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Boletim do Trabalho e Emprego, n.

º 5, 8/2/2019

Conselho Económico e Social ...


Regulamentação do trabalho 185
Organizações do trabalho 376
Informação sobre trabalho e emprego ...

Propriedade
Ministério do Trabalho, Solidariedade
e Segurança Social

Edição
N.º Vol. Pág. 2019 Gabinete de Estratégia
e Planeamento
5 86 181-406 8 fev
Direção de Serviços de Apoio Técnico
e Documentação

ÍNDICE

Conselho Económico e Social:

Arbitragem para definição de serviços mínimos:


...

Regulamentação do trabalho:

Despachos/portarias:
...

Portarias de condições de trabalho:


...

Portarias de extensão:

- Portaria de extensão do contrato coletivo entre a APHORT - Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo e o
Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo - SITESE ............................................ 185

Convenções coletivas:

- Contrato coletivo entre a Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e o Sindicato dos Educadores e Professo-
res Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades - SEPLEU ..................................................................... 187
- Contrato coletivo entre a Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e o SIPE - Sindicato Independente de Pro-
fessores e Educadores ..................................................................................................................................................................... 211
- Contrato coletivo entre a Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e a ASPL - Associação Sindical de Pro-
fessores Licenciados - Alteração salarial e outras .......................................................................................................................... 234
- Contrato coletivo entre a Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e o Sindicato Nacional dos Professores
Licenciados pelos Politécnicos e Universidades - SPLIU - Alteração salarial e outras ................................................................. 236
- Acordo coletivo entre a Fidelidade - Companhia de Seguros, SA e outras e o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e
Afins (SINAPSA) e outros ............................................................................................................................................................. 239
- Acordo de empresa entre a Seguradoras Unidas, SA e o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (SINAPSA) e
outros .............................................................................................................................................................................................. 264
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- Acordo empresa entre a BMO Portugal, Gestão de Patrimónios, SA e o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancá-
rios - SNQTB e outro - Revisão global .......................................................................................................................................... 289
- Acordo de empresa entre a Iberlim - Sociedade Técnica de Limpezas, SA e o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de
Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas - STAD (atividade de limpeza em aeronaves) ...................... 327
- Acordo de empresa entre a Iberlim - Sociedade Técnica de Limpezas, SA e o Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de
Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas - STAD (atividade de limpeza em hospitais) ........................ 331
- Acordo de empresa entre a Repsol Polímeros, SA e a Federação de Sindicatos da Indústria, Energia e Transportes - COFESINT
e outra - Alteração salarial e outras/texto consolidado ................................................................................................................... 334
- Acordo de adesão entre a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, SA (S7&3) e a Associação Sindical de Trabalhadores
dos Transportes Colectivos do Porto (SMTP) ao acordo de empresa entre a mesma empresa e a Federação dos Sindicatos de
Transportes e Comunicações - FECTRANS e outros .................................................................................................................... 373
- Acordo de empresa entre a Font Salem Portugal, SA e a FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação,
Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal - Integração em níveis de qualificação - Retificação ................................................... 374
- Acordo de empresa entre a Autoestrada do Algarve - Via do Infante - Sociedade Concessionária - AAVI, SA e o CESP - Sin-
dicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal - Integração em níveis de qualificação - Retifica-
ção ................................................................................................................................................................................................... 374

Decisões arbitrais:
...

Avisos de cessação da vigência de convenções coletivas:


...

Acordos de revogação de convenções coletivas:


...

Jurisprudência:
...

Organizações do trabalho:

Associações sindicais:

I – Estatutos:

- Confederação dos Países de Língua Portuguesa - Sindical da Educação (CPLP - SE) - Constituição ........................................ 376
- Sindicato dos Funcionários Judiciais - SFJ - Alteração ............................................................................................................... 378
- União dos Sindicatos Independentes - USI - Alteração ............................................................................................................... 379

II – Direção:

- Confederação dos Países de Língua Portuguesa - Sindical da Educação (CPLP - SE) - Eleição ................................................ 387
- Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário - Eleição ....................................................................................... 387
- Sindicato Independente Profissionais de Enfermagem - Eleição ................................................................................................. 388
- Sindicato dos Trabalhadores Portuários da Figueira da Foz - SINPORFOZ - Eleição ................................................................ 388

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- Sindicato Independente da Banca - Eleição ................................................................................................................................. 388


- UGT - Lisboa, União Geral de Trabalhadores de Lisboa - Eleição ............................................................................................. 388
- Sindicato Nacional dos Assistentes Sociais - SNAS - Retificação .............................................................................................. 389

Associações de empregadores:

I – Estatutos:

- Associação Comercial do Distrito de Viseu - ACDV - Alteração ................................................................................................ 389


- Associação Nacional dos Industriais de Moagem de Trigo, Milho e Centeio - Alteração ........................................................... 390
- ACILIS - Associação de Comércio, Indústria e Serviços da Região de Leiria que passa a denominar-se ACILIS - Associação
de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria - Retificação ............................................................................. 390

II – Direção:

- Associação Comercial do Distrito de Viseu - ACDV - Eleição .................................................................................................... 392


- Associação Nacional dos Industriais de Moagem de Trigo, Milho e Centeio - Eleição .............................................................. 392
- APARD - Associação Portuguesa de Suplementos Alimentares - Eleição ................................................................................... 392
- Associação Empresarial do Concelho de Matosinhos - Eleição .................................................................................................. 392
- Associação Comercial e Industrial do Concelho do Fundão - ACICF - Eleição ......................................................................... 393

Comissões de trabalhadores:

I – Estatutos:

- Indorama Ventures Portugal PTA, Unipessoal L.da - Constituição ............................................................................................... 393

II – Eleições:

- Indorama Ventures Portugal PTA, Unipessoal L.da - Eleição ....................................................................................................... 404


- Sonafi - Sociedade Nacional de Fundição Injectada, SA - Eleição .............................................................................................. 404
- Amnistia Internacional - Portugal - Eleição ................................................................................................................................. 404

Representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho:

I – Convocatórias:

- Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã - Convocatória ....................................................................... 404


- Carvalho & Mota, L.da - Convocatória ......................................................................................................................................... 405
- GUIALMI - Empresa de Móveis Metálicos, SA - Convocatória ................................................................................................. 405
- NOVADELTA - Comércio e Indústria de Cafés, L. - Convocatória ..........................................................................................
da
405
- Porcelanas da Costa Verde, SA - Convocatória ............................................................................................................................ 405
- Vishay Electrónica Portugal, L. - Convocatória .........................................................................................................................
da
406

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II – Eleição de representantes:

- Cargill II - Nutrição Animal, SA - Eleição ................................................................................................................................... 406

Aviso: Alteração do endereço eletrónico para entrega de documentos a publicar no Boletim do Trabalho e Emprego
O endereço eletrónico da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho para entrega de documentos a publicar
no Boletim do Trabalho e Emprego passou a ser o seguinte: dsrcot@dgert.mtsss.pt
De acordo com o Código do Trabalho e a Portaria n.º 1172/2009, de 6 de outubro, a entrega em documento electrónico
respeita aos seguintes documentos:
a) Estatutos de comissões de trabalhadores, de comissões coordenadoras, de associações sindicais e de associações de
empregadores;
b) Identidade dos membros das direcções de associações sindicais e de associações de empregadores;
c) Convenções colectivas e correspondentes textos consolidados, acordos de adesão e decisões arbitrais;
d) Deliberações de comissões paritárias tomadas por unanimidade;
e) Acordos sobre prorrogação da vigência de convenções coletivas, sobre os efeitos decorrentes das mesmas em caso de
caducidade, e de revogação de convenções.

Nota:
- A data de edição transita para o 1.º dia útil seguinte quando coincida com sábados, domingos e feriados.
- O texto do cabeçalho, a ficha técnica e o índice estão escritos conforme o Acordo Ortográfico. O conteúdo dos textos é
da inteira responsabilidade das entidades autoras.

SIGLAS

CC - Contrato coletivo.
AC - Acordo coletivo.
PCT - Portaria de condições de trabalho.
PE - Portaria de extensão.
CT - Comissão técnica.
DA - Decisão arbitral.
AE - Acordo de empresa.

Execução gráfica: Gabinete de Estratégia e Planeamento/Direção de Serviços de Apoio Técnico e Documentação - Depósito legal n.º 8820/85.

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CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL

ARBITRAGEM PARA DEFINIÇÃO DE SERVIÇOS MÍNIMOS

...

REGULAMENTAÇÃO DO TRABALHO

DESPACHOS/PORTARIAS

...

PORTARIAS DE CONDIÇÕES DE TRABALHO

...

PORTARIAS DE EXTENSÃO

Portaria de extensão do contrato coletivo entre a res não filiados na associação de empregadores outorgante
APHORT - Associação Portuguesa de Hotelaria, e trabalhadores ao seu serviço, das profissões e categorias
Restauração e Turismo e o Sindicato dos Trabalha- nelas previstas, não representados pela associação sindical
dores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração outorgante.
Considerando que a convenção em apreço procedeu à
e Turismo - SITESE
alteração dos níveis e das categorias profissionais previstas
na convenção que a antecedeu, o apuramento do Relatório
O contrato coletivo entre a APHORT - Associação Por- Único/Quadros de Pessoal atualmente disponível - que se re-
tuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo e o Sindica- porta ao ano de 2016 - não contém informação que possibi-
to dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, lite a análise dos indicadores previstos nas alíneas a) a e) do
Restauração e Turismo - SITESE, publicado no Boletim do número 1 da Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º
Trabalho e Emprego (BTE), n.º 47, de 22 de dezembro de 82/2017, de 9 de junho de 2017. No entanto, de acordo com
2018, abrange no território nacional as relações de trabalho o número 2 do artigo 514.º do Código do Trabalho, pondera-
entre empregadores que prossigam a atividade dos empreen- das as circunstâncias sociais e económicas, nomeadamente a
dimentos turísticos, dos estabelecimentos similares de alo- identidade ou semelhança económica e social das situações
jamento, dos estabelecimentos de restauração e de bebidas previstas no âmbito da convenção com as que se pretende
e estabelecimentos similares e trabalhadores ao seu serviço, abranger com a presente extensão, a extensão justifica-se
uns e outros representados pelas associações outorgantes. porquanto tem, no plano social, o efeito de uniformizar as
As partes subscritoras requereram a extensão do contrato condições mínimas de trabalho dos trabalhadores e, no pla-
coletivo na mesma área e setor de atividade aos empregado- no económico, o de aproximar as condições de concorrência

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entre empresas do mesmo setor. portaria pretende abranger as relações de trabalho onde não
Considerando que as retribuições dos níveis I e II da tabe- se verifique o princípio da dupla filiação e que assiste às as-
la salarial prevista no anexo III da convenção são inferiores sociações de empregadores oponentes a defesa dos direitos
à retribuição mínima mensal garantida (RMMG) em vigor e e interesses dos empregadores nelas inscritos, procede-se à
que esta pode ser objeto de reduções relacionadas com o tra- exclusão do âmbito de aplicação da presente extensão dos re-
balhador, nos termos do artigo 275.º do Código do Trabalho, feridos empregadores. De igual modo, considerando que as-
as referidas retribuições convencionais apenas são objeto de siste à federação oponente a defesa dos direitos e interesses
extensão nas situações em que sejam superiores à RMMG dos trabalhadores filiados nos sindicatos por aquela repre-
resultante de redução relacionada com o trabalhador. sentados, procede-se à exclusão dos referidos trabalhadores.
Nos termos da alínea c) do número 1 do artigo 478.º do Ponderadas as circunstâncias sociais e económicas jus-
Código do Trabalho e do estatuído nos números 2 e 4 da tificativas da extensão de acordo com o número 2 do arti-
RCM, na fixação da eficácia das cláusulas de natureza pe- go 514.º do Código do Trabalho promove-se a extensão do
cuniária foi tido em conta a data do depósito da convenção contrato coletivo em causa. Assim, manda o Governo, pelo
e o termo do prazo para emissão da portaria de extensão, Secretário de Estado do Emprego, no uso da competência
com produção de efeitos a partir do primeiro dia do mês em delegada por Despacho n.º 1300/2016, de 13 de janeiro de
causa. 2016, do Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança
Considerando ainda que a convenção coletiva regula di- Social, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 18, de
versas condições de trabalho, procede-se à ressalva genérica 27 de janeiro de 2016, ao abrigo do artigo 514.º e do núme-
de cláusulas contrárias a normas legais imperativas. ro 1 do artigo 516.º do Código do Trabalho e da Resolução
Embora a convenção tenha área nacional, a extensão do Conselho de Ministros n.º 82/2017, publicada no Diário
de convenções coletivas nas Regiões Autónomas compete da República, 1.ª série, n.º 112, de 9 de junho de 2017, o
aos respetivos Governos Regionais, pelo que a presente ex- seguinte:
tensão apenas é aplicável no território do Continente.
Artigo 1.º
Foi publicado o aviso relativo ao projeto da presente ex-
tensão no Boletim do Trabalho e Emprego, Separata, n.º 55, 1- As condições de trabalho constantes do contrato cole-
de 26 de dezembro de 2018, ao qual a Associação dos Hotéis tivo entre a APHORT - Associação Portuguesa de Hotela-
e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), a As- ria, Restauração e Turismo e o Sindicato dos Trabalhadores
sociação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo -
- AIHSA, a Associação da Hotelaria, Restauração e Simi- SITESE, publicadas no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º
lares de Portugal (AHRESP) e a FESAHT - Federação dos 47, de 22 de dezembro de 2018, são estendidas no território
Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e do Continente:
Turismo de Portugal deduziram oposição ao âmbito de apli- a) Às relações de trabalho entre empregadores não filia-
cação da extensão. dos na associação de empregadores outorgante que se de-
Em síntese, a AIHSA e a AHETA pretendem a exclu- diquem à atividade de alojamento, restauração e de bebidas
são do âmbito da aplicação da extensão aos empregadores abrangidas pela convenção e trabalhadores ao seu serviço,
nelas filiados alegando a existência de convenção coletiva das profissões e categorias profissionais nele previstas;
própria aplicável no distrito de Faro com âmbito de ativida- b) Às relações de trabalho entre empregadores filiados na
de parcialmente idêntico e que a extensão da convenção em associação de empregadores outorgante que prossigam a ati-
apreço aos empregadores nelas filiados viola o princípio da vidade mencionada na alínea anterior e trabalhadores ao seu
subsidiariedade previsto no artigo 515.º do Código do Traba- serviço, das profissões e categorias profissionais nele previs-
lho. A AHRESP pretende, também, a exclusão do âmbito da tas, não representados pela associação sindical outorgante.
aplicação da extensão aos empregadores nelas filiados e aos 2- As retribuições da tabela salarial inferiores à retribui-
trabalhadores ao serviço das mesmas, alegando a existên- ção mínima mensal garantida apenas são objeto de extensão
cia de convenções coletivas próprias aplicáveis aos setores nas situações em que sejam superiores à retribuição míni-
do alojamento e da restauração e bebidas celebradas com a ma mensal garantida resultante de redução relacionada com
FESAHT e com o SITESE. Por sua vez a FESAHT alegan- o trabalhador, de acordo com o artigo 275.º do Código do
do, igualmente, a existência de convenções coletivas pró- Trabalho.
prias celebradas com a APHORT, com a AHRESP, com a 3- O disposto na alínea a) do número 1 não é aplicável aos
AIHSA e com a AHP - Associação da Hotelaria de Portugal empregadores filiados na Associação dos Hotéis e Empreen-
opõe-se à extensão da convenção aos trabalhadores filiados dimentos Turísticos do Algarve (AHETA), na Associação
nos sindicatos por ela representados. dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve - AIHSA
Em matéria de emissão de portaria de extensão clarifica- e na Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de
-se que, de acordo com o artigo 515.º do Código do Traba- Portugal (AHRESP).
lho, a extensão só é aplicável às relações de trabalho que 4- A presente extensão não é aplicável aos trabalhadores
no mesmo âmbito não sejam reguladas por instrumento de filiados nos sindicatos representados pela FESAHT - Fede-
regulamentação coletiva de trabalho negocial. Deste modo, ração dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas,
considerando que a alínea a) do número 1 do artigo 1.º da Hotelaria e Turismo de Portugal.

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5- Não são objeto de extensão as cláusulas contrárias a 2- A tabela salarial e cláusulas de natureza pecuniária pre-
normas legais imperativas. vistas na convenção produzem efeitos a partir de 1 de janeiro
de 2019.
Artigo 2.º
1- A presente portaria entra em vigor no quinto dia após a 21 de janeiro de 2019 - O Secretário de Estado do Empre-
sua publicação no Diário da República. go, Miguel Filipe Pardal Cabrita.

CONVENÇÕES COLETIVAS

Contrato coletivo entre a Confederação Nacional sionais tal como definidos nos Decreto-Lei n.º 152/2013, de
da Educação e Formação (CNEF) e o Sindicato dos 4 de novembro, e o Decreto-Lei n.º 92/2014, de 20 de junho,
Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas respetivamente.
Superiores de Educação e Universidades - SEPLEU 4- As disposições da presente convenção consideram-se
sempre aplicáveis a trabalhadores de ambos os sexos.
Acordam na celebração de um contrato coletivo de traba- Artigo 1.º-A
lho nos termos que seguem.
Para efeitos do disposto no artigo 492.º, número 1, alínea Adesão individual ao contrato
g) do Código do Trabalho, declara-se que a presente conven- 1- Os trabalhadores não filiados nas associações sindicais
ção abrange 600 empregadores e 2100 trabalhadores. outorgantes, a quem não se aplica o presente contrato colec-
tivo, e pretendam que este passe a ser-lhes aplicável, deve-
Assinado em Lisboa, a 18 de dezembro de 2018. rão comunicá-lo por escrito à direção do estabelecimento de
ensino:
Pela Confederação Nacional da Educação e Formação a) No prazo de 90 dias a contar da data da sua publicação,
(CNEF) e em representação das seguintes associações suas para que o presente acordo produza efeitos desde a sua entra-
associadas: da em vigor, nos termos do número 1 do artigo 2.º;
–– AEEP - Associação de Estabelecimentos de Ensino Par- b) Para além do previsto na alínea anterior, em qualquer
ticular e Cooperativo. altura, situação em que o presente acordo produzirá efeitos a
–– ANESPO - Associação Nacional de Escolas Profissio- partir do primeiro dia do mês seguinte ao da data de adesão.
nais. 2- Ao aderir a este acordo, o trabalhador concorda em
comparticipar nas despesas de negociação, celebração e re-
João Alvarenga, mandatário com poderes para o ato. visão do contrato coletivo de trabalho em prestação corres-
Pelo Sindicato dos Educadores e Professores Licencia- pondente a 0,5 % da remuneração ilíquida mensal durante o
dos pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades período de vigência do contrato.
- SEPLEU: 3- A renovação sucessiva da presente convenção permite
aos trabalhadores não filiados nas associações sindicais a re-
Deolinda Rodrigues Correia Figueiredo, mandatária novação do seu pedido de adesão nos termos definidos nos
com poderes para o ato. números anteriores.
Artigo 1.º 4- Os pedidos de adesão à presente convenção são feitos
diretamente e voluntariamente a um dos sindicatos subscri-
Âmbito tores e que constam do artigo 1.º; em alternativa, se essa for
1- A presente convenção é aplicável, em todo o território a vontade do trabalhador, os pedidos podem ser realizados
nacional, aos contratos de trabalho celebrados entre os es- junto da entidade empregadora.
tabelecimentos de ensino representados pelas associadas da 5- A contribuição prevista no número 2 é satisfeita volun-
Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e tariamente a qualquer um dos sindicatos subscritores desta
os trabalhadores sindicalizados ao seu serviço, representados convenção, livremente escolhido pelo trabalhador, a qual
pela associação sindical outorgante. deverá ser paga mensalmente, através de autorização de dé-
2- Esta convenção abrange 600 (seiscentos) empregadores bito direto durante o período de vigência da convenção ou
e 2100 (dois mil e cem) trabalhadores, bem como os traba- durante o número de meses de contrato celebrado com o tra-
lhadores que a ela adiram. balhador ou através de desconto autorizado pelo trabalhador,
3- Entende-se por estabelecimento de ensino os estabeleci- realizado mensalmente no salário pela entidade patronal, a
mentos de ensino particular e cooperativo e as escolas profis- qual reenviará os montantes descontados para os sindicatos

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escolhidos, até ao quinto dia sobre a data do desconto, co- a) Direitos e deveres das partes;
municando no mesmo prazo a cada sindicato seleccionado b) Retribuição dos trabalhadores;
a relação dos trabalhadores a quem foram realizados os des- c) Duração máxima dos períodos normais de trabalho diá-
contos. rio e semanal, incluindo os períodos referenciados no regime
6- Independentemente das opções de adesão, previstas no de adaptabilidade, banco de horas;
número 4, e das opções de prestação da contribuição, pre- e) Categorias e enquadramento profissionais.
vistas no número 5, o trabalhador deverá, quando comuni-
Artigo 3.º
car ao sindicato escolhido a sua preferência e/ou quando da
primeira prestação da contribuição, indicar a designação da Deveres da entidade patronal
entidade empregadora, estabelecimento de ensino ou forma-
São deveres da entidade patronal:
ção, morada, remuneração ilíquida e situação profissional
a) Cumprir, na íntegra, a presente convenção e demais le-
(trabalhador do quadro do estabelecimento ou contratado) e
gislação em vigor;
data de início e termo do contrato para os trabalhadores com
b) Respeitar e tratar o trabalhador com urbanidade e pro-
contrato a termo.
bidade;
7- Quando os pedidos de adesão forem feitos directamente
c) Não impedir nem dificultar a missão dos trabalhadores
a um dos sindicatos subscritores do presente CCT, este pas-
que sejam dirigentes sindicais ou delegados sindicais, mem-
sará ao trabalhador uma declaração da adesão, com a identi-
bros de comissões de trabalhadores e representantes nas ins-
ficação do trabalhador e da entidade empregadora, devendo
tituições de previdência;
aquele sindicato comunicar a essa entidade empregadora
d) Exigir a cada trabalhador apenas o trabalho compatível
a adesão do trabalhador para que este possa passar a estar
com a respetiva categoria profissional;
abrangido pelo CCT.
e) Prestar aos organismos competentes, nomeadamente
8- Se os pedidos de adesão forem formalizados junto da
departamentos oficiais e associações sindicais, informação
entidade empregadora, esta passará ao trabalhador declara-
sobre todos os elementos relativos ao cumprimento do pre-
ção do facto e comunicará ao sindicato ou sindicatos esco-
sente contrato;
lhidos pelos trabalhadores a listagem dos trabalhadores, com
f) Proporcionar aos seus trabalhadores boas condições de
a respectiva identificação, categoria, situação profissional,
higiene e segurança;
contratual e remuneratória
g) Dispensar das atividades profissionais os trabalhado-
9- A interrupção do pagamento da contribuição prevista no
res que sejam dirigentes ou delegados sindicais, quando no
número 2 dá origem à suspensão da adesão do trabalhador à
exercício de funções inerentes a estas qualidades, dentro dos
presente convenção colectiva.
limites previstos na lei;
Artigo 2.º h) Contribuir para a melhoria do desempenho profissional
do trabalhador, nomeadamente proporcionando-lhe forma-
Âmbito temporal ção profissional adequada a desenvolver a sua qualificação;
1- A presente convenção entra em vigor cinco dias após a i) Proporcionar, sem prejuízo do normal funcionamento
sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego ou em 31 do estabelecimento, o acesso a cursos de formação profissio-
de agosto de 2017, consoante o que se verificar primeiro, e nal, nos termos da lei geral, e a reciclagem e/ou aperfeiçoa-
vigorará pelo prazo de um ano e, salvo denúncia, renova-se mento que sejam considerados de reconhecido interesse pela
sucessivamente por igual período. direcção pedagógica;
2- As tabelas salariais e as cláusulas de expressão pecu- j) Proporcionar aos trabalhadores o apoio técnico, mate-
niária terão uma vigência mínima de um ano, serão revistas rial e documental necessário ao exercício da sua atividade;
anualmente, produzindo efeitos a 1 de setembro. l) Passar ao trabalhador, a pedido deste e em 10 dias úteis,
3- A denúncia pode ser feita, por qualquer das partes, com certificados de tempo de serviço conforme a legislação em
a antecedência de, pelo menos, três meses em relação ao pra- vigor;
zo de vigência previsto no número 1, e deve ser acompanha- m) Cumprir as normas de saúde, higiene e segurança no
da de propostas de alteração e respetiva fundamentação. trabalho aplicáveis.
4- No caso de haver denúncia, a convenção mantém-se em
Artigo 4.º
regime de sobrevigência durante o período em que decorra a
negociação ou no máximo durante 12 meses. Deveres dos trabalhadores
5- Decorrido o período referido no número anterior, o CCT
São deveres dos trabalhadores:
mantém-se em vigor durante 30 dias após qualquer das par-
a) Cumprir as obrigações emergentes desta convenção;
tes comunicar ao ministério responsável pela área laboral e
b) Exercer, com competência, zelo e dedicação, as funções
à outra parte que o processo de negociação terminou sem
que lhes sejam confiadas;
acordo, após o que caduca, à exceção das matérias referidas
c) Acompanhar, com interesse, os que ingressam na pro-
no número seguinte.
fissão;
6- Salvo se houver nova convenção e esta dispuser em sen-
d) Guardar lealdade ao empregador, nomeadamente não
tido contrário, manter-se-ão em vigor as seguintes matérias
negociando por conta própria ou alheia em concorrência com
da presente convenção:
ele, nem divulgando informações referentes à sua organiza-

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ção, métodos de produção ou negócios; Artigo 5.º


e) Cumprir as normas de saúde, higiene e segurança no
trabalho aplicáveis; Garantias dos trabalhadores
f) Abster-se de atender particularmente alunos que nesse É vedado à entidade patronal:
ano se encontrem matriculados no estabelecimento, no que a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exer-
respeita aos docentes e formadores; ça os seus direitos ou aplicar-lhe sanções por causa desse
g) Zelar pela preservação e uso adequado das instalações exercício;
e equipamentos; b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que atue no
h) Colaborar com todos os intervenientes no processo edu- sentido de influir desfavoravelmente nas condições de traba-
cativo favorecendo a criação e o desenvolvimento de rela- lho dele ou dos colegas;
ções de respeito mútuo, especialmente entre docentes, alu- c) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou utilizar servi-
nos e encarregados de educação; ços fornecidos pela entidade patronal ou pessoa por ela in-
i) Participar empenhadamente nas ações de formação pro- dicada;
fissional que lhe sejam proporcionadas; d) Impedir a eficaz atuação dos delegados sindicais, mem-
j) Prosseguir os objetivos do projeto educativo do esta- bros das comissões de trabalhadores ou membros da direção
belecimento de ensino contribuindo, com a sua conduta e sindical que seja exercida dentro dos limites estabelecidos
desempenho profissional, para o reforço da qualidade e boa neste contrato e na legislação geral competente, designada-
imagem do estabelecimento, mente o direito de afixar no interior do estabelecimento e em
l) Gerir o processo de ensino/aprendizagem no âmbito dos local apropriado para o efeito, reservado pela entidade pa-
programas definidos e das directivas emanadas da direção tronal, textos, convocatórias, comunicações ou informações
pedagógica e contribuir para a construção desse processo relativos à vida sindical e aos interesses socioprofissionais
nos domínios didácticos e pedagógicos, colaborando na ela- dos trabalhadores, bem como proceder à sua distribuição;
boração e aperfeiçoamento dos programas, bem como nos e) Impedir a presença, no estabelecimento, dos trabalha-
procedimentos de acompanhamento e avaliação dos alunos; dores, delegados e dirigentes sindicais investidos de funções
m) Aceitar a nomeação para serviço de exames; sindicais em reuniões de cuja realização haja sido previa-
n) Acompanhar, a título de assistência pedagógica, os seus mente avisada;
alunos em exames oficiais; f) Baixar a categoria profissional aos seus trabalhadores;
o) Assistir a quaisquer reuniões escolares marcadas pela g) Forçar qualquer trabalhador a cometer atos contrários à
direcção da escola; sua deontologia profissional;
p) Aceitar o desempenho de funções em estruturas de h) Faltar ao pagamento pontual das remunerações, na for-
apoio educativo, bem como tarefas relacionadas com a orga- ma devida;
nização da actividade escolar; i) Lesar os interesses patrimoniais do trabalhador;
q) Por sua iniciativa ou quando solicitado desenvolver j) Ofender a honra e dignidade do trabalhador;
trabalhos e participar em acções tendentes à constante ac- l) Advertir, admoestar ou censurar em público qualquer
tualização académica no sentido da contínua melhoria das trabalhador, em especial perante alunos e respetivos fami-
suas capacidades, competências e performances técnicas, liares;
académicas e educativas, e da permanente reflexão na busca m) Despedir e readmitir um trabalhador, mesmo com o seu
de soluções inovadoras para motivar e avaliar os alunos e acordo, havendo o propósito de o prejudicar em direitos ou
conduzi-los a níveis de excelência; garantias já adquiridos;
r) Contribuir para a integração e relacionamento da escola n) Prejudicar o trabalhador em direitos ou regalias já ad-
no meio, como elemento activo e interveniente, designada- quiridos, no caso de o trabalhador transitar entre estabele-
mente nos domínios cultural e artístico; cimentos de ensino que à data da transferência pertençam,
s) Empenhar-se na obtenção do seu reconhecimento como ainda que apenas em parte, à mesma entidade patronal, sin-
representantes da escola e dos seus propósitos educativos em gular ou coletiva.
todos os momentos da sua actividade, interna e externamen-
Artigo 6.º
te;
t) Abster-se de, sem a anuência da direcção pedagógica, Formação contínua
aconselhar ou, por qualquer forma, dar parecer favorável aos
1- O trabalhador tem direito, em cada ano, a um núme-
alunos relativamente à hipótese de uma eventual transferên-
ro mínimo de trinta e cinco horas de formação contínua ou,
cia da escola;
sendo contratado a termo por período igual ou superior a três
u) Cumprir o regulamento interno do estabelecimento de
meses, um número mínimo de horas proporcional à duração
ensino, nomeadamente quanto à proteção de dados pessoais
do contrato nesse ano, nos termos da lei.
dos alunos, encarregados de educação e demais membros da
2- Os planos de formação contínua têm de abranger, em
comunidade educativa.
cada ano, um mínimo de 30 % do total dos trabalhadores

189
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

efetivos da empresa. 6- Quando a reunião das condições para progressão na


3- O trabalhador pode utilizar o crédito de horas estabele- carreira ocorrer entre 2 de setembro e 31 de dezembro, os
cido no número um se a formação não for assegurada pela efeitos da progressão retroagem a 1 de setembro.
empresa, mediante comunicação prévia mínima de 20 dias, 7- Para efeitos de acesso e progressão nos vários níveis de
podendo ainda acumular esses créditos pelo período de três vencimento conta-se o tempo de serviço prestado anterior-
anos. mente no mesmo estabelecimento de ensino ou em estabe-
4- O conteúdo da formação referida no número 3 é escolhi- lecimento de ensino pertencente à mesma entidade patronal.
do pelo trabalhador, devendo ter correspondência com a sua 8- Salvo acordo em contrário expresso no contrato indivi-
atividade ou respeitar a qualificações básicas em tecnologia dual de trabalho, excluindo ou aumentando, o tempo de ser-
de informação e comunicação, segurança, higiene e saúde viço prestado noutros estabelecimentos de ensino não supe-
no trabalho. rior público, particular e cooperativo ou escola profissional
5- À formação contínua aplica-se o regime da lei geral. releva 0,5 por cada ano completo de serviço, para efeitos de
integração no nível de vencimento.
Artigo 7.º
9- A suspensão do contrato de trabalho não conta para efei-
Categorias e carreiras profissionais tos de progressão na carreira, na medida em que a progressão
pressupõe a prestação de efetivo serviço.
1- Os trabalhadores abrangidos pela presente conven-
10- Caso, no decorrer do ano letivo seja aplicada ao tra-
ção são classificados, segundo as funções efetivamente
balhador sanção disciplinar de suspensão do trabalho com
desempenhadas, nas categorias profissionais constantes do
perda de retribuição e antiguidade ou despedimento sem
anexo II.
indemnização ou compensação, considera-se que o serviço
2- Os docentes e formadores que leccionam no ensino pro-
prestado nesse ano não conta para efeitos de progressão na
fissional são remunerados pelas tabelas II e III do anexo III.
carreira.
3- Os docentes não mencionados no número anterior são
11- Só releva para contagem de tempo de serviço, o
remunerados pelas tabelas A, K e P do anexo III, consoante
trabalho prestado pelo trabalhador durante o tempo em que
o caso.
a sua relação laboral estiver subordinada à presente conven-
4- Sem prejuízo do previsto no número seguinte e no nú-
ção, incluindo para efeitos do estabelecido nos números 7 e
mero 3 do artigo 70.º, os docentes que leccionam em diver-
8 do presente artigo.
sas modalidades de oferta são remunerados pelas horas leti-
12- A carreira docente na tabela A tem um condiciona-
vas atribuídas em cada modalidade e a tabela correspondente
mento na passagem do nível 3 para o nível 2, apenas sendo
a cada uma.
obrigatória a progressão de docentes até que se encontre to-
5- Os docentes com contrato de trabalho em vigor à data
talmente preenchida, no conjunto dos níveis 1 e 2, a percen-
da entrada em vigor do presente CCT e que exerçam ou con-
tagem de 20 % do total de docentes, com um mínimo de 1.
tinuem a exercer funções no ensino regular e noutras moda-
13- Quando se aplique o condicionamento do número an-
lidades dentro do mesmo estabelecimento de ensino ou em
terior, têm prioridade na passagem para o nível 2, reunidos
estabelecimentos de ensino do mesmo grupo, mantêm a sua
os demais requisitos, os docentes com maior antiguidade ao
remuneração pela tabela A, K ou P do anexo III na totalidade
abrigo do presente contrato.
do horário de trabalho.
14- Quando, após aplicação do disposto no número ante-
Artigo 8.º rior, haja empate, terá prioridade o trabalhador com mais an-
tiguidade no estabelecimento de ensino e, sendo necessário
Acesso e progressão na carreira novo critério, o trabalhador com mais idade.
1- O acesso a cada um dos níveis das carreiras profissionais 15- Os docentes abrangidos pelo contrato colectivo de tra-
é condicionado pelas habilitações académicas e ou profissio- balho celebrado entre a AEEP e a FNE e outros publicado
nais, pelo tempo de serviço e pela avaliação de desempenho. no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, de 8 de agosto
2- Para efeitos da presente convenção aplicam-se as regras de 2015 e o contrato celebrado entre a AEEP e o SPLIU pu-
e os critérios de avaliação de desempenho previstos no anexo blicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 30, de 15 de
I. agosto de 2015 desde 1 de setembro de 2014, e apenas estes,
3- Sempre que for aplicado o Regulamento de Avaliação se forem abrangidos pelo constrangimento previsto no nú-
de Desempenho constante do anexo I, a progressão fica de- mero 12, beneficiarão de um acréscimo remuneratório men-
pendente dos resultados na avaliação, nos exatos termos de- sal de 50,00 € a cada três anos, não podendo ultrapassar o va-
finidos nesse regulamento. lor do nível 2 e apenas até progredirem para o nível seguinte.
4- Na falta de avaliação de desempenho por motivos im-
Artigo 9.º
putáveis à entidade empregadora, considera-se como bom o
serviço prestado pelo trabalhador no cumprimento dos seus Reclassificação na carreira docente
deveres profissionais.
1- A aquisição de grau superior ou profissionalização que,
5- A progressão na carreira ocorre em 1 de setembro de
de acordo com a presente convenção, determine uma reclas-
cada ano, de acordo com a estrutura de carreira vigente,
sificação na carreira docente produz efeitos a partir do dia 1
quando, nessa data, o trabalhador reunir as condições neces-
sárias para a progressão.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

de setembro seguinte à data da sua conclusão, desde que o 7- Nos contratos de trabalho a termo, a duração do período
docente o comprove em tempo oportuno. experimental é de 30 ou 15 dias, consoante o contrato tenha
2- Os docentes que, nos termos do número anterior, forem duração igual ou superior a seis meses ou duração inferior a
reclassificados, são enquadrados na tabela para que transi- seis meses.
tam, no nível com salário imediatamente superior ao do nível 8- Para os contratos a termo incerto, cuja duração se pre-
de origem, iniciando então a contagem de tempo de serviço veja não vir a ser superior a 6 meses, o período experimental
a partir do nível em que forem reclassificados. é de 15 dias.
Artigo 13.º
Artigo 10.º
Contrato a termo
Contagem de tempo serviço 1- A admissão de um trabalhador por contrato a termo, cer-
1- O trabalhador completa um ano de serviço após a pres- to ou incerto, só é permitida nos termos da lei.
tação de 365 dias de serviço. 2- O contrato de trabalho a termo só pode ser celebrado
2- No caso de horário incompleto, o tempo de serviço para satisfação de necessidade temporária do estabelecimen-
prestado é calculado proporcionalmente. to de ensino e pelo período estritamente necessário à satisfa-
3- Para efeitos do disposto no número 2, considera-se ho- ção dessa necessidade.
rário incompleto aquele que seja inferior a 80 % do horário 3- O contrato de trabalho a termo está sujeito a forma es-
completo a não ser que o horário seja incompleto por motivo crita e deve conter:
imputável ao trabalhador. a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das par-
4- No caso dos docentes do ensino artístico especializado tes;
com horário incompleto por motivo que não lhes seja impu- b) Atividade do trabalhador e correspondente retribuição;
tável, o tempo de serviço prestado em simultâneo noutros c) Local e período normal de trabalho;
estabelecimentos do ensino artístico especializado, e que d) Data de início do trabalho;
tenha sido devidamente autorizado pelo estabelecimento de e) Indicação do termo estipulado e do respetivo motivo
ensino, é contabilizado para efeitos de contagem de tempo justificativo;
de serviço para progressão no estabelecimento de ensino na f) Datas de celebração do contrato e, sendo a termo certo,
pendência da relação laboral. da respetiva cessação.
4- Considera-se sem termo o contrato de trabalho:
Artigo 11.º
a) Em que a estipulação de termo tenha por fim iludir as
Docentes em acumulação disposições que regulam o contrato sem termo;
Não têm acesso à carreira docente os docentes em regime b) Celebrado fora dos casos em que é admissível por lei a
de acumulação de funções entre o ensino particular e o ensi- celebração de contrato a termo;
no público ou entre o ensino profissional e o ensino público. c) Em que falte a redução a escrito, a identificação ou a
assinatura das partes, ou, simultaneamente, as datas de cele-
Artigo 12.º bração do contrato e de início do trabalho, bem como aquele
em que se omitam ou sejam insuficientes as referências ao
Período experimental
termo e ao motivo justificativo;
1- A admissão dos trabalhadores considera-se feita a título d) Celebrado em violação das normas previstas para a su-
experimental pelos períodos e nos termos previstos na lei. cessão de contratos de trabalho a termo.
2- Para estes efeitos, considera-se que os trabalhadores 5- Converte-se em contrato de trabalho sem termo:
com funções pedagógicas exercem um cargo de elevado grau a) Aquele cuja renovação tenha sido feita em violação das
de responsabilidade e especial confiança pelo que o seu perí- normas relativas à renovação de contrato de trabalho a termo
odo experimental é de 180 dias. certo;
3- Decorrido o período experimental, a admissão conside- b) Aquele em que seja excedido o prazo de duração ou o
rar-se-á definitiva, contando-se a antiguidade dos trabalha- número de renovações máximas permitidas por lei;
dores desde o início do período experimental. c) O celebrado a termo incerto, quando o trabalhador per-
4- Durante o período experimental, qualquer das partes maneça em atividade após a data de caducidade indicada na
pode pôr termo ao contrato, sem necessidade de aviso prévio comunicação do empregador ou, na falta desta, decorridos
nem alegação de justa causa, não havendo lugar a nenhuma 15 dias após a verificação do termo.
compensação nem indemnização.
5- Não se aplica o disposto nos números anteriores, enten- Artigo 14.º
dendo-se que a admissão é em contrato de trabalho por tem- Contrato a tempo parcial
po indeterminado, quando o trabalhador seja admitido por
iniciativa da entidade patronal, tendo para isso rescindido o 1- Considera-se trabalho a tempo parcial o que correspon-
contrato de trabalho anterior. da a um período normal de trabalho semanal inferior ao pra-
6- Tendo o período experimental durado mais de 60 ou 120 ticado a tempo completo em situação comparável previsto
dias, para denunciar o contrato o empregador tem de dar um no artigo 17.º
aviso prévio de 7 ou 15 dias úteis, respetivamente. 2- O contrato de trabalho a tempo parcial está sujeito a for-
ma escrita e deve conter:

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das par- ríodo de trabalho letivo semanal resultante dos números 3 e
tes; 4, em consequência de alteração de currículo, diminuição do
b) Indicação do período normal de trabalho diário e sema- tempo de docência de uma disciplina, diminuição do número
nal, com referência comparativa a trabalho a tempo comple- de alunos que determine a redução do número de turmas ou
to. diminuição do número de alunos que procura a disciplina,
opção ou instrumento, poderão a entidade empregadora e o
Artigo 15.º
trabalhador acordar a conversão do contrato de trabalho em
Trabalho intermitente contrato a tempo parcial, reduzindo o horário e a remunera-
ção em conformidade, podendo o trabalhador fazer cessar o
Exercendo os estabelecimentos de ensino atividade com
acordo por meio de comunicação escrita enviada ao empre-
descontinuidade ou intensidade variável, podem a entidade
gador até ao décimo dia seguinte à sua celebração.
empregadora e o trabalhador acordar que a prestação de tra-
6- Excetua-se o disposto no número anterior quanto à ces-
balho seja intercalada por um ou mais períodos de inativida-
sação do acordo quando este seja devidamente datado e as
de, nos termos do regime de trabalho intermitente previsto
assinaturas sejam objeto de reconhecimento notarial presen-
na lei.
cial.
Artigo 16.º 7- A aplicação do disposto no número 5 impede nova con-
tratação para as horas correspondentes à diminuição enquan-
Comissão de serviço to esta se mantiver.
1- Pode ser exercido em comissão de serviço cargo de ad- 8- Na falta do acordo previsto no número 5, a entidade em-
ministração ou equivalente, de direção ou chefia diretamente pregadora poderá proceder à extinção do posto de trabalho
dependente da administração ou de diretor-geral ou equi- nos termos do código do trabalho.
valente, funções de secretariado pessoal de titular de qual-
Artigo 18.º
quer desses cargos, ou outras funções cuja natureza também
suponha especial relação de confiança em relação a titular Componente letiva
daqueles cargos, designadamente os cargos de coordenação
1- A componente lectiva do período normal de trabalho se-
pedagógica.
manal dos docentes é de 22 horas semanais no 2.º e 3.º ciclos
2- Pode exercer cargo ou funções em comissão de serviço
do ensino básico e ensino secundário e 25 horas na educação
um trabalhador da empresa ou outro admitido para o efeito.
pré-escolar e no 1.º ciclo do ensino básico e para outros tra-
3- O contrato para exercício de cargo ou funções em co-
balhadores com funções docentes.
missão de serviço está sujeito a forma escrita e deve conter:
2- O horário letivo dos docentes é organizado de acordo
a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das par-
com o projeto curricular de cada escola e a sua organização
tes;
temporal, tendo em conta os interesses dos alunos e as dispo-
b) Indicação do cargo ou funções a desempenhar, com
sições legais aplicáveis.
menção expressa do regime de comissão de serviço;
3- O horário lectivo dos docentes com componente lectiva
c) No caso de trabalhador da empresa, a atividade que
de vinte e duas horas não pode ser organizado em mais de
exerce, bem como, sendo diversa, a que vai exercer após
vinte e quatro aulas semanais, salvo nos casos do ensino ar-
cessar a comissão;
tístico especializado e no ensino profissional artístico.
d) No caso de trabalhador admitido em regime de comis-
4- Por acordo das partes, a componente letiva do período
são de serviço que se preveja permanecer na empresa, a ati-
normal de trabalho semanal dos docentes pode ser elevada
vidade que vai exercer após cessar a comissão.
até 33 horas semanais, aplicando-se o disposto no número 4
Artigo 17.º do artigo 39.º
5- Relevam para o limite fixado no número anterior todas
Período normal de trabalho semanal as horas letivas prestadas para a mesma entidade emprega-
1- O período normal de trabalho semanal dos docentes é de dora, ainda que em mais de um estabelecimento de ensino.
35 horas semanais. 6- A componente letiva do período normal de trabalho dos
2- O período normal de trabalho dos docentes integra uma docentes poderá corresponder a uma média anual, caso em
componente letiva e uma componente não letiva. que não poderá exceder as 30 horas letivas numa mesma se-
3- Aos docentes será assegurado, em cada ano letivo, um mana, e desde que seja assegurada a retribuição mensal fixa
período de trabalho letivo semanal igual àquele para que ha- correspondente à componente letiva contratada.
jam praticado no ano letivo imediatamente anterior. 7- Sem prejuízo do disposto no artigo 25.º, os intervalos
4- O disposto no número anterior não é aplicável quando entre aulas são contabilizados no horário letivo ou não letivo
aos docentes tenham sido atribuídas mais horas letivas que dos docentes.
as previstas no artigo 18.º ou mais horas letivas do que as que 8- Para efeitos do disposto no número anterior, quando
tenham sido contratadas no seu contrato individual de traba- a componente lectiva for igual ou inferior a 1100 minutos,
lho, casos em que estes são os limites mínimos de trabalho considera-se que os intervalos estão incluídos na componen-
lectivo garantido. te lectiva e quando a componente lectiva for superior a 1100
5- Quando não for possível assegurar a um docente o pe- minutos, até aos 1320 minutos, essa diferença deverá ser de-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

duzida à componente não lectiva de estabelecimento. 6- Sem prejuízo do disposto no número seguinte, o traba-
9- Para o exercício das funções de direção de turma ou co- lho individual não pode ser inferior a 54 % da componente
ordenação de curso e, ainda, outras funções de coordenação não letiva.
técnica e pedagógica são atribuídas duas horas semanais, a 7- A componente não letiva de estabelecimento poderá
repartir entre a componente letiva e a componente não letiva corresponder a uma média anual, em termos a definir pelo
de estabelecimento. órgão pedagógico do estabelecimento de ensino.
10- As horas referidas no número anterior fazem parte do
Artigo 20.º
horário de trabalho do docente.
11- No caso da componente letiva, por acordo das partes Docentes com trabalho a tempo parcial
nos termos do disposto no número 4 do artigo 18.º, ser supe-
1- No caso de docentes com trabalho a tempo parcial, as
rior a 22 horas, as horas letivas acima destas, até às 33, são
componentes lectiva e não letiva são reduzidas proporcio-
deduzidas à componente não letiva individual e, se esgotadas
nalmente.
estas, à componente não letiva de estabelecimento.
2- A retribuição é calculada nos termos do número 5 do
Artigo 19.º artigo 39.º
3- A pedido do docente o contrato poderá ser convertido
Componente não letiva em contrato a tempo parcial.
1- A componente não letiva corresponde à diferença entre
Artigo 21.º
as 35 horas de trabalho semanais e a duração da componente
letiva. Fixação do horário de trabalho
2- A componente não letiva abrange a realização de traba-
1- Compete à entidade patronal estabelecer os horários de
lho individual e a prestação de trabalho do estabelecimento
trabalho, dentro dos condicionalismos da lei e da presente
de ensino.
convenção.
3- O trabalho individual compreende:
2- Na elaboração dos horários de trabalho devem ser pon-
a) Preparação de aulas e de todas as restantes atividades e
deradas as preferências manifestadas pelos trabalhadores.
instrumentos pedagógicos;
3- A entidade patronal deverá desenvolver os horários de
b) Avaliação do processo ensino-aprendizagem;
trabalho em cinco dias semanais, entre segunda-feira e sexta-
c) Elaboração de estudos e de trabalhos de investigação de
-feira, sem prejuízo do disposto no artigo 29.º
natureza pedagógica ou científico-pedagógica de interesse
4- A entidade patronal fica obrigada a elaborar e a afixar
para o estabelecimento de ensino, com o acordo da direção
anualmente, em local acessível, o mapa de horário de tra-
pedagógica.
balho.
4- O trabalho de estabelecimento de ensino abrange a rea-
lização de quaisquer trabalhos ou atividades indicadas pelo Artigo 22.º
estabelecimento de ensino com o objetivo de contribuir para
a concretização do seu projeto educativo, tais como: Regras quanto à elaboração do horário letivo dos docentes
a) Atividades de coordenação ou articulação curricular en- 1- A entidade patronal não poderá impor ao professor ho-
tre docentes; rário que ocupe os três períodos de aulas, manhã, tarde e
b) Atividades de apoio educativo e de reforço das aprendi- noite.
zagens a grupos de até 10 alunos; 2- Para os trabalhadores adstritos ao serviço de transportes
c) Atividades de acompanhamento de alunos motivado de alunos poderá ser ajustado entre as partes um horário mó-
pela ausência do respetivo docente ou de reforço das apren- vel segundo as necessidades do estabelecimento.
dizagens, por período nunca superior a três dias seguidos; Artigo 23.º
d) Atividades de informação e orientação educacional dos
alunos; Adaptabilidade
e) Reuniões com encarregados de educação; 1- O empregador e o trabalhador podem, por acordo e nos
f) Reuniões, colóquios, congressos ou conferências que termos da lei, definir o período normal de trabalho em termos
tenham a aprovação do estabelecimento ensino; médios.
g) Ações de formação e atualização aprovadas pela di- 2- O acordo referido no número anterior pode ser celebra-
reção do estabelecimento de ensino ou aquelas que sejam do mediante proposta, por escrito, do empregador, presumin-
consideradas relevantes para a condição socio profissional do-se aceitação por parte do trabalhador que a ele não se
do docente; oponha, por escrito, nos 14 dias seguintes ao conhecimento
h) Reuniões de natureza pedagógica enquadradas nas es- da mesma.
truturas do estabelecimento de ensino; 3- A entidade patronal pode aplicar o regime ao conjunto
i) Serviço de exames. dos trabalhadores de uma equipa ou secção do estabeleci-
5- A organização e estruturação da componente não leti- mento de ensino caso, pelo menos, 60 % desses trabalha-
va, salvo o trabalho individual, são da responsabilidade da dores sejam por ele abrangidos, mediante filiação em asso-
direção pedagógica, tendo em conta a realização do projeto ciação sindical celebrante da convenção e por escolha desta
educativo do estabelecimento de ensino. convenção como aplicável.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

4- Caso a proposta a que se refere o número 2 seja aceite poderá entrar ao serviço novamente sem que antes tenham
por, pelo menos, 75 % dos trabalhadores da equipa ou sec- decorrido, pelo menos, onze horas sobre o termo da presta-
ção, o empregador pode aplicar o mesmo regime ao conjunto ção.
dos trabalhadores dessa estrutura. 4- A entidade patronal fica obrigada a assegurar ou a pagar
5- No conceito de equipa ou secção incluem-se os docen- o transporte sempre que o trabalhador preste trabalho suple-
tes, por nível de ensino em que leccionam. mentar e desde que não existam transportes coletivos com-
patíveis com o horário.
Artigo 24.º
5- Sempre que a prestação de trabalho suplementar obri-
Banco de horas gue o trabalhador a tomar qualquer refeição fora da sua resi-
dência, a entidade patronal deve assegurar o seu fornecimen-
1- O período normal de trabalho pode ser aumentado até
to ou o respetivo custo.
duas horas diárias e cinco semanais, tendo o acréscimo por
limite 155 horas por ano. Artigo 27.º
2- O disposto no número um só é aplicável aos docentes
em situação de visita de estudo, actividades artísticas, festi- Trabalho noturno
vas ou culturais e atividades relacionadas com a componente 1- Considera-se trabalho noturno o prestado no período
prática dos cursos profissionais que tenham que ser desen- que decorre entre as vinte e uma horas de um dia e as sete do
volvidas em regime pós-laboral. dia imediato.
3- A compensação do trabalho prestado em acréscimo é 2- Considera-se também trabalho noturno o prestado de-
feita mediante redução equivalente do tempo de trabalho, pa- pois das sete horas, desde que em prolongamento de um pe-
gamento em dinheiro ou aumento do período de férias, nos ríodo de trabalho noturno.
termos a definir pela entidade patronal.
Artigo 28.º
4- O empregador, salvo situações imprevistas, deve comu-
nicar ao trabalhador com a antecedência mínima de 10 dias a Descanso semanal
necessidade de prestação de trabalho.
1- A interrupção do trabalho semanal corresponderá a dois
5- A compensação do trabalho prestado em acréscimo po-
dias, dos quais um será o domingo e o outro, sempre que
derá ser gozada, nos períodos de interrupção letiva, em dia(s)
possível, o sábado.
ou meios dias, por iniciativa do trabalhador, ou, em qualquer
2- Nos estabelecimentos de ensino com atividades ao sá-
altura do ano escolar, por decisão da entidade patronal, de-
bado e nos que possuam regime de internato ou de semi-
vendo qualquer deles informar o outro da utilização dessa
-internato, os trabalhadores necessários para assegurar o fun-
redução com a antecedência mínima de 15 dias.
cionamento dos estabelecimentos no sábado e no domingo
6- Quando, até 31 de agosto de cada ano, não tiver havido
terão um destes dias, obrigatoriamente, como de descanso
compensação do trabalho prestado em acréscimo a partir de
semanal, podendo o dia de descanso complementar a que
1 de setembro do ano anterior através de redução equivalente
têm direito ser fixado de comum acordo entre o trabalhador
do tempo de trabalho ou do aumento do período de férias, o
e a entidade patronal, com a possibilidade de este dia corres-
trabalhador tem direito ao pagamento em dinheiro do traba-
ponder a dois meios dias diferentes.
lho prestado em acréscimo.
3- Para os trabalhadores referidos no número anterior que
Artigo 25.º pertençam ao mesmo setor, os sábados ou domingos como
dias de descanso obrigatório deverão, sempre que possível,
Intervalos de descanso ser rotativos e estabelecidos através de uma escala de servi-
1- Nenhum período de trabalho consecutivo poderá exce- ços.
der cinco horas de trabalho.
Artigo 29.º
2- Sem prejuízo do intervalo de descanso para o almoço,
os intervalos de descanso resultantes da aplicação do número Férias - Princípios gerais
um não poderão ser inferiores a 60 minutos nem superiores a
1- Os trabalhadores abrangidos pela presente convenção
120 minutos em cada um dos períodos do dia.
têm direito a um período de férias retribuídas em cada ano
3- O previsto nos números anteriores poderá ser alterado
civil, nos termos da lei.
mediante acordo expresso do trabalhador.
2- O direito a férias adquire-se com a celebração do con-
Artigo 26.º trato de trabalho e vence-se no dia 1 de janeiro de cada ano
civil.
Trabalho suplementar 3- O período anual de férias tem a duração mínima de 22
1- Só em casos inteiramente imprescindíveis e justificá- dias úteis.
veis se recorrerá ao trabalho suplementar. 4- A duração do período de férias é aumentada em mais
2- O trabalhador deve ser dispensado de prestar trabalho dois dias úteis nas seguintes situações:
suplementar quando, havendo motivos atendíveis, expressa- a) Trabalhadores com filhos portadores de deficiência até
mente o solicite. aos dezoito anos de idade;
3- Quando o trabalhador prestar horas suplementares não b) Trabalhadores com mais de cinquenta anos de idade e

