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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas Departamento de Ciências da Computação Curso de Sistemas de Informação

Amanda Ramos de Souza

UTILIZAÇÃO DE CMS PARA O PORTAL ACADÊMICO DO CCET/UNIMONTES:

Estudo, Adaptação e Implantação

Montes Claros - MG Junho / 2009

Amanda Ramos de Souza

UTILIZAÇÃO DE CMS PARA O PORTAL ACADÊMICO DO CCET/UNIMONTES:

Estudo, Adaptação e Implantação

Monografia apresentada ao curso de Sistemas de Informação, da Universidade Estadual de Montes Claros como exigência para obtenção do grau de Bacharel em Sistemas de Informação.

Orientadora: Profª MSc. Patrícia Takaki Neves Co-Orientador: Profº. Eduardo Diniz Amaral

Montes Claros - MG Junho / 2009

Amanda Ramos de Souza

UTILIZAÇÃO DE CMS PARA O PORTAL ACADÊMICO DO CCET/UNIMONTES:

Estudo, Adaptação e Implantação

Monografia apresentada ao curso de Sistemas de Informação, da Universidade Estadual de Montes Claros como exigência para obtenção do grau de Bacharel em Sistemas de Informação.

Orientadora: Profª MSc. Patrícia Takaki Neves Co-Orientador: Profº. Eduardo Diniz Amaral

Membros:

Profa. Patrícia Takaki Neves

Prof. Frederico Bida de Oliveira

Prof. Eduardo Diniz Amaral

Montes Claros - MG Junho / 2009

Resumo

A necessidade de produção e consumo de informações em meio digital por pessoas e

organizações tem crescido consideravelmente nas últimas décadas. Em ambientes

acadêmicos, os processos que geram os fluxos de informações são constantes e intensos. Neste contexto surgem os CMS (Content Manangement Systems) ou Sistemas Gerenciadores

de Conteúdo, que são uma aplicação web destinada a auxiliar os usuários a administrar,

colaborativamente ou não, o conteúdo em um portal de forma rápida e simples. O presente trabalho avaliou quatro diferentes CMS’s, escolheu um que melhor se adaptasse aos requisitos priorizados para o portal do CCET da Unimontes e o implantou de maneira integrada aos sistemas WebAluno e SGD. Tal integração foi realizada com intuito de automatizar atualizações, evitar redundância de dados e disponibilizar informações consistentes. Para tanto, o desenvolvimento e configuração de recursos de interface entre sistemas, denominados middlewares, se fez necessário tendo sido avaliadas diferentes possibilidades de implementação de tal funcionalidade. Através da utilização da extensão Jumi do CMS Joomla e das bibliotecas PHP_MSSQL e PHP_MySQL do PHP, foi possível consultar informações contidas nos bancos de dados WebAluno e SGD. Foram realizados testes com sucesso para recuperação de informações de alunos, professores e cursos. Tais testes comprovam a possibilidade de integração entre o novo portal do CCET com os sistemas WebAluno e SGD, como proposto, e sinaliza outras possibilidades de customização e melhorias contínuas para o portal.

Palavras-chave:

CCET/Unimontes.

Gerenciamento

de

Conteúdo,

CMS,

Joomla,

Middleware,

Portal

Abstract

The need for production and consumption of information in the digital environment by people and organizations has grown considerably in recent decades. In academic environments, the processes that generate the flow of information is constant and intense. In this context are the CMS (Content Manangement Systems) which is a web application designed to help users manage, collaboratively or not, the content in a portal to quickly and easily. This study evaluated four different CMS's, chose one that best suited the requirements prioritized for the portal of the CCET and Unimontes implemented in an integrated systems WebAluno and SGD. This integration was made in order to automate updates, avoid redundancy of data and provide consistent information. Thus, the development of resources and configuration of interface between systems, called middlewares, was necessary and was assessed various possibilities for implementing such functionality. Using the Jumi extension of Joomla CMS and libraries PHP_MSSQL and PHP_MySQL of PHP, it was possible to consult information in the databases WebAluno and SGD. Tests were performed successfully for the recovery of information from students, teachers and courses. These tests confirm the possibility of integrating the new website of the CCET and SGD WebAluno systems, as proposed, and indicates other possibilities for customization and continuous improvement to the portal.

Key-words: Content Management, CMS, Joomla, Middleware,CCET/Unimontes portal.

Lista de Figuras

Figura 1: Comparativo dos acessos aos CMS’s (GOOGLE,

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Figura 2: Hierarquia do atual portal do CCET

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Figura 3: Interface principal do atual portal do CCET

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Figura 4: Interface do administrador do portal do CCET em inserir novo professor na intranet

 

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Figura 5: Integração do Joomla com os sistemas legados WebAluno e SGD

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Figura 6: Hierarquia dos conteúdos no

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Figura 7: Interface do

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Figura 8: Interface alguns sites desenvolvidos no Joomla pela

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Figura 10: Protótipo do novo portal do CCET desenvolvido em

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Figura 9: Etapas da integração do Joomla com os sistemas legados

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Lista de Tabelas

Tabela 1: Estatística do acesso à internet domiciliar no Brasil (IBOPE,

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Tabela 2 - Comparativo das funcionalidades dos CMS’s

27

Tabela 3 – Websites e portais de Minas Gerais que utilizam o Joomla

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Tabela 4 – Instalações Joomla e respectivos endereços para os portais da Unimontes

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

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2. SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO – CMS

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2.1 Gestão de conteúdo

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2.2 Benefícios do uso de CMS

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2.2.1 Modularização

17

2.2.2 Usabilidade

17

2.2.3 Padronização

18

2.2.4 Escalabilidade

19

2.2.5 Manutenabilidade

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3. ESTUDO E COMPARATIVO DE QUATRO CMS’S DE SOFTWARE LIVRE

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3.1 Drupal

21

3.2 Joomla

22

3.3 Made Simple

23

3.4 Plone

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3.5 Comparativo entre os CMS’s

25

3.6 Escolha de um CMS

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4. INTEGRAÇÃO DO NOVO PORTAL AOS SISTEMAS LEGADOS

30

4.1 O ambiente informacional da Universidade

30

4.2 Justificativas e benefícios da integração

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4.3 Utilização de middlewares

34

5. INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO

36

5.1

Visão geral do Joomla

36

5.1.1

Requisitos de software do Joomla

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5.2 Diretrizes da GTI/Unimontes

39

5.3 Implantação do Joomla

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5.4 Etapas e Implantação da Integração

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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

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REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1. INTRODUÇÃO

A necessidade de produção e consumo de informações em meio digital por pessoas e organizações tem crescido consideravelmente nas últimas décadas. Em ambientes acadêmicos, os processos que geram os fluxos de informações são constantes e intensos. Tal fato pode ser verificado nos portais das diversas Instituições de Ensino Superior e nos Centros de Pesquisa no Brasil e no mundo. A popularização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) tem papel fundamental nestes ambientes informacionais e pode ser considerada uma das principais causas desta realidade (ADIERS, 2007). Como a quantidade de informações digitais disponibilizadas nos sites cresce constantemente, cresce também a necessidade de sites para os diversos setores e órgãos de uma instituição. Assim, faz-se necessário que tais sites estejam disponíveis a partir de um mesmo ponto central de onde todos os demais sites da Instituição possam ser acessados, caracterizando assim a principal funcionalidade de um portal. Em meio aos inúmeros portais disponíveis hoje na Internet, distinguem-se dois principais tipos de páginas que os compõem: as páginas “estáticas” e as páginas “dinâmicas”. As páginas estáticas, em oposição às dinâmicas, necessitam que desenvolvedores web programem cada página do site, e qualquer mudança necessária será realizada pelos mesmos. Em contrapartida, as páginas dinâmicas, embora também sejam construídas por desenvolvedores web, podem ser mantidas diretamente pelo usuário-cliente (LORENZONI, 2006), que não precisa ter conhecimento de programação. Esta mesma classificação se aplica a sites e portais da internet. Neste contexto, surgem os CMS (Content Manangement Systems) ou Sistemas Gerenciadores de Conteúdo, que podem ser definidos como uma aplicação web destinada a auxiliar os usuários a administrar, colaborativamente ou não, o conteúdo em um site de forma rápida e simples (ADIERS, 2007). Por esta característica, um site desenvolvido com a utilização de um CMS é considerado um site dinâmico posto que possibilita a facilidade na administração dos conteúdos, que se encontram armazenados em banco de dados. Assim, o usuário que administra o conteúdo utilizará uma interface amigável que abstrai os detalhes de implementação e não precisará conhecer de linguagens de programação. Os entraves decorrentes da utilização de páginas estáticas no âmbito da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) impactam a comunicação interna e externa entre pessoas e setores que necessitam de informações relevantes à efetividade da

