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14/10/2019 Ead.

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ROTINAS DE
PESSOAL
Esp. Gladys Garcia

INICIAR

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introdução
Introdução

Olá, caro(a) estudante! Seja bem-vindo(a) à disciplina de Rotinas de Pessoal!

Quando trabalhamos com rotinas e movimentação de pessoal, é importante


nos mantermos atualizados sobre a legislação, pois assim podemos fazer um
trabalho justo e de excelência, proporcionando a melhor experiência aos
nossos clientes internos.

Nesta unidade abordaremos os princípios fundamentais do ordenamento


jurídico e fontes do direito e sua hierarquia. Vamos conhecer como surgiu o
Direito do Trabalho e aspectos da legislação trabalhista vigente.  Além disso,
vamos nos aprofundar conhecendo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
e suas aplicações. Por m, vamos conhecer o que mudou na legislação com a
Reforma Trabalhista de 2017.

Bons estudos!

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Ordenamento Jurídico

Para Bobbio (1995), o Direito encontra sua de nição quando considera o


ordenamento jurídico. Devemos considerar a e ciência da organização
complexa que determina a natureza das normas, regras e sanções.

O conceito de ordenamento jurídico é a organização das normas, respeitando


sua hierarquia. Um sistema é um conjunto de entes ordenados, que se
relacionam de forma coerente com o todo e entre si.

Bobbio (1995, p. 19) diz que

na realidade, as normas jurídicas nunca existem isoladamente, mas


sempre em um contexto de normas com relações particulares entre
si (e estas relações serão em grande parte objeto de nossa análise).
Esse contexto de normas costuma ser chamado de ordenamento.

Os ordenamentos jurídicos são diferentes, pois possuem normas e regras


diversas, bem como podem apresentar uma estrutura diferente. Como

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exemplo, consideremos uma monarquia parlamentarista, que não se


estrutura da mesma maneira que uma democracia presidencialista.

O ordenamento jurídico brasileiro reúne todas as leis, emendas, decretos e


normas em consonância com a Constituição Federal de 1988, que é
considerada a nossa norma fundamental.

A República Federativa do Brasil se organiza em três fundamentais poderes:

Poder executivo - quem exerce esse poder é o Presidente da


República (na esfera Federal), os Ministros, os Secretários, os
Conselhos de Políticas Públicas e os órgãos do Setor Público. São
responsáveis pela administração do Estado e por suas relações
políticas e econômicas.
Poder legislativo - O poder Legislativo cria leis e scaliza o Executivo.
Fazem parte do poder Legislativo os Deputados Federais e Senadores
(no âmbito federal), Deputados Estaduais (na esfera estadual) e
Vereadores (na esfera municipal).
Poder judiciário - O Judiciário interpreta as leis e julga os casos de
acordo com as regras e leis criadas pelo Legislativo. Os ministros,
juízes, desembargadores e promotores de justiça representam o
poder Judiciário no Brasil.

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Introdução ao Estudo do Direito


Entender a importância que o Direito tem numa nação é compreender que
ele é responsável pelo estabelecimento da ordem, paz, segurança e justiça. O
Direito existe para evitar con itos, ou para solucioná-los, caso não seja
possível evitá-los. Portanto, a função principal do Direito é proporcionar
segurança e promover a justiça.

Para que isso aconteça, há a necessidade de haver normas jurídicas, ou seja,


preceitos que orientam as condutas e as relações entre as pessoas. As
normas jurídicas são necessárias para que a sociedade se relacione de forma
mais harmônica e justa, e para que os con itos sejam dirimidos.

As normas jurídicas são fundamentadas na natureza humana, criadas a partir


da observação cotidiana de atos humanos, e existem para promover justiça e
segurança. O propósito da segurança jurídica é estabelecer a con ança dos
cidadãos no Direito, de que ele é impessoal, e que é a única maneira de
manter a ordem e a harmonia na sociedade.

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Dessa maneira, entendemos o Direito positivo como normas jurídicas que


impactam e orientam a vida social e as relações entre as pessoas. Portanto,
considerando que a ciência do Direito estude o Direito positivo, entendemos
que o Direito vai além de normas e leis, mas também é um fenômeno social.