194
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

avaliação mínima de quatro; 3- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decor-
c) Trabalhadores com menos de cinquenta anos de idade e ridos seis meses sobre a cessação do impedimento prolonga-
avaliação de desempenho de cinco. do ou antes de gozado o direito a férias, pode o trabalhador
5- O empregador elabora o mapa de férias, com indicação usufrui-lo até 30 de abril do ano civil subsequente.
do início e do termo dos períodos de férias de cada traba- 4- Cessando o contrato após impedimento prolongado res-
lhador, até 15 de abril de cada ano e mantém-no afixado nos peitante ao trabalhador, este tem direito à retribuição e ao
locais de trabalho entre esta data e 31 de outubro. subsídio de férias correspondentes ao tempo de serviço pres-
6- O período de férias dos trabalhadores deverá ser esta- tado no ano de início da suspensão.
belecido de comum acordo entre o trabalhador e a entidade
Artigo 33.º
patronal.
7- Na falta de acordo previsto no número anterior, compete Feriados
à entidade patronal fixar as férias entre 1 de maio e 31 de
Além dos feriados obrigatórios previstos na lei, observa-
outubro, assim como nos períodos de interrupção das ativi-
-se ainda o feriado municipal da localidade em que se situe
dades letivas.
o estabelecimento.
Artigo 30.º
Artigo 34.º
Direito a férias dos trabalhadores contratados a termo
Licença sem retribuição
1- Os trabalhadores admitidos por contrato a termo cuja
1- A entidade patronal pode conceder ao trabalhador, a pe-
duração inicial ou renovada não atinja seis meses têm direito
dido deste, licença sem retribuição.
a um período de férias equivalente a dois dias úteis por cada
2- A licença sem retribuição determina a suspensão do
mês completo de duração do contrato, contando-se para este
contrato de trabalho.
efeito todos os dias, seguidos ou interpolados, em que foi
3- O trabalhador conserva o direito ao lugar, ao qual re-
prestado trabalho.
gressa no final do período de licença sem retribuição.
2- Nos contratos cuja duração total não atinja seis meses, o
4- Durante o período de licença sem retribuição cessam os
gozo das férias tem lugar no momento imediatamente ante-
direitos, deveres e garantias das partes na medida em que
rior ao da cessação, salvo acordo das partes.
pressuponham a efetiva prestação do trabalho.
Artigo 31.º 5- No caso de o trabalhador pretender e puder manter o seu
direito a benefícios relativamente à Caixa Geral de Aposen-
Impedimentos prolongados tações ou Segurança Social, os respetivos descontos serão,
1- Determina a suspensão do contrato de trabalho o im- durante a licença, da sua exclusiva responsabilidade.
pedimento temporário por facto não imputável ao trabalha- 6- Durante o período de licença sem retribuição os traba-
dor que se prolongue por mais de um mês, nomeadamente lhadores figurarão no quadro de pessoal.
o serviço militar ou serviço cívico substitutivo, doença ou 7- O trabalhador tem direito a licenças sem retribuição de
acidente. longa duração para frequência de cursos de formação minis-
2- O contrato caduca no momento em que se torne certo trados sob a responsabilidade de uma instituição de ensino
que o impedimento é definitivo. ou de formação profissional ou no âmbito de programa espe-
3- Quando o trabalhador estiver impedido de comparecer cífico aprovado por autoridade competente e executado sob o
ao trabalho por facto que não lhe seja imputável, nomeada- seu controlo pedagógico ou frequência de cursos ministrados
mente doença ou acidente, manterá o direito ao emprego, à em estabelecimentos de ensino.
categoria, à antiguidade e demais regalias que por esta con- 8- A entidade patronal pode recusar a concessão da licença
venção ou por iniciativa da entidade patronal lhe estavam a prevista no número anterior nas seguintes condições:
ser atribuídas, mas cessam os direitos e deveres das partes a) Quando ao trabalhador tenha sido proporcionada forma-
na medida em que pressuponham a efetiva prestação de tra- ção profissional adequada ou licença para o mesmo fim nos
balho. últimos 24 meses;
b) Quando a antiguidade do trabalhador no estabelecimen-
Artigo 32.º
to de ensino seja inferior a três anos;
Férias e impedimentos prolongados c) Quando o trabalhador não tenha requerido a licença
com uma antecedência mínima de 90 dias em relação à data
1- No ano da suspensão do contrato de trabalho por im-
do seu início;
pedimento prolongado, respeitante ao trabalhador, se se ve-
d) Quando tratando-se de trabalhadores incluídos em ní-
rificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do direito
veis de qualificação de direção ou chefia ou de pessoal alta-
a férias já vencido, o trabalhador tem direito à retribuição
mente qualificado não seja possível a substituição dos mes-
correspondente ao período de férias não gozado e respetivo
mos durante o período de licença, sem prejuízo sério para o
subsídio.
funcionamento do estabelecimento de ensino.
2- No ano da cessação do impedimento prolongado, o tra-
9- Considera-se de longa duração a licença não inferior a
balhador tem direito às férias nos mesmos termos previstos
60 dias.
para o ano da admissão.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Artigo 35.º pagamento do subsídio de férias e de Natal corresponden-


te ao período de ausência, desde que o trabalhador esteja
Faltas - Definição abrangido por um regime de Segurança Social que cubra esta
1- Falta é a ausência do trabalhador durante o período nor- eventualidade, independentemente dos seus termos.
mal de trabalho a que está obrigado. 5- Os pedidos de dispensa ou as comunicações de ausên-
2- No caso de ausência durante períodos inferiores a um cia devem ser feitos por escrito em documento próprio e em
dia de trabalho, os respetivos tempos serão adicionados con- duplicado, devendo um dos exemplares, depois de visado,
tando-se estas ausências como faltas na medida em que se ser entregue ao trabalhador ou por via informática caso esse
perfizerem um ou mais períodos normais diários de trabalho. meio esteja implementado na escola.
3- Caso a duração do período normal de trabalho diário 6- Os documentos a que se refere o número anterior serão
não seja uniforme, considera-se a duração média para efeitos obrigatoriamente fornecidos pela entidade patronal a pedido
do disposto no número anterior. do trabalhador.
4- Relativamente aos trabalhadores docentes, com exceção 7- As faltas justificáveis, quando previsíveis, serão obriga-
dos educadores de infância e docentes do 1.º ciclo, será tido toriamente comunicadas à entidade patronal, com a antece-
como um dia de falta a ausência ao serviço por quatro horas dência mínima de cinco dias.
letivas seguidas ou interpoladas, salvaguardando o disposto 8- Quando imprevistas, as faltas justificadas serão obriga-
no número 2 do artigo 38.º, caso essas horas letivas não se- toriamente comunicadas à entidade patronal, logo que pos-
jam repostas. sível.
5- Para efeitos do disposto no presente artigo, uma hora 9- O não cumprimento no disposto nos números 7 e 8 deste
letiva corresponde a um tempo letivo, exceto no caso de tem- artigo torna as faltas injustificadas.
pos letivos superiores a uma hora, caso em que a falta corres- 10- A entidade patronal pode, em qualquer caso de falta
ponde a falta a duas horas letivas. justificada, exigir ao trabalhador a prova dos factos invoca-
6- Em relação aos trabalhadores docentes são também dos para a justificação.
consideradas faltas as provenientes da recusa de participa- 11- As faltas a serviço de exames e a reuniões de avalia-
ção, sem fundamento, na frequência de cursos de aperfeiço- ção de alunos, apenas podem ser justificadas por casamento
amento ou reciclagem. do docente, por maternidade ou paternidade do docente, por
7- É considerada falta a um dia de trabalho, a ausência dos falecimento de familiar direto do docente, por doença do do-
docentes a serviço de exames e a reuniões de avaliação de cente, por acidente em serviço do docente, por isolamento
alunos. profilático do docente e para cumprimento de obrigações le-
8- A ausência a outras reuniões de natureza pedagógica, gais pelo docente.
quando devidamente convocadas, é considerada falta do do-
Artigo 37.º
cente a dois tempos letivos.
9- As faltas podem ser justificadas ou injustificadas. Efeitos das faltas injustificadas
10- A pedido do trabalhador, a entidade patronal poderá
1- A falta injustificada constitui violação do dever de as-
substituir os dias de faltas por férias.
siduidade e determina perda da retribuição correspondente
Artigo 36.º ao período de ausência, que não é contado na antiguidade do
trabalhador.
Efeitos das faltas justificadas 2- A falta injustificada a um ou meio período normal de
1- As faltas justificadas são as previstas na lei. trabalho diário, imediatamente anterior ou posterior a dia ou
2- As faltas justificadas não determinam a perda ou preju- meio dia de descanso ou a feriado, constitui infração grave.
ízo de quaisquer direitos ou regalias do trabalhador, salvo o 3- Na situação referida no número anterior, o período de
disposto no número seguinte. ausência a considerar para efeitos da perda de retribuição
3- Determinam perda de retribuição as seguintes faltas ain- prevista no número 1 abrange os dias ou meios-dias de des-
da que justificadas: canso ou feriados imediatamente anteriores ou posteriores
a) As dadas por motivo de acidente de trabalho, desde que ao dia de falta.
o trabalhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro; 4- No caso de apresentação de trabalhador com atraso in-
b) As dadas por motivo de doença, desde que o trabalha- justificado:
dor esteja abrangido por um regime de Segurança Social que a) Sendo superior a sessenta minutos e para início do tra-
cubra esta eventualidade, independentemente dos seus ter- balho diário, o empregador pode não aceitar a prestação de
mos; trabalho durante todo o período normal de trabalho;
c) As faltas para assistência a membro do agregado fami- b) Sendo superior a trinta minutos, o empregador pode não
liar; aceitar a prestação de trabalho durante essa parte do período
d) As que por lei sejam consideradas justificadas quando normal de trabalho.
excedam 30 dias por ano; 5- Incorre em infração disciplinar grave o trabalhador que:
e) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador. a) Faltar injustificadamente com a alegação de motivo ou
4- Durante o período de ausência por doença ou parenta- justificação comprovadamente falsa;
lidade do trabalhador fica a entidade patronal desonerada do b) Faltar injustificadamente durante cinco dias consecuti-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

vos ou dez interpolados no período de um ano. to de associação, o estabelecimento poderá aplicar a tabela
6- Excetuam-se do disposto no número quatro os docentes IV, enquanto se mantiver essa situação.
do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, do ensino secundário e 4- O disposto no número anterior não implica a diminui-
os de cursos extracurriculares que no caso de faltarem injus- ção da remuneração dos docentes que se encontrem em nível
tificadamente a um ou mais tempos letivos não poderão ser de valor mais elevado ao do respectivo nível da tabela IV.
impedidos de lecionar durante os demais tempos letivos que 5- Finda a situação que deu origem à aplicação do núme-
o seu horário comportar nesse dia. ro três, os docentes são reclassificados na tabela de origem,
contando-se todo o tempo de serviço decorrido.
Artigo 38.º
6- O disposto no número três não é aplicável aos docen-
Retribuição tes das categorias K e P, nem aos docentes que virem o seu
horário de trabalho diminuído de acordo com o previsto no
1- Considera-se retribuição, a remuneração base e todas as
número 5 do artigo 17.º e cuja remuneração tenha sofrido
prestações regulares e periódicas feitas, direta ou indireta-
uma diminuição igual ou superior a 15 %.
mente, em dinheiro ou em espécie.
2- A retribuição deverá ser paga no último dia útil do mês Artigo 40.º
a que respeite e ser de valor não inferior à remuneração míni-
ma estabelecida nas tabelas remuneratórias e cláusulas cons- Cálculo da retribuição horária e diária
tantes do presente contrato. 1- Para o cálculo da retribuição horária utilizar-se-á a se-
3- A retribuição mensal dos trabalhadores com funções guinte fórmula:
docentes é o que consta das respetivas tabelas e corresponde Retribuição horária = (12 x retribuição mensal) / (52 x período normal
à remuneração do seu período normal de trabalho semanal. de trabalho semanal)
4- Quando a componente letiva for superior a 22 horas, à
2- Para o cálculo da retribuição diária utilizar-se-á a se-
retribuição mensal acresce o seguinte valor:
guinte fórmula:
(Rm/22) * n
Retribuição diária = retribuição mensal / 30
em que:
3- Para cálculo da retribuição do dia útil, utilizar-se-á a se-
Rm = retribuição mensal
guinte fórmula:
n = número de horas superiores a 22
5- Quando a componente letiva for inferior a 22 horas, à Retribuição diária útil = Rh x (período normal de trabalho semanal / 5)
retribuição mensal diminui-se o seguinte valor: Artigo 41.º
(Rm/22) * n
Remunerações do trabalho suplementar e descanso compensatório
em que: O trabalho suplementar rege-se pelo disposto no código
Rm = retribuição mensal do trabalho.
n = número de horas inferiores a 22
Artigo 42.º
Artigo 39.º
Retribuição do trabalho noturno
Retribuição em situações excecionais
1- As horas de trabalho prestado em regime de trabalho
1- Os valores constantes das tabelas salariais do anexo III noturno serão pagas com um acréscimo de 25 % relativa-
podem ser reduzidos até 15 %, com caráter excecional e tem- mente à retribuição do trabalho equivalente prestado durante
porário, caso se verifique no estabelecimento de ensino uma o dia.
situação de dificuldade económica comprovada. 2- O acréscimo previsto no número anterior pode, com o
2- O estabelecimento de ensino que evoque a situação pre- acordo do trabalhador, ser substituído por redução equiva-
vista no número anterior apenas o poderá fazer desde que se lente do período normal de trabalho.
verifiquem, cumulativamente, as seguintes situações: 3- No caso da leccionação em cursos de horário noctur-
a) Tenham uma frequência inferior a 75 alunos, no caso de no, pode a entidade empregadora optar, em vez de pagar o
estabelecimentos de ensino com um ou dois níveis de ensino acréscimo previsto no número 1, efectuar uma redução de
ou 150 alunos no caso de estabelecimentos de ensino com atribuição de horas letivas não inferior a 25 %.
três ou mais níveis de ensino;
b) O número de alunos médio por turma seja inferior a 15 Artigo 43.º
alunos;
Deslocações entre pólos
c) Pratiquem anuidades ou recebam financiamento que im-
pliquem um valor de receita inferior ao valor estabelecido 1- Salvo acordo em contrário, quando o trabalho for pres-
para a oferta financiada pelo Estado, consoante a modalidade tado em diversos pólos ou estabelecimentos de ensino pro-
de ensino em causa. priedade da entidade empregadora, o transporte entre pólos
3- Quando as receitas do estabelecimento de ensino impli- ou estabelecimentos, quando superior a 12 quilómetros, será
carem um valor médio por turma inferior a 65 % do valor do pago pelo excesso a partir do 8.º quilómetro.
financiamento por turma definido pelo Estado para o contra- 2- Salvo acordo em contrário, as deslocações de casa para

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

pólo ou estabelecimento que não aquele onde o trabalhador Artigo 48.º


exerce a sua actividade habitual, o aumento de distância per-
corrida será pago. Exercício de funções inerentes a diversas categorias
3- O pagamento das deslocações previstas nos números 1- Quando, na pendência do contrato de trabalho, o tra-
anteriores, quando efectuadas em veículo próprio do traba- balhador vier a exercer habitualmente funções inerentes a
lhador, será efectuado ao valor de 0,26 € por quilómetro. diversas categorias, para as quais não foi contratado, rece-
berá retribuição correspondente à mais elevada, enquanto tal
Artigo 44.º
exercício se mantiver.
Subsídios - Generalidades 2- O trabalhador pode ser contratado para exercer funções
inerentes a diversas categorias, sendo a retribuição corres-
Os valores atribuídos a título de qualquer dos subsídios
pondente a cada uma, na respetiva proporção.
previstos pela presente convenção não serão acumuláveis
com valores de igual ou idêntica natureza já concedidos pe- Artigo 49.º
los estabelecimentos de ensino.
Trabalhadores-estudantes
Artigo 45.º
O regime do trabalhador-estudante é o previsto na lei ge-
Subsídios de refeição ral.
1- É atribuído a todos os trabalhadores abrangidos pelo Artigo 50.º
presente contrato por cada dia de trabalho um subsídio de
refeição no valor de 4,77 €, quando pela entidade patronal Modalidades de cessação do contrato de trabalho
não lhes seja fornecida refeição. O contrato de trabalho pode cessar, nos termos da lei,
2- Aos trabalhadores com horário incompleto será devida por:
a refeição ou subsídio quando o horário se distribuir por dois a) Caducidade;
períodos diários ou quando tiverem quatro horas de trabalho b) Revogação;
no mesmo período do dia. c) Despedimento por facto imputável ao trabalhador;
d) Despedimento coletivo;
Artigo 46.º
e) Despedimento por extinção de posto de trabalho;
Retribuição das férias f) Despedimento por inadaptação;
g) Resolução pelo trabalhador;
1- A retribuição correspondente ao período de férias não
h) Denúncia pelo trabalhador.
pode ser inferior à que os trabalhadores receberiam se es-
tivessem ao serviço efetivo e deve ser paga antes do início Artigo 51.º
daquele período.
2- Aos trabalhadores abrangidos pela presente convenção Casos especiais de caducidade
é devido um subsídio de férias de montante igual ao que re- 1- O contrato caduca no termo da Autorização Provisória
ceberia se estivesse em serviço efetivo. de Lecionação ou similar concedida pelo Ministério da Edu-
3- O referido subsídio deve ser pago até 15 dias antes do cação para o respetivo ano letivo.
início das férias. 2- No termo do ano escolar para que foi concedida a au-
4- O aumento da duração do período de férias não tem torização de acumulação de funções docentes públicas com
consequências no montante do subsídio de férias. funções privadas, cessa igualmente por caducidade o contra-
5- Qualquer dispensa da prestação de trabalho ou aumento to de trabalho celebrado.
da duração do período de férias não tem consequências no 3- A caducidade prevista no número anterior não determi-
montante do subsídio de férias. na o direito a qualquer compensação ou indemnização.
4- À contratação de trabalhadores reformados ou aposen-
Artigo 47.º
tados aplica-se o regime legal de conversão em contrato a
Subsídio de Natal termo após reforma por velhice ou idade de 70 anos.
1- Aos trabalhadores abrangidos pelo presente contrato Artigo 52.º
será devido subsídio de Natal a pagar até 15 de dezembro
de cada ano, equivalente à retribuição a que tiverem direito Processos disciplinares
nesse mês. O processo disciplinar fica sujeito ao regime legal apli-
2- No ano de admissão, no ano de cessação e em caso de cável.
suspensão do contrato de trabalho por facto respeitante ao
Artigo 53.º
trabalhador, o valor do subsídio é proporcional ao tempo de
serviço prestado nesse ano civil. Previdência - Princípios gerais
As entidades patronais e os trabalhadores ao seu serviço

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

contribuirão para as instituições de previdência que os abran- entidade patronal ou seu representante do dia, hora e assunto
jam nos termos dos respetivos estatutos e demais legislação a tratar.
aplicável.
Artigo 58.º
Artigo 54.º
Número de delegados sindicais
Subsídio de doença 1- O número máximo de delegados sindicais a quem são
Os trabalhadores que não tenham direito a subsídio de atribuídos os direitos referidos no artigo 59.º é o seguinte:
doença por a entidade patronal respetiva não praticar os a) Estabelecimentos com menos de 50 trabalhadores sin-
descontos legais têm direito à retribuição completa corres- dicalizados - 1;
pondente aos períodos de ausência motivados por doença ou b) Estabelecimentos com 50 a 99 trabalhadores sindicali-
acidente de trabalho. zados - 2;
c) Estabelecimentos com 100 a 199 trabalhadores sindica-
Artigo 55.º
lizados - 3;
Invalidez d) Estabelecimentos com 200 a 499 trabalhadores sindica-
lizados - 6.
No caso de incapacidade parcial para o trabalho habitual
2- Nos estabelecimentos a que se refere a alínea a) do nú-
proveniente de acidente de trabalho ou doenças profissionais
mero anterior, seja qual for o número de trabalhadores sin-
ao serviço da entidade patronal, esta diligenciará conseguir a
dicalizados ao serviço, haverá sempre um delegado sindical
reconversão do trabalhador diminuído para funções compa-
com direito ao crédito e horas previsto no artigo 64.º
tíveis com a diminuição verificada.
Artigo 59.º
Artigo 56.º
Tempo para o exercício das funções sindicais
Seguros
1- Cada delegado sindical dispõe, para o exercício das suas
1- O empregador é obrigado a transferir a responsabilidade
funções, de um crédito de horas não inferior a oito ou cinco
por indemnização resultante de acidente de trabalho para en-
mensais conforme se trate ou não de delegado que faça parte
tidades legalmente autorizadas a realizar este seguro.
da comissão intersindical, respetivamente.
2- Para além da normal cobertura feita pelo seguro obri-
2- O crédito de horas estabelecido no número anterior res-
gatório de acidentes, deverão os trabalhadores, quando em
peita ao período normal de trabalho e conta, para todos os
serviço externo, beneficiar de seguro daquela natureza, com
efeitos, como tempo de serviço efetivo.
a inclusão desta modalidade específica na apólice respetiva.
3- Os delegados sempre que pretendam exercer o direito
Artigo 57.º previsto neste artigo deverão comunicá-lo à entidade patro-
nal ou aos seus representantes, com antecedência de vinte e
Direito à atividade sindical no estabelecimento quatro horas, exceto em situações imprevistas.
1- Os trabalhadores e os sindicatos têm direito a desenvol- 4- O dirigente sindical dispõe, para o exercício das suas
ver atividade sindical no estabelecimento, nomeadamente funções, de um crédito não inferior a quatro dias por mês, ou
através de delegados sindicais, comissões sindicais, comis- de quarenta e oito dias acumulados por ano que contam, para
sões intersindicais do estabelecimento e membros da direção todos os efeitos, como tempo de serviço efetivo.
sindical. 5- Os trabalhadores com funções sindicais dispõem de um
2- À entidade patronal é vedada qualquer interferência na crédito anual de seis dias úteis, que contam, para todos os
atividade sindical dos trabalhadores ao seu serviço, desde efeitos, como tempo de serviço efetivo, para frequentarem
que esta se desenvolva nos termos da lei. cursos ou assistirem a reuniões, colóquios, conferências e
3- Entende-se por comissão sindical de estabelecimento a congressos convocados pelas associações sindicais que os
organização dos delegados sindicais desse estabelecimento. representam, com respeito pelo regular funcionamento do
4- Entende-se por comissão intersindical de estabeleci- estabelecimento de ensino.
mento a organização dos delegados sindicais de diversos 6- Quando pretendam exercer o direito previsto número 5,
sindicatos no estabelecimento. os trabalhadores deverão comunicá-lo à entidade patronal ou
5- Os delegados sindicais têm o direito de afixar, no inte- aos seus representantes, com a antecedência mínima de um
rior do estabelecimento e em local apropriado, para o efeito dia.
reservado pela entidade patronal, textos, convocatórias, co-
Artigo 60.º
municações ou informações relativas à vida sindical e aos
interesses socioprofissionais dos trabalhadores, bem como Direito de reunião nas instalações do estabelecimento
proceder à sua distribuição, mas sem prejuízo, em qualquer
1- Os trabalhadores podem reunir-se nos respetivos locais
dos casos, do normal funcionamento do estabelecimento.
de trabalho, fora do horário normal, mediante convocação de
6- Os dirigentes sindicais ou seus representantes, devida-
um terço ou de 50 trabalhadores do respetivo estabelecimen-
mente credenciados, podem ter acesso às instalações do es-
to, do delegado da comissão sindical ou intersindical ou da
tabelecimento, desde que seja dado conhecimento prévio à
direção sindical.

199
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

2- Sem prejuízo do disposto no número anterior, os traba- 3- A declaração referida no número 2 deverá ser enviada
lhadores têm direito a reunir-se durante o horário normal de ao sindicato e ao estabelecimento de ensino respetivo, po-
trabalho até ao limite de quinze horas em cada ano, desde dendo a sua remessa ao estabelecimento de ensino ser feita
que assegurem serviços de natureza urgente. por intermédio do sindicato.
3- Os promotores das reuniões referidas nos pontos ante- 4- O montante das quotizações será acompanhado dos ma-
riores são obrigados a comunicar à entidade patronal respe- pas sindicais utilizados para este efeito, devidamente preen-
tiva ou a quem a represente, com a antecedência mínima de chidos, donde consta nome do estabelecimento de ensino,
um dia, a data e hora em que pretendem que aquelas se efe- mês e ano a que se referem as quotas, nome dos trabalhado-
tuem, devendo afixar, no local reservado para esse efeito, a res por ordem alfabética, número de sócio do sindicato, ven-
respetiva convocatória. cimento mensal e respetiva quota, bem como a sua situação
4- Os dirigentes das organizações sindicais representativas de baixa ou cessação do contrato, se for caso disso.
dos trabalhadores do estabelecimento podem participar nas
Artigo 64.º
reuniões, mediante comunicação dirigida à entidade patro-
nal ou seu representante, com a antecedência mínima de seis Greve
horas.
Os direitos e obrigações respeitantes à greve serão aque-
5- As entidades patronais cederão as instalações conve-
les que, em cada momento, se encontrem consignados na lei.
nientes para as reuniões previstas neste artigo.
Artigo 65.º
Artigo 61.º
Constituição da comissão paritária
Cedência de instalações
1- Dentro dos 30 dias seguintes à entrada em vigor des-
1- Nos estabelecimentos com cem ou mais trabalhadores,
te contrato, será criada, mediante a comunicação de uma à
a entidade patronal colocará à disposição dos delegados sin-
outra parte e conhecimento ao Ministério da Solidariedade,
dicais, quando estes o requeiram, de forma permanente, um
Emprego e Segurança Social, uma comissão paritária cons-
local situado no interior do estabelecimento ou na sua proxi-
tituída por seis vogais, três em representação da associação
midade para o exercício das suas funções.
patronal e três em representação das associações sindicais
2- Nos estabelecimentos com menos de cem trabalhado-
outorgantes.
res, a entidade patronal colocará à disposição dos delega-
2- Por cada vogal efetivo será sempre designado um subs-
dos sindicais, sempre que estes o requeiram, um local para o
tituto.
exercício das suas funções.
3- Os representantes das associações patronais e sindicais
Artigo 62.º junto da comissão paritária poderão fazer-se acompanhar dos
assessores que julguem necessário, os quais não terão direito
Atribuição de horário a dirigentes e a delegados sindicais a voto.
1- Os membros dos corpos gerentes das associações sindi- 4- A comissão paritária funcionará enquanto estiver em
cais poderão solicitar à direção do estabelecimento de ensino vigor o presente contrato, podendo os seus membros ser
a sua dispensa total ou parcial de serviço enquanto membros substituídos pela parte que os nomear em qualquer altura,
daqueles corpos gerentes. mediante prévia comunicação à outra parte.
2- Para os membros das direções sindicais de professores
Artigo 66.º
serão organizados horários nominais de acordo com as su-
gestões apresentadas pelos respetivos sindicatos. Competência da comissão paritária
3- Na elaboração dos horários a atribuir aos restantes
1- Compete à comissão paritária:
membros dos corpos gerentes das associações sindicais de
a) Interpretar as disposições da presente convenção;
professores e aos seus delegados sindicais ter-se-ão em conta
b) Integrar os casos omissos;
as tarefas por eles desempenhadas no exercício das respeti-
c) Proceder à definição e ao enquadramento das novas pro-
vas atividades sindicais.
fissões;
Artigo 63.º d) Deliberar sobre as dúvidas emergentes da aplicação
desta convenção, nomeadamente quanto à aplicação do ar-
Quotização sindical tigo 39.º-A;
1- Mediante declaração escrita do interessado, as entida- e) Deliberar sobre o local, calendário e convocação das
des empregadoras efetuarão o desconto mensal das quotiza- reuniões;
ções sindicais nos salários dos trabalhadores e remetê-las-ão f) Deliberar sobre a alteração da sua composição sempre
às associações sindicais respetivas até ao dia 10 de cada mês. com respeito pelo princípio da paridade.
2- Da declaração a que se refere o número anterior cons- 2- As decisões da comissão paritária referentes à aplicação
tará o valor das quotas e o sindicato em que o trabalhador se do artigo 39.º-A serão tomadas no prazo máximo de 15 dias
encontra inscrito. úteis, tendo as partes de fornecer à comissão os elementos
que forem necessários para a análise da situação.

200
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Artigo 67.º estabelecimento, aos quais deverão ser garantidas, por es-
crito, pela empresa cessante e pela nova, todos os direitos
Funcionamento da comissão paritária decorrentes da sua antiguidade naquela cuja atividade haja
1- A comissão paritária funcionará, a pedido de qualquer cessado.
das partes, mediante convocatória enviada à outra parte com 7- Quando se verifique a extinção de uma secção de um
a antecedência mínima de oito dias, salvo casos de emer- estabelecimento de ensino e se pretenda que os trabalhado-
gência, em que a antecedência mínima será de três dias e res docentes sejam transferidos para outra secção na qual o
só poderá deliberar desde que esteja presente a maioria dos serviço docente tenha de ser prestado em condições substan-
membros efetivos representantes de cada parte e só em ques- cialmente diversas, nomeadamente no que respeita a estatu-
tões constantes da agenda. to jurídico ou pedagógico, terão os trabalhadores docentes
2- Qualquer dos elementos componentes da comissão pa- direito a rescindir os respetivos contratos de trabalho, com
ritária poderá fazer-se representar nas reuniões da mesma direito às indemnizações referidas no número anterior.
mediante procuração bastante.
Artigo 69.º
3- As deliberações da comissão paritária serão tomadas
por consenso; em caso de divergência insanável, recorrer-se- Desburocratização, simplificação e protecção de dados pessoais
-á a um árbitro escolhido de comum acordo.
1- Na organização do trabalho, a entidade empregadora
4- As despesas com a nomeação do árbitro são da respon-
deverá aplicar os princípios da desburocratização e simpli-
sabilidade de ambas as partes.
ficação.
5- As deliberações da comissão paritária passarão a fazer
2- Em cumprimento do disposto no número anterior, de-
parte integrante da presente convenção logo que publicadas
verá ser privilegiada a utilização de meios telemáticos para
no Boletim do Trabalho e Emprego.
a realização de reuniões em comunicação síncrona ou assín-
6- A presidência da comissão será rotativa por períodos de
crona, nomeadamente e entre outros, conselhos de turma,
seis meses, cabendo, portanto, alternadamente a uma e a ou-
reuniões de avaliação, reuniões de grupo ou departamento.
tra das duas partes outorgantes.
3- As atas e deliberações tomadas deverão ser reduzidas a
Artigo 68.º escrito, aprovadas por meio electrónico, assinadas pelo co-
ordenador da reunião e distribuídas, electronicamente, por
Transmissão e extinção do estabelecimento todos os participantes.
1- O transmitente e o adquirente devem informar os traba- 4- Deverá também ser privilegiada a comunicação por
lhadores, por escrito e em tempo útil antes da transmissão, meios digitais e a adoção de metodologias de trabalho pa-
da data e motivo da transmissão, das suas consequências perless.
jurídicas, económicas e sociais para os trabalhadores e das 5- A entidade empregadora dará cumprimento integral ao
medidas projetadas em relação a estes. Regulamento Geral de Proteção de Dados.
2- Em caso de transmissão de exploração a posição jurí-
Artigo 70.º
dica de empregador nos contratos de trabalho transmite-se
para o adquirente. Disposições transitórias
3- Se, porém, os trabalhadores não preferirem que os seus
1- Com a entrada em vigor da presente convenção, os do-
contratos continuem com a entidade patronal adquirente, po-
centes que leccionam em escola profissional são classifica-
derão os mesmos manter-se com a entidade transmitente se
dos no início do 1.º nível da tabela respetiva com as seguin-
esta continuar a exercer a sua atividade noutra exploração ou
tes adaptações:
estabelecimento, desde que haja vagas.
a) As remunerações superiores ao valor máximo da tabela
4- A entidade adquirente será solidariamente responsável
ficam nesse valor para os docentes que já adquiriram esse
pelo cumprimento de todas as obrigações vencidas emergen-
direito;
tes dos contratos de trabalho, ainda que se trate de trabalha-
b) Os docentes cuja remuneração atual seja superior à re-
dores cujos contratos hajam cessado, desde que os respetivos
muneração de início de carreira da respetiva tabela mantêm
direitos sejam reclamados pelos interessados até ao momen-
a remuneração atual até que, por força da sua progressão, a
to da transmissão.
remuneração de tabela seja superior.
5- Para os efeitos do disposto no número anterior, deve-
2- Quando o docente aufira remuneração superior a 1750 €
rá o adquirente, durante os 30 dias anteriores à transmissão,
ou tenha 25 ou mais anos de serviço, é classificado no início
manter afixado um aviso nos locais de trabalho e levar ao
do 2.º nível da tabela II ou III, respetivamente.
conhecimento dos trabalhadores ausentes, por meio de carta
3- Os docentes que leccionam em estabelecimento de en-
registada com aviso de receção, a endereçar para os domicí-
sino particular e cooperativo e cujas relações laborais são
lios conhecidos no estabelecimento, que devem reclamar os
regidas pelo contrato colectivo celebrado entre a AEEP e a
seus créditos, sob pena de não se lhe transmitirem.
FNE e outros publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
6- No caso de o estabelecimento cessar a sua atividade,
n.º 29, de 8 de agosto de 2015, ou pelo contrato colectivo
a entidade patronal pagará aos trabalhadores as indemniza-
celebrado entre a AEEP e o SPLIU publicado no Boletim do
ções previstas na lei, salvo em relação àquelas que, com o
Trabalho e Emprego, n.º 30, de 15 de agosto de 2015, e que
seu acordo, a entidade patronal transferir para outra firma ou
são sindicalizados no SEPLEU, são classificados na tabela e

201
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

nível correspondente à tabela e nível em que estavam classi- 2- A avaliação de desempenho tem como referência o pro-
ficados neste contrato coletivo. jeto educativo do respetivo estabelecimento de ensino.
4- O disposto no artigo 43.º só se aplica aos contratos de
Artigo 3.º
trabalho celebrados após a entrada em vigor do presente
CCT, mantendo-se para os restantes as condições em vigor Âmbito temporal
nesta data.
A avaliação do desempenho dos docentes realiza-se,
5- Os aumentos remuneratórios não se aplicam em casos
consoante seja definido pela direcção pedagógica do esta-
de processo de extinção de posto de trabalho ou de despedi-
belecimento de ensino, anualmente ou no final de cada nível
mento colectivo iniciados até 1 de outubro de 2018.
salarial, e reporta-se ao tempo de serviço nele prestado que
Artigo 71.º releve para efeitos de progressão na carreira.

Disposições especiais Artigo 4.º


O disposto no número 5 do artigo 7.º não é aplicável aos Objeto
docentes que leccionem em cursos profissionais em estabele-
1- São objeto de avaliação três domínios de competências
cimentos de ensino particular e cooperativo que perderam o
do docente: (i) competências para lecionar, (ii) competências
contrato de associação e cuja receita se enquadra no previsto
profissionais e de conduta e (iii) competências sociais e de
no número 3 do artigo 39.º, podendo ser-lhes aplicável o dis-
relacionamento.
posto nos números 1 e 2 do artigo 70.º e o número 4 do artigo
2- No caso de docentes com funções de coordenação ou
7.º até ao final do ano lectivo 2019/2020.
chefia, é ainda objeto de avaliação o domínio de competên-
cias de gestão.
ANEXO I 3- Cada domínio compreende diversas ordens de compe-
tências, conforme anexo B, sendo cada uma destas avaliada
Regulamento de Avaliação de Desempenho mediante a verificação dos indicadores constantes das gre-
lhas de avaliação de desempenho anexas ao presente regula-
Artigo 1.º mento, que poderão ser adaptados em cada estabelecimento
de ensino, pelos respetivos órgãos de gestão pedagógica,
Âmbito
tendo por referência o seu projeto educativo, desde que pre-
1- O presente Regulamento de Avaliação de Desempenho viamente conhecidos pelos docentes.
aplica-se a todos os docentes que se encontrem integrados
na carreira. Artigo 5.º
2- A avaliação de desempenho resultante do presente re-
Resultado da avaliação
gulamento releva para efeitos de progressão na carreira no
âmbito do presente contrato coletivo de trabalho. 1- O nível de desempenho atingido pelo docente é deter-
3- Na falta de avaliação de desempenho por motivos não minado da seguinte forma:
imputáveis ao docente, considera-se como bom o serviço –– a cada ordem de competências é atribuída uma classifi-
prestado por qualquer docente no cumprimento dos seus de- cação numa escala de 1 a 5;
veres profissionais. –– é calculada a média das classificações obtidas no con-
4- O presente Regulamento de Avaliação de Desempenho junto das ordens de competências;
não é aplicável ao exercício da função de direção pedagógi- –– o valor da média é arredondado à unidade;
ca, considerando-se que o serviço é bom enquanto durar o –– ao valor obtido é atribuído um nível de desempenho nos
exercício de tais funções. termos da seguinte escala: 1 e 2 = nível de desempenho in-
5- Quando o estabelecimento de ensino desenvolver um suficiente; 3 = nível de desempenho suficiente; 4 e 5 = nível
modelo de avaliação do desempenho próprio, aprovado pelo de desempenho bom.
conselho pedagógico ou órgão equivalente, ouvidos os do- Artigo 6.º
centes, esse modelo poderá substituir o constante do presente
regulamento após comunicação do mesmo às partes contra- Sujeitos
tantes do presente instrumento de regulamentação colectiva 1- A avaliação de desempenho docente é da responsabi-
do trabalho. lidade da direção pedagógica do respetivo estabelecimento
Artigo 2.º de ensino.
2- O desenvolvimento do processo de avaliação e a clas-
Princípios sificação final são da responsabilidade de uma comissão de
1- O presente regulamento de avaliação de desempenho avaliação constituída por três elementos.
desenvolve-se de acordo com os princípios constantes da 3- Integram a comissão de avaliação o diretor pedagógi-
Lei de Bases do Sistema Educativo, das Bases do Ensino co e dois docentes com funções de coordenação no estabe-
Particular e Cooperativo e do Estatuto do Ensino Particular lecimento de ensino, podendo também integrara comissão
e Cooperativo. personalidade de reconhecido mérito indicada pela direcção
pedagógica.

202
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

4- Os elementos que integram a comissão de avaliação são se encontra na fase inicial da sua vida profissional, releva
avaliados pelo diretor pedagógico. para progressão na carreira o tempo de serviço cujo desem-
5- É da competência da entidade titular a ratificação da penho seja avaliado no mínimo como suficiente.
avaliação de desempenho com o resultado que lhe é proposto
Artigo 9.º
pela direção pedagógica.
Artigo 7.º Recursos
1- Sempre que o docente obtenha uma classificação infe-
Procedimentos de avaliação rior a Bom na avaliação de desempenho, poderá recorrer da
1- Nos primeiros trinta dias do 3.º período letivo do ano decisão nos termos do disposto nos números seguintes.
em avaliação ou do ano em que o docente completa o tempo 2- O procedimento de recurso inicia-se mediante noti-
de permanência no escalão de vencimento em que se encon- ficação do docente à entidade patronal de que deseja uma
tra, consoante o âmbito temporal adoptado nos termos do arbitragem, indicando desde logo o seu árbitro e respetivos
artigo 3.º, deve entregar à direção pedagógica do estabeleci- contactos e juntando as suas alegações de recurso.
mento a sua autoavaliação, realizada nos termos do presente 3- As alegações deverão conter a indicação expressa dos
regulamento. parâmetros do relatório de avaliação com cuja classificação
2- A não entrega injustificada pelo docente do seu relató- o docente discorda e respetivos fundamentos.
rio de autoavaliação implica, para efeitos de progressão na 4- A notificação referida no número 2 deverá ser efetuada
carreira, a não contagem do tempo de serviço do ano letivo no prazo de 15 dias úteis após a notificação da decisão de não
em curso. classificação do ano de serviço como bom e efetivo.
3- No desenvolvimento do processo de avaliação do de- 5- A entidade titular dispõe do prazo de 15 dias úteis para
sempenho, a comissão de avaliação tem em conta a autoa- nomear o seu árbitro e contra-alegar, notificando o docente e
valiação de desempenho feita pelo docente, bem como da- o árbitro nomeado pelo mesmo da identificação e contactos
dos resultantes de outros procedimentos de avaliação ou do do seu árbitro e das suas contra-alegações.
percurso profissional do docente que considere pertinentes e 6- No prazo de 5 dias úteis após a notificação referida no
adequados para o efeito, nomeadamente: número anterior, os dois árbitros reúnem-se para escolher um
a) Planificações letivas; terceiro árbitro.
b) Aulas ou outras atividades letivas orientadas pelo do- 7- Os árbitros desenvolvem as diligências que entenderem
cente que tenham sido assistidas; necessárias para preparar a decisão, sem formalidades espe-
c) Entrevista(s) de reflexão sobre o desempenho profissio- ciais, tendo de a proferir e notificar às partes no prazo de 20
nal do docente; dias úteis, salvo motivo relevante que os árbitros deverão
d) Parecer dos responsáveis pedagógicos; invocar e descrever na sua decisão.
e) Formação realizada; 8- Qualquer das partes poderá recorrer da decisão da arbi-
f) Assiduidade e pontualidade. tragem para os tribunais nos termos gerais de direito.
4- Até ao dia 30 de junho subsequente à data referida no 9- Cada parte suportará os custos com o seu árbitro, sendo
número 1, a comissão de avaliação apresenta à entidade titu- os custos com o terceiro árbitro suportados em partes iguais
lar um relatório de avaliação, que deverá conter uma descri- por ambas as partes.
ção dos elementos tidos em conta na avaliação, a classifica-
Artigo 10.º
ção atribuída e respetiva fundamentação.
5- A entidade titular do estabelecimento deve, no prazo de Questões finais e transitórias
15 dias úteis contados a partir da data referida no número
1- O recurso à arbitragem referida no artigo 9.º é condição
anterior, ratificar a avaliação ou pedir esclarecimentos.
obrigatória para o recurso judicial.
6- Os esclarecimentos devem ser prestados no prazo de 10
2- Cada uma das partes nomeia o seu árbitro, podendo re-
dias úteis, após o que a entidade titular do estabelecimento
correr a lista elaborada pela AEEP e pelos sindicatos outor-
ratifica a avaliação.
gantes do CCT.
7- O relatório de avaliação com o resultado final do pro-
cesso de avaliação deve ser comunicado ao docente no prazo A - Escala
de 5 dias após a decisão referida no número anterior. 1- Inadequado
8- Sempre que o resultado da avaliação difira significativa- Muito pouco desenvolvido.
mente do resultado da autoavaliação realizada pelo docente, Os aspetos fundamentais da competência não são de-
deverá a direção pedagógica entregar o relatório de avaliação monstrados.
numa entrevista, com objetivos formativos. Para atingir o nível adequado necessita, em elevado grau,
de formação em aspetos básicos, treino prático e acompa-
Artigo 8.º
nhamento.
Efeitos da avaliação 2- Pouco adequado
Alguns aspetos fundamentais da competência não são de-
1- O período em avaliação que tenha sido avaliado como
monstrados de modo consistente.
Bom releva para progressão na carreira.
Para atingir o nível adequado necessita de formação es-
2- No escalão de ingresso na carreira, dado que o docente

203
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

pecífica, treino prático e acompanhamento. bilização dos alunos.


3- Adequado 3- Plasticidade (Flexibilidade e capacidade de adaptação).
Desenvolvido. 4- Identificação e vivência do projeto educativo.
Corresponde, em termos globais, às exigências da com- 5- Comunicação.
petência. 6- Planeamento.
Genericamente, os indicadores da competência são de- 7- Procura de informação e atualização de conhecimentos.
monstrados, com algumas exceções, nalguns aspetos secun- 8- Avaliação.
dários.
Domínio - competências profissionais e de conduta
Necessita de treino prático e acompanhamento comple-
Ordens de competências:
mentares.
1- Trabalho de equipa e cooperação inter-áreas.
4- Muito adequado
Muito desenvolvido. Domínio - Competências sociais e de relacionamento
Corresponde aos indicadores da competência, com rarís- Ordens de competências:
simas exceções, nalguns aspetos secundários. 1- Relação com os alunos e encarregados de educação.
5- Excelente 2- Envolvimento com a comunidade educativa.
Plenamente desenvolvido.
Domínio - Competências de gestão
Corresponde, sem exceção, às exigências da competên-
Ordens de competências:
cia, ocasionalmente ultrapassa-as.
1- Liderança.
B - Domínios e ordens de competências 2- Motivação.
Domínio - Competências para lecionar 3- Delegação.
Ordens de competências: 4- Planeamento e controlo.
1- Conhecimentos científicos e didáticos. 5- Estratégia
2- Promoção da aprendizagem pela motivação e responsa- 6- Gestão da inovação.

204
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Grelhas de avaliação de desempenho

Domínio Ordens de competências Indicadores

1. Evidencia o conhecimento das matérias


2. Explica com clareza as áreas do seu domínio científico
3. Apresenta informação (científica) precisa e atualizada
1. Conhecimentos científicos e
4. Procura abordagens para ajudar o desenvolvimento cognitivo,
didáticos
afetivo e social do aluno
5. Procura conhecimentos sobre o pensamento, tendências e
práticas inovadoras na educação

1. Apoia os alunos na aquisição de novas competências


2. Motiva os alunos para a melhoria
3. Utiliza práticas que promovem o desenvolvimento e
2. Promoção da aprendizagem pela aprofundamento de competências
motivação e responsabilização dos 4. Sistematiza procedimentos e tarefas de rotina para comprometer
alunos os alunos em várias experiências de aprendizagem
5. Promove a autoestima do aluno, com reforço positivo
6. Apoia os alunos no desenvolvimento e utilização de formas de
avaliar criticamente a informação

1. Usa várias estratégias para fazer face a diferentes modos de


aprendizagem dos alunos
Competências para 2. Quando seleciona os recursos, considera as necessidades
lecionar individuais de cada aluno, o ambiente de aprendizagem e as
competências a desenvolver
3. Plasticidade (flexibilidade e 3. Conhece os processos relacionados com a educação especial e
capacidade de adaptação) providencia as experiências adequadas para o sucesso do aluno
(quando aplicável e tendo formação)
4. Dá informação fundamentada sobre os trabalhos propostos aos
alunos
5. Utiliza uma variedade de recursos adequados para aperfeiçoar
a aprendizagem dos alunos

1. Segue as linhas orientadoras do projeto educativo e usa a


4. Identificação e vivência do projeto metodologia preconizada
educativo 2. Estimula a aquisição dos valores propostos no projeto educativo
da escola

1. Demonstra proficiência na utilização da vertente escrita da


língua portuguesa
2. Demonstra proficiência na utilização da vertente oral da língua
5. Comunicação
portuguesa
3. Promove, no âmbito, da sua área disciplinar o bom uso da língua
4. Promove competências eficazes de comunicação

205
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

1. Desenvolve, com os alunos, expectativas atingíveis para as


aulas
2. Gere o tempo de ensino de uma forma a cumprir os objetivos
propostos
3. Faz ligações relevantes entre as planificações das aulas diárias
e as planificações de longo prazo
6. Planeamento
4. Planifica adequadamente os temas das aulas
5. Planifica adequadamente as aulas
6. Modifica planificações para se adaptar às necessidades dos
alunos, tornando os tópicos mais relevantes para a vida e
experiência dos alunos
7. Acompanha a planificação do seu grupo disciplinar

1. Utiliza, apropriadamente as tecnologias da informação e da


comunicação para melhorar o ensino/aprendizagem
2. Promove, sempre que possível, a utilização destas novas
7. Procura de informação e tecnologias de informação, pelos alunos
atualização de conhecimentos 3. Mantém um registo das suas experiências de aprendizagem
relacionando-as com os contextos educacionais
4. Explora formas de aceder e utilizar a pesquisa sobre educação
5. Participa em ações de formação propostas pela escola

1. Alinha as estratégias de avaliação com os objetivos de


aprendizagem
2. Utiliza o trabalho do aluno para diagnosticar dificuldades de
aprendizagem que corrige adequadamente
3. Aplica adequadamente os instrumentos e as estratégias de
avaliação, tanto a curto como a longo prazo
4. Utiliza uma variedade de técnicas de avaliação
8. Avaliação
5. Utiliza a comunicação contínua para manter tanto os alunos
como os pais informados e para demonstrar o progresso do aluno
6. Modifica os processos de avaliação para assegurar que as
necessidades dos alunos especiais ou as exceções de
aprendizagem são correspondidas
7. Integra a autoavaliação como estratégia reguladora da
aprendizagem do aluno

1. Partilha novas aquisições de conhecimentos científicos com os


colegas
2. Trabalha cooperativamente com os colegas para resolver
questões relacionadas com alunos, as aulas e a escola
Competências
1. Trabalho de equipa e cooperação 3. Participa nos diversos grupos de trabalho da escola (grupos por
profissionais e de
inter-áreas disciplina, etc.
conduta
4. Toma a iniciativa de criar atividades lúdico/pedagógicas
pluridisciplinares na escola
5. Participa em atividades lúdico/pedagógicas pluridisciplinares
na escola

1. Demonstra preocupação e respeito para com os alunos,


mantendo interações positivas
2. Promove, entre os alunos, interações educadas e respeitosas
3. Tem capacidade para lidar com comportamentos inadequados
dos alunos
4. Mantém um canal de comunicação informal, de abertura e de
Competências sociais 1. Relação com os alunos e proximidade com os alunos
e de relacionamento encarregados de educação 5. Aplica o conhecimento sobre o desenvolvimento físico, social
e cognitivo dos alunos
6. Conhece, explica e implementa eficazmente os regulamentos
existentes
7. Demonstra ter bom relacionamento com os encarregados de
educação
8. Promove um ambiente disciplinado

206
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

9. Promove o compromisso efetivo dos encarregados de educação


na concretização de estratégias de apoio à melhoria e sucesso dos
alunos
10. Mobiliza valores e outras componentes dos contextos culturais
e sociais, adotando estratégias pedagógicas de diferenciação,
conducentes ao sucesso de cada aluno

1. Demonstra estar integrado na comunidade educativa


2. Reconhece e releva os esforços e sucessos de outros (elementos
da comunidade educativa)
3. Inicia contactos com outros profissionais e agentes da
2. Envolvimento com a comunidade comunidade para apoiar os alunos e as suas famílias, quando
educativa adequado
4. Cria oportunidades adequadas para os alunos, seus pais e
membros da comunidade partilharem a sua aprendizagem,
conhecimentos e competências com outros, na sala de aula ou na
escola

1. Adapta o seu estilo de liderança às diferentes características dos


colaboradores
2. Favorece a autonomia progressiva do colaborador
3. Obtém o cumprimento das suas orientações através de respeito
1. Liderança e adesão
4. É um exemplo de comportamento profissional para a equipa
5. No caso de estar nas suas funções, identifica e promove
situações que requerem momentos formais de comunicação com
alunos, encarregados de educação

1. Dá apoio e mostra-se disponível sempre que alguém necessita


2. Motivação 2. Elogia com clareza e de modo proporcionado
3. Mostra apreço pelo bom desempenho dos seus colaboradores

1. Delega todas as tarefas e responsabilidades em que tal é


adequado
2. Promove a delegação desafiante, proporcionando assim
oportunidades de desenvolvimento individual dos seus
colaboradores
3. Delegação
3. Ao delegar deixa claro o âmbito de responsabilidade, os
recursos e o objetivo final
4. Responsabiliza os delegados pelos resultados das tarefas
atribuídas
5. Controla em grau adequado

1. Elabora planos, documentados, para as principais atividades,


rentabilizando os recursos humanos e materiais
4. Planeamento e controlo 2. Baseia o seu planeamento em previsões realistas, definindo
calendários, etapas e sub-objetivos, e pontos de controlo das
atividades em momentos-chave

1. Formula uma visão estratégica positiva e motivante


2. Envolve a equipa e suscita a sua adesão à visão
3. Promove processos, atividades e estilos de atuação coerentes
5. Estratégia com a visão
4. O seu discurso é um exemplo de coerência com a visão
5. A sua ação é um exemplo de coerência com a visão
6. Integra na sua visão estratégica a gestão da qualidade

207
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

1. Reconhece boas práticas


7. Reconhecimento 2. Estimula boas práticas (que não sejam necessariamente
inovadoras)

1. Incentiva a análise crítica dos métodos de trabalho, encorajando


a inovação
2. Recolhe sugestões e propõe à equipa temas concretos para
8. Gestão da inovação
inovação
3. Reconhece e elogia em ocasiões públicas ações de inovação
4. Aplica medidas de inovação ou reformulação de procedimentos

1. Implementa mecanismos formais de avaliação dos processos de


gestão que lhe estão confiados
2. Garante a implementação de ações de melhoria resultantes dos
9. Avaliação
processos formais de avaliação
3. Gere de forma eficaz (integrando a informação em futuras
ações) a avaliação de todo o processo de gestão

ANEXO II ANEXO III

Definição de profissões e categorias profissionais Tabelas salariais


Trabalhadores docentes Docentes e formadores
Educador de infância - É o trabalhador com habilitação Tabela A - Docentes profissionalizados com grau
específica que tem sob a sua responsabilidade a orientação superior (fora da tabela II)
de uma classe infantil. Organiza e aplica os meios educativos
adequados em ordem ao desenvolvimento integral da crian- Anos completos de serviço Nível Retribuição
ça: psicomotor, afetivo, intelectual, social, moral, etc. Acom-
0 anos
panha a evolução da criança e estabelece contactos com os
1 ano
pais no sentido de se obter uma ação educativa integrada. É
também designado por educador de infância o trabalhador 2 anos A8 1 152,00 €
habilitado por diploma outorgado pelo Ministério da Edu- 3 anos
cação e Ciência para o exercício das funções atrás descri- 4 anos
tas, desde que efetivamente as exerça ou como tal tenha sido 5 anos
contratado.
6 anos
Professor - É o trabalhador que exerce a atividade docen-
7 anos A7 1 416,00 €
te em estabelecimento de ensino particular e cooperativo ou
escola profissional. 8 anos
Formador - É o trabalhador que exerce a actividade do- 9 anos
cente maioritariamente na área técnica do currículo do ensi-
no profissional.

208
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

10 anos 8 anos
11 anos 9 anos
12 anos A6 1 525,00 € 10 anos
13 anos 11 anos
II.2 1 500 €
14 anos 12 anos
15 anos 13 anos
16 anos 14 anos
17 anos A5 1 768,00 € 15 anos
18 anos 16 anos ou mais II.3 2 000 €
19 anos
Tabela III - Formadores no ensino profissional
20 anos
21 anos Anos completos de serviço Nível Retribuição

22 anos 0 anos
A4 1 960,00 €
23 anos 1 ano
2 anos
24 anos
3 anos
25 anos III.1 1 100 €
4 anos
26 anos
5 anos
27 anos 6 anos
28 anos 7 anos
A3 2 111,00 €
29 anos 8 anos

30 anos 9 anos

31 anos 10 anos
11 anos
32 anos III.2 1 300 €
12 anos
33 anos
13 anos
34 anos A2 2 408,00 €
14 anos
35 anos 15 anos
36 anos 16 anos ou mais III.3 1 800 €
37 anos A1 3 053,00€
Tabela IV - Artigo 39.º
Tabela II - Docentes no ensino profissional
Anos completos de serviço Nível Retribuição
Anos completos de serviço Nível Retribuição 0 anos
0 anos 1 ano
1 ano 2 anos
2 anos 3 anos
IV.1 1 100 €
3 anos 4 anos
II.1 1 200 €
4 anos 5 anos
5 anos 6 anos
6 anos 7 anos
7 anos

209
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

8 anos 26 anos
9 anos 27 anos
10 anos
28 anos
11 anos K3 1 504,00 €
IV.2 1 300 € 29 anos
12 anos
13 anos 30 anos

14 anos 31 anos
15 anos
32 anos
16 anos ou mais IV.3 1 800€
33 anos
Tabela K - Docentes do ensino artístico especializado 34 anos K2 1 653,00 €
não licenciados ou não profissionalizados
35 anos

Anos completos de serviço Nível Retribuição 36 anos

37 anos K1 1 960,00 €
0 anos

1 ano Tabela P - Docentes de actividades não incluídas no


currículo obrigatório e outros docentes
2 anos K8 974,00 €
3 anos Anos completos de serviço NÍível Retribuição
4 anos
0 anos
5 anos
1 ano
6 anos 2 anos P8 909,00 €
7 anos K7 1 098,00 € 3 anos
4 anos
8 anos
5 anos
9 anos
6 anos
10 anos 7 anos P7 960,00 €

11 anos 8 anos
9 anos
12 anos K6 1 154,00 €
10 anos
13 anos 11 anos
14 anos 12 anos P6 1 010,00 €
13 anos
15 anos
14 anos
16 anos
15 anos
17 anos K5 1 226,00 € 16 anos
18 anos 17 anos P5 1 061,00 €
18 anos
19 anos
19 anos
20 anos 20 anos
21 anos 21 anos

22 anos 22 anos
P4 1 111,00 €
K4 1 409,00 € 23 anos
23 anos
24 anos
24 anos 25 anos
25 anos

210
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

26 anos como os trabalhadores que a ela adiram.


