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MANUTENÇÃO EM

TELEVISORES

- Saiba como consertar TVs de LED


- Aprenda como funcionam e se testam os circuitos
- Defeitos principais e soluções
- Livro totalmente ilustrado

Autor - Luis Carlos Burgos

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Dedicatória

Eu dedico este trabalho ao meu irmão Luis Marcelo que não está mais entre nós
materialmente, mas está comigo espiritualmente me dando forças para superar os
desafios da vida. Também ao meu outro irmão e sócio Luis Henrique, autor de várias
fotos deste trabalho e minha mãe D. Darci. Dedico também esta obra a todos os meus
alunos e futuros alunos e a toda equipe da Burgoseletronica Ltda.
MANUTENÇÃO EM TELEVISORES DE LED – Por Luis Carlos Burgos

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APRESENTAÇÃO

Nesta obra que ora se inicia ensinarei como funcionam e as técnicas de consertos para os
televisores LCD com o backlight formado por leds. Tais televisores ficaram conhecidos no
mercado como televisores LED e vem ganhando cada vez mais espaço no comércio de
eletrônicos. Isto devido à sua arquitetura mais fina, mais elegante e com menor consumo de
energia elétrica do que os modelos LCD tradicionais com o backlight formado por lâmpadas
fluorescentes CCFL. Veja abaixo um televisor de 32” da Samsung de frente, perfil e traseira:

Observe que esta TV citada no exemplo é uma Samsung UN32C4000 e de acordo com a etiqueta
seu consumo é de 100 W. Enquanto uma 32 de LCD comum consome entre 130 e 150 W. Além
das TVs de LED serem mais finas, leves e econômicas, suas taxas de contraste são bem maiores
que as das TVs LCD convencionais. As TVs LED tem taxa de contraste acima de 500.000:1
enquanto as LCD comuns têm no máximo 50.000:1. Além disso, as TVs LED são verdadeiras
centrais multimídia com diversas entradas e algumas com possibilidade até de navegação na
internet, full HD e excelente dinâmica de imagem (entre 60 e 240 quadros por segundo).

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I - ALGUNS TERMOS USADOS NOS TELEVISORES LCD E DE LED
II - ENTRADAS DO TELEVISOR
III - MENUS DO TELEVISOR
1 – Menu do usuário
2 – Menu de serviço
IV - FLUXOGRAMA PARA TESTE DE FNCIONAMENTO DA TV LED
V - DESMONTAGEM E IDENTIFICAÇÃO DAS PLACAS DA TV LED
1 – Desmontagem da TV
2 – Identificação das placas da TV
VI - O BACKLIGHT DA TV LED
1 – Tipos de backlight para TVs de LED
1.1 – Barras de LEDs nas bordas ou “edge lit”
1.2 – Painel de LEDs atrás do display ou “back lit”
2 – Aspecto real de um backlight com LEDs
VII - ALIMENTAÇÃO DO BACKLIGHT DE LED E CONTROLE DE BRILHO
1 – Conversor triplo para seis barras de LEDs no backlight
2 – Conversor sêxtuplo para seis barras de LEDs no backlight
3 – Inversão dos conectores das barras de LEDs
VIII - ROTEIRO PARA CONSERTO DA ALIMENTAÇÃO DO BACKLIGHT DE LEDS
1 – TV liga, tem som normal, mas não acende a tela.
IX - FLUXOGRAMA PARA CONSERTO DA ALIMENTAÇÃO DO BACKLIGHT DE LED
X - A TELA DE CRISTAL LÍQUIDO (LCD)
1 – Como o cristal líquido controla a luz
2 – A divisão da tela e os transistores TFT
2 – Estrutura da tela LCD e backlight
XI - ESQUEMA EM BLOCOS DE UM TELEVISOR LED
1 – Localização dos principais componentes na placa principal da TV
2 – Televisores com CIs separados
3 – CIs principais de um televisor LG
4 – Detalhes da placa T-CON
XII - DEFEITOS RELACIONADOS COM A TELA LCD
XIII - A FONTE DE ALIMENTAÇÃO (SMPS)
XIV - ROTEIRO PARA CONSERTO DA FONTE DE ALIMENTAÇÃO
1 – A TV não liga e não acende o led stand-by do painel
XV - FLUXOGRAMA PARA CONSERTO DA FONTE DE ALIMENTAÇÃO (SMPS)
XVI - CIRCUITOS DA PLACA PRINCIPAL (SSB)
1 – Esquema em bloco da placa principal
2 – Como localizar os componentes principais na placa SSB
3 – Leitura de esquema – circuitos da placa principal
XVII - ROTEIRO PARA CONSERTO E DEFEITOS NA PLACA PRINCIPAL
1 – TV não liga, mas a fonte está funcionando. Pode ou não acender o led do painel
2 – A tela acende, mas não tem imagem
3 – A TV está sem som, porém a imagem está normal
4 – A imagem fica travando ou congelando
5 – O controle remoto ou o teclado não funcionam
XVIII - FLUXOGRAMAS DE TESTES PARA A PLACA PRINCIPAL
XIX - TESTES NA FONTE E CONVERSOR LED COM OSCILOSCÓPIO
XX - TESTES NA PLACA PRINCIPAL (SSB) COM OSCILOSCÓPIO
Observações finais
I. ALGUNS TERMOS USADOS NOS TELEVISORES LCD E DE LED

Ao pegar um esquema elétrico ou manual de serviço de um televisor de LED ou LCD comum,


vamos nos deparar com algumas siglas e como elas estão em inglês podem atrapalhar um pouco
os técnicos que ainda não tem trato com este idioma. Neste capítulo relacionei as siglas mais
comuns e as mais importantes, já traduzindo o que significam a fim de facilitar a interpretação de
um esquema ou manual de serviço para estes aparelhos e em conseqüência os testes e reparos:

ADC – Conversor analógico digital;


AFC – Controle automático de freqüência. Corrige a freqüência do seletor varicap;
AGC – Controle automático de ganho. É usado para ajustar ganho do seletor de acordo com o
nível de sinal na antena;
AR – Tamanho da imagem 4 por 3 ou 16 por 9;
Arsenal – Nome dado ao CI processador de vídeo ou Hércules (quando ele é separado);
ASF – Algoritmo que remove as barras laterais da tela quando não há sinal de vídeo;
ATSC – Comitê para o sistema de TV avançado. Padrão da TV digital nos EUA;
AV – Áudio e vídeo externo;
BGA – Tipo de CI que usa esferas de solda para fixação e contatos nas trilhas da placa de circuito
impresso. É um modelo de CI muito usado nos televisores LED e LCD comuns;
BLU – Unidade backlight dos televisores LCD seja ela de LED ou de lâmpadas CCFL;
CCFL – Lâmpada fluorescente de catodo frio usada no backlight das TVs LCD comuns;
CCD – Legendas transmitidas para auxiliar os deficientes auditivos;
Chelsea – Nome dado ao CI DSP/scaler quando ele é separado do Arsenal;
Compair – Dispositivo usado pela Philips para detectar erros e ajustar seus aparelhos;
CSM – Modo de ajuste para o usuário;
CVBS – Sinal de vídeo composto (luminância + croma);
DAC – Conversor digital analógico;
DBE – Reforço extra para sons graves;
DCM – Módulo para comunicação de dados;
DDC – Canal de dados do monitor. Contém informações sobre o modelo do aparelho;
DDR – Memórias com dupla taxa de transferência de dados;
DRAM – Memória RAM dinâmica;
DRM – Gerenciador de direitos digitais;
DSP – Processador de sinais digitais. Nome dado ao maior CI de um televisor LED ou LCD;
DST – Ferramenta (controle remoto) especial para assistência técnica;
DVI – Interface de sinal de vídeo digital;
EEPROM – Memória que armazena os dados de ajuste da TV;
FDS ou FDW – Duplo quadro ou duas imagens ocupando a tela toda;
FHD – Completa alta definição;
FLASH – Memória com o firmware (software necessário para o funcionamento da TV);
Gb – Gigabyte. Corresponde a mais de 1 bilhão de bytes;
HD – Alta definição. Imagem com um grande número de linhas e colunas;
HDD – Disco rígido para armazenamento de dados;
HDMI – Interface multimídia de alta definição. Usada para transferir sinais de áudio e vídeo digitais
de alta definição através da tecnologia TMDS;
HP – Fone de ouvido;
I²C – Barramento duplo para a comunicação serial entre os vários circuitos do aparelho;
IR – Infravermelho do controle remoto;
IRQ – Pedido de interrupção para um circuito se comunicar com o CI micro;

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ISDB-T – Serviço integrado de transmissão digital terrestre – O padrão da TV digital do Brasil;
ITV – TV Institucional usada em hotéis, hospitais, etc;
LS – O estado dos controles de um aparelho quando ele é desligado. Ele é memorizado pela
EEPROM de modo a ligar a TV com os ajustes iguais quando ela foi desligada;
LATAM – América Latina;
LCD – Tela de cristal líquido;
LED – Diodo emissor de luz. Formam o backlight das TVs LED.
LVDS – Tráfego de sinais diferenciais em baixa tensão. São trilhas de baixa tensão (de 1,2 a 1,5
V) que levam o sinal em alta velocidade ao display LCD dos televisores e monitores;
Mb – Megabyte. Corresponde a cerca de 1 milhão de bytes;
MPEG – Formato digital usado para processar imagens nos televisores LCD;
MUTE – Corte do som da TV;
NAFTA – América do Norte;
NC – Sem conexão;
NTSC – Comitê para o sistema nacional de TV. Sistema do sinal de croma usado em vários
países como os da América do Norte e Japão. O sinal de cor é 3,579545 MHz;
NVM – Memória que não perde os dados ao desligar a TV. Pode ser usada para armazenar os
comandos e ajustes;
OAD – Atualização de software através do sinal recebido pela antena da TV;
OSD – Menu na tela da TV;
PAL – Linha de fase alternada. Sistema do sinal de croma usado em vários países incluindo o
Brasil. O sinal de cor é 3,575611 MHz no sistema PAL-M e 3,582056 MHz em PAL-N;
PCB ou PWB – Placa de circuito impresso;
PCM – Modulação por código de pulso;
PIP – Quadro dentro de quadro. Imagem menor sobreposta à uma imagem maior;
PLL – Laço de fase travada. Circuito usado pelo seletor varicap para sintonizar os canais e
memorizá-los;
PWM – Modulação por largura de pulso. É uma onda quadrada de largura variável;
RAM – Memória de acesso aleatório. Este tipo de memória perde os dados quando tem sua
alimentação interrompida. Portanto ela é sempre carregada quando o aparelho é energizado;
RESET – Pulso momentâneo para inicializar os circuitos quando a TV é energizada;
SCL – Sinal de clock (sincronismo) do barramento I²C;
SDA – Dados seriais bidirecionais do barramento I²C;
SDRAM – Memória RAM dinâmica síncrona. Este tipo de memória é usado pelo CI DSP para
carregar os dados a serem corrigidos e poderem desta forma formar as imagens para o display
LCD. As memórias SDRAM dos televisores LCD são do tipo DDR;
SIF – Sinal de FI de som (4,5 MHz);
SMPS – Fonte de alimentação chaveada;
SSB – Placa processadora de sinais (placa principal) das TVs LCD;
STB – Set top Box. Circuito que recebe e processa os sinais digitais das emissoras de TV;
T-CON – Placa que transfere o sinal da linha LVDS ao display LCD;
TFT – Transistores mosfets microscópicos que controlam os subpixels das telas das TVs LCD;
TMDS – Tráfego de sinais diferenciais com redução de interferência. Este sistema é usado para
transferir dados digitias em alta velocidade pelos conectores HDMI e DVI sem a influência de
ruídos eletromagnéticos;
UART – Transmissão/recepção universal de dados controlada por software;
USB – Barramento serial universal. Usado para conectar vários tipos de periféricos à TV;
USRT – Transmissão/recepção universal de dados controlada por hardware (circuito eletrônico);
USART – Transmissão/recepção universal de dados controlada por hardware e software;
URSA – CI usado por alguns TVs de LED para acelerar os dados nas linhas LVDS nos modelos
que tem grande velocidade de transferência de quadros para o display (FHD entre 120 e 240
quadros por segundo). Ele fica entre o CI DSP e o flat cable que vai à placa T-COM do display;
YPbPr – Sinais de vídeo componentes: luminância e diferenças de cor R-Y e B-Y;
YUV – Sinais de vídeo componentes.