Fontes do Direito e hierarquia da


legislação
As normas jurídicas integram o ordenamento jurídico. Bobbio (1995) defende
que as normas jurídicas pressupõem a imposição de obrigações.

A norma fundamental, a Constituição Federal, está dentro do conjunto de


normas. Uma norma vai pertencer ao ordenamento jurídico se for válida; é o
fundamento da validade. E assim as normas vão se constituindo dentro do
ordenamento jurídico, de grau em grau até a norma fundamental.

Tipos de Normas Jurídicas


O ordenamento jurídico possui normas que norteiam as atitudes das pessoas.
Portanto, há dois tipos de norma:

1. Normas de conduta  – que regulamentam o que fazer e o que não


fazer;
2. Normas de estrutura – que estruturam as normas de condutas
válidas.

Também podem ser classi cadas como normas de preceito e  sanção.

Normas Jurídicas Brasileiras


O ordenamento jurídico brasileiro é composto de normas especí cas que o
regulamentam e estruturam, conforme o art. 59 da Constituição Federal.
 Observe a tabela a seguir com a hierarquia e os exemplos de normas
jurídicas:

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Quadro 1.1 – Normas jurídicas


Fonte: Adaptado de Bastos (2019).

Para que as normas sejam mais fáceis de visualização, imagine uma pirâmide,
mostrando a hierarquia das mesmas. Observe a ilustração a seguir:

Direitos Fundamentais da Pessoa


Humana

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Os Direitos Fundamentais são os direitos inerentes à pessoa humana, e sua


evolução e ordenamento jurídico são muitíssimo importantes. Esses direitos
foram sendo conquistados aos poucos, com muita luta, passando do
individual ao coletivo. Os direitos fundamentais, que devem estar acessíveis a
todos os cidadãos, devem ser prioridade. Todos os indivíduos têm o direito de
ter sua dignidade respeitada.

Por que os direitos fundamentais surgiram? Porque havia a necessidade de


legitimar princípios básicos como a igualdade, bem como controlar os abusos
de poder do Estado. Desse modo, podemos a rmar que esses direitos servem
para proteger os direitos dos indivíduos.

Garcia e Melo (2009, p. 294) dizem que “as normas constitucionais de nidoras
de Direitos (direitos fundamentais) são o coração e a cabeça das atuais
constituições ocidentais”. Os autores pontuam que “os vetores que regem
todo o sistema de normas são valores de direitos fundamentais” (GARCIA;
MELO, 2009, p. 295).

Perez Luño (1993, p. 46) de ne os direitos fundamentais do homem como

um conjunto de faculdades e instituições que, em cada momento


histórico, concretizam as exigências da dignidade, da liberdade, da
solidariedade e da igualdade humana, as quais devem ser
reconhecidas positivamente pelos ordenamentos jurídicos em nível
nacional e internacional.

Bobbio (1995) a rma que a defesa dos direitos fundamentais do homem é um


sinal que indica um progresso moral da humanidade. No entanto, apesar de
serem direitos que priorizam a dignidade do ser humano e limitam o abuso
de poder do Estado, eles não podem servir de justi cativa a práticas ilícitas.

Moraes (1997, p. 46) pontua que

Os direitos humanos fundamentais não podem ser utilizados como


um verdadeiro escudo protetivo da prática de atividades ilícitas, nem
tampouco como argumento para afastamento ou diminuição da

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responsabilidade civil ou penal por atos criminosos, sob pena de


total consagração ao desrespeito a um verdadeiro Estado de Direito.

Os direitos fundamentais são considerados universais por considerar todos


os indivíduos, e o Estado deve assegurar esses direitos. Por m, os direitos
humanos não podem ser interpretados isoladamente, mas de forma conjunta
com a nalidade de alcance dos objetivos previstos pelo legislador
constituinte.

praticar
Vamos Praticar
Para Bobbio (1995), o Direito encontra sua de nição quando considera o
ordenamento jurídico. Devemos considerar a e ciência da organização complexa
que determina a natureza das normas, regras e sanções.

