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FOGUETES

Manual do Professor com Atividades de Ciências,


Matemática e Tecnologia

National Aeronautics and Space Administration

Departamento de Recursos Humanos e Educação


Divisão de Educação
Washington, D.C.

Grupo de Trabalho em Educação


NASA Johnson Space Center
Houston, Texas

Esta publicação é de domínio público e não está protegida pela lei de direitos autorais.
Não é necessária a permissão para duplicações.

EG-1996-09-108-HQ
Setembro, 1996

Produto Educacional
Professores Pré a 3ª série do
Ensino Médio
ROCKETS

A Teacher’s Guide with Activities In Science,


Mathematics, and Tecnology

National Aeronautics and Space Administration

Office of Human Resources and Education


Eduaction Division
Washington, D.C.

Education Working Group


NASA Johnson Space Center
Houston, Texas

This publication is in the Public Domain and is not protected by copyright.


Permission is not required for duplication.

EG-1996-09-108-HQ
September 1996
Foguetes

E ste Manual do Professor oferece sugestões para diferentes aplicações e


exemplificações de como o entendimento das propriedades dos gases pemitiram progredir, do
buscapé às naves espaciais.
Professores de diferentes disciplinas encontrarão neste Manual indicações muito
importantes para ilustrar suas aulas, em diferentes níveis, de aplicações de conceitos da
Física e da Química, principalmente.
São oferecidas importantes sugestões para a “decolagem” de alunos, em diferen-
tes níveis de escolaridade, de modo a evoluírem no entendimento, aliando teoria às atividades
necessárias à vida em uma nave espacial.
Alimentação, roupas, utilização do espaço, consumo de água, respiração, movi-
mentação, atividades a que estamos acostumados, têm diferente conotação quando no interior
de uma nave espacial.
Os alunos encontrarão neste Manual as mais variadas instruções e a seguir são
instados a responder perguntas, que os colocam em condições de ambientes totalmente diver-
sos de sua vivência diária, obrigando-os a exercícios mentais de grande inventividade.
São necessárias extrapolações que conduzam a soluções para tornar a vida possível,
em alguns metros cúbicos de um compartimento, durante longos intervalos de tempo. Como
são enviados sinais para a Terra? Como o satélite detecta um campo magnético? Como é possí-
vel sair da nave espacial, em movimento, no espaço, e a ela voltar, com segurança? Como a
atividade altera a pressão arterial? Como se prepara um café da manhã em uma nave espaci-
al? Por que são usados alimentos reidratados no Ônibus Espacial?
Estas são algumas perguntas feitas para que os alunos respondam e forneçam
sugestões para os professores. São acompanhadas de indicações de equipamentos a serem
montados para realizar experimentos esclarecedores de como responder.
É todo um sistema, cuidadosamente montado, para proporcionar o aprendizado,
em condições de independência de atuação e de liberdade para solucionar problemas real-
mente novos.

Baptista Gargione Filho


Reitor da Univap
Universidade do Vale do Paraíba
Ficha Catalográfica

N23f National Aeronautics and Space Administration


Foguetes - Manual do Professor com Atividades de Ciências,
Matemática e Tecnologia / NASA; Traduzido pela Universidade do Vale
do Paraíba. — São José dos Campos: Univap. 2001.
134p.: il.; 21 cm

1. Ciências. 2. Tecnologia. 3. Matemática. I. NASA. II. Universidade


do Vale do Paraíba III. Título

Esta publicação é de domínio público e não está protegida por direitos autorais.
Não é necessária a permissão para cópias.
EG-1996-09-108-HQ
Setembro, 1996

Supervisão Gráfica: Profª Maria da Fátima Ramia Manfredini - Pró-Reitoria de Cultura e Divulgação - Univap

 Tradução e Digitação: ComUnique Assessoria S/C - (12) 3941-8062  Revisão: Profª Glória Cardozo

Bertti - (12) 3922-1168  Designer Gráfico: Spiral Comunicação - (12) 3902-6358  Designer da Capa:

Fábio Siqueira  Impressão: JAC Gráfica e Editora - (12) 3928-1555  Publicação: Univap/2001
Agradecimentos

Esta publicação foi desenvolvida pela NASA com a colabo-


ração de centenas de professores da área da região IV do Texas
e por educadores do Programa de Serviços Educacionais
Aeroespaciais, Oklahoma State University.

Redatores:
Deborah A. Shearer
Gregory L. Vogt, Ed. D.
Programa Ensinando através do Espaço
NASA Johnson Space Center
Houston, TX

Editora:
Carla B. Rosenberg
Programa Ensinando através do Espaço
Sede da NASA
Washington, DC

Agradecimentos especiais a:
Timothy J. Wickenheiser
Chefe, Filial de Análise Avançada de Missão
NASA Lewis Research Center

Gordon W. Eskridge
Educação Aeroespacial
Oklahoma State University
Universidade do Vale do Paraíba
REITORIA
Reitor
Prof. Dr. Baptista Gargione Filho

Vice-Reitor e Pró-Reitor de Integração Universidade / Sociedade


Prof. Dr. Antônio de Souza Teixeira Júnior Sumário
Pró-Reitor de Credenciamento e Recredenciamento de Cursos
e de Recredenciamento da Universidade
Prof. João Luiz Teixeira Pinto

Pró-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças


Ailton Teixeira

Pró-Reitora de Assuntos Jurídicos


Dr.ª Maria Cristina Goulart Pupio Silva

Pró-Reitora de Cultura e Divulgação


Prof.ª Maria da Fátima Ramia Manfredini

* * * *

INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO


Diretora
Prof.ª Maria Valdelis Nunes Pereira

CURSO NORMAL SUPERIOR


Coordenadora
Prof.ª Maria de Fátima Garcia Moreira Daniel

Campus Centro:  Praça Cândido Dias Castejón, 116 - Centro


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Unidade Aquarius:  Rua Dr. Tertuliano Delphim Junior, 181 - Jardim Aquarius
São José dos Campos - SP - CEP 12246-080 - Tel.: (12) 3923-9090

http://www.univap.br
Sumário

Como usar este Manual...................................................................................................................... 9


Formato das Atividades................................................................................................................... 10
Breve História dos Foguetes ........................................................................................................... 11
Conhecimentos Básicos sobre Foguetes .......................................................................................... 20
Construção de Foguetes na Prática .................................................................................................. 25
Álbum de Família dos Veículos Lançadores ................................................................................... 33

Matriz de Atividades - Padrões Curriculares e Habilidades .......................................................... 43

Atividades
Motor de Hero de Lata de Refrigerante ................................................................................. 45
Carro-Foguete de Corrida ...................................................................................................... 51
3-2-1 Fogo! ............................................................................................................................ 60
Corrida de Comprimido Efervescente ................................................................................... 64
Foguetes de Papel .................................................................................................................. 68
O Carro de Newton ................................................................................................................ 74
Balão com Estágios ................................................................................................................ 80
Foguete como Meio de Transporte ........................................................................................ 83
Rastreamento de Altitude ....................................................................................................... 86
Lançador de Foguete de Garrafa ............................................................................................ 94
Foguete de Garrafa ................................................................................................................. 98
Projeto X-35 ........................................................................................................................ 102
Aprofundamentos Adicionais ............................................................................................... 121

Glossário ....................................................................................................................................... 122


Materiais Educacionais da NASA ................................................................................................ 124
Sugestões de Leitura ...................................................................................................................... 125
Recursos na Web para Educadores ............................................................................................... 126
Recursos Educacionais da NASA ................................................................................................. 128
Rede dos Centros de Recursos para Professores da NASA ......................................................... 130
Ficha de Avaliação ........................................................................................................................ 133
Como usar este Manual

O s foguetes são a forma mais antiga de veí-


culos autônomos que já existiu. Os primei-
ros foguetes foram usados há mais de dois mil
volta ao material contido na introdução do Ma-
nual. Também foram incluídas informações so-
bre a que área da Ciência a atividade se refere e
anos. Percorrendo uma história longa e empol- os padrões de Matemática, idéias para avalia-
gante, os foguetes evoluíram de simples tubos ção e aprofundamentos. Veja a página 10 para
cheios de pólvora a poderosos veículos capa- obter maiores detalhes sobre como as páginas
zes de lançar uma espaçonave em direção às das atividades estão montadas.
galáxias. Poucas experiências podem ser com-
paradas à emoção e tensão de ver um veículo Como muitas das atividades e demonstra-
acionado por foguetes, como o Ônibus Espaci- ções aplicam-se a mais de uma área, uma tabela
al, decolar para o espaço. Sonhos sobre fogue- indica e identifica as oportunidades para experi-
tes voando para mundos distantes aguçam a ima- ências de aprendizado ainda maiores. O gráfico
ginação tanto de crianças quanto de adultos. indica as áreas por título da atividade. Além dis-
so, muitas das atividades dos alunos estimulam a
Com alguns materiais baratos e simples, solução de problemas e o aprendizado coopera-
você pode elaborar aulas emocionantes e úteis tivo. Por exemplo, os alunos podem usar a solu-
para crianças quando o assunto é foguetes, au- ção de problemas para pensar em maneiras de
las essas que incorporam Ciências, Matemática melhorar o desempenho de carros impulsiona-
e Ensino de Tecnologia. As muitas atividades dos por foguetes. O aprendizado cooperativo é
contidas neste Manual enfatizam o envolvimen- uma necessidade das atividades de Rastreamento
to prático, a previsão de eventos, a coleta e a de Altitude e Balão com Estágios.
interpretação de dados, o trabalho em equipe e
a solução de problemas. Mais ainda, o Manual A duração do tempo envolvido em cada
contém as informações de referência sobre a atividade varia de acordo com seu grau de difi-
história dos foguetes e os conhecimentos cien- culdade e do grau de desenvolvimento dos alu-
tíficos básicos sobre foguetes que tornam seus nos. Com exceção da atividade Projeto X-35,
alunos “cientistas de foguetes”. no final do Manual, é possível completar a mai-
oria das atividades em uma ou duas aulas.
O Manual começa com as informações
de referência sobre a história da produção de Finalmente, o Manual termina com um glos-
foguetes, os princípios científicos e a parte sário de termos, lista de leituras sugeridas, re-
prática. As seções sobre princípios científi- cursos educacionais da NASA incluindo recur-
cos e a prática enfocam as três Leis do Movi- sos eletrônicos, e um questionário de avaliação.
mento de Isaac Newton. Essas leis explicam Com a intenção de sempre melhorar este Manual
porque os foguetes funcionam e como torná-los em futuras edições, gostaríamos de contar com
mais eficientes. as suas sugestões através do questionário anexo.

Depois das seções de referência há uma Observação sobre Unidades de Medidas


série de atividades que demonstra os fundamen-
tos científicos da fabricação de foguetes e, ao Ao desenvolver o Manual usamos unida-
mesmo tempo, desafia os alunos em atividades des métricas. Normalmente, nas listas de mate-
de projeto. Em cada uma das atividades você riais e ferramentas, são usadas algumas unida-
encontrará diagramas de montagem, listas de ma- des de medida do sistema inglês. Nos Estados
teriais e ferramentas, e instruções. Uma pequena Unidos certos itens, como parafusos, são difí-
seção de referência acompanha cada atividade e ceis de encontrar com medidas métricas, por
dá noções sobre os conceitos cobertos e leva de isso foi usado o sistema inglês.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 11
Formato das Atividades

Objetivos da
atividade

Descrição do que a
atividade faz

Padrões

Idéias para avaliação


Informações de
referência

Dicas para
gerenciamento
Aprofundamento
O que você precisa Idéias para discussão

Páginas de instrução para os alunos

Páginas de dados para os alunos

12 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Breve História dos Foguetes

O
s foguetes atuais são resultado me- Cerca de trezentos anos depois do vôo do
moráveis da engenhosidade humana pombo, um outro grego, Hero de Alexandria,
que têm suas raízes na Ciência e na inventou um dispositivo parecido com foguete
Tecnologia do passado. Eles são rebentos natu- semelhante ao pombo chamado de aeolipile, ou
rais de literalmente milhares de anos de experi- molinete de Hero. Esse dispositivo, também,
mentação e pesquisa sobre foguetes e propulsão usava o vapor como gás propulsor. Hero mon-
por foguetes. tou uma esfera no alto de uma chaleira. O fogo
Um dos primeiros dispositivos a aplicar sob a chaleira transformava a água dentro da
com sucesso os princípios essenciais do vôo chaleira em vapor, e o gás percorria tubos até a
por foguete foi um pássaro de madeira. Os es- esfera. Dois tubos em forma de “L”, colocados
critos de Aulus Gellius, um romano, contam a em lados opostos da esfera, permitiam que o
história de um grego chamado Arquitas que gás escapasse, e, fazendo isso, davam à esfera
morou na cidade de Tarentum, hoje parte do sul o movimento giratório.
da Itália. Em algum ponto do ano 400 A.C., Não se sabe exatamente quando os pri-
Arquitas encantava e alegrava os cidadãos de meiros foguetes de verdade apareceram. Há his-
Tarentum fazendo um pombo de madeira voar. tórias de dispositivos parecidos com foguetes
O escape de vapor impulsionava o pombo para permeando esporadicamente relatos históricos
frente, suspenso por fios de arame. O pombo de várias culturas. Talvez os primeiros verda-
usava o princípio da ação e reação, que só foi deiros foguetes tenham aparecido por acidente.
estabelecido como lei científica no século XVII. Há relatos contando que, no século I D.C., os
chineses possuíam uma forma simples de pó
para armas feito com salitre (nitrato de potás-
sio), enxofre e pó de carvão. Usavam esse pó
principalmente para fogos de artifício em cele-
brações religiosas e em outras festividades. Para
criar explosões, durante os festivais religiosos,
eles enchiam tubos de bambu com essa mistura
e faziam com que pegasse fogo. Talvez algum
desses tubos tenha falhado e, ao invés de ex-
plodir, tenha subido, impulsionado pelos gases
e faíscas produzidas pela queima da pólvora.
Os chineses começaram seus experimen-
tos com os tubos cheios de pólvora. Em algum
momento, prenderam os tubos de bambu a fle-
chas e lançaram-nas com arcos. Logo descobri-
ram que esses tubos de pólvora poderiam lan-
çar-se a si mesmos com a força produzida pelo
gás que escapava. Nascia o verdadeiro foguete.
A data registrada como da primeira vez
em que um foguete foi usado é 1232. Nessa
época, chineses e mongóis estavam em guerra.
Durante a batalha de Kai-Keng, os chineses
expulsaram os mongóis com uma barricada de
“flechas de fogo voador”. Essas flechas de fogo
Mecanismo inventado por Hero. eram uma forma simples de foguete a propulsão

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 13
sólida. Um tubo, tampado em uma extremidade, fogos de artifício alemão, Johann Schmidlap,
continha a pólvora. A outra extremidade era inventou o “foguete de passo”, um veículo com
deixada aberta e o tubo era preso a uma longa múltiplos estágios, para levantar fogos a altu-
vara. Quando a pólvora era acendida, a queima ras maiores. Um foguete maior (primeiro está-
rápida da pólvora fazia o fogo liberar fumaça, gio) carregava um foguete menor (segundo es-
e o gás escapava para fora produzindo um im- tágio). Quando o foguete maior se queimava, o
pulso. A vareta era usada apenas como sistema menor continuava a uma altitude mais alta antes
de direcionamento que mantinha o foguete no de iluminar o céu com suas cinzas brilhantes. A
alvo ao voar pelo ar. A eficiência dessas fle- idéia de Schmidlap é o fundamento de todos os
chas de fogo como armas de destruição para foguetes que hoje são lançados ao espaço.
guerra não é clara, mas seus efeitos psicológi- Praticamente todas as utilidades dos fo-
cos sobre os mongóis devem ter sido formidáveis. guetes até essa época resumiam-se à guerra ou
a exibições pirotécnicas, mas uma antiga lenda
chinesa relata o uso de foguetes como meio de
transporte.

Flechas de fogo dos chineses.

Depois da batalha de Kai-Keng, os


mongóis fabricaram seus próprios foguetes e
foram os responsáveis pela disseminação da
Torpedo de superfície.
técnica dos foguetes pela Europa. Muitos regis-
tros descrevem experimentos com foguetes du- Com a ajuda de alguns assistentes, um ofi-
rante os séculos XIII a XV. Na Inglaterra, um cial chinês menos famoso, chamado Wan-Hu,
monge chamado Roger Bacon trabalhou em for- montou uma cadeira voadora impulsionada por
mas mais aprimoradas de pólvora que aumen- foguete. Eram duas pipas presas a uma cadeira,
tavam consideravelmente o alcance dos fogue- e havia quarenta e sete foguetes de flecha de
tes. Na França, Jean Froissart conseguiu mais fogo também fixados às pipas.
precisão nos vôos lançando foguetes através de No dia programado para o vôo, Wan-Hu
tubos. A idéia de Froissart foi a precursora da sentou-se na cadeira e deu o comando para que
bazuca moderna. Joanes de Fontana, na Itália, acendessem os foguetes. Quarenta e sete assis-
projetou um torpedo impulsionado por foguete tentes, todos com tochas, correram para acender
que corria na superfície para incendiar navios os foguetes. Um tremendo estrondo soou no ar,
inimigos. acompanhado por nuvens de fumaça. Quando
Em meados do século XVI, os foguetes a fumaça se dissipou, Wan-Hu e sua cadeira
passaram por uma época de desuso, como arma haviam desaparecido. Ninguém sabe o que lhe
de guerra, embora ainda fossem usados em exi- aconteceu, mas, se essa história for verdadei-
bições de fogos de artifício. Um fabricante de ra, Wan-Hu e sua cadeira, provavelmente, não

O lendário oficial chinês Wan Hu prende-se antes


Soldado chinês lança uma flecha de fogo. da “decolagem”.

14 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
sobreviveram à explosão. As flechas de fogo rados ao inimigo. No mundo todo, os pesquisa-
tanto podiam voar como explodir. dores de foguetes tentaram melhorar sua ponta-
ria. Um inglês, William Hale, desenvolveu uma
A Fabricação de Foguetes torna-se uma técnica chamada estabilização de giro em para-
Ciência fuso. De acordo com esse método, os gases de
exaustão, barrados por pequenos pás na parte
Durante a segunda metade do século XVII, inferior do foguete, faziam com que ele rodasse
o grande cientista inglês Sir Isaac Newton de um modo mais parecido com o comporta-
(1642-1727) estabeleceu os fundamentos cien- mento de uma bala em vôo. Muitos foguetes, ain-
tíficos para os foguetes modernos. Newton or- da hoje, usam variações desse princípio.
ganizou o conhecimento do movimento físico em O uso de foguetes continuou a ter sucesso
três leis científicas. As leis explicam como os nas batalhas por todo o continente europeu. En-
foguetes funcionam e porque são capazes de fun- tretanto, na guerra com a Prússia, as brigadas
cionar no vácuo do espaço sideral. (veja Co- de foguetes da Áustria tiveram de enfrentar no-
nhecimentos Básicos sobre Foguetes para ob- vos projetos de peças de artilharia. Canhões de
ter maiores informações sobre as Três Leis do retrocarga1 com canos de rifles e ogivas de com-
Movimento de Newton, com início na página 20). bate eram armas muito mais poderosas do que
As leis de Newton logo começaram a ter os melhores foguetes. Mais uma vez, os exérci-
um impacto prático no projeto dos foguetes. Por tos relegaram os foguetes para uso em tempos
volta de 1720, um professor holandês, Willem de paz.
Gravesande, construiu carros em miniatura
propulsionados por jatos de vapor. Experiências Aparece o Foguete Moderno
com foguetes na Alemanha e na Rússia come-
çaram a usar foguetes com massa acima de 45 Em 1898, um professor russo, Konstantin
quilogramas. Alguns desses foguetes eram tão Tsiolkovsky (1857-1935), propôs a idéia da
potentes que as chamas de escape faziam bura- exploração do espaço através de foguetes. Num
cos profundos no chão antes da decolagem. relatório publicado em 1903, Tsiolkovsky su-
Durante o final do século XVIII e início geriu o uso de combustíveis líquidos para con-
do século XIX, os foguetes experimentaram um seguir um alcance mais longo. Tsiolkovsky afir-
breve renascimento como arma de guerra. O su- mou que somente a velocidade de exaustão dos
cesso das barricadas de foguetes feitas pelos gases limitava a velocidade e o alcance de um
índios americanos contra os ingleses em 1792 foguete. Por suas idéias, pesquisa cuidadosa e
e, novamente, em 1799, chamaram a atenção do grande visão, Tsiolkovsky foi chamado de pai
especialista em artilharia, Coronel William da astronáutica moderna.
Congreve. Congreve começou a projetar fogue- No início do século XX, um americano,
tes para serem usados pelo exército inglês. Robert H. Goddard (1882-1945), conduziu
Os foguetes de Congreve tiveram um gran- experimentos físicos com foguetes. Ele interes-
de sucesso nas batalhas. Usados pelos navios sou-se pelo modo como se poderia atingir alti-
britânicos para tomar o forte McHerny na guerra tudes maiores do que eram possíveis com ba-
de 1812, eles inspiraram Francis Scott Key a lões mais leves que o ar. Ele publicou um pan-
escrever “O Brilho Vermelho dos Foguetes” em fleto em 1919 intitulado Um Método para Che-
seu poema que mais tarde se tornou The Star- gar a Grandes Altitudes. Hoje, damos a essa
Spangled Banner. análise matemática o nome de foguete de sonda
Mesmo com o trabalho de Congreve, a meteorológica.
precisão dos foguetes ainda não tinha melhora- Nesse panfleto, Goddard chegou a várias
do muito em relação aos primeiros foguetes. A conclusões importantes para o desenvolvimen-
natureza devastadora dos foguetes de guerra não to dos foguetes. Através de seus testes, ele afir-
estava relacionada à sua precisão de alvo ou à mou que um foguete consegue funcionar com
potência, mas à sua quantidade. Durante um ata- maior eficiência no vácuo do que no ar.
que típico, milhares de foguetes podiam ser ati- 1
N. T.: de carregamento pela culatra.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 15
Naquele tempo, a maioria das pessoas acredi- subindo 12,5 metros e aterrissou a 56 metros
tava, erroneamente, que a presença do ar era em uma plantação de repolhos. Para os padrões
necessária para o foguete provocar uma força atuais, o vôo não foi grande coisa, mas, como o
contrária. Um editorial do jornal New York Times primeiro vôo do avião dos irmãos Wright em
daquele dia zombou da ausência, no trabalho 1903, o foguete a gasolina de Goddard foi o
de Goddard, da “física básica derramada diari- pioneiro de uma nova era nos vôos de foguetes.
amente nas salas de aula do colegial.” Goddard Os experimentos de Goddard com fogue-
também afirmou que os foguetes de múltiplos tes a combustível líquido continuaram por muitos
estágios ou de passo seriam a resposta para que anos. Seus foguetes foram aumentando de tama-
se conseguisse atingir maiores altitudes e essa nho e voando mais alto. Ele desenvolveu um
seria a única maneira de se atingir a velocidade sistema de controle de vôo e um compartimento
necessária para sair da área da força de gravi- de carga para instrumentos científicos. Sistemas
dade da Terra. de recuperação através de pára-quedas traziam
os foguetes e os instrumentos de volta com se-
gurança. Por suas conquistas, Goddard é cha-
mado o pai do foguete moderno.
Um terceiro grande pioneiro do espaço,
Hermann Oberth (1894-1989), da Alemanha,
publicou um livro, em 1923, sobre as viagens
de foguete ao espaço. Seus escritos são impor-
tantes. Devido a eles, muitas pequenas associa-
ções de cientistas especialistas em foguetes
apareceram no mundo todo.

Ignição

Válvulas de
Motor do agulha
foguete
Projetos de Foguete de Tsiolkovsky.
Tubulação de
Os primeiros experimentos de Goddard oxigênio líquido
Tubulação de
gasolina
aconteceram com foguetes a combustível sóli-
do. Em 1915, ele começou a experimentar ou-
tros tipos de combustíveis sólidos e a medir as
velocidades de exaustão dos gases eliminados. Haste com
dobradiça
Enquanto trabalhava com foguetes a com- Respiro de alívio
bustível sólido, Goddard convenceu-se de que de pressão Escudo de
exaustão
seria melhor usar combustível líquido. Ninguém,
até então, havia construído, com sucesso, um Tanque de Cabo
foguete a combustível líquido. Foi uma tarefa oxigênio Válvulas de
líquido de bóia de puxar Queimador a
bem mais diferente do que construir foguetes cortiça álcool
movidos a combustível sólido. Seriam neces- Tanque de
sários agora tanques de combustível e de oxi- Tubulação de gasolina
oxigênio, gás sob
gênio, turbinas e câmaras de combustão. Ape- pressão Cabo de puxar
Cilindro de
sar das dificuldades, Goddard conseguiu o pri- Válvula de retenção Mangueira oxigênio
móvel de
meiro vôo bem-sucedido com foguete a com- ignição
bustível líquido no dia 16 de março de 1926.
Cano
Abastecido com oxigênio líquido e gasolina, o
foguete voou por apenas dois segundos e meio, Foguete do Dr. Goddard de 1926.

16 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Na Alemanha, a formação de uma dessas nos Estados Unidos. Esses mísseis tinham um
sociedades, a Verein fur Raumschiffarhrt (So- alcance bem grande, mas uma pequena capaci-
ciedade para Viagens Espaciais), levou os ale- dade para carga.
mães ao desenvolvimento do foguete V-2, usa-
do pelos alemães contra Londres na Segunda
Guerra Mundial. Em 1937, engenheiros e cien-
tistas alemães, incluindo Oberth, reuniram-se, Ogiva
(Carga explosiva)
em Peenemunde, na costa do mar Báltico. Ali,
sob a diretoria de Wernher von Braun, enge-
Controle giroscópico
nheiros e cientistas construíram e lançaram o automático
mais avançado foguete até então. Árvore de guia e
receptores de
comando de rádio

Tanque para
mistura de
álcool e água

Tanque para
combustível Tanque para
propulsor da oxigênio
turbina (peróxido líquido
de hidrogênio)

Vaporizador para o Turbo-bomba


combustível propulsor do combustível
da turbina (acionador propulsor
da turbo-bomba do
combustível propulsor)

Válvula Escape de
principal de vapor da
oxigênio turbina

Motor do
foguete
Válvula
O Dr. Robert H. Goddard ajusta a parte de cima da câmara de principal do
combustão de um foguete nessa fotografia tirada em 1940 em álcool
Roswell, Novo México.