27 anos
3- Entende-se por estabelecimento de ensino os estabeleci-
mentos de ensino particular e cooperativo e as escolas profis-
28 anos
P3 1 162,00 € sionais tal como definidos nos Decreto-Lei n.º 152/2013, de
29 anos
4 de novembro, e o Decreto-Lei n.º 92/2014, de 20 de junho,
30 anos respetivamente.
31 anos 4- As disposições da presente convenção consideram-se
32 anos sempre aplicáveis a trabalhadores de ambos os sexos.
33 anos Artigo 1.º-A
34 anos P2 1 212,00 €
35 anos Adesão individual ao contrato
36 anos 1- Os trabalhadores não filiados nas associações sindicais
37 anos P1 1 263,00 € outorgantes, a quem não se aplica o presente contrato colec-
tivo, e pretendam que este passe a ser-lhes aplicável, deve-
Depositado em 18 de janeiro de 2019, a fl. 79 do livro n.º rão comunicá-lo por escrito à direção do estabelecimento de
12, com o n.º 10/2019, nos termos do artigo 494.º do Código ensino:
do Trabalho aprovado pela Lei n.º 7/2009 de 12 de fevereiro. a) No prazo de 90 dias a contar da data da sua publicação,
para que o presente acordo produza efeitos desde a sua entra-
da em vigor, nos termos do número 1 do artigo 2.º;
b) Para além do previsto na alínea anterior, em qualquer
altura, situação em que o presente acordo produzirá efeitos a
Contrato coletivo entre a Confederação Nacional da partir do primeiro dia do mês seguinte ao da data de adesão.
Educação e Formação (CNEF) e o SIPE - Sindicato 2- Ao aderir a este acordo, o trabalhador concorda em
Independente de Professores e Educadores comparticipar nas despesas de negociação, celebração e re-
visão do contrato coletivo de trabalho em prestação corres-
pondente a 0,5 % da remuneração ilíquida mensal durante o
Acordam na celebração de um contrato coletivo de traba-
período de vigência do contrato.
lho nos termos que seguem.
3- A renovação sucessiva da presente convenção permite
Para efeitos do disposto no artigo 492.º, número 1, alínea
aos trabalhadores não filiados nas associações sindicais a re-
g) do Código do Trabalho, declara-se que a presente conven-
novação do seu pedido de adesão nos termos definidos nos
ção abrange 600 empregadores e 1224 trabalhadores.
números anteriores.
Assinado em Lisboa, a 18 de dezembro de 2018. 4- Os pedidos de adesão à presente convenção são feitos
diretamente e voluntariamente a um dos sindicatos subscri-
Pela Confederação Nacional da Educação e Formação tores e que constam do artigo 1.º; em alternativa, se essa for
(CNEF) e em representação das seguintes associações suas a vontade do trabalhador, os pedidos podem ser realizados
associadas: junto da entidade empregadora.
AEEP - Associação de Estabelecimentos de Ensino Par- 5- A contribuição prevista no número 2 é satisfeita volun-
ticular e Cooperativo. tariamente a qualquer um dos sindicatos subscritores desta
ANESPO - Associação Nacional de Escolas Profissio- convenção, livremente escolhido pelo trabalhador, a qual
nais. deverá ser paga mensalmente, através de autorização de dé-
bito direto durante o período de vigência da convenção ou
João Alvarenga, mandatário com poderes para o ato.
durante o número de meses de contrato celebrado com o tra-
Pelo SIPE - Sindicato Independente de Professores e balhador ou através de desconto autorizado pelo trabalhador,
Educadores: realizado mensalmente no salário pela entidade patronal, a
qual reenviará os montantes descontados para os sindicatos
Filipe Abreu, mandatário com poderes para o ato. escolhidos, até ao quinto dia sobre a data do desconto, co-
Artigo 1.º municando no mesmo prazo a cada sindicato seleccionado
a relação dos trabalhadores a quem foram realizados os des-
Âmbito contos.
1- A presente convenção é aplicável, em todo o território 6- Independentemente das opções de adesão, previstas no
nacional, aos contratos de trabalho celebrados entre os es- número 4, e das opções de prestação da contribuição, pre-
tabelecimentos de ensino representados pelas associadas da vistas no número 5, o trabalhador deverá, quando comuni-
Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e car ao sindicato escolhido a sua preferência e/ou quando da
os trabalhadores sindicalizados ao seu serviço, representados primeira prestação da contribuição, indicar a designação da
pela associação sindical outorgante. entidade empregadora, estabelecimento de ensino ou forma-
2- Esta convenção abrange 600 (seiscentos) empregadores ção, morada, remuneração ilíquida e situação profissional
e 1224 (mil duzentos e vinte e quatro) trabalhadores, bem (trabalhador do quadro do estabelecimento ou contratado) e

211
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

data de início e termo do contrato para os trabalhadores com b) Respeitar e tratar o trabalhador com urbanidade e pro-
contrato a termo. bidade;
7- Quando os pedidos de adesão forem feitos directamente c) Não impedir nem dificultar a missão dos trabalhadores
a um dos sindicatos subscritores do presente CCT, este pas- que sejam dirigentes sindicais ou delegados sindicais, mem-
sará ao trabalhador uma declaração da adesão, com a identi- bros de comissões de trabalhadores e representantes nas ins-
ficação do trabalhador e da entidade empregadora, devendo tituições de previdência;
aquele sindicato comunicar a essa entidade empregadora d) Exigir a cada trabalhador apenas o trabalho compatível
a adesão do trabalhador para que este possa passar a estar com a respetiva categoria profissional;
abrangido pelo CCT. e) Prestar aos organismos competentes, nomeadamente
8- Se os pedidos de adesão forem formalizados junto da departamentos oficiais e associações sindicais, informação
entidade empregadora, esta passará ao trabalhador declara- sobre todos os elementos relativos ao cumprimento do pre-
ção do facto e comunicará ao sindicato ou sindicatos esco- sente contrato;
lhidos pelos trabalhadores a listagem dos trabalhadores, com f) Proporcionar aos seus trabalhadores boas condições de
a respectiva identificação, categoria, situação profissional, higiene e segurança;
contratual e remuneratória g) Dispensar das atividades profissionais os trabalhado-
9- A interrupção do pagamento da contribuição prevista no res que sejam dirigentes ou delegados sindicais, quando no
número 2 dá origem à suspensão da adesão do trabalhador à exercício de funções inerentes a estas qualidades, dentro dos
presente convenção colectiva. limites previstos na lei;
h) Contribuir para a melhoria do desempenho profissional
Artigo 2.º
do trabalhador, nomeadamente proporcionando-lhe forma-
Âmbito temporal ção profissional adequada a desenvolver a sua qualificação;
i) Proporcionar, sem prejuízo do normal funcionamento
1- A presente convenção entra em vigor cinco dias após a
do estabelecimento, o acesso a cursos de formação profissio-
sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego ou em 31
nal, nos termos da lei geral, e a reciclagem e/ou aperfeiçoa-
de agosto de 2017, consoante o que se verificar primeiro, e
mento que sejam considerados de reconhecido interesse pela
vigorará pelo prazo de um ano e, salvo denúncia, renova-se
direcção pedagógica;
sucessivamente por igual período.
j) Proporcionar aos trabalhadores o apoio técnico, mate-
2- As tabelas salariais e as cláusulas de expressão pecu-
rial e documental necessário ao exercício da sua atividade;
niária terão uma vigência mínima de um ano, serão revistas
l) Passar ao trabalhador, a pedido deste e em 10 dias úteis,
anualmente, produzindo efeitos a 1 de setembro.
certificados de tempo de serviço conforme a legislação em
3- A denúncia pode ser feita, por qualquer das partes, com
vigor;
a antecedência de, pelo menos, três meses em relação ao pra-
m) Cumprir as normas de saúde, higiene e segurança no
zo de vigência previsto no número 1, e deve ser acompanha-
trabalho aplicáveis.
da de propostas de alteração e respetiva fundamentação.
4- No caso de haver denúncia, a convenção mantém-se em Artigo 4.º
regime de sobrevigência durante o período em que decorra a
negociação ou no máximo durante 12 meses. Deveres dos trabalhadores
5- Decorrido o período referido no número anterior, o CCT São deveres dos trabalhadores:
mantém-se em vigor durante 30 dias após qualquer das par- a) Cumprir as obrigações emergentes desta convenção;
tes comunicar ao ministério responsável pela área laboral e b) Exercer, com competência, zelo e dedicação, as funções
à outra parte que o processo de negociação terminou sem que lhes sejam confiadas;
acordo, após o que caduca, à exceção das matérias referidas c) Acompanhar, com interesse, os que ingressam na pro-
no número seguinte. fissão;
6- Salvo se houver nova convenção e esta dispuser em sen- d) Guardar lealdade ao empregador, nomeadamente não
tido contrário, manter-se-ão em vigor as seguintes matérias negociando por conta própria ou alheia em concorrência com
da presente convenção: ele, nem divulgando informações referentes à sua organiza-
a) Direitos e deveres das partes; ção, métodos de produção ou negócios;
b) Retribuição dos trabalhadores; e) Cumprir as normas de saúde, higiene e segurança no
c) Duração máxima dos períodos normais de trabalho diá- trabalho aplicáveis;
rio e semanal, incluindo os períodos referenciados no regime f) Abster-se de atender particularmente alunos que nesse
de adaptabilidade, banco de horas; ano se encontrem matriculados no estabelecimento, no que
d) Categorias e enquadramento profissionais. respeita aos docentes e formadores;
g) Zelar pela preservação e uso adequado das instalações
Artigo 3.º
e equipamentos;
Deveres da entidade patronal h) Colaborar com todos os intervenientes no processo edu-
cativo favorecendo a criação e o desenvolvimento de rela-
São deveres da entidade patronal:
ções de respeito mútuo, especialmente entre docentes, alu-
a) Cumprir, na íntegra, a presente convenção e demais le-
nos e encarregados de educação;
gislação em vigor;

212
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

i) Participar empenhadamente nas ações de formação pro- neste contrato e na legislação geral competente, designada-
fissional que lhe sejam proporcionadas; mente o direito de afixar no interior do estabelecimento e em
j) Prosseguir os objetivos do projeto educativo do esta- local apropriado para o efeito, reservado pela entidade pa-
belecimento de ensino contribuindo, com a sua conduta e tronal, textos, convocatórias, comunicações ou informações
desempenho profissional, para o reforço da qualidade e boa relativos à vida sindical e aos interesses socioprofissionais
imagem do estabelecimento; dos trabalhadores, bem como proceder à sua distribuição;
l) Gerir o processo de ensino/aprendizagem no âmbito dos e) Impedir a presença, no estabelecimento, dos trabalha-
programas definidos e das directivas emanadas da direção dores, delegados e dirigentes sindicais investidos de funções
pedagógica e contribuir para a construção desse processo sindicais em reuniões de cuja realização haja sido previa-
nos domínios didácticos e pedagógicos, colaborando na ela- mente avisada;
boração e aperfeiçoamento dos programas, bem como nos f) Baixar a categoria profissional aos seus trabalhadores;
procedimentos de acompanhamento e avaliação dos alunos; g) Forçar qualquer trabalhador a cometer atos contrários à
m) Aceitar a nomeação para serviço de exames; sua deontologia profissional;
n) Acompanhar, a título de assistência pedagógica, os seus h) Faltar ao pagamento pontual das remunerações, na for-
alunos em exames oficiais; ma devida;
o) Assistir a quaisquer reuniões escolares marcadas pela i) Lesar os interesses patrimoniais do trabalhador;
direcção da escola; j) Ofender a honra e dignidade do trabalhador;
p) Aceitar o desempenho de funções em estruturas de l) Advertir, admoestar ou censurar em público qualquer
apoio educativo, bem como tarefas relacionadas com a orga- trabalhador, em especial perante alunos e respetivos fami-
nização da actividade escolar; liares;
q) Por sua iniciativa ou quando solicitado desenvolver m) Despedir e readmitir um trabalhador, mesmo com o seu
trabalhos e participar em acções tendentes à constante ac- acordo, havendo o propósito de o prejudicar em direitos ou
tualização académica no sentido da contínua melhoria das garantias já adquiridos;
suas capacidades, competências e performances técnicas, n) Prejudicar o trabalhador em direitos ou regalias já ad-
académicas e educativas, e da permanente reflexão na busca quiridos, no caso de o trabalhador transitar entre estabele-
de soluções inovadoras para motivar e avaliar os alunos e cimentos de ensino que à data da transferência pertençam,
conduzi-los a níveis de excelência; ainda que apenas em parte, à mesma entidade patronal, sin-
r) Contribuir para a integração e relacionamento da escola gular ou coletiva.
no meio, como elemento activo e interveniente, designada-
Artigo 6.º
mente nos domínios cultural e artístico;
s) Empenhar-se na obtenção do seu reconhecimento como Formação contínua
representantes da escola e dos seus propósitos educativos em 1- O trabalhador tem direito, em cada ano, a um núme-
todos os momentos da sua actividade, interna e externamen- ro mínimo de trinta e cinco horas de formação contínua ou,
te; sendo contratado a termo por período igual ou superior a três
t) Abster-se de, sem a anuência da direcção pedagógica, meses, um número mínimo de horas proporcional à duração
aconselhar ou, por qualquer forma, dar parecer favorável aos do contrato nesse ano, nos termos da lei.
alunos relativamente à hipótese de uma eventual transferên- 2- Os planos de formação contínua têm de abranger, em
cia da escola; cada ano, um mínimo de 30 % do total dos trabalhadores
u) Cumprir o regulamento interno do estabelecimento de efetivos da empresa.
ensino, nomeadamente quanto à proteção de dados pessoais 3- O trabalhador pode utilizar o crédito de horas estabele-
dos alunos, encarregados de educação e demais membros da cido no número um se a formação não for assegurada pela
comunidade educativa. empresa, mediante comunicação prévia mínima de 20 dias,
Artigo 5.º podendo ainda acumular esses créditos pelo período de três
anos.
Garantias dos trabalhadores 4- O conteúdo da formação referida no número 3 é escolhi-
É vedado à entidade patronal: do pelo trabalhador, devendo ter correspondência com a sua
a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exer- atividade ou respeitar a qualificações básicas em tecnologia
ça os seus direitos ou aplicar-lhe sanções por causa desse de informação e comunicação, segurança, higiene e saúde
exercício; no trabalho.
b) Exercer pressão sobre o trabalhador para que atue no 5- À formação contínua aplica-se o regime da lei geral.
sentido de influir desfavoravelmente nas condições de traba-
Artigo 7.º
lho dele ou dos colegas;
c) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou utilizar servi- Categorias e carreiras profissionais
ços fornecidos pela entidade patronal ou pessoa por ela in- 1- Os trabalhadores abrangidos pela presente convenção
dicada; são classificados, segundo as funções efetivamente desem-
d) Impedir a eficaz atuação dos delegados sindicais, mem- penhadas, nas categorias profissionais constantes do anexo
bros das comissões de trabalhadores ou membros da direção II.
sindical que seja exercida dentro dos limites estabelecidos

213
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

2- Os docentes e formadores que leccionam no ensino pro- indemnização ou compensação, considera-se que o serviço
fissional são remunerados pelas tabelas II e III do anexo III. prestado nesse ano não conta para efeitos de progressão na
3- Os docentes não mencionados no número anterior são carreira.
remunerados pelas tabelas A, K e P do anexo III, consoante 11- Só releva para contagem de tempo de serviço, o
o caso. trabalho prestado pelo trabalhador durante o tempo em que
4- Sem prejuízo do previsto no número seguinte e no nú- a sua relação laboral estiver subordinada à presente conven-
mero 3 do artigo 70.º, os docentes que leccionam em diver- ção, incluindo para efeitos do estabelecido nos números 7 e
sas modalidades de oferta são remunerados pelas horas leti- 8 do presente artigo.
vas atribuídas em cada modalidade e a tabela correspondente 12- A carreira docente na tabela A tem um condiciona-
a cada uma. mento na passagem do nível 3 para o nível 2, apenas sendo
5- Os docentes com contrato de trabalho em vigor à data obrigatória a progressão de docentes até que se encontre to-
da entrada em vigor do presente CCT e que exerçam ou con- talmente preenchida, no conjunto dos níveis 1 e 2, a percen-
tinuem a exercer funções no ensino regular e noutras moda- tagem de 20 % do total de docentes, com um mínimo de 1.
lidades dentro do mesmo estabelecimento de ensino ou em 13- Quando se aplique o condicionamento do número an-
estabelecimentos de ensino do mesmo grupo, mantêm a sua terior, têm prioridade na passagem para o nível 2, reunidos
remuneração pela tabela A, K ou P do anexo III na totalidade os demais requisitos, os docentes com maior antiguidade ao
do horário de trabalho. abrigo do presente contrato.
14- Quando, após aplicação do disposto no número ante-
Artigo 8.º
rior, haja empate, terá prioridade o trabalhador com mais an-
Acesso e progressão na carreira tiguidade no estabelecimento de ensino e, sendo necessário
novo critério, o trabalhador com mais idade.
1- O acesso a cada um dos níveis das carreiras profissionais
15- Os docentes abrangidos pelo contrato colectivo de tra-
é condicionado pelas habilitações académicas e ou profissio-
balho celebrado entre a AEEP e a FNE e outros publicado
nais, pelo tempo de serviço e pela avaliação de desempenho.
no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 29, de 8 de agosto
2- Para efeitos da presente convenção aplicam-se as regras
de 2015 e o contrato celebrado entre a AEEP e o SPLIU pu-
e os critérios de avaliação de desempenho previstos no anexo
blicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 30, de 15 de
I.
agosto de 2015 desde 1 de setembro de 2014, e apenas estes,
3- Sempre que for aplicado o Regulamento de Avaliação
se forem abrangidos pelo constrangimento previsto no nú-
de Desempenho constante do anexo I, a progressão fica de-
mero 12, beneficiarão de um acréscimo remuneratório men-
pendente dos resultados na avaliação, nos exatos termos de-
sal de 50,00 € a cada três anos, não podendo ultrapassar o va-
finidos nesse regulamento.
lor do nível 2 e apenas até progredirem para o nível seguinte.
4- Na falta de avaliação de desempenho por motivos im-
putáveis à entidade empregadora, considera-se como bom o Artigo 9.º
serviço prestado pelo trabalhador no cumprimento dos seus
deveres profissionais. Reclassificação na carreira docente
5- A progressão na carreira ocorre em 1 de setembro de 1- A aquisição de grau superior ou profissionalização que,
cada ano, de acordo com a estrutura de carreira vigente, de acordo com a presente convenção, determine uma reclas-
quando, nessa data, o trabalhador reunir as condições neces- sificação na carreira docente produz efeitos a partir do dia 1
sárias para a progressão. de setembro seguinte à data da sua conclusão, desde que o
6- Quando a reunião das condições para progressão na docente o comprove em tempo oportuno.
carreira ocorrer entre 2 de setembro e 31 de dezembro, os 2- Os docentes que, nos termos do número anterior, forem
efeitos da progressão retroagem a 1 de setembro. reclassificados, são enquadrados na tabela para que transi-
7- Para efeitos de acesso e progressão nos vários níveis de tam, no nível com salário imediatamente superior ao do nível
vencimento conta-se o tempo de serviço prestado anterior- de origem, iniciando então a contagem de tempo de serviço
mente no mesmo estabelecimento de ensino ou em estabe- a partir do nível em que forem reclassificados.
lecimento de ensino pertencente à mesma entidade patronal.
Artigo 10.º
8- Salvo acordo em contrário expresso no contrato indivi-
dual de trabalho, excluindo ou aumentando, o tempo de ser- Contagem de tempo serviço
viço prestado noutros estabelecimentos de ensino não supe-
1- O trabalhador completa um ano de serviço após a pres-
rior público, particular e cooperativo ou escola profissional
tação de 365 dias de serviço.
releva 0,5 por cada ano completo de serviço, para efeitos de
2- No caso de horário incompleto, o tempo de serviço
integração no nível de vencimento.
prestado é calculado proporcionalmente.
9- A suspensão do contrato de trabalho não conta para efei-
3- Para efeitos do disposto no número 2, considera-se ho-
tos de progressão na carreira, na medida em que a progressão
rário incompleto aquele que seja inferior a 80 % do horário
pressupõe a prestação de efetivo serviço.
completo a não ser que o horário seja incompleto por motivo
10- Caso, no decorrer do ano letivo seja aplicada ao tra-
imputável ao trabalhador.
balhador sanção disciplinar de suspensão do trabalho com
4- No caso dos docentes do ensino artístico especializado
perda de retribuição e antiguidade ou despedimento sem
com horário incompleto por motivo que não lhes seja impu-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

tável, o tempo de serviço prestado em simultâneo noutros b) Atividade do trabalhador e correspondente retribuição;
estabelecimentos do ensino artístico especializado, e que c) Local e período normal de trabalho;
tenha sido devidamente autorizado pelo estabelecimento de d) Data de início do trabalho;
ensino, é contabilizado para efeitos de contagem de tempo e) Indicação do termo estipulado e do respetivo motivo
de serviço para progressão no estabelecimento de ensino na justificativo;
pendência da relação laboral. f) Datas de celebração do contrato e, sendo a termo certo,
da respetiva cessação.
Artigo 11.º
4- Considera-se sem termo o contrato de trabalho:
Docentes em acumulação a) Em que a estipulação de termo tenha por fim iludir as
disposições que regulam o contrato sem termo;
Não têm acesso à carreira docente os docentes em regime
b) Celebrado fora dos casos em que é admissível por lei a
de acumulação de funções entre o ensino particular e o ensi-
celebração de contrato a termo;
no público ou entre o ensino profissional e o ensino público.
c) Em que falte a redução a escrito, a identificação ou a
Artigo 12.º assinatura das partes, ou, simultaneamente, as datas de cele-
bração do contrato e de início do trabalho, bem como aquele
Período experimental em que se omitam ou sejam insuficientes as referências ao
1- A admissão dos trabalhadores considera-se feita a título termo e ao motivo justificativo;
experimental pelos períodos e nos termos previstos na lei. d) Celebrado em violação das normas previstas para a su-
2- Para estes efeitos, considera-se que os trabalhadores cessão de contratos de trabalho a termo.
com funções pedagógicas exercem um cargo de elevado grau 5- Converte-se em contrato de trabalho sem termo:
de responsabilidade e especial confiança pelo que o seu perí- a) Aquele cuja renovação tenha sido feita em violação das
odo experimental é de 180 dias. normas relativas à renovação de contrato de trabalho a termo
3- Decorrido o período experimental, a admissão conside- certo;
rar-se-á definitiva, contando-se a antiguidade dos trabalha- b) Aquele em que seja excedido o prazo de duração ou o
dores desde o início do período experimental. número de renovações máximas permitidas por lei;
4- Durante o período experimental, qualquer das partes c) O celebrado a termo incerto, quando o trabalhador per-
pode pôr termo ao contrato, sem necessidade de aviso prévio maneça em atividade após a data de caducidade indicada na
nem alegação de justa causa, não havendo lugar a nenhuma comunicação do empregador ou, na falta desta, decorridos
compensação nem indemnização. 15 dias após a verificação do termo.
5- Não se aplica o disposto nos números anteriores, enten-
Artigo 14.º
dendo-se que a admissão é em contrato de trabalho por tem-
po indeterminado, quando o trabalhador seja admitido por Contrato a tempo parcial
iniciativa da entidade patronal, tendo para isso rescindido o
1- Considera-se trabalho a tempo parcial o que correspon-
contrato de trabalho anterior.
da a um período normal de trabalho semanal inferior ao pra-
6- Tendo o período experimental durado mais de 60 ou 120
ticado a tempo completo em situação comparável previsto
dias, para denunciar o contrato o empregador tem de dar um
no artigo 17.º
aviso prévio de 7 ou 15 dias úteis, respetivamente.
2- O contrato de trabalho a tempo parcial está sujeito a for-
7- Nos contratos de trabalho a termo, a duração do período
ma escrita e deve conter:
experimental é de 30 ou 15 dias, consoante o contrato tenha
a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das par-
duração igual ou superior a seis meses ou duração inferior a
tes;
seis meses.
b) Indicação do período normal de trabalho diário e sema-
8- Para os contratos a termo incerto, cuja duração se pre-
nal, com referência comparativa a trabalho a tempo comple-
veja não vir a ser superior a 6 meses, o período experimental
to.
é de 15 dias.
Artigo 15.º
Artigo 13.º
Trabalho intermitente
Contrato a termo
Exercendo os estabelecimentos de ensino atividade com
1- A admissão de um trabalhador por contrato a termo, cer-
descontinuidade ou intensidade variável, podem a entidade
to ou incerto, só é permitida nos termos da lei.
empregadora e o trabalhador acordar que a prestação de tra-
2- O contrato de trabalho a termo só pode ser celebrado
balho seja intercalada por um ou mais períodos de inativida-
para satisfação de necessidade temporária do estabelecimen-
de, nos termos do regime de trabalho intermitente previsto
to de ensino e pelo período estritamente necessário à satisfa-
na lei.
ção dessa necessidade.
3- O contrato de trabalho a termo está sujeito a forma es- Artigo 16.º
crita e deve conter:
a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das par- Comissão de serviço
tes; 1- Pode ser exercido em comissão de serviço cargo de ad-

215
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

ministração ou equivalente, de direção ou chefia diretamente pregadora poderá proceder à extinção do posto de trabalho
dependente da administração ou de diretor-geral ou equi- nos termos do código do trabalho.
valente, funções de secretariado pessoal de titular de qual-
Artigo 18.º
quer desses cargos, ou outras funções cuja natureza também
suponha especial relação de confiança em relação a titular Componente letiva
daqueles cargos, designadamente os cargos de coordenação
1- A componente lectiva do período normal de trabalho se-
pedagógica.
manal dos docentes é de 22 horas semanais no 2.º e 3.º ciclos
2- Pode exercer cargo ou funções em comissão de serviço
do ensino básico e ensino secundário e 25 horas na educação
um trabalhador da empresa ou outro admitido para o efeito.
pré-escolar e no 1.º ciclo do ensino básico e para outros tra-
3- O contrato para exercício de cargo ou funções em co-
balhadores com funções docentes.
missão de serviço está sujeito a forma escrita e deve conter:
2- O horário letivo dos docentes é organizado de acordo
a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das par-
com o projeto curricular de cada escola e a sua organização
tes;
temporal, tendo em conta os interesses dos alunos e as dispo-
b) Indicação do cargo ou funções a desempenhar, com
sições legais aplicáveis.
menção expressa do regime de comissão de serviço;
3- O horário lectivo dos docentes com componente lectiva
c) No caso de trabalhador da empresa, a atividade que
de vinte e duas horas não pode ser organizado em mais de
exerce, bem como, sendo diversa, a que vai exercer após
vinte e quatro aulas semanais, salvo nos casos do ensino ar-
cessar a comissão;
tístico especializado e no ensino profissional artístico.
d) No caso de trabalhador admitido em regime de comis-
4- Por acordo das partes, a componente letiva do período
são de serviço que se preveja permanecer na empresa, a ati-
normal de trabalho semanal dos docentes pode ser elevada
vidade que vai exercer após cessar a comissão.
até 33 horas semanais, aplicando-se o disposto no número 4
Artigo 17.º do artigo 39.º
5- Relevam para o limite fixado no número anterior todas
Período normal de trabalho semanal as horas letivas prestadas para a mesma entidade emprega-
1- O período normal de trabalho semanal dos docentes é de dora, ainda que em mais de um estabelecimento de ensino.
35 horas semanais. 6- A componente letiva do período normal de trabalho dos
2- O período normal de trabalho dos docentes integra uma docentes poderá corresponder a uma média anual, caso em
componente letiva e uma componente não letiva. que não poderá exceder as 30 horas letivas numa mesma se-
3- Aos docentes será assegurado, em cada ano letivo, um mana, e desde que seja assegurada a retribuição mensal fixa
período de trabalho letivo semanal igual àquele para que ha- correspondente à componente letiva contratada.
jam praticado no ano letivo imediatamente anterior. 7- Sem prejuízo do disposto no artigo 25.º, os intervalos
4- O disposto no número anterior não é aplicável quando entre aulas são contabilizados no horário letivo ou não letivo
aos docentes tenham sido atribuídas mais horas letivas que dos docentes.
as previstas no artigo 18.º ou mais horas letivas do que as que 8- Para efeitos do disposto no número anterior, quando
tenham sido contratadas no seu contrato individual de traba- a componente lectiva for igual ou inferior a 1100 minutos,
lho, casos em que estes são os limites mínimos de trabalho considera-se que os intervalos estão incluídos na componen-
lectivo garantido. te lectiva e quando a componente lectiva for superior a 1100
5- Quando não for possível assegurar a um docente o pe- minutos, até aos 1320 minutos, essa diferença deverá ser de-
ríodo de trabalho letivo semanal resultante dos números 3 e duzida à componente não lectiva de estabelecimento.
4, em consequência de alteração de currículo, diminuição do 9- Para o exercício das funções de direção de turma ou co-
tempo de docência de uma disciplina, diminuição do número ordenação de curso e, ainda, outras funções de coordenação
de alunos que determine a redução do número de turmas ou técnica e pedagógica são atribuídas duas horas semanais, a
diminuição do número de alunos que procura a disciplina, repartir entre a componente letiva e a componente não letiva
opção ou instrumento, poderão a entidade empregadora e o de estabelecimento.
trabalhador acordar a conversão do contrato de trabalho em 10- As horas referidas no número anterior fazem parte do
contrato a tempo parcial, reduzindo o horário e a remunera- horário de trabalho do docente.
ção em conformidade, podendo o trabalhador fazer cessar o 11- No caso da componente letiva, por acordo das partes
acordo por meio de comunicação escrita enviada ao empre- nos termos do disposto no número 4 do artigo 18.º, ser supe-
gador até ao décimo dia seguinte à sua celebração. rior a 22 horas, as horas letivas acima destas, até às 33, são
6- Excetua-se o disposto no número anterior quanto à ces- deduzidas à componente não letiva individual e, se esgotadas
sação do acordo quando este seja devidamente datado e as estas, à componente não letiva de estabelecimento.
assinaturas sejam objeto de reconhecimento notarial presen-
Artigo 19.º
cial.
7- A aplicação do disposto no número 5 impede nova con- Componente não letiva
tratação para as horas correspondentes à diminuição enquan-
1- A componente não letiva corresponde à diferença entre
to esta se mantiver.
as 35 horas de trabalho semanais e a duração da componente
8- Na falta do acordo previsto no número 5, a entidade em-
letiva.

216
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

2- A componente não letiva abrange a realização de traba- Artigo 21.º


lho individual e a prestação de trabalho do estabelecimento
de ensino. Fixação do horário de trabalho
3- O trabalho individual compreende: 1- Compete à entidade patronal estabelecer os horários de
a) Preparação de aulas e de todas as restantes atividades e trabalho, dentro dos condicionalismos da lei e da presente
instrumentos pedagógicos; convenção.
b) Avaliação do processo ensino-aprendizagem; 2- Na elaboração dos horários de trabalho devem ser pon-
c) Elaboração de estudos e de trabalhos de investigação de deradas as preferências manifestadas pelos trabalhadores.
natureza pedagógica ou científico-pedagógica de interesse 3- A entidade patronal deverá desenvolver os horários de
para o estabelecimento de ensino, com o acordo da direção trabalho em cinco dias semanais, entre segunda-feira e sexta-
pedagógica. -feira, sem prejuízo do disposto no artigo 29.º
4- O trabalho de estabelecimento de ensino abrange a rea- 4- A entidade patronal fica obrigada a elaborar e a afixar
lização de quaisquer trabalhos ou atividades indicadas pelo anualmente, em local acessível, o mapa de horário de tra-
estabelecimento de ensino com o objetivo de contribuir para balho.
a concretização do seu projeto educativo, tais como:
Artigo 22.º
a) Atividades de coordenação ou articulação curricular en-
tre docentes; Regras quanto à elaboração do horário letivo dos docentes
b) Atividades de apoio educativo e de reforço das aprendi-
1- A entidade patronal não poderá impor ao professor ho-
zagens a grupos de até 10 alunos;
rário que ocupe os três períodos de aulas, manhã, tarde e
c) Atividades de acompanhamento de alunos motivado
noite.
pela ausência do respetivo docente ou de reforço das apren-
2- Para os trabalhadores adstritos ao serviço de transportes
dizagens, por período nunca superior a três dias seguidos;
de alunos poderá ser ajustado entre as partes um horário mó-
d) Atividades de informação e orientação educacional dos
vel segundo as necessidades do estabelecimento.
alunos;
e) Reuniões com encarregados de educação; Artigo 23.º
f) Reuniões, colóquios, congressos ou conferências que
Adaptabilidade
tenham a aprovação do estabelecimento ensino;
g) Ações de formação e atualização aprovadas pela di- 1- O empregador e o trabalhador podem, por acordo e nos
reção do estabelecimento de ensino ou aquelas que sejam termos da lei, definir o período normal de trabalho em termos
consideradas relevantes para a condição socio profissional médios.
do docente; 2- O acordo referido no número anterior pode ser celebra-
h) Reuniões de natureza pedagógica enquadradas nas es- do mediante proposta, por escrito, do empregador, presumin-
truturas do estabelecimento de ensino; do-se aceitação por parte do trabalhador que a ele não se
i) Serviço de exames. oponha, por escrito, nos 14 dias seguintes ao conhecimento
5- A organização e estruturação da componente não leti- da mesma.
va, salvo o trabalho individual, são da responsabilidade da 3- A entidade patronal pode aplicar o regime ao conjunto
direção pedagógica, tendo em conta a realização do projeto dos trabalhadores de uma equipa ou secção do estabeleci-
educativo do estabelecimento de ensino. mento de ensino caso, pelo menos, 60 % desses trabalha-
6- Sem prejuízo do disposto no número seguinte, o traba- dores sejam por ele abrangidos, mediante filiação em asso-
lho individual não pode ser inferior a 54 % da componente ciação sindical celebrante da convenção e por escolha desta
não letiva. convenção como aplicável.
7- A componente não letiva de estabelecimento poderá 4- Caso a proposta a que se refere o número 2 seja aceite
corresponder a uma média anual, em termos a definir pelo por, pelo menos, 75 % dos trabalhadores da equipa ou sec-
órgão pedagógico do estabelecimento de ensino. ção, o empregador pode aplicar o mesmo regime ao conjunto
dos trabalhadores dessa estrutura.
Artigo 20.º 5- No conceito de equipa ou secção incluem-se os docen-
Docentes com trabalho a tempo parcial tes, por nível de ensino em que leccionam.
1- No caso de docentes com trabalho a tempo parcial, as Artigo 24.º
componentes lectiva e não letiva são reduzidas proporcio-
Banco de horas
nalmente.
2- A retribuição é calculada nos termos do número 5 do 1- O período normal de trabalho pode ser aumentado até
artigo 39.º duas horas diárias e cinco semanais, tendo o acréscimo por
3- A pedido do docente o contrato poderá ser convertido limite 155 horas por ano.
em contrato a tempo parcial. 2- O disposto no número um só é aplicável aos docentes

217
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

em situação de visita de estudo, actividades artísticas, festi- Artigo 27.º


vas ou culturais e atividades relacionadas com a componente
prática dos cursos profissionais que tenham que ser desen- Trabalho noturno
volvidas em regime pós-laboral. 1- Considera-se trabalho noturno o prestado no período
3- A compensação do trabalho prestado em acréscimo é que decorre entre as vinte e uma horas de um dia e as sete do
feita mediante redução equivalente do tempo de trabalho, pa- dia imediato.
gamento em dinheiro ou aumento do período de férias, nos 2- Considera-se também trabalho noturno o prestado de-
termos a definir pela entidade patronal. pois das sete horas, desde que em prolongamento de um pe-
4- O empregador, salvo situações imprevistas, deve comu- ríodo de trabalho noturno.
nicar ao trabalhador com a antecedência mínima de 10 dias a
Artigo 28.º
necessidade de prestação de trabalho.
5- A compensação do trabalho prestado em acréscimo po- Descanso semanal
derá ser gozada, nos períodos de interrupção letiva, em dia(s) 1- A interrupção do trabalho semanal corresponderá a dois
ou meios dias, por iniciativa do trabalhador, ou, em qualquer dias, dos quais um será o domingo e o outro, sempre que
altura do ano escolar, por decisão da entidade patronal, de- possível, o sábado.
vendo qualquer deles informar o outro da utilização dessa 2- Nos estabelecimentos de ensino com atividades ao sá-
redução com a antecedência mínima de 15 dias. bado e nos que possuam regime de internato ou de semi-
6- Quando, até 31 de agosto de cada ano, não tiver havido -internato, os trabalhadores necessários para assegurar o fun-
compensação do trabalho prestado em acréscimo a partir de cionamento dos estabelecimentos no sábado e no domingo
1 de setembro do ano anterior através de redução equivalente terão um destes dias, obrigatoriamente, como de descanso
do tempo de trabalho ou do aumento do período de férias, o semanal, podendo o dia de descanso complementar a que
trabalhador tem direito ao pagamento em dinheiro do traba- têm direito ser fixado de comum acordo entre o trabalhador
lho prestado em acréscimo. e a entidade patronal, com a possibilidade de este dia corres-
Artigo 25.º ponder a dois meios dias diferentes.
3- Para os trabalhadores referidos no número anterior que
Intervalos de descanso pertençam ao mesmo setor, os sábados ou domingos como
1- Nenhum período de trabalho consecutivo poderá exce- dias de descanso obrigatório deverão, sempre que possível,
der cinco horas de trabalho. ser rotativos e estabelecidos através de uma escala de servi-
2- Sem prejuízo do intervalo de descanso para o almoço, ços.
os intervalos de descanso resultantes da aplicação do número Artigo 29.º
um não poderão ser inferiores a 60 minutos nem superiores a
120 minutos em cada um dos períodos do dia. Férias - Princípios gerais
3- O previsto nos números anteriores poderá ser alterado 1- Os trabalhadores abrangidos pela presente convenção
mediante acordo expresso do trabalhador. têm direito a um período de férias retribuídas em cada ano
civil, nos termos da lei.
Artigo 26.º
2- O direito a férias adquire-se com a celebração do con-
Trabalho suplementar trato de trabalho e vence-se no dia 1 de janeiro de cada ano
civil.
1- Só em casos inteiramente imprescindíveis e justificá-
3- O período anual de férias tem a duração mínima de 22
veis se recorrerá ao trabalho suplementar.
dias úteis.
2- O trabalhador deve ser dispensado de prestar trabalho
4- A duração do período de férias é aumentada em mais
suplementar quando, havendo motivos atendíveis, expressa-
dois dias úteis nas seguintes situações:
mente o solicite.
a) Trabalhadores com filhos portadores de deficiência até
3- Quando o trabalhador prestar horas suplementares não
aos dezoito anos de idade;
poderá entrar ao serviço novamente sem que antes tenham
b) Trabalhadores com mais de cinquenta anos de idade e
decorrido, pelo menos, onze horas sobre o termo da presta-
avaliação mínima de quatro;
ção.
c) Trabalhadores com menos de cinquenta anos de idade e
4- A entidade patronal fica obrigada a assegurar ou a pagar
avaliação de desempenho de cinco.
o transporte sempre que o trabalhador preste trabalho suple-
5- O empregador elabora o mapa de férias, com indicação
mentar e desde que não existam transportes coletivos com-
do início e do termo dos períodos de férias de cada traba-
patíveis com o horário.
lhador, até 15 de abril de cada ano e mantém-no afixado nos
5- Sempre que a prestação de trabalho suplementar obri-
locais de trabalho entre esta data e 31 de outubro.
gue o trabalhador a tomar qualquer refeição fora da sua resi-
6- O período de férias dos trabalhadores deverá ser esta-
dência, a entidade patronal deve assegurar o seu fornecimen-
belecido de comum acordo entre o trabalhador e a entidade
to ou o respetivo custo.
patronal.

218
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

7- Na falta de acordo previsto no número anterior, compete Artigo 33.º


à entidade patronal fixar as férias entre 1 de maio e 31 de
outubro, assim como nos períodos de interrupção das ativi- Feriados
dades letivas. Além dos feriados obrigatórios previstos na lei, observa-
-se ainda o feriado municipal da localidade em que se situe
Artigo 30.º
o estabelecimento.
Direito a férias dos trabalhadores contratados a termo Artigo 34.º
1- Os trabalhadores admitidos por contrato a termo cuja Licença sem retribuição
duração inicial ou renovada não atinja seis meses têm direito 1- A entidade patronal pode conceder ao trabalhador, a pe-
a um período de férias equivalente a dois dias úteis por cada dido deste, licença sem retribuição.
mês completo de duração do contrato, contando-se para este 2- A licença sem retribuição determina a suspensão do
efeito todos os dias, seguidos ou interpolados, em que foi contrato de trabalho.
prestado trabalho. 3- O trabalhador conserva o direito ao lugar, ao qual re-
2- Nos contratos cuja duração total não atinja seis meses, o gressa no final do período de licença sem retribuição.
gozo das férias tem lugar no momento imediatamente ante- 4- Durante o período de licença sem retribuição cessam os
rior ao da cessação, salvo acordo das partes. direitos, deveres e garantias das partes na medida em que
pressuponham a efetiva prestação do trabalho.
Artigo 31.º
5- No caso de o trabalhador pretender e puder manter o seu
Impedimentos prolongados direito a benefícios relativamente à Caixa Geral de Aposen-
tações ou Segurança Social, os respetivos descontos serão,
1- Determina a suspensão do contrato de trabalho o im-
durante a licença, da sua exclusiva responsabilidade.
pedimento temporário por facto não imputável ao trabalha-
6- Durante o período de licença sem retribuição os traba-
dor que se prolongue por mais de um mês, nomeadamente
lhadores figurarão no quadro de pessoal.
o serviço militar ou serviço cívico substitutivo, doença ou
7- O trabalhador tem direito a licenças sem retribuição de
acidente.
longa duração para frequência de cursos de formação minis-
2- O contrato caduca no momento em que se torne certo
trados sob a responsabilidade de uma instituição de ensino
que o impedimento é definitivo.
ou de formação profissional ou no âmbito de programa espe-
3- Quando o trabalhador estiver impedido de comparecer
cífico aprovado por autoridade competente e executado sob o
ao trabalho por facto que não lhe seja imputável, nomeada-
seu controlo pedagógico ou frequência de cursos ministrados
mente doença ou acidente, manterá o direito ao emprego, à
em estabelecimentos de ensino.
categoria, à antiguidade e demais regalias que por esta con-
8- A entidade patronal pode recusar a concessão da licença
venção ou por iniciativa da entidade patronal lhe estavam a
prevista no número anterior nas seguintes condições:
ser atribuídas, mas cessam os direitos e deveres das partes
a) Quando ao trabalhador tenha sido proporcionada forma-
na medida em que pressuponham a efetiva prestação de tra-
ção profissional adequada ou licença para o mesmo fim nos
balho.
últimos 24 meses;
Artigo 32.º b) Quando a antiguidade do trabalhador no estabelecimen-
to de ensino seja inferior a três anos;
Férias e impedimentos prolongados
c) Quando o trabalhador não tenha requerido a licença
1- No ano da suspensão do contrato de trabalho por im- com uma antecedência mínima de 90 dias em relação à data
pedimento prolongado, respeitante ao trabalhador, se se ve- do seu início;
rificar a impossibilidade total ou parcial do gozo do direito d) Quando tratando-se de trabalhadores incluídos em ní-
a férias já vencido, o trabalhador tem direito à retribuição veis de qualificação de direção ou chefia ou de pessoal alta-
correspondente ao período de férias não gozado e respetivo mente qualificado não seja possível a substituição dos mes-
subsídio. mos durante o período de licença, sem prejuízo sério para o
2- No ano da cessação do impedimento prolongado, o tra- funcionamento do estabelecimento de ensino.
balhador tem direito às férias nos mesmos termos previstos 9- Considera-se de longa duração a licença não inferior a
para o ano da admissão. 60 dias.
3- No caso de sobrevir o termo do ano civil antes de decor-
ridos seis meses sobre a cessação do impedimento prolonga- Artigo 35.º
do ou antes de gozado o direito a férias, pode o trabalhador Faltas - Definição
usufrui-lo até 30 de abril do ano civil subsequente.
1- Falta é a ausência do trabalhador durante o período nor-
4- Cessando o contrato após impedimento prolongado res-
mal de trabalho a que está obrigado.
peitante ao trabalhador, este tem direito à retribuição e ao
2- No caso de ausência durante períodos inferiores a um
subsídio de férias correspondentes ao tempo de serviço pres-
dia de trabalho, os respetivos tempos serão adicionados con-
tado no ano de início da suspensão.
tando-se estas ausências como faltas na medida em que se

219
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

perfizerem um ou mais períodos normais diários de trabalho. meio esteja implementado na escola.
3- Caso a duração do período normal de trabalho diário 6- Os documentos a que se refere o número anterior serão
não seja uniforme, considera-se a duração média para efeitos obrigatoriamente fornecidos pela entidade patronal a pedido
do disposto no número anterior. do trabalhador.
4- Relativamente aos trabalhadores docentes, com exceção 7- As faltas justificáveis, quando previsíveis, serão obriga-
dos educadores de infância e docentes do 1.º ciclo, será tido toriamente comunicadas à entidade patronal, com a antece-
como um dia de falta a ausência ao serviço por quatro horas dência mínima de cinco dias.
letivas seguidas ou interpoladas, salvaguardando o disposto 8- Quando imprevistas, as faltas justificadas serão obriga-
no número 2 do artigo 38.º, caso essas horas letivas não se- toriamente comunicadas à entidade patronal, logo que pos-
jam repostas. sível.
5- Para efeitos do disposto no presente artigo, uma hora 9- O não cumprimento no disposto nos números 7 e 8 deste
letiva corresponde a um tempo letivo, exceto no caso de tem- artigo torna as faltas injustificadas.
pos letivos superiores a uma hora, caso em que a falta corres- 10- A entidade patronal pode, em qualquer caso de falta
ponde a falta a duas horas letivas. justificada, exigir ao trabalhador a prova dos factos invoca-
6- Em relação aos trabalhadores docentes são também dos para a justificação.
consideradas faltas as provenientes da recusa de participa- 11- As faltas a serviço de exames e a reuniões de avalia-
ção, sem fundamento, na frequência de cursos de aperfeiço- ção de alunos, apenas podem ser justificadas por casamento
amento ou reciclagem. do docente, por maternidade ou paternidade do docente, por
7- É considerada falta a um dia de trabalho, a ausência dos falecimento de familiar direto do docente, por doença do do-
docentes a serviço de exames e a reuniões de avaliação de cente, por acidente em serviço do docente, por isolamento
alunos. profilático do docente e para cumprimento de obrigações le-
8- A ausência a outras reuniões de natureza pedagógica, gais pelo docente.
quando devidamente convocadas, é considerada falta do do-
Artigo 37.º
cente a dois tempos letivos.
9- As faltas podem ser justificadas ou injustificadas. Efeitos das faltas injustificadas
10- A pedido do trabalhador, a entidade patronal poderá
1- A falta injustificada constitui violação do dever de as-
substituir os dias de faltas por férias.
siduidade e determina perda da retribuição correspondente
Artigo 36.º ao período de ausência, que não é contado na antiguidade do
trabalhador.
Efeitos das faltas justificadas 2- A falta injustificada a um ou meio período normal de
1- As faltas justificadas são as previstas na lei. trabalho diário, imediatamente anterior ou posterior a dia ou
2- As faltas justificadas não determinam a perda ou preju- meio dia de descanso ou a feriado, constitui infração grave.
ízo de quaisquer direitos ou regalias do trabalhador, salvo o 3- Na situação referida no número anterior, o período de
disposto no número seguinte. ausência a considerar para efeitos da perda de retribuição
3- Determinam perda de retribuição as seguintes faltas ain- prevista no número 1 abrange os dias ou meios-dias de des-
da que justificadas: canso ou feriados imediatamente anteriores ou posteriores
a) As dadas por motivo de acidente de trabalho, desde que ao dia de falta.
o trabalhador tenha direito a qualquer subsídio ou seguro; 4- No caso de apresentação de trabalhador com atraso in-
b) As dadas por motivo de doença, desde que o trabalha- justificado:
dor esteja abrangido por um regime de Segurança Social que a) Sendo superior a sessenta minutos e para início do tra-
cubra esta eventualidade, independentemente dos seus ter- balho diário, o empregador pode não aceitar a prestação de
mos; trabalho durante todo o período normal de trabalho;
c) As faltas para assistência a membro do agregado fami- b) Sendo superior a trinta minutos, o empregador pode não
liar; aceitar a prestação de trabalho durante essa parte do período
d) As que por lei sejam consideradas justificadas quando normal de trabalho.
excedam 30 dias por ano; 5- Incorre em infração disciplinar grave o trabalhador que:
e) As autorizadas ou aprovadas pelo empregador. a) Faltar injustificadamente com a alegação de motivo ou
4- Durante o período de ausência por doença ou parenta- justificação comprovadamente falsa;
lidade do trabalhador fica a entidade patronal desonerada do b) Faltar injustificadamente durante cinco dias consecuti-
pagamento do subsídio de férias e de Natal corresponden- vos ou dez interpolados no período de um ano.
te ao período de ausência, desde que o trabalhador esteja 6- Excetuam-se do disposto no número quatro os docentes
abrangido por um regime de Segurança Social que cubra esta do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, do ensino secundário e
eventualidade, independentemente dos seus termos. os de cursos extracurriculares que no caso de faltarem injus-
5- Os pedidos de dispensa ou as comunicações de ausên- tificadamente a um ou mais tempos letivos não poderão ser
cia devem ser feitos por escrito em documento próprio e em impedidos de lecionar durante os demais tempos letivos que
duplicado, devendo um dos exemplares, depois de visado, o seu horário comportar nesse dia.
ser entregue ao trabalhador ou por via informática caso esse

220
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Artigo 38.º contando-se todo o tempo de serviço decorrido.


6- O disposto no número três não é aplicável aos docen-
Retribuição tes das categorias K e P, nem aos docentes que virem o seu
1- Considera-se retribuição, a remuneração base e todas as horário de trabalho diminuído de acordo com o previsto no
prestações regulares e periódicas feitas, direta ou indireta- número 5 do artigo 17.º e cuja remuneração tenha sofrido
mente, em dinheiro ou em espécie. uma diminuição igual ou superior a 15 %.
2- A retribuição deverá ser paga no último dia útil do mês
Artigo 40.º
a que respeite e ser de valor não inferior à remuneração míni-
ma estabelecida nas tabelas remuneratórias e cláusulas cons- Cálculo da retribuição horária e diária
tantes do presente contrato.
1- Para o cálculo da retribuição horária utilizar-se-á a se-
3- A retribuição mensal dos trabalhadores com funções
guinte fórmula:
docentes é o que consta das respetivas tabelas e corresponde
à remuneração do seu período normal de trabalho semanal. Retribuição horária = (12 x retribuição mensal) / (52 x período normal
4- Quando a componente letiva for superior a 22 horas, à de trabalho semanal)
retribuição mensal acresce o seguinte valor: 2- Para o cálculo da retribuição diária utilizar-se-á a se-
(Rm / 22) * n guinte fórmula:

em que: Retribuição diária = retribuição mensal / 30


Rm = retribuição mensal 3- Para cálculo da retribuição do dia útil, utilizar-se-á a se-
n = número de horas superiores a 22 guinte fórmula:
5- Quando a componente letiva for inferior a 22 horas, à
Retribuição diária útil = Rh x (período normal de trabalho semanal / 5)
retribuição mensal diminui-se o seguinte valor:
Artigo 41.º
(Rm / 22) * n
em que: Remunerações do trabalho suplementar e descanso compensatório
Rm = retribuição mensal O trabalho suplementar rege-se pelo disposto no código
n = número de horas inferiores a 22 do trabalho.
Artigo 39.º Artigo 42.º

Retribuição em situações excecionais Retribuição do trabalho noturno


1- Os valores constantes das tabelas salariais do anexo III 1- As horas de trabalho prestado em regime de trabalho
podem ser reduzidos até 15 %, com caráter excecional e tem- noturno serão pagas com um acréscimo de 25 % relativa-
porário, caso se verifique no estabelecimento de ensino uma mente à retribuição do trabalho equivalente prestado durante
situação de dificuldade económica comprovada. o dia.
2- O estabelecimento de ensino que evoque a situação pre- 2- O acréscimo previsto no número anterior pode, com o
vista no número anterior apenas o poderá fazer desde que se acordo do trabalhador, ser substituído por redução equiva-
verifiquem, cumulativamente, as seguintes situações: lente do período normal de trabalho.
a) Tenham uma frequência inferior a 75 alunos, no caso de 3- No caso da leccionação em cursos de horário noctur-
estabelecimentos de ensino com um ou dois níveis de ensino no, pode a entidade empregadora optar, em vez de pagar o
ou 150 alunos no caso de estabelecimentos de ensino com acréscimo previsto no número 1, efectuar uma redução de
três ou mais níveis de ensino; atribuição de horas letivas não inferior a 25 %.
b) O número de alunos médio por turma seja inferior a 15
Artigo 43.º
alunos;
c) Pratiquem anuidades ou recebam financiamento que im- Deslocações entre pólos
pliquem um valor de receita inferior ao valor estabelecido
1- Salvo acordo em contrário, quando o trabalho for pres-
para a oferta financiada pelo Estado, consoante a modalidade
tado em diversos pólos ou estabelecimentos de ensino pro-
de ensino em causa.
priedade da entidade empregadora, o transporte entre pólos
3- Quando as receitas do estabelecimento de ensino impli-
ou estabelecimentos, quando superior a 12 quilómetros, será
carem um valor médio por turma inferior a 65 % do valor do
pago pelo excesso a partir do 8.º quilómetro.
financiamento por turma definido pelo Estado para o contra-
2- Salvo acordo em contrário, as deslocações de casa para
to de associação, o estabelecimento poderá aplicar a tabela
pólo ou estabelecimento que não aquele onde o trabalhador
IV, enquanto se mantiver essa situação.
exerce a sua actividade habitual, o aumento de distância per-
4- O disposto no número anterior não implica a diminui-
corrida será pago.
ção da remuneração dos docentes que se encontrem em nível
3- O pagamento das deslocações previstas nos números
de valor mais elevado ao do respectivo nível da tabela IV.
anteriores, quando efectuadas em veículo próprio do traba-
5- Finda a situação que deu origem à aplicação do núme-
lhador, será efectuado ao valor de 0,26 € por quilómetro.
ro três, os docentes são reclassificados na tabela de origem,

221
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Artigo 44.º Artigo 49.º

Subsídios - Generalidades Trabalhadores estudantes


Os valores atribuídos a título de qualquer dos subsídios O regime do trabalhador estudante é o previsto na lei ge-
previstos pela presente convenção não serão acumuláveis ral.
com valores de igual ou idêntica natureza já concedidos pe-
Artigo 50.º
los estabelecimentos de ensino.
Artigo 45.º Modalidades de cessação do contrato de trabalho
O contrato de trabalho pode cessar, nos termos da lei,
Subsídios de refeição
por:
1- É atribuído a todos os trabalhadores abrangidos pelo a) Caducidade;
presente contrato por cada dia de trabalho um subsídio de b) Revogação;
refeição no valor de 4,77 €, quando pela entidade patronal c) Despedimento por facto imputável ao trabalhador;
não lhes seja fornecida refeição. d) Despedimento coletivo;
2- Aos trabalhadores com horário incompleto será devida e) Despedimento por extinção de posto de trabalho;
a refeição ou subsídio quando o horário se distribuir por dois f) Despedimento por inadaptação;
períodos diários ou quando tiverem quatro horas de trabalho g) Resolução pelo trabalhador;
no mesmo período do dia. h) Denúncia pelo trabalhador.
Artigo 46.º Artigo 51.º
Retribuição das férias
Casos especiais de caducidade
1- A retribuição correspondente ao período de férias não
1- O contrato caduca no termo da Autorização Provisória
pode ser inferior à que os trabalhadores receberiam se es-
de Lecionação ou similar concedida pelo Ministério da Edu-
tivessem ao serviço efetivo e deve ser paga antes do início
cação para o respetivo ano letivo.
daquele período.
2- No termo do ano escolar para que foi concedida a au-
2- Aos trabalhadores abrangidos pela presente convenção
torização de acumulação de funções docentes públicas com
é devido um subsídio de férias de montante igual ao que re-
funções privadas, cessa igualmente por caducidade o contra-
ceberia se estivesse em serviço efetivo.
to de trabalho celebrado.
3- O referido subsídio deve ser pago até 15 dias antes do
3- A caducidade prevista no número anterior não determi-
início das férias.
na o direito a qualquer compensação ou indemnização.
4- O aumento da duração do período de férias não tem
4- À contratação de trabalhadores reformados ou aposen-
consequências no montante do subsídio de férias.
tados aplica-se o regime legal de conversão em contrato a
5- Qualquer dispensa da prestação de trabalho ou aumento
termo após reforma por velhice ou idade de 70 anos.
da duração do período de férias não tem consequências no
montante do subsídio de férias. Artigo 52.º
Artigo 47.º Processos disciplinares
Subsídio de Natal O processo disciplinar fica sujeito ao regime legal apli-
1- Aos trabalhadores abrangidos pelo presente contrato cável.
será devido subsídio de Natal a pagar até 15 de dezembro Artigo 53.º
de cada ano, equivalente à retribuição a que tiverem direito
nesse mês. Previdência - Princípios gerais
2- No ano de admissão, no ano de cessação e em caso de As entidades patronais e os trabalhadores ao seu serviço
suspensão do contrato de trabalho por facto respeitante ao contribuirão para as instituições de previdência que os abran-
trabalhador, o valor do subsídio é proporcional ao tempo de jam nos termos dos respetivos estatutos e demais legislação
serviço prestado nesse ano civil. aplicável.
Artigo 48.º Artigo 54.º
Exercício de funções inerentes a diversas categorias Subsídio de doença
1- Quando, na pendência do contrato de trabalho, o tra- Os trabalhadores que não tenham direito a subsídio de
balhador vier a exercer habitualmente funções inerentes a doença por a entidade patronal respetiva não praticar os
diversas categorias, para as quais não foi contratado, rece- descontos legais têm direito à retribuição completa corres-
berá retribuição correspondente à mais elevada, enquanto tal pondente aos períodos de ausência motivados por doença ou
exercício se mantiver acidente de trabalho.
2- O trabalhador pode ser contratado para exercer funções
inerentes a diversas categorias, sendo a retribuição corres-
pondente a cada uma, na respetiva proporção.

222
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Artigo 55.º d) Estabelecimentos com 200 a 499 trabalhadores sindica-


lizados - 6.
Invalidez
2- Nos estabelecimentos a que se refere a alínea a) do nú-
No caso de incapacidade parcial para o trabalho habitual mero anterior, seja qual for o número de trabalhadores sin-
proveniente de acidente de trabalho ou doenças profissionais dicalizados ao serviço, haverá sempre um delegado sindical
ao serviço da entidade patronal, esta diligenciará conseguir a com direito ao crédito e horas previsto no artigo 64.º
reconversão do trabalhador diminuído para funções compa-
tíveis com a diminuição verificada. Artigo 59.º

Artigo 56.º Tempo para o exercício das funções sindicais


1- Cada delegado sindical dispõe, para o exercício das suas
Seguros funções, de um crédito de horas não inferior a oito ou cinco
1- O empregador é obrigado a transferir a responsabilidade mensais conforme se trate ou não de delegado que faça parte
por indemnização resultante de acidente de trabalho para en- da comissão intersindical, respetivamente.
tidades legalmente autorizadas a realizar este seguro. 2- O crédito de horas estabelecido no número anterior res-
2- Para além da normal cobertura feita pelo seguro obri- peita ao período normal de trabalho e conta, para todos os
gatório de acidentes, deverão os trabalhadores, quando em efeitos, como tempo de serviço efetivo.
serviço externo, beneficiar de seguro daquela natureza, com 3- Os delegados sempre que pretendam exercer o direito
a inclusão desta modalidade específica na apólice respetiva. previsto neste artigo deverão comunicá-lo à entidade patro-
nal ou aos seus representantes, com antecedência de vinte e
Artigo 57.º
quatro horas, exceto em situações imprevistas.
Direito à atividade sindical no estabelecimento 4- O dirigente sindical dispõe, para o exercício das suas
1- Os trabalhadores e os sindicatos têm direito a desenvol- funções, de um crédito não inferior a quatro dias por mês, ou
ver atividade sindical no estabelecimento, nomeadamente de quarenta e oito dias acumulados por ano que contam, para
através de delegados sindicais, comissões sindicais, comis- todos os efeitos, como tempo de serviço efetivo.
sões intersindicais do estabelecimento e membros da direção 5- Os trabalhadores com funções sindicais dispõem de um
sindical. crédito anual de seis dias úteis, que contam, para todos os
2- À entidade patronal é vedada qualquer interferência na efeitos, como tempo de serviço efetivo, para frequentarem
atividade sindical dos trabalhadores ao seu serviço, desde cursos ou assistirem a reuniões, colóquios, conferências e
que esta se desenvolva nos termos da lei. congressos convocados pelas associações sindicais que os
3- Entende-se por comissão sindical de estabelecimento a representam, com respeito pelo regular funcionamento do
organização dos delegados sindicais desse estabelecimento. estabelecimento de ensino.
4- Entende-se por comissão intersindical de estabeleci- 6- Quando pretendam exercer o direito previsto número 5,
mento a organização dos delegados sindicais de diversos os trabalhadores deverão comunicá-lo à entidade patronal ou
sindicatos no estabelecimento. aos seus representantes, com a antecedência mínima de um
5- Os delegados sindicais têm o direito de afixar, no inte- dia.
rior do estabelecimento e em local apropriado, para o efeito Artigo 60.º
reservado pela entidade patronal, textos, convocatórias, co-
municações ou informações relativas à vida sindical e aos Direito de reunião nas instalações do estabelecimento
interesses socioprofissionais dos trabalhadores, bem como 1- Os trabalhadores podem reunir-se nos respetivos locais
proceder à sua distribuição, mas sem prejuízo, em qualquer de trabalho, fora do horário normal, mediante convocação de
dos casos, do normal funcionamento do estabelecimento. um terço ou de 50 trabalhadores do respetivo estabelecimen-
6- Os dirigentes sindicais ou seus representantes, devida- to, do delegado da comissão sindical ou intersindical ou da
mente credenciados, podem ter acesso às instalações do es- direção sindical.
tabelecimento, desde que seja dado conhecimento prévio à 2- Sem prejuízo do disposto no número anterior, os traba-
entidade patronal ou seu representante do dia, hora e assunto lhadores têm direito a reunir-se durante o horário normal de
a tratar. trabalho até ao limite de quinze horas em cada ano, desde
que assegurem serviços de natureza urgente.
Artigo 58.º
3- Os promotores das reuniões referidas nos pontos ante-
Número de delegados sindicais riores são obrigados a comunicar à entidade patronal respe-
1- O número máximo de delegados sindicais a quem são tiva ou a quem a represente, com a antecedência mínima de
atribuídos os direitos referidos no artigo 59.º é o seguinte: um dia, a data e hora em que pretendem que aquelas se efe-
a) Estabelecimentos com menos de 50 trabalhadores sin- tuem, devendo afixar, no local reservado para esse efeito, a
dicalizados - 1; respetiva convocatória.
b) Estabelecimentos com 50 a 99 trabalhadores sindicali- 4- Os dirigentes das organizações sindicais representativas
zados - 2; dos trabalhadores do estabelecimento podem participar nas
c) Estabelecimentos com 100 a 199 trabalhadores sindica- reuniões, mediante comunicação dirigida à entidade patro-
lizados - 3;

223
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

nal ou seu representante, com a antecedência mínima de seis Artigo 65.º


horas.
5- As entidades patronais cederão as instalações conve- Constituição da comissão paritária
nientes para as reuniões previstas neste artigo. 1- Dentro dos 30 dias seguintes à entrada em vigor des-
te contrato, será criada, mediante a comunicação de uma à
Artigo 61.º
outra parte e conhecimento ao Ministério da Solidariedade,
Cedência de instalações Emprego e Segurança Social, uma comissão paritária cons-
tituída por seis vogais, três em representação da associação
1- Nos estabelecimentos com cem ou mais trabalhadores,
patronal e três em representação das associações sindicais
a entidade patronal colocará à disposição dos delegados sin-
outorgantes.
dicais, quando estes o requeiram, de forma permanente, um
2- Por cada vogal efetivo será sempre designado um subs-
local situado no interior do estabelecimento ou na sua proxi-
tituto.
midade para o exercício das suas funções.
3- Os representantes das associações patronais e sindicais
2- Nos estabelecimentos com menos de cem trabalhado-
junto da comissão paritária poderão fazer-se acompanhar dos
res, a entidade patronal colocará à disposição dos delega-
assessores que julguem necessário, os quais não terão direito
dos sindicais, sempre que estes o requeiram, um local para o
a voto.
exercício das suas funções.
4- A comissão paritária funcionará enquanto estiver em
Artigo 62.º vigor o presente contrato, podendo os seus membros ser
substituídos pela parte que os nomear em qualquer altura,
Atribuição de horário a dirigentes e a delegados sindicais mediante prévia comunicação à outra parte.
1- Os membros dos corpos gerentes das associações sindi-
Artigo 66.º
cais poderão solicitar à direção do estabelecimento de ensino
a sua dispensa total ou parcial de serviço enquanto membros Competência da comissão paritária
daqueles corpos gerentes.
1- Compete à comissão paritária:
2- Para os membros das direções sindicais de professores
a) Interpretar as disposições da presente convenção;
serão organizados horários nominais de acordo com as su-
b) Integrar os casos omissos;
gestões apresentadas pelos respetivos sindicatos.
c) Proceder à definição e ao enquadramento das novas pro-
3- Na elaboração dos horários a atribuir aos restantes
fissões;
membros dos corpos gerentes das associações sindicais de
d) Deliberar sobre as dúvidas emergentes da aplicação
professores e aos seus delegados sindicais ter-se-ão em conta
desta convenção, nomeadamente quanto à aplicação do ar-
as tarefas por eles desempenhadas no exercício das respeti-
tigo 39.º-A;
vas atividades sindicais.
e) Deliberar sobre o local, calendário e convocação das
Artigo 63.º reuniões;
f) Deliberar sobre a alteração da sua composição sempre
Quotização sindical
com respeito pelo princípio da paridade.
1- Mediante declaração escrita do interessado, as entida- 2- As decisões da comissão paritária referentes à aplicação
des empregadoras efetuarão o desconto mensal das quotiza- do artigo 39.º-A serão tomadas no prazo máximo de 15 dias
ções sindicais nos salários dos trabalhadores e remetê-las-ão úteis, tendo as partes de fornecer à comissão os elementos
às associações sindicais respetivas até ao dia 10 de cada mês. que forem necessários para a análise da situação.
2- Da declaração a que se refere o número anterior cons-
tará o valor das quotas e o sindicato em que o trabalhador se Artigo 67.º
encontra inscrito.
Funcionamento da comissão paritária
3- A declaração referida no número 2 deverá ser enviada
ao sindicato e ao estabelecimento de ensino respetivo, po- 1- A comissão paritária funcionará, a pedido de qualquer
dendo a sua remessa ao estabelecimento de ensino ser feita das partes, mediante convocatória enviada à outra parte com
por intermédio do sindicato. a antecedência mínima de oito dias, salvo casos de emer-
4- O montante das quotizações será acompanhado dos ma- gência, em que a antecedência mínima será de três dias e
pas sindicais utilizados para este efeito, devidamente preen- só poderá deliberar desde que esteja presente a maioria dos
chidos, donde consta nome do estabelecimento de ensino, membros efetivos representantes de cada parte e só em ques-
mês e ano a que se referem as quotas, nome dos trabalhado- tões constantes da agenda.
res por ordem alfabética, número de sócio do sindicato, ven- 2- Qualquer dos elementos componentes da comissão pa-
cimento mensal e respetiva quota, bem como a sua situação ritária poderá fazer-se representar nas reuniões da mesma
de baixa ou cessação do contrato, se for caso disso. mediante procuração bastante.
3- As deliberações da comissão paritária serão tomadas
Artigo 64.º por consenso; em caso de divergência insanável, recorrer-se-
Greve -á a um árbitro escolhido de comum acordo.
Os direitos e obrigações respeitantes à greve serão aque- 4- As despesas com a nomeação do árbitro são da respon-
les que, em cada momento, se encontrem consignados na lei. sabilidade de ambas as partes.

