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Nº 14 | OUTONO INVERNO | 2010 | 2,5 EUROS

FICHA TÉCNICA
PROPRIEDADE
LA MAG, LDA.

MORADA
CAMPO GRANDE 3 A-B
1700-087 LISBOA
CONTR. 507657586

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JOANA GARIN
joanavzgarin@gmail.com
T. +351 91 399 50 00

DIRECTORA EDITORIAL
ANA MESQUITA
WHEN e lond
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EXPOSIÇÃO A NÃO PERDER c s
amsorriso@gmail.com por bar r o
Retrospectiva de Paul Gauguin o n t e iro de
CHEFE DE REDACÇÃO
m
CLÁUDIA CANDEIAS na Tate Modern
lalacandeias@gmail.com
T. +351 21 458 04 58
34
EDITORA DE MODA
ISABEL BRANCO
isabelbranco2@sapo.pt
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de Barros
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RICARDO TADEU BARROS os mel s da casa Abriu-nos as portas da sua casa
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AT E L I E R
WWW.TTDESIGN.PT Ewan McGregor, Sean A princesa da cool Britannia
R. BRITO PAIS 14C Connery e Jude Law 44
2775-172 PAREDE
T. F. +351 21 457 09 55 Os três ícones do cinema britânico
10 O que é que a Central
FO T O G R A F I A
artur cabral Saint Martins tem?
ISABEL PINTO LONDRES EM PORTUGUÊS Espaço de formação de alguns dos mais
luciana cristhovam
Pedro Ferreira Paula Rego, Beatriz Batarda, Sofia marcantes nomes da actualidade
TERESA AIRES Escobar, Margarida Palma e a cicatriz 48
C O LAB O R A D O R E S
que Londres lhes deixou
ALDA ROCHA 14 WILL YOU DANCE WITH ME?
ANA CRISTINA LEONARDO
Ana Esteves
Imagens encantadas da colecção
ANABELA MOTA RIBEIRO BRITISH CLASS de Inverno LA Woman
CARLA NASCIMENTO RIBEIRO
Helena Mascarenhas
As mais inspiradoras 50
HELENA SACADURA CABRAL mulheres de Londres
INÊS PEDROSA
ISA CLARA NEVES
16 SAVE THE QUEEN
JOANA AMARAL CARDOSO Casa Batalha
JOANA CATARINO
mica cabral GOSTO – NÃO GOSTO Uma colecção majestosa
RUI TENDINHA Por Margarida Marinho 56
SIMONNE DORET
SOLANGE COSME
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TERESA MARÇAL GRILO SHOPPING DE NATAL
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Fique a conhecer os melhores se sinta bem todo o Inverno
restaurantes da capital 88
28
RECEITAS DE NATAL
Shop ‘till you drop Segredos partilhados
Os locais míticos e os projectos pelo Chef António Runa
mais recentes, para fazer compras e o Chef António Latas
de outros tempos 100
32
ESSENCIAL_MENTE
Em conversa com o Embaixador
António Monteiro
106

Happy as
r i s t m
Ch
C A PA
MANEQUIM_daria
(karacter models)
FOTOGRAFIA_PEDRO FERREIRA
REALIZAÇÃO_ISABEL BRANCO
Editorial//lamag
Os contemporâneos são efectivamente e até hoje
os ingleses que fizeram as canções, as roupas, os
automóveis, o design e a moda pop.
Com toda a aura de fleumas e requintes
monárquicos, com os rigores da Scotland Yard
(polícia metropolitana de Londres) e a virilidade
atlética e sedutora de James Bond, com o humor
negro e nonsense predominante nos Monty Python,
nenhum outro povo na Europa é mais popular do
que os ingleses, tanto pelo idioma que disseminaram
pelos quatro cantos do globo, como pela vivacidade
com que se promovem e negoceiam.
© artur cabral

o maior,
Sou portanto uma filha do movimento gerado pela
beatlemania que alterou radicalmente a estrutura
musical da história do século XIX, encarnando
os ideais progressistas da década de 60, estendendo

o menor
a sua influência ao planeta e abrindo caminho
à música e à cultura populares como ainda hoje
as consumimos, cinco décadas volvidas.

eo
E apesar de os Beatles serem originários de Liverpool,
é de Londres que parte o seu sucesso. Por isso, fazer
uma edição da LA Mag sobre a grande metrópole
britânica é entrar num universo de hippies de luxo

sustenido
– como são quase todos os ícones do cinema e da
beleza em terras de Sua Majestade, desde Jane Birkin
a Kate Moss, e penetrar os terrenos da aristocracia
e dos mercados de rua. Observar os truques da
diplomacia, um misto de snobismo e descontracção
como só eles sabem viver – «I don’t take coffee
ana mesquita I take tea my dear/A gentleman will walk but never

A
run», diz a letra de uma música de Sting. É por
fim desembocar no espírito de um povo orgulhoso
de si, desde o hino à bandeira mais fotogénica
primeira canção que entre os estandartes do mundo. E é entrar também
trauteei, ainda mal nos ambientes de decoração de Natal que, desde
articulava a fala, nos idos a época vitoriana, conferem às casas aquele look de
finais da década de 60 chalé romântico, onde há biscoitos de manteiga,
e numa terra chamada cães e cavalos, galochas à porta, camisolas de
Mocuba, rodeada de malha entrançada e vasos de metal carregados
plantações de chá, ou de flores silvestres.
de tea, foi composta por Se por acaso a esta altura já está a cantarolar o
Paul McCartney e tinha “Jingle Bells”, saiba que isso nos agrada. Não porque
um refrão bobinho, como Portugal não esteja também carregado de inúmeros
dizem os brasileiros, mas embriagante: Oh bladi oh símbolos e figuras motivadoras de orgulho, como verá
blada., life goes on. que as páginas desta revista espelham, mas porque
Conta-se que havia um músico nigeriano muito quisemos levar-lhe o que de melhor descobrimos
conhecido nos bares de Londres, chamado no país que tem connosco a mais antiga aliança
Jimmy Scott, que sempre que via McCartney da história e onde George Harrison compôs aquela
o cumprimentava com a frase: «Ob-La-Di, que é para muitos – logo aos primeiros acordes – a
Ob-La-Da, Life goes on, bra» [a vida vai bem, irmão]. obra-prima da banda: «Here comes the sun, do do
E foi isto que os Beatles e os seus conterrâneos do do».
fizeram magistralmente: ouvir as coisas que o Esperamos todos na Lanidor que esta quadra lhe
povo diz, cantando-as para o povo. Devolvendo ao traga o sol, o maior, o menor e o sustenido, todos
povo a importância e a força da sua simplicidade. para si. LA

6
ANTES DE MAIS
A dança La Mer marítimas mais ocultas e serve para
tratar a área do contorno dos olhos,
Há cremes com sorte, que nascem
ao som simulado do bater das propensa à acumulação de fluidos
ondas do mar, como é o caso e ao aparecimento de papos.
dos La Mer. As algas que são Com o uso regular, o creme conforta
a base destes produtos cosméticos, a pele e hidrata em profundidade.
biofermentam ao longo de três Ao fim de algumas semanas reduz
a quatro meses embaladas pela linhas e rugas, atenua os papos
música do mar. O novo The Eye e fortalece a pele, que fica protegida
Balm Intense foi concebido desta de danos futuros.
forma, com algas das profundezas Inspira confiança.

Um gesto
é muito
«Se a vida te dá limões, faz
limonada.» Esta frase remata um
e-mail de Margarida Pinto Correia
e ficamos com a certeza de que
seria capaz de fazer omeletas com
cascas de laranja se lhe pedissem,
só para ajudar uma criança entre
as muitas que tem acolhido e
hmoa scriaà vimsanta a
ajudado ao logo da última década
através da Fundação do Gil, à qual
Souan
ndo u
tura hu
nho e sobre
«Q nde so
ara um gra
preside. A fundação dá apoio em desperta p rç a de sua alm
a,
da a fo vor.»
quase 100 hospitais públicos em ele lança to conspira a se u fa
e rs o ma
obras de remodelação, cirurgias todo o u n iv mbém o le
no estrangeiro e aquisição de é d e G o ethe, e é ta d o n o s
A fra se reali za
equipamentos; e entre muitas e p re si d e ao trabalho d o s S o n hos,
qu pela Terr a
tr ê s a n o s
actividades construiu um centro últimos m ajudado
ação que te
de acolhimento temporário
pré-hospital. Através deste site
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a realizar ce
ntenas de
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Desperdício
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O facto de
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ossível,
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conhecer as actividades da fundação. crónicas. « in a ra m p Incontáveis refeições completas são
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– dos 0,60€ da chamada 0,48€ d a - o s a a creditar ta s V it a l, em supermercados, restaurantes, etc.,
aju Feza
ta Frederico
revertem para a Fundação do Gil. cura», con o ci a çã o. por causa de uma norma comunitária
da ass s.
Está a um gesto de ajudar. presidente adossonho de 2002 que não permite que, toneladas
a a h tt p :/ /www.terr u b ra
Aced l e desc de comida - que fica em panelas
ativos.htm torne-se
org/pt/don ça um donativo ou ou recipientes fechados - seja dada
Fa a
como aju d a r. ter uma fest a quem dela tanto precisa. Consulte
Milagre or de so n h os como o de h ec er
realizad ião, con este site http://www.peticaopublica.
e andar de av
da escrita com palhaços ting ou o Cristiano Ronal
Sp or
do, com/?pi=Cidadaoortugueses com fome.
Escreve como se cantasse e junta o plantel do Sobretudo as crianças.
dia num spa.
metáforas umas às outras para ou passar um
suavizar a realidade. Quem já teve
o prazer de o ouvir, naquela melopeia
de português africano, saberá
WOLKSWAGEN EOS
A Wolkswagen vai lançar em Fevereiro de 2011
do que falo. Está aí o novo romance
o modelo Eos , descapotável de tejadilho rígido
de José Eduardo Agualusa, intitulado
e inteiramente fabricado pela Autoeuropa,
“Milagrário Pessoal”, no qual
em Palmela. A empresa está duplamente
a páginas tantas se pode ler, «naquela
de parabéns: pelo modelo Eos que aqui vemos
noite aconteceram tigres e foi assim
no tom mousse de chocolate, e ainda pelo
pelo país inteiro. Na  cidade de São
aumento dos salários dos funcionários
Paulo da Assunção, a que os mais
de quase 4%. Um exemplo de gestão
antigos, como eu, ainda dão o nome
em tempos de crise!
de Luanda, uma centena desses
grandes gatos silvestres cruzou
com suas ágeis patas de veludo
a dormência da Ingombota. Muitos
os viram. O lume dos olhos riscando
o terror da madrugada, detendo-se
aqui para cheirar as brasas de uma
fogueira já quase extinta, ali para
sorver a fatigada lama de alguma
cacimba». Gosto e recomendo.
7
ContributoS//lamag

artur
Luciana cabral
Cristhovam

© teresa aires

© teresa aires
antónio
runa antónio
latas

bruno
cossa
CHEF
ANTÓNIO LATAS
Luciana
A
paixonado pela estética de
um prato, pela frescura dos
Cristhovam ingredientes e pelo poder

É
de São Paulo - Brasil mas das novas ideias, António Latas
vive em Lisboa desde 2005. não pára de criar. «Na cozinha te-
Começou a fotografar em
1999, influenciada pelos estudos
BRUNO nho ideias a toda a hora», expli-
ca este chef que estudou Pintura
de artes plásticas. É uma apaixo- COSSA
A
e teve na avó um exemplo a seguir:
nada  por fotografia, artes, moda, pós ter terminado o cur- «Foi a melhor cozinheira de gas-
música, família, amigos e uma so de Turismo com ênfase tronomia tradicional portuguesa
boa conversa, gostos que atribui em hotelaria, Bruno partiu que conheci.» Teve boas experi-
ao seu estilo de trabalho. «Minha rumo a França. Queria aprender ências nas Pousadas de Portugal,
vida é um roteiro de um filme de francês, mas logo surgiram opor- no Vila Vita, no Museu de Arte
Tim Burton, louca e por vezes sem tunidades de trabalho e o mun- Antiga e, mais recentemente, num
sentido, mas cheia de enredo e do abriu as portas a este jovem projecto com Fausto Airoldi com
história...» E é assim que gosta de apaixonado pela alta gastronomia quem trabalhara na Madeira. Ago-
ver o seu caminho... Cada dia uma francesa, pelas viagens e pela ho- ra está de volta aos LA Caffé , desta
nova aventura. telaria de luxo. Como todo o bom vez como chef e mais inspirado do
brasileiro, adora futebol – torcen- que nunca.
do pelo Corinthians – e a música
do seu país. Músico profissional,
ARTUR com dois álbuns gravados, a mú-
CABRAL sica hoje é somente um hobby pra- CHEF

A ANTÓNIO RUNA
pesar de ter nascido em ticado com frequência nos mo-

E
Lisboa, passou parte da in- mentos de lazer. Fala seis línguas, streou-se no métier aos
fância entre Portugal, Tan- morou em diversos países da Eu- 20 anos e já foi chef de diver-
zânia e Marrocos. Licenciou-se ropa, fez uma pós-graduação em sos restaurantes de renome
em Arquitectura em 2002. O con- Paris, em Marketing and Manage- (CCB, Nobre, Trigo Limpo, entre
tacto com os diferentes ambien- ment for Luxury Business e tem outros). Diz que cozinhar é um
tes, espaços, luzes e texturas levou uma carreira verdadeiramente in- enorme prazer, que a avó e a mãe
a que criasse a sua maneira muito ternacional. Já trabalhou no Brasil, têm culpa desta paixão, que os se-
própria de ver o mundo. Surgiu nos Estados Unidos, nas Caraíbas, gredos na cozinha são para guar-
a paixão pela fotografia. Actual- em França e, agora em Portugal, dar bem guardados e que os LA
mente divide o seu tempo entre novos desafios o esperam. Actual- Caffé, onde está desde a fundação,
a arquitectura e a fotografia, duas mente responsável pelo SPA e pe- são um projecto de vida. Pratica
formas de mostrar aos demais o los restaurantes do grupo Lanidor, uma cozinha de autor com ten-
mundo como o vê! Bruno será o director do LA Hotel. dências de fusão.

Parceiros Cartão Lanidor


Arteh • Avis • Cofina Media • Cort & Cose • Flor • Fnac • Fundação Serralves • GeoStar • House Maid • Jardim Zoológico
Jean Louis David • L’occitane • Lusomundo Audiovisuais • Oceanário De Lisboa • Optivisão • Papelaria Fernandes
Perfumarias Barreiros faria • clínicas Persona • Pousadas De Portugal • Wall Street Institute

8
WHO//lamag

sir thomas sean connery


tornou-se célebre nos anos
60 quando interpretou o
papel do agente secreto do
mi-6, criado pelo escritor ian
fleming. foi ele que inventou
a verdadeira persona de
james bond. 10
© Michael O’Neill / Corbis Outline / VMI

Dois
escocESES
e um
londrino
São três ícones do cinema. Todos eles têm um estilo
próprio, entre o mais clássico e uma aura mais
casual. Talvez passe por eles a combinação mais
eclética de um ideal de homem britânico do cinema.
É impossível ignorá-los

S
rui pedro tendinha
ão três ho- carisma próprio. Integridade é
mens que o verdadeiro denominador co-
marcam o mum. Naquilo que faz deles es-
estilo britâ- trelas de cinema intemporais está
nico. Ewan evidentemente uma resenha de
McGregor um ideal de masculinidade bri-
é escocês, tânica. Veja-se a dureza de Con-
fala com nery quando veste o hábito em
um sotaque “O Nome da Rosa”, a frieza de
d e m a rc a d o McGregor em “O Escritor-Fantas-
mas consegue ser sempre versátil ma” ou a secura de Law na pele de
no cinema. Sean Connery tam- Watson em “Sherlock Holmes”.
bém é escocês, daqueles verda- Sean Connery, que recentemente
deiramente patriotas e foi con- anunciou a sua reforma oficial,
siderado o homem mais sexy do tem muitas vidas de cinema. Co-
mundo quando tinha 60 anos. meçou em alta, esteve congelado
Por fim, Jude Law, esse sim in- e voltou com o mais eficaz dos
glês de gema, um londrino que é comebacks em Hollywood. Ele que
agora precisamente um dos ho- inventou a verdadeira persona de
mens mais desejados do mundo. James Bond, ele que parecia que
Juntos representam uma diversi- tratava com dureza as mulheres.
dade daquilo que se compreende Mas Sean Connery sempre foi
como o homem britânico. Entre um gentleman. Daqueles artistas
eles há masculinidade, sensibi- em que o lado áspero funciona-
lidade e punch. Punch é algo que va como moeda de charme. Uma
não se traduz, sente-se. E qual- vez, numa antestreia-evento de
quer um destes actores tem um “O Rochedo”, em Alcatraz, na

11
WHO//lamag

© corbis vmi
jude law,
um londrino

© GETTY IMAGES
que adora
divertir -se
e é agora
um dos
homens mais
desejados
do mundo

ewan
mcgregor,
o actor
escocês
que fora
das telas é
conhecido
por ser um
motoqueiro
convicto,
amante das
grandes
viagens ao
volante

Os clu bes de
Londres do prisão lendária, testemunhei a Menos casual mas mais fashion
Ma yfair sem forma como desfilou a humildade
genuína quando ficou numa fila
victim é Jude Law, alguém que
parece adorar ter as luzes sobre
Jude Law não para o jantar volante. Enquanto
esperava deixava-se fotografar
si, mas que é capaz de me olhar
olhos nos olhos e dizer-me que

são os mesmos . com todos e assinava autógrafos.


