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MICROGERAÇÃO DISTRIBUÍDA

Geração Fotovoltaica 1,06 kWp

GFV1,06kWp

Categoria: Residencial - Monofásico


Proprietário: xxxxxxx
Endereço: xxxxxxx, 749 – Fortaleza/CE
Sumário
1-MEMORIAL DESCRITIVO............................................................................................................. 2
2-OBJETIVO.................................................................................................................................... 2
3 – CRONOGRAMA PARA IMPLANTAÇÃO ..................................................................................... 3
4 – Localização da Unidade Geradora ........................................................................................... 3
5 – RELAÇÃO DE CARGAS ATUAIS DA UNIDADE CONSUMIDORA ................................................. 4
6 – NORMAS TÉCNICAS ................................................................................................................. 4
7 – CONSIDERAÇÕES GERAIS ......................................................................................................... 4
8 – PONTO DE CONEXÃO............................................................................................................... 4
9 – SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA ................................................................................................. 5
10 – ATERRAMENTO...................................................................................................................... 5
11 – DADOS GERAIS DO SISTEMA ................................................................................................. 6
11.1 – LOCAL DA INSTALAÇÃO ...................................................................................................... 7
11.2 – DIMENSIONAMENTO DO GERADOR .................................................................................. 8
11.3 – DESCRIÇÃO DO SISTEMA .................................................................................................... 8
11.4 – EMISSÕES ........................................................................................................................... 9
11.5 – RADIAÇÃO SOLAR ............................................................................................................... 9
11.6 – EXPOSIÇÕES ...................................................................................................................... 10
11.7 – POSICIONAMENTO DOS MÓDULOS ................................................................................. 10
11.8 – ESTRUTURAS DE APOIO .................................................................................................... 12
11.9 – MÓDULOS......................................................................................................................... 13
11.10 - INVERSOR ........................................................................................................................ 14
11.11 – CABEAMENTO ................................................................................................................ 15
11.12 – QUADRO ELÉTRICO ......................................................................................................... 16
11.13 – ISOLAÇÃO GALVANICA E ATERRAMENTO ...................................................................... 17
11.14 – VERIFICAÇÕES................................................................................................................. 18
11.15 – REGISTRO INMETRO ....................................................................................................... 19
11.16 – PADRÃO DE ENTRADA .................................................................................................... 20
12 – LISTA DE MATERIAIS ............................................................................................................ 22
13 – DIAGRAMA DE BLOCOS ....................................................................................................... 23
14 - CONCLUSÕES ........................................................................................................................ 24

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1-MEMORIAL DESCRITIVO

Cliente: xxxxxxx

Endereço: xxxxxxx, 749 – Bairro Bela Vista – Fortaleza/CE

UC: xxxxxxxx

Finalidade do projeto: Microgeração distribuída com fonte geradora fotovoltaica

Potência do gerador: 1,06 kWp

Responsável Técnico: xxxxxxxxxxx

E-mail: xxxxxxxxxxx

Telefone: xxxxxxxxx

- Fonte geradora: Módulos fotovoltaicos do tipo Poli Cristalino (Si-Poly) que possuem como
matéria prima o silício e através de reação com a luz solar produz energia.

- Fixação: Suportes de alumínio compostos por partes de aço inoxidável e galvanizado realizam
a fixação da fonte geradora sobre o telhado do imóvel.

- Cabeamento: Cabos próprios para energia fotovoltaica com diâmetro nominal de 4mm² serão
utilizados para a conexão entre os módulos e o microinversor. Tais cabos são projetados para
trabalhar externamente.

- Conexão: As conexões são realizadas através de conectores do tipo MC4 afim de reduzir
emendas que possam apresentar mal contato através do tempo.

- Transformação: A fonte gera energia no padrão CC e se faz necessária a conversão e


sincronização desta energia gerada com a energia fornecida pela rede, sistema esse que recebe
o nome de On-grid e utiliza-se de dois microinversores próprios para esta função.

- Proteção: O sistema é protegido por uma caixa elétrica conhecida como String-box e conta com
disjuntor bipolar 10 A e DPS 275V 45 KA na parte CA.

