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Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

1 Sobre o tema _________________________________________

O cálculo de pilares de concreto armado é, sem sombra de dúvidas, um dos temas _________________________________________
mais interessantes e instigantes de toda Engenharia de Estruturas. Trata­se de um
assunto que está sempre em voga, é cercado por muitas discussões e, naturalmente, _________________________________________
por algumas divergências e controvérsias.
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Com a entrada em vigor da NBR 6118:2003, inúmeras dúvidas a respeito do cálculo de
pilares surgiram no meio técnico profissional, visto que diversas novidades foram _________________________________________
introduzidas nessa recente norma de concreto.
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Apenas para citar um exemplo, se antes na extinta NBR 6118:1978 tínhamos apenas
um método para analisar os efeitos locais de 2ª ordem, hoje, na atual NBR 6118:2003, _________________________________________
temos quatro formulações distintas disponíveis, levando­nos a questionar:

· Qual método deve ser adotado no projeto de um edifício usual?


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· Como obter a rigidez de um diagrama N, M, 1/r? _________________________________________


· Qual método tornará a estrutura mais segura?
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· Em quais casos deve­se utilizar o método geral?

Além disso, na prática, como qualquer outra área tecnológica, todas essas inovações
_________________________________________
ficaram atreladas aos computadores que, ao mesmo tempo em que permitiram que
processamentos até então inviáveis fossem realizados de forma produtiva, passaram a _________________________________________
usar novos conceitos ainda não muito bem disseminados no meio técnico de forma
efetiva e corriqueira. O termo “momento­curvatura”, por exemplo, não era tão _________________________________________
comum há alguns anos atrás como é hoje em dia nos softwares atuais.
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Diante desse panorama que acaba de ser descrito, cabe então ao Engenheiro de
Estruturas a difícil tarefa de se manter sempre atualizado, já que o assunto em questão, _________________________________________
o cálculo de pilares de concreto armado, pode ser decisivo na tomada de decisões
durante a elaboração ou verificação de um projeto estrutural. _________________________________________

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Eng. Alio Ernesto Kimura  1 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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2 Apresentação do curso
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O cálculo de pilares como um todo é um tema amplo, que abrange uma teoria
relativamente complexa e que envolve vários assuntos, tais como: análise não­linear, _________________________________________
estabilidade global, dimensionamento de seções de concreto armado, técnicas de
detalhamento de armaduras, etc. Existem inúmeras publicações (livros, teses, artigos)
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que cobrem cada um desses tópicos de forma rica e detalhada.

Diante dessa diversidade de temas, portanto, é importante deixar bem claro qual o _________________________________________
real intuito desse curso: o seu foco principal será o cálculo de esforços em pilares, mais
especificamente no que se refere à análise das imperfeições geométricas locais e dos _________________________________________
efeitos de 2ª ordem.
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Serão abordados desde conceitos básicos até avançados. Pretende­se proporcionar
uma visão prática e objetiva dos problemas estudados, sem se aprofundar _________________________________________
demasiadamente em deduções matemáticas. Procurar­se­á transmitir os conceitos de
forma “concreta”, de tal forma que possam ser aplicados diretamente no dia­a­dia. _________________________________________
Diversos exemplos serão resolvidos manualmente, passo­a­passo. Em alguns deles, será _________________________________________
necessário fazer o uso de sistemas computacionais destinados à elaboração de
projetos de estruturas de concreto, de tal forma a aprimorar e agilizar o aprendizado.
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Veja, a seguir, alguns pontos que serão abordados durante o curso:
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· Revisão de conceitos importantes utilizados no cálculo de pilares, tais como a
não­linearidade física, a não­linearidade geométrica, a relação momento­curvatura, _________________________________________
o coeficiente gf3, entre outros.
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· Classificação e metodologias usuais para obtenção dos esforços atuantes num
pilar de um edifício de concreto armado.
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· Apresentação dos métodos existentes para análise das imperfeições
geométricas locais, principalmente no que se refere à aplicação do momento mínimo _________________________________________
de primeira ordem (M1d,mín).
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· Estudo detalhado do diagrama N, M, 1/r proposto pela NBR 6118:2003, que _________________________________________
serve como base para os processos mais refinados de cálculo dos efeitos locais de 2ª
ordem. _________________________________________

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· Estudo dos processos disponíveis para análise _________________________________________


dos efeitos locais de 2ª ordem: pilar­padrão com 1/r
aproximada, pilar­padrão com rigidez k aproximada,
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pilar­padrão acoplado a diagramas N, M, 1/r e método
geral.
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· Análise à flexão composta oblíqua por meio da linearização que permite _________________________________________
desacoplamento das duas direções, bem como pela curva real oblíqua.

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· Análise dos efeitos localizados de 2ª _________________________________________


ordem em pilar­parede pelo método
aproximado presente na NBR 6118:2003 e por _________________________________________
uma modelagem com malha.
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· Visão geral de aspectos gerenciais relevantes no projeto de pilares de edifícios _________________________________________


de concreto armado.
· Apresentação de tendências no cálculo de pilares de concreto armado. _________________________________________

De forma alguma, esse curso se propõe a colocar um ponto final no que se refere ao _________________________________________
cálculo de pilares, mesmo porque existem diversas questões ainda em aberto, sem
resposta definitiva. O que se objetiva, sim, é esclarecer as dúvidas atuais mais comuns _________________________________________
presentes no meio técnico profissional.
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3 Introdução
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3.1 Importância dos pilares
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P orque um edifício  cai?
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Trata­se de uma questão extremamente complicada de se responder, pois existem
inúmeras causas que podem levar um prédio à ruína. Cada caso é um caso, e é _________________________________________
impossível generalizar a resposta.
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No entanto, todo Engenheiro de Estruturas precisa pensar sobre esse assunto, tirar suas
próprias conclusões, e principalmente, cercar­se de atitudes que evitem tal desastre.
Afinal de contas, todo projeto deve conduzir a uma estrutura segura.
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Obviamente, qualquer peça numa estrutura tem a sua devida importância e precisa _________________________________________
ser dimensionada corretamente para atender às funções a que se destina. Existem,
porém, certos tipos de elementos que necessitam ter um cuidado redobrado, pois _________________________________________
podem ocasionar conseqüências mais graves, como o colapso total da edificação.
Dentre eles, estão os pilares. _________________________________________
Um erro g rosseiro no cálculo dos pila res po de derruba r u m edifício!
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A afirmação anterior é um tanto quanto “pesada”. Encare­a não como uma ameaça, _________________________________________
mas sim, como uma forma de lembrá­lo de que os pilares são vitais na segurança
estrutural de um edifício. E que, por esta razão, precisam ser calculados, _________________________________________
dimensionados e detalhados com muito rigor e atenção.
_________________________________________
3.2 Funções de um pilar
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Basicamente, os pilares têm as seguintes funções no comportamento estrutural de um
edifício: _________________________________________
· Resistir às cargas verticais presentes na estrutura e transmiti­las aos elementos
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de fundação.
· Resistir às cargas horizontais atuantes na estrutura, auxiliando de forma _________________________________________
significativa na manutenção da estabilidade global do edifício.
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Tax a de co mpressão _________________________________________


Os pilares, principalmente nos lances junto à base de edifícios altos, estarão
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constantemente submetidos a uma elevada força normal de compressão.

Esta força, principalmente em pilares mais esbeltos, tende a desestabilizar os mesmos, _________________________________________
podendo ocasionar uma situação de desequilíbrio indesejável.
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Com a tendência natural de se buscar espaços maiores nas edificações com o intuito _________________________________________
de otimizar o aproveitamento da construção, tanto o número bem como as
dimensões dos pilares vêm sendo gradativamente reduzidas, aumentando ainda mais _________________________________________
a responsabilidade dos mesmos.
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Os pilares, cada vez mais, são obrigados a suportar elevadas taxas de compressão.
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3.3 Particularidades _________________________________________

O que é um  pilar? _________________________________________

Definir o que é um pilar??? O que é isso??? Todo Engenheiro de Estruturas sabe muito _________________________________________
bem o que é um pilar!
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Correto, porém é importante não subestimar essa pergunta, pois existem muitos casos
no qual um elemento é tratado e calculado como um simples pilar indevidamente. _________________________________________
Veja, a seguir, três situações bastante freqüentes no projeto de edifícios de concreto
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armado.

P ilar­parede não é pilar! _________________________________________

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Pilar­parede é um elemento de superfície. E, portanto, não pode ser tratado como um _________________________________________
pilar comum (elemento linear). Existem considerações especiais que devem ser
levadas em conta em seu dimensionamento. _________________________________________

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Tiran te não  é pilar! _________________________________________

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Apesar de possuir uma geometria semelhante, dimensionar um tirante não é a mesma _________________________________________
coisa que dimensionar um pilar.
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P ilar­in clin ado não é pilar!
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Dependendo do ângulo de inclinação do elemento estrutural, ele não pode ser
tratado como um simples pilar, pois aparecerão esforços de flexão e cisalhamento
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consideráveis, e a força normal de compressão pode deixar de ser preponderante.

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Atenção nessas situações _________________________________________

As situações descritas anteriormente (pilar­parede, tirante, pilar­inclinado) são muito _________________________________________


comuns em edifícios de concreto armado. É importante estar atento para o que pode
ser considerado como um simples pilar ou não.
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Dependo do caso, fazer o cálculo como um pilar comum nestas condições é uma
ótima referência para uma aproximação inicial. Já, em outros, erros graves podem
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estar sendo cometidos de forma totalmente despercebida, tornando a estrutura
insegura. _________________________________________

3.4 Cálculo de um pilar _________________________________________

Abstração  da vida real _________________________________________

Quando calculamos uma estrutura ou parte dela, seja de forma manual ou por meio _________________________________________
de um computador, estamos adotando explicitamente um protótipo cujo objetivo é
simular o comportamento da mesma na vida real. Essa é uma condição primária que _________________________________________
em hipótese alguma pode ser tratada de forma implícita.
_________________________________________
Por mais sofisticado que seja o modelo adotado, nem sempre, ou melhor dizendo,
jamais conseguiremos obter respostas durante o cálculo que traduzam a realidade de _________________________________________
forma 100% exata. Sempre existirão limitações decorrentes das aproximações
consideradas. _________________________________________
Essas afirmações podem nos auxiliar a dar uma resposta a uma questão normalmente
levantada no meio técnico:
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Eu sem pre fiz desse jeito e nu nca deu problema. P or qu e ten ho qu e m udar? _________________________________________

A margem de segurança de um edifício de concreto armado é algo muito difícil de _________________________________________


ser mensurada, principalmente se tratada de forma geral. Se mesmo em ensaios
laboratoriais controlados nos mínimos detalhes, muitas vezes é difícil reproduzir _________________________________________
respostas uniformes, imagine em estruturas reais!
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Durante a elaboração de um projeto estrutural, trabalhamos com inúmeras hipóteses, _________________________________________


aproximações e, principalmente, valores que, na prática, podem se tornar
discrepantes. _________________________________________
Quando calculamos um pilar, por exemplo, procuramos estabelecer diversos critérios _________________________________________
de segurança, mas que podem variar para mais (mais segurança) ou menos (menos
segurança) na vida real. Dificilmente descobriremos a real exatidão dos cálculos
efetuados. O ELU (Estado Limite Último) é algo utópico, mas estritamente necessário.
_________________________________________

A busca por metodologias que procuram retratar a realidade de forma mais precisa é _________________________________________
algo extremamente bem­vinda, salutar e que enriquece a profissão. Sem de forma
alguma menosprezar os processos aproximados, que têm sim sua devida relevância no _________________________________________
nosso dia­a­dia, é importante caminhar no sentido de aprimorar o cálculo e entender
melhor os fenômenos físicos, mesmo porque somente dessa forma é que saberemos o _________________________________________
“quão aproximado” são os métodos simplificados.
_________________________________________
Portanto, a questão colocada anteriormente, “Eu sempre fiz desse jeito, e nunca deu
problema. Por que tenho que mudar?”, pode ser encarada de uma outra forma: _________________________________________
Será que os processos que tenho utilizado estão sempre a favor da segurança? Será
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que o que estou fazendo pode apresentar problema algum dia?

Na essência, essa é uma das razões que coloca a Engenharia de Estruturas num _________________________________________
patamar diferenciado, que envolve responsabilidade, discernimento e coerência.
Trabalha­se com limites opostos, a segurança e a economia, que, perante toda a _________________________________________
sociedade, devem que ser atendidos na sua plenitude.
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Aprox imações no  cálcu lo de um pilar
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Apesar de um tanto filosófico, as considerações colocadas anteriormente são
importantes, pois nos servem para chamar a atenção para a seguinte questão: quais _________________________________________
aproximações são adotadas no cálculo de um pilar? Como um pilar, na vida real, é
calculado durante o projeto estrutural? _________________________________________

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Antes de adentrar a fundo no cálculo de efeitos de 2ª ordem, imperfeições _________________________________________


geométricas, fluência, diagramas momento­curvatura, M1d,mín, método geral, etc..., é
extremamente importante ter em mente exatamente como estamos calculando um _________________________________________
pilar, e quais simplificações estão sendo tomadas. Isso é imprescindível para se ter
controle global de um projeto estrutural. _________________________________________
Vejamos, a seguir, um resumo de como um pilar é comumente calculado hoje em dia.
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Seja uma estrutura real, como a apresentada na figura ao
lado, cujos pilares precisam ser dimensionados e
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detalhados pelo Engenheiro de Estruturas.

Nota: a foto ao lado é de uma construção localizada na _________________________________________


cidade de Porto Alegre (RS), e é capa do capítulo
“Slender Columns” do livro “Reinforced Concrete – _________________________________________
Mechanics and Design” de James G. MacGregor e James
K. Wight. _________________________________________

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A estrutura como um todo é
calculada no computador por
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meio de uma modelagem
numérica (pórtico espacial,
grelhas, elementos finitos, ...), que _________________________________________
contém diversas aproximações.
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A rigidez à flexão EI da seção transversal dos pilares é minorada para análise no Estado _________________________________________
Limite Último (ELU) a fim de considerar a não­linearidade física de forma aproximada
(0,7.EI c ou 0,8.EI c). A rigidez axial dos mesmos é majorada a fim de compensar os _________________________________________
efeitos decorrentes da construção. De onde vêm esses coeficientes?
_________________________________________
Nessa etapa, um lance de pilar está “imerso” no meio da estrutura. Suas vinculações
no topo e na base são relativamente bem simuladas por meio das ligações com os
elementos de vigas e lajes. _________________________________________

Durante esse cálculo global, os efeitos globais de 2ª ordem são então avaliados (0,95.gz _________________________________________
ou P­D), bem como as imperfeições geométricas globais (desaprumo do edifício como
um todo). _________________________________________

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Uma vez efetuado o cálculo
global, cada lance de pilar é _________________________________________
extraído desse modelo e passa
a ser analisado de forma _________________________________________
isolada.
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Nesse modelo local, as vinculações no topo e na base passam a ser tratadas de forma _________________________________________
bastante simplificada (apoios simples), de tal forma a manter o equilíbrio de esforços
com o modelo global. _________________________________________
A não­linearidade física, por sua vez, é considerada de forma mais refinada que no
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modelo global (1/r aproximada, rigidez aproximada, rigidez acoplada a diagrama N,
M, 1/r).
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Os efeitos locais de 2ª ordem são então avaliados por processo aproximado (pilar­
padrão ou pilar­padrão melhorado) ou processos iterativos mais refinados (“P­d”) _________________________________________

Nessa etapa, são também calculados os esforços devido às imperfeições geométricas _________________________________________
locais (falta de retilineidade ou desaprumo no lance) e a fluência (deformação lenta).
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Concluindo _________________________________________

É importante notar que há uma série de simplificações consideradas durante todo o _________________________________________
processo de cálculo dos pilares de uma estrutura, sem contar as aproximações
posteriores inerentes às etapas de dimensionamento e detalhamento.
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As seguintes questões ficam em aberto:
_________________________________________
· Por que não tratar todo problema por meio de um modelo único, sem a
separação global do local? _________________________________________
· Por que não considerar a rigidez dos elementos de forma uniforme? _________________________________________
· As imperfeições geométricas que podem ou não aparecer durante a
construção da estrutura não poderiam ser consideradas de outra forma? _________________________________________
· E a fluência? Será que as formulações atuais são condizentes com a realidade?
_________________________________________
Essas questões deixam evidente o quanto temos ainda que evoluir, ao mesmo tempo
em que servem para nos lembrar: o cálculo atual de pilares é repleto de _________________________________________
simplificações! E, portanto, todo cuidado na hora de dimensioná­los é necessário.
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4 Revisão
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A seguir, será realizada uma revisão sucinta de alguns conceitos fundamentais que são
aplicados no cálculo de um pilar. _________________________________________

4.1 Análise não­linear _________________________________________

Praticamente, todo o cálculo de esforços de 2ª ordem em pilares de concreto armado _________________________________________


é baseado em análise não­linear, seja ela aproximada ou refinada.
_________________________________________
É muito importante, portanto, que se identifique claramente como as não­linearidades
(física e geométrica) estão sendo consideradas em cada caso, pois muitas vezes elas
_________________________________________
são adotadas de forma implícita e podem “passar” de forma despercebida.

De forma bastante simplificada, pode­se dizer que uma análise não­linear é um _________________________________________
cálculo na qual a resposta da estrutura, seja em deslocamentos, esforços ou tensões,
possui um comportamento não­linear, isto é, desproporcional à medida que um _________________________________________
carregamento é aplicado.
_________________________________________
Exemplo
_________________________________________
Seja uma estrutura qualquer submetida a um carregamento “P”, cujo deslocamento
resultante num determinado ponto é igual a “d”. _________________________________________

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Agora, imagine se adicionássemos nesta estrutura mais uma mesma carga “P”, de tal _________________________________________
maneira que o carregamento total ficasse igual a “2.P”. Qual será o deslocamento
resultante? _________________________________________

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_________________________________________
Se for efetuada uma análise puramente linear, certamente o deslocamento resultante
será proporcional ao acréscimo de carga, isto é, igual “2.d”. A resposta da estrutura _________________________________________
em termos de deslocamentos terá um comportamento linear à medida que o
carregamento é aplicado. _________________________________________

Por sua vez, se for efetuada uma análise não­linear, o deslocamento resultante não _________________________________________
será proporcional ao acréscimo de carga, isto é, será um valor diferente de “2.d”. E
mais, provavelmente maior que “2.d”. A resposta da estrutura em termos de _________________________________________
deslocamentos terá um comportamento não­linear à medida que o carregamento é
aplicado. _________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

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Basicamente, existem dois fatores principais que geram o comportamento não­linear _________________________________________
de uma estrutura:
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_________________________________________

_________________________________________
· Alteração das propriedades dos
materiais que compõem a estrutura, _________________________________________
designada “não­linearidade física” (NLF).
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
· Alteração da
_________________________________________
geometria da estrutura,
designada “não­
linearidade geométrica” _________________________________________
(NLG).
_________________________________________

_________________________________________

4.1.1  Não­linearidade física _________________________________________

A não­linearidade física na análise de estruturas de concreto armado que, diga­se de _________________________________________


passagem, é um material essencialmente não­linear, pode ser tratada de diferentes
formas, desde processos aproximados até metodologias mais complexas. _________________________________________

_________________________________________

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Não­lin earidade física de fo rma apro ximada


_________________________________________
Uma maneira aproximada para considerar a não­linearidade física em uma estrutura,
isto é, considerar a variação do comportamento do material à medida que o _________________________________________
carregamento é aplicado, é alterar diretamente o valor da rigidez dos elementos que
a compõe. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

É o que fazemos, por exemplo, no cálculo do pórtico espacial no Estado Limite Último _________________________________________
(ELU) quando adotamos 0,8.EI c nos pilares e 0,4.EI c nas vigas.
_________________________________________
Outro exemplo: redução de rigidez nas bordas de laje de tal forma a simular uma
possível fissuração do concreto nessas regiões. Em elementos predominantes fletidos _________________________________________
como vigas e lajes, a fissuração é preponderante no comportamento não­linear da
estrutura.
_________________________________________
Não­lin earidade física de fo rma refinada
_________________________________________
Uma maneira mais refinada de tratar a não­linearidade física em uma estrutura é por
meio do uso de relações momento­curvatura. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Curvatura é a variação do ângulo de
rotação ao longo de um trecho (dq/ds) e, _________________________________________
portanto não é expresso em graus ou
radianos. _________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________
A maneira mais comum e também correta
de definir curvatura é sendo o inverso do _________________________________________
raio de curvatura (1/r).
_________________________________________

_________________________________________

Em uma seção de concreto armado, a curvatura pode ser expressa de forma _________________________________________
aproximada da seguinte forma:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Ou seja, com as deformações no concreto e no aço, ec e es, e a altura útil d, é possível
calcular a curvatura em uma seção de concreto armado. _________________________________________

Também de forma aproximada, é possível relacionar a curvatura de uma seção com _________________________________________
o momento fletor atuante na mesma através da seguinte fórmula:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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A relação momento­curvatura (M x 1/r) é análoga à expressão que relaciona a tensão _________________________________________


com a deformação (s x e), porém tem uma grande vantagem: permite que a não­
linearidade física seja acoplada aos cálculos de uma forma mais fácil e direta. _________________________________________
Diagrama m omento­cu rvatura
_________________________________________

_________________________________________
Quando a relação momento­curvatura _________________________________________
de uma seção é definida para
diferentes níveis de solicitação, obtém­
_________________________________________
se então o diagrama “M x 1/r”.

_________________________________________

_________________________________________
Veja, a seguir, o exemplo de um diagrama M x 1/r usualmente utilizado no cálculo de
flechas em pavimentos de concreto armado (ELS).
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

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Perceba que a curva momento­curvatura não é linear (uma única reta) e, portanto a _________________________________________
rigidez EI é variável. O diagrama procura “traduzir” de forma fiel o comportamento
esperado de um elemento de concreto armado, levando em consideração a _________________________________________
presença de fissuras (Mr ) e os diagramas não­lineares nos materiais (fc x ec e fy x ey).
_________________________________________
Relação norm al­mom ento­curvatu ra (N, M, 1 / r)

Com a presença concomitante de uma força normal na seção, a relação momento­


_________________________________________
curvatura continua válida, porém, é claro, dependente diretamente do valor da força
normal. Nesse caso, a relação passa ser denominada N, M, 1/r. _________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Diagrama N , M , 1 / r

Com a presença da força normal, o diagrama “M x 1/r” passa a ser chamado de _________________________________________
normal­momento­curvatura ou “N, M, 1/r”.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

O conceito é exatamente o mesmo: dada uma força normal atuante, a curvatura na _________________________________________
seção se altera de acordo com o momento fletor solicitante. Esta variação é
determinada por uma rigidez EI. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  22
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A compreensão do diagrama “N, M, 1/r” é extremamente importante no cálculo de


pilares. Lembre­se que os mesmos estão submetidos à atuação conjunta de momentos _________________________________________
fletores e da força normal de compressão.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Veja, a seguir, o exemplo de um diagrama “N, M, 1/r” para uma seção retangular (30
cm X 60 cm) e com uma determinada configuração de armadura adotada. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Para uma dada força
normal (N = 150 tf), note que _________________________________________
a variação da curvatura
(1/rx) à medida que o _________________________________________
momento fletor (Mx)
aumenta não é linear.
_________________________________________
Na construção desse
diagrama não é levada em _________________________________________
conta à resistência à tração
do concreto (ELU). _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  23
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

O diagrama N, M, 1/r varia em função das seguintes características:


_________________________________________
· Geometria da seção
_________________________________________
· Materiais (concreto e aço)
· Configuração de armaduras _________________________________________
· Força normal atuante
_________________________________________
Diagramas N , M , 1/ r n a prática
_________________________________________
A montagem de diagramas N, M, 1/r para seções de concreto armado, na prática,
torna­se viável somente com o uso de computadores. De forma manual, os cálculos _________________________________________
demandam muito tempo, e tornam impraticáveis diante da produtividade exigida
durante a elaboração de um projeto estrutural. _________________________________________

Hoje, por meio de algoritmos numéricos confiáveis e eficientes, um diagrama N, M, 1/r _________________________________________
pode ser calculado para uma seção de concreto armado genérica em centésimos
de segundos. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Cabe ao Engenheiro Estrutural saber _________________________________________


interpretar o diagrama gerado por
um sistema computacional. E neste _________________________________________
caso, compreender bem conceitos
como rigidez, relação momento­ _________________________________________
curvatura são imprescindíveis.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  24
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Exercício _________________________________________

Com o intuito de fixar os principais conceitos relativos ao diagrama N, M, 1/r, vamos _________________________________________
iniciar uma rápida simulação em uma seção de concreto armado.
_________________________________________
Nesse caso, como exposto anteriormente, torna­se necessário o uso do computador
para efetuar os cálculos.
_________________________________________
Dados iniciais:
_________________________________________
· Seção 30 cm x 60 cm, conforme figura abaixo
_________________________________________
· Armadura composta de 16 f 20 mm
· Concreto C30, gc = 1,4 _________________________________________
· Aço CA50, gs = 1,15
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Considerando a resistência do concreto no ELU igual a 0,85.fcd, e aplicando uma força
normal de compressão com valor de cálculo igual a NSd = 100 tf, obtém­se o seguinte _________________________________________
diagrama N, M, 1/r em torno da direção menos rígida da seção (direção x).
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  25 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Comentários:
_________________________________________
· A curva é idêntica nos dois sentidos, positivo e negativo, pois a seção é
inteiramente simétrica na direção x. _________________________________________
· O momento resistente último de cálculo (MRd) é igual a 30,4 tf.m.
_________________________________________
· A curvatura na ocasião da atuação do MRd é igual a 2,72x10­2 m­1.
· A rigidez EI sec definida por uma reta secante para M = MRd é igual a 1117,5 tf.m2. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  26
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Para a mesma força normal de compressão NSd = 100 tf, obtém­se o seguinte _________________________________________
diagrama N, M, 1/r em torno da direção mais rígida da seção (direção y).
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Comentários: _________________________________________

· A curva é idêntica nos dois sentidos, como esperado. _________________________________________


· O momento resistente último de cálculo (MRd) é igual a 59,5 tf.m.
_________________________________________
· A curvatura na ocasião da atuação do MRd é igual a 1,41x10­2 m­1.
· A rigidez EI sec definida por uma reta secante para M = MRd é igual a 4235,2 tf.m2. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  27
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Retornando a análise em torno da direção menos rígida (direção x). Vamos alterar a _________________________________________
força normal de compressão para NSd = 200 tf. Obtém­se então o seguinte diagrama
N, M, 1/r. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Comentários:
_________________________________________
· O momento resistente último de cálculo (MRd) é igual a 28,7 tf.m (para NSd = 100
tf, MRd = 30,4 tf.m). _________________________________________
· A rigidez EI sec definida pela reta secante é igual a 1435,6 tf.m2 (para NSd = 100 tf,
EI sec = 1117,5 tf.m2). _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  28
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Aumentando a força normal de compressão para NSd = 300 tf, obtém­se então o _________________________________________
seguinte diagrama N, M, 1/r.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Comentários: _________________________________________

· O momento resistente último de cálculo (MRd) é igual a 22,6 tf.m (para NSd = 100 _________________________________________
tf, MRd = 30,4 tf.m e para NSd = 200 tf, MRd = 28,7 tf.m).
· A rigidez EI sec definida pela reta secante é igual a 1440,1 tf.m2 (para NSd = 100 tf, _________________________________________
EI sec = 1117,5 tf.m2 e para NSd = 200 tf, EI sec = 1435,6 tf.m2).
_________________________________________
· Tanto em termos de resistência como em termos de rigidez, a variação à
medida que a força normal aumenta não é linear.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  29
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Mantendo a força normal de compressão para NSd = 300 tf, e agora alterando a _________________________________________
armadura para 16 f 12,5 mm, obtém­se então o seguinte diagrama N, M, 1/r.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Comentários: _________________________________________

· O momento resistente último de cálculo (MRd) é igual a 11,4 tf.m (para 16 f 20 _________________________________________
mm, MRd = 22,6 tf.m).
· A rigidez EI sec definida pela reta secante é igual a 911,1 tf.m2 (para 16 f 20 mm, _________________________________________
EI sec = 1440,1 tf.m2).
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  30
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Mantendo as mesmas informações, também é possível obter uma rigidez secante para
um determinado nível de solicitação inferior ao MRd. Por exemplo, Md = 7,4 tf.m. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Finalmente, vamos eliminar a simetria das _________________________________________


armaduras retirando três barras do canto
esquerdo inferior, conforme mostra a figura ao _________________________________________
lado.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  31
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Comentários: _________________________________________
· O diagrama não apresenta simetria nos dois sentidos.
_________________________________________
· Para um momento fletor Md = 0,0 tf.m, há o aparecimento de uma curvatura
diferente de zero, ocasionado exclusivamente pela presença da força normal de _________________________________________
compressão para NSd = 300 tf.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  32
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

4.1.2  Não­linearidade geométrica _________________________________________

Assim como a não­linearidade física, a não­linearidade geométrica também gera _________________________________________


uma resposta não­linear de uma estrutura. Porém, esse comportamento não ocorre
mais devido a alterações no material, mas sim devido a mudanças na geometria dos _________________________________________
elementos estruturais à medida que um carregamento é aplicado.
_________________________________________
O surgimento dos efeitos de 2ª ordem, gerados a partir do equilíbrio na configuração
deformada, ocasiona uma resposta não­linear de uma estrutura, chamada de não­
linearidade geométrica. _________________________________________

Não­lin earidade geom étrica aprox imada _________________________________________

Assim como a não­linearidade física, a não­linearidade geométrica pode ser resolvida _________________________________________
de forma aproximada. Nesse caso, a forma final da posição de equilíbrio é pré­
determinada, permitindo a solução matemática do problema. _________________________________________

É o que fazemos, por exemplo, ao utilizar a fórmula do coeficiente gz, cuja formulação _________________________________________
é resultante de uma estimativa da variação da forma da estrutura à medida que as
cargas são aplicadas à mesma.
_________________________________________
Outro exemplo: o método do pilar­padrão aplicado no cálculo dos efeitos locais de 2ª
ordem em pilares. Nesse caso, admite­se que a forma final da posição de equilíbrio do _________________________________________
elemento em questão é uma curva senoidal.
_________________________________________
Não­lin earidade geom étrica de forma refin ada
_________________________________________
Existem diversos processos numéricos, comumente denominados P­D, que tratam a
não­linearidade geométrica de forma refinada. Basicamente, são cálculos iterativos _________________________________________
em que se busca a posição final de equilíbrio da estrutura ou parte dela.
_________________________________________
Por ser um processo iterativo, é necessária a definição de tolerâncias para obtenção
da convergência do método. Existem formulações baseadas na introdução de _________________________________________
“deltas” de esforços entre cada iteração, bem como outras, mais sofisticadas, que
corrigem a matriz de rigidez dos elementos de tal forma a simular a variação da
_________________________________________
geometria da estrutura à medida que o carregamento é aplicado sobre a mesma.

