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Governo do Estado do Rio de Janeiro

Secretaria de Estado da Casa Civil e Governança


Subsecretaria de Logística

Estudo Técnico Preliminar


Contratação de Serviço de Locação de Veículos

1. Introdução

Para viabilizar a concretização de seus deveres e serviços, os órgãos da Administração


Pública precisam movimentar pessoas e recursos. No caso do Governo do Estado do Rio de
Janeiro, servidores são transportados diariamente para concluir atividades que vão desde
fiscalizações, operações de urgência e emergência, até o simples translado de servidores para
eventos profissionais e reuniões. Também são usados para o transporte de materiais, para dar
apoio às barreiras fiscais, à Operação Lei Seca, dentre outras atividades de apoio. Essa
diversidade de atividades implica uma demanda por veículos de características plurais.

Atualmente, essa demanda é atendida por meio dos contratos de locação de veículos,
frota própria, fornecimento de combustíveis e contratação de condutores.

De forma complementar, está sendo realizado processo de contratação centralizada de


serviço de transporte remunerado privado individual. Esta é uma ação constante no Plano de
Diretrizes e Iniciativas Prioritárias do Governo do Estado do Rio de Janeiro, ​e foi inspirada
em experiências na Administração Pública como o TáxiGov do Governo Federal, dentre
outras. Para o caso, o nome escolhido foi RJMobi. A adoção de solução alternativa para o
transporte de servidores tem por objetivo alcançar maior economia nos gastos públicos, bem
como a prestação de serviço público com maior transparência e eficiência. Como
consequência, haverá redução da quantidade de veículos locados pelo Governo do Estado, os
quais estarão restritos a atividades que não sejam possíveis de realizar-se por meio do serviço
de transporte via aplicativo.

O presente Estudo Técnico Preliminar tem por finalidade avaliar o histórico do modelo
de Locação de Veículos ​atualmente em execução no Estado, observar as necessidades dos
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órgãos integrantes do poder executivo, levantar os requisitos técnicos necessários para atender
essas necessidades, aferir as condições que o mercado oferece e, por fim, analisar a
viabilidade da contratação centralizada.

Para esse fim, o documento está organizado na seguinte estrutura: histórico do modelo
de contratação atual, avaliação de demanda, requisitos do objeto, avaliação de mercado e
análise de viabilidade da centralização.

2. Histórico do Modelo Atual e Avaliação de Demanda

Esta seção tem como objetivo analisar o modelo de transportes atualmente adotado
pelos órgãos participantes do SIADC,1 cuja demanda por serviços de transporte de servidores
é suprida por um conjunto de serviços e fornecimentos que contemplam: disponibilização dos
veículos (por locação, comodato ou compra), abastecimento (em postos externos ou internos)
e contratação de motoristas (terceirizados ou integrantes da estrutura do governo). Apesar do
foco no atendimento aos órgãos do SIADC, tanto as corporações quanto outros órgãos
poderão participar do processo e informar suas demandas.

Na ​locação de veículos​, modelo mais representativo no âmbito dos órgãos que


participarão do RJMobi, o serviço consiste na disponibilização de veículos pela empresa
contratada, a qual se responsabiliza pela manutenção de cada veículo disponibilizado, pela
gestão da documentação pertinente e pela substituição dos veículos. O objeto faz parte das
categorias estratégicas centralizadas pela Subsecretaria de Logística, as quais estão descritas
na Resolução SECCG N° 17 de 03 de abril de 2019.

O último estudo feito por esta Subsecretaria resultou no modelo no qual os carros (hatch
e sedan) dispõem de franquia mensal de 3.650 km e cuja administração está sob a
responsabilidade do órgão contratante, que pagará o valor por quilômetro excedente apurado
em pesquisa de preços, caso ultrapasse a franquia prevista.

1
​Sistema Integrado de Aquisição e Distribuição de Combustíveis Derivados de Petróleo
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O ​abastecimento ​dos veículos é atendido exclusivamente pelo Contrato SEPLAG n°


001/2014 e a modalidade de abastecimento se concentra em postos externos. O objeto
também faz parte das categorias estratégicas centralizadas pela Subsecretaria de Logística e
atualmente é coberto pela Ata de Registro de Preços n° 002/2019, cuja fornecedora é a Trivale
Administração LTDA.

Já a ​contratação de motoristas é feita tanto de forma centralizada quanto


descentralizada, a depender da necessidade e estrutura de cada órgão. O processo de
contratação centralizada está sendo conduzido por registro de preços, sob o número
E-04/064/11/2017.

A ​contratação de serviço de transporte remunerado privado individual de


servidores ​substitui integralmente os três objetos quando economicamente aplicável e,
quando não for viável, manter-se-á a utilização de veículos locados. O processo de
contratação centralizada está sendo conduzido por registro de preços, sob o número
SEI-12/001/005108/2019.

Como o presente processo visa a contratação de Locação de Veículos, o histórico do


objeto será avaliado mais a fundo.

2.1​ Histórico do Contrato de Locação de Veículo​s

De início, cumpre esclarecer que a última Ata de Registro de Preços de Locação de


veículos centralizada foi realizada no ano de 2015 (ARP nº 09/2015 – com validade até
Fevereiro/2016), ao fim da qual havia a previsão do início de uma nova ata para o segundo
semestre de 2016, tendo sido iniciado processo licitatório de registro de preços para locação
de veículos (PERP n° 06/2016).
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O estudo realizado à época pode ser resumido pela figura 01, que traz um quadro dos
valores globais, atualizados pelo IPCA, comparando as compras descentralizadas com as
estimativas para compras centralizadas realizadas naquele contexto. A estimativa para
compras centralizadas com o melhor cenário se baseou nos preços homologados no PERP
SEPLAG n° 23/14.

A escolha dessa referência se deve ao fato de que na época da homologação deste


procedimento, o Estado vivia um momento financeiro mais favorável que o da pesquisa de
mercado no âmbito do processo nº E-01/004/1356/2015 e, portanto, dificilmente os preços
deste processo ficariam menores do que os homologados naquele Pregão. Já o pior cenário
para as compras centralizadas, considerou que os valores que viriam a ser obtidos, na etapa
competitiva do pregão eletrônico do processo nº E01/004/1356/2015, seriam idênticos ao
valor de referência da pesquisa de mercado, i.e., sem sofrer nenhuma alteração durante a fase
competitiva, o que é um cenário extremo considerando a realidade das compras públicas.

Não obstante, ​após analisar o PERP nº 06/2016, o Tribunal de Contas do Estado do Rio
de Janeiro – TCE/RJ recomendou a suspensão do procedimento, ante as dificuldades
financeiras enfrentadas pela Administração Pública Estadual naquele período, razão pela qual
em atendimento à recomendação da Corte de Contas, o Órgão Gerenciador, à época SEPLAG,
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decidiu revogar pelo período de três anos a licitação para locação de veículos. Passados os
três anos, decidiu-se retomar esta contração, sob novo contexto.

Desse modo, após o fim da vigência da ARP nº 09/2015, os órgãos e entidades


participantes e aderentes à Ata optaram por manter seus contratos, por meio de renovações e
aditivos, ou realizar novas contratações de forma independente, sendo responsáveis
diretamente pela gestão e fiscalização destes contratos, motivo pelo qual não foi possível a
este Órgão Gerenciador reunir dados precisos acerca de todos os contratos de locação de
veículos existentes no Estado.

Assim, para aferição da atual situação da frota locada na Administração Estadual, fez-se
2
necessária pesquisa na plataforma ​web do CTF , dispositivo que integra o contrato de
fornecimento de combustíveis (Contrato nº 001/2014), por meio da qual foi possível extrair
dados referentes à quantidade de veículos locados no Estado, bem como estimar o
desempenho atual da frota, em termos de Km/L.

Como resultado, verificou-se que o Estado do Rio de Janeiro utilizou 548 veículos
locados no período entre agosto de 2018 a fevereiro de 2019, que perfazem cerca de
1.277.370,39 km por mês, com custo mensal aproximado de R$ 3.436.784,86. Ressalte-se que
não estão sendo considerados nestes valores os veículos de grande porte, pick-ups e vans.

No período da avaliação daquele documento, em resumo, seis órgãos realizaram


contratações para locação de veículos, que totalizaram R$ 6.891.158,56, considerando apenas
os veículos que possuem base de comparação com os valores da ARP SEPLAG n° 009/2015 e
da pesquisa de mercado do processo nº E-01/004/1356/2015. Esse total não considera outros
modelos de veículos que foram contratados no período e também não há estimativa daqueles
que os órgãos tenham deixado de contratar, apesar de existirem muitas outras requisições
abertas no SIGA, mas não concluídas.