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II. ENTRADAS DO TELEVISOR

Conforme explicado, os televisores LED são centrais multimídia com diversas entradas que são
selecionadas através da tecla “source” do controle remoto. Veja abaixo na figura 1 algumas das
entradas do televisor estudado neste trabalho:

Figura 1 – Algumas entradas da TV LED

Alguns televisores usam encaixes RCA para as entradas de vídeo composto e componentes,
porém por economia de espaço o modelo estudado usa conectores do tipo P2. Neste caso ela
vem com adaptadores P2-RCA conforme visto na figura 2 abaixo:

Figura 2 – Adaptadores P2/RCA usado em alguns modelos de televisores de LED

As entradas vistas nas figuras 1 e 2 servem para os sinais analógicos e são descritas abaixo:

Antena e CATV – São as entradas do seletor varicap. O varicap destas TVs possui o conversor
de TV digital interno. Portanto ele pode sintonizar os sinais dos canais analógicos e digitais.

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Os canais analógicos são indicados com números inteiros, como por exemplo, canal 4, 5, 7. Já os
canais digitais são indicados como 4.1, 5.1, 7.1 e assim por diante. A maioria das emissoras
transmite dois sinais: analógico e digital e através desta numeração os diferenciamos. Os canais
analógicos e parte dos digitais usam o padrão 4:3 de imagem. Desta forma aparece uma barra
preta em cada lado da tela. Se usarmos o botão “P.SIZE” no controle a imagem se expandirá e
ocupará a tela toda, porém ficará achatada. Algumas emissoras digitais transmitem em
determinados programas o sinal HDTV em formato Wide no padrão 16:9 e assim ela ocupa toda a
tela normalmente sem achatar. Se a antena estiver desajustada ou se a recepção estiver ruim
para determinada emissora, na opção sinal analógico a imagem fica com chuviscos ou fantasmas
e na opção digital a imagem fica congelando ou sumindo aparecendo a indicação “sinal fraco ou
inexistente” na tela da TV.

Vídeo componentes – Possui três entradas para imagem (luminância ou Y, vermelho ou Pr e


azul ou Pb) e duas para o som (L e R). Como os sinais entram separados e também no formato
progressive scan (varredura completa de todas as linhas para cada quadro), a imagem
proporcionada é de alta qualidade.

Vídeo composto CVBS ou AV – Aqui é uma entrada para o sinal de vídeo (luminância + croma)
e duas para o som (L e R). A entrada CVBS produz uma imagem de qualidade inferior à de vídeo
componentes devido ao fato de fazer um caminho de processamento maior e trabalhar com
imagem entrelaçada (cada quadro é varrido duas vezes para ser formado). Porém todos os
aparelhos que trabalham com imagem possuem pelo menos a saída CVBS. A TV do estudo tem
duas entradas AV.

DB15 – Esta entrada leva os sinais RGB (analógicos) e os de sincronismo H e V (digitais) do


computador PC para a TV funcionar como monitor.

Veja abaixo na figura 3 a seleção das entradas feita pelo menu da TV através da tecla “source”
do controle remoto:

Figura 3 – Seleção das entradas da TV pelo menu e tecla “source”(ou fonte) no controle
A entrada será habilitada sempre que o plugue estiver encaixado no conector correspondente à
entrada a ser usada. Enquanto não há plugue, a entrada fica desabilitada.

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Agora as entradas digitais. Aqui temos as entradas HDMI, DVI, USB e alguns modelos entradas
Ethernet (para conexão de uma rede interna). Algumas têm opção para navegação na internet.
Veja abaixo na figura 4 as entradas digitais da TV estudada:

Figura 4 – Entradas HDMI, DVI, USB e saídas de áudio

HDMI – Estas entradas possuem 19 pinos e por ela passam os sinais de áudio de vídeo digitais
de alta definição e em alta velocidade através da tecnologia TMDS (com redução de ruídos). Os
modernos equipamentos de DVD player e vídeogame já possuem esta entrada, bastando apenas
o cabo específico HDMI para fazer a ligação com a TV. Uma das entradas HDMI também serve
como interface digital para o vídeo (DVI), porém neste caso será necessário ligar o som na
entrada de áudio para DVI.

Saídas de áudio – Esta TV possui uma saída de áudio analógica e outra digital para a ligação
com outros equipamentos de som.

USB – Este conector permite a ligação de outros aparelhos à TV como pen drive, players (MP3,
MP4, etc.) e HDs (discos rígidos) externos e assim usar o televisor como reprodutor de filmes,
músicas e fotos armazenadas nestes periféricos. Veja abaixo na figura 5 como é feita a conexão
e o menu usado para navegar pelos arquivos do periférico conectado à porta USB.

Figura 5 – Conexão de um HD externo na USB e menu (esquerda) para os arquivos do periférico

Para entrar no menu do player dos periféricos ligados na USB usamos a tecla “P.MODE” ou
“source” do controle. Lembrando que deve haver algum dispositivo ligado na USB para habilitar
esta função. Para maiores detalhes sobre a seleção das entradas consulte o manual da TV.

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III. MENUS DO TELEVISOR

1 – Menu do usuário

É acessado através da tecla MENU do controle remoto e nele o usuário pode fazer diversos
ajustes na TV como brilho, contraste, cor, matiz, luz de fundo, ajustes no som, sintonia dos canais
e vários outros como indicados no manual da TV. Veja na figura 6 o menu da TV estudada:

Figura 6 – Menu do usuário

2 – Menu de serviço

É acessado através da seqüência de teclas MUTE-1-8-2-POWER. O modo de serviço é usado


para fazer ajustes de acordo com o manual técnico da TV (indispensável para este tipo de ajuste).
Veja o menu do modo de serviço da TV estudada na figura 7:

Figura 7 – Modo de serviço

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IV. FLUXOGRAMA PARA TESTE DE FNCIONAMENTO DA TV LED

FLUXOGRAMA 1 INÍCIO

Ligue a TV na
rede elétrica

NÃO Defeito na placa da fonte SMPS


Led do painel
ou na placa principal SSB
acende?
(CI regulador, micro ou DSP)

SIM

Aperte a tecla
power no painel
ou no CR

SIM

NÃO
Defeito na placa principal SSB
A TV liga ?
Falta o comando PS-ON

SIM

Defeito na placa da fonte SMPS


NÃO (conversor DC-DC), display
A tela acende ? (barra de LED ruim) ou placa
principal SSB (falta o comando
BL-ON)
SIM

A iluminação da
NÃO
tela está uniforme
Defeito no display LCD
sem riscos, manchas
ou pontos ?

SIM

Defeito na placa principal SSB


Tem imagem pela NÃO Seletor, interface, CI DSP,
entrada de antena chaveamento das funções.
e demais entradas ? Defeito na placa T-CON se
a tela estiver branca

SIM

Defeito na placa principal SSB


Tem som pela NÃO
Seletor, interface, CI DSP,
entrada de antena
chaveamento das funções,
e demais entradas ?
CI de saída de áudio

SIM

Fim. TV funcionando normalmente

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V. DESMONTAGEM E IDENTIFICAÇÃO DAS PLACAS DA TV LED

1 – Desmontagem da TV

As TVs LED são fáceis de desmontar, porém devido ao fato de terem muitos parafusos que
prendem sua tampa metálica é necessário guardá-los em gaveteiro ou saquinhos separados.
Basta então retirar os parafusos que prendem o suporte e a tampa, levantar a tampa e já temos
acesso aos circuitos dela com facilidade. Veja na figura 8 retirada do próprio manual de serviço a
posição, os tipos dos parafusos e a maneira de levantar a tampa para abrir a TV:

Figura 8 – Tipos de parafusos e a maneira correta de tirar a tampa traseira da TV estudada

2 – Identificação das placas da TV

Uma vez removida a tampa temos acesso aos circuitos da TV. Como podemos observar na figura
9 a TV de estudo é formada basicamente por três placas: a da fonte (SMPS), a principal (SSB) e a
controladora do display sob a blindagem (T-CON).

Figura 9 – Identificação das placas da TV LED estudada

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VI. O BACKLIGHT DA TV LED

Aqui é a grande diferença entre o televisor LCD de LED e o LCD comum. Conforme estudamos
em outra obra de minha autoria (“Reparação de monitores e televisores LCD” editora Livrotec ref
152) os televisores LCD comuns possuem lâmpadas fluorescentes CCFL no backlight do display.
Desta forma nas cenas mais escuras, o display diminui ou bloqueia a passagem da luz. Porém
como não é 100 % eficiente ainda se nota a iluminação traseira e as partes da cena que deveriam
ser pretas ficam cinza escuro. Em conseqüência, o contraste destas TVs não é tão bom
especialmente em cenas escuras. Já as TVs LED possuem o backlight formado por LEDs. Desta
forma nas cenas mais escuras além do display diminuir ou bloquear a luz, os LEDs do backlight
são controlados para diminuírem o brilho ou apagarem por completo. Desta forma as partes pretas
de uma cena ficam realmente pretas (parte do backlight apagado). Em conseqüência o contraste
das TVs LED é muito superior às de LCD comuns.