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atuação da Universidade. Minimizar a dificuldade de manter as informações atualizadas, e de forma consistente, foi um dos principais objetivos da utilização de CMS para o portal. Segundo Moratelli (2002), um sólido gerenciamento de conteúdo precisa ser customizável para atender às necessidades específicas de uma organização e coexistir com os sistemas legados. Idealmente, um CMS precisa se integrar totalmente com a infra-estrutura de informação existente. Os usuários devem poder utilizar o sistema de gerenciamento de conteúdo, e seus sistemas legados, como se fosse um único e grande sistema, adaptado para suas necessidades. Por este motivo, objetivou-se neste estudo a integração do CMS do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET) aos sistemas acadêmicos atualmente utilizados no âmbito da Universidade, sendo eles: o Sistema de Acompanhamento Acadêmico On-line (WebAluno) e o Sistema de Gestão Docente (SGD). A necessidade de integrar o portal web com os sistemas de informação da Universidade visa evitar redundância de dados e a necessidade de trabalhar com informações consistentes. Tal integração possibilitará também que os dados presentes no portal do CCET sejam atualizados de forma automatizada, o que evitará inconsistência e desatualização dos dados no portal, além de dispensar a alocação de pessoas para inserção de tais informações já armazenadas em outros sistemas. Para tanto, o desenvolvimento e configuração de recursos de interface entre sistemas, denominados middlewares, se fez necessário tendo sido avaliadas diferentes possibilidades de implementação de tal funcionalidade. Em linhas gerais o presente trabalho avaliou quatro diferentes CMS’s, escolheu um que melhor se adaptasse aos requisitos priorizados para o portal do CCET da Unimontes e o implantou de maneira integrada aos sistemas WebAluno e SGD. Para tanto, foram realizados estudos dos sistemas WebAluno e SGD, seus bancos de dados e regras de negócios para a definição da integração desses sistemas com o portal. O objetivo primeiro foi o de possibilitar que o portal consulte, nos sistemas acadêmicos, informações dos alunos como contatos, matrículas em períodos e disciplinas, e informações dos professores como contatos e designações nos diferentes cursos. Essas consultas serão realizadas em tempo real, uma vez que alterações em matrículas de acadêmicos e quadro de docentes estão em constante modificação. Com o desenvolvimento de tais middlewares foi possível consultar os dados referentes aos acadêmicos de cada período de cada curso do centro, consultar os dados referentes às alocações de docentes às disciplinas oferecidas nos cursos, e consultar os dados

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referente aos cursos, como grade curricular por meio de uma interface com o WebAluno e o SGD.

Vale ressaltar que, muito embora o projeto envolva os sistemas WebAluno e SGD da Unimontes, não foi realizada ou programada nenhuma funcionalidade que pudesse

interferir no funcionamento dos mesmos ou ainda na alteração de qualquer dado armazenado. Os middlewares desenvolvidos consistiram única e exclusivamente de consultas sobre os respectivos bancos de dados. Afora os requisitos funcionais descritos, a utilização de um CMS integrado aos sistemas acadêmicos viabilizará o atendimento aos seguintes requisitos não funcionais:

padronização, escalabilidade, manutenabilidade, tempestividade e segurança dos dados.

A padronização em um CMS é possibilitada de duas maneiras: visual e estrutural.

A padronização visual ocorre através do uso de templates, o qual provê um molde único, ou

layout, para visualização das páginas. A padronização estrutural ocorre com centralização, e conseqüente não replicação, de códigos.

A escalabilidade do portal pode ser verificada quando este pode ser modificado,

por meio de inclusões, alterações e exclusões de funcionalidades, sem prejuízo aos demais

conteúdos. Aliada à padronização e à escalabilidade, a manutenção do portal será facilitada tanto visual quanto estruturalmente.

A descentralização da administração dos conteúdos viabiliza a tempestividade das

atualizações do portal posto que permite que a inserção, atualização e exclusão dos conteúdos do portal sejam realizadas por profissionais dos próprios setores interessados por meio de interfaces restritas.

A segurança dos dados administrados por um CMS é mantida quando somente

usuários com permissões específicas podem realizar determinadas modificações sobre o conteúdo disponibilizado pelo portal. Ademais, todas as modificações são controladas. O atual portal do CCET da Unimontes foi desenvolvido no ano de 2005 e projetado de modo que a administração de parte considerável de seu conteúdo fosse centralizada em um usuário, que era o próprio desenvolvedor web do portal. Com isso, é necessário inserir manualmente as informações contidas no portal, ora com a programação de código HTML e PHP, ora através do usuário administrador da intraweb que possibilita cadastrar alunos, professores, notícias, eventos, disciplinas e vinculação dos professores às disciplinas.

Recentemente, no portal do CCET foram programados novos usuários com perfis específicos, para coordenadores de curso e para chefes de departamento, a fim de atender às

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necessidades imediatas de disponibilização de conteúdos no CCET. Todavia, a programação dos recursos necessários às demandas destes dois perfis acarretou mudanças muito significativas ao portal que teve sua base de dados, além de códigos em linguagens de programação, modificados. Atualmente ainda há certa dificuldade em manter as informações no atual portal do CCET atualizadas e consistentes, mesmo com as implementações adicionais desenvolvidas no ano de 2008 pela acadêmica autora desta monografia. Outra dificuldade na manutenção do atual portal do CCET é a inserção de uma funcionalidade que seria comum a todos os cursos ou a alteração da estrutura do site de um departamento, modificando seu layout, por exemplo. Para isso é necessária a replicação manual dessa alteração aos sites dos demais cursos e/ou departamentos do centro. É possível perceber que a replicação de códigos provocou restrições de padronização, escalabilidade e de manutenabilidade. Assim a utilização de um CMS, além de concretizar as vantagens funcionais citadas, reforçará a qualidade e a confiabilidade dos chamados softwares livres, uma vez que serão preferidas as soluções que utilizem bancos de dados, frameworks e plataformas que se enquadrem nessa categoria. A difusão e o incentivo às tecnologias de software livre e de open source podem ser percebidos nos mais diferentes ambientes organizacionais. Nas universidades, a filosofia do conhecimento livre e do amplo acesso às tecnologias desenvolvidas, deve ser sobremaneira empregada e disseminada. No decorrer do desenvolvimento desta monografia, os sistemas utilizados, incluindo os CMS’s, são de código aberto, uma vez que o acesso à documentação de softwares livres é relativamente facilitada em relação às soluções proprietárias. Ademais, seu licenciamento é gratuito e ao usuário é permitido a modificação dos códigos de modo a adequar o software às suas necessidades. Durante a realização dos estudos de quatro CMS’s existentes foram realizadas amplas pesquisas qualitativas e quantitativas sobre as funcionalidades oferecidas pelos CMS’s comparados e sobre metodologias de pesquisas comparativas de CMS. Ao mesmo tempo, foram reunidos os requisitos identificados como essenciais ao portal a ser implantado. Assim, foi possível definir o que melhor se adequasse às necessidades então identificadas. Definido o CMS, foi realizado um estudo aprofundado de suas funcionalidades e módulos existentes, visando a sua utilização, instalação, configuração e desenvolvimento de novos módulos. Toda a avaliação, especificação e planejamento do presente portal estará contemplando o ambiente acadêmico do CCET, mas seguramente visualizará todos os demais centros acadêmicos que compõem esta Universidade. A proposta é que o recurso seja

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desenvolvido, testado, implantado e avaliado no âmbito do CCET para, posteriormente, ser disponibilizado aos demais centros da Unimontes.

A Gerência de Tecnologia da Informação (GTI), unidade ligada à Pró-Reitoria de

Planejamento, Gestão e Finanças, é responsável pelo planejamento e execução das atividades de TI da Universidade, dando suporte às ações administrativas, ensino, pesquisa e extensão. Também tem como atribuições o desenvolvimento de sistemas de informação, mídias digitais, gerenciamento de redes de computadores, assessoria tecnológica, políticas de segurança da informação e suporte aos usuários dos serviços. A Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) da Unimontes informou, em consulta realizada em novembro de 2008, que já considerava em seu planejamento, a implantação, em curto prazo, de um CMS para a administração de todo o conteúdo do portal da Unimontes. Dessa forma, o presente trabalho reforça a relevância de tal iniciativa no

âmbito da Unimontes, consistindo numa forma de colaborar com os projetos de uso e disseminação das tecnologias da informação e comunicação da Universidade. Como será demonstrado por meio dos resultados obtidos, as estratégias e atividades deste trabalho estiveram fortemente vinculadas às ações, diretrizes e apoios obtidos pela GTI/Unimontes. Um exemplo claro foi a adoção do CMS Joomla para ser utilizado nos portais da Unimontes, tendo definido os padrões para implantação destes portais.

A presente monografia está organizada como segue. O Capítulo 1 apresentou o

contexto deste trabalho na Unimontes, principais conceitos, seus objetivos, justificativas, metodologia e resultados. O Capítulo 2 aborda conceitos e benefícios da gestão de conteúdo, incorporando-os ao contexto dos portais institucionais, objeto de pesquisa deste trabalho. O Capítulo 3 apresenta os resultados dos estudos comparativos de quatro CMS’s de software livre existentes e explica a escolha do CMS Joomla para ser implantado no âmbito do CCET. No Capítulo 4 são contextualizados os sistemas legados da Unimontes, com os quais se pretende integrar por meio da utilização dos middlewares. No Capítulo 5 é fornecida uma visão geral do Joomla e seus requisitos e são reunidas as diretrizes da GTI/Unimontes, bem como as extensões e os módulos ativados e sua implantação final assim como a implantação da integração com os sistemas legados. Por fim, no Capítulo 6 são delineadas algumas conclusões e traçados alguns trabalhos futuros.

