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NÚCLEO DE

COMPLEMENTAÇÃO
PEDAGÓGICA
CURSO DE COMPLEMENTAÇÃO PEDGÓGICA
Coordenação Pedagógica – IBRA

DISCIPLINA

PROJETO POLÍTICO
PEDAGÓGICO DA
ESCOLA
INTRODUÇÃO

Esforçamos-nos para oferecer um material condizente com a


graduação daqueles que se candidataram a esta complementação
pedagógica, procurando referências atualizadas, embora saibamos que os
clássicos são indispensáveis ao curso.

As idéias aqui expostas, como não poderiam deixar de ser, não são
neutras, afinal, opiniões e bases intelectuais fundamentam o trabalho dos
diversos institutos educacionais, mas deixamos claro que não há intenção de
fazer apologia a esta ou aquela vertente, estamos cientes e primamos pelo
conhecimento científico, testado e
Provado pelos pesquisadores.

Não obstante, o curso tenha objetivos claros, positivos e específicos,


nos colocamos abertos para críticas e para opiniões, pois temos consciência
que nada está pronto e acabado e com certeza críticas e opiniões só irão
acrescentar e melhorar nosso trabalho.

Como os cursos baseados na Metodologia da Educação a Distância,


vocês são livres para estudar da melhor forma que possam organizar-se,
lembrando que: aprender sempre, refletir sobre a própria experiência se
somam e que a educação é demasiado importante para nossa formação e,
por conseguinte, para a formação dos nossos/seus alunos.

Trata-se de uma reunião do pensamento de vários autores que


entendemos serem os mais importantes para a disciplina.

Para maior interação com o aluno deixamos dela do algumas regras


de redação científica, mas nem por isso o trabalho deixa de ser científico.

Desejamos a todos uma boa leitura e caso surjam algumas lacunas,


ao final da apostila encontrarão nas referências consultadas e utilizadas
aporte para sanar dúvidas e aprofundar os conhecimentos.
1. PROJETO

1.1. Definição

Mesmo que a nossa intenção e objetivos estejam focados no


ambiente escolar, na gestão da escola, achamos de bom tom explicar o que é
um projeto e seu gerenciamento pela ótica empresarial.
Pois bem, um projeto é uma iniciativa que é única de alguma forma,
seja no produto que gera, seja no cliente do projeto, na localização, nas
pessoas envolvidas, ou em outro fator. Isto diferencia projetos de operações
regulares de uma empresa – a produção em série de margarinas, por
exemplo, é uma operação da empresa, mas por outro lado, a criação de um
móvel sob encomenda é um projeto. (PIETRO,2002).
Em segundo lugar, um projeto tem um fim bem definido, ou seja, tem
um objetivo claro, que quando atingido, caracteriza o final do projeto. Isto faz
com que o desenvolvimento de um novo negócio, por exemplo, possa não ser
considerado um projeto. (PIETRO,2002).
Essas definições de imediato nos levam a um antagonismo quando
pensamos em projeto político pedagógico. Veremos que esse documento é
um trabalho sempre em construção, em modificação, mas ao final da apostila
esperamos que entendam porque desse documento, o projeto político
pedagógico ser considerado um projeto.

1.2 O gerenciamento de projetos

Gerenciar, administrar, coordenar ou gerir um projeto é a aplicação de


técnicas, conhecimento e habilidades para garantir que um projeto tenha
sucesso.
E gerenciar um projeto envolve desde iniciá-lo até finalizá-lo,
passando as etapas de planejamento, execução e atividades de controle.

O Project Management Institute1 (PMI) compilou as melhores práticas


de gerenciamento de projetos utilizadas ao redor do mundo, que são
aplicadas em projetos de tamanhos e áreas diferentes, e montou uma
publicação, chamada PMBOK – Project Management Body of Knowledge.

___________________________
1 Uma entidade mundial sem fins lucrativos voltada para desenvolver melhores
técnicas de gerenciamento de projetos.
Esta publicação contém inúmeros processos de trabalho, cada um com
um conjunto de técnicas e ferramentas, para serem usadas ao longo das cinco
fases de um projeto, que são: iniciação, planejamento, execução, controle e
finalização.

Este conjunto de processos e técnicas é mundialmente aceito como


sendo um padrão bastante razoável para se aplicarem projetos de todos os
tipos e tamanhos, e é considerado um conjunto de técnicas modernas de
gerenciamento de projeto.

O que se ganha ao aplicar estas técnicas? Aumenta-se


significativamente a probabilidade de seu projeto atingir os objetivos para o
qual ele foi criado, dentro do prazo estipulado, e dentro do custo esperado. E
isso já é um grande benefício, uma
Vez que é fato que a maioria dos projetos é concluída em atraso e com custo
acima do previsto.

Os processos de trabalho foram organizados pelo PMI em nove áreas do


conhecimento. Por exemplo, a gestão do escopo é uma destas áreas, e trata
de todos os processos envolvidos para iniciar o projeto, planejar o escopo do
projeto, definir como as alterações de escopo serão tratadas ao longo do
projeto, controlar o escopo e assim por diante.