- Aterramento: Todo o sistema é devidamente aterrado afim de dar a proteção necessária ao


equipamento e possíveis manutenções durante sua via útil.

2-OBJETIVO

Participar do programa de microgeração distribuída obtendo créditos com a geração


fotovoltaica através da medição realizada por um medidor bidirecional ou dois medidores aptos
a registrar os eventos de geração e consumo. O objetivo deste estudo é dar condições e viabilizar
a implantação do gerador do ponto de vista técnico, para que o instalador possa se referenciar
no momento da instalação afim de corrigir possíveis falhas de execução.

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3 – CRONOGRAMA PARA IMPLANTAÇÃO
O cronograma para a implantação do sistema considera fatores adversos e pode ser alterado
conforme se faça necessário.

Etapas Inicio Termino


Elaboração Projeto 05/01/18 10/01/18
Solicitação de Acesso 10/01/18 17/01/18
Parecer Concessionária 17/01/18 17/02/18
Levantamento Material 17/02/18 20/02/18
Instalação 20/02/18 01/03/18
Vistoria da Companhia 01/03/18 20/03/18
Substituição do Medidor 20/03/18 05/04/18
Finalização do projeto 05/04/18

4 – Localização da Unidade Geradora

O Local de instalação pode ser observado no mapa abaixo e possui as seguintes características:
imóvel residencial com aproximadamente 250m², localizado em área residencial com bairro já
formado e sem sombreamento, o mesmo está cercado por imóveis de menor altitude com rua
a frente e imóveis em ambos os lados, configuração está que contribui com a geração pelos
módulos fotovoltaicos.

Endereço: Rua xxxxxxxxxxxxx – xxxxxxx – Fortaleza/CE

Código do cliente: xxxxxxxxx

Coordenadas Geográficas: -xxxxxxxxS / -xxxxxxxxW

Altitude: 21 metros

Temperatura média anual: 22,3°C

Umidade relativa média anual: 69%

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5 – RELAÇÃO DE CARGAS ATUAIS DA UNIDADE CONSUMIDORA

Qtd. Descrição Potência (W) Total (kW)


10 Tomadas de uso comum 100 1,00
1 Chuveiro 3200 3,20
15 Iluminação 15 0,22
Total Geral: 4,42 KW
Total Geral: 4,96 kVA

6 – NORMAS TÉCNICAS

- NT-BR 010/2016 R-01, Conexão de micro e minigeração distribuída ao sistema elétrico da


ampla/coelce.

- ABNT NBR 5410:2004, Instalações elétricas de baixa tensão.

- ABNT NBR 16149:2013, Sistemas Fotovoltaicos (FV) – características da interface de conexão


com a rede elétrica de distribuição.

7 – CONSIDERAÇÕES GERAIS

Nenhuma adequação física se faz necessária para a implantação do gerador fotovoltaico, tendo
em vista o retorno econômico e social a médio prazo o sistema visa suprir 100% da energia
consumida atualmente. Com uma produção de energia média de 165 kWh/mês o gerador
fotovoltaico possui uma depreciação energética em torno de 0,7% ao ano o que se enquadra
nos valores estimados inicialmente. Opta-se pelo uso de um microinversor da marca MayWah
modelo maysun 1200w devidamente registrado e homologado junto ao INMETRO conforme
normas em vigor. Os módulos serão montados com orientação para o leste e conectados
individualmente ao microinversor, seu posicionamento foi determinado pela estrutura física do
local, redução de sombreamento e facilidade para limpeza e manutenção. Um risco importante
para se considerar é a segurança no momento da instalação, já que o imóvel possui alta
elevação, devendo neste momento os instaladores estarem aptos a trabalhos em altura e com
todos os equipamentos de proteção necessários.

8 – PONTO DE CONEXÃO

O ponto de conexão com a rede é o local onde a energia gerada pelos módulos fotovoltaicos e
transformada pelo inversor será injetada na rede, seu posicionamento é de grande importância
para que possamos acompanhar o sentido da corrente e direcionar a energia gerada da melhor
maneira.

O ponto de injeção da energia gerada será diretamente entre fase e neutro (L1 e N) localizadas
no quadro de distribuição principal, o ponto de conexão está localizado a aproximadamente 15

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metros do quadro de medição e proteção geral, e a aproximadamente 30 metros do inversor
que fornecerá a energia.