2
​CTF – Controle Total de Frotas “é um sistema automático e inteligente que registra, sem a interferência humana, a
quilometragem do veículo, a quantidade e o valor do combustível abastecido, eliminando desvios de rotas e extravios de
combustíveis.”. (Extraído de https://www.ctf.com.br/ctf-abastecimento/)
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3. Requisitos do Objeto

3.1 Análise do Objeto

O objeto da contratação é Serviço de Locação de Veículos e para determinação das


especificações foram avaliadas as seguintes fontes: SIGA, INMETRO (tabela da Política
Brasileira de Etiquetagem Veicular), sites das montadoras de veículos e consulta às locadoras
nas formas que serão descritas a seguir.
É importante frisar que o escopo do modelo de Locação de Veículos é mais
abrangente que o do modelo de Aquisição de Veículos. Neste último, há apenas a
disponibilização de um veículo, ficando a cargo do governo a gestão e o custo das seguintes
atividades:
● Gestão da Manutenção
● Reposição de Pneus
● Reposição de Peças
● Gestão das Documentações
● Aquisição e Gestão dos Seguros
● Gestão de Veículos Indisponíveis
● Gestão da Renovação da Frota
Já no modelo de locação, esses custos e atividades são transferidos às locadoras, que
possuem essas expertises, uma vez que são os focos das empresas. Dessa forma, é o modelo
que se mostra mais eficaz, eficiente e efetivo para atender a necessidade em comum a todo o
governo por transportes de pessoas e materiais com grande intensidade de rodagem (acima de
2.600 km mensais).
A opção pela Aquisição de Veículos pode se mostrar mais vantajosa caso:
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1) o órgão público possua expertise no gerenciamento das atividades supracitadas, sendo


a gestão de frotas uma atividade próxima de sua atividade-fim;
2) a atividade fim do órgão exponha os veículos utilizados a riscos frequentes de
deterioração (como acontece com veículos utilizados pelas forças de segurança);
3) o órgão público tenha a necessidade de manter veículos sob sua propriedade por
decisão estratégica.
4) o mercado de locação não exista para o veículo pretendido ou seja desinteressante
economicamente (como observado para veículos utilitários de carga pesados e
caminhões, devido ao altíssimo custo de aquisição dos veículos).

Como os casos supracitados não condizem com a realidade dos órgãos participantes
do SIADC nem do mercado para os itens pretendidos, entende-se que a aquisição de veículos
não é um modelo adequado para os objetivos desta compra centralizada. A comparação de
vantajosidade entre locação e aquisição depende de cada órgão conhecer os custos que teriam
para efetuar cada uma das atividades transferidas às locadoras, e as estimativas de rodagem
para cada veículos a ser adquirido (quanto maior a intensidade de rodagem mensal, maiores
os custos de manutenção e reposição de peças), sendo impraticável mapear esses custos de
forma global.

3.2 Especificações

O levantamento dos requisitos do objeto considerou as experiências acumuladas com a


gestão e fiscalização dos contratos voltados para o transporte de servidores no segmento de
locação de veículos realizados nos últimos anos.
Durante este processo, as especificações sugeridas foram atualizadas no último Estudo
de Análise da Demanda feito em 2018, adaptando os dados à realidade atual do mercado e
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inserindo o consumo de gasolina, baseado na Tabela da Política Brasileira de Etiquetagem


Veicular do INMETRO para 2019, a fim de buscar economias no consumo de combustível.
Ressalta-se que a locação de caminhões não faz parte do escopo, devido a
especificidades do mercado que tornam mais cara a contratação desta categoria de veículo. Os
carros de representação também foram retirados desta especificação, tendo em vista que os
mesmos não serão mais locados pelo Estado do Rio de Janeiro, salvo as exceções autorizadas
pelo Governador. Esta nova especificação permitirá que o Estado busque os veículos mais
eficientes com base e em critérios técnicos e sem limitar a concorrência.
Para aumentar ainda mais a gama de veículos econômicos que as locadoras poderão
ofertar, as novas especificações dos veículos de Porte Médio e Porte Compacto/Subcompacto
trouxeram mudanças nos valores de: potência, número de cavalos, distância entre eixos e
consumo. Já os veículos utilitários e de carga foram elaborados com base nas últimas compras
e com base nas solicitações emanadas na reunião realizada no dia 30/05/2017, que contou
com a participação de integrantes de diversos órgãos e entidades do Estado. As atas serão
divididas pelos itens supracitados, visando favorecer a ampla concorrência entre os potenciais
prestadores de serviço.
Cada item engloba uma categoria de veículo, possibilitando que a locadora ofereça
qualquer um dos modelos que se encaixe na descrição. Isso permite que empresas
especializadas em apenas uma das categorias participem do certame e concorram pelos itens
em que sejam mais competitivas.
Com isso, chegou-se às seguintes especificações, em que destaca-se para modelos que
poderão ser oferecidos nas categorias de veículos de serviço e utilitários, os seguintes itens:

Serviço 01 - Automóvel de porte médio 4 portas, movido a gasolina e/ou álcool; motor com
potência de 77 CV até 110 CV (gasolina); distância entre eixos de 2370mm a 2638mm; com
consumo de gasolina entre 18,0 km/l e 11,8 km/l de acordo com a tabela PBEV/Inmetro;
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direção hidráulica ou eletroassistida; ar condicionado; vidro elétrico nas portas dianteiras e


trava elétrica nas 4 portas.

OBS.: especificações complementares deverão constar do Termo de Referência, sendo vedado


o uso de acessórios de luxo. Modelos que se encaixam na descrição: Renault Logan 1.0, Ford
Ka Sedan 1.0, Chevrolet Prisma 1.0 e 1.4, VW Voyage 1.0, Nissan New Versa 1.0, Toyota
Etios 1.5, Chevrolet Cobalt 1.4, Hyundai HB 20S 1.0, Fiat Cronos 1.3 etc.

Serviço 02 - Automóvel de porte compacto ou subcompacto, modelo Hatch; 4 portas, movido


a gasolina e/ou álcool; motor com potência de 68 CV até 87 CV (gasolina) e entre 1000cc e
1200cc; consumo de gasolina entre 12,5 km/l e 18,0 km/l de acordo com a tabela
PBEV/Inmetro; direção hidráulica ou eletroassistida; ar condicionado; vidro elétrico nas
portas dianteiras; e trava elétrica nas 4 portas.

OBS.: especificações complementares deverão constar do Termo de Referência, sendo vedado


o uso de acessórios de luxo. Modelos que se encaixam na descrição: Peugeot 208 1.2, ​Citroën
C3 1.2, ​Renault Sandero 1.0, Ford Ka hatch 1.0, VW Up! 1.0, VW Gol 1.0, ​Chevrolet Onix
1.0, Nissan New March 1.0, Fiat Argo 1.0, Fiat Mobi 1.0, Fiat Uno 1.0, Hyunday HB20
hatch 1.0.

Utilitário 01 – Camioneta tipo MINICARGO; movida a Gasolina, motor com potência de 85


a 130 CV; capacidade para carga de 600kg a 900kg; direção hidráulica ou eletro assistida; ar
condicionado.

Utilitário 02 – Automóvel tipo MINIVAN para passageiros; movida a Gasolina, motor com
potência de 85CV a 150 CV; com capacidade para transportar no mínimo 7 pessoas; direção
hidráulica ou eletro assistida; ar condicionado.
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Utilitário 03 – Camioneta tipo VAN; movida a Diesel, motor com potência de 110CV a 150
CV; com capacidade para transportar no mínimo 14 passageiros; direção hidráulica ou
eletroassistida; ar condicionado.

Utilitário 04 – Camioneta de uso misto, tipo pick-up; cabine dupla; movida a Diesel, motor
com potência de 100CV a 200 CV; capacidade para carga de 1,0 ton. a 1,5 ton.; direção
hidráulica ou eletroassistida; ar condicionado, tração 4x4.

Utilitário 05 – Camioneta de carga, tipo pick-up; cabine simples; movida a Gasolina, motor
com potência 85CV a 115CV; capacidade para carga de 650kg a 800kg; direção hidráulica ou
eletroassistida; ar condicionado.

4. Avaliação de Mercado

A avaliação de mercado buscou as opções disponíveis para atender as necessidades de


locação de veículos. Em primeiro lugar, foi realizada uma pesquisa de benchmarking junto a
outros entes federativos para identificar as soluções que são costumeiramente contratadas. Em
seguida, procedeu-se à pesquisa na internet sobre o panorama desse mercado.