Eng. Alio Ernesto Kimura  33 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

4.1.3  Coeficiente gf3


_________________________________________
O coeficiente ponderador das ações gf, usualmente igual a 1,4, é resultante da
multiplicação de 3 fatores apresentados a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

O primeiro fator gf1 procura prever a variabilidade do valor da ação, ou seja, considera _________________________________________
que a carga efetivamente aplicada à estrutura real não é 100% exata, podendo ser
maior ou menor que o valor especificado em projeto. _________________________________________
O segundo gf2 procura prever a simultaneidade das ações, isto é, a probabilidade de
_________________________________________
ocorrência simultânea de ações distintas. São os famosos coeficientes y.

Já o terceiro fator gf3 leva em conta as aproximações feitas em projeto. Vale lembrar _________________________________________
que todo projeto estrutural, por mais que seja elaborado de forma refinada, é apenas
uma simulação simplificada de um edifício real. _________________________________________

NBR 6118:2003 _________________________________________

No item 15.3.1 da NBR 6118:2003, tem­se:  _________________________________________

“ Pode ser considerada também a formulação de segurança em que se calculam os efeitos de 2ª  _________________________________________
ordem das cargas majoradas de gf/gf3, que posteriormente são majorados de gf3, com gf3  =  1,1, 
...”   _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  34 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Pelo menos à primeira vista, essa afirmação presente na norma é um pouco confusa. _________________________________________
O que se objetiva com essa consideração é suprir da análise dos esforços de 2ª ordem,
que possui uma resposta não­linear, o fator do coeficiente de segurança que trata das _________________________________________
aproximações de projeto (gf3), de tal forma que os efeitos de segunda ordem
calculados com valores de cálculo fiquem ligeiramente menores, não podendo _________________________________________
esquecer, obviamente, de complementá­los com gf3 para obtenção do resultado final.

Exemplo
_________________________________________

A consideração do coeficiente gf3 = 1,1 tem influência direta na análise de uma _________________________________________
estrutura com comportamento não­linear. Veja, a seguir, um exemplo bastante simples
que procura mostrar a influência do coeficiente gf3 em um cálculo. _________________________________________

Seja uma estrutura hipotética que possui um comportamento tipicamente não­linear, _________________________________________
conforme mostra a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A resposta da estrutura (S) em função da
ação (F) está representada pela curva em
_________________________________________
azul.
_________________________________________

_________________________________________

Imagine que o valor da ação característica a ser aplicada sobre a estrutura é Fk = 10, _________________________________________
resultando numa resposta S k = 45.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  35
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________
Utilizando gf = 1,4 de tal forma a considerar o
valor de cálculo, teremos: _________________________________________

Fd = 10 x 1,4 = 14 à Sd = 85 _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Utilizando a formulação de segurança com
gf3 = 1,1, teremos: _________________________________________

Fd = 10 x 1,4/1,1 = 12,7 à Sd = 72 _________________________________________


Sd,tot = 72 x 1,1 = 79,2 < 85 _________________________________________

_________________________________________

Como se pôde observar, a análise com a formulação de segurança com gf3 = 1,1 _________________________________________
resulta em valores finais menores quando comparados com a aplicação direta de gf =
1,4 em estruturas com comportamento não­linear. _________________________________________

Dessa forma, o cálculo de uma estrutura em que se considera a não­linearidade _________________________________________


geométrica (gz ou P­D) ou física (N, M, 1/r) é influenciado diretamente pelo gf3 = 1,1.
_________________________________________
Vale lembrar que a adoção de gf3 = 1,1 é opcional, podendo ser adotado também gf3
= 1,0.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  36
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Exercício _________________________________________

Nesse exercício, vamos analisar uma estrutura muito simples considerando a não­ _________________________________________
linearidade geométrica, ora com gf3 = 1,0 e ora com gf3 = 1,1.
_________________________________________
Seja uma barra vertical engastada na
base com comprimento igual a 5 m,
_________________________________________
com seção transversal 30 cm x 30 cm,
módulo de elasticidade igual a 28.000 _________________________________________
MPa, submetida a uma força horizontal
constante (Fh = 10 tf) e a uma força _________________________________________
vertical variável (Fv = 0 tf a 100 tf) em seu
topo, conforme mostra a figura ao lado. _________________________________________

OBS.: valores da força são de cálculo. _________________________________________

_________________________________________
Por meio do cálculo linear tradicional em primeira ordem, isto é, na configuração
geométrica inicial indeformada, obtém­se as seguintes reações e esforços (força
_________________________________________
normal, força cortante e momento fletor).
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  37 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Note que o momento fletor final na base da barra (50,0 tf.m) não varia à medida que _________________________________________
a força vertical é incrementada.
_________________________________________
Agora, vamos fazer a análise considerando a não­linearidade geométrica por meio de
um processo P­D, efetuado no computador, considerando gf3 = 1,0. Veja, a seguir, a
_________________________________________
variação do momento fletor na base à medida que a carga vertical é alterada.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que o esforço varia de 50,0 tf.m até 97,0 tf.m. _________________________________________

Finalmente, vamos fazer a análise com NLG e considerando gf3 = 1,1. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  38
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Também houve uma variação de momentos fletores, de 50,0 tf.m até 88,7 tf.m, porém _________________________________________
os valores dos esforços finais ficaram menores devido à consideração de gf3 = 1,1.
_________________________________________
Em ambos os casos com NLG, o aumento de esforços à medida que a carga vertical é
incrementada é decorrente do surgimento de efeitos de 2ª ordem, que tornam o _________________________________________
comportamento da estrutura nitidamente não­linear, conforme mostra o gráfico a
seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  39
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
5 Diagrama N, M, 1/r no cálculo de pilares
_________________________________________
5.1 NBR 6118:2003
_________________________________________
Vamos estudar com maiores detalhes o diagrama N, M, 1/r proposto na NBR 6118:2003,
que serve como base para aplicação de processos mais refinados no cálculo de _________________________________________
pilares (pilar­padrão acoplado a diagramas e método geral).
_________________________________________
No item 15.3 da NBR 6118:2003, tem­se: 
_________________________________________
“ A  não­linearidade  física,  presente  nas  estruturas  de  concreto  armado,  deve  ser 
obrigatoriamente considerada.”  
_________________________________________
No item 15.3.1 da NBR 6118:2003, tem­se: 
_________________________________________
“ O principal efeito da não­linearidade pode, em geral, ser considerado através da construção 
da  relação  momento­curvatura  para  cada  seção,  com  armadura  suposta  conhecida,  e  para o  _________________________________________
valor da força normal atuante.”  
_________________________________________
“ Pode ser considerada também a formulação de segurança em que se calculam os efeitos de 2ª 
ordem das cargas majoradas de gf/gf3, que posteriormente são majorados de gf3, com gf3  =  1,1,  _________________________________________
...”  
_________________________________________
Espera­se que, com as informações transmitidas anteriormente, essas afirmações
estejam bem claras. Já vimos que a não­linearidade física pode ser analisada com o _________________________________________
uso do diagrama N, M, 1/r, bem como a influência da força normal e da armadura na
montagem do mesmo. Estudamos também a influência do gf3 no comportamento de _________________________________________
uma estrutura.
_________________________________________
Ten são  de pico igu al a 1,1.f cd

Faltam mais alguns poucos detalhes para compreendermos plenamente o diagrama


_________________________________________
da norma. No item 15.3 da NBR 6118:2003, tem­se:
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  40 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

“ A  deformabilidade  dos  elementos  deve  ser  calculada  com  base  nos  diagramas  tensão­  _________________________________________
deformação dos materiais. A tensão de pico do concreto deve ser igual a 1,1.fcd, ...”  
_________________________________________
A tensão de pico do concreto foi elevada em 30% em relação ao 0,85.fcd (0,85 * 1,3 ≈
1,1) de tal forma a uniformizar a condição das seções ao longo de todo lance de um _________________________________________
pilar no Estado Limite Último (ELU). Imaginar que, no momento da perda de
estabilidade, será atingido o esgotamento da capacidade de todas as seções
_________________________________________
simultaneamente seria um tanto exagerado.

Portanto, exclusivamente para avaliar a deformabilidade de um lance pilar, que terá _________________________________________
influência direta no cálculo dos efeitos de 2ª ordem, deve­se utilizar 1,1.fcd.
_________________________________________
OBS.: o coeficiente que multiplica o fcd (0,85 ou 1,1) é conhecido como ac.
_________________________________________
Objetivo do  diagrama
_________________________________________
O diagrama N, M, 1/r proposto pela NBR 6118:2003 é mostrado a seguir:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Em primeiro lugar, é importante deixar bem claro o seguinte: o objetivo principal é
extrairmos desse diagrama uma rigidez que permita fazer a análise dos efeitos de 2ª _________________________________________
ordem em um pilar de tal forma que a não­linearidade física seja bem retratada.

Eng. Alio Ernesto Kimura  41 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Curva co m 0,8 5.f c d


_________________________________________

_________________________________________

A curva com o tradicional _________________________________________


0,85.fcd somente serve para
definir o momento resistente _________________________________________
último de cálculo (MRd) no
Estado Limite Último (ELU), e _________________________________________
não para extrair a rigidez EI.
Essa curva deve ser montada _________________________________________
fixando­se um força normal
atuante igual à NSd. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Curva co m 1,1 .f c d
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Esta, sim, é a curva na qual _________________________________________


deve ser extraída a rigidez EI
para consideração da _________________________________________
deformabilidade do pilar.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  42 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Na realidade, a curva montada com uma tensão de pico igual a 1,1.fcd atinge um _________________________________________
patamar acima do MRd calculado com 0,85.fcd, conforme mostra a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Porém, de ponto de vista prático, tudo que está acima de MRd não tem validade real,
pois está além da resistência admitida pela seção no ELU.
_________________________________________
Dessa forma, principalmente com o intuito de otimizar o tempo de processamento, em
geral, os sistemas computacionais apenas utilizam a curva com 1,1.fcd até o ponto B _________________________________________
que define a rigidez que se deseja calcular.
_________________________________________
Lin earização – Reta AB
_________________________________________
Na curva com 1,1.fcd, a rigidez EI varia de acordo com a magnitude do momento
fletor (é uma curva). Ou seja, num lance de pilar, onde há a variação dos esforços _________________________________________
entre o seu topo e a sua base, ficam então definidos diferentes níveis de rigidezes.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  43
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Correto. Porém, não seria interessante ter uma maneira de obter uma rigidez única _________________________________________
que pudesse se aplicada ao longo de todo lance, a favor da segurança obviamente?
_________________________________________
Outra questão: na extração da rigidez EI na curva não deveria ser levado em conta o
esforço concomitante na outra direção y? _________________________________________
A linearização por meio da reta AB responde exatamente essas questões, pois ela _________________________________________
define uma rigidez constante EI sec que pode ser utilizada ao longo de todo lance,
tanto na análise à flexão composta normal como na oblíqua (a rigidez pela curva não
_________________________________________
pode ser utilizada na flexão composta oblíqua).

Veja, a seguir, um gráfico com várias curvas N, M, 1/r montadas para diversos níveis de _________________________________________
solicitação na direção y. Note que a reta AB sempre fornece uma rigidez EI sec a favor
da segurança (menor), independente da magnitude do esforço na outra direção. Ou _________________________________________
seja, as direções são desacopladas.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  44
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Coeficiente gf3 _________________________________________

Alternativamente (não é obrigatório), pode­se fazer o uso do coeficiente gf3 = 1,1 na _________________________________________
obtenção da rigidez EI sec. Nesse caso, a curva com 1,1.fcd é montada com uma força
normal igual a NRd/gf3, e o esforço para definição da reta deve ser igual MRd/gf3. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  45 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A rigidez EI é calculada no ponto B (MRd/1,1), pois com a aplicação de NRd/1,1 jamais _________________________________________
se atingirá o MRd na sua totalidade.
_________________________________________
Vale lembrar que a adoção de gf3 = 1,0, que também é válida, leva a uma rigidez
menor (a favor da segurança) que a obtida com gf3 = 1,1.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Seção não­padrão
_________________________________________
A obtenção da rigidez EI sec por meio da linearização do diagrama N, M, 1/r já foi
amplamente testada e validada para seção retangular com armadura simétrica. Nos
_________________________________________
demais casos, deve­se ter precaução.
_________________________________________
Veja, a seguir, como fica o diagrama N, M, 1/r para uma seção com formato em “L”,
segundo seu eixo principal de menor inércia. Note que há diferentes rigidezes secantes _________________________________________
EI sec para cada sentido da solicitação.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  46
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Nesse caso, qual rigidez deve ser adotada na análise da deformabilidade do pilar, _________________________________________
9042,7 tf.m2 ou 10052,2 tf.m2?
_________________________________________
Pesquisas atuais estão sendo realizadas para solucionar essa questão. A princípio,
enquanto não se tem uma resposta definitiva, sugere­se tomar o valor a favor da
_________________________________________
segurança (9042,7 tf.m2).

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  47
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
6 Esforços em um pilar
_________________________________________
Uma condição essencial para que os pilares sejam dimensionados de forma correta é
a obtenção de esforços precisos e realistas durante a análise estrutural. _________________________________________
Basicamente, os esforços solicitantes mais importantes que atuam ao longo de cada
_________________________________________
um dos lances de um pilar, decorrentes da aplicação das ações verticais e horizontais
num edifício, são:
_________________________________________
· Força normal, predominantemente de compressão.
_________________________________________
· Momentos fletores, em cada direção.
_________________________________________
Há também a atuação do momento torsor e das forças cortantes. No entanto, nos
casos usuais de edifícios, os mesmos podem ser desprezados, pois não são solicitações
preponderantes e significativas.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Devido à atuação simultânea de uma força normal (N) e dois momentos fletores (Mx e
My), é caracterizado então uma flexão composta oblíqua. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  48 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Em certos casos, porém, nos quais o momento fletor numa das direções é desprezível, _________________________________________
pode­se adotar uma flexão composta normal.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  49
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
É bom lembrar que a consideração da flexão composta normal é uma aproximação,
válida apenas para simplificar o cálculo manual em certos casos específicos. Na vida _________________________________________
real, os pilares quase sempre estarão submetidos a momentos fletores nas duas
direções. _________________________________________
Nos sistemas computacionais atuais, usualmente todos os pilares são dimensionados
_________________________________________
sob atuação de uma flexão composta oblíqua (N, Mx e My). Não há a simplificação
em flexão composta normal.
_________________________________________
6.1 Representação de esforços em planta
_________________________________________
Existem inúmeras formas de representar graficamente os esforços solicitantes em um
lance de pilar. Uma maneira bastante interessante e eficiente é a representação em
_________________________________________
planta.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  50
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Veja, a seguir, o exemplo de uma representação em planta de um lance de pilar de _________________________________________


concreto armado com momentos fletores variando linearmente entre o seu topo e a
sua base. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Cada par de esforços (Mx e My) fica representado por um único ponto. Dessa forma, os
momentos solicitantes no topo e na base ficam representados por dois pontos (Topo e _________________________________________
Base), como apresentados na figura anterior.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  51
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Como nesse caso os momentos fletores variam linearmente entre o topo e a base, os _________________________________________
esforços ao longo do lance ficam representados por uma reta.
_________________________________________
A curva resistente é definida de acordo com os materiais, a geometria da seção, a
configuração de armaduras e a força normal solicitante. Por meio do desenho dessa _________________________________________
curva, é possível quantificar graficamente o nível de solicitação atuante em relação à
resistência do pilar. Um ponto sobre ou fora da curva significa que o ELU foi atingido.
_________________________________________
Veja, a seguir, um outro exemplo, agora com o momento My atuando no mesmo
sentido. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  52
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A representação de esforços em planta é bastante simples, possibilita a visualização _________________________________________


completa do que ocorre num lance, e nos auxiliará na compreensão das explanações
feitas a seguir sobre a envoltória mínima de 1ª ordem, bem como sobre os esforços _________________________________________
locais de 2ª ordem.
_________________________________________
6.2 Parcelas de esforços
_________________________________________
Com o intuito de facilitar o cálculo de um pilar, o esforço total utilizado no seu
dimensionamento pode ser subdividido nas seguintes parcelas: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Estas parcelas de esforços se referem basicamente aos momentos fletores (Mx e My) no
pilar. Para as demais solicitações (força normal, forças cortantes e momento torsor), _________________________________________
não é necessário subdividi­las com detalhes dessa maneira. E, portanto, é muito
comum definir a seguinte expressão: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  53
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Além disso, também é usual expressar estas parcelas em valores de excentricidades.
Nesse caso, basta dividir os respectivos momentos fletores pela força normal:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
É muito importante saber como se calcula cada uma dessas parcelas.
_________________________________________
Muito embora esses esforços atuem de forma conjunta na vida real, é comum utilizar
modelos distintos e separados para calcular cada uma dessas parcelas durante a _________________________________________
elaboração de um projeto estrutural.
_________________________________________
Usualmente, os esforços iniciais, os esforços globais de 2ª ordem e os esforços
provenientes das imperfeições geométricas globais, são calculados por meio de
modelos que contemplam toda a estrutura (modelo global), enquanto que os esforços _________________________________________
locais de 2ª ordem, os esforços provenientes de imperfeições geométricas locais e os
esforços devido à fluência, são analisados por meio de modelos que tratam o lance _________________________________________
de pilar de forma isolada (modelo local).
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  54
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Veja, a seguir, uma breve descrição de cada uma das parcelas de esforços atuantes _________________________________________
num pilar de concreto armado. Posteriormente, apenas daremos ênfase ao cálculo de
esforços devido às imperfeições geométricas locais e a análise dos esforços locais de _________________________________________
2ª ordem.
_________________________________________
6.2.1  Esforços iniciais
_________________________________________
São chamados esforços iniciais as solicitações calculadas durante a análise estrutural
do edifício, resultantes da aplicação das cargas verticais e horizontais, e necessárias
para manter o equilíbrio da estrutura na posição indeformada (análise em primeira _________________________________________
ordem).
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Mo delo  realista _________________________________________

Estes esforços devem reproduzir a resposta da estrutura perante as ações da maneira _________________________________________
mais realista possível. E, portanto, necessitam ser calculados por meio de um modelo
estrutural adequado. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  55
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

É obrigatório sempre utilizar um modelo numérico que forneça resultados precisos e _________________________________________
confiáveis. Caso contrário, é melhor nem começar a calcular os pilares. Se os esforços
iniciais estiverem incorretos, todo o cálculo dos demais esforços (imperfeição _________________________________________
geométrica, 2ª ordem, fluência) ficará comprometido.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
6.2.2  Esforços devido às imperfeições geométricas
_________________________________________
Todo edifício, quando executado num canteiro de obra, está sujeito ao aparecimento
de desvios geométricos, isto é, distorções na forma e no posicionamento dos _________________________________________
elementos estruturais originados durante a sua implantação.
_________________________________________
Estas “falhas” de construção, chamadas de imperfeições geométricas, são
praticamente inevitáveis e aleatórias. Podem ser grandes ou pequenas.
_________________________________________
Toda estrutura é geom etricamente im perfeita!
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  56
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Muito embora não tenha o controle direto dessa situação de obra, o Engenheiro de _________________________________________
Estruturas deve obrigatoriamente levar em conta as imperfeições geométricas durante
a elaboração do projeto, pois as mesmas, na maioria dos casos, não estão cobertas _________________________________________
pelos coeficientes de segurança.
_________________________________________
Os p ilares são elementos altam ente sensíveis às im perfeições geométricas!

Muito embora as imperfeições geométricas gerem repercussão em toda a estrutura,


_________________________________________
nos pilares a influência é muito mais significativa. E, por isso, os mesmos precisam ser
adequadamente dimensionados de modo a resistir, dentro de certa tolerância, às _________________________________________
solicitações extras devido ao aparecimento destes desvios.
_________________________________________
É obrigatório considerar as imperfeições geométricas no cálculo de pilares de edifícios
de concreto armado. _________________________________________

A NBR 6118:2003, item 11.3.3.4 “Imperfeições geométricas”, divide as imperfeições _________________________________________


geométricas em dois grupos:
_________________________________________
· Imperfeições geométricas globais.
· Imperfeições geométricas locais. _________________________________________

Im perfeições geom étrica s globais _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  57
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

As imperfeições globais se referem ao edifício como um todo, ou seja, é como se a _________________________________________


estrutura inteira ficasse inclinada (em desaprumo) para uma dos lados, ocasionando
esforços adicionais principalmente nas vigas e nos pilares, devido à presença das _________________________________________
cargas verticais.
_________________________________________
A NBR 6118:2003, item 11.3.3.4.1 “Imperfeições geométricas globais”, define que o
desaprumo global não deve ser superposto ao efeito do vento e deve ser considerado
apenas quando for mais desfavorável que o mesmo.
_________________________________________

De maneira geral, pode­se dizer que o desaprumo global somente é mais _________________________________________
desfavorável que o vento em edificações baixas submetidas a cargas verticais
elevadas (ex: construções industriais). _________________________________________

Em edifícios mais altos, normalmente o vento é preponderante, muito embora existam _________________________________________
casos particulares na qual esta afirmação não se confirme (ex: edifício com uma face
delgada na qual a pressão de vento é muito baixa). _________________________________________

Os efeitos das imperfeições geométricas globais são calculados por meio de modelos _________________________________________
que contemplam toda a estrutura, como por exemplo, um pórtico espacial. Há
diversas maneiras de simular a presença do desaprumo global. Uma delas é aplicar
_________________________________________
momentos nos nós a partir do deslocamento da força vertical gerado pela rotação qa.
Uma outra possibilidade é inclinar toda a geometria da estrutura por qa. Essas duas
opções são similares. _________________________________________

Im perfeições geom étrica s lo cais _________________________________________

As imperfeições geométricas locais referem­se basicamente aos pilares de um edifício, _________________________________________


ocasionando esforços adicionais aos mesmos, devido à presença da carga normal de
compressão. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  58
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

O efeito dessa imperfeição geométrica gerada pela rotação q1 não é simples de ser _________________________________________
calculado, uma vez que é difícil definir a sua direção e o seu sentido crítico de
atuação. Usualmente, nos sistemas computacionais, o que se faz é considerar as _________________________________________
imperfeições nas duas direções principais, por meio da definição de excentricidades
adicionais. _________________________________________
A NBR 6118:2003, em seu item 11.3.3.4.3, permite que o efeito das imperfeições
geométricas locais em um lance de pilar seja substituído, em estruturas reticuladas,
_________________________________________
pela consideração do momento mínimo de 1ª ordem (M1d,mín), cujo valor é obtido pela
seguinte fórmula:  _________________________________________

M 1d  , mín  = N Sd .( 0 , 015 + 0 , 03 . h )  _________________________________________

_________________________________________
sendo: NSd a força normal solicitante com o seu valor de cálculo e h a altura da seção
na direção analisada, em metros.
_________________________________________
Aplicação do m omento mínimo  de primeira ordem
_________________________________________
A formulação do momento mínimo de 1ª ordem tem origem na norma americana,
enquanto que a definição das imperfeições por meio do ângulo q1 vem do código _________________________________________
europeu.
_________________________________________
No Brasil, após a entrada em vigor da NBR 6118:2003 que possibilita o uso de ambas as
formulações, é mais comum o uso do M1d,mín, muito embora a aplicação do q1 _________________________________________
também seja válida.
_________________________________________
Embora a fórmula do momento mínimo de 1ª ordem seja extremamente simples,
muitas dúvidas com relação à sua aplicação surgiram no meio técnico. Na
_________________________________________
publicação que contém comentários da NB­1, publicada pelo Ibracon, há uma
explanação de como aplicar o M1d,mín que parece ser bastante defensável e
coerente. _________________________________________

Estudaremos com detalhes como aplicar o M1d,mín mais adiante. _________________________________________

OBS.: na extinta NBR 6118:1980, as imperfeições geométricas locais eram consideradas _________________________________________
por meio de uma excentricidade adicional, cujo valor era o maior entre 2cm ou h/30.

Eng. Alio Ernesto Kimura  59
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

6.2.3  Esforços de 2ª ordem _________________________________________

Efeitos de 2ª ordem são efeitos adicionais à estrutura gerados quando o equilíbrio da _________________________________________
mesma é tomado na sua posição deformada. Esses efeitos são reais, e podem ser
grandes ou pequenos. _________________________________________
A NBR 6118:2003, item 15.2, permite desprezar os efeitos de segunda ordem somente
_________________________________________
após a constatação de que a magnitude dos mesmos não represente um acréscimo
de 10% nas reações e nas solicitações relevantes da estrutura.
_________________________________________
A NBR 6118:2003, item 15.4.1, classifica os efeitos de segunda ordem presentes numa
estrutura de concreto em três tipos: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  60 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Muito embora ocorram de forma simultânea no edifício, os efeitos globais, locais e _________________________________________
localizados de segunda ordem comumente são calculados de forma separada,
conforme sintetiza a figura a seguir: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  61
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

6.2.4  Esforços globais de 2ª ordem _________________________________________

Os esforços globais de 2ª ordem estão relacionados ao edifício como um todo, isto é, _________________________________________
ao conjunto completo formado pelos pilares, pelas vigas e lajes da estrutura. Ex: um
edifício submetido à ação do vento desloca­se horizontalmente. Com isso, geram­se _________________________________________
esforços adicionais nesses elementos devido à presença simultânea de cargas
verticais (peso próprio + sobrecarga), chamados de efeitos globais de 2ª ordem.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

P rocesso s de cálculo _________________________________________

Os esforços globais de segunda ordem podem ser calculados de duas formas: _________________________________________

· Análise aproximada pelo coeficiente gz, válida para estruturas com mais de três _________________________________________
andares com coeficiente gz ≤ 1,3.
· Análise não­linear P­D. _________________________________________

Não­lin earidade física _________________________________________

A NBR 6118:2003, seção 15 “Instabilidade e efeitos de 2ª ordem”, item 15.7.3, permite _________________________________________
definir uma rigidez aproximada em vigas, pilares e lajes na análise dos esforços globais
de 2ª ordem em estruturas reticuladas com no mínimo quatro andares. Exemplo: em _________________________________________
edifícios modelados por pórtico espacial que atendam essa última condição, pode­se
adotar, de forma aproximada, EI sec = 0,4.Eci.I c nas vigas e EI sec = 0,8.Eci.I c nos pilares. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  62 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

E, para estruturas com menos de quatro andares? O que fazer? Posso adotar os _________________________________________
mesmos valores? Por que essas reduções são recomendadas somente para estruturas
com no mínimo quatro andares? _________________________________________
Essa restrição foi definida na norma devido à falta de estudos específicos para este _________________________________________
tipo de estrutura, onde, dependendo do nível de solicitação, no Estado Limite Último
(ELU), as rigidezes nas vigas, e principalmente nos pilares, podem atingir valores bem
inferiores aos especificados de forma aproximada. Nesse caso, com a adoção das
_________________________________________
reduções de rigidez definidas anteriormente, os efeitos de 2ª ordem seriam
subestimados. E, portanto, a análise estaria contra a segurança. _________________________________________

Atualmente, existem pesquisas direcionadas para análise deste assunto. Em breve, _________________________________________
teremos uma possível resposta para esta questão.
_________________________________________
Neste momento, a única afirmação que se pode fazer é que a não­linearidade física
em estruturas com menos de quatro andares deve obrigatoriamente ser sempre _________________________________________
considerada. E que, na impossibilidade de definição de valores de redução de rigidez
mais precisos (obtidos por meio de diagramas momento­curvatura), os mesmos devem _________________________________________
ser estimados com precaução, priorizando sempre um cálculo a favor da segurança.
_________________________________________
Análise não ­linear geom étrica e coeficien te gf3

Seja na análise P­D como no cálculo por meio do coeficiente gz, pode ser considerada _________________________________________
a formulação de segurança em que se calculam os efeitos de 2ª ordem das cargas
majoradas de gf/gf3, que posteriormente são majorados de gf3. _________________________________________

Em estruturas com comportamento não­linear, como no caso de um edifício de _________________________________________


concreto armado, o cálculo com gf3 = 1,1 resulta em valores finais menores quando
comparados com a aplicação direta de gf = 1,4 (gf3 = 1,0). _________________________________________

No capítulo anterior “Coeficiente gf3”, foi possível constatar a afirmação acima por _________________________________________
meio de um exemplo no qual utilizamos a análise P­D. No caso do uso do coeficiente
gz, sua formulação deve ser adaptada então da seguinte forma: _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  63
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

1  _________________________________________
g z  = , com gf3 = 1,0 ou gf3 = 1,1.
DM tot , d  1 
1 - ´ _________________________________________
M 1 , tot , d  g f 3 
_________________________________________
Note que, para gf3 = 1,1 o valor do coeficiente gz obtido é menor do que quando
adotado gf3 = 1,0. _________________________________________
Efeito s globais n os pilares
_________________________________________
A análise global em 2ª ordem gera efeitos adicionais tanto nas vigas como nos pilares.
_________________________________________
Na modelagem global usualmente adotada para o cálculo de edifícios de concreto
armado, como por exemplo, o pórtico espacial, a influência dos efeitos globais de 2ª _________________________________________
ordem se concentra no topo e na base de cada lance de pilar, uma vez que cada
um desses trechos é discretizado com apenas um único elemento (barra). _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

6.2.5  Esforços locais de 2ª ordem _________________________________________

Os efeitos locais de 2ª ordem estão relacionados a uma parte isolada da estrutura. Ex: _________________________________________
um lance de pilar sob a atuação de momentos fletores no seu topo e na sua base se
deforma. Com isso, geram­se efeitos adicionais devido à presença simultânea da _________________________________________
carga normal de compressão, chamados de efeitos locais de 2ª ordem.

