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Semanário Regional de Informação Director: João Campos www.jornalnordeste.com n.º 734. 30 de Novembro de 2010.
Semanário Regional de Informação
Director: João Campos
www.jornalnordeste.com
n.º 734. 30 de Novembro de 2010. 0,75 euros

PECUÁRIA

REDE ELÉCTRICA

Cooperativa Mirandesa recebe PME Excelência REN liga Lagoaça a Armamar
Cooperativa Mirandesa
recebe PME Excelência
REN liga Lagoaça
a Armamar

FLORESTA

Mel aumenta peso no PIB
Mel aumenta
peso no PIB
Combate à Violência Doméstica Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social que atinge, maioritariamente,
Combate à Violência Doméstica Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social que atinge, maioritariamente,
Combate à Violência Doméstica
Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social
que atinge, maioritariamente, mulheres e idosos
Doméstica Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social que atinge, maioritariamente, mulheres e idosos
Doméstica Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social que atinge, maioritariamente, mulheres e idosos
Doméstica Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social que atinge, maioritariamente, mulheres e idosos
Doméstica Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social que atinge, maioritariamente, mulheres e idosos
Doméstica Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social que atinge, maioritariamente, mulheres e idosos
Doméstica Distrito de Bragança marchou contra um flagelo social que atinge, maioritariamente, mulheres e idosos
ENTREvISTA

ENTREvISTA

ENTREvISTA

Laureados da MTV em Bragança

FACTOS

Artistas/músicos: Virgul (Da Weasel) / Dino (Expensive Soul) Banda: Nu Soul Family (NSF) Elementos: Virgul e Dino, nas vozes; Alan Gul, produtor/dj/per- curssionista; Bassman, baixista Ocasião: Semana de Recepção ao Caloiro 2010 Local: Bastidores/NERBA

BRUNO MATEUS FILENA

1 @ Quando e como é que

nasceu o projecto da família soul mais badalada em Portugal nos últimos tempos? Virgul: Este projecto nasceu em meados de 2009. Juntámo-nos os quatro, eu falei da ideia e foi aí que começámos a criar e a compor. Em comum, tínhamos a paixão pela mú- sica e a vontade de experimentar e fa- zer algo diferente. O nosso primeiro álbum, “Never too late to dance”, saiu em Abril deste ano.

2 @ Como é que definirias o vosso álbum de estreia? Virgul: É um disco de dança!

Mas abrangemos um bocado de tudo

Gostamos

de variadíssimas coisas e cada um

de nós tem os seus gostos musicais.

O Dino, por exemplo, sempre foi o

músico mais ligado ao soul. Eu, mais ligado ao hip hop, ao reggae. Apesar do disco ter uma personalidade dan-

ao longo das 13 faixas

çante, depois acabamos por trazer essas influências, sobretudo, na parte cantada. Damos muita importância

às vozes e o álbum vive muito disso.

Temos a preocupação de tentarmos

transmitir, sempre, uma mensagem positiva. O primeiro single, “This is for my people”, é um agradecimento

a todo o “people” que nos ajuda, que

nos acompanha e que, de certa forma, nos dá força para nós fazermos aqui-

lo que sabemos fazer melhor. Agora,

temos o segundo single que, também,

conhecimento!

6 @ Para além dos Expensi- ve Soul e dos NSF, tens, ainda, um projecto a solo e trabalhas, simultaneamente, em todas as frentes. Como é que consegues? Dino: A minha namorada é que sabe, pois ela é que sofre mais do que eu. Eu sou do Algarve, os Expensive são do Porto, os Soul Family estão em Lisboa. Por isso, tenho mesmo de an- dar sempre de um lado para o outro!

Os Nu Soul Family conquista- ram o prémio de “Best Portuguese Act” nos “European Music Awar- ds” da MTV, perante uma concor- rência de pesos pesados. Deolinda, Diabo na Cruz, Legendary Tiger- man e Orelha Negra disputaram o título, mas, apenas um grupo se poderia sagrar vencedor. Em 2009, foi a vez da banda de Tim, Zé Pedro, Kalu, Gui e João Cabeleira ganhar o “Best Portu- guese Act”. Logo, no ano em que comemoravam três décadas de carreira. Em competição, estavam, também, os X-Wife, Buraka Som Sistema, Pontos Negros e David Fonseca.

X-Wife, Buraka Som Sistema, Pontos Negros e David Fonseca. z virgul e Dino passaram pelo palco

z virgul e Dino passaram pelo palco do Pavilhão do NERBA

estabelecer uma certa empatia com o público, só torna a situação mais fácil. Os fãs são muito acessíveis e o pesso- al entra logo a cantar no refrão. Tem sido uma recepção maravilhosa!

4 @ Com os NSF, esta é a tua

primeira vez aqui. Contudo, já antes havias estado em Bragan- ça com os Da Weasel. Apesar do frio, achas quente o público transmontano?

Virgul: Sim! Lembro-me aqui de

Tocar e acabar no meio

do público a curtir com o pessoal até ficar de dia! Bragança tem um público excelente e como é uma terra que tem muitos estudantes, quando é para cur- tir, é para curtir à séria! Isso também faz com que as festas corram bem.

certas noites

Just “believe” and “follow your dream”, because our “people” will give us “power” to go “higher” and “please don’t tell me” that its only a dream cause “I cant let it go”, mensagem de Virgul, utilizando títulos de alguns temas do disco.

5 @ A 7 de Novembro, em Ma-

último a saber. Desliguei os telemó- veis, adormeci, e no dia seguinte já tinha bué de pessoal no facebook a dar-me os parabéns. Toda a gente já sabia, menos eu. Logo, vieram-me as lágrimas… O pessoal não imagina o quão fixe é. Este prémio da MTV é o expoente máximo a nível musical. Também é o que levas daqui… O re-

a nível musical. Também é o que levas daqui… O re- já está a tocar, que

está a tocar, que é o “I believe”, e

drid, os NSF alcançaram o reco-

o

álbum é um bocado isso. As nossas

nhecimento e a projecção inter-

características enquanto pessoas, nós próprios somos super positivos e ten- tamos transmitir isso às pessoas.

nacionais ao vencerem o prémio de melhor banda portuguesa concedido pela MTV. Como é que descreverias a experiência?

 

3

@ Como é que tem sido re-

Virgul: Os Da Weasel já tinham

cebido o primeiro trabalho dos

conquistado esse prémio da MTV por

NSF? Quer pelos fãs, quer pelo público, quer pela crítica. Virgul: Tem sido muito bom!

duas ocasiões. Agora, com os NSF, esta é a minha terceira vez. Foi só pena não termos ido a Madrid rece-

Não nos podemos queixar

Aliás,

ber o prémio. Não sei qual foi a jus-

só temos motivos para sorrir! Este

tificação da MTV, mas teria sido bom

ano, o tema “This is for my people” foi um dos mais tocados nas rádios e

os outros elementos da banda terem estado presentes para poderem expe-

é

o tema que as pessoas mais identi-

rimentar aquela sensação de “stars”.

ficam. Obviamente, foi o single. De- pois, o género é de dança e como eu e o Dino já temos alguma experiência em relação ao facto de conseguirmos

5 @ E tu Dino? Foi a tua pri-

meira vez, que é que sentiste? Dino: Da banda toda, eu fui o

REN investe 25 milhões FRANCISCO PINTO Nova linha Armamar-Lagoa- ça reforça capacidade de transporte em

REN investe 25 milhões

FRANCISCO PINTO

Nova linha Armamar-Lagoa- ça reforça capacidade de transporte em Trás-os- -Montes

Entrou em serviço a nova linha Armamar-Lagoaça a 400kV. A infra- estrutura com 87,2 Km de extensão custou cerca de 25,2 milhões de eu- ros e tem como principais objectivos escoar energias renováveis e reforçar as interligações entre Portugal e Es- panha. Actualmente a zona do Douro In- ternacional tem um valor significati- vo de potência instalada em centrais hidroeléctricas e parques eólicos. A linha Armamar-Lagoaça vem asse- gurar o transporte até ao litoral de grande parte da energia produzida nas centrais situadas na bacia do rio Douro e da energia produzida nos parques eólicos situados na zona de Trás-os-Montes. Paralelamente, a linha em causa constitui uma estrutura crucial na de- finição do novo eixo de transporte de energia na zona do Douro, pois vem assegurar as condições necessárias ao bom funcionamento do MIBEL, e ainda reforçar significativamente as capacidades de troca de energia en- tre as redes portuguesa e espanhola. À semelhança de todas as obras da REN, esta infra-estrutura foi alvo

nada pelo projecto. O estudo revelou que na generalidade a maioria dos habitats não foram afectados pela instalação desta linha eléctrica. A REN tomou a iniciativa de, si- multaneamente com a construção da linha em causa, promover o desvio das linhas a 220kV, Pocinho-Valdigem 1, Pocinho-Aldeadavila, e linha Picote- -Pocinho, afastando-as assim de áre- as urbanas e urbanizáveis, que entre- tanto se desenvolveram sob as linhas existentes. Esta iniciativa foi regis- tada com um impacte positivo, pela Comissão de Avaliação Ambiental.

Picote – Miranda do Douro

Operário ferido

Um operário que trabalhava no reforço de potência da central hidro- eléctrica de Picote (Miranda do Dou- ro) ficou ferido com gravidade, na passada terça feira, quando ajudava na colocação de um poste eléctrico de média tensão. O acidente deu-se cerca das 10:30 horas, numa altura em que vários homens procediam à montagem da estrutura metálica, ao serviço da Siemens. “A vítima, de 43 anos, estava a trabalhar numa altura em que a es- trutura metálica deslizou, provocan- do-lhe ferimentos graves em uma das pernas”, explicou o adjunto de comando dos Bombeiros de Sendim, José André. Os bombeiros de Sendim e o INEM foram chamados ao local, ten- do a vítima sido helitransportada para a Unidade Hospitalar de Bra- gança. No local esteve uma equipa mé- dica do INEM e dois homens dos vo- luntários de Sendim, apoiados por uma ambulância.

dos vo- luntários de Sendim, apoiados por uma ambulância. z REN reforça capacidade de armazenamento e

z REN reforça capacidade de armazenamento e transporte de energia

de estudo de Impacte Ambiental que abrangeu os concelhos de Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, FreixodeEspadaàCintaeMogadouro. Esta infra-estrutura tem a parti- cularidade de resultar de um traça- do de linhas já existentes e por isso, sempre que possível, foi elaborada uma reconversão das antigas linhas evitando desta forma novos traçados. No que diz respeito à envolvente paisagística, esta linha encontra-se totalmente integrada na região de- marcada do Douro e da sua bacia hi- drográfica, abrangendo um território considerável do Alto Douro, e parte de Trás-os-Montes. Esta linha não é

visível na maior parte do seu traçado, apenas 22% da infra-estrutura pode- rá ser vista.

Infra-estrutura abrange os concelhos de Armamar, Tabuaço, S. João da Pesqueira, Vila Nova de Foz Côa, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Mogadouro

A linha Armamar-Lagoaça atra- vessa, no seu troço final, o Parque Natural do Douro Internacional. Em- bora não interfira com a área classi- ficada, houve especial preocupação em manter uma estreita ligação com o ICNB durante o estudo do projecto e execução da obra. Foi também encomendado um pormenorizado estudo de Impacte Ambiental da área a ser intervencio-

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Electroencefalogramas - EEG
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Tel./Fax: 273 381 546
Tel./Fax: 273 381 548
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Urologia
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R A G
A N
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NORDESTE REGIONAL

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Criança sujeita a segundo transplante hepático

GLÓRIA LOPES

vítima de intoxicação por cogumelos venenosos está a recuperar lentamente

A menina, de 5 anos, que sofreu dois transplantes de fígado, após uma intoxicação devido à ingestão de co- gumelos venenosos, está a recuperar lentamente. A criança foi submetida

a um primeiro transplante hepático

no passado dia 22, mas devido a com- plicações acabou por ser submetida a

nova intervenção na passada sexta-

feira. “Foi motivada pela rejeição do primeiro transplante”, confirmou ao Jornal Nordeste uma fonte do serviço de Cuidados Intensivos do Hospital Pediátrico de Coimbra. Nos últimos dias, Maria tem apresentado um quadro clínico que os médicos consideram de “evolu- ção”. Segundo o gabinete de impren- sa do Hospital Pediátrico de Coimbra

a menina está a recuperar na Unida-

de de Cuidados Intensivos. “A recuperação está a correr bem: a criança está conscien- te e a respirar normalmente, sem necessida- de de ventila- dor” referiram através de uma informação es- crita. Além da menor de- ram entrada na Urgência

do Hospital de Bragança mais três membros da sua família, nomeadamente os pais e uma avó, com um quadro clínico de intoxicação alimentar, que se veio a verificar estar relacionado com a ingestão de cogumelos da espécie ‘Amaniza Phalloides’, a mais tóxica que se encontra no Nordeste Trans-

a mais tóxica que se encontra no Nordeste Trans- z Consumo de cogumelos teve consequências muito

z Consumo de cogumelos teve consequências muito graves

montano. Os pais da criança tiveram alta no domingo, ontem deslocaram- se à unidade para fazer um controlo analítico. A avó continua internada, mas já passou dos cuidados intermé- dios para a Medicina, o seu estado é considerado estável, prevendo-se que tenha alta em breve.

Bragança

Liceu rejeita into- xicação alimentar

Mais de uma dezena de alu- nos da Escola Secundária Emídio Garcia deslocou-se, na passada sexta-feira, à Urgência da unida- de hospitalar de Bragança, com sintomas que parecem estar re- lacionados com uma intoxicação alimentar, nomeadamente vómi- tos e gastroenterite. A direcção do estabelecimento nega esta suspeita e garante que o serviço de Pediatria do hospital já afastou a hipótese de intoxicação. “Após a realização de análises confirmou-se que não se trata de intoxicação alimentar, uma vez que ao longo da passada semana mais jovens da cidade recorreram à Urgência com sintomas idênti- cos, assim como outras pessoas da zona de Izeda”, explicou Edu- ardo Santos, director da Escola. Fonte do hospital de Bragan- ça adiantou que se trata de uma virose, e que nas últimas semanas vários jovens têm ido à Urgência. “O grupo da Emídio Garcia só foi um pouco maior”, referiu.

Urgência. “O grupo da Emídio Garcia só foi um pouco maior”, referiu.  30 de Novembro
NORDESTE REGIONAL

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Impedidos de entrar em Portugal

G.L.