BOBBIO,  N. Teoria do ordenamento jurídico. 6. ed. Brasília: Editora Universidade


de Brasília, 1995.

Sobre o ordenamento jurídico, podemos a rmar que:

a) Os ordenamentos jurídicos são iguais, mesmo se for numa democracia


presidencialista ou monarquia parlamentarista.
b) O sistema jurídico é um conjunto de normas e leis que não se relacionam
com o todo e nem entre si.
c) Reúne todas as leis, emendas, decretos e normas em consonância com a
Constituição Federal de 1988.
d) É um conjunto de leis que tem uma hierarquia própria e, portanto, não
está submetido às leis do país.

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e) Apesar de fazerem parte de um sistema, as normas jurídicas existem de


forma isolada.

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Direito do Trabalho

O principal objetivo do Direito do Trabalho é proteger o trabalhador, através


da regulamentação e medidas implantadas pelo governo e sociedade.
Portanto, lida com o empregado e empregador. Além da proteção ao
trabalhador e regulamentação das relações entre empregados e
empregadores, o Direito do Trabalho encarrega-se da busca de soluções dos
con itos do trabalho.

No entanto, como a rma Cassar (2018, p. 5), “o Direito do Trabalho não pode
ser visto apenas como aquele que cuida da aplicação das regras trabalhistas,
isto é, da aplicação da CLT [...] vai além destes limites”.

Ainda para Cassar (2018, p. 5), o Direito do Trabalho

é um sistema jurídico permeado por institutos, valores, regras e


princípios dirigidos aos trabalhadores subordinados e
assemelhados, aos empregadores, empresas coligadas, tomadores
de serviço, para tutela do contrato mínimo de trabalho, das
obrigações decorrentes das relações de trabalho, das medidas que
visam à proteção da sociedade trabalhadora, sempre norteadas

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pelos princípios constitucionais, principalmente o da dignidade da


pessoa humana.

Vamos fazer uma viagem na história e compreender como o Direito do


Trabalho foi sendo constituído ao longo do tempo.

Histórico e Evolução
O trabalho é uma forma de satisfazer as necessidades do homem. No
entanto, a origem da palavra trabalho, do latim tripalium, signi ca dor,
sofrimento, castigo, pois era o nome de um instrumento de tortura. Apesar
dessa origem do trabalho, atualmente há uma conotação positiva,
relacionada à produtividade e à dignidade. O trabalho digni ca o homem,
como dizia Max Weber.

Historicamente, o trabalho escravo era uma forma de trabalho, mesmo não


sendo remunerado. Nessa época não existia direito do trabalho.

No período feudal também não havia pagamento, nem liberdade, mas havia
proteção aos vassalos. Nobres e senhores não trabalhavam (você se lembra
do conceito de tortura e castigo?). Só começou a haver algum pagamento pelo
trabalho quando os artesãos começaram a vender suas artes. No entanto,
nessa época ainda havia muita exploração de mulheres, crianças e péssimas
condições de trabalho.

Os con itos por melhores condições de trabalho deram origem a pequenos


movimentos sindicais, e à Revolução Francesa. Logo em seguida, veio a era da
industrialização, da Revolução Industrial, que trouxe um desenvolvimento das
corporações e dinamizou as formas de produção. Os direitos trabalhistas
ainda eram ignorados nessa época.

Os trabalhadores, então, uniram-se em busca de regulamentação e melhorias


das condições de trabalho, pois não podiam continuar a trabalhar se
submetendo a condições precárias, muitas vezes insalubres, com constante
pressão do desemprego e submetidos à exploração e abusos dos
empregadores.

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O Direito do Trabalho surge nesse cenário. Pode-se dizer que o Direito do


Trabalho surgiu como uma resposta à exploração dos trabalhadores, que
aceitavam as condições desumanas, pois precisavam trabalhar. Portanto,
surge imbuído do espírito de justiça social para assegurar a proteção que os
trabalhadores precisavam, garantindo condições mínimas de dignidade para
o trabalho.