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2. SISTEMAS DE GERENCIAMENTO DE CONTEÚDO – CMS

Neste capítulo serão abordados os conceitos e benefícios do uso dos Sistemas de Gerenciamento de Conteúdo. A seguir são apresentados quatro principais CMS disponíveis na atualidade, Drupal, Joomla, Made Simple e Plone. Na avaliação, estes CMS’s foram comparados entre si com o objetivo de identificar aquele que se mostrasse mais adaptado às necessidades do CCET, para ser implementado posteriormente.

2.1 Gestão de conteúdo

A quantidade de usuários que buscam informações na internet é grande e crescente. Prova disto é a pesquisa realizada pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) em 2009, que projeta a existência de 62,3 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros). Segundo o IBOPE (2009) houve um crescimento em abril de 2009 de 13,6% de pessoas que navegaram na internet residencial sobre abril de 2008. A Tabela 1 mostra o tempo de navegação por pessoa, números de usuários ativos e números de pessoas com acesso da internet domiciliar no Brasil de 2006 a 2009.

Tabela 1: Estatística do acesso à internet domiciliar no Brasil (IBOPE, 2009).

 

Abr/2006

Abr/2007

Abr/2008

Abr/2009

Tempo de navegação por usuário (hh:mm)

19:25

21:43

22:47

24:07

Número de usuários ativos

13.431

15.868

22.419

25.460

Número de pessoas com acesso

21.227

25.014

34.053

38.231

Instituições

Diante

das

de

Ensino

possibilidades

Superior

têm

e

benefícios

ao

aderido

crescentes

uso

dos

de

portais

sites

e

portais,

as

para

institucionais

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disponibilização de diversos recursos como notícias, portarias, editais, formulários, bancos de dados e até mesmo fotos e vídeos.

A fidedignidade e a eficiência na disponibilização de informações são

pressupostos básicos para uma efetiva comunicação nestes ambientes. A quantidade de

informações que se deseja disponibilizar nos sites é geralmente significante, o que implica na necessidade de se investir na criação dos portais, de modo que este seja gerenciável por diferentes usuários e que as informações sejam acessíveis ao público irrestrito. Dessa forma, permite-se que o internauta encontre o que deseja sem dificuldade e que o administrador dos conteúdos os gerencie com facilidade.

As informações são disponibilizadas ao público em sites e portais através das

páginas web. Uma “página” web é um documento apresentado sob o formato HTML, e um “site” é o conjunto de páginas web organizado em um determinado domínio (MARQUES, 2002). Os sites são constituídos também de documentos em outras linguagens e scripts sendo que o conjunto maior de sites é conceituado como “portal” (PEREIRA, 2002). Segundo Gant & Gant (2002) um portal web serve como meio de acesso integrado que fornece aos visitantes um ponto único de contato e acesso aos serviços e informações. Vilella (2003) complementa que o portal deve ser estruturado como verdadeiro sistema de informação e, para que seja viável essa sistemática de organizações de informações, é necessária a integração de sistemas legados. Devido ao constante crescimento do volume de dados que estão sendo disponibilizadas nos portais, faz-se necessário desenvolver os sites dinâmicos e gerenciar esse conteúdo que está sendo disponibilizado, de modo que não se torne um aglomerado não estruturado de informações. Moratelli (2002) conceitua gerenciamento do conteúdo como sendo "o controle– administração, gerenciamento do fluxo, acesso ao conteúdo e segurança das informações de uma organização (sejam elas textos, imagens, gráficos, áudio ou vídeo)". Teixeira (2005) complementa definindo CMS como sistemas que gerenciam conteúdo e que permitem gerenciamento de workflow, blogs, portais de notícias, fórum, livros de visitas, dentre outros recursos.

A utilização de CMS possibilita, em geral, que níveis diferentes de acesso sejam configurados para separar áreas do portal sem que o responsável pela configuração tenha que controlar todas as permissões do sistema operacional (PEREIRA, 2002). O CMS possibilita assim a descentralização da administração do conteúdo e a segurança dos dados, uma vez que aos usuários será permitido inserir informações no portal, conforme permissões previamente

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concedidas, o que assegura o sigilo às informações restritas como dados pessoais, senhas, entre outros. Segundo Pereira (2002, p.07) o princípio fundamental de um CMS é:

separar o gerenciamento do conteúdo do design gráfico das páginas que

apresentam o conteúdo. O design das páginas que apresentam os conteúdos são colocados em arquivos chamados moldes (templates), enquanto o conteúdo é armazenado em banco de dados ou em arquivos separados. Quando um usuário solicita uma página, as partes são combinadas para produzirem a página HTML

padrão. A página resultante pode incluir conteúdos de diferentes fontes.

) (

2.2 Benefícios do uso de CMS

Dando continuidade à definição dos CMS’s, são apresentados a seguir alguns dos benefícios inerentes à utilização destes em portais da internet, complementado sua definição e reforçando os objetivos de seu uso. Segundo Microsoft (2001), a implantação de um Sistema de Gerenciamento de Conteúdo ajuda as empresas a:

Reduzir custos com atualização do conteúdo possibilitando assim, freqüente publicação de novas informações;

Agregar valor aos conteúdos web à partir do estabelecimento de fluxos de trabalho com processo de aprovação padronizado;

Padronizar a estrutura do conteúdo e manutenção do controle de apresentação e uso da marca em toda a organização;

Maximizar a eficácia das habilidades das equipes, permitindo aos usuários (autores) publicar suas informações e aos técnicos (administradores) cuidar da infra-estrutura, incluindo o gerenciamento da segurança, da escalabilidade e da política de direitos de usuários e regras de uso;

Atualizar e implantar tecnologias e aplicações Web em todas as partes das organizações;

Reduzir a criação, manutenção e implantação de sites na empresa através da criação de processos automatizados.

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2.2.1 Modularização

Modularização é uma característica inerente a um sistema, componente, projeto ou qualquer conjunto de procedimentos, que objetivam resolver um problema específico e bem definido. Este conceito é também compartilhado na programação estruturada, com a mesma denotação e finalidade, definida em torno do reuso do módulo e da facilidade de manutenção, dentre outras. A maioria dos CMS’s é concebida de maneira modularizada, pois permitem ao administrador do portal compor as páginas através da inclusão de módulos, configurando-os e posicionando-os. Alguns desses serviços são: arquivos, chat, e-mail, fórum de discussão, boletim, agenda de grupo e pessoal, relatórios, estatísticas, tarefas, gerenciamento de usuários e grupos, enquetes, alertas, artigos, documentos, matérias e comentários (GEROSA,

2006).

Esta característica vem atender às atuais e futuras demandas por modificações estruturais que serão constantes no portal. Sua natureza evolutiva e seu processo contínuo de adaptações às necessidades não sistemáticas que surgem, são inerentes ao gerenciamento de portais.

2.2.2 Usabilidade

Um benefício importante que é possível com a implantação do CMS é o ganho com usabilidade. Segundo Dias (2001) a norma ISO 9241-11 Guidelines on Usability define que usabilidade é "a capacidade de um produto ser usado por usuários específicos para atingir objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de uso". Pode-se dizer que a utilização de CMS proporciona a usabilidade uma vez que possibilita a diversos usuários finais a navegação através de uma interface amigável que lhes permitirá atingir seus objetivos da melhor maneira possível. Segundo Nielsen (1993) a usabilidade não é uma propriedade que tem um único componente da interface de usuário. A usabilidade tem componentes múltiplos e é tradicionalmente associada à facilidade de aprendizado, eficiência na utilização, facilidade de memorização, baixa taxa de erros e satisfação subjetiva.

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Um CMS permite ao usuário gerenciador de conteúdo através de uma interface amigável a inserção de conteúdos e funcionalidades de maneira fácil. As adaptações possíveis sobre um determinado CMS são possíveis através de uma interface amigável e de fácil utilização, permitindo que os conteúdos sejam estruturados observando-se os principais conceitos e sistemáticas organicamente instituídas no ambiente informacional. Assim, imagens e palavras-chave relevantes com o contexto do portal podem ser incorporadas a este favorecendo sobremaneira a usabilidade para o usuário final e para os usuários gerenciadores dos conteúdos.