9 – SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

Deve ser instalada sinalização de segurança nos pontos de intervenção humana na ocasião de
uma operação de emergência com os dizeres: “CUIDADO, RISCO DE CHOQUE ELÉTRICO –
GERAÇÃO PRÓPRIA”, conforme modelo apresentado abaixo retirado diretamente da norma NT-
BR-010 fornecida pela ENEL.

10 – ATERRAMENTO

A edificação possui malhas de aterramento no esquema TT (conforme norma ABNT NBR


5410:2004) resultando em uma resistência de aterramento inferior a 10Ω mesmo em solo seco.
A instalação original composta por 1 haste de 2,44 metros com seção de 5/8” enterradas no solo
abaixo do imóvel garantem a qualidade do aterramento.

Os cabos de aterramento dos módulos fotovoltaicos são próprios para instalação externa
sujeitos a insolação e intempéries causadas pelo tempo. A bitola para aterramento entre as
estruturas metálicas e o string box é de 6mm² conforme recomendado pela IEC/TS 62548:2013
(norma elaborada pela comissão de Estudo CE03:064.01 do COBEI). A conexão entre a moldura
dos módulos e o cabo terra é executada por terminais de fixação, afim de garantir a qualidade
do aterramento, é feito a quebra do anodizado da estrutura metálica para maior segurança do
aterramento.

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11 – DADOS GERAIS DO SISTEMA

Potência total: 1,06 kWp


GERADOR
MÓDULOS (ARRANJOS) Gerador 01
POTÊNCIA MÓDULOS 265 W
MODELO MÓDULOS – Canadian CS6P-265P
QUANTIDADE MÓDULOS 4
POTÊNCIA PICO 1060 W
DESTINO MICROINVERSOR 01
ORIENTAÇÃO LESTE
CORRENTE OPERAÇÃO CC 8,66 A
CORRENTE CURTO CIRCUITO CC 9,23 A
TENSÃO OPERAÇÃO CC 30,6 Vcc
TENSÃO CIRCUITO ABERTO CC 37,7 Vcc
ÁREA DO ARRANJO 6,43 m²
PESO 86 Kg/m²

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MICROINVERSOR

INVERSORES INVERSOR 01
MARCA MAYWAH
MODELO MAYSUN 1200W
POTÊNCIA NOMINAL 1200 W
POTÊNCIA ENTRADA POR MÓDULO 300 W
MAXIMA CORRENTE ENTRADA 20 A
CORRENTE NOMINAL SAÍDA 5A
MAXIMA TENSÃO ENTRADA 50 Vcc
TENSÃO SAIDA 180~260 Vca
FREQUENCIA 60 Hz
TENSÃO DE ARRANQUE 20 Vcc
ENTRADAS 4

SISTEMA
DADOS DE GERAÇÃO GERADOR 1,06 kWp
ENERGIA GERADA POR MÊS 165 Kwh
IRRADIAÇÃO MÉDIA DIÁRIA 5,78 KWh/dia
QUANTIDADE TOTAL DE MÓDULOS 4
QUANTIDADE TOTAL DE INVERSORES 1
PROTEÇÃO GERAL 40 A
NÚMERO DE FASES 1
TIPO DE MEDIDOR ATUAL ANALOGICO

11.1 – LOCAL DA INSTALAÇÃO

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11.2 – DIMENSIONAMENTO DO GERADOR

O gerador foi dimensionado com base no consumo anual do imóvel, chegando à conclusão que
a quantia gerada de aproximadamente 165 kWh/mês atende as necessidades financeiras do
projeto. Tal dimensionamento utiliza como fonte de dados o portal da Cresesb para obter
informações sobre a irradiação e inclinação ideal dos módulos, informações necessárias para
podermos calcular e dimensionar corretamente. Neste projeto foi considerado percas por
transformação, transmissão, temperatura, poeira e depreciação, o valor total de eficiência do
projeto encontrado é de 90%.

