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CAPITAL NEGÓCIOS E INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LTDA

CAPITAL NEGÓCIOS E INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LTDA

Luziânia, outubro de 2019.


CAPITAL NEGÓCIOS E INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LTDA

1. INTRODUÇÃO

A Lei nº 3021 de 26 de dezembro de 2006 que institui o Código Ambiental do Município de


Luziânia, define o seguinte:

Artigo 31 - Os Fragmentos Florestais Urbanos são áreas de floresta ou cerrado situado dentro
do perímetro urbano do Município, em propriedade pública ou privada, destinadas à
manutenção da qualidade do meio ambiente urbano.

Artigo 32 - Os Fragmentos Florestais Urbanos receberão especial atenção do Poder Público


Municipal e sua supressão somente poderá ocorrer, mediante autorização especial do
COMDEMA.

Artigo 112 - As florestas, matas e os cerrados e quaisquer formas de vegetação existentes no


território municipal, são de interesse comum da população.

É neste princípio que a empresa CAPITAL NEGÓCIOS E INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA


LTDA apresenta do presente estudo a fim de requerer a limpeza da Quadra 01 a 22, do
Loteamento Vila Zeina para a caracterização de um loteamento, objeto do Processo
Administrativo nº 2019028944 SEMARH/LUZIANIA.

2. OBJETIVO

O presente Plano de Manejo e Inventario Florestal, está sendo apresentado com o objetivo
principal de identificar as quantidades das espécies e árvores nativa existentes nos lotes para
promover a Exploração Florestal (Limpeza de Área), com isso, calcular da devida Compensação
Ambiental ou a recuperação futura. O presente projeto também, apresenta diversas sugestões
de medidas de controle ambiental visando orientar o empreendedor a desenvolver a referida
atividade após licenciada de forma de minimizar o máximo de impacto ao Meio Ambiente. As
informações descritas neste estudo foram obtidas a partir do diagnóstico através de pesquisas
das características locais e regionais envolvendo aspectos relacionados ao meio físico (solos,
clima, etc) e meio biótico (Fauna e Flora). Foi realizado no local um inventário florestal, para a
identificação das espécies de arvores existentes

3. INFORMAÇÕES GERAIS

3.1 Qualificação do Empreendedor/Elaborador/Executor

3.1.1 Identificação do Empreendedor

 Nome: Capital Negócios e Incorporação Imobiliária LTDA


 CNPJ: 34.436.578/0001-07
 Endereço: Rua Lucinda Gonzaga dos Santos, 471
 Bairro: Alto Córrego
 Cidade: Paracatu-MG

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3.1.2 Elaborador / Responsável Técnico

 Nome: Euclides Hilário Ribeiro Júnior


 Qualificação: Engenheiro Agrônomo
 CREA: 20282/D-GO
 Endereço: Rua Padre Rosa, Quadra 33, Lote 02, nº 333
 Bairro: Setor Aeroporto
 Cidade/U.F.: Luziânia/GO
 CEP: 72.801-143

3.1.3 Identificação da Propriedade

 Endereço: Quadras 01 a 19
 Referência: Vila Zeina, BR 0-40
 Área Total do Imóvel: 190.080,00 m²

3.1.4 Mapa da Quadras

Em anexo

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4. JUSTIFICATIVAS DA EXPLORAÇÃO

A referida Exploração Florestal, compõe uma área de 190.080,00 m².

O instrumento legal que identifica a tipologia vegetal e o volume de rendimento lenhoso a ser
gerado pela atividade está definido na Portaria 022/2001-N, da antiga Agência Ambiental, atual
SEMAD.

Art. 16 - Para efeito de estimativa de Produção, tomar-se-á por base a produção média de cada
tipologia florestal com o respectivo índice de conversão conforme tabela abaixo:

Tipologia Vegetal Volume Bruto/ha Conversão Volume líquido de carvão (m.d.c)


/ha
- Capoeira 00 - 20 3,5:1 1 a 6,5
-Campo cerrado 20 a 60 3,0 : 1 6,6 a 20
-Cerrado aberto baixo 60 a 90 2,7 : 1 21 a 33
-Cerrado aberto alto 90 a 110 2,5 : 1 34 a 44
-Cerradão 110 a 150 2,3 : 1 45 a 65
-Floresta de transição 150 a 180 2,2 : 1 66 a 82
- Floresta Estacional Semi-Decidual 180 a 210 2,1 : 1 83 a 100

Figura 2 – Local do levantamento florístico, delimitado de vermelho na imagem do Google Earth.

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A tipologia existente no local, usando como referência a Portaria 022/2001-N que dispõe sobre
o Plano de Exploração Florestal e uso alternativo do solo, aproxima-se da tipologia campo
cerrado, com a maioria maciça da espécie Caryocar brasiliense, vulgarmente denominada de
“pequi”.