2.2.3

Padronização

Uma extensão do quesito usabilidade que constitui um benefício da implantação de um CMS é a padronização. Segundo Souza (2002), adotando uma padronização, a instituição leva vantagens em quatro pontos:

Tempo de trabalho, já que o maior esforço será feito apenas uma vez durante a elaboração dos padrões;

Na produção de novos conteúdos. Com um sistema navegacional fixo, a equipe terá mais tempo para investir em melhorias de conteúdo e apresentação dos mesmos;

As despesas de suporte tenderão a diminuir, pois uma interface básica padrão dará ao usuário muito mais domínio sobre o ambiente e, com isso, ele passará a resolver seus problemas de forma independente, recorrendo ao suporte apenas em casos extraordinários;

Os usuários que possuírem permissões administrativas poderão desenvolver, com

essas diretrizes, o conteúdo de seus sites pensando nesses padrões. Isso diminui o tempo gasto na adaptação dos textos finais para a web. Uma das vantagens da padronização nas interfaces de um portal consiste na observância de normas legais e institucionais, no que se refere a layouts, além da localização pré-estabelecida dos recursos e funcionalidades. A administração de um portal por um CMS, incluída a definição e instalação dos chamados templates, permite alcançar estes benefícios.

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2.2.4 Escalabilidade

Outro aspecto a ressaltar entre os benefícios da implantação de um CMS é a escalabilidade. Segundo a Microsoft (2004) as empresas atuais requerem altos níveis de escalabilidade, para tal é essencial que o sistema tenha as quatro características:

A habilidade de tratar grandes cargas de trabalho.

A habilidade de entregar altos níveis de performance.

A capacidade de crescer fácil e rapidamente.

Uma razão preço/performance compatível-ou melhor-com as normas da indústria.

A utilização de CMS permite então que os portais cresçam conforme demanda, estando preparados para atender a um número grande e crescente de requisições, devido à sua estrutura escalável.

2.2.5 Manutenabilidade

Por fim, e não menos importante, dentre os benefícios na utilização de CMS tem- se a manutenabilidade, definida por Oliveira (2004) como a totalidade de atividades requeridas para prover suporte ao sistema de software. Algumas atividades comumente realizadas pela administração do conteúdo são (OLIVEIRA, 2004):

Mudança contínua: os sistemas devem ser continuamente adaptados, caso contrário estes se tornarão progressivamente insatisfatórios;

Aumento da complexidade: o sistema aumenta sua complexidade conforme ele evolui, a não ser que algo seja feito para controlar tal complexidade;

Crescimento contínuo: o conteúdo funcional de um sistema deve crescer

continuamente para manter a satisfação do usuário durante a sua vida útil. Percebe-se que a manutenabilidade é uma conseqüência da padronização, da escalabilidade e da modularização. Essa manutenção será facilitada tanto visual quanto estruturalmente, além de permitir atualização dos conteúdos pelos setores apropriados.

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3. ESTUDO E COMPARATIVO DE QUATRO CMS’S DE SOFTWARE LIVRE

Para estudar e comparar os quatros CMS’s utilizou-se como pré-requisito que a ferramenta de gerenciamento de conteúdo seja software livre ou open source (código aberto), por ser gratuito, ter livre acesso às ferramentas e seus códigos, podendo assim fazer alterações nos softwares, visando personalização e melhorias. Um software é considerado livre se estiver associado às quatro liberdades (CAMPOS, 2006):

A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)

A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

A liberdade de redistribuir cópias de modo que se possa ajudar ao próximo (liberdade nº 2).

A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de

modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. A quantidade de CMS’s disponíveis hoje é muito grande, o que dificulta escolher um quando se deseja desenvolver um site utilizando gerenciamento de conteúdo. Para nortear na escolha dos CMS’s a serem estudados e comparados foi levado em consideração o resultado dos últimos três anos do Overall Open Source CMS Award, prêmio dados aos três melhores CMS’s na votação realizada pela editora de livros Packt Publishing Ltd (PACKT,

2008).

A editora Packt Publishing. que publica livros destinados a desenvolvedores, administradores e iniciantes, realiza anualmente a votação dos melhores CMS’s open source. A votação leva em consideração vários fatores como desempenho, usabilidade, acessibilidade, facilidade de configuração e personalização, escalabilidade e segurança. Os CMS’s que ganharam o prêmio Overal Open Source CMS Award, ou seja, da categoria global, nos últimos três anos foram:

2008 Drupal, Joomla, Dotnetnuke

2007 Drupal, Joomla, Made Simple

2006 Joomla, Drupal, Plone

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Serão estudados e comparados os seguintes CMS’s: Drupal, Joomla, Made Simple e Plone. O Dotnetnuke não será estudado visto que apesar dele ser open source, sua instalação requer um servidor web IIS que trabalha na plataforma Windows, portanto proprietária. No ambiente disponível hoje existem servidores web linux, conforme será descrito posteriormente. Isso inviabiliza a utilização do Dotnetnuke no novo portal do CCET com o parque tecnológico disponível na Unimontes. As apresentações dos CMS’s que se seguem estão baseadas nas informações disponibilizadas pelos seus idealizadores ou grupos de desenvolvedores/colaboradores e não têm o objetivo de serem completas. Tais informações foram selecionadas nos portais oficiais, verificadas, validadas e atualizadas pela acadêmica autora deste trabalho.

3.1 Drupal

O Drupal foi lançado em 2001 pelo Dries Buytaert, estudante da Universidade da

Antuérpia. O nome Drupal é derivado da forma inglesa da pronúncia da palavra germânica "druppel", que significa "drop", traduzida como "gota" em português (DRUPAL, 2008).

O Drupal, que está hoje na versão 6.6, e traduzida para o português do Brasil, é

mantido e desenvolvido por uma comunidade de vários usuários e desenvolvedores. A tradução para o português do Brasil é conduzida pelo site oficial do Drupal-br, onde ficam armazenados todos os módulos das versões existentes do Drupal em português. Diante das diversas funcionalidades do Drupal, o site oficial do Drupal-br lista as seguintes características como principais (DRUPAL, 2008):

Modular e extensível. O Drupal tem por objetivo prover um núcleo leve e poderoso que suporte ser estendido através de módulos personalizados.

Qualidade de codificação. Alta qualidade, elegância e código documentado é uma vantagem sobre funcionalidades desordenadas.

Baseado em padrões. O Drupal suporta padrões consolidados e emergentes. Padrões específicos incluem XHTML e CSS.

Demanda de poucos recursos. Para garantir excelente performance, o Drupal preza pelo código resumido (por exemplo, minimizando o uso de consultas a bancos). O Drupal também deve requerer o mínimo de software no lado do

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servidor e deve funcionar corretamente em um servidor com Apache, PHP e tanto MySQL como PostgreSQL.

Código aberto. O Drupal é baseado na filosofia de colaboração de software livre através do código aberto, é também licenciado pela GNU/GPL. O Drupal em si é código aberto, construído e suportado sob outros projetos de código aberto. Sendo codificado na linguagem de código aberto PHP e tem como formato primário de fonte de dados os bancos de dados de código aberto MySQL e PostgreSQL.

Facilidade de uso. O Drupal tem por objetivo uma alta qualidade da usabilidade para desenvolvedores, administradores e usuários.

Colaboração. O desenvolvimento do Drupal se baseia no compartilhamento de informação de forma aberta.

3.2 Joomla

O Joomla foi criado em 2005 a partir de outro CMS, o Mambo. Após a ruptura da empresa Miro, detentora da marca Mambo, com os programadores do projeto mambo, criou- se o projeto Joomla, mantendo-se fiel à filosofia de Software Livre. O nome Joomla vem do equivalente fonético da palavra Swahili "Jumla”, que significa “todos juntos” ou “como um todo” (NORTH, 2008). Desenvolvido em PHP e com suporte a banco de dados MySQL, o Joomla é disponibilizado aos usuários comercialmente ou através de licença GNU/GPL. Disponível na versão 1.5.10 com a tradução para o português, o Joomla tem uma vasta gama de sites de suporte e documentação no Brasil além do oficial joomla.org que é mundial. Entre as diversas funcionalidades do Joomla, os sites governamentais de suporte ao Joomla em português enumeraram como sendo as mais importantes:

Joomla é decididamente software livre e não há perspectiva de mudança com relação à isso (isto é, deve continuar disponível gratuitamente)

Existem vários módulos e componentes disponíveis, criados à partir da base herdada do Mambo

A popularidade do Joomla está crescendo rapidamente, logo, a sua comunidade

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A equipe por trás do Joomla, composta por membros chave criadores do Mambo, está comprometida com o projeto e disposta a modernizar o software continuamente

O Joomla é um CMS com diversos recursos disponíveis e de fácil utilização

Foi escrito com PHP e MySql, dois dos softwares open source mais populares da Internet

3.3 Made Simple

Lançado em 2004, o Made Simple é um CMS cuja idéia principal é ser simples, possuindo diversos módulos que podem ser adicionados para criar um site mais robusto. Disponível na versão 1.4.1, o Made Simple foi desenvolvido em PHP, com suporte a banco de dados MySQL ou Postgree, requer um servidor web (Apache, Lighttpd, IIS) e pode ser utilizado na plataforma Linux, Mac OS X ou Windows. Segundo seu site oficial, o Made Simple possui as seguintes características:

URLs amigáveis

Ajuda integrada e online

Modular e extensível

Fácil gestão de usuários e grupos

Sistema de permissão baseado em grupos

Suporte completo a templates, sem mudança de visualização independente de conteúdo

Instalação e atualização de procedimentos baseado em assistente

Poucos requisitos de configuração para o servidor

Painel de administração com suporte a várias linguagens

Hierarquia de conteúdo com profundidade e tamanho ilimitado

Gerenciador de arquivos integrado com upload

Log de auditoria

Suporte amigável em fóruns e irc

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3.4 Plone

O Plone surgiu em 1999 e em 2004 surgiu o Plone Fundation com intuito de dar suporte a organização do Plone. Desenvolvido na linguagem Python, roda sobre um servidor de aplicações Zope 1 e sobre um framework CMF (Content Management Framework). O Plone é um CMS ideal para projetos de grupos, comunidades, websites, intranets e extranets. As principais características do Plone ressaltadas pelo site oficial são:

Fácil de instalar. É possível executar o instalador de maneira fácil e ter em poucos minutos um sistema de gerenciamento de conteúdo rodando em seu computador.