Eng. Alio Ernesto Kimura  64 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Efeito s locais n os pilare s
_________________________________________
No item 15.7.4 da NBR 6118:2003, tem­se: 

“ A  análise  global  de  2ª  ordem  fornece  apenas  os  esforços  nas  extremidades  das  barras,  _________________________________________
devendo ser realizada uma análise dos efeitos locais de 2ª ordem ao longo dos eixos das barras 
comprimidas, ...”   _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
“ Os  elementos  isolados,  para  fins  da  verificação  local,  devem  ser  formados  pelas  barras 
comprimidas  retiradas  da  estrutura,  com  comprimento  le,  ...,  porém  aplicando­se  às  suas  _________________________________________
extremidades os esforços obtidos através da análise global de 2ª ordem.”  
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  65 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Com primento l e _________________________________________

Na análise dos efeitos locais de 2ª ordem, é fundamental definir corretamente o _________________________________________


comprimento equivalente l e.
_________________________________________
No item 15.6 da NBR6118:2003, ”Análise de estruturas de nós fixos”, é apresentado uma
formulação qual pode­se reduzir o valor do comprimento equivalente dependendo _________________________________________
dos vínculos em seus extremos. Porém, o cálculo segundo esse item somente deve ser
adotado quando os elementos de travamento do lance do pilar estiverem muito bem _________________________________________
definidos.
_________________________________________
Veja o exemplo a seguir.

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  66 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
É fácil perceber que o topo do pilar não está
travado pela viga segundo a direção de _________________________________________
menor rigidez.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  67
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Ín dice de esbeltez limite l1 _________________________________________

Partindo do princípio básico de que os efeitos de 2ª ordem podem ser desprezados _________________________________________
desde que a magnitude dos mesmos seja inferior a 10% da resposta total, a NBR
6118:2003, em seu item 15.8.2 “Dispensa da análise dos efeitos locais de 2ª ordem”, _________________________________________
estabelece um índice de esbeltez limite calculado pela seguinte fórmula: 
_________________________________________
25 + 12 , 5 . e1 
35 £ l1 = h  £ 90 
_________________________________________
a b 
_________________________________________
Essa é uma das grandes melhorias da atual norma de concreto em relação à anterior
NBR 6118:1980, que fixava um valor limite constante igual a 40.
_________________________________________
Além de depender da excentricidade relativa e1/h, o valor de l1 é altamente
influenciado pelo coeficiente ab, que procura levar em conta o tipo de vinculação nos _________________________________________
extremos do pilar, bem como a forma do diagrama de momentos fletores.
_________________________________________
O coeficiente ab é calculado da seguinte forma:
_________________________________________
M
a)  0, 4 £ a b  = 0 , 6 + 0 , 4 .  B  £ 1 , 0  para pilares biapoiados sem cargas transversais, _________________________________________
M A 
sendo MA o maior valor absoluto do momento fletor ao longo do pilar e MB o momento _________________________________________
na outra extremidade, com sinal positivo se tracionar a mesma face que MA e
negativo em caso contrário.
_________________________________________
M C  _________________________________________
b)  0, 85 £ a b  = 0 , 8 + 0 , 2 .  £ 1 , 0  para pilares engastados, sendo MA o momento no
M A 
engaste e MC o momento na meio do pilar em balanço. _________________________________________

c)  a b = 1, 0  para pilares com momentos inferiores ao M1d,mín ou pilares biapoiados com _________________________________________
cargas transversais significativas.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  68 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

A expressão definida em (a) equivale a dizer  _________________________________________


M B  ³ -0, 5 . M A  , ou seja, o momento com o
valor menor (MB) deve ser no mínimo maior _________________________________________
que metade do momento maior (MA) com
sinal invertido. Veja, ao lado, um exemplo: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Vinculações n o topo  e na base _________________________________________

As condições de vinculação no topo e na base do lance do pilar é extremamente _________________________________________


relevante na avaliação dos efeitos locais de 2ª ordem. Por exemplo, um pilar com 3 m
de pé­direito, biapoiado, terá resultados bastante distintos se considerado apenas _________________________________________
engastado na base.
_________________________________________
Atualmente, nos processos de cálculo usuais, apenas duas condições de vinculações
são consideradas, biarticulado e engastado na base, muito embora, na vida real, um
lance de pilar imerso no interior da estrutura de um edifício se comporte de forma _________________________________________
intermediária entre ambas situações.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  69
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Talvez, essa seja a mais exagerada de todas as aproximações que levamos em conta _________________________________________
durante o cálculo dos efeitos locais de 2ª ordem. Quem sabe, num futuro próximo,
possamos melhorar essa análise de forma a retratar as vinculações no topo e na base _________________________________________
de cada lance de forma um pouco mais fiel com realidade.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
P rocesso s de cálculo _________________________________________
Basicamente, os efeitos locais de 2ª ordem podem ser calculados de duas maneiras:
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  70
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

· Método aproximado em que as não­linearidades física e geométrica são _________________________________________


tratadas de forma simplificada.
· Método refinado, chamado de Método Geral, em que as não­linearidades são _________________________________________
tratadas de forma não­aproximada.
_________________________________________
A NBR 6118:2003 dispõe de três métodos aproximados além de permitir o uso do
método geral, que serão estudados com detalhes mais adiante. _________________________________________

Também pode ser considerada a formulação de segurança em que se calculam os _________________________________________


efeitos de 2ª ordem das cargas majoradas de gf/gf3, que posteriormente são majorados
de gf3. _________________________________________
6.2.6  Esforços localizados de 2ª ordem
_________________________________________
Os efeitos localizados de 2ª. ordem referem­se a uma região específica de um
elemento onde se concentram tensões. Ex: um pilar­parede sob a atuação de _________________________________________
momento fletor segundo sua direção mais rígida se deforma mais em uma de suas
extremidades (região comprimida). Com isso, geram­se efeitos adicionais devido à _________________________________________
presença da carga normal de compressão nesta região, chamados de efeitos
localizados de 2ª ordem. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  71
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A consideração ou não desses efeitos, bem como a metodologia de cálculo dos _________________________________________
mesmos têm sido alvo de uma intensa discussão no meio técnico.
_________________________________________
O que se pode afirmar com absoluta certeza é de que trata de um tema que
necessita ser mais bem estudado e avaliado, seja por meio de pesquisas baseadas em _________________________________________
modelagens numéricas como em ensaios em laboratório.

A análise dos efeitos localizados de 2ª ordem em pilar­parede, bem como sua


_________________________________________
influência na determinação das armaduras transversais será estudada com detalhes
mais adiante. _________________________________________

6.2.7  Esforços devido à fluência _________________________________________

A fluência, ou seja, o acréscimo de deformações no concreto ao longo do tempo sob _________________________________________


a aplicação de uma tensão constante, gera esforços adicionais no lance de pilar em
virtude do aumento de deslocamentos. _________________________________________

A NBR 6118:2003, item 15.8.4 “Consideração da fluência”, indica a necessidade do _________________________________________


cálculo de efeitos gerados pela deformação lenta em pilares cuja esbeltez for superior
a 90, por meio de uma formulação aproximada que adiciona uma excentricidade ecc
_________________________________________
na análise.
_________________________________________

_________________________________________

(Correção da 1ª ordem )
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  72
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Como o próprio texto normativo deixa bem claro, trata­se de uma maneira _________________________________________
aproximada de considerar a fluência. Dessa forma, não se pode exigir uma precisão
absoluta em relação ao comportamento real de um pilar de concreto armado. _________________________________________

Outro pro cesso _________________________________________

Um outro processo bastante interessante se baseia na correção da curvatura da _________________________________________


seção em função dos acréscimos de deformações no concreto, influenciando de
forma direta na obtenção da rigidez secante EI sec a partir do diagrama N, M, 1/r.
_________________________________________
Veja o exemplo a seguir de uma seção com os seguintes dados:
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  73
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

· Seção 30 cm x 60 cm _________________________________________
· Armadura composta de 16 f 20 mm
_________________________________________
· Concreto C30, gc = 1,4
· Aço CA50, gs = 1,15 _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Para uma força normal de cálculo igual a 200 tf e, inicialmente, sem admitir o efeito
_________________________________________
da fluência, temos:

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  74
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A rigidez secante obtida pelo diagrama N, M, 1/r é de 2183,0 tf.m2. _________________________________________

Agora, considerando um coeficiente de fluência igual a 1,5, veja como essa rigidez é _________________________________________
alterada.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A rigidez secante obtida para a mesma seção se reduz para 1174,7 tf.m2.
_________________________________________
Esse processo não é largamente utilizado na prática, e precisa ser melhor testado.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  75
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
7 Imperfeições geométricas locais
_________________________________________
De uma forma geral, analisar os efeitos de imperfeições geométricas durante a
elaboração de um projeto estrutural é uma tarefa bastante complexa e desafiante. _________________________________________
Com o  prever  a  m agnitu de  das  po ssíveis  “ falhas”   geom étricas  que 
_________________________________________
aparecerão du rante a co nstrução?

Essa é uma questão extremamente complicada de ser respondida, e que sempre _________________________________________
precisa ser tratada com muita seriedade pelo Engenheiro de Estruturas. Afinal de
contas, a resposta de um pilar é bastante sensível ao aparecimento dessas _________________________________________
imperfeições.
_________________________________________
No caso da avaliação dos efeitos das imperfeições locais, isto é, relacionados ao
lance de um pilar, além da dificuldade inerente ao tema, surgiram ainda muitas _________________________________________
dúvidas com relação à aplicação do momento mínimo de primeira ordem definido na
NBR 6118:2003. _________________________________________
A seguir, será exposta e estudada a proposta presente nos comentários técnicos da _________________________________________
NB­1, publicado pelo Ibracon.
_________________________________________
7.1 Aplicação do M1d,mín
_________________________________________
A NBR 6118:2003, em seu item 11.3.3.4.3, permite que o efeito das imperfeições
geométricas locais em um lance de pilar seja substituído, em estruturas reticuladas,
_________________________________________
pela consideração do momento mínimo de 1ª ordem, cujo valor é obtido pela
seguinte fórmula: 
_________________________________________
M 1d  , mín  = N Sd .( 0 , 015 + 0 , 03 . h ) 
_________________________________________
sendo: NSd a força normal solicitante com o seu valor de cálculo e h a altura da seção _________________________________________
na direção analisada, em metros.

No mesmo item, define­se ainda que os efeitos de 2ª ordem, quando calculados,


_________________________________________
devem ser acrescidos a este momento mínimo.

Eng. Alio Ernesto Kimura  76 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Logo, em primeiro momento, percebe­se que a consideração do momento mínimo, _________________________________________


como o próprio nome deixa claro, não tem o efeito aditivo de uma excentricidade
acidental adicional, como se preconizava na extinta NBR 6118:1980. _________________________________________
Também, em primeiro momento, o uso do M1d,mín não parece trazer grandes _________________________________________
complicações, visto que a sua formulação é muito simples. Note que ele é apenas
dependente da força normal e da dimensão da seção transversal do pilar. No fundo,
se analisarmos a expressão, nada mais é que um momento mínimo gerado por uma
_________________________________________
excentricidade de 1,5 cm acrescido de 3% da dimensão da seção.
_________________________________________
Mero engano. Veja, a seguir, uma situação bastante típica que já nos traz alguns
questionamentos. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Seja um pilar com índice de esbeltez igual a 50, cujos
momentos nas extremidades, MA e MB, sejam opostos
e com valores iguais ao momento mínimo M1d,mín, _________________________________________
conforme mostra a figura ao lado.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

M B  _________________________________________
Nesse caso,  a b  =  0, 6 + 0 , 4 .  = 0 , 2 < 0 , 4 Þ a b  = 0 , 4 
M A 
_________________________________________
25 + 12 , 5 . 0 , 08 
Admitindo uma excentricidade relativa e1/h = 0,08, teremos:  l1 = = 65 . _________________________________________
0 , 4 
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  77
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Como lpilar = 50 < l1 = 65, não é necessário calcular os efeitos locais de segunda _________________________________________
ordem. E, portanto, o momento crítico para o dimensionamento será igual ao M1d,mín.
_________________________________________

_________________________________________

Imagine então se para esse mesmo pilar os momentos _________________________________________


nas extremidades, MA e MB, continuem opostos,
porém com valores ligeiramente inferiores ao _________________________________________
momento mínimo M1d,mín, conforme mostra a figura ao
lado. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Nesse caso,  a b= 1, 0 (MA < M1d,mín) e a excentricidade relativa praticamente seria a _________________________________________
25 + 12 , 5 . 0 , 08 
mesma, de tal forma que:  l1 = = 26 < 35 Þ l1  = 35 .
1 , 0  _________________________________________

Como lpilar = 50 > l1 = 35, será necessário calcular os efeitos locais de segunda ordem. _________________________________________
E, portanto, o momento crítico para o dimensionamento será maior ao M1d,mín, pois
terá o acréscimo do efeito de 2ª ordem (M2). _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  78
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Note que para situações bastante similares, os resultados são diferentes, podendo _________________________________________
ocasionar uma relativa descontinuidade de valores finais.
_________________________________________
P ropo sta pro f. Graziano – ENECE 200 4
_________________________________________
Em virtude do comportamento que acabou de ser descrito, o prof. Franscisco
Graziano propôs no ENECE realizado em 2004 um novo tipo de abordagem para
aplicação do momento mínimo de primeira ordem, conforme está resumido a seguir.
_________________________________________

Sejam as seguintes situações possíveis de atuação de momentos nas extremidades de _________________________________________


um pilar:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

· As linhas tracejadas representam o M1d,mín. _________________________________________

· As linhas em cinza representam o diagrama original de momentos fletores. _________________________________________


· As linhas azuis representam as formas efetivamente usadas no cálculo do pilar.
_________________________________________
A proposta do prof. Graziano consiste em aplicar o momento mínimo de tal forma que
as situações onde poderiam ocorrer descontinuidades (II, III e V) sejam alteradas de _________________________________________
maneira a minimizar a discrepância de resultados.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  79
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

As situações I, IV e V continuam equivalentes com a forma original. _________________________________________

Vale lembrar que a proposta do prof. Graziano leva a resultados a favor da _________________________________________
segurança.
_________________________________________
M 1 d,mín  n as duas direções ?

Uma outra questão levantada sobre o momento mínimo de primeira ordem é quanto
_________________________________________
a sua aplicação simultânea nas duas direções do pilar.
_________________________________________
Vejamos o cálculo do M1d,mín para um pilar de seção retangular.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A pergunta é: será necessário verificar uma situação em que há a atuação dos dois
momentos mínimos, M1dx,mín e M1dy,mín, ao mesmo tempo? _________________________________________

À primeira vista, e também recorrendo a alguns exemplos de pilares calculados _________________________________________


segundo o ACI na literatura, percebe­se que não se deve aplicar os momentos
mínimos totais nas duas direções simultaneamente.
_________________________________________
Mas, como solucionar isso?
_________________________________________
Com entário s NB­1, I bracon
_________________________________________
Diante das inúmeras questões relativas à aplicação de momento mínimo de primeira
ordem, a comissão CT­301, responsável pela elaboração de comentários da NBR _________________________________________
6118:2003, propõe um novo tipo de abordagem para o problema em questão, que
provavelmente fará parte da revisão NBR 6118:2008. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  80
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A proposta consiste em definir uma envoltória mínima de 1ª ordem, tomada a favor da _________________________________________
segurança, pela seguinte expressão:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Desta forma, a verificação do momento mínimo pode ser considerada atendida
quando, no dimensionamento adotado, obtém­se uma envoltória resistente que _________________________________________
englobe a envoltória mínima de 1ª ordem.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Por sua vez, quando há a necessidade de calcular os efeitos locais de 2ª ordem, a
verificação do momento mínimo pode ser considerada atendida quando, no
_________________________________________
dimensionamento adotado, obtém­se uma envoltória resistente que englobe a
envoltória mínima com 2ª ordem, cujos momentos totais são calculados a partir dos
momentos mínimos de 1ª ordem. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  81
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A consideração destas envoltórias mínimas pode ser realizada através de duas
análises à flexão composta normal, calculadas de forma independente dos momentos _________________________________________
fletores de 1ª ordem atuantes nos extremos do pilar.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
É importante notar que:
_________________________________________
· A definição da envoltória mínima com e sem 2ª ordem independe do
diagrama de momentos fletores solicitantes no lance do pilar. Ou seja, a
descontinuidade apresentada nos itens anteriores deixará de existir. _________________________________________

· Não há a aplicação simultânea do momento mínimo total nas duas direções. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  82
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

7.2 Exemplos _________________________________________

A seguir, vamos resolver alguns exemplos com o intuito de tornar o que foi exposto _________________________________________
sobre o M1d,mín mais claro.
_________________________________________
7.2.1  Exemplo 1
_________________________________________
Seja um pilar de 30 cm x 30 cm, com comprimento equivalente de 3 m e força normal
de cálculo igual a 210 tf, conforme mostra a figura a seguir.  _________________________________________

_________________________________________
b = 30cm  e  h = 30cm 
_________________________________________
l  300  _________________________________________
l x =  12.  e  = 12 .  = 34 , 6 
h  30 
_________________________________________
l  300 
l y =  12.  e  = 12 .  = 34 , 6 
b  30  _________________________________________

_________________________________________

Antes de iniciar os cálculos, é interessante observar quais dados são necessários para _________________________________________
fazer a verificação do M1d,mín. São eles: seção transversal, comprimento equivalente l e
e força normal de compressão. Note que não é necessário conhecer previamente o _________________________________________
diagrama de momentos fletores solicitantes.
_________________________________________
A. Flexão composta normal co m atu ação de M 1dx,mín  e M 1 dy,m ín
_________________________________________
Como a seção é simétrica, temos: 
_________________________________________
M 1dx , mín  = M 1 dy , mín  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . h ) = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 2 ) = 210 . 0 , 024 = 5 , 04 tf . m 
_________________________________________
a bx = 1, 0 , pois M1dA = M1d,mín

Eng. Alio Ernesto Kimura  83 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

æe ö æ M  / N  ö æ 5 , 04 / 210 ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . çç 1 x , mín  ÷÷ 25 + 12 , 5 . çç 1 dx , mín  Sd  ÷÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
l1 x  =  è h  ø = è h  ø= è 0 , 3  ø
= 26 < 35 Þ l1 x  = 35 , 0 
a bx  a bx  1 , 0  _________________________________________

l1 y = l1 x  = 35 , 0  _________________________________________

_________________________________________
Como  l = 34 , 6 < l1 = 35 , 0 , não é necessário calcular os efeitos locais de 2ª ordem em
nenhuma das direções. _________________________________________
B. Esforço s m ínim o s para dimensio nam ento
_________________________________________
O pilar deverá ser dimensionado de modo que a sua resistência  ( N Rd  , M Rdx , M Rdy )  _________________________________________
atenda as condições mínimas de solicitação listadas a seguir. São duas flexões
compostas normais isoladas. _________________________________________
B.1 Flexão normal com  atuação  de M 1 dx,m ín   _________________________________________
N Sd  = 210tf  _________________________________________

M Sdx  =  M 1dx , mín  = 5 , 04 tf . m  _________________________________________

M Sdy  = 0, 0 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
B.2 Flexão no rmal com  atuação  de M 1 dy,m ín  
_________________________________________
N Sd  = 210tf 
_________________________________________
M Sdx  =  0, 0 tf . m 
_________________________________________
M Sdy  = 5, 04 tf . m 
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  84 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

C. Envoltó ria mínima _________________________________________

De acordo com os esforços calculados anteriormente, a envoltória mínima de 1ª _________________________________________


ordem fica definida:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
O dimensionamento do pilar deve gerar uma envoltória resistente que englobe
totalmente a envoltória mínima de 1ª ordem.
_________________________________________
7.2.2  Exemplo 2
_________________________________________
Vamos resolver agora um exemplo que está presente nos comentários da NB­1.
_________________________________________
Seja um pilar de 20 cm x 60 cm, com comprimento equivalente de 3 m e força normal
de cálculo igual a 210 tf, conforme mostra a figura a seguir. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  85 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

b  = 20cm  e  h  = 60cm  _________________________________________

l  300  _________________________________________
l x =  12.  e  = 12 .  = 17 , 3 
h  60 
_________________________________________
l  300 
l y =  12.  e  = 12 .  = 52 , 0  _________________________________________
b  20 
_________________________________________

_________________________________________
Independente dos momentos fletores que o pilar estará submetido, para verificar a
envoltória mínima devem ser realizadas duas análises à flexão composta normal.
_________________________________________
A. Flexão no rm al com atuação de M 1 dx,mí n  
_________________________________________
M 1dx , mín  =  210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . h )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 6 )  = 6 , 93 tf . m 
_________________________________________
a bx = 1, 0 , pois M1dA = M1d,mín  _________________________________________

æ e1 x , mín  ö æ M 1 dx , mín  / N Sd  ö æ 6 , 93 / 210 ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
è h  ø è h  ø è 0 , 6  ø
l1 x  =  = = = 25 , 7 < 35 Þ l1 x  = 35 , 0  _________________________________________
a bx  a bx  1 , 0 

_________________________________________
Como  l x = 17 , 3 < l1 x  = 35 , 0 , não é necessário calcular os efeitos locais de 2ª ordem.
_________________________________________
B. Flexão no rm al com atuação de M 1 dy,mí n  
_________________________________________
M 1dy , mín  =  210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . b )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 2 )  = 4 , 41 tf . m 
_________________________________________
a by = 1, 0 , pois M1dA = M1d,mín

Eng. Alio Ernesto Kimura  86 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

æ e1 y , mín  ö æ M 1 dy , mín  / N Sd  ö æ 4 , 41 / 210 ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . çç ÷
÷ 25 + 12 , 5 . çç ÷
÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
è b  ø è b  ø è 0 , 2  ø
l1 y  =  = = = 26 , 3 < 35 Þ l1 y  = 35 , 0  _________________________________________
a by  a by  1 , 0 
Como  l y = 52 , 0 > l1 y  = 35 , 0 , é necessário calcular os efeitos locais de 2ª ordem. _________________________________________

Utilizando a formulação direta do método do pilar­padrão com rigidez k aproximada _________________________________________


(que estudaremos posteriormente), tem­se: 
_________________________________________
M S 1d  =  M 1 dy , mín  = 4 , 41 tf . m 
_________________________________________
A = 5. b = 5 . 0 , 2 = 1 , 0 
_________________________________________
N Sd . l e 2  210 . 3 2 
B = b 2 . N Sd  - - 5 . b . M S 1 d  = 0 , 2 2 . 210 - - 5 . 0 , 2 . 4 , 41 = -1 , 9  _________________________________________
320  320 
_________________________________________
C  =  - N Sd . b 2 . M S 1 d  = -210 . 0 , 2 2 . 4 , 41 = -37 , 0 
_________________________________________
2  2 
- B + B  - 4 . A . C  1 , 9 + - 1 , 9  - 4 . 1 , 0 . - 37 , 0 
M Sdy ,tot  = = = 7 , 12 tf . m  _________________________________________
2 . A  2 . 1 , 0 
_________________________________________
C. Esfo rços mínim os para d imensionam ento
_________________________________________
A armadura longitudinal do pilar deverá ser dimensionada de modo que a sua
resistência  ( N Rd  , M Rdx , M Rdy )  atenda as condições mínimas de solicitação listadas a _________________________________________
seguir.
_________________________________________
C.1 Flex ão n ormal com  atuação de M 1 dx,m ín  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = M 1dx , mín  = 6 , 93 tf . m ;  M Sdy  = 0, 0 tf . m 
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  87 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

C.2 Flex ão n ormal com  atuação de M 1 dy,m ín  

N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 0, 0 tf . m ;  M Sdy  = 7, 12 tf . m  _________________________________________

D. Envoltórias m ínim as _________________________________________

De acordo com os esforços calculados anteriormente, as seguintes envoltórias mínimas _________________________________________


ficam então definidas:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

O dimensionamento do pilar deve gerar uma envoltória resistente que englobe _________________________________________
totalmente a envoltória mínima com 2ª ordem, que foi gerada a partir a envoltória
mínima de 1ª ordem. _________________________________________
Perceba que, com a representação gráfica em planta, fica fácil compreender bem
_________________________________________
como verificar o momento mínimo de 1ª ordem.

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  88 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Concluindo _________________________________________

A verificação do M1d,mín por meio das envoltórias mínimas independe dos momentos _________________________________________
fletores atuantes no pilar. Se por exemplo, para o pilar estudado anteriormente
existissem várias hipóteses de diagramas de momentos fletores, conforme mostra a
_________________________________________
figura a seguir, a verificação do momento mínimo de primeira ordem seria realizada
apenas uma única vez.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  89 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
8 Efeitos locais de 2ª ordem
_________________________________________
A revisão dos conceitos sobre as não­linearidades presentes em estruturas de concreto
armado (momento­curvatura, coeficiente gf3, ...) realizada no início deste curso não foi _________________________________________
feita à toa, visto que no cálculo dos efeitos locais de segunda ordem, duas questões
são a chave para a solução do problema:
_________________________________________
· Como considerar a não­linearidade física (NLF)?
_________________________________________
· Como considerar a não­linearidade geométrica (NLG)?
_________________________________________
Em outras palavras, na análise de um lance de pilar, temos duas perguntas principais a
responder:
_________________________________________
· Qual rigidez EI deve ser considerada?
_________________________________________
· Como se deformará o pilar à medida que o carregamento é aplicado?
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Para cada uma dessas questões existem soluções distintas, umas mais aproximadas e
outras que tratam o problema de forma mais refinada. Daí é que surgem os diferentes
métodos presentes na NBR 6118:2003.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  90 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

NBR 6118:2003 _________________________________________

A NBR 6118:2003 permite o uso de 4 métodos para análise local de 2ª ordem. São eles: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Os três primeiros métodos são considerados processos aproximados e são descritos no _________________________________________
item 15.8.3.3 da NBR 6118:2003, enquanto que o Método geral, como a própria
nomenclatura já deixa meio evidente, é um processo mais abrangente e sofisticado. _________________________________________
Vale lembrar que na extinta NBR 6118:1980 havia apenas um método disponível, o
_________________________________________
pilar­padrão com curvatura aproximada, cuja formulação era praticamente similar à
atual.
_________________________________________
Cada um desses métodos possui limitações próprias, e por isso, podem ser aplicados
desde que a esbeltez do pilar esteja dentro de um certo patamar. Evidentemente, os _________________________________________
processos aproximados possuem uma limitação maior.
_________________________________________
Estudaremos cada um desses métodos detalhadamente mais adiante.
_________________________________________
Esbeltez li mite
_________________________________________
Os métodos do pilar­padrão com 1/r aproximada e pilar­padrão com k aproximada
podem ser utilizados em pilares com esbeltez máxima igual a 90. O método do pilar­
_________________________________________
padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r é limitado para uma esbeltez máxima de 140.
O método geral, por sua vez, pode ser usado até um limite de 200.
_________________________________________
Acima desse valor, a norma não permite o uso de nenhum método, a não ser em
casos de postes onde a força normal de compressão é baixa. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  91 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Represen tação em  planta _________________________________________

Independente do método a ser aplicado na análise dos efeitos locais de 2ª ordem, é _________________________________________
muito importante “enxergar” com clareza a influência dos mesmos no comportamento
de um pilar.
_________________________________________
Para isso, vamos recorrer ao uso da representação em planta.
_________________________________________
Seja um pilar submetido a uma flexão composta oblíqua, com esforços de 1ª ordem
apresentados na figura a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Como a variação dos momentos de 1ª ordem entre o topo e a base é linear em
ambas as direções, fica então definida uma reta na representação em planta. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  92 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Adotando­se um método geral para calcular o pilar, é possível então perceber que os _________________________________________
efeitos locais de 2ª ordem tendem a gerar esforços adicionais no sentido levar o
mesmo à ruína (ELU), conforme mostra a figura a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  93
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Os efeitos de 2ª ordem tendem a levar os esforços totais ao longo do lance para fora _________________________________________
da curva resistente, na direção crítica onde o pilar é mais esbelto.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  94
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

8.1 Métodos aproximados _________________________________________

Antes mesmo de iniciar o estudo da formulação de cada um dos métodos _________________________________________


aproximados, pela própria nomenclatura dos mesmos é possível tirar algumas
conclusões prévias. Note que os três processos aproximados fazem o uso de um termo _________________________________________
comum: “pilar­padrão”.
_________________________________________
O que é pilar­padrão?
_________________________________________
Conforme já sabemos, o cálculo da deformada do lance de um pilar à medida que o
carregamento é aplicado sobre o mesmo, é um dos desafios presentes na análise
_________________________________________
local em 2ª ordem. Como tratar a não­linearidade geométrica num lance de pilar?