Foto 1 – Tipologia vegetal

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Foto 2 – Tipologia vegetal

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Foto 3 – Tipologia vegetal

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Foto 4 – Tipologia vegetal

Serão erradicadas 16 espécies de pequis, que estão nas vias públicas. As demais será realizado
apenas a poda das copas.

Sendo assim será estimado apenas as espécies que serão erradicadas, perfazendo
aproximadamente 16m³ de material lenhoso

5. INVENTÁRIO FLORESTAL

A apresentação do inventário florestal definitivo e detalhado de todas as áreas que sofrerão


supressão da vegetação por ocasião da implantação do empreendimento. Portanto, será
apresentada a consolidação dos resultados do inventário florestal realizado por ocasião de
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propor uma Compensação Ambiental. A realização do inventário florestal contribuiu com a


caracterização quantitativa e qualitativa da cobertura vegetal das áreas de intervenção do
empreendimento, com descrição da quantidade de espécies existente existentes e quantidade de
árvores que serão erradicadas. A quantificação do volume de material lenhoso a ser gerado com
a supressão de vegetação, foi estipulado de acordo com a Portaria 022/2001-N, já informado no
item 4 deste, além de criar parâmetros para um provável monitoramento ambiental após a
implantação do empreendimento, permitindo inferir a respeito de possíveis impactos
ambientais.

5.1 Planejamento do Inventário Florestal

A seguir serão descritos todos os procedimentos utilizados no inventário florestal, coleta de dados
das espécies nativas.

5.1.1 Recursos Humanos e Materiais

A equipe de campo que realizou o inventário florestal foi composta pelos seguintes

profissionais: 01

Os seguintes instrumentos e equipamentos foram utilizados na identificação dos indivíduos


arbóreos:

 GPS Garmin eTrex High Sensibility (para levantamento do perímetro das quadras);

 Caderno de anotação dos dados coletados das árvores (nome popular da espécie);

5.2 Resultado do Inventário e Coordenadas Geográficas

1 Pequi -47.83524,-16.320297,993
2 Pequi -47.83485,-16.31983,990.3
3 Pequi -47.83508000000001,-16.320353,993
4 Pequi -47.83498400000001,-16.320448,992.5
5 Pequi -47.834816,-16.320831,990.1999999999999
6 Pequi -47.83484,-16.320839,989.4999999999999
7 Pequi -47.83506,-16.32093,989.5999999999999
8 Pequi -47.8351,-16.321136,987.9
9 Pequi -47.83581,-16.320873,987.5
10 Pequi -47.83598700000001,-16.320997,987.9
-47.83601400000001,-
11 Pequi 16.321333,992.7000000000001
12 Pequi -47.836018,-16.321302,991
13 Pequi -47.836216,-16.321123,991.4
14 Pequi -47.836555,-16.321115,990.6000000000001
15 Pequi -47.83655,-16.321064,990.6000000000001

