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Até os vivos dão um ar romântico a Idade Média.

Dizem que foi uma época


de cavaleiros com armaduras brilhantes, princesas e dragões. Talvez não dra-
gões, mas conceitos igualmente infantis de honra e cavalaria, com ideais eleva-
dos por trás de cada justa e uma bela donzela por trás de cada ideal.

Histórias para crianças.

Fiquei um pouco surpreso ao acordar e descobrir que meus descendentes de


sangue me esperavam. De certa forma eu sabia que eles estavam esperando por
mim. Eu os senti nos meus sonhos, buscando minha orientação do outro lado do
mar. A terra não descoberta, uma lenda que contavam pouco antes da minha
queda, já não era mais uma lenda. Suas perguntas pareciam sair dos sonhos,
era difícil distingui-las.

Mas lá estavam eles, e me alimentaram, devolveram a paródia da vida aos


meus ossos antigos. Eles me falaram sobre o presente, sobre os séculos que
passaram enquanto eu dormia. E embora eu tenha chorado pelo passado, pelas
ruas escuras de Paris, que brilhavam sob a luz da Lua (agora as luzes extrava-
gantes da cidade obscurecem qualquer definição, como uma lata de tinta derra-
mada em uma obra-prima imaculada), nunca chorei pelo tempo do Império.

Eles me perguntaram como eram as noites quando os Condenados governa-


vam reinos inteiros de seus castelos sombrios, e lideravam exércitos de guerrei-
ros animados com sangue em nobres batalhas contra seus inimigos. Chorei por
eles, ou talvez, por sua ignorância, pelo conhecimento que havia se perdido no
milênio passado.

Eu disse a eles que a Idade das Trevas era como o Inferno, e o Império
era uma filiação dividida de déspotas demoníacos dedicados a nada mais que
subjugar toda a cristandade e além. Muitos membros morreram, igualmente lor-
des e sacerdotes, mas nunca em combate honrado. O sangue chamou o sangue
nos campos da morte sem humildade. A doença torturou a época; até o alimento
estava doente.

Em sua ignorância, eles decidiram não acreditar em mim. Em sua ignorância,


disseram que me ajudariam a reestabelecer o Império.

Por isso reivindiquei o seu sangue.


Esse privilégio de sentir-se em casa em qualquer
lugar pertence apenas aos reis, às prostitutas e
aos ladrões.
— Honoré de Balzac.
A
Idade das Trevas é um livro de referência para rebanhos voluntários em comunidades isoladas ou se
Vampiro: O Réquiem. Este livro é ambientado alimentando do fácil e disponível vitae animal.
no final do século XII, na Europa Medieval — a Há poucas cidades grandes na Europa Medieval das
Europa sombria e terrível existiu no passado nas Crô- Trevas, e mesmo essas como Madri, Veneza e Constan-
nicas das Trevas. O mundo das Crônicas das Trevas tinopla contém apenas uma fração do número do re-
medieval é bastante similar ao seu correspondente no banho das modernas Paris, Londres ou Nova Iorque.
mundo real, portanto, se precisar de mais informações Poucas pessoas saem de casa à noite, ao invés disso,
você pode consultar as coleções de histórias na biblio- elas levantam-se com o nascer do sol e dormem quando
teca ou livraria mais próximas. o sol se põe, invertendo o ciclo dos vampiros que se
Apesar do final do século XII ser a época principal alimentariam delas. A igreja lança o poder da Fé contra
em que se baseia Vampiro: A Idade das Trevas, você todas as criaturas da noite, especialmente as criaturas
pode ambientar suas crônicas em qualquer era. A mai- mortas-vivas que poderiam roubar o sangue vital de
or parte das informações deste livro se aplicam a Euro- seus fiéis. Poderia se pensar que esses fatores significa-
pa até quase os primeiros sinais do Renascimento, riam que somente poucos vampiros podem ser encon-
apesar da tecnologia variar dependendo do período. trados em cada cidade... mas esse não é o caso.
Mas não se sinta preso a história do “mundo real” — Certamente, os vampiros não são encontrados nas
esse é o seu jogo, então faça dele o que bem quiser! mesmas quantidades durante essa era e os períodos
subsequentes, mas a superpopulação está se tornando
uma séria ameaça à sobrevivência dos membros duran-
te esse período. Muitos dominam a noite como lordes
Esta é uma época grandiosa e terrível para ser um sombrios, usando seu poder para controlar e aterrori-
vampiro. Por um lado, é uma época de medo e supers- zar o povo local, forçando-os à obediência tímida. Os
tições, de obediência cega e brutalidade casual. Se uma territórios são defendidos ferozmente, e se alimentar
cabana isolada é longe demais da aldeia mais próxima do rebanho de outro vampiro é um caminho rápido
para que os gritos dos moradores sejam ouvidos, então em direção à Morte Final, se você for descoberto.
os corpos ressequidos lá dentro não deverão ser desco- A política dos vampiros é acalorada, com muitos
bertos por uma ou duas estações. A vida não vale nada membros competindo por recursos escassos. Os Prín-
e pode ser retirada à vontade, e poucos são os que se cipes vampíricos lutam para manter a caça e as disputas
opõem ao direito do mais forte dominar - e destruir - o entre seus súditos fora da atenção das autoridades mor-
mais fraco. Por outro lado, essa também é uma época tais, mas isso é geralmente difícil. Não é difícil de se
de terror para os vampiros. É uma era de fé, e o mais perceber porque a Inquisição se formou logo após esse
simplório camponês pode guardar em seu coração o período, numa tentativa de reduzir a enxurrada de
poder para afastar o mais poderoso dos vampiros. mortos-vivos que ameaçavam o bom povo da igreja.
Grandes recompensas e grandes perigos preenchem os Mais ainda, já que os vampiros são impedidos de parti-
dias e noites dos homens. Desde o Delta do Nilo até a ciparem da vida mortal normal — seja comércio ou
Península Ibérica, da Jerusalém Muçulmana ao barba- lazer — aqueles que desejam o poder na sociedade mor-
rismo Teutônico das Schwarzwald — Floresta Negra—, tal devem agir através de testas de ferro e participar das
essa é uma idade de trevas, iluminada pela luz das to- poucas festas e banquetes realizados após o pôr-do-sol
chas e pelo brilho dos olhos rubros na noite. nas casa nobres, enquanto o populacho dorme a sono
solto. Nessa era sombria, as relações dos vampíricas
com seus ghuls, rebanhos, aliados e servos se coroam
mais importantes.

Os vampiros são relativamente numerosos na Ida-


de Média. Uma cidade de 10.000 mortais pode possuir
uma dúzia de vampiros residentes, com mais meia dú-
zia nas cidades e vilarejos vizinhos. Os Príncipes geral- Há poucas cidades grandes na Europa Medieval das
mente têm um controle relativo sobre seus súditos, e Trevas, e mesmo essas como Madri, Veneza e Constan-
não podem restringir com facilidade o número de neó- tinopla contém apenas uma fração do número do re-
fitos criados. E alguns membros levam suas existências banho das modernas Paris, Londres ou Nova Iorque.
sem caçar os mortais, ao invés disso estabelecendo Poucas pessoas saem de casa à noite, ao invés disso,
Problemas e Poderes
Pode parecer à primeira vista que os membros na Idade Média estão numa posição mais confortável do
que seus descendentes do século XX. Eles são vampiros de gerações anteriores, muito mais poderosos do que
aqueles Abraçados 800 anos depois. Eles não precisam se preocupar com inimigos com comunicação ou ar-
mamento de alta tecnologia e não precisam ter medo de serem fotografados.
Porém, eles também possuem uma série de desvantagens. Primeiro, as cidades são menores. A maioria de-
las têm menos do que 10.000 habitantes, e portanto, qualquer rosto desconhecido é facilmente encontrado, e
não há os milhões de anônimos de quem se alimentar. O toque de recolher é uma prática comum. O fogo
queima dentro de cada casa, enquanto as velas e tochas iluminam construções facilmente inflamáveis. As
viagens são difíceis para os vampiros, já que todas as formas comuns de transporte expõem o viajante ao sol.
E mais, os membros não contam com muitas comodidades que os vampiros do século XX apreciam. Esse
é um mundo onde o comércio é feito durante o dia, sem lojas abertas 24 horas. É um mundo sem telefone ou
fax, secretárias eletrônicas ou computadores; se um vampiro deseja falar com um mortal, deve fazê-lo frente a
frente. Mais importante, os membros que vivem numa sociedade que sabe que eles existem e que são peões
do demónio. Pior ainda, a crença do povo confere poder aos rituais da igreja, e portanto, muitos sacerdotes
possuem o poder real de ferir e até mesmo destruir os vampiros.
E também, é claro, os vampiros devem temer os lobisomens — muito mais brutais do que no século XX, as
imprevisíveis fadas, os fantasmas atormentados e os magos conspiradores.

elas levantam-se com o nascer do sol e dormem quando lazer — aqueles que desejam o poder na sociedade mor-
o sol se põe, invertendo o ciclo dos vampiros que se tal devem agir através de testas de ferro e participar das
alimentariam delas. A igreja lança o poder da Fé contra poucas festas e banquetes realizados após o pôr-do-sol
todas as criaturas da noite, especialmente as criaturas nas casas nobres, enquanto o populacho dorme a sono
mortas-vivas que poderiam roubar o sangue vital de solto. Nessa era sombria, as relações dos vampiros com
seus fiéis. Poderia se pensar que esses fatores significa- seus ghuls, rebanhos, aliados e contatos se tornaram
riam que somente poucos vampiros podem ser encon- mais importantes.
trados em cada cidade... mas esse não é o caso.
Certamente, os vampiros não são encontrados nas
mesmas quantidades durante essa era e os períodos
subsequentes, mas a superpopulação está se tornando As viagens pela Europa Medieval são lentas e peri-
uma séria ameaça à sobrevivência dos membros duran- gosas, e portanto, a comunicação é limitada. As infor-
te esse período. Muitos dominam a noite como lordes mações e ordens são difíceis de serem passadas. As
sombrios, usando seu poder para controlar e aterrori- grandes coalizões, ainda estão se reerguendo com os
zar o povo local, forçando-os à obediência tímida. Os fragmentos da Camarilla. Os anciões e os Príncipes
territórios são defendidos ferozmente, e se alimentar exercem sua influência sobre seus vizinhos, na tentativa
do rebanho de outro vampiro é um caminho rápido de guiar a Família, segundo seus próprios objetivos
em direção à Morte Final, se você for descoberto. A escusos.
política dos vampiros é acalorada, com muitos mem-
bros competindo por recursos escassos. Os príncipes
vampíricos lutam para manter a caça e as disputas entre
seus súditos fora da atenção das autoridades mortais,
mas isso é geralmente difícil. Não é difícil de se perce- Esse livro foi criado como um guia, um ponto de
ber por que a Inquisição se formou logo após esse pe- partida a partir do qual você criará suas próprias histó-
ríodo, numa tentativa de reduzir a enxurrada de mor- rias medievais de Vampiro: O Réquiem. Use o que
tos-vivos que ameaçavam o bom povo da igreja. encontrar aqui como a base para construir sua própria
Mais ainda, já que os vampiros são impedidos de crônica, e deixe sua imaginação ser seu guia. O livro se
participarem da vida mortal normal — seja comércio ou divide em três capítulos:
Capítulo 1: Idade das Trevas descreve a Idade das fantástico, mas ainda assim é um bom material pela
Trevas Medieval, combinando a história do mundo ambientação e cenário
real durante esse período com os acontecimentos sinis- Documentários sobre a idade média também são
tros de Vampiro: O Réquiem. boas referências para os fatos básicos, e você pode en-
Capítulo 2: Benefícios inclui equipamentos, novas contrar facilmente disponíveis na internet.
Vantagens e Habilidades próprias da Idade das Trevas.
Capítulo 3: Os Condenados: apresenta quatro no- Outras fontes
vas linhagens em atividade nas noites medievais (e Tenha em mente que as fontes históricas e filmes
modernas), e também o secreto clã Akhud, do infame não são as únicas fontes de inspiração para uma cróni-
VII, bem como as Disciplinas de cada grupo. ca medieval; a maioria dos jogos de RPG incluem ele-
Apêndice: Ilhas Britânicas descreve as Ilhas Britâ- mentos tanto de História quanto de Fantasia, que fa-
nicas e suas cidades mais importantes, informações zem parte do atrativo da ambientação. Sinta-se livre
sobre os membros da Família e também dos governan- para se inspirar em romances, filmes e músicas que
tes mortais. representem sua visão particular sobre o período da
Idade das Trevas, assim como as fontes históricas. Ao
combinar todas essas coisas com uma saudável dose de
imaginação, você será capaz de criar um inundo que é
Cinema e Televisão somente seu.
• dirigido por Francis Ford Incontáveis outros RPGs abordaram mundos de
Coppola pode ser uma adaptação superficial do ro- fantasia, e os suplementos para esses jogos podem suge-
mance, mas é uma fonte fantástica de clima e imagens. rir novas ideias que podem ser incorporadas à sua cró-
Preste atenção especialmente nas cenas de flashback. nica medieval.
• O é talvez o melhor filme Medieval • O principal RPG é Vampiro a Idade das Trevas,
sombrio — e o Livro é ainda melhor, se você conseguir do qual este livro foi baseado.
decifrar todo o detalhamento e profundidade. • Cthulhu Dark Ages
• (estrelando Sean Connery e Audrey • Dungeons & Dragons (especialmente o mundo
Hepburn) é uma história boa e realista com um final de Ravenloft), da TSR
apropriadamente amargo. • Ars Magica, da Atlas Games
• , um filme de Roger Corman de • GURPS Middle Ages, GURPS Fantasy, da Steve
1991 apresenta uma visão particularmente grotesca da Jackson Games.
Inquisição. • Warhammer, da Games Workshop
• , uma história sobre • MERP, da Iron Crown Enterprises.
amantes amaldiçoados por um bispo maligno, conde-
nados a viver como metamorfos, tem um clima mais
Este mundo é só um mercado persa cheio de pe-
sar, e nós somos apenas peregrinos passando
daqui para lá; esse é o fim de todas as amargu-
ras do mundo.
— Chaucer, “The Knight’s Tale.”
A Idade
das Trevas .

E
ste mundo difere pouco se comparado com a para o continente foram rapidamente destruídas. O
idade média real; os castelos servem como lares comércio decaiu, e a maioria das. pessoas estavam ocu-
e fortalezas para os nobres, enquanto a maioria padas demais com a simples sobrevivência para perde-
dos camponeses consideram-se afortunados por vive- rem tempo aprendendo a ler ou escrever. Os conheci-
rem com suas famílias em toscas construções de um só mentos de ciência e tecnologia comuns durante a ocu-
cômodo. Guerras são travadas em nome de Deus e do pação Romana foram esquecidos, e uma nuvem de
homem, e ir contra o seu senhor é tanto uma blasfêmia superstição caiu sobre o mundo ocidental.
quanto uma traição. Mas nas horas mais escuras da A vida era difícil para o homem comum nessa épo-
noite, espíritos, vampiros, lobisomens e bruxas cami- ca. Exércitos de saqueadores atacavam as cidades e
nham nas sombras... pilhavam as vilas. Cidades estavam em ruínas. A maior
parte da arte produzida nesse período era portátil e
geralmente de uso prático, como joalheria e poesia. Até
mesmo alguns governantes eram iletrados, e apenas em
“Medieval Sombrio” é o termo que usamos para dispersos monastérios cristãos, a leitura, a escrita e o
descrever a Idade das Trevas. Esse é um mundo no aprendizado continuavam. A maioria das pessoas eram
qual vampiros e lobisomens espreitam na noite, e os fazendeiros, jamais abençoados com o luxo da arte de
poderes da magia e da fé trazem um lampejo do sobre- aprender, vivendo vidas duras e curtas, correndo mais
natural para a vida de todos, dos nobres até os campo- riscos com doenças e a fome do que com invasões.
neses arando a terra. Os sacerdotes abençoam os cam- Mas as "trevas" da Idade das Trevas significavam al-
pos, e as curandeiras das aldeias são consultadas sobre go mais, e não estão restritas a uma única década ou
cada preocupação, do casamento e fertilidade até a século. A sombra que caiu sobre grande parte da Euro-
cura para verrugas. Muitas pessoas ainda prestam ho- pa são as trevas morais, uma rejeição ao espiritual. O
menagens ao “Povo das Fadas”, ou a outros deuses respeito ao semelhante foi eclipsado pela luta diária
pagãos. pela sobrevivência. Muitos homens comuns obedecem
Mas essa não é uma terra de fantasia no estilo de às leis de Deus e dos homens mais por medo das con-
J.R.R. Tolkien — elfos, anões e semelhantes são apenas sequências do que por qualquer tipo de crença real
histórias para crianças, e os poucos que juram ter visto sobre o que é "bom" ou "certo".
tais criaturas nas profundezas das florestas são chama- Os vampiros que controlam muito poder governam
dos de loucos. A peste ameaça cidades inteiras com o sem serem desafiados, e raramente enfrentam as con-
espectro da morte, e embora a Igreja detenha um sequências de suas ações. Mas o mundo mortal não
enorme poder na terra, apenas os santos mais devotos viverá no medo para sempre, e virá o dia em que os
são capazes de realizar milagres. mortais se erguerão para enfrentar os predadores entre
A chamada idade das trevas no nosso mundo foi o eles.
período entre a queda do Império Romano e o começo No fim, você é quem decide como será o mundo
do Renascimento. A glória de Roma desabou, e as das medieval em sua Crônica. Pode não ser tão som-
estradas e a burocracia que o império tinha trazido brio como o descrevemos, ou pode ser um Inferno na
Terra. Pode ser histórico ou fantástico, um mundo
de violência ou intriga, e provavelmente será um pouco
de cada uma dessas coisas em um momento ou outro. A Tempestade se Aproxima
Use as ferramentas desse Livro com a sua própria ima- Nos séculos que se seguem à Idade das Tre-
ginação para criar um mundo que é só seu. vas, os vampiros irão aprender a importância de
se esconderem dos olhos dos mortais. As Inquisi-
ções da Igreja e do Estado dizimarão a população
A vasta maioria dos habitantes da Europa são, pelo vampírica, e somente aqueles que conseguirem se
menos nominalmente, cristãos. O restante é basica- misturar à sociedade mortal irão sobreviver.
mente formado por judeus, apesar de em alguns luga- Mas esses dias parecem distantes na Idade das
res isolados existirem sacerdotes de cultos pagãos. A Trevas. Na mente da maioria dos mortais, os
única verdadeira fortaleza do paganismo é o reino da vampiros são criaturas do Diabo, que devem ser
Lituânia, apesar de bolsões de paganismo persistirem temidas, combatidas pela Igreja ou evitadas com-
entre os lapões no extremo norte, as tribos do norte da pletamente. Com o poder das Disciplinas e astú-
Polônia, os habitantes da ilha de Man, no mar da Ir- cia, alguns vampiros se estabeleceram como se-
landa, e em comunidades montanhesas isoladas através nhores de certas áreas, tirando sua cota de sangue
da Europa Oriental. Em todo o resto, o Cristianismo de qualquer desafortunado que se aproxime.
substituiu as antigas religiões. Outros controlam os governantes mortais da
A Igreja Cristã Medieval acredita ser a única e ver- terra, através de potentes Votos de Sangue e do
dadeira religião, adotando o único Deus verdadeiro. trabalho de seus ghuls meio-mortais.
Todas as demais religiões são falsas e, portanto, blasfê-
mias contra Deus, servindo aos propósitos de Satanás.
A Igreja oferece a Salvação, baseada na ideia de que
Jesus Cristo fisicamente se ergueu dos mortos e agora
está nos Céus para garantir a vida eterna para aqueles A maioria das pessoas na Idade Média não acredita
que o seguirem. É claro que a Igreja argumenta que na liberdade, igualdade e fraternidade ou no individua-
para seguir Jesus não basta acreditar nele, mas também lismo. Eles não acreditam na ciência, no pensamento
obedecer à Igreja, evitar o pecado e, se possível, fazer racional ou no poder da mente humana. Ao invés dis-
boas ações. Os “pecados” incluem roubo, assassinato, so, eles acreditam em diferenças sociais rígidas, o poder
araques e outros crimes, mas também o orgulho, gula, de uma elite e a organização da sociedade em grupos.
preguiça, cobiça, bruxaria, adultério, formicação, so- Esse é um mundo onde se acredita que os nobres fo-
domia e usura, entre outras coisas. ram apontados por Deus e são líderes superiores por
Por toda a Europa, a Cristandade tem o monopó- natureza. Também é um mundo em que a "justiça" diz
lio religioso. Os Judeus não convertem as pessoas e os que toda uma comunidade deve ser punida pelos cri-
pagãos são mortos se tentarem desvirtuar os ensina- mes de um de seus membros (uma vila inteira deve ser
mentos da Igreja. A Igreja pode dizer ao povo o que queimada porque alguns de seus habitantes caçaram os
quiser. Muitas pessoas podem ter compreensões dife- cervos do rei, por exemplo). E esse é um mundo onde
rentes sobre a doutrina Cristã, e por vezes eles se jun- um grupo étnico inteiro — os judeus — são perseguidos
tam para formar grupos de hereges - mas mesmo essas por algo que seus antepassados supostamente fizeram
pessoas são essencialmente cristãs. Eles podem discor- há um milênio.
dar sobre as particularidades da doutrina Cristã (eles No lugar da ciência e do raciocínio, o mundo me-
podem acreditar que a Igreja deveria abandonar suas dieval tem a religião e a fé. O verdadeiro conhecimen-
propriedades, que os padres não deveriam ser celibatá- to, como ensina a Igreja, vem apenas de Deus, e é reve-
rios ou que apenas os pobres serão salvos), mas eles lado através da Bíblia — pela Igreja.
aceitam o básico: existe um Deus, Cristo era Seu filho,
e existe um Diabo. Para a mente medieval, é pratica-
mente inconcebível que Deus não exista. Agnosticismo
e ateísmo pareceriam absurdos e insanos — se é que Os mortais sabem que os vampiros existem, assim
alguém iria realmente sugerir algo assim. como sabem que bruxas, fadas, duendes e ogros tam-
bém existem. Embora nem todas as pessoas os tenham
visto, elas preferem não se arriscar a um destino per-
verso. Mas os vampiros que as pessoas temem por vezes tam dos animais nos campos e florestas, mas muitos
usam disfarces que elas não esperavam: monges, lordes, vampiros acham que o sangue dessas bestas inferiores é
eremitas, mendigos, peregrinos e incontáveis outros salgado e amargo, diferente do néctar doce que flui das
eram na verdade predadores sobrenaturais disfarçados. veias da humanidade.
Para a mente medieval, qualquer um poderia ser um A alimentação nem sempre causa a morte da fonte.
agente do Diabo, e é melhor não se arriscar. As feridas causadas pelas presas de um vampiro podem
ser completamente seladas lambendo-se o ferimento.
Muitos vampiros possuem a habilidade de fazer suas
vítimas se esquecerem do que aconteceu, ou talvez
Os vampiros existem há milênios, alimentando-se lembrarem-se apenas de um beijo apaixonado no beco
dos mortais como parasitas. Ao contrário dos mortais, ao lado da taverna. Outros, no entanto, se alimentam
que devem lutar dia após dia para garantir que terão apenas dos adormecidos e feridos, evitando assim o
comida para se alimentarem, os vampiros estão cerca- risco de serem descobertos.
dos por presas indefesas. Sem medo das doenças e da
fome que assola tantos mortais, os vampiros florescem.
Comida abundante e poucos predadores produziram
uma superpopulação de vampiros como o mundo ja- Para os personagens criados na atmosfera devota da
mais viu. Como resultado, a competição por território Idade das Trevas, tornar-se um vampiro é estar amaldi-
é feroz. Muitos vampiros tolos acreditam que não de- çoado por Deus, estigmatizado pela marca de Caim e
vem temer os mortais, e demonstram abertamente seus eternamente condenado. Ao contrário de seus descen-
poderes sobrenaturais. Outros alertam que esse excesso dentes dos séculos mais recentes, os vampiros medie-
de confiança pode levar à queda da Família, e exigem vais levam as ideias de salvação e danação muito a sé-
cautela. Só o tempo dirá que facção que irá sobreviver. rio. Muitos acham extremamente difícil prosseguir
noite após noite, sabendo que estão condenados. Para
frear a espiral da queda em direção à loucura e ao de-
sespero, muitos vampiros adotam uma filosofia, conhe-
Os vampiros precisam de sangue para sobreviver, cida como Via ou Cantinho. O Caminho de um vam-
pois são incapazes de produzi-lo sozinhos. Muitos tem piro é a trilha que ele segue e que o guia através da
grupos de mortais dos quais se alimentam regularmen- existência, os princípios nos quais sua não-vida é base-
te, por vezes chamados de rebanhos. Alguns se alimen- ada.
As variações dos Caminhos são diversas. Alguns mortos-vivos do que entre qualquer linhagem mortal.
procuram apenas sobreviver, vivendo do instinto e elas Os cinco clãs originais estão presentes na Europa du-
necessidades de suas almas bestiais. Muitos levam os rante esse período, apesar de algumas linhagens meno-
ensinamentos da Igreja em seus corações, e concluem res dispersas serem encontradas de tempos em tempos.
que são realmente criaturas do Inferno. Membros mais
reflexivos podem considerar que seu estado não-morto
é uma tentativa de Satã de imitar a promessa de Deus
da Vida Eterna. Já que não podem acreditar que são
mantidos pelos poderes sagrados, muitos membros
concluem que devem suas não-vidas ao Inferno: afinal, A nobreza é formada pela classe militar e dona das
a Igreja ensina que todo o poder vem de Deus ou do terras. A alta nobreza domina a terra; a baixa nobreza
Diabo. Em alguns casos, isso provoca sentimentos ex- recebe faixas de terra em troca de serviço militar e di-
tremos de culpa e autocomiseração. Outros conscien- nheiro. Muitos nobres são treinados desde pequenos
temente tentam servir ao Inferno, em agradecimento para lutar, e portam as melhores armas e armaduras.
por sua imortalidade, na esperança de conquistar favo- No dia-a-dia, porém, eles são administradores e funcio-
res futuros, ou simplesmente devido à admiração ou nários públicos — governando suas terras, defendendo
medo. as leis do rei, comandando guarnições e trabalhando
como oficiais nas cortes de justiça ou como servos na
corte real.
Alguns representantes da baixa nobreza são apenas
Como os senhores e famílias nobres que governam um pouco mais ricos do que os camponeses; eles sim-
o mundo mortal, a sociedade vampírica é dividida em plesmente têm um pedaço de terra e status, e em troca
inúmeros clãs, baseados na linhagem. Cada clã possui devem concordar em lutar por seus senhores ao menor
cerras características e traços específicos, que influenci- sinal de guerra. Os magnatas nobres — os reis, duques e
am que tipos de pessoas serão escolhidas para se junca- condes — vivem no luxo e na opulência, mantendo
rem às suas fileiras. Assim como acontece com os mor- castelos e palácios e sendo capazes exigir o serviço mili-
tais, entre os vampiros a traição e as tramas são lendá- tar (e os tributos) de dúzias ou centenas de nobres
rias. Mas assim também é a lealdade, pois em muitos abaixo deles.
casos os laços de sangue são mais poderosos entre os Entre os extremos sociais estão os barões e os cava-
leiros ricos, que mantêm castelos poderosos ou man-
Hierarquia do Sangue sões fortificadas, talvez comandando alguns nobres
Em comparação com o mundo mortal, no abaixo deles, mas que, em troca, devem lealdade aos
mundo vampiros, o papel no qual a pessoa nas- grandes magnatas. Os Monstros que transitam entre a
ceu tem pouca importância. Um vampiro pode- nobreza mortal possuem uma dupla existência. Eles
roso e fidalgo pode transformar uma velha, um devem atuar junto à sociedade e aos outros nobres que
leproso, uma criança um judeu ou um sarraceno, governam a terra e o povo dos feudos. Assim como os
e aí do neófito que tentar encorajar preconceitos nobres mortais possuem responsabilidades para com
dos mortais contra vampiros poderosos! Num seus suseranos e vassalos, os Monstros também. Além
mundo onde Ofuscação, Majestade Metamorfose disso, os nobres entre os Monstros também possuem
podem transformar a aparência de alguém num responsabilidades para com os de sua raça, seja em
instante, qualquer vampiro que sobreviva por posição de autoridade ou subserviência.
tempo suficiente aprende que julgar seus seme-
lhantes por traços superficiais como o sexo não é
apenas perigoso, mas geralmente mortal. Apesar
A Igreja é a maior instituição no mundo medieval.
de frequentemente demorar algum tempo para
Logicamente, ela é a instituição mais importante. A
alguns novatos se acostumarem à ideia, as vampi-
Igreja dirige as universidades e escolas catedráticas da
ras são consideradas como iguais por seus seme-
Europa medieval, educando os filhos dos ricos e pode-
lhantes masculinos, particularmente entre os
rosos. Ela envia padres para paróquias locais, e de cada
mais velhos.
púlpito, esses sacerdotes dizem ao povo que obedeçam
a Deus e seus mestres Mortais. Poucas pessoas de fora
da Igreja sabem ler, e nem possuem livros. Os monas- são os Cavaleiros Templários, que parecem estar envol-
térios e catedrais da Europa possuem vastas extensões vidos em cerimônias de ocultismo pouco recomendá-
de terra e são os mais importantes patronos das artes. veis (e não-cristãs). Os Hospitalários e os Cavaleiros
Além disso, cada pessoa na Europa deve pagar o dízimo Teutônicos, assim como diversas ordens menores, divi-
(um imposto constituindo um décimo de suas posses) dem com eles a tarefa de defender a Cristandade dos
para a Igreja. infiéis.
Os homens da Igreja — chamados de Clero ou clé- Os membros da Família que existem entre o clero
rigos são geralmente os filhos mais novos de campone- mortal gozam da maior das proteções contra os opo-
ses ricos ou nobres. Clérigos importantes (bispos, aba- nentes mortais e vampíricos, mas essa proteção cem
des que dirigem grandes monastérios) são inevitavel- um preço. Ao posarem de devotos de Deus — apesar de
mente de origem nobre. Padres de paróquias menores geralmente apenas da boca para fora — os vampiros no
são sempre de origem camponesa. clero têm o poder da Igreja por trás de si, a mais influ-
O poder da Igreja no Mundo das Trevas Medieval ente instituição no mundo medieval. Se um oponente
não pode ser compreendido. Os lordes da Igreja são se torna poderoso demais, os membros na Igreja po-
muito ricos e influentes. Eles dizem às pessoas no que dem jogar a mortal autoridade de Deus sobre esse ini-
acreditar, subornam e tentam-nas com a promessa da migo. Tudo o que o vampiro precisa fazer é escavar as
vida eterna. Um bispo furioso pode "excomungar" uma acusações certas e providenciar as "evidências" adequa-
pobre alma, banindo a pessoa da Igreja e da Misericór- das.
dia de Deus, e somente um padre pode absolver uma Ironicamente, a Igreja também oferece defesa para
pessoa de seus pecados. Mas talvez o mais importante, seus amaldiçoados irmãos através do poder da fé. Os
num mundo onde criaturas como vampiros e lobiso- clérigos mortais são geralmente infiéis, mas existem
mens são bastante reais, as cerimônias da igreja ofere- alguns que não o são, e sua convicção pode ser o bas-
cem proteção contra as criaturas das trevas e do desco- tante para deter um atacante que se atrevesse a caçar
nhecido. um membro em sua abadia ou monastério. Tudo o que
No caso disso não ser o bastante, a Igreja também os membros precisam saber é quem entre os discípulos
inclui várias ordens de cavalaria — guerreiros altamente possui a fé e deve ser evitado.
treinados, muitos deles nobres — que vivem como Os perigos de se esconder entre o Clero são imen-
monges, mas lutam por Cristo e pela Igreja (ou pelo sos, no entanto. Em algum momento ele significará um
menos é o que dizem). Os mais notórios dentre esses encontro com a Fé Verdadeira. Os poderes dos mem-
permissão de seu lorde; se um servo é atacado, o ata-
cante deve pagar uma multa ou compensação ao se-
Mulheres na nhor do feudo por danificar a sua “propriedade”.
Idade das Trevas Apesar das classes sociais mortais terem pouca rele-
vância na sociedade membro, é difícil para os neófitos
As mulheres na Idade Média eram um amon-
e demais vampiros submetidos a um senhor desde a
toado de contradições, com a pecadora Eva e a
época de Carlos Magno reconhecerem a proeminência
sagrada Maria representando os dois aspectos de
de alguns vampiros sobre outros.
seu sexo. Embora não fosse permitido às mulhe-
Os vampiros com essa visão limitada têm dificul-
res o direito de propriedade na maioria das cir-
dade especialmente com membros que foram tirados
cunstâncias, elas também eram vistas com muito
ou que continuam habitando entre o campesinato
respeito como o tema central da literatura da
mortal. É difícil para um vampiro recém-criado, que
cavalaria e cortesã. Poucas mulheres possuíam
era da nobreza ou do clero em sua vida mortal, receber
suas próprias lojas, mas elas trabalhavam junto a
ordens de um vampiro que era claramente um homem
seus pais, maridos e filhos no comércio e no arte-
livre quando mortal. Esta é a natureza paradoxal da
sanato para o bem da família. Ainda menos mu-
sociedade vampírica, e os novatos que não se adaptam
lheres do que homens eram alfabetizadas, mas
rapidamente geralmente têm vidas curtas.
seu papel em criar as famílias era considerado de
Os vampiros que vivem entre os camponeses carre-
suma importância.
gam um fardo terrível. Para tentar se manter fiel ao seu
Leonor de Aquitânia, Maria da França, Cris-
estilo de vida anterior, um membro camponês deve ter
tina de Pisa, Santa Hildegarda de Bingen, He-
como expurgar sua ausência durante o dia, quando
lofsa e muitas outras mulheres medievais cujos
todos no castelo ou na cidade estão trabalhando. Tam-
nomes o tempo esqueceu, foram capazes de se
bém se espera que ele vá à missa como os demais, e sua
elevar a posições de poder. Elas eram a exceção e
ausência será sentida nos frequentes festivais que o
não a regra, mas o fato de que conquistaram um
senhor do feudo permite que seus servos realizem.
grande poder pessoal demonstra que não era
Um membro esperto que ainda viva entre os servos
impossível - até mesmo no mundo medieval his-
pode fazer ghuls entre as pessoas certas e justificar seu
tórico — para as mulheres conquistarem posições
estranho comportamento como parte de seus serviços
de destaque.
"para a casa nobre". A fofoca local também poderia ser
controlada para assegurar que nenhum rumor perigoso
bros também devem ser usados com muita sutileza para se espalhe, ou que os boatos sejam realmente desacre-
evitar levantar suspeitas e evitar as acusações de diabo- ditados. No fim, no entanto, a maioria dos vampiros
lismo. Todas as tarefas de clérigo devem ser executadas escolhidos entre o campesinato rompem seus elos com
a ponto de convencer seus irmãos; uma óbvia falta de a sociedade e procuram estilos de vida mais elevados.
convicção seria tão perigosa para um vampiro quanto Afinal, como é possível ser um predador dos humanos
sua exposição à fé em demasia. vivendo de mentira como a sua presa?
A falha dos vampiros em esconderem efetivamente
a sua existência dentro da Igreja pode levar fatalmente
a uma caça às bruxas.
Muitos dos mercadores e artesãos do mundo medi-
eval são alvo de pouco respeito por parte da nobreza ou
da Igreja. A busca de um comerciante pelo lucro é
As massas medievais eram os camponeses - os fa- considerada profana, um tanto quanto vexaminosa, na
zendeiros que cultivavam a terra dos nobres do feudo. verdade. Artesãos (que variam de tecelões e carpintei-
Os mais afortunados são "homens livres", que arren- ros a ourives e armeiros) são considerados como sendo
dam suas terras dos nobres, explorando os campos para muito úteis, mas não mais do que isso.
pagar aluguéis exorbitantes, além de impostos e taxas. Os mercadores e os artesãos se congregam nas ci-
Os menos afortunados são os "servos", camponeses que dades e aldeias onde montam suas lojas, barracas de
são escravos de seus mestres nobres, e que nada possu- feira e oficinas. Alguns deles (especialmente os grandes
em - nem mesmo seus corpos. Um servo paga impostos mercadores) tomam-se muito ricos, e em postos-chave
escorchantes, e não pode se casar nem partir sem a
como Veneza podem ser tão poderosos e influentes fazendas, os ratos e insetos comem ou estragam os
quanto os nobres. grãos e a carne curada, armazenados para o inverno.
Os vampiros que se escondem entre os mercadores Para os poucos que vivem nas cidades, a vida é
e os artesãos da Idade das Trevas provavelmente gozam mais regular, mas nem sempre mais fácil. Muitos arte-
das maiores liberdades nas suas buscas pessoais. Essa sãos trabalham da nascente ao poente todos os dias, e é
liberdade permite estabelecer lojas e territórios de caça a fome - e não a cobiça — que os leva a trabalhar até
em novas localidades, quando o antigo se tornar com- mesmo nos domingos e nos dias santos. Os pobres
petitivo demais, tanto nos negócios quanto na alimen- artesãos gastam quase roda a sua renda com comida,
tação. Um artesão ou comerciante sobrenatural tam- ou ainda mais do que isso, se a colheita for ruim.
bém é premiado com o luxo de sempre viver nas cida- De fato, as cidades sofrem mais do que qualquer
des, vilas e no campo. outro lugar quando as colheitas caem, pois os nobres
Os perigos de se viver a vida de um mercador so- do campo e os camponeses guardam a comida escassa
brenatural é estar na relativa falta de conexão social da para eles mesmos. A fome se alastra pela Europa pelo
profissão. Os mercadores não se encaixam facilmente menos uma vez a cada 10 anos. E ainda mais perigosos
no sistema feudal de nobre, camponês e clero. Se um para o homem da cidade são o fogo e as doenças, pois
mercador Mago tiver autoridade sobre um outro Mago as construções urbanas são amontoadas e frágeis, com
nobre, esse poder deve ser exercido apenas nos bastido- o esgoto correndo em valas entre edifícios feitos de
res. De acordo com os costumes locais, este insulto madeira inflamável. Os visitantes frequentes trazem as
seria justificável. Qualquer revanche teria de esperar doenças, e o descuido causa os incêndios.
até que somente outros Magos estivessem presentes. A ciência médica ainda está engatinhando, e em-
bora a nobreza possa pagar pelo melhor, mesmo os
melhores médicos podem causar mais mal do que bem.
As epidemias não respeitam classes nem riqueza. Os
A maioria das pessoas vive da terra, e são escravas nobres podem tombar vítimas das atrocidades da guer-
do ritmo das estações. A primavera e o começo do ra, ou morrer durante uma viagem qualquer; os ricos
verão são tempos vagarosos e monótonos, época de viajam muito (passeando por seus domínios, negocian-
arar e semear, do nascimento de animais e demais tare- do com seus pares). Eles podem ser atacados por ban-
fas que ocupam todas as horas do dia. Há festivais e didos, naufragar no mar devido a uma tormenta ou
feriados cristãos, e o longo jejum da Quaresma (um morrer de formas mais comuns de infortúnios — uma
mês antes da páscoa, quando a Igreja insistia para que ferida infeccionada pela queda numa cavalgada, ou um
as pessoas deixassem de comer carne ou produtos lati- resfriado causado por uma inesperada tempestade.
cínios). Os danos do inverno são reparados, e as hortas Além disso, rebeliões camponesas não são incomuns, e
replantadas. apesar de geralmente não conseguirem nada realmente
O final do verão e o outono são preenchidos com palpável, as turbas frequentemente matam alguns de
trabalho pesado constante (colher, secar e armazenar o seus odiados dominadores antes de serem debandadas.
feno, colher e amassar as uvas) e muitas preocupações
(e se um vento forte derrubar a cevada quase madura?
E se as uvas murcharem com a seca?) Pessoas que traba-
lham em outras atividades no resto do ano (mineiros, Na Idade das Trevas, a Europa é dominada por um
tecelões, carpinteiros) são recrutados para ajudar na pequeno número de reinos poderosos. O Sacro Impé-
colheita. Até mesmo os mendigos e despossuídos po- rio Romano é o maior estado da Europa, e domina a
dem encontrar trabalho e uma refeição decente nessa Alemanha, o norte da Itália e a parte oeste da França.
época. Ele está atualmente no meio de uma longa guerra civil,
O inverno é a época de se abrigar e esperar, de fa- travada entre dois Imperadores rivais, Oto de Bru-
zer e fiar, e de rezar por tempos melhores. As cabanas nswick e Felipe da Suábia. O Império na verdade é
dos camponeses são geralmente feitas de pau a pique formado por dúzias de pequenos ducados; os duques
(armações de madeira preenchidas com lama e barro). devem lealdade ao imperador, mas geral geralmente
Os invernos muito rigorosos matam a criação e tam- governam suas cerras como monarcas independentes, e
bém as pessoas, as tormentas derrubam as casas das são as disputas entre esses governantes que costumei-
ramente dividem o império.
Os reis ingleses (atualmente Ricardo Coração de a quatro homens armados, que patrulham as ruas com
Leão) governam as terras da Inglaterra, País de Gales, o lanternas, procurando criminosos, vagabundos e sinais
norte da França e (teoricamente) a Irlanda. Em 1199, o de incêndios. A maioria patrulha a pé, mas em cidades
rei Ricardo morre em batalha e é sucedido por seu maiores aguarda pode usar cavalos. As cidades peque-
maligno irmão João. O reino da França que (está sob o nas têm apenas uma guarda. As cidades maiores são
poder de Filipe II), talvez o reino mais poderoso da divididas em zonas, cada uma com sua guarda própria.
Europa e certamente o mais bem administrado, está se O governante de cada cidade (seja um prefeito,
expandindo ao retomar as terras do norte da França da monarca ou um nobre indicado pelo rei) também man-
Inglaterra. Constantinopla, sob o governo do Impera- tém um grupo de soldados — não brutamontes idiotas,
dor Alexius III controla um império que inclui a Tur- nem mercenários, mas homens inteligentes e escrupu-
quia da nossa época (disputada pelos mouros), a Sérvia losos que são confiáveis para realizar buscas por crimi-
e a Grécia. nosos dentro e fora das cidades. Muitos nobres pode-
Outros reinos governam o resto da Europa, inclu- rosos sustentam exércitos pessoais, que podem ser con-
indo os reinos da Hungria, Polônia, Jerusalém (no vocados para perseguir e caçar criminosos. Na zona
momento localizado em Chipre, já que Jerusalém está rural, esses nobres e seus homens são os (micos defen-
nas mãos dos muçulmanos) e Escócia; os principados sores da lei, e muitos nobres abusam desse poder.
da Rússia; e o “império” da Bulgária. Ainda existem Qualquer cidadão que presenciar um crime deve
inúmeros pequenos reinos e principados, como os gritar "pega ladrão". Isso significa que ele deve correr,
reinos da Ibéria, os quatro principados da Irlanda, os gritar e perseguir o criminoso, alertando a todos sobre
minúsculos estados da Suíça, e o reino da Dinamarca. o crime. Quem estiver por perco deve se juntar à perse-
A Europa ainda contém o último baluarte contra a guição, a não ser que necessidades urgentes o impe-
Cristandade, o reino pagão da Lituânia e as terras que çam. Quem ignorar um grito de "pega ladrão" está su-
o cercam, ao longo da costa do Báltico. jeito a uma punição.
Talvez a pessoa mais poderosa na Europa seja o Os “crimes” na Idade Média podiam ir de simples
Papa. O Papa controla seu próprio principado no cen- perturbação da paz ou venda de mercadoria falsa, imo-
tro da Itália, incluindo a própria cidade de Roma, mas ralidade (abrir um bordel dentro das muralhas da cida-
mais importante que isso, ele governa a Igreja em toda de) até roubo e assassinato. No entanto, os crimes rela-
a Europa Ocidental. Enquanto os reinos terrenos estão cionados a blasfêmias eram investigados pela Igreja.
divididos entre monarcas beligerantes, rodos reconhe- Crimes pavorosos (como adoração ao diabo ou ativida-
cem o Papa como a maior autoridade espiritual sob des sobrenaturais flagrantes) às vezes atraíam Inquisi-
cuja jurisdição estão todos os reinos morrais. Algumas dores especiais. Eles eram homens instruídos e astutos,
pessoas argumentam que como representante de Cristo indicados pelo bispo local para investigar crimes contra
na terra, o Papa deveria ter autoridade suprema em Deus. Eles não tinham poder para punir os criminosos,
todos os assuntos, e dizem que todos os governantes mas eram tão respeitados (ou temidos) pelos nobres
deveriam se curvar em obediência a ele. O ano de 1198 que podiam facilmente convencer as autoridades locais
marca a morte do moderado Papa Celestino III, e sua a prenderem ou executarem os culpados pela blasfê-
substituição pelo frio e dominador Inocêncio III. mia.

Os mortais na Idade Média podem carregar adagas


Não há “força policial” ou outro tipo de agentes da ou facas de cozinha. Na maioria das regiões, as pessoas
lei no mundo medieval. Existem, no entanto, vários são obrigadas a possuir lanças ou dardos, para protege-
grupos e indivíduos que dividem a responsabilidade de rem a cidade, mas portar essas armas em público é
manter a paz. geralmente ilegal e certamente raro.
Guardas individuais ou grupos de soldados são co- Os guardas que vigiam os portões e as ruas da ci-
locados nos portões de cada cidade, para se assegura- dade à noite podem carregar espadas e maças, mas
rem de que leprosos ou criminosos conhecidos não somente nobres e soldados profissionais podem usar
entrem, e para cobrarem pedágio dos mercadores que armas e armaduras mais pesadas. Os soldados podem
por ali passarem. Cada cidade também possui uma carregar espadas ou lanças, escudos e por vezes arcos e
guarda. Ela geralmente é organizada em grupos de um bestas. Os nobres podem possuir uma série de armas,
geralmente incluindo espadas, adagas, lanças e escudos, Os ghuls são sempre considerados como exemplos
além de armaduras de metal - mas eles raramente saem de pessoas “possuídas” por espíritos malignos, rara-
armados, a não ser quando houver ameaça de guerra mente são relacionados aos vampiros. Os próprios
ou outros perigos. membros são geralmente considerados como espíritos
Os cadeados e fechaduras são extremamente caros, demoníacos habitando os corpos dos mortos. Os efei-
raros e rústicos para os padrões modernos. As porcas tos dos poderes sobrenaturais, chamados de Discipli-
são geralmente arrancadas por dentro com pesadas nas, reforçam a crença de que são demônios ou são
trancas de madeira. Os mortais mais ricos podem ter auxiliados por espíritos malignos.
vidros opacos em suas janelas, mas a maioria do povo Muitos “talismãs” tradicionais contra os vampiros
simplesmente cobre as janelas com panos e usa trancas são indicados pelas curandeiras e padres camponeses.
à noite. Isso significa que uma porta ou janela fechada Acredita-se que o alho, bolotas de carvalho e estrepei-o
não pode ser aberta pelo lado de fora, a não ser com podem manter os vampiros afastados. Comenta-se que
força bruta, mas também significa que uma casa só está os mortos vivos não podem cruzar uma linha traçada
segura se houver alguém dentro dela. com sal ou água benta. Um crucifixo ou a oração de
As pessoas rotineiramente trancam todas as portas um homem santo podem afastá-los, e que os vampiros
e janelas antes de dormir. As lojas assim como as casas não podem cruzar portais sem que sejam convidados.
são trancadas, já que os mercadores e artesãos vivem Na maioria dos casos, esses talismãs são apenas supers-
em cima ou ao lado de suas lojas e oficinas. É muito tições. Os métodos populares para destruir os vampiros
raro que as pessoas coloquem alguém de guarda em são rudes, mas efetivos. O mais comum é arrancar o
suas casas ou propriedades. Os nobres mais importan- coração do vampiro e queimar o resto do corpo. Al-
tes podem ter soldados para patrulhar os castelos, mas guns indivíduos bem informados, no entanto, podem
a coisa mais próxima de sistemas de segurança patri- ter um conhecimento mais detalhado e acurado sobre
monial que a maioria dos mortais possui são cães de os vampiros e seus costumes. Alguns padres pios, por
guarda e bandos de gansos. É claro que os membros da exemplo, se comprometeram a destruir todos os “auxi-
Família não subestimam esses animais. Os cães podem liares de Satanás” (incluindo os vampiros, é claro), e
ser tão ferozes quanto lobos (alguns são criados para podem aprender muito sobre os membros durante suas
caçar lobos, outros para atrair ursos ou caçar cervos), e Inquisições.
os gansos fazem um tremendo barulho.

As pessoas do Mundo das Trevas Medieval sabem Apesar dos vampiros se gabarem de sua posição no
que os vampiros existem. Elas contam histórias e len- topo da cadeia alimentar, existem muitos grupos que
das sobre os mortos que andam, sobre pessoas que entram em conflito com esses caçadores da noite. Esses
recebem a imortalidade, mas não podem sair à luz do antagonistas podem ser despistados com astúcia e lábia,
dia, sobre monstros meio-humanos e demônios que e os vampiros que temam matar qualquer coisa que se
comem carne humana ou bebem sangue. oponha a eles aprendem rapidamente que nem todos
Essas histórias são geralmente errôneas; algumas os problemas podem ser resolvidos através da força
realmente confundem os vampiros com outras criatu- bruta.
ras. Mas não importa o quanto suas ideias sobre os • Templários e outros cavaleiros da Igreja: Com a
vampiros são confusas, essas pessoas sabem sobre os força da Igreja apoiando o poder de suas espadas, esses
vampiros, e os temem. Essas histórias falam de vampi- inimigos são realmente poderosos. Sua habilidade em
ros que se erguem dos mortos para aterrorizar seus erguer os populares contra “as forças de Lúcifer” —
vizinhos e parentes. Essas criaturas são vistas como reais ou imaginárias — podem ser uma séria ameaça a
feras furtivas (os vampiros astutos preferem não ser qualquer vampiro que cruzar o seu caminho.
notados), ou são encaradas como fantasmas (lendas • Autoridades mortais: Desprezadas por alguns, as
espalhadas por Aparições se confundiram com o mico autoridades mortais de fora da igreja ainda podem
dos vampiros). Muitas histórias de vampiros não men- tornar a não-vida extremamente desagradável para um
cionam nada sobre beber sangue - os vampiros podem vampiro a quem se oponham.
apagar as marcas das mordidas - mas falam dos vampi- • Outros vampiros: Apesar da maioria dos confli-
ros como fantasmas sem propósito. tos e lutas de poder serem resolvidos pela intriga, due-
los até a morte entre inimigos vampíricos não são des- neófitos mais tolos zombariam dos poderes que eles
conhecidos. Se o príncipe local for chamado para fazer controlam. Apesar das mágicas que os magos mais
justiça, as consequências podem ser realmente funes- comuns conhecem possam fazer pouco mais do que
tas. curar a varíola ou predizer o que o futuro reserva, co-
• Feras mitológicas: Raramente vistas, elas estão menta-se que os feiticeiros mais poderosos podem fazer
entre os inimigos mais mortais que um vampiro pode o sol brilhar no meio da noite, ou destruir seus inimi-
enfrentar. Felizmente, elas só são encontradas em áreas gos com jatos de fogo a léguas de distância.
remotas, que geralmente não são frequentadas pelos • Fantasmas: De acordo com as lendas, esses espí-
mortais, e portanto não são lugares muito comuns para ritos dos mortos estão condenados a caminhar sobre a
os vampiros estarem. terra. Apesar de nem todos serem poderosos no mun-
• Demônios e Satanistas: Aqueles que servem ao do físico, os que o são podem fazer até mesmo o vento
Inferno são geralmente uma ameaça bem mais séria à e as pedras responderem ao seu chamado. A maioria
existência dos vampiros do que os que servem ao Céu. deles busca vingança pelo que foi feito contra eles em
Com seus pedidos razoáveis e sua conversa geralmente vida, mas há histórias constantes sobre fantasmas lou-
simpática, esses demônios muito frequentemente cor- cos dedicados à destruição de todo o mundo físico.
rompem a alma dos vampiros. Afinal, o que é mais • Fées: Imprevisíveis e selvagens, os fées podem
assustador: os inimigos que atacam com cruzes e cruci- ajudar ou atacar os membros sem o menor motivo. Os
fixos, ou aqueles que o tentam a entrar em seu palácio? mortais conhecem os perigos de se fazer acordos com
• Lobisomens: Essas feras metamorfas são inimigos essas criaturas, mas diz-se que alguns dentre o gado são
perigosos para os vampiros. Viajar pelas florestas que cópias ocas dos verdadeiros mortais, que foram seques-
eles consideram seus domínios é extremamente perigo- trados por essas criaturas e levados como escravos para
so, pois seu territorialíssimo beira a loucura. seus reinos alienígenas.
• Magos: Sua mágica geralmente é poderosa, mas
muitos são fisicamente fracos. Ainda assim, somente os
Choque de Impérios
As Cruzadas (1095 a 1300 D.C)
Em seu auge, a Camarilla alcançou uma conquista Quando a Camarilla entrou em colapso, o mundo
que não se repetiu na história dos membros. Do mes- conhecido pelos membros desabou. Os vampiros para-
mo modo que os mortais se maravilharam com as ram de se comunicar de forma estável entre os conti-
obras da antiguidade, os vampiros também contem- nentes. O senador de uma cidade não podia mais visi-
plam o passado da Camarilla, teorizando como os tar seus bens no Oriente sem medo e desconfiança. As
membros de Roma a criaram. Uma sociedade vampíri- terras fronteiriças logo caíram nas mãos de hordas
ca funcional, que se espalhou pelo mundo conhecido. saqueadoras de vampiros infiéis. Os membros que
Nenhum dos domínios atuais dos vampiros pode ser sobreviveram ao massacre tornaram-se paranoicos e
comparado ao tamanho da Camarilla em seu apogeu. construíram pequenos exércitos e fortalezas para deter

Império Bizantino
Durante as décadas da dinastia
Angeloi (1185 — 1204), os mendigos
não tinham muita escolha. Este escudo,
pintado às pressas, mostra uma imagem
da cruz que se tornou sinônimo da Cris-
tandade Ortodoxa Oriental. O fato
deste escudo ser utilizado, apesar do
errôneo emblema virado para cima,
atesta a extrema atribulação que o
Império Bizantino encontrou antes da
sua ruína pelas mãos dos cruzados em
1204.
Dentro do pátio murado da catedral encontra-
mos um exemplo bem preservado de um labirinto.
Um típico labirinto medieval, que pode ter sido uma
representação da longa peregrinação a Terra Santa
ou a própria Jerusalém. Alguns estudiosos alegam
que os labirintos representam a vida dos fiéis,
revelando um caminho difícil de uma única entrada,
que significa o nascimento, e até um centro unifica-
do, que significa Deus. Neste exemplo incomum, o
centro foi decorado para se aparecer com o Sol,
talvez fazendo referência a uma conexão com o
Reino Celestial.
À medida que nos aprofundamos nas campanhas
francesas.