Fácil de usar. O Plone possui peritos em usabilidade que fizeram do Plone um sistema fácil e atraente para gestores adicionarem, atualizarem e manterem o conteúdo.

Internacionalização. A interface do Plone possui mais de 35 traduções, e existe ferramentas para gerenciamento multilíngüe.

Padronização. O Plone segue atentamente as normas de usabilidade e acessibilidade. Suas páginas são compatíveis com as normas de usabilidade da W3C 2 .

Open source. O Plone é código aberto sob a licença GNU/GLP. O que dá o direito de usá-lo gratuitamente e melhorá-lo constantemente.

Suporte. Existem cerca de cem desenvolvedores na equipe de desenvolvimento do Plone ao redor do mundo, e diversas empresas especializadas em desenvolvimento e suporte ao Plone.

Extensões. Existe uma infinidade de extensões do Plone para adicionar novos recursos e tipos de conteúdo. Além disso, o Plone suporta scripts padrões da web.

Tecnologia neutra. O Plone pode operar com a maioria dos sistemas de banco de dados relacional, open source e comercial, e roda em uma vasta gama de plataformas, incluindo Linux, Windows, Mac OS X, Solaris e BSD.

1 Zope é um servidor de aplicações web escrito da linguagem Python 2 O Consórcio World Wide Web (W3C) desenvolve protocolos e diretrizes para web esses padrões são denominados como recomendações do W3C. (http://www.w3c.br/sobre/)

25

3.5 Comparativo entre os CMS’s

Para escolher o CMS mais adequado na implantação no portal do CCET foram realizadas duas principais comparações, a primeira foi a pontuação das funcionalidades dos CMS’s e a segunda foi a freqüência com que os CMS’s são pesquisados na web. Segundo Bax & Parreiras (2003), os CMS’s possuem funcionalidades essenciais que caracterizam o conceito e que se desenvolvem à medida que novos produtos de mercado chegam à maturidade. São elas:

1. Gestão de usuários e de seus direitos (criação de conteúdos por vários usuários);

2. Suporte à gestão de conteúdos em vários formatos (doc, html, pdf, etc);

3. Uso de metadados;

4. Workflow;

5. Classificação, indexação e busca de conteúdo;

6. Sindicalização, ou divulgação;

7. Controle, ou gestão, de versões;

Em seu trabalho, Batista (2007) propõe um sistema de ranqueamento de CMS’s cuja comparação deva ser realizada conforme as funcionalidades listadas acima, ou seja, as propostas por Bax & Parreiras(2003). Levando-se em consideração que verificar a existência de uma funcionalidade no CMS vai além de classificar como existente ou não, Batista (2007) definiu em seu trabalho a seguinte classificação qualitativa:

Completo: Para receber essa classificação, a funcionalidade não deverá apresentar falhas ou ausências relevantes neste CMS.

Incompleto: A funcionalidade receberá essa classificação caso ela não possa atender por completo as necessidades as quais ela deveria atender, ou quando apresentar alguma falha ou ausência, neste CMS.

Flexível: Para receber essa classificação, o CMS deve permitir que um usuário, ou administrador, gerencie a funcionalidade da maneira que lhe convier. Permite fazer as alterações necessárias e personalizar a funcionalidade de acordo com a sua necessidade.

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Inflexível: A funcionalidade receberá essa classificação quando o CMS estudado não permitir a personalização das ações relativas a esta funcionalidade.

Não apresenta: Essa classificação é dada quando o CMS não apresenta uma determinada funcionalidade em sua instalação básica, ou seja, o uso de plugins e add-ons não foi considerado neste trabalho.

Bragagnolo (2007) em seu trabalho de implantação e refinamento de um sistema

de raqueamento de CMS’s, que tomou como base o trabalho do Batista (2007), verificou que

para uma análise mais refinada e ampla dos sistemas gerenciadores de conteúdo seria necessário levar em consideração mais nove funcionalidades levantadas por Robertson (2005), que são:

1. Facilidade de criação de conteúdo (sem conhecimento técnico);

2. Segurança;

3. Possibilidade de extensão;

4. Personalização;

5. Usabilidade;

6. Documentação disponível;

7. Conhecimento técnico do usuário;

8. Recursos de hardware disponíveis;

9. Escalabilidade. Para a comparação dos CMS's Bragagnolo (2007) levou em consideração as 16

funcionalidades listadas e como critério para pontuação de cada funcionalidade por CMS utilizou-se notas de 0 a 4 com a seguinte metodologia:

4

- Completo + Flexível

3

- Completo + Inflexível

2

- Incompleto + Flexível

1

- Incompleto + Inflexível

0

- Não apresenta

Na comparação técnica dos CMS’s escolhidos neste trabalho utilizou-se o sistema

implementado por Bragagnolo (2007), descrito anteriormente por se mostrar mais completo.

A tabela 2 mostra o resultado que se obteve na demonstração do sistema,

website do tipo portal que é o objeto de estudo deste trabalho. Para a compreensão da tabela foi adotada a seguinte legenda: D - Drupal; J - Joomla; MS - Made Simple; P - Plone.

aplicando em

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Tabela 2 - Comparativo das funcionalidades dos CMS’s

   

Peso

       

Requisitos

Funcionalidade

func

D

J

MS

P

Facilidade de interação e comunicação entre os usuários

-

Controle de versões

1,1

3

4

3

4

Facilidade de criação de conteúdo

-

1,2

4

3

3

3

 

- Personalização

1,9

3

4

3

4

- Escalabilidade

1,1

3

3

3

4

- Usabilidade

1,6

3

3

3

3

Facilidade de criação de conteúdo

-

1,8

4

3

3

3

Agregação de vários serviços

- Gestão de conteúdo

1,1

4

4

3

3

- Controle de versões

1,7

3

4

3

4

 

- Sindicalização

1,2

2

3

3

2

- Mecanismos de busca

1,5

3

3

4

4

- Uso de metadados

1,4

1

2

2

3

- Workflow

1,3

2

3

4

4

Um criador, colaborador. Ou vários criadores, colaboradores

- Gestão de usuários

1,3

4

3

3

3

- Personalização

1,2

3

4

3

4

- Usabilidade

1,1

3

3

3

3

Total

67,76

73,81

69,19

77,11

O Joomla é apontado pelo Google Trends (GOOGLE, 2009), como o mais acessado por usuários do mundo inteiro entre os quatro CMS’s comparados, o que reforça essa escolha como é apresentado na Figura 1.

o que reforça essa escolha como é apresentado na Figura 1. Figura 1: Comparativo dos acessos

Figura 1: Comparativo dos acessos aos CMS’s (GOOGLE, 2009).

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3.6 Escolha de um CMS

Escolher um CMS para o desenvolvimento de um portal é uma tarefa não trivial que exige muito estudo. Vários fatores influenciam esta escolha, principalmente os tecnológicos, financeiros, governamentais e de recursos humanos. Não se pode dizer que um CMS é o melhor em todas as circunstâncias porque, de acordo com o tipo aplicação que se deseja desenvolver, um determinado CMS pode não ser adequado.

O Moodle 3 , por exemplo, é um CMS amplamente utilizado para propósitos educacionais, tendo suas evoluções constantes voltadas para a incorporação crescente de requisitos inerentes ao processo de ensino e aprendizagem. Para que se escolha um CMS é necessário comparar suas funcionalidades conforme os requisitos do website ou portal que se deseja desenvolver. Existem diversas categorias de sites, como governamentais, pessoais, comerciais, entretenimento, portais, dentre outros. Nesse trabalho a categoria a ser utilizada para fins de comparação dos CMS’s será portal, visto que, conforme a categoria que o site pertence são atribuídos pesos às funcionalidades. Segundo Bragagnolo (2007) websites classificados como portais são os que fornecem uma grande quantidade de informações e serviços para seus visitantes.