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16 Pequi -47.836426,-16.32082,990.3
17 Pequi -47.836246,-16.320827,989.8999999999999
-47.83612400000001,-
18 Pequi 16.32072,989.8999999999999
19 Pequi -47.83603,-16.320734,989.5999999999999
20 Pequi -47.83574999999999,-16.320541,990.3
21 Pequi -47.835762,-16.320147,989.8999999999999
22 Pequi -47.83595,-16.320116,989.5999999999999
23 Pequi -47.83634,-16.32017,989.4999999999999
-47.83668500000001,-
24 Pequi 16.320816,986.6999999999999
25 Pequi -47.836716,-16.320826,991.4
26 Pequi -47.836826,-16.32137,992.3
27 Pequi -47.836914,-16.321432,991.6
28 Pequi -47.8371,-16.321579,990.8
29 Pequi -47.837082,-16.321545,990.0999999999999
30 Pequi -47.83785,-16.32066,0
-47.83715400000001,-
31 Pequi 16.32091,988.8999999999999
-47.83715400000001,-
32 Pequi 16.320911,990.6999999999999
33 Pequi -47.83729,-16.3208,990.6999999999999
34 Pequi -47.838318,-16.320553,992.2000000000001
-47.83819600000001,-
35 Pequi 16.320604,990.1999999999999
36 Pequi -47.838127,-16.320612,990.1999999999999
37 Pequi -47.838108,-16.320524,991.4
38 Pequi -47.8382,-16.32071,991.5
39 Pequi -47.838276,-16.320923,995
40 Pequi -47.838055,-16.321547,993.2000000000001
41 Pequi -47.83797000000001,-16.321482,987
42 Pequi -47.83777,-16.321632,991
43 Pequi -47.838863,-16.322685,976.1
44 Pequi -47.838844,-16.322695,975.7
45 Pequi -47.838856,-16.32255,977.9
46 Pequi -47.838863,-16.32236,980.7
47 Pequi -47.838833,-16.322357,980.7
48 Pequi -47.83891,-16.322285,980.8
49 Pequi -47.838985,-16.32237,981.2
50 Pequi -47.83901,-16.322626,981.6
51 Peque -47.839024,-16.322615,981.8
52 Pequi -47.83898,-16.32274,981.3
53 Pequi -47.83899,-16.322723,981.5
54 Pequi -47.83861,-16.322927,981.6
55 Pequi -47.838745,-16.322983,981.8
56 Peque -47.838745,-16.323042,981.9
57 Pequi -47.838467,-16.323278,982.1
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58 Pequi -47.838436,-16.323303,980.7
59 Pequi -47.838367,-16.32325,981.0
60 Pequi -47.838306,-16.323334,980.9
61 Pequi -47.838314,-16.323402,981.2
62 Pequi -47.837963,-16.322996,982.0
63 Pequi -47.837994,-16.323048,982.6
64 Pequi -47.838017,-16.323067,982.9
65 Pequi -47.83829,-16.32296,983.6
66 Pequi -47.83828,-16.322973,983.5
67 Pequi -47.838318,-16.322954,984.0
68 Pequi -47.838394,-16.323063,983.9
69 Pequi -47.838394,-16.323082,984.3
70 Peque -47.838432,-16.3229,984.3
71 Pequi -47.838474,-16.322758,984.6
72 Pequi -47.838566,-16.322788,986.8
73 Pequi -47.838596,-16.32273,985.4
74 Pequi -47.83849,-16.322605,985.4
75 Pequi -47.83862,-16.322453,984.9
76 Pequi -47.83852,-16.322304,984.7
77 Pequi -47.838573,-16.322174,984.6
78 Pequi -47.83859,-16.322119,984.7
79 Pequi -47.838074,-16.322105,985.5
80 Pequi -47.838127,-16.3222,985.0
81 Pequi -47.867588,-16.281387
82 Pequi -47.837147,-16.3218,985.6
83 Pequi -47.836727,-16.321758,984.5
84 Jatobá -47.83663,-16.32181,984.4
85 Pequi -47.836636,-16.321814,984.3
86 Pequi -47.836758,-16.321856,984.0
87 Pequi -47.83681,-16.321928,984.7
88 Pequi -47.836926,-16.321966,984.4
89 Pequi -47.837173,-16.322004,984.7
90 Pequi -47.837276,-16.322063,984.7
91 Pequi -47.836914,-16.322388,986.0
92 Pequi -47.836937,-16.322424,984.9
93 Pequi -47.83694,-16.32254,984.9
94 Pequi -47.836857,-16.32261,985.0
95 Pequi -47.836735,-16.32268,984.6
96 Pequi -47.83671,-16.322697,985.0
97 Pequi -47.836758,-16.32287,984.8
98 Pequi -47.837513,-16.32326,985.1
99 Pequi -47.83755,-16.323296,985.2
100 Pequi -47.83783,-16.322989,985.1
101 Pequi -47.83796,-16.322662,985.7
102 Pequi -47.837975,-16.322605,986.2
103 Pequi -47.838867,-16.321918,992.7
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104 Pequi -47.83853,-16.321892,989.6


105 Pequi -47.838535,-16.321857,988.6
106 Pequi -47.838737,-16.321728,988.7
107 Pequi -47.838768,-16.32166,988.7
108 Pequi -47.83873,-16.321527,988.9
109 Pequi -47.838657,-16.321526,988.9
110 Pequi -47.838596,-16.321499,988.5
111 Pequi -47.838562,-16.321535,988.4
112 Pequi -47.838493,-16.321478,989.8
113 Pequi -47.83846,-16.32146,988.8
114 Pequi -47.838387,-16.321413,988.9
115 Pequi -47.83859,-16.321201,987.9
116 Pequi -47.83862,-16.32123,987.8
117 Pequi -47.838684,-16.32121,988.4
118 Pequi -47.838676,-16.321165,988.1
119 Pequi -47.83863,-16.321117,988.3
120 Pequi -47.83862,-16.320955,988.3
121 Pequi -47.838894,-16.320946,988.9
122 Pequi -47.839123,-16.321115,987.5
123 Pequi -47.83916,-16.321117,988.6
124 Pequi -47.839195,-16.321093,988.4
125 Pequi -47.83922,-16.32109,988.4
126 Pequi -47.8393,-16.32112,987.8
127 Pequi -47.83936,-16.321102,989.0
128 Pequi -47.839424,-16.320894,988.8
129 Pequi -47.839397,-16.320782,989.1
130 Pequi -47.83932,-16.320822,989.6
131 Pequi -47.839302,-16.320763,989.9
132 Pequi -47.839294,-16.320757,991.3
133 Pequi -47.839233,-16.320776,992.7
134 Pequi -47.83921,-16.32078,989.6
135 Pequi -47.8392,-16.32089,984.7
136 Pequi -47.839165,-16.320972,984.9
137 Pequi -47.839153,-16.321053,985.5
138 Pequi -47.839138,-16.321135,985.6
139 Pequi -47.839138,-16.3212,985.5
140 Pequi -47.83909,-16.321264,986.3
141 Pequi -47.83911,-16.321293,986.4
142 Pequi -47.839104,-16.32133,985.8
143 Pequi -47.83911,-16.321337,985.8
144 Pequi -47.839256,-16.321358,987.5
145 Pequi -47.83936,-16.3214,987.9
146 Pequi -47.839058,-16.321402,987.2
147 Pequi -47.83907,-16.321402,987.6
148 Pequi -47.839077,-16.321375,987.9
149 Pequi -47.839092,-16.321383,986.3
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150 Pequi -47.83909,-16.321442,984.6


