidades
extensionistas neo e
Método e fortalecer / destrezas; numeroso.
grupal. parcerias.

*Obs. * “Tarde de Campo”, “Dia de Mar”, “Tarde de Mar”, “Dia de Tanque” (piscicultura)
também são eventos utilizados pelo Instituto EMATER onde o processo para realização é o
mesmo que o “Dia de Campo”.

55
PASSOS PARA REALIZAÇÃO
A seguir os passos através do relato da realização de um “Dia de Campo”.
Pelo extensionista André Luis Alves Miguel, do Instituto EMATER, Paraná.

1. Escolha do local

Buscamos uma propriedade que pudesse demonstrar no campo, já que se trata de “Dia de
Campo”, a adoção de tecnologias ou práticas que possam ser implementadas na região e
promover a melhorias nas propriedades e/ou no bem-estar das famílias.

No caso do nosso dia de campo foi escolhida uma Unidade de Referência da Chamada
Pública do Leite, onde foi realizado um trabalho de piqueteamento de pastagens.

2. Definição dos temas abordados

Aproveitamos para mostrar, na realidade de uma propriedade, uma tecnologia inovadora,


suas conseqüências, vantagens e desvantagens, no caso a divisão das pastagens em
piquetes e seu manejo. Esta estação foi apresentada pelo agricultor que cedeu a
propriedade, com auxílio de um colega da EMATER.

Buscamos também apresentar outros temas que podem ser aplicados e trabalhados no
local, que estejam de acordo com o planejamento das atividades a serem trabalhadas na
região.

No caso, trabalhamos também estações de Homeopatia Animal e Alimentação e Nutrição


Animal, temas previstos no plano de trabalho da Chamada Pública do Leite.

3. Público Convidado

Foram convidados agricultores com pudessem ter interesse nos temas a serem abordados.
No caso, as famílias que fazem parte da Chamada Pública do Leite nos municípios de
Rosário do Ivaí e Rio Branco do Ivaí.

Foi elaborado um convite contendo as informações de local (com mapa de acesso), data e
temas a serem abordados. Os convites foram entregues com antecedência a todas as
famílias beneficiárias da Chamada Pública.

56
Convite utilizado:

4. Alimentação e Material

A partir do levantamento dos recursos disponíveis, que no caso partiram da Chamada


Pública do Leite, do Programa Pró-Rural e de parcerias realizadas no município com
instituições locais (CRESOL, Secretaria de Agricultura, etc.), depois de realizada a previsão
de público presente, foi dimensionada a quantidade de alimentos e materiais a serem
adquiridos.

5. Pessoal necessário

Foram convidados especialistas nos temas a serem abordados nas estações para conduzir
os trabalhos nas mesmas. Estes ficaram também responsáveis por providenciar os materiais
necessários para o desenvolvimento das atividades em cada estação.

57
Os colegas do escritório local ficaram responsáveis pelas boas vindas ao público e pelas
questões administrativas, como a coleta de assinaturas, por já conhecerem os presentes.
Providenciaram também com antecedência os alimentos e materiais necessários.

Vieram de outros municípios colegas da EMATER que acompanham o trabalho da Chamada


Pública do Leite para auxiliar no preparo dos alimentos, no caso um churrasco, e no que
mais fosse preciso, como coordenar os grupos, contar o tempo e avisar os colegas que
estavam tocando as estações, auxiliar na mudança dos grupos de uma estação à outra.

Também estiveram presentes novos colegas, acompanhando o Dia de Campo, como forma
de capacitação interna.

Conteúdo acima escrito por: André Luis Alves Miguel - Engenheiro Agrônomo -
EMATER-PR – Unidade Municipal de Rosário do Ivaí

DEMAIS ORIENTAÇÕES TAMBÉM IMPORTANTES:

O dia de campo visa estimular o público envolvido, técnicos e funcionários do Instituto


EMATER, produtores rurais e suas famílias, autoridades, parceiros como Prefeitura
Municipal, distribuidores ou donos de revenda, pesquisa, secretarias municipais, etc. no
sentido de agregar conhecimento sobre a importância econômica, social e ambiental da
adoção de novas práticas e tecnologias sustentáveis na produção agrícola, é interessante
que o planejamento seja bem detalhado tomando algumas medidas citadas abaixo:

 Montar uma comissão: Desde o início deverá ser montada uma comissão
organizadora junto aos parceiros, colaboradores envolvendo também agricultores,
com funções específicas, elegendo papéis que deve conter: coordenadoria geral,
recepcionista, guias, instrutores, patrocinadores, apoio administrativo, montagem
do planejamento geral, observando-se as ações preparatórias de execução e
acertos finais, com as responsabilidades dos envolvidos e prazos definidos, papéis;

 Planejamento Geral: Deve ser de forma clara, objetiva, cuidadoso, detalhado e com
seriedade. Pensar: data, seleção do local, época, programação definindo objetivos,
conteúdos, número de participantes, definição quem é o público a serem
convidados, quais os parceiros, convites, a definição dos palestrantes em cada
estação, etapas, horário de início e término quais e como será a confecção dos
materiais, bem estar dos colaboradores e visitantes, toda divulgação e
treinamentos necessários, é o que definirá o sucesso do dia de campo. O plano
deverá ter uma cronologia com as etapas a serem desenvolvidas Os membros da
comissão devem reunir-se periodicamente para definir questões específicas.
 De acordo com a sua finalidade, o dia de campo poderá ter uma série de atividades,
desde que sejam interligadas

 Elaborar uma Matriz: A matriz do Plano do Dia de Campo dever ter no mínimo os
itens como nessa planilha:

58
O QUE COM QUEM ONDE QUANDO QUEM OBSER-
(fazer) (fazer) (local) (fazer) (fazer) VAÇÃO
Citar se é Dia Previsão do Local de Interessante Quem do As
de Campo, número de acesso fácil e negociar a Instituto necessá-
tarde de participantes com condições data de acor- EMATER rias
campo, dia da realização do com os mais os
de mar ou de práticas participantes parceiros
tarde de mar

 Orçamento: o planejamento financeiro deverá incluir custeio com materiais,


serviços, deslocamento, alimentação e gastos gerais. Pode-se verificar também a
possibilidade de parcerias, financiamento, apoio, entre outros; (verificar orçamento
na página 205 neste manual);
 Local: Visitar previamente para evitar imprevistos. Verificar o acesso, distância
entre a propriedade escolhida e os produtores mais interessados, condições da
propriedade ou do local. Pensar que podem acontecer imprevistas como condições
climáticas, falta de energia, etc.
 Data: Marcar com antecedência, verificar a época do ano – estações seca/ chuvosa,
atividades que os produtores estão envolvidos por ex. colheita, outros eventos nas
regiões ou no próprio município, dia de feira, verificar qual é o melhor dia da
semana;
 Instituições Colaboradoras: Procurar envolver outras entidades na execução.
Selecionar as parcerias para fazer parte da Comissão organizadora ou abertura ou
encerramento;
 Tema: O evento deve abarcar dois ou três aspectos de um tema central, que servirá
de referência para a escolha de todo o conteúdo apresentado no evento;
 Duração do dia de campo: 1 (um) dia todo, em torno de 6 (seis), 7 (sete) ou 8 (oito)
horas. Caso seja somente tarde ou manhã é de 3 (três) a 4 (quatro) horas.
 Estação ou Bateria: - O local onde será realizado o dia de campo é dividido por
“estação” ou “bateria”. Cada estação ou bateria tem um instrutor (instrutor,
palestrante) que discute conteúdos referentes ao Dia de Campo, onde passam os
grupos já previamente divididos, alternando-se, tendo cada grupo um guia. Um
grupo passa por todas as baterias e o palestrante repete as mesmas orientações
para cada grupo distinto. O ideal é 30 (trinta) participantes por grupo. Caso o
grupo subdivido seja maior observar as condições ideais para o grupo, como
microfones adequados, local para que todos possam ver o palestrante e ouvir. Para
o bem estar de todos é interessante cobrir as baterias com os toldos desmontáveis
com o tamanho ideal para o número de pessoas que passará por bateria.
 Instrutor: ou palestrante ou facilitador - Devem fornecer conteúdos com caráter
inovador e que tenham relevância prática adequada à realidade social e econômica
do público participante, cada palestra será em torno de 25 (vinte e cinco) minutos,
após cada palestra há uma discussão sobre o assunto, esclarecimentos de dúvidas.
Os participantes ficam em torno de 30 (trinta) a 40 (quarenta) minutos em cada
bateria. Definir como será a passagem do público de uma bateria para a outra.
 Controle do Tempo: deverá ser obedecido rigorosamente, principalmente na
mudança do público de estação para outra estação, definir como será avisado o
tempo de mudança das estações. Existe dia de Campo que soltam fogos para avisar
que o tempo já encerrou e é hora de encaminhar para a próxima bateria.

59
 Dicas: Dividir o público em números menores para percorrer as estações. Essa
divisão pode ser por cores previamente colocadas nos crachás, ou por cor de boné,
camisas com cores diferentes ou conforme a criatividade e verba disponível.
 Dicas: Se essa divisão dos grupos para as estações for mais que 50 participantes por
estação ou bateria, providenciar toda logística, principalmente em questão de som
e visualização. Nada mais desagradável que não ouvir ou poder ver.
 Material didático: que seja de qualidade, folders, folhetos e apostilas, caso sejam
utilizados, devem ser cuidadosamente elaborados, verificar quando entregar cada
material ou se haverá uma pasta com todos os materiais.
 Recursos auxiliares de ensino: Deve-se atentar à escolha, se for utilizar álbum
seriado, que a letra seja do tamanho que todos possam ver. Verificar se o
microfone funciona com o volume adequado a todos, se não haverá barulhos
externos que possam afetar a audição, preparo instalação e realização de testes
prévios com os recursos evitando eventuais problemas durante o evento;
 Público: Deverá ser feito um levantamento do número de produtores convidados,
número dos demais participantes possíveis, conhecer as características sociais,
culturais e econômicas do público participante, quais as instituições de pesquisas,
organizações, agentes e articuladores, como representantes dos agricultores
familiares, público da Chamada Pública.

Chamada Pública: é um processo para formalização de dispensa de licitação.


Utilizada para a contratação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural
- ATER, ofertada pelo extinto MDA,Ministério do Desenvolvimento Agrário.

 Convites: Verificar como será elaborado, entregar com antecedência de pelo


menos uma a duas semanas antes, discutir como será a forma de entrega dos
convites podem ser enviados impressos, disponibilizados em rede, utilizar os meios
de comunicação disponíveis no município, igreja, comércio, escola, rádio, TV, etc.
 Divulgação: Antes, durante e depois. Delegar quem ficará responsável por fotos,
vídeos, notícia, etc. A DIVULGAÇÃO É A MELHOR FORMA DE SER VISTO.
 Placas indicativas: É interessante que existam placas para sinalizar o caminho até o
local do evento e indicar a organização dos espaços no interior do local do evento;
 Cartazes, Bandeiras, Faixas, banners: De divulgação, informação, sinalização, etc.
Coloque cartazes ou banner em cada estação com informações sobre o conteúdo
que será repassado. Faixa de boas vindas ou com legendas sugestivas também
contribuirá para uma atmosfera festiva. Providenciar com antecedência.
 Barracas: Verificar quantas necessita, verificar se cada bateria haverá uma barraca,
Verificar se terá barraca: recepção, informação, alimentação, comunicação, etc.
 Fichas de Inscrição: Para controle e informações gerais, se necessário. As fichas
poderão ser preenchidas via internet ou com antecedência. Pode conter nome do
produtor, endereço, motivo da participação e outros itens de necessidade ou
interesse da comissão organizadora.
 Crachá: Cria um ambiente mais familiar e facilita o contato entre o público e os
participantes, membros da equipe e colaboradores, facilita a identificação.
 Recursos Humanos: Guias ou Recepcionistas- são colaboradores que irão orientar o
público, mantêm o público reunido e atento durante as apresentações;

60
 Informações internas: as informações sobre a logística interna e apresentações
podem ser disponibilizadas via folhetos informativos, que poderão instruir o
público em relação a questionamentos gerais e também por instrutores;
 Divisão da área: (local do dia de campo) - local da recepção, local de acolhimento,
local de projeções e reuniões com todos, local das instalações sanitárias - que
sejam suficientes e adequados, local do estacionamento para carro, bicicleta, moto,
carroças, etc., local das estações, local das refeições, local dos auto-falantes, mesas,
cadeiras, etc. Depois de delimitado toda a área é interessante fazer um croqui,
exemplo do modelo abaixo que poderá ser fixado através de cartaz ou banner, ou
mesmo colocado na pasta de cada participante.

 Exemplo de Modelo de Croqui:

3ª ESTAÇÃO
1ª ESTAÇÃO 2ª ESTAÇÃO 4ª ESTAÇÃO

5ª ESTAÇÃO
CASA DO
W.C PROPRIETÁRIO
. ESPERA INSCRIÇÃO
W.C.

ESTACIONAMENTO ESTACIONA-
DE VEÍCULOS, MENTO DE
BICICLETAS, ANIMAIS
MOTOS

ESTRADA DE RODAGEM

 Logística: Cadeiras para sentarem durante a permanência nas estações, capas para
chuva, capas de telefone celular, capas para materiais, se necessitar;
 Logística: Kit básico de primeiros socorros, para eventuais necessidades;
 Logística: Pode ser providenciadas mostras de equipamentos, máquinas, etc.
 Pós dia de Campo: Realizar divulgação de resultados de práticas. Realizar uma
avaliação junto à comissão organizadora, com objetivo de aperfeiçoar para a
próxima programação. Elaborar mensagens de agradecimento aos colaboradores e
parceiros;
 Dicas: No dia do evento evitar que pessoas isoladamente percorram as estações.
Bem como evitar esperas demoradas e prolongadas, “Espanta Cliente” é o nome
que se dá para isso. Principalmente nas trocas de baterias e alimentações, evitando
assim longas filas para refeição.

61
 Dicas: Quando o dia de campo for realizado em estações experimentais ou
universidades, os objetivos desejados podem ser: criar confiança na instituição e
nos pesquisadores, desperta desejos para melhorar os trabalhos na agricultura,
mostrar o trabalho executado e as funções a que a instituição propõe.
 Avaliação: Dos participantes e demais envolvidos. Posteriormente, podem ser
oportunizados debates francos em conjunto, sobre práticas mostradas e são tiradas
as conclusões sobre o que foi visto

Obs. O Instituto EMATER realiza e participa de muitos dias de campo como, por
exemplo: Dia de Campo – Projeto grãos em Alvorada do Sul- PR, Dia de Campo -
Sistema Integrado de Produção Agrossilvipastoril em Pinhais- PR, dia de Campo Projeto
Centro sul Feijão e Milho, Dia de Campo em Fruticultura e outros. Geralmente o
Instituto é convidado par a participar como parceiro de Dia de Campo executado por
outras entidades.

 O Dia de Campo também é chamado por alguns de “Dia Especial”. No SISATER é


relatado como Dia de Campo. O “Dia especial” geralmente é para comemorações,
inaugurações, estimular, iniciar determinados programas de caráter social, cívico ou de
uma ação comunitária. Serve também para promover um produto ou atividade e
informar inovações ou práticas promovendo a uniformização, conhecimentos, melhoria
de práticas.

MODELO CONVITE TARDE DE TANQUE EM PISCICULTURA


Frente

62
verso

19. ENCONTRO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


ÇÃO ÇÕES

Reunião de pessoas de Debater temas Para Uni Permite que Nem


uma categoria para polêmicos explorar grupos sempre são
discutir assunto de apresentados por um menores alcançados
interesse comum, representantes dos desafio, expressem os objetivos
dirigindo para o mesmo grupos participantes, decidir suas opiniões, propostos
ponto; expondo, informando sobre um oferece um em função
e buscando possíveis plano de meio de de
- Recomenda-se um resoluções de ação ou apresentação divergências
coordenador para conduta a serem tentar de materiais
coordenar os trabalhos tomadas para algum soluções padronizados. Os pontos
que podem ser em tipo de problema de para um de vista
forma de palestras, profissionais de problema. podem
conferências, mesa dispersar.
determinadas áreas.
redonda, painéis,
fórum.
Obs. O “ENCONTRO” é similar a “CONVENÇÃO”, com menos dias.
Verifica Verificar CONVENÇÃO página 42 neste Manual.

63
PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Planejamento: é um método planejado que têm que ser respeitado as normas de planejamento
como outros eventos e métodos apresentados neste manual.

A VIDA é a ARTE DO ENCONTRO


VinÍcios de Moraes

Duração: Durante um ou mais dias

Realização: A abertura do encontro é realizada pelo coordenador que após saudar os participantes,
faz apresentações, apresenta o tema e seus objetivos. Dá inicio ao seguimento.

Oradores: São os que apresentarão o assunto que lhe foi solicitado e tempo determinado. Após a
preleção os assistentes reúnem-se em grupos para debater o assunto apresentado.

Preleção: Palestra de um conteúdo cujo propósito


é meramente didático ou educativa, aula, lição.

Grupos de trabalho: Cada grupo deverá ter um coordenador que deverá conduzir o grupo
para que chegue a uma conclusão lógica, ajudando para que todos possam participar e
também ter um secretário que anotará as conclusões e um relator.

Plenária: Após a discussão, as conclusões serão levadas na plenária geral. Onde será
novamente discutida para um consenso geral. Essa plenária deverá ser planejada contendo
o tempo necessário, pois conforme a complexidade do assunto poderá haver divergências.

Conclusão: Cabe ao coordenador apresentar o consenso final e fazer a finalização da


palestra, que pode ser solenemente.

Avaliação: Cabe a comissão organizadora a verificar as necessidades de avaliações, após o


vento para realizar adaptações nos próximos e tomar decisões e encaminhamentos do que
foi tratado durante o Encontro.

Exemplo de Encontros executados pelo Instituto EMATER em parcerias ou com


participação do Instituto EMATER: Encontro Municipal da Mulher Rural, Encontro de
Produtores de Frutas no Arenito, Encontro de Manejo Integrado de solos, Encontro
Regional de Produtores de Grãos, 3º Encontro de homens Rurais, Encontro Produtores de
Mandioca, Encontro Produtores – Sistema Produtivo, Encontro de agricultores, 5º Encontro
Municipal de Produtores de Leite, Encontro Produtores de Feijão, Encontro de Produtores
de Uva de Marialva, 24º encontro Regional de Mulheres Rurais, 7º Encontro Municipal de
Agricultura Familiar, Encontro Municipal de Produtores & 10º Concurso de Produtores e
Qualidade da Seda e outros.

“No que diz respeito ao desempenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação,


não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem-feita ou não faz”.
Ayrton Senna

64
EXEMPLO CONVITE E PROGRAMAÇÃO DE UM ENCONTRO:

Colaboração dos convites e Programações: Eng. Agr. Iniberto Hamerschimidt


Curitiba – Paraná - Instituto EMATER

65
66
20. EXCURSÃO

DEFINIÇÃO OBJETI- UTILIZA- VANTAGENS LIMITAÇÕES


VO ÇÃO

Visitar um local ou vários Conhecer Para Mostra opções Exige recursos


locais onde existe uma alternati- conhecer de soluções; especiais;
evidência concreta sobre vas viáveis aplicação
um tema de interesse de técnicas Aumenta o Da mesma forma
nas conhecimento; que os
comum de um grupo; e práticas
soluções existentes excursionistas
Amplia
Deslocamento do técnico de em um ou observam
problemas experiências; conteúdos
com o grupo para de mais
observar a aplicação de desper- lugares; interessantes
Promove a
diversas técnicas ou também podem
tando Integração;
práticas existentes para Fomentar presenciar o
interesse interesse negativo;
uma análise se pode ser Desenvolve
em por
adotada ou não; lideranças e
inovações determina- Planejamento
iniciativas; requer muito
Os locais visitados podem rentáveis, das praticas
ser unidade de demons- partici- ou cuidado;
Fomenta
tração, experimentos, pando de técnicas;
demonstração de resul- interesse por Exige
tados, grandes eventos
forma Prever determinadas Capacidade de
grupal da novas gestão de
como feiras, proprieda- praticas ou
discussão experiên- pessoas e
des rurais, empreendi- técnicas;
cias ou serviços.
mentos, outras atividades e solução
agropecuárias e sociais de vivência em Prevê novas
bem conduzidas. grupos; experiências
problemas
comuns. Atividade ou vivência em
Instrucional e informativo
cooperativa grupos.

PASSOS PARA EXECUÇÃO

Obs. LER também o método INTERCÂMBIO (página 97) neste Manual.

“É difícil chegar a qualquer lugar sem saber para onde queremos ir.
Com um bom planejamento evitamos o desgaste”.

 Planejamento: A planificação com antecedência colabora para o sucesso da


excursão. Planejar cuidadosamente: o público a ser convidado. Dosar o conteúdo e
definir objetivos educacionais. Identificar experiências exitosas que sejam
coerentes com a necessidade de aprendizagem do grupo. Preparar materiais de
apoio necessário, horário de saída, horário do encerramento, etapas, transporte e
facilidades para os participantes.

67
 Excursão em feiras ou Exposições: Deixar uma parte do horário livre para os
participantes visitar a Feira. E outra parte do tempo planejar a excursão.
 Duração: Vai depender do planejado e de acordo com a distância do local e o tipo
da experiência a ser visitada. Pode levar algumas horas, meio dia, 1(um) dia todo ou
vários dias.
 Roteiro da Excursão: Abaixo uma sugestão

EXEMPLO DE UM ROTEIRO

LOCAL: DATA:
PROPRIETÁRIO que está recebendo a excursão ou nome da Feira/exposição:
OBJETIVO:
LOCAL DE PARTIDA:
DURAÇÃO: HORÁRIO SAÍDA:
HORÁRIO CHEGADA NO LOCAL:
HORARIO REGRESSO
ETAPAS: Aqui prepara o programa da excursão. Por exemplo, das 8:00 as 8:30 viagem.
8:30 chegada com café da manhã. 09h00min as 10h00min visitas stands de leite,
10h00min as 11h:00min horário livre ............. 17h:00min Retorno....
INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Registrar informações sobre o local que receberá a excursão.
CROQUI: se necessário desenhar o roteiro da excursão

 O roteiro acima pode ser flexível, adaptando-se as circunstâncias, quando


ocorrerem situações imprevistas.
 Dicas: Se a excursão for a alguma propriedade realizar uma visita prévia ao local a
ser visitado, a fim de saber o andamento da experiência ou o resultado, analisando
a oportunidade da excursão. Negociação com o produtor a sua participação para
explicações necessárias e toda parte da logística.
 Negociação com o produtor a ser visitado: A negociação deverá ser detalhada,
mostrar os objetivos, procedimentos necessários à data, horário e duração da
excursão e a providências necessárias.
 Orçamento: Realizar uma planilha contendo as despesas necessárias. Modelo de
Planilha na página 206 neste Manual.
 Negociação com o grupo de excursionistas: Deverá ser definido com o grupo o tipo
de transporte para o local e as despesas necessárias. Definir com o grupo o número
de participantes da excursão a fim de não prejudicar, mostrar-lhes o objetivo a
alcançar. Apresentar ao grupo as experiências identificadas e as condições atuais de
intercâmbio. Avaliar e definir, com o grupo, a importância ou necessidade da
experiência ser conhecida e a duração. Orientar o grupo sobre os pontos mais
importantes que devem ser observados sobre o tema durante a visita e assumir o
compromisso de socializar as informações obtidas com as demais pessoas que não
participaram da excursão. Estimular o grupo para que obtenha o maior número de
informações possíveis sobre a experiência visitada, olhando, ouvindo e fazendo
perguntas que possibilitam esclarecer as dúvidas e conhecer melhor o que o grupo
anfitrião deseja mostrar ou explicar. Fazer registro das observações feitas durante a
excursão. Realizar uma avaliação participativa com o grupo, sobre os objetivos
esperados.
 Material: Providenciar com antecedência os materiais e os recursos necessários.

68
 Realização: Iniciar no horário previsto, durante o trajeto da viagem o coordenador
repassa as informações gerais aos excursionistas.
 Avaliação: Pode ser feita três tipos de avaliações. 1. Antes da realização do
método, onde o próprio instrutor ou guia avalia se o método é o ideal para alcançar
as finalidades previstas. 2. Imediatamente após o término da excursão, onde
avaliam a excursão em si, horário, transporte, roteiro se foi seguido, o local ou
produtor visitado, objetivos, etc. 3. Avaliação posterior onde o extensionista faz o
acompanhamento posterior para verificar práticas adotadas.

21. EXPOSIÇÃO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA- LIMITA-


GENS ÇÕES

Mostrar os resultados Demonstrar, Para apresentar aoOp Facilita a Requer


alcançados e oferecer o apresentar, público novos divulgação de local
reconhecimento ao divulgar produtos como novas apropria-
público; mostras de práticas; do;
publicamente
qualquer tipo de
É um método que possi- produções em produtos, materiais, Desenvolve o Custo
bilita utilizar os meios painéis ou artesanato, espírito de relativa-
de comunicação stands; culinárias, artes, cooperação; mente
permitindo que a entre outros, alto;
Estimula co
repetição da idéia e a Criar levando informa- comunicação; Pode ser
visualização da men- oportunidade ções de natureza
sagem realize a memo- de troca e Desenvolve a que
técnica, educativa e
rização da construção capacidade alguns
informações. cultural, como
do conhecimento; de visitantes
motivação para
solução e buscam
tomada de decisões;
Todas definições tem crítica ; somente
um mesmo intuito: distração
Para repasse de
ocupar mentes que e não o
informes e análises Apura o
desejam saber mais. sentido de objetivo
recentes,
Julgar; real da
interpretação de
Exposição Educativa exposi-
fatos,
acontece em um local ção.
conhecimentos, Mo Motiva
fixo e visa apenas esclarecimentos de introdução de
divulgar, como por pontos de novas
exemplo, um controvérsias e práticas;
vernissage. outros.

Vernissage: Evento cultural mais organizado por artistas pintores, escultores e fotógrafos. Podendo definir
como um encontro prévio à inauguração de uma exposição de arte ou outra exposição com outros temas.

Obs. LER também o método “FEIRA” (página 74) e “FESTA” (página 85) neste Manual. .
“A Exposição pode ter vendas mercadológicas”.

69
Tipos de exposições
 Exposição temática: tem por objetivo apresentar e destacar um tema específico.
Ex: uma exposição sobre grãos, máquinas agrícolas, leite, etc.;
 Comemorativa: destaca um feito, uma data ou algum personagem que tenha tido
relevância histórica ou cultural;
 Cronológica: destaca uma época ou momento contando o passar do tempo,
destacando a cronologia dos acontecimentos;
 Histórica: são apresentados aspectos de um período e/ou períodos históricos
determinados;
 Retrospectiva: apresenta etapas de alguma história ou fato por determinado
período ou tempo, retrospectiva de algum autor ou criador. São selecionados
objetos e obras mais representativas, expressivas e polêmicas;
 Individual: onde se apresenta um único local, sem necessidade de outro evento;
 Coletiva: Onde é realizada exposições dentro de outro evento coletivo, por
exemplo, quando o Instituto EMATER participa com exposições dentro de grandes
eventos como feiras municipais, regionais, estaduais, federal ou até mesmo
internacional; ou quando são realizados exposições em dia de Campo e outros
métodos;
 Fixa: exposição que permanece num mesmo local;
 Itinerante: projetada para ser transportada de um lugar para outro.
 Permanente: que fica a mostra sem grandes modificações por períodos longos de
tempo, por exemplo, o acervo histórico do Instituto EMATER;
 Temporária: que é exibida por um período limitado de tempo.

Duração: é função do que se deseja expor e do objetivo desejado. Depende do acordo com
outros métodos de extensão rural ou outros eventos que permitam a realização da
exposição. Por exemplo, grandes eventos como feiras. De um dia a uma semana se for
temporária.
“Exposição não é simplesmente uma exibição. Ela tem que interagir.
Servir de comunicação com o público recebido”.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Montar equipe de organização: Conforme o tamanho da exposição deverá ser montado


uma equipe, envolvendo as comunidades, os grupos e parceiros Por exemplo, um grupo
para cuidar do setor educativo, que realiza atividades de mediação contribui para a
aproximação entre o público e o que for exposto. Normalmente essa equipe também pode
participar da organização das atividades paralelas se houver, especialmente quando
envolvem oficinas, palestras etc. Poderão oferecer aos visitantes visitas orientadas à
exposição, promovendo atividades de mediação. Outro grupo para comissão por produto
(artesanato, gastronomia, artes, etc.) Outro grupo para comissão da produção: Cuida
também dos orçamentos, compra de materiais para a montagem, empréstimo de trabalhos
etc. Outro grupo para a comissão da montagem: Prepara o local da exposição, dos suportes
que receberão os materiais a serem exposto, manuseio e correto posicionamento dos

70
materiais conforme o planejado. Comissão de divulgação, comissão de recreação,
comissão de apoio entre outras que houver necessidade.
Orçamento: Montar a planilha de orçamento com todos os detalhes. Ver na página 205
neste manual.

Planejamento: Uma boa exposição começa com um bom projeto e quanto melhor
planejadas, mais fácil será a montagem e realização. Definir objetivos educacionais que
podem ser: difundir novas informações, marcar presença, incutir conceitos, apresentar uma
nova identidade visual. Definir a estratégia a ser adotado, definir o que será exposto e
como será a participação da organização do estande.

No planejamento devemos perguntar:


 Para quem? Para qual público será a exposição.
 O que expor? Definição do Tema.
 Onde? Qual o local. Fixa? Temporária? Itinerante? Será utilizado em algum evento?
 Quando e por quanto tempo? Qual época, a data, quantos dias de duração.

Público: mesmo sendo um método massal é necessário definir qual o público será dirigida a
exposição, para definir o assunto.
Tema: De acordo com interesse e necessidade do público, respeitando o planejamento de
trabalho. Apresentar idéias novas e tecnologias interessantes e o que tem de novo.
Escolhido o assunto lembrar que a mensagem a ser transmitida na exposição deve ser clara,
simples, oportuna, necessária e recomendável, direta e dirigida a cada observador.
Definição da época: Tem que ser oportunas, podendo ser aproveitadas para uma festa no
município, ou em grandes Feiras, produzidas por outros órgãos. Obedecendo aos
regulamentos de cada evento.
Definição do local: Em exposições individuais considerar a área disponível facilidade de
acesso. Conhecer o local antes para planejar a planta, organizar a movimentação do
público. Se for a local aberto, verificar o tráfego da área.
Distribuição de setores: se a exposição envolve mais que um assunto, verificar a seqüência
lógica, de forma que os visitantes conduzam a atenção para o objetivo pré determinado.
Organização: Arrumar os objetos de maneira atraente e harmoniosa. Utilizar recursos
locais. Dar vida a exposição utilizando:
 Elementos vivos, como flores, verduras, plantações, animais, utilização de
atualidade como equipamentos modernos e atuais, máquinas, etc.
 Utilização de métodos comparativos, por exemplo, antigamente e agora, ontem e
hoje, antes e depois, etc.
 Uso de elementos em ação, como figuras movimentando-se, máquinas
funcionando, demonstrações de resultados, etc.
 Uso de som como o alto falante, músicas, mensagens, avisos, etc.
 Uso de figuras como fotos, painéis, banners, figuras geométricas, conforme a
oportunidade e o tema.

Estandes: organizado de forma que provoque a atenção despertando e mantendo o


interesse sobre o conteúdo apresentado, pode montar um slogan para chamar a atenção.
Verificar a ordem, simplicidade, apresentar pontos de interesse.
Segurança nos dias de montagem e desmontagem: é sempre conveniente isolar a área em
que a equipe estiver trabalhando, evitando assim o trânsito impróprio de pessoas no local,

71
o que poderia provocar acidente com as pessoas e com os objetos a serem expostos. Outra
dica: comidas e bebidas não combinam com ambientes de montagem. Mantenha os
objetos fora do alcance das gorduras presentes nos lanches e demais alimentos.

Planejamento da Montagem: É preciso saber:


 Quantidade de metros lineares de paredes (ou painéis);
 Metragem quadrada de estruturas máxima;
 Altura das peças;
 Iluminação: artificial e natural;
 Tamanho das janelas e para que lado ela será aberta;
 Necessidade de proteção solar, temperatura e umidade para alguns objetos
(cuidado com os trabalhos em papel: evitar sol e umidade);
 Comunicação visual da exposição: sinalização, textos explicativos, etiquetas para o
material que for exposto, vitrines ou bases para objetos;
 Segurança das pessoas e das peças (evitar que as peças caia de suas bases, ou ainda
que aquelas mais delicadas passem por manuseios indesejados);
 Proteção dos objetos expostos – colocar proteção que mantenha o público em uma
distancia que possibilite bem visualizar o produto, mas sem tocá-lo, colocar cordão
de isolamento. A não ser que algum objeto exposto possa ser testado pelos
visitantes;
 Planta: elaborar uma planta onde deverá ser planejada a disposição dos móveis,
objetos a serem expostos, colocação das prateleiras, pedestais, painéis, banners,
faixas indicativas, etc. A planta é importante para evitar surpresas não agradáveis.

Dicas abaixo: Algumas dicas podem ser úteis tanto para a montagem em si com para
elaboração do projeto expográfico.

Projeto Expográfico: refere à colocação em exposição de tudo aquilo que diz respeito à ambientação.

Visual: Deverá ser dedicada a comunicação visual que inclui a sinalização, textos
explicativos, etiquetas legíveis para os objetos expostos (cartão de identificação). A partir
daqui já é possível elaborar um cronograma de atividades, pensando desde a pesquisa até a
desmontagem e devolução dos objetos, bem como a avaliação da exposição.

Ordem: Os objetos devem ser arrumados de maneira atraente e harmoniosa. Evitar os


confrontos chocantes e aglomeração de objetos vai atrapalhar e não ajudar.

Segurança do público e expositor: pensar em estabilidade e segurança. Quanto menos


risco oferecer aos visitantes melhor. Peças pequenas colocar em vitrines. Principalmente
segurança de crianças que visitarão o estande.

Cores: Verificar a questão de cores – cores claras parecem maiores, cores quentes se
expandem mais que cores frias.

Luz: a luz ajuda a criar uma atmosfera na exposição. Sempre que possível, é interessante
usar uma luz dirigida, mas é importante direcionar o foco para o objeto que está exposto e
não para o visitante. Teto: translúcido com lâmpadas – luz uniforme.

72
Spots: se for utilizar tem um efeito dramático, pode ser insuficiente para a iluminação.

Exposição de trabalhos: Caso sejam expostos objetos confeccionados, devem ser produtos
de qualidade, e o expositor tem que ter o domínio das informações sobre o trabalho
exposto e sobre a importância do bom atendimento.

Livro de assinaturas: Se achar interessante crie um livro de assinaturas que ficará na saída
da exposição à disposição do público. Serve para públicos menores, para dimensionar a
quantidade de visitantes.

Proteção dos produtos expostos: colocar uma proteção que mantenha o público a uma
distância que possibilite ter boa visualização, mas sem tocá-los, podem ser utilizados
cordões ou outros materiais disponíveis que não atrapalhe os objetos expostos.

Quadros: Ao expor quadros, estes deverão estar em média a 1,60 do chão (nível do olho
humano) no horizonte da obra (linha do meio). O alinhamento dos quadros
preferencialmente no horizontal uma do lado da outra, não uma em cima da outra. Facilita
a visualização e o entendimento. A distância do observador e do quadro ou obra é de até
0,80 de altura. A etiqueta deve ser colocada sempre a direita, 1,10 do chão.

Divulgação: A divulgação deve ser feita com antecedência no mínimo dois meses antes.
Utilizar os meios existentes: internet, faixas, rádio, TV, banners, folders, folhetos, outdoor,
jornais, releases, entre outros.

Release ou Releases: Comunicado de imprensa Outdoor: anúncio em forma de cartaz, painel


que é emitido antes da notícia completa. múltiplo, painel luminoso etc., de grandes
Liberação de software - liberação pública de dimensões, exposto à margem de vias urbanas
uma nova versão de um programa ao qual
ou em outros pontos ao ar livre.
foram adicionadas correções e melhorias.

“Lembre-se: IMAGEM guarda, comprovadamente,


até CINCO VEZES mais do que qualquer material escrito”

Materiais: Montagem dos painéis fotográficos, banners, identificação externa, produção


das peças a serem expostos, letreiros luminosos se necessário, que tipo de divulgação ou
material será distribuído. Sempre que possível distribuir materiais impressos com qualidade
referentes aos assuntos ou amostras de materiais expostos. Observar a peculiaridade, a
forma de apresentação, os recursos visuais complementares.

Premiação: Conforme objetivo da exposição poderá ou não ter premiação. Com premiação
há maior interesse dos expositores trazerem seus produtos, mas também poderá haver
mágoas em relação à questão de competição.

Julgamento e distribuição de prêmios: Buscar patrocinadores para os prêmios, quanto


maior os prêmios mais interesse de expor. Abaixo algumas linhas gerais.

Quando: O julgamento ocorrerá um pouco antes da abertura da exposição a fim de que os


visitantes possam admirar os produtos já classificados. Para que o trabalho dos juízes se
realize com calma, é necessário que no recinto não haja mais ninguém além deles, nem

73
mesmos os organizadores. Somente o resultado do julgamento é que ser realizará com
todos.
Produtos: Para o julgamento a identificação do produto ou lote poderá ficar oculta para
que os juízes não tenham preferência, é mais justo julgar sem saber de quem é o produto
exposto.

Juízes: Não poderão fazer parte da comissão organizadora ou pelos extensionistas


diretamente relacionados ao grupo que expõem. Sempre que possível convidar pessoas
estranhas para evitar risco de parcialidade, mesmo involuntária. Importante que conheçam,
ou seja, da área que irão julgar.

Classificação: separar os produtos pelas espécies que for necessária para que haja
julgamento de igualdade. Será necessário elaborar roteiros ou normas para os
julgamentos. A classificação pode ser expressa por fitas, medalhas, símbolos, conforme a
escolha da comissão organizadora.

Avaliação: A comissão organizadora escolherá como fazer a avaliação. Observar o


envolvimento dos visitantes nos estandes e o interesse pelo tema.

Exemplo de Exposições e Feiras onde o Instituto EMATER participa e ou realiza: (2017)


EXPOTÉCNICA - Sabaúdia; EXPOTERRABOA - Terra Boa; EXPOTOLEDO – Toledo; EXPOAGRO -
Laranjeiras do Sul; 46ª Exposição Feira Agropecuária, Industrial e 18ª Internacional-
Paranavaí, EFAPI - Ponta Grossa e Santo Antonio da Platina; EXPOCOP - Cornélio Procópio;
Show Rural Coopavel - Cascavel; EXPOLONDRINA- Via Rural, Fazendinha e Eventos –
Londrina; 42ª EXPOGUÁ – Encontro Regional Produtores Leite – Guarapuava e outras.

OBS: Para trabalhar com exposição é interessante verificar o conteúdo de FEIRA, a seguir.

22. FEIRA

DEFINIÇÃO OBJE- UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITAÇÕES


TIVO

Exibição pública Demons- Por ser um evento Possibilita Requer muito


com o objetivo de trar, mercadológico serve apresentar à tempo para a
venda direta ou apresen- para alavancar vendas comunidade e organização;
indireta, constituí- das empresas, artesãos sociedade em
tar, Custo alto;
da de vários stands, e dos produtores, geral trabalhos e
montados em divulgar divulgar produtos e sua importância;
ao Ocorrências
espaços especiais, ampliar mercado para
público que pode
onde são expostos os expositores; Estabelecimento
prejudicar o
produtos e serviços alvo de regras e
Obter opiniões sobre fluxo de
tecnolo- normas gerais
Evento destinado a gias, os produtos expostos, que permite aos pessoas, ex.
imagem da empresa período de
divulgar bens, expositores
serviços expositora e seus eleições,
produtos e atingirem seus
finais de
serviços. Podem ter e/ ou preços; objetivos
produtos campeonatos
caráter apenas institucionais;
Pesquisar aceitação de de futebol,
demonstrativo, O Público pode

74
apresentando os disponí- um produto, para sele- explorar os Copa do
resultados do veis para cionar canais de comer- cinco sentidos Mundo,
trabalho do órgão a comer- cialização, contatar visão, audição, épocas de
ao público em geral distribuidores represen tato, paladar e chuva,
cializa-
ou de segmentos tantes, lojistas, conhe- olfato. período de
específicos. ção. cer concorrentes, etc. férias, etc.

Obs. Para executar o evento é interessante LER também “EXPOSIÇÃO” (página 69) e
“FESTA” (página 85) neste Manual.

Perfil profissional: Cada atividade profissional exige um determinado perfil daquele que a
executa. Para trabalhar com Feiras o profissional, principalmente aquele que tem a
responsabilidade pelo sucesso na participação de pequenos empreendimentos em feiras e
exposições, é uma pessoa dotada de características muito próprias e peculiares, dentre as
quais se destacam:
• Gostar de desafios e exigências;
• Bom planejador;
• Persistente;
• Organizado;
• Disciplinado;
• Dotado de capacidade de iniciativa;
• Sabe buscar alternativas para a solução de problemas;
• Comprometido com o sucesso dos expositores;
• Dedicado;
• Comunicativo;
• Conhecedor das técnicas de venda.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Delimitar a abrangência geográfica


Que é o raio de atração de uma feira, até que distância o evento foi planejado para exercer
sua atração, tanto de visitantes como de expositores. O importante é conhecer o perfil e o
histórico do evento para denominar local, bairro, município, estado, região, micro regional,
nacional ou internacional.

Comissão Organizadora: Independentemente da dimensão do evento, é necessário criar


um grupo com representantes de todas as áreas técnicas envolvidas para acompanhar cada
etapa do planejamento e da organização, montagem do regulamento, promover ajustes e
dar o suporte durante a realização do evento. Exige a interação e a participação de
profissionais, envolvimento de muitas pessoas com diferentes perfis e instituições locais,
todos co-responsáveis por garantir o êxito do evento. Essa comissão organizadora pode ser
coordenada por um grupo ou comitê gestor.

“O comitê gestor deve ser formado por pessoas com poder


de decisão, disponibilidade e interesse genuíno”

75
As etapas de planejamento, organização e coordenação são conduzidas pela área de
Relações Públicas em parceria com a área idealizadora da iniciativa.

A contratação de serviços externos pode ser necessária, o que deve ser avaliado pela
comissão organizadora. Eventos destinados a divulgar bens, produtos e serviços costumam
requerer apoio logístico amplo (estandes, painéis, salas para imprensa, telefones,
computadores, internet, impressoras, etc.), apoio operacional (transporte de materiais,
serviços de instalação, serviços de manutenção, etc.) apoio de pessoal (recepcionistas,
operadores técnicos, etc.), apoio de divulgação.

Tipos de feiras e exposições: Existe varias modalidades de promoção comercial. O nome da


Feira tem que corresponder exatamente à realidade do evento:

 Feira comunitária: promovido e organizado pelas comunidades para funcionar


como elemento transformador das economias locais, na medida em que oferece
oportunidade para que empreendedores promovam seus produtos e serviços,
vendam mais, obtenham novos ingressos e, quase sempre, gerem novos empregos.
Ex. feiras de artesanato, feiras-festas e feiras de produtos agrícolas e rurais.
 Feira-geral: organizado em setores.
 Feira setorial: A feira setorial é uma evolução das feiras multissetoriais (mostras
gerais).