O foguete V-2 (na Alemanha chamado de


A-4) era pequeno em comparação com os fo- Pá para jato Pá para ar
guetes atuais. Ele conseguiu um maior impulso
Míssil alemão V-2 (A-4).
devido a uma mistura de oxigênio líquido e ál-
cool a uma freqüência de cerca de uma tonela- Com a queda da Alemanha, os aliados toma-
da a cada sete segundos. Uma vez lançado, o ram posse de foguetes V-2 não utilizados e de seus
V-2 foi uma arma formidável capaz de devastar componentes. Muitos dos cientistas alemães dessa
quarteirões inteiros de uma cidade. área foram para os Estados Unidos, outros, para a
Felizmente, para Londres e para as for- União Soviética. Os cientistas alemães, incluindo
ças aliadas, o V-2 apareceu muito tarde na guerra Wernher von Braun, ficaram impressionados com
para que pudesse mudar o resultado. Entretanto, os progressos conseguidos por Goddard.
no final da Guerra, os cientistas e engenheiros Tanto os Estados Unidos quanto a União
alemães dedicados à pesquisa de foguetes já ti- Soviética reconheceram o potencial dos fogue-
nham lançado os planos para mísseis avançados tes como arma militar e iniciaram uma varieda-
capazes de cruzar o Oceano Atlântico e aterrissar de de programas experimentais. Primeiro, os

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 17
Estados Unidos começaram um programa com tripulada, mas o veículo lançador, um foguete
foguetes de sonda atmosférica de grande altitu- Atlas com um estágio superior Able, falhou 45
de, uma das primeiras idéias de Goddard. Mais segundos após a decolagem quando a carga se
tarde, desenvolveram uma gama de mísseis rasgou para longe do foguete. Os Russos tive-
balísticos intercontinentais de médio e de lon- ram mais sucesso com a Luna 1, que voou pró-
go alcance. Eles tornaram-se o ponto de partida xima à Lua em janeiro de 1959. Mais tarde, nesse
do programa espacial norte-americano. Mísseis mesmo ano, o programa Luna colocou uma son-
como o Redstone, o Atlas e o Titan, um dia, da na Lua, tirando as primeiras fotografias do
poderiam lançar astronautas ao espaço. lado escuro. Entre 1958 e 1960, os Estados Uni-
A 4 de outubro de 1957, a União Soviéti- dos enviaram uma série de missões, as sondas
ca impressionou o mundo com o lançamento de lunares Pioneer, para fotografar e obter dados
um satélite artificial à órbita da Terra. Chama- científicos sobre a Lua. Essas sondas não tive-
do Sputnik I, o satélite foi o primeiro sucesso ram sucesso, na sua maioria, devido a falhas
de uma corrida para o espaço entre duas super- nos veículos de lançamento. Somente uma das
potências. Menos de um mês depois, os sovié- oito sondas conseguiu cumprir sua missão à Lua,
ticos lançaram um satélite carregando uma ca- embora várias sondas, posicionadas entre a Lua
dela a bordo, a Laika. Ela sobreviveu no espa- e a Terra, tenham fornecido importantes infor-
ço sete dias antes de ser sacrificada antes do mações científicas sobre o número e a extensão
término do suprimento de oxigênio. dos anéis de radiação ao redor da Terra. Os
Alguns meses depois do primeiro Sputnik, Estados Unidos pareciam estar bem atrás da
os Estados Unidos lançaram um satélite União Soviética na corrida espacial.
próprio.O Exército norte-americano lançou o A cada lançamento, os vôos tripulados fi-
Explorer I em 31 de janeiro de 1958. Em outu- cavam mais perto de tornarem-se realidade. Em
bro desse ano, os Estados Unidos organizaram abril de 1961, um russo chamado Yuri Gagarin
formalmente o seu programa espacial, criando tornou-se o primeiro homem a permanecer na
a National Aeronautics and Space órbita da Terra. Menos de um mês depois, os
Administration (NASA). A NASA tornou-se Estados Unidos lançaram o primeiro norte-ame-
uma agência civil, com o objetivo da explora- ricano ao espaço, Allan Shepard. O vôo foi uma
ção pacífica do espaço para o bem de toda a subida suborbital, e o retorno imediato à Terra.
humanidade. O foguete Redstone não tinha potência suficiente
Logo, foguetes lançaram muitas pessoas para colocar a cápsula Mercury em órbita. O
e equipamentos ao espaço. Astronautas vôo durou apenas pouco mais de 15 minutos e
orbitaram a Terra e aterrissaram na Lua. Naves chegou a uma altitude de 187 quilômetros. Allan
robóticas viajaram aos planetas. O espaço, de Shepard experimentou cerca de 5 minutos de
repente, abriu-se à exploração e à especulação microgravidade antes de voltar à Terra, retorno
comercial. Os satélites permitiram aos cientis- no qual sentiu forças doze vezes maiores do que
tas investigar o nosso mundo, prever o clima e a força da gravidade. Vinte dias depois, embo-
comunicar-se instantaneamente com o mundo ra ainda tecnicamente atrás da União Soviética,
todo. A procura por veículos que pudessem le- o presidente John Kennedy anunciou o objetivo
var uma carga maior ao espaço criou a necessi- de colocar um homem na Lua até o final da década.
dade de desenvolver uma grande variedade de Em fevereiro de 1962, John Glenn tornou-
foguetes potentes e versáteis. se o primeiro homem a orbitar a Terra em uma
A exploração científica do espaço usan- pequena cápsula que só tinha lugar para ficar
do naves-robôs continuou em ritmo acelerado. sentado. Lançado por um foguete Atlas mais po-
Tanto a Rússia quanto os Estados Unidos inicia- tente, John Glenn ficou em órbita por quatro ho-
ram programas para a exploração da Lua. O ras e cinqüenta minutos antes de descer ao Oce-
desafio inicial era desenvolver uma tecnologia ano Atlântico. O programa Mercury teve um total
que permitisse o envio de uma sonda à Lua. de seis lançamentos: dois suborbitais e quatro
Nove meses depois do Explorer I os Estados orbitais. Esses lançamentos demonstraram a
Unidos lançaram a primeira sonda lunar não- capacidade de os Estados Unidos enviarem
18 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
homens à órbita da Terra, permitiram a tripula- foram capazes de identificar locais para a ater-
ção trabalhar no espaço, operar a nave e fazer rissagem dos módulos tripulados. Entretanto,
observações científicas. existia um problema ainda significativo sem
Os Estados Unidos iniciaram, então, um solução. A nave Surveyor era muito grande para
programa intenso, não-tripulado, visando dar ser lançada pelos foguetes existentes Atlas/
apoio à aterrissagem do homem na Lua. Três Agena, portanto, um novo estágio superior de
projetos separados coletaram informações so- alta energia, chamado Centauro, foi desenvol-
bre locais de aterrissagem e outros dados sobre vido para substituir o Agena especificamente
a superfície da Lua e o ambiente ao seu redor. para essa missão. O estágio superior do
O primeiro foi a série Ranger, a primeira ten- Centauro usava combustíveis eficientes de hi-
tativa dos Estados Unidos para tirar fotos de drogênio e oxigênio que melhoravam drastica-
perto da Lua. A nave tirou várias fotos em preto mente seu desempenho, mas a baixa temperatu-
e branco da Lua à medida que descia e se cho- ra das grandes altitudes e a sua natureza alta-
cava com a superfície lunar. Embora a série mente explosiva apresentavam grandes desafi-
Ranger tenha fornecido muitos dados detalha- os técnicos. Além disso, eles construíram os tan-
dos, os planejadores da futura missão Apollo ques do Centauro com aço inoxidável fino para
queriam dados mais abrangentes. economizar o precioso peso. Era necessário
manter a pressão moderada no tanque para que
ele não sofresse uma implosão. A construção
do foguete estava melhorando a capacidade de
os Estados Unidos explorarem a Lua.
A Gemini foi a segunda cápsula tripula-
da a ser desenvolvida pelos Estados Unidos.
Foi projetada para levar dois astronautas e foi
lançada com o maior veículo de lançamento
construído até então, o Titan II. O mandato do
presidente Kennedy desviou significativamente
a missão Gemini de seu objetivo principal de
expandir a experiência no espaço, preparando
o país para uma aterrissagem tripulada na Lua.
Ela abriu caminho para o programa Apollo, de-
monstrando o encontro e acoplamento requeri-
dos para que o módulo lunar pudesse voltar à
Terra, a Atividade Extraveicular - EVA
[Extraveicular Activity], necessária para a ex-
ploração da superfície da Lua e muitos conser-
tos de emergência, e, finalmente, a capacidade
Fotografia bem próxima do solo da Lua tirada pela para seres humanos sobreviverem e trabalha-
nave Ranger 9 momentos antes do impacto. O rem durante uma missão lunar de oito dias. O
pequeno círculo à esquerda é o local de impacto. programa Gemini lançou dez missões tripula-
Os dois programas lunares finais foram das em 1965 e 1966; oito vôos encontraram-se
projetados para trabalharem juntos. O Lunar e acoplaram com estágios não-tripulados em ór-
Orbiter forneceu um mapa bem minucioso da bita da Terra e sete realizaram atividades
superfície da Lua. O Surveyor forneceu foto- extraveiculares.
grafias detalhadas e em cores da superfície da O lançamento de homens à Lua reque-
Lua, bem como dados sobre os elementos do ria veículos de lançamento bem maiores do
sedimento lunar e uma avaliação da capacida- que os existentes. Para conseguir esse obje-
de do sedimento agüentar o peso dos módulos tivo, os Estados Unidos desenvolveram o
de aterrissagem tripulados. Através da análise foguete Saturno. A cápsula da Apollo, ou
dos dois conjuntos de dados, os planejadores módulo de comando, permitia uma tripulação

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 19
de três astronautas. A cápsula levou os astro- fazer previsão do tempo e para comunicar-se
nautas à órbita ao redor da Lua onde dois astro- instantaneamente com lugares diferentes do mun-
nautas foram transferidos a um módulo lunar e do. Além disso, cientistas começaram a explorar
desceram à superfície da Lua. Depois de com- outros planetas. O Mariner 2 voou com suces-
pletar sua missão, a parte superior do módulo so por Vênus em 1962, tornando-se a primeira
lunar voltou à órbita e encontrou-se com a cáp- sonda a voar por perto de um outro planeta. O
sula da Apollo. Os astronautas vindos da Lua programa espacial interplanetário norte-ameri-
retornaram novamente ao módulo de comando cano decolou, então, com uma fabulosa série
e um módulo de serviço, com um motor, fez com de lançamentos bem-sucedidos. O programa já
que voltassem para a Terra. Depois de quatro visitou todos os planetas, menos Plutão.
missões tripuladas, o astronauta da Apollo 11, Depois do programa Apollo, os Estados
Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a Unidos começaram a concentrar-se no desen-
pisar na Lua. Os Estados Unidos voltaram à su- volvimento de um sistema de lançamento
perfície da Lua mais cinco vezes antes que o reutilizável, o Ônibus Espacial. Aceleradores
programa fosse encerrado. Depois do progra- sólidos e três motores principais na nave lan-
ma lunar, o programa Apollo e o foguete Saturno çam o Ônibus Espacial. Os foguetes reutilizáveis
lançaram o Skylab, a primeira estação espacial permanecem no vôo pouco mais do que dois
norte-americana. Uma versão menor do veículo minutos e soltam-se em direção ao Oceano
lançador Saturno transportou a tripulação para Atlântico onde caem segurados por pára-que-
o primeiro encontro espacial entre os Estados das e são resgatados por dois navios. O Ônibus
Unidos e a União Soviética, a missão Apollo-Soyuz. e o tanque externo continuam subindo. Quando
os motores principais param de funcionar, o tan-
que externo se solta do Ônibus, eventualmente,
desintegrando-se na atmosfera. Um pequeno
acionamento dos dois sistemas de manobras
orbitais muda a trajetória para orbitar numa al-
titude entre 185 e 402 km da Terra. O Ônibus
Espacial tem uma capacidade de carga de apro-
ximadamente 25.000 quilogramas, para que os
membros da tripulação possam realizar experi-
mentos no ambiente de microgravidade.Os
impulsionadores do sistema de manobra são aci-
onados para diminuir a velocidade da nave na hora
de entrar novamente na atmosfera, o que aquece o
escudo de proteção térmica do Ônibus para cerca
de 816ºC. Na descida final do Ônibus Espacial,
ele volta à Terra planando como um avião.
Desde os primórdios do seu descobrimen-
to e experimentação, os foguetes evoluíram de
simples dispositivos a pólvora para veículos
gigantes capazes de viajar para o espaço, le-
vando astronautas à Lua, lançando satélites para
explorar nosso universo e capacitando-nos para
realizar experiências científicas a bordo do
Ônibus Espacial. Sem dúvida os foguetes abri-
Uma visão de lente olho-de-peixe do foguete Saturno
5 no momento exatamente após a ignição.
ram o universo à exploração direta pela huma-
nidade. Qual será o papel dos foguetes no futuro?
Durante esse programa lunar tripulado, ve- O objetivo do programa espacial dos
ículos de lançamento não-tripulados lançaram Estados Unidos é expandir nossos horizontes
muitos satélites para investigar nosso planeta, com relação ao espaço, e depois abrir as fron-
20 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
teiras do espaço para a expansão humana in- custos de se ir à órbita. O X-33 será um veículo
ternacional e desenvolvimento comercial. Para tripulado capaz de levar carga semelhante à do
que isso aconteça, os foguetes precisam ficar Ônibus Espacial. O X-34 será um pequeno veí-
mais viáveis em termos de custo e mais culo de lançamento não-tripulado capaz de lan-
confiáveis como meio de transporte para o espaço. çar 905 quilogramas ao espaço e reduzir o custo
Equipamentos caros não podem ser de lançamento para dois terços do custo atual.
jogados fora toda vez que vamos ao espaço. O primeiro passo para a construção de
É preciso continuar o esforço para uma maior veículos totalmente reutilizáveis já aconteceu.
reutilização, o qual começou durante o progra- Um projeto chamado Delta Clipper está em fase
ma do Ônibus Espacial. Pode ser que a NASA de teste. O Delta Clipper é um veículo de deco-
desenvolva aviões espaciais que decolem de lagem vertical e aterrissagem suave. Ele de-
pistas, voem para a órbita e voltem aterrissan- monstrou capacidade para flutuar no espaço e
do nessas mesmas pistas, com operação seme- manobrar sobre a Terra utilizando o mesmo
lhante à dos aviões. equipamento. O programa usa a tecnologia exis-
Para conseguir esse objetivo, estão atual- tente e minimiza os custos operacionais. Fogue-
mente em desenvolvimento dois programas. Os tes confiáveis e baratos são o segredo para a
programas X-33 e X-34 desenvolverão veículos capacitação de homens e mulheres para real-
reutilizáveis, os quais irão diminuir muito os mente lançarem-se ao espaço.

Três conceitos de veículos espaciais reutilizáveis do futuro sendo


estudados pela NASA.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 21
Conhecimentos Básicos sobre Foguetes

U m foguete é a forma mais simples de uma


câmara contendo um gás sob pressão em
seu interior. Uma pequena abertura em uma das
funcionam.
A ciência da construção de foguetes teve
início com a publicação de um livro em 1687
extremidades da câmara permite que o gás es- do grande cientista inglês Sir Isaac Newton. Seu
cape, e, fazendo isso, fornece um empuxo que livro, intitulado Philosophiae Naturalis Prin-
propulsiona o foguete na direção oposta. Um cipia Mathematica, descrevia os princípios fí-
bom exemplo para isso é uma bexiga. O ar den- sicos da natureza. Hoje, o trabalho de Newton
tro da bexiga está comprimido pelas paredes é conhecido apenas como Principia.
de borracha da bexiga. O ar tende a ir para trás No Principia, Newton estabeleceu três im-
de modo que as forças de dentro e de fora se portantes princípios científicos que governam
equilibram. Quando se solta a abertura, o ar es- o movimento de todos os objetos, na Terra ou
capa por ela e a bexiga é impulsionada em sen- no espaço. Sabendo esses princípios, agora cha-
tido oposto ao do ar. mados de Leis do Movimento de Newton, os
Quando pensamos em fo- construtores de foguetes torna-
Pressão do ar externo
guetes, raramente pensamos ram-se capazes de construir os
em bexigas. Ao contrário, nos- modernos foguetes gigantes do
sa atenção é desviada para os século XX, como o Saturno 5
grandes veículos que carre- e o Ônibus Espacial. Aqui,
gam satélites para a órbita e em sua forma simples, as
naves espaciais à Lua e a Três Leis do Movimento
outros planetas. Entretan- Pressão do ar interno de Newton:

1.Os objetos em repou-


O ar se move O balão se move
so ficarão em repouso
e os objetos em movi-
mento ficarão em movi-
mento em uma linha reta
to, há uma forte semelhan- a não ser que sejam atingi-
ça entre eles. A única dife- dos por uma força desequi-
rença significativa é o modo librada.
como o gás pressurizado é pro-
duzido. No caso de foguetes espa- 2.A força é igual à massa multi-
ciais, o gás é produzido pela queima de plicada pela aceleração.
combustíveis que podem ser sólidos ou líqui-
dos ou uma combinação dos dois. 3. Para qualquer ação sempre há uma reação na
Um fato interessante sobre o desenvolvi- mesma direção e em sentido oposto.
mento histórico dos foguetes é que enquanto fo-
guetes e dispositivos impulsionados por fogue- Como explicaremos brevemente, as três leis são
tes vêm sendo usados há mais de dois mil anos, afirmações realmente simples sobre como as
somente nos últimos trezentos anos é que os ex- coisas se movem. Mas, com elas, podemos fa-
perimentos com foguetes receberam uma funda- zer determinações precisas do desempenho de
mentação científica para que se entendesse como foguetes.

22 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
A Primeira Lei de Newton equilibradas. Se deixar a bola cair, ou mover
sua mão para cima, as forças ficarão desequili-
Essa lei do movimento é uma coisa óbvia, bradas. A bola sai, então, de um estado de
mas para saber o que ela significa é preciso repouso para um estado de movimento.
entender os termos repouso, movimento e for-
ça desequilibrada.
O repouso e o movimento podem ser en-
tendidos como opostos entre si. O repouso é o Gravidade
estado de um objeto quando ele não está mu-
dando de posição em relação aos objetos em
sua volta. Se você estiver sentado em uma ca- Bola em repouso
deira, podemos dizer que você está em repou-
so. Esse termo, entretanto, é relativo. A cadeira
em que você está sentado pode ser um dos mui-
tos assentos de um avião que voa a alta veloci-
dade. O importante é lembrar sempre que você
não está se movendo em relação ao que está
perto de você. Se definíssemos repouso como a
total ausência de movimento, ele não existiria
na natureza. Mesmo sentado em sua cadeira em
casa, você ainda estaria em movimento, porque
sua cadeira, na realidade, está sobre a superfí-
cie de um planeta que está girando na órbita de
uma estrela. A estrela está movendo-se em uma
galáxia em rotação que, por sua vez, está se mo-
vendo pelo universo. Embora sentado “parado” Levanta-
você está se movendo a uma velocidade de cen- mento
tenas de quilômetros por segundo.
O movimento também é um termo relati-
vo. Toda a matéria no universo está em movi-
mento o tempo todo, mas, na primeira lei, mo- No vôo do foguete, as forças tornam-se
vimento significa a mudança de posição em re- equilibradas e desequilibradas todo o tempo.
lação aos objetos próximos. Uma bola está em Um foguete na base de lançamento está equili-
repouso se estiver no gramado parada. A bola brado. A superfície da base o puxa para cima
está em movimento se estiver rolando. Uma bola enquanto a gravidade o puxa para baixo. Quan-
rolando muda de posição em relação ao que está do os motores são ligados, a força de empuxo
em sua volta. Quando você está sentado em uma do foguete desequilibra as forças e o foguete
cadeira num avião, está em repouso, mas se vai para cima. Mais tarde, quando o foguete fi-
levantar e andar no corredor estará em movimento. car sem combustível, a sua velocidade vai di-
Um foguete subindo no lançamento sai de um minuindo, ele pára no ponto mais alto de sua
estado de repouso para um estado de movimento. trajetória e cai de volta para a Terra.
O terceiro termo importante para enten- Objetos no espaço também reagem a for-
der essa lei é a força desequilibrada. Se você ças. Uma nave espacial viajando através do sis-
segurar uma bola em sua mão e a mantiver pa- tema solar está em movimento constante. A nave
rada, a bola estará em repouso. Todo o tempo viajará em linha reta se as forças agindo sobre
em que a bola estiver lá ela recebe forças. A ela estiverem equilibradas. Isso acontece
força da gravidade está tentando puxá-la para o somente quando a nave está bem longe das for-
chão, enquanto que, ao mesmo tempo, sua mão ças da gravidade da Terra ou de outros planetas
está fazendo força para cima para manter a bola e suas luas. Se a nave se aproximar de um cor-
no mesmo lugar. As forças agindo na bola estão po muito grande no espaço, a gravidade desse
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 23
Movimento do Satélite Força para baixo da Agora que os três termos principais dessa
para a frente gravidade do planeta primeira lei foram explicados, é possível
reescrevê-la. Se um objeto, como um foguete, es-
tiver em repouso, será necessária uma força de-
sequilibrada para fazer com que se mova. Se o
objeto já estiver em movimento, será necessária
uma força para pará-lo ou mudar sua direção de
uma trajetória reta, ou mudar sua velocidade.

A Terceira lei de Newton


Por enquanto, deixaremos de lado a segun-
da lei de Newton e iremos diretamente para a
terceira. Essa lei afirma que toda ação tem uma
reação na mesma direção e em sentido oposto.
Trajetória Se você alguma vez entrou em um pequeno barco
resultante que não tenha sido adequadamente preso no píer,
A combinação do movimento de um satélite para saberá exatamente o que isso significa.
frente e a força da gravidade do planeta desviam o Um foguete pode subir de uma base de
satélite e o colocam em uma órbita. lançamento somente quando solta o gás de seu
corpo irá desequilibrar as forças e curvar a tra- motor. O foguete empurra o gás, e o gás, por sua
jetória da nave. Isso acontece, particularmente, vez, empurra o foguete. O processo todo é mui-
quando um satélite é enviado por um foguete to semelhante com andar de skate. Imagine que
em uma trajetória que é tangente à órbita de um o skate e o skatista estão em repouso (não mo-
planeta. A força gravitacional desequilibrada vimento). O skatista pula para fora do skate. Na
faz com que o satélite mude de trajetória para a terceira lei, esse pulo é chamado de ação. O
forma de um arco. O arco é uma combinação da skate responde a essa ação andando uma certa
queda do satélite para dentro em direção ao cen- distância no sentido oposto. O movimento opos-
tro do planeta e seu movimento para frente. to do skate é chamado de reação. Quando a dis-
Quando essas forças chegam a um certo acor- tância percorrida pelo skatista e o skate for com-
do, o formato da trajetória do satélite fica exa- paradas, parecerá que o skate teve uma reação
tamente igual à forma do corpo ao redor do qual muito maior do que a ação do skatista. Não é o
está viajando. Conseqüentemente, produz-se uma caso.
órbita. Como as forças gravitacionais mudam
de acordo com a altura acima do planeta, cada
altitude tem sua velocidade única que resulta
em uma órbita circular. Obviamente, o controle
da velocidade é extremamente importante para
Ação
a manutenção da órbita circular da nave espa-
cial. A não ser que uma outra força, como o
atrito com moléculas de gases na órbita ou o
motor de um foguete na direção oposta, dimi-
nua a velocidade da nave, ela ficará orbitando
o planeta para sempre.

Reação

24 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
A razão pela qual o skate andou mais é Lê-se a equação assim: a força é igual à
que ele tem uma massa menor do que a do massa vezes a aceleração. Para explicar essa
skatista. Esse conceito será explicado mais tar- lei, usaremos o velho exemplo do canhão.
de na discussão da Segunda Lei.
Com foguetes, a ação é a liberação do gás
para fora do motor. A reação é o movimento do
foguete na direção oposta. Para que um foguete
possa sair da base de lançamento, a ação, ou
empuxo do motor, tem de ser maior do que o
peso do foguete. Enquanto está na base, o peso
do foguete está equilibrado pela força do chão Quando um canhão é disparado, uma ex-
que o puxa contra ele. Pequena quantidade de plosão impulsiona a bala para fora da abertura.
empuxo resulta em menos força do chão para Ela voa um ou dois quilômetros até seu alvo.
mantê-lo em equilíbrio. Somente quando o Ao mesmo tempo, o canhão é empurrado para
empuxo é maior do que o peso do foguete é que trás cerca de um ou dois metros. Isso é a ação e
a força se torna desequilibrada e o foguete le- a reação funcionando (Terceira Lei). A força
vanta. No espaço, quando a força desequilibra- que age no canhão e na bala é a mesma. O que
da é usada para manter a órbita, mesmo peque- acontece ao canhão e à bala é determinado pela
nos empuxos causam uma mudança na força de- Segunda Lei. Veja as duas equações abaixo:
sequilibrada e fazem o foguete mudar de velo-
cidade ou de direção. f = m(canhão) a (canhão)
Uma das perguntas mais comuns sobre
foguetes é como eles funcionam no espaço, onde
f = m (bala) a (bala)
não há ar contra o qual eles possam fazer força.
A resposta a essa questão vem da Terceira Lei.
A primeira equação se refere ao canhão e
Imagine o skate novamente. No chão, o único
a segunda, à bala. Na primeira equação, a mas-
papel do ar no movimento do skatista e do skate
sa é o próprio canhão e a aceleração é o movi-
é diminuir sua velocidade. O movimento no ar
mento do canhão. Na segunda equação, a mas-
causa atrito, ou, como os cientistas falam, causa
sa é a bala do canhão e a aceleração é seu mo-
arrasto. O ar ao redor impede a ação-reação.
vimento. Como a força (pólvora que explode) é
Como resultado, os foguetes, na verdade,
a mesma para as duas equações, as equações
funcionam melhor no espaço do que no ar. À
podem ser combinadas e reescritas da seguinte
medida que o gás de exaustão sai do motor do
forma:
foguete, ele tem de empurrar o ar que está em
volta; isso gasta um pouco da energia do fogue-
te. No espaço, os gases de exaustão podem es- m(canhão) a (canhão) = m (bala) a (bala)
capar livremente.

A Segunda Lei de Newton Para manter os dois lados da equação


iguais, as acelerações variam de acordo com a
massa. Em outras palavras, o canhão tem uma
Essa lei do movimento é essencialmente
massa maior e uma aceleração menor. A bala
a afirmação de uma equação matemática. As três
partes da equação são massa (m), aceleração do canhão tem uma massa menor e uma acelera-
(a) e força (f). Usando as letras para simbolizar ção maior.
cada parte, a equação pode ser escrita da se- Aplique esse princípio a um foguete. Subs-
guinte forma: titua a massa da bala de canhão pela massa dos
gases que estão sendo expelidos do motor do
f = ma foguete. Substitua a massa do canhão pela mas-
sa do foguete que se move na direção oposta. A
força é a pressão criada pela explosão contro-

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 25
lada que acontece dentro dos motores do fogue- km/hora. Uma velocidade acima de 40.250 km/
te. Essa pressão acelera o gás para um lado e o hora, chamada de velocidade de escape, per-
foguete para o outro. mite a um foguete deixar a Terra e viajar para o
Acontecem algumas coisas interessantes espaço sideral. Manter as velocidades de vôo
com os foguetes que não acontecem com o ca- requer que o motor do foguete alcance a maior
nhão e a bala neste exemplo. Com o canhão e a força de ação possível no menor intervalo de
bala, o empuxo dura apenas um pequeno instan- tempo. Em outras palavras, o motor precisa quei-
te. O empuxo para o foguete continua enquanto mar uma grande massa de combustível e em-
os motores estiverem funcionando. Além disso, purrar o gás resultante para fora do motor o mais
a massa do foguete muda durante o vôo. Sua rapidamente possível. As maneiras como se faz
massa é a soma de todas as suas partes. As par- isso serão discutidas no próximo capítulo.
tes do foguete incluem motor, tanques de com- A Segunda Lei do Movimento de Newton
bustíveis propulsores, carga, sistema de con- pode ser reescrita da seguinte forma: quanto mai-
trole e aceleradores. Sem sombra de dúvida, a or a massa de combustível do foguete queimada,
maior parte da massa é composta pelos com- e quanto maior a velocidade de escape do gás
bustíveis propulsores. Mas, essa quantidade de produzido, maior será o empuxo do foguete.
massa sempre muda à medida que o motor quei-
ma combustível. Isso significa que a massa do Juntando as Leis do Movimento de Newton
foguete está sempre diminuindo durante o vôo.
Para que o lado esquerdo de nossa equação conti- Deve ser exercida uma força desequili-
nue equilibrado com o lado direito, a aceleração brada para que um foguete suba de uma plata-
do foguete tem de aumentar à medida que sua massa forma de lançamento ou para que uma nave, no
diminui. Por isso é que o foguete inicia sua traje- espaço, mude de velocidade ou de direção (Pri-
tória mais devagar e depois começa a acelerar meira Lei). A quantidade de empuxo (força) pro-
mais quando está a caminho do espaço. duzida por um motor de foguete será determina-
A Segunda Lei do Movimento de Newton da pela razão pela qual a massa do combustível
é especialmente útil quando se projetam fogue- do foguete queima e a velocidade do gás que
tes eficientes. Para possibilitar a um foguete a escapa do foguete (Segunda Lei). A reação, ou
subida para a órbita da Terra, é necessário con- movimento, do foguete é igual e no sentido opos-
seguir uma velocidade em excesso de 28.000 to à ação, ou empuxo, do motor (Terceira Lei).