Nicolas Cage, que estava no even-
é complicado pagar as contas e
ser um pai divorciado. A sua voz
to, não foi visto perto do buffet… cada vez mais rouca é também
O homem O outro escocês célebre, Ewan
um rótulo real. Se quisermos, o
que ele faz em “Alfie”, crónica
gos ta de McGregor, pinta uma outra arte
de sedução. Fora das telas é co-
de um mulherengo incorrigível,
é um arremesso de um jogo de

se diver tir . nhecido por ser um motoquei-


ro convicto, amante das grandes
espelhos. Mas Jude é também a
possibilidade de um actor poder
viagens ao volante. Dessas via-
E diver te- nos gens já saíram séries de TV e li-
vros. Apesar de ser casado com
ser também uma figura da cultu-
ra pop. Os clubes de Londres do
Mayfair sem ele não são os mes-
qu ando diz : uma francesa há muitos anos,
não tem preconceitos em assu-
mos. O homem gosta de se di-
vertir. E diverte-nos quando diz:
«Nu nca saberia mir um comportamento provo-
cante: diz que adora maquilhar-
«Nunca saberia vender-me como
símbolo sexual. Não fui progra-

vender -me -se e já criou mais que uma vez


personagens gay. Seja como for,
mado para isso.» Talvez seja efei-
to das noites loucas que passou
tem uma fleuma muito própria,
como símbo lo conforme se detecta quando sorri
na companhia de Ewan McGregor
na Londres nos anos 90, quando
a cantar para Nicole Kidman em eram roommates… E enquanto a im-
sex ua l. Não fui “Moulin Rouge” ou quando recria
o sotaque muito inglês de Alec
prensa se entretém com a reapro-
ximação e o pedido de casamento
programado Guinness na nova série de “Star
Wars”. Em breve vamos vê-lo
a Sienna Miller, o seu prestígio
fica cimentado quando na agenda
para isso » na comédia gay” Beginners”, de
Mike Mills.
tem os novos projectos de Steven
Soderbergh e Martin Scorsese. LA

12
WHO//lamag

© carlos pombo
LONDRES
PORTUGUÊS
p
anabela mota ribeiro

Estimulante, cosmopolita, aula Rego tinha 17 anos quando o pai, um

desafiadora, agreste, engenheiro anglófilo, sentenciou:


«Vais-te embora daqui. Isto não é
paula rego
endireita a sedutora, subversiva. terra para mulheres.» A terra era um
Portugal provinciano que impedia as
ninfa d’agua
na reserva
da casa das
Os adjectivos, mesmo mulheres de se deslocar ao estran-
geiro sem autorização escrita do ma-
histórias
os superlativos, não rido. Era um Portugal que incitava as
mulheres aos lavores e à vida domés-
são suficientes para tica. A pintura eram flores recolhidas

falar do fascínio que há pouco e naturezas mortas de cores delicadas.


Foi estudar Pintura para Inglaterra. Frequentou uma
suscita em artistas de escola onde as raparigas ficavam a assistir ao que os
rapazes diziam. (Os rapazes: Lucien Freud, Francis Ba-
todo o mundo. Londres con, Victor Willing.) Se exceptuarmos um período en-
tre o fim dos anos 60 e o começo da década seguinte,
funciona como epicentro que passou em Portugal, Dame Paula Rego fez a sua vida
na capital inglesa. «Fala-se muito da minha infância e
de uma velha Europa, da minha juventude em Portugal, mas eu vivo em Lon-

Babel de um mundo dres há muitos, muitos anos. Gosto de viver em Lon-


dres. Todos os meus estudos, o meu treino como artis-

em transformação. ta, foi feito cá. Seria muito diferente se fosse em Por-
tugal. Estou muito ligada à arte de ilustração inglesa.
Quem chega fica Alguns pintores ingleses, como o Hogarth, têm imensa
influência em mim.» E depois, há a vida de todos os
tocado. Beatriz Batarda, dias: «Viver em Londres tem importância. Porque eu
apanho o autocarro todas as manhãs e tenho dez na-
Sofia Escobar e Margarida cionalidades diferentes naquele autocarro. Gosto dessa

Palma falam da cicatriz variedade, dos fatos diferentes, das línguas diferentes,
da individualidade de cada pessoa. Embora seja peri-

que Londres lhes fez gosa, por vezes, porque há muitas facas...» (Paula Rego
em entrevista publicada na “Egoísta”)

14
sofia escobar

a
atracção que Londres exerce sobre quando estamos agarrados àquilo que
artistas de diferentes áreas é imensa. não está presente, seja a família, seja a rua
Beatriz Batarda, Sofia Escobar onde vivemos em Portugal ou os amigos
e Margarida Palma pertencem que lá ficaram. Passei a gozar o presente
a uma geração diferente da de Paula e o inesperado, como os novos amigos,
Rego, mas encontram na cidade uma as novas lojas, as ruas, os cinemas e
inspiração permanente. Artists love tudo aquilo que se descobre quando não
London, sim. Beatriz Batarda quis ser estamos à procura do que nos é familiar.»
actriz e foi estudar para a prestigiada A artista plástica, que regressou a
Guildhall School of Music and Drama. Portugal há dois anos e pratica o desenho
«Ter escolhido Londres para ser a como disciplina nuclear do seu discurso
primeira cidade a habitar, depois de artístico, aponta o percurso predilecto
Lisboa, já de si, é uma decisão marcante. na cidade: «A distância compreendida
Fi-lo numa idade também marcante de entre London Bridge e South Bank
transição para a idade adulta. Guardo Centre. O importante não era apenas o
a descoberta de que um mundo é do sítio, mas tudo o que acontecia até lá
tamanho que entendermos e que a nossa chegar. Passava pelo Borough Market (o
importância no mundo é, também, a melhor mercado orgânico de Londres),
que entendermos. Aprendi a sentar- pela Tate Modern, pela Hayward Gallery

© bernardo sassetti
-me no chão de uma entrada de museu e finalmente chegava à minha outra casa:
para ouvir um concerto; e a cultivar o o National Film Theatre. Pelo caminho
concreto, tanto no trabalho de actor ficavam cafés, livrarias, lojas, o Tamisa
como na vida familiar. Ou seja, desisti e os barcos, sempre ao lado.»

s
de viver a inquietude da aparência.»

s
ofia Escobar tem um fascínio pela
ofia Escobar aprendeu em Londres Catedral de St. Pauls (a catedral bolo
a acreditar em si própria. Não é de noiva onde casaram Carlos e
coisa pouca. A cantora e actriz, Diana). “Adoro atravessar a ponte
protagonista de musicais do West do Milénio e passear pelas margens do
End, (o que lhe mereceu uma nomeação Tamisa. Aos domingos de manhã uma beatriz batarda
para o reputado prémio Olivier), das minhas actividades preferidas é
regressou aos palcos com “O Fantasma encontrar-me na zona com as minhas
da Ópera”, depois de ter sido Maria, em melhores amigas para um pequeno-
West Side Story. À LA Mag confessa: -almoço tardio e um passeio pela
«Viver em Londres fez-me sentir que cidade.»

o
se trabalharmos por um sonho, um
objectivo, este está sempre ao nosso s circuitos preferidos de Beatriz
alcance. Vim para cá estudar com uma Batarda oscilavam consoante
mala cheia de sonhos! A realidade que as estações do ano. «Os Kew
se seguiu, às vezes, parece-me tirada Gardens e os Kensington Gardens
directamente de um conto de fadas. A para passeios em dias de Primavera e
vida em Londres também me fez dar mais Verão. No Inverno, um percurso mais
valor ao meu país; somos grandes na urbano, por Spitalfields Market e Brick
coisa que é para mim mais significativa: Lane’s Market, almoço perto da Old
o calor humano.» Truman Brewery, e depois Hoxton

m
Square e White Cube. Mas o lugar de
argarida Palma encontrou em consolo sempre foi a National Gallery of
Bartolomeu Cid dos Santos, Art em Trafalgar Square, onde se pode
gravador de excepção, um beber um chá a olhar para um belíssimo
mestre. Foi sua assistente painel da Paula Rego.»
palma fite ,

o
na Universidade de Camberwell. Viveu arida a
mar g e n h o a g r al
em Londres cinco anos de descoberta, painel “O Jardim de Crivelli”, s o, des gem digit ?
to r
e ima this
de si própria e dos outros. «Partilhei obra imensa que se pode ver sobr i feel like
y d o
vários apartamentos com pessoas muito no restaurante do museu, é wh 2006
diferentes, de países tão distintos como sintomático da importância que
o Japão, a Índia ou a Alemanha. Aprendi Paula Rego tem no mapa artístico inglês.
que podemos sobreviver em qualquer A geografia da artista? Paula vive e
lugar. O que não é possível é sobreviver trabalha no Norte de Londres. LA

15
WHO//lamag

© getty images
© corbis vmi
k ate carey mulligan,
intrins moss, “a nova musa de
eca hollywood”
inspira mente
dora

© corbis vmi
r i t
B lass i s h
c
© corbis vmi

alda rocha
© corbis vmi

eleita alexa chung, uma


atson,
emma w ica com mais das mais importantes
n
a britâ e 2010 pel a trendsetters da
d
estilo “gl amour” actualidade
r e v ist a
© corbis vmi

16
de moda, e criou uma marca de roupa,
keira k a Twenty8Twelve.
encan nightley, a Desconhecemos o que pensa Alexa
t
que se adora actriz
estreo
u ainda Chung da criatividade de Sienna, mas
crianç
a não é de menosprezar o seu parecer.
A modelo e apresentadora de tele-
visão é reconhecida como uma das
mais importantes trendsetters da ac-
tualidade. Exímia a fazer recriações
improváveis, tanto torna quotidianas
peças que imaginamos em cenários
próprios da solenidade da Casa Real
como dá novo uso a uma peça vintage, Clássicas,
de tal modo que inspirou a Mulberry
a criar uma mala com o seu nome.
vanguardistas,
alternativas?
Passadeira vermelha
De volta ao universo do cinema, de- Não as podemos
paramo-nos com “a nova musa de
Hollywood”. Assim mesmo a consi-
espartilhar num
derou Miuccia Prada, enquanto para só adjectivo.
Anna Wintour, a carismática editora
da “Vogue” americana, é provavel- Kate Moss,
mente a única actriz a merecer elo-
Sienna Miller,

O
gios, basta ver a edição de Outubro.
Nem parece que a carreira de Carey Alexa Chung,
olhar de Mulligan começou há apenas cinco
m i ú d a anos, para logo em 2009 ser nomea- Carey Mulligan
continua a da para o Óscar de Melhor Actriz Se-
l e m b ra r - cundária por “Uma Outra Educação”.
ou Emma
nos a in- No filme da sua estreia vimo-la con- Watson são
separável tracenar com outra das nossas eleitas
compa- e não as conhecêssemos de outros das mais
nheira de cenários e diríamos que só podiam
Harry Pot- ter vivido na época de “Orgulho
inspiradoras
ter, mas e Preconceito”. Na verdade o mun- mulheres
a actriz Emma Watson está tão dis- do parece ter dado conta de Keira
tante do uniforme de Hogwarts, essa Knightley num cenário de grande de Londres.
afamada escola de feiticeiros, que contraste com a sua feminilidade,
foi o rosto da campanha da Burberry precisamente “Piratas das Caraíbas”.
E, concorde-se
sienna miller,
que se juntou
Prorsum. E em Setembro deixou um Mas já muito antes de Hollywood a ou não, que
rasto de elegância na sua passagem ter embarcado num navio de corsá-
à sua irmã
savannah e pela London Fashion Week, o que rios que vinha construindo a sua car- a divergência
criou uma lhe terá valido uns pontos extra para reira, tendo-se estreado ainda crian-
marca de
a revista “Glamour” a eleger a britâ- ça. E enquanto esperamos por voltar
só aguça o
roupa, a
twenty8twelve nica com mais estilo de 2010. Sien- a vê-la juntar-se com Carey, quando apetite, há uma
na Miller, apesar de na verdade ter estrear “Never let me go”, o vestido
nascido nos Estados Unidos, também verde da atormentada Cecilia de “Ex- palavra que
ficou nos lugares cimeiros desta lis- piação” persiste na nossa memória
ta. Mas a terra natal não passa de um no corpo de Keira Knightley. as identifica:
mero pormenor quando se vive em
Londres desde tenra idade e há mui-
Quanto a Kate Moss, basta dizer que
este Inverno se quer boémio-chique, classe
to que a capital britânica a acarinha tão à sua imagem e semelhança. Ca-
como uma verdadeira súbdita de Sua belos naturais aparentemente em de-
Majestade. Antiga modelo, sempre salinho compõem um retrato de des-
mostrou uma relação de verdadeira contracção estudada que tem a sua
adoração pela moda, tendo aceite o assinatura. E fosse outra a sua opção
desafio da Pepe Jeans para passar para e rapidamente criaria uma tendência
o outro lado. Juntou-se à sua irmã - o poder de quem é intrinsecamente
Savannah, ela própria desenhadora inspirador. LA

17
WHO//lamag

© antónio marinho
gosto
não
gosto
Actriz que gosta, que não
gosta, et cetera e tal.
Que gosta de trabalhar,
sim, mas gosta mais
do cheirinho a aeroporto.
Gosta muito de asas,
sim, de todas as que
servem para voar

G
Margarida Marinho

osto do além to de hortelã, manjericão e orégãos. Não gosto


mas não gosto de mãozinhas, orelhas e outras extremidades.
do distante. Não Gosto de ouvir verdades. Por vezes não gos-
gosto do berran- to de saber das verdades. Gosto de não saber
te. Gosto de ou- as horas mas gosto de relógios. Gosto de jar-
vir, pedir e en- ros, rosas, glicínias e buganvílias. Não gosto de
cantar. Gosto de trevos nem de cravos. Gosto de azedas. Gos-
amar. Gosto de to de alamedas e de esquinas. Gosto de virar
malta, de ma- a cabeça por causa dum assobio. Gosto de me
gotes e de risos. libertar. Não gosto de vinho branco. Gosto de
Gosto de estar todas as cores do vinho tinto. Gosto do Dou-
calada. Gosto de pedidos, doces e informais. ro, da terra, das gentes, de todos os cheiros que
Gosto de jornais. Gosto de mim. Gosto cada fazem o Douro. Gosto de rios e que me levem
vez mais de vocês. Cada vez menos de você para fora de pé. Não gosto de esperar sentada.
isto, você aquilo e não tem de quê. Gosto de Gosto de uma boa dentada. Gosto de gengibre,
ser mãe, do ser materno. Gosto de abraços e de limão, laranja e de todo o mundo cítrico. Gos-
abrir janelas. Não gosto de pancadas nas cane- to de cheirar e de ser cheirada. Até pode ser
las, nem nos nós dos dedos. Gosto de peque- deitada. Gosto de julgar que este mundo ainda
nos segredos quando os segredos não matam tem remédio. Não gosto do cheiro a pipoca na
os outros aos bocados. Gosto de ser filha. Gosto sala escura do cinema. Gosto de crescer. Gos-
de acordar, abrir os olhos aos poucos e da pri- to doutras dimensões. Não gosto de entreter.
meira imagem. Não gosto de miragens. Gosto Gosto de merecer. Gosto de mimos, carinhos
do cheiro a filhos que nunca me larga. Nem o e recadinhos e da restante panóplia dos amo-
alho, nem a cebola e nem os coentros. Gosto res: cartas, telefonemas, poemas, suores, ar-
de sentimentos. Não gosto de verde-azeitona. dores, memórias, surpresas, esperas, recados,
Gosto de vir à tona depois da tormenta. Gos- e et cetera e tal. Que não me levem a mal. LA

18
WHO//lamag

Brilharão os meus olhos mais do que todas as


luzes da cidade?
Londres é para mim essa cidade romântica que
não parece ser, precisamente porque não pare-
ce ser. Regresso dela com a memória de pessoas
que nunca poderia ter conhecido porque nun-
ca existiram, o Orlando hermafrodita e ávido de
Virginia Woolf, o extraordinário Oliver Twist de
Charles Dickens, a princesinha Sarah (outra Sa-
rah) da minha infância, transformada em escrava
pela directora do colégio assim que se tornou órfã.
A pequena Sarah aprendeu a transfigurar rataza-
nas e fome em amigos e banquetes, como a Sarah
de Graham Greene aprendeu a fazer da ausên-
cia uma forma superior de entrega. E o pequeno
Oliver a não desistir da vida, por mais torturante

Os meus
e miserável que lha tornassem. Cresci em Lon-
dres, sem nunca lá ter morado. Dizem-me que é
a cidade das compras, mas as únicas montras em
que me fixo ali são as das livrarias e alfarrabistas,
imensos, que arrastam consigo um cheiro a livros

amigos
velhos e a música dos livros folheados que é um
sinal certo de aventura sem fim.
Gosto dos jardins de Londres, onde as pessoas se
deitam sobre a relva semi-nuas assim que um raio

londrinos
de sol surge para as acariciar. Em Picadilly, vejo
Caetano Veloso cantando “London, London” em
cada autocarro vermelho, a cor da saudade que
ele teria do Brasil, nesse final da década de 60,
exilado da ditadura. Entro na biblioteca e lembro-
-me desse dia, nos idos de 40 do século passado,