De forma análoga, a gestão de custos é outra área de conhecimento,


que trata da realização de estimativas de custos, da criação de orçamentos,
de técnicas para se controlar os custos do projeto, etc.

Outra área de conhecimento lida como gerenciamento de riscos no


projeto, e envolve a identificação, a classificação e priorização de riscos,
assim como a definição de estratégias a serem adotadas para cada situação
que envolve risco.

As de mais áreas de conhecimento são: gestão integrada do projeto,


gestão de prazo, gestão de recursos humanos, gestão da qualidade, gestão
da comunicação, e gestão das aquisições.

Lembremos sempre que o gerenciamento de projetos envolve lidar


com pessoas a todo momento – a equipe do projeto, o cliente, quem financia
o projeto, outras áreas envolvidas, fornecedores, entre outros, e isto requer
habilidades que vão além do simples uso de softwares.
Estas breves explicações devem ter introduzido o assunto, esclarecido
algumas dúvidas e apresentado o grande espaço existente nas organizações
paras e aplicaras técnicas modernas de gestão de projetos.

É importante ter consciência de que muito há para se apresentar


sobre o tema ainda, muitas são as técnicas de gerenciamento de projetos
existentes e que podem ser utilizadas pelas empresas e mesmo pelas
instituições públicas voltadas para a educação.

E os benefícios de se utilizar os conceitos modernos de gestão de


projetos vão da melhor utilização dos recursos da empresa, redução no tempo
de colocação de novos produtos no mercado, melhor controle e conseqüente
redução dos custos envolvidos nos projetos, e, culminam, obviamente, na
maior satisfação do cliente do projeto e de todas as outras pessoas envolvidas
como projeto. (PIETRO, 2002).

2 O FORTALECIMENTO DA GESTÃO ESCOLAR

Falar em fortalecimento da gestão escolar nos remete de imediato a


participação, democracia e autonomia.

E quando falamos em autonomia, logo nos vem a idéia de


independência, de liberdade; logo pensamos na possibilidade de fazermos
aquilo que queremos e que entendemos ser o melhor para nós, num
determinado momento. Pois bem, apresentaremos e discutiremos alguns
desses conceitos abordando aspectos relativos à autonomia da unidade
escolar, às formas de autonomia e às suas dimensões na instituição
educativa, além das outras duas condições de fortalecimento da gestão
escolar: democracia e participação.

2.1 Autonomia

Autonomia é uma maneira de gerir, orientar as diversas dependências


em que os indivíduos e os grupos se encontram no seu meio biológico ou
social, de acordo com as suas próprias leis, (BARROSO, 1998,p.16).
A autonomia é a possibilidade e a capacidade de a escola elaborar e
implementar um projeto político-pedagógico que seja relevante à comunidade
e à sociedade a que serve(NEVES,1995,p.113).
Ao discutir a autonomia da escola, Veiga (1998) destaca quatro
dimensões consideradas básicas para o bom funcionamento de uma
instituição educativa e que, segundo ela, devem ser relacionadas e
articuladas entre si:

Autonomia administrativa: que consiste na possibilidade de elaborar


e gerir seus planos, programas e projetos.

Autonomia jurídica: que diz respeito à possibilidade de a escola


elaborar suas normas e orientações escolares em consonância com as
legislações educacionais, como, por exemplo, matrícula, transferência de
alunos, admissão de professores, concessão de grau.

Autonomia financeira: que se refere à disponibilidade de recursos


financeiros capazes de dar à instituição educativa condições de
funcionamento efetivo.

Autonomia pedagógica: que consiste na liberdade de propor


modalidades de ensino e pesquisa.

Está estreita mente ligada à identidade, à função social, à clientela, à


organização curricular, à avaliação, bem como aos resultados e, portanto, à
essência do projeto pedagógico da escola(VEIGA,1998,p.16-19).

2.2 Democracia

A gestão democrática também é parte integrante do projeto político


pedagógico da escola, como expressão de autonomia e de sua identidade
própria, particular.
Democracia é entendida como democratização do acesso, do saber e
das relações.

São características de uma gestão democrática:

 Abrangente, envolvendo os diversos âmbitos previstos na LDB: pedagógica,


administrativa e financeira;
 Participativa, envolvendo os diversos segmentos que compõem a escola: dos
diretores aos vigilantes, incluindo professores, técnicos, funcionários, pais,
alunos;
 Educativa, implica a consciência de que a aprendizagem para o exercício
participativo e propositivo da cidadania passa, necessariamente, pela vivência
democrática. Só se aprende democracia, sendo democrático;

Supõe a implantação e implementação de estruturas de


reflexão e tomada de decisão coletivamente, como: forma comunitária de
escolha dos diretores, assembléias gerais da comunidade escolar, conselhos
deliberativos escolares, associações de pais e mestres, grêmios escolares;