O método do pilar­padrão consiste numa aproximação que pressupõe que a _________________________________________


deformada final do pilar será representada por uma curva senoidal. Existem inúmeros
estudos que comprovam a eficiência dessa simplificação, válida até um determinado _________________________________________
limite de esbeltez.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  95 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Uma vez definida a forma final do lance do pilar (senóide), é possível então chegar a _________________________________________
uma solução analítica para o problema da não­linearidade geométrica, obtendo­se
expressões relativamente simples que podem ser utilizadas no cálculo do pilar. _________________________________________
Dessa forma, conclui­se que os três processos aproximados presentes na NBR _________________________________________
6118:2003, tratam a não­linearidade geométrica (NLG) de forma idêntica.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
O que diferencia um método aproximado do outro é justamente as diferentes
maneiras de considerar a outra não­linearidade, a física (NLF).
_________________________________________
P ilar­padrão melh orado
_________________________________________
O método do pilar­padrão comum considera toda a deformação do pilar (1ª ordem +
2ª ordem) como sendo uma curva senoidal. Existe também o método do pilar­padrão _________________________________________
melhorado em que apenas a deformada de 2ª ordem é considerada senoidal. Esse
último processo não será objeto de estudo nesse curso. _________________________________________

8.1.1  Pilar­padrão com 1/r aproximada  _________________________________________

Aplicab ilidade _________________________________________

Esse método pode ser empregado apenas para pilares com l ≤ 90, seção constante e _________________________________________
armadura simétrica e constante ao longo de seu eixo.

Eng. Alio Ernesto Kimura  96
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Não­lin earidade geom étrica _________________________________________

Admite­se que a deformação da barra seja senoidal (pilar­padrão). _________________________________________


Não­lin earidade física
_________________________________________
A rigidez do lance do pilar é obtida por meio da definição de uma curvatura
aproximada na seção crítica. _________________________________________

Form ulação _________________________________________

A formulação é extremamente simples e possibilita o cálculo manual. O momento total _________________________________________


(1ª ordem + 2ª ordem) máximo no pilar é calculado pela seguinte expressão: 
_________________________________________

l  1  1 0 , 005  0 , 005 
M d , tot  = a b .M 1 d , A  + N d .  e  .  ³ M 1 d , A  , sendo  = £ _________________________________________
10  r  r   h .( n + 0 , 5 )  h 
_________________________________________
onde: 

N Sd  _________________________________________
n = e  M 1d , A  ³ M 1 d , mín 
A c . f cd  _________________________________________

O momento de 2ª corresponde à parcela Nd.(l e2/10).(1/r). _________________________________________

Note que não é necessário conhecer previamente a armadura do pilar para aplicar as _________________________________________
fórmulas acima.
_________________________________________
8.1.2  Pilar­padrão com k aproximada 

Aplicab ilidade
_________________________________________

O método do pilar­padrão com rigidez k aproximada pode ser adotado na análise de _________________________________________
pilares retangulares com l  ≤ 90, com armadura simétrica e constante ao longo de seu
eixo. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  97 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Não­lin earidade geom étrica _________________________________________

Admite­se que a deformação da barra seja senoidal (pilar­padrão). _________________________________________


Não­lin earidade física
_________________________________________
A não­linearidade física no lance do pilar é considerada por meio de uma expressão
aproximada para rigidez, cuja dedução foi obtida durante a tese de doutoramento _________________________________________
do prof. Ricardo França.
_________________________________________
O valor da rigidez é tomado de forma adimensional e é denominado de rigidez k
(“kapa”). _________________________________________

Form ulação _________________________________________

Assim como o método do pilar­padrão com 1/r aproximada, a formulação do pilar­ _________________________________________
padrão com k aproximada é simples e possibilita o cálculo manual.
_________________________________________
Segundo a formulação apresentada na NBR 6118:2003, o cálculo do momento total
máximo MSd,tot deve ser realizado de forma iterativa em função da rigidez
adimensional k, de acordo com as seguintes fórmulas:
_________________________________________

a b . M S 1 d , A  _________________________________________
M Sd ,tot  = 
l2  _________________________________________
1 -
120 . k / n
_________________________________________
æ M  ö
k  = 32 . çç1 + 5 .  Sd ,tot  ÷÷. n _________________________________________
è h . N Sd  ø
_________________________________________
O momento de 2ª ordem é calculado por uma amplificação da 1ª (ab.MS1d,A ).
_________________________________________
Note que não é necessário conhecer previamente a armadura do pilar para aplicar as
fórmulas acima.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  98 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

P P  com 1/ r apro ximada X P P  com rigidez k aprox imada _________________________________________

Aparentemente, a formulação acima é bastante distinta da formulação do método _________________________________________


do pilar­padrão com 1/r aproximada. No entanto, a única diferença se concentra na
consideração na não­linearidade física, ora adotando um valor aproximado para 1/r, _________________________________________
ora um valor aproximado para rigidez (k).

Veremos, mais adiante, que para valores equivalentes de 1/r e rigidez, o resultado final
_________________________________________
(MSd,tot) é o mesmo, comprovando que a aproximação pela curva senoidal (pilar­
padrão) é similar em ambos os métodos. _________________________________________

Cálculo direto sem  a n ecessidade de iterações _________________________________________

Conforme já observado, a formulação do método do pilar­padrão com rigidez k _________________________________________


aproximada presente na NBR 6118:2003 prevê um processo iterativo, pois a fórmula do
MSd,tot depende de k, que por sua vez possui uma expressão dependente de MSd,tot. _________________________________________

Embora a convergência do método não seja demasiadamente trabalhosa, _________________________________________


necessitando normalmente de até 3 ou 4 iterações, pode­se também utilizar uma
formulação que evita o processo iterativo.
_________________________________________
æ M  ö a b . M S 1 d , A  _________________________________________
Substituindo a equação k  = 32 . çç1 + 5 .  Sd ,tot  ÷÷. n em M Sd ,tot  = 
è h . N Sd  ø l2 
1 - _________________________________________
120 . k / n

e considerando  M S 1 d  = a b .M S 1 d , A , obtém­se:  _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
ì A = 5 . h 
ïï N  . l 2  _________________________________________
A . M Sd ,tot  +  B . M Sd , tot  + C  = 0 , onde: í B = h 2 . N Sd  - Sd  e  - 5 . h . M S 1 d 

ï 320 
ïîC  = - N Sd . h 2 . M S 1 d  _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  99 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

O momento total final é dado então por:  _________________________________________

- B + B 2  - 4 . A . C  _________________________________________


M Sd ,tot  =
2 . A 
_________________________________________
sendo: h a altura da seção na direção analisada, l e o comprimento equivalente do
lance do pilar, NSd a força normal solicitante com seu valor de cálculo e MS1d o _________________________________________
momento solicitante de 1ª ordem na seção considerada com o seu valor de cálculo.
_________________________________________
A formulação que possibilita o cálculo direto sem a necessidade de iterações que
acaba de ser apresentada gera, obviamente, resultados compatíveis com o processo _________________________________________
iterativo.
_________________________________________
8.1.3  Pilar­padrão acoplado a diagramas N, M, 1/r 
_________________________________________
Aplicab ilidade
_________________________________________
Esse método pode ser empregado apenas para pilares com l ≤ 140.

Não­lin earidade geom étrica _________________________________________

Admite­se que a deformação da barra seja senoidal (pilar­padrão). _________________________________________

Não­lin earidade física _________________________________________

A não­linearidade física é considerada por meio da obtenção da rigidez no diagrama _________________________________________


N, M, 1/r proposto pela NBR 6118:2003, conforme mostra a figura a seguir.
_________________________________________
Note que há uma relação entre a rigidez secante EI sec e a rigidez adimensional k.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  100
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Muito embora tenha o mesmo nome da rigidez adimensional calculada no método do _________________________________________
pilar­padrão com rigidez aproximada, essa rigidez k obtida pelo diagrama (rigidez
acoplada ao diagrama N, M, 1/r) é mais precisa. Poderíamos dizer que se trata de _________________________________________
uma rigidez “mais refinada e real”.

Form ulação
_________________________________________

O momento total máximo MSd,tot é calculado exatamente pela mesma fórmula do _________________________________________
método do pilar­padrão com rigidez aproximada:
_________________________________________
a b . M S 1 d , A 
M Sd ,tot  =  _________________________________________
l2 
1 -
120 . k / n _________________________________________

No entanto, deve­se ficar bem claro que o valor da rigidez k a ser utilizado na fórmula _________________________________________
é o obtido pelo diagrama normal­momento­curvatura, e não a rigidez k aproximada.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  101
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Quando se faz o uso do coeficiente gf3, a fórmula para obtenção do momento total _________________________________________
fica assim:
_________________________________________
a b . M S 1 d , A 
M Sd ,tot 
  =
l 2  _________________________________________
1 -
120 . g f 3 . k / n
_________________________________________

Duas observações muito importantes com relação ao método do pilar­padrão _________________________________________


acoplado ao diagrama N, M, 1/r:
_________________________________________
· Trata­se de um método que, na prática, somente é viável com o uso de um
computador, pois como vimos no início deste curso, a montagem do diagrama N, M,
_________________________________________
1/r é extremamente complicada de ser realizada manualmente.

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

· É necessário que a armadura existente no lance do pilar seja previamente _________________________________________


conhecida, pois não há diagrama N, M, 1/r sem armadura definida! Ou seja, o
processo de dimensionamento é realizado por um processo iterativo de verificações. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  102
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

8.1.4  Resumo
_________________________________________
A tabela a seguir apresenta um resumo das principais características de cada um dos
métodos aproximados. _________________________________________

_________________________________________
Pilar­padrão com Pilar­padrão com Pilar­padrão acoplado
1/r aproximada rigidez k aproximada a diagrama N, M, 1/r _________________________________________

_________________________________________
Item da NBR 6118 15.8.3.3.2 15.8.3.3.3 15.8.3.3.4
_________________________________________
NLG Pilar­padrão Pilar­padrão Pilar­padrão _________________________________________

_________________________________________
1 0 , 005  0 , 005  æ M  ö EI sec
NLF  = £ k  = 32 . çç1 + 5 .  Sd ,tot  ÷÷. n k =
r   h .( n + 0 , 5 )  h 
è h . N Sd  ø A c . h 2 . f cd  _________________________________________

_________________________________________
Esbeltez limite l ≤ 90 l ≤ 90 l ≤ 140
_________________________________________

Cálculo manual Sim Sim Não _________________________________________

_________________________________________
Necessita As
Não Não Sim
conhecido _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  103 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

8.1.5  Exemplo 1 _________________________________________

Vamos resolver um exemplo que está presente nos comentários da NB­1. Trata­se do _________________________________________
mesmo pilar em que estudamos a verificação do M1d,mín anteriormente, cujos dados
são apresentados a seguir.  _________________________________________

_________________________________________
b = 20cm  e  h = 60cm  _________________________________________
l  300  _________________________________________
l x =  12.  e  = 12 .  = 17 , 3 
h  60 
_________________________________________
l  300 
l y =  12.  e  = 12 .  = 52 , 0  _________________________________________
b  20 
_________________________________________

Apenas para relembrar, as envoltórias mínimas já calculadas são: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que, em torno da direção menos rígida (em torno do eixo y), o dimensionamento
_________________________________________
deve conduzir um momento resistente MRd maior que 7,12 tf.m.

Eng. Alio Ernesto Kimura  104 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Serão estudados três casos de flexão composta normal em torno da direção menos _________________________________________
rígida, com distribuição de momentos fletores distintos ao longo do pilar.
_________________________________________
Os esforços locais de 2ª ordem serão calculados pelo método do pilar­padrão com
rigidez k aproximada.
_________________________________________
8.1.5.1  Caso 1
_________________________________________
O pilar está submetido a momentos fletores que atuam no topo e na base em sentidos
opostos, com MS1d,A > M1d,mín. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A. Cálcu lo s iniciais  
_________________________________________
M S 1d , A  = 10 , 0 tf . m 
_________________________________________
M S 1d , B  =  -3 , 5 tf . m 
_________________________________________
M 1d , mín  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . b )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 2 )  = 4 , 41 tf . m  _________________________________________

M - 3 , 5  _________________________________________
Como  M S 1d , A  > M 1 d , mín :  a b  = 0 , 6 + 0 , 4 .  S 1d , B  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 46 
M S 1 d , A  10 
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  105
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

æe ö æ M S 1 d , A  / N Sd  ö æ 10 / 210 ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . ç 1  ÷ 25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
è b  ø è b  ø è 0 , 2  ø
l1 =  = = = 60 , 8  _________________________________________
a b  a b  0 , 46 
_________________________________________
B. Cálcu lo do s efeito s locais de 2 ª ordem
_________________________________________
Como  l = 52 , 0 < l1 = 60 , 8 , não é necessário calcular os efeitos locais de 2ª ordem.
_________________________________________
C. Esfo rços finais pa ra dim ensionamento
_________________________________________
A armadura longitudinal do pilar deverá ser dimensionada de modo que a sua
resistência  ( N Rd  , M Rdx , M Rdy )  atenda as condições de solicitação listadas a seguir. _________________________________________

C.1 Esfo rços m ínimos   _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 6, 93 tf . m ;  M Sdy  = 0, 0 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 0, 0 tf . m ;  M Sdy  = 7, 12 tf . m 
_________________________________________
C.2 Flex ão n ormal no topo do  pilar  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdy  = 3, 5 tf . m 
_________________________________________
C.3 Flex ão n ormal na base do pilar  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdy  = -10, 0 tf . m 
_________________________________________
D. Representação em planta
_________________________________________
A representação dos esforços em planta é apresentada a seguir.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  106 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
8.1.5.2  Caso 2
_________________________________________
O pilar está submetido a momentos fletores que atuam no topo e na base em mesmos
sentidos, com MS1d,A > M1d,mín. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

A. Cálcu lo s iniciais  
_________________________________________

_________________________________________
M S 1d , A  = 10 , 0 tf . m 
_________________________________________
M S 1d , B  = 7 , 0 tf . m 

Eng. Alio Ernesto Kimura  107 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

M 1d , mín  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . b )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 2 )  = 4 , 41 tf . m  _________________________________________

M _________________________________________

Como  M S 1d , A  > M 1 d , mín :  a b  = 0 , 6 + 0 , 4 .  S 1d , B  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 88 
M S 1 d , A  10  _________________________________________

æ e  ö æ M S 1 d , A  / N Sd  ö æ 10 / 210 ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . ç 1  ÷ 25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
è b  ø è b  ø è 0 , 2  ø
l 1 = = = = 31 , 8 < 35 Þ l1  = 35 , 0  _________________________________________
a b  a b  0 , 88 
_________________________________________
B. Cálcu lo do s efeito s locais de 2 ª ordem
_________________________________________
Como  l = 52 , 0 > l1 = 35 , 0 , é necessário calcular os efeitos locais de 2ª ordem.
_________________________________________
Utilizando a formulação direta do método do pilar­padrão com rigidez k aproximada,
tem­se:  _________________________________________

M S 1d  = a b . M S 1 d , A  = 0 , 88 . 10 , 0 = 8 , 8 tf . m  _________________________________________

A = 5. b = 5 . 0 , 2 = 1 , 0  _________________________________________

N Sd . l e 2  210 . 3 2  _________________________________________


B = b 2 . N Sd  - - 5 . b . M S 1 d  = 0 , 2 2 . 210 - - 5 . 0 , 2 . 8 , 8 = -6 , 3 
320  320  _________________________________________

C  =  - N Sd . b 2 . M S 1 d  = -210 . 0 , 2 2 . 8 , 8 = -73 , 9  _________________________________________

- B + B 2  - 4 . A . C  6 , 3 + - 6 , 3 2  - 4 . 1 , 0 . - 73 , 9  _________________________________________


M Sd ,tot  = = = 12 , 31 tf . m 
2 . A  2 . 1 , 0  _________________________________________

Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3: _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  108 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

æ M  ö æ 12 , 31  ö _________________________________________
k  = 32 . çç1 + 5 .  Sd ,tot  ÷÷. n = 32 . ç1 + 5 .  ÷. 0 , 817  = 64 , 5 
è b . N Sd  ø è 0 , 2 . 210 ø _________________________________________

M S 1 d  8 , 8  _________________________________________


M Sd ,tot 
  = 2 
= = 12 , 3 Þ OK ! 
l 52 , 0 2 
1 - 1 - _________________________________________
120 . k / n 120 . 64 , 5 / 0 , 817 
_________________________________________
C. Esfo rços finais pa ra dim ensionamento
_________________________________________
A armadura longitudinal do pilar deverá ser dimensionada de modo que a sua
resistência  ( N Rd  , M Rdx , M Rdy )  atenda as condições de solicitação listadas a seguir.
_________________________________________

C.1 Esfo rços m ínimos   _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 6, 93 tf . m ;  M Sdy  = 0, 0 tf . m  _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 0, 0 tf . m ;  M Sdy  = 7, 12 tf . m  _________________________________________

C.2 Flex ão n ormal no topo do  pilar   _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdy  = -7, 0 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
C.3 Flex ão n ormal na base do pilar  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdy  = -10, 0 tf . m 
_________________________________________
C.4 Flex ão n ormal entre o  topo e a base do  pilar  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdy  = -12, 31 tf . m 
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  109 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

D. Representação em planta _________________________________________

A representação dos esforços em planta é apresentada a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
8.1.5.3  Caso 3
_________________________________________
O pilar está submetido a momentos fletores que atuam no topo e na base em mesmos
sentidos, com ab.MS1d,A < M1d,mín.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  110 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A. Cálcu lo s iniciais   _________________________________________

M S 1d , A  =  4 , 5 tf . m  _________________________________________

M S 1d , B  = 4 , 0 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
M 1d , mín  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . b )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 2 )  = 4 , 41 tf . m 
_________________________________________
M S 1d , B  4 
Como  M S 1d , A  > M 1 d , mín  :  a b  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 96  _________________________________________
M S 1 d , A  4 , 5 
_________________________________________
æ e  ö æ M S 1 d , A  / N Sd  ö æ 4 , 5 / 210 ö
25 + 12 , 5 . ç 1  ÷ 25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
è b  ø = è b  ø= è 0 , 2  ø = 27 , 6 < 35 Þ l = 35 , 0  _________________________________________
l 1 = 1 
a b  a b  0 , 96 
_________________________________________
B. Cálculo dos efeitos locais de 2ª ordem

_________________________________________
Como  l = 52 , 0 > l1 = 35 , 0 , é necessário calcular os efeitos locais de 2ª ordem.
_________________________________________
Utilizando a formulação direta do método do pilar­padrão com rigidez k aproximada,
tem­se: 
_________________________________________
M S 1d  = a b . M S 1 d , A  = 0 , 96 . 4 , 5 = 4 , 3 tf . m 
_________________________________________

A = 5. b = 5 . 0 , 2 = 1 , 0  _________________________________________

N Sd . l e 2  210 . 3 2  _________________________________________


B  = b 2 . N Sd  - - 5 . b . M S 1 d  = 0 , 2 2 . 210 - - 5 . 0 , 2 . 4 , 3 = -1 , 8 
320  320 
_________________________________________
2 2 
C  = - N Sd . b  . M S 1 d  = -210 . 0 , 2  . 4 , 3 = -36 , 1 
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  111 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

- B + B 2  - 4 . A . C  1 , 8 + - 1 , 8 2  - 4 . 1 , 0 . - 36 , 1  _________________________________________


M Sd ,tot  = = = 6 , 98 tf . m 
2 . A  2 . 1 , 0  _________________________________________

Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3:  _________________________________________

æ M  ö æ 6 , 98  ö _________________________________________
k  = 32 . çç1 + 5 .  Sd ,tot  ÷÷. n = 32 . ç1 + 5 .  ÷. 0 , 817 = 47 , 9 
è b . N Sd  ø è 0 , 2 . 210 ø
_________________________________________
M S 1 d  4 , 3 
M Sd ,tot 
  = 2 
= = 7 , 0 Þ OK !  _________________________________________
l 52 , 0 2 
1 - 1 -
120 . k / n 120 . 47 , 9 / 0 , 817  _________________________________________

C. Esfo rços finais pa ra dim ensionamento _________________________________________

A armadura longitudinal do pilar deverá ser dimensionada de modo que a sua _________________________________________
resistência  ( N Rd  , M Rdx , M Rdy )  atenda as condições de solicitação listadas a seguir.
_________________________________________
C.1 Esfo rços m ínimos  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 6, 93 tf . m ;  M Sdy  = 0, 0 tf . m 
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 0, 0 tf . m ;  M Sdy  = 7, 12 tf . m  _________________________________________

C.2 Flex ão n ormal no topo do  pilar   _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdy  = -4, 0 tf . m  _________________________________________

C.3 Flex ão n ormal na base do pilar   _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdy  = -4, 5 tf . m  _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  112 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

C.4 Flex ão n ormal entre o  topo e a base do  pilar   _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdy  = -6, 98 tf . m  _________________________________________

D. Representação em planta _________________________________________

A representação dos esforços em planta é apresentada a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que, nesse caso, o esforço final crítico, apesar de existir 2ª ordem entre o topo e a
base (ponto M), continuou a ser o esforço mínimo decorrente do M1d,mín. _________________________________________

8.1.6  Exemplo 2 _________________________________________

Neste exemplo, vamos fazer um primeiro comparativo entre os métodos aproximados. _________________________________________
Vamos calcular um pilar submetido a uma flexão composta normal pelos métodos do
pilar­padrão com curvatura aproximada, pilar­padrão com rigidez k aproximada e _________________________________________
pilar­padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r.
_________________________________________
Toda resolução será acompanhada com o uso de um sistema computacional.

Os dados do pilar são mostrados na figura a seguir. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  113 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A. Cálcu lo s iniciais 
_________________________________________
12 . 6 , 4 
l  = = 88 , 7 
_________________________________________
0 , 25 
_________________________________________
M A  = 4, 8 ;  M B  = -2, 4 
_________________________________________
M 1d , mín  = 84 . (0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 25 ) = 1 , 9 
_________________________________________
- 2 , 4 
a b =  0, 6 + 0 , 4 .  = 0 , 4 
4 , 8  _________________________________________

_________________________________________
æ 4 , 8 / 84 ö
25 + 12 , 5 . ç ÷
è 0 , 25  ø _________________________________________
l1 = = 69 , 6 
0 , 4 

Eng. Alio Ernesto Kimura  114 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Como l > l1, é necessário calcular os efeitos locais de 2ª ordem. _________________________________________

Como l < 90, pode­se adotar qualquer um dos métodos aproximados. _________________________________________
Não verificaremos o M1d,mín com o intuito de focar a análise da 2ª ordem.
_________________________________________
B. P ilar­padrão  co m curvatu ra aprox imada
_________________________________________
84
n= = 0 , 36  _________________________________________
(0 , 25 . 0 , 65 ) . 2000 
1 , 4  _________________________________________

1 0 , 005  0 , 005  1  _________________________________________


=  0 , 023 > = 0 , 02 Þ = 0 , 02 
r  0 , 25 . (0 , 36 + 0 , 5 )  0 , 25  r 
_________________________________________

6 , 4  _________________________________________
M Sd ,tot  = 0 , 4 . 4 , 8 + 84 .  . 0 , 02 = 8 , 8 tf . m 
10 
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  115
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Note que: _________________________________________

l e 2  1  _________________________________________
· A parcela referente à 2ª ordem corresponde a  N d  .  .  .
10  r 
_________________________________________
· O coeficiente ab procura determinar o ponto entre o topo e a base do lance
onde ocorrerá o efeito local de 2ª ordem mais desfavorável. _________________________________________
· Foi possível realizar todos os cálculos manualmente, sem conhecer a armadura
do pilar. _________________________________________

C. P ilar­padrão com k ap ro ximada  _________________________________________

A = 5. 0 , 25 = 1 , 25  _________________________________________

84 . 6 , 4 2  _________________________________________
B =  0 , 25 2. 84 - - 5 . 0 , 25 . (0 , 4 . 4 , 8 ) = -7 , 9 
320 
_________________________________________
C  = -84 . 0 , 25  . (0 , 4 . 4 , 8 ) = -10 , 1 
2
_________________________________________

7 , 9 + - 7 , 9 2  - 4 . 1 , 25 . - 10 , 1  _________________________________________


M Sd ,tot  = = 7 , 41 tf . m 
2 . 1 , 25 
_________________________________________
Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3: 
_________________________________________
æ 7 , 41  ö
k  = 32. ç1 + 5 .  ÷. 0 , 36 = 32  _________________________________________
è 0 , 25 . 84 ø
_________________________________________
0 , 4 . 4 , 8 
M Sd ,tot 
  = = 7 , 41 Þ OK !  _________________________________________
88 , 7 2 
1 -
120 . 32 / 0 , 36  _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  116
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que: _________________________________________

· A parcela referente à 2ª ordem corresponde a  M Sd ,tot  - a b . M A  . _________________________________________


· O coeficiente ab procura determinar o ponto entre o topo e a base do lance
_________________________________________
onde ocorrerá o efeito local de 2ª ordem mais desfavorável.
· Foi possível realizar todos os cálculos manualmente, sem conhecer a armadura _________________________________________
do pilar.
_________________________________________
D. P ilar­padrão  acoplado a diagrama N, M, 1/ r
_________________________________________
Esse método prevê o uso da rigidez secante obtida pelo diagrama N, M, 1/r, que
somente é viável com o uso de computador.
_________________________________________

_________________________________________
É necessário, portanto, predefinir uma configuração de
armadura. Como exemplo, vamos adotar 6 f 12,5 mm.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  117
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

O diagrama N, M, 1/r para a armadura adotada, NSd = 84tf e gf3 = 1,0 é apresentado a _________________________________________
seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que:
_________________________________________
· O momento resistente último MRd na direção analisada é de 8,4 tf.m.
· A rigidez k obtida pelo diagrama (34,6) é maior que a rigidez k aproximada _________________________________________
(32,0).
_________________________________________
O momento total aplicando a rigidez k obtida pelo normal­diagrama momento­
curvatura é:  _________________________________________

0 , 4 . 4 , 8  _________________________________________
M Sd ,tot  = = 6 , 1 tf . m 
88 , 7 2 
1 - _________________________________________
120 . 34 , 6 / 0 , 36 
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  118
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que: _________________________________________

· A parcela referente à 2ª ordem corresponde a  M Sd ,tot  - a b . M A  . _________________________________________

· O coeficiente ab procura determinar o ponto entre o topo e a base do lance _________________________________________


onde ocorrerá o efeito local de 2ª ordem mais desfavorável.
· Foi necessário usar o computador para montar o diagrama N, M, 1/r. _________________________________________

· Foi necessário predefinir uma armadura para calcular os efeitos locais de 2ª _________________________________________
ordem.
_________________________________________
E. Conclusõ es

A primeira observação importante é que por meio dos dois primeiros métodos, pilar­ _________________________________________
padrão com 1/r aproximada e pilar­padrão com rigidez k aproximada, foi possível
efetuar toda a análise manualmente, e sem o conhecimento prévio das armaduras. _________________________________________

Isso possibilita na prática, quando um pilar necessita ser analisado para uma série de _________________________________________
combinações de esforços, executar uma montagem prévia de todos os
carregamentos (1ª ordem + 2ª ordem), antes de dimensionar as armaduras. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  119
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

E por isso, é comum nos sistemas computacionais ter disponível uma listagem _________________________________________
chamada “montagem de carregamentos”, quando se faz o uso de um desses
métodos (1/r ou k aproximada). _________________________________________
Veja, a seguir, um exemplo. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note a existência do momento total MSd,tot = 7,41 tf.m, calculado pelo pilar­padrão _________________________________________
com rigidez k aproximada.