26 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Construção de Foguetes na Prática

O s primeiros foguetes construídos,


as flechas de fogo dos chineses, não eram
muito confiáveis. Muitos explodiam no lança-
Apenas antes da ignição é que os dois são mis-
turados no motor.
Um foguete de combustível propulsor só-
mento. Outros percorriam trajetórias errantes e lido tem o projeto mais simples de motor. Tem
caíam no lugar errado. Ser um construtor de fo- um bico, uma carcaça, isolamento, combustível
guetes naquele tempo deveria ser emocionante, propulsor e um ignitor. A carcaça do motor é
mas também muito perigoso. normalmente de metal fino revestida com isola-
Atualmente, os foguetes são bem mais mento térmico para evitar que o combustível
confiáveis. Eles percorrem trajetórias precisas propulsor queime a parede de metal. O com-
e são capazes de ser bem rápidos e escapar da bustível propulsor fica também dentro de uma
força gravitacional da Terra que os puxa para camada de isolamento térmico.
baixo. Os foguetes modernos também são mais Muitos dos motores de combustível pro-
eficientes hoje em dia porque são conhecidos pulsor sólido apresentam um canal central que
os princípios científicos que estão por trás da percorre o combustível propulsor. Motores sem
construção de foguetes. Nosso conhecimento esse núcleo devem ser acionados na parte mais
levou-nos a desenvolver uma grande variedade baixa dos combustíveis propulsores e a queima
de materiais para foguetes e a descobrir novos se processa gradualmente de uma extremidade
combustíveis que podem ser usados para deco- do foguete à outra. Em ambos os casos, somen-
lagens com maior potência e para que as via- te a superfície do combustível propulsor quei-
gens possam ser mais longas. ma. Entretanto, para que se consiga um maior
empuxo usa-se o canal central. Isso aumenta a
Motores e Combustíveis para Foguetes superfície dos combustíveis propulsores dispo-
nível para queima. Os combustíveis propulso-
A maioria dos foguetes atuais funciona res queimam de dentro para fora em uma velo-
com combustíveis propulsores sólidos ou líqui- cidade muito maior, mandando massa para fora
dos. As palavras combustíveis propulsores não do escapamento com uma freqüência e veloci-
significam apenas combustível, como você po- dade muito grandes. Isso resulta em um forte
deria pensar; significam tanto o combustível empuxo. Alguns canais de combustíveis propul-
quanto o seu oxidante. O combustível é o pro- sores são feitos com um perfil em forma de es-
duto químico que o foguete queima, mas para trela para aumentar ainda mais as superfícies
que a queima aconteça, um oxidante (oxigênio) de queima.
deve estar presente. Os motores a jato tiram Para ignição de combustíveis propulso-
oxigênio do meio ambiente para colocá-lo nos res sólidos, muitos tipos de ignitores podem ser
seus motores. Os foguetes não contam com esse usados. As flechas de fogo eram acendidas por
luxo que têm os aviões a jato; eles devem levar fusíveis, mas, às vezes, acendiam muito rápido
consigo o oxigênio para o espaço onde não há ar. e queimavam os foguetes. Um modo mais segu-
Os combustíveis propulsores sólidos, que ro e confiável para ignição usado atualmente é
são secos ao contato, contêm tanto o combustí- o que utiliza a eletricidade. Uma corrente elé-
vel quanto o oxidante combinados em um só pro- trica, trazida através de fios de uma certa dis-
duto. Normalmente, o combustível é uma mistu- tância, aquece um arame especial dentro do fo-
ra de compostos de hidrogênio e carbono, e o guete. O arame aumenta a temperatura do com-
oxidante é feito de compostos de oxigênio. Os bustível propulsor que está em contato com ele
combustíveis propulsores líquidos, que nor- ao ponto de combustão.
malmente são gases resfriados até tornarem-se Outros ignitores são mais avançados do
líquidos, são mantidos em tanques separados, que o arame aquecido. Alguns ficam dentro de
um para o combustível e outro para o oxidante. um produto químico que entra em combustão
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 27
antes, e depois acende os combustíveis propul- dos - um para o combustível e outro para o
sores. Ainda há outros, especialmente para fo- oxidante. Eles também possuem uma câmara de
guetes maiores, que são motores de foguetes. O combustão e um bocal.
pequeno motor dentro do canal lança chamas e
gás quentes do topo do canal e acende toda a
área da superfície dos combustíveis propulso-
res em uma fração de segundo. Compartimento de
O bocal de um motor de combustível pro- carga
pulsor sólido é uma abertura na parte de baixo
do foguete que permite que os gases expandi- Ignitor
dos escapem. A parte estreita do bocal é a gar-
ganta. Imediatamente abaixo da garganta está o
cone de exaustão.
O objetivo do bocal é aumentar a acele-
ração dos gases à medida que deixam o foguete
Carcaça (tubo do
e, assim, melhorar ainda mais o empuxo. Ele corpo do foguete)
faz isso diminuindo a abertura pela qual os ga-
ses podem escapar. Para ver como isso funcio-
na, você pode fazer uma experiência com uma Canal interno
mangueira de jardim que tenha um bico para
produzir jatos diferentes e jatos tipo chuveirinho.
Esse tipo de bico não tem um cone de exaustão, Combustível
mas não importa. O importante aqui é que o ta- propulsor (grãos)
manho da saída pode variar.
Inicie com a maior abertura possível. Veja
até onde vai o jato de água e sinta a força da
água que sai. Agora reduza o diâmetro da aber-
tura, e, novamente, observe a distância a que a
Câmara de
água chega e a força de saída. Os bocais de combustão
foguete funcionam da mesma maneira.
Como no caso da carcaça de um foguete,
é necessário isolamento térmico do bocal para Aletas
protegê-lo dos gases em alta temperatura. O iso-
lamento convencional é do tipo que vai se des-
fazendo à medida que os gases vão passando.
Pequenos pedaços do material de isolamento
Garganta
vão quebrando devido à alta temperatura e vão Bocal
saindo juntamente com os gases. Ao saírem, le-
vam o calor com eles. Foguete de combustíveis propulsores sólidos.
O outro tipo mais conhecido de motor de
foguete é o que utiliza combustíveis propulso- O combustível de um foguete de combustível
res líquidos, que podem ser bombeados ou ali- propulsor líquido é normalmente querosene ou
mentados ao motor por pressão. Esse motor é hidrogênio líquido; o oxidante é normalmente o
bem mais complicado, como é evidenciado pelo oxigênio. Eles são combinados dentro de uma
fato de que os foguetes com combustíveis pro- cavidade chamada de câmara de combustão.
pulsores sólidos terem sido usados por mais de Nela, os combustíveis propulsores queimam-se
setecentos anos antes que um foguete de com- e causam aumento de temperatura e pressão, e o
bustível propulsor líquido fosse testado pela pri- gás em expansão escapa através do bocal pela
meira vez. Os combustíveis propulsores líqui- parte de baixo do foguete. Para conseguir a maior
dos possuem tanques de armazenagem separa- potência dos combustíveis propulsores, eles
28 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
devem ser misturados da forma mais completa Com qualquer foguete, e especialmente
possível. Pequenos injetores (bicos) na parte com os de combustíveis propulsores líquidos,
de cima da câmara de combustão esguicham e o peso é um fator importante. Geralmente, quan-
misturam os combustíveis propulsores ao mes- to mais pesado o foguete, mais empuxo será ne-
mo tempo. Como a câmara opera em altas tem- cessário para tirá-lo do chão. Devido às bom-
peraturas, os combustíveis propulsores preci- bas e às tubulações de combustível, os motores
sam ser forçados para dentro. Os foguetes mais com combustíveis propulsores líquidos são mais
modernos com combustíveis propulsores líqui- pesados do que os motores com combustíveis
dos utilizam bombas de turbinas com baixo peso propulsores sólidos.
e muita potência para essa tarefa. Um método especialmente bom para re-
duzir o peso dos motores com combustíveis pro-
pulsores líquidos é confeccionar o cone do bo-
cal com metais muito leves. Entretanto, os ga-
Compartimento ses extremamente quentes e em altíssima velo-
de carga cidade que passam por ali rapidamente derre-
teriam o metal. Portanto, é necessário um siste-
ma de resfriamento. Um sistema de resfriamento
muito eficiente, embora muito complexo, usado
Oxidante com alguns motores de combustíveis propulso-
res líquidos, utiliza a temperatura baixa do hi-
drogênio líquido. O hidrogênio se liqüefaz quan-
do resfriado a - 253ºC. Antes de injetar o hidro-
gênio na câmara de combustão, ele circula atra-
vés de pequenos tubos que circundam o cone de
exaustão. Em uma visão em corte, a parede do
cone se parece com a beirada de papelão ondu-
lado. O hidrogênio nos tubos absorve o exces-
so de calor que entra nas paredes do cone e
Combustível evita que ele derreta as paredes do cone. Isso
também torna o hidrogênio mais energético de-
vido ao calor que ele absorve. Chamamos esse
tipo de sistema de resfriamento regenerativo.

Controle de Empuxo do Motor


Bombas

O controle do empuxo de um motor é muito


importante para o lançamento de cargas à órbi-
Injetores ta. O empuxo por um intervalo de tempo curto
demais ou longo demais colocará um satélite na
órbita errada. Isso pode fazer com que ele vá
Câmara de
Combustão
para muito longe onde já não possa ser útil ou
pode fazer com que ele caia de volta na Terra.
Aletas O empuxo na direção errada ou no momento er-
rado também resulta em situação semelhante.
Um computador, no sistema de
direcionamento do foguete, determina quando
Bocal esse empuxo é necessário e liga ou desliga o
motor adequadamente. Os motores a combustí-
Foguete de combustíveis propulsores líquidos. vel líquido fazem isso apenas iniciando ou pa-
rando o fluxo dos combustíveis propulsores na
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 29
câmara de combustão. Em vôos mais complica- construtores, ocasionando trágicas conseqüências.
dos, como para ir à Lua, os motores devem ser
ligados e desligados várias vezes. Sistemas de Controle e Estabilidade
Alguns motores de propulsão a líquido
controlam a quantidade de empuxo variando a A construção de um motor de foguete efi-
quantidade de combustíveis propulsores que ciente é apenas parte do problema da produção
entra na câmara de combustão. Normalmente, o de um foguete de sucesso. O foguete também
empuxo do motor varia com o objetivo de con- tem de ser estável no vôo. Um foguete estável é
trolar a aceleração experimentada pelos astro- aquele que voa suavemente, em direção unifor-
nautas ou para limitar as forças aerodinâmicas me. O foguete instável voa em uma trajetória
sobre um veículo. errante, às vezes capotando ou mudando de di-
Os foguetes com combustíveis propulso- reção. Os foguetes instáveis são perigosos por-
res sólidos não são tão fáceis de controlar como que não é possível prever onde irão. Eles po-
os de combustíveis propulsores líquidos. Uma dem acabar virando para baixo e caindo sobre
vez iniciada a queima, queimarão até que aca- a plataforma de lançamento.
bem. É difícil parar a queima ou diminuir a sua A construção de um foguete estável re-
velocidade. Algumas vezes são construídos ex- quer alguma forma de sistema de controle. Os
tintores de incêndio dentro do motor para parar controles podem ser ativos ou passivos. A di-
um foguete durante o vôo. Mas seu uso é um ferença entre eles será discutida adiante. É im-
procedimento muito delicado e nem sempre fun- portante entender, primeiro, o que torna um fo-
ciona. Alguns motores a combustível sólido pos- guete estável ou instável.
suem aberturas nas laterais que podem ser libe- Toda matéria, sem importar seu tamanho,
radas por controle remoto para diminuir a pres- massa ou forma, tem um ponto interno chamado
são na câmara e acabar com o empuxo. centro da massa (CM) ou centro de gravidade.
A freqüência de queima dos combustíveis Esse centro da massa é o ponto exato em que
propulsores sólidos é planejada cuidadosamente toda a massa desse objeto está perfeitamente
antes do vôo. O canal que percorre os combus- equilibrada. Você pode encontrar o centro da
tíveis propulsores no sentido do comprimento massa de um objeto como uma régua, por exem-
pode ser feito em formato de estrela. A princí- plo, equilibrando-a sobre seu dedo. Se o mate-
pio, há uma grande superfície disponível para rial usado para a fabricação da régua for uni-
queima, mas, à medida que as pontas da estrela forme em espessura e densidade, o centro da
se consomem, a área de superfície diminui. Por massa deverá ser exatamente no meio da régua.
um tempo, queima-se menos combustível pro- Se a régua for de madeira e martelarmos um
pulsor, e isso reduz o empuxo. O Ônibus Espa- prego pesado em uma de suas extremidades, o
cial usa essa técnica para reduzir as vibrações centro da massa não será mais no meio. O pon-
do início de seu vôo em órbita. to de equilíbrio ficará mais próximo da extre-
Observação: Embora a maioria dos fo- midade onde foi colocado o prego.
guetes utilizados pelos governos e organizações O centro da massa é importante nos vôos
de pesquisa sejam muito confiáveis, ainda há de foguetes porque é ao redor desse ponto que
um grande perigo associado à construção e ao um foguete instável capota. Na verdade, qual-
acionamento de foguetes. Pessoas interessadas quer objeto em vôo tende a rodar. Experimente
nessa área nunca devem tentar construir seus lançar no ar uma vareta, e verá que ela gira vá-
próprios foguetes. Mesmo os motores mais sim- rias vezes. Lance uma bola no ar e ela também
ples são muito complexos. A força de explosão irá girar. O ato de girar ou rodar é um modo de
da carcaça, a densidade de compactação do tornar-se estável no vôo. Um disco de brinque-
combustível propulsor, o projeto do bocal e a do (“frisbee”) irá onde você quer, dependendo
química do combustível propulsor são proble- da força com que você o girar. Experimente lan-
mas de projeto além do domínio da maioria dos çar um “frisbee” sem girar. Se conseguir, verá
amadores. Muitos motores de foguetes que ele percorrerá uma trajetória errante e cairá
construídos em casa explodiram nas mãos dos muito longe do lugar que você tinha como alvo.
30 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Movimentos instáveis nos eixos de inclinação
Rolamento vertical e guinada lateral farão com que o fo-
longitudinal guete deixe a trajetória planejada. Para evitar
Roll que isso aconteça, é necessário um sistema de
controle para evitar, ou pelo menos minimizar,
Guinada os movimentos instáveis.
Yaw lateral Além do centro da massa, há um outro
centro importante dentro do foguete que afeta o
Picth
vôo. É o centro de pressão (CP). O centro de
pressão existe somente quando o ar está pas-
Inclinação
sando pelo foguete em movimento. Esse fluxo
vertical
de ar, esfregando-se ou fazendo força contrária
à superfície do foguete, pode causar o início do
movimento ao redor de um dos três eixos. Pen-
se por um momento em uma seta meteorológica.
Em vôo, o giro ou o movimento rotatório Trata-se de uma seta de metal colocada no alto
acontece ao redor de um ou mais de três eixos. do telhado para dizer a direção do vento. A seta
Eles são chamados rolamento longitudinal, é presa a uma haste vertical que funciona como
(“roll”), inclinação vertical, (“pitch”), ou gui- um ponto pivô. A seta é equilibrada para que o
nada lateral (“yaw”). O ponto em que os três centro da massa fique exatamente no ponto em
eixos se encontram é o centro da massa. Para o que toca o pivô. Quando o vento sopra, a seta
vôo do foguete os eixos de inclinação verti- gira e a ponta da seta aponta para o lugar de
cal e guinada lateral são os mais importantes onde o vento está vindo. O rabo da seta aponta
porque qualquer movimento ao redor de um des- para onde o vento está indo.
ses eixos faz o foguete mudar de direção. O eixo A razão pela qual a ponta da seta aponta
de rolamento longitudinal é o menos importante para o lugar de onde o vento está vindo é que o
porque o movimento ao redor desse eixo não rabo possui uma superfície maior do que a pon-
afeta a trajetória do vôo. Na verdade, o movi- ta. O ar em movimento bate com maior força no
mento de rolamento ajuda a estabilizar o fogue- rabo do que na ponta, e, portanto, o rabo é em-
te do mesmo modo com que uma bola de futebol purrado para mais longe. Há um ponto da seta
americano chega no lugar certo, de modo está- em que a área da superfície é a mesma de um
vel, porque é lançada girando. Embora uma bola lado e do outro. Esse ponto é chamado de
malpassada ainda chegue no lugar, um foguete centro de pressão. O centro de pressão não está
que capota não chegará. A energia da ação-rea- no mesmo lugar do centro da massa. Se estives-
ção de um passe de futebol será gasta pelo se, nenhuma extremidade da seta seria
lançador no momento em que ele lança a bola. favorecida pelo vento e ela não apontaria para
Com foguetes o empuxo do motor ainda está sen- lugar nenhum. O centro de pressão está entre o
do produzido enquanto o foguete está em vôo. centro da massa e o rabo da seta. Isso significa
que o rabo tem área de superfície maior do que
a área da ponta.
É importante que o centro de pressão de
Centro da pressão Centro da massa um foguete esteja mais perto do rabo e o centro
da massa mais perto do nariz. Se estivessem no
mesmo lugar ou muito próximos um do outro, o
foguete apresentaria um vôo instável. O foguete
tentaria girar sobre si mesmo ao redor do cen-
tro da massa nos eixos de inclinação vertical e
guinada lateral, produzindo uma situação muito
perigosa. Com o centro de pressão no lugar cor-
reto, o foguete permanecerá estável.
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 31
Os sistemas de controle para foguetes têm a montagem delas em uma canaleta direcionada
como objetivo manter o foguete estável em seu corretamente. A canaleta guiava as flechas na
vôo e direcioná-lo. Pequenos foguetes reque- direção correta até que estivessem bem rápidas
rem apenas um sistema de controle de estabili- para se estabilizarem sozinhas.
zação. Foguetes maiores, como os que lançam Como será explicado no próximo item, o
satélites em órbita, requerem um sistema que peso do foguete é um fator crucial no seu de-
não só o estabilize, mas que também dê a ele a sempenho e alcance. A vareta da flecha de fogo
capacidade de mudar de curso em pleno vôo. acrescentou muito peso morto ao foguete e, por-
Os controles dos foguetes podem ser ati- tanto, limitou seu alcance consideravelmente.
vos ou passivos. Controles passivos são dis- Uma melhoria importante na construção
positivos fixos que mantêm os foguetes estabi- de foguetes foi a substituição das varetas por
lizados pela sua presença na parte externa do agrupamentos de aletas de pouco peso monta-
foguete. Os controles ativos podem ser movi- das ao redor da parte inferior e perto do bocal.
mentados enquanto o foguete está voando para As aletas poderiam ser fabricadas em material
estabilizá-lo ou mudá-lo de direção. leve e poderiam ser bem finas. Elas deram aos
O tipo mais simples de controle passivo foguetes a aparência de dardos. A área de su-
é uma vareta. As flechas de fogo dos chineses perfície grande das aletas mantinha facilmente
eram foguetes simples montados nas pontas de o centro de pressão atrás do centro de massa.
varetas. A vareta mantém o centro de pressão Alguns experimentadores entortavam a ponta das
atrás do centro da massa. Apesar disso, as fle- aletas como em um cata-vento para conseguir o
chas de fogo não eram muito precisas. Antes de giro do foguete mais rapidamente. Com essas
o centro de pressão conseguir ter efeito, o ar aletas entortadas, os foguetes tornaram-se mui-
tinha de passar pelo foguete. Enquanto ainda to mais estáveis no vôo. Mas, esse projeto tam-
estavam no solo, as flechas poderiam desviar- bém produzia mais arrasto e limitava o alcan-
se e sair voando para o lado errado. ce dos foguetes.
Anos mais tarde, a precisão das flechas Com o início da era moderna da constru-
de fogo foi melhorada consideravelmente com ção dos foguetes no século XX, foram procura-
das novas maneiras de melhorar a estabilidade
O dos foguetes e, ao mesmo tempo, reduzir seu
m fog te
ue de peso total. A resposta para isso foi o desenvol-
di uda uet g
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çã e O ud çã vimento dos controles ativos. Os sistemas de
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tes, canards, bocais universais, foguetes de
vernier, injeção de combustível e foguetes de
Corrente de ar
Corrente de ar

controle de atitude. As aletas basculantes e os


canards têm aparência bem semelhante. A úni-
ca diferença real entre eles é sua localização
nos foguetes. Os canards são montados na par-
te da frente do foguete, enquanto as aletas bas-
culantes são montadas na parte de trás. No vôo,
as aletas e os canards mudam de posição como
lemes para desviar o fluxo de ar e fazer com
que o foguete mude de direção. Os sensores de
movimento no foguete detectam alteração de
direção não-planejada, e podem ser feitas as
correções de vôo através da leve inclinação das
Aletas Móveis aletas e dos canards. A vantagem desses dois
dispositivos é seu tamanho e peso. São meno-
res e mais leves e produzem menos atrito do
que as aletas grandes.
32 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Sem ar, aletas e canards não têm serventia. (Fil-
mes de ficção científica mostrando foguetes no

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ficção do que científicos.) Ao voar pelo espa-

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ço, os controles ativos mais normalmente usa-
dos são foguetes de controle de atitude. Peque-
nos grupos de motores são montados ao redor
do veículo. Acionando a combinação correta
desses pequenos foguetes, o veículo pode ser
direcionado para qualquer curso. Desde que
orientado corretamente, os motores principais
o levam para a nova direção.

Massa

A massa é outro fator importante que afe-


ta o desempenho de um foguete. A massa de um
foguete pode fazer a diferença entre um vôo bem
sucedido e apenas uma voltinha perto da plata-
forma de lançamento. Como um dos princípios
Bocal tipo junta
básicos dos vôos de foguetes, podemos dizer
universal
que para que um foguete saia do chão, o motor
Outros sistemas de controle ativo podem deverá produzir um empuxo que seja maior do
eliminar as aletas e os canards. Através da incli- que a massa total do veículo. É óbvio que um
nação do ângulo pelo qual o gás deixa o motor foguete com uma grande quantidade de massa
do foguete pode fazer com que mude de direção desnecessária não será tão eficiente quanto um
durante o vôo. Podem ser usadas diversas téc- foguete bem enxuto levando apenas o essencial.
nicas para modificar a direção do escape. Para um foguete ideal, a massa total do
As pás são pequenos dispositivos pare- veículo deve estar distribuída de acordo com a
cidos com as aletas que são colocados dentro seguinte fórmula:
do escapamento do motor de um foguete. A in- Da massa total, 91 por cento devem ser de
clinação das pás desvia o escape e, pelo prin- combustíveis propulsores; 3 por cento devem ser
cípio da ação e reação, o foguete responde dos tanques, motores, aletas etc.; e 6 por cento
apontando para a direção oposta. podem ser ocupados pela carga.
Um outro método para alterar a direção As cargas podem ser satélites, astronau-
do gás de escape é a inclinação do bocal. Um tas ou naves espaciais que viajarão a outros pla-
bocal tipo junta universal é aquele capaz de netas ou luas.
mudar de posição enquanto os gases passam por Para determinar a eficiência do projeto
ele. Modificando a orientação do bocal na di- de um foguete, os construtores usam o termo fra-
reção correta, conseguimos que o foguete mude ção de massa (FM). A massa dos combustíveis
de direção como resposta. propulsores do foguete dividida pela massa to-
Foguetes de Vernier também podem ser tal do foguete dá a fração da massa:
usados para mudar a direção. Eles são peque-
nos foguetes montados na parte de fora do mo- FM = massa dos combustíveis propulsores
tor principal. Quando necessário, são aciona- Massa total
dos, produzindo a alteração de curso desejada.
No espaço, o mero girar do foguete ao A fração de massa ideal de um foguete
longo do eixo de rolamento ou o uso de contro- dada acima é 0,91. Da fórmula da fração da
les ativos envolvendo o escape do motor pode massa podemos pensar que uma fração de mas-
estabilizar ou mudar a direção de um foguete. sa de 1,0 pode estar perfeita, mas, então, o
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 33
foguete todo não seria mais do que um monte de guetes menores, mas quando ficam muito grandes,
combustível propulsor que acenderia numa sua estrutura os faz ficarem tão pesados que a FM
imensa bola de fogo. Quanto maior o número fica reduzida a um valor impossível.
dado na fórmula de fração de massa, menor a A solução para o problema de os fogue-
carga que o foguete poderá levar; quanto menor tes gigantes pesarem muito pode ser atribuída
a fração de massa, menor seu alcance. Um nú- ao fabricante de fogos de artifício do século
mero de fração de massa de 0,91 é um bom XVI, Johann Schmidlap. Schmidlap acoplou pe-
equilíbrio entre a capacidade de carga e o al- quenos foguetes aos foguetes grandes. Quando
cance. O Ônibus Espacial tem uma FM de apro- o foguete grande apagava, a carcaça dele caía e
ximadamente 0,82. A FM varia de acordo com os outros foguetes acionavam. (O Ônibus Espa-
as diferentes cargas de cada missão. cial segue o princípio do foguete de estágio, sol-
Grandes foguetes capazes de levar naves ao tando os seus aceleradores sólidos e o tanque
espaço têm sérios problemas de peso. Para che- externo quando acaba o combustível contido ne-
gar ao espaço e a velocidades orbitais adequadas les.) Os foguetes usados por Schmidlap foram
é necessária uma grande quantidade de combustí- chamados de foguetes de estágios. Hoje, essa
veis propulsores; portanto, os tanques, os moto- técnica de construção de foguetes é chamada de
res e o equipamento a eles associados ficam tam- técnica dos estágios. Graças aos estágios, tor-
bém maiores. Até um certo ponto, os foguetes nou-se possível chegar, não só ao espaço mais
maiores podem carregar mais carga do que os fo- longínquo, como também à Lua e a outros planetas.

Foguete Saturno 5 sendo transportado à torre de lançamento.

34 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Álbum de Família dos Veículos Lançadores

A s fotografias nas páginas que se seguem


servem como um “álbum de família”
parcial dos veículos de lançamento da NASA.
genheiros da NASA os consideraram ideais
para levar equipamento e seres humanos ao
espaço. À medida que as necessidades de vo-
A NASA não desenvolveu todos os foguetes lume de carga aumentaram, a NASA começou a
mostrados, mas aplicou cada um deles em seu modificar os projetos de seus próprios foguetes
objetivo de “explorar a atmosfera e o espaço e a construir estágios superiores para usar com
com propósitos pacíficos para o bem de todos.” os foguetes existentes. O envio de astronautas à
O álbum contém foguetes históricos, aqueles em Lua exigiu um foguete maior do que o foguete
uso, atualmente, e os projetos conceituais que que levava um pequeno satélite à órbita da Terra.
podem ser usados no futuro. Estão organizados Atualmente, o único veículo da NASA usa-
em três grupos: foguetes para o lançamento de do para levar astronautas ao espaço é o Ônibus
satélites e sondas espaciais, foguetes para o lan- Espacial. Projetado para ser reutilizável, seus fo-
çamento de astronautas ao espaço e conceitos guetes aceleradores sólidos possuem sistemas de
de veículos para uso no futuro. recuperação através de pára-quedas. O Ônibus é
O álbum conta a história de quase 40 anos uma nave com asas que volta para a Terra como
de transportes espaciais pela NASA. Os fogue- um avião. O tanque externo é a única parte do ve-
tes sondaram as camadas mais altas da atmos- ículo que tem de ser substituída após cada missão.
fera da Terra, levaram naves à órbita da Terra e Os veículos de lançamento do futuro conti-
enviaram naves ao sistema solar e além dele. nuarão a se servir da experiência do passado. Tor-
Os primeiros foguetes usados pela NASA, como nar-se-ão mais versáteis e mais baratos para ope-
o Redstone e o Atlas, começaram como mísseis rarem à medida que novas tecnologias estejam
balísticos intercontinentais. Os cientistas e en- disponíveis.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 35
Linha do Tempo dos Foguetes

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(p. 42)
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90 (p.
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Tita

Esp

2000 +
Apo

2000
lipper - 1
us - 19

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bus
Ôni

Pegas

Foguetes X
Delta C

A maioria dos desenvolvimentos mais importantes sobre foguetes aconteceu no século XX. Depois de 1958,
todos os desenvolvimentos estão relacionados às missões da NASA ao espaço. Informamos aqui os anos em
que um determinado sistema de foguete voou pela primeira vez. Informações adicionais sobre esses eventos
podem ser encontradas neste Manual, nas páginas indicadas entre parênteses.

36 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Foguetes para Lançamento de Satélites e Sondas Espaciais

Engenheiros preparam o foguete Júpiter-C que


levou o Explorer 1 ao espaço no dia 31 de janeiro O foguete Scout da NASA é um foguete
de 1958. acelerador sólido de quatro estágios que pode
lançar pequenos satélites à órbita da Terra. O
Scout tem uma capacidade de carga de cerca
de 140 quilogramas e pode atingir uma altura
de 185 quilômetros na órbita da Terra. A NASA
usou o Scout por mais de 30 anos. Este
lançamento de 1965 levou o satélite científico
Explorer 27.

Um dos foguetes mais bem-sucedidos da NASA é o


Delta. O Delta pode ser configurado em uma
variedade de formas para mudar seu desempenho
de acordo com a missão. É capaz de levar mais de
5.000 quilogramas a uma altura de 185 quilômetros
ou 1.180 quilogramas à órbita geossincrônica com
o acoplamento de um estágio acelerador. Este Delta
levou o satélite de comunicação Galaxy-C ao espaço
no dia 21 de setembro de 1984.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 37
Um foguete Titan III Centaur carregou o Voyager 1, a
primeira nave interplanetária a voar a Júpiter e Saturno,
ao espaço no dia 5 de setembro de 1975. Esse Titan, um
míssil da Força Aérea Norte-americana, combinado com
o estágio superior Centaur da NASA e dois aceleradores
montados nas laterais, ofereceu o empuxo necessário
para o lançamento do Voyager.

O Pegasus no ar em direção à órbita da Terra, depois de seu lançamento por um avião B-52 da NASA. O
foguete, construído pela Orbital Sciences Corporation e pela Hercules Aerospace Company, é uma solução
econômica para levar pequenos satélites à órbita da Terra. Este lançamento aconteceu no dia 5 de abril de
1990.

38 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Foguetes para Levar Astronautas ao Espaço

Allan Shepard tornou-se o primeiro astronauta


norte-americano a ser levado ao espaço no dia 5
de Maio de 1961. Shepard viajou numa cápsula
Mercury no topo de um foguete Redstone.

Um veículo de lançamento Atlas, com uma cápsula


espacial Mercury no topo, passou por um teste
estático para verificação dos sistemas de motores
antes de seu lançamento. A combinação
Mercury/Atlas lançou quatro missões orbitais
Mercury, incluindo a do primeiro vôo orbital de
um astronauta norte-americano, John Glenn.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 39
Virgil I. Grissom e John W. Young viajaram à
órbita da Terra em uma nave Gemini montada
na parte superior de um foguete Titan. A nave
chegou a uma órbita que variou de 161 a 225
quilômetros no dia 23 de março de 1965.

Usado para levar a nave Apollo à órbita da Terra


o Saturno 1B com quase 70 metros de altura
carrega a tripulação da Apollo 7 no dia 11 de
outubro de 1968. Os foguetes Saturno 1B
também levaram as tripulações do Skylab (1973-
74) e das missões Apollo/Soyuz (1975).

40 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
O foguete de 111 metros de altura, Saturno
5, carregou a tripulação da Apollo 11 à
Lua.

Usando um foguete Saturno 5


modificado, a NASA enviou a
Estação Espacial Skylab (de
90.600 quilogramas) à órbita da
Terra no dia 14 de março de 1973.
A estação espacial substituiu o
terceiro estágio do Saturno 5.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 41
Atualmente, os astronautas da NASA são enviados ao espaço a bordo do Ônibus
Espacial. O Ônibus consiste em uma nave que sobe ao espaço como um foguete,
viaja na órbita da Terra, volta e aterrissa como um avião. Dois foguetes aceleradores
sólidos recuperáveis oferecem o empuxo adicional, e um tanque descartável carrega
os propulsores para os motores principais da nave. Este foi o lançamento do STS-
53 no dia 2 de dezembro de 1992.