224
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

5- As deliberações da comissão paritária passarão a fazer 2- Em cumprimento do disposto no número anterior, de-
parte integrante da presente convenção logo que publicadas verá ser privilegiada a utilização de meios telemáticos para
no Boletim do Trabalho e Emprego. a realização de reuniões em comunicação síncrona ou assín-
6- A presidência da comissão será rotativa por períodos de crona, nomeadamente e entre outros, conselhos de turma,
seis meses, cabendo, portanto, alternadamente a uma e a ou- reuniões de avaliação, reuniões de grupo ou departamento.
tra das duas partes outorgantes. 3- As atas e deliberações tomadas deverão ser reduzidas a
escrito, aprovadas por meio electrónico, assinadas pelo co-
Artigo 68.º
ordenador da reunião e distribuídas, electronicamente, por
Transmissão e extinção do estabelecimento todos os participantes.
4- Deverá também ser privilegiada a comunicação por
1- O transmitente e o adquirente devem informar os traba-
meios digitais e a adoção de metodologias de trabalho pa-
lhadores, por escrito e em tempo útil antes da transmissão,
perless.
da data e motivo da transmissão, das suas consequências
5- A entidade empregadora dará cumprimento integral ao
jurídicas, económicas e sociais para os trabalhadores e das
Regulamento Geral de Proteção de Dados.
medidas projetadas em relação a estes.
2- Em caso de transmissão de exploração a posição jurí- Artigo 70.º
dica de empregador nos contratos de trabalho transmite-se
para o adquirente. Disposições transitórias
3- Se, porém, os trabalhadores não preferirem que os seus 1- Com a entrada em vigor da presente convenção, os do-
contratos continuem com a entidade patronal adquirente, po- centes que leccionam em escola profissional são classifica-
derão os mesmos manter-se com a entidade transmitente se dos no início do 1.º nível da tabela respetiva com as seguin-
esta continuar a exercer a sua atividade noutra exploração ou tes adaptações:
estabelecimento, desde que haja vagas. a) As remunerações superiores ao valor máximo da tabela
4- A entidade adquirente será solidariamente responsável ficam nesse valor para os docentes que já adquiriram esse
pelo cumprimento de todas as obrigações vencidas emergen- direito;
tes dos contratos de trabalho, ainda que se trate de trabalha- b) Os docentes cuja remuneração atual seja superior à re-
dores cujos contratos hajam cessado, desde que os respetivos muneração de início de carreira da respetiva tabela mantêm
direitos sejam reclamados pelos interessados até ao momen- a remuneração atual até que, por força da sua progressão, a
to da transmissão. remuneração de tabela seja superior.
5- Para os efeitos do disposto no número anterior, deve- 2- Quando o docente aufira remuneração superior a 1750 €
rá o adquirente, durante os 30 dias anteriores à transmissão, ou tenha 25 ou mais anos de serviço, é classificado no início
manter afixado um aviso nos locais de trabalho e levar ao do 2.º nível da tabela II ou III, respetivamente.
conhecimento dos trabalhadores ausentes, por meio de carta 3- Os docentes que leccionam em estabelecimento de en-
registada com aviso de receção, a endereçar para os domicí- sino particular e cooperativo e cujas relações laborais são
lios conhecidos no estabelecimento, que devem reclamar os regidas pelo contrato colectivo celebrado entre a AEEP e a
seus créditos, sob pena de não se lhe transmitirem. FNE e outros publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
6- No caso de o estabelecimento cessar a sua atividade, n.º 29, de 8 de agosto de 2015, ou pelo contrato colectivo
a entidade patronal pagará aos trabalhadores as indemniza- celebrado entre a AEEP e o SPLIU publicado no Boletim do
ções previstas na lei, salvo em relação àquelas que, com o Trabalho e Emprego, n.º 30, de 15 de agosto de 2015, e que
seu acordo, a entidade patronal transferir para outra firma ou são sindicalizados na SIPE, são classificados na tabela e ní-
estabelecimento, aos quais deverão ser garantidas, por es- vel correspondente à tabela e nível em que estavam classifi-
crito, pela empresa cessante e pela nova, todos os direitos cados neste contrato coletivo.
decorrentes da sua antiguidade naquela cuja atividade haja 4- O disposto no artigo 43.º só se aplica aos contratos de
cessado. trabalho celebrados após a entrada em vigor do presente
7- Quando se verifique a extinção de uma secção de um CCT, mantendo-se para os restantes as condições em vigor
estabelecimento de ensino e se pretenda que os trabalhado- nesta data.
res docentes sejam transferidos para outra secção na qual o 5- Os aumentos remuneratórios não se aplicam em casos
serviço docente tenha de ser prestado em condições substan- de processo de extinção de posto de trabalho ou de despedi-
cialmente diversas, nomeadamente no que respeita a estatu- mento colectivo iniciados até 1 de outubro de 2018.
to jurídico ou pedagógico, terão os trabalhadores docentes
Artigo 71.º
direito a rescindir os respetivos contratos de trabalho, com
direito às indemnizações referidas no número anterior. Disposições especiais
Artigo 69.º O disposto no número 5 do artigo 7.º não é aplicável aos
docentes que leccionem em cursos profissionais em estabele-
Desburocratização, simplificação e protecção de dados pessoais cimentos de ensino particular e cooperativo que perderam o
1- Na organização do trabalho, a entidade empregadora contrato de associação e cuja receita se enquadra no previsto
deverá aplicar os princípios da desburocratização e simpli- no número 3 do artigo 39.º, podendo ser-lhes aplicável o dis-
ficação.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

posto nos números 1 e 2 do artigo 70.º e o número 4 do artigo 2- No caso de docentes com funções de coordenação ou
7.º até ao final do ano lectivo 2019/2020. chefia, é ainda objeto de avaliação o domínio de competên-
cias de gestão.
ANEXO I 3- Cada domínio compreende diversas ordens de compe-
tências, conforme anexo B, sendo cada uma destas avaliada
Regulamento de Avaliação de Desempenho mediante a verificação dos indicadores constantes das gre-
lhas de avaliação de desempenho anexas ao presente regula-
Artigo 1.º mento, que poderão ser adaptados em cada estabelecimento
de ensino, pelos respetivos órgãos de gestão pedagógica,
Âmbito tendo por referência o seu projeto educativo, desde que pre-
1- O presente Regulamento de Avaliação de Desempenho viamente conhecidos pelos docentes.
aplica-se a todos os docentes que se encontrem integrados Artigo 5.º
na carreira.
2- A avaliação de desempenho resultante do presente re- Resultado da avaliação
gulamento releva para efeitos de progressão na carreira no 1- O nível de desempenho atingido pelo docente é deter-
âmbito do presente contrato coletivo de trabalho. minado da seguinte forma:
3- Na falta de avaliação de desempenho por motivos não –– A cada ordem de competências é atribuída uma classifi-
imputáveis ao docente, considera-se como bom o serviço cação numa escala de 1 a 5;
prestado por qualquer docente no cumprimento dos seus de- –– É calculada a média das classificações obtidas no con-
veres profissionais. junto das ordens de competências;
4- O presente Regulamento de Avaliação de Desempenho –– O valor da média é arredondado à unidade;
não é aplicável ao exercício da função de direção pedagógi- –– Ao valor obtido é atribuído um nível de desempenho
ca, considerando-se que o serviço é bom enquanto durar o nos termos da seguinte escala: 1 e 2 = nível de desempenho
exercício de tais funções. Insuficiente; 3 = nível de desempenho Suficiente; 4 e 5 =
5- Quando o estabelecimento de ensino desenvolver um nível de desempenho Bom.
modelo de avaliação do desempenho próprio, aprovado pelo
conselho pedagógico ou órgão equivalente, ouvidos os do- Artigo 6.º
centes, esse modelo poderá substituir o constante do presente
Sujeitos
regulamento após comunicação do mesmo às partes contra-
tantes do presente instrumento de regulamentação colectiva 1- A avaliação de desempenho docente é da responsabi-
do trabalho. lidade da direção pedagógica do respetivo estabelecimento
de ensino.
Artigo 2.º 2- O desenvolvimento do processo de avaliação e a clas-
sificação final são da responsabilidade de uma comissão de
Princípios
avaliação constituída por três elementos.
1- O presente regulamento de avaliação de desempenho 3- Integram a comissão de avaliação o diretor pedagógi-
desenvolve-se de acordo com os princípios constantes da co e dois docentes com funções de coordenação no estabe-
Lei de Bases do Sistema Educativo, das Bases do Ensino lecimento de ensino, podendo também integrara comissão
Particular e Cooperativo e do Estatuto do Ensino Particular personalidade de reconhecido mérito indicada pela direcção
e Cooperativo. pedagógica.
2- A avaliação de desempenho tem como referência o pro- 4- Os elementos que integram a comissão de avaliação são
jeto educativo do respetivo estabelecimento de ensino. avaliados pelo diretor pedagógico.
Artigo 3.º 5- É da competência da entidade titular a ratificação da
avaliação de desempenho com o resultado que lhe é proposto
Âmbito temporal pela direção pedagógica.
A avaliação do desempenho dos docentes realiza-se, Artigo 7.º
consoante seja definido pela direcção pedagógica do esta-
belecimento de ensino, anualmente ou no final de cada nível Procedimentos de avaliação
salarial, e reporta-se ao tempo de serviço nele prestado que 1- Nos primeiros trinta dias do 3.º período letivo do ano
releve para efeitos de progressão na carreira. em avaliação ou do ano em que o docente completa o tempo
Artigo 4.º de permanência no escalão de vencimento em que se encon-
tra, consoante o âmbito temporal adoptado nos termos do
Objeto artigo 3.º, deve entregar à direção pedagógica do estabeleci-
1- São objeto de avaliação três domínios de competências mento a sua autoavaliação, realizada nos termos do presente
do docente: (i) competências para lecionar, (ii) competências regulamento.
profissionais e de conduta e (iii) competências sociais e de 2- A não entrega injustificada pelo docente do seu relató-
relacionamento. rio de autoavaliação implica, para efeitos de progressão na

226
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

carreira, a não contagem do tempo de serviço do ano letivo no prazo de 15 dias úteis após a notificação da decisão de não
em curso. classificação do ano de serviço como bom e efetivo.
3- No desenvolvimento do processo de avaliação do de- 5- A entidade titular dispõe do prazo de 15 dias úteis para
sempenho, a comissão de avaliação tem em conta a autoa- nomear o seu árbitro e contra-alegar, notificando o docente e
valiação de desempenho feita pelo docente, bem como da- o árbitro nomeado pelo mesmo da identificação e contactos
dos resultantes de outros procedimentos de avaliação ou do do seu árbitro e das suas contra-alegações.
percurso profissional do docente que considere pertinentes e 6- No prazo de 5 dias úteis após a notificação referida no
adequados para o efeito, nomeadamente: número anterior, os dois árbitros reúnem-se para escolher um
a) Planificações letivas; terceiro árbitro.
b) Aulas ou outras atividades letivas orientadas pelo do- 7- Os árbitros desenvolvem as diligências que entenderem
cente que tenham sido assistidas; necessárias para preparar a decisão, sem formalidades espe-
c) Entrevista(s) de reflexão sobre o desempenho profissio- ciais, tendo de a proferir e notificar às partes no prazo de 20
nal do docente; dias úteis, salvo motivo relevante que os árbitros deverão
d) Parecer dos responsáveis pedagógicos; invocar e descrever na sua decisão.
e) Formação realizada; 8- Qualquer das partes poderá recorrer da decisão da arbi-
f) Assiduidade e pontualidade. tragem para os tribunais nos termos gerais de direito.
4- Até ao dia 30 de junho subsequente à data referida no 9- Cada parte suportará os custos com o seu árbitro, sendo
número 1, a comissão de avaliação apresenta à entidade titu- os custos com o terceiro árbitro suportados em partes iguais
lar um relatório de avaliação, que deverá conter uma descri- por ambas as partes.
ção dos elementos tidos em conta na avaliação, a classifica-
Artigo 10.º
ção atribuída e respetiva fundamentação.
5- A entidade titular do estabelecimento deve, no prazo de Questões finais e transitórias
15 dias úteis contados a partir da data referida no número
1- O recurso à arbitragem referida no artigo 9.º é condição
anterior, ratificar a avaliação ou pedir esclarecimentos.
obrigatória para o recurso judicial.
6- Os esclarecimentos devem ser prestados no prazo de 10
2- Cada uma das partes nomeia o seu árbitro, podendo re-
dias úteis, após o que a entidade titular do estabelecimento
correr a lista elaborada pela AEEP e pelos sindicatos outor-
ratifica a avaliação.
gantes do CCT.
7- O relatório de avaliação com o resultado final do pro-
cesso de avaliação deve ser comunicado ao docente no prazo A - Escala
de 5 dias após a decisão referida no número anterior. 1- Inadequado
8- Sempre que o resultado da avaliação difira significativa- Muito pouco desenvolvido.
mente do resultado da autoavaliação realizada pelo docente, Os aspetos fundamentais da competência não são de-
deverá a direção pedagógica entregar o relatório de avaliação monstrados.
numa entrevista, com objetivos formativos. Para atingir o nível adequado necessita, em elevado grau,
de formação em aspetos básicos, treino prático e acompa-
Artigo 8.º
nhamento.
Efeitos da avaliação 2- Pouco adequado
Alguns aspetos fundamentais da competência não são de-
1- O período em avaliação que tenha sido avaliado como
monstrados de modo consistente.
Bom releva para progressão na carreira.
Para atingir o nível adequado necessita de formação es-
2- No escalão de ingresso na carreira, dado que o docente
pecífica, treino prático e acompanhamento.
se encontra na fase inicial da sua vida profissional, releva
3- Adequado
para progressão na carreira o tempo de serviço cujo desem-
Desenvolvido.
penho seja avaliado no mínimo como Suficiente.
Corresponde, em termos globais, às exigências da com-
Artigo 9.º petência.
Genericamente, os indicadores da competência são de-
Recursos monstrados, com algumas exceções, nalguns aspetos secun-
1- Sempre que o docente obtenha uma classificação infe- dários.
rior a Bom na avaliação de desempenho, poderá recorrer da Necessita de treino prático e acompanhamento comple-
decisão nos termos do disposto nos números seguintes. mentares.
2- O procedimento de recurso inicia-se mediante noti- 4- Muito adequado
ficação do docente à entidade patronal de que deseja uma Muito desenvolvido.
arbitragem, indicando desde logo o seu árbitro e respetivos Corresponde aos indicadores da competência, com rarís-
contactos e juntando as suas alegações de recurso. simas exceções, nalguns aspetos secundários.
3- As alegações deverão conter a indicação expressa dos 5- Excelente
parâmetros do relatório de avaliação com cuja classificação Plenamente desenvolvido.
o docente discorda e respetivos fundamentos. Corresponde, sem exceção, às exigências da competên-
4- A notificação referida no número 2 deverá ser efetuada cia, ocasionalmente ultrapassa-as.

227
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

B - Domínios e ordens de competências 1- Trabalho de equipa e cooperação inter-áreas


Domínio - Competências para lecionar Domínio - Competências sociais e de relacionamento
Ordens de competências: Ordens de competências:
1- Conhecimentos científicos e didáticos. 1- Relação com os alunos e encarregados de educação.
2- Promoção da aprendizagem pela motivação e responsa- 2- Envolvimento com a comunidade educativa.
bilização dos alunos.
3- Plasticidade (Flexibilidade e capacidade de adaptação). Domínio - Competências de gestão
4- Identificação e vivência do projeto educativo. Ordens de competências:
5- Comunicação. 1- Liderança.
6- Planeamento. 2- Motivação.
7- Procura de informação e atualização de conhecimentos. 3- Delegação.
8- Avaliação. 4- Planeamento e controlo.
5- Estratégia.
Domínio - Competências profissionais e de conduta 6- Gestão da inovação.
Ordens de competências:

Grelhas de avaliação de desempenho

Domínio Ordens de competências Indicadores

1. Evidencia o conhecimento das matérias


2. Explica com clareza as áreas do seu domínio científico
3. Apresenta informação (científica) precisa e atualizada
1. Conhecimentos científicos e
4. Procura abordagens para ajudar o desenvolvimento cognitivo,
didáticos
afetivo e social do aluno
5. Procura conhecimentos sobre o pensamento, tendências e
práticas inovadoras na educação

1. Apoia os alunos na aquisição de novas competências


2. Motiva os alunos para a melhoria
3. Utiliza práticas que promovem o desenvolvimento e
2. Promoção da aprendizagem pela aprofundamento de competências
motivação e responsabilização dos 4. Sistematiza procedimentos e tarefas de rotina para comprometer
alunos os alunos em várias experiências de aprendizagem
5. Promove a autoestima do aluno, com reforço positivo
6. Apoia os alunos no desenvolvimento e utilização de formas de
avaliar criticamente a informação

1. Usa várias estratégias para fazer face a diferentes modos de


aprendizagem dos alunos
Competências para 2. Quando seleciona os recursos, considera as necessidades
lecionar individuais de cada aluno, o ambiente de aprendizagem e as
competências a desenvolver
3. Plasticidade (Flexibilidade e 3. Conhece os processos relacionados com a educação especial e
capacidade de adaptação) providencia as experiências adequadas para o sucesso do aluno
(quando aplicável e tendo formação)
4. Dá informação fundamentada sobre os trabalhos propostos aos
alunos
5. Utiliza uma variedade de recursos adequados para aperfeiçoar a
aprendizagem dos alunos

1. Segue as linhas orientadoras do projeto educativo e usa a


4. Identificação e vivência do projeto metodologia preconizada
educativo 2. Estimula a aquisição dos valores propostos no projeto educativo
da escola

1. Demonstra proficiência na utilização da vertente escrita da


língua portuguesa
2. Demonstra proficiência na utilização da vertente oral da língua
5. Comunicação
portuguesa
3. Promove, no âmbito, da sua área disciplinar o bom uso da língua
4. Promove competências eficazes de comunicação

228
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

1. Desenvolve, com os alunos, expectativas atingíveis para as aulas


2. Gere o tempo de ensino de uma forma a cumprir os objetivos
propostos
3. Faz ligações relevantes entre as planificações das aulas diárias e
as planificações de longo prazo
6. Planeamento 4. Planifica adequadamente os temas das aulas
5. Planifica adequadamente as aulas
6. Modifica planificações para se adaptar às necessidades dos
alunos, tornando os tópicos mais relevantes para a vida e
experiência dos alunos
7. Acompanha a planificação do seu grupo disciplinar

1. Utiliza, apropriadamente as tecnologias da informação e da


comunicação para melhorar o ensino/aprendizagem
2. Promove, sempre que possível, a utilização destas novas
7. Procura de informação e tecnologias de informação, pelos alunos
atualização de conhecimentos 3. Mantém um registo das suas experiências de aprendizagem
relacionando-as com os contextos educacionais
4. Explora formas de aceder e utilizar a pesquisa sobre educação
5. Participa em ações de formação propostas pela escola

1. Alinha as estratégias de avaliação com os objetivos de


aprendizagem
2. Utiliza o trabalho do aluno para diagnosticar dificuldades de
aprendizagem que corrige adequadamente
3. Aplica adequadamente os instrumentos e as estratégias de
avaliação, tanto a curto como a longo prazo
4. Utiliza uma variedade de técnicas de avaliação
8. Avaliação
5. Utiliza a comunicação contínua para manter tanto os alunos
como os pais informados e para demonstrar o progresso do aluno
6. Modifica os processos de avaliação para assegurar que as
necessidades dos alunos especiais ou as exceções de aprendizagem
são correspondidas
7. Integra a autoavaliação como estratégia reguladora da
aprendizagem do aluno

1. Partilha novas aquisições de conhecimentos científicos com os


colegas
2. Trabalha cooperativamente com os colegas para resolver
questões relacionadas com alunos, as aulas e a escola
Competências
1. Trabalho de equipa e cooperação 3. Participa nos diversos grupos de trabalho da escola (grupos por
profissionais e de
inter-áreas disciplina, etc.)
conduta
4. Toma a iniciativa de criar atividades lúdico/pedagógicas
pluridisciplinares na escola
5. Participa em atividades lúdico/pedagógicas pluridisciplinares na
escola

1. Demonstra preocupação e respeito para com os alunos, mantendo


interações positivas
2. Promove, entre os alunos, interações educadas e respeitosas
3. Tem capacidade para lidar com comportamentos inadequados
dos alunos
4. Mantém um canal de comunicação informal, de abertura e de
Competências sociais 1. Relação com os alunos e proximidade com os alunos
e de relacionamento encarregados de educação 5. Aplica o conhecimento sobre o desenvolvimento físico, social e
cognitivo dos alunos.
6. Conhece, explica e implementa eficazmente os regulamentos
existentes
7. Demonstra ter bom relacionamento com os encarregados de
educação
8. Promove um ambiente disciplinado

229
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

9. Promove o compromisso efetivo dos Encarregados de Educação


na concretização de estratégias de apoio à melhoria e sucesso dos
alunos
10. Mobiliza valores e outras componentes dos contextos culturais
e sociais, adotando estratégias pedagógicas de diferenciação,
conducentes ao sucesso de cada aluno

1. Demonstra estar integrado na comunidade educativa


2. Reconhece e releva os esforços e sucessos de outros (elementos
da comunidade educativa)
3. Inicia contactos com outros profissionais e agentes da
2. Envolvimento com a comunidade comunidade para apoiar os alunos e as suas famílias, quando
educativa adequado
4. Cria oportunidades adequadas para os alunos, seus pais e
membros da comunidade partilharem a sua aprendizagem,
conhecimentos e competências com outros, na sala de aula ou na
escola

1. Adapta o seu estilo de liderança às diferentes características dos


colaboradores
2. Favorece a autonomia progressiva do colaborador
3. Obtém o cumprimento das suas orientações através de respeito e
1. Liderança adesão
4. É um exemplo de comportamento profissional para a equipa
5. No caso de estar nas suas funções, identifica e promove situações
que requerem momentos formais de comunicação com alunos,
encarregados de educação

1. Dá apoio e mostra-se disponível sempre que alguém necessita


2. Motivação 2. Elogia com clareza e de modo proporcionado
3. Mostra apreço pelo bom desempenho dos seus colaboradores

1. Delega todas as tarefas e responsabilidades em que tal é


adequado
Competências de 2. Promove a delegação desafiante, proporcionando assim
gestão - nas situações oportunidades de desenvolvimento individual dos seus
previstas no número colaboradores
3. Delegação
2 do artigo 4.º do 3. Ao delegar deixa claro o âmbito de responsabilidade, os recursos
anexo I e o objetivo final
4. Responsabiliza os delegados pelos resultados das tarefas
atribuídas
5. Controla em grau adequado

1. Elabora planos, documentados, para as principais atividades,


rentabilizando os recursos humanos e materiais
4. Planeamento e controlo 2. Baseia o seu planeamento em previsões realistas, definindo
calendários, etapas e sub-objetivos, e pontos de controlo das
atividades em momentos-chave

1. Formula uma visão estratégica positiva e motivante


2. Envolve a equipa e suscita a sua adesão à visão
3. Promove processos, atividades e estilos de atuação coerentes
5. Estratégia com a visão
4. O seu discurso é um exemplo de coerência com a visão
5. A sua ação é um exemplo de coerência com a visão
6. Integra na sua visão estratégica a gestão da qualidade

230
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

1. Reconhece boas práticas


7. Reconhecimento 2. Estimula boas práticas (que não sejam necessariamente
inovadoras)

1. Incentiva a análise crítica dos métodos de trabalho, encorajando


a inovação
2. Recolhe sugestões e propõe à equipa temas concretos para
8. Gestão da inovação
inovação
3. Reconhece e elogia em ocasiões públicas ações de inovação
4. Aplica medidas de inovação ou reformulação de procedimentos

1. Implementa mecanismos formais de avaliação dos processos de


gestão que lhe estão confiados
2. Garante a implementação de ações de melhoria resultantes dos
9. Avaliação
processos formais de avaliação
3. Gere de forma eficaz (integrando a informação em futuras ações)
a avaliação de todo o processo de gestão

ANEXO II ANEXO III

Definição de Profissões e categorias profissionais Tabelas salariais


Trabalhadores docentes Docentes e formadores
Educador de infância - É o trabalhador com habilitação Tabela A - Docentes profissionalizados com grau
específica que tem sob a sua responsabilidade a orientação superior (fora da tabela II)
de uma classe infantil. Organiza e aplica os meios educativos
adequados em ordem ao desenvolvimento integral da crian- Anos completos de serviço Nível Retribuição
ça: psicomotor, afetivo, intelectual, social, moral, etc. Acom-
0 anos
panha a evolução da criança e estabelece contactos com os
pais no sentido de se obter uma ação educativa integrada. É 1 ano
também designado por educador de infância o trabalhador 2 anos A8 1 152,00 €
habilitado por diploma outorgado pelo Ministério da Edu- 3 anos
cação e Ciência para o exercício das funções atrás descri- 4 anos
tas, desde que efetivamente as exerça ou como tal tenha sido
5 anos
contratado.
6 anos
Professor - É o trabalhador que exerce a atividade docen-
te em estabelecimento de ensino particular e cooperativo ou 7 anos A7 1 416,00 €
escola profissional. 8 anos
Formador - É o trabalhador que exerce a actividade do- 9 anos
cente maioritariamente na área técnica do currículo do ensi-
no profissional.

231
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

10 anos 8 anos
11 anos 9 anos
12 anos A6 1 525,00 € 10 anos
13 anos 11 anos
II.2 1 500 €
14 anos 12 anos
15 anos 13 anos
16 anos 14 anos
17 anos A5 1 768,00 € 15 anos
18 anos 16 anos ou mais II.3 2 000 €
19 anos
Tabela III - Formadores no ensino profissional
20 anos
21 anos Anos completos de serviço Nível Retribuição

22 anos 0 anos
A4 1 960,00 €
23 anos 1 ano
2 anos
24 anos
3 anos
25 anos III.1 1 100 €
4 anos
26 anos
5 anos
27 anos 6 anos
28 anos 7 anos
A3 2 111,00 €
29 anos 8 anos

30 anos 9 anos

31 anos 10 anos
11 anos
32 anos III.2 1 300 €
12 anos
33 anos
13 anos
34 anos A2 2 408,00 €
14 anos
35 anos 15 anos
36 anos 16 anos ou mais III.3 1 800 €
37 anos A1 3 053,00 €
Tabela IV - Artigo 39.º
Tabela II - Docentes no ensino profissional
Anos completos de serviço Nível Retribuição
Anos completos de serviço Nível Retribuição 0 anos
0 anos 1 ano
1 ano 2 anos
2 anos 3 anos
IV.1 1 100 €
3 anos 4 anos
II.1 1 200 €
4 anos 5 anos
5 anos 6 anos
6 anos 7 anos
7 anos

232
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

8 anos 26 anos
9 anos 27 anos
10 anos
28 anos
11 anos K3 1 504,00 €
IV.2 1 300 € 29 anos
12 anos
13 anos 30 anos

14 anos 31 anos
15 anos
32 anos
16 anos ou mais IV.3 1 800€
33 anos
Tabela K - Docentes do ensino artístico especializado não 34 anos K2 1 653,00 €
licenciados ou não profissionalizados
35 anos

Anos completos de serviço Nível Retribuição 36 anos

37 anos K1 1 960,00 €
0 anos

1 ano Tabela P - Docentes de actividades não incluídas no currículo


obrigatório e outros docentes
2 anos K8 974,00 €
3 anos Anos completos de serviço Nível Retribuição
4 anos
0 anos
5 anos
1 ano
6 anos 2 anos P8 909,00 €
7 anos K7 1 098,00 € 3 anos
4 anos
8 anos
5 anos
9 anos
6 anos
10 anos 7 anos P7 960,00 €

11 anos 8 anos
9 anos
12 anos K6 1 154,00 €
10 anos
13 anos 11 anos
14 anos 12 anos P6 1 010,00 €
13 anos
15 anos
14 anos
16 anos
15 anos
17 anos K5 1 226,00 € 16 anos
18 anos 17 anos P5 1 061,00 €
18 anos
19 anos
19 anos
20 anos 20 anos
21 anos 21 anos

22 anos 22 anos
P4 1 111,00 €
K4 1 409,00 € 23 anos
23 anos
24 anos
24 anos 25 anos
25 anos

233
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

26 anos associadas:
27 anos AEEP - Associação de Estabelecimentos de Ensino Par-
28 anos ticular e Cooperativo.
P3 1 162,00 €
29 anos ANESPO - Associação Nacional de Escolas Profissio-
30 anos nais.
31 anos João Alvarenga, mandatário com poderes para o ato.
32 anos
Pela ASPL - Associação Sindical de Professores Licen-
33 anos ciados:
34 anos P2 1 212,00 €
Maria João Dias Gonçalves, mandatária com poderes
35 anos
para o ato.
36 anos
37 anos P1 1 263,00 €
Alterações ao clausulado

Depositado em 29 de janeiro de 2019, a fl. 80 do livro Artigo 4.º


n.º 12, com o n.º 20/2019, nos termos do artigo 494.º do Có-
digo do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de Deveres dos trabalhadores
fevereiro. (…)
u) Cumprir o regulamento interno do estabelecimento de
ensino, nomeadamente quanto à protecção de dados pessoais
dos alunos, encarregados de educação e demais membros da
comunidade educativa.
Contrato coletivo entre a Confederação Nacional da
Educação e Formação (CNEF) e a ASPL - Associa- Artigo 10.º
ção Sindical de Professores Licenciados - Alteração
Contagem de tempo de serviço
salarial e outras
(…)
4- No caso dos docentes do ensino artístico especializado
com horário incompleto por motivo que não lhes seja impu-
Cláusulas e tabelas salariais 2018/2019 tável, o tempo de serviço prestado em simultâneo noutros
Nos termos do artigo 2.º, número 2 do CCT celebrado estabelecimentos do ensino artístico especializado, e que
entre a Confederação Nacional da Educação e Formação tenha sido devidamente autorizado pelo estabelecimento de
(CNEF) e a FNE - Federação Nacional da Educação e Ou- ensino, é contabilizado para efeitos de contagem de tempo
tros, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, de serviço para progressão no estabelecimento de ensino na
n.º 31, de 22 de agosto de 2017, as tabelas salariais e cláu- pendência da relação laboral.
sulas de expressão pecuniária têm a vigência mínima de um Artigo 70.º
ano, pelo que as partes acordam o seguinte:
Revisão, com efeitos a partir de 1 de setembro de 2018, Disposições transitórias
das tabelas salariais do contrato colectivo de trabalho cele- (…)
brado entre a Confederação Nacional da Educação e Forma- 9- Os aumentos remuneratórios não se aplicam em casos
ção (CNEF) e a ASPL - Associação Sindical de Professores de processo de extinção de posto de trabalho ou de despedi-
Licenciados, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, mento colectivo iniciados até 1 de outubro de 2018.
1.ª série, n.º 47 de 22 de dezembro de 2017.
Esta convenção abrange 600 (seiscentos) empregadores
Tabelas salariais
e 2021 (dois mil e vinte e um) trabalhadores, bem como os
trabalhadores que a ela adiram. Docentes e formadores
As cláusulas alteradas e as tabelas salariais substituem as
Tabela A - Docentes profissionalizados com grau superior
constantes do contrato colectivo de trabalho celebrado entre
(fora da tabela II)
Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e
a ASPL - Associação Sindical de Professores Licenciados,
Anos completos de serviço Nível Retribuição
publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.º
47 de 22 de dezembro de 2017, do qual passam a fazer parte 0 anos
integrante. 1 ano
2 anos A8 1 152,00 €
Assinado em Lisboa, a 18 de dezembro de 2018.
3 anos
Pela Confederação Nacional da Educação e Formação 4 anos
(CNEF) e em representação das seguintes associações suas

234
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

5 anos Tabela K - Docentes do ensino artístico especializado não


6 anos
licenciados ou não profissionalizados
7 anos A7 1 416,00 €
8 anos Anos completos de serviço Nível Retribuição

9 anos
0 anos
10 anos
11 anos 1 ano

12 anos A6 1 525,00 € 2 anos K8 974,00 €


13 anos 3 anos
14 anos
4 anos
15 anos
16 anos 5 anos
17 anos A5 1 768,00 € 6 anos
18 anos
7 anos K7 1 098,00 €
19 anos
8 anos
20 anos
9 anos
21 anos
10 anos
22 anos
A4 1 960,00 €
23 anos 11 anos

24 anos 12 anos K6 1 154,00 €

25 anos 13 anos

26 anos 14 anos
27 anos 15 anos
28 anos 16 anos
A3 2 111,00 €
29 anos 17 anos K5 1 226,00 €
30 anos
18 anos
31 anos
19 anos
32 anos
20 anos
33 anos
21 anos
34 anos A2 2 408,00 €
22 anos
35 anos K4 1 409,00 €
23 anos
36 anos
37 anos A1 3 053,00 € 24 anos

25 anos
(…)

235
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

26 anos 26 anos
27 anos
27 anos
28 anos
28 anos P3 1 162,00 €
29 anos
K3 1 504,00 €
29 anos 30 anos

30 anos 31 anos
32 anos
31 anos
33 anos
32 anos 34 anos P2 1 212,00 €
33 anos 35 anos
36 anos
34 anos K2 1 653,00 €
37 anos P1 1 263,00 €
35 anos

36 anos Depositado em 22 de janeiro de 2019, a fl. 79 do livro


37 anos K1 1 960,00 €
n.º 12, com o n.º 17/2019, nos termos do artigo 494.º do Có-
digo do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de
Tabela P - Docentes de actividades não incluídas no currí- fevereiro.
culo obrigatório e outros docentes

Anos completos de
Nível Retribuição
serviço
Contrato coletivo entre a Confederação Nacional da
0 anos
Educação e Formação (CNEF) e o Sindicato Nacio-
1 ano
nal dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e
2 anos P8 909,00 €
Universidades - SPLIU - Alteração salarial e outras
3 anos
4 anos
5 anos
Cláusulas e tabelas salariais 2018/2019
6 anos
7 anos P7 960,00 €
Nos termos do artigo 2.º, número 2 do CCT celebrado
entre a Confederação Nacional da Educação e Formação
8 anos
(CNEF) e o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados
9 anos
pelos Politécnicos e Universidades - SPLIU, publicado no
10 anos Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.º 40, de 29 de
11 anos outubro de 2017, as tabelas salariais e cláusulas de expressão
12 anos P6 1 010,00 € pecuniária têm a vigência mínima de um ano, pelo que as
13 anos partes acordam o seguinte:
14 anos Revisão, com efeitos a partir de 1 de setembro de 2018,
15 anos
das tabelas salariais do contrato colectivo de trabalho cele-
brado entre a Confederação Nacional da Educação e For-
16 anos
mação (CNEF) e o Sindicato Nacional dos Professores
17 anos P5 1 061,00 €
Licenciados pelos Politécnicos e Universidades - SPLIU,
18 anos publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.º
19 anos 40, de 29 de outubro de 2017.
20 anos Esta convenção abrange 600 (seiscentos) empregadores
21 anos e 2500 (dois mil e quinhentos) trabalhadores, bem como os
22 anos trabalhadores que a ela adiram.
P4 1 111,00 € As cláusulas alteradas e as tabelas salariais substituem as
23 anos
constantes do contrato colectivo de trabalho celebrado entre
24 anos
Confederação Nacional da Educação e Formação (CNEF) e
25 anos

236
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Po- Tabelas salariais


litécnicos e Universidades - SPLIU, publicado no Boletim
do Trabalho e Emprego, 1.ª série, n.º 40 de 29 de outubro de Docentes e formadores
2017, do qual passam a fazer parte integrante. Tabela A - Docentes profissionalizados com grau superior
(fora da tabela II)
Assinado em Lisboa, a 18 de dezembro de 2018.
Pela Confederação Nacional da Educação e Formação Anos completos de serviço Nível Retribuição
(CNEF) e em representação das seguintes associações suas
0 anos
associadas:
1 ano
AEEP - Associação de Estabelecimentos de Ensino Par- 2 anos A8 1 152,00 €
ticular e Cooperativo.
3 anos
ANESPO - Associação Nacional de Escolas Profissio-
4 anos
nais:
5 anos
João Alvarenga, mandatário com poderes para o ato.
6 anos
Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos 7 anos A7 1 416,00 €
Politécnicos e Universidades - SPLIU: 8 anos
Daniel Augusto Melo Rosa, mandatário com poderes 9 anos
para o ato 10 anos
11 anos
Alterações ao clausulado 12 anos A6 1 525,00 €
13 anos
Artigo 4.º
14 anos
Deveres dos trabalhadores 15 anos

(…) 16 anos
u) Cumprir o regulamento interno do estabelecimento de 17 anos A5 1 768,00 €
ensino, nomeadamente quanto à protecção de dados pessoais 18 anos
dos alunos, encarregados de educação e demais membros da 19 anos
comunidade educativa.
20 anos
Artigo 10.º
21 anos
Contagem de tempo de serviço 22 anos
A4 1 960,00 €
(…) 23 anos
4- No caso dos docentes do ensino artístico especializado
24 anos
com horário incompleto por motivo que não lhes seja impu-
tável, o tempo de serviço prestado em simultâneo noutros 25 anos
estabelecimentos do ensino artístico especializado, e que 26 anos
tenha sido devidamente autorizado pelo estabelecimento de 27 anos
ensino, é contabilizado para efeitos de contagem de tempo
de serviço para progressão no estabelecimento de ensino na 28 anos
A3 2 111,00 €
pendência da relação laboral. 29 anos

Artigo 70.º 30 anos


31 anos
Disposições transitórias
32 anos
(…)
9- Os aumentos remuneratórios não se aplicam em casos 33 anos
de processo de extinção de posto de trabalho ou de despedi- 34 anos A2 2 408,00 €
mento colectivo iniciados até 1 de outubro de 2018.
35 anos
36 anos
37 anos A1 3 053,00€

(…)

237
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Tabela K - Docentes do ensino artístico especializado não 32 anos


licenciados ou não profissionalizados
33 anos

Anos completos de serviço Nível Retribuição 34 anos K2 1 653,00 €

35 anos
0 anos
36 anos
1 ano
37 anos K1 1 960,00 €
2 anos K8 974,00 €
Tabela P - Docentes de actividades não incluídas no
3 anos
currículo obrigatório e outros docentes
4 anos

5 anos Anos completos de serviço Nível Retribuição

6 anos
0 anos
7 anos K7 1 098,00 € 1 ano
8 anos 2 anos P8 909,00 €
3 anos
9 anos
4 anos
10 anos 5 anos
11 anos 6 anos

12 anos K6 1 154,00 € 7 anos P7 960,00 €


8 anos
13 anos
9 anos
14 anos 10 anos
15 anos 11 anos
12 anos P6 1 010,00 €
16 anos
13 anos
17 anos K5 1 226,00 €
14 anos
18 anos 15 anos

19 anos 16 anos
17 anos P5 1 061,00 €
20 anos
18 anos
21 anos 19 anos
22 anos 20 anos
K4 1 409,00 €
21 anos
23 anos
22 anos
24 anos P4 1 111,00 €
23 anos
25 anos 24 anos
26 anos 25 anos
26 anos
27 anos
27 anos
28 anos 28 anos
K3 1 504,00 € P3 1 162,00 €
29 anos 29 anos

30 anos 30 anos
31 anos
31 anos

238
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

32 anos 2- A tabela salarial, o subsídio de refeição e demais cláusu-


33 anos
las de expressão pecuniária vigorarão pelo período para eles
expressamente acordado.
34 anos P2 1 212,00 €
3- A denúncia do presente ACT pode ser feita por qual-
35 anos
quer das partes, com uma antecedência mínima de 60 dias
36 anos relativamente ao termo de vigência inicial do presente ACT,
37 anos P1 1 263,00 € ou da sua renovação, devendo ser acompanhada de proposta
negocial global.
Depositado em 18 de janeiro de 2019, a fl. 79 do livro 4- A mera proposta de revisão do presente ACT pode ser
n.º 12, com o n.º 12/2019, nos termos do artigo 494.º do feita por qualquer das partes, com uma antecedência mínima
Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de de 30 dias relativamente ao termo de vigência inicial do pre-
fevereiro. sente ACT, ou da sua renovação, devendo ser acompanhada
de proposta negocial.
Cláusula 3.ª

(Cessação)
Acordo coletivo entre a Fidelidade - Companhia de
Seguros, SA e outras e o Sindicato Nacional dos Pro- 1- Em caso de divergências relacionadas com a vigência e
cessação do presente ACT, como decorrência da sua denún-
fissionais de Seguros e Afins (SINAPSA) e outros
cia, as partes acordam, desde já, submeter-se à convenção
que consta do anexo I, o qual faz parte integrante do presente
ACT.
CAPÍTULO I 2- A falta de adesão à arbitragem voluntária por parte de
empresa subscritora mantém em vigor o ACT enquanto não
Vigência for revogado no todo ou em parte por outra convenção, con-
siderando-se para efeitos desta cláusula como falta de ade-
Cláusula 1.ª são a omissão de indicação atempada de árbitro por parte da
empresa.
(Âmbito pessoal e geográfico)
3- O período de negociação, independentemente das fases
1- O presente acordo coletivo de trabalho («ACT») obriga, processuais que inclua, nomeadamente conciliação, media-
por um lado, as empresas subscritoras e, por outro lado, os ção e arbitragem, e de eventuais períodos de suspensão acor-
trabalhadores a ela vinculados por contrato de trabalho re- dados pelas partes, não poderá exceder o prazo de 18 meses.
presentados pelos sindicatos subscritores. 4- A não realização da arbitragem ou o seu atraso por cau-
2- O presente ACT é também aplicável aos ex-trabalha- sa imputável ao sindicato requerente ou requerido, desig-
dores da empresa cujos contratos de trabalho cessaram, por nadamente a omissão de indicação atempada do respetivo
reforma ou por invalidez, na parte respeitante a direitos que árbitro de parte, não suspende ou interrompe a contagem do
lhes são específica e expressamente atribuídos neste ACT. prazo previsto no número anterior e a consequente cessação
3- São empresas subscritoras do presente ACT a Fidelida- do ACT.
de - Companhia de Seguros, SA, a Multicare - Seguros de 5- Após a caducidade do presente ACT e até à entrada em
Saúde, SA, a Fidelidade Assistência - Companhia de Segu- vigor de outra convenção ou decisão arbitral, mantêm-se os
ros, SA, a Via Directa - Companhia de Seguros, SA e a Com- efeitos já produzidos por este ACT nos contratos de trabalho
panhia Portuguesa de Resseguros, SA, doravante «empresas no que respeita a retribuição do trabalhador, categoria e res-
subscritoras», com um universo de 3496 trabalhadores, que petiva definição.
desenvolvem atividade no setor segurador. 6- Em caso de cessação do presente ACT manter-se-ão
4- O presente ACT aplica-se aos estabelecimentos das em- ainda, até à entrada em vigor de nova convenção ou pelo
presas subscritoras sitos em território nacional. prazo de 12 meses contados da cessação, consoante o que
Cláusula 2.ª se revelar mais curto, os efeitos previstos neste ACT sobre:
a) Duração e organização do tempo de trabalho (cláusulas
(Vigência) 4.ª e 5.ª);
1- O presente ACT entra em vigor 5 dias após a data da sua b) Subsídio de refeição (cláusula 26.ª);
publicação no Boletim do Trabalho e do Emprego e vigorará c) Benefícios de carreira e benefícios optativos de carreira
por um período inicial de 3 anos, renovando-se automati- (cláusulas 32.ª a 34.ª e 65.ª a 68.ª);
camente por períodos sucessivos de 2 anos, enquanto não d) Duração das férias (cláusula 37.ª);
cessar por alguma das formas legalmente previstas, nomea- e) Dispensas de Natal e de Páscoa (cláusula 40.ª);
damente por via de denúncia efetuada por qualquer uma das f) Complemento de subsídio de doença (cláusula 43.ª);
partes. g) Seguros de saúde e vida (cláusulas 46.ª e 47.ª); e
h) Plano de pensões (cláusulas 55.ª a 57.ª).

239
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

CAPÍTULO II ída dos trabalhadores deverá mediar um período não inferior


a 30 minutos.
Horários 5- Sempre que um trabalhador preste serviço exclusiva-
mente em atendimento telefónico, por cada período de 2
Cláusula 4.ª horas consecutivas de trabalho nessas funções, haverá uma
pausa de 10 minutos, que será incluída no tempo de trabalho.
(Duração do trabalho) 6- A definição e alteração dos horários de trabalho com ca-
A duração do tempo de trabalho é de 7 horas por dia e 35 ráter geral deverão ser comunicadas, por escrito, às estrutu-
horas por semana, prestado todos os dias úteis de segunda a ras representativas dos trabalhadores, nos termos da lei.
sexta-feira, ressalvado o disposto no presente ACT, designa- 7- A empresa poderá instituir outros tipos de horário ou
damente o previsto relativamente a trabalho por turnos, e, no regimes de tempo de trabalho cuja implementação dependa
omisso, o estabelecido na lei. de previsão em instrumento de regulamentação coletiva de
trabalho, designadamente o previsto no anexo II, o qual faz
Cláusula 5.ª
parte integrante do presente ACT.
(Organização de horários) Cláusula 7.ª
Os horários diários de trabalho serão organizados de
modo a que não tenham início antes das 8h00 nem termo (Tolerância para atrasos)
após as 20h00, nem excedam mais do que 7 horas diárias, 1- A título de tolerância, o trabalhador pode entrar ao ser-
exceto quanto às horas de início e termo para a realização de viço, na primeira e/ou na segunda entradas, com um atraso
trabalho em regime de turnos, de horário flexível e de horário até 15 minutos diários, que compensará total e obrigatoria-
fixo específico, considerando-se como trabalho noturno, nes- mente no próprio dia ou, no caso de impossibilidade justifi-
ses casos, o que for cumprido, total ou parcialmente, entre as cada, no primeiro dia útil seguinte, com um limite agregado
22h00 de um dia e as 7h00 do dia seguinte. de 75 minutos de atraso por mês.
2- O regime de tolerância não se aplica aos trabalhadores
Cláusula 6.ª
sujeitos ao regime de horário flexível ou aos trabalhadores
(Tipos de horários) integrados no regime de isenção de horário de trabalho ou no
regime de turnos.
1- Os tipos de horários praticáveis são, entre outros, os se-
guintes: Cláusula 8.ª
a) Horário fixo genérico - aquele em que as horas de início
e termo da prestação do trabalho, bem como o intervalo de (Isenção de horário)
descanso diário, são fixas e se compreendem entre as 8h45 e 1- Para além das situações legalmente previstas, poderão
as 12h45 e as 13h45 e as 16h45; ser isentos de horário de trabalho os trabalhadores enqua-
b) Horário fixo específico - aquele em que as horas de iní- drados nos grupos organizacionais executivos, gestores/es-
cio e termo da prestação do trabalho, bem como o intervalo pecialistas, coordenadores/técnicos e Assistentes previstos
de descanso diário, são fixas mas diferem das previstas no na cláusula 23.ª
horário fixo genérico; 2- A atribuição de isenção de horário de trabalho carece de
c) Horário flexível - aquele em que existem períodos fixos parecer favorável da área responsável pela gestão de recur-
obrigatórios, mas as horas de início e termo do trabalho, bem sos humanos, sob proposta da direção onde o trabalhador se
como o intervalo de descanso diário, são móveis e ficam na integra.
disponibilidade do trabalhador, desde que não fique compro- 3- Os trabalhadores isentos de horário de trabalho terão di-
metido o normal funcionamento dos serviços. reito a retribuição específica nos termos previstos na cláusula
Este horário flexível não se reconduz a uma qualquer mo- 29.ª
dalidade de isenção de horário de trabalho e não poderá ser 4- A isenção de horário não prejudica o direito a dia de
interpretado como um consentimento da empresa à prestação descanso semanal, obrigatório ou complementar, a feriado
de trabalho suplementar ou trabalho noturno, exceto se, en- ou a descanso diário, ressalvadas as exceções previstas na
quanto tal, for solicitado pela empresa; lei.
d) Horário por turnos - aquele em que o trabalho é prestado 5- Sempre que a isenção de horário de trabalho revista a
em rotação por grupos diferentes de trabalhadores no mesmo modalidade de não sujeição aos limites máximos do período
posto de trabalho e que, parcial ou totalmente, pode coincidir normal de trabalho, os trabalhadores terão direito a um perí-
com o período de trabalho noturno. odo de descanso de, pelo menos, doze horas seguidas entre
2- O tempo de intervalo de descanso do período de traba- dois períodos diários de trabalho consecutivos, ressalvadas
lho diário não será inferior a 1 hora nem superior a 2 horas, as exceções previstas na lei.
salvo o disposto no número seguinte.
Cláusula 9.ª
3- Os limites do número anterior poderão ser aumentados
ou reduzidos em 30 minutos, mediante acordo escrito com o (Trabalho por turnos)
trabalhador.
1- A prestação de trabalho em regime de turnos rege-se
4- Entre a hora de encerramento ao público e a hora de sa-

240
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

pelo disposto na lei e nos números seguintes. CAPÍTULO III


2- As interrupções no período de trabalho diário inferiores
a 30 minutos, seguidos ou interpolados, determinadas pela Mobilidade
empresa, são consideradas incluídas no tempo de trabalho.
3- Os trabalhadores em regime de turnos terão direito a um Cláusula 12.ª
dia de descanso semanal e a um dia de descanso semanal
complementar após 5 dias de trabalho consecutivos. (Mobilidade geográfica)
4- A empresa assegurará que os descansos semanais sejam 1- A empresa pode transferir justificadamente qualquer
gozados em dias consecutivos. trabalhador para outro local de trabalho situado na mesma
5- O trabalhador só pode mudar de turno após o dia de área metropolitana, desde que essa mudança não o obrigue
descanso semanal. a percorrer distância superior a 60 quilómetros sobre a que
6- Só se considerará mudança de turno e, portanto sujeita já percorre no trajeto de ida e volta entre a sua residência
ao regime de turnos rotativos, a integração num período nor- permanente e o local de trabalho ou, quando esta não esteja
mal de trabalho diário cuja hora de início difira em quatro ou constituída, no mesmo município ou municípios contíguos.
mais horas da hora de início observada no primeiro dia de 2- Para além das situações previstas no número anterior, a
trabalho do turno em curso. empresa pode também transferir qualquer trabalhador para
7- A empresa assegurará que os trabalhadores em regime outro local de trabalho desde que essa mudança não o obri-
de turnos tenham o descanso semanal ao sábado e ao domin- gue a percorrer distância superior a 40 quilómetros sobre a
go pelo menos uma vez em cada quadrimestre. que já percorre no trajeto de ida e volta entre a sua residência
8- A empresa procurará ainda assegurar que os trabalha- permanente e o local de trabalho.
dores em regime de turnos tenham o descanso semanal ao 3- A empresa custeará o acréscimo das despesas impostas
sábado e domingo, pelo menos de quatro em quatro semanas, pelas deslocações diárias de e para o novo local de trabalho,
sempre que tal não prejudique e seja compatível com o nor- no valor correspondente ao custo em transportes coletivos,
mal funcionamento de todos os serviços. dentro de horários compatíveis e tempos aceitáveis, exceto
9- Os trabalhadores que tenham sido expressamente con- no caso de:
tratados para a prestação de trabalho normal aos sábados, a) A transferência ocorrer dentro do mesmo município;
domingos ou dias feriados ou que nisso consintam não bene- b) A transferência ocorrer para municípios contíguos ser-
ficiarão do regime previsto no anterior número 7. vidos pela mesma rede integrada de transportes públicos e
10- Os trabalhadores em regime de turnos terão direito a sem que a mudança determine um acréscimo do custo de
retribuição específica nos termos previstos na cláusula 30.ª transporte em transportes coletivos.
4- A empresa pode, ainda, nos termos previstos na lei,
Cláusula 10.ª
transferir o trabalhador para outro local de trabalho se a al-
(Trabalho suplementar) teração resultar da mudança ou da extinção total ou parcial
do estabelecimento onde o trabalhador presta serviço, sem
1- A prestação de trabalho suplementar está sujeita aos
prejuízo dos direitos do trabalhador, designadamente o de
pressupostos e condições previstos na lei.
ser compensado pelas despesas resultantes da transferência,
2- O trabalho suplementar para fazer face a acréscimo
quando a mesma não se efetive a seu pedido, e o de resolver
eventual e transitório de trabalho está sujeito, por trabalha-
o contrato, nos termos e com os fundamentos legais aplicá-
dor, ao limite de 200 horas por ano civil, mas a partir das 150
veis.
horas anuais a prestação de trabalho suplementar dependerá
de aceitação do trabalhador. Cláusula 13.ª
3- O descanso compensatório é marcado por acordo entre
o trabalhador e a empresa ou, na falta deste, pela empresa. (Mobilidade funcional)
4- O trabalho suplementar é remunerado nos termos pre- 1- A empresa pode, quando motivos relacionados com a
vistos na cláusula 31.ª sua atividade o exijam, encarregar temporária ou definitiva-
mente o trabalhador de funções não compreendidas na ativi-
Cláusula 11.ª
dade contratada ou inerentes ao seu grupo profissional, desde
(Utilização de ferramenta digital no âmbito da relação laboral) que tal não implique modificação substancial da posição do
trabalhador.
A empresa regulará a utilização de ferramentas digitais
2- A alteração de funções deve ser devidamente justificada
no âmbito da relação laboral a fim de salvaguardar o direito
e, quando tiver caráter temporário, indicar a duração previsí-
ao descanso do trabalhador, de acordo com as regras previs-
vel da mesma, que não deve ultrapassar uma duração inicial
tas neste ACT e na lei relativamente à organização do tempo
de 6 meses, podendo ser renovada enquanto se mantiverem
de trabalho, nomeadamente períodos de descanso entre jor-
os motivos da empresa que motivaram a alteração, até ao
nadas, descanso semanal obrigatório, férias e dias feriados,
limite de 1 ano.
mas tendo também em consideração a salvaguarda de exi-
3- No caso de alteração definitiva de funções, será assegu-
gências de funcionamento da empresa, a existência de regi-
rada ao trabalhador, sempre que necessário, formação pro-
mes especiais acordados com os trabalhadores nos termos da
fissional adequada e reclassificação de acordo com as novas
lei ou deste ACT, ou a natureza das suas funções.