H
em que barraram a entrada a Mrs Virginia Woolf
INÊS PEDROSA porque o marido estava fora e não podia assinar
a declaração que lhe permitiria entrar no templo
á uma frase que do saber. Na porta de uma mansão vitoriana vejo
me acompanha por May Bartram dizendo a John Marcher, olhos nos
todas as ruas de olhos, na primeira das suas muitas despedidas:
Londres: «People «Então eu fico à espera consigo.» Que esperava
can love without John Marcher? Esperava «qualquer coisa que se
seeing each other, preparava para lhe sair ao caminho, como uma
can’t they?» Nas fera pronta a formar o salto na selva». Uma pai-
brumas de Londres, xão, provavelmente – que teria de ser anunciada
passeia comigo uma como um incêndio de proporções avassaladoras.
mulher chamada Será preciso que May morra para que John en-
Sarah, que um dia, vendo o homem que amava tenda, diante da sua campa, num cemitério de
caído no chão, depois de um bombardeamento, Londres, que a fera na selva estava ali, no cora-
prometeu ao seu Deus desistir dele em troca ção daquela mulher que se habituara a conside-
da sua ressurreição. A Sarah e o Maurice de rar parte de si, demasiado íntima e familiar para
Graham Greene, esse romance sublime chamado poder ouvir-lhe o rugido ardente. Este par de “A
“The End of the Affair”, são os meus Romeu Fera na Selva” de Henry James – o americano que
e Julieta particulares, e Londres é o território decidiu fazer-se inglês – deambula comigo pela
desta inigualável paixão. Sim, as pessoas podem noite dos pubs e pela alegria leve dos musicais.
amar-se às cegas, viver uma com a outra sem Em Londres, nunca me lembro da realidade real,
que ninguém saiba, por dentro do silêncio e da nem me sinto turista, compradora, compulsiva,
ausência, suportando a árdua dúvida que, a cada moderna. Tenho vivido lá a vida inteira, com pes-
dia findo, rasga a silenciosa respiração do amor: soas que nunca existiram ou existem demasiado e
será que ele ainda me traz dentro do seu corpo? me fizeram descobrir quem sou. LA

20
WHERE//lamag Emma
Willis
A melhor loja para
comprar gravatas e
camisas de homem
66, Jermyn Street

© Isabel pinto
© isabel pinto

O Mapa de
londres ana esteves
Papo d’Anjo
Catherine
O mundo de Para vestir as crianças,

Monteiro de Barros passa claro que não vou


mais longe do que
pela Noruega, onde tem a nossa loja, no Harrods

as raízes maternas, pelas


memórias de infância nas Ladurée
florestas do Wisconsin, EUA, Uma casa de
chá onde gosto
e pelo país do marido, Portugal, de ir também
onde viveu 11 anos e onde criou pelos deliciosos
macaroons,
a marca Papo d’Anjo. no Harrods

Mas desde que foi viver


para Inglaterra, em 2002,
a capital do seu mundo
é Londres. Aqui só para nós,
apontou no mapa da cidade
os seus locais de eleição
22
a imagem é uma cortesia do The royal Academy of art
The Royal Liberty
Academy of Arts of London
Quando tenho algum tempo
Para encontrar
livre, é um dos meus locais
acessórios
preferidos para ver uma
perfeitos, não
exposição
há melhor sítio
Regent Street
Hyde Park
Para mim, é o mais fantástico parque urbano
do mundo. Adoro a serenidade de outros tempos
combinada com as actividades contemporâneas,
como os cavalos londrinos, as bicicletas, o
jogging... Numa viagem a Londres, é obrigatório
fazer uma longa caminhada de uma ponta
à outra do Hyde Park, para sentir e compreender
realmente este importante coração da cidade

© LISA LINDER
Claudio
É o melhor cabeleireiro
que conheço. Está no
Urban Retreat,
no Harrods

Bibendum Oyster Bar


Gosto do pão delicioso e também do marisco,
muito simples, nesta garagem Art déco. Um sítio
Victoria prático para um almoço tardio em dia de compras
na Conran Shop. Michelin House, 81 Fulham Road
and Albert
Museum
Também gosto
do V&A. Tem a
particularidade de
juntar a cultura com
uma das melhores
gift shops de Londres

Daylesford
Organic
Aconselho-o pelas
suas especialidades Olivomare
biológicas e pela É um restaurante
sua decoração onde vou pelos
maravilhosa. deliciosos pratos
208-210 Westbourne de cozinha italiana
Grove e na
Pimlico Road
com ingredientes
do mar. E o ambiente
Connaught Hotel
Recentemente renovado,
é divertido.
um espaço cheio de glamour,
10 Lower Belgrave Street
com uma localização
Espaço concebido pelo 23 fantástica. Carlos Place, Mayfair
Arq. Pierluigi Piu
WHERE//lamag

o hotel may fair foi


inaugurado pelo rei george v
em 1927 e ainda hoje preserva
a altivez e opulência que
desde o primeiro dia atraíram
as mais destacadas figuras
o quintessential
london bar, um dos
mais trendy da cidade,
oferece mais de 40
cocktails criados por
marios elias

o spa do may fair,


de inspiração
vincadamente oriental

no amba bar & grill,


o chef bert muhle
presenteia-nos com as
melhores iguarias da
cozinha internacional
24
Natal
mágico
Frequentado por reis, estrelas de cinema, espiões
e xeques árabes, o May Fair é uma experiência que não
pode perder. Se Londres é mágica no Natal, neste hotel
o feitiço multiplica-se num universo de brilho cosmopolita

C
joana catarino

osmopolita, gla- tão por toda a parte. A combinação de cores


moroso, exclusivo. quentes, madeiras e vidro colorido de design
Descrever o The moderno que se fundem com mármores
May Fair é como brilhantes, lustres imponentes, artefactos
ler um dicionário tribais e detalhes Art déco contribuem para
de adjectivos que um cenário hollywoodesco.
apenas inclui elo- As 12 suites de assinatura preservam identi-
gios. Inaugurado dades únicas que nos fazem viajar – da Côte
pelo rei George V d’Azure ao estilo oriental da Opium Suite.
em 1927, num dos Os quartos, com estilos diferentes, são tudo
bairros mais luxuosos de Londres, este ho- menos vulgares, com peles e tecidos quen-
tel preserva a altivez e opulência que desde tes misturando-se com o linho da roupa de
o primeiro dia atraíram as mais destacadas cama, texturas ricas e closets modernos – a
figuras – da monarquia europeia a xeques preocupação com os hóspedes chega ao pon-
árabes, passando por estrelas do cinema to de disponibilizar quartos hipoalergénicos.
e líderes de multinacionais de todo o mun- O ambiente de conto de fadas estende-se
do. Com os seus 400 luxuosos quartos, aos bares e restaurantes. No Amba Bar &
incluindo as 12 melhores suites da capi- Grill, o chef Bert Muhle presenteia-nos com
tal, conservou a exclusividade do passado, as melhores iguarias da cozinha interna-
um serviço excepcional e uma atenção ao cional, incluindo salmão, caça e mariscos
detalhe pouco comum nos dias de hoje. variados, confeccionadas com ingredientes
No futuro colheu o melhor do design moder- britânicos de estação. Misturando o estilo
no, dando vida a um ambiente deliciosa- clássico com elementos avant-garde, o Quin-
mente acolhedor, sofisticado e urbano. tessential London Bar, um dos mais trendy
Distinguido com vários prémios, incluindo da cidade, oferece mais de 40 cocktails cria-
o de melhor hotel de negócios nos World dos por Marios Elias, além de canapés e petit
Travel Awards 2008 e o Coolest Brand fours que fazem as delícias dos visitantes.
2010/11, entrar no May Fair é como desper- No spa do May Fair, de inspiração vincada-
tar no mundo de Alice – e as maravilhas es- mente oriental, há um leque de massagens,

25
WHERE//lamag

s, com o
os quarto r entes, sãs.
s d ife
estilo ar e
nos vulg
tudo me chama-se
este elli
schiapar

vista do amba
bar & grill

tratamentos e mimos irrecusáveis à sua es-


pera. Se não ficar satisfeito pode sair direc-
tamente para uma viagem às profundezas
da moda, numa tarde de compras, assistida
por um stylist profissional.
Porque o May Fair não é um hotel qualquer,
além de spa, ginásio, restaurante e bares,
conta com a maior sala de cinema priva-
da de Londres e um magnífico casino que
ocupa o antigo salão de baile Art déco do May
Fair – e que oferece salas de jogo priva-
das para hóspedes que prezem ao máximo
a discrição.
Com o Natal à porta – uma altura do ano
absolutamente mágica para visitar Londres
–, o May Fair aparece como uma excelen-
no spa há um leque te oportunidade de gozar uns dias longe da
de massagens, rotina e esquecer a crise durante três dias.
tratamentos e mimos
irrecusáveis Graças à promoção especial da estação,
a experiência custa pouco mais de 600 euros
– e vale cada cêntimo. LA
26
Preservar a tradição Luxo sofisticado Bruno Cossa nasceu em S. Paulo, mas
Dorchester Claridges quando acabou o curso de hotelaria

É E deixou o Brasil em busca de conceitos


um hotel clássico e elegante, legante e glamouroso, o Claridges
muito diferente dos restantes, que apresenta o luxo sofisticado de um
apostam na modernidade. O charme 5 estrelas no estilo Art Décor. de cinco estrelas. Durante nove anos,
do Dorchester baseia-se no luxo à moda
antiga, com quartos e casas-de-banho
Logo à chegada, o hóspede é recebido
com uma flute de champagne no quarto passou pelos Estados Unidos, Caribe
muito espaçosos e um serviço de alto nível.
O hotel está localizado na parte nobre
– com vista para Hyde Park. Os quartos
são espaçosos e possuem uma bela casa
e França, onde fez a pós-graduação
da cidade, frente a Hyde Park.
O The Spatisseria, salão de chá muito bonito
de banho em mármore e o serviço é um
dos melhores da cidade. A atenção ao
em Marketing e Gestão de Negócios
e aconchegante, serve certamente um dos detalhe faz a diferença. Gordon Ramseys, de Luxo. Trabalhou três anos como
melhores chás das cinco. O Spa segue um dos restaurantes do hotel, é uma
o estilo do Hotel, mas com alguns toques referência da alta gastronomia em Londres. assistente de direcção de alguns dos
de modernidade. Com uma grande lista de
tratamentos, os produtos utilizados são da
Os preços são altos, mas justificados pelo
serviço e qualidade da refeição [Atenção, melhores hotéis da Europa. Há seis
Aromatherapy (marca britânica conhecida
mundialmente no mercado do bem-estar).
recomenda-se reservar a mesa com
antecedência, pois é um restaurante
meses veio para Lisboa para dirigir
Hotel Dorchester
muito requisitado]. o projecto do LA Hotel que abrirá na
53 Park Lane, W1A 2HJ
T +44 20 7629 8888 / F +44 20 7629 8080
Hotel Claridges
Brook Street, Mayfair, W1K 4HR

Av. da Liberdade no final de 2011.
reservations.uk@thedorchestercollection.com
www.thedorchester.com
T +44 (0)20 7629 8860 / F +44 20 7107 8882
reservations@claridges.co.uk
Este novo cargo hoteleiro não
A partir de 400 euros
(2 pessoas, noite, com pequeno-almoço)
www.claridges.co.uk
A partir de 340 euros
o assusta: «Sempre trabalhei em cinco
(2 pessoas, noite, só dormida) estrelas. Agora tenho a oportunidade
No coração da Cidade
Charme aconchegante
de pôr em prática o que aprendi
Hotel Milestone

 e dirigir um hotel extraordinário»
Number Sixteen

U
m boutique hotel 5 estrelas

P
(membro do Small Leadings Hotels equeno hotel de 42 quartos, muito
of the World), localizado no coração aconchegante, com uma decoração
da cidade. Para explorar o melhor  de interessante, assinada pela estilista
Londres, tudo que tem a fazer é abrir Kit Kemp, num estilo Londrino moderno
a porta do hotel: de um lado Knightsbridge, – cada quarto tem cores e mobiliários
do outro Kensington Gardens, dois dos diferentes. Os lençóis são de óptima
melhores bairros da capital. Com uma qualidade, da famosa marca FRETTE.
decoração particular e clássica, cada De destacar no Number Sixteen, o jardim
quarto é uma obra de arte, decorado interno, muito bonito, ideal para o chá da
à moda antiga, limpo duas vezes ao dia e tarde. Com uma boa localização – a poucos hotel
sempre com flores frescas. A cada visita, a passos de Hyde Park e do Harrods – esta claridges
camareira deixa um mimo para o hóspede: é a minha sugestão para quem procura
cookies caseiros, bombons, a previsão boa relação qualidade/preço.
meteorológica do dia, água mineral, frutas
da época, jornais e velas na casa de banho. Hotel Number Sixteen
O chá da tarde, é servido no Park Lounge 16 Summer Place, SW7 3EG
T +44 20 7589 5232 / F +44 20 7584 8615
do Hotel que faz lembrar uma sala numa sixteen@firmdale.com / www.firmdale.com
casa da antiga Londres, com uma rica A partir de 100 euros
biblioteca, um espaço acolhedor (para 2 pessoas, por noite, com pequeno-almoço)
e aconchegante. É um daqueles casos
em que cada cêntimo gasto se justifica. 

Bruno
As escolhas de
The Milestone Hotel 1 Kensington Court
 hotel
dorchester
T +44 20 7917 1000
/ F +44 20 7917 1010

infoMS@rchmail.com
A partir de 360 euros
(2 pessoas, noite, com pequeno-almoço)

Cossa
Moderno e pop
The Berkeley

É
verdadeiramente um 5 estrelas.
Luxuoso, clássico e contemporâneo,
é frequentado por celebridades do
mundo inteiro – a diva da pop, Madonna,
adora o Blu Bar. Os quartos e suites
estão bem decorados, com cores sóbrias.
O restaurante Pétrus é de altíssima
qualidade: cozinha gastronómica com uma
apresentação excepcional pelo celebérrimo hotel
chef Marcus Wareing que em 2010 venceu number sixteen
o prémio “Best Kitchen for the best hotel
quality food in UK”, nos Taller Restaurant the berkeley the milestone
Awards. Tem piscina, health club e spa, no hotel
último andar, com vista panorâmica sobre
Knightsbridge e Hyde Park.
Hotel The Berkeley
Wilton Place Knightsbridge, SW1X 7RL
T +44 20 7235 6000 / F +44 20 7107 8881
reservations@the-berkeley.co.uk
www.the-berkeley.co.uk
A partir de 350 euros
(2 pessoas, por noite, só dormida)

27
WHERE//lamag

Volta a
Londres em
Capital das compras, do luxo Três estrelas
Michelin
e recentemente também de
gastronomia de nível internacional,
Londres soma motivos para a
1 Desde que chegou ao The
Dorchester, o chef Alain
Ducasse, distinguido com
três estrelas Michelin, domina
o roteiro e os paladares, dos

visitarmos cada vez mais. Aqui fica habituais clientes de um dos


mais sofisticados restaurantes
da capital britânica aos críticos
um roteiro de sabores mais exigentes. Muito mais do
que um restaurante de hotel, com
a chegada do prestigiado chef, o
joana catarino ambiente clean e despretensioso
que sempre caracterizou o local,
atraindo os mais destacados
membros da sociedade britânica,
ganhou pontos e o restaurante
passou a ser considerado «de
cozinha excepcional, merecedor
de uma deslocação especial».
E porque os londrinos estão
sempre na moda, não há quem
dispense uma refeição no Alain
Ducasse at The Dorchester.
Mesmo porque além do menu
à la carte, ao almoço pode degustar
uma selecção de alguns dos
melhores pratos preparados pelo
chef  a um preço acessível – são
dois pratos, sobremesa, café, água 
e vinho por 39,5 libras. Deste
menu especial, preparado com
ingredientes da estação, destaca-se
os ravioli de lagostim com camarão
e consommé de gengibre, o bife de
angus negra envolvido em bacon,
costeleta grelhada, sela e rim
de borrego com alcachofras roxas,
escargot com alcachofras e tomate.
Para sobremesa, recomendamos
a delícia de coco caramelizado
com sorbet de baunilha e limão
ou o prazer de frutos do bosque
e rosas.
The Dorchester 53, Park Lane
alain ducasse Tel.: +44 207 319 7147
the dorchester

28
S
the enterprise
Popular entre
os gourmets
e pensa que comer em
Londres é uma experi-
ência pouco recomen-
2 Com uma garrafeira
excepcional – desde
as criações do espanhol
Julián Chivite e do alemão Ernie
Loosen, ao saber de três gerações
dável, à base de gor- do enólogo australiano Tim
durosos fish and chips Knappstein – para acompanhar
envoltos em papel man- as refeições de excelência que
o tornaram um sítio de passagem
teiga e empadas de bor- obrigatória para os londrinos,
rego e fígado cozinha- o The Enterprise é daqueles
do de todas as formas locais que nos conquistam
ao primeiro olhar. Acolhedor
imagináveis, está na como um clube de casa de campo
altura de fazer uma visita guiada pelo roteiro e com um serviço que alia a
extraordinária simpatia da equipa
gastronómico da cidade. Entre chefs distin- com os deliciosos e sofisticados
guidos com estrelas Michelin e a melhor se- pratos que reinventam a cozinha
lecção de iguarias japonesas, numa profusão britânica, é descrito como
“o único pub onde as senhoras
de estilos gastronómicos conseguidos com podem almoçar”. Apesar de os
ingredientes seleccionados capazes de des- preços não serem impeditivos
pertar sentidos escondidos, deixando-nos de visitas regulares – uma refeição
à la carte pode ficar pelos 35 euros,
de água na boca, há de tudo um pouco para
garantir que Londres nos conquista também
Pecado incluindo entrada, sobremesa
sem culpa e vinho –, as suas características
fizeram do The Enterprise local
pelo estômago. LA

4
de culto de membros do governo
Já que falamos de sabores
e empresários, que aqui cedem
exóticos, não podemos
aos encantos de iguarias como
deixar de destacar um
os espargos grelhados com ovo
dos mais espantosos cantinhos
de pato escalfado, parmesão e óleo
gastronómicos da cidade,
de trufas; salmão em azeite com
no Hotel St. Martins Lane.
maionese de citrinos; ou peito
Misturando com mestria os
de pato no forno com espinafres
ritmos e paladares quentes do
salteados e quinze sumos.
Found país de Fidel e despertando o lado
menos conservador de Londres, The Enterprise 35, Walton Street
in translation é praticamente impossível jantar Tel.:+44 207 584 3148