Periodicidade: Em geral, feiras e exposições temáticas possuem um calendário anual


previamente fixado.
Quanto maior a abrangência geográfica, menor a periodicidade. Os gastos e os esforços
envolvidos numa feira municipal são infinitamente menores dos de uma feira nacional, por
exemplo:

 Semanal: as feiras de artesanato são o exemplo mais comum. Várias cidades


brasileiras têm nos finais de semana sua feira de artesanato. As feiras de bairros
também se enquadram nessa modalidade e as feiras livres onde são
comercializadas frutas, verduras, legumes e outros itens.
 Mensal: tipo mais raro de ser encontrado, mas ainda existe;
 Anual: é uma característica das feiras municipais, microrregionais, estaduais,
regionais, nacionais e internacionais. Guarda certa relação com a data ou período
do ano em que é realizada. Isso é importante para o público visitante e para os
expositores, porque têm, assim, como agendar com antecedência seus
compromissos com o evento;
 Bienal: realizada a cada dois anos, sempre na mesma época do ano. Hoje, muitas
das feiras municipais ou microrregionais também são marcadas para festejar
alguma data importante. O dia da fundação do município, por exemplo.

Programação:
O programa é definido conforme as demandas de lançamento e apresentação dos
produtos, a disponibilidade de tempo, a infraestrutura do local e os recursos disponíveis.
Abertura: Não se esquecer do cerimonial que serve para harmonizar qualquer tipo de
evento até mesmo os de pequenas proporções. Mestres de cerimônias, reserva de
assentos, respeito às precedências (quando da presença de autoridades) e outras práticas
são bastante úteis para organizar momentos de destaque e contribuir para que a condução

76
do evento seja eficiente e harmoniosa. Pensar também em um espaço para acomodar os
profissionais de imprensa responsáveis pela cobertura do evento.

Local de uma feira: se tiver pavilhões adequados são os melhores tipos, parques para
exposições agropecuárias próprios para eventos ao ar livre, usados também para feiras
industriais, comerciais e de serviços. Também são realizadas em estádios poliesportivos,
colégios, galpões, etc. É fundamental que o local da feira tenha um bom aspecto externo e
interno, seja bem conservado e limpo. Até mesmo estruturas em lona, tipo circo, são
preferíveis quando não se pode contar com estruturas próprias. Verificar o local para
acesso facial. A ambientação do espaço é fundamental para torná-lo funcional e também
para atrair a atenção dos visitantes, quer seja em uma feira, quer seja em uma exposição.
Planejamento: Começa com uma boa idéia, estrutura-se com o planejamento e só termina
quando o local do evento estiver totalmente vazio e pagos todos os compromissos
financeiros, realizada avaliações e pensado no pós evento. Saber quais são, o momento em
que ocorrerão o que é necessário fazer para que ocorram quanto vão custar quem serão os
responsáveis. Nas feiras e exposições de maior porte, o planejamento inicia-se depois de
concluídos os estudos de viabilidade técnica e financeira. O prazo para conclusão desses
estudos nunca deve ser inferior a um ano. O formato pode variar de acordo com as
estratégias da instituição, porém sugere-se elaborar uma programação diversificada, com
solenidade de abertura, lançamentos, apresentação de serviços, assinatura de convênios,
entrevistas, visitas agendadas, palestras, atividades interativas e atividades dirigidas a
diferentes segmentos de público.

Orçamento: Aqui, todo cuidado é pouco, não só para evitar esquecer alguns itens de
despesa como para não subestimar, ou superestimar, valores e necessidades. Os itens de
despesas são fundamentais para a correta elaboração do orçamento da feira e, por
conseguinte, da aferição dos gastos orçados e realizados. Verificar Orçamento página 205
neste Manual.

Cronograma ou Checklist: O planejamento e o orçamento remetem seus organizadores à


elaboração de um cronograma de atividades, distribuídas no tempo, com os nomes dos
responsáveis e os prazos de execução. O cronograma deve ser de conhecimento de todos,
acompanhado e atualizado conforme seja seu andamento. É possível que, para um melhor
controle das atribuições de cada grupo responsável, sejam elaborados cronogramas mais
particularizados e detalhados, sem fugir do cronograma principal. Ver Checklist página 201
neste Manual.

Proposta e nome de uma feira: há uma estreita relação entre o nome e a proposta de uma
feira ou exposição. O público visitante ou expositor deve poder depreender o tipo de feira,
e o que vai lá encontrar, a partir do nome do evento. Nada impede que se use uma sigla,
mas deve ficar clara a proposta do evento.

Material de montagem: Mais utilizado para a instalação de estandes em feiras e exposições


é o sistema Octanorm. Que é versátil e permite a edificação em diversos ângulos, inclusive

Octanorm: sistema modular de tubos de alumínio, com oito lados, utilizados para
montagem de estandes, com variado tamanho e ranhuras. Esses tubos são chamados de
montantes e neles, encaixam-se vários tipos de travessas: retas, curvas, largas ou estreitas.

77
a montagem de estruturas curvilíneas. Os montantes oitavados (padrão) e as travessas de
amarração em alumínio podem ser encontrados com acabamentos natural, leitoso ou
coloridos. Dependendo do projeto arquitetônico também é encontrado os mais diversos
tipos de placas, chapas ou vidros de fechamento. Alguns expositores preferem fazer sua
própria montagem utilizando outro tipo de material. Existem os toldos desmontáveis que
são de diversos tipos.
Divisórias: Nas cidades de maior porte existem empresas especializadas em montagem de
feiras e exposições, as quais são contratadas pelos organizadores para realizar as
montagens dos estandes. Exercitar a criatividade, usando materiais alternativos e mais
fáceis de serem encontrados: madeira compensada ou reconstituída, lonas plásticas,
aramados, etc.
Piso: Dependendo do tipo de construção onde se pretenda realizar uma feira (pavilhão,
estádio, clube, hotel, etc.), talvez não seja preciso utilizar outro tipo de piso, ou forração,
além do existente no local. Porém, se por questões de proteção ou de acabamento for
necessário usar uma forração, a mais utilizada é o carpete de 3 (três)mm, aplicado
diretamente sobre a superfície existente ou sobre tablados especiais utilizados na
montagem dos estandes.

Parte dianteira ou testeira: Quase sempre a identificação do expositor é colocada na parte


frontal superior do estande, na cor determinada pelos organizadores da feira ou o
regulamento

Treliça espacial: São estruturas tubulares, quase sempre em alumínio, que servem para
“fechar” a parte superior dos estandes. Podem ser vazadas ou totalmente fechadas com
outros materiais. Nelas são fixadas as luminárias e outros elementos de acabamento e
decoração.

Força e luz: Mesmo que a iluminação do recinto da feira seja boa, sempre é recomendável
dotar os estandes de iluminação própria. Duas ou três lâmpadas (spot lights) já fazem
diferença numa área pequena, enquanto estandes acima de 9m2 exigem mais iluminação.
Toda a instalação elétrica do pavilhão ou prédio deve ser revista e avaliada para não se ter
surpresas com sobrecarga ou curto-circuito. Um bom eletricista ou mesmo a empresa local
responsável pela distribuição de energia pode promover.

Mobiliário: Há empresas especializadas na locação de mobiliário para feiras (mesas,


cadeiras, poltronas, banquetas, armários, etc.). Nas feiras comunitárias e municipais é
comum que o expositor traga seu próprio mobiliário, o que não é admissível em muitas das
feiras profissionais, ainda que de pequeno porte. Existem empresas de locação desses
materiais.

Pessoal de apoio: Além daquelas vinculadas aos promotores e organizadores, que cuidam
dos aspectos administrativos e de gestão, há muitas outras pessoas que são responsáveis
pela montagem e funcionamento do evento. Essas pessoas costumam trabalhar para
organizadores e montadoras, por meio de contratos temporários, ou atuam de forma
autônoma.
Capital Humano: Algumas montadoras e ou próprios organizadores já trazem seu grupo de
trabalho. São prestadores de serviços especializados, mas é bom pensar no capital humano
que irá precisar como recepcionistas, pessoal de serviços gerais, encanadores, eletricistas,

78
letristas, pintores, carpinteiros, aplicadores de carpetes, instaladores de redes de telefones,
instaladores de rede para computadores e telefones, chefe de montagem, instaladores de
aparelhos de ar-condicionado, operadores de som, instaladores de equipamentos
multimídia. Podem ser incluídos, ainda, os fornecedores de mobiliário, de plantas
ornamentais, de serviços de copa e bar, fotógrafos, etc. Ou seja, todos pagam para poder
explorar seus serviços durante uma feira. Cabe aos organizadores negociar quais serviços
serão explorados por um ou por outro, e a forma de cobrança: taxa fixa ou um percentual
sobre o valor dos serviços prestados. Quando os organizadores não desejam explorar esses
serviços, preferindo delegá-los a terceiros, mesmo assim é comum negociarem uma
contrapartida.
Público-alvo: Dois tipos: expositores (ou ofertantes) e visitantes (ou compradores).

Expositores: Todo o esforço deve ser feito pelos organizadores para conseguir expositores
que efetivamente possam despertar o interesse dos visitantes. O desafio consiste em
inovar, em atrair expositores que apresentem produtos e serviços de real interesse do
público visitante. Sempre é possível encontrar bons expositores no município, no Estado ou
na região onde se realiza uma feira. Portanto, devem-se esgotar todas as possibilidades
mais próximas, antes de imprimir esforços sobre outras regiões mais distantes. É mais
econômico, prestigia, valoriza e fortalece a atividade econômica local ou regional.
Já, para as feiras de abrangência nacional e internacional, os organizadores costumam
valer-se de parceiros ou agentes radicados nos Estados e nos países de seu interesse, para
realizarem a divulgação e a venda de espaços.

Visitantes: Quando os organizadores realizam uma feira, o fazem tendo em vista múltiplos
interesses: divulgar e promover uma comunidade, oportunizar negócios para as empresas
expositoras, promover a economia local, estadual ou regional, angariar recursos
financeiros, etc. Isso, entretanto, só é possível se puder contar com um bom fluxo de
público visitante. Para tanto, os organizadores devem esforçar-se para vender os
espaços/estandes para boas empresas e, depois, preocupar-se com os visitantes para

Infraestrutura e apoio: Deve contar com serviços eficientes, instalações adequadas e


permanentemente revisadas, serviço de telefone público, de alimentação, de som, de
utilidade pública, primeiros socorros, centro de atendimento ao expositor, depósito
controlado, instalações elétricas, hidráulicas, de incêndio e de comunicação adequadas,
testadas e controladas.
1. Secretaria: para atendimento a expositores e visitantes, como prestar informações,
registrar os expositores, emitir crachás, gerar controles, cuidar dos aspectos gerenciais e de
controle do evento.

2. Área de alimentação: Nos pavilhões alugados existem pessoas que por contrato, tem
direito a explorar o restaurante ou o bar-lanchonete durante os eventos ali realizados. Os
organizadores podem sublocar algumas áreas para que nestas se estabeleçam outros
prestadores de serviços de alimentação, cobrando uma taxa dos permissionários
selecionados. É indispensável haver uma aprovação prévia do corpo de bombeiro local, se
for haver a utilização de material inflamável (gás). Outros serviços de alimentação, dentro e
fora do pavilhão, podem ser oferecidos aos visitantes e expositores: quiosques de pipoca,
cachorro-quente, guloseimas, etc.

79
3. Sanitários: é importante contar com uma quantidade adequada de unidades sanitárias
proporcional ao número esperado de pessoas. Sempre limpos conforme utilizado.

4. Estacionamento: Os organizadores devem ter a preocupação de encontrar áreas que


permitam acesso para um bom número de veículos, para comodidade dos visitantes. O
local do evento deve contar com áreas de estacionamento diferenciadas para prestadores
de serviços, expositores, autoridades, táxis e visitantes. Nas pequenas feiras ou feiras
comunitárias, com estacionamento controlado, é comum deixar o gerenciamento e a
receita para uma instituição local.

5. A sala de imprensa: Mesmo nas pequenas feiras, sempre é bom lembrar-se da


importância de se poder contar com uma sala exclusiva para a imprensa com computador,
impressora, telefone, fax e internet, sempre que possível, e, principalmente, com um local
para as entrevistas com visitante ilustres, autoridades e expositores de destaque. Nesse
local pode haver um painel de fundo onde apareçam a marca dos organizadores, o nome e
a logomarca da feira e, principalmente, as marcas dos Patrocinadores.
O fotógrafo oficial da feira e o pessoal da comunicação social devem estar atentos para
esse importante detalhe. Não se pode perder a oportunidade de estar divulgando
gratuitamente a feira nos veículos de comunicação de massa.

6. Sinalização: Neste aspecto, o projeto arquitetônico é determinante e deve prever todas


as necessidades de sinalização interna e externa. Placas indicativas e de orientação aos
motoristas e aos pedestres devem ser afixadas ao longo das vias de acesso ao local da feira,
bem como placas de orientação de entrada e saída dos estacionamentos e das áreas
internas. O local da feira, além de muito bem sinalizado, deve contar com faixas,
bandeirolas e banners externos que transmitam a idéia de um grande acontecimento.
Indicações de pavilhões de entradas e saídas, de alimentação, etc.

7. Segurança: A segurança de uma a feira é de responsabilidade dos seus organizadores.


Pode credenciar alguns profissionais ou empresas para oferecerem seus serviços de
segurança aos expositores. Empresas sérias e com experiência. O uso de equipamento de
rádio (intercomunicadores) dependerá do tamanho da feira, da sua localização, dos
materiais expostos e da disponibilidade de recursos

8. Limpeza: A limpeza das áreas comuns (estacionamentos, corredores internos, sanitários,


etc.) é de responsabilidade dos organizadores a contratação que deve ser constante e
cuidadosa. Distribuir lixeiras, cinzeiros suficientes.

Medidas preventivas e cautelares: evitar riscos e danos a visitantes e expositores, evitando


assim de ações cíveis de responsabilidade civil, danos morais, materiais, etc. Informar aos
expositores todas as penalidades a que estão sujeitos, caso descumpram as normas, os
regulamentos e a legislação vigente.

1. Iluminação: Suficiente interna e externa. O importante é observar que sejam circuitos


independentes dos estandes. Isto porque, no caso de queda de energia nos estandes, a
área de exposição ficará iluminada, e vice-versa.

80
2. Controle de tráfego de veículos: Negociar com autoridade de trânsito local, polícia
militar ou guarda municipal, sobre as condições de controle e orientação do tráfego nas
vias públicas de acesso à feira. Dentro do local do evento

3. Contratação de seguro: Todo cuidado e atenção devem ser dados à segurança das
pessoas. Podem acontecer quedas de materiais suspensos, choques, etc. Daí a necessidade
de se ter o maior cuidado com os aspectos de montagem da feira como um todo, e as
responsabilidades da montadora. Ainda assim, devem contratar um seguro de
responsabilidade civil que cubra eventuais danos físicos causados às pessoas no local da
feira.

4. Primeiros socorros: Nas feiras e exposições onde há uma expectativa de grande fluxo de
visitantes, é comum se encontrar pelo menos uma unidade móvel de assistência médica
(paramédicos). Os organizadores conseguem, por meio de permuta, disponibilizar esse
serviço com empresas especializadas que aproveitam o evento para divulgar suas marcas e
seus serviços.

5. Taxas da prefeitura local: Verificar quais taxas e negociar valores ou a isenção ou, em
prol dos interesses comuns. Quando isso não é possível, pela característica da própria feira,
resta avisar expressamente aos expositores sobre suas obrigações tributárias.

6. Taxa do ECAD - Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais.


Recolher a taxa sempre que músicas forem tocadas com fins comerciais ou para animar e
abrilhantar eventos, sejam músicas ao vivo ou mecânicas. Já, quando ocorrem shows
musicais e outras manifestações do gênero, é muito difícil que o ECAD deixe de cobrar
pelos direitos autorais.

7. Nota fiscal: Nas pequenas feiras comunitárias e de âmbito municipal, a fiscalização


estadual costuma ser tolerante. Já quando se tratam de feiras promovidas por empresas
profissionais, não há esta facilidade. A nota fiscal deve ser emitida em nome do expositor,
indicando o endereço do local da feira onde as mercadorias serão expostas. O modelo de
nota fiscal variará de acordo com a natureza da operação: remessa para exposição, dentro
ou fora do Estado, com ou sem IPI, conforme seja o caso. Para a comercialização de
produtos expostos, na condição de pronta entrega, os contribuintes inscritos na fazenda
estadual deverão solicitar o regime especial, mediante requerimento à autoridade
fiscalizadora. Portanto, é indispensável uma consulta à fazenda estadual para diminuir
dúvidas e obter orientações quando ao anteriormente citado, com vistas à melhor informar
aos expositores.

ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO:
Divulgação:

Convite: A opção por emitir convites cabe à equipe organizadora. Para expositores, é
sempre útil elaborar convites diferenciados para estimular a participação. Para feiras, o
trabalho de divulgação costuma ser suficiente para levar informação e despertar o interesse
dos públicos. Ainda assim, se for realizada, por exemplo, uma solenidade de abertura com a
presença de autoridades, pode-se recorrer ao envio de convites personalizados. A equipe
organizadora deve avaliar. Preparar a divulgação da feira nas mídias tradicionais e digitais,

81
combinando ações de assessoria de imprensa. Contatar especialmente a mídia local e
pautar os veículos de comunicação da instituição para a cobertura jornalística.
Sugere-se contatar a entidade organizadora da feira ou exposição e solicitar a inserção das
iniciativas da instituição no programa oficial, com possibilidade de inclusão dos conteúdos
no site, folhetos e outros meios de divulgação do evento.

Blogs: Montar de imediato já na fase do pré-evento e ir mantendo com informações, onde


o público possa buscar noticias sobre o evento como programação, agenda, formas de
acesso, parceria e outras notícias. Montar um site também funciona muito bem para
repassar informações e as novidades do evento.

Existem várias plataformas para blogs, citamos como exemplo: WordPress, que além de
oferecer uma boa ferramenta, costuma performar bem nos mecanismos de busca, como o
Google. Uma Alternativa: Blogger, do Google, mas já foi bem utilizada. Tumblr, do Yahoo.
Alternativa simples de usar. E outras tantas existentes. É só pesquisar que encontra.

Streaming de vídeo: é uma forma de atingir quem não participou do evento e despertar o
interesse para que participe dos próximos

Tanto expositores como visitantes ficam mais suscetíveis a participar de eventos dos quais
ouvem ou vêem mais propaganda.
Citamos alguns exemplos:

Panfletagem - antes e durante a realização da feira ou exposição. Assessoria de imprensa -


contratação de profissionais da área. Palestras - muitos organizadores de feiras valem-se da
realização de palestras, cursos ou de apresentações junto a entidades e instituições
representativas da classe empresarial para divulgar seus eventos. Informativos - São os
boletins das associações, dos clubes de serviços, das prefeituras, dos sindicatos e de mais
uma infinidade de organizações. Releases - é uma tarefa da assessoria de imprensa. O envio
de press releases para os veículos de comunicação quase sempre ocorre mais próximo da
data de início do evento, durante todo o tempo de sua realização e no dia do seu
encerramento. Plano de mídia - Sabe-se que alguns meios ou veículos de comunicação são
mais apropriados para atrair expositores, enquanto outros servem para atrair o público
visitante, por exemplo, o rádio (AM e FM); Jornais - para recrutar e atrair visitantes.
Outdoors - negociação com antecedência suficiente necessária. Mídias de apoio - como
panfletos, folders, cartazes, mala-direta, televisão, Cinema, Road show (muito empregado
nos Estados Unidos e em alguns países europeus) que é um misto de espetáculo e mostra
itinerante. Percorrem diversas cidades, dentro da área de abrangência do evento, com o
objetivo de atrair visitantes. Busdoor - que tem que ser pouca escrita e mais imagem.

Busdoor: veículo de mídia móvel e normalmente as propagandas são


aplicadas através de um adesivo de vinil sobre o pára-brisa traseiro
dos ônibus, onde circulará por diferentes locais e pontos distintos.

Fontes de informações para recrutamento de expositores - as principais fontes de


recrutamento de expositores para uma feira profissional são os cadastros das empresas
contatadas para outras edições da feira, levando em conta os objetivos da feira, sua
proposta e o perfil desejado dos expositores.

82
Venda de espaços (estandes) - A parte mais delicada e crítica de qualquer feira ou
exposição é vender bem os espaços. Selecionar muito bem as empresas, alvo, comunicar-se
com elas, visitá-las sempre que possível e tratar de fechar a venda dos espaços de
exposição. Requer profissionais qualificados, capazes de argumentar e negociar. Tudo
ajuda: mala-direta, anúncios, cartazes, releases, etc.,
Para a venda deve ter o básico do contrato.
• Clara identificação e caracterização do contratante e do contratado;
• Clara descrição do objeto do contrato;
• Obrigações das partes contratantes;
• Valores e formas de pagamento;
• Rescisão e penalidades.

Assessoria jurídica: os organizadores devem valer-se de uma assessoria jurídica para a


elaboração do contrato de venda de áreas de exposição (estandes), no lugar de copiar
modelos empregados por outras empresas do ramo.

Preços: O preço do metro quadrado de estande a ser cobrado pelos organizadores pode
variar, em razão da localização do estande, das suas dimensões, da montagem padrão ou
básica e da área livre (chão). Os bons organizadores sabem que o importante é oferecer
diferentes opções para os potenciais clientes expositores, respeitadas as normas
construtivas da feira: altura máxima dos estandes, limites, materiais utilizáveis, etc.

Regulamento da feira: Organizado pela comissão, organizadores. Serve para orientar e


disciplinar. Deve incluir as normas para a utilização e funcionamento do local de exposição,
é importante que as empresas expositoras possam contar com um manual de orientações.
Deve conter os formulários de requisições de crachás, de pontos extras de energia, de
instalações de água e esgoto, de logomarcas e de outros serviços especiais. No contrato
com o expositor sempre deve haver uma cláusula ou um parágrafo onde o expositor afirme
ter conhecimento do regulamento, e saber que este passa a fazer parte integrante do
contrato, obrigando-se a cumpri-lo.

Manual do expositor: Deve ser entregue no ato da contratação, juntamente com o


regulamento da feira.

Catálogo de expositores: Podem constituir-se numa peça mercadológica importante


quando aceita anúncios de expositores, de patrocinadores e de outros dispostos a pagar
para ter o nome ou a marca de sua empresa associado à feira. Mais importante do que um
catálogo com uma bela capa colorida é o seu conteúdo: nome correto do expositor,
endereço completo, descrição dos produtos e serviços expostos, meios para contato, etc.
Hoje, muitos organizadores preferem produzir o catálogo eletrônico, pois é mais barato e
pode ser concluído mais perto do dia de inauguração do evento. É vendido o catálogo.

Credenciamento: É o registro de todas as pessoas presentes a uma feira ou exposição:


expositores, visitantes, pessoal de apoio, imprensa, etc. O uso de crachás de identificação
deve ser obrigatório para algumas pessoas, principalmente para aquelas que se farão
presentes durante todo o período de realização do evento, contendo o nome da pessoa, a
condição em que está na feira e a empresa que representa.

83
Avaliação: Pode haver uma negociação com escolas, universidades e estudantes podem
aplicar uma pesquisa de opinião por amostragem. Realizar pesquisas, tanto com os
expositores como com os visitantes. Dos expositores devem-se extrair avaliações sobre o
local de exposição, o período da feira, o horário de funcionamento, a organização do
evento, o nível dos visitantes, o que funcionou, o que não funcionou, sugestões e outros
elementos que considerem importantes, principalmente sobre os negócios gerados na feira
e as perspectivas futuras. Dos visitantes devem-se obter informações sobre o motivo que os
levou à feira, se encontraram o que buscavam, se o mix de expositores estava bom, o que
acharam da organização, se o horário estava apropriado, etc. Recomenda-se também
avaliar a possibilidade de os funcionários destacados para atuar durante o evento portar
peças que facilitem a sua identificação, como camisetas ou crachás produzidos para o
evento. Verificar se produtos e serviços da instituição que serão expostos estará atualizados
e adequados para distribuição e apresentação ao público visitante.

O resultado dessas pesquisas é importante para os organizadores, patrocinadores,


imprensa, etc. Para tanto, desenvolver um questionário para pesquisa de reação e outro
para pesquisa de resultado é fundamental. Enquanto o primeiro é aplicado durante e um
pouco antes do encerramento da feira, o outro é aplicado seis meses após. Os dados
colhidos servem para se construir o histórico da feira, os indicadores e os resultados que
vem obtendo, o que permitirá aos organizadores eventuais correções e introduções de
melhorias. O resultado da avaliação deve ser discutido numa reunião própria, tão logo
esteja tabulada e concluída a avaliação.

Pós-feira – é interessante realizar visitas e reuniões com os expositores e parceiros para


verificar possíveis contratempos enfrentados pelos expositores e os êxitos obtidos.
Repassar o resultado da avaliação de forma sucinta.

Receitas: Além das receitas provenientes da venda dos estandes, os bons organizadores de
feiras e exposições exploram ou cedem à exploração outras fontes de renda. Como
quiosques, as áreas de alimentação, o catálogo de expositores, os serviços prestados por
outras empresas, locação de espaços para afixar banners, serviço de distribuição de
brindes, anúncios no serviço de som, etc.

Cobrança de ingresso: Conforme o tipo de feira ou exposição decide pela cobrança ou não
de ingressos. Nas feiras comunitárias é comum a venda de ingressos ou a doação de
alimentos como forma de o visitante ter acesso à feira.

Permutas: Sempre é interessante ter um veículo de comunicação de massa como parceiro.


Os organizadores costumam oferecer, a título de permuta, um estande montado e
decorado e outras facilidades. Nessa modalidade podem ser incluídos jornais, revistas e
emissoras de rádio e televisão. A instalação de caixas eletrônicos, de serviço médico de
emergência, de serviço de telefonia, etc., pode também ser objeto de permuta.

Patrocinadores: A prática de buscar patrocínio é comum, normal e corriqueira, e como tal


deve ser encarada. Há toda uma abordagem técnica especial que passa muito além de
conseguir alguns poucos mil reais. Patrocínio é coisa séria e deve interessar tanto a quem
patrocina quanto a quem é patrocinado. Elaborar um plano de patrocínio - trata-se de um
documento muito bem detalhado, com excelente apresentação gráfica, contendo dados

84
básicos e indispensáveis à tomada de decisão: nome do evento, local, data e horário de
realização, abrangência, setores contemplados (expositores), público-alvo (visitantes),
expectativa de público, estatísticas, o plano de mídia e os detalhes dos valores envolvidos,
constarem valores, os veículos de comunicação e locais onde aparecerão ou serão citados o
nome do patrocinador e outros dados que achar interessante e útil. Empresas potenciais
patrocinadoras costumam ter planos de marketing.

Autonomia: Este é um dos pontos mais delicados para um profissional de feiras e eventos.
O ideal seria que tivesse, na linha ascendente, o menor número possível de dirigentes
superiores, pela necessidade de tomar decisões rápidas e freqüentes, todos os dias. O
coordenador muitas vezes é obrigado a decidir sobre inúmeras ocorrências que surgem as
vezes inesperadas, outras negociações que aparecem, seleção de fornecedores,
montagem e decoração, orçamentos, preços, prazos, desistências de última hora,
recrutamento e capacitação de expositores, organização de caravanas, e mais uma série de
situações. Se não puder contar com uma boa dose de autonomia, tudo fica mais
complicado

Relatório: Sempre surpreender o patrocinador com um relatório completo sobre a feira,


com detalhes sobre o número de visitantes, perspectivas de negócios, clippings, fotos onde
apareçam o nome e a marca do patrocinador junto ao público, exemplares das peças
assinadas pelo patrocinador. Ou seja, surpreender e encantar o patrocinador. como
Serve como garantia para uma relação duradoura.

Clipping: Conjunto de recortes de revistas e jornais sobre um determinado


assunto. Em geral os recortes são colocados em um livro ou arquivo.

23. FESTA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILI- VANTAGENS LIMITAÇÕES


ZAÇÃO

É uma Divulgar, Para Concentrar a atenção do Requer tempo


solenidade apresentar, marcar público e potenciais clien- para organização.
social demonstrar, certo tes no produto, serviço
comemorativa comerciali- aconte- e/ou marca apresentada; Conforme a festa
destinada a zar assuntos cimento dobrar atenção,
pessoas ou fatos de em Proporcionar ao público porque pode
importantes; interesse. forma uma confraternização e acontecer de
de lazer; encontrar pessoas
O vocábulo lati- Reconhecer celebra- destinadas a
no festum é o a festa ção O público pode explorar os causar distúrbios
plural de festa, como uma ou problemas,
cinco sentidos visão,
derivando a manifesta- antes, durante ou
audição, tato, paladar e
palavra “festa”. ção cultural após o evento.
olfato.
municipal.

Obs. LER“DIA ESPECIAL” (pag. 53); “EXPOSIÇÂO”(pag. 69) e “FEIRA” (pag.74) neste Manual

85
Obs. Geralmente as “Festas” já são calendarizadas pelo próprio município e o Instituto
EMATER participa da construção do evento e se responsabiliza por alguns itens.

Algumas Festas do ano de 2017, onde o Instituto EMATER participa ou realiza: Festa da
Uva; 13ª Festa do Frango e 8ª Festa da Banana; Festa da Soja juntamente com 13ª concurso
Regional de Redução de perdas na colheita da soja; Festa do Vinho e Queijo; 7ª Festa da
Família Rural; Festa do Pescador; Festa do Divino; Festa do Vinho; Festa do Colono; Festa do
Agricultor; 19ª Festa da Orquídea e do Peixe; 16ª Festa Nacional do Charque; Festa do
Pêssego; Festa do Arroz - Arroz Irrigado, Leite, Meio Ambiente; Festa da Erva Mate, XXVIII
Festa Nacional do Carneiro no Buraco e Exposição Agropecuária e outras

Duração: De 1 (um) dia a 4 (quatro) dias, geralmente abrangendo o final de semana.


Existem Festas que duram a semana toda ou até duas semanas dependendo da
programação. Normalmente é dada ênfase nos que abrange final de semana. Já houve festa
do colono com duração de um dia onde contemplava o dia todo com caminhadas na
natureza.

Constituição de equipe da organização: O Município tem conhecimento de quais


entidades, pessoas, organizações, e parceiros poderão participar da equipe e transformar
essa equipe em sub equipes com mais componentes. É necessário buscar profissionais
competentes e com vastos conhecimentos quanto ao tipo de evento a ser realizado.

Planejamento: Planejar como todo o evento exige. Para montar um grande evento, o ideal
é colocar as ideias no papel e começar um grande planejamento a partir de interesses e
gostos em evidencia, colocando as ideias em prática para transformar uma simples festa no
maior evento já visto.

Marca do evento: Criação ou realização de adaptações de logomarcas já existentes, Criação


de panfletos e todos os materiais necessários.

Documentações: qual equipe responsabilizará por essa parte: como as obrigatórias por lei -
licenças, alvarás, bombeiros, certificados, contratações, termos de responsabilidades,
laudos técnicos de segurança, legislação para o evento, ECAD e outros.

ECAD: Escritório Central de Arrecadação, órgão privado, para arrecadar os direitos autorais
de cada música nacional ou estrangeira tocada "em execução pública" no Brasil.

Divulgação: Quanto mais utilizar os meios de comunicação, mais divulgada será a Festa,
desde que o município consiga oferecer hospedagem e alimentação ao público
comparecido, alguns municípios disponibilizam casas familiares para hospedagem. A
divulgação deverá ser constante. Antes, durante e depois da realização da festa.

Conteúdo: Na abertura da festa poderá haver o concurso e coroação da rainha e princesas


da festa, geralmente as princesas são escolhidas com antecedência e a rainha na
abertura,ou também já pré concursada com antecedência como as princesas. Durante a
festa poderá haver algumas comercialização, por exemplo, alimentos, artesanato, etc.;
exposições: exemplo, exposição da indústria e comércio; salão de negócios; gastronomia:
cultura e sabores locais, café colonial, almoços e jantares típicos, como porco na grelha, no
rolete, peixe e frango desosado e recheado, churrascos, etc. conforme a região; reuniões de
diversas organizações e órgãos durante a festa; festividades de arte; atrações culturais;

86
feira de agronegócio; dia de campo ou tarde de campo ou tarde de tanque; gincanas;
torneios: de truco, xadrez, futebol, esportivos, e outros; concursos: de pesca, de musicas
sertaneja; entrega de prêmios; sorteios de prêmios atrativos: principalmente sorteio em
espécie; desfiles; passeios de moto; rodeios: por exemplo, rodeio do bagre ensaboado, de
cavalo e outros; cavalgada; demonstração de arrancada de tratores; encontros religiosos;
entretenimento: muita música, principalmente através de shows com contratações de
cantores, bailes, etc.

Pós evento: A coordenação deverá já ter planejado e ser analisado quais são as
providências indispensáveis após a realização da Festa. Verificar a necessidade de
avaliações e os tipos a serem realizadas. Avaliar e analisar seus resultados e metas
alcançadas. É interessante dar um retorno aos executores e público de alguns dados
interessantes, principalmente os agradecimentos.

A verdadeira motivação vem de realização, desenvolvimento pessoal,


satisfação no trabalho e reconhecimento. Frederick Herzberg

Modelo de agenda “38º FESTA DO PESSEGO DE IRATI” PR


Sexta feira, 2
18h – Abertura da praça de alimentação e parque de diversões;
20h – abertura oficial da 38ª Festa do Pêssego e 14º Salão de Negócios;
Apresentação da Rainha e princesas da 38ª Festa do Pêssego.

Sábado, 3
10às 21h – 14º Salão de Negócios;
10h – Praça de alimentação, parque de Diversão e barraquinhas com comercialização de frutas;
21 h – show com Vitor & Vanuti.

Domingo, 4
5h às 15 h – Pesca no Lago: inscrições são um quilo de alimento por vara / máximo de duas varas por pessoa;
9h – Praça de alimentação, parque de diversão e barraquinhas com comercialização de frutas;
9h às 20h – salão de Negócios.

Modelo de convite “18ª FESTA DAS ORQUÍDEAS E DO PEIXE” – MARIPÁ - PR

87
Modelo de Programação da “18ª FESTA DAS ORQUÍDEAS E DO PEIXE” – MARIPÁ – PR

Colaboração de convites e Programação. Eng. Agr. Luiz Danilo Muehlmann


Instituto EMATER - Curitiba -Paraná

88
24. FÓRUM

DEFINIÇÃO OBJETI- UTILIZA- VANTA- LIMITA-


VO ÇÃO GENS ÇÕES

É uma ampla discussão, debate Para trocar Oportunida- O orador


de idéias e opiniões sobre temas Proporcio- informações de para um fica limitado
específicos, com a participação de discutir e grande apenas a um
nar a
um grande número de debater número de tema;
profissionais de determinados reflexão idéias e pessoas
setores de atividades ou opiniões, ouvirem um Pouco
sobre incentivo
representantes de associações de com a orador
classe, sem limitação de número vários presença de conceituado; para ir além
de participantes; grandes do exposto
aspectos O público na formação
audiências;
Permite a discussão de problemas do tema pode fazer de novas
mais abrangentes que tratam de perguntas idéias;
escolhido. Para o espe- organizadas
assuntos gerais de setores ou de
cialista no Caso a
temas de interesse social ou
dissertar momento platéia não
político;
sobre um certo; esteja bem
Trata-se de um tipo menos assunto sensibilizada
técnico de reunião, cujo objetivo previamen- O orador e motivada
é conseguir a efetiva participação te deter- pode fazer é difícil
de um público numeroso, que minado, sua palestra conseguir a
deve ser motivado a participar seguindo-se sem efetiva
com perguntas e depoimentos; discussão interrup- participa-
entre os ções; ção.
Está se tornando popular pela participan-
Promove
necessidade crescente de tes.
participação
sensibilizar a opinião pública para
pessoal.
certos problemas sociais
existentes.

Conhecido também como “Fórum de Debates ou “Fórum de Discussões”.

Obs. LER também PAINEL (pag. 117); PALESTRA (pag. 120) e CONFERÊNCIA (pag. 22)

No fórum pode ter PAINEL e PALESTRA


Obs. Os procedimentos são os mesmos adotados para a realização de uma conferência.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: Poderá ser de um ou mais dias.

Planejamento: Itens abaixo devem ser lembrados.


• Montar o cronograma;
• Escolher o local, data e horários;

89
• Verificar o tema conforme o objetivo e programação;
• Designar o moderador para coordenar o debate, que irá montar as regras e informar
ao público;
• Elaborar lista de convidados e emitir os convites;
• Programação;
• Identificação dos participantes e organizar inscrição dos participantes que desejam
Fazer as perguntas;
• Levantar a necessidade de recursos audiovisuais junto aos expositores;
• Prever cobertura fotográfica e jornalística do evento;
• Designar equipe para consolidar o material produzido, registrando-o nos anais
• Estratégia de comunicação;
• Planejamento financeiro;
• Recursos audiovisuais e outros equipamentos;
• Transporte;
• Hospedagem;
• Recepção;
• Avaliação.

Programação das atividades: Em geral, o fórum é muito utilizado para viabilizar a discussão
de problemas de ordem pública e temas polêmicos. No formato mais simples, consiste em
uma apresentação breve de um assunto pelo um bom orador, seguida das fases para
perguntas, comentários e recomendações finais.

Moderadores: São as pessoas escolhidas para orientar os trabalhos, o tempo de


apresentação de cada um dos membros da mesa e as intervenções.

Tempo dos temas: Em geral, fórum é utilizado quando se deseja discutir problemas
públicos e temas polêmicos. Prever uma hora para cada tema, sendo 40 minutos para
apresentação e 20 minutos para a platéia opinar, perguntar e receber respostas.
Sugere-se um intervalo de dez minutos entre debates.

Roteiro: Apresentam-se o moderador e aqueles que desejarem manifestar-se oficialmente


nas discussões. Recomenda-se que seja feita a inscrição de todos os interessados em
opinar. As regras para a realização dos trabalhos devem ser previamente apresentadas e,
então, o moderador dá a palavra ao primeiro palestrante. Ir anotando a opinião do público.

Coordenador: É necessária a presença de um moderador para a coordenação dos


trabalhos, que será responsável pela conclusão do debate. Ao final o coordenador da mesa
colhe as opiniões e apresenta uma conclusão, quer apresenta a opinião da maioria. O
coordenador abre os trabalhos, informando sobre o período e natureza do Fórum, e
apresentando orador. Ao orador de renome cabe dissertar sobre o assunto durante o
tempo estipulado. Após a exposição do orador o coordenador coloca a palavra a disposição
da assistência para que faça as perguntas. Nesta fase cabe ao coordenador controlar o
tempo destinado às perguntas. É comum a assistência se dividir em dois partidos, durante a
discussão; reunir conhecimentos e chegar a decisões novas, a discussão pode degenerar. Os
que concordam e os que discordam do orador. Assim em vez de reunir conhecimento e
chegar a conclusões novas, a discussão pode degenerar. A apresentação das exposições
deve ser feita sempre com a presença de um coordenador ou moderador.

90
Realização: Compreende o conjunto de normas que estabelecem os processos de execução
do evento, sendo destinado ao seu público externo (participantes). Contém as normas que
disciplinam os direitos e deveres, competências e atribuições do público interno envolvido
na organização do evento. Mensagens especiais ou um pequeno brinde/lembrança podem
ser entregues a todos os congressistas com votos de boas-vindas. Os temas são expostos
por orador indicado pelos grupos participantes, geralmente entidades representativas de
segmentos da sociedade, e apresentados à mesa de trabalho, constituída por autoridades
ou especialistas.
Recursos auxiliares: sonorização, projeção de imagens e sistema de videoconferência.
Todas as providências técnicas devem ser checadas com a devida antecedência.

Dicas: Para maior participação sugere a divisão da assistência em pequenos grupos de


discussão. Após as discussões parciais, todos se reúnem e são apresentados os relatórios
dos grupos menores ao grupo geral.

Encerramento: O coordenador da mesa deve recolher todas as opiniões manifestadas e


consolidá-las em um documento final a ser apresentado aos participantes. Montar os anais
do fórum para disponibilizar a quem interessar.

25. GIRO TÉCNICO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA- LIMITA-


GENS ÇÕES

São eventos no formato de Incentivar e Valorização dos Espírito Na


reuniões práticas realizadas divulgar o uso de produtores que de mesma
em propriedades agrícolas que tecnologias promovem coope- safra
adotam boas práticas agrícolas sustentáveis/
resultados de ração, com
em unidades didáticas boas práticas
chamadas de Unidades de referência em colabo- necessi-
agrícolas;
Referência (UR's); boas práticas em ração e dade de
Promover suas aprendi- adaptar
Realizados numa mesma cultu- debates, troca propriedades; zagem calendá-
ra durante uma determinada de informações,
partici- rio de
safra agrícola e tem como prin- sanar dúvidas e Divulgação de
cípio a troca de informações e prospecção de pativa. eventos.
resultados de
o aprendizado participativo demandas para
referência
em boas práticas agrícolas; a pesquisa;
obtidos;
É realizada por uma equipe de Fortalecimento
apoio composta por pesquisa- das parcerias Validação e aper-
dores e extensionistas especia- entre pesquisa, feiçoamento dos
lizados que percorrem todos assistência técni- protocolos téc-
os locais do giro e por uma ca, extensão, es- nicos utilizados
equipe de extensionistas tudantes, produ- nas Unidades de
responsáveis pelas UR's e tores rurais e
Referência.
organizadores locais. lideranças.

91
Obs. Tem o formato parecido com dia de campo com alguns temas sendo tratadas em
conjunto o outros separados em grupos (estações). Também formato de reunião técnica,
com princípios práticos, porém sempre de forma participativa. O agricultor deve participar
durante as explanações.

Obs. Ler também “Dia de Campo” página 55 neste Manual.

PASSOS PARA EXECUÇÃO

Duração: 3 (três) a 4 (quatro) horas em cada propriedade agrícola

Público: Agricultores, lideranças rurais, pesquisa agrícola, assistência técnica, extensão rural
e estudantes.
Coordenador: Coordenação geral e regional do giro técnico.

Planejamento:
• O planejamento do giro técnico é realizado pela extensão rural e pesquisa agrícola
na definição das regiões, datas, horários, propriedades de referência selecionadas e
planejamento dos temas. Ocorrem durante a safra estabelecendo-se um calendário
de eventos (giro) de acordo os períodos de semeadura da cultura nas diferentes
regiões. Como exemplo, na cultura da soja ocorre entre o florescimento e início da
fase reprodutiva.
Execução:
• Comissão organizadora: É composta por representantes da pesquisa e da extensão
rural. Sua função é estabelecer um planejamento integrado nos temas a serem
tratados, planejamento de viagem, materiais didáticos e de divulgação.
• Comissão local: Composta por representantes da extensão rural. Tem o papeis a
divulgação, seleção do público, contato com imprensa, preparo da propriedade e
recepção.

Planejamento: Principais etapas:

• Definir um coordenador geral da extensão e na pesquisa agrícola;


• Definir os temas gerais a ser trabalhados;
• Determinar o conteúdo a ser trabalhado no giro técnico e fixar o objetivo a
alcançar;
• Definir data, horário e local dos eventos de campo (reuniões práticas);
• Definir a equipe de especialistas, materiais de divulgação e veículo de
deslocamento;
• Definir os coordenadores locais do giro;
• Definir público, convite e preparo das propriedades a serem visitadas;
• Levantar a necessidade de recursos auxiliares com banner, etc.

92
• Levantar Elaborar lista de convidados e emitir convites;

• Divulgar o giro técnico na mídia local;


• Organização de materiais, técnicos, folder, apostilas, livretos, etc.
• Elaborar os relatórios necessários (lista de presença);
• Prever cobertura fotográfica e jornalística do evento;

• Publicar a metodologia do giro conjuntamente aos resultados de boas práticas


obtidos na safra.
Cronograma:

O cronograma dos locais dos eventos, datas e horários são estabelecidos prevendo-se
facilitar a participação local e de acordo com o estágio das lavouras nas unidades de
referência. Os intervalos entre eventos do giro devem atender as necessidades de tempo
de deslocamento da equipe técnica de apoio.

Tema central:

Boas práticas agrícolas

Palestrantes/Debatedores:

Os palestrantes / debatedores são pesquisadores, extensionistas especialistas e


extensionistas com atuação nas Unidades de Referência.