Irradiação diária, maior média anual no plano inclinado 3°N:

JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
5,76 5,74 5,65 4,96 5,40 5,44 5,66 6,03 6,11 6,29 6,32 6,02

Foram relacionados 4 módulos fotovoltaicos com potência de 265 Wp cada, alinhados em 1


orientação, todos os módulos deverão ser ligados individualmente ao microinversor. O
microinversor com potência nominal de 1200 W será o responsável por converter a energia CC
gerada pelos módulos e sincronizar com a rede da ENEL obedecendo os limites mínimos e
máximos impostos pelas normas internas.

Potencia diária gerada: 1.060 * 5,78 = 6.126 Wh/dia

Considerando Eficiência de 85% do sistema: 0,90*6.126 = 5.514 Wh/dia

Geração em um mês (30 dias): 5.514*30 = 165.423 Wh/mês

Geração total: 165 Kwh

11.3 – DESCRIÇÃO DO SISTEMA

O gerador fotovoltaico tem a capacidade de transformar a energia advinda do sol em


eletricidade, tal geração ocorre de maneira limpa sendo este um dos vários benefícios desta
solução que vem ganhando mais adeptos a cada dia. O gerador trabalha de modo independente
não dependendo de nenhum treinamento especifico para o cliente, o próprio equipamento
realiza a desconexão com a rede em caso de falhas no sistema.

Composição do gerador:

Módulos: Gera a energia em CC.

Micronversor: Converte a energia CC em CA (mesma que nós utilizamos) e sincroniza com a rede
da companhia.

Estrutura: suporte para fixação dos módulos.

Cabeamentos: Cabos específicos para utilização externa, conta com várias proteções.

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Conectores: Conexões especiais para garantir a eficiência e longa vida útil do sistema, também
podem ficar expostos.

Disjuntor CA: Permite o desligamento da energia que vai para a rede habilitando o equipamento
para manutenções.

DPS CA: Realiza a proteção do inversor contra possíveis surtos que possam se propagar através
da rede da companhia.

11.4 – EMISSÕES

O crescente volume de emissão de gases de efeito estufa é motivo de debate e preocupação no


Brasil e no mundo que aumenta a cada dia. A energia fotovoltaica é uma das maneiras de frear
esta evolução. Estima-se que para cada kWh gerado existe uma redução de 0,57 CO², sendo
assim, podemos realizar a seguinte comparação:

Redução nas emissões mensais: 165*0,57 = 94,05 Kg

Redução nas emissões Anuais: (165*12)*0,57= 1.128 Kg

Redução em 25 anos: ((165*12)*25)*0,57 = 28.215 kg

A redução de CO² estimada em 25 anos seria equivalente a 269 árvores plantadas ou a cerca de
491.141 Km rodados de carro. Tais iniciativas podem representar a longo prazo uma melhoria
significativa na qualidade de vida do planeta.

11.5 – RADIAÇÃO SOLAR

Os valores de irradiação solar são apenas orientações para auxiliar no dimensionamento do


sistema fotovoltaico, pois são valores consolidados de um histórico de medições que varia ao
longo dos anos. O valor de irradiação solar depende da localidade e pode haver grandes
variações em todo o território nacional. A fonte utilizada para a consulta dos dados é a SunData,
e pode ser verificada através do site: www.cresesb.cepel.br.

Para o local onde o sistema será instalado, na latitude -3.213321 S e longitude -38.423234 W
encontramos como base para análise mais próxima a estação “OCEANO ATLANTICO”, localizada
a aproximadamente 30 Km de distância do ponto pesquisado, analisando a tabela chegamos a
uma irradiação média de 5,78 kWh/m²/dia em uma inclinação ideal de 3° ao norte.

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11.6 – EXPOSIÇÕES

O sistema fotovoltaico é composto por 1 gerador distribuídos em 1 exposição, conforme


representado através de tabela abaixo:

Descrição Tipo de Instalação Orientação Inclinação Sombreamento


Exposição 01 Ângulo Fixo 86° 30° 0%

Os módulos serão representados pela exposição 01, com orientação 86° (azimute) e inclinação
horizontal de 30°, sendo identificado no projeto unicamente como orientação para o leste. A
produção de energia para Exposição 01 são condicionadas por vários fatores que determinam
uma redução da radiação solar, neste caso teremos uma perca nula por fator de
sombreamento, não impactando na geração.