3
no Asia de Cuba sem marcar mesa.
A primeira experiência Muito popular, especialmente
do chef Nobu Matsishia entre os jovens (empresários,
na Europa não podia ter yuppies e até alguns nobres, o
corrido melhor. No primeiro que faz deste um excelente local
piso do Metropolitan Hotel, para encontrar um bom partido),
em Park Lane, no bairro das lojas o Asia de Cuba deve a sua
de luxo, o segredo do sucesso merecida fama a uma decoração
deste espaço singular, de traços festiva e muito hip, plena de
minimalistas e espírito oriental, apontamentos da ilha, como
está na verdadeira experiência as fotos de cubanos anónimos
gastronómica que proporciona, e famosos nas colunas que
fruto da fusão do tradicional sushi separam as mesas. Na cozinha,
de Tóquio com influências da Jeffrey Chodorow é o mestre que
América do Sul, bem temperados orienta uma orquestra de pratos
com ingredientes britânicos singulares – feitos para partilhar,
clássicos. Imperdíveis são dadas as dimensões generosas. 
o anti-cucho peruano picante Picadillo de atum tártaro com
com espetadas de salmão, galinha azeitonas espanholas, amoras,
ou borrego, espargos com molho amêndoas e coco; croquetes de
de ovo e ovas de salmão; o wagyu caranguejo, salada de carpaccio
com gyosa de fois gras e ponzu; com pêra abacate, raspas de coco
e a barriga de porco crocante e laranja e verduras da Ásia, com
com molho miso e gengibre. Mas molho agridoce; roupa velha de
a oferta é interminável, passando pato (confit de pernas de pato,
ainda pelo deliciosamente exótico calabaza, pepino e passas em
ceviche de lagosta ou pelo borrego vinho do Porto, montado em taça
de leite com puré de alcachofras, de couve; e shiitake de lagosta com
pesto shiso e vinagre balsâmico salada de tomate cereja, molho
envelhecido. Essencial é guardar de baunilha, rum e lagosta coral
um espaço para a sobremesa, cuja são apenas algumas das opções
lista é tão rica quanto a dos pratos que justificam cada cêntimo das
principais e entradas. Ramisu de cerca de 80 libras que vai pagar
chá verde (mousse de mascarpone, pela refeição. Se o preço lhe
macha e biscoitos molhados nobu parece puxado, mas gostava de
em takara com geleia umeshu) ou experimentar os sabores de Cuba
Haupia (mousse de coco e gengibre em Londres, pode sempre optar
com biscoito de pistáchio e creme pelo brunch, aos sábados
de chocolate de leite polvilhado e domingos, entre as 11h30
com sementes de sésamo e creme e as 15h00.
gelado de manga) são apenas duas Asia de Cuba 45, St. Martins Lane
entre muitas opções deliciosas. Tel.: +44 207 300 5500 asia de cuba
Uma verdadeira perdição.
Nobu 19, Old Park Lane
Tel.:+44 207 447 4747 29
WHERE//lamag daylesford
organic

Un italiano
vero

5 Com uma estrela Michelin


e aclamado pela crítica
gastronómica desde o
primeiro momento, o Locanda
Locateli é um italiano moderno
Ao
natural

7
e muito fashion, onde o ambiente
é dominado pela luz quente No Daylesford Organic
e os pratos são tudo o que sempre Larder encontram-se
desejámos num italiano: fazer- aristocratas e ministros
-nos viajar pelo paladar até sentados ao lado estrelas de
ao centro do império romano. rock com os cabelos pintados
As opções vão dos antipasti como de cores garridas e penteados
salada de pés de vitelo com em crista e skinheads tatuados
mostarda de Cremona ou crepes da cabeça aos pés. Em Notting
de cogumelos com parmeggiano; Hill, os produtos orgânicos da
às pastas – onde se destaca os Na quinta com o mesmo nome –
que conquistaram os londrinos
ravioli de rabo de boi, o tagliatelle
de castanhas e cogumelos origem pela frescura e qualidade e que

6
selvagens e o risoto com quaglie se vendem nas lojas Daylesford
e Grana Padano –, peixes e carnes Ainda antes de entrar Organic – combinam-se para
(por exemplo tamboril assado no Bibendum já nos criar pratos e bebidas saudáveis
locanda com molho de nozes e alcaparras encantámos. O edifício mas absolutamente deliciosos.
locatelli e perdiz assada com acelga, da Michelin House – marca Da sopa de cogumelos e folha
castanhas e uvas). A viagem cuja mascote deu o nome ao de endívia doce com avelãs,
de sabores em que nos leva restaurante –, em Fulham Road, queijo feta e fatias de laranja ao
Georgio Locatelli, considerado é numa verdadeira obra de arte bife de hambúrguer grelhado com
o melhor cozinheiro italiano arquitectónica datada de 1909, cogumelos Portobello ou ao leitão
de Londres, termina em beleza exemplo de arte nova e proto- com pastinagas caramelizadas
com uma selecção de sobremesas Art-déco com reminiscências em mel, mostarda, alcaparras,
como o fondant de chocolate e licor do funcionalismo secessionista ovo e queijo, todos os pratos se
com figos secos e gelado de rum e do estilo geométrico do destacam pelo incrível sabor dos
ou a espuma de creme catalão classicismo. Organizado em ingredientes, fruto da origem livre
e frutos do bosque. Não é por espaços distintos, no Oyster bar de químicos, hormonas e afins.
acaso que a estrela – apenas uma e Crustacea Stall pode saborear O espaço organiza-se como uma
entre muitas distinções – tenha o que de melhor vem do mar – luminosa cozinha de quinta –
chegado menos de um ano depois das mais frescas ostras, lagostas e as mesas compridas separadas
da abertura do Locandi Locatelli, outros frutos do mar ao caviar de por canteiros que brotam do
a 14 de Fevereiro de 2002. Beluga, acompanhado do melhor tampo, materiais como o vidro
E os preços nada deixam a desejar: champanhe. No restaurante, que e a madeira são privilegiados
cerca de 45 libras por pessoa tempera o clássico e o moderno, – e atrai-nos pelos fabulosos
por uma refeição completa. Matthew Harris continua o legado detalhes: um exemplo é a água,
de Simon Hopkinson, criando que vem para a mesa em jarros
Locanda Locatelli 8, Seymour Street
cozinha francesa com forte com folhas de menta. Gourmet
Tel.: +44 207 935 9088 influência britânica. Escargots chique e delicioso, o Daylesford
de Bourgogne ou mioleira com não nos deixa pecar – nem no
molho agridoce para começar, momento de pagar: uma refeição
seguido de haddock (uma espécie completa não excede as 30 libras.
de bacalhau) com batata frita Daylesford Organic Larder 208-212,
e molho tártaro, coelho salteado Westbourne Grove
com pancetta e molho de mostarda Tel.:  +44 207 313 8060
e terminar com um belo bolo
fino de maçã com gelado de
baunilha ou madalenas quentes
com geleia de ginja e amora
e chantilly são apenas uma receita
para sair de lá muito bem servido
(a partir de 50 libras por pessoa).
A crítica aclama-o como “o mais
consistentemente excelente
restaurante de Londres”.
Bibendum 81, Fulham Road
Tel.: +44 207 581 5817

bibendum
© LISA LINDER

30
WHERE//lamag
Entrar numa loja e sentir-se
dentro do enredo da novela Shop
‘till
“The Old Curiosity Shop”,
de Charles Dickens, pode ser
tão marcante como a chegada
a Picadilly. Talvez a melhor

you
cidade do mundo para comprar
antiguidades, em antiquários
e mercados de rua, Londres

drop! 
é também famosa pelas lojas
vintage, locais de perdição para
coleccionadores de moda ou
simples apaixonados.
O culto do antigo respira-se
na vida de todos os dias. ana esteves
Peças com muitas décadas são
Portobello
combinadas, de forma arrojada, Market
com as últimas tendências. No maior mercado de
antiguidades de Londres, há
Entre no espírito (re)descobrindo um pouco de tudo. Às sextas-
-feiras encontrará, debaixo
os locais míticos e os projectos do viaduto de Westway
e até Ladbroke Grove, novos
mais recentes, para fazer estilistas e roupa vintage.
De segunda a sábado,
compras de outros tempos das 8h00 às 18h30,
excepto à quinta-feira,
só até às 13h00,
na Portobello Rd.

The Old
Curiosity
Shop
Uma preciosidade do século
XVI e provavelmente a mais
antiga loja de Londres.
Já não vende antiguidades,
mas vale a pena visitá-la
porque o próprio edifício
é uma relíquia. Adoptou
o nome depois da publicação
da novela de Charles Dickens,
em 1840. Acredita-se que
o autor encontrou aqui
inspiração. Hoje é atelier
e loja de calçado artesanal.
© corbis vmi

De segunda a sábado,
das 10h30 às 19h00,
na Portsmouth Street,
13-14, Westminster.
32
Frock
Me!
The London Vintage
Fashion Event é uma feira
que se realiza em dois
locais da cidade.
5 de Dezembro em Chelsea
(Town Hall, King’s Road)
28 de Novembro em Brighton
(Church Street)

mal
davisa whiting
sama da cole and
ya lin c
g vin ção
tage

vestido dos anos 50,


the cat’s meow

Camden
Market
No ambiente alternativo deste
mercado, encontra moda
vintage e também peças
de design e mobiliário.
Na Camden High St.
Todos os dias até às 18h00.

Spitalfields
Market
É o mercado mais in.
Algumas À quinta-feira
é exclusivamente dedicado
lojas a antiques and vintage.
vintage Na Brushfield St.
One of a Kind
253 Portobello Road, Notting Hill
Beyond Retro
Brick Lane
110-112 Cheshire St. e 58-59 Great Market
Marlborough St Além do próprio mercado
Absolute Vintage de rua, a zona está cheia
15 Hanbury St de lojas novas, muitas com
The East End Thrift Store o cunho vintage.
Unit 1a, Assembly Passage
Thea Vintage No EastEnd, Brick Lane.
Unit 16, Camden Stables Market
Convent
Garden
Muito turístico, mas
incontornável. Perto, na Neal’s
St., há algumas lojas vintage.

33
WHEN//lamag

TATE
MODERN
Museu de Londres Delícia do mundo

L
isa clara neves

ondres, a cidade tão intensa e o fervilhar de gentes que se gera nas re-
e agitada quanto tradicional dondezas traduzem a Londres do século XXI
e deliciosa. Ali encontramos que enaltece sinais irrefutáveis de mudança
em simultâneo a classe de e transformações culturais, numa sucessão
um lorde e a vanguarda de de reinvenções ao longo de dois mil anos de
um jovem punk. As suas co- história. Neste centro de arte, a dupla de ar-
res traduzem-se numa aura quitectos respondeu com destreza ao grande
de displicência e aristocra- dilema conceptual de um museu contempo-
cia. Paradoxal, ecléctica, râneo: ser em simultâneo um espaço neutro,
diversificada tal como uma que permita a exposição de obras artísticas
metrópole mundial deve sem muita interferência, e ser uma obra de
ser. Londres sabe reinventar-se, mantendo os arte em si mesmo, conseguindo-o com enorme
contrastes vivos entre imponentes palácios e a sucesso. As obras estão dispostas por temas e
vida moderna da cidade cosmopolita, que dita não por ordem cronológica, gerando salas com
tendências do mundo ocidental, na economia, incríveis sinergias, juntando obras de Picasso
na política, na cultura, na música, na arquitec- e Matisse, Dali, Ernst, Miro e Pollock, Naum
tura e na arte. O seu património é considerado Gabo e Giacometti, Rothko, passando pela arte
também a maravilha do mundo, tal como o úl- pop, incluindo obras de Warhol e Lichtenstein,
timo grande museu aberto ao público há dez como a arte minimalista e arte conceptual.
anos, catalisador de grandes sinergias cultu- Além destas, até meados de Janeiro a Tate ex-
rais: a Tate Modern. põe a retrospectiva de Paul Gauguin, um dos
Quando nos anos 90 os arquitectos suíços maiores pintores do século XIX, o rebelde que
Herzog & de Meuron começaram a converter a abandonou a família burguesa para viajar pelo
Power Station neste museu de arte contempo- mundo em busca de um paraíso tropical, sedu-
rânea, o Southwark deixou de ser visto como tor e vibrante, em busca da vida.
bairro decadente para se tornar num local da Hoje é também assim que Londres prossegue,
moda. A ponte Millennium criada pelo arqui- vibrante e múltipla, determinada a ser ain-
tecto Norman Foster veio contribuir também da mais atraente ao olhos do resto do mundo,
para esta dinâmica, cruzando massas humanas uma cidade onde se encontra tudo o que a vida
e tornando-se ponto de referência da cidade. tem para oferecer… cada vez mais a construção
© tate photography

Nesta metrópole sem dono, a Tate Modern de Londres admiravelmente hedonista. LA

o
esultad
m o d e rn é o r da
a tat e o
nve r s ã
da reco n, feita pelos
s ta t io
po wer íços
ctos su
arquite de meuron,
&
her zog anos 90
nos

34
paul gauguin
1_teha ‘amana tem muitos pais
óleo sobre tela 1893
Art Institute Of Chicago, Usa / © Art Institute Of Chicago, Usa

2_auto-retrato com manao tu papau


óleo sobre tela / 460 x 380 mm 1893
© rmn (musée d’orsay) / hervé lewandowski © paris musée d’orsay

3_nevermore o tahiti
óleo sobre tela / 600 x 1160 mm 1897
Courtauld Gallery, London

35
why//LAMAG

texto ana esteves


fotos isabel pinto

Em casa de
Catherine Monteiro de Barros
A designer e fundadora da marca portuguesa de roupa infantil Papo d’Anjo é americana.
Depois de ter casado com um português e vivido 12 anos em Lisboa, mudou-se para uma casa
georgiana de outros tempos, a 150 quilómetros de Londres. É uma casa de família, onde se conjuga
a arquitectura clássica, as influências escandinavas e os objectos mediterrânicos levados de Portugal

V
iver no campo não resultou de dia com essa amiga, os últimos oito anos te-
um sonho antigo, mas antes riam sido bem diferentes.»
de um acaso feliz que mudou Filha de mãe norueguesa e de pai america-
a vida da família Monteiro de no, Catherine cresceu no estado do Wiscon-
Barros. Catherine chama-lhe sin, numa zona de florestas, bem longe dos 1
«um daqueles raros momentos de pura sor- grandes centros urbanos. Na casa onde hoje
te» ou, quem sabe, de inspiração divina: vive, na região britânica de Cotswolds, en-
«Deus quis mesmo dar-me descanso.» controu a mesma distância da cidade e uma
Há oito anos e meio, quando a família esta- espécie de recolhimento quotidiano que já
va prestes a trocar Portugal por Inglaterra, não dispensa. No regresso das idas frequen-
Catherine confessou a uma amiga estar tes a Lisboa e aos Estados Unidos, indispen-
preocupada: «Mudar-me com marido, qua- sáveis na gestão da Papo d’Anjo, sabe-lhe
tro filhos e o grande cão para uma pequena bem chegar a este refúgio na natureza.
casa de Londres não era uma perspectiva De resto, as semelhanças com a casa da in-
animadora.» A amiga ligou-lhe pouco depois fância são muito poucas. «Vivo numa casa
e desafiou-a a ir ver uma casa no campo, antiga, que evoca o passado. Isso não exis-
a 90 minutos da capital. «Aluguei um carro te nos Estados Unidos», afirma. No interior
nessa mesma tarde. Guiei até Gloucester- criou ambientes em que sobressai a sensi-
shire, vi a casa e voltei a tempo de jantar bilidade nórdica, herdada da mãe: «O vidro,
com o meu marido, Pascal, e de lhe contar o a prata e a luz são ingredientes importantes
que tinha descoberto. Nem vacilámos», re- nas casas escandinavas e estão muito pre-
corda. «Se não tivesse tomado café naquele sentes na minha.»