Orçamento:

O orçamento de despesas é realizado pelas instituições parceiras sendo que as despesas


alimentação, hospedagem e organização local são institucionais e de transporte de forma
solidária visando redução nos custos.

Local:

Em propriedades agrícolas selecionadas e assistidas pela extensão rural em boas práticas


agrícolas nas unidades de referência, acompanhadas durante toda a safra através de
protocolos específicos elaborados entre pesquisa e extensão.

Material e equipamentos:
As Unidades de referências recebem materiais de apoio como, por exemplo, o pano de
batida para o monitoramento semanal de pragas, e do coletor de esporos da ferrugem
asiática da soja para o monitoramento da doença. Outros materiais de apoio são

93
repassados aos produtores parceiros como inoculantes para sementes e materiais em
tecnologia de aplicação.

Divulgação:

Em cada evento programado do giro técnico são realizados as divulgações locais e nos sites
institucionais da pesquisa, extensão rural e parceiros do projeto.
Nos mesmos sites são divulgados no formato de "Informativo semanal" os resultados
trabalhos de acompanhamento das UR's durante a safra e dos eventos realizados
Ao final da safra as informações geradas nas UR's são analisadas e os resultados publicados,
assim como o relato do giro técnico realizado numa única publicação técnica.

Giro Técnico foi escrito por: Eng. Agr., Dr. Nelson Harger - Gestor de Projeto -
Instituto EMATER – Apucarana - Paraná

26. INAUGURAÇÕES

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA- LIMITA-


GENS ÇÕES

É uma cerimônia Demonstrar, Para inaugurar uma placaOp Motiva Falta ou


ou ato de colocar apresentar institucional; introdução de não
em algum novas compare-
funcionamento Para marcar o início de práticas; cimento
espaço, que atividades;
ou estrear uma de público,
obra ou um pode ter C Concretizar a caso não
divulgação de Para entregar ao público abertura de
serviço, seja de
serviços e uma nova obra, ou um instalações,
geralmente interesse
serviço; obras,
através de produtos. ou não foi
cerimônias serviços. muito bem
Para anunciar oficialmente
festivas. o começo de um evento. divulgado.

Há duas modalidades de inauguração: Pública e Dirigida

Pública: É para o público que será realizado um convite público via rede social ou até
mesmo em anúncios de jornais locais ou emissoras de TV ou rádio para convidar a
população.

Dirigida: Os convites são personalizados e atrações especiais são contratadas. Nesse tipo de
evento a confirmação de presença acaba sendo exigida um coffee-break ou um coquetel
que é servido a esses convidados.

PASSOS PARA EXECUÇÃO

94
Duração: Em torno de 2 (duas) a 4 (quatro) horas e pode ser feita em qualquer horário do dia.

Planejamento: O evento deve ser bem planejado e executado:

• Montar o objetivo;
• Escolher o local, data e horário;
• Definir o evento: almoço, jantar, coquetel, ou uma simples solenidade. Para essa decisão
considere o tipo de atividade que vai inaugurar;
• Orçamento;
• Elaborar lista de convidados e emitir os convites;
• Montar o cronograma e programação;
• Levantar a necessidade de todo equipamento audiovisual necessário;
• Providenciar decoração para o local;
• Dispor de equipe para atender aos convidados;
• Prever cobertura fotográfica e jornalística do evento, enviar release para imprensa, se for
o caso; auxilia a fortalecer e a tornar mais conhecido à atividade por meio da gestão do
relacionamento com a imprensa.
Além de gerar notícias, esse serviço poderá lhe fornecer um clipping com todas as matérias
veiculadas sobre a atividade.
• Avaliação.

Clipping: Selecionar notícias em jornais, revistas, sites e outros


meios de comunicação, para resultar num apanhado de recortes
sobre assuntos de total interesse de quem os coleciona.

Público: Definir o público alvo, que tem interesse no evento e que o coordenador também
tenha interesse nesse público, que possa trabalhar com eles em outro evento. Todos os
parceiros fazem parte do público. Receba muito bem seus convidados, dê atenção a todos,
demonstre interesse e o principal, cative-os, é o público que se vai trabalhar.

Data: É tão importante quanto o tipo de evento. Observar se não tem outros eventos,
especialmente de caráter cultural, que possam ter no local. Esse detalhe é extremamente
importante se você quer bastante atenção do público e da mídia.

Convite: Devem ser elaborados com cuidado. Ser simples e objetivo. O envio ou entrega
dos convites deve ser feito com pelo menos 15 (quinze) dias de antecedência para
convidados da mesma cidade, e 30 (trinta) dias para convidados de outras cidades. Solicite
confirmação de presença.

DICA: Para abreviar horas é “h”: 15h, 19h, 10h15min. (ou 10h15). O ritual do corte de fita
está caindo em desuso, o simbolismo surgiu no reinado da Rainha Vitória na Inglaterra em
1840. Ela queria homenagear os soldados de seu exército com uma condecoração e então
quando eles chegavam das batalhas ela “cerrava a fita vermelha” para sua passagem. Com
o tempo, essa tradição entrou para as inaugurações com o significado de abrir novos
caminhos.

95
Ambiente: Na inauguração o objetivo principal é fazer com que os convidados, além de
conhecer o objeto inaugurado, falem sobre ele. Portanto o local deve ser bem organizado
de forma que os convidados circulem pelo ambiente e interajam com outros convidados.
Faça um cronograma com a programação e providencie decoração adequada para a
ocasião, se faz necessário contratar uma pessoa especializada conforme ao tipo de
inauguração. Colocar som ambiente e serviço de microfone.

Cerimonial: Conforme o tipo de inauguração contratar um cerimonialista ou mestre de


Cerimônias para organizar e executar o cerimonial de seu evento. Esses profissionais são
especialistas em elaborar protocolos e conduzir cerimônias.
Cerimonialista: relativo à ou o que postula ou pratica o cerimonialismo, a
estrita observância de normas e regras cerimoniais; formalista, ritualista.

As inaugurações são oportunidades


excelentes para fechar parcerias

Identidade visual: Cuide e crie a identidade visual para a inauguração mostrando a marca.
Auxilia a criar um ambiente mais harmonioso.

Realização: Pode também ser virtual. Com muita divulgação. O benefício é que não tem
despesas, mas a inauguração física é a melhor, mais rica e com melhores resultados.

Materiais: Deve ser considerado o conceito do produto ou serviço que será inaugurada.
Deve atrair o público e não para simplesmente inaugurar. Produzir folder ou outro material
que apresente e divulgue a atividade. O mais importante na hora de planejar o evento de
lançamento é que ele deve estar alinhado com a essência do que será divulgado.

Relacionamento: Antes mesmo de realizar qualquer inauguração, já planeje como fará o


gerenciamento do relacionamento com o público interessado.

Capriche nas dicas de marketing. Crie um mailing formado a partir de dados já existentes,
dos contatos já realizados, sites ou nas mídias sociais.

Mailing: É um banco de dados que reúne nomes, endereços e dados adicionais de consumidores
e prospectos (pessoa não consumidora de um determinado produto ou serviço que tem potencial
de vir a se tornar um consumidor) para serem utilizados em marketing direto, tais como mala
direta, marketing direto, tais como mala direta, telemarketing e correio eletrônico

Marketing: É um conjunto de atividades orientado a entender e


atender as necessidades do cliente.

"É preciso ter ESPERANÇA, mas ter esperança do verbo esperançar; porque tem gente que
tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança,
é Espera. ESPERANÇAR é se levantar, é ir atrás, é construir, é não desistir!
ESPERANÇAR é levar adiante, esperançar é juntar-se com
outros para fazer de outro modo...” Paulo Freire

96
27. INTERCÂMBIO

DEFINI- OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


ÇÃO ÇÕES

É um Trocar ex- Para permuta, Busca o desenvolvimento, Demanda


processo periências e troca de ampliando conhecimentos grande
interativo, saberes de experiências e de para aperfeiçoamento; tempo;
em que um saberes sobre uma
relações Mostra mutuamente soluções Requer
grupo de realização concre-
pessoas ou recíprocas ta concluída ou em locais para problemas iguais; recursos
individual- de ordem andamento, no financeiros
mente, comercial, sentido de que Fornece soluções e adicionais;
com inte- cultural possibilite aos alternativas;
resse co- social entre participantes a Conforme
mum e con ampliação do Mostra e amplia conhecimen- o local do
instituições tos e experiências;
condições conhecimento e intercâm-
ou nações;
semelhan- da experiência bio
tes visita existentes, a fim Visualiza “in loco” inovações; depende
Dialogar
um deter- de que possam de
com Estimula a capacidade
minado aperfeiçoar o pro- condições
local, onde pessoas de cesso de produção de tomada de decisões; climáticas;
existe uma grupos e da atividade afim;
experiência classes Estimula a confiança sobre as Alcance
concreta sociais Para reciprocidade informações trocadas; limitado.
sobre o iguais. e ampliação de
tema. relações. Possibilita a retribuição.

Obs. Assemelha-se ao método EXCURSÃO (página 67) neste Manual. Porém tem como
característica o diálogo entre pessoas de grupos e classes sociais iguais.

Conhecido também como INTERCÂMBIO DE CONHECIMENTO.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: varia de acordo com a distância do local e o tipo de experiência a ser visitada.
Existe intercâmbios de uma manhã ou tarde, como de 1 (um)dia até uma semana ou mês.

Procedimentos para realização: Identificar experiências exitosas que sejam coerentes com
a necessidade de aprimoramento do grupo ou da pessoa. Se for com um grupo que será
levado pelo extensionista, verificar a possibilidade de realizar uma visita ao local a ser
visitado, a fim de saber o andamento da experiência ou o resultado, analisando a
oportunidade do intercâmbio. Apresentar ao grupo interessado em realizar o intercâmbio
as experiências identificadas E as condições atuais para a visita. Avaliar e definir, com o
grupo, a importância ou necessidade da experiência a ser conhecida.

Grupo: Negociar com o grupo a ser visitado os objetivos e os procedimentos necessários à


data, horário e duração do intercâmbio e as providências necessárias. Definir, com o grupo,

97
o tipo de transporte para o local e as despesas necessárias. Definir com o grupo, o número
de participantes do intercâmbio, a fim de não prejudicar o objetivo a alcançar e permitir o
controle do grupo. Providenciar o material e os recursos necessários

Execução: Orientar o grupo sobre os pontos mais importantes que devem ser observados e
discutidos, sobre o tema comum interessado, durante a visita e assumir o compromisso de
socializar as informações obtidas com as demais pessoas que não participaram do
intercâmbio.

Socialização das informações: É interessante que o conteúdo recebido no intercâmbio seja


registrado repassado para companheiros de trabalho, realizando relatórios e informações,
disponibilizando-as a quem interessar. Para isso estimular o grupo para que obtenham o
maior número de informações possíveis sobre o conteúdo e experiência vivenciada,
observando e realizando perguntas que possibilitem esclarecer as dúvidas e conhecer
melhor o que o grupo anfitrião deseja mostrar ou explicar. Animar o processo de troca de
experiências, assessorando o grupo com os esclarecimentos necessário.

Avaliação: Realizar uma avaliação participativa com o grupo sobre os objetivos esperados.

Obs. Existem métodos de intercâmbios de experiências denominados “camponês a


camponês”, onde o resultado é um processo de construção do conhecimento de algum
assunto de interesse, interligado por redes de agricultores, que partilham seus saberes.
Essa metodologia consiste no intercâmbio de conhecimentos onde, a forma de
compartilhamento, são os diálogos que se baseiam em investigação e ações coordenadas e
dirigidas pelos camponeses. Com orientações extensionistas.

Obs. LER também o método EXCURSÃO (página 67) neste Manual.

28. JORNADA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


ÇÕES

Encontros Discutir Para discutir periódica- Contribui para o Se houver


específicos de mente temas que não desenvolvimento muitos
periódica-
grupos de foram ou que não serão de atividades do participan-
profissionais para mente debatidos, normalmente assunto a ser tes pode
discutir assuntos em congresso; discutido; faltar a
assuntos de
de interesse da oportuni-
área; interesse de Similar a estrutura de As conclusões dade para
congresso, em escala podem definir alguns
um grupo
Promovidas menor, com menor linhas norteado- participa-
geralmente por profissional. número de participantes, ras para os rem.
entidades de já que são realizadas em tra balhos em
classe. âmbitos regionais. grupo.

Obs. LER também o método “CONGRESSO” (página 37) neste Manual.


PASSOS PARA EXECUÇÃO

98
Duração: Tem duração de 2 (dois) a 5 (cinco) dias. Pode perdurar por vários dias,
dependendo da complexidade e tamanho do evento.

Planejamento:

Comissão: A primeira providência é criar uma comissão para definir as estratégias, a


metodologia e a operacionalização necessária à realização da jornada, designando um
coordenador geral. Escolher a Temática contendo justificativa e os objetivos do evento.

Coordenação do evento: a designação de um coordenador geral é indispensável. Sua


atribuição é de grande responsabilidade, pois de uma coordenação competente depende o
êxito da jornada.

Designação dos responsáveis pelas tarefas: do formato e da estratégia adotados


dependerão as diversas tarefas e a quantidade de responsáveis a serem indicados,
igualmente indispensáveis para levá-las a bom termo.

Financiamento e patrocínio: os contatos com agências oficiais, nacionais e internacionais, e


com empresas com o objetivo de levantar recursos para a realização dos eventos devem ser
efetuados a partir de um projeto bem elaborado, contendo objetivo, justificativa,
programa, público-alvo, cronograma de execução, planilha de custos, benefícios para os
patrocinadores. As agências oficiais possuem normas e prazos próprios.

Patrocínio: A captação de recursos exige do profissional conhecimento da linguagem de


marketing, familiaridade com a quantificação do valor do benefício que seu projeto
proporcionará ao patrocinador e do valor da logomarca que está sendo apresentada. O
projeto deverá ser bem detalhado.

Formato: deve-se pensar no formato do evento com base em dados concretos: resultados
desejados, tempo disponíveis, espaço físico, infraestrutura, custos, número de
participantes.

Levantamento de custos: Montar o orçamento colocando todos os custos: locação de


espaço físico, equipamentos, confecção e impressão de material de apoio, expedição de
correspondência, construção de site, transporte e hospedagem de convidados, contratação
de serviços de gravação, recepção, mestre de cerimônias para as solenidades de abertura,
tradução simultânea, alimentação, publicidade, imprensa e demais investimentos para o
evento Jornada. Ver ORÇAMENTO página 205 neste Manual.

Apoio cultural: Diferente do patrocínio. Nesse caso é com a permuta de bens e serviços.

Incentivos fiscais: Procurar leis de incentivo à cultura que permitem a redução do valor dos
impostos federais, estaduais e municipais do patrocinador que investe em cultura.

Cronograma e execução do evento: inclui- definição da data, planejamento e execução de


cada etapa dos trabalhos;

99
Lista dos convidados: público, palestrantes, cientistas, pesquisadores;

Reserva do local: Com antecedência, de preferência através de contratos;

Transporte/ hospedagem: Negociação, unidades, custos

Materiais a serem utilizados: Recursos audiovisuais e confecção de materiais a serem


utilizados e distribuídos e utilizados;

Divulgação: Antes, durante e pós-evento, imprensa, internet, site do evento, contendo


todas as informações a respeito, com inscrição on-line.

Contratação de Serviços: Alimentação, manutenção, gráfica, brindes, suprimentos de


escritório, vídeos, registro documental, secretaria, transporte, tradução simultânea e
mestre de cerimônias.

Elaboração de certificados: verificar os procedimentos para a emissão, assinatura do


responsável, e a forma de entregá-lo.

Conclusões: Podem definir linhas norteadoras para os trabalhos em grupo, também podem
servir de diretriz para a classe. Elaboração de anais e agradecimentos.

Obs. Ler também o método “CONGRESSO” página 37 neste Manual.


“Jornada é o trajeto, a caminhada, a viagem que se percorre
no dia ou dias distinguido por um acontecimento importante”.

29. MESA - REDONDA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


ÇÕES

Reunião de quatro a oito Debater e Serve para Em alguns Pode-se


pessoas, geralmente discutir confrontarem momentos perder
especialistas que, sentados determinado com os tem o poder tempo
em semicírculo, debatem e tema. diferentes legal de com
apresentam seus pontos de pontos de vista;
decisão sobre assuntos
vista sobre um assunto algum tópico sem im-
polêmico, controvertido, Discutir um Pode ser Aberta, importante; portância
de interesse, onde o tema que permite a nesses casos ou fugir
público assiste a apresenta-
principal com intervenção de os do as-
ção e pode ou não ter debate uma platéia por participantes sunto em
permissão para participar. posterior, meio de têm em mãos questão.
É uma reunião clássica; através de perguntas ou a
expositores Fechada, que oportunidade Discor-
Normalmente está inserida que apre- limita a de escolher dância
em eventos mais abrangen- sentam suas participação aos democrática- séria de
tes, por exemplo, congres- idéias, mode- próprios inte- mente o pensa-
so, fórum, seminário, radas por um grantes da mesa; futuro de mentos;

100
conferências, etc. coordenador. A mesa- redonda algo;
agrega muito Se o
É utilizada quando o assun- valor a Cria um clima assunto
to ainda não está consoli- conferências e propício à não for
dado e suscita discussões; congressos; franca troca de inte-
de idéia. resse da
Pode ter caráter decisório, Necessita de platéia
onde os membros decidem planejamento, gera
de forma democrática o preparação e imparcia-
destino de algo. liderança forte. lidade.

Obs. LER também CONFERÊNCIA (página 22); CONGRESSO (página 37) e


PAINEL (página 117) neste Manual

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: 1 (uma) hora, podendo se prolongar por 30 (trinta) minutos.

Planejamento: Definir o foco, porque nem sempre as questões a serem discutidas são
simples e organizadas. Quanto mais concentrado no foco mais bem sucedido será o evento.
Definir local, data, hora, convites, logístico como serviço de copa como água, café,
açúcar/adoçante, xícaras para chá e café, copos descartáveis ou de vidro, chás, leite em pó,
se necessário contratar garçom e copeira. Definir previamente qual a dinâmica a ser
adotada pelo coordenador. Elaborar roteiro do locutor para a solenidade de abertura.
Montar regras para os expositores e platéia. Checar o funcionamento dos equipamentos, a
quantidade e a padronização das cadeiras, bem como a disposição de material publicitário
no local. Checar a iluminação, verificar se há cortinas e persianas, pois a incidência de sol
nos diversos períodos do dia pode prejudicar a realização do evento. Checar a limpeza do
local. Em geral as mesas-redondas não exigem nenhum esquema de decoração especial.
Caso o evento envolva um grande número de participantes, inclusive com a presença de
diversas autoridades e especialistas, devem ser elaborados crachás de identificação.
Montar a programação através de uma agenda ampla com grande potencial para discussão.

Convidados: Público interessado conforme objetivo. A qualidade de uma mesa redonda


depende de seus participantes. Ter um processo seletivo criterioso para definir quem
convidar ou a participar das rodadas.

Moderador ou coordenador: É o papel chave na mesa-redonda. Eleger previamente o


moderador para presidir e coordenar os trabalhos. Com a função de:

 Tem que ser firme.


 Dar início à reunião, com os debates.
 Elucidar o objetivo desta congregação de especialistas.
 Propõe o assunto que será enfocado e também apresenta os expositores.
 Muitas vezes tem que definir a discussão.
 Ditar as regras da mesa-redonda. Esclarecer o tempo que cada expositor tem a sua
disposição bem como a duração total da mesa-redonda, entre outras atribuições.

101
 Ditar as regras da mesa-redonda.
 Articular os temas em discussão.
 Envolver os participantes menos confiantes.
 Intervir quando for preciso, principalmente controlando com rigidez o tempo.
 Manter a discussão em movimento de uma forma descontraída, mas proposital.

Execução: Em geral:
 Os trabalhos são iniciados pelo coordenador ou moderador que inicia apresentando
cada um dos membros da mesa que são pessoas gabaritadas em determinados
assuntos que serão os da pauta.
 O coordenador das atividades após apresentar os membros da mesa, apresenta o
secretário (a) que elaborará a ata e também se apresenta.
 Informa sobre as regras dispondo, mostrando objetivos, expondo o tempo de
exposição para cada um da mesa, orientando a todos os participantes para que as
discussões se mantenham em torno do tema principal e outras atribuições.
 Os expositores farão suas exposições orais. Cada participante apresenta sua
posição pelo tempo de 7 (sete) a 10 (dez) minutos. Neste agrupamento cada
integrante pode expressar seus pensamentos livremente.
 Ao término das exposições, os debates por meio de comunicação verbal podem
ocorrer apenas entre os membros da mesa (mesa-redonda fechada) ou podem ser
estendidos à platéia, ouvintes ou telespectadores (mesa-redonda aberta).
 Após a apresentação, os debatedores discutem o tema entre si, utilizando cerca de
2 (dois) minutos para cada pergunta e 2 (dois) minutos para cada resposta. São
admitidas perguntas, respostas e réplica, mas nunca tréplica.
 Quase sempre há o que se costuma chamar de primeira “rodada”, durante a qual
cada especialista expõe seu trabalho no prazo combinado; do contrário, o
coordenador terá a obrigação de frear sua apresentação.
 Em algumas mesas redondas é viável a produção de uma fase de transição, durante
a qual os expositores direcionam perguntas uns aos outros e debatem
pensamentos discordantes. Só depois são abordados pelos presentes. Mesa-
Redonda e Painel se distinguem justamente neste ponto.
 Caso a mesa-redonda for Aberta o público pode finalmente fazer seus
questionamentos tirando suas dúvidas, seja através de perguntas redigidas em um
pedaço de papel e entregues aos monitores, que as encaminharão ao moderador,
ou verbalmente quando se dirige diretamente ao convidado que lhe interessa
interrogar.
 As respostas são dadas na hora, ao vivo ou quando falta tempo, enviadas ao
interlocutor, posteriormente, via correio eletrônico, no caso de o evento ser
televisionado.
 O coordenador define o tempo para cada pergunta, caso contrário há participantes
que se esquecem do tempo e faz um discurso em vez de uma pergunta.
 Quando o tempo se esgota o moderador intervém novamente e conclui o encontro,
lembrando sempre a importância dos presentes para o desenvolvimento da
reunião.
 Findos os debates, a ata do evento deve ser lida e aprovada por todos, bem como é
comum a elaboração de monções e aprovação pelos membros da mesa.
 Tradicionalmente, a ordem dos trabalhos resume-se a: presidência da mesa,
questões de ordem, assuntos antigos, assuntos novos, atas, monções e votação.

102
Também outras ordens dos trabalhos podem ser adotadas sem prejuízo do
desenvolvimento das atividades.

“A diferença básica entre a mesa-redonda e simpósio é que na mesa-redonda


os expositores debatem entre si os temas apresentados”.

30. MOSTRA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA- LIMITA-


GENS ÇÕES

Exibição pública de bens, Expor bens, Para reunir Relacio- Seleção


produtos artísticos, produtos e participantes que namento errada
científicos, histórico, peças artísticas exibem e/ou direto de
cultural, inovações demonstram seus com o público,
para
tecnológicas e trabalhos público resulta
metodológicas, peças divulgação pessoalmente, em
publicitárias como folhetos, histórica, sem utilizando recursos desinte-
catálogos, brindes, objetivo de diversos (imagem, resse.
prospectos, folders, etc. venda podendo vídeo, som,
que podem contribuir para ser itinerante desenhos, textos)
o desenvolvimento de uma ou não. para ilustrar a
área do conhecimento. apresentação.

Obs. LER também EXPOSIÇÃO (página 69) neste Manual

PASSOS PARA EXECUÇÃO

Duração: Em média 5 (cinco) dias

Planejamento: O planejamento ocorre como os demais eventos/métodos

 Montar a equipe organizadora, com os papéis específicos;


 Definir a data, o local e o tema com antecedência;
 Selecionar o público e fazer o convite;
 Definir o que vai ser exposto e como será a participação da organização;
 Produzir materiais de divulgação direcionados ao interesse do público-alvo (folders,
folhetos, releases, etc.);
 Estabelecer a infraestrutura necessária para a realização do evento;
 Realizar a divulgação da Mostra. Espalhe cartazes, divulgue no site e outros meios
que o local permitir;
 Prever orçamentos;

103
31. DIFERENÇAS BÁSICAS

D I F E R E N Ç A S B Á S I C A S

EVENTO CARACTERÍSTICA

EXPOSIÇÃO Promoção do evento: instituição / entidade;


Organizadora / outros;
Os expositores não têm autonomia;
O promotor é quem estabelece as regras para o evento.

FEIRA Promoção do evento: entidade organizadora;


Estandes: autônomos;
Os expositores têm objetivos mercadológicos, coordenam
a sua apresentação e a venda dos produtos;
O promotor é quem estabelece as regras para o evento.

FESTA Promover comemoração de um assunto. Com várias atrações.

MOSTRA Sem objetivo de venda.

SALÃO Promover e divulgar produtos, visando criar entre os


consumidores uma imagem positiva das empresas
participantes. Seu objetivo é a promoção da imagem da
empresa e não a comercialização imediata. Tem características
da Feira.

32. MUTIRÃO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTA- LIMITA-


ÇÃO GENS ÇÕES

É o auxílio que prestam uns aos Agilizar e Para Desperta o Caso não
outros membros de um garantir um qualquer espírito de seja bem
determinado local; objetivo, iniciativa trabalhar planejado
em equipe e pode
mobilizando coletiva
Realizada através de um sistema cooperação; haver
de rodízio e sem hierarquia. coletivamen- para a descon-
Serve para somar esforços para te com ajuda execução Exercita o tenta-
resolver problemas iguais, mútua e de um senso de mento por
tendo também como benefício prestada serviço não ajuda parte de
comum; mútua; alguns
gratuitamen- remunera-
te. do. participan-
Desenvolve
Qualquer mobilização de tes.
o trabalho
indivíduos, coletiva e gratuita,
participativo.
para execução de serviço que
beneficie uma comunidade.

104
PASSOS PARA EXECUÇÃO

Duração: Conforme o conteúdo, por exemplo, se for de colheita somente o período, se for
mutirão de culturas, é outro período, se for mutirão de construção de qualquer edificação é
o tempo que leva para o trabalho.

Planejamento: O planejamento ocorre como os demais eventos/métodos

 Montar a equipe organizadora, com os papéis específicos;


 Definir a data, o local e o tema com antecedência;
 Montar objetivos;
 Montagem de equipes: de coordenação geral, de mobilização, de treinamentos,
financeiro, de compras de materiais, de recursos da comunidade, administrativo,
de execução e outras que necessitar;
 Selecionar o público e realizar o convite;
 Etapas para o desenvolvimento do Mutirão: Preparação: seleção de público,
seleção de prioridades, reuniões para orientação, montagem do cronograma,
execução, tabulação de dados, avaliação;
 Cada tema de mutirão é um cronograma diferente. “Por exemplo, mutirão para
construção de proteção de fontes de água”. O cronograma tem envolvimento com
Prefeitura, saúde, fiscalização, etc.

“Unidos venceremos. Divididos cairemos”.


Bob Marley

33. OFICINA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


ÇÕES

É a reunião de Construir ou Para a construção Pode fazer O método


pessoas de um reformar coletiva de um parte indica que é
mesmo segmento, coletivamente saber, de análise integrante da uma
com interesses um da realidade, de programação construção,
similares, determinado confrontação e de evento de portanto é
geralmente tem produto ou intercâmbio de maior porte necessário
caráter educativo. tema. experiências, em como uma sair um
O expositor utiliza a que o saber não se Semana produto, um
sua experiência Centraliza em constitui apenas Especial, resultado e
para abordar o torno de uma no resultado fim Congresso ou um
tema título e questão, cuja do processo de de um encaminha-
trabalha junto com elaboração aprendizagem, Seminário; mento.
os participantes o acontece em mas também no
levantamento de um contexto processo de Serve para Caso
problemas e a social. construção do discutir e tratar contrário o
apresentação de conhecimento. de problemas e método não
soluções possíveis. potencialidades. é Oficina.

105
PASSOS PARA EXECUÇÃO

Duração: O recomendado é um período de 1 (um) a 3 (três) dias.

Público: Recomenda-se o máximo de 30 (trinta) participantes.

Planejamento:

 Antes: Análise da demanda: Análise de fatores internos e externos que contribuem


e delineiam sua possibilidade de existência e desenvolvimento.

 Fator Interno: Instituição e parceiros - Verificar se é possível realizar a oficina, tem
orçamento, ponto de visto financeiro e ideológico, verificar o que já foi realizado, o
que deu certo e não deu certo, a instituição tem condição de comprometer-se com
o pós-evento.

 Fator Externo: Participantes, público de forma geral - Selecionar o público de
acordo com o tema, verificar se o tema é realmente o que o público está querendo.
Se essa necessidade é interessante que seja do público e da instituição, verificar
qual a característica desse público. Se possibilita que a coordenação tenha
conhecimento dos participantes e possa realmente realizar a oficina de acordo com
o desejado. Verificar a receptividade do público com o tema escolhido.

 Organização da idéia: definindo os objetivos, analisando a demanda de parceiros e
participantes, definindo os fatores externos e internos.

 Montagem de equipes: de coordenação geral, de mobilização, de treinamentos,
financeiro, de compras de materiais, de recursos da comunidade, administrativo,
de execução; e demais que necessitar. Às vezes o próprio extensionista faz tudo
sozinho. Mas é interessante trabalhar em equipe, porque obtém melhor resultado.

“OFICINA: É onde se elabora, constrói , fabrica ou conserta algo.


Portanto esse método Oficina tem que sair um produto”.

106
PLANEJAMENTO:
Planejamento

 Planejamento: Montar a programação, local, hora, objetivos;


 Selecionar as dinâmicas e técnicas adequadas;
 Preparar materiais de apoio e logístico necessário;
 Orçamento;
 Compromisso da Instituição e parceiros: o quanto a instituição e parceiros se
comprometem com o trabalho do tema e seus desdobramentos, por exemplo, uma
oficina que desdobra em palestras ou pesquisas;
 Convite, sensibilização do público;
 Durante: Vivendo a Oficina - O início é como todo evento. O coordenador faz o
acolhimento repassando os objetivos e metas a serem alcançadas. Existem várias
dinâmicas que podem ser utilizadas como aquecimento, preparação de grupo, etc.

107
para favorecer a integração. O especialista inicia com o tema para sensibilizar o
publico na oficina é recomendável ter a parte teórica e a demonstração da prática;
 No desenvolvimento da oficina, que é o terceiro momento do esquema acima é
Interessante dividir o público em subgrupos de trabalho, para discussão e
montagem de propostas ou encaminhamentos referente ao tema, promovendo a
construção do conhecimento de forma coletiva;
 Plenária do resultado dos grupos.
 Término: No encerramento da Oficina, faz necessário realizar a avaliação que
servirá para a indicação de novos rumos e propostas de novas oficinas para
continuidade do tema, se houver necessidade. É feita pelos participantes que
poderá ser verbalmente, escrita, cênica, proporcionando leitura individual e
coletiva do acontecido.
Cênicas ou Cénicas: São todas as formas de arte que se desenvolvem num palco ou local de
representação para um espectador público. Como dança, teatro, circo, comédia, ópera.

 Pós oficina: Monitoramento e acompanhamento posterior para auferir resultados e


avaliações.
Obs. LER também “WORK SHOP (página 188); FÓRUM (página 89) neste Manual.

34. OLIMPÍADA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILI- VANTAGENS LIMITAÇÕES


ZAÇÃO

Evento técnico e Valorizar, Para Possibilita um Questão de clima


competitivo onde destacar, pretender tradicionalismo do pode influenciar
se trata de todas as incentivar evencer em evento entre os em algumas
fases de uma de difundir tec-
valor, produtores; atividades da
uma determinada nologia e de-
qualidade e olimpíada;
área. Por exemplo: senvolvimento ou Proporciona retorno
cadeia do leite; do setor em quantidade; aos participantes, Desanimo de
pauta; não só em questão participação por
Difusão de tecno- Para de prêmios, mas questões
logia onde são Trocar incentivar a também todo o diversas, por
realizadas outras experiências; integração e conhecimento exemplo, em
atividades como organização adquirido; função da
Negociar e
torneios, julgamen- possibilitar a dos comercialização
tos, seminários, produtores; Possibilidade de com baixo valor
competitivi- do produto da
encontros, leilões, dade; participar de
Para aper- olimpíada;
cursos, gincanas, simpósio, cursos,
feiçoar co-
mostra de produ- Propiciar painéis, palestras,
nhecimento É um evento
tos derivados do melhoria seminários e outros
e conhecer caro. Havendo
conteúdo da contínua do novas métodos utilizados
necessidade de
olimpíada e outras assunto a ser durante o evento
técnicas. muitos
atividades. tratado. para adquirir
patrocinadores.
conhecimentos.

108
Obs. LER também EXPOSIÇÃO (pag. 69); FESTA (pag.85); FEIRA (pag. 74); PALESTRA
(pag.120), TORNEIO (pag. 161) e CONCURSO (pag. 33) neste Manual

Obs. Há possibilidade de realizar diversos tipos de olimpíadas. Também pode ser realizada
dentro de outro evento maior, como por exemplo, uma grande exposição de todos os
níveis. Ou simultâneo aos grandes eventos.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO DE UMA OLIMPÍADA BASEADA NA OLÍMPIADA DO LEITE

O que é: Olimpíada do Leite tornou-se tradição. É um evento técnico voltado a todas as


fases da cadeia do leite. Ele acontece todos os anos na cidade de Umuarama (PR). Iniciou
em 2004 e neste ano de 2017 já está na sua 14ª edição.

Realização: SEAB – Núcleo regional de Umuarama e o Instituto EMATER é parceiro.

Duração: A Olimpíada do Leite é de 4 dias. Mas uma Olimpíada pode durar até 12 dias.

Objetivo: Desenvolver o setor pecuário regional e estadual, de forma a trazer benefícios


para os produtores que trabalham com essa atividade. Incentivar a produção de leite na
região.

Constituição de equipe da organização: O Município tem conhecimento de quais


entidades, pessoas, organizações, e parceiros poderão participar da equipe que deverá ser
constituída de representantes dos parceiros interessados no evento. Cada um com as suas
responsabilidades e transformar essa equipe em sub equipes com mais componentes. É
necessário buscar profissionais competentes e com vastos conhecimentos quanto ao tipo
de evento a ser realizado. Montagem da coordenação e subcomissões.

Planejamento: Planejar como todo o evento exige. O ideal é colocar as ideias no papel e
começar um grande planejamento a partir de interesses e gostos em evidencia, colocando
as ideias em prática para transformar uma simples festa no maior evento já visto.

Montagem do Projeto: O projeto deverá ser elaborado com toda equipe. Montar um
Projeto contendo a justificativa, os objetivos em cima do que se pretende a
operacionalização, resultados esperados e outros itens que achar necessário.

Planilhas: Contendo as pontuações gerais da Olimpíada e todos os eventos ou métodos


realizados durante o evento, baseado no regulamento e utilizado para o julgamento.

Elaboração do regulamento: Caso haja eventos anteriores o regulamento pode ser baseado
e adaptado aos montados anteriormente.

Elaboração da marca: Logo e slogan sempre são adaptados aos anteriores. De forma que
chame a atenção. No caso da Olimpíada do Leite o desenho é diferente a cada ano.

Reunião com os envolvidos: para apresentação do projeto e adaptações do mesmo e


formação de comissões.

Participantes: Produtores de leite de em torno de 38 municípios diferentes.

109
Divulgação: A divulgação é realizada a nível nacional através dos meios de comunicação
local e regional. É realizado panfletos, banners, faixas, etc.

Recursos Financeiros: oriundos da SEAB, de programas de política pública, municípios


conveniados, empresas privadas e entidades de interesse.

Estratégia de ação:

 Reúne os animais inscritos, promovendo entre estes, torneio leiteiro, através de


ordenhas sucessivas durante o período do evento, em torno de 4 (quatro) dias,
para saber qual é a melhor vaca leiteira do estado e ao final recebe prêmios os que
se destacarem na produção.
 Reúnem os produtores, empresas privadas, segmentos do serviço público, bem
como integrantes da comunidade em geral para difusão de técnicas de ordenha,
alimentação, manejo e sanidade diferenciadas para a produção de gado leiteiro.
 Nas Olimpíadas já foram e são realizados diversos tipos de métodos, como:

 Torneio leiteiro;  Palestras: com a finalidade de


 Julgamentos; discutir assuntos técnicos e
 Seminário; tecnologias voltadas ao setor;
 Painel;  Encontros de produtores;
 Simpósio: voltados para a  Leilões;
bovinocultura, abordando temas  Jogos leiteiros: de diversas
como a criação de bezerras, modalidades como futebol,
desmama, gestão de pastagens vôlei, truco, etc.
e outros temas voltados a  Gincanas como retirada do
realidade do produtor; jaleco, bexiga cheia, corrida do
 Encontro de lideranças: onde saco, etc.;
autoridades e dirigentes se  Campeonatos;
reúnem para conhecer e  Mostra de produtos e
debater a elaboração de derivados de origem láctea;
projetos para o Estado, uma  Concurso: do doce, etc.
forma de levar conhecimento  Obs. Os eventos técnicos da
aos municípios para que possam Olimpíada são abertos também
captar recursos para investir na para alunos dos cursos de
produção leiteira; medicina veterinária, zootecnia,
 Cursos: diversos como técnico agrícola, professores,
Derivados do Leite, Delícia do profissionais da área,
Leite e outros de interesse do produtores e todas as pessoas
público; interessadas.
Inscrição de animais: A inscrição é realizada através de formulários próprios. Em torno de
mais de 400 animais são inscritos, em torno de 250 produzem leite durante o torneio
gerando cerca de 10.500 litros de leite que é vendido e o valor correspondente a cada
animal é repassado ao proprietário.

110
Comissão de julgamento: No julgamento são obedecidas as pontuações conforme as
modalidades e já pré definidas no regulamento.

Classificação: São diversas raças participantes, onde há regulamentos que devem ser
respeitados nas classificações.

Premiação: Alguns prêmios são ofertados pelos parceiros como a sociedade rural,
entidades interessadas nas olimpíadas. A premiação é para diversos tipos de modalidades
como campeãs, melhor ordenador manual e outros. Os prêmios têm que despertar
interesse. Já foram entregues prêmios como: poço semi-artesiano, moto zero quilômetro,
viagens com acompanhante ao nordeste, R$ 3.500,00 em ração, ordenhadeiras, novilha
Jersey, R$ 3.000,00 e outros valores em sêmen, 12 T de presecato e outros prêmios que
cativam o participante.

Os primeiros vencedores tomam o tradicional banho de leite. Onde é jogada em suas


cabeças litros de leite em comemoração a vitória.

Limitações: - No caso da Olimpíada do leite encontra em alguns produtores de leite o


desanimo em relação ao valor baixo pago pelo litro que mal cobre os custos;
- Falta entendimento de algumas pessoas sobre o valor saudável do leite que é necessário e
importante a mesa das pessoas.

Avaliações: Realizada antes, durante e depois com todos da equipe.

34.1 REGULAMENTO GERAL DA OLIMPÍADA DO LEITE.


Obs. O conteúdo do regulamento está na íntegra, apenas foi alterado tamanho de letra,
formato e espaçamento. O conteúdo do regulamento serve como exemplo.

OLIMPÍADA DO LEITE 2017


REGULAMENTO GERAL
TORNEIO LEITEIRO:
CAPÍTULO 1
DAS FINALIDADES DO TORNEIO LEITEIRO

Art. 1º - O 14º Torneio Leiteiro da Olimpíada do Leite de 72 horas de Umuarama, doravante


designado simplesmente Torneio, realizar-se-á no Parque de Exposições de Umuarama nos dias 13 a
19 de março 2017.

Art. 2º - Finalidades:

a) Demonstrar e avaliar através dos animais concorrentes, o grau de desenvolvimento da


Pecuária Leiteira Regional, objetivando maiores índices de produtividade;
b) Estimular a produção leiteira da entressafra, através do manejo adequado das fêmeas de
alta produção;
c) Aperfeiçoar as técnicas do manejo e higiene da produção;
d) Estabelecer um melhor contato entre produtores e criadores, servindo como elemento
de ensino e divulgação;
e) Difundir tecnologias como meio de melhorar a produção, a produtividade e a sanidade da
agropecuária do arenito caiuá, com sustentabilidade;
f) Diversificação rural como meio viável para incrementar os  Inscrição de animais;
lucros das propriedades do arenito caiuá; * Recebimento de animais;
Art. 3º - O torneio deverá obedecer o seguinte desenvolvimento: * Execução do torneio;

111
CAPITULO II
DA INSCRIÇÃO
Art. 4º - Poderá concorrer como participante, todo e qualquer que dedique a exploração
leiteira da região da amerios e convidados.

Parágrafo 1º - Os participantes deverão fazer suas inscrições até o dia 10 de março de 2017.
Parágrafo 2º - Cada produtor poderá inscrever até quatro animais para cada categoria,
prevista no Art. 5º, desde que não inscreva mais de 12 animais em todo o Torneio.
Paragrafo 3º - Os animais do torneio leiteiro deverao dar entrada no parque de exposição até
dia 13 de março.
Paragrafo 4º - Os animais deverao ser inscritos no torneio leiteiro até 14 de março as 12h00.
Paragrafo 5º - O animal concorrera em nome do produtor que inscreve-lo no torneio
independente da origem do GTA.
Parágrafo 3º - Fica vedado a substituição de animais no torneio após a ordenha de esgota,
que será realizada no dia 14 de março de 2017 as 19h00min.
Parágrafo 4º - Só será aceita a inscrição de animais com produção diária conforme tabela
abaixo. Esta observação será feita na propriedade, por técnicos designados pela comissão
executiva.

0
6 – Considera - se vacas de primeira cria, animais que possuem até 4 dentes permanentes.