1 – Tipos de backlight para TVs de LED

Além da vantagem do contraste, os backlights com LED são bem mais finos e econômicos que os
de lâmpada, tornando estas TVs extremamente finas (cerca de 1 cm de profundidade), bem mais
leves e com menor consumo de energia elétrica. Existem dois tipos de backlight com LEDs:

1.1 – Barras de LEDs nas bordas ou “edge lit” – Neste tipo há algumas barras de LEDs
brancos dispostas em volta do display. Este sistema é o mais simples, mais barato e proporciona
ao televisor um aspecto bem fino sendo o mais usado pelos televisores LED. Porém sua taxa de
contraste é inferior ao sistema “back lit” descrito a seguir. O controle de brilho dos LEDs pode ser
feito em todos de uma vez só (“full dimming”) ou individualmente (“local dimming”). Veja um
sistema deste na figura 10:

Figura 10 – Backlight de LEDs usando o sistema “Edge lit” ou LEDs nas bordas

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1.2 – Painel de LEDs atrás do display ou “back lit” – Neste tipo há um painel com vários LEDs
brancos ou com as três cores da TV (vermelho, verde e azul) colocado atrás do display. Este
sistema de arranjo de LEDs também é chamado de “full array” e proporciona melhor contraste
que o sistema anterior. O controle de brilho dos LEDs pode ser feito de uma vez só em todos (“full
dimming”) ou individualmente (“local dimming”). Veja na figura 11 um backlight “full array”:

Figura 11 – Backlight de LEDs usando o sistema “Back lit” ou painel completo de LEDs atrás

2 – Aspecto real de um backlight com LEDs

Veja na figura 12 o aspecto físico de um backlight tipo “edge lit” que será o estudado neste
trabalho por ser o mais popular, porém os princípios valem também para o outro modelo:

Figura 12 – Aspecto real de um backlight com LEDs

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VII. ALIMENTAÇÃO DO BACKLIGHT DE LED E CONTROLE DE BRILHO

O backlight de LEDs é alimentado através de um circuito conversor DC-DC, também chamado de


conversor LED. Veja na figura 13 um circuito simplificado de conversor LED semelhante ao
usado na TV de estudo para alimentar duas barras de LEDs ligadas em série.

Figura 13 – Circuito simplificado de conversor LED para duas barras de LEDs em série.

As barras de LEDs são ligadas em série no conector CN1. A alimentação é feita por uma tensão
DC de 160 V. A placa da fonte possui na verdade duas fontes chaveadas (SMPS). Uma delas
alimenta o conversor LED com uma tensão DC de 90 V fornecida por T1, D1 e C1. Esta tensão é
aplicada a um circuito conversor DC-DC booster (reforçador) formado pela bobina reforçadora L1,
mosfet Q1, D2 e C2. Todo o sistema é chaveado e controlado por um CI oscilador de PWM. O CI
entrega uma onda quadrada (PWM1) ao gate de Q1 via R1 e R2. Q1 chaveia L1 fazendo-a
armazenar energia magnética variável de acordo com a velocidade de oscilação do transistor.
Esta velocidade depende do PWM1 vindo do CI. A energia de L1 se soma ao +B de 90 V, sendo
retificados por D2, filtrados por C2 resultando em 160 V para as barras de LEDs. C3 filtra os
ruídos da linha de alimentação. R12 ao R14 recolhem uma amostra da tensão de saída para o CI
ajustar o PWM1 de modo a manter a tensão fixa em 160 V mesmo com variação da rede elétrica.
R3 e R4 formam uma proteção para o CI desligar em caso de excesso de corrente em Q1.
Controle de brilho – É feito pela variação da tensão no pino 4 do conector CN1 das barras de
LEDs. Esta tensão varia entre 1 e 40 V e é controlada pelo chaveamento de Q2. Quanto maior a
tensão, mais fraco é o brilho dos LEDs e vice versa. O conector CN2 que vai à placa principal
recebe desta o comando P_DIM e o envia ao CI. Desta forma o CI varia o sinal PWM2 aplicado
em Q2 para este variar a tensão no dreno e em conseqüência o brilho dos LEDs. O brilho das
barras de LEDs neste caso é controlado ao mesmo tempo de acordo com o brilho da imagem.
On/off – O comando BL_ON (em 5 V) aciona Q3 e Q4 para alimentar o CI e ligar o backlight.

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Na figura 14 podemos observar o conversor LED visto pela parte superior da placa da TV:

Figura 14 – Circuito conversor LED visto por cima, destacando a tensão de 160 V.

Na figura 15 vemos o conversor LED visto por baixo destacando o CI oscilador de PWM e o
transistor mosfet controlador de brilho.

Figura 15 – Conversor visto pela parte de baixo da placa.

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1 – Conversor triplo para seis barras de LEDs no backlight

Na figura 16 podemos observar um conversor usado para alimentar seis barras de LEDs (dois
conectores com doze terminais no total). Cada duas barras têm uma bobina reforçadora, mosfet,
diodo e CI oscilador de PWM para obtenção do +B de 160 V. Também há o mosfet para controle
de brilho. No total há três bobinas reforçadoras, seis mosfets, três diodos, três capacitores de filtro
e três CIs PWM por baixo da placa.

Figura 16 – Conversor triplo para seis barras de LEDs visto por cima e por baixo da placa.

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2 – Conversor sêxtuplo para seis barras de LEDs no backlight

Neste caso há um conversor para cada barra de LEDs (seis conversores no total). Temos dois
conectores com seis terminais cada para alimentar as barras de LEDs. Este sistema permite o
controle de brilho (dimming) individualmente para cada barra de LEDs de acordo com a cena a ser
reproduzida na tela. Veja na figura 17 o exemplo de uma TV com os seis conversores:

Figura 17 – Seis conversores para seis barras de LEDs.

3 – Inversão dos conectores das barras de LEDs

Como vemos na figura 18 cada conector alimenta


os LEDs de uma das metades da tela. Podemos
inverter estes conectores que a TV funcionará
normalmente. Se faltar brilho do lado esquerdo da
tela (L), colocamos o conector L no lugar onde está
o R. Se o brilho aparecer do lado esquerdo, o
defeito está no conversor (placa da TV). Se
trocando o conector L pelo R, continuar sem brilho
do lado esquerdo da tela, o defeito é no backlight,
significando neste caso a troca do display.

Figura 18 – Conectores dos LEDs

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VIII. ROTEIRO PARA CONSERTO DA ALIMENTAÇÃO DO BACKLIGHT DE LEDS

1 – TV liga, tem som normal, mas não acende a tela.

a) Antes de tudo verifique se no conector entre a fonte e a placa principal chegam os


comandos BL_ON (ligar o backlight) e P_DIM (controle de brilho) – O BL_ON deve ser 0
V com o backlight apagado e 5 V com ele aceso. P_DIM deve variar entre 1 e 5 V
dependendo do brilho na tela. Veja na figura 19 como medir a tensão BL_ON:

Figura 19 – Medindo a tensão no pino BL_ON no conector da fonte.

Observe na figura 20 como medir a tensão no pino P_DIM do conector da fonte:

Figura 20 – Medindo a tensão no pino P_DIM no conector da fonte.

Se não tivermos a tensão BL_ON ou P_DIM, o defeito estará na placa principal (CI micro ou DSP).

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b) Meça a tensão de 160 V num dos terminais do conector dos LEDs como na figura 21:

Figura 21 – Conferindo os 160 V do conversor de LED.

c) Se não chega os 160 V – Verifique se o conversor LED recebe o +B de 90 V da fonte:

Figura 22 – Conferindo a tensão de 90 V da fonte que alimenta o conversor LED.

d) Tem 90 V na saída da fonte, mas não chega os 160 V no conector dos LEDs – Neste
caso o defeito está relacionado com o conversor LED. Teste o mosfet, bobina reforçadora,
diodo retificador e capacitores de filtro da linha de 160 V. Verifique a presença de sinal no
gate do mosfet vindo do CI oscilador de PWM da seguinte forma: Coloque o multímetro na
escala de ACV 10. Ponta vermelha no encaixe “out put” e meça a tensão AC no gate do
mosfet.

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Se o multímetro não tiver o encaixe “out put” mantenha a ponta vermelha no encaixe “+” e
coloque em série com esta ponta um capacitor de 220 nF x 250 V. Meça a tensão AC no gate
do mosfet. Se encontrarmos uma tensão AC de cerca de 4 a 5 V, o CI está funcionando. Se
não o CI está com defeito, com falta de alimentação ou ainda algum componente danificado
ligado no gate do mosfet. Veja o teste na figura 23:

Figura 23 – Sinal “out put” no gate do mosfet do conversor LED.

e) Não tem a tensão de 90 V para o conversor LED – Daí o defeito é na fonte de alimentação
do conversor LED. Pode ser curto na linha de 90 V (apesar de que neste caso a TV pára de
funcionar), capacitor de filtro da linha de 90 V, defeito no CI oscilador e chaveador desta fonte
ou algum componente ligado nele. Mais adiante falarei sobre a fonte destas TVs.
f) Tem 160 V no conector dos LEDs, mas o backlight não acende – Meça a tensão no dreno
do mosfet controlador de brilho conforme na figura 24:

Figura 24 – Medindo a tensão no dreno do controlador de brilho.

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g) A tensão no dreno do controlador de brilho está 0 V ou muito baixa – Neste caso o
defeito está nas barras de LEDs e devemos trocar estas barras do backlight ou o display
completo no caso de não obtenção deste conjunto de LEDs.
h) A tensão no dreno do controlador está alta (40 V ou mais) e não varia – Meça a tensão
de “out put” (ACV) no gate deste mosfet controlador conforme visto na figura 25:

Figura 25 – Medindo a tensão “out put” no gate do controlador de brilho.

Se houver tensão “out put” no gate do mosfet, indica que o CI oscilador de PWM está
funcionando. Na falta deste sinal no gate indica que a falha é no CI do PWM.
i) Tem sinal de “out put” no gate do controlador e mesmo assim tensão no dreno está
alta – Neste caso devemos testar o próprio mosfet controlador e o resistor de baixo valor
ligado no source dele. Veja a posição deste resistor na figura 26:

Figura 26 – Detalhe do resistor ligado no source do controlador de brilho.

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IX. FLUXOGRAMA PARA CONSERTO DA ALIMENTAÇÃO DO BACKLIGHT DE LED

FLUXOGRAMA 2 - TV LIGA TEM SOM MAS A TELA NÃO ACENDE

Meça as tensões nos pinos


BL_ON e P_DIM do conector
entre a fonte e a placa principal:
BL_ON entre 0 e 5 V
P_DIM entre 1 e 5 V

Meça a tensão de SIM NÃO


160 V num dos pinos Normais ? Defeito na placa principal SSB
do conector dos LEDs

Meça a tensão no dreno SIM NÃO Meça a tensão na fonte


do mosfet controlador Tem 160 V ? que alimenta o conversor
de brilho LED

SIM NÃO
SIM NÃO Tem 90 V ?
Varia de
1 a 40 V ?

Defeito no backlight Teste o mosfet controlador Teste a bobina reforçadora, Defeito na fonte
de brilho, resistor ligado mosfet chaveador, diodos do conversor LED
no source, pulsos "out put" retificadores e capacitores
no gate. Se não tiver os de filtro da linha de 160 V.
pulsos, o defeito é no Meça os pulsos no gate do
CI oscilador de PWM mosfet para testar o CI PWM

COMPONENTES BONS

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X. A TELA DE CRISTAL LÍQUIDO (LCD)

Aqui não há diferença entre as TVs LCD comuns e as de LED. A diferença está mesmo é no
backlight. A tela de LCD é um sanduíche com o bloco de cristal líquido no meio e os vidros
polarizadores dos lados. O conjunto da tela fica acima de um vidro difusor de luz e em volta deste
as barras de LEDs formando o backlight. Em algumas TVs o backlight fica atrás da tela LCD.
1 – Como o cristal líquido controla a luz
Veja o princípio de funcionamento do conjunto LCD na figura 27:

Figura 27 – Controle da luz pelo cristal líquido.