Eng. Alio Ernesto Kimura  120
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Ao contrário de tudo isso, quando se usa o método do pilar­padrão acoplado a _________________________________________


diagrama N, M, 1/r, não é possível montar essa listagem prévia de carregamento, pois
os esforços finais dependem da armadura. _________________________________________
Nesse caso, o processo de dimensionamento é iterativo. Define­se previamente uma _________________________________________
armadura e analisa­se o pilar sucessivamente, até a obtenção de uma armadura
necessária.
_________________________________________
Isso torna, obviamente, o processamento mais oneroso. Porém, com o enorme avanço
no desenvolvimento de subrotinas matemáticas poderosas e eficientes (atreladas a _________________________________________
inúmeros métodos numéricos), tornou­se possível utilizar o método do pilar­padrão
acoplado a diagrama N, M, 1/r na prática, durante a elaboração de projetos _________________________________________
estruturais de edifícios de concreto armado.
_________________________________________
Para finalizar, é importante lembrar que para uma configuração de armadura de 6 f
12,5 mm, o momento resistente último MRd foi de 8,4 tf.m. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  121
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Note que como variou momento total final com 2ª ordem utilizando a representação _________________________________________
de esforços em planta.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Nesse caso, se for adotado o método do pilar­padrão com 1/r aproximada, o pilar não _________________________________________
passa, e a armadura tem que ser aumentada.
_________________________________________
Isso mostra uma tendência de que os métodos do pilar­padrão com rigidez k
aproximada e pilar­padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r gerem um _________________________________________
dimensionamento mais econômico perante a aplicação do método do pilar­padrão
com 1/r aproximada (que era então o único disponível na NBR 6118:1980). _________________________________________

Faremos um comparativo mais detalhado entre os métodos, inclusive o método geral, _________________________________________
mais adiante.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  122
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Nota im portan te _________________________________________

Para efeito de dimensionamento desse pilar, é importante lembrar que a verificação _________________________________________
do M1d,mín é obrigatória. Esse cálculo não foi realizado nesse exemplo, pois o objetivo
era focar apenas a análise dos efeitos locais de 2ª ordem.
_________________________________________
Curvatura 1/ r e rigidez k equivalen tes
_________________________________________
Na NBR 6118:2008, item 15.8.3.3.3, o método do pilar­padrão acoplado a diagramas N,
M, 1/r é definido da seguinte forma:  _________________________________________

“ A  determinação  dos  esforços  locais  de  2ª  ordem  em  pilares  com l≤140  pode  ser  feita  pelo  _________________________________________
método  do  pilar­padrão  ou  pilar­padrão  melhorado, utilizando­se  para  a  curvatura  da seção 
crítica valores obtidos de diagramas N, M, 1/r específicos para o caso.”   _________________________________________

Pois bem, ao aplicar esse método no exemplo, inicialmente calculamos a rigidez pelo _________________________________________
diagrama normal­momento­curvatura mostrado a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  123 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

E, depois, aplicamos a fórmula na qual o momento fletor final (1ª ordem + 2ª ordem) é _________________________________________
calculado em função da rigidez secante obtida (502,3 tf.m2 ou k = 34,6).
_________________________________________
a  . M  0 , 4 . 4 , 8 
M Sd ,tot  =  b  S 1 2 d , A  = = 6 , 1 tf . m 
l 88 , 7 2 _________________________________________
1 - 1 -
120 . k / n 120 . 34 , 6 / 0 , 36 
_________________________________________
É interessante observar que o resultado final obtido pela fórmula em função da
_________________________________________
curvatura deve ser o mesmo. Basta definirmos a 1/r equivalente na seção crítica
(MSd,tot = 6,1 tf.m), utilizando o valor da rigidez 502,3 tf.m2. 
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

6, 4 2  _________________________________________
M Sd ,tot  = 0 , 4 . 4 , 8 + 84 .  .( 1 , 21 . 10 - 2 ) = 6 , 1 tf . m 
10 
_________________________________________
Isso comprova que as duas fórmulas para cálculo do MSd,tot, apesar de parecerem
bastante distintas, tem a mesma origem (pilar­padrão). O que varia de método para _________________________________________
método é a aproximação feita para não­linearidade física (1/r aproximada, k
aproximada, k acoplado a diagrama N, M, 1/r). _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  124
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

8.2 Método geral _________________________________________

No item anterior, foram apresentados três métodos aproximados para análise dos _________________________________________
efeitos locais de 2ª ordem. Agora, vamos estudar um processo mais abrangente e
sofisticado, usualmente chamado de Método Geral. _________________________________________

NBR 6118:2003 _________________________________________
O método geral é definido na NBR 6118:2003, item 15.8.3.2, por apenas uma única _________________________________________
frase: 

“ Consiste na análise não­linear de 2a. ordem efetuada com discretização adequada da barra,  _________________________________________
consideração  da  relação  momento­curvatura  real  em  cada  seção,  e  consideração  da  não­ 
linearidade geométrica de maneira não aproximada.”   _________________________________________

Nesse item, não existe nenhuma formulação definida, e muito menos uma descrição _________________________________________
detalhada de como aplicar o método. Somente existe a definição acima, e nada
mais. _________________________________________

Dessa frase, podemos extrair as seguintes informações principais: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  125 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Aplicab ilidade _________________________________________

O método geral pode ser empregado apenas para pilares com l ≤ 200 e é obrigatório _________________________________________
para pilares com l > 140. Acima desse último limite (140), não se pode aplicar nenhum
dos processos aproximados estudados anteriormente.
_________________________________________
Não­lin earidade geom étrica
_________________________________________
As deformações ao longo lance do pilar devem ser analisadas por processo refinado.
Não se pode adotar a aproximação por uma curva senoidal (pilar­padrão). _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Existem diferentes maneiras para considerar a não­linearidade geométrica de forma _________________________________________


refinada. Uma primeira alternativa é a partir do diagrama de momentos fletores no
lance do pilar, obter as curvaturas (1/r) por meio da rigidez EI, as rotações (f) e _________________________________________
deslocamentos (d) por meio de integrações sucessivas, e depois, com esses
incrementar os momentos de 2ª ordem nos esforços originais. Esse cálculo é repetido _________________________________________
inúmeras vezes até o acréscimo de esforços ou deslocamentos tender a zero.
_________________________________________
Uma outra forma de tratar o problema é utilizar modelos numéricos que possibilitem a
análise em 2ª ordem (equilíbrio na posição deformada), como por exemplo, o cálculo
de um pórtico espacial por meio de uma análise P­d. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  126 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Seja qual for o processo empregado, a informação principal que se busca é a posição _________________________________________
final de equilíbrio do lance do pilar, de tal forma a definir a magnitude total dos efeitos
locais de 2ª ordem. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

A busca dessa posição de equilíbrio é sempre iterativa. E, por isso, é fundamental que _________________________________________
sejam consideradas tolerâncias que controlem a convergência dos processos de
forma eficiente e segura. Usualmente, esses valores são definidos em “deltas máximos _________________________________________
de deslocamentos ou esforços”.

Eng. Alio Ernesto Kimura  127
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
In stabilidade local
_________________________________________
Ao empregar um processo aproximado (pilar­padrão com 1/r aproximada, pilar­
padrão com k aproximada, pilar­padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r), a única _________________________________________
resposta final que temos é se o lance de pilar passa ou não em relação à resistência
última da seção crítica (ruptura).
_________________________________________
Já, no método geral, além dessa informação (ruptura da seção crítica), pode­se
flagrar se o lance é estável ou instável, pois a busca pela posição de equilíbrio do _________________________________________
mesmo é iterativa.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  128 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
Ao adotar o método geral no cálculo de um pilar demasiadamente _________________________________________
esbelto, por exemplo, pode­se se chegar numa situação de
instabilidade quando o número máximo de iterações definido na
_________________________________________
análise é alcançado.

Nesse caso, o processo não converge pois os acréscimos de _________________________________________


deslocamentos a cada iteração são superiores à tolerância
adotada. Esse resultado independe do nível de solicitação da _________________________________________
seção crítica em relação à sua resistência.
_________________________________________

_________________________________________
Não­lin earidade física
_________________________________________
A não­linearidade física é considerada por meio da obtenção da rigidez no diagrama
N, M, 1/r. Essa rigidez pode ser definida das seguintes formas:
_________________________________________
· Pela rigidez secante EI sec obtida pela linearização do diagrama (reta), e que
pode ser estendida para todas as seções do lance. É a forma mais recomendável de _________________________________________
se obter a rigidez, pois está a favor de segurança bem como facilita a análise
(desacoplamento das duas direções). _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  129
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

· Pela rigidez secante EI obtida pela curva para cada seção do lance de _________________________________________
acordo com a sua solicitação atuante. Trata­se de um procedimento válido somente
para casos de flexão composta normal. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

· Pela rigidez secante oblíqua em que considerem simultaneamente os esforços _________________________________________


solicitantes em ambas as direções dos pilares.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  130
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Discretização adequ ada _________________________________________

No método geral, é fundamental que o lance do pilar seja discretizado _________________________________________


adequadamente, de tal forma a obter as respostas em várias seções.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Ao contrário dos processos aproximados em que a definição da seção crítica entre o
topo e a base do lance do pilar era realizada de forma simplificada pelo coeficiente _________________________________________
ab, no método geral essa seção é definida de forma bem mais realista.
_________________________________________
Em lances de pilares de edifícios usuais, a discretização em 10 trechos é suficiente.

Eng. Alio Ernesto Kimura  131 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Coeficiente gf3 _________________________________________

Pode ser considerada a formulação de segurança em que se calculam os efeitos de _________________________________________


2ª ordem das cargas majoradas de gf/gf3, que posteriormente são majorados de gf3.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  132 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

P rocesso de verifica ção _________________________________________

O método geral é essencialmente um processo de verificação, pois é necessário _________________________________________


conhecer previamente a armadura ao longo do lance do pilar para calcular os
esforços de 2ª ordem.
_________________________________________
Dessa forma, assim como no método do pilar­padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r,
o processo de dimensionamento pelo método geral é iterativo. Define­se uma
_________________________________________
armadura e analisa­se o pilar sucessivamente, até a obtenção de uma armadura
necessária. _________________________________________

Cálculo  man ual _________________________________________

Calcular manualmente um lance de pilar pelo método geral é inviável, visto que é _________________________________________
necessário considerar tanto a não­linearidade física como a geométrica de forma
refinada. Na prática, o emprego do método geral somente é realizado com o uso de _________________________________________
um computador.
_________________________________________
Cabe ao Engenheiro de Estruturas conhecer a teoria que envolve o método, de tal
forma a poder interpretar os resultados obtidos de forma segura.
_________________________________________
Esbeltez acim a de 140
_________________________________________
Devido ao fato de que pilares de edifícios de concreto armado com esbeltez superior
a 140 ainda tenham sido pouco estudados com o uso do método geral, recomenda­ _________________________________________
se o uso de um coeficiente ponderador de esforços adicional (gn), cujo valor pode ser
entre 1,2 a 1,4. _________________________________________

8.2.1  Exemplo 1 _________________________________________

Vamos calcular o pilar analisado no último exemplo pelos três processos aproximados, _________________________________________
agora, empregando o Método Geral.
_________________________________________
Relembran do...

Os dados do pilar são relembrados a seguir.


_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  133 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Os resultados até então obtidos pelos processos aproximados são apresentados na
figura abaixo. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  134
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

Manteremos a mesma configuração de armadura pré­ _________________________________________


definida no exemplo anterior, 6 f 12,5 mm.
_________________________________________

_________________________________________
O diagrama N, M, 1/r para essa armadura, NSd = 84tf e gf3 = 1,0 é apresentado a seguir.
Veja que se trata da mesma rigidez adotada no método do pilar­padrão acoplado a _________________________________________
diagramas.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Ou seja, em relação à não­linearidade física, não há diferença entre o método geral e
o método do pilar­padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r. _________________________________________

Adotando­se uma tolerância máxima de deslocamentos relativos de 0,1 mm e um _________________________________________


número máximo de iterações igual a 20, chegaremos ao seguinte resultado final.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  135
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que:
_________________________________________
· Várias seções foram analisadas entre o topo e a base, e não somente uma
como nos demais processos aproximados.
_________________________________________
· O momento total final MSd,tot (5,9 tf.m) foi ligeiramente menor que o obtido pelo
método do pilar­padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r (6,1 tf.m). _________________________________________
· A seção em que resultou o maior esforço de 2ª ordem (3,4 tf.m) corresponde a
seção com a 1ª ordem ab.MA (1,92 tf.m). _________________________________________

No método geral, além dos esforços finais, também é possível obter os deslocamentos _________________________________________
de 2ª ordem, mostrados a seguir.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  136
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Perceba que os deslocamentos são compatíveis com os esforços de 2ª ordem (tração _________________________________________
na face esquerda).
_________________________________________
Mais uma observação importante: de acordo com as tolerâncias definidas
(deslocamento relativo máximo = 0,1 mm e número máximo de iterações = 20) foi _________________________________________
necessário, nesse exemplo, 13 iterações para o processo convergir, isto é, o lance do
pilar entrar em equilíbrio. _________________________________________
Para finalizar, vamos comparar os esforços finais obtidos por todos os quatro métodos
utilizados.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  137
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que:
_________________________________________
· Há certa uniformidade entre todos os métodos sob ponto de vista qualitativo.
_________________________________________
· Quando comparado com o processo mais preciso (método geral), o método
do pilar­padrão com 1/r aproximada superestimou os efeitos locais de 2ª ordem _________________________________________
(+49%).
· Quando comparado com o processo mais preciso (método geral), o método _________________________________________
do pilar­padrão com rigidez k aproximada superestimou os efeitos locais de 2ª ordem
(+25%). _________________________________________
· Em relação ao processo mais preciso (método geral), o método do pilar­
padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r teve um resultado bem próximo (+3%). _________________________________________
· O que gerou a diferença entre os três métodos aproximados foi o tratamento _________________________________________
dado para a não­linearidade física em cada um deles.
· A pequena diferença entre os dois últimos métodos foi ocasionada pelo _________________________________________
tratamento dado para a não­linearidade geométrica em cada um deles.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  138
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Ten dência _________________________________________

É importante, no entanto, deixar bastante claro que esse exemplo não pode ser _________________________________________
extrapolado para todo e qualquer tipo de pilar. Ele nos serve apenas para mostrar
uma tendência, mas nada que seja definitivo e invariável. Há casos em que o método
_________________________________________
geral, por exemplo, pode gerar um resultado mais a favor da segurança que os
demais processos.
_________________________________________
8.2.2  Exemplo 2
_________________________________________
Nesse exemplo, vamos analisar um pilar engastado na base submetido a uma flexão
composta normal, que é objeto de estudo durante o curso do PECE­USP. _________________________________________

Inicialmente, iremos adotar gf3 = 1,0 e rigidez EI sec pela reta. Depois, analisaremos os _________________________________________
resultados com gf3 = 1,1. Finalmente, veremos o cálculo com a rigidez EI obtida pela
curva (válida apenas para casos de flexão composta normal). _________________________________________

A. Dados _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  139 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Além da força normal de compressão, o pilar está submetido a uma força horizontal e _________________________________________
um momento fletor no topo segundo a sua direção menos rígida, de tal forma que os
esforços de primeira ordem são: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Para montar o diagrama N, M, 1/r, é preciso predefinir uma _________________________________________
configuração de armadura. Como exemplo, vamos adotar 8 f
16 mm.
_________________________________________

_________________________________________

B. Cálcu los iniciais  _________________________________________

12 .( 2 . 3 , 5 )  _________________________________________
l  = = 93 , 3 
0 , 26 
_________________________________________
M A  =  2, 0 ;  M C  = 1, 3 
_________________________________________

M 1d , mín  = 79 , 8 . (0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 26 ) = 1 , 8  _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  140
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

1, 3  _________________________________________
a b = 0, 8 + 0 , 2 .  = 0 , 93 
2 , 0 
_________________________________________
æ 2 , 0 / 79 , 8 ö _________________________________________
25 + 12 , 5 . ç ÷
è 0 , 26  ø
l1 = = 28 , 2 ® l1  = 35 
0 , 93  _________________________________________

Como l > l1, é necessário calcular os efeitos de 2ª ordem. _________________________________________

Como l > 90, é obrigatório o uso do método geral. _________________________________________

Não verificaremos o M1d,mín com o intuito de focar apenas a análise dos efeitos locais _________________________________________
de 2ª ordem. Essa verificação é obrigatória no caso de dimensionamento.
_________________________________________
C. An álise com gf 3  = 1,0 e EI sec  pela reta
_________________________________________
O diagrama N, M, 1/r (calculado por computador) com NSd = 79,8 tf e 8 f 16 mm é
apresentado a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

O momento resistente último da seção (MRd) é 7,1 tf.m e a rigidez secante pela reta é _________________________________________
igual a 532,5 tf.m2.

Eng. Alio Ernesto Kimura  141 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Veja, a seguir, os deslocamentos e momentos fletores resultantes ao longo do pilar. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que o esforço final na base atinge a resistência última do pilar.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  142
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

D. Análise com gf3  = 1 ,1 e EI sec  pela reta _________________________________________

O diagrama N, M, 1/r (calculado por computador) com NSd = 79,8 tf e 8 f 16 mm é _________________________________________


apresentado a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
O momento resistente último da seção (MRd) continua o mesmo 7,1 tf.m (como era
esperado) e a rigidez secante pela reta aumentou para 567,8 tf.m2. _________________________________________

Como a análise em 2ª ordem é feita com NSd / 1,1 (que posteriormente é majorado por _________________________________________
1,1), bem como uma rigidez maior, os deslocamentos são menores.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  143 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Consequentemente, os momentos fletores finais também diminuem, conforme mostra _________________________________________


a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

E. An álise com gf3  = 1,1 e EI sec  pela curva _________________________________________

Nesse caso, a rigidez adotada ao longo do lance do pilar é variável de acordo com a _________________________________________
solicitação em cada trecho. Note que as rigidezes obtidas pela curva são maiores.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  144
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Devido ao aumento de rigidez ao longo de todo o lance, os deslocamentos e os _________________________________________


esforços finais diminuem bastante.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  145
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

F. Conclusões _________________________________________

Resumindo os resultados numa tabela, temos: _________________________________________

gf3 Rigidez EI MSd,tot (base) _________________________________________

1,0 Reta (532,5 tf.m2) 7,1 tf.m _________________________________________

1,1 Reta (567,8 tf.m2) 5,5 tf.m _________________________________________

1,1 Curva (entre 780 e 840 tf.m2) 4,2 tf.m _________________________________________

Nesse exemplo, o coeficiente gf3 e o modo como a rigidez foi calculada (reta ou _________________________________________
curva) foram significativos nos resultados.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Perceba que os valores obtidos pela curva, nesse exemplo, são bem superiores aos da _________________________________________
reta.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  146 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Veja, a seguir, como a rigidez em cada seção é calculada utilizando a curva. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Trata­se de uma forma bastante refinada de definir a rigidez ao longo de um pilar, pois
cada trecho possui um EI de acordo com a sua solicitação.
_________________________________________
É importante lembrar, no entanto, que essa metodologia somente é válida para casos
de flexão composta normal, visto que os esforços na outra direção são ignorados. Mais
_________________________________________
adiante, veremos como obter a rigidez EI oblíqua real.

Eng. Alio Ernesto Kimura  147
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

8.2.3  Exemplo 3 _________________________________________

Vamos, novamente, analisar um pilar utilizando todos os métodos definidos na NBR _________________________________________
6118:2003. No caso do método geral, vamos variar o coeficiente gf3, ora com um valor
de 1,0 ora com um valor de 1,1, e o modo de como a rigidez é extraída do diagrama _________________________________________
N, M, 1/r, ora pela reta, ora pela curva.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Trata­se, também, de um exemplo estudado no curso do PECE­USP.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  148 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A. Cálcu lo s iniciais  _________________________________________

12 . 7 , 5  _________________________________________
l  = = 74 , 2 
0 , 35 
_________________________________________
M A  = 10, 5 ;  M B  = -2, 0 
_________________________________________

M 1d , mín  = 320 . (0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 35 ) = 8 , 2 tf . m  _________________________________________

- 2 , 0  _________________________________________
a b = 0, 6 + 0 , 4 .  = 0 , 524 
10 , 5 
_________________________________________
æ 10 , 5 / 320 ö _________________________________________
25 + 12 , 5 . ç ÷
è 0 , 35  ø
l1 = = 50 
0 , 524  _________________________________________

Como l > l1, é necessário calcular os efeitos locais de 2ª ordem. _________________________________________

Como l < 90, pode­se adotar qualquer um dos métodos aproximados bem como o _________________________________________
método geral.
_________________________________________
Não verificaremos o M1d,mín com o intuito de focar apenas a análise dos efeitos locais
de 2ª ordem. Essa verificação é obrigatória no caso de dimensionamento. _________________________________________
B. P ilar­padrão  co m curvatu ra aprox imada _________________________________________
320 _________________________________________
n = = 0 , 985 
(0 , 35 . 0 , 65 ) . 2000 
1 , 4  _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  149 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

1 0 , 005  0 , 005  1  _________________________________________


=  0 , 00962 < = 0 , 014 Þ = 0 , 00962 
r  0 , 35 . (0 , 985 + 0 , 5 )  0 , 35  r 
_________________________________________
7, 5 2 
M Sd ,tot  = 0 , 524 . 10 , 5 + 320 .  . 0 , 0962 = 22 , 8 tf . m  _________________________________________
10 
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
C. P ilar­padrão com k ap ro ximada 
_________________________________________
A = 5. b = 5 . 0 , 35 = 1 , 75 
_________________________________________
N Sd . l e 2  320 . 7 , 5 2 
B  = b 2 . N Sd  - - 5 . b . M S 1 d  = 0 , 35 2 . 320 - - 5 . 0 , 35 . 0 , 524 . 10 , 5 = -26 , 675  _________________________________________
320  320 

C  = - N Sd . b 2 . M S 1 d  = -320 . 0 , 35 2 . 0 , 524 . 10 , 5 = -215 , 6  _________________________________________

_________________________________________
- B + B 2  - 4 . A . C  26 , 675 + - 26 , 675 2  - 4 . 1 , 75 . - 215 , 6 
M Sd ,tot  = = = 21 , 1 tf . m  _________________________________________
2 . A  2 . 1 , 75 

Eng. Alio Ernesto Kimura  150
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3: 


_________________________________________
æ 21 , 1  ö _________________________________________
k  = 32. ç1 + 5 .  ÷. 0 , 985 = 61 , 2 
è 0 , 35 . 320 ø
_________________________________________
0 , 524 . 10 , 5 
M Sd ,tot 
  = = 21 , 1 Þ OK !  _________________________________________
74 , 2 2 
1 -
120 . 61 , 2 / 0 , 985  _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

D. P ilar­padrão  acoplado a diagrama N, M, 1/ r _________________________________________

_________________________________________
Esse método prevê o uso da rigidez secante obtida
_________________________________________
pelo diagrama N, M, 1/r, sendo necessário, portanto,
predefinir uma configuração de armadura. Como
exemplo, vamos adotar 12 f 20 mm.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  151
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

O diagrama N, M, 1/r para a armadura adotada, NSd = 320 tf e gf3 = 1,0 é apresentado _________________________________________
a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que:
_________________________________________
· O momento resistente último MRd na direção analisada é de 14,8 tf.m.
· A rigidez k obtida pelo diagrama (78,6) é bem maior que a rigidez k _________________________________________
aproximada (61,2).
_________________________________________
O momento total aplicando a rigidez k obtida pelo normal­diagrama momento­
curvatura é:  _________________________________________

0 , 524 . 10 , 5  _________________________________________
M Sd ,tot  = = 12 , 9 tf . m 
74 , 2 2 
1 - _________________________________________
120 . 78 , 6 / 0 , 985 

Esse esforço é bem menor que os valores obtidos anteriormente (22,8 tf para pilar­ _________________________________________
padrão com 1/r aproximada e 21,1 para pilar­padrão com rigidez k aproximada).
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  152
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

E. M étodo geral _________________________________________

O diagrama N, M, 1/r para é o mesmo utilizado anteriormente no método do pilar­ _________________________________________


padrão acoplado a diagrama.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  153 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Adotando­se uma tolerância máxima de deslocamentos relativos de 0,1 mm e um _________________________________________


número máximo de iterações igual a 20, chegaremos ao seguinte resultado final.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que o momento fletor total na seção crítica (13,3 tf) é maior que o valor obtido
pelo método do pilar­padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r (12,9 tf.m).
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  154
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Lembrando que para a armadura adotada, tem MRd = 14,8 tf.m. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que:
_________________________________________
· Quando comparado com o processo mais preciso (método geral), o método
do pilar­padrão com 1/r aproximada superestimou os efeitos locais de 2ª ordem _________________________________________
(+71%).
_________________________________________
· Quando comparado com o processo mais preciso (método geral), o método
do pilar­padrão com rigidez k aproximada superestimou os efeitos locais de 2ª ordem
_________________________________________
(+59%).
· Em relação ao processo mais preciso (método geral), o método do pilar­ _________________________________________
padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r teve um resultado bem próximo (­3%).
_________________________________________
F. M éto do geral com gf 3  = 1,1
_________________________________________
O diagrama N, M, 1/r (calculado por computador) com NSd = 320 tf e 12 f 20 mm é
apresentado a seguir.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  155
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
O momento resistente último da seção (MRd) continua o mesmo 14,8 tf.m (como era
esperado) e a rigidez secante pela reta aumentou para 3359,0 tf.m2. _________________________________________
Como a análise em 2ª ordem é feita com NSd / 1,1 (que posteriormente é majorado por
_________________________________________
1,1), bem como uma rigidez maior, os deslocamentos são menores.

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  156
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Consequentemente, os momentos fletores finais também diminuem, conforme mostra _________________________________________


a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

G. M étodo  geral pela cu rva _________________________________________

Nesse caso, a rigidez adotada ao longo do lance do pilar é variável de acordo com a _________________________________________
solicitação em cada trecho. Note que as rigidezes obtidas pela curva são
praticamente as mesmas da reta, pois a curva quase coincide com a reta. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  157
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

E, portanto, nesse caso, os resultados variam muito pouco (como era de se esperar). _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  158
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

H. Con clu sões _________________________________________

Resumindo os resultados numa tabela, temos: _________________________________________

Método gf3 Rigidez EI MSd,tot _________________________________________

Pilar­padrão com 1/r aproximada 1,0 Aprox. (2370 tf.m2) 22,8 tf.m _________________________________________

Pilar­padrão com k aproximada 1,0 Aprox. (2437 tf.m2) 21,1 tf.m _________________________________________

Pilar­padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r 1,0 Reta (3130 tf.m2) 12,9 tf.m _________________________________________
Método geral 1,0 Reta (3130 tf.m2) 13,3 tf.m _________________________________________
Método geral 1,1 Reta (3359 tf.m2) 12,1 tf.m
_________________________________________
Curva (entre 3340 e
Método geral 1,1 11,9 tf.m _________________________________________
3386 tf.m2)

_________________________________________
Note que:
_________________________________________
· A maneira como a não­linearidade física é tratada é significativa no resultado
final. As rigidezes aproximadas geram valores finais com uma boa margem de
segurança.
_________________________________________

· A maneira como a não­linearidade geométrica é tratada (pilar­padrão X _________________________________________


processo não­aproximado) não trouxe grandes diferenças nos resultados.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  159 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

8.3 Resumo geral _________________________________________

Até o momento, estudamos com relativa profundidade todos os processos presentes _________________________________________
na NBR 6118:2003 para análise dos efeitos locais de 2ª ordem. Por meio de exemplos,
foi possível perceber as particularidades cada método e conhecer um pouco das suas _________________________________________
vantagens e desvantagens.
_________________________________________
O gráfico a seguir faz um resumo geral quanto à aplicabilidade dos métodos em
função do índice de esbeltez do pilar. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  160 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

No gráfico anterior, a palavra “qualquer” deve ser encarada com certa precaução, _________________________________________
pois há casos em que o seu campo de aplicação ainda não foi devidamente testado
e comprovado, sendo necessário estudos mais aprofundados para se ter uma resposta _________________________________________
mais precisa e definitiva.
_________________________________________
O próprio Método Geral que é mais abrangente, por exemplo, necessita de mais
testes para que seja comprovada a sua validade para todo e qualquer tipo de pilar
(ex.: pilares de seção genérica com índice de esbeltez acima de 140).
_________________________________________

Enquanto não se tem uma resposta definitiva para todos os casos, é sempre _________________________________________
conveniente durante a elaboração de um projeto estrutural, cercar­se de soluções
que levem a uma estrutura mais segura, principalmente em situações “que fogem do _________________________________________
trivial”.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  161
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
9 Flexão composta oblíqua
_________________________________________
Na vida real, todo pilar, seja ele de canto, de extremidade ou intermediário, está
submetido a uma força normal de compressão e a momentos fletores concomitantes _________________________________________
nas duas direções, ou seja, a uma flexão composta oblíqua.
_________________________________________
Há certos casos em que a aproximação para uma flexão composta normal é possível
e defensável, principalmente quando se quer resolver um problema de forma manual,
sem o auxílio de um computador. _________________________________________

Nos sistemas computacionais atuais destinados à elaboração de projetos de estruturas _________________________________________


de concreto armado, todo lance de pilar é analisado nas duas direções. Mesmo que
os momentos fletores em uma delas sejam pequenos, o pilar é dimensionado levando _________________________________________
em consideração a existência dos mesmos.
_________________________________________
Porém, é importante deixar claro que o que se faz hoje, na prática, é analisar o pilar
nas duas direções separadamente, calculando os efeitos de 2ª ordem e das _________________________________________
imperfeições geométricas de forma isolada, e depois ao final, fazer a composição dos
esforços obtidos para o dimensionamento das armaduras. Isto é, nada mais é do que _________________________________________
duas flexões compostas normais que se juntam no fim. Podemos dizer então que se
trata de uma análise oblíqua “simplificada”.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  162 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A figura anterior representa bem o que foi colocado. Os esforços são calculados nas _________________________________________
direções y e z de forma independente (um não influi na resposta do outro), e depois
são acoplados durante o dimensionamento. _________________________________________
Esse tipo de procedimento, que na realidade é uma simplificação da análise oblíqua _________________________________________
verdadeira, é bastante eficiente desde que certas precauções sejam consideradas, e
também é permitido pela norma de concreto atual.
_________________________________________
NBR 6118:2003
_________________________________________
No item 15.8.3.3.5 da NBR 6118:2003, tem­se: 
_________________________________________
“ Quando  a  esbeltez  de  um  pilar  de  seção  retangular  submetido  à  flexão  composta  normal 
oblíqua for menor que 90 (l <  90) nas duas direções principais, pode ser aplicado o processo  _________________________________________
descrito em 15.8.3.3.3 simultaneamente em cada uma das direções.”  
_________________________________________
“ A  amplificação  dos  momentos  de  1ª  ordem  em  cada  direção  é  diferente,  pois  depende  de 
valores distintos de rigidez e esbeltez.”   _________________________________________