4.1. ​Benchmarking

Para identificar a prática atual da Administração Pública no que diz respeito a soluções
de locação de veículos, foi realizada uma pesquisa de ​benchmarking junto às principais fontes
de informação sobre compras públicas como o ComprasNet e a Bolsa Eletrônica de São Paulo
e sites de Governos e Prefeituras. Os resultados serão apresentados nos tópicos a seguir.
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4.1.1 Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão:


▪ Objeto: Contratação de empresa especializada para prestação de serviços de
veículos com motorista, para o transporte de documentação interna,
deslocamentos de autoridades, dirigentes, servidores em serviço e transporte de
pequenas cargas do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, no
Distrito Federal, Região do Entorno e demais localidades necessárias.

▪ Fornecedora: Cooperativa Mista de Consumo e Prestação de Serviço em


Transporte Rodoviário - COOPERTRAN Ltda.

Item Quantidade Descrição do Veículo Franquia Valor


de Veículos Mensal (KM) por
por carro KM
estimada

01 38 Veículo com potência mínima 1.500 Km R$


de 70 CV e 1.000 (um 3,04
mil) cilindradas, com 04
(quatro) portas, cor
preferencialmente branca,
equipado com ar
condicionado, direção
hidráulica, desembaçador
elétrico do vidro traseiro,
vidros e travamento das
portas elétricos, movido a
bicombustível (total flex),
capacidade para 05 (cinco)
passageiros com motorista
e com todos os acessórios
exigidos pelo CONTRAN, a
ser utilizado no transporte de
servidores. (COMUM) -
Chevrolet Celta LT

02 01 Veículo automotor utilitário 1500 Km R$


tipo Van, potência 6,29
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mínima de 127 cv, na cor


branca, com capacidade
de, no mínimo, 16 (dezesseis)
passageiros, movido
diesel, equipado com ar
condicionado, direção
hidráulica, desembaçador
elétrico e com todos os
acessórios exigidos pelo
CONTRAN, a ser utilizado
no transporte de servidores.
(VAN)
Mercedez Benz Sprinter

▪ Destaques:

a) A licitação é com disponibilidade do veículo com motorista 24 horas


por dia, sem acréscimo no custo contratual, visto que o valor é por
km/rodado (franquia mensal).
b) O critério de julgamento adotado será o menor preço do quilômetro
rodado.
c) O valor do quilômetro excedente não poderá ultrapassar a 70% do valor
do quilômetro contratado dentro da franquia de todos os veículos
d) Veículo com no máximo 1 ano de uso ou 10.000 km rodados, o que
vier primeiro.
e) Definiu-se o prazo do contrato para 12 meses.

4.1.2. Governo do Estado do Paraná


▪ Objeto: Empresa especializada na prestação de serviços de locação de veículos,
com quilometragem livre, estabelecendo as especificações, a fim de atender as
necessidades da Casa Civil, considerando que em razão dos constantes
deslocamentos terrestres do Chefe do Poder Executivo Estadual e seus
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familiares, faz-se necessário um nível maior de segurança, proporcionado por


motor compatível, sendo a potência especificada a mais adequada à atividade
desenvolvida, acarretando um melhor desempenho do veículo em situações
adversas, segurança na dirigibilidade e conforto ao usuário e atendimento à
demanda de serviços, relacionados à área de transportes, em função da
necessidade de realização de atividades externas, essenciais ao funcionamento
da Casa Civil, as quais exigem constantes deslocamentos de pessoas,
documentos e materiais.

▪ Fornecedora: Stephany Iorrani Bueno de Souza - EIRELI - ME

Item Quantidade de Descrição do Preço Anual - Valor por


Veículos Veículo total do lote veículo

01 08 Veículo Sedan 4 R$ 654.999,36 R$


portas 3.0, Potencia 6.822,91
mínima 250CV,
capacidade para 05
ocupantes

▪ Destaques:

a) O critério de disputa foi o menor preço total do lote.


b) O contrato foi realizado com quilometragem livre.
c) A substituição do veículo em uso pela CONTRATANTE, na capital do
Estado, em caso de falhas mecânicas, acidentes, furto/roubo ou
qualquer outra situação que o afaste do serviço, deverá ocorrer em no
máximo 02 (duas) horas, por outro veículo do mesmo tipo e marca,
com as mesmas especificações.
d) Os veículos entregues para a utilização da CONTRATANTE deverão
ser novos – 0 km – devendo ser substituídos com no máximo dois anos
de uso (havendo prorrogação de contrato), contados da data de saída
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constante na Nota Fiscal de venda do automóvel novo – 0km, e/ou com


no máximo 120.000 (cento e vinte mil) quilômetros rodados, o que
ocorrer primeiro. Os veículos reservas ou entregues em substituição
temporária deverão, da mesma forma, ter no máximo dois anos de uso
ou 60.000 (sessenta mil) quilômetros rodados.

4.1.3 Governo do Estado de Minas Gerais


▪ Objeto: Registro de Preços referente à contratação de empresa especializada para
prestação de serviço de transporte mediante locação de veículos automotores novos
para transporte de pessoas e pequenas cargas, sem condutor, sem fornecimento de
combustível, com quilometragem livre, com seguro total sem franquia, e com
manutenção preventiva e corretiva, em atendimento às demandas dos órgãos e
entidades do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais e suas unidades, em todo
território estadual, para a prestação de serviços públicos permanentes ou de longa
duração.

▪ Fornecedora: Ata de Registro de Preços - CS Brasil Frotas e Localiza Rent a Car

Item Quantidade Descrição do Veículo Preço Anual - Valor por


de Veículos total do lote veículo

1 6.688 Veiculo servico, sedan, R$ 1.602,30


standard; min 1300cc, min
88cv; 05 lugares, 04 portas,
ar condicionado,gps,
localizador, com manutenção.

2 1.408 Veiculo R$ 1.074,71


servico,hatch,standard;1000cc
,min 75cv;05 lugares; 04
portas,ar condicionado;GPS

3 2.688 Veiculo R$ 2.449,24


servico,monovolume,standard
,min, 1800cc,07 lugares, min
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106cv;04 portas;gps
localizador; ar condic;
manutencao

6 1.184 Camioneta standard;car R$ 4.298,70


aberta;acima
0,8ton;04p;cab.dup;min
2000cc,min 180cv;4x4;gps
localizador.ar condic.

8 608 Veiculo van;03 portas lat;min R$ 4.354,86


2000cc; min 127cv; min 15
lugares,diesel,ar
condicionado,gps

9 320 Camioneta ,carroceria R$ 1.520,21


aberta,standard,cap acima
0,65ton, cab simples 2p
lat,min 1300cc,min.86cv;gps
localizador;ar condic.

▪ Destaques:
a) Definiu-se que a ata seria sem motorista e com manutenção preventiva
e corretiva incluída.
b) Locação por no máximo 32 meses.
c) A contratação será com veículos novos e entregues sempre abastecidos
em sua capacidade máxima.
d) Os veículos serão utilizados com quilometragem livre.

4.1.4. Câmara dos Deputados:


▪ Objeto: Locação de veículos automotores, sem motorista nem combustível, pelo
período de 12 (doze) meses, para o transporte rodoviário de deputados e servidores da
Câmara dos Deputados, em atividades parlamentares e administrativas, em
deslocamento no Distrito Federal e Entorno.
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▪ Fornecedora: Salute Locação e Empreendimentos LTDA.

Item Descrição do Quantidade Valor unitário Valor total


item mensal anual

2 Locação de 1 R$ 1.300,00 R$ 15.600,00


veículo sedan
(potência
mínima 95 cv)

▪ Destaques:
a) Após 2 (dois) anos de uso ou 50.000 (cinquenta mil) quilômetros
rodados, prevalecendo o que ocorrer primeiro, os veículos deverão ser
substituídos por outros veículos de mesmas características e
especificações, respeitada a correspondência ano/modelo, em relação ao
ano de troca.

b) Os veículos serão utilizados no regime de quilometragem livre.

c) Vigência de 1 ano.

4.1.5. Prefeitura Municipal de Belo Horizonte:


▪ Objeto: Prestação de serviço de transporte mediante locação de veículos, em caráter
não eventual, sem condutores, com fornecimento de combustíveis e manutenção
preventiva e corretiva.

▪ Fornecedora: Estrela Logística Eireli

Item Quantidade Descrição do Veículo Preço Unitário Preço Anual


de Veículos por carro por total
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mês

1 3 Veículo novo, modelo sedan R$ 2.101,74 R$ 75.662,64


médio;
04 portas; cor cinza ou prata;
bancos
encapados em couro sintético
automotivo na cor preta,
capacidade
para 05 ou mais pessoas;
dotados de
sistema de ar-condicionado,
direção
hidráulica ou elétrica, trio
elétrico;
cilindrada mínima 1.300.