O Joomla demonstrou um bom desempenho nos estudos consultados, aparecendo na votação da Editora Packt Publishing Ltd entre os três melhores CMS’s nos três anos consecutivos ao seu lançamento. Na comparação realizada na Tabela 2, o Joomla fica em segundo lugar, a menos de quatro pontos do primeiro colocado, o Plone. Embora o Plone seja apontado como o CMS mais recomendado na comparação das funcionalidades demonstrada na tabela, ele não foi adotado por ser desenvolvido na linguagem Python, o que dificulta a integração com os sistemas legados da Unimontes, que são desenvolvidos em PHP. A própria manutenção e customizações ao portal seria dificultada devido à ausência de pessoal qualificado já que não se verifica aplicações com esta linguagem no contexto computacional da Unimontes.

3 Moodle é um ambiente virtual de aprendizagem amplamente utilizado no mundo todo. Seu nome é um acrônimo para Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment, ou “Ambiente de Aprendizado Dinâmico Modular Orientado a Objetos”.

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Em Minas Gerais o Joomla tem sido bastante adotado por diversos órgãos governamentais, a Tabela 3 reúne alguns do websites e portais do estado de Minas Gerais que utilizam o CMS Joomla.

Tabela 3 – Websites e portais de Minas Gerais que utilizam o Joomla

Órgão/Repartição

Endereço

ACADEPOL

www.acadepol.mg.gov.br

ADVOCACIA GERAL ESTADO

www.age.mg.gov.br / www.pge.mg.gov.br

AUDITORIA GERAL DO ESTADO

www.auditoria.mg.gov.br/www.auditoriageral.mg.gov.br

DEFENSORIA PUBLICA

www.defensoriapublica.mg.gov.br

DER

www.der.mg.gov.br

ESPORTES

www.esportes.mg.gov.br

FABRICA DE SOFTWARE

www.gfs.prodemge.gov.br

FCS-INTRANET

intranetfcs.mg.gov.br

FEAM

www.feam.br

Fund. Artes Ouro Preto

www.faop.mg.gov.br

IEF

www.ief.mg.gov.br

IEPHA

http://www.iepha.mg.gov.br/

IGAM

www.igam.mg.gov.br

OUVIDORIA GERAL

www.ouvidoriageral.mg.gov.br

PRODEMGE

www.prodemge.gov.br

RURALMINAS

www.ruralminas.mg.gov.br

SEDE

www.sede.mg.gov.br / www.economico.mg.gov.br

SEMAD

www.semad.mg.gov.br

SISTEMASPM - SM03

www.sistemaspm.mg.gov.br/sm03

TJM - TRIB.JUSTIÇA MILITAR

www.tjm.mg.gov.br

TURISMO

www.turismo.mg.gov.br

URBANO

www.urbano.mg.gov.br

ARMAZEM DE INFORMACAO

www.portaldoservidor.mg.gov.br

IPSEMG

www.ipsemg.mg.gov.br

PORTAL ARMAZEM

www.portalarmazem.prodemge.gov.br

INTRANET UCP

ucp.prodemge.gov.br

CULTURA

www.cultura.mg.gov.br

O Joomla se mostrou um CMS estável, adequado às necessidades do Portal do CCET, bastante utilizado, com ampla comunidade de colaboradores/desenvolvedores, material bibliográfico suficiente e possui diversos sites que dão suporte em português.

30

4. INTEGRAÇÃO DO NOVO PORTAL AOS SISTEMAS LEGADOS

Neste capítulo será abordado o contexto atual da Universidade, sendo apresentados o atual portal do CCET, e os sistemas legados WebAluno e SGD. Em seguida serão apresentadas justificativas e benefícios da integração do Joomla com os sistemas legados. Por fim, serão apresentados conceitos e benefícios da utilização de Middlewares.

4.1 O ambiente informacional da Universidade

O atual portal do CCET foi desenvolvido por um acadêmico do curso de Sistemas de Informação em 2005 com o intuito de disponibilizar um ambiente educacional de informações e diversas funcionalidades. Para tal, foi criada uma área de acesso restrito para os acadêmicos e professores do CCET. A Figura 2 mostra a atual hierarquia de links e seus respectivos setores.

a atual hierarquia de links e seus respectivos setores. Figura 2: Hierarquia do atual portal do

Figura 2: Hierarquia do atual portal do CCET

Na interface principal do portal, mostrada na Figura 3, encontram-se as seguintes informações/serviços: apresentação do centro, sobre a direção de centro, departamentos e cursos, projetos, links, contato, destaques, eventos, notícias e acesso à área restrita do portal. Já para cada departamento, têm-se: notícias, eventos e destaques do departamento, apresentação, infra-estrutura, corpo docente, cursos, projetos, cooperativa, links e contato.

31

31 Figura 3: Interface principal do atual portal do CCET. Para inserir informações no atual portal

Figura 3: Interface principal do atual portal do CCET.

Para inserir informações no atual portal do CCET utiliza-se a interface de administração na área restrita do portal, denominada Plataforma Intranet, representada na Figura 4. Através dessa interface é possível: Inserir e alterar cadastros de pessoas, notícias, eventos, links, tipos de links, linhas de pesquisa, projetos de pesquisa, monografias, disciplinas, e relacionar disciplinas que os professores estão lecionando no corrente semestre letivo.

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32 Figura 4: Interface do administrador do portal do CCET em inserir novo professor na intranet

Figura 4: Interface do administrador do portal do CCET em inserir novo professor na intranet

O sistema WebAluno, integrante da plataforma GIZ 4 , é um aplicativo de

Acompanhamento Acadêmico online, desenvolvido pela empresa AIX Sistemas. O WebAluno é utilizado pelos acadêmicos da Unimontes para as seguintes consultas:

freqüência, notas, ocorrências disciplinares, histórico escolar resumido e gráfico de desempenho aluno x turma. A alimentação das informações no WebAluno acerca de situação

acadêmica é realizada em parte por funcionários pela Secretaria Geral através da plataforma GIZ e em parte pelos professores, sendo permitido aos alunos atualizar seus dados pessoais e renovar matrícula. O WebAluno foi desenvolvido na linguagem JSP (Java Server Pages), utliza banco de dados SQL Server, roda em um servidor de aplicações Apache Tomcat, e fica hospedado em um servidor na plataforma Windows 2003 Server.

O Sistema de Gestão de Docentes - SGD foi desenvolvido por analistas da

Unimontes em 2006 e vem sendo melhorado desde então. O SGD faz o controle geral de encargos docentes, distribuição de aulas e termos de contratação, além de oferecer uma série de relatórios que auxiliam a administração superior da Universidade.

4 GIZ é um suíte de softwares para gestão acadêmica e docente

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Desenvolvido na linguagem PHP, o SGD utiliza bancos de dados SQLServer e MySQL. Sua hospedagem é feita em um servidor separado do WebAluno, porém com conexão de acesso ao banco de dados deste sistema, uma vez que o SGD integra e utiliza vários dados do WebAluno para elaboração de relatórios e distribuição de cargas horárias de docentes.

4.2 Justificativas e benefícios da integração

A integração do Joomla aos Sistemas WebAluno e SGD justifica-se pela necessidade de disponibilização, no portal do CCET, de informações atualizadas e consistentes de alunos, professores e cursos, além de evitar duplicidade de dados. Com isso será possível a criação de novas ferramentas online, interações e visualizações de informações que o WebAluno atualmente não oferece, como salas de bate-papo, fórum de discussões, visualização dos dados da turma, mediante autenticação, proporcionando assim vários benefícios à comunidade acadêmica deste centro. Outro viés a ser considerado é a independência na organização e visualização dos dados acadêmicos, sem a necessidade da intervenção da empresa desenvolvedora do sistema WebAluno, gerando assim economia de manutenção do mesmo. Com essa integração, será possível consultar informações dos alunos como contatos, matrículas em períodos e disciplinas, informações dos professores como contatos e designações nos diferentes cursos, e informações dos cursos, como grade curricular. A Figura 5 representa o cenário atual dos sistemas legados WebAluno e SGD, bem como a integração do novo portal com tais sistemas.

34

34 Figura 5: Integração do Joomla com os sistemas legados WebAluno e SGD 4.3 Utilização de

Figura 5: Integração do Joomla com os sistemas legados WebAluno e SGD

4.3 Utilização de middlewares

De acordo Laudon & Laudon (2007), um modo de integrar sistemas legados é utilizar uma aplicação especial chamada middleware para criar uma interface ou ponte entre dois sistemas diferentes. Middleware é a aplicação que conecta dois softwares que, de outra forma, ficariam separadas, permitindo que se comuniquem e transmitam dados uma para outra. Ou seja, o middleware serve como elemento que aglutina e dá coerência a um conjunto de aplicações e ambientes. Segundo RNP (2005) middleware é:

o neologismo criado para designar camadas de software que não constituem

diretamente aplicações, mas que facilitam o uso de ambientes ricos em tecnologia

da informação. A camada de middleware concentra serviços como identificação,

autenticação, autorização, diretórios, certificados digitais e outras ferramentas para

segurança.

Para que o CMS utilizado no portal tenha acesso aos sistemas legados da Universidade foi necessário desenvolvimento de uma aplicação para interagir com os bancos de dados legados e o banco de dados do novo portal do CCET. Esta aplicação constituiu o middleware, que foi desenvolvido em PHP.