“ Uma vez obtida a distribuição de momentos totais de 1ª e 2ª ordens, em cada direção, deve ser  _________________________________________
verificada,  para  cada  seção  ao  longo  do  eixo,  se  a  composição  desses  momentos  solicitantes 
fica dentro da envoltória de momentos resistentes para a armadura escolhida. Essa verificação  _________________________________________
pode ser realizada em apenas três seções: nas extremidades A e B e num ponto intermediário 
onde se admite atuar concomitantemente os momentos Md,tot  nas duas direções (x e y).”   _________________________________________
É possível perceber que a atual norma de concreto permite, com restrições, adotar a
_________________________________________
flexão composta oblíqua “simplificada” utilizando o método do pilar­padrão com
rigidez k aproximada.
_________________________________________
A seguir, serão estudados alguns exemplos aplicando esse tipo de procedimento. No
final deste capítulo, será feita uma breve discussão a respeito da análise à flexão _________________________________________
composta oblíqua mais precisa.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  163
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

9.1 Exemplo 1 _________________________________________

Trata­se de um exemplo presente na publicação do Ibracon “Comentários da NB­1”, _________________________________________


cujos dados são fornecidos a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Apenas para relembrar, as envoltórias mínimas em função do M1d,mín já foram _________________________________________


calculadas para esse mesmo pilar no item 7.2.2:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que, em torno da direção menos rígida (em torno do eixo y), o dimensionamento
deve conduzir um momento resistente MRd maior que 7,12 tf.m. E, na direção mais
rígida a uma resistência superior a 6,93 tf.m. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  164 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A. Cálcu lo s iniciais  _________________________________________

A.1 Cálculo em x   _________________________________________

M S 1dx , A  =  7 , 0 tf . m  _________________________________________

M S 1dx , B  = -4 , 0 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
M 1dx , mín  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . h )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 6 )  = 6 , 93 tf . m 
_________________________________________
M S 1dx , B  - 4 
Como M S 1dx , A  > M 1 dx , mín  :  a bx  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 37 < 0 , 4 Þ a bx  = 0 , 4 
M S 1 dx , A  7  _________________________________________

_________________________________________
æe ö æ M S 1 dx , A  / N Sd  ö æ 7 / 210 ö
25 + 12 , 5 . ç 1 x  ÷ 25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
è h  ø è h  ø è 0 , 6  ø _________________________________________
l1x  =  = = = 64 , 2 
a bx  a bx  0 , 4 
_________________________________________
A.2 Cálculo em y  
_________________________________________
M S 1dy , A  = 6 , 0 tf . m 
_________________________________________

M S 1dy , B  = 0 , 0 tf . m  _________________________________________

M 1dy , mín  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . b )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 2 )  = 4 , 41 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
M S 1dy , B  0 
Como  M S 1dy , A  > M 1 dy , mín :  a by  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 6 
M S 1 dy , A  6  _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  165 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

æ e1 y  ö æ M  / N  ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . çç S 1 dy , A  Sd  ÷÷ 25 + 12 , 5 . æç 6 / 210 ö÷
l1 y  =  è b  ø = è b  ø= è 0 , 2  ø = 44 , 6  _________________________________________
a by  a by  0 , 6 
_________________________________________
B. Cálcu lo do s efeito s locais de 2 ª ordem
_________________________________________
Embora o índice de esbeltez limite tenha sido ultrapassado apenas em uma direção,
isto é,  l x = 17 , 3 < l1 x  = 64 , 2  e  l y = 52 , 0 > l1 y  = 44 , 6 , vamos calcular os efeitos locais _________________________________________
de 2ª ordem tanto em x como em y.
_________________________________________
B.1 Flex ão o blíqu a en tre o topo e a base do pilar 
_________________________________________
a) Cálculo em  x
_________________________________________
Utilizando a formulação direta do método do pilar­padrão com rigidez k aproximada,
tem­se:  _________________________________________

M S 1dx  = a bx . M S 1 dx , A  = 0 , 4 . 7 , 0 = 2 , 8 tf . m  _________________________________________

A = 5. h = 5 . 0 , 6 = 3 , 0  _________________________________________

N Sd . l e 2  _________________________________________
210 . 3 2 
B = h 2 . N Sd  - - 5 . h . M S 1 dx  = 0 , 6 2 . 210 - - 5 . 0 , 6 . 2 , 8 = 61 , 3 
320  320  _________________________________________

C  =  - N Sd . h 2 . M S 1 dx  = -210 . 0 , 6 2 . 2 , 8 = -211 , 7  _________________________________________

_________________________________________
- B + B 2  - 4 . A . C  - 61 , 3 + 61 , 3 2  - 4 . 3 , 0 . - 211 , 7 
M Sdx ,tot  = = = 3 , 01 tf . m 
2 . A  2 . 3 , 0  _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  166 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3:  _________________________________________

æ M  ö æ 3 , 01  ö _________________________________________
k x  = 32 . çç1 + 5 .  Sdx ,tot  ÷÷. n = 32 . ç1 + 5 .  ÷. 0 , 817 = 29 , 3 
è h . N Sd  ø è 0 , 6 . 210 ø
_________________________________________

M S 1 dx  2 , 8  _________________________________________


M Sdx,tot 
  = 2 
= = 3 , 0 Þ OK ! 
l x  17 , 3 2 
1 - 1 - _________________________________________
120 . k x  / n 120 . 29 , 3 / 0 , 817 
_________________________________________
b) Cál culo  em y  
_________________________________________
M S 1dy  = a by . M S 1 dy , A  = 0 , 6 . 6 , 0 = 3 , 6 tf . m 
_________________________________________
A = 5. b = 5 . 0 , 2 = 1 , 0 
_________________________________________
N Sd . l e 2  210 . 3 2 
B  = b 2 . N Sd  - - 5 . b . M S 1 dy  = 0 , 2 2 . 210 - - 5 . 0 , 2 . 3 , 6  = -1 , 1  _________________________________________
320  320 
_________________________________________
C  =  - N Sd . b 2 . M S 1 dy  = -210 . 0 , 2 2 . 3 , 6 = -30 , 2 
_________________________________________
2  2 
- B + B  - 4 . A . C  1 , 1 + - 1 , 1  - 4 . 1 , 0 . - 30 , 2 
M Sdy ,tot  = = = 6 , 08 tf . m  _________________________________________
2 . A  2 . 1 , 0 
_________________________________________
Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3: 
_________________________________________
æ M Sdy ,tot  ö æ 6 , 08  ö
k y  = 32 . çç1 + 5 .  ÷÷. n = 32 . ç1 + 5 .  ÷. 0 , 817 = 45 , 1 
è b . N Sd  ø è 0 , 2 . 210 ø _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  167
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

M S 1 dy  3 , 6  _________________________________________


M Sdy, tot  = = = 6 , 1 Þ OK ! 
l 2 y  52 , 0 2 
1 - 1 - _________________________________________
120 . k y  / n 120 . 45 , 1 / 0 , 817 
_________________________________________
C. Esfo rços finais pa ra dim ensionamento
_________________________________________
A armadura longitudinal do pilar deverá ser dimensionada de modo que a sua
resistência  ( N Rd  , M Rdx , M Rdy  )  atenda as condições de solicitação listadas a seguir. _________________________________________

C.1 Esfo rços m ínimos _________________________________________

São os esforços mínimos já calculados anteriormente durante a verificação do _________________________________________


momento mínimo de 1ª ordem.
_________________________________________
C.2 Flex ão o blíqu a no  topo do pilar  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 7, 0 tf . m ;  M Sdy  = 0, 0 tf . m 
_________________________________________
C.3 Flex ão o blíqu a na base do pilar  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = -4, 0 tf . m ;  M Sdy  = -6, 0 tf . m 
_________________________________________
C.4 Flex ão o blíqu a en tre o topo e a base do pilar  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 3, 01 tf . m ;  M Sdy  = -6, 08 tf . m 
_________________________________________
D. Dimensionam ento de arm adu ra
_________________________________________
Considerando um cobrimento igual a 30 mm e uma armadura transversal com
diâmetro de 6,3 mm, obtém­se uma possível configuração de armadura longitudinal _________________________________________
composta por 10 barras de 20 mm (As = 31,4 cm2), aço CA50, na qual todas as
condições de solicitação são atendidas, conforme mostra a figura a seguir. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  168 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que: _________________________________________

· O efeito do M1d,mín na direção menos rígida (ponto Y) é o esforço crítico para o _________________________________________
dimensionamento.
· O esforço de 2ª ordem no meio do lance (ponto M) tende a levar a seção para _________________________________________
o ELU na direção menos rígida.
_________________________________________
Utilizando o Método Geral, no qual se considera a relação momento­curvatura real
em diversas seções ao longo do pilar (rigidez EI pela reta) e a não­linearidade _________________________________________
geométrica de forma não aproximada, obtém­se a seguinte resposta:
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  169
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que: _________________________________________

· O efeito do M1d,mín na direção menos rígida (ponto Y) é o esforço crítico para o _________________________________________
dimensionamento.
· Os efeitos locais de 2ª foram razoavelmente menores que os calculados pelo _________________________________________
método aproximado. Na direção mais rígida, esses esforços são insignificantes.
_________________________________________
9.2 Exemplo 2
_________________________________________
Trata­se do mesmo lance de pilar analisado anteriormente, porém com o diagrama de
momentos fletores em torno da direção menos rígida alterado.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  170
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A. Cálcu lo s iniciais 
_________________________________________
A.1 Cálculo em x  
_________________________________________
M S 1dx , A  = 7 , 0 tf . m 
_________________________________________
M S 1dx , B  =  -4 , 0 tf . m 
_________________________________________

M 1dx , mín  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . h )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 6 )  = 6 , 93 tf . m  _________________________________________

M S 1dx , B  - 4  _________________________________________
Como  M S 1dx , A  > M 1 dx , mín :  a bx  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 37 < 0 , 4 Þ a bx  = 0 , 4 
M S 1 dx , A  7 
_________________________________________

æe ö æ M S 1 dx , A  / N Sd  ö æ 7 / 210 ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . ç 1 x  ÷ 25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
è h  ø è h  ø è 0 , 6  ø
l1x  =  = = = 64 , 2  _________________________________________
a bx  a bx  0 , 4 
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  171 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A.2 Cálculo em y   _________________________________________

M S 1dy , A  = 6 , 0 tf . m  _________________________________________

M S 1dy , B  = 5 , 0 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
M 1dy , mín  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . b )  = 210 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 2 )  = 4 , 41 tf . m 
_________________________________________
M S 1dy , B  5 
Como  M S 1dy , A  > M 1 dy , mín :  a by  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 93  _________________________________________
M S 1 dy , A  6 
_________________________________________
æ e1 y  ö æ M  / N  ö
25 + 12 , 5 . çç ÷ 25 + 12 , 5 . ç S 1 dy , A  Sd  ÷ 25 + 12 , 5 . æç 6 / 210 ö÷
÷ ç ÷ _________________________________________
l1 y  =  è b  ø = è b  ø= è 0 , 2  ø = 28 , 8 < 35 Þ l = 35 , 0 
1 y 
a by  a by  0 , 93 
_________________________________________

_________________________________________
B. Cálcu lo do s efeito s locais de 2 ª ordem

Embora o índice de esbeltez limite tenha sido ultrapassado apenas em uma direção, _________________________________________
isto é,  l x = 17 , 3 < l1 x  = 64 , 2  e  l y = 52 , 0  > l1 y  = 35 , 0 , vamos calcular os efeitos locais
_________________________________________
de 2ª ordem tanto em x como em y.
_________________________________________
B.1 Flex ão o blíqu a en tre o topo e a base do pilar 

a) Cálculo em  x _________________________________________

Utilizando a formulação direta do método do pilar­padrão com rigidez k aproximada, _________________________________________


tem­se: 
_________________________________________
M S 1dx  = a bx . M S 1 dx , A  = 0 , 4 . 7 , 0 = 2 , 8 tf . m 
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  172 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A = 5. h = 5 . 0 , 6 = 3 , 0  _________________________________________

N Sd . l e 2  210 . 3 2  _________________________________________


B = h 2 . N Sd  - - 5 . h . M S 1 dx  = 0 , 6 2 . 210 - - 5 . 0 , 6 . 2 , 8 = 61 , 3 
320  320  _________________________________________

C  =  - N Sd . h 2 . M S 1 dx  = -210 . 0 , 6 2 . 2 , 8 = -211 , 7  _________________________________________

- B + B 2  - 4 . A . C  - 61 , 3 + 61 , 3 2  - 4 . 3 , 0 . - 211 , 7  _________________________________________


M Sdx ,tot  = = = 3 , 01 tf . m 
2 . A  2 . 3 , 0  _________________________________________
Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3:  _________________________________________

æ M  ö æ 3 , 01  ö _________________________________________
k x  = 32 . çç1 + 5 .  Sdx ,tot  ÷÷. n = 32 . ç1 + 5 .  ÷. 0 , 817 = 29 , 3 
è h . N Sd  ø è 0 , 6 . 210 ø
_________________________________________
M S 1 dx  2 , 8 
M Sdx,tot 
  = 2 
= = 3 , 0 Þ OK !  _________________________________________
l x  17 , 3 2 
1 - 1 -
120 . k x  / n 120 . 29 , 3 / 0 , 817  _________________________________________

b)Cálculo  em y   _________________________________________

M S 1dy  = a by . M S 1 dy , A  = 0 , 93 . 6 , 0 = 5 , 6 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
A = 5. b = 5 . 0 , 2 = 1 , 0 
_________________________________________
2 N Sd . l e 2  210 . 3 2 

B = b  . N Sd  - - 5 . b . M S 1 dy  = 0 , 2  . 210 - - 5 . 0 , 2 . 5 , 6 = -3 , 1 
320  320  _________________________________________

C  =  - N Sd . b 2 . M S 1 dy  = -210 . 0 , 2 2 . 5 , 6 = -47 , 0  _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  173 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

- B + B 2  - 4 . A . C  3 , 1 + - 3 , 1 2  - 4 . 1 , 0 . - 47 , 0  _________________________________________


M Sdy ,tot  = = = 8 , 59 tf . m 
2 . A  2 . 1 , 0  _________________________________________

Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3:  _________________________________________

æ M Sdy ,tot  ö æ 8 , 59  ö _________________________________________


k y  = 32 . çç1 + 5 .  ÷÷. n = 32 . ç1 + 5 .  ÷. 0 , 817 = 52 , 9 
è b . N Sd  ø è 0 , 2 . 210 ø
_________________________________________
M S 1 dy  5 , 6 
M Sdy, tot  = = = 8 , 6 Þ OK !  _________________________________________

l y  52 , 0 2 
1 - 1 -
120 . k y  / n 120 . 52 , 9 / 0 , 817  _________________________________________

_________________________________________
C. Esfo rços finais pa ra dim ensionamento

A armadura longitudinal do pilar deverá ser dimensionada de modo que a sua


_________________________________________
resistência  ( N Rd  , M Rdx , M Rdy  )  atenda as condições de solicitação listadas a seguir.
_________________________________________

C.1 Esfo rços m ínimos _________________________________________


São os esforços mínimos já calculados anteriormente durante a verificação do
_________________________________________
momento mínimo de 1ª ordem.

C.2 Flex ão o blíqu a no  topo do pilar   _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 7, 0 tf . m ;  M Sdy  = -5, 0 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
C.3 Flex ão o blíqu a na base do pilar  
_________________________________________
N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = -4, 0 tf . m ;  M Sdy  = -6, 0 tf . m 
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  174 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

C.4 Flex ão o blíqu a en tre o topo e a base do pilar   _________________________________________

N Sd  = 210tf  ;  M Sdx  = 3, 01 tf . m ;  M Sdy  = -8, 59 tf . m  _________________________________________

D. Dimensionam ento de arm adu ra _________________________________________

Considerando um cobrimento igual a 30 mm e uma armadura transversal com _________________________________________


diâmetro de 6,3 mm, obtém­se uma possível configuração de armadura longitudinal
composta por 14 barras de 20 mm (As = 44,0 cm2), aço CA50, na qual todas as _________________________________________
condições de solicitação são atendidas, conforme mostra a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que o efeito de 2ª ordem no meio do lance (ponto M) é o esforço crítico para o
dimensionamento e tende a levar a seção para o ELU na direção menos rígida. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  175 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Utilizando o Método Geral, no qual considera­se a relação momento­curvatura real _________________________________________


em diversas seções ao longo do pilar (rigidez EI pela reta) e a não­linearidade
geométrica de forma não aproximada, obtém­se a seguinte resposta: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que o efeito da 2ª ordem na direção menos rígida continua a ser preponderante
_________________________________________
e tende a levar a seção para o ELU. Quando comparado com o esforço total
calculado pelo método aproximado (8,59 tf.m), o valor obtido pelo Método Geral é
um pouco menor (8,0 tf.m). _________________________________________

_________________________________________
9.3 Análise oblíqua mais precisa

Nos exemplos anteriores, analisamos os pilares por meio de uma análise à flexão
_________________________________________
composta oblíqua “simplificada”, isto é, calculamos os efeitos locais nas duas direções
de forma desacoplada, e depois fizemos a composição no final para o _________________________________________
dimensionamento da armadura.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  176
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Para que essa simplificação possa ser adotada, a consideração da não­linearidade _________________________________________
física em cada uma das direções, isto é, a definição das rigidezes EI a serem
empregadas na análise, deve estar sempre a favor da segurança. _________________________________________
A  rigidez  EI   jam ais  pode  ser  ex traída  p ela  curva  em   caso s  de  flexão 
_________________________________________
oblíqua!

Em casos em que há atuação de momentos fletores concomintantes em ambas


_________________________________________
direções (flexão composta oblíqua), quando for utilizado o diagrama N, M, 1/r
(método geral ou pilar­padrão acoplado a diagramas), a rigidez EI calculada, em _________________________________________
hipótese alguma, ela poderá ser extraída pela curva (como havíamos feito nos
exemplos com flexão composta normal). _________________________________________

Nessa situação, deve­se utilizar sempre a rigidez definida pela reta (linearização do _________________________________________
diagrama N, M, 1/r). Caso contrário, isto é, se a rigidez for calculada pela curva, os
resultados ficarão contra a segurança. _________________________________________

Um exem plo vale mais que m uitas palavras _________________________________________


Seguindo esse princípio, vamos fazer uma rápida aplicação para compreender o que
_________________________________________
foi colocado anteriormente.

Seja uma seção de 30 cm x 60 cm, composta por armadura de 16 barras f 20 mm, _________________________________________
concreto C30, (gc = 1,4), aço CA50, (gs = 1,15).
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  177
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

O diagrama N, M, 1/r em torno da direção menos rígida com Nd = 150 tf e gf3 = 1,1 é _________________________________________
mostrado a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que: _________________________________________

· O momento resistente último é de MRd = 31,0 tf.m. _________________________________________


· A rigidez secante obtida pela reta é de EI sec = 1970,5 tf.m2.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  178
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

O diagrama N, M, 1/r em torno da direção mais rígida é apresentar a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que:
_________________________________________
· O momento resistente último é de MRd = 60,3 tf.m.
· A rigidez secante obtida pela reta é de EI sec = 8236,6 tf.m2. _________________________________________

Mo men to s atuantes nas duas direções _________________________________________

Imagine, agora, que esta seção esteja solicitada por um momento Mx = 15 tf.m e um _________________________________________
momento My = 37 tf.m.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  179
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Rigidezes pela reta _________________________________________

Se fossem adotadas as retas, as rigidezes seriam EI sec,x = 1970,5 tf.m2 e EI sec,y = 8236,6 _________________________________________
tf.m2, conforme mostram as figuras a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que as rigidezes em ambas as direções não variam em função dos momentos, _________________________________________
são sempre constantes.

Eng. Alio Ernesto Kimura  180 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Rigidezes pela curva _________________________________________

Utilizando o diagrama N, M, 1/r em torno de x (menos rígida), é possível extrair a rigidez _________________________________________
pela curva com Mx = 15 tf.m.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Perceba que a rigidez obtida pela curva (2769,3 tf.m2) é bem superior ao valor obtido
pela reta (1970,5 tf.m2).
_________________________________________
Por sua vez, utilizando o diagrama N, M, 1/r em torno de y (mais rígida), é possível
extrair a rigidez pela curva com My = 37 tf.m. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  181 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Observe que a rigidez obtida pela curva (10068,9 tf.m2) é bem superior ao valor obtido _________________________________________
pela reta (8236,6 tf.m2).
_________________________________________
Essas rigidezes que acabaram de ser calculadas pelas curvas não podem ser
utilizadas, pois conduziriam a resultados contra a segurança! _________________________________________
Quando extraímos a rigidez EI sec,x = 2769,3 tf.m2 pelo diagrama N, Mx, (1/r)x,
_________________________________________
simplesmente não levamos em conta o momento My = 37 tf.m. Enquanto que, quando
extraímos a rigidez EI sec,y = 10068,9 tf.m2 pelo diagrama N, My, (1/r)y, não contabilizamos
o momento Mx = 15 tf.m. _________________________________________

A rigidez pela curva EI sec,x = 2769,3 tf.m2 somente poderia ser utilizada se o momento My _________________________________________
fosse igual a zero (flexão composta normal em torno de x). Já a rigidez pela curva
EI sec,y = 10068,9 tf.m2 somente poderia ser utilizada se o momento Mx fosse igual a zero _________________________________________
(flexão composta normal em torno de y).
_________________________________________
Repetindo: as rigidezes pelas curvas, em nenhuma hipótese, podem ser adotadas em
análises à flexão composta oblíqua. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  182
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Rigidezes pela superfície _________________________________________

Vamos agora introduzir uma novidade ainda não muito bem divulgada no meio _________________________________________
técnico profissional: a montagem de diagrama N, M, 1/r variando o momento fletor na
direção ortogonal à direção analisada. Isso gerará uma série de curvas (um para
_________________________________________
cada valor de momento ortogonal até o esforço último).

Trata­se uma abordagem ainda aproximada da flexão composta oblíqua real, mas
_________________________________________
que já leva em conta a atuação dos dois momentos fletores na seção de forma
conjunta. _________________________________________

Veja, a seguir, uma série de diagramas N, M, 1/r em torno da direção x da seção _________________________________________
analisada, variando o momento My de 0 até o momento resistente último MRd,y = 60,3
tf.m. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  183 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

As curvas com My = 0,0 tf.m destacadas na figura anterior correspondem exatamente _________________________________________
aos diagramas com 0,85.fcd e 1,1.fcd que utilizamos para extrair as rigidezes EI sec,x.
_________________________________________
Como é possível montar infinitos diagramas variando My de 0,0 tf.m até My = MRdy =
60,3 tf.m, podemos então definir uma chamada superfície N, M, 1/r. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Com esse tipo de abordagem, passa a ser possível, por exemplo, extrair a rigidez (1/r)x _________________________________________
para um momento Mx = 15 tf.m com a atuação simultânea de um momento ortogonal
My = 37 tf.m. _________________________________________

Veja, a seguir, como fica o cálculo da rigidez EI sec,x para Mx = 15 tf.m utilizando o _________________________________________
diagrama N, Mx, (1/r)x com My = 37 tf.m. Esse diagrama é apresentado na vista lateral e
espacial, respectivamente. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  184
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

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_________________________________________

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Eng. Alio Ernesto Kimura  185
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Note que a rigidez obtida na superfície (2065,2 tf.m2) é um pouco maior que a extraída _________________________________________
pela reta (1970,5 tf.m2), porém bem menor do que o valor da curva (2769,3 tf.m2)
_________________________________________
Veja, a seguir, como fica o cálculo da rigidez EI sec,y para My = 37 tf.m utilizando o
diagrama N, My, (1/r)y com Mx = 15 tf.m. Esse diagrama é apresentado na vista _________________________________________
espacial e lateral, respectivamente.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  186
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que a rigidez obtida na superfície (8605,2 tf.m2) é um pouco maior que a extraída _________________________________________
pela reta (8236,6 tf.m2), porém bem menor do que o valor da curva (10068,9 tf.m2)
_________________________________________
Reta a favor da segu rança
_________________________________________
Bem, o principal objetivo de conhecer esse tipo de abordagem em que os dois
esforços são considerados em conjunto é compreender que a rigidez obtida pela
_________________________________________
linearização dos diagramas (retas), na grande maioria das vezes, está a favor da
segurança. E, por isso, é a forma mais recomendada de se obter a rigidez para o
cálculo dos efeitos locais num lance de pilar. _________________________________________

Voltemos a análise em torno da direção x (menor rigidez). A rigidez secante pela reta _________________________________________
é obtida com tensão de pico igual a 1,1.fcd, gf3 = 1,1 e para um esforço igual a MRd =
28,2 tf.m, conforme mostra a figura a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  187
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Agora, veja os diagramas N, Mx, (1/r)x, variando o momento ortogonal My de 0,0 até _________________________________________
MRdy = 60,3 tf.fm.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

A reta está por baixo de quase todas as curvas, gerando quase sempre uma rigidez _________________________________________
menor (a favor da segurança), independente do valor de My.

Eng. Alio Ernesto Kimura  188
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A análise na direção em torno de y (mais rígida) é análoga. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A reta está por baixo de quase todas as curvas, gerando quase sempre uma rigidez _________________________________________
menor (a favor da segurança), independente do valor de Mx.
_________________________________________
É exatamente pelas colocações anteriores que pode­se afirmar que ao adotar a
rigidez obtida pela reta estamos desacoplando as direções, pois a análise em uma
delas passa a ficar independente do esforço ortogonal à mesma. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  189
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

9.4 Exemplo 3 _________________________________________

Trata­se de um pilar esbelto submetido a uma flexão composta oblíqua, conforme _________________________________________
mostra a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Esse exemplo é baseado em um caso estudado no PECE­USP.

Inicialmente, vamos verificá­lo à flexão composta oblíqua “simplificada” por meio dos _________________________________________
quatro métodos disponíveis na norma (pilar­padrão com 1/r aproximada, pilar­padrão
com rigidez k aproximada, pilar­padrão acoplado a diagramas N, M, 1/r e método _________________________________________
geral).
_________________________________________
Depois, vamos utilizar a análise à flexão composta oblíqua de forma mais precisa,
empregando as rigidezes obtidas pela superfície N, M, 1/r. _________________________________________

Embora a verificação do M1d,mín seja obrigatória, não vamos fazê­la aqui pois o _________________________________________
objetivo desse exemplo será focar a análise dos efeitos locais de 2ª ordem.

Eng. Alio Ernesto Kimura  190 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

9.4.1  Cálculos iniciais  _________________________________________

Cálculo  em y  _________________________________________

l  650  _________________________________________
l y =  12.  e  = 12 .  = 86 , 6 
b  26 
_________________________________________
M S 1dy , A  =  4 , 0 tf . m 
_________________________________________
M S 1dy , B  = -1 , 0 tf . m 
_________________________________________

M 1dy , mín  = 86 , 9 .( 0 , 015 + 0 , 03 . b )  = 86 , 9 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 26 )  = 2 , 0 tf . m  _________________________________________

M _________________________________________
Como  M S 1dy , A  > M 1 dy , mín :  a by  =  0 , 6 + 0 , 4 .  S 1dy , B  = 0 , 6 + 0 , 4 . - 1 , 0  = 0 , 5 
M S 1 dy , A  4 , 0 
_________________________________________

æ e1 y  ö æ M  / N  ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . çç S 1 dy , A  Sd  ÷÷ 25 + 12 , 5 . æç 4 / 86 , 9 ö÷
l1 y  =  è b  ø = è b  ø= è 0 , 26  ø = 54 , 4 
_________________________________________
a by  a bx  0 , 5 
_________________________________________
Como ly = 86,6 > l1y = 54,4, é necessário calcular os efeitos locais nessa direção.
_________________________________________
Cálculo  em z 
_________________________________________
l  650 
l z =  12.  e  = 12 .  = 57 , 7 
h  39  _________________________________________

M S 1dz , A  = 8 , 0 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
M S 1dz , B  = -4 , 0 tf . m 

Eng. Alio Ernesto Kimura  191 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

M 1dz , mín  = 86 , 9 .( 0 , 015 + 0 , 03 . h ) = 86 , 9 .( 0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 39 ) = 2 , 32 tf . m  _________________________________________

M _________________________________________
- 4 , 0 
Como  M S 1dz , A  > M 1 dz , mín  :  a bz  = 0 , 6 + 0 , 4 .  S 1dz , B  = 0 , 6 + 0 , 4 .  = 0 , 4 
M S 1 dz , A  8 , 0  _________________________________________

æe ö æ M S 1 dz , A  / N Sd  ö æ 8 / 86 , 9 ö _________________________________________


25 + 12 , 5 . ç 1 z  ÷ 25 + 12 , 5 . çç ÷÷ 25 + 12 , 5 . ç ÷
è h  ø è h  ø è 0 , 39  ø _________________________________________
l1z  =  = = = 69 , 9 
a bz  a bz  0 , 4 
_________________________________________
Como lz = 57,7 < l1z = 69,9, não é necessário calcular os efeitos locais nessa direção.
_________________________________________
Ficam então definidos os momentos no topo (8,0 tf.m), na base (­4,0 tf.m) e no meio do
lance (ab.MS1dz,A = 0,4 . 8,0 = 3,2 tf.m). _________________________________________

9.4.2  Pilar­padrão com 1/r aproximada _________________________________________


Vamos calcular os efeitos locais de 2ª apenas na direção mais esbelta (direção y).
_________________________________________
86, 9 
n= = 0 , 6  _________________________________________
(0 , 26 . 0 , 39 ) . 2000 
1 , 4  _________________________________________

1 0 , 005  0 , 005  1  _________________________________________


=  0 , 01748 < = 0 , 0192 Þ = 0 , 01748 
r  0 , 26 . (0 , 6 + 0 , 5 )  0 , 26  r 
_________________________________________
6, 5 2 
M Sd ,tot  = 0 , 5 . 4 + 86 , 9 .  . 0 , 01748 = 8 , 4 tf . m  _________________________________________
10 
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  192 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Fazendo a composição dos esforços nas duas direções, tem­se:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Veja que o pilar rompe na seção calculada entre o topo e a base (ponto M).