Supõe a instituição de mecanismos de circulação de informações


entre os diversos segmentos e de estímulo e incentivo à participação, como
reuniões periódicas, murais, boletins informativos, divulgação de atas e
relatórios;

Administrar o pessoal lota do na escola é tarefa primordial,


precisando criar-se um clima de convivência democrática;

Exige liderança da equipe gestora para estimular a participação,


refletir e sistematizar o processo, dirimir conflitos, solucionar criativamente os
problemas, contribuir para a geração de consensos internos por meio do
diálogo sobre os diferentes olhares;

Exige o redesenho do poder na escola. As decisões passam a ser


tomadas coletivamente e já não mais por uma pessoa ou pequeno grupo de
pessoas;

Exige a consciência de que o que se pretende é a gestação de uma


nova cultura fundamentada na participação e na democracia. Esse é um
processo lento, o que exige, portanto, avaliação permanente do processo;

Exige processos sistemáticos de formação de todos os segmentos


para a participação. Formação dos diretores, dos conselhos ou membros das
associações para o conhecimento da legislação nacional e local. Muitas vezes
impera o conhecimento como fator de poder, o que pode gerar inibição da voz
dos pais, funcionários ou alunos;

É preciso cuidar para evitar a burocratização e a rotinização da gestão,


priorizando prazos, procedimentos, atas e ofícios, em detrimento do pensar e
do agir coletivo;
É preciso cuidar para que o critério central das decisões coletivas seja o da
qualidade da escola pública e não o interesse elitista ou excludente ou dês
comprometido com a educação que ainda impera em determinadas escolas
(AZEVEDO, 2010).

A escola deve conquistar sua autonomia, mas ela não é uma entidade
isolada. Ela articula-se ao sistema de ensino e por meio do processo de
autorização de funcionamento pelos órgãos competentes, a escola garante a
sua inserção legal no sistema.

Dado o caráter público da instituição escolar, de corre a sua obrigação


de interagir com as demais escolas da rede, com o órgão gestor central (em
geral, as secretarias de educação), com os conselhos municipais ou estaduais
(de educação, do FUNDEF, da merenda escolar, do programa bolsa-escola);

Decorre, ainda, a sua obrigação de prestar contas à sociedade do


trabalho educativo realizado.

Como se percebe, a autonomia da escola se dá de forma co-


responsável dentro de um marco com um legal e de orientações político-
pedagógicas extensivas ao sistema de ensino.

A escola precisa participar ativamente dos órgãos e instâncias


normativas e deliberativas da rede, como os Conselhos, o Fórum, bem como
aliar-se ao Plano Municipal ou Estadual. Os órgãos gestores, por sua vez, têm
a obrigação de agir com democracia, respeitando a autonomia das escolas.

As chamadas “ordens de serviço” devem ser constituídas por


documentos democraticamente discutidos, o que pode vir a assegurar um
trabalho coletivo, garantindo qualidade à rede ou sistema como um todo e a
cada uma das unidades escolares (AZEVEDO,2010).

2.3 Participação

Aqui nos cabe lembrar da participação da família e da comunidade na


escola. É preciso construir uma participação ativa da família e da comunidade
na escola, superando as práticas ainda existentes de convidar as famílias
apenas para as atividades festivas ou para informar o baixo desempenho ou
mau comportamento do seu filho na escola.
Ao relacionar-se com os pais e/ou responsáveis, a escola deve
superar as idealizações ou os preconceitos ainda existentes, reconhecendo a
diversidade de formas de organização familiar e, sobretudo, tratando
pedagogicamente essa realidade.

O objetivo é favorecer uma participação que gere compromisso da


família coma aprendizagem e o sucesso escolar do seu filho e compromisso
da escola com a inserção curricular do ambiente cultural da família e da
comunidade. Essa parceria as segurará, em última instância, o pleno
cumprimento da função social da escola.

Isso exige incluir a voz dos pais ou responsáveis e da comunidade


na construção, implementação e avaliação do projeto político-pedagógico da
escola. A família e a comunidade precisam encontrar aí um espaço para
apresentar suas necessidades e desejos em relação a escola, bem como para
ouvir da escola suas necessidades e desejo sem relação ao acompanhamento
e envolvimento da família na vida escolar das crianças e dos adolescentes. É
preciso ir definindo, no processo, responsabilidades de ambas as partes, afim
de se evitar a transferência de papéis.

A construção do projeto político-pedagógico (que falaremos em


detalhes mais adiante) e do regimento escolar é, também, um momento
privilegiado para definir os canais institucionais de participação da família na
vida escolar. Formas democráticas de escolha do dirigente escolar, conselho
deliberativo escolar, reuniões de pais são formas significativas de
participação.