151 Pequi -47.83543,-16.32145,988.2
152 Pequi -47.835915,-16.32161,986.8
153 Pequi -47.835552,-16.322498,985.0
154 Pequi -47.835186,-16.322899,993.7
155 Pequi -47.835438,-16.322878,991.3
156 Pequi -47.835445,-16.322834,990.3
157 Pequi -47.835365,-16.322882,990.6
158 Pequi -47.83563,-16.322987,989.1
159 Jatobá -47.836338,-16.32294,989.4
160 Pequi -47.836384,-16.322903,989.8
161 Pequi -47.8364,-16.322857,989.5
162 Pequi -47.83626,-16.322006,988.8

Conclusão: Foram encontradas 161 espécies de pequizeiros, e uma 01 unidade de Jatobá.

6. ZONA DE INSERIMENTO DE ACORDO COM PLANO DIRETOR

A área está inserida na Zona de Expansão Urbana, denominada de Loteamento Vila Zeina.

A Lei nº 2.987 de 03 de outubro de 2006 que institui o Plano Diretor do Município de Luziânia
GO.

II - Zonas de Desenvolvimento Urbano – ZDU;

§ 2º - A Zona de Desenvolvimento Urbano – ZDU, abrigará a área indicada para o


desenvolvimento urbano do Distrito de Maniratuba e os Loteamentos já aprovados e Registrados.

7. HISTÓRICO DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

O uso e ocupação do solo da área do empreendimento, está definida como loteamento urbano,
conforme informações fornecidas por anteriores residentes e ainda conforme observado na “Certidão de
Domínio” fornecida pelo Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Luziânia, na qual foi parte da área de
uma fazenda maior. As técnicas inadequadas de manejo florestal: sem considerar a aptidão dos
solos, plantio sem considerar as curvas de nível, sem considerar a inclinação do terreno,
emprego e uso do fogo como queima controlada, técnica de exploração, sem considerar a
sazonalidade regional, foram responsáveis por longo processo e degradação ambiental na região
e principalmente na propriedade.

8. LOCALIZAÇÃO

Luziânia é um município brasileiro localizado na região Centro-Oeste do Brasil, no Estado de


Goiás. (Figura 3).

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CAPITAL NEGÓCIOS E INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA LTDA

Figura 3 - Localização de Luziânia no Estado de Goiás. Fonte: http://pt.wikipedia.org.

Com 3.961,11 km2 Luziânia está localizada na região do entorno de Brasília, devido a sua
proximidade com a Capital Federal. Sua sede municipal tem como coordenadas geográficas
16° 15′ 10″ S e 47° 57′ 0″ W e altitude média de 930 metros, acima do nível do mar. Integra a
Mesorregião Leste Goiano e, dentro desta, a Microrregião Entorno do Distrito Federal. Luziânia
está a, aproximadamente, 200 km de Goiânia e 60 km de Brasília e, seus municipios limítrofes
são Alexânia, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás e Cidade
Ocidental ao Norte, Orizona ao Sul, Cristalina a Leste e Silvânia a Oeste.

Figura 4 - Localização de Luziânia Região Centro-Oeste do Brasil. Fonte: http://pt.wikipedia.org.

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Figura 5 - Localização de Luziânia no Brasil. Fonte: http://pt.wikipedia.org.

Figura 6 - Localização de Luziânia em relação a Goiânia/GO e Brasília/GO. Fonte: Google


Maps, 2014.

Figura 7 – Referências Limítrofes do Município de Luziânia/GO.

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O acesso ao município se dá pelas Rodovias GO-010, GO-520, BR-040 e BR-352.

Figura 8 - Rodovias de acesso a Luziânia/GO. Fonte: Google Maps, 2014.

9. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA PROPRIEDADE

9.1 Meio Físico

9.1Dados das Normais Climatológicas

Os dados das Normais Climatológicas são apresentados a seguir, com uma breve explicação
teórica sobre cada um.

