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UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL E SUDESTE DO PARÁ

INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS E ENGENHARIAS


FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA

Chrystian Wallance Araújo Diogo

Francisco Artur Souza da Silva

Lucas Moreira de Souza

Raimundo Alves dos Santos Filho

Ricardo Patrick Rodrigues da Silva

DIMENSIONAMENTO DE UMA CÂMARA FRIGORÍFICA PARA


ARMAZENAMENTO DE LARANJAS

Marabá/PA
DEZEMBRO de 2019
Chrystian Wallance Araújo Diogo

Francisco Artur Souza da Silva

Lucas Moreira de Souza

Raimundo Alves dos Santos Filho

Ricardo Patrick Rodrigues da Silva

DIMENSIONAMENTO DE UMA CÂMARA FRIGORÍFICA PARA


ARMAZENAMENTO DE LARANJAS

Relatório técnico apresentado como


requisito parcial para obtenção de
aprovação na disciplina: Refrigeração e
Climatização, no Curso de Engenharia
Mecânica, na Universidade Federal do Sul
e Sudeste do Pará.

Profª Me. Ivana de Fatima C. de M. Braga

Marabá/PA
DEZEMBRO de 2019
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................. 4
2. REVISÃO BIBLIOGRAFÍCA ......................................................................................................... 4
3. DIMENSIONAMENTO DA CÂMARA FRIGORÍFICA ................................................................ 6
3.1 DADOS PRELIMINARES ........................................................................................................ 6
3.2 DETERMINAÇÃO DO VOLUME DA CÂMARA .................................................................... 7
3.3 CALCULO DA CARGA TERMICA .......................................................................................... 8
3.3.1 Carga térmica devida à transmissão de calor .......................................................... 8
3.3.2 Calor devido à infiltração............................................................................................. 10
3.3.3 Carga térmica devido aos produtos .......................................................................... 12
3.3.4 Calor cedido por pessoas ........................................................................................... 14
3.3.5 Carga térmica devido a iluminação ........................................................................... 15
3.3.6 Carga térmica devido aos motores dos ventiladores ........................................... 15
3.3.7 Carga térmica total ........................................................................................................ 16
4. SELEÇÃO DOS EQUIPAMENTOS ........................................................................................... 18
4.1. FLUIDO REFRIGERANTE ................................................................................................... 18
4.2. EVAPORADOR ...................................................................................................................... 19
4.3. COMPRESSOR ..................................................................................................................... 21
4.4. CONDENSADOR................................................................................................................... 22
4.5. DISPOSITIVO DE EXPANSÃO ........................................................................................... 23
4.6. ACESSÓRIOS........................................................................................................................ 23
4.6.1. Filtro de óleo .................................................................................................................. 23
4.6.2. Pressostato .................................................................................................................... 24
5. CONCLUSÃO ............................................................................................................................... 25
6. REFERÊNCIAS ............................................................................................................................. 26
Anexo 1 ........................................................................................................................................... 27
Anexo 2 ........................................................................................................................................... 28
4

1. INTRODUÇÃO

A refrigeração tem uma series de funções, uma delas está relacionada com a
questão da conservação de produtos, sejam estes alimentos, medicamentos e etc.
Outra função da refrigeração é a de climatização para o conforto térmico de pessoas
que estiverem em um determinado ambiente.
O conceito de refrigeração já era pensado e conhecido nos tempos das
antigas sociedades, um exemplo é a civilização chinesa e sua cultura milenar que
utilizavam o gelo natural coletado das superfícies dos rios e lagos e armazenado em
poços cavados na terra cobertos com palha. Em 1834, Jacob Perkins criou a primeira
patente de refrigeração usando a compressão de vapor baseado na teoria de Oliver
Evans que foi o criador de um motor de alta pressão, então foi inventado nos estados
unidos o primeiro sistema mecânico para fabricar gelo artificial sendo essa a base
precursora dos atuais sistemas de compressão frigorifica.
Os sistemas de refrigeração se dão por meio da compressão de vapor de um
fluido. Nestes ciclos o fluido refrigerante entra no compressor sob a forma de vapor
que em seguida é comprimido, após ser comprimido o fluido sai num estado
superaquecido deslocando-se até o condensador, que é responsável pela remoção
de calor do fluido, após está perda de calor o fluido muda de fase, tornando-se liquido,
e este liquido refrigerante passa então pela válvula de expansão onde sua pressão
cai ligeiramente causando assim uma evaporação parcial e a auto refrigeração, então
nesse período o fluido encontra-se em uma mistura liquido-vapor a uma temperatura
e pressão inferior que se deslocada até a serpentina do evaporador é através de um
ventilador, faz a troca de calor forçada com o ar, assim o ciclo termina e este é
denominado ciclo de Carnot.