Em cada lado do cristal líquido temos um vidro com ranhuras chamado polarizador. Há, portanto
dois polarizadores com as ranhuras colocadas 90º um em relação ao outro. Cada polarizador só
deixa a luz passar numa única direção. Quando não há tensão, a luz do backlight passa pelo
primeiro polarizador, pelo cristal líquido que muda a sua trajetória e pelo segundo polarizador,
tornando-se iluminada a frente da tela. Quando há tensão aplicada entre os polarizadores, as
moléculas se organizam de forma a não mudarem a trajetória da luz. Agora a luz passa pelo
primeiro polarizador, pelo cristal líquido que não altera mais a direção e não passa pelo segundo
polarizador, ficando apagada a frente da tela.
Portanto a tela LCD acende (deixa a luz passar) quando não há tensão entre os
polarizadores e apaga (bloqueia a luz) quando há tensão entre estas camadas.
Porém nos televisores LED quando a tela deve reproduzir uma cena escura ou totalmente preta,
além da tela LCD bloquear a luz, os LEDs do backlight diminuem o brilho ou apagam por completo
dado maior efeito realístico nestas imagens. É por este motivo que o contraste destas TVs é bem
superior às de LCD convencionais (com backlight de lâmpadas).

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2 – A divisão da tela e os transistores TFT

O display é dividido em pequenas áreas chamadas pixels. Cada pixel é subdividido em três cores
(R, G e B). Cada cor é controlada por um microtransístor mosfet impresso no vidro (TFT) e possui
um filtro de cor. As TVs LED são “wide screen” e possuem resolução de 1920 colunas x 1080
linhas. Dá um total de 2.073.600 pixels na tela. Como cada um possui três cores, a tela possui
mais de 6 milhões de transistores TFT.
TFT - "Thin Film Transistor" ou Transistor de filme fino – É um minúsculo transistor mosfet
usado para controlar (ligar e desligar) cada subpixel (cor) da tela. Eles são montados num
substrato de vidro entre o primeiro polarizador e o bloco de cristal líquido. Cada transistor é
responsável por fazer o seu subpixel deixar passar a luz (acender) ou bloquear (apagar). Entre o
cristal líquido e o segundo polarizador há um substrato de vidro com os filtros de cor. Veja na
figura 28 a estrutura de uma tela LCD:

Figura 28 – Estrutura de uma tela LCD.

Formação da imagem com várias tonalidades de cores na tela LCD - Para cada imagem
formada no painel LCD, cada TFT recebe no gate dez bits "0" e "1" de cada vez. Se todos os bits
forem “1”, aquele subpixel apresenta brilho ao máximo. Se todos os bits forem “0” aquele subpixel
fica apagado. Se alguns bits forem “0” e outros “1”, o subpixel se acende e apaga dez vezes bem
rápido de modo que o nosso olho enxergará um brilho mais fraco.
Como cada subpixel (cor) recebe dez bits de cada vez, ele pode apresentar 1024 níveis de
brilho. Como cada pixel tem três cores, multiplicando os 1024 níveis de brilho para cada
uma, resulta que este pixel pode reproduzir 1024 (R) x 1024 (G) x 1024 (B) = mais de um
bilhão de cores. Os capacitores "storage" armazenam por alguns instantes a informação de
brilho daquele subpixel. A tela pode reproduzir entre 60 e 240 imagens por segundo dependendo
do circuito eletrônico do televisor.

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3 – Estrutura da tela LCD e backlight

Veja na figura 29 as partes que formam um display de TV LED junto com o backlight:

Figura 29 – Divisão de um display de televisor LED.

Veja na figura 30 o aspecto físico de uma tela LCD separada do backlight:

Figura 30 – Detalhes de uma tela LCD separada do backlight.

Como podemos observar a tela LCD possui pequenos CIs chamados LDI localizados nos próprios
flat cables. Cada CI é responsável pelo acionamento de parte dos TFTs do display. Uma falha
num CI deste causa riscos ou faixas na imagem em sentido horizontal ou vertical. Porém neste
caso a solução é a troca do display completo pela impossibilidade da troca destes CIs LDI.

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XI. ESQUEMA EM BLOCOS DE UM TELEVISOR LED

Na figura 31 podemos observar uma divisão dos circuitos de um televisor LED em blocos:

Figura 31 – Esquema em blocos de um televisor LED.

Lembrando que estes são os circuitos básicos que formam estas TVs e eles podem ser
incrementados de acordo com a marca e modelo do televisor. A seguir temos a descrição dos
circuitos conforme visto no diagrama.

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 CI DSP (processador de sinais digitais) – É o maior e principal CI da TV, normalmente do
tipo BGA (com esferas de solda em lugar de pinos) e com dissipador de calor. Ele incorpora
várias funções tais como:
- Processamento dos sinais digitais de áudio e vídeo de todas as entradas da TV;
- Correção destes sinais usando as memórias SDRAM acopladas a ele;
- Montagem das imagens (quadros) para a reprodução destes no display LCD;
- Alimentação dos sinais (quadros) à placa T-CON através das linhas LVDS;
- Alimentação dos sinais de áudio digital aos CIs de saída de áudio;
- Conversão dos sinais analógicos de algumas entradas da TV em digitais;
- Controles de contraste, cor, nitidez e tamanho da imagem;
- Controles de brilho (P_DIM) e liga/desliga (BL_ON) para o conversor LED;
- Comando para ligar e desligar a TV (PS_ON). Em algumas TVs é feito pelo CI micom;
- Lê os dados do firmware gravado na FLASH para fazer a TV funcionar corretamente;
 CI microcontrolador ou micom – Recebe os dados de comando do teclado ou do controle
remoto e os envia ao DSP para que este controle as funções da TV. Este CI pode fazer
alguns comandos da TV em alguns casos, porém a maior parte é feita pelo DSP;
 Memórias SDRAM – Ajudam o CI DSP corrigir os dados usados para a construção das
imagens. Também chamadas de DDR podem ser dois ou mais chips em volta do DSP;
 Memória FLASH – Contém o firmware (software ou programa) usado pelo CI DSP para fazer
a TV funcionar corretamente. Ela é gravada de fábrica e pode ser atualizada pelo próprio
televisor baixando o arquivo (se o aparelho tiver a opção de navegação na internet) ou
através de um pen drive acoplado à entrada USB contendo o arquivo de atualização;
 Seletor varicap – Possui entrada para emissoras de TV abertas ou TV a cabo e já incorpora
um conversor de sinais digitais integrado. Assim ele possui uma saída CVBS para os canais
analógicos e outra saída de 8 bits (trilhas) para os canais digitais. Todos estes sinais são
aplicados às entradas do CI DSP;
 Entradas e chaveamento HDMI/DVI – A TV possui normalmente 3 ou 4 entradas HDMI para
sinais de áudio e vídeo digitais de alta definição. Elas são chaveadas por um CI SMD
controlado pelo DSP. Após esta etapa os sinais HDMI da entrada selecionada são acoplados
ao CI DSP. O DVI (usado em conjunto com uma das entradas HDMI) se diferencia pelo fato
de só ter o vídeo. O áudio neste caso é introduzido separado em outra entrada;
 Entrada e interface USB – Podem ligar vários aparelhos com arquivos de vídeo, áudio ou
foto (pen drive, câmera, MP3, HD externo, etc.). O sinal do USB vai para o CI DSP;
 Teclado e controle remoto – São ligados no microcontrolador interno do CI DSP.
 Saídas de áudio – CIs que recebem os sinais de áudio digitais do DSP fazem os controles do
som (volume, graves, agudos, efeitos, etc.), amplificam, convertem em analógicos e os
enviam aos falantes da TV. Geralmente há um CI para os tweeters e outro para o woofer;
 Placa T_CON – Recebe os sinais do DSP através das linhas LVDS para controlar o display;
 Conversor LED – Conforme já visto transforma a tensão de uma das fontes num valor mais
alto para acender o backlight de LEDs. Neste circuito atuam os comandos de liga/desliga e
controle de brilho do backlight;
 Fonte de alimentação – A TV tem duas fontes: uma delas fornece a tensão mais alta para o
conversor LED e a outra as tensões mais baixas para alimentar os circuitos. Na fonte atua o
comando liga/desliga vindo do CI DSP.

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1 – Localização dos principais componentes na placa principal da TV

Observe na figura 32 a placa da TV usada como base destacando-se os principais componentes:

Figura 32 – Identificação dos principais componentes de uma na placa de uma TV LED.

Obs: Os dados de controle da TV são guardados na EEPROM pelo CI DSP.

2 – Televisores com CIs separados

Algumas TVs possuem CIs separados para desempenhar as funções no lugar de um único DSP
como no caso da TV de estudo. Neste caso os CIs são:
 Processador de vídeo (“Arsenal”) – Processa os sinais de vídeo analógicos e digitais do
seletor, entradas AV, componentes, DB15, DVI e HDMI e os entrega ao scaler;
 Scaler (“Chelsea”) – Recebe o sinal do “Arsenal”, das entradas USB, LAN (internet se tiver)
e mais alguma outra entrada digital, realiza os controles na imagem, corrige os dados, produz
os quadros e os entrega à placa T-CON através das linhas LVDS. O “Chelsea” é o maior CI
da TV e nele estão ligadas as memórias SDRAM e FLASH;
 Microcontrolador (“Micom”) – Nestes modelos o micom (CI SMD pequeno normalmente 44
pinos) troca informações com o “Chelsea” para que este último realize os controles da TV.
Alguns comandos podem ser realizados pelo próprio micom dependendo do modelo da TV.

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Veja na figura 33 a placa principal com CIs “Arsenal” e “Chelsea” em lugar de um único DSP:

Figura 33 – CIs “Chelsea” e “Arsenal” vistos com destaque na placa de um modelo de TV LED.

3 – CIs principais de um televisor LG

Veja na figura 34 alguns CIs da placa de um televisor LG de 42 polegadas:

Figura 34 – Detalhe da placa principal de um televisor LED da LG.

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Os televisores LG usam um CI chamado “URSA” como interface entre as saídas LVDS do CI DSP
e a placa T-CON do display. Assim os sinais chegam com maior velocidade de transferência para
o display LCD. Estes modelos podem transferir até 240 quadros por segundo para o display.
Devido à velocidade de transferência de dados do CI URSA ele aquece e desta forma possui um
dissipador de calor em cima tal como o DSP.

4 – Detalhes da placa T-CON

Esta placa vai acoplada diretamente ao display LCD. No meio dela encontramos um CI SMD
relativamente grande chamado drive do display. Os sinais da placa principal vêm através do
conector LVDS e entram no drive do display. Este por sua vez distribui os sinais aos flat cables do
display LCD para controlar os transistores mosfet TFT e finalmente reproduzir as imagens na tela.
Na figura 35 observamos duas placas T-CON para televisores LED destacando os CIs drive. O
tamanho da placa e do CI depende da velocidade máxima de transferência de quadros ao display
LCD. Quanto maior a velocidade máxima, maior será a placa.

Figura 35 – Placa T-CON de dois televisores diferentes.

Observe que há um fusível nesta placa e se ele abrir a TV fica com a tela branca sem imagem.