42 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Conceitos para Veículos do Futuro

Os veículos lançadores nesta página e na próxima são idéias de veículos reutilizáveis para o futuro. A
maioria é uma variação do Ônibus Espacial com asas.

O Veículo Delta Clipper experimental (DC-X), originalmente desenvolvido pelo Departamento de


Defesa, decola no White Sands Missile Range no Novo México. A NASA assumiu o papel de
gerenciar o desenvolvimento adicional do veículo. O DC-X decola e aterrissa verticalmente. A
NASA espera que esse veículo possa levar a um sistema de lançamento mais econômico. O
Delta Clipper foi renomeado recentemente de “Clipper Graham” em homenagem ao falecido
pioneiro dos vôos espaciais, Tenente General Daniel O. Graham.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 43
O X-34 é um conceito de acelerador
reutilizável que pode levar a veículos maiores
no futuro. Esse foguete pode ser lançado de
um avião para levar uma carga ao espaço.

A NASA escolheu este conceito


para substituir a frota de Ônibus
Espaciais no século XXI. O X-
33 será um veículo de um só
estágio no qual o veículo todo é
levado ao espaço e volta à Terra
intacto.

Parece um Ônibus Espacial, mas esse


novo conceito de veículo de
lançamento também é um foguete de
um só estágio.

44 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Matriz de Atividades
Padrões Curriculares e Habilidades ai
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Padrões de Ciências

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iê iê s o ni u i iê ab on iê iê
C C Po Pr U M Ev C H C C C
Motor de Hero de Lata de
Refrigerante

Carro-Foguete de Corrida

3-2-1 Fogo!
Corrida de Comprimido
Efervescentes (Antiácido)
Foguetes de Papel

O Carro de Newton

Balão com Estágios

Foguete como Meio de


Transporte
Rastreamento de Altitude
Lançador de Foguete de
Garrafa

Foguete de Garrafa
l
Projeto X-35 na
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Habilidades de Processos Científicos

va n a d c ão ru c g
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O Co M C In Pr C C Tr I C In
Motor de Hero de Lata de
Refrigerante
Carro-Foguete de Corrida

3-2-1 Fogo!
Corrida de Comprimido
Efervescentes (Antiácido)

Foguetes de Papel

O Carro de Newton

Balão com Estágios


Foguete como Meio de
Transporte

Rastreamento de Altitude
Lançador de Foguete de
Garrafa

Foguete de Garrafa

Projeto X-35

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 45
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Motor de Hero de Lata de
Refrigerante
Padrões de Matemática

Carro-Foguete de Corrida

3-2-1 Fogo!
Corrida de Comprimido
Efervescentes (Antiácido)
Foguetes de Papel

O Carro de Newton

Balão com Estágios


Foguete como Meio de
Transporte

Rastreamento de Altitude

Lançador de Foguete de Garrafa

Foguete de Garrafa

Projeto X-35

46 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Informações para o Professor

Motor de Hero de Lata de Refrigerante

Objetivos:
 Demonstrar a Terceira Lei do Movimento de Newton usando
a força da queda d’água para fazer uma lata de refrigerante
girar.
 Experimentar diferentes maneiras de aumentar a velocida-
de de giro da lata.

Descrição:
Uma lata de refrigerante suspensa por um barbante roda com
a força criada pelos fios de água que saem de orifícios perto
do fundo da lata.

Parte Um
Padrões de Ciências: MATERIAIS E FERRAMENTAS
Ciência como Questionamento
Ciências Físicas - Posição e movimento dos  Lata de refrigerante vazia com o lacre (uma
para cada grupo de alunos);
objetos  Prego comum - um para cada grupo de
Unificação de Conceitos e Processos - alunos;
Mudança, constância e medidas  Linha de pesca de nylon (fina);
Ciência e Tecnologia - Conhecimento da  Balde ou bacia de água - várias para a
Ciência e da Tecnologia classe toda;
 Toalhas de papel para limpeza;
Habilidades do Processo Científico:  Metro de madeira;
 Tesoura para cortar o fio de nylon.
Observação
Comunicação
Medida madamente 40 a 45 minutos para que os alunos
Coleta de Dados completem a atividade. A atividade está divi-
Inferência dida em duas partes. Na primeira parte, um dos
Previsão alunos constrói o motor e o testa. A segunda
Construção de Modelos parte enfoca as variáveis que afetam a ação do
Interpretação de Dados motor. O experimento enfatiza a previsão, a co-
Confecção de Gráficos leta de dados, a análise dos resultados. Lem-
Trabalho com Hipóteses bre-se de reciclar as latas de refrigerante após
Controle de Variáveis a atividade.
Capacidade de Definição Operacional
Investigação Informação de Referência:
Padrões de Matemática: Hero de Alexandria inventou o molinete de Hero
Computação e Estimativa no século I A.C. Seu motor operava devido à
Computação de Números Inteiros força propulsora gerada pelo escape de vapor.
Medida Uma caldeira produzia o vapor que saía para
Estatística fora através de tubos em forma de L torcidos no
Probabilidade formato de um cata-vento. O escape do vapor
produzia uma força de ação-reação que fazia a
Gerenciamento: esfera girar na direção oposta. O molinete de
Esta atividade funciona melhor em pequenos Hero é uma demonstração excelente da Tercei-
grupos de dois ou três alunos. Reserve aproxi- ra Lei do Movimento de Newton. (Veja página

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 47
11 para maiores informações sobre o motor de Como amassar os furos
Hero e páginas 22-23 para obter maiores deta-
lhes sobre a Terceira Lei do Movimento de Faça o furo com o prego
Newton). Esta atividade substitui a ação pro-
duzida pela força do vapor do motor de Hero
pela queda d’água.

Parte Um:
Fabricação do Motor de Hero com Lata de
Refrigerante: Com o prego ainda no furo, aperte a parte de cima
do prego contra a parede da lata para amassar o
1. Distribua as folhas dos alunos, uma lata de furo
refrigerante e um prego médio comum para
cada grupo de alunos. Diga aos alunos que
você demostrará o procedimento para fazer
o motor de Hero.

2. Coloque a lata deitada e use o prego para


perfurar um único furo na lateral perto do fun- Parte Dois:
do da lata. Antes de remover o prego, pres- Experimento com os Motores de Hero de Lata
sione o prego para um dos lados para q u e de Refrigerante:
o furo fique desviado para esse lado.
1. Diga aos alunos que eles irão fazer um expe-
3. Remova o prego e rode a lata aproximada- rimento para descobrir se há alguma relação
mente 90 graus. Faça um segundo furo como o entre o tamanho dos furos e a quantidade de
primeiro. Repita esse procedimento mais duas vezes em que ele roda. Peça aos alunos para
vezes para que sejam feitos quatro furos uni- fazerem previsões sobre o que eles acham
formemente espaçados ao redor da lata. que pode acontecer com a rotação do motor
de Hero se eles fizerem furos maiores ou
4. Dobre o lacre da lata para cima e prenda na menores nas latas. Discuta as hipóteses pos-
argola um pedaço de 40-50 cm de fio de nylon síveis para o experimento.
de pesca. Está pronto o motor de Hero de
lata de refrigerante. Parte Dois
MATERIAIS E FERRAMENTAS
Para ligar o motor:  Folhas dos alunos;
1. Mergulhe a lata em uma bacia de água até  Motores de Hero da parte um;
que esteja completamente cheia de água. Peça  Lata de refrigerante vazia com o lacre (três
a um aluno para prever o que vai acontecer para cada grupo);
quando você levantar a lata pelo fio de nylon.  Pregos comuns - dois diâmetros diferentes
(um de cada por grupo);
 Fio de nylon;
2. Peça a cada grupo que teste seu motor de Hero.  Balde ou bacia de água (várias para a
classe);
Discussão:  Toalhas de papel para limpeza;
1. Por que as latas começaram a girar quando a  Metro de madeira;
 Etiquetas adesivas coloridas ou marcadores
água saiu pelos furos?
permanentes;
 Tesoura para cortar o fio de nylon.
2. Qual foi a ação? Qual foi a reação?

3. Todas as latas giraram da mesma forma? Sim 2. Forneça a cada grupo o material contido na
ou não, por quê? lista da Parte Dois. Os pregos devem ter diâ-
48 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
metros diferentes dos que foram usados no 4. Qual a semelhança entre os motores de Hero
primeiro motor. Identifique esses pregos e os foguetes? Quais as diferenças?
como pequenos (P) e grandes (G). Os alunos
mais velhos podem medir os diâmetros dos Avaliação:
orifícios em milímetros. Como vai haver Conduza uma discussão em sala de aula para
variações individuais, registre o tamanho mé- que os alunos partilhem seus conhecimentos so-
dio do diâmetro do furo. Peça que os grupos bre as Leis do Movimento de Newton. Recolha
façam dois motores adicionais exatamente e revise as folhas dos alunos completadas por
iguais ao primeiro, apenas com furos de ta- eles.
manhos diferentes.
Aprofundamento:
3. Discuta como contar os giros do motor. Para  Compare um molhador de grama rotativo com
ajudar a contagem do número de rotações, o motor de Hero.
prenda uma etiqueta colorida ou outro  Faça uma pesquisa sobre Hero e seu motor.
marcador na lata. Diga a eles para contar as O motor foi usado para alguma coisa?
rotações várias vezes para terem consistên-  Construa um motor de Hero movido a vapor.
cia em suas medições antes de fazerem o ex- Veja as instruções abaixo.
perimento de verdade.

4. Peça aos alunos para escreverem suas res- Motor de Hero a Vapor
postas para cada um dos três testes que eles Um motor de Hero de cobre a vapor pode ser
irão realizar nos diagramas das latas da Fo- fabricado a partir de uma bóia de vaso sanitá-
lha do Aluno. (O teste Um usa a lata criada rio de cobre e outros tubos de cobre. Como essa
na Parte Um). Os alunos não devem prever versão do motor de Hero envolve vapor, é me-
os resultados para a segunda e a terceira lata lhor usá-la apenas como demonstração.
até que tenham terminado os testes anteriores.
Modelo do Professor
5. Discuta os resultados do experimento de cada MATERIAIS E FERRAMENTAS
grupo. Os resultados confirmam a hipótese
do experimento?  Bóia de cobre de vaso sanitário (disponível
em lojas de material hidráulico ou de material
de construção);
6. Peça aos alunos para proporem outras ma-  Parafuso manual de 1/4 de polegada;
neiras de mudar a rotação da lata (Fazendo  Tubo de latão de diâmetro interno de 3/16,
furos a alturas diferentes do fundo da lata, com 12 polegadas de comprimento (de lojas
fazendo furos tortos em outras direções ou de material para hobbies);
 Ferro de solda;
furos retos etc.). Tenha certeza de que eles
 Linha de nylon de pesca;
irão comparar os quatro motores de Hero que  Palito de sorvete ou broca;
fizeram com o motor feito anteriormente com  Lixa para metais;
furos iguais.  Maçarico de propano.

Discussão:
1. Compare o modo como os foguetes mudam 1. Lixe a parte do meio do tubo de latão para
de direção no espaço com o modo como o fazer um orifício. Não lixe o tubo no meio.
motor de Hero funciona.

2. Como fazer um motor de Hero girar na dire-


ção oposta?

3. Você pode pensar em alguma maneira de dar


uma utilidade ao motor de Hero? Lixe o furo no meio do tubo (etapa 1)

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 49
2. Usando o palito de sorvete ou broca, faça Procedimento:
dois pequenos furos nas laterais da bóia no Como usar o Motor de Hero a Vapor
meio. Os furos devem ter diâmetro apenas 1. Coloque uma pequena quantidade de água
suficiente para que o tubo passe na perpen- (cerca de 10 a 20 ml) dentro da bóia. A quan-
dicular através da parede da bóia. tidade não é importante. A bóia pode ser
enchida até o topo, se você fez um furo de
3. Com o tubo posicionado de modo que as ex- acesso, ou através dos tubos mergulhando a
tremidades que estejam para fora da bóia se- bóia em um recipiente com água e deixando
jam do mesmo tamanho, aqueça os pontos de um tubo dentro e outro fora da água.
contato com o maçarico. Encoste o ferro de
solda na área aquecida para que derreta e 2. Pendure o motor e aqueça a parte de baixo
sele as junções. dele com o maçarico. Em um ou dois minu-
tos ele estará girando. Cuidado para não ope-
4. Faça um furo para o acesso da água por den- rar o motor por muito tempo, pois pode não
tro do conector rosqueado, na parte de cima estar bem equilibrado e golpear violentamen-
da bóia. te. Se ele começar a golpear, remova a fonte
de calor.
5. Usando o maçarico novamente, aqueça os tu-
bos a cerca de 3 centímetros das pontas. Com Cuidado: Use óculos de proteção quando esti-
alicates, dobre cuidadosamente as pontas dos ver demonstrando o motor. Confirme se os tu-
tubos em direções opostas. Dobre os tubos bos não estão obstruídos antes de aquecer. Tes-
lentamente para não ficar com dobras. te-os soprando ar como em um canudinho. Se o
ar sair pelo outro lado, o motor está seguro para
6. Faça um furo através da parte plana do para- uso.
fuso manual para prender o fio de nylon e um
anel rotativo. Gire o parafuso manual no
conector rosqueado da bóia e prenda a linha
e o anel rotativo.

Motor de Hero a vapor já completo.

50 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Motor de Hero de Lata de Refrigerante
Nomes dos Membros da Equipe:

Projete um experimento que irá testar o efeito do tamanho dos orifícios no número
de rotações que a lata produz. Qual é a hipótese de seu experimento?

Marque cada lata para ajudar a contar


os giros. Teste Número 2
Teste cada motor de Hero e registre os
dados nas latas abaixo.

Motor de Hero
Número de orifícios:
Tamanho dos
orifícios:
Teste Número 1 Número de giros
Motor de Hero previstos:
Número real de
Número de orifícios:
giros:
Tamanho dos
Diferença (+ ou - ):
orifícios:
Número de giros
previstos:
Número real de
giros:
Diferença (+ ou - ):
Teste Número 3

Motor de Hero
Tendo por base seus resultados,
sua hipótese estava correta? Número de orifícios:
Tamanho dos
orifícios:
Por quê? Número de giros
previstos:
Número real de
giros:
Diferença (+ ou - ):

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 51
Faça um novo experimento com motor
de Hero. Lembre-se, mude somente uma
variável em seu experimento.

Qual é a hipótese de seu experimento?

Motor de Hero
Número de orifícios:
Compare esse motor com o motor de seu
Tamanho dos
primeiro experimento que tem os orifícios:
mesmos tamanhos de orifício. Número de giros
previstos:
Número real de
Baseado nos resultados, sua hipótese
giros:
estava correta?
Diferença (+ ou - ):

Por quê?

Descreva o que você aprendeu com as Leis do Movimento de Newton construindo


e testando seus próprios motores de Hero.

Partilhe suas conclusões com o restante da classe.

52 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Informações para o Professor

Carro-Foguete de Corrida

Objetivos:
 Construir um veículo acionado por foguete.
 Experimentar os modos de aumentar a distância percor-
rida por um carro-foguete de corrida.

Descrição:
Os alunos constroem um carro-foguete de corrida acionado
por bexiga usando uma bandeja de isopor, alfinetes, fita ade-
siva e canudinho, e o testam sobre uma superfície com medi-
das no chão.

MATERIAIS E FERRAMENTAS
Padrões de Ciências:
Ciência como Questionamento  4 alfinetes;
 Bandeja de isopor usada para frios;
Ciências Físicas - Posição e movimento dos
 Fita isolante;
objetos  Canudo flexível;
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro-  Tesoura;
jeto tecnológico  Compasso;
Unificação de Conceitos e Processos -  Pincel atômico;
 Bexiga de aniversário pequena redonda;
Mudança, constância e medida  Régua;
 Folha do aluno (um conjunto por grupo);
Habilidades do Processo Científico:  Trena de 10 metros de comprimento ou
Observação outro recurso para medir a pista (um
apenas para toda a classe).
Comunicação
Medida
Coleta de Dados
Inferência
Gerenciamento:
Construção de Modelos
Esta atividade pode ser feita individualmente
Interpretação de Dados
ou com os alunos divididos em duplas. Reserve
Construção de Gráficos 40 a 45 minutos para que completem a primeira
Controle de Variáveis parte da atividade. A atividade enfatiza o ensi-
Capacidade de Definição Operacional no de tecnologia e oferece aos alunos a oportu-
Investigação nidade de modificarem seus projetos de carro-
foguete de corrida para melhorar o desempe-
Padrões de Matemática: nho. A segunda parte da atividade, opcional,
Matemática como Solução de Problemas direciona os alunos a projetarem, construírem e
Matemática como Comunicação testarem um novo carro-foguete de corrida com
Matemática como Raciocínio base nos resultados do primeiro. Veja a lista de
Conexões Matemáticas materiais e forneça o necessário para fazer um
Medida carro-foguete por grupo de dois alunos. As ban-
Estatística dejas de isopor estão disponíveis em açougues
Probabilidade ou supermercados. Elas normalmente podem
Padrões e Funções ser compradas em lojas de artigos de festa por
Computação e Estimativa alguns centavos, mas pode ser que você consi-
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 53
ga uma doação. Os alunos também podem guar- Como Fazer um Carro-foguete de Corrida:
dar as bandejas que são usadas em suas casas e 1. Distribua os materiais e as ferramentas de
trazer para a escola. construção para cada grupo de alunos. Se for
solicitar a construção do segundo carro-fo-
Se não tiver compassos, pode-se usar latas para guete, diga a eles para guardarem os retalhos
fazer as formas circulares das rodas, ou usar os de isopor para outra atividade. Guarde com
desenhos das rodas e das calotas que estão na você os materiais que serão usados no se-
página 55. A colocação de calotas dos dois la- gundo carro-foguete até que os alunos preci-
dos das rodas pode melhorar o desempenho. sem deles.

Se for usar a segunda parte da atividade, forne- 2. Os alunos planejam a organização das peças
ça a cada grupo um conjunto extra de materiais. na bandeja antes de recortá-las. Se não qui-
Guarde os retalhos da bandeja de isopor para ser usar tesouras, os alunos podem desenhar
fazer o segundo carro-foguete. Você pode que- os modelos com a ponta afiada de um lápis
rer fazer corridas de arrasto ou de distância com ou caneta. As peças se destacarão facilmente
os carros de corrida. Os carros funcionarão de se as linhas forem feitas bem profundas.
modo mais eficiente em pisos frios e carpete de
fios baixos. Uma pista formada por várias me- 3. Estique uma pista no chão, com aproximada-
sas, uma encostada na outra, também pode fun- mente 10 metros de comprimento. Várias fitas
cionar, mas os carros-foguetes de corrida po- métricas emendadas podem ser colocadas no
dem cair da mesa. chão para medir a distância percorrida pelos
carrinhos. Os alunos devem marcar interva-
Embora esta atividade ofereça um projeto de los de 10 em 10 centímetros.
carro-foguete de corrida acionado por foguete,
os alunos podem tentar qualquer forma de car- 4. Teste os carros-foguetes de corrida à medida
ro-foguete de corrida e qualquer número, ta- que os alunos forem terminando. Os alunos
manho e disposição de rodas. Carros-foguetes devem preencher as folhas de dados e criar
de corrida mais longos normalmente funcionam uma capa para o relatório com desenhos do
de modo diferente dos mais curtos. carro-foguete que construíram.

Informações de Referência: 5. Se forem fazer um segundo carro-foguete, dis-


O Carro-foguete de Corrida acionado por Fo- tribua as folhas de projeto para que os alu-
guete é um modo simples de observar a Tercei- nos possam projetar seus carros-foguetes an-
ra Lei do Movimento de Newton. (Favor ler as tes de construí-los.
páginas 22 e 23 da seção dos fundamentos so-
bre foguetes deste Manual para obter uma des- Aprofundamento:
crição completa.) Embora seja possível demons-  Organize corridas de carros-foguetes.
trar a Lei de Newton apenas com a bexiga, a  Amarre um laço de barbante ao redor da be-
construção do carro-foguete oferece aos alunos xiga antes de soltar o carrinho. Encha a bexi-
a oportunidade de usar na prática a força da ga de ar por dentro do laço a cada teste. Isso
ação/reação. Neste caso, a carga do carro-fo- aumentará a precisão dos testes, pois dará a
guete é o carro-foguete. As rodas reduzem o certeza de que a bexiga foi inflada, com exa-
atrito com o chão para ajudar os carros-fogue- tamente a mesma quantidade de ar todas as
tes a se moverem. Devido às variações indivi- vezes.
duais nos carros-foguetes de corrida dos alu-  Faça um cata-vento movido à bexiga pren-
nos, eles percorrerão distâncias diferentes e, dendo uma bexiga com fita adesiva em uma
normalmente, em direções não-planejadas. Atra- extremidade de um canudinho flexível. Colo-
vés de modificações, os alunos podem corrigir que um alfinete através do canudinho e pren-
os resultados não desejáveis e melhorar a efi- da na borracha de um lápis preto. Encha a be-
ciência de seus carros-foguetes de corrida. xiga e observe o cata-vento rodar.
54 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Avaliação:

Os alunos criarão “Relatórios de Teste de Car-


ro-foguete de Corrida” para descrever os testes
e as modificações que melhoraram o desempe-
nho de seus carros-foguetes. Use esses relatórios
para avaliar os alunos juntamente com as folhas
de projeto e o novo carro-foguete, caso você
queira usar a segunda parte da atividade.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 55
Como Construir um Carro-Foguete de Corrida

1. Desenhe os modelos na bandeja de isopor. Você precisará de um chassi, quatro


rodas e quatro calotas. Use um compasso para desenhar os círculos.

Calotas
Chassi

Rodas

2. Encha a bexiga e deixe o ar sair.


Prenda a bexiga com fita adesiva na
parte mais curta do canudinho flexível
e depois prenda com fita adesiva o
canudinho no retângulo de isopor.

3. Prenda alfinetes através das calotas


e das rodas na placa de isopor.

4. Sopre a bexiga através do canudinho.


Prenda a ponta do canudinho para o
ar não sair. Coloque o carrinho na
largada e deixe-o correr.

56 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Modelos das Rodas
(As cruzinhas indicam o centro)

Modelos das Calotas


(As cruzinhas indicam o centro)

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 57
Relatório de Teste do Carro-Foguete de Corrida

Desenhe o seu carro de corrida

FEITO POR

DATA:

58 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Relatório do Teste com Carro-Foguete de Corrida

Coloque seu carro-foguete de corrida na pista e meça a distância que ele consegue percorrer.

1. Descreva como seu carro se saiu no primeiro teste.


(Ele foi em linha reta ou fez curva?)

Qual a distância percorrida? ____________ centímetros.

Pinte um quadrado do gráfico para cada 10 centímetros percorridos.

2. Encontre uma maneira de modificar e melhorar seu carro-foguete e teste-o novamente.


O que você fez para melhorar seu carro-foguete no segundo teste?

Qual a distância percorrida? ____________ centímetros.

Pinte no gráfico um quadrado para cada 10 centímetros percorridos pelo carro.

3. Encontre uma maneira de melhorar seu carro e teste-o novamente.


O que você fez para melhorar seu carro no segundo teste?

Qual a distância percorrida? ____________ centímetros.

Pinte no gráfico um quadrado para cada 10 centímetros percorridos pelo carro.

4. Em que teste ele foi mais longe?

Por quê?

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 59
Folha de Dados do Carro-Foguete de Corrida

Centímetros
Centímetros
Centímetros

TESTE no. 3
TESTE no. 1

TESTE no. 2

60 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
vista da frente
FOLHA DE PROJETO
Projete e construa um novo
carro-foguete de corrida com
base em suas experiências
anteriores

vista superior

vista lateral

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 61
Informações para o Professor

3-2-1 Fogo!

Objetivo:
Demonstrar como a decolagem de um foguete é uma apli-
cação das Leis do Movimento de Newton.

Descrição:
Os alunos constroem um foguete que decola através da pres-
são criada por um comprimido efervescente de antiácido
que reage com a água.

a embalagem de filme ao corpo do foguete, não


montar a embalagem de filme com a tampa para
Padrões de Ciências: baixo e não estender a embalagem de filme o
Ciências Físicas - Posição e movimento dos suficiente para fora do tubo de papel para tor-
objetos nar o fechamento da tampa mais fácil. Alguns
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro- alunos podem ter dificuldade para formar o cone.
jeto tecnológico - Entendimento sobre ciên- Para fazer o cone, recorte um círculo com a for-
cia e tecnologia ma de uma torta faltando um pedaço e enrole
formando um cone. Veja o modelo na próxima
Habilidades do Processo Científico: página. Os cones podem ter qualquer tamanho.
Observação
Comunicação Você pode conseguir as caixinhas de filme foto-
Construção de Modelos gráfico em casas de artigos para fotografia e
Inferência lugares que revelam filmes. Esses estabeleci-
mentos reciclam as embalagens e normalmente
Gerenciamento: estão dispostos a doá-las para fins educacio-
Para obter melhores resultados, os alunos de- nais. Você precisa de caixas com tampa que fe-
vem trabalhar em duplas. Eles precisarão de 40 che por dentro. Normalmente essas embalagens são
a 45 minutos para completar a atividade. Faça
as amostras de foguetes em vários estágios de
MATERIAIS E FERRAMENTAS
construção. Isso ajudará os alunos a visuali-
zarem cada etapa.  Papel de gramatura pesada (cartolina ou
papel “creative”);
 Embalagem cilíndrica de filme fotográfico
Uma única folha de papel é suficiente para fa-
de 35 mm de plástico*;
zer o foguete. Os alunos terão de planejar como  Folha do aluno;
irão usar o papel. Permita que eles decidam se  Fita adesiva de celofane;
querem cortar o papel longitudinalmente ou per-  Tesoura;
pendicularmente à folha, obtendo um foguete  Comprimido efervescente de antiácido;
 Toalhas de papel;
mais comprido ou mais curto. Isso resultará em
 Água;
foguetes de comprimentos diferentes para a com-  Óculos de segurança.
paração do vôo. * A embalagem do filme tem de ter uma tampa de
fechamento interno. Veja a seção de gerenciamento
Os erros mais comuns na hora de construir fo- para obtenção de maiores detalhes.
guetes são: esquecer de prender com fita adesiva
62 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
transparentes. As embalagens com a tampa que fe-  Como a quantidade de comprimido eferves-
cha por cima do gargalo do cilindro não irão funci- cente de antiácido usada afeta a altura a que
onar. Normalmente essas embalagens são opacas. o foguete chega?
 Como o comprimento ou a ausência de peso
Informação de Referência: do foguete afeta a altura a que ele chega?
Esta atividade é uma demonstração simples,  Como seria possível criar um foguete de dois
mas muito empolgante, das Leis do Movimento estágios?
de Newton. O foguete levanta devido à ação,
sobre ele, de uma força desequilibrada (Primei- Avaliação:
ra Lei). Trata-se da força produzida quando a Peça aos alunos que expliquem como as Leis
tampa se solta devido ao gás formado dentro da do Movimento de Newton se aplicam a esse fo-
caixa de filme. O foguete viaja para cima com a guete. Compare os foguetes para observar a com-
força igual e em sentido oposto à força para petência dos alunos na construção. Os foguetes
baixo que propulsiona a água, o gás e a tampa que usaram muito papel e fita adesiva prova-
(Terceira Lei). A quantidade de força é direta- velmente serão menos eficientes porque carre-
mente proporcional à massa de água e gás gam peso adicional.
expelidas da caixa de filme e também direta-
mente proporcional à velocidade com que ela Aprofundamento:
acelera (Segunda Lei). Para uma discussão mais  Proponha uma competição de altitude e veja
completa das Leis do Movimento de Newton, qual o foguete que sobe mais. Lance os fogue-
veja as páginas 20-24 deste Manual. tes próximos de uma parede com um teto alto.
Prenda uma fita métrica na parede. Fique de
Procedimento: longe e observe a altura atingida pelos fogue-
Veja a folha do aluno. tes ao longo da parede. Permita que todos os
alunos se revezem para medir as alturas.
Discussão:  Quais as formas geométricas que estão pre-
 Como a quantidade de água colocada no ci- sentes em um foguete?
lindro de filme afeta a altura percorrida pelo  Use as questões da discussão para projetar
foguete? experimentos com os foguetes. Coloque os
 Como a temperatura da água afeta a altura resultados num gráfico.
alcançada pelo foguete?

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 63
3-2-1 FOGO!

Pronto para o vôo

Enrole o papel ao
redor do tubo de
filme e prenda com
fita adesiva. A parte Tampa
da tampa do cilindro
de filme fica para
baixo!

Prenda as aletas com


fita adesiva ao seu
foguete

Modelo do cone
Enrole um cone de papel e cole-o
com fita adesiva à parte de cima de
seu foguete.
S
fo obr Fita adesiva
rm ep
ar on
o ha
co e
ne st
a
pa
rte
Os cones podem ser pa
de qualquer tamanho ra

64 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
NOMES DOS CONSTRUTORES DO
FOGUETE

CONTAGEM REGRESSIVA:

1. Coloque os óculos de segurança.

2. Vire o foguete para baixo e encha a


embalagem de filme com um terço de
água.

Faça muito rapidamente os próximos


passos!

3. Deixe cair na água 1/2 tablete de anti-


ácido.

4. Prenda bem a tampa.

5. Coloque o foguete em pé sobre uma


plataforma de lançamento.