Dois foragidos à justiça tentaram entrar no País pela fronteira de Quintanilha

O reforço de fiscalização nas fron- teiras do distrito, motivada pela reali- zação da Cimeira da Nato, em Lisboa,

teve um “balanço muito positivo”, garantiu Carlos Morais, coordenador do Centro de Cooperação Policial e Aduaneira de Quintanilha. No total dos cinco dias da ope- ração, na fronteira de Quintanilha foram fiscalizados 4573 pessoas e 2576 viaturas. Neste conjunto cinco indivíduos foram sujeitos a recusa de entrada, “porque não tinham do-

sujeitos a recusa de entrada, “porque não tinham do- z SEF faz balanço positivo da operação

z SEF faz balanço positivo da operação levada a cabo em Quintanilha

cumentos adequados para entrar no nosso país”, referiu o coordenador do CCPAQ. Outros quatro foram impos- sibilitados de entrar porque tinham mandados de detenção pendentes. “Eram cidadãos portugueses que ti- nham penas por cumprir em tribu- nais ou problemas com a justiça”, acrescentou. Dois estrangeiros eram procura- dos por autoridades internacionais para efeitos de detenção. “Um era um cidadão moldavo e era procurado por contrabando de álcool entre a Mol- dávia e a Roménia. Outro era chileno

e é procurado por assaltos à mão ar-

mada na Alemanha e em Espanha”, descreveu Carlos Morais. Reposto o controlo documental que existia antes da adesão ao Acordo Schengen nas fronteiras, no distrito

estiveram diariamente 115 elemen-

tos da Guarda Nacional Republicana (GNR) e do Serviço de Estrangeiros

e Fronteiras (SEF), com a missão de

fiscalizar os sete pontos de passagem mais importantes, nomeadamente Quintanilha, Portelo, Moimenta, Mi- randa do Douro, Três Marras, Bem- posta e Freixo de Espada à Cinta.

Bragança está no mapa das auto-es- tradas espanholas, …Em flagrante como se pode ver nesta
Bragança está no
mapa das auto-es-
tradas espanholas,
…Em flagrante
como se pode ver
nesta imagem cap-
tada às portas de Za-
mora. Agora falta que
a “autovia” chegue à
fronteira de Quintani-
lha em 2012, porque
do lado português as
obras já estão bem
avançadas.
Envie-nos as suas sugestões para geral@jornalnordeste.com
TÊXTEIS LAR
TÊXTEIS LAR

CASOS DE POLÍCIA

 

Mirandela

GNR apreende armas e munições

A GNR de Mirandela apreen- deu, na passada segunda-feira, armamento e munições em duas residências da aldeia de Suçães, no concelho de Mirandela. Após a realização de investi- gações, as autoridades efectua- ram duas buscas domiciliárias, que culminaram com a apreensão de 34 velas de gelamonite, um rolo de rastilho, 37 detonadores, uma caçadeira com calibre 12, uma pistola com calibre de 6.35 milímetros, 33 cartuchos de ca-

libre 12 e 26 munições de calibre 6.35 milímetros.

O

detentor do armamento,

um indivíduo de 51 anos, resi- dente em Suçães, foi detido pela

GNR.

Bragança

Detido por tráfico de droga

A

PSP de Bragança deteve,

na passada quarta-feira, um in- divíduo de 38 anos, natural e re- sidente na capital de distrito, por suspeita se tráfico de droga. Quando foi interceptado pelas autoridades, o homem tinha na sua posse 52 doses de um produto suspeito de ser heroína, 180 eu- ros em dinheiro, um telemóvel e um veículo que usava para se mo- vimentar. O detido encontrava- se em liberdade condicional por ter sido condenado a uma pena de prisão efectiva pela prática do mesmo tipo de crise e já estava a

ser alvo de vigilância policial por se suspeitar que continuava a praticar aquela actividade ilícita.

O

indivíduo foi presente às

autoridades judiciárias para pri- meiro interrogatório, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

JuNTE 10 sENhAs E TERÁ dIREITo A uMA LAvAGEM GRÁTIs Zona Industrial, Lote 214-B4 r/c
JuNTE 10 sENhAs E TERÁ dIREITo A uMA LAvAGEM GRÁTIs
Zona Industrial, Lote 214-B4 r/c
Tel. 273328152 • Tlm. 962359345
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Greve geral ou parcial?

BRUNO MATEUS FILENA

Centro de Saúde da Sé

e Segurança Social foram

os únicos serviços públicos

a registar uma adesão

próxima dos 100 por cento

A União dos Sindicatos de Bra-

gança (USB) transmitiu um cenário de “forte e expressiva adesão” à Gre-

ve Geral de 24 de Novembro. No en- tanto, o Jornal Nordeste saiu para as ruas e constatou uma realidade bem diferente, pelo menos, na capital de distrito.

A título de exemplo, a Câmara

Municipal de Bragança registou uma greve de 17,28 por cento, uma per- centagem sintomática daquilo que se passou na cidade de Bragança. Começando pela saúde, a Unida- de de Bragança do Centro Hospitalar do Nordeste viu garantidos os servi- ços mínimos nas Urgências, se bem que, nos restantes quadrantes, a ade- são foi baixa. No entanto, de acordo com os dados avançados pela USB, a adesão dos enfermeiros no turno da noite rondou os 70 por cento, en-

Foto: CARLOS LOUSADA
Foto: CARLOS LOUSADA

z No Centro de Saúde da Sé a adesão rondou os 100%

quanto que, no turno de dia, atingiu os 80 por cento. A mobilização mais expressiva registou-se no Centro de Saúde da Sé, atingindo quase os 100 por cen- to. Com 6 dos 9 médicos e 16 funcio- nários a aderirem à Greve, não havia um único utente no Centro de Saúde à espera de ser atendido. Já o Centro de Saúde de Santa Maria a adesão foi quase inexistente.

No Tribunal de Bragança, apu- rámos que dos 41 trabalhadores, 9 magistrados e 32 funcionários, aderi- ram à Greve 8 pessoas. Destas, 3 são magistrados e 5 são funcionários do tribunal. No Centro Distrital de Solidarie- dade e Segurança Social de Bragança, segundo dados da USB, houve uma adesão de 100 por cento nos serviços de atendimento e tesouraria, funcio-

nando, apenas, o serviço mínimo. Na Direcção Geral de Finanças,

o sindicato fala de uma adesão de 60

por cento e o certo é que na Repar- tição de Finanças, o Jornal Nordeste apurou que dos 28 funcionários, so- mente 9 entraram em greve. A Sec-

ção de Cobranças foi mesmo a única

a não funcionar.

Adesão no Centro Distrital de Solidariedade e Segurança So- cial de Bragança foi quase total

Se a greve nos transportes foi das

que mais afectou as pessoas por todo

o país, o mesmo não aconteceu em

Bragança. Rodonorte, Expressos e Santos mantiveram todos os horários dos seus autocarros. Contudo, das três linhas de Transportes Urbanos de Bragança, duas paralisaram a 100 por cento. Também a carreira aérea

Bragança/Vila Real/Lisboa paralisou

a 100 por cento. O Instituto de Emprego e Forma- ção Profissional (IEFP) de Bragança estava praticamente vazio, ao passo que os Correios de Bragança tinham, na parte da tarde, 4 funcionários em serviço, correndo o atendimento dentro da normalidade. No entanto,

a USB adiantou que na distribuição,

os CTT tiveram os serviços reduzidos

a metade.

Rotary distribui cabazes solidários

G.L.

Iniciativa abrange

24 famílias que poderão ter um Natal mais reconfortado

e com comida na mesa

O Rotary Clube de Bragança está

a distribuir cabazes de Natal a mais de duas dezenas de famílias caren-

ciadas da cidade. A iniciativa que de- corre simultaneamente em 40 Clubes Rotary do distrito 1970, que no seu conjunto permite a entrega de 1200 cabazes pelas pessoas mais carencia- das das suas comunidades.

O projecto implica um investi-

das das suas comunidades. O projecto implica um investi- z Cada cabaz tem 25 quilos de

z Cada cabaz tem 25 quilos de bens alimentares

mento total de 55 mil euros e surgiu da candidatura a um Subsídio Distrital da Rota- ry Foundation concretizada pelo Past Governador Ma- nuel Cordeiro, em conjunto com um projecto dos cônju- ges, o Rotaract e o Interact. No transporte dos cabazes contaram com o auxílio do hipermercado Continente. Em Bragança serão dis- tribuídos 24 cabazes, com cerca de 25Kg cada um, que incluem vários bens alimen- tares essenciais, como por exemplo leite e produtos de mercearia. Estão ainda dis- poníveis cerca de 500 fraldas

para adultos, que serão entregues a várias instituições de prestação de serviços a idosos de Bragança. Os bens estão a ser entregues na sede do Rotary Clube de Bragança, no edifí- cio da Casa do Professor. A lista dos beneficiários foi forne- cida pela Segurança Social. No entan- to, João Simões, do Rotary Clube de Bragança, defende que nos próximos anos se faça um levantamento no ter- reno das pessoas que realmente ne- cessitam de apoio ou que sejam mais carenciadas. “Podemos fazer isso com alguma antecedência, porque há casos graves de pessoas que precisam muito. Têm aparecido pessoas que falam das suas necessidades e há algumas situ- ações problemáticas e graves”, frisou.

FICHA TÉCNICA

FUNDADOR: Fernando Subtil | DIRECTOR: João Campos (C.P. Nº 4110) | SECRETÁRIA DE REDACçãO E ADMINISTRAçãO: Cidália M. Costa MARkETING E PUBLICIDADE: Bruno Lopes | ASSINATURAS: Sandra Sousa Silva | PAGINAçãO: João Paulo Afonso REDACçãO: Bruno Mateus Filena (C.P. N.º 9088), Orlando Bragança, Glória Lopes (C.P. N.º 4146), Teresa Batista (C.P. N.º 7576) e Toni Rodrigues CORRESPONDENTES: Planalto Mirandês: Francisco Pinto | Mirandela: Fernando Cordeiro e José Ramos | Torre de Moncorvo: Vítor Aleixo FOTOGRAFIA: Studio 101 e RC Digital Propriedade / Editor: Pressnordeste, Lda. – Contribuinte N.º 507 505 727 Redacção e Administração: Rua Alexandre Herculano, N.º 178, 1.º, Apartado 215, 5300-075 Bragança – Telefone: 273 329 600 • Fax: 273 329 601 REGISTO ICS N.º 110343 | Depósito Legal n.º 67385/93 | Tiragem semanal: 6000 exemplares Impressão: Diário do Minho – Telefone: 253 609 460 • Fax: 253 609 465 – BRAGA Assinatura Anual: Portugal – 25,00 € | Europa – 50,00 € | Resto do Mundo – 75,00 €

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NORDESTE REGIONAL

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Violência doméstica atinge idosos

GLÓRIA LOPES

Dia do Laço Branco contou com a adesão de cinco escolas de Bragança

Centenas de pessoas, sobretu- do jovens, participaram, na passa- da quinta-feira, numa marcha em Bragança, inserida no Dia do Laço Branco, uma iniciativa inserida no III Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2007-2010. O objectivo foi sensibilizar a opinião pública para esta problemática social. Na região está a aumentar o nú- mero de queixas motivadas por vio- lência doméstica. Até Novembro, o Núcleo de Apoio à Vítima de Violência Doméstica do Governo Civil de Bra- gança atendeu 101 pessoas. Em 2009 passaram por lá 182 vítimas. Grande parte das situações de violência ocor- re nos últimos dois meses do ano. “O

Natal devia ser uma época de paz

e tranquilidade

entre as famílias,

mas também vem

a consciência da falta de recursos

económicos. Isto

acaba por gerar conflitos”, expli- cou Teresa Fer- nandes, psicóloga daquele Núcleo. Também as fé-

rias de verão, as

noites e os fins-de- -semana são as épocas mais compli- cadas. A maior parte das denúncias partem da faixa etária 25- 45 anos, maioritariamente mulheres, mas des- de 2007 que estão a aumentar as quei- xas de pessoas com mais de 65 anos. Actualmente serão já entre 10 a 12% as denúncias desta faixa estaria. “Co- meçam a falar e a pedir apoio. Mui-

faixa estaria. “Co- meçam a falar e a pedir apoio. Mui- z Marcha mobilizou população de

z Marcha mobilizou população de Bragança

tas vezes vivem isolados em aldeias e são os próprios filhos que praticam uma violência grave e profunda sobre os idosos”, lamentou a responsável. Bragança não tem uma percen- tagem de denúncias maior que o res- to do país, todavia nos meios rurais “existe um baixo nível cultural, baixo nível económico e elevado consumo

VOZES

Glória Gomes

Ivone Florêncio

Miguel Almeida

Reformada

Reformada Rede Anti-Pobreza Estudante

Rede Anti-Pobreza

Reformada Rede Anti-Pobreza Estudante

Estudante

“É bom que se faça alguma coisa contra a violência doméstica, antigamente ninguém dizia nada. Era tudo calado”.

“Pintei a cara para sensibilizar a popula- ção, sobretudo poten- ciais vítimas que este- jam a sofrer e tenham medo de denunciar”.

“Acho que estas inicia- tivas são úteis. Fala-se pouco da violência no namoro, é preciso

“Acho que estas inicia- tivas são úteis. Fala-se pouco da violência no namoro, é preciso chamar a atenção das pessoas para esta realidade”.

Casos ficam por medidasdecoação

As denúncias motivadas por violência doméstica estão a au- mentar, mas a maior parte ainda não chega a tribunal. Muitas ve- zes são as próprias vítimas que retiram a queixa. Uma fonte do Ministério Público, em Bragança, referiu que “há mais casos a che- gar à via judicial, mas a situação na região ainda não é preocu- pante”. Mesmo os processos que chegam a ser julgados acabam com condenações que ficam por medidas de coação, para afastar o agressor da vítima. Estes assuntos foram discutidos num workshop intitulado “Como denunciar”, que decorreu na passada quinta-feira na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Bragança. Esta aproximação aos estu- dantes foi motivada pela neces- sidade de sensibilizar para estes assuntos “cada vez mais cedo”, explicou Teresa Fernandes, psi- cóloga do Núcleo de Apoio à Víti- ma de Violência.

de álcool e drogas, o que faz com que aumentem os casos”, acrescentou. A iniciativa do Laço Branco, na região, decorreu entre os dias 22 e 15 de Novembro, em Macedo de Ca- valeiros, Vinhais, Mogadouro e Bra- gança. O repto foi lançado às escolas para envolver os alunos.

Vinhais e Miranda do Douro

Marcha contra flagelo social

Para alertar a população e promo- ver uma mudança de mentalidade, que o Núcleo de Prevenção da Violência Doméstica do Centro de Saúde de Vi- nhais e o Núcleo de Atendimento a Víti- mas de Violência Doméstica do Distri- to de Bragança organizou uma marcha solidária na passada quinta-feira. As iniciativas decorreram em co- laboração com a Câmara Municipal

decorreram em co- laboração com a Câmara Municipal z Jovens de vinhais lançaram alerta de Vinhais,

z Jovens de vinhais lançaram alerta

de Vinhais, com o Agrupamento de Escolas de Vinhais com a ASMAB (As- sociação de Socorros Mútuos dos Ar- tistas de Bragança) e GNR de Vinhais levaram a cabo, no passado dia 23 de Novembro, uma série de actividades. Durante o período da manhã realizou-se a marcha lenta, que per- correu as principais ruas de Vinhais, durante a qual foram distribuídas flo-

res brancas, laços brancos e algumas brochuras sobre a problemática. No período da tarde decorreu um workshop informativo sobre Violên- cia Doméstica com os alunos do En- sino Secundário do Agrupamento de Escolas de Vinhais. No período da noite teve lugar um colóquio, na Casa da Música de Vi- nhais, que contou com a presença de cerca de meia centena de participan- tes, entre os quais representantes de diversas entidades públicas e priva- das. Miranda do Douro foi outra das localidades que acolheu uma marcha semelhante.