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XII. DEFEITOS RELACIONADOS COM A TELA LCD

As telas LCD são muito frágeis e desta forma o televisor LCD deve ser manuseado com todo
cuidado para não bater nenhum objeto e assim correr o risco de quebrar. Também ao colocar a
TV com a tela na bancada esta deve ser forrada com alguma superfície macia para não correr o
risco de riscar. Lembrando que o display LCD é o componente mais caro da TV e em alguns
casos se aproxima do preço dela. Veja na figura 36 uma TV que caiu e quebrou o display LCD:

Figura 36 – Exemplo de uma TV LED com o display LCD quebrado.

Além deste a tela pode apresentar outros tipos de defeitos tais como riscos horizontais ou verticais
de qualquer cor, manchas ou pontos de cor fixa (pixel morto ou “dead pixels”). Veja na figura 37
alguns exemplos de displays defeituosos:

Figura 37 – Defeitos relacionados com o display LCD.

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XIII. A FONTE DE ALIMENTAÇÃO (SMPS)

Tal qual em qualquer equipamento eletrônico alimentado pela rede elétrica, a fonte tem como
função transformar a tensão alternada (AC) da rede (110 ou 220 V) em tensões contínuas (DC)
necessárias à alimentação dos circuitos do televisor. O televisor LED possui duas fontes
chaveadas: Uma para alimentar os circuitos e outra para alimentar o conversor LED para o
backlight. Veja na figura 38 um esquema simplificado de uma fonte usada na alimentação de
televisores LED. Normalmente as fontes e o conversor LED estão na mesma placa da TV.

Figura 38 – Esquema simplificado de uma fonte de TV LED.

A tensão da rede é enviada à ponte retificadora DX1 via F1, F2, L1, C1, L2, C2 (estes quatro
últimos formando o filtro de rede). VR1 é o varistor que limita os picos de tensão da rede
protegendo a fonte junto com os fusíveis. TR1 é um termistor NTC de baixo valor que limita a
tensão inicial da rede para as fontes chaveadas. Nos terminais dos capacitores de filtro C3 e C4
temos uma tensão DC entre 150 e 300 V dependendo da rede (110 ou 220 V). Esta tensão é
enviada aos dois CIs da fonte IC1 e IC2 através dos dois transformadores chopper T1 e T2.
Dentro dos CIs há um mosfet chaveador e um circuito oscilador de PWM e controle. Os resistores
R1 e R2 formam os circuitos de disparo enquanto D1, C5, D6 e C6 mantêm os CIs alimentados e
as fontes oscilando. De T1 e D2 é obtida a tensão de 90 V para alimentar o conversor LED. Este
transforma a tensão em 160 V para alimentar o backlight de LEDs. De T2 e D4 é obtida a tensão
de 12 V e chaveada por Q1 e de D5 é obtida a tensão de 5 V chaveada por Q2 para alimentar a
placa principal. Esta tensão de 5 V também vai direto para o circuito de stand by.

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O comando PS_ON vindo da placa principal atua nos transistores Q3 ao Q6 ligando e desligando
Q1 e Q2 e desta forma as alimentações da placa principal (TV ligada ou em stand by).
Correção dos +B – Neste circuito simplificado temos IC3 e IC6 amplificadores de erro que
recebem uma amostra da tensão das saídas da fonte e controlam os fotoacopladores IC2 e IC5.
Estes por sua vez enviam a amostra de tensão aos CIs da fonte IC1 e IC2 alterando o sinal de
PWM produzidos por eles e corrigindo os +B de acordo com a tensão da rede e o consumo da TV.
O capacitor C7 separa os terras da fonte e do resto da TV. Veja na figura 39 o aspecto real da
placa da fonte da TV de estudo separada por etapas pelas letras de “A” até “G”:

Figura 39 – Placa da fonte com as partes separadas por letras.

A – Entrada de rede – Aqui localizamos os fusíveis, o varistor, as bobinas grandes e os


capacitores de poliéster formando o filtro de rede para permitir a entrada da tensão da rede na
fonte e impedir a saída da freqüência da fonte chaveada;
B – Ponte retificadora – Possui dissipador de calor e vem após o filtro de rede. Ao lado da ponte
encontramos um resistor NTC que amortece o pico de tensão inicial da rede elétrica;
C – Eletrolíticos de filtro principal – São dois ou três capacitores cujo valor não é tão alto,
porém a tensão de trabalho é de 350 V ou mais. Servem para filtrar a tensão da ponte retificadora.
São os maiores capacitores da placa, porém com o corpo longo e estreito para economia de
espaço na fonte de alimentação.

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Observe a figura 40 o filtro de rede, a ponte retificadora e os filtros com mais detalhes:

Figura 40 – Detalhes da entrada de rede, circuito retificador e capacitores de filtro.

D – Fonte de tensão alta para o conversor LED – Aqui localizamos um CI oscilador e chaveador
com dissipador, componentes associados, chopper, retificador e filtro da tensão alta. Também
podemos observar o capacitor cerâmico que faz a separação dos terras e o fotoacoplador usado
para a correção da fonte. Observe na figura 41:

Figura 41 – Detalhes do CI e demais componentes da fonte alta que alimenta o conversor LED.

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E – Fonte de baixa tensão para alimentar os demais circuitos – O CI usado como oscilador
chaveador desta fonte é do tipo comum e não possui o dissipador de calor. Aqui também há
fotoacoplador para correção dos +B. Veja na figura 42 detalhes desta fonte:

Figura 42 – Detalhes da fonte de baixa tensão.

F – Saídas para alimentar os circuitos – Temos os diodos retificadores dos 5 e 12 V num


dissipador de calor, os mosfets chaveadores destas tensões e os vários eletrolíticos de filtro
destas tensões ao lado do conector que vai à placa principal. Veja na figura 43:

Figura 43 – Detalhes das saídas da fonte de baixa tensão.

G – Conversor LED – Circuito já detalhado na figura 14.

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Devido à economia de espaço necessária nos televisores LED, a placa da fonte possui alguns
cortes onde estão localizadas as peças maiores como: trafos chopper, ponte retificadora,
capacitores de filtro, CI da fonte e as bobinas grandes que formam o filtro de rede. Figura 44:

Figura 44 – Placa da fonte vista pelo lado das trilhas.

Uma grande vantagem da placa da fonte dos televisores LED é que no conector de alimentação
para a placa principal tem marcadas as tensões e funções de seus pinos como na figura 45:

Figura 45 – indicações das funções dos pinos do conector da fonte.

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O princípio básico das fontes para TVs de LED é o mesmo não importando a marca e o modelo.
As diferenças entre elas estão na maior ou menor sofisticação dos circuitos. Pegando a placa de
qualquer TV deste tipo você será capaz de identificar os componentes principais da fonte. Veja na
figura 46 a fonte de alimentação de uma TV Samsung UN32C6000:

Figura 46 – Aspecto real da placa da fonte da TV Samsung UN32C6000.

Veja agora na figura 47 a placa da fonte da TV LG 42SL90QD. O conversor LED neste modelo
está numa placa separada da fonte. Como esta TV trata-se de um modelo de 42 polegadas a
fonte possui um pouco mais de sofisticação, porém o princípio de funcionamento é o mesmo.

Figura 47 – Aspecto real da placa da fonte da TV LG 42SL90QD.

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XIV. ROTEIRO PARA CONSERTO DA FONTE DE ALIMENTAÇÃO

1 – A TV não liga e não acende o led stand-by do painel

a) Meça as tensões de +B nos pinos do conector da fonte – Aí devemos encontrar 5 e 12 V


quando a TV está na condição ligada e 0 V em standby. Uma destas tensões de 5 V alimenta
diretamente o circuito de stand-by da placa principal. Portanto esta tensão não é chaveada.
Veja na figura 48 abaixo:

Figura 48 – Medida da tensão de 12 V no conector de saída da fonte.

Na figura 49 vemos o teste da tensão de 5 V no conector da fonte:

Figura 49 – Medida da tensão de 12 V no conector de saída da fonte.

b) Não há as tensões de 5 e 12 V no conector da fonte – Verifique se há a tensão de 0 ou


cerca de 1 V no terminal PS_ON. Esta tensão liga e desliga a TV e vem da placa principal.

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Veja na figura 50 o teste da tensão de 0 a cerca de 1 V no pino PS_ON (“power supply” on ou liga
a fonte):

Figura 50 – Medida da tensão no pino PS_ON do conector da fonte.

c) Tem a tensão de 5 V (stand-by), mas não tem a tensão PS_ON – Neste caso a falha é na
placa principal da TV;
d) Não tem nenhuma tensão no conector da fonte – Desligue este conector da placa principal
e meça novamente. Se aparecer pelo menos a tensão de 5 V para o stand-by, a fonte está
funcionando e o defeito é na placa principal (derrubando a fonte). Se mesmo assim não
aparecer nenhuma tensão, a placa da fonte está mesmo com defeito.
e) Se a fonte não funciona – Meça a tensão nos terminais dos eletrolíticos de filtro. Devemos
encontrar entre 150 e 300 V dependendo da rede elétrica. Veja na figura 51:

Figura 51 – Medida da tensão nos eletrolíticos de filtro.

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f) Não há tensão no capacitor de filtro – Teste o cabo AC, os fusíveis de entrada, bobinas do
filtro de rede, ponte retificadora, termistor NTC em série com a ponte (normalmente de 4,7 Ω)
e as trilhas entre a entrada de força e os capacitores de filtro. Veja na figura 52:

Figura 52 – Componentes a serem testados quando não houver a tensão de 150 ou 300 V.

Se o fusível (ou fusíveis) estiver (em) aberto (s) teste a frio o varistor: retire-o da placa e teste em
X10 K. O ponteiro não deve mexer caso contrário o varistor está em curto. Se o varistor está bom,
verifique se a ponte retificadora está em curto da seguinte forma: Com o multímetro em X1,
coloque a ponta preta no terminal (+) da ponte e a vermelha em cada terminal AC. O ponteiro não
deve mexer em nenhum. Se mexer retire a ponte e repita o teste fora do circuito. A seguir coloque
a ponta vermelha no terminal (-) e a preta nos dois terminais AC alternadamente. O ponteiro
também não mexe. Veja como é feito o teste na figura 53:

Figura 53 – Teste a frio da ponte retificadora se o fusível estiver queimado.

Se a ponte está normal e o fusível está queimado, pode haver um curto numa das fontes
chaveadas (CI em curto, por exemplo). Na escala de X1 coloque a ponta vermelha no terminal (-)
do eletrolítico de filtro principal e a preta no (+) do mesmo capacitor. Veja na figura 54:

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Figura 54 – Teste a frio (em X1) nos terminais do capacitor de filtro.

Se o ponteiro mexer nesta medida, há algum componente em curto numa das fontes chaveadas.
Muito provavelmente um dos CIs em curto e daí a causa da queima do fusível.
g) Tem tensão de 150 a 300 V normais no capacitor de filtro – Meça a tensão nos dois pinos
de +B em cada CI da fonte. Cada CI tem um pino de +B de 150 V e outro de 12 a 20 V. Veja
na figura 55 como medir estas tensões:

Figura 55 – Medida de tensão nos pinos de +B do CI da fonte.