Existe uma relação direta entre radiação recebida e a temperatura média do ar; o estado do céu
(nebulosidade) determina o andamento diário da temperatura. De fato, as nuvens interceptam o
fluxo de radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre, modificando o balanço
térmico local; com céu sereno, o solo ganha energia solar e perde energia por irradiação mais
do que com céu encoberto. A temperatura do ar em uma determinada localidade depende
também do ganho de calor devido ao deslocamento de grandes massas oceânicas (correntes) e
massas de ar (ventos) e da proximidade de grandes massas de água que atenuam as amplitudes
térmicas (Butera, 1995). O estado predominante do céu determina o andamento diário de
temperatura; de fato, as nuvens interceptam o fluxo de radiação infravermelha emitida pela
superfície terrestre, e com céu sereno, o solo ganha energia solar e perde energia por radiação
mais do que com céu encoberto. A amplitude térmica média de uma localidade, portanto, é
maior nas zonas caracterizadas por céu sereno do que nas zonas com alta nebulosidade.
Também a umidade do ar atenua tanto a radiação absorvida quanto a radiação emitida, e por
este motivo as zonas de clima quente e úmido a amplitude térmica diária é baixa (Butera, 1995).
Os dados de temperatura podem estar disponíveis em diversas formas: valores médios, máximos
e mínimos anuais, mensais e diários, distribuição de frequência dos valores diários, das medias
diárias,

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etc. Butera (1995) afirma que para efetuar a caracterização do clima térmico de uma localidade
usa-se recorrer aos seguintes dados (derivados de observações efetuadas em um período de
tempo suficientemente longo para que estas tenham valor estatístico-mínimo 3 anos), além da
temperatura média mensal:

- t max, t min: temperatura média máxima e media mínima mensal, isto é, os valores obtidos
fazendo a média das temperaturas máximas e das mínimas registradas em um dado mês;

- t dmax, t dmin: temperatura média máxima e média mínima diária de cada mês, fazendo a
média das máximas e das mínimas de temperatura registradas nos dias do mês.

Para Brasília e entorno, segundo as Normais Climatológicas, a temperatura máxima média é


de 28,3 ºC, ocorrendo no mês de setembro e a temperatura mínima média é de 12,9 ºC, durante
o mês de julho.

A temperatura média anual é de 21,2 ºC. A temperatura máxima absoluta é de 34,5 ºC (outubro)
e a temperatura mínima absoluta è de 1,6 ºC no mês de julho. A amplitude média anual de
temperatura é de 11,2 ºC. A amplitude média diária é de 13,6ºC.

9.1.1 Umidade Relativa do Ar

A umidade relativa do ar é definida como a quantidade de vapor d’água no ar, em relação à máxima
quantidade de vapor que o ar pode conter (ar saturado), com as mesmas condições de
temperatura e pressão (Evans e Schiller, 1991). Segundo Evans e Schiller (1991), “a umidade do ar é uma
das variáveis meteorológicas que influenciam na sensação de conforto térmico”, especialmente
nos períodos mais quentes, pois influencia as trocas de vapor d’água entre o organismo e o ambiente; é,
portanto, um dos indicadores mais úteis para o projeto.

A fim de caracterizar o clima de uma localidade pode-se recorrer aos seguintes dados, derivados
de observações efetuadas em um período de tempo suficientemente longo para que tenham valor
estatístico (Butera, 1995):

- UR dm: umidade relativa média mensal;

- Urdmax, Urdmin: umidade relativa média máxima e média mínima diária de cada mês, isto
é, os valores obtidos fazendo-se a média dos valores registrados no mês correspondentes a
máxima e a mínima diárias de temperatura.

Butera (1996) observa que, de fato, o parâmetro climático básico é a pressão parcial p do vapor d’água e não a
umidade relativa, que e um parâmetro derivado. A pressão do vapor permanece normalmente
constante durante o dia; a umidade relativa, ao contrário, é ligada a temperatura de bulbo seco,
e varia de forma significativa. Os valores mais elevados registram-se durante a madrugada,
quando a temperatura do ar atinge seu valor mínimo, e mais baixo no início da tarde,
correspondentemente ao máximo da temperatura de bulbo seco. A flutuação diária da umidade
relativa é mais sensível no verão

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do que no inverno, de forma análoga à temperatura do ar. Em Brasília, a umidade relativa é um


dos dados climáticos mais importantes a serem considerados, dado que as duas estações mais
marcadas são diferenciadas com relação a umidade. No entanto, é importante destacar que a
umidade 64 só causa desconforto quando combinada a temperaturas acima de 25 ºC. Segundo
as Normais Climatológicas, a umidade relativa média anual é de 67%.