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Para acesso aos bancos de dados dos sistemas WebAluno e SGD utilizou-se como suporte a bibliotecas PHP_MSSQL e PHP_MySQL, que permitem acessar bancos de dados do Microsoft SQL Server e MySQL, respectivamente. Assim, a utilização do middleware foi necessária, pois a integração do Joomla com os sistemas legados trata-se de uma integração de sistemas que possuem bancos de dados diferentes.

36

5. INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO

Neste capítulo serão abordadas as características do Joomla, como se deu a instalação e configuração do CMS para o desenvolvimento deste trabalho, bem como seus requisitos de hardware e software. Em seguida serão apresentadas as diretrizes de padronização definidas pela GTI e como elas foram utilizadas para implantação do novo portal do CCET. Posteriormente serão apresentadas as extensões do Joomla ativadas, tendo por referência os requisitos desejáveis para o portal acadêmico em questão. Feito isso será apresentado como foi realizada a implantação do Joomla, a estrutura, seções e categorias implementadas. Por fim, será apresentado como foi realizada a integração do novo portal do CCET com os sistemas legados.

5.1 Visão geral do Joomla

Um CMS separa totalmente o conteúdo das páginas do seu formato gráfico. Os conteúdos no Joomla podem estar organizados na seguinte hierarquia: seções / categorias / artigos (NORTH, 2008). Tal hierarquia, representada na Figura 6, é utilizada pra classificar e organizar os artigos (conteúdo). Assim, o Joomla está organizado em torno de um conceito principal, o de artigo.

o Joomla está organizado em torno de um conceito principal, o de artigo. Figura 6: Hierarquia

Figura 6: Hierarquia dos conteúdos no Joomla.

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A seção é a camada mais alta da hierarquia, que pode ter uma ou mais categorias.

A categoria constitui a camada do meio na hierarquia, que dever se necessariamente vinculada

a uma seção e pode ter um ou mais artigos. Já os artigos são a camada mais baixa na

hierarquia e os mais importantes. Os conteúdos são inseridos no site através dos artigos, que

permite inserção de textos, imagens, mídias em flash ou áudio.

A criação de um artigo pode não ter vínculo algum, ou pode estar associado a uma

seção/categoria. Em sites com muito conteúdo recomenda-se tal classificação em hierarquias para facilitar o gerenciamento dos conteúdos. Para compreender o funcionamento do Joomla é necessário assimilar os conceitos

de frontend e o backend. O frontend é o site em si, que é acessado tanto pelos visitantes, em

sua área pública, quanto pelos administradores de conteúdo, caso tal funcionalidade seja configurada para determinados usuários. O backend é a área administrativa do portal, na qual são realizadas as configurações do mesmo, a Figura 7 representa a interface padrão do backend ao instalar o Joomla.

a interface padrão do backend ao instalar o Joomla. Figura 7: Interface do backend . O

Figura 7: Interface do backend.

O Joomla possui dois tipos principais de usuários, os do frontend e os do backend.

O primeiro gerencia conteúdo propriamente dito e não tem acesso às funções do backend, que

configura a estrutura, extensões, layouts, categorias do portal, dentre outras funcionalidades. Os níveis de acesso são (NORTH, 2008):

Usuários do frontend:

o

Registrado: visualiza conteúdos restritos.

o

Autor: cria conteúdos e edita os de sua autoria.

o

Redator: edita qualquer conteúdo criado.

38

o Editor: publica os conteúdos e decide se um artigo será ou não publicado.

Usuários do backend:

o

Gerente: gerencia mídias, menus, conteúdos, página inicial e componentes.

o

Administrador: além de realizar as funções do gerente, gerencia usuários, módulos, plugin, instala/desinstala extensões e faz checkin global.

o Super Administrador: além de realizar as funções do administrador, gerencia/instala modelos e idiomas, envia e-mails em massa e realiza as configurações globais. Além das funcionalidades padrão disponibilizadas na instalação do Joomla é possível estender, ou seja, adicionar mais recursos e funcionalidades ao seu site. Tais funcionalidades são adicionadas através da instalação e configuração de extensões. São cinco

os tipos de extensões (NORTH, 2008):

Componentes: utilizados para manipular as informações contidas no banco de dados, podendo também exibir estas informações.

Módulos: utilizados para exibir as informações obtidas do banco de dados.

Plugins: utilizados para executar uma determinada funcionalidade junto com a solicitação de uma página.

Temas: também chamado de template, é a parte visual do site, o layout.

Idiomas: são os pacotes de idiomas.

5.1.1 Requisitos de software do Joomla

Para instalação do Joomla é necessário um ambiente computacional que tenha um servidor web, PHP e banco de dados MySQL. Embora otimizado para um servidor web Apache, o Joomla pode ser executado em outros servidores web como o Microsoft IIS. Os requisitos mínimos para o Joomla 1.5 são:

PHP - 4.3.10 ou superior

MySQL - 3.23 ou superior

Apache - 1.3 ou superior

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A instalação e configuração de um servidor Web, PHP e banco de dados, ainda que em um ambiente de teste local, não são tarefas triviais. Para configurar em um computador esses serviços existem pacotes que permitem a instalação de todos esses serviços em um só aplicativo. Existem os seguintes pacotes para os diversos sistemas operacionais:

XAMPP - multi-plataforma - Apache, MySQL, PHP, instalação.

LAMP - plataforma Linux - Apache, MySQL, PHP, instalação.

WAMP - plataforma Windows - Apache, MySQL, PHP, instalação.

MAMP - plataforma Macintosh - Apache MySQL, PHP, instalação.

JSAS - Servidor pré configurado com Joomla.

5.2 Diretrizes da GTI/Unimontes

A Gerência de Tecnologia da Informação (GTI) da Unimontes definiu, no corrente ano, algumas diretrizes para criação de portais da Unimontes. Inicialmente definiu-se a utilização do CMS Joomla, e os novos sites requisitados pelos diversos setores passaram e ser desenvolvidos utilizando-se do mesmo. A Figura 8 apresenta alguns sites desenvolvidos no Joomla pela GTI.

40

40 Figura 8: Interface alguns sites desenvolvidos no Joomla pela GTI. Devido à boa aceitação de

Figura 8: Interface alguns sites desenvolvidos no Joomla pela GTI.

Devido à boa aceitação de tal CMS, e a adoção do mesmo em vários órgãos estaduais, inclusive pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais – PRODEMGE, partiu-se para a capacitação e treinamento dos funcionários da Universidade visando a implantação dos novos portais para toda a Universidade de forma estruturada, eficaz e eficiente. A equipe de desenvolvimento da GTI, após realizados os treinamentos, definiu preliminarmente algumas diretrizes a serem observadas e outras a título de sugestão, são elas:

Template – será utilizado o template “JA Rutile”, que foi customizado para a Universidade e definiu-se padrões de cores a serem utilizados.

Barra – Todo site deverá ter a barra do Estado de Minas Gerais, padrão que foi repassado pelo Governo de Minas.

Cabeçalho – O cabeçalho deve ser customizado para cada portal, porém deverá ter a logo da Unimontes.

Top Menu – O menu na posição top deverá ter informações da Unimontes, e terá os seguintes itens: Ajuda, Mapa do Site, Telefones, Fale Conosco e Webmail.

Main Menu – O menu horizontal principal, deverá ter informações do portal, no caso desse trabalho, informações do CCET, deverá ser fixo e sugere-se que tenha os seguintes itens: Página inicial, Institucional, Organograma, Novidades, Eventos.

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No caso de ser um portal de uma Unidade Acadêmica de Deliberação e Execução sugerem-se mais dois itens: Departamentos e Projetos. Os demais menus e recursos ficam a critério dos setores cujos portais serão desenvolvidos. Devido à grande demanda para desenvolvimento de sites na Universidade e à crescente publicação de sites em lugares despadronizados, a GTI propôs uma estrutura hierárquica de sites. Tal hierarquia foi definida objetivando-se organizar, categorizar e dividir as demandas conforme suas unidades administrativas ou centros acadêmicos, criando para isso portais macros que hospedariam todos os outros sites. Para isso, a equipe de desenvolvimento definiu também quais serão os portais para os quais haverá uma instalação Joomla e seus respectivos endereços, conforme Tabela 4. Para tais portais a GTI está configurando e realizando testes de segurança em um servidor que suportará tais necessidades do ambiente acadêmico da Unimontes.

Tabela 4 – Instalações Joomla e respectivos endereços para os portais da Unimontes.