2. REVISÃO BIBLIOGRAFÍCA

Para o dimensionamento de câmaras frigoríficas é importante conhecer as


propriedades das ferramentas e ambiente de instalação, além de formas de manejo e
armazenamento dos produtos que se quer resfriar.
5

Uma das propriedades mais importantes para a termodinâmica é o calor


específico, definida como a energia requerida para elevar em um grau a temperatura
de uma unidade de massa de uma substância. O calor específico é dividido em duas
classes: calor específico a volume constante e calor específico a pressão constante.
(BOLES e ÇENGEL, 2013).
Existem vários métodos para o resfriamento de laranjas, dentre eles, a
circulação de ar forçada e os que empregam água (TERUEL et al., 2001). Segundo
Mitchell et al. (1973) em geral o sistema que usa circulação forçada de ar promove um
resfriamento em um tempo de quatro a dez vezes do tempo exigido em câmaras
convencionais, mas ainda é duas a três vezes mais lento que o resfriamento com água
gelada.
A forma do local de resfriamento varia de acordo com a forma que o alimento
será resfriado, nas câmaras convencionais existem as de alvenaria, que são
montadas no local onde irão atuar e as modulares, que são modelos que podem ser
pré-montados antes de serem levadas para o local de atuação (OLIVEIRA e PAIVA,
2016).
Os sistemas de refrigeração são constituídos por cinco componentes
principais: compressor, condensador, filtro secador, tubo capilar e evaporador. O
compressor tem como sua principal função succionar o fluido refrigerante a baixa
pressão da linha de sucção e comprimi-lo em direção ao condensador a alta pressão
O condensador efetua a troca térmica com o ambiente externo, liberando o
calor absorvido no evaporador e no processo de compressão. Já o filtro secador tem
como características reter partículas sólidas que em circulação no circuito, podem
ocasionar obstrução ou danos a partes mecânicas do compressor e absorver
totalmente a umidade residual do circuito que porventura não tenha sido removida
pelo processo de vácuo.
O tubo capilar tem como função receber o fluido refrigerante e promover a
perda de carga para que haja separação entre os lados de alta e baixa pressão. E por
fim, o evaporador recebe o fluido refrigerante proveniente do tubo capilar, no estado
líquido a baixa pressão e baixa temperatura. Nesta condição, o fluido evapora
absorvendo o calor da superfície da tubulação do evaporador, ocorrendo a
transformação de líquido sub resfriado para vapor saturado a baixa pressão (FERRAZ,
2009).
6

3. DIMENSIONAMENTO DA CÂMARA FRIGORÍFICA

3.1 DADOS PRELIMINARES

Para realizar o correto dimensionamento de uma câmara frigorifica é


necessário definir alguns dados preliminares de projeto, tais como o produto a ser
congelado, a carga de ocupação, o local onde será instalado bem como temperatura
e umidade relativa do ar.
A câmara frigorifica a ser projetada é destinada para o armazenamento de 20
toneladas de laranja, a mesma será construída na cidade de Marabá/PA, a tabela
abaixo apresenta alguns dados da cidade.

Tabela 1. Parâmetros de projeto para a cidade de Marabá.


Cidade Tem. de Bulbo Seco (°C) Umidade Relativa (%) Altitude (m)
Marabá 35,0 70 84
Fonte: INPE

Para realizar os cálculos de carga térmica é necessário conhecer as


propriedades do produto. Como o projeto é voltado para o armazenamento de laranja,
então é necessário conhecer as propriedades desta, para isso consultou-se o
Fundamentals Handbook ASHRE (1989). Com isso foi possível montar a tabela
abaixo:
Tabela 2. Propriedades térmicas e física da laranja
PRODUTO 𝑻𝒊 𝝋 𝑻𝒄 𝒄𝟏 𝒄𝟐 𝑳 𝑹 𝒕 𝝆
Laranja 0,0 - 1,0 85 - 90 -2,2 0,90 0,46 69 0,22 56-84 500
Fonte: ASHRE (1989)
Onde:
Ti : Temperatura de conservação (°C)
Φ: Umidade Relativa (%)
Tc : Ponto de Congelamento (°C)
c1 : Calor específico antes do congelamento (kcal/kg °C)
c2 : Calor específico depois do congelamento (kcal/kg °C)
L: Calor latente de congelamento (kcal/Kg)
R: Calor de respiração a 0°C (kcal/Kg.dia)
t: Tempo aproximado de conservação (Dias)
ρ: Densidade de estocagem específica (Kg/m3 )
7

3.2 DETERMINAÇÃO DO VOLUME DA CÂMARA

Para determinar o volume da câmara frigorifica utilizamos a densidade de


estocagem específica da laranja, dada na Tabela 2, que é de 500 Kg/m3 . Com este
dado foi possível calcular o volume de laranjas para a carga de ocupação total de 25
toneladas, utilizando a equação abaixo:
20 toneladas = 20.000 kg
𝑚 (1)
𝑉=
𝜌
20000 [𝐾𝑔]
𝑉= = 40𝑚3
500 [𝐾𝑔/𝑚3 ]

Levando em conta que o volume total de laranja será dividido em duas


prateleiras, com isso, o volume de armazenamento em cada prateleira será:
40𝑚3
𝑉𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑝𝑟𝑎𝑡𝑒𝑙𝑒𝑖𝑟𝑎 = = 20𝑚3
2

Portanto, em cada prateleira será armazenado um volume de 20𝑚3 de laranja.