CAPITULO III
DOS PRÉMIOS
A Comissão Executiva destinará aos concorrentes do Torneio Leiteiro prêmios de conformidade
com a classificação obtida no Torneio Leiteiro:
3 (três) Ordenha ou 2 (duas) Ordenha
Premiações Especiais
01) Grande Campeã Geral 04) Grande Campeã aproximação 20 kg
02) Grande Campeã aproximação 40 kg 05) Melhor vaca Jersey
03) Grande Campeã aprox. 30 kg 06) Grande Campeã Vaca suprema 1ª cria

01) Campeã Vaca Holandesa 12) 3º Lugar Jersolando


02) Reservada Campeã Vaca 13) Campeã Vaca mestiça
Holandesa 14) Reservada Campeã Mestiça
03) 3º Lugar Vaca Holandesa 15) 3º Lugar mestiça
04) Campeã Vaca Jersey 16) Campeã Novilha Holandesa
05) Reservada Campeã Vaca 17) Reservada Campeã Novilha Holandesa
Jersey 18) Campeã Novilha Jersey
06) 3º Lugar Vaca Jersey 19) Reservada Campeã Novilha Jersey
07) Campeã Vaca Girolando 20) Campeã Novilha Jersolando
08) Reservada campeã Vaca 21) Reservada Campeã Novilha Jersolando
Girolando 22) Campeã Novilha Girolando
09) 3º Lugar Vaca Girolando 23) Reservada Campeã Novilha Girolando
10) Campeã Vaca Jersolando 24) Campeã Novilha Mestiça
11) Reservada Campeã 25) Reservada Campeã Novilha 26) Melhor
Jersolando Ordenhador

112
27) 2º melhor ordenhador 28) 3º melhor ordenhador
Observação: Se for comprovado fraude, por exemplo emprestimo de vaca, as partes envolvidas
perderao o direito de participar do torneio leiteiro por 5 anos, e serao obrigados a devolver o valor
do premio no preço de mercado atual.
CAPITULO IV
DO RECEBIMENTO E MANUTENÇÃO DOS ANIMAIS

Art. 5º - Somente serão admitidos animais mansos, que se apresentarem munidos de meios
que assegurem a sua perfeita contenção e conduta.
Parágrafo Único – So Poderão participar animais no pavilhão.
Art. 6º - Uma vez admitidos no torneio leiteiro, os animais serão distribuídos nos pavilhões
por ordem de chegada no parque de exposições.
Art. 7º - Os animais destinados ao torneio leiteiro deverão ser acompanhados de tratadores e
ordenhadores não será admitido ordenha com terceiros.
Parágrafo 1º - Os tratadores poderão ser ordenhadores dos animais.
Parágrafo 2º - É permitida a adiministração de ocitocina.
Parágrafo 3º – Apos a colocação das teteiras, sera permitido a retirada da mesma para pojar
os bezerros desde que não ultrapasse os 16 minutos destinados a ordenha.
Parágrafo 4º- Os ordenhadores deverão estar munidos do material indispensável para uma
ordenha higiénica: balde, toalha, água, desinfetante, macacão ou guarda-pó, gorro, etc.
Art. 8º - Os tratadores e/ou ordenhadores empregados dos participantes do torneio, ficam
sob a direção da Comissão Executiva, devendo prestar todo o respeito, acatando ordens
relativas ao serviço que lhes estiver afeto.
Art. 9º - A Comissão Executiva fornecerá gratuitamente a cama e a silagem para os animais.
Parágrafo 1º - A alimentação ficará a critério do produtor, e será supervisionada pela
Comissão Executiva, e obedecerá normas e padrões, de acordo com as necessidades
nutricionais e com ingredientes regionais disponíveis para a época do torneio.
Parágrafo 2º - Poderá ser administrado a alimentação volumosa de qualquer tipo. Exemplo:
silagem, feno, guandú, leucena, napier, etc.
Art. 10º - A limpeza de local onde estiverem alojados os animais, deverá ser feita diariamente
pelos tratadores, de modo a manter o mais higiénico possível o ambiente de realização do
torneio.
Art. 11º - Os ordenhadores deverão estar devidamente trajados na hora da ordenha, e
realizar uma ordenha higiênica, conforme exigências no Parágrafo 2º do Art. 9º.
Art. 12º - A Comissão Executiva realizará diariamente supervisão nos pavilhões e currais,
durante a realização do evento.
CAPÍTULO V
DA DEFESA SANITÁRIA ANIMAL
- Só serão aceitos animais no parque de exposições livre de carrapatos e verrugas.
- Os animais devem estar munidos de exames de brucelose e tuberculose respeitando a resolução
N° 043 de 07/04/2009. CAPITULO VI
DA EXECUÇÃO DO TORNEIO
Art. 13º - As ordenhas deverão ser mecânica, em número de 02 e 03 vezes por dia,
conforme o programa abaixo:
2 (duas) Ordenhas

113
3 (três) Ordenhas

Art. 14º - As pesagens do leite serão efetuadas por um membro da comissão executiva e um
representante dos produtores, sendo realizadas na presença dos concorrentes após o
término de cada ordenha.

Parágrafo 1º - O transporte do leite até a balança, bem como a colocação de baldes na


mesma, será feito pelo próprio concorrente ou pessoa por ele ordenada.
Parágrafo 2º - O leite que não satisfaça as condições e normas exigidas pela higiene, com
vistas ao consumo apenas será pesado ( antibiotico, etc.), se constatado antibiotico no
tanque, no dia seguinte sera realizado analises individuais, e produtor infrator pagara o leite
descartado
Parágrafo 3º - O peso do leite será anotado em fichas apropriadas o mais exato possível.
Parágrafo 4º O produtor poderá trazer seu conjunto de teteira ( opcional).

Art. 15º - Deverão ser cumpridas as disposições do parágrafo 2º do Art. 9º.


Art. 16ª – Será dispensado a maior ordenha durante a competição de cada animal
concorrente, contando a ordenha de esgota.
0
Art. 17 – Fica estipulado tempo de ordenha de 16 minutos por animal a partir do
funcionamento da ordenhadeira.

Paragrafo Unico - Para 1º criterio de desempate na competição aproximação 40 kg, sera observada
a maior ordenha dispensada. Para 2º criterio observaremos a 2ª maior ordenha e assim
sussetivamente até desempatar.
CAPITULO VII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 18º - A sequencia da ordenha será da seguinte forma, sorteio podendo cada produtor
ordenhar apenas um animal cada 6 na sala de ordenha.
Art. 19º - No período que antecede a uma hora de cada ordenha, somente poderão
permanecer no local da mesma, os proprietários, os ordenhadores e a Comissão Executiva.
Parágrafo Único - O público espectador deverá permanecer na arquibancada enquanto se
realizar a ordenha e pesagem.
Art. 20º - Será fixado em um painel, a quantidade de leite produzida pelos animais das
diversas categorias, na sequência das ordenhas, afim de dar conhecimento ao público,
sobre os resultados obtidos nas diferentes ordenhas.
Art. 21º - Todos os animais deverão ter ou receber uma marca de identificação definitiva.
0
Art. 22 – Cada produtor inscrito terá direito diariamente a 1 café da manhã, 1 almoço, 1
jantar , sendo que o produtor podera levar mais pessoas para as refeições porem será
cobrado taxa de R$ 10,00 cada refeição, menos o café da manhã.
Art. 23º - Todas as pessoas que estiverem dentro do recinto durante o decorrer do certame,
ficam sujeitas as disposições deste regulamento, sem distinção de qualquer espécie.
Art. 24º - A Comissão organizadora não se responsabilizará por danos causados aos animais

114
participantes do Torneio Leiteiro, e o que esses ocasionarem na sua estadia no recinto, cuja
responsabilidade será do proprietário.
Art. 25º - Os casos omissos neste regulamento, será resolvido pela Comissão organizadora
executiva, sendo a decisão definitiva e irrecorrível.

Obs. Também há regulamentos para os concursos, por exemplo, Regulamento da Delícia do Leite.

Modelo de capa e contra capa da Olimpíada do Leite

Modelo da Programação da Olimpíada do Leite

115
Colaboração do conteúdo da Olimpíada: Cid Clay Bazoti Gabarão. CODAPAR/SEAB/ Umuarama

116
35. PAINEL

DEFINIÇÃO OBJETI- UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


VO ÇÃO ÇÕES

Evento onde um orador e até Explanar e Para Podem ser ex- Correm-
quatro painelistas explanam sua esclarecer apresenta- pressas opi- se o risco
visão sobre um tema predeter- uma visão ção dos re- niões e experi- do painel
minado, podendo apresentar sobre sultados dos riências de ser
um ou vários subtemas dentro determi- trabalhos pessoas bem monopo-
do assunto principal abordado, nado tema realizados informadas, em lizado
coordenadopor um moderador; ou em torno de vários campos por um
assuntos um tema; de atividade; dos
Apresentação de um quadro no diversos; especia-
qual um orador principal e Para que Diferentes
listas;
demais painelistas explanam Proporcio- diversas pontos de vista
sua visão sobre um tema pre nar a pessoas ou podem ser Em
determinado, com participação reflexão equipes apresentados e alguns
de um grupo selecionado e sobre o contrapõem discutidos; casos há
reduzido de pessoas; tema suas oportuni-
Pode fazer
escolhido conclusões a dade
por meio partir de parte integran- para dis-
Reunião questionadora. Resu- te da progra-
me-se para um maior grupo o da diferentes cussão
mação de
teor de apresentações feitas por exposição pontos de
evento de
sem
um grupo menor, ficando este de idéias vista ou importân
variadas e comple- maior porte -cia se o
disposto de preferência em como uma Se- coordena
mesa de semicírculo com o até mentam as
mesmo conclusões a mana Especial, -dor não
moderador ao centro para Congresso ou
facilitar as discussões; antagôni- partir da se
cas. mesma de um manter
É derivado da mesa-redonda. perspectiva. Seminário. vigilante.

Painel - Também deriva da mesa-redonda, com a diferença de que os expositores


discutem ou debatem entre si o assunto em pauta, mas o público somente assiste ao
debate, sem direito de formular perguntas à mesa. Outra distinção: no painel, os
debatedores são profissionais renomados nos meios em que atuam o que não acontece
necessariamente na mesa-redonda. Além do presidente, o painel poderá ter um
coordenador e um moderador.

Obs. LER também CONGRESSO (pag. 37); MESA-REDONDA (pag. 100); SEMANA ESPECIAL
(PAG. 148) e SEMINÁRIO (pag. 152) e neste Manual

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

117
Duração: Até 1 (uma) hora e 30 (trinta) minutos.
Planejamento: Como os demais eventos:

 Escolher que evento o painel será realizado ou se for somente o painel, verificar
data, local, horário, etc.;
 Elaborar lista de convidados e emitir convites;
 Confirmar presenças dos membros do painel;
 Elaborar roteiro do mestre de cerimônias;
 Designar um moderador para coordenar os trabalhos;
 Levantar a necessidade de recursos audiovisuais junto aos expositores;
 Prever cobertura fotográfica do painel ou do evento em que o painel fará parte.

Além do presidente, o painel poderá ter um coordenador e um moderador.

Moderador ou coordenador: Informar a platéia sobre as regras dos debates, sobre a


dinâmica das atividades, gerenciarem tempo, coordenar o painel.

Orador,
Orador: Sujeito que tem grande eloqüência, fala muito bem,
painelistas,
se expressa publicamente e costuma falar em público
debatedores: São através de algum tipo de discurso, que é conhecedor do assunto.
profissionais renomados
nos meios em que atuam Painelista: Indivíduo que faz parte de um grupo de pessoas que
o que não acontece debatem publicamente determinados assuntos.
necessariamente na
mesa- redonda, ou Debatedor: Interlocutor necessário numa discussão de um
autoridades conhecedoras evento/método, que interage com o palestrante, com o intuito
do tema e interessadas, de ressaltar pontos importantes falados pelo orador
apresentam pontos de principal, como também formular questões de interesse
vista antagônicos. tanto do assunto apresentado, como do público alvo.

Realização do painel:

 O orador, especialistas e coordenador sentam na frente da platéia, dispostos de


forma que todos possam ver-se, facilitando a comunicação entre eles;
 O moderador do painel apresenta o tema esquematizando os pontos
importantes, apresenta os objetivos, apresenta os componentes do painel e
recomenda a não participação do auditório nesta primeira etapa;
 Apresenta e saúda as autoridades presentes, se houver;
 O moderador apresenta uma questão estimuladora ou orienta a apresentação das
sínteses de cada componente do painel;
 Passa a palavra ao orador, que terá 15 (quinze) minutos para se manifestar;
 Falam, em seguida, cada um dos painelistas, por 10 (dez) minutos. Todos devem
dispor do mesmo tempo para se manifestarem;
 Caso o painel seja com participação do público, o que não deveria pois no painel o
público só assiste, mas se o moderador achar necessário terá que dar em torno de

118
5 (cinco) minutos para que a platéia se prepare para as perguntas aos painelistas
e passados os cinco minutos oferece a palavra ao auditório;
 No auditório, cada participante ou equipe ou grupo escolhe a pergunta para
apresentar aos painelistas entre aquelas que já têm preparadas;
 As perguntas são apresentadas verbalmente ou por escrito e os painelistas
respondem as perguntas formuladas, podendo ou não haver réplica e tréplica;
 Encerramento: O coordenador apresenta ao público uma síntese das posições e
pontos principais e conclusões agradecendo a todos.

Tipos de painel:

Existem algumas variações de painel, que também podem ser utilizadas como o fim de
analisar os diversos aspectos de um tema central.

 Painel de interrogação: Normalmente as perguntas são feitas pelos próprios


colegas da mesa, onde os expositores respondem inicialmente e debatem entre
si. Em seguida abre-se para as perguntas do público. As perguntas aos expositores
também podem ser realizadas pessoas da platéia previamente selecionadas e
planejadas as quais já vem com as perguntas elaboradas com antecedência. O
coordenador deve gerenciar o tempo de perguntas e respostas.
 Ao iniciar o painel de interrogação, os interrogadores e os painelistas devem estar
sentados frente a frente, com o coordenador ao meio, de forma que a platéia
possa vê-los. Dois ou três painelistas são interrogados;

 Painel de oposição ou debate ou visões conflitantes: esse tipo de painel consiste
no debate entre um grupo de painelistas, que apresentam o problema. E um
grupo de especialistas que tecem comentários sobre os vários aspectos, com
visões antagônicas. Denominada de painel de debate ou exposição, quando há a
apresentação e discussão dos painelistas e não se permite que o público formule
perguntas. O orador principal tem em torno de 15 (quinze) minutos e os demais
painelistas 10 (dez) minutos. Os convidados discutem apenas entre eles e a
platéia só observa o debate, sem poder expressar suas próprias concepções. O
moderador gerencia as discussões entre os convidados da mesa e regula o
intercâmbio das idéias. Quando o tempo do painel de oposição esgotar, o
coordenador deverá fazer um resumo geral do que foi discutido.

 Painel integrado ou de exposição: Cada componente da equipe de painelistas
apresenta sua síntese sobre o tema; o moderador faz um resumo encadeando as
diversas sínteses e abre tempo para a platéia também participar com perguntas
por escrito, perguntas referentes ao tema que foi exposto ou em discussão.

Para essa forma de reunião limitada a um pequeno número de especialistas, que é o


Painel, onde os expositores debatem entre si o assunto da pauta. Fica uma Dica:
“Quanto melhor for o debatedor melhor sucesso será o evento”.

119
36. PALESTRA OU PRELEÇÃO
Preleção - lição, discurso didático e educativo antes da realização
de uma tarefa, exposição de uma matéria perante um público,
por exemplo: o técnico sempre faz uma preleção antes do jogo.

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILI- VANTAGENS LIMITA-


ZAÇÃO ÇÕES

Caracteriza-se pela Apresentar Para Forma de Os


apresentação de um tema oralmente de informar propícia deefeitos
predeterminado para um grupo forma sucinta e apresentar sobre
homogêneo ou heterogêneo um tema pré- atualizar materiais novos
os que
com interesses comuns, determinado a o e informações
estão
podendo já possuir noções um grupo, público; ouvin-
atualizadas;
sobre o assunto, mas deseja informando ou do não
aprofundá-lo, seguida ou não de ensinando; Muitas Podem ser podem
perguntas e respostas. vezes complementadas ser
Atualizar o está de uma visita, conhe-
Palestrante: Quem faz palestra. público sobre inclusa demonstração cidos
um dentro ou práticas; positiva
Palestrita: (sem “s”) Quem determinado de outro mente.
assunto. Oferece
assiste, expectador. evento
oportunidade de
maior.
Eventual- ouvir um
Ciclo de Palestras: São uma
mente pode especialista em
série de palestras pronunciadas
incluir a determinado
pelos apresentadores, todos
formulação de assunto de
abordando a mesma área de
perguntas pela interesse.
interesse, com assuntos com-
platéia.
plementadores ou diferentes.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: De 20 (vinte) minutos a 1 (uma) hora. Caso a palestra seja de uma hora, é
interessante ter 40 (quarenta) minutos para a apresentação e 20 (vinte) minutos para
perguntas e respostas. O tempo reduzido tornará difícil a tarefa de abordar um escopo
muito grande, dessa forma é importante focar em uma parte do conteúdo em vez de
tentar abraçar o mundo.
“PONTUALIDADE é a VIRTUDE de pessoas confiáveis.
É a CORTESIA dos reis e OBRIGAÇÃO dos educados”.

Planejamento: A realização de uma palestra é bastante simples, pois geralmente está


inserida em outro grande evento, mas um planejamento bem feito assegurará
certamente o sucesso da palestra.

Planeje sua apresentação para que você possa reduzi-la quando necessário: Mesmo que
tenha sido dito que terá 45 (quarenta e cinco) minutos para fazer a apresentação, de
última hora pode receber uma surpresa de que o tempo foi reduzido para 30 (trinta)

120
minutos. Não necessita mostrar ou justificar para a audiência que o tempo será
diminuído. Se tiver um bom planejamento pode expor os pontos principais, sem
prejudicar a fala. “Não se JUSTIFIQUE. Aos amigos não precisa
e aos inimigos não adianta”
Tipo da palestra: É a definição da apresentação, a constatação de que ou para que a
apresentação vai ser feita, que pode ser técnica, informativa, persuasiva, motivacional ou
apenas tem como meta gerar algum tipo de entretenimento. Pode ser mista também.

Público: Consiste na definição do estudo do público alvo, estudo sobre a quantidade de


pessoas, o nível cultural, faixa etária, crença, se é grupo homogêneo ou heterogêneo e
outros dados adequados. O palestrante deve interar-se sobre o público obtendo
informações sobre o mesmo para realizar a apresentação especial para o público certo.
Saber com quem vai falar renderá preciosas informações que poderão ser utilizadas
dentro da própria apresentação.

Escolher o tema: Muitas vezes o tema já vem com o convite. Podem-se fazer adaptações
no tema, ou até mudar o título conforme o conteúdo sugerido. Desde que negociado.

Definir o objetivo: Como qualquer objetivo, deverá ser mensurável, específico, claro e
conciso.
Prelecionista - Professor; pessoa que preleciona, leciona que ministra lições;
conferencista; quem faz palestras, preleções; quem fala publicamente sobre algo.

Pesquisar o conteúdo: O palestrante ou prelecionista com certeza já tem o conhecimento


do assunto, mesmo assim é necessário utilizar as diversas fontes de informação e
pesquisa para complementação do conteúdo, verificar o que tem de novo para se
atualizar, ler em diversos tipos de publicação; jornais, artigos acadêmicos, relatórios,
matérias e até mídias mais informais como blogs podem obter informações relevantes
para sua apresentação. “O sucesso ou fracasso de uma apresentação depende da
qualidade da ideia, da narrativa e da paixão do orador”.
Preparando a palestra:

Tempo de preparo: A ideia é que a palestra esteja em seu formato final pelo menos um
mês antes do dia da apresentação, seja em qualquer evento. Quanto mais puder praticar
nas últimas semanas, melhor será para a pessoa.

Mindmap: meio para representar ideias em formato mais gráfico do que


relatórios escritos. Conforme seu criador Tony Buzan, é mais intuitivo e
alinhado com a forma de funcionamento do cérebro.

36.1 MINDMAP PARA PALESTRA:

Como sugestão pode-se elaborar os mindmaps, conhecidos também como mapa

mental ou mapa da mente que serve para organizar as idéias, resultando o registro
gráfico. Esse mapa é confeccionado pelo palestrante e de uso pessoal. Só
disponibilizado se o palestrante achar necessário.

121
A internet disponibiliza de bons softwares para a organização do mapa mental. Por
exemplo: Mindmanager da empresa Mindjet. Existem ferramentas gratuitas como:
GoConqr Brasil;. MindMeister e outros.

Existem vários formatos de mindmaps. Veja exemplos:

Fonte: https://creately.com/diagram/example/hfmwvqag1/formatos

122
Dicas para montar o mindmaps ou mapa mental.

 Cada palestrante terá o próprio estilo pessoal de montar o mapa, basta estar
tranquilo para aumentar a criatividade e percepção do que está sendo feito.
 Partir de um centro com o nome do assunto.
 A partir daí são relacionadas às idéias principais referente ao tema central. Pode
ser com canetas de cores diferentes ou no programa de computador.
 Das ideias principais surgem as secundárias, terciários e assim por diante.
 Coloque cada palavra ou imagem só em sua própria moldura ou linha.

“Mapas mentais são úteis não apenas para "decorar matéria", mas para
registrar de forma inteligente e que permita revisões rápidas dos
assuntos resumidamente, para o entendimento do assunto”.

 Todo o conteúdo deverá estar conectado a partir da imagem central.


 O mapa deve ser agradável visualmente – evite caos, complexidade e poluição.
 Quanto mais cores utilizar ou formatos das molduras ajudará a codificar e agrupar
ideias. Tendo assim um visual diferente.
 Mantenha o mapa mental claro, usando hierarquia radial, ordem numérica ou
contornos para agrupar ramos.
 Não deixe o perfeccionismo atual como inimigo. Caso o mapa não saia como
esperado, continue praticando e a experiência e tempo trarão bons resultados
com a paciência.

DICAS de APRESENTAÇÃO:

A execução da palestra envolve desde a parte prática de arquitetar, planejando, criando


os roteiros, mapa mental, recursos auxiliares como slides e outros até a apresentação.
Não esquecendo como fará a abertura e o fechamento. Tudo vai depender do
palestrante.

APÓS REALIZAÇÃO DAS AÇÕES ANTERIORES


TREINE Ao ensaiar aparece chance de retroalimentar a palestra, alguns
pontos tornam mais familiar à apresentação. Treine até na frente
do espelho fazendo a apresentação igual fará no dia. E se possível
grave, para verificar e ajustar sua linguagem corporal.
LISTE OS PRINCIPAIS Que serão apresentados na palestra. Se foi montado o mapmind
TEMAS ABORDADOS servirá de caminho. Desperte o interesse e atenção, colocando
logo no início o tema central da apresentação, esse momento dura
de 40 segundos a 1 minuto, seja criativo e caso necessário crie um
slogan ou frase de efeito. Crie um enredo para sua apresentação,
como se fosse uma história com personagens, conflitos e
resoluções. Roteirize a apresentação, redija a história do word,
escolha uma identidade visual, retire os tópicos principais e monte
seu slide. Crie pequenos recursos divertidos que divirtam a
platéia.
FORMATE HISTÓRIA O ser humano está programado para ouvir histórias, se puder
inclua uma história no seu conteúdo ajuda a cativar uma
audiência.

123
SINTETIZE Levar em consideração que o público é formado por pessoas
EXPLICAÇÕES inteligentes. Portanto é interessante que façam certas inferências
por si sós. Deixe que tirem as próprias conclusões.
PROGRAME-SE Tenha tempo extra para chegar ao local do evento: descubra com
antecedência o trajeto para que não haja eventuais fatores que
podem causar atraso. Esteja no local pelo menos uma hora antes.
Se existir algo que possa dar errado, haverá tempo para consertar.
VERIFIQUE QUAIS AS Podem-se entregar apostilas ou outros materiais, se vai haver
REGRAS DO EVENTO sessões de perguntas e respostas. Verificar aqui qual é a forma
melhor de ministrar a palestra.
O QUE O LOCAL PODE De preferência saiba com antecedência se o data show é
OFERECER compatível com o notebook, se há microfone, etc. Teste antes os
recursos que foram preparados.
TENHA SEMPRE Imprevistos podem acontecer. Prevenir-se. Gravar sua apresentação em
UM PLANO B: mais que um lugar. Gravar também em PDF para evitar desconfiguração e
surpresas de última hora e para que possa ser utilizado em qualquer
equipamento. Teste o material antes da palestra. Se faltar luz e o preparo
da apresentação for bem continue apresentando com o conhecimento
preparado.
MODERADOR Caso tenha sessões de perguntas é interessante a presença de um
moderador para coordenação dos trabalhos de apresentação do
palestrante, de triagem de perguntas e de controle do tempo dos
pronunciamentos.
PLANEJE SEUS Devido à grande oferta de recursos parece obrigatório utilizar pelo
RECURSOS menos o data show. Mas um Power point mal confeccionado
AUXILIARES estraga em vez de ajudar. Melhor então não utilizar nada ou
somente o flip chart ou quadro ou só a voz. Nada melhor do que
ter grande conhecimento e preparo do seu conteúdo.
SLIDES Não exagerar na quantidade. Lembrem-se os slides são meios e só
funcionam com a complementação do apresentador. Deixe o espaço para
â fala do apresentador. Os slides serão somente destaque da sua fala.
Use muitas imagens, guardam cinco vezes mais que qualquer escrita.
TOM DE VOZ É a principal ferramenta, deve ser de um bom tom. Evitar falar
baixo demais. Tem que ser dinâmico, evitar o tom monótono.
Falar mais rápido pode ser usado para trazer energia para algo que
é empolgante. Pausas são ótimas para dar ênfase ao assunto. Falar
mais devagar pode ser usado em momentos que necessite que o
público preste mais atenção. Há quem queira transmitir
autoridade, sabedoria, poder pela voz, mas em geral é muito
melhor falar como se estivesse conversando com o público. É
percebido quando o palestrante discursa em vez de dar a palestra.
Conquiste o público também pela voz.
“A voz do palestrante pode ser usada
para ditar o ritmo da palestra”.

POSTURA O corpo fala. Mantenha a postura com braços e pernas soltos.


Quem cruza braços e pernas enquanto está fazendo a palestra está
transmitindo a mensagem: estou fechado para opiniões externas.

124
SORRIR Cara fechada não ajuda. O sorriso demonstra receptividade e
abertura. Conecta as pessoas. “Sorrir abre caminhos; desarma os
mal-humorados; contamina”.

EVITE DEMONSTRAR Para evitar nervosismo faça respirações profundas, ou, antes de
NERVOSISMO subir ao palco caminhe com passos largos, peito para cima e
ombros para trás, essa pose aumenta a sensação de poder. Outro
exercício é no próprio palco apoiar as mãos em uma mesa,
descarregar o peso através da mão na mesa, por um momento.
TRABALHE A Não necessita se mexer demasiadamente ou transferir o peso de
PRESENÇA DE PALCO uma perna para outra. Tudo que é exagero não vale à pena. O
interessante é acertar na escolha de palavras, na história e na
essência são mais importantes.

No palco, o ato físico mais importante talvez seja fazer contato


visual, que tem um bom efeito. Buscar cinco ou seis indivíduos
com ar de bons amigos em pontos distintos da audiência e, ao
falar, fixe o olhar neles. Faça de conta que são amigos que não vê
a um ano, a quem gostaria de contar em que pé como anda seu
trabalho.
PERMANEÇA SEMPRE Jamais vire as costas para a platéia. Se em uma conversa
DE FRENTE PARA permanecemos frente ao interlocutor. Serve para a apresentação,
PLATEIA também! Ao apontar algo na tela use um laserpoint. Ajuda.
MOVIMENTE Mas não exagere, somente não fique plantado no chão, é
monótono para quem está assistindo se tem espaço aproveite-o,
se puder aproxime-se de sua plateia para enfatizar um ponto,
pontue com gestos uma informação importante. Em movimento
seu cérebro pensa melhor e capta mais a atenção do seu público.
GESTOS Só devem ser usados se ajudam a transmitir a mensagem. Caso
contrário será um ruído tornando um “tique”.

“TIQUES” Às vezes o palestrante nem nota. Portanto é necessário verificar


com outros quais são esses tiques e tentar apagá-los, por exemplo,
repetir gestos de coçar partes do corpo. Repetir palavras tipo “né”
“ããã…” entre um pensamento e outro. Pode –se verificar os erros
numa gravação.

”O bom preparo é a ponte mais segura


entre o palestante e o público”.
Acredite em si mesmo.

TRÊS FORMAS que podem ser utilizadas PARA MINISTRAR UMA PALESTRA:
Teleprompter: do inglês - equipamento acoplado às câmaras
de vídeo que exibe o texto a ser lido pelo apresentador.

1) Roteiro ou teleprompter: não é o ideal, pois distancia demais do público, que vai
saber que o palestrante e quando percebido, a recepção da palestra vai mudar.

125
2) Memorizar: decorar palavra por palavra corre o risco de esquecer uma e
prejudicar o restante do conteúdo, mas tem a história de Jill Bolte Taylor, grande
palestrante, uma estudiosa do cérebro que sofreu um acidente vascular cerebral, e
aprendeu nos oito anos que levou para se recuperar a memorizar. Depois de elaborar
a história e de passar horas ensaiando sozinha, repetiu a palestra dezenas de vezes
diante de plateia para ter certeza de que assimilara o conteúdo e foi um sucesso.
3) Recorrer à lista dos principais pontos: Naturalmente, é preciso saber o que
gostaria de dizer em cada ponto. Busque lembrar o que vai dizer na transição de um
item para o outro.

36.2 SLIDES – DICAS PARA SUA MONTAGEM

 Um slide bem feito condizentes ao conteúdo pode ajudar a dar forma e ritmo a
uma palestra e impedir que o palestrante do assunto ou utilizem uma linguagem
excessivamente técnica ou muito intelectual, não condizente com o público.

Prezi: ferramenta que permite ao usuário aproveitar as vantagens


da computação em nuvem e do zoom para elaborar mostras
sequenciais e não lineares de quadros com textos, fotos, tabelas,
gráficos e o que mais precisar na hora de sua exposição oral.

 Se puder utilize o Prezi que possibilita uma visão panorâmica de um espaço


bidimensional. Em vez de uma sequência simples de imagens, é possível ir de
lugar a outro nesse espaço e dar um zoom se necessário. A técnica empregada
pelo software para reduzir e expandir a visão de textos e imagens é semelhante
àquela trazida pelo Google Maps. Usadas corretamente, essas técnicas podem
aumentar drasticamente o impacto visual de uma palestra e acentuar seu
significado;
 Não use slides somente com itens como se fosse um roteiro pessoal, nesse caso, é
melhor usar uma ficha de papel;
 Evitar também colocar textos imensos. O slide é um meio onde necessita do
palestrante para explicar. Portanto colocar o essencial;
 Os tópicos devem ser curtos e claros, colocar o que realmente quer que fixe;
 Usufrua de fotos, ilustrações, imagens guardam cinco vezes mais do que a escrita
 Use imagens, cores, figuras, gráficos e mapas mentais, moderadamente, sem
exageros;
 É interessante que as imagens ocupem todo o tamanho do slide, terá uma
apresentação que causará muito mais impacto;
 Coloque uma ideia por slide e se contenha a colocar no máximo 7 (SETE) linhas
por slide. Na neurolinguística o número 7 (sete) é ideal. Sagrado e mágico.
 Use como base 1 (um) minutos por slide. A não ser que sejam fotos ou figuras, aí
poderá ser mais longo;
 Utilizar o tamanho de letra no mínimo 24 (vinte e quatro) a não ser que sejam
tabelas e necessitam de tamanhos menores;

126
 Utilizar as fontes “Arial”, “Tahoma” ou “Calibri”. São limpas e sem Serifa;

Serifa: é o traço ou barra que remata cada haste de


certas letras, como a “Times New Roman” e outras.

 No slide final pode agradecer e sempre deixe seus contatos para que as pessoas
possam entrar em contato;
 Não exagere na animação do Power point. O que importa é a substância, não o
estilo do orador ou pirotecnias de multimídia;
 Evite que no final alguém diga: o que me impressionou mesmo foram os recursos
visuais - a cada tópico o palestrante comandava uma espécie de raios que
cruzavam o ambiente, acompanhados de sons tão fortes que até balançaram a
sala, imagens que giravam para todos os lados. E ao perguntarem: E o conteúdo
como foi. A resposta é: “sabe que nem prestei muita atenção”.
 Não precisa ficar lendo o que está escrito, a plateia já está lendo. Somente
complemente o conteúdo do slide;
 Poderão ser utilizados vídeos curtos não mais que 5 (cinco) minutos. Conforme o
tempo da palestra pode ser mais. Mas cansa e desperta a atenção. Para muitos
palestrantes o vídeo tem finalidades óbvias. Numa palestra sobre a inteligência de
corvos, por exemplo, o cientista mostrou imagens de um corvo fazendo um
“anzol” com um pedaço de arame para conseguir tirar alimento de dentro de um
tubo; ou seja, criando uma ferramenta. O vídeo foi muito melhor do que qualquer
coisa que pudesse ter dito para ilustrar a tese.
 Compartilhe o conteúdo ou parte dele para o público, antes ou depois da palestra.
É interessante que o público possa ter acesso aos conteúdos.
 Carregue o compartilhamento no SlideShare ou o Speaker Deck

SlideShare -ferramenta de comunicação muito Speaker Deck - maneira de compartilhar


importante para empresas nos últimos apresentações on-line. Basta fazer o
tempos, se tornando uma grande possibilidade upload de seus slides como PDF e
de compartilhamento de apresentações tanto transformá-los em uma bela experiência
em PowerPoint como PDF. on-line e compartilhar.

JAMAIS utilizar slides para servir somente como “muleta” para o palestrante. Isto é, tópicos
para não “esquecer” o conteúdo. Se for para isso faça uma ficha com os tópicos.
UTILIZE-O PARA FIXAR O CONTEÚDO QUE ESTÁ SENDO MINISTRADO.

Conclusão da Palestra: Para concluir, prepare um resumo genérico das informações,


fechando com uma frase animadora, conclamando as pessoas para realizarem algo. Se
possível faça a montagem final, encaixando os recursos audiovisuais, filmes, que dará um
brilho em toda a exposição.

Divulgação: Vivemos em um mundo globalizado, e atualmente as pessoas marcam onde


estão e escrevem das redes sociais durante a palestra. Essa é uma maneira de fazer
marketing sem precisar pagar, as opiniões sāo espontâneas e de graça. Disponibilize
acesso a internet no local da palestra, para que as pessoas divulguem sobre ela.

127
Use # hastags do evento, crie locais para tirarem fotos e compartilhar. Verificar a
necessidade de fotos, filmagens e gravações para o evento.

Hashtag: é um composto de palavras-chave, ou de uma única


palavra, que é precedido pelo símbolo cerquilha (#). ... Outras redes
sociais na internet também utilizam as hashtags para organizarem
seus conteúdos e facilitar a procura dos usuários

37. RALI

DEFINIÇÃO OBJE- UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


TIVO ÇÃO ÇÕES

É um método onde Difundir Para Divulga as oportunidades Condições


os participantes tecnologias proporcionar de atividades geradoras climáticas;
circulam com adequadas troca de de renda em pequenas
veículo, em forma de às pequenas experiências; propriedades; Riscos com
excursão, dentro do proprieda- veículos de
próprio município ou des; Para Oportunizar um espaço desloca-
mais municípios em promover fértil onde as famílias mento se
paradas obrigatórias Propiciar uma maior possam idealizar novos não for
com percurso troca de integração e projetos; bem
definido no tempo saberes espírito de planejado.
entre os cooperação; Integrar os jovens com
cronometrado;
diferentes propostas para fixação no
O próprio agricultor atores Para campo;
familiar anfitrião ex- sociais e Sensibilizar
pessoas, Mostrar que é possível o
põe o conteúdo, desenvolver
órgãos, crescimento e
mostrando suas motivação
parceiros desenvolvimento em
atividades para
afins sobre o pequenas propriedades;
produtivas e ambos.
resultados desenvolvi-
Divulgar políticas públicas,
financeiros, sociais e mento rural;
especialmente as que
ambientais obtidos.
Mostrar que promovem a inclusão
Com interferência do
a união em social pela melhoria da
técnico se for
torno de um renda e oportunidades de
solicitado;
objetivo co- emprego na propriedade
mum e a rural, com incremento da
Em cada proprie-
concentra- produtividade, redução
dade visitada há um
técnico de apoio, ção de esfor- dos custos e aumento da
que intervêm se ços fazem a ocupação da mão de obra
diferença. familiar disponível.
necessário.

A partir do Rali da Diversificação criada pelo extensionista Marcos Antonio de Freitas,


também houveram adaptações e foram criados o Rali do Leite, Rali Diversificação e
outros.

PASSOS PARA EXECUÇÃO


Duração: 1 (um) dia todo. Em torno de 8 (oito) a 10 (dez) horas.

128
Planejamento:
 Pré-evento: Montar uma equipe com técnicos de apoio que fará
acompanhamento da propriedade durante a preparação e ficará durante o evento
dando suporte em caso de necessidade. Todo o planejamento e execução são
realizados com a participação dos agricultores familiares e entidades afins,
cabendo ao técnico o envolvimento dos mesmos nas decisões, para tanto são
realizadas reuniões divididas em três etapas.

A primeira etapa é dividida em quatro momentos:

 Primeiro: realiza-se uma reunião para discussão e amadurecimento da idéia; logo


após acontecem os contatos individuais para levantamento das alternativas de
renda já existentes que podem ser visitadas em único dia, discutido os prováveis
parceiros, roteiros e apoios necessários;
 Na seqüência mais uma reunião onde inicia a formatação do evento com a
definição da agenda, transporte, logística, segurança, etc.;
 Numa terceira reunião para apresentação e negociação da proposta com os
agricultores a serem visitados, onde discute a infraestrutura necessária nas
propriedades que serão visitadas;
 Na quarta reunião realiza-se a avaliação e replanejamento das ações, definição
dos parceiros e apoios, bem como do papel de cada um e a confirmação de data.

A segunda etapa é divida em seis momentos, dedicada à divulgação, parcerias, apoios,


estratégias de convites, visitas às propriedades pelos técnicos de apoio.

 Reunião com as Associações de Produtores, Conselhos Municipais e outras


entidades afins para acertar número de vagas para cada entidade, entrega de
convites e agendado data para devolução das listas de inscrições; Para
contemplação de gênero e geração são estabelecidos critérios dando cotas para
os jovens e mulheres;
 Num segundo momento são realizadas visitas às propriedades pelos técnicos de
apoio onde são definidas (em cada propriedade) onde serão alocadas as baterias
e detalhes de infraestrutura (banheiro, água, estacionamento, espaço para
manobra) bem como a cronometragem do deslocamento e do tempo para cada
estação;
 A seguir os técnicos responsáveis por cada bateria visitam as propriedades para
levantamento de dados visando à confecção de banners e de material técnico;
 A quarta reunião é realizada com a comunidade para definição de local e
estratégia para servir o almoço e da possibilidade de realização de uma feira de
artesanatos e de produtos da agricultura familiar;
 Com a diretoria da Igreja e da associação de produtores, da comunidade onde
será dada largada, realiza-se a quinta reunião para acertar apoio na recepção,
inscrição, café da manhã e logística de largada;
 A ultima reunião é realizada para organização da Feira de artesanatos e produtos
da agricultura familiar; concomitantemente se desenvolve a estratégia de
divulgação externa, através dos contatos com órgãos de imprensa escrita, falada,
televisiva e eletrônica.

129
 A terceira etapa é dedicada aos planos alternativos para a realização do evento
em condições adversas:
 Plano A – Realização do evento sem contratempos;
 Plano B – Em caso de impedimentos pelas condições de tempo se concentra as
baterias nas sedes das comunidades;
 Plano C – Em caso de chuvas intensas as baterias acontecem apenas no local da
largada em salão coberto e contando com apresentações em slides.
 Nesta mesma reunião com a equipe de organização trata-se da elaboração e
confecção de material técnico de cada cultura e/ou criação; elaboração de
informativo sobre o roteiro e agenda do dia; montagem das pastas com todos os
materiais; confecção de banners e placas identificadoras das propriedades.

Programação: Exemplo/modelo a ser adaptado conforme os objetivos de cada


realidade.

O Rali da Diversificação de Nova Tebas – Paraná teve a seguinte programação:

 Desdobramentos: O Rali da Diversificação desenvolvido em Nova Tebas é um


evento técnico que não visa teoria e está pautado nas experiências dos
agricultores. Procura-se, de um ano ao outro, alternar as culturas e propriedades
visitadas procurando inclusive rotas alternativas para dar oportunidades para
outros agricultores. Possibilitam também divulgar políticas públicas estaduais,
federais e municipais, em especial aquelas que promovem a inclusão social. Por se
tratar de um evento complexo, para muitas realidades, o ideal seria fazer bianual.
 A metodologia Rali da Diversificação foi relatada e faz parte dos Anais do 4º
Congresso Brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural – CONBATER,
realizado em maio de 2008 em Londrina-Paraná.
 Vale destacar que o método teve elevada repercussão junto aos formadores de
opinião do Paraná pela cobertura jornalística composta de televisões, jornais e
rádios de cobertura estadual.
 Custos:

130
 A primeira edição teve custo total de R$ 3 mil reais com pagamento de ônibus e
Vans para transporte, alimentação, banners, material técnico e de divulgação.
Recursos estes oriundos da prefeitura Municipal, Ministério do Desenvolvimento
Agrário, Instituto Agronômico do Paraná e Instituto EMATER, além de apoio do
Clube dos Diretores Lojistas de Nova Tebas.
 A segunda edição teve custo de R$6.000,00, viabilizada exclusivamente com
recursos do MDA e aporte operacional do Instituto EMATER.

 RESULTADOS:
 Na primeira edição, ocorrida em 19 de maio de 2007 foram 186 participantes que
visitaram oito propriedades com relato de seus proprietários em Sericicultura,
Apicultura, Bovinocultura de Leite, Caprinocultura, Café, Cultivo Florestal, Uva e
Maracujá (orgânicos), com visitação na feira de artesanato e produtos da
agroindústria familiar, montada no local do almoço. Em 2008 aconteceu a
segunda edição em 17 de maio, onde 215 excursionistas visitaram cinco
propriedades com apresentação de Apicultura, Bovinocultura de Leite,
Caprinocultura, Uva e Maracujá (orgânicos). Do café da manhã ao lanche da
tarde, passando pelo almoço, todos os alimentos servidos foram preparados pelos
próprios agricultores com seus respectivos produtos transformados. Desta
maneira a valorização acontece nas propriedades, nas culturas, nos produtos
transformados e expostos na feira, nas comunidades que se organizam mais para
serem visitadas e especialmente nas pessoas.
 Após a realização do evento alguns aspectos chamaram a atenção: melhoria da
auto-estima do agricultor anfitrião, vendo sua atividade e propriedade sendo
valorizada; aumento da demanda por informações sobre as atividades
apresentadas, tanto pelos participantes quanto por outros agricultores que não
puderam comparecer; ampliação do grupo de agricultores de maracujá orgânico;
formação de um grupo de discussão visando à fundação de uma cooperativa;
integração entre os agricultores das várias comunidades participantes, pois
muitos não conheciam as demais comunidades do município; interesse de grupos
de universitários em conhecer e estudar as propriedades participantes.
 O resultado mais significativo apresentado pelo rali é a mudança do sistema de
produção do convencional para orgânico da cultura do maracujá, saindo de 11
famílias adotadoras no primeiro evento para 64 famílias na segunda edição,
totalizando atualmente 78 famílias que estão se mobilizando para a constituição
de uma cooperativa. Além do incremento da atividade de produção do maracujá
orgânico foi constatado pelo rali muito avanços de preservação do ambiente das
unidades produtivas, onde despontam a produção de feijão orgânico para
consumo familiar e recomposição da mata ciliar através da entrega de mudas
nativas para 32 produtores de maracujá.
 Pela experiência no fornecimento de refeições para o rali, duas agricultores
familiares de Nova Tebas deram início à instalação de restaurantes rurais,
adotando princípios da segurança alimentar e nutricional.
 O Rali da Diversificação também promove o campo, mostrando as oportunidades
de renda e emprego para contenção do êxodo rural, e promovendo a inclusão
social das famílias em atividades que superem a sobrevivência e que possam
comercializar excedentes de produção.