Máquinas e equipamentos industriais
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Assistência técnica autorizada e certificada interna e externa, com técnicos especializados e oficina móvel
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e externa, com técnicos especializados e oficina móvel Zona Industrial das Cantarias, lote 167 • 5300-678
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Zona Industrial das Cantarias, lote 167 • 5300-678 (Bragança) PORTUGAL • Tel. 273 312 371 • Fax: 273 327 466 • Email: info@bricofel.com • Website: www.bricofel.com

NORDESTE REGIONAL

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Miranda do Douro

Um Livro, uma História

A partir do próximo dia 2 de De- zembro, sob o lema “um Livro, uma História, uma Vivência”, as Juntas de Freguesia do concelho de Miran- da do Douro vão receber , a título de empréstimo, algumas obras literárias que podem ser consultadas/ lidas pe- los populares. Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal e Biblioteca Municipal em parceria com o Agrupamento de Es- colas de Miranda do Douro e preten- de que todos tenham acesso fácil aos livros e à leitura. De referir, que os livros vão ser dis- tribuídos pelas Juntas de Freguesias por uma equipa da autarquia que se responsabiliza, também pela recolha dos mesmos de dois em dois meses.

Torre de Moncorvo

Venda de Natal apela à generosidade

Os amigos de “O Leme – Asso- ciação para a Saúde e Bem-estar” e o Município de Torre de Moncorvo es- tão a promover uma Venda de Natal, em Torre de Moncorvo. Sobre o lema “ Aquilo que não precisa, nós precisamos, porque há alguém que precisa!” a venda tem como principal objectivo angariar ob- jectos que as pessoas já não precisem para posteriormente efectuar a venda desses produtos a preços simbólicos. As receitas reverterão para a compra do busto da Dra. Lourdes Girão e para as obras na sede do agrupamento de Escuteiros de Torre de Moncorvo. As pessoas interessadas em par- ticipar podem entregar os objectos que não precisam nas instalações da Associação “O Leme”, na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo e na Escola Secundária de Torre de Mon- corvo. Aqueles que não têm objectos para doar podem sempre adquirir aquilo que lhe faz falta na Venda de Natal, que se realiza nos domingos de 28 de Novembro, 5 e 12 de Dezembro na Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo.

Segurança reforçada no IP2 e IC5

Ascendi organiza campanha para sensibilizar os trabalhadores para os risco no trabalho

A Ascendi, enquanto responsável pela subconcessão do Douro Interior, em fase de construção, implementou uma campanha de segurança no tra- balho até ao final do período de exe- cução da obra, previsto para 2012. Recorde-se que na execução des- tes trabalhos já há registo de quatro acidentes de trabalho mortais, um no IC5 e três no IP2. Esta campanha é transversal a toda a obra, consequentemente a to- das as construtoras, e abrange cerca de 2.500 trabalhadores dispersos por 242km (8 lotes em construção). Sensibilizar os trabalhadores e reforçar a sua atenção diária em re- lação à segurança, é a principal fina- lidade desta campanha, a qual será complementada quer por formação técnica dada previamente, quer atra- vés da actuação dos Técnicos de se- gurança que verificam no terreno o cumprimento das regras. Nesta me- dida, a campanha tem como objecti- vo último contribuir para que não se registem mais acidentes de trabalho.

para que não se registem mais acidentes de trabalho. z Presidente da Ascendi dá a cara

z Presidente da Ascendi dá a cara na campanha

A concretização da campanha aborda o tema da segurança no tra- balho num registo diferente do ha- bitual, mais emocional, que capte a atenção dos trabalhadores e os moti- ve a um maior cuidado nos seus com- portamentos relativos à segurança. Pretende-se que esta campanha im- pacte os trabalhadores diariamente, no seu local de trabalho, tendo sido desenvolvidos para o efeito vários su- portes de comunicação.

Na execução do IP2 e IC5 já há registo de quatro acidentes de trabalho mortais

Deste modo, foram implementa- dos vários Outdoors, espalhados por

todos os estaleiros e prin- cipais acessos a frentes de obra, de forma a chegar ao maior número de trabalha- dores, complementando-se este suporte com uma ac- ção no terreno. Esta acção concretizou-se numa dis- tribuição de autocolantes com diversas mensagens de segurança e de um pequeno kit de comunicação com um Lembrete de Segurança no

Trabalho.Adistribuiçãodes-

te lembrete de segurança veio permi-

tir um contacto directo com cada um dos 2.500 trabalhadores, uma vez que foi entregue por promotoras directa e individualmente a cada trabalhador

ao longo de toda a concessão, em con- junto com os Técnicos de Segurança da obra. Este contacto directo per- mitiu que toda a equipa transmitisse

e reforçasse algumas mensagens de

segurança ao longo da distribuição. Paralelamente a esta acção no ter- reno, deu-se inicio à iniciativa “60 Dias - > Acidentes Zero”. Esta iniciativa tem como objectivo incentivar todos os lo- tes ao cumprimento rigoroso das re- gras de segurança, contribuindo para a inexistência de acidentes de trabalho.

O Lote que conseguir atingir os 60 dias

sem qualquer acidente será premiado.

Laboratório reduz horário

TERESA BATISTA

Na Unidade Hospitalar de Macedo só é possível fazer análises nos dias úteis até às 16 horas

O Laboratório de Análises Clíni- cas da Unidade Hospitalar de Ma- cedo de Cavaleiros só funciona nos dias úteis até às 16 horas. O Centro Hospitalar do Nordeste (CHNE) re- duziu o horário desta unidade, o que impossibilita a realização de análises ao fim-de-semana, ao final da tarde e

durante a noite. Esta situação não agrada à Co- missão Política do PSD de Macedo de Cavaleiros, que manifesta o seu descontentamento perante “mais um atentado do conselho de administra- ção do CHNE à Unidade de Macedo”. Em comunicado, os sociais-de- mocratas denunciam que esta deci- são afecta os serviços prestados aos utentes na Urgência, Cirurgias e In- ternamentos. Para o PSD, “esta é uma atitude que visa, mais uma vez, desvalorizar a unidade de Macedo de Cavaleiros no contexto do CHNE”, com prejuízo para as populações.

Contactado pelo Jornal NORDES- TE, o CHNE garante que aquando da realização de cirurgias será assegu- rada a presença física de um técnico, nomeadamente às sextas das 8 às 22 horas e ao sábado das 10 às 18 horas. Em relação à Urgência, a admi- nistração esclarece que no âmbito do protocolo formalizado com o Agru- pamento de Centros de Saúde do Nordeste, esta unidade passou a ser autónoma na realização de exames complementares de diagnóstico. Durante o período de encerra- mento do Laboratório de Macedo, as análises serão realizadas na Unidade de Bragança.

de Macedo, as análises serão realizadas na Unidade de Bragança.  30 de Novembro de 2010
NORDESTE REGIONAL

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Ciclovia ampliada até ao Polis

TERESA BATISTA

Câmara de Bragança investe 2,8 milhões

de euros para tornar

a capital de distrito

mais atractiva para

a população e turistas

A Câmara Municipal de Bragança (CMB) vai investir mais 890 mil eu- ros para fazer chegar a ciclovia que rodeia o Campus do Instituto Politéc- nico de Bragança (IPB) à zona Polis. A assinatura do auto de consignação da 2ª fase da Ciclovia do Fervença decorreu, na passada terça-feira, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade. As obras na primeira fase do cir- cuito para bicicletas estão atrasadas, o que vai levar a autarquia a inaugu- rar os dois troços, que representam um investimento de 2,8 milhões de euros, em simultâneo. O município vai aproveitar a realização da 17ª Conferência Anual da EARMA, um evento que vai reunir em Bragança mais de 300 administradores e gesto- res de ciência de todo o mundo, para

e gesto- res de ciência de todo o mundo, para z Primeira fase da Ciclovia vai

z Primeira fase da Ciclovia vai terminar em Abril de 2011, assegurou Jorge Nunes

descerrar a placa da ciclovia. “Vamos aproveitar a presença de pessoas de diferentes partes do mun- do para levarem uma boa imagem de Bragança”, enaltece o presidente da CMB, Jorge Nunes. A primeira fase desta infra-estru- tura, que também vai permitir vedar o campus do IPB, deverá estar con- cluída em Abril do próximo ano, visto que as baixas temperaturas que já se fazem sentir dificultam a colocação

do pavimento. “Há trabalhos que es- tão atrasados e há outros que já não podem ser feitos, porque as condi- ções atmosféricas não o permitem”, acrescentou o edil. A 2ª fase da ciclovia vai permi- tir a requalificação das margens do Fervença junto à ponte do Loreto, bem como substituir a madeira dos circuitos pedestres na zona Polis na margem direita do rio, que repre- senta encargos elevados ao nível da

manutenção para a autarquia. “Va- mos fazer a ciclovia do Fervença até ao Centro de Ciência Viva, com uma extensão de 850 metros, pela mar- gem direita do rio, e vamos construir jardins na zona da Ponte do Loreto”, descreve Jorge Nunes.

Madeira na margem direita do Fervença vai ser substituída no âmbito da construção da 2ª fase da ciclovia

O circuito que vai percorrer o Po- lis vai ter, ainda, uma esplanada en- vidraçada no quiosque que já existe na margem esquerda. O objectivo é permitir a utilização daquele espaço durante todo o ano, mesmo com con- dições atmosféricas adversas. Na óptica de Jorge Nunes, esta é

uma ciclovia para o futuro. O edil rejei-

ta as críticas da oposição que conside-

ra esta infra-estrutura muito dispen- diosa para o município e lembra que

a ciclovia também vai permitir em-

belezar e iluminar o campus do IPB. Quanto à largura do circuito, o edil salienta que são 1,5 metros em toda a extensão, enquanto há cida- des, como Bruxelas, que têm ciclovias com 80 centímetros de largura.

123,76 107,61
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Crianças ajudam a plantar bosques do centenário

G.L.

O concelho de Macedo de Cavaleiros conta com 370 novas árvores

A Câmara Municipal de Macedo

de Cavaleiros associou-se ao movi-

mento “Bosques do Centenário” e à

Semana da Floresta Autóctone. Entre

os dias 22 e 26 de Novembro proce-

deu-se à plantação de 370 árvores de espécies autóctones, de que se desta- cam Carvalhos, Ulmeiros, Sobreiros, Cerejeiras e Nogueiras bravas.

A plantação contou com a presen-

ça de diversos alunos das escolas do

concelho e dos funcionários da Câ- mara de Macedo de Cavaleiros. Na tarde de quinta-feira, dia 25, a plan- tação das árvores foi feita em terre-

nos municipais junto à Carreira de Tiro de Castelãos. As freguesias de Podence, Vale de Prados, Vale da Porca, Morais, Olmos e Chacim também estiveram inclu- ídas nesta reflorestação, no âmbito do movimento apoiado pela Autori- dade Florestal Nacional, Associação Nacional de Municípios, Quercus e “Limpar Portugal”. O projecto ‘Bosques do Centená- rio’ insere-se nas Comemorações do Centenário da República e tem como objectivo plantar pequenos bosques de 100 árvores de espécies autócto- nes em cada um dos municípios de Portugal como forma de assinalar os 100 anos de instauração da República Portuguesa, marcando esta efeméri- de com a plantação de “monumentos vivos” em cada um dos 308 municí- pios portugueses.

municí- p i o s p o r t u g u e s e s

z Diversos alunos do concelho plantaram bosque alusivo à República

A importância de saber preservar

BRUNO MATEUS FILENA

Floresta e Biodiversidade celebradas em dia inter- nacional com múltiplas iniciativas no município de Bragança

A 23 de Novembro, no âmbito do

Dia da Floresta Autóctone e do Ano

InternacionaldaBiodiversidade,aCâ-

mara Municipal de Bragança (CMB) promoveu várias iniciativas. Ao todo, decorreram três actividades com o objectivo de informar e sensibilizar a população para a importância da pre- servação da biodiversidade, em geral,

e da floresta autóctone, em particular. A primeira iniciativa, “Bosques do Centenário”, aconteceu logo pela manhã na Quinta da Trajinha, junto

ao Centro de Saúde de Santa Maria.

A autarquia decidiu associar-se às

Comemorações do Centenário da Re- pública na plantação de um bosque de espécies autóctones e fê-lo com o apoio de 15 utentes do Centro de Edu- cação Especial. “Este foi um desafio colocado pela Associação Nacional de

foi um desafio colocado pela Associação Nacional de z Quinta da Trajinha acolheu plantação de várias

z Quinta da Trajinha acolheu plantação de várias espécies autóctones

Municípios Portugueses, em parceria com a Autoridade Florestal Nacional, com a Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), tam- bém com o movimento cívico Plantar Portugal, e consiste na plantação de um bosque com 100 árvores”, descre- veu o vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, referindo-se aos 50 carva- lhos, 25 azevinhos e 25 medronheiros plantados. Logo de seguida, foi inaugura- da a exposição “Biodiversidade no Concelho de Bragança” na Biblioteca Municipal. Nesta mostra fotográfica,

decorrente de um concur- so aberto ao público em

geral e reali- zado durante os meses de

e

Novembro, foram apre- sentados 17 t r a b a l h o s . Destes, três sagraram-se vencedores.

Outubro

Em primeiro lugar, ficou Ana Antão Geraldes, que ganhou um prémio de 200 euros; em segundo, António Alves Tedim, 100 euros; e, em terceiro, Telmo José Afonso, 50 euros.

“Manual de boas práticas em espaços verdes” foi lançado, após ter sido anunciado há um ano

“Estas iniciativas de participa- ção cívica que a autarquia promove vão no sentido das pessoas colabora-

rem. Trata-se de levar os cidadãos a reflectirem em temas que são extre- mamente importantes para o futuro

e para a sustentabilidade do planeta”,

defendeu o responsável. No culminar das comemorações, na tarde de terça-feira, esteve o semi- nário “Biodiversidade e boas práticas em Espaços Verdes”. Durante esta iniciativa, que aconteceu na Escola Superior Agrária do Instituto Poli-

técnico de Bragança (IPB), foi apre- sentado o “Manual de boas práticas em espaços verdes”. Com 17 autores, na sua maioria docentes, o manual, cuja edição esteve a cargo da CMB, em colaboração com o IPB, teve uma tiragem de 1000 exemplares. De re-

ferir ainda que, no final, foi entregue

a cada participante um exemplar gra-

tuito do manual e uma planta autóc- tone para que pudesse, ao plantar a espécie, contribuir para a preserva- ção da biodiversidade e da floresta autóctone. Um dos temas sobre a mesa que se revelou dos mais importantes, dado ser um bem cada vez mais es- casso, teve a ver com uma utilização eficiente da água, quer em rega, quer em espaços verdes.

utilização eficiente da água, quer em rega, quer em espaços verdes. 1 0 30 de Novembro
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Conservação da natu- reza em forma artística

G.L.