Unidade

Endereço

PORTAL DA UNIMONTES

Portal com informações gerais sobre a Universidade

www.unimontes.br

PORTAIS ESPECÍFICOS

Unidades Administrativas de Planejamento, Coordenação e Execução

Pró-Reitoria de Planejamento, Gestão e Finanças

www.prpgf.unimontes.br

Pró-Reitoria de Ensino

www.pre.unimontes.br

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

www.prppg.unimontes.br

Pró-Reitoria de Extensão

www.prex.unimontes.br

Hospital Universitário Clemente Faria – HUCF

www.hucf.unimontes.br

Unidades Administrativas de Apoio

Imprensa Universitária

www.imprensa.unimontes.br

Diretoria de Documentação e Informações

www.ddi.unimontes.br

Biblioteca Universitária

www.biblioteca.unimontes.br

Diretoria de Desenvolvimento e Recursos Humanos

www.ddrh.unimontes.br

Unidades Acadêmicas de Deliberação e Execução

Centro de Ciências Humanas

www.cch.unimontes.br

Centro de Ciências Sociais Aplicadas

www.ccsa.unimontes.br

Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas

www.ccet.unimontes.br

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

www.ccbs.unimontes.br

Centro de Ensino Médio e Fundamental

www.cemf.unimontes.br

Demais CAMPI

www.campi.unimontes.br

Para realização deste trabalho a GTI permitiu a instalação do Joomla na web por esta acadêmica que instalou também algumas versões locais para realização de testes.

42

5.3 Implantação do Joomla

Baseando-se nas funcionalidades disponíveis no atual portal do CCET, juntamente com a identificação dos requisitos desejados pela comunidade acadêmica do CCET e uma breve pesquisa em portais de outras Instituições de Ensino Superior, definiu-se as seguinte estrutura para o novo portal do CCET:

CENTRO

o

TOP MENU:

 

Ajuda

Mapa do site

Fale Conosco

Telefones

Webmail

o

MENU PRINCIPAL:

 

Página Inicial

Institucional

Organograma

Novidades

Eventos

Departamentos

o

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Após esse levantamento, foi realizada uma instalação padrão do Joomla 1.5.9 e foram criadas as devidas seções e categorias. Adicionalmente, foram instaladas e configuradas

algumas extensões a fim de disponibilizar funcionalidades e serviços ao novo portal do CCET, conforme requisitos identificados. Tais extensões foram:

PT-BR (idioma): tradução do Jooma para o Português do Brasil. Tal extensão foi instalada para traduzir o backend e frontemd do Joomla.

Ja Rutile (tema): tema do template customizado pela GTI.

JoomlaXplorer (componente): Permite gerenciar os arquivos do portal em Joomla pelo backend sem ter que acessar FTP. Tal extensão foi instalada para facilitar o gerenciamento dos arquivos no diretório do novo portal do CCET.

WPro 3 (plugin): editor WYSIWYG 5 para edição dos artigos. Tal extensão foi instalada para possibilitar mais recursos na criação e disponibilização de conteúdos através dos artigos.

Lazy Backup (plugin): Permite criar backup do banco de dados, salvando cópias em um diretório no próprio servidor web e enviar para um email. Tal extensão foi instalada para fazer backup’s constantes do portal, evitando assim, perca de informações.

FrontPage Slide Show (módulo e componente): Permite criar notícias com fotos, link para a notícia e diversas configurações de layout para visualização. Tal módulo foi ativado nas páginas iniciais dos departamentos, cursos e centro para listar os destaques.

5 WYSIWYG é o acrônimo de “What You See Is What You Get”, que pode ser traduzido como “O que você vê é o que você tem”

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Global News (módulo): Permite listar artigos de uma seção ou categoria em forma de texto. Tal módulo foi ativado nas páginas iniciais dos departamentos, cursos, e centro para listar as novidades.

JEvents (módulos e componente): Permite criar eventos e listá-los com diferentes modos de exibição oferecendo assim layouts variados.

Jumi (módulo, componente e plugin): Permite inserção de códigos PHP e tags

HTML no Joomla, tanto nos artigos quanto pelo próprio componente Jumi. Tal extensão foi utilizada para integração com os sistemas legados. A Figura 10 mostra um protótipo do novo portal do CCET já desenvolvido no Joomla, com o template definido pela GTI e as devidas extensões instaladas e configuradas.

pela GTI e as devidas extensões instaladas e configuradas. Figura 9: Protótipo do novo portal do

Figura 9: Protótipo do novo portal do CCET desenvolvido em Joomla.

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5.4 Etapas e Implantação da Integração

Para consolidar a integração do CMS Joomla com as informações do sistema WebAluno, a integração foi realizada em nível de banco de dados através do middleware PHP, utilizando-se as bibliotecas de conexão com o banco de dados Microsoft SQL Server e MySQL.

Uma vez liberado o acesso a estes bancos de dados, as informações tornaram-se disponíveis por meio do PHP/Apache, possibilitando assim a modelagem e criação de novas

estruturas de informações, que serão utilizadas no portal do CCET, elaborado em Joomla.

A Figura 9 mostra as etapas de realização dessa integração entre o Joomla e o

sistema WebAluno.

dessa integração entre o Joomla e o sistema WebAluno. Figura 10: Etapas da integração do Joomla
dessa integração entre o Joomla e o sistema WebAluno. Figura 10: Etapas da integração do Joomla
dessa integração entre o Joomla e o sistema WebAluno. Figura 10: Etapas da integração do Joomla
dessa integração entre o Joomla e o sistema WebAluno. Figura 10: Etapas da integração do Joomla

Figura 10: Etapas da integração do Joomla com os sistemas legados.

A implantação da ferramenta de integração deu-se a partir da configuração do

PHP para acesso ao banco de dados MSSQL Server do WebAluno. A partir daí foram elaboradas sentenças SQL através de aplicativos PHP, cuja função foi a recuperação das informações naquele banco de dados. Os códigos que realizam a conexão e a recuperação dos dados foram inseridos no Joomla através da extensão Jumi, nas partes internas das páginas do Portal CCET, local onde se encontra hospedado o PHP/Apache ambos pré-configurados para esta tarefa.

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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No presente trabalho buscou-se utilizar um CMS para a reestruturação do portal do CCET/Unimontes a fim de proporcionar maior facilidade de gerenciamento das informações. Este objetivo reforça a relevância dos estudos, adaptações e implantações de CMS em portais institucionais. Ações dessa natureza estão alinhadas com uma tendência mundializada de incorporação crescente de tecnologia de informação e comunicação na gestão de conteúdos. Ademais, buscou-se também realizar a integração, por meio de um middleware, do portal em questão aos sistemas de informação acadêmicas legados, WebAluno e SGD, utilizados pela Unimontes. Devido à necessidade de se separar as informações pertinentes a cada setor, e ao mesmo tempo, ter um ponto central de informações, foram estudados quatro diferentes CMS’s, sendo eles, Drupal, Made Simple, Plone e Joomla, sendo este último o escolhido para tal implantação. A facilidade de uso, documentação e maior quantidade de recursos disponíveis, foram fatores impactantes na escolha do CMS a ser utilizado. Sob tais aspectos, o Joomla mostrou-se bastante eficiente e adequado, além de possuir diversas extensões que facilitam o desenvolvimento de novas funcionalidades ao portal. Adicionalmente, a possibilidade de administração de alguns recursos pelo frontend torna a sua utilização mais simplificada. Através da utilização da extensão Jumi do do CMS Joomla e das bibliotecas PHP_MSSQL e PHP_MySQL do PHP, foi possível consultar informações contidas nos bancos de dados WebAluno e SGD. Foram realizados testes com sucesso para recuperação de informações de alunos, professores e cursos. Tais testes comprovam a possibilidade de integração entre o novo portal do CCET com os sistemas WebAluno e SGD, como foi proposto. Todavia devido o tamanho e complexidade da base de dados dos sistemas legados e indisponibilidade do servidor, não foi possível realizar testes mais aprimorados. Tendo em vista a necessidade de conexão com base de dados reais, ou seja, dos sistemas legados WebAluno e SGD, foi necessário a utilização de um servidor interno à Unimontes para a realização dos testes. Todo acesso foi feito somente através da interface de backend do Joomla e as mudanças na configuração do servidor ficaram a cargo da GTI. Em um primeiro instante, a instalação novo portal do CCET estava em um servidor que não pertencia ao mesmo domínio no qual se encontravam os bancos de dados do

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WebAluno e do SGD, dificultando assim a comunicação entre tais sistemas acarretando em atrasos no desenvolvimento deste trabalho. Para solucionar tal problema, a GTI disponibilizou um novo servidor para o novo portal do CCET com acesso aos bancos de dados necessários, mas isso ocorreu na etapa final deste projeto. Além disso, o servidor no qual estava hospedado o novo portal do CCET esteve ocasionalmente indisponível ou com problemas de configuração. Devido a essa série de fatores, o desenvolvimento do presente trabalho acabou sendo parcialmente comprometido. Como trabalho futuro pretende-se dar continuidade ao processo de implantação, desenvolvendo os demais códigos PHP de integração, avaliando e incorporando novos módulos, plugins e componentes. Por fim, espera-se contribuir para o avanço dos serviços oferecidos pelo portal do CCET tornando-o mais eficiente, estruturado, padronizado, sem duplicidade dos dados e com informações atualizadas e consistentes, adequando-o também às novas necessidades informacionais e de padronização da comunidade acadêmica.

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