Estas tensões devem ser medidas usando o terra da fonte (negativo dos eletrolíticos de filtro
principal). O pino de +B de tensão mais baixa do CI é identificado como tendo um capacitor
eletrolítico ligado entre ele e o terra.

h) Não há tensão no pino de +B baixo num dos CIs da fonte – Teste o resistor de disparo
ligado entre este pino e a linha de +B de 150 V. Se estiver bom, troque o CI.

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Veja na figura 56 os resistores de disparo dos CIs das fontes da TV de estudo:

Figura 56 – Localização dos resistores de disparo das fontes.

i) Os CIs estão alimentados, mas a fonte não funciona – Neste caso devemos testar a frio os
diodos retificadores das saídas, demais diodos, transistores e fotoacopladores em volta dos
CIs, resistores especialmente os de baixo valor, trocar os eletrolíticos menores em volta dos
CIs, e os maiores nas saídas de +B (em caso dos +B estarem baixos nas saídas). Por fim
trocar os CIs das fontes. Veja na figura 57 os componentes a serem testados/trocados:

Figura 57 – Componentes que podem parar a fonte.

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XV. FLUXOGRAMA PARA CONSERTO DA FONTE DE ALIMENTAÇÃO (SMPS)

FLUXOGRAMA 3 - TV NÃO LIGA E O LED DO PAINEL NÃO ACENDE

Meça todas as tensões


no conector da fonte
para a placa principal
(5V, 12 V, STBY, PS_ON)

SIM NÃO
Defeito na placa principal Verifique se tem pelo menos
Normais ?
a tensão STBY (5 V).

Se não tiver a tensão


PS_ON (0 a 0,6 V), o
defeito é na placa principal. SIM NÃO Desligue o conector da
Se tiver a tensão PS_ON e Tem 5 V ? fonte à placa principal. Meça
não houver as saídas de agora a tensão no pino STBY
5 e 12 V, teste os transístores
chaveadores destas tensões

SIM NÃO Meça a tensão nos terminais


Defeito na placa principal Apareceu 5 V ? dos eletrolíticos de filtro
principais (os maiores)

Meça as tensões nos pinos de Teste os fusíveis, fusistor NTC,


SIM NÃO
+B dos CIs da fonte. Num dos varistor, ponte retificadora,
Tem 150 V ?
pinos devemos encontrar 150 V filtros de rede, trilhas e demais
e no outro entre 12 e 20 V peças da entrada de rede

Teste todos os diodos, transistores,


Se faltar o +B de 150 V, verifique
fotoacopladores, resistores, troque SIM NÃO
o caminho desta tensão. Se faltar o
os eletrolíticos, os CIs da fonte e Tem as tensões ?
+B de 12 a 20 V, teste o resistor de
por último verifique os capacitores
disparo e troque o CI
comuns deste circuito

Se o televisor não sair da condição de stand by (led do painel sempre aceso), o defeito estará
localizado na placa principal que será objeto de estudo do próximo capítulo.

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XVI. CIRCUITOS DA PLACA PRINCIPAL (SSB)

Conforme já explicado a placa principal contém os circuitos encarregados de processar todos os


sinais do televisor, seja do seletor ou das entradas auxiliares, e transformar em sinais compatíveis
com o acionamento do display LCD e dos falantes no caso dos sinais de áudio. No capítulo XI
temos a descrição dos circuitos da placa principal assim como a localização dos mesmos. Porém
a título de estudo reproduzimos novamente o aspecto real da placa SSB na figura 58:

Figura 58 – Aspecto real da placa SSB do televisor LED Samsung UN32C4000.

Observe na figura 59 a placa vista por baixo destacando os pontos para teste:

Figura 59 – A placa principal vista por baixo.

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1 – Esquema em bloco da placa principal

Veja na figura 60 o esquema em blocos da placa principal de um televisor LED baseado num
único CI DSP (processador de sinais digitais):

Figura 60 – Esquema em blocos da placa principal do televisor LED.

Em alguns modelos em lugar do CI DSP encontramos um CI processador de vídeo (“Arsenal”) e


um CI scaler (“Chelsea”).

2 – Como localizar os componentes principais na placa SSB

a) CI DSP – Este é o maior CI encontrado na placa


principal. É do tipo BGA e possui um dissipador de calor
em cima devido ao calor liberado por ele pelo fato de
trabalhar em alta velocidade. Veja na figura 61:

Figura 61 – CI DSP.

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b) Memórias SDRAM ou DDR – São dois ou quatro CIs
menores, porém iguais entre si ao redor do DSP. Em vários
casos estas memórias possuem dissipador de calor. Veja na
figura 62:

Figura 62 – Memórias SDRAM.

c) Memória FLASH – É um CI próximo ao DSP com uma


etiqueta normalmente indicando o modelo da TV. Veja na
figura 63:

Figura 63 – Memória FLASH.

d) Memória EEPROM – É um CI pequeno de 8


pinos ligado no DSP. Normalmente esta memória
é da série 24XX. Na TV de estudo também
observamos o cristal de clock ao lado da
EEPROM. Veja na figura 64:

Figura 64 – Memória EEPROM.

e) Microcontrolador ou Micom – CI de 44 pinos


(normalmente) localizado ao lado do DSP conforme
observamos na figura 65. Veja também que o micom
possui seu cristal de clock.

Figura 65 – CI micom e seu cristal.

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f) Seletor varicap – Tal como nos televisores convencionais o
varicap é uma caixa blindada onde encontramos as entradas
de antena. No caso das TVs LED os varicaps normalmente
possuem saídas para vídeo composto (CVBS) e vídeo digital
(conversor digital integrado). Veja na figura 66:

Figura 66 – Seletor varicap.

g) CI de saída de áudio – É um
CI SMD próximo ao conector
dos falantes. Possui quatro
bobinas em volta. No caso da
TV ter um falante woofer
encontraremos outro CI de
saída de áudio idêntico e
próximo ao conector do falante
citado. Veja na figura 67:

Figura 67 – CI de saída de áudio.

h) CI chaveador das entradas HDMI – CI


SMD ligado entre todas as entradas HDMI e
o CI DSP conforme vemos na figura 68:

Figura 68 – CI chaveador das entradas HDMI.

i) CIs reguladores de tensão – Como


os circuitos da placa principal
funcionam com diversos valores de
tensão, encontraremos espalhados
por esta placa diversos CIs
reguladores de tensão para
alimentar as etapas com tensões
entre 1,2 e 9 V. Veja na figura 69 o
aspecto físico destes CIs:
Figura 69 – CIs reguladores de tensão.

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3 – Leitura de esquema – circuitos da placa principal

Para este tópico usaremos o esquema elétrico do televisor Philips 32PLF5604D chassi LC9.2LLA.

a) Seletor varicap – O varicap possui uma saída de vídeo analógico (CVBS), uma de vídeo
digital (com várias trilhas) e uma de som (SIF). Veja na figura 70:

Figura 70 – Esquema elétrico do seletor varicap.

No pino 8 do seletor sai o sinal de vídeo composto. Nos pinos 15 ao 18 sai o sinal de vídeo digital.
No pino 6 sai o áudio. Os pinos 3, 8, 9 e 10 chegam as tensões de alimentação (+B) do varicap.
Todos os sinais são enviados ao CI DSP para processamento. Nos pinos 12 e 13 chegam os
comandos data (SDA) e clock (SCL) do CI DSP para a seleção e memorização dos canais.

b) Entradas dos sinais no DSP – Os sinais analógicos e digitais entram em vários pinos do CI
DSP. Porém aqui vai uma observação: Como o DSP é um CI muito grande, ele aparece em
partes no esquema elétrico. E ao invés de pinos como 1, 2, 3, etc, ele possui esferas de solda
indicadas como, por exemplo: AD6, AD6, AF7, etc. Veja na figura 71 os terminais do DSP
onde entram os sinais do varicap:

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Figura 71 – Entradas dos sinais do varicap no CI DSP (MT5391).

CVBS entra no terminal AD29, o áudio no AB27 e o vídeo digital nos pinos B30, A30, C30 e C29.

c) Saídas LVDS – O DSP fornece os sinais já adequados ao display LCD pelos pinos de saída
LVDS. Observe na figura 72 que diferenciamos pelas cores os pinos de saída para cada
lado. Cada lado do CI alimenta um dos conectores do display.

Figura 72 – Saídas do CI DSP ao conector do display LCD.

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d) Circuito de áudio – Os sinais de áudio são completamente processados pelo CI DSP saindo
deste já no formato analógico L e R e enviados para o CI de saída de áudio. Veja os pinos de
saída de áudio do DSP na figura 73:

Figura 73 – Saídas de áudio do CI DSP.

Os sinais de áudio já analógicos saem pelos terminais M29 e M30 do CI DSP. Veja na figura 74 o
CI de saída de áudio do televisor estudado.

Figura 74 – Detalhe do CI de saída de áudio.

Podemos observar os caminhos pintados correspondentes aos sinais de áudio que são enviados
para o CI de áudio e deste para os conectores do falante.

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e) Circuito dos conectores HDMI – Conforme vimos os conectores HDMI são chaveados por
um CI e após esta etapa o sinal selecionado vai ao DSP. Veja na figura 75:

Figura 75 – CI chaveador das entradas HDMI.

No esquema vemos os sinais entrando nos pinos da esquerda e saindo nos pinos da direita.

f) Circuito da porta USB – Veja na figura 76 o circuito da entrada USB da TV:

Figura 76 – Circuito da porta USB.

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Observe que há um CI chaveador do +B de 5 V para alimentar a porta USB. O sinal desta porta
sai por duas trilhas e vai para dois pinos do CI DSP.

g) Entradas de vídeo componentes – Veja na figura 77 as entradas de vídeo componentes.


Daí os sinais entram direto no CI DSP tanto de imagem quanto de som.

Figura 77 – Entradas de vídeo componentes.

h) Memórias SDRAM – No esquema estes CI ficam próximos uns dos outros e observe na
figura 78 como são iguais e ligados no DSP:

Figura 78 – Memórias SDRAM ou DDR.

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i) Alimentação dos circuitos da placa principal – Nesta placa há diversos circuitos
reguladores para providenciar as tensões de funcionamento dos circuitos. Alguns destes
reguladores são chaveados do tipo “buck” que transformam uma tensão mais alta numa mais
baixa. Outros reguladores são simplesmente CIs que recebem uma tensão maior na entrada
e fornecem tensão menor na saída. Como a TV tem vários reguladores e eles usam o mesmo
princípio, explicarei apenas um circuito neste livro a título de conhecimento.

Conversor buck de 12 para 5 V – Veja um exemplo na figura 79:

Figura 79 – Conversor chaveado buck de 12 para 5 V.

O conversor é feito pelo CI 7117. Ele recebe 12 V em seus pinos 1 e 14. Dentro dele há um
oscilador de modo que a tensão do pino 3 (transistor mosfet interno) alterna nível alto e baixo
milhares de vezes por segundo. Quando o pino 3 aciona, carrega o capacitor 2158 com 5,5 V e
armazena energia na bobina 5117. Quando o pino 3 corta, a energia da bobina mantém o
capacitor carregado com 5,5 V. O diodo “Schottky” 6125 reduz a tensão de 5,5 para 5 V para
alimentar outra etapa da TV. O diodo “Schottky” 6123 protege o mosfet interno ao pino 3 da
tensão reversa gerada pela bobina quando este transistor pára de conduzir. Este mesmo CI é
usado para reduzir a tensão para 3,3 V através do mosfet interno ao pino 12 localizado no lado
direito do esquema.