A partir deste volume, considerou-se as seguintes dimensões para as prateleiras:
➢ Comprimento: 5 𝑚
➢ Largura: 2 𝑚
➢ Altura: 2 𝑚
Para uma melhor organização da câmara frigorifica e facilitar o acesso a
mesma considerou-se 1,5 𝑚 de vão entre as prateleiras, considerou-se também 1 𝑚
de vão entre as prateleiras e as paredes e teto. Com isso as dimensões da câmara
frigorifica são:
➢ Comprimento: 7 𝑚
➢ Largura: 7,5 𝑚
➢ Altura: 3 𝑚
Com isso o volume da câmara frigorífica, será:
𝑉 = 7 𝑥 7,5 𝑥 3 = 157,5 𝑚3

Está representado abaixo um croqui da câmara frigorifica.


8

Figura 1. Croqui da câmara frigorífica

Fonte: Autores

O projeto mais detalhado da câmara está ilustrado nos anexos 1 e 2.

3.3 CALCULO DA CARGA TERMICA

3.3.1 Carga térmica devida à transmissão de calor

Devido a diferença de temperatura entre o interior da câmara frigorifica e o


ambiente externo, haverá um fluxo de calor traves das paredes, teto e piso,
caracterizando uma carga térmica que deverá ser compensada pelo equipamento.
A carga térmica devido a transmissão de calor através das paredes, piso e
teto depende da diferença de temperatura entre o ambiente externo e interno e do tipo
de material utilizado na parede, piso e teto, está carga térmica é calcula através da
seguinte equação:
𝑄 ̇ ∆𝑇 (2)
=
𝐴 𝑅𝑇

Em que, 𝑅𝑇 é a resistência térmica imposta ao fluxo de calor e é dada pela


seguinte equação:
9

𝐿 1 (3)
𝑅𝑇 = ∑ +∑
𝐾𝐴 ℎ𝐴

Uma forma simplificada e muito útil para um bom dimensionamento de câmara


frigorifica é a fixação de um valor para o fluxo de calor por unidade de área da parede
(𝑄̇ /𝐴). Segundo alguns autores, podem ser adotados os seguintes valores para este
fluxo:
➢ Isolamento excelente: 8,0 𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ. 𝑚2
➢ Isolamento bom: 10,0 𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ. 𝑚2
➢ Isolamento aceitável: 12,0 𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ. 𝑚2

Portanto para o trabalho adotou-se este valor de 8,0 𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ. 𝑚2 . Depois de


fixado este valor e desprezando a resistência térmica imposta pelo ar externo, pela
parede e pelo ar interno, pode então determinar a espessura do isolamento através
da seguinte equação:
𝐾𝑖 ∆𝑇 (4)
𝐿𝑖 =
(𝑄̇ /𝐴)
Onde:
𝐾𝑖 : Condutividade térmica do material isolante;
∆𝑇: Diferença entre a temperatura externa da câmara e a temperatura interna.

Para o projeto o material isolante escolhido foi painéis de poliuretano


expandido, a tabela abaixo apresenta algumas propriedades deste material:

Tabela 3. Propriedades de dois isolantes comuns

Fonte: edisciplinas USP


10

De acordo com a Tabela 3 temos que a condutividade térmica do poliuretano


é de 0,020 𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑚ℎ°𝐶. Sabendo que a temperatura externa da câmara é de 35°C e
que é necessária uma temperatura interna de 0°C na câmara, para manter as laranjas
conservadas, temos que:
∆𝑇 = 𝑇𝑒𝑥𝑡 − 𝑇𝑐𝑎𝑚 = (35-0)°C = 35°C (5)

Logo, substituindo estes valores na Eq. (4), temos:


0,02[𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑚ℎ°𝐶]𝑥35[°𝐶]
𝐿𝑖 =
8,0[𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ. 𝑚2 ]
𝐿𝑖 = 0,0875[𝑚] = 8,75[𝑐𝑚]

Após definido o isolante térmico e sua espessura, finalmente a carga térmica


devida transmissão de calor pode ser calculada pela equação abaixo:
𝑄̇ (6)
𝑄̇𝑡𝑟𝑛 = ( ) 𝐴. 24 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]
𝐴

Como foi adotado 𝑄̇ /𝐴 = 8,0 𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ. 𝑚2 então precisamos encontrar área total das
superfícies internas (parede, teto e piso), para depois calcular a carga térmica. Para
as dimensões determinadas da câmara frigorifica, temos que a área total é:

𝐴 = 2𝑥 (7𝑚 𝑥 7,5𝑚) + 2𝑥 (7𝑚 𝑥 3𝑚) + 2𝑥 (7,5𝑚 𝑥 3𝑚) = 192 [𝑚2 ]

Logo substituindo na Eq. (6), temos que carga térmica devida à transmissão
de calor é de:
𝑄̇𝑡𝑟𝑛 = (8,0) 𝑥 192 𝑥 24 = 36.864 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]