11.7 – POSICIONAMENTO DOS MÓDULOS

O posicionamento pode ser conferido por imagem abaixo.

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11.8 – ESTRUTURAS DE APOIO

Os módulos serão fixados através de estruturas metálicas de alumínio anodizado de alta


resistência e suportes de aço galvanizado com parafusos em Inox. Elas serão montadas
diretamente sobre o telhado da residência com parafusos auto atarraxantes que se fixam
diretamente na estrutura proporcionando uma alta resistência. Segue abaixo algumas
informações disponibilizada pelo fabricante:

 Dimensionamento segundo cargas de vento NBR 6123


 Aço zincado segundo norma NBR 6323
 Dimensionamento estrutural segundo NBR 8800
 Fácil instalação
 Vigas e clamps em alumínio 6063-T6 de alta resistência
 Parafusos dos clamps em aço inox
 Transfere carga diretamente à viga do telhado (parafuso rosca dupla)

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11.9 – MÓDULOS

Módulo fotovoltaico é a unidade formada por um conjunto de células solares, interligadas


eletricamente e encapsuladas com o objetivo de gerar eletricidade. O equipamento utilizado e
abordado neste projeto é o módulo de silício policristalino (p-Si), são células formadas por
diversos cristais fundidos e solidificados direccionalmente, as bordas das partículas de cristais
reduzem a eficiência dos módulos policristalinos quando comparados ao monocristalino, por
outro lado, sua produção requer menor energia e material, resultando em um custo final menor.

Os módulos deverão ser conectados individualmente a cada inversor é importante ressaltar a


necessidade de realizar medição dos módulos antes de conectar aos microinversores, a medição
apresentada deve seguir os dados apresentados abaixo:

ARRANJOS TENSÃO Vcc CORRENTE Icc


Entrada do inversor 30,60 V 8,66 A

Esquema de Ligação

Algumas características dos módulos podem ser verificadas através da tabela abaixo, caso exista
a necessidade de consulta mais detalhada, pode se consultar o anexo “DATASHEET DOS
MÓDULOS” que acompanha este memorial.

Descrição Módulo CS6P-265P


FABRICANTE CANADIAN SOLAR
NOMINAL MAX POWER (Pmax) 265 W
TENSÃO OPERAÇÃO (Vmp) 30,6 V
TENSÃO CIRCUITO ABERTO (Voc) 37,7 V
CORRENTE OPERAÇÃO (Imp) 8,66 A
CORRENTE CIRCUITO ABERTO (Isc) 9,23 A
EFICIENCIA 16,47%
REGISTRO INMETRO 000581/2016
* Condições em STC

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11.10 - INVERSOR

O papel principal do microinversor fotovoltaico no sistema é converter a energia elétrica gerada


pelos painéis, de corrente contínua (CC) para corrente alternada (CA) garantindo a segurança do
sistema e sincronizando a energia CA com a energia fornecida pela concessionária, o inversor
também é o responsável pelo controle de medição da energia gerada, afim de se ter um registro
e comparar com o desconto fornecido pela companhia.

No projeto aqui elaborado utilizaremos um microinversor que trabalha com tensão em corrente
alternada nominal de 220V, o cliente é atendido na categoria residencial monofásico, onde
encontramos a tensão de 220V entre fase e neutro, sendo a rede constituída por uma fase +
neutro (L1, e N). Os dados do microinversor pode ser encontrado descritos na tabela abaixo,
caso seja necessário informações mais detalhadas, pode-se verificar o anexo “DATASHEET DO
INVERSOR” onde possui todas as informações pertinentes aos equipamentos relacionados.