Outra forma de envolvimento com a escola poderá se dar por meio


do incentivo ao uso educativo, cultural das dependências escolares, sobre
tudo no final de semana quando a escola está ociosa. A biblioteca escolar, a
quadra de esportes, o aparelho de DVD, de vídeo cassete, o laboratório de
informática, o auditório são alguns dos espaços que podem ser plenamente
utilizados pela comunidade. Além de possibilitar o uso educacional do
estabelecimento escolar, essa prática poderá fortalecer os vínculos
comunitários, bem como a atitude de cuidado e zelo comunitário pelas
instalações escolares.

É importante garantir formas de informar a família sobre a freqüência


e o desempenho dos alunos, conforme disposto na LDB. Muitas vezes, a
família só tem informação sobre a vida escolar no final do ano letivo, quando
já não é mais possível reverter o processo. A família tem direito a informação
sobre a vida escola do seu filho.
Uma de mandada comunidade poderá ser a própria escolarização
dos pais. O índice de analfabetismo e de baixa escolarização dos jovens e
adultos ainda é bastante significativo no país. A ampliação do nível de
escolarização dos adultos;

Além de ser uma responsabilidade social e legal da escola pública,


com o resgate de uma dívida social histórica, é, também, uma maneira de
ampliar os vínculos da família com a escola e de ampliar as possibilidades de
uma contribuição mais significativa da família no processo de escolarização
de seus filhos.

Enfim, ao transpor as fronteiras dos muros da escola, poderá se


identificar outros atores educacionais que atuam na comunidade, como
Organizações Não Governamentais (ONGs), Igrejas, artistas locais (poetas,
cantadores, pintores...), universidades, 4 associações de bairro, empresas,
dentre outros e com eles estabelecer parcerias que visem ao
desenvolvimento escolar e cultural da comunidade. Uma ação privilegiada
poderá ser a de tecer com eles um programa de atividades complementares, e
que poderá ser realizada na escola no turno oposto ao da aula
(AZEVEDO,2010).

3 O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

O Projeto Político Pedagógico propicia uma vivência democrática


necessária à participação e ao envolvimento de todos os segmentos da
comunidade escolar no exercício da cidadania. Desta forma o projeto precisa
desenvolver-se de tal forma que super e conflitos, buscando eliminar as
relações autoritárias e competitivas quere forçam as diferenças e hierarquias
de poder dentro da escola (CARNEIRO et al,2007).

Assim o projeto deve buscar a organização do trabalho pedagógico na


escola em sua totalidade.

O projeto pedagógico parte sempre do que a escola já tem e propõe


outros significados à sua realidade. Em função disto, ele se torna a o mesmo
tempo, um dever e um direito da escola:
 Um dever por se tratar do elemento responsável pela vida da escola em
seu tempo institucional.

 Um direito porque, por meio dele, a escola consolida sua autonomia e


seus vários atores podem pensar, executar e avaliar o próprio trabalho.

Partindo desta concepção o Projeto não pode ser elaborado apenas por
uma pessoa, ou pelos gestores escolares e tão pouco deve ser feito de uma
só vez.

Deve, antes de tudo, ser elaborado por todos os segmentos da escola de


forma processual, reflexiva, com ações a curto, médio e longo prazos.

3.1. Conceito de projeto pedagógico

Segundo Gadotti (1994) o projeto da escola depende, sobretudo da


ousadia dos seus agentes, da ousadia de cada escola em assumir-se como
tal, partindo da “cara” que tem, com seu cotidiano e seu tempo-espaço, isto é,
o contexto histórico em que ela se insere. Projetar significa “lançar-se para
frente”, ante ver um futuro diferente do presente. Projeto pressupõe uma ação
intencionada com um sentido definido, explícito, sobre o que se quer inovar.

O termo projeto vem do latim do verbo projicere que significa lançar-se


para frente, para o futuro. O projeto pedagógico deve ser compreendido como
um instrumento teórico metodológico que a escola elabora com a participação
de todos os seus segmentos, com a finalidade de apontar a direção e o
caminho que vai percorrer para realizar da melhor forma possível a sua
função educativa.

Nesta perspectiva, já sabemos que o projeto pedagógico não é algo


que vai ser construído e logo depois arquivado ou encaminhado às
autoridades para simplesmente cumprir uma função burocrática. Ele é um
instrumento que possibilita à escola inovar sua prática pedagógica, na medida
em que apresenta novos caminhos para situações que necessitam se
modificadas.
Até o momento já percebemos que o projeto pedagógico é uma ação
intencional com sentido explícito e compromisso definido no coletivo, certo?

Por isso, todo projeto pedagógico é também um projeto político por


estar ligado ao compromisso sócio político. É político no sentido do tipo de
cidadão que se deseja formar e na sociedade que se deseja ter. Na dimensão
pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola
com a formação do cidadão crítico, participativo, compromissado, com sua
formação enquanto sujeito de uma sociedade.

3.2 Como construir o diagnóstico da realidade

Fundamentados na certeza de que cada escola é única, com suas


peculiaridades, clima organizacional, cultura, perfil sócio-econômico, não
existe uma “receita pronta” para se construir o projeto político pedagógico.