2 4 Veículo novo, quilometragem de R$ 2.101,00 R$ 100.848,00


acordo com o item 1.4 do Anexo
I.
modelo hatch; 04 portas; bancos
encapados em couro sintético
automotivo na cor preta,
capacidade
para 04 ou mais pessoas;
cilindrada
mínima 1.300.

▪ Destaques:
a) Contrato 36 meses.

b) Assegurar que os veículos permaneçam à disposição do Contratante,


durante a vigência do contrato, em regime de tempo integral, ou seja, 24
(vinte e quatro) horas por dia nos 07 (sete) dias da semana, não podendo
ser utilizados para outros fins.
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c) No ato da implantação do contrato, todos os veículos deverão ser


novos, fabricados no ano da assinatura do contrato e ter quilometragem
máxima de 5.000 Km, podendo permanecer em atividade até atingirem o
limite de 36 (trinta e seis) meses contados da data de sua fabricação,
quando deverão ser substituídos por veículos também novos, fabricados
no ano da substituição e ter quilometragem máxima de 5.000 Km.

d) Caso ocorra excesso de quilometragem dos veículos, tal excesso não


poderá ser superior a quilometragem global da frota a contratada.

e) Os veículos mencionados neste termo (Hatch e Sedan) tem previsão de


quilometragem média de 4.000 km/mês e inclusão de combustível e
manutenção no contrato.

f) Os veículos mencionados neste termo (Hatch e Sedan) não tem previsão


de contratação de motorista no contrato.

4.2 Conclusões do ​Benchmarking

Dos modelos estudados, verifica-se que quatro de cinco órgãos analisados optaram
pelo contrato por veículo com quilometragem livre como forma de julgamento da melhor
proposta, enquanto o Ministério do Planejamento e Orçamento optou pelo pagamento por
quilômetro percorrido.

O quadro abaixo apresenta um resumo das informações identificadas no ​Benchmarking:​

Órgão Categoria Forma de Preço Troca Franquia Empresa


contrataçã do
o veículo
Governo do Estado do Rio de Janeiro
Secretaria de Estado da Casa Civil e Governança
Subsecretaria de Logística

Ministério de Serviço 2 Valor por 3,04 3 anos de 1.500 Km COOPERTRAN


Planejamento (Hatch) Quilômetro por Km uso
, Orçamento
e Gestão Utilitário 3 Valor por 6,18 3 anos de 1.500 Km COOPERTRAN
(Van) Quilômetro por Km uso

Governo do Serviço 1 Valor R$ 2 anos livre Stephany Iorrani


Estado do (Sedan) mensal por 6.822,9 ou Bueno de Souza -
Paraná veículo 1 120.000 EIRELI - ME
Km

Governo do Serviço 1 Valor R$ Não tem livre CS Brasil Frotas e


Estado de (Sedan) mensal por 1.602,3 Localiza Rent a
Minas Gerais veículo 0 Car

Serviço 2 Valor R$ Não tem livre CS Brasil Frotas e


(Hatch) mensal por 1.074,7 Localiza Rent a
veículo 1 Car

Utilitário 1 Valor R$ Não tem livre CS Brasil Frotas e


(minicargo mensal por 2.449,2 Localiza Rent a
) veículo 4 Car

Utilitário 3 Valor R$ Não tem livre CS Brasil Frotas e


(van) mensal por 4.354,8 Localiza Rent a
veículo 6 Car

Utilitário 4 Valor R$ Não tem livre CS Brasil Frotas e


(cabine mensal por 4.298,7 Localiza Rent a
dupla) veículo 0 Car

Utilitário Valor R$ Não tem livre CS Brasil Frotas e


5(cabine mensal por 1.520,2 Localiza Rent a
simples) veículo 1 Car

Câmara dos Serviço Valor R$ Não tem livre Salute Locação


Deputados (Sedan)1 mensal por 1.300,0 empreendimento
veículo 0 LTDA

Prefeitura de Serviço 1 Valor R$ Não tem livre Estrela E


Belo mensal por 2.101,7 Logística Eireli
Governo do Estado do Rio de Janeiro
Secretaria de Estado da Casa Civil e Governança
Subsecretaria de Logística

Horizonte veículo 4

Serviço 2 Valor R$ Não tem livre


mensal por 2.101,0 Estrela Logística
veículo 0 Eireli

Embora a maior parte dos órgãos pesquisados no ​Benchmarking não estabeleçam


franquias de utilização mensal por veículo, no Estado do Rio de Janeiro é possível mensurar a
quilometragem efetuada por cada veículo através do Sistema de Controle Total de Frota
(CTF). Desta forma, foi possível apurar as quilometragens mensais necessárias para cada
frota, o que justifica a adoção de franquias. Os estudos também mostram que a adoção de
franquias por parte do Modelo de Compras de Locação de Veículos, opção que foi discutida
com fornecedores durante as Audiências Públicas realizadas, poderia reduzir os valores gastos
pelo Governo do Estado e seus órgãos com a locação de veículos.

A determinação de franquias de quilometragem permitem que as locadoras conheçam a


estimativa de quantos quilômetros serão rodados pelos veículos disponibilizados e, assim,
possam programar as substituições e vendas após a utilização por parte dos órgãos
participantes, conferindo uma maior previsibilidade aos contratos e permitindo um
planejamento mais eficaz. Com essa maior previsibilidade para as contratadas, diminui-se
grande parte dos riscos de assimetria de informação, fornecendo um incentivo para que os
preços licitados sejam menores.

Para elaboração do valor de franquia e do seu funcionamento foram realizados estudos


sobre a frota do Estado do Rio de Janeiro conforme será explicitado ao longo deste Estudo
Técnico Preliminar e especificamente no tópico “4.6.3 - Franquia para locação de veículos”.
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4.3 Panorama do Mercado

Na pesquisa sobre o panorama do mercado na internet, observou-se que, ao buscar


soluções para o serviço de transporte de servidores, a Administração Pública em geral
costuma adotar ao menos três formas de contratação, são elas: locação de veículos, serviços
de táxi ou serviços de transporte remunerado privado de passageiros. Em ocasiões mais
específicas, quando o órgão público conta com estrutura de manutenção de veículos ou
quando a locação não se mostra uma opção viável - como no caso de forças de segurança,
onde o risco de deterioração dos veículos locados é enorme-, a opção da compra também é
observada.

O modelo atualmente adotado pela Administração Pública Estadual é o de locação de


veículo. O último caso, serviço de transporte remunerado privado individual, é atualmente
objeto de processo licitatório próprio, pelo que não cabem maiores análises acerca deste
mercado no presente estudo.

4.3.1 Fornecedores

Os principais fornecedores do Estado nos últimos anos foram a Velox Transportes e


Serviços LTDA, a Paris CAR 551 Comércio e Serviços Automotores LTDA, a Oeste
transporte e Locação de Veículos LTDA, Libex Serviços e Locações de Veículos LTDA, a
Companhia de Locações das Américas (Locamérica) e a Caxangá Veiculos SA. Além destas,
existem outras grandes empresas de terceirização de frota, como a Localiza e Movidas, que
costumam prestar serviços para os governos Estaduais, Municipais e Federal.

Existe uma diversa gama de prestadoras de serviço que trabalham neste ramo. As suas
características variam. As maiores, como possuem um mercado mais amplo, não dependem
de grandes contratos como os realizados com o Estado e tendem a oferecer seus serviços
somente em situações vantajosas para as mesmas.
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Por outro lado, a grande demanda e a possibilidade de assinar grandes contratos com
diversos órgãos e entidades, inclusive órgãos com capacidade de realizar pagamentos em dia,
contribui para gerar uma atratividade para o certame centralizado. Quando da realização das
audiências públicas (em 2017), apareceram duas empresas com maior capacidade de
fornecimento, sendo uma delas a Localiza, a maior empresa de locação de veículos da
América Latina, e a outra a JLS Transportes Internacionais SA., uma empresa de grande porte
no ramo de logística. As perspectivas para o certame são incertas e não há como determinar o
nível de competição que haverá durante a fase de lances ou quantos concorrentes vão
aparecer.