3.3.2 Calor devido à infiltração

A cada vez que a porta é aberta o ar externo penetra no interior da câmara,


representando uma carga térmica adicional, porém a determinação exata deste
volume é muito difícil, sendo adotados valores aproximados para o número de trocas
por dia. O calor devido à infiltração pode ser calculado através da seguinte equação:
11

𝑄̇𝑖𝑛𝑓 = 𝑉𝑐𝑎𝑚 𝐹𝑇𝐴 ∆𝑇 ′ [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎] (7)


Onde:
𝑉𝑐𝑎𝑚: É o volume da câmara (𝑚3 );
𝐹𝑇𝐴: Fator de trocas de ar (trocas/dia);
∆𝐻′: Calor cedido por cada metro cubico de ar que entra na câmara (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑚3 ).

Como foi calculado anteriormente, temos que o volume da câmara é de


157,5 𝑚3 . Então é necessário encontrar o fator de troca de ar por dia (𝐹𝑇𝐴), para
determinar este fator utilizamos a Tabela 4, apresentada abaixo:

Tabela 4. Fator de troca de ar de câmara frigorificas para a conservação

Fonte: Pirani (Apostilha de Refrigeração)

Sabendo que o volume da câmara é de 157,5 𝑚3 , realizou-se uma


interpolação para obter o valor de troca de ar (𝐹𝑇𝐴), onde o valor obtido foi de
6,85 𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑠/𝑑𝑖𝑎.
Após definido o volume da câmara e o fator de troca de ar, determinou-se o
calor cedido por cada metro cubico de ar que entra na câmara (∆𝐻′) através da Tabela
5, apresentada abaixo:
12

Tabela 5. Calor cedido pelo ar externo ao entrar na câmara (∆𝐻′ , em 𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑚3)

Fonte: Pirani (Apostilha de Refrigeração)

A temperatura externa da câmara é de 35°C com uma umidade relativa de


70% e a temperatura interna da câmara é de 0°C. Com estes dados determinou-se
através da Tabela 5, o calor cedido por cada metro cubico de ar que entra na
câmara (∆𝐻′), que é de: 34,9 𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑚3 .
Após determinado todos estes valores, substituiu-se estes na Eq. (7), onde
foi obtido a carga térmica devido a infiltração de calor, como segue abaixo:
𝑡𝑟𝑜𝑐𝑎𝑠 𝑘𝑐𝑎𝑙
𝑄̇𝑖𝑛𝑓 = 157,5 [𝑚3 ] 𝑥 6,85 [ ] 𝑥 34,9 [ 3 ]
𝑑𝑖𝑎 𝑚
𝑄̇𝑖𝑛𝑓 = 37.652,74 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]

3.3.3 Carga térmica devido aos produtos

A carga térmica do produto geralmente corresponde a maior parcela de carga


térmica de câmara frigorifica isto porque, ela é composta pela retirada de calor para
13

reduzir a temperatura do produto até o nível desejado e pela geração de calor durante
a estocagem, como no caso de frutas e verduras.
Como no projeto se deseja somente resfriar as laranjas, sem congelá-las,
então é calculado somente o calor removido antes do congelamento, que é dado pela
equação abaixo:
𝑄̇𝑎𝑐 = 𝑚𝑝 . 𝑐1 . (𝑇𝑝 − 𝑇𝑐 ) (8)
Onde:
Q̇ ac: Calor removido do produto no processo de resfriamento (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎)
mp : Quantidade de produto que entra por dia (kg/dia)
c1 : Calor específico do produto antes do congelamento (kcal/kg °C)
Tp : Temperatura inicial do produto (°C)
Tc : Temperatura de congelamento do produto (°C)

Adotando que por dia entram na câmara frigorifica 400 𝐾𝑔 de laranja a 30°C,
e com base nos dados da Tabela 2, temos que, a temperatura de congelamento da
laranja é de −2,2°C e seu calor específico antes do congelamento é de 0,90 kcal/kg
°C. Substituindo os dados na Eq. (8), temos:
𝐾𝑔 kcal
𝑄̇𝑎𝑐 = 400 [ ] 𝑥 0,90 [ ] . (30 − (−2,2))[°C]
𝑑𝑖𝑎 kg°C
𝑄̇𝑎𝑐 = 11.592 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]

Como o produto a ser estocado é uma fruta fresca, então há que se considerar
o calor produzido pelo metabolismo, pois continuam vivas. Este calor é chamado de
calor de respiração, que depende do produto e da temperatura. Quanto mais baixa a
temperatura do produto, menor será esta carga térmica. Este calor é calculado pela
seguinte equação:
𝑄̇𝑟𝑒𝑠𝑝 = 𝑚. 𝑅 (9)
Onde:
𝑄̇𝑟𝑒𝑠𝑝 : Calor devido a respiração do produto (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎);
𝑚: É a massa total de produtos armazenado (𝐾𝑔);
𝑅: Calor de respiração do produto (kcal/Kg.dia)
14