241
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

funções a desempenhar, sem prejuízo do disposto nos núme- ção correspondente à categoria da qual é transferido.
ros seguintes. 3- Se houver desacordo entre o trabalhador e a empresa,
4- A alteração definitiva de funções poderá ser precedida qualquer das partes poderá recorrer para uma junta médica,
de um tirocínio de duração não superior a 6 meses, durante composta por três médicos, um indicado pelo trabalhador,
o qual o trabalhador terá direito a receber um complemento outro pela empresa e o terceiro, que presidirá, escolhido pe-
de vencimento igual à diferença, se a houver, entre a sua re- los outros dois, ou, não havendo acordo sobre a escolha, por
tribuição efetiva e aquela que seja devida pelas funções que indicação da Ordem dos Médicos ou do Serviço Nacional
passa a exercer. de Saúde.
5- O direito ao complemento referido no número anterior, 4- A transferência fica sujeita à decisão favorável da junta
bem como a eventuais suplementos inerentes às novas fun- médica e à existência na empresa de um posto de trabalho
ções, cessam se, durante ou no fim do tirocínio, a empresa disponível compatível, em cuja procura a empresa desenvol-
decidir reconduzir o trabalhador à situação anterior. verá os seus melhores esforços.
6- A alteração definitiva de funções que implique mudan-
Cláusula 16.ª
ça de categoria só pode ser efetuada para categoria superior,
salvo nos casos previstos na lei. (Teletrabalho)
7- Todas as alterações definitivas previstas nesta cláusula
1- A atividade contratada pode ser exercida fora da empre-
dependerão de acordo escrito do trabalhador e serão precedi-
sa através de recurso a tecnologias de informação e de co-
das de audição dos respetivos delegados sindicais, ou na sua
municação, mediante a celebração de contrato escrito para a
ausência, do respetivo sindicato, relativamente a trabalhado-
prestação subordinada de teletrabalho, com todos os direitos
res sindicalizados.
e garantias que lhe são assegurados por lei.
Cláusula 14.ª 2- O contrato a celebrar entre as partes conterá obrigato-
riamente a definição da atividade a prestar, categoria profis-
(Interinidade de funções) sional e retribuição, de acordo com o previsto no presente
1- Entende-se por interinidade a substituição de funções ACT, e a identificação do estabelecimento ou departamen-
que se verifica enquanto o trabalhador substituído mantém to da empresa em cuja dependência fica o trabalhador, bem
o direito ao lugar. como quem este deve contactar no âmbito da prestação de
2- O início da interinidade deve ser comunicado por escri- trabalho.
to ao trabalhador interino, devendo ser justificada, indicando 3- O período normal de trabalho é regulado nos termos do
a duração previsível da mesma, que não poderá ser superior presente ACT.
a 6 meses, com possibilidade de renovação até ao limite de 4- Ao trabalhador em regime de teletrabalho são aplicáveis
1 ano, salvo se o trabalhador substituído se encontrar em re- todos os direitos constantes no presente ACT, com as neces-
gime de prisão preventiva ou no caso de doença, acidente, sárias adaptações.
requisição por parte do Governo ou entidades públicas, fun- 5- Salvo acordo em sentido contrário, é da empresa a pro-
damentada em interesse público, ou requisição pelos Sindi- priedade dos instrumentos de trabalho, bem como a respon-
catos subscritores. sabilidade pela respetiva instalação e manutenção e pelo pa-
3- O trabalhador interino receberá um suplemento de retri- gamento das inerentes despesas de consumo e de utilização.
buição igual à diferença, se a houver, entre a sua retribuição 6- A empresa procurará adotar medidas tendentes a evitar
base mensal e a retribuição base mensal do nível de remune- o isolamento do trabalhador, designadamente promovendo,
ração correspondente às funções que estiver a desempenhar, periodicamente, a sua presença no estabelecimento ou depar-
enquanto perdurar a situação de interinidade e sempre que tal tamento da empresa ao qual se encontra vinculado.
situação ultrapassar 30 dias seguidos, excluído o período de 7- No caso de trabalhador anteriormente vinculado ao em-
férias do trabalhador substituído. pregador, a duração inicial para prestação de teletrabalho é
4- Em qualquer hipótese, se o interino permanecer no no máximo de 2 anos, considerando-se o contrato automática
exercício das funções do substituído para além de 30 dias e sucessivamente renovado por períodos de um ano se não
após o regresso deste ao serviço ou para além de 45 dias for denunciado por qualquer das partes com a antecedência
seguidos após a cessação do contrato de trabalho do traba- mínima de 60 dias em relação ao termo inicial ou de qual-
lhador substituído, considerar-se-á que o trabalhador interino quer renovação.
foi definitivamente promovido à categoria do substituído. 8- Cessando o contrato de teletrabalho referido no núme-
ro anterior, o trabalhador retomará as funções anteriormente
Cláusula 15.ª
exercidas, ou outras equivalentes.
(Transferência por motivo de saúde) Cláusula 17.ª
1- Sem prejuízo do previsto na lei, qualquer trabalhador
pode pedir, por motivo atendível de saúde, a transferência (Cedência ocasional e pluralidade de empregadores)
para outro serviço, mediante a apresentação de atestado mé- 1- A empresa pode ceder temporariamente os seus traba-
dico passado pelos serviços médicos da empresa, do Serviço lhadores a empresas jurídica ou economicamente associadas
Nacional de Saúde ou por médico especialista. ou dependentes, ou a agrupamentos complementares de em-
2- O trabalhador transferido manterá o nível de remunera- presas de que faça parte, ou a entidades que, independente-

242
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

mente da natureza societária, mantenham estruturas organi- danças decorrentes da transformação tecnológica, bem como
zativas comuns, desde que os trabalhadores manifestem por das novas formas organizativas do trabalho;
escrito o seu acordo à cedência. c) Reconhecer e valorizar a qualificação adquirida pelos
2- Os trabalhadores poderão, nos termos previstos na lei, trabalhadores;
obrigar-se a prestar trabalho a vários empregadores desde d) Contribuir para o desenvolvimento da atividade segu-
que estes estejam jurídica ou economicamente associados ou radora, bem como para a melhoria dos índices de eficácia e
dependentes ou, independentemente da natureza societária, produtividade da empresa.
mantenham estruturas organizativas comuns. 2- A empresa elaborará planos de formação, anuais ou plu-
3- Para efeitos da aplicação dos números 1 e 2 da presente rianuais, que abranjam todos os trabalhadores.
cláusula, presume-se que as empresas signatárias do presente 3- Cada trabalhador tem direito, em cada ano completo de
ACT reúnem, nas relações que estabelecem entre si, as con- prestação efetiva de serviço, ao número mínimo de horas de
dições referidas naqueles números. formação legalmente previstas, atualmente 35 horas, sendo
4- A pluralidade de empregadores deverá ser titulada por a fração de ano de prestação efetiva de trabalho calculada na
contrato escrito, que deverá conter os seguintes elementos: proporção.
a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das par- 4- As horas de formação que não sejam asseguradas pela
tes; empresa até ao termo dos 2 anos posteriores ao seu venci-
b) Indicação da atividade do trabalhador, do local e do pe- mento transformam-se em crédito de horas, em igual núme-
ríodo normal de trabalho; ro, para formação por iniciativa do trabalhador.
c) Indicação do empregador que representa os demais no 5- O crédito de horas para formação é referido ao perío-
cumprimento dos deveres e no exercício dos direitos emer- do normal de trabalho, confere direito a retribuição e conta
gentes do contrato de trabalho. como tempo de serviço efetivo.
5- A cedência temporária do trabalhador deve ser titula- 6- O trabalhador pode utilizar o crédito de horas, de uma
da por contrato escrito assinado pelas empresas cedente e só vez ou, com o acordo da empresa, intermitentemente, para
cessionária, onde se indique a data do início da cedência e frequência de ações de formação durante o seu horário de
respetiva duração. trabalho ou, também com o acordo escrito da empresa, ser
6- O trabalhador cedido fica sujeito ao poder de direção do subsidiado no valor da retribuição correspondente ao perío-
cessionário, mas mantém o vínculo contratual inicial com o do de crédito de horas, para frequência da formação em pe-
empregador cedente, a quem compete, em exclusivo, o exer- ríodo pós-laboral.
cício do poder disciplinar. 7- Os planos de formação anuais e plurianuais deverão ser
7- A cedência vigorará pelo período indicado no acordo submetidos a informação da comissão de trabalhadores ou,
que a titula, podendo a sua duração inicial ou renovada ser na sua falta, aos delegados sindicais e, na falta destes, aos
superior aos limites previstos na lei geral do trabalho. trabalhadores.
Cláusula 18.ª Cláusula 20.ª

(Comissão de serviço) (Avaliação de desempenho profissional)


Para além das situações previstas na lei, podem ser exer- 1- A empresa poderá instituir sistemas de avaliação de de-
cidas em regime de comissão de serviço as funções de di- sempenho profissional.
reção e de gestão, mesmo que os trabalhadores não estejam 2- O sistema de avaliação de desempenho deverá salva-
na dependência hierárquica direta dos titulares do órgão de guardar os seguintes aspetos:
administração da empresa, diretor-geral ou equivalente. a) Constar de documento escrito e ser do conhecimento
prévio do trabalhador;
CAPÍTULO IV b) Existência de mecanismo de reapreciação do resultado
da avaliação individual, nos termos definidos pela empresa;
Desenvolvimento funcional e salarial c) Decisão da eventual reapreciação referida na alínea an-
terior, no prazo máximo de 60 dias, com a respetiva comu-
nicação de forma escrita e fundamentada ao trabalhador que
SECÇÃO A a solicitou.
3- O trabalhador, caso discorde de uma eventual decisão
Formação profissional em sede de reapreciação nos termos da alínea b) do número
2 da presente cláusula, poderá solicitar nova análise da sua
Cláusula 19.ª avaliação individual, de forma escrita e fundamentada, para
uma comissão de recurso Ad Hoc a constituir pela empresa,
(Formação profissional)
podendo, nesse âmbito, fazer-se representar por um mem-
1- A formação profissional orienta-se pelos princípios ge- bro das estruturas representativas dos trabalhadores por si
rais previstos na lei, procurando o empregador: escolhido, que deverá ser trabalhador de uma das empresas
a) Promover o desenvolvimento, a adequação e valoriza- subscritoras.
ção profissional dos trabalhadores; 4- O resultado da avaliação deverá ser tido em conta, entre
b) Contribuir para a adaptação dos trabalhadores às mu-

243
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

outros critérios, nas promoções facultativas, na atribuição de 5- Os anos de avaliação negativa não serão considerados
remunerações que excedam os mínimos obrigatórios, bem para a contagem do período referido no número 2, contagem
como na atribuição de eventuais prémios facultativos. essa que se suspende nesses anos.
6- Sempre que a retribuição efetiva do trabalhador seja su-
Cláusula 21.ª
perior ao valor mínimo do grupo salarial no qual é colocado,
(Valorização profissional) os aumentos decorrentes dos números 2 e 3 da presente cláu-
sula poderão ser deduzidos dessa diferença.
1- A evolução profissional deve pautar-se por critérios ob-
7- Para os efeitos do número anterior não serão conside-
jetivos e transparentes que tenham em conta, entre outros, os
radas na retribuição efetiva as remunerações cuja atribuição
seguintes fatores:
decorra obrigatoriamente do presente ACT, designadamente
a) Situação económica e financeira da empresa;
as previstas na cláusula 72.ª
b) Avaliação de desempenho;
8- A empresa procurará instituir mecanismos que permi-
c) Formação profissional;
tam a opção dos trabalhadores pela evolução numa carreira
d) Anos de experiência na função e na empresa.
técnica ou numa carreira de gestão, sempre que tal se mostre
2- Não obstante o disposto no número anterior, os traba-
oportuno e adequado ao perfil de competências do trabalha-
lhadores com a categoria profissional de operacional:
dor.
a) Deverão progredir para o grupo salarial 3 (GS3) ao fim
de 5 anos de permanência no grupo salarial 2 (GS2);
b) Após 5 anos de permanência no grupo salarial 3 (GS3), SECÇÃO B
será garantida ao trabalhador uma retribuição base corres-
pondente ao valor mínimo estabelecido para o GS3 da tabela Desenvolvimento funcional
salarial em vigor no ano em causa, acrescido de 5 %.
3- Não obstante o disposto no número 1, os trabalhadores Cláusula 22.ª
com a categoria profissional de técnico deverão progredir (Desenvolvimento funcional)
para o grupo salarial 5 (GS5) ao fim de um período de per-
manência de 5 anos no grupo salarial 4 (GS4). 1- Os trabalhadores são classificados nos grupos e catego-
4- As progressões previstas números 2 e 3 da presente rias previstos na cláusula seguinte, de acordo com as ativi-
cláusula produzem efeitos no primeiro dia do mês seguinte dades que cada um efetivamente exerce, responsabilidades
àquele em que se completem os indicados períodos de per- atribuídas e eventuais graus de complexidade.
manência e ficam dependentes da verificação dos seguintes 2- Na organização interna dos recursos humanos a empre-
requisitos cumulativos nesses períodos: sa adotará, obrigatoriamente, como referência, os grupos or-
a) Inexistência de avaliações de desempenho negativas; ganizacionais constantes na cláusula seguinte.
b) Inexistência de progressão salarial ou promoção funcio-
nal.

244
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Cláusula 23.ª

(Grupos organizacionais e salariais)

Grupo Categoria Grupo


Descrição
Organizacional Profissional Salarial

Integram esta categoria as funções posicionadas num plano estratégico, com


responsabilidades no desenvolvimento das políticas e estratégias de acordo
com a missão e objetivos globais.
Executivos
São responsáveis por áreas, influenciando de uma forma direta o
- Diretor GS7
desenvolvimento e resultados da empresa.
Executives
São funções com um grau de autonomia e de tomada de decisão significativos
enquadrados por políticas corporativas, implicando a gestão de equipas e
recursos financeiros.

Integram esta categoria as funções com responsabilidade pela gestão de


recursos em áreas funcionais amplas, de natureza comercial, técnica ou
operacional.
Gestor
O nível de autonomia e tomada de decisão destas funções é enquadrado por
Gestores políticas corporativas ou funcionais e com impacto direto ou de suporte na
/Especialistas concretização dos resultados.
- GS6
Managers/ Integram esta categoria as funções que requerem competências específicas e
Experts elevada especialização, sustentadas por experiência profissional significativa
Técnico em contexto complexo.
Especialista O nível de autonomia e tomada de decisão destas funções é suportado por
políticas corporativas ou funcionais e com impacto direto ou de suporte na
concretização dos resultados.

Integram esta categoria as funções posicionadas num plano operacional


especializado. Estas funções executam atividades técnicas diversas e
complexas que exigem conhecimentos transversais.
Coordenador GS5
Abrangem a supervisão formal de equipas técnico-operacionais.
Coordenadores/T O nível de autonomia destas funções é suportado por normas e procedimentos
écnicos claramente definidos.
-
Integram esta categoria as funções posicionadas num plano operacional
Team Leaders
especializado. GS5
/Professionals
Estas funções executam atividades técnicas diversas e complexas e que
Técnico exigem conhecimentos amplos, podendo contemplar a supervisão funcional de
equipas ou a coordenação de projetos.
O nível de autonomia destas funções é suportado por normas e procedimentos GS4
claramente definidos.

GS3
Assistentes Integram esta categoria as funções de apoio administrativo e operacional,
- Operacional atendimento, técnico-administrativas e técnico-operacionais com carácter de
Assistants especialização estrita em processos e procedimentos de uma área específica.
GS2

Apoio
Integram esta categoria as funções de assistência, manutenção, limpeza,
- Auxiliar GS1
vigilância e/ou apoio logístico aos restantes serviços da empresa.
Support

245
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

SECÇÃO C normal de trabalho diário igual ou superior a 4 horas, os tra-


balhadores que prestem, no mínimo, 3 horas e 30 minutos
Rretribuição de trabalho;
c) No caso de trabalho a tempo parcial com um período
Cláusula 24.ª normal de trabalho diário inferior a 4 horas, os trabalhadores
que prestem um número de horas de trabalho igual ou supe-
(Noções)
rior a 3/4 do seu período normal de trabalho diário.
Para efeitos do presente ACT, entende-se por: 4- O trabalhador não auferirá o subsídio de refeição pre-
a) Retribuição base mensal: a retribuição certa mensal visto na presente cláusula, sempre que lhe seja pago ou re-
aplicável ao grupo organizacional e função em que o traba- embolsado o custo da refeição principal compreendida no
lhador se enquadra; respetivo horário de trabalho ou sempre que aufira ajuda de
b) Retribuição base anual: o somatório das retribuições custo diária.
base mensais auferidas pelo trabalhador no mesmo ano civil,
incluindo o que lhe é pago a esse título no subsídio de férias Cláusula 27.ª
e no subsídio de Natal no mesmo ano civil; (Subsídio de férias)
c) Retribuição efetiva mensal: constituída pela retribuição 1- O subsídio de férias é pago antes do início do gozo das
base bruta mensal acrescida de outras prestações regulares férias ou do seu maior período quando estas forem reparti-
e periódicas, pagas em dinheiro, a que o trabalhador tenha das, podendo a empresa optar por pagá-lo antecipadamente.
direito como contrapartida do seu trabalho, não se incluindo, 2- O subsídio é de montante igual ao valor da retribuição
no entanto, o subsídio diário de refeição, a retribuição por efetiva mensal a que o trabalhador tiver direito em 31 de
trabalho suplementar ou para compensar eventuais saldos de dezembro do ano em que se vencem as férias, procedendo-
horas, as contribuições para o plano de pensões, bem como -se nesse mês ao eventual acerto do subsídio já pago, se for
as prestações que nos termos legais não são consideradas re- caso disso.
tribuição;
d) Retribuição efetiva anual: o somatório das retribuições Cláusula 28.ª
efetivas mensais acrescidas dos subsídios de férias e de Natal
(Subsídio de Natal)
auferidos pelo trabalhador no mesmo ano civil.
1- O trabalhador tem direito a subsídio de Natal de valor
Cláusula 25.ª igual à retribuição efetiva mensal, pagável conjuntamente
com a retribuição do mês de novembro.
(Regras sobre a retribuição)
2- Nos anos da admissão, suspensão ou cessação do con-
1- A retribuição base mensal é fixada pela empresa, tendo trato de trabalho, o subsídio de Natal é proporcional ao tem-
em conta o valor mínimo previsto no anexo III para o grupo po de serviço prestado nesses anos.
salarial em que se enquadra a categoria profissional do tra- 3- Sempre que a suspensão do contrato de trabalho decorra
balhador. de incapacidade temporária para o trabalho por motivo de
2- Os valores a pagar, no âmbito do presente ACT, a título doença, devidamente certificada pelo Serviço Nacional de
de retribuição base e a título de retribuição por isenção de Saúde e que confira direito a subsídio de doença, a empresa
horário de trabalho, serão arredondados para a meia dezena complementará o subsídio a cargo da Segurança Social até
ou dezena de cêntimos superior, consoante o valor a arredon- ao limite da retribuição efetiva mensal líquida do trabalha-
dar seja inferior ou superior a 0,05 €, respetivamente. dor.
Cláusula 26.ª 4- O complemento referido no número anterior a cargo da
empresa não poderá ser superior a 35 % da retribuição efeti-
(Subsídio de refeição) va mensal líquida do trabalhador.
1- O trabalhador a tempo completo ou a tempo parcial Cláusula 29.ª
com um período normal de trabalho diário igual ou superior
a 4 horas auferirá um subsídio diário de refeição, no valor (Retribuição por isenção de horário de trabalho)
previsto no anexo III, por cada dia de trabalho efetivamente 1- Só as modalidades de isenção de horário de trabalho
prestado. («IHT») previstas na cláusula 8.ª conferem direito a retribui-
2- O subsídio de refeição dos trabalhadores a tempo par- ção específica, a qual será calculada sobre a retribuição base
cial cujo período normal de trabalho diário seja inferior a 4 mensal do trabalhador, nos termos seguintes:
horas será pago na proporção do tempo trabalhado. a) 25 % no regime de IHT sem sujeição aos limites máxi-
3- Em caso de falta durante parte do período normal de mos dos períodos normais de trabalho;
trabalho, ou de trabalho suplementar prestado em dia de des- b) 15 % no regime de IHT com possibilidade de alarga-
canso semanal ou feriado, só terão direito ao subsídio de re- mento da prestação até 5 horas por semana.
feição previsto nos números anteriores: 2- O regime de IHT e a respetiva retribuição específica
a) No caso de trabalho a tempo completo, os trabalhadores cessam nos termos acordados ou, se o acordo for omisso,
que prestem, no mínimo, 4 horas de trabalho; por denúncia da empresa comunicada com a antecedência
b) No caso de trabalho a tempo parcial com um período mínima de 2 meses.

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Cláusula 30.ª ferirá um montante pecuniário equivalente a 50 % da sua


retribuição efetiva mensal;
(Retribuição do trabalho por turnos) b) Quando completar 10 anos na empresa, o trabalhador
1- O trabalho prestado em regime de turnos, nos termos e auferirá um montante pecuniário equivalente a 50 % da sua
condições a seguir indicados, será compensado da seguinte retribuição efetiva mensal;
forma: c) Quando completar 15 anos na empresa, o trabalhador
a) Prestação efetiva de trabalho em regime de turnos rota- auferirá um montante pecuniário equivalente a 40 % da sua
tivos, com folgas rotativas - 4,00 € (quatro euros) por cada retribuição efetiva mensal;
jornada diária completa de trabalho de 7 horas, sendo esse d) Quando completar 20 anos na empresa, o trabalhador
valor reduzido na proporção relativamente a jornadas de tra- auferirá um montante pecuniário equivalente a 30 % da sua
balho diário de menor duração; retribuição efetiva mensal;
b) Prestação efetiva de trabalho em regime de turnos fixos, e) Quando completar 25 anos na empresa, ou subsequen-
com folgas rotativas - 2,00 € (dois euros) por cada jorna- tes ciclos de cinco anos, o trabalhador:
da diária completa de trabalho de 7 horas, sendo esse valor –– auferirá de um montante pecuniário equivalente a 30 %
reduzido na proporção relativamente a jornadas de trabalho da sua retribuição efetiva mensal; e
diário de menor duração. –– beneficiará de 10 dias de licença com retribuição, a go-
2- O trabalho prestado entre as 22h00 de um dia e as 7h00 zar nos cinco anos civis subsequentes ao ano em que o facto
do dia seguinte é pago com um acréscimo de 25 %, podendo ocorrer, devendo ser gozados 2 dias em cada ano.
ser cumulado com a compensação prevista no número ante- 2- Os montantes pecuniários referidos no número anterior
rior da presente cláusula. serão pagos no mês seguinte àquele em que o facto ocorrer,
3- O acréscimo do trabalho noturno previsto no número salvo se esse facto ocorrer no primeiro quadrimestre do ano
anterior será calculado com referência à retribuição base ho- civil, caso em que o pagamento poderá ser efetuado até 30 de
rária do trabalho equivalente prestado durante o dia. junho do ano respetivo.
4- A compensação prevista no número 1 da presente cláu- 3- A marcação dos dias de licença com retribuição seguirá
sula, referente à prestação de trabalho em regime de turnos as regras e o procedimento da marcação de férias.
nos termos no mesmo indicados, e o acréscimo remunerató- 4- Em alternativa ao pagamento dos montantes pecuniá-
rio de prestação de trabalho noturno previsto no número 2 da rios e benefícios referidos no número 1, o trabalhador poderá
presente cláusula apenas serão devidos se essas condições de optar pela atribuição de um benefício optativo de carreira,
prestação de trabalho se verificarem, deixando de ser atribu- nos termos da cláusula 33.ª
ídos caso essas condições cessem.
Cláusula 33.ª
Cláusula 31.ª
(Benefícios optativos de carreira)
(Retribuição por trabalho suplementar) 1- Em alternativa ao benefício de carreira referido na cláu-
1- O trabalho suplementar é pago pelo valor da retribuição sula 32.ª, o trabalhador poderá optar pelo gozo de dias de
horária com os seguintes acréscimos: licença com retribuição ou por uma contribuição extraordi-
a) 50 % pela primeira hora ou fração desta e 62,5 % por nária para o plano de pensões ou plano constituído para o
hora ou fração subsequente, em dia útil em período diurno; efeito, nos seguintes termos:
b) 75 % pela primeira hora ou fração desta e 87,5 % por a) Quando completar 5 anos na empresa:
hora ou fração subsequente, em dia útil em período noturno; (i) 10 dias de licença com retribuição, a gozar nos cinco
c) 90 % por cada hora ou fração, em dia de descanso se- anos civis subsequentes ao ano em que o facto ocorrer, de-
manal, obrigatório ou complementar, ou em dia feriado, em vendo ser gozados 2 dias em cada ano; ou
período diurno ou noturno. (ii) contribuição extraordinária para o plano de pensões ou
2- A compensação do trabalho suplementar pode ser efe- plano constituído para o efeito, correspondente a 30 % da
tuada mediante redução equivalente do tempo de trabalho, retribuição base mensal.
pagamento em dinheiro ou ambas as modalidades. b) Quando completar 10 anos na empresa:
(i) 10 dias de licença com retribuição, a gozar nos cinco
SECÇÃO D anos civis subsequentes ao ano em que o facto ocorrer, de-
vendo ser gozados 2 dias em cada ano; ou
Benefício de carreira (ii) contribuição extraordinária para o plano de pensões ou
plano constituído para o efeito, correspondente a 40% da re-
Cláusula 32.ª tribuição base mensal.
c) Quando completar 15 anos na empresa:
(Benefício de carreira) (i) 15 dias de licença com retribuição, a gozar nos cinco
1- O exercício de funções na empresa é compensado tendo anos civis subsequentes ao ano em que o facto ocorrer, de-
em atenção o número de anos de trabalho na mesma, nos vendo ser gozados 3 dias em cada ano; ou
seguintes termos: (ii) contribuição extraordinária para o plano de pensões ou
a) Quando completar 5 anos na empresa, o trabalhador au- plano constituído para o efeito, correspondente a 50 % da

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

retribuição base mensal. 3- O trabalhador que utilizar automóveis ligeiros próprios


d) Quando completar 20 anos na empresa, ou subsequen- ao serviço da empresa, com o consentimento desta, terá di-
tes ciclos de cinco anos: reito a receber por cada quilómetro efetuado em serviço o
(i) 20 dias de licença com retribuição, a gozar nos cinco valor de 0,40 €.
anos civis subsequentes ao ano em que o facto ocorrer, de-
Cláusula 36.ª
vendo ser gozados 4 dias em cada ano; ou
(ii) contribuição extraordinária para o plano de pensões ou (Pagamento de despesas de deslocação em serviço no estrangeiro)
plano constituído para o efeito, correspondente a 55 % da
1- Nas deslocações ao estrangeiro, a empresa, sempre que
retribuição base mensal.
não assuma diretamente o pagamento das despesas, atribuirá
2- A opção referida no número anterior deverá ser exercida
ajuda de custo diária no valor de 150 €.
pelo trabalhador elegível até 31 de outubro do ano civil an-
2- O montante da ajuda de custo diária prevista no número
terior àquele em que perfaça um ou mais múltiplos de cinco
anterior será reduzido para 70 %, sempre que:
anos de trabalho na empresa, mediante comunicação à área
a) A empresa suporte os custos de alojamento e de trans-
responsável pela gestão de recursos humanos ou se, entretan-
porte;
to for instituído, através do procedimento em vigor na em-
b) Por não se mostrar necessário o recurso ao alojamento
presa para o efeito, presumindo-se que opta pelo benefício
ou ao transporte, a empresa suporte apenas um desses custos;
de carreira previsto na cláusula anterior na falta de atempada
ou,
comunicação de opção.
c) Não se mostre necessário o recurso ao alojamento e ao
3- Quando o trabalhador opte pela contribuição extraordi-
transporte.
nária para o plano de pensões ou plano constituído para o
3- Por solicitação do trabalhador ser-lhe-ão adiantadas as
efeito, a mesma será feita até 31 de dezembro do ano em que
importâncias necessárias para fazer face às despesas referi-
o facto ocorrer.
das na presente cláusula, devendo o mesmo prestar contas
4- A marcação dos dias de licença com retribuição seguirá
até ao termo do mês subsequente ao do fim da deslocação.
as regras e o procedimento da marcação de férias.
Cláusula 34.ª CAPÍTULO V
(Pressupostos do benefício de carreira ou benefício optativo de
carreira)
Férias e ausências
A atribuição do benefício de carreira ou benefício opta- Cláusula 37.ª
tivo de carreira previstos nas cláusulas 32.ª e 33.ª, respetiva-
mente, está condicionada à inexistência, no respetivo perío- (Férias)
do de referência, de: 1- O período anual de férias tem a duração de 25 dias úteis,
(i) sanções disciplinares de gravidade igual ou superior a incorporando já o aumento de número de dias eventualmente
perda de dias de férias ou suspensão do trabalho com perda determinado por lei, até ao limite de 3 dias úteis.
de retribuição e de antiguidade; 2- A duração do período anual de férias referido no núme-
(ii) média negativa nas avaliações de desempenho profis- ro 1 não se aplica aos casos especiais de duração do período
sional. de férias previstos na lei.
3- No ano de cessação do impedimento prolongado, res-
SECÇÃO C peitante ao trabalhador, com início no ano anterior, o traba-
lhador tem direito às férias nos termos legalmente previstos
Deslocações em serviço para o ano de admissão, bem como às férias correspondentes
ao tempo de serviço prestado no ano do início da suspensão,
Cláusula 35.ª não podendo o seu somatório ser superior a 25 dias úteis.
(Pagamento de despesas de deslocação em serviço em Portugal) Cláusula 38.ª
1- As despesas por deslocação em serviço em Portugal são
(Interrupção do período de férias)
por conta do empregador e, sempre que não sejam assumi-
das diretamente, são pagas em regime de reembolso, contra 1- As férias são interrompidas pelos períodos a seguir indi-
a apresentação de documento comprovativo válido, até aos cados, desde que a empresa seja atempadamente informada
seguintes limites: das respetivas ocorrências:
a) Diária completa: 77 €; a) Doença do trabalhador, por todo o período de duração
b) Refeição principal: 13 €; desta;
c) Dormida e pequeno-almoço: 51 €. b) 5 dias consecutivos por morte do cônjuge, filhos, noras,
2- Por solicitação do trabalhador ser-lhe-ão adiantadas as genros, enteados, pais, sogros e padrastos do trabalhador;
importâncias necessárias para fazer face às despesas referi- c) 2 dias consecutivos por falecimento de avós, bisavós,
das no número anterior, devendo o mesmo prestar contas até netos e bisnetos do trabalhador ou do cônjuge deste, irmãos,
ao termo do mês subsequente ao do fim da deslocação. cunhados, sobrinhos ou outras pessoas que vivam em comu-
nhão de mesa e habitação com o trabalhador;

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

d) 2 dias úteis seguidos em caso de aborto ou parto de na- podem solicitar, ao empregador deste, apoio pecuniário, ve-
do-morto do cônjuge do trabalhador; rificadas cumulativamente as condições seguintes:
e) Licença parental em qualquer das modalidades previs- a) O requerente integre o agregado familiar do trabalhador
tas na lei, por todo o período de duração destas; e seja como tal considerado para efeitos da lei fiscal;
f) Licença em situação de risco clínico durante a gravidez, b) O trabalhador não receba salário da empresa há pelo
por todo o período de duração desta; menos três meses;
g) Licença por interrupção da gravidez, por todo o período c) Não esteja a correr contra o trabalhador procedimento
de duração desta; disciplinar ou inquérito prévio por factos lesivos de interes-
h) Licença por adoção, por todo o período de duração des- ses patrimoniais da empresa ou ofensas punidas por lei so-
ta. bre trabalhadores da empresa, elementos dos corpos sociais,
2- Para efeitos do disposto no número anterior, é equipa- seus delegados ou representantes;
rado a cônjuge a pessoa que viva em permanência com o d) O agregado familiar do trabalhador fique em situação de
trabalhador em condições análogas às dos cônjuges. carência económica reconhecida pela empresa;
3- Terminados os períodos de interrupção referidos no nú- e) O beneficiário do apoio não esteja também indiciado
mero 1, o gozo das férias recomeça automaticamente pelo pela prática do ilícito que determinou a aplicação da medida
período restante que estava previamente marcado, devendo o de coação penal ao trabalhador.
período correspondente aos dias não gozados ser remarcado 2- O apoio a conceder pela empresa ao agregado familiar
por acordo ou, na falta deste, pelo empregador, nos termos do trabalhador terá a duração máxima de 6 meses, é de valor
da lei. igual ao do IAS (Indexante dos Apoios Sociais) quando haja
apenas um beneficiário, sendo acrescido de metade desse va-
Cláusula 39.ª
lor por cada beneficiário para além do primeiro, com o limite
(Feriados) máximo para todos eles do correspondente a duas vezes o
montante do IAS.
1- Além dos feriados obrigatórios em vigor em cada mo-
3- O apoio será pago pela empresa aos beneficiários que o
mento, serão ainda observados a Terça-Feira de Carnaval, o
solicitem e cessa por qualquer dos motivos seguintes:
feriado municipal da localidade ou, quando este não existir,
a) Seja atingido o período máximo de duração previsto no
o feriado distrital.
número 2;
2- Os trabalhadores que desenvolvam exclusiva ou predo-
b) Cesse o contrato de trabalho;
minantemente atividade profissional em estabelecimentos ou
c) Deixem de verificar-se os pressupostos da respetiva
unidades da empresa sitos nas regiões autónomas beneficia-
atribuição.
rão dos feriados regionais obrigatórios.
Cláusula 40.ª CAPÍTULO VI
(Dispensas de Natal e de Páscoa)
Benefícios
1- Os trabalhadores estão dispensados do cumprimento do
dever de assiduidade na tarde da quinta-feira anterior ao do- Cláusula 43.ª
mingo de Páscoa e na véspera do dia de Natal.
2- A empresa pode optar por encerrar os serviços nos perí- (Complemento do subsídio por doença)
odos referidos no número anterior. 1- A empresa paga ao trabalhador com incapacidade tem-
Cláusula 41.ª porária para o trabalho certificada pelos serviços médicos da
Segurança Social, um complemento do subsídio por doença
(Ausência por aplicação de medida de coação penal) de montante igual à diferença de valor entre a sua retribuição
1- A ausência por motivo de prisão preventiva do traba- efetiva e o subsídio de doença que a Segurança Social lhe
lhador, ou por lhe ter sido aplicada qualquer outra medida concede.
de coação impeditiva da prestação de trabalho, determina a 2- A empresa pode, a título de adiantamento por conta da
suspensão do contrato de trabalho, salvo se a ausência tiver retribuição, pagar ao trabalhador o valor correspondente à
duração não superior a um mês, caso em que será conside- sua retribuição efetiva líquida, caso em que o trabalhador
rada autorizada pela empresa e sujeita ao regime das faltas fica obrigado a, no prazo de 8 dias após o recebimento do
justificadas com perda de retribuição. subsídio que lhe for atribuído pela Segurança Social, entre-
2- Se o trabalhador for judicialmente condenado, aplica-se gar à empresa o valor deste subsídio.
o regime previsto na lei. 3- A empresa pode, ainda, em caso de impedimento pro-
longado por motivo de incapacidade temporária para o traba-
Cláusula 42.ª lho certificada pelos serviços médicos da Segurança Social,
que determine a suspensão da relação laboral, conceder ao
(Apoio social ao agregado familiar do trabalhador sujeito a medida de
coação penal) trabalhador, a título de adiantamento por conta da retribui-
ção, o valor correspondente ao montante líquido do subsí-
1- Os membros do agregado familiar do trabalhador sujei-
dio de Natal, caso em que o trabalhador fica obrigado a, no
to a medida de coação impeditiva da prestação de trabalho
prazo de 8 dias após o recebimento do subsídio que lhe for

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

atribuído pela Segurança Social, entregar à empresa o cor- das respetivas funções.
respondente valor. 3- A empresa deve promover a realização dos seguintes
4- O disposto no número anterior apenas será aplicável exames de saúde:
caso o trabalhador requeira junto da Segurança Social, no a) Rastreio de doenças cardiovasculares e pulmonares;
prazo indicado pela empresa para o efeito ou, no caso de a b) Rastreio auditivo e visual;
empresa não indicar, no prazo legal, o pagamento de presta- c) Hemoscopias;
ção compensatória de subsídio de Natal. d) Análise sumária de urina;
5- Da aplicação desta cláusula não pode resultar retribui- e) Outros que sejam recomendados pelos serviços de me-
ção efetiva líquida correspondente aos dias de incapacidade dicina no trabalho.
temporária para o trabalho certificada pelos serviços médi- 4- Os exames referidos no número anterior, salvo indica-
cos da Segurança Social superior àquela que o trabalhador ção médica em sentido contrário, deverão ser realizados to-
auferiria se estivesse ao serviço, nem o valor do complemen- dos os anos depois dos 45 anos de idade e de 2 em 2 anos
to poderá ser superior a 35 % da referida retribuição efetiva até àquela idade, devendo todos os exames que envolvam
líquida desse período. exposição a radiações ser previamente consentidos pelos tra-
6- No caso de incumprimento pelo trabalhador da obriga- balhadores.
ção prevista nos números 2 e 3, sem prejuízo da inerente 5- Fica excecionado do disposto no número anterior o ras-
responsabilidade disciplinar, a empresa não voltará a efetu- treio pulmonar, cuja periodicidade será em regra de 2 em 2
ar quaisquer adiantamentos por conta da retribuição e pode anos.
compensar o valor adiantado com o pagamento de retribui- 6- No caso de a empresa não cumprir o disposto nos nú-
ções futuras. meros anteriores até 15 de outubro do ano em que se devam
7- O disposto nos números anteriores aplica-se também realizar os exames médicos, poderão os trabalhadores, me-
aos casos de assistência à família, nomeadamente de assis- diante pré-aviso de 60 dias e desde que a empresa dentro
tência a filhos menores de 12 anos de idade ou, independen- desse período de pré-aviso não os realize, promover por sua
temente da idade, a filhos com deficiência ou doença crónica. iniciativa a realização dos exames em causa, apresentando,
posteriormente, as despesas à empresa, que se obriga a pagá-
Cláusula 44.ª
-las no prazo de 10 dias.
(Princípios gerais de segurança e saúde no trabalho) Cláusula 46.ª
1- Todas as instalações deverão dispor de condições de
segurança e prevenção contra incêndios, devendo os locais (Seguro de saúde)
de trabalho ser dotados das condições de comodidade e salu- 1- A empresa fica obrigada a contratar um seguro de saúde
bridade que permitam reduzir a fadiga e o risco de doenças que garanta, em cada anuidade, aos trabalhadores ao serviço
profissionais, garantindo a higiene, ambiente, comodidade e efetivo, a cobertura dos riscos de internamento e ambulató-
segurança dos trabalhadores. rio.
2- Para além do disposto no número anterior, deverá ainda 2- O disposto no número anterior é ainda aplicável aos
ser garantida a existência de boas condições naturais e/ou trabalhadores cujo contrato de trabalho esteja suspenso por
artificiais em matéria de arejamento, ventilação, iluminação, motivo de doença, acidente de trabalho ou pré-reforma.
intensidade sonora e temperatura. 3- O seguro previsto no número 1 fica sujeito às condições
3- As instalações de trabalho, sanitárias e outras e respe- estipuladas na apólice, nomeadamente no que respeita aos
tivos equipamentos, devem ser convenientemente limpos e capitais seguros, à delimitação do âmbito de cobertura,
conservados, devendo a limpeza ser efetuada, sempre que exclusões, franquias, copagamentos e períodos de carência,
possível, fora das horas de trabalho. tendo como referência as seguintes condições:
4- Sempre que a empresa proceder a desinfeções das ins-
talações com produtos tóxicos deverá respeitar as indicações Coberturas Capitais Copagamento/Franquia
técnicas dos produtos e margens de segurança recomendadas
Hospitalização/ Copagamento: 150,00 €
pelo respetivo fabricante para reutilização das áreas afetadas. Internamento
30 000,00 €
por sinistro
Cláusula 45.ª Copagamentos: 25 %, com
Ambulatório 1 500,00 € exceção de:
(Segurança, saúde e serviços de medicina no trabalho) - Consultas: 15,00 €

1- A empresa e os sindicatos subscritores contribuem Acesso à rede de óticas - -


mutuamente para uma cultura de promoção e prevenção da Medicina online - -
segurança e saúde no trabalho, cumprindo nesta matéria as Cláusula 47.ª
disposições legais e regulamentares, em cada momento em
vigor. (Seguro de vida)
2- Sem prejuízo de quaisquer direitos previstos na lei e 1- Os trabalhadores ao serviço efetivo, bem como aqueles
neste ACT, os trabalhadores serão, quando o solicitarem, cujo contrato de trabalho esteja suspenso por motivo de do-
submetidos a exame médico, com vista a determinar se estão ença, acidente de trabalho ou pré-reforma têm direito a um
em condições físicas e psíquicas adequadas ao desempenho seguro de vida que garanta o pagamento de um capital, em

250
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

caso de morte, de invalidez, ou incapacidade nos termos a Cláusula 50.ª


seguir indicados e de acordo com o respetivo facto gerador:
a) 100 000,00 € se resultar de acidente de trabalho ocorri- (Quebras de caixa)
do ao serviço da empresa, incluindo in itinere; O risco de quebras de caixa dos trabalhadores que pro-
b) 75 000,00 € se resultar de outro tipo de acidente; e cedam regularmente a pagamentos ou recebimentos em di-
c) 50 000,00 € nos restantes casos. nheiro será coberto pela empresa até ao limite de 2500,00 €
2- Para os efeitos da alínea a) do número 1 da presente por ano.
cláusula, apenas será considerada invalidez a incapacidade
Cláusula 51.ª
absoluta e permanente com um grau de incapacidade, de
acordo com a tabela nacional de incapacidades por acidentes (Apoio escolar e pré-escolar)
de trabalho e doenças profissionais, igual ou superior a 66,66
1- Os trabalhadores ao serviço efetivo, e, bem assim, aque-
%.
les cujo contrato de trabalho esteja suspenso por motivo de
3- A indemnização decorrente do seguro a que se refere
doença ou de acidente de trabalho, com filhos ou afilhados
o número 1 da presente cláusula será paga ao próprio tra-
civis a seu cargo, em idade escolar, matriculados em estabe-
balhador no caso de invalidez e incapacidade; em caso de
lecimento de ensino básico, secundário ou universitário da
morte, será paga às pessoas que por ele forem designadas
rede escolar autorizada pelo ministério competente, têm di-
como beneficiários. Na falta de beneficiários designados, de
reito a receber da empresa uma comparticipação anual para
pré-morte destes, ou de morte simultânea, a indemnização
as despesas escolares do educando.
será paga aos herdeiros legais do trabalhador.
2- A comparticipação referida no número anterior tem o
4- O seguro previsto nesta cláusula não prejudica outros
valor a seguir indicado, atribuído em função do ano letivo
benefícios existentes na empresa, na parte que excedam as
em que o educando está matriculado:
garantias aqui consignadas.
a) 1.º ciclo do ensino básico (1.º a 4.º anos): 40,00 €;
Cláusula 48.ª b) 2.º ciclo do ensino básico (5.º e 6.º anos): 70,00 €;
c) 3.º ciclo do ensino básico (7.º a 9.º ano) e ensino secun-
(Indemnização por factos ocorridos em serviço) dário (10.º a 12.º ano): 110,00 €;
1- Em caso de acidente de trabalho, incluindo o acidente in d) Licenciatura e mestrado integrado, até ao limite de 25
itinere, ou de doença profissional, a empresa garantirá ao tra- anos de idade do educando: 110,00 €.
balhador a retribuição efetiva e o subsídio de refeição líqui- 3- Os trabalhadores ao serviço efetivo, e, bem assim, aque-
dos, devidamente atualizados, correspondentes à sua catego- les cujo contrato de trabalho esteja suspenso por motivo de
ria profissional, enquanto não cessar o contrato de trabalho. doença ou de acidente de trabalho, com filhos ou afilhados
2- No pagamento a cargo da empresa, por efeito do dispos- civis a seu cargo, que frequentem creches, infantários ou es-
to no número anterior, serão deduzidos os valores das inde- tabelecimento de educação pré-escolar, nos termos definidos
mnizações recebidas pelo trabalhador a coberto de contrato na lei, beneficiarão de comparticipação anual de 110,00 €.
de seguro de acidentes de trabalho. 4- O pagamento da comparticipação deverá ser solicitado
no período compreendido entre 1 de agosto e 30 de novem-
Cláusula 49.ª
bro do respetivo ano letivo ou pré-escolar e a sua atribuição
(Condições nos seguros próprios) depende da verificação dos requisitos seguintes:
a) O educando tenha obtido aproveitamento no ano letivo
1- Os trabalhadores ao serviço efetivo e, bem assim, aque-
imediatamente anterior, quando aplicável;
les que se encontram em situação de reforma e pré-reforma,
b) Não ser atribuído por qualquer outra entidade, em rela-
beneficiam em todos os seguros em nome próprio, comer-
ção ao mesmo ano letivo e educando, subsídio, compartici-
cializados pelas empresas subscritoras do presente ACT, de
pação ou outra forma de apoio com idêntica finalidade;
um desconto mínimo de 25 % sobre o prémio total ou dos
c) O trabalhador não tenha sido punido disciplinarmente
encargos, consoante se trate, respetivamente, de seguros de
nos últimos 12 meses com sanção disciplinar de gravidade
risco ou de seguros de cariz financeiro.
igual ou superior a perda de dias de férias ou suspensão do
2- Os trabalhadores que utilizem habitualmente viatura de
trabalho com perda de retribuição e de antiguidade.
sua propriedade ao serviço da empresa, em funções predo-
5- A empresa, se assim o entender, pode solicitar ao tra-
minantemente externas, beneficiam de um desconto mínimo
balhador prova documental das condições e dos requisitos
de 60 %, sobre a tarifa aplicável, no seguro automóvel do
exigidos para atribuição da comparticipação e suspender o
veículo.
respetivo pagamento enquanto os documentos solicitados
3- Em alternativa ao regime previsto no número 2 e para
não forem entregues.
os trabalhadores aí identificados, pode a empresa optar por
6- Quando os pais, ou padrinhos civis, sejam ambos tra-
instituir e suportar seguro automóvel («apólice frota»), com
balhadores de qualquer uma das empresas subscritoras do
uma cobertura de responsabilidade civil ilimitada referente a
presente ACT, o apoio previsto na presente cláusula apenas
prejuízos causados a terceiro e de danos próprios de acordo
será devido a um deles.
com o valor venal do veículo, com um máximo de 17 500 €,
7- Sem prejuízo do disposto no número anterior, a compar-
estando o risco de quebra isolada de vidros limitado a 1250 €
ticipação será paga até ao final do mês subsequente àquele
por ano.

251
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

em que foi solicitada, podendo a empresa optar por desone- 3- Os membros dos órgãos sociais com funções executivas
rar-se desta obrigação mediante a atribuição de «vale edu- nas associações sindicais e os delegados sindicais não podem
cação», «vale ensino», «vale infância» ou outra modalidade ser transferidos para local de trabalho situado fora do mes-
com fim idêntico, cujo valor não seja inferior ao apoio a que mo concelho, salvo se nisso consentirem ou quando resultar
o trabalhador tem direito nos termos desta cláusula. de extinção ou mudança total ou parcial do estabelecimento
8- O disposto na presente cláusula é também aplicável, onde prestam serviço.
com as necessárias adaptações, às situações de ensino es-
Cláusula 53.ª
pecial.
(Trabalhadores dirigentes sindicais)
CAPÍTULO VII 1- Os trabalhadores dirigentes sindicais com funções exe-
cutivas nos sindicatos, quando por estes requisitados, em re-
Atividade sindical gime de tempo completo, manterão direito à remuneração e
demais direitos e regalias consignados neste ACT e na lei,
Cláusula 52.ª como se estivessem ao serviço efetivo, de acordo com o pre-
visto nos números seguintes.
(Atividade sindical)
2- Cada um dos sindicatos subscritores do presente ACT
1- Os trabalhadores e os sindicatos têm direito a desenvol- pode requisitar, em regime de tempo completo, apenas 1
ver trabalho sindical na empresa, nomeadamente através de dirigente sindical no conjunto das empresas subscritoras do
delegados sindicais, comissões sindicais e comissões inter- presente ACT, não podendo, em cada momento, existir mais
sindicais. de três trabalhadores dirigentes requisitados no conjunto das
2- No exercício legal das suas atribuições, sem prejuízo de empresas subscritoras do presente ACT.
qualquer direito reconhecido por lei ou pelo presente ACT, 3- O número de trabalhadores dirigentes sindicais requisi-
cabe aos sindicatos subscritores: tados nos termos do número anterior não pode ainda exceder
a) Eleger em cada local de trabalho os delegados sindicais; o seguinte limite por empresa:
b) Desenvolver atividade sindical no interior da empresa, –– Fidelidade - Companhia de Seguros, SA - até dois di-
nos termos legalmente previstos; rigentes;
c) Dispor do tempo estritamente necessário ao exercício –– Nas demais empresas, no seu conjunto, - até um diri-
de tarefas sindicais extraordinárias por período determinado gente.
e mediante solicitações devidamente fundamentadas das di- 4- O sindicato que pretender requisitar um trabalhador di-
reções sindicais; rigente sindical deve fazê-lo mediante comunicação escrita à
d) Dispor a título permanente e no interior da empresa de respetiva empresa subscritora, com uma antecedência míni-
instalações adequadas para o exercício das funções de de- ma de 60 dias relativamente à data de início da requisição, o
legado e de comissões sindicais, devendo ter, neste último qual poderá ser dispensado em caso de prorrogação da requi-
caso, uma sala própria, tendo sempre em conta a disponibili- sição decorrente da renovação do mandato, devendo nesse
dade da área para o efeito; período a empresa subscritora verificar o cumprimento dos
e) Realizar reuniões, fora do horário de trabalho, nas insta- limites previstos números 2 e 3 da presente cláusula e enviar
lações da empresa, desde que convocadas nos termos da lei resposta ao sindicato requisitante.
e observadas as normas de segurança adotadas pela empresa; 5- No que respeita ao crédito de horas e faltas de membro
f) Realizar reuniões nos locais de trabalho, durante o ho- de direção de cada um dos sindicatos subscritores, aplica-se
rário normal, até ao máximo de 15 horas por ano, desde que o regime legalmente previsto para os membros de direção de
não comprometam o funcionamento dos serviços que não associação sindical.
possam ser interrompidos; 6- A direção da associação sindical pode atribuir crédito de
g) Afixar, no interior da empresa e em local apropriado, horas a outro membro da mesma, desde que não ultrapasse o
reservado para o efeito, informações de interesse sindical ou montante global atribuído nos termos da lei.
profissional;
h) Zelar pelo cumprimento do ACT e das leis sobre maté- Cláusula 54.ª
ria de trabalho;
(Quotização sindical)
i) Dispor, sendo membro de órgão social de associações
sindicais, que não beneficie de estatuto de membro da dire- 1- A empresa procederá, a pedido escrito do trabalhador,
ção, do tempo necessário para participar nas reuniões desse ao desconto da quota sindical e enviará essa importância ao
órgão, sendo esses períodos considerados justificados, sem sindicato respetivo até ao dia 10 do mês seguinte.
perda de quaisquer direitos, e sem prejuízo de qualquer di- 2- A empresa deverá enviar, até ao limite do prazo indica-
reito reconhecido por lei ou por este ACT, até ao limite de 21 do no número anterior, o respetivo mapa de quotização de-
horas anuais. vidamente preenchido, preferencialmente em formato digital
compatível com folha de cálculo.

252
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

CAPÍTULO VIII em renda vitalícia imediata mensal a favor e em nome do


trabalhador de pelo menos dois terços do valor capitalizado.
Poupança 8- Caso o trabalhador cesse o vínculo contratual com a
empresa antes da passagem à situação de reforma e desde
Cláusula 55.ª que tenha uma permanência na empresa igual ou superior a
5 anos, terá direito a 90 % do valor capitalizado das entre-
(Plano de pensões) gas efetuadas pela empresa, havendo lugar à transferência
1- Todos os trabalhadores que se encontrem ao serviço efe- desse montante para um veículo de financiamento, com ou
tivo, e, bem assim, aqueles cujos contratos de trabalho se sem capital garantido, à escolha do trabalhador, em seu nome
encontrem suspensos por motivo de doença ou de acidente individual ou associado à sua nova entidade patronal. Se o
de trabalho, beneficiam de um plano de pensões em caso de trabalhador não escolher nenhum veículo de destino dentro
reforma concedida pela Segurança Social, o qual integra- do prazo que lhe seja indicado pela empresa ou pela entidade
rá e substituirá quaisquer outros sistemas de atribuição de gestora do produto em que o montante esteja investido, o
pensões de reforma previstos em anteriores Instrumentos de valor dos direitos adquiridos do trabalhador será transferido
Regulamentação Coletiva de Trabalho (IRCT) aplicáveis na para um produto acordado entre a empresa e a referida enti-
empresa. dade gestora.
2- O plano de pensões fica sujeito ao disposto nas cláusu- 9- As transferências a que se refere o número anterior só
las seguintes. podem ocorrer desde que o(s) novo(s) veículo(s) de financia-
mento cumpra(m) os requisitos previstos neste ACT, deven-
Cláusula 56.ª
do, ainda, o veículo de financiamento de destino ser legal-
(Condições do plano de pensões) mente compatível e cumprir as condições e características
fiscais do de origem, nomeadamente por o novo veículo ser
1- A empresa efetuará anualmente contribuições para o
um seguro de vida ou fundo de pensões.
plano de pensões de valor igual a 3,25 %, aplicadas sobre a
10- Se a cessação do contrato de trabalho tiver ocorrido por
retribuição base anual do trabalhador.
despedimento com justa causa promovido pelo empregador,
2- A empresa definirá o ou os produtos em que se materia-
com fundamento em lesão de interesses patrimoniais da em-
lizará o plano de pensões e estabelecerá as regras e os proce-
presa, o trabalhador perde o direito ao valor previsto no n.º
dimentos necessários à implementação e gestão dos mesmos.
8 na parte respeitante ao valor capitalizado das entregas efe-
3- As contribuições a efetuar nos termos do número 1 da
tuadas pela empresa, até ao limite dos prejuízos que tiverem
presente cláusula serão aplicadas num produto com garantia
sido causados, sem necessidade de autorização expressa para
de capital.
que seja efetuada a compensação total ou parcial dos mes-
4- As eventuais contribuições extraordinárias para o plano
mos, salvo se o trabalhador tiver impugnado judicialmente
de pensões, previstas na cláusula 33.ª e na cláusula 67.ª do
o despedimento, caso em que não haverá lugar ao resgate do
presente ACT, poderão, por opção expressa do trabalhador,
valor capitalizado nem à compensação, enquanto não transi-
ser aplicadas noutros produtos sem garantia de capital que a
tar em julgado a decisão sobre o despedimento.
empresa possa vir a definir para o efeito.
11- Em caso de morte do trabalhador, o valor capitalizado
5- O trabalhador deve, querendo, comunicar a opção a que
das entregas reverte para os beneficiários designados pelo
se alude no número anterior em simultâneo com a comunica-
trabalhador ou, na falta de designação, para os seus herdei-
ção de opção a que se alude na cláusula 33.ª, número 2, e na
ros legais. Se outra proporção não tiver sido definida pelo
cláusula 67.ª, número 2, ambas do presente ACT. Na ausên-
trabalhador, o valor capitalizado será afeto em partes iguais
cia de comunicação de opção, a contribuição extraordinária
a cada beneficiário.
será aplicada em produto de capital garantido.
12- Caso o plano de pensões e a lei o permitam, o trabalha-
Sem prejuízo do estabelecido no subsequente número 8,
dor poderá efetuar contribuições voluntárias para o mesmo.
enquanto existir vínculo laboral com a empresa, não poderão
13- A contribuição do empregador para o plano de pensões
verificar-se transferências de valores afetos aos trabalhado-
referido nos números anteriores cessa na data da passagem à
res entre o produto com garantia de capital e os produtos sem
situação de pré-reforma do trabalhador.
garantia de capital (em qualquer dos sentidos).
14- À comissão de acompanhamento do plano de pensões
6- O valor capitalizado das entregas é resgatável, nos ter-
compete a verificação do cumprimento do plano de pensões
mos legais, pelo trabalhador na data de passagem à reforma
e gestão do respetivo fundo de pensões, nos termos previstos
concedida pela Segurança Social, sempre que o mesmo se
na lei aplicável.
reforme ao serviço da empresa, sem prejuízo do disposto nos
números seguintes. Cláusula 57.ª
7- Ao resgaste aplicar-se-á o regime previsto no código do
imposto de rendimento sobre pessoas singulares para o caso (Início das contribuições)
de planos de pensões com diferimento da tributação das con- A primeira contribuição anual da empresa para o plano
tribuições, na esfera dos trabalhadores, para a data do res- de pensões verificar-se-á no mês seguinte àquele em que o
petivo resgate, nomeadamente, no que respeita à conversão contrato de trabalho perfizer um ano de duração.