Achei que poderia ser interessante. Meu


ghul visitou o local, e disse que a entrada para
o labirinto aponta para o cemitério da igreja. De
fato, um nascimento curioso. A espiral em
direção ao Sol sugere que todos nós encon-
traremos o fim, de um jeito ou de outro. É
mórbido, eu sei, mas eu duvido que os primeiros
Santificados fossem mais otimistas nas noi-
tes medievais do que agora.

seus inimigos. A sociedade da Família entrou em uma atravessavam Europa, alterando domínios já estabele-
era sombria, na qual cada senhor feudal dependia de si cidos. Ao mesmo tempo, os poderosos senhores feu-
mesmo e a Lancea Sanctum se tornou o guardião do dais da Europa Central se uniram para consolidar e
conhecimento perdido durante os séculos de guerra. manter seu poder, criando muitos vampiros para servi-
Infelizmente, os Santificados também se tornaram rem como soldados. Assim, o Império Invictus nasceu,
censuradores, e muitas obras dos membros Romanos para conquistar toda a Europa, no entanto, muitos
terminaram na fogueira. reinos já haviam caído em outras mãos.
Na época em que o papa Urbano II convocou os
senhores mortais para irem à Terra Santa, recuperarem
Jerusalém, a luta dos membros da seita Santificada
contra os senhores, que afirmavam ser os verdadeiros No final da Quarta Cruzada, centenas de membros
herdeiros da Camarilla, havia atingido um ponto fe- “tomaram a cruz”, viajando com milhares de soldados
bril. Os neófitos Santificados estavam convencidos de mortais para batalhar nas terras orientais. Ao longo da
que o mundo estava arruinado, e que a única maneira jornada, eles lutaram com os senhores locais e abusa-
de consertá-lo era acompanhando os rebanhos mortais ram dos mortais que estavam no caminho, causando
a Ultramar, para levar a ira de deus contra os sarrace- um século de terror para a Europa. Os mais antigos
nos, viajando com os cruzados, enfraquecendo o exér- desses senhores foram alguns dos membros mais pode-
cito de peregrinos, alimentavam-se deles enquanto rosos da história, anciões que controlaram inúmeras
famílias de mortais, ghuls e membros. Sua palavra era a
lei, e com esse poder, eles se lançaram contra seus ini-
migos.

A Lancea + Sanctum nunca havia desfrutado de


um grande governo, e com o aumento da população
dos membros e uma população mortal devastada por
doenças, os Arcebispos da coalizão se viram obrigados a
recorrer a membros mais astutos politicamente para
que pudessem governar em seu lugar. Esses senhores
da Família eram normalmente Santificados, mas rara-
mente tinham a predisposição necessária para se torna-
rem membros dedicados ao sacerdócio. Como resulta-
do, muitos desses Príncipes se consideravam Santifica-
dos apenas de nome, alegando que, por linhagem,
eram os herdeiros da Camarilla, do Senex (o corpo
governante da Camarilla), do Invictus (os membros
mais antigos do Senex) ou de qualquer outro tipo de
organização do passado da Família. Esses membros
aceitaram o poder e os cuidados dos Santificados, já
que lhes deram o direito de governar em nome de
Deus e também do seu sangue. A maioria manteve
laços e relações amigáveis com seus correligionários da
Lancea + Sanctum.
Enquanto isso, a Lancea + Sanctum continuou
ocupada com seus estudos sobre as escrituras, desco-
brindo a Feitiçaria Tebana, perseguindo e punindo
hereges e travando batalhas contra os membros pagãos
do norte da Europa e os sarracenos. Somente na Fran-
ça e na Itália é que os Arcebispos continuaram sendo a
principal autoridade da sociedade da Família, pois
mesmo com a administração do Invictus, muitas de
suas fortalezas caíram quando os Santificados partiam
para as Cruzadas.
A razão pela qual os membros Santificados aban-
donaram tudo para viajar pelo mundo ainda é motivo
de debate. Os vampiros que viajavam com os exércitos
cruzados estavam cientes da perigosa jornada por terras
inóspitas, forçados a dormir em caixotes e sacos duran-
te o dia, tendo que contornar as fogueiras para encon-
trar alimento entre uma população fervorosamente fiel
e armada (aqueles que podiam, se passavam pelas pros-
titutas que seguiam os exércitos dos fiéis, saciando sua
sede enquanto os soldados cristãos saciavam sua luxú-
ria). A ameaça de uma batalha durante o dia era cons-
tante e, antes mesmo de deixar a Europa, muitos
membros cruzados morreram quando seus corpos
adormecidos foram expostos acidentalmente ao sol.
Alguns historiadores afirmam que os membros não
da atual Alemanha, Suíça e norte da Itália. Ela escreveu
Lancea † Sanctum? para a necessidade dos nobres, Príncipes e proprietá-
Os escribas da Família escrevem o nome for- rios de terras; os verdadeiros senhores da Europa, se
mal “Lancea + Sanctum” para se referir à coali- unirem para enfrentar as ameaças externas impostas
zão. Os estudiosos acreditam que a cruz é uma pelos muitos cultos e coalizões que surgiram nas som-
forma de conjunção (fundamentada por textos bras da Idade das Trevas. Em algumas décadas, a mu-
antigos) de que a igreja vampírica adotava o no- lher convenceu vários dos anciões mais poderosos a
me ainda mais primitivo de Lancea et Sanctum enviar representantes para acompanhá-la a Roma, onde
(Lança e Santuário). A cruz “+” caiu em desuso se encontraria com o Príncipe da cidade e obteria a
possivelmente porque "et" desapareceu do idioma bênção do Arcebispo romano por seu projeto, que era
comum. nada menos que restabelecer a poder da Camarilla.
Qualquer que seja a verdade, o nome mo- Os emissários viajaram para Roma e se reuniram
derno “Lancea Sanctum” se espalhou por toda a nas mesmas câmaras do conselho onde os líderes da
Europa durante o século XV. Camarilla costumavam se reunir. Aelfgifu liderou a
reunião, e nos meses seguintes, os Príncipes codifica-
eram mais tão imunes à retórica do papado quanto os ram o significado de cada título Invictus, bem como as
senhores mortais. Outros acreditam que os Santifica- leis e filosofias básicas de sua coalizão. Eles escolheram
dos viram a nação que havia sido arrancada das mãos o nome de Invictus, em vez de Senex ou Camarilla,
da Camarilla caindo aos pedaços, e acreditavam que, se porque um texto, na posse de um dos antigos mem-
eles ficassem na Terra Santa, poderiam tornar seu so- bros, implicava que o próprio Júlio César havia conce-
nho realidade. dido ao Invictus o direito de governar a noite enquan-
to o Imperador romano governava durante o dia. As
discussões sobre quem deveria ser o Imperador da Noi-
te (Nachtkaiser) foram intensas, mas finalmente os
Príncipes decidiram que cada um deles teria o título de
Príncipe eleito (Kurfürst), este título indicava que eles
tinham o poder de escolher o Imperador, e sua posição
Após a queda da Camarilla, os territórios europeus seria maior do que a dos outros Príncipes, exceto do
foram divididos em vários domínios independentes. próprio Imperador. Os Kurfürsten escolheram um
Os magistrados da Camarilla argumentaram que não deles, um Ventrue, como Nachtkaiser, e quando o
havia motivo para desistir dos territórios pelos quais Arcebispo de Roma lhe deu sua bênção, nasceu o San-
haviam lutado tanto manter. A luta entre os Arcebis- to Império da Noite (Heiliges Nachtreich) dos Invictus
pos recém nomeados da Lancea + Sanctum e os candi- (Die Unbesiegt). A data de registro era 1142.
datos ao legado da Camarilla durou por séculos, e os A princípio, o território de Die Unbesiegt incluía
membros Abraçados após a proclamação de Carlos toda a Alemanha, Suíça e Itália, mas a nova aliança se
Magno de que “não haveria senhor sem terra, nem estendeu a outras áreas da França, Hungria e Europa
terra sem senhor”, apenas aumentaram a intensidade Oriental. O papel do Nachtkaiser era de mediador,
dos conflitos. Os Príncipes abraçavam sempre que resolvendo as disputas entre o Kurfürsten e outros
sentiam vontade, e entre senhores, crianças, cavaleiros, Príncipes menores (Fürsten). Os domínios do Invictus
vassalos e soldados, um domínio independente podia em toda a Europa eram conhecidos como Fürst Estat,
manter um pequeno exército de ghuls. A palavra de combinando o termo alemão (de príncipe) e o termo
um senhor em seu domínio tornou-se lei, e todos os anglo-francês (de território de um nobre). O Nachtkai-
que estavam sob ele estavam sujeitos a ela. Normal- ser dirigiu a ira e o desejo pelos territórios de Fürsten
mente o domínio passava para o filho mais velho do em direção à conquista, e logo as guerras começaram
senhor, quando este morria, em um processo chamado entre o poderoso Império da Noite e as terras ao leste.
Primogenitura (embora na França os domínios fossem
frequentemente divididos entre todos os filhos do se-
nhor, o que causava ferozes lutas por sucessão).
Um dos Príncipes mais antigos, em um domínio Os herdeiros bizantinos da Camarilla se chamavam
no Vale do Reno, uma Ventrue chamada Aelfgifu, , os Imortais Inconquistados. Seu
enviou uma série de cartas aos Príncipes dos territórios próprio governava sobre um
conselho de Prisci, os membros mais antigos de cada rompidas, aumentado as tensões entre ambos os exérci-
clã. Os Santificados orientais, cujas práticas há muito tos mortais. Quando o exército cruzado saqueou a
divergia daquelas do credo ocidental, acompanharam cidade, os ghuls a serviço de perseguiram
de perto e aconselharam os governantes de Athanatoi, os Athanatoi locais, destruindo-os a espada e estaca
enquanto o Patriarca Santificado e o Imperador gover- onde quer que fossem encontrados.
navam quase como “co-Príncipes”. Dentro de Constan-
tinopla, os membros foram divididos em grupos
administrativos (geralmente divididos por linhagem)
com responsabilidades específicas para governar os A dispersão resultante dos membros bizantinos pa-
membros, em troca obtinham direitos específicos, ge- ra o oeste, trouxe consigo muitas das ideias nas quais o
ralmente com relação aos lugares onde podiam se refu- governo Athanatoi tinha se baseado. Muitos domínios
giar e se alimentar. Por exemplo, os Mystikoi, uma logo se orgulharam dos Prisci, líderes de clãs que dis-
linhagem de monges Gangrel que trabalhavam como putavam o poder com os herdeiros dos Fürst locais, a
escribas e historiadores, tinham o direito de se alimen- Primogenitura (embora as funções de ambas as posi-
tar da população monástica da cidade. ções diminuíssem com o tempo). Os bizantinos
Os Athanatoi, que se consideravam descendentes morreram com os Athanatoi, mas grupos semelhantes
diretos da Camarilla (dizem que o Patriarca e o Impe- encarregados da administração local, geralmente cha-
rador, que governaram durante o período das Cruza- mados de guildas, apareceram por toda a Europa.
das, haviam sido Abraçados antes da queda de Roma); Um conflito entre as guildas de Florença e Pisa ge-
inicialmente viram o com sarcasmo. Eles rou um debate sobre os direitos dos membros do
combatiam os invasores de sua fronteira ocidental em domínios fora dos seus, e a controvérsia
sempre que necessário e os desviavam para a Terra resultante destronou o primeiro e único Imperador
Santa sempre que possível. Quando o exército de pere- Invictus, cujo nome foi excluído da história da época.
grinos cruzados de Bonifácio de Montferrat apareceu só existiu por pouco mais de
diante dos portões de Constantinopla, no início do um século, e as lutas internas entre os vampiros da
século XIII, os e os Santificados ocidentais Europa Central e Ocidental se tornaram mais ferozes
estavam infiltrados em suas fileiras, assegurando que as do que nunca. De certa forma, como escreveu um cro-
comunicações entre bizantinos e cruzados fossem inter- nista da linhagem Agonista, através das guildas, os
Athanatoi obtiveram sua vingança além do túmulo.
A Igreja Santificada do Leste, que havia se diferen- aprender seus ritos sem ser membro de sua linhagem
ciado muito do Cristianismo mortal ao longo dos sécu- quase extinta.
los devido à lei bizantina, que proibia os membros de Embora os Santificados estivessem divididos em
rezar ao lado do gado, acrescentou vários ritos a Lancea numerosas facções, muitos desses grupos compartilha-
+ Sanctum, considerados ritos tradicionais nas noites vam uma heresia comum: eles rejeitavam a doutrina de
modernas. Muitos Santificados orientais sobreviventes Longino e lutavam para continuar uma existência cristã
se juntaram a seus companheiros ocidentais, mas al- na não-vida. Esses membros cristãos, que receberam
guns foram para os países da Europa Oriental, Rússia e nomes diferentes em diversos domínios (embora a
Oriente Médio, formando seus próprios cultos e linha- maioria dos historiadores modernos da Lancea Sanc-
gens. tum tendam a rotular todos esses grupos com o termo
“Heréticos da Golconda”) rejeitaram a noção de que a
alma de um vampiro foi condenada e acreditam que,
resistindo aos impulsos básicos da Besta e obedecendo
Diversas coalizões menores além do Invictus e da às leis de Deus, um dia ele poderia receber sua bênção
Lancea + Sanctum existiram durante a época do Impé- e perdão no perfeito Reino dos Céus que estaria por
rio; foi uma época em que novas ideias desencadearam vir. Embora os bispos e padres que abraçaram as Here-
um amplo debate sobre como deveria ser a sociedade sias da Golconda tenham sido destruídos no final da
dos membros, dando origem a novos grupos. Alguns, Idade Média, filosofias semelhantes ainda assombra as
como os Ositas e os Mystikoi ainda existem como li- orações dos Santificados.
nhagens. Outros, como as Ordens de Cavalaria, foram As heresias dualísticas e gnósticas também eram
absorvidas por outras coalizões. Muitas outras sim- muito comuns, desde um culto de Devas degenerados
plesmente desapareceram, esmagadas pela sociedade que interpretaram mal os princípios do catarismo
que erigiu o Invictus e os Santificados. (acreditando que seu papel não era ser guia dos mortais
para a salvação através do medo, mas instrumentos
Ordens Sagradas para tentá-los a cometerem pecados) e até os Mystikoi,
O vazio deixado pela queda da Camarilla levou uma linhagem de membros gnósticos bizantinos que
inúmeras facções a tentar administrar os domínios que misturavam a auto mortificação da carne com um espi-
haviam sido deixados. Embora a Lancea et Sanctum ritualismo transcendental. Aqueles que sobreviveram,
tenha sido o maior destes grupos, se estendendo para após a queda de Constantinopla antes do Império
dominar a Europa durante cinco séculos, sua predo- Otomano, acabaram ingressando na Ordo Dracul e
minância foi disputada por divisões internas entre muitos foram rapidamente influenciados pelas suas
pequenos cultos aliados, diferente da coesão alcançada filosofias. Outra heresia menos comum, embora mais
pela Lancea Sanctum das noites modernas. Os Santifi- odiada, pregava que Cristo era o verdadeiro salvador
cados mais tradicionais se dedicaram a destruir as here- dos membros — e que Longino era seu pai.
sias mais extremas e trazer de volta ao caminho da
verdade os membros perdidos. Ordens de Cavalaria
Um dos cultos mais difundidos desta época foi os Várias organizações de vampiros também aparece-
Ositas, uma ordem monástica de membros dedicada ao ram durante esse período, incluindo várias ordens de
estudo de um dos aspectos da criação que havia sido cavalaria, algumas das quais se apegaram as tradições
negada aos vampiros: a morte. Estes estudiosos reclusos da Legio Mortuum, o braço militar da Camarilla. A
da tanatologia transformaram muitos dos mosteiros maioria dessas organizações acabaria se juntando ao
europeus em seus feudos pessoais, se aprofundando Invictus em 1300 D.C. Algumas ordens de cavalaria da
nos segredos dos mortos e desenvolvendo uma magia coalizão ainda em atividade nas noites modernas, rei-
terrível que lhes permitia se comunicar com os espíri- vindicam um legado que antecede a assimilação da
tos dos falecidos. Finalmente, os Ositas se juntaram a ordem pelo Primeiro Estado.
Lancea + Sanctum. Com a chegada do Renascimento, As ordens da cavalaria dão ênfase à honra e ao
muitos membros abandonaram os teólogos da morte, dever (embora nenhum desses ideais fosse necessaria-
deixando apenas um punhado de crentes dos Mekhet. mente estendido ao gado), e muitos servem a um se-
A magia da pequena ordem permaneceu na própria nhor da Família, enquanto outros servem aos Santifi-
Vitae dos Ositas e atualmente um vampiro não pode cados ou assumem qualquer causa que seus líderes
defendam. Os cavaleiros da Família passam horas de
meditação e prática, aprimorando suas habilidades,
treinado com seus ghuls, ou às vezes entre eles mesmos. A Igreja e o Estado
Assim como muitos de sua contraparte mortal, os cava- Apesar das tensões apresentadas acima, Die
leiros vampiros travam duelos de justas diante dos Unbesiegt e Lancea + Sanctum estavam indisso-
senhores vampíricos para demonstrar sua honra no ciavelmente ligadas. O Império reivindicou o
campo de batalha. Tais combates geralmente eram até direito divino, concedido através dos intermediá-
o primeiro sinal de sangue. No entanto, quando a hon- rios de Deus, dos Santificados e da Igreja, que
ra é afrontada, um cavaleiro da Família pode invocar dependia do Império para manter as rotas de
um duelo até a Morte Final, chamado monomaquia. viagem e comércio. Quase todos os membros do
Os membros acreditam que Deus observa todos os Die Unbesiegt alegaram ser membros leigos da
duelos da monomaquia sagrada; o vencedor é determi- Lancea + Sanctum, enquanto muitos padres e
nado pela vontade divina. Quando dois senhores da bispos entraram nas fileiras da Lancea + Sanctum
Família disputam o domínio de um lugar, às vezes é do Die Unbesiegt quando não, herdaram um
declarada a monomaquia, e um campeão entre seus domínio.
cavaleiros é enviado para lutar. Embora poucos mem- Os membros das Ordens de Cavalaria nor-
bros estejam dispostos a correr o risco de sofrer a Mor- malmente defendiam os ideais dos Santificados e
te Final em nome de outro, os cavaleiros que lutavam do Invictus, geralmente servindo ou juntando-se
como campeões de seus senhores, por vezes eram re- a um ou ambos os grupos. A sociedade resultante
compensados; geralmente pelo controle da área em gerou um nó górdio (um problema insolúvel) de
disputa. Dessa forma, muitos cavaleiros da Família se laços familiares entre ambas as coalizões que se
tornaram proprietários de terras, juntando-se às fileiras estendeu por toda a Europa. Essas complexas
do Invictus. misturas e alianças resultaram em brigas pessoais
A mais antiga das ordens de cavalaria é a ferozes, mas também ajudaram a manter a socie-
de Constantinopla, fundada no século VI pelo dade dos membros longe da fogueira da Inquisi-
então patriarca Alexandre. O que Legio Damnata te- ção.
nha em idade carecia de habilidade e disciplina. A
Legio Damnata era conhecida por sua lealdade mutável
e sua dependência da ajuda dos mercenários de ternas para se protegerem e destruírem os inimigos.
(veja abaixo). Esta ordem foi destruída du- Diante do crescimento de , essa
rante o saque de Constantinopla em 1204. associação de membros pagãos ficou conhecida como o
A Ordem de Sir Martin apareceu em Jerusalém no Círculo da Anciã, e tida como anátema na maioria dos
final do século XI e mais tarde se espalharia por toda a domínios tementes a Deus.
Europa como uma linhagem. Esses monstros epidêmi- Os vikings que há séculos saquearam terras cristãs
cos atormentaram os campos dos cruzados e as cidades, pelo mar, trouxeram consigo Acólitos guerreiros, al-
usando o medo e a doença tanto quanto suas espadas. guns dos quais possuíam habilidades derivadas da Dis-
ciplina Metamorfose, que lhes permitiam literalmente
Cultos Pagãos se tornarem uno com os longos navios que seus servos
A guerra contra os pagãos se intensificou durante impulsionavam. Esses senhores da guerra eram famo-
os primeiros anos do Sacro Império Romano, e as for- sos entre seu povo por sua sorte em combate, e servi-
ças de Lancea + Sanctum e seus aliados, entre eles, o ram como um aviso para muitos membros Santificados
recente Invictus, constantemente enfrentavam os dos costumes brutais do Círculo de Anciã. O estereóti-
membros pagãos. Membros pagãos da Camarilla Ro- po de que os Acólitos frequentemente praticavam dia-
mana e Bizantina viajaram aos ermos distantes, jun- blerie vem dessas invasões. No caso das hordas vikings,
tando-se aos membros nativos e avisando-os da crescen- o estereótipo e a realidade eram os mesmos.
te ameaça da que cada vez mais apareci- Ironicamente, uma das populações mais estáveis e
am em suas terras. Através de uma série de discussões, respeitadas dos cultistas do Círculo de Anciã está no
os cultos decidiram se unir para sobreviverem, for- coração do Cristianismo, em Constantinopla. O Impe-
mando uma sociedade de proteção mútua contra seus rador às vezes permitia que membros nômades do nor-
inimigos. Muitos desses cultos invocaram figuras ma- te da Europa e outras terras bárbaras, ficassem na cida-
de, se demonstrassem grande habilidade em combate e e místicos e, quando os primeiros (e exaustos) guerrei-
estivessem dispostos a servi-lo. Estes ros peregrinos da Lancea + Sanctum chegaram à Terra
(“Guarda Estrangeira”) protegem os membros da cida- Santa em 1099, ficaram surpresos ao encontrar vampi-
de em troca de direitos alimentares dentro do domí- ros não-crentes dominando iguais aos
nio, e uma pequena parcela de ouro dos cofres do Im- seus. Os Banu Shaitan seguiram como uma coalizão
perador. Embora cada membro da guarda tenha sido independente até o século XIX, quando se reconcilia-
batizado, os Santificados bizantinos só os puniam por ram com os Santificados e se uniram as fileiras da Lan-
sua adoração pagã, caso eles se comportassem de modo cea Sanctum.
que perturbassem a população. Outras coalizões menores também existiam no
Oriente Médio, mas e normal-
Coalizões Sarracenas e a Crescente da Meia Lua mente eram mais tolerantes a falhas (com heresias) do
Os membros que viajavam para a Terra Santa, en- que o Invictus e a Lancea + Sanctum no Ocidente.
contravam, já estabelecida, uma poderosa hierarquia de Uma das coalizões mais difundidas e odiadas foi o
vampiros. Os membros islâmicos Abraçados nos sécu- “Invisíveis”, um grupo de monstros antigos que
los VIII e IX eliminaram os remanescentes da Camaril- seguiam as religiões pagãs do Oriente Médio, prestan-
la, a maioria dos quais magistrados leais ao Imperador do adoração a antigas divindades tidas como demônios
de Constantinopla e grande parte da Terra Santa, esta- pelo Islã, usando terríveis poderes mágicos. Os Jinni
belecendo sua própria forma de governo. No Islã não finalmente desapareceram das noites, e os poucos rela-
há muita diferença entre governo secular e religioso, tos que existem não mostram nada além de pistas sobre
mas os membros vigentes evoluíram seguindo a mesma o seu destino.
dicotomia que existia no Ocidente: alguns membros
governavam como administradores, enquanto outros Outros Grupos
aconselhavam como líderes da fé. À medida que os domínios do Invictus e dos Santi-
O governo dos membros islâmicos é conhecido ficados se uniam, inevitavelmente se chocavam com os
como , “os Fiéis” ou “os Leais”. A coalizão, fragmentos dispersos da cultura dos membros da Eu-
embora principalmente interessada em questões gover- ropa. Embora tenham condenado vários cultos como
namentais, nunca se separou da fé mortal do Islã, co- anátema, apenas duas facções receberam uma rejeição
mo o Invictus ocidental. Os membros desta coalizão universal dos vampiros, independente do seu credo.
favoreceram uma interpretação exotérica do Islã, e os A primeira era formada pelos vários seguidores de
Príncipes, conhecidos como ou , de seus Belial e outros demônios, que viajavam em grupos
domínios, chamados Ummah, projetam suas leis dire- nômades, torturando e matando os viajantes mortais
tamente do Alcorão. A força e a influência de al Amin com quem cruzavam, e deixando fazendas (e até mes-
cresceram e diminuíram ao longo dos séculos, e muitos mo pequenas aldeias) sem rastro de vida. Os Santifica-
membros que anteriormente pertenciam a essa coali- dos (incluindo os Invictus e os cavaleiros vampiros)
zão, especialmente da Península Ibérica e norte da igualava os Belialistas com os Acólitos, e jogavam esses
África, acabaram se juntaram ao Invictus, tornando-se membros na fogueira sempre que possível. Infelizmen-
membros leias do Primeiro Estado. No entanto, a coa- te para os membros sedentários, o estilo de vida nôma-
lizão Al-Amin ainda existe em vários países onde o Islã de da Prole de Belial lhe permite manter grupos sociais
é a principal religião. maiores do que muitos domínios dos membros podem
Por outro lado, o permaneceu especi- suportar. Um cavaleiro solitário vampiro que protegia
almente interessado nos fundamentos espirituais do uma pequena vila não tinha a menor chance contra
Islã, usando o Alcorão e outros textos sagrados em uma horda de vampiros sedentos de sangue.
busca de verdades esotéricas para justificar o significa- O segundo grupo, mais sombrio, pode ser apenas
do de Allah na existência dos membros. Como a Lan- um mito. Várias fontes se referem aos Devoradores de
cea + Sanctum, os acreditavam que o Fôlego, um grupo de membros ligados através de um
papel dos membros adoradores de Allah era proteger e pacto sombrio com uma entidade do inferno. Esses
testar os fiéis. Contudo, diferentemente dos Santifica- hereges ganharam terríveis poderes através do amaran-
dos, os não tinham muito interesse em to, e a magia lhes permitia beber a vida e a alma de um
converter outros membros à sua fé ou infiéis mortais mortal diretamente da respiração, em vez do sangue.
ao Islã. O grupo mergulhou nos princípios metafísicos Consumindo almas mortais, essas criaturas sobrevivem
sem sangue e caminharam ao sol, sem medo. As fontes
atribuem a eles outros poderes mais sombrios, embora
as descrições de alguns efeitos sejam semelhantes aos O Império da Noite do Invictus Ocidental, e o Im-
poderes do Crúac. pério Oriental dos membros bizantinos, foi a coisa
mais próxima que os membros haviam visto da Cama-
rilla desde de a sua queda. Esses dois impérios viram o
nascimento do Invictus como algo familiar, da mesma
Benefícios das Coalizões forma que os membros das noites modernas o veem. A
Somente membros com Status • na coalizão estreita relação entre o Invictus e o Santificados, foi
podem usufruir dos benefícios concedidos. estabelecida durante esses três séculos.
Os Senhores da Noite: Tanto os Die Un- O clã Ventrue, que dominou o Die Unbeseigt, se
beseight quanto os Athanatoi podem adquirir as consolidou durante essas noites, assumindo o manto
Vantagens de Refúgio, Mentor, Recursos e Servidor
de liderança pela primeira vez. Os Invictus e o Santifi-
pela metade do custo. Al-Amin pode adquirir Alia-
dos, Refúgio, Mentor e Recursos pela metade do cados deste período, geralmente favoreciam as linha-
custo. gens Ventrue, Deva e às vezes Mekhet, criando uma
Ordens Sagradas: Tanto o Santificados quanto divisão entre o “Alto Sangue” e o “Baixo Sangue” que
o Banu Shaitan podem adquirir Feitiçaria Tebana. ainda assombra a Europa (e até mesmo alguns domí-
Ordens de Cavalaria: Membros das ordens de nios da América, como Nova Orleans) nas noites mo-
cavalaria podem comprar Estilos Luta, Refúgio,
dernas.
Mentor e Servidor pela metade do custo.
Os Pagãos: Acólitos e Jinni podem adquirir
Crúac.

Arcos de História para as Noites Modernas


Embora a rica e instável tapeçaria de ideias e coalizões, que caracterizou o período das Cruzadas, possa
criar um cenário vívido para uma crônica de Vampiro: O Réquiem, os resultados desse período ainda influen-
ciam as noites modernas.
As instituições que vieram a definir a sociedade moderna dos membros, foram forjadas durante este perí-
odo, enquanto a tentativa errônea do Invictus de colocar o mundo inteiro sob sua égide fracassou miseravel-
mente.
Os ganchos a seguir podem ajudar o Narrador a utilizar o Choque de Impérios em uma crônica ambien-
tada nas noites modernas:
•Quando um membro do rebanho do personagem é encontrado sem vida e sem alma, mas ainda com
seu sangue, um mentor ou ancião os aborda com um terrível conhecimento dos membros do passado: Os
Devoradores de Fôlego voltaram as noites modernas para tomar a vingança que há muito tempo lhes foi ne-
gada contra os Santificados? Eles realmente desapareceram, ou estão esperando há séculos nas sombras de
outra coalizão o momento certo para atacar?
•Os personagens descobrem a sórdida história dos primórdios do Invictus e a destruição dos Athanatoi.
Eles enfrentam a escolha do que fazer com essa informação, que condena o Primeiro Estado. Pior ainda, os
anciões Invictus já devem saber que os personagens descobriram os segredos sombrios da fundação da coali-
zão e seus fracassos. Como os personagens irão se proteger? Eles podem usar essas informações em seu
próprio benefício? Para o bem da sociedade dos membros como um todo?
•Um dos anciões Nosferatu da cidade, descobre evidências da antiga rejeição do Invictus em relação ao
seu clã. Ele proclama, abertamente, seu desprezo pelo Invictus, mudando sua coalizão, escolhendo os Cartia-
nos e incentivando muitos companheiros de clã a fazerem o mesmo. Como os personagens reagirão a essa
mudança na estrutura de poder? O ancião tentará leva-los para ao seu lado ou eles ficarão ainda mais liga-
dos ao Invictus?
Este mundo é só um mercado persa cheio de pe-
sar, e nós somos apenas peregrinos passando
daqui para lá; esse é o fim de todas as amargu-
ras do mundo.
— Chaucer, “The Knight’s Tale.”
Benefícios
.

• Herege: pagão, cristão não ortodoxo, bruxa, ocultis-


ta, feiticeiro.
Na Idade Média, as pessoas ainda não tinham o • Jovem: fugido, criança, aprendiz, herdeiro, escudei-
costume de adotar sobrenomes. Para diferenciar quem ro.
tinha o mesmo nome, era utilizado o nome da cidade, • Lacaio: caçador, patrulheiro, senescal, bardo, xerife,
profissão ou algum adjetivo. Assim, alguém chamado torturador,
Willian, poderia ser reconhecido de Willian, o Leão; dama de companhia, mordomo, carrasco.
Willian, o Cavaleiro; Willian, o Galês... portanto, o • Mendigo: aleijado, escravo fugitivo, devedor, delin-
Conceito é uma forma de explicar o histórico e as ca- quente, veterano.
racterísticas que o personagem possui. • Mercador: bardo, estalajadeiro, vendedor ambulante,
Tome a lista a seguir como exemplo. Sinta-se livre treinador de animais.
para criar outros. • Nobre: barão (baronesa), herdeiro real, cruzado,
Há também exemplos mais detalhados de concei- bastardo, liberei no
tos, acompanhado de suas Vantagens e as Especializa- • Ordinário: bêbado, prostituta, agiota, clérigo exco-
ções mais comuns. Embora estas características não mungado
sejam obrigatórias, elas podem ajudar a desenvolver o • Peregrino: cruzado, penitente, monge louco, palmei-
histórico de cada personagem. rim
• Soldado: homem de armas, mercenário, caçador de
• Artesão: ferreiro, alfaiate/costureira, escultor, armei- recompensas, veterano de guerra, guarda, assassino.
ro.
• Artista: pintor, escultor, músico, tecelão, mestre-de-
armas. Um artista pode ser um ator, desenhista, escultor,
• Camponês: fazendeiro, pastor de ovelhas, cavalariço, dançarino ou especialista em arte performática. O ter-
servo. mo “artista” possui uma gama muito variada de possi-
• Cavaleiro: escudeiro, cavaleiro errante, cortesão, bilidades que podem ser exploradas pelos jogadores.
cavaleiro pobre. Vantagens sugeridas: Conhecimento Enciclopédi-
• Clérigo: monge, sacerdote, bispo, freira, criado, es- co, Status são opções comuns entre cientistas.
tudante, místico. Especialização: Expressão (ligada à sua arte).
• Despossuído: refugiado, estrangeiro, celta, nobre
deserdado, escravo.
• Errante: vagabundo, ladrão, bardo exilado, vivandei-
ra. Este tipo de personagem é usualmente um profes-
• Erudito: escrivão, herbalista médico, alquimista, sor, um pesquisador ou o titular de uma instituição de
sábio, teólogo. ensino medieval. Existe uma grande chance de eles
• Estrangeiro: bárbaro, oriental, viajante, espião, es- entrarem numa crônica, pelo simples fato de as pessoas
cravo, nômade. normalmente apresentarem coisas misteriosas para um
professor na esperança de conseguir a ajuda de um
perito. Os acadêmicos são personagens comuns nas
Crônicas das Trevas. Bárbaros são guerreiros de origem selvagem, geral-
Vantagens sugeridas: Normalmente Vantagens mente derivados de tribos bárbaras em regiões distan-
Mentais, como Memória Eidética, Idiomas e Status tes, como Escócia e Escandinávia. Justamente por sua
(por ser um especialista em um determinado assunto). distância da civilização, eles não têm refinamento al-
Especialização: Erudição (qualquer uma). gum em seu jeito de lutar, dando espaço ao uso de
força bruta.
Vantagens sugeridas: Qualquer Estilo de Luta que
utilize armas corpo a corpo pesadas (como machados e
Segundo alguns boatos, os Arqueiros eram campo- espadas ded duas mãos).
neses fracos demais para vestirem armaduras e irem Especialização: Armamento (Espada, Machado...).
para a frente de batalha. Permaneciam na retaguarda,
disparando suas setas mortais contra os inimigos. Ar-
queiros também são caçadores especializados na arte de
atirar com arco-e-flecha e muitos são capazes de derru- Cavaleiros são nobres que treinaram desde a infân-
bar um urso com uma flechada certeira. Conhecem cia a arte do combate armado. Começaram sua carreira
muitas técnicas de emboscada e frequentemente são como escudeiros, até atingirem a idade de quinze anos,
contratados para supervisionar a segurança de castelos quando finalmente começam o treinamento com espa-
ou torres. Alguns Arqueiros vivem de caçar animais das, escudos e lanças.
perigosos ou raros e vender suas peles nos mercados Sua maior função é proteger as terras de sua família
das grandes cidades, onde adquirem grande renome. ou de seus senhores, mas alguns se arriscam em outras
Vantagens sugeridas: Estilo de Luta: Arquearia e aventuras. Muitos Cavaleiros são recrutados pela Igreja,
Saque Rápido. pelos Templários e pela Inquisição para realizarem
Especialização: Arqueirismo (Arcos). serviços e participarem de guerras religiosas.
Um Cavaleiro vive de seu Nome, sua Honra e sua
Glória, que conquista vencendo outros Cavaleiros em
justas (torneios), guerras santas, conquistas de terra ou
Assassinos são especializados na fina arte de elimi- na vitória sobre os inimigos de sua família. Todo Cava-
nar indivíduos inconvenientes. São mestres na fabrica- leiro precisa de um brasão, que representa suas armas e
ção de venenos (e antídotos), armadilhas, disfarces e as armas de sua família. Esse Brasão é estampado na
arrombamentos. armadura (que muitas vezes carrega também as cores
Assassinos costumam aprender técnicas de luta tão do brasão) e em seu escudo.
eficientes quanto os melhores Guerreiros, além de Vantagens sugeridas: Combate com Armadura, e
conhecimentos de demolições, falsificação e camufla- um Estilo de Luta que use espada.
gem. Especialização: Cavalgar (Combate Montado).
Não é raro um mesmo Assassino ser contratado
por duas Guildas rivais para assassinar pessoas impor-
tantes em ambos os lados.
Também acontece de um Assassino de renome re- Para os forasteiros, nada o diferencia de um cam-
ceber duas ou até três vezes pelo mesmo serviço. Trai- ponês comum, mas os aldeões sabem a verdade. Seu
dores, vilões e nobres insatisfeitos também são grandes mentor lhe ensinou os poderes ocultos do mundo.
contratadores de Assassinos, mas nesses casos, todo Agora as pessoas o procuram para pedir conselhos ou a
cuidado é pouco... cura de uma determinada doença ou mau-olhado.
Naturalmente, um Assassino não se apresenta co- Os Curandeiros normalmente são especializados
mo tal. Ele prefere declarar ser um Jogador, Mercador, na criação de medicamentos. Durante o século XI, os
ou Guerreiro (de fato, ele dirá ser aquilo que aparenta). Curandeiros tornaram-se comuns nas grandes cidades,
Vantagens sugeridas: Conexões com o Mercado como médicos e às vezes até tolerados pela Igreja (nas
Negro. cidades mais afastadas dos grandes centros religiosos).
Especialização: Ciências (Venenos). Vantagens sugeridas: Consciência Holística, Sexto
Sentido.
Especialização: Medicina (Fármacos).
tada pelas pessoas e que na maioria das vezes garante
um razoável padrão de vida.
Durante uma guerra, informação sobre as forças do Vantagens sugeridas: Recursos, Status e Contatos
inimigo é uma das maiores armas de um exército. Seja são comuns para a maioria dos médicos.
entre Reinos, Guildas, Coalizões de Vampiros ou Or- Especialização: Medicina (Cirurgia).
dens de Magos, a função de Espião é uma das mais
valorizadas (e arriscadas) entre as funções militares.
Espiões são especializados em infiltrar-se nos mais altos
níveis do clero, da corte ou de organizações e conseguir Os Mercenários são guerreiros que colocam suas
informações valiosas. Às vezes permanecem infiltrados espadas à venda para aquele que pagar mais. São muito
por meses, ou até anos dentro de uma mesma organi- procurados nas cidades mercadoras (Veneza, Florença,
zação. Espiões são contratados para observar os movi- as Ilhas Gregas, Antuérpia e a região do Flandres) para
mentos de seus inimigos (e aliados) em outras cidades; realizarem incursões de todos os tipos (desde proteção
também são empregados por Guildas de comerciantes de cargas valiosas até o roubo de mercadorias de outra
em grandes cidades. guilda). Muitos mercenários são foras da lei e mau
Vantagens sugeridas: Senso do Perigo, Ligeiro. caráter, mas existem muitos Mercenários que tentam
Especialização: Manha (Operações Secretas). manter uma vida digna e honesta, honrando seus
acordos. Esses Mercenários são difíceis de serem en-
contrados e são contratados a peso de ouro. A reputa-
ção de um Mercenário é seu bem mais precioso.
Você trabalha para um senhor ou governo em uma Vantagens sugeridas: Estilo de Luta (escolha um) e
cidade. Em tempos de paz você mantém vigília na ci- Senso do Perigo.
dade, guarda patrimônios e evita desordens. Além de Especialização: Armamento (Espada, Machado...).
praticar com suas armas e se manter em forma.
Vantagens sugeridas: Senso do Perigo.
Especialização: Armamento (qualquer uma).
É astuto e carismático, se expressa com eloquência
e se veste alegremente; adora ser o centro das atenções.
Poderia arrancar fortes emoções das pessoas usando
Honra e glória são tudo para um guerreiro. Sua vi- instrumentos musicais, declamando poemas ou con-
da é guiada por esse código, e o fato de você ainda estar tando histórias. Além de fazer piruetas com animais
vivo, sem dúvida, se deve a isso. adestrados, jogos, caminhar na corda bamba, ou algu-
O guerreiro normalmente é uma alma aventureira ma atividade que sirva para entreter as pessoas. Até
presa no corpo de um camponês. Como somente os poderia ser dono de uma companhia de teatro.
nobres podiam tornar-se Cavaleiros, os Guerreiros Vantagens sugeridas: Reflexos Rápidos.
sonham em um dia conseguir prestar favores ao Se- Especialização: Esportes (Acrobacias).
nhor Feudal, a algum Cavaleiro famoso, ao Governa-
dor ou mesmo ao Rei, e serem proclamados Cavaleiros.
Durante as Cruzadas, muitos Guerreiros foram recru-
tados pelos Templários para ajudarem a combater na Mercadores são comerciantes especializados em al-
Guerra Santa e acabaram viajando pelo mundo conhe- gum tipo de bem (seja vinhos, comidas, carnes, especia-
cido (e até em algumas partes do mundo desconheci- rias, cerveja, armas, elixires, estátuas, ouro, joias ou
do). outros objetos de importância comercial).
Vantagens sugeridas: Qualquer Estilo de Luta que Vantagens sugeridas: Fama, Contatos, Conexões
utilize armas corpo a corpo. com o Mercado Negro.
Especialização: Armamento (Espada, Machado...). Especialização: Persuasão (Papo de Vendedor).

É o profissional especializado em cuidar da saúde Na Idade Média, eram poucos aqueles que sabiam
das pessoas. Trata-se de uma profissão bastante respei- ler ou escrever, por isso, a profissão de Menestrel era
muito respeitada, pois eram eles que transmitiam notí-
cias, acontecimentos e histórias passadas em outros também ocupam importantes funções políticas.
reinos. Os Menestréis viajavam de cidade em cidade Vantagens sugeridas: Recursos, Status e Aliados.
levando textos religiosos, peças de teatro e números Especialização: Persuasão (Discursos Motivacio-
musicais (geralmente com aprovação da Igreja, mas nais).
nem sempre). Encontravam-se em determinadas épocas
do ano para trocarem poemas, músicas e histórias. Os
festivais mais conhecidos eram Frankfurt e Hamburg, Ocultista é a pessoa cujo modo de ganhar a vida é
que chegavam a ter centenas de Bardos, sem contar os investigar o sobrenatural. O personagem pode ser al-
festivais celtas da Primavera, onde os melhores sonetos guém que acredita realmente nas minúcias de seu cam-
recebiam prêmios dos druidas e das Ordens de poetas. po de estudo ou um pesquisador dedicado a contestar
Vantagens sugeridas: Fonte de Inspiração e Fama. ou preservar o sobrenatural – a decisão fica a cargo do
Especialização: Expressão (Instrumento Musical). jogador.
Vantagens sugeridas: Recursos, Sexto Sentido ou
possivelmente Status (em algum círculo ocultista).
Especialização: Ocultismo (qualquer uma).
Em todos os reinos e povos da Idade das Trevas
existem aqueles que ocupam posições de autoridade,
liderança e respeito. Esses líderes são normalmente
chamados de nobres. Geralmente detentores das forças Você está cumprindo uma missão para a Igreja, que
militares e de uma parcela considerável das terras dis- consiste em iluminar os homens e mulheres sensíveis a
poníveis no mundo feudal, os nobres, junto ao clero, vontade do Senhor. Quem sabe você seja um exorcista
ou um sacerdote designado a uma paróquia para reco-
lher o dízimo dos camponeses, do qual a maior parte
vai para o seu ganancioso senhor feudal. Ou quem
sabe você é um Inquisidor dedicado punir os infiéis.
Embora, São Paulo recomende encarecidamente o
celibato, você pode ter concubinas, inclusive filhos,
embora não herdem nada com sua morte.
Vantagens sugeridas: Zelo, Status (Igreja).
Especialização: Intimidação (Ameaças Veladas).

Algumas das Habilidades do mundo moderno não


se aplicam ao cenário medieval. Computadores não
existiam e não havia um equivalente real que não fosse
coberto por Erudição. Não haviam automóveis para
dirigir, tampouco armas de fogo para atirar. Quatro
novas Habilidades foram adicionadas para substituir
àquelas removidas, duas Físicas (Arqueirismo e Caval-
gar) e duas Mentais (Religião e Guerra).
Possuído por: cavaleiros, escudeiros, nobres, men-
sageiros, caçadores, oficiais, mercadores e sacerdotes.
Especializações: Condições Perigosas, Raças, Com-
bate Montado, Perseguição, Florestas.
“Você pode utilizar arcos e bestas. Você também
pode colocar a corda num arco, além de cuidar e fazer Resultados dos testes
manutenção. Observe que o índice em Arqueirismo A Habilidade de Cavalgar é praticamente idêntica à
não se aplica a consertos manuais nem a fabricação de Habilidade de Condução. Como os carros, os animais
arcos e flechas, apenas empunha-los. Fabricação e con- têm um valor de Manobrabilidade. Em geral, o valor
sertos são próprios da habilidade de Ofícios. inicial da Manobrabilidade do animal é igual ao seu
Possuído por: caçadores, ladrões, mercenários Raciocínio. Esse valor pode ser aumentado por meio
competidores e soldados. de um bom tratamento e êxitos sucessivos de Manipu-
Especializações: Arco, Besta, Disparo Longo, Caça. lação + Cavalgar, ou por maus-tratos e negligência.
Diferentemente de Condução, Cavalgar funciona
Resultados dos testes com Atributos Sociais em vez de Físicos. Dirigir um
Falha Dramática: A arma não funciona, ou o seu carro tem muito a ver com a capacidade em lidar com
personagem acerta acidentalmente um alvo diferente o volante, mas cavalgar tem mais a ver com a comuni-
(possivelmente ele mesmo). O tipo mais comum de cação entre as espécies. Uma perseguição a cavalo, por
falha dramática é queda da flecha (a flecha simples- exemplo, exige Manipulação + Cavalgar + Manobrabi-
mente cai do arco sem disparar), e o personagem fica lidade. Fazer um animal saltar ou algum outro truque
livre para disparar no próximo turno. Outa falha co- perigoso exige Presença + Cavalgar + Manobrabilidade.
mum é quebrar a corda. Seguir furtivamente, no entanto, exige Raciocínio +
Falha: O personagem erra o alvo. O Narrador de- Cavalgar + Manobrabilidade, pois se baseia mais no
termina o que é atingido. julgamento do piloto do que em seu relacionamento
Êxito: O personagem atinge o alvo e causa dano com o animal.
normalmente. Falha dramática: Seu personagem perde o controle
Êxito excepcional: O personagem não só acerta o da montaria ao tentar uma manobra. O cavalo pode
alvo, como também acerta um ponto vital, ampliando ser ferido ou recusar-se a obedecer ao cavaleiro (recu-
o dano. sando-se a executar a manobra ou até mesmo se equili-
brando nas patas trapeiras, derrubando o cavaleiro). Se
ele cavalgar muito rápido, o cavalo tropeça e pode até
machucar e arremessar o cavaleiro. Se ele cavalgar de-
vagar, seu personagem poderá escorregar e cair da sela,
ferindo-se.
Falha: A montaria não completa a manobra dese-
jada. Provavelmente se retrai e desvia da direção pre-
tendida. A direção para a qual a montaria é direciona-
da é determinada pelo Narrador, não pelo personagem.
Êxito: Seu personagem consegue realizar a mano-
Habilidade de Cavalgar permite que seu persona- bra desejada.
gem controle e guie uma montaria em condições difí- Êxito excepcional: Seu personagem não só comple-
ceis ou perigosas. Os personagens não precisam dessa ta a manobra pretendida, mas realiza mais do que o
Habilidade apenas para andar a cavalo, camelo ou ou- esperado.
tras montarias. Em vez disso, esse recurso representa o
treinamento ou a experiência necessária para manter o
controle em alta velocidade, percorrer ambientes peri-
gosos sem ferir a montaria e pressioná-la até o limite de
sua capacidade.
Cavalgar não se limita a montar um animal (seja
cavalo, burro, camelo ...), mas também dirigir veículos
movidos por animais (carros de guerra, carruagens...).
Esta Habilidade representa a compreensão do per-
sonagem a respeito de manobras e táticas militares em
larga escala, seja através da educação, da ciência ou de
um sentido inato. Guerra é útil para planejar uma
batalha (designar bem as tropas, ler o solo para identi-
ficar potenciais vantagens e pontos fracos, assim como
prever os movimentos dos inimigos) e para ler o fluxo
dos eventos durante um conflito aberto. É improvável Os personagens com esta Habilidade são conhece-
que um personagem com uma pontuação alta em dores dos rituais e costumes das religiões. Não se trata
Guerra caia em uma armadilha durante a batalha, e de conhecimento oculto, mas da familiaridade com as
provavelmente encontrará a resposta certa frente as histórias disponíveis (e complexas) de cada grupo, bem
circunstâncias mutáveis de uma guerra. como o entendimento das práticas apropriadas no
Guerra não apenas representa a capacidade de ven- cenário, seja ela estrangeira ou não.
cer alvos militares: é a capacidade de vencer esses alvos Diferente do Ocultismo, a Religião cobre práticas
sofrendo perdas mínimas e causando o máximo de religiosas aceitas, usada para determinar qual divindade
baixas possíveis ao inimigo. Qualquer bom soldado uma cultura ou instituição religiosa reverencia, quais as
consegue atingir um alvo com muita força. Mas apenas orações e rituais apropriados para determinada situa-
um grande soldado é capaz de atingir o mesmo objetivo ção.
com uma força menor e evitar perder seus subordina- Em algumas culturas, as práticas religiosas estão in-
dos no processo. timamente ligas à medicina, servindo-se de orações e
Possuído por: criminosos experientes, mercenários, rituais de cura usados pelo sacerdote.
nômades bárbaros, oficiais militares. Possuído por: acadêmicos, artistas, augúrios, filóso-
Especializações: Campos de Tiro, Emboscadas, Li- fos, monges, nobres, pagãos devotos, homens sábios,
nhas de Abastecimento, Terreno. sacerdotes.
Especializações: Panteões (cristão, nórdicos, egíp-
Resultados dos testes cios, islâmicos), Profecias, Rituais.
Falha dramática: Seu personagem lê os detalhes do
campo de batalha terrivelmente errados. Na melhor Resultados dos testes
das hipóteses, você não pode tirar proveito de uma Falha dramática: Seu personagem identifica erro-
fraqueza das forças inimigas. Na pior das hipóteses, neamente um sinal ou nome religioso, ou lembra-se de
pode levar seus aliados a uma armadilha ou organizar informações incorretas que afetam suas decisões da
um ataque a partir de uma posição desfavorável. Qual- pior forma. Dependendo da situação, essa informação
quer tentativa de vencer o alvo com base em sua avalia- imprecisa pode ser fatal.
ção errônea provavelmente falhará e, sem dúvida, cau- Falha: Seu personagem é incapaz de identificar ou
sará baixas desnecessárias. lembrar de fatos úteis sobre a situação em questão ou
Falha: A percepção do personagem falha em me- realizar o ritual adequado.
lhorar as circunstâncias para ele e seus aliados. Talvez Êxito: Seu personagem identifica ou se lembra cor-
ele não consiga ler adequadamente os rápidos eventos retamente de fatos sobre uma prática religiosa específi-
no campo de batalha, ou talvez ele não tenha experiên- ca.
cia suficiente para superar seus oponentes. A meta Êxito excepcional: Seu personagem é capaz de
ainda pode ser alcançada, embora a um alto preço. identificar um ritual religioso com grande clareza, pos-
Êxito: Seu personagem alcança seu objetivo. sivelmente lembrando detalhes adicionais que melho-
Êxito excepcional: Seu personagem não apenas al- ram sua compreensão de uma forma mais ampla. Ele
cança seu objetivo com rapidez e eficiência, mas sua não apenas reconhece a oração a Tyr, mas o persona-
conquista são acarreta o mínimo de baixas e desequili- gem sabe que essa oração em questão é exclusiva de
bra o inimigo, possivelmente abrindo caminho para uma divindade Grega, alguns dos quais seus membros
futuros sucessos. se estabeleceram em uma região específica da Escócia.
 