6. Fique à distância.

DECOLAGEM!

Indique três modos de melhorar seu


foguete:

1.

2.

3.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 65
Informações para o Professor

Corrida de Comprimido
Efervescente

Objetivo:
Investigar os métodos para aumentar a po-
tência dos combustíveis para foguetes atra-
vés da manipulação da área da superfície e
da temperatura.

Descrição:
Os alunos comparam as freqüências de rea-
ção dos comprimidos de antiácido eferves-
centes sob diferentes condições.

Padrões de Ciências: para as experiências não é importante, mas não


Ciência como Questionamento se deve misturar marcas diferentes durante o
Ciências Físicas - Propriedades dos objetos experimento. Dê a cada grupo de alunos dois
e dos materiais comprimidos de cada vez. Certifique-se de que
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro- sabem como preencher os gráficos de cronô-
jeto tecnológico metro nas folhas dos alunos. Embora o perigo
para os olhos seja mínimo, é bom que os alunos
Habilidades do Processo Científico: tenham o hábito de usar óculos de segurança
Observação para experiências com produtos químicos.
Comunicação
Medida Informações de Referência:
Coleta de Dados Essa atividade capacita os alunos a descobri-
Inferência rem meios de aumentar a freqüência com a qual
Previsão os combustíveis do foguete liberam energia.
Interpretação de Dados Quando os combustíveis de um foguete quei-
Confecção de Gráficos mam mais rápido, a massa dos gases de exaustão
Trabalho com Hipóteses expelida aumenta, bem como a velocidade com
Controle de Variáveis que esses gases aceleram para fora do bocal do
Investigação foguete.

Padrões de Matemática: MATERIAIS E FERRAMENTAS


Matemática como Comunicação
Conexões Matemáticas  Comprimidos de antiácido efervescentes;
Computação e Estimativa  Dois frascos de bequer (ou potes de
plástico ou vidro);
Medida
 Pinças;
Estatística  Papel para rascunho;
Probabilidade  Relógio de pulso ou de mesa com ponteiro
de segundos;
Gerenciamento:  Termômetro;
 Óculos de segurança;
Esta atividade deverá ser realizada em grupos
 Água (morna e fria).
de dois ou três alunos. A marca específica do
comprimido efervescente de antiácido usado
66 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
A Segunda Lei do Movimento de Newton afir- mais rapidamente do que grandes gotas, aumen-
ma que a força ou ação de um motor de foguete tando a aceleração do gás de escape. (Veja pá-
é diretamente proporcional à massa expelida gina 26 para maiores informações).
multiplicada pela aceleração.
O segundo experimento mede a freqüência de
Conseqüentemente, o aumento da eficiência dos reação de comprimidos com diferentes tempe-
combustíveis de um foguete melhora o desem- raturas de água. Os comprimidos colocados em
penho do foguete. água morna reagem muito mais rapidamente do
que os comprimidos colocados em água fria.
Os alunos descobrirão dois métodos para me- Com motores de foguetes com combustíveis lí-
lhorar a eficiência do combustível do foguete com quidos, combustível superfrio, como hidrogê-
o uso de comprimidos efervescentes de antiáci- nio líquido, é pré-aquecido antes de ser combi-
do. O primeiro experimento mede a relação en- nado com o oxigênio líquido. Isso aumenta a
tre a área de superfície de um comprimido e sua taxa de reação e, portanto, aumenta o empuxo
freqüência de reação na água. Os alunos apren- do foguete. Há mais informações sobre isso na
derão que o aumento da superfície de um com- página 26.
primido esmagando-o e transformando-o em pó
aumenta a freqüência da reação com a água. Essa Avaliação:
situação é semelhante ao modo como o empuxo Conduza uma discussão em classe na qual os
de um foguete melhora com o aumento da super- alunos explicarão como esse experimento está
fície de queima de seus combustíveis. relacionado com o modo como o combustível
de foguetes é queimado. Recolha e reveja as
O aumento da superfície de queima aumenta a páginas dos alunos completadas.
freqüência da queima. Em foguetes sólidos, um
túnel central no sentido do comprimento do com- Aprofundamento:
bustível permite que mais combustível seja quei- Experimente uma atividade semelhante rela-
mado ao mesmo tempo. Isso aumenta a quanti- cionada à superfície dos combustíveis de um
dade de gás (massa) e a aceleração do gás à foguete usando pequenos pedaços de bala dura.
medida que ele deixa o motor do foguete. Os Pegue dois pedaços de bala e esmague um.
combustíveis líquidos são espirrados dentro da Depois, dê o pedaço inteiro para que um alu-
câmara de combustão para maximizar sua su- no dissolva na boca e o esmagado a outro alu-
perfície de queima. Pequenas gotas reagem no. Qual irá dissolver mais rápido?

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 67
Corrida de Comprimidos Efervescentes
Experimento 1 Membros da equipe:

1. Encha os dois potes de água em temperatura


igual.

2. Coloque os óculos de segurança.

3. Faça uma previsão de quanto tempo irá


demorar para o comprimido se dissolver na Resultados do Pote 1
água no primeiro pote. Pinte o mostrador do
cronômetro exatamente com o tempo que Sua Previsão: ______________ segundos
demorou para que a reação se completasse.
O cronômetro tem capacidade para medir seis
minutos.

4. Enrole um outro comprimido em papel e


coloque-o sobre uma mesa. Esmague o
comprimido com um pedaço de madeira.

5. Faça uma previsão de quanto tempo irá levar


para o comprimido amassado se dissolver.
Coloque o pó no outro pote. Pinte o
mostrador do cronômetro de acordo com os
minutos e segundos levados para o
comprimido esmagado desmanchar.

Descreva o que aconteceu no experimento e


porque.

Resultados do Pote 2

Sua Previsão: ______________ segundos

68 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Experimento 2 Resultados do Pote 1

1. Esvazie os potes e encha-os novamente, um Temperatura: ____________ºC


com água morna e outro com água fria.
Sua Previsão: ____________segundos
2. Meça a temperatura da água do primeiro pote.
Faça uma previsão de quanto tempo irá
demorar para o comprimido se dissolver.
Coloque um comprimido no pote. Pinte o
desenho do cronômetro de acordo com o
tempo que levou para completar a reação.

3. Meça a temperatura da água no segundo pote.


Faça uma previsão de quanto tempo irá
demorar para o comprimido se dissolver na
água fria. Coloque o comprimido na água.
Pinte o cronômetro de acordo com o tempo
que levou para completar a reação.

Descreva o que aconteceu no experimento e


porque.

Resultados do Pote 2

Temperatura: ____________ºC

Como você pode aplicar os resultados desses Sua Previsão: ____________segundos


experimentos para melhorar o desempenho dos
foguetes?

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 69
Informações para o Professor

Foguetes de Papel

Objetivo:
Projetar, construir e fazer voar foguetes de papel que per-
correrão a maior distância possível através de um modelo,
no chão, do sistema solar.

Descrição:
Nesta atividade, os alunos construirão um pequeno foguete
de papel que voa e o acionarão assoprando ar por um
canudinho.

Padrões de Ciências:
Ciência como Questionamento MATERIAIS E FERRAMENTAS
Ciências Físicas - Propriedades dos objetos  Papel mais grosso (pode ser papel já usado
e dos materiais a ser reciclado);
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro-  Fita adesiva de celofane;
jeto tecnológico  Tesoura;
 Lápis grosso apontado;
Unificação de Conceitos e Processos - Evi-  Canudo de suco (um pouco mais fino do
dência, modelos e explanação que o lápis);
 Óculos de segurança;
Habilidades do Processo Científico:  Régua;
Observação  Fita isolante ou medidores de altitude;
 Figuras do Sol e dos planetas.
Comunicação
Medida
Coleta de dados
Inferência próprios foguetes de papel e os decorem como
Previsão quiserem. Os alunos podem trabalhar individu-
Construção de Modelos almente ou em duplas.
Interpretação de Dados
Controle de Variáveis Como os foguetes são projéteis, peça aos alu-
Capacidade de Definição Operacional nos que usem óculos de segurança.
Investigação
Quando os alunos terminarem os foguetes, dis-
Padrões de Matemática: tribua os canudinhos. Selecione o local onde os
Matemática como Solução de Problemas foguetes irão voar. Uma sala com as carteiras
Matemática como Raciocínio afastadas ou corredor será preferível. Prepare
Conexões Matemáticas o chão marcando uma linha de 10 metros com
Geometria fita métrica ou metros de carpinteiro colocados
Computação e Estimativa um em seguida do outro. Como alternativa, mon-
Estatística e Probabilidade te o cenário de planetas, como mostra a próxi-
ma página. Peça aos alunos que lancem os fo-
Gerenciamento: guetes a partir do planeta Terra, e diga a eles
Depois de mostrar um foguete de papel pronto para determinar qual o planeta mais longínquo
aos alunos, peça que eles construam seus que foram capazes de alcançar com seus foguetes.
70 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Use a distribuição dos planetas mostrada na com aletas. O posicionamento e o tamanho das
próxima página para estabelecer o alcance do aletas são importantíssimos para a estabilidade
lançamento. As figuras dos planetas encontram- sem acrescentar muito peso. Há mais informa-
se na página 70. Aumente essas figuras se de- ções sobre as aletas dos foguetes nas páginas
sejar. 29-30 do Manual.

Registre os dados de cada lançamento no for- Como Construir e Lançar Foguetes de Papel:
mulário de Relatório de Teste do Foguete de 1. Distribua os materiais e ferramentas a cada
Papel. O formulário inclui espaços para dados aluno.
de três foguetes diferentes. Depois dos primei-
ros lançamentos, os alunos devem construir seus 2. Os alunos deverão construir um foguete como
foguetes de papel “novos e melhorados” e ten- mostram as instruções na folha do aluno.
tar fazer viagens mais longas pelo sistema so-
lar. Estimule seus alunos a experimentarem fo- 3. Diga aos alunos para preverem a distância
guetes de diferentes tamanhos e formas ou nú- que seu foguete irá percorrer e registrarem
meros de aletas. Para alunos menores, crie uma suas estimativas na folha de relatório de tes-
lista com as distâncias de cada planeta em rela- te. Depois de testar o foguete e medir a dis-
ção à Terra. Alunos mais velhos podem medir tância alcançada, os alunos devem registrar
essas distâncias eles mesmos. a distância realmente percorrida e a diferen-
ça entre o que foi previsto e o que aconteceu
Informações de Referência: no Relatório de Teste.
Embora a atividade use o sistema solar como
alvo para medir a distância, a atividade do Fo- 4. Depois do vôo do primeiro foguete, os alu-
guete de Papel demonstra como os foguetes nos deverão construir e testar mais dois fo-
voam pela atmosfera. Um foguete sem aletas fica guetes adicionais de diferentes tamanhos e
bem mais difícil de controlar do que um foguete diferentes projetos de aletas.

Plutão
Netuno

Júpiter Saturno
Mercúrio
Urano
Sol

Marte

Vênus
Cenário para Alvo dos Foguetes
Terra
Arrume as figuras do Sol e dos planetas em um
espaço livre do chão, como mostra a ilustra-
ção. A distância entre a Terra e Plutão deve ser
de cerca de 8 metros. Veja em uma enciclopé-
dia ou outro material quais as distâncias entre
cada um dos planetas.
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 71
Planetas Alvos
(Não estão em escala)

Faça cópias aumentadas dessas figuras ou desenhe-as em um outro papel. Coloque


as figuras no chão de acordo com o arranjo da página anterior. Se quiser fazer os
planetas em escala, veja os números ao lado de cada planeta. O diâmetro da Terra
é fornecido como sendo 1 e todos os outros como múltiplos de 1.

Mercúrio
0,38X

Vênus
0,95X

Sol
108X
Terra
1X

Marte
0,53X

Saturno
9,4X

Júpiter
11,2 X

Plutão
0,9X
Netuno
Urano 3,9X
4X

72 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Discussão: pelos foguetes. Para fazê-lo, coloque fita iso-
1. O que faz um foguete ter melhor desempenho lante marcando distâncias em uma parede. En-
que outro? (Não esqueça de examinar o peso quanto um aluno lança o foguete do chão para
de cada foguete. Os foguetes construídos com o teto, outro aluno compara a altura atingida
maior quantidade de fita adesiva e aletas mai- com as medidas na parede. Os alunos preci-
ores pesam mais.) sam subtrair a altura de onde o foguete foi lan-
çado da altura atingida. Por exemplo, se os alu-
2. Qual o tamanho mínimo para as aletas para nos segurarem o foguete a 1,5 m do chão para
que ainda assim consigam estabilizar o fo- lançá-lo, e ele alcançar 4 metros acima do
guete. chão, a alteração de altitude real foi de 2,5 m.
Veja a atividade Rastreamento de Altitude com
3. Quantas aletas o foguete precisa para se es- início na página 86 para obter detalhes de um
tabilizar? segundo método para medir a altitude de fo-
guetes de papel.
4. O que aconteceria se você colocasse as
aletas do foguete perto do nariz? Avaliação:
Os alunos completarão os relatórios de teste e
5. O que acontecerá se você dobrar as pontas descreverão seus foguetes e qual foi o desem-
das aletas como um cata-vento? penho deles. Peça aos alunos para criarem grá-
ficos de barras em uma folha em branco que
6. As aletas dos foguetes são necessárias no mostre o alcance de cada foguete que eles cons-
espaço sideral? truíram. Peça que os alunos escrevam um pará-
grafo no qual eles escolham o foguete que teve
Aprofundamento: melhor desempenho e expliquem suas idéias de
Experimente determinar qual a altura atingida porque isso aconteceu.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 73
FOGUETES DE PAPEL

Siga as setas para construir seu foguete

Enrole o papel ao redor do lápis

pe
4 d
cm aço

TO
po de

EN
r 2 pa
8 pe

AM
cm l d
e


LA

Sopre pelo
Cole com fita adesiva em canudinho
três lugares para lançar
Insira o
canudinho

Dobre a ponta e cole


com fita adesiva

Recorte aletas de
qualquer forma que
quiser
Corte as
extremidades

Dobre as abas e
cole no tubo

74 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Relatório de Teste do Foguete de Papel
Nomes:

1. Lance seu foguete três vezes. Qual a distância atingida? Qual a distância média que seu
foguete voou? Escreva suas respostas nos espaços abaixo.

2. Construa um foguete com um novo projeto e faça-o voar. Antes de lançá-lo, faça uma
previsão da distância que irá atingir. Faça o foguete voar três vezes e meça a média da
distância percorrida. Qual a diferença entre o que você previu e a distância real?

3. Construa um terceiro foguete e repita a etapa 2.

4. Conforme descrição abaixo nesta folha, escreva um pequeno parágrafo descrevendo


cada foguete que você construiu e como os fez voar. Desenhe figuras dos foguetes que
você construiu.

Foguete 1 Faça anotações sobre os vôos aqui.

Quanto o foguete voou em 1.


centímetros? 2.
3.

Distância média em
centímetros?

Foguete 2 Faça anotações sobre os vôos aqui.

Previsão de quantos
centímetros o foguete irá voar.
Quanto o foguete voou em
centímetros? 1.
2.
3.
Distância média em
centímetros?
Diferença entre a sua previsão
e a distância real percorrida?

Foguete 3 Faça anotações sobre os vôos aqui.

Previsão de quantos
centímetros o foguete irá voar.
Quanto o foguete voou em
centímetros? 1.
2.
3.
Distância média em
centímetros?
Diferença entre a sua previsão
e a distância real percorrida?

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 75
Informações para o Professor

O Carro de Newton

Objetivo:
Investigar como o aumento da massa de um
objeto lançado de um Carro de Newton afeta
a aceleração do carro sobre uma pista rolan-
te. (Segunda Lei do Movimento de Newton).

Descrição:
Nesta atividade, os alunos testam um dispo-
sitivo, como um estilingue, que lança uma
massa, fazendo com que o carro se mova na
direção oposta.

Gerenciamento:
Padrões de Ciências: Conduza esta atividade em grupos de três alu-
Ciência como Questionamento nos. Use uma superfície lisa para o teste, como
Ciências Físicas - Propriedades dos objetos uma mesa longa ou piso sem carpete. O experi-
e dos materiais mento tem muitas variáveis que os alunos de-
Unificação de Conceitos e Processos - Evi- vem controlar como: tamanho do laço do bar-
dência, modelos e explanação bante, colocação da massa no carro e a coloca-
Unificação de Conceitos e Processos - Mu- ção dos pinos. Discuta com seus alunos a im-
dança, constância e medidas portância do controle das variáveis para o ex-
perimento.
Habilidades do Processo Científico:
Observação A construção do Carro de Newton envolve o cor-
Comunicação te de blocos de madeira e a colocação de três
Medida parafusos em cada bloco. Veja o diagrama na
Coleta de Dados página 77 para a colocação dos parafusos e como
Inferência o Carro de Newton é montado para o experimento.
Previsão
Interpretação de Dados MATERIAIS E FERRAMENTAS
Confecção de Gráficos
 1 bloco de madeira de cerca de 10 x 20 x
Controle de Variáveis 2,5 cm;
Capacidade de Definição Operacional  3 parafusos para madeira de 3 polegadas
Investigação (cabeça redonda);
 12 lápis redondos ou pequenos pedaços de
pinos de madeira semelhantes ao lápis;
Padrões de Matemática:  Embalagem de filme fotográfico de plástico;
Matemática como Solução de Problemas  Barbante de algodão;
Matemática como Comunicação  Fósforos ou isqueiro;
Conexões Matemáticas  Óculos de segurança para todos os alunos;
 Balança métrica com travessão;
Computação e Estimativa  Morsa;
Medida  Chave de fenda;
Estatística  Metro.
Probabilidade
Padrões e Funções
76 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Coloque os pinos enfileirados como dormentes alunos para encherem totalmente a embalagem
de ferrovia e estenda-os de um lado como mos- de filme com diferentes materiais, como semen-
tra a ilustração (página 77). tes, pequenos pregos, porcas de metal, areia etc.
Isso os capacitará a variar a massa duas vezes
Se você tiver facilidade de utilizar uma broca durante o experimento. Peça aos alunos que pe-
mecânica (de bancada), pode substituir os pa- sem a embalagem depois de cheia e registrem a
rafusos por pinos curtos. É importante fazer os massa na folha do aluno. Depois de usar a em-
furos para os pinos bem na perpendicular com balagem três vezes, primeiro com um elástico e
a broca mecânica. Coloque um pouco de cola depois com dois e com três, os alunos devem
para prender os pinos. encher novamente a embalagem de filme com
outro material para as próximas três tentativas.
Esta atividade requer que os alunos “carreguem”
seus “estilingues”, esticando os elásticos para Veja o exemplo de gráfico para registro dos da-
trás do terceiro parafuso e prendendo-os com o dos. O gráfico do final da página 79 é da dis-
barbante. O modo mais fácil de fazer isso é pas- tância percorrida pelo carro em cada teste. Os
sar o elástico pela argola de barbante antes de alunos devem fazer um gráfico de pontos para a
passar o elástico sobre os dois outros parafu- distância percorrida pelo carro. Os pontos de-
sos. Prenda o barbante sobre o terceiro parafu- vem cair sobre o eixo y, representando o núme-
so depois de esticar os elásticos para trás. ro de elásticos usados, e no eixo x, represen-
tando a distância percorrida pelo carro. Depois
Use um fósforo ou isqueiro para queimar o bar- de colocar no gráfico as informações dos três
bante. As pequenas extremidades do barbante testes com uma dada massa, ligue os pontos com
que saem da argola agem como fusíveis que per- linhas. Os alunos devem usar uma linha contí-
mitem que os alunos removam o fósforo antes nua para a massa 1 e uma linha tracejada para a
de o barbante pegar fogo totalmente. Os profes- massa 2. Se os alunos controlaram cuidadosa-
sores podem dar aos grupos somente alguns fós- mente suas variáveis, eles deverão observar que
foros de cada vez. Para conduzir o experimento o carro andou uma distância maior com a massa
em sua totalidade, os grupos precisarão de seis maior e três elásticos. Essa conclusão os aju-
fósforos cada. Pode ser necessário praticar um dará a entender a Segunda Lei do Movimento
pouco antes de iniciar o experimento. Como al- de Newton.
ternativa aos fósforos, os alunos podem usar
uma tesoura sem ponta para cortar o barbante. Informações de Referência:
Isso requer o movimento rápido na hora de cor- A atividade do carro de Newton fornece subsí-
tar. Os alunos precisam mover a tesoura rapi- dios excelentes para investigar a Segunda Lei
damente para ela não ficar no meio do caminho do Movimento de Newton. A lei afirma que a
após cortar o barbante. força é igual a massa vezes a aceleração. Nos
foguetes, a força é a ação produzida pelo gás
Diga aos alunos para prenderem todas as argo- expelido pelo motor. Segundo a lei, quanto mais
las antes de começarem o experimento. Deve- gás for expelido e quanto mais acelerado ele
se procurar fazer as argolas sempre do mesmo sair do motor, maior será a força de empuxo.
tamanho. Veja o diagrama nas folhas dos alunos Mais detalhes sobre essa lei foram incluídos
para ver as argolas em tamanho natural. Argo- nas páginas 23-24 deste Manual.
las de tamanhos diferentes introduzirão uma va-
riável significativa no experimento, fazendo com O carro de Newton é um tipo de estilingue. Um
que os elásticos estiquem mais ou menos. Isso bloco de madeira com três parafusos formam a
resultará em diferentes acelerações para a mas- armação do estilingue. Elásticos esticam-se a
sa a cada vez que o experimento for realizado. partir de dois dos três parafusos e são presos
no terceiro parafuso com uma alça de barbante.
Use embalagens plásticas de filmes de 35 mm A massa fica entre os elásticos. Quando a alça
para os experimentos com a massa. Peça aos é cortada, os elásticos lançam o bloco de
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 77
madeira, produzindo uma força de ação. A for- 2. Como os motores de foguete aumentam o
ça de reação propulsiona o bloco na direção seu empuxo?
oposta sobre os pinos que agem como roletes
(Terceira Lei do Movimento de Newton). 3. Por que é importante controlar as variáveis
num experimento?
Esse experimento orienta os alunos a lançarem
o carro variando o número de elásticos e a quan- Avaliação:
tidade de massa lançada. Eles medirão a dis- Conduza uma discussão em classe na qual os
tância percorrida pelo carro na direção oposta alunos partilham suas descobertas sobre as Leis
e colocarão os dados em um gráfico. Tentativas do Movimento de Newton. Peça que comparem
repetidas do experimento devem mostrar que a os resultados com os resultados de atividades
distância percorrida pelo carro depende do nú- anteriores como o Motor de Hero com Lata de
mero de elásticos usados e da quantidade de Refrigerante. Registre e reveja as folhas que eles
massa que está sendo expelida. A comparação preencheram.
das linhas dos gráficos levará os alunos à Se-
gunda Lei do Movimento de Newton. Aprofundamento:
Compre em uma loja de brinquedos um foguete
Discussão: movido a água. Tente lançá-lo somente com ar
1. Em que o carro de Newton se assemelha a e depois com água e ar e observe quanto ele
foguetes? anda.

78 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Carro de Newton

1. Amarre 6 argolas de barbante


deste tamanho.

2. Encha sua caixinha de filme fotográfico e


pese-a em gramas. Registre a massa no seu
gráfico de Relatório do Carro de Newton.

3. Monte seu carro de Newton como mostra a


figura. Passe o elástico pela argola de
barbante. Estique o elástico sobre os
dois parafusos e puxe a argola
de barbante para trás sobre
o terceiro parafuso. Co-
loque os cilindros a
uma distância de 6 cm is
ma a
q u e nest
um do outro. Use so- l o
C o ndro
s
cili e ç ã o
mente um elástico na dir
primeira tentativa.

4. Coloque o óculos de proteção!

5. Acenda a argola de barbante e fique para trás. Registre a distância percorrida pelo
carro no gráfico (página 81).

6. Arrume novamente o carro e os cilindros. Certifique-se de que os cilindros estarão a 6


cm um do outro! Use dois elásticos. Registre a distância percorrida pelo carro.

7. Monte novamente o carro com três elásticos. Registre a distância percorrida.

8. Preencha novamente a embalagem de filme e registre a nova massa.

9. Teste o carro com a nova massa com 1, 2 e 3 elásticos. Marque as distâncias percor-
ridas pelo carro a cada tentativa.

10. Coloque os resultados em um gráfico. Use um tipo de linha para o primeiro conjunto de
tentativas e outro tipo de linha diferente para o segundo conjunto de tentativas.Exemplo:
linha contínua e tracejada.
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 79
Relatório do Carro de Newton
Membros da equipe:

Elásticos Distância percorrida

centímetros

MASSA 1
centímetros
gramas
centímetros

Descreva o que aconteceu quando você testou o carro com 1, 2 e 3 elásticos.

Elásticos Distância percorrida

centímetros

MASSA 2
centímetros
gramas
centímetros

Descreva o que aconteceu quando você testou o carro com 1, 2 e 3 elásticos.

Escreva um parágrafo curto explicando a relação entre a quantidade de massa da caixa de


filme, o número de elásticos e a distância percorrida pelo carrinho.

80 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Centímetros
200 150 100 50 0

Elásticos
MODELO
GRÁFICO DE

Massa 2 = 42 gramas __ __ __ __
Massa 1 = 30 gramas ________

200
Massa 2 = ___ g __ __ __
Massa 1 = ___ g _______
Resultados do Teste do Carro de Newton

150
Centímetros
100
50
0
3

Elásticos

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 81
Informações para o Professor

Balão Bexiga com Estágios

Objetivo:
Demonstrar como os foguetes podem atingir grandes
altitudes usando a tecnologia dos estágios.

Descrição:
Esta demonstração simula um lançamento de foguete
com múltiplos estágios usando duas bexigas infla-
das que deslizam ao longo de uma linha de pesca
através do empuxo produzido pelo ar que escapa.

eficientes para alcançar altitudes mais altas. No


foguete normal, os estágios são montados um
Padrões de Ciências:
sobre o outro. O estágio mais baixo é o maior e
Ciências Físicas - Posição e movimento dos
o mais pesado. No Ônibus Espacial, os está-
objetos
gios acoplam-se lateralmente. Os aceleradores
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro-
sólidos do foguete acoplam-se à lateral do tan-
jeto tecnológico
que externo. Também fica acoplado ao tanque
Ciência e Tecnologia - Entendimento da ci-
externo o Ônibus Espacial propriamente dito.
ência e tecnologia
Quando vazios, os aceleradores sólidos são
alijados. Mais tarde, o Ônibus Espacial des-
Habilidades do Processo Científico:
carta também o tanque externo.
Observação
Interpretação de Dados
Confecção de Gráficos MATERIAIS E FERRAMENTAS
Capacidade de Definição Operacional
 2 bexigas ovais;
 linha de pesca de nylon de monofilamento
Gerenciamento: (qualquer grossura);
A atividade descrita abaixo pode ser executada  2 canudinhos de plástico (dos mais grossos);
pelos alunos ou usada como demonstração. Alu-  Copo de café de isopor;
nos menores podem ter dificuldade para coor-  Fita isolante;
 Tesoura;
denar as etapas de montagem e conseguir um  Óculos de segurança para todos os alunos;
lançamento bem-sucedido. Se você for usar a  2 pregadores de roupa com mola.
atividade em mais de uma aula, deverá prender
a linha de pesca perto de uma parede onde não
passe muita gente para que os alunos não trope-
cem na linha. Procedimento:
1. Passe a linha de pesca por dentro de dois
Informações de Referência: canudinhos. Estique a linha de um lado ao
Uma viagem ao espaço requer uma grande quan- outro da sala e prenda as pontas. Certifique-
tidade de energia. Esta atividade é uma simples se de que ela esteja numa altura suficiente-
demonstração dos estágios de um foguete que mente segura para que as pessoas passem por
Johann Schmidlap propôs pela primeira vez no baixo sem bater nela.
século XVI. Quando um estágio mais baixo es-
gota sua carga de combustíveis, o estágio in- 2. Corte um copo de café de isopor pela metade
teiro se solta, tornando os outros estágios mais de forma que o bocal forme um anel contínuo.
82 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
3. Estique as bexigas antes de enchê-las. Encha 6. Se quiser pode fazer uma contagem regressiva
a primeira bexiga com cerca de três quartos para os foguetes enquanto segura com os de-
de sua capacidade e prenda o gargalo com dos os gargalos. O gás que irá escapar irá im-
força. Enfie o gargalo pelo anel do copo de pulsionar as duas bexigas ao longo da linha
isopor, torça-o e prenda-o fechado com a aju- de pesca. Quando a primeira bexiga ficar va-
da do pregador de roupa. Encha a segunda zia, ela irá automaticamente soltar o gargalo
bexiga. Enquanto faz isso, certifique-se de que da segunda bexiga que continuará a viagem.
a parte da frente da segunda bexiga ficará es-
tendida através do anel uma pequena distân- 7. Distribua as folhas de desenho e peça aos
cia. À medida que a segunda bexiga se infla, alunos para projetarem e descreverem seu
ela pressionará o gargalo da segunda bexiga próprio foguete de múltiplos estágios.
e assumirá o trabalho do pregador, seguran-
do o gargalo sem deixar escapar o ar. Pode Avaliação:
ser necessário um pouco de prática para con- Recolha os desenhos e coloque-os em um mu-
seguir fazer isso. Prenda também o gargalo ral. Peça a cada aluno para explicar seu foguete
da segunda bexiga. à classe.