Legislação Social e Trabalhista como Ramo da


Ciência Jurídica
Correntes distintas versam sobre o conceito de Direito do Trabalho: a
subjetivista, a objetivista e a mista.

A corrente subjetivista prioriza os sujeitos das relações de emprego. Já a


corrente  objetivista foca no conteúdo, no objeto das relações reguladas pelo
Direito do Trabalho. A corrente objetivista prioriza as leis, e não os sujeitos.

No entanto, há uma corrente mista, que engloba as duas correntes,


priorizando tanto os sujeitos quanto o conteúdo.  

De acordo com Martins (2001, p. 45), a corrente mista conceitua o Direito do


Trabalho como “o conjunto de princípios, regras e instituições atinentes à
relação de trabalho subordinado e situações análogas, visando assegurar
melhores condições de trabalho e sociais ao trabalhador, de acordo com as
medidas de proteção que lhes são destinadas”.

Nascimento (2014, p. 68) de ne o Direito do Trabalho como “o ramo da


ciência do direito que tem por objeto normas jurídicas que disciplinam as
relações de trabalho subordinado, determinam os seus sujeitos e as
organizações destinadas à proteção desse trabalho, em sua estrutura e
atividade”.

Segundo Sussekind (1999, p. 58),

o Direito do Trabalho é o conjunto de princípios e normas, legais e


extralegais, que regem tanto as relações jurídicas individuais e
coletivas, oriundas do contrato de trabalho subordinado e, sob

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certos aspectos, da relação de trabalho pro ssional autônomo,


como diversas questões conexas de índole social, pertinentes ao
bem-estar do trabalhador.

Observa-se que a corrente mista tem uma visão holística, tratando do direito
individual e coletivo. Esse conceito de Sussekind (1999) engloba também
questões sociais mais complexas, mencionando normas extralegais,
conceituando o Direito do Trabalho como um instrumento que garante
condições dignas de trabalho e remuneração apropriada.

Aspectos Gerais da Legislação Trabalhista


Vigente
As relações empregador-empregado são regulamentadas pela legislação
trabalhista. Na relação de trabalho há o Estado, o empregador e empregado.
O Estado é responsável pela legislação, o empregador emprega e administra
uma empresa e o empregado cumpre suas tarefas em troca de remuneração.

A legislação trabalhista tem a função de proteger os trabalhadores, e trata dos


direitos e deveres fundamentais nas relações de trabalho, como por exemplo,
o direito dos funcionários de descansarem, tirarem férias, pertencerem a um
sindicato, entrarem em greve, e outros direitos e benefícios.

A legislação trabalhista de um país de ne as regras das relações entre


governo, empregador e empregado. Há algumas formas de trabalho que não
são permitidas pela legislação trabalhista internacional, mas que ainda
encontramos em alguns países como trabalho infantil, trabalho escravo e
outros abusos.

A legislação trabalhista tem como objetivo melhorar as relações de trabalho.


Há alguns con itos entre empregadores e empregados que a legislação
trabalhista tenta dar conta. Veja abaixo a lista dos principais pontos
abordados pela legislação trabalhista brasileira:

Pagamentode salário (que deve ser realizado em datas especí cas);

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Cálculo dashoras trabalhadas, das horas extras e o descanso


semanal;
Cálculos deférias, 13º salário, licenças;
Rescisão decontrato, admissões e demissões;
Ascondições de trabalho, medidas de segurança e higiene;
Faltas,abandono de emprego, e outras condutas indisciplinadas.

A legislação trabalhista vigente no Brasil é a Consolidação das Leis do


Trabalho (CLT), que vamos abordar com mais detalhes no próximo tópico.

praticar
Vamos Praticar
O principal objetivo do Direito do Trabalho é proteger o trabalhador, através da
regulamentação e medidas implantadas pelo governo e sociedade. Portanto, lida
com o empregado e empregador. Além da proteção ao trabalhador e
regulamentação das relações entre empregados e empregadores, o Direito do
Trabalho se encarrega da busca de soluções dos con itos do trabalho.