36
1 Catherine e 3 A biblioteca,
Pascal têm ami- onde Catherine
gos de todos os tem o seu espaço
cantos do mundo. de trabalho,
Muitas vezes, é também a
recebem-nos ao sala onde passa
fim-de-semana. a maior parte
E na grande mesa do tempo em
da sala de jantar família. Às vezes
acontecem ver- as crianças estão
dadeiras refeições a ver um filme
multiculturais e a mãe a falar
ao telefone.
2 A cama de «Sinto-me muito
dossel azul foi lisonjeada por
desenhada por os meus filhos
Catherine e feita gostarem de
em Sintra. Está no partilhar este
2 quarto das visitas espaço», afirma
3

37
why//LAMAG
5

4 Camilla e 6 A vida ao ar
Patrick parti- livre é intensa.
lham uma melo- A casa é rodeada
dia, ao piano. por jardins,
Mas tanto eles com natureza
como os irmãos a perder de vista
já desistiram das
lições. Cathe- 7 Catherine e Pas-
rine é a única cal com Camilla,
que continua Edward e Patrick.
a dedicar-lhe Tati vem menos
algum tempo vezes a casa,
pois estuda nos
5 No quarto Estados Unidos
de Catherine,
memórias 8 A casa tem três
de família pisos unidos por
em molduras uma escadaria
de prata central
6

38
Uma casa
bastante
portuguesa
As refeições em família, uma das
tradições portuguesas que Ca-
therine fez questão de manter, 7
acontecem na sala do pequeno-
-almoço ou na sala de jantar. Os sidera Catherine. «Às vezes con-
8
fins-de-semana são aproveita- vidam amigos, mas normalmen-
dos ao minuto, pois “saudade” te chega-lhes a companhia uns
é uma palavra portuguesa que dos outros. Isso é um motivo de
todos conhecem bem. orgulho para mim. Significa que
Só Patrick, o filho mais novo, a família funciona.»
13 anos, está em casa todos os Se terem um quarto para cada um é
dias. Os irmãos - Camila, 17, uma sorte, que dizer do privilégio
Tati, 16, e Edward, 14 - frequen- de crescerem numa casa rodeada
tam colégios internos. Por isso, de jardins maravilhosos, numa das
quando se juntam, transborda mais bonitas regiões de Inglaterra?
o espírito de família. A vida ao ar livre é intensa quan-
«A casa significa muito para eles. do as crianças vêm a casa: «Todos
Têm imensa sorte em ter um eles participam na caça à rapo-
quarto para cada um, mas pen- sa», conta Catherine. «E gostam
so que todos apreciam tanto esse de montar - temos seis cavalos,
refúgio individual como os es- que vivem a 200 metros da casa.
paços onde estamos juntos, so- E 30 galinhas que chamam por
bretudo a biblioteca e a cozinha. nós! Com os cães, damos longos
É um equilíbrio saudável», con- passeios para lá dos jardins.» LA

39
why//LAMAG 9

O que a faz sentir-se bem gosto de poder estar sozinha. Quero trans-
numa casa? formar um quarto de hóspedes no meu
A liberdade que sentimos quando temos escritório, mas cá em casa todos têm
muito espaço. Valorizo a arquitectura resistido a essa ideia. Às vezes acordo
e a simplicidade. mais cedo e sabe-me bem estar sozinha
na cozinha, a planear o meu dia.
A decoração que escolheu é...
Uma adaptação luso-europeia de tudo o que Sente a casa vazia, quando
trouxe de Lisboa. Acho que funcionou. as crianças não estão?
Os elementos mediterrâneos deram uma certa Não. Enquanto trabalho, contemplo uma
leveza ao ambiente e fizeram um bom con- das mais bonitas paisagens do mundo.
traste com a arquitectura clássica georgiana. E para não sentir tanto a falta das vozes
deles, gosto de ouvir música clássica.
Tem um espaço só seu?
Não. E esse é um grande problema, pois

40
10 11

Gosta de cozinhar? Que tipo de pratos? 9 Sylvester, Grace 11 Os prémios


Cozinhar, para mim, é um exercício criativo. e Nacho são ganhos pelos
os cavalos de quatro filhos
Gosto de o fazer quando me apetece, não
Pascal, Edward de Catherine,
de me sentir forçada. Deleguei essa tarefa e Patrick. Pas- em provas
quotidiana a uma portuguesa. Temos muitas seios a cavalo, de equitação,
vezes a casa a cheirar a bacalhau à Braz, partidas de ténis revestem uma
arroz de cabidela ou cozido à portuguesa... e críquete são das paredes
algumas das da sala ao lado
actividades que das boxes
Que língua se ouve mais em sua casa? pai e filhos parti- dos cavalos
Fala-se mais português do que inglês. lham ao ar livre

Se um dia voltar a Portugal, 10 Catherine


e Sandy, o seu
onde vai querer viver?
Labrador, com
No Alentejo, junto ao mar, onde quem dá grandes
possa cultivar laranjeiras e oliveiras passeios
e produzir vinho.
41
why//LAMAG

o hotel
Hotel Salto Chico
Explora Patagonia

Teresa
© Luciana Cristhovam

teresa
catarino

uma cidade
Catarino um detalh
a
Pregadeiral
Casa Bat ha
e
© corbis vmi

Jaipur

Mundo/Concha
para beber No mundo... adoro o mar. Na Concha oiço...
Dom Perignon (sempre)   o murmúrio do mar!
Os pecados praticáveis são...  
Fomos conhecer deliciosos! Uma cama tem de ter…
a proprietária   cheirinho a lavado!
da Companhia Numa festa em Lisboa não pode  
faltar... champanhe! Na boa arquitectura existe...
do Campo, a mais   criatividade e dimensão.
recente marca No meu kit de sobrevivência  
a integrar levo... o meu marido. Para tornar um espaço mais
o grupo Lanidor,   pessoal... ponho uma recordação
e encontrámos Gosto das cidades onde posso... duma viagem.
© corbis vmi

flâner livremente e descobrir  


uma mulher os mercados, as cores locais, Faço colecção... de loiça
apaixonada pela os ambientes especiais! da Companhia das Índias
arte de viajar.   com barcos.
Adora explorar O primeiro DVD de música  
paisagens que comprei foi… é sempre
um presente do meu marido,
O amor é... a vida! LA

desconhecidas o último foi o “Vitoria Suite”


bailarina e é nelas do Wynton Marsalis.
Companhia do Campo
que encontra   indisp
O colar e n s á ve l
a inspiração que O aroma a perpétuas rosas...
lembra-me a Primavera.
trouxe deque
minhas v uma das
se traduz nas  
iagens
peças únicas que Quando chego a um quarto peça de
tornam a marca de hotel a primeira coisa
eleição
para
que fundou que faço... é ver a vista. este
inverno
Casaco
tão atractiva  
Um bom par de sapatos tem...
Lanidor

elegância e conforto.
© corbis vmi

uma paixão sapatos


Velejar 42 As sabrinas da Globe
why//LAMAG

Stella
McCartney
A princesa
da cool
Britannia joana amaral cardoso
Ela é «filha de», «amiga de», mãe, activista.
Ela é Stella, por acaso McCartney, por acaso
designer de moda que se tornou num dos
símbolos da sua geração de moda
© corbis vmi

44
stella mccartney com
o pai, paul mccartney,
durante o seu desfile
design
primavera/verão 2010 na
semana de moda de paris
backst
a
do des ge
fil
berço da couture, convenceu, ajudou Pho- outon e
invern o/
ebe Philo a ascender na criação de moda, o 2010
deixando-lhe eventualmente a própria
direcção criativa da Chloé, para depois,
enfim, se unir a um dos grandes grupos
do luxo da moda, o grupo Gucci, fundan-
do a sua marca em 2001. Segundas linhas
mais acessíveis, colecção para a Adidas,
perfumes, cosmética orgânica e sem tes-
tes em animais, lojas, filhos, o vestido de
© corbis vmi

casamento da amiga Madonna e cola-


borações com artistas como Jeff Koons,
Gary Hume ou R. Crumb. Agora, grávida
do quarto filho, um projecto de uma linha

A
infantil e as fardas para os Jogos Olímpi-
cos de 2012 - em Londres, claro.
Nesta que é a estação da mulher pelas
mulheres - ei-las prontas para o traba-
lho, ansiosas pela hora de saída, elegan-
tes noite fora, felizes pela companhia de
um look que sabem ter sido pensado mi-
backsta e
ge limetricamente só para si. Stella é tudo
es fi l
do d
/
isso. E mais. Diz não ter «medo das coi-
outono 10 sas simples» e é hoje uma das rainhas
20
inverno
do novo minimalismo, sempre com
as suas cores pastel e nude de eleição,

© corbis vmi
pontuadas pelos verdes secos e pelos
os 23 anos, Stella McCartney azuis profundos.

© corbis vmi
terminava a sua formação na Stella McCartney é a mulher de 39 anos
Central Saint Martins. A filha que herdou da mãe, a fotógrafa Linda,
de Paul e Linda McCartney, o activismo, a rejeição das peles e o
realeza pop em estado puro, vegetarianismo. Estudou na incontor-
tinha o seu desfile de final de nável Central Saint Martins, mas não
curso. E a imprensa londrina deixou que a carga do seu nome a fosse
modelo da colecção
estava atenta, dando honras transportar até ao sucesso fácil e, por pronto-a-vestir
de primeira página à estreia
© corbis vmi

isso, começou aos 15 anos a trabalhar outono/inverno 2010


de Miss McCartney, fazen- em moda, primeiro no atelier de Chris-
do eco um pouco por todo tian Lacroix, depois com Betty Johnson
o mundo e levando o “New e por fim em plena meca da alfaiataria
York Times” a questionar-se londrina, Saville Row. E tudo começou
«Quem é Stella McCartney?». Note-se: aos 13 anos, com a primeira peça que
um desfile de finalista universitária em desenhou - um casaco. LA
1995 só podia ter uma de duas coisas para
fazer notícia - ser uma colecção cheia de
© corbis vmi

impacto ou ter caras conhecidas, muitas,


em cima e a ladear a passerelle. Stella ti-
nha as duas coisas e mais uma. O pai fez
a música do desfile. A colecção foi ven-
dida imediatamente após ter saído do
desfile e com amigas como Kate Moss ou
Naomi Campbell, mais duas jóias da co-
roa fashion da cool Britannia, a desfilar as
suas roupas, o jogo estava feito. O resto é
história: fundou a sua marca em 1995, fez
duas colecções e foi chamada para subs-
titui Karl Lagerfeld na Chloé. Mudou-se final do desfile
para Paris sob o olhar desconfiado do da colecção
pronto-a-vestir
outono/inverno
2010 na semana de
45
moda de paris
why//LAMAG

© corbis vmi
Do
Manter-se-á Paris
como capital da moda,
precisamente pela
outro
sua capacidade
de acolhimento de
nomes além-fronteiras?
lado do
É bem possível. Todos
se lembrarão da
invasão de japoneses
canal

© corbis vmi
ana cristina leonardo
ou belgas durante as

A
décadas de 80 e 90 do moda inventou a globali-
zação antes de a globaliza-
século XX. Resultado? ção ter sido inventada. Por
exemplo: o criador da alta-
Uma lufada de ar costura, palavra que ine-
vitavelmente associamos
fresco nas passerelles a Paris – razão por que soa
sempre melhor quando
parisienses. Quanto aos pronunciada no original (haute couture) –, afinal
não foi um francês. Inglês de pai e mãe, Char-
dias de hoje, os ventos les Frederick Worth (1825/1895) revolucionaria
a moda francesa e tinha como associado um

parecem soprar mais sueco. Estava-se no século XIX e a “aldeia glo-


bal” longe de ter visto a luz do dia.

dos lados do English Manter-se-á Paris como capital da moda, preci-


samente pela sua capacidade de acolhimento de

Channel
nomes além-fronteiras? É bem possível. Todos
se lembrarão da invasão de japoneses ou bel-
gas durante as décadas de 80 e 90 do século XX.
Resultado? Uma lufada de ar fresco nas pas-
serelles parisienses. Quanto aos dias de hoje,
o britânico john galliano os ventos parecem soprar mais dos lados do
que, desde 1995, se mantém à
frente de grandes casas de English Channel.
costura francesas, como a
givenchy e a dior
46
backstage
da colecção
outono/
inverno chloé
criada por gaby
aghion
charles
frederick
worth, o
inglês que
revolucionou a
moda francesa

ages
© getty im
phoebe philo
© corbis vmi

no final do
desfile da
marca céline,
durante a
semana de
moda de paris

Deixando de lado o britânico John Galliano que,


desde 1995, se mantém à frente de grandes ca-
sas de costura francesas (primeiro da Givenchy
e depois da Dior), assistiu-se, já no século XXI,
a um recrutamento em massa de jovens talen-
tos ingleses, quase todos, e não será por acaso,
ex-alunos do prestigiado Central Saint Martins
College of Art and Design.
Phobe Philo, a discreta “menina inglesa” que
durante algum tempo trabalhou na sombra de
Stella McCartney para a Chloé, é hoje direc-
© corbis vmi

tora artística da Céline. Por sua vez, Hannah


MacGibbon, outra inglesa, assistente de Phi-
lo na casa criada pela parisiense de origem
egípcia, Gaby Aghion, e que chegou a traba-
lhar na Valentino, substituiu Paulo Melim An-
dersson na direcção da Cholé. Richard Nicoll,
inglês criado na Austrália, dirige as criações
da Cerruti, marca italiana sedeada em Fran- richard nicoll
ça. Peter Copping foi convidado para dirigir prepara a colecção
a Nina Ricci (que, apesar do nome italiano, outono/inverno
para a cerruti
surgiu em Paris em 1932), após da saída de
Olivier Theyskens. Etc. Etc.
Britannia rules? LA

47
© corbis vmi
why//LAMAG

nder
de alexa
criação n pa r aa
m cq u e e
2010
a/verão
primaver

alexander
mcqueen john
criação deakin
de gareth por
pugh para lucian
o outono/ freud
inverno 2010

vmi
© corbis
© corbis vmi
i
© corbis vm

jarvis
cocker a
i
© corbis vm

actuar no
festival
de artes e
musica de
coachell a
valley,
i
© corbis vm

california

o inconfundível
editor da vogue,
hamish bowles
criação
de gareth
pugh para zac posen a
o outono/ preparar o
inverno 2010 desfile da sua
colecção para o
© corbis vmi

outono/inverno
2010

48
i
© corbis vm
O que é que
a Central
Saint Martins
tem?
H
á temas que
pedem name Formou nomes desde Jarvis Cocker a
dropping. Co- John Galliano, passando por Alexander
mecemos:
Stella Mc- McQueen e Antonio Berardi.
Cartney, Ale- É uma escola de vida, claramente,
xander Mc-
Queen, John porque se tornou num exemplo
Galliano,
Hussein Chalayan, Phoebe Philo, An-
de alianças entre a prática
tonio Berardi, Barbara Hulanicki, Mat- e a aprendizagem, o britânico
thew Williamson, Zac Posen, Katharine
Hamnett, Gareth Pugh. Estes são alguns
e o multicultural
dos licenciados do curso de Design de
joana amaral cardoso
Moda, a trabalhar em sítios tão incon-
tornáveis como Dior, Puma, Céline... Portugal White Tent, que estudou na Evgenia Tabakova, russa, foi uma das
Ou em fervoroso nome próprio, como Central Saint Martins, ou de vários fi- estudantes da faculdade, juntamente
Williamson ou Pugh. Marcaram ou nalistas dos cursos de Design de Moda com portugueses, asiáticos, americanos
marcam épocas, da Biba 60s de Barbara portugueses que depois ali se especia- ou europeus variados. Juntamente com
Hulanicki à estética cheia de negrume lizam nos vários workshops ou cursos os britânicos, as turmas da universida-
de Pugh, até aos editoriais do influen- rápidos de Desenho de Acessórios ou de espelham o mundo da globalização
te Hamish Bowles na “Vogue” norte- Sapatos, por exemplo. e a própria moda. Tudo é multicultural,
-americana. Ali, os alunos são incentivados a as referências cruzam-se e a originali-
E depois há os outros, os que não tra- questionar, questionar, questionar. dade é uma coisa um pouco mais difícil
balham ou trabalharam em moda mas «Acreditamos que os nossos alunos de atingir – dá luta.
que são nomes tão grandes que se tor- – artistas, performers e designers – têm O resultado está à vista: lista de alunos
nam... de renome. O actor Colin Firth, papéis estratégicos a desempenhar ao famosos, desfiles de finalistas com
o pintor Lucian Freud, os artistas Gilbert formar as agendas através das quais supermodelos e com um extra – não só
e George, o dandy musical Jarvis Cocker moldamos as nossas vidas, não só se podem vislumbrar ali os próximos
dos Pulp, PJ Harvey, Sade Adu, M.I.A., agora mas também no futuro», diz a grandes talentos, as next big things, mas
Joe Strummer dos The Clash... E a lista universidade. Mesclam-se aulas de também aquilo que um criador mais
continuaria. Artes, Moda e Têxtil, Comunicação, pode almejar. Tendências. Os padrões
Todos estudaram na Central Saint Mar- Design. A ideia basilar da Central de acabamento e de produção são tais
tins e muitos na sua College of Art and Saint Martins, mesmo antes de assim que a “Vogue” britânica se questionou
Design, aquela que a conceituada gale- se chamar e em pleno século XIX, este ano se a Central Saint Martins não
ria Saatchi considera «a universidade era que as aulas fossem leccionadas teria a sua própria direcção de moda.
de Artes completa». Aquela que muitos por professores que punham a mão A aposta na interactividade é tanta
dos líderes dos seus sectores prepara, na massa. Literalmente. Que fossem que a faculdade actual funciona como
aquela para a qual muitos estudantes artesãos a formar a próxima geração centro cultural e, já no próximo ano,
de todo o mundo rumam em busca de de artesãos, que fossem os artistas a Central Saint Martins vai juntar todas
formação superior. É o caso de Evgenia a formar os jovens artistas. as suas faculdades num único campus,
Tabakova, metade do duo baseado em Depois, os alunos. Como dizíamos, em King’s Cross. LA

49
why//LAMAG

W
Lady
Casaco curto
em bouclè verde
€179,90
vestido estampado
em seda lavrada
€124,90
cinto em pele
€39,90
Lanidor
Pena de pavão
com coroa em pedras
€17,50
Casa Batalha

50
W
Will You
DANCE
With Me?
nco
li z a ç ã o is abel bra
re a a
fi a p e d r o f e r r e ir
fo to g ra

51
why//LAMAG Lady
Mini vestido cai-cAi
em seda
€180
sapato scarpin
em camurça
€99,90
Lanidor

Gentleman
Calças de fato
Dior
€1.573
camisa
Dolce & Gabbana
€263
gravata Etro
€120
Fashion Clinic

52
Lady
Vestido corte império
com laço em veludo
€109,90
sapatos scarpin
em camurça
€99,90
Lanidor

Gentleman
Fato Dior
€1.573
camisa de xadrez
Dolce & Gabbana
€214
Fashion Clinic

53
why//LAMAG Lady
Vestido prateado
com decote nas costas
€149,90
sapatos scarpin
€99,90
Lanidor

Gentleman
Fato Dior
€1.573
Camisa
branca Dolce&Gabbana
€263
gravata Etro
€120
Fashion Clinic

54
Lady
Vestido em seda changent
com jabot
€89,90
Lanidor

Gentleman
Camisa de flores
Paul&Joe
€166
Fashion Clinic

fotografia pedro ferreira assistido por ricardo lamego e ana viegas


Maquilhagem sónia pessoa assistida por sofia lucas com produtos giorgio armani
Cabelos helena vaz pereira para griffehairstyle assistida por pini
Manequim juliane olinisky da best models
Dançarino joão tiago da central models