Descrição MAYSUN-1200W
TENSÃO MÁXIMA CC Vcc
FAIXA DE TENSÃO MPPT 50 Vcc
TENSÃO PARTIDA CC 20 Vcc
CORRENTE MÁXIMA (POR ENTRADA) 20 A
NÚMERO DE ENTRADAS 4
POTÊNCIA NOMINAL 1200 W
TENSÃO NOMINAL CA 220 Vca
FAIXA DE TENSÃO CA 180~260 Vca
FREQUÊNCIA DA REDE 60 Hz
CORRENTE MÁXIMA CA 5A
EFICIÊNCIA 92 %
FATOR DE POTÊNCIA >0.98
TOPOLOGIA transformador
REGISTRO INMETRO 005132/2017

Caso a rede da concessionária opere fora das faixas toleradas para a tensão e frequência (ABNT
60149:2013) os inversores serão bloqueados e desconectados da rede através de 2 relés de
proteção conectados em série (interno de cada inversor) em um intervalo de tempo inferior a 2
segundos, esta proteção é conhecida como “anti-ilhamento” e após o reestabelecimento da
rede pela concessionária o religamento dos inversores é executado em 180 segundos, conforme
exigência da companhia.

PROTEÇÕES (INTERNO INVERSOR)


ANTI-ILHAMENTO SIM
SOBRE/SUB TENSÃO SIM
SOBRE/SUB CORRENTE SIM
SOBRE/SUB FREQUENCIA SIM
PROTEÇÃO CONTRA DESCARGA SIM
RELIGAMENTO AUTOMATICO FORA DE FASE SIM

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Tabela de ajustes

11.11 – CABEAMENTO

O cabo utilizado na parte fotovoltaica será o energyflex BR 0,6/1Kv (1500Vdc), material unipolar,
flexível, com condutor de cobre estanhado, isolação em HEPR e cobertura em PVC com
resistência a UVB para tensões até 1 Kv.

Segue abaixo características construtivas:

1. Condutor: Fios de cobre estanhado encordoado, classe 5.


2. Isolação: Composto termofixo à base de etileno-propileno de alto módulo (HEPR),
apropriado para temperatura de operação no condutor em regime permanente de até 90°C.
3. Cobertura: Camada extrudada de cloreto de polivinila – PVC (ST2), com características
especiais de resistência à chama, resistente ao UVB e livre de chumbo (isento de metais
pesados).
Normas de referência:

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- NBR NM 280 – Condutores para Cabos Isolados (IEC 60228MOD)
- NBR 6251 – Cabos de Potência com isolação extrudada para tensões de 1 à 35 kV – Requisitos
construtivos.
- NBR 7286 - Cabos de Potência com isolação extrudada de borracha etilenopropileno (EPR)
para tensões de 1 à 35 kV – Requisitos de desempenho.
Aplicação:
Cabos para instalações fixas em sistemas DC ou AC, facilitando as conexões de equipamentos
em sistemas industriais, para aplicação em instalações fixados em suportes, bandejas, leitos,
dutos ou ao ar livre sujeito ás intempéries. Para atender requisitos de resistência ao UVB e de
resistência à queima, estes cabos são fornecidos com um revestimento de cobertura
especialmente formulado para atendimento aos requisitos das normas UL 2556 e IEC 60332-1.
Devido ao revestimento especial dos condutores, estes cabos são particularmente
recomendados para garantir uma melhor performance das conexões ao longo de toda sua vida
útil, principalmente nas interligações de painéis e módulos de conexão nos Sistemas
fotovoltaicos.
Ensaios e Características mecânicas: Todos os cabos produzidos são testados em fábrica,
mediante os procedimentos e métodos de ensaios previstos pelas normas NBR’s
complementares, e submetidos aos seguintes ensaios de recebimento:
Teste de continuidade e resistência elétrica máx. do condutor , referida à 20°C
-Tensão elétrica aplicada de 3,5 kV durante 5 min
- Medição da resistência de isolamento à temperatura ambiente.
- Durante a instalação estes cabos são recomendados para o esforço máximo de tração nos
condutores de 4 kgf/mm² e para instalação final raio mínimo de curvatura de 4 vezes (4xd) o
diâmetro externo.