4. Leve as bexigas para uma extremidade da li- Aprofundamento:


nha de pesca e prenda com fita isolante cada  Estimule os alunos a tentarem outros arranjos
bexiga a um canudinho. As bexigas devem de lançamento com bexigas uma ao lado da
ficar paralelas à linha de pesca. outra ou com três estágios.

5. Remova o pregador do gargalo da primeira  Os alunos conseguiriam fazer um balão de três


bexiga e destorça-o. Remova o gargalo da estágios voar sem a linha como guia? Como
segunda bexiga, mas continue segurando com os balões podem ser modificados para tornar
o dedo. isso possível?

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 83
FOGUETE VISTO

Folha de Projeto DE CIMA

Projete um foguete que tenha, pelo


menos, dois estágios. No espaço
abaixo, descreva o que cada
estágio irá fazer. Não esqueça de
incluir um lugar para carga e
tripulação.

Descrição
Seu Nome:
Nome do Foguete:

FOGUETE VISTO
DE LADO

84 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Informações para o Professor

Foguete como Meio de Transporte

Objetivo:
Resolver o problema de se levantar uma carga com o uso de
um foguete feito com bexiga.

Descrição:
Os alunos constroem um foguete com bexiga e o utilizam
para levar uma carga consistindo em clipes para papel.

Padrões de Ciências: Informações de Referência:


Ciência como Questionamento A massa de um foguete pode fazer a diferença
Ciências Físicas - Posição e movimento dos entre um vôo bem-sucedido e um foguete que
objetos apenas fica parado na plataforma de lançamen-
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro- to. Como princípio básico do vôo de um fogue-
jeto tecnológico te, o foguete deixará a plataforma de lançamen-
to quando seu motor produzir um empuxo que
Habilidades do Processo Científico: seja maior do que a massa total do veículo.
Observação
Comunicação Foguetes grandes, capazes de levantar uma nave
Medida espacial até o espaço, apresentam sérios pro-
Coleta de Dados blemas de peso. Para chegar ao espaço e a ve-
Inferência locidades orbitais adequadas, é necessária uma
Previsão grande quantidade de combustível; portanto, os
Construção de Modelos tanques, os motores e os equipamentos a eles
Controle de Variáveis associados tornam-se maiores. Até um certo
Capacidade de Definição Operacional ponto, foguetes maiores vão mais longe do que
Investigação foguetes menores, mas quando ficam grandes de-
mais, suas estruturas fazem com que pesem muito.
Padrões de Matemática:
Matemática como Solução de Problemas
Matemática como Comunicação MATERIAIS E FERRAMENTAS
Matemática como Raciocínio
 Bexigas de festa grandes e longas (Várias
Conexões Matemáticas por equipe);
Computação e Estimativa  Linha de pesca;
Medidas  Canudinhos;
 Pequenos copos de papel;
 Clipes para papel;
Gerenciamento:
 Fita adesiva;
Essa atividade irá funcionar melhor com gru-  Pregadores de roupa;
pos de três ou quatro alunos. Ela tomará apro-  Balanças.
ximadamente uma hora. A atividade enfoca os
processos científicos de experimentação.
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 85
Uma solução para o problema dos foguetes gi- Observação: A linha de pesca deve estar
gantes pesarem muito pode ser atribuída ao fa- bem esticada para que o foguete viaje com
bricante de fogos de artifício do século XVI, sucesso, e o gargalo da bexiga tem de ser
Johann Schmidlap. Schmidlap acoplou peque- distorcido.
nos foguetes no topo de foguetes maiores. Quan-
do os foguetes maiores consumiam todo seu 6. Depois de fazerem as tentativas com suas
combustível, a carcaça caía e os outros fogue- bexigas, peça aos alunos que façam uma pre-
tes remanescentes acendiam. Desse modo, con- visão do peso que conseguirão levantar até o
seguia atingir altitudes maiores. teto. Permita aos alunos modificarem seu pro-
jeto de modo que a capacidade de carga pos-
Essa técnica de construção de foguetes é cha- sa aumentar a cada tentativa. (Por exemplo:
mada de estágios. Graças à construção em está- acrescentar outras bexigas, mudar a locali-
gios, podemos, não só chegar ao espaço sideral zação da plataforma de carga, substituir a be-
no Ônibus Espacial, mas também ir à Lua e a xiga inicial à medida que perde parte de sua
outros planetas usando várias naves. elasticidade, permitindo, assim, que se man-
tenha o mesmo empuxo etc.)
Procedimento:
1. Prenda uma linha de pesca no teto da sala Discussão:
ou o mais alto que conseguir numa parede. 1. Compare o que você aprendeu sobre bexigas
Tente prender um clipe em uma linha de pes- e foguetes.
ca e prendê-la nos ganchos de alguma lumi-
nária ou do revestimento do teto. Deixe a 2. Por que a bexiga é forçada ao longo da linha
linha na vertical até o chão ou até uma mesa. de pesca?
Será necessária uma linha para cada grupo.
Observação: a linha pode estar marcada com Avaliação:
unidades métricas para ajudar os alunos a Compare os resultados dos lançamentos dos alu-
determinar a distância percorrida pelo fo- nos. Peça aos alunos que discutam os elemen-
guete. tos de projeto que tornaram seus lançamentos
mais bem-sucedidos e as idéias que eles acham
2. Encha o bexiga e segure-a fechada com o pre- que podem ser usadas para criar um foguete ca-
gador de roupa. Antes do lançamento você paz de levantar um peso ainda maior com sucesso.
soltará o pregador.
Aprofundamento:
3. Use o copo de papel como plataforma de carga  Você pode eliminar o copo descartável do fo-
para levar os pesos. Prenda o copo na bexi- guete e, ainda assim, conseguir que ele leve
ga usando fita adesiva. Estimule os alunos a os clipes?
pensarem em locais criativos para prende-
rem o copo na bexiga.  Se cada bexiga custasse um milhão de dóla-
res e você precisasse levar 100 clipes, quan-
4. Prenda o canudinho na lateral de sua bexiga to dinheiro seria necessário? Você consegue
usando fita adesiva. Certifique-se de que o pensar em uma maneira de cortar esses cus-
canudinho está exatamente paralelo à lateral tos?
da bexiga. Isso será seu guia e ligação com a
linha de pesca.  Sem prender o copinho como um recipiente
de carga, faça os alunos medirem a distância
5. Passe a linha de pesca por dentro do canudi- percorrida pela bexiga ao longo da linha na
nho. O lançamento agora é possível com a horizontal, na vertical e a 45 graus, usando
simples retirada do pregador de roupa. unidades métricas. Discuta as diferenças.

86 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Foguete como Meio de Transporte
Equipe do Foguete:

Faça uma previsão de quanto peso seu foguete será capaz de levar até o teto.

(2 clipes pequenos = aproximadamente 1 grama)

Teste Peso Levantado Resultados do Teste


1
2
3
4

Tendo por base seu melhor lançamento:


Qual foi a quantidade máxima de peso que você foi capaz de levantar até o teto?

 Esboço do seu foguete  Explique como projetou seu foguete para


levar o peso máximo ao teto?

 
De que outras maneiras você poderia aumentar a capacidade de carga de seu foguete?

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 87
Informações para o Professor

Rastreamento de Altitude

Objetivo:
or
read Estimar a altitude que um foguete atinge du-
Rast
titude rante o vôo.
de Al
r de
eado
Rastr ce a
:
Este erte n
A lt it u de p
E
Descrição:
UD Nesta atividade, os alunos constroem dispo-
TIT
ao
AL te par
DE ogue sitivos simples de rastreamento de altitude para
R of
IDO ariz d ido determinar a altitude atingida por um foguete
ED o n ed
M Gire gulo m ra
ân ela
pa em seu vôo.
jan o de a
da çã cê
tro sta vo
den a e l de irá a em
o u a
er tre s loc ro d ete
úm en e o me ogu
e o n cia nto nú elo f
h n e O p
Ol distâ am nto. ida
a stre me ting
a
r nç e a a
la titud s.
al etro
m

Padrões de Ciências: alcançada por ele através da estimativa do ân-


Ciências Físicas - Posição e movimento dos gulo do foguete em seu ponto mais alto a partir
objetos de uma estação de rastreamento. O ângulo é,
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro- então, colocado no medidor de rastreamento de
jeto tecnológico altitude e faz-se a leitura da altitude. Os papéis
Ciência e Tecnologia - Entendimento sobre são trocados para que todos possam ter a opor-
ciência e tecnologia tunidade de lançar e de medir a altitude. De-
pendendo do número de lançamentos e depen-
Habilidades do Processo Científico: dendo também se cada aluno fará seu próprio
Observação medidor de altitude, a atividade pode ocupar
Medida uma ou duas horas. Enquanto esperam os lança-
Coleta de Dados mentos ou a medição, os alunos podem traba-
Interpretação de Dados lhar em outros projetos.

Padrões de Matemática:
Matemática como Comunicação MATERIAIS E FERRAMENTAS
Matemática como Raciocínio  Desenho do rastreador de altitude;
Conexões Matemáticas  Desenho do medidor de altitude;
Estimativa  Linha ou barbante fino;
Senso Numérico e Numeração  Restos de papelão ou cartolina;
 Cola;
Geometria e Senso Espacial  Fita adesiva de celofane;
Medidas  Arruela pequena;
Trigonometria  Prendedor de papel de latão (para pasta
tipo fichário);
Gerenciamento:  Tesoura;
 Estilete e superfície de apoio para corte;
Determinar a altitude alcançada por um foguete  Metro ou régua métrica;
no vôo é uma atividade para ser feita em equi-  Foguete e lançador.
pe. Enquanto um grupo de alunos prepara e lan-
ça um foguete, um segundo grupo mede a altitude
88 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
O rastreador da altitude construído nesta ativi- alcançada. Por outro lado, se ele curvar para
dade pode ser usado com as atividades Fogue- longe do local de medida, a altura registrada
tes de Papel (página 68) , 3-2-1 Fogo! (página pode ser menor do que a alcançada. A preci-
60) e Foguete de Garrafa (página 98) e com são do rastreamento pode ser aumentada com
foguetes comercialmente disponíveis. O Medi- o uso de mais de uma estação de rastreamento
dor de Altitude é calibrado para distâncias de para medir a altitude do foguete. Coloque uma
5, 15 e 30 metros. Use a distância de 5 metros segunda ou terceira estação de rastreamento
para as atividades Foguetes de Papel e 3-2-1 em diferentes pontos. A média entre as três
Fogo! Use a distância de 15 metros para a ati- medidas reduzirá o erro individual de cada
vidade Projeto X-35 e use a distância de 30 uma delas.
metros para o lançamento de modelos de fogue-
tes disponíveis no mercado. Procedimento:
Construção do Rastreador de Altitude
Por razões práticas, o Medidor de Altitude foi
projetado para ângulos em incrementos de 5 1. Cole o desenho do Rastreador de Altitude
graus. Alunos mais novos podem ter dificulda- em um pedaço de papelão. Não cole a parte
des para obter medidas precisas de ângulos com pontilhada acima da linha tracejada.
esse dispositivo. Para simplificar, arredonde as
medidas para o incremento de 5 graus mais pró- 2. Corte o desenho e o papelão ao longo das
ximo e leia a altitude alcançada diretamente do linhas externas.
Medidor. Se desejar, pode determinar a altitu-
de para ângulos entre os incrementos acrescen- 3. Enrole a parte do desenho que não foi colada
tando altitudes acima e abaixo do ângulo e di- em um tubo e prenda com fita adesiva, como
vidindo por 2. Mais adiante, nos procedimen- mostra a ilustração.
tos, apresentamos um método mais preciso para
determinar altitudes. 4. Faça um pequeno furo no vértice do quadrante
do esquadro.
Um auxiliar do professor ou outro aluno pode
recortar as três janelas do Medidor de Altitude.
Um estilete e uma lâmina afiada sobre uma su-
perfície apropriada para corte podem funcio-
nar bem. O Medidor de Altitude é simples o
suficiente para que todos possam fazer o seu,
mas podem fazer em grupos. Os alunos devem
praticar um pouco e usar o medidor em objetos
cuja altura eles conheçam, como um prédio ou tre ador
o mastro de uma bandeira antes de calcular a Ras titude
l
altitude do foguete. de A r de
ead
o :
e Rastr rtence a
Est de pe
u
Altit
Informações de Referência:
Esta atividade usa trigonometria simples para
determinar a altitude alcançada por um foguete
durante o vôo. Assume-se, na atividade, que o
foguete viaje em linha reta a partir da platafor-
ma de lançamento. Se o foguete sair do ângulo
de 90º, a precisão do procedimento diminuirá.
Por exemplo, se o foguete sobe e se curva para
cima de uma plataforma de rastreamento, na qual
o ângulo é medido, o cálculo da altitude resul-
tará em uma resposta mais alta do que a altitude
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 89
5. Passe pelo furo uma linha ou barbante fino. no momento do lançamento. Continue miran-
Faça um nó por trás. do o foguete até o ponto mais alto atingido
por ele no céu. Peça a um segundo aluno que
6. Complete o rastreador pendurando uma pe- leia o ângulo que a linha está marcando no
quena arruela na outra extremidade da linha, quadrante do transferidor. Registre o ângulo.
como mostra o diagrama da página anterior.
Procedimento:
Procedimento: Construção do Medidor de Altitude
Como Usar o Rastreador de Altitude
1. Copie os dois desenhos para o Medidor de
Altitude em papel grosso ou cole os dese-
nhos em cartolina. Recorte os desenhos.

2. Coloque o desenho de cima sobre uma su-


perfície de corte e recorte as três janelas.

3. Prenda os dois desenhos na parte central onde


está marcado. Use um prendedor de papel de
latão para prender os dois círculos. Os dois
pedaços devem girar livremente.

Procedimento:
Como Determinar a Altitude

1. Use o Medidor de Altitude para determinar a


altura atingida pelo foguete. Para fazê-lo, gire
o círculo de dentro para que o nariz do fo-
15 metros guete aponte para o ângulo medido na etapa
Distância 2 do procedi-
mento ante-
1. Monte uma estação de rastreamento em lo- rior.
cal próximo do local de lançamento.
Dependendo da altitude esperada UDE
para o foguete, a estação de LTIT
A et
e
rastreamento deverá estar a 5, 15 DE fogu
ou 30 metros. (Geralmente, a
DOR iz do
distância de 5 metros é sufi-
EDI na
r
ciente para os foguetes de pa- M o
ire
pel e os de comprimido efer- G
e
da tr o
vescente. A distância de 15 rt o a en ent
n i
metros é suficiente para os fo- de nc am O e
ro istâ stre nto. titud
e
guetes de garrafa e a de 30 m d ra e al
nú ra a de çam ê a em
metros é suficiente para fogue- o c
e pa ão an o te
lh ela taç de l a v gue
tes comprados prontos). O s
an e al irá f
o
j a c d lo
su o lo ero pe
2. Lançado o foguete, a pessoa respon- e úm ida
n ting os.
sável pelo rastreamento seguirá o vôo, a etr
m
olhando pelo tubo do rastreador. O
rastreador deverá ser segurado como uma
arma e mantido no mesmo nível do foguete
90 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
2. Leia a altitude do foguete olhando na janela.
Se você usou uma distância de 5 metros, a Altitude = tan 28º x 15 m
altitude do foguete estará na janela abaixo Altitude = 0,5317 x 15 m = 7,97 m
do número 5. Para conseguir uma medida
mais precisa, acrescente a altura da pessoa 3. Pode-se melhorar ainda mais a precisão da
que está segurando o rastreador para calcu- medida com o uso de duas estações de
lar a altitude. Se o ângulo cair entre duas rastreamento. A média das medidas das duas
marcas de graus, faça a média dos números estações resultará numa maior precisão. Veja
acima ou abaixo das marcas. a figura abaixo.

Rastreamento de Altitude Avançado: Avaliação:


1. Pode-se construir um dispositivo mais avan- Peça aos alunos para demonstrarem sua capa-
çado para o rastreamento da altitude, substi- cidade de medir a altitude, olhando para um ob-
tuindo-se o tubo enrolado por um canudinho jeto parado cuja altura conheçam e compare os
de milkshake. Use cola branca para colar o resultados. Se aplicarem duas estações de
canudinho na linha de 90 graus do transferidor. rastreamento, compare as medidas de ambas.

2. Depois de determinado o ângulo do foguete, Aprofundamento:


use a seguinte equação para determinar a al-  Por que a altura da pessoa que está seguran-

titude do foguete: do o rastreador deve ser acrescentada à me-


dida da altura do foguete? Guias curricula-
Altitude = tan∠ x distância res para a fabricação de foguetes (disponí-
veis em empresas de suprimentos para fo-
Use uma calculadora com funções guetes) oferecem instruções sobre meios mais
trigonométricas para resolver o problema ou use sofisticados para medir a altitude. Essas ati-
a tabela de tangentes da página 95. Por exem- vidades envolvem as medições com duas es-
plo, se o ângulo medido for 28 graus e a distân- tações e medidas com bússola e funções
cia para 15 metros, a altitude será 7,97 metros. trigonométricas.
6m

Al
tit
a3

ud
ad

e
Es
tim

tim
Es

ad
de

a
titu

30
m
Al

Rastreamento com duas Estações


Use a média das duas estações

30 metros 30 metros

Distância Distância

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 91
Enrole esta parte e prenda a extremidade
superior à linha tracejada. Molde esta parte
como um tubo.

Rastreador
de Altitude

Este Rastreador de Altitude


pertence a:

92 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba

MEDIDOR DE ALTITUDE

Gire o nariz do foguete para o ângulo


medido
DISTÂNCIA

Olhe o número dentro da janela para a


distância entre sua estação de
rastreamento e o local de lançamento.
O número dirá a você a altitude atingida
pelo foguete em metros.
93
MEDIDOR DE ALTITUDE
CÍRCULO DE TRÁS DO

94 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Tabela de Tangentes

Grau Tan Grau Tan Grau Tan

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 95
Informações para o Professor

Lançador de Foguete de Garrafa

Objetivo:
Construir um lançador de foguete de garrafa para usar com
as atividades Foguete de Garrafa e Projeto X-35.

Descrição:
Os alunos constroem um lançador de foguete de garrafa com
materiais comuns e usando ferramentas simples.

alguém que possa fazer essa tarefa para você.


Peça a um professor de aulas práticas de mar-
cenaria ou mecânica, ou um aluno, ou estagiá-
rio ou pai de aluno para ajudar.
Se quiser que cada aluno construa um foguete
Padrões de Ciências:
de garrafa, será bom ter mais de um lançador.
Ciências Físicas - Posição e movimento dos
Como os foguetes são projéteis, o uso de mais de
objetos
um lançador terá de ser coordenado muito bem. Veja
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro-
as instruções de segurança para o lançamento.
jeto tecnológico

Habilidades do Processo Científico: MATERIAIS E FERRAMENTAS


Medidas  4 cantoneiras de ferro em “L” de 13 cm
com 12 parafusos de 3/4 para madeira que
Padrões de Matemática: sirvam para a cantoneira;
 1 placa de emenda de 13 cm;
Conexões Matemáticas
 2 pregos de 6 polegadas;
Medidas  2 pregos de 10 polegadas ou estacas de
metal para barraca de camping;
Gerenciamento:  2 cavilhas de carroceria de 5 polegadas por 1/4
de polegada com seis porcas de 1/4 de
Consulte a lista de materiais e ferramentas para polegada;
determinar quais os materiais necessários para  1 parafuso de argola de 3 polegadas com
a construção de um lançador de foguete de gar- duas porcas e arruelas;
rafa. O lançador é simples e barato para cons-  4 arruelas de 3/4 de polegada de diâmetro
para encaixarem-se nas cavilhas;
truir. A pressão do ar é conseguida através de  1 jogo de 3 arruelas de borracha;
uma bomba manual de encher pneu de bicicleta.  1 válvula de pneu sem câmara do tipo de
A bomba deve ter um leitor de pressão para encaixar (furo pequeno de 0,453 cm, com
comparações precisas entre diferentes lança- 5 cm de comprimento);
 Placa de madeira de 12 x 18 x 3/4 de
mentos. A maioria das peças necessárias estão polegada;
disponíveis em lojas de material de construção.  1 garrafa plástica de 2 litros;
 Furadeira elétrica e brocas incluindo a de 3/8 de
Além disso, será necessária uma válvula de pneu
polegada;
que pode ser adquirida em uma loja de  Chave de fenda;
autopeças e uma rolha de garrafa de borracha  Alicate ou chave de boca que se encaixe
que pode ser conseguida no laboratório esco- nas porcas;
 Morsa;
lar. A tarefa mais difícil é fazer um furo de 3/8  Barbante de 0,5 cm com 3,5 m de
de polegada na placa de emenda incluída na lista comprimento;
 Lápis;
de materiais. As furadeiras elétricas são co-  Bomba de encher pneu de bicicleta com
muns. Se não conseguir uma emprestada, ou não medidor.
quiser fazer os furos na placa de metal, encontre
96 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Informações de Referência: das placas, usando uma broca um pouco mai-
Como acontece com a bexiga de festa, o ar or do que os furos. Os furos devem ter diâ-
pressuriza o foguete de garrafa. Quando lança- metro suficiente para permitir a passagem das
do de sua plataforma de lançamento, o ar esca- cavilhas para carroceria. (Veja Montagem da
pa da garrafa, provocando uma força de ação Placa de Emenda e Diagrama da Rolha.)
acompanhada por uma reação igual e oposta
(Terceira Lei do Movimento de Newton). O 4. Coloque a placa de emenda no centro da base
aumento da pressão interna do foguete produz de madeira e marque os centros dos dois ori-
um maior empuxo já que uma grande quantida- fícios externos que você aumentou. Faça os
de de ar de dentro da garrafa escapa com uma furos na madeira com tamanho suficiente para
aceleração maior (Segunda Lei do Movimento permitir a passagem das cavilhas para
de Newton). O acréscimo de uma pequena quan- carroceria.
tidade de água dentro da garrafa aumenta a for-
ça de ação. A água sai da garrafa antes do ar, 5. Empurre e gire a válvula de pneu para dentro
transformando o foguete de garrafa em uma ver- do furo que você fez no centro da placa de
são maior dos foguetes de água de brinquedo montagem. O lado mais largo da rolha deve
que estão à venda. ficar em contato com a placa.

Instruções para a Construção:


1. Prepare a rolha aumentando o furo com a Barra para fazer força
furadeira. Prenda a rolha firmemente com a Gargalo para baixo

morsa e delicadamente aumente o furo com


uma furadeira elétrica e uma broca de 3/8 de
polegada. A borracha irá esticar durante o
corte, tornando o furo final um pouco menor Placa de Cantoneira
do que 3/8 de polegada. emenda de ferro

Cavilha para
carroceria
2. Remova a rolha da morsa e empurre o lado
da válvula de agulha da válvula de pneu para
dentro da rolha do lado estreito para o lado
mais largo.
Base de madeira
Posicionamento das Cantoneiras de Ferro
3. Prepare a placa de montagem furando um ori-
fício de 3/8 de polegada através do centro
da placa. Prenda a placa com a morsa 6. Insira as cavilhas através da base de madeira
durante a perfuração e use óculos de de baixo para cima. Coloque uma porca
segurança.Aumente os furos dos lados opostos sextavada em cada cavilha e aperte a porca
para que a cabeça da cavilha entre na madeira.
Rolha de Cavilha para
Válvula para pneu
borracha carroceria
7. Parafuse uma segunda porca sobre cada pa-
Porca rafuso e gire-a até cerca da metade do com-
primento da cavilha. Coloque uma arruela so-
Arruela bre cada porca e depois encaixe a placa de
Placa de
emenda
Prenda a bomba
Porca montagem sobre as duas cavilhas.
de encher pneu
de bicicleta aqui
8. Coloque uma garrafa de 2 litros de refrige-
rante de cabeça para baixo, pressionando o
bocal para que a rolha entre nele. Você usará
Base de madeira a medida da parte mais larga do bocal para o
Montagem da Placa de Emenda e da Rolha próximo passo.
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 97
9. Posicione as duas cantoneiras como se fos- tir a passagem de pregos grandes ou estacas
sem aparadores de livros. Insira um prego de barraca. Quando a plataforma de lança-
através do furo de cima de cada cantoneira. mento for montada em um gramado, as esta-
Deslize as cantoneiras para perto do gargalo cas segurarão a plataforma no lugar quando
da garrafa para que o prego fique em contato você puxar a corda de lançamento. O lançador
exatamente acima da borda do gargalo. O pre- está pronto (veja página 97).
go segurará a garrafa no lugar quando você
estiver bombeando o foguete. Se a garrafa Medidas de Segurança para o Lançamento:
ficar muito baixa, ajuste as porcas abaixo da 1. Escolha um local de lançamento gramado com
placa de montagem dos dois lados para pelo menos 30 metros de largura. Coloque o
levantá-la. lançador no centro do campo e prenda-o no
lugar com os pregos ou estacas de barraca.
10.Faça com as duas outras cantoneiras exata- (Se estiver ventando, coloque o lançador
mente a mesma coisa da etapa anterior. Co- mais perto da parte do campo de onde vem o
loque-as do outro lado da garrafa. Quando vento de modo que o foguete vá em direção
você alinhar as cantoneiras para que os pre- ao campo na aterrissagem.)
gos fiquem acima e segurem o gargalo da gar-
rafa, marque os centros dos orifícios na base 2. Peça a cada aluno ou grupo de alunos que
de madeira. Para um parafusamento mais pre- monte seu próprio foguete na plataforma de
ciso, faça pequenos furos de guia para cada lançamento, Os outros alunos devem estar a
parafuso e depois parafuse as cantoneiras fir- vários metros de distância. Será mais fácil
memente à base. manter os observadores afastados se colocar
uma corda ao redor da área de lançamento.
11.Instale o parafuso de argola na parte externa
dos furos opostos para segurar os pregos de 3. Depois de prender o foguete ao lançador, o
prender no chão. Faça um furo e prenda o aluno que estiver bombeando o foguete de-
parafuso no lugar com arruelas e porcas em verá usar óculos de segurança. O foguete deve
cima e embaixo. ser bombeado até no máximo 50 libras de
pressão por polegada ao quadrado.
12.Encaixe a corda de puxar para o lançamento
na parte de cima de cada prego. Passe a cor- 4. Quando estiver completa a pressurização, os
da pela argola. alunos devem ficar atrás da corda para a con-
tagem regressiva.
13.Faça os ajustes finais para o lançador
acoplando a bomba de pneu à válvula e bom- 5. Antes de fazer a contagem regressiva, certi-
beando a garrafa. Veja as medidas de segu- fique-se de que não há ninguém na área pre-
rança para o lançamento. Se o ar sair pelas vista para a queda do foguete. Lance o fo-
laterais da rolha é porque ela está muito frou- guete quando essa área estiver vazia.
xa. Use um alicate ou chave de boca para
levantar os dois lados da placa de montagem 6. Permita que somente os alunos que estão lan-
para pressionar mais a rolha com um pouco çando o foguete o recuperem depois da queda.
mais de força do gargalo. Quando a posição
estiver satisfatória, aperte as porcas Aprofundamento:
sextavadas remanescentes sobre a placa de Os seguintes materiais de referência fornecem
montagem para segurar a placa na mesma informações adicionais sobre planos de fogue-
posição. tes de garrafa e outras estratégias de ensino:

14.Perfure dois furos através da base de madei- Hawthorne, M & Saunders, G. (1993), “Its
ra ao longo de uma das laterais. Os furos de- Launchtime!” Science and Children, v30n5, pp.
vem ser suficientemente grandes para permi- 17-19, 39.
98 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Rogis, J. (1991), “Soaring with Aviation Winemiller, J., Pedersen, J. & Bonnstetter, R.
Activities, “ Science Scope, v15n2, pp. 14-17. (1991), “The Rocket Project,” Science Scope,
v15n2, pp. 18-22.

Prego para
prender no chão

Barbante para liberar


o lançamento

Para a bomba

Lançador Completo Pronto para Ignição

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 99
Informações para o Professor

Foguete de Garrafa

Objetivo:
Construir e lançar um foguete de garrafa simples.

Descrição:
Trabalhando em equipes, os alunos construirão um
simples foguete de garrafa com garrafas de refrige-
rante de 2 litros e outros materiais.

MATERIAIS E FERRAMENTAS

 Garrafas de plástico de refrigerante de 2


litros;
 Pistola de cola quente de baixa
temperatura;
Padrões de Ciências:  Folha de cartolina;
Ciências Físicas - Posição e movimento dos  Fita adesiva;
objetos  Massa de modelar;
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro-  Tesoura;
jeto tecnológico  Óculos de segurança;
 Decalques;
 Adesivos;
Habilidades do Processo Científico:  Canetas permanentes;
Medidas  Plataforma de lançamento da atividade
Construção de Modelos Lançador de Foguete de Garrafa.