4.4. Audiência Pública

Foram realizadas duas Audiências Públicas para coletar as opiniões do representantes


do mercado. Na primeira reunião, em 10 de maio de 2017, após apresentado o objeto e
modelo de contratação, os seguinte assuntos foram tratados:

● Sugeriu-se a substituição do veículo imobilizado no prazo de até quatro horas, na


cidade do Rio de Janeiro, ou de até oito horas, nos demais municípios, tendo sido
solicitadas sugestões com base nas práticas usuais de mercado.
● Deverão ser disponibilizados pela contratada serviços de telemetria e relatórios de
manutenção preventiva e corretiva.
● O nível de serviço será avaliado mensalmente, com impacto na remuneração.
● O representante da empresa Localiza considerou razoáveis todos os requisitos
apresentados, assim como a sugestão para substituição de veículos imobilizados,
observando apenas que o prazo para a entrega dos veículos seria um pouco apertada
para a sua empresa e que o ajuste da remuneração pelo acordo de nível de serviços
impactaria o seu modo operacional de faturamento, requerendo ajustes internos.
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A segunda Audiência Pública foi realizada no dia 20 de junho de 2017, com o objetivo
de apreciar a proposta atualizada do modelo de compras com as últimas sugestões, de modo a
proceder à sua finalização. Como de hábito, apresentou-se primeiramente o objeto e a forma
de contratação e, em seguida, foi aberto espaço para a discussão, sendo levantadas as questões
abaixo descritas:

● Em relação ao período dos contratos, manteve-se o prazo originalmente proposto de


36 meses. No entanto, em reunião com as Secretarias de Estado houve sugestão para
que fosse acrescido dispositivo dando à administração o direito de rescindir
unilateralmente o contrato ao final de cada período de doze meses, caso a continuação
do contrato se mostrasse desvantajosa para administração com base em pesquisa de
preços por ela realizado.
● Indagados se esse dispositivo teria impacto negativo sobre os fornecedores e se
haveria reflexos no preço ofertado, os representantes do mercado relataram que seria
irrelevante.
● Sobre o estado dos veículos, foi sugerida a adoção de um prazo maior que 90.000 km
para troca de veículos considerados não usuais em razão do maior investimento inicial
necessário. A substituição de veículos em 24 horas para o município do Rio e Janeiro
e 48 horas para o restante do estado foi considerada viável para os veículos mais
usuais. Observou-se, porém, que no caso dos veículos não usuais, a substituição em
geral, que não pode ser feita em períodos curtos de tempo, somente é viável com a
formação de uma reserva técnica, o que aumenta o custo para locadora e se reflete no
preço do contrato.
● Adicionalmente, foi indicada como providência a franquia na quilometragem mensal,
situação em que o Estado pagaria pela quilometragem em excesso da franquia
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estabelecida, permitindo que a locadora possa se ressarcir da depreciação adicional


verificada nos veículos de utilização intensiva.

4.5. Características do Mercado e do Modelo

Conforme verificado na pesquisa de ​benchmarking e nas discussões do mercado, o


mercado de locação de veículos apresenta algumas peculiaridades e variações de acordo com
os diferentes modelos. Para fins deste estudo, são tratados os veículos de serviço, utilitários
tipo minicargo, van e pick up. Existe maior variedade e facilidade para aquisição dos veículos
de serviço por parte das locadoras. Já os veículos utilitários, além do maior valor para
aquisição por parte dos contratados, guardam certas especificidades, especialmente pelos altos
preços de aquisição e as manutenções mais custosas.

Após questionamentos ao mercado, realizados nas audiências públicas de 10/05/2017 e


21/06/2017, concluiu-se que, na maioria dos casos, os contratados comprariam veículos zero
quilômetro para locarem para o Estado e, após um determinado período ou quilometragem
rodada pelo veículo, este é devolvido para a contratada que revende o mesmo para amortizar o
valor da aquisição. Ou seja, seu lucro se dá pela fórmula: Valor de Aluguel + Valor de
Revenda – Valor de Compra = lucro. Esta lógica se repete não somente para os veículos de
pequeno porte, mas para os de grande e médio porte, desde carros “populares” até pick ups.
Entretanto, a diferença do valor de compra de veículos maiores ou mais complexos cria
empecilhos para a prestadora de serviços, fazendo com que haja a necessidade de um tipo
diferente de contrato para os veículos de maior porte.
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A diferença entre o contrato de veículos de “menor porte”, como Serviço 01, Serviço
02, Utilitário 01, Utilitário 02 e Utilitário 06 para os de maior porte, como Utilitário 03,
Utilitário 04 e Utilitário 05 se dará no período mínimo de amortização dos custos das
prestadoras de serviço.

Atendendo ao pedido dos órgãos do Estado do Rio de Janeiro em audiência pública


realizada no dia 30/05/2017, foi inserida uma “cláusula para rescisão automática em causa de
perda de vantajosidade no contrato”. Com esta cláusula, após 12 meses de contrato, caso os
valores da prestadora de serviços estejam mais altos que o preço de mercado, é possível
rescindi-lo e, então, realizar outro processo licitatório.

De acordo com os prestadores de serviço que participaram das audiências públicas, esta
cláusula não teria um grande impacto no custo da locação dos veículos de “menor porte”.
Entretanto, causaria impacto no valor veículos de maior porte, devido aos seus altos custos.
Sendo assim, foi recomendado que, nestes casos, a cláusula de rescisão automática passasse
de 12 para 18 meses, aumentando, portanto, o prazo de amortização de custos da aquisição
inicial. Este ponto de vista foi considerado coerente e recomenda-se que esta diferenciação
seja feita nos contratos dos veículos de “grande porte” supracitados.

Outro fator que deve ser analisado em relação à complexidade para aquisição dos
veículos é o prazo de entrega para estes veículos, tendo em vista que seus fabricantes têm um
fluxo de estoque e de produção mais lento. Em audiência pública realizada com
representantes do mercado, foi exposto que estes veículos podem demorar até 100 dias para
serem entregues quando proveniente de fábricas. Sendo assim, foi recomendado que no caso
destes veículos, o prazo de entrega inicial seja de até 120 dias. Quando se pensa na reposição
de veículos após avarias ou demais questões que impossibilitem o seu uso depois de entregues
para os órgãos do Estado, recomenda-se que todos os veículos contem com o mesmo prazo de
entrega, de 24h para a Região Metropolitana e 48h para o interior do Estado,dado que sempre
será necessária a utilização de carros reservas – independente do tipo do veículo.
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4.6. Discussões

Considerando as informações levantadas na avaliação de mercado e análises internas, os


próximos tópicos apresentam as discussões que se mostraram as mais relevantes.

4.6.1. Gestão de frota própria ​versus​ Locação

Quanto à escolha da solução a ser contratada, a orientação do TCU é a de não


ingerência, cabendo a cada órgão realizar estudos para definir a forma mais adequada para o
atendimento de suas demandas, especialmente considerando os custos com manutenção da
frota ​vis à vis os custos de contratos de locação. Resta clara a posição daquela Corte a partir
do voto do Ministro-relator, condutor do acórdão 120/2018, em trecho reproduzido abaixo:

“Não cabe ao TCU, no desempenho de sua missão


constitucional de controle externo, imiscuir-se no papel
do administrador público, sob pena de ingerência
indevida nas atividades das unidades jurisdicionadas.”

Destarte, trata-se de decisão discricionária do gestor, a quem é facultada a avaliação


da conveniência e a oportunidade da solução a ser adotada, desde que esta opção se encontre
legitimamente respaldada.
Atualmente, é menos habitual encontrar-se frotas públicas próprias, devido ao grande
número de encargos que oneram a manutenção de veículos. Contudo, não existe consenso
sobre qual seja a opção mais vantajosa. O que se observa, entretanto, é que os contratos de
locação de veículo têm sido largamente utilizados pela Administração Pública em geral e
aceitos pela Tribunal de Contas da União.
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Embora a aplicação dos veículos seja essencial para que os órgãos e entidades
concluam suas atividades-fim, esta se constitui-se como atividade-meio. Por esse motivo, não
se pode confundir a importância desses equipamentos para a concretização das suas atividades
com a finalidade precípua de cada órgão.
A gestão de frotas é a atividade associada à manutenção da disponibilidade dos
veículos. Uma vez disponibilizada uma frota, ela precisará ser gerenciada para continuar
disponível​ e isso implica nas seguintes atividades:

● Gestão da Manutenção, Reposição de Pneus e de Peças​. Provavelmente a mais


importante atividade associada à gestão de frotas, com quatro elementos importantes:
custos de mão de obra; custos de reposição de pneus e de peças; tempo de parada para
manutenção; e confiabilidade. Uma gestão da manutenção realizada de forma
equivocada não só trará perda de recursos públicos, como também poderá impactar
nas atividades dos órgãos. Nesse sentido, falhas nos processos de gestão da
manutenção põem em risco a percepção de qualidade da prestação do serviço público
e isso basta para explicitar que não se trata de mera gestão de custos, mas de atividade
de importância estratégica.