9.1.2 Pluviosidade

A pluviosidade é medida em milímetros; uma pluviosidade anual menor que 500 mm é


consideradas insuficientes para o crescimento da vegetação. Sem dúvida, a possibilidade de
manter a vegetação depende também da temperatura do ar e da distribuição das chuvas durante
o ano, e sua variação no arco de vários anos. Normalmente as chuvas estão relacionadas com o
vento proveniente de certas direções, dado importante para o projeto. No entorno de Brasília,
segundo as Normais, o índice de pluviosidade é de 1552 mm ao ano, e dezembro é o mês com
maior pluviosidade, com 248,6 mm.

9.1.3 Ventos

Assim como os outros dados climáticos, o vento também apresenta variações diárias e de
estação a estação. Os ventos denominados “regionais” dependem dos movimentos de grandes massas de ar
através de grandes territórios; as brisas são movimentos diários, tipicamente locais (Butera,
1995). O vento caracteriza-se através da velocidade, setores de proveniência e da frequência,
que representa a rosa dos ventos. O regime dos ventos está ligado diretamente à nebulosidade:
os ventos fracos acompanham muito frequentemente o céu coberto, os ventos fortes o céu claro
(CSTB, 1984). No decorrer deste trabalho, quando se fala de umidade, refere-se sempre a
umidade relativa.

9.1.3.1 Velocidade do Vento

Nebulosidade 0a3 4a8 >8


Fraca (0 ou 1 ou 2 octas) 17% 29% 54%
Forte (7 ou 8 octas) 50% 29% 21%
Fonte: CSTB - La conception thermique des batiments a La Reunion

Evans e Schiller (1991) afirmam que o vento é um componente climático que relaciona-se com
o desenho dos edifícios, conjuntos de edifícios e assentamentos urbanos. A distribuição da
orientação dos ventos é um dado importante seja para incorporar proteção nos períodos frios,
seja para aproveitá- los nos meses quentes com umidade relativa alta.

Ainda segundo estes autores, a variação da incidência da radiação solar na terra, e a distribuição
desequilibrada das massas continentais e oceânicas produzem diferenças na pressão atmosférica
que provoca o movimento do ar a escala mundial, das zonas de alta pressão as de baixa pressão.

A velocidade dos ventos não é constante, e há uma tendência a aumentar perto do meio dia,
quando os valores da radiação solar atingem os níveis máximos, e produzem turbulência devido
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a subida do ar quente e descida do ar frio.


As velocidades mínimas do vento são nas últimas horas da tarde, quando as coberturas superficiais
do ar são mais frias, e reduzem o intercâmbio com as coberturas superiores, que tem velocidades
maiores.

9.1.4 Relevo

O Estado de Goiás é privilegiado quanto ao relevo. As montanhas são pequenas, não impedindo
sua ocupação e muito menos prejudicando ou influindo significativamente nas mudanças
climáticas. Às margens dos grandes rios, Araguaia e Tocantins, predominam ligeiras ondulações
que se aplainam em grandes áreas de cerrados bastante favoráveis à agricultura e à pecuária.
A altitude variável acima dos 200 metros, a partir das ribanceiras dos grandes cursos d’água,
especialmente o Araguaia que permitem um aproveitamento quase integral do solo. Ao se afastar
dos leitos, as elevações sobem até 1.300 metros nas regiões mais elevadas e chega a 1.700 metros
no ponto mais alto de Goiás, no Morro Alto, na Chapada dos Veadeiros. Não havendo, portanto,
cadeias de montanhas impenetráveis, as dificuldades de ocupação e exploração econômica também
inexistem e jamais chegaram a interferir de maneira sensível na distribuição das chuvas ou nas
variações climáticas no restante do Estado. As montanhas mais importantes, por suas localizações
e extensão, separam as bacias do Araguaia e Tocantins, Serra Grande, Mamoeiros, Estrondo,
Xavante e Pilar. Ao Nordeste do Estado nas divisas com a Bahia e Minas Gerais encontra-se a
extensão da Serra Geral e Canastra que sobe até as divisas com o Estado do Maranhão nos limites
do Estado Tocantins. Na direção Sul do Estado, separando a bacia do rio Tocantins do Paranaíba,
estão as serras de Santa Rita e Pirineus.
O relevo da área estudada é constituído por uma grande unidade denominado Leste Goiano que
compreende um grande planalto subcompartimentado em níveis topográficos distintos e com
características próprias, mais ligadas por traços genéticos comuns. Esses relevos estão esculpidos
em rochas pré-cambrianas, parcialmente recobertas por formações detrito-lateríticas cenozóicas.
Essas coberturas são representadas por latossolos muito profundos, de textura argilosa, presente nas
áreas mais planas onde a vegetação natural é de cerrado, distinguível pelos remanescentes de
cerradão, campo cerrado e cerrado ralo.
O município de Luziânia, está situada a uma altitude de 930 metros acima do mar, sendo que no
município a maior altitude não ultrapassa a 950 metros, a topografia local é plana e o relevo plano
e suave ondulado a ondulado.