Sabendo que a quantidade total de laranjas na câmara é de 20.000 𝐾𝑔 e com


base na Tabela 2, temos que, o calor de respiração da laranja é de 0,22 kcal/Kg.dia.
Substituindo os valores na Eq. (9), temos:
kcal
𝑄̇𝑟𝑒𝑠𝑝 = 0,22 [ ] 𝑥 20000 [𝐾𝑔]
Kg. dia
𝑄̇𝑟𝑒𝑠𝑝 = 4.400 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]

Portanto a carga térmica devido aos produtos será dada pela soma entre o
calor removido do produto durante o resfriamento e o calor de respiração, logo temos:
𝑄̇𝑝𝑟𝑜𝑑 = 𝑄̇𝑎𝑐 + 𝑄̇𝑟𝑒𝑠𝑝 (10)

𝑄̇𝑝𝑟𝑜𝑑 = 11.592 + 4.400 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]


𝑄̇𝑝𝑟𝑜𝑑 = 15.992 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]

3.3.4 Calor cedido por pessoas

As pessoas que entram na câmara frigorífica também fornecem uma carga


térmica que deve ser retirada pelo sistema, esta carga é calculada pela seguinte
equação:
𝑄̇𝑝𝑒𝑠 = (272 + 6𝑇𝑐𝑎𝑚 ) 𝑡. 𝑛. 0,86 (11)
Onde:
𝑄̇𝑝𝑒𝑠 : Calor emitido pelas pessoas (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎);
𝑇𝑐𝑎𝑚: Temperatura interna da câmara (°C);
𝑡: Tempo de permanência das pessoas na câmara (ℎ/𝑑𝑖𝑎);
𝑛: Número de pessoas na câmara.

Para este cálculo, considerou-se que 2 pessoas irão trabalhar na câmara


frigorifica durante 2h por dia e sabendo que a temperatura interna da câmara é de
0°C, temos o calor cedido por pessoas é:
𝑄̇𝑝𝑒𝑠 = (272 + 6 𝑥 0) 2 𝑥 2 𝑥 0,86
𝑄̇𝑝𝑒𝑠 = 935,68 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]
15

3.3.5 Carga térmica devido a iluminação

As lâmpadas da câmara também se caracterizam como uma carga térmica


que deve ser removida pelo sistema de refrigeração. A equação para obter está carga
é:
𝑄̇𝑖𝑙𝑢𝑚 = 𝑃. 𝑛𝑖 . 0,86 (12)
Onde:
𝑄̇𝑖𝑙𝑢𝑚 : Calor emitido pela iluminação (𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎);
𝑃: Potência das lâmpadas (𝑊);
𝑛𝑖 : Número de horas de funcionamento das lâmpadas (ℎ/𝑑𝑖𝑎).

Para as dimensões da câmara, considerou-se que serão utilizadas 4


lâmpadas de 65 W para a iluminação da mesma. As lâmpadas ficarão acessas
somente quando as pessoas estiverem trabalhando no interior desta, ou seja, 2 horas.
Substituindo esses valores na Eq. (12), temos que a carga térmica devida à iluminação
será de:
ℎ 𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ
𝑄̇𝑖𝑙𝑢𝑚 = 4 𝑥 65 [𝑊 ] 𝑥 2 [ ] 𝑥 0,86 [ ]
𝑑𝑖𝑎 𝑊
𝑄̇𝑖𝑙𝑢𝑚 = 447,2 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]

3.3.6 Carga térmica devido aos motores dos ventiladores

Uma outra fonte de calor dentro da câmara frigorifica que precisa ser retirado
pelo sistema de refrigeração é o calor produzido pelos motores dos ventiladores da
evaporadora. Porém para calcular este calor precisamos conhecer qual o tipo de
evaporadora será utilizado.
As evaporadoras por sua vez, somente são selecionadas após a definição da
carga térmica total do sistema que por sua vez inclui o calor dissipado nos motores.
Para solucionar este problema, utiliza-se a Tabela 6, para estimar a potência e o
rendimento do motor.
16

Tabela 6. Calor dissipado por motores elétricos

Fonte: Pirani (Apostila de Refrigeração)

A equação que determina a carga térmica devido aos motores dos


ventiladores, é:
𝑊̇𝑣𝑒𝑛𝑡 (13)
𝑄̇𝑣𝑒𝑛𝑡 = 𝑡𝑞
𝜂𝑣𝑒𝑛𝑡
Onde:
𝑊̇𝑣𝑒𝑛𝑡 : É a potência total dos ventiladores (cv);
𝑡: É o tempo de funcionamento dos ventiladores (ℎ/𝑑𝑖𝑎)
𝜂𝑣𝑒𝑛𝑡 : É o rendimento dos ventiladores;
𝑞: Calor liberado (kcal/h. cv)

Considerando que na câmara frigorifica será utilizado uma evaporadora com


3 ventiladores, funcionando 24 ℎ/𝑑𝑖𝑎, e adotando que cada motor possua uma
potência de 1,0 cv e consultando os dados na Tabela 6 para este, temos que o
rendimento do motor será de 70% e o calor liberado por ele será de 632 kcal/h. cv.
Substituindo os dados na Eq. 13, temos:
1 [cv] ℎ kcal
𝑄̇𝑣𝑒𝑛𝑡 = 24 [ ] 𝑥 632 [ ]
0,7 𝑑𝑖𝑎 h. cv
𝑄̇𝑣𝑒𝑛𝑡 = 21.668,57 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]