Efeito: Uma determinada espécie de animal nunca
parece se incomodar com a presença do personagem, e
reage de maneira claramente favorável quando o per-
sonagem tenta interagir com ele. Cada ponto desta
Vantagem adiciona +1 a todas as jogadas sociais feitas
para influenciar ou entender o comportamento dos
animais da espécie escolhida.


Efeito: Para quase todos, um obstáculo é um pro-
blema. Para o personagem, um obstáculo é nada mais
que uma pedra no caminho que pode ser evitada, igno-
rada ou destruída. Sempre que o personagem estiver
diante de um desafio mental, ele será capaz de solucio-
nar o problema contornando ou enfrentando de ma-
neira imprevista, mas eficiente. Uma vez por sessão de
jogo, o personagem pode converter as penalidades de
qualquer jogada mental (que use um atributo ou uma
habilidade mental) em bônus, apenas para aquele teste.

 
Efeito: A Vantagem Aliados abrange grupos de pes-
soas que podem ajudar o personagem, Mentor é al-
guém que ensina o personagem, Servidor é alguém
subordinado. A Vantagem Amigo, no entanto, é uma
única pessoa que, um amigo do personagem, sem rela-
cionamento de dependência em qualquer relação com
cicatrizes grossas e irregulares. Com o tempo, esse teci-
ele.
do grosso se estende o suficiente pelo corpo para servir
Esta Vantagem é subdividida em duas categorias,
como armadura. Cada círculo da Armadura de Cicatri-
que são Poder e Confiança. Os pontos podem ser dis-
zes garante um ponto de armadura, que funciona
tribuídos em ambas. Pontos em Poder representam a
igualmente bem contra todas as formas de ataque.
influência e os recursos, índice 1 significa alguém infe-
Inconveniente: As cicatrizes que o protegem tam-
rior ao personagem, índice 3 é alguém superior, en-
bém prejudicam sua aparência. Você ganha Deformi-
quanto índice 5 representa um amigo muito mais po-
dade (consulte o “Livro de Regras do Mundo das Tre-
deroso que o personagem. Confiança é um indicador
vas”), mas a penalidade é igual ao seu valor na Arma-
de amizade, pontos em Confiança são adicionados a
dura de Cicatrizes. As cicatrizes também reduzem seu
qualquer teste para convencer o amigo a fazer algo para
senso de toque, impondo uma penalidade igual ao
o personagem.
valor desta Vantagem em testes que envolvam tato.

● ●●●●●  
Pré-requisito: Vampiro.
Pré-requisito: Vampiro, Tamanho do Domínio 
Efeito: Algo não é normal no seu estado de morto-
Efeito: Seu personagem tem um ou mais inquilinos
vivo. A estase física que marca os membros é muito
vampiros em seu domínio. Estes vampiros estabelecem
deficiente em você. Quando você se machuca e se cura,
seus Refúgios em seu domínio em troca de tributos.
em vez de retornar ao seu estado eterno, seu corpo gera
Cada círculo nesta Vantagem permite que seu perso- não sofre penalidades quando tenta analisar algo desse
nagem reivindique um tributo uma vez por mês. Assim tipo dentro de sua área de especialização.
como em Recursos, o Narrador precisa regular a fre-
quência com que você pode usar essa Vantagem. 
Você define os termos específicos dos serviços exi-
gidos pelo seu personagem aos inquilinos, mas o Nar- Efeito: Seja porque viajou ou porque estudou mui-
rador pode vetar seus termos se nenhum membro local to outras etnias, o personagem se adapta a qualquer
os aceitar. Em geral, cada círculo nesta Vantagem auto- cultura estrangeira. O personagem tem explosão do 9
riza seu personagem a reivindicar cinco pontos de Vi- em círculos sociais com membros de outras culturas,
tae por mês, o que é uma despesa mais ou menos equi- bem como para lembrar detalhes sobre essas culturas.
valente a Recursos  (mais círculos não equivalem a
um valor maior de Recursos, se não o uso mais fre- 
quente de Recursos ), acesso temporário a uma equi- Pré-requisito: Perseverança 
pe com bônus entre +1 a +3 ou uma usar um Servidor Efeito: O personagem acredita em alguma coisa.
por uma noite com o mesmo valor desta Vantagem. O Pode ser em Deus, uma causa ou um objetivo, a ques-
benefício específico da Vantagem Arrendatário deve tão é que o personagem experimentou algo que o tor-
ser decidido na aquisição desta Vantagem. No entanto, nou apaixonado pelo que ele acredita. Esta Vantagem
se o Narrador aceitar, esta Vantagem poderá ser rene- tem dois efeitos, um público e um privado. O público é
gociada posteriormente com o arrendatário. que através de seu zelo o personagem pode influenciar
os outros, obtendo +1 para todas as suas jogadas sociais
 que envolvam o zelo (depende do Narrador decidir
Pré-requisito: Sobrevivência  quando isso se aplica). O efeito “privado” é que o per-
Efeito: O personagem está à vontade em ambientes sonagem pode recorrer a sua crença em situações difí-
naturais e tem um talento para a sobrevivência em ceis como fonte de energia. O personagem pode trocar,
áreas selvagens e perigosas. uma vez por capítulo, o valor de qualquer atributo pelo
O personagem pode ignorar até 3 pontos de pena- seu valor de Perseverança em um rolamento único. Por
lidade por testes de Sobrevivência devido a fatores exemplo, ele poderia trocar sua Força por Perseverança
ambientais ou do terreno. Se o personagem não sofrer para atingir um infiel. Obviamente o personagem é
penalidades deste tipo, seus testes de Sobrevivência malvisto em certos grupos que desprezam a sua crença.
recebem um bônus de +1. Nesses casos, suas jogadas sociais terão uma penalidade
de -1 e, após a primeira falha em um teste social, essa
penalidade aumentará para -3 com as mesmas pessoas.

Pré-requisito: Erudição , Medicina  ou Ciên- 
cia .
Efeito: Depois de anos de trabalho duro para se- Pré-requisito: Manipulação , Cavalgar 
nhores exigentes, o personagem aprendeu a fazer as Efeito: Há pessoas que parecem ter nascido junto a
coisas de maneira mais rápida e eficiente. Cada vez que cela de um cavalo, essas pessoas adoram cavalgar qual-
uma tarefa não é penalizada por fatores externos, o quer tipo de animal. O personagem é um deles, sua
personagem pode reduzir em um quarto o intervalo adaptação a um animal de montaria é totalmente natu-
entre cada teste prolongado necessário para executar a ral, e recebe explosão do 9 nos testes de Cavalgar.
tarefa. Esta Vantagem só se aplica a tarefas mundanas.
 
 Pré-requisito: Força , Vigor 
Pré-requisito: Mortal. Efeito: O personagem está acostumado a lutar
Efeito: O personagem teve uma ligeira experiência usando armaduras, quer seja de couro, cota de malha
com o sobrenatural. Isso lhe deu certas percepções que ou uma armadura completa. O personagem aprendeu
permitem reconhecer eventos dessa natureza. O perso- gastar o mínimo de sua energia enquanto está usando
nagem recebe um bônus de +1 em todos os testes para armadura. Cada índice nesta Vantagem reduz em 1 as
perceber se algo é ou não sobrenatural. Além disso, penalidades causadas pela armadura nas habilidades
Briga e Armamento e para os valores de Defesa e Des- Disparo longo (): O personagem sabe estimar a
locamento. distância necessária para atingir seus alvos. Todos os
arcos disparados pelo personagem dobram o alcance.
  Chuva da morte (): Os inimigos do persona-
gem não podem obter segurança na cobertura. Se o
Pré-requisito: Manha  personagem conseguir enxergar pelo menos uma parte
Efeito: O personagem sempre é capaz de comprar e do corpo do alvo, ele pode disparar em parábola, e a
vender produtos direto do mercado negro, não impor- flecha cai sobre o alvo, ignorando qualquer bônus de
ta ele esteja. Com índice um nesta Vantagem, o perso- cobertura.
nagem pode adquirir itens que exigem Recursos 1 e 2.
Com índice de três, é possível adquirir itens de qual-
quer valor.
 
Pré-requisito: Força  e Armamento 
  Efeito: O personagem aprendeu a usar com efici-
ência espadas de duas mãos. Este estilo foi criado na
Pré-requisito: Força  ou Inteligência  Alemanha, onde recebeu o nome de Langschwert,
Efeito: O personagem consegue identificar os pon- embora hoje exista várias escolas que derivam desse
tos fracos dos objetos. Ao tentar quebrar um objeto, estilo. Esta Vantagem concede uma série de manobras,
você pode ignorar 1 ponto da Durabilidade do objeto cada uma das quais é pré-requisito para a seguinte.
para cada ponto nesta Vantagem. Todos elas devem ser usadas com espadas ou armas de
tamanho 3 ou 4.
 Guarda (): O personagem sabe como usar sua es-
Efeito: O personagem tem um talento inato para se pada para desviar e bloquear ataques. Adicione 1 à sua
mover em praticamente qualquer círculo social. Em defesa quando lutar com uma arma adequada a este
uma reunião social, você poderá tratar de qualquer estilo.
assunto, por mais estranho que pareça, e sempre se Defesa em falso (): O personagem segura sua
passará por uma pessoa que “cai bem” aos olhos dos arma em um ângulo defensivo aparentemente ineficaz,
outros. O personagem resistirá aos insultos e insinua- atiçando o adversário a ataca-lo em uma região especí-
ções com graça, não se deixará convencer facilmente, fica. Quando o inimigo ataca, ele rapidamente levanta
procurando uma maneira de evitar situações embara- sua arma para bloquear o golpe. Ao invés de usar o
çosas. Além disso, qualquer jogada social feita contra o valor normal da Defesa, role Força + Armamento + 1
personagem tem uma penalidade igual à sua Astúcia ou contra o ataque do oponente. Os sucessos nesta jogada
Manipulação, o que for menor. serão subtraídos dos sucessos obtidos pelo oponente.
Se os sucessos do personagem ultrapassarem os do seu
oponente, ele infligirá dano igual à diferença. O perso-
  nagem perderá sua Defesa pelo resto do turno e se ele
Pré-requisito: Força , Destreza , Arqueirismo já tiver usado sua Defesa, ele perderá não poderá usar
 essa manobra até seu próximo turno.
Efeito: O personagem dedicou muitos anos no Meia espada (): o personagem agarra o ponto
manuseio de arcos e flecha. Ele pode ser um atleta, central de sua arma para atingir poderosas estocadas e
caçador ou talvez um entusiasta dos tempos medievais. cortes menores, como se a arma fosse uma lança curta.
Esta Vantagem dá acesso a uma série de manobras, Se o ataque (feito com -1) for bem-sucedido, adicione 2
cada uma delas é um pré-requisito para a seguinte: ao dano automaticamente. O personagem não pode
Tencionar (): O personagem sabe como tencionar usar a manobra Guarda depois de usar esta manobra
qualquer tipo de arco. Ele subtrai 1 da Força necessária até o próximo turno, e a penalidade de -1 por seu ata-
para usar essas armas. que permanecerá até o final do tuno.
Preparar disparo (): O personagem sabe atirar e Corte duplo (): O personagem faz um ataque
pegar rapidamente outra flecha e prepará-la para atirar com 2 cortes rápidos. Ele pode fazer 2 ataques contra o
imediatamente. Uma vez por turno, você pode recarre- mesmo oponente em um turno. O personagem não
gar o arco como uma ação reflexa. pode usar sua Defesa ou a manobra de defesa falsa ao
usar Corte duplo. Se já tiver usado a Defesa, ele não  
poderá usar a esta manobra no mesmo tuno.
Ataque Furioso (): O personagem dá um Pré-requisito: Força , Destreza , Vigor  e
passo à frente e faz um golpe poderoso, capaz de arre- Armamento 
bentar qualquer defesa do inimigo. Quando fizer um Efeito: Seu personagem treinou exaustivamente
ataque total, adicione seu índice de Armamento em vez com espada e escudo. Ele aprendeu a tirar proveito da
do bônus usual de +2 no teste. O personagem não proteção do escudo, bloqueando e redirecionando os
pode usar sua defesa ou a manobra defesa em falso golpes recebidos para atacar pelas laterais. Esta Vanta-
quanto usa esta manobra. Se já tiver usado a Defesa, gem concede uma série de manobras, cada uma das
ele não poderá usar a esta manobra no mesmo tuno. quais é um pré-requisito para a seguinte. Embora o
estilo seja baseado em espadas, pode ser usada com
qualquer arma de tamanho 2 ou menor, desde que um
  escudo seja usado.
Pré-requisitos Força , Briga  Capa e punhal (): Através de intenso treinamento
Efeito: Você aprendeu uma forma brutal, suja e com escudos o personagem consegue improvisar como
não convencional de lutar, causando o maior dano se fosse um escudo, um objeto. O personagem dobra a
possível; sem elegância, estilo ou manobras. Você pro- estrutura efetiva de um escudo improvisado (normal-
vavelmente aprendeu a lutar em masmorras, jogos de mente um escudo improvisado pode desviar um núme-
azar, becos, trincheiras ou tavernas. ro de ataques igual à sua estrutura, antes ser destruído)
Golpe Baixo (): Isso sugere um objetivo masculi- e ao invés de -3, sofre -2 no ataque. Esta penalidade
no; pior, será em partes do corpo feminino, mais sensí- pode ser reduzida pela manobra Ataque protegido
veis, onde é possível golpear de forma ainda mais de- (abaixo), mas um escudo improvisado não pode ser
sonrosas. Quando atingir o seu oponente com um soco usado com a manobras Golpe com escudo ou com
ou chute em uma região muito sensível, ele poderá Muralha de ferro.
sentir uma dor intensa, podendo até vomitar. Se o Ataque com o escudo (): O personagem apren-
ataque obtém mais sucessos do que o Autocontrole do deu a usar o escudo de forma ofensiva. Tentativas de
seu oponente, ele perderá sua próxima ação. atacar com o escudo sofrem uma penalidade de -1, mas
Improvisar (): Você pode lutar com facas, galhos recebem um bônus igual à defesa que o escudo forne-
e outras armas improvisadas usando sua Habilidade de ce. O dano do escudo é sempre contundente. Logica-
Briga em vez de Armamento. mente, se ele usar o escudo para atacar, ele perderá o
Aguardar (): Da mesma forma que você apren- bônus de defesa que o escudo concede, e se ele já tiver
deu como causar dor, você também aprendeu como usado o escudo para se defender nesse turno, ele não
suportá-la. Parar de reclamar e esperar. Gastando um poderá usar essa manobra até o próximo turno.
ponto de Força de Vontade você ignora todas as pena- Ataque protegido (): O personagem consegue
lidades por lesões durante o resto da cena. unir a defesa do escudo com os ataques de sua arma.
Um ou doze, não importa (): Você conhece Quando usar esta manobra para atacar com a arma,
os truques para lutar com mais de um oponente; fazer você não sofrerá a penalidade usual de ataque por usar
com que eles se atrapalhem, machucar um para assus- um escudo, e também adicionará +1 à sua Defesa con-
tar o outro, jogar terra nos olhos deles, etc... Cada tra os ataques do alvo desta manobra. Usar essa mano-
oponente além do primeiro adiciona 1 à sua Defesa, e bra faz com que o personagem perca sua Defesa contra
você pode gastar um ponto de Vontade para executar os oponentes que o atacam pelos flancos e pelas costas,
ataques simultâneos contra dois ou mais desses opo- se já tiver usado sua Defesa contra esses oponentes, ele
nentes. não poderá usar esta manobra até o turno seguinte.
Investida com escudo (): o personagem avança
Não se atreva a levantar! (): Após um Golpe
com o escudo e colide com o inimigo. O personagem
Baixo (v. Golpe Baixo) bem-sucedido, seu oponente
faz um ataque com escudo com -2. Se conseguir causar
deve rolar Vigor. Se ele tiver sucesso, perderá sua pró-
pelo menos um ponto de dano, o inimigo será empur-
xima ação, como de costume. Se fracassar, ele cairá de
rado. O inimigo deve rolar Destreza + Esportes, se
forma patética choramingando em posição fetal en-
conseguir menos sucessos do que o dano sofrido será
quanto agarra suas partes vitais machucadas, esperando
derrubado. A critério do narrador, essa manobra pode
que você pare bater nelas.
ser usada contra mais de um oponente, desde que este-
jam próximos uns dos outros. Cada oponente adicio- gindo alguém em um raio de até 3 metros. Faça um
nal que o personagem quer derrubar impõe uma pena- ataque normal. O teste sofre uma penalidade igual ao
lidade de - 1 a jogada de ataque e dano que deverá ser número de adversários (até um máximo de -5). Se obti-
distribuído entre os alvos. O uso dessa manobra requer ver sucesso, todos dentro do raio de metros sofrem
uma Investida e, portanto, o personagem perde a Defe- danos iguais. Este ataque não perdoa ninguém. Qual-
sa. Se ele já usou sua defesa no turno, ele não poderá quer aliado dentro do raio de três metros será atingido
usar esta manobra até o próximo. junto com os inimigos.
Muralha de ferro (): O personagem assume
uma postura de defesa contra os ataques de uma dire- 
ção escolhida. Ele deve declarar Esquiva (e se beneficiar
da Vantagem Esquiva, se possuir) e adicionar o bônus Pré-requisito: Duas habilidades com índice 
de escudo ao seu valor de Esquiva. Ataques que vêm da com pelo menos uma Especialização em alguma delas.
direção escolhida não reduzirão o valor da Esquiva ao Efeito: O personagem é um especialista em um as-
usar esta manobra. sunto específico. Ele pode aplicar seu conhecimento
Contra os ataques de outras direções, o persona- teórico até mesmo em outras áreas. Por exemplo: O
gem não poderá usar Esquiva nem escudo, mas terá sua personagem é um habilidoso adestrador de animais e
Defesa normal. Usar essa manobra requer o gasto de aplica seus conhecimentos teóricos de Trato com Ani-
um ponto de Vontade. mais em sua habilidade Cavalgar para montar o ani-
mal. O personagem também pode aplicar os efeitos de
uma especialidade a outra habilidade, desde que possa
  explicar de maneira coerente as razões porque está
Pré-requisito: Força , Destreza  e Armamen- fazendo isso. No exemplo anterior, a especialidade de
to  Trato com Animais (Cavalos) se aplicaria à habilidade
Efeito: O personagem aprendeu a empunhar uma de Cavalgar quando o personagem monta um cavalo.
alabarda como poucos. É provável que tenha praticado
com algum cavaleiro calejado ou um professor da corte. 
Os índices adquiridos nesta Vantagem permitem
acesso a manobras de combate únicas com alabarda. Efeito: O personagem possui um cérebro perspicaz
Cada manobra é um pré-requisito para a manobra capaz de resolver problemas com um pensamento críti-
seguinte. O personagem também pode utilizar bastões co, mesmo sem ter as informações necessárias. A pena-
improvisados (incluindo, foices, lanças ou outros obje- lidade por inepto, em Habilidades Mentais, agora fica
tos com pelo menos 3 metros de comprimento). Lem- –1 em vez de –3.
bre-se também que ao utilizar uma de haste com essa
Vantagem, você ganha um bônus de +1 em Defesa.  
Derrubar (): Seu personagem pode usar sua arma Pré-requisito: Moralidade 8.
para derrubar um único adversário, para derruba-lo. Efeito: As pessoas dotadas de Fé Verdadeira po-
Faça um teste disputado usando seu ataque normal dem, uma vez ou outra, conseguir fazer frente aos vam-
contra Destreza + Esportes do adversário. Se o oponen- piros, e até mesmo levá-los a fugir. Os símbolos sagra-
te obtiver menos sucessos, ele cai (Veja as regras de dos possuem poder real quando brandidos por um
Derrubada (pág. 168, o Livro de Regras do Mundo das personagem com Fé Verdadeira no poder representado
Trevas). A queda causa 1 ponto de dano contundente pelo símbolo sagrado.
ao oponente. O tipo de proteção concedida pela Fé depende do
Golpe na cabeça (): O personagem atinge com a índice desta Vantagem. É lógico que estas são apenas
arma na têmpora de seu adversário. A penalidade de -3 orientações. Os Narradores devem modificá-las do
continua, mas se o dano for igual ao tamanho do alvo modo que for necessário para encaixar-se ao tom ou
ele cai inconsciente por um número de turnos igual ao acrescentar drama às suas histórias. Os vampiros po-
dano causado. Se a arma for cortante, o dano normal- dem resistir a Fé testando Perseverança + Potência do
mente é agravado, se a arma não tiver corte, o dano é Sangue (ação disputada). Se obtiver mais sucessos que
letal. o agente da fé ele não será afetado até o final da Cena.
Raio perigoso (): Com esta técnica, o persona- A Fé representa o compromisso total de uma pes-
gem pode balançar sua arma em um arco amplo, atin- soa à sua religião. Ela deve agir de acordo. Aqueles que
possuem níveis elevados de Fé podem parecer fanáti-
cos, até mesmo loucos para aqueles que não pertencem
à sua religião. Observe que os membros da Família
normalmente não possuem níveis de Fé. Afinal de
contas, eles se consideram amaldiçoados. Pense muito
bem antes de permitir que qualquer vampiro possua
este poder.
() Qualquer personagem com índice um em Fé
pode tentar afugentar os vampiros brandindo um sím-
bolo religioso ou proferindo orações. (Este é o cliché
de Hollywood, com vampiros sendo contidos por um
crucifixo). Perseverança + Presença. O número de su-
cessos é o número de passos para trás que o persona-
gem pode forçar o vampiro a dar. Se o personagem
forçar o símbolo sagrado contra o corpo do vampiro,
cada sucesso inflige um de dano letal ao vampiro. Se
um Êxito Excepcional for obtido, o vampiro precisará
resistir ao frenesi (v. Frenesi de Medo em Vampiro: o
Réquiem pág. 180). Uma falha dramática significa que
o vampiro pode avançar livremente.
() Uma pessoa com este índice de Fé é um “neu-
tro,” imune à Dominação.
() Uma pessoa com este índice de Fé pode sen-
tir a presença de um vampiro. Ela não precisa tentar
conscientemente sentira presença de um vampiro, mas
precisa estar num ambiente calmo e silencioso — talvez
sozinho com seus pensamentos, orando, lendo livros
religiosos, meditando sobre a bíblia, etc. A pessoa não
sentirá a presença do vampiro se estiver preocupada
(por exemplo, discutindo) ou num local tumultuado e
barulhento (espremido no meio de uma multidão, no

Solo Sagrado
Existem locais através da Europa que são con-
siderados solos sagrados. Esses lugares incluem as
áreas ao redor de altares de igrejas ou catedrais,
lugares onde os santos foram martirizados (mor-
tos), onde se costuma acreditar que os santos
foram martirizados, ou em tumbas de santos.
Os efeitos de solos sagrados são:
• Solos sagrados causam desconforto aos
membros. Os mortais percebem este desconforto
com um teste de Raciocínio + Empatia.
• Solos sagrados concedem um bônus de +2
para em Exorcismo.
• Qualquer personagem com Fé Verdadeira
tem seu índice de Fé aumentado em um enquan-
to estiver num solo sagrado. (Aqueles que não
tiverem Fé não ganham um índice.)
meio de um banquete tumultuado, etc.). Esta habilida-
de não precisa ser infalível; o Narrador só deve permi-
tir que uma pessoa perceba um vampiro quando for Os Milagres
dramaticamente conveniente. Note que uma pessoa Nas lendas medievais, homens e mulheres
não pode saber exatamente o que ela percebe através santos têm poderes que não podem ser reduzidos
da sua Fé; tudo o que ele vai saber é que algo impuro a simples mecanismos de regras. Muito raramen-
ou perverso está próximo. te, uma pessoa com fé elevada, particularmente se
() A pessoa não pode ser transformada num estiver operando em solo sagrado, é capaz de al-
ghul, e não é afetada por Disciplinas que afetam a gum feito especial.
mente, como Majestade e Ofuscação. Por exemplo, essa pessoa excepcional pode ser
() A pessoa é tão pura, tão santa, que pode capaz de curar os doentes, restaurara sanidade
causar ao vampiro aversão por si mesmo, repugnância, mental de uma pessoa, predizer o futuro, identifi-
terror e até dor física. Qualquer vampiro que ouça a car instintivamente um pecador ou local do mal,
pessoa orar, pregar ou recitar salmos, ou que seja coca- sobreviver por semanas sem comida ou água,
do por ela, pode ser forçado a fugir imediatamente de acalmar tempestades através de orações, etc...
qualquer maneira que seja possível. Um vampiro que Para fazer quaisquer dessas coisas uma pessoa
seja incapaz de fugir é reduzido a um ser arruinado e necessita de Fé de pelo menos 4. Cada indivíduo
confuso, contorcendo-se no chão e gritando, chorando deve ser capaz de fazer apenas uma ou duas dessas
ou pedindo perdão. Para evitar a fuga, o vampiro preci- coisas, e mesmo assim muito raramente. Lembre-
sa gastar um ponto de Força de Vontade por cena, ou se de que tais habilidade sobrenaturais são sim-
fazer um teste de Perseverança + Potência do Sangue a plesmente isso — sobrenaturais; portanto torne-as
cada turno. incertas e ir, esperadas, e não mecânicas e previsí-
veis.
 Muitos milagres medievais são mais difíceis de
Pré-requisito: Perseverança  serem explicados. Dizem que alguns santos já
Efeito: O personagem é dedicado a uma causa, e expulsaram serpentes de certas áreas, receberam
nada pode desvia-lo disso. O personagem ganha +1 em comida de pássaros e animais, ou sobreviveram a
todos os testes de Perseverança realizados para manter queimaduras e outras torturas ilesos. Por outro
o foco em seu objetivo. lado, você pode permitir que uma pessoa excepci-
onalmente devota realize estes feitos de vez em
  quando (um índice de Fé acima de 5 seria real-
mente necessário), ou você pode decretar que tais
Pré-requisito: Perseverança , Autocontrole “milagres” são as mágicas dos magos.
.
Efeito: Seja devido a sua força de vontade, seu au-
tocontrole ou pura teimosia, há pessoas que simples- capaz de levar o trabalho adiante, mesmo nas piores
mente não podem ser manipuladas. O personagem condições.
com esta Vantagem não é propenso à sugestão, seja Quando você adquirir esta Vantagem, selecione
mundana ou sobrenatural e ganha um bônus igual aos uma Habilidade. Sempre que usar a Habilidade seleci-
círculos desta Vantagem em qualquer teste realizado onada, você reduz as penalidades por falta de equipa-
para resistir as tentativas de sobrepujar sua vontade, mentos, ferramentas ou condições de trabalho por cada
seja por Intimidação, Persuasão, ou até mesmo méto- círculo nesta Vantagem. O Narrador tem a palavra
dos sobrenaturais que afetam a sua mente. final se Improvisar pode ou não ser usado. Estava Van-
tagem pode ser adquirida mais de uma vez, mas somen-
te uma vez para cada Habilidade.
 
Pré-requisito: Raciocínio , pelo menos na 
Habilidade selecionada.
Efeito: O personagem está acostumado a trabalhar Efeito: Seu personagem treinou na arte de lutar
em condições abaixo do ideal. Mesmo faltando com- com arma e escudo, acertando com precisão, sem com-
ponentes, ferramentas, local inapropriado, etc. você é prometer sua proteção. Quando está usando um escu-
do, sua penalidade por ataque cai para -1 em vez de -2.
Esta Vantagem não é cumulativa com os efeitos do Inconveniente: Se um personagem com esta Van-
Ambidestria. tagem sofrer uma falha dramática em algum teste Men-
tal, ele perde um ponto de Força de Vontade. Esta
  Vantagem só está disponível durante a criação do per-
sonagem.
Pré-requisitos: Vampiro.
Efeito: Seu personagem tem acesso a um edifício
útil na cidade ou um certo grau de influência sobre um
 
mortal que pode fornecer acesso a tais lugares. Um Pré-requisitos: Vampiro.
lugar oferece um bônus igual ao valor desta Vantagem Efeito: Tamanho do Domínio mede quanto de ter-
em uma habilidade quando usada no Lugar. Você deve ritório o seu domínio ocupa. Maior nem sempre é
Defina Local e Habilidade ao adquirir esta Vantagem. melhor. Um domínio grande significa mais terras para
Você pode adquirir esta Vantagem várias vezes para patrulhar e defender, mais áreas onde os invasores
representar diversos lugares que oferecem bônus para podem se infiltrar ou até morar sem serem descobertos,
várias habilidades. e mais chances de haverem problemas. No entanto,
O bônus oferecido por esta Vantagem representa mais território também significa maior posição e pres-
uma seleção de equipamentos disponíveis mantidos no tígio entre os membros da hierarquia feudal.
local (algo mais substancial do que alguns equipamen- Tamanho do Domínio não é uma medida exata em
tos — uma garagem inteira, não uma caixa de ferramen- quadras ou quilômetros. É uma medida relativa do
tas) ou um personagem secundário no Local que pode domínio em comparação com a cidade e seus distritos.
fornecer serviços e conhecimentos. Assim, um Local Em geral, cada círculo nesta Vantagem indica a situa-
com Medicina  poderia representar acesso a uma ção do senhor na hierarquia feudal: os domínios infe-
clínica cirúrgica privada ou um cirurgião clandestino. riores têm Tamanho do Domínio , enquanto todos os
Regentes (exceto os mais modestos ou colocados para
 cobrir uma cota) têm Tamanho do Domínio . O
domínio do Príncipe não é medido por Esta Vanta-
Efeito: O personagem é veemente nas reuniões so- gem, pois seu domínio é imposto a todos: é a cidade
ciais. Trata as questões com um tom de confiança que inteira. Em algumas cidades, um único círculo de Ta-
poucos se atrevem a discutir. Quando tenta persuadir manho do Domínio pode representar 3 ou 4 quadras,
alguém, ele coloca sua convicção de forma que o ou- enquanto em outras pode ser 9 ou 10 ruas. Depende
vinte não tenha dúvidas de que o personagem está do tamanho da cidade e dos critérios do Príncipe
fazendo a coisa certa. Uma vez por sessão de jogo, o quanto ao número de domínios que devem existir.
personagem pode adicionar seu índice de Perseverança A regra básica do Tamanho do Domínio é a sua re-
ou Autocontrole em qualquer jogada social. lação com a Vantagem Arrendatário e Vassalo. Seu
personagem pode adquirir a Vantagem Arrendatário
 ou Vassalo uma vez para cada círculo de Tamanho do
Efeito: O personagem sabe uma ou duas coisas so- Domínio. Os membros que mantêm Refúgio no do-
bre tudo. Tem um cérebro perspicaz capaz de resolver mínio, mas sem reivindicação formal, contariam como
problemas com o pensamento crítico, mesmo sem as meio círculo de Tamanho do Domínio como uma
informações necessárias. A penalidades para os testes medida abstrata, embora o Narrador deva ajustar essa
de Habilidades Mentais do o personagem agora são -1 medida em relação ao Tamanho do Domínio. Assim,
em vez de -3 dados. um membro com cinco círculos em Tamanho do Re-
fúgio poderia valer apenas um círculo no Tamanho do
Domínio em uma pequena cidade ou distrito lotado,
 no qual um Refúgio do tamanho de uma mansão po-
Efeito: Algumas pessoas parecem ser boas em quase deria ser quase impossível de manter sob a Máscara. A
tudo que fazem. Um personagem com essa Vantagem Máscara é sempre um fator fundamental para determi-
sofre uma penalidade de -1 (ao invés de -3) quando nar que tipos de refúgios estão disponíveis de acordo
testa uma Habilidade Mental que não tenha pontos. com o Tamanho do Domínio (mas não descarta a ca-
Aqueles abençoados com este tipo de agilidade univer- pacidade de um domínio manter seções ocultas de salas
sal, geralmente ficam incomodados quando falham.
em construções abandonadas ou até estações de metrô riza seu personagem a reivindicar cinco pontos de Vi-
desativadas usadas como refúgios palacianos). tae por mês, o que é uma despesa mais ou menos equi-
Esta Vantagem, portanto, não limita necessaria- valente a Recursos • (vários pontos não equivalem a
mente o número de círculos que os refúgios locais um valor maior de Recursos, mas sim o uso mais fre-
possam ter no Tamanho do Refúgio. O Narrador pode quente de Recursos •), acesso temporário a uma equi-
estabelecer um limite para refletir a natureza da vizi- pe com bônus entre +1 a +3 ou uma usar um Servidor
nhança no domínio, embora isso não seja necessário. por uma noite com o mesmo valor desta Vantagem. O
Independentemente dos limites impostos pelo domí- benefício específico da Vantagem Arrendatário deve
nio, o senhor da terra sempre tem o direito de limitar o ser decidido na aquisição desta Vantagem. No entanto,
tamanho dos refúgios locais. É seu direito de decidir se o Narrador aceitar, esta Vantagem poderá ser rene-
quanto de território outro membro recebe. Alguns gociada posteriormente com o arrendatário.
senhores invocam a Máscara, forçando seus inquilinos
a terem pequenos refúgios. Por fim, sua própria vonta-  
de é a justificativa que um senhor precisa.
Pré-requisitos: Vampiro, Tamanho do Domínio •
Este Vantagem funciona essencialmente da mesma
  forma que o Arrendatário, mas com Inconveniente
Pré-requisitos: Vampiro, Tamanho do Domínio •, diferente. Seu personagem não pode ter mais Vassalos
Efeito: Seu personagem tem um ou mais inquilinos e Arrendatários juntos que seus círculos na Vantagem
vampiros em seu domínio. Estes vampiros estabelecem Tamanho do Domínio.
seus Refúgios em seu domínio em troca de tributos. Inconveniente: A autoridade de um vassalo sobre
Cada círculo nesta Vantagem permite que seu perso- seu território pode entrar em conflito com a de seu
nagem reivindique um tributo uma vez por mês. Assim senhor. Quando o Narrador considera que o vassalo
como em Recursos, o Narrador precisa regular a fre- do personagem está exercendo uma autoridade sobre o
quência com que você pode usar essa Vantagem. território, maior do que a do personagem, ou está
Você define os termos específicos dos serviços exi- conspirando para obter mais poder, seus círculos nesta
gidos pelo seu personagem aos inquilinos, mas o Nar- Vantagem causam penalidades nos testes sociais para
rador pode vetar seus termos se nenhum membro local influenciar outras áreas do domínio.
os aceitar. Em geral, cada círculo nesta Vantagem auto-
mesmas que governam a Humanidade do Livro de
Vampiro: O Réquiem, a diferença que os Caminhos
apresentam outras filosofia e códigos de conduta para
os seguidores.

— Michel de Montaigne, Essays


A Fera é um mestre cruel. Não importa quão com-
Às vezes, a filosofia de um personagem desenvolve-
passivo é virtuoso seja o mortal, o Abraço enche sua
se o suficiente durante o jogo para permitir que mude
própria essência com impulsos e instintos além de
de Caminho. Se o Narrador e o jogador concordarem
qualquer coisa que um humano sinta. Consequente-
que tal mudança é apropriada, o membro pode mudar
mente, os membros da Família precisam contar com
para um Caminho diferente. (Por razões óbvias, um
urna forma de disciplina, um código que permita que
vampiro não pode ficar por momento algum “entre”
eles mantenham a Fera sob controle. Os Caminhos
Caminhos. Esta indecisão alimenta a Fera.)
representam trilhas de moral que mantém o controle
dos membros sobre si mesmo (essencialmente uma
filosofia e código de comportamento vampírico). Al-
guns, como o Caminho da Humanidade, são reflexos
Alcunha: Feras
claros da natureza mortal de um vampiro. Outros,
Também chamado de Via Bestia, o Caminho da
como o Caminho dos Reis são códigos de moralidade
Fera é mais uma trilha instintiva do que qualquer ou-
desenvolvidos há muito tempo por anciões com uma
tra coisa. Aqueles que a seguem comportam-se como
determinada ideologia. Independente da origem, um
animais, entretanto, sem se exceder. Como disse o
Caminho é a única conexão que um vampiro possui
antigo Gangrel, “um cão com uma coleira longa será
com sua natureza sensível. Se ele hesitar ao longo da
menos propenso a arrebentá-la.” Alguns integrantes do
trilha, poderá cair completamente nas garras da Fera.
Clã Gangrel ensinam este Caminho para suas crias,
Muitos vampiros nem chegam a se
ver num “Caminho” ou trilha para
algum tipo de iluminação. Suas éticas
só podem ser classificadas por coinci- Dogmas da Fera
dência sob um dos oito Caminhos • Aja de acordo com as necessidades da Fera
reconhecidos. Esses oito são detalhados • Faça o que for necessário para sobreviver. Nem mais nem
abaixo. Há quase certeza que existam menos.
• A clemência é para os fracos. Somente os fortes sobrevivem.
mais, mas esses são os que a maioria
• O passado está morto, o futuro não nascerá. O momento é
dos membros Europeus adota. Reco- teu.
mendamos que os jogadores escolham • Respeite apenas os fortes e não jure vassalagem a ninguém.
um dos oi te ao invés de inventar os
seus próprios, pelo menos por enquan- ÍNDICE TRANSGRESSÃO MÍNIMA
to. Esses são os caminhos que se mos- 10 Atacar um inimigo nitidamente superior.
traram mais eficazes para evitar a queda 9 Não desafiar um líder nitidamente fraco pela lide-
à monstruosidade. Obviamente, os rança.
8 Matar por qualquer razão que não seja a sobrevi-
Narradores devem se sentir à vontade
vência.
para permitir novos Caminhos que 7 Evitar contato com a natureza ou com os animais
preencham um buraco apropriado sem selvagens.
suas crônicas. Apenas certifique-se de 6 Tortura desnecessária.
que o novo Caminho seja rígido o 5 Fazer um sacrifício por alguém que não esteja
suficiente para manter a Fera presa. relacionado a você.
Uma crônica em que os jogadores nun- 4 Recusar-se a matar alguém quando isso for impor-
tante para sua sobrevivência.
ca devam se preocuparem fazer jogadas 3 Não defender o seu território.
de Virtude será mais monótona do que 2 Mostrar piedade para com um inimigo terrível.
outra em que a degeneração ainda seja 1 Abster-se de se alimentar quando com fome.
uma possibilidade muito real.
As regras para os Caminhos são as
assim como minorias de outros clãs, mas a maioria dos instintivamente pelos recém Abraçados. Aqueles que
membros nesta trilha o adotam sem serem instigados. seguem a Via Humanitatis, não importa se a chamem
O grande perigo enfrentado pelos que segue m o assim ou não, tentam apegar-se ao seu caráter mortal.
Caminho da Fera é o ambiente selvagem. Os Lupinos Estes membros ainda veem a si mesmos como pessoas,
caçam qualquer membro da Família que venha das e não monstros estranhos. Eles reconhecem que tam-
cidades, e poucos vampiros podem iludir ou lutar con- bém podem sucumbir à Fera, mas lutarão contra ela
tra uma alcateia de lobisomens. Os membros do Ca- utilizando as éticas de suas vidas humanas.
minho da Fera, compelidos a evitar as cidades, correm O Caminho da Humanidade pressupõe um certo
constantemente o perigo de encontrarem Lupinos ou grau de moralidade. Sua essência não é agir como um
algo pior. “humano,” uma vez que um assassino é um “humano.”
O vampiro neste Caminho precisa ser astuto e ins- Ao invés disso, ele reconhece que as pessoas têm um
tintivo. Ele precisa agir sem hesitação, mas sem amea- certo potencial para a bondade e a caridade, e encoraja
çar sua vida e seu território com insensatez, Ele nunca este comportamento. Os membros da Família que
mata por diversão ou tortura seus inimigos desnecessa- estejam bem avançados na Via Humanitatis costumam
riamente, mas irá rasgar a garganta de
qualquer um que ameace sua vida. Ele
evita um contato demasiado com a
cidade ou com as coisas dos humanos. Dogmas da Humanidade
Ele controla seus frenesis e enfrenta • Um homem é medido por suas palavras, suas obras e seu
seus medos graças ao seu desejo de coração, não por acidentes ou circunstâncias do nascimento.
• A capacidade de raciocínio distingui o homem da Fera.
sobreviver. Ao tomar-se um animal, ele
• Faça aos outros o que espera que eles lhe façam.
evita sua transformação num monstro. • Todos os homens são irmãos.
Curiosamente, os membros da Via • Liberdade é conquistada com dignidade e justiça.
Bestiae podem ser muito educados e
civilizados se realmente houver neces- ÍNDICE TRANSGRESSÃO MÍNIMA
sidade. Entretanto, a maioria deles 10 Má ação acidental.
prefere seu código simples à manipula- 9 Má ação proposital.
ção “civilizada” dos seus companheiros 8 Ferimento infligido propositadamente.
mortos-vivos. 7 Furto e roubo.
6 Assassinato impensado.
5 Destruição por capricho.
4 Causa deliberada de males.
3 Sadismo e perversão.
Alcunha: Pródigos 2 Assassinato premeditado.
1 Apenas os atos mais hediondos e dementes.
Este Caminho tem sido tanto en-
sinado pelos anciões quanto escolhido
ser imparciais, piedosos e justos. Entretanto, existem Caeli. Eles acreditam que a intenção de Deus é que os
aqueles neste Caminho que se tornaram guerreiros vampiros sejam seus anjos vingadores. Pecadores, assas-
impetuosos entre os filhos de Caim. O equilíbrio entre sinos, bruxas infames e bestas desumanas: todos preci-
a necessidade e virtude é uma trilha difícil de ser segui- sam estar prontos para morrer nas mãos dos vampiros.
da. O único requisito é fé em algum tipo de propósito
A Via Humanitatis não possui um código de ética ou plano para o universo, um propósito que inclui
formal. De modo geral, seus seguidores precisam evitar seres sobrenaturais destinados a destruir os corruptos e
a crueldade e a perversão. Eles não devem matar a não sádicos. Sabe-se que cristãos, judeus, pagãos e até mes-
ser que seja absolutamente necessário, e precisam res- mo muçulmanos têm compartilhado o Caminho do
peitar os direitos dos outros. Eles devem se preocupam Paraiso. Infelizmente, eles nem sempre se aceitam uns
com o bem-estar dos mortais, assim como toda sua aos outros...
própria raça. A melhor frase para resumi-lo é uma Os membros da Via Caeli matam sem o menor
abraçada por muitas religiões e filosofias: trate seu sentimento de ironia ou preocupação. Os assassinatos
semelhante como você gostaria que ele o tratasse. são de presas comuns, e realmente chegam a matar
pessoas cujos pecados são bem insignificantes (roubo,
heresia, luxúria), mas estão convencidos de que têm
razão para isso. Deus os incumbiu com a tarefa de des-
Alcunha: Fiéis truir os pecadores e criminosos por quaisquer meios
Lutando para se ajustar à sua condição como mor- que sejam necessários. Eles são amaldiçoados pelas suas
tos-vivos, perguntando-se por que Deus daria origem a ações — mas elas são para o bem do povo. Eles veem a
criaturas como eles, alguns vampiros chegam a uma si mesmos como os mártires derradeiros, escolhidos
entre duas conclusões: ou eles devem a sua existência para sacrificarem não apenas seus corpos, mas também
ao Demônio e devem servi-lo, ou fazem parte dos pla- suas almas para proteger os puros.
nos de Deus e precisam servir a Ele. Esses vampiros punem os pecadores e criminosos,
Muitos desses últimos, procurando algum bom especialmente aqueles que enganam a justiça mortal.
propósito para seus poderes bestiais, seguem a Via Eles sabem que os inocentes devem ser protegidos de
pecadores e criminosos, daqueles que
possam tentá-los ao pecado e de si
mesmos se necessário. Todo pecador
Dogmas do Paraiso deve ter a oportunidade de corrigir seu
• Deus amaldiçoou os vampiros como parte de seu grande modo de ser, mas se recusar, deve mor-
plano. rer. Eles só se alimentam de pessoas
• A palavra de Deus é a lei. Desafiar a Deus é um Pecado que devotas e honestas se estas permitirem.
leva à perdição.
Há comida suficiente para que evitem
• Ninguém está acima da lei de Deus.
• O Abraço é um chamado direto ao serviço do divino. se alimentar daqueles amados por
• Negue ao Diabo, a Fera e todas as criaturas do inferno. Deus. Eles detestam principalmente a
Prole de Belial e farão praticamente
ÍNDICE TRANSGRESSÃO MÍNIMA qualquer coisa para levar um desses
10 Não denunciar a corrupção e o pecado. monstros à Morte Final.
9 Não falar contra a corrupção, pecado, egoísmo,
orgulho, etc.
8 Dar falso testemunho.
7 Furto, roubo, vandalismo proposital.
6 Causar danos a pessoas crentes ou virtuosas. Alcunha: Confessores
5 Alimentar-se de um inocente sem permissão. Existe uma lenda entre que conta
4 Atos blasfemos ou hereges. que o Caminho da Noite vem do Ca-
3 Impedir que um crime ou pecado sério seja puni- minho do Paraíso, mas mudou consi-
do.
deravelmente desde então. O Caminho
2 Assassinar um inocente, isto é, que não seja um
pecador ou criminoso) sem uma razão. da Noite não dá valor algum a salvação
1 Compactuar com demônios e entidade malignas. da alma vampírica e, no geral, tampou-
co ao comportamento dos vampiros.
Somente a humanidade importa. En-
quanto que a seguem o Caminho do Pecado se consi- um pouco mais além. Arrancam confissões de suas
deram os corruptores da alma humana em nome dos vítimas a força (se for necessário) e prescrevem a peni-
poderes obscuros, aqueles que seguem o Caminho da tencia. Alguns buscam os arrependidos para os aconse-
Noite ostentam o título de redentores. A redenção, lhar porque acreditam que seu arrependimento não é
porém, nunca é fácil. Aos autênticos pecadores não se suficiente: sem um último impulso para a trilha corre-
pode impelir a arrepender-se, convence-los com gentile- ta, o mortal voltará a cair em seus hábitos pecamino-
za, dissuadi-los, conduzi-los ou engana-los. Somente a sos. Muitos poucos assassinam os mortais que já te-
dor e o padecimento levam consigo o verdadeiro arre- nham se arrependido, mas os que o fazem dizem que é
pendimento e, portanto, a salvação. a melhor maneira de dirigir a alma dos sujeitos para o
Os vampiros estão condenados e não há nada a fa- Céu antes que tenham a possibilidade de cair em des-
zer a respeito. Mas os seguidores do Caminho da Noite graça outra vez. O comportamento dos membros da
acreditam que existe certo propósito nessa maldição. Família somente importa a esses vampiros quando
Argumentam que os vampiros existem para servir co- estes degradam os mortais. Os seguidores deste cami-
mo açoites dos pecadores mortais; os dão a possibilida- nho exterminam membros da Prole de Belial sempre
de de redimir-se, castigando-os antes de morrer. Os que tem oportunidade; não tem piedade com aqueles
seguidores deste caminho levam a cabo ações terríveis e que tentam os mortais para obter ganhos terrenos.
distorcidas, mas sempre a serviço deste objetivo. Nas Alguns dos seguidores mais fervorosos estão preo-
ocasiões em que um membro julga que um pecador é cupados porque talvez os Anjos Negros podem expor
irremediável, pode optar por abraça-lo para que o ajude seu estado de condenação e isso poderia chegar a per-
nesta tarefa. Os mortais castigados serão seus estudan- verter o propósito do caminho. Os Anjos se organizam
tes, rebanho ou paróquia. em confrarias entre cinco e dez membros e tem come-
Alguns seguidores do caminho levam seu trabalho çado a criar ritos individuais em que realizam sacrifí-
cios sangrentos, banhos de sangue e
outras práticas corruptas. Alguns segui-
Dogmas da Noite dores do Caminho do Paraíso racham
os Anjos de hereges e blasfemos.
•Todos os membros são malditos.
• Nossa condenação é o preço que temos que pagar para que
os demais se salvem.
• Somente a dor e o padecimento trazem consigo o verdadeiro
arrependimento. Alcunha: Descendentes
• Sem arrependimento a redenção não pode emergir.
Assim como Deus ordenou que os
• Não sofreras a corrupção dos mortais: erradique tal degene-
ração desde a raiz. reis governassem os homens, ele orde-
nou que os vampiros ficassem acima do
ÍNDICE TRANSGRESSÃO MÍNIMA rebanho mortal, e também que alguns
10 Investir muito tempo nos assuntos dos membros. teriam o direito divino de reinar. Os
9 Sentir arrependimento por suas ações. seguidores do Caminho dos Reis, acre-
8 Matar qualquer mortal sem ter obtido uma confis- ditam que poder e governo são sua
são primeiro.
herança, confirmado pela força das
7 Tentar "salvar" um Canana.
6 Aceitar a superioridade de um Cabina alheio à armas e habilidade cortês. Assim como
hierarquia do Caminho da Noite ou outros mem- a nobreza mortal guerreia pelo controle
bros de teu Clã. da terra e da riqueza; assim os seguido-
5 Matar um pecador por qualquer outra razão que res do Caminho dos Reis lutam entre si
não seja autodefesa. pelo controle dos domínios da Família,
4 Tratar de salvar um pecador empregando meios
com vampiros e mortais dispostos como
distintos a dor e sofrimento.
3 Permitir a corrupção dos mortais. peças em um tabuleiro de xadrez.
2 Abraçar um pecador que, ainda assim é capaz de Mão nãos se trata apenas de guerra
sentir arrependimento c redenção. e glória. Também estão preocupados
1 Abraçar um pecador que, ainda assim é capaz de com o governo, pois a primeira lição
sentir arrependimento e redenção. aprendida por um iniciado no Cami-
nho do Reis é que ele deve ser capaz de
governar a Fera interior antes de exigir
verdadeiro rei faz justiça aos seus súdi-
tos e inspira lealdade em seus vassalos.
Dogmas dos Reis A única forma de saber como inspirar
• Existem apenas dois papéis neste mundo: o de senhor e ser- lealdade, é ter sido leal a si mesmo,
vo. portanto, muitos Descendentes passam
• Tu és superior aos mortais, nascido para reinar. algum tempo como vassalos e cavaleiros
• Para dominar os outros, tu deves primeiro dominar a ti e a a serviço de outros lordes. Outros ser-
tua Fera interior.
• Somente aquele que toma o poder, o obtém; somente aquele
vem como juízes e magistrados, fazendo
que usa o poder o mantêm. justiça em nome do senhor a quem
• Tua palavra é tua honra e tua vida. Sem ela não és nada. servem. Por causa do apreço e dos laços
feudais, os Descendentes adotaram a
ÍNDICE TRANSGRESSÃO MÍNIMA tradição da cavalaria como sua. Os
10 Negligenciar seu dever. senhores vampiros patrocinam as or-
9 Desrespeitar um de seus colegas. dens de cavalaria onde iniciados e devo-
8 Tratar um inferior como um igual. tos do Caminho podem aprender seus
7 Quebrar a palavra dada a um de seus colegas.
costumes se provarem dignos de suas
6 Comportar-se vergonhosamente diante de seus
colegas. obras. Mas os vampiros cavaleiros estão
5 Mostrar fraqueza diante dos inferiores. se mostrando um desafio para os se-
4 Não responder um desafio à sua honra. nhores Descendentes mais tradicionais.
3 Desrespeite um superior. Os senhores acreditam que são a lei
2 Quebrar a palavra dada aos seus superiores. definitiva, enquanto os cavaleiros se
1 Quebrar um juramento.
voltam a um nebuloso código moral ou
extraído da tradição da cavalaria mortal.
a lealdade de qualquer súdito ou vassalo. Em um
mundo em que se governa ou é governado, os Descen-
dentes aprendem a dominar a Fera para comandar os
inferiores e obedecer aos superiores, enquanto procura Alcunha: Pecadores
trilhar o destino de poder que os espera. Eles enten- As pessoas comuns do mundo medieval sombrio
dem que todos os membros da Família podem gover- bem sabem que os vampiros são criaturas do diabo, e
nar, mas apenas os fortes, rápidos, a astutos conseguem muitos membros da Família concordam. Se eles estão
subir ao trono e mantê-lo. condenados, porque não deveriam agir segundo seus
A Fera se interpõe no caminho do Descendente até desejos? Em vez se ajoelhar e implorar o perdão, os
que este alcance o seu destino. Representa os impulsos Pecadores se regozijam em seus poderes recém desco-
sombrios que consomem um governante e o leva à bertos, e usam isso para satisfazer cada um dos seus
rebelião e traição. Mas, essas mesmas paixões, cuidado- impulsos perversos. Mas os seguidores da Via Peccati
samente controladas, podem elevar o governante à não são meros escravos de seus próprios desejos. Eles
grandeza e dar a ele o poder de derrotar seus inimigos e dominam a Fera satisfazendo e alimentando os seus
mantê-lo no trono. Assim pois, a Fera deve ser contro- instintos, em cooperação com ela. Embora muitos
lada, e conquistá-la é o primeiro passo necessário para membros condenem os Pecadores por seus excessos,
conquistar o mundo. outros secretamente invejam sua liberdade e conside-
Não é de se admirar que o Caminho dos Reis ram a vida pecaminosa muito tentadora.
normalmente atraia vampiros nobres, em particular Apesar das acusações contra eles, poucos Pecadores
membros dos Ventrue, Deva e Mekhet. Aqueles que são agentes do inferno. A minoria que se torna Infer-
alcançam a posição de Príncipe costumam seguir este nalista o faz por vontade própria como uma oportuni-
Caminho. Embora também existam Príncipes em ou- dade de satisfazer seus desejos e obter o favor do diabo.
tros Caminhos, nenhum faz do governo uma parte tão Afinal, o adversário está interessado em corromper as
importante do seu próprio ser. Os Descendentes cos- almas dos inocentes: os condenados já pertencem a
tumam ser os melhores governantes, pois entendem dele. A maioria dos Pecadores segue sua própria vonta-
que compromisso vai muito mais além que apenas de e egoísmo, esse é o sentido do seu Caminho.
acumular poder pessoal: e isso é dominar a Fera. Um Seus poderes dão os meios necessários para fazer o
que bem entendem, e ai daquele que estiver em seu
caminho! Seus interesses são tão variados quanto seus dedicar-se a seus próprios interesses, algo que o que os
pecados. Alguns satisfazem seus desejos com a arte, seguidores do Caminho do Pecado preferem. Alguns
perfumes, músicas e prazeres semelhante. Eles se tor- Pecadores são estudiosos da Fera, aconselhando Prín-
nam colecionadores obsessivos, outros praticam a arte cipes e barões vampíricos a lidar com os impulsos mais
da sedução, criando haréns de belas mortais. Alguns sombrios de seus súditos.
corrompem os outros, levando-os a vida
de devassidão e excessos para sua pró-
pria diversão e prazer. Eles exploram os Dogmas do Pecado
limites da dor e da degradação que os • Tu já estás condenado, então, nada é proibido.
mortais (e até outros membros) podem • Domine a Fera e faças dela, tua.
sofrer. Como eles já estão condenados, • A noite é tua. Pegue o que quiseres e faças como quiseres.
nada é proibido. De fato, a única coisa • Faça quando outros hesitam. Tu não estás preso as leis dos
que é realmente proibida para os segui- homens nem Deus.
• Nas profundezas escuras do teu coração há prazer, se tu
dores do Caminho do Pecado não é
tiveres a coragem de liberá-lo.
satisfazer suas necessidades desenfrea-
damente. Através disso, eles alimentam ÍNDICE TRANSGRESSÃO MÍNIMA
suas Feras e a mantem saciada; a nega- 10 Reconheça quaisquer limitações morais. Você está
ção desperta a fome. Os Pecadores co- acima dessas fraquezas.
nhecem a Fera melhor do que muitos 9 Não satisfazer um novo desejo.
membros, e não querem se tornar escra- 8 Não entrar em frenesi.
vos dela. Os Pecadores sabem que a 7 Recuse-se a tentar os virtuosos.
6 Evitar machucar os outros às custas do seu próprio
negação total do a Fera só a fortalece a prazer.
longo prazo, levando à destruição defini- 5 Rejeitar uma oportunidade de ganhos materiais
tiva. 4 Agir contra seu próprio interesses.
Os sábios membros suspeitam dos 3 Recusar-se a matar quando for do seu interesse.
Pecadores, mas reconhecem o caminho 2 Recusar-se a se alimentar quando surgir a oportu-
como legítimo. Enquanto os pecadores nidade.
1 Incentivar a virtude ou ajudar os agentes da virtu-
não violarem as tradições ou decretos de
de.
seu Príncipe ou senhor, eles poderão
nível do personagem for igual ou maior, o item está
disponível, teoricamente. O Narrador também pode
Bens e propriedades na Idade das Trevas não são exigir um teste de Raciocínio + Manha – Custo para
direitos, mas privilégios reservados àqueles que possu- saber se o item está disponível no local escolhido para
em status. O servo humilde não possui nada, nem a compra (quanto mais caro, mais difícil encontrar).
mesmo o próprio corpo. Um homem Livre possui mui- Caso esteja disponível (e tendo o índice de Recursos
to pouco, provavelmente apenas o que precisa para necessário) o personagem pode leva-lo.
colher seu sustento do solo.
O padre de uma paróquia normalmente vem de
uma família comum, e vive apenas um pouco melhor
do que seus irmãos camponeses, se não estiver em Usar um escudo em batalha pode ser uma faca de
condições iguais caso honre seus votos de pobreza. Um dois gumes. Em termos de jogo, um personagem em-
monge ou escriba pode ter acesso a fundos maiores, punhando um escudo e uma arma em combate sofre
sejam os seus próprios, que foram economizados, ou penalidades. Todos os ataques feitos enquanto segura
aqueles pertencentes ao monastério ou igreja. Um um escudo causa uma penalidade de -2. Personagens
bispo possui ao seu dispor fundos consideráveis de com a Vantagem Ambidestro reduzem a penalidade
ambos os tipos. para -1. Em combate corpo a corpo, o índice do escudo
A nobreza é certamente o grupo mais rico entre as é adicionado à Defesa do personagem. Se o persona-
classes sociais. Cavaleiros humildes podem ter pouco gem escolher não atacar, enquanto empunha o escudo,
dinheiro e não possuir nenhuma propriedade, mas ele adiciona +1 a sua Defesa, enquanto se concentra
ainda estão em condições melhores do que os campo- em evitar dano, escondendo-se atrás do escudo e apa-
neses. Lordes e senhores feudais possuem propriedades rando os ataques. Um personagem sem o índice neces-
que vão de moderadas a grandiosas, variando de pe- sário de Força não consegue usar um escudo direito,
quenas fazendas a países, com todo o acesso apropria- portanto, não recebe bônus de Defesa, embora ainda
do a dinheiro ou bens de comércio. sirva para se ocultar de ataques à distância. Os perso-
A seguir está uma lista de objetos que os persona- nagens podem tentar atacar com um escudo, já que são
gens talvez queiram adquirir ou repor. Ela é baseada na pesados e podem ser usados para atacar um oponente.
Vantagem Recursos. Simplesmente encontre o item no Geralmente ataques feitos com um escudo sofrem uma
qual o personagem está interessado e compare seu penalidade de -1 e causam dano contundente.
nível em Recursos (caso possua um) com o Custo. Se o
Tipo Dano Tam Durab Custo Especial
Adaga 1 (L) 1 1 
Alabarda † 4 (L) 4 3 
Bastão 2 (C) 4 1 
Clava (madeira) 2 (C) 2 2 
Chicote (couro) 1 (C) 2  Pode ser usado para se pendurar e agarrar
objetos até 3 metros.
Cimitarra 3 (L) 3 3  +1 de bônus a partir de uma posição mais lata,
como se estivesse atacado de um cavalo.
Espada longa 3 (L) 2 3 
Espada Bastarda 3(L)/4 (L) 3 3  Com uma mão exige Força de 4, e dano 3 (L).
Com as duas mãos exige uma Força de 3 e
dano de 4 (L).
Estaca de madeira 1 (L) 1 n/a Estaca no coração (pág. 165 do Livro de Regra
do Mundo das Trevas).
Foice grande † 3 (L) 4 2 
Luva com cravos 1 (L) 1 1 
Lança 3 (L) 4  Ganha um bônus de +1 na Defesa ao enfrentar
alvos desarmados devido ao alcance superior
desta arma.
Machete 2 (L) 2 3 
Montante † 4 (L) 3 3 
Maça (metal) 3 (C) 2 3 
Machadinha 2 (L) 1 
Machado de batalha † 3 (L) 3 3  Tem Explosão do 9.
Machado descomunal † 5 (L) 4 3  Tem Explosão do 9, mas é lento e precisa de um
turno para preparar ou sofre -3 de penalidade
no ataque.
Martelo de guerra † 5 (C)/4(L) 4 3  Arma com duas pontas. A parte rombuda causa
5 de dano Contundente e parte pontuda causa 4
de dano Letal. Mas é lento e precisa de um turno
para preparar ou sofre -3 de penalidade no
ataque.
Mangual 3(C)/3(L) 3 3  Letal se tiver cravos. -1 se Destreza for menor
que 3. Ignora escudos.
Punhal 1 (L) 1 3  Briga em vez de Armamento.