55
why//LAMAG

Colar de pedras
e pérolas, €45
colar de pérolas
preto e branco, €65
colar com coração
em prata, €75
colar de pérolas
com laço preto, €70
pulseira em preto
e dourado, €60
pulseira de argolas
em pedras, €60
sandálias, €80
Casa Batalha
56
q
save
the
realização isabel branco

queen
fotografia pedro ferreira

57
why//LAMAG

colar dourado com fita


castanha, €30
colar colorido com várias
pedras, €90
colar em prata com pedras
azuis, €90
anel com pedra, €25
luvas em pele, €29,90
Casa Batalha

58
Pregadeira no boné
em penas e pedras
€17,5
porta-chaves
como pendente
em forma de coroa,
€17,50
brincos com pedras verdes
€35
Casa Batalha

59
why//LAMAG

Duas pulseiras
com aplicações
€45 cada
anel com pérolas
coloridas, €30
Casa Batalha

60
Dois anéis
com pérolas
e flores coloridas, €15 cada
clutch dourada, €25
Casa Batalha

61
why//LAMAG

Casaco militar
€59,90
Lanidor
colar em ouro velho
com penas e
borboletas, €80
colar de correntes
com coração, €45
pregadeira
meia-lua, €40
duas pregadeiras
em forma de
borboleta
em ouro velho e
preto
€35 cada
anel dourado, €9,90
anel com pedra
verde, €20
Casa Batalha

62
fotografia
Pedro Ferreira
assistido por Ricardo
Lamego e Ana Viegas

Maquilhagem
Sónia Pessoa assistida
por Sofia Lucas
com produtos
Giorgio Armani

Cabelos
Vasco Freitas
para DeepSenses com
produtos KÉrAstase

Manequim
Daria da Karacter
Models

Camisa de flores
em chiffon, €39,90
Lanidor
Cinto em pele
com fivela, €35
Colar em pérolas
junto ao pescoço, €35
Colar de pérolas
de várias voltas, €60
Colar de pérolas
com correntes douradas, €45
Colar de pérolas, €19,90
Pulseiras com pedras, €80
Anel azul e rosa, €20
Brincos com pedras verdes, €35
Casa Batalha

63
3

4
2

1 5 7 8

HAppy christmas
Aproxima-se o Natal e ideias para presentes nunca são demais. Seleccionámos algumas peças das diversas colecções das marcas
do Grupo Lanidor e que seguem as grandes tendências da estação. Uma escolha inspiradora para que faça desta a melhor época do ano.
1 polícia alt. 27cm 64€ Companhia do Campo 2 árvore castiçal 29cm 26.90€ Companhia do Campo 3 pássaro 4.90€ Companhia
do Campo 4 brincos 35€ Casa Batalha 5 mesa com gaveta 25x25x23cm 58€ Companhia do Campo 6 carteira 125€ Globe
7 manta 180x150cm 100€ companhia do campo 8 sapatos 115€ Globe

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why//LAMAG
9

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1 4

11
2

12

Stamps&roses
1 túnica 49.90€ lanidor 2 colar 30€ casa batalha 3 galochas 29.90€ lanidor 4 casaco 220€ globe 5 pulseira 9.90€ lanidor
6 manta 120x170cm 88€ companhia do campo 7 brincos 12.50€ casa batalha 8 vaso 20cm 6.90€ companhia do campo 9 caixa 60€
companhia do campo 10 cinzeiro 17x13cm 22€ companhia do campo 11 carteira 109.90€ lanidor 12 sapatos 125€ globe

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1

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10
9

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12
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13

1 prato 20cm 9.80€ companhia do campo 2 cinto 34.90€ lanidor 3 anel 15€ casa batalha 4 túnica 49.90€ lanidor 5 lenço 39.90€
lanidor 6 caixa 24€ companhia do campo 7 abatjour 26€ companhia do campo 8 mala de viagem 99.90€ lanidor
9 pulseira 9.90€ lanidor 10 cinzeiro 20x12cm 12€ companhia do campo 11 almofada 40x40cm 18€ companhia do campo
12 almofada 30x50cm 18€ companhia do campo 13 candeeiro alt. 37cm 190€ companhia do campo 14 carteira 29.90€ lanidor

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why//LAMAG 3

11

10

12

ANIMALIA
1 colete em pele 200€ globe 2 pulseiras em madeira 7,90€ cada lanidor 3 casaco 190€ globe 4 porta-moedas 16.90€ lanidor
5 jeans 49.90€ lanidor 6 album de fotografias 26€ companhia do campo 7 tabuleiro 38x26cm 20€ companhia do campo
8 tabuleiro 24x18cm 14€ companhia do campo 9 carteira 200€ globe 10 pisa-papéis 9cm diâmetro 22.50€ companhia do campo
11 cabide veado alt. 48.5cm 40€ companhia do campo 12 cinto 35€ globe

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2
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1

3 5

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11 8

12

1 cinto 39.90€ lanidor 2 luvas 30€ globe 3 anel 30€ casa batalha 4 top 49.90€ lanidor 5 cinzeiro 13x16.5cm 18€ companhia do
campo 6 blusão em pele 219.90€ lanidor 7 clutch 120€ globe 8 carteira em pêlo de ovelha 100€ globe 9 concha de molho
em osso 9€ Companhia do Campo 10 botas 170€ globe 11 camisa 120€ globe 12 móvel 200x50x90cm 1.500€ companhia do campo

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why//LAMAG
3 2

5
6

8
10

black party
1 colete de pêlo 224.90€ lanidor 2 sapatos 115€ globe 3 castiçal 34€ companhia do campo 4 cinto 45€ casa batalha
5 pregadeira 25€ casa batalha 6 top 100€ globe 7 relógio de parede 36x8x132cm 172€ companhia do campo
8 cavalo alt. 55cm 68€ companhia do campo 9 clutch 35€ casa batalha 10 porta-chaves 17.50€ casa batalha

70
5

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1

6
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10

11 12

13

15

14

1 abatjour 26€ companhia do campo 2 gorro em malha e pêlo 30€ globe 3 pregadeira 40€ casa batalha 4 números (0 a 9) 2.80€ cada
companhia do campo 5 lanterna 28.5x 58cm 42€ companhia do campo 6 pulseira 7.90€ lanidor 7 pára porta 14cm 14.80€ companhia
do campo 8 colar 16.90€ lanidor 9 blusão em pele 199.90€ lanidor 10 calendário com íman 26x35cm 14.80€ companhia do campo
11 mala de viagem 69.90€ lanidor 12 caixa 20x12.5cm 28€ companhia do campo 13 brincos 35€ casa batalha 14 castiçal 50x30cm 74€
companhia do campo 15 botas 149.90€ lanidor

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why//LAMAG 1

7 5
4

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camel mania
1 calendário 43x55cm 12€ companhia do campo 2 casaco em pele e forro em pêlo 650€ globe 3 clutch 79.90€ lanidor
4 cavalo alt. 46cm 59€ companhia do campo 5 botas 149.90€ lanidor 6 pendente coração 122cm 13.40€ cada companhia do campo
10

7 cesto de madeira 32x32x18cm 48€ companhia do campo 8 moldura 5.5x5.5cm 10€ companhia do campo
9 computador portátil 13” 490€ lanidor 10 conjunto de 6 pulseiras 12.90€ lanidor

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4 2
3 1

5
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1 papagaio alt. 20cm 16€ companhia do campo 2 relógio de madeira 60cm 60€ companhia do campo 3 moldura 6.5x9cm 12.50€
companhia do campo 4 moldura 8x6cm 10€ companhia do campo 5 moldura 7x5.5cm 10€ companhia do campo 6 cinto 45€ globe
7 carteira 99.90€ lanidor 8 túnica em malha tricotada 99.90€ lanidor 9 pendente 72cm 21.10€ companhia do campo
10 cómoda de 2 gavetas 70x45x92cm 540€ companhia do campo 11 gabardina 225€ globe 12 botas 139.90€ lanidor
13 cinto 35€ globe 14 mocho de cerâmica alt. 40cm 145€ companhia do campo

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why//LAMAG 3

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blue moon
1 candeeiro 18x11x105cm 235€ companhia do campo 2 vestido de veludo 89.90€ lanidor 3 caixa 12cm 14.40€ companhia do campo
4 colar 25€ casa batalha 5 carteira 49.90€ lanidor 6 colete 70€ globe 7 brincos 15€ casa batalha 8 écharpe 29.90€ lanidor
9 cavalo alt. 25cm 28€ companhia do campo 10 sofá de veludo 80x80x90cm 1.100€ companhia do campo
11 garrafas 48€ cada companhia do campo 12 colar 24.90€ lanidor

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4

6
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14
10

1 moldura 12.6x17.5cm 22€ companhia do campo 2 pulseira 9.90€ lanidor 3 blusa 39.90€ lanidor
4 taça 40cm diâmetro 77€ companhia do campo 5 cachecol 19.90€ lanidor 6 brincos 30€ casa batalha 7 vestido 160€ globe
8 abatjour 26€ companhia do campo 9 brincos 20.00€ casa batalha 10 macaco 95€ globe 11 conjunto sete corações 30cm 19.40€
companhia do campo 12 candeeiro 22cm diâmetro 60€ companhia do campo 13 candeeiro alt. 75cm 94€ companhia do campo
14 cinzeiro cerâmica lisboa 25.3 x 14cm 19.20€ companhia do campo 15 caixa cerâmica lisboa 23x11.50x10cm 40€ companhia do campo

75
why//LAMAG Maria Roquete
com Maria, 9 anos
Mãe
«natal é o tempo em que
reunimos a família para
celebrar o nascimento
de jesus»
vestido lanidor, 89,90€
colar lanidor, 19,90€

Maria
«natal foi quando jesus nasceu.
é um dia especial
em que estamos em família
e damos presentes uns
aos outros»
vestido la kids, 37,90€

Cláudio Gomes
com Beatriz, 5 anos
Pai
«natal é estar com a minha
família em paz, harmonia
e com muita saúde»
Camisola Burberry, 100€
Calças Polo Ralph Lauren, 121€

Beatriz
«o pai natal conduz
um trenó puxado por renas
que conseguem voar mesmo
não tendo asas. na noite
de natal deixa presentes
às crianças que se
portaram bem
durante todo o ano»
camisa la kids, 29,90€
saia la kids, 37,90€
cache coeur la kids, 34,90€

76
Natal é... Fotografia isabel pinto

Pedimos a oito crianças do catálogo LA Kids


que se deixassem fotografar com os pais
e que partilhassem connosco o que pensam
todos eles sobre o que é isso de ser Natal.

77
why//LAMAG Filipe Amaro com
Madalena, 3 anos
e Lourenço, 6 anos
Pai
«natal é celebrar o advento
acreditando que a cada ano
podemos nascer outra vez»
fato hackett, 750€
camisa hackett, 130€

Madalena
«no natal gosto de acordar
de manhã e descobrir
a surpresa que o pai natal
deixou no calendário.
e gosto de ir ao musgo e fazer
um presépio grande.
ah! e também gosto muito
dos presentes!»
casaco la kids, 32,90€
camisa la kids, 29,90€
saia la kids, 32,90€
sapatos la kids, 32,90€

Lourenço
«o pai natal de verdade nunca
se mostra. esses que vemos
por aí são ajudantes do pai natal!
o pai natal, por sua vez,
é ajudante do menino jesus»
CASACO LA KIDS, 32,90€
CAMISA LA KIDS, 22,90€
CALÇÕES LA KIDS, 35,90€

78
Mafalda Valente
de Almeida com
Benedita, 21 meses
Mãe
«natal é o tempo em que
buscamos no olhar das
nossas crianças alegria
para seguir em frente,
ainda que cheios
de saudades de quem
já partiu»
Vestido Lanidor, 69,90€
Colar Lanidor, 19,90€

Benedita
ainda não fala nem
percebe porque é que
todos dizem que é o menino
jesus da família.
Bolero LA Kids, 34,90€
Vestido LA Kids, 38,90€
Camisa LA Kids, 27,90€
sapatos LA Kids, 27,90€

79
why//LAMAG Sofia Cruz
com Mariana
e Mafalda, 8 anos
Mãe
«Natal é a ternura
do passado, a coragem
do presente e a esperança
no futuro»
Camisola Lanidor, 49,90€
Jeans Lanidor, 49,90€
Colar Lanidor, 22,90€

Mafalda & Mariana


«este natal queríamos
ir à lapónia visitar
a casa do pai natal
de verdade»
Bolero LA Kids, 29,90€
Vestido LA Kids, 39,90€
Camisa LA Kids, 22,90€
Calções LA Kids, 29,90€

80
Rui Garrido com
Vasco, 4 anos
Pai
«natal é definitivamente
sinónimo de criança.
lembro-me do sentido que
fazia quando era miúdo!
entretanto a magia vai-se
perdendo e regressa muitos
anos mais tarde de novo
através das crianças:
as nossas e as dos
outros, reunidas!»
Casaco Ralph Lauren, 171€
Camisa Ralph Lauren, 102€
Jeans Polo Ralph Lauren, 119€
Botas Guess, 119€

Vasco
«no natal fica a nevar
na suécia e o pai natal
é parecido com o tio xanito.
este ano quero receber
um homem aranha e uma wii»
Camisola LA Kids, 27,90€
Camisa LA Kids, 19,90€
Calções LA Kids, 34,90€
Sapatos LA Kids, 27,90€

AGRADECEMOS A COLABORAÇÃO
Do EL CORTE INGLÉS 81
rel

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83
why//LAMAG

© corbis vmi
London, Texas helena mascarenhas

A
conversa surgiu Não foi preciso esperar muito tempo.
naturalmente , Aos 18 anos, a ansiada viagem, a pri-
há muitos anos. meira e a mais importante, realizou-se.
Lembro-me dos A sensação de entrar num avião pela
mosaicos ver- primeira vez mantinha a adrenalina em
des e brancos do combustão. E, num instante, ali esta-
chão da cozinha, va eu, na cidade onde tinha sido feita,
da mesa encosta- como me contara a minha mãe.
da à parede, uma Era Janeiro. Dia 11. Mal o avião aterrara,
tarde soalheira, pela janela via-se o manto de neve que
aquela em que a minha mãe me disse: tudo cobria. O frio era tanto que vesti
«Foste feita em Londres.» uma camisola de gola alta, gorro e lu-
Desde esse instante, a minha cabeça vas à espreita, colocados no bolso do
Sei que o Hyde disparou e nunca mais parou. Como é
que ela sabia exactamente o local onde,
caso de inverno, preto. De Gatwick ha-
via que apanhar um comboio para Vic-
Park ora me pelos vistos, eu começara? Depois
acrescentou: «A cidade metia medo;
toria Station, o primeiro lugar em que
os meus olhos pousaram num misto de
deliciava ora muito escura; muito grande. Não é sí-
tio onde gostasse de voltar.» Talvez por
realidade e ficção. À porta lá estavam
os famosos táxis pretos, o nevoeiro,
me enchia isso, mais tarde, entendesse o sentido
da frase: «Nunca devemos voltar ao lu-
o sotaque igual ao do “Reviver o Pas-
sado em Brideshead”, a série, depois o

de melancolia, gar onde já fomos felizes.»


Nesse dia surpreendente, comecei a so-
livro, um dos primeiros a cortarem-me
a respiração.

que a nhar com Londres. Para mim, a cidade te-


ria sempre um segredo que, mais cedo ou
Ao contrário do que esperava, não me
senti em casa. Nem no estrangeiro,

turbulência mais tarde, haveria de tentar desvendar.