3.3.7 Carga térmica total

O cálculo de carga térmica é feito normalmente para o funcionamento em


24horas, no entanto o compressor do sistema de refrigeração não deve funcionar 24
17

horas por dia, o que exige uma fixação do seu tempo, que normalmente varia de 16 a
20 ℎ/𝑑𝑖𝑎. No projeto adotou-se que o compressor teria um tempo de funcionamento
de 20 ℎ/𝑑𝑖𝑎. Substituindo os valores na equação abaixo, temos:
𝑄̇𝑡𝑟𝑛 + 𝑄̇𝑖𝑛𝑓 + 𝑄̇𝑝𝑟𝑜𝑑 + 𝑄̇𝑝𝑒𝑠 + 𝑄̇𝑖𝑙𝑢𝑚 + 𝑄̇𝑣𝑒𝑛𝑡 (14)
𝑄̇𝑡𝑜𝑡 =
𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒𝑠𝑠𝑜𝑟
36.864 + 37.652,74 + 15.992 + 935,38 + 447,2 + 21.668,57 [𝑘𝑐𝑎𝑙/𝑑𝑖𝑎]
𝑄̇𝑡𝑜𝑡 =
20 [ℎ/𝑑𝑖𝑎]
𝑄̇𝑡𝑜𝑡 = 5.678 [𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ]

Considerando um fator de tolerância de 10%, temos:


𝑄̇𝑡𝑜𝑡 = 6245,8 [𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ]
𝑄̇𝑡𝑜𝑡 = 24.983 [𝐵𝑇𝑈/ℎ]

Os equipamentos selecionados devem possuir uma capacidade de


aproximadamente 25.000 𝐵𝑇𝑈/ℎ.

3.4. TEMPERATURAS DE EVAPORAÇÃO E CONDENSAÇÃO

Para a seleção dos componentes da câmara frigorifica é necessário conhecer


as temperaturas de evaporação e condensação do sistema. Segundo a norma da
ASHRAE é recomendável que a temperatura de evaporação seja de 6 a 10°C menor
que a temperatura na câmara frigorifica e que a temperatura de condensação seja 8
a 10°C maior que a temperatura do meio externo, portanto temos as seguintes
condições:
6 ≤ 𝑇𝑐𝑎𝑚 − 𝑇𝑒𝑣𝑎𝑝 ≤ 10 [°C]
8 ≤ 𝑇𝑐𝑜𝑛𝑑 − 𝑇𝑐𝑎𝑚 ≤ 10 [°C]
Onde:
𝑇𝑐𝑎𝑚: Temperatura da câmara frigorifica [°C];
𝑇𝑒𝑣𝑎𝑝 : Temperatura de evaporação [°C];
𝑇𝑐𝑜𝑛𝑑 : Temperatura de condensação [°C].
18

Como a temperatura da câmara frigorifica é de 0°C, estimou-se então, que a


temperatura de evaporação para o sistema seria de −7°C. Para o sistema de
condensação, temos que a temperatura do meio externo é de 35°C, portanto a
temperatura de condensação adotada foi de 43°C.

4. SELEÇÃO DOS EQUIPAMENTOS

4.1. FLUIDO REFRIGERANTE

Na etapa de seleção do fluido refrigerante foram levados em considerações


alguns pontos tais como: custo, aplicabilidade, segurança e condições ambientais. A
tabela abaixo apresenta alguns fluidos refrigerantes e suas características.

Tabela 7. Características dos refrigerantes sintéticos e naturais

Fonte: Blog refrigerando o mundo


19

Como podemos na Tabela 7, o fluido que apresenta um menor custo é o R-


22, porém o mesmo apresenta um potencial de destruição da camada de ozônio
(ODP), então para o projeto adotamos que o fluido refrigerante a ser utilizado é o R-
134a, tendo em vista que esse apresenta um baixo custo e que não agride a camada
de ozônio, ele também é indicado para resfriamento e congelamento de produtos.

4.2. EVAPORADOR

Para determinar o tipo de evaporadora do projeto, é necessário analisar


catálogos e determinar aquela que atende aos requisitos de modo a ter menor custo
e melhor eficiência.
Como os parâmetros determinados seriam de uma carga térmica de
𝑄̇𝑡𝑜𝑡 = 6245,8 [𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ] e a câmara possui uma altura de 3𝑚 de altura, devendo
manter as frutas a uma temperatura de 0°𝐶 , assim a temperatura de evaporação
necessária seria em torno de −7°∁ . Nesse sentido, para que correspondesse a esses
requisitos, foi escolhido a evaporadora Mipal Intense BV modelo 0077 (figura 2).