131
 Também como resultado positivo, o rali está motivando o surgimento de novos
mercados compradores de produtos locais, mudando a visão dos agentes
financeiros para liberação de créditos agrícolas para estas novas atividades
produtivas, além de atrair parceiros como a Universidade Estadual de Maringá e o
Instituto Agronômico do Paraná que atualmente desenvolvem estudos e projetos
sócio-econômicos.
 Na primeira edição mulheres e jovens excursionistas representavam 1/3 do
público, que na segunda edição aumentou para 50%.
 “O sentimento de união entre agricultores com vontade de crescer na vida
utilizando tecnologia apropriada, era visível nas falas e na conduta dos
participantes e externadas no encerramento do rali, acorrido no cair da tarde
molhada do sábado com todos reunidos no pomar de maracujá orgânico do Sítio
Nossa Senhora Aparecida que ocupa 4,2 mil metros quadrados dos 9 hectares,
também na Comunidade Poema. No testemunhal prestado por Luci Goulart,
proprietária e líder comunitária de 48 famílias envolvidas no recente projeto de
agricultura orgânica no município do Grupo Atvama, ficou a certeza do sucesso
desse novo método de trabalho extensionista, ao dizer que “a gente quer estar
integrada, unida e trocando experiências para melhorar as condições de vida e
proteger o meio ambiente de Nova Tebas” (Schmitt, 2007).
 Riscos: Exige necessidade de espaço nas propriedades para manobras e
estacionamento dos veículos, circular em comboio com veículos coletivos em
estradas e carreadores. Risco de veículos particulares circularem sem controle,
entrada e saída com veículos nas rodovias pavimentadas.
 CONSIDERAÇÕES FINAIS:
 Diante do exposto podemos considerar o Rali da Diversificação é extremamente
eficiente quando na divulgação de resultados, pois se trata de metodologia
inovadora e está pautada na valorização da produção e apropriação do
conhecimento pelos agricultores, assim como na participação ativa dos mesmos
no contexto social.
 Alternativas existem e estão ao nível dos agricultores, necessitando apenas do
insumo do conhecimento” (José Idílio Machado dos Santos), 2007.
 Parcerias: Agricultores, Associações de agricultores, Sindicato dos Trabalhadores
Rurais, prefeitura Municipal, entre outros.
 Apoios: Instituto Agronômico do Paraná, Escolas estaduais e municipais de Nova
Tebas, Clube dos Diretores Lojistas de Nova Tebas, Banco do Brasil, Polícia Militar
Rodoviária, Grupo de Apoio ao Turismo, Radio Poema, Jornal Folha de Londrina,
Jornal Paraná Centro, Jornal Tribuna do Norte, Rede de TV Cidade Sul, Rede de TV
Canal Rural.
 A metodologia pode ser adaptada aos mais variados públicos e atividades.
Ressalta-se que o mais importante é o processo e não o fim. Pois é durante o
processo que se motiva as pessoas e se mobiliza suas organizações para pensá-lo
e debater o desenvolvimento.
Material escrito pelo criador do Método RALI: Marcos Antonio de Freitas.
Técnico Agropecuário, Instituto EMATER – Nova Tebas - Paraná

132
38. REDES DE REFERÊNCIA

Pesquisa e Extensão para o desenvolvimento da agricultura familiar

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA- LIMITA-


GENS ÇÕES

Rede é um conjunto de Irradiar Apoiar o desenvol- Domínio e Sem os


propriedades representati- informação/ vimento de siste- conheci- cuidados
vas de determinado siste- conhecimento; mas de produção mento necessá-
ma de produção familiar, sustentáveis para para os rios e os
que após processo de Realizar agricultura familiar; técnicos; citados
otimização visa ampliação testes, ajustes abaixo,
de sua eficiência e sus- e validação de Levantar demanda Aprimorar os
tentabilidade, conduzido tecnologias; de pesquisa a par- o trabalho objetivos
por agricultores e técnicos, tir de diagnósticos de ATER propos-
servem como referência Ofertar nas propriedades; Assistência tos
técnica e econômica para tecnologias e técnica e poderão
as outras unidades por ou atividades Conhecer profun- Extensão não
elas representadas; que ampliem a damente as inter- Rural ocorrer;
eficiência dos relações existen- pública. E
É trabalhada e acompa- sistemas de tes entre as diver- tornar É neces-
nhada pelo técnico de produção; sas atividades que referência; sário um
extensão de maneira a compõem o siste- processo
conhecer profundamente Disponibilizar ma de produção Favorecer de cons-
as inter-relações entre as informações e da propriedade, desenvol- trução
atividades e o subsistema propor índices técnicos e vimento constan-
socioeconômico; métodos para econômicos, rural; te, pela
orientar os entendendo a sua dinâmica
Conhecer seus índices agricultores na contribuição na Proporcio- do
técnicos e econômicos, gestão da composição da nar trabalho;
entender a contribuição de propriedade renda, fazendo condições
cada atividade na rural; intervenções para para que a Deverão
composição da renda da melhoria e apro- sucessão ser
família, as relações desta Servir como veitando resulta- familiar apresen-
com a sociedade e o pólo de difusão dos obtidos para possa tados
ambiente que a cerca. e capacitação fazer a difusão e ocorrer, sempre
Durante o trabalho, o de técnicos e transferência a sem novos
extensionista, o produtor e agricultores; outros produtores deteriora- desafios
outros atores do processo, Subsidiar A melhoria no ção do a serem
decidem as intervenções formulação de sistema de produ- ambiente transpos-
mais adequadas para a políticas de ção, deve permitir e condição tos e
melhoria do sistema, na promoção da renda suficiente social do oportuni-
busca dos objetivos da agricultura para a manuten- agricultor. dades de
família e seus membros. familiar. ção da família. Evolução.

UNIDADE DE REFERÊNCIA:
É basicamente uma propriedade agrícola familiar representativa de um sistema de produção,
geralmente com sistemas diversificados, assistida pelo técnico de extensão rural.

133
Muito diferente de uma unidade de observação ou uma unidade de difusão que quase
sempre é uma prática extensionista que visa um trabalho pontual em uma atividade (ex:
manejo de pragas em uma lavoura de soja, uma unidade de observação de variedades, etc.). Estas
podem ser atividades desenvolvidas dentro da unidade de referência para melhoria de
resultados na exploração, mas não se caracterizam como uma unidade de referência.

Os resultados obtidos nas unidades de referência são utilizados para a difusão e


transferência aos outros produtores com o intuito de que os mesmos incorporem as
inovações em suas propriedades e replicando o método, obtenham os mesmos
resultados.

Nos momentos de difusão/ transferência de resultados, o relato do produtor colaborador


e sua família são essenciais para a comunicação com outros agricultores
Comunicação verdadeira não se dá na transferência de um sujeito a
outro, mas na sua co-participação. Educação é uma
conquista para a liberdade (Paulo Freire).

OBJETIVOS DAS UNIDADES REFERENCIAIS:

- Qualificar o extensionista;
- Conhecer a realidade dos sistemas acompanhados;
- Aprimorar e qualificar o Trabalho da Ater pública;
- Tornar a Ater pública referência;
- Irradiar informação/conhecimento;
- Favorecer o desenvolvimento rural.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO:

Passos para a implantação e acompanhamento no trabalho com as Unidades


Referenciais:
 Tipificação dos sistemas prioritários da região ou município;
 Seleção da Unidade de Referência;
 Diagnóstico;
 Planejamento e intervenção;
 Utilização das técnicas de difusão / transferência:

Após as etapas de diagnóstico, planejamento e durante as intervenções que serão


requeridas no sistema de produção, é usado as técnicas de difusão/ transferência para
repasse de informações tecnológicas ao grupo de UPF´s - Unidade Produtiva Familiar,
onde mostra os resultados obtidos e os passos necessários para se chegar aos resultados.
Todo o processo de trabalho é participativo e de consenso entre a parte técnica e a
família do agricultor, que também se capacita e será nosso parceiro no trabalho de
difusão/transferência junto ao grupo de produtores.
SisAter: Sistema de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação das
ações de ATER – Assistência Técnica e Extensão Rural

1º) Fazer o cadastro completo do grupo de UPF´s Unidade Produtiva Familiar no SisAter;
2º) Obtenção do relatório/Tipificação do Grupo no SisAter;
3º) Discutir e Elaborar o plano de ação do Grupo;

134
4º) Selecionar a URD com base na tipologia do grupo;
5º) Efetuar o Diagnóstico da URD- Unidades Referencias de Difusão através de visita,
entrevista e aplicação de questionário;apropriado, efetuando a coleta e a análise de solo e
o Georreferenciamento da área;
6º) Elaborar o Planejamento de acordo com os objetivos da Família (ações estratégicas,
táticas e operacionais);
7º) Discutir e validar o planejamento com a família do agricultor;
8º) Elaborar plano de ação anual/safra;
9º) Iniciar as intervenções no sistema de produção;
10º) Implantar a gestão da informação para obtenção de índices técnicos, receitas e
despesas, possibilitando conhecer o custo variável e a margem bruta do Sistema de
produção;
11º) Fazer a difusão/transferência da informação para o grupo de UPF a qualquer tempo;
12º) Relato do Produtor: Nos momentos de difusão/ transferência o relato do produtor
colaborador e sua família são essenciais para a comunicação com outros agricultores e
tem se mostrado muito efetivo, pois o produtor que visita a propriedade se enxerga com
os mesmos recursos e dificuldades e se espelha neste exemplo, entendendo que para ele
esta transformação também é possível.

Comunicação verdadeira não se dá na transferência de um sujeito


a outro, mas na sua co-participação. Educação é uma
conquista para a liberdade (Paulo Freire).

SISTEMA DE PRODUÇÃO:

Entende-se por sistema de produção, a propriedade e as relações existentes no uso dos


fatores de produção para as diversas atividades/explorações existentes, para a obtenção
de um ou mais produtos (Figura 1).

Figura 1. Representação simplificada de um sistema de produção, seus recursos, interação e


produtos

TIPOS DE UNIDADES DE REFERÊNCIA:


1. Unidades Referenciais de Difusão (URD) - a unidade selecionada e acompanhada
pelo extensionista para desenvolver o trabalho junto ao seu grupo de Unidades
Produtivas Familiares (UPF).

135
2. Unidades de Referencias de Sistema de Produção (URSP) - a unidade selecionada e
acompanhada pelo extensionista de Redes, o extensionista municipal de time base e
os pesquisadores do IAPAR. Estas servirão de referência de sistema de produção para
descrição de seus resultados a técnicos e produtores mostrando sistemas viáveis e
com opções de renda na agricultura familiar.

São unidades de referência trabalhadas pela extensão, só diferindo no grau de


intensidade de acompanhamento e exigência de informações a serem obtidas. O
compromisso é de difusão dos resultados obtidos após as melhorias alcançadas com o
trabalho de referência.

O que elas têm em comum? A metodologia de trabalho (seleção, diagnóstico,


planejamento, intervenção e difusão/transferência de resultados) com visão sistêmica da
propriedade.

Em que elas são diferentes? O grau de acompanhamento, intervenção e ferramentas de


acompanhamento utilizadas no trabalho.

URD - Unidades Referenciais de Difusão:

 Selecionada entre o grupo de UPF;


 Acompanhada pelo extensionista municipal com apoio de especialistas da
extensão do regional e da macrorregião;
 Serve para capacitação do extensionista e agricultores;
 Serve para trabalhar inovações para a melhoria do sistema ou atividade
 Local de teste e validação de tecnologias que serão referências para o
grupo de UPF´s;
 Difusão/transferência de resultados ao grupo de UPF’s para inovações.

URSP - Unidades de Referencias de Sistema de Produção:

 Selecionada entre os projetos prioritários, estratégicos, localizados ou


potenciais para a região;
 Acompanhada pelo Extensionista de Redes ou do Time Base com auxílio
de equipe multidisciplinar da extensão e da pesquisa;
 Serve para elaboração de referências para a região e o Estado;
 Local de teste e validação de tecnologias pela pesquisa;
 Introdução de inovações para a melhoria do sistema de produção;
 Estudo de viabilidade de renda para a agricultura familiar;
 Levantamento de demandas de pesquisa;
 Levantamento de demandas para as políticas públicas;
 Difusão/transferência para técnicos e agricultores.

Metodologia de acompanhamento e desenvolvimento do trabalho: A metodologia de


acompanhamento proposta para a unidade de referencia (UR) está baseada na
experiência adquirida pelo Projeto Redes de Referência para a Agricultura Familiar, num

136
trabalho conjunto e participativo entre os três atores envolvidos no processo (figura 2).

Ambiente de aprendizagem
Agricultores

Extensão
Pesquisa

Figura 2 – sistemática de trabalho em Unidades referenciais e os atores do processo

O trabalho desenvolvido na unidade de referência deve considerar os objetivos da família,


seus recursos, pontos fortes e pontos fracos da propriedade que podem ser trabalhados e
as ameaças e oportunidades do ambiente externo, que podem interferir nos resultados
esperados.

O extensionista e a equipe de apoio, baseado nos objetivos da família traça um plano de


ação, discute e com os proprietários e após consenso, define as ações a serem executadas
no curto, médio e longo prazo, elaborando um planejamento para nortear suas ações e
alavancar o sistema. A metodologia proposta com as unidades de referência oferece
condições para identificar esta realidade e propor intervenções que visam alcançar a
situação projetada como ideal pela família dos colaboradores. O que se deseja é o
aprimoramento na utilização dos recursos e a apropriação de inovações que retire o
produtor da condição atual e leve-o a situação desejada (figura 3).

Figura 3 Caracterização do trabalho com unidades referenciais. Adaptado de Lugão et al., 2008.
A metodologia possui etapas definidas e ferramentas simplificadas para facilitar o

137
trabalho do extensionista junto às famílias selecionadas para desenvolver este trabalho. A
Figura 4. Apresenta de forma simplificada a metodologia.

Figura 4. Etapas do trabalho nas unidades de referência. Fonte: Projeto Redes de Referência
Diga-me e esquecerei.
Mostre-me e talvez eu me lembrarei.
Envolva-me e eu então compreenderei.
Confúcio, 450 AC
38.1 PORTEIRA ABERTA

É uma estratégia de difusão típica das Redes de Referência e utilizada em propriedades


acompanhadas. Chamada de “porteira aberta”, porque promove a abertura da
propriedade para que produtores e técnicos interessados em conhecer as inovações
implantadas no sistema de produção visitem a propriedade e conheçam seus resultados.

Em dias definidos preliminarmente, o agricultor e sua família abrem as porteiras de sua


propriedade para que estas visitas aconteçam. Nesta data, a família e os técnicos
envolvidos no trabalho, estarão à disposição do público para apresentar estas inovações,
como foram implementadas, quais os resultados alcançados e prestar os esclarecimentos
necessários aos visitantes. A metodologia pressupõe que a família apresente sua
propriedade, o sistema de produção, qual era a realidade encontrada no início do
trabalho de referência, qual o objetivo a ser atingido, o que foi realizado para a mudança
desta realidade e os resultados alcançados, pois foram atores do processo e detém os
conhecimentos necessários para fazê-lo. Técnicos envolvidos no trabalho de
acompanhamento e melhoria no sistema de produção desta propriedade de referência
estarão lá para dar apoio logístico e intelectual e esclarecer alguma questão que não
sejam de domínio da família colaboradora.

As visitas são geralmente em forma de excursões programadas por outros municípios e


regiões, que trazem grupos de produtores e técnicos. Também famílias de agricultores
vizinhos, técnicos, lideranças locais, regionais, e estaduais interessados em conhecer o
trabalho aparecem durante o período em que a propriedade deixa suas porteiras abertas
para a visitação.
Divulgação: É realizada através de toda mídia disponibilizada e dos encontros de
agricultores colaboradores.

138
UNIDADES DE TESTE E VALIDAÇÃO (UTVS)

Muitos dos resultados obtidos pelas novas tecnologias apresentadas pela pesquisa são
efetuados em ambientes específicos com características locais de solo, relevo,
temperatura, luminosidade, pluviosidade, radiação solar que são características destes
locais onde os experimentos ou as novas tecnologias foram testadas e aprovadas. A
Unidade de Teste e Validação (UTV) é uma metodologia em que os pesquisadores e
extensionistas introduzem estas inovações em pequenas áreas ou de forma não definitiva,
mas sim experimental nas propriedades acompanhadas dos colaboradores para aferição
dos resultados. Se na introdução desta inovação os resultados alcançados são iguais ou
superiores aos estabelecidos pela pesquisa esta nova tecnologia passa a ser recomendada
e disseminada para outras propriedades com estas mesmas características. Basicamente é
testar uma tecnologia em ambiente diverso daquele em que o trabalho foi desenvolvido e
verificar se os resultados alcançados serão os mesmos propostos pela pesquisa quando de
sua validação.

Obs. Em conjunto com mais de duzentas famílias de agricultores colaboradores, equipes


implementaram uma metodologia de pesquisa e desenvolvimento (P&D) adaptada a partir da
experiência do Institut l’Elevage da França, visando a validação e transferência de tecnologias
viáveis para os sistemas de produção estudados.

Material de Redes escrito por Edson Luiz Diogo de Almeida.


Eng. Agr. Instituto EMATER - Maringá- Paraná

A SEGUIR O MATERIAL QUE FOI INSCRITO NA PLATAFORMA DE BOAS PRÁTICAS


REALIZADA PELA “FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura”

REDE DE PROPRIEDADES DE REFERÊNCIA TECNOLÓGICAS - REPROTEC

INÍCIO: Junho de 1998 (em andamento)


ENTIDADE EXECUTORA: Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e Instituto Paranaense
de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-PR)
PARCEIROS: CONSEPA (Conselho Nacional das Organizações Estaduais de Pesquisa
Agropecuária), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico), FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), Institut de l´Elevage
(França), Itaipu Binacional, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Petrobrás – Petróleo
Brasileiro S/A e Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia – SETI
RECURSOS: Próprios e de terceiros
FAIXA DE VALOR: Acima de US$25 mil
CATEGORIA: Projeto
ÁREA TEMÁTICA PRINCIPAL: Agricultura
PALAVRAS-CHAVE: Agricultura Familiar, Sistemas de Produção, Unidades de Referências,
Gestão Agrícola, Articulação, Pesquisa e Extensão, Redes de Referências
PÚBLICO-ALVO: Agricultores familiares
ABRANGÊNCIA GEOGRÁFICA: Estadual
ÁREA ESPECÍFICA DE IMPLANTAÇÃO: Presente atualmente, em doze regiões administrativas
do Instituto EMATER: Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Francisco Beltrão,

139
Laranjeiras do Sul, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa, Toledo, Umuarama, União da
Vitória.

1-ANTECEDENTES
A sistemática de trabalho da extensão durante os anos 80-90 fundamentava-se na
pontualidade da ATER (assistência a problemas específicos existentes na exploração), na
ausência de uma visão que não previa o planejamento da propriedade a médio e longo
prazos, ações voltadas para “dentro da porteira”, e trabalhos em ações técnicas
(agropecuárias) com reduzida atividade educativa.

O IAPAR iniciou no começo da década de 80, o desenvolvimento de pesquisas com


enfoque sistêmico, que posteriormente tiveram significativa importância na programação
de pesquisa do Instituto.

Assim, em 1998, foram implantadas as Redes de Referências para a Agricultura Familiar,


trabalho pioneiro na articulação de esforços da pesquisa e extensão, com a participação
dos agricultores no Paraná. Tal metodologia foi desenvolvida diante da constatação de
que os esforços das agências públicas e privadas de pesquisa e desenvolvimento, não
permitiam a realização de uma interação dinâmica entre as demais instâncias. Ou seja,
concepção (pesquisa), transferência (extensionismo) e usufruto da atividade técnico-
científica (agricultores), e por fim, a sustentabilidade dos diversos segmentos da produção
agrícola.

A proposta surgiu a partir da adaptação de um método de trabalho desenvolvido na


França, pelo Institut l´Elevage, e sua implantação coincidiram com o início do Programa
"Paraná 12 Meses". Projeto direcionado ao desenvolvimento, e em que o trabalho em
redes tinha como principal função, servir de apoio básico à intensificação da produção em
determinadas regiões do estado do Paraná que possuíam base produtiva mais
estabilizada.

2 - OBJETIVO GERAL
Apoiar o desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis para a agricultura
familiar, ofertando tecnologias e/ou atividades que ampliem a eficiência dos sistemas de
produção.

 Objetivos específicos
Levantar as principais demandas para a pesquisa a partir de diagnósticos nas
unidades produtivas; - Realizar testes, ajustes e validação de tecnologias;
 Disponibilizar informações e propor métodos para orientar os agricultores na
gestão da propriedade rural;
 Servir como pólo de difusão e capacitação de técnicos e agricultores;
 Subsidiar a formulação de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável
da agricultura familiar.

3 - SOLUÇÃO ADOTADA:
A estrutura organizacional do Projeto compreende:

140
 Na esfera estadual, “um articulador do IAPAR e um da EMATER” que tem missão
de gerir a interface entre as instituições e trabalhar para o adequado
funcionamento das redes;
 Na esfera mesorregional, centros de pesquisa e desenvolvimento (difusão),
formados por equipes interdisciplinares de especialistas que têm como função
“animar, apoiar e coordenar” os trabalhos nos sistemas de referências; e
 Na esfera regional, a base na qual tudo acontece efetivamente - devem existir dez
redes de propriedades instaladas em cada uma das regiões administrativas da
EMATER. Cada extensionista é responsável por acompanhar tecnicamente um
conjunto de vinte propriedades de referência, com quatro ou cinco sistemas
diferentes. Existem ainda os comitês técnicos que são organismos deliberativos
que têm, entre outros, o propósito de fazer reflexões acerca dos sistemas de
produção agrícola prioritários. São formados por “organismos representativos”
dos produtores rurais e por integrantes da comissão regional do Paraná 12 Meses
e “outros agentes de desenvolvimento” (IAPAR, EMATER, prefeituras,
universidade, ONGs e outros).

A metodologia basicamente consiste em inicialmente, realizar estudo prévio sobre a


região onde se instalará o trabalho, identificando recursos naturais e condições
socioeconômicas. Na sequência é realizada a tipologia das unidades produtivas, levando
em conta as atividades econômicas mais importantes na geração de renda e a
disponibilidade de terra, trabalho e capital, permitindo a identificação dos principais
sistemas de produção, seja pela frequência com que ocorrem ou pelo potencial como
opção para o desenvolvimento regional.

De posse dessas informações, são selecionados os sistemas a integrarem as Redes. Com


auxílio de extensionistas da região, são escolhidos os agricultores que representarão esses
sistemas de produção, em número mínimo de quatro por sistema. Os estabelecimentos
escolhidos passam por diagnóstico, realizado com base em informações fornecidas pelos
agricultores e observações dos profissionais em visitas ao campo. O diagnóstico será a
base para a formulação de um plano de melhorias de curto prazo, visando redução das
perdas e correção de possíveis incoerências entre os objetivos dos agricultores e suas
famílias, e o sistema de produção adotado.

No processo de implantação do plano elaborado, em conjunto entre técnico e agricultor,


todos os dados e informações são registrados de modo a permitir a confirmação dos
resultados positivos em relação ao estado inicial. Ao final de um ano, é possível a
formulação de um projeto de longo prazo, buscando a otimização no uso dos recursos da
propriedade para atingir melhores resultados. As propostas elaboradas são implantadas
num processo que pode levar de três a cinco anos, durante o período, todos os registros
técnicos e econômicos são efetuados.

Validadas as propostas, os dados constituirão as referências técnicas e econômicas que


servirão para orientação aos agricultores com características semelhantes, representados
nas Redes. Também merece destaque uma estratégia de difusão típica utilizada em
propriedades das Redes, chamada de “porteira aberta”. Em dias definidos
preliminarmente, o agricultor e sua família abrem as portas de sua propriedade para a
visita de outros agricultores e técnicos, e lhes apresentam, apoiados pelo técnico das

141
Redes, as práticas que tem validado na constituição de seu sistema de produção
melhorado e os resultados técnicos e econômicos que tem alcançado.

Esse método de trabalho começou a ser desenvolvido ainda nos anos 80 no Institut de
l´Elevage, instituição de pesquisa e desenvolvimento que atua junto às organizações de
produtores de leite e carne da França, sendo adaptado às condições paranaenses pelas
equipes do IAPAR e EMATER.

4 - RESULTADOS ALCANÇADOS

Em decorrência da abrangência das ações desenvolvidas, as redes apresentam resultados


de diferentes tipos:

 As quase quatrocentas famílias colaboradoras do projeto desde sua implantação,


diretamente beneficiárias por receberem o planejamento e o acompanhamento
técnico e econômico específico para as suas unidades produtivas, ofereceram as
bases para o desenvolvimento das demais iniciativas;
 Produção escrita: as Redes alcançaram 22 sistemas de referências, cinco
referências modulares e dois estudos de caso de seus produtos mais
característicos; contemplou também a elaboração de uma tese, oito dissertações,
três monografias, 41 artigos e 15 resumos apresentados em eventos técnicos
científicos. Toda essa produção pode ser consultada em
(http://www.iapar.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=535);
 Elaboração de políticas públicas específicas como a organização de sistema
público-privado de assistência técnica para produtores de leite no noroeste do
estado e uma lei municipal de apoio à implantação de sistemas agrossilvipastoris
no município de Porto Vitória também tiveram origem no trabalho das Redes;
 Realização de mais de 200 eventos de difusão entre seminários regionais,
encontros, dias de campo, excursões, cursos e outros. Mais de 6.000 pessoas,
entre agricultores e técnicos, participaram em eventos que trataram de questões
tecnológicas, econômicas e de desenvolvimento envolvendo os sistemas de
produção e atividades inseridos nas Redes;
 Implantação de 80 Unidades teste e validação (UTVs), trabalho desenvolvido em
parceria com instituições como Itaipu Binacional, e programas e projetos do
IAPAR apoiados pelo CNPq;

Com base em informações obtidas na análise dos trabalhos das Redes, foi elaborada
proposta voltada ao desenvolvimento para as Regiões Oeste e Sudoeste do Paraná,
envolvendo as explorações de bovinocultura de leite, fruticultura e piscicultura em
reservatórios de hidrelétricas.

5 - RECURSOS NECESSÁRIOS
O projeto se estrutura a partir dos recursos financeiros habitualmente empregados nas
ações da pesquisa agropecuária e extensão rural. Demanda, sobretudo, a articulação dos
recursos humanos em um plano de trabalho com objetivos comuns, a saber:

 A implantação de Redes requer extensionistas responsáveis pelo


acompanhamento das propriedades em visitas mensais, os quais se articulam com

142
profissionais da pesquisa no âmbito das mesorregiões de trabalho. No âmbito
mesorregional demanda-se o trabalho de dois coordenadores, um pesquisador,
um extensionista, atuando em conjunto. A esses, desejavelmente, se soma um
terceiro profissional, cujo perfil permita atender tecnicamente os sistemas de
produção estudados;
 Além dos custos dos técnicos há necessidade de recursos para as despesas de
custeio (diárias, combustível, manutenção dos veículos), contratação de serviços
de informática, produção de materiais técnicos de apoio, formulários de
acompanhamento ou notebooks com as planilhas;
 Para fazer frente a tais necessidades, ao longo de sua operação, as Redes
contaram com o apoio de diferentes parceiros (CONSEPA, CNPq, FINEP, Itaipu,
Petrobrás e SETI), os quais participaram da proposta com a oferta de recursos
financeiros e humanos (Bolsas de Iniciação Científica e de Recém Graduados)
complementares, todos fundamentais para a consolidação do projeto.

6 - TRANSFERÊNCIA

Embora em processo de construção constante, dada à dinâmica do trabalho, as Redes se


constituem hoje em uma estratégia consolidada de integração entre a pesquisa, extensão
e agricultores. Entre os eventos de transferência e difusão de tecnologias já mencionadas,
como seminários regionais, encontros, dias de campo, excursões, cursos e outros, merece
destaque uma estratégia de difusão peculiar adotada no projeto. Denominada de
“porteira aberta”, tal estratégia preconiza que em dias definidos preliminarmente, o
agricultor e sua família abrem as portas de sua propriedade para a visita de outros
agricultores e técnicos, ocasião em que apresentam apoiados por técnicos das Redes, as
práticas que tem validado na constituição de seu sistema de produção melhorado e os
resultados técnicos e econômicos que tem alcançado.

Resultados obtidos levaram o CONSEPA e a ASBRAER a apresentar projeto junto ao


Ministério do Desenvolvimento Agrário, para a instalação dos trabalhos em outros
Estados brasileiros. A proposta foi encampada pelo MDA como possível política pública
para o País.

7 - LIÇÕES APRENDIDAS

A prática das Redes deve ser considerada como uma Boa Prática, pela capacidade de
mudar paradigmas, gerar conhecimentos e permitir a melhoria do desempenho técnico e
econômico dos sistemas de produção acompanhados. Os aspectos que mais contribuem
para o sucesso do trabalho consistem no fato de integrar extensionistas, pesquisadores e
agricultores em uma agenda comum, permitindo com que os agricultores passem a ser e
se sentirem como agentes importantes da transformação. Eles não só acompanham como
são de fato, os principais executores do processo. Outro fator importante é que, os
resultados obtidos, servem como apoio para potencializar o alcance de políticas públicas,
como por exemplo, a utilização criteriosa do crédito rural.

O principal entrave decorre do tempo de maturação do projeto que, ainda que apresente
resultados preliminares ao longo de seu primeiro ano, demanda um esforço contínuo para

143
sua consolidação. As características pouco usuais do trabalho, especialmente no tocante
ao enfoque sistêmico adotado, que se contrapõe à visão reducionista de grande parte dos
técnicos e projetos, e à forma de relacionamento institucional entre extensão e pesquisa,
que nas Redes é mais integrada em relação à tradicional, também trouxeram dificuldades.
Entre as quais, a impossibilidade de se contar com a equipe completa desde o início,
também prejudicou a implantação e desenvolvimento dos trabalhos.

Há possibilidade de visitas, em cuja melhor época, situa-se entre os meses de Março a Novembro
N° máximo de visitantes por vez: 10 visitantes

Material de Boas Práticas acima escrito por:


Dimas Soares Junior, Rafael Fuentes Llanillo - Pesquisadores da área de
Socieconomia do IAPAR e Edson Diogo de Almeida- Instituto EMATER.

39. REUNIÃO

DEFINIÇÃO OBJETI- UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


VO ÇÃO ÇÕES

Termo Discutir, Para intro- Permite atingir grande número Exige mais
utilizado debater e duzir novas de pessoas, com racionalização tempo.
para definir solucionar técnicas, de custo/benefício no
pequenos prestar atendimento; Requer
questões habilidade
ou grandes informações
agrupamen- sobre especificas: Econômico dado o efeito e preparo
tos com fins determi- (Reunião multiplicador; por parte
específicos, nado tema Técnica- RT); do exten-
Seleciona e treina líderes e sionista;
com relaciona-
Para facilita a adoção de práticas;
interesse do com
desenvolver Exige o
comuns, em suas áreas Desenvolve técnicas de
lideranças ou máximo
que o cooperação e cooperativismo;
de para promo- envolvi-
coordena-
atividade. ver à organi- mento dos
dor presta Exercita a habilidade de pensar
zação dos pratican-
informações e falar em grupo tanto do
produtores tes para
técnicas ou facilitador como do público;
ou motivar o seu
práticas, ao
público: Trocar idéias e experiências; sucesso;
público;
(Reunião de
Facilita a informação técnica e Difícil
Contato dinamização-
interpessoal RD); favorece a introdução de outros medir o
métodos simples e complexos alcance;
e grupal;
Para troca de de comunicação grupal;
Pouca
Caracteriza- experiências
Oportuniza o coordenador oportuni-
se como o entre
conhecer os reais problemas da dade de
embrião de produtores –
comunidade, do público e atender a
todos os (Reunião assessorar na busca de soluções; interesses
tipos de Técnica - RT
pessoais.
eventos. ou Reunião Preocupa com eficácia e resultados
Prática - RP); concretos.

144
Reuniões: podem acontecer durante outros eventos, por exemplo, congressos, convenções etc.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: Alguns contratos já vêm com a solicitação de tempo em horas. Geralmente as


reuniões são de 2 (duas) até 8 (oito) horas. A reunião com mais de 8 (oito) horas torna-se
um curso e não reunião
“Desde que o homem descobriu sua capacidade de
Planejamento: pensar antes de agir ele estava planejando”

Plano de Aula ou de reunião: É um roteiro de trabalho disciplinar de esforços que serve


para auxiliar o trabalho do instrutor/facilitador. Por isso, deve ser objetivo, realista,
funcional. Sua obrigação não cria obrigatoriedade de cumpri-lo fielmente, podem surgir
outras motivações espontâneas que justifiquem o afastamento dele. Depende da
acuidade pedagógica do instrutor saber ou não, deixar de lado o plano para aproveitar
motivações espontâneas, a fim de dar outro rumo à aula ou a reunião.

“A ausência de um plano de qualquer método pode ter como conseqüência, realização de


métodos monótonos e desorganizados, desencadeando o desinteresse do público
tornando desestimulantes. É uma forma de perder a credibilidade”.

EXEMPLO DE UM PLANO DE REUNIÃO

TÍTULO DA REUNIÃO Data:

Local: Duração em Horas:


Início - Término

Público: Identificá-lo

Objetivo Geral: (Para o que é a reunião) – visão global da reunião

Técnico:

Conteúdo Básico Procedimento didático Material Avaliação


Equipamento
necessário

Assunto. Pode ser dividido Como será repassado o Listas todos Como será a
por subitem e por tempo. conteúdo, se é oral com alguma que serão avaliação.
técnica. Prática realizada. utilizados.

Execução da Reunião

Antes da reunião:

 Planejar com antecedência a reunião. Selecionar que tipo de reunião será


realizado (Reunião técnica (RT), Reunião dinamização (RD), Reunião Prática (RP)
conforme o assunto e o público a ser trabalhado.

145
 Verificar o público e observar se o conteúdo é de seu interesse e necessário.
 Não perca tempo levando assuntos que não seja de interesse do grupo.
 Jamais ir para uma reunião sem saber de detalhes do conteúdo a ser discutido.
 Portanto em consideração ao público, construir objetivo claro e bem definido. O
objetivo deve refletir as necessidades, os interesses e os problemas do grupo que
vai participar.
 Elaborar o programa preliminar. Preparar o assunto com os passos e pontos
chaves do assunto que será levado à reunião. Preparar materiais instrucionais,
recursos auxiliares de ensino, equipamentos para práticas caso a reunião seja com
práticas. Atribuir funções, se houver necessidade. O foco de toda e qualquer
reunião é a AÇÃO.
 Estabelecer data época, local, horário de início e término da reunião, levando em
consideração facilidade de acesso ao local, horários acessíveis, facilidade da
utilização dos recursos auxiliares de ensino, materiais necessários.
 Verificar como será convidado o público para reunião.
 Ter um controle bem rígido do tempo. Início e término. Nunca termine uma
reunião depois do tempo previsto.
“O extensionista deverá estar muito bem preparado e conhecedor do assunto.
É o maior fator de êxito para a aplicação de qualquer método e evento”.
DURANTE A REUNIÃO

Quebre o gelo: Ao chegar ao local, com antecedência ao horário marcado, converse sobre
algum assunto diferente da pauta, ou conte alguma história de sucesso. Assuntos
interessantes ajudam a descontrair o público. É a oportunidade também para ouvir.
Lembrete: “ELOGIAR EM PÚBLICO
e CRITICAR EM PARTICULAR”.

Abertura: Realizada pelo Coordenador ou Facilitador ou o Instrutor – Cumprimentar o


grupo, mesmo sabendo que muitos dos participantes já foram cumprimentados. Repassar
o objetivo da reunião e assuntos gerais.

Cada participante se apresenta: Caso o coordenador não conheça o grupo é interessante


cada participante fazer a sua apresentação podendo utilizar alguma dinâmica, se o
instrutor tiver segurança em aplicar e processar dinâmicas. Apresentar convidados se
houver.

Escolha do coordenador da reunião e do secretário: Se for uma reunião que há


necessidade de deixar anotado o que foi discutido é interessante que alguém do grupo
faça as anotações ou a ata se houver necessidade.

Definição dos assuntos a discutir: (fazer a pauta)- Há necessidade de deixar os


participantes também opinarem nesse momento o coordenador deverá dar oportunidade
para que os participantes coloquem suas dúvidas sobre o assunto a ser discutido. Pode
ser um diagnóstico que irá ajudar no desenvolvimento do conteúdo.

Discussão dos Assuntos: Já deve estar planejado por tempo cada item do assunto. É
necessário que esse tempo seja realmente obedecido. Ouvir com atenção o grupo,
respeitar opinião de todos. Se houver discussão de tarefas verificar quem ficará
responsável por cada item. Discutir o assunto com troca de idéias. Fazer uma reflexão do

146
assunto em discussão e síntese. Realizar as práticas caso a reunião seja com práticas
ofertando oportunidade para que o maior número de pessoas exercite a prática.

Conclusão da reunião: Concluído o os assuntos, o coordenador encerra a reunião. Não


deixar que a reunião vá terminando aos poucos, por exemplo, cada participante vai
saindo um por um. Se houver necessidade definir prioridades, prazos, responsabilidades,
como serão executados.

Avaliação rápida da reunião: Se possível realizar uma breve avaliação da reunião. Pontos
negativos, pontos fortes, o que necessita melhorar.

Marcar a data da próxima reunião: Juntamente com o grupo já definir a nova data para a
próxima reunião.

O coordenador durante a reunião: A forma a como uma pessoa coordena uma reunião é
decisiva para fazer uma boa reunião. Todo cuidado é essencial, por exemplo, respeitar a
pontualidade, horário de início de termino. Ter o controle do grupo, exigir ordem e
respeito com todos. Conhecer o objetivo bem como estar seguro do conteúdo a ser
discutido. Fazer com todos participem, inclusive os mais tímidos. Conhecer os diferentes
tipos de pessoas que participam da reunião. Demonstrar entusiasmo. Conhecer e saber
aplicar algumas dinâmicas de avaliação para o final da reunião.

Participantes: O coordenador deve também lembrar que os participantes também têm


suas responsabilidades, por exemplo: participação, cooperação, contribuição, somar e
multiplicar idéias, acreditando sempre na força e união do grupo, cumprir o que foi
combinado na pauta, não fugir do assunto, falar para o grupo e não somente para seu
vizinho de reunião, dar seu depoimento.

Depois da reunião: Aqui as ações são de acompanhamento, monitoramento das decisões


tomadas. É interessante fazer a divulgação das conclusões para os demais participantes
da comunidade. Ainda pode ser a verificação do andamento de ações, cobrar execuções.
Prever novas reuniões.

40. REUNIÃO DE CONSULTA PÚBLICA*


É uma reunião que tem por objetivo apresentar o Programa e o PRÉ-DIAGNÓSTICO aos
agricultores da microbacia e consultá-los sobre o interesse da implementação do
Programa;
 Ao menos 70% dos participantes da consulta pública devem se manifestar favoráveis
ao desenvolvimento do Programa na microbacia;
 É necessária a elaboração de uma Ata com lista de presença;
 O Técnico municipal do EMATER deve enviar cópia da Ata e da lista de presença ao
Coordenador Regional de meio ambiente, o qual encaminhará cópia ao Chefe de
Núcleo da SEAB e à coordenação do programa no EMATER.
Obs.: - A consulta pública deve ser registrada como método no SISATER;
- Podem ser utilizados recursos do Programa para custear alimentação no evento.
Fonte: Instituto EMATER – Microbacias.

*Foi mencionado por ser uma metodologia relatada no SISATER.

147
41. SEMANA ESPECIAL

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


ÇÃO ÇÕES

Instrumento pedagógico, Criar Serve para Envolve a Pode


de uma semana, em que se oportunidade despertar a comunidade para exigir
desenvolvem várias de discussão atenção e o solucionar desloca-
atividades educativas, interesse problemas mento
e
combinando ações indivi- do público, comuns; de
iduais, grupais e massais, capacitação, buscando equipes
abrangendo o público de divulgando, soluções Informa e motiva ínterins-
diversas localidades motivando e eficazes e sobre atividades titucio-
durante seu transcurso; integrando o rápidas, ou práticas; nais.
público para dinamizan-
É uma reunião de peque- do às Propicia a Se não
procurar bem
nos eventos que compõem atividades participação
alternativa à
uma semana institucional prioritárias direta do público; planeja-
inteiramente dedicada a solução de de da surge
um só tema. Assim como o desafios determina- Contribui para a o
congresso, comporta comuns. da maior integração desinte-
atividades variadas dentro atividade; dos órgãos com resse do
da sua programação como objetivos comuns; público.
palestras, exposições, Serve para
comemorar Auxilia no
atividades sociais, etc.
Consolidar datas de conhecimento da
caráter área e problemas
Deve ser utilizada quando um assunto,
social ou existentes;
constatamos um problema facilitando
cuja solução vai depender sua absorção. cívico.
Contribui para
do interesse do público que melhorar o
se pretende atingir. relacionamento
com o público.

“A Semana Especial é idêntica ao Congresso em que os


participantes se reúnem para debater temas de interesse comum”.

Obs. LER também CONFERÊNCIA (página 22); CONGRESSO (página37); PALESTRA


(página 120) e PAINEL (página 117) neste Manual. Pois a semana segue o mesmo
esquema desses métodos.

O Instituto EMATER realiza ou participa de Semanas como: Semana do Campo, semana da


agricultura de Cambé e outros.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

A Semana Especial pode ser realizada no meio urbano como no meio rural.

Duração: Embora seja Semana. Pode durar de 4 (quatro) a 7 (sete) dias.

148
Podemos realizar, por exemplo, a semana da saúde, semana da educação, semana da
mecanização, semana da conservação de solos, semana ruralista, semana da comunidade.
Algumas semanas especiais são instituídas decreto federal. Envolve mobilização de
parceiros para melhor aproveitamento dos recursos existentes e a maior participação do
público.

Organização:

Envolve 3 (três) fases distintas: Planejamento e preparação,


Execução
Avaliação
Planejamento e Preparação: Como toda atividade de extensão rural, a semana exige um
bom planejamento e uma preparação prévia, a fim de estabelecer critérios que a levem
ao completo êxito. Consiste em envolver os parceiros, o bairro, a comunidade na
atividade programada, através das comissões específicas e outros, definindo:

 Definição de objetivos e finalidades: refere-se a quem e ao que se quer atingir.


Os objetivos devem ser claros e possíveis de serem atingidos.
 Distribuição das tarefas: quem executará o quê: as tarefas devem ser distribuídas
pela competência de cada órgão integrante da atividade.
 Seleção de métodos e meios: a semana especial permite a utilização de diversos
métodos como: exposição, reunião, demonstração de resultados, excursão,
vídeos, programas de rádio, distribuição de materiais, etc.
 Recursos financeiros: deve-se prever o orçamento e patrocinadores.
 Divulgação: deverá ser elaborado um esquema básico de divulgação.
 Reuniões com os envolvidos: após a distribuição das tarefas, cabe realizar sobre
cada atividades das comissões organizadas.
 Preparação dos materiais: elaboração dos materiais de divulgação e materiais
entregues na Semana.

Execução: A fase de execução envolve o lançamento e desenvolvimento da semana.

 Lançamento: o lançamento poderá ser feito através de uma palestra, específica


sobre o objetivo da semana especial, projeções de vídeos, etc.
 Desenvolvimento: é a fase da realização, com todos os métodos planejados dia a
dia, onde que cada um daqueles que recebem atribuições passará a executá-las,
conforme o programa elaborado.

Avaliação: Tem como objetivo avaliar o conteúdo, o planejamento e os resultados


alcançados em função das metas previstas.

Semana especial é uma maratona de atividades realizadas,


onde evolve um grupo para solução de problemas.

A seguir exemplo de CRONOGRAMA e PROGRAMAÇÃO para Semanas Especiais

149
SEMANA DA MECANIZAÇÃO cronograma

EXEMPLO DE PROGRAMA PARA SEMANA DE MECANIZAÇÃO

150
Semanas executadas pelo Instituto EMATER em parcerias: Semana da Agricultura:
Redução Perdas na Colheita, Semana de Campo Abaixo o convite e programação

Obs. LER também CONFERÊNCIA (página 22); CONGRESSO (página37); PALESTRA (página
120) e PAINEL (página 117) e neste Manual.

151
42. SEMINÁRIO

DEFINIÇÃO OBJETI- UTILIZA- VANTA- LIMITA-


VO CÃO GENS ÇÕES

Evento onde dois ou mais expositores ou Estudar, Serve para Estimula Depen-
oradores apresentam vários aspectos de investigar, confrontar a partici-de
um determinado assunto. E depois analisar, experiên- pação muito o
debatem com a platéia que deverá ter cias, ativa; interes-
informar,
algum conhecimento prévio do assunto; coletivizar se dos
debater e idéias, Apresen- público
Procedimento metodológico planejado de interpre- avançar ta efetivo;
aprendizagem e reaprendizagem ativa, em tar um ou em novos materiais
que um grupo de pessoas se reúne em ses- mais conheci- e Portan-
sões planejadas para estudar ou debater mentos; informa- to os
temas, sob
um tema de interesse comum em busca de ções partici-
orientação Identificar novas; pantes
soluções ou alternativas de algum desafio,
de um problemas deve-
sob gerenciamento de um coordenador;
especialis- explorar Aprofun- rão ser
ta e seus da um bem
Tem origem etimológica no latim, sémen,
diferentes tema e selecio
significa “semente”. É nomeado como uma propor
aspectos; propiciar nados.
espécie de sementeira de idéias. Semeiam- alternati- o debate
se idéias, pois suscita o debate sobre vas para Sistemati- sobre o
determinados temas; resolver zar e divul- mesmo
questões gar os co-
Pode assumir diversas formas, o objetivo nhecimen-
maior: leitura, análise e interpretação de levantada
sob vários tos cons-
textos dados sobre apresentação de fenô- truídos em
menos e/ou dados quantitativos vistos sob ângulos.
grupo.
o ângulo das expressões científicas
positivas, experimentais e humanas.