Os anos passaram velozes e, já ado-
como se costuma dizer. Na verdade,
nem sei bem o que se passou duran-

das ruas me
lescente, um filme voltou a aguçar a te todo aquele tempo em que acreditei
curiosidade. Chamava-se “Paris-Te- que a minha vida tinha de recomeçar
xas”. Trata-se da história de um ho- ali, outra vez.
deixava entre mem que, depois de estar desaparecido
durante alguns anos, é reencontrado
Sei que o Hyde Park ora me delicia-
va ora me enchia de melancolia, que a
a alegria pelo irmão num hospital do Texas. Mo-
ribundo e amnésico, é levado para casa
turbulência das ruas me deixava entre
a alegria e o espanto e, acima de tudo,
e o espanto e, da família, onde reencontra o filho, que
fora abandonado pela mãe. Depois de
que a vida me pusera perante a primei-
ra prova de fogo: viver sem rede.
acima de tudo, se estranharem, pai e filho iniciam uma
reaproximação que culmina no desejo
Nada foi fácil nem impossível. Talvez
um pouco sombrio e, seguramente,
que a vida me do homem reencontrar a sua mulher e
recomeçar a sua vida.
confuso. Mas não será mais ao menos
isto que qualquer adolescente experi-
pusera perante Tal como Travis (o nome do protagonis-
ta do filme, a quem o actor Harry Dean
menta quando se confronta com o ine-
vitável ritual de iniciação à fase adulta?
a primeira Stanton dá corpo com um imenso ta-
lento) também eu passei a andar com
Londres, a cidade onde mais vezes vol-
tei, continua a provocar-me uma in-

prova de fogo: uma fotografia de Londres na carteira,


à espera da primeira oportunidade para
quietação e uma energia diferente de
qualquer outra. Será sempre a minha

viver sem rede conhecer aquele que para mim se tinha


tornado num lugar misterioso.
a minha “London-Texas”. O primeiro
dos meus filmes. LA

84
why//LAMAG

© corbis vmi
s
Texto carla ribeiro

hristma
C TIME

C
rias, frutos secos, passas e frutas cris- Este ano vou desafiar os meus filhos
talizadas (embora haja já a variante de a inovarmos as prendas e lançarmo-nos
chocolate) e o não tão menos irresistí- na mais completa aventura de fazermos
om o Natal vel mulled wine. Mas este gosto e preocu- sabões com diferentes formatos e chei-
quase ao vi- pação pelo que nasce das nossas mãos ros. Uma lembrança requintada que re-
rar da folha do e não das prateleiras dos supermerca- lembrará a nossa amizade no simples
calendário, as dos continua, surgindo nas revistas e gesto de lavar as mãos. Nada mais bási-
memórias do nos programas televisivos de DIY (do it co do que cortar barras de glicerina sem
tempo vivi- yourself), sempre novas ideias para sur- cheiro em cubos pequenos, o suficiente
do no Sul de preender familiares e amigos. para encher duas chávenas, derretê-las
Inglaterra invadem-nos as conversas e Deixo-vos duas. lentamente numa panela anti-aderente
enchem-nos de uma profunda nostal- Não resisto a partilhar a receita deste e adicionar-lhe, quando derretida, co-
gia. Lembramo-nos como o tempo fluía vinho adocicado e aromático servido rante alimentar ou óleos essenciais ou
devagar lá em casa, como o forno reve- ainda morno e depois a qualquer hora pétalas ou ervas aromáticas ou raspa
lava a cada dia novos biscoitos, pãezi- que a alma precise de aconchego. de fruta. O limite é a sua imaginação.
nhos ou pizzas rocambolescas. Como o Numa panela juntar uma garrafa de vi- Depois basta colocar em moldes de bo-
verde do campo e o amarelo das searas nho tinto (e não seja modesto na esco- lachas, latas de conservas ou pacotes
e das margaridas nos acenavam a cami- lha tendo em atenção o produto final) pequenos de leite cortados e untados de
nho do parque infantil em Wye. e 2 colheres de sopa de açúcar ama- óleo. Demora cerca de 3 horas a arre-
O valor dado ao tempo distingue-nos relo, deixando o açúcar dissolver-se fecer e ganhar consistência. Retirados
grandemente da cultura anglo-saxóni- em lume brando. Adicionar depois um do molde inspire-se no seu embrulho.
ca. São imperdíveis e vitais os momen- pau de canela, 3 a 4 rodelas de laranja Em caixas envoltos em papel crepe,
tos passados em família no jardim, nos e limão, uma laranja cravejada de meia em serapilheira fina atada com ráfia,
parques, nas feiras e a caminhar pelo colher de sopa de cravinhos e algumas de certeza que as crianças encontrarão
campo ou pela praia. Este estilo de vida tiras finas de gengibre. Tapar e aquecer ainda mais brilhantes e inovadoras su-
caracterizado pela simplicidade e por lentamente até o vapor começar a sur- gestões de embrulhos.
uma certa rusticidade explica a opção gir. Ir provando até a infusão ter o sa- Falo por mim, mas preparar o Natal
por, muito antes da quadra natalícia, bor desejado, ligeiramente doce e cheio em avanço abre mais cedo as portas da
a cozinha se agitar de farinha, alegria de aroma. Depois é só retirar as frutas nossa casa àquele espírito inexplicável
e boa disposição para preparar o famoso e especiarias e deleitar-se. Morno junto de paz e harmonia. Experimentem! LA
Chistmas pudding, recheado de especia- à lareira surte sempre outro efeito.

86
DIVULGAÇÃO
Memórias
do Futuro
Narrativa de uma família
O novo livro
de Daniel Sampaio
 

A experiência de crescer perto dos nossos avós alegra-nos


a infância, enche-nos de nostalgia enquanto adultos e decerto
consola-nos na velhice. Estrutura-nos a nossa maneira de ser e,
se calhar de entender o mundo, ouvir as suas histórias e conhecer a sua
própria história. Neste livro, o psiquiatra e escritor apresenta-nos como
principal personagem um avô que, por ocasião do casamento do neto
se confronta com a velhice e com a morte, ao mesmo tempo que, recuando
no tempo, se relembra do seu próprio percurso de vida. Editado recentemente
pela Editorial Caminho, estas páginas chamam-nos a atenção para os laços
familiares e para as questões em torno da família.

As melhores
canções
para crescer
Letras que
contam histórias

A geração de pais que cresceu com os Xutos & Pontapés tem


aqui uma brilhante oportunidade de partilhar com os seus
filhos muitas letras que celebrizaram a nossa banda rock
por excelência. Neste livro infantil, lançado pela Oficina
do Livro, as ilustrações de Miguel Gabriel dão vida às muitas
palavras de Tim, Zé Pedro e Margarida Fonseca Santos.
Já se imaginou a trautear o “Homem do Leme”, enquanto o seu
filho mergulha naquele mar turbulento e encarna aquele homem
sorridente e confiante, muito embora um tubarão espreite nas

E que tal redondezas e um óvni se atrele à embarcação? Releia, relembre


e cante com eles.
apadrinhar
um animal
como prenda?
O site do Jardim Zoológico de Lisboa, além de nos relembrar
que uma visita já tarda, sugere-nos esta espectacular ideia
de surpreender miúdos e graúdos com uma prenda no mínimo
diferente. Como se explica, todos os animais podem ser apadrinhados,
mas definem-se 12 animais fixos que têm BI específico – O elefante
Primavera, o leão Simba, o golfinho Vicky, a girafa Barnabé,
o hipopótamo Bocas, o leão-marinho Joy, o pinguim Ondinhas, o Tigre
da Sibéria Bela, a tartaruga Cleópatra, o Koala Moonan, o chimpanzé
Dari e o tigre-branco Cristal. Desta forma estará a contribuir para
um projecto mundial de conservação, contribuindo para o crescimento
e alimentação do seu afilhado durante 1 ano.

87
a
HOW//LAMAG marca que
transformou a prática
gabardina inglesa
num ícone de moda,
criando a partir
desta peça básica
todo um universo de
roupa e acessórios de
luxo, tem a partir de
agora uma palavra
a dizer no domínio
da maquilhagem.
A colecção Burberry Beauty aposta nos
produtos básicos – pós para aperfeiçoar

Burberry
a pele, sombras de olhos, batons e gloss –
em tons neutros e em texturas leves, que
deixam transparecer a luminosidade natural
da pele.

Beauty
«Nos desfiles, deparava-me sempre com
uma lacuna no guarda-roupa Burberry: tí-
nhamos a roupa, os sapatos e todos os outros
acessórios, mas faltava uma maquilhagem

NEW BRIT
com a nossa assinatura, capaz de transmitir
a elegância sem esforço que é a verdadeira
essência da marca», diz Christopher Bailey,
director criativo da casa Burberry.

STYLE
A colecção reflecte o estilo simultaneamente
descontraído e sofisticado da marca. O bege
domina a paleta de tons naturais, inspirada
no mítico trench coat e no tempestuoso céu in-
glês, com as suas nuances de azul profundo,
cinzento e violeta. As embalagens de metal
são decoradas com o inconfundível padrão
v e ra sa lda n h a xadrez, que se repete no interior, gravado
nos próprios produtos. «Trabalhámos todos
os aspectos da colecção de acordo com os có-
digos Burberry», diz Bailey. Lily Donaldson,
Rosie Huntington-Whiteley e Nina Porter,
três das mais requisitadas modelos inglesas
Cool. Trendy. do momento, interpretam as diferentes face-

Sofisticada. tas da mulher Burberry na campanha publi-


citária fotografada por Mario Testino. LA
Intemporal.
A maquilhagem
Burberry é o
novo objecto
de desejo das
fashion addicts,
o acessório que
faltava para
sublinhar o estilo
inconfundível
desta marca
britânica
88
© GETTY IMAGES

© GETTY IMAGES

© corbis vmi
e r
e m ay jagg ss
lily col georgia k ate mo

BEAUTY
REPORT
F r o m L o n d o n

B E
oho-chic: “Boho” é abreviatura de cologia: a “green atitude” tem muitos
bohemian. Kate Moss e Sienna Miller adeptos em terras de Sua Majestade.
são os ícones deste estilo que é a A mais famosa é Stella McCartney,
nova versão do look hippie, com um precursora da moda sustentável,
toque moderno e urbano. O eyeliner é a peça feita com respeito pelo ambiente sem abdicar
fundamental da maquilhagem e o cabelo da sofisticação. Em 2007, lançou a linha
solto parece penteado à pressa, mas um olhar de cosméticos orgânicos de luxo Care by
atento percebe o corte e a cor impecáveis. Stella McCartney, que ainda hoje é um

G
sucesso e inspirou outras marcas de topo
eorgia May Jagger: aos 18 anos, a filha a seguirem a mesma via.

T
mais nova de Mick Jagger e Jerry
Hall é a nova paixão da indústria op models: as modelos inglesas estão
da moda. Já foi capa da “Vogue”, na moda. Lily Donaldson, Lily Cole,
desfilou e fez fotos para Chanel, colabora Agyness Deyn e Emma Maclaren
com Versace e Rimmel. Foi eleita British Model são os nomes de quem se fala.
of the Year no último British Fashion Awards. Têm uma atitude super cool, muita
Tem a beleza da mãe, o carisma do pai personalidade e o seu estilo é copiado
e um certo ar de aristocrata rebelde. por uma legião de fãs.
Só usa batom vermelho e por causa disso
os amigos chamam-lhe Scarlet.

89
HOW//LAMAG

o
acessório
fundamental
para obter
o novo look

Chic
minimalista, com
a boca em grande
destaque. Sem
mais maquilhagem
além de um toque
discreto de blush.

Urban B a t o me l h o
verm

Cool vera saldanha

Nesta estação, a moda


redefine o significado
do luxo, que não quer
nada com ostentação,
muito menos com
opulência.
A beleza sem esforço
está na ordem do dia,
mas com um acabamento
cuidado. Bege e new
Na maquilhagem, is th k
a onda minimalista bl a ca maquilhagem,
não dispensa um toque
extravagante.
n esta tendência
traduz-se num
efeito nude em que
impera a cor da pele.
Os cabelos soltos Fica bem com a paleta
neutra da estação:
revelam a sua verdadeira castanho, caqui,
camel, verde azeitona,
natureza dourado.
90
BEAUTY & HAIR TRENDS

n h a s
U t u re
co u

Y
ves Saint Laurent reinventa a french
manicure a cores, reflectindo uma
tendência incontornável: o verniz é um
acessório indispensável para estar na moda.
Em vermelho vivo, em cores escuras (azul,
verde, castanho), ou ainda, chiquíssimo,
em tons neutros de bege.

e l o em
Cab linho
desa
s
olto e ao
natural,

Tr a ç ot í n u o
penteado
descuidadamente.

con
Mas muito bem
tratado, cortado

o
lhos contornados e com a coloração
a preto, mas sem o efeito em dia, para não
esfumado das últimas resvalar para uma
estações. O traço forte do imagem desleixada.
eyeliner substitui o lápis para O estilo boémio-
dar intensidade ao olhar. -chique que Kate
Moss adoptou
como seu está a
conquistar o mundo.
91
HOW//LAMAG

Faça-se
Sem os
devidos
cuidados,
a pele pode
ficar tão
luz vera saldanha

C
baça e triste
como um dia a regeneração nocturna
das células e garantir uma

nublado. pele fresca e descansada


pela manhã. Para um efeito

Eis os truques mais espectacular, a solução


está nas novas técnicas

para fazer dermatológicas de peeling,


mesoterapia, fototerapia e

boa cara ao
radiofrequência.
Na maquilhagem, o mais

mau tempo
ada época do ano tem a sua importante é apostar na
própria rotina de beleza. No leveza e na transparência.
Inverno, já não é possível E, aqui, há dois produtos
contar com o bronzeado para essenciais: o corrector de
disfarçar as olheiras e as olheiras e a base. Vale a
rugas, que se notam mais em pena perder algum tempo
contraste com a palidez da a procurar a cor certa
cara. A alternativa é tratar da do corrector para cada
ins
clar re jour pele melhor do que nunca. pessoa, porque não há
it a l lumie ade, Quando está frio, é preciso nada melhor para apagar
cap d
Tr a ta m ento anti-i anchas hidratá-la bem, para que instantaneamente as olheiras
d a d e e a nti-m
luminosi não sofra com a secura dos e o ar cansado. Quanto à
ambientes aquecidos nem base, o segredo é procurar
com o ar agreste da rua. À a cor real, em vez da cor
noite, a limpeza quer-se ideal. Não vale a pena usar
suave, para não acrescentar uma base escura para tentar
mais uma agressão à fúria imitar o bronzeado, nem
dos elementos. Os produtos um tom rosado “para dar
esfoliantes são óptimos frescura”, porque o resultado
para revelar a luminosidade é artificial. O efeito “boas
da pele, pois removem cores” consegue-se no fim,
as células mortas que a com blush, que, esse sim,
asfixiam. O creme de noite é deverá ter sempre algum
fundamental para promover pigmento cor-de-rosa. LA

92
givenchy
le soin noir yeaux
Ajuda na redução
de rugas, papos e olheiras

d o r e s
m i n a
Ilu â n e o s
a n t
inst Qualquer coisa cor-de-rosa perto Um grande sorriso. E o batom
da cara: um lenço, uma écharpe, encarnado – encarnado verdadeiro,
uma gola alta ou uns brincos sem tons de laranja, nem de rosa,
de pérola. nem de castanho – faz os dentes
parecerem mais brancos.
Um par de brincos de brilhantes ou
de strass irradia um brilho suave, Uma máscara de beleza hidratante
que tem um efeito mágico no rosto. revitaliza instantaneamente uma
pele seca.
Umas madeixas mais claras no
cabelo, à frente. Uma mistura subtil
guerlain de tons dá sempre um ar mais leve
creme
orchidée do que uma cor uniforme.
impériale

chanel
sublimage
essence

la prairie
white caviar
illuminating
système

93
HOW//LAMAG
ENERGIA
indulg h
hocol
ence c oks
B o
at

Murdoc on.co.uk
e

PARA vera saldanha

O INVERNO
az
www.am

O
Inverno arterial e desidrata a pele. Espalhe
tem muitas óleos essenciais benfazejos no
coisas boas: ar: estimulantes de manhã, para
as castanhas acordar, e relaxantes à noite.
assadas, No fim, aplique um creme ou óleo
as camisolas, hidratante no corpo todo.
a lareira,
o Natal. Mas se o Verão convida O chocolate é uma
à actividade e à vida ao ar livre, deliciosa fonte de bom humor.
agora o que apetece é hibernar como Há estudos científicos que
um urso polar. Há uma explicação demonstram uma subida real
túnica
colorida
científica para isto: falta de luz. dos níveis de serotonina no sangue,
e sapatos O ser humano está geneticamente depois de o comer (a serotonina
lanidor programado para viver de dia é outro neurotransmissor que
e dormir à noite. O seu organismo dá sensação de bem-estar, como
guia-se por indicadores externos, a endorfina). O cacau contém várias
como a temperatura e a luz, para substâncias estimulantes e não
acertar o passo com a natureza – se sabe, ao certo, qual delas tem
por isso é tão difícil sair da cama este efeito. Mas sabe-se que
nas manhãs escuras de Inverno. é rico em magnésio, cujo efeito
O que fazer, para acertar o relógio anti-stresse é conhecido.
biológico?

Ir ao ginásio é uma resposta.


Energia gera energia. O exercício
físico activa a circulação do sangue

Nos dias frio


e, consequentemente, aumenta
a temperatura do corpo. E ainda

e cinzentoss, estimula a produção de endorfina,


um neurotransmissor que actua

ténis e há que
sa c o
n
como um antidepressivo natural.
nike wome
manter As cores certas ajudam. trufas pavé
www.pancracicacao

o humor Segundo a cromoterapia, as sete o.com


cores que compõem a luz solar
acima dos emitem vibrações energéticas
zero graus e diferentes, cada uma com o seu
efeito terapêutico. Cores frias, como
espantar a o azul e o verde, são calmantes.

preguiça com As quentes são estimulantes:


o encarnado dá energia e
tratamentos combatividade, o laranja é a cor

reconfortante da boa disposição.

protecçãso, Um duche quentinho é um


extra e muit bom remédio contra o desânimo.

a Mas atenção à temperatura, pois

energia a água muito quente baixa a tensão

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Beleza
Corpo e Alma
e n
vera saldanha gamila secret
sabonete
stamos na melhor o Inverno, wild rose
época do ano os rituais
para explorar de beleza
as delícias dos centram-se
tratamentos na hidratação.
de spa. Não há O frio, o vento
refúgio mais e o ar seco
agradável, naqueles dias dos ambientes aquecidos
em que não apetece mesmo desidratam a cara e as mãos,
nada andar na rua, ao frio que estão sempre expostas.
e à chuva, do que um lugar A pele do corpo, abafada
onde o conforto está acima pelas roupas, também dá
de todas as coisas. sinais de desconforto. biothe
óleo rme
Num spa de luxo, o mais Do que ela mais precisa, pa
o duc ra
he
simples tratamento de beleza neste momento, é de ser
ganha uma aura especial mimada todos os dias com
de requinte, graças à atenção cremes reconfortantes
que é dada aos detalhes e óleos nutritivos, para ficar
– desde a decoração à macia como seda.
iluminação, passando pelos Os óleos são especialmente
aromas e pelas massagens. indicados para a pele muito
É assim no LA Spa Shiseido, seca, pois protegem melhor
onde os tratamentos da desidratação. No spa,
conjugam as terapias recomenda-se o tratamento
holísticas orientais com os Qi Corpo e Mente: uma
produtos de corpo e rosto experiência relaxante que l’occitane
manteiga de
Shiseido. Fiel às suas raízes associa a massagem Qi aos karité pura
japonesas, a marca dá muita benefícios da aromacologia,
importância ao equilíbrio complementada com
da energia vital – Qi – que o super-hidratante
circula no corpo e por isso Replenishing Body Cream. LA
criou, para os tratamentos biotherme
bálsamo nutriçÃo
do spa, um método de intensa
massagem cuja finalidade
é harmonizar essa energia:
o método Qi.