● Gestão da Documentação e dos Seguros. ​Envolve as atividades e os custos


relacionados à regularização dos documentos de cada veículo de uma frota. É,
teoricamente, mais simples e menos importante que a gestão da manutenção,
sobretudo do ponto de vista dos custos e da frequência com que a atividade demanda
atenção. Contudo, manter os impostos e a documentação em dia (CRLV, IPVA,
DPVAT etc.) é essencial para que o veículo possa operar em conformidade com as
normas de trânsito. A má gestão da documentação afetará a disponibilidade dos
veículos. No modelo de aquisição, o custo de todos os impostos, seguros e a gestão
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das atividades associadas à documentação ficam sob a responsabilidade do Estado, ao


passo que no de locação, estas atividades ficam sob a responsabilidade da locadora.

● Gestão dos Veículos Indisponíveis. ​Envolve as atividades e os custos relacionados à


indisponibilidade dos veículos, que causam prejuízo à organização de uma forma ou
de outra. Quando um veículo fica indisponível, seja por problema de manutenção,
sinistro ou problema de documentação, o gestor da frota terá que tomar uma decisão:
1) aceitar que o veículo está indisponível e descartá-lo das rotinas durante o período
em que estiver indisponível; com o consequente impacto dessa ausência de serviço
tanto para a população como para os cofres público 2) substituir o veículo por outro –
quando houver uma reserva – o que, também, acarreta em custos​. No modelo de
locação, é comum se exigir que a locadora fique responsável por substituir veículos
indisponíveis algumas horas após a comunicação.

● Gestão da Renovação da Frota​. Envolve a reposição de veículos inservíveis e


defasados por outros veículos em melhores condições. Esse é o principal elemento que
impacta os custos da operação de uma frota e é onde a expertise e a disponibilidade de
dados são essenciais para uma boa gestão. De acordo Bourahli, Montenegro e
Fernandes3 (2011, p.4): “nota-se que veículos novos possuem custos de manutenção
baixos e, à medida que vão envelhecendo com o uso, o crescimento desse tipo de
custo sobe cada vez mais acentuadamente”​. ​Não existe uma regra que se aplique a
todos os modelos de veículos e que permita um cálculo prévio para prever o momento
certo da reposição de um veículo, mas existem estudos que estimam que prazos entre
três e cinco anos e entre 60 mil e 100 mil quilômetros rodados são bons parâmetros4

3
​BOURAHLI, A.; MONTENEGRO, L. C. S.; FERNANDES, I. A. Determinação do momento adequado para substituição
de veículos em empresas com frota própria: estudo de caso no setor público. ​Revista de Administração, Contabilidade e
Economia da FUNDACE​, v. 2, n. 1, p. 1-14, 2011.
4
​https://revistaautoesporte.globo.com/Noticias/noticia/2015/12/descubra-se-e-hora-certa-para-trocar-seu-carro.html
​http://g1.globo.com/carros/oficina-do-g1/noticia/2013/11/veja-dicas-para-saber-hora-certa-de-vender-seu-carro.html
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para uso particular, mas isso não se altera tanto para uso profissional. Encontrar o
ponto econômico ótimo para a substituição dos veículos é um desafio complexo que
exige avaliações caso a caso e uma grande disponibilidade de dados para oferecer
suporte às análises.

Considerando que ao se adquirir um veículo, há que se ter em conta os custos com a


gestão dos seguros, documentações, depreciação e manutenção, elegeu-se a prática de locação
para o caso do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Esta modalidade de contratação oferece
vantagens do ponto de vista estratégico sobre a aquisição e manutenção de veículos próprios.

4.6.2. Modelo Híbrido de Contratação

Da análise do ​benchmarking o​ ra apresentado, verificou-se que embora exista a


possibilidade de aquisição de veículos para compor frota própria, são dois os modelos mais
praticados para o transporte de servidores na Administração Pública. Um deles, bastante
consolidado, é o de locação de veículos; o outro, que vem se apresentando como uma
tendência, é a implementação do serviço de transporte remunerado privado individual de
passageiros. Este último pode ocorrer de duas formas: (a) com substituição total da frota por
transporte por aplicativo ou (b) pela substituição parcial dos veículos, com a adoção de um
modelo misto entre carros próprios ou locados e os serviços de transporte individual.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da iniciativa do RJ Mobi –
atualmente em fase de contratação – optou pela substituição parcial da frota, adotando modelo
misto entre veículos locados e os serviços de transporte por aplicativo, com consequente
redução da frota alugada.

​https://blog.racon.com.br/meu-primeiro-carro/trocar-de-carro-como-saber-se-esse-e-o-momento-certo/
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Com o intuito de analisar estes modelos baseados na realidade da frota da Prefeitura de


5
São Paulo, estudo apresentado no CONSAD em 2017 comparou os custos dos diferentes
modais através do seguinte gráfico:

Conforme se extrai da figura acima, da comparação do Modelo A (Locação de Carro


Comum) com o Modelo C (Modelo da SP Negócios – com substituição total da frota por
Serviços de Transporte Privado), observa-se que tanto no serviço de locação de veículos,
quanto nos serviços de transporte privado, o custo mensal por veículo cresce de acordo com a
quilometragem efetivamente percorrida por ele.

A diferença entre tais modelos, contudo, se verifica a partir do momento em que os


veículos atingem o mesmo custo mensal, tendo percorrido a mesma quilometragem, momento
em que é possível determinar o ponto de equilíbrio entre os modelos (em destaque no
gráfico).

5
ABREU, J. M. e BATISTA, Y. C. ​Aplicativos de Celular para Transporte de Funcionários no Setor Público - Uma
Alternativa​. CONSAD. Brasília: 2017. Disponível em: http://consad.org.br/wp-content/uploads/2017/05/Painel-48_03.pdf.
Acesso em 16/01/2019.
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Como é possível observar, a partir do ponto de equilíbrio, o valor/km do automóvel


locado se estabiliza, apresentando pouca variação de custo mensal, enquanto que o custo dos
serviços de transporte privado permanece em crescimento conforme a quilometragem
percorrida.

Dessa forma, a partir do ponto de equilíbrio, no caso acima, fixado em


aproximadamente 2.500km, o Serviço de transporte remunerado privado individual de
passageiros se torna mais dispendioso em comparação ao veículo locado, razão pela qual
concluiu-se ser mais vantajoso um modelo híbrido, que consiga equilibrar os benefícios de
ambos os modelos.

Nesse sentido, foi o que concluiu o estudo supracitado:

“[...]
O modelo de transporte sob demanda é indiscutivelmente mais eficiente que os modelos
tradicionais de aquisição ou locação de veículos. ​Somente em casos muito excepcionais,
quando a quilometragem percorrida por cada veículo, com um passageiro embarcado,
for superior a 2 mil quilômetros por mês, a aquisição ou locação será preferível​.” (grifo
nosso)

Corrobora esse entendimento conclusão exarada pela Controladoria-Geral da União –


6
CGU em Relatório de Avaliação do setor de transportes, publicado no ano de 2016 :

“Cumpre destacar que ​essas conclusões quanto à vantajosidade das contratações de


serviços de táxi se aplicam prioritariamente à demanda por deslocamentos urbanos, ​não
necessariamente se mostrando vantajoso, por exemplo, em órgão e entidades que
realizem constantemente percursos ou viagens de grandes distâncias​, principalmente pelo
fato de que trajetos intermunicipais são cobrados como bandeira 2.

[...]

6
CGU. ​Relatório de Avaliação por Área de Gestão nº 6 ​- Serviço de Transporte de Servidores dos Órgãos Integrantes
do Sistema de Serviços Gerais​. Pág. 38. Brasília: Abril/2016. Disponível em
https://auditoria.cgu.gov.br/download/3730.pdf . Acesso em 16/01/2019.
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Ressalta-se, entretanto, que a possível economicidade apresentada das contratações de táxi em


relação à utilização do modelo de locação de veículos com motorista para deslocamento de
servidores a serviço deve ser analisada com parcimônia, visto que um aumento em grande
escala desse tipo de contratação pode impactar a demanda por táxis nas cidades onde se presta
o serviço e, consequentemente, impactar na qualidade do serviço e até mesmo elevar as tarifas.