† Esta arma exige o uso das duas mãos. Se usada com uma mão só, a Força mínima será aumentada em um círculo. Por
exemplo, você precisaria de Força 4 para empunha com uma só mão um Montante (que exige Força 3).

Tipo Dano Alcance Munição Força Tam Custo Especial


Arco* Força 
Besta de mão 1 (L) 15/30/60 1 2 1 
Besta † 3 (L) 40/80/160 1 3 3  Exige três turnos para recar-
regar ou sofre -3 de penali-
dade no ataque. Exige Força
3.
Besta de repetição † 1 (L) 15/30/60 6 2 1  Pode ser usada em regime
automático.

*Na idade Média, usar um arco exige Destreza + Arqueirismo (não Esportes, como nas noites modernas). A distância de
disparo é igual ao triplo da Força + Arqueirismo + Tamanho do arqueiro. O Tamanho de um arco é igual ao Tamanho
do arqueiro -1. As penalidades por não possuir a Força mínima são dobradas.
Classe Índice Força Defesa Deslocamento Custo
Amadura acolchoada 1/0 1 
Amadura de couro (enrijecido) 1/0 2 -1 
Gibão de Peles 2/0 2 -1 -1 
Cota de malha 2/1 3 -2 -2 
Cota de talas 2/2 3 -2 -2 
Armadura de placas 3/2 4 -2 -3 
Escudo +2 2 

Item Custo Item Custo


Quarto numa estalagem, uma noite  Roupas finas 
Banquete extravagante  Roupas esfarrapadas n/a
Banquete simples  Roupas simples 
Refeição para um, extravagante  Joias feitas em casa n/a
Refeição para um, simples  Joias ornamentadas 
Provisões de viagem, 1 semana  Joias simples 
Bebida 

Item Custo
Item Custo Corda n/a
Barco  Crucifixo 
Carruagem  Água Benta (frasco) 
Carroça  Tocha 
Cavalo de boa qualidade  Pederneira 
Cavalo comum  Fumo 
Eu suguei você até quase chegar à morte. Se
eu deixa-lo aqui morrerá, ou poderá ser jovem
para sempre, meu amigo, como somos agora.
Mas precisa me dizer: você virá ou não?

— Lestat; Entrevista com o Vampiro.


Os Condenados
.

E
ste capítulo apresenta outras quatro linhagens e levar um ano ou mais para um mensageiro chegar a
um clã em atividade nas noites medievais e mo- Londres vindo de Constantinopla, por exemplo. Isso
dernas. Essas linhagens foram traduzidas de quer dizer que os clãs e linhagens são mais como gru-
diferentes suplementos de Vampiro: O Réquiem. pos com laços frouxos, e as decisões mais importantes
Abaixo você encontra as referências dos livros. são usualmente tomadas no local por mesquinhos
Bron: Esses membros estão ligados a busca pelo Príncipes e anciões locais.
lendário Santo Graal. A linhagem se divide em dois Outros vampiros têm dificuldade em controlar os
tipos de membros; o caçador cristão do Graal (José de membros de sua linhagem como um grupo. Eles ten-
Arimitea; o clássico cavaleiro arturiano) ou o de Bran, dem a reforçar suas hierarquias com o Vinculum, e
o Abençoado (um popular herói celta). — usar tantos recursos mortais quando podem para aju-
dar a manter a ordem. Alguns anciões buscam contro-
Khaibit: Discretos e invisíveis, mas onipresentes, os lar apenas um pequeno grupo dos membros mais jo-
vampiros os ridicularizaram como meros servos, que vens da linhagem, concentrando seus esforços em uma
carregam um dever muito mais importante do que área geograficamente pequena ou em um grupo especí-
acreditam. A Disciplina Tenebrosidade é um indício fico de vampiros. As linhagens podem se tomar dividi-
desse chamado. — das em coalizões, conforme os diferentes grupos de
Ositas: Uma linhagem muito antiga de membros se agrupam ao redor de diferentes anciões.
Santificados estudiosos da morte que contatam os A maioria dos membros se organiza ao redor dos
mortos em busca da iluminação espiritual. — seus feudos, que podem ser baronatos, mansões ou
cidades-estados inteiras. Muitos mantém refúgios ex-
Moroi: Uma estranha fusão de Gangrel e Nosfera- temos nas vilas ao redor, e alguns efetivamente residem
tu, a linhagem Moroi está a serviço da Ordo Dracul; dentro dos muros da cidade ou do castelo. Neste perí-
diz a lenda que o próprio Drácula os recrutou. Estes odo, é fácil para os vampiros manterem o controle da
membros são raros, e operam como “armas secretas” posição um do outro, uma vez que as pessoas conhe-
dos Dragões; geralmente como assassinos, graças ao cem bem seus vizinhos. A complexidade da política
desejo que os Moroi têm em caçar e matar. — mortal algumas vezes causa dificuldades para as linha-
gens, conforme os membros se embrulham em suas
Akhud: Um misterioso clã perdido do disputas mesquinhas. A Europa é ferida pela guerra na
Idade Média, e os membros de qualquer linhagem
frequentemente encontram seus aliados mortais lutan-
do em lados opostos desses vários conflitos.
Às próprias coalizões frequentemente faltam orga- Finalmente, as linhagens estão espalhadas sobre
nização, que dirá um clã ou linhagem. A Europa é um um largo e desunido continente. Os vampiros absor-
lugar grande para se manter uma linhagem unificada, e vem e adotam as variações culturais locais, e as comu-
as viagens e comunicações se mostram difíceis para os nicações ruins impedem tradições homogêneas entre as
membros. Consequentemente, a comunicação entre os linhagens.
líderes e seus subalternos é um processo lento; pode
Bron
O Rei é a terra, e a terra é o Rei. Somos amaldiçoados, assim como nosso reino também é
amaldiçoado. Somente através do Santo Graal, que nos condenou, podemos encontrar a paz.
.
A lenda do Santo Graal existe há mais Forçados a vagar às margens da socie-
de mil anos. Antes que a doutrina cristã dade vampírica, sem domínios para chamar
apresentasse a história do Cálice Sagrado de de seus, os Bron costumam escolher Ré-
Cristo, os mitos galeses já falavam de caldei- quiens nômades, em vez de se dobrarem aos
rões que ressuscitavam os mortos, e nas his- anciões, e sofrerem como servos nos reinos
tórias nórdicas haviam caldeirões mágicos que dos outros.
produziam riquezas sem fim. As histórias sobre Estes “Reis Pescadores” nômades, fazem
caldeirões e cálices mágicos também podem ser parte da busca pelo Santo Graal, realizada no final
encontradas nas mitologias grega, celta e chinesa. da Idade Média, e seguindo até as noites moder-
Na Europa medieval, foram escritos romances nas. Eles acreditam que, se o Graal amaldiçoou
épicos sobre bravos cavaleiros que buscaram a o seu fundador, o próprio Graal, se encontrado
iluminação do Graal. por um membro digno, poderá ser usado para reverter
Das sombras desses contos surgiu o Bron, uma li- a maldição, e permitir que os Bron governem mais
nhagem antiga de origem desconhecida. Os Bron fo- uma vez.
ram reis poderosos, senhores da noite que governaram Com um objetivo tão claro (embora irreal), era de
as Ilhas Britânicas com mãos de ferro. Em algum mo- se esperar que os Bron formassem uma frente forte e
mento, nas profundezas da história, obscurecidas pelo unificada diante da sociedade dos membros. Infeliz-
tempo e pelos sonhos tórridos dos anciões, um mem- mente, como geralmente acontece com outros vampi-
bro atraiu para sua linhagem uma maldição terrível, ros, a linhagem sofre com sérias divisões ideológicas,
por desejar o poder divino do Santo Graal. como qualquer outro grupo de membros.
Os Bron modernos discordam veementemente de O principal foco da divisão entre os membros da
que seu fundador bebeu do Cálice de Cristo, ou de linhagem é a própria natureza do que eles procuram: o
que a verdadeira natureza do Graal está ligada a Bran, Santo Graal. Uma facção, afiliada à Lancea Sanctum
o Abençoado, e ao caldeirão encantado que ressuscita afirma, equivocadamente, que seu fundador foi amal-
os mortos, mas as consequências da maldição reverbe- diçoado após beber do Cálice de Cristo. Outra facção,
ram. ligada ao Círculo da Anciã, insiste com a mesma firme-
O Bron é uma linhagem exilada, para sempre in- za, que a maldição lançada sobre sua linhagem é muito
capaz de recuperar sua liderança. A maldição lançada mais antiga do que o Rei Messias, e que o “Graal” era
sobre o fundador da linhagem faz com que a terra se na verdade um dos caldeirões mágicos dos mitos gale-
levante contra qualquer Bron que tente reivindica-la ses e celtas, que tinha o poder de ressuscitar os mortos,
como seu domínio. Não importa se o domínio está no e que esta foi uma das inspirações para as primeiras
coração da cidade ou nas profundezas do deserto, a histórias do Graal Cristão, e do mito da criação para os
terra não aceitará um Bron como seu senhor. Para membros pré-clássicos. Outros membros da linhagem
qualquer Ventrue, ser incapaz de governar o próprio adotam teorias mais radicais, alegando que o Graal é
domínio é uma perspectiva aterrorizante, mas para um na verdade uma metáfora para uma pedra encantada
Bron, que ainda lembra das glórias de seus reinos do que caiu do céu ou mesmo uma alegoria para a des-
passado é, possivelmente, um destino pior do que a cendência mortal de Cristo.
Morte Final.
Qualquer que seja a verdade sobre a maldição do Bron, ela permanece oculta pelas Brumas da Eternidade e
pela simples falta de evidências. Sem uma orientação ou objetivo claro, os Bron continuam a vagar, os Percivals,
(Cavaleiros da Távola Redonda) empreendem uma missão que
derrubou reinos e consumiu vidas por mais de dois mil anos.
Os Bron são uma lenda trágica dos membros: Príncipes sem
domínio, condenados ao eterno pauperismo até que comple-
tem uma missão, que pode não ser a solução.
Clã de origem: Ventrue.
Alcunha: Reis Pescadores.
Coalizão: A maioria dos Bron pertence a Lancea Sanctum
ou ao Círculo da Anciã, embora alguns também estejam
entre as fileiras de outras coalizões. O Bron Santificado
aceita a doutrina cristã do Graal, embora filtrada pelo
dogma de Longino. De acordo com o Bron Santifi-
cado, o Cálice de Cristo é a antítese e a contraparte
da Lança de Longino. Em uma variante dessa teo-
ria litúrgica, também há uma diferença de gênero:
a Lança é o homem e o Graal é a mulher. En-
quanto a lança representa o papel dos membros
como executores da vingança de Deus, o
Graal é um presente de Deus aos condena-
dos que o servem fielmente. Os Reis Pesca-
dores da Lancea Sanctum acreditam que
Deus concede uma visão do Santo Graal
aos membros que o servem bem, como
sinal de sua misericórdia. Para alcançar
o Graal, o Bron Santificado deve ser
tão digno quanto Sir Galahad. É espe-
rado que os cavaleiros cristãos sejam
castos, piedosos e humildes para serem
dignos de alcançar o Graal, enquanto
que dos membros da Família, é espe-
rado que sejam agentes da terrível
vingança de Deus contra aqueles que
se desviam do caminho. Os Bron San-
tificados são geralmente eruditos nô-
mades, que cruzam o mundo em busca
de qualquer vestígio do Graal, deixan-
do um rastro sangrento de pecadores
terrivelmente assassinados.
Os Bron que se juntam ao Círculo
da Anciã, adotam uma postura dife-
rente em suas crenças a respeito do
Santo Graal. Eles dizem que o Graal
é o caldeirão dos ciclos míticos cel-
tas e galeses (como o ),
capaz de ressuscitar os mortos. Os
primeiros cristãos e a Lancea San-
ctum, absorveram essa lenda,
assim como muitos feriados e
mitos pagãos para fortalecer
a igreja primitiva. Os membros da linhagem, partidá- saxões, mas nas noites modernas, a linhagem abrange
rios do Círculo da Anciã, procuram os caldeirões en- todas as etnias.
cantados de e outras figuras míticas, acredi- Refúgio: Muitos Bron são nômades, vagando de
tando que, com o ritual apropriado, o Bron será capaz domínio em domínio, seguindo as pistas que levam ao
de reparar a magia imperfeita que os condena à não- Santo Graal, para manter os efeitos de sua maldição
vida, recuperando assim a mortalidade. afastados. Esses nômades encontram refúgio aonde
Outras coalizões possuem poucos vampiros do quer que estejam, ou viajam em veículos especialmente
Bron. Quase não há Bron no Invictus, pois a maldição modificados que servem como refúgios. Os mais seden-
deles os coloca em atrito com a política do Primeiro tários se refugiam em qualquer lugar que possam dor-
Estado. Os poucos Bron que se tornam partidários do mir durante o dia, geralmente nos limites da cidade ou
Invictus geralmente exercem funções subordinadas em algum domínio não reivindicado por membros
como xerife ou mastim, tendo que descansar no domí- locais. Os raros e sortudos Bron que encontram um
nio pessoal do Príncipe, em vez de reivindicar seu pró- patrono local, geralmente dormem em bibliotecas e
prio domínio, devido a fraqueza da linhagem. Se a museus, lugares onde fragmentos da história do Graal
maldição acabar, é mais do que provável que muitos podem cair em suas mãos.
Bron entrem no Invictus para reafirmar a liderança Histórico: Nas noites modernas, a maioria dos
justa que lhes foi negada. Bron escolhe sua prole entre estudiosos e acadêmicos,
O Movimento Cartiano oferece pouco para atrair o principalmente aqueles especializados na história do
interesse dos Bron, pois a coalizão está mais interessada Graal (seja cristão ou pagão), mas esses estudiosos se
na política temporal do que em assuntos espirituais, e tornaram cada vez mais raros nos últimos anos. Muitos
raramente têm acesso ao conhecimento oculto que eruditos entre os Bron Abraçam acadêmicos especiali-
poderia ajuda os Bron em sua busca pelo Graal. Os zados em teologia cristã arcaica, história e mitos celtas,
Bron “heréticos”, que sustentam as novas teorias sobre ou história medieval europeia, e continuam ensinando
a natureza do Graal, às vezes encontram lugar no Mo- sobre o Graal durante os primeiros anos de Réquiem
vimento, mas apenas por um senso comum de ostra- do jovem. Alguns anciões do Bron (especialmente os
cismo do que por afinidade ideológica. Santificados) preferem Abraçar soldados, policiais ou
Embora muitos Bron estejam discretamente inte- ativistas políticos, acreditando que estes são os cavalei-
ressados na Ordo Dracul, poucos Reis Pescadores en- ros do mundo modernos. Esses tradicionalistas obser-
tram na Ordo. Membros de ambas as ideologias (cristã vam cuidadosamente um infante em potencial antes de
e pagã) afirmam que isso ocorre porque os Reis Pesca- abraçá-lo, para garantir que ele se apegue as virtudes
dores se concentram quase que exclusivamente no apropriadas.
Graal, o que pode se tornar um obstáculo no caminho Por outro lado, os Reis Pescadores Acólitos costu-
para a iluminação pessoal dos Dragões. Mas o domínio mam Abraçar aqueles cujo interesse no Graal é mais
dos potentes mistérios do sangue, possuídos pela Ordo místico do que histórico (ocultistas, gurus da Nova Era
Dracul, faz com que muitos anciões da linhagem se e, particularmente, pagãos eruditos, representam a
questionem. maioria da linhagem no Círculo da Anciã). Como os
Aparência Os Bron variam muito em aparência, celtas acreditavam no ideal de perfeição do guerreiro,
dependendo do seu ponto de vista em relação a busca de tempos em tempos, os Bron Acólitos também Abra-
pelo Graal. Os anciões tendem a ser conservadores no çam mortais fisicamente excepcionais. Diferente dos
modo de se vestir, geralmente preferindo ternos escu- Reis Pescadores Santificados, os Bron pagãos valorizam
ros e estilo clássico. Membros ainda mais antigos con- mais o potencial físico do que as virtudes cavalheires-
tinuam se vestindo como os cavaleiros do passado, pelo cas. Boxeadores, aventureiros e sobreviventes estão
menos em seus refúgios particulares. Muitos Bron já entre os “guerreiros” geralmente Abraçados por Reis
foram membros das sociedades secretas ligadas ao Pescadores Acólitos. Como os mitos pagãos dos caldei-
Graal, como os Templários ou seus descendentes, os rões mágicos estão intimamente ligados às Ilhas Britâ-
Maçons; esses vampiros continuam usando os apetre- nicas, a maioria dos Bron Acólitos são originários dessa
chos dessas ordens. região, e muitos ainda moram lá.
Fisicamente os Bron não têm características co- Criação de Personagem: Os jovens Bron frequen-
muns entre si que os identifiquem como linhagem. temente priorizam Atributos e Habilidades Mentais. A
Devido à sua origem nas Ilhas Britânicas, a maioria dos busca pelo Graal nas noites modernas é feita através de
anciões são descendentes dos celtas, galeses ou anglo- pesquisa e estudo, não cavalgando pelo campo empu-
nhando espada e lança. Os Bron mais velhos demos- terra o rejeite como um governante. Poucas noites
tram certa preferência por Atributos e Habilidades depois de reivindicar o seu domínio, o Bron descobre
Físicas, mas até os Reis Pescadores Abraçados recente- que tarefas relativamente simples se tornam árduas e
mente costumam valorizar suas capacidades Físicas. complicadas. Quando ele deseja se alimentar, encontra
Atributos e Habilidades Sociais normalmente são me- os mortais apenas em grandes grupos e em áreas bem
nos importes; artefatos e manuscritos não se importam iluminadas. Quando tenta influenciar o gado em seu
com a sua etiqueta, e raramente existe alguém para domínio, eles ficam apáticos e não o ouvem. Quando
conversar nas ruínas antigas que os Bron frequente- tenta retornar ao seu refúgio antes do amanhecer, per-
mente exploram em suas buscas. de todo o senso de direção e fica desorientado em um
Além das diferenças nos Atributos, os Bron tam- labirinto de ruas que antes eram familiares. O Bron
bém divergem com base em suas coalizões e nos méto- experimenta um dos piores pesadelos de qualquer
dos usados para prosseguir com suas buscas. Os Bron membro: ele é fraco e vulnerável, mesmo no coração
Santificados geralmente têm Vantagens como Idioma do seu próprio domínio. A verdadeira natureza da
(Latim), Status (Lancea Sanctum) e Contatos com o fraqueza única do Bron não é totalmente compreendi-
mundo acadêmico. Por outro lado, os Reis Pescadores da — O Bron Santificado afirma que é o modo de Deus
do Círculo da Anciã podem falar várias línguas antigas, lembrá-lo de seguir Sua vontade, enquanto alguns Acó-
como gaélico, galês e inglês arcaico, e possuir Contatos litos acreditam que o comando do Bron sobre o domí-
e Aliados no mundo ocultista. nio, adoece o espírito dos própria terra, criando uma
Os Bron acadêmicos têm índices altos nas Habili- ferida profunda que os membros não podem ver.
dades de Erudição, Informática e Investigação, com um Em termos de jogo, sempre que um Bron tentar al-
pouco de Política e Persuasão, para ajudá-los a obter guma ação Física ou Social dentro dos limites do seu
acesso aos materiais de pesquisa de que precisam. Van- domínio, ou que envolva o domínio e seus habitantes
tagens como Fama ou Status no mundo acadêmico mortais, não haverá explosão do 10. Além disso, os 1s
ajuda a obter acesso fora do horário comercial às bibli- serão subtraídos dos sucessos obtidos. Os exemplos
otecas mais importantes do mundo, mas essas Vanta- incluem se alimentar, investigar um bairro para obter
gens vêm com seus próprios riscos, caso o Bron seja informações ou escalar uma parede em um beco. Esta
reconhecido como alguém de fora desses círculos. Re- fraqueza não afeta o combate que ocorre no domínio
fúgio, Rebanho e Recursos garantem que o Réquiem do Bron ou as interações do Rei Pescador com outros
do Bron seja menos incomodado pelos caprichos da vampiros e criaturas sobrenaturais. Naturalmente, esta
não-vida noturna. Os Reis Pescadores que buscam fraqueza também afeta certas Vantagens, como Alia-
ativamente o Graal, provavelmente têm pontos em dos, Contatos, Rebanho, Servidor e, possivelmente,
Erudição, mas completam com Sobrevivência, Armas Refúgio (principalmente a localidade, mas potencial-
de Fogo, Furto e Intimidação para se saírem melhor mente a segurança), embora essas não sejam as únicas
em suas andanças. Vantagens como Servidor, Recursos Vantagens sujeitas a fraqueza do Bron.
e Rebanho são especialmente importantes para esses A forma exata pela qual o Bron reivindica seu do-
Bron, e muitos procuram mentores Gangrels para mínio não importa. Pode ser um território concedido
aprender Metamorfose. pelo Príncipe, por meio de subenfeudação, um domí-
Disciplinas: Animalismo, , Dominação, nio confiscado pela própria força e astúcia do Bron, ou
Resiliência. mesmo seu próprio refúgio. Quando o Bron reivindi-
Fraqueza: Nas lendas cristãs e pré-cristãs do Graal, car a área — seja por palavras ou ação — e os membros
a ideia do vínculo simbiótico entre a saúde da terra e a locais aceitam sua reivindicação, a maldição entra em
saúde do seu governante é comum. Em algumas len- vigor. Alguns Bron evitam deliberadamente reivindicar
das, a saúde e a prosperidade da terra aumentam e seu próprio território, mas isso carrega seus próprios
diminuem com a saúde do rei, mas em outras, a pró- perigos. Um Bron sábio ou sortudo pode encontrar um
pria terra se rebela contra um governante doente ou patrono poderoso, que exija serviços que ele possa
fraco de mais para governar. Quando o fundador da oferecer, em troca do direito à alimentação no territó-
linhagem foi amaldiçoado pelo Graal, essa conexão rio do patrono, por exemplo, mas a paranoia natural
mística foi distorcida e corrompida pela maldição dos de todos os vampiros faz com que esses acordos rara-
mortos-vivos. mente durem muito tempo.
Sempre que um Rei Pescador reivindica um domí- Finalmente, como uma linhagem Ventrue, todos
nio, sua própria natureza amaldiçoada faz com que a os Bron são propensos a delírios paranoicos e outras
perturbações. O Bron sofre uma penalidade de -2 nos outro membro, este vampiro poderá gastar Vitae para
testes de Humanidade para não adquirir perturbações regenerar-se no mesmo turno. Esta Disciplina afeta
depois de falhar em testes de degeneração. apenas criaturas que possuem a capacidade de usar a
Organização: A profunda cisma que divide os Bron Vitae para curar seus ferimentos. Crochan não afeta os
impede que eles tenham alguma espécie de organização poderes de cura mística de outras criaturas sobrenatu-
interna. Nem o Círculo da Anciã, nem a Lancea Sanc- rais, como a regeneração natural de um lobisomem. Na
tum, possuem uma população de Bron suficientemente maioria dos casos, isso significa que membros e ghuls
grande para suportar qualquer tipo de infraestrutura são os únicos alvos válidos, mas o Mundo das Trevas é
da linhagem. Devido aos Réquiens nômades da maio- um lugar vasto e misterioso, e criaturas estranhas à
ria dos Reis Pescadores, encontrar todos seria uma espreita nas sombras podem muito bem ser capazes de
tarefa impossível, pior ainda organizá-los. Em quase aproveitarem o poder do Sangue.
todo o mundo, a coisa mais próxima que o Bron tem Apesar das diferenças entre os Bron Santificados e
de uma organização é o costume da linhagem em estar os Reis Pescadores Acólitos, Crochan é comum a am-
ativamente envolvida na busca pelo Graal, recebendo bos os ramos da linhagem, diferindo apenas em aplica-
ajuda e respeito daqueles que não o fazem. No passado, ções cosméticas menores. Os Santificados costumam
essa tradição era esperada até mesmo dos membros de usar Crochan recitando fervorosas orações e imposição
outras coalizões, mas o racha entre o Círculo da Anciã de mãos, enquanto os Acólitos preferem cânticos ela-
e a Lancea Sanctum aumentou consideravelmente nos borados em galês ou gaélico e acompanhado com ritu-
últimos séculos. Alguns Reis Pescadores ainda podem ais sangrentos. Muitos Acólitos Bron “sacrificam” a
honrar essa tradição para um membro do “outro lado”, Vitae necessária para alimentar esta Disciplina cortan-
mas um Bron Acólito que pede a um Santificado refú- do seus pulsos, peito ou até a garganta, deixando o
gio, enquanto investiga boatos sobre o caldeirão mági- sangue derramar no chão (mecanicamente, isso não é
co de ainda tem sua proteção e vice-versa. diferente de gastar um ponto Vitae; o Bron não sofre
Conceitos: ocultista iluminado, historiador do dano adicional, e o tempo necessário para ativar a Dis-
graal, arqueólogo independente, monge viajante, teóri- ciplina não aumenta.)
co da conspiração maçônica, celta moderno, líder de Crochan é notavelmente menos comum entre os
uma assembleia neopagã, marchog (cavaleiro) nômade, Bron do Invictus e do Movimento Cartiano. Alguns
imitador de galahad, andarilho. Invictus acham que a própria ideia de brincar com o
poder do Sangue é uma loucura digna de um Dragão
particularmente imprudente, enquanto alguns mem-
bros do Movimento Cartiano veem a capacidade do
Nos mitos cristãos e pagãos, o Graal possui poderes Crochan de manipular a Vitae de outros vampiros
milagrosos de cura. Diz a lenda que aqueles que bebem como uma violação grave aos direitos dos membros. Os
dele obtém esse presente. Os Bron incorporam esse Dragões, por sua vez, observam as semelhanças entre
mito através da Disciplina Crochan, palavra que signi- Crochan e a filosofia por trás dos Anéis do Dragão, e
fica “caldeirão” em galês, que lhes permite manipular ponderam sobre muitas questões preocupantes em seus
os poderes de cura da Vitae para regenerar sua carne corações mortos.
morta-viva. Essa Disciplina não deixa de ter seu lado
sombrio. Assim como os Bron são condenados, Cro- ●
chan é uma versão amaldiçoada do poder de cura do Todos os vampiros têm a capacidade inata de curar
Graal que, embora possa dar vida, pode tirá-la com a seus ferimentos, mas esse poder acelera o processo.
mesma facilidade. Custo: um ponto de Vitae.
Crochan é essencialmente um aprimoramento da Parada de dados: Inteligência + Medicina + Cro-
capacidade inata de um vampiro de curar ferimentos chan.
através do poder da Vitae. Portanto, um Bron não Ação: Instantânea.
pode gastar Vitae para curar ferimentos no mesmo
turno em que usa um poder de Crochan, mesmo que Resultados dos testes
sua Potência do Sangue permita que ele gaste mais que Falha dramática: O sangue resiste aos esforços para
um ponto de Vitae por turno. Esta restrição se aplica acelerar seu fluxo e custa mais para controlá-lo. Duran-
apenas ao usuário de Crochan; se ele usar Crochan em te uma cena, toda vez que o membro for gastar sangue
para curar-se, ele deverá gastar um ponto adicional para Êxito: Até o final da cena, a vítima precisa gastar
forçá-lo a agir. um ponto de sangue adicional para curar cada ferimen-
Falha: Nada acontece. Pode tentar novamente no to (não afeta o agravado).
próximo turno. Êxito excepcional: A maldição dura a noite toda e
Êxito: Para cada sucesso, o personagem pode adici- também afeta os ferimentos agravados.
onar um à sua Potência de Sangue efetiva com o obje-
tivo de determinar quantos pontos de Vitae ele pode Modificadores sugeridos
gastar por turno, mas apenas com a intenção de curar Modificador Situação
ferimentos. O personagem não pode usar Disciplinas, +2 O poder é usado em um vampiro
aumentar parada de dados Físicas ou usar o aumento com quem você tem um laço de
da taxa de gastos de Vitae para qualquer outro propósi- sangue.
to. O número máximo de Vitae por turno do persona- +1 O alvo provou o sangue do Bron na
gem, conforme concedido por sua Potência do Sangue noite passada.
real, não é restrito dessa maneira (supondo, é claro, -1 O alvo sofreu esse poder nessa mes-
que ele tenha a capacidade de gastar Vitae suficiente ma noite (cumulativo; independen-
para ativar esse poder e executar outras ações no mes- temente da rolagem anterior ter sido
mo turno). Esse poder não pode aumentar a “Potência ou não bem-sucedida.
do Sangue virtual” do personagem acima de 10.
Êxito excepcional: Os sucessos são a recompensa. ●●●
Modificadores sugeridos Depois de aprender a desacelerar e acelerar as pro-
Modificador Situação priedades curativas da Vitae, o Bron aprende a “torcer”
+2 O Bron derrama seu próprio Vitae o processo, usando as tentativas de cura do seu inimigo
em um cálice ou caldeirão e bebe a seu favor.
dele enquanto usa o poder. Custo: um ponto de Vitae (veja abaixo)
-1 O Bron já usou esse poder desde o Parada de dados: Inteligência + Ocultismo + Cro-
último pôr do sol (cumulativo). chan vs. Perseverança + Potência do Sangue do alvo.
-2 O Bron já usou esse poder na última Ação: disputada; a resistência é reflexa.
hora (cumulativo).
Resultados dos testes
Falha dramática: A vítima não é afetada e fica
●● imune contra esse poder por uma semana.
De acordo com a mitologia do Graal, o Rei Pesca- Falha: Nada acontece.
dor era um dos guardiões do Graal. Amaldiçoado com Êxito: Para cada sucesso obtido, ele pode “torcer”
uma ferida purulenta ao seu lado, ele não seria curado uma tentativa do alvo de curar-se gastando Vitae. Des-
até que se torna-se digno de segurar o Santo Graal. de que o personagem esteja até oito quilômetros, ele
Esse poder permite que o Bron aumente o esforço sabe instintivamente sempre que a vítima usa Vitae
necessário de outro vampiro para curar suas feridas. É para se curar (embora não saiba qual o tipo de dano).
necessário tocar o alvo para usar esse poder. Com uma ação reflexa, o personagem pode gastar Vitae
Custo: um ponto de Vitae. para corromper as tentativas de cura do alvo. Em vez
Parada de dados: Inteligência + Ocultismo + Cro- de curar o ferimento, a vítima sofre o resultado na
chan vs. Perseverança + Potência do Sangue do alvo. forma de dano. Cada ponto de Vitae gasto pelo Bron,
Ação: disputada; a resistência é reflexa. corrompe um ponto de Vitae da vítima. Se tentar curar
danos agravados, a vítima simplesmente perderá a Vi-
Resultados dos testes tae gasto.
Falha dramática: A gravidade de uma das lesões
mais graves do oponente é regredida em um (de agra-
vado para letal, de letal a contundente e de contunden-
te para ileso).
Falha: Nada acontece.
incendiar o caldeirão para ferver a Vitae, mas isso não
é necessário para usar o poder.
Custo: dois pontos Vitae para uma mão ou pé; 3
pontos para um braço ou perna.
Parada de dados: Inteligência + Medicina + Cro-
chan
Ação: prolongada (10 sucessos são necessários para
uma mão ou pé e 20 para um braço ou perna; cada
Êxito excepcional: O Bron sabe a gravidade do da- teste representa uma hora).
no que a vítima pretende curar. Além disso, pode cau-
sar um ponto de dano agravado, mas sob condições Resultados dos testes
muito específicas: A vítima deve gastar os pontos de Falha dramática: O sangue é gasto sem resultado.
Vitae necessário para curar o ferimento agravado du- O vampiro não pode voltar a usar esse poder para re-
rante a mesma noite; ela gasta Vitae por turno, en- generar essa parte do corpo por um mês (embora você
quanto o Bron gasta apenas um ponto de Vitae a cada possa usá-lo em outra parte do corpo).
tentativa da vítima. Esse processo é incompatível com Falha: O sangue é gasto sem resultado, mas o Bron
gastos que forçam o alvo a perder sua Vitae para curar pode tentar novamente.
um ferimento agravado. O Bron deve escolher uma das Êxito: O membro é restaurado.
aplicações. Êxito excepcional: Um feito considerável no pro-
Rubor Amargo funcionam apenas nos membros, cesso de restauração é alcançado.
não em outras criaturas que possuam uma capacidade A restauração pode ser usada para acelerar a rever-
de regeneração ou cura. Além disso, esse poder exige são inata que um vampiro experimenta todas as noites
que a personagem toque em seu alvo para ativar essa ou para restaurar membros perdidos permanentemen-
maldição. O alvo de Rubor Amargo sofre sob a maldi- te, como os ferimentos provocados antes do Abraço ou
ção até o pôr do dia sol seguinte, ou até que o poder da aqueles que foram gastos Força de Vontade para torna-
maldição seja descarregado. lo permanente.
Este poder também pode ser usado em mortais ou
Modificadores sugeridos outras criaturas que não revertem automaticamente a
Modificador Situação um estado pré-determinado, embora com menos eficá-
+2 O poder é usado em um vampiro cia. Sempre que esse poder é usado em qualquer per-
com quem você tem um laço de sonagem que não seja um vampiro, o resultado será
sangue. um membro frio e úmido que não é totalmente contro-
+1 O alvo provou o sangue do Bron na lado por seu proprietário. Os dedos se movem com
noite passada. espasmos, os braços se movem em ângulos diferentes, o
-1 O alvo sofreu esse poder nessa mes- mesmo efeitos para as pernas e pés. Além de deixar os
ma noite (cumulativo; independen- outros nervosos, esses tiques causam uma penalidade
temente da rolagem anterior ter sido de -1 em todos os testes físicos que usam o novo mem-
ou não bem-sucedida. bro. Se o mortal for Abraçado, essa penalidade desapa-
rece.
●●●● Modificadores sugeridos
Segundo as lendas, o Graal pode curar as feridas Modificador Situação
mais graves, como restaurar membros perdidos ou +2 O poder é usado em um vampiro
curar doentes e paralíticos. Através deste efeito de Cro- com quem você tem um laço de
chan, o Bron é capaz de canalizar o poder do sangue sangue.
para restaurar as partes do corpo perdidas ou incapaci- +1 O alvo provou o sangue do Bron na
tadas pela doença. O Bron derrama a Vitae necessária noite passada.
em um recipiente (tradicionalmente um cálice ou cal- -1 O alvo sofreu esse poder nessa mes-
deirão, dependendo da coalizão, mas qualquer recipi- ma noite (cumulativo; independen-
ente grande serve) e, em seguida, mergulha a parte do temente da rolagem anterior ter sido
corpo que será restaurada. Os Acólitos Bron costumam ou não bem-sucedida.
●●●●● animal, lobisomem ou uma criatura da qual é obtida
menos ou mais Vitae, a Vitae ganha é reduzida ou
Um tema comum nos mitos sobre curas milagrosas aumentada proporcionalmente. Se a vítima não for um
é o conceito de que a vida não é gerada espontanea- vampiro sofrerá dano letal.
mente. Para curar alguém, o outro deve sofrer ou mor- Êxito excepcional: Os sucessos são a recompensa.
rer. Para os Bron isso é traduzido pelo custo de Vitae Para usar o poder, o Bron deve estar a menos de 5
exigida pela sua Disciplina, mas com esse domínio, o metros de seu alvo e conseguir vê-lo sem obstruções.
Bron pode roubar o sangue de qualquer pessoa próxi- Basta um simples desejo para roubar o sangue da víti-
ma e usá-lo para curar seus próprios ferimentos. ma, sem sinais visíveis que o indicam. Um vampiro que
Custo: um ponto de Vitae consiga enxergar a aura do Bron, contemplará raios de
Parada de dados: Inteligência + Ocultismo + Cro- luz carmesim brilhantes entrando em sua aura, mas
chan vs. Perseverança + Potência do Sangue não saberá sua origem (a menos que veja a vítima). A
Ação: Prolongada e Disputada (1 a 10 sucessos). vitae roubada dessa maneira serve apenas para curar-se
ou para usos subsequentes de Crochan.
Resultados dos testes
Falha dramática: O alvo é imune a esse poder du-
rante toda a noite.
Falha: A Vitae não pode ser roubada.
Êxito: O Bron ganha um ponto Vitae por sucesso e
a vítima perde a mesma quantidade. Se o alvo for um
Khaibit
Não temas, meu senhor. Tu governas das sombras, e eu sou as sombras.