Eng. Alio Ernesto Kimura  193
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

9.4.3  Pilar­padrão com k aproximada  _________________________________________

A = 5. b = 5 . 0 , 26 = 1 , 3  _________________________________________

N Sd . l e 2  86 , 9 . 6 , 5 2  _________________________________________


B = b 2 . N Sd  - - 5 . b . M S 1 d  = 0 , 26 2 . 86 , 9 - - 5 . 0 , 26 . 0 , 5 . 4 = -8 , 2 
320  320 
_________________________________________
C  =  - N Sd . b 2 . M S 1 d  = -86 , 9 . 0 , 26 2 . 0 , 5 . 4 = -11 , 75  _________________________________________

- B + B 2  - 4 . A . C  8 , 2 + - 8 , 2 2  - 4 . 1 , 3 . - 11 , 75  _________________________________________


M Sd ,tot  = = = 7 , 5 tf . m 
2 . A  2 . 1 , 3 
_________________________________________
Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3: 
_________________________________________

æ 7 , 5  ö _________________________________________
k  = 32. ç1 + 5 .  ÷. 0 , 6 = 51 , 1 
è 0 , 26 . 86 , 9 ø
_________________________________________
0 , 5 . 4 , 0 
M Sd ,tot 
  = = 7 , 5 tf . m Þ OK !  _________________________________________
86 , 6 2 
1 -
120 . 51 , 1 / 0 , 6  _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  194 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Fazendo a composição dos esforços nas duas direções, tem­se:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

A seção calculada entre o topo e a base (ponto M) fica no limite. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  195
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

9.4.4  Pilar­padrão acoplado a diagramas N, M, 1/r _________________________________________

O diagrama N, M, 1/r na direção menos rígida (direção y) para a armadura adotada, _________________________________________
NSd = 86,9 tf e gf3 = 1,0 é apresentado a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Note que:
_________________________________________
· O momento resistente último MRd na direção analisada é de 8,7 tf.m.
· A rigidez k obtida pelo diagrama (61,2) é maior que a rigidez k aproximada _________________________________________
(51,1).
_________________________________________
O momento total aplicando a rigidez k obtida pelo normal­diagrama momento­
curvatura é: 
_________________________________________
0 , 5 . 4 , 0 
M Sd ,tot  = = 5 , 2 tf . m  _________________________________________
86 , 6 2 
1 -
120 . 61 , 2 / 0 , 6  _________________________________________

Esse esforço é bem menor que os valores obtidos anteriormente (8,4 tf para pilar­ _________________________________________
padrão com 1/r aproximada e 7,5 para pilar­padrão com rigidez k aproximada).

Eng. Alio Ernesto Kimura  196 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Fazendo a composição dos esforços nas duas direções, tem­se:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A seção calculada entre o topo e a base (ponto M) passa.

Eng. Alio Ernesto Kimura  197
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

9.4.5  Método geral _________________________________________

Nesse processo, os efeitos locais de 2ª ordem são calculados nas duas direções. _________________________________________
As rigidezes EI são obtidas pela linearização dos diagramas N, M, 1/r (retas) em cada _________________________________________
direção, apresentados a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  198 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A posição de equilíbrio do lance é definida iterativamente. Os deslocamentos obtidos _________________________________________


após 11 iterações são mostrados a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Note que o pilar se deforma em ambas direções. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  199
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Os diagramas de momentos fletores nas direções menos rígida e mais rígida são _________________________________________
apresentados a seguir, respectivamente.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Como esperado, os efeitos de 2ª ordem na direção menos rígida foram pequenos, _________________________________________
justificando a não necesidade de calculá­los nos métodos aproximados (l < l1).
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  200
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Fazendo a composição dos esforços nas duas direções, tem­se: _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Os esforços finais praticamente foram iguais aos valores obtidos pelo pilar­padrão _________________________________________
acoplado a diagramas.
_________________________________________
9.4.6  Flexão oblíqua mais precisa
_________________________________________
Finalmente, vamos analisar o mesmo pilar por um processo em que as rigidezes das
seções ao longo do lance, em cada direção, são calculadas levando em conta
atuação simultânea dos dois momentos fletores (My e Mz). _________________________________________

Veja, a seguir, algumas figuras que ilustram como as rigidezes foram obtidas nesse _________________________________________
processo.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  201
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  202
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  203
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

É possível notar que nas duas direções, de uma forma geral, as rigidezes obtidas na _________________________________________
superfície N, N, 1/r são maiores que as rigidezes extraídas pelas retas (EI secy = 598,9 tf.m2
e EI secy = 1356,4 tf.m2). _________________________________________
Dessa forma, os esforços de 2ª ordem ao longo do lance são menores, conforme _________________________________________
mostra a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  204
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
10 Pilar­parede
_________________________________________
Esse é, com certeza, um dos temas que tem mais gerado controvérsias no meio
técnico profissional após a aprovação da NBR 6118:2003. Existem várias razões para _________________________________________
isso, pois, como veremos mais adiante, se trata de um assunto que ainda tem uma
longa e difícil trajetória de pesquisas na busca de uma solução que tenha uma
_________________________________________
abrangência adequada e significativa.

Dessa forma, o que será exposto a seguir não pode, em hipótese alguma, ser _________________________________________
considerado como uma verdade absoluta. O que se pretende aqui é fornecer uma
visão ampla de um problema que ainda necessita ser resolvido e melhor estudado. _________________________________________

Defini ção _________________________________________

Segundo a NBR 6118:2003, item 14.4.2.4, pilar­parede é um elemento bidimensional, _________________________________________


usualmente disposto na vertical e submetido preponderantemente à compressão, que
pode ser composto por uma ou mais superfícies (ou lâminas) associadas. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  205 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Nesse mesmo item da norma de concreto, tem­se: “Para que se tenha um pilar­ _________________________________________
parede, em alguma dessas superfícies a menor dimensão deve ser menor que 1/5 da
maior, ambas consideradas na seção transversal do elemento do pilar”. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
P ilar­parede não é um  pilar com um!
_________________________________________
Antes de iniciar o cálculo de um pilar­parede, é importante refletir um pouco sobre
suas funções e particularidades, que o tornam um elemento particular e notoriamente
_________________________________________
diferente de um pilar comum.

Em edifícios altos usuais, além de resistir às cargas verticais, um pilar­parede, em _________________________________________


conjunto com os pórticos formados pelas vigas e pilares, tem grande responsabilidade
na manutenção da estabilidade global da estrutura. Trata­se de um típico elemento _________________________________________
de contraventamento.
_________________________________________
Quando esse tipo de edificação é solicitado por ações horizontais (ex.: vento), um
pilar­parede resiste uma parcela significativa dos esforços resultantes. Veja, a seguir, _________________________________________
um exemplo hipotético, mas bastante representativo.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  206
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Seja um edifício composto por oito pavimentos, conforme mostram as figuras a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  207
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Note que o pilar intermediário P6 possui dimensões (20 cm X 180 cm) que o caracteriza _________________________________________
como um pilar­parede.
_________________________________________
Como esperado, esse pilar resiste a uma boa parcela dos esforços gerados pelas
ações verticais e horizontais (vento), conforme mostra a figura a seguir. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  208
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Perceba que o pilar­parede P6, dentro do contexto global do edifício, quando _________________________________________
solicitado pela ação horizontal, praticamente tem um comportamento de uma barra
engastada na base, resistindo momentos fletores significativos nos dois primeiros _________________________________________
lances. O mesmo não ocorre nos demais pilares que fazem parte dos pórticos de
contraventamento. _________________________________________
Seção plan a?
_________________________________________
É uma hipótese quase que constante no dimensionamento de um elemento de
concreto armado, a manutenção da seção plana após as deformações. Pergunta: _________________________________________
num pilar­parede submetido à flexão composta oblíqua, isso é válido?
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  209
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

P articularidades
_________________________________________
Devido a imposições arquitetônicas e estruturais, o emprego de pilares­parede em
edifícios de concreto armado tem sido muito comum no Brasil. Em países sujeitos a _________________________________________
efeitos sísmicos, o uso desse elemento como parte integrante da estrutura resistente,
sempre foi uma prática usual e recomendada. São os chamados “reinforced concrete _________________________________________
walls” e “shear walls”.
_________________________________________
Contudo, é importante visualizar claramente que existem discrepâncias entre o que é
empregado nos países com sismo e o que é adotado no Brasil. Embora as dimensões _________________________________________
da seção transversal dos pilares presentes em estruturas no exterior os caracterizem
como pilar­parede (hi < bi/5), a esbeltez em torno da menor dimensão não é tão _________________________________________
elevada como nos pilares­parede comuns em estruturas no nosso país.
_________________________________________
Veja, a seguir, o exemplo de uma estrutura definida no Canadá.

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  210 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Nesse exemplo, os pilares­parede têm espessura de 40 cm a 50 cm, totalmente _________________________________________


diferente da situação nacional, onde se pode observar o emprego de pilares­parede
com até 14 cm de espessura. _________________________________________
Segurança
_________________________________________
Imagine um pilar­parede de 19 cm X 200 cm com pé­direito duplo de 6 m no hall de
um edifício comercial de alto padrão, “sustentando” uma carga vertical aplicada em
_________________________________________
20 pisos, ao mesmo tempo em que tem que resistir a ação do vento.
_________________________________________
Agora, imagine que ao efetuar o cálculo desse mesmo pilar­parede, você tem como
resultado uma taxa de armadura praticamente igual a mínima (0,6%.Ac = 15,2 cm2 à _________________________________________
20 f 10 mm).
_________________________________________
Mesmo que intuitivamente, sem fazer cálculos, não fica evidenciada uma certa
necessidade de aumentar a segurança desse elemento devido à sua _________________________________________
responsabilidade no comportamento da estrutura?
_________________________________________
Evidentemente, para se ter uma resposta correta e defensável dessa questão é
necessário fazer estudos teóricos e práticos aprofundados, e não apenas usar a
_________________________________________
intuição como referência (embora na Engenharia de Estruturas, esse quesito, às vezes,
é tão importante quanto um cálculo refinado).
_________________________________________
Enquanto não se dispõe de uma formulação teórica que “acerte” em 100% dos casos
com a boa e coerente prática da Engenharia, é importante focar um _________________________________________
dimensionamento sempre a favor da segurança. Embora não tenhamos nenhum caso
de patologia ocorrido em função da esbeltez excessiva de pilares­parede (felizmente), _________________________________________
fica difícil mensurar a situação real desses elementos em relação ao ELU.
_________________________________________
É exatamente sobre esse enfoque (a segurança) é que deve ser encarado o que será
exposto a seguir, que nada mais é do que a aplicação do que está prescrito na atual _________________________________________
norma de concreto, a NBR 6118:2003.
_________________________________________
Apenas à título de informação, na recente publicação “Reinforced Concrete:
Mechanics and Design” de James G. MacGregor e James K. Wight, existe um capítulo
_________________________________________
destinado ao estudo mais detalhado de pilares­parede.

Eng. Alio Ernesto Kimura  211
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

10.1Efeitos localizados de 2ª ordem _________________________________________

Conforme já foi apresentado no capítulo anterior, os efeitos de 2ª ordem presentes _________________________________________


numa estrutura de concreto armado podem ser subdivididos em: globais, locais e
localizados. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Nos pilares­parede simples (uma lâmina) ou compostos (mais de uma lâmina), além
dos efeitos locais no lance como um todo, podem surgir efeitos concentrados em suas _________________________________________
extremidades devido ao aumento do esforço normal provocado pela atuação do
momento fletor segundo sua direção mais rígida. Esses são os chamados efeitos _________________________________________
localizados de 2ª ordem.

Eng. Alio Ernesto Kimura  212 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Dispensa da análise do s efeito s localizado s _________________________________________
Na NBR 6118:2003, item 15.9.2, tem­se: 
_________________________________________
Os efeitos localizados de 2ª ordem de pilares­parede podem ser desprezados se, para cada uma 
das lâminas componentes do pilar­parede, forem obedecidas as seguintes condições:  _________________________________________

a) a base e o topo da lâmina devem estar convenientemente fixados às lajes do edifício,  _________________________________________
que conferem ao todo o efeito de diafragma horizontal. 
b)  a  esbeltez li  de  cada  lâmina  deve  ser  menor  que  35,  podendo  o  cálculo  dessa  _________________________________________
esbeltez li  ser efetuado através da expressão dada a seguir: 
_________________________________________

l i  = 3, 46 .  ei  _________________________________________
h i 
_________________________________________
onde, para cada lâmina: lei  é o comprimento equivalente e hi  é a espessura. 
_________________________________________
O  valor  de  lei  depende  dos  vínculos  de  cada  uma  das  extremidades  verticais  da  lâmina, 
conforme mostra a figura a seguir.  _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  213 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

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_________________________________________

Ou seja, num pilar retangular e num com formato “U”, tem­se: _________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  214
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

P rocesso s de cálculo _________________________________________

Existem inúmeras formas de calcular os efeitos localizados de 2ª ordem em um pilar­ _________________________________________


parede. Seja uma metodologia simples ou mais sofisticada, é fundamental que as não­
linearidades presentes (física e geométrica) sejam retratadas de maneira coerente.
_________________________________________
A seguir, serão estudados dois processos de cálculo com detalhes. O primeiro, mais
simples, é baseado no método aproximado recomendado na NBR 6118:2003. Já, o
_________________________________________
segundo se baseia numa modelagem um pouco mais refinada (modelo com malha).
_________________________________________
10.2Método aproximado – NBR 6118:2003
_________________________________________
Aplicab ilidade
_________________________________________
Esse método somente pode ser adotado quando a esbeltez de cada lâmina for
inferior a 90. _________________________________________

Descrição _________________________________________

Esse método é descrito no item 15.9.3 da NBR 6118:2003. Os efeitos localizados de 2ª _________________________________________
ordem são calculados a partir da subdivisão das lâminas do pilar­parede em faixas.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
A largura de cada faixa deve ser ai = 3.h ≤ 100 cm.

Eng. Alio Ernesto Kimura  215 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Decomposição  de esfo rços _________________________________________

O esforço total atuante no pilar é decomposto para cada uma das faixas _________________________________________
considerando uma distribuição de tensões linear ao longo da seção, conforme ilustra
a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
O momento fletor decomposto na direção menos rígida de cada faixa geralmente é
pequeno, prevalecendo quase que sempre a aplicação do M1d,mín. _________________________________________

Cálculo  dos efeito s de 2 ª ordem _________________________________________


Cada faixa é calculada separadamente, como se fosse um pilar isolado.
_________________________________________
Para análise dos efeitos de 2ª ordem, pode ser utilizado qualquer método aproximado
(pilar­padrão com 1/r aproximada, pilar­padrão com rigidez k aproximada ou pilar­ _________________________________________
padrão acoplado a diagrama N, M, 1/r) ou o Método Geral.

Eng. Alio Ernesto Kimura  216 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

O fato de cada faixa ser analisada de forma isolada é uma das grandes críticas ao _________________________________________
método, visto que a interação entre elas (que existe) é ignorada.
_________________________________________
10.2.1  Exemplo 1
_________________________________________
Trata­se de um pilar­parede retangular cujos dados são apresentados na figura a
seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Esse exemplo foi apresentado em uma das palestras do ENECE2006.
_________________________________________
Vamos analisar os efeitos localizados de 2ª ordem por meio do processo aproximado
da NBR 6118:2008, utilizando o método geral para o cálculo das faixas. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  217
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A. Cálcu lo sem efeitos locali zados _________________________________________

Inicialmente, apenas com o intuito de discutir mais a frente sobre o acréscimo de _________________________________________
armadura gerado pela análise dos efeitos localizados, vamos calcular o pilar­parede
somente considerando somente os efeitos locais de 2ª ordem, lembrando que,
_________________________________________
segundo a NBR 6118:2003, isso não é permitido.

A.1 Cálculos iniciais 
_________________________________________

_________________________________________
12 . 3 , 0 
l x =  = 52 
0 , 2  _________________________________________

M Ax  = M Bx  = 8, 4 tf . m  _________________________________________

M 1dx,  mín  = 868 . (0 , 015 + 0 , 03 . 0 , 2 ) = 18 , 2 tf . m  _________________________________________

_________________________________________
8 , 4 
a bx = 0, 6 + 0 , 4 .  = 1 , 0 
8 , 4  _________________________________________

æ 8 , 4 / 868 ö _________________________________________
25 + 12 , 5 . ç ÷
è 0 , 2  ø
l1 x =  = 25 , 6 < 35 ® l1 x  = 35  _________________________________________
1 , 0 
_________________________________________
12. 3 , 0 
l y =  = 3 , 5 ;  l1 y = 35  _________________________________________
3 , 0 
_________________________________________
A.2 Cálculo dos e feitos lo cais de 2ª o rdem

Como lx = 52 > l1x = 35 e ly =3,5 < l1y = 35, então é necessário calcular os efeitos de 2ª _________________________________________
ordem na direção x. Para isso, vamos utilizar o método do pilar­padrão com rigidez k
aproximada. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  218 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

M S 1d  =  M 1 dx , mín  = 18 , 2 tf . m  _________________________________________

A = 5. b = 5 . 0 , 2 = 1 , 0  _________________________________________

2 N Sd . l e 2  868 . 3 , 0 2  _________________________________________


B  = b  . N Sd  - - 5 . b . M S 1 d  = 0 , 2 2 . 868 - - 5 . 0 , 2 . 18 , 2 = -7 , 92 
320  320 
_________________________________________
C  =  - N Sd . b 2 . M S 1 d  = -868 . 0 , 2 2 . 18 , 2 = -632 , 9 
_________________________________________

- B + B 2  - 4 . A . C  7 , 92 + - 7 , 92 2  - 4 . 1 , 0 . - 632 , 9  _________________________________________


M Sd ,tot  = = = 29 , 4 tf . m 
2 . A  2 . 1 , 0 
_________________________________________
Conferindo a convergência segundo as fórmulas do item 15.8.3.3.3: 
_________________________________________
868
n  = = 0 , 675  _________________________________________
0 , 2 . 3 . 3000 
1 , 4 
_________________________________________
æ 29 , 4  ö
k  = 32. ç1 + 5 .  ÷. 0 , 675 = 39 , 9  _________________________________________
è 0 , 2 . 868 ø
_________________________________________
18 , 2 
M Sd ,tot 
  = = 29 , 4 tf . m Þ OK ! 
52 2  _________________________________________
1 -
120 . 39 , 9 / 0 , 675 
_________________________________________
A.3 Dim ensionamen to
_________________________________________
Os esforços que deversão ser cobertos pelo dimensionamento são:
_________________________________________
· NSd = 868 tf; MSdx = 8,4 tf.m; MSdy = 210 tf.m (topo e base)
_________________________________________
· NSd = 868 tf; MSdx = 29,4 tf.m; MSdy = 210 tf.m (meio)

Eng. Alio Ernesto Kimura  219 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Uma possível configuração de armadura que resiste adequadamente esses esforços é _________________________________________
apresentada a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Essa armadura equivale a uma taxa geométrica de 1,7%.Ac (100,5 cm2). _________________________________________

B. Cálcu lo com efeitos localizados  _________________________________________

B.1 Arm adura _________________________________________

Dividindo a lâmina do pilar­parede em 5 faixas com largura de 60 cm, e calculando os _________________________________________


efeitos localizados pelo método geral por meio de sucessivas verificações (já que para
aplicação desse método é necessário conhecer previamente a armação), chega­se
_________________________________________
a seguinte configuração de armadura necessária:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Essa armadura equivale a uma taxa geométrica de 2,3%.Ac (138,2 cm2) e representa _________________________________________
um acréscimo de 38% em relação ao cálculo sem a consideração dos efeitos
localizados. _________________________________________

Como os momentos fletores em torno da direção mais rígida atuam de forma _________________________________________
simétrica, a distribuição das armaduras também deve ser simétrica.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  220
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

OBS.: recomenda­se sempre definir uma configuração de armaduras simétrica em _________________________________________


pilares­parede retangulares, a fim de evitar erros de posicionamento das mesmas
durante a construção. _________________________________________
B.2 Decom posição de esforço s e rigideze s d as faixa s
_________________________________________
Conhecendo a armadura e o esforço normal oriundo da decomposição da força
normal (NSd = 868 tf) e do momento fletor (Myd = 210 tf.m) atuante no pilar, pode­se
_________________________________________
calcular a rigidez secante EI para cada faixa da lâmina por meio da montagem de
diagramas N, M, 1/r. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

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Eng. Alio Ernesto Kimura  221
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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B.3 Cálculo dos efeitos lo calizados _________________________________________

Com a rigidez definida em cada faixa, pode­se então fazer uma análise não­linear _________________________________________
geométrica discretizando cada faixa em vários segmentos (barras), com intuito de
obter os efeitos localizados de 2ª ordem.
_________________________________________
Os principais resultados são apresentados resumidamente nas figuras a seguir.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  222 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Eng. Alio Ernesto Kimura  223
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Percebe­se o surgimento de efeitos localizados de 2ª ordem na extremidade do pilar­
parede comprimida pelo momento fletor que atua na direção mais rígida.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  224
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

10.2.2  Exemplo 2 _________________________________________

Nesse exemplo, vamos estudar um pilar composto por 3 lâminas com um formato de _________________________________________
um “U”, cujos dados são mostrados a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

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_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Ele representa uma situação típica de uma caixa de elevador comum nos edifícios de
concreto armado. _________________________________________

Analisando a esbeltez de cada lâmina de acordo com o comprimento l e corrigido em _________________________________________


função de suas vinculações, percebe­se que é necessário calcular os efeitos
localizados de 2ª ordem, conforme mostra a figura a seguir. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  225 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________
A. Cálcu lo sem efeitos localizados
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
O dimensionamento sem a consideração dos efeitos
localizados de 2ª ordem (em desacordo com a NBR
_________________________________________
6118:2003) conduziria a um dimensionamento com
112 f 10 mm (88 cm2). _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  226 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

B. Cálcu lo com efeitos localizados
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

O dimensionamento com a consideração _________________________________________


dos efeitos localizados de 2ª ordem
calculados pelo processo aproximado da _________________________________________
NBR 6118:2003 conduziria a um
dimensionamento com 90 f 16 mm (181
_________________________________________
cm2). Isso representa um aumento de 105%
em relação à análise sem os efeitos
localizados. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

A decomposição de esforços e o cálculo de rigidez das _________________________________________


faixas é realizado de forma similar ao que foi feito no
exemplo anterior. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  227 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Eng. Alio Ernesto Kimura  228
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________

Percebe­se o surgimento de efeitos localizados de 2ª ordem na extremidade livre do _________________________________________


pilar­parede comprimida pelo momento fletor.
_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  229
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

C. Enrijecimen to  das ex tremidades liv res _________________________________________

Uma alternativa muito eficente para se evitar o acréscimo exagerado de armaduras _________________________________________
nas extremidades livres de pilar­parede, onde os efeitos localizados de 2ª ordem são
preponderantes, é enrijecer esses locais por meio da criação de “dentes de
_________________________________________
concreto”.

Trata­se de um tipo de solução que os construtores não apreciam, pois dificulta a


_________________________________________
execução da obra. Porém, é extremamente eficaz.
_________________________________________
Veja, a seguir, um exemplo de enrijecimento num pilar de caixa de escadas.
_________________________________________

_________________________________________

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Eng. Alio Ernesto Kimura  230 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Vamos analisar o pilar­parede que calculamos a pouco criando “dentes de concreto” _________________________________________
de 20m nas extremidades livres, conforme ilustra a figura a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Analisando a esbeltez de cada lâmina de acordo com o comprimento l e corrigido em
função de suas vinculações (que agora deve levar em conta os “dentes de concreto” _________________________________________
como enrijecedores das extremidades livres), percebe­se que não é mais necessário
calcular os efeitos localizados de 2ª ordem, conforme mostra a figura a seguir. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  231
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________

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_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Dessa forma, o dimensionamento conduziria a um
dimensionamento com 116 f 10 mm (91 cm2). _________________________________________

A criação dos “dentes de concreto” evitaria a _________________________________________


necessidade de acréscimo de armaduras nas
pontas. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  232
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Apenas para comprovar que esse resultado está compatível, vamos subdividir o pilar­ _________________________________________
parede em faixas e verificá­las.
_________________________________________

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Eng. Alio Ernesto Kimura  233
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Embora a extremidade com o “dente de concreto” seja solicitada por uma força _________________________________________
normal de compressão maior (a área da faixa aumenta), note que os efeitos
localizados de 2ª ordem nas extremidades são pequenos. Os esforços de 2ª ordem _________________________________________
passam a ser maiores nas faixas que estão no meio das lâminas.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  234
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

10.3Modelo com malha _________________________________________

Conforme já foi dito no início deste capítulo, o cálculo de pilares­parede é um dos _________________________________________
assuntos mais discutidos e criticados no meio técnico profissional após a entrada em
vigor da NBR 6118:2003. _________________________________________

Quando comparada com a extinta NB1­1980, na qual o pilar­parede era calculado _________________________________________
somente como um pilar comum, o dimensionamento considerando os efeitos
localizados de 2ª ordem pelo processo aproximado previsto na norma atual, gerou um _________________________________________
acréscimo significativo na taxa de armadura necessária.
_________________________________________
Alguns artigos técnicos foram publicados procurando evidenciar a imprecisão do
método proposto na NBR 6118:2003. Esse fato deve, sim, ser considerado, mas com
ressalvas. _________________________________________

Os efeitos localizados de 2ª ordem, no Estado Limite Último (ELU), em paredes de _________________________________________


concreto com grande esbeltez podem ocorrer e precisam ser considerados de forma
a introduzir uma maior segurança nesses elementos que, como já vimos, possuem uma _________________________________________
grande responsabilidade na estabilidade da estrutura de um edifício.
_________________________________________
O fato de até hoje não existir algum caso de patologia registrado que demonstre que
os efeitos localizados foram responsáveis por algum dano estrutural, não justifica a não _________________________________________
consideração desses efeitos no cálculo. Não podemos esperar que o ELU seja atingido
em um caso real para nos cercar de mais segurança no projeto estrutural. _________________________________________
Evidentemente, como em qualquer outro problema de Engenharia, é necessária a
_________________________________________
execução de ensaios em laboratório para se ter uma noção mais realista do
comportamento de pilares­parede. Somente dessa forma, chegaremos à conclusão
se o que está definido na norma atual está realmente superestimando os efeitos _________________________________________
localizados de 2ª ordem.
_________________________________________
Enquanto esses ensaios não forem realizados, é importante que a análise numérica
desse tipo de elemento seja cada vez mais aperfeiçoada, de tal forma a obter _________________________________________
resultados mais precisos e confiáveis.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  235 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A maior crítica com relação ao processo aproximado definido na NBR 6118:2003 é a _________________________________________
subdivisão das lâminas do pilar­parede em faixas independentes entre si como se
fossem pilares isolados, pois isso vai contra a situação real. _________________________________________
A seguir, será apresentado e estudado por meio de exemplos um novo tipo de _________________________________________
modelagem que representa uma evolução do processo presente na norma.