Acrescenta-se que estudos mais aprofundados sobre as vantagens e desvantagens desses


dois modelos ​podem analisar também a viabilidade de se instituir a adoção de um regime
híbrido, com a contratação de locação de veículos com motorista em quantitativos
mínimos e, quando necessário, por exemplo, em horários de pico, seja utilizado o serviço
de táxi, suprindo essas demandas pontuais​.” (grifo nosso)

Considerando o estudo supramencionado e aplicando o modelo híbrido aos dados


obtidos da atual frota pertencente ao Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro, foram
simuladas hipóteses de adoção deste modelo a partir de um cenário Pessimista, com preços
mais altos, e Otimista, com valores mais baixos.

No presente caso, os cenários “Pessimista” e “Otimista” de Locação de veículos,


consideraram os seguintes dados, obtidos pela pesquisa de mercado:

Otimista ​Pessimista
- Motorista: R$ 2.800/mês - Motorista: R$ 3.500/mês
- Veículos: R$ 1.301/mês - Veículos: R$ 1.627/mês
- Combustível: R$ 0,491/km - Combustível: R$ 0,491/km

Já para os Serviços de transporte remunerado privado individual de passageiros  


Transporte Remunerado Privado Individual de Servidores (“TaxiGov”), foram
considerados os seguintes parâmetros, a partir de dados extraídos do ​benchmarking (​ item 4):

- ​Otimista​: Quilômetro rodado: R$ 2,45


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- ​Pessimista​: Quilômetro rodado: R$ 3,00

Levando-se em conta os dados acima e considerando a atual frota estadual, de 548


veículos locados, na hipótese de adoção do modelo híbrido, seria possível obter quatro
resultados distintos. São eles:

A partir da análise dos quadros acima, verifica-se que todas as hipóteses de aplicação do
modelo híbrido resultam em uma considerável redução no custo anual com transporte de
servidores em relação ao modelo atualmente utilizado pelo estado, de locação de veículos.
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Por essa razão, não há dúvidas da vantajosidade na adoção do modelo híbrido para
realizar o transporte de servidores, haja vista que mesmo na hipótese de um cenário
totalmente pessimista, isto é, com a locação de veículos e “Táxi Gov” com preços mais altos,
o modelo híbrido se mostra economicamente mais vantajoso.

Assim, das hipóteses obtidas, observa-se que a que permite maior redução na atual frota
locada do Estado e, consequentemente, maior economia, é a que apresenta o serviço de
transporte privado com valor otimista e a locação de veículos em cenário pessimista, o qual,
inclusive, é o cenário que melhor reflete a realidade do mercado de locação de veículos. Logo,
este será o parâmetro para a futura contratação ​tanto de serviço privado de transporte
individual quanto de locação de veículos.

Após verificação, para cada órgão, da média de quilometragem praticada pelos veículos
atualmente locados, bem como consulta sobre a forma com que estes são empregados,
observou-se alguns casos em que a solução RJ Mobi não se mostrava viável ou mesmo
vantajosa, abrindo espaço para que a necessidade de rodagens mais intensas sejam supridas
por meio da locação de veículos.

4.6.3 Franquia para Locação de Veículos

Foi realizada uma análise do consumo de combustível dos órgãos do Estado a fim de
conceber um número razoável para a franquia a ser estabelecida. O estudo utilizou como fonte
o sistema que faz o controle dos gastos de combustíveis dos veículos do Estado, o CTF.

Esses valores foram escolhidos de acordo com o gasto médio dos veículos auferidos
que rodaram mais de 2.000 km no mês de junho de 2017 e utilizam gasolina somente para os
veículos do tipo Serviço 01 e Serviço 02.
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Sabe-se quanto um carro abasteceu no mês, porém não se sabe qual a distância exata
que ele percorreu nesse período. Sendo assim, foi necessário inserir um valor de Km/L padrão
para descobrir a quilometragem rodada, em média, pelos veículos das frotas do Estado. Foram
feitas 3 estimativas: com 10 Km/L, 11 Km/L e 12 Km/L.

A média mais próxima da realidade com um consumo satisfatório dos veículos é de 11


Km/L. A de 10 Km/L é com um consumo abaixo do esperado, considerado ruim, apesar de
recorrente em muitos veículos. A de 12 km/L seria de uma situação acima do esperado frente
a atual frota e com pequenas chances de ser alcançada.

Após a análise dos dados, percebeu-se que poucos são os órgãos que ultrapassam ou
se aproximaram a barreira dos 3.500 km mensais. Considerando que está em curso a
contratação de serviço de transporte remunerado privado individual, propõe-se que o teto da
franquia seja de 3.650 km mensais, buscando equilibrar as necessidades dos órgãos de grande
porte e os órgãos de menor porte. Vale destacar que veículos administrativos com rodagens
inferiores a 2.600 km mensais serão substituídos pelo uso do RJ Mobi.

4.7. Conclusões da Avaliação de Mercado

Com o fito de avaliar as opções de mercado disponíveis para os requisitos mínimos


delineados, esta equipe técnica chegou às seguintes conclusões e considerações.
Em primeiro lugar, cumpre justificar a ​escolha pelo modelo de locação​. No custo da

locação está incluído, além do uso do veículo a gestão da manutenção, as peças de reposição,
pneus, seguros, impostos, gestão da documentação, veículos substitutos, prazos e parâmetros
para substituição definitiva do veículo e, na maioria dos casos, o serviço de telemetria (o que
é recomendável). A aquisição do veículo contempla apenas o custo da compra do veículo a
ser utilizado, sendo os outros custos citados anteriormente responsabilidade do Estado.
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Considerando o mister de cada órgão do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro,


observou-que, além de haver situações em que não será possível compatibilizar as
atividades-fim com o uso de RJ Mobi, a partir de uma rodagem superior a 2.600 km mensais,
mostra-se mais vantajosa a utilização de veículos locados.
Portanto, é importante o ​modelo híbrido para os casos em que o transporte por
aplicativo não seja viável (áreas de difícil acesso; locais onde o sinal de internet é fraco ou
inexistente; deslocamento para o interior do Estado, onde não exista o serviço) ou
inconveniente (deslocamento de grande número de servidores; transporte de ferramentas de
trabalho; uso para fiscalização; bem como em caso de apreensão de materiais).
O mercado de ​caminhões e utilitários de grande porte apresenta características
distintas, as quais podem encarecer muito a solução de locação caso seja adotado o mesmo
modelo que será utilizado para veículos de serviço. Portanto, não serão objeto desta
contratação.
No que tange à ​forma de contratação​, além da necessária centralização, é
recomendável que o modelo do Registro de Preços seja dividido por itens. Cada item, atrelado
a uma categoria de veículo (Serviço 01; Serviço 02; Utilitário 01; Utilitário 02; Utilitário 03;
Utilitário 04; Utilitário 05), poderá ter um vencedor diferente, visando uma melhor
negociação por parte do Estado com estímulo à competitividade.
Sobre as ​especificações, é importante salientar que será considerada a eficiência no
consumo de combustível, permitindo que o Estado busque os veículos mais eficientes sem
limitar a concorrência ou a qualidade do serviço. Para a definição desses parâmetros, foi
utilizada como referência o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do
INMETRO. Nas categorias Médio e Compactos ou Subcompactos (Serviço 01 e Serviço 02)
foi definido o patamar de consumo de pelo menos 11 km/litro. Para os demais categorias, este
critério não foi incluído na especificação porque as opções de veículos estão espalhados entre
os diversos patamares de consumo, o que poderia direcionar a aquisição para poucos modelos.
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Em que pese a complicada ​situação financeira pela qual passa o Estado, entende-se
que haverá interesse de empresas maiores em participar do certame, haja vista as
possibilidades de ganho de escala e de geração de fluxo de caixa.
Adicionamos a isso o fato de que não é só o Estado que passa por uma crise, portanto
o registro de preços poderá ser visto como uma ​oportunidade de negócio para empresas que
estejam assistindo a uma diminuição no ritmo de contratos. Portanto, é ambiente propício à
inclusão da “cláusula para rescisão automática em caso de perda de vantajosidade por perda
de economicidade no contrato”. Isso permitirá uma maior flexibilidade ao Estado para
conseguir contratos mais vantajosos no futuro, em contexto melhor que o atual, com a
sinalização de representantes do mercado de que o preço a ser ofertado não será afetado.

A partir do que foi debatido nas ​Audiências Públicas​, definiu-se:

a) Prazo de 36 meses, com opção de rescisão unilateral ao fim de 12


meses, o que não teria impacto sobre o preço.
b) Limite maior do que 90.000 km para troca de veículos considerados
não usuais em razão do maior investimento inicial necessário para este
tipo de veículo. Necessidade de reserva técnica para substituição, o que
também aumenta o custo para a locadora.
c) Franquia na quilometragem mensal, pelo qual o Estado pagaria pela
quilometragem em excesso da franquia estabelecida, para compensar a
depreciação no uso mais intenso de alguns veículos.