9.1.5 Declividade e Relevo


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No local da atividade, apresenta uma declividade média de 1.6 %, com relevo plano a ondulado.

Figura 9 – Perfil de Elevação do Solo, parte da frente. Fonte: Google Earth Pro.

Figura 10 – Perfil de Elevação do Solo parte, dos fundos. Fonte: Google Earth Pro.

9.1.5 Solo
Os solos dominantes na área são os latossolos, os quais apresentam fertilidade natural
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baixa e média. Os podzólicos vermelho-amarelo, terra roxa estruturada, brunizém avermelhado e


latossolo roxo, são os solos de alta fertilidade do estado e estão concentrados no mato grosso de
goiás e nas regiões sul e sudoeste.

Como características do meio físico pode-se dizer sucintamente que a propriedade por possuir um
relevo moderadamente plano, movimentado a movimentado com uma superfície de declividade
média em torno de 3% e consequentemente possui por sua vez uma variação de solos conforme a
topografia de cada local, ou seja, os latossolos nas áreas mais planas, sou seja, a maior parte da
propriedade.

9.1.5.1 Latossolo
São solos altamente intemperizados, resultantes da remoção de sílica e de bases tocáveis do perfil.
Grandes partes dos minerais existentes nestes solos são os secundários, constituintes da fração
argila.
Ocorrem no solo por síntese de produtos resultantes do intemperismo de minerais primários,
herdados diretamente da rocha-mãe.

9.2 Hidrografia
A rede hidrográfica que compõe a região pertence à bacia do Rio Paraná, mas especificamente a
sub bacia do Rio Paranaíba. A micro bacia da região do empreendimento é pertencente a do Rio
Vermelho, tributário do Rio São Bartolomeu, que é tributário do Rio Corumbá, tributário do
Paranaíba representa o principal curso d’água da região. De acordo com levantamento realizado na
área total, não existe nenhum recurso hídrico confrontante com a área do empreendimento, ou que
possa ser envolvido diretamente.

9.2.1 Microbacia Hidrográfica


A Microbacia pertencente à região é a do São Bartolomeu, que é afluente do Rio São Corumbá,
pertencente a Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba.

9.2.2 Meio Biótico


9.2.2.1 Fauna
A forma de uso dos imóveis foi profundamente influenciada pela necessidade de obtenção área
disponível próximo ao perímetro urbano, visando a instalação da usina no município. A alteração e
perturbação dos espaços vegetais foram ocasionadas paulatinamente à fuga de diversas espécies de
fauna nativas local. A fauna de uma região é consequência da vegetação local, sua qualidade,
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estrutura e complexidade. A ação do homem, bem como o relevo, hidrografia, clima, solo e
vegetação têm implicação sobre as espécies e suas populações, modificando a composição da fauna
local e original. Em contrapartida, a fauna é de vital importância nos processos de sucessão
ecológica, inclusive das espécies vegetais de interesse econômico, pois promove a dispersão de
sementes e polinização. “As relações co-evolutivas com espécies animais, principalmente
dispersores de sementes, polinizadores, protetores contra predadores e outras interações naturais
auxiliam na capacidade reprodutiva e na sobrevivência de muitas espécies vegetais” (Brasil 1990).
O uso intensivo de áreas em expansão urbana, com isso, transformando-as em possibilidade de
projeção de empreendimento de cunho habitacional e comercial, ocasiona a maximização da
diminuição dos locais de alimentação, de repouso, de abrigo e de modificação da fauna. Mas,
conforme observação em campo, o empreendimento não atinge área de maior interesse para a fauna.

9.2.2.2. Flora Regional


O estado de Goiás está localizado na região centro-oeste do Brasil. É o estado mais populoso dessa
região. Seus limites são os seguintes: Tocantins (Norte); Minas Gerais (Sul e Leste); Mato Grosso
(Oeste); Bahia (Nordeste); Mato Grosso do Sul (Sudoeste) e o Distrito Federal. A extensão
territorial de Goiás é de 340.086,698 Km², divididos em 246 municípios. A capital do estado é
Goiânia, segunda cidade mais populosa da região centro-oeste.
Localizado no Planalto Central brasileiro, o estado de Goiás tem um relevo bastante variado, com
planaltos, chapadas, vales e depressões. Nas regiões sul e leste do estado são encontradas as maiores
altitudes, com destaque para a Chapada dos Veadeiros. O pico do Pouso Alto é o ponto mais elevado
do estado, com 1784 metros de altitude. No oeste do estado estão concentradas as altitudes mais
baixas. A vegetação predominante no estado de Goiás é o Cerrado, cujas principais características
são os grandes arbustos e as árvores esparsas, de galhos retorcidos e raízes profundas. Na região
sul do estado são encontradas pequenas faixas de mata Atlântica, principalmente nas margens dos
rios e nas serras. Na divisa com o estado do Mato Grosso, a oeste, existe uma pequena área de
floresta tropical. No subsolo do Cerrado existe água em abundância.