O que existe na realidade são princípios gerais que devem ser


discutidos na escola em função de sua própria identidade. Tendo esta idéia
em mente, cada escola necessita olhar para si mesma, refletir sobre suas
práticas, seus limites e potencialidades e de maneira autônoma e
coletivamente, construir seu projeto pedagógico.

Vamos ver no quadro abaixo três grandes movimentos no diagnóstico


e construção do PPP:
Movimentos de Preocupações dos vários Perguntas
Construção do PPP segmentos da escola orientadoras
do trabalho coletivo

1º Diagnóstico da Analisar a realidade da Como é nossa escola ?


realidade da escola escola em suas
dimensões: pedagógica,
administrativa, financeira
e jurídica.

2º Levantamento das Discutir as concepções Que identidade a


concepções do no coletivo da escolaem nossa escola quer
coletivo da escola relaçãoao trabalho construir?
pedagógico.

3º Definição de Definir as ações da Como executar as


estratégias de pessoas escola, os responsáveis ações definidas no
ou de grupos, por sua execução e os coletivo?
assegurando ações recursos necessários
definidas no coletivo da para o projeto.
escola

É o diagnóstico que irá situar a comunidade em relação à distância


que a escola está em relação ao que se busca na formação dos educandos.
Sua importância é, portanto, muito grande. Com ele a comunidade enxerga
suas fraquezas e forças, suas potencialidades, oportunidades e

necessidades, frente ao que foi definido no Marco Referencial2 (os ideais


desejados). Há autores que preferem em termos metodológicos que o
Diagnóstico anteceda ao Marco Referencial. Cabe à comunidade escolar
definir como é mais adequada essa dinâmica, considerando sua cultura.

2
É a expressão do rumo que a escola escolhe para seguir, do horizonte que
tem em relação à formação de seus educandos, fundamentada em aspectos filosóficos,
biopsicológicos, pedagógicos. Nessa parte a comunidade escolar toma posição em relação à
sua identidade, visão de mundo que tem, valores, objetivos, compromissos.
Levantando os dados para o diagnóstico

O que e como fazer?

É importante que sejam levantados dados que permitam uma


visão sucinta da escola, podendo ser de natureza legal, histórica, ou
administrativa. Aqui a escola irá descrever a sua própria realidade, através
da visão que seus vários segmentos têm da escola.

como:

Para identificar estes dados a escola poderá adotar algumas ações tais:

Pesquisar nos arquivos da secretaria escolar dados de natureza legal e


administrativa;

Verificar a que está relacionado o surgimento da escola, entrevistando


moradores mais antigos;

Buscar informações com os primeiros professores, funcionários e alunos


que já estudaram na escola;

Ler atas e registros da escola buscando dados fidedignos para o projeto.

Que indicadores buscar?

 Nome da escola

 Localização

 Aspectos legais de sua criação

 Níveis e modalidades de ensino que oferece

 Número de alunos, divididos por série, e ou ciclo e turno

 Dados de abandono, evasão, repetência e aprovação escolar

 Origem da clientela atendida e sua situação socioeconômica

 Contexto em que a escola está inserida


 Histórico da escola, fatos importantes de sua história.

 Município/Estado

 Nosso atual currículo e organização didática

 Nossa atual organização do ensino

 Nossas atuais metodologias de ensino

 Nossas atuais linhas de ação

 Nossas atuais normas

 Nossas atuais relações com a comunidade de pais e amigos da escola

 Nossos atuais parceiros

 O atual clima organizacional da escola

 Nosso estilo gerencial.

Para levantaras necessidades da escola, é necessário que todos


estejam envolvidos. Pode-se montar um questionário para diagnosticar as
necessidades da comunidade, suas aspirações em relação à escola
desejada para seus filhos, reuniões, discussões, debate se filmagens da
escola no sentido de aproximar as pessoas para buscar as reais
necessidades.

No levantamento da realidade da escola devem participar


gestores, professores, pais, alunos, pessoal técnico administrativo e de
apoio - segmentos organizados da comunidade escolar. É o momento do
levantamento global, onde a escola deve indagar-se acerca das atividades
que desenvolve, de como está sua realidade nas dimensões pedagógicas,
administrativa, comunitária.

O que fazer?

Coletar os dados e analisá-los cuidadosamente, tanto nos


aspectos qualitativos quanto quantitativos. As informações devem voltar-
se para os aspectos internos e externos à realidade educativa, detectando
suas fragilidades e fortalezas.
Como fazer?

Para realizar o diagnóstico a escola precisa levantar


questionamentos de nível amplo, que relacione sua realidade aos
aspectos sociais, políticos e econômicos da comunidade e outro de nível
mais específico, voltado para a organização de seu próprio trabalho
pedagógico.

3.3 Os marcos referenciais

É a expressão do rumo que a escola escolhe para seguir, do


horizonte que tem em relação à formação de seus educandos,
fundamentada em aspectos filosóficos, biopsicológicos, pedagógicos.
Nessa parte a comunidade escolar toma posição em relação à sua
identidade, visão de mundo que tem, valores, objetivos, compromissos.