A antiga linhagem Khaibit está morrendo. Esta “mordomos mortos-vivos”. A verdadeira história . da
ramificação do Mekhet parece ter perdido a razão linhagem está oculta pelo tempo.
de existir. Tradicionalmente os membros da linha- Originalmente os Mekhet lideravam um culto de
gem serviam aos magos de sangue do Círculo vampiros dedicados a Set, o deus egípcio da
da Anciã, capturando vítimas para seus guerra, caos e escuridão. O símbolo deles era
senhores se alimentarem, e cuidando de o asp — uma cobra sorrateira e mortal,
assuntos mundanos para que eles um dos animais totens de Set.
pudessem se dedicar as suas Quando o Cristianismo se
pesquisas místicas. Quando é expandiu, o culto de Set declinou,
preciso, um Khaibit serve como guarda- mesmo entre os mortos-vivos. Em 1000
costas, ladrão e assassino. D.C., o culto ao deus das trevas estava quase
As Disciplinas do Khaibit fazem dele um extinto. Nas noites modernas, alguns Khaibit pro-
excelente guarda-costas: Auspício para perceber o tegem os poucos membros anciões que ainda reveren-
perigo, Celeridade para reagir rapidamente e Ímpe- ciam o deus das trevas em seus templos subterrâneos
to para atacar com força, substituindo a tendência ocultos. Eles também protegem outros locais antigos
habitual do Mekhet à ocultação. O Khaibit também esquecidos pelo mundo. Em raras ocasiões, os Khaibit
tem aptidão para uma Disciplina rara, geralmente con- viajam para recuperar artefatos e outras potentes relí-
siderada como uma criação da linhagem, a Tenebrosi- quias mágicas. A maior parte da linhagem, no entanto,
dade. Os membros chamam os Mekhet de “sombras”, abandonou seu dever com o fim do culto de Set. Os
mas são os Khaibit que têm o verdadeiro poder sobre remanescentes se uniram ao Círculo da Anciã e trou-
as trevas. De fato, seu poder de invocar, moldar e tor- xeram muitos outros Khaibit com eles. Ao longo dos
nar-se trevas cunhou o nome da linhagem — a antiga séculos, a linhagem se transformou em espiões, assassi-
palavra egípcia para “sombra”. nos e guarda-costas, uma compensação emocional pelos
No entanto, nas noites modernas, poucos mem- deveres que o sangue exigia, mas que foram perdidos.
bros estão dispostos a servirem eternamente a outros Os antigos egípcios consideravam Set um deus perigo-
mortos-vivos. Os anciões Khaibit raramente encontram so, assustador e maligno... mas era preciso um deus
infantes dispostos a desempenhar o papel tradicional temível para proteger o mundo contra poderes ainda
da linhagem; os jovens Khaibt recusam-se a servir, e às mais sombrios. O deus Sol não poderia nascer todas as
vezes se juntam a outras coalizões, e não ao Círculo da manhãs sem Set para combater Apep, o demônio, a
Anciã. Os anciões insatisfeitos podem recusar-se a ini- serpente primordial das trevas. Set enviou o demônio
ciar esses neófitos “desobedientes” nos mistérios da de volta ao Mundo Inferior, o lugar que lhes pertencia.
linhagem, ou escolhem ensinar por conta própria in- Os “Asps” auxiliaram Set. Eles andaram por lugares
fantes que despertam o sangue Khaibit. De fato, mui- sombrios temidos por outros membros, e fizeram da
tos jovens Khaibit estão nessa situação. escuridão sua serva. Lutaram contra entidades além da
Pouquíssimos neófitos aprendem o verdadeiro morte e antes do início dos tempos, criaturas que teri-
propósito de sua linhagem. De igual modo, poucos am destruído a Criação ou refeita para satisfazer seus
anciões recordam. Os Khaibit nem sempre foram próprios desejos malignos.
Alguns Khaibit ainda mantêm seu antigo dever, vigiando os portões que devem permanecer fechados e caçan-
do os servos dos poderes antigos. No entanto, poucos ainda permanecem. Tão poucos para manter o Sol nascen-
do, um Sol que eles nunca poderão ver.
Clã de origem: Mekhet.
Alcunha: Áspides (antigo dever), Servos (dever moderno).
Coalizão: Nos últimos mil anos, os Khaibit serviram quase que exclusivamente ao Círculo das Anciã. Mais da
metade da linhagem adere a esse antigo vínculo. De fato, alguns Asp se
tornaram competentes magos de sangue por si próprios, em vez de apenas
servi-los. Nos últimos dois séculos, alguns Asps prestaram serviço para o
Invictus, a Ordo Dracul ou, em menor grau, a Lancea Sanctum e o Mo-
vimento Cartiano. Hoje, os Khaibit que não conhecem nem se impor-
tam com as tradições, se juntam a qualquer coalizão que condiga com
suas personalidades ou objetivos.
Aparência: Como seu clã de origem, não existe um típico
Khaibit. Os membros da linhagem podem ser homens ou mu-
lheres, jovens ou velhos (pelo menos na aparência mortal) ou
de qualquer cor. Asps se vestem para se misturar com o gado
ao seu redor. Aqueles que desempenham deveres de servos,
geralmente preferem suas roupas folgadas ou cuidadosamente
preparadas para ocultar armaduras ou amuletos de proteção.
Refúgio: Khaibit servos não possui refúgios próprios.
Eles habitam com seus senhores. Asps que atuam como de-
fensores da Criação mantêm seus refúgios bem escondidos e,
geralmente, subterrâneos. Essas habitações tendem a ser pe-
quenas e vazias, pois um membro da linhagem pode precisar
abandoná-la se o refúgio estiver comprometido. Os Khai-
bit que protegem o culto de Set, no Egito, vivem nos
templos da cabala. Esses magníficos complexos subterrâ-
neos incluem santuários, dormitórios para os servos e
vassalos mortais dos Asps, arenas de treinamento,
bibliotecas e abóbadas cheias de artefatos recuperados
pelo culto de Set.
Histórico: Os Khaibit procuram infantes que comparti-
lhem seu espírito de respeito e apoio. Eles tipicamente abraçam os
mortais que já servem a um senhor ou algum membro aliado. A
tradição exige que um Asp em potencial deve primeiro honrar seu
genitor e seu senhor como um ghul, aprendendo as habilidades
necessárias para servir e proteger. No entanto, os Khaibit modernos
muitas vezes rejeitam essas regras. Esses gatunos vão se surpreen-
der se o passado da linhagem os alcançar; alguns antigos inimigos
dos Khaibit lembram da linhagem e ainda guardam rancores.
Os poucos Asps que cumprem o antigo dever de proteger o
mundo de fantasmas, demônios e coisas piores, eram frequentemente
mortais que lutavam contra o sobrenatural ou que eram vitimados por ele.
Os Khaibit nem sempre pedem a permissão de um infante em potencial
antes de Abraçá-lo. Quando um infante é levado, um genitor passa pelo
menos sete anos o treinando e doutrinando
Criação de Personagem: A maioria dos membros da linhagem que atu-
am como mercenários ou agentes geralmente priorizam o que é mais útil
para seus senhores e empregadores. Um membro da Família que procura
um guarda-costas ou protetor, normalmente precisa de um Áspide com
maiores características Físicas. Alguém que precisa de A Tenebrosidade é tão antiga quanto os próprios
um assistente ou porta-voz prioriza características Men- Khaibit. Ao longo dos séculos, muitos membros tive-
tais ou Sociais. Por tanto, os pontos fortes e fracos de ram oportunidade de aprende-la. No entanto, grande
um personagem podem sugerir o tipo de trabalho que parte da Disciplina permanece confinada aos Khaibit.
ele irá desempenhar como agente contratado. As Van- Como a maioria dos membros conhece apenas o básico
tagens Físicas, Mentais e Sociais adequadas enfatizam da Disciplina, é mais fácil contratar um Khaibit espião,
ainda mais o dever do Khaibit. A experiência em Estilo que pode se transformar literalmente em sombra, do
de Luta, Sexto Sentido ou Vantagens relacionadas aos que passar anos estudando a Disciplina para poder
assuntos mortais tornam um servo ainda mais útil. fazer mesmo.
Por último, um Khaibit Abraçado pelos defensores
da Criação, buscam ao máximo o equilíbrio entre ●
Atributos e Habilidades. Embora os Atributos Físicos
possam ser predominantes na criação do personagem, Um iniciado de Tenebrosidade aprende primeiro a
as Habilidades Físicas podem ser terciárias, por exem- enxergar na escuridão total. Os vampiros veem melhor
plo. É necessário ser completo, já que nenhuma enti- do que os mortais, mas a Visão Noturna permite que
dade sobrenatural, que ameaça invadir o mundo, pode os membros vejam na ausência de luz. Quanto mais
ser derrotada apenas de uma forma. São necessárias fraca a luz ambiente, mais estranho é o mundo através
todas as habilidades de um defensor para prevalecer. da Visão Noturna. Sob a luz da Lua ou iluminação
Disciplinas: Auspício, Celeridade, , equivalente, um usuário pode ver como se estivesse em
Resiliência. uma sala bem iluminada, com visão em cores. Sob a luz
Fraqueza: Os Khaibit mantêm a mesma fraqueza das estrelas, as cores desbotam para deixar tons de
dos Mekhet. Sempre que os Áps sofrem dano por luz prata e cinza. Na escuridão completa, um vampiro vê
solar ou fogo, eles recebem um ponto adicional de diferentes tons de preto — ébano, zibelina e outras
dano agravado dessa fonte. centenas de tons que a linguagem mortal não é capaz
Além disso, sua afinidade com escuridão causa um de nomear, cada um com sua própria textura. Ao usar
medo instintivo da luz solar ou algo que possa ser con- a Visão Noturna, as pupilas de um membro se expan-
fundido com ela, sofrendo uma penalidade de -2 nos dem até seus olhos ficarem completamente pretos.
testes de Rötscheck causada pela luz do Sol. Custo: um ponto de Vitae.
Organização: Os Áspides que protegem as relíquias Parada de dados: —
do culto de Set e caçam monstros, formam minúsculas Ação: Reflexa.
coteries, que protegem membros em torpor e preser- O jogador ativa o poder e explica ao Narrador o
vam suas tradições ao longo dos séculos. A maioria dos que seu personagem faz. O vampiro não sofre penali-
Khaibit, no entanto, nunca conheceu outros Áspides dades por agir na escuridão. No entanto, pode ficar
além de seus próprios genitores e companheiros sub- cego por outros meios. A Visão Noturna não neutraliza
servientes. a deficiência visual causada por gás lacrimogêneo ou a
Conceitos: guarda-costas, detetive, assassino, es- opacidade de um denso nevoeiro, por exemplo. Tam-
pião, cavaleiro moderno, mastim, gerente de negócios, pouco ajuda quando os olhos de um vampiro forem
ronin, caçador de lupinos, personal trainer. removidos! O efeito dura até o final da cena. Quando
na escuridão completa, um vampiro usando Visão
Noturna ganha um poder adicional menor: Ele pode
enxergar entidades invisíveis e incorpóreas, como fan-
tasmas que não se manifestaram (Livro de Regras do
A marca registrada do Khaibit. Está Disciplina lida Mundo das Trevas, pág. 208). O menor sinal de luz
com a escuridão e as sombras, o habitat natural das bloqueia esta aplicação de Visão Noturna.
criaturas que temem a luz do sol. A Tenebrosidade
permite ao seu possuidor agir com mais facilidade na
escuridão, alterar e gerar sombras, e até mesmo se tor-
●●
nar um com ela. A Disciplina tem pouco efeito em O usuário pode manipular as sombras que já exis-
objetos sólidos, por isso requer alguma engenhosidade tem. O Khaibt pode aumentar ou diminuir, clarear ou
para ser usada. escurecer, mudar de forma ou até mesmo separar as
sombras dos objetos que as projetam para movê-las a
seu favor. Em ambientes escuros, os Khaibit podem uma vela. Manto da Noite da noite não funciona con-
criar qualquer imagem de sombras. tra a luz do sol.
Custo: um ponto de Vitae. Custo: um ponto de Vitae.
Parada de dados: Raciocínio + Intimidação + Te- Parada de dados: Inteligência + Ofícios + Tenebro-
nebrosidade. sidade.
Ação: Instantânea. Ação: Instantânea.

Resultado dos testes Resultado dos testes


Falha dramática: O personagem falha ao manipular Falha dramática: O personagem falha ao criar a
uma sombra e não pode usar esse poder novamente até sombra e não pode usar esse poder novamente até o
o próximo pôr do sol. próximo pôr do sol.
Falha: O personagem não pode manipular as som- Falha: O personagem não pode manipular a escu-
bras, mas pode tentar novamente no próximo turno. ridão, mas pode tentar novamente no próximo turno.
Êxito: O personagem pode alterar as sombras pro- Êxito: O personagem pode escurecer uma área de
jetadas em uma área de 16 metros quadrados, mas aproximadamente de 16 metros quadrados (uma sala)
pode localizar essa área em qualquer lugar dentro da durante uma cena.
linha de visão. Jogo de Sombras pode ser movida com Êxito excepcional: Igual ao Êxito, exceto que cada
uma ação reflexa. sucesso, a partir de cinco, multiplica a área de efeito
Êxito excepcional: Igual ao Êxito, exceto que a área por três. Portanto, cinco sucessos escurecem uma área
afetada pode ter até 25 metros quadrados. As sombras de 48 metros quadrados (3 x 16), e sete sucessos afetam
podem ser manipuladas até o fim da cena, suas ativi- uma área de 144 metros quadrados (9 x 16).
dades e comportamentos podem ser modificadas pelo O grau de escuridão que pode ser alcançado de-
usuário com uma ação reflexa. Não mais do que um pende da iluminação inicial.
uso do poder deve estar ativo por vez. Assim, sombras
em duas áreas separadas não podem ser afetadas simul- Iluminação Inicial Limite da escuridão
taneamente. Se o personagem cair inconsciente, tor- Claro com o dia Sombrio, Iluminação leve
por, for destruído ou não conseguir mais enxerga-la, as Aposento bem iluminado Crepúsculo,
sombras voltam ao normal. Aposento mal iluminado Luz da Lua
Crepúsculo ou rua bem Luz das Estrelas
Modificadores sugeridos iluminada
Modificador Situação Luz da lua ou rua mal Escuridão total
-1 Fazer com que um objeto produza iluminada
uma sombra diferente da sua forma
original. O usuário não precisa reduzir a iluminação tanto
-3 Jogos de sombras complexos, como quanto o poder permitir. Ele podia escurecer um apo-
desafixar uma sombra do hospedeiro sento bem iluminado apenas para mal iluminado, em
ou obrigando-a a elaborar ações vez de ir até crepúsculo.
totalmente antinaturais. A escuridão persiste até o restante da cena, a me-
nos que o efeito seja dissipado antes. Fontes de luz
●●● mais brilhantes introduzidas quando o poder está ativo
podem aumentar a luz do ambiente. O usuário pode
À medida que o praticante de Tenebrosidade se dissipar a escuridão sempre que desejar. A escuridão
torna mais habilidoso, ele pode gerar sua própria escu- desaparece completamente se o Khaibit ficar inconsci-
ridão para ocultar suas ações, assustar suas vítimas ou ente, cair em torpor ou for destruído. Somente uma
animá-las através do Jogo de Sombras. Manto da Noite área pode ser afetada por vez. O usuário não precisa
devora e suprime a luz, para que um membro possa estar na área afetada, desde que tenha uma linha de
escurecer uma sala bem iluminada ou espalhar a escu- visão direta para essa área. Se a linha de visão for inter-
ridão total por uma rua da cidade durante à noite. As rompida, a iluminação voltará ao normal.
luzes elétricas ainda funcionam e os incêndios ainda
queimam, mas sua luz não ilumina como deveria. As- Modificador Situação
sim, uma lâmpada de 100 watts não brilha mais do que +2 Sob a luz da Lua ou numa rua mal
iluminada. pode deslizar pelas paredes, através de frestas e embai-
+1 Crepúsculo ou numa cidade bem xo de portas e janelas. Embora não possa interagir com
iluminada. coisas materiais, nenhum ataque físico pode feri-lo. O
- Aposento mal iluminado personagem também pode “descolar” do chão para
-1 Aposento bem iluminado. assumir uma forma tridimensional, mas isso requer
-3 Claro como o dia. muita concentração.
Custo: um ponto de Vitae.
●●●● Parada de dados: Raciocínio + Dissimulação + Te-
nebrosidade.
Um Khaibit experiente em Tenebrosidade pode Ação: Instantânea.
entrar numa sombra e sair em outra instantaneamente,
levando consigo seus objetos pessoais. O membro só Resultado dos testes:
precisa ver em que sombra vai sair. Falha dramática: O personagem não se torna som-
Custo: um ponto de Vitae. bra, mas assume a forma da sombra de um objeto pró-
Parada de dados: — ximo, ao qual estará preso por toda a cena (ou até que
Ação: instantânea. um ponto de Força de Vontade seja gasto). Mesmo
nesta forma, você pode usar o Jogo de Sombras.
●●●●● Falha: O Khaibit é incapaz de se transformar em
Um mestre da Tenebrosidade pode se transformar sombra, mas pode tentar novamente se gastar um pon-
literalmente em sombra. Nesta forma o personagem to de Vitae.
pode deslizar pelas paredes, através de frestas e embai- Êxito: O personagem se transforma em sombra.
xo de portas e janelas. Embora não possa interagir com Êxito excepcional: Igual ao Êxito. Se gastar um
coisas materiais, nenhum ataque físico pode feri-lo. O ponto de Força de Vontade o personagem pode assu-
personagem também pode “descolar” do chão para mir uma forma tridimensional.
assumir uma forma tridimensional, mas isso requer O personagem se torna uma sombra bidimensional
muita concentração. que pode se mover com seu deslocamento normal,
Custo: um ponto de Vitae. desafiando a gravidade. Desta forma ele pode atravessar
Parada de dados: Raciocínio + Dissimulação + Te- qualquer objeto que sua sombra seja capaz de atraves-
nebrosidade. sar (como um buraco na parede ou uma fresta na jane-
la). O vampiro está em forma “Crepuscular”, existindo
no mundo material, mas intangível. Nesse estado, ele
●●●●● pode apenas interagir com criaturas em estado Crepus-
Um mestre da Tenebrosidade pode se transformar cular (como fantasmas no mundo físico), e não pode
literalmente em sombra. Nesta forma o personagem falar ou afetar nada físico, nem ser afetado (inclusive
por fogo). Neste estado, somente a luz do sol pode
ferir o vampiro. Ele não pode usar Disciplinas
contra criaturas materiais, somente contra outras
criaturas em estado Crepuscular.
Gastando um ponto de Força de Vontade com
uma ação reflexa, o personagem pode se tornar
uma sombra tridimensional. Desta forma o Khaibit
pode falar com o mundo material e empregar ou-
tros poderes de Tenebrosidade em si mesmo. Mas
ainda está no crepúsculo, por isso não pode afetar
ou ser afetado por objetos materiais.
Se um vampiro em Forma de Sombra for cer-
cado por luzes, de modo que a sombra não possa
existir, será forçado a retornar ao seu estado mate-
rial.
OSITAS
Aí está! você viu? É isso... O último SUSPIRO. Surpreendente.

.
Esta pequena, enigmática e quase extinta li- e legistas dos Santificados nas primeiras noites da
nhagem afirma, como outras linhagens fiéis, des- Abadia Negra. Cabia aos Monges dos Ossos des-
cender de um dos primeiros Santificados — um anti- cartar cadáveres humanos após os ritos cerimoniais
go padre legista e estudioso da morte. O dos Santificados. Eventualmente lidavam
nome do genitor foi perdido, mas o nome com os corpos de seres humanos mortos
da linhagem vem da antiga alcunha do fun- acidentalmente por predadores errantes. Em
dador: Monge dos Ossos. Os Ositas (de Os, poucas décadas, os chamados Monges dos
que significa “osso”) buscam a compreensão espiritu- Ossos foram envolvidos pela morte perpetrada
al do Réquiem através do estudo daquilo que Deus pela Lancea Sanctum. Uma noite, o esquecido fun-
negou aos condenados: a morte. Tradicionalmente dador da linhagem Osita viu que não estava sozi-
os Ositas consideram os ritos funerários como nho nas criptas sob a Abadia Negra — ele estava
eventos culturais e ocultos fascinantes; examinam ca- cercado por fantasmas.
dáveres, criptas, necrotérios e cemitérios em busca de Desde aquele dia, os descendentes do primeiro
alguma evidência do que há além da espiral da vida. Osita têm perseguido o estudo da morte. O que exata-
Com a compreensão de ambos, morte e vida (com a mente eles procuram, varia de acordo com cada Monge
qual os Ositas já tiveram experiência), os Monges dos dos Ossos (a noção da morte, entender a estrutura
Ossos acreditam que podem dominar melhor sua con- espiritual do mundo, e a capacidade de devolver a alma
dição de mortos-vivos, e celebrar a Maldição. ao seu corpo), mas a maioria concorda que eles reco-
Alguns dizem que os Ositas foram usados como nhecerão o segredo quando o encontrarem.
guardiões das catacumbas de Roma; e que eles são os O Ocultismo Osita especula que os vivos e os mor-
remanescentes de um culto romano aos antepassados. tos, cada um, têm suas próprias energias espirituais, e
Outros dizem que era uma sociedade secreta de ne- essas energias estão entrelaçadas no corpo dos mem-
cromantes antes mesmo de seu líder ser Abraçado por bros. De acordo com os Ositas, quando uma criatura
Monachus. No entanto, o que é mais aceito é a história morre, sua essência física (talvez a energia mística que
contada pelos anciões Ositas; eles eram apenas escribas separa o sangue da Vitae) é transmutada em essência
espiritual, e o momento dessa transmutação (ou seja, a
hora da morte) é um momento de poder sublime e
Termos milagroso. Nesse momento, pode ser revelado tudo
Abadia Negra: A Abadia Negra foi um mos- sobre uma pessoa. Este é o único instante de honesti-
teiro cristão, localizado em algum lugar da Euro- dade e verdade nua na existência de qualquer criatura.
pa, convertido em uma igreja Santificada. Por Quando alguém morre, um resíduo de sua essência
algum tempo foi o lar da Lança do Destino e viva pode permanecer no corpo, como um fragmento
onde Monachus, a primeira criança de Longino de si mesmo, deixado para trás na hora em que alma se
encontrou a Morte Final. separa do corpo. A Disciplina Memento Mori, dos
Paróquia: Uma unidade territorial dos Santi- Ositas, tenta fazer uso desse resíduo. Com ela, e sécu-
ficados, e uma região sob o comando de um Bis- los de estudo oculto, os Ositas esperam ver um dia as
po, Sacerdote ou outro líder da Lancea Sanctum. engrenagens do universo e entender o sistema místico
criado por Deus.
Clã de origem: Mekhet.
Alcunha: Monge dos Ossos.
Coalizão: Os Ositas dizem que sua linhagem começou nas catacumbas da Abadia Negra, e a maioria dos Mon-
ges dos Ossos já era Santificado antes do Abraço. Muitos Ositas dificilmente podem ser encarados como membros
devotos da coalizão, pois tendem a cumprir as observâncias mínimas necessárias para terem uma boa reputação na
paróquia, e dão pouco valor aos Santificados que não têm nada a oferecer aos seus estudos macabros. Individual-
mente os Ositas costumam ser devotos (a maioria é profundamente espiritual), mas poucos Ositas têm interesse na
qualidade da fé mantida por outros Santificados. A paróquia, ou as autori-
dades Invictus ou do Movimento Cartiano, podem exigir que o Osita
local ganhe seu sustento usando sua visão sobrenatural para investigar
qualquer morte suspeita no domínio. Talvez o rebanho do Sacerdote
tenha diminuído ou o servo do Primogênito tenha sido encontrado
morto, e é responsabilidade do Osita classificar a morte em crime ou
acidente (ou provar, se o Príncipe já tiver classificado.)
Ositas tendem a ter menos escrúpulos do que outros
Santificados ao lidarem com membros pagãos. Eles
investigam e pesquisam, seguindo aonde quer que
isso os leve, e são tão fascinados pelas crenças
pagãs da morte quanto pelas escrituras San-
tificadas. Ao longo dos séculos, alguns Osi-
tas optaram por seus estudos ocultos em vez
da dedicação a Longino e deixaram os Santi-
ficados para fazerem parte das fileiras dos
Acólitos ou, mais frequentemente, dos Dragões. É
mais comum que os Ositas mantenham laços secre-
tos com outras coalizões, para não correrem o risco
de perderem a proteção da Lancea Sanctum.
Aparência: A maioria dos Ositas cuidam
pouco de sua aparência, parecendo sujos e des-
cuidados, seja com a túnica de um monge ou
com roupas modernas. Alguns se vestem como
coveiros ou trabalhadores de esgoto, outros usam
aventais de plástico ou batas de médico. A maioria
dos Ositas não se importa com moda e estilo, embora
muitos sejam sociáveis e até agradáveis. Eles são o que
parecem; estudiosos exigentes, desapegados de seus Ré-
quiens devido a sua obsessão pela morte.
Todos os Ositas são pálidos como um cadáver, com
manchas escuras nos dedos das mãos e dos pés, onde o
sangue se concentra. Muitos apresentam lábios azulados
e olhos vermelhos e entumecidos; são claramente mor-
tos-vivos.
Refúgio: A maioria dos Ositas estabelecem seus re-
fúgios perto de cemitérios, necrotérios, catacumbas e
ossuários. Os Ositas não se preocupam com conforto, mas
colecionam textos, ossos, imagens, memento
mori e todo tipo de obra funerária;
desde caveiras mexicanas a adereços
e brincos egípcios.
É provável que o refúgio de um Osita esteja cheio Um Osita que deseja gastar Vitae na cena atual,
de imagens aparentemente tiradas de livros de autóp- deve primeiro gastar um ponto de Vitae para estimular
sia, antropologia e medicina, publicações de legistas, a circulação do sangue. Este primeiro ponto de Vitae
equipamento médico e outras parafernálias de algum não pode ser usado para Disciplinas ou outros poderes
hobby macabro. Monges dos Ossos ricos podem ter do sangue. Um Osita também precisa usar dois pontos
porões com vários compartimentos para examinar e de Vitae para acordar todas as noites, momento em
consultar os mortos. Ositas mais pobres dormem em que um personagem descobre que seu corpo responde
espaços secretos e lugares estreitos sob necrotérios ou lentamente aos poderes curativos da Vitae.
mausoléus. Diferente dos membros normais, um Osita cura
Histórico: É raro um Osita criar um vampiro. Pou- apenas um ponto de dano contundente por Vitae gas-
cos mortais fascinados pela morte estão dispostos a to; dois de Vitae são necessários para curar um único
evita-la eternamente. Em vez disso, a maioria dos novos ponto de dano letal. Ositas curam danos agravados
Ositas é formada pelas fileiras dos membros Mekhet, iguais aos outros vampiros.
que desenvolvem um fascínio pela morte durante o Organização: Os Ositas modernos geralmente não
curso de seus próprios Réquiens. têm uma estrutura social, exceto aquilo que lhes é im-
Ainda assim, poucos Ositas têm interesse em se tor- posto pela coalizão. Os Monges dos Ossos são tão pou-
nar um Avus para outro vampiro. Os Monges dos Os- cos e distantes que existe pouca ou nenhuma comuni-
sos têm pouco interesse, e ainda menos necessidade, de cação entre eles. Os domínios com mais de um Osita
expandir ou aumentar o número de membros que são muito raros. Aqueles com mais de dois Ositas são,
possam praticar as artes sobrenaturais da linhagem. Os na maioria dos casos, o lar de uma “colônia” (alguns
segredos que um Osita descobre devem satisfazer sua dizem “culto”) de Monges dos Ossos por centenas de
própria busca espiritual e curiosidade, e não conceder a anos; acredita-se que esses domínios existem apenas na
Lancea Sanctum algum poder sobre a morte. Europa. Os Monges dos Ossos das paróquias relativa-
Criação de personagem: Ositas priorizam Atribu- mente cheias, foram provavelmente organizados pelo
tos Mentais, quase sem exceção. O Raciocínio é fun- Bispo residente, para servir a algum propósito da coali-
damental, já que um Osita deve ser perspicaz, mas a zão; talvez procurar relíquias nas catacumbas ou inves-
Inteligência também é vital, se quiser entender o que tigar algum rito sepulcral da Feitiçaria Tebana.
vê. Habilidades Mentais, como Investigação, Medicina Fora da hierarquia da coalizão, às vezes os Ositas
e Ocultismo, são essenciais para os estudos de um Osi- trabalham juntos como mentor e aluno ou pesquisador
ta. Habilidades Físicas são ignoradas pela maioria dos e assistente. Na prática, alguns Monges do Ossos traba-
Ositas, embora alguns pontos em Furto e Dissimulação lham juntos por um curto período de tempo (10 ou 15
possam ajudar um Monge dos Ossos, que planeja en- anos) para dominar os poderes sobrenaturais do San-
trar em necrotérios e cemitérios sem autorização. Os gue Osita ou investigar algum grande mistério, como
Ositas podem obter Contatos em casas funerárias, valas comuns, aparições fantasmagóricas ou as motiva-
cemitérios e hospitais em toda a cidade, ou manter um ções de um serial killer.
Servidor para transmitir seus recados entre ele e os Conceitos: coveiro, enfermeiro, médico legista, es-
mortais. critor de necrologia, arqueólogo ocultista.
Disciplinas: Auspício, Celeridade, ,
Ofuscação.
Fraquezas: Os Ositas são tocados pela morte, e isso
é demonstrado pela sua carne e Vitae. Além da fraque- Na Idade Média, objetos chamados memento mori
za que herdam do clã Mekhet, os corpos desses mem- eram considerados lembranças dos falecidos. Alguns
bros demoram a curar-se e ficam estagnados. O corpo memento mori eram objetos do próprio morto quando
de um Osita é lívido como de um cadáver, mesmo para este ainda estava vivo, como pentes, joias ou ferramen-
um morto-vivo, escurecendo, inclusive, por solavancos tas, que eram decoradas por seus entes queridos. Ou-
e arranhões insignificantes. O sangue de um Osita fica tros mementos, honrando uma alma especifica ou
na ponta dos dedos e dos pés, quando fica de pé, e nas todas as pessoas mortas de um lugar, foram criados
costas, quando está dormindo, deixando um tom púr- especificamente para lembrar as benesses do morto (ou
pura e doentio, dificultando ao personagem despertar da morte do mesmo) e expostas nas igrejas da Europa.
sua lânguida Vitae. Muitas mementos representavam os mortos como
sombras esqueléticas de seu próprio passado ou a pró- gastando Vitae a abrindo a visão para os mortos. O
pria morte fazendo seu horrendo trabalho. Os memen- Osita pode ver automaticamente (mas não ouvir ou
tos mais assustadores representavam os mortos como sentir de forma alguma) qualquer fantasma ou criatura
cadáveres em decomposição. Na Inglaterra Vitoriana, em estado crepuscular com um valor inversamente
os limites do Memento Mori se expandiram novamen- proporcional ao índice de Memento Mori do vampiro.
te para incluir fotografias dos falecidos, geralmente Por exemplo, com um ponto em Memento Mori, um
vestidos com roupas de domingo e frequentemente Osita só poderá ver fantasmas com Poder 5, mas com
rodeados por flores e outras imagens serenas. dois pontos em Memento Mori o Osita poderá ver
A frase tem vários significados su- fantasmas com Poder 4 e 5, e assim por diante (Veja
tilmente diferentes. Diz-se principalmente que significa “Fantasmas”, p. 208 do Livro de Regras do Mundo das
ou . Trevas.
(uma tradução mais agradável seria Este poder não dá ao personagem nenhuma me-
). Embora a mensagem do memento mori seja som- lhoria visual além da capacidade de ver fantasmas. O
bria e triste, esses mementos macabros também servem Narrador ainda pode exigir um teste de Percepção para
para lembrar aos vivos a “continuarem vivendo”. perceber fantasmas escondidos, ou um teste de Racio-
O fato de os Ositas terem escolhido nomear sua cínio ou Inteligência + Ocultismo para compreender
tradição mística da magia da morte como Memento formas fantasmagóricas estranhas. Os Ositas podem
Mori não é surpresa, mas às vezes não é bem-visto por adicionar sua pontuação em Memento Mori em qual-
Santificados tradicionalistas. O que é um memento quer um destes testes.
mori para os mortos-vivos, senão a lembrança da vida? Um Osita também pode realizar um teste reflexo
O que significa para um vampiro Santificado, senão a de Raciocínio + Ocultismo + Memento Mori para
tentação de se envolver nos assuntos dos mortais? En- examinar criaturas mortas-vivas semelhantes a zumbis.
tretanto, esses argumentos semânticos raramente repre- Um teste bem-sucedido revela se a criatura é controla-
sentam um problema real para os Ositas, pois clara- da por seu próprio poder sobrenatural (como o próprio
mente eles têm pouco interesse nos vivos. espírito ou um eco fantasmagórico de vingança) ou se é
Por outro lado, a semântica do nome da Disciplina apenas o cadáver animado sem motivação de algum
reflete o desejo do Osita pelo conhecimento da morte. necromante.
Os Ositas, como um todo, não procuram instigar a Ação: Instantânea.
morte, engana-la ou mesmo domina-la. O Memento
Mori é, antes de tudo, uma ferramenta para obter uma ●●
visão mundana através do estudo da morte. Assim o
Osita é capaz de ver os que se foram, consultar cadáve- Um Osita com acesso aos restos mortais apropria-
res, extrair o poder dos mortos e estudar os efeitos da dos (um cadáver é melhor, mas uma cabeça pode ser-
morte nos outros. vir) pode interroga-lo para descobrir que segredos
guardam a sua alma. Primeiro, o Osita deve comparti-
lhar um pouco de sua Vitae com o corpo, deixando
● cair algumas gotas na boca ou esfregar na pele do cadá-
O uso pretendido do Memento Mori é abrir os ver. O Osita deve sussurrar uma pergunta no ouvido
olhos do Osita para as ideias e impressões que podem do morto e ouvir atentamente a resposta. As palavras
ser coletadas através da morte. Este poder fundamental ditas pelo cadáver podem vir dos pulmões ou da boca,
permite que o vampiro veja os fantasmas que assom- ou de lugar nenhum. Qualquer que seja a fonte da voz,
bram o mundo material. Por meio da mescla do poder todos os presentes ouvirão, não só o Osita.
do sangue com seus olhos mortos-vivos, o Osita obtém Custo: um ponto de Vitae.
uma percepção dos fragmentos da vida deixados após a Parada de dados: Presença + Persuasão + Memento
morte. Ao usar a Visão do Crepúsculo, os olhos do Mori.
Osita parecem cheios de veias irregulares e carregadas Ação: Instantânea.
de sangue.
Custo: um ponto de Vitae. Resultado dos testes
Parada de dados: Nenhum teste é necessário para Falha dramática: O corpo não pode ser despertado
ativar o poder. Para fazer uso da Visão do Crepúsculo, novamente. Todos as tentativas futuras de Consultar os
o jogador simplesmente anuncia ao Narrador que está Mortos com este cadáver terminarão em fracasso.
Falha: O cadáver não é despertado, mas o Osita
pode tentar novamente.
Êxito: Os vestígios da mente do cadáver são desper-
tados da morte. O Osita convence o cadáver a respon-
der uma pergunta por sucesso. O jogador pode solicitar
testes para recuperar informações do cadáver usando a
pontuação que o falecido tinha em Inteligência, Racio-
cínio e Habilidades de quando ele estava vivo. Cada
teste feito em nome do corpo constitui uma resposta,
mesmo que o teste falhe. As perguntas que falham
podem ser feitas novamente, desde que o corpo ainda
tenha respostas. Informações básicas, como o nome do
cadáver, pode ser obtida sem testes, a critério do Nar-
rador, mas mesmo esse uso consome uma resposta do
cadáver.
Êxito excepcional: Garante ao Osita ainda mais in-
formações a respeito do que está sendo consultado. O
Narrador tem a palavra final sobre quais informações
podem ser obtidas.
Exemplo:

Para usar este poder, o Osita precisa ter acesso a


partes vitais do cadáver em questão. Um cadáver que
tenha sido mutilado, apodrecido ou parcialmente
devorado impõe uma penalidade (geralmente –1 por
cada membro perdido). Um corpo sem cabeça pode ser
usado com uma penalidade de –5, só a cabeça pode ser
usada com a mesma penalidade. No entanto, uma
cabeça decepada em contato físico com o corpo impõe
apenas uma penalidade de –1. Pelo menos a cabeça ou
tronco são necessários para serem consultados;
membros e carne desfiada não são suficientes.
Um Osita só pode usar esse poder uma vez por
cadáver, mas vários Ositas podem sujeitar um cadáver a
várias consultas. Uma vez que o Osita tenha tocada contra o Presença + Ocultismo + Memento
consultado o cadáver, ele não poderá usar esse poder Mori do Osita. Se o Osita obtiver mais sucessos, a cria-
em outra parte do mesmo cadáver. tura em contato com ele perde um ponto de Força de
Vontade. Caso contrário, as visões são perturbadoras,
Modificadores sugeridos mas não o suficiente para abalar a vontade da criatura.
Modificador Situação Enquanto o poder estiver ativo, o corpo do Osita
-1 a -5 O corpo está mutilado ou incomple- pemanecerá como se estivesse morto, mesmo para os
to de alguma forma. padrões da linhagem. Considere como se ele tivesse
-1 Não sabe o nome do falecido. Humanidade 1 para fins de relacionamento com os
-2 Não reconhece o falecido. mortais (Vampiro: O Requiem p. 185). O Osita
-3 Não pode determinar a profissão, preserva o estado sepulcral pelo resto da cena, a menos
esfera de conhecimento ou área de que cancele o poder.
experiência do falecido. Ação: Instantânea.
-1 Está morto há mais de 15 minutos.
-2 Está morto há mais de uma semana. ●●●●
-3 Por ponto de Vitalidade perdido
durante um ataque. Os Ositas com esse poder podem obter sustento do
-4 Está morto há mais de um mês. poder místico residual que acumula, calcifica e estagna
-5 Está morto há mais de um ano (só é nos ossos de uma criatura. Com esse poder, o Osita
possível se tiver sido preservado de pode extrair Vitae viável de cadáveres podres ou roubar
alguma maneira). ecos de experiência e conhecimento dos mortos.
Custo: um ponto de Força de Vontade.
Parada de dados: Nenhum teste é necessário para
●●● ativar o uso mais básico deste poder. O jogador
O Osita sabe que avançou no estudo da morte simplesmente gasta a Força de Vontade necessária para
quando aprende este poder. Toque da Morte impregna extrair o poder da Vitae dos ossos. A rigor, o Osita não
o corpo do Osita com uma energia sepulcral que apo- está consumindo sangue, exceto uma essência mística e
drece a carne e evoca o pânico da morte. Todos que residual que aderiu aos ossos após a morte. Este poder
tocam nele ou são tocados por ele, correm o risco de transmuta instantaneamente essa essência mística em
ter um lampejo do seu próprio fim sangrento. Vitae dentro do corpo do Osita. Para um observador, o
Custo: um ponto de Vitae. Osita pode parecer estar sugando a medula dos ossos,
Parada de dados: Nenhum teste é necessário para mas o Osita precisa do proprío osso, não da medula,
ativar esse poder. O esforço do Osita para transmutar para usar este poder.
sua própria essência de morto-vivo em um poder de O Osita pode sugar Vitae igual ao tamanho
morte é automaticamente bem-sucedido, cosumindo aproximado dos ossos consumidos. O tamanho
apenas um ponto de Vitae. De acordo com a metafísica individual dos ossos é irrelevante; é o tamanho coletivo
tradicional dos Ositas, o personagem altera o equilíbrio e aproximado dos restos que importa. Os restos
não natural de energias vivas e mortas de seu corpo, esmagados e mutilados da metade de um cão grande
sintonizando sua carne em um estado de morte, em vez (Tamanho 4) produzem 2 pontos de Vitae para o
de morto-vivo. Sua carne assume uma aparência pálida Osita. O Narrador decide se os ossos são poucos ou
ou inchada, úmida e suada, como a de um cadáver não produzem sustento suficiente para o Osita, mas
apodrecido. como regra geral, os ossos permanecem viáveis por um
A carne do Osita agora é um canal para a essência número de semanas igual ao tamanho da criatura. Por
da morte. Seu toque causa dano agravado em combate exemplo, os restos do corpo de um ser humano adulto
próximo (este ataque não ignora a blindagem). Qual- (Tamanho 5) contêm poder para até cinco semanas.
quer criatura que toque a carne do Osita deve ter su- Para propósitos de Potência do Sangue e da dieta
cesso em uma ação reflexa e disputada contra o Osita de um membro, a Vitae obtida de um cadáver mantém
ou perderá um ponto de Força de Vontade, enquanto sua classificação humana ou animal. Deste modo, um
imagens e sensações assustadoras de sua própria morte vampiro que não pode se alimentar de animais não
pulsam em sua mente. Esta ação disputada é feita me- obterá sustento dos ossos de um animal.
diante Autocontrole + Potência do Sangue da criatura
Com um teste bem-sucedido de Perseverança + -1 Para cada semana após a morte do
Investigação + Memento Mori, um personagem pode corpo.
optar por transmutar a essência mística de um cadáver -2 Os restos estão dispersos ou, em sua
humano em conhecimento, em vez de Vitae. maioria, incompletos.

Resultado dos testes ●●●●●


Falha dramática: A sintonia do Osita com as ener-
gias da morte é interrompida. Você não poderá usar as Os Ositas que chegaram a esse nível se consideram
aplicações do Sangue dos Ossos durante o resto da a própria morte. Com esse poder, o Osita pode
noite. desequilibrar as energias místicas de outras pessoas,
Falha: Se o teste para roubar o conhecimento dos sem interromper seu próprio estado Amaldiçoado.
restos mortais de uma pessoa falhar, toda a essência Com apenas um olhar, uma vítima que o Osita possa
mística do corpo será perdida. O Osita não recebe ver diretamente irá experimentar a sensação da morte
dados de bônus e o ponto de Força de Vontade usado enquanto seu corpo apodrece e se decompõe como um
é gasto. cadáver. A carne enruga, amortsse e sangra. O sangue
Êxito: O Osita não recebe Vitae do cadáver, mas dos vampiros apodrece nas veias.
pode roubar pontos de qualquer uma das Habilidades Custo: um ponto de Força de Vontade.
que o falecido tinha em vida. (Um motorista de cami- Parada de dados: Inteligência + Medicina + Me-
nhão pode conceder pontos de Condução, por exem- mento Mori – o Vigor do alvo.
plo, enquanto um nômade provavelmente tem um ou Ação: Instantânea.
dois pontos de Sobrevivência.) O Osita pode escolher
pegar os pontos de uma Habilidade específica ou pode Resultado dos testes
procurar a Habilidade em que o falecido teve mais Falha dramática: As energias do próprio Osita fi-
pontos. (Se nenhuma Habilidade for maior, o Narra- cam desequilibradas. Ele Perde Vitae igual a sua Potên-
dor interrompe o empate selecionando a Habilidade cia do Sangue.
que o falecido usava com mais frequência.) O Osita Falha: O poder não tem efeito sobre a vítima esco-
pode então adicionar esses pontos como bônus a qual- lhida.
quer parada de dados que envolva essa Habilidade. Êxito: O Osita envia uma onda de morte e decom-
Todos os pontos devem ser usados no teste, o Osita só posição através da vítima. Os mortais e criaturas sobre-
pode “acumular” pontos de um único cadáver. naturais vivas sofrem um ponto de dano letal por su-
Êxito excepcional: Como o anterior, mas o Osita cesso. Vampiros e ghuls perdem um ponto de Vitae
também consegue extrair Vitae. por sucesso, ou um ponto de dano letal por sucesso
Ação: Instantânea. quando o seu Vitae acabar.
Êxito excepcional: Sem efeitos adicionais além do
Modificadores sugeridos impressionante dano causado.
Modificador Situação O Osita deve ser capaz de ver diretamente sua ví-
+2 O cadáver não foi removido do local tima para ativar a Necrose. A vítima vista através de um
de sua morte. espelho é suscetível, mas através de um sistema de mo-
+1 O corpo está morto há menos de nitoramento ou internet não é. Os efeitos nocivos
uma hora. desse poder fazem o corpo parecer podre ou envelheci-
- Os restos estão, em sua maioria, do, mas a aparência voltará gradualmente ao normal se
inteiros. o dano for curado.
Moroi
"Você não disse que precisava dele vivo"

A linhagem Moroi é um dos grandes decidiram destruí-lo, mas em vez de sim-


mistérios da Ordo Dracul. As lendas que plesmente queima-lo ou deixa-lo exposto ao
envolvem a formação da linhagem, são bas- Sol, optaram por cometer diablerie. Obvia-
tante controversas, mas a obscura história de mente é impossível dois membros comete-
sua entrada na coalizão sugere que o próprio rem diablerie em um mesmo alvo, mas a
Drácula os recrutou, ligando-os para sempre lenda conta que foi exatamente isso que
aos Dragões. A linhagem é rara, especial- esses dois vampiros fizeram.
mente fora da Europa, e a maioria dos O bebê, condenado à não-vida, com a
Dragões que já ouviu falar dos Moroi, os alma imaculada, deu poder a ambos. Mas por
conhecem como combatentes temíveis. “ tal ato de crueldade, naquele momento, Deus
” é os amaldiçoou. A partir de então eles seriam
uma máxima comum entre os Kogaions. Mas nada mais do que caçadores e assassinos, sepa-
possivelmente o boato mais estranho e recor- rados dos mortais pela deformidade, e levados
rente a respeito dos Moroi seja aquele que diz que a a matar pelos impulsos da Fera. Estes membros foram
linhagem descende não apenas de um, mas de dois os primeiros Moroi, nem Nosferatu nem Gangrel, mas
clãs. Aparentemente, tanto os membros do clã Gangrel uma amálgama hedionda de ambos.
como do clã Nosferatu podem se transformar em Mo- Essa história, é claro, não pode ser confirmada, e
roi. os Dragões modernos consideram mera superstição.
Nas lendas romenas, um moroi é um vampiro nas- No entanto, eles concordam em um ponto: os Moroi
cido do corpo de um bebê natimorto. Os membros são monstros e assassinos desde de o princípio.
mais antigos desta linhagem não conseguem se lembrar
se foram os romenos que adaptaram o nome da linha-
gem às suas lendas, ou se foi o contrário. Uma história
passada de senhor para infante estabelece uma cone- Uma história que a Ordo Dracul está mais disposta
xão. a dar credibilidade, é a que conta como a linhagem
Diz a lenda que uma vampira, louca por ter perdi- Moroi se juntou a coalizão. Supostamente, nos anos
do sua vida, Abraçou o filho quanto este ainda era que se seguiram à sua transição para os mortos-vivos,
apenas um bebê. Ao perceber a abominação que havia Vlad Tepes vagou pelo mundo, procurando informa-
criado, abandonou o filho em um cemitério e fugiu ções sobre sua espécie. Ele entrou em conflito com
para encontrar seu fim no Oeste, aonde o Sol se erguia vampiros de várias coalizões e (tudo indica) de todos os
sobre as montanhas. A criança, por pura sorte, rolou clãs. No início dessas andanças, ele se deparou com
para uma cova aberta, o que a salvou do mesmo desti- uma vila cercada por uma densa floresta, e logo perce-
no. Naquela noite, dois membros, um Gangrel e um beu que os aldeões viviam amedrontados, eram ainda
Nosferatu ouviram os gritos da criança. Eles pegaram o mais supersticiosos do que os camponeses da Valáquia.
monstro infantil, e debateram sobre o que fazer com Não haviam gatos em lugar algum da vila; os morado-
ele. Eles concordaram que deixá-lo viver seria cruel, res matavam aqueles que encontravam. Os animais
pois, embora ele fosse capaz de desenvolver um intelec- domésticos eram cegados quando atingiam a maturi-
to adulto, seu corpo nunca iria crescer. Então, ambos dade, e pessoas se benziam quando algum pássaro voa-
va sobre suas cabeças. Drácula descobriu que os al-
deões acreditavam que todos os animais eram servos
dos moroi (das lendas romenas), e cegar os animais era Desde o desaparecimento de Drácula, no século
a única forma de impedir que fossem possuídos por XVI, até a primeira metade do século XIX, a Ordo Dra-
esses monstros, para que não se voltassem contra seus cul se ausentou. O fato de a coalizão ter sobrevivido e
donos. ganhado o poder que ela tem hoje, surpreende a mui-
Os habitantes só cortavam tos historiadores dos membros. Obviamente, poucos
lenha durante o dia, e se recu- dentre os historiadores dos membros sabem
savam a deixar suas casas ao da existência dos Moroi.
cair da noite. Eles não abriam Os Moroi não podiam fazer quase
as portas para ninguém, com nada a respeito da falta de foco e
medo de ser um moroi, sob a das disputas internas que atormen-
forma de um vizinho ou tavam a Ordo Dracul. Esses pro-
amigo de confian- blemas teriam que se resolverem
ça. Intrigado, com o tempo. No entanto, o que os
Drácula se em- Caçadores podiam fazer, era ate-
brenhou na flo- nuar a perseguição que os Dra-
resta para encon- gões estavam sofrendo por parte
trar esses “moroi”. de outras coalizões. Nas cidades
Ele não teve que procu- em que a Ordo Dracul preci-
rar muito. sava de apoio, mas os mem-
Os vampiros que ele encon- bros, já estabelecidos, eram
trou, eram repulsivos e bestiais, intolerantes e poderosos, os
mas possuíam qualidades que Moroi entraram, mataram
Drácula valorizava (brutalida- alguns dos indivíduos
de, fome e um estranho tipo mais importantes, e parti-
de lealdade). Ele comparti- ram. Eles nunca se decla-
lhou seu conhecimento com raram e nunca disseram
esses membros, e conversaram por uma palavra sobre sua
semanas sobre governos, supersti- lealdade a Ordo Dracul,
ções, caça aos mortais e a soci- ou sobre suas origens na
edade dos vampiros. Por fim, terra natal de Dracula.
Drácula se despediu, mas Além disso, eles nunca
aqueles poucos Moroi (ou raramente) cometeram
prometeram que, se um diablerie em seus alvos,
dia Dracula precisasse de sabendo que esse crime,
soldados, poderia contar imperdoável, provocaria re-
com eles. percussões ainda mais negati-
Essa história é duvidosa, na me- vas. Os Dragões não conheciam
lhor das hipóteses, e não explica por que seus misteriosos benfeitores, e con-
Drácula não mencionou os Moroi em seus sideravam, arrogantemente, o fato
“Ritos do Dragão”. De fato, os Moroi de que muitos de seus oponentes
não foram vistos ou ouvidos novamen- mais poderosos encontraram a
te (como uma linhagem de membros, Morte Final, como uma espécie
pelo menos, mas a lenda continuo de providência divina.
entre os mortais), até o desaparecimento de O fato de ninguém ligar
Drácula e o surgimento de sua coalizão. Porém, essas mortes a Ordo Dracul,
quando eles reapareceram, sua lealdade foi não impediu que membros mais
inquestionável. perceptivos fizessem tais conexões, é
claro. Os assassinatos seguiam um padrão,
mas a falta de comunicação e a natureza do que esse com a figura de Drácula? Eles foram apenas um expe-
padrão significava atrasavam consideravelmente as rimento realizado nas primeiras noites da Ordo Dracul,
investigações dos membros. “programados” para defender a coalizão? Onde estava
Os Moroi matavam primeiro o rebanho de um al- Drácula, agora que os Moroi tinham arriscado tudo
vo, servos e quaisquer outros mortais importantes, para defender seus seguidores?
incluindo a família. Isso acontecia no espaço de uma A Ordo Dracul ignorou a agitação em sua cruel li-
ou duas noites, três no máximo. Os Moroi raramente nhagem de guardiões. Enquanto isso, a linhagem se
agiam sozinhos. Em vez disso, uma coterie inteira de retirou para aldeias mais afastadas, deixando para trás
Caçadores perseguia os mortais certos e os matavam. as cidades e os densos centros populacionais (e portan-
Em vez de encobrirem seus assassinatos com acidentes, to, outros vampiros). Os Moroi que sobreviveram neste
ou mesmo crimes mundanos, os Moroi simplesmente período, têm apenas lembranças nebulosas, mas todos
sugavam o sangue dessas pessoas, deixando-as como dizem sentirem-se perdidos ou inúteis, como se a razão
cascas secas. Em seguida, os Moroi se dirigiam aos alvos de sua existência tivesse sido cumprida. De fato, pois
vampiros, esperando que eles fugissem, entrassem em recentemente uma coterie investigativa na França rela-
torpor ou tentassem se proteger. Nesse momento, os tou ter encontrado um refúgio abandonado, provavel-
Moroi atacavam com tanta força, tanto quanto seus mente (a julgar pelos ossos falsos e pelas lendas locais)
alvos podiam suportar. Geralmente a batalha termina- pertencente a um Moroi. Um punhado de cinzas e
va em instantes. algumas manchas de carvão revelaram o destino do
Embora os Moroi nunca tivessem alcançado a antigo morador. Porém, o mais interessante foi uma
mesma infâmia do VII (pois não marcavam seus crimes inscrição na parede, escrita em Latim, que dizia: “Nada
e nunca foram tão difundidos), suas táticas ganhavam resta para matar”.
alguma atenção. Esses assassinatos passaram a ser co- A linhagem pode ter sido completamente extinta
nhecidos como obras das “Aranhas”, depois que cascas na era moderna, tendo guiado silenciosamente e fe-
secas (humanas) foram deixadas para trás, e a queda de rozmente a coalizão através de sua própria idade das
um vampiro para esses misteriosos assassinos foi consi- trevas. Mas os Moroi são criaturas de sangue e violên-
derado um presságio de má sorte. cia, e na primeira metade do século XX trariam ambos,
Até as noites modernas, ninguém (exceto a própria sangue e violência, a níveis que o próprio Drácula difi-
Ordo Dracul) ligou os “Assassinatos das Aranhas” a cilmente poderia imaginar.
coalizão. É realmente muita sorte dos Dragões, pois
sem dúvida, os membros sobreviventes que perderam
seus pais, filhos ou aliados para os Caçadores, certa-
mente desejariam vingança. A Primeira Guerra Mundial obrigou os Moroi da
Europa a se esconderem. A carnificina e a confusão na
França proporcionaram oportunidades de alimentação
nunca antes vista. Durante a matança, os membros
Pouco se sabe a respeito das atividades da linhagem Moroi se apresentaram ao Kogaion e aos membros
entre 1820 a 1900. Os Assassinatos das Aranhas cessa- mais antigos e mais poderosos que puderam encontrar.
ram quando a Ordo Dracul se expandiu, e a palavra Eles não ofereceram nenhuma oferta, simplesmente
moroi existia apenas nos lábios dos conhecedores do disseram que tinham servido a Ordo Dracul no
folclore romeno. passado, e se os Dragões quisessem, eles serviriam
Os Moroi modernos não deram explicações sobre novamente.
esta ausência, mas os Dragões presumem que a linha- A Ordo Dracul não perdeu a oportunidade.
gem, sabendo que a Ordo Dracul agora era capaz de Coteries inteiras foram enviadas para localizar os
seguir adiante, decidiu que seus métodos causariam Moroi. Aqueles que concordaram em servir a colaizão
mais mal do que bem. Isso pode até ser verdade, mas foram bem tratados, treinados, alimentados e educados
não é toda a história. Os Moroi também viram que o nos costumes dos mortais. Aqueles que se recusavam,
mundo estava ficando menor e, à medida que aprendi- quase sempre eram destruídos, mas eliminar um Moroi
am mais sobre a sociedade dos membros, suas próprias não é uma tarefa fácil. Geralmente uma coterie marcial
origens foram confrontadas. Era possível dois clãs for- de Dragões era responsavel por esse trabalho. A Ordo
marem uma linhagem? Poderiam associar suas lendas Dracul admite que alguns Moroi escaparam e ainda
estão em atividade nas noites modernas. Mas a maioria geralmente fora dos principais centros populacionais,
dos Caçadores se uniu a coalizão. mas próximo dos mortais o suficiente para fornecer
A Ordo Dracul estudou as características peculiares alimento. A Ordo Dracul também gasta muito tempo e
desta linhagem e concluiu que, de alguma forma, energia ensinando os Moroi a se alimentarem sem
alguns Nosferatu e Gangrels, das florestas romenas, matar e, em alguns casos, designa um confessor da
conseguiram alterar seu sangue a ponto de torná-lo Família a esses enclaves para controlar a sede de sangue
compatível com o sangue de outro clã. A Ordo Dracul dos Caçadores. Esses enclaves, embora não sejam
tentou replicar esta façanha, mas sem sucesso. É claro apropriados para a maioria dos membros, se
que, dado o tempo relativamente curto desde a assemelham mais às vilas rurais da antiguidade do que
“descoberta” dos Moroi, é necessário mais pesquisas e a qualquer outra coisa no mundo moderno. Nas noites
experimentos. modernas, a Ordo Dracul costuma comprar casas nos
A Ordo tentou empregar os Moroi como guardiões centros dos subúrbios, pois pode precisar de Moroi por
dos Ninhos do Dragão, mas não teve sucesso. De fato, perto. Esses subúrbios geralmente experimentam um
pois os Moroi são assassinos, não cães de guarda, e se aumento repentino de mortes e desaparecimentos, mas
for negado a eles o prazer de matar, irão procurá-lo. O os Moroi acabam se acalmando e equilibrando seus
que não é nada conveniente quando se trata de manter hábitos de caça. Ocasionalemente os Moroi são
um ninho oculto e suas energias não corrompidas... a incluídos em coteries de estudantes, tendo a
melhor forma de usar os Moroi era como armas. oportunidade de aprender com um mentor os Anéis
Durante o século XX, a Ordo Dracul estabeleceu do Dragão. Isso é raro, pois a Ordo Dracul não vê os
lentamente territórios para os Moroi em vários lugares Moroi como tendo a intelecto suficiente e os meios
da Europa e das Américas. Esses enclaves ficavam necessários para aprender os Anéis do Dragão, e
também porque a Ordo valoriza muito mais suas
Dois Clãs, uma Linhagem proezas marciais.
Mas às vezes um Moroi pode ser incluído em
Os leitores podem se questionar como é pos-
alguma missão diplomática ou investigava, como os
sível que dois clãs se fundam em uma única li-
músculos, de uma cotérie (e aconselhado a não fazer
nhagem. A resposta é: não é possível. O Moroi
nada para comprometer a missão). O uso mais comum
não são apenas uma, mas duas linhagens muito
para os Moroi, no entanto, é o assassinato.
semelhantes que “evoluíram” juntas. Os funda-
Um vampiro que se torna um verdadeiro
dores dessas linhagens, quem quer que sejam,
incômodo para a Ordo Dracul, pode receber a visita
provavelmente não reconheceram as diferenças
dos Moroi. Às vezes essas visitas assumem a forma de
entre seus clãs, pensando em si mesmos como
um ataque de gafanhotos ou de aranhas, mas
vampiros, em segundo, como clã Nosferatu ou
geralmente os Moroi apenas caçam e matam o membro
Gangrel (se é que o são realmente).
incômodo. Eles mascaram seus ataques como se fossem
Os Moroi modernos não se distinguem com
obras da Prole de Belial, dos caçadores humanos ou
base no clã dos seus genitores. Os Caçadores
dos acidentes causados pelas rivalidades existentes na
“nascidos” dos Gangrel ou Nosferatu perdem
sociedade dos membros (embora nunca usem como
suas Disciplinas de clã (Metamorfose e Pesadelo,
bode expiatório o VII — é melhor não chamar a
respectivamente) e ganham as Disciplinas co-
atenção deles). Os Moroi só podem ser “ativados” por
muns a outros clãs (Gangrel concedem Resiliên-
Kogaions e Dragões Juramentados com Status ●●●● ou
cia e Animalismo, Nosferatu concedem Ofusca-
mais na coalizão. Poucos membros de classe inferior
ção e Ímpeto). Membros dos clãs de origem ten-
sabem da real existência dos Moroi, além de rumores.
dem a compartilhar o conhecimento de quais-
Os Moroi, por sua vez, acatam as ordens dos seus
quer outras Disciplinas que conheçam com seus
“senhores”. Membros paranóicos da coalizão,
“irmãos” de linhagem, isso significa que qualquer
acreditam que os Caçadores estão apenas ganhando
Moroi pode ter algum conhecimento sobre Me-
tempo. Porém, os Moroi raramente demonstram
tamorfose e/ou Pesadelo, além das quatro Disci-
alguma insatifação ou ressentimento com qualquer
plinas da linhagem. Mas como de costume, essas
coisa que os Dragões façam. A maioria, especialmente
duas Disciplinas são mais difíceis de aprender, já
aqueles Abraçados na Segunda Guerra Mundial,
que não pertencem a linhagem.
parecem estar satisfeitos por terem novamente um lar.
Clã de origem: Nosferatu ou Gangrel. (De fato, os muns, já que os Moroi, Abraçados de grupos mais
Moroi não são uma linhagem, mas duas linhagens que tradicionais, tendem a enlouquecer à medida que os
evoluíram em paralelo, e cujos fundadores não quise- impulsos assassinos aparecem e sua Humanidade des-
ram reconhecer as diferenças entre ambas). penca.
Alcunha: Caçadores. Quando a Ordo Dracul procura um Moroi, a coali-
Coalizão: Os Moroi são uma linhagem exclusiva da zão não busca apenas habilidade de combate e brutali-
Ordo Dracul, ou são apartidários. Novos membros são dade, mas também obediência. A maioria dos Moroi
escolhidos de acordo com a coalizão ou Abraçados por são assassinos treinados, que caçam sob as ordens da
Dragões Moroi. Como mencionado acima, alguns Mo- Ordo. Embora o intelecto seja valorizado, os Dragões
roi optaram por não se juntarem a Ordo Dracul, mas desconfiam dos Moroi muito inteligentes, afinal de
encontraram a Morte Final, ou se esconderam décadas contas, eles não são apreciados por sua criatividade.
atrás. Embora seja possível que um Moroi possa se Criação de personagem: Atributos e Habilidades
juntar a outras coalizões, alegando ser um Nosferatu Físicas são primários, quase sem exceção. A maioria
“normal” (aqueles descendentes dos Gangrel são muito dos Moroi tem bons índices de Intimidação, Presença e
repulsivos para reivindicar a participação no clã de Raciocínio, mas a principal Habilidade da linhagem é a
origem), seus instintos assassinos acabariam por traí- Dissimulação, a qual eles recebem treinamento e in-
los. É mais provável, porém, que qualquer Moroi não- centivo. A Ordo Dracul geralmente fornece as Vanta-
Dragão seja apartidário, existindo às margens da socie- gens Rebanho e Refúgio, e também outras Vantagens,
dade vampírica. variando de acordo com o histórico do personagem em
Aparência: Os Moroi, de qualquer uma das linha- questão. Trocar Humanidade for pontos de experiên-
gens, ficam com a pele amarelada, o que torna a cor cia é bastante apropriado para os personagens Moroi. É
levemente rosada por aproximadamente uma hora claro que comprar um segundo ponto de Potência do
após a alimentação. Seus olhos se iluminam, tornando- Sangue é necessário para se juntar a qualquer linha-
se azul-gelo ou um tom de amarelo antinatural. Mesmo gem.
um Nosferatu Moroi, que anteriormente não exibia Disciplinas: Animalismo, Ofuscação, Resiliência,
deformidade física, desenvolve tal característica após Ímpeto.
ingressar na linhagem. Os Moroi, portanto, se vestem Fraqueza: Quando um Gangrel ou Nosferatu se
de forma a esconder suas aparências inumanas. torna um Moroi, ele ganha uma forma específica da
Refúgio: Os Moroi, como uma “espécie de arma fraqueza do outro clã, além da fraqueza do clã de ori-
secreta” da Ordo Dracul, geralmente ganham refúgios gem. Isso apenas contribui para a noção de que ambos
seguros e funcionais em subúrbios ou nos arredores da os clãs se tornam a mesma forma de Moroi.
cidade. Normalmente uma coterie é encarregada de Um Gangrel Moroi mantém os impulsos ferozes
levar alimento para um grupo de Moroi, para que se- comuns ao seu clã de origem. No entanto, esses impul-
jam mantidos fora da visão dos mortais e dos membros sos assumem um traço sádico e sanguinário, pois o
da cidade, até o momento oportuno. Os Moroi com sangue Moroi leva a um desejo constante de caçar e
mais liberdade de movimento, costumam escolher matar (a mecânica de jogo permanece a mesma). No
refúgios perto das áreas residenciais, para caçar as pre- momento em que os Gangrels se tornam Caçadores,
sas em suas casas. Esse instinto parece ter permanecido seus corpos também mudam (veja Aparência, acima).
com a linhagem desde a sua criação, em um passado Em termos de jogo, essa deformidade é idêntica à fra-
distante. De fato, pois os Moroi dos países subdesen- queza do clã Nosferatu. A regra da explosão do 10
volvidos parecem ser atraídos pelas comunidades rurais novamente não se aplica às paradas de dados baseadas
ou agrícolas. em Presença ou Manipulação (exceto para uso com
Histórico: Como a linhagem abrange dois clãs, o Disciplinas), e quaisquer 1s em tais jogadas cancelam
histórico dos Moroi varia. A associação aos Moroi mui- os sucessos.
tas vezes é oferecida aos Nosferatu ou Gangrels comba- Os Nosferatu Moroi mantêm sua repulsão, mas ge-
tentes e habilidosos, mas que não estão particularmen- ralmente assumem as características físicas descritas
te preocupados em aprender os Anéis do Dragão. acima. Além disso, esses Moroi se tornam cruéis e de-
Quando os Moroi Abraçam alguém diretamente, eles sumanos, suas funções cerebrais mais nobres se perdem
escolhem soldados, policiais, membros de gangues e nos laços com suas Feras. Em termos de jogo, esse sa-
outros mortais com alguma experiência em combate. dismo é idêntico à fraqueza do clã Gangrel. Novamente
No entanto, os criminosos também são escolhas co- a regra da explosão do 10 não se aplica às paradas de
dados de Inteligência ou Raciocínio (exceto para uso Dragões. Os Moroi nunca deram qualquer indício de
com Disciplinas) e qualquer 1s em tais testes cancelam que estão insatisfeitos com o tratamento, mas os anci-
os sucessos. ões da Ordo Dracul insistem que essa rebelião pode
Organização: A linhagem em si não tem uma orga- acontecer, se os Moroi não forem controlados. Se os
nização real. As coteries de membros Moroi são manti- anciões se sentem assim por simples paranoia ou por
das separadas umas das outras. Eles são informados de informações privilegiadas é um mistério
que isso ocorre porque são uma grande vantagem e, Conceitos: instrutor militar dos súditos do macha-
portanto, um alvo muito tentador. No entanto, a me- do, ex-assassino, caçador de fugitivos, guerrilheiro táti-
lhor razão para não permitir que os Caçadores se co- co, guarda-costas de um kogaion, predador das regiões
muniquem ou se reúnam, é que suas habilidades como isoladas, guardião do conhecimento romeno, serial
assassinos e a sede de sangue, podem causar prejuízos killer, monstro impenitente.
incalculáveis à coalizão, se decidirem se voltar contra os
Akhud
Seu genitor ja o matou. So estou aqui para terminar o servico.