253
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

CAPÍTULO IX Cláusula 63.ª

Disposições finais (Produção de efeitos da tabela salarial, subsídio de refeição e


pagamento de despesas de deslocação em serviço)

Cláusula 58.ª Os valores da tabela salarial, subsídio de refeição, pa-


gamento de despesas de deslocação em serviço e valor do
(Salvaguarda da responsabilidade do trabalhador) quilómetro indicados no presente ACT produzem efeitos a
O trabalhador pode, para salvaguarda da sua responsa- partir do dia 1 de janeiro do ano a que respeitam.
bilidade, requerer que as instruções sejam confirmadas por Cláusula 64.ª
escrito, nos seguintes casos:
a) Quando haja motivo plausível para duvidar da sua au- (Produção de efeitos dos benefícios de carreira e regimes transitórios
tenticidade ou legitimidade; específicos)
b) Quando verifique ou presuma que foram dadas em vir- 1- Os benefícios de carreira e benefícios optativos de car-
tude de qualquer procedimento doloso ou errada informação; reira previstos nas cláusulas 32.ª a 34.ª do presente ACT ape-
c) Quando da sua execução possa recear prejuízos que su- nas se aplicam aos trabalhadores das empresas subscritoras
ponha não terem sido previstos. cujos contratos de trabalho se iniciem a partir de 1 de janeiro
Cláusula 59.ª de 2019.
2- Aos trabalhadores das empresas subscritoras com con-
(Cessação de efeitos da regulamentação coletiva anterior) tratos de trabalho iniciados em data anterior a 1 de janeiro de
1- Os direitos e os efeitos que não foram expressamente 2019 será aplicável o regime de benefício de carreira ou dos
ressalvados, decorrentes de IRCT anteriores cessam com a benefícios optativos de carreira, nos termos das cláusulas
entrada em vigor do presente ACT por este ser globalmente 65.ª a 68.ª, bem como os regimes transitórios previstos nas
mais favorável. cláusulas 74.ª, números 2 e 3, 78.ª ou 79.ª, consoante o que
2- Da aplicação do presente ACT não poderá resultar, po- se mostrar aplicável.
rém, diminuição da retribuição efetiva nem da retribuição
base auferida pelos trabalhadores à data da sua entrada em CAPÍTULO X
vigor.
Disposições transitórias comuns
Cláusula 60.ª
Cláusula 65.ª
(Comissão paritária)
1- É instituída, no âmbito do presente ACT, uma comissão (Regime transitório especial de benefício de carreira ou benefícios
paritária integrada por, no máximo, 3 representantes das em- optativos de carreira)
presas subscritoras e por igual número de representantes dos Aos trabalhadores das empresas subscritoras, com con-
sindicatos subscritores, com competência para dirimir quais- tratos de trabalho iniciados em data anterior a 1 de janeiro
quer divergências relacionadas com a integração de lacunas, de 2019, será concedido benefício de carreira ou benefício
interpretação, aplicação e cumprimento das cláusulas do pre- optativo de carreira, nos termos das cláusulas seguintes.
sente ACT.
Cláusula 66.ª
2- A comissão reunirá a pedido de qualquer das entidades
signatárias e poderá deliberar desde que estejam presentes (Regime transitório especial de benefício de carreira)
todos os membros que a compõem.
1- O trabalhador, no termo de cada ciclo de 5 anos de
3- Só serão válidas as deliberações tomadas por unanimi-
exercício de funções na empresa a contar de 1 de janeiro de
dade.
2019, é compensado tendo em atenção o número de anos de
Cláusula 61.ª trabalho na mesma, nos seguintes termos:
a) Se tiver mais de 5 anos de exercício de funções na em-
(Políticas internas mais favoráveis)
presa e menos de 10, o trabalhador auferirá um montante
Por política interna das empresas subscritoras podem es- pecuniário equivalente a 50 % da sua retribuição efetiva
tar ou ser estabelecidas condições mais favoráveis para os mensal; ou
trabalhadores. b) Se tiver mais de 10 anos de exercício de funções na
Cláusula 62.ª empresa e menos de 15, o trabalhador auferirá um montan-
te pecuniário equivalente a 50 % da sua retribuição efetiva
(Linguagem inclusiva) mensal; ou
Sempre que neste ACT se utilize a expressão trabalhador, c) Se tiver mais de 15 anos de exercício de funções na
dever-se-á entender que ela abrange trabalhadores de qual- empresa e menos de 20, o trabalhador auferirá um montan-
quer sexo. te pecuniário equivalente a 40 % da sua retribuição efetiva
mensal;

254
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

d) Se tiver mais de 20 anos de exercício de funções na em- anos subsequente, devendo ser gozados 4 dias em cada ano;
presa, o trabalhador auferirá um montante pecuniário equi- ou;
valente a 30 % da sua retribuição efetiva mensal; (ii) contribuição extraordinária para o plano de pensões ou
e) Se tiver mais de 25 anos de exercício de funções na em- plano constituído para o efeito, correspondente a 55% da re-
presa, o trabalhador: tribuição base mensal.
–– auferirá um montante pecuniário equivalente a 30% da 2- A opção referida no número anterior deverá ser exercida
sua retribuição efetiva mensal; e pelo trabalhador elegível até 31 de outubro do ano civil an-
–– beneficiará de 10 dias de licença com retribuição, a go- terior àquele em que perfaça um ou mais ciclos de 5 anos de
zar nos cinco anos civis subsequentes ao ano em que o facto exercício de funções na empresa a contar de 1 de janeiro de
ocorrer, devendo ser gozados 2 dias em cada ano. 2019, mediante comunicação à área responsável pela gestão
2- Os montantes pecuniários referidos no número anterior de recursos humanos ou, se, entretanto, for instituído, através
serão pagos até 30 de junho do ano em que se perfizer cada do procedimento em vigor na empresa para o efeito, presu-
ciclo de 5 anos. mindo-se que opta pelo montante pecuniário e, se aplicável,
3- A marcação dos dias de licença com retribuição seguirá o benefício de licença com retribuição previstos na cláusula
as regras e o procedimento da marcação de férias. anterior, na falta de atempada comunicação de opção.
4- Em alternativa ao pagamento dos montantes pecuniá- 3- Quando o trabalhador opte pela contribuição extraordi-
rios e benefícios referidos no número 1, o trabalhador poderá nária para o plano de pensões ou plano constituído para o
optar pela atribuição de um benefício optativo de carreira, efeito, a mesma será feita até 31 de dezembro do ano em que
nos termos da cláusula 67.ª perfaça o ciclo em causa de 5 anos.
4- A marcação dos dias de licença com retribuição seguirá
Cláusula 67.ª
as regras e o procedimento da marcação de férias.
(Regime transitório especial de benefícios optativos de carreira) 5- Para efeitos da presente cláusula, o termo dos ciclos de
1- Em alternativa ao benefício de carreira referido na cláu- 5 anos ocorrerá a 1 de janeiro do 5.º ano subsequente ao seu
sula 66.ª, o trabalhador poderá, no termo de cada ciclo de 5 início, isto é, 1 de janeiro do ano n + 5, em que n é o ano de
anos de exercício de funções na empresa a contar de 1 de início de cada ciclo, iniciados a 1 de janeiro de 2019.
janeiro de 2019, optar pelo gozo de dias de licença com retri- Cláusula 68.ª
buição ou por uma contribuição extraordinária para o plano
de pensões ou plano constituído para o efeito, nos seguintes (Regime transitório especial/Pressupostos do benefício de carreira ou
termos: benefício optativo de carreira)
a) Se tiver mais de 5 anos de exercício de funções na em- A atribuição do benefício de carreira ou benefício opta-
presa e menos de 10: tivo de carreira previstos nas cláusulas 66.ª e 67.ª, respetiva-
(i) 10 dias de licença com retribuição, a gozar no ciclo de 5 mente, está condicionada à inexistência, no respetivo ciclo
anos subsequente, devendo ser gozados 2 dias em cada ano; de referência, de:
ou (i) sanções disciplinares de gravidade igual ou superior a
(ii) contribuição extraordinária para o plano de pensões ou perda de dias de férias ou suspensão do trabalho com perda
plano constituído para o efeito, correspondente a 30% da re- de retribuição e de antiguidade;
tribuição base mensal. (ii) média negativa nas avaliações de desempenho profis-
b) Se tiver mais de 10 anos de exercício de funções na em- sional.
presa e menos de 15:
Cláusula 69.ª
(i) 10 dias de licença com retribuição, a gozar no ciclo de 5
anos subsequente, devendo ser gozados 2 dias em cada ano; (Pré-reformados e reformados até 31 de dezembro de 2018)
ou
1- Aos trabalhadores pré-reformados em data anterior a 1
(ii) contribuição extraordinária para o plano de pensões ou
de janeiro de 2019 aplicar-se-á, na data da reforma, o regi-
plano constituído para o efeito, correspondente a 40% da re-
me complementar de reforma constante do IRCT aplicável à
tribuição base mensal.
data em que se pré-reformaram.
c) Se tiver mais de 15 anos de exercício de funções na em-
2- Os trabalhadores reformados em data anterior a 1 de ja-
presa e menos de 20:
neiro de 2019 continuarão a beneficiar do regime de atualiza-
(i) 15 dias de licença com retribuição, a gozar no ciclo de 5
ção das respetivas pensões ou das pensões complementares,
anos subsequente, devendo ser gozados 3 dias em cada ano;
de acordo com as normas da regulamentação coletiva aplicá-
ou
veis à data da respetiva reforma, tendo em conta que o fator
(ii) contribuição extraordinária para o plano de pensões ou
«A» da fórmula de atualização indicada nesses IRCT corres-
plano constituído para o efeito, correspondente a 50% da re-
ponde ao valor do aumento verificado na tabela salarial para
tribuição base mensal.
o grupo organizacional onde o reformado se integraria caso
d) Se tiver mais 20 anos de exercício de funções na em-
estivesse ao serviço, de acordo com as tabelas de correspon-
presa:
dência entre categorias e grupos organizacionais previstas
(i) 20 dias de licença com retribuição, a gozar no ciclo de 5
nos anexos IV e V do presente ACT.

255
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Cláusula 70.ª CAPÍTULO XI

(Anteriores regimes de isenção de horário de trabalho Disposições transitórias referentes aos trabalhado-
Os regimes de isenção de horário de trabalho pactuados res que estiveram abrangidos pelo contrato coleti-
até 15 de janeiro de 2012 e que se mantenham ininterrup- vo de trabalho publicado no Boletim do Trabalho e
tamente em vigor desde essa data poderão ser cessados por Emprego, n.º 32, de 29 de agosto de 2008
acordo ou, na falta de acordo, por iniciativa da empresa nos
termos do número 2 da cláusula 29.ª, mas nesse caso a respe- Cláusula 73.ª
tiva retribuição específica manter-se-á como valor histórico,
podendo ser absorvido em futuros aumentos retributivos. (Reclassificação)

Cláusula 71.ª A reclassificação dos trabalhadores que estiveram abran-


gidos pelo contrato coletivo de trabalho publicado no Bole-
(Anteriores suplementos de turnos) tim do Trabalho e Emprego, n.º 32, de 29 de agosto de 2008
1- O valor dos suplementos retributivos associados à pres- será efetuada tendo em conta as funções que o trabalhador
tação de trabalho em regime de turnos, atribuído por apli- efetivamente exerce, tendo por referência a tabela de corres-
cação de IRCT anteriormente aplicável na empresa ou por pondência constante do anexo IV.
acordo individual celebrado antes de 31 de dezembro de Cláusula 74.ª
2016, auferido pelo trabalhador em 31 de dezembro de 2018,
manter-se-á como componente fixa da retribuição efetiva, (Anterior prémio de antiguidade)
enquanto se verifiquem as situações que determinaram a atri- 1- O valor acumulado dos prémios de antiguidade, venci-
buição desses suplementos e, caso estas situações cessem, dos até 31 de dezembro de 2016, atribuídos por aplicação de
esse valor manter-se-á como histórico, podendo ser absorvi- IRCT anteriormente aplicável à relação de trabalho, manter-
do em futuros aumentos retributivos. -se-á como componente fixa da retribuição efetiva do traba-
2- O trabalhador que beneficie de suplemento de turnos ou lhador, denominando-se «prémio de antiguidade histórico»,
tenha beneficiado da incorporação na retribuição efetiva do não podendo ser absorvido por aumentos de tabela salarial
valor do suplemento de turnos ou de subsídio equivalente até verificados após aquela data.
31 de dezembro de 2018, não beneficiará da compensação 2- A título de remição do direito ao prémio de antiguida-
prevista no número 1, nem do acréscimo remuneratório de de aos trabalhadores referidos na cláusula anterior, que se
prestação de trabalho noturno previsto no número 2, ambos tenham mantido filiados no Sindicato Nacional dos Profis-
da cláusula 30.ª sionais de Seguros e Afins (SINAPSA) no período de 1 de
3- Os trabalhadores abrangidos pelo disposto no número janeiro de 2017 até à data de entrada em vigor do presente
anterior poderão, a todo o tempo, optar pelo regime previsto ACT, será atribuída uma compensação extraordinária, de va-
nos números 1 e 2 da cláusula 30.ª, após o que deixarão de lor equivalente ao montante dos prémios de antiguidade que
beneficiar do suplemento de turnos, de subsídio de turnos se venceriam até 31 de dezembro de 2018, nos termos e de
equivalente ou da componente da retribuição efetiva referen- acordo com o regime de prémios de antiguidade previsto na
te à incorporação de anterior suplemento ou subsídio dessa cláusula 45.ª do contrato coletivo de trabalho publicado no
natureza. Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 32, de 29 de agosto de
4- A opção referida no número anterior deverá ser exerci- 2008, caso este se encontrasse em vigor após 31 de dezem-
da pelo trabalhador mediante comunicação escrita enviada bro de 2016.
à empresa, passando o novo regime a ser aplicável a partir 3- A compensação extraordinária prevista na presente
do segundo mês subsequente ao da receção da comunicação. cláusula será paga numa única prestação, até ao termo do
Cláusula 72.ª quinto mês posterior à publicação do presente ACT, aos tra-
balhadores que nesta data se encontrem vinculados às em-
(Anteriores suplementos retributivos) presas subscritoras.
Os suplementos retributivos atribuídos por aplicação de Cláusula 75.ª
IRCT anteriormente aplicáveis na empresa, auferidos pelo
trabalhador em 31 de dezembro de 2018, que não se encon- (Transição entre planos de pensões)
trem expressamente previstos no presente ACT, manter-se- 1- Os trabalhadores no ativo em 1 de janeiro de 2019 ainda
-ão como componente fixa da retribuição efetiva, enquanto não integrados no plano de pensões, em função da respetiva
se verifiquem as situações que determinaram a atribuição filiação sindical, serão integrados neste Plano, sendo-lhes ga-
desses suplementos. rantido que o valor integralmente financiado das responsabi-

256
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

lidades pelos serviços passados, calculado a 31 de dezembro 31 de dezembro de 2018, beneficiavam de prémios de per-
de 2011, relativo às pensões de reforma por velhice de que manência de cariz pecuniário, ainda não vencidos, mas em
beneficiassem no âmbito do disposto no contrato coletivo de formação, será atribuída, verificadas que estejam as respeti-
trabalho publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º vas condições, uma compensação pecuniária extraordinária,
32, de 29 de agosto 2008, será convertido em contas indivi- calculada nos termos do número seguinte.
duais, nos termos e de acordo com os critérios que estiverem 2- A compensação extraordinária referida no número ante-
previstos no respetivo fundo de pensões, passando a integrar rior será calculada na proporção do período decorrido entre
o respetivo plano de pensões. o dia 1 de janeiro do ano em que se iniciou a contagem do
2- Ao valor previsto no número anterior será acrescido o último ciclo de cinco anos de permanência e 31 de dezembro
montante correspondente às contribuições previstas sucessi- de 2018, de acordo com a seguinte fórmula:
vamente no contrato coletivo de trabalho publicado no Bole-
CE = N x MRE / 1826.
tim do Trabalho e Emprego, n.º 2, de 15 de janeiro de 2012,
e no acordo coletivo de trabalho publicado no Boletim do 3- Para efeitos do número anterior:
Trabalho e Emprego, n.º 4, de 29 de janeiro de 2016. –– CE é o valor da compensação extraordinária;
3- Dado que a conversão das responsabilidades pretéritas –– N é o número de dias decorridos entre o dia 1 de janeiro
prevista nos números anteriores implicará a alteração do do ano em que se iniciou a contagem do último ciclo de cin-
contrato constitutivo do fundo de pensões do empregador co anos e 31 de dezembro de 2018;
junto da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de –– MRE corresponde a 50 % da retribuição efetiva do tra-
Pensões, a integração dos trabalhadores no plano de pensões balhador.
será operada no prazo de 120 dias contados da data em que a 4- O pagamento da compensação prevista na presente
empresa seja notificada daquela alteração. cláusula será realizado numa única prestação, até ao termo
do quinto mês posterior à publicação do presente ACT, aos
Cláusula 76.ª
trabalhadores que nessa data se encontrem vinculados às em-
(Vinculação) presas subscritoras.
5- As condições de atribuição do prémio extraordinário
Os regimes previstos nas cláusulas números. 73.ª a 75.ª
previsto na presente cláusula são as constantes das alíneas
deste ACT apenas são subscritos, na parte dos Sindicato Na-
a) e b) do número 2 da cláusula 42.ª do acordo coletivo de
cional dos Profissionais de Seguros e Afins (SINAPSA).
trabalho publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 4,
de 29 de janeiro de 2016, aferidas com referência ao período
CAPÍTULO XII indicado no número 3 da presente cláusula.
6- O regime previsto na presente cláusula aplica-se tam-
Disposições transitórias referentes aos trabalhado- bém aos trabalhadores que, antes da entrada em vigor do pre-
res anteriormente abrangidos pelo acordo coletivo sente ACT, se encontravam abrangidos pelo acordo coletivo
de trabalho publicado no Boletim do Trabalho e de trabalho publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
Emprego, n.º 4, de 29 de janeiro de 2016, cuja últi- n.º 4, de 29 de janeiro de 2016, e que, em virtude da respetiva
ma revisão foi publicada no Boletim do Trabalho e idade e anos de permanência, iriam, caso essa convenção se
Emprego, n.º 3, de 22 de janeiro de 2018 mantivesse em vigor, passar a beneficiar pela primeira vez da
concessão de dias de licença com retribuição em substituição
Cláusula 77.ª do prémio de cariz pecuniário.
Cláusula 79.ª
(Reclassificação)
A reclassificação dos trabalhadores que estiveram abran- (Anterior prémio de permanência sob a forma de dias de licença com
gidos pelo acordo coletivo de trabalho publicado no Boletim retribuição)
do Trabalho e Emprego, n.º 4, de 29 de janeiro de 2016 será 1- Os trabalhadores que, antes da entrada em vigor do pre-
efetuada tendo em conta as funções que o trabalhador efeti- sente ACT, se encontravam abrangidos pelo acordo coletivo
vamente exerce, tendo por referência a tabela de correspon- de trabalho publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
dência constante do anexo V. n.º 4, de 29 de janeiro de 2016, e que, em 31 de dezembro
Cláusula 78.ª de 2018, beneficiavam já de prémios de permanência sob a
forma de dias de licença com retribuição, manterão o gozo
(Anterior prémio de permanência de cariz pecuniário) anual de igual número de dias de licença até 31 de dezembro
1- A título de remição do direito ao prémio de permanência de 2023.
de cariz pecuniário, aos trabalhadores que, antes da entrada 2- A eventual cessação do contrato de trabalho dos tra-
em vigor do presente ACT, se encontravam abrangidos pelo balhadores identificados no número anterior antes de 31 de
acordo coletivo de trabalho publicado no Boletim do Traba- dezembro de 2023 não confere aos mesmos qualquer direito
lho e Emprego, n.º 4, de 29 de janeiro de 2016, e que, em compensatório pelo não gozo de dias de licença vincendos.

257
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Cláusula 80.ª Carlos Alberto Marques, na qualidade de presidente da


direção.
(Vinculação) José Luis Coelho Pais, na qualidade de 1.º vice-presiden-
Os regimes previstos nas cláusulas números. 77.ª a 79.ª te da direção.
deste ACT apenas são subscritos, na parte dos sindicatos Mário José Rubio de Oliveira e Silva, na qualidade de 2.º
subscritores, pelo SISEP - Sindicato dos Profissionais de Se- vice-presidente da direção.
guros de Portugal e pelo STAS - Sindicato dos Trabalhadores Patrícia Alexandra da Silva Bento Caixinha, na qualida-
da Activida de Seguradora. de de vogal da direcção.
Carla Sofia Grilo Mirra, na qualidade de mandatária.
Lisboa, 21 de dezembro de 2018.
ANEXO I
Pela Fidelidade - Companhia de Seguros, SA:
Maria Isabel Toucedo Lage, na qualidade de mandatária. (Convenção de arbitragem)
Joana Maria Brandão Queiroz Simões Ribeiro, na quali-
dade de mandatária. 1- Os subscritores do presente ACT celebram a presente
convenção de arbitragem para os efeitos previstos no número
Pela MULTICARE - Seguros de Saúde, SA: 1 da cláusula 3.ª do ACT, a qual se rege nos termos seguintes.
Maria Isabel Toucedo Lage, na qualidade de Mandatária 2- Na impossibilidade de se obter acordo quanto à proposta
Joana Maria Brandão Queiroz Simões Ribeiro, na quali- negocial global apresentada por uma das partes na sequência
dade de mandatária. de denúncia, qualquer um dos subscritores pode requerer que
o litígio seja decidido com recurso à arbitragem voluntária
Pela Fidelidade Assistência - Companhia de Seguros, através da constituição de uma comissão arbitral.
SA: 3- A comissão arbitral é constituída pelas partes, e tem
Maria Isabel Toucedo Lage, na qualidade de mandatária. como objeto decidir sobre o litígio que resulte da revisão
Joana Maria Brandão Queiroz Simões Ribeiro, na quali- parcial ou global do presente ACT.
dade de mandatária. 4- A comissão arbitral decidirá somente sobre as matérias
relativamente às quais as partes não cheguem a acordo no
Pela Via Directa - Companhia de Seguros, SA:
âmbito dos processos de revisão parcial ou global do ACT
Maria Isabel Toucedo Lage, na qualidade de mandatária. acompanhados de denúncia.
Joana Maria Brandão Queiroz Simões Ribeiro, na quali- 5- Sem prejuízo do disposto no número anterior, a comis-
dade de mandatária. são arbitral integrará na sua decisão todas as matérias acor-
dadas que tenham resultado de negociações diretas entre as
Pela Companhia Portuguesa de Resseguros, SA:
partes, conciliação ou mediação.
Maria Isabel Toucedo Lage, na qualidade de mandatária. 6- A comissão arbitral será composta por 3 árbitros, nos
Joana Maria Brandão Queiroz Simões Ribeiro, na quali- seguintes termos:
dade de mandatária. a) Dois árbitros de parte, os quais serão indicados, respe-
tivamente, pela empresa e pelos sindicatos subscritores do
Pelo Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e
ACT;
Afins (SINAPSA):
b) Um árbitro presidente, o qual será indicado pelos árbi-
Paulo Amílcar Couto Gomes Mourato, na qualidade de tros de parte que sejam nomeados nos termos da alínea an-
mandatário. terior;
Jorge Daniel Delgado Martins, na qualidade de manda- c) Não havendo acordo entre os árbitros de parte relativa-
tário. mente à indicação do árbitro presidente, será solicitada ao
Carmen Maria Nunes Carraça, na qualidade de manda- Conselho Económico e Social a indicação deste último.
tária. 7- A comissão arbitral iniciará os seus trabalhos assim que
Pelo SISEP - Sindicato dos Profissionais de Seguros de esteja constituída, devendo, de imediato, indicar prazo para
Portugal: que a parte requerente da arbitragem voluntária apresente o
seu requerimento inicial.
António Carlos Videira dos Santos, na qualidade de man- 8- Após a sua constituição, a comissão arbitral deverá pro-
datário. ferir decisão no prazo de 6 meses.
Jorge Carlos Conceição Cordeiro, na qualidade de man- 9- As partes assumirão os custos associados aos árbitros de
datário. parte por si designados e os custos associados ao árbitro pre-
Teresa Maria Correia Gonçalves, na qualidade de man- sidente serão assumidos pelas partes, na mesma proporção.
datário. 10- A comissão arbitral entregará o texto da decisão ar-
Luiz Manuel Carvalho Trindade, na qualidade de man- bitral às partes e ao Ministério do Trabalho para efeitos de
datário. depósito e publicação no Boletim do Trabalho e Emprego.
Pelo STAS - Sindicato dos Trabalhadores da Actividade 11- Em tudo o que não se encontre expressamente previsto
Seguradora: no presente anexo, aplicar-se-á o disposto na lei.

258
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

ANEXO II
2020
(Regimes de tempo de trabalho dependentes de
IRCT) Valor Mínimo
Grupo Salarial
1- A empresa, por acordo com os sindicatos, poderá insti- obrigatório
tuir regime de tempo de trabalho em que o período normal GS7 2.056,85 €
de trabalho pode ser aumentado, até um limite de uma hora GS6 1.629,95 €
diária e 5 horas semanais, tendo o acréscimo por limite 100 GS5 1.200,60 €
horas semestrais.
GS4 1.119,55 €
2- A compensação do trabalho prestado em acréscimo
pode ser feita por uma das seguintes modalidades: redução GS3 1.024,35 €
equivalente do tempo de trabalho diário; e/ou concessão de GS2 895,75 €
um dia ou meio-dia descanso semanal; e/ou aumento do pe- GS1 713,35 €
ríodo de férias; e/ou pagamento em dinheiro.
3- A necessidade de prestação de trabalho em acréscimo 2021
deverá ser comunicada pela empresa com uma antecedência
mínima de 7 dias.
Valor Mínimo
4- As compensações da prestação do trabalho em acrésci- Grupo Salarial
mo, em qualquer uma das modalidades previstas no número obrigatório
2 supra, deverão ser definidas por acordo entre a empresa e o GS7 2.073,30 €
trabalhador e, na sua falta, serão comunicadas por iniciativa GS6 1.643,00 €
da empresa ou do trabalhador, com uma antecedência míni-
ma de 7 dias, desde que, neste último caso, não seja posto em
GS5 1.215,05 €
causa o normal funcionamento do serviço em que o trabalha- GS4 1.133,00 €
dor está integrado. GS3 1.036,65 €
5- O período de referência no decurso do qual o período GS2 906,50 €
normal de trabalho semanal deverá, em média, corresponder GS1 721,95 €
a 35 horas semanais, será de seis meses.
6- As horas de acréscimo não compensadas por qualquer Se a taxa de inflação de 2020 (apurada pelo Instituto
uma das modalidades previstas no número 2 supra, no perío- Nacional de Estatística) for superior a 1,2 %, as empresas
do de referência indicado no número anterior, serão remune- subscritoras e os sindicatos subscritores poderão promover
radas com um acréscimo de 20 %. processo negocial com vista a ajustar a tabela salarial supra
indicada para 2021.
ANEXO III
Subsidio diário de refeição, para:
2019: 10,00 €
(Tabela salarial e subsídio de refeição) 2020: Acréscimo de 1,4 %
2021: Acréscimo de 1,2 %
2019
Valor Mínimo
Grupo Salarial
obrigatório
GS7 2.040,50 €
GS6 1.617,00 €
GS5 1.184,00 €
GS4 1.104,05 €
GS3 1.010,20 €
GS2 883,35 €
GS1 703,50 €

259
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

ANEXO IV

Tabela de correspondência entre categorias do CCT publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 32,
de 29 de agosto de 2008 e as categorias e grupo salarial desde ACT

Categoria profissional e nível no CCT publicado no Boletim do Trabalho Grupo organizacional Grupo salarial neste
Categoria neste ACT
e Emprego, n.º 32, de 29 de agosto de 2008 neste ACT ACT

Diretor coordenador XVI Executivos Diretor GS7

Diretor de serviços XV Gestores/Especialistas Gestor GS6

Gerente de hospital XIV e XV Gestores/Especialistas Gestor GS6

Chefe de serviços XIV Gestores/Especialistas Gestor GS6

Chefe de serviços de formação XIV Gestores/Especialistas Gestor GS6

Chefe de serviços de prevenção e segurança XIV Gestores/Especialistas Gestor GS6

Chefe de serviços de análise de riscos XIV Gestores/Especialistas Gestor GS6

Atuário XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Atuário XII e XIII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnicos de contas XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnicos de contas XII e XIII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Coordenador geral de serviços comerciais XIV Gestores/Especialistas Gestor GS6

Chefe de centro XIV Gestores/Especialistas Gestor GS6

Chefe de análise XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Chefe de programação XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico de software de base XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico-coordenador geral de radiologia XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico-coordenador geral de fisioterapia XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Chefe de exploração XIII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Analista sénior XIII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Chefe de seção XII Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Tesoureiro XII Assistentes Operacional GS3

Analista de organização e métodos XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Perito-chefe XII Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Técnico-chefe de formação XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico-chefe de prevenção e segurança XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico-chefe de análise de riscos XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Coordenador de zona e ou delegações XII Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

260
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Gerente de delegação XI e XII Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Chefe de operação XII Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Programador sénior XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Analista XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Analista programador XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico-chefe de radiologia XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico-chefe de fisioterapia XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Subchefe de seção XI Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Perito-subchefe XI Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Técnico de formação X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

Técnico de formação XI Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico de prevenção e segurança X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

Técnico de prevenção e segurança XI Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico de análise de riscos X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

Técnico de análise de riscos XI Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Inspetor administrativo XI Assistentes Operacional GS3

Secretário XI Assistentes Operacional GS3

Coordenador-adjunto de zona e ou delegações XI Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Subgerente de delegação XI Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Chefe de equipa XI Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Assistente comercial XI Assistentes Operacional GS3

Programador XI Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Preparador de trabalhos XI Assistentes Operacional GS3

Operador com mais de 3 anos XI Assistentes Operacional GS3

Técnico-subchefe de radiologia XI Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico-subchefe de fisioterapia XI Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Correspondente-tradutor X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

Escriturário IX e X Assistentes Operacional GS3

Regularizador de sinistros X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

Analista auxiliar de organizações e métodos X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

Caixa X Assistentes Operacional GS3

Rececionista IX e X Assistentes Operacional GS3

Operador de máquinas de contabilidade (mais de 3


X Assistentes Operacional GS3
anos)

261
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Perito IX e X Assistentes Operacional GS3

Encarregado de arquivo geral IX e X Apoio Auxiliar GS1

Técnico comercial IX e X Assistentes Operacional GS3

Operador com menos de 3 anos X Assistentes Operacional GS3

Técnico de radiologia X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

Técnico de fisioterapia X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

Fiel de economato IX e X Apoio Auxiliar GS1

Técnico de reprografia IX e X Apoio Auxiliar GS1

Cobrador VII e IX Assistentes Operacional GS2

Operador de máquinas de contabilidade (menos de 3


IX Assistentes Operacional GS3
anos)

Coord. auxiliares de posto médico e ou hospital VIII Apoio Auxiliar GS1

Telefonista VI e VIII Apoio Auxiliar GS1

Coordenador dos serviços gerais VIII Apoio Auxiliar GS1

Encarregado de arquivo sectorial VI Apoio Auxiliar GS1

Auxiliar de posto médico e ou hospital V Apoio Auxiliar GS1

Empregado de serviços gerais V Apoio Auxiliar GS1

Porteiro V Apoio Auxiliar GS1

Vigilante V Apoio Auxiliar GS1

Empregado de limpeza III Apoio Auxiliar GS1

Escriturário estagiário IV Assistentes Operacional GS2

Perito estagiário IV Assistentes Operacional GS2

Estagiário comercial IV Assistentes Operacional GS2

Cobrador estagiário II Assistentes Operacional GS2

Telefonista estagiário II Apoio Auxiliar GS1

Estagiário serviços gerais I Apoio Auxiliar GS1

Apêndice A - Eletricistas

Encarregado X Apoio Auxiliar GS1

Chefe de equipa VIII Apoio Auxiliar GS1

Oficial VII Apoio Auxiliar GS1

Pré-oficial V Apoio Auxiliar GS1

Ajudante IV Apoio Auxiliar GS1

Aprendiz I Apoio Auxiliar GS1

262
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Apêndice B - Hotelaria

Encarregado de refeitório X Apoio Auxiliar GS1

Cozinheiro de 1.ª IX Apoio Auxiliar GS1

Ecónomo VIII Apoio Auxiliar GS1

Cozinheiro de 2.ª VIII Apoio Auxiliar GS1

Encarregado de lavandaria VII Apoio Auxiliar GS1

Despenseiro VI Apoio Auxiliar GS1

Cozinheiro de 3.ª VI Apoio Auxiliar GS1

Empregado de balcão V Apoio Auxiliar GS1

Cafeteiro V Apoio Auxiliar GS1

Empregado de refeitório V Apoio Auxiliar GS1

Lavadeira/Engomadeira V Apoio Auxiliar GS1

Costureira V Apoio Auxiliar GS1

Copeiro V Apoio Auxiliar GS1

Estagiário I Apoio Auxiliar GS1

Apêndice C e D - Construção civil

Engenheiro técnico XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Construtor civil XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Encarregado X Apoio Auxiliar GS1

Capataz VIII Apoio Auxiliar GS1

Carpinteiro VI Apoio Auxiliar GS1

Pedreiro VI Apoio Auxiliar GS1

Pintor VI Apoio Auxiliar GS1

Trolha ou pedreiro de acabamentos VI Apoio Auxiliar GS1

Estucador VI Apoio Auxiliar GS1

Servente I Apoio Auxiliar GS1

Apêndice E - Técnicos

Técnico grau IV XVI Gestores/Especialistas Técnico especialista GS6

Técnico grau IV XV Gestores/Especialistas Técnico GS5

Técnico grau III XV Gestores/Especialistas Técnico GS5

Técnico grau III XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico grau II XII,XIII e XIV Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico grau I XI e XII Coordenadores/Técnicos Técnico GS5

Técnico grau I X Coordenadores/Técnicos Técnico GS4

263
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

ANEXO V

Tabela de correspondência entre categorias do ACT publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 4,
de 29 de janeiro de 2016 e as categorias e grupo salarial deste ACT

Categoria profissional e banda salarial ACT publicado no Grupo salarial neste


Grupo organizacional neste ACT Categoria neste ACT
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 4, de 29 de janeiro de 2016 ACT

Diretor A Executivos Diretor GS7

Gestor comercial B Gestores/Especialistas Gestor GS6

Gestor técnico B Gestores/Especialistas Gestor GS6

Gestor operacional B Gestores/Especialistas Gestor GS6

Técnico C Gestores/Especialistas Técnico especialista GS6

Técnico C Coordenadores/Técnicos Técnico GS4/GS5

Coordenador operacional D Coordenadores/Técnicos Coordenador GS5

Especialista operacional E Assistentes Operacional GS3

Assistente operacional F Assistentes Operacional GS2

Auxiliar geral G Apoio Auxiliar GS1

Depositado em 21 de janeiro de 2019, a fl. 79 do Livro n.º 12, com o n.º 15/2019, nos termos do artigo 494.º do Código
do Trabalho aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro.

Acordo de empresa entre a Seguradoras Unidas, SA dos Trabalhadores da Actividade Seguradora, dele benefi-
e o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros ciando ainda os ex-trabalhadores da empresa cujos contratos
e Afins (SINAPSA) e outros de trabalho cessaram por reforma concedida pela Segurança
Social, por velhice ou por invalidez, na parte respeitante a
direitos que lhes são específica e expressamente atribuídos
neste AE.
CAPÍTULO I 1- Estima-se que sejam abrangidos pelo presente AE cerca
de 925 trabalhadores.
Âmbito e vigência
Cláusula 3.ª
Cláusula 1.ª
(Vigência)
(Âmbito territorial) 1- O presente AE entra em vigor na data da sua publicação
O presente acordo de empresa («AE») aplica-se em todo no Boletim do Trabalho e Emprego e vigorará por um perí-
o território nacional. odo inicial de 36 meses, renovando-se automaticamente por
períodos sucessivos de três anos, enquanto não cessar por
Cláusula 2.ª alguma das formas legalmente previstas, nomeadamente por
(Âmbito pessoal)
via de denúncia efetuada por qualquer uma das partes.
2- Sem prejuízo do disposto no número anterior, a tabela
1- O presente acordo aplica-se à Seguradoras Unidas, SA,
salarial e demais cláusulas de expressão pecuniária vigora-
adiante designada por empresa, que exerce a sua atividade
rão pelo período para eles expressamente acordado.
no sector segurador, bem como a todos os trabalhadores ao
3- A denúncia do presente AE pode ser feita por qualquer
seu serviço filiados no Sindicato Nacional dos Profissionais
das partes, com uma antecedência mínima de 60 dias relati-
de Seguros e Afins (SINAPSA), no SISEP - Sindicato dos
vamente ao termo da vigência inicial do presente AE ou da
Profissionais de Seguros de Portugal e no STAS - Sindicato
sua renovação, devendo ser acompanhada da respetiva pro-

264
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

posta negocial. profissional do trabalhador.


4- Na impossibilidade de se obter acordo quanto à pro- 5- Ressalvadas as situações expressamente excecionadas
posta negocial global apresentada por uma das partes na se- no presente AE, as remunerações cujo pagamento não decor-
quência de uma denúncia, as partes acordam submeter-se à ra obrigatoriamente desta convenção, poderão ser absorvidas
convenção de arbitragem que consta do anexo I, o qual faz por efeitos de aumentos salariais futuros.
parte integrante do presente AE.
Cláusula 5.ª
5- A falta de adesão à arbitragem voluntária nos termos do
anexo I por parte da empresa subscritora mantém em vigor o (Avaliação de desempenho)
AE enquanto não for revogado no todo ou em parte por outra
1- As empresas deverão instituir sistemas de avaliação de
convenção.
desempenho profissional.
6- O disposto no número anterior não se aplica quando o
2- O sistema de avaliação de desempenho deverá contem-
requerente ou o requerido forem os sindicatos e os mesmos
plar, obrigatoriamente, os seguintes aspetos:
não aderirem à arbitragem nos termos do anexo I ou quando
a) Conhecimento prévio do trabalhador;
não houver acordo por parte destes quanto à indicação do
b) Existência de mecanismos de recurso do resultado da
seu árbitro de parte, caso em que o presente AE cessará a sua
avaliação;
vigência nos termos legais e findo o prazo máximo indicado
c) Decisão do eventual recurso no prazo máximo de 75
no número seguinte.
dias, com a respetiva comunicação ao recorrente.
7- O período de negociação, independentemente das fases
3- O trabalhador poderá, no âmbito de um recurso de ava-
processuais que inclua, nomeadamente conciliação, media-
liação, fazer-se acompanhar por um membro da comissão de
ção e arbitragem, e de eventuais períodos de suspensão acor-
trabalhadores por si indicado.
dados pelas partes, não poderá exceder 18 meses.
4- O resultado da avaliação deverá ser tido em conta, de-
8- Em caso de cessação do presente AE manter-se-ão, até
signadamente, nas promoções, na atribuição de remunera-
entrada em vigor de nova convenção ou pelo prazo de 12
ções que excedam os mínimos obrigatórios, bem como na
meses contados da cessação, consoante o que se revelar mais
atribuição de eventuais prémios facultativos.
curto, os efeitos previstos neste AE sobre:
a) Duração e organização dos horários - Cláusula 16.ª; Cláusula 6.ª
b) Duração das férias - Cláusula 22.ª;
c) Dispensas no Natal e Páscoa (ou outras) - Cláusula 25.ª; (Estágios de ingresso)
d) Subsídio de refeição - Cláusula 35.ª; 1- O ingresso nas categorias dos grupos profissionais téc-
e) Prémio de carreira e dias de licença com retribuição - nico e operacional poderá ficar dependente de um período
Cláusulas 42.ª a 44.ª; de estágio que, em caso algum, poderá exceder 12 meses de
f) Complemento do subsídio por doença - Cláusula 46.ª; trabalho efetivo na empresa.
g) Seguros de saúde e de vida - Cláusulas 48.ª e 49.ª; 2- O nível mínimo remuneratório dos trabalhadores em es-
h) Plano individual de reforma - Cláusulas 54.ª e 55.ª tágio nos termos do número anterior será o correspondente
a 75 % do previsto no anexo III para a categoria profissional
CAPÍTULO II para a qual estagiam e nunca inferior à remuneração mínima
mensal legalmente garantida.
Enquadramento e formação profissional 3- O trabalhador que, nos sete anos imediatamente antes
do início da relação laboral com a empresa, tenha prestado
Cláusula 4.ª serviço no sector segurador por um período mínimo, conse-
cutivo ou interpolado, de cinco anos, não poderá ser abrangi-
(Classificação profissional) do pelo regime constante dos números anteriores.
1- O empregador deverá classificar os trabalhadores abran- Cláusula 7.ª
gidos pelo AE tendo em conta as funções que cada um efeti-
vamente exerce, e de acordo com o enquadramento no orga- (Promoções e progressão salarial)
nograma em vigor na empresa, desde que seja formalmente 1- As promoções e progressões devem pautar-se por cri-
estabelecida a correspondência com as categorias e grupos térios objetivos e transparentes que tenham em conta, entre
profissionais previstos no anexo II do presente AE. outros, os seguintes fatores:
2- Na organização interna dos recursos humanos a empre- a) Avaliação de desempenho;
sa adotará, como referência, as categorias e os grupos pro- b) Formação profissional e respetivo grau de aproveita-
fissionais constantes do anexo II, bem como os respetivos mento;
níveis salariais. c) Anos de experiência na categoria e no empregador.
3- O empregador comunicará à comissão de trabalhadores 2- Os trabalhadores com categoria profissional de assisten-
e aos sindicatos, até 31 de março de cada ano, o organograma te, especialista ou técnico beneficiarão, caso se verifiquem
atualizado da empresa. os critérios previstos no número 3 da presente cláusula, das
4- A retribuição base mensal é fixada pelo empregador, seguintes progressões entre graus:
tendo em conta o valor mínimo obrigatório previsto no ane- a) Do grau I para o grau II, decorridos cinco anos de per-
xo III para o nível salarial em que se enquadra a categoria

265
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

manência no grau I; mesmo tempo, o acesso dos trabalhadores a melhores quali-


b) Do grau II para o grau III, decorridos sete anos de per- ficações;
manência no grau II. b) Plena universalização da ação formativa, que deverá
3- As progressões referidas no número anterior encon- abarcar todos os trabalhadores da empresa;
tram-se dependentes da verificação dos seguintes critérios: c) Entendimento recíproco de dupla dimensão da forma-
a) Inexistência de avaliações de desempenho negativas no ção profissional como direito e como dever;
período que antecede o momento em que se verificaria a pro- d) Conexão entre os programas das ações formativas e as
gressão; necessidades de qualificação profissional;
b) Ausência de progressão salarial ou promoção funcional e) Valorização como factor estratégico para o desenvolvi-
para categoria ou nível salarial superiores no período que an- mento da empresa e como variável estrutural indispensável a
tecede o momento em que se verificaria a progressão. qualquer estratégia de crescimento;
4- Os anos de avaliação negativa não serão considerados f) Assunção da política formativa como aspeto fundamen-
para a contagem dos períodos referidos no número dois, con- tal da flexibilidade interna das empresas que possibilita a
tagem essa que se suspende nesses anos. adaptação dos recursos humanos a novos processos produti-
5- Sempre que a retribuição efetiva do trabalhador se mos- vos, tornando operativa a mobilidade funcional;
tre superior ao valor mínimo obrigatório previsto para o grau g) Impulsionar o desenvolvimento das qualificações pro-
para o qual o trabalhador progride, até ao limite de 10 % in- fissionais.
clusive (margem livre até 10 %), os aumentos decorrentes da 3- O empregador elaborará planos de formação, anuais ou
presente cláusula serão deduzidos dessa margem livre até ao plurianuais, que abranjam todos os trabalhadores.
limite de 35 % do valor do aumento, garantindo-se, portanto, 4- Cada trabalhador tem direito, por cada ano de vigência
um incremento efetivo correspondente a um mínimo de 65 % efetiva do contrato, a um número mínimo de trinta e cinco
do valor do aumento devido. horas de formação contínua, o qual será ajustado na propor-
6- Sempre que a retribuição efetiva do trabalhador se mos- ção em caso de fração de ano de prestação efetiva de serviço.
tre superior ao valor mínimo obrigatório previsto para o grau 5- O trabalhador contratado a termo por período igual ou
para o qual o trabalhador progride, em percentual superior a superior a três meses tem direito à formação profissional pre-
10% (margem livre superior a 10 %), os aumentos decorren- vista no número anterior.
tes da presente cláusula serão deduzidos dessa margem livre 6- A área de formação contínua é determinada por acordo
até ao limite de 70 % do valor do aumento, garantindo-se, ou, na falta deste, pelo empregador, caso em que deve coinci-
portanto, um incremento efetivo correspondente a um míni- dir ou ser afim com a atividade prestada pelo trabalhador ou
mo de 30 % do valor do aumento devido. estar relacionado com a atividade a prestar quando decorren-
7- Para efeitos dos números anteriores, não poderão ser te de um processo de mobilidade ou transferência.
absorvidas as componentes retributivas cujo pagamento de- 7- As horas de formação que não sejam asseguradas pelo
corra obrigatoriamente deste AE. empregador até ao termo dos dois anos posteriores ao seu
vencimento, transformam-se em crédito de horas, em igual
Cláusula 8.ª
número para formação por iniciativa do trabalhador.
(Princípios gerais da formação profissional) 8- O crédito de horas para formação é referido ao perío-
do normal de trabalho, confere direito a retribuição e conta
1- Com o objectivo de favorecer a profissionalização e in-
como tempo de serviço efetivo.
tegração dos trabalhadores na empresa, as partes consideram
9- O trabalhador pode utilizar o crédito de horas, de uma
que a formação contínua é um instrumento fundamental para
só vez ou, com o acordo escrito da empresa, intermitente-
a sua prossecução e deve orientar-se pelos seguintes princí-
mente, para frequência de ações de formação durante o seu
pios gerais:
horário de trabalho ou, também com o acordo escrito da em-
a) Promover o desenvolvimento pessoal e profissional dos
presa, ser subsidiado no valor da retribuição correspondente
trabalhadores;
ao período de crédito de horas, para frequência da formação
b) Contribuir para a carreira profissional do trabalhador e
em período pós-laboral.
para o desenvolvimento e produtividade da empresa;
10- Os planos de formação anuais e plurianuais deverão
c) Adaptar-se às alterações provocadas quer pelos proces-
ser submetidos a informação da comissão de trabalhadores
sos de mudança tecnológica, quer pelas novas formas de or-
ou, na sua falta, à comissão sindical e, na falta desta, aos
ganizar o trabalho;
delegados sindicais.
d) Contribuir, através da formação profissional contínua,
para o desenvolvimento e inovação da atividade seguradora;
e) Reconhecer e valorizar a qualificação adquirida pelo CAPÍTULO III
trabalhador.
2- A política formativa deverá pautar-se pelos seguintes Mobilidade e modalidades de contrato de trabalho
critérios e objetivos:
a) Profissionalização e desenvolvimento dos recursos Cláusula 9.ª
humanos, satisfazendo as necessidades de formação profis-
(Mobilidade geográfica)
sional dos trabalhadores no seio da empresa, facilitando, ao
1- O empregador pode transferir o local de trabalho do tra-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

balhador nos seguintes casos: 4- A alteração definitiva de funções poderá ser precedida
a) para outro local situado no mesmo município ou em de um período temporário de adaptação de duração não su-
município contíguo; perior a 7 meses, durante o qual o trabalhador terá direito a
b) para outro local, fora das zonas geográficas referidas receber um complemento de vencimento igual à diferença,
na alínea anterior, que não obrigue o trabalhador a percorrer se a houver, entre a sua retribuição efetiva mensal e aquela
distância superior a 110 quilómetros no trajeto de ida e volta que seja devida pelas funções que passa a exercer.
entre a sua residência permanente e o local de trabalho. 5- O direito ao complemento referido no número anterior,
2- A distância limite prevista na alínea b) do número an- bem como eventuais suplementos inerentes às novas fun-
terior não será aplicável se a distância que o trabalhador já ções, cessam se, durante ou no fim do referido período de
percorre for superior a 110 quilómetros, caso em que o em- adaptação, o empregador decidir reconduzir o trabalhador à
pregador pode transferir o trabalhador para novo local de situação anterior.
trabalho que não o obrigue a percorrer distância superior à 6- Quando da alteração definitiva de funções resulte mu-
que actualmente percorre no trajeto de ida e volta entre a sua dança de categoria, esta só poderá ser feita para categoria
residência permanente e o local de trabalho. de retribuição base igual ou superior ao daquela em que se
3- O empregador pode, ainda, nos termos legais aplicá- encontrava.
veis, transferir o trabalhador para outro local de trabalho se a 7- Todas as alterações definitivas previstas nesta cláusula
alteração resultar da mudança ou da extinção total ou parcial dependerão de consentimento do trabalhador e, ressalvadas
do estabelecimento onde o trabalhador presta serviço. as situações de promoção, serão precedidas de audição dos
4- No caso previsto no número anterior, o trabalhador terá respetivos delegados sindicais, relativamente a trabalhadores
direito a resolver o contrato, nos termos e com os fundamen- sindicalizados.
tos legais aplicáveis.
Cláusula 11.ª
5- O empregador compensará o acréscimo das despesas de
deslocação decorrentes da transferência para o novo local de (Interinidade de funções)
trabalho nos termos da presente cláusula, por referência ao
1- Entende-se por interinidade a substituição de funções
valor correspondente ao custo em transportes coletivos, den-
que se verifica enquanto o trabalhador substituído mantém
tro de horários compatíveis e tempos aceitáveis.
o direito ao lugar e quando o substituto seja trabalhador da
6- Não haverá lugar à compensação prevista no número
empresa.
anterior, sempre que:
2- O início da interinidade deve ser comunicado por escrito
a) A transferência ocorrer dentro do mesmo município;
ao trabalhador, devendo ser justificada, indicando a duração
b) A transferência ocorrer para municípios contíguos ser-
previsível da mesma, que não poderá ser superior a 6 meses,
vidos pela mesma rede integrada de transportes públicos e
com possibilidade de renovação até ao limite de 1 ano, salvo
sem que a mudança determine um acréscimo do custo de
se o trabalhador substituído se encontrar em regime de prisão
transporte em transportes coletivos.
preventiva ou no caso de doença, acidente, requisição por
7- O empregador e o trabalhador podem acordar, por escri-
parte do governo, entidades públicas sindicatos outorgantes.
to, por ocasião de uma mudança de local de trabalho, regime
3- O trabalhador interino receberá um suplemento de retri-
de transferência de local de trabalho diverso do previsto na
buição igual à diferença, se a houver, entre a sua retribuição
presente cláusula.
base mensal e a retribuição base mensal do nível de remune-
Cláusula 10.ª ração correspondente às funções que estiver a desempenhar,
enquanto perdurar a situação de interinidade e sempre que tal
(Mobilidade funcional) situação ultrapassar 30 dias seguidos, excluído o período de
1- O empregador pode, quando o interesse da empresa o férias do trabalhador substituído.
exija, encarregar temporária ou definitivamente o trabalha- 4- Em qualquer hipótese, se o interino permanecer no
dor de funções não compreendidas na atividade contratada exercício das funções do substituído para além de 30 dias
ou inerentes ao grupo profissional a que pertence desde que após o regresso deste ao serviço ou para além de 45 dias
tal não implique modificação substancial da posição do tra- seguidos após a cessação do contrato de trabalho do traba-
balhador. lhador substituído, considerar-se-á que o trabalhador interino
2- A ordem de alteração de funções deve ser devidamente foi definitivamente promovido à categoria do substituído.
justificada e, quando tiver caráter temporário, indicar a du-
Cláusula 12.ª
ração previsível da mesma, que não deve ultrapassar uma
duração inicial de 6 meses, podendo ser renovável enquanto (Transferência por motivo de saúde)
se mantiverem os motivos da empresa que motivaram a alte-
1- Qualquer trabalhador pode pedir, por motivo atendível
ração, até ao limite de um ano.
de saúde, a transferência para outro serviço, mediante a apre-
3- Havendo alteração definitiva de funções nos termos
sentação de atestado médico passado pelos serviços médicos
desta cláusula, será assegurada ao trabalhador, se necessário,
da empresa, do Serviço Nacional de Saúde ou por médico
formação profissional adequada e reclassificação de acordo
especialista.
com as novas funções a desempenhar, sem prejuízo do dis-
2- Se houver desacordo entre o trabalhador e a empresa,
posto nos números seguintes.
qualquer das partes poderá recorrer para uma junta médica,

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

composta por três médicos, um indicado pelo trabalhador, Cláusula 15.ª


outro pelo empregador e o terceiro, que presidirá, escolhido
pelos outros dois ou, não havendo acordo sobre a escolha, (Cedência de trabalhadores e pluralidade de empregadores)
por solicitação à Ordem dos Médicos ou ao Serviço Nacional 1- O empregador pode ceder temporariamente os seus tra-
de Saúde. balhadores a empresas jurídica, economicamente associa-
3- A transferência fica sujeita à decisão favorável da junta das ou dependentes, ou a agrupamentos complementares de
médica e desde que o empregador tenha um posto de traba- empresas de que o empregador faça parte, ou a entidades
lho compatível. que, independentemente da natureza societária, mantenham
4- O trabalhador transferido manterá o nível de remunera- estruturas organizativas comuns, desde que os trabalhadores
ção correspondente à categoria de onde é transferido. manifestem por escrito o seu acordo à cedência.
2- A cedência temporária do trabalhador deve ser titula-
Cláusula 13.ª
da por contrato escrito assinado pelas empresas cedente e
(Teletrabalho) cessionária, onde se indique a data do início da cedência e
respetiva duração.
1- A atividade contratada pode ser exercida fora da empre-
3- O trabalhador cedido fica sujeito ao poder de direção do
sa através de recurso a tecnologias de informação e de co-
cessionário mas mantém o vínculo contratual inicial com o
municação, mediante a celebração de contrato escrito para a
empregador cedente, a quem compete, em exclusivo, o exer-
prestação subordinada de teletrabalho, com todos os direitos
cício do poder disciplinar.
e garantias que lhe são assegurados por lei.
4- A cedência vigorará pelo período indicado no acordo
2- O contrato a celebrar entre as partes conterá obrigatoria-
que a titula, podendo a sua duração inicial ou renovada ser
mente a definição da atividade a prestar, categoria profissio-
superior aos limites previstos na lei geral do trabalho.
nal e retribuição, de acordo com o previsto no presente AE, e
5- Os trabalhadores poderão, nos termos previstos na lei,
identificação do estabelecimento ou departamento da empre-
obrigar-se a prestar trabalho a vários empregadores desde
sa em cuja dependência fica o trabalhador, bem como quem
que estes estejam jurídica ou economicamente associados
este deve contactar no âmbito da prestação de trabalho.
ou dependentes, ou a agrupamentos complementares de em-
3- Salvo acordo em sentido contrário, é da empresa a pro-
presas de que os empregadores façam parte ou a entidades
priedade dos instrumentos de trabalho, bem como a respon-
que, independentemente da natureza societária, mantenham
sabilidade pela respetiva instalação e manutenção e pelo pa-
estruturas organizativas comuns.
gamento das inerentes despesas de consumo e de utilização.
6- A pluralidade de empregadores deverá ser titulada por
4- O período normal de trabalho é regulado nos termos do
contrato escrito, que deverá conter os seguintes elementos:
presente AE.
a) Identificação, assinaturas e domicílio ou sede das par-
5- No caso de trabalhador anteriormente vinculado ao em-
tes;
pregador, a duração inicial para prestação de teletrabalho é
b) Indicação da atividade do trabalhador, do local e do pe-
no máximo de dois anos, considerando-se o contrato auto-
ríodo normal de trabalho;
mática e sucessivamente renovado por períodos de um ano
c) Indicação do empregador que representa os demais no
se não for denunciado por qualquer das partes com a antece-
cumprimento dos deveres e no exercício dos direitos emer-
dência mínima de três meses em relação ao termo inicial ou
gentes do contrato de trabalho.
de qualquer renovação.
6- Cessando o contrato de teletrabalho referido no número
anterior, e mantendo-se o vínculo contratual ao empregador, CAPÍTULO IV
o trabalhador retomará as funções anteriormente exercidas,
ou outras equivalentes, salvo acordo escrito em contrário. Duração e organização do tempo de trabalho
7- O empregador deve evitar o isolamento do trabalhador,
promovendo medidas para esse efeito, nomeadamente a ne- Cláusula 16.ª
cessidade de comparência periódica no estabelecimento ou
Duração do trabalho e organização dos horários
departamento da empresa em cuja dependência o trabalhador
se encontra. 1- A duração do trabalho é, em termos médios, de 35 horas
por semana e 7 horas por dia, prestado todos os dias úteis de
Cláusula 14.ª segunda a sexta-feira, ressalvado o disposto relativamente a
trabalho por turnos.
(Comissão de serviço)
2- Os tipos de horários praticáveis na empresa são, entre
Para além das situações previstas na lei, podem ser exer- outros, os seguintes:
cidas em regime de comissão de serviço as funções dos gru- a) Horário fixo - Aquele em que as horas de início e termo
pos de gestão de topo, gestão intermédia e gestão operacio- da prestação do trabalho, bem como o intervalo de descanso
nal, mesmo que os trabalhadores não estejam na dependência diário, são fixos;
hierárquica direta dos titulares do órgão de administração da b) Horário flexível - Aquele em que existem períodos fixos
empresa, diretor-geral ou equivalente. obrigatórios, mas as horas de início e termo do trabalho, bem

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

como o intervalo de descanso diário, são móveis e ficam na fissionais de dirigente, gestor, técnico e operacional.
disponibilidade do trabalhador; 2- Sempre que a isenção de horário de trabalho revista a
c) Horário por turnos - Aquele em que o trabalho é pres- modalidade de não sujeição aos limites máximos do período
tado em rotação por grupos diferentes de trabalhadores no normal de trabalho, os trabalhadores terão direito a um perí-
mesmo posto de trabalho e que, parcial ou totalmente, pode odo de descanso de, pelo menos, doze horas seguidas entre
coincidir com o período de trabalho noturno. dois períodos diários de trabalho consecutivos, ressalvadas
3- O horário fixo poderá coincidir com o horário de refe- as excepções previstas na lei.
rência ou ser um horário diferenciado, nos seguintes termos: 3- Os trabalhadores isentos de horário de trabalho terão di-
a) Horário de referência - Aquele que é compreendido en- reito a retribuição específica nos termos previstos na cláusula
tre as 8h45 e as 12h45 e entre as 13h45 e as 16h45, de 2.ª a 38.ª
6.ª feira;
Cláusula 18.ª
b) Horário diferenciado - Aquele em que as horas de início
e termo da prestação do trabalho, bem como o intervalo de (Tolerância de ponto)
descanso diário são fixos, mas não coincidem com as do ho-
1- A título de tolerância, o trabalhador pode entrar ao ser-
rário de referência.
viço com um atraso até 15 minutos diários, que compensará,
4- O tempo de intervalo de descanso do período de traba-
obrigatoriamente, no próprio dia ou, no caso de impossibili-
lho diário não será inferior a uma hora nem superior a duas,
dade justificada, no primeiro dia útil seguinte.
salvo o disposto no número seguinte.
2- A faculdade conferida no número anterior só poderá ser
5- Os limites do número anterior poderão ser aumentados
utilizada até 75 minutos por mês.
ou reduzidos em trinta minutos, mediante acordo escrito com
3- O regime de tolerância não se aplica aos trabalhadores
o trabalhador.
sujeitos ao regime de horário flexível ou integrados em regi-
6- Entre a hora de encerramento ao público e a hora de sa-
me de isenção de horário de trabalho na modalidade de não
ída dos trabalhadores deverá mediar um período não inferior
sujeição aos limites máximos do período normal de trabalho.
a trinta minutos.
7- A definição e alteração dos horários de trabalho com ca- Cláusula 19.ª
rácter geral, deverão ser precedidas de consulta à comissão
de trabalhadores ou, na sua falta, à comissão sindical ou in- (Trabalho suplementar)
tersindical ou aos delegados sindicais. 1- É admitida a prestação de trabalho suplementar nos ter-
8- Sempre que um trabalhador preste serviço exclusiva- mos legais.
mente em atendimento telefónico, por cada período de duas 2- O trabalho suplementar para fazer face a acréscimo
horas consecutivas de trabalho nessas funções, haverá uma eventual e transitório de trabalho está sujeito, por trabalha-
pausa de 10 minutos, que será incluída no tempo de trabalho. dor, ao limite de 200 horas por ano civil, mas a partir das 150
9- A empresa, por acordo com os sindicatos e ouvida a horas anuais a prestação de trabalho suplementar dependerá
comissão de trabalhadores, poderá instituir outros tipos de de aceitação do trabalhador.
horário ou regimes de tempo de trabalho não previstos no 3- O trabalho suplementar é remunerado nos termos pre-
presente AE, designadamente regimes legalmente previstos vistos na cláusula 39.ª
cuja implementação dependa de previsão em instrumento 4- A compensação do trabalho suplementar pode, por acor-
de regulamentação coletiva de trabalho, que se caracteri- do, ser efetuada mediante redução equivalente do tempo de
zem pela possibilidade de o período normal de trabalho ser trabalho, pagamento em dinheiro ou ambas as modalidades.
aumentado, até um limite de uma hora diária e cinco horas Cláusula 20.ª
semanais, sendo esse aumento compensado por idêntica re-
dução do tempo de trabalho diário e/ou concessão de um dia (Trabalho por turnos)
ou meio dia descanso e/ou aumento do período de férias e/ou 1- A prestação de trabalho por turnos rege-se pelo disposto
pagamento em dinheiro, num período de referência de seis na lei e nos números seguintes.
meses, devendo os acréscimos ser comunicados pela empre- 2- As interrupções no período de trabalho diário inferiores
sa com uma antecedência mínima de sete dias e as reduções a 30 minutos, seguidos ou interpolados, determinadas pelo
ser fixadas por acordo entre a empresa e o trabalhador. As empregador, são consideradas incluídas no tempo de traba-
horas de acréscimo não compensadas até ao termo de cada lho.
ano civil, serão remuneradas com um acréscimo de 20 % 3- No turno coincidente com o período noturno, o inter-
sobre a retribuição horária. valo de descanso será de 30 minutos e incluído no tempo de
Cláusula 17.ª trabalho, podendo ainda a empresa e o trabalhador acordar a
prestação de trabalho em jornada contínua com uma duração
(Isenção de horário de trabalho) máxima de seis horas.
1- Para além das situações legalmente previstas poderão, 4- Os trabalhadores por turnos terão direito a um dia de
mediante acordo escrito, ser isentos de horário de trabalho os descanso semanal e a um dia de descanso semanal comple-
trabalhadores cujas funções regularmente desempenhadas o mentar, após 5 dias de trabalho consecutivos, os quais deve-
justifiquem, nomeadamente os que integrem os grupos pro- rão coincidir com o sábado e o domingo pelo menos uma vez