Padrões de Matemática:
peratura farão o plástico da garrafa derreter.
Conexões Matemáticas Forneça uma pistola de cola quente para cada
Geometria mesa ou monte estações de colagem em dife-
Medidas rentes partes da sala.
Gerenciamento: Junte diversos materiais para decoração antes
Esta atividade pode ser ministrada isoladamente de iniciar a atividade para que os alunos pos-
ou poderá ser incorporada à atividade Projeto sam personalizar seus foguetes. Quando os fo-
X-35 que é apresentada em seguida. A divisão guetes estiverem completos, experimente-os.
da classe em equipes reduzirá a quantidade de Veja a atividade Rastreamento de Altitude que
materiais necessária. Comece guardando gar- começa na página 86 para obter informações
rafas de 2 litros de refrigerante durante várias sobre como determinar a altura atingida pelos
semanas para ter uma quantidade suficiente para foguetes. Enquanto um grupo de alunos lança
sua classe. Você precisará de pelo menos um seu foguete, peça a um outro grupo para deter-
lançador de garrafa. Construa o lançador des- minar a altitude atingida.
crito na atividade anterior ou obtenha um
lançador através de um catálogo de equipamen- Quando for lançar os foguetes, é importante que
tos para aulas de Ciência e Tecnologia. os outros alunos fiquem afastados.

O modo mais simples de construir os foguetes é A contagem regressiva ajuda os alunos a sabe-
usando pistolas de cola quente de baixa tempe- rem quando os foguetes serão lançados. Nos gru-
ratura que são encontradas em lojas de artesa- pos de discussão, peça a seus alunos que criem
nato. As pistolas de cola quente de alta tem- as regras de segurança para os lançamentos que
100 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
todos os alunos devam seguir. Inclua qual a dis- uma maneira de acoplar um pára-quedas ao
tância que deve haver entre o foguete e o resto foguete que abra quando o foguete começar a
da classe, quantas pessoas devem preparar o descer.
foguete para o lançamento, quem deve recuperá-lo
após sua queda etc.  Os pára-quedas para foguetes de garrafa po-
dem ser feitos com um saco plástico e bar-
Informações de Referência: bante. O cone do nariz é colocado no alto do
Os foguetes de garrafa são excelentes disposi- foguete meramente para o lançamento. O cone
tivos para a investigação das Três Leis do Mo- precisa estar bem preso para o lançamento,
vimento de Newton. O foguete permanecerá na senão irá sair do lugar. A massa de modelar
plataforma de lançamento até que uma força do cone pode fazê-lo cair, abrindo o pára-que-
desequilibrada aja impulsionando-o para cima das ou helicópteros de papel, depois que o
(Primeira Lei). A quantidade de força depende foguete virar para baixo no ponto mais alto
da quantidade de ar bombeado dentro do fogue- do seu vôo.
te (Segunda Lei). Você pode aumentar a força
 Estenda o tubo de cartolina acima da parte
acrescentando uma pequena quantidade de água
arredondada da garrafa. Isso criará um com-
ao foguete. Isso aumenta a massa que o foguete
partimento de carga para o levantamento de
expele através da pressão do ar. Finalmente, a
vários itens com o foguete. Os compartimen-
força de ação do ar (e água) à medida que sai
tos de carga podem incluir rabiolas ou heli-
pelo gargalo cria uma força de reação igual e cópteros de papel que girarão quando o fo-
em sentido oposto, impulsionando o foguete para guete chegar ao ponto mais alto de seu vôo.
cima (Terceira Lei). Copie e distribua a página sobre como cons-
A quarta instrução na Página do Aluno pede aos truir helicópteros de papel. Peça aos alunos
alunos para colocarem massa de modelar no para identificarem outras cargas possíveis para
nariz do foguete. A colocação de cerca de 50 a o foguete. Se os alunos sugerirem o lançamento
100 gramas de massa no cone ajuda a estabili- de pequenos animais com seus foguetes dis-
zar o foguete, movendo o centro da massa para cuta com eles qual o objetivo e os perigos a
longe do centro de pressão. Há, nas páginas 27- que eles estarão sujeitos se realmente os lan-
28 uma explicação mais completa sobre como çarem.
isso funciona.
 Conduza experimentos de vôo variando a
Procedimentos: quantidade de pressão de ar e a quantidade de
Veja a Folha do Aluno para ver os procedimen- água dentro da garrafa antes do lançamento.
tos e instruções opcionais para a confecção de Peça aos alunos para desenvolverem proce-
helicópteros de papel. Veja a seção de dimentos de testes experimentais e controles
Aprofundamento abaixo para obter maiores de- para variáveis.
talhes sobre como usar os helicópteros.
 Conduza lançamentos noturnos espetaculares
Avaliação: de foguetes de garrafa. Faça os foguetes fica-
Avalie cada foguete de garrafa sobre sua quali- rem visíveis no vôo colando com fita adesiva
dade de construção. Observe como as aletas um pequeno bastão de luz química perto do
estão alinhadas e se ligam à garrafa. Observe nariz de cada foguete. Esses bastões encon-
também se o nariz está bem centralizado no alto tram-se à venda em lojas de brinquedos e de
do foguete. Se preferir medir a altura do vôo camping2 e podem ser usados para muitos
dos foguetes, compare a altura que os foguetes vôos. Esta é uma atividade especialmente
atingiram com seu projeto e a qualidade de sua apropriada para acampamentos de férias do
construção. tipo “acampamento espacial”.
2
N. T.: Nos Estados Unidos. Lá também esse produto
pode ser encontrado em fornecedores de materiais para
Aprofundamento: indústria, pois consistem em dispositivos de sinaliza-
 Desafie as equipes de foguetes a inventarem ção de emergência.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 101
Como Construir um Foguete de Garrafa

1. Enrole a cartolina em volta de uma gar-


rafa de refrigerante e prenda com cola
ou fita adesiva.

2. Corte várias aletas de qualquer formato


e cole-as no tubo.

3. Forme um cone e prenda-o com fita ade-


siva ou cola.

4. Pressione uma bola de massa de mode-


lar para dentro da ponta do cone.

5. Prenda o cone na parte de baixo da gar-


rafa com cola ou fita adesiva.

6. Decore seu foguete.

102 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Planos para os Helicópteros de Papel

1. Recorte nas linhas


contínuas. Dobre nas 2. Dobre A e B
linhas pontilhadas no meio

3. Dobre C
para cima

4. Dobre as lâminas da
hélice para fora.

Modelo do Helicóptero de
Papel
5. Teste o vôo deixando cair de uma
altura acima de sua cabeça.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 103
Informações para o Professor

Projeto X-35

Objetivo:
Demonstrar os princípios da ciência da construção de fo-
guetes através de uma simulação cooperativa de solução
de problemas.

Descrição:
As equipes simulam o desenvolvimento de uma proposta
comercial para projetar, construir e lançar um foguete.
Projeto

Padrões de Ciências: MATERIAIS E FERRAMENTAS


Ciência como Questionamento (É necessária uma lista desta para cada grupo)
 Garrafas de refrigerante de 2 litros;
Ciências Físicas - Posição e movimento dos
 Garrafa de refrigerante de 1 litro;
objetos  Embalagens de filme de 35 mm;
Ciência e Tecnologia - Capacidades de pro-  Latas de refrigerante de alumínio;
jeto tecnológico  Restos de papelão e cartolina;
Ciência sob Perspectivas Pessoais e Sociais  Placas grandes de papelão;
- Ciência e tecnologia em desafios locais  Faixa flexível para conexão de tubos de
encanamento;
 Fita isolante;
Habilidades do Processos Científicos:  Bastões de cola (para pistola de cola
Observação quente);
Comunicação  Pistola de cola quente de baixa
Medidas temperatura;
Coleta de Dados  Água;
 Massa de modelar;
Inferência
 Sacos plásticos para lixo;
Previsão  Papel crepon;
Construção de Modelos  Barbante;
Interpretação de Dados  Tinta;
Controle de Variáveis  Óculos de segurança;
Capacidade de Definição Operacional  Lançador de Foguete de Garrafa (veja
página 94);
Investigação
 Medidor de Altitude (veja p. 91).

Padrões de Matemática:
Matemática como Solução de Problemas
Matemática como Comunicação Gerenciamento:
Matemática como Raciocínio Antes de iniciar este projeto, os alunos têm a
Conexões Matemáticas oportunidade de projetar, construir e lançar um
Computação e Estimativa foguete de garrafa, avaliar vários volumes de
Números e Relações entre Números água e pressão de ar, e calcular a altitude atin-
Geometria gida por esses foguetes. Veja as atividades Fo-
Medidas guete de Garrafa (página 98) e Rastreamento
Funções de Altitude (página 86).
104 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Este projeto foi idealizado para oferecer aos Informações de Referência:
alunos a oportunidade de participarem de uma Este projeto oferece aos alunos uma atividade
abordagem interdisciplinar de habilidades ne- empolgante para descobrir as demonstrações
cessárias para a vida adulta. Os alunos traba- práticas de força e movimento em experimen-
lham em equipes de três. Cada membro tem ta- tos reais e, ao mesmo tempo, lida com restri-
refas específicas para ajudar a equipe a funcio- ções de orçamento e prazos como em situações
nar com eficiência. Os membros da equipe es- da vida real.
tarão divididos em: Gerente de Projeto, Dire-
tor de Orçamento e Diretor de Projeto e Lança- Os alunos devem ter um conhecimento básico
mento. A seção do aluno fornece os crachás e sobre foguetes relacionados às Leis do Movi-
as tarefas. mento de Newton, encontradas na página 20-
24, e da Construção de Foguetes na Prática da
O projeto leva aproximadamente duas semanas página 25, antes de iniciar o projeto.
para ser completado e isso inclui uma progra-
mação diária de tarefas. Os alunos podem pre- Procedimento:
cisar de mais algum tempo para completar as Veja a folha do aluno. Os eventos para os dias
tarefas diárias. nº 3 e nº 6 requerem a demonstração do profes-
sor sobre como fazer os cones do nariz do fo-
Junte materiais de construção e tire cópias de guete e como determinar o centro da massa e o
todas as folhas impressas necessárias para o centro da pressão.
início da atividade. Tire várias cópias dos for-
mulários de pedidos e das folhas de cheques de Avaliação:
pagamento para cada grupo. A avaliação será baseada na documentação de
três áreas designadas: o diário de projeto de
Dê tempo suficiente no primeiro dia para que os cada grupo, formato e resultados de lançamen-
alunos leiam e discutam todas as folhas e deter- to. Veja a Folha de Pontos do Projeto X-35 para
minem como abordarão a programação do pro- obtenção de maiores detalhes (página 120).
jeto. Enfatize a folha de pontos dos alunos para
permitir um entendimento claro dos critérios que
serão usados para a avaliação do projeto.

Pr
oje
to

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 105
to
Abertura de Concorrência

A Autoridade Espacial Norte-Americana (USA) está


oje
Pr

abrindo uma concorrência para um novo foguete


avançado que reduzirá os custos do lançamento de
cargas à órbita da Terra. As empresas interessadas são
convidadas a submeter propostas aos Estados Unidos
para o projeto e construção de um foguete que atenda
aos seguintes critérios.

Os objetivos do Projeto X-35 são:

a. Projetar e desenhar um plano de foguete de garrafa em escala (1 quadrado =


2 cm).

b. Desenvolver um orçamento para o projeto e permanecer dentro do orçamento


aprovado.

c. Construir um foguete de teste usando o orçamento e os planos desenvolvidos


por sua equipe.

d. Identificar as especificações do foguete e avaliar a sua estabilidade através da


determinação do centro da massa e do centro de pressão, e conduzir um teste
de giro.

e. Mostrar o projeto do foguete totalmente ilustrado à classe. Inclua: informações


dimensionais, localização do centro da massa, do centro de pressão e informa-
ções de vôo, como tempo no ar e altitude alcançada.

f. Testar com sucesso o foguete conseguindo uma distância vertical máxima e


precisão.

g. Completar o diário do foguete com sucesso e precisão.

h. Desenvolver uma análise de custo e demonstrar o lançamento mais eficiente


economicamente.

Data limite para apresentação das propostas:


Duas (2) semanas.

106 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Programação do Projeto

Programação do Projeto X-35 Programação do Projeto X-35 Programação do Projeto X-35

1º Dia 2º Dia 3º Dia


 Formar as empresas fabricantes  Desenvolver materiais e a lista do  Demonstração: Construir o cone
de foguetes. orçamento. do nariz.
 Fazer uma lista de todas as idéias  Desenvolver desenho em escala.  Distribuir
materiais e iniciar a
que vêm à mente para o projeto e o construção.
orçamento.
 Fazer um esboço preliminar do
projeto do foguete.

Programação do Projeto X-35 Programação do Projeto X-35 Programação do Projeto X-35

4º Dia 5º Dia 6º Dia


 Continuar a construção.  Completar a Construção.  Demonstração: Encontrar o centro
da massa e da pressão.
 Introduzir a construção do formato
do foguete e começar a análise do
foguete.

Programação do Projeto X-35 Programação do Projeto X-35 Programação do Projeto X-35

7º Dia 8º Dia 9º Dia


 Terminar a construção da estrutura  Dia do lançamento!  Completar os resultados pós-
externa do foguete e completar a lançamento, documentação do
análise pré-lançamento. Prender a desenho da estrutura externa.
parte externa.  Preparar diário para o professor
 Fazer o teste de giro. recolher.
 Entregar a documentação e o
diário no início da aula de amanhã.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 107
Definições e orientações para o Projeto X-35

Avaliação e notas:
50% - Documentação: Veja o Projeto do Diário abaixo. Deve ser completa, limpa,
correta e entregue no prazo.

25% - Demonstração e documentação adequadas para o desenho da estrutura externa.

25% - Data de Lançamento: medidas, precisão e abrangência.

Premiação para o Projeto:


Os Estados Unidos aprovarão contratos de exploração com as empresas que
apresentarem os três melhores projetos de foguetes com base nos critérios acima.
Os prêmios serão dos seguintes valores:

Primeiro Lugar: $10.000.000


Segundo Lugar: $ 5.000.000
Terceiro Lugar: $ 3.000.000

Diário do Projeto: Marque os itens à medida que os for completando:

1. Capa criativa com os nomes dos membros, data, número do projeto e nome da
empresa.

2. Certificado de Registro da Razão Social (Nome da sua empresa).

3. Desenho em escala dos planos do foguete. Escala indicada com clareza.


Legendas: visão superior, lateral e traseira.

4. Projeção de Orçamento.

5. Balanço.

6. Cheques usados. Grampear os cheques em ordem numérica crescente, quatro


por folha de papel.3

7. Análise de pré-lançamento.

8. Registros do dia do lançamento.

9. Folha de notas (Parte 3).

3
N.T.: Nos Estados Unidos, os cheques pagos, depois de compensados pelo Banco, voltam a quem os emitiu
para servir como um controle e até recibo do pagamento. Não são cheques devolvidos sem fundo. São esses
cheques, comprovantes das despesas feitas, que a equipe tem de organizar e grampear em uma folha de
papel, quatro por folha.

108 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Frente do crachá

no lugar indicado e prenda um barbante para que os alunos pendurem no pescoço.


preenchimento dos papéis. Tire cópias ampliadas dos crachás e cole-os em cartolina (frente e verso). Corte
com sucesso. Todos os membros das equipes ajudarão no projeto, na construção, no lançamento e no
Todos os membros dos grupos receberão incumbências específicas para ajudar suas equipes a funcionarem
X-35 X-35 X-35
FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba

Gerente de Diretor de Projeto Diretor de


Projeto e Lançamento Orçamento

Crachás
Verso do crachá

Tem a visão geral do projeto. Supervisiona Tem o controle preciso do dinheiro e das
o trabalho dos outros. A única pessoa que despesas, e paga as contas. Deve assinar
pode comunicar-se com o professor. Supervisiona o projeto e a construção todos os cheques.
 Arrumar todos os cheques do foguete. Dirige os outros durante o  Organizar todos os cheques pagos e
compensados em ordem numérica lançamento. grampear quatro cheques em cada
ascendente. Fazer uma cópia limpa do  Fazer uma cópia limpa dos Registros folha de papel.
diário do foguete da equipe. do Dia do Lançamento.  Verificar o orçamento. Ter certeza de
 Usar as legendas apropriadas de  Usar as legendas apropriadas de que o orçamento mostra realmente
acordo com a necessidade. acordo com a necessidade. todas as estimativas de custo.
 Verificar o balanço. Listar os materiais  Organizar para que o grupo faça uma  Verificar o balanço. Ver se as colunas
usados na construção do foguete. capa criativa. estão completas e indicar um resultado
 Completar as informações sobre a  Ajudar os outros membros da equipe positivo ou negativo.
estrutura externa do foguete e mostrá-la de acordo com sua necessidade.  Completar a parte 3 da folha de notas.
adequadamente na sala de aula.  Ajudar os outros membros da equipe de
 Ajudar os outros membros da equipe de acordo com sua necessidade.
acordo com sua necessidade.
109
Estado de __________________________

Certificado de
Registro de
Razão Social

Todas as informações contidas neste formulário


são de domínio público. Preencha com letra de
forma ou datilografe com tinta preta.

Número do Projeto ________

1. Escreva o nome com o qual sua empresa irá funcionar:

______________________________________________________

2. Liste os nomes e os cargos das pessoas responsáveis pelo


desenvolvimento de operações sob o nome especificado no item
1:
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Data de hoje ___________________, _______ Horário da aula ___________

Taxa para registro:


Deve acompanhar este formulário uma taxa de $ 25,00.

110 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Orçamento do Projeto X-35

Cada equipe receberá uma verba de $ 1.000.000. Use o dinheiro de maneira inteligente e mantenha os
registros de todos os gastos. Acabado o dinheiro, você operará no vermelho e isso irá desfavorecer os
pontos totais de sua equipe. Se você ficar sem dinheiro na época do lançamento, não poderá comprar
combustível. Você vai ser forçado a lançar o foguete somente com ar comprimido. Você pode querer
comprar somente o combustível que puder pagar na época do lançamento.

Todos os materiais comprados das empresas subcontratadas não recomendadas serão avaliados como
sujeitos a taxas de importação, 20% do preço pago. Os materiais que não estão na lista das empresas sub-
contratadas terão um imposto de originalidade de $5.000,00 por item.

Será cobrada uma taxa de multa pelo atraso no projeto devido a não trabalho, falta de material etc. Essa
multa pode ser de até $300.000 por dia.

Lista de Empresas Subcontratadas Aprovadas

Empresa Preço de Mercado

Motor de Garrafa Ltda.


Garrafa de 2 litros $ 200.000
Garrafa de 1 litro $ 150.000

Latas de Alumínio S. A.
Lata $ 50.000

Companhia Internacional de Papel


Papelão (1 folha) $ 25.000
Cartão para etiquetas (1 folha) $ 30.000
Papel manilha (1 folha) $ 40.000
Painel para desenho do foguete (1 folha) $ 100.000

Companhia Internacional de Fitas Adesivas e Colas


Fita adesiva para canos - segmentos de 50 cm $ 50.000
Fita isolante para uso em eletricidade - segmentos de 100 cm $ 50.000
Refil de cola para pistola de cola quente $ 20.000

Distribuidora de Combustível Aqua Rocket


1 ml $ 300

Barbantex S.A.
1m $ 5.000

Fábrica de Laminados Plásticos


1 saco $ 5.000

Companhia das Massas


Massa de modelar - 100 g $ 5.000

Base de Lançamento da NASA


Lançamento $ 100.000

Consultoria da NASA
Pergunta $ 1.000

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 111
Projeto X-35 Formulário de Pedido
Nome da Empresa: ____________________________________________________
Cheque no._____________ Assinatura do Diretor de Orçamento_____________________________

Data____________ Nome da Empresa Fornecedora______________________________________

Item Pedido Quantidade Custo Unitário Custo Total


__________,____ ____________,____

Projeto X-35 Formulário de Pedido


Nome da Empresa: ____________________________________________________
Cheque no._____________ Assinatura do Diretor de Orçamento_____________________________

Data____________ Nome da Empresa Fornecedora______________________________________

Item Pedido Quantidade Custo Unitário Custo Total


__________,____ ____________,____

Projeto X-35 Formulário de Pedido


Nome da Empresa: ____________________________________________________
Cheque no._____________ Assinatura do Diretor de Orçamento_____________________________

Data____________ Nome da Empresa Fornecedora______________________________________

Item Pedido Quantidade Custo Unitário Custo Total


__________,____ ____________,____

Projeto X-35 Formulário de Pedido


Nome da Empresa: ____________________________________________________
Cheque no._____________ Assinatura do Diretor de Orçamento_____________________________

Data____________ Nome da Empresa Fornecedora______________________________________

Item Pedido Quantidade Custo Unitário Custo Total


__________,____ ____________,____

112 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Projeção de Orçamento para o Projeto X-35
Nome da Empresa ___________________________________
Registre abaixo todas as despesas que sua empresa planeja efetuar para dar
andamento ao projeto, construção e lançamento de seu foguete.

Item Fornecedor Quantidade Custo Unitário Custo Total

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Custo Total Projetado


________,___

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 113
Guarde este canhoto para seus registros Nome da No. do cheque: ________________
Empresa: ___________________________

Destaque nas linhas tracejadas


No. do cheque: ________________ Data: _____________, _______

Data: _____________, _______ Pague à ordem de: ________________________ $

Pago a: ________________________ ____________________________ Reais e __________________ centavos.

_______________________________ Histórico: _____________________________________________________


Histórico: ______________________ ___________________ Assinatura Autorizada: _______________________
Valor $ Ass. do Diretor de Orçamento: ____________________________________

Guarde este canhoto para seus registros Nome da No. do cheque: ________________
Empresa: ___________________________
Destaque nas linhas tracejadas

No. do cheque: ________________ Data: _____________, _______

Data: _____________, _______ Pague à ordem de: ________________________ $

Pago a: ________________________ ____________________________ Reais e __________________ centavos.

_______________________________ Histórico: _____________________________________________________


Histórico: ______________________ ___________________ Assinatura Autorizada: _______________________
Valor $ Ass. do Diretor de Orçamento: ____________________________________

Guarde este canhoto para seus registros Nome da No. do cheque: ________________
Empresa: ___________________________
Destaque nas linhas tracejadas

No. do cheque: ________________ Data: _____________, _______

Data: _____________, _______ Pague à ordem de: ________________________ $

Pago a: ________________________ ____________________________ Reais e __________________ centavos.

_______________________________ Histórico: _____________________________________________________


Histórico: ______________________ ___________________ Assinatura Autorizada: _______________________
Valor $ Ass. do Diretor de Orçamento: ____________________________________

Guarde este canhoto para seus registros Nome da No. do cheque: ________________
Empresa: ___________________________
Destaque nas linhas tracejadas

No. do cheque: ________________ Data: _____________, _______

Data: _____________, _______ Pague à ordem de: ________________________ $

Pago a: ________________________ ____________________________ Reais e __________________ centavos.

_______________________________ Histórico: _____________________________________________________


Histórico: ______________________ ___________________ Assinatura Autorizada: _______________________
Valor $ Ass. do Diretor de Orçamento: ____________________________________

114 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Balanço do Projeto X-35
Nome da Empresa ___________________________________

No. do cheque Data Para Valor Balanço

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FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 115
Medidas do Foguete para
Desenho em Escala
No. do Projeto: _________________
Data: ________________________

Nome da Empresa: _______________________________________________________________________

Utilize unidades métricas para medir e registrar os dados nos espaços em branco abaixo. Meça com precisão
todos os objetos que são constantes (como as garrafas) e aqueles que você controla (como tamanho e
projeto das aletas). Se precisar de linhas adicionais use o verso da folha.

Objeto Comprimento Largura Diâmetro Circunferência

Usando papel quadriculado, desenhe as vistas de lado, de cima e de baixo de seu foguete, em escala (cada
quadrado = 2 cm), com base nas medidas registradas acima. Anexe seus desenhos a esta folha.

116 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Desenho em Escala

1 quadrado = 2 cm

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 117
Determinação da Estabilidade do Foguete

Um foguete que consegue voar em linha reta para o céu é considerado um foguete estável. Um
foguete que sai do curso ou gira de modo violento é considerado um foguete instável. A diferença
entre o vôo de um foguete estável e de um instável depende de seu projeto. Todos os foguetes
possuem dois “centros” distintos.

O primeiro é o centro da massa (ou centro de gravidade). Trata-se do ponto sobre o qual o foguete
se equilibra. Se você pudesse colocar o foguete nesse ponto sobre a lateral de uma régua, ele
balançaria como uma gangorra. O que isso significa é que metade da massa do foguete fica de um
lado e a outra metade do outro. O centro da massa é importante porque se um foguete estiver
instável, ele girará ao redor de seu centro.

O outro centro de um foguete é o centro de pressão. Trata-se do ponto em que metade da área de
superfície do foguete fica de um lado e a outra metade do outro. O centro de pressão é diferente do
centro de massa porque sua localização não é afetada pela colocação de cargas no foguete. É apenas
um ponto baseado na área de superfície do foguete, não no que está dentro dele. Durante o vôo, o ar
que sai para fora do foguete irá equilibrar metade do foguete de um lado desse ponto e a outra
metade do outro lado. Você pode determinar o centro de pressão recortando o formato do seu
foguete de papelão e equilibrando-o sobre uma régua.

A posição do centro de massa e do centro de pressão de um foguete é crucial para sua estabilidade.
O centro de massa deve sempre estar mais próximo do nariz do foguete e o centro de pressão deve
estar mais perto do rabo do foguete para que ele voe em linha reta. Isso acontece porque a parte
mais baixa do foguete (a começar pelo centro da massa e indo para baixo) tem uma área de superfí-
cie maior do que a parte de cima (do centro de massa até o nariz). Quando o foguete voa, existe mais
pressão de ar na parte de baixo do foguete do que na parte superior. A pressão do ar manterá a parte
de baixo para baixo e a parte de cima para cima. Se o centro da massa e o centro da pressão forem
no mesmo ponto, nenhuma parte do foguete ficará para cima. O foguete ficará instável e irá dar
cambalhotas.

Instruções para Determinação da Estabilidade 3. Coloque seu foguete sobre um pedaço de pa-
pelão. Com cuidado, risque no papelão o con-
1. Amarre uma argola de barbante no meio de torno de seu foguete e recorte.
seu foguete. Amarre um segundo barbante na
argola para que você possa segurar o foguete 4. Coloque o contorno do
pendurado. Escorregue a argola até uma po- foguete sobre a parte fina
sição na qual o foguete fique equilibrado. da régua e equilibre-o.
Você pode ter que prender, temporariamente,
o nariz com fita adesiva para ele não cair.

2. Risque uma linha reta no diagrama em escala


que você já fez anteriormente para mostrar
onde fica o local da argola de barbante. Mar-
que o meio da linha com um ponto. Trata-se
do centro da massa de seu foguete.
118 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
5. Desenhe uma linha reta no diagrama de seu
foguete no local da régua. Marque o meio com Diagrama em Escala
um ponto. Esse é o centro de pressão de seu
foguete.

Se o centro de massa estiver mais à frente do


centro de pressão, seu foguete deve estar está-
Centro da
vel. Continue com o teste de giro. Se os dois Massa
centros estiverem próximos ou coincidirem,
acrescente mais massa de modelar ao cone do
nariz. Isso moverá o centro de massa mais para
frente. Repita os passos 2 e 3 e prossiga.
Centro de
Pressão
Teste de Giro:
1. Prenda a argola de barbante no lugar em que
encontrou na etapa anterior para que ela não
escorregue.

2. Estando você em um lugar aberto, lentamente


comece a girar seu foguete em um círculo. Se
o foguete apontar para a direção para a qual
você o estiver girando, é sinal de que o seu
foguete está estável. Se isso não acontecer,
ponha mais massa de modelar no nariz do
foguete ou substitua as aletas por aletas mai-
ores. Repita as instruções de verificação de
estabilidade e depois repita este teste.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 119
Análise Pré-lançamento

Nome da Empresa: ________________________ Nº do Projeto:

Nome do Funcionário: __________________________________________________

Função: _________________________________
Nome do Funcionário: __________________________________________________

Função: _________________________________

Nome do Funcionário: __________________________________________________


Função: _________________________________

Especificações do Foguete

Massa total: ____ g Número de aletas: ______


Comprimento total: _________cm Comprimento do nariz do cone _____cm
Largura (parte mais larga): ___ cm Volume do combustível do foguete (H2O) a ser usado no
Circunferência: _____ cm dia do lançamento:______ml, ______ L

Estabilidade do Foguete

Centro da Massa (CM) Centro de Pressão (CP)


Distância a partir do nariz: _____ cm Distância a partir do nariz: _____ cm
Distância a partir do rabo: _____ cm Distância a partir do rabo: ______cm
Distância do CM ao CP: __________ cm
Seu foguete passou no teste de giro? ________

120 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Registro do Dia do Lançamento
Data: ______________

Hora: ______________

Projeto nº:

Nome da Empresa: ___________________________________

Diretor de Lançamento: ________________________________

Condições atmosféricas: _______________________________________

____________________________________________________________

Velocidade do vento: ____________ Direção do vento: _______________

Temperatura do ar: ___________ ºC

Local do lançamento: _________________________________________

Ângulo de lançamento (graus): ____ Direção de lançamento: _________

Volume de combustível (água): ____ ml

Altitude do vôo: ______________ m

Avalie o desempenho de seu foguete:

Recomendações para futuros vôos:

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 121
Folha de Pontos do Projeto X-35

Total de Pontos: Nº do Projeto: ____________

Data: ____________________

Nome da Empresa: ______________________________________________________

Parte I: Documentação: 50% da nota do projeto

Limpeza __________ Abrangência __________

Precisão __________ Ordem __________

Pontualidade __________
NOTA:

Parte II: Desenho da estrutura externa: 25% da nota do projeto

Limpeza __________ Abrangência __________

Precisão __________ Equilíbrio adequado ________

Uso correto das legendas __________


NOTA:

Parte III: Resultados do Lançamento: 25% da nota do projeto (as equipes é que
preenchem esta parte)

a. Altitude do foguete ____________ Classificação na classe____________

b. Gastos e multas ____________________________________________


(Verifique o total no Balanço)

c. Investimentos e multas ______________________________________


(Verifique a coluna de “Valor” no Balanço)

d. Balanço final ______________________________________________


(Ver “Novo Balanço” no Balanço)

e. Eficiência (Custo por metro alcançado) ________________________


(Divida o Investimento (b) pela altitude do foguete(a))

f. Verba do contrato __________________________________________

g. Lucro _____________________________________________________
(verba do contrato (f) menos Investimento (c))
NOTA:

122 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Aprofundamentos Adicionais

 Construa modelos de foguetes históricos. Veja a lista de referência com livros de ilustrações sobre
foguetes para usar como idéias da aparência de vários foguetes. Use sucata para a construção dos
modelos. Você pode utilizar os seguintes materiais usados:
 Tubos para plantas  Papelão  Tubos de papel higiênico e papel

toalha  Colheres  Embalagens no formato de copinhos que se pareçam


com os escapamentos do motor  Embalagens de meia em forma de
ovo  Fita adesiva  Cones de isopor  Esferas de isopor
 Cilindros  Cola

 Use os foguetes como tema de trabalho de educação


artística. Ensine perspectiva e pontos de fuga esco-
lhendo ângulos pouco comuns, como o lançamento
visto pelo ponto de vista de um passarinho.