10. MEIO SOCIOECONÔMICO


O local, ainda não representa um papel socioeconômico considerável no município. Com o novo
incremento, resultará em geração de novos empregos, diretos e indiretos. Com a geração de rendas
haverá, consequentemente, maior poder de compra e consumo, mais arrecadação de impostos, que
poderão ser revertidos em melhorias na saúde, educação, moradia. Segurança, etc.

10.1 Da Infraestrutura
O local, está dotada das infraestruturas necessárias para o incremento das atividades, incluindo
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sistema viário também atende as necessidades inerentes á atividades, principalmente no que diz
respeito do direito de ir e vir.
A propriedade está ligada a rodovias Estadual e federal (GO 010 e BR 040), por meio de vias
asfaltadas, trafegável o ano todo. Outro fator favorável é a grande oferta de mão-de-obra, tornando
o investimento mais fácil de conduzir e por preço mais favorável, além de ajudar o lado social
oferecendo mais empregos a população.

10.2 Técnicas de Conservação do Solo e dos Recursos Hídricos


A topografia do imóvel é predominantemente suave (Plana), não sendo detectadas erosões e nem
riscos iminentes das mesmas.
O solo é bem estruturado, latossolo sendo fator positivo na redução de riscos de erosões.
A cobertura vegetal existente também é responsável pela proteção do solo inclusive a área de

10.2.1 Planejamento da Implantação das Técnicas de Conservação


Além da orientação quanto à forma da retirada da vegetação, o empreendedor instalará sistema de
drenagem de aguas pluviais devidamente aprovados pelo poder público municipal.

11. IMPACTOS AMBIENTAIS PREVISTOS


A retirada da vegetação nativa provocará alguns impactos em virtude da maior insolação, menor
proteção do solo principalmente quanto às erosões, e as alterações das condições físico-químicas
do solo (compactação ou pulverização excessiva, e alterações nos níveis de fertilidade natural). Já
aqueles que podem atingir o meio biótico é a supressão da cobertura vegetal, que atingi diretamente
a flora, e, indiretamente, a fauna, provocando o êxodo da mesma.

11.1 Medidas Mitigadoras a Serem Implantadas


Todas as etapas do processo de limpeza serão acompanhadas através de um plano técnico de
execução, onde serão aplicadas todas as tecnologias para o desenvolvimento sustentável da
atividade.
As técnicas de conservação do solo já descritas anteriormente também terão um grande efeito no
sentido de amenizar impactos.
11.2. Quanto aos Impactos Ambientais
11.2.1 Desnudamento do Solo
Após a limpeza da área, será executado a atividade dentro do cronograma, de modo que o solo fique
descoberto por um pouco período de tempo.

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11.2.2 Monitoramento
O monitoramento consistirá no acompanhamento periódico dos serviços prestados, ajudando a
defender a vegetação remanescente vizinhas, o que irá sem dúvida proteger as espécies de animais
e vegetais. As áreas com remanescentes florestais, serão conservadas estabelecendo-se o isolamento
por meio de cercas e a realização de aceiros, bem como banindo-se a prática das queimadas da
propriedade, e bom também salientar que o empreendedor estará ciente da preservação das Espécies
ditas “espécies protegidas por lei”, que não for incorporadas no empreendimento, as que forem
necessárias a erradicação, será proposta a compensação de 12 por 1,ou seja, de cada arvore
protegida erradicada será plantada 12 em local indicado ela SEMARH/LUZ.

11.2.3 Medidas de Proteção Contra Incêndios Florestais


Serão realizados aceiros nas cercas do lado interno da propriedade, inclusive naquelas que isolam
a área, como forma de proteção contra o risco de incêndios descontrolados, oriundos de outras
propriedades, dentro da propriedade, por sua vez, fica banido à prática de uso de fogo.

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10. DECLARACÃO DE RESPONSABILIDADE

Declaramos, para os devidos fins, que todas as informações prestadas são verdadeiras, que o
desenvolvimento das atividades será realizado de acordo com os dados aqui transcritos, e ainda
que os mesmos foram apresentados a SEMARH/LUZ, e que me responsabilizo pelo perímetro
existente da propriedade.

Luziânia-GO, 21 de novembro de 2019.

Capital Negócios e Incorporação Imobiliária LTDA


CNPJ: 34.436.578/0001-07

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11. BIBLIOGRAFIA

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<http://www.seplan.go.gov.br/>. Acesso em setembro de 2013.

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