Ao definir o marco que vai referenciar a ação educativa de


todos, a comunidade está definindo a essência da existência daquela
escola. Para tanto busca responder a questionamentos básicos:

O que fundamenta o nosso querer enquanto escola?

Em que medida podemos colaborar na construção do homem


novo – ético, solidário, investigador, proativo, ecológico, paz e a dor,
crítico, dialógico-que a sociedade atual necessita?

É no Marco Referencial que a comunidade procura expressar o


sentido do trabalho educativo da escola e as perspectivas para o percurso
educacional. Ele impulsiona a comunidade para superação da realidade e
fornece os parâmetros para a realização do Diagnóstico. O Marco
Referencial compõe-se de três partes:

Marco Situacional (onde estamos, comovemos a realidade)

Marco Filosófico (para onde queremos ir)

Marco Operativo (que horizonte queremos para nossa ação)


No Marco Situacional o grupo analisa a realidade mais ampla
na qual se insere a escola, situando-a no contexto. Perguntas que podem
facilitara análise e as respostas da comunidade que planeja:

Como compreendemos / vemos / sentimos o mundo atual?


Quais os sinais devida? E de morte? Quais são as causas?

O Marco Filosófico: corresponde ao ideal geral da escola. É a


proposta de sociedade, pessoa e educação que o grupo assume. A
comunidade escolar faz aqui um acerto em torno de um núcleo mínimo de
ideais e valores que deverão nortear sua ação educativa. Pelo debate das
questões, busca-se um consenso mínimo sobre a sociedade que sequer
construir, a pessoa que se quer formar e a educação que sequer oferecer.
Isto porque toda educação se baseia numa visão de homem e de
sociedade, concorda?

Perguntas chave para a elaboração do Marco Filosófico: Que


tipo de sociedade queremos construir?

 Que tipo de pessoa humana queremos colaborar na


formação?

 Que finalidade queremos para a Escola?

 Que papel desejamos para a escola em nossa


realidade?

O Marco Operativo é a proposta dos critérios de ação para os


diversos aspectos relevantes da escola – pedagógico, comunitário,
administrativo - considerando aquilo que queremos ser. Em sua
elaboração o grupo precisa estar atento ao que foi definido no Marco
Situacional e no Marco Filosófico para que os três se articulem entre si.

O Marco Operativo trata de três dimensões fundamentais no


trabalho escolar: Dimensão Pedagógica, Dimensão Comunitária e
Dimensão Administrativa.

Veja que perguntas chave podem facilitar o trabalho do grupo


na definição marco:
POSSÍVEIS PERGUNTAS PARA ELABORAR O MARCO OPERATIVO

Dimensão Dimensão Dimensão


Pedagógica Comunitária Administrativa
Como Como desejamos... Como desejamos...
desejamos...

-O processo de -Os relacionamentos na -A estrutura e a


escola? organização da
Planejamento?
-O professor? escola?
-O Currículo?
-O relacionamento com a -Os dirigentes (Direção e
-Os objetivos?
família?
-Os conteúdos? equipe técnica)?
-O relacionamento com a
-A metodologia de -Os serviços
comunidade?
ensino? (Secretaria, Limpeza,
-A participação e organização
-A avaliação da Mecanografia,
dos alunos?
aprendizagem? Audiovisuais, etc)?
-As atividades esportivas e
-A disciplina? -As formas de
culturais?
participação dos
-Arelação professor-
-A orientação vocacional?
trabalhadores?
aluno?
-Os relacionamentos com os
-As condições objetivas
-Nossa relação com o
meios de comunicação social?
de trabalho?
vestibular?
-etc.
-A obtenção e
-Nossas reuniões
gerenciamento dos
pedagógicas
recursos financeiros?
semanais, quinzenais,
mensais? -etc.

-O ensino em
nossarede?
-etc.

Fonte: Vasconcelos (2006)

Os questionamentos vão possibilitando as respostas e as


discussões para o grupo chegar aos consensos mínimos.
A metodologia sugerida para a construção do Marco Referencial
(nas suas três partes), assim como para todo o Projeto Político-
Pedagógico, envolve basicamente três dinâmicas: momento individual,
momento grupal e plenário.

Momento individual: cada participante responde aos


questionamentos por escrito, de modo claro, direto, simples e sintético.

Momento grupal: é a sistematização das idéias expressas


individualmente por uma ou mais comissão de redação. O grupo faz uma
primeira redação, agrupando inteligentemente as idéias individuais. É
uma tarefa técnica de construção de um texto, não de um julgamento.
Verifica-se as tendências dominantes, as contradições surgidas. O grupo
procura dar um corpo à redação de modo dissertativo.

Plenário: é o momento da comunicação do trabalho redigido em


versão preliminar pela(s) comissão(ões) de redação, para o debate
coletivo, as decisões e os encaminhamentos. Uma comissão geral de
redação encarrega-se da sistematização final, a partir dos debates e
consensos.