“A denominação SEMINÁRIO é comumente utilizada de forma


equivocada, em lugar de simpósio, de congresso ou encontro”.

Seminários executados pelo Instituto EMATER em parcerias ou onde o Instituto


participa: Seminário regional de Pecuária de Corte, Seminário de tomate, Seminário
Regional de Horticultura, Seminário de jovens e pais das Casas Familiares Rurais, V
Seminário de Agroindústria e Comercialização de Produtores da agricultura Familiar,
Seminário do Meio ambiente e outros.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO


Obs. No seminário poderá ter Painel (pag.117) e Mesa-Redonda (pag.100).

A dinâmica do seminário divide-se em: Exposição,


Discussão e
Conclusão

152
Duração: Pode ser de 4 (quatro) a 8 (oito) horas. Dependendo da amplitude do tema e da
quantidade de palestrantes, pode durar mais que um dia* e até dias. Portanto, é preciso
encontrar um ponto de equilíbrio, para que não seja tão curto a ponto de impedir a
exploração da temática escolhida, nem demasiado longo e maçante.

 *Se ocorrer em mais de um dia pode denominar-se JORNADA. (pag.98)

Participantes: 60 (sessenta) de preferência que é um número para um bom rendimento.


Os participantes são os:

 Convidados: especialistas ou pessoas com vivências maiores em aspectos parciais


do tema. Eles se encarregam de elaborar trabalhos escritos sobre os subtemas
nos quais tenham maior experiência e indicam fontes de informações sobre eles.
 Efetivos: são pessoas com interesse geral sobre o tema do seminário, que
participarão de grupos de discussões e elaboração das conclusões.
 Comissão diretiva: formada pelos organizadores do seminário, que tenha
capacidade de decisão autônoma, para que as diversas tarefas a serem
executadas sejam distribuídas claramente e realmente executadas.
 Comissão organizadora: Montar uma comissão para condução de todos os
trabalhos devendo estabelecer um planejamento global incluindo os seguintes
aspectos:

• cronograma; • planejamento financeiro;


• local e data; •recursos audiovisuais e outros
• temário; equipamentos como telefones,
• calendário; impressoras, Xerox; computadores
• identificação dos participantes; com acesso à Internet; móveis,
• providenciar convites; material de expediente como papéis,
• estratégia de comunicação- blocos, canetas, folhetos, pastas,
Realizado– Realizada pelo menos crachás, borrachas, envelopes, etc.;
3 (três) meses de antecedência; • alimentação, lanche, etc.
• elaboração e confecção de • transporte;
materiais impresso como folders, • recepção;
materiais para inscrição e os que • hospedagem;
serão distribuídos durante o • certificação;
seminário, pastas contendo • avaliações.
material a ser entregue.
• Publicação de Anais ou podem ser disponibilizados na internet.

Planejamento: Principais etapas:


 Determinar um problema a ser trabalhado fixando o objetivo a alcançar;
 Definir a origem do problema e da hipótese, estabelecendo o tema;
 Definir local, data e horário e local para a realização do Seminário;

153
 Definir a programação, dividindo o evento em três fases: exposição, discussão e
conclusão;
 Formar as comissões para os trabalhos como elaboração de uma agenda prévia e de
um cronograma de execução;
 Levantar a necessidade de recursos audiovisuais junto aos expositores;
 Designar um coordenador para conduzir os trabalhos;
 Selecionar e confirmar presenças dos expositores;
 Elaborar lista de convidados e emitir convites;
 Preparar a ficha de inscrição. Providenciar o crachá;
 Elaboração de documentos básicos e materiais necessários;
 Discussão com convidados sobre o teor e conteúdo dos documentos básicos;
 Impressão de documentos prévios e posteriores ao seminário;
 Divulgação das atividades do seminário;
 Obtenção de recursos humanos, financeiros, materiais e físicos;
 Organização de material técnico e bibliográfico de apoio aos grupos de trabalho, bem
como pastas, canetas, etc.;
 Elaborar os relatórios necessários, anais, etc.;
 Prever cobertura fotográfica e jornalística do evento;
 Encaminhamento das conclusões às pessoas e entidades de direito;
 Avaliação e prestação de contas.

Cronograma: Para tornar o seminário mais interessante o ideal é que o encontro seja bastante
interativo, divertido e permita a participação de todos. Planeje um cronograma para que esta
interação aconteça: debates por perguntas escritas, vídeo conferências, sugestões dos
participantes, dinâmicas animadoras, animações, espaço para coffee break, etc.

Tema central: O primeiro e mais importante passo para montar o seminário é a escolha do
assunto central que deverá ser de acordo com a necessidade do público que participará desse
evento.

Palestrantes ou expositores: os palestrantes ou expositores precisam ser muito bem


escolhidos, pois são eles os principais responsáveis pela qualidade do que será debatido, são
aqueles que detêm um notório e aprofundado conhecimento sobre a pauta do seminário e
que irão despertar o interesse do público, pessoas que realmente o que o público quer e
necessita para que possam dar uma contribuição efetiva para o tema em pauta.

Orçamento: Para conseguir executar cada etapa é preciso saber calcular os valores que serão
gastos como, por exemplo, o aluguel do espaço, materiais para os participantes, coffee break,
expositores, equipamentos, equipe de limpeza, decoração, arranjos de flores e outros itens
necessários. (Verificar ORÇAMENTO página 205 neste Manual).

Custo com Palestrante ou expositor: maior a importância do palestrante, maiores os custos


para contratá-lo. Pode ser que eles não cobrem, mas mesmo assim, existirão gastos como
transporte, alimentação e estadia. Muitos dos palestrantes/expositores cobram por hora.
Verificar qual patrocinador poderá arcar com essa despesa.

154
Local: Definindo o tema e o número de integrantes do público, poderá definir o local do
evento. Existem auditórios nos mais variados locais: faculdades, hotéis, sala de reuniões, em
uma empresa ou em uma sala de conferências alugada para essa finalidade. Entretanto, é
necessário mensurar a quantidade de interessados em participar, uma vez que o espaço
escolhido precisa ter acessibilidade adequada e comportar todos os presentes com conforto e
segurança. O ideal, no caso dos seminários e demais eventos educativos, é reservar o local
com antecedência e limitar o número de inscrições. Interessante que os locais tenham salas
de apoio.

Material e equipamentos: Em seminários é costume distribuir kits informativos, com guias,


pen drive, pastas, canetas, dentre outros itens para proporcionar maiores explicações sobre o
tema. Brindes também podem ser oferecidos. E se seu evento tiver uma longa duração, um
coffee break para os participantes é essencial. Mesmo que o evento seja rápido, lembre-se:
cafezinho, água e banheiros não podem faltar.

Divulgação: Ter um cuidado especial com essa fase de sua programação. Faça um mailing que
inclua todo o público que participara do seminário, divulgar via e-mail, fixar cartazes em locais
estratégicos, onde o público está e divulgue se possível, nos jornais e revistas voltadas para o
tema do seu seminário. Divulgar nas redes sociais. É interessante criar até uma própria página
para o seminário, conforme sua importância, podendo até realizar as inscrições na própria
ágina. Para isso, utilize uma plataforma online, pois grande parte do seu público está na
internet. Recomenda-se, ainda, o uso de faixas e cartazes que, além de orientar os
participantes com as informações gerais sobre o evento, quando bem diagramados, podem
contribuir para a decoração do ambiente.
Staff: termo inglês que significa "pessoal", no sentido de equipe ou funcionários. Utilizado
para designar as pessoas que pertencem ao grupo de trabalho de uma organização.

Equipe para a execução: No dia do evento, é necessário ter uma equipe preparada para
ajudar. Seu staff precisa estar atento ao controle de entrada do público. A ação aqui também
irá variar conforme o seminário. Esteja sempre atento para não superlotar o espaço e
proporcionar uma experiência desconfortável para o público. A melhor maneira de controlar a
entrada é fazendo check-in online, através da mesma plataforma online escolhida para
inscrições, se for o caso.

Secretaria: Prever a montagem de uma secretaria no dia do evento que é a estrutura de apoio
onde se resolvem as questões práticas do seminário.

Decoração: Quando há composição de uma mesa de honra, aconselha-se o uso dos arranjos
de chão em frente à mesa. Também são boas alternativas os arranjos dispostos em colunas
laterais e os arranjos em forma de cascata.

Cerimonial: Precisa preparar como se dará a abertura, as falas e garantir a execução do seu
planejamento. Elaborar roteiro do mestre de cerimônias. É necessário treinar seu staff
repassando toda a programação para garantir o bom andamento do seminário.
Execução:
 Abertura: O mestre de cerimônias ou o coordenador que é o presidente da comissão
diretiva faz a abertura do Seminário. Apresenta a programação, os objetivos, explica
como será o procedimento do seminário, repassa informações necessárias, etc.

155
 Mesa: Seguida faz a composição da mesa. Pode iniciar com a execução do Hino
Nacional. Que será executado (cantado ou tocado) somente quando a autoridade
principal estiver no dispositivo (local da solenidade), após a composição da mesa.
Alguns seminários não executam o Hino, depende do planejamento organizado.

 Plenária: Na seqüência o locutor passa a palavra ao coordenador, que se encarregará


dos trabalhos a partir deste momento abrindo a sessão plenária, nestas sessões os
participantes convidados apresentam seus trabalhos sobre os aspectos parciais do
tema que está sendo discutidos aos diversos grupos de participantes interessados no
subtemas. O tempo para explanação deverá ser igual para todos os convidados.

 Debate: Após a exposição de cada um dos membros da mesa passa para as sessões de
debate, abrindo a discussão com a platéia para possíveis esclarecimentos de dúvidas,
onde as perguntas podem ser feitas por escrito ou verbalmente.

 Exposições paralelas: Nesta modalidade de evento, é possível que seja realizada


exposições paralelas onde é discutido os trabalhos elaborados e apresentados pelos
membros convidados, em função de suas experiências e de outras informações
disponíveis.

 Grupos de trabalho: Em um Seminário são desenvolvidos vários grupos de discussão.
Para facilitar os trabalhos e, principalmente, em função do número de participantes é
interessante formar-se grupos de 10 (dez) a 15 (quinze) pessoas por experiência e
vivência nos subtemas. Nas sessões de debate, as conclusões a serem levantadas pela
plenária geral deverão embasar-se nos seguintes itens:
• Análise do problema discutido
• Soluções encontradas
• Problemas sem solução viável
• Formas de operacionalizar as solução e pessoas ou entidades responsáveis
por elas.

 Conclusões sobre os subtemas: cada grupo elabora suas conclusões, que são
entregues por escrito a todos participantes do grupo

 Plenária Geral: Após o encerramento das sessões de debate, são apresentadas todas
as conclusões dos diversos subgrupos, conduzida pelo coordenador, objetivando o
entendimento das conclusões sem que haja discussão. Pois pode não necessitar
produzir conclusões prontas, acabadas e de consenso geral.

 Na última parte, o expositor submete à provação do grupo as recomendações finais do


Encontro.

 Encerramento: ao final do evento, deve ser elaborado um documento contendo tudo


o que ali tenha sido definido pelos grupos de trabalho. Esse documento deve ser
submetido à aprovação de todos os que participaram de sua elaboração. São as
recomendações finais dos grupos de trabalho. Poderá ser elaborado também, se
necessário os Anais do Evento e ser disponibilizado a todos interessados.

 O coordenador encerra os trabalhos, agradecendo a participação de todos.

Obs. LER também CONGRESSO na página 37 neste Manual.

156
INTEGRAÇÃO GRUPAL PRODUÇÃO COLETIVA
FASES DA
Conhecimento entre os Apresentação da programação,
EVOLUÇÃO
participantes - Relação objetivos, regras a serem seguidas.
DO GRUPO interpessoal

DE Formação de subgrupos A coordenação propõe ou determina


tarefas que são cumpridas pelo grupo.
PARTICIPANTES
Conflitos A redefinição ou descoberta dos
DE UM
objetivos pelo próprio grupo.
SEMINÁRIO
Integração Produção coletiva autodirigidas.

EXEMPLO DE UMA AGENDA DE SEMINÁRIO:

SEMINÁRIO DE PISCICULTURA

DATA: 09/11/2016 (QUARTA-FEIRA) LOCAL: SANTA HELENA - PR

AGENDA

Colaboração Convite, Agenda e Programação: Luiz Danilo Muehlmann


Médico Veterinário - Instituto EMATER – Curitiba - Paraná

157
158
43. SIMPÓSIO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILI- VANTAGENS LIMITA-


ZAÇÃO ÇÕES

Evento onde um grupo Discutir e Para Permite uma Alguns


de especialistas de debater um apresentar exposição das pontos de
renome expõe seus determinado informações ideias de forma vista podem
conhecimentos, suas tema com o básicas sobre sistemática, ser
experiências, numa público. um relativamente negligencia-
seqüência lógica com Apresentar as determinado completa e dos;
preleções curtas e impressões assunto; ininterrupta;
objetivas, de diferentes sobre um Difícil medir
aspectos sobre assuntos assunto que é Para Mais vantajoso o efeito
dentro do mesmo tema; colocado em possibilitar a ouvir várias sobre o que
debate. análise e o pessoas do que foi ouvido;
Caracteriza-se pela estudo de um apenas uma;
apresentação de um assunto sob O interesse
Promover
tema, normalmente todos os seus Permite a ea
intercâmbio
científico e dividido em ângulos; participação participação
de
subtemas, para um mais intensa do dependem
informações
público selecionado que Para permitir público; da afinidade
para facilitar
fazem as perguntas; eventos dos
tomada Para apresentar
expositivos oradores
de decisão; matérias e
É um derivado da mesa- paralelos: fei- com o
informações assunto,
redonda, possuindo Analisar, ras, mostras
novas de debate e do
como característica o discutir e exposições
diversos ponto de
fato de ser de alto nível, estudar um completando
especialistas vista.
com participação de determinado a visualização
sobre um
aspectos diferentes de assunto sob ea
assunto em
determinados assuntos. diversos compreensão
sequência
E os expositores não ângulos. do que foi
lógica.
debatem ente si; apresentado.

Obs. LER também EXPOSIÇÃO (página 69); FEIRA (página 74); MESA-REDONDA (página 100);
MOSTRA (pagina 103); e SEMINÁRIO (página 152) neste Manual.

 A diferença básica entre o simpósio e a mesa-redonda é que no simpósio os


expositores não debatem entre si os temas apresentados. Os debates ocorrem diretamente
com a platéia, que formula perguntas aos expositores sob a direção de um coordenador.
 O simpósio é mais eclético do que o congresso, pois permite a participação de pessoas
de diferentes segmentos.
 Paralelamente ao simpósio, podem ser realizados outros eventos como feiras, mostras
e exposições.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: Pode ser de 1 (um) ou 3 (três) dias. De acordo com o tema escolhido.

Planejamento: Muito parecido com o evento “seminário” (pag.152)

159
Organização: Escolhido o coordenador e os especialistas, caberá a quem está organizando
discutir com os especialistas os limites de suas atribuições em cada assunto, evitando-se
repetições e contradições. Nesta fase deverá ser discutido o tempo que todos os especialistas
terão para apresentar o assunto.

Programação: Deve ser pré estabelecido pela comissão organizadora. O tema geral pode ser
escalonado em subtemas, que são apresentados em forma de conferências.

DICAS: Com antecedência mínima de uma semana, os expositores devem enviar os trabalhos a
serem apresentados, para que sejam reproduzidos e distribuídos aos participantes.
Execução:
 Abertura: O coordenador abre os trabalhos apresentando o assunto, os oradores, a
dinâmica dos trabalhos, tempo destinado para cada etapa antes do início das
atividades. Cada um dos expositores é responsável pela apresentação de aspectos
diferentes ou especiais do assunto.

 Continuando, o coordenador faz um resumo dos problemas existentes e dos objetivos


da realização, criando uma atmosfera de atenção no auditório. Explicar que ao
expositor não deverá ser interrompido e que as perguntas dever ser feitas ao final da
exposição do especialista ou ao final de todas as exposições.

 1º Orador: A seguir passa a palavra ao primeiro especialista controlando o tempo de


exposição. Nesse momento não pode haver interrupções.

 Perguntas: Após a apresentação, a platéia participa com perguntas à mesa, escritas e


identificadas, sem teor de polêmica. O tempo para as perguntas deve ser limitado. Ao
final da sessão, perguntas poderão ser feitas a cada um dos especialistas, por escrito e
com seu autor identificado

 2º Orador: Encerrado as respostas das dúvidas da plateia passa para o segundo


especialista com os mesmos procedimentos adotado em relação ao primeiro

 Demais oradores: O coordenador vai passando a palavra para os demais oradores até
o último especialista ou orador. Com as mesmas condições e procedimento dos
demais. Sempre com o tempo controlado para todas as etapas.
 Encerramento: Quando não houver mais perguntas o coordenador encerra o
simpósio.
 Conclusão: O coordenador ou moderador no final apresenta uma conclusão
representando a maioria das opiniões que é submetida à aprovação do grupo e
transformada em documento que servirá de orientação para a área. Aqui não são
apresentadas as conclusões de uma pesquisa, mas sim impressões sobre um
determinado assunto que foi colocado em debate. Um documento com as conclusões
dos trabalhos deve ser elaborado e apresentado a todos os especialistas que
participaram do Simpósio.

Obs. LER também EXPOSIÇÃO (página 69); FEIRA (página 74); MESA-REDONDA (página 100);
MOSTRA (página 103), e SEMINÁRIO (página 152) neste Manual.

160
44 . TORNEIO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITAÇÕES

Evento de Divulgar, Serve para divulgar Desenvolve interesse Intempéries


cunho cultural, a marca do no espírito que podem
motivar,
científico ou Instituto, produto competitivo, acontecer
tecnológico, incentivar, ou serviço que principalmente se a prejudican-
coordenado por organiza e patrocina premiação for do o
integrar,
uma comissão, o evento; convidativa; resultado
que estabelece- mobilizar dos compe-
o regulamento, Fazer parte de um Atinge grande número tidores;
pessoas de pessoas;
júri e sistema de Ranking
premiação; por uma no setor a ser Se não bem
contemplado no Tem efeito estimulante planejado
causa e multiplicador; pode criar
torneio;
É uma competi- comum. mágoas e
ção saudável, Serve para Propõe momentos de desconfian-
construtiva e demonstrar aos trocas de experiências ça em
educativa, onde participantes e de alegrias; relação a
tomam parte interessados que resultados;
vários existem muitas Concede o título de
interessados no maneiras para campeão ao vencedor, Pode gerar
tema em avaliar os resultados estimulando-o a outras competição
questão. participações. pessoal.
dos seus esforços.

Obs. LER também sobre EXPOSIÇÃO (página 69); FEIRA (página 74); FESTA (página 85) e
OLÍMPÍADA (página 108); neste Manual.

Duração: Vai depender do produto que está sendo realizado o torneio. Que pode durar de
1(um) a 5 (cinco) dias. Por exemplo, o Torneio Leiteiro Expogua-Guarapuava, tem uma duração
de 5 (cinco) dias, iniciando sempre numa quinta-feira com a recepção e verificação da
documentação dos animais, na sexta, sábado e domingo são realizadas as ordenhas para o
torneio e na segunda feira a retirada dos animais.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Planejamento: Importante e deverá ser realizado com qualquer outro evento.

Montar a comissão:
Citando o exemplo do Torneiro Leiteiro de Guarapuava essa comissão é formada pelo técnico
do Instituto EMATER, mais os parceiros e interessados na realização do torneio que no caso do
torneio Leiteiro são: Sindicatos Rurais, Sociedade Rural, Cooperativas, Empresas ligadas a
atividade, Secretaria da Agricultura, Prefeitura, Associação de produtores, Universidades,
Escolas Técnicas e outros.
A comissão irá definir data, local, regras para participação, as normas, etc.
Comissão pode ser subdividida em grupos com as funções definidas, por exemplo:

 Organizador / responsável: é importante saber quem é o responsável pelo evento e essa


pessoa, no máximo duas pessoas, tem as decisões mais relevantes do torneio nas mãos.

161
Os parceiros e colaboradores deverão estar sempre informados e as atribuições claras
para cada um devem ser dadas, assim os responsáveis gerais ficam menos
sobrecarregados, portanto é interessante realizar distribuição de tarefas, por exemplo:

 Diretor geral: é o responsável por tudo e todos e tem que estar coordenando todas as
áreas do evento, portanto tem uma grande responsabilidade de delegação.
 Responsável pela divulgação: este e sua equipe farão todo o marketing do torneio.
 Responsável financeiro: Montar a planilha com orçamento com todos os detalhes de
custos, gastos negociações, deve ter um ótimo relacionamento pessoa e uma boa rede
de contatos úteis.
 Responsável estrutural: nessa função tudo pode acontecer, o responsável por ela
deve ser multitarefa e resolver todo tipo de problema que aparecer, para que a
estrutura idealizada seja executa o mais próximo da perfeição possível.

Montar objetivos: Essencial, deverá ser notório e específico.

Escolha da data: A escolha das datas que se pretende realizar o evento é de suma importância.
Deve ser de acordo com o tema, sua necessidade, disponibilidade e também a quantidade
máxima de competidores. O organizador deve, sempre que possível, verificar os calendários
de agendas disponíveis na Internet, a fim de não coincidir as datas escolhidas, com as datas de
outros eventos já agendados, principalmente se este outro evento for influir de alguma forma
no sucesso do seu evento, e por conseqüência no sucesso do evento já agendado. Algum
torneio tem que obedecer ao período da cultura, ou do produto que será realizado o torneio.
O torneio pode ser realizado dentro de outro evento maior local ou regional, já com realização
tradicional, como feiras, exposições e festas comemorativas.

Levantamento de dados:
 Após traçar os objetivos realizar o cheklist do que vai precisar conforme o orçamento.
Montar um plano com as ações e prazos de cada item é fundamental.

Nome do torneio:
 Procure especificar junto à comissão do nome do torneio, qual é a sua edição, com
número ou com o ano de realização, um logotipo para identificação que é bastante
útil, pode até ser o mesmo do local
 No caso do exemplo é o “Torneio Leiteiro”

Recursos financeiros: após levantamento das necessidades de materiais, logístico, etc. montar
a planilha detalhada de quanto irá precisar para a realização do evento. Se necessário poderá
ser feito um Plano de Venda dos Espaços que m patrocinador pode comprar para utilizar no
torneio. É algo bem útil na hora de vender o projeto do torneio. Verificar quem será o
patrocinador e apoiador. Patrocinador é quem entra com o dinheiro e Apoiador é quem
trocou seus serviços ou produtos por visibilidade de captação de recursos para qualquer outro
tipo de evento, os patrocinadores sempre estão dispostos a ligar suas marcas aos eventos que
tenham visibilidade de qualidade atingindo o público alvo e de preferência vistas por um
número maior de pessoas.

162
Materiais: Durante a montagem das comissões, deverá ter a comissão da organização dos
materiais a serem utilizados, antes durante e após a realização do torneio. Materiais utilizados
na divulgação, nas reuniões, para o dia da premiação como: troféus, guarda-sóis, placar,
cadeiras, mesas e tendas, água, sistema de som, com possibilidade de uso de microfones e
outros materiais. Estabelecer uma área para a organização do torneio que é muito útil caso a
área do evento não tenha algo definitivo.

Premiação: Quanto mais atrativo, melhor, de mais valor e útil, haverá maior interesse entre os
participantes.

Data de inscrição, o período de inscrição varia de acordo com o tamanho do torneio, ou seja,
quantos participantes irão participar. Verificar o período de duração do torneio.

Inscrição: o período de inscrição varia de acordo com o tamanho do torneio e dos


participantes. Se for de grande porte maior deve ser o período das inscrições e seu
fechamento interessante ser realizado no máximo 3 dias no máximo 15 dias antes da data de
início do torneio, para que todos possam se inscrever. Verificar como será realizada a forma
de inscrição se é on line, pessoalmente, o local da inscrição, etc.

Divulgação: A mobilização para a participação do torneio é realizada através de panfletos,


cartazes, banner, adesivos, camisetas, bonés, sites, folders, flyers, mídias, outdoor, jornais, TV,
rádio, revistas, internet, revistas, postais, Newsletter e outros.

Newsletter: Comunicação por escrita, boletim informativo


dirigida a certo grupo de pessoas, poderá ser enviada a um banco
de endereços de e-mail para divulgar o evento.

Público Participante: Todo e qualquer produtor que tenha interesse e esteja dentro das
normas e regulamento do Torneio. A comissão organizadora pode limitar a participação por
região ou municípios que tenham a mesma característica de produção. Definir a também a
quantidade máxima de competidores. Na competição do torneio tomam parte vários
contendores.
Contendores: são pessoas capazes de contender: discutir, competir, brigar por
uma boa causa, disputar, podendo ser adversários e até rivais.

Montagem e divulgação do regulamento: A comissão organizadora é a responsável pela


montagem do regulamento que deverá conter todas as informações sobre categorias, regras,
normas, etc.

Durante o torneio: Realizar o planejado com adaptações se necessário.

Após o Torneio: Identificar quais avaliações será necessário para que o resultado possa
assessorar na realização do próximo evento.

Colaboração do conteúdo acima de Edilson Moreira – Técnico Agropecuário.


Instituto EMATER – Guarapuava Paraná.

163
BREVE RESUMO DO TORNEIO LEITEIRO NA EXPOGUA EM GUARAPUAVA.

Escrito por Edilson Moreira – Técnico Agropecuário.


Instituto EMATER – Guarapuava - Paraná.

Organização:
Existe uma comissão organizadora formada por diversas entidades (Sindicatos Rurais,
Sociedade Rural, Cooperativas, Empresas ligadas a atividade, Secretaria da Agricultura,
Prefeitura, Associação de produtores, Universidades, Escolas Técnicas) que se reúne uns 6
meses antes da data prevista para realização do torneio para iniciar a organização do evento.

Primeira Reunião: é apresentada a proposta para o evento, analisados as regras e


regulamento do torneiro e dividido as tarefas conforme disponibilidade de cada participante.
Essa comissão normalmente se reúne uma vez por mês para analisar o andamento das tarefas
divididas, mas próximo da data do evento essas reuniões ficam mais freqüente dependendo da
demanda de assuntos.
Após o evento também é realizado uma reunião de avaliação, que servirá de pauta para as
primeiras reuniões no próximo evento.
Essa comissão monta e avalia e apresenta o regulamento do torneio, sendo interessante que
nessa reunião esteja presente uma parte dos produtores já inscritos para poderem também
opinar.

A comissão é dividida em grupos para a realização ficando:

 Um grupo que ira acompanhar e anotar as ordenhas.


 Um grupo responsável pelo recebimento e verificação dos animais
 Um ou dois coordenadores geral
 Um grupo de comissão técnica, normalmente formado por médicos veterinários e
um produtor
 Um grupo responsável pela organização. Premiação, som, alimentação dos
participantes.

Realização: Conforme exemplo do regulamento abaixo:

XXXIX EXPOGUÁ

TORNEIO LEITEIRO DE GUARAPUAVA

DATA: 15 A 17 DE AGOSTO DE 2014.

LOCAL: PARQUE DE EXPOSIÇÕES LACERDA WERNECK

REGULAMENTO:

164
1. RECEPÇÃO:

A entrada dos animais será no dia 14 de agosto, quinta-feira, das 09 horas


às 16h30min horas. Na recepção serão apresentados os exames exigidos e alojados os animais,
sendo obrigatórios os exames negativos de Brucelose e Tuberculose, bem como comprovante
de vacinas obrigatórias e a Guia de Transporte Animal (GTA).
Não será permitida a entrada no recinto de animais com sinais clínicos de doenças
infecto-contagiosas e/ou parasitas externos (bernes, carrapatos, piolhos, etc.), verrugas, tetos
extranumerários e frieiras, devendo esse animais retornarem à origem.
A saída dos animais somente poderá ser feita no dia 05 de agosto (segunda-feira, de
preferência pela manhã), para evitar transtornos no carregamento dos animais.

2. REUNIÃO COM PARTICIPANTES:


Às 17h00min haverá uma reunião com todos os participantes do torneio e comissão
organizadora/técnica para apresentação do regulamento do torneio leiteiro e esclarecimento
de dúvidas. Na reunião será realizado sorteio para definição da ordem de ordenha dos animais
participantes, e esta ordem permanecera até o final do torneio.

3. ORDENHA DE ESGOTA:
Às 18h00min horas do dia 14 de agosto, serão realizadas as ordenhas de esgota e testes de
mastite (CMT) na presença de um médico veterinário da comissão. Quando ocorrer resultado
positivo para o teste, o animal não poderá participar do torneio.
Será obrigatório a aplicação de 3 ml/animal de ocitocina na esgota, na presença de um
médico veterinário da comissão. O leite da ordenha de esgota será pesado para controle
interno. Não interfere na mensuração para o torneio.

4. ORDENHAS PARA O TORNEIO LEITEIRO:


Serão realizadas 7 (sete) ordenhas, com intervalos de 8 horas entre elas. A ordenha da
manhã terá início às 06h, da tarde às 14h e a noite às 22h. A primeira ordenha do torneio será
no dia 15 de agosto, às 06h, e a última será dia 17 de agosto às 06h.
Não será permitido o uso de ocitocina nas ordenhas do torneio.

5. ALIMENTAÇÃO DOS ANIMAIS:


A silagem será fornecida pela Sociedade Rural. A forragem verde e/ou ração é de
responsabilidade do produtor participante, sendo dada preferência àquela mesma dieta que
estava sendo fornecida na propriedade.

6. CATEGORIAS ANIMAIS:

a) Categoria Jersey: O peso mínimo desta categoria será de 300 (trezentos) quilos de
peso vivo.

b) Categoria Holandesa: O peso mínimo desta categoria será de 400 (quatrocentos)


quilos de peso vivo.

7. AVALIAÇÃO DO TORNEIO LEITEIRO:

Todos os animais inscritos irão concorrer por volume total produzido, sendo somadas
as 7 (cinco) ordenhas, após a esgota.

165
8. MEDICAÇÃO DOS ANIMAIS:

Os animais poderão ser medicados durante o torneio leiteiro, mediante presença do


Médico Veterinário responsável e membros da comissão técnica, sendo que, os animais
medicados serão excluídos do torneio leiteiro.

Os animais excluídos deverão permanecer no recinto até o final do evento, sendo


ordenhados normalmente, mas sem disputar colocações. Conforme o grau de enfermidade, a
critério de Médicos Veterinários, este item não se aplica.

Quando apresentar sinais clínicos de mastite durante as ordenhas do torneio o animal será
excluído do torneio.
Demais casos serão analisados e julgados pela comissão organizadora.
9. PREMIAÇÃO:

Será definido pela comissão organizadora.

10. ASPECTOS GERAIS:


Ao produtor, é facultado o direito de participar ou não do torneio desde que concorde
com o regulamento. Na inscrição, por meio de assinatura, o produtor concorda com os termos
do torneio leiteiro, principalmente com as questões de sanidade animal e responsabilidade
pelo cuidado de seus animais e manutenção da higiene do ambiente de permanência destes.
Cada produtor deverá ordenhar seu animal ou nomear alguém de sua confiança.
O torneio será realizado com animais das raças Holandesa e Jersey, as quais concorrem
separadamente. Não serão aceitos animais mestiços, e não haverá diferenciação por categoria
animal, período de lactação, idade ou tamanho.

O leite obtido das ordenhas no período do torneio será recolhido pela COAMIG/CRPL
mediante controle individual dos participantes para posterior pagamento.

Os casos omissos a este regulamento serão tratados pela comissão técnica.

11. COMISSÃO TÉCNICA


COAMIG/CRPL
EMATER
PRODUTORES
SECRETARIA MUNICIPAL DE AGRICULTURA
SINDICATO RURAL DE GUARAPUAVA
UNICENTRO
SOCIEDADE RURAL GUARAPUAVA
COLÉGIO AGRICOLA ARLINDO RIBEIRO

Guarapuava, 01 de agosto de 2014.

166
45. TREINO E VISITA (T&V)

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZA- VANTAGENS LIMITA-


ÇÃO ÇÕES

Método que Aprimorar as É um modelo Cria fluxo Visão


consiste, basica- ações de de sistemático de segmen-
mente, na formação transferência de organização informações entre tada do
de uma rede os participantes;
tecnologia na do trabalho sistema;
sistêmica e contínua
envolvendo, de área agro- que Libera o tempo do
forma participativa, pecuária; compreende pesquisador para Transfe-
a pesquisa a ações atividades especí- rência
EMBRAPA e IAPAR, Melhorar a sistêmicas de ficas de pesquisa e visando
a assistência qualidade do todas as validação de aumen-
técnica, ambiente produ- instituições tecnologias a to
cooperativas e os tivo e a eficiência serem difundidas;
que se produti-
produtores rurais; técnica e
econômica dos propõem a Fortalecem a liga- vo.
Organização do produtores desenvolver ção entre as insti-
produtor e da assistidos; projetos em tuições parceiras;
produção, para o difusão e
enfrentamento de Proporcionar um Forma especialis-
transferência
desafios a montante fórum perma- tas na ATER nas
e a jusante da nente de recicla- de tecnologia.
novas tecnologias;
produção, bem gem de conhe-
como o acesso à cimentos para os Aumenta seguran-
tecnologia e ao profissionais que ça da atuação do
conhecimento; atuam na área técnico de campo;
de ATER;
Ferramenta
Retroalimentação
inovadora para Contribui para da metodologia,
transferência de alcançar um nº dando voz e vez ao
conhecimentos e expressivo de produtor e a
tecnologias; produtores, por difusão do banco
processos de co- tecnológico
Processo contínuo e
municação gru- existente.
sistêmico.
pal e de massas.

"Treino e Visita", método desenvolvido em 1977 pelo Banco Mundial, para ser implantado na
Ásia e na África. A base original desse método é a identificação dos atores dos subsistemas de
difusão, a organização dos elos para a comunicação e a sistematização do fluxo de
informações. Para oferecer a oportunidade de conhecimento dessa metodologia de
transferência de tecnologia

Exemplo de T&V utilizado pelo Instituto EMATER em parceria com EMBRAPA e IAPAR:

 T&V do café; T&V de grãos; T&V sobre alimentação, saúde e geração de Renda e
produção de sementes de soja.

167
PROCEDIMENTO PARA TREINO VISITA

PAPEL DO ESPECIALISTA- PAPEL DO TÉCNICO DE PAPEL DO


(Monitor) CAMPO (Executor) PESQUISADOR
Manter-se atualizado dentro da Participar das reuniões de Buscar interpretar e
cultura; através de treinamentos, repasse dos assuntos tratados gerar informações a
auto aperfeiçoamento; entre monitores e partir de Pesquisa
pesquisadores; básica, aplicada,
Intercâmbio com os acadêmica e/ou
pesquisadores sobre os problemas Organizar grupo de literatura e analisar
práticos dos produtores e técnicos produtores; não menos de 8 essas informações
de campo; (oito) e não mais de 15 junto dos especialistas;
(quinze);
Planejar e executar testes de
Acompanhar por
validação em conjunto com Ter reuniões periódicas com
amostragem os
pesquisadores e técnicos de os produtores para o repasse
trabalhos de campo
campo na sua micro região de das informações obtidas;
que estão sendo
atuação;
Retomar informações sobre a executados;
Repassar ao técnico executor as implementação das inovações
informações debatidas na reunião difundidas; Participar de
dos monitores; avaliações periódicas,
Participar de avaliações observando as infor-
Participar de avaliações Periódi- periódicas, observando as mações colhidas pelos
cas , observando as informações informações colhidas no técnicos de campo.
colhidas pelos técnicos. campo.

FLUXO SISTEMÁTICO DE INFORMAÇÕES

Material acima escrito por Cilésio Abel Demoner – Engenheiro Agrônomo


Instituto EMATER Cornélio Procópio - Paraná

OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE T & V

Basicamente, o sistema funciona por meio da capacitação contínua de um grupo de agentes da


Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER oficial e privada – Os multiplicadores 1 (um) que
estão em contato direto e constante com pesquisadores e outros especialistas, sendo
informados das tecnologias e dos conhecimentos disponibilizados pelas instituições de

168
pesquisa quase em tempo real. Esses multiplicadores transferem tais conhecimentos e
tecnologia aos técnicos de campo. Multiplicadores II, que desempenham a função de
multiplicadores e tem o compromisso de repassar as tecnologias e os conhecimentos a grupos
organizados de agricultores, além de assessorar aqueles que queiram adotar tais tecnologias
em suas propriedades. Dessa forma, ocorre o fortalecimento dos elos entre a pesquisa, a
assistência técnica, a extensão rural e os produtores rurais, propiciando a retroalimentação
periódica de informações e a avaliação dos resultados obtidos.

Esquema Operacional da EMBRAPA no T & V

Fonte: http://www.cnpso.embrapa.br/tev/mostra_tv.php?pagina=2

Esquema Operacional

O Treino & Visita pode ser comparado ao sistema de engrenagens de um motor, onde cada
peça tem seu papel e, juntas, trabalham pelo funcionamento eficiente do motor. No T&V, as
primeiras engrenagens que devem atuar em sintonia, são os grupos de pesquisadores/técnicos
especialistas e o grupo de Multiplicadores I (técnicos da assistência técnica).

Juntos, eles compõem o Comitê Técnico, que irá atuar no planejamento das ações de
capacitação do grupo, sempre considerando a realidade, as demandas e os problemas dos
produtores rurais. Cada participante do grupo de Multiplicadores I forma novos grupos de
técnicos de campo (Multiplicadores II) em suas regiões de atuação.

Os Multiplicadores II, por sua vez, validam localmente a tecnologia, acompanham a sua
implantação junto a grupos organizados de produtores e avaliam os resultados obtidos. O
mesmo caminho que faz a informação chegar de forma ágil e eficiente ao produtor rural, é
usado para trazer informações importantes para a pesquisa, propiciando, assim, a
retroalimentação periódica do processo.

169
46. VISITA

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


ÇÕES

Método Conhecer, Para prestar Eficaz na Demanda


planejado, em que sensibilizar, informações e introdução de um grande
o extensionista motivar, orientações. Trocar novas práticas gasto de
informa o planejar, conhecimentos: ou técnicas; tempo em
produtor sobre construir (Visita Técnica - VT). relação ao
determinada conheci- Aumenta a público;
técnica ou prática mentos; Para repassar confiança no
realizada; determinada técnico; Custo
Demonstrar prática: (Visita elevado
Preferentemente Eficaz na Alcance
ou melhorar Prática - VP)
no meio rural, influência restrito;
novas
nada impede de técnicas ou Para envolver o direta;
ser realizada Pode haver
práticas. produtor na Assessora no concentra-
também no utilização de uma planejamento e ção das
escritório; prática ou técnica, visitas nas
execução de
sensibilizar motivar, melhores
Podendo utilizar outros
planejar, famílias;
meios como métodos;
telefone, watsapp, acompanhar e Mais caro
web sites, avaliar ações Maior que
desenvolvidas: conhecimento método
faceboock e outras
redes sociais. (Visita de da realidade. grupal.
Dinamização - VD).

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: Pode ser de 30 (trinta) minutos a 2 (duas) horas conforme solicita o planejamento,
conforme o assunto a ser tratado. Existem contratos que já trazem definido o tempo e solicita
um tempo maior.

Planejamento:

 Definir o tipo de visita.


 Traçar um roteiro das visitas que serão realizadas no dia, semana ou mês por
comunidade, linha, estrada evitando a concentração a determinadas pessoas.
 Antes da realização da visita conhecer algumas características da pessoa e ou
propriedade que será visitada.
 Se puder comunicar a visita à pessoa que será visitada, evitando assim surpresas de
não encontrar a pessoa, ou a pessoa poderá estar tão ocupado que não poderá
atender.
 Observar recomendações que foram repassadas por ocasião da última visita.

170
 Deve SER PLANEJADO de acordo com o objetivo proposto.
 Observar que o assunto e prática sejam de interesse do visitado.
 Preparar material e equipamento necessário. É interessante deixar sempre um
material referente ao objetivo da visita, esse procedimento valoriza a visita.
 Prever o tempo que será gasto em cada visita. Usar o bom senso quanto à duração da
visita, reconhecendo o momento do término da mesma.
 Criar um clima de integração entre os participantes.
 Conduzir o assunto de acordo com o objetivo.
 Ser claro e objetivo.
 Saber ouvir. Não interromper a pessoa que está falando.
 Conhecer detalhadamente os problemas que o visitado possui.
 As soluções não deverão ser precipitadas. Chegar à conclusão juntos. Isso é
participativo, é a construção do conhecimento.

EXEMPLO DE UM PLANO DE VISITA

Não há exatamente um modelo específico para o planejamento de uma visita. O exemplo


abaixo é sugestão. Interessante arquivar a ficha com o Plano no Pasta de cada produtor ou
família visitado.

CONTEÚDO DA VISITA Data:

Local: Duração em Horas:


Início - Término -

Nome de quem receberá a visita:

Objetivo Geral: (Para o que é a visita) – visão global da visita

Material:

Técnico executor:

Avaliar: Pode ser a auto avaliação, como a avaliação da pessoa que recebeu a visita,
demonstrando os aspectos positivos e negativos.

“A presença do técnico em uma visita aumente a


confiança de quem precisa tomar uma decisão”.

171
47. UNIDADE DEMONSTRATIVA - UD

Conhecido também como CAMPO DE DEMONSTRAÇÃO - CD

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITAÇÕES

Método Para mostrar e Fomenta técnicas de Os


planejado em Introduzir eficiência comprovada resultados
que se Demonstrar e novas a passível de serem esperados
desenvolvem variedades e adotadas pela podem ser
introduzir
uma ou várias explorações já comunidade (Sistema negativos
práticas, em uma técnicas que comprovadas de Produção); devido a
determina-da na área; fatores
aumentam os Pode ser método
cultura, já adversos ou
adotadas por um rendimentos Introduzir conduzido nas pela pouca
colaborador que sistemas condições reais do conscientiza-
de culturas e racionais de agricultor é bastante
usa em sua ção dos
propriedade, ou criações. trabalho; convincente; colaborado-
com o objetivo res ou por
Introduzir Oportunidade de
de que as adversidade
técnicas que promover visitas,
mesmas venham climática;
aumentem o reuniões, excursão dos
a ser
rendimento de produtores e realizar Às vezes é
demonstradas,
culturas e demonstrações, difícil achar
observadas e
criações com a visando à divulgação da um bom
adotadas pelos
maximização tecnologia colaborador.
demais
dos lucros. recomendada.
produtores.

“Distingue-se da demonstração de resultados por não exigir


comparação entre tratamento anual e anterior”.

Obs. Tem como finalidade criar na comunidade um exemplo vivo de técnicas que se quer
introduzir. Estas técnicas são empregadas por um produtor rural, sob controle e orientação do
extensionista, para que sejam observados e adotados pelos demais produtores rurais.