Figura 2. Evaporadora Mipal Intense Bv modelo 0077

Fonte: Catálogo Mipal

Funcionando em alta performance para câmaras de até 4𝑚 de altura e além


de ser perfeita para conservar frutas, a BV 0077 foi nossa escolhida por sua fabricante
está no mercado a muito tempo e com boa avaliação de seus clientes.
Tabela 8. Tabela com características das evaporadoras Mipal Intense
20

Fonte: catálogo Mipal

Como pode-se observar destacado na imagem acima, a uma temperatura de


−10°𝐶 essa evaporadora devolve uma capacidade frigorífica de 6891𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ
atendendo com satisfação os requisitos do projeto.

Dados necessários:
Tabela 9. Tabela com alguns dados do sistema da câmara, obtidos por meio do software CATT3.

Fonte: Autor

Com os dados adquiridos com o auxílio do software CATT3, pode-se


determinar a vazão mássica necessária no sistema onde:
𝑄̇ 𝑒𝑣𝑎𝑝 = 𝑚̇(ℎ4 − ℎ1 ) (15)

Onde:
̇
𝑄𝑒𝑣𝑎𝑝 = 𝑄̇ 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
ℎ1 : Entalpia na saída do evaporador
ℎ4 : Entalpia na entrada do evaporador
Assim:
Substituindo os valores na Eq. (15), chegou-se a uma vazão 𝑚̇ = 0,05096 𝑘𝑔/𝑠.
21

4.3. COMPRESSOR

Para determinar a potência do compressor, usou-se a seguinte equação:


𝑊̇ = 𝑚̇(ℎ2 − ℎ1 ) (16)

Onde:
𝑚̇: vazão mássica.
ℎ2 : entalpia na saída do compressor.

Como o gás escolhido para o projeto foi o R-134a, adotando uma temperatura
de superaquecimento de 5°C e com auxílio do software CATT3, pode-se encontrar o
trabalho necessário do compressor, para este atender ao COP do sistema de 3,385
que necessitaria de um compressor que tivesse uma carga mínima de trabalho 𝑊̇ =
2,145 𝑘𝑊 e que tivesse a capacidade de elevar a pressão a 𝑃 = 1,6𝑀𝑃𝑎 , que
atendesse todos os requisitos, encontrou-se o compressor semi-hermético Bitzer
modelo 2CES-3Y o qual trabalha a uma potência de 𝑃 = 2,8𝑘𝑊 a uma capacidade
frigorífica de 𝑄̇ = 6430𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ e trabalhando a pressões máximas de 𝑃𝑚𝑎𝑥 =
1,9 𝑎 3 𝑀𝑃𝑎.

Figura 3. Compressor semi-hermético Bitzer 2CES-3Y

Fonte: pecomark.pt

O Bitzer 2CES-3Y é um compressor a pistão, com dois cilindros e trabalha a


uma tensão de 240V a 60HZ.
22

4.4. CONDENSADOR

Calor a ser rejeitado pelo condensador:


𝑄̇ 𝑐𝑜𝑛𝑑 = 𝑚̇(ℎ2 − ℎ3 ) (17)
Onde:
ℎ3 : Entalpia na saída do condensador.
Obs: Sabendo que do ponto 3 ao 4 do sistema, será adotado um dispositivo de
expansão, logo, considera-se que, a entalpia desses dois pontos será a mesma, então
temos que, ℎ3 = ℎ4 .
Para atender as necessidades do projeto o condensador a ser utilizado, deve
ter a capacidade de trabalhar com o fluido do projeto em questão, no caso o R-134a,
e necessita-se que trabalhe a uma temperatura do meio externo de 35°C com uma
DT= 10°C. Com o auxílio do software CATT3 foi possível determinar a característica
ideal do condensador a ser utilizado no sistema projetado, com a ajuda do aplicativo
chegou-se que a temperatura de descarga do compressor do fluido seria de
aproximadamente 70°C (e esta sofreria um dessuperaquecimento de 25°C antes de
entrar no compressor e chegaria a 45°C) a uma entalpia de ℎ2 = 440,9𝑘𝑗/𝑘𝑔 e este
sofreria um novo resfriamento antes de entrar na válvula de expansão e chegaria a
uma entalpia de ℎ3 = 256,3 𝑘𝑗/𝑘𝑔 o que forçaria o condensador a eliminar uma
quantidade de calor de 𝑄̇ 𝑐𝑜𝑛𝑑 = 8089𝑘𝑐𝑎𝑙/ℎ. Nesse sentido foi adotado o
condensador Mipal Cd super modelo 400, que trabalha com temperaturas de entrada
de ar a 35°C com Dt=10°C, e a uma temperatura de condensação de 45°C, e ainda
apresenta um potencial de troca de calor de 1700 a 32500 kcal/h.

Figura 4. Condensador Mipal SUper Cd 400

Fonte: Catálogo Mipal


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Ainda possui uma superfície aletada com 8 aletas por polegadas, e espaçada
com 3,2mm, tendo como matéria prima o alumínio, o que aumenta a troca de calor do
fluido com o meio aumentando assim a eficiência do sistema.