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

em cada quatro semanas. prazo de 6 meses referido no número anterior, o gozo das
5- O trabalhador só pode mudar de turno após o dia de férias terá lugar até 30 de junho do ano subsequente, o que
descanso semanal. não poderá resultar no gozo pelo trabalhador, no mesmo ano
6- Os trabalhadores por turnos que prestem trabalho em civil, de mais de 30 dias úteis de férias.
período noturno têm direito ao acréscimo de retribuição le- 4- No ano de cessação do impedimento prolongado, res-
galmente previsto, salvo se abrangidos pelo disposto no nú- peitante ao trabalhador, com início no ano anterior, o traba-
mero seguinte. lhador tem direito às férias nos termos legalmente previstos
7- Os trabalhadores integrados em regime de turnos rotati- para o ano de admissão, bem como às férias correspondentes
vos beneficiarão, enquanto se mantiverem nesse regime, de ao tempo de serviço prestado no ano do início da suspensão,
um subsídio de turno correspondente a 20 % da retribuição não podendo o seu somatório ser superior a 25 dias úteis.
base, salvo se tiver sido acordada uma remuneração cujo va- 5- Sem prejuízo do disposto na presente cláusula, a dura-
lor integre o acréscimo do subsídio de turnos. ção do período anual de férias referido no número um não
8- O subsídio de turno já inclui eventuais acréscimos devi- se aplica aos casos especiais de duração do período de férias
dos pela prestação de trabalho noturno. previstos no Código de Trabalho.
9- Relativamente aos trabalhadores que tenham beneficia-
Cláusula 23.ª
do da incorporação na retribuição efetiva do valor do suple-
mento ou subsídio por turnos, entende-se que a retribuição (Interrupção do período de férias)
assim fixada atende já à circunstância do trabalho poder ser
1- As férias são interrompidas pelos períodos a seguir in-
prestado em turnos rotativos ou em período noturno, não
dicados, desde que a empresa seja informada das respetivas
conferindo, por isso, direito ao acréscimo de retribuição pre-
ocorrências:
visto nos números anteriores.
a) Doença do trabalhador, por todo o período de duração
10- O disposto no número anterior não será aplicável se
desta;
e quando a retribuição global do trabalhador for inferior à
b) Cinco dias consecutivos por morte do cônjuge, filhos,
retribuição mínima prevista para a sua categoria profissional,
enteados, pais, sogros, padrastos, noras e genros do traba-
nos termos do anexo III, acrescida de 20 %, caso em que o
lhador;
trabalhador beneficiará de um acréscimo retributivo corres-
c) Dois dias consecutivos por falecimento de avós, bisa-
pondente à essa diferença.
vós, netos e bisnetos do trabalhador ou do cônjuge deste, ir-
Cláusula 21.ª mãos, cunhados, ou outras pessoas que vivam em comunhão
de mesa e habitação com o trabalhador;
(Utilização de ferramenta digital no âmbito da relação laboral) d) Dois dias úteis seguidos em caso de aborto ou parto de
1- A utilização de ferramentas digitais deverá ter em con- nado-morto do cônjuge do trabalhador;
sideração a necessária conciliação com o direito ao descanso e) Licença parental em qualquer das modalidades previs-
do trabalhador, de acordo com as regras previstas neste AE tas na lei, por todo o período de duração destas;
e na lei relativamente à organização do tempo de trabalho, f) Licença em situação de risco clínico durante a gravidez,
sem prejuízo das necessidades de funcionamento da empre- por todo o período de duração desta;
sa, bem como a natureza das funções de cada trabalhador. g) Licença por interrupção da gravidez, por todo o período
2- A matéria prevista no número anterior poderá ser objec- de duração desta;
to de regulamentação pela empresa, designadamente através h) Licença por adoção, por todo o período de duração des-
de regulamento interno, caso em que deverá ser ouvida a co- ta.
missão de trabalhadores ou, na sua falta, as comissões inter- 2- Para efeitos do disposto no número anterior, é equipa-
sindicais, as comissões sindicais ou os delegados sindicais. rado a cônjuge a pessoa que viva em permanência com o
trabalhador em condições análogas às dos cônjuges.
CAPÍTULO V 3- Terminados os períodos de interrupção referidos no nú-
mero um, o gozo das férias recomeça automaticamente pelo
Férias, faltas e interrupção do trabalho período restante que estava previamente marcado, devendo o
período correspondente aos dias não gozados ser remarcado
Cláusula 22.ª por acordo ou, na falta deste, pelo empregador, nos termos
da lei.
(Duração das férias)
Cláusula 24.ª
1- O período anual de férias tem a duração de 25 dias úteis,
incorporando já o aumento de número de dias eventualmente (Feriados)
determinado por lei, até ao limite de 3 dias úteis. 1- Além dos feriados obrigatórios em vigor em cada mo-
2- No ano da admissão, o trabalhador tem direito a dois mento, serão ainda observados a Terça-Feira de Carnaval, o
dias úteis de férias por cada mês completo de duração do feriado municipal da localidade ou, quando este não existir,
contrato, até ao máximo de 24 dias úteis, cujo gozo pode ter o feriado distrital.
lugar após seis meses completos de execução do contrato. 2- Sem prejuízo de eventuais alterações determinadas pela
3- No caso de o ano civil terminar antes de decorrido o lei a cada momento, consideram-se feriados obrigatórios os

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seguintes dias: 1 de janeiro, Sexta-Feira Santa, Domingo de e seja como tal considerado para efeitos da lei fiscal;
Páscoa, 25 de abril, 1 de maio, Corpo de Deus, 10 de junho, b) O trabalhador não receba salário da empresa há pelo
15 de agosto, 5 de outubro, 1 de novembro, 1, 8 e 25 de menos três meses;
dezembro. c) Não esteja a correr contra o trabalhador procedimento
3- Os trabalhadores que desenvolvam atividade profissio- disciplinar ou inquérito prévio por factos lesivos de interes-
nal em estabelecimentos ou unidades da empresa sitos nas ses patrimoniais da empresa ou ofensas punidas por lei so-
regiões autónomas beneficiarão dos feriados regionais obri- bre trabalhadores da empresa, elementos dos corpos sociais,
gatórios. seus delegados ou representantes;
d) O agregado familiar do trabalhador fique em situação de
Cláusula 25.ª
carência económica reconhecida pela empresa;
(Dispensas no Natal e Páscoa) e) O beneficiário do apoio não esteja também indiciado
pela prática do ilícito que determinou a aplicação da medida
1- Os trabalhadores estão dispensados do cumprimento do
de coação penal ao trabalhador.
dever de assiduidade na tarde da quinta-feira anterior ao do-
2- O apoio a conceder pela empresa ao agregado familiar
mingo de Páscoa e na véspera do dia de Natal.
do trabalhador terá a duração máxima de seis meses, é de va-
2- A empresa pode optar por encerrar os serviços nos perí-
lor idêntico ao do IAS (Indexante dos Apoios Sociais) quan-
odos referidos no número anterior.
do haja apenas um beneficiário, sendo acrescido de metade
Cláusula 26.ª desse valor por cada beneficiário para além do primeiro, com
o limite máximo para todos eles do correspondente a duas
(Ausência por aplicação de medida de coação penal) vezes o montante do IAS.
1- A ausência por motivo de prisão preventiva do traba- 3- O apoio será pago pela empresa aos beneficiários que o
lhador, ou por lhe ter sido fixada qualquer outra medida de solicitem e cessa por qualquer dos motivos seguintes:
coação impeditiva da prestação de trabalho, determina a sus- a) Seja atingido o período máximo de duração previsto no
pensão do contrato de trabalho, salvo se a ausência tiver du- número dois;
ração não superior a um mês, caso em que será considerada b) Cesse o contrato de trabalho;
autorizada pelo empregador e sujeita ao regime das faltas c) Deixem de verificar-se os pressupostos da respetiva
justificadas com perda de retribuição. atribuição.
2- Enquanto não for proferida sentença condenatória, é
garantido ao trabalhador impossibilitado de prestar serviço CAPÍTULO VI
com base em medida de coação penal privativa da liberdade
o regresso ao empregador, desde que este tenha um posto de Segurança e saúde no trabalho
trabalho disponível compatível, o qual deverá ser procurado
ativamente no menor período possível, efetivando-se o re- Cláusula 28.ª
gresso se, e logo que o posto de trabalho esteja identificado.
3- Nos casos referidos no número anterior, o empregador (Princípios gerais)
obriga-se, em qualquer caso, a manter o posto de trabalho do 1- Todas as instalações deverão dispor de condições de
trabalhador disponível por um período mínimo de 4 meses segurança e prevenção contra incêndios, devendo os locais
contado do início da aplicação da medida de coação penal de trabalho ser dotados das condições de comodidade e salu-
privativa da liberdade, sem prejuízo de o mesmo poder ser bridade que permitam reduzir a fadiga e o risco de doenças
ocupado temporariamente em caso de necessidade da em- profissionais, garantindo a saúde, higiene, comodidade e se-
presa. gurança dos trabalhadores.
4- Se o trabalhador for judicialmente condenado, o tempo 2- Para além do disposto no número anterior, deverá ainda
de ausência referente ao período da suspensão do contrato de ser garantida a existência de boas condições naturais e/ou
trabalho, bem como as faltas ao trabalho que eventualmente artificiais em matéria de arejamento, ventilação, iluminação,
ocorram em cumprimento da sentença condenatória transita- intensidade sonora e temperatura.
da em julgado, serão consideradas como injustificadas. 3- As instalações de trabalho, sanitárias e outras e respe-
5- O disposto nos números anteriores desta cláusula não tivos equipamentos, devem ser convenientemente limpos e
prejudica o direito do empregador proceder de imediato à conservados, devendo a limpeza ser efetuada, na medida do
instauração de procedimento disciplinar, se for caso disso. possível, fora das horas de trabalho.
Cláusula 27.ª 4- Sempre que o empregador proceder a desinfecções das
instalações com produtos tóxicos deverá respeitar as indica-
Apoio social ao agregado familiar do trabalhador sujeito a medida de ções técnicas dos produtos e margens de segurança recomen-
coação penal dadas pelo respetivo fabricante para reutilização das áreas
1- Os membros do agregado familiar do trabalhador sujei- afectadas.
to a medida de coação impeditiva da prestação de trabalho 5- Os trabalhadores e seus órgãos representativos podem
podem solicitar, ao empregador deste, apoio pecuniário, ve- requerer fundamentadamente aos representantes dos traba-
rificadas cumulativamente as condições seguintes: lhadores para a segurança e saúde no trabalho a realização
a) O requerente integre o agregado familiar do trabalhador de inspecções sanitárias através de organismos ou entidades

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

oficiais ou particulares de reconhecida idoneidade e capaci- sões sindicais ou intersindicais, legitimados por comunica-
dade técnica, sempre que se verifiquem quaisquer condições ção do respetivo sindicato;
anómalas que possam afectar de imediato a saúde dos traba- b) Eleger em cada local de trabalho os delegados sindicais;
lhadores. c) Dispor, sendo membro de órgãos sociais de associações
6- Os custos decorrentes da inspecção e reposição das con- sindicais, do tempo necessário para, dentro ou fora do local
dições de salubridade são da exclusiva responsabilidade do de trabalho, exercerem as atividades inerentes aos respetivos
empregador. cargos, nos termos previstos na lei;
d) Dispor, sendo membro de órgão social de associações
Cláusula 29.ª
sindicais, que não beneficie de estatuto de membro da dire-
(Comissão de segurança e saúde no trabalho) ção, do tempo necessário para participar nas reuniões desse
órgão, sendo esses períodos considerados justificados, sem
Na empresa poderá ser instituída, a pedido das estruturas
perda de quaisquer direitos, e sem prejuízo de qualquer di-
de representação dos trabalhadores, uma comissão paritária
reito reconhecido por lei ou por este AE, até ao limite de 21
permanente de segurança e saúde no trabalho, nos termos
horas anuais e de três membros por sindicato;
previstos na lei.
e) Dispor do tempo necessário ao exercício de tarefas sin-
Cláusula 30.ª dicais extraordinárias por período determinado e mediante
solicitações devidamente fundamentadas das direcções sin-
(Medicina no trabalho) dicais, sem prejuízo de qualquer direito reconhecido por lei
1- O empregador deve disponibilizar serviços de medicina ou por este AE;
no trabalho nos termos da lei, para efeitos de prevenção da f) Dispor a título permanente e no interior da empresa de
segurança e saúde no trabalho, que poderão ser utilizados instalações adequadas para o exercício das funções de de-
pelos trabalhadores. legado e de comissões sindicais, devendo ter, neste último
2- Sem prejuízo de quaisquer direitos e garantias previstos caso, uma sala própria, tendo sempre em conta a disponibili-
neste AE, os trabalhadores serão, quando o solicitarem, sub- dade da empresa para o efeito;
metidos a exame médico, com vista a determinar se estão em g) Realizar reuniões, fora do horário de trabalho, nas insta-
condições físicas e psíquicas adequadas ao desempenho das lações da empresa, desde que convocadas nos termos da lei
respetivas funções. e observadas as normas de segurança adotadas pela empresa;
3- O empregador deve promover a realização de exames h) Realizar reuniões nos locais de trabalho, durante o ho-
médicos periódicos, anuais para os menores e para os traba- rário normal, até ao máximo de 15 horas por ano, sem perda
lhadores com idade superior a 45 anos de idade, e de 2 em 2 de quaisquer direitos consignados na lei ou neste AE, desde
anos para os restantes trabalhadores. que assegurem o regular funcionamento dos serviços que
4- Os exames médicos referidos no número anterior inclui- não possam ser interrompidos;
rão, salvo indicação médica em contrário, os seguintes: i) Afixar, no interior da empresa e em local apropriado,
a) Rastreio de doenças cardiovasculares e pulmonares; reservado para o efeito, informações de interesse sindical ou
b) Rastreio auditivo e visual; profissional;
c) Hemoscopias; j) Zelar pelo cumprimento do AE e das leis sobre matéria
d) Análise sumária de urina; de trabalho.
e) Outros que sejam recomendados pelos serviços de me-
Cláusula 32.ª
dicina no trabalho.
5- No caso de o empregador não cumprir o disposto nos (Trabalhadores dirigentes sindicais)
números 3 e 4 anteriores, até 15 de outubro do ano em que
1- Os trabalhadores dirigentes sindicais com funções exe-
se devam verificar os exames aí previstos, poderão os traba-
cutivas nos sindicatos, quando por estes requisitados, mante-
lhadores, mediante pré-aviso de 60 dias, promover por sua
rão direito à remuneração e demais direitos e regalias consig-
iniciativa a realização dos respetivos exames, apresentando,
nados neste AE e na lei, como se estivessem em efetividade
posteriormente, as despesas à empresa, que se obriga a pagá-
de serviço, de acordo com o previsto nos números seguintes.
-las no prazo de 10 dias.
2- Cada um dos sindicatos subscritores do presente AE po-
derá requisitar no máximo 1 dirigente sindical, com remune-
CAPÍTULO VII ração mensal integral paga pela empresa.
3- Os sindicatos outorgantes do presente AE deverão até
Actividade sindical 31 de outubro de cada ano, enviar à empresa comunicação
com a identificação do dirigente sindical requisitado para o
Cláusula 31.ª ano subsequente.
(Actividade sindical)
4- O regime previsto nesta cláusula, ressalvado o disposto
no número seguinte, não pode prejudicar os direitos decor-
No exercício legal das suas atribuições, a empresa reco- rentes da lei.
nhece aos sindicatos os seguintes tipos de actuação: 5- O número máximo previsto na lei de membros de di-
a) Desenvolver atividade sindical no interior da empresa, reção de associação sindical com direito a crédito de horas
nomeadamente através de delegados sindicais e das comis-

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e faltas justificadas sem limitação será subtraído do número gador o custo da refeição principal compreendida no respe-
de trabalhadores dirigentes sindicais requisitados em cada tivo horário de trabalho, ou tenha direito ao reembolso das
momento. despesas que a incluam, não beneficiará do disposto nesta
cláusula.
Cláusula 33.ª
4- O subsídio de refeição é ainda devido sempre que o
(Quotização sindical) trabalhador cumpra integralmente a duração do trabalho se-
manal previsto na cláusula 16.ª, ainda que por referência a
1- O empregador procederá, a pedido escrito do trabalha-
tempos médios.
dor, ao desconto da quota sindical e enviará essa importância
ao sindicato respetivo até ao dia 10 do mês seguinte. Cláusula 36.ª
2- O empregador deverá enviar, até ao limite do prazo in-
dicado no número anterior, o respetivo mapa de quotização (Subsídio de férias)
devidamente preenchido, preferencialmente em formato di- 1- O subsídio de férias é pago em data anterior àquela em
gital compatível com folha de cálculo. que o trabalhador inicia o gozo das férias ou o seu maior pe-
ríodo quando estas forem repartidas, podendo o empregador
CAPÍTULO VIII optar por pagá-lo antecipadamente.
2- O subsídio é de montante igual ao valor da retribuição
Retribuição, seguros e outros abonos efetiva mensal a que o trabalhador tiver direito em 31 de
dezembro do ano em que se vencem as férias, procedendo-
Cláusula 34.ª -se nesse mês ao eventual acerto do subsídio já pago, se for
caso disso.
(Classificação da retribuição) 3- Quando o período de férias for inferior ao indicado da
Para efeitos deste AE, entende-se por: cláusula 22.ª, número 1, o subsídio de férias será proporcio-
a) Retribuição base mensal: a retribuição certa mensal de- nal ao número dos dias de férias a que o trabalhador tiver
finida nos termos do anexo III aplicável ao grupo profissio- direito, não se considerando para este efeito a redução do pe-
nal, categoria e, se aplicável, grau salarial em que se enqua- ríodo de férias por opção do trabalhador para evitar a perda
dra o trabalhador; de retribuição por motivo de faltas.
b) Retribuição base anual: o somatório das retribuições Cláusula 37.ª
base mensais auferidas pelo trabalhador no mesmo ano civil,
incluindo a que lhe é paga a esse título no subsídio de férias (Subsídio de Natal)
e no subsídio de Natal desse ano; 1- O trabalhador tem direito a subsídio de Natal de valor
c) Retribuição efetiva mensal: constituída pela retribuição igual à retribuição efetiva mensal, pagável conjuntamente
base ilíquida mensal acrescida de outras prestações regulares com a retribuição do mês de novembro.
e periódicas, pagas em dinheiro, a que o trabalhador tenha 2- A importância referida no número anterior será igual à
direito como contrapartida do seu trabalho, não se incluindo, que o trabalhador tiver direito em 31 de dezembro do ano em
no entanto, o subsídio diário de refeição, o prémio de carrei- que se vence o subsídio, procedendo-se nesse mês ao even-
ra na empresa, a retribuição por trabalho suplementar ou para tual acerto do subsídio já pago, se for caso disso.
compensar eventuais saldos de horas, as contribuições para 3- Nos anos da admissão, suspensão ou cessação do con-
o Plano Individual de Reforma, bem como as prestações que trato de trabalho, o subsídio de Natal é proporcional ao tem-
nos termos legais não são consideradas retribuição; po de serviço prestado nesses anos.
d) Retribuição efetiva anual: o somatório das retribuições
efetivas mensais acrescido dos subsídios de férias e de Natal Cláusula 38.ª
auferidos pelo trabalhador no mesmo ano civil.
(Retribuição por isenção de horário de trabalho)
Cláusula 35.ª 1- Só as modalidades de isenção de horário de trabalho
previstas na presente cláusula conferem direito a retribui-
(Subsídio de refeição)
ção específica, a qual será calculada sobre a retribuição base
1- A contribuição para o custo da refeição, por dia efetivo mensal do trabalhador, nos termos seguintes:
de trabalho, é a fixada no anexo III. a) 25 % no regime de isenção de horário de trabalho sem
2- Em caso de falta durante parte do período normal de sujeição aos limites máximos dos períodos normais de tra-
trabalho, ou de trabalho suplementar prestado em dia de des- balho;
canso semanal ou feriado, só terão direito a subsídio de re- b) 15 % no regime de isenção de horário de trabalho com
feição os trabalhadores que prestem, no mínimo, 4 horas de possibilidade de alargamento da prestação até 5 horas por
trabalho em cada dia exceto se se tratar de trabalhador a tem- semana.
po parcial, caso em que receberá um montante proporcional 2- O regime de isenção de horário de trabalho e o respetivo
ao número de horas trabalhadas. suplemento cessam nos termos acordados ou, se o acordo
3- Quando o trabalhador se encontrar em serviço da em- for omisso, por denúncia do empregador comunicada com a
presa, em consequência do qual lhe seja pago pelo empre- antecedência mínima de 3 meses.

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Cláusula 39.ª trabalhador terá direito, por cada ano completo de carreira
subsequente, a um prémio pecuniário anual de valor equiva-
(Retribuição por trabalho suplementar) lente a 10 % da sua retribuição efetiva mensal.
1- O trabalho suplementar é pago pelo valor da retribuição 2- O prémio pecuniário referido no número anterior será
horária com os seguintes acréscimos: pago anualmente, até ao termo do segundo mês subsequente
a) 50 % pela primeira hora ou fração desta e 62,5 % por àquele em que ocorrer o aniversário da admissão do traba-
hora ou fração subsequente, em dia útil em período diurno; lhador na empresa.
b) 75 % pela primeira hora ou fração desta e 87,5 % por 3- O trabalhador, quando completar 55 anos de idade e 30
hora ou fração subsequente, em dia útil em período noturno; anos de antiguidade na empresa, beneficiará, a partir do ano
c) 90 % em dia de descanso semanal, obrigatório ou com- civil subsequente e em acumulação com o prémio pecuniário
plementar ou em dia feriado, em período diurno ou noturno. previsto nos números anteriores, de 2 dias de licença com
2- A compensação do trabalho suplementar pode ser, me- retribuição por ano.
diante acordo, efetuada por redução equivalente do tempo de
Cláusula 43.ª
trabalho, pagamento em dinheiro ou ambas as modalidades.
Cláusula 40.ª (Opção por dias de licença com retribuição)
1- Em alternativa ao pagamento do prémio pecuniário re-
(Pagamento de despesas de serviço em Portugal) ferido no número 1 da cláusula 42.ª e até estar integrado no
1- O empregador pagará ao trabalhador as despesas efetu- regime previsto no número 3 da mesma cláusula, o traba-
adas em serviço e por causa deste, nos termos dos números lhador poderá optar por beneficiar de dias de licença com
seguintes. retribuição, nos seguintes termos:
2- As despesas de deslocação em serviço de qualquer tra- a) Até completar 50 anos de idade, 2 dias de licença com
balhador, quando se desloque para fora das localidades onde retribuição por ano;
presta normalmente serviço, são por conta do empregador, b) Entre os 50 e até completar 53 anos de idade, 3 dias de
devendo ser sempre garantidas condições de alimentação e licença com retribuição por ano;
alojamento condignas tendo por referência os valores míni- c) Entre os 53 e até completar 55 anos de idade, 4 dias de
mos fixados no anexo IV. licença com retribuição por ano;
3- O trabalhador, quando o desejar, poderá solicitar um d) Quando completar 55 ou mais anos de idade, 5 dias de
adiantamento por conta das despesas previsíveis, calculadas licença com retribuição por ano.
na base dos valores indicados no número 2 desta cláusula. 2- A opção referida no número anterior deverá ser exercida
4- Mediante aviso ao trabalhador, anterior ao início da sua pelo trabalhador elegível até 31 de outubro do ano civil ante-
deslocação, o empregador poderá optar pelo reembolso das rior àquele em que se venceria o prémio referido na cláusula
despesas efetivamente feitas, contra a apresentação de docu- 42.ª, mediante comunicação à área responsável pela gestão
mentos comprovativos. de recursos humanos ou, se entretanto for instituído, através
5- Os trabalhadores que utilizarem automóveis ligeiros do procedimento em vigor na empresa para o efeito.
próprios ao serviço da empresa terão direito a receber por 3- Na falta de atempada comunicação da opção, presume-
cada quilómetro efetuado em serviço o valor constante no -se que o trabalhador opta pelo montante pecuniário previsto
anexo IV. na cláusula anterior, salvo se, no ano anterior, tiver bene-
ficiado de dias de licença com retribuição, caso em que se
Cláusula 41.ª
presumirá que mantém esta opção.
(Pagamento de despesas de serviço no estrangeiro) 4- A marcação dos dias de licença com retribuição seguirá
as regras e o procedimento da marcação de férias.
1- Nas deslocações ao estrangeiro em serviço, o trabalha-
dor tem direito a ser reembolsado das inerentes despesas ou Cláusula 44.ª
à atribuição de ajudas de custo, conforme for a opção da em-
presa, tendo por referência os valores mínimos fixados no (Majoração do prémio de carreira e dos dias de licença com
retribuição)
anexo IV.
2- Por solicitação do trabalhador ser-lhe-ão adiantadas as 1- A empresa poderá, por sua livre decisão, majorar o valor
importâncias necessárias para fazer face às despesas referi- do prémio de carreira ou o número de dias de licença previs-
das no número anterior. tos, respetivamente, nas cláusulas 42.ª e 43.ª, como mecanis-
3- Para além do previsto nos números anteriores o empre- mo de incentivo à escolha dos trabalhadores.
gador, consoante o que for previamente definido, reembolsa- 2- A comunicação de eventual majoração deverá ser emiti-
rá o trabalhador das despesas extraordinárias necessárias ao da e divulgada até 30 de setembro de cada ano, com referên-
cabal desempenho da sua missão. cia ao ano subsequente.
Cláusula 42.ª Cláusula 45.ª

(Prémio de carreira na empresa) (Pressupostos do prémio de carreira e dos dias de licença com
retribuição)
1- Quando completar três anos de carreira na empresa, o
1- A atribuição do prémio de carreira ou dos dias de li-

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cença com retribuição a que se referem, respetivamente, as 6- O disposto nos números anteriores aplica-se aos casos
cláusulas 42.ª e 43.ª, está condicionada à verificação cumu- de assistência à família, nomeadamente de assistência a fi-
lativa, no ano civil anterior ao seu vencimento, dos seguintes lhos menores de 12 anos de idade ou, independentemente da
requisitos: idade, a filhos com deficiência ou doença crónica.
a) Inexistência de sanções disciplinares de gravidade igual
Cláusula 47.ª
ou superior a perda de dias de férias ou suspensão do traba-
lho com perda de retribuição e de antiguidade; (Devolução de adiantamentos por conta de prestações da
b) Inexistência de duas ou mais faltas injustificadas. Segurança Social)
2- Quando, no ano civil de referência, o contrato de traba- 1- No caso dos serviços da Segurança Social pagarem di-
lho tenha estado suspenso, nomeadamente por impedimento retamente ao trabalhador o montante do subsídio de doença
temporário do trabalhador, ainda que por facto que não lhe referido na cláusula anterior ou de qualquer outra prestação
seja imputável, incluindo doença, o montante do prémio de cujos montantes tenham sido adiantados pela empresa nos
carreira ou o número de dias de licença com retribuição pre- termos do presente AE, deverá aquele entregar à empresa o
vistos nas cláusulas 42.ª e 43.ª, respetivamente, serão redu- correspondente valor, no prazo de 8 dias após o recebimento.
zidos na proporção do tempo de vigência efetiva do contrato 2- No caso de incumprimento pelo trabalhador da obri-
nesse ano, e desde que verificados os pressupostos referidos gação prevista no número anterior, a empresa, sem prejuízo
no número anterior. da inerente responsabilidade disciplinar e da faculdade de
3- A redução prevista no número anterior não será apli- deduzir os montantes devidos em retribuições futuras, não
cável aos casos em que a suspensão do contrato de trabalho voltará, por um período de 12 meses contado da data em que
decorra de: a empresa tomar conhecimento do incumprimento, a efetuar
a) Acidente de trabalho; quaisquer adiantamentos por conta da retribuição. Em caso
b) Internamento hospitalar por doença ou acidente, pelo de reincidência, o trabalhador deixará de beneficiar de quais-
período desse internamento, incluindo, se também justifica- quer adiantamentos por conta da retribuição.
das e relacionadas com o internamento, a falta do dia anterior
ao internamento e os 30 dias subsequentes à alta hospitalar; Cláusula 48.ª
ou
(Seguro de saúde)
c) Exercício de atividade sindical no âmbito de requisição,
nos termos previstos neste AE. 1- As entidades abrangidas pelo presente AE ficam obri-
gadas a contratar um seguro de saúde que garanta, em cada
Cláusula 46.ª anuidade, aos trabalhadores em efetividade de funções, bem
como àqueles cujos contratos de trabalho estejam suspensos
(Complemento do subsídio por doença)
por motivo de doença, de acidente de trabalho ou de pré-re-
1- O empregador está obrigado a pagar ao trabalhador, forma, a cobertura dos riscos de internamento e ambulatório.
quando doente, com incapacidade temporária para o traba- 2- O seguro previsto no número anterior fica sujeito às con-
lho certificada pelos serviços competentes para o efeito, um dições estipuladas na apólice, nomeadamente no que respeita
complemento do subsídio por doença de montante igual à aos capitais seguros, à delimitação do âmbito de cobertura,
diferença de valor entre a sua retribuição efetiva e o subsídio exclusões, franquias, co-pagamentos e períodos de carência,
de doença que esta entidade lhe concede, de acordo com o tendo como referência o previsto no anexo V.
disposto nos números seguintes.
2- A empresa, a título de adiantamento por conta da retri- Cláusula 49.ª
buição, concederá ao trabalhador o valor correspondente à
(Seguro de vida)
sua remuneração líquida.
3- O empregador, em caso de impedimento prolongado por 1- Os trabalhadores em efetividade de funções, bem como
motivo de incapacidade temporária para o trabalho certifica- aqueles cujos contratos de trabalho estejam suspensos por
da pelos serviços competentes para o efeito, que determine a motivo de doença, de acidente de trabalho, ou de pré-refor-
suspensão da relação laboral, concede ao trabalhador, a título ma, têm direito a um seguro de vida que garanta o pagamento
de adiantamento por conta da retribuição, o valor correspon- de um capital em caso de morte ou de reforma por invalidez
dente ao montante líquido do subsídio de Natal. nos termos a seguir indicados e de acordo com o respetivo
4- O disposto no número anterior apenas será aplicável facto gerador, não sendo cumuláveis entre si:
caso o trabalhador requeira junto da Segurança Social, no a) 100 000,00 €, se resultar de acidente de trabalho ocorri-
prazo indicado pela empresa para o efeito ou, no caso da em- do ao serviço da empresa, incluindo in itinere;
presa não indicar, no prazo legal, o pagamento de prestação b) 75 000,00 €, se resultar de outro tipo de acidente;
compensatória de subsídio de Natal. c) 50 000,00 €, nos restantes casos.
5- Da aplicação desta cláusula não pode resultar uma re- 2- A indemnização a que se refere os números anteriores
tribuição efetiva mensal líquida superior à que o trabalhador será paga ao próprio trabalhador no caso de reforma por in-
auferiria se estivesse ao serviço, nem o valor do complemen- validez ou, em caso de morte, às pessoas que por ele forem
to poderá ser superior a 35 % da referida retribuição efetiva designadas como beneficiários. Na falta de beneficiários de-
mensal líquida. signados, de pré-morte, ou de morte simultânea, a respetiva
indemnização será paga aos herdeiros legais do trabalhador.

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3- O seguro previsto nesta cláusula não prejudica outros civil («educando»), uma comparticipação para despesas do
benefícios existentes na empresa, na parte que exceda as ga- educando(a), nos termos definidos a cada momento através
rantias aqui consignadas, sem prejuízo de eventuais regimes de política interna da empresa.
de articulação e/ou compatibilização inerentes a esses outros 2- A comparticipação referida no número anterior tem,
benefícios. como referência, o valor a seguir indicado, atribuído em fun-
ção da idade do educando, nos seguintes termos:
Cláusula 50.ª
a) até aos 9 anos: 40,00 €;
(Indemnização por factos ocorridos em serviço) b) até aos 17 anos: 70,00 €;
c) até aos 25 anos: 110,00 €.
1- Em caso de acidente de trabalho, incluindo o acidente in
3- O pagamento da comparticipação deverá ser solicitado
itinere, o empregador garantirá ao trabalhador a retribuição
no período compreendido entre 1 de agosto e 30 de novem-
efetiva e o subsídio de refeição líquidos, devidamente atuali-
bro do respetivo ano escolar e a sua atribuição depende da
zados, correspondentes à sua categoria profissional, enquan-
verificação dos requisitos seguintes:
to não cessar o contrato de trabalho.
a) O educando tenha obtido aproveitamento no ano escolar
2- No pagamento a cargo do empregador, por efeito do
imediatamente anterior, quando aplicável;
disposto no número anterior, serão deduzidos os valores das
b) Não ser atribuído por qualquer outra entidade, em rela-
indemnizações recebidas pelo trabalhador a coberto de con-
ção ao mesmo ano escolar e educando, subsídio, compartici-
trato de seguro de acidentes de trabalho.
pação ou outra forma de apoio com idêntica finalidade;
Cláusula 51.ª c) O trabalhador não tenha sido punido disciplinarmente
nos últimos doze meses com sanção disciplinar de gravidade
(Condições nos seguros próprios) igual ou superior a sanção pecuniária.
1- Os trabalhadores abrangidos pelo presente AE, mesmo 4- O empregador, se assim o entender, pode solicitar ao
em situação de reforma e pré-reforma, beneficiam em todos trabalhador prova documental das condições e dos requisitos
os seguros em nome próprio de um desconto mínimo de exigidos para atribuição da compensação e suspender o res-
25 % do prémio total ou dos encargos, consoante se trate, petivo pagamento enquanto os documentos solicitados não
respetivamente, de seguros de risco ou seguros de cariz fi- lhe forem entregues.
nanceiro, salvo se outras condições mais favoráveis estive- 5- Quando os pais, ou padrinhos civis, sejam ambos tra-
rem previstas na empresa. balhadores da empresa signatária do presente AE o apoio
2- Os trabalhadores que utilizem habitualmente viatura de previsto na presente cláusula apenas será devido a um deles.
sua propriedade ao serviço da empresa, em funções predo- Nos casos em que apenas um dos pais, ou padrinhos civis,
minantemente externas, beneficiam de um desconto mínimo não reúna as condições necessárias para receber o apoio pre-
de 60 %, sobre a tarifa aplicável, no seguro automóvel do visto nesta cláusula, o apoio será atribuído ao pai, mãe ou
veículo. padrinho civil, que as reúna.
3- Em alternativa ao regime do número anterior e para os 6- Sem prejuízo do disposto no número anterior, a compar-
trabalhadores nele indicadas, poderá a empresa permitir que ticipação será paga até ao final do mês em que foi solicitada,
os mesmos integrem o seguro de responsabilidade civil auto- podendo o empregador optar por desonerar-se desta obri-
móvel em vigor para a frota de viaturas de serviço. gação mediante a atribuição de «vale educação», ou «vale
Cláusula 52.ª ensino», ou outra modalidade com fim idêntico, cujo valor
não seja inferior ao apoio a que o trabalhador tem direito nos
(Quebras de caixa) termos desta cláusula.
1- O risco de quebras de caixa dos trabalhadores que pro-
cedam regularmente a pagamentos ou recebimentos em di- CAPÍTULO IX
nheiro será coberto pela empresa até ao limite de 2500,00 €
anuais. Plano individual de reforma
2- A responsabilidade prevista no número anterior pode Cláusula 54.ª
ser substituída por contrato de seguro.
(Plano individual de reforma)
Cláusula 53.ª 1- Todos os trabalhadores em efetividade de funções, bem
(Apoio infantil e escolar)
como aqueles cujos contratos de trabalho estejam suspensos
por motivo de doença ou de acidente de trabalho, com con-
1- Os trabalhadores em efetividade de funções, bem como tratos de trabalho sem termo, beneficiam de um Plano Indi-
aqueles cujos contratos de trabalho estejam suspensos por vidual de Reforma em caso de reforma por velhice ou por
motivo de doença ou de acidente de trabalho, bem como invalidez concedida pela Segurança Social, o qual substituirá
por motivo de requisição sindical, com filhos ou afilhados quaisquer outros sistemas de atribuição de pensões de refor-
civis menores a seu cargo, inscritos ou matriculados em cre- ma previstos em anteriores instrumentos de regulamentação
ches, infantários, ou estabelecimento de ensino pré-escolar, coletiva de trabalho aplicáveis à empresa.
básico, secundário, universitário ou de ensino especial, têm 2- O Plano Individual de Reforma fica sujeito ao disposto
direito a receber do empregador, por cada filho ou afilhado na cláusula seguinte e no anexo VI deste AE.

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Cláusula 55.ª de janeiro de 2019 aplicar-se-á, na data da reforma, o regi-


me constante do Instrumento Regulamentação Coletiva de
(Início das contribuições) Trabalho (IRCT) aplicável à data em que se pré-reformaram.
A primeira contribuição anual do empregador para o 2- Os trabalhadores reformados em data anterior a 1 de
Plano Individual de Reforma vencer-se-á no decurso do ano janeiro de 2019 continuarão a beneficiar do regime de atu-
subsequente à data do terceiro aniversário do início da pres- alização das respetivas pensões ou das pensões complemen-
tação de serviço efetivo na empresa, com efeitos retroativos tares, de acordo com as normas da regulamentação colectiva
ao começo do segundo ano de prestação de serviço efetivo aplicáveis à data da respetiva reforma, tendo em conta que o
na empresa. factor «A» da fórmula de actualização indicada nesses IRCT
corresponde ao valor do aumento verificado no mínimo do
CAPÍTULO X nível salarial da categoria onde o reformado se integraria
caso estivesse ao serviço, de acordo com a tabela de cor-
Disposições finais e transitórias respondência entre categorias prevista no anexo VII do AE
agora publicado.
Cláusula 56.ª Cláusula 59.ª
(Salvaguarda da responsabilidade do trabalhador) (Comissão paritária)
O trabalhador pode, para salvaguarda da sua responsa- 1- É instituída, no âmbito do presente AE, uma comissão
bilidade, requerer que as instruções sejam confirmadas por paritária integrada por representantes dos sindicatos outor-
escrito, nos seguintes casos: gantes e igual número de representantes da empresa sig-
a) Quando haja motivo plausível para duvidar da sua au- natária deste instrumento de regulamentação coletiva, com
tenticidade ou legitimidade; competência para interpretar as cláusulas e integrar lacunas
b) Quando verifique ou presuma que foram dadas em vir- do acordo.
tude de qualquer procedimento doloso ou errada informação; 2- A comissão reunirá a pedido de qualquer das entidades
c) Quando da sua execução possa recear prejuízos que su- signatárias e poderá deliberar desde que estejam presentes
ponha não terem sido previstos. todos os membros que a compõem.
Cláusula 57.ª 3- Só serão válidas as deliberações tomadas por unanimi-
dade.
(Reclassificação profissional) 4- Na ordem de trabalhos da primeira reunião da comissão
1- A reclassificação profissional dos trabalhadores será paritária deverá constar a elaboração do respetivo regula-
efectuada tendo em conta as funções que o trabalhador efe- mento de funcionamento.
tivamente exerce, em observância do disposto na cláusula Cláusula 60.ª
4.ª e no anexo II deste AE, e tendo por referência a tabela de
correspondência constante do anexo VII. (Regime transitório aplicável a trabalhadores dirigentes sindicais)
2- Sempre que a categoria profissional do trabalhador ao 1- O regime previsto na cláusula 32.ª apenas entrará em
abrigo do anexo II deste AE envolva diferentes graus, o tra- vigor e produzirá efeitos em 1 de janeiro de 2020.
balhador será enquadrado: 2- Até 31 de dezembro de 2019, o STAS poderá requisitar
a) No grau cujo valor salarial mínimo obrigatório coincida 1 dirigente sindical, com remuneração mensal integral paga
com a retribuição base do trabalhador auferida no momento pelo empregador, devendo a empresa ser informada da refe-
da reclassificação; ou rida requisição com o mínimo de 60 dias de antecedência.
b) Não existindo a coincidência prevista na alínea anterior, 3- O número máximo de membros da direção do STAS
no grau cujo valor mínimo obrigatório seja imediatamente com direito a crédito de horas previsto na lei será reduzido
inferior à retribuição base do trabalhador auferida no mo- em um.
mento da reclassificação.
3- Sempre que o trabalhador, com contrato de trabalho em Cláusula 61.ª
vigor à data de inicio de produção de efeitos do presente AE,
(Produção de efeitos da tabela salarial, do subsídio de refeição e
passe a dispor, em virtude do enquadramento previsto nos prémio de carreira)
números anteriores, de retribuição base superior ao valor sa-
1- Os valores da tabela salarial e do subsídio de refeição
larial mínimo obrigatório da categoria e grau (se aplicável)
indicados no anexo III do presente AE produzem efeitos a
que lhe correspondam, o mesmo beneficiará de aumento da
partir do dia 1 de janeiro do ano a que respeitam.
respetiva retribuição base em percentagem idêntica à que for
2- O prémio de carreira e os dias de licença com retribui-
acordada para a sua categoria e grau (se aplicável) sempre
ção previstos nas cláusulas 42.ª e 43.ª do presente AE apenas
que ocorra revisão da tabela salarial do anexo III.
entrarão em vigor a 1 de janeiro de 2020.
Cláusula 58.ª

(Pré-reformados e reformados até 31 de dezembro de 2018)


1- Aos trabalhadores pré-reformados em data anterior a 1

277
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Cláusula 62.ª sente AE, se encontravam abrangidos pelo acordo coletivo


de trabalho publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
(Anteriores suplementos de retribuição e prémios de antiguidade) n.º 4, de 29 de janeiro de 2016, objeto de revisão publicada
1- O valor dos suplementos de retribuição atribuídos por no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 3, de 22 de janeiro de
aplicação de Instrumentos de Regulamentação Coletiva de 2018, e que, em 31 de dezembro de 2018, beneficiavam já de
Trabalho anteriormente aplicáveis à relação de trabalho, au- prémios de permanência sob a forma de dias de licença com
ferido pelo trabalhador em 31 de dezembro de 2018, manter- retribuição manterão o gozo anual de igual número de dias
-se-á por incorporação na respetiva retribuição efetiva, só de licença até 31 de dezembro de 2019.
podendo ser absorvido por aumentos salariais futuros quan- 2- Os trabalhadores indicados no número anterior poderão,
do deixarem de verificar-se as situações que determinaram a em alternativa ao regime previsto nesse número e antes do
atribuição desses suplementos. gozo de qualquer dia de licença em 2019, optar por benefi-
2- Os regimes de isenção de horário de trabalho instituídos ciar do regime previsto na cláusula 63.ª, devendo para o efei-
até 15 de janeiro de 2012 e que se mantenham ininterrup- to transmitir à empresa essa opção, mediante comunicação
tamente em vigor desde essa data poderão ser cessados por escrita enviada até 15 de abril de 2019.
acordo ou, na falta de acordo, por iniciativa da empresa nos 3- Em caso de manutenção do regime de dias de licença
termos do número 2 da cláusula 38.ª, mas nesse caso a respe- com retribuição, a eventual cessação do contrato de trabalho
tiva retribuição específica manter-se-á como valor histórico, dos trabalhadores identificados no número anterior antes de
podendo ser absorvido em futuros aumentos retributivos. 31 de dezembro de 2019 não confere aos mesmos qualquer
3- O valor acumulado dos prémios de antiguidade, venci- direito compensatório pelo não gozo de dias de licença vin-
dos até 31 de dezembro de 2016, atribuídos por aplicação de cendos.
IRCT anteriormente aplicável à relação de trabalho, manter-
Cláusula 65.ª
-se-á como componente fixa da retribuição efetiva do traba-
lhador, denominando-se «prémio de antiguidade histórico», (Anterior prémio de permanência vencido em 2019)
não podendo ser absorvido por aumentos de tabela salarial
1- Os trabalhadores que, antes da entrada em vigor do pre-
verificados após aquela data.
sente AE, se encontravam abrangidos pelo acordo coletivo
Cláusula 63.ª de trabalho publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,
n.º 4, de 29 de janeiro de 2016, objeto de revisão publicada
(Remição de direitos) no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 3, de 22 de janeiro
1- Com a entrada em vigor do presente AE, os trabalhado- de 2018, e cujo prémio de permanência pecuniário se vence-
res que, em 1 de janeiro de 2019, tenham já completado 3 ou ria durante o ano de 2019, beneficiarão, verificados que se
mais anos de carreira na empresa, beneficiarão da atribuição encontrem as condições previstas na referida convenção, do
de uma compensação pecuniária extraordinária, correspon- respetivo pagamento no mês em que o facto ocorrer.
dente a 10% da sua retribuição efetiva mensal, a qual será 2- A eventual cessação do contrato de trabalho dos tra-
paga a título de remição, consoante aplicável, de eventual balhadores identificados no número anterior antes de 31 de
direito: dezembro de 2019 não confere aos mesmos qualquer direito
a) Ao prémio de antiguidade previsto no contrato coletivo compensatório pelo não recebimento do prémio de perma-
de trabalho publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, nência pecuniário.
n.º 32, de 29 de agosto de 2008; ou
Cláusula 66.ª
b) Ao prémio de permanência previsto no acordo coletivo
de trabalho publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, (Cessação de efeitos da regulamentação colectiva anterior)
n.º 4, de 29 de janeiro de 2016, objeto de revisão publicada
1- Os direitos e os efeitos que não foram expressamente
no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 3, de 22 de janeiro
ressalvados, decorrentes de convenções coletivas de trabalho
de 2018.
anteriores cessam com a entrada em vigor do presente AE
2- O pagamento da compensação prevista na presente
por este ser globalmente mais favorável.
cláusula será realizado numa única prestação até 31 de maio
2- Da aplicação do presente AE não poderá resultar, po-
de 2019 aos trabalhadores que nesta data se encontrem vin-
rém, diminuição da retribuição efetiva nem da retribuição
culados à empresa.
base auferida pelos trabalhadores à data da sua entrada em
3- Não beneficiarão da compensação prevista nos números
vigor.
anteriores os trabalhadores abrangidos pelo regime previsto
nas cláusulas 64.ª e 65.ª Cláusula 67.ª
Cláusula 64.ª (Políticas internas mais favoráveis)

(Anterior prémio de permanência sob a forma de dias de licença com Por política interna da empresa signatária podem estar
retribuição) ou ser estabelecidas condições mais favoráveis para os tra-
1- Os trabalhadores que, antes da entrada em vigor do pre- balhadores.

278
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Cláusula 68.ª ANEXO I

(Linguagem inclusiva) (Convenção de arbitragem)


Sempre que neste AE se utilize a expressão trabalhador
1- Os subscritores do presente AE celebram a presente
entender-se-á que a mesma abrange trabalhador de qualquer
convenção de arbitragem para os efeitos previstos no núme-
sexo.
ro 4 da cláusula 3.ª do presente AE, a qual se rege nos termos
seguintes.
Lisboa, 15 de janeiro de 2019. 2- A comissão arbitral é constituída pelas partes e tem
Pela Seguradoras Unidas, SA: como objeto decidir sobre o litígio que resulte da revisão
parcial ou global do acordo de empresa.
Jan Adriaan de Pooter, na qualidade de mandatário. 3- A comissão arbitral decidirá somente sobre as matérias
Gilda Maria Pedrosa Raposo, na qualidade de mndatá- relativamente às quais as partes não cheguem a acordo no
ria. âmbito dos processos de revisão parcial ou global do acordo
Ana Paula de Jesus dos Santos Almeida, na qualidade de de empresa acompanhados de denúncia.
mandatária. 4- Sem prejuízo do disposto no número anterior, a comis-
Pelo Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e são arbitral integrará na sua decisão todas as matérias acor-
Afins (SINAPSA): dadas que tenham resultado de negociações diretas entre as
partes, conciliação ou mediação.
Paulo Amílcar Couto Gomes Mourato, na qualidade de
5- A comissão arbitral será composta por 3 árbitros, nos
mandatário.
seguintes termos:
Francisco José Fonseca Lima Andrade Tártaro, na qua-
a) Dois árbitros de parte, os quais serão indicados, respe-
lidade de mandatário.
tivamente, pela empresa e pelos sindicatos outorgantes do
Jorge Daniel Delgado Martins, na qualidade de manda-
acordo de empresa;
tário.
b) Um árbitro presidente, o qual será indicado pelos árbi-
Pelo SISEP - Sindicato dos Profissionais de Seguros de tros de parte que sejam nomeados nos termos da alínea an-
Portugal: terior;
c) Não havendo acordo entre os árbitros de parte relativa-
António Carlos Videira dos Santos, na qualidade de man-
mente à indicação do árbitro presidente, será solicitada ao
datário.
Conselho Económico e Social a indicação deste último.
Jorge Carlos Conceição Cordeiro, na qualidade de man-
6- A comissão arbitral iniciará os seus trabalhos assim que
datário.
esteja constituída, devendo, de imediato, indicar prazo para
Teresa Maria Correia Gonçalves, na qualidade de man-
que a parte requerente da arbitragem voluntária apresente o
datária.
seu requerimento inicial.
Pelo STAS - Sindicato dos Trabalhadores da Actividade 7- Após a sua constituição, a comissão arbitral deverá pro-
Seguradora: ferir decisão no prazo de 6 meses.
8- As partes assumirão os custos associados aos árbitros de
Carlos Alberto Marques, na qualidade de presidente da
parte por si designados e os custos associados ao árbitro pre-
direção.
sidente serão assumidos pelas partes, na mesma proporção.
Mário José Rubio de Oliveira e Silva, na qualidade de 2.º
9- A comissão arbitral entregará o texto da decisão arbitral
vice-presidente da direção.
às partes e ao Ministério do Trabalho para efeitos de depósito
Patrícia Alexandra da Silva Bento Caixinha, na qualida-
e publicação no Boletim do Trabalho e Emprego.
de de vogal da direção.
10- Em tudo o que não se encontre expressamente previsto
Leonel Alexandre Cosme Jorge dos Santos, na qualidade
no presente anexo, aplicar-se-á o disposto na lei.
de vogal da direção.
Carla Sofia Grilo Mirra, na qualidade de mandatária.

279
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

ANEXO II

Nível
Grupo Categorias Descrição Graus Funções (ilustrativo)
salarial

Define as políticas e objetivos estratégicos e


operacionais a alcançar pelo(s) departamento(s)/
unidade(s)/área(s) que coordena, supervisionando Diretor comercial
e responsabilizando-se pelo seu cumprimento, di- Diretor financeiro
Gestão de topo Diretor retamente ou por competência delegada, tomando -- Diretor de sinistros 1
as respetivas decisões de gestão. Diretor de recursos humanos
Diretor de sistemas
Reporta diretamente à administração e/ou a outro
diretor.

Colabora na definição e execução das políti- Responsável de unidade de


cas e objetivos operacionais a alcançar pela(s) contabilidade e fiscalidade
unidade(s)/área(s) pelos quais é responsável, Responsável de unidade de
Responsável podendo colaborar na definição da respetiva estra- acidentes de trabalho
Gestão intermédia -- 2
intermédio tégia, responsabilizando-se pelo seu cumprimento, Responsável de unidade de
podendo, em princípio, enquadrar equipas. desenvolvimento
Reporta diretamente a um (ou mais) diretor(es) Responsável de unidade de
ou, inexistindo diretor, à administração. arquitetura

Coordenador de zona
Coordenador de empresas
Responsável de unidade
Executa e assume responsabilidade pelas ativi-
mesa de retalho
dades que lhe estão cometidas, com autonomia
Responsável de zona de
Gestão operacional Gestor no âmbito dos poderes que lhe sejam atribuídos -- 3
grandes contas
pela empresa, podendo participar na definição dos
Responsável de fiscalidade
respetivos objetivos e enquadrar equipas.
Gestor de projetos
Responsável de setor de
sistemas de informação

É o trabalhador que executa atividades de cariz IV


técnico, como tal reconhecidas pela empresa,
executando-as com autonomia e responsabilida-
Dinamizador vida/saúde
des próprias, desenvolve ainda estudos, análises
III Assessor comercial
de situações técnicas e emissão de pareceres,
Técnicos Técnico Perito/a liquidatário 4
suportados de modo sistemático por metodologias,
Técnico de formação
instrumentos e processos de elevada complexida-
II Técnico de sistemas
de que exigem formação académica e/ou técnica
específica, podendo ainda enquadrar funcional-
mente uma equipa de técnicos. I

Executa e assume responsabilidade por atividades


Responsável de setor de
operacionais de natureza interna ou externa, com
sinistros
Coordenador autonomia no âmbito dos poderes que lhe foram
-- Responsável de suporte e 5
operacional atribuídos expressamente pela empresa, podendo
controlo de serviços
enquadrar equipas de trabalhadores do grupo
Gerente de sub-zona
profissional operacional.

III Gestor comercial


Assessor de zona
Executa atividades predominantemente de
Operacional mesa de retalho
natureza comercial ou administrativa que exigem
Especialista II Operacional área financeira 6
conhecimentos técnicos específicos da atividade
Operacionais Gestor de sinistros
seguradora.
Operacional RH
I Operacional de sistemas

III
Executa tarefas de apoio administrativo e/ou de
atendimento, com caráter regular, como tal reco-
Assistente nhecidas pela empresa, de menor complexidade, II Assistente de departamento 7
tendencialmente recorrentes, orientadas por proce-
dimentos detalhados e instruções pré-definidas
I

280
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

É o trabalhador que predominantemente executa


tarefas de manutenção e/ou de limpeza e/ou de
vigilância das instalações e/ou de apoio logístico Apoio de infraestruturas
Apoio Auxiliar geral -- 8
aos restantes serviços da empresa, podendo ainda Apoio de sinistros
enquadrar funcionalmente outros trabalhadores do
grupo de apoio.

ANEXO III B - Subsídio de refeição


Subsídio diário de refeição para 2019 (cláusula 35.ª):
Tabela salarial e subsídio de refeição 10,00 €
A - Tabela salarial para 2019 e 2020 Subsídio diário de refeição para 2020 (cláusula 35.ª):
10,40 €
Valor mínimo Valor mínimo
Nível
Grau obrigatório obrigatório ANEXO IV
salarial
(2019) (2020)
Outras cláusulas de expressão pecuniária
1 - 2 040,50 € 2 056,85 €

Cláusulas Valores
2 - 1 828,75 € 1 843,40 €

Cláusula 40.ª, número 2 - Valor das despesas


3 - 1 625,00 € 1 646,15 €
de serviço em Portugal:

IV 1 332,60 € 1 349,90 €
Por diária completa 75 €

III 1 211,45 € 1 227,20 €


4 Refeição isolada 12,10 €
II 1 101,30 € 1 115,65 €

Dormida e pequeno-almoço 50,80 €


I 991,20 € 1 004,05 €

5 - 1 181,10 € 1 196,45 €
Cláusula 40.ª, número - Valor por Km 0,40 €
III 1 108,45 € 1 122,90 €

6 II 1 007,70 € 1 020,80 €

I 906,90 € 918,75 €

III 969,25 € 981,90 €


Cláusula 41.ª - Valor diário das despesas de
152,80 €
serviço no estrangeiro
7 II 881,15 892,60 €

I 793,05 803,35 €

8 - 701,40 710,55 €

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

ANEXO V

Condições de referência do seguro de saúde*


Assistência clínica em
Capital seguro 25 000,00 €/ano
regime de internamento
Assistência clínica em
Capital seguro 1 000,00 €/ano
regime de ambulatório
Internamento: 100 €/sinistro
Franquias e co pagamentos Ambulatório:
máximos Co-pagamento: 15 €/sinistro
Franquia: 60 €/ano
Períodos de carência Não aplicáveis

a) Doenças preexistentes ou afecções decorrentes de acidentes ocorridos antes da data de admissão na empresa;
b) Doenças infecto-contagiosas, quando em situação de epidemia declarada pelas autoridades de saúde;
c) Quaisquer patologias resultantes, directa ou indiretamente, da ação do vírus da imunodeficiência humana (VIH);
d) Perturbações do foro da saúde mental, salvo expressa convenção em contrário relativa a consultas de psiquiatria nos
termos estabelecidos nas condições particulares. Excluem-se igualmente quaisquer prestações decorrentes de assistência
de psicologia, consultas ou tratamentos de psicanálise, hipnose e terapia do sono;
e) Perturbações resultantes de intoxicação alcoólica, uso de estupefacientes ou narcóticos não prescritos por médico,
utilização abusiva de medicamentos;
f) Doenças ou ferimentos em consequência da prática de quaisquer actos dolosos ou gravemente culposos da pessoa segu-
ra, auto-infligidos ou resultantes de actos ilícitos praticados pela pessoa segura;
g) Interrupção da gravidez sem causa de exclusão de ilicitude;
h) Consultas, tratamentos e testes de infertilidade, bem como os métodos de fecundação artificial e suas consequências;
i) Qualquer método de controlo de natalidade e planeamento familiar;
j) Qualquer tratamento e/ou intervenção cirúrgica realizada com a intenção de melhorar a aparência pessoal e/ou remover
tecido corporal são, incluindo a correcção da obesidade, tratamentos de emagrecimento e afins e suas consequências,
exceto se consequentes de acidente a coberto da apólice e ocorrido na vigência desta;
k) Tratamentos, cirurgia e outros actos destinados à correcção de anomalias, doenças ou malformações congénitas do
conhecimento prévio do paciente no início do contrato;
l) Hemodiálise;
m) Transplantes de órgãos e suas implicações;
n) Tratamentos em sanatórios, termas, casas de repouso, lares para a terceira idade e outros estabelecimentos similares;
Exclusões gerais
consultas e tratamentos de hidroterapia, medicina complementar, homeopatia, osteopatas e quiropatas, ou práticas se-
melhantes, bem como quaisquer actos médicos ou terapêuticos que não sejam reconhecidos pela Ordem dos Médicos
Portuguesa;
o) Tratamentos ou medicamentos experimentais ou necessitando de comprovação científica;
p) Assistência clínica decorrente de acidentes ocorridos e doenças contraídas em virtude de:
i) prática profissional de desportos e participação, como amador, em provas desportivas integradas em campeonatos e
respetivos treinos;
ii) participação em competições desportivas e respetivos treinos com veículos, providos ou não de motor (skate, BTT,
rafting, asa-delta, parapente e ultraleve incluídos);
iii) prática de ski na neve e aquático, surf, snow-board, caça submarina, mergulho com escafandro autónomo, pugi-
lismo, artes marciais, paraquedismo, tauromaquia, barrage/saltos em equitação, espeleologia, canoing, escalada, rappel,
alpinismo, bungee-jumping e outros desportos análogos na sua perigosidade;
iv) utilização de veículos motorizados de duas rodas;
v) cataclismos da natureza, actos de guerra, declarada ou não, ações de terrorismo, sabotagem, perturbações da ordem
pública e utilização de armas químicas e/ou bacteriológicas;
vi) consequências da exposição a radiações.
q) Despesas realizadas com médicos que sejam cônjuges, pais, filhos ou irmãos da pessoa segura;
r) Enfermagem privativa;
s) Assistência clínica em caso de acidentes e doenças cobertas por seguros obrigatórios;
t) Tratamento de fisioterapia salvo se em consequência de acidente ou doença coberta pela apólice e ocorrido na vigência
desta.

a) Todas e quaisquer técnicas cirúrgicas destinadas a corrigir erros de refração da visão, incluindo:
i) Queratotomia radial;
ii) Queratotomia fotorefractiva (queratotomia com laser exciter/lasix);
Exclusões específicas da iii) Queratomieleusis por laser in situ;
cobertura de internamento iv) Inserção de lentes fáquicas intraoculares.
b) Tratamento cirúrgico da roncopatia;
c) Plastias mamárias de aumento ou redução de volume, quaisquer que sejam as indicações cirúrgicas ou remoção de
material de prótese mamária.
a) Medicamentos;
b) Próteses e ortóteses não cirúrgicas;
Atos não cobertos
c) Parto;
d) Exames gerais de saúde (check-up).

282
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

O seguro de saúde só tem validade para os cuidados de saúde prestados em Portugal, exceto se a afecção ocorrer durante
Âmbito territorial
uma viagem ou estada no estrangeiro, com duração não superior a 45 dias.