PASSOS PARA REALIZAÇÃO

Duração: Depende da tecnologia a ser mostrada ou a natureza do produto. Dura o período de


uma cultura.
Utilização das unidades demonstrativas: Planejamento da U.D.
 As técnicas empregadas devem ser de eficiência comprovada e possíveis de serem
adotadas pelos demais produtores rurais.
 As unidades demonstrativas instaladas na mesma época, em diversos pontos da área
de trabalho, devem girar em torno das mesmas técnicas, para criar impacto idêntico
em todo município e para não dispersar a ação do extensionista.
 Face à necessidade de introduzir novas técnicas adaptadas às comunidades e por
sempre existirem famílias capazes e esclarecidas com as quais se podem conduzir
unidades demonstrativas, a decisão do extensionista torna-se bastante facilitado para
o uso deste método.

172
Planejamento:

 Elaborar o planejamento com base no estudo da realidade, onde há problemas


importantes ou que o estágio do produtor rural requer a existência de provas locais.
Este método tem sentido educativo para o proprietário e se constitui em centro de
visitação, não só para os vizinhos, como também para os agricultores de outras áreas;
 A implantação do Campo de Demonstração é realizada em conjunto com produtores,
comunidade, parceiros e extensionista dependendo da necessidade do público e montado
o plano em conjunto com objetivos bem definidos;
 Deve ser levado em consideração o acesso fácil a propriedade bem como sua visualização;
 O tamanho da unidade deve permitir a eficiência em termos econômicos para cada local e
será em função da técnica ou do produto que será introduzido e do tipo de atividade em
foco;
 Elaborar o cronograma de atividades e épocas, plano de acompanhamento de resultados
e plano de divulgação.

Orçamento: Elaborar o orçamento das despesas: materiais, equipamentos, inclusive de


serviços de terceiros se necessário e verificar os recursos.

Local: A escolha do local a ser instalado co Campo de Demonstração deverá ser de acordo com
toda comunidade, deve ter fácil acesso e visibilidade tanto para os técnicos como para a
comunidade, são fatores importantes na escolha da propriedade.

Seleção do cooperador da unidade demonstrativa:


 Deve ser representativo do grupo comunitário.
 Ter o respeito e confiança dos vizinhos, podendo influenciá-los rapidamente.
 Ser de confiança de todos.
 Ser receptivo as orientações.
 Ser sociável, gostar de receber visitas.
 Não ter sido selecionado frequentemente como executor de outras atividades.
 Receptividade à orientação do técnico.
 Conscientizado dos objetivos e responsabilidades.

Instalação: A instalação da unidade demonstrativa deve ser feita através de uma reunião com
o grupo de produtores trabalhados, tem a finalidade de explicar-se:
 Motivos para a instalação da unidade demonstrativa.
 Objetivos da unidade demonstrativa.
 Realização da primeira prática a ser desenvolvida.
 Sugere-se no mínimo, o uso de três métodos grupais durante o desenvolvimento do
.....método.

Supervisões:
 Visitas de observação ao executor e à unidade.
 Visitas de observação para verificar as anotações.
 Orientar o cooperador sobre os pontos mais destacados de cada fase, a fim de que
elele explique aos vizinhos e possa divulgar a tecnologia preconizada.

Materiais e equipamentos: considerar a viabilidade de financiamento ou de envolver


parceiros para o fornecimento de materiais e equipamentos necessários e previstos com
antecedência.

173
Registro: O técnico local deverá criar uma planilha e instruir o cooperador para fazer todas as
anotações, em todas as fases de desenvolvimento da cultura e ou criação, a fim de que possa
verificar, ao final, os resultados físicos e econômicos. Interessante tirar fotos e ou vídeos.

Registro de visitas: Sugere anotar o nome, endereço de todos visitantes.

Divulgação: Realizar divulgação do que está sendo demonstrado. Munir o proprietário com
informações para que o mesmo tenha condições de repassar.

Relatório: Realizar uma planilha com todos os dados durante o período da unidade e elaborar
o relatório final.

Avaliação: A propriedade deverá ter um processo de avaliação contínuo em cada etapa dos
coordenadores e participantes.
O Instituto EMATER possui um trabalho de “Unidade Demonstrativa da Carne e
Madeira com Qualidade”. Nas regiões de Paranavai, Cianorte e Umuarama.
Convênio com o MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Coordenados por Luiz Fernando Brondani e Amauri Ferreira Pinto.

48. DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS - DR

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITAÇÕES

Método que Para introduzir novas Constitui um Difícil encontrar


visa práticas; exemplo local um bom
demonstrar Confrontar de viabilidade demonstrador;
resultados de Fornecer, a nível local, de técnica;
uma prática já diferenças e uma prova do valor a Demanda
comprovada viabilidade de uma O demonstra- grande tempo e
semelhan-
experimental- prática recomendada; dor torna-se recursos;
mente, ças: uma fonte de
Comprovar viabilidade divulgação da Não se adapta a
mediante Verificar, e adequação de técnica; todas as práti-
comparação
comparar e práticas às condições cas agrícolas;
com os
locais, utilizando os Permite
resultados demonstrar Exige
métodos da pesquisa; combinação
obtidos com comparação
resultados. de outros
uma Comparar técnicas entre
métodos.
testemunha; rotineiras e tratamento
tradicionais com as atual e anterior.
É motivador e
novas recomendações.
Instrucional.

Distingue-se da Unidade Demonstrativa - UD, Campo de Demonstração – CD e Propriedade


Demonstrativa- PD porque essas NÃO EXIGEM COMPARAÇÕES entre tratamento anual
e anterior. E a Demonstração de Resulados- DR EXIGE A COMPARAÇÃO.

174
PASSOS PARA EXECUÇÃO

Duração:

 Pode ser a curto, médio e longo prazo, dependendo da prática demonstrada.

Local:

 O ideal é montar a DR em local estratégico para estimular sua multiplicação (difusão)


caso os produtores aprovem o resultado. A propriedade deve ser representativa do
município, considerando os recursos naturais, tamanho e volume da produção. Para
que seja válida a DR deve ter o tamanho que torne representativa da situação local.
Esse tamanho dependerá do tipo da atividade a ser desenvolvida e da técnica a ser
introduzida.

Planejamento:

 Montar critérios para seleção da propriedade e produtor (demonstrador), levando em


consideração que a propriedade deve ser de fácil acesso e com facilidade de ser vista.
A seleção dever ser criteriosa da empresa rural ou propriedade escolhida.

 Realizar um planejamento criterioso, mostrando o tamanho das Demonstrações de


Resultados DRs, elaboração dos planos demonstrando as comparações pretendidas,
calendário de atividades, equipamentos e materiais necessários, recursos e as
despesas, caderno de anotações do produtor. O técnico deve dialogar e orientar o
produtor quando for executar os melhoramentos e as mudanças planejadas.

 O plano deve prever utilização de outros métodos / eventos. Fazer um cronograma de


utilização com outros métodos, por exemplo, visitas, excursão, reunião, treinamento
de outros produtores, etc.

 O produtor pode demonstrar uma ou mais práticas, realizando comparações entre


uma e outra ou mais práticas.

 A prática será executada pelo próprio produtor sob a supervisão constante do técnico.
Instruir o proprietário com orientação contínua, acompanhamento e controle técnico.

 Criar sistema de controle das atividades mostrando a razão do estabelecimento da


prática e que resultados são esperados e conseguidos. Montar um calendário de
atividades. Colocando os pontos chaves e passos a serem seguidos.

 Resumir todas as anotações e registros feitos durante o transcurso da demonstração.

 Realizar a divulgação através dos meios disponíveis.

 Apresentar dados econômicos da DR.

175
 Realizar a divulgação da forma que considerar mais necessária.

Classificação da Demonstração de Resultados: DR

Pode ser Demonstração de Resultados simples, complexa e associadas:

DR Simples: finalidade de introduzir uma única prática. Por exemplo, mostrar o valor da
semente de milho híbrido comparada com a semente de milho comum.

DR complexa: compreende a duas ou mais práticas. Por exemplo, visando o aumento da


produtividade do milho, onde uma série de práticas diferentes será executada: semente
selecionadas, combate a pragas, espaçamento, adubação, etc. Esse tipo de Demonstração
apresentam dificuldades na visualização dos benefícios de cada prática individualmente.

DR associadas: são aquelas que envolvem duas ou mais práticas, dentro de uma distribuição
em que estas práticas ficam separadas, sendo possível julgá-las individualmente. Esses tipos de
DR reúnem as vantagens das DR simples e DR complexas, pois em uma única demonstração
pode-se apreciar separadamente cada uma das práticas melhoradas. Possibilita comparar as
combinações das práticas melhoradas e das possíveis existentes. Por exemplo, DR comparando
áreas de variedade híbrida com e sem adubo e com e sem aplicação de herbicidas.

DICAS:
 Não tente descobrir novas verdades, mas sim provar, nas condições locais, aquelas já
comprovadas pela pesquisa.
 Preocupe-se com a qualidade e não com a quantidade.
 Preocupe-se com uma boa escolha do demonstrador.
 Troque os cooperadores de tempo em tempo.
 Coloque letreiros para chamar a atenção
 Colete dados corretamente
 Analise as razões do fracasso de uma DR e use seus resultados com fins educativos,
indicando suas causas.
 Realize reuniões nas demonstrações, para observar seus progressos, seus resultados e
difundir suas informações.

AVALIAÇÃO

 Dos envolvidos com a Demonstração de Resultados. Reconhecer o trabalho do


demonstrador em cada fase, a fim de estimulá-lo a continuar nas demais fases de um
bom trabalho.

A Demonstração de Resultados DR exerce poderosa influência indireta,


como faz com que o técnico ganhe a confiança do público.
Serve como fonte de informações

176
49. PROPRIEDADE DEMONSTRATIVA - PD

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITAÇÕES

Método utilizado Demonstrar a Para a difusão dos Possui poder Dificuldade


pelo técnico, médio e sistemas de produ- de de bons
envolvendo todas as longo prazo, ção das culturas ou persuasão; cooperados;
práticas das culturas através de das criações e seus
ou criações da técnicas resultados Excelente Ocorrência
propriedade, com o racionais fonte de eventual de
econômicos;
objetivo de utilizadas na informação e fatores
transformá-la em agropecuária, Fornecer dados divulgação; incontrolá-
uma empresa uma boa para definir índices veis como
econômicos de Serve de chuvas,
agrícola; administra- modelo para
ção de propriedades rurais granizo,
PD deve servir como na condução de a utilização secas que
propriedade. de outros
unidade de seus negócios; podem
demonstração no métodos; prejudicar o
Combinar os
Servir de pólos de
campo da fatores de Permite andamento
administração rural; debate e das PDs.
produção, combinação
motivação visando
objetivando com outros
Executado numa possíveis mudanças
maximizar os métodos.
propriedade tecnológicas;
lucros e mini-
representativa do
mizar os Criar na
município,
custos. comunidade um
considerando os
recursos naturais, o exemplo vivo
Elevar o nível de técnicas que se
tamanho e o volume
da vida quer introduzir.
da produção.
familiar.

A Propriedade Demonstrativa – PD tem sentido educativo


para o proprietário e se constitui o centro de visitação
para os vizinhos e produtores de outras áreas.

PASSOS PARA EXECUÇÃO

Escolha da Propriedade e colaborador:

 Ter o máximo cuidado na escolha de uma PD, pois a mesma é representativa na


comunidade. Recomendável que o proprietário resida na propriedade, isso favorece as
ações do técnico e as visitações.
 O proprietário deve ser representativo na sua comunidade, respeitado e de confiança
dos vizinhos, receptivo e interessado na PD.
 A seleção do bom colaborador é fundamental, pois em grande parte o sucesso ou
fracasso do método dependerá desta escolha.

177
Planejamento:
 Com base no Plano de administração da propriedade o técnico deve dialogar e orientar
o colaborador, quando este for executar os melhoramentos e as mudanças planejadas.
 Planejar a PD no município juntamente com o cooperador e sua família, discutindo:
 Finalidade da PD – Montar os objetivos e a justificativa. Esclarecer o que deseja
demonstrar e o porque de cada item.
 Informações da PD - tamanho, localização, acesso, etc.
 Cronograma de atividades - deve conter todos os passos e pontos chaves, por exemplo,
métodos e meios empregados, calendário do acompanhamento, etc.
 Orçamento – detalhadamente colocar todos os gastos possíveis. Esse custo é de
responsabilidade do cooperador ou algum parceiro.
 Materiais a serem utilizados: relacioná-los
 Na instalação da propriedade é interessante toda a comunidade participar.
 Por ser um método eficaz serão utilizados em reuniões práticas, cursos, receber
excursões, dias de campo. Os métodos massais também serão utilizados na PD.

Duração:
- Depende da produção, produtos, animais que serão trabalhados.

Utilização da PD:

- Utilizar a PD em reuniões práticas, dias de campo, excursões e cursos. Os métodos massais


devem ser utilizados na sua divulgação.

Avaliação:

 A propriedade deve sofrer um processo de avaliação contínuo e mais uma avaliação


anual a fim de receber reformulações ao plano de execução. Para comparar a situação
inicial da propriedade e a existente após cada ano de execução no plano proposto.
 Cada ano fazer uma análise financeira da propriedade
 Analisar todos os resultados e fazer a divulgação
 Analisar os melhoramentos alcançados da família.
 Analisar a aplicação deste método.

A SEGUIR O MATERIAL QUE FOI INSCRITO NA PLATAFORMA DE BOAS PRÁTICAS REALIZADA


PELA “FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura” Escrita por José
Luiz Bortoluzzi da Silva, Instituto EMATER – Paraná

49.1 PROPRIEDADES DEMONSTRATIVAS DE LEITE A PASTO

1993- Ano da implantação da primeira propriedade demonstrativa. Em andamento até os dias


de hoje. Atualmente a região conta com um elevado número de produtores que adotam às
técnicas recomendadas pelo projeto, possibilitando um expressivo aumento na produtividade
regional, maior viabilidade financeira da atividade leiteira e o desenvolvimento de práticas
agrícolas que contribuem para a conservação do solo.

178
Início: Outubro de 1993 (em andamento)
Entidade Executora: Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural EMATER
Entidade Co-Executora: Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR
Recursos: Próprios
Faixa De Valor: Até US$ 1.800 mil *(Por hectare implantado)
Faixa Público-Alvo: Agricultores familiares e grupos de produtores que desenvolvem a
atividade leiteira
Localização: Microrregional oeste do Paraná.
ÁREA ESPECÍFICA DE IMPLANTAÇÃO: Municípios de Medianeira, Missal, Serranópolis do
Iguaçu, Matelândia, Catanduvas, Campo Bonito, Veracruz, Ramilândia, Diamante do Oeste, Céu
Azul, Capitão Leônidas Marques, Nova Aurora, Boa Vista da Aparecida, Três Barras do Paraná.

Objetivo Geral: O projeto busca elevar a produtividade leiteira local, com a implantação de
pastagens de qualidade, através da adoção de inovações tecnológicas em propriedades
demonstrativas de referência.

Objetivos específicos

 Aumentar o número de propriedades demonstrativas, tornando mais efetivo o


serviço de assistência técnica e extensão rural prestado aos produtores de leite
locais;
 Elevar a renda da agricultura familiar através da viabilidade econômica da atividade
leiteira;
 Incrementar a qualidade das pastagens e produtividade leiteira local;
 Melhorar a qualidade do leite produzido na pequena propriedade; e
 Incentivar a adoção de práticas de conservação dos solos e a manutenção da sua
fertilidade.

Buscando difundir a tecnologia proposta, já foram realizados ao longo dos anos de projeto,
inúmeros seminários, dias de campo, encontros e cursos regionais para capacitação de
agricultores e técnicos da região.

Resultados Alcançados

Com a introdução da proposta técnica para melhoria da qualidade da forragem ofertada a


campo, os resultados imediatos nas 22 unidades demonstrativas atuais foram:

 aumento do número de animais por unidade de área, de 1,7 animais por hectare, até 6
cabeças/ha;
 aumento do volume de leite produzido por vaca: após 3 anos da adoção do sistema
proposto, a produtividade média, que no início era de aproximadamente 7,5
litros/vaca/dia, teve um incremento de 64%, passando a 12,3 litros/vaca/dia;
 redução do custo do litro do leite em aproximadamente 23%;
 Entre os anos de 1994 e 2000, a primeira propriedade demonstrativa implantada já
havia recebido a visita de 1.760 produtores da região;
 No município de Missal, onde 234 produtores aderiram à nova tecnologia proposta, o
volume de leite produzido passou de 8 milhões de litros em 1997, a 22 milhões de
litros no ano de 2005. Em 2014, a produção do município alcançou 28 milhões de litros
de leite; e

179
 Até ao presente momento, aproximadamente 1.200 agricultores familiares,
participaram de eventos de divulgação e capacitação relacionados ao projeto.

Recursos Necessários

Atualmente, 12 extensionistas da EMATER atuam em tempo integral ou parcial no


desenvolvimento da atividade leiteira na região. Os técnicos utilizam-se da infraestrutura dos
escritórios e automóveis da EMATER para execução das atividades propostas.

Os agricultores fazem uso dos próprios equipamentos, adequados às técnicas propostas e


adaptados às realidades de cada produtor. Da mesma forma os insumos utilizados, são, via de
regra, os mesmos utilizados nas atividades agrícolas convencionais.

Atualmente, é possível identificar ações que tiveram como base o projeto de leite a pasto, em
outras regiões do Estado do Paraná e inclusive em países vizinhos.

Lições Aprendidas

A produção de leite à base de pasto demonstra uma grande potencialidade para agregar valor
à agricultura familiar, pois proporciona redução de custos na atividade leiteira, diversificação
de atividades na propriedade, ocupação da mão-de-obra familiar, colaborando com a
permanência dos jovens nas áreas rurais. Da mesma forma, observa-se a adoção de práticas
conservacionistas e consequente redução dos níveis de erosão observados na agricultura
convencional, devido principalmente ao uso racional de fertilizantes e agrotóxicos.

Podem-se apontar como maiores entraves ao projeto, a falta de compreensão do produtor


rural quanto à importância do planejamento das atividades de gestão, traduzido pelo
desconhecimento dos dados econômicos elementares como, investimentos, custos e receitas
de produção. Da mesma forma, a falta de acompanhamento dos indicadores técnicos do
manejo da propriedade, limita o processo de tomada de decisão com relação às atividades
desenvolvidas. Através das metodologias de grupos focais (reuniões, dias de campo, cursos)
nas unidades de referência, o projeto procura apresentar os registros através da utilização de
planilha eletrônica, para permitir a adequada gestão da atividade leiteira.

Há possibilidade de visitação durante todos os meses do ano.

Nº de visitantes: número máximo de 20 visitantes

Fonte: http://www.boaspraticas.org.br/index.php/pt/areas-tematicas/agricultura/389-propriedades-
demonstrativas-de-leite-a-pasto1

Escrito por: José Luiz Botoluzzi da Silva, Zootecnista.


Medianeira – Paraná - Instituto EMATER - Paraná

180
50. UNIDADE DE OBSERVAÇÃO - UO
Conhecido também como ENSAIO DE CAMPO

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA- LIMITAÇÕES


GENS

Método planejado Para caráter Serve Não é usado


conjuntamente com experimental e como para ensino
a pesquisa. É Comprovar a demonstrativo; auto- direto com aos
educativo, viabilidade de treina- produtores;
instrucional e visa Serve para auto mento
aplicação de O resultado
comprovar em treinamento dos para os
condições locais, a técnicas técnicos; técnicos e pode não ser
aplicabilidade de para o positivo. A
(inovações)
tecnologia realizada Para contatar, colabora- unidade de
em estações observação
Cuja vantagem através de obser- dor;
poderá mostrar
experimentais; foi vação, a viabilidade
de uma determina- Verifica o que a
previamente desenvol- tecnologia não
Tem a finalidade de estabelecida ou da prática em uma
vimento é viável para a
verificar ou observar comprovada cultura, ou criação;
uma ou mais práticas em condições de novas região. Evitar
agrícolas ou Para obter práticas; esse fracasso,
semelhantes, exceto quando
pecuárias em em informações; Veículo
determinada região; investigações ocorrem
entre fatores
nas estações de Permite verificar o pesquisa incontroláveis
É um método típico pesquisa. desenvolvimento e
da pesquisa e da de novas práticas de tempo;
extensão.
experimentação, Treinar ainda não testadas, Às vezes é
pode ser parte de técnicos. a nível local; difícil achar um
um experimento, bom
sendo que algumas Para produzir um
colaborador;
vezes empregado resultado de teste,
pela extensão rural num procedimento
definitivo. Demanda
com apoio da grande tempo.
pesquisa.

As UOs deverão ter tecnologia necessária e oportuna. De nada adianta


instalar unidades que não venham trazer informações
úteis e imediatas para a área de trabalho.

Obs. As UOs ou Ensaios por não serem métodos precisos, devem ser fechados ao público.
Na ocorrência de resultados negativos, que podem acontecer, as pessoas menos avisadas
poderão não compreender a finalidade, fazendo uma divulgação negativa na comunidade a
podendo até prejudicar a ação do técnico.

181
PASSOS PARA REALIZAÇÃO
Duração: Tempo estimado vai depender do conteúdo da unidade de observação ou ensaio.

“Nas estações experimentais a pesquisa descobre novas tecnologias e,


fora delas, procura-se estabelecer seu grau de aplicabilidade”.
Planejamento:
 Como a Unidade de Observação / Ensaio serve para identificar se uma nova tecnologia se
adapta ou não na região, há necessidade de um bom planejamento, deve ser feito com
bastante rigor, minucioso, detalhado, interesse, meticuloso e preciso;
 Usar delineamento estatístico de preferência;
Formar comissões:
Ver a necessidade de formação de comissões para elaborar regras e divulgação. Para apurar
resultados, as que acharem necessário.

Escolha do cooperador: Participação voluntária

O produtor rural a ser escolhido para cooperar na instalação e condução da UO / ensaio é


interessante querer e ter os seguintes atributos:

 Alfabetizado: haverá sempre orientações que devem ser dadas por escrito, bem como
anotações importantes que deverão ser feitas durante as várias etapas da execução da
unidade pelo próprio cooperador, assim sendo, preferentemente o cooperador e ou
pessoas da família deverão ser alfabetizados.

 Ser bem quisto e estar disposto a colaborar: apesar da UO ser fechada ao público, o
produtor recebe frequentemente visitas de outros produtores e, por isto deverá ser
um elemento representativo da média do grupo e bem quisto por todos; deverá estar
disposto a dar informações e explicar, quando solicitado pelos demais componentes
do grupo comunitário. É fator fundamental que o produtor acate plenamente as
orientações do extensionista.

 Ter condições de adotar as tecnologias observadas: o extensionista deve estar


convencido que o cooperador será o primeiro a adotar a tecnologia observada, caso
seja constatada sua viabilidade e seja também o primeiro a compreender em caso de
fracasso.

 Ser proprietário: visando a continuidade dos trabalhos desenvolvidos na unidade de


observação, sugere-se que o extensionista dê preferência produtores que sejam
proprietários.

 Conscientização do cooperador: o técnico deverá conscientizar o produtor sobre a


importância da UO, responsabilidades e objetivos, para que a mesma seja bem
executada.

Escolha do Local

A propriedade escolhida deverá ser representativa da média da região para a qual se quer

182
obter informações mais precisas. De fácil acesso ao técnico e ao cooperador, para facilitar as
observações.

Realização da unidade de observação:

A instalação da UO será realizada de acordo com o cronograma das atividades que serão
executadas na mesma. Este cronograma elaborado previamente deverá ser discutido entre o
cooperado e o técnico.

O técnico deverá visitá-la frequentemente, deixando sempre que possível por escrito todas as
orientações que deverão ser seguidas pelo cooperador. Deverá manter um calendário de
visitas atualizado e do conhecimento do cooperador.

A UO poderá mostrar que a tecnologia não é viável na região, mas nunca poderá fracassar,
exceto quando ocorrem fatores incontroláveis (granizo, geada) ao extensionista ou ao
cooperador.

É importante a correta marcação das parcelas visando à uniformidade de tamanho, disposição


e exposição. Quanto à área e número das parcelas que compões a UO, não existe regra fixa,
dependerá da tecnologia a ser observada e dos seus objetivos. Durante o desenvolvimento das
UOs. Deverá haver o acompanhamento técnico e econômico.

Tipos de ensaio:

De resultado: quando investiga uma tecnologia e determina sua aplicabilidade em


condições locais. Para acompanhar os ensaios os extensionistas deverão receber
orientações de um pesquisador e inteirar-se de todos os requisitos que devem ser
observados e analisados. O acompanhamento é essencial para o sucesso.

De investigação: quando a pesquisa necessita comprovar que diversos cultivares se


apresentam mais produtivos do que um cultivar corretamente cultivado numa
determinada região. Nesse caso pode instalar um ensaio de investigação para determinar
qual é o cultivar que se comporta melhor e produz mais na região em teste. Estes ensaios
já apresentam maior rigor e devem ser acompanhados de perto pelos pesquisadores,
inclusive obedecendo normas de desempenho experimental, coleta de dados e
interpretação dos resultados.

Resultado: O resultado da Unidade de Observação / Ensaio pode ser qualitativo (sim ou não)
ou quantitativo (mensuração de valor). Normalmente, o resultado do ensaio é a variável
dependente, a resposta medida com base nas condições específicas do teste ou o nível da
variável independente. Algumas U.O. / Ensaios, no entanto, podem envolver a alteração da
variável independente para determinar o nível ao qual ocorre certa resposta: nesse caso, o
resultado do teste é a variável independente.

Divulgação: Somente após obter resultados favoráveis, poderá ser feita através de outros
métodos próprios. Quando os resultados são os esperados, serão provas potenciais para
implantação de novas tecnologias.

Avaliação: Deve ser técnico - econômico. De todos que participam da unidade de observação.

183
51. DIFERENÇAS BÁSICAS UD, CD, DR, PD, UO, EC

D I F E R E N Ç A S B Á S I C A S

EVENTO CARACTERÍSTICA FINALIDADE

UD Unidade Executado com uma cultura ou Tem dupla finalidade serve


Demonstrativa criação nas condições reais do para motivar e ensinar de deve
produtor, visando introduzir uma ou fazer parte de uma estratégia
CD Campo de mais inovações que aumente o de médio prazo.
Demonstração lucro das atividades ou facilite o
trabalho. Deve ser usada ao fim de um
encadeamento de métodos
O produtor pode comparar mental- como reforço nas fases de
mente o que vê as informações e os ensaio e decisão do processo
dados que recebe com sua própria de adoção.
exploração ou com explorações que
conhece. Decidindo com maior É mais eficiente quando
segurança sobre a aplicabilidade ou desenvolvida com
não da inovação proposta. Difere da acompanhamento de grupos
demonstração de resultado pela de produtores, jovens, famílias.
ausência de testemunha para
Motivacional e instrucional.
comparação direta no local.

DR Demonstração Condução e comparação (com tes- Comprovar viabilidade


de resultado temunha) de uma propriedade ru- adequação de práticas às
ral com orientação acompanha- condições locais utilizando os
mento e controle de um técnico. métodos da pesquisa.

Montada em local estratégico par Comparar técnicas rotineiras e


estimular a sua multiplicação tradicionais com as novas
(difusão) caso os produtores recomendações.
aprovem o resultado, podem ser de
curta ou média duração. Motivacional e Instrucional.

PD Propriedade Executado numa propriedade Identificar as explorações e


Demonstrativa representativa do município consi- estratégias de trabalho e ges-
derando os recursos naturais, o tão que devem ser combina-
tamanho e o volume de produção. dos para se obter melhores
resultados econômicos.
Conduzir nas comunidades rurais/
microbacias/ assentamentos com o Fornecer dados para definir
acompanhamento de um ou mais índices econômicos de pro-
grupos de produtores rurais do priedades rurais nas condu-
local. duções de seus negócios.

Servir como unidade de Servir de pólos de debate e


demonstração no campo de motivação visando possíveis
administração rural. mudanças tecnológicas.

UO Unidade de Serve para auto treinamento dos Comprovar a viabilidade de


Observação técnicos. aplicação de técnicas
Não é usado para ensino direto aos (inovações)
EC Ensaio de produtores, aplicado em pequena Instrucional. Experimental e
Campo escala. Demonstrativo.

184
52. WEB

DEFINIÇÃO OBJETI- UTILIZA- VANTA- LIMITA-


VO ÇÃO GENS ÇÕES

Web é uma palavra inglesa que significa Receber Cultura e Privaci-


teia ou rede. Com aparecimento da uma conheci dade;
internet passou a designar a rede que Acessar solicita- mento:
conecta computadores por todo mundo, ção Demo- Anoni-
infinidade mato e a
“Teia Mundial” a World Wide Web (requisi- cratiza-
(WWW); de ção) e ção da ilegalida-
devolver educa- de;
conteúdos
Significa um sistema de informações (resposta) ção;
através da Aborda-
ligadas através de hipermídia algo para
Conve- gem às
(hiperligações em forma de texto, vídeo, internet o cliente; vezes
som e outras animações digitais); niência;
super-
Inclusão ficial;
A internet é ligada a um navegador
Para Social;
(browser), como por exemplo: Google, Custos e
“navegar”
Mozilla Firefox, Internet Explorer, Opera, Elimina- dificulda
ou
Chrome, Safari, etc. ção de des de
“surfar”
na web. O frontei- acesso;
O termo web, com referência à rede ras:
ato de Caso não
mundial de computadores, proporcionou geração
seguir haja
a criação de diversos neologismos de
hiperliga- bateria
associados à internet; oportu-
ções é suficien-
comu- nidades.
Qualquer termo que tenha como prefixo te, numa
ou sufixo a palavra web, está relacionado mente queda de
com a sua divulgação num meio virtual, a chamado luz pode
internet. Por exemplo, Webconferência, assim. inter-
webcasting, Website, Webmaster, romper o
servidor Web, Web Services, Web evento
messenger, Web imóveis, Web torpedos, progra-
Webcam, etc. mado.

Website ou site, ou sítio ("da Web" ou "da Internet"), são utilizadas para fazer referência a uma
página ou a um agrupamento de páginas relacionadas entre si, acessíveis na internet através
de um determinado endereço.

“Tente uma, duas, três vezes e se possível tente a quarta, a quinta e quantas vezes for necessário.
Só não desista nas primeiras tentativas, a persistência é amiga da conquista. Se você
quer chegar aonde a maioria não chega, faça o que a maioria não faz.” Bill Gates

185
53. DIFERENÇAS BÁSICAS

D I F E R E N Ç A S B Á S I C A S

EVENTO CARACTERÍSTICA

WEBCONFERÊNCIA É uma modalidade de reunião ou encontro virtual realizada


pela internet através de aplicativos ou serviço, com
possibilidade de compartilhamento de apresentações, voz,
vídeo, textos e arquivos via web;
Objetivo:

Apresentar, Cada participante assiste de seu próprio computador;


esclarecer, discutir,
Não precisa de salas especiais e muito menos equipamentos
repassar um ultramodernos: a interação é feita por um webcam e um
determinado tema microfone simples. Precisa de antena especial como a
com participantes de parabólica;
diferentes lugares ao
mesmo tempo, Pode ocorrer tanto através de uma aplicação específica
através de meios instalada em cada um dos computadores participantes, quanto
através de uma aplicação web que executa dentro do
eletrônicos e
Navegador bastando digitar o endereço do site onde será a
audiovisuais que webconferência, a maioria das vezes é necessário um pré-
permite a interação cadastro;
entre os
participantes. Sistema tecnoló gico que permite a comunicação com áudio e
vídeo, simultaneamente, através de equipamentos e
programas. É o sincronismo da transmissão e recepção, sendo
possível manter contato com pessoas de qualquer lugar do
mundo,locais diferentes e distantes, em tempo real.

TELECONFERÊNCIA É uma reunião ou uma conferência realizada por duas ou mais


pessoas distantes entre si, com uso de tecnologias de
Objetivo: transmissão de som e imagem, como as redes de telefonia,
internet e rádio. Também chamamos de teleconferência,
Dinamizar e trocar
quando independentemente da inclusão de imagens de vídeo;
informações em
tempo real entre
pessoas que não É necessário apenas um webcam e um microfone;
estão no mesmo
espaço físico. Uma teleconferência é, por outro lado, uma conferência que
tem lugar à distância, podendo ser através de um sistema de
vídeo ou de áudio.
WEBCAST É uma forma de distribuição de dados e conteúdos através da
Internet ou redes corporativas ou intranet;

A comunicação na Webcast é de uma via apenas, ou seja,


somente uma pessoa fala e as outras assistem;

A interação entre os participantes e consultas é limitada


apenas ao chat, podendo conversar entre si ou enviar

186
Objetivo: perguntas ao palestrante;

Transmitir áudio e Um mediador analisa as perguntas do chat e repassa os


vídeo utilizando a questionamentos aos palestrantes;
tecnologia streaming Além do vídeo e do chat existe um espaço denominado Mural,
media. onde são apresentadas informações adicionais, como por
exemplo, slides, dados sobre o palestrante, etc.
Streaming: A transmissão da apresentação deverá ser realizada através de
fluxo de mídia uma sala com equipamentos específicos;

A recepção pode ser em salas ou individualmente no


computador.

WEB REUNIÃO É uma opção gratuita que oferece o recurso de conferência


web totalmente focada na interatividade, disponibilizando
Objetivo: todo o aparato para apresentar e discutir um assunto de
interesse;
Compartilhar um
assunto dinâmico e Pode ser visto como uma ferramenta de EAD (ensino a
fiel ao ambiente distância), mas pode ser abrangida a outros papéis, tais como
presencial. Webinars (web seminários) ou reuniões corporativas.

VÍDEO CONFERÊNCIA Em seu nível mais básico, a videoconferência pode limitar-se a


um simples intercâmbio de imagens e vozes, procedentes de
lugares distintos;
Objetivo: É um sistema interativo de comunicação em áudio e vídeo,
permitindo que a interatividade aconteça em tempo real,
Manter a transformando a sala presencial num grande “lugar” espalhado
interatividade entre geograficamente;
pessoas ou grupos
interessados em um Normalmente a videoconferência é realizada no seguinte
determinado ambiente: uma sala dotada de uma câmera de vídeo, micro-
fones, retransmitidas por um monitor. Também com alguma
assunto, encurtando
facilidade tecnoló gica para a apresentação de documentos;
distâncias,
racionalizando Atualmente, com as facilidades dos meios, surgiu um novo tipo
recursos e de videoconferência, a webconferência, que não precisa de
acelerando a troca de salas especiais e muito menos equipamentos modernos;
informações. Benefícios - destacam-se: otimização do tempo,
simultaneidade, amplitude de cobertura e maior rapidez.

WatsApp
Objetivo - Desenvolver É um software para smartphones utilizado para troca de
uma alternativa ao mensagens de texto. O técnico pode fazer uma reunião e ou
envio de SMS, através repassar informações técnicas através desse softaware,
de mensagem direta, mensagem escrita ou com voz, fotos, documentos, etc.
rápida e gratuita.

Os equipamentos utilizados para realização de métodos/eventos são “MEIOS”


para chegar a um fim. Portanto são recursos e não métodos/eventos.

187
Obs. Como qualquer outro tipo de reunião ou outro evento, a vídeo conferência, webconferência,
teleconferência, webcast, também passam pelo processo de 03 (três) fases da reunião:
planejamento, ação e acompanhamento. A fase de planejamento merece destaque e atenção
redobrada.

54. WORKSHOP

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTA- LIMITA-


GENS ÇÕES

Termo em inglês é empregado Detalhar, Para interação Forma Se for


para definir uma oficina de aprofundar, e de realizado
trabalho, conjunto de palestras.analisar a familiarização aproxi- mais que
É um programa de treinamento discussão dos participan- mar um dia
técnico-prático, dividido em sobre temas tes sobre um pessoas torna-se
duas partes: teórica e prática. O
específicos e, determinado e maçante e
público participa intensamente; para isso, assunto para empre- às vezes
apresenta maior dinamis- sas que desinte-
No funcionamento contam com casos mo, aliando a podem ressa ao
um moderador e um ou mais práticos. teoria prática se público;
expositores, que devem ter ou analisando interes-
ampla experiência prática no Unir a teoria um caso sar pelo Caso o
assunto específico a ser com a prática, prático; produto palestran-
abordado; aproximando ou te não
o público das É voltado para serviço tenha
Inicia com uma exposição da novidades a ofereci- grande
técnica que será abordada, apresentadas, aprendizagem do. conheci-
onde irão debater praticar e promovendo por meio da mento do
tentar encontrar soluções, um contato concretização assunto
alternativas, novos rumos para mais próximo de atividades pode
um determinado tema com as novas práticas sobre deixar o
proposto; técnicas, com o tema evento um
o objetivo de desenvolvido. desastre.
É seguido por uma discussão incentivar o
dos participantes em grupos e é aperfeiçoa- Para uma
finalizado com uma conclusão, mento dos assimilação
na qual os resultados de cada participantes. adequada do
grupo são analisados. conteúdo.

Obs.
 Ler também OFICINA (página105) e CONGRESSO (página37) neste Manual.
 O workshop pode ser realizado isoladamente ou fazer parte de um evento de maior
amplitude, como uma atividade prática, por exemplo, fazer parte de uma conferência.
Considera uma atividade de intercambio entre os participantes.
 Modalidade parecida com a oficina, mas caracterizada por uma parte expositiva
seguida da demonstração de um produto/serviço;
 Não confundir com palestra.

PASSOS PARA EXECUÇÃO


Duração: O workshop tem curta duração, em geral, tem no máximo 8 (oito) horas, ocorrendo

188
em um único dia. Mas já foi realizado o evento até em 30 (trinta) horas, com no mínimo 3
(três)s horas e no máximo 8 (oito) horas diárias.
Planejamento: Como todo evento/método o workshop exige atenção e planejamento
freqüentes, antes, durante e após a promoção do evento. É uma demanda cada vez mais
estratégica para as empresas e entidades, sendo uma atividade complexa.

 Escolha o tema: Essencial para o sucesso. O tema é o que garantirá a essência e o


posicionamento consistente, é fundamental que seja o tema de interesse do público a
ser trabalhado. Fazer uma pesquisa sobre os temas que são de interesse do público
alvo pode ajudar a gerar insights O tema ajudará a definir todas as próximas etapas do
planejamento.

Insight: denota sentido de intuição ou iluminação e é usada sempre que acontece alguma
revelação ou quando há uma compreensão súbita de alguma coisa ou determinada situação.

 Equipe: Montar a equipe organizadora, com os papéis específicos. Verificar quais são
os parceiros;
 Definir: os objetivos determinando a necessidade dos participantes, local, data e
horário, cronograma, programação;
 Verificar: se o evento será só ou implementado paralelamente a outro evento;
 Orçamento: Montar a planilha com os gastos, e patrocinadores, ou de onde virá o
recurso para montagem do evento; (Verificar ORÇAMENTO página 205 neste Manual.)
 Público: Ideal para alcançar objetivo é no máximo 30 participantes. Difícil trabalhar se
ultrapassar. Estabelecer o público conforme o objetivo proposto;
 Palestrantes: Importante buscar profissionais que sejam referência na área e que
agreguem valor ao evento ou workshop. Não misture оѕ assuntos, pois poderá
dificultar о aprendizado, na maioria das vezes, о workshop costuma ser uma espécie
de curso intensivo sobre um assunto específico.
 Buscar palestrantes que tenham total domínio do assunto que será apresentado.
Porque o work shop geralmente é freqüentado por pessoas que já possuem um pouco
de conhecimento do assunto ou já trabalham na área.
 Materiais: montagem dos materiais técnicos, folders, convites, pastas, flyer, banner,
etc. Se puder distribua o material da palestra impresso ou em um pen drive,
disponibilize também na internet.
 Equipamentos: Verificar quais serão utilizados.
 Recursos auxiliares de ensino: Analisar quais serão utilizados e deverão bem
preparados, por exemplo, ao utilizar um Power point, verificar todo procedimento
ideal para confecção: o que realmente anotar, tamanho de letra, cor, imagens, etc.
 Checklist - todos os detalhes são importantes e vitais para o sucesso da ação.
Desenvolva um checklist com todos os equipamentos e recursos que serão
necessários, como data show, flip chart, notebook, caixas de som, microfones, etc.
teste todos os equipamentos antes do evento. Ver Checklist página 201 neste Manual.
 Divulgação: Depois de planejar o workshop é hora de divulgá-lo ao seu público de
interesse. Faça um planejamento da divulgação, de acordo com os objetivos e a verba
disponível. Divulgue nas mídias sociais. Verifique qual a melhor forma da divulgação.
Antes, durante e depois do evento.
 Acompanhe o trabalho das equipes: Para promover um evento, necessário contar
com diversos parceiros, fornecedores, equipes envolvidas. Manter um
acompanhamento detalhado do andamento dos trabalhos para evitar surpresas de
última hora.

189
Execução:
 Credenciamento: ou inscrição dos participantes que podem ser realizadas com
antecedência via internet ou pessoalmente, depende de cada local. No
credenciamento sugere-se a distribuição de pastas contendo material técnico, bloco
de anotação caneta, etc.; Moderadores e palestrantes: Normalmente possui um
moderador e um ou dois expositores. A dinâmica da sessão divide-se:
• recepção em exposição.
• discussão em grupo ou equipe e conclusão.
 Faça uma pré seleção sobre tudo o que será debatido durante o workshop.
 Se puder, dividir о evento еm blocos, іѕѕо irá fazer соm quе оѕ participantes nãо ѕе
cansem, deixando-os sempre interessados.
 Anfitrião: Cumprir seu papel de convidar, reunir, recepcionar, acolher, fazer as honras
da casa, dar atenção aos convidados, agradecer a presença, ser agradável, etc.
 Divisão dos assuntos: coloque aqueles assuntos mais pesados para o início do
workshop, pois nesse momento оѕ espectadores estarão mais atentos. E deixe os
assuntos mais leves ou os palestrantes mais “divertidos” para o final.
 Proponha pequenos intervalos entre um palestrante е outro para não tornar
cansativo;
 Primeira parte do workshop: é destinada à apresentação teórica dos assuntos
previamente definidos;
 Inclua de perguntas e respostas. Dependendo das regras básicas, convide os
participantes a fazerem perguntas, durante o workshop ou em momentos
preestabelecidos. Reserve esse espaço para que os participantes possam expressar as
suas opiniões, dúvidas e sugestões. As informações passadas por essas pessoas podem
ser muito importantes na hora de organizar um próximo evento;
 Interação do público: com o público interagindo de maneira intensa, a idéia é que os
conhecimentos sejam adquiridos por meio da experiência conjunta, estimulando a
criatividade e a troca de informações entre participantes e facilitadores
 Segunda parte: é voltada para a aplicação prática na qual os participantes testam as
informações recebidas. Dividir em grupos os onde pode receber um caso prático a ser
estudado e desenvolvido conforme orientações, com tempo determinado, apresentam
suas conclusões ao grande grupo. Montar uma programação para realização dos
trabalhos. Não há uma programação muito rígida para a realização dos trabalhos,
dependerão das dinâmicas a serem adotadas pelos condutores dos workshops. Cada
um definirá sua metodologia de trabalho;
 Final do workshop: As conclusões devem ser apresentadas;
 Certificados: Caso seja planejada a entrega de certificados, entregá-los somente
àqueles que cumprirem as exigências de participação;
 INVISTA no pós-evento: Às vezes esquecemos essa fase. Ela deverá fazer sempre parte
de um planejamento assertivo de qualquer evento. Faça uma avaliação com o público
participante, verifique quais foram os pontos de destaque e os que podem ser
melhorados. São retornos que podem melhorar o planejamento de outros eventos.
 Use ferramentas online, se for o caso. Programas de aprendizado "open source" como o
Moodle ou o Blackboard, que são gratuitos, podem facilitar discussões online e postagem
de conteúdo fora do ambiente do workshop. Essas ferramentas online também são um
ótimo meio de receber tarefas ou outros trabalhos dos participantes.
Workshop tem o conhecimento aliado à prática, se assemelha a Oficina. Difere do curso que é
mais voltado à formação e/ou profissionalização, com maior foco na abordagem teórica.

Obs. LER também CONGRESSO (página 37) e OFICINA (página 104) neste Manual.