 Pesquise as razões pelas quais foguetes


tão diferentes foram usados para a ex-
ploração do espaço.

 Projete naves espaciais de nova geração.

 Compare os foguetes da ficção científica


com os foguetes atuais.

 Programe para depois das atividades


sobre foguetes deste Manual a cons-
trução e o lançamento de modelos
de foguetes comerciais. Os kits de
motor de foguete podem ser ad-
quiridos em casas de produtos
para hobbies ou através do pró-
prio fabricante. Podem-se con-
seguir informações adicionais
através da National
Association of Rocketry, P.O.
Box 177, Altoona, WI 54720.

 Entre em contato com o NASA Spacelink para obter informações sobre a história dos foguetes e a
família de foguetes da NASA sob o título “Space Exploration Before the Space Shuttle” [Exploração
do Espaço Antes do Ônibus Espacial]. Veja a seção de recursos educacionais no final deste
Manual para maiores detalhes.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 123
Glossário

Ação - Uma força (que empurra ou puxa) agin- Combustível - O produto químico que combina
do sobre um objeto. Veja Reação. com um oxidante para queimar e produzir
empuxo.
Aletas - Asas em forma de setas que estabili-
zam o foguete durante o vôo. Combustível Propulsor - Uma mistura de com-
bustíveis e oxidante que é queimada para dar
Aletas Móveis - Aletas de foguetes que podem empuxo ao foguete.
mover-se para estabilizar o foguete durante o
vôo. Combustível Líquido - Combustível de um fo-
guete em estado líquido.
Arrasto - Forças de atrito na atmosfera que “se-
guram” o foguete em vôo lento. Combustível Propulsor Sólido - Combustível
e oxidante de um foguete na forma sólida.
Atividade Extraveicular (EVA) - Caminhada
no espaço. Cone do Nariz - A peça em forma de cone que
fica na parte superior de um foguete.
Bocais Universais - Nariz de foguete inclinável
usado como controle ativo. Controles Ativos - Controles de um foguete que
se movem para controlar a direção de um fo-
Bombas - Equipamento que move o combustí- guete em vôo.
vel líquido e o oxidante à câmara de combus-
tão de um foguete. Controles Passivos - Dispositivos estacionários,
como aletas fixas, que estabilizam um foguete
Câmara - Cavidade dentro de um foguete onde no vôo.
os combustíveis são queimados.
Escapamento - Uma abertura em forma de sino
Câmara de Combustão (Veja Câmara). na parte mais baixa do foguete por onde sai uma
corrente de gases quentes.
Canards - Pequenas aletas estabilizadoras mó-
veis colocadas na direção do cone do nariz de Estágios -Dois ou mais foguetes montados um
um foguete. sobre o outro para alcançar distância maiores
ou ter uma capacidade de carga maior.
Carcaça - O corpo de um foguete de combustí-
vel propulsor sólido que contém o combustível. Foguetes de Controle de Atitude - Pequenos
foguetes usados como controles ativos para mu-
Carga - Toda a bagagem (instrumentos científi- dar a atitude (direção) de um foguete ou nave
cos, satélites, naves etc.) carregada por um foguete. espacial no espaço.

Centro da Massa (CM) -O ponto sobre o qual Foguetes de Vernier - Pequenos foguetes que
a massa de um objeto encontra-se centralizada. usam seu empuxo para ajudar a direcionar um
foguete maior em seu vôo.
Centro de Pressão (CP) -O ponto no qual a
área da superfície de um objeto encontra-se Força Desequilibrada -Uma força não
centralizada. contrabalançada por outra força no sentido oposto.
124 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Fração de Massa (FM) - A massa dos com- comparada com a produzida na Terra em sua
bustíveis de um foguete dividida pela massa to- superfície.
tal do foguete.
Movimento - Deslocamento de um objeto em
Garganta -Abertura estreita de um escapamen- relação ao que está ao seu redor.
to de foguete.
Oxidante - Um produto químico contendo com-
Ignitor - Dispositivo que provoca a ignição do postos de oxigênio que permite que o combus-
motor de um foguete. tível de um foguete seja queimado tanto na at-
mosfera quanto no vácuo do espaço.
Injetores - Dispositivos parecidos com um chu-
veiro que espirram combustível e oxidante na Reação - Um movimento na direção oposta à
câmara de combustão de um foguete movido a imposição de uma ação. Veja Ação.
combustível líquido.
Repouso - A ausência de movimento de um ob-
Isolamento - Um revestimento que protege a jeto em relação ao que está ao seu redor.
caixa e o escapamento de um foguete contra o
calor intenso. Resfriamento Regenerativo - Uso da baixa
temperatura de um combustível líquido para res-
Massa - A quantidade de matéria contida em friar o escapamento de um foguete.
um objeto.
Velocidade de Escape - A velocidade que um
Microgravidade - Um ambiente que impõe a objeto tem de alcançar para escapar da força
um objeto uma aceleração que é menor se gravitacional da Terra.

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 125
Materiais Educacionais da NASA NASA (1991), Countdown! NASA Launch
Vehicles and Facilities, Information Summaries,
A NASA publica uma grande variedade de re- National Aeronautics and Space Administration,
cursos educacionais apropriados para uso em PMS-018-B, Kennedy Space Center, FL. [Con-
sala de aula. Os seguintes recursos, especifica- tagem Regressiva! Veículos de Lançamento e
mente relacionados ao assunto de foguetes, es- Instalações da NASA, Resumos de Informações].
tão disponíveis através da Rede de Centros de
Recursos para Professores da NASA. Veja as NASA (1991), A Decade On Board America’s
páginas que se seguem para obtenção de maio- Space Shuttle, National Aeronautics and Space
res detalhes sobre como obter esses materiais. Administration, NP-150, Washington, DC. [Uma
Década a Bordo do Ônibus Espacial da Améri-
Série de vídeos educacionais relacio- ca].
nados a lançamento de foguetes
NASA (1987), The Early Years: Mercury to
Space Basics [Fundamentos do Espaço] Apollo-Soyuz, Information Summaries, National
Duração: 20 min 55 s Aeronautics and Space Administration, PMS-
Séries recomendadas: 5ª a 8ª séries 001-A, Kennedy Space Center, FL. [Os Primei-
Aplicação: História, Ciências Físicas ros Anos: Mercury a Apollo-Soyuz, Resumos
O Vídeo Space Basics explica conceitos sobre de Informações].
vôos espaciais tais como entramos em órbita e
porque flutuamos quando estamos na órbita da NASA (1991), Space Flight, The First 30 Years,
Terra. Inclui um manual de recursos. National Aeronautics and Space Administration,
NP-142, Washington, DC. [Vôo Espacial, Os
Newton in Space [Newton no Espaço] Primeiros 30 Anos].
Duração: 12 min 37 s
Séries recomendadas: 5ª a 8a séries NASA (1992), Space Shuttle Mission Summary,
Aplicação: Ciências Físicas The First Decade: 1981-1990, Information
O Vídeo Newton in Space demonstra a dife- Summaries, National Aeronautics and Space
rença entre o peso e a massa e ilustra as três Administration, PMS-038, Kennedy Space Cen-
leis do movimento de Isaac Newton no ambien- ter, FL. [Resumo da Missão do Ônibus Espaci-
te de microgravidade da órbita da Terra. Inclui al, A Primeira Década: 1981-1990].
um manual de recursos.
Roland, A. (1985). A Spacefaring People:
Outros Vídeos Perpectives on Early Spaceflight, NASA
Scientific and Technical Information Branch,
Há outras fitas de vídeo disponíveis sobre os NASA SP-4405, Washington, DC. [Um Povo
projetos e missões Mercury, Gemini, Apollo e Viajante do Espaço: Perspectivas dos Primei-
Ônibus Espacial. Entre em contato com o Cen- ros Vôos Espaciais].
tro de Recursos para o Professor que cobre sua
área para saber os títulos que se encontram dis- Litografias
poníveis, ou entre em contato com o CORE (veja
página 132). HqL-416 Space Shuttle Discovery Returns from
Space. [O Ônibus Espacial Discovery Volta do
Publicações Espaço].
HqL-432 Space Shuttle Endeavour Lifts Off Into
McAleer, N. (1988), Space Shuttle - The Space. [ O Ônibus Epacial Endeavour Decola
Renewed Promise, National Aeronautics and para o Espaço].
Space Administration, PAM-521, Washington,
DC. [Ônibus Espacial - A Promessa Renovada].

126 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Sugestões de Leitura [Como Desenhar Foguetes, Editora EDC
Publishing].
Estes livros podem ser usados por crianças
e adultos para aprenderem mais sobre os fo- Furniss, T. (1988), Space Rocket, Gloucester,
guetes. Os livros mais antigos da lista ofe- New York. [Foguete Espacial, Editora
recem informações históricas valiosas e in- Gloucester].
formações sobre os foguetes nas obras de
ficção científica. Os livros mais recentes Gatland, K. (1976), Rockets and Space Travel,
oferecem informações atualizadas sobre fo- Silver Burdett, Morristown, New Jersey. [Fogue-
guetes que estão em uso ou estão sendo tes e Viagem Espacial, Editora Silver Burdett].
projetados.
Gatland K. & Jeffris, D. (1977) Star Travel:
Asimov, I. (1988), Rockets, Probes and Transport and Technology Into the 21st Century,
Satellites, Gareth Stevens, Milwaukee. [Fogue- Usborn Publishers, London. [Viagem Estelar:
tes, Sondas e Satélites, Editora Gareth Stevens]. Transportes e Tecnologia Rumo ao Século XXI,
Editora Usborn Publishers].
Barrett, N. (1990), The Picture World of Rockets
and Satellites, Franklin Watts Inc., New York. Gurney, G & Gurney, C. (1975), The Launch of
[O Mundo Pictórico dos Foguetes e Satélites, Sputnik, October 4, 1957: The Space Age
Editora Franklin Watts Inc.]. Begins, Franklin Watts Inc., New York. [O Lan-
çamento do Sputnik em 4 de Outubro de 1957:
Bolognese, D. (1982), Drawing Spaceships and Começa a Era Espacial, Editora Franklin Watts Inc.].
Other Spacecraft, Franklin Watts, Inc., New
York. [Como Desenhar Naves Espaciais e Ou- Malone, R. (1977), Rocketship: An Incredible
tros Veículos Espaciais, Editora Franklin Watts]. Voyage Through Science Fiction and Science
Fact, Harper & Row, New York. [Foguetes: Uma
Branley, F. (1987), Rockets and Satellites, Incrível Viagem à Ficção Científica e à Reali-
Thomas Y. Crowell, New York. [Foguetes e dade Científica, Editora Harper and Row].
Satélites, Editora Thomas Y. Crowell].
Maurer, R. (1995), Rocket! How a Toy Launched
Butterfield, M. (1994), Look Inside Cross- the Space Age, Crown Publishers, Inc., New
Sections Space, Dorling Kindersley, London. York. [Foguete! Como um Brinquedo Lançou a
[Conhecer Por Dentro Cortes Espaciais, Edito- Era Espacial, editora Crown Publishers, Inc.].
ra Dorling Kindersley].
Mullane, R. M. (1995), Liftoff, An Astronaut’s
Donnelly, J. (1989), Moonwalk, The First Trip Dream, Silver Burdett Press, Parsippany, NJ.
to the Moon, Random House, New York. [An- [Decolagem, O Sonho de Um Astronauta, Edi-
dando na Lua, A Primeira Viagem à Lua, Edito- tora Silver Burdett Press].
ra Random House].
Neal, V., Lewis, C. & Winter, F. (1995),
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FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 127
Ordway, F & Leibermann, R. (1992), Blueprint Os programas acima citados estão disponíveis
For Space, Science Fiction To Science Fact, para computadores Apple II, Mac e IBM e são
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Inc., New York. [Naves Espaciais]. Ônibus Espacial
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(Referência para adultos). [Foguetes ao Espa- http://shuttle.nasa.gov/
ço].
Grupos de Notícias sobre os Veículos de
Softwares Comerciais Lançamento
news:sci.space.shuttle
Physics of Model Rocketry [A Física da Cons- news:sci.space.tech
trução de Modelos de Foguetes].
Outros Recursos sobre Foguetes
Flight: Aerodynamics of Model Rockets [A Andoya Rocket Range
Aerodinâmica de Modelos de Foguetes]. http://www.arr.nsc.no/

In Search of Space - Introduction to Model Boeing


Rocketry [À Procura do Espaço - Introdução à http://www.boeing.com/sealaunch.html
Construção de Modelos de Foguete]. http://boeing.com/x-33-rlv.html
128 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
ESA e Space Transport Systems NASDA New Space Transportation System
http://www.esrin.esa.it/htdocs/esa/progs/ http://www.nasda.go.jp/technical/rocket_e.html
mstp.html
História dos Foguetes Serviços de Lançamentos Orbitais
http://www.c3.lanl.gov/~cjhamil/SolarSystem/ e Planetários
rocket.html http://www.cis.ohio-sate.edu/hypertext/faq/
usenet/space/launchers/faq.html
História da Exploração Espacial
http://www.c3.lanl.gov/~cjhamil/SolarSystem/ Missões Espaciais “FSU” Russas e Veículos
history.html http://solar.rtd.utk.edu/~jgreen/rusguide.html
Lockheed Martin Missiles and Space
http://www.Imsc.lockheed.com/ Ônibus Espacial
McDonnell Douglas Aerospace http://www.yahoo.com/Science/Space/
http://pat.mdc.com/ Space_Shuttle

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 129
Recursos Educacionais da NASA

O NASA Spacelink é um sistema de informações eletrônicas projetado para oferecer informações


educacionais atualizadas a professores, corpo docente de universidades e a alunos. O Spacelink
oferece uma grande variedade de arquivos de texto para computadores e gráficos relacionados à
aeronáutica e ao programa espacial. Para quem entrar no Spacelink através da Internet, o sistema
oferece links a outros recursos educacionais.

Os documentos para o sistema são escolhidos tendo por base seu valor educacional e sua importân-
cia para a aeronáutica e para a educação espacial. As informações e os materiais educacionais
disponíveis cobrem os seguintes assuntos:

 Planos de aula  Atividades de ensino


 Recursos especiais para educadores  Softwares
 Informações históricas  Programas e serviços educacionais da NASA
 Notícias atuais da NASA  Imagens da NASA
 Respostas para perguntas sobre aeronáutica  Publicações educacionais da NASA
e tópicos relacionados ao espaço  Horário dos programas da TV NASA
 Projetos futuros

O sistema pode ser acessado por computador através de modem de discagem direta ou através da
Internet. O Spacelink é compatível com os seguintes sistemas de serviços de Internet:

Linha de Modem: (205) 895-0028


Emulação de terminal: requisito: VT-100
Formato de dados: 8-N-1
Telnet: spacelink.msfc.nasa.gov
World Wide Web: http://spacelink.msfc.nasa.gov
Gopher: spacelink.msfc.nasa.gov
FTP anônimo: spacelink.msfc.nasa.gov
Endereço TCP/IP da Internet: 192.149.89.61

Para obter maiores informações, entre em contato com o NASA Spacelink, Education Programs
Office, Mail Code CL01, NASA Marshall Space Flight Center, Huntsville, AL 35812-0001. Telefo-
ne (205) 961-1225. E-mail: comments@spacelink.msfc.nasa.gov

NASA TV (NTV) é o sistema de distribuição da NASA para programas ao vivo e gravados. Ela
oferece lugar privilegiado aos espectadores para assistirem a lançamentos e missões, bem como
programação informativa e educacional, documentários históricos e atualidades sobre os últimos
desenvolvimentos da aeronáutica e da ciência espacial. A NTV é transmitida pela Spacenet 2 (saté-
lite de banda C) no transponder 5, canal 9, 69 graus a oeste com polarização horizontal, freqüência
de 3880 megahertz, áudio em 6,8 megahertz; ou através de redes de ensino à distância colaborado-
ras ou através de provedores de TV a cabo.

Além de cobrir ao vivo as missões espaciais, a programação regular da TV NASA inclui um


News Video File [notícias], apresentado das 12 às 13 horas, o NASA History File [história] das
13 às 14 horas e um Education File [educativo] das 14 às 15 horas (horários do leste dos Estados
130 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Unidos). Essa seqüência é repetida às 15h, 18h e 21h, de segunda a sexta-feira. A programação
educativa para professores e alunos abrange Ciências, Matemática, e ensino de Tecnologia, incluin-
do a Série Educacional de Videoconferência via Satélite NASA...On the Cutting Edge. As
videoconferências incluem cientistas, astronautas e especialistas em educação da NASA apresen-
tando tópicos referentes à Aeronáutica, e à Ciência da Terra e do Espaço que interessem a professo-
res e alunos da 5ª série ao final do ensino médio. A série é gratuita para instituições educacionais
cadastradas. As videoconferências e toda a programação da NASA TV pode ser gravada em
videocassete para uso posterior.

Para maiores informações sobre a NASA TV, entre em contato com:


NASA Headquarters , Code P-2, NASA TV, Washington, DC 20546-0001. Telefone (202) 358-
3572
Home Page: http://www.hq.nasa.gov/office/pao/ntv.html

Para maiores informações sobre a série educacional de videoconferência via satélite, entre em
contato com: Videoconference Producer, NASA Teaching From Space Program, 308 CITD, Room
A, Oklahoma State University, Stillwater, OK 74078-8089
e-mail: edge@aesp.nasa.okstate.edu
Home Page: http://www.okstate.edu/aesp/VC.html

Rede de Centros de Recursos para Professores da NASA


Para tornar disponíveis aos professores informações adicionais, a Divisão Educacional da NASA
criou a rede do Centro de Recursos para Professores da NASA (TRC). Os centros contêm uma
grande gama de informações para educadores: publicações, livros de referência, apresentações de
slides, fitas de áudio, fitas de vídeo, programas de aulas por televisão, programas de computador,
planos de aula e manuais para o professor com atividades. Como cada instalação da NASA tem seu
campo de especificidade, não existem dois TRCs iguais. Os professores são convidados a telefona-
rem se não puderem visitar o centro da sua área. Listamos, a seguir, os centros e as áreas geográfi-
cas que atendem.

Os Centros Regionais de Recursos Educacionais (RTRCs) oferecem mais acesso aos materiais
educacionais da NASA. A NASA estabeleceu parcerias com universidades, museus e outras insti-
tuições educacionais para servirem como centros regionais em muitos estados. Os professores po-
dem ver com antecedência, tirar cópias, ou receber materiais da NASA nesses lugares. O CORE
pode fornecer uma lista completa desses locais.

O CORE - NASA Central Operation of Resources for Educators [Centro Operacional de Re-
cursos para Educadores] foi criado para promover a distribuição nacional e internacional dos mate-
riais educacionais produzidos pela NASA no formato de audiovisuais. Os educadores podem pedir
um catálogo e formulários de pedidos através de um dos seguintes métodos:

 NASA CORE
Lorain County Joint Vocational School
15181 Route 58 South
Oberlin, OH 44074
 Telefones (216) 774-1051, ramal 249 ou 293
 Fax (216) 774-2144
 E-mail: nasaco@leeca8.leeca.ohio.gov
 Home Page: http://spacelink.msfc.nasa.gov/CORE

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 131
Rede dos Centros de Recursos para Professores da NASA

Para disponibilizar informações adicionais para a comunidade educacional, a Divisão Educacional


da NASA criou a Rede de Centros de Recursos para Professores. Os centros contêm um sem núme-
ro de informações para educadores: publicações, livros de referência, conjuntos de slides, fitas de
áudio e de vídeo, programas de telepalestras, programas de computador, planos de aula e manuais
do professor com atividades. Como cada centro de campo da NASA tem suas próprias áreas de
especialização, não há dois centros iguais. Os centros estão à disposição para atender a telefonemas
caso o educador não possa visitar o centro de sua área geográfica. Listamos os centros e as regiões
que atendem no final desta página.

Os Centros Regionais de Recursos para Professores (RTRCs) oferecem mais acesso aos materi-
ais educacionais da NASA. A NASA firmou parcerias com universidades, museus e outras institui-
ções educacionais para servirem como Centros Regionais de Recursos para Professores. Os profes-
sores podem ver os materiais com antecedência, tirar cópias de materiais ou receber materiais da
NASA nesses lugares. A lista completa está disponível no CORE.

O Centro de Operações de Recursos para Educadores da NASA (CORE) foi montado para a
distribuição nacional e internacional de materiais educacionais produzidos pela NASA em formato
de audiovisuais. Os educadores podem pedir um catálogo desses materiais e fazer pedidos por
escrito, através de carta em papel timbrado da escola no seguinte endereço:

NASA CORE
Lorain County Joint Vocational School
15181 Route 58 South
Oberlin, OH 44074
Telefone: (216) 774-1051, ramal 249 ou 293
Fax: (216) 774-2144
E-mail nasaco@leeca8.leeca.ohio.gov/CORE
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

IF YOU LIVE IN: Center Education Program Officer Teacher Resource Center

Alaska Nevada Mr. Garth A. Hull NASA Teacher Resource Center


Arizona Oregon Chief, Education Programs Branch Mail Stop 253-2
California Utah Mail Stop 204-12 NASA Ames Research Center
Hawaii Washington NASA Ames Research Center Moffett Field, CA 94035-1000
Idaho Wyoming Moffett Field, CA 94035-1000 Phone: (415) 604-3574
Montana Phone: (415) 604-5543
NASA Teacher Resource Laboratory
Connecticut New Hampshire Dr. Robert Gabrys Mail Code 130.3
Delaware New Jersey Chief, Education Programs NASA Goddard Space Flight Center
District of Columbia New York Mail Code 130.3 Greenbelt, MD 20771-0001
Maine Pennsylvania NASA Goddard Space Flight Center Phone: (301) 286-8570
Maryland Rhode Island Greenbelt, MD 20771-0001
Massachusetts Vermont Phone: (301) 286-7206

Colorado North Dakota Ms. Billie A. Deason NASA Teacher Resource Room
Kansas Oklahoma Education Team Lead Mail Code AP-2
Nebraska South Dakota Education & Information Services Branch -2 NASA Johnson Space Center
New Mexico Texas NASA Johnson Space Center 2101 NASA Road 1
2101 NASA Road 1 Houston, TX 77058-3696
Houston, TX 77058-3696 Phone: (281) 483-8696
Phone: (281) 483-2462

132 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
IF YOU LIVE IN: Center Education Program Officer Teacher Resource Center

Florida Mr. Steve Dutczak NASA Educators Resource Laboratory


Georgia Chief, Education Services Branch Mail Code ERL
Puerto Rico Mail Code PA-ESB NASA Kennedy Space Center
Virgin Islands NASA Kennedy Space Center Kennedy Space Center, FL 32899-0001
Kennedy Space Center, FL 32899-0001 Phone: (407) 867-4090
Phone: (407) 867-4444

Kentucky Dr. Marchell Canright NASA Teacher Resource Center


North Carolina Precollege Officer for NASA Langley Research Center
South Carolina Mail Stop 400 Virginia Air and Space Center
Virginia NASA Langley Research Center 600 Settler’s Landing Road
West Virginia 17 Langley Boulevard Hampton, VA 23669-4033
Hampton, VA 23681-0001 Phone: (757) 727-0900 x 757
Phone: (757) 864-3313

Illinois Minnesota Ms. Jo Ann Charleston NASA Teacher Resource Center


Indiana Ohio Acting Chief, Office of Educational Programs Mail Stop 8-1
Michigan Wisconsin Mail Stop 7-4 NASA Lewis Research Center
NASA Lewis Research Center 21000 Brookpark Road
21000 Brookpark Road Cleveland, OH 44135-3191
Cleveland, OH 44135-3191 Phone: (216) 433-2017
Phone: (216) 433-2957

Alabama Louisiana Mr. Jim Pruit NASA Teacher Resource Center


Arkansas Missouri Director, Education Programs Office for NASA Marshall Space Flight Center
Iowa Tennessee Mail Code CL01 U.S. Space and Rocket Center
NASA Marshall Space Flight Center P.O. Box 070015
Huntsville, AL 35812-0001 Huntsville, AL 35807-7015
Phone: (205) 544-8800 Phone: (205) 544-5812

Mississipi Dr. David Powe NASA Teacher Resource Center


Manager, Educational Programs Building 1200
NASA John C. Stennis Space Center NASA John C. Stennis Space Center
P.O. Box 508 Stennis Space Center, MS 39529-6000
luka, MS 38852-0508 Phone: (601) 688-3338
Phone: (601) 423-7452

The Jet Propulsion Laboratory (JPL) Dr. David M. Seidel NASA Teacher Resource Center
serves inquiries related to space and Precollege Office Mail Stop CS-530
planetary exploration and other JPL Mail Stop CS-530 NASA Jet Propulsion Laboratory
activities. NASA Jet Propulsion Laboratory 4800 Oak Grove Drive
4800 Oak Grove Drive Pasadena, CA 91109-8099
Pasadena, CA 91109-8099 Phone: (818) 354-6916
Phone: (818) 354-9313

California (mainly cities near Dryden Flight Dr. Marianne McCarthy NASA Teacher Resource Center for
Research Facility) Education Specialist NASA Dryden Flight Research Facility
P.O. box 273, MS D4839A Lancaster, CA 93523
NASA Dryden Flight Research Facility Phone: (805) 948-7347
Edwards, CA 93523-0273
Phone: (805) 285-2281

Virginia and Maryland’s Mr. Keith Koehler NASA Goddard Space Flight Center
Eastern Shores Public Affairs Specialist Wallops Flight Facility
Wallops Fligth Facility Education Complex/Visitor Center Bldg. J-17
Wallops Island, VA 23337 Wallops Island, VA 23337 – 5099
Phone: (804) 824-1597 Phone: (804) 824- 2297/2298

FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba 133
134 FOGUETES - Manual do Professor com Atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia - Universidade do Vale do Paraíba
Ficha de Avaliação

Educators and scientists at the National Aeronautics and SA – Strongly Agree


Space Administration would appreciate your taking a few CT – Concordo Totalmente
minutes to respond to the statements and questions below. A – Agree
C – Concordo
Os educadores e cientistas da NASA gostariam de ter suas D – Disagree
D – Discordo
opiniões sobre esses materiais.

SD – Strongly Disagree
DT – Discordo Totalmente

Rockets - A Teacher’s Guide with activities in Science,


Mathematics, and Technology
Foguetes – Manual do professor com atividades de Ciências, Matemática e Tecnologia

1. The teaching guide is easily integrated into the curriculum. SA A D SD


1. O manual do professor é fácil de ser integrado ao curriculum? CT C D DT

2. The procedures for the activities have sufficient and are easily understood. SA A D SD
2. Os procedimentos para as atividades têm informações suficientes? CT C D DT

3. The illustrations are adequade to explain the procedures and concepts. SA A D SD


3. As ilustrações estão adequadas para explicar os procedimentos e conceitos? CT C D DT

4. Activities effectively demonstrate concepts and are apropriate for the grade level l teach. SA A D SD
4. As atividades demonstram efetivamente os conceitos e estão adequadas à
classe à qual dou aula. CT C D DT

5. a. What features of the guide are particulary helpful in your teaching?


5. a. Quais recursos do manual são particularmente úteis para meu ensino?

____________________________________________________________________________________________________________________________________

b. What changes would make the guide more effective for you?
b. Quais mudanças faria para torná-los mais úteis?

____________________________________________________________________________________________________________________________________

6. I teach__________ grade. Subjects____________________________


6. Atualmente leciono na _________ série do ensino __________________. Matérias: ________________________________.

7. I used the guide with ___ (number of ) students.


7. Usei o manual com ________ alunos (no. de alunos)

Additional comments:
Comentários adicionais:
EG - 1996-09-108-HQ - September 1996

National Aeronautics and Space Administrattion

Cut along line.

PLACE
STAMP HERE
POST OFFICE WILL
NOT DELIVER
WITHOUT PROPER
POSTAGE

NATIONAL AERONAUTICS AND SPACE ADMINISTRATION


EDUCATION DIVISION
CODE SET
WASHINGTON, DC 20546-001

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