Nessa modelagem, o pilar­parede continua sendo dividido em faixas, porém as


_________________________________________
mesmas passam a ser interligadas umas às outras por meio de elementos transversais,
resultando numa malha de barras. _________________________________________

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_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  236
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Cada faixa é modelada por barras longitudinais que são interligadas por barras _________________________________________
transversais.
_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________
Dada a força normal (NSd) após a decomposição dos esforços totais no pilar­parede,
bem como a configuração de armaduras existente, são montados vários diagramas N, _________________________________________
M, 1/r que definem uma rigidez EI sec (a partir da linearização) para cada faixa.
_________________________________________
Os efeitos de 2ª ordem são calculados por um processo iterativo que busca a posição
final de equilíbrio de todo conjunto.
_________________________________________
As imperfeições geométricas são consideradas por meio da aplicação do momento
mínimo de 1ª ordem (M1d,mín) em cada faixa. _________________________________________

Enfim, trata­se de uma modelagem em que as não­linearidades física e geométrica _________________________________________


são consideradas de forma bastante refinada. Nada mais é do que o Método Geral
aplicado a um conjunto de barras. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  237
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Esforços transversais
_________________________________________

Devido à presença das barras transversais no modelo, além dos esforços ao longo de _________________________________________
cada faixa, obtêm­se também os esforços solicitantes (N, M e V) na direção transversal
do pilar­parede. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  238 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Esses esforços podem ser utilizados no dimensionamento da armadura transversal _________________________________________


(estribos), lembrando que essas armaduras também devem ser verificadas e
dimensionadas para resistir outros tipos de efeitos, como por exemplo, a flambagem _________________________________________
das barras longitudinais.
_________________________________________

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_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________
No item 18.5 da NBR 6118:2003, tem­se: 
_________________________________________
“ A  armadura  transversal  de  pilares­parede  deve  respeitar  a  armadura  mínima  de  flexão  de 
placas,  se  essa  flexão  e  a  armadura  correspondente  forem  calculadas.  Em  caso  contrário,  a  _________________________________________
armadura transversal deve respeitar o mínimo de 25% da armadura longitudinal da face.”  
_________________________________________
Esse é um outro item que gerou uma grande discussão no meio técnico profissional,
principalmente por ter gerado um consumo excessivo de armadura transversal em _________________________________________
pilares­parede, muito embora na extinta NB­1:1980, item 6.3.1.4, a taxa mínima exigida
era de 50%, condição esta que poderia ser desprezada quando As > 2%.Ac ou fl > _________________________________________
12,5mm.
_________________________________________
A seguir, vamos resolver os mesmos exemplos calculados anteriormente pelo processo
aproximado da NBR 6118:2003, agora com a modelagem com malha.

Eng. Alio Ernesto Kimura  239
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

10.3.1  Exemplo 1 _________________________________________

Trata­se de um pilar­parede retangular (já estudado anteriormente), conforme mostra _________________________________________


a figura abaixo.
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_________________________________________
A lâmina é subdivida em 5 faixas com largura de 60 cm, cada qual com uma
configuração de armadura pré­definida.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  240 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Com a armadura e o esforço normal oriundo da decomposição da força normal (NSd _________________________________________
= 868 tf) e do momento fletor (Myd = 210 tf.m) atuante no pilar, calcula­se a rigidez
secante EI para cada faixa da lâmina por meio da montagem de diagramas N, M, 1/r. _________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________
É adotada a rigidez à flexão integral nas barras transversais (EI c), enquanto que a
rigidez à torção das mesmas é desprezada.
_________________________________________
Com as rigidezes de todos os elementos definidos, pode­se então fazer uma análise
não­linear geométrica com intuito de obter os efeitos localizados de 2ª ordem. _________________________________________

Os principais resultados são apresentados resumidamente nas figuras a seguir. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  241
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Eng. Alio Ernesto Kimura  242
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Eng. Alio Ernesto Kimura  243
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________

_________________________________________
Conclusões
_________________________________________
· A modelagem com malha se comportou de forma adequada.
· A ligação entre as faixas gerou uma diminuição dos efeitos localizados de 2ª _________________________________________
ordem (de 2,4 tf.m para 2,0 tf.m). Porém, nesse exemplo, isso não refletiria num
decréscimo na armadura consumida nas extremidades do pilar­parede. _________________________________________
· Os momentos fletores nas barras transversais foram muito pequenos, reflexo da
ligeira deformação dos alinhamentos horizontais. Contudo, esses resultados não _________________________________________
podem ser considerados de forma exclusiva para o estabelecimento de uma
armadura transversal mínima. _________________________________________
· Para se ter uma resposta mais conclusiva com relação aos efeitos localizados
_________________________________________
de 2ª ordem, bem como da definição da armadura transversal necessária, deve­se
estudar inúmeros outros casos que podem estar presentes em estruturas de edifícios de
concreto armado. Veja apenas um deles a seguir. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  244 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________
10.3.2  Exemplo 2
_________________________________________
Trata­se de um pilar em “U” (já estudado anteriormente), conforme mostra abaixo.
_________________________________________

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_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  245 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Os principais resultados obtidos pela modelagem com malha são apresentados a _________________________________________
seguir.
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Eng. Alio Ernesto Kimura  246
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Eng. Alio Ernesto Kimura  247
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Conclusões

· A modelagem com malha se comportou de forma adequada. _________________________________________

· A ligação entre as faixas gerou uma diminuição significativa dos efeitos _________________________________________
localizados de 2ª ordem (de 4,6 tf.m para 1,0 tf.m), não justificando o acréscimo de
armadura consumida nas extremidades do pilar­parede gerado pela aplicação do
_________________________________________
processo aproximado (faixas isoladas).
· Os momentos fletores nas barras transversais foram não foram tão pequenos, _________________________________________
pois as lâminas com uma borda livre praticamente “engastaram” na superfície
vinculada do pilar­parede. Esses esforços indicaram a necessidade da colocação de _________________________________________
armaduras transversais (estribos).
_________________________________________
10.3.3  Exemplo 3

Finalmente, vamos fazer a análise do pilar em “U” com dentes de concreto em suas
_________________________________________
extremidades livres por meio da modelagem com a malha.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  248 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Eng. Alio Ernesto Kimura  249
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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Eng. Alio Ernesto Kimura  250
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________

Conclusões _________________________________________

· Novamente, a modelagem com malha se comportou de forma adequada. _________________________________________


· Assim como no processo aproximado, os “dentes de concreto” se mostraram
_________________________________________
muito eficientes com relação à estabilidade nas extremidades do pilar­parede. Os
efeitos localizados de 2ª ordem passaram a ser desprezíveis.
_________________________________________
· Os “dentes de concreto” também tiveram uma influência significativa na
resposta nas barras transversais do pilar­parede. A necessidade de armadura _________________________________________
transversal (estribos) para resistirem aos esforços gerados pela flexão das lâminas
diminuiu sensivelmente. _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  251 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
11 Aspectos gerenciais de projeto
_________________________________________
Os processos mais exatos (se é que existe “exatidão” na Engenharia) são normalmente
aqueles mais valorizados pelo meio acadêmico. Para um pesquisador, por exemplo, _________________________________________
não importa muito se o que está sendo adotado é algo inviável de ser colocado em
prática. Interessa, sim, a precisão dos resultados, o uso de formulações inovadoras e
_________________________________________
deduções rebuscadas.

Paralelamente a esse panorama, existe o profissional que efetivamente faz o uso dos _________________________________________
processos criados em pesquisas na vida real. É a pessoa que precisa “colocar a
estrutura de pé” e que necessita gerenciar um conjunto de fatores ao mesmo tempo, _________________________________________
dentre eles a segurança, o conhecimento, a responsabilidade, a experiência, o bom­
senso e a produtividade. Nesse caso, nem sempre o mais preciso é o mais indicado _________________________________________
para ser usado de forma generalizada no cotidiano.
_________________________________________
Vejamos um exemplo a seguir.
_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

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_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  252 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Para o pesquisador, se o esforço no ponto M ultrapassar em 0,001 tf.m a resistência da _________________________________________


seção, o pilar não passa. Já, para o profissional, existem duas alternativas: ou “o pilar
passa”, pois está seguro de que existem outras aproximações tomadas à favor da _________________________________________
segurança, ou o “pilar não passa”, pois quer introduzir mais segurança à estrutura.
_________________________________________
Enfim, são duas formas distintas de se encarar a Engenharia de Estruturas, cada qual
com a sua devida importância. O crescimento e a valorização dessa área, a
Engenharia de Estruturas, depende do sucesso de ambas as frentes, tanto a
_________________________________________
profissional como a acadêmica.
_________________________________________
O principal objetivo desse curso foi apresentar conceitos e informações a respeito do
cálculo de pilares de forma prática, objetiva, sem se aprofundar demasiadamente nas _________________________________________
formulações matemáticas. Ou seja, de uma forma mais direcionada para o
Engenheiro que necessita projetar estruturas de concreto armado. _________________________________________

Dessa forma, pretende­se fazer aqui um resumo de aspectos gerenciais importantes no _________________________________________
que se refere ao cálculo de pilares sem se deter ao preciosismo matemático e ao rigor
científico. _________________________________________
O intuito é aliar os conceitos apresentados ao longo curso com a prática do dia­a­dia,
_________________________________________
de tal forma a auxiliar na tomada de decisões durante a elaboração de um projeto.

Não encare o que vai ser apresentado a seguir como regras fechadas, imutáveis e _________________________________________
infalíveis. São apenas colocações que devem ser encaradas sempre de forma muito
crítica, pois na Engenharia de Estruturas “cada caso é um caso”. _________________________________________

11.1Importância dos pilares _________________________________________

Em primeiro lugar, é sempre muito importante relembrar que os pilares são elementos _________________________________________
essenciais no bom comportamento estrutural de um edifício. Dessa forma, verificar os
resultados emitidos por um sistema computacional passa a ser uma tarefa que _________________________________________
necessita ser realizada sempre com extremo cuidado e atenção.
_________________________________________
No fundo, todo Engenheiro sabe da importância dos pilares. O que acontece é que,
devido a exigências arquitetônicas e principalmente ao intenso ritmo do cotidiano, isso _________________________________________
acaba sendo esquecido e o Engenheiro passa a correr mais riscos desnecessários.

Eng. Alio Ernesto Kimura  253
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

11.2 Visão gerencial _________________________________________

Nos dias de hoje, de um modo geral, os Engenheiros de Estruturas estão confiando _________________________________________
demais nos computadores. Isso é um fato consumado. A visão global do projeto e a
sensibilidade com relação à ordem de grandeza dos resultados estão sendo _________________________________________
“perdidas”.
_________________________________________
Para que isso seja evitado, mais do que saber executar os cálculos nos mínimos
detalhes, é necessário saber gerenciar o projeto. _________________________________________
No caso de pilares, antes mesmo de entrar a fundo no seu dimensionamento, é
_________________________________________
fundamental detectar quais são os pontos críticos da estrutura. Qual lance de pilar eu
não posso errar? Qual aquele que devo introduzir mais segurança? Quais são aqueles
que eu não preciso me preocupar? _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
As respostas dessas questões são a chave para um bom cálculo de pilares. Acontece
que respondê­las, quase sempre, não é uma tarefa fácil e direta como se imagina. _________________________________________

A seguir, serão apresentados alguns pontos que podem auxiliá­lo a responder essas _________________________________________
perguntas.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  254 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

11.2.1  Análise estrutural _________________________________________

Foque a análise estrutural em primeiro lugar. Se essa etapa for bem resolvida, “meio _________________________________________
caminho estará andado” para que o projeto seja um sucesso. Muitas vezes, quando
surgem problemas no dimensionamento, os porquês dessas ocorrências são _________________________________________
encontrados na modelagem adotada. O dimensionamento das armaduras é reflexo
direto da análise estrutural.
_________________________________________
Uma simples visualização gráfica da distribuição de esforços ao longo do edifício já
pode auxiliar bastante. _________________________________________

Na medida do possível, duplique edifícios, estude várias alternativas, de tal forma a _________________________________________
obter uma “estrutura ideal”. Nisso, o computador pode nos ajudar bastante.
_________________________________________
11.2.2  Valores globais
_________________________________________
Durante a elaboração de um projeto estrutural, não é função do Engenheiro de
Estruturas verificar os resultados obtidos por um sistema computacional nos mínimos _________________________________________
detalhes. Nem existe tempo disponível para isso. O objetivo é evitar que erros grosseiros
passem de forma despercebida. _________________________________________
Por isso, num primeiro momento, é conveniente recorrer a relatórios que forneçam
resultados globais que despertem algum tipo de sensibilidade com relação aos
_________________________________________
cálculos efetuados pelo computador. Somente utilize relatórios que possuem detalhes
de esforços, que geralmente são listagens “infinitas”, quando for necessário averiguar _________________________________________
algum valor específico após o checklist inicial.
_________________________________________
Não adianta abrir um relatório de montagem de carregamentos utilizados no
dimensionamento de pilares para ser verificado do início ao fim. Ele é bastante útil _________________________________________
apenas no momento em que se deseja saber, por exemplo, porque a magnitude de
um esforço num determinado lance de pilar está exagerada. _________________________________________

A seguir, serão apresentados e discutidos alguns valores que podem ser úteis durante a _________________________________________
avaliação global do cálculo de pilares.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  255 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Ín dice de esbeltez _________________________________________

Basicamente, os pilares podem ser classificados de acordo com o seu índice de _________________________________________
esbeltez da seguinte forma:
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Nas estruturas usuais de concreto armado, a grande maioria dos pilares tem um índice _________________________________________
de esbeltez inferior a 90. Em certos casos particulares na qual a arquitetura do edifício
impõe uma geometria mais ousada, adotam­se pilares mais esbeltos (90 < l ≤ 140). _________________________________________
Casos de pilares com índice de esbeltez superior a 140 são raros e devem ser evitados.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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Eng. Alio Ernesto Kimura  256 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

A definição do índice de esbeltez de um trecho de pilar depende diretamente das _________________________________________


condições de vínculo em suas extremidades. Usualmente, elas são consideradas livres
ou restritas à translação e à rotação, muito embora na vida real de edifícios de _________________________________________
concreto armado, que é monolítica, nenhum desses casos (totalmente livre ou
totalmente restrito) ocorra. _________________________________________
Embora os sistemas computacionais atuais procurem detectar as condições de vínculo
dos pilares de forma automática, é sempre conveniente averiguar se os valores de
_________________________________________
esbeltez de cada lance estão dentro do esperado.
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________
Lembre­se sempre que um pilar com l = 90 já é bastante esbelto. Num trecho
biapoiado com seção de 25 x 40, para atingir esse valor é necessário um comprimento _________________________________________
equivalente de 6,5 m.

Eng. Alio Ernesto Kimura  257
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

É conveniente evitar a adoção de pilares esbeltos num edifício de forma generalizada, _________________________________________
pois isso pode comprometer à segurança do edifício. Os pilares esbeltos são mais
sensíveis às imperfeições geométricas e aos efeitos de 2ª ordem. _________________________________________
Não é porque existem processos que permitem o cálculo de pilares com até l = 200,
_________________________________________
que os pilares com esbeltez elevada devem ser definidos de forma generalizada e
arbitrária.
_________________________________________
Após o processamento do edifício, procure separar os trechos de pilares com l > 90
para serem avaliados com mais detalhes. _________________________________________

_________________________________________

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Eng. Alio Ernesto Kimura  258
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Tax a de co mpressão _________________________________________

Um pilar de concreto armado está predominantemente sujeito a uma compressão _________________________________________


gerada pelas ações atuantes no edifício. De uma forma geral, é interessante avaliar o
nível de compressão nos lances de pilares calculando a tensão ou a força normal
_________________________________________
adimensional gerada pelas cargas verticais totais. 
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

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s Sd  (g f  . N Sk  ) / A c  N Sd  / A c  N Sd  _________________________________________


n= = = =
s Rd  f ck  / g c  f cd  A c . f cd  _________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  259 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________

_________________________________________

É difícil estabelecer um limite máximo para a tensão de compressão ou para a força _________________________________________
normal adimensional, visto que o dimensionamento final da seção do pilar é
dependente de diversos outros fatores. Mas, de uma forma geral, n ≥ 1,0 já representa _________________________________________
uma taxa de compressão considerável.
_________________________________________
Após o processamento do edifício, procure dar atenção a trechos de pilares com n ≥
1,2, e verifique a possibilidade diminuir a taxa de compressão aumentando a seção de
concreto ou alterando a estrutura.
_________________________________________

Além disso, é recomendável que os pilares tenham taxas de compressão similares na _________________________________________
base do edifício, de tal forma a evitar uma situação em que alguns deles estejam
“folgados” e os outros “muito carregados”. _________________________________________

Tax a de armadura _________________________________________

A NBR 6118:2003 estabelece 0,4%.Ac e 8%.Ac como taxas geométricas de armaduras _________________________________________
longitudinais mínimas e máximas numa seção de pilar, respectivamente. Na prática,
valores acima de 2%.Ac já podem ser considerados elevados. _________________________________________
Após o processamento do edifício, separe os trechos de pilares que possuem uma
_________________________________________
taxa de armadura superior a 2%.Ac, e verifique a possibilidade diminuir esse valor
aumentando a seção de concreto ou alterando a estrutura.

Eng. Alio Ernesto Kimura  260
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________

_________________________________________
Na vida real
_________________________________________
De acordo com o exposto anteriormente, não significa que nunca possamos definir
um lance com l > 90 ou com n > 1,2 ou com uma taxa de armadura superior a 2%.Ac, _________________________________________
pois, na vida real, são situações que invariavelmente acontecem.
_________________________________________
O importante é ter noção do que elas representam para o comportamento da
estrutura, de tal forma a sempre priorizar um cálculo de pilares que alie segurança e _________________________________________
economia.
_________________________________________
Cada Engenheiro, com a sua experiência, deve ir memorizando em sua mente valores
ou índices globais que o auxiliem a gerenciar o cálculo de pilares. Na prática, muitas
_________________________________________
vezes, isso acaba até sendo mais importante do que saber calcular “um pilar na mão”.

Eng. Alio Ernesto Kimura  261 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

11.3Imperfeições geométricas _________________________________________

Já foi dito que um pilar de concreto armado é bastante sensível perante as _________________________________________
imperfeições geométricas locais, e que a consideração das mesmas é obrigatória em
seu cálculo. _________________________________________

A NBR 6118:2003 estabelece duas alternativas para se considerar as imperfeições _________________________________________


geométricas locais: pela verificação do momento mínimo de primeira ordem (M1d,mín)
ou pela aplicação de uma excentricidade adicional gerada por uma inclinação qa. _________________________________________
Daí, vem a pergunta: qual devo utilizar?
_________________________________________
No Brasil, é mais comum o uso do M1d,mín, que tende a gerar um dimensionamento à
favor da segurança (não é regra geral). Durante esse curso, foi estudado com
detalhes apenas a aplicação do M1d,mín por meio da definição das envoltórias _________________________________________
mínimas, proposta na publicação “Comentários da NB­1” do Ibracon.
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Apenas para relembrar, essa envoltória é verificada sem grandes dificuldades por
meio de duas flexões compostas normais.
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11.4 Efeitos locais de 2ª ordem _________________________________________
Esse foi o tema mais estudado durante todo o curso. _________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  262 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Devido ao fato de que a recente norma de concreto permite a aplicação de 4 _________________________________________


métodos distintos, gerou­se muitas dúvidas com relação a esse assunto no meio
técnico profissional. Qual método devo utilizar? _________________________________________
Conforme já foi apresentado, cada um dos métodos tem suas próprias limitações _________________________________________
muito bem prescritas na NBR 6118:2003. No entanto, sob o ponto de vista gerencial de
projeto, pode­se definir a abrangência de cada um dos processos de uma forma um
pouco mais específica. Isso será discutido nos itens seguintes.
_________________________________________

11.4.1  Aspectos gerais _________________________________________

Conforme se pôde observar durante a resolução dos exemplos ao longo do curso, o _________________________________________
uso de processos mais sofisticados (pilar­padrão acoplado a diagramas N, M, 1/r e
método geral) tende a levar a um dimensionamento mais econômico. Em certos _________________________________________
casos, a redução da armadura não é pequena.
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No entanto, é importante ter em mente que o uso de processos mais refinados, e a
conseqüente redução de armaduras, leva a uma estrutura “mais enxuta”, e portanto,
que fica mais propensa a atingir um Estado Limite Último. Na vida real, não temos a _________________________________________
noção exata do quanto estamos perto ou longe do ELU considerado nos cálculos.

Eng. Alio Ernesto Kimura  263
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Por isso, é recomendável que o uso de processos mais refinados no dimensionamento _________________________________________
de armaduras de pilares, de forma generalizada, seja feito apenas se o Engenheiro
tenha total segurança e controle da modelagem utilizada para simular a estrutura. _________________________________________
Caso contrário, deve­se sempre primar pela segurança da estrutura.
_________________________________________
É muito importante lembrar que existem especialistas renomados que defendem que
uma maior segurança seja introduzida no cálculo atual dos pilares.
_________________________________________
Vale a pena se arriscar?
_________________________________________
Estu dar e experimentar
_________________________________________
Nos sistemas computacionais atuais, pode­se verificar um lance de pilar por qualquer
um dos métodos de forma bastante fácil. Isso auxilia, e muito, no entendimento do _________________________________________
assunto (que é complexo), em adquirir mais confiança nos resultados emitidos pelo
computador e em enxergar melhor as aproximações inerentes de cada método. _________________________________________

É recomendável, portanto, que se utilize o software como ferramenta de aprendizado, _________________________________________


e não apenas como ferramenta de projeto. Na medida do possível, estude casos
aplicando os 4 métodos disponíveis para análise dos efeitos locais de 2ª ordem.
_________________________________________
11.4.2  Pilar­padrão com 1/r aproximada X Pilar­padrão com k aproximada
_________________________________________
Para o dimensionamento de pilares retangulares com armadura simétrica e l < 90,
sugere­se aplicar o método do pilar­padrão com rigidez k aproximada. Esse processo, _________________________________________
ao mesmo tempo em que é um pouco mais econômico que o pilar­padrão com 1/r
aproximada, já foi exaustivamente estudado, é seguro e está sendo largamente _________________________________________
aplicado nos dias atuais.
_________________________________________
Em casos de pilares com l < 90, não­retangulares ou com armadura assimétrica,
recomenda­se o uso do pilar­padrão com 1/r aproximada. _________________________________________

11.4.3  Pilar­padrão acoplado a diagramas N, M, 1/r _________________________________________


Na grande maioria dos casos, o método do pilar­padrão acoplado a diagramas N, M,
_________________________________________
1/r resultará num dimensionamento mais econômico que os métodos comentados no
item anterior.

Eng. Alio Ernesto Kimura  264
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

É importante ressaltar que pequenas variações do valor da rigidez extraída do _________________________________________


diagrama em relação ao k aproximado, podem gerar alterações bruscas no
momento total final (MSd,tot). _________________________________________
O uso o pilar­padrão acoplado é obrigatório para o dimensionamento de pilares com _________________________________________
esbeltez entre 90 e 140.

Em casos de pilares não­retangulares ou com armadura assimétrica, seu uso deve ser
_________________________________________
feito com certas restrições.
_________________________________________
Embora possa ser aplicado no dimensionamento de pilares com l < 90, de forma
generalizada, recomenda­se o uso do pilar­padrão acoplado a diagramas somente _________________________________________
em casos específicos. Por exemplo: quando o Engenheiro da obra solicita a
verificação de um lance de pilar em que o seu concreto não atingiu a resistência _________________________________________
esperada, e é necessário analisar com mais precisão se o mesmo pode ser mantido ou
precisa ser refeito. _________________________________________

11.4.4  Método geral _________________________________________


Para o dimensionamento de armaduras, de forma generalizada, sugere­se utilizar
_________________________________________
sempre os métodos aproximados, devido ao fato de que processamento com o
método geral é bem mais lento do que o cálculo com qualquer processo aproximado,
pois para cada trecho de pilar analisado pelo método geral é necessário executar
_________________________________________
uma busca iterativa da sua posição final de equilíbrio.
_________________________________________
Num processamento que leve em conta todos os pilares de um edifício via método
geral pode­se tornar muito mais oneroso que o cálculo com um dos métodos _________________________________________
aproximados. Isso pode prejudicar significativamente a produtividade durante a
elaboração do projeto. _________________________________________

Assim como o pilar­padrão acoplado a diagramas N, M, 1/r, o método geral é mais _________________________________________
indicado para verificação de situações específicas, como foi exemplificado no item
anterior. Nesses casos, sua grande vantagem é que ele nos consegue retratar a real _________________________________________
situação do pilar perante o ELU.
_________________________________________
O uso do método geral é obrigatório para pilares com l > 140. Recomenda­se adotar
um coeficiente ponderador adicional (gn = 1,4) nesses casos.

Eng. Alio Ernesto Kimura  265
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

11.5Pilar­parede _________________________________________

A análise de pilares­parede ainda tem um longo e difícil caminho de estudos e _________________________________________


pesquisas, de tal forma a se chegar a resultados sempre seguros e coerentes com a
prática. _________________________________________

Encare o processo aproximado para análise dos efeitos localizados de 2ª ordem _________________________________________
presente na NBR 6118:2003 apenas como um estágio inicial, e não como algo
definitivo. Alguns artigos já mostraram que esse método, em certos casos, pode se _________________________________________
tornar impreciso.
_________________________________________
Enquanto aguardamos uma solução definitiva para esse problema, é necessário bom­
senso na tomada de decisões.
_________________________________________
Na medida do possível, evite a adoção de pilares­paredes com grandes esbeltez, pois
isso resultará num elevado consumo de armaduras em suas extremidades livres. Muitas _________________________________________
vezes, ao aumentar um pouco a espessura da lâmina, os efeitos localizados de 2ª
ordem podem se tornar insignificantes. _________________________________________

Uma outra boa alternativa já abordada anteriormente é o enrijecimento das _________________________________________


extremidades do pilar­parede com “dentes de concreto”.
_________________________________________
Os efeitos localizados de 2ª ordem somente são preponderantes em paredes de
concreto com elevada esbeltez. _________________________________________
11.5.1  Casos especiais
_________________________________________
Em casos particulares e especiais, sempre procure privilegiar a segurança.
_________________________________________
Isso,  sim ,  é  uma  regra  geral  no  dimen sio n amento  de  pilares  de  co ncreto 
armado. _________________________________________

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Eng. Alio Ernesto Kimura  266 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
12 Tendências
_________________________________________
Prever o futuro é uma tarefa bastante complicada, mas é possível fazer algumas
indicações com relação ao cálculo de pilares de concreto armado. _________________________________________
Com plex idade inevitável
_________________________________________
Embora todo tipo de aproximação de um problema de Engenharia seja algo
extremamente salutar (na essência, fazer Engenharia, muitas vezes, é simplificar o que _________________________________________
existe na vida real), o cálculo de pilares tenderá a ser cada vez mais refinado e
sofisticado, tornando­se, inevitavelmente, mais complexo. _________________________________________

Se existisse uma fórmula simples que possibilitasse o cálculo de todo e qualquer tipo de _________________________________________
pilar de forma precisa, segura e infalível, seria ótimo! Talvez isso venha a ocorrer no
futuro, mas é pouco provável por enquanto. _________________________________________

Uso  intenso de computado res _________________________________________


O uso de computadores estará cada vez mais presente na análise de pilares. No dia­ _________________________________________
a­dia de elaboração de projetos estruturais, onde cada vez mais a produtividade se
torna um requisito indispensável, fica difícil imaginar o trabalho de um Engenheiro de
Estruturas sem o auxílio de sistemas computacionais.
_________________________________________

_________________________________________
12.1NBR 6118:2008
_________________________________________
A evolução da nossa norma de concreto, a NBR 6118, seja talvez uma das
necessidades mais importantes de toda Engenharia de Estruturas, uma vez que a
mesma é o mecanismo mais eficiente para se fazer o elo entre a teoria e a prática. _________________________________________

No que se refere ao cálculo de pilares, as novidades que podem fazer parte da _________________________________________
próxima revisão da NBR 6118 prevista para 2008, são:
_________________________________________
· Melhoria no texto que descreve o momento mínimo de 1ª ordem (M1d,mín),
indicando o uso das envoltórias mínimas como forma de verificação das imperfeições _________________________________________
geométricas locais.

Eng. Alio Ernesto Kimura  267 
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

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_________________________________________
· Inclusão da formulação direta do método do pilar­padrão com rigidez k
aproximada.  _________________________________________

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ì A = 5.  h 
2  ïï 2  N Sd . l e 2 
A . M Sd ,tot  +  B M 
.  Sd , tot  + C  = 0 , onde: í B  = h  N 
.  Sd  - - 5 . h . M S 1 d  _________________________________________
ï 320 
ïîC  = - N Sd . h 2 . M S 1 d  _________________________________________

- B + B 2  - 4 . A . C  _________________________________________


M Sd ,tot  =
2 . A  _________________________________________
· Melhorias com relação ao cálculo dos efeitos localizados de 2ª ordem em
_________________________________________
pilares­parede que, conforme já foi dito anteriormente, ainda tem muito que evoluir.

12.2 Futuros modelos _________________________________________

Conforme já foi apresentado logo no início desse curso, o cálculo de pilares que _________________________________________
efetuamos hoje em dia possui várias aproximações.
_________________________________________
Vamos relembrar como calculamos os pilares atualmente.
_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  268
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

Inicialmente, a estrutura como um todo é calculada no computador por meio de uma _________________________________________
modelagem numérica (modelo global).
_________________________________________

_________________________________________
­ Os pilares estão imersos nesse
modelo global, vinculados às vigas. _________________________________________

­ A rigidez à flexão EI da seção _________________________________________


transversal dos pilares é minorada a
fim de considerar a não­linearidade _________________________________________
física de forma aproximada (0,7.EI c
ou 0,8.EI c). _________________________________________
­ Os efeitos globais de 2ª ordem são
_________________________________________
avaliados pelo coeficiente gz ou pelo
processo P­D.
_________________________________________
­ Podem ser consideradas as
imperfeições geométricas globais. _________________________________________

_________________________________________

_________________________________________
Uma vez efetuado o cálculo global, cada lance de pilar é extraído desse modelo e
passa a ser analisado de forma isolada (modelo local).
_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

_________________________________________

Eng. Alio Ernesto Kimura  269
Curso ABECE – Cálculo de pilares de concreto armado 

_________________________________________
­ As vinculações no topo e na
base passam a ser tratadas de _________________________________________
forma bastante simplificada
(apoios simples ou engaste). _________________________________________
­ A não­linearidade físi