Notas interpretativas: peita à conversão em renda vitalícia imediata mensal a favor


e em nome do trabalhador de pelo menos dois terços do valor
1- As condições de referência previstas neste anexo são
capitalizado.
indicativas podendo não coincidir com as que constam na
6- Caso o trabalhador cesse o vínculo contratual com a em-
apólice do seguro, devendo, neste caso, as condições aí pre-
presa antes da passagem à situação de reforma, terá direito
vistas ser globalmente mais favoráveis para o trabalhador,
apenas a 90 % do valor capitalizado das entregas efetuadas
nomeadamente por incluir outras coberturas não indicadas
pelo empregador, havendo lugar à transferência desse mon-
neste anexo;
tante para um novo veículo de financiamento à escolha do
2- Por sinistro entende-se o que como tal estiver definido
trabalhador.
na apólice do contrato de seguro efetivamente celebrado pela
7- As transferências a que se refere o número anterior só
empresa, ou sendo esta omissa, o ato médico cujo pagamento
podem ocorrer desde que o novo veículo de financiamento
ou reembolso é solicitado ao abrigo do seguro de saúde.
cumpra os requisitos previstos neste AE, devendo ainda o
veículo de financiamento de destino cumprir as condições
ANEXO VI e características fiscais do de origem, nomeadamente por o
novo veículo ser um seguro de vida ou fundo de pensões.
Plano Individual de Reforma 8- Se a cessação do contrato de trabalho tiver ocorrido por
1- Tendo em conta o disposto na cláusula 54.ª, o emprega- despedimento com justa causa promovido pelo empregador
dor efetuará anualmente contribuições para o Plano Indivi- com fundamento em lesão de interesses patrimoniais da em-
dual de Reforma de valor igual a 3,25 %, aplicadas sobre a presa, o trabalhador perde o direito ao valor previsto no nº 6,
retribuição base anual do trabalhador. até ao limite dos prejuízos que tiverem sido causados, sem
2- O empregador definirá o ou os produtos em que se ma- necessidade de autorização expressa para que seja efetua-
terializará o Plano Individual de Reforma a que se refere o da a compensação total ou parcial dos mesmos, salvo se o
presente Anexo e estabelecerá as regras e os procedimentos trabalhador tiver impugnado judicialmente o despedimento,
necessários à implementação e gestão dos mesmos. caso em que não haverá lugar ao resgate do valor capitaliza-
3- O Plano Individual de Reforma deverá prever a garantia do nem à compensação, enquanto não transitar em julgado a
de capital. decisão sobre o despedimento.
4- O valor capitalizado das entregas é resgatável, nos ter- 9- Em caso de morte do trabalhador, o valor capitalizado
mos legais, pelo trabalhador na data de passagem à reforma das entregas reverte para os beneficiários designados pelo
por invalidez ou por velhice concedida pela Segurança So- trabalhador ou, na falta de designação, para os seus herdeiros
cial, sem prejuízo do disposto nos números seguintes. legais.
5- Ao resgaste aplicar-se-á o regime previsto no código do 10- Caso o Plano Individual de Reforma e a lei o permi-
imposto sobre pessoas coletivas, nomeadamente, no que res- tam, o trabalhador poderá efetuar contribuições voluntárias
para o mesmo.

ANEXO VII

A - Tabela de correspondência entre as categorias do CCT publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,


n.º 4, de 29 de janeiro de 2016, objeto de revisão publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 3, de 22
de janeiro de 2018, e as categorias do presente AE
ACT 2016 AE SU

Nível
Grupo Categorias Banda salarial Grupo Categorias
salarial
Gestão de topo ou gestão intermédia
Dirigente Diretor A Diretor ou responsável intermédio 1 ou 2
(1)
Gestor comercial
Gestor técnico Gestão intermédia ou gestão
Gestor B Responsável intermédio ou gestor 2 ou 3
operacional (2)
Gestor operacional

Técnico Técnico C Técnicos/as 4

283
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Coordenador operacional D Coordenador operacional 5

Operacional Operacionais
Especialista operacional E Especialista 6

Assistente operacional F Assistente 7


Apoio Auxiliar geral G Apoio Auxiliar geral 8

(1) A correspondência será feita, tendo em conta as funções que o trabalhador efetivamente exerce, de acordo com o seguinte critério:
a) É enquadrado no grupo de gestão de topo (com a categoria de director) o trabalhador que (i) define as políticas e objetivos estratégicos e operacionais
a alcançar pelo(s) departamento(s)/unidade(s)/área(s) que coordena, supervisionando e responsabilizando-se pelo seu cumprimento, diretamente ou por
competência delegada, tomando as respetivas decisões de gestão e (ii) reporta diretamente à administração e/ou a outro director.
b) É enquadrado no grupo de gestão intermédia (com a categoria de responsável intermédio) o trabalhador que (i) colabora na definição e execução das
políticas e objetivos operacionais a alcançar pela(s) unidade(s)/ área(s) pelos quais é responsável, podendo colaborar na definição da respetiva estratégia,
responsabilizando-se pelo seu cumprimento, enquadrando, em principio, equipa e (ii) reporta diretamente a um (ou mais) director(es) ou, inexistindo direc-
tor, à administração.
As funções ilustrativas constantes do anexo II poderão servir de apoio à correspondência, a qual deverá, sem prejuízo, reflectir as funções efetivamente
desempenhadas pelo trabalhador.
(2) A correspondência será feita, tendo em conta as funções que o trabalhador efetivamente exerce, de acordo com o seguinte critério:
a) É enquadrado no grupo de gestão intermédia (com a categoria de responsável intermédio) o trabalhador que (i) colabora na definição e execução das
políticas e objetivos operacionais a alcançar pela(s) unidade(s)/ área(s) pelos quais é responsável, podendo colaborar na definição da respetiva estratégia,
responsabilizando-se pelo seu cumprimento, enquadrando, em principio, equipa e (ii) reporta diretamente a um (ou mais) director(es) ou, inexistindo direc-
tor, à administração.
b) É enquadrado no grupo de gestão operacional (com a categoria de gestor) o trabalhador que executa e assume responsabilidade pelas atividades que
lhe estão cometidas, com autonomia no âmbito dos poderes que lhe sejam atribuídos pela empresa, podendo participar na definição dos respetivos objetivos
e enquadrar equipas.
As funções ilustrativas constantes do anexo II poderão servir de apoio à correspondência, a qual deverá, sem prejuízo, reflectir as funções efetivamente
desempenhadas pelo trabalhador.

B - Tabela de correspondência entre as categorias do CCT publicado no Boletim do Trabalho e Emprego,


n.º 32, de 29 de agosto de 2008 e as categorias do presente AE

CCT 2008 AE SU

Categoria profissional Nível Grupo profissional Categoria profissional Nível

Diretor coordenador XVI Gestão de topo Director 1

Diretor de serviços XV Gestão intermédia ou gestão operacional (1) Responsável intermédio ou gestor 2 ou 3

XIV Gestão intermédia ou gestão operacional (1) Responsável intermédio ou gestor 2 ou 3


Gerente de hospital
XV Gestão intermédia ou gestão operacional (1) Responsável intermédio ou gestor 2 ou 3

Chefe de serviços XIV Gestão intermédia ou gestão operacional (1) Responsável intermédio ou gestor 2 ou 3

Chefe de serviços de
XIV Gestão intermédia ou gestão operacional (1) Responsável intermédio ou gestor 2 ou 3
formação
Chefe de serviços de
XIV Gestão intermédia ou gestão operacional (1) Responsável intermédio ou gestor 2 Ou 3
prevenção e segurança
Chefe de serviços de
XIV Gestão intermédia ou gestão operacional (1) Responsável intermédio ou gestor 2 ou 3
análise de riscos

XIV Técnicos/as Técnico/a 4


Atuário
XII Técnicos/as Técnico/a 4

XIV Técnicos/as Técnico/a 4


Técnicos de contas
XII Técnicos/as Técnico/a 4

284
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Coordenador geral de
XIV Gestão operacional Gestor 3
serviços comerciais

Chefe de centro XIV Técnicos/as Técnico/a 4

Chefe de análise XIV Técnicos/as Técnico/a 4

Chefe de programação XIV Técnicos/as Técnico/a 4

Técnico de software
XIV Técnicos/as Técnico/a 4
de base
Técnico-coordenador
XIV Técnicos/as Técnico/a 4
geral de radiologia
Técnico-coordenador
XIV Técnicos/as Técnico/a 4
geral de fisioterapia

Chefe de exploração XIII Técnicos/as Técnico/a 4

Analista sénior XIII Técnicos/as Técnico/a 4

Chefe de secção XII Operacional Coordenador operacional 5

Tesoureiro XII Operacional Especialista 6

Analista de organização
XII Técnicos/as Técnico/a 4
e métodos

Perito-chefe XII Operacional Coordenador operacional 5

Técnico-chefe de
XII Técnicos/as Técnico/a 4
formação
Técnico-chefe de
XII Técnicos/as Técnico/a 4
prevenção e segurança
Técnico-chefe de análise
XII Técnicos/as Técnico/a 4
de riscos
Coordenador de zona e
XII Operacional Coordenador operacional 5
ou delegações

XII Operacional Coordenador operacional 5


Gerente de delegação
XI Operacional Coordenador operacional 5

Chefe de operação XII Operacional Coordenador operacional 5

Programador sénior XII Técnicos/as Técnico/a 4

Analista XII Técnicos/as Técnico/a 4

Analista programador XII Técnicos/as Técnico/a 4

Técnico-chefe de
XII Técnicos/as Técnico/a 4
radiologia
Técnico-chefe de
XII Técnicos/as Técnico/a 4
fisioterapia

Subchefe de secção XI Operacional Coordenador operacional 5

Perito-subchefe XI Operacional Coordenador operacional 5

285
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

XI Técnicos/as Técnico/a 4
Técnico de formação
X Técnicos/as Técnico/a 4

XI Técnicos/as Técnico/a 4
Técnico de prevenção e
segurança
X Técnicos/as Técnico/a 4

XI Técnicos/as Técnico/a 4
Técnico de análise de
riscos
X Técnicos/as Técnico/a 4

Inspetor administrativo XI Operacional Especialista 6

Secretário XI Operacional Especialista 6

Coordenador-adjunto de
XI Operacional Coordenador operacional 5
zona e ou delegações

Subgerente de delegação XI Operacional Coordenador operacional 5

Chefe de equipa XI Operacional Coordenador operacional 5

Assistente comercial XI Operacional Especialista 6

Programador XI Técnicos/as Técnico/a 4

Preparador de trabalhos XI Operacional Especialista 6

Operador com mais de


XI Operacional Especialista 6
3 anos
Técnico-subchefe de
XI Técnicos/as Técnico/a 4
radiologia
Técnico-subchefe de
XI Técnicos/as Técnico/a 4
fisioterapia

Correspondente-tradutor X Técnicos/as Técnico/a 4

X Operacional Especialista 6
Escriturário
IX Operacional Especialista 6

Regularizador de
X Operacional Especialista 6
sinistros
Analista auxiliar de
X Técnicos/as Técnico/a 4
organizações e métodos

Caixa X Operacional Especialista 6

X Operacional Especialista 6
Rececionista
IX Operacional Especialista 6

Operador de máquinas
de contabilidade (mais X Operacional Especialista 6
de 3 anos)

286
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

X Operacional Especialista 6
Perito
IX Operacional Especialista 6

X Apoio Auxiliar geral 8


Encarregado de arquivo
geral
IX Apoio Auxiliar geral 8

X Operacional Especialista 6
Técnico comercial
IX Operacional Especialista 6

Operador com menos de


X Operacional Especialista 6
3 anos

Técnico de radiologia X Técnicos/as Técnico/a 4

Técnico de fisioterapia X Técnicos/as Técnico/a 4

X Apoio Auxiliar geral 8


Fiel de economato
IX Apoio Auxiliar geral 8

X Apoio Auxiliar geral 8


Técnico de reprografia
IX Apoio Auxiliar geral 8

IX Operacional Assistente 7
Cobrador
VII Operacional Assistente 7

Operador de máquinas
de contabilidade (menos IX Operacional Especialista 6
de 3 anos)

Coord. auxiliares de
posto médico e ou VIII Apoio Auxiliar geral 8
hospital

VIII Apoio Auxiliar geral 8


Telefonista
VI Apoio Auxiliar geral 8

Coordenador dos
VIII Apoio Auxiliar geral 8
serviços gerais
Encarregado de arquivo
VI Apoio Auxiliar geral 8
sectorial
Auxiliar de posto
V Apoio Auxiliar geral 8
médico e ou hospital
Empregado de serviços
V Apoio Auxiliar geral 8
gerais

Porteiro V Apoio Auxiliar geral 8

Vigilante V Apoio Auxiliar geral 8

Empregado de limpeza III Apoio Auxiliar geral 8

287
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

XVI Técnicos/as Técnico/a 4


Técnico de grau iv
XV Técnicos/as Técnico/a 4

XV Técnicos/as Técnico/a 4
Técnico de grau III
XIV Técnicos/as Técnico/a 4

XIV Técnicos/as Técnico/a 4

Técnico de grau II XIII Técnicos/as Técnico/a 4

XII Técnicos/as Técnico/a 4

XII Técnicos/as Técnico/a 4

Técnico de grau I XI Técnicos/as Técnico/a 4

X Técnicos/as Técnico/a 4

Escriturário estagiário IV N/A N/A N/A

Perito estagiário IV N/A N/A N/A

Estagiário comercial IV N/A N/A N/A

Cobrador estagiário II N/A N/A N/A

Telefonista estagiário II Apoio Auxiliar geral 8

Estagiário serviços
I Apoio Auxiliar geral 8
gerais

(1) A correspondência será feita, tendo em conta as funções que o trabalhador efetivamente exerce, de acordo com o seguinte critério:
a) É enquadrado no grupo de gestão intermédia (com a categoria de responsável intermédio) o trabalhador que (i) colabora na definição e execução das
políticas e objetivos operacionais a alcançar pela(s) unidade(s)/área(s) pelos quais é responsável, podendo colaborar na definição da respetiva estratégia,
responsabilizando-se pelo seu cumprimento, enquadrando, em principio, equipa e (ii) reporta diretamente a um (ou mais) director(es) ou, inexistindo direc-
tor, à administração.
b) É enquadrado no grupo de gestão operacional (com a categoria de gestor) o trabalhador que executa e assume responsabilidade pelas atividades que
lhe estão cometidas, com autonomia no âmbito dos poderes que lhe sejam atribuídos pela empresa, podendo participar na definição dos respetivos objetivos
e enquadrar equipas.
As funções ilustrativas constantes do anexo II poderão servir de apoio à correspondência, a qual deverá, sem prejuízo, reflectir as funções efetivamente
desempenhadas pelo trabalhador.

Depositado em 24 de janeiro de 2019, a fl. 80 do livro n.º 12 com o n.º 19/2019, nos termos do artigo 494 do Código do
Trabalho aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12 de fevereiro.

288
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Acordo empresa entre a BMO Portugal, Gestão ção, as partes submeterão o diferendo a arbitragem, nos ter-
de Patrimónios, SA e o Sindicato Nacional dos mos da cláusula seguinte, mantendo-se aquela em vigor até
Quadros e Técnicos Bancários - SNQTB e outro - à decisão arbitral.
Revisão global Cláusula 4.ª

Arbitragem
TÍTULO I 1- As partes podem a todo o tempo acordar em submeter
à arbitragem as questões emergentes da interpretação, da in-
Âmbito de aplicação, vigência e forma de revisão tegração e da celebração ou revisão da convenção coletiva.
2- Sem prejuízo do disposto no número anterior, e uma
Cláusula 1.ª vez decorridos três meses sobre o início das negociações de
revisão do acordo ou o período que para o efeito as partes te-
Âmbito pessoal e profissional nham acordado, qualquer das partes pode submeter o confli-
1- O presente acordo de empresa (doravante «acordo») to à arbitragem, de acordo com as regras a seguir enunciadas.
aplica-se à entidade empregadora, BMO Portugal, Gestão de 3- A arbitragem é realizada por três árbitros, um nomeado
Patrimónios, SA (doravante «BMO», «entidade signatária» por cada uma das partes e o terceiro escolhido por estes.
ou «entidade empregadora»), CAE 66300, que o subscreve e 4- Compete ao árbitro presidente preparar o processo, di-
aos respetivos trabalhadores filiados no Sindicato Nacional rigir a instrução, conduzir os trabalhos e ordenar os debates.
dos Quadros e Técnicos Bancários - SNQTB e no SIB (dora- 5- A decisão arbitral será tomada por maioria.
vante designado por «sindicato representado»). 6- O ministério responsável pela área laboral deve ser in-
2- O presente acordo aplica-se igualmente aos trabalhado- formado pelas partes do início e do termo da arbitragem re-
res que, filiados no sindicato representado, se encontrem na alizada.
situação de invalidez ou de invalidez presumível, na parte 7- Os árbitros poderão ser assistidos por peritos e têm di-
que lhes for expressamente aplicável. reito a obter das partes, do ministério responsável pela área
3- São também abrangidos por este acordo, beneficiando laboral e do ministério responsável pela área de atividade a
das condições de trabalho nele estabelecidas que sejam mais informação necessária de que estas disponham.
favoráveis do que as vigentes no país em causa, os traba- 8- Os árbitros enviam o texto da decisão às partes e ao mi-
lhadores referidos nos números anteriores que, sendo con- nistério responsável pela área laboral, para efeitos de depó-
tratados em Portugal, estejam ou venham a estar colocados sito e publicação, no prazo de 15 dias a contar da decisão.
no estrangeiro ao serviço da entidade empregadora ou de 9- O regime geral da arbitragem voluntária é subsidiaria-
empresas que lhe sejam financeiramente associadas ou que mente aplicável.
estejam economicamente interdependentes. 10- Salvo se as partes acordarem de modo diverso, o pra-
4- Para efeitos do disposto na lei, encontram-se abrangidos zo dentro do qual a decisão arbitral será proferida é de dois
por este acordo uma empresa e 9 (nove) trabalhadores, os meses e conta-se a partir da data da designação do árbitro
quais se integram nas categorias e profissões constantes do presidente.
anexo I. 11- O árbitro presidente notificará as partes da decisão e
Cláusula 2.ª procederá ao respetivo depósito nos termos legais.
12- A decisão arbitral tem os mesmos efeitos jurídicos do
Âmbito territorial e sectorial acordo de empresa.
O presente acordo aplica-se em todo o território portu-
guês, no âmbito do sector financeiro. TÍTULO II
Cláusula 3.ª
Direitos e deveres laborais
Vigência e forma de revisão
1- O presente acordo entra em vigor, em todo o território CAPÍTULO I
português, no dia a seguir à sua publicação no Boletim do
Trabalho e Emprego. Direitos e deveres em geral
2- O período de vigência deste acordo é de 24 meses e o
da tabela salarial de 12 meses, renovando-se sucessivamente
por igual período. SECÇÃO I
3- A denúncia deve ser feita com a antecedência mínima
de três meses sobre o termo do prazo de vigência do acordo, Princípios gerais
com a apresentação da proposta de revisão, quer da tabela de
vencimentos e demais cláusulas com expressão pecuniária, Cláusula 5.ª
quer de todo ou de parte do clausulado.
Deveres das entidades patronais
4- Se o processo negocial for interrompido por falta de
acordo quanto à revisão total ou parcial da presente conven- 1- Para além de outros deveres consagrados na lei, neste

289
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

acordo ou nos contratos de trabalho, a entidade empregadora e) Transferir o trabalhador para outro local de trabalho,
está especialmente vinculada aos seguintes deveres: salvo o disposto nas cláusulas 29.ª e 30.ª;
a) Passar ao trabalhador, aquando da cessação do contrato f) Despedir sem justa causa o trabalhador.
de trabalho, seja qual for o motivo, ou sempre que aquele o 4- A violação do disposto no número anterior sujeita a en-
requeira, documento onde conste o tempo que esteve ao seu tidade empregadora às sanções previstas na lei.
serviço, atividade, funções ou cargos exercidos e todas as
Cláusula 6.ª
referências solicitadas pelo interessado;
b) Prestar aos sindicato representado, em tempo útil, mas Deveres dos trabalhadores
não podendo exceder 60 dias, todos os esclarecimentos de
Para além de outros deveres consagrados na lei, neste
natureza profissional que lhe sejam pedidos sobre trabalha-
acordo ou nos contratos de trabalho, os trabalhadores estão
dores ao seu serviço, nele inscrito, e sobre quaisquer outros
especialmente vinculados aos seguintes deveres:
factos que se relacionem com o cumprimento do presente
a) Exercer de forma idónea, diligente, leal, assídua, pon-
acordo;
tual e conscienciosa as suas funções, segundo as normas e
c) Manter permanentemente atualizado, na direção de re-
instruções recebidas e com observância das regras legais,
cursos humanos ou departamento equivalente, o registo do
dos deveres previstos no código deontológico das entidades
pessoal com a indicação dos nomes, datas de nascimento e
patronais signatárias ou nos códigos de conduta elaborados
admissão, modalidades dos contratos, categorias, promo-
pelas associações profissionais em causa, e das regras usuais
ções, retribuições, datas de início e termo das férias e faltas
da deontologia da profissão e das relações de trabalho, salvo
que impliquem perda da retribuição ou diminuição dos dias
na medida em que aquelas normas ou instruções ofendam os
de férias, sem prejuízo de o registo respeitante aos trabalha-
seus direitos e garantias;
dores que prestem serviço em cada um dos estabelecimentos
b) Guardar sigilo profissional, nos termos e com as limi-
poder ser informaticamente consultado, a cada momento, em
tações legais;
qualquer um deles;
c) Velar pela conservação dos bens relacionados com o seu
d) No ato de pagamento da retribuição, entregar ao tra-
trabalho, dentro dos limites do desgaste imputável ao uso
balhador documento no qual conste o seu nome completo,
normal, acidentes e riscos da atividade e afetá-los exclusi-
grupo, categoria profissional e nível de retribuição, número
vamente à realização da prestação de trabalho, salvo autori-
de inscrição na instituição de Segurança Social, período a
zação ou consentimento expresso da entidade empregadora;
que a retribuição respeita, discriminação da modalidade das
d) Quando colocados em funções de direção ou chefia,
prestações remuneratórias, importâncias relativas à presta-
e sempre que lhes for solicitado pela respetiva hierarquia,
ção de trabalho suplementar ou noturno, bem como todos
informar dos méritos e qualidades profissionais dos traba-
os descontos e deduções devidamente especificados, com a
lhadores sob sua orientação, observando sempre escrupulosa
indicação do montante líquido a receber;
independência e isenção.
e) Informar o trabalhador sobre os aspetos relevantes do
contrato de trabalho, constantes da lei. Cláusula 7.ª
2- A entrega de documento contendo a informação pre-
vista na alínea d) do número 1, bem como a prestação da Processo individual
informação a que se refere a alínea e) do mesmo número, por 1- A cada trabalhador corresponderá um só processo indi-
parte da entidade empregadora, considera-se cumprida com vidual, donde constarão os atos relativos à nomeação, situa-
a colocação da referida informação em sítio da internet ou ção, níveis de retribuição, funções desempenhadas, notações
intranet, ou com o seu envio para a caixa de correio eletró- profissionais, comissões de serviço, tarefas especiais reali-
nico profissional do trabalhador, desde que esteja assegurada zadas, remunerações, licenças, repreensões registadas e ou-
a confidencialidade e segurança na transmissão e entrega da tras sanções mais graves e tudo o mais que lhe diga respeito
informação, nomeadamente através de técnicas de encrip- como trabalhador, incluindo títulos académicos e profissio-
tação de mensagens e de códigos de acesso secretos, sem nais e méritos a eles inerentes.
prejuízo da entrega de documento a pedido do trabalhador. 2- O processo do trabalhador pode ser, a todo o momento,
3- É vedado à entidade empregadora: consultado pelo próprio ou, mediante autorização deste, pelo
a) Opor-se, por qualquer forma, a que o trabalhador exerça seu advogado ou pelas estruturas representativas dos traba-
os seus direitos ou aplicar-lhe sanções por causa desse exer- lhadores, dentro dos limites impostos na lei no que se refere
cício ou pelo cumprimento de deveres sindicais; à reserva da intimidade da vida privada e familiar.
b) Exercer qualquer tipo de pressões sobre o trabalhador 3- O direito de consulta previsto no número anterior vigo-
para que este atue no sentido de violar os direitos individuais rará mesmo após a cessação do contrato de trabalho.
e coletivos consignados neste acordo ou na lei; Cláusula 8.ª
c) Despromover ou diminuir a retribuição do trabalhador,
salvo o disposto na lei ou neste acordo; Salvaguarda da responsabilidade do trabalhador
d) Obrigar o trabalhador a adquirir bens ou a utilizar ser- O trabalhador pode sempre, para salvaguarda da sua res-
viços fornecidos, ou explorados com fins lucrativos, pela ponsabilidade, requerer por escrito que as instruções sejam
entidade empregadora ou por pessoas ou entidades por ela confirmadas, também por escrito, nos casos seguintes:
indicados;

290
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

a) Quando haja motivo plausível para duvidar da sua au- vam contacto com o público;
tenticidade; g) Afixar no interior das instalações e em local apropriado,
b) Quando as julgue ilegítimas, nos termos do código de- reservado para o efeito pela entidade empregadora, informa-
ontológico da entidade empregadora ou do código de condu- ções do seu interesse;
ta aplicável; h) Não serem transferidos para fora do respetivo local de
c) Quando verifique ou presuma que foram dadas em vir- trabalho, enquanto membros dos corpos gerentes das asso-
tude de qualquer procedimento doloso ou errada informação; ciações sindicais, ou para fora da área da respetiva represen-
d) Quando da sua execução possa recear prejuízos que su- tação sindical, enquanto delegados sindicais;
ponha não terem sido previstos. i) Exigir da entidade empregadora o cumprimento deste
acordo e das leis do trabalho aplicáveis.
Cláusula 9.ª
Cláusula 11.ª
Prescrição e regime de prova dos créditos
1- Todos os créditos emergentes do contrato de trabalho, Ausências dos representantes sindicais
da sua violação ou cessação, extinguem-se, por prescrição, 1- Sem prejuízo dos direitos conferidos por lei, o sindi-
decorrido um ano a partir do dia seguinte ao da cessação do cato representado podem dispor, globalmente, na entidade
contrato. empregadora, para desempenho de cargos nos seus órgãos
2- Os créditos resultantes de indemnização por violação do estatutários, ou secretário-geral ou presidente de central sin-
direito a férias, pela aplicação de sanções abusivas ou pela dical, de um trabalhador com crédito de horas mensal corres-
prestação de trabalho suplementar, vencidos há mais de cin- pondente a quatro dias de trabalho, sem prejuízo do previsto
co anos, só podem ser provados por documento idóneo. no Código do Trabalho e em legislação laboral avulsa.
2- Os membros da direção e da mesa da assembleia geral
SECÇÃO II não abrangidos pelo disposto no número anterior, e os mem-
bros do conselho geral e do congresso do sindicato repre-
Atividade sindical sentado, podem ausentar-se justificadamente do trabalho nos
dias de reunião dos respetivos órgãos.
Cláusula 10.ª 3- Os delegados sindicais dispõem das horas previstas na
lei para, dentro ou fora do local de trabalho, e ainda que nou-
Direitos sindicais tra instituição, exercer as atividades inerentes aos respetivos
Para exercício da atividade sindical na entidade signatária cargos.
do presente acordo, são reconhecidos os seguintes direitos: 4- Os elementos das listas concorrentes aos órgãos esta-
a) Eleger os delegados sindicais estatutariamente previs- tutários dos sindicato representado dispõem dos dias neces-
tos; sários para apresentarem os seus programas de candidatura,
b) Desenvolver a atividade sindical no interior da empresa, até ao limite, por cada ato eleitoral, de 15 dias úteis e 3 dias
nomeadamente através de delegados sindicais e comissões úteis, conforme se trate de candidatos para os órgãos centrais
ou secções sindicais, legitimados por comunicação do respe- ou de candidatos para os órgãos locais ou de grupo dos sin-
tivo sindicato representado; dicato representado.
c) Relativamente aos representantes sindicais previstos 5- Para além das situações previstas nos números ante-
na cláusula seguinte, e nos termos e condições aí previstos, riores, os representantes sindicais poderão dispor do tempo
ausentar-se justificadamente durante o período de trabalho, estritamente necessário ao exercício de tarefas sindicais ex-
sem prejuízo de qualquer direito reconhecido por lei ou por traordinárias e inadiáveis, por período determinado e me-
este acordo, designadamente da retribuição, do subsídio de diante solicitação devidamente fundamentada das direções
almoço e do período de férias; sindicais.
d) Dispor, a título permanente, nas instalações da entidade
Cláusula 12.ª
empregadora - tendo sempre em conta a disponibilidade de
área da unidade de trabalho - espaço adequado para o exer- Quotização sindical
cício das funções de delegados sindicais e das comissões ou 1- A entidade empregadora descontará na retribuição dos
secções sindicais, devendo ter, neste último caso, uma sala trabalhadores sindicalizados o montante das quotas por estes
própria; devidas aos sindicato representado em que estejam inscri-
e) Realizar reuniões fora do horário de trabalho, nas insta- tos e remetê-lo-ão aos mesmos sindicatos até ao dia 10 do
lações da entidade empregadora, desde que convocadas nos mês imediatamente seguinte, acompanhado de um ficheiro
termos da lei e observadas as normas de segurança adotadas informático que permita conferir a exatidão dos valores en-
pelas mesmas; tregues.
f) Realizar reuniões nos locais de trabalho, durante o ho- 2- O ficheiro informático referido no número anterior con-
rário normal, até ao máximo de quinze horas por ano, sem terá os elementos de informação constantes do anexo IX.
perda de quaisquer direitos consignados na lei ou neste acor- 3- O desconto das quotas na retribuição apenas se aplica
do, sempre que seja assegurado o regular funcionamento dos relativamente aos trabalhadores que, em declaração indivi-
serviços que não possam ser interrompidos e dos que envol- dual enviada ao seu sindicato e à entidade empregadora, as-

291
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

sim o autorizem. 5- Em caso de acidente de trabalho, ou de doença súbita no


4- A declaração referida no número anterior pode ser feita local de trabalho, a entidade empregadora, ou quem a repre-
a todo o tempo e conterá o nome e assinatura do trabalhador, sente na direção e fiscalização do trabalho, deverá assegurar
o sindicato representado em que está inscrito e o valor da os imediatos e indispensáveis socorros médicos e farmacêu-
quota estatutariamente estabelecido, mantendo-se em vigor ticos, bem como o transporte e demais cuidados adequados
até ser revogada. a tais situações.
5- A declaração de autorização e a de revogação só pro-
duzem efeitos a partir do mês imediatamente seguinte ao da CAPÍTULO II
sua entrega.
6- As anomalias eventualmente detetadas no ficheiro in- Estatuto profissional
formático referido no número 1 devem ser retificadas até ao
fim do terceiro mês posterior. Cláusula 15.ª

SECÇÃO III Funções


1- Os trabalhadores desempenham as funções correspon-
Condições e medicina do trabalho dentes à categoria profissional para que foram contratados
ou que detêm, de acordo com o que, em cada momento, lhes
Cláusula 13.ª for determinado pela entidade empregadora, tendo em conta
o disposto neste acordo e nas normas legais aplicáveis.
Condições do local de trabalho
2- No caso de fusão ou de integração de instituições, ou de
1- Nos termos previstos na lei, a entidade empregadora encerramento de estabelecimentos, deverá ser atribuído aos
está obrigada a dotar os locais de trabalho de corretas con- trabalhadores, no prazo máximo de seis meses, um estatuto
dições de higiene, salubridade e segurança, por forma a pro- profissional correspondente à categoria profissional que de-
porcionar um ambiente de trabalho salubre e evitar o risco de têm.
doenças profissionais e acidentes de trabalho.
Cláusula 16.ª
2- O nível de intensidade sonora nos locais de trabalho não
deve ultrapassar os valores recomendados pelas entidades Categorias profissionais
competentes.
1- Aos trabalhadores abrangidos por este acordo corres-
3- Deve ser posta à disposição dos trabalhadores, em lo-
pondem diferentes categorias profissionais, que se caracteri-
cais facilmente acessíveis, água potável em quantidade su-
zam pelas funções tipificadas no anexo I e que se classificam
ficiente.
em três grupos:
4- Os edifícios, as instalações e os equipamentos de traba-
a) Grupo A - categorias da área diretiva;
lho devem ser mantidos em bom estado de conservação, bem
b) Grupo B - categorias das áreas comercial, técnica, ope-
como proporcionar condições de trabalho que não sejam in-
rativa e administrativa, e da saúde e ambiente;
cómodas e não constituam fator da fadiga.
c) Grupo C - categorias da área de apoio.
5- As operações de limpeza devem efetuar-se, salvo exi-
2- A cada uma das categorias referidas no número anterior
gências particulares ou quando não haja inconvenientes para
correspondem os níveis mínimos de retribuição constantes
os trabalhadores, fora dos períodos de trabalho.
dos anexos II e III.
6- Os trabalhos de conservação e reparação devem ser efe-
tuados com prontidão e por forma a não prejudicar ou pôr Cláusula 17.ª
em perigo a vida ou a saúde dos trabalhadores, devendo ser
tomadas medidas imediatas sempre que tal seja previsível. Obrigatoriedade de colocação noutras funções
1- Em caso de incapacidade física superveniente que im-
Cláusula 14.ª
possibilite o desempenho das funções que correspondem à
Medicina do trabalho categoria profissional para a qual o trabalhador foi contra-
tado ou que detém, este deverá ser enquadrado em funções
1- A entidade empregadora encontra-se obrigada ao estrito
equivalentes e compatíveis com a sua capacidade.
cumprimento da legislação aplicável à medicina do trabalho.
2- O trabalhador que, por força da introdução de novas
2- Os serviços de medicina do trabalho funcionarão nos
tecnologias e por causa delas, veja extinto ou modificado o
termos e com as atribuições definidas na lei, não podendo
seu posto de trabalho, deverá ser colocado no exercício de
ser-lhes cometidas funções de fiscalização das ausências ao
funções compatíveis com a categoria profissional para a qual
serviço.
foi contratado ou que detém, sem prejuízo do disposto na
3- Os serviços de medicina do trabalho deverão pôr em
cláusula 28.ª
prática as medidas necessárias e adequadas à profilaxia das
doenças infecto-contagiosas. Cláusula 18.ª
4- A entidade empregadora signatária deve promover a re-
alização de exames de saúde aos trabalhadores, nas situações Carreira profissional
e com a periodicidade previstas na lei. 1- Entende-se por carreira profissional a evolução do tra-

292
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

balhador, por promoção ou por progressão, dentro do respe- regime de comissão de serviço para o exercício de funções
tivo grupo ou para grupo superior. em cargos de especial confiança só pode ocorrer por acordo
2- A promoção envolve a mudança para categoria profis- escrito entre o trabalhador e a entidade empregadora, nos ter-
sional superior com o correspondente aumento da responsa- mos e dentro dos limites previstos na lei.
bilidade das funções que o trabalhador exerce e basear-se-á 2- Para além de outras previstas na lei, entendem-se como
nos conhecimentos técnico-profissionais demonstrados e no pressupondo uma especial relação de confiança as funções
processo de aconselhamento e avaliação. de direção, de gerente, de subgerente e de chefe de estabele-
3- A progressão consiste na atribuição de um nível supe- cimento, bem como as funções de assessoria ou aconselha-
rior ou de um complemento retributivo e fundamenta-se no mento pessoal dos titulares de cargos de administração e de
mérito demonstrado, tal como consubstanciado no processo direção diretamente dependentes da administração.
de aconselhamento e avaliação. 3- O período de comissão de serviço conta para a antigui-
4- As promoções e progressões deverão ser fundamentadas dade na categoria.
pelas hierarquias e, sem prejuízo do disposto nas cláusulas 4- Quando a comissão de serviço implicar o exercício de
20.ª e 136.ª, estão sujeitas a aprovação do órgão competente. funções correspondentes a categoria profissional mais eleva-
5- A admissão ou promoção a determinadas categorias da, a permanência nas referidas funções, por período supe-
profissionais pode ficar sujeita a um período de comissão rior a três anos, seguidos ou interpolados, implica automati-
de serviço ou de estágio, nos termos previstos nas cláusulas camente a promoção à referida categoria.
21.ª, 24.ª e 26.ª 5- O trabalhador tem direito à retribuição correspondente
à categoria para que foi nomeado e mantém todos os direitos
Cláusula 19.ª
da carreira de onde provém, passando a receber a retribuição
Aconselhamento e avaliação que auferiria se nesta se tivesse mantido, no caso de não se
concretizar a integração na referida categoria.
1- A entidade empregadora obriga-se a realizar, pelo me-
6- Quando a comissão de serviço se realizar fora da locali-
nos uma vez por ano, uma reunião de aconselhamento e ava-
dade em que se situa o local de trabalho poderá ser conven-
liação de cada trabalhador.
cionado, por acordo entre a entidade empregadora e o traba-
2- A reunião de aconselhamento e avaliação é realizada
lhador, um regime de despesas com deslocações diferente
com a participação do trabalhador, o qual deverá expressar
do previsto na cláusula 92.ª, que atenda à especificidade da
formalmente a sua concordância ou discordância em relação
situação em que o trabalhador se encontra.
às notações produzidas a respeito da sua prestação profis-
sional, podendo fazê-lo no ato ou no dia de trabalho subse- Cláusula 22.ª
quente.
3- Os termos do processo de aconselhamento e avaliação Exercício de funções de categoria superior à do trabalhador
constam de regulamento aprovado pela entidade emprega- 1- O exercício, por período superior a 30 dias consecuti-
dora, que deverá ser enviado ao sindicato representado, para vos, de funções de categoria profissional a que corresponda
conhecimento. nível mínimo superior à do trabalhador, dá a este o direito de
4- O regulamento previsto no número anterior poderá pre- receber a retribuição daquele nível mínimo durante todo o
ver procedimentos de autoavaliação. período em que durar o referido exercício.
2- O exercício de funções, nas condições do número ante-
Cláusula 20.ª
rior, com nota de classificação anual A, B ou C, numa escala
Promoções e progressões de A a E, dá ao trabalhador direito, por cada ano completo
do mesmo exercício e até atingir o nível correspondente às
1- Sem prejuízo de outras promoções ou progressões, o
funções desempenhadas, a ser promovido ou a progredir ao
trabalhador tem direito a ser promovido ou a progredir na
nível imediatamente superior àquele de que era titular no iní-
carreira profissional sempre que obtiver em cada ano durante
cio do período anual que é fundamento da respetiva promo-
os últimos cinco anos, a contar da última promoção ou pro-
ção ou progressão.
gressão, uma nota de classificação anual A, B ou C, numa
3- Para efeitos do disposto no número anterior, contar-
escala de A a E ou outra acordada em sede de comissão pa-
-se-á como um ano completo qualquer período de 12 me-
ritária.
ses seguidos ou integrado por períodos superiores a 30 dias
2- Quando o trabalhador não atinja os valores fixados no
consecutivos, desde que, em qualquer altura desse período,
número 1 será formal e fundamentadamente informado de
o trabalhador tenha desempenhado a totalidade das funções
tal facto.
inerentes à respetiva categoria.
3- As notações referidas no número 1 anterior consideram-
-se atingidas por todos os representantes sindicais ausentes Cláusula 23.ª
nos termos da cláusula 11.ª
Período experimental
Cláusula 21.ª
1- A duração do período experimental será fixada por es-
Comissão de serviço crito antes da data de admissão, não podendo exceder os li-
mites legalmente fixados.
1- A contratação de trabalhadores ou a sua nomeação em
2- Nos casos em que se exija formação profissional inicial,

293
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

para integração profissional, o período experimental a que se determinada consoante a natureza das funções a desempe-
refere o número anterior só se conta a partir do termo dessa nhar, mas que, em caso algum, excederá um ano, devendo
formação, que, para este efeito, não pode exceder um mês. a entidade empregadora comunicar a decisão nos 60 dias
3- Nos casos previstos no número anterior, a antiguidade subsequentes.
reporta-se à data de admissão. 2- O período de estágio conta para a antiguidade na cate-
goria.
Cláusula 24.ª
3- Durante o período de estágio o trabalhador tem direito à
Estágio de ingresso retribuição que teria se já estivesse na categoria.
4- No caso de não se concretizar a integração na categoria,
1- O ingresso na instituição pode ser precedido de um pe-
o trabalhador manterá todos os direitos da carreira de onde
ríodo de estágio, o qual, em caso algum, excederá um ano.
provém, passando a receber a retribuição que auferiria se na
2- No caso de subsequente celebração de contrato de tra-
mesma se tivesse mantido.
balho, qualquer que seja a natureza ou a modalidade deste, o
estágio conta para a determinação da antiguidade. Cláusula 27.ª
Cláusula 25.ª Determinação da antiguidade

Contrato de trabalho a termo 1- Para todos os efeitos previstos neste título, é reconhe-
cido o tempo de serviço prestado na entidade empregadora
1- Ao trabalhador contratado a termo resolutivo são aplicá-
anteriormente à entrada em vigor do presente acordo.
veis as condições constantes da lei e dos números seguintes.
2- Para todos os efeitos previstos neste título, é reconhe-
2- O contrato a termo pode também ser celebrado no caso
cido o tempo de serviço prestado a entidades empregadoras
da contratação de trabalhadores para o exercício de funções
não signatárias deste acordo, sempre que estas também re-
de operador de call center, quando não enquadrável em qual-
conheçam o tempo de serviço prestado nas signatárias, em
quer das situações de admissibilidade do contrato a termo
condições de reciprocidade.
resolutivo previstas na lei.
3- O contrato de trabalho a termo certo pode ser renovado
até três vezes e a sua duração não pode exceder: CAPÍTULO III
a) 18 meses, quando se tratar de pessoa à procura de pri-
meiro emprego; Mobilidade dos trabalhadores
b) Dois anos, nos casos de lançamento de nova ativida-
de de duração incerta, início de laboração de empresa ou de
SECÇÃO I
estabelecimento pertencente a empresa com menos de 750
trabalhadores, contratação de trabalhador em situação de de- Mobilidade funcional
semprego de longa duração ou noutra prevista em legislação
especial de política de emprego; Cláusula 28.ª
c) Três anos, nos restantes casos.
4- A cessação, por motivo não imputável ao trabalhador, Mudança e equivalência de funções
de contrato de trabalho a termo celebrado na situação pre- 1- A mobilidade funcional no âmbito da entidade empre-
vista no número 2 não impede nova admissão a termo para o gadora só poderá ser limitada pelo grau de qualificação ne-
mesmo posto de trabalho. cessário para o desempenho das funções e pelo grupo em que
5- Os deveres de comunicação e de afixação de informação se integra o trabalhador, salvaguardando sempre a categoria
relacionados com o contrato a termo, legalmente previstos, profissional para que este foi contratado ou que detém.
são substituídos pelo dever de o empregador comunicar à co- 2- A limitação referida no número anterior poderá ser afas-
missão de trabalhadores existente na empresa, à estrutura re- tada desde que a entidade empregadora e o trabalhador inte-
presentativa do trabalhador filiado em associação sindical e à ressado na mudança acordem na realização de um período de
Autoridade para as Condições de Trabalho, trimestralmente, formação ou de um estágio, especialmente orientados para
a celebração, com indicação do respetivo prazo e fundamen- habilitarem o trabalhador a exercer as funções em que está
to legal, e a cessação do contrato a termo. interessado.
6- O trabalhador contratado a termo tem os mesmos direi- 3- Para efeito do disposto no número 1, deverá ser estabe-
tos e está sujeito aos mesmos deveres do trabalhador perma- lecido pela entidade empregadora um quadro de equivalên-
nente numa situação comparável, salvo se razões objetivas cia de funções, determinando a afinidade e ligação funcional
ou disposições específicas do presente acordo justificarem entre atividades ou funções conexas.
ou determinarem um tratamento diferenciado. 4- Para apreciação das qualificações detidas pelo trabalha-
Cláusula 26.ª dor serão, designadamente, ponderados os elementos que fo-
ram levados em consideração no processo de admissão, bem
Estágio de acesso a categoria superior como a experiência profissional e as habilitações académicas
1- O acesso a categorias profissionais do grupo A e do gru- entretanto adquiridas.
po B pode ficar dependente de um estágio cuja duração será 5- As questões emergentes da aplicação desta cláusula de-
vem ser submetidas à apreciação da comissão paritária.

294
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

SECÇÃO II balho com direito à indemnização fixada nos termos da lei,


salvo se a entidade empregadora provar que da mudança não
Mobilidade entre locais de trabalho resulta o referido prejuízo para o trabalhador.
4- Para os efeitos desta cláusula, considera-se que existe
Cláusula 29.ª prejuízo sério quando se verifiquem as seguintes situações:
a) Trabalhadores dependentes de tratamento médico cróni-
Transferência para outro local de trabalho a pedido do trabalhador
co ou com incapacidade permanente parcial para o trabalho;
1- Nas transferências de local de trabalho a pedido do tra- b) Cônjuge sem possibilidade de transferência de local de
balhador, desde que estejam reunidos os requisitos de quali- trabalho;
ficação para o desempenho do lugar, atender-se-á à seguinte c) Filhos menores;
hierarquia de fatores: d) Ascendentes que coabitem com o trabalhador ou inca-
a) Razões de saúde do trabalhador ou de qualquer membro pacitados que residam no local da residência do trabalhador
do seu agregado familiar, devidamente comprovadas e bene- e a quem este deva assistência;
ficiadas com a transferência; e) Frequência com aproveitamento em estabelecimentos
b) Mérito demonstrado no processo de aconselhamento e de ensino inexistentes no local para onde se pretende efetuar
avaliação; a transferência.
c) Residência do agregado familiar ou do trabalhador; 5- Nas transferências a realizar, a entidade empregadora
d) Exercício de uma atividade por parte do cônjuge, na lo- deve privilegiar os trabalhadores que sofrerem menor preju-
calidade solicitada ou dentro de zona próxima, sem possibi- ízo, tendo em consideração a hierarquia de fatores previstos
lidade de transferência daquele; no número 1 da cláusula anterior.
e) Necessidade comprovada de assistência à família; 6- Para os efeitos previstos nos números anteriores, a enti-
f) Necessidade comprovada de continuação de estudos. dade empregadora deve comunicar por escrito a transferên-
2- No caso de não ser atendido o fator de preferência re- cia com antecedência mínima de 30 dias, sem prejuízo de
ferido na alínea a) do número anterior, poderá o trabalhador poder ser observado outro prazo por acordo entre aquela e
requerer uma junta médica, nos termos da cláusula 70.ª o trabalhador.
3- O trabalhador que reúna determinado fator de preferên- 7- Nas transferências previstas nesta cláusula, a entidade
cia não pode ser preterido por outro trabalhador que preen- empregadora custeará sempre as despesas diretamente im-
cha cumulativamente vários fatores subsequentes. postas pela mudança de residência do trabalhador e das pes-
4- Se, em relação a mais do que um trabalhador na situação soas que com ele coabitem ou estejam a seu cargo.
dos números anteriores, se verificarem os mesmos fatores 8- Quando em resultado da transferência para outro muni-
de prioridade, será atendido o pedido de transferência mais cípio não haja mudança de residência mas ocorra um acrés-
antigo. cimo de despesas derivadas das deslocações diárias para e do
5- O trabalhador vítima de violência doméstica tem direito local de trabalho, o trabalhador tem direito a ser ressarcido
a ser transferido, temporária ou definitivamente, a seu pedi- pela diferença relativa aos respetivos custos dos transportes
do, para outro estabelecimento da instituição, nos termos e coletivos, desde que não tenha beneficiado, simultaneamen-
condições previstas na lei. te com a transferência, de uma promoção ou progressão na
Cláusula 30.ª carreira e não disponha de meio de transporte facultado pela
entidade empregadora.
Transferência para outro local de trabalho por iniciativa da entidade
empregadora
Cláusula 31.ª
1- A entidade empregadora pode transferir o trabalhador Deslocações em serviço
para outro local de trabalho, nos termos seguintes: 1- Os trabalhadores obrigam-se a realizar as deslocações
a) Dentro do mesmo município; em serviço necessárias à execução da atividade que se com-
b) Dentro das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto; prometeram a executar, bem como as que derivem da frequ-
c) Para outros municípios, desde que o novo local de tra- ência de ações de formação profissional.
balho se situe num raio de 40 quilómetros do seu local de 2- A entidade empregadora custeará as despesas direta-
trabalho ou da sua residência; mente determinadas pela deslocação do trabalhador, nos ter-
d) Para localidade diferente da do seu local de trabalho, mos da cláusula 92.ª
se a transferência não causar prejuízo sério ao trabalhador;
e) Quando a transferência resultar de mudança total ou
CAPÍTULO IV
parcial do estabelecimento onde o trabalhador presta serviço.
2- Fora dos casos previstos no número anterior e salvo
acordo expresso do trabalhador, a entidade empregadora não
Formação
o pode transferir para localidade diferente da do seu local de
trabalho. SECÇÃO I
3- No caso previsto na alínea e) do número 1, o trabalhador
que invoque prejuízo sério pode rescindir o contrato de tra- Formação profissional

295
Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

Cláusula 32.ª Cláusula 34.ª

Formação profissional Férias e licença sem retribuição


1- Cabe à entidade empregadora manter e dinamizar a for- 1- Os trabalhadores-estudantes têm direito a marcar as fé-
mação profissional dos seus trabalhadores, desenvolvendo as rias de acordo com as suas necessidades escolares, salvo se
suas capacidades profissionais e pessoais e disponibilizando daí resultar comprovada incompatibilidade com o plano de
as ações de formação necessárias ao adequado desempenho férias da entidade empregadora.
das funções, à adaptação dos trabalhadores às novas tecnolo- 2- Os trabalhadores-estudantes têm direito ao gozo inter-
gias e ao acompanhamento da evolução do setor. polado de 15 dias de férias, à sua livre escolha e, em cada
2- Constitui dever dos trabalhadores frequentar as ações de ano civil, podem utilizar, seguida ou interpoladamente, até
formação que a entidade empregadora promova ou subsidie, 10 dias úteis de licença sem retribuição, desde que o requei-
devendo estas ocorrer durante o horário laboral. ram com a antecedência de 15 dias.
3- A realização das ações de formação preencherá, em mé-
Cláusula 35.ª
dia, vinte horas anuais por trabalhador.
4- O período de duração das ações de formação a que se Prestação de exames ou provas de avaliação
referem os números anteriores é considerado como efetiva
1- O trabalhador-estudante tem direito a ausentar-se, sem
prestação do trabalho.
perda de vencimento ou de qualquer outro direito ou regalia
5- Quando a frequência do curso ou ação de formação im-
previstos neste acordo, para prestação de exames ou provas
plicar deslocação e alojamento fora da área do local de tra-
de avaliação, nos seguintes termos:
balho ou residência, aplicar-se-á o disposto na cláusula 92.ª
a) Por cada disciplina, dois dias para a prova escrita, mais
deste acordo.
dois dias para a respetiva prova oral, sendo um o da reali-
zação da prova e o outro imediatamente anterior, incluindo
SECÇÃO II sábados, domingos e feriados;
b) No caso de provas em dias consecutivos ou de mais
Trabalhadores-estudantes de uma prova no mesmo dia, os dias anteriores serão tantos
quantos os exames a efetuar, aí se incluindo sábados, domin-
Cláusula 33.ª gos e feriados;
Horário do trabalhador-estudante
c) Nos casos em que os exames finais tenham sido subs-
tituídos por testes ou provas de avaliação de conhecimen-
1- Os trabalhadores-estudantes têm direito a beneficiar de tos, as ausências referidas poderão verificar-se, desde que,
horários de trabalho flexíveis para a frequência das aulas e traduzindo-se estas num crédito de quatro dias por disciplina
inerente deslocação para os respetivos estabelecimentos de e ano letivo, não seja ultrapassado este limite, nem o limite
ensino. máximo de dois dias por cada prova, observando-se, em tudo
2- Os horários previstos no número anterior não poderão o mais, o disposto nas alíneas anteriores.
iniciar-se antes das 8 horas nem terminar depois das 20 ho- 2- O trabalhador-estudante poderá optar, em alternativa ao
ras. regime previsto nas alíneas do número anterior, pelo direito a
3- Quando não seja possível a aplicação do regime pre- faltar dois dias úteis por disciplina, até ao máximo de 10 por
visto nos números anteriores, o trabalhador-estudante será ano, para preparação de provas de avaliação de conhecimen-
dispensado até seis horas semanais, podendo optar pela dis- tos ou exames, os quais podem ser utilizados, quer para uma
pensa ao trabalho durante três dias por mês, no caso de fre- só disciplina, quer para todas ou para o conjunto de algumas
quentar curso superior, sem perda de retribuição ou qualquer delas, mais um dia para prestação de cada exame, acrescido
outra regalia, se assim o exigir o respetivo horário escolar. do tempo necessário para a deslocação.
4- Havendo acordo entre o trabalhador e a entidade em- 3- Consideram-se justificadas as faltas dadas pelos traba-
pregadora, atentos os interesses e direitos dos trabalhadores- lhadores-estudantes na medida das necessidades impostas
-estudantes e o normal funcionamento das empresas ou ser- pelas deslocações para prestar provas de exame ou de avalia-
viços, poderá aquele optar entre a flexibilidade de horário ou ção de conhecimentos.
a dispensa até seis horas semanais.
5- O trabalhador-estudante que preste serviço em regime Cláusula 36.ª
de turnos tem os direitos conferidos nos números anteriores,
Requisitos para fruição das regalias concedidas aos trabalhadores-
sempre que exista possibilidade de se proceder ao ajusta-
-estudantes
mento dos horários ou dos períodos de trabalho, de modo a
não impedir o normal funcionamento daquele regime. 1- Para beneficiar das regalias estabelecidas no presente
6- Nos casos em que não seja possível a aplicação do dis- acordo, incumbe ao trabalhador-estudante:
posto no número anterior, o trabalhador tem direito de prefe- a) Fazer prova, junto da entidade empregadora, da fre-
rência na ocupação de postos de trabalho compatíveis com a quência de qualquer nível de ensino oficial ou equiparado,
sua aptidão profissional e com a possibilidade de participa- incluindo cursos de pós-graduação, mestrados ou doutora-
ção nas aulas que se proponha frequentar. mentos;
b) Comprovar a assiduidade às aulas, no fim de cada perí-

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

odo, e o aproveitamento escolar, em cada ano. Cláusula 38.ª


2- Para poder continuar a usufruir das regalias estabeleci-
das no presente acordo, deve o trabalhador-estudante con- Regime geral da prestação de trabalho
cluir com aproveitamento, nos termos do número seguinte, o Os trabalhadores ficam sujeitos à prestação de trabalho
ano escolar ao abrigo de cuja frequência beneficiará dessas em regime de tempo completo, sem prejuízo do disposto na
mesmas regalias. cláusula seguinte.
3- Para os efeitos do número anterior, considera-se apro-
Cláusula 39.ª
veitamento escolar o trânsito de ano ou aprovação em pelo
menos metade das disciplinas em que o trabalhador-estu- Regime de prestação de trabalho a tempo parcial
dante estiver matriculado, arredondando-se por defeito este
1- Considera-se trabalho a tempo parcial o que correspon-
número, quando necessário, considerando-se falta de apro-
da a um período normal de trabalho semanal igual ou infe-
veitamento a desistência voluntária de qualquer disciplina,
rior a 90 % do praticado a tempo completo, numa situação
exceto se justificada por acidente de trabalho ou doença pro-
comparável.
fissional, doença prolongada, licença em situação de risco
2- Aplicar-se-á o regime de prestação de trabalho a tempo
clínico durante a gravidez, ou por ter gozado licença parental
parcial nas situações em que a lei expressamente o estabeleça
inicial, licença por adoção ou licença parental complementar
e mediante pedido do trabalhador, nomeadamente nas situa-
por período não inferior a um mês.
ções de assistência a filhos, enteados, adotados e adotandos,
4- Tratando-se de cursos especializados, ações de forma-
desde que menores de 12 anos, deficientes ou incapacitados,
ção profissional, cursos superiores, pós-graduações, mes-
bem como quando haja acordo com a entidade empregadora
trados ou doutoramentos, as regalias previstas nas cláusulas
e mediante a celebração do correspondente contrato de tra-
35.ª e 90.ª só são atribuídas se a entidade empregadora re-
balho a tempo parcial.
putar aqueles cursos ou ações de interesse para a profissão.
3- O regime a que se refere a presente cláusula compre-
5- Os trabalhadores que não tenham tido aproveitamento,
ende tanto a prestação de trabalho em apenas alguns dias da
nos termos do número 3 desta cláusula, num máximo de dois
semana como, cumulativa ou alternativamente, a observân-
anos seguidos ou três interpolados, têm direito a ausentar-
cia de período normal de trabalho diário de duração inferior
-se, sem perda de vencimento ou qualquer outro direito ou
à prevista na cláusula 42.ª
regalia previstos neste acordo, para prestação de exame no
4- O contrato de trabalho a tempo parcial é celebrado por
dia em que este tiver lugar, acrescido do tempo necessário
escrito e dele deve constar a atividade para que é contratado
para a deslocação.
o trabalhador, o tratamento retributivo, o período normal de
6- Nos casos em que os exames finais tenham sido substi-
trabalho e o horário de trabalho.
tuídos por testes ou provas de avaliação de conhecimentos,
5- Os trabalhadores em regime de prestação de trabalho a
os trabalhadores-estudantes poderão faltar até ao limite de
tempo parcial gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres
dois dias por disciplina e ano letivo e um dia por cada prova,
constantes do presente acordo, com as especialidades nele
acrescido do tempo necessário à deslocação.
previstas, designadamente as decorrentes da presente cláusu-
la, do número 4 da cláusula 80.ª, da cláusula 86.ª, do número
CAPÍTULO V 2 da cláusula 89.ª e do número 8 da cláusula 112.ª
6- Caso haja de optar entre várias propostas de admissão
Prestação do trabalho
em regime de tempo parcial para um posto de trabalho, a en-
tidade empregadora dará preferência a favor de pessoas com
SECÇÃO I responsabilidades familiares, com capacidade de trabalho re-
duzida, com deficiência ou doença crónica ou que frequente
Princípios gerais estabelecimento de ensino.
Cláusula 37.ª Cláusula 40.ª

Competência das entidades patronais Períodos de funcionamento

1- Dentro dos limites deste acordo e da lei, compete à enti- 1- Dentro dos condicionalismos estabelecidos pelas nor-
dade empregadora fixar os termos em que deve ser prestado mas legais e regulamentares, compete à entidade emprega-
o trabalho. dora a fixação dos períodos de funcionamento das unidades
2- Os regulamentos internos que a entidade empregadora, de trabalho.
observados os procedimentos previstos na lei, elaborem no 2- Sem prejuízo do disposto no número anterior, são esta-
exercício da competência prevista no número anterior, in- belecidos os seguintes princípios:
cluindo o código deontológico, serão enviados ao sindicato a) Em geral, o período de funcionamento poderá ser das 8
representado, para conhecimento. às 20 horas, de segunda-feira a sexta-feira;
b) Nas unidades com intervenção nas operações relaciona-
SECÇÃO II das com a gestão da liquidez ou valores mobiliários, nome-
adamente sala de mercados, corretagem, tesouraria, títulos
Tempo de trabalho e custódia, poderão ser fixados períodos de funcionamento

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Boletim do Trabalho e Emprego, n.º 5, 8/2/2019

coincidentes com o observado na bolsa Euronext; b) De planeamento; de estudos, estratégia ou elaboração


c) Poderão funcionar continuamente: i) os serviços de de elementos de suporte às decisões do conselho de admi-
informática; ii) as áreas de autorização de pagamentos; iii) nistração da entidade empregadora; assessoria; de auditoria
outras unidades que, pela natureza do serviço prestado, pres- ou unidades de acompanhamento e resposta às entidades de
suponham trabalho continuado permanente ou temporaria- supervisão; de contabilidade ou consolidação; de recupera-
mente. ção de crédito ou de outras operações; de preparação e lança-
mento de novos projetos ou produtos; de implementação de
Clá