190
55. WORLD CAFÉ

DEFINIÇÃO OBJETIVO UTILIZAÇÃO VANTAGENS LIMITA-


ÇÕES

Método de conversação, Promover Para possibilitar  Exercitando o Mais


participativo. Um líderes, facilitado- Word Café, que um
diálogos
processo criativo que res, moderadores percebe as suas tema
visa gerar e fomentar construtivos e todas as pessoas implicações distinto
diálogos entre os que trabalham práticas pode
acessar
indivíduos a partir daí com grupos a criar imediatas no impedir
criando uma rede viva de inteligência intencionalmente jeito de se fazer o
diálogo colaborativo que redes dinâmicas reuniões, na suces-
grupal,
acessa e aproveita de conversação, criação de so;
inteligência coletiva, aumentar a de polinização conhecimento,
para responder questões cruzada de idéias e na concepção
capacidade
planejadas em pauta; conhecimentos, de inovações
Planeja
de criar e gerando uma evo- rápidas, no
mento
lução acelerada de engajamento
trocar e
Utilizado no mundo por trocas; das partes
objeti-
empresas dos mais diver- conheci- interessadas e
vo mal
sos segmentos e tama- Para partir do em mudanças
mentos de defini-
hos. Pode aplicar a qual- princípio que as em larga escala;
dos
quer número de partici- forma pessoas já
irão
pantes, excelente para possuem no A aplicação da
coletiva. colabo-
compartilhar conheci- seu interior a técnica auxilia o rar
mentos, idéias, visões e sabedoria e a processo de para a
experiências, estimular criatividade para geração de falha
inovação e mudanças, enfrentar até ideias, cria no
acessar a inteligência e mesmo os mais sinergia e resul-
sabedoria coletiva. difíceis desafios. comprometi-
tado.
mento.
Obs.:
 Pode ser também aplicada como uma técnica dentro de eventos maiores como
Congresso (página 37), Seminário (pagina 152), etc.
 O World Café é um Café to go! (Café para Viagem!)

PASSOS PARA EXECUÇÃO

Público: Um grupo ideal para trabalhar é em torno de 30 (trinta), na realidade não existe
número limitado de participantes podendo ser utilizado também em grandes grupos.

Coordenador Geral: O World Café exige a figura de um coordenador geral que é o anfitrião
que podemos denominar de "Ancora", que tem a responsabilidade da coordenação de todo
trabalho. A atuação desse Anfitrião no antes, durante e depois do "World Café", é de
fundamental importância para criar e manter um ambiente descontraído e propício para
despertar nos participantes a vontade de compartilhar. Pois o processo de Conversação
Colaborativa proposto pelo "World Café" necessita do "Anfitrião Ancora" que deverá estar
devidamente preparados para o assessoramento, quando necessário. E cada mesa também
deverá ter o seu anfitrião que permanecerá no lugar quando todos da mesa mudar de lugar.

191
“O diálogo é o encontro amoroso dos homens que, mediatizados pelo mundo,
o pronunciam, isto é, o transformam e, transformando-o,
o humanizam para a humanização de todos”. Paulo Freire

Planejamento:

 Questionamento primário: Quando? Onde? Por quê?


 Pensar no Tema: De preferência um único tema, mas dependendo do tempo
disponível o café pode explorar mais temas. No caso de utilizar a mesma reunião para
tratar de mais de um problema deve-se caracterizar bem a mudança de tema,
formalizando uma nova rodada de conversação.
 Ambiente: Colocar mesas com 4 (quatro) ou 5 (cinco) cadeiras para os grupos, como
de uma "Casa de Café". Cada mesa deverá ser coberta com toalha de papel para que
sirva de anotações do grupo, colocar canetas e lápis para desenho.

Execução:

 Divisão dos grupos: Dividir o grupo em 4 (quatro) ou 5 (cinco) que sentarão nas
cadeiras dispostas em cada mesa. O coordenador ou “Ancora” ou anfitrião faz as
explicações, em relação ao processo de trabalho, determina o tempo, sendo assim
iniciada uma conversação sobre um tema / pergunta pré-definidos. Cada grupo deverá
ser eleito um anfitrião, que permanecerá na mesa na hora da rodada.

 Papel do anfitrião da mesa: Ficará na mesa enquanto os demais irão para outras
mesas. Receberá o próximo grupo, repassará o que foi discutido no grupo anterior e
conectará as idéias do anterior com o grupo visitante. Repetirá a mesma atividade nas
próximas rodadas e outra se for negociado.

 Onde anotar as questões: As idéias-chaves são anotadas na toalha que é de papel, ou


folhas de flip chart ou folhas de cartolinas colocadas nas mesas e as anotações ficam a
critério dos participantes do grupo, como os participantes julgarem melhor. Pode ser
por escrito, desenho, rabisco, etc.

 Etiqueta do World Café: Para os participantes, anfitrião e coordenadores:

a) Concentre-se e foque no que importa, no objetivo proposto.


b) Socialize suas idéias compartilhe seus pensamentos e experiências, contribuindo.
c) Fale claramente ajudando na construção. Participe de corpo, alma mente e coração.
d) Ouça para entender. Escute para compreender
e) Fale o necessário, permita os outros também participar.
f) Ligue e conecte idéias.
g) Ouça junto com o grupo, buscando insights temas e questões relevantes e mais
profundas.
h) Participe escrevendo nas toalhas, não tenha medo de desenhar, de rabiscar de
mostrar a idéia, encoraja-se.

 Rodada: o grupo irá fazer as discussões em torno de 20 a 30 minutos. Após


terminarem conforme o tempo previsto, os participantes da mesa irão para outras
mesas. Exceto um, que é o anfitrião eleito pelo grupo. Esses participantes que mudam
de mesa são “viajantes” ou “embaixadores do significado” que levam idéias-chaves,

192
 os temas e perguntas para sua nova conversa. Enquanto viajam para outra mesa, o
anfitrião permanecerá na mesa de origem e tem a responsabilidade de receber os
novos companheiros, dar as boas vindas aos novos viajantes a cada rodada, apresentar
o que foi sintetizado “na toalha” e estimular que sejam compartilhadas as
conversações experimentadas nas outras mesas, deve encorajar que os “viajantes”
expressem suas idéias com rabiscos, desenhos, frases, etc.

 Polinização cruzada: nesse momento, inicia-se este processo chamado polinização


cruzada, que acontece durante todas as rodadas do "World Café". Esse conteúdo deve
ser incorporado ao registro daquela mesa.

 2ª rodada: terminada a primeira rodada novamente os participantes partem para a


segunda rodada, menos um, que é o anfitrião, mudam de mesa e, dependendo do
objetivo da conversação, continuam na mesma questão ou recebem um novo
detalhamento ou um novo foco. Da mesma forma o anfitrião permanece em cada
mesa, realizando o mesmo processo.

 . 3ª rodada:
20 a 30 minutos Mais uma rodada
com as mesmas
regras. O número
VIAJANTES
ideal de rodadas
é 3 (três), mas
conforme o
conteúdo e
Anfitrião de mesa
o planejado
poderão
acontecer outras
rodadas, se
necessário.
Fonte: Brown e Isaac (2007), Adaptação Edna Batistella Lopes

 Tempo para rodadas: Sabendo o objetivo que se quer alcançar, bem como a
quantidade de tempo total para trabalhar, pode-se decidir o período de tempo
adequado para as rodadas de diálogo, tempo para o uso mais eficaz das perguntas e as
formas de mais interessantes de conectar e “polinizar” idéias.
 Última rodada: Após a terceira rodada que é o ideal ser a última rodada os viajantes
voltam à suas mesas de início, onde sintetizarão as descobertas;

 Conclusão: No final será realizada uma conversação em estilo “plenária ou assembleia”


onde todos os grupos e participantes compartilhem suas descobertas e insights em
uma conversação com o grupo todo evidenciando o conhecimento coletivo e o
surgimento de possibilidades de ações conjuntas.

 Avaliação: da melhor forma que o Ancora planejar.

 Final: Depois de findado o world café é hora de documentar o processo e os


resultados. Podem-se criar jornais ou livros de história com os relatos e ilustrações que
registraram o evento, utilizando as próprias ilustrações realizadas nas toalhas.

193
PRINCÍPIOS DO WOLD CAFÉ:
D

Conforme Brown e Isaac (2007), o processo deve levar em consideração 7 (sete) princípios:

1. Estabelecer o 7.Unir as
tema, ter um motivo SETE PRINCÍPIOS descobertas
claro para a reunião significativas
é fundamental para coletivas e ao final
atingir o objetivo. compartilhar em
plenária com o
Determinar sobre Compartilhar os grande grupo de
qual tema as idéias descobrimentos Escutar forma que todos
devem ser geradas diferentes possam opinar sobre
Fixar o coletivos
ou qual o problema estas idéias e
contexto pontos de
a ser resolvido. vista registrá-las.

2. Criar um espaço Criar um WORLD Conectar 6.Escutar juntos os


receptivo, acolhedor, espaço insights para descobrir
caloroso e
hospitaleiro
CAFÉ as diversas padrões, percepções e
confortável. O fator expecta- questões mais
ambiental no tivas profundas, ouvir com
processo é Explorar Estimular a habilidade é um passo
importante para o perguntas importante nessa
contribuição
surgimento de idéias técnica, assim é
significa- de todos
e a criatividade, possível realizar a
propiciando o tivas construção sobre o
diálogo. tema em conjunto.
3.Explorar as 4.Estimular a contribuição de todos, 5.Promover a
questões significativas pois se encorajam e engajam polinização cruzada e
e relevantes é profundamente quando sentem que conectar as perspecti-
importante para vas diferenciadas. Os
estão contribuindo de alguma forma.
produzir resultados, participantes irão
Deve-se incentivar a participação de participar através de
descobertas e ajuda o forma ativa, respeitando as diferenças opiniões, diálogos
público a pensar em de cada um, alguns podem ter ma s ativos e pulsantes para a
soluções eficazes para conhecimento e vivência sobre o tema. conexão entre as idéias.
o tema. em questão. i
Fonte: Brown e Isaac (2007). Adaptação Edna Batistella Lopes

NOTA IMPORTANTE DESSE MANUAL:

“O conteúdo dos passos de cada evento/método descritos até este momento são
conteúdos básicos, que servem para auxiliar na compreensão e também para somar
aos conhecimentos já existentes. Para maiores aprofundamentos se faz necessário
buscar bibliografias mais detalhadas, levando em consideração que cada
evento/método possui dispositivos pedagógicos para dinamização do processo
ensino-aprendizagem”.
“Para o homem, a mais alta realização é ser capaz de fazer.
Lembre-se de você mesmo, sempre e em toda parte.” Gurdjieff

194
56. PLANEJAMENTO DE MÉTODOS / EVENTOS
“A planificação realizada com antecedência de qualquer
método ou evento colabora para o sucesso total’.

Para atuar nas propostas extensionistas, necessitamos desenvolver atividades de caráter


educativo que exigem ações organizadas, ou seja, PLANEJADAS.

PLANEJAR: significa prever, organizar, antecipar, delinear, sistematizar, maximizar, vislumbrar


resultados. Devendo ser avaliado e reavaliado, segundo critérios científicos.

QUADRO contendo SUGESTÃO DE PLANEJAMENTO.

 Objetivo
PLANEJAMENTO  Público
INICIAL  Definir estratégias: (nome, local, data, duração
e programação (cronograma de atividade)

 Apoio operacional
 Infraestrutura física: local onde o evento
se realizará (sala, auditório, comunidade)
ORGANIZAÇÃO  Condições de acesso
 Apoio logístico
 Equipamento audiovisual, elétrico, eletrônico
 Bandeiras, mastro, suporte e outros objetos
 Peças de comunicação/divulgação
 Transporte, hospedagem
ORGANIZAÇÃO
 Apoio de pessoal
 Recursos humanos
 Operadores de gravação, audiovisual, som e luz
 Mestre de cerimônia
 Coordenador, anfitrião do evento
 Custos
COORDENAÇÃO  Decoração
EXECUÇÃO  Recepção e credenciamento
 Checklist
 Cerimonial e protocolo

 Análise e avaliação
AVALIAÇÃO  Relatório Final
 Prestação de Contas

PÓS EVENTO  Monitoramento


 Acompanhamento de resultados

Fonte: Manual de Eventos IFSP, 2015 são Paulo

195
Conforme a definição do dicionário Houaiss, PLANEJAR é elaborar, projetar, organizar um
plano ou roteiro. Ter a intenção ou pretender algo. O planejamento nos ajuda a traçar
metas de onde, como e o porquê de se alcançar determinados objetivos. Funciona
como um facilitador, pois ajuda a alcançar metas preestabelecidas .

DEVEMOS ANALISAR:
REFLETIR antes de planejar. Essas reflexões auxiliam em sua construção. É preciso PENSAR
para quem se direciona o que se está planejando e para que vão servir as suas ações.
Alguns exemplos para Reflexão:

• O que se pretende fazer, o porquê e para quem?


• Que objetivos pretende-se alcançar? A que fim destina o método / evento que vou aplicar?
 Qual o propósito do método/evento? Por exemplo um curso: é Qualificar (ampliar
conhecimento), Requalificar (desenvolver habilidade), Especializar (mudar de atitudes).
• Que estratégias serão utilizadas para alcançar tais objetivos?
• Quanto tempo será necessário para alcançar os objetivos?
• Quais os resultados pretendidos? Em curto, médio e longo prazo.
• Há possibilidade dos resultados serem atingidos?
• Como avaliar se os resultados estão sendo alcançados?

“Planejamento é um processo, uma dinâmica mental”.

Modelo de PLANO DE ENSINO - APRENDIZAGEM

Análise da Realidade Projeção da finalidade Formas de mediação

Conhecimento Objetivo (para que) Conteúdo (o que)


- da realidade Metodologia (como, onde)
-- Recursos (com que)

Sujeitos (quem, para quem) Geral


-- Objeto (o que / título, disciplina) Específico
-- Contexto (onde, quando)

Necessidade (por que)

- PLANO

Realização Ação Pedagógica


- Interativa

Análise de Processo
-- Confronto Realização – Elaboração
- + Tomada de Decisão
-- (como está evoluindo)

Avaliação de Análise do Processo


- Conjunto e do Produto

- Fonte: Vasconcelos 1995

196
IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DE ENSINO:

 Evitar rotina e a improvisação;  Garantir economia de tempo e energia;


 Contribuir para a realização dos objetivos;  Organizar o assunto para maior
 Promover a eficiência e eficácia do ensino; compreensão;
 Garantir maior segurança na direção do  Estabelecer segurança para o grupo;
ensino;  Evitar falhar através das avaliações.
"Se você NÃO sabe aonde quer chegar,
nenhum vento lhe é favorável” Sêneca

CARACTERÍSTICAS DO PLANEJAMENTO DE ENSINO:

 Ser elaborado em função das necessidades e das realidades apresentadas pelo público a
ser trabalhado;
 Ser flexível, dar margem a possíveis ajustamentos sem quebrar sua unidade e
continuidade. O plano pode ser alterado sempre que se fizer necessário;
 Ser claro e preciso. Os enunciados devem apresentar indicações bem exatas e sugestões
bem concretas para sua realização;
 Ser elaborado em íntima correlação COM OS OBJETIVOS VISADOS;
 Ser elaborado tendo em vista as condições reais e emitidas de local, tempo e recursos
disponíveis.

Para elaboração de um bom plano é fundamental que antes se trabalhe no mapeamento do


conteúdo, de forma a estabelecer as idéias centrais que deverão ter destaque e as idéias
secundários que deverão ser incluídas. Os exemplos também são significados, devendo fazer
parte do desenvolvimento das aulas. Ver MINDIMAP página 121 neste Manual.

DICAS SOBRE PLANO DE CURSO: Serve também para outros métodos / eventos
"Planejamento é o oposto da improvisação”

Plano: É a organização de um conjunto de matérias ou de conhecimentos que vão ser


desenvolvidos durante um período relativo à extensão do curso em sim orientado por
princípios educativos.

PASSOS BÁSICOS PARA ESTRUTURAR UM PLANO de ENSINO – APRENDIZAGEM

TÍTULO DURAÇÃO PÚBLICO


(para quem)

PRINCIPAIS OBJETIVOS
AVALIAÇÃO (para quê)
ELEMENTOS DO PLANO

MATERIAIS DIDÁTICOS MÉTODOS E TÉCNICAS CONTEÚDO


(com o que) (como, onde) (o que)
Um plano ajuda a desencadear um ensino mais eficiente, evitando
a improvisação e a inconsistência do conteúdo.

197
a) PÚBLICO (para quem é o curso). Com base nos objetivos proposto define-se qual é
o público a ser trabalhado. Caracterizar o perfil a partir dos dados quantitativos e
qualitativa. Quem são eles, como são, o que já sabem, o que fazem, o que querem.
A partir destes dados definiu objetivos, conteúdo, metodologia, etc.

b) OBJETIVOS- (para que) - é o que se pretende alcançar com o resultado final do


curso. Etapa básica do plano de curso é o estabelecimento dos objetivos. Devem
explicitar os conhecimentos, as habilidades e as atitudes a serem adquiridas no
curso. Com que finalidade, qual a expectativa, qual a mudança, que
comportamento, atitudes.

56.1 OBJETIVOS EDUCACIONAIS: Da área cognitiva (conhecimento);


Da área afetiva / valorativa (atitudes);
Abrangem as três áreas de aprendizagem humana: Da área motor (habilidades).

D A descrição dos objetivos deve começar


sempre por um verbo no infinitivo
OBJETIVO GERAL (Para que é o curso):

Tem uma abrangência maior, compõem-se da visão global do curso como um todo. É a
interação dos objetivos específicos a serem alcançadas em cada conteúdo ministrado,
focalizam o assunto num sentido amplo, completo, reflexa e permitam interpretações amplas
e subjetivas chamadas de palavras (verbos) abertas. Exemplos:
Adquirir Aplicar Analisar Conhecer Contribuir

Desenvolver Interpretar Perceber Possibilitar Proporcionar

OBJETIVOS ESPECÍFICOS (o que se quer ao final do treinamento)

Referem-se às ações próprias (específicas) de cada conteúdo desenvolvido, envolvendo


conhecimentos, atitudes e habilidades. Empregam-se palavras (verbos) que indicam ações
observáveis e mensuráveis, chamadas de palavras (verbos) fechadas. Exemplos:
Administrar Apontar Calcular Citar Classificar Comparar

Construir Correlacionar Corrigir Definir Demonstrar Determinar

Discriminar Distinguir Dizer Efetuar Empregar Escolher

Escrever Executar Formatar Identificar Indicar Listar

Manusear Nomear Ordenar Preparar Reconhecer Reproduzir

Resolver Selecionar Separar Observar Ordenar Organizar

 Um verbo utilizado sem erro é o Verbo “CONTRIBUIR”

 Existem verbos no sentido vago ou ambíguo, que dão margens de muitas


interpretações, por exemplo: abstrair, adquirir, crer, conscientizar, pensar, raciocinar,
sentir, saber, aprender, etc.

c) CONTEÚDO - O que (quais assuntos serão tratados).

198
Organizar os conteúdos de acordo com objetivo de profissionalização. Para definir o conteúdo
é necessário analisar cada objetivo especifico e que conteúdo é preciso ser ministrado para
atingi-los. Mapear os assuntos. (ver mindmap, pag. 121 neste Manual). Qual assunto, que
temas falta, qual a experiência. O conteúdo tem que ser de interesse e necessário para o
público a ser trabalhado.

d) MÉTODOS E TÉCNICAS - como, onde (como fazer o caminho andar).


A boa escolha do método facilitará o processo de ensino aprendizagem. É fundamental
para o sucesso do curso.
“Dinâmicas, técnicas e ferramentas são os meios
utilizados para auxiliar a aplicação método”.

e) RECURSOS NECESSÁRIOS com o que (meio para chegar ao fim).


Selecionar os Recursos Auxiliares de ensino que são os recursos didáticos, por exemplo,
data show, álbum seriado, flip chart, etc. e os Recursos Humanos necessários para
realização o curso, parcerias, etc.

f) AVALIAÇÃO (como vai se verificar o resultado de aprendizagem).


Nesse momento define-se como mensurar o resultado o resultado de aprendizagem, é
importante definir quando, como e instrumentos para avaliação de acordo com os objetivos.
“A avaliação é parte integrante
do processo ensino/aprendizagem”
57. AVALIAÇÃO
AVALIAR métodos e eventos não implica apenas em descrever e mensurar a qualidade da
execução do planejado, e sim a qualidade dos processos de ensino-aprendizagem, é uma
avaliação educacional, portanto a avaliação é para melhorar o processo educacional em todos
os seus aspectos.
“Existem várias técnicas e dinâmicas de avaliação.
Que ajudam a obter melhores resultados.”
.
O processo de avaliação é dividido em três fases:
Avaliação do método, do conteúdo e da estratégia metodológica.

AVALIAÇÃO DO MÉTODO / EVENTO:


Avalia a execução do método / evento como ferramenta de trabalho, realizado logo após a
execução.

AVALIAÇÃO DO CONTEÚDO:
Avaliar se o objetivo pretendido foi alcançado. Pode ser em curto prazo, imediatamente após a
aplicação do método e a médio prazo com a verificação do comportamento do público
participante do método aplicado e os seus resultados.

AVALIAÇÃO DA ESTRATÉGIA METODOLÓGICA:

As "estratégias metodológicas" são as formas de abordar os conteúdos. De ensinar e aprender.


Não se trata de dinâmicas de grupo para motivá-los, mas de atividades que têm como objetivo
principal o desenvolvimento de competências profissionais: o estabelecimento de vínculos
afetivos reais, a interação para a realização de tarefas que dependem de trabalho coletivo, o
uso dos conhecimentos disponíveis, o procedimento de estudo, a reflexão sobre a prática, a
avaliação do percurso de formação, o exercício da leitura e escrita, da simulação, da discussão,
da explicitação de pontos de vista, da sistematização, da análise de materiais, situações e
ações do grupo.

199
Avalia o método executado dentro da combinação de métodos. É a estratégia para alcançar
um objetivo maior, que foi construído com a participação da comunidade, visando o processo
de ensino- aprendizagem.
“A avaliação é um Processo
e não um Fim”
LEMBRETE:

A Extensão rural não é apenas um “repasse” de informação. A extensão rural produz e constrói
junto conhecimentos sobre problemas reais e cria condições de soluções e adequação, além
de estimular a formulação de nos projetos de extensão e de pesquisa;

AVALIAÇÃO FINAL:

Os métodos / eventos apresenta uma forma particular de avaliação final. A adoção dos
instrumentos dependerá da escolha prévia dos organizadores. As mais comuns são:
Questionários de avaliação do evento, conforme interesse da comissão organizadora.

Elaboração de clippings diários sobre o evento para posterior avaliação de dados


Clipping: conjunto de recortes de revistas e jornais sobre um determinado
assunto. Em geral os recortes são colocados em um livro ou arquivo.

Deverá haver reuniões da comissão organizadora para discussão dos pontos que deveriam ser
melhorados e o que deu certo. Elaboração final par indicar novas estratégias de atuação.

58. PARTICIPAÇÃO METODOLÓGICA

A participação faz parte na vida das pessoas. Em diversas ocasiões o indivíduo é levado por
desejo próprio ou não, a participar de grupos e atividades. O ato de tomar parte revela a
necessidade que o ser humano tem em se associar na busca de alcançar objetivos que lhes que
seriam de difícil consecução ou até mesmo inatingíveis caso fossem perseguidos
individualmente, de maneira isolada. Mais do que provado de que quanto mais participativa é
uma ação, melhores resultados terão.

Obs. Existem inúmeras técnicas e dinâmicas de grupo para montagem de planejamento.


Quando bem aplicadas é garantido o sucesso.

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO
Planejamento
Participativo: REFLEXÃO
RESPONSABILIDADE
É o processo de
tomada de decisões, é CIDADANIA INTEGRAÇÃO
MUDANÇA
a busca de uma visão
múltipla, integrada e DIÁLOGO HUMANIZAÇÃO
sustentável de JUSTIÇA
IGUALDADE
desenvolvimento. Que
TRANSFORMAÇÃO
traz a INCLUSÃO

CONSTRUÇÃO COLETIVA

200
59. CHECKLIST

Organizar um método / evento é um desafio para quem está gerenciando. Todo cuidado
nos detalhes é importante. Um bom evento trará resultados positivos a curto e longo prazo
tomando alguns cuidados no momento da organização e até mesmo na realização do
evento. Para isso é necessário ser elaborada uma “Lista de verificações”

Independentemente do público é necessário um planejamento criterioso e fundamenta. A


lista de verificações - “Checklist” - é a lista onde são colocados todos os itens que podem
fazer falta em alguma tarefa ou em algo que esteja planejando ou executando, evitando
assim futuros esquecimentos, falhas, faltas. Abrange todos os itens necessários para a
realização de um evento, desde a organização até a execução.

Checklist:- ferramenta de extrema importância


para garantir que o projeto alcance seus objetivos.

Elabore uma planilha com os campos que achar necessário, por exemplo, nome do evento,
data de realização, local, público estimado, objetivos, atividades programadas, suas
descrições. Na descrição é importante ter o responsável pela atividade ou a equipe
responsável, o fornecedor, lista de pagamentos a serem realizados, contatos, situação

201
(status), prazo para conclusão (deadline). Lista de pagamentos a serem feitos e observações
necessárias.
Deadline: tempo máximo para realização de uma tarefa

59.1 MODELOS DE CHECKLIST

Nome do evento:
Local:
Data

Uma checagem simples é a chave de prevenção


para que um pequeno engano não se
transforme num desastre de
enormes proporções”.
Médico Atul Gawande

202
59.2. SUGESTÕES PARA COMEÇAR A ELABORAR O CHECKLIST
SUGESTÕES PARA ELABORAR UM CHECKLIST

PLANEJAMENTO DATA RESPONSÁVEL SITUAÇÃO


Reunir os idealizadores para uma reunião de briefing
Dimensionamento do evento e seu formato
Lista dos locais compatíveis com o dimensionamento e
formato
Visitas aos locais selecionados para verificação de
limpeza, arrumação, banheiros, copa-cozinha,
alimentação, coquetel, refrigeração, etc.
Definição do local
Contratação do espaço
Budget (orçamento) do evento
Elaborar o projeto
Submeter o projeto à aprovação

ORGANIZAÇÃO DATA RESPONSÁVEL SITUAÇÃO

Elaborar o checklist
Definir a equipe de trabalho. Conforme o evento. Equipes
como: coordenadores de área, Recepcionistas e equipe
de credenciamento, Tradutores e intérpretes, Assessoria
de Imprensa e fotógrafos, Operadores de som, luz e
vídeo, Equipe médica, enfermagem e ambulância,
Seguranças, garçons/copeiras, serviços gerais, Office
boys, manobristas ou serviço de transfer, Pessoal da
manutenção, Mestre de cerimônias e outros que achar
necessário para o evento.
Visitar novamente o local do evento e verificar as
condições técnicas
Verificar a contratação do espaço
Definir a programação das atividades
Criar a identidade visual para o evento
Definição da estratégia de divulgação/venda do evento.
Execução da estratégia. Criar as peças para divulgação.
Produzir as peças: fichas de inscrição, cartazes, faixas
de mesa, pastas, folhetos, crachás, certificados,
programa, formulário para perguntas, questionário de
avaliação, credenciais para imprensa, credenciais para
estacionamento, faixas, entre outros.
Definir a lista de convidados
Elaborar, produzir e expedir os convites
Elaborar lista de confirmação e escusas
Produção de materiais de apoio tais como: Vídeo de
abertura (institucional ou publicitário, dependendo do
objetivo do evento), Apresentação padronizada,
Materiais gráficos para imprensa e Kit do participante.
Destacar e treinar equipe para o receptivo às autoridades
Prever local para estacionamento
Reservar os lugares destinados às autoridades e aos
convidados
Elaborar nominatas (relação de nomes)
Redigir e submeter à aprovação o roteiro da solenidade
Mapear as necessidades de mobília, tapetes, púlpitos
para os pronunciamentos, etc.
Mapear as necessidades de recursos de sonorização,
projeção e gravação de imagens
Definir local para atendimento à imprensa
Providenciar recursos tecnológicos p/ a sala de imprensa

203
Definir data, equipe e período de montagem do evento
Providenciar suporte médico para emergências
Encaminhar press kit, fazer contatos e atuar na
assessoria de imprensa do evento
Mapa de distribuição do material de divulgação
Tabela de controle do material publicado
Definir necessidade de treinamento da equipe
Definir local para montagem de copa de apoio a
coquetéis, coffee-breaks e outros serviços
Definir equipe para cobertura do evento

EXECUÇÃO DATA RESPONSÁVEL SITUAÇÃO


Selecionar, adquiridos ou locar: Rádio de comunicação
para integrar a comunicação dos coordenadores de área,
crachás, etiquetas para viabilizar a identificação e
credenciamento dos convidados, uniformes para
recepcionistas e equipe de apoio, estrutura de palco e
stands.
Mostrar o evento (organizar os móveis, tapetes, tablados,
praticáveis etc.)
Instalar equipamentos: telas projetores de imagens,
lousa, flip chart, computadores, impressoras, caixa de
som, máquinas copiadoras, telefones, equipamentos de
sonorização, microfones e outros necessários.
Testar os equipamentos
Reunir os profissionais de apoio para informes
atualizados
Dar suporte ao trabalho ao mestre de cerimônia durante
todo o evento
Organizar material de apoio: livro para registro de
presença ou lista, lista de confirmação e escusas,
nominatas, roteiros, mastros, bandeiras, hinos, guarda-
chuvas, cartões para reserva de lugares, entre outros
Evento com refeição verificar durante a organização o
serviço de buffet – material de copa (louças, talheres,
etc.); O cardápio (alimentos e bebidas) do evento
considerando: Lista de fornecedores compatíveis com o
cardápio do evento. Realização degustação dos pratos
dos fornecedores selecionados. Definição do fornecedor
(es) de alimentos e bebidas do evento. Contratação do
fornecedor (es) de alimentos e bebidas.

PÓS-EVENTO DATA RESPONSÁVEL SITUAÇÃO

Desmontar as instalações
Devolver mobílias e equipamentos
Vistoriar, reorganizar e limpar o local do evento
Agradecimentos aos participantes do evento /método
Formalizar os agradecimentos aos colaboradores /
equipe de apoio e envolvidos na organização e
realização o evento / método
Prestar contas - Envio de prestação de contas aos
patrocinadores
Classificar e arquivar documentos
Classificar e arquivar os registros audiovisuais
Emitir certificados
Elaborar e compartilhar o relatório fiscal do evento
Avaliações – envio de pesquisa de satisfação pós evento
aos participantes

204
Tabular e analisar os questionários de avaliação
Envio de relatório final aos interessados
Disparo de material de divulgação pós – evento – fotos e
vídeos
Clipping de materiais divulgados na imprensa
Fonte: Manual de Organização de Eventos do Senado federal – p. 39 – 2013
Adaptação realizada por Edna Batistella Lopes

Obs. Existem vários sites que disponibilizam gratuitamente planilhas de ckecklist no Excel,
como por exemplo, http://downloads.sympla.com.br/check-list-para-eventos

"A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso”


Ralph W. Emerson (1803-1882), escritor norte-americano

60. ORÇAMENTO ou BUDGET

Budget: (pronuncia-se bâdget) é um termo da língua inglesa que significa orçamento. É frequentemente
utilizado no meio empresarial para designar o orçamento periódico (normalmente anual) feito por uma
empresa, onde são inseridas variáveis de custos, receitas e despesas, definindo um plano de contas.

O orçamento deverá ser de acordo com a fonte solicitada, obedecendo todas as normas de
cada fonte já planejada.

Cada área do planejamento requer a providência de várias questões e a falta de uma delas
pode ser bastante prejudicial para o todo. Só para citar algumas coisas: local, divulgação,
fornecedores, alvará, alimentação e segurança. Estes são alguns itens que podem estar
presentes no planejamento, dependendo do tipo do seu evento. E é claro, todos eles
requerem investimento É necessário um orçamento realmente eficiente.

Por isso, ao se organizar eventos, é primordial fazer um orçamento detalhado. Ele é essencial
para a organização e planejamento da produção por permitir a visão geral dos gastos e ajudar
o organizador a controlá-los dentro da verba disponível. E este é o nosso tema de hoje: como
desenvolver um orçamento realmente eficiente?

QUANTO POSSO GASTAR?

Traçar um perfil geral do evento e do organizador. Esta é a hora de se estipular a verba geral,
ou seja, o total que poderá ser gasto. E a partir deste valor, é que será definido o que poderá
ser aplicado em cada item da lista. Ter uma quantia total definida é muito importante para que
gastos exagerados que extrapolem o limite não se tornem um problema mais tarde.

No mundo dos eventos existem vários modelos para montagem de planilhas de orçamentos,
bem como gráficos. Os detalhes são inúmeros e de diversas formas conforme a necessidade de
cada método / evento. O quadro a seguir é apenas uma sugestão.

205
SUGESTÃO DE PLANILHA
DESCRIÇÃO UNIDADE QUANT VALOR.UNIT VALOR.TOTAL
SERVIÇO DE COORDENAÇÃO / PESSOAL
Empresa Organizadora Diária
Mestre de cerimônia unidade
Canto / instrumental unidade
Apresentação Grupo unidade
Folclórico
Recepcionistas unidade
Assessoria de imprensa unidade
Subtotal
Comunicação / suporte Gráfico
Folders
Criação materiais
1.Painel
PLANEJAMENTO
de fundo DE ENSINO
Baners “Quem sabe aonde quer chegar, escolhe o caminho certo
brindes
e o jeito certo de caminhar” Thiago de Mello

Existem vários sites que disponibilizam gratuitamente


planilhas de Orçamentos. Inclusive com gráficos.

Fonte: http://downloads.sympla.com.br/orcamento-para-eventos

206
61. FACILITAÇÃO GRÁFICA:

Em alguns eventos/métodos o diálogo coletivo ou resultado de grupos é capturado por um


profissional de registro e facilitação gráfica que desenha as idéias do grupo em flipchart ou em
um mural, usando texto e elementos gráficos para ilustrar os padrões de conversação. O grupo
constrói facilmente uma visão compartilhada e sistêmica sobre o conteúdo. É um jeito
cativante de registrar os principais tópicos do que foi dito e vivido e tem a potência de atrair a
atenção do espectador. Se puder utilize esse o profissional.

Exemplos de Facilitação Gráfica:


Fonte: http://anapalu.com.br/

Fonte: http://www.louisevendramini.com.br/sample-page/

207
Facilitação Gráfica realizada com o resultado de um grupo no Seminário Nacional de ATER – Brasília 2016

“A Facilitação Gráfica pode ser utilizada em palestras, aulas,


conferências, simpósios, apresentações, cursos,
oficinas, workshops, seminários e outros”.

Fonte: http://nepeasunb.blogspot.com.br/2015/05/curso-de-planejamento-territorial-na.html

208
62. DIFERENÇAS BÁSICAS

D I F E R E N Ç AS B Á S I C A S
PANFLETO FOLDER FLYER
Também conhecido como É um panfleto com dobras na Excelentes instrumentos de
FILIPETA ou FOLHETO; vertical ou horizontal, é uma marketing e ótima maneira de
peça ainda mais refinada que o caracterizar o evento, produto
É um meio de divulgação de panfleto ou o flyer, o que irá ou serviço, principalmente em
uma ideia ou marca, exigir maior investimento em áreas de alto tráfego;
lançamentos e promoções, design, oferecendo maiores
para todo tipo de eventos e possibilidades criativas; Do inglês, significa “algo que
ações em massa como voa”;
campanhas e outros; Serve para quando necessitar
passar uma quantidade maior São pequenos folhetos com
Impresso em folha avulsa, de conteúdo seja ele de imagens impactantes e
com pouco texto, de fácil caráter promocional ou mensagens rápidas com alta
manuseabilidade. Com instrucional; capacidade de veiculação;
distribuição corpo a corpo em
locais de grande circulação; O termo folder vem do inglês Cabe na palma da mão e que
“fold”, que significa dobrar; metaforicamente pode “voar”
Permite uma grande tiragem a (passar de mão em mão) e
preços baixos, com rapidez e Utiliza mais textos que o atingir uma grande massa de
facilidade de produção e panfleto. consumidores.
impressão.
Panfleto vem do inglês Um folder pode ter apenas É uma evolução dos panfletos
“pamphlet”, que é uma uma dobra, considerado como simples. Mais refinados,
tradução do latim “pamphilus” quatro páginas dobram impressos em grandes
- uma espécie de poema de sanfona, carteira, entre outras quantidades, em papéis de
amor que circulava na Europa variações o que o permite maior gramatura, com um
medieval. Séculos mais tarde, comunicar uma quantidade trabalho estético mais apurado.
com a invenção da imprensa, o maior de informações. É Com imagens impactantes e
panfleto passou a nomear os excelente para apresentações acabamento diferenciado. Por
textos impressos curtos e corporativas, lançamentos e ex. flyers de empreendimentos
distribuídos em grandes descrições detalhadas de imobiliários, marcas de
quantidades. produtos bebidas e outros.

Produção: Para a montagem de qualquer um destes recursos:


 Verificar para que, para quem, sobre o que, que tipo de linguagem, como será veiculado.
 Atenção ao visual, que deverá ser equilibrado entre informações, elementos visuais de forma
a atrair o interessado. Abuse de imagens, pois fixa muito mais que a escrita.
 Ter uma chamada atrativa de forma que desperte curiosidade.
 Colocar mais imagens do que escrita. Comprovadamente guardam até 5 (cinco) vezes mais.
 Na posição das informações colocar as mais relevantes do lado esquerdo, que tem que ser
atraente e breve com frases pequenas, ser claro e objetivo.
 Invista no layout colocar na parte central o conteúdo importante de forma persuasiva. E no
final o contato, logomarca dos patrocinadores.
 Caso não consiga contratar um bom design e uma diagramação profissional, existem
programas como CorelDraw, InDesign, Photoshop e outros que poderão ajudar na montagem.

“Nossa maior glória não consiste em nunca falhar, Mas em


levantar todas as vezes que caímos”. Ralph Waldo Emerson

209
63. CONSIDERAÇÕES FINAIS

E ste Manual se propôs como objetivo geral, elaborar um conjunto dos principais métodos/
eventos utilizados no trabalho de extensão rural do Paraná, para que atenda aos usuários,
fornecendo-lhes informações básicas que permite o auxilio no planejamento e execução de
métodos e eventos.

O Manual não esgota todos os aspectos e características da montagem de eventos e métodos,


são sugestões básicas que alerta para os cuidados e preocupação que os executores devem ter
quando decidirem organizar, promover ou participar de eventos e métodos. Para maiores
aprofundamentos há necessidade de buscar outras bibliografias mais completas.

Espera-se que o conteúdo descrito seja de grande valia e possa contribuir para o
entendimento da importância do planejamento e uma boa execução de métodos e eventos,
dando uma visão básica dos envolvimentos, dos cuidados e das obrigações na utilização dos
eventos nas atividades extensionistas. Servindo de consulta diária e lembrando que um bom
resultado depende da dedicação exclusiva, de um detalhado planejamento com objetivos
claros e bem definido e um grande preparo do conhecimento que garantirá o sucesso de todas
as atividades.

Edna Batistella Lopes- Socióloga


Instituto EMATER – Curitiba – Paraná

“Os desafios são lançados a todos. Para nós, os extensionistas, o principal desafio é conseguir falar menos
e escutar mais, aprender a aprender e a facilitar processos de aprendizagem (...)”
Caporal & Ramos, 2006, p. 20

210
64. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BROWN, J. Isaacs, D. – World Café: dando forma ao nosso futuro por meio de conversações
significativas e estratégicas. São Paulo: Cultrix, 2007

Conceito de debate - O que é, Definição e Significado


http://conceito.de/debate#ixzz3qcjMvKQW

DOMIT, Lineu Alberto (org.). Manual de implantação do treino e visita. Londrina: Embrapa
Soja, 2007. p. 21-32. Disponível em:
https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/470265

Estratégias Metodológicas da Extensão Rural no Paraná – Volume I e II - 200 p.- 2009

GIACAGLIA, Maria Cecília. Organização de Eventos, teoria e prática. São Paulo: Tompson
Pioneira, 2006.

Glossário de Eventos voltados a Formação e Desenvolvimento de Pessoas – Escola de governo


do Estado do Paraná – 2015 - 10 p

Guia de Eventos, Cerimonial e Protocolo – Rede federal de educação Profissional e Tecnologia-


setembro 2010 – 84 p

LOPES, Edna Batistella – Manual de metodologia, EMATER, Paraná, 2016, 60 p


http://www.emater.pr.gov.br/ - Clicar em Biblioteca virtual, Publicações Técnica, metodologia

NETO, Ângelo Garbosa, Fernando Sérgio Silvestre, Ivan Andrade Anzuategui, Carlos Antonio
Ferraro Biasi - Métodos e Meios de comunicação para a Extensão Rural- Acarpa - Volume I e II

Manual de Organização de Eventos do Senado Federal – Brasília - 2013 - Secretaria de


Comunicação Social, Coordenação de Relações Públicas – 282 p

Manual de Eventos IFSP- Instituto Federal de Educação, ciência e tecnologia, São Paulo, janeiro
2015 – 50 p

Manual de Metodologia da Extensão Rural – Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA -


2013.

Manual de Metodologia - Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa


Agropecuária – EMATER – 2009.

Manual de Eventos – Secretaria de Relações Públicas – Senado federal – 2ª edição – 2008

OCEPAR, Assembleias Gerais em Cooperativas - Planejamento, Condução e Realização.


Curitiba/PR, 1991.

OWEN, Harrison – Para entender a internet

SOUZA, João Nishi de. Manual Operativo. ICMS, Decreto 3.927/04, Decreto 5.127/09,
Cooperativa – Lei 5.764/71 e Nota Fiscal de Produtor Rural – Agroindústria familiar – Fábrica
do agricultor, 52 páginas, Curitiba, EMATER, 2011

211
65. LEIA MAIS EM:

http://epcoloquios.blogspot.com.br/p/o-que-e-um-coloquio_08.html

https://rdstation-static.s3.amazonaws.com/cms%2Ffiles%2F1294%2F1411393230E-book-
seminarios-e-conferencias.pdf

http://www.andabrasil.com.br/

http://blog.sympla.com.br/como-organizar-um-congresso/

http://www.emater.pr.gov.br/ - Clicar em Biblioteca virtual, Publicações Técnica, metodologia

http://www2.uea.edu.br/data/categoria/download/download/141-7.pdf

https://pt.slideshare.net/fabioschwab/mtodos-de-extenso-rural

http://www.edhy.com.br/2014/09/15-erros-mais-comuns-em-apresentacoes-e-como-evita-
los/

ANDRADE, Cândido Teobaldo de Souza. Como Administrar Reuniões – Dirigir, Organizar,


Planejar, Coordenar, Controlar – Edições Loyola, São Paulo, 1988.

DANZIATO, Felipe Ehrick et all - Guia de Eventos, Cerimonial e Protocolo, Rede Federal de
educação, Profissional e tecnologia, setembro 2010 - Ministério da Educação,Secretaria de
Educação Profissional e Tecnológica, Comunicação Social da Setec, Rede Federal de Educação
Profissional e Tecnologica

DIAGNÓSTICO Rural Participativo DRP – Miguel Expósito Verdejo.


Manual de Feiras e Exposições, SEBRAE, 2006

Manual de Implantação do T&V – EMBRAPA – DOMIT, Lineu, Et al - 2007 - 88 páginas

Manual de Eventos da Universidade Estadual do Amazonas.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da Aprendizagem - Práticas de Mudança: por uma
práxis transformadora. São Paulo: Libertad, 2003

Material para CINE - Capacitação Inicial de Novos Extensionistas


Instituto EMATER, Paraná - Outono de 2017

Edna Batistella Lopes- Socióloga - Instituto EMATER - Curitiba – Paraná

212