Tão misteriosos quanto os Mekhet, tão mente para o VII, eles podem descarregar
orgulhosos quanto os Ventrue, tão temi- toda a sua raiva nos cinco clãs.
dos quanto os Nosferatu, o clã Akh- Alcunha: Ahranita
ud é secreto, pequeno e diligente. Aparência: O sangue de Ahran (e a
Com uma missão divina e o poder Maldição do Inominável) nunca é com-
concedido por um demônio, partilhado de forma leviana, nunca às
entre suas fileiras existem fanáti- pressas e nunca, por qualquer outro
cos, mártires, aspirantes a santos e motivo, que não seja o de justificar a cruza-
diabolistas profundamente egoístas da do VII. Isso significa que os alvos do
interessados em criar uma Nova Ordem Abraço são escolhidos por suas habilidades
Vampírica com eles no topo. Os Ahrani- e realizações pessoais (espera-se que todos os
tas, como cultura, têm um amplo espectro filosófico, integrantes do VII suportem o seu peso, pois não há
objetivos e crenças, mas como clã, são todos comple- sentido Abraçar alguém que não seja capaz fugir). Por-
tamente leais uns aos outros. Na verdade, eles não têm tanto, embora os Akhud sejam de todos os tipos de
outra escolha, senão a lealdade. humanos, seja gordo ou magro, alto ou baixo, austero
À primeira vista, a maldição de lealdade do Akhud ou amável, a maioria deles tem uma postura e um far-
pode parecer uma bênção disfarçada (embora um dis- do que advém do respeito próprio. Eles podem se dis-
farce débil). O que os membros dos cinco clãs não farçar de pessoas humildes e retraídas, mas se portam
dariam por um seguro sobrenatural contra a traição, com dignidade e mantém-se apresentáveis.
como os possuídos pelos filhos de Ahran? Histórico: Os Akhud escolhem sua progênie da-
A maldição da lealdade pode ser uma bênção para queles que não apenas demonstraram habilidades de
os indivíduos, mas uma maldição para o VII como um sobrevivência, mas que têm a mentalidade de sobrevi-
todo, pelo simples fato de garantir a variedade ideoló- vente. Embora às vezes habilidades de combate sejam
gica. Isso é bom para uma nação diversificada, mas é exigidas, é mais uma conveniência do que necessidade:
prejudicial para uma organização aguerrida com um o que eles procuram é, antes de tudo, a força de vonta-
objetivo tão difícil. Sem repressões violentas (ou amea- de. Eles podem ensinar um infante a atirar, mas não
ças reais), os satanistas declarados são forçados a tolerar
os tementes a Deus dentro da coalizão e vice-versa.
Incapazes de eliminar seus rivais pela força, eles ficam
diante de um impasse, exceto em relação à destruição
Termos
Ahran: Progenitor do clã Akhud.
da Camarilla. Isso torna o VII caçadores eficientes, mas
Shaddad: O demônio responsável pela mal-
se veem com problemas quando se organizam para
dição que criou o clã Akhud. A influência som-
tentar qualquer outra coisa.
bria de Shaddad atormenta os Akhud até as noi-
Longe de ser uma família acolhedora e unida, o VII
tes de hoje.
é uma massa fervilhante de rivalidades partidárias, que
Ansuara: Antiga líder dos Ahranitas, descen-
só podem ser resolvidas através do diálogo, debate e
dente de Tarshad.
política. Dado o forte temperamento inerente à Maldi-
ção do vampirismo, isso é o inferno na Terra. Feliz-
podem ensiná-lo a seguir em frente em circunstâncias do onde encontrar seu alvo já cruza a linha e, portanto,
que uma pessoa normal desistiria. é impossível.
Criação de Personagem: Atributos e Habilidades Essa proteção se estende aos descendentes mortais
Físicas geralmente são fundamentais. Dependendo do de Ahran. Embora o Akhud não reconheça instintiva-
dever pelo qual o indivíduo foi Abraçado, as caracterís- mente seus equivalentes mortais, uma vez que alguém
ticas Sociais e Mentais podem ser igualmente valiosas. tenha sido identificado como tal (com evidências con-
Akhud que buscam um combatente linha de frente, vincentes), nenhum Akhud pode prejudicá-lo.
geralmente querem alguém com Presença ou Inte- Além disso, os Akhud ouvem os sussurros
ligência baixa (embora com Raciocínio alto), pois de Shaddad que os leva a realizar atos de cru-
esses indivíduos têm menos probabilidade de eldade. Os sussurros podem ser ouvi-
interagir com outros Ahranitas ou se negar a dos toda vez que o personagem faz
cumprir sua missão. Dito isso, alguns Akh- um teste de degeneração. Os
ud são preparados para a liderança de- Ahranitas sofrem uma penali-
pois de se provarem dignos em campo, dade de -1 nos testes de Humani-
para em seguida aprender como o VII dade para evitar adquirir pertur-
realmente opera. Independentemente bações após um teste falho de
disso, os personagens quase sempre degeneração, como resultado
têm a Vantagem Refinamento em das instruções de Shaddad.
Combate, ou aprendem logo após Os sussurros de Shad-
o Abraço. dad também podem ser
Atributos Preferenciais: Força ouvidos até o final de
ou Raciocínio. qualquer cena em que
Disciplinas do clã: Celeri- um Ahranita escreve,
dade, , Ofusca- lê, ouve ou pronuncia
ção. em voz alta o nome
Fraqueza: Nenhum de Shaddad. En-
Akhud pode prejudicar quanto Shaddad
ou trair outro Ahranita. continuar sussur-
Revelar informações rando em seu
perigosas é impossível, sangue, um Ah-
mesmo sob tortura ou ranita sofrerá uma
compulsão. A boca do penalidade de -2
Akhud simplesmente se recusa a pronunciar em todas as jogadas para
palavras, ou suas mãos são incapazes de resistir ao frenesi.
escrevê-las. Da mesma forma, qualquer tenta- Características únicas: A
tiva de atacar, disparar ou ativar uma armadi- presença de Shaddad no sangue
lha que machucaria um irmão ou irmã de san- do Akhud e o papel do demônio
gue é fisicamente impossível. Se um Akhud na criação do clã, diferencia o san-
souber que um interruptor em particular vai gue Akhud do sangue dos outros
eletrocutar um de seus camaradas (ou só acre- membros em seis aspectos importantes:
ditar nisso), ele será incapaz de acionar este Primeiro: Suas mentes não podem ser
interruptor. Por outro lado, se você não o co- lidas. Como Shaddad está presente em seu
nhece, pode ser ludibriado a fazê-lo. sangue e Ansuara está psiquicamente ligada
Agarrar, prender e outras manobras se- ao demônio, qualquer tentativa de ler a mente
melhantes não violam a fraqueza, com a de um Akhud capta fortes pensamentos sonhados
notável exceção de empalar (porque dói, além pelo demônio (expresso com o selo que o aprisio-
de imobilizar o alvo). É impossível ordenar nou) ou de seu carcereiro. Um êxito excepcional
que alguém ataque outro Ahranita, mas dar pode levar a uma maior compreensão do que um
apoio ou ajuda indireta não é. Dar uma arma dos dois está sonhando: destruição descontrolada,
ao inimigo de um Ahranita rival não viola a no caso do demônio, e uma necessidade desespera-
fraqueza do clã, mas dizer a esse inimigo arma- da de proteger algo precioso, no caso de Ansuara.
Em todo caso, fazer contato mental com mentes tão
antigas e alienígenas é suficiente para causar uma per-
turbação leve àqueles que falham no teste Perseverança
+ Autocontrole.
Segundo: O Akhud não provoca nem sofre a Má-
cula do Predador. Tendo sido criado por um demônio
em vez de compartilhar as origens do resto dos mem-
bros, eles parecem não se descrevem como “vampiros
normais”. No entanto, para os mortais com Sexto Sen-
tido (e outros Ahranitas), eles são descritos como vam-
piros (esta discrepância provocou debates filosóficos e
ocultos dentro da coalizão por centenas de anos).
Terceiro: O sangue de Ahran (diferente da trans-
formação perversa de Shaddad) concede a eles a Van-
tagem do Sexto Sentido (universalmente centrada nos
vampiros). Normalmente, os seres sobrenaturais não
podem possuir essa Vantagem, embora os Akhud se-
jam uma exceção, mas apenas para detectar vampiros.
Quarto: Eles não podem ser diablerizados. Quando
um Akhud morre, sua alma vai para Shaddad e é apri-
sionada pelo demônio.
Quinto: Os Akhud não podem aumentar sua Po-
tência do Sangue diablerizando outros, e da mesma
forma não podem absorver pontos de Habilidades e
Disciplinas. O Akhud pode cometer diablerie e sentir o
êxtase e o remorso do Amaranto, mas as almas consu-
midas alimentam o demônio, em vez do vampiro. Para
os Ahranitas, a diablerie é simplesmente uma forma
emocionante de assassinato.
Sexto: Beber Vitae do Akhud não afeta os mortais
de maneira sobrenatural. A Vitae do Akhud não satis-
faz o desejo dos viciados em Vitae e não causa depen-
dência, assim como não pode ser usada para criar
ghuls. Ghuls que bebem do sangue de um Akhud não
podem usá-lo como usariam a Vitae normal.
Linhagens: Apenas três linhagens se desenvolveram
do, já raro, clã Akhud:
Rexroth: Esta linhagem é encontrada principal-
mente no Reino Unido, onde eles desenvolveram um
fascínio doentio pelo mundo espiritual, no qual insis-
tem que Ansuara está escondida.
Dunia: Esta linhagem percorre o deserto desolado
do da África do Norte, usando sua estranha afinidade
por solos e territórios para vasculhar as ruínas da cida-
de do Inominável.
Stawa: Por fim, a linhagem Stawa, dos nômades da
América do Norte, rodam pelos territórios entre as
cidades em busca de mensageiros e andarilhos entre os
membros.
Conceitos: veterano de guerra, assaltante de banco, Quando o personagem ativa Prestância, seus círcu-
negociador, socorrista profissional, terrorista, náufrago los de Prestância serão adicionados a qualquer teste
resgatado, sobrevivente, atleta profissional. baseado em Destreza feitos com as seguintes Habilida-
des: Esportes, Briga, Armas de Fogo e Armamento.
Observe que, os testes baseados em Força não com
estas Habilidades não são aprimorados.
Ser um morto-vivo significa estar além das limita- Em segundo lugar, um personagem usando Pres-
ções físicas do corpo humano. Os membros que domi- tância pode cancelar um teste que tenha falhado rela-
nam as Disciplinas de Celeridade, Ímpeto e Resiliên- cionado às Habilidades cobertas por Prestância, mesmo
cia, costumar fazer isso, esquecendo as barreiras que os que a parada de dados seja baseada em Força. Isso
limitavam enquanto estavam vivos. Mas há outro ele- significa que, após o teste, o personagem pode optar
mento mais sutil das proezas físicas, e os Ahranitas do por não fazer nada nesse turno, em vez de lidar com as
VII são seus mestres. consequências de uma falha no teste (ou falha dramáti-
Os gregos chamariam de ; enquanto um ca). Este é o benefício do Sentido de Shaddad, um
neurologista moderno chamaria de . breve vislumbre profético do futuro.
Por exemplo, se um Ahranita estiver usando a Pres-
É uma capacidade instintiva de compreender e calcular
tância para saltar entre dois prédios, o jogador poderá
a posição do corpo em relação a outros objetos próxi-
rolar os dados e ver se consegue. Se ele conseguir, tudo
mos. Alguém com um senso cinestésico ruim não seria
bem. Mas se falhar, ele poderá cancelar, parar no limite
capaz de acertar uma bola rápida, por mais forte ou
e não realizar qualquer ação. Da mesma forma, se o
veloz ele que seja. Por outro lado, alguém com excelen-
personagem atirar uma machadinha em alguém, o
te sentido cinestésico é capaz de fazer uma cesta de três
jogador pode rolar, ver a falha, e optar por ficar com a
pontos no basquete sem dificuldades.
arma em vez de jogá-la e errar, perdendo a machadi-
A Disciplina do Akhud, chamada Prestância, é
nha.
uma ampliação inumana dessa noção instintiva da
Quando um personagem, com esta Disciplina ati-
distância, localização e movimento. Os membros que
vada, realiza uma Esquiva, seu índice de Prestância é
conhecem Prestância perceber não apenas corpos no
adicionado ao valor de sua Defesa. No entanto, isso
espaço com precisão sobrenatural, mas também podem
não oferece melhorias contra ameaças que ignoram a
controlar seus próprios movimentos com a mesma
Defesa, como ataques com armas de fogo. A Prestância
acuidade.
não pode ser invocada mais de uma vez por cena. Ou
Custo: um ponto de Vitae por cena.
seja, você não pode gastar um segundo ponto de Vitae
Parada de dados: Prestância é diferente de outras
para dobrar seus benefícios.
Disciplinas, pois não é exige qualquer teste. Em vez
Ação: Reflexa.
disso, concede vários benefícios, muitos dos quais afe-
tam outros testes:
Só paguemos ao tempo a indispensável tristeza, por se ter an-
tecipado demais à nossa dor. Esta Inglaterra nunca jamais
caiu sob o orgulhoso pé de inimigo algum, senão no instante em
que ela quis ferir o próprio seio. Mas agora que os príncipes
voltaram, ainda que contra nós armados venham os três can-
tos do mundo, saberemos defender-nos. Jamais teremos cau-
sa de pesar, se, na paz como na guerra, fiel a si mesma for,
sempre, a Inglaterra.
— William Shakespeare, A vida e a morte do rei João
Ilhas
Britânicas .

ste capítulo descreve um cenário para que narra- da época dos anglo-saxões ou dos séculos de caos que

E dores e jogadores tenham uma ideia geral da


Idade das Trevas. Aqui o leitor encontrará uma
breve história das Ilhas Britânicas, descrições das cida-
marcaram o interregno entre. os romanos e os saxões,
mas poucos afirmam terem vindo antes de Roma.

des mais importantes, notas sobre a geografia dessas


regiões e, é claro, informações sobre os membros da
Família de uma determinada área e também dos go- Os humanos já viviam nas ilhas britânicas há mais
vernantes mortais. de 5.000 anos antes de Cristo, mas os indícios dos
primeiros vampiros são desconhecidos. Talvez existam
membros que recordem daquelas noites, mas ninguém
nunca contou nada a respeito, assim como não apare-
Em 1154 dC, Henry de Anjou subiu ao trono da cem registros escritos até pouco antes da invasão ro-
Inglaterra. Ele já era senhor de Anjou e Normandia mana. Os Toreadores dizem ter participado da criação
por herança. Tornou-se também senhor de Poitou, dos círculos de pedra e das belas obras de artes encon-
Gasconha e Aquitânia graças ao seu casamento com tradas em algumas tumbas. No entanto, a verdade so-
Leonor da Aquitânia, e sua ascensão criou um dos bre a questão se perde nas brumas da história. Os
impérios mais poderosos da Europa. O ano de 1154 Gangrels afirmam que sua presença nas Ilhas Britâni-
também viu a ascensão de outro império mais sombrio, cas remonta ao início dos tempos, quando perseguiram
o de Mithras, o Ventrue de dois milênios que dominou os satanistas, hoje chamados de Prole de Belial até essas
a Grã-Bretanha durante o Império Romano. As rique- terras e lutaram contra eles nos bosques virgens, onde
zas do império mortal cresceram e diminuíram; a Ingla- eram considerados Deuses pelos mortais. A crença
terra ganhou uma certa influência no País de Gales, na comum é que isso se refere a perseguição da Lancea
Escócia e na Irlanda, mas perdeu a maioria das terras Sanctum contra o Círculo da Anciã, que até onde se
angevinas na França durante o reinado do filho de sabe, tinha fortes ligações com os povos celtas que do-
Henry, John Lackland. Por outro lado, o reino sombrio minavam a região até a chegada dos saxões.
de Mitras e dos barões de Avalon, prosperou nos anos Os nativos, a princípio, toleraram a chegada dos es-
seguintes após seu reaparecimento. trangeiros “civilizados” de Roma, mas quando os inva-
Avalon e o império angevino estão interligados, in- sores mortais e vampiros tentaram impor sua vontade
separáveis. Entender o politica e a sociedade de um sobre a sociedade, moldando-a de acordo com seus
exige o conhecimento do outro. Da mesma forma, desejos, a tolerância se converteu em ressentimento e
compreender a situação em 1230 exige conhecer o logo em guerra aberta. Talvez o acontecimento mais
passado. A história da Inglaterra e seus pormenores significativo dos primeiros dias do governo romano, ou
moldaram a natureza e o comportamento do povo, e até mesmo de toda a história dos membros britânicos,
muitos vampiros que caminharam nessas noites lem- seja a chegada de um ancião Ventrue em 71 d.C. Abra-
bram não só o tempo antes do reinado angevino, como çado há muito tempo por um vampiro chamado Ved-
também da invasão normanda em 1066. Muitos vêm dartha, o jovem guerreiro corrompeu o culto de
Vampiros Mortais
• Mitras (Ventrue) — Príncipe de Londres, deus • Henry de Winchester — Rei da Inglaterra. O
dos guerreiros e Lorde dos baronatos de Avalon. jovem acabou de chegar à maioridade. Atual-
• Melusine d'Anjou (Toreador) — “Rainha” de mente busca recuperar suas terras francesas per-
Winchester e principal rival de Mitras. didas.
• Meelinda (Lich Tremere) — Regente da capela • Richard da Cornualha — Conde da Cornualha
da Porta do Leão em Durham. e Poitou, o irmão rebelde mais novo do rei.
• Stephem (Ventrue) — Um membro influente e • Richard de Clare — O ambicioso Conde de
barão de Lincoln, atualmente enfrenta neófitos Gloucester e Lorde de Glamorgan.
rebeldes e vizinhos sedentos por poder. • Richard le Grant — Arcebispo de Canterbury e
• John de York (Ventrue) — Barão de York que líder da província de Canterbury.
conspira contra Mitras. • Richard le Poor — Príncipe-Bispo de Durham,
• Adrian (Deva) — “Arcebispo” de Canterbury. exerce uma tremenda autoridade religiosa e secu-
• Aelfred (Deva) — Herege diácono de Norwitch. lar no Palatinado de Durham.
• Nathaniel (Gangrel) — Barão de Carlisle que • Walter de Gray — O arcebispo e líder da pro-
conspira contra Mitras. víncia de York. Um homem exigente, mas eficaz,
• Thomas, o Rato (Nosferatu) — Espião em Bil- meticuloso e com bom senso para as finanças.
linsgate. • Llywelyn Fawr ap Iorwoth, "o Grande" — Prín-
• Seren (Malkoviano) — Baronesa de Gloucester. cipe de Gales, poderoso senhor de Gwynned e
• Marcus Verus (Ventrue) — Barão de Chester. senhor da guerra de Gales. Vassalo do rei Enri-
• Genevieve que, ligado por matrimônio com a meia irmã do
• Jenny Esfarrapada (Nosferatu) — Mentora do rei.
crime em Londres. • Alexander II — Rei da Escócia e Senhor do
• Rhodry (Ventrue) — O débil barão de Senhorio do Huntingdon. Vassalo de Enrique,
Gwynedd. também ligado por matrimônio com uma das
• Magda (Gangrel) — “A Bruxa de Connacht”. irmãs do rei.
• Gerard le Vieux (Devas): Barão de Bordeaux. • Hugo de Lusignan — padrasto do rei Henry, e
•Ranulph Espada Longa (Deva) — Bispo de Ca- senhor rebelde de La Marche e Conde de Angou-
hors e líder da Lancea Sanctum e dos Domínios lême.
angevinos.
• Rhiannon (Gangrel) — Barda que viaja pelas chada para os conflitos entre os membros e seus inimi-
Ilhas Britânicas tecendo elogios e críticas ao go- gos sobrenaturais, entre os quais a Prole de Belial e
verno de Mitras e seus barões. seus cultistas pagãos mortais foram os principais alvos
do ataque. O centro de poder druídico dos Prole de
um Deus da guerra persa, estabelecendo-se como a Belial foi arrasado pelos romanos em 60 d.C, porém, as
reencarnação da deidade Mitras. Tendo viajado pela comunidades circundantes continuaram aderindo as
Grécia e o Oriente, Mitras acabou chegando a Roma, ideologias proscritas. Os esforços para submeter os
onde seu culto gozou de grande prestígio entre as legi- pictos da Hibérnia tiveram menos êxito. As legiões
ões. Os seguidores do Deus-Touro estiveram presentes derrotaram com facilidade as hordas bárbaras em bata-
em todas as campanhas importantes do império, inclu- lhas campais, mas os pictos raramente entravam em
indo as da Bretanha. Rapidamente chegaram aos seus tais conflitos. Em algumas ocasiões os lupinos acom-
ouvidos as histórias sobre as lutas nesta província e panhavam os pictos, permitindo-lhes dizimar as forças
Mitras partiu em busca de novos desafios, seguindo até mortais. Mitras se deleitava com as batalhas, se aprovei-
essa terra fria e distante. Seus planos eram desconheci- tando dos pictos e lupinos para saciar sua sede de san-
dos, mas ficaria na Bretanha por mais de mil anos. gue. As escaramuças fronteiriças rugiram durante meio
As campanhas contra os gauleses encerraram a úl- século, até que as autoridades mortais decidiram abor-
tima ameaça que existia contra o governo romano, dar o problema de outra forma; ordenaram a constru-
levando a construção de uma série de fortes na terra ção de uma muralha ao longo da fronteira do Norte.
subjugada. As ações militares também serviram de fa- Denominada de o Imperador que reina, o Muro de
Adriano consistia em numerosos fortes e atalaias, um todos os efeitos era a tenebrosa sombra do governador
bastião dos cultos Mitraístas. romano. Sob a influência de Mitras, Julius (que poste-
Apesar de sua ausência nas batalhas do Norte, a in- riormente seria chamado Ventrue) se tornou a clã mais
fluência de Mitras crescia constantemente. Com o poderoso da Bretanha, estabelecendo uma hegemonia
passar dos anos, seu culto se transformou em uma das que só enfraqueceria com a queda da Camarilla.
principais religiões da Bretanha, com seus templos A pedra fundamental do governo de Mitras, a reli-
( espalhados por todos os lugares; o culto atraiu gião, também se tornou sua maior debilidade. Ele viu a
seguidores vampíricos, inclusive aqueles que não aderi- crescente influência do Cristianismo com ressentimen-
ram ao Mitraísmo, mas procuravam o Matusalém em to, pois esta fé continha muitos elementos de seu pró-
busca de direção. Na segunda metade do século II, prio culto, incluindo a celebração do dia 25 de dezem-
Mitras era o vampiro mais poderoso da Bretanha, sob bro, a história de uma virgem, a morte e a ressurreição