Em relação à legislação trabalhista vigente, podemos dizer que ela engloba:

a) Benefícios como férias, 13º salário e licenças.


b) Educação corporativa, faltas e programas de treinamento.
c) Programas de remuneração e bônus, 13º salário, PLR.
d) Reembolsos médicos, prevenção de doenças, descontos em folha de
pagamento.
e) Formação acadêmica, contratos de trabalho intermitente e temporário.

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Direito do Trabalho: CLT

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) surgiu pelo Decreto-Lei n. 5.452, de


1 de maio de 1943, sancionada pelo presidente Getúlio Vargas. Ela uni cou a
legislação trabalhista existente no Brasil.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe


confere o art. 180 da Constituição,
DECRETA:
Art. 1º Fica aprovada a Consolidação das Leis do Trabalho, que a
este decreto-lei acompanha, com as alterações por ela introduzidas
na legislação vigente.
Parágrafo único. Continuam em vigor as disposições legais
transitórias ou de emergência, bem como as que não tenham
aplicação em todo o território nacional.
Art. 2º O presente decreto-lei entrará em vigor em 10 de novembro
de 1943. (BRASIL, 1943).

Seu principal objetivo é proteger o trabalhador, e regulamentar as relações


individuais e coletivas do trabalho. A CLT é o resultado de anos de dedicação e

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esforço de juristas, para criarem uma legislação trabalhista a m de proteger


os direitos do trabalhador.

Desde que foi publicada, foi alterada algumas vezes, para se adaptar às
mudanças do mercado de trabalho. Apesar disso, ela continua sendo o
principal instrumento que regulamenta as relações empregador-empregado.

Antes da criação da CLT, era comum haver o abuso nas relações trabalhistas,
uma vez que não existiam leis que regulamentavam o horário de trabalho, as
condições, descansos, férias e outros benefícios. Outra vantagem da criação
da CLT é que os processos trabalhistas passaram a ser julgados mais
rapidamente.

Os principais assuntos abordados pela CLT são: registro do trabalhador;


jornada de trabalho; horas extras; descanso; férias; contratos de trabalho;
rescisões; estabilidade; aviso prévio; direito à greve; licença-maternidade;
medicina do trabalho; convenções coletivas; justiça do trabalho e scalização.

Na CLT estão inseridos os direitos e deveres do empregador e do empregado.


Apesar de criticada, ela assegura importantes benefícios aos trabalhadores.

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Como toda legislação, precisa de atualização com o tempo, e ajustes,


especialmente em cenários diferenciados e mais especí cos, como pequenas
e médias empresas.

As normas da CLT são aplicáveis tanto para as relações individuais de trabalho


quanto para as coletivas.

Assuntos Abordados pela CLT


Veja na tabela a seguir alguns assuntos abordados pela CLT, com mais
detalhes.

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Quadro 1.2 - Assuntos tratados pela CLT


Fonte: Elaborado pela autora.

A Reforma Trabalhista de 2017, da qual vamos falar no próximo tópico, fez


algumas alterações na CLT.

Quem não é assistido pela CLT?


A Consolidação das Leis de Trabalho trata da legislação trabalhista no setor
privado, seja em áreas urbanas ou rurais. Porém, alguns setores não são
regulados pela CLT. Essa legislação não se aplica a:

1. Trabalhadores rurais – os trabalhadores da agricultura e da


pecuária que não desempenhem atividades consideradas industriais

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ou comerciais.
2. Funcionários públicos dos âmbitos Federais, Estaduais e Municipais.

praticar
Vamos Praticar
A CLT é uma conquista da classe trabalhadora. Ela aborda diversas questões,
garantindo os direitos dos funcionários, como FGTS, 13º salário, férias, descanso
semanal, jornada de trabalho, trabalho noturno, salário mínimo etc.

O que podemos a rmar sobre a CLT?