95
HOW//LAMAG
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Inpirado na sua paixão pela arte, Marc jacobs capta

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branco, gardénia Alberto Marilhas que se
e tangerina amarga desenvolve em torno de três
e picante. A estas pulsações: o maracujá,
fragrâncias juntam- exótico e divertido,
-se notas atabacadas o almíscar e a gardénia,
e também âmbar, que fazem parte
pêssego, incenso, da pulsação socialite
patchoulie, e por fim a baunilha
sândalo e madeiras e o haba tonka que lhe dão
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a maquilhagem área do contorno dos olhos, propensa
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e do rosto, que os indesejados papos! Aplicar
é eliminada rapidamente de manhã e à noite, com a ajuda
através da água do aplicador com ponta de prata.
sem deixar a mínima Very chic!
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HOW//LAMAG
Desde a sua colocação no estrangeiro que a fa-
mília decidira lá ir passar um Ano Novo. So-
nhando, afinal, não só com o calor de estar fora
entre os seus, mas também desejando saborear
e fazer jus aos folhetos turísticos que louvam os
fogos-de-artifício do Tamisa.
Assim, passado o Natal desaguámos em Londres
no dia 30 de Dezembro. O tempo estava péssi-
mo. Chovia e o vento havia dificultado muito
a aterragem. O meu estômago, depois do voo,
não estava muito melhor… Enfim, nada que uma
boa noite de sono e o acolhimento fraterno não
resolvessem. O problema veio depois.
Chegados ao 31 de Dezembro, o meu marido e eu
decidimos que veríamos as festividades em Tra-
falgar Square. Bem nos avisaram que era solução
arriscada. Mas a decisão estava tomada.
O meu irmão e a minha cunhada, inteligen-
tes, ficaram a fazer os preparativos da ceia. Nós
avançámos.
Descrever o que foi o caminho para lá dava ou-

Recordar
tra crónica. Nesta limito-me a dizer que quando
conseguimos “a little place to stay” tinham passa-
do mais de duas horas sobre a nossa saída e as
roupas que levávamos estavam literalmente en-

Londres…
charcadas.
Quando as badaladas começaram a soar, aí sim
foi o bom e o bonito. As hordas começaram
a agitar-se, a beber, a cantar, a gritar e a dan-
çar, levando atrás de si quem não fosse volun-

D
tariamente na onda. De repente, voou próximo
helena sacadura cabral algo que só mais tarde percebi ser uma garrafa
que, no seu percurso aéreo, decidiu embater em
evo confessar que, mim, provocando-me, de imediato, o desequi-
para mim, há cida- líbrio, o qual só foi recuperado no chão. Na face,
des para viver e ci- um fio de sangue escorria da minha testa, com
dades para visitar. origem num tremendo hematoma que não para-
Londres situa-se, do va de crescer.
meu ponto de vista, O que se seguiu foi o hospital que funcionou de
entre estas últimas. modo exemplar. Levei três pontos ingleses que
Barcelona, ao con- ainda hoje são imagem de marca na minha pre-
trário situa-se entre ciosa cabeça.
as primeiras. Por mais que me esforce – e já voltei a Londres
Porquê, perguntar-me-ão? É uma “estória” na muitas vezes – sempre que tomo o avião para
história da minha vida. Vou tentar explicar. este destino, não consigo controlar a lembrança
Nunca falei bem inglês, pese embora a facilida- daquela «minha primeira vez».
de da língua e o facto de quase todos os manuais Por isso, quando me deram o tema para esta
de economia de que me sirvo serem neste idio- crónica, saiu-me de imediato, a sentida e sonora
ma, o que significa que leio e conheço bem o vo- exclamação «mas que dor de cabeça!».
cabulário. Mas não gosto de me expressar nele. Digam lá se não tinha toda a razão?
Este facto limita aquilo que mais gosto de fazer E se estavam à espera de um roteiro londrino mui-
quando viajo, que é conversar com as pessoas to pessoal, das lojas imprescindíveis, dos teatros
que vou encontrando. inesquecíveis, dos museus de referência, das li-
Acresce que o segundo posto diplomático do vrarias especiais e até dos pequenos restaurantes
meu irmão mais velho foi justamente na capital onde ainda se consegue comer bem, esqueçam.
inglesa, o que, para a maior parte das pessoas, Para mim, esta capital há-de ser, sempre, aque-
seria até uma mais-valia familiar. No meu caso, la onde sofri a mais forte cabeçada da minha
não. E aqui começa a tal aventura. vida... LA

98
99
HOW//LAMAG tronco de natal
com Groselhas

Natal
Renda-se aos prazeres dos doces natalícios,
numa reinvenção do tronco de Natal.
Uma saborosa tentação de chocolate,
com uma textura envolvente que contrasta
com as bagas de groselha que relembram
as bagas do azevinho.

LA
Ingredientes
Torta
4 ovos
200 g de chocolate de culinária
75 g de açúcar
1 colher de sopa de farinha com
fermento
50 g de manteiga com sal

CAFFÉ
Recheio e cobertura
200 g de chocolate de culinária
100 g de chocolate de leite para
culinária
50 g de manteiga
0,5 dl de natas
2 colheres de sopa de licor Kalhua
200 g de groselhas

Decoração
50 g de chocolate de culinária

Texto solange cosme Para a torta derreta o chocolate e a manteiga


numa tigela, em banho-maria. Num recipiente
Fotografia teresa aires à parte envolva os ovos com o açúcar até obter
uma mistura homogénea, junte o chocolate
entretanto derretido e por fim junte a farinha.
Envolva todo o preparado com cuidado e leve
ao forno num tabuleiro forrado com papel
vegetal, previamente untado com manteiga
e polvilhado com farinha. Deixe no forno
durante 15 m num máximo de 180ºC.
Quando cozida, desenforme a torta sobre uma
folha de papel vegetal polvilhada com açúcar.
Para o recheio, derreta o chocolate com
a manteiga e junte as natas e o licor.
Deixe arrefecer de modo a solidificar para
depois conseguir barrar. Com a torta ainda
morna, barre a torta com metade do recheio
e de seguida disponha os bagos das groselhas,
reservando alguns para a decoração. Enrole
cuidadosamente para formar a torta, cortando
as extremidades que serão aproveitadas
para dar a forma do tronco. Cubra toda a torta
com o restante recheio e deixe no frio pelo
menos 2 horas.
Agora deixe a sua veia criativa falar mais
alto. Comece por derreter 50 g de chocolate
e - em cima de papel vegetal - desenhe com
ajuda de um saco pasteleiro umas folhas.
Deixe solidificar. Retire do papel e decore
o tronco com as mesmas. Aproveite
as restantes bagas de groselha para as dispor
de forma harmoniosa no seu tronco de Natal.
Dica
Compre um bom chocolate para esta receita.
Quanto maior a percentagem de cacau, mais
saudável é o chocolate e mais delicioso ficará
o seu tronco.
Receita de autor do chef António Latas
Tea Room – Avenida da Liberdade
100
Empada
de bacalhau
com Couve Portuguesa
4 pessoas

Luxo discreto e bom gosto na simplicidade


de um prato tradicional. Uma recriação
do bacalhau servido na Consoada, no qual
se encontra a couve portuguesa e os lombos
de bacalhau inteiros. Uma harmonia
de sabores regados com um bom azeite
e aromatizados com alho.
O pão da refeição é substituído pela massa
quebrada que pode molhar no azeite ainda
morno! A estética do prato é completada pela
travessa de ardósia, misturando o requinte
moderno com as mais antigas tradições.

Ingredientes
2 postas do lombo de bacalhau
600 g de couve portuguesa
8 dentes de alho
1 dl de azeite extra virgem
2 folhas de louro
350 g de farinha de trigo sem
fermento
2 ovos
100 g de margarina
0,5 dl de água
sal e pimenta q. b.

Antes de mais é necessário preparar a massa


da empada. Comece por envolver a farinha,
o ovo, a água e a margarina, até os
ingredientes estarem bem ligados. Reserve
no frio pelo menos 2 horas. Para o recheio
é necessário cozer o bacalhau com 2 dentes de
alho, o louro e um fio de azeite. Quando estiver
cozido deixe arrefecer e limpe de espinhas
e pele, deixando apenas os lombos. À parte, coza
a couve. Quando estiver cozinhada escorra-a
e passe por água fria, escorrendo-a novamente
bem. Frite então a couve levemente no azeite
com 2 dentes de alho picado, tempere com
sal e aromatize com pimenta. Deixe arrefecer.
Voltamos à massa: estenda-a numa superfície
com farinha formando um rectângulo.
Disponha a couve e o bacalhau no centro
da massa de modo a formar um rolo
que quando for cortado mostre o bacalhau
no centro. Unte com uma gema de ovo
e ponha no forno, num tabuleiro
de preferência antiaderente. Deixe no forno
por aproximadamente 25 minutos a 190ºC.
Sirva às fatias, decorado com uns dentes
de alho estalados, com pele, em azeite.
Receita de autor do chef António Latas
Tea Room – Avenida da Liberdade

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HOW//LAMAG
Tornedó
de peru
Recheado com couve de foie
gras, sobre puré de castanhas
e geleia de marmelo com Porto
tinto
4 pessoas

Um almoço de Natal, rodeado da família,


com o tradicional peru recheado numa variante
sugerida pelo chef António Runa.
Uma deliciosa e magnífica criação, fácil
de recriar, na qual os sabores de Inverno
da castanha se juntam ao delicioso molho
de marmelo que acompanham, na perfeição,
uma carne tenra e suculenta.

Ingredientes
600 g de peito de peru
200 g de foie gras
150 g de couve portuguesa
50 g bacon
300 g castanhas
100 g batatas
50 g manteiga
50 dl leite
2 colheres de sopa geleia de marmelo
50 dl vinho do porto tinto
sal e pimenta q. b.

Escalde a couve em água a ferver e reserve,


escorrendo bem.
Comece por preparar o puré cozendo as batatas
e as castanhas. Passe tudo e leve novamente
ao lume com a manteiga e o leite, mexendo até
ficar homogéneo. Tempere com sal e pimenta.
Prepare agora o peito de peru. Recheie com
couve e foie gras, enrole em bacon e leve
a grelhar numa chapa bem quente. À parte,
leve a geleia ao lume com o vinho do Porto e
deixe reduzir. Corte o tornedó de peru às fatias
grossas e coloque por cima do puré. Regue com
a geleia em Porto tinto e sirva de imediato.
Receita de autor do chef António Runa
LA Caffé da Avenida – Avenida da Liberdade

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HOW//LAMAG

ELISA
OCHôA
Crescer na Lanidor
Texto elisa ochôa Fotografia luciana cristhovam
Produção simonne doret
Make-Up (ysl)/ Cabelos (redken) miguel catrica

104
Após ter concluído estudos
em Filosofia na Universidade
Católica Portuguesa, rumou
a Nova Iorque onde estudou
Artes Plásticas.
Pintora, Elisa Ochôa reside agora
em Lisboa onde frequenta o mestrado
em Museologia e Museografia
na Faculdade de Belas-Artes
da Universidade de Lisboa e prepara pintura da

a sua próxima exposição. elisa ao


co
de sua m lo
ãe
autoria de
elisa ochôa
na l anid
Elisa conta como a Lanidor faz rua da p
or da
rata

parte da sua vida ao recordar


os acontecimentos que mais
a marcaram, enquanto filha
de uma funcionária e agora
gerente desta casa há 36 anos.

as
memórias que ali mesmo, entre a Baixa pombalina os seus clientes. Essa maneira delica-
guardo da Lani- e o Chiado. da e hospitaleira era traço característi-
dor são diversas e Ainda hoje, quando por lá passo, per- co do espírito desta empresa, que eu vi
podiam perfeita- siste a memória dos cheiros dos estabe- transformar-se numa marca sofisticada
mente construir lecimentos que frequentava repetidas e inovadora, modernizando o seu logóti-
um álbum de fo- vezes de cada vez que era levada para a po, acompanhando os tempos, realçan-
tografias repleto loja da Lanidor. Da popular Lua de Mel do as qualidades do mundo feminino de
de afectos. onde lanchava com a minha mãe, no hoje, não só na sua maneira de vestir,
A minha passagem pelas lojas desta seu momento de descanso, aos passeios como também no seu bem-estar.
grande marca portuguesa de pronto- com a minha avó que à tarde me leva- A Lanidor deixou marcas afectivas
-a-vestir começou precisamente quan- va a comer um gelado ao mesmo tempo e coloridas na memória agora amadu-
do ainda me encontrava invisível no que admirávamos as montras. recida. Ao viver de perto os ritmos das
mundo que me esperava, pontapean- Como era ainda muito menina – teria diferentes lojas por onde a minha mãe
do a barriga da minha mãe, que todos talvez uns seis anos – todos os elementos passou – Columbano Bordalo Pinheiro,
os dias entrava e saía pela porta da loja da loja eram objecto lúdico. Tal como um Benfica, Avenida de Roma e Amoreiras
número 1 da Lanidor, situada na Rua da jogo, o tempo das crianças tem as suas Shopping – fui também eu tendo essa
Prata, em plena Baixa lisboeta. próprias regras e era assim que passava “segunda casa” ao longo da adolescên-
A minha consciência das vivências da- as minhas horas, imaginando os meus cia, fazendo parte de uma família que
quele lugar está um pouco retalhada mundos, imitando os adultos. Os prova- se conhecia bem e que convivia diaria-
pelo tempo, no entanto subsistem no dores de roupa fascinavam-me especial- mente. As vendedoras da Lanidor eram,
imaginário, juntamente com as memó- mente porque os seus espelhos, que co- em certa medida, minhas segundas
rias da minha mãe, as histórias que me briam a cabine de um lado e do outro, re- mães, adoptando-me ocasionalmente
marcaram à medida que crescia. flectiam a minha imagem infinitamente. e levando-me a ver as vistas nas horas
Entre as vendas, o barulho da caixa re- Era um desafio que lançava a mim pró- de almoço. Não tenho o hábito de me
gistadora, os expositores de alumínio pria ao tentar contar o reflexo repetido. prender ao passado, mas as várias lojas
brilhante, onde dava cambalhotas, os Lisboa é uma cidade onde se respiram da Lanidor formaram parte da persona-
provadores de roupa e os manequins memórias de outros tempos. A Lanidor lidade que adquiri. Crescer com a mar-
femininos de sorriso convidativo, faz parte dessa atmosfera iconográfica ca permitiu-me perceber a evolução
assisti às inúmeras peripécias próprias que marca a tradição do comércio de do design que, preservando a identi-
de uma loja de moda, no epicentro qualidade e personalizado de Lisboa. dade tradicional, consegue com suces-
das transformações sociais e políti- Cresci a reparar no cuidado com que as so acompanhar as minhas tendências
cas do nosso país, que fizeram história funcionárias da loja número 1 tratavam e o meu gosto pela moda. LA

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HOW//LAMAG ESSENCIAL//MENTE

© corbis vmi
© corbis vmi
le corbusier

Qual é o seu objecto de design


favorito? 

embaixador marguerite tintin, Uma chaise longue do Le Corbusier

vmi
antónio yourcenar a criação comprada em Nova Iorque.
monteiro © corbis do belga 

hergé
O que lhe causa medo mas não
© artur cabral

© hergé-moulinsart 2010
se impede de repetir?

Viajar de avião.

Quem são os seus heróis da banda
desenhada ou da ficção? 

Tintin e o Gastão dos livros de Salgari
[“Sandokan”].



d. joão ii E os heróis reais?



Gandhi. 

mi
rbis v

Cinco palavras que o descrevam? 



© co

maha
t
gand ma
Prefiro deixar isso aos outros. 



Embaixador
hi
Vai oferecer um jantar em sua casa.
Pode convidar cinco figuras ilustres

anTónio monteiro da história actual e do passado.


Quem juntaria? 

Aristóteles, rainha Zenóbia, D. João II,
É um diplomata por vocação. Muitos foram os cargos políticos Cecília Bartoli, Marguerite Yourcenar 
que ocupou, as negociações que mediou, os protocolos que e Marilyn Monroe.
chefiou. A lista das suas nomeações não tem fim e foi enriquecida, Que lhe faz perder o sono?

em Setembro passado, com a nomeação pelo secretário geral Estar preocupado com alguém
da ONU para integrar o painel que esta monitorizar referendos que me é próximo. 


no Sudão. Além de político, é também pai, marido
e um excelente contador de histórias. Fomos conhecê-lo. Acredita na sorte? 

Claro que sim. 

De que gosta mais em si e de que gosta Que expressões idiomáticas ou suas
menos quando se olha ao espelho? profere com frequência?
 A que aromas cheira a sua casa?
De gostar de viver... De tomar consciência Procuro não me repetir, mas não posso fugir 
Cheira bem, cheira a Lisboa. 
de quão rapidamente o tempo passa. 

 a tantos anos de vida diplomática:
“Afigura-se que...”

 Qual o seu menu perfeito? 

Qual foi até hoje a sua maior O bacalhau da minha sogra. 


excentricidade? 
 Se pudesse mudar em si apenas um
Mascarar-me num Carnaval traço de personalidade, qual seria? 
 Como definiria elegância?
(porque sempre detestei mascarar-me)...
 Uma certa tendência para o wishful Simplicidade e distinção. 
thinking.


Em que tipo de situações recorre Qual o destino que mais o marcou
à mentira? 
 Se pudesse vir a reencarnar e porquê?
Quando não é possível dizer toda a verdade.

 em alguém, quem escolheria? 
 O país em que nasci, Angola. 
A minha visão da vida tem pouco a ver com
Há algum provérbio que considera reencarnação, e tudo a ver com ressurreição.

 Qual o destino que nunca visitou,
acertado? E algum que lhe pareça mas que não quer deixar de conhecer?
desajustado?
 Qual é para si a pior imagem Angkor Wat (Camboja). 
Enquanto há vida, há esperança! de miséria? 

Desajustado não, mas por vezes Toda a miséria é degradante.

 Qual o segredo mais bem guardado
desequilibrado: “Não há mal de Londres?
que sempre dure, nem bem que O que valoriza nos amigos? 
 O restaurante onde posso levar a minha
não acabe.”  

 A confiança.

 neta (Chez Patrick, em Kensington). LA

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