Conversor Booster de 12 para 34 V – Em algumas TVs o varicap tem um pino de alimentação


de 34 V. Neste caso uma tensão de 12 V passa por um circuito reforçador para obtenção dos 34 V
necessários ao varicap. No caso da TV que usamos para estudar o esquema elétrico, o próprio CI
7117 aciona o circuito booster o qual mostramos na figura 80:

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Figura 80 – circuito booster de 12 para 34 V para alimentação do varicap.

Os pulsos do pino 3 de 7117 são enviados ao gate do mosfet 7101. Quando este conduz, a
bobina 5102 armazena energia magnética. Quando o transistor corta, o +B de 12 V se soma com
a energia da bobina, passa por 6102 e resulta em 34 V filtrados por 2129. O diodo de baixo de
6102 protege o mosfet da tensão reversa de 5102 e 6101 protege contra o aumento dos 34 V.

Alimentação do CI DSP – Tal CI é alimentado por diversas tensões em muitos de seus terminais.
As tensões vão desde 1 até 8 V. Veja na figura 81 um circuito de alimentação do CI DSP:

Figura 81 – Circuito de alimentação do CI DSP.

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XVII. ROTEIRO PARA CONSERTO E DEFEITOS NA PLACA PRINCIPAL

A placa principal embora seja mais rara de apresentar defeitos do que a da fonte, na grande
maioria dos casos requer sua troca completa devido à dificuldade de se obter/trocar componentes.
Porém neste capítulo abordarei os defeitos mais comuns e procedimentos de teste para esta
placa do televisor.

1 – TV não liga, mas a fonte está funcionando. Pode ou não acender o led do painel

a) Conferir as tensões de stand by da placa principal – Na parte de baixo da placa principal


há dois pontos de teste indicados respectivamente por A 3,3V e A 5V. Meça a tensão nestes
dois pontos como indicado na figura 82:

Figura 82 – Medindo as tensões nos pontos de 3,3 e 5 V da placa principal.

b) Tem as tensões de 3,3 e 5 V normalmente mas a TV não liga – Neste caso o defeito está
relacionado com o CI DSP e a solução é a troca da placa principal SSB.

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c) Não temos as tensões de 3,3 e 5 V – Neste caso devemos testar com tensões os CIs
reguladores da placa principal. Tanto os CIs maiores (chaveados) formando os reguladores
buck como já explicados quanto os CIs menores de três terminais, especialmente os
reguladores de 3,3 e 5 V. No caso dos CIs de três terminais, alguns recebem tensão no pino
da esquerda e fornecem no pino da direita. Outros recebem tensão no pino da direita e
fornecem no pino central (carcaça). Veja na figura 83 o teste de um regulador de 3,3 para 1,8
V. Observe como a tensão entra no pino da direita e sai na carcaça.

Figura 83 – Testando um CI regulador de 3,3 V para 1,8 V.

Veja na figura 84 o teste de um regulador de 5 V para 2,5 V. Neste a tensão entra no pino da
esquerda e sai no da direita. O pino central vai ligado ao terra.

Figura 84 – Testando um CI regulador de 5 V para 2,5 V.

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2 – A tela acende, mas não tem imagem

A primeira coisa a ser verificada é se tem imagem em alguma das entradas da TV ou se não tem
imagem em nenhuma delas. Para isto ligue outros aparelhos nas várias entradas da TV.

a) Não tem imagem em nenhuma entrada. Só tela acesa – O defeito pode estar: na placa
principal (CI DSP), na placa T-CON ou no “flat cable” entre as duas placas. A primeira coisa a
fazer é testar o micro fusível da placa T-CON. Veja na figura 85 a localização dele.

Figura 85 – Posição do micro fusível na placa T-CON.

A seguir verifique se a placa T-CON está alimentada – Há um CI regulador que alimenta esta
placa. Verifique se há tensão nos pinos de entrada e saída dele. Este CI regulador fica na própria
placa e recebe 3,3 V para regular em 1,8 V. Observe na figura 86:

Figura 86 – Medindo tensões no CI regulador da placa T-CON.

A seguir verifique o estado do “flat cable” – Veja se ele está bem encaixado, se não há sinal
de ferrugem e se a tensão nas trilhas LVDS está em cerca de 1,2 V.

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Se o “flat cable” está bom e bem encaixado e a placa T-CON está alimentada – Daí para
descobrir se a falta de imagem é na placa principal ou na placa T-CON há necessidade de um
osciloscópio de pelo menos 20 MHz para fazer o teste do sinal nas saídas LVDS conforme será
visto no próximo capítulo. Se houver sinal nas trilhas LVDS, o defeito é na placa T-CON e esta
deverá ser trocada. Se não houver sinal nas trilhas LVDS o defeito é no CI DSP e antes de optar
pela troca da placa principal SSB meça a tensão em todos os CIs reguladores desta placa. A falta
de tensão de um dos reguladores pode ocasionar a perda da imagem em todas as funções.

b) Não tem imagem apenas pelas entradas de antena e CATV – Neste caso devemos medir
as tensões de alimentação do seletor varicap. Se estiverem boas, verificamos com o
osciloscópio os sinais SDA, SCL, CVBS (vídeo analógico) e o vídeo digital. Se faltar o vídeo
analógico, digital ou os dois, o seletor deve ser trocado. Se houverem todos estes sinais, o
defeito é no CI DSP e a placa principal deve ser trocada. Veja na figura 87 os pontos de teste
do varicap da TV de estudo vistos por baixo da placa principal:

Figura 87 – Pontos de teste para o seletor varicap da TV de estudo.

c) Não tem imagem pelas entradas HDMI – Usando o osciloscópio verifique se os sinais
entram e saem do CI chaveador das entradas HDMI. Se entrarem e não saírem o defeito é no
CI chaveador. Se saírem normalmente do chaveador o defeito é no CI DSP. Dica: Se apenas
uma ou outra HDMI não funciona, o defeito é no CI chaveador.
d) Não tem imagem pelas entradas de vídeo componentes, vídeo composto ou DB15 –
Verifique com o osciloscópio o caminho do sinal da entrada que não funciona até o CI DSP.
Pode haver algum CI chaveador no caminho. Se o sinal chegar até o DSP é este CI que está
defeituoso.
e) A entrada USB não funciona – Verifique antes de tudo se um dos pinos da porta USB
recebe +B de 5 V quando esta função é selecionada. Se houver esta alimentação normal, o
defeito é no CI DSP.

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3 – A TV está sem som, porém a imagem está normal

Tal como no caso da imagem no som devemos verificar se não tem som em nenhuma função em
nenhum dos falantes ou somente em algumas funções ou num dos falantes.

a) Não há som em nenhuma função e em nenhum falante – Neste caso se não for nenhuma
configuração errada no menu do usuário ou de serviço, é defeito de falta de alimentação nos
CIs de saída de áudio (há um para os falantes do painel e outro para o falante woofer),
circuito de mute destes CIs ou no próprio CI DSP. Aqui é bem útil um osciloscópio para
pesquisar os sinais digitais de áudio que saem do DSP e vão para as saídas de áudio.
b) Em todas as funções não há som no woofer – Teste o falante a frio. Se ele está bom o
defeito pode ser: configuração errada no menu, CI de saída do woofer com defeito, algum
componente em volta, falta de +B ou no circuito de mute dele.
c) Em todas as funções só sai som pelo woofer – Teste os falantes do painel. Se estiverem
bons o defeito pode ser: configuração errada no menu, CI de saída dos tweeter do painel com
defeito, algum componente em volta, falta de +B ou no circuito de mute dele. Nos ítens “b” e
“c” o defeito ainda pode ser no CI DSP (mais raramente). Daí o osciloscópio é útil.
d) Não tem som apenas na função TV (ar ou cabo) – Verifique se há sinal saindo do pino SIF
do varicap com osciloscópio. Se não houver o defeito é no próprio varicap. Se houver este
sinal e ele chegar até o CI DSP, a falha é no DSP e a placa deverá ser trocada.
e) Não tem som em alguma das entradas de áudio – Devemos seguir o sinal desde o
conector até chegar no CI DSP para ver onde ele desaparece. Se chegar até o DSP, este
último está danificado e a placa deve ser trocada. Nunca se esquecendo de checar os menus.

4 – A imagem fica travando ou congelando

Se for em somente alguns canais digitais, o problema está apenas na recepção. Se algum canal
digital não está bem sintonizado a imagem começa a congelar ou desaparece, exibindo a
mensagem de falha de recepção daquele canal. Se o travamento for em todos os canais incluindo
os analógicos o defeito está relacionado ao CI DSP ou às memórias SDRAM. Daí verifique o nível
de aquecimento do CI DSP e memórias SDRAM. Seja em qual for o defeito, a solução é a troca
da placa principal.

5 – O controle remoto ou o teclado não funcionam

Verifique se o receptor do CR está recebendo +B (no caso do controle não funcionar) e teste o
teclado ou componentes associados (no caso do teclado não atuar). Se estiverem normais o
defeito é no CI micom que recebe a informação do teclado e CR. Veja a placa do teclado e CR na
figura 88:

Figura 88 – Placa do teclado e receptor de CR.

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XVIII. FLUXOGRAMAS DE TESTES PARA A PLACA PRINCIPAL

FLUXOGRAMA 4 - TV NÃO LIGA, PORÉM A FONTE FUNCIONA


Meça as tensões nos pontos
de 3,3 V e 5 V marcados na
placa principal

SIM NÃO
Defeito em algum CI regulador
Troque a placa principal Normais ?
da placa principal

FLUXOGRAMA 5 - TV COM TELA ACESA E SEM IMAGEM

Teste o fusível da placa T-CON


e o flat cable entre a placa
principal e a T-CON

Meça as tensões de SIM NÃO


alimentação da placa Normais ? Troque a peça com defeito
T-CON

Verifique com osciloscópio SIM NÃO


Troque o CI regulador de
os sinais digitais nas Normais ?
alimentação da T-CON
trilhas LVDS

SIM NÃO
Troque a placa T-CON Normais ? Troque a placa principal

FLUXOGRAMA 6 - SEM IMAGEM PELA ANTENA

Meça as tensões de alimentação


(2,5 - 3,3 - 5 V), pinos SDA e SCL
(3,3 V cada) do varicap

Verifique com osciloscópio SIM NÃO Teste o CI regulador e o


os sinais nos pinos de saída Normais ? caminho da tensão que
de vídeo analógico e digital está em falta

SIM NÃO
Troque a placa principal Normais ? Troque o varicap

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FLUXOGRAMA 7 - SEM IMAGEM PELAS ENTRADAS HDMI

Verifique se alguma das


entradas HDMI funciona

SIM NÃO Verifique com osciloscópio


Troque o CI chaveador das HDMI Funciona ? os sinais digitais nas saídas
do CI chaveador das HDMI

NÃO SIM
Normais ? Troque a placa principal

FLUXOGRAMA 8 - TV SEM SOM - IMAGEM NORMAL

Verifique se há som em algum


dos falantes

Verifique configuração
no menu, teste o falante, SIM NÃO
Verifique se alguma das
alimentação, circuito de Tem som ?
entradas da TV tem som
mute, peçasligadas e troque
o CI da saída que não funciona

SIM NÃO Verifique com osciloscópio


Verifique se a função TV tem som Tem som ? a presença do áudio digital
do DSP às saídas de áudio

SIM NÃO SIM NÃO


Tem som ? Tem sinal ?