Antes da criação da CLT, era comum haver o abuso nas relações trabalhistas, uma
vez que não existiam leis que regulamentavam o horário de trabalho, as condições,
descansos, férias e outros benefícios. Outra vantagem da criação da CLT é que os
processos trabalhistas passaram a ser julgados mais rapidamente.

a) Seu único objetivo é proteger o trabalhador, e regulamentar as relações


individuais no trabalho.
b) Desde que foi publicada, nunca precisou ser alterada, pois direitos
conquistados não podem ser alterados.
c) A CLT é o único instrumento que regulamenta as relações de trabalho dos
funcionários de uma empresa.
d) Antes da CLT ser criada, vários abusos eram cometidos por empregadores,
pois não havia uma regulamentação.
e) Na CLT, encontramos direitos e deveres para os empregados. Os
empregadores obedecem a outra legislação.

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Reforma Trabalhista:
Princípios Inerentes

A Lei 13.467 de 2017, sancionada pelo então presidente Michel Temer, e mais
conhecida como Reforma Trabalhista, trouxe mudanças signi cativas para a
CLT, uma vez que, segundo o governo, o objetivo é minimizar os impactos da
crise econômica e crescente desemprego. Muitos empregadores foram a
favor da reforma, pois consideravam algumas normas como entraves ao
crescimento econômico.

Principais Mudanças da Reforma


Trabalhista
Mais de 100 pontos da CLT foram alterados. Com as novas regras, a rotina e
as relações entre empregadores e empregados também sofreram alterações.
Vamos comparar com a legislação anterior para analisarmos as mudanças.
Observe o quadro abaixo:

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Quadro 1.3 - Mudanças da Reforma Trabalhista


Fonte: Elaborado pela autora.

Como podemos perceber, há muitas mudanças na CLT preconizadas pela


Reforma Trabalhista, por isso é necessário conhecermos a fundo a legislação
atualizada, para que possamos entender melhor nossos direitos e deveres, e
também prestar um serviço de qualidade.

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praticar
Vamos Praticar
A Lei 13.467 de 2017, sancionada pelo então presidente Michel Temer, e mais
conhecida como Reforma Trabalhista, trouxe mudanças signi cativas para a CLT,
uma vez que, segundo o governo, o objetivo é minimizar os impactos da crise
econômica e crescente desemprego.

De acordo com as mudanças na CLT trazidas pela Reforma Trabalhista, assinale a


alternativa correta.

a) O período de férias podia ser dividido em até três períodos; agora só em 2


períodos.

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b) A empresa vai continuar pagando um salário mínimo por funcionário não


registrado.
c) No trabalho remoto, o que o trabalhador utilizava em casa era considerado
gasto próprio.
d) As horas in itinere ainda são consideradas como parte da jornada de
trabalho.
e) A rescisão do contrato de trabalho não precisa mais ser homologada em
sindicato.

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indicações
Material
Complementar

LIVRO

Nome do livro: Comentários à Reforma Trabalhista.


Análise da Lei 13.467/2017. Artigo por Artigo

Editora: Revista dos Tribunais

Autor: Homero Batista Mateus da Silva

ISBN: 978-8520368725

Comentário: O professor Homero analisa cada artigo


da reforma trabalhista, explicando o que muda e o que
continua igual nas relações entre empregado e
empregador, entre os sindicatos e no funcionamento
da Justiça. A obra é fundamental para aqueles que
desejam saber mais sobre a reforma trabalhista de
2017.

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FILME

Nome: Eu, Daniel Blake

Ano: 2016

Comentário: Daniel Blake é afastado do trabalho


depois de sofrer um infarto. No entanto, ele não
consegue obter os benefícios a que tem direito, pois
além da burocracia que precisa enfrentar, ele tem que
lidar com seu analfabetismo funcional.

TRAILER

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conclusão
Conclusão

Finalizamos a primeira unidade da disciplina Rotinas de Pessoal, e quantas


informações foram compartilhadas!

Estudamos os princípios do ordenamento jurídico e fontes do direito e sua


hierarquia, bem como os direitos fundamentais da pessoa humana.
Conhecemos o percurso histórico que fez com que o Direito do Trabalho
surgisse, e vimos aspectos da legislação trabalhista vigente. Além disso,
conhecemos melhor a nossa legislação trabalhista, por meio  da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT) e suas aplicações. Por m, zemos um comparativo
do que mudou na legislação com a Reforma Trabalhista de 2017.

Até a próxima unidade!

referências
Referências
Bibliográ cas

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