Circuito Origem Destino Distância Isolação


CC1 MÓDULO 01 MICROINVERSOR 01 1,5m HERP 1KV
CC2 MÓDULO 02 MICROINVERSOR 01 1,5m HERP 1KV
CC3 MÓDULO 03 MICROINVERSOR 01 1,5m HERP 1KV
CC4 MÓDULO 04 MICROINVERSOR 01 1,5m HERP 1KV
CA1 MICROINVERSOR 01 PONTO DE CONEXÃO 5m PVC 750V
CA3 PONTO DE CONEXÃO QUADRO MEDIDOR 30 m PVC 750V

11.12 – QUADRO ELÉTRICO

O quadro elétrico ou string-box é o conjunto de componentes responsáveis pela segurança e


manobra do sistema, os microinversores contarão com o quadro elétrico CA facilitando a
manutenção caso necessária e aumentando a segurança do sistema. A proteção do lado CA
contará com um disjuntor bipolar de 10 A 275 Vca e dois DPS (Dispositivo de Proteção contra
Surto) unipolar 40 kA 275Vca para proteção dos microinversores. O posicionamento dos
componentes que compõem o quadro elétrico pode ser observado a partir da imagem abaixo.

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11.13 – ISOLAÇÃO GALVANICA E ATERRAMENTO

Os microinversores relacionados para o projeto contam com a presença de transformadores e


internamente contam com uma isolação galvânica afim de isolar os circuitos, tal fato acontece
quando dois circuitos devem se comunicar, porém seus terras devem estar em diferentes
potenciais. É um método eficaz de separar os circuitos, prevenindo que correntes indesejadas
fluam entre duas seções que compartilham um mesmo terra. A isolação galvânica também é
utilizada para segurança evitando assim choques acidentais.

Abaixo podemos tirar como referência a isolação galvânica presente em um transformador e


pode ser utilizado como referência.

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11.14 – VERIFICAÇÕES

Conforme apresentação da tabela abaixo, todos os itens relacionados para o projeto atendem
aos valores informados pelos fabricantes, garantindo assim seu funcionamento e garantia
dentro das normas presentes em vigor.

DIMENSIONADO FABRICANTE STATUS


Tensão entrada inversor 01 (por entrada) 30,6 Vcc 16-52 V OK
Corrente entrada inversor 01 (por entrada) 8,66 A 12 A OK
Potência recomendada entrada Inversor 01 265 W 300 W OK
Tensão saída CA Inversor 01 220 V 180~260 V OK
Corrente máxima saída CA (Cabeamento) 5A 21 A OK
Corrente máxima Disjuntor CA 5A 10 A OK
* Condições em STC

Após verificações dos componentes verificamos quais serão as quedas de tensões existentes no
cabeamento, tanto dos módulos para o inversor, como do inversor até o ponto de conexão com
a rede.

Circuitos CA
Cto. Origem Destino Distância Bitola Proteção Resistência Tensão Nom. Isc Máx. ΔV
CA1 Inversor P.conexão 5m 2.5mm² DPS+ DJ 7,98Ω/km 220 Vcc 5A 0,39V 0,18%

Nota: O limite máximo para queda nos condutores CA é de 4% de acordo com a norma ABNT
NBR 5410:2013. (Tensão Nominal CA – 127Vca)

De acordo com a norma ABNT NBR 5410:2004, temos as seguintes classificações e


fatores de correção para o ponto de maior carregamento:
 Método de Instalação: B1 (eletroduto e cabos unipolares);
 Fator de Correção por Temperatura: 0,71
 Fator de Agrupamento: 0,57
 Capacidade de cabo 2,5mm² isolado em PVC: 21A @ 30⁰C, B1 e 2 condutores
carregados;
Considerando estes casos extremos, as capacidades dos cabos de 2,5mm² ficaria
reduzida para 14,91A, portanto atendendo aos valores máximos desta instalação (5 A no lado
CA) e os cabos de 4mm² ficariam com sua capacidade reduzia a 19,88 A, atendendo assim a
corrente de curto circuito (9,23 A) no lado CC.
No ramal de entrada geral, a instalação elétrica original possui fios de 6 mm² (3,30/km
@ FP=0,95) para os cabos de força (1 fase e o neutro). A distância total entre a entrada no ponto
de conexão com a rede da concessionária e o stringbox é de 30 metros. Desta forma, para uma
potência máxima injetada de 1060 W, a corrente máxima seria de 5 A, consequentemente
teremos uma queda máxima de:

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ΔV = 5 A x 3,30 Ω/km x (2 x 0,030km) = 0,99V que representa 0,45% de queda percentual.