O Rei que Foi e Será


Você se refere a "Arthur"? Sim, eu o conheci. Você esperava que ele fosse tratado como nada mais que um
mito? Não, Arthur foi real, tão real quanto os saxões em nossos calcanhares. Eu o vi inúmeras vezes. Quando
abandonei Woden para adorar Mitras, Arthur renunciou a Cernunnos, chamado por alguns de “deus com
Chifres”. A paz reinava no Mitraei, com os saxões e bretões se reunindo como iguais aos olhos do Deus-
Touro. Naquela época não sabíamos a verdade sobre o imortal Senhor das Eras.
Arthur era um bravo guerreiro e um estrategista inteligente. Ele era tão honrado quanto qualquer oficial
da cavalaria romana, o que não quer dizer muita coisa. As histórias de cavalaria e romances nada mais são do
que ficções, produto da imaginação fértil de Chrétien de Troye e difundidas por minha senhora Leonor de
Aquitânia. Na verdade, ele era um líder guerreiro e brutal, disposto a tudo para garantir a vitória. As lendas
não contam o que ele fez com os prisioneiros após a Batalha do Monte Baddon. Ou o que seus homens fazi-
am com as mulheres de Ratae. Ou seu conceito de "justiça" depois que ele se tornou Dux Bellorum. Sim, ele
era um bom líder para os bretões, mas um fracasso como rei. Vivia apenas para a guerra e passou a maior
parte de seu reinado no lombo de um cavalo. O povo sofreu muito, e foi obrigado a lutar contra os invasores.
Ele desagradou seu povo, e não foi surpresa seu reinado ter acabado em motim.
Não importa o que você já leu a respeito, mas a vitória sofrida de Arthur em Camlann, embora tenha re-
primido a revolta, destruiu a força militar dos bretões e garantiu a vitória Saxã.
— Aethelwuf, marechal de Mitras
de sua divindade. Muitos acreditam que ele esteve por mesma sorte. As lutas internas minaram as forças de
trás das perseguições contra os primeiros partidários da Mitras e mesmo alguém com seu poder não tinha co-
Lancea Sanctum. Mitras tinha a esperança de usar sua mo prevalecer diante das circunstâncias, e assim deci-
influência para esmagar a religião “usurpadora”, mas diu retirar-se do conflito, entrando em torpor sob o
fracassou miseravelmente quando o imperador aceitou solo de . Em Vercovicium. Os mortais da
o Cristianismo como a religião oficial do império; al- nobreza contrataram mercenários (bárbaros
guns dizem que sob a influência do Lancea Sanctum. dentro do exército romano) que, a princípio, foram
O colapso do governo bretão em 409 d.C foi uma leais a seus senhores. Chegando cada vez mais em mai-
ferida mortal para autoridade da Camarilla e de outros or número, e ao saberem que podiam ocupar a terra
membros jovens que se voltaram contra seus senhores sem oposição, muitos levaram suas famílias consigo.
culpando-os por sua desgraça. Mitras sobreviveu à mui- Os membros saxões (principalmente os Gangrels) che-
tos atentados, mas outros membros não tiveram a garam com os foederati e com colonos, que não ti-
nham nenhuma estima pelos membros bretões.
Muitos vampiros bretões decidiram acompa-
nhar os mortais cruzando o canal da Gália,
uma terra chamada de pequena Bretanha.
Nos anos anteriores a 500 d.C.
Ambrósius e seus seguidores lutaram
contra os saxões, quando finalmente tiveram
uma grande vitória em Monte Badon. Uma
combinação de diplomacia e força militar
conteve os invasores durante várias décadas.
Porém em 542 d.C começou uma guerra civil
entre os bretões, tendo como consequência a
catastrófica batalha de Camlann que levou a
derrota dos rebeldes, mas também custou a
vida de um dos bretões mais importantes,
chamado Arthur.
À medida que os reinos anglo-saxões lu-
tavam contra os invasores vikings e mais tar-
de contra os dinamarqueses, os escoceses se
uniram sob a bandeira de Kenneth McAlpin,
que conquistou os pictos em 844 d.C. Essa
vitória coincidiu com o fim do apoio dos
lupinos aos pictos e com a ascensão da in-
fluência da Família na Escócia. Os lupinos e
os fées continuaram sendo um perigo para os
vampiros, mas a nova terra oferecia grandes
oportunidades, tanto aos vampiros mais dis-
cretos quanto aos aventureiros. No ano 900
d.C. os Devas haviam estabelecido refúgios
em Edimburgo e Berwick. Grande parte des-
ses grupos permaneceriam independentes de
seus irmãos saxões (e posteriormente nor-
mandos) até a metade do século XI.
A chegada dos dinamarqueses com os lo-
bisomens infiltrados teve um efeito inespera-
do; produzindo alianças entre vampiros que
até então eram de descendência celta, bretã e
saxã. À medida que a Inglaterra emergia co-
mo um país, a estrutura de poder da Família
mudava, surgindo uma séria de domínios, os precurso- bury (apesar da incomoda aura de fé da Abadia). Esta
res dos Baronatos de Avalon, em meados do século X. ação provocou uma resposta massiva do clero que ex-
Estas regiões se desenvolveram ainda mais com a in- pulsou os invasores vampíricos. A guerra durou de
trodução do feudalismo. 1101 a 1105 e acabou com a retirada da maga Treme-
O século XI foi uma época de grandes reviravoltas re. Meelinda seguiu então para o Norte, em Durham,
na Inglaterra. As lutas mortais e vampíricas contra os fundando a capela da Porta do Leão em 1109.
dinamarqueses culminaram com a destruição do Bispo A morte de Guilherme, filho do rei Henry, no nau-
de Canterbury, o Deva Cedric, em 1012 d.C e a ascen- frágio do Barco Branco em 1120, transformou a suces-
são de Sweyn’s da Dinamarca ao trono inglês um ano são num caos. Mas Henry ainda governaria por 15
depois. O reinado de Sweyn’s durou apenas um ano e anos, até que sua filha Matilda herdasse o Trono. Ca-
foi seguido por uma guerra entre grupos dinamarque- sada primeiro com Henry V, imperador da Germânia,
ses que acabou com Canuto II, rei da Dinamarca. A e logo com Conde Godofredo “Plantageneta” de An-
maior reviravolta veio em 1066 com a morte de Eduar- jou, Matilda tinha um poder considerável, mas os ba-
do, o Confessor. Haroldo Godwinson, conde de Wes- rões ingleses não queriam que ela acendesse ao trono,
sex, tomou o trono da Inglaterra, mas viu seu reinado preferindo em seu lugar o sobrinho de Hen-rique;
ameaçado tanto por Haroldo Hardrada quanto por Stephen. Isso culminou em uma longa guerra civil. A
Guilherme, duque da Normandia. Hardrada desem- anarquia causada após a Morte Final do membro da
barcou com um exército perto de York, mas foi derro- Família, o barão Geoffrey em Winchester, culpava os
tado e morto em Stamford Bridge. "sequestradores" lupinos pela morte de Isolda de Taine
Guilherme ficou conhecido como o “Conquista- em 1141 (ambos os acontecimentos foram obras de
dor” e se dedicou a estabelecer seu domínio sobre a Mitras e seus agentes).
Inglaterra. Erigindo os alicerces do que seria a torre de Em 1152, o filho de Matilda, Henry, casou-se com
Londres em 1067, e um ano mais tarde suas tropas Leonor de Aquitânia, anteriormente a esposa de Luiz
envolveram as regiões nortenhas do país em uma série VII da França. Este casamento erigiu um enorme bloco
de guerras sangrentas. Sem que ele soubesse, um triun- de poder, que se estendeu ao longo de toda a França,
virato de vampiros — uma associação política entre da Normandia ao Canal da Mancha, até os Pirineus.
iguais — acompanhava Guilherme, decididos a estabe- Um ano depois, Henry conduziu as tropas até a Ingla-
lecer seu domínio sobre a sociedade vampírica, como terra e obrigou Stephen a reconhecê-lo como herdeiro
fez o duque da Normandia sobre os mortais. Os vam- do reino. Os ataques de Henry também eliminaram o
piros saxões, dinamarqueses e bretões resistiram a cres- último membro do Triunvirato, Roald Olho de Ser-
cente influência de Roald Olho de Serpente, do barão pente. Mitras regressou a Londres em 1154, assumiu o
Geoffrey de Calais e da Condessa Isolda de Tai- domínio sobre a cidade, ao mesmo tempo em que
ne; porém, manipulando os conflitos existentes, o Henry era nomeado rei. O Ventrue foi reconhecido
“Triunvirato” foi capaz de neutralizar e eliminar as como “Príncipe de Londres”, e estendeu sua influência
principais ameaças a sua autoridade. A Condessa Isol- em grande parte do território graças ao seu meticuloso
da que comandou os ataques contra norte, a fim de trabalho durante o exílio. Cada baronato jurou fideli-
eliminar a resistência vampírica na região, não perce- dade a Londres, formando o maior reino vampírico da
beu que essa atitude levaria a sua perdição. No Mitra- Europa Medieval, igualmente a Inglaterra, que havia se
eum de Vercovicium, Mitras sentiu o derramamento transformado em parte de um império sem preceden-
de sangue e despertou. Ao chegar à cidade conhecia tes.
como Londinium, Mitras foi ao templo de Mitras, Embora os domínios do continente não fizessem
convocando os adoradores vampíricos e mortais, mas parte dos planos de Mitras, muitos o reconheceram
ele não levou em conta o Triunvirato que prontamente como seu soberano. As cidades de La Rochelle em
soube de quem se tratava, e incendiou o Templo. Mi- Bordeaux tornaram-se parte da nova “Corte de Ava-
tras se retirou dos condados e buscou apoiadores. lon”, ao passo que a Bretanha, Normandia e Poitou
A Lich Tremere Meelinda chegou a Inglaterra em também ganharam alguma representação. Ironicamen-
1098, encarregada de fundar uma capela para seu Clã. te, o coração de Henry II de Anjou permaneceu longe
A princípio os bruxos buscavam uma base de operações do alcance de Mitras, dominado pela Toreadora Melu-
no sudeste da Inglaterra, mas o Triunvirato foi um sine, que se recusou a reconhecer tanto Avalon quanto
empecilho para eles. Em vez disso, Meelinda levou seus as Cortes do Amor como seus senhores. Foi somente
seguidores para o Oeste, se estabelecendo em Glaston- em 1175, após travar uma guerra das sombras contra os
Baronatos de Avalon e a Grande Corte de Paris, que zando sua revolta para encobrir suas ações contra Mi-
um acordo foi selado entre Mitras e Melusine. Reu- tras. Os refúgios vampíricos por toda a Inglaterra esta-
nindo-se em Ruão, o Ventrue reconheceu a Toreadora vam sob ataque quando Melusine, os próprios Ventrue
como “Rainha" de Anjou, mas subordinada a Avalon. e Gangrel desafiaram a autoridade do Príncipe. O Tra-
Melusine também assumiu a responsabilidade sobre tado da Rosa, firmado em Runnymede em 1215, cha-
Poitou e Gasconha, deixando Mitras livre para se con- mado assim pelo clã que organizou, pois fim aos con-
centrar nas Ilhas Britânicas e no norte da França. frontos entre os membros, porém o equivalente mortal,
A ascensão de Richard (mais tarde chamado de Li- a Carta Magna, não conseguiu pôr fim à guerra civil
onheart, “Coração de Leão”) causou uma série de pro- entre os mortais, embora as exigências dos barões te-
blemas para Mitras, já que o rei estava muitas vezes nham sido cumpridas. Os franceses acabaram se alian-
ausente e deixava seus deveres nas mãos de regentes. A do a esses mesmos barões e invadiram a Inglaterra, mas
agitação no reino aumentou, e o irmão de Richard, foram repelidos após a Batalha de Lincoln. Vários
John, tentou usurpar o poder. membros acompanharam a força da invasão de Luís de
Inúmeros membros mais jovens, em sua maioria França, contudo foram rechaçados pelos vampiros
Gangrels se aproveitaram da situação, muitos foram britânicos “unificados”.
mortos pelo Príncipe e seus agentes. As áreas de agita- O filho de John Lackland, Henry III, subiu ao tro-
ção vampírica foram o Condado de Nottingham e Sus- no em 1216, tendo apenas 9 anos. Os regentes gover-
sex. O primeiro comandado por um grupo de crimino- naram em seu lugar até sua maioridade em 1127. En-
sos sob as ordens de Robert Leeland. Após uma insur- tretanto, a perfídia francesa custou ao império suas
reição que durou 10 anos e custou muito para o Prín- posições em Poitou em 1227, enquanto as forças sob o
cipe, os agente (mastins) de Mitras acabaram matando comando de Hugo de Lusignan arrasaram a Gasconha.
“Robin” Leeland na Abadia de Kirklees. A morte de Já que raramente havia pisado em Anjou e Poitou des-
Richard em Châlus em 1119, e a ascensão de John de a virada do século. Melusine estabeleceu sua resi-
Lackland (“Sem Terra”) ao trono iniciaram a decadên- dência em Winchester, colocando o barão Roger como
cia do Império Angevino. líder do feudo, tornando-se um espinho permanente
O desastre da IV Cruzada e o saque de Constanti- na carne de Mitras.
nopla anunciaram o começo da guerra dos Príncipes.
Surgiram numerosas revoltas contra o governo de Mi-
tras, principalmente na Normandia e Poitou, mas tam-
bém na Inglaterra. Ao mesmo tempo em que o rei Oitenta anos atrás a Inglaterra era pouco mais do
francês atacava os territórios franceses do rei John, os que uma terra que permitia aos senhores de Anjou
membros se aproveitavam do conflito mortal para ata- reivindicar o posto de monarca e, portanto, estar em pé
car Avalon. Normandia e Bretanha caíram diante dos de igualdade com o seu senhor, o rei da França. Depois
franceses quase instantaneamente, com seus vampiros da perda de muitas de suas terras no continente, a ilha-
intimidados e reconhecendo a regência de Paris depois nação se transformou em um núcleo de domínios
da queda do inexpugnável Castelo de Gaillard. Anjou, plantagenetas, com a nação de um estado in-
sob o domínio de Melusine, opôs uma maior resistên- glês, substituída pelo império angevino.
cia, mas a situação também se tornou insustentável, e a
rainha abandonou Anjou depois que o príncipe recu-
sou a enviar ajuda. A partir de então, o desdém entre
Mitras e a Rainha de Anjou se transformou antipatia As terras da Inglaterra são tão variadas quanto as
mútua. As reuniões posteriores entre eles foram frias e pessoas que habitam. O Feudo de Carterbury, as terras
formais, culminando com um encontro em Londres baixas do sudeste do país, principalmente dos conda-
em 1208 onde Mitras declarou que sua intenção era se dos de Kent e Sussex. Seus habitantes são acima de
concentrar nos assuntos da Inglaterra ao invés de se tudo fazendeiros e pescadores que ganham a vida no
“embrenhar nos labirintos de ducados da França.” Medway ou às margens do Canal. A oeste, Feudo de
A oposição de John se deteriorou. Em 1213, per- Winchester cobre uma ampla extensão de terra, desde
cebendo sua debilidade, os barões se reuniram em Bury os bosques de Hampshire, através das planícies de Sa-
Saint Edmunds para discutir inúmeras exigências que lisbury varridas pelo vento, que alguns dizem serem
deveriam ser apresentadas ao rei. Melusine aproveitou encantadas, até os pântanos próximos da ilha de Glass.
o descontentamento, manipulando os barões e utili-
O feudo de Exeter engloba os condados da Cor-
nualha e Devon. Suas terras são ásperas inóspitas, po-
rém rica em minerais. O feudo de Londres abarca as Os normandos, os descendentes francófonos do
ricas terras ribeirinhas do Tâmisa, assim como as terras conquistador e seus seguidores, compõem a casta supe-
arborizadas de Surrey e Essex. rior da sociedade inglesa, embora o número de famílias
Mais ao norte, o Feudo de Gloucester cruza o rio de Anjou e Poitou também tenham ganhado uma in-
Severn, dominando as terras de Hereford e Worces- fluência considerável desde a intromissão de Henry
ter, assim como Gwent ao sul de Gales. Estas são, em segundo II. O poder e a terra por toda a Inglaterra
sua maioria, terras ricas para o cultivo, embora o Feudo estão concentrados nas mãos de um pequeno número
também inclua as colinas de Mendip e as montanhas de famílias cuja a influência, como visto no final do
de Gales ao sul. O feudo de Norwich cobre os Conda- reinado de John, pode ameaçar o rei. Os antigos se-
dos do leste de Cambridge, Norfolk e Suffolk, além de nhores da Inglaterra, os saxões seguem como latifundi-
uma variedade de terras para cultivo, incluindo pânta- ários em muitas regiões, embora sua influência seja
nos. O feudo de Lincoln também conta com terras restrita as terras que ocupa. Nas regiões do leste, os
pantanosos em torno de Wash, mas também se estende camponeses são essencialmente saxões e dinamarque-
pelos condados arborizados de Leicester, Lincoln Not- ses, com pele e cabelos claros. As pessoas de sangue
tingham, Assim como as terras de Stanfford e Derby. celta com traços mais escuros predominam ao sul, nas
No centro, no condado Palatino de Chester, o Feudo fronteiras galesas e nas regiões nortenhas.
de Chester a barca uma região de colinas e fronteiras Mais de 160 anos de governo normando começa-
galesas, bem como as verdes terras da costa do mar da ram a eliminar os atritos entre as relações saxã e nor-
Irlanda. Em contraste com seu vizinho oriental, O mandas, mas as diferenças culturais persistem. A língua
Feudo de York, cobrindo tanto o sopé da colina Pen- e os costumes franceses dos normandos diferenciam
nine (embora os moradores chamem de montanha) e eles da classe mais baixa, fazendo com que mui-
os pântanos Yorkshire e Durham. O Feudo de Carlisle, tos ingleses tenham eles como "invasores estrangei-
que forma a fronteira com a Escócia, contém algumas ros". Claramente, o Francês se transformou na língua
das terras mais montanhosas da Inglaterra, as cachoei- preferida da nobreza saxã e normanda, embora a língua
ras e lagos de Cúmbria, e talvez as disputadas terras da anglo-saxã continue sendo falada entre os camponeses.
Nortúmbria. Muitos vampiros romanos e bretões sucumbiram
ao torpor e a Morte Final, mas alguns deles ainda estão
ativos nas noites inglesas, recuperando seu poder e mente escravos, os servos são considerados propriedade
influência. Só Marcos Verus, barão de Chester, reco- de seu senhor (isso significa que qualquer bem ou terra
nhece suas origens dos tempos da Camarilla. Diversos que possuam também pertence ao seu senhor), e neces-
rumores contam que vários anciões pré-romanos estão sitam aprovação de seu senhor para inúmeras decisões,
na Inglaterra, mas apenas um é conhecido, Mitras. incluindo o casamento (que precisa que o pai da noiva
pague o imposto). Os servos também têm alguns direi-
tos, mas somente os homens livres podem procurar a
justiça do rei e (em teoria) andar livremente. Embora a
Existem três tipos de pessoas na Bretanha: os cam- condição de vida de um homem livre seja diferente de
poneses, o clero e a nobreza, mas o primeiro se divide um servo, muitos estão vinculados aos seus senhores,
em várias subcategorias que refletem a posição, liber- podendo sofrer de discriminação. A maioria das pesso-
dade e a riqueza do povo. as de ambos os grupos são fazendeiros que cultivam e
A principal diferença entre os camponeses são os criam gado vivendo uma agricultura de subsistência.
homens livres e os servos. Embora não sejam exata- Porém, chamar de servo um homem livre é uma ofensa
que pode ir a juízo.
As pessoas das cidades, em sua grande maioria li-
Idiomas vres, são uma minoria na Idade das Trevas, mas geral-
Três idiomas predominam na sociedade in- mente são mais ricos e mais populosos que seus primos
glesa: o francês, introduzido pelos normandos, é do campo. As classes mais altas da sociedade urbana
o idioma da nobreza e, portanto, um dos pilares rivalizam e inclusive superam a nobreza em riqueza,
do governo da Inglaterra. O franco-provençal, morando em suntuosas casas com jardins e ofici-
conhecido por aqueles que vieram de Aquitânia, nas. Comparado as pessoas da zona rural, a maioria
é normalmente utilizado pelos trovadores e poe- dos habitantes urbanos vivem com certa comodidade,
tas da corte do rei. tendo como a casta mais alta os artesãos e comercian-
O inglês médio (derivado do inglês arcaico, tes, e a mais baixa os criados e trabalhadores. Os cida-
anterior a conquista dos anglo-saxões) é a língua dãos urbanos mais pobres vivem com dificuldade care-
principal dos nobres menores e camponeses, cendo, inclusive, do cultivo da terra, que permite a
predominando nos assuntos cotidianos. O pou- sobrevivência de um camponês da zona rural. A expec-
co uso da língua inglesa pela alta nobreza (e por tativa de vida dos pobres de uma cidade, em relação
não ser ensinado oficialmente) difere bastante de aqueles do campo, é menor devido à falta de higiene e
região para região, carecendo de coerência. Essa as inúmeras doenças. A mortalidade infantil é comum
irregularidade permanece enquanto a sociedade e a idade de 40 anos é considerada venerável entre as
evolui e se desenvolve (adaptando elementos do classes baixas.
francês no processo) até se converter no inglês Poucos vampiros foram servos algum dia. Os pou-
moderno que conhecemos hoje. cos que foram recrutam seus membros dos mercadores
O latim é a língua da religião, empregada e artesãos. As classes profissionais (oficial, escrivão e
oficialmente pela igreja e também como idioma similares) ocupam uma zona neutra cobiçada por qual-
acadêmico, particularmente nas universidades de quer Clã. Apesar de sua reputação como amantes do
Cambridge e Oxford. Desde que Mitras tomou o poder, os Ventrue angevinos se mostraram dispostos
trono de Londres, o latim se estabeleceu como a abraçar comerciantes e profissionais para expandir
língua dos barões de Avalon, um pré-requisito secretamente seu poder e influência.
para entrar no Conselho Secreto ou pleitear
alguma posição mais elevada. Mitras usa o latim
a maior parte do tempo (embora fale inglês e
francês de forma excelente) e chama as cidades e
Com apenas 23 anos de idade, o rei da Inglaterra
os feudos de Avalon por seus nomes romanos.
foi obrigado a assumir o controle de seu país, enfren-
Alguns membros anciões também falam a
tando barões rebeldes e “aliados” que buscavam apenas
língua dos antigos bretões, mas estas línguas já
interesses pessoais. Durante sua infância, um regente
estão mortas para quase todos os mortais da
governou o país. Desde 1227, o próprio Henry supervi-
Inglaterra, com exceção das partes mais distantes
sionava os assuntos de estado, enquanto o regente
do feudo de Exeter e em algumas regiões galesas.
Hugh de Burgh permanecia como um dos seus conse- forçado entrar em torpor em Kirkles em 1212, mas a
lheiros mais próximos. O rei governou sem obstáculos cada coterie destruída duas surgem.
até antes da guerra civil, mas a Carta Magna impôs
limites as suas ações, assegurando os direitos da nobre-
za e do povo comum. Mesmo assim o poder do rei
ainda era formidável, e somente a igreja, juntamente O poder de Mitras é grande, mas isso se deve a co-
com a autoridade conferida aos condados palatinos de operação de outros magnatas da Família da Bretanha.
Chester e Durham, poderiam pará-lo (John passou o Para este fim, Mitras confia em um grupo de conselhei-
controle do poder ao Papa, que atua como o senhor ros para governar a corte de Avalon.
feudal de Henry). Os barões se opuseram as ações de O Conselho Secreto, composto pelos barões de
Henry quando este se submeteu ao papa e nomeou Lincoln, York, Carlisle e Carterbury, é autoridade má-
vários homens de Poitou aos principais cargos do go- xima na terra. Os barões de Bordeaux também se sen-
verno. Os nobres tentaram influenciar o rei por meio tam no conselho, mas o barão de Winchester, que
do grande conselho e 1258. muitos afirmam ser o membro mais poderoso depois
O Poder de Mitras sobre a população vampírica do Príncipe, nunca vai ao conselho, apenas envia um
nunca foi absoluto como o dos monarcas mortais. Em representante. O Conselho Secreto não tem poderes
vez disso, sua autoridade é o resultado de uma série de inerentes, mas uma decisão unânime entre os barões
alianças entrelaçadas por toda a Inglaterra. Nenhum anula as ações do Príncipe. Contudo, os conflitos in-
membro tem poder e influência suficiente para se tor- ternos, a influência de Mitras mediante e o seu culto
nar o senhor de uma terra tão vasta, isso inclui Mitras. do guerreiro o deixam com as rédeas soltas.
Suas ambições seriam insustentáveis sem o apoio dos O Conselho Maior engloba todos os barões da Fa-
barões. Até 1226, o acordo entre Mitras e os barões da mília da Inglaterra, assim como representante dos feu-
Família era uma mescla de promessas informais e ju- dos de Gales, Escócia e Irlanda. O conselho maior não
ramentos de sangue. Mas a instabilidade que acompa- tem poder legal nos baronatos de Avalon, mas serve
nhou o início da Guerra dos Príncipes forçou o Trata- como uma forma de mediar as disputas, reunir infor-
do das Rosas. Este acordo estabilizou a política da Fa- mações e promulgar decretos.
mília na Inglaterra, mas a um custo. O Osita, Roger de Camden (normalmente chama-
Mitras, o Deus dos guerreiros não tinha mais per- do de Lorde Camden) serve como o Senescal de Mi-
missão para comandar exércitos e unidades para garan- tras, e representa o Príncipe no conselho quando ele
tir a sua segurança e de seu refúgio. Somente os barões está ausente. Camden é um magnífico administrador e
foram autorizados a ter tropas, e estas seriam restritas a um político sagaz, no entanto não é muito querido
defesa de Londres. Alguns destes barões agiam por entre os barões e outros membros da corte do Príncipe.
lealdade ou interesse, outros ainda pelo Vinculum ou Richard de Worde é o chefe dos espias de Mitras.
por serem membros do culto de Mitras. As rivalidades Condena um grande número de agentes vampíricos e
entre os barões garantia que ninguém iria apunhalar o mortais para reunir informações para seu senhor, mas
príncipe pelas costas, temendo que seus vizinhos se não é um Nosferatu típico. Ele aparece com a cara
voltassem contra o traidor. Agora se os barões se unis- descoberta na corte do Príncipe, para desgosto dos
sem contra Mitras... Toreadores, e tende a se comportar de forma arrogan-
A Lancea Sanctum e os Principais Devas rivais de te, próprios de um Ventrue ou Deva. O Gangrel saxão,
Mitras entra em conflito direto com as ações do Prín- Aethelwulf, serve como Condestável (Xerife) de Mitras,
cipe, e seu controle sobre as cortes francesas é uma comandando a guarda e fazendo cumprir os ditames do
preocupação constante para o Ventrue. A principal Príncipe dentro dos baronatos de Londres. Um guer-
ameaça contra supremacia de Mitras vem dos membros reiro veterano iniciado no culto de Mitras, Aethelwulf
mais jovens que começaram a contestar sua autoridade. é ferozmente leal ao Príncipe, além de ser o seu conse-
Muitos sentem que são menosprezados pelos anciões e lheiro em assuntos militares. Apesar (ou talvez devido
pela posição que ocupam na Família. Aqueles que se a) sua falta de habilidade social e seu jeito franco de
queixam de sua situação estão tomando ações incisivas, ser, Aethelwulf é um dos membros mais próximos de
formando grupos para se protegerem de um revide das Mitras. O Ventrue, Valérios já tentou por duas vezes
autoridades vampíricas. Mitras e os barões estão ata- usurpar a posição de Condestável, mas atualmente
cando os mercadores, (como Robin Leeland, que fui carece de influência para derrubar o Gangrel.
certos mortais dignos são introduzidos aos seus misté-
rios. O mitraísmo serve como uma extensão do poder
O rei Henry chegou ao poder durante uma invasão do Príncipe, permitindo controlar os súditos a nível
francesa a Inglaterra e viu perda de Poitou e a queda de espiritual, estabelecendo uma grande rede de seguido-
suas terras em Aquitânia. Retomar as terras perdidas é res e influência.
uma de suas maiores prioridades. Contudo as pressões Em todo caso para alguns membros mais antigos, o
diplomáticas sobre o rei Luís não deram em nada. O Cristianismo é apenas uma “capa social” que aceitam
rei Henry preparou uma expedição para a França (que como parte da história dos membros da Lancea Sanc-
desembarcou na Bretanha para recuperar a Ilha de tum. Muitos continuam praticando as religiões pagãs
Oléron, mas a empreitada foi um fracasso). dos dias de quando ainda eram mortais, quer seja ro-
Diferente de sua contraparte mortal, Mitras mana, saxã ou bretã, enquanto outros se juntam as
tem boas relações com seus vizinhos do continente. fileiras do Círculo da Anciã. A ligação das antigas reli-
Apesar das atividades expansionistas da Corte Parisien- giões bretãs faz com que sua prática livre seja algo peri-
se, o Ventrue mantém laços amigáveis com Paris. Em- goso. Os membros que seguem essas religiões se arris-
bora o Culto de Mitras entre em choque com a Lancea cam a represálias por parte dos Santificados mais radi-
Sanctum (devido aos efeitos do expansionismo dos cais que podem tomar sua adoração pagã como o sinal
Santificados franceses em terras angevinas) as duas de um laço com os satanistas da Prole de Belial. Cons-
coalizões ainda mantêm uma trégua. O novo Príncipe, ciente deste perigo, Acólitos nas partes remotas da
Geoffrey, é uma incógnita. Embora mantenha laços Bretanha cuidam para não se revelarem a ninguém,
cordiais com os Ventrue Invictus e Apartidários do salvo a indivíduos de confiança.
Sacro Império Romano, as relações do Culto de Mitras
com os feudos da Lancea Sanctum e do Círculo da
Anciã sãos menos amigáveis. Embora estes “laços” seja
pouco mais que uma troca de informações a respeito
de um inimigo em comum, os Lich Tremere que se Os dez feudos da Inglaterra formaram o núcleo dos
opõem aos planos da Família na Europa. Além disso, baronatos de Avalon, diversos senhores unidos sob a
Mitras considera os laços crescentes com o Invictus da égide de Mitras para formar uma nação vampírica Coe-
França uma intromissão a seus interesses. Atualmente sa, embora imperfeita. Os membros de Gales, Escócia e
nenhum dos lados está disposto a chegar a um acordo. Irlanda reconhecem a soberania de Mitras, mas não se
consideram (nem são considerados por Mitras e pelos
barões) parte de Avalon. Somente Aquitânia ou pelo
menos os baratos de Bordeaux são considerados parte
da corte, que é disputada pelos franceses.
A Igreja de Roma é a religião predominante na In- As terras de cada feudo variam consideravelmente,
glaterra entre os mortais, e a Lancea Sanctum impera assim como os membros que vivem nelas. Todos estão
entre os vampiros, a autoridade de ambas também é concentrados em um povoado ou cidade que dá ao
reconhecida (com relutância) nos assuntos seculares até feudo seu nome, mas cobre grandes extensões de terra
a abdicação do rei Jonh Lackland em 1213. As tradi- de cultivo, bosques e colinas. O poder da Família nes-
ções camponesas com sua origem nas religiões bretã e tas áreas rurais é talvez mais instável do que dos lupi-
saxã, mantém sua presença nas áreas rurais, mas estão nos ou dos fées que circulam pelo campo nos feudos
sendo eliminadas pelo Cristianismo. de norte a oeste. Se compara com Gales, Irlanda, ou as
O Príncipe Mitras deprecia o Cristianismo, que vê Highlands da Escócia, os outros seres sobrenaturais são
como uma religião para débeis, mas tem grande respei- um mal menor.
to pelo fervor das Cruzadas. Apesar disso, seus objeti-
vos a longo prazo incluem a expulsão do Cristianismo
de seus domínios (o que o coloca em conflito com a
Lance Sanctum) a principal ferramenta de Mitras é o Londres é o coração dos baronatos de Avalon, lu-
culto guerreiro persa que leva seu nome. Uma seita gar da torre de Mitras e muitas instituições do governo
importante entre os romanos, o mitraísmo está de mortal. Tecnicamente não é um feudo, Mitras controla
novo em seu auge na Inglaterra depois da reaparição o poder diretamente daqui. Cobrindo as terras ribeiri-
do Senhor das Eras, Mitras. A fé no mitraísmo é parti- nhas do rio Tâmisa, assim como os condados de Essex,
cularmente comum entre os guerreiros da Família, mas Surrey e Herfordshire. A cidade de Londres é o centro
do feudo, mas as Vilas de Colchester e Saint Al- da cidade é mais comercial e é o lar dos mortais de
bans desempenham um papel importante na sociedade classe baixa, fazendo com que seja uma terra mais
mortal e da Família. apropriada para os Nosferatu e Gangrels. Richard de
A cidade murada de Londres está no que antes era Worde é o governador oficial dos distritos do leste,
uma cidade romana localizada na margem norte do rio fazendo cumprir as Tradições e mantendo a ordem
Tâmisa. Com uma população de 50.000 almas abriga a entre os membros. Os sistemas de esgotos são particu-
maior população de vampiros das ilhas britânicas. A larmente atrativos para os Nosferatu. A Nosfesratu
torre de Londres protege os acessos pela parte oriental conhecida como Jenny Esfarrapada domina o sub-
da cidade por meio de seis portões: Aldgate, Aldersga- mundo da cidade e comanda uma escola de ladrões
te, Bishopsgate, Cripplegate, Ludgate e Newgate e pela mortais e vampiros. Visto como uma criminosa fútil
ponte de Londres. Existem muitos povoados satélites por Worde, a influência de Jane rivaliza com a sua e se
menores fora das muralhas da cidade, tanto ao norte estende através da Europa.
quanto ao sul do rio. A cidade é um importante porto A torre de Londres continua sendo um enigma pa-
e centro comercial, com visitantes de toda a Britânia e ra os membros da cidade. Desde a sua construção por
Europa. A Catedral de Saint Paul's, próximo ao Ludga- Guilherme, o Conquistador a torre tem se expandindo
te é o templo cristão mais importante da cidade, mas o consideravelmente e seria uma base de operações lógica
Mithraeum em Walbrook é o centro do culto de Mi- para os membros. No entanto, a tentativa de estabele-
tras. cer um refúgio não tem dado resultado. Uma presença
A Corte do Príncipe está em Faringdon, próximo tenebrosa e monstruosa expulsa (ou destrói) quem
ao Ludgate na Catedral de Saint Paul's, dentro das tenta ocupá-la. Correm rumores de que esta presença
muralhas da cidade e a meio caminho entre a torre e o poderia ser a de um lupino, mas a maioria dos mem-
Palácio de Westminster, os centros do Poder mortal. A bros descartam essa possibilidade, já que os lupinos
corte, carece da opulência de seus equivalentes france- não vivem nas cidades.
ses e alemães, fazendo com que muitos Toreadores a •Saint Albans (Verulamium): Abadia de Saint Al-
critiquem como “não civilizada.” Contudo é o coração ban (o primeiro mártir inglês) é conhecida graças ao
do governo vampírico tanto para o feudo quanto para irmão John, o bibliotecário beneditino e membro da
os baronatos de Avalon. Outros lugares a oeste da ci- Lancea Sanctum, o menos conhecido de todos os San-
dade (em particular a magnífica Catedral e os lares da tificados. O Irmão John desempenha um papel impor-
nobreza) são mais do gosto dos Toreador. A parte leste tante nas operações da coalizão. Embora não seja um
membro proeminente, tem diversos contatos entre os
bastiões ingleses do Invictus em Norwich e Caterbury e
lugares ainda mais remotos. Depois de Winchester, York é o principal centro
de resistência ao governo de Mitras, embora ainda não
tenha havido uma rebelião aberta contra o Príncipe.
Abrangendo o condado de Yorkshire e o Palatinado de
O feudo de Winchester afirma ser o mais antigo da Durham, o Feudo de Yorkshire é um dos maiores em
Inglaterra, precedendo inclusive a Londres como cen- Avalon. Infelizmente, também abrange alguns dos ter-
tro das atividades da Família. É semelhante ao reino renos mais acidentados da Inglaterra, muitos dos quais
anglo-saxão de Wessex, e seu centro estava na cidade são inóspitos para os membros. Os Montes Peninos
romana de Bath (Aquae Sulis) e o assentamento de que formam a parte ocidental do feudo, abrigam hor-
Glastonbury (Ynas Writin). A crescente influência de das de lupinos, e os pântanos entre Whitby e Malton
Winchester na sociedade mortal fez de Winchester são apenas ligeiramente menos perigosos. Entretanto o
uma sede alternativa de poder, assim a sede dos baro- barão de York possui imenso poder graças à sua in-
natos foi transferida oficialmente 1214. O feudo con- fluência com o Arcebispo de York e o Príncipe de Du-
tinha lugares místicos (os mais notáveis Stonehenge, rham, e seu alcance se estende aos feudos vizinhos de
Avebury, Sibury Hill, o Cavalo Branco de Uffington e Lincoln e Carlisle, provocando uma série de disputas
o Gigante de Cerne Abbas). Apesar da retirada de Mee- com os outros barões. O barão John tem uma intensa
linda a Durham, alguns Lich Tremere restantes procu- antipatia por Mitras e secretamente está reunindo
ram essas regiões para seus próprios interesses. Salisbu- apoio entre outros membros da Família para um mo-
ty é o lar de vários membros que acreditam que seu vimento contra o Príncipe. Ele gostaria de tomar o
dever é proteger os lugares sagrados. O mais importan- senhorio da Inglaterra para si, mas se contentaria com
te é o Nosferatu, chamado por alguns de Fantasma das um domínio independente de York se surgisse a opor-
Pedras que é visto normalmente em West Kennet, tunidade de romper com Londres.
apesar da presença de numerosos lupinos na área. •York (Eboracum): Um grande centro para os ro-
•Winchester (Venta): é um grande centro manos (como Eboracum) e vikings (como Jorvik), York
eclesiástico e governamental. Winchester guarda o serviu brevemente como a capital do Império Romano.
Tesouro Real e a casa da moeda, embora seu poder A cidade portuária e o centro comercial no rio Ouse,
esteja diminuindo devido à centralização do poder em tem fortes laços com o continente, incluindo Roma,
Westminster, perto de Londres. A situação política em graças ao seu status como um arcebispo e sede provin-
Winchester está mudando, com a Toreadora Melusine cial. John, o barão Ventrue de York, tendo a sua corte
tendo recentemente assumido o controle do feudo de no Castelo de York, além disso também possui agentes
Roger Fitzwilliam. O velho barão não é visto desde na Abadia de Saint Mary. Autoritário e destemido,
1227, embora seu destino exato seja desconhecido. A Walter de Gray, o arcebispo é um peão ideal para o
“Rainha” Melusine substituiu muitos dos vassalos barão, embora Aimery de Methiun também tenham
Ventrue normandos do barão Roger por seus próprios procurado manipular o arcebispo para reivindicar cré-
seguidores de Poitou e Anjou. Ela também deu dito pelo progresso da Catedral de York. O einhajar
aprovação tácita às atividades dos Lich Tremere dentro Eyolf Ivarsson é o Condestável do barão John, visto
de seu feudo, muito para o desdem de Mitras. geralmente em incursões noturnas contra Lincoln ou
•Glastonbury (Ynas Witrin): A Ilha de Vidro é um Chester.
enigma para muitos membros pois é um potente •Durham: Uma aliança entre o Bispo de Durham
centro de magia e religião que também parece e o Conde da Nortúmbria criou o Palatinado de Du-
importante para os fées. As ações gananciosas dos rham, um condado amplamente independente. Tanto
magos Tremere quebraram uma trégua tácita entre o poder espiritual como o secular estão com o Príncipe
membros e outros seres na Ilha, e a população de que vive no castelo em cima de uma colina no rio We-
vampiros foi reduzida enormemente no último século. ar. O castelo é também o lar de Eloise Marchand, prin-
Os mais notáveis membros remanescentes em Ynas cipal representante do barão John no Palatinado. A
Witrin são o pagão Nosferatu Caradoc, que mora nos Catedral de Saint Cuthbert fica no coração da vila, o
pântanos vizinhos, e Michel du Bois, um monge Deva principal Elísio de Durham. É aqui que Lady Eloise se
que vive na abadia, apesar da aura de fé do lugar. encontra ocasionalmente com Meelinda, a maga Tre-
mere, cuja capela da Porta do Leão está próxima da
ponte de Milburn.
Lendas Cristãs
da Bretanha
Canterbury é o coração da Igreja na Inglaterra e,
O Império Romano se converteu ao Cristia-
por extensão, é um dos principais centros da Lancea
nismo em 312 d.C. mas inúmeras histórias e
Sanctum na Bretanha. O Arcebispo Toreador Adrian é
lendas falam do legado do Cristianismo nas ilhas
o responsável pelas igrejas dos Santificados na provín-
britânicas. A mais conhecida é a história dos
cia de Canterbury, embora o Cardeal Aelfred de Nor-
missionários Phagan e Deruvian, que seriam os
wich tenha desafiado a autoridade de Adrian neste
primeiros missionários cristãos enviados às Ilhas
assunto em nome de seu soberano, Ranulph Espada
Britânicas em 167 d.C. No entanto, a história
Longa de Bordeaux, que é responsável pela Inglaterra e
não se compara a um dos mitos britânicos mais
suas posses no continente. Adrian se ressente desse
notáveis depois das histórias de Arthur.
arranjo e tem repetidamente procurado persuadir os
Alguns dizem que José de Arimatéia, uma fi-
Bispos Santificados para nomeá-lo como o superinten-
gura bíblica menor em cuja sepultura Jesus jazia
dente da Lancea Sanctum na Inglaterra. Ele arriscou
após a crucificação, chegou à Inglaterra em Glas-
sofrer a ira de Mitras ao tentar guiar o rei para apoiar a
tonbury. A história diz que José plantou sua
Cruzada Albigense contra os cátaros de Provença, que
bengala em Glastonbury a partir da qual cresceu
acredita ser capaz de minar a posição de Ranulph e
um espinheiro que ainda é visível perto da aba-
abrir caminho para a primazia nas Ilhas Britânicas.
dia, e que este ato ação impulsionou a constru-
• Canterbury: Fundada por Santo Agostinho, o
ção de uma igreja rústica no local, 600 anos
monastério de Canterbury tem sido o coração da fé
antes da fundação da 6ª Abadia de Glastonbury
cristã na Inglaterra. A catedral foi o local do martírio
(em 670 d.C.) Não há evidências confiáveis para
de Thomas Becket, e a fé da catedral é agora tal, que a
apoiar a história, porque nenhum registro es-
maioria dos membros hereges presentes na cidade pre-
crito sobrevive, e nenhum membro afirma ter
ferem residir na Abadia de Santo Agostinho, fora dos
testemunhado o evento, mas a história instigou
muros da cidade, em vez da catedral ou do Priorado da
o imaginário popular. De fato, uma versão mais
Igreja de Cristo. Apenas o arcebispo Adrian (que de
elaborada da história diz que o próprio Cristo
fato presenciou o assassinato de Becket) reside perma-
poderia ter acompanhado José a Glastonbury. A
nentemente na cidade. Seu refúgio e a igreja baronial
história parece improvável, especialmente consi-
que fica ao lado da catedral.
derando que Glastonbury também está associado
• Dover: O castelo e a cidade de Dover guardam o
a Arthur, pois é supostamente o local de seu
principal ponto de passagem da França para a Inglater-
enterro. Graças a um milênio de adoração, a
ra, sendo também o principal refúgio de vários vampi-
Abadia é Glastonbury é considerada sagrada, e
ros. Liderados pelo Condestável James Mannerly, que
não há qualquer lugar religioso nas Ilhas Britâ-
responde diretamente a Mitras, esses membros operam
nicas que se compare.
independentemente do barão, algo que o Arcebispo
Adrian se ressente. Como se não bastasse, Mannerly é
um sacerdote do Culto de Mitras e tem sido linha dura escocesa. Embora ele se importe pouco com os exérci-
com os membros da Lancea Sanctum que chegam ao tos mortais que se movem para frente e para trás atra-
continente. Por duas vezes o barão chamou a atenção vés de seu feudo, o barão Gangrel Nathaniel resistiu
de Mitras, pedindo que respeite os seus direitos no aos esforços de John de York e Robert de Lothian de
feudo, e agora Mannerly trama uma investida mais tentar expandir seus domínios. Ele acredita que Mitras
incisiva contra o Condestável. poderia fazer mais para conter o espírito aventureiro de
seus vizinhos e acha que o príncipe é fraco e incompe-
tente. O grande número de cultos mitraístas no feudo
O mais nortenho dos feudos ingleses, Carlisle é mantém as ideias de rebelião de Nathaniel sob contro-
responsável por uma ampla faixa de terra entre o Mar le, mas se ele pudesse contornar sua influência, poderia
da Irlanda e o Mar do Norte ao longo da fronteira tentar se libertar da corte de Avalon e se juntar aos
escoceses em uma nova associação britânica do Norte.
Nos últimos anos, sua corte tornou-se o lar de muitos • Shrewsbury: Um importante centro de comércio
membros mais jovens e rebeldes, aumentando sua base com Powys, situado em um circuito no rio Severn, as
de poder, mas também causando problemas internos muralhas foram construídas em torno de Shrewsbury
com a sua fraqueza. De Worde usou esse distúrbio para em 1220 para defender-se contra os saqueadores gale-
colocar seus próprios agentes no círculo privado de ses. O Gangrel Richard Llewelyn serve como senescal
Nathaniel. do barão Marcus para Shrewsbury, embora existam
• Lindisfarne: Simplesmente chamada de Ilha Sa- rumores de que sua lealdade é mais com Daffyd de
grada por muitos, Lindisfarne já foi a sede de Durham, Meifod do que com seu barão.
mas perdeu muito de sua influência e riqueza após as
incursões vikings dos séculos VIII e IX. Uma pequena
comunidade monástica permanece na ilha, incluindo
um Salubri com o nome de Matthew, que já foi um Os condados do sudoeste da Inglaterra, Devon e
grande guerreiro em Ultramar, mas fugiu após uma Cornwall, são escarpados e escassamente povoados. As
revelação horrível. Ele agora se esconde em Lindisfar- pessoas são diferentes dos outros ingleses, mantendo
ne, mas a que propósito ninguém sabe. Os Tremere de muito de sua herança bretã, incluindo uma língua
Durham ouviram rumores da presença de Matthew, parecida com a do País de Gales, Irlanda e Bretanha. A
mas expedições a Lindisfarne tiveram pouco sucesso terra é rica em recursos, principalmente estanho, que é
até agora. uma importante fonte de renda para a coroa. A popu-
lação de membros da Família de Exeter é em grande
parte restrita às regiões costeiras, particularmente ao
redor de Exeter, já que as charnecas do interior são o
O Condado Palatino de Chester, está fora da auto- lar de lupinos e fées. Os Gangrels são o clã mais nume-
ridade do rei e forma o núcleo do feudo de Chester, o roso do feudo, muitos apreciando a paisagem selvagem,
baluarte das defesas de Mitras contra os selvagens apesar do perigo representado pelos lupinos. O confli-
membros de Gales. O barão Marcus Verus foi um legi- to com os lobisomens é na verdade menos frequente
onário da legião Valeria Victrix Abraçado por Mitras aqui do que em outras partes das ilhas, e embora os
no século II. Marcus é um membro de alta posição no membros locais não entendam isso, eles também não
Culto de Mitras, e ele introduziu vários vampiros e questionam. No coração dos pântanos, um vampiro
mortais a fé. Esses guerreiros servem como seus suplen- não encontraria tal misericórdia, e tais “invasores”
tes e representantes ao longo da fronteira com Powys e geralmente não sobrevivem ao arrependimento de
Gwynedd, assim como seus olhos, ouvidos e braços entrar.
armados nos numerosos fortes de Rhuddlan a Ludlow. • Exeter (Inca): Exeter tem sido um porto impor-
O barão é rude e autoritário, mas é um guerreiro e tante desde os tempos romanos, com navios que viajam
comandante excepcional em campo de batalha. Seus para a Bretanha e Aquitânia. O barão Hugh construiu
milhares de anos de experiência proporcionam uma uma sólida relação de trabalho com o barão Gerard de
perspicácia sem precedentes na arte da guerra. Marcus Bordeaux e Warren de Dinan, embora seu senescal, o
geralmente não se impressiona com a qualidade das Mallcavian Petereterkin, frequentemente supervisione
tropas galesas, e confia nas incursões de Eyolf Ivarsson os assuntos de rotina na cidade.
do Feudo de York para que, em suas próprias palavras, • Tintagel: O lendário local de nascimento do rei
“me manter entretido”. O barão é indiferente sobre os Arthur é agora o local de um novo castelo construído
rumores de um grupo de satanistas da Prole de Belial pelo irmão mais novo do rei, Richard, que forçou
em seu feudo — ele despreza essa coalizão, mas ainda Henry a torná-lo Conde da Cornualha em 1227. Vá-
não os localizou. rios membros visitam o castelo, especialmente Rhun de
• Chester (Deva): Fundada na época romana, a Tintagel e o bardo Gangrel Rhiannon, enquanto a
pequena cidade de Chester é a sede do Palatinado e passagem conhecida como Caverna de Merlin oferece
um importante centro comercial, embora seu papel abrigo para um grupo de Nosferatu itinerantes que
como porto tenha diminuído nos últimos anos. Ape- sobem e descem a costa de Devon e Cornwall.
nas três membros residem permanentemente na cidade • Lyonesse: Além do ponto mais ocidental da
— o barão Marcus e seus assessores — mas há uma Cornualha, há um aglomerado de ilhas que vários
grande população “flutuante” daqueles que buscam o membros afirmam ser o lendário reino de Lyonesse.
patrocínio e o conhecimento do barão romano. Rumores de tesouros sobrenaturais atraem aventurei-
ros membros para as ilhas, que possuem inúmeras vários meses residindo por aqui, é seu senescal, John
cavernas para se abrigar, mas pouca Vitae para susten- Fitzstephen quem supervisiona os trabalhos noturnas.
tar os vampiros e bem menos para protegê-los dos fées. • Saint Davids: Na ponta ocidental de Pembro-
keshire, Saint Davids é o local cristão mais proeminen-
te no País de Gales. É o lar de Nennius, o único mem-
bro da Lancea Sanctum na região. O Toreador procu-
Como muitos dos barões mortais da região, o feu- rou expandir sua influência, mas foi impedido pelo
do de Gloucester atravessa o rio Severn e incorpora as Invictus que não desejam mais desafios em uma região
terras do sul de Gales até Pembroke. Os governantes já problemática.
mortais dessas terras são em grande parte colonos • Oxford: Oxford é um importante centro de co-
normandos, embora o Príncipe Llywelyn de Gwynedd mércio, todavia é mais conhecido como um local de
tenha recentemente adquirido influência considerável ensino, sediando uma universidade (fundada em 1168)
nas terras ao redor do Gower. Os mortais mais podero- que surgiu da corte da cidade. O Osita Alfonse é o
sos do feudo são membros da família de Clare, que senhor vampiro da cidade, mas o erudito Nicolau, do
detêm o poder como senhores de Glamorgan, Here- clã Gangrel contesta esse direito.
ford e Gloucester e que também têm propriedades
importantes na Irlanda. Os Clares estão ligados por
matrimônio com a família Marshal, cujo senhor, Willi-
am, o Jovem, é conde de Pembroke, senhor de Leinster O feudo de Lincoln domina as Terras Médias (Mi-
e Marshal da Inglaterra. dlands) ao leste, mas é pressionado por seus vizinhos.
A baronesa Seren lidera o feudo, o único Malkovi- O barão Stephen exerce influência política considerá-
ano a ocupar um lugar tão alto nos baronatos de Ava- vel, mas seu poder militar não supre as necessidades do
lon. Seren suspeitava de estranhos (e muitos de seus seu feudo, tornando difícil para ele contrariar as ações
próprios vassalos), acreditando que eles tinham inveja de seus vizinhos. Ele também enfrenta um grande pro-
de seu poder e sucesso, sofria ataques de histeria alter- blema com neófitos rebeldes, as ações dos vampiros
nando com períodos de profunda melancolia. No en- foras da lei, perto de Newark, encorajam vários jovens
tanto, ela é uma líder carismática e inspiradora, bem membros a imitá-los. Algumas partes de Lincolnshire e
como uma administradora formidável. Os membros do Nottinghamshire estão em anarquia e Jonh de York
feudo e até mesmo os que estão mais longe reconhe- tem usado isso para expandir sua influência no norte
cem suas capacidades como governadora, sendo as de Nottinghamshire. Stephen está planejando um con-
terras de Glamorgan como o único feudo civilizado no tra-ataque, reunindo forças em Newark, mas teme que
País de Gales. Para controlar seu comportamento im- Mitras intervenha antes que ele possa reverter a situa-
pulsivo, Mitras submeteu a baronesa ao Vinculum e ção.
colocou vários agentes para vigiar sua corte. Ele muda •Lincoln (Lindom Colônia): Fundada por solda-
esses agentes a cada ano, apenas para ter certeza de que dos romanos aposentados, Lincoln fica no topo de
eles não estão sucumbindo à loucura que muitas vezes uma escarpa com vista para o rio Witham. É um im-
rodeia os Malkovianos. Servir um período em Glouces- portante centro comercial, com um grande castelo
ter é visto como um exemplo do que acontece aos guardando a cidade e a catedral (a segunda maior do
membros que incomodam o Príncipe Mitras. país e guarda uma das cópias originais da Magna Car-
• Bristol: Bristol é um importante porto e o co- ta). Conhecida como Bail, este recinto fortificado tam-
mércio com a Irlanda e a Aquitânia, além de uma im- bém abriga a corte do barão Stephen. Após o terremo-
portante fonte de riqueza. A baronesa normalmente to de 1185, o Toreador Lucius supervisiona os traba-
reside na cidade (bem protegida), onde pode “receber” lhos na catedral, enquanto busca mediar os conflitos
mais facilmente os viajantes da Família. O barão Ge- entre o Condestável de Norwich e as autoridades da
rard queixou-se a Mitras sobre a obstrução de Seren aos Lancea Sanctum, particularmente em relação a Ilha de
seus representantes, mas a Malkoviana até agora des- Ely. Lucius usou sua influência para acelerar o trabalho
prezou as sérias repreensões do Príncipe. na catedral, mas isso teve resultados desastrosos em
• Gloucester: A capital oficial do feudo controla 1237, quando a torre central desmoronou.
uma rota importante na praia de Severn, além de um •Nottingham: Nottingham compartilha dos mes-
importante centro comercial. Embora a baronesa passe mos problemas de Lincoln, com diferentes grupos
lutando uns contra os outros. Os membros normandos
As terras planas de East Anglia — Norfolk,
Suffolk, Cambridge e Huntingdon não tem nada
de especial, exceto por serem ricas no cultivo e
pesca. O feudo está atualmente sem um líder
desde que barão Michael foi morto em 1227. Seu
assassino, um Moroi chamado Hewald, que foi
rastreado e morto, mas suspeitam que ele não
passava de um mero peão comandado por um
membro ainda não identificado. Como conse-
quência, a paranoia se instalou no feudo, com os
membros suspeitando uns dos outros. Mitras
ainda não nomeou um sucessor para o feudo,
mas atualmente o mais poderoso membro da
região é o Cardeal Aelfred de Norwich. Contudo,
parece improvável que o Cardeal consiga o posto
de barão, já que usou de sua posição na Igreja e
na Lancea Sanctum para frustrar os planos de
Mitras no passado.
•Norwich: O castelo real de Norwich é a se-
de de Roger le Bigod, o jovem duque de Norfolk
e cunhado do rei Alexander II da Escócia.
•Bishop's Lynn: O porto de Bishop's Lynn
serve grande parte do leste da Inglaterra, além de
ser um importante centro comercial. O Ventrue
Jasper de Mobrey declarou seu domínio sobre a
vila em 1203, mas o barão Michael nunca con-
firmou sua reivindicação. De Mobrey tem conta-
tos extensivos com os Ventrue da Holanda e
norte da Alemanha.
•Ely: A ilha de Ely, localizada nas regiões
pantanosas, fica na fronteira dos feudos Lincoln
e Norwich, atualmente disputada pelos dois ba-
rões. Tradicionalmente, a catedral e o convento
estavam sob a autoridade Norwich, mas o barão
Stephen se opôs a isso, e com a morte do barão
— principalmente da Ventrue e Deva — vivem no caste- Michael, Stephen fez uma petição ao Príncipe para
lo sobre uma formação rochosa na parte oeste do rio anexar a ilha ao seu feudo.
Lean. Os descendentes dos saxões e dinamarqueses, •Cambridge: antes conhecida apenas como um
compõem os clãs Ventrue e Gangrel. Vivem em burgos porto e centro comercial, Cambridge se tornou a se-
saxões no lado leste, as margens do rio, e trabalham gunda cidade universitária da Inglaterra depois que
relutantemente para seus suseranos, enquanto apoiam alguns professores chegaram de Oxford em 1209. A
secretamente os rebeldes. A cidade tem uma população instituição atraiu um certo número de vampiros, em-
de Nosferatu que se refugia nas cavernas de arenito nas bora ainda não exista nenhuma autoridade na cidade.
rochas sob as áreas normandas e saxãs, alimentando-se
e protegendo os mortais que vivem nas cavernas. Os
Nosferatu reivindicam os pântanos de Broadmarsh
entre a vila e o rio Trent como seus campos de caça, e O País de Gales é uma terra dividida, cujos habi-
cobram pedágio de qualquer membro que queira atra- tantes lutam tanto entre si quanto com estrangeiros. O
vessar o rio. poder reside em um conjunto de reinos menores cuja
autoridade cresceu e minguou ao longo dos anos. Com terras anteriormente incluíam possessões inglesas;
exceção da região sul (aonde a população é basicamen- Powys nas colinas do centro de Gales; e Gwynedd nas
te descendente dos britânicos), seus ancestrais celtas montanhas e planícies do norte. O príncipe Llywelyn
eram descendentes de britânicos e irlandeses, embora Fawr, de Gwynedd, é o soberano do país de Gales, e os
as terras de Pembroke e Gwynedd tenham alguma reis de Powys e Debeubarth prestam homenagem a ele.
herança escandinava. As relações entre o País de Gales No entanto, ele, por sua vez, reconhece o rei da Ingla-
e a Inglaterra sempre foram de inimizade, tanto na era terra como seu senhor, embora atualmente esteja tes-
saxã quanto no atual governo normando. Como a tando os limites do jovem Henry. Os senhores de
população mortal, os vampiros do País de Gales des- Chester e Gloucester são as únicas autoridades da Fa-
cendem dos habitantes originais da Grã-Bretanha e mília no País de Gales. Isso se deve em parte à popula-
incluem alguns dos membros mais antigos e poderosos ção dispersa de gado (mortais) que inviabiliza as reuni-
das Ilhas. ões dos membros, mas também porque muitos dos
habitantes são muito independentes e usam seus imen-
sos poderes para defender seus territórios contra intru-
sos.
Os parentes são fundamentais no país de Gales, e
as famílias, linhagens e clãs são inseparáveis, ligadas
pelo poder político e à propriedade da terra. A linha-
gem determina quem pode ou não herdar a proprieda- O reino de Deheubarth (“terra do sul” em galês) é
de, e a terra é frequentemente dividida entre todas as muito pressionado pelos intrusos normandos, e seu
crianças, em vez de ser transmitida a um único herdei- futuro parece sombrio. O rei Owain ap Gruffyd gover-
ro. Esse sistema frequentemente leva a lutas internas na a terra de seu castelo em Dinefr, mas esta terra está
para eliminar pretensos rivais; caso contrário, as terras agora ameaçada pelo barão normando de Pembroke.
diminuiriam rapidamente de tamanho. Mesmo assim, Os membros de Deheubarth estão sujeitos ao feudo de
os reinos são fragmentados, contendo diversos grupos Gloucester, embora alguns na parte norte do reino se
defendendo seus interesses. recusem a reconhecer a autoridade da baronesa Seren.
O casamento é importante para as famílias, unindo O mais notório desses descontentes é o Gangrel Rhys
diferentes parentes em alianças, e o clã cuida de viúvas de Tregaron, que deixou os dois últimos emissários de
e órfãos. A família é responsável por monitorar os atos Gloucester na fronteira de seu domínio.
de seus membros, julgando qualquer um acusado de
crimes e/ou defendendo-os contra acusações externas.
Disputas sobre justiça muitas vezes levam a vingança
entre famílias inimigas. A lei normanda está sendo O reino mais ao norte do país de Gales, Gwynedd
imposta sem trégua no Sul, e os senhores feudais estão (ou reino de Venedócia) também é o mais poderoso. A
tentando desempenhar um papel maior na lei e ordem influência de seu monarca, o Príncipe Llywelyn Fawr,
de suas terras. se estende Powys a Deheubarth; ele é o soberano de
Essa ênfase na família permitiu que os lupinos todo o país de Gales. Llywelyn tem fortes laços com os
prosperassem no País de Gales, pois os lobisomens senhores de Powys, Debeubarth e a coroa inglesa, além
criam relacionamentos de longo prazo (embora incom- de ter impedido novas invasões em suas terras. Sua
preensíveis) com famílias particulares. Para um mem- esposa é a meia-irmã do rei Henry. O palácio de
bro que deseja Abraçar alguém de uma família galesa, Llywelyn em Aberffawr, em Anglesey, abriga Rhodry, o
será melhor observar a pessoa escolhida por algum representante Ventrue do Príncipe em North Wales.
tempo para garantir que a futura prole não pertença a Oficialmente, Rhodry é o senhor de Snowdonia, Lleyn
outra pessoa. e as terras que fazem fronteira com o feudo de Chester,
mas seu poder não se estende muito além de Anglesey.
De fato, seus esforços para estender sua influência a
Powys no final do século XII quase levaram à sua mor-
As ricas planícies do sul caíram sob o domínio dos te quando ele conheceu uma anciã Gangrel. Segundo
barões normandos, que agem com grande independên- seu relato, a vampira permitiu que ele escapasse apenas
cia do rei Henry. O restante do País de Gales forma os “graças a afeição que sentiu por aquele velho tolo do
três principados a seguir: Deheuharth, no Sul, cujas Mitras” com quem viajara nos dias da Camarilla. Em-
bora seja menos perigosa para os membros do que to vários magnatas escoceses (incluindo o rei Alexan-
Powys, Gwynedd o Império Romano não é uma terra der) possuem terras na Inglaterra.
segura para vampiros incautos, já que a maioria dos Kenneth MacAlpin, que liderou os Escotos à vitó-
habitantes longe de Anglesey pouco se importam com ria contra os pictos, é reconhecido como o primeiro rei
as tradições. Qualquer vampiro que viaja as terras altas da Escócia, mas o reino moderno não começou a to-
deve estar preparado para lutar ou negociar, caso con- mar forma até o reinado de Malcolm II no início do
trário, se tornará alimento para os antigos. século XI. Infelizmente, Willian I da Inglaterra forçou
Malcolm III a reconhecê-lo como seu senhor em 1072,
um elo que permaneceu de alguma forma desde então.
Os escoceses nem sempre foram leais, o pai de Alexan-
As colinas no centro de Gales formam o reino de dre, William, o Leão, se aliou aos filhos de Henry II em
Powys. Até recentemente, incluía dois reinos, mas ape- sua rebelião, mas o rei atual tem domínios importantes
nas a parte norte, Powys Fadog, continuava indepen- na Inglaterra e era signatário da Carta Magna. Alexan-
dente sob Madog ap Gruffydd. As regiões do sul foram dre é casado com a irmã do rei Henry, embora a união
tomadas pelos lordes, principalmente aqueles da famí- ainda não tenha produzido filhos.
lia Braose, que agora estão sob o domínio de Llywelyn Até a queda dos pictos, a Escócia era o lar de mui-
Fawr. A capital do reino em declínio de Madog é tos membros, mas com a chegada dos lobisomens, a
Mathrafal, a cerca de 32 quilômetros a oeste de população da Família declinou e o crescimento da
Shrewsbury, mas o centro do poder dos membros é o Igreja e dos normandos empurrou os fées para as
mosteiro Meifold, a vários quilômetros de distância. O Highlands. Atualmente, alguns poucos membros mo-
atual Condestável é Daffyd, do clã Ventrue, e afirma ram na Escócia, embora a maioria viva nas terras baixas
ter conhecido o fundador da Meifod, San Gwyddfarch. de Lothian.
Daffyd e Richard, de Shrewsbury, permanecem em
contato e mantêm a ordem na região. No entanto, as
colinas de Powys são o lar de animais selvagens que
não tratam gentilmente os intrusos. Uma importante As terras da Escócia compreendem três nações dis-
exceção aos domínios dos Gangrels e lupinos é a mon- tintas, o reino da Escócia, o reino Viking de Mann, as
tanha de Cadair Idris, que abriga Idris, um Malkovia- Ilhas e o Condado de Orkney. A própria Escócia é
no. Idris é um vidente de renome que usa seus poderes dividida em duas grandes faixas de terra: as “civiliza-
para afastar intrusos. Os mortais que passam a noite na das” Lowlands, dominadas pelos proprietários de terras
montanha, o fazem às custas de sua sanidade. anglo-normandos e as terras pertencentes aos clãs das
Highlands.