Verifique a presença Verifique configuração


Verifique a presença Teste os falantes,
do sinal no pino SIF no menu. Estando normal
dos sinais de áudio alimentação, circuito de
do varicap troque a placa principal
das demais entradas mute, peças ligadas e troque
até o CI DSP os CIs da saída de áudio

Troque o varicap.
SIM NÃO Verifique entradas
Troque a placa principal Tem sinal ? danificadas ou
algum CI chave
do áudio externo

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XIX. TESTES NA FONTE E CONVERSOR LED COM OSCILOSCÓPIO

Nestes dois próximos capítulos falarei a respeito do uso do osciloscópio no conserto de


televisores LED. Conforme vimos no capítulo anterior, o osciloscópio é um instrumento que ajuda
bastante no conserto dos televisores LED e LCD comum principalmente na placa principal onde
são processados os sinais para o display e alto falantes. Porém se você ainda não possui esta
ferramenta não se assuste. Boa parte dos consertos destas TVs pode ser feita sem osciloscópio.
Porém em alguns casos ele se torna necessário. Se você possui uma assistência técnica que
atende muitos televisores LCD e LED vale a pena investir nesta ferramenta, visto que o conserto
destas TVs é bem lucrativo. Um osciloscópio de pelo menos 20 MHz já está excelente.

1 – Forma de onda no gate do mosfet conversor DC-DC que fornece os 160 V para o
backlight de LEDs – Veja na figura 89:

Figura 89 – Forma de onda no gate do mosfet do conversor de 160 V para o backlight de LEDs.

2 – Forma de onda no gate do mosfet controle de brilho do backlight – Observe na figura 90


a localização e a colocação da ponteira no gate do transistor citado:

Figura 90 – Teste do sinal no gate do controle de brilho.

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Na figura 91observamos como a forma de onda no gate do controle de brilho varia de acordo com
a intensidade da luz dos LEDs do backlight:

Figura 91 – Forma de onda variável de acordo com o brilho do backlight de LEDs (10 Vpp).

3 – Forma de onda no pino P_DIM do conector da fonte – Como explicado este pino recebe
um comando da placa principal para controlar o brilho do backlight. Suas formas de onda são
semelhantes àquelas no gate do mosfet controle de brilho. Veja na figura 92:

Figura 92 – Forma de onda variável no pino P_DIM do conector da fonte.

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4 – Como testar os capacitores eletrolíticos de filtro das linhas de +B – Medindo a tensão
contínua com o osciloscópio podemos verificar não somente se os valores estão corretos como
também se estas tensões estão perfeitamente contínuas, sem ondulações o que caracteriza
capacitor de filtro defeituoso. Tensões de +B com ondulações (“ripple”) podem atrapalhar ou até
impedir o funcionamento do televisor. Veja na figura 93 os pontos para testar os +B da fonte:

Figura 93 – Medindo as tensões nas linhas de +B de 5 e 12 V com osciloscópio.

E na figura 94 podemos observar a forma da tensão contínua em cada um dos pontos citados:

Figura 94 – Forma das tensões nas linhas de 5 e 12 V.

Observe como as tensões contínuas devem se apresentar como uma reta perfeita. Se houver
ondulações numa das linhas de +B, os eletrolíticos de filtro daquela linha devem ser trocados. O
mesmo princípio vale para todas as linhas de +B do televisor incluindo a linha de 160 V que
alimenta os LEDs do backlight.

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XX. TESTES NA PLACA PRINCIPAL (SSB) COM OSCILOSCÓPIO

Aqui os testes são basicamente seguir os sinais de áudio e vídeo analógicos e digitais das
entradas (incluindo o seletor varicap) até o CI DSP e deste para as saídas LVDS (para a placa T-
CON do display LCD), para os CIs de saída de áudio e para as demais saídas que a TV tiver.

1 – Forma de onda na saída analógica de vídeo (CVBS) do varicap – Veja na figura 95:

Figura 95 – Forma do sinal CVBS com imagem normal de uma emissora.

Observe como neste exemplo usamos o sinal de um canal transmitindo sinal analógico. Veja
como o formato do sinal CVBS varia de acordo com a cena. Na média ele fica em cerca de 1 Vpp.

2 – Forma de onda nos pinos de saída de vídeo digital do varicap – Veja na figura 96 como
em todos os terminais de saída do vídeo digital o sinal tem o mesmo formato, ou seja, uma onda
quadrada com cerca de 3,3 Vpp. O miolo do sinal fica variando de acordo com a cena. Lembrando
que só haverá sinal nestas saídas se sintonizarmos um canal com transmissão digital.

Figura 96 – Forma do sinal digital com imagem normal de uma emissora.

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3 – Forma de onda no conector LVDS – Veja na figura 97 o tipo de sinal que devemos
encontrar nas trilhas LVDS que ligam à placa T-CON do display.

Figura 97 – Forma do sinal no terminal LVDS.

4 – Mais algumas formas de onda – No manual de serviço dos televisores LED aparecem
algumas formas de ondas, porém elas são medidas usando-se um padrão de barras aplicado na
entrada da TV que se quer testar. Vamos ver alguns exemplos:

Entradas do conector HDMI – Veja na figura 98 as formas


de onda dos sinais RX Data e RX Clock de um dos
conectores HDMI. Devemos encontrar também estes sinais
nas saídas do CI chaveador das entradas HDMI para
comprovar seu funcionamento.

Figura 98 – Sinais HDMI.

Entradas dos conectores vídeo componentes – Veja na


figura 99 os sinais correspondentes às entradas do sinal do
vermelho (Pr) e azul (Pb). O padrão de entrada é um sinal
correspondente ao padrão de barras. Se for de algum outro
aparelho como um DVD reproduzindo um filme, por exemplo,
teremos um sinal parecido com o da figura 95.

Figura 99 – Sinais vídeo componentes.

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Pinos de saída de áudio digital (data e clock) do CI DSP
ao CI de saída de áudio – Na figura 100 vemos o sinal de
data (parte de baixo rosa) e clock (parte de cima amarelo)
do áudio digital entre o CI DSP e o saída de áudio.
Lembrando que o CI de saída de áudio além de amplificar o
sinal para os falantes deve converter de digital para
analógico os sinais recebidos do CI DSP.

Figura 100 – Sinais de áudio digital.

Observações finais

1 – Como pudemos observar ao longo desta obra, os televisores LED são relativamente fáceis de
diagnosticar (testar), porém ainda há certa dificuldade para obtenção de peças e por isto boa parte
dos consertos se resume a troca de placas ou display. Mas já há uma razoável disponibilidade de
placas no mercado para substituição e a tendência é ir melhorando com o tempo;
2 – Para limpar a tela destas TVs use um pano bem macio que não solte pêlos de preferência
seco ou em caso de sujeira impregnada, use um pouco de álcool para umedecer o pano;
3 – Cuidado com o manuseio da placa principal. Procure pegá-la de lado pra não haver o risco de
queimar nenhum componente com a eletricidade estática do corpo;
4 – Para trabalhar com estas TVs é necessário um multímetro analógico (com escalas de X1 e
X10K) ou digital de qualquer tipo, uma chave “philips” de 3/16 x 4 ou 6 e um recipiente com
divisões ou vários saquinhos plásticos para guardar os parafusos (que são muitos) separados
evitando assim confusão na hora de montar a TV novamente. Também é bastante útil ter um
osciloscópio de pelo menos 20 MHz para determinados testes conforme abordamos num dos
capítulos desta obra. As demais ferramentas são as corriqueiras numa assistência técnica.
5 – Alguns fabricantes de TVs LED fornecem manuais de serviço completos (com esquema
elétrico exceto a parte da fonte) e outros manuais sem o esquema elétrico. Isto vai depender da
marca e modelo da TV. Porém a maioria dos testes você consegue fazer sem o esquema.

Chegamos ao final deste trabalho esperando que ele consiga tirar várias de suas dúvidas acerca
das TVs LED, tanto com relação ao funcionamento quanto aos testes e consertos. Tomara que a
partir dele você se torne apto a realizar reparos nestes novos televisores que a cada dia se tornam
mais populares no mercado de eletroeletrônicos. Para qualquer esclarecimento temos à
disposição dois endereços de e-mail para contato. São eles:
Lburgos23@terra.com.br e Lburgos@terra.com.br. Espero que gostem do trabalho e até a
nossa próxima publicação. “Luis Carlos Burgos”

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Bibliografia

Texto – Todo o texto desta obra é de autoria e responsabilidade de Luis


Carlos Burgos, portanto é de uso exclusivo do autor;

Fotos e desenhos – Quase todas as fotos e figuras desta obra são de


autoria de Luis Carlos Burgos. Algumas poucas foram retiradas da internet
ou de manuais de serviço de televisores LED.
Neste trabalho o técnico ou estudante de eletrônica desvendará os mistérios sobre o
funcionamento e conserto dos televisores LCD com iluminação traseira (“backlight”) de LEDs. Veja
abaixo os tópicos abordados neste livro:

 O que é um televisor LED;


 Menus, funções e modo de serviço da TV LED;
 Entradas da TV (Antena, CATV, CVBS, vídeo componentes, USB, HDMI, PC, DVI);
 Desmontagem da TV;
 Display LCD;
 Sistema backlight a LED;
 Backlight com barras de LEDs (sistema edge lit ou iluminação nas bordas);
 Backlight com painel de LEDs (sistema back lit ou iluminação traseira);
 Teste do backlight de LEDs;
 Defeitos relacionados com o display;
 Fonte de alimentação chaveada SMPS;
 Alimentação do backlight de LEDs;
 Testes e consertos na placa da fonte (SMPS Board);
 A placa principal (Main board ou SSB);
 Seletor varicap com conversor digital integrado;
 CI processador de vídeo Hércules (Arsenal);
 CI DSP/Scaler (Chelsea);
 O CI microcontrolador (Micom);
 Placa controladora do display (T-CON);
 Memórias;
 Chaveamento das entradas;
 Circuito de som digital;
 Testes e consertos possíveis na placa principal.

Luis Carlos Burgos é técnico e instrutor de eletrônica há 23 anos. Trabalhou em várias


assistências técnicas incluindo autorizadas Sharp e Philco, foi professor de eletrônica na
extinta Escola Aladim por 17 anos (de 91 a 2008) e há mais de 3 anos escreve livros na área
da eletrônica, tendo alguns trabalhos publicados pela Editora Antenna. Atualmente é co
proprietário da Burgoseletronica, empresa de cursos de eletrônica, livros, componentes
eletrônicos e de informática. Também realiza treinamentos periódicos em parceria com as
lojas Esquemafácil e Livrotec.

Revendas:
São Paulo – Burgoseletrônica – www.burgoseletronica.net http://loja.burgoseletronica.net
www.lojaburgoseletronica.com.br
Esquemafácil – www.esquemafacil.com.br
Rio de Janeiro – Livrotec – www.livrotec.com.