Mesmo considerando um consumo interno nulo, os cabos de entrada suportariam a


corrente máxima injetada com uma queda inferior a 4% entre o ponto de conexão com a rede
da Enel e o ponto de conexão (limite imposto pela ABNT NBR 5410:2013).

11.15 – REGISTRO INMETRO

Tanto o inversor como os módulos possuem registro INMETRO e diversos certificados


internacionais, sendo abordado neste projeto unicamente o registro de caráter nacional. Abaixo
pode ser conferido a validade dos registros necessários.

Registro INMETRO Módulos

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Registro INMETRO Inversor

Toda documentação aqui apresentada foi retirada diretamente do portal do inmetro pode ser
acessado através do endereço: www.inmetro.gov.br

11.16 – PADRÃO DE ENTRADA

O padrão de entrada atende as normas impostas pela ENEL, a única alteração necessária para
ligação efetiva do gerador fotovoltaico é a substituição do relógio analógico para o bidirecional
ou a instalação de um segundo relógio que possua a habilidade de contabilizar a energia
recebida e a energia enviada. O padrão de entrada conta com ramal aéreo e caixa para medição
embutido em muro frontal com o visor de medição voltado para a calçada e fácil acesso, próximo
ao medidor deverá ser colocada sinalização de maneira a orientar as partes interessadas que o
imóvel está fornecendo energia.

CATEGORIA DE ATENDIMENTO – RESIDENCIAL MONOFÁSICO

CARGA TOTAL INSTALADA: 4,96 KVa

REDE BAIXA TENSÃO: 220V

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12 – LISTA DE MATERIAIS

QUANTIDADE DESCRIÇÃO
1 MICROINVERSOR MAYSUN1200 (1200W)
4 MÓDULO FOTOVOLTAICO CANADIAN SOLAR CS6P-265P
1 CAIXA SOBREPOR 4 DIN
5 CABO FOTOVOLTAICO ISOL. HERP 1KV 4mm VERMELHO
5 CABO FOTOVOLTAICO ISOL. HERP 1KV 4mm PRETO
20 CABO FLEXÍVEL ISOL. PVC 6mm² VERDE 750V
30 CABO FLEXIVEL ISOL. PVC 2,5mm² PRETO 750V
30 CABO FLEXIVEL ISOL. PVC 2,5mm² AZUL 750V
2 DPS UNIPOLAR CORRENTE ALTERNADA 275 VCA 40KA
1 DISJUNTOR CORRENTE ALTERNADA UNIPOLAR 10A
1 ESTRUTURA DE FIXAÇÃO ROMAGNOLE PARA 4 MÓDULOS
4 CONECTOR MULTI-CONTACT MODELO MC4 (MACHO + FEMEA)
8 PARAFUSO SEXT. COM PORCA E ARRUELA INOX M8
4 PARAFUSO COM BUCHA PARA TIJOLO M6 FENDA
1,5 CONDUÍTE 3/4” GALVANIZADO (METROS)
1 CONSULETE TIPO T 3/4"
2 PLACA DE ADVERTENCIA CONFORME NT-BR-010

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13 – DIAGRAMA DE BLOCOS

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14 - CONCLUSÕES

O projeto de energia fotovoltaica visa viabilizar e dar as condições necessárias para a instalação
do sistema de maneira segura e correta tanto para o cliente como para a concessionária. Todos
os tópicos aqui citados foram analisados com base nesta instalação, podendo haver variações
decorrentes de mudança climática e social. Vale ressaltar que a quantidade de energia gerado
pelo sistema não é padronizado, sendo influenciado por diversos fatores de caráter
incontrolável, caso o consumo do imóvel venha a subir após a implantação do sistema
consequentemente haverá um aumento no valor da conta de energia, tal situação deve ser
repassada e acompanhada com o cliente para a extinção de problemas futuros. Conclui-se que
a obra de implantação é viável tanto do ponto de vista econômico quanto social e deve ser
acompanhada de perto durante o início da entrada em funcionamento afim de verificar se a
geração em campo condiz com a proposta informada e possíveis problemas na geração.

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Cliente: xxxxxxxxxxxxxx

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Responsável Técnico: xxxxxxxxxxxx

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