A Escócia moderna é a fusão de cinco culturas di- Lordes normandos governam as colinas de Lothian
ferentes; a mais antiga é o dos pictos, os habitantes e Lowlands (“Fronteiras, Terras Baixas”) do centro da
originais da terra que lutaram contra as legiões de Ro- Escócia, um pouco diferente das terras ao norte da
ma para detê-los. Os pictos acabaram subjugados pelos Inglaterra. De fato, a fronteira com a Inglaterra é mal
Escotos, uma tribo irlandesa, depois do que aparente- definida, embora fortificações importantes como Ber-
mente se tornou uma guerra civil entre os Gangrels da wick e Norham delimitem a fronteira. Carlisle às vezes
região. Mesmo antes da queda dos pictos, os colonos faz parte da Escócia, e o feudo vampírico de Carlisle
anglo-saxões chegaram às terras baixas da Escócia; no inclui partes das colinas de Cheviot. O Deva Robert,
passado, o reino da Nortúmbria incluía as terras agora de Edimburgo, destaca-se como barão de Lothian e é
conhecidas como Lothian. Da mesma forma, os piratas um subordinado a Mitras, mas devido à falta de mem-
escandinavos chegaram à Escócia e junto com eles, os bros no feudo, há pouca organização.
lobisomens, que ainda hoje continuam sendo uma • Edimburgo: a capital escocesa fica na costa sul
potência importante nas ilhas do norte e oeste, embora do Firth of Forth, seu imponente castelo fica no topo
sua influência no continente seja restrita a Caithness. de um penhasco, enquanto a vila se estende entre o
Por último, muitos senhores normandos viajaram para castelo e a Abadia de Holyrood. Vários Devas têm casa
o norte para assumir o controle das Lowlands, enquan- na cidade, mas seu número está sendo excessivo para a
população da cidade. Uma recente vitória sobre os ao palácio de Valhala —, que visitam as ilhas nos longos
Ventrue, de York, separou a Igreja da Escócia da Pro- invernos escuros. As ilhas são o lar de fées e magos que
víncia de York, e o barão Robert está usando esta oca- exploram a magia de lugares como o Círculo de Brod-
sião para incentivar seus companheiros de clã a se dis- gar — uma misteriosa formação circular de pedras nas
persarem entre as outras cidades e assentamentos da Ilhas Orkney.
região. As ilhas ocidentais das Hébridas e Man formam o
reino de Man, embora as propriedades da Irlanda te-
nham sido perdidas para os irlandeses e normandos. A
política no reino está sempre mudando, e o rei Olaf II
Embora tecnicamente faça parte da Escócia, as enfrenta uma batalha constante para manter seu poder.
Highlands (“Terras Altas”) são totalmente independen- Como as Nordreys, as terras de Man e as Ilhas são hos-
tes de Edimburgo. A família é tis para a existência da Família.
a principal organização social,
em sua essência, de natureza.
O feudalismo normando ain-
da não criou raízes, mas fortes
As terras divididas da Irlanda são os últimos redu-
laços de lealdade unem os mem-
tos da cultura celta. Nunca foram invadidas pelos
bros de cada clã. A música e as
romanos, os antigos costumes e as tradições
histórias são muito importantes
permaneceram fortes e a ilha se tornou um
nas Highlands, e a posição de
bastião para as entidades sobrenaturais. Os
seanachaidh ou narra-
vampiros são uma presença relativamen-
dor/cronista é altamente
te recente na Irlanda e geralmente
estimada. Os highlanders
não são bem-vindos. A Irlanda se
(“montanheses”) falam
converteu ao Cristianismo em 432
gaélico e, embora sejam
d.C. depois do Império Romano,
cristãos, sua igreja segue o mo-
e permaneceu cristã, enquanto
delo celta (apesar do Sínodo de
muitas terras romanas volta-
Whitby).
ram ao paganismo. Os monges
As florestas e colinas abrigam
irlandeses preservaram grande
muitos seres sobrenaturais, nenhum
parte do conhecimento antigo
dos quais é amistoso com intrusos.
e foram os primeiros missio-
Somente os Gangtel tiveram algum su-
nários irlandeses que trouxe-
cesso entre as montanhas e os lochs”
ram a palavra de Cristo de
(“lagos”), embora alguns Toreadores e a
volta à Grã-Bretanha. Co-
Ositas ocasionalmente tenham tentado
mo as Highlands da Escó-
perseguir os clãs e estudarem suas tradições
cia, o povo da Irlanda é de
orais.
natureza tribal, com famí-
lias extensas unidas em um
Tuath (clã). Os quatro reinos
O Condado de Orkney e Shetland é co- tradicionais irlandeses: Ulster, Leins-
nhecido como Nordreys por seus habitantes e ter, Connacht e Munster, foram for-
também incorpora propriedades de Caithness. mados a partir das associações entre
Jan Haraldsom governa o condado desde 1214 Tuath, mas a atualmente o reino está
e é vassalo do rei da Noruega. Poucos membros fragmentado. Existem territórios
habitam as desoladas Nordreys, e os que o menores como Des-
fazem são — "Os Guerrei- mond, Thomond e
ros de Odin" mor- Ossory, em vez dos
tos recolhidos reinos tradicio-
pelas Valquí- nais. Os reinos e
rias para irem Tuath tradicio-
nalmente luta-
vam entre si, mas para resolver as disputas internas Os membros têm ainda mais dificuldade, pois os
existia o Ardri, o Alto Rei. lobisomens enfrentam sua presença mesmo dentro de
Um grande número de britânicos fugiu para a Ir- Paliçada. Somente nas cidades: Dublin, Waterford e
landa após a queda de Roma, mas o primeiro ataque Cork, os vampiros têm um mínimo de proteção, por-
sério ao reino veio das hordas vikings. Estes piratas que seus inimigos não gostam da paisagem urbana.
foram atraídos pela riqueza dos mosteiros irlandeses e, Paliçada não tem barão vampiro. Os feudos Apartidá-
eventualmente, tornaram-se senhores de várias cidades rios dos Ventrue são vassalos diretos do Príncipe Mi-
costeiras, incluindo Dublin e Cork. O Ard-ri Brian tras, que deram aos senhores a liberdade de agirem
Boru, que uniu vários reinos contra os invasores, aca- como bem entenderem, mas também impediram uma
bou subjugando o poder dos vikings, mas essa vitória cooperação da Família mais ampla dentro da Paliçada,
não fez nada além de adiar os problemas da Irlanda. já que cada homem procura seus próprios interesses.
Em 1166, o rei de Leinster fugiu para o exílio, mas • Dublin: Dublin é o coração de Paliçada e a capi-
voltou um ano depois com tropas do rei da Inglaterra tal da colônia normanda. É também o lar da principal
comandadas por Richard de Clare, às vezes chamado presença da Família da Irlanda, os Toreadores têm um
de “Arcoforte”, conde de Pembroke. Com os invasores papel importante na construção da Catedral de São
normandos vieram os vampiros, e mais colonos vampi- Patrício. O senhor da cidade é o Ventrue Edward de
ros acompanharam expedições subsequentes, em parti- Varen, mas o “bispo” Deva William Rufus recente-
cular os Deva. mente contestou sua autoridade. Somente os laços de
William com Adrian de Canterbury o libertaram da ira
do senhor. O Gangrel James O’Conlae também é ativo
na cidade em nome do Círculo da Anciã, embora viaje
A Irlanda não é uma terra agradável para os vampi- frequentemente para a Inglaterra e o continente.
ros, que muitas vezes são forçadas a lutar por sua so- • Cork: Cork é uma cidade sitiada. As terras vizi-
brevivência contra todo o poder dos fées e dos selva- nhas estão sujeitas a incursões irlandesas durante o dia
gens lobisomens, os confrontos geralmente acontecem e depredações por lupinos durante a noite. O membro
nas batalhas entre irlandeses e normandos. Além disso, Lord Hecror se esforçou para defender a presença de
os membros lutam entre si. Os antigos membros irlan- vampiros na cidade e vários membros mais jovens pa-
deses e dinamarqueses estão insatisfeitos com a chega- recem determinados a derrubar o velho guerreiro.
da de seus parentes normandos. Os vampiros tentaram
dividir a Irlanda em quatro reinos, mas seu pequeno
número torna isso inviável. Como seus compatriotas
mortais, eles geralmente se referem a Paliçada como Os colonos ingleses não são bem-vindos Além da
terras anglo-normandas e Além da Paliçada como terras Paliçada, e a situação é ainda pior para a Família. Al-
irlandesas. Essa fronteira é artificial tanto no mundo guns Devas exploram a lenda do leanhaun sidhe (a
mortal como no vampírico, e a influência normanda e musa dos poetas) para ocultar sua presença entre os
da Família se estende além das aldeias ocupadas pelos mortais. Alguns dos fées veem esse engodo com diver-
normandos e pelos castelos dos invasores. são e deixam os membros em paz, mas essa mancha na
reputação dos fées ofende a outros changelings. So-
mente os membros do Círculo da Anciã têm algum
grau de segurança Além da Paliçada, dado que seus
As terras sob o domínio do rei Henry, Paliçada, vínculos com as antigas tradições celtas merecem algum
dominam o sul e o leste do país, estendendo-se de Du- respeito. Magda, a Bruxa de Connacht é a vampira
blin a Cork. Em algumas áreas, principalmente aquelas dominante no Noroeste. Vários Gangrels tentaram
anteriormente dominadas pelos vikings, os barões matá-la, mas ela sobreviveu até agora graças a uma
normandos são vistos como nada mais do que outro combinação de seus poderes arcanos e um grande co-
grupo de senhores, e sempre são desafiados por nativos nhecimento da região.
de outras regiões. Walter de Lacey e William Marshall
dominam os assuntos normandos nas regiões leste e
central, mas os magnatas irlandeses predominam no
resto do país, embora tenham jurado vassalagem ao rei
As terras do sudoeste da França são de bicéfalas,
Henry.
tanto para os governantes mortais angevinos quanto
para os membros da Corte de Avalon. Oficialmente, as condados de Bordeaux, Dax e Armagnac. O controle
terras de Aquitânia são posses de Henry III como du- de Poitou foi tomado de Henry, e com ele, o de gran-
que de Aquitânia herdado de sua avó, Leonor, mas seu des porções da Aquitânia.
senhor feudal, Louis da França, tentou eliminar a in- Embora nunca tenha sido muito claro, a situação
fluência do jovem rei na área. A chave da estratégia de dos membros piorou com as ações francesas. Bordeaux
Louis é Hugo de Lusignan, padrasto do rei Henry, que permanece firmemente sob a jurisdição de Mitras,
governa Angoulême em vez de sua esposa, Isabella. Em como Bayonne e as aldeias ao longo dos rios Garonne
1224, Louis convenceu Hugo a se juntar às forças fran- e Dordogne. No entanto, mais ao longe, o controle de
cesas em seu inesperado ataque a Poitou. Essa ofensiva Avalon diminui e as terras permanecem sob a influên-
deu a Louis o controle de Poitou, particularmente cia do estado.
Poitiers e da cidade portuária de Limoges. No entanto,
apesar de Hugo ter enviado as tropas de Luís pela Gas-
conha, ele não assumiu o controle de Bordeaux e Ba-
yonne, fornecendo a Enrique uma base para recuperar Gascogne é o coração das propriedades francesas
o controle de seus domínios. Unidos à Inglaterra pelo de Henry, localizada na cidade portuária de Bordeaux e
comércio (em particular o vinho), as cidades portuárias economicamente ligada à Inglaterra. Desde os eventos
da Aquitânia permaneceram em grande parte leais aos de 1224, muitos gascões da Família juraram vassalagem
angevinos, enquanto as regiões rurais não possuem um ao barão Gerard e a Corte de Avalon, declarando que
mestre estrangeiro em grande estima e preferem um são lealmente vassalos e não perjuros infiéis como os
senhor francês. Uma exceção notável é a cidade portu- de Poitou.
ária de La Rochelle, cujos governantes ofenderam a • Bordeaux: Fundada pelos romanos há mais de
população local. A cidade tomou partido dos franceses, 1500 anos, Bordeaux é conhecida por seus vinhos, mas
e a perda deles foi um golpe nos planos de Henry para também um importante centro comercial. O represen-
recuperar seus domínios perdidos. Apesar de dois ata- tante de Mitras, barão Gerard le Vieux, tem em sua
ques, a questão permanecerá sem solução até o Tratado corte uma luxuosa mansão que domina os gascões. Seu
de Paris, em 1259. rival mais proeminente é Ranulph Espada Larga, o
Embora não esteja muito interessado em Aquitâ- superintendente da Lancea Sanctum de Aquitânia e
nia, o Príncipe Mitras alerta que membros do Ducado das Ilhas Britânicas, cuja influência em Aquitânia vai
estão por trás da recente reviravolta dos acontecimen- além. A Catedral de St. Andre é o foco da Lancea San-
tos, aproveitando a situação mortal para minar a posi- ctum e serve como refúgio para Ranulph quando ele
ção de seus agentes. As autoridades mortais e vampíri- está na cidade.
cas de Poitou estão agora mais alinhadas, uma vez o rei
Etienne em Poitiers responde apenas à França e a Lan-
cea Sanctum, em vez de reconhecer os “bárbaros” Ba- O Ducado da Aquitânia é o principal ponto de
ronatos de Avalon. Mitras instruiu o barão de Borde- conflito entre a França e a Inglaterra, bem como entre
aux, Gerard le Vieux, a reforçar suas atividades de cole- Avalon e a Grande Corte. Hugo de Lusignan é dono
ta de informações entre mortais e membros. Mitras dos condados de Angoulême e Manche, enquanto
não está preocupado com o equilíbrio de poder no Auvernia e Périgord estão igualmente alinhados com
feudo, mas entende o efeito econômico que seria per- Louis. Nesta região, os membros em atividade dos
der Bordeaux em portos como Bristol e Exeter. Barões de Avalon permanecem, no entanto, e Angou-
lême e Périgord são locais de confrontos frequentes
entre os membros das duas cortes.
As terras que Leonor de Aquitânia levou consigo • Cahors: um importante centro de produção de
para Império Angevino compreendem três regiões. O vinho, Cahors é atravessado pelo rio Lot. A catedral de
elemento mais ao norte é o condado de Poitou, defini- Saint Etienne, na vila, é o principal refúgio do Bispo
do pela cidade de Poitiers, pela sede ducal e pela cidade Deva, Ranulph Espada Larga. A partir daqui a influên-
portuária de La Rochelle. Mais ao sul está o Ducado de cia do bispo se estende por todo o sul da França, com
Aquitânia, composto principalmente por Angoulême, notáveis centros em Agen, Bordeaux e St-Yrieix-la-
Auvergne, Marche, Perigord e Saintonge. O elemento Perche. Ranulph tem fortes laços com Toulouse, mas
mais ao sul é o Ducado da Gasconha, que inclui os evita o condado desde o início da Cruzada Albigense.
Defesa: 5.
Blindagem: 2/0 (Gibão de peles).
Os membros das Ilhas Britânicas variam do quase Deslocamento: 17.
divino ao mais patético. Alguns são poderosos anciões Potência do Sangue: 9.
e outros meros neófitos, mas acima de todos está Mi- Disciplinas: Animalismo 5, Auspício 5, Celeridade
tras de Londres. 5, Resiliência 4, Ofuscação 5, Ímpeto 2, Majestade 3,
Metamorfose 5, Cruac 5.
Vitae/por turno 50/10
Magda nasceu nos anos que precederam última in-
vasão da tribo celta Fir Bolg sobre a Irlanda, educada
desde tenra idade na cultura druídica que havia se
estabelecido recentemente nas ilhas. Ela mostrou uma
forte convicção e habilidades precoces, o que atraiu a
atenção de um vampiro ancião que acompanhava os
celtas desde a sua origem na Europa Central até a costa
do Atlântico. Durante a invasão, os Fir Bolg deram
uma surra terrível em Magda que a mataram. De fato,
ela viveu até o anoitecer. Seu senhor, cujo nome ela
nunca soube, já era um ancião, que decidiu submetê-la
ao Abraço antes de ver seu talento desperdiçado. Mag-
da se vingou daqueles que a atacaram com uma fúria
que beirou a loucura, e conseguiu expulsar os invasores
para o mar, de onde haviam chegado. Ao longo dos
séculos e milênios que se seguiram, a Bruxa de Con-
naught se dedicou a derramar o sangue dos cristãos
nórdicos e normandos, para se vingar do que vê como
o assassinato injusto de seu povo e costumes. Ele mora
Clâ: Gangrel. em Connaught, sua Besta interior está sempre a flor da
Coalizão: Circulo da Anciã. pele, procurando uma maneira de impor um castigo
Abraço: 500 a.C. definitivo a todos os seres vivos da Irlanda.
Idade aparente: Adolescente. Magda prefere ficar longe dos membros e de outros
Atributos Mentais: Inteligência 5, Raciocínio 5 e seres sobrenaturais de Connaught. Ela sabe — sem
Perseverança 6. medo de estar errada — que eles querem matá-la ou
Atributos Físicos: Força 5, Destreza 7 e Vigor 6. subjugá-la. Seus únicos aliados são os animais selva-
Atributos Sociais: Presença 3, Manipulação 5 e Au- gens, embora ela também mantenha uma certa relação
tocontrole 5. com algumas de seus infantes mais próximas. Os mor-
Habilidades Mentais: Erudição 6, Guerra 2, Medi- tais da Irlanda a chamam de “Bruxa Connaught”, um
cina 6, Ocultismo 7, Ofícios 5, Religião 5. título que tanto os uratha quanto os membros adota-
Habilidades Físicas: Armamento 4, Briga 6, Dissi- ram ao se referir a anciã Gangrel. Ambos os grupos
mulação 6, Esportes 5, Furto 2, Sobrevivência 6, tentam caçar Magda, embora apenas os uratha o faça
Habilidades Sociais: Astúcia 6, Empatia 6, Expres- ativamente, geralmente em resposta as suas ações. Mui-
são 3, Intimidação 7, Manha 5, Persuasão 5, Trato c/ tos Sombras Descarnadas a chamam de “Ladra” porque
Animais 8. ela se alimenta tanto de sangue como de essência, dre-
Vantagens: Contatos 3 (infantes), Refúgio 5, Servi- nando (e em muitos casos destruindo) o Locus. O co-
dor 4 (animais). nhecimento e a afinidade de Magda com a terra são
Força de Vontade: 10. tais que até os lobisomens mais poderosos não foram
Humanidade: 7. capazes de interromper suas atividades, e toda vez que
Virtude: Fortaleza. tentavam, apenas conseguiam sofrer um terrível massa-
Vício: Ira. cre.
Vitalidade: 11. Imagem: Magda aparece como uma garota selva-
Iniciativa: 12. gem, e sua aparência externa não trai seu coração feroz.
Suas roupas são pouco mais que trapos sujos. Sua pele Vantagens: Aliados 3, Contatos 4, Refúgio 5, Re-
pálida é marcada por tatuagens e runas místicas, e seus banho 2*, Status 4, Mentor 5, Recursos 4, Servidor 4.
cabelos escuros estão salpicados de sangue e poeira. Estilo de Luta (Espada Longa) 5, Cavaleiro Nato, Hábil
Dicas de interpretação: você é um ser da natureza, com Escudo.
guiada pelo instinto e pelo pensamento irracional. Suas
ações buscam defender a terra e seus domínios, mas Força de Vontade: 9.
não está governada apenas pela crueldade, embora você Caminho: Humanidade 5.
não tenha problemas em usar métodos violentos ou se Virtude: Juiz.
voltar contra seus antigos aliados, se a situação exigir. Vício: Orgulho.
Com dois mil anos sobre os ombros, tudo o que você Vitalidade: 10.
lembra é que o sinal da cruz a deixa louca. Iniciativa: 8.
Refúgio: Condado de Mayo, Irlanda. Defesa: 4.
Blindagem: 2/1 (Cota de malha).
Deslocamento: 14.
Potência do Sangue: 9.
Disciplinas: Animalismo 3, Celeridade 3, Domina-
ção 4, Resiliência 6, Ofuscação 3, Ímpeto 5.
Vitae/por turno 50/10
O barão Marcus Verus era um legionário em Vale-
ria Victrix (Legio XX), atraído pelo culto de Mitras e
posteriormente transformado pelo próprio “Deus Vi-
vo”. Ao contrário de Mitras, Marcos foi ativo durante
os anos sombrios que se seguiram à queda de Roma e
estendeu seu poder sobre as ruínas da Bretanha Ro-
mana e sobre os reinos saxões que se seguiram. A com-
binação de habilidade marcial e literatura clássica o
manteve na posição de barão de Chester, cargo que ele
conquistou em meados do século VIII antes da chega-
da dos dinamarqueses, o qual manteve graças a mistura
de força bruta e astúcia. Continua exercendo uma
posição importante no culto a Mitras e introduziu
vários mortais e vampiros em seus mistérios, além de
facilitar o retorno de seu senhor ao poder. Como Mi-
Clâ: Ventrue. tras, Marcus se diverte com o combate e vai para o
Coalizão: Culto de Mitras. campo de batalha assim que surgi a oportunidade,
Abraço: 192 d.C. embora essas oportunidades sejam escassas e as tropas
Idade aparente: na casa dos 40 anos. que ele enfrenta ou dirige são menos impressionantes
Atributos Mentais: Inteligência 4, Raciocínio 4 e do que aquelas do passado. Hoje, com mais de mil
Perseverança 5. anos, Marcus começa a sentir o peso da idade, mas o
Atributos Físicos: Força 5, Destreza 4 e Vigor 5. continua em atividade enfrentando os galeses e as tro-
Atributos Sociais: Presença 4, Manipulação 5 e Au- pas do feudo de York liderados por Eyolf Ivarsson,
tocontrole 4. embora Mitras não esteja satisfeito com a agressividade
Habilidades Mentais: Erudição 3, Guerra 5 (Linhas de sua prole.
de Abastecimento, Terreno), Ocultismo 2, Ofícios 3, Marcus é o barão mais antigo, e está nesta posição
Política 5, Religião 3 (Culto de Mitras). há muito tempo. Em seu feudo, há uma lealdade quase
Habilidades Físicas: Armamento 7 (Espada Lon- fanática por ele, e sua posição no Culto de Mitras — o
ga), Arqueirismo 4, Briga 5, Cavalgar 4, Furtividade 3, segundo depois do “Deus Vivo” — dá a Marcus ainda
Esportes 6, Furto 2, Sobrevivência 3. mais poder na corte de Avalon.
Habilidades Sociais: Astúcia 5, Empatia 4, Expres- Imagem: O barão Marcus é um homem forte e bem
são 4, Intimidação 5, Persuasão 5, Socialização 4, Trato afeiçoado, com cabelos curtos e bem arrumados. Está
c/ Animais 4. quase sempre de armadura de — com desenhos angevi-
nos contemporâneos, em vez dos romanos), embora ele levou até Grã-Bretanha, onde seu culto prosperou en-
ainda mantenha sua velha armadura e espada curta em tre os soldados das províncias fronteiriças, e não demo-
seu refúgio. rou muito para que ele se tornasse um dos principais
Dicas de interpretação: você é bronco e autoritário, senhores vampíricos da região, mas decidiu entrar em
e não deixa que ninguém o questione. Mais do que torpor quando a terra sob seu comando sucumbiu à
falar, você grita, dá ordens e tem pouco tempo para barbárie.
cortesias e civis. No entanto, diante do aspecto de Durante a conquista normanda, ele acordou ape-
guerreiro que carrega, você é inteligente e muito edu- nas para descobrir como o desprezado culto do pastor
cado, embora não sejam características que você use Messiânico “havia superado todas as suas expectativas,
com tanta frequência, você preza pela confiança dos assumindo alguns aspectos de sua própria religião. As
outros, para que possa atraí-los e manipulá-los para tentativas de reconstruir seu culto e influência encon-
cumprir seus objetivos. traram resistência por parte de outros vampiros, mas
Refúgio: Torre em Chester. através de subterfúgios e manipulação, ele conseguiu
trilhar seu caminho ao poder, e finalmente foi reco-
nhecido como o senhor da corte de Avalon), justamen-
te quando a sociedade mortal aceitou Henry II como
rei. Sua idade, poder e carisma permitiram que Mitras
dominasse uma área sem precedentes, semelhante ao
Império Angevino na Inglaterra, contudo, mais forte, e
ele controlava com a delicadeza e cinismo de um mes-
tre Athanatoi.
Imagem: Mitras é de estatura média, e pele mais es-
cura do que o habitual nas Ilhas Britânicas. Ele usa
cabelos longos, e prefere usar roupas leves e soltas para
não impedirem seus movimentos.
Dicas de interpretação: Você raramente age de
forma imprudente, pois prefere manter suas motiva-
ções e opiniões ocultas. Você nunca pergunta, você
apenas dá instruções: ninguém nas ilhas é igual a você,
eles nem podem sonhar em superá-lo. Algumas noites
você acha que deveria se revelar aos humanos infelizes
e mostrar a eles que o Deus Crucificado não se compa-
ra a você, e depois liderá-los em uma gloriosa campa-
nha contra os vampiros que se opõem a você. Seria
Clâ: Ventrue. suicídio, é claro, e é por isso que você não faz, pois não
Coalizão: Culto de Mitras. deseja que a Morte Final o alcance.
Abraço: 1258 a.C.
Idade aparente: meados dos 20 anos.
Virtude: Temperança.
Vício: Orgulho.
O homem que se tornaria Mitras nasceu na antiga
Pérsia, onde se tornou um general. Em vida, era um
soldado que foi Abraçado em 1258 a.C. e se intitulou
como o “Deus vivo da guerra” de várias culturas. Como
senhor da Luz, Mitras foi retratado como aquele que
conduziria a civilização a moralidade, e responsável
por guiar o sol pelos céus, já que só podia aparecer à
noite, embora no primeiro século antes de Cristo já
tivesse se estabelecido em Roma, Mitras se viu cercado
por numerosos rivais e imersos na turbulenta política
do Império. A expansão de Roma e da Camarilla o
Senda: Thyrsus
Legado: Lich Tremere (v. Mago: O Despertar).
Idade aparente: quase 40 anos.
Virtude: Temperança.
Vício: Ira.
Membro do Lich Tremere e uma das magas mais
poderosas do Legado. Meerlinda foi um dos membros
que encontrou a criatura do Abismo que revelou os
segredos proibidos do Mundo Superno e Decaído.
Quando os membros díspares do Lich Tremere come-
çaram a se espalhar pela Europa, ela viajou para a In-
glaterra, chegando em 1098 d.C. para estabelecer uma
capela. No começo, ela tentou fazer isso no sudeste do
país, mas o Triunvirato, mudou de ideia e foi para
Glastonbury, embora também não pudesse realizar seus
intentos, pois tinham que enfrentar os membros nati-
vos e a Igreja Cristã. Finalmente, ela foi para Durham,
onde, depois de convencer o barão vampírico de York
sobre as intenções “benigna do Lich Tremere”. Ela
fundou a Porta do Leão, em 1109. Com a Porta do Clâ: Deva (Linhagem Toreador).
Leão estabelecida, Meerlinda e seus irmãos começaram Coalizão: Lancea Sanctum.
a espalhar sua influência por toda a região, principal- Abraço: 865 d.C.
mente em Durham e Yorkshire, Palatinado, Northum- Idade aparente: meados dos 25 anos.
bria e na fronteira escocesa. Ela havia criado fortes Virtude: Fortaleza.
laços com o barão John de York, graças a seu represen- Vício: Avareza.
tante no Palatinado, Eloise Marchand, que trabalha As lendas angevina falam de uma bela mulher que
incansavelmente para conquistar o jovem Ventrue, ao se casou com o duque de Anjou e ajudou criar seus
mesmo tempo em que esconde os verdadeiros objetivos filhos, mas que não pôde entrar na igreja de Lusignan,
da Porta do Leão, ou seja, a expansão da influência do e fugiu gritando quando tentaram forçá-la. Segundo
Lich Tremere em Avalon. contam, essa mulher — Melusine — era uma fada, ou-
Imagem: Meerlinda é uma linda mulher de meia- tros dizem que era dragão, e até mesmo um demônio.
idade que se veste de forma discreta em público, es- Esta vampira da imagem afirma ser a base do mito,
condendo seus traços delicados e cabelos castanhos sob embora naquela época fosse apenas um ghul Deva, que
o véu. Dentro dos limites da capela, ela é menos reca- mais tarde seria Abraçada. É impossível provar essas
tada, mas ainda assim, sempre controlando suas emo- histórias, e quem tenta contradizê-la automaticamente
ções, e exala uma aura de poder e autoridade, na qual se torna uma das vítimas do temperamento frio de
apenas seus intensos olhos verdes traem sua idade e Melusine, até que admita seu erro. Ela ingressou na
determinação. política no final do século X e estabeleceu-se como o
Dicas de interpretação: você sempre parece calma, maior poder de Anjou, expandindo sua influência para
mesmo quando internamente esteja alterada, tentando a Aquitânia e as regiões vizinhas, graças ao casamento
atingir seus objetivos através da sutil persuasão, com- de Leonor de Aquitânia com Enrique de Anjou. Por
preendendo as motivações dos outros. Sua aparência muitos anos, ela resistiu tanto à influência de Avalon
externa esconde um coração frio e duro como pedra, e quanto da Cortes do Amor, e só aceitou o governo de
você não terá piedade se uma situação a forçar a agir. Mitras em 1175 d.C. A implosão do Império Angevino
durante o reinado de Jonh também afetou os territó-
rios da Família, e Melusine descobriu que suas próprias
terras haviam sido invadidas por membros leais a Lan-
cea Sanctum, forçando-a a se retirar para Poitiers, e de
lá para a Inglaterra. Ela despreza Mitras por abandonar
as terras de Avalon na França. Ela estabeleceu sua base Virtude: Fortaleza.
de operações em Winchester, que se tornou o centro Vício: Avareza.
de oposição ao Príncipe. Órfão a partir dos seis anos de idade, o jovem
Melusine reconstruiu sua fortuna na Inglaterra e Thomas teve que se sustentar nas ruas de Londres,
investiu esses recursos contra Mitras, a quem ela gosta- levando mensagens para comerciantes e roubando
ria de ver deposto. Ela é o centro de resistência ao go- comida dos mercados do East Cheap e Billinstate. Ele
verno de Mitras, mas sua clara antipatia pela a autori- aprendeu os becos e atalhos da cidade, descobrindo
dade de Londres mostra que ela é mais relevante como buracos e rachaduras que poucos adultos sabiam que
chefe de oposição do que conspiradora. Embora seja existiam, assim, sua capacidade de entrar em todos os
verdade que ela trabalhe lado a lado com John de York prédios logo recebeu a alcunha de “o Rato”. Foi uma
e Nathaniel de Carlisle, assim como com Meelinda em vida difícil, e Thomas teve que confiar em sua astúcia e
Durham. agilidade para sobreviver. Os garotos mais velhos sem-
Imagem: linda e consciente de sua beleza, Melusine pre tentavam tirar a pouca comida que ele conseguia.
exerce uma imagem sedutora e flerta de maneira es- Thomas tinha que evitar a atenção ou correr o risco de
candalosa, embora nunca (pelo menos publicamente) levar uma surra terrível. Mesmo quando criança, Tho-
extrapole o limite do amor cortês. Veste-se sempre de mas era observador e logo aprendeu a perceber os alvos
forma requintada e elegante. fáceis daqueles que poderiam causa sérios espancamen-
Dicas de interpretação: você é sempre o centro das tos se ele fosse pego.
atenções. Você quer que todos os homens a desejem e Pode ser que não tinha apenas oito anos quando
que todas as mulheres a invejem. Você ficará bastante viu aquele homem estranho pela primeira vez, maravi-
ofendida, caso as pessoas não lhe prestem a atenção lhado com o fato de um adulto ser tão esquivo. A par-
que merece. Você trabalha duro para conseguir o que tir daquele momento, ele começou a ver essa figura
deseja e alterna entre a mais delicada persuasão a mais novamente em vários pontos de Londres, o que atraiu
brutal intimidação, algo que, apesar de sua pequena a atenção do referido homem. Finalmente, o homem
estatura, é bastante eficaz. se virou para Thomas, oferecendo-lhe um pouco de
comida em troca de contar o que viu. Foi o começo de
um longo relacionamento entre Thomas e o Nosferatu
— conhecido como Richard de Worde. Como já sabia
muito bem a arte de se esconder e espionar, o garoto se
transformou em um dos olhos e ouvidos de Worde na
cidade, trazendo informações ao Nosferatu, primeiro
com agente mortal, e quando se tornou adulto, como
um ghul. Thomas aprendeu sobre a guerra das sombras
que estava sendo travada pelos entre um antigo lorde
vampiro e usurpadores normandos. De Worde traba-
lhava para esse antigo lorde, e quando Mitras se tornou
o mestre indiscutível da cidade, o Príncipe entregou a
Worde o que ele desejava como recompensa por sua
lealdade. Ele Abraçou aquele homem que havia sido
seu agente por tantos anos e, assim, a vida mortal de
Thomas terminou.
Como carece de habilidades sociais, mas deseja se
deslocar entre as altas fileiras da cidade de seu senhor,
Thomas mantém conexões com o submundo — seu
principal refúgio é próximo de Billinsgate. Thomas
desempenha um papel vital na rede de espionagem da
cidade, observando o que ocorre nas docas. Como
Clâ: Nosferatu. todos os Nosferatu em Londres, Thomas é cortês e
Coalizão: Circulo da Anciã. civilizado, e muitas vezes é o primeiro membro da Fa-
Abraço: 1155 d.C. mília que as pessoas de fora conhecem na cidade. Seu
Idade aparente: desconhecida. único problema é a senhora do crime Nosferatu, Jenny
a Esfarrapada, que é a principal rival de Thomas na à idade adulta ela deveria deixar esse entretenimento
luta pelo controle das classes mais baixas envolta das para se dedicar a coisas mais sérias, como casamento e
docas. criação dos filhos. Ela resistiu aos desejos de sua famí-
lia, incentivada por uma velha que durante à noite
ouvia sua música. A bruxa encorajou a abandonar seu
futuro como esposa e a viajar pelas terras, trilhando o
mesmo caminho das grandes lendas. A mulher convi-
dou Rhiannon a contemplar o mundo tal como ele
era, e propôs que se ela capturasse essa essência em
suas músicas, ela revelaria os grandes mistérios da exis-
tência.
Durante muitos anos Rhiannon vagou, expulsa do
seio da família, evitada pela sociedade. Ele lutou, forni-
cou e testou todas as experiências que seu corpo jovem
lhe permitiu. À medida que sua experiência aumenta-
va, ela descobriu a verdade que escondia as palavras da
velha: ela foi capaz de perceber as inseguranças e ciú-
mes do coração dos homens e suas lutas para submeter
suas paixões à moral cristã. Rhiannon não fez esse es-
forço, vivendo assim uma existência visceral que se
chocava com as crenças de quem a cercava. Alguns a
chamavam de prostituta, outros de bruxa. Suas canções
evoluíram e se tornaram sátiras brutais das quais nin-
guém podia escapar. A mudança de Rhiannon satisfez
a velha. Angharad dos Gangrels, viu em seu compor-
Clâ: Gangrel. tamento selvagem uma “filha ideal” para o clã.
Coalizão: Circulo da Anciã. A princípio, o mundo da Família surpreendeu
Abraço: 892 d.C. Rhiannon, mas ela logo descobriu que essa nova reali-
Idade aparente: meados dos 25 anos. dade era um novo campo sobre o qual poderia traba-
Virtude: Fortaleza. lhar, um poço sem fundo para preencher e inúmeros
Vício: Luxuria. homens para humilhar. Nos séculos seguintes ao Abra-
Rhiannon era uma jovem preciosa. Sua mãe, uma ço, Rhiannon elogiou e ridicularizou a maioria dos
nobre menor da corte de Powys, adorava o som angeli- membros mais proeminentes das ilhas, embora muitas
cal de sua voz. A música era sua vida e, através dessa vezes satirize a baronesa Seren e o Príncipe Mitras, que
arte, ela conseguia tudo o que queria — roupas, doces, fechou as cidades de Londres e Gloucester. Em vez de
animais de estimação — pois toda a corte ficou deslum- recuperar o favor desses aristocratas, Rhiannon percor-
brada com a delicada música da garotinha. No entanto, re as ilhas, visitando as cortes dos barões e outros locais
ela não conseguia realizar o seu maior desejo; ser lem- de interesse, buscando continuamente novas experiên-
brada ao lado dos grandes bardos do País de Gales, cias para seu corpo morto-vivo.
como Aneirin ou Taliesin. Apesar de sua habilidade, o
sexo dela impedia seu progresso, pois quando chegasse
seculares (reis, barões, etc.) punam aqueles que ele
considerar culpados. Observe que estes governantes
podem se recusar a punir os culpados, mas é perigoso
fazê-lo; na melhor das hipóteses o nobre que não coo-
Um exorcista é um sacerdote ou clérigo menor pera é excomungado, na pior delas ele é denunciado
treinado e formalmente autorizado a expulsar espíritos pelo inquisidor.
malignos, afugentar vampiros e de um modo geral Os inquisidores em si não possuem poderes sobre-
proteger as pessoas honestas contra as forças das trevas. naturais especiais. Entretanto, eles podem exorcizar
Cada exorcista é treinado numa catedral ou monasté- (Livro de Regras do Mundo das Trevas pág. 214) e têm
rio e investido por um bispo local, além de possuir um um índice elevado de Ocultismo. Desde que os poderes
livro de orações e rituais com os quais pode combater seculares (nobres) cooperem com eles, estes são inimi-
as criaturas das trevas. gos perigosos para os monstros.
Atributos Mentais: Inteligência 2, Raciocínio 3 e Atributos Mentais: Inteligência 3, Raciocínio 3 e
Perseverança 4. Perseverança 4.
Atributos Físicos: Força 2, Destreza 2 e Vigor 2. Atributos Físicos: Força 2, Destreza 3 e Vigor 2.
Atributos Sociais: Presença 3, Manipulação 2 e Au- Atributos Sociais: Presença 3, Manipulação 3 e Au-
tocontrole 3. tocontrole 4.
Habilidades Mentais: Religião 2, Erudição 2, Inves- Habilidades Mentais: Religião 3 (Rituais), Investi-
tigação 1 (Linguagem Corporal), Medicina 2, Ocultis- gação 4 (Linguagem Corporal), Ocultismo 3, Erudição
mo 2 (Exorcismo), Ofícios 1. 2 (Religião), Medicina 2.
Habilidades Físicas: Armamento 1, Cavalgar 2, Es- Habilidades Físicas: Armamento 3, Briga 1, Caval-
portes 1. gar 2, Esportes 2, Dissimulação 2 e Furto 2.
Habilidades Sociais: Astúcia 1, Empatia 3 (Emo- Habilidades Sociais: Intimidação 4 (Tortura), Ma-
ções), Expressão 3 (Exorcismo), Intimidação 2, Manha nha 3, Persuasão 3 e Socialização 2.
1, Persuasão 3 e Socialização 2. Vantagens: Fé Verdadeira 4, Fanático 2, (combater
Vantagens: Fé Verdadeira 1, Idioma 2 (Francês e as Trevas), Idiomas 2 (Francês e Latim), Recursos 1 e
Latim) e Recursos 1, Senso do Perigo 1 e Sexto Senti- Senso do Perigo 1, Status 2.
do, Status 2. Força de Vontade: 8.
Força de Vontade: 7. Moralidade: 8.
Moralidade: 8. Virtude: Justiça.
Virtude: Justiça. Vício: Gula.
Vício: Gula. Vitalidade: 7.
Vitalidade: 7. Iniciativa: 7.
Iniciativa: 5. Defesa: 3.
Blindagem: 0 Blindagem: 1/0 Amadura acolchoada.
Defesa: 2. Deslocamento: 10.
Deslocamento: 9. Armas/Ataques
Tipo Dano Parada de dados Tipo Dano Parada de dados
Adaga 1 (L) 3 Espada longa 3 (L) 5
Vitalidade: 7. Estaca de madeira 1 (L) 5
Vitalidade: 7.

Um inquisidor é alguém (quase sempre um sacer-


dote) apontado por um bispo para investigar uma
“blasfêmia” em particular. Esta blasfêmia pode ser uma Oficialmente reconhecidos pelo Papa em 1128, os
demonstração de feitiçaria, bruxaria, heresia ou ativi- Cavaleiros Pobres do Templo de Salomão (chamados
dade vampírica. de Templários) são uma das forças mais temidas e res-
O inquisidor detém o respeito do clero e da maio- peitadas na Europa. Reconhecidos imediatamente
ria dos outros mortais. Os demais sacerdotes são obri- pelas suas vestes brancas com insígnias da cruz verme-
gados a auxiliá-lo do modo que puderem, e quando a lha dos Cruzados, estes guerreiros altamente treinados
investigação é completada, espera-se que as autoridades só respondem ao próprio Papa, e estão comprometidos
sem recapturara Terra Santa das mãos dos muçulma- que entrarem em contato com eles. Tai vez esta dupli-
nos. Mas algumas pessoas de fora da ordem suspeitam cidade seja necessária, mas também pode ser contra-
que eles possuem outros objetivos, e talvez métodos producente; por trás deste véu de sigilo, homens mais
neo-ortodoxos. pervertidos e depravados podem realizar experiências
Os Templários realmente estão comprometidos com feitiçarias e estudos ainda mais sombrios, e podem
primariamente em recapturar a Palestina, e particular- manipular a ordem para seus próprios fins menos de-
mente Jerusalém, dos mouros (árabes muçulmanos). votos.
Jerusalém é seu alvo porque é a cidade mais santa no Com seus guerreiros muitas vezes fanáticos (muitos
Cristianismo, mas também porque os Templários sa- dos quais possuem a Vantagem Fé Verdadeira), sua
bem que ela contém as catacumbas enterradas do coleção de relíquias e suas perícias secretas, suas alian-
Templo de Salomão; eles acederiam que controlando ças com os magos e até mesmo com os Bron, a ordem
os espíritos presos nessas catacumbas, eles dominarão pode estar à altura até mesmo dos vampiros mais anti-
toda a Terra Sanca, e poderão mantê-la para sempre gos. Mas no momento, os Templários não estão preo-
longe das mãos dos mouros. cupados com os membros. A única coisa que lhes inte-
Muitos dos Templários, e particularmente os seus ressa é recapturar a Terra Santa, e eles não desejam
líderes, farão qualquer coisa para conquistar e proteger desviar sua atenção com uma guerra contra os vampi-
a Terra Santa. Eles arriscarão qualquer coisa para isso - ros.
incluindo suas almas. Muitos começaram a praticar a Só como adendo, vale dizer que a ordem será de-
feitiçaria e alquimia, e rumores sobre seus estudos eso- nunciada por heresia em 1314, e o último de seus
téricos atraíram diversos magos para suas fileiras. Grandes Mestres, Jacques de Molay, será queimado
Os líderes toleram todos os tipos de experimentos numa estaca pelo rei da França. As acusações forjadas
e heresias — qualquer coisa que não chegue ao satanis- ou exageradas incluíam infernalismo, magia negra, e a
mo — na esperança de recuperar a Terra Santa. Eles se prática do islamismo e pedofilia. (o rei precisa de di-
tomaram os mestres do herbalismo, frequentemente se nheiro desesperadamente, e encontra no saque aos
especializando em venenos. Eles conspiraram para Templários um método rápido e lucrativo para encher
encontrar, obter e roubar uma coleção relíquias para seus cofres). Quando o Grande Mestre morreu, ele a
auxiliá-los em sua luta, e sempre estão à escuta de boa- maldiçoou aqueles que conspiraram contra ele; em
tos sobre outros tesouros sagrados; o Santo Gral em menos de um ano, o Papa e o rei da França morreram
particular. Eles também estabeleceram ligações inexplicavelmente.
para trocar livros e favores com a linhagem de
vampiros Bron, e utilizam mágicas questioná-
veis para invocar espíritos que os auxiliassem.
É lógico que os líderes Templários são
cuidadosos para manter estes
experimentos em segredo do
mundo exterior, e das fileiras
inferiores de sua própria
ordem. Seus rituais e
estudos ocorrem
em grande sigilo,
e pobres
da-
que-
les
Vantagens: Estilo de Luta: (Arquearia) 5, Saque
Atributos Mentais: Inteligência 3, Raciocínio 3, Rápido, Ligeiro 2.
Perseverança 3. Força de Vontade: 6.
Atributos Físicos: Força 3, Destreza 3, Vigor 3. Moralidade: 7.
Atributos Sociais: Presença 3, Manipulação 2 e Au- Virtude: Prudência.
tocontrole 4. Vício: Preguiça.
Habilidades Mentais: Erudição 3, Guerra 3, Inves- Iniciativa: 8.
tigação 3, Medicina 3 (Herbalismo), Religião 3, Ocul- Defesa: 3.
tismo 3, Política 2. Blindagem: 1/0 (Amadura de couro enrijecido).
Habilidades Físicas: Briga 2, Cavalgar 3, Dissimula- Deslocamento: 11.
ção 1, Armamento 4, Arqueirismo 3, Esportes 3, Furto Armas/Ataques
2. Tipo Dano Parada de dados
Habilidades Sociais: Astúcia 2, Empatia 2, Intimi- Arco Força (L) 7
dação 3, Persuasão 2, Expressão 2, Manha 2, Socializa- Besta de mão 1 (L) 7
ção 3. Adaga 1 (L) 4
Vantagens: Aliados 2, Estilo de Luta (Espada Lon- Vitalidade: 7.
ga) 5, Cavaleiro Nato, Fé Verdadeira 3, Recursos 3,
Hábil com Escudo, Reflexos Rápidos 2 e Status 4.
Força de Vontade: 7.
Moralidade: 7. Normalmente, os bárbaros celtas, vikings, anglo sa-
Virtude: Justiça. xões são divididos em tribos rivais dentro do próprio
Vício: Gula. povo, mas ocasionalmente podem se unem sob uma
Iniciativa: 7 (9, se contada a Vantagem Reflexos única bandeira ou proposito.
Rápidos). Atributos Mentais: Inteligência 2, Raciocínio 3,
Defesa: 3. Perseverança 4.
Blindagem: 2/1 (Cota de malha), Escudo +2. Atributos Físicos: Força 4, Destreza 3, Vigor 3.
Deslocamento: 11. Atributos Sociais: Presença 3, Manipulação 2 e Au-
Armas/Ataques tocontrole 2.
Tipo Dano Parada de dados Habilidades Mentais: Guerra 3, Investigação 1,
Espada longa 3 (L) 7 Medicina 1 (herbalismo), Ocultismo 1 e Ofícios 2.
Vitalidade: 8. Habilidades Físicas: Briga 3, Cavalgar 1, Dissimula-
ção 3 (Deslocamento no Mato), Armamento 4 (Ma-
chado), Arqueirismo 3, Esportes 2, Furto 3.
Habilidades Sociais: Astúcia 2, Intimidação 3, Per-
Utilizados amplamente pelos ingleses nas batalhas suasão 1, Sobrevivência 4 (Abrigo), Trato c/ Animais 3.
contra os franceses, os arqueiros também lutam em Vantagens: Estilo de Luta (Espada Longa, mas usa
combate próximo, mas indiscutivelmente será melhor machado) 4, Status 2 (Tribo).
em combate à distância. Força de Vontade: 6.
Atributos Mentais: Inteligência 3, Raciocínio 4, Moralidade: 7.
Perseverança 2. Virtude: Fortaleza.
Atributos Físicos: Força 3, Destreza 4, Vigor 2. Vício: Ira.
Atributos Sociais: Presença 3, Manipulação 2 e Au- Iniciativa: 7.
tocontrole 4. Defesa: 3.
Habilidades Mentais: Erudição 1, Guerra 1, Inves- Blindagem: 2/0 Gibão de peles.
tigação 2, Ofício 2. Deslocamento: 11.
Habilidades Físicas: Briga 2, Cavalgar 1, Dissimula- Armas/Ataques
ção 3 (Camuflagem), Armamento 1, Arqueirismo 3 Tipo Dano Parada de dados
(Arcos), Esportes 3, Furto 2. Machado de b. 3 (L) 8
Habilidades Sociais: Astúcia 2, Empatia 2, Intimi- Faca 1 (L) 8
dação 2, Medicina 1 e Manha 3. Arco Força (L) 5
Vitalidade: 8.
Guardas são encarregados de zelar pela segurança e
a ordem do domínio de um senhor feudal, seja vigian- Atributos: Inteligência 1, Raciocínio 3, Perseveran-
do um posto avançado ou a entrada de uma cidade. ça 3, Força 3, Destreza 4, Vigor 4, Presença 3, Manipu-
Atributos Mentais: Inteligência 3, Raciocínio 3, lação 1, Autocontrole 3.
Perseverança 3. Habilidades: Esportes 3, Briga 3, Intimidação 2,
Atributos Físicos: Força 3, Destreza 3, Vigor 3. Sobrevivência 3.
Atributos Sociais: Presença 3, Manipulação 2 e Au- Força de Vontade: 6.
tocontrole 4. Iniciativa: 7.
Habilidades Mentais: Erudição 1, Guerra 1, Inves- Defesa: 4.
tigação 1 (Cenas de Crime), Medicina 1, Religião 1. Deslocamento: 17 (apenas em voo; fator específico
Habilidades Físicas: Briga 2, Cavalgar 2, Dissimula- 10).
ção 1, Armamento 3, Arqueirismo 2, Esportes 2, Furto Tamanho: 4 (5 para Condor).
2. Armas/Ataques
Habilidades Sociais: Astúcia 2, Empatia 2 (Menti- Tipo Dano Parada de dados
ras), Intimidação 2, Manha 2. Bico 1 (L) 8
Vantagens: Reflexos Rápidos 2, Saque Rápido, Li- Garras 2 (L) 9
geiro 2, Status 2. Vitalidade: 8 (9 para Condor)
Força de Vontade: 7.
Moralidade: 7.
Virtude: Justiça.
Vício: Ira. Atributos: Inteligência 1, Raciocínio 4, Perseveran-
Iniciativa: 7 (9, se contada a Vantagem Reflexos ça 3, Força 1, Destreza 4, Vigor 2, Presença 2, Manipu-
Rápidos). lação 1, Autocontrole 3.
Defesa: 3. Habilidades: Esportes 4 (corrida), Briga 3, Discri-
Blindagem: 2/1 (Cota de malha), Escudo +2. ção 3, Intimidação 1, Sobrevivência 3 (Rastreamento).
Deslocamento: 11. Força de Vontade: 6.
Armas/Ataques Iniciativa: 7.
Tipo Dano Parada de dados Defesa: 4.
Espada longa 3 (L) 6 Deslocamento: 12 (fator específico 7)
Alabarda 4 (L) 6 Tamanho: 3.
Vitalidade: 8. Armas/Ataques
Tipo Dano Parada de dados Armas/Ataques
Mordida 1 (L) 8 Tipo Dano Parada de dados
Vitalidade: 5 Mordida 3 (L) 12
Garra 1 (L) 10
Vitalidade: 11

Atributos: Inteligência 1, Raciocínio 2, Perseveran-


ça 3, Força 3, Destreza 2, Vigor 1, Presença 3, Manipu-
lação 1, Autocontrole 4. Atributos: Inteligência 2, Raciocínio 2, Perseveran-
Habilidades: Esportes 2, Briga 2 (constrição), Dis- ça 2, Força 3, Destreza 2, Vigor 3, Presença 1, Manipu-
crição 2, Intimidação 3, Sobrevivência 3 lação 1, Autocontrole 2
Força de Vontade: 7. Habilidades: Esportes 2, Briga 3, Intimidação 1,
Iniciativa: 6. Sobrevivência 2.
Defesa: 2. Força de Vontade: 4.
Deslocamento: 7 (fator específico 2). Iniciativa: 4.
Tamanho: 3. Defesa: 2.
Armas/Ataques Deslocamento: 12 (fator específico 7).
Tipo Dano Parada de dados Tamanho: 6.
Constrição 2 (B) 7 Armas/Ataques
Vitalidade: 4. Tipo Dano Parada de dados
Mordida 0 (C) 6
Presas 1 (L) 7
Vitalidade: 9
Atributos: Inteligência 1, Raciocínio 2, Perseveran-
ça 3, Força 1, Destreza 4, Vigor 3, Presença 2, Manipu-
lação 3, Autocontrole 3.
Habilidades: Esportes 2, Briga 3 (mordida), Discri- Atributos: Inteligência 1, Raciocínio 4, Perseveran-
ção 2, Intimidação 3, Sobrevivência 3. ça 4, Força 4, Destreza 4, Vigor 3, Presença 3, Manipu-
Força de Vontade: 6. lação 1, Autocontrole 3.
Iniciativa: 7. Habilidades: Esportes 4 (escalada), Briga 4 (agar-
Defesa: 4. rar), Intimidação 3.
Deslocamento: 9 (fator específico 4). Força de Vontade: 7.
Tamanho: 1. Iniciativa: 7.
Armas/Ataques Defesa: 4.
Tipo Dano Parada de dados Deslocamento: 16 (fator específico 8).
Mordida 1 (L)* 9 Tamanho: 5.
Vitalidade: 4. Armas/Ataques
* Tipo Dano Parada de dados
Mordida 2 (L) 10
Garras 1 (L) 9
Vitalidade: 8.
Atributos: Inteligência 1, Raciocínio 2, Perseveran-
ça 4, Força 5, Destreza 2, Vigor 4, Presença 3, Manipu-
lação 1, Autocontrole 4.
Habilidades: Esportes 3 (escalada), Briga 4, Intimi-
dação 3, Sobrevivência 3.
Força de Vontade: 8.
Iniciativa: 6.
Defesa: 2.
Deslocamento: 13 (fator específico 6).
Tamanho: 7.
Nome: Virtude: Clã
Jogador: Vício: Linhagem:
Crônica: Conceito: Coalizão:

Atributos
PODER Inteligência OOOOO Força OOOOO Presença OOOOO
REFINAMENTO Raciocínio OOOOO Destreza OOOOO Manipulação OOOOO
RESISTÊNCIA Perseverança OOOOO Vigor OOOOO Autocontrole OOOOO

Habilidades Outras Caracteristicas


´
Mentais Disciplinas Vitalidade
(-3 se inepto) OOOOOOOOOOOO
OOOOO ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Erudição OOOOO OOOOO
Guerra OOOOO OOOOO Força de Vontade
Investigação OOOOO OOOOO OOOOOOOOOO
Medicina OOOOO OOOOO ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Ocultismo OOOOO OOOOO
Oficios
Política
OOOOO
OOOOO
OOOOO
OOOOO
Potência do Sangue
Religião OOOOOOOOOO
OOOOO OOOOO
Vitae
Físicos Vantagens ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
(-1 se inepto)
OOOOO
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Vitae por turno:
Armamento OOOOO OOOOO
Arqueirismo OOOOO OOOOO Humanidade
Briga OOOOO OOOOO
Cavalgar OOOOO OOOOO 10 O
Dissimulação OOOOO OOOOO 9 O
Esportes OOOOO OOOOO 8 O
Furto OOOOO OOOOO 7 O
Sobrevivência OOOOO OOOOO 6 O
5 O
Desvantagens 4
Sociais 3
O
O
(-1 se inepto) 2 O
Astúcia OOOOO 1 O
Empatia OOOOO
Expressão OOOOO Tamanho:
Intimidação OOOOO Equipamentos Deslocamento:
Manha OOOOO Mod. Iniciativa:
Persuasão OOOOO Defesa:
Socialização OOOOO Blindagem:
Trato c/ Animais OOOOO Experiência:
Atributos 5/4/3 • Habilidades 11/7/4 (+3 Especializações) • Clã (+1 bônus de Atributo; pág. 92) • Coalizão
• Potência do Sangue 1 (pode ser aumentada com pontos de Vantagem) • Disciplinas 3 (dois círculos intraclã) • Vantagens 7
• (a aquisição do quinto círculo de Atributo, Habilidade ou Vantagem custa dois pontos) • Vitalidade = Vigor + Tamanho
• Força de Vontade = Perseverança + Autocontrole • Tamanho = 5 para vampiros do tamanho de seres humanos adultos
• Defesa = Destreza ou Raciocínio, o que to menor • Mod. de Iniciativa = Destreza + Autocontrole
• Deslocamento = Força + Destreza + 5 • Humanidade Inicial = 7 • Vitae = lance 1d10
o réquiem
Nome: Virtude: Clã
Jogador: Vício: Linhagem:
Crônica: Conceito: Coalizão:

Atributos
PODER Inteligência OOOOO Força OOOOO Presença OOOOO
REFINAMENTO Raciocínio OOOOO Destreza OOOOO Manipulação OOOOO
RESISTÊNCIA Perseverança OOOOO Vigor OOOOO Autocontrole OOOOO

Habilidades Outras Características


Mentais Disciplinas Vitalidade
(-3 se inepto) OOOOOOOOOOOO
OOOOO ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Ciências OOOOO OOOOO
Erudição OOOOO OOOOO Força de Vontade
Informática OOOOO OOOOO OOOOOOOOOO
Investigação OOOOO OOOOO ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Medicina OOOOO OOOOO
Ocultismo
Ofícios
OOOOO
OOOOO
OOOOO
OOOOO
Potência do Sangue
Política OOOOOOOOOO
OOOOO OOOOO
Vitae
Físicos Vantagens ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
(-1 se inepto)
OOOOO
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Vitae por turno:
Armamento OOOOO OOOOO
Armas de Fogo OOOOO OOOOO Humanidade
Briga OOOOO OOOOO
Condução OOOOO OOOOO 10 O
Dissimulação OOOOO OOOOO 9 O
Esportes OOOOO OOOOO 8 O
Furto OOOOO OOOOO 7 O
Sobrevivência OOOOO OOOOO 6 O
5 O
Desvantagens 4
Sociais 3
O
O
(-1 se inepto) 2 O
Astúcia OOOOO 1 O
Empatia OOOOO
Expressão OOOOO Tamanho:
Intimidação OOOOO Equipamentos Deslocamento:
Manha OOOOO Mod. Iniciativa:
Persuasão OOOOO Defesa:
Socialização OOOOO Blindagem:
Trato c/ Animais OOOOO Experiência:
Atributos 5/4/3 • Habilidades 11/7/4 (+3 Especializações) • Clã (+1 bônus de Atributo; pág. 92) • Coalizão
• Potência do Sangue 1 (pode ser aumentada com pontos de Vantagem) • Disciplinas 3 (dois círculos intraclã) • Vantagens 7
• (a aquisição do quinto círculo de Atributo, Habilidade ou Vantagem custa dois pontos) • Vitalidade = Vigor + Tamanho
• Força de Vontade = Perseverança + Autocontrole • Tamanho = 5 para vampiros do tamanho de seres humanos adultos
• Defesa = Destreza ou Raciocínio, o que to menor • Mod. de Iniciativa = Destreza + Autocontrole
• Deslocamento = Força + Destreza + 5 • Humanidade Inicial = 7 • Vitae = lance 1d10
A Longa Noite
Esta, minha criança, é a Longa Noite.
A Idade da Razão foi abandonada e esquecida.
A Idade dos Impérios, afogada em sua própria iniquidade.
Esta é a Idade das Trevas.

Observa. minha criança, os locais selvagens e sombrios.


Onde não existe lei a não ser a das garras e presas.
Contempla também as cidades humanas.
Onde podemos sei os senhores quando o sol se esmaece e morre.

Cuidado, minha criança com teus inimigos eternos:


Com os selvagens metamorfose, que caçam como lobos.
Com os cavaleiros do fogo e da espada, os caçadores de bruxas.
Com as crias flamejantes do próprio Inferno.
Mas acima de tudo, minha criança., cuidado com teu semelhante.
Pois nós sempre seremos os nossos maiores inimigos.

Esta. minha criança. é a longa noite.


Ela é tua.






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