4.5. DISPOSITIVO DE EXPANSÃO

Adotou-se nesse sistema a válvula de expansão termostática, como o sistema


deveria trabalhar em uma temperatura de 40°C a -7°C e variando a pressão de 1,6Mpa
a 0,0225MPa, optou-se pela válvula Danfoss modelo TN2-0,5, esta por sua vez
trabalha dentro da temperatura requisitada no projeto e suporta a uma pressão de
1,8MPa.

Figura 5. Válvula termostática Danfuss TN2-0,5

Fonte: Gzicecool.com

4.6. ACESSÓRIOS

4.6.1. Filtro de óleo

Como a fabricante do compressor, a empresa Bitzer sempre recomenta a


instalação de um filtro de óleo no sistema de refrigeração para garantir a vida útil e a
eficiência do motor, adotou-se para o sistema o filtro de óleo RAC modelo FO-033 3/8
SAE, pois este tem bom custo e trabalha dentro dos requisitos do projeto em termos
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de temperaturas, pressão e fluido utilizado além e apresentar bom desempenho entro


os usuários.

Figura 6. Filtro de óleo RAC FO-033 3/8 SAE

Fonte: Capitalrefrig.com

4.6.2. Pressostato

Para prevenir contra possíveis falhas, adotou-se no sistema um pressostato,


pois como a câmara terá funcionamento interrupto, esse dispositivo será o
responsável por detectar possíveis problemas de pressão no ciclo, seja ele de alta ou
baixa pressão, sendo capas de parar o sistema até que o problema seja sanado.
Nesse sentido foi escolhido o sensor de pressão ADD Therm modelo LF705B, as
características de trabalho estão presentes na figura abaixo.

Figura 7. Pressostato ADD Therm modelo LF705B.

Fonte: Addtherm.com
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5. CONCLUSÃO

De forma geral o projeto do dimensionamento da câmara de refrigeração para


o armazenamento de laranja consegui atingir o objetivo, que consistia em realizar o
dimensionamento da câmara frigorifica, e com base nesses cálculos selecionar os
componentes principais do sistema.
Esse projeto foi de grande importância pois foi possível aplicar os
conhecimentos teóricos visto na matéria de refrigeração e climatização, para o
desenvolvimento do projeto da câmara. Outro ponto de grande importância foi a
realização de pesquisas bibliográficas a respeito do tema, pois estas foram essenciais
para um melhor aprofundamento no tema em questão.
Por fim, percebe-se que a área de refrigeração é bastante ampla para o
engenheiro mecânico que busca o sucesso, e atua na região norte do brasil devido ao
clima quente, podendo atuar tanto no mercado que trabalha com conforto térmico
como em aplicações industriais, portanto é sempre bom se aprofundar um pouco mais
no assunto.
26

6. REFERÊNCIAS

BOLES, M. A.; ÇENGEL, Y. A. Termodinâmica. 7ª edição. São Paulo: AMGH Editora,


2013.
DINCER, I. Refrigeration Systems and Applications. John Wiley and Sons, 2003.
FERRAZ, Fagner. Apostila de Refrigeração. [S. l.: s. n.], 2009. Disponível em:
https://fagnerferraz.files.wordpress.com/2012/05/apostila-de-refrigerac3a7c3a3o.pdf.
Acesso em: 9 dez. 2019.
MIPAL. Catalogo Evaporadores de Ar forçado de Baixa Velocidade. Cabreúva:
Catálogo. Cabreúva, 2018.
MITCHELL, F.G.; GUILLOU, R.; PARSONS, R.A. Commercial cooling of fruits and
vegetables: Manual Series No.43. Califórnia: Division of Agricultural Sciences.
University of California, 1973, 44 p.
OLIVEIRA, Marcio; PAIVA, VINICIUS TINELI. ANÁLISE DE DESEMPENHO DAS
CÂMARAS FRIGORÍFICAS DO RU-UFES. 2016. MONOGRAFIA (GRADUAÇÃO EM
ENGENHARIA MECÂNICA) - UFES, [S. l.], 2016. Disponível em:
http://www.engenhariamecanica.ufes.br/sites/engenhariamecanica.ufes.br/files/field/
anexo/2016-1_colocar_no_site_marcio_de_oliveira_e_vinicius_tineli_paiva_.pdf.
Acesso em: 9 dez. 2019
PIRANI, M. J. Refrigeração e Ar Condicionado. Salvador: DEM-UFBA. 244 páginas.
Apostila.
TERUEL, Bárbara; CORTEZ, Luís; FO, Lincoln N. Estudo comparativo do resfriamento
de laranja valência, em três sistemas de resfriamento. Revista Brasileira de
Engenharia Agrícola e Ambiental, 2001, 5.3: 481-486.
WIKIPEDIA. Sistema de Refrigeração. Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/
SistemadeRefrigeracao>. Acesso em 09/12/2019.
ZANOTTI. História da refrigeração. Disponível em:<https://zanottirefrigeracao.com.br
/blog/a-historia-dos-sistemas-de-refrigeracao>. Acesso em 09/12/2019.
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Anexo 1
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Anexo 2