4. O PPPE E A ORGANIZAÇÃO CURRICULAR - DESAFIOS


DE UM NOVO MODELO

Um dos maiores desafios é transformar a escola em uma Escola


Eficaz, e mesmo nos ambientes mais pobres e difíceis, ela pode existir,
sendo necessário que se tenha:

Bons profissionais: A escola boa é aquela que atrai, mantém e


desenvolve bons profissionais.

Senso de missão: A escola eficaz define com clareza sua


proposta de ensino, e os participantes do processo sabem quais valores
são ensinados e praticados nessa escola.

Autonomia Pedagógica: Na escola eficaz os professores e


dirigentes sentem-se responsáveis e se responsabilizam pelas decisões
pedagógicas, sempre enfatizando o desempenho acadêmico do aluno.
Liderança: Ao entrar em uma escola onde o Gestor é bom,
percebe-se, no primeiro instante, que há uma diferença no ar.

Clima Escolar: A escola eficaz tem e mantém um ambiente


agradável.

Utilização do tempo: O tempo é valorizado e isto se reflete no


calendário, no ritmo das atividades, no rigoroso cumprimento do ano letivo
e das horas-aula.

Participação da comunidade: Os pais compartilham a visão e as


expectativas da escola a respeito do sucesso dos filhos.

Administração dos recursos: A escola eficaz sabe fazer com


que os recursos recebidos rendam mais e é capaz de buscar recursos
adicionais.

Agenda 21: É um plano de desenvolvimento e manejo ambiental


que identifica os problemas e os meios para enfrentá-los, propondo ações
para reduzir os impactos negativos decorrentes da nossa interação com o
meio (ARAÚJO; PEDROSANETO; SOUZA, 2009).

GLOSSÁRIO BÁSICO PARA PPPE

AÇÃO EDUCATIVA - A proposta de ação educativa de cunho


interdisciplinar na escola, tem como base um processo de interação
comunicativa, em que os professores buscam conjuntamente coordenar e
justificar ações pedagógicas, a partir da troca de conhecimentos e
enfoques, inerentes a cada disciplina, partilhando e planejando
experiências integradas.

Nesse contexto, uma ação educativa de cunho interdisciplinar se


constitui no esforço conjunto de professores de uma série do currículo
escolar no sentido de estabelecer diálogo na busca de um eixo de
articulação entre suas disciplinas, de modo a possibilitar aos alunos
experiências em que eles possam integrar os diferentes enfoques
disciplinares, enriquecendo sua compreensão da realidade concreta.
AUTONOMIA - A autonomia da escola está prevista na legislação
e no referencial teórico que afirmam que as escolas terão que construir
sua identidade para gerir o ensino. Torna-se necessário passar do
discurso à ação. Em Educação, um grande problema tem sido o fato de a
escola não ter nem os instrumentos, nem a autoridade necessários para
resolver seus problemas. Dar à comunidade escolar a autoridade e os
meios para realizar sua gestão e crescer é o começo da transformação.

BASES FILOSÓFICAS - Todo conhecimento que serve como


fundamento, ou apoio, para a compreensão de uma realidade.

COMUNIDADE ESCOLAR – A comunidade escolar é constituída


por pais, mães, diretores, alunos, professores e demais funcionários da
escola. Pode incluir ainda conselheiros tutelares, de educação, dos
direitos da criança, ONGs, universidades e outras organizações
interessada se diretamente envolvidas com os problemas da escola e com
sua melhoria.

DIAGNÓSTICO - Na etapa do diagnóstico, confronta-se área


lida de existente com o ideal traçado da escola desejada (marco
referencial). O resultado dessa comparação deve ser o mais claro
possível, de modo que aponte as necessidades fundamentais da escola.
O diagnóstico começa por traçar o retrato da realidade a partir do
levantamento das força se fraquezas da escola, dos potenciais e
dificuldades existentes. Em seguida, confronta esta realidade com a que
se deseja. Para tal, devem ser problematizados diferentes aspectos do
trabalho escolar, ou seja, identificadas as dificuldades e entendidas as
suas causas e mecanismos. Parte-se, então para delinear os desafios que
terão de ser superados para se atingir a escola desejada pela comunidade
escolar. Quanto maior a consistência entre a problematização e as ações
planejadas, melhor e mais útil ser á o diagnóstico. Se essa etapa for
conduzida pelo grupo de maneira competente, estará preparado campo
seguro para se traçar uma boa programação.

ESTRUTURA – Todo estudo baseado no pressuposto


metodológico de que qualquer ciência deve optar pela observação
rigorosa do maior número possível de fatos com vista a bem fundamentar
suas proposições e generalizações, viabilizando assim a descoberta da
estrutura. Sistema que compreende elementos ordenados e relacionados
entre si de forma dinâmica.

FUNÇÃO EDUCATIVA - Constitui, hoje, a essência do trabalho


docente: a aprendizagem é sempre mudança; no ensino há que se
considerar o conhecimento experiencial do aluno e, por último, o trabalho
docente supõe sólida identidade profissional do professor.

