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Ano letivo 2017/2018

Ficha de Trabalho – Português - 7º ano

Nome : ______________________________ Turma:____ Nº:_____ Data: ___/___/2017

Leitura, Compreensão da Escrita, Educação Literária

A. Lê o texto com atenção:

Quando chegou o dia de Natal, ao fim da tarde, o cavaleiro dirigiu-se para a gruta
de Belém. Ali rezou no lugar onde a Virgem, São José, o boi, o burro, os pastores, os pas-
tores, os Reis Magos e os Anjos tinham adorado a criança acabada de nascer. E, quando na
torre das Igrejas bateram as doze badaladas da meia-noite, o Cavaleiro julgou ouvir um
cântico altíssimo cantado por multidões inumeráveis, a oração dos Anjos: ”Glória a Deus
nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade.”
Então desceu sobre ele uma grande paz e uma grande confiança e, chorando de
alegria, beijou as pedras da gruta.
Rezou muito, nessa noite, o cavaleiro. Rezou pelo fim das misérias e das guerras,
rezou pela paz e pela alegria do mundo. Pediu a Deus que o fizesse um homem de boa
vontade, um homem de vontade clara e direita, capaz de amar os outros. E pediu tam-
bém aos anjos que o protegessem e guiassem na viagem de regresso, para que, dai a um
ano, ele pudesse comemorar o Natal na sua casa com os seus.
Passado o Natal o cavaleiro demorou-se ainda mais dois meses na Palestina visitan-
do os lugares que tinham visto passar Abraão e David, os lugares que tinham visto passar a
arca da aliança, o cortejo da Rainha do Sabá e seus camelos carregados de perfumes, os
exércitos da Babilónia, as legiões romanas e Cristo pregando às multidões.
Depois, em fins de Fevereiro, despediu-se de Jerusalém e, na companhia de outros
peregrinos, partiu para o porto de Jafa.
Entre esses peregrinos havia um mercador de Veneza com quem o cavaleiro travou
grande amizade.
Em Jafa foram obrigados a esperar pelo bom tempo e só embarcaram em meados
de Fevereiro.
Mas uma vez no mar foram assaltados pela tempestade. O navio ora subia na crista
da vaga ora recaía pesadamente estremecendo de ponta a ponta. Os mastros e os cabos
estalavam e gemiam. As ondas batiam com fúria no casco e varriam a popa. O navio ora
virava todo para a esquerda, ora virava todo para a direita, e os marinheiros davam à
bomba para que ele não se enchesse de água. O vento rasgava as velas em pedaços e na-
vegavam sem governo ao sabor do mar.
- Ah! - pensava o cavaleiro. - Não voltarei a ver a minha terra.
Mas passados cinco dias o vento amainou, o céu descobriu-se, o mar alisou as suas
águas. Os marinheiros içaram velas novas e com a brisa soprando a favor puderam chegar
ao porto de Ravena, na costa do Adriático, nas terras de Itália.

in O Cavaleiro da Dinamarca, Sophia de Mello Breyner ©Ao Encontro das Palavras 2009 - http://vanda51-
emportugues.blogspot.com/ (adaptação).
B. Responde às questões seguintes:

1. Localiza este excerto na estrutura da obra a que pertence.

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2. O título da obra - O Cavaleiro da Dinamarca - dá-nos de imediato duas informações a res-


peito da personagem principal. Indica-as.
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3. Indica o local para onde se dirigiu o Cavaleiro da Dinamarca no dia de Natal e o que aí foi
fazer.
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4. Explicita os sentimentos experimentados pelo cavaleiro ao ouvir as doze badaladas na gru-


ta de Belém, na noite de Natal.
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5. Caracteriza psicologicamente o cavaleiro. Justificando a tua resposta.


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6. Indica o motivo pelo qual, em Jafa, o Cavaleiro ficou impossibilitado de prosseguir viagem.
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7. “- Ah! - pensava o Cavaleiro. - Não voltarei a ver a minha terra.”


7.1. Explica os motivos da afirmação do Cavaleiro.
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8. Refere os locais por onde passou o cavaleiro.


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9. Depois de a tempestade ter passado, refere o local onde os marinheiros aportaram.


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10. “Cântico altíssimo cantado por multidões.”


10.1. Identifica o adjetivo presente nesta frase e diz em que grau se encontra.

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10.2. Indica um antónimo do adjetivo da frase no grau superlativo absoluto analítico.

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11. “Depois, em fins de Fevereiro, despediu-se de Jerusalém e, na companhia de outros pere-
grinos, partiu para o porto de Jafa. Entre esses peregrinos havia um mercador de Veneza
com quem o cavaleiro travou grande amizade. “
11.1.Indica o modo e o tempo das formas verbais a negrito na frase.

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11.2. Coloca a primeira frase no pretérito mais-que-perfeito do indicativo e a segunda
frase no condicional.

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11.3. Classifica as palavras sublinhadas.
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12. Na descrição da tempestade, são utilizadas várias personificações.
12.1.Dá um exemplo, justificando a tua resposta e indicando o seu valor expressivo.

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13. Indica o hiperónimo das seguintes palavras: Jerusalém, Veneza e Ravena.

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14. Imagina que és dono da livraria e que um cliente gostaria de saber um resumo da parte
inicial de “O Cavaleiro da Dinamarca”. Reconta a história, tendo em conta o provérbio po-
pular “Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto”. Deves usar dois modos de repre-
sentação do discurso (descrição e narração) e recursos expressivos (metáforas, personifi-
cações, comparações, enumerações e adjetivação expressiva).

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