Despertar para a preserva- ção da biodiversidade através da representação

Os alunos das escolas EB 2,3 Pau- lo Quintela, em Bragança, e da Escola Secundária de Macedo de Cavaleiros participaram no projecto ‘Habitatz biodiversidade sem limites’. Trata-se de uma iniciativa da Comissão Euro- peia, desenvolvida pela empresa Go- bius Comunicação e Ciência, a decor- rer a nível nacional, onde se aborda a biodiversidade de uma forma artís- tica e com uma linguagem adaptada aos mais jovens.

artís- tica e com uma linguagem adaptada aos mais jovens. z A l u n o

z Alunos encenaram a natureza

Na passada quinta-feira, os estu- dantes da instituição de Macedo de Cavaleiros foram convidados a parti- cipar num jogo, através da utilização de máscaras hiper-realistas de espé- cies-estrela, como a salamandra-lu- sitânica, a águia-imeprial-ibérica e o lince ibérico. O projecto utiliza suportes de co- municação inovadores para ensinar o que é a biodiversidade, como o teatro imagem, as máscaras e a exposição interpretativa. “Explicamos o que é a biodiversidade, não basta falar muito disso este ano por ser o Ano Inter- nacional da Biodiversidade. Por isso tentamos sensibilizar para o que é. Porque nós também fazemos parte dela e está à nossa porta”, referiu Li- liana Paulos, da Gobius. No distrito de Bragança a acção decorreu “muito bem”, referiu a res- ponsável. “Nota-se que os alunos es- tão muito consciencializadas para a biodiversidade local. Os jovens falam com facilidade dos parques naturais de Montesinho e do Douro Interna- cional, conhecem muitas espécies ameaçadas na região”, acrescentou.

Bragança

Semana da Ciência & Tecnologia

De 26 a 22 de Novembro,

o Instituto Poli-

técnico de Bra- gança (IPB) e o

Centro de Ciên- cia Viva de Bra- gança (CCVB)

p r o m o v e r a m

mais uma edi- ção da Semana da Ciência e da Tecnologia. Só no CCVB, foram cerca de 500 os alunos, de todo

o distrito, a te-

rem o privilégio

de espreitar o futuro. Actividades científicas e tec-

nológicas de ponta como a realidade virtual, a robótica, a nanotecnologia

e o simulador de voo do Airbus A320,

não passaram ao lado do divertimen- to e fizeram as delícias dos jovens participantes. No IPB, o Jornal Nordeste assis- tiu a uma iniciativa denominada “Do- cinhos de frutas nanotecnológicas”, onde participou a Escola Profissional de Carrazeda de Ansiães. A docente

a Escola Profissional de Carrazeda de Ansiães. A docente z Simulador do Airbus A320 centrou as

z Simulador do Airbus A320 centrou as atenções

de Bioquímica, Isabel Ferreira, da Escola Superior Agrária do IPB, fez o balanço desta edição da Semana da Ciência e da Tecnologia. O principal objectivo do IPB pas- sa, mesmo, por atrair alunos, dando a conhecer as suas instalações, labora- tórios, actividades de investigação e a sua oferta formativa aos potenciais interessados.

BMF

Ensinar a reutilizar

FERNANDO CORDEIRO

Roadshow de sensibilização ambiental foi apresentado em Mirandela e vai percorrer o distrito

Investir na sensibilização ambien- tal é apostar na educação das pessoas para o desenvolvimento sustentável fundado no conhecimento e na ino- vação. Esta foi a mensagem transmi- tida pelo presidente da Empresa In- termunicipal Resíduos do Nordeste, José Silvano, durante a apresentação da exposição “Roadshow”, que vai percorrer o distrito. Prevenir para produzir melhor é o

lema da campanha no âmbito da Se- mana Europeia da Prevenção de Re- síduos, um projecto que tem o apoio

do Programa LIFE+ da Comissão Eu- ropeia até 2011. Este ano, a iniciativa realizou-se de 20 a 28 de Novembro, como o ob-

jectivo de alertar e consciencializar

a sociedade. Para tal, foi feita uma

aposta nas escolas, para que a mu- dança de menta-

lidades possa ser feita de forma sustentada, atra- vés da base da pirâmide comu- nitária. Esta iniciati- va de promoção do conceito de prevenção de re- síduos pretende coordenar acções de sensibilização organizadas por diversos agentes, sendo orientada

organizadas por diversos agentes, sendo orientada z Mirandela foi o ponto de partida do ‘Roadshow’ para

z Mirandela foi o ponto de partida do ‘Roadshow’

para diferentes públicos. Durante uma semana, decorreram inúmeras acções de prevenção da produção de resíduos, centradas nas diferentes etapas do ciclo de vida dos produtos, da produção até ao consumo e da sua reutilização. O objectivo é o aumento substancial do tempo de vida útil dos produtos. A exposição, montada na zona pedonal da Rua da República, em Mirandela, contou com os mais va- riados tipos de contentores para a reutilização dos produtos, tentando sensibilizar as pessoas pelo impacto das imagens. As pessoas que passavam toma- vam assim consciência do que se desperdiça e daquilo que pode ser aproveitado. Numa altura de crise económica, a reutilização poderá ser mesmo uma solução para rentabili- zar recursos e acabar com a sistema- tização de processos consumistas.

zar recursos e acabar com a sistema- tização de processos consumistas. 30 de Novembro de 2010
SAÚDE
SAÚDE
NORDESTENORDESTEREGIONALRURAL
NORDESTENORDESTEREGIONALRURAL

Planalto investe nas raças autóctones

FRANCISCO PINTO

Câmara quer transformar Posto Zootécnico de Malhadas em unidade de investigação para raças autóctones

A Câmara Municipal de Miranda do Douro quer avançar com a revita- lização do Posto Zootécnico de Ma- lhadas (PZM), um equipamento que ao longo de décadas foi “fundamen- tal” para o “apuramento” de raças autóctones da região trasmontana. O presidente da autarquia mi-

randesa, Artur Nunes, disse que a fi- nalidade para que o PZM foi criado tem-se vindo a perder ao longo dos tempos. “A pretensão é transformar

a unidade num centro de investiga-

ção na área da produção animal”, adiantou o edil. O autarca afirma que “o concelho

é rico em raças autóctones, como é o

caso da raça bovina mirandesa, ovi- nos de raça churra galega mirande- sa, raça de porcos bísaros ou burro mirandês”. Para que o projecto tenha “su-

cesso” é importante criar parcerias

projecto tenha “su- cesso” é importante criar parcerias z Instalações de Malhadas podem evoluir para Centro

z Instalações de Malhadas podem evoluir para Centro de Investigação das Raças

com instituições, como a Universi- dade de Trás -os – Montes e Alto Douro, o Instituto Politécnico de Bragança, entre outras. “A ideia passa por revitalizar o sector pecuário, como instrumento de combate à crise que está a afectar a agricultura na região e no País”, acrescentou Artur Nunes. Ao lado do PZM está instalado um centro de formação na área da agricultura, uma infra-estrutura que a autarquia pretende “interli- gar” com esta unidade de investiga-

ção na área da agropecuária. “Já efetuamos contactos junto do ministro da Agricultura, Direc- ção Regional de Agricultura, asso- ciações de criadores de raças au- tóctones, entre outros parceiros, no sentido de constituírem parcerias, cujo objectivo primordial é o apoio ao agricultores”, frisou o autarca. Com o sector das raças autócto- nes a perder efectivo e criadores, a ideia é “dar importância a uma área vital para a economia da região”, enalteceu Artur Nunes.

“É preciso intervir”

O PZM, criado em 1913, está instalado numa área

com cerca de 50 hectares, com estábulos, uma unidade logística constituída por dois edifícios, posto de reco- lha e análise de sémen, áreas de pastagem, entre outros

equipamentos.

O PZM esteve sob a tutela do ministério da Agricul-

tura até 1993, tendo passado para a gestão de duas asso- ciações de produtores pecuários da região.

O secretário técnico da Raça Bovina Mirandesa,

Fernando Sousa, mostrou-se agradado com a ideia, afir- mando que “o protocolo de cedência das instalações às

associações de criadores é omisso em algumas cláusu- las, o que não permite fazer qualquer tipo de alteração na estrutura”. “Vemos o projecto da autarquia com bons olhos no sentido de fomentar a criação de animais de qualidade superior e, ao mesmo tempo, aumentar o efectivo”, re- alçou o técnico. No entanto, Fernando Sousa alerta para as “defici- ências estruturais” do edifício, onde a rede elétrica e as canalizações de água apresentam anomalias”, pelo que é preciso intervir.

Estatuto

Mirandesa ganha PME Excelência

A Cooperativa Agro-Pecuária

Mirandesa vive um momento de grande alegria. Depois de em 2008

e 2009 ter sido distinguida pelo IA- PMEI como empresa PME Líder,

conseguiunocorrenteanoalcançar

o estatuto de PME EXCELÊNCIA.

No ano em que a Cooperativa constrói uma unidade agro-indus- trial para a valorização da Carne Mirandesa e viu publicado em Di- ário da República o anúncio para

o processo de reconhecimento das

DOP da Posta Mirandesa e Rodião

de reconhecimento das DOP da Posta Mirandesa e Rodião Mirandês este prémio é corolário de um

Mirandês este prémio é corolário de um ano de intensa actividade. Com a entrada em laboração da unidade industrial, prevista para o

fim do 1º trimestre de 2011, a Coo- perativa Agro Pecuária Mirandesa tem a expectativa de melhorar a competitividade da carne dos ani- mais de raça Mirandesa e, desta forma, conseguir melhorar a com- petitividade e o rendimento de to- dososquetrabalhamcomestaraça.

A cerimónia de entrega do

galardão decorre no próximo dia

14 de Dezembro, no Europarque (Santa Maria da Feira).

no próximo dia 14 de Dezembro, no Europarque (Santa Maria da Feira). 30 de Novembro de
NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

IP2 retirou movimento a Vale Benfeito

GLÓRIA LOPES

Novas vias são boas para desencravar a região, mas isolam algumas aldeias

A construção de estradas é uma

das maiores reivindicações da po- pulação do Nordeste Transmonta- no. Mas se as vias de comunicação representam desenvolvimento, nem sempre as vantagens chegam a to- dos. A população de Vale Benfeito, no concelho de Macedo de Cavalei- ros, se por um lado reconhece que a construção do troço do IP2, que liga Vale Benfeito ao nó do IP4 em Ma- cedo de Cavaleiros, melhorou o aces- so à sede de concelho, que é “agora

muito melhor”, garantem. Por outro retirou o trânsito da aldeia. “Assim ficámos mais isolados. Agora só cá vem quem tem mesmo de vir ou por engano”, lamentou, Manuel Pereira, comerciante.

A localidade era atravessada pela

Nacional 102, mas com a abertura

era atravessada pela Nacional 102, mas com a abertura z Em vale Benfeito só passa quem

z Em vale Benfeito só passa quem tiver que ir lá de propósito

ao tráfego do troço do IP2, a via foi desclassificada e deixou de ser um local de passagem quase obrigatória para as viagens para Alfândega da Fé e para os concelhos de Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Torre de Mon-

corvo, bem como para as deslocações para o sul do país via Celorico da Bei- ra. A via com perto de 10km de ex- tensão inaugurada há cerca de uma década operou uma mudança impor- tante nas duas aldeias Grijó e Vale Benfeito, que deixaram

se ser cruzadas por deze- nas de viaturas por dia. Os mais prejudicados são os cafés da beira da estrada que viviam de quem para- va. Nos últimos anos, um desses estabelecimentos acabou por fechar. “Isto está muito parado. Estas novas estradas que andam

a construir, também não

têm tudo bom, porque não

estão a deixar acessos aos campos e ao ribeiro”, ex- plicou José Santos, agri- cultor. Com a abertura ao tráfego do troço em cons- trução entre Vale Benfeito

e a Junqueira (Torre de

Moncorvo), os popula- res temem que a situação piore, pois o tráfego mais importante irá preferir a

piore, pois o tráfego mais importante irá preferir a z EN 102 perdeu tráfego para o

z EN 102 perdeu tráfego para o IP2

VOZES

VOZES António Melo Reformado “A aldeia perdeu mui- to movimento. Isto é um aldeia pequena e

António Melo

Reformado

Reformado “A aldeia perdeu mui- to movimento. Isto é um aldeia pequena e notou-se logo desde

“A aldeia perdeu mui- to movimento. Isto é um aldeia pequena e notou-se logo desde que abriram o troço do IP2, pois as pessoas deixaram de passar na Estrada Nacional. Agora aqui só passa quem tem de vir cá de propósito.”

José Pereira

Agricultor

Agricultor “Na minha opinião a aldeia perdeu com a estrada nova, perdeu e muito. Antigamente ainda

“Na minha opinião a aldeia perdeu com a estrada nova, perdeu e muito. Antigamente ainda íamos vendendo

alguma coisa, as pessoas passavam por aqui e sempre compravam o que havia na época. Agora não se vende nada. As estradas não tra- zem só coisas boas.”

Pilar Fernandes

Proprietária de café

Proprietária de café “Os cafés da beira da estrada foram muito prejudicados, perde- ram muitos clientes.

“Os cafés da beira da estrada foram muito prejudicados, perde- ram muitos clientes.

Os carros passavam aqui na estrada e sempre havia quem parasse, mas agora é que ninguém cá pára. Praticamente só temos os clientes que vivem cá na aldeia”.

nova estrada, que passa nos limites da freguesia de Bornes. “Temos de ir entrar ao nó de Bornes, ainda é longe. Os comerciantes queixam-se que não fazem negócio”, acrescentou.

A B R E B R E V E M E N T E !
A B R E
B R E V E M E N T E !
A B R E B R E V E M E N T E !
A B R E B R E V E M E N T E !
A B R E B R E V E M E N T E !
A B R E B R E V E M E N T E !
que não fazem negócio”, acrescentou. A B R E B R E V E M E
NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

“Terras do Demo” levam Távora ao mundo

GLÓRIA LOPES

Cooperativa Agrícola do Távora esteve em foco num seminário em Carrazeda de Ansiães

A Cooperativa Agrícola do Távora

é um caso de sucesso, ao contrário de muitas entidades semelhantes na re- gião, algumas das quais entraram em processo de falência. O exemplo da boa gestão esteve em foco durante um seminário sobre agricultura realizado em Carrazeda

de Ansiães, no passado dia 19. “Man- ter motivados os agricultores/asso- ciados, pagar-lhes com um mínimo de dignidade possível e estabelecer com os funcionários uma relação de compromisso profissional e de estí- mulo”, enumerou o responsável da cooperativa, João Silva.

A estrutura, sediada na zona do

Távora/Varosa (Moimenta da Beira

-

distrito de Viseu), recepciona uvas

e

maçãs da variedade ‘Bravo de Es-

molfe’, dedicando-se ainda à comer- cialização de produtos fito-fármacos

e rações para animais. Foi criada há

55 anos e é citada como um dos bons exemplos do associativismo. Entre os critérios a seguir, João Silva destaca, também, a importân-

cia de passar para o mercado a ideia que “os produtos que oferecemos são de qualidade, são de uma região

e garantem aos consumidores que

são de uma região e garantem aos consumidores que z vinhos de excelência dão notoriedade à

z vinhos de excelência dão notoriedade à Cooperativa Agrícola do Távora

são produtos de excelente contributo para a riqueza nacional e para o gosto das mesas de cada um”. A CAT procura trabalhar com “verdade e transparência” com os parceiros/clientes, bem como com os fornecedores. “Eles acreditam em nós, sempre honramos os compro- missos. Cumprimos com aquilo que os agricultores e a agricultura mere- cem na nossa região”, acrescentou. Mas para além da ética, a gestão rigorosa é dos pilares fundamentais daquela casa agrícola. Obedecem aos normativos legais, estão em ordem com a Segurança Social, com as Fi- nanças e com os agricultores. Tam- bém a experiência na administração e o rigor técnico, com funcionários

especializados por cada secção, são mais valias “para não fazer asneiras e permitir que as coisas corram como deve ser”, justificou o responsável. Considera que a má situação fi- nanceira de algumas cooperativas agrícolas poderá estar relacionado com o facto de “darem passos maio- res do que a perna, investimentos mal colocados ou sobredimensiona- dos”. A liquidação atempada de cada campanha pode ser muito importan-

te. “Às vezes vão por um caminho mais fácil, não pagam o que produto merece, pagam a mais. Depois no ano seguinte não dá para ter continuida- de e resposta”, frisou. Muitas estru- turas acabam por entrar em processo de insolvência, como sucedeu com a Cooperativa de Vila Flor, que encer- rou, com um passivo acumulado de 2,5 milhões de euros.

Gestão é rigorosa é um dos pilares da estabilidade financeira da cooperativa

João Silva escusou-se a comentar este caso em particular, mas referiu que muitas vezes as cooperativas fa- zem investimentos megalómanos, que não são ajustáveis à realidade actual. “Fazem liquidações mal feitas que catapultam a estrutura para o de- sastre”, realçou. O recurso à banca, com emprésti- mos elevados que não obtiveram re- torno, é também um dos factores que leva à falência, como sucedeu em Vila Flor, que desde 2007 vinha enfrenta- do processos judiciais motivados por atraso nos compromissos com a ban- ca e com as Finanças.

atraso nos compromissos com a ban- ca e com as Finanças. Os números Os produtos da

Os números

Os produtos da Cooperativa Agrícola do Távora são provenientes de mais de 1.000 hectares de vinha e 300 hectares de pomares de macieiras, propriedade dos sócios, que se concentram essencialmente nos concelhos de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Penedono e franjas dos concelhos de Tabuaço, S. João da Pesqueira e Armamar. “Terras do Demos” é uma das marcas de vinho mais conhecidas que comercializa.

Jornal nordeste – semanário regional de informação n.º 734 de 30 de novembro de 2010

de i nformação n .º 734 de 30 de n ovembro de 2010 LICENÇA DE FUNCIONAMENTO
de i nformação n .º 734 de 30 de n ovembro de 2010 LICENÇA DE FUNCIONAMENTO

LICENÇA DE FUNCIONAMENTO N.º 04/2010

REGIME DE INSTALAÇÃO E FUNCIONAMENTO DE ESTABELECIMENTOS DE APOIO SOCIAL

1. Identificação do estabelecimento

Denominação do estabelecimento: L. M. O Cuidar Em Sua Casa, Lda. – NIF: 509244734 Localização do estabelecimento: Av. Bombeiros Voluntários, Edifício Tua, n.º 208, 1.º Dto.

C. Postal: 5370-260 MIRANDELA

Localidade: Mirandela

Distrito: Bragança

Concelho: Mirandela

Freguesia: Mirandela

Telef.: 278 249 323

e-mail: trasosmontes@comfortkeepers.pt

2. Identificação da entidade gestora

Nome completo: L. M. O Cuidar Em Sua Casa, Lda.

Morada: Av. Bombeiros Voluntários, Edifício Tua, n.º 208, 1.º Dto.

C. Postal: 5370-260 MIRANDELA

Localidade: Mirandela

3. Actividade exercida no estabelecimento

Serviço de Apoio Domiciliário

4. Lotação máxima

O estabelecimento pode abranger o número máximo de 50 (cinquenta) utentes.

5. Emissão

Data: 08/11/2010

Orlando S. Vaqueiro Director Adjunto de Segurança Social

LUGARES

LUGARES

LUGARES

Partem os jovens… permanecem os “velhos”

BRUNO MATEUS FILENA

Numa encosta protegida pelo sol guarda vale da Pena e as suas gentes, que há muito “abandona- ram” a aldeia

Intimidada pela presença alheia, Maria Fernandes esconde a cara da objectiva, com receio de que algum mal lhe possa advir da conversa con- trariada com estranhos às suas me- mórias. Sem saber ler, não consegue verificar o logótipo na viatura do Jor- nal Nordeste e oculta-se sob as suas vestes negras. A picar abóboras para alimentar os suínos, esta senhora de 89 anos nasceu e criou-se para ele- ger Vale da Pena como última mora- da. Situada no concelho de Vimioso, numa encosta propícia à lavoura, a aldeia, que conta, actualmente, com cerca de 40 residentes fixos, é uma terra deveras dada ao azeite. A tra- balhar no campo, bem no interior do povo, estava um grupo de seis pesso- as que varejava os olivais. Aquilo que distingue Vale da Pena é, essencialmente, a sua situação geo- gráfica. Ao declarar-se numa encosta,

sua situação geo- gráfica. Ao declarar-se numa encosta, z Alfredo João, de 80 anos, na copa

z Alfredo João, de 80 anos, na copa da oliveira, veio do Lar em Pinelo para dar “uma mãozinha”

fá-lo em termos de clima, tornando-se mais vantajosa para os produtos hor- tícolas do que outras aldeias anexas. Um facto desvalorizado, já que pou- cos são aqueles que se dedicam à agri- cultura a tempo inteiro. “Se as pesso- as que estão cá ainda fizessem alguma coisa com a terra, acho que sairiam

bastante beneficiadas pelo facto de vi-

veremnumaencosta”,afirmava,quan-

do, abruptamente, foi interrompida

na conversa pela queda, demasiado

próxima, de um ramo monumental. Já Glória Pires nasceu em Vale da Pena, mas habita em Vimioso. Hoje, regressa para a apanha da azeito- na e expõe o sentimento de tristeza que a invade sempre que regressa ao “deserto”. “Gostava de ver aqui mais pessoas porque quando venho cá sinto tristeza de ver a aldeia deserta, sem ninguém”, manifesta Glória, que há 18 anos trabalha no Lar de Pinelo como encarregada.

que há 18 anos trabalha no Lar de Pinelo como encarregada. z Desertificação alastra em vale

z Desertificação alastra em vale da Pena

Aldeia conquistou condições, mas perdeu as pessoas que lhe davam ritmo e vida.

Ao longo das últimas décadas, a aldeia cuja padroeira é Nossa Senho- ra da Piedade, conquistou inúmeras condições, sobretudo, de habitabili- dade, mas perdeu o mais importan- te, as pessoas que lhe davam ritmo e vida. Somente no Verão, consegue re- conquistar parte desses tempos idos. “Modificaram-se as ruas, os esgotos, não havia telefone e, agora, há tele- fone, há luz, isso temos. Pronto, mas, mais do resto… Fizeram-se umas casas novas, mas estão desabitadas porque as pessoas estão para fora e

Centro de Dia é a maior carência

Eva Pires, 53 anos, interrompeu a apanha da azeito- na para reconhecer determinadas carências de Vale da Pena. Nas suas palavras, a mais premente, talvez seja a necessidade de haver alguém que cuide dos idosos e zele pelo seu bem-estar. “Temos aqui muitas pessoas de idade que não têm ninguém que olhe por elas. Temos ali uma antiga escola que podia ser recuperada. Durante o dia, as pessoas podiam encontrar-se ali e estavam umas com as outras. Podia estar lá alguém responsável, que até fizes- se algumas actividades com elas”, sugere. De acordo com

Eva, mais que um lar, os idosos precisavam de um Centro de Dia, um ponto de encontro, de convívio. “Andam por aí sem nada para fazer, sem nada para passar o tempo. Só fazia falta uma pessoa que cuidasse delas”, sustenta. Apesar do Lar Santa Eulália de Pinelo, localizado a seis quilómetros de Vale da Pena, prestar apoio domi- ciliário, não existem meios entre as duas comunidades que transportem os idosos consoante as suas necessida- des. “Aqui estavam muito melhor, até porque os idosos gostam é de ficar nas suas aldeias”, assegura.

VOZES

 

Nuno Pires

28

anos

“Estou nas Canárias há seis anos. Já com- prei uma casa e estou a pensar

“Estou nas Canárias há seis anos. Já com- prei uma casa e estou a pensar ficar lá por uns tempos. Pelo menos, acho que sim! Nunca se sabe, mas regressar vai ser difícil. Tenho aqui os meus pais e umas vezes venho eu, outras vão lá eles”.

Glória Pires

58

anos

“Já nem pedia uma lar para o internamento das pessoas, mas um centro de dia

“Já nem pedia uma lar para o internamento das pessoas, mas um centro de dia onde as pessoas pudessem reunir e conviver umas com as ou- tras faz muita falta. A minha mãe, por exemplo, está sozinha e lá vai para Vimioso uns dias, outros, vem para cá, mas as pessoas sentem-se muito sós”.

só vêm de férias no mês de Agosto”, revelou Glória, referindo-se aos emi- grantes e a outras pessoas da aldeia, que, ficando em Portugal, partiram em busca do sonho. Resumido, es- sencialmente, em melhores condi- ções de vida. É o caso de Nuno Pires, que rumou em direcção ao calor dos trópicos. Hoje, é o orgulhoso chefe de um restaurante nas Ilhas Canárias. O jovem de 28 anos regressa às origens, normalmente, quando se encontra de

férias e fá-lo por vários motivos: para abraçar a família, para ver os amigos, para matar saudades da sua terra lusa, companheira de infância. “Fui embora pelas mesmas razões de toda

a gente que parte. Falta de emprego,

à procura de uma vida melhor e pela

aventura, também”, confessa Nuno. “Enquanto que a maioria dos jo- vens decidiu, por bem, partir, houve

outros, poucos, que tomaram a de- cisão contrária. Arnaldo Martins é

o exemplo de alguém que optou por

ficar, apesar das contrariedades ine- rentes à sua permanência. “Dinheiro não há, pessoas, somos muito pou- cas, arranjar trabalho é complicado”, expõe. Com 49 anos, Arnaldo é pintor de profissão e trabalha por conta pró- pria nas redondezas de Vale da Pena. Apesar das dificuldades e de certas privações, Arnaldo não desanima. “Há muita coisa que faz falta! Pos- tos de trabalho, principalmente, que aqui quase não há. Mas, no momen- to de crise em que nos encontramos, uma pessoa não pode exigir muito”, afirma, ciente do estado de declínio a que a economia portuguesa chegou. “Batemos fundo”, ironiza, enquanto ajuda os familiares a executar o pri- meiro passo no processo de obtenção do azeite, a apanha da azeitona.

Recuperadores de Calor Aquecimento Central Salamandras NORDESTE RURAL Salamandras de frente com ventilação forçada
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laboratório este com a acreditação IPAC - L009/Ensaios.
“O conforto do seu lar é a nossa prioridade”
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NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

O prazer de degustar

BRUNO MATEUS FILENA

“A vileira” tem vindo

a projectar o nome

de vimioso no país

e além-fronteiras na arte

da Gastronomia Micológica

No fim-de-semana passado, a Jornada Gastronómica Micológica tomou Vimioso de assalto, pelo se- gundo ano consecutivo. O Hotel/Res-

taurante “A Vileira”, responsável pela implementação desta iniciativa, pre- senteou os convidados com entradas, pratos e sobremesas baseados nos ri- cos sabores dos cogumelos da região. Nosábadoaojantar,porexemplo,o

restauranteencheucompessoasoriun-

das de várias partes do país como do

Porto, Braga e, inclusive, de Espanha. Em relação ao ano transacto, foram introduzidas algumas altera- ções. Como, por exemplo, de 4 dias,

a II Jornada Micológica passou para

dois, e em vez dos 8 menus diferen- tes, as pessoas podiam optar por um único menu de degustação, concebi- do através da selecção dos melhores pratos de 2009. De acordo com o responsável, muitos dos clientes de hoje, são pes- soas que estiveram presentes o ano passado. “O facto de repetirem só prova que ficaram fãs da nossa cozi- nha e que a primeira Jornada foi um sucesso. Sobretudo, porque muitos dos nossos clientes vêm de longe”, o proprietário d´A Vileira, Luís Garcia. Este ano, associou-se à iniciativa,

o Hotel Rural de Vimioso, realizando

a sua Primeira Jornada Gastronómi-

ca Micológica. Uma estreia vista com bons olhos pelo mentor deste acon- tecimento. “O ano passado, eu pro- meti que iria fazer uma campanha entre os meus colegas da restauração com o intuito destes aderirem. Falei com eles e só houve um que aderiu Espero que lhe corra bem, para que, no próximo

ano, repita e consigamos contagiar os restantes co- legas. Seria um prazer e teríamos mais força entre to- dos”, adianta Luís Garcia. Se assim fos- se, os envol- vidos pode- riam mesmo pedir apoios à Câmara

Municipal, ao Turismo, e organizar um evento mais de Vimioso, do que, apenas, de um ou mais restaurantes. “Esse era o meu sonho! Não pode- mos parar no tempo”, desvenda, so- bre um evento que promete divulgar o bom nome da vila e a sua excelen- te gastronomia nos anos vindouros.

da vila e a sua excelen- te gastronomia nos anos vindouros. z Luís Garcia é o

z Luís Garcia é o mentor das Jornadas Micológicas de vimioso

Castanha dá glamour à gastronomia tradicional

GLÓRIA LOPES

A utilização da castanha

na cozinha foi tema para um workshop em Macedo de Cavaleiros

Os novos usos que a castanha po- de ter na gastronomia regional foram esmiuçados no Workshop “Os Sabo- res da Castanha”, organizado pela empresa V&P Eventos, sediada em Macedo de Cavaleiros, em parceria com os Móveis Camelo Cozinhas. O evento contou com a colabora- ção da Escola de Hotelaria do Douro, de Lamego, e permitiu aos participan- tes aprender a confeccionar pratos com castanha, bem como a degustar as iguarias produzidas. O menu cons- tituído por três pratos e um doce, foi rico, variado e inusitado. Em desta-

pratos e um doce, foi rico, variado e inusitado. Em desta- z Showroom dos Móveis Camelo

z Showroom dos Móveis Camelo acolheu iniciativa

A orien-

lo Cozinhas e da Escola de Hotelaria

tação

deste

do Douro – Lamego, sendo que a V&P

workshop,

Eventos colabora ao nível da organi-

dedicado

à

zação”, explicou Virgínia do Carmo,

c

a s t a n h a ,

uma das sócias da empresa de co-

esteve

a

municação e organização de eventos.

cargo

uma

A empresa quer encontrar temas

equipa

da

diferentes e apelativos. “Para acres-

escola

de

centar algo de novo ao que, eventual-

Lamego,

li-

mente, já saibam as pessoas que têm

derada pelo

gosto pela área gastronómica”, acres-

Chef

Jorge

centou Virgínia do Carmo.

Fernandes,

Na mira dos cozinheiros esteve

p

r o f e s s o r

sempre a aplicabilidade prática dos

no

Pólo

de

ensinamentos, mas também a von-

Mirandela,

tade de acrescentar algum charme e

que possi-

requinte ao saber fazer na cozinha.

que esteve a “tosta de salmão sobre aveludado de castanha longal”, “lom- binho de porco braseado com creme de castanha negral e espinafre”, para a sobremesa reservou-se “bombom tépido de castanha longal”.

v e l m e n t e

irá também orientar os próximos workshops que a V&P já está a calen- darizar, e que deverão ter início em Janeiro. “ Este foi o primeiro de mui- tos que pretendemos vir a realizar no âmbito da parceria dos Móveis Came-

A iniciativa desenrolou-se com muita interacção entre mestres e participantes, com a possibilidade de estes intervirem directamente na produção dos pratos, facultando di- cas de empratamento e utilização da castanha na cozinha.

Outono
Outono
NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

Mel rende 4,5 milhões de euros

GLÓRIA LOPES

A apicultura equivale

a 0,4% dos lucros

no sector florestal nacional

O mel representa 0,4% da produ- ção do sector da floresta, uma área que tem um peso de 11% no PIB (Pro- duto Interno Bruto) nacional. Os Valores que levam Manuel Gonçalves, presidente da Associação de Apicultores da Terra Fria, a de- fender que a produção meleira “é um negócio onde vale a pena investir”, uma vez que se trata de um ramo em crescimento. Em Trás-os-Montes existem, ac- tualmente, cerca de 88 mil colmeias, que têm um lucro anual de 4,5 mi- lhões de euros, não somando a este valor os rendimentos de produtos associados, que equivalem a 40% das mais valias. O mel transmontano representa, actualmente, 15,2% da

valias. O mel transmontano representa, actualmente, 15,2% da z O mel é uma actividade cada vez

z O mel é uma actividade cada vez mais rentável

produção nacional. Na região verifi- cou-se, em 2010, um crescimento de 5% em número de efectivos. Os pro- dutores dos quatro concelhos da Ter- ra Fria, nomeadamente Bragança, Miranda do Douro, Vinhais e Vimio- so vendem directamente 40% da sua produção nas suas explorações, perto de 200 toneladas. O restante entra na Casa do Mel, em Bragança, que trata

da sua comer- cialização, quer através da ven- da rotulada e com denomi- nação de ori- gem protegida (DOP) ‘Mel do Montesinho’, quer como marca bran- ca para outras empresas que embalam e dis- tribuem com a

sua própria eti- queta. O sector também está a sofrer um rejuvenescimento, ao contrário do que acontece na agricultura. A média de idades ronda os 42 anos, e maior parte do novo investimento parte de jovens, 80% são detentores de licenciaturas. Os novos investido- res apostam também nos derivados, como o pólen, o pró-polen, a geleia- real, e produtos de cosmética. “O Mel

de Montesinho é vendido a cerca de quatro euros o mel corrente ronda entre 2 a 2,5 euros”, frisou Manuel Gonçalves. A maior dificuldade dos apicul- tores do Nordeste Transmontano é a colocação do produto no local de consumo, devido à distância, pois os maiores consumidores são lojas da especialidade que estão em Lisboa, Porto e Coimbra. “A mais valia fica na distribuição”, acrescentou o res- ponsável.

A maior dificuldade dos apicultores é a colocação do produto no local de consumo

Apesar dos proveitos significati- vos, a apicultura continua a ser en- carada como uma actividade comple- mentar. “É um rendimento líquido e directo, os produtores são ressarcidos de imediato, por isso vale a pena”, frisou o presidente da Associação de Apicultores.

Aldeias ganham marca

FRANCISCO PINTO

Quatro localidades do distrito de Bragança integradas no projecto“ Aldeias de Portugal”

Quatro aldeias do distrito de Bra- gança vão passar a integrar o Projec- to de Cooperação Interterritorial “ Aldeias de Portugal”, uma iniciativa aprovada no âmbito do PRODER, que visa revitalizar o Mundo Rural. O projecto de cooperação territo- rial foi aprovado pelo PRODER, na sequência de uma candidatura apre- sentada pela CORANE – Associação de Desenvolvimento Integrado dos Concelhos da Raia Nordestina. As aldeias a propor para classifi- cação são Picote (Miranda do Douro),

Caçarelhos (Vimioso), Montesinho (Bragança) e Pinheiro (Vinhais). A coordenadora da CORANE, Luísa Pires, avançou que o projecto aposta no desenvolvimento susten- tado destas aldeias, como forma de promover os seus núcleos rurais, au- mentando o número de visitantes e o desenvolvimento de estratégias que proporcionem os recursos turísticos da região e os produtos endógenos. Estes pontos de actuação são con- siderados pelos promotores da ini- ciativa “como uma força motriz, que através da actividade turística, que influenciará o desenvolvimento do meio rural nos planos social, gastro- nómico e cultural, através da sua in- clusão no roteiro Aldeias de Portugal”. Para que o projecto avance é “im- portante conseguir que a iniciativa privada aposte em pontos de negócio que possam atrair visitantes, através

lidades. É claro que há oportunidades de negócio”, sustentou Luísa Pires. Para já, o projecto tem três anos para se afirmar, não estando colocada de lado a hipótese de mais al- deias do distrito de Bragança passarem a integrar este roteiro.

Levantamento sobre as potencialidades do Mundo Rural revela oportunidades de negó- cio nas aldeias

A rede “Aldeias de Portu- gal” é gerida pela Associação de Turismo de Aldeia, que integra várias Associações de Desenvolvimento Local do Norte de Portugal, para promover a oferta glo- bal com a imagem de marca “ Aldeia de Portugal”. Esta rede assenta num conceito que adquire sentido e profundidade num mundo que leva os turistas à descoberta das suas origens.

mundo que leva os turistas à descoberta das suas origens. z Picote é uma das aldeias

z Picote é uma das aldeias integradas no projecto

da implementação de unidades de restauração tradicionais, pontos de venda de produtos endógenos ou ou- tro tipo de ideia de projecção local”, sublinhou a técnica. “Iniciamos o levantamento das ca- racterísticas de cada uma das aldeias, no sentido de apurar as suas potencia-

de cada uma das aldeias, no sentido de apurar as suas potencia- 30 de Novembro de
NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

NORDESTE RURAL

Alfândega da Fé

Formação em Montanhismo

Vai decorrer nos dias 11 e 12 de

Dezembro, na Serra da Gouveia, em Alfândega da Fé, um workshop de Montanhismo.

A iniciativa insere-se no Dia In-

ternacional do Montanhismo e facul- ta formação teórica e prática a cargo dos majores Domingos Pires e João Neves. As inscrições estão a decorrer até ao dia 7 de Dezembro e podem ser feitas na Casa da Cultura ou no Pos- to de Turismo de Alfândega da Fé, ou via Internet e telefone. O preço é de 50 euros, que dão direito à formação, transporte entre Alfândega da Fé e Gouveia, refeições e alojamento.

Miranda do Douro

Dinamização das Zonas Rurais

Realiza-se no próximo dia 2 de Dezembro, às 21 horas, no Auditório Municipal de Miranda do Douro uma sessão de divulgação intitulada “Di- namização das Zonas Rurais”, fruto de uma colaboração entre a Câmara local e a Corane. Na acção serão apresentadas as medidas do PRODER e as novas can- didaturas de apoio para a dinamiza- ção das zonas rurais, que se destinam a pessoas singulares, colectivas, IPSS, autarquias, associações. Os projectos quepodemcandidatadossãovariados:

explorações agrícolas, turismo rural, criação de microempresas, activida- des turísticas e de lazer, entre outros.

Macedo de Cavaleiros

AJAM foi a votos

A Associação Juvenil dos Artistas

Macedenses (AJAM) tem nova direc- ção. No último acto eleitoral os asso- ciados elegeram João Nuno Ferreira Pires, conhecido em Macedo de Cava- leiros como “João Barrigão”. O novo presidente faz parte da AJAM desde 2005, quando se juntou ao grupo para participar no projecto “O Reino

se juntou ao grupo para participar no projecto “O Reino de Ajam”, desde então é presença

de Ajam”, desde então é presença as- sídua nos projectos da Associação. O ingresso na FEUP, no Curso de En- genharia Mecânica não foi obstáculo para continuar a dar o seu contributo

como actor e dinamizador da colecti- vidade que tanto tem feito pela For- mação Cultural dos Macedenses. As eleições foram realizadas por- que Casimiro Vilarinho, sócio funda-

dor, actor e Presidente da Direcção desde a sua constituição, manifes- tou indisponibilidade em continuar no cargo para o novo mandato de 2 anos.

indisponibilidade em continuar no cargo para o novo mandato de 2 anos.  0 30 de
OPINIãO

OPINIãO

OPINIãO
Armando Fernandes

Armando Fernandes

A propósito da elevação da gas- tronomia francesa, da cozinha me- xicana, do pão de especiarias da Croácia e da dieta mediterrânica a Património Mundial Imaterial da Humanidade pela UNESCO, pro- voquei risos escarninhos em todos quantos me ouviam ao afirmar que quatro senhoras de Bragança tam- bém mereciam esse galardão. Um dos enjoados perguntou: quem eram as senhoras e quais as suas formidá- veis qualificações para justificarem a distinção? Na altura, em relação a uma delas, só a indiquei pelo nome do marido, mas agora estou em con- dições de dizer o nome das quatro que foram: a Sra. Maria do Rasgão, a Sra. Beatriz de Gimonde, a Sra. Lau- rinda e a Sra. Piedade. Disse terem sido excepcionais cozinheiras, logo cultíssimas, pela ousada qualificação obtive largos sorrisos de mofa. Pedi- lhes o favor de me escutarem duran- te alguns minutos, caso não ficassem convencidos podiam recomeçar e au- mentar a zombaria. Estas mulheres

Mulheres cultas

ao

longo de dezenas de anos enfren-

res de rudes letras ou mesmo sem

culinária, chegando ao ponto de alte-

povoavam travessas sobre travessas

taram carências, falta de produtos, candongueiros e caloteiros, apesar de tantas dificuldades, conseguiam

proeza de deixarem embasbacados

a

as possuírem, dos produtos elabo- ravam maravilhosas obras de arte

rarem a configuração dos pratos co-

enquanto o Demo esfregava um olho. Noutro registo referi a importância da gastronomia como factor de de- senvolvimento e lamentei o facto de

deliciados os clientes assíduos, fol- gazões adeptos da glutonaria sempre

e

locando um acompanhamento como elemento primacial por razões que

estas cultas mulheres terem levado com elas (a excepção terá sido a Sra.

atreitos à malícia, forasteiros, além

o

manducante não percebia, nem

Beatriz por desvelo da Mariazinha e

dos exigentes e viperinos caixeiros- viajantes, apaparicados pela influên- cia que detinham. A pergunta ecoou:

mesmo agora na maioria das vezes. Como todos sabemos uma receita é constituída por elemento principal,

do Alberto) segredos e fórmulas cul- turais deixando o nosso património culinário mais pobre. O espaço não

mas onde está a cultura delas? Re- peti a tese de Montanari: a comida

acompanhamentos e condimentos. A Senhora Beatriz confeccionava umas

permite alongamentos, no entanto, permito-me lembrar o evidente: a

é

cultura quando se produz, porque

deliciosas batatas com bacalhau. Re-

cozinha oral diariamente perde ele-

homem não utiliza apenas aquilo que encontra na natureza como os

o

parem: as batatas passaram à pri- meira condição. Porquê? Na altura

mentos, nós alegres e contentinhos repetimos receitas estereotipadas,

outros animais, mas cria a sua pró- pria comida. Ela é cultura quando

respondi, agora deixo a interrogação aos leitores. Não conheci a Sra. Maria

quantas vezes aldrabradas em vez de preservarmos e estudarmos os

se

prepara, pois uma vez adquiridos

do Rasgão casada com um homem

genuínos receituários locais que ao

os

produtos básicos da alimentação,

apodado de Bispo, por ter sido cozi-

contrário do que se julga obrigam

o

homem transforma-os mediante

nheiro deles, oficiava entre o fogão a

a aturada investigação, a principiar

o

uso do fogo e uma elaborada tec-

lenha e a mesa respondendo a tudo

pela história dos produtos, origem e

nologia expressa na prática da cozi- nha. A comida é cultura quando se consome, porque o homem podendo comer de tudo, não come de tudo, elegendo a sua própria comida com critérios sejam eles de base econó- mica, de nutrição, do gosto, seja de

e a todos, recebendo elogios e hossa- nas de bocas educadas na apreciação de comeres e beberes, caso de José Montanha, Raul Teixeira e do bona- cheirão Abade de Baçal, que no final do ágape não dispensava um charu- to. A Sra. Laurinda e a Sra. Piedade

seu emprego. Se a UNESCO decidiu homenagear a gastronomia, eu pres- to preito de gratidão a todas as cozi- nheiras de Bragança (*) .

valores simbólicos da mesma comi- da. Por assim ser, Hipócrates definia

manejavam tachos e panelas bem perto uma da outra, nos dias de fei-

(*) Outras cozinheiras de nomeada (*) foram as Senhoras: Camila, Ful-

a comida como “res non naturalis”,

coisa não natural. Ora, estas mulhe-

ra não tinham mãos a medir pois os

clientes glutões, e eram muitos, des-

(*)

(*) Joana e Piedade (na vila).

gência, Teresa (Pássaro), Branca,

(*) (*) Joana e Piedade (na vila). gência, Teresa (Pássaro), Branca, 30 de Novembro de 2010
(*) (*) Joana e Piedade (na vila). gência, Teresa (Pássaro), Branca, 30 de Novembro de 2010
CULTURA

CULTURA

CULTURA

Irmãs mostram produção artística

GLÓRIA LOPES

versos e poemas foram apresentados entre variações de fotografia

Duas irmãs, ambas professoras, decidiram que a terra onde nasceram, Sendas, no concelho de Bragança, é a sua musa inspiradora e um ponto de partida para a criação artística. Albertina Pinela é escritora e po- etisa, Helena Pinela é fotógrafa, na passada quinta-feira, 25 de Novem- bro, apresentaram os seus trabalhos artísticos ao público transmontano no Bragança Shopping. Albertina lan- çou um novo livro de poesia ‘Aonde vais a esta hora?’, Helena inaugurou a exposição de fotografia intitulada ‘Legíveis, Ilegíveis, Variações’. Acti- vidades que contaram com a colabo- ração da junta de freguesia da Sé. Albertina Pinela explicou que o título do seu livro “faz pensar”, mas também revela “atitude, rumo, faz pensar nas nossas forças e fraquezas”.

A poetisa admite que ainda não

encontrou o que procura. “Eu escrevo

para encontrar um poema simples. Procuro o sublime”, explicou.

encontrar um poema simples. Procuro o sublime”, explicou. z Albertina e Helena Pinela de regresso às

z Albertina e Helena Pinela de regresso às origens

Os seus escritos ficam num lugar “entre o olhar e as palavras”, é nesse limbo que pode aparecer a sua de- manda. “O olhar sobre a serra inspi-

ra-me, as flores do meu quintal, em Sendas, também. Assim como as fo- tografias da minha irmã, que numa parede branca captou uma imagem,

uma sombra, que eu não sei se é musa, se é uma deusa. É de certe- za o sol”, referiu. Helena Pine- la inspira-se na região de Bra- gança para fazer fotografia, prin- cipalmente em Sendas. “Gosto de fotografar aquilo que é di- ferente, por vezes pequenas coisas”, descreveu. As flo- res, a luz e a som- bra, a ribeira e o arvoredo da sua aldeia são alguns dos temas. Esta foi a sua primeira exposi- ção de fotografia, até agora nunca lhe tinha passado pela cabeça mos- trar publicamente a sua produção. “Algumas pessoas que viram algumas das minhas fotografias incentivaram- me”, justificou.

“A arte e a poesia nas coisas simples”

G.L.

Exposição de adereços em Alfândega da Fé facultou oficina para ensi- nar a construir presentes

Está patente na Casa da Cultura de Alfândega da Fé uma exposição in-

titulada “A arte e a poesia nas coisas simples”, com trabalhos da autoria de Regina Gouveia, uma professora de 65 anos, natural de Parada, uma freguesia daquele concelho.

A mostra reúne um conjunto de

obras, constituídas por adereços que resultam de um entrelaçar de pedras e outras coisas simples que vão dos botões a restos de adornos da mãe, da avó ou de uma tia, passando pelos quadros que surgem da observação das coisas simples nas quais a poesia emergiu de forma implícita ou expli- cita. A exposição vai estar patente até ao dia 20 de Dezembro. Paralelamente a artista realizou uma oficina, em duas sessões, em que ensinou aos alfandeguenses como se produzem peças semelhantes às ex- postas, que podem servir como pre- sentes de Natal. A ideia partiu da autarquia, que

desta forma quis ajudar os residentes no concelho a dar azo à imaginação e em simultâneo poupar algum dinhei- ro. A Câmara de Alfândega da Fé or- ganizou, em colaboração com Regina Gouveia, no dia 22, uma oficina, em duas sessões, para ensinar a cons- truir adereços. A proposta é simples:

transformar objectos aparentemente inúteis em peças únicas e originais. A oficina “A arte e a poesia nas coisas simples”, orientada pela ar- tista ensina técnicas para executar peças exclusivas, a custos muito re- duzidos. Com pouco mais do que uns botões, pedras, conchas, pedaços de tecido ou fios é possível criar diversos

tipos de adereços, para tal basta dar largas à imaginação e testar a habili- dade. A oficina aceitava participantes de todas as idades. Regina Gouveia iniciou a “ cria- ção de adereços” em 1998, como au- todidacta. Até à data participou em quatro exposições individuais, no- meadamente no Porto, em Bragança, em Alfândega da Fé e em Mirandela. Para além do trabalho de produção de adereços, também pinta e já parti- cipou já em catorze exposições colec- tivas, oito em Portugal e seis em Es- panha, mais precisamente na Galiza e em cinco individuais (Bragança, Alfândega da Fé, Mirandela e Porto).

Escola Sabor Artes

Arrancou o novo ano lectivo

A Escola Sabor Artes reabriu ao

público, para mais um ano lectivo, no passado dia 17, com um total com cerca de 135 alunos inscritos nas mais variadas actividades. Este ano as aulas desenrolam-se

às quartas-feiras e sábados e os alu- nos têm à escolha diversas modalida- des desde guitarra clássica, acordeão, canto, cavaquinho, percussões, grupo coral a formação musical. As turmas de guitarra ficam a car-

go dos professores Luís Martins, Luís Miranda, Sérgio Salgueiro e Ricardo Pereira, os cavaquinhos do Professor Luís Martins e Luís Miranda, o acor- deão do professor Luís Martins e as

percussõesdoprofessorVictorFernan-

des e Ricardo Pereira. O grupo coral é orientado pelo professor Luís Miran- da, sendo as aulas de canto dadas pela professora Inês Santos e a formação musical pelos professores Inês Santos, Sérgio Salgueiro e Ricardo Pereira.

CULTURA Tierra, Giente i Lhéngua
CULTURA
Tierra, Giente i Lhéngua

Nun hai culturas superiores i anferiores solo por uas tenéren muitos falantes i outras poucos,

diç-mos la porsora Rosa Martins an anterbista que le fazimos por bias de l salimiento de l sou lhibro de poemas L Bolo de las Raízes, de la eiditora Zéfiro, i que saliu a la par de lhibros de outras mulhieres mirandesas tamien yá eiqui anterbistadas. Rosa Maria Fernandes Martins naciu l 3 de janeiro de 1966 an San Martino de Angueira, cunceilho de Miranda de l Douro, adonde ta- mie fizo l ansino secundairo. Na Ounibersidade de Trás ls Montes i Alto Douro (UTAD) lhicenciou an Pertués / Anglés, sendo porsora de pertués na Scuola Secundária de Miranda de l Douro. Este yá ye l sou segundo lhibro, puis yá an 2004 habie publicado un purmeiro lhibro de bersos, Ls Caminos, salidos pulas Edições do Nordeste. Cun esta, acabamos de publicar las anterbistas que fazimos culas mulhieres que publiocórun lhibros astanho, ampeçando l que yá eiqui chamemos ua lhiteratura ne l femenino. Ye, antoce, la hora de fazer botos para que essa lhiteratura cuntine a crecer i se alharga a nuobas pessonas i a nuobos géneros, puis esse ye un de ls caminos de anriquecimiento de la lhéngua mirandesa.

Hai quanto tiempo scribes an mirandés? Ampecei a screbir an miradés hai 10 anhos i porque siempre tube esta lhéngua, ambaixo la pertuésa, a querer dezir algo.

Qual fui la tue eideia al screbires este lhibro? Este lhibro fui-me nacendo a modo ua houmenaige a las mies raízes na la figura de miu abó. Ye por esso que l lhibro stá debedido an dues partes, la purmeira cun 90 poemas (1 por cada anho de bida de l miu abó i la segunda parte cun uito sonetos (un por cada die de bida que el bibiu para alhá de ls 90 anhos).

Puodes caratelizar l tou lhibro para que las pessonas sában i conhéçan? Ye un lhibro que fala de la mie tierra i de l miu sentir. Fala de l hourizonte que antristece i dua moda

l miu sentir. Fala de l hourizonte que antristece i dua moda triste. Fala de homes

triste. Fala de homes i mulhieres que bíben, áman, sónhan i se muorren.

Fala de la natureza hou-

spalharei por

mana i de la agreste. Son ampressones de l quotidiano.

la parte” la

nuossa lhén- gua i cultura, se “tubir an- geinho i arte”

to

Que amportança cuidas que ten la lhi-

i

quien me

teratura mirandesa pa

querga pu-

la

nuossa lhéngua?

blicar

Penso que la lhitera- tura mirandesa ten un papel mui amportante pa l zambolbimiento de la lhéngua, para que nun se muorra i que ls nuossos benideiros téngan ta- mien algo screbido para perpetuar la nuossa cul- tura, questumes i modos de ber l mundo.

C

u

m

o

nuossa cul- tura, questumes i modos de ber l mundo. C u m o a b

a b a l u a s la situacion atual de la lhéngua

mirandesa i l que achas que debe de ser feito? La lhéngua mirandesa ancontra- se nun momiento de florecimiento, que debemos aporbeitar para que

la nuossa cultura nun se muorra i

para amostrar que nun hai culturas superiores i anferiores solo por uas tenéren muitos falantes i outras pou- cos. I para que nun le passe cumo al

lhatin tenemos que cuntinar a screbi-la i a falá-la cun proua i sin bergonha de

sermos mirandeses de cuorpo i alma.

Bás a cuntinar a

screbir i, se possible,

a publicar nuobos lhi-

bros? Cuido que si, mas l feturo nun ye algo de fácele prebison. I cumo dezie Camões “cantando

Anterbista de Amadeu Ferreira

prebison. I cumo dezie Camões “cantando Anterbista de Amadeu Ferreira 30 de Novembro de 2010 JORNAL
LA FUOLHA MIRANDESA

LA FUOLHA MIRANDESA

LA FUOLHA MIRANDESA

L fidalgo

Para Telmo, aqueilha cousa de las aradas, sega- das, trilhadeiras, arrincar nabiças, era siempre un calafriu que le antraba ne l cuorpo i até, le tiraba la fame. Çpuis tamien nun gustaba de todo l quemer, era biqueiro, i l mais de las bezes la mai alhá le fazie la buntade, cun un oubico strelhado, mas siempre acumpanhado de l recado, este garoto saliu-me acá un fidalgo Deixa-lo ir, dezie-le la mai al pai, que el nun se afai cun esta bida. Se fússen ls lhibros staba todo bien, que era bé-lo a correr pa l carro de la biblioteca de la Gulbenkian, que pssaba puli ua beç por més. El scapou-se pa la tropa a saber dua bida nuoba. Nun fui fácele ampeçar. Lhougo a l’antrada, l pelo todo abaixo, parecie un bielho, nunca se habie bido naqueilhes purparos. Çpuis, ala pa l l´almuorço, mas purmeiro speraba-se nua fila grande. Telmo tenie bien bibos ls abisos de ls pais. Quando nun sabemos algo, mira-se pa ls outros para ber cumo se fai. Habie que sacar de la rima ua cousa assi meio quadrada de lhata, que iba a serbir de prato. Lhougo alantre stában ls garfos, colheres i facas. Telmo iba fazendo l miesmo que ls outros. Ponírun- le todo naquel quadrado, que tenie uas funduras pa las patatas, pa l pan, para todo l que fazie parte de l almourço. Fui-se a sentar adonde habie campo. An sue casa todos quemien de la miesma trabiessa, cada un de l sou lhado i era solo cul garfo, que las facas éran para partir l pan i l chouriço. Mirou

pa l lhado i pa-

reciu-le

que

l

que staba

eili

sentado

debie

de ser

canhoto, puis

quemie

cula

mano squierda,

i inda porriba

cul

la faca na

mano squierda, i inda porriba cul la faca na outra mano. De l outro lhado outro

outra mano. De

l outro lhado

outro canhoto,

i todos éran ca-

nhotos. Solo el

i outro ye que quemien cul la mano dreita. Nun

fui

fácele, botar l garfo na mano squierda i la faca

na

mano dreita, mas era assi que se ousaba. Al

ampeço, nun s’antendie para quei era tanta cousa,

se l mais de las bezes nin se chegaba a ousar. Agora, quando a las bezes se senta a la mesa de cerimónia i ten para ende uns quatro copos i

uns trés garfos i facas, uns pratos mui grandes, i se sirbe pula mano squierda l quemido i se troca l prato pula mano dreita, todo mui calhado, queda- se a pensar, i se nun oubira quemido para todos i stubíssen chenicos de fame, el de certeza era un

de ls que quedarie cun fame, puis ye de ls que

tenerá menos fuorça pa la lhuita. Ende, ben-le a la alhembrança de quando era pequeinho i la mai le dezie que era fidalgo. Mas agora se fura perciso, yá nun haberie uobo strelhado.

Válter Deusdado

Cuontas nanas (5)

Cunta-se – ou talbeç tenga lido esso nun lhibro de que nun se me lhembra – que Houmero, poeta tan grande que nunca chegou a eisistir, tenie miedo que le zaparecíran ls sous poemas, la Eilíada i la Oudisseia. Inda porriba yá nun era capaç de achar pieles de canhona para screbir. Antoce, dou an grabar todo an tejolos i apuis cozé-los nun forno a la própia. Al modo que iba fazendo ls tejolos i screbindo ls poemas, fui fazendo ua casa cun eilhes. Na fin, puso-le un telhado i bibiu alhá l restro de ls sous dies. Cumo a cierta altura quedou ciego, benie pa la puorta a cantar ls sous poemas. Un rapazico que gustaba muito de l oubir cantar, ponie-se an pie del i grabou todo na sue cabeça, indo apuis pulas tierras a cantar aqueilhes poemas que uns i outros fúrun screbindo. Quando le dezien que habien sido screbidos por Houmero el respundie que esse poeta nunca eisistiu, mas que habien sido screbidos por el. Assi i todo, anque todo mundo saba que nunca eisistiu, fui cul nome de Houmero que esses poemas chegórun até nós. Stá bien de ber que la tal casa nunca chegou a ser çcubierta.

Fracisco Niebro

C O N S U L T A S D E E S p E
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C O N S U L T A S
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E S p E C i A L i D A D E

Alergologia

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R E A L i Z A Ç Ã O
D E
E X A M E S
E
S
p E C i A i S

Anuscopia Audiometria Colocação de Implanon/DIU Colonoscopia Esquerda Colonoscopia Total Colposcopia Ecocardiograma Ecografia Cardíaca Ecografia Doppler Ecografia Geral Electrocardiograma Electrocoagulação Endoscopia Alta Esclerose Varizes Holter Impedância Rectosigmoidoscopia Timpanometria Urofluxometria

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Quinta da Braguinha
Lote A, r/c Esq. – Vale D’Álvaro
5300-274 BRAGANÇA
DIRECÇÃO TÉCNICA: Dr.ª Graça Pombo (Médica Especialista em Patologia Clínica) Rua Emídio Navarro, 2-6, r/c

DIRECÇÃO TÉCNICA: Dr.ª Graça Pombo (Médica Especialista em Patologia Clínica)

Rua Emídio Navarro, 2-6, r/c | 5300-210 BRAGANÇA Tel./Fax: 273 325 198 ! E-mail: geral@bragancalab.artelecom.pt

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Dr. Pinho de Andrade O F T A L M O L O G I
Dr. Pinho de Andrade
O F T A L M O L O G I S T A
= C o n s u l t a s
e
C i r u r g i a
=
30 de Novembro de 2010 JORNAL NORDESTE
OPINIãO

OPINIãO

OPINIãO
António Pires

António Pires

Numa perspectiva puramente mundana, do gozo terreno, vem de lon- ge a fama de ser Bragança, no panora- ma nacional, uma cidade possuidora de uma vida nocturna incomparável. Ora, debaixo da máxima horaciana do “ Carpe Diem”, sempre entendi que tal rótulo, além de não ser nada despres- tigiante, chegou, até certo momento, a alimentar o ego de muitos dos seus naturais – nos quais eu me incluía –, porque a vida, essa viagem que deve ser percorrida sem saltar nenhuma das suas etapas, só faz sentido quando vivi- da intensamente. Acontece que a vida nocturna que hoje Bragança oferece, fruto das re- pentinas e radicais alterações económi- co-sociais operadas no nosso país ao longo destes últimos trinta e cinco anos, está longe de ser convidativa e edificante. É com bastante desconfor- to e mágoa que me custa a aceitar que Bragança se esteja a tornar, dentro da camada estudantil (ensino superior e secundário), numa orgulhosa “Meca do álcool” – a expressão não é minha, mas veiculada, com alguma frequência, na

Os Excessos da Noite Bragançana

comunicação social nacional. Diz quem conhece a noite bragan- çana (por razões profissionais) que muitos dos espaços destinados ao di- vertimento, principalmente entre a 01:00 h. e as 7:00 h. da manhã, se con- verteram em autênticos santuários do que mais perverso há na boémia. São jovens – com grande prevalência do sexo feminino – que, mal se libertaram dos cueiros, se entregam, religiosamen- te e como se não houvesse amanhã, ao álcool, num apetite voraz e alarve. O cenário, que parece ter-se convertido num fatalismo instituído, é potenciado não apenas pelas famigeradas Quin- tas-Feiras, mas por uma paródia que ganha aceitação nas contínuas e inin- terruptas forças “motivadoras” que dão pelo nome de “Recepção ao Caloiro” e “Semana Académica”. Diz quem presencia que a “geração dos shots” bebe até ficar inconsciente, até cair, numa completa degradação moral e física, ao ponto de acontecerem situações verdadeiramente arrepiantes. Deixo aqui o registo de dois episódios recentemente passados em Bragança, no contexto nocturno, que me foram contados precisamente para, tocado pela consciência do dever cívico, os di- vulgar, fazendo deles um ponto de par- tida para uma profunda reflexão, quer de quem tem filhos, quer das autorida-

des locais, quer da própria sociedade. Uma jovem, com 18/19 anos, no início deste ano lectivo, provinda da “diversão” nocturna, deu entrada na urgência do hospital de Bragança em estado de coma alcoólico profundo. Da observação clínica, e a partir das aná- lises a que foi submetida, verificou-se que a paciente tinha ingerido nessa noite, não voluntariamente, conside- ráveis quantidades de álcool utilizado para curar as feridas – o que lhe pôde ter causado danos irreversíveis. Outra estudante, mais ou menos no mesmo espaço temporal, tendo, depois da ressaca, ao olhar-se no es- pelho, verificado que tinha a cara com várias escoriações, e porque o estado de embriaguez lhe obliterou por com- pleto a consciência, pediu ao dono da discoteca que lhe facultasse as imagens gravadas nessa noite, a fim de perceber

como, quem e em que circunstâncias tudo tinha acontecido. Como, perante as imagens, não se vislumbrou nada de anormal, na indiscrição que o mo- mento exigia, o responsável do espaço nocturno, sabendo que nestas andan- ças há muita gente sem escrúpulos, perguntou-lhe se tinha sido violada. A vítima, com a maior das naturalidades, respondeu não ter a certeza. Eu queria ser ingénuo e acredi- tar que nesta minha terra, com a qual mantenho uma ligação visceral, nada disto se passa. Eu queria ser ingénuo e acreditar que é possível convencer quem está na idade de se divertir que não é possível gozar a vida intensa- mente quando se perde a dignidade. Eu queria ser ingénuo e acreditar que, ao abordar este tema, sem dúvida po- lémico, fui capaz de despertar algumas consciências.

Mogadouro

“Fazer uma família feliz”

consciências. Mogadouro “Fazer uma família feliz” z Recolha de bens decorre até dia 10 de Dezembro

z Recolha de bens decorre até dia 10 de Dezembro

Duas turmas de 8º ano da Esco- la Secundária de Mogadouro, junta- mente com a professora da área de projecto, querem “fazer uma família feliz”. A iniciativa surgiu numa altura em que se têm vindo a notar algumas dificuldades financeiras por parte dos alunos e suas famílias. Para tornar este Natal mais fe- liz, este grupo de solidariedade lan- ça mãos à obra e parte à recolha de bens essenciais alimentares, roupas e brinquedos. É na Escola e no super- mercado Intermarché de Mogadouro, que abraçou o projecto, que os bens

podem ser depositados até ao próxi- mo dia 10 de Dezembro. Os alunos envolvidos esperam que os mogadourenses possam aju- dar, dando aquilo que já não querem ou comprem algo propositadamente para esta campanha. Dependendo dos resultados da iniciativa, os bens vão ser distribuí- dos por vários alunos, mas sob alguns critérios. “Só vão receber estes bens aqueles alunos que têm bom compor- tamento e boas notas”, refere a pro- fessora, Susana Mata, que considera importante premiar o mérito escolar e ajudar quem precisa.

Jornal nordeste – semanário regional de informação n.º 734 de 30 de novembro de 2010

de i nformação n .º 734 de 30 de n ovembro de 2010 CONVOCATÓRIA DA ASSEMBLEIA-GERAL

CONVOCATÓRIA DA ASSEMBLEIA-GERAL ORDINÁRIA

Nos termos da Lei e dos Estatutos convoco todos os associados da Caixa de Crédito Agrícola de Mogadouro e Vimioso, CRL, para a Assembleia-geral, a realizar no dia 17 de Dezembro de 2010, pelas 15,00 horas, na sede da Caixa Agrícola, com a seguinte

ORDEM DE TRABALHOS

1.

Apreciação, discussão e votação do plano de actividades e orça-

1.

mento para o exercício de 2011;

2.

Apreciação e votação da política de Remunerações dos Órgãos

1.

Sociais;

3.

Outros assuntos de interesse.

Se à hora marcada não estiverem presentes mais de metade dos associados a Assembleia realizar-se-á uma hora mais tarde com qualquer número de associados presentes.

Mogadouro, 25 de Novembro de 2010

O Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Dr. José Rodrigues Gerónimo

CCAM de Mogadouro e Vimioso Sede: Avenida do Sabor, 59/61 • 5200-204 Mogadouro • Tel. 279 340 070 • Fax 279 341 260 Delegação: Largo S. Sebastião • 5230-311 Vimioso • Tel. 273 512 483 • Fax 273 512 255 mogadouro@creditoagricola.pt

NORDESTENORDESTE DESPORTIDESPORTICULTURAvvOO
NORDESTENORDESTE DESPORTIDESPORTICULTURAvvOO
 

1

II Divisão Nacional de Futebol

 
 

0 BRAGANÇA U. MADEIRA

 

Jogo no Estádio Municipal de Bragança Árbitro: Pedro Vilaça (A. F. Porto)

Injusto e cruel

Jogo no Estádio Municipal de Bragança Árbitro: Pedro Vilaça (A. F. Porto) Injusto e cruel
   
E Q U I PA S
E Q U I PA S
   
     
 

Ximena

 

Adriano Tiago Emerson Fábio Alex (Glibsson 58”) Toni Stev (Valter 88”) Ruben Hernâni Hugo Santos Matão (Bertinho 67”)

Pedrinha

crueldade assustadora. Os lo- cais foram dinâmicos, perde- ram oportunidades atrás de oportunidades e até se deram

com uma

 

Vilaça

boa meia

Xavier

dúzia

de

Jaime

grandes

 

Marco Mobil

ao

luxo de falhar uma grande

i n t e r - venções.

O

Bacari

Tiago André

Valadares

penalidade, aos 63”. Aliás, o guardião da equipa insular de-

(Badara 63”)

fendeu duas bolas nos ferros.

U

n i ã o

 

Deodato

O

futebol melhorou a olhos

também

 

(Toni 79”)

vistos e não foi por acaso que Deodato jogou, muito bom

não

foi

 

Luís Rodrigues

pêradoce,

 
T R E I N A D O R E S
T R E I N A D O R E S
T R E I N A D O R E S
T R E I N A D O R E S
T R E I N A D O R E S
T R E I N A D O R E S

T R E I N A D O R E S

  T R E I N A D O R E S   de bola, tacticamente
  T R E I N A D O R E S   de bola, tacticamente
  T R E I N A D O R E S   de bola, tacticamente
  T R E I N A D O R E S   de bola, tacticamente
  T R E I N A D O R E S   de bola, tacticamente
 

de

bola, tacticamente insupe-

teve bons

z Madeirenses vieram ganhar a Bragança

 

Carlitos

 

Daniel Ramos

 

Golo: Ruben 70”.

 

Disciplina: Mobil 24”, Tiago 29”, Toni 55,63”, Valadares 62”, Badara 69”, Luís Ro- drigues 72”, Stve 85”, Jaime 90+2. Cartão vermelho: Toni 63”.

O GD Bragança perdeu

este jogo com o União, numa derrota injusta, aliada a uma

rável. Este era o jogador que faltava ao treinador Carlitos, o pior veio com a lesão de Rui Gil durante o aquecimento. Tanto azar junto resultou numa derrota, que é a 5ª con- secutiva. Jogar bem não che- ga, mas houve também um

responsável no União da Ma- deira para este resultado, que foi o guarda-redes Adriano,

períodos de jogo e entrou bem, mas não conseguiu marcar. Aca- bou por ter um livre oferecido pelo juiz do Porto e ganhar os pontos com um soberbo pon- tapé de Ruben. O juiz foi salpicando o bom com o não razoável. Ou seja, apesar da sua aparen-

te calma, marcou tudo e ga-

rantiu os três pontos para o União. No futebol não há per- dão, ganhou quem marcou, mas a crueldade nada tem a ver com a justiça e a bola en- trou, cruelmente, na baliza do Bragança. Os madeiren- ses têm um bom treinador e tiveram alguma sorte até nas

substituições.

II Divisão Nacional de Futebol

 

1

CHAVES

   
 

MACEDO 0

Matador precisa-se em Macedo

Jogo no Estádio Municipal de Chaves Árbitro: Rui Patrício (A. F. Aveiro)

   
E Q U I PA S
E Q U I PA S
   
 

O

GD Chaves entrou

vizinhos. Tacticamente as equipas estiveram para o bom, mas sem muita ex- celência na hora de mar- car.

Na 2ª parte algo mu- dou, com o Macedo a li- bertar-se e a tentar o golo, mas surpreendentemente apareceu Lio num remate a 35 metros que gelou a equipa de Vilarinho. O Macedo vai precisar

Nuno Dias Geraldes Flávio Igor Edu Romaric Fernandes (Rafael 60”) Benvindo (Nogueira 60”) Eduardo Lio Índio (Da Silva 84”)

 

Tiago Gil Didácio Eurico (Patric 90´1) Ricardo Gancho Rambe (Claudio 60”) Luciano Adriano Nuno Meia Luís Carlos (João Mendes 80”)

forte no jogo, quis marcar

teve uma boa oportuni-

dade aos 24”, mas Lio não acertou bem na bola. Pela frente encontrou uma de- fesa bem organizada que não deixou Tiago Gil pas- sar por grandes apertos. Ficou-se por mais posse de bola, apesar da equipa macedense não conseguir

e

Tiago Gil pas- sar por grandes apertos. Ficou-se por mais posse de bola, apesar da equipa
 
T R E I N A D O R E S
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Luís Miguel

 

Rui Vilarinho

sair para o contra ataque. Um lance raro de Gancho “do meio da rua” acertou

z Chaves encontrou defesa bem organizada

de mais dois jogadores,

Golo: Lio 78”.

 

no poste direito de Nuno Dias

cos lances de registo, para o

reduzido público e pouco en- tusiasta num jogo de distritos

um matador na área e um centro campista que agarre o jogo e leve a equipa a ser mais segura nas transições.

Disciplina: Nuno Meia 6”, Didácio 37”, Ri- cardo 40”, Claudio 66”, Flávio Igor 68 e 69” seguido de vermelho, Ricardo Rocha 68”

e

causou calafrios na turma

de Luís Miguel. Foram os úni-

1 MARIA DA FONTE

 
 

MIRANDELA 2

Jogo no Estádio dos Moinhos Novos ÁrbitroS: Nuno Cabral (A.F. Vila Real) e Duarte Oliveira (A.F. Braga)

   
E Q U I PA S
E Q U I PA S
   

Rui Vieira Ricardo Fernandes Nuno Mendes Fredy Rui Abreu (Denilson 83’) Rui Novais Pedrinho (Marco 67’) Diogo (Rui Soares 58’) Sérgio Pikuá Domingos

 

Armando Jonas Nana K Rondinele (Rui Lopes 76’) Nelo Rui Borges (cap.) Renato (Tijane int) Dally Mahktar (Paulo Roberto 65’) Carlos Borges Kuca

 
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Artur Correia

 

Luís Guerreiro

Golos: Domingos 31’, Kuca 86’, Rui Lopes

90’+1’.

 

Disciplina: Rondinele 20’, Ricardo Fernan- des 25’, Nana K 28’, Pikua 35’ e 40’, Jonas 49’, e Domingos 64’ – c.v. Pikuá 40’.

Jogo para a história

O jogo manteve-se sem-

pre vivo, mas extremamente correcto e perigoso, ainda que sem que os lances de eminên- cia de golo fossem uma cons- tante. Reage bem ao golo o Mi- randela, mas o Maria da Fonte personificou-se, assumindo o jogo do erro na procura do tranquilo 2-0, regressando o jogo ao mesmo figurino e

espectáculo que antecedeu o golo. Pikuá deixa-se levar pela paixão do jogo e, em 5’, vê o cartão vermelho desnecessa- riamente e chega o intervalo.

O empate espicaçou am-

bos os conjuntos para a vitó- ria. Rui Lopes conseguiu isso tudo, dando a vitória aos alvi- negros, com um golo só pos- sível a génios da bola. Vitória justa.

Fernando Cordeiro

9 28 36 41 49 5 7 4 13 17 21 26 35 30
9 28 36 41 49
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NORDESTE DESPORTIvO

NORDESTE DESPORTIvO

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C L A S S I F I C A Ç Õ E S

Liga Zon Sagres

 

Classificação

12.ª JORNADA

Pontos

Jogos

FC Porto

32

12

Benfica

24

12

V.

Guimarães

21

12

Sporting

19

12

Académica

18

12

U.

Leiria

18

12

Sp. Braga

17

12

Nacional

17

12

Olhanense

15

12

Beira-Mar

15

12

P.

Ferreira

14

12

Rio Ave

13

12

V.

Setúbal

13

12

Marítimo

12

12

Portimonense

8

12

Naval

5

12

Resultados

V.

Setúbal

0-1

Académica

Marítimo

2-0

V.

Guimarães

Sp. Braga

2-0

Nacional

P.

Ferreira

1-0

Olhanense

Naval

0-1

Rio Ave

Beira-Mar

1-3

Benfica

Portimonense

1/2

U.

Leiria

Sporting

1-1

FC Porto

Próxima Jornada

Rio Ave

05/12

Beira-Mar

Nacional

05/12

Naval

V. Guimarães

04/12

P.

Ferreira

U.

Leiria

04/12

Sp. Braga

Académica

05/12

Marítimo

FC Porto

06/12

V.

Setúbal

Portimonense

05/12

Sporting

Benfica

03/12

Olhanense

II Divisão – Z. Norte

 

Classificação

10.ª JORNADA

Pontos

Jogos

Tirsense

22

9

U.

Madeira

20

9

Chaves Camacha AD Oliveirense Fafe Marítimo B CF Andorinha Ribeirão Vizela Merelinense Macedo de Cavaleiros AD Lousada Bragança Caniçal Pontassolense

20

10

17

10

16

10

16

9

15

10

14

9

12

10

11

10

11

9

10

10

10

9

7

10

7

9

2

9

Resultados

Tirsense

2-1

Merelinense

AD Oliveirense

1-0

Fafe

Bragança

0-1

U.

Madeira

Ribeirão

0-1

Camacha

Pontassolense

1/2

Marítimo B

Chaves

1-0

Macedo de Cavaleiros

AD Lousada

2-1

Caniçal

CF Andorinha

2-1

Vizela

Próxima Jornada

Merelinense

05/12

CF Andorinha

Fafe

05/12

Tirsense

U. Madeira

05/12

AD Oliveirense

Camacha

05/12

Bragança

Marítimo

05/12

Ribeirão

Macedo de Cavaleiros

05/12

Pontassolense

Caniçal

05/12

Chaves

Vizela

05/12

AD Lousada

A. Futebol Bragança

Classificação

7.ª JORNADA

Pontos

Jogos

Torre Moncorvo

21

7