IDENTIDADE - Significa explicitar com clareza sua missão social, seus


princípios, valores e compromisso com resultados educacionais dos
alunos. Significa, também, organizar-se administrativa, pedagógica e
financeiramente, de forma a alcançar os material e metas com eficiência e
eficácia (racionalidade interna) e definir linhas de trabalho que sejam
aceitas e legitima das pela comunidade (racionalidade externa).

MARCO REFERENCIAL – É a visão de futuro que a comunidade


escolar define para a escola. Tem vital importância porque é esta visão
que contagia as pessoas, fornece a direção e alimenta a participação de
todos nas demais etapas do Projeto Pedagógico. Ao longo deste
processo, são construídos princípios, valores e aspirações que definem os
objetivos e a identidade da escola.

MEDIAÇÃO - Ato ou efeito de mediar; intervenção com que se


busca produzir um acordo.

OBJETIVOS - É um processo de entendimento de uma


organização, de maneira que a administração e funcionários
desempenhem as suas funções em função desses objetivos e que os
compreendam.

PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO – É o processo de


organização do trabalho coletivo da unidade escolar. Podemos identificar
três fases desse processo: a preparação do Plano Escolar, entendido
como o registro sistematizado e justificado das decisões tomadas pelos
agentes educacionais que vivenciam o dia-a-dia da escola; o
acompanhamento da execução das operações pensadas no Plano
Escolar, de forma a fazer, caso seja necessário, as alterações nas
operações de forma que essas alcancem os objetivos propostos; e a
revisão de todo o caminhar, avaliando as operações que favoreceram o
alcance dos objetivos e aquelas operações que pouca influência tiveram
sobre o mesmo, iniciando-se assim um novo planejamento.

PLANO – Diz respeito à execução de corrente, de um desejo


coletivo, ou seja, obra de todos os que militam nessa escola, mormente,
os educadores. É algo que se vai construindo aos poucos. Para a
consecução desse desejo coletivo, será preciso que a comunidade
docente assuma realmente o seu papel interagindo para alcançar as
metas que estabeleceu e pretende alcançar.

PROGRAMAÇÃO – É a proposta de ação, segundo Gandin


(1995), para satisfazer as necessidades identificadas no diagnóstico, ou
melhor, para diminuir a distância entre a realidade da escola desejada e a
realidade existente. Usualmente, esta etapa é também chamada de
implementação ou de execução.

PROJETO - O Projeto político-Pedagógico é um instrumento de


trabalho que ilumina princípios filosóficos, define políticas, harmoniza as
diretrizes da educação nacional com a realidade da escola, racionaliza e
organiza ações, dá voz aos atores educacionais, otimiza recursos
materiais e financeiros, facilita a continuidade administrativa, mobiliza
diferentes setores na busca de objetivos comum se, por ser de domínio
público, permite constante acompanhamento e avaliação.

QUALIDADEDA EDUCAÇÃO – É um fenômeno complexo,


abrangente e que envolve múltiplas dimensões, não podendo ser
apreendido apenas por um reconhecimento da variedade e das
quantidades mínimas de insumos considerados indispensáveis ao
desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, e muito menos,
pode ser apreendidos em tais insumos, ressaltando que a qualidade deve
ser mediada por fatores e dimensões extra e intra-escolares.

RECURSOS METODOLÓGICOS – São encaminhamentos que


podem favorecer a construção de linhas de ações e planejamento
didático, oferecendo orientações, sem, entretanto, estabelecer regras fixas
a serem seguidas.

SISTEMATIZAÇÃO – É construir a memória de uma experiência


de desenvolvimento local, divulgar saberes relacionados a práticas (lições
e ensinamentos), estimular o intercâmbio e a confrontação de idéias, bem
como contribuir a reconstituir visões integradas dos processos de
intervenção social.

UTOPIA – Algo irrealizável, inatingível, que representa uma


situação ou lugar ideais onde as instituições são extremamente
aperfeiçoadas.

VALORES – Diremos que o valor é uma maneira de ser ou de agir


que uma pessoa ou uma coletividade reconhecem como ideal e faz com
que os seres ou as condutas aos quais é atribuído sejam desejáveis ou
estimáveis.

VISÃO DE MUNDO – Visão de mundo é a forma como


entendemos a sociedade em que vivemos. São as crenças que orientam
nossa ação. É constituída pela leitura que fazemos do mundo onde
vivemos, pelas formas como organizamos nossa ação no mundo em que
vivemos e pelos ideais que temos em relação ao como o mundo deveria
ser. Tem, portanto, elementos de juízo e de vontade, ambas nas mais
diferentes graduações e profundidades.
REFERÊNCIAS CONSULTADAS E UTILIZADAS

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CARNEIRO, Rúbia Marluza etal. Curso de Formação Continuada de Equipes


Gestoras de Unidades Escolares – Módulo 3: A Construção do Projeto Político
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