Conclui-se que o ​mercado de locação de veículos está numa situação pior do que
aquela vista em 2013 e 2014. O cenário atual exigirá um Termo de Referência com maior
atenção aos pontos que poderão gerar custos para a operação do futuro contratado. Por outro
lado, entende-se que só com uma aquisição centralizada, na qual o Estado contará com maior
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poder de barganha e com possibilidade de ganhos de escala para o futuro contratante, é que se
poderá atrair empresas maiores e mais competitivas.

Portanto, os indícios levantados durante a avaliação de mercado apontam para um


modelo de “contratação de empresa especializada na prestação de serviços de locação de
veículos, a ser licitado por Menor Preço por Quilômetro”, com as seguintes especificidades:

a) Os veículos fornecidos deverão ser zero quilômetro, e ser substituídos quando


atingirem 90.000 km rodados, ou em quilometragem inferior, a critério da
Contratada, mas sempre sem ônus para o Contratante e desde que este
concorde expressamente.
b) O modelo ideal para locação é o de 3.650 quilômetros para os veículos de
serviço tipo Serviço 01 e Serviço 02, enquanto os demais modelos não
utilizarão o serviço de franquia. Essa franquia tende a trazer uma redução dos
valores ao dar mais previsibilidade ao contratado, facilitando o planejamento a
longo prazo e tornando o certame mais competitivo.
c) Será necessário um planejamento da rodagem por parte de todos os órgãos
visando não ultrapassar o limite da franquia e garantindo a contingência de
receita que este novo tipo de contratação causará.

O modelo encontrado tem potencial para ser ​eficaz​, uma vez que atende os requisitos
mínimos observados da experiência com os contratos para locação de veículos. Tem potencial
para ser ​eficiente​, uma vez que amplia a competitividade, o que pode resultar em preços
melhores para a administração.

Outrossim, proporciona uma maior eficiência na medida em que, ao desonerar os órgãos


das atividades concernentes à gestão de frota, pode-se direcionar maior foco na atividade-fim.
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Desta forma, aumenta-se a possibilidade da entrega de um serviço de melhor qualidade para a


população.

Por fim, todos os indícios apontam para uma solução ​efetiva que permitirá à
Administração Pública estadual transportar seus servidores com celeridade, flexibilidade e
com preços vantajosos, possibilitando a adoção das melhores práticas de gestão de frota.

5. Análise de Viabilidade da Centralização

Encerradas as considerações sobre o modelo de contratação mais adequado, cumpre


avaliar se existe potencial para a centralização do procedimento licitatório gerar benefícios. O
objetivo é garantir que o objeto a ser licitado seja compatível com o que o mercado oferece,
reduzindo a customização das soluções, que tendem a ser caras e pouco eficientes, e que seja
7
possível extrair o máximo do mercado pelas seguintes perspectivas :

▪ Aumento do Poder de Barganha que se verifica quando o comprador consegue


utilizar sua capacidade de negociação para obter ofertas melhores junto ao
mercado. No caso do Estado, isso se verifica quando, por exemplo, há grande
competição nos Pregões Eletrônicos. Aumentar o poder de barganha significa
estimular a competição nos certames e isso pode trazer benefícios significativos
em termos de preço e qualidade dos produtos e serviços adquiridos.

▪ Obtenção de Economias de Escala que ocorrem quando uma empresa consegue


fechar a venda, ou uma promessa de venda, numa quantidade significativa que
garanta uma remuneração maior, mas com a mesma base de custos fixos. Quando

7
​Modelo de avaliação de compras centralizadas baseado nos estudos apresentados em: ​Albano, G. & Sparro, M. (2010)​.
Flexible Strategies for Centralized Public Procurement. Review of Economics and Institutions, V. 1, N.2, pp 01-32.
Jovanovic, P. & Benkovic, S. ​(2012). Improvements in Organizing Public Procurement at the Local Self-Government Level
in Serbia. Management Journal for Theory and Practice Management. Doi: 10.7595/management.fon.2012.0025. ​Brezovnik,
B., Oplotnik, Z. J. & Vojinovic, B. (2015)​. (De)Centralization of Public Procurement at the Local Level in the EU.
Transylvanian Review of Administrative Sciences, N. 46, pp 37-52.
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isso ocorre, uma empresa consegue vender a preços menores, pois a relação
receita vs. custos fica mais positiva, i.e., consegue atingir um mesmo percentual
de lucro com vendas a um preço menor. Nesse sentido, ao ofertar uma
oportunidade de vendas maiores, a centralização pode incentivar as empresas a
venderem por um preço inferior aos preços homologados nas compras
descentralizadas.

▪ Redução dos Custos de Transação que se verifica quando atividades paralelas


que possuem um objetivo semelhante são racionalizadas e executadas por um
único grupo especializado. Essa racionalização permite que as pessoas tenham
tempo para desempenhar outras atividades e reduz diretamente os custos com
pessoal, suprimentos, e energia, relacionados com a aquisição tanto do lado dos
compradores públicos quanto do lado das empresas licitantes.

Enxerga-se potencial para a obtenção de grandes benefícios nas três perspectivas


supracitadas em decorrência da centralização do objeto em tela.
Pela perspectiva da ​redução de custos de transação​, verifica-se uma garantia de
benefício, uma vez que todos os órgãos da administração estadual necessitam transportar
servidores diariamente com os mais variados propósitos e descentralizar a licitação
significaria replicar os custos de processamento das licitações em todos esses órgãos.
Quanto às ​economias de escala​, também se verifica potencial de obtenção de
benefícios, uma vez que não se vislumbra grandes impactos em termos de custos variáveis
para os licitantes com o aumento da escala da contratação.
Uma licitação individualizada e com demanda menor exigirá as mesmas atividades que
as da licitação centralizada, independente da escala de operação dos órgãos. Sendo assim, o
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aumento da escala poderá gerar uma percepção positiva dos licitantes em termos de aumento
de margem de receita contra um aumento de custos variáveis praticamente imperceptível.
Em relação ao ​aumento de poder de barganha​, ao centralizar a licitação, como há
garantia de redução de custos de transação e potencial para ganhos de escala, reforça-se o
potencial para aumento do poder de barganha.
Não enxergamos a possibilidade, ​a priori,​ de um licitante mais forte dominar o pregão
e, com isso, gerar um desincentivo à participação neste e em futuros pregões de locação de
veículos.
A Locamérica, vencedora da maior parte dos itens da última aquisição centralizada
realizada pela antiga SEPLAG, manifestou, reiteradamente, que não possui interesse em
participar de futuras contratações com o Estado. Portanto, não há sentido em criar cláusulas
que restrinjam a homologação de vários itens a um mesmo licitante, pois não se enxerga
ameaças objetivas e imediatas para o poder de barganha do Estado em licitações futuras.
Observada uma aderência completa do objeto aos três critérios de avaliação de
centralização, conclui-se que esta é viável, oportuna e conveniente para o governo.
Considerando as vantagens da contratação de serviço de transporte privado individual de
servidores, a locação de veículos seria uma complementação, para possibilitar maior
eficiência e contemplar casos em que não seja possível a solução de transporte via aplicativo​.
O instrumento de centralização será o registro de preços, por ser a solução administrativa
mais adequada ao caso, centralizando o processo de compra e licitação e descentralizando a
parte administrativa gestão e execução dos contratos.

Rio de Janeiro, 16 de maio de 2019.

Mario Tinoco da Silva Filho


Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental
ID 5007747-3
Governo do Estado do Rio de Janeiro
Secretaria de Estado da Casa Civil e Governança
Subsecretaria de Logística

[1]​https://oglobo.globo.com/rio/bairros/batalhao-de-niteroi-tem-quase-metade-dos-veiculos-parados-por-proble
mas-mecanicos-21749975

[2]​https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/crise-financeira-deixa-quase-metade-da-frota-de-veiculos-da-pm-p
arada-no-rj.ghtml

[3]​https://www.opovo.com.br/jornal/cotidiano/2017/07/governo-alugara-viaturas-para-substituir-frota-em-manut
encao.html

[4]​http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,sem-carros-novos-ha-2-anos-policiais-de-sp-tem-de-fazer-patru
lhamento-a-pe,70001834879

[5]​http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/12/falta-de-manutencao-deixa-quase-metade-da-frota